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Último Passe

A primeira vitória de uma equipa portuguesa contra o Zenit no Petrovskyi, obtida nos últimos minutos de jogo pelo Benfica (2-1), foi a melhor resposta à tentação resultadista em que, a dada altura, ambas as equipas caíram. Tinha-o feito o Benfica no início da segunda parte, ao baixar as linhas e reduzir a intensidade depois de 45 minutos em que foi sempre capaz de dividir o jogo com os russos, e também o fez o Zenit depois do golo de Hulk, apostando num ritmo mais pausado e na espera por um prolongamento que acabou por não chegar, fruto do empate de Gaitán e, depois, do golo da vitória, marcado no último segundo do jogo por Talisca. O resultado da décima vitória seguida dos encarnados fora de casa foi o justo apuramento para os quartos-de-final da Liga dos Campeões. Afinal, só durante 25 dos 180 minutos da eliminatória os russos justificaram os milhões de que é composto o seu plantel. Rui Vitória fez o onze que se impunha, mexendo só no que tinha mesmo de mexer, por força das ausências de Júlio César, André Almeida e Jardel. Baixou Samaris para central, chamou Fejsa e Nelson Semedo a um onze onde se mantinha Ederson. E o início do jogo foi bom para a equipa portuguesa, que durante toda a primeira parte foi capaz de dividir a iniciativa com os russos. Jonas tinha bola no meio-campo adversário, o meio-campo conseguia manobrar à vontade e a equipa até reagia sempre bem à perda de bola, com uma pressão intensa que impedia as transições ofensivas rápidas ao Zenit. Conseguia o Benfica levar o Zenit para onde queria, impedindo os russos de entrar em contra-ataque e forçando-os a um ataque organizado onde, até por imposições táticas – Witsel e Maurício, por exemplo, nunca saíam da sua área de ação – a equipa de Villas-Boas não é tão forte. Daí que o primeiro tempo se tenha concluído com uma igualdade nos remates e até nas ocasiões de golo. A segunda parte, porém, trouxe um Zenit muito mais ofensivo. E, seja por ter deixado de conseguir sair ou porque abdicou de o fazer, o Benfica pareceu preocupar-se demasiado cedo com a proteção da sua baliza. É certo que na primeira parte tinha tido alguns problemas com o controlo da largura defensiva, permitindo por vezes que os laterais do Zenit aparecessem em boa posição, mas o que saiu desta maior contenção encarnada foram os tais 25 minutos de superioridade clara dos russos, a culminar no golo que Zhirkov ofereceu a Hulk. Faltavam 21 minutos para o jogo acabar e, quando qualquer equipa de sangue quente partiria para cima do adversário, para ganhar vantagem, o que o Zenit fez foi congelar o jogo, à espera de um erro do Benfica ou do prolongamento. E, apesar da reação do Benfica, que voltou a dividir o jogo com os russos, era para aí que o jogo se dirigia quando, num momento de espontaneidade, a cinco minutos do final, Raul Jiménez arrancou um remate de fora da área, Lodygin desviou-o para a barra e Gaitán foi mais rápido que Lombaerts a acorrer à recarga. O golo de Gaitán matou o Zenit, que não conseguiu sequer voltar a organizar-se no período de jogo que faltava. E disso se aproveitou o Benfica, que no último dos cinco minutos de desconto dados pelo árbitro, ainda fez o 2-1, através de Talisca. A vitória no jogo, a décima seguida do Benfica em jogos fora de casa, igualando o recorde da equipa de Jimmy Hagan em 1972/73, talvez tenha sido um presente demasiado generoso – o que as equipas fizeram no campo apontava mais para um empate. Mas a honra de figurar entre as oito equipas que em Abril vão discutir os quartos-de-final da Liga dos Campeões, essa, o Benfica mereceu-a inteiramente.
