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Há mais do que uma diferença gritante entre os processos de afirmação de Oblak e Ederson no Benfica e aquilo que vive neste momento o jovem Svilar. Já se falou muito na experiência que os dois primeiros conseguiram acumular na UD Leiria e no Rio Ave, da mesma forma que é evidente a diferença de idades, mas uma coisa tem passado mais despercebida: a expectativa. Os adeptos olharam para Oblak e Ederson com desconfiança, não esperavam que fosse eles a resolver os problemas do clube e limitavam-se a ter fé de que não os criassem. Com Svilar é diferente: gerou-se à volta do jovem belga uma aura de prodígio, na qual até José Mourinho colaborou, que faz tudo menos facilitar-lhe o processo de integração e que aproxima o Benfica da abordagem que durante anos o Sporting teve para os seus jovens formandos, de um endeusamento prematuro que não é bom conselheiro. Lembro-me bem da chegada de Ederson à equipa principal do Benfica. A ocasião era o dérbi com o Sporting, em Alvalade, por sinal decisivo para a definição do título de campeão de 2015/16. Júlio César teve o primeiro dos seus achaques físicos no clube e Rui Vitória foi forçado a apostar no jovem brasileiro. Não haveria muitos benfiquistas a achar que era por ali que o Benfica ia ganhar o campeonato – ao invés, a maioria esperaria apenas que o miúdo não comprometesse, como acabou por não comprometer. Svilar já chegou à Luz como Deus das balizas, apesar dos seus 18 anos. É o guarda-redes que até o Manchester United queria mas não pôde ter, dizem agora os meios “bem informados”. Só que tem 18 anos e comete erros próprios de quem não acumulou ainda horas suficientes de baliza para saber automaticamente o que tem de fazer em cada situação. Depois, se foi humilde a pedir desculpa a quem estava na bancada – já li textos emocionados a esse respeito que me pareceram altamente desproporcionados –, se vai aprender com os erros e se Mourinho terá mesmo de pegar na mala cheia de dinheiro que anunciou que ele vai valer para vir buscá-lo, isso só o futuro o dirá. Não me escandaliza que Rui Vitória tenha agora com Svilar um comportamento diferente do que teve com Bruno Varela. Uma equipa de futebol não é uma repartição de finanças, em que toda a gente tem direito ao mesmo tratamento. Se Varela errou e foi afastado e agora Svilar errou e vai manter o lugar, isso quer dizer apenas uma coisa: que o treinador tem em Svilar uma crença, uma fé, que não tinha em Varela. E é ele quem tem de decidir, porque é também ele quem coloca o emprego em risco a cada decisão. O que já não é benéfico é que o próprio Benfica queira justificar esta decisão – normal, repito – através da criação de uma realidade alternativa que tem o seu quê de forçada. Svilar não é o Yashin dos tempos modernos. Ainda não é, pelo menos. E se para justificar a decisão do treinador se tiver de fazer crer ao público de que ele já pede meças a Buffon, há aí um elevado risco de isso vir a contribuir apenas para que ele acabe por não tirar dos erros – normais aos 18 anos, repito – os devidos ensinamentos. Se havia coisa que, nos últimos anos, separava o Benfica do Sporting, por exemplo, era a abordagem que nos dois clubes se fazia ao lançamento de jovens. No Sporting, onde não se ganhou nenhum dos últimos 15 campeonatos, vivem-se entusiasticamente os sucessos de Cristiano Ronaldo ou Nani, como antes se viviam os de Futre ou Figo – e um dia, quem sabe, se o tempo apagar as mágoas, se viverão os de Simão ou Moutinho. Aplaude-se a percentagem de “Aurélios” – nome dado aos formandos de Alcochete, em referência a Aurélio Pereira – na seleção nacional que ganhou o Campeonato da Europa, esquecendo-se que de todos só um (Quaresma) foi campeão no clube. No Benfica, desde que se começou a vencer (o clube ganhou cinco campeonatos nos últimos oito), isso deixou de ser importante – e antes também não o era, porque a verdade é que daquelas escolas não saía nada… Ultimamente, porém, talvez por se sentirem atingidos pelo entusiasmo dos sportinguistas, os benfiquistas começaram a querer bater-se numa área que não é a deles, a endeusar jovens candidatos a prodígios como Renato Sanches, Nelson Semedo, Bernardo Silva, Gonçalo Guedes ou, agora, Svilar, Ruben Dias e Diogo Gonçalves. Não é um bom caminho.
2017-10-22
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Último Passe

Um onze mais coerente com os princípios de jogo que defende José Peseiro permitiu ao FC Porto sobreviver a uma entrada caótica em jogo, com golo madrugador de Hélder Postiga, e acabar por vencer por 3-1 o Rio Ave, no meio do temporal de Vila do Conde, com uma exibição interessante. O resultado deixa a vida muito difícil para a equipa de Pedro Martins no acesso à Liga Europa e dá pistas relativamente ao que pode esperar-se dos dragões quando a pressão voltar, isto é, na final da Taça de Portugal. Peseiro mudou sete nomes em relação à equipa que perdeu em casa com o Sporting, na última jornada. Já se sabia que ia voltar Helton à baliza e que seria normal que Layun recuperasse o lugar na lateral-esquerda, mas as outras cinco alterações não estavam “anunciadas”. Voltou Marcano ao centro da defesa e quem caiu foi Martins-Indi e não Chidozie; entraram Ruben Neves e André André para o meio-campo, passando Danilo e Herrera para o banco (o que a somar à excelente exibição de Sérgio Oliveira vem apertar a luta por um lugar ali); e Aboubakar e Corona saíram também, para dar lugar a André Silva (aposta firme, pelos vistos) e Varela. O resultado foi um FC Porto com mais condição para tocar a bola, sobretudo devido às características de Ruben Neves e André André, por oposição às de Danilo e Herrera, mais “verticais” no seu jogo, mas também ao que dá à equipa André Silva, mais forte nas desmarcações de apoio que Aboubakar, sempre mais interessado em dar-lhe profundidade. O jogo mais circular do FC Porto podia ter dado mau resultado, caso a equipa tivesse sentido a forma como entrou em jogo, praticamente a perder, fruto de um grande remate de Postiga na sequência de uma recuperação de Wakaso. Mas depois de uns 15 minutos em que o Rio Ave esteve por cima, o FC Porto instalou-se no meio-campo ofensivo, fazendo circular a bola e deixando entender que dificilmente perderia o jogo. Chegou ao empate de penalti, marcado por Layún, e à vantagem já na segunda parte, quando Sérgio Oliveira meteu uma bomba na baliza de Cássio, minutos depois de ter visto o guarda-redes negar-lhe esse golo num lance semelhante. Pedro Martins mexeu nessa altura, trocando Yazalde por Bressan e depois Kuca por Ukra. A 15 minutos do fim, reforçou a frente de ataque com a entrada de Guedes – sacrificando o médio-defensivo Pedro Moreira – mas o FC Porto já não perdeu o controlo das operações, vindo a fazer o 3-1 por Varela. O Rio Ave não aproveitou, assim, a derrota do Paços de Ferreira para se colocar em zona europeia e entra no último dia a depender do resultado dos pacenses em Setúbal. Já o FC Porto deixou ainda mais dúvidas acerca do onze que Peseiro tenciona apresentar na final da Taça de Portugal, uma vez que a Liga já só lhe serve mesmo de aquecimento.
