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Muitas vezes se avalia a competitividade de uma equipa pelo total de faltas que faz. Não é um mau método, mas não pode ser o único – seja porque uma equipa pode ser competitiva tendo a bola nos pés por muito tempo, e consequentemente fazendo menos faltas, ou porque pode conseguir roubar a bola ao adversário sem recorrer à falta. Não deixa de ser sintomático que duas das equipas menos faltosas da Liga tenham sido o Benfica e o FC Porto – as outras foram o Rio Ave, o V. Setúbal, o Nacional e o V. Guimarães –, o que nem por isso significou que tenham sido menos competitivas. Ou que o Sporting tenha sido uma das que mais vezes recorreu à infração e nem por isso tenha sido tão competitivo como na época anterior. Mas vamos ao panorama completo. A Liga encerrou com 10301 faltas cometidas, que é como quem diz 33,6 por jogo. Não são números baixos – bem pelo contrário. A equipa que fez mais faltas foi o Chaves, que se ficou nas 633, isto é, 18,6 por jogo. Seguiram-se o Feirense, com 629, o Tondela, com 628 e o Sporting, com 625. Curioso é que das quatro só o Sporting tenha tido a bola por mais do que metade do tempo de jogo, mas a isso já lá vamos. No polo oposto, a equipa menos faltosa da Liga foi o V. Setúbal, com 498 infrações competidas, ou seja, 14,6 por jogo. A diferença não é muito acentuada, mas é também curioso que neste top das equipas menos faltosas apareçam o Rio Ave (505) e o Benfica (508). O FC Porto, com 537, surge na sexta posição, atrás também de Nacional (510) e V. Guimarães (533). Interessante é cruzar estes dados com os da posse de bola, uma vez que uma equipa está mais sujeita a cometer faltas quando não tem a bola do que quando a tem. Só seis equipas acabaram a Liga com uma posse de bola média superior a 50 por cento: Benfica, Sporting, FC Porto, Rio Ave, Sp. Braga e V. Guimarães. Destas seis, quatro estão no Top6 das menos faltosas, surgindo o Sporting e o Sp. Braga no extremo oposto. E se o normal seria que estas seis equipas fossem também as que mais faltas sofrem, pois fique a saber que também não é exatamente assim. Quatro das seis que tiveram mais bola aparecem entre as mais castigadas com faltas, uma tabela liderada pelo Marítimo, que sofreu 640 infrações (18,8 por jogo) e em cujo Top 6 aparecem também o V. Setúbal (626), o V. Guimarães (626), o Sp. Braga (624), o Sporting (612) e o Rio Ave (600). O FC Porto sofreu ao todo 589 faltas e o Benfica – a exemplo do Sporting no comparativo anterior – surge no ponto oposto da tabela, com 541 faltas sofridas, acima apenas de Nacional, Arouca, Chaves, Estoril e Moreirense. Olhando apenas para os máximos, é portanto possível perceber que Sp. Braga e sobretudo Sporting fizeram demasiadas faltas para o tempo mais reduzido que passaram em momentos defensivos e que, em contrapartida, FC Porto e sobretudo Benfica sofreram muito poucas para tanto tempo com a bola. Sinal de descontrolo de uns e de pouco risco de outros? É possível que sim. No caso de leões e arsenalistas por a época lhes correr mal e passarem muito tempo atrás de resultados negativos, no de benfiquistas e portistas  por estarem a controlar jogos nos quais já se tinham colocado em vantagem.  
2017-05-27
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Último Passe

Quando o Benfica sofreu três golos do Boavista e outros três do Moreirense, toda a gente falou de Fejsa e da falta que o sérvio fazia nos equilíbrios defensivos da equipa de Rui Vitória. Hoje, Felsa estava de volta e o Benfica perdeu com o V. Setúbal no Bonfim. O problema não foram tanto os desequilíbrios defensivos – o Vitória não chegou muitas vezes com perigo perto da baliza de Ederson – mas sim a falta de capacidade para criar desequilíbrios ofensivos. Foi por isso que os tricampeões nacionais registaram o primeiro zero no ataque desde a derrota com o Bayern em Munique (em Abril). Ou, se limitarmos a amostra à Liga portuguesa, desde o empate a zero com o U. Madeira no Funchal, em Dezembro de 2015. Tal como tinha feito o Moreirense, o V. Setúbal fechou bem o corredor central. Aos dois centrais habituais – Venâncio e Fábio Cardoso – juntou Vasco Fernandes na missão de lateral direito, pedindo depois a Mikel e Bonilha, os dois médios-centro, que fizessem um jogo sobretudo rigoroso em termos posicionais. Bloqueado pelo meio, o Benfica só teve saída pela direita, onde Nelson Semedo e Zivkovic ainda iam criando algumas dificuldades, em contraste com o jogo menos conseguido de André Almeida e Cervi do outro lado. Vitória ainda tentou trocar os laterais, mas foi na segunda parte, com Rafa no lugar do argentino, que o Benfica ganhou flanco direito. E nem aí foi capaz de tirar de Jonas a influência que o brasileiro tinha na época anterior. Com o 10 sempre emparedado, o Benfica dependia da capacidade de Mitroglou chegar a um cruzamento, de um remate de longe ou de Luisão transformar um dos muitos cantos de que beneficiou num golo. Não aconteceu. Depois, pode até falar-se da ausência de Rui Vitória, ausente do banco por castigo, mas a verdade é que mesmo com ele este Benfica não vira jogos. Como se viu em desvantagem a meio da primeira parte, no seguimento de uma boa combinação de Edinho e Arnold na direita, que o congolês cruzou para o cabeceamento vitorioso de Zé Manuel, o Benfica deixou que dele se apoderasse o sentimento de fatalidade que lhe custou um dissabor em todos os jogos nos quais deixou que o adversário se adiantasse. Todas as equipas que lhe marcaram primeiro tiraram algo dos jogos: já tinha acontecido com este mesmo V. Setúbal na Luz (1-1), mas repetiu-se duas vezes com o Napoli (4-2 em Itália e 2-1 em Lisboa), com o FC Porto (1-1), o Marítimo (2-1) e o Boavista (3-3). Esta não é uma equipa programada para virar resultados, mas sim para marcar cedo e gerir a vantagem com um apetite atacante que quase sempre lhe permite ampliá-la. É, apesar de tudo, e sobretudo com Fejsa, uma equipa mais forte nos momentos defensivos do que nos ofensivos. E por isso mesmo encara agora o duplo compromisso caseiro com Nacional e Arouca sabendo que em vez de poder fechar o campeonato em caso de derrota portista no clássico de sábado, terá sempre de continuar a pedalar até ao fim se quer garantir o tetra.