2016-03-09
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Último Passe

As ausências de André Almeida e Jardel, por castigo, somadas às de Júlio César, Lisandro López e Luisão, estes por lesão, colocam a Rui Vitória um problema de difícil resolução. O Benfica enfrenta o jogo do qual depende a continuidade na Liga dos Campeões, no qual será fundamental manter a solidez atrás, sem o guarda-redes titular, sem as três primeiras escolhas para o centro da defesa e sem ter ainda resolvido por inteiro a questão que se lhe coloca acerca da composição do meio-campo nos jogos de maior grau de exigência. Ainda assim, num jogo em que o primeiro golo pode ser a chave, Vitória deve mexer o mínimo possível, de forma a aproveitar o embalo emocional que o sucesso no dérbi de sábado lhe trouxe. Vai ter de inventar, mas não mais do que o necessário, com a consciência de que este Zenit pode exigir ao Benfica algo que a equipa ainda não mostrou de forma consolidada: que é capaz de ser sólida em desafios de exigência elevada. A vitória em Alvalade, no sábado, como a conquistada em Madrid, no Outono, são as exceções que confirmam a regra: este continua a ser um Benfica mais talhado para jogar contra equipas fracas. Ao todo, em quatro jogos com o Sporting, dois com o FC Porto, dois com o Atlético Madrid, dois com o Galatasaray, um com o Sp. Braga e um com o Zenit, o Benfica, o Benfica só ganhou cinco de doze jogos de grau de dificuldade mais elevado. Pode até chegar para alcançar os objetivos – em São Petersburgo, por exemplo, basta uma derrota pela margem mínima, desde que com golos marcados –, mas deve servir de ponto de partida para uma reflexão interna acerca dos equilíbrios da equipa, que precisa de juntar outro avançado a Jonas para rentabilizar aquele que é o seu melhor jogador e não encontrou ainda uma forma satisfatória de preencher a zona central do meio-campo quando Renato Sanches se torna naquilo a que o treinador chamou “talento selvagem” e perde as referências no jogo sem bola. Problemático é que estas questões se agravem pela ausência de jogadores que são tão importantes nos momentos defensivos, como Jardel ou André Almeida. Lindelof tem respondido muito bem, sobretudo se tivermos em conta que era a quarta opção para o centro da defesa no início da época, mas o que se lhe pedirá no Petrovskyi é que comande o setor, provavelmente com Fejsa a seu lado e sem a ajuda de André Almeida, um lateral cujo principal atributo é a solidez defensiva. A dúvida coloca-se depois, na constituição do meio-campo e do ataque. Salvio à direita com Pizzi no apoio a Mitroglou (ou Jiménez, mais talhado para jogar longe da equipa) ou Jonas com Mitroglou e Pizzi a vir da direita para dentro, no apoio a Samaris e Renato? Rui Vitória saberá melhor que ninguém em que ponto está a recuperação de Salvio e se ele já é capaz de responder num jogo deste grau de exigência, ainda que todos saibamos que nestas coisas o risco maior está na experimentação e não na continuidade. Repetir os seis da frente de Alvalade pode ser uma forma de aproveitar não apenas as rotinas que a equipa vem construindo como a confiança que adquiriu no campo do maior rival. Mas, até pela escassez de golos nos mais recentes jogos do Zenit (0-1, 1-0 e 0-0), a chave da eliminatória estará sempre no primeiro golo. Se o marca o Benfica, pode repetir-se a história do dérbi; se o marca o Zenit o jogo deverá pedir um upgrade àquilo que este Benfica tem mostrado.
2016-03-09
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O Benfica ganhou as últimas nove deslocações, todas as que fez desde o empate frente ao U. Madeira, na Choupana, em meados de Dezembro. Os encarnados igualaram assim a melhor série das épocas em que foram comandados por Jorge Jesus, obtida entre Novembro de 2010 e Fevereiro de 2011. E se ganharem ao Zenit em São Petersburgo não só se apuram para os quartos-de-final da Liga os Campeões como alcançam a dezena de saídas seguidas a ganhar que já não conhecem desde 1972/73, ano do campeonato que acabaram com 28 vitórias em 30 jogos. Após o empate frente ao U. Madeira, os encarnados ganharam por 1-0 ao V. Guimarães, por 4-1 ao Nacional, por 2-1 ao Estoril, por 1-0 ao Oriental, por 6-1 e 4-1 ao Moreirense, por 5-0 ao Belenenses, por 3-1 ao Paços de Ferreira e por 1-0 ao Sporting. São nove vitórias consecutivas em deslocações, tantas como as que conseguiu a equipa de Jorge Jesus em 2010/11. Nessa altura, também depois de um início atribulado, com seis derrotas nas primeiras nove deslocações da época (Nacional, V. Guimarães, Schalke, Lyon, FC Porto e Hapoel Tel-Aviv), o Benfica ganhou