2016-05-07
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Último Passe

Uma entrada contundente, com dois golos em nove minutos, permitiu ao FC Porto de José Peseiro afastar o espectro das duas derrotas consecutivas que subiu ao relvado com os seus jogadores para a partida com o Nacional e deu ao treinador a hipótese de ganhar pela primeira vez ao seu antigo clube. Os 4-0 com que se concluiu a partida, maior vitória do FC Porto desde a chegada de Peseiro, chegaram para que os dragões mantivessem as hipóteses matemáticas de alcançar os dois rivais de Lisboa na classificação mas, muito mais importante do que isso, lançaram mais três jogadores para o foco mediático nesta espécie de pré-época em que se transformaram as semanas que antecedem a final da Taça de Portugal: André Silva, Ruben Neves e Varela juntam-se a Sérgio Oliveira como “descobertas” de fim de temporada. O golaço de Varela, logo aos 2’, na primeira vez que o FC Porto visou as redes de Rui Silva, e o tento que se lhe seguiu, de Herrera, aos 9’, transformaram uma partida que se presumia pudesse ser competitiva num mero exercício de avaliação. A perder por 2-0 desde tão cedo, o Nacional deixou cair grande parte das esperanças de levar pontos do Dragão, pelo que o que havia a ver era sobretudo como se comportavam as novas apostas de Peseiro. E não se portaram nada mal, lançando entre os dragões a esperança de se verem mais representados na escolha final de Fernando Santos para jogar o Europeu, na qual só mesmo Danilo já estava seguro. O treinador recuou o médio para defesa-central, em vez de Chidozie, e dessa forma permitiu, de bónus, o regresso de Ruben Neves à titularidade no comando das operações a meio-campo, a tempo de voltar a ter algumas – poucas, é verdade… – esperanças de ser chamado. Na frente, com Aboubakar sentado no banco, apostou no jovem André Silva, que voltou a não marcar (esteve perto, aos 18’ e aos 67’) mas se mexeu sempre bem e deu o seu contributo para o excelente arranque da equipa. Com 2-0 ao intervalo – e Sérgio Oliveira também esteve perto do terceiro ainda na primeira parte – o Nacional procurou reagir no início do segundo tempo, com Luís Aurélio em vez de Aly Ghazal. Ainda assim foi o FC Porto quem marcou, por Danilo, de cabeça, após cruzamento de Corona. Se dúvidas havia – até então, um golo do Nacional ainda podia reabrir o jogo – elas acabaram nesse momento. E houve ainda tempo para que Aboubakar, que entrou a 15 minuto do fim, reforçasse o seu estatuto de maior goleador da equipa, rompendo a resistência que vinha sendo feita pelo guarda-redes Rui Silva e fechando o marcador num golo de chapéu. Os três pontos não estavam em discussão há muito, mas o jogo valeu mesmo para que vários jogadores dissessem que se o que o clube atravessa neste momento é uma pré-época, então devem contar com eles quando começar a competição.
2016-04-17
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Último Passe

O FC Porto despediu-se da Liga Europa, somando a quarta derrota internacional consecutiva, todas sem marcar golos: desta vez foi batido por 1-0 pelo Borussia Dortmund. Os alemães, que já tinham ganho por 2-0 no Westfalen Stadion, mataram cedo a eliminatória, com um autogolo de Casillas, aos 23’, fazendo com que as únicas notas a compensar a frustração portista tenham sido os factos de a expectativa de apuramento já não ser muito elevada e de esta ser já encarada como uma época de transição pós-Lopetegui. Restam ao FC Porto a presença quase certa na final da Taça de Portugal e a esperança de que Sporting e Benfica se atrapalhem mutuamente nas próximas semanas, de forma a que os dragões possam voltar a acreditar mais na hipótese de recuperarem o título de campeões nacionais que já lhes escapa desde 2013. Ante a difícil missão que era ganhar pelo menos por dois golos ao Borussia Dortmund, Peseiro só surpreendeu verdadeiramente nas escolhas de Varela e Evandro em detrimento de Brahimi e Hererra. A primeira opção explica-se com a vontade de, com Varela e Marega perto de Aboubakar, ser mais direto nos últimos metros. A segunda com uma melhor chegada do brasileiro à área. De resto, foi normal a adaptação de Layun a defesa-central, porque assim foi possível manter Danilo a meio-campo. E Danilo foi, com Evandro, um dos melhores do FC Porto no jogo. O problema é que, com o desafio equilibrado, o FC Porto cometeu o já habitual erro em transição defensiva, permitindo que o Borussia Dortmund chegasse em cinco contra três à área (ver imagem). Casillas ainda parou o primeiro remate, de Reus, mas já não pôde fazer nada na recarga de Aubameyang: acabou por ser ele, aliás, a introduzi-la na baliza, quando ela vinha da barra, tornando a missão portista ainda mais impossível. Eram precisos quatro golos para seguir em frente. Depois de absorver o impacto, o FC Porto ainda foi à procura de golos. Evandro, numa boa iniciativa, falhou por pouco o alvo, aos 41’. Varela, de cabeça, obrigou Bürki a grande defesa, dois minutos depois. Aboubakar, de calcanhar, contou mais uma vez com a oposição de qualidade do guardião suíço, mas aí, aos 55’, acabou verdadeiramente a esperança portista. Suk, que substituiu o ponta-de-lança camaronês logo depois desse lance, ainda tentou mostrar serviço, mas o Borussia, que até já tinha retirado de campo Gundogan e Hümmels, passou a controlar a partida sem problemas. Até final, tirando um remate de Brahimi à barra e outro de Mkitharyan ao poste, pouco mais se viu, confirmando a superioridade global da equipa alemã. A eliminatória, na verdade, foi perdida na primeira mão, que o FC Porto encarou com os desequilíbrios só possíveis num plantel onde falta mais gente atrás para qualquer eventualidade.
