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Último Passe

Jorge Jesus queixou-se uma vez do excesso de influência de Bas Dost nos golos do Sporting. “Não estou habituado a ter um jogador a marcar todos os golos das minhas equipas”, disse nessa altura. Hoje, depois de mais um “hat-trick” do holandês valer ao Sporting a vitória em Braga e a manutenção das distâncias relativamente a FC Porto (segundo, a cinco pontos) e V. Guimarães (quarto, a oito), o treinador não se mostrou incomodado. E não o fez porque tenha passado a gostar de ter um jogador com tamanha influência na produção goleadora da sua equipa. Fê-lo porque o Sporting fez um excelente jogo no ataque e aquilo que verdadeiramente incomodava Jesus no Inverno era o pouco que a sua equipa estava a jogar. Bas Dost chegou em Braga aos 31 golos em 28 jogos de campeonato. Já garantiu que chegará ao fim da Liga, na pior das hipóteses, com um golo por jogo – e isto se não marcar nas três últimas rondas –, algo que ninguém faz em Alvalade desde que Jardel assinou 42 nas 30 partidas em que participou na conquista do campeonato de 2001/02, com Bölöni. E segue exatamente com metade (50 por cento) dos golos leoninos, percentagem de influência que nenhum jogador do Sporting conseguia também desde esse ano de apogeu de Jardel, cujos 42 golos nessa Liga representaram 56,7% dos 74 feitos pela equipa. Liedson, por exemplo, nunca passou dos 37,8% (25 golos em 66 em 2004/05, com Peseiro) e Slimani dos 34,1% (27 golos em 79, na época passada, já com Jesus). Quem tinha estado mais perto da marca de Jardel até tinha sido van Volfswinkel, que na trágica época de 2012/13 (Sporting fora dos lugares de qualificação europeia) marcara 14 dos 36 golos da equipa na Liga (38,8%). Ora por aqui se vê que os números nos dizem o que quisermos. Nem o Sporting de 2001/02 foi campeão porque Jardel marcava mais de metade dos golos da equipa nem o de 2012/13 ficou fora da UEFA por causa da influência de van Wolfswinkel. A questão é que a primeira equipa, a que foi campeã, jogava muito, e a segunda, a que ficou fora da Europa, jogava pouco. Como o Sporting dos meses de Inverno nesta Liga que deverá acabar em terceiro. No jogo de Braga, por isso, o hat-trick de Bas Dost e o facto de ele se ter aproximado da percentagem de influência de Jardel não foi um problema, porque o Sporting desenvolveu um futebol atacante vistoso, com influência das acelerações de Podence, dos dribles e da velocidade de Gelson, de uma boa atuação dos dois laterais – coisa rara esta época – e de uma tarde dominadora de William a sair com bola. Quando assim é, Jesus não se importará que um só avançado seque o resto da equipa e faça todos os golos. Até porque dali vai chegar-lhe o único troféu da época, que será o título de melhor marcador nacional e um lugar no pódio dos mehores da Europa.