2017-01-30
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Último Passe

Apanhado entre duas frentes, Jorge Jesus decidiu optar por “acreditar na capacidade de superação” dos seus jogadores. E fez bem, porque ganhou com toda a justiça o direito a seguir para os quartos-de-final da Taça de Portugal. Mas o mais importante no facto de ter entrado no Estádio do Bonfim, para defrontar o V. Setúbal, com o melhor onze disponível, mudando apenas um elemento relativamente à equipa que alinhou de início contra o Benfica no domingo não é o facto de contrariar aquilo em que o treinador acredita há anos: que ninguém é capaz de render ao mais alto nível quando joga de três em três ou de quatro em quatro dias. É o facto de nesta escolha ter ficado bem à vista que ele não transpira confiança nas segundas escolhas. É verdade que os leões ficaram fora das provas europeias, mas essa ausência de desgaste só se fará notar lá para Fevereiro, quando em condições normais seriam chamados a jogar para a Liga Europa. Para já, a realidade é o calendário nacional, sempre muito congestionado por Dezembro e Janeiro, de forma a que se encontre espaço para a breve pausa de Natal e para a fase de grupos da Taça da Liga. Durante anos se viu Jesus poupar jogadores até antes de se chegar a esta fase. Já esta época, o mesmo Jesus veio justificar a opção de ter resguardado momentaneamente homens como Coates ou Bas Dost com o facto de, sendo jogadores pesados, terem mais dificuldades de recuperação. É uma teoria diferente da seguida, por exemplo, por Rui Vitória, mas é uma teoria cientificamente validada. Desta vez, porém, a importância do momento levou Jesus a ter fé na tal “capacidade de recuperação dos jogadores” – e alguns, como Adrien, estiveram uns furos abaixo do habitual. Acontece que, mesmo não tendo o treinador gostado que lhe fizessem a pergunta logo na flash-interview, o facto de ter ficado fora da Europa veio aumentar a exigência relativa à carreira na Taça de Portugal. Ainda por cima numa Taça de Portugal onde já não estão FC Porto e Sp. Braga mas que pode levá-lo a novo duelo com o Benfica. Como veio aumentar a exigência relativa à carreira na Liga, onde a derrota no dérbi deixou o Sporting a cinco pontos dos encarnados. Só que este ciclo infernal – Legia, Benfica, V. Setúbal, Sp. Braga e Belenenses em 16 dias e sem direito a errar mais – ainda está longe de acabar e o mais certo é Jesus ter nos próximos dois jogos de continuar a acreditar na capacidade de superação dos 12 homens que neste momento contam para ele, que são os onze titulares de ontem, mais Bryan Ruiz (Markovic está lesionado, tal como Schelotto). E num ano em que o Sporting até investiu mais do que o habitual no reforço do plantel, era boa altura para se perceber se os restantes não contam por problemas de gestão de recursos humanos ou se foram apenas erros de casting.
2016-12-14
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Último Passe

A forma como o FC Porto empatou em Setúbal permitiu perceber que, como é natural, por serem ainda recentes, os processos que Nuno Espírito Santo quer ver na equipa não estão ainda totalmente consolidados. A uma semana do confronto que pode definir os próximos meses de campeonato, a receção ao Benfica no Dragão, falta à equipa portista uma maior capacidade para explorar aquela que foi a sua maior arma, por exemplo, na vitória que foi buscar à Luz, na época passada, com José Peseiro ao leme: o controlo da largura em termos atacantes. E isso nota-se mais sempre que adota uma atitude mais conservadora e abdica de Brahimi e Corona, por exemplo. Com todos os jogadores disponíveis – desta vez regressou Otávio a Corona caiu do onze – já se percebeu que Nuno Espírito Santo aposta num meio-campo a quatro com grande propensão para jogar por dentro. Mais desequilibrador Otávio a sair da esquerda, mais dado ao fortalecimento do coletivo e aos equilíbrios Herrera a partir da direita. Pretende Nuno Espírito Santo que sejam os laterais a dar a tal largura atacante – a equipa faz sempre a saída a três, com Danilo entre os centrais, e Layun e Alex Telles subidos – e que a mobilidade dos dois avançados, Diogo Jota e André Silva, faça o resto no que toca à ocupação dos espaços. Só que, dando à equipa um maior volume de jogo, um maior controlo das operações, esta opção tem custos em termos de criação de desequilíbrios atacantes. Porque lhe tem faltado gente em condições de explorar o espaço deixado vago pela basculação defensiva do adversário e capacidade para, com essas variações de flanco, tirar mais vezes a bola das zonas de pressão. E só os laterais são curtos para isso. É verdade que o FC Porto – tal como o Sporting na véspera, na Choupana – até podia ter ganho em Setúbal: bastaria para tal que Bruno Varela não tivesse feito duas defesas impossíveis, a remates de Oliver e Jota. Mas o futebol que se viu à equipa foi menos completo do que aquele que se lhe tinha visto contra o Arouca, que raramente saiu dos últimos 30 metros do campo. Mérito do adversário? Seguramente: este Vitória joga mais e estava no seu estádio. Mas também falta do repentismo e da mistura de criatividade com rapidez que Corona deu ao FC Porto no jogo da semana passada ou da qualidade no um para um que lhe traz Brahimi. A grande decisão que Nuno Espírito Santo tem a resolver por estes dias é a escolha de quem pode sair do onze-base, porque o que salta à vista é que um dos dois extremos tem mesmo de entrar.
2016-10-29
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Último Passe

O empate do Benfica, em casa, frente ao V. Setúbal (1-1) já foi comparado, por exemplo, por Raul Jiménez, com a derrota que a equipa encarnada sofreu frente ao Arouca, em Aveiro, à segunda jornada da época passada (0-1). “É seguir em frente!”, sentenciou com clarividência o atacante mexicano. Mas as razões por trás da perda de pontos de hoje são mais profundas do que o normal titubear de muitas equipas no mês de Agosto, quando os processos ainda não estão assimilados. Ao Benfica faltou aquilo que teve em abundância na época passada: boas decisões na frente e ainda melhores finalizações. Em suma, faltou Jonas. Jonas estava na bancada, de óculos postos, a ver as dificuldades que a equipa ia sentindo para criar lances de golo. Porque mesmo tendo mais volume de jogo, os encarnados nunca conseguiram reduzir a produção ofensiva do adversário: Amaral foi uma seta apontada à baliza de Júlio César em toda a primeira parte, período no qual os sadinos chegaram a beneficiar de um lance de dois para dois em ataque rápido e o perderam por falta de qualidade na definição. Claro que o Benfica também teve as suas ocasiões, mas nada que se compare, por exemplo, ao tal jogo com o Arouca ou à avalanche que conseguira na receção anterior a este mesmo V. Setúbal, na última primavera, quando ganhou por 2-1, de virada, na Luz. E foi por ter tido as ocasiões para ainda assim ganhar o jogo – quase todas no forcing final, depois de se ver a perder – que se notou a menor qualidade na finalização. O puzzle Jonas é o mais difícil de resolver por Rui Vitória. Se há um ano o treinador terá tido dúvidas mas ainda assim cedeu quando percebeu que o brasileiro era muito melhor como segundo ponta-de-lança do que como avançado de referência no 4x2x3x1, este ano é Mitroglou quem sente a falta das movimentações sempre inteligentes para a ala, o espaço entre-linhas ou as costas da defesa e das decisões sempre coletivamente válidas do companheiro de ataque. O grego voltou a fazer um jogo anónimo, dele só se retirando um cabeceamento, ainda na primeira parte, para excelente defesa de Bruno Varela. É pouco, como já tinha sido pouco em Tondela. Horta começou bem mas foi-se apagando face à qualidade dos dois médios-centro sadinos (Pacheco e Mikel) e acabou por ser Salvio, por um dia capitão, o melhor do Benfica. Com o jogo no impasse, foi o Vitória quem marcou, de bola parada, por Venâncio. E aí o Benfica entrou em modo pressionante, com dois avançados declarados – Mitroglou e Jiménez – e dois extremos – Guedes e Carrillo – ainda com Salvio e Grimaldo a darem largura no ataque desde a posição de laterais. Era muita gente na frente, o que somado ao menor esclarecimento dos cada vez mais desgastados jogadores do Vitória à medida que o jogo se aproximava do fim, podia ter dado em virada do Benfica. Jiménez ainda empatou, de penalti, e Lindelof acertou na barra, na recarga a um livre de Grimaldo que Varela foi buscar junto ao poste. O Benfica deixou dois pontos no relvado onde lhe faltou, acima de tudo, a qualidade de Jonas e onde voltou a provar-se que foi a qualidade que tem na frente a fazer a diferença no campeonato anterior.