2016-02-25
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Último Passe

A derrota por 2-0 que o FC Porto traz de Dortmund veio complicar as hipóteses de sucesso dos dragões chegarem aos oitavos-de-final da Liga Europa e enfatizar como pode ser ilusória a ideia de controlo num jogo tão cínico como o que decorreu no Westfalenstadion. Este Borussia de Tuchel, que até costuma fazer muitos golos, tem pouco a ver com a equipa vertiginosamente ofensiva de Klopp: recusou cavalgar o golo madrugador que obteve, deixou o FC Porto adormecer o ritmo de jogo, a ponto de se instalar uma sensação de que a equipa portista estava a controlar, mas estava mesmo só à espera de um erro. Que acabou por surgir onde era mais natural: no remendado espaço defensivo do FC Porto. O 2-0 não deixa a eliminatória resolvida, pelo que Peseiro acabou por cumprir o prometido: uma defesa de Casillas a remate de Kagawa e um cabeceamento de Mkitharyan ao poste, já nos últimos dez minutos, asseguraram que tudo se decidirá no Dragão, daqui por uma semana. Mas aí, em princípio já com a equipa recomposta – com Maxi Pereira e Marcano, pelo menos –, o FC Porto sabe que não terá sequer o direito ao erro se quer seguir em frente na Liga Europa. Em Dortmund, com Varela a lateral-direito, bem auxiliado pelo possante Marega, Layun ao lado de Martins-Indi ao meio e José Angel à esquerda, o FC Porto entrou praticamente a perder: mais uma vez, um golo muito cedo, de novo fruto de uma desatenção na forma de defender um canto, faz temer o naufrágio de uma equipa à qual faltava também o ponto de equilíbrio que costuma ter em Danilo, na cabeça de área. O Borussia, contudo, não forçou, em parte porque o FC Porto manteve a sua organização defensiva – um bloco baixo com duas linhas bem próximas, a roubar espaço à velocidade de Aubameyang e Reus – mas também porque os próprios alemães terão sentido que, mantendo a bola, mais tarde ou mais cedo teriam ocasião para aumentar a vantagem. O jogo foi então decorrendo em ritmo pachorrento, entre duas equipas com a ilusão do controlo: o FC Porto aceitava o 0-1 e esperava que os alemães se descontrolassem para eventualmente empatar em contra-ataque, ao passo que o Borussia esperava pelo erro no bloco defensivo portista. Acabou por ser a equipa portuguesa a errar, quando uma recuperação de bola de Marega não teve seguimento ofensivo, antes levando a uma contra-transição que apanhou José Angel muito por dentro. André André, que entrara para o lugar de Brahimi de forma a fechar melhora esquerda, também não acompanhou Mkhitaryan, que não teve dificuldade em dar o golo a Reus. Até final, Peseiro ainda chamou ao relvado Evandro e Suk, que entre os dois fabricaram a melhor situação de golo portista, obrigando Bürki a uma mancha complicada, mas a verdade é que para dar a volta a esta eliminatória o FC Porto não precisava só de dois jogadores novos. Precisava de uma nova ideia de jogo. E essa só poderá assumi-la na segunda mão. Sem direito ao erro.
2016-02-18
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José Peseiro manteve a tradição de todos os treinadores contratados pelo FC Porto desde Ivic, em 1993, e ganhou o jogo de estreia. Bateu o Marítimo por 1-0, graças a um autogolo de Salin, o que trouxe à memória a estreia de Mourinho, em 2002. Tal como então, a estreia foi em Janeiro, o FC Porto ganhou por um golo ao mesmo adversário, o Marítimo, e o primeiro golo do novo consulado foi marcado na própria baliza por um adversário – então Briguel, agora Salin.   - Foi o primeiro autogolo de que o FC Porto beneficiou no campeonato desde Setembro de 2014, quando Sarr marcou na própria baliza o tento que haveria de valer aos dragões um empate (1-1) em Alvalade frente ao Sporting. Em contrapartida, foi o primeiro autogolo de um jogador do Marítimo na Liga desde que Bauer marcou na própria baliza frente ao Sporting, a 26 de Outubro de 2014, numa derrota por 4-2.   - Esta foi a primeira vitória do FC Porto sobre o Marítimo em cinco jogos, mais precisamente desde a estreia de Lopetegui, no Dragão, em 15 de Agosto de 2014: na altura, o FC Porto ganhou por 2-0. Desde então, o Marítimo tinha ganho (1-0) e empatado (1-1) nos Barreiros, para Liga, tendo ainda batido os dragões por duas vezes na Taça da Liga: 2-1 nos Barreiros em Abril de 2015 e 3-1 no Dragão em Dezembro passado.   - Este foi ainda o primeiro jogo do FC Porto sem sofrer golos no Dragão desde o início de Novembro. Após o 2-0 ao V. Setúbal, os azuis e brancos perderam ali com o Dynamo Kiev (0-2), bateram o Paços de Ferreira (2-1) e a Académica (3-1), foram batidos pelo Marítimo (1-3) e empataram com o Rio Ave (1-1).   - Foi a primeira vez que uma equipa de Peseiro marcou golos em casa a uma equipa de Nelo Vingada. Até aqui, o Nacional de Peseiro tinha empatado a zero com o Marítimo de Vingada e, mais tarde, o Sporting de Peseiro somava um empate a zero e uma derrota por 1-0 contra a Académica de Vingada.   - Nelo Vingada, o novo treinador do Marítimo, também regressou à Liga portuguesa. Entrou como tinha saído: a perder. No último jogo que tinha feito, a 5 de Outubro de 2009, o seu V. Guimarães tinha sido batido pelo Nacional, na Choupana, por 2-0.   - O zero no ataque do Marítimo significa que o FC Porto se isolaram como a melhor defesa da Liga. Os portistas sofreram até aqui onze golos, menos um que o Sporting, menos dois que o Benfica e menos três que o Sp. Braga. Têm, ainda assim, uma defesa pior do que a que tinham há um ano, quando encaixaram dez golos nas primeiras 19 jornadas, mesmo assim mais dois do que o Benfica que ganhou o bicampeonato.   - No que o FC Porto está igual é na pontuação. Soma agora 43 pontos, fruto de 13 vitórias, quatro empates e duas derrotas, exatamente os mesmos que tinha à 19ª jornada da época passada. Com duas diferenças. É que na altura os 43 pontos lhe valiam o segundo lugar e agora só chegam para o terceiro. E por outro lado agora estão a cinco pontos do líder, quando na altura estavam a seis.   - Pior está o Marítimo, que soma apenas 21 pontos e há um ano tinha 24. Estes 21 pontos, que resultam de seis vitórias, três empates e dez derrotas, são o pior pecúlio dos verde-rubros à 19ª jornada desde 2010/11, quando aqui chegaram com apenas 19 pontos. Nessa época, ainda assim, o Marítimo recuperou a tempo de acabar em nono lugar.   - Varela celebrou o 200º jogo na Liga portuguesa, curiosamente às ordens do mesmo treinador que lhe tinha dado o primeiro. Foi José Peseiro quem o lançou a 19 de Agosto de 2005, num Sporting-Belenenses que os leões ganharam por 2-1.   - Do outro lado, João Diogo fez o 100º jogo com a camisola do Marítimo com a braçadeira de capitão. O lateral jogou pela primeira vez pelos maritimistas a 19 de Janeiro de 2011, lançado por Pedro Martins numa vitória por 2-1 frente ao Desp. Aves a contar para a Taça da Liga.  