2017-04-30
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Último Passe

Foram o FC Porto e Nuno Espírito Santo que ganharam ou foram o Sporting e Jorge Jesus que perderam? Como sempre, na sequência de um clássico, onde as duas formas de olhar para o jogo assumem igual protagonismo, esta é a pergunta que muitos fazem. A resposta é simples: ambas as afirmações são verdadeiras. Nuno Espírito Santo começou a ganhar o jogo quando apostou em Soares e numa frente de ataque alargada, mas só o ganhou mesmo graças ao compromisso defensivo revelado por jogadores como Corona e Brahimi. E Jorge Jesus começou a perdê-lo, não tanto na aposta-surpresa em Matheus Pereira, mas mais na falta de William Carvalho e na insistência em Bryan Ruiz pelo corredor central, como segundo avançado, quando ainda não ganhou um jogo verdadeiramente competitivo com o costa-riquenho a jogar naquela posição. Soares foi o homem do jogo, pelos dois golos que marcou, mas sobretudo pela volta que permitiu dar ao futebol do FC Porto. Com Soares, o FC Porto pôde mudar para um 4x4x2, porque passou a ter um avançado de referência, com escola a jogar de costas para a baliza, a cobrir a bola, mas que ao mesmo tempo tem finalização e explosão. Talvez fosse isso que o treinador tinha em mente quando contratou Depoitre, mas a verdade é que esses trunfos chegaram com seis meses de atraso. Com Soares na frente, André Silva passou a ser menos massacrado – ainda que ao mesmo tempo tenha perdido protagonismo – e a equipa pôde juntar dois pontas-de-lança a dois extremos puros, como Corona e Brahimi, não perdendo em termos defensivos. Pelo contrário… A diferença para a equipa que atacou no Estoril, há uma semana, com André Silva, Jota, Herrera e André André foi abissal em termos de resultados práticos, mas também de modelo de jogo: o FC Porto de hoje apostou num jogo mais direto, na busca mais rápida da profundidade, juntando linhas atrás e vivendo muito do comportamento defensivo rigoroso dos dois alas, que estiveram sempre bem nos momentos de transição, reduzindo o espaço ao Sporting para atacar. Claro que muito disto teve a ver com o golo madrugador de Soares, obtido logo aos 6’, que permitiu ao FC Porto gerir a vantagem e ao Sporting obter superioridade estatística, porque lhe coube desde cedo a necessidade de recuperar no marcador. E aqui é onde entram os defeitos leoninos. Seria fácil vir agora criticar a aposta surpresa em Matheus Pereira – um minuto jogado na Liga antes de ser titular no Dragão – mas a verdade é que sem ter sido brilhante, não foi por ele que o Sporting começou a claudicar. O início da queda teve a ver com a falta de rotinas de Palhinha com a equipa, mas o essencial passou pela noite má de Zeegelaar e por mais uma manifestação de incapacidade de Bryan Ruiz para jogar como segundo avançado, pelo meio, em jogos onde o patamar de exigência e de competitividade aumentam. Em suma, Jesus não perdeu por ter inventado, como amanha vamos ler um pouco por todo o lado. Perdeu por insistir em soluções que já lhe tinham custado pontos em várias outras situações. É muito por aqui que se explica o jogo. Adiantou-se o FC Porto logo aos 6’, por Soares, num lance onde a criatividade de Corona se juntou ao comportamento insuficiente de Zeegelaar, que o deixou cruzar, e onde depois a eficácia do avançado recrutado ao V. Guimarães veio combinar com a falta de rotina de Palhinha com Coates e Ruben Semedo: os dois centrais definiram bem o momento da subida, um segundo antes do cruzamento, para deixar Soares em fora-de-jogo, mas Palhinha, que estava na área para restabelecer a superioridade numérica, tardou a reagir e deu condição legal ao atacante brasileiro. A ganhar, o FC Porto assumiu o bloco baixo e a busca rápida da profundidade, sobretudo em ataque rápido e contra-ataque. E, mesmo tendo superioridade numérica no corredor central – Palhinha, Adrien e Bryan Ruiz contra Danilo e Oliver – o Sporting não só não tinha saída pelo meio, procurando sempre os corredores laterais, como perdia quase todas as divididas por ali, fruto da inadequação de Bryan Ruiz à posição. O talento está lá, não se discute, mas para jogar a este nível naquela posição é preciso pensar e executar a uma velocidade que o costa-riquenho não tem. Ruiz começou ali contra o FC Porto em Alvalade e Jesus trocou-o por Bruno César quando se viu a perder, ainda na primeira parte; voltou a começar ali contra o Benfica na Luz e Jesus voltou a trocá-lo, desta vez por Alan Ruiz, aos 60’, mais uma vez a perder, mas desta vez por 2-0; por fim, o treinador repetiu a aposta no Dragão, voltando a mudá-lo de posição ao intervalo, outra vez a perder por dois golos. O segundo nascera de um contra-ataque que teve contributo de Danilo, num excelente passe de rotura, e de Soares, que bateu em velocidade a defesa do Sporting, superou Rui Patrício e fez o 2-0. Na segunda parte, com Adrien e Gelson a manterem a bitola elevada, Esgaio na esquerda em vez de Zeegelaar, Palhinha a subir de rendimento – sendo mais médio e menos terceiro central – e sobretudo com Alan Ruiz no apoio direto a Bas Dost, assegurando que o Sporting tinha alguém capaz de jogar dentro do bloco portista, os leões melhoraram. Adrien acertou na trave e Alan Ruiz reduziu, após combinar com Bas Dost. Aqui, foi a vez de o FC Porto repetir o erro que já cometera contra o Benfica, baixando o ritmo, deixando de sair com a certeza dos primeiros 45 minutos, fruto da falta de gente na frente: André Silva deu o lugar a André André, Brahimi foi trocado por Jota e Corona por João Carlos. Podence deu alma ao flanco esquerdo leonino e nos últimos dez minutos pairou sobre o Dragão a hipótese de repetição do golpe de teatro que já sucedera frente ao Benfica. A diferença é que desta vez Casillas fez duas excelentes defesas a cabeceamentos de Coates, impedindo o empate. E em resultado disso não só o FC Porto viu legitimada a sua candidatura ao título, como o Sporting saltou fora da carruagem.