2016-08-21
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Último Passe

Foi um Sporting muito forte, aquele que goleou o V. Setúbal por 5-0, em jogo da penúltima jornada da Liga, regressando à liderança pelo menos até ao momento em que o Benfica visitar o Marítimo e forçando desde já o suspense acerca do campeão até à última ronda. O clima de festa com que os jogadores se despediram dos adeptos, no final do jogo, deixa perceber que todos acreditam ainda que o bicampeão possa escorregar no seu duplo compromisso madeirense e só foi atenuado com a desilusão que foi perder o capitão, Adrien Silva, para a última batalha, devido ao 12º cartão amarelo na Liga. Mas ficou evidente que os leões continuam a sonhar com a possibilidade de interromperem o jejum de 14 anos sem títulos nacionais já na primeira época de Jorge Jesus. Sem João Mário, que Jesus preferiu não arriscar, face a uma questão muscular, e com Gelson a jogar pela direita num onze que tinha Bruno César como lateral-esquerdo, o Sporting deparou-se com um V. Setúbal que repetiu a organização com três defesas-centrais que já tinha utilizado contra o Benfica na Luz. E se é certo que nessa noite perdeu apenas por um golo e conseguiu durante boa parte do jogo anular o jogo interior dos encarnados, também viveu 20 minutos de terror, até ver o adversário chegar ao 2-1 que acabou por ser o score final. Desta vez, a diferença é que o terror durou mais tempo, porque este Sporting chega ao fim da Liga com mais gás e não parou de cavalgar a onda. Gelson – com Ruiz e Ruben Semedo os melhores em campo – só abriu o marcador aos 25’, picando a bola sobre Ricardo depois de ser isolado por um excelente passe do costa-riquenho, mas antes disso já o guardião setubalense tinha tirado dois golos cantados a Bruno César e Slimani e Ruca evitara sobre a linha de golo um cabeceamento de Coates que parecia destinado às redes no seguimento de um canto. O Sporting estava pujante e colocou o jogo em segurança ainda antes do intervalo, num ataque rápido em que William descobriu Gutièrrez para um remate que entrou junto ao poste mais próximo. E se dúvidas houvesse, o bis de Gelson, aos 55’, após passe de Adrien, veio acabar com elas. Só depois (tarde…) Quim Machado mexeu, chamando ao jogo André Horta – muito assobiado o futuro reforço do Benfica – e Miguel Lourenço. Com 3-0 e vendo que não havia perigo de reação do adversário, Jesus precaveu-se em relação a Braga, retirando de campo Slimani – também à beira da suspensão, tal como Adrien, que já tinha visto o cartão amarelo proibido na primeira parte – e acabando por ver a ponta final da partida coroada com mais dois golos de Ruiz, ambos em bolas paradas. Notável a execução, em vólei, do remate que deu o 4-0; mais fruto da inspiração do momento e de alguma ratice o livre direto que passou debaixo da barreira para fixar o resultado nos tais 5-0 que fazem crescer a pressão sobre o Benfica. É agora a vez da equipa de Rui Vitória responder, neste sprint alucinante em que já leva dez vitórias seguidas. Provavelmente vai precisar de mais duas para ser tricampeão e evitar a concretização do sonho leonino. Desde 1993 que nenhuma equipa perde a Liga nas últimas jornadas sem ser no confronto direto com o que haveria de ser campeão. Sucedeu nessa altura ao Benfica, que perdeu em Aveiro com o Beira Mar (1-0), deixando-se ultrapassar pelo FC Porto à 31ª de 34 jornadas. Depois disso, só houve mais duas ultrapassagens consumadas na reta final: o Benfica de Trapattoni superou o Sporting de Peseiro ganhando-lhe o dérbi na penúltima partida de 2004/05 e o FC Porto de Vítor Pereira passou o Benfica de Jesus batendo-o no Dragão, igualmente na penúltima partida de 2012/13. Aquilo em que os sportinguistas acreditam agora é que seja o Marítimo ou o Nacional a fazer encalhar o Benfica. E acreditam mesmo, a julgar pela forma efusiva como celebraram os seus na partida frente ao V. Setúbal.