2016-01-25
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O FC Porto só precisa de empatar no Dragão com o Dynamo Kiev, mas se partir do princípio que o Chelsea deve ganhar ao Maccabi e se quer entrar na última jornada nas melhores condições para lutar pelo primeiro lugar do grupo com a equipa de José Mourinho tem de apontar a uma vitória. E se a conseguir será a quarta seguida em jogos da Liga dos Campeões, algo que os dragões já não obtêm desde 1996. Há quase 20 anos. Depois do empate em Kiev, cedido no último minuto, o FC Porto ganhou os três jogos da prova europeia: 2-1 ao Chelsea, 2-0 e 3-1 ao Maccabi. Para continuar a lutar a sério pelo topo do grupo deve agora somar a estas três vitórias uma quarta, algo que não consegue desde a abertura da Champions de 1996/97, quando ganhou ao Milan (3-2 em San Siro), ao IFK Goteborg (2-1) e duas vezes ao Rosenborg (1-0 e 3-0). Desde aí, os dragões somaram várias vezes três vitórias consecutivas, mas encalharam sempre ao quarto jogo: Real Madrid (1-3 em casa, em 1999); outra vez Real Madrid (1-1 fora, em 2003); Arsenal (0-0 em casa, em 2006); Atlético Madrid (2-2 fora, em 2009); Chelsea (0-1 em casa, em 2009); Dynamo Kiev (0-0 fora, em 2012) e Shakthar Donetsk (1-1 em casa, em 2014). Não deixa de ser curioso que os últimos dois tropeções tenham ocorrido contra equipas ucranianas. Vale que ao FC Porto um empate servirá para carimbar desde já o apuramento para os oitavos de final da competição. Ora o FC Porto já não perde um jogo da Champions em casa desde Outubro de 2013, quando o Zenit foi ganhar ao Dragão por 1-0, com golo de Kerzhakov a cinco minutos do fim. Desde então, já ali perderam o Bayern e o Chelsea, por exemplo.   - O Dynamo Kiev está na história do FC Porto, pois foi a equipa que os dragões venceram nas meias finais da Taça dos Campeões Europeus de 1987, antes de baterem o Bayern na final. Na altura, o FC Porto ganhou ambos os jogos por 2-1. Nas Antas marcaram Futre e André (o pai de André André) para o FC Porto, reduzindo Yakovenko para os soviéticos. Em Kiev, Celso e Gomes deram vantagem à equipa portuguesa nos primeiros 10’ de jogo, de nada servindo um golo de Mikailichenko.   - Depois dessa meia-final, FC Porto e Dynamo Kiev voltaram a encontrar-se por cinco vezes na fase de grupos da Liga dos Campeões. Em 2008, cada um ganhou o jogo no terreno do adversário: 1-0 para o Dynamo no Dragão (marcou Aliyev); 2-1 para o FC Porto em Kiev (virada de Rolando e Lucho, depois de um primeiro golo de Milevskiy). Em 2012, os portugueses ganharam por 3-2 em casa (dois golos de Jackson e um de Varela, contra um de Gusev e outro de Ideye) e empataram a zero na Ucrânia. Já na corrente fase de grupos, as duas equipas empataram a dois golos em Kiev (bis de Aboubakar para os dragões, golos de Gusev e Buyalsky para os ucranianos).   - Antunes e Miguel Veloso, jogadores portugueses do Dynamo Kiev, já marcaram golos ao FC Porto. O lateral fê-lo a 13 de Maio de 2007, de livre direto, num empate a uma bola, ao serviço do Paços de Ferreira. O centrocampista conseguiu-o a 28 de Fevereiro de 2010, em recarga a um primeiro remate de Liedson, num sucesso do Sporting por 3-0, em Alvalade.   - Varela e Aboubakar foram os únicos jogadores do atual plantel do FC Porto que já marcaram ao Dynamo Kiev. O extremo abriu o ativo na vitória por 3-2 dos portistas, a passe de Lucho González, em Outubro de 2012, enquanto que o ponta-de-lança bisou no empate em Kiev, em Setembro passado.   - O FC Porto não perde há 20 jogos oficiais, precisamente desde que foi eliminado da Liga dos Campeões, com o pesado 6-1 às mãos do Bayern, em Munique. Foi a 21 de Abril. Os 20 jogos de invencibilidade são a melhor série do clube desde 2012, quando esteve 25 jogos sem perder, entre os 3-2 contra o Benfica, na Taça da Liga, a 20 de Março, e os 2-1 com que foi eliminado da Taça de Portugal pelo Sp. Braga, a 30 de Novembro.   - Este é também o melhor arranque de época do FC Porto desde 2012/13. Leva 15 jogos desta época sem perder (11 vitórias e 4 empates) e está a três partidas de igualar o arranque da equipa liderada por Vítor Pereira, que esteve 18 jogos sem perder até ser eliminado da Taça de Portugal pelo Sp. Braga.
2015-11-23
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Ricardo Sá Pinto, atual treinador do Belenenses, tem muito boas recordações do FC Porto. Começou a carreira nos iniciados do clube azul-e-branco, antes de se mudar e de se revelar no Salgueiros, e foi nas Antas que marcou o primeiro golo da sua carreira profissional, batendo Vítor Baía, já o guarda-redes da seleção. Depois disso, como jogador, esteve 12 anos sem perder nas Antas e no Dragão. Só como treinador foi infeliz na visita ao FC Porto: perdeu o único jogo que lá fez e acabou com oito jogadores. A promoção dos juniores aos seniores do Salgueiros aconteceu no final da época de 1991/92, mas a estreia na Liga Sá Pinto só a fez a 22 de Agosto de 1992, numa derrota em Faro, contra o Farense, por 2-0. Ao quinto jogo na Liga, fez o primeiro golo. Palco? O Estádio das Antas, a 20 de Setembro de 1992: Sá Pinto desfeiteou Vítor Baía, a estabelecer o momentâneo empate a um golo, mas o FC Porto acabou por vencer esse jogo por 4-1. Foi a primeira derrota naquele estádio, sendo que a segunda surgiu no e meio depois: 1-0 na última vez que lá jogou pelo Salgueiros, antes de se mudar para o Sporting. Ora no Sporting, Sá Pinto nunca perdeu nas Antas nem no Dragão. Foi batido em finais, em jogos em campo neutro, chegou a perder em Alvalade ou a ver a sua equipa perder com ele lesionado. Mas com ele em campo, o saldo é excelente: uma vitória (2-1 para a Liga, em Março de 1997) e quatro empates, todos a um golo, entre Dezembro de 1994 e a última vez que lá jogou, em Março de 2006. Este jogo, da meia-final da Taça de Portugal, foi, aliás, o mais parecido com uma derrota para Sá Pinto no Dragão, pois os portistas acabaram por se impor nas grandes penalidades. Já sem ele em campo, pois saiu no início do prolongamento, para dar lugar a Tello. Como treinador, Sá Pinto só defrontou o FC Porto uma vez. Foi a 5 de Maio de 2012, na liderança do Sporting, e perdeu por 2-0 no Dragão, com bis de Hulk nos últimos dez minutos de um jogo que os leões acabaram com oito homens, devido às expulsões de Onyewu e Polga e a uma lesão de Pereirinha quando o técnico já tinha esgotado as substituições. O segundo confronto esteve para acontecer, mas foi evitado pela demissão do treinador após a derrota na Hungria contra o Videoton, por 3-0. Três dias depois já foi Oceano Cruz quem conduziu a equipa ao Dragão. Para nova derrota por 2-0.   - O FC Porto ganhou os derradeiros 18 jogos em casa. A última equipa a não perder no Dragão foi o Benfica, que ali venceu por 2-0 a 14 de Dezembro de 2014 e desde então já por lá voltou a passar, o mesmo tendo sucedido com Bayern, Chelsea ou Sporting, só para citar os mais fortes adversários. Se ganharem ao Belenenses, os dragões elevam a série de vitórias consecutivas no seu estádio, algo que não conseguiam desde 2003/04, quando estiveram exatamente 19 jogos seguidos a ganhar em casa, entre uma derrota com o Real Madrid (1-3, a 1 de Outubro de 2003) e um empate com o Deportivo da Corunha (0-0, a 21 de Abril de 2004).   - Essa derrota com o Benfica foi também a última vez que o FC Porto sofreu golos no Dragão em partidas da Liga portuguesa – desde então, o zero nas redes azuis e brancas tem sido a regra. Já lá vão 13 jogos inteiros desde o último golo ali marcado por um adversário no campeonato: Lima. São ao todo 1205 minutos, em nome de Fabiano, Helton e Casillas, mas ainda assim aquém dos 1384 minutos consecutivos de imbatibilidade conseguidos por Zé Beto e Vítor Baía entre Outubro de 1988 e Maio de 1989.   - Os 13 golos sofridos pelo Belenenses à sexta jornada são o pior arranque defensivo dos azuis na Liga desde Outubro de 1987, quando chegaram a esta ronda com 14 bolas nas redes (e com elevado contributo dos 7-1 que encaixaram nas Antas, frente ao FC Porto). As coisas nessa época recompuseram-se e a equipa acabou a Liga em terceiro lugar, com a sexta melhor defesa (38 golos em 38 jogos).   - Lopetegui não terá as melhores recordações do Belenenses, pois foi frente aos azuis, no Restelo, que perdeu as esperanças matemáticas de ser campeão nacional da época passada. O empate a uma bola ali obtido significou que o Benfica se sagrou campeão à 33ª jornada, com outro empate, em Guimarães.   - O Belenenses nunca ganhou no Dragão e a última vez que o fez nas Antas foi em Outubro de 2001, vai fazer 14 anos. Filgueira e Zé Afonso marcaram então para os do Restelo, tendo Pena reduzido para os azuis e brancos. Desde essa vitória conseguiu três empates no terreno do FC Porto. Dirigiram essas equipas João Carlos Pereira, Jorge Jesus e Marinho Peres – dois deles passaram pelo banco do Sporting, como Ricardo Sá Pinto.   - As maiores vitórias do Belenenses no terreno do FC Porto foram por quatro golos: 6-2 em 1944/45 e 4-0 em 1974/75. Nesta última vitória estiveram dois jogadores que viriam a ser bicampeões pelo FC Porto em 1978 e 1979: Freitas e González.   - Varela estreou-se na Liga portuguesa contra o Belenenses, lançado por José Peseiro para o lugar de Deivid a 11 minutos do final de uma vitória do Sporting sobre os azuis, em Alvalade, a 19 de Agosto de 2005.   - Ventura, o guarda-redes do Belenenses, foi bicampeão nacional pelo FC Porto em 2007/08 e 2008/09, jogando apenas uma partida em cada edição da Liga.   - André Sousa, médio do Belenenses que fez o primeiro golo no empate em Arouca, na semana passada, estreou-se na Liga no Dragão, lançado por Ulisses Morais numa derrota por 4-0 frente ao FC Porto., a 22 de Setembro de 2012.   - O jogo marca o regresso ao Dragão do árbitro Jorge Ferreira, que ali expulsou Maicon no empate (0-0) do FC Porto com o Boavista, em Setembro de 2014. O FC Porto ganhou os outros dois jogos que fez com este árbitro na Liga (5-2 ao Rio Ave e 3-0 ao Marítimo), ao passo que o Belenenses ainda está para conseguir vencer com ele: soma um empate e uma derrota, esta em casa com o Benfica.    
2015-10-03
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O FC Porto fez apenas sete faltas no empate (2-2) frente ao Moreirense, mostra de alguma falta de agressividade que não vinha sendo habitual numa equipa que até era das mais faltosas da Liga: somava 94 (18,8 por jogo), total que só era suplantado por Marítimo (100), Estoril (96) e P. Ferreira (95). Para efeitos de comparação deve dizer-se que o mínimo desta época tinham sido as 16 faltas cometidas nos jogos com Marítimo, Estoril e Benfica. Para encontrar um jogo tão bem comportado dos jogadores portistas é preciso recuar até Março, quando a equipa azul e branca venceu em casa o Arouca, por 1-0, fazendo as mesmas sete faltas. Esse não foi, de resto, o único desafio abaixo das dez faltas na última Liga para uma equipa que antes da chegada de Lopetegui e do seu modelo de posse raramente se ficava por um algarismo na contagem das infrações: nos 5-0 ao Estoril, os jogadores portistas tinham feito nove faltas.   - Segundo golo de livre de Maicon esta época, foi também o segundo que marcou na equipa principal do FC Porto (tinha, também, um ao serviço do FC Porto B).  Todos os outros golos de Maicon tinham sido obtidos de cabeça.   - O FC Porto sofreu golos nos últimos cinco jogos fora de casa: antes dos dois marcados pelo Moreirense, tinha sofrido outros tantos em Kiev com o Dynamo (2-2), um em Arouca (3-1), outro no Funchal com o Marítimo (1-1) e, ainda na época passada, outro no Restelo com o Belenenses (1-1). Não acontecia nada de semelhante aos dragões desde o final da época de 2013/14, ainda que nessa altura tenham sido doze jogos consecutivos a sofrer golos em viagem, desde a derrota na Luz por 2-0, com o Benfica, até à última saída da época, perdida no Algarve com o Olhanense (2-1).   - Julen Lopetegui conseguiu pela primeira vez ultrapassar o traumático 12º jogo sem perder. Nas duas anteriores ocasiões em que, como treinador do FC Porto, alinhara 1 jogos seguidos sem derrota, caíra ao 12º. Primeiro contra o Sporting, no Dragão, para a Taça de Portugal (1-3); depois com o Marítimo, na Madeira, para a Taça da Liga (1-2). Desta vez não ganhou, mas também não perdeu.   - Quarto golo na Liga de Iuri Medeiros, o jovem emprestado pelo Sporting ao Moreirense. Antes de marcar ao FC Porto, já tinha feito o mesmo ao Benfica, quando estava cedido ao Arouca, ainda que nessa tarde a sua equipa tenha perdido (1-3).   - Terceiro golo em outras tantas partidas de Corona com a camisola do FC Poro na Liga. Na Liga holandesa, ao serviço do Twente, precisou de 16 jogos para chegar aos três golos.   - Ao entrar para o lugar do lesionado Brahimi, Varela atingiu os 200 jogos pelo FC Porto (em todas as competições). NO atual plantel, só Helton o supera, com 322.   - Os 70% por cento de posse de bola que o FC Porto teve no jogo com o Moreirense são o segundo total mais elevado da atual Liga, apenas atrás dos 71% que o Benfica conseguiu, em casa, contra o mesmo Moreirense.