2017-02-04
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Stats

Jorge Jesus ganhou onze dos quinze confrontos com Pedro Martins, atual treinador do Rio Ave. Dos 15 jogos entre ambos, Jesus esteve quase sempre no Benfica – a exceção foi o Rio Ave-Sporting da primeira volta – enquanto Martins andou entre o Marítimo e os vila-condenses. Curioso é que nas duas vezes que perdeu na Liga com Martins, Jesus acabou por ser campeão: 2-1 no Marítimo-Benfica na abertura de 2013/14 e 2-1 no Rio Ave-Benfica da época passada. Pedro Martins, por sua vez, vai em seis derrotas consecutivas em jogos contra o Sporting: 1-2 em Vila do Conde já esta época; 2-4 em Alvalade e 0-1 nos Arcos na anterior; 1-3 nos Barreiros e 2-3 com o Marítimo em Alvalade para a Liga de 2013/14, época em que também perdeu por 3-0 em Lisboa para a Taça da Liga. Até então, Martins até tinha saldo positivo contra os leões de Lisboa, com duas derrotas, dois empates e três vitórias, a última das quais a 10 de Fevereiro de 2013 – faz na quarta-feira três anos – por 1-0, graças a um golo do agora portista Suk.   - O Sporting deu avanço nos últimos três jogos em Alvalade. Começou a perder (até aos 0-2) contra o Sp. Braga – e acabou por vencer por 3-2. Repetiu contra o Tondela e virou de 0-1 para 2-1 antes de sofrer o 2-2 já perto do final. E voltou a ver o adversário adiantar-se no desafio contra a Académica, em que esteve a perder por 1-0 e acabou por vencer por 3-2.   - Além disso, o Sporting marcou golos nos últimos 22 jogos em casa, contando todas as competições. O último zero leonino em Alvalade aconteceu a 26 de Fevereiro do ano passado, contra os alemães do Wolfsburg. Para celebrarem um ano sempre a fazer golos no seu estádio, os leões terão de marcar agora ao Rio Ave e ainda a outra equipa alemã, o Leverkusen, e ao Boavista, que já forçou a equipa de Jesus a um zero no Bessa.   - O Rio Ave perdeu os últimos dois jogos que fez fora de casa, ambos com o Sp. Braga: 5-1 para a Liga e 1-0 na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal. Mas o antepenúltimo foi o empate a uma bola no Dragão com o FC Porto, que levou à demissão de Lopetegui.   - Zeegelaar, jogador do Sporting que, face à lesão de Jefferson, deve alinhar na lateral-esquerda, começou a época no Rio Ave, tendo alinhado na equipa que saiu derrotada frente ao Sporting no jogo da primeira volta.   - Tobias Figueiredo fez o seu jogo de estreia na Liga portuguesa contra o Rio Ave. Foi a 18 de Janeiro de 2015 que Marco Silva o lançou como titular na vitória dos leões por 4-2 contra os vila-condenses em Alvalade.   - O Sporting ganhou as últimas quatro partidas contra o Rio Ave e não perde desde Fevereiro de 2013, quando foi batido – de virada – em Vila do Conde por 2-1: marcaram Joãozinho (na própria baliza) e Ukra depois de Jeffrén ter adiantado os leões. Ainda assim, os vila-condenses têm um histórico recente neutro nas últimas deslocações ao reduto do leão: nos últimos três jogos ali realizados, perdeu um, ganhou outro e empatou o outro.