2016-05-08
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Último Passe

Um Benfica de duas caras foi suficiente para ganhar por 2-1 ao V. Setúbal e retomar o lugar no topo da classificação da Liga, com dois pontos de avanço sobre o Sporting, quando já só faltam mais quatro jornadas para o termo da competição. A equipa de Rui Vitória fez 25 minutos à campeão, com velocidade, intensidade e criatividade, chegando com inteira justiça à vantagem, depois de ter visto o adversário marcar logo aos 17 segundos. Mas a segunda parte foi à mandrião, a mostrar uma equipa ao mesmo tempo fatigada e desconcentrada, que só não deixou dois pontos pelo caminho porque, no último minuto de compensação, Arnold não foi capaz de aproveitar a oferta de Pizzi e, isolado na cara de Ederson, deixou que o guardião encarnado levasse a melhor e evitasse o golo do empate. O golo do V. Setúbal, no primeiro lance da partida, condicionou a forma como decorreu toda a primeira parte. Gorupec encontrou espaço por fora na direita e cruzou para o outro lado, onde André Claro apareceu atrás de Nelson Semedo a abrir o marcador. Estavam decorridos apenas 17 segundos de jogo e este golo, que podia ter afetado animicamente os bicampeões nacionais, veio antes lançá-los numa ofensiva louca e determinada em direção à baliza de Ricardo. Foi dos melhores períodos do Benfica esta época, com oportunidades de golo umas atrás das outras, a deixar antever que a virada no marcador não tardaria. Jonas esteve perto do golo aos 3’ (evitou Ruca) e aos 6’ (impediu-o Tiago Valente). Mitroglou aproveitou um cruzamento de Gaitán para cabecear ao lado (aos 8’), mostrando à equipa que por cima podia lá chegar. Jardel, após canto de Pizzi, cabeceou para Ricardo defender com dificuldade, aos 11’, Mitroglou imitou-o aos 13’, forçando o guarda-redes a socar de improviso. E foi depois de André Claro falhar em boa posição o que até podia ter sido o 0-2, cabeceando ao lado, aos 15’, que Jonas empatou: iam decorridos 19 minutos, Eliseu cruzou e Gaitán, de cabeça, meteu a bola entre a linha defensiva e o guarda-redes, onde Jonas apareceu de rompante para marcar de primeira. Ainda os adeptos festejaram o primeiro quando Jardel fez o segundo, de cabeça, nas costas de Paulo Tavares – muito mais baixo do que ele – após um canto de Gaitán. Só que aí, com apenas 24' de jogo, o Benfica pareceu tirar o pé do acelerador. Certo que aquele ritmo era impossível de manter até final e que tanto o jogo com o Bayern, na quarta-feira, como a fadiga acumulada por alguns jogadores (Pizzi, por exemplo, está uma sombra do que já foi) ou o facto de outros (Gaitán, MItroglou...) estarem a regressar de lesões prejudicaram a capacidade encarnada. Mas a diferença foi do dia para a noite. Pizzi ainda teve a oportunidade para fazer o 3-1 que descansaria a equipa, a fechar a primeira parte, mas Venâncio cortou o chapéu que o ala fez ao guarda-redes antes de a bola cruzar a linha. E, sem esse golo, o Benfica foi como que apanhado entre dois focos. Forçava em busca da tranquilidade? Defendia a vantagem magra que possuía? Acabou por não se decidir por uma coisa nem pela outra. Em toda a segunda parte, só um cabeceamento de Mitroglou (aos 66’) e outro de Jardel (aos 75’) causaram frisson junto da baliza de Ricardo. O Vitória conseguia equilibrar a meio-campo, mas raramente entrava na área. Fê-lo aos 59', por Arnold, e aos 60', por Ruca, e mesmo assim intranquilizava o campeão, que se foi pondo a jeito para uma surpresa. E esta quase aparecia no segundo minuto de descontos: Pizzi fez mal um atraso e isolou Arnold na cara de Ederson, valendo ao Benfica a qualidade da mancha feita pelo guarda-redes, que dificilmente perderá já o lugar para Júlio César. O 2-1 não se alterou, Arnold acabou o jogo a chorar e os mais de 50 mil adeptos benfiquistas na Luz a festejar. Porque estão um jogo mais perto do objetivo, o tricampeonato, enquanto o do Vitória, que é a manutenção e chegou a parecer garantido, está em risco sério com uma segunda volta muito abaixo da primeira.
2016-04-18
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Stats

O Benfica entra em campo para defrontar o V. Setúbal e, se quer manter a liderança da Liga, precisa de ganhar. Se o fizer, iguala a sua melhor série de jornadas seguidas com vitórias esta temporada: oito, conseguidas entre o empate frente ao U. Madeira, a 15 de Dezembro, e a derrota contra o FC Porto, a 12 de Fevereiro. E se prolongar a série vitoriosa até final da competição não só garante o tricampeonato como supera as melhores sequências dos seis anos de Jorge Jesus, que foram de onze jornadas consecutivas sempre a ganhar. De resto, desde 2004/05, o ano do título nacional com Trapattoni, que o Benfica não é campeão nacional sem uma série de pelo menos nove vitórias consecutivas . A última partida de campeonato que o Benfica não ganhou foi a correspondente à 22ª jornada, a tal derrota caseira com o FC Porto (1-2). Depois disso, venceu sempre: 3-1 em Paços de Ferreira, 2-0 ao U. Madeira, 1-0 ao Sporting em Alvalade, 4-1 ao Tondela, 1-0 ao Boavista no Bessa, 5-1 ao Sp. Braga e 2-1 à Académica em Coimbra. Ao todo, sete vitórias consecutivas, a uma da melhor série de jornadas sempre a ganhar estabelecida pela equipa de Rui Vitória. Após o empate frente ao U. Madeira na Choupana, a 15 de Dezembro, o Benfica ganhou oito jogos de campeonato consecutivos até à derrota caseira com o FC Porto: 3-1 ao Rio Ave, 1-0 em Guimarães, 6-0 ao Marítimo, 4-1 ao Nacional na Choupana, 2-1 no Estoril, 3-1 em Arouca, 4-1 no terreno do Moreirense e 5-0 ao Belenenses, no Restelo. Na situação em que está o campeonato, com os dois primeiros separados por apenas dois pontos e sem a garantia do direito ao erro, o melhor que a equipa do Benfica tem a fazer é pensar em ganhar não só ao V. Setúbal mas depois também os outros quatro jogos até final (as visitas a Rio Ave e Marítimo e as receções a V. Guimarães e Nacional). Se o fizer, supera as duas melhores marcas das equipas de Jorge Jesus, que nunca passaram das 11 vitórias seguidas: em 2010/11, o Benfica ganhou onze jogos seguidos entre uma derrota no Porto (0-5 com o FC Porto, a 7 de Novembro) e outra em Braga (1-2 com o Sp. Braga, a 6 de Março de 2011) e mesmo assim não foi campeão; em 2013/14, repetiu a proeza, ganhando onze jogos seguidos entre um empate com o Gil Vicente em Barcelos (1-1, a 1 de Fevereiro de 2014) e outro empate com o V. Setúbal em casa (1-1, a 4 de Maio), com a nuance de por alturas do segundo empate já ter assegurado matematicamente a conquista do título nacional. Aliás, para ser campeão, Jesus teve sempre de somar pelo menos nove jornadas seguidas a ganhar. Fê-lo em 2009/10 e em 2014/15, tendo em 2013/14 chegado às tais onze vitórias consecutivas.   