2015-09-26
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O FC Porto-Benfica de domingo servirá para uma de duas coisas. Ou o FC Porto confirma que montou no Dragão uma barreira inexpugnável, que ninguém é capaz de ultrapassar para marcar golos, ou o Benfica espanta de vez os fantasmas que o têm impedido de fazer golos longe do Estádio da Luz. A apimentar a história, o facto de terem sido os encarnados, por Lima, os últimos a marcar golos no Dragão em jogos da Liga. A 14 de Dezembro do ano passado. Desde o bis de Lima que valeu ao Benfica a vitória por 2-0 no Dragão frente ao FC Porto e um avanço mental na luta pelo título que mais ninguém foi capaz de ali marcar em jogos de campeonato. E entretanto por lá passaram V. Setúbal (4-0), Belenenses (3-0), P. Ferreira (5-0), V. Guimarães (1-0), Sporting (3-0), Arouca (1-0), Estoril (5-0), Académica (1-0), Gil Vicente (2-0), Penafiel (2-0) e, já esta época, V. Guimarães (3-0) e Estoril (2-0). Ao todo, são já doze balizas virgens seguidas nos jogos da Liga, em casa. 1115 minutos (pouco mais de 18 horas e meia) sem sofrer golos, o que deixa a equipa atual à beira de poder igualar o registo de 1995/96, quando Vítor Baía (com breve auxílio de Silvino, que o substituiu num dos jogos) esteve 1127 minutos sem sofrer golos em casa para a Liga, entre um 2-1 ao Sporting (golo de Ouattara, a 20 de Agosto de 1995) e um 6-2 ao Felgueiras (marcou Lewis, a 11 de Fevereiro de 1996). Se mantiver o zero frente ao Benfica, no domingo, até aos 12’ de jogo, o FC Porto atual iguala esse registo. Mas um zero no final do encontro com os encarnados faria com que a série de Fabiano, Helton e Casillas passasse para os 1205 minutos. E para encontrar uma série tão longa é preciso recuar até 1988 e 1989, quando Zé Beto e o ainda adolescente Vítor Baía (que o substituiu no final da época) mantiveram a baliza das Antas inviolada durante 1384 minutos em jogos da Liga, entre um golo do maritimista Jorge Silva, em Outubro de 1988 e outro do setubalense Aparício, em Maio de 1989. O facto de ter sido o Benfica o último a marcar no Dragão para a Liga vem, por um lado, apimentar a história, até porque os encarnados têm sentido esta época dificuldades para fazer golos fora de casa: os 15 que somam foram todos obtidos na Luz. É verdade que, fruto de só ter jogado uma vez fora esta época (e mesmo essa no campo neutro de Aveiro, contra o Arouca), a série do Benfica não é assim tão impressionante em termos de Liga. Só ficou a zero com o Arouca (0-1) e na última deslocação da época passada, a Guimarães (0-0), na tarde em que assegurou a conquista do título. Antes disso tinha ganho por 5-0 ao Gil Vicente, em Barcelos. Mas que o teste do Dragão será exigente em termos de se avaliar a capacidade deste Benfica viajar, lá isso será.   - É o primeiro clássico português para Casillas, que em Espanha estava bem habituado a eles. Só na época passada, ao serviço do Real Madrid, disputou oito, seis deles com o Atlético Madrid, ganhando apenas dois: 1-1 e 0-1 na Supertaça; 0-0 e 1-0 na Liga dos Campeões; 1-2 e 0-4 na Liga. Os outros dois foram para a Liga com o Barcelona: ganhou por 3-1 em casa, perdeu por 1-2 no Camp Nou.   - Rui Vitória nunca ganhou ao FC Porto. Ainda assim, foi à conta de uma proeza contra o FC Porto que se tornou conhecido: a 26 de Setembro de 2007 o seu Fátima eliminou os dragões da Taça da Liga, com um empate a zero que foi depois transformado em sucesso no desempate por grandes penalidades. Ao todo, em doze jogos contra os dragões, perdeu oito e empatou quatro. Com destaque para um 3-3 no Dragão, em Maio de 2011, aos comandos do Paços de Ferreira, com hat-trick de… Pizzi.   - Em contrapartida, o atual treinador do Benfica foi o primeiro a causar dissabores a Lopetegui na sua carreira portuguesa. O espanhol tinha ganho os primeiros cinco jogos no FC Porto (2-0 ao Marítimo, 1-0 e 2-0 ao Lille, 1-0 ao Paços de Ferreira e 3-0 ao Moreirense) quando foi empatar a uma bola a Guimarães, a 14 de Setembro do ano passado.   - O Benfica ganhou por três vezes no Estádio do Dragão, inaugurado em Novembro de 2003, e todas pelo mesmo resultado: 2-0. Em Outubro de 2005 valeu-lhe um bis de Nuno Gomes; em Fevereiro de 2011, para a Taça de Portugal, marcaram Coentrão e Javi Garcia, e em Dezembro passado bisou Lima. No mesmo período o FC Porto soma sete vitórias e registaram-se ainda quatro empates – um único sem golos.   - Dos jogadores do atual plantel do FC Porto, só três marcaram pelos azuis e brancos ao Benfica. Foram eles Varela (duas vezes), Maicon (no golo do título, a fazer um 3-2 na Luz, em Março de 2012) e… Maxi Pereira. Apesar de ser a primeira vez que defronta o Benfica, fez um autogolo na baliza de Artur, em Maio de 2013, estabelecendo o momentâneo empate naquele que ficou conhecido como o jogo de Kelvin.   - Do atual plantel do Benfica, já sabem o que é marcar aos dragões de águia ao peito Gaitán (dois golos, ambos em jogos que acabaram empatados a duas bolas), Salvio (que está lesionado e não pode ser opção para Rui Vitória) e Luisão (numa derrota por 3-1 no Dragão antes do título de 2010).   - O médio André André, ultimamente em foco por ter ganho a titularidade no meio-campo do FC Porto, foi lançado na I Liga por Rui Vitória, treinador dos encarnados. Depois de ter sido junior do FC Porto e de ter passado sem sucesso pela equipa B do Deportivo da Corunha, chegou em 2012 do Varzim (II Divisão B) ao V. Guimarães e Vitória não hesitou em dar-lhe 90 minutos logo na primeira jornada da Liga, um empate a zero em casa com o Sporting.   - Defrontam-se a equipa mais faltosa da Liga, que é o FC Porto (a par do Marítimo), com 78 faltas cometidas, e a que menos infrações comete, que é o Benfica, que fez apenas 50 faltas. A diferença disciplinar tem também a ver com isso: o Benfica viu apenas cinco cartões amarelos nas primeiras quatro jornadas (10 faltas por cartão), enquanto que o FC Porto já viu 13 (seis faltas por cartão).   - Defrontam-se ainda o ataque mais realizador da Liga, que é o do Benfica, com 13 golos, e uma das defesas menos batidas, a do FC Porto, que encaixou apenas dois e lidera esta tabela a par do Paços de Ferreira e do U. Madeira. Os portistas apresentam, no entanto, melhores índices de aproveitamento tanto defensivo como ofensivo. Marcaram nove golos em 51 remates (um golo a cada 5,7 remates), enquanto o Benfica precisou de 91 tentativas para fazer 13 golos (entra uma a cada sete). Aliás, o Benfica também sofre um golo a cada sete remates que os adversários lhe fazem (três golos encaixados em 21 remates permitidos), ao passo que o FC Porto já permitiu 32 remates e sofreu apenas dois golos (um a cada 16 tiros).   - Tanto Benfica como FC Porto perderam apenas uma vez com Soares Dias a apitar. Aos dragões aconteceu apenas em Janeiro de 2014, na deslocação à Luz, onde perderam por 2-0 com o Benfica e viram Danilo expulso. De resto, são onze vitórias e um empate, no Estoril, na época passada, a duas bolas (com um penalti contra). As águias, por seu turno, ganharam doze, empataram quatro e só perderam com Soares Dias em Abril de 2012, num 0-1 com o Sporting em Alvalade (um penalti contra e Luisão expulso). Além disso, não sofrem golos em jogos dirigidos por este árbitro desde Agosto de 2012, quando empataram em casa com o Sp. Braga, na abertura da época (2-2). Depois disso defrontaram FC Porto, Sp. Braga e V. Guimarães. 