nove desafios seguidos fora de casa: 3-1 ao Beira Mar, 3-0 à U. Leiria, 1-0 à Académica, 2-0 ao Rio Ave, 4-0 ao Desp. Aves, 2-0 ao FC Porto, 2-0 ao V. Setúbal, 2-0 ao Sporting e 2-0 ao Stuttgart. A série foi interrompida ao décimo jogo, a 6 de Março de 2011 – fez no domingo cinco anos – com uma derrota em Braga, por 2-1, que deixou os encarnados a nove pontos do FC Porto de um certo André Villas-Boas. Esse acabou por ser um ano mau para o Benfica, que só ganhou a Taça da Liga, sendo segundo na Liga e afastado nas meias-finais da Taça de Portugal e da Liga Europa. Para se encontrarem dez vitórias seguidas do Benfica fora de casa é preciso recuar até à época de maior aproveitamento da história dos encarnados: 1972/73. Nesse ano, a equipa comandada por Jimmy Hagan foi campeã com largo avanço, ganhando os primeiros 23 jogos do campeonato. Daí que após a derrota frente ao Derby County (3-0, para a Taça dos Campeões), a 25 de Outubro de 1972, tenha ganho as dez saídas que se seguiram: 1-0 ao V. Setúbal, 2-0 ao U. Tomar, 2-1 ao V. Guimarães, 1-0 à CUF, 1-0 ao Montijo, 5-1 ao Leixões, 2-1 ao Beira Mar, 2-1 ao Sporting, 2-0 e 4-2 ao Belenenses. A série foi interrompida ao 11º jogo, um empate a dois golos com o FC Porto nas Antas, que chegou para garantir matematicamente o título quando ainda faltavam seis jornadas para o fim da competição.   Os jogos do Zenit após a interrupção invernal têm-se pautado por poucos golos. Além da derrota por 1-0 com o Benfica (golo de Jonas no último minuto), o Zenit ganhou por 1-0 ao Kuban Krasnodar, na Taça da Rússia, mas só no prolongamento (golo de Maurício), e empatou a zero com o Krasnodar no reatamento da Liga russa, onde ocupa a quinta posição, a nove pontos do líder, que é o CSKA Moscovo.   Só por uma vez o Benfica deixou desbaratar uma vantagem de 1-0 nas competições europeias. Foi em 2004/05, quando ganhou por 1-0 ao Anderlecht na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões e depois foi derrotado por 3-0 em Bruxelas, caindo para a Liga Europa. Nas outras 11 ocasiões em que ganhou a primeira mão de uma eliminatória europeia por 1-0, o Benfica seguiu em frente.   Por sua vez, o Zenit só perdeu fora por 1-0 na primeira mão por uma vez e conseguiu dar a volta. Foi na terceira pré-eliminatória da Champions de 2014/15. Os russos perderam por 1-0 no terreno do AEL Limasol de Cadu, Carlitos e Zezinho e venceram depois em casa por 3-0, com golos de Rondón, Danny e Kerzhakov.   Rui Vitória e André Villas-Boas já se defrontaram três vezes, com uma vitória para cada um e um empate. As duas primeiras aconteceram em 2010/11, ano do super-FC Porto. Os azuis e brancos de Villas-Boas venceram por 3-0 em Paços de Ferreira, onde o atual técnico do Benfica estava a começar a carreira na I Divisão, com um golo e duas assistências de Hulk, atual jogador do Zenit. Depois não foram além de um empate a três bolas no Dragão, com a particularidade de ter sido o atual benfiquista Pizzi a marcar os três golos dos castores. O terceiro jogo foi a primeira mão desta eliminatória, favorável ao Benfica por 1-0, com golo de Jonas.   Nunca uma equipa portuguesa ganhou ao Zenit no Petrovskyi, mas em seis dos sete jogos que ali fizeram as equipas de Portugal marcaram golos. A única exceção foi o Benfica, que ali perdeu por 1-0 na fase de grupos da Liga dos Campeões de 2014/15. De resto, o Benfica já ali tinha perdido por  3-2 nos oitavos de final da Champions de 2011/12, passando a eliminatória. O FC Porto já empatou (1-1, em 2013) e perdeu (1-3 em 2011), havendo ainda a registar uma derrota do Paços de Ferreira (4-2, em 2013), um empate do Nacional (1-1, em 2009) e uma derrota do V. Guimarães (1-2 em 2005).   Além disso, o Benfica só ganhou uma vez na Rússia: foi em Outubro de 1996, quando venceu o Lokomotiv por 3-2, graças a golos de Panduru, Donizete e João Pinto. De resto, soma dois empates (0-0 com o Torpedo de Moscovo em 1977 e 2-2 com o Dynamo Moscovo em 1992) e perdeu nas últimas quatro deslocações: 2-0 com o CSKA em 2005, 3-2 com o Zenit e 2-1 com o Spartak em 2012 e 1-0 com o Zenit em 2014.   O Zenit tem no seu plantel três jogadores que já passaram pelo Benfica: os médios Witsel e Javi Garcia e o defesa-central Garay. Além disso, conta ainda com outros jogadores que têm ligações ao futebol português, como Hulk (ex-FC Porto), Danny (ex-Marítimo e Sporting) e Neto (ex-Varzim e Nacional).   O guardião Ederson vai fazer a estreia na Liga dos Campeões, mas já jogou duas vezes nas provas europeias, ambas na baliza do Rio Ave. Sofreu sempre dois golos: 2-2 em casa com o Steaua Bucareste e 0-2 em Kiev com o Dynamo.