O V. Setúbal não ganha há dez jogos, tendo apenas uma vitória em toda a segunda volta, que foi o 2-1 à Académica, em casa, a 22 de Janeiro. Depois disso, quatro empates e seis derrotas, com golos sofridos em todos os jogos. Aliás, a última baliza virgem da equipa sadina já data de 5 de Dezembro do ano passado, quando venceu o Belenenses no Restelo por 3-0. Contra o Benfica, uma semana depois, o Vitória iniciou a corrente série de 18 jogos sempre a sofrer golos.   A última vez que o Vitória esteve 18 jogos seguidos sempre a sofrer golos foi em 2010/11, altura em que após uma vitória por 1-0 frente ao Paços de Ferreira (de Rui Vitória), a 27 de Setembro de 2010, viu os adversários marcarem todos pelo menos uma vez até um empate a zero no terreno do Beira Mar, a 14 de Fevereiro de 2011. O 18º jogo dessa série foi em Setúbal, contra o Benfica, que na altura se impôs com golos de Gaitán e Jara.   O pior resultado que Rui Vitória, treinador do Benfica, tem nos três jogos que fez contra Quim Machado, técnico do V. Setúbal, é um empate a zero. Só o recebeu uma vez, em Guimarães, tendo o seu Vitória ganho ao Feirense de Machado por 1-0, com um golo do brasileiro Toscano. Antes disso, tinha-o visitado na Feira, mas ainda ao serviço do Paços de Ferreira: empatou sem golos, no jogo que marcou a despedida de Vitória da Mata Real, antes de assumir o comando da equipa de Guimarães. Já esta época, em Setúbal, o Benfica de Rui Vitória ganhou por 4-2 ao V. Setúbal de Quim Machado.   Em contrapartida, nunca Rui Vitória ganhou duas partidas seguidas ao V. Setúbal. Desde que chegou à I Divisão, para liderar o Paços de Ferreira, em 2010, o atual treinador do Benfica defrontou por 14 vezes os sadinos, com seis sucessos, um empate e sete derrotas. A única época em que ganhou por duas vezes ao V. Setúbal foi 2012/13, quando o seu V. Guimarães venceu as duas partidas da Liga (2-1 em casa e 3-2 fora), mas pelo meio registou um empate no Bonfim, para a Taça de Portugal (2-2). Aí, valeu-lhe o desempate por grandes penalidades para chegar à final, onde os vimaranenses ganharam… ao Benfica.   Quim Machado, treinador do V. Setúbal, perdeu os três jogos que fez contra o Benfica, dois dos quais ao serviço do Feirense. Contudo, a sua equipa marcou sempre golos. Na Luz, em Agosto de 2011, o seu Feirense esteve empatado até ao último quarto-de-hora (golos de Nolito e Rabiola), quando Cardozo e Bruno César marcaram para fazer o 3-1 final. Na Feira, em Janeiro de 2012, até esteve a ganhar (golo de Varela), mas viu depois o Benfica virar para 1-2, com um autogolo do mesmo Varela e um penalti de Cardozo. O jogo mais desequilibrado foi o desta época, em Setúbal, no qual o Benfica chegou cedo aos 3-0 (golos de Pizzi, Jonas e Mitroglou), tendo depois o Vitória amenizado para o 2-4 final (marcaram Vasco Costa, Suk, tendo o guardião sadino Ricardo feito um autogolo).   Raul Jiménez marcou nos últimos dois jogos do Benfica: fez o golo da vitória contra a Académica em Coimbra (2-1) e obteve o primeiro no empate com o Bayern na Luz (2-2). Foi a segunda vez esta época que o mexicano marcou golos em dois jogos consecutivos, depois de ter marcado ao Rio Ave e ao Nacional (na Taça da Liga) em Dezembro. Para lhe encontrar uma série de três jogos seguidos sempre a marcar é preciso recuar a Setembro de 2013, quando ainda representava o America.   Kostas Mitroglou, por sua vez, marcou nas duas últimas jornadas do campeonato. Pertenceu-lhe sempre o primeiro golo do Benfica nas vitórias frente ao Sp. Braga (5-1) e à Académica (2-1). O grego está ainda longe do seu melhor desta época, que foram as sete jornadas seguidas sempre a marcar, a Nacional, Estoril, Arouca, Moreirense, Belenenses, FC Porto e Paços de Ferreira.   O V. Setúbal não ganha ao Benfica desde 31 de Outubro de 2007, quando se impôs no Bonfim em partida da Taça da Liga, por 2-1, e de virada, com golos de Matheus e Edinho, depois de Freddy Adu ter aberto o ativo de penalti para os encarnados. Desde essa data, em 18 jogos, o melhor que os sadinos conseguiram forma quatro empates, dois deles na Luz: 2-2 em Dezembro de 2008 e 1-1 em Maio de 2014. De resto, 14 vitórias do Benfica, algumas delas com score bem largo, como os 8-1 de Agosto de 2009.   As duas últimas visitas do V. Setúbal à Luz acabaram com o mesmo resultado: 3-0. E foram separadas por apenas quatro dias. Talisca, Pizzi (ambos de penalti) marcaram a 11 de Fevereiro de 2015, em jogo da Taça da Liga; Jardel e Lima (este bisou) imitaram-nos a 15 de Fevereiro, em jogo a valer para o campeonato.   Talisca é o melhor marcador do atual plantel do Benfica em jogos com o V. Setúbal: fez quatro golos. Além do que marcou nos 3-0 para a Taça da Liga, em Fevereiro de 2015, assinou um hat-trick nos 5-0 com que o Benfica se impôs no Bonfim em Setembro de 2014. Em contrapartida, do atual plantel do V. Setúbal, só Vasco Costa marcou aos encarnados com a camisola listada: fê-lo na derrota por 4-2 da primeira volta, na qual o outro golo sadino foi apontado por Suk, entretanto transferido para o FC Porto.
2016-04-18
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Sérgio Oliveira o autor do golo da vitória do FC Porto frente ao V. Setúbal, no Bonfim (1-0), fez o segundo golo da época, mas o primeiro na corrente Liga, pois até aqui só tinha marcado ao Gil Vicente, na meia-final da Taça de Portugal. Foi a terceira temporada seguida em que marcou um golo aos sadinos, depois de já o ter feito nas vitórias do Paços de Ferreira para a Taça da Liga (2-0, em Janeiro de 2014) e para o campeonato (4-1, em Novembro de 2014).   O resultado valeu ao FC Porto a 27ª vitória seguida sobre o V. Setúbal, em confrontos para todas as competições, a quinta consecutiva sem sofrer sequer um golo. A última vez que os sadinos fizeram um golo ao FC Porto foi em Agosto de 2013, numa derrota por 3-1 em casa após a qual perderam por 3-0, 4-0 e 2-0 no Dragão e por 2-0 e 1-0 no Bonfim. O último jogo em que evitaram a derrota, esse, já tem mais de dez anos: foi um empate a zero no Dragão, em Outubro de 2005. E para se encontrar a última vitória é preciso recuar 50 jogos, até Maio de 1989, quando ganharam por 1-0, ainda nas Antas.   