2015-09-18
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Numa competição de curta duração, como a Liga dos Campeões, entrar a ganhar é meio caminho andado para o sucesso. Jogadores e técnicos do FC Porto podem encarar a partida de hoje, com o Dynamo, em Kiev, sabendo disso, pois esse tem sido, ultimamente, o método dos dragões: vão com quatro vitórias consecutivas na primeira jornada, as três últimas sem sofrer qualquer golo. Séries mais longas do que esta na Liga dos Campeões só as apresentam o Bayern de Munique (que ganha sempre o primeiro jogo desde que falhou a presença na competição, em 2007/08) e o Real Madrid (cuja última partida de abertura sem vitória remonta a 2006/07, quando foi batido em Lyon por 2-0). A última vez que o FC Porto não venceu o jogo de abertura na Liga dos Campeões foi em 2009/10, quando foi batido pelo Chelsea em Stanford Bridge, por 1-0 (golo de Anelka). Na época que se seguiu a equipa azul e branca andou apenas pela Liga Europa (que venceu, de resto) e, desde que regressou à Champions, são só vitórias a abrir. Em 2011 ganhou em casa ao Shakthar Donetsk por 2-1 (golos de Hulk e Kléber, a virar o jogo, depois de Luiz Adriano ter aberto o placar para os ucranianos). Em 2012 foi ganhar o Dynamo a Zagreb por 2-0 (marcaram Lucho González e Defour); em 2013 impôs-se em Viena ao Austria por 1-0 (marcou outra vez Lucho); e no ano passado goleou o Bate Borisov no Dragão, por 6-0 (hat-trick de Brahimi, a somar a golos de Jackson Martínez, Adriàn López e Aboubakar). Resta uma questão. É que, sendo meio caminho andado, a vitória a abrir não garante o sucesso. É preciso fazer a outra metade do caminho. E em duas destas quatro épocas, os portistas acabaram por se ficar pela fase de grupos. Em 2011/12, fecharam o grupo em terceiro lugar, muito devido ao facto de terem feito apenas um ponto no duplo confronto com o Apoel e de não terem sido capazes de ganhar em casa ao Zenit, na última jornada (acabou 0-0). E em 2013/14 fizeram apenas cinco pontos, não voltando sequer a ganhar na competição – e bastaria ter repetido a vitória sobre o Austria Viena no Dragão para almejar a mais do que a continuação pela porta da Liga Europa.   - O Dynamo Kiev está na história do FC Porto, pois foi a equipa que os dragões venceram nas meias finais da Taça dos Campeões Europeus de 1987, antes de baterem o Bayern na final. Na altura, o FC Porto ganhou ambos os jogos por 2-1. Nas Antas marcaram Futre e André (o pai de André André) para o FC Porto, reduzindo Yakovenko para os soviéticos. Em Kiev, Celso e Gomes deram vantagem à equipa portuguesa nos primeiros 10’ de jogo, de nada servindo um golo de Mikailichenko.   - Depois dessa meia-final, FC Porto e Dynamo Kiev voltaram a encontrar-se por duas vezes na fase de grupos da Liga dos Campeões. Em 2008, cada um ganhou o jogo no terreno do adversário: 1-0 para o Dynamo no Dragão (marcou Aliyev); 2-1 para o FC Porto em Kiev (virada de Rolando e Lucho, depois de um primeiro golo de Milevskiy). Em 2012, os portugueses ganharam por 3-2 em casa (dois golos de Jackson e um de Varela, contra um de Gusev e outro de Ideye) e empataram a zero na Ucrânia.   - O FC Porto, aliás, nunca perdeu na Ucrânia. Além das três visitas a Kiev, foi ainda duas vezes jogar no terreno do Shakthar Donetsk, ganhando por 2-0 em 2011 e empatando a dois golos na época passada (este jogo foi em Lviv, devido à guerra civil na Ucrânia). Antes do desmembramento da URSS, o primeiro jogo do FC Porto na Ucrânia também tinha acabado empatado: 1-1 com o Shakthar em Donetsk, em 1984, a caminho da final da Taça das Taças que os portistas perderam com a Juventus.   - A última vez que o Dynamo Kiev ganhou a uma equipa portuguesa foi precisamente o 1-0 frente ao FC Porto no Dragão, em Outubro de 2008. Desde então, perdeu com o FC Porto na retribuição, em Kiev, empatou duas vezes com o Sp. Braga, nos quartos-de-final da Liga Europa de 2010/11, e empatou e perdeu com o FC Porto na fase de grupos da Liga dos Campeões de 2012/13. A última vitória do Dynamo sobre portugueses em Kiev foi sobre o Boavista: 1-0, em Outubro de 2001.   - Antunes e Miguel Veloso, jogadores portugueses do Dynamo Kiev, já marcaram golos ao FC Porto. O lateral fê-lo a 13 de Maio de 2007, de livre direto, num empate a uma bola, ao serviço do Paços de Ferreira. O centrocampista conseguiu-o a 28 de Fevereiro de 2010, em recarga a um primeiro remate de Liedson, num sucesso do Sporting por 3-0, em Alvalade.   - Varela foi o único jogador do atual plantel do FC Porto que já marcou ao Dynamo Kiev. A 24 de Outubro de 2012, abriu o ativo na vitória por 3-2 dos portistas, a passe de Lucho González.   - O FC Porto não perde há nove jogos oficiais, precisamente desde que foi eliminado da Liga dos Campeões, com o pesado 6-1 às mãos do Bayern, em Munique. Foi a 21 de Abril. Desde então, no entanto, só ganhou duas vezes fora (no sábado, ao Arouca, e ainda na época passada, em Setúbal), tendo empatado com Benfica, Belenenses e Marítimo.   - O Dynamo Kiev ganhou sete dos nove jogos que já fez esta época, perdendo apenas a Supertaça (0-2 com o Shakthar, a 14 de Julho) e empatando a zero com o Zorya para a Liga, a 30 de Agosto. Não sofre golos há 400 minutos, desde que Fedorchuk reduziu para 1-2, na vitória sobre o Dnipro em Dnipropetrovsk.