2016-03-08
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Último Passe

Um golo de Jonas, a beneficiar do espaço que Jardel lhe ganhou após uma bola parada de Gaitán, no último minuto de jogo, valeu ao Benfica uma vitória suada e difícil mas justa sobre o Zenit e a possibilidade de viajar até São Petersburgo com um 1-0 que pode ser curto, sobretudo em função do esperado crescimento competitivo dos russos nas três semanas que aí vêm, mas que é bem melhor do que parece, por ter sido conseguido sem sofrer golos em casa. Rui Vitória acabou assim por ver recompensada a estratégia de menor vertigem ofensiva que adotou, destinada sobretudo a controlar o contra-ataque de um Zenit sempre demasiado focado na criação de duas barreiras defensivas à frente da sua área e sem capacidade fisica para esticar o jogo até perto da baliza de Júlio César. Vitória acabou por optar pelo 4x4x2 do costume, repetindo mesmo o onze que tinha apresentado contra o FC Porto, mas via-se que a equipa arriscava muito menos do que o habitual, quer nos passes de rotura, quer nas trocas posicionais. A circulação voltou a ser feita com privilégio da segurança, quase sempre por fora e sem procura das penetrações pelo corredor central que têm notabilizado Renato Sanches. E sempre que Pizzi ou Gaitán vinham para dentro, havia a preocupação de Jonas em cair na faixa, de forma a não deixar a equipa descompensada em eventuais momentos de perda de bola. Depois, se André Almeida ainda aparecia com alguma frequência na frente, pela direita, do outro lado Eliseu surgia muito comedido, sempre de olho em Hulk, mesmo quando era o Benfica quem tinha a bola. Tudo somado à organização defensiva impecável dos russos, redundou num jogo muito fechado, sem grandes momentos de perigo. A exceção em toda a primeira parte foi um lance na direita em que Pizzi chutou para as mãos de Lodygin, e um tiro de fora da área de Jonas, que bateu em Lombaerts e podia ter traído o guarda-redes mas saiu ao lado. O Zenit, que no início do jogo dera uma ideia acerca daquilo a que vinha com uma aceleração quase letal de Danny, só voltou a dar um ar de sua graça no início da segunda parte, quando Witsel obrigou Júlio César a uma defesa apertada. Mas, à medida que o jogo avançava, os russos iam perdendo capacidade de chegar à frente e dessa forma ganhar tempo para a sua defesa respirar. Sentindo o adversário a vacilar e o jogo de sentido único, Rui Vitória mexeu. Primeiro Jiménez por Mitroglou, para ganhar mobilidade na frente. Depois, Pizzi por Carcela, de forma a ganhar largura e de meter mais bolas na área. Mas as ocasiões de golo iam na mesma escasseando e as que apareciam eram desperdiçadas. Gaitán podia ter marcado aos 69’, a passe de Jonas, mas chutou contra Lodygin. Jardel também esteve perto do 1-0 aos 72’, depois de solicitado por Lindelof, mas atirou para fora. E já o jogo se arrastava para o final com um 0-0 teimoso quando Jonas finalmente deu expressão ao marcador e uma maior esperança ao Benfica de seguir para os quartos-de-final da Liga dos Campeões. Daqui por três semanas, em São Petersburgo, mesmo sem Jardel e André Almeida – que estão suspensos por via do amarelo que viram na Luz – o Benfica sabe que defende uma vantagem curta, mas que se fizer um golo tem a tarefa muito facilitada. Deve ser essa a sua prioridade. 