O FC Porto voltou a manter a baliza inviolada num jogo de campeonato, algo que já não lhe acontecia desde a estreia de José Peseiro à frente da equipa, a 24 de Janeiro. Depois desse 1-0 ao Marítimo, os dragões sofreram golos em sete jornadas consecutivas, igualando uma série negra do ponto de vista defensivo que já não conheciam desde Março e Abril de 2007.   Mesmo mantendo a baliza de Casillas a zeros, o FC Porto voltou a ganhar apenas pela margem mínima. Seis das sete vitórias alcançadas pela equipa de José Peseiro na Liga foram por apenas um golo de diferença, constituindo exceção o sucesso por 3-1 no Estoril, a 30 de Janeiro. Além desse, com o novo treinador, os azuis e brancos ganharam por 1-0 ao Marítimo e ao V. Setúbal, por 2-1 ao Benfica e ao Belenenses e por 3-2 ao Moreirense e ao U. Madeira.   Complicada está a vida para o V. Setúbal em termos ofensivos. Os sadinos fizeram o quarto jogo consecutivo sem marcar golos, levando já 391 minutos sem fazer um único. O último que marcaram, a 21 de Fevereiro, valeu um empate a uma bola em casa perante o Nacional, tendo o Vitória depois disso perdido todos os jogos: 3-0 com o Estoril e 1-0 com Moreirense, Arouca e FC Porto.   O V. Setúbal está, ainda assim, a um jogo – e a 125 minutos – da pior série ofensiva da época passada. Então, depois de um 3-0 ao Boavista, para a Taça da Liga, a 4 de Fevereiro de 2015, a equipa sadina esteve cinco jogos sem marcar (0-0 com a Académica, duas vezes 0-3 com o Benfica, 0-1 com o Penafiel e 0-3 com o Nacional), completando 516 minutos sem um golo até ao que foi marcado por Schmidt, a 7 de Março, num empate com o Belenenses (1-1), no Bonfim.   O Vitória completou, além disso, o oitavo jogo seguido sem ganhar. A última vitória obteve-a a 22 de Janeiro, um 2-1 à Académica, para a Liga, no Bonfim. Depois, perdeu com o Rio Ave, empatou com Marítimo, V. Guimarães e Nacional, e perdeu de enfiada com Estoril, Moreirense, Arouca e FC Porto. Além de ser a maior série de jogos sem vitória desta época, a corrente sequência de resultados supera pela negativa a pior da época passada, que foram sete jogos sem ganhar, entre 14 de Março e 7 de Maio.   Para se encontrar algo de tão mau na história do Vitória é preciso recuar a 2011/12, quando a equipa sadina também esteve oito jogos seguidos sem ganhar, entre 2 de Janeiro e 26 de Fevereiro de 2012, sendo o oitavo precisamente contra o FC Porto (1-3 no Bonfim para a Liga) e a série quebrada logo a seguir, em Aveiro, com uma vitória por 3-2 contra o Beira Mar. Pelo caminho, o treinador, Bruno Ribeiro, foi substituído por José Mota.   O FC Porto fechou a 27ª jornada com 61 pontos, menos quatro do que na época passada, na qual estava, por isso mesmo, mais perto do líder – estava a três pontos, enquanto agora está a seis. Os dragões têm, no entanto, mais seis pontos do que em igual fase do campeonato de há dois anos. Mas para se encontrar um FC Porto campeão com tão fraco pecúlio à 27ª jornada é preciso recuar dez anos. Em 2005/06, os dragões tinham 60 pontos em 27 jogos, ganharam seis e empataram um dois sete jogos restantes e ainda chegaram ao título.   O V. Setúbal, por sua vez, segue com 28 pontos, cinco acima da linha de água e mais três do que tinha na época passada por esta altura da competição. Mesmo tendo em conta a quebra da equipa de Janeiro para cá – 22 dos 28 pontos que fez foram conseguidos na primeira volta – este Vitória está a apenas seis pontos da equipa que há duas épocas chegou à 27ª jornada com 34 pontos e acabou a Liga em sétimo lugar, a cheirar uma qualificação europeia.
2016-03-20
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Último Passe

A confirmação de que Sérgio Oliveira é opção válida para o meio-campo foi, juntamente com os três pontos somados, a boa notícia para o FC Porto na noite chuvosa em que venceu o Vitória, em Setúbal, por 1-0, mantendo a distância relativamente ao Sporting e ajudando a pressionar o Benfica. O jovem médio português, aquele que menos contava para Julen Lopetegui, deu dinâmica ao meio-campo dos dragões e fez, com um remate de ressaca à entrada da área, o golo da vitória justa mas nunca brilhante ou tranquila dos dragões. Mesmo contra um Vitória que confirmou ter ficado a perder muito como equipa com as movimentações do mercado de Janeiro. No final do jogo, José Peseiro elogiou a exibição dos seus jogadores, mas a verdade é que não havia ali muito a admirar. O FC Porto mandou no jogo? Sim. Podia ter feito mais golos? Também, é certo, sobretudo na primeira parte, na qual criou três ou quatro situações de perigo para a baliza de Raeder, marcando precisamente na última, quando já cheirava a intervalo e o 0-0 subsistia teimosamente no marcador. Mas nunca exibiu um futebol fluído, nunca foi avassalador, perante um adversário que, quando decidiu subir o bloco, no segundo tempo, também podia ter chegado ao golo, porque meteu a bola na área onde os dragões costumam errar mais: a sua própria. A ideia que ficou foi a de que, causticado por vir com tantos jogos consecutivos sempre a sofrer golos, o FC Porto colocou a tónica na necessidade de evitar desequilíbrios a atacar e que, por via disso, nunca foi tão envolvente como chegou a ser, a espaços, na primeira parte contra o U. Madeira ou em momentos do jogo da Luz, contra o Benfica. Depois, é certo, que há o reverso da medalha: a equipa mostrou-se mais segura defensivamente. Mas nunca matou o jogo contra um Vitória que já não tem nada a ver com a equipa da primeira volta. Até pode acontecer que, mesmo a jogar como está a jogar, o FC Porto ganhe os oito jogos que lhe faltam para acabar a época – sete na Liga e a final da Taça de Portugal, contra o Sp. Braga. Se o fizer, o final de época acabará por ser feliz, fazendo desaparecer da cabeça dos adeptos boa parte das dúvidas que ali se instalaram quando de lá saiu o alívio por ver Lopetegui ir embora. Se o conseguir, Peseiro pode finalmente ter o tempo para trabalhar que tem reclamado ultimamente, equilibrar um plantel que foi feito para outro futebol e que também não ficou a ganhar nada com os ajustes feitos em andamento. Para já, no entanto, tudo o que Peseiro vai ter são duas semanas, fruto da interrupção para os compromissos das seleções nacionais. E bem precisa de as aproveitar para consolidar as ideias que tem tentado transmitir aos jogadores.