2015-09-15
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- O Sporting não ganhava um jogo em período de compensação desde 11 de Janeiro, quando um livre de Tanaka lhe valeu uma vitória por 1-0 em Braga. Para encontrar uma vitória em tempo de compensação com um golo de penalti é preciso recuar até 8 de Fevereiro de 2006, data de um jogo em casa com o Paredes, para a Taça de Portugal, em que o 2-1 final surgiu aos 90+2’ numa grande penalidade convertida por João Moutinho.   - Adrien vai numa série de seis grandes penalidades consecutivamente convertidas. A última vez que falhou foi a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, quando permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então, marcou a Schalke, Estoril, Marítmo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - Ao fazer o golo do Tondela, Luís Alberto sucedeu a Bruno Amaro (Arouca), Pinheiro (Trofense), Bruno Fogaça (Naval), João Duarte (Moreirense) e Gamboa (Santa Clara) na honra de fazer o primeiro golo da sua equipa na Liga portuguesa. Dos seis, só Fogaça e João Duarte não o fizeram na baliza do Sporting.   - Ao bisar frente ao V. Guimarães, Aboubakar conseguiu algo que Jackson Martínez nunca foi capaz de fazer na primeira jornada das três Ligas que disputou. O colombiano, aliás, ficou mesmo em branco na abertura de 2012/13, um empate a zero frente ao Gil Vicente, e marcou apenas uma vez na estreia das duas derradeiras Ligas. Mas Jackson tem uma Liga a marcar sempre nas primeiras cinco jornadas e isso Aboubakar ainda terá de tentar.   - O FC Porto obteve a 10ª vitória consecutiva frente ao V. Guimarães no Dragão, um recorde entre as equipas que estão na edição deste ano da Liga. Desde Fevereiro de 2005 que o V. Guimarães não pontua no terreno dos azuis e brancos: na altura empatou a zero.   - Varela fez um o primeiro golo no Dragão desde 19 de Janeiro de 2014. Na altura obteve o segundo de uma vitória que também ficou pelos 3-0 e contra outro Vitória: o de Setúbal. Da equipa do FC Porto que alinhou nesse dia só restaram no jogo de sábado ele, Alex Sandro e Maicon.   - Armando Evangelista entrou na Ligada pior maneira: com uma derrota por 3-0 no Dragão. A última vez que o V. Guimarães estreara um técnico na Liga antes desta correra igualmente mal: em 2011/12, Manuel Machado saiu após a primeira jornada e a equipa ficou entregue ao seu adjunto Basílio Marques, que a 28 de Agosto de 2011 se estreou com uma derrota por 3-0, em casa, com o Beira Mar. Na jornada seguinte entrou em funções Rui Vitória.   - Mitroglu e Nelson Semedo fizeram um golo cada um, na estreia na Liga portuguesa. O último jogador a estrear-se com golo pelo Benfica tinha sido Jonas, que entrou ao intervalo para o lugar de Lima e fez o quarto numa vitória também ela por 4-0 frente ao Arouca, a 5 de Outubro de 2014. Curioso é que também nesse jogo o Benfica só abriu o ativo aos 75’.   - Jonas obteve frente ao Estoril o oitavo bis com a camisola do Benfica. O primeiro deles, aliás, foi mesmo um hat-trick, contra o Sp. Covilhã, na Taça de Portugal (vitória benfiquista por 3-2), naquele que foi o seu segundo jogo pelos encarnados. Desde esse desafio, o brasileiro bisou mais sete vezes, contra Moreirense, Estoril, Nacional, Académica, Belenenses, Marítimo e, de novo agora, Estoril.   - Os 4-0 ao Estoril são o melhor arranque de Liga do Benfica desde 1997, quando a equipa liderada por Manuel José se impôs ao Campomaiorense, na Luz, pelo mesmo resultado (golos de Calado, João Pinto e bis de Paulo Nunes). Para encontrar uma abertura com vitória por mais de quatro golos é preciso recuar a 1975 e a um 9-1 ao Leixões, com cinco golos de Nené, dois de Moinhos, um de Shéu e outro de Toni.   - O Estoril segue numa série horrível de 12-0 em visitas à Luz, depois do empate a um golo que ajudou os encarnados a perder o campeonato de 2012/13. Nas três épocas seguintes, os canarinhos perderam por 2-0, 6-0 e agora 4-0. Aliás, a equipa agora dirigida por Fabiano Soares tem sido freguesa habitual dos grandes sempre que os visita. Desde que, ainda com Marco Silva aos comandos, ganhou em Alvalade ao Sporting na despedida da Liga de 2013/14, vai com uma série de resultados amplos consecutivos: 3-0 em Alvalade, 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e agora 4-0 na Luz. Em todos esses jogos teve um penalti contra…   - Os três grandes ganharam os seus jogos na jornada de abertura na Liga. Algo que não acontecia há 21 anos, desde que, em 1994, o Sporting venceu fora o Farense (2-0, com golos de Juskowiak e Sá Pinto), o Benfica bateu o Beira Mar em Torres Novas (também 2-0, com golos de Paneira e Clóvis) e o FC Porto se impôs em casa ao Sp. Braga (ainda 2-0, com tentos de Rui Filipe e Kostadinov).   - Os 29 golos marcados nos nove jogos da primeira jornada da Liga são o arranque mais goleador desde 1996, quando em igual número de partidas se fizeram 34 tentos. A média de golos por jogo, porém, já tinha vindo a crescer nas últimas duas épocas, tendo há dois anos estado também acima dos três golos por jogo (26 em oito jogos).   - O Sp. Braga conseguiu, frente ao Nacional, a primeira virada da Liga (de 0-1 para 2-1). Curioso é que a última virada do Sp. Braga tinha acontecido no mesmo local e frente ao mesmo adversário: de 0-1 para 3-1 a 28 de Fevereiro de 2015, contra o Nacional, na 22ª jornada da última Liga.   - Gonçalo Brandão marcou ao Rio Ave o seu primeiro golo desde 18 de Outubro de 2003, data em que assinou o tento belenense na derrota em casa frente ao FC Porto, por 4-1. Desde então, além do Belenenses, representou Charlton, Siena, Parma e Cluj, mas nem por uma vez fez um golo.   - Os 3-3 no Restelo assinalaram a terceira época consecutiva do Rio Ave a marcar três golos no campo do Belenenses. Na época passada os vila-condenses tinham ganho por 3-1 e há dois anos por 3-0. Ponto comum às duas vitórias foram golos de Del Valle, o venezuelano entretanto emigrado para o Kasimpasa, da Turquia.   - Espetacular recuperação do Boavista em Setúbal: de 0-2 para 2-2 com um jogador a menos, por expulsão de Idris, aos 69'. O Boavista não recuperava um resultado num jogo que tenha acabado em inferioridade numérica na Liga desde 5 de Novembro de 2005, quando depois da expulsão de Areias, um golo de João Pinto, aos 87', valeu um empate (1-1) ante o Belenenses no Restelo. Na época passada, em casa contra o Rio Ave, também recuperou de 0-1 para 1-1 depois da expulsão de Beckeles, mas o jogo acabou dez contra dez, pois também foi expulso o vila-condense Prince.   - Nuno Coelho (Arouca) abriu em Moreira de Cónegos o caminho à vitória do Arouca, com um golo de cabeça que apenas o segundo na Liga. Sempre que ele marcou, porém, o Arouca ganhou: já tinha sido ele a garantir a vitória em casa ante o V. Setúbal, em Janeiro último (1-0).   - O dérbi da Madeira, com Breitner (U. Madeira) e Briguel (Marítimo) em campo (e não jogava a RFA de 1982…) sorriu à equipa azul e amarela. Não é novidade o Marítimo perder (já tinha saído derrotado nas últimas três visitas ao Nacional. Mas é novidade o U. Madeira ganhar: nos cinco anos que o União passara na I Liga empatara sempre em casa com o Marítimo e perdera nas deslocações aos Barreiros.   - A derrota em Paços de Ferreira significou o 10º jogo seguido sem ganhar na Liga para a Académica de José Viterbo. O treinador, que foi tão importante na recuperação, ganhando três dos primeiros quatro jogos, está ainda a cinco jogos de igualar o recorde de 15 sem vitória que custou o lugar a Paulo Sérgio, antes de ele entrar.
2015-08-17
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