2016-02-08
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Último Passe

Janeiro já está perto, a Liga parou para dar lugar a dois particulares sem importância da seleção nacional e o mais normal é as atenções centrarem-se no mercado, no que os candidatos vão fazer para assegurar as melhores armas na fase decisiva do ataque ao título. Identificação de fragilidades, correção de erros de casting… O tempo de agir é agora. O Sporting lidera a Liga, está mal na Europa – o que, sendo uma vergonha, pode até facilitar-lhe a segunda metade da época – e para já aponta claramente aos corredores laterais. Zeegelaar é uma aposta segura para dar luta a Jefferson e permitir rodagem a Jonathan, para que a falta de competição não o faça perder o comboio no ambiente das seleções argentinas. E Bruno César já chegou do Estoril, regressando ao mais alto nível que deixara quando trocou o Benfica pelo Al Ahly saudita mais devido à confiança que nele tem Jorge Jesus do que em função do futebol que mostrou até aqui nos canarinhos. Jesus acreditará que pode fazer de Bruno César aquilo que ele já foi e que ele se transformará na melhor opção para substituir Carrillo, o que por si só vem mostrar que também o treinador acha que precisa de gente com os quilómetros de experiência nas pernas que faltam a Gelson e Matheus. E que Carlos Mané, que já vai na terceira época de plantel principal, não lhe enche as medidas. No FC Porto, cujo plantel parece rico em todas as vertentes, com pelo menos duas soluções de quase idêntica valia para cada posição, fala-se agora num avançado. Não será seguramente para substituir Aboubakar, que o camaronês tem sido das melhores surpresas nos dragões. E como a fé de Lopetegui no 4x3x3 é inabalável, quem está em causa é Osvaldo. Mesmo com pouco tempo de jogo, o italo-argentino perde assim espaço, o que significará que não foi preciso muito para convencer os responsáveis de que ele foi um erro de casting que convém emendar. Por fim, no Benfica, a ideia parece ser a de deixar sair Lisandro Lopez, para que o argentino não desvalorize com a inatividade a que está a ser condenado na sombra de Luisão e Jardel. O vimaranense Josué, jogador de confiança de Rui Vitória, está apontado à vaga de terceiro central e, ainda que muito esteja em jogo na capacidade que o treinador terá para fazer vingar a sua opção junto da tão badalada estrutura, todos sabemos que o futuro do Benfica não se joga aqui: do que o Benfica precisa mesmo é de um super-médio que lhe permita aguentar o 4x4x2 que serve a Jonas.