2016-03-20
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O FC Porto desloca-se a Setúbal, onde defrontará o Vitória num jogo fundamental para, utilizando a expressão de José Peseiro após a última partida, continuar “vivo” na Liga. Fá-lo frente à equipa que tem sido o seu mais habitual “freguês” dos últimos tempos: contabilizando todas as provas, os dragões seguem com 26 vitórias seguidas sobre o V. Setúbal, série sem igual com qualquer outra equipa do primeiro escalão. A última vez que o V. Setúbal defrontou o FC Porto sem perder já foi há mais de dez anos, a 29 de Outubro de 2005. Nessa noite, uma equipa comandada por Luís Norton de Matos, na qual jogava o agora internacional José Fonte, foi empatar ao Dragão (0-0) com o FC Porto de Co Adriaanse, onde alinharam Pepe e Quaresma, por exemplo. E mesmo olhando mais para trás o panorama não melhora muito para os sadinos, que obtiveram apenas dois empates nos últimos 40 jogos entre as duas equipas e não ganham aos dragões desde 7 de Maio de 1989. Foi há quase 27 anos que um golo de Aparício deu a uma equipa liderada por Manuel Fernandes uma vitória por 1-0 nas Antas face ao FC Porto de Artur Jorge. No Bonfim, então, a última vez que o V. Setúbal ganhou ao FC Porto foi em Março de 1983: Manuel de Oliveira levou o Vitória a ganhar por 3-1 ao FC Porto de José Maria Pedroto. A superioridade azul e branca tem sido marcadíssima nos últimos tempos. Há quase três anos que o V. Setúbal não marca sequer um golo neste confronto: o último marcou-o Rafael Martins na ronda de abertura do campeonato de 2013/14, num jogo que o FC Porto acabou por ganhar por 3-1. Desde esse dia 18 de Agosto de 2013, o FC Porto ganhou por 3-0, 4-0 e 2-0 no Dragão e por 2-0 no Bonfim. As 26 vitórias consecutivas do FC Porto contra o V. Setúbal, que incluem uma final da Taça de Portugal (1-0, golo de Adriano) e a Supertaça que se lhe seguiu (3-0, marcados por Adriano, Anderson e Vieirinha) não têm sequer comparação próxima com qualquer outro adversário do atual primeiro escalão. A seguir aos sadinos, o adversário mais dócil para o FC Porto é o Paços de Ferreira, contra o qual os dragões levam sete sucessos de enfiada.   José Peseiro, treinador do FC Porto, e Quim Machado, do V. Setúbal, nunca se defrontaram como treinadores. As equipas do atual técnico sadino nunca ganharam nem fizeram um único golo ao FC Porto, ainda que ele já tenha levado o Feirense a empatar com os dragões (0-0 com o Feirense, em Aveiro, em Setembro de 2011) no único jogo que não fez como visitante. Depois disso, perdeu por duas vezes no Porto: 0-2 com o Feirense e com o V. Setúbal. Peseiro, por sua vez, ganhou na última vez que levou uma equipa a Setúbal: 1-0 com o Braga, em Maio de 2013. Mas antes tinha ali perdido com o Sporting (2-0, em Setembro de 2004) e empatado duas vezes com o Nacional (2-2 em Março de 2003 e Abril de 2001).   O V. Setúbal não faz um golo no campeonato há 301 minutos, equivalentes a três jogos a zero (0-3 no Estoril, 0-1 com o Moreirense e 0-1 em Arouca) e ao período após o golo de André Claro no empate caseiro com o Nacional (1-1), a 21 de Fevereiro.   Além disso, o FC Porto vai em sete jogos seguidos sempre a sofrer golos para o campeonato. A última vez que manteve a baliza a zeros foi na estreia de Peseiro, em que ganhou por 1-0 ao Marítimo. Depois, bateu o Estoril por 3-1, perdeu com o Arouca por 2-1, ganhou ao Benfica por 2-1, ao Moreirense por 3-2, ao Belenenses por 2-1, perdeu com o Sp. Braga por 3-1 e ganhou ao U. Madeira por 3-2. Foi a primeira série de sete jornadas seguidas do FC Porto a sofrer golos desde Março e Abril de 2007, mas se sofrerem pelo menos um golo em Setúbal a sequência aumenta para oito partidas, que os azuis-e-brancos já não conhecem desde 1978/79. Há quase 40 anos, portanto.   Ao todo, os sadinos não ganham há sete jogos, mais precisamente desde o 2-1 em casa à Académica, a 22 de Janeiro. Depois disso empataram com Marítimo (1-1), V. Guimarães (2-2) e Nacional (1-1) e perderam com Rio Ave (1-2), Estoril (0-3), Moreirense (0-1) e Arouca (0-1). A presente série de jogos sem ganhar já é, de longe, a pior da época e só encontra paralelo na ponta final da temporada passada, quando a equipa liderada por Bruno Ribeiro esteve também sete jogos sem ganhar, vencendo o oitavo: 2-1 ao Arouca a 17 de Maio de 2015. Suk, atual jogador do FC Porto, fez o primeiro golo sadino nesse jogo.   Lukas Raeder deve regressar à baliza do V. Setúbal, face à indisponibilidade do titular, Ricardo, que está emprestado pelo FC Porto. Será o primeiro jogo do guarda-redes alemão desde a derrota por 4-0 com o Boavista, no Bessa, a 18 de Janeiro.   O portista Herrera estreou-se na Liga portuguesa contra o V. Setúbal, lançado por Paulo Fonseca a 9 minutos do fim da vitória dos dragões no Bonfim, por 3-1, a 18 de Agosto de 2013. 
2016-03-19
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Último Passe

A noite atípica, com os três grandes a jogar ao mesmo tempo durante uma meia-hora, veio fazer mais do que chamar a atenção para uma peculiaridade de calendário raramente vista na Liga em Portugal. Um Marítimo demasiado macio e um V. Setúbal demasiado aberto não fizeram sequer cócegas a Benfica e Sporting, que os despacharam com goleadas de 6-0 construídas desde muito cedo, pelo que a história da noite só podia chegar do Dragão, onde o FC Porto não foi capaz de vencer um Rio Ave taticamente muito adulto, desde logo confirmando os leões como campeões de Inverno: os quatro pontos que levam de avanço sobre a agora dupla de perseguidores deixam-nos ao abrigo de qualquer contratempo na última jornada da primeira volta, no domingo, em casa contra o Sp. Braga. Não vi – ninguém pode ter visto – os três jogos. Fui vendo um pouco de cada, até dois deles estarem resolvidos, permitindo centrar atenções no Dragão. Na Luz, depois de um início algo dividido, o Benfica aproveitou a macieza de um Marítimo que até é campeão das expulsões mas cometeu apenas três faltas durante a primeira parte para construir desde cedo um resultado folgado. Até ao momento em que virei antena, destaque para Pizzi, pelo oportunismo de chegada à área, e Carcela, por ser o desequilibrador que em alguns jogos faltou à equipa de Rui Vitória. Em Setúbal, o Vitória foi, pelo menos, igual a si próprio: futebol positivo, aberto, por isso mesmo sujeito a sofrer golos. Em suma, um convite à maior dinâmica atacante do Sporting, que arrancou uma grande exibição, fazendo brilhar Bruno César com dois golos na estreia e permitindo a Slimani somar mais dois à sua conta pessoal. Complicada foi a vida do FC Porto. O empate ao intervalo, fruto de um golo afortunado para o Rio Ave, até era lisonjeiro para os visitantes, mas o que a equipa remendada de Pedro Martins conseguiu fazer na segunda parte, tanto do ponto de vista defensivo como nas saídas para o contra-ataque, mostra trabalho de muita qualidade. E, como é evidente, enfatiza as dificuldades de Julen Lopetegui no comando do FC Porto. O treinador basco terá ido ao limite da sua visão do que é o risco, acabando o jogo com três defesas e com Aboubakar e André Silva em simultâneo no ataque (ainda que para tal tenha sacrificado Corona e Layun, que são armas ofensivas de peso), mas é preciso dizer que o problema não esteve nas substituições. Os lenços brancos nas bancadas deveram-se ao resultado e ao facto de a equipa ter somado aos pecados habituais – acima de todos a falta de presença no corredor central – muita ansiedade, que se revelou em vários passes transviados logo no início da construção. Para os dragões, o importante agora é tranquilizar: e aí esteve bem o treinador, ao dizer no final que se sente com força para continuar à frente da equipa mas que a decisão cabe ao presidente. O problema é que, numa Liga com jogos ao domingo e à quarta-feira, não há tempo para terapias muito demoradas. Os dragões precisam de responder já no domingo, no Bessa.