2016-02-16
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A crescente afirmação internacional dos treinadores portugueses na Europa tem levado à repetição de uma situação até há bem pouco tempo inédita, que é a de equipas nacionais jogarem eliminatórias europeias contra formações dirigidas por técnicos nacionais. É o que vai passar-se quando o Benfica defrontar o Zenit de André Villas-Boas. O portuense é um dos três treinadores portugueses que já defrontou o Benfica nas provas da UEFA e, tendo sido o único a ganhar na Luz, vai também ser o primeiro a repetir a experiência. Villas-Boas já liderava o Zenit na época passada, quando os russos ganharam os dois jogos ao Benfica na fase de grupos da Liga dos Campeões: 2-0 na Luz e 1-0 em São Petersburgo. Na mesma época, o Benfica defrontou o Mónaco de Leonardo Jardim (0-0 no principado e 1-0 para o Benfica em Lisboa). Antes, em 2011, Domingos Paciência tinha sido o primeiro treinador português a defrontar o Benfica nas provas europeias, ainda que o tenha feito aos comandos do Sp. Braga, nas meias-finais da Liga Europa: perdeu por 2-1 na Luz mas ganhou por 1-0 em Braga e apurou-se para jogar a final da prova contra o FC Porto… de Villas-Boas. André Villas-Boas, de resto, vem com três vitórias consecutivas em visitas à Luz. Perdeu na primeira vez que ali foi, com a Académica, em 2009/10, por 4-0, mas depois ganhou sempre. Em 2010/11, já no FC Porto, ganhou para o campeonato por 2-1 (depois de ter goleado o Benfica de Jesus por 5-0 em casa) e para a Taça de Portugal por 3-1 (invertendo o rumo da meia-final, depois de ter perdido no Dragão por 2-0). Por fim, com o Zenit, voltou a vencer na Luz por 2-0, na época passada. Pelo meio, acabou por não visitar a Luz em mais duas ocasiões que os sorteios teriam ditado. Em 2011/12 foi demitido e substituído por Roberto Di Matteo antes das duas vitórias do Chelsea contra o Benfica: 1-0 na Luz e 2-1 em Stamford Bridge, a caminho da vitória nessa Liga dos Campeões. E em 2013/14 também foi afastado e substituído por Tim Sherwood antes de o Tottenham ser eliminado pelos encarnados, com 3-1 em Londres e 2-2 em Lisboa.   Rui Vitória e André Villas-Boas já se defrontaram duas vezes, com uma vitória e um empate para o atual treinador do Zenit. Foi em 2010/11, ano do super-FC Porto. Os azuis e brancos venceram por 3-0 em Paços de Ferreira, onde o atual técnico do Benfica estava a começar a carreira na I Divisão, com um golo e duas assistências de Hulk, atual jogador do Zenit. Mas depois não foram além de um empate a três bolas no Dragão, com a particularidade de ter sido o atual benfiquista Pizzi a marcar os três golos dos castores.   O Zenit ganhou as três últimas partidas que fez em Portugal. Antes dos 2-0 na Luz, na época passada, tinha batido o FC Porto por 1-0 na fase de grupos da Champions de 2013/14, e o Paços de Ferreira por 4-1 no play-off de acesso a essa mesma fase da competição.   O Benfica vem de uma derrota contra o FC Porto, em casa, que interrompeu uma série de onze vitórias seguidas, em todas as competições, desde o empate contra o U. Madeira (0-0), a 15 de Dezembro. Foi a sétima derrota da época para os encarnados, que até aqui reagiram quase sempre bem aos resultados negativos: na sequência das seis derrotas anteriores, ganharam quatro vezes (4-0 ao Estoril, 3-2 ao Moreirense, 3-0 ao Paços de Ferreira e 4-2 ao V. Setúbal), empataram uma (2-2 em Astana) e perderam outra (1-2 com o Galatasaray).   O Zenit, por sua vez, não faz um jogo competitivo há mais de dois meses. O último foi a derrota com o Gent, na Bélgica, por 2-1, que não impediu a equipa de André Villas-Boas de terminar destacada em primeiro lugar do Grupo H da Liga dos Campeões. Antes, o Zenit empatara com o Ufa e perdera com o Terek Grozny, pelo que já não ganha a ninguém desde 24 de Novembro, quando bateu por 2-0 o Valência que então era comandado por outro treinador português, na ocasião Nuno Espírito Santo.   O Zenit tem no seu plantel três jogadores que já passaram pelo Benfica: os médios Witsel e Javi Garcia e o defesa-central Garay. Além disso, conta ainda com outros jogadores que têm ligações ao futebol português, como Hulk (ex-FC Porto), Danny (ex-Marítimo e Sporting) e Neto (ex-Varzim e Nacional).   O Benfica só perdeu uma vez em casa contra equipas russas, tendo ganho quatro e empatado outras duas. A derrota foi precisamente o 0-2 com o Zenit, na época passada. Na Luz, empataram o Torpedo de Moscovo (0-0, em 1977/78) e o CSKA Moscovo (1-1, em 2004/05). E ali foram batidos o Dynamo de Moscovo (2-0, em 1992/93), o Lokomotiv Moscovo (1-0, em 1996/97), o próprio Zenit (2-0, em 2011/12) e o Spartak de Moscovo (2-0, em 2012/13).  
2016-02-15
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