2015-11-15
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Piojo, do Tondela, marcou ao Belenenses o 200º golo da Liga. Os Golo 200 surgiu ao 97º jogo, 19 jogos mais tarde que na época passada, em que 78 jogos bastaram para se marcarem 200 golos. A Liga atual, com 201 golos em 10 jornadas (88 jogos apenas, fruto do adiamento dos jogos do U. Madeira com Benfica e FC Porto), segue com uma média de 2,28 golos por jogo, o que representa uma baixa em relação à edição anterior, que tinha 229 golos nas mesmas 10 rondas, a uma média de 2,54 golos por jogo.   - Leo Bonatini (Estoril) superou no jogo com a Académica o total de golos que tinha na Liga anterior. Em 2014/15 fez quatro golos em 11 jogos, enquanto na temporada atual já leva cinco em apenas nove partidas. A Académica foi o único adversário ao qual repetiu a gracinha de fazer um golo.   - O Estoril de Fabiano Soares empatou pela segunda vez consecutiva em casa, onde já não perde precisamente desde a visita da Académica na época passada, a 22 de Fevereiro. São onze jogos de invencibilidade caseira na Liga, igualando o melhor registo de Fernando Santos, estabelecido entre Abril de 1992 e Janeiro de 1993. Marco Silva, por exemplo, nunca passou das dez partidas seguidas sem perder em casa. O recorde do clube na I Liga são 14 jogos seguidos sem derrota na Amoreira, fixado entre Maio de 1980 e Abril de 1982 (com uma interrupção devida à passagem pela II Divisão) por equipas comandadas por José Torres, Jimmy Hagan e Celestino Ruas.   - Ao vencer em Guimarães por 1-0, o Nacional pontuou pela primeira vez fora de casa esta época. O último ponto como visitante tinha sido em 18 de Maio, no encerramento da última Liga, quando foi ganhar ao Boavista por 1-0 no Bessa.   - O Marítimo ganhou em casa ao Rio Ave por 3-2 e pôs termo a uma série de cinco jogos seguidos com jogadores expulsos. Desde 13 de Setembro, quando ganharam em casa ao V. Setúbal por 5-2, que os verde-rubros não chegavam ao fim de um jogo da Liga com onze homens em campo.   - Dyego Souza (Marítimo) abriu o ativo no jogo com o Rio Ave com mais um golo de cabeça: o seu quinto nessas condições na Liga, o que o deixa como rei dos ares na competição, com mais uma finalização bem sucedida no futebol aéreo que Slimani.   - Zeegelaar (Rio Ave) marcou pelo terceiro jogo consecutivo pela primeira vez na sua carreira. Fez um golo ao Marítimo, depois de já ter marcado ao Nacional e ao Estoril. O holandês juntou-se assim aos setubalenses André Claro e Suk, ao estorilista Leo Bonatini e ao sportinguista Teo Gutièrrez como únicos jogadores a marcarem em três jornadas seguidas. Todos os outros pararam à quarta.   - O Moreirense ganhou por 2-0 ao Paços de Ferreira, obtendo à décima jornada a sua primeira vitória no campeonato. Não prolongou a agonia por tanto tempo como o Gil Vicente de 2014/15, que só ganhou à 16ª jornada.   - O argentino Battaglia esteve entre os goleadores desse jogo, recordando um momento feliz, pois já tinha sido ao Paços de Ferreira que marcara o seu primeiro golo na Liga portuguesa. Foi a 7 de Dezembro do ano passado e, tal como agora, o Moreirense ganhou por 2-0.   - Tiago Silva (Belenenses) marcou ao Tondela precisamente um ano depois do seu último golo na Liga portuguesa. Não marcava desde 9 de Novembro de 2014, na vitória dos azuis por 1-0 no terreno do Moreirense.   - Os 2-1 com que bateu o Tondela significaram a terceira vitória seguida do Belenenses em casa, algo que o clube já não conseguia desde Março, Abril e Maio de 2007, quando ganhou cinco jogos em sequência. Treinava essa equipa Jorge Jesus.   - O Tondela chega à 10ª jornada em último lugar, com apenas cinco pontos. As duas equipas que estavam assim tão mal (pior, na verdade) na época passada, acabaram por descer: o Penafiel tinha quatro pontos e o Gil Vicente três. A última equipa a salvar-se nestas condições foi o Gil Vicente de 2004/05: tinha cinco pontos à décima jornada e acabou a Liga em 13º, seis pontos acima da linha de água. Depois disso, todas as equipas que arrancaram tão mal como este Tondela desceram – além dos dois exemplos da época passada, aconteceu ainda ao Aves em 2006/07, à U. Leiria em 2007/08 e à Naval em 2010/11.   - Kritciuk, guarda-redes do Sp. Braga, continua a sua série de imbatibilidade. O russo, que só tem feito os jogos da Liga, já não sofre golos desde 21 de Setembro, quando foi batido na vitória por 5-1do Sp. Braga sobre o Marítimo. São já 502 minutos sem ir buscar a bola ao fundo das redes, incluindo as visitas a Guimarães e ao Dragão. Tem a mais longa série de imbatibilidade em curso na atual Liga e a maior de um só guarda-redes na história do Sp. Braga desde que Eduardo esteve 586 minutos sem sofrer golos entre Dezembro de 2009 e Fevereiro de 2010.