2016-01-06
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Duas equipas com propensão goleadora, V. Setúbal e Sporting têm montado os ataques muito em cima dos seus avançados-estrela, o coreano Suk e o argelino Slimani, respetivamente o terceiro e o segundo melhor marcadores da Liga, com nove e dez golos. Ambos estão a viver um excelente momento e mostram apetência por marcar ao adversário de agora, não sendo por isso estranho que se comente – até por semelhanças físicas – que os leões tenham pensado em Suk como alternativa a Slimani. Suk, que chegou a Portugal, vindo do futebol holandês, em Janeiro de 2013, fez o seu primeiro golo lusitano, ainda ao serviço do Marítimo, na baliza de Rui Patrício, na altura valendo uma vitória dos insulares em Alvalade, por 1-0. Era o terceiro jogo do asiático com a camisola verde-rubra e logo ali ele deixava um cartão de visita que raramente deixou de honrar. Depois de uma passagem pela Arábia Saudita, regressou a Portugal para vestir a camisola do Nacional – o único clube com o qual não conseguiu marcar ao Sporting, ficando em branco na derrota por 1-0 na Choupana, em Dezembro de 2014. Só voltou a defrontar os leões na Liga em Abril de 2015, já em representação do V. Setúbal, voltando a marcar, para atenuar a derrota da sua equipa por 2-1 no Bonfim. Além disso, Suk fez golos nas três últimas partidas do Vitória no Bonfim, onde não fica em branco desde os 2-2 com o U. Madeira, em Novembro. Desde então, fez um golo nos 2-4 com o Benfica, outro no empate a uma bola frente ao Rio Ave (Taça de Portugal) e outro ainda no 1-1 com o Sp. Braga, no sábado passado. Mas o bom momento é comum ao argelino Slimani, que vem de um bis inspirador nos 2-0 ao FC Porto, estando a apenas um golo do seu recorde para uma época inteira, que são os 15 golos de 2014/15. Ora Slimani tem três golos em outros tantos jogos contra o V. Setúbal, sendo que marcou sempre que foi titular: só ficou em branco nos 2-1 do Bonfim, em Abril, mas aí só entrou em campo a 20’ do fim. Antes, já tinha marcado nos 2-2 de Março de 2014 e bisado nos 3-0 de Novembro do mesmo ano.   - O V. Setúbal só perdeu uma vez no Bonfim esta época. Foram os 4-2 contra o Benfica, em Dezembro. Em contrapartida, também só ganhou uma vez: 1-0 ao Estoril, em Outubro. Soma, além desses dois jogos atípicos, sete empates, seis deles com golos.   - O Sporting segue com duas derrotas consecutivas fora de casa, não ganhando como visitante desde a deslocação ao Funchal, para defrontar o Marítimo, a 5 de Dezembro (1-0). Desde então, foi batido pelo Sp. Braga (4-3, após prolongamento, na Taça de Portugal) e pelo U. Madeira (1-0).   - Quim Machado, treinador do V. Setúbal, perdeu os dois jogos que fez contra o Sporting e nas duas vezes que defrontou Jorge Jesus, mas com nuances diferentes. Frente aos leões o seu Feirense não fez sequer um golo (0-2 em Aveiro e 0-1 em Alvalade). Já nos jogos com o Benfica de Jesus vendeu sempre muito mais cara a derrota: 1-3 na Luz, aguentando o empate até ao último quarto-de-hora, e 1-2 na Feira, de virada.   - Regresso de Jorge Jesus a Setúbal, onde foi jogador (de 1980 a 1983) e treinador (de 2000 a 2002). Desde que saiu do banco do Vitória, após uma derrota com o Varzim, em Janeiro de 2002, Jesus voltou com equipas suas a Setúbal por dez vezes, ganhando sete, empatando duas e perdendo apenas uma, com a U. Leiria (2-0), em Outubro de 2005. A última vez que não ganhou em Setúbal foi em Fevereiro de 2010, quando ali empatou (1-1) com o Benfica.   - Nuno Pinto, lateral do V. Setúbal, estreou-se na Liga portuguesa com a camisola do Boavista num empate a uma bola frente ao Sporting, a 28 de Janeiro de 2007. Foi lançado por Jaime Pacheco. O mesmo sucedeu com o avançado André Claro, a quem Pedro Emanuel deu os primeiros minutos na Liga numa partida com os leões, perdida em Alvalade pelo Arouca (5-1), a 18 de Agosto de 2013.   - Nos leões, Carlos Mané também se estreou na Liga a defrontar o adversdário desta jornada. Foi lançado por Leonardo Jardim nos últimos 7 minutos de uma vitória dos leões frente ao V. Setúbal, por 4-0, a 5 de Outubro de 2013.   - O Sporting não perde com o V. Setúbal desde Novembro de 2012, quando saiu do Bonfim vergado a uma derrota por 2-1, com golos de Meyong e Pedro Santos contra um de Jeffrén. Dos 14 homens que José Mota fez alinhar nessa noite pelo Vitória, subsistem no clube Paulo Tavares e Miguel Lourenço, que até foi expulso. Do Sporting só sobra Rui Patrício.   - O Sporting interrompeu na época passada uma série de três jogos sem ganhar em Setúbal, impondo-se por 2-1 (Carlos Mané e Tanaka marcaram para os leões, Suk fê-lo para os sadinos), mas já não sai do Bonfim sem sofrer golos desde Dezembro de 2010, quando ali venceu por 3-0 (bis de Yannick a somar a um golo de Abel). Foi a última vez que os leões se deslocaram a Setúbal com um treinador que lá tinha jogado: Paulo Sérgio, como agora Jorge Jesus.   - O V. Setúbal empatou todos os jogos que fez com Jorge Ferreira a apitar na Liga, dos quais apenas um foi no Bonfim: o V. Setúbal-Estoril de 2013/14 (1-1). Com este árbitro, o Sporting ganhou seis jogos em oito na Liga, tendo perdido os seus únicos pontos em Alvalade, num 0-1 com o Estoril (2013/14) e um 1-1 contra o Moreirense (2014/15).
2016-01-05
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As três equipas que ainda não tinham tido penaltis a seu favor na Liga tiveram todas um nesta jornada: o U. Madeira converteu o seu na baliza da Académica, o Nacional fez o mesmo contra o Arouca, mas o Rio Ave falhou o seu primeiro penalti do campeonato, contra o Tondela. A partir de agora, já todas as equipas tiveram pelo menos um penalti a favor, sendo que ainda há duas sem qualquer grande penalidade contra: V. Guimarães e Benfica.   - Ainda acerca de penaltis, Bruno Moreira fez, de grande penalidade, o primeiro golo do Paços de Ferreira no empate a duas bolas frente ao Belenenses. Foi o sétimo penalti desta Liga a favor dos pacenses, que desta forma igualaram o Sporting na condição de equipa com mais remates dos onze metros a seu favor na competição. Aliás, o Paços de Ferreira vai com três jornadas seguidas a ter pelo menos um penalti a seu favor.   - Ao vencer o U. Madeira por 3-1, a Académica obteve a segunda vitória consecutiva em casa, pois já tinha ganho ao Belenenses por 4-3 na 13ª jornada. A última vez que a Académica tinha ganho duas vezes seguidas em casa tinha sido em Janeiro de 2014, quando bateu consecutivamente o P. Ferreira (4-2) e o Gil