2015-11-10
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Kritciuk, guarda-redes do Sp. Braga, alargou frente ao Belenenses para 412 os minutos que leva sem sofrer golos na Liga. O último a marcar-lhe foi o maritimista Dyego Souza, a 21 de Setembro e, desde então, deixou em branco os ataques de V. Guimarães, Arouca, FC Porto e Belenenses. É a mais longa série de imbatibilidade em curso na atual Liga e a maior de um só guarda-redes na história do Sp. Braga desde que Eduardo esteve 586 minutos sem sofrer golos entre 5 de Dezembro de 2009 (autogolo de Moisés frente ao Leixões) e 8 de Fevereiro de 2010 (golo de Yontcha, do Belenenses).   - Luís Leal foi expulso pela primeira vez na Liga portuguesa, deixando o Belenenses com dez homens e à mercê do Sp. Braga, num jogo que confirma a tendência dos jogadores dos azuis para se fazerem expulsar no Minho: os dois últimos vermelhos para o Belenenses tinham sido em Guimarães (Carlos Martins, a 8 de Fevereiro) e Braga (Deyverson, a 7 de Janeiro).   - O Moreirense não foi além do empate em Coimbra, com a Académica, e continua sem vencer após nove jornadas de Liga. Nada de dramas, porém! Das sete equipas que chegaram à nona jornada sem vencer neste século, quase metade (três) escaparam à despromoção desportiva. Sucedeu com o Boavista em 2007/08 (acabou em nono, mas desceu administrativamente, fruto do processo Apito Final), com o Beira Mar (oitavo em 2000/01) e o Gil Vicente (14º, também em 2000/01).   - O V. Setúbal ficou pela primeira vez em branco na Liga frente ao Arouca, empatando a zero no Bonfim, o que faz com que a partir deste momento a única equipa a ter marcado golos em todas as jornadas seja o Rio Ave.   - Ganhando por 1-0 ao Nacional, o Rio Ave assegurou também que, além de ser a única equipa da Liga que marcou em todos os jogos, é a que mais vezes manteve a baliza a zeros: foram cinco desafios sem sofrer golos, tantos como Sp. Braga, Arouca e FC Porto.   - Zeegelaar fez o golo da vitória do Rio Ave frente ao Nacional e, pela primeira vez na sua carreira, marcou em dois jogos consecutivos, pois já tinha marcado no empate (2-2) frente ao Estoril, na oitava jornada. O Nacional já estava na história deste ala holandês, pois tinha sido aos alvi-negros do Funchal que marcara o único golo da sua carreira até ao início desta época.   - O Nacional perdeu os cinco jogos que fez fora da Choupana para a Liga esta época. É o pior arranque da equipa madeirense como visitante desde 2004/05, quando saiu derrotado das primeiras sete deslocações, ganhando apenas à oitava: 1-0 em Penafiel, com golo de Gouveia, atual treinador da Académica.   - Edgar Costa foi expulso no Bessa, frente ao Boavista, o que eleva para cinco o número de jogos consecutivos em que o Marítimo não consegue acabar com onze homens em campo. Antes tinham sido expulsos Tiago Rodrigues (com o Paços de Ferreira), Dirceu (Académica), Diallo (Tondela), Raul Silva e João Diogo (Sp. Braga). O Marítimo é ainda a equipa com mais homens expulsos na Liga: são sete vermelhos, pois a estes seis há que somar outro a Tiago Rodrigues, contra o Belenenses.   - Ricardo Valente fez o golo da vitória do V. Guimarães em Paços de Ferreira, marcando pelo segundo jogo consecutivo, pois estava ausente das escolhas de Sérgio Conceição desde a derrota (2-3) em Vila do Conde, na Taça da Liga, onde também marcara. A última vez que Valente tinha marcado em dois jogos seguidos foi em Maio, quando bisou nos 2-0 ao Estoril e depois fez um golo no empate (2-2) do V. Guimarães face ao Nacional.
2015-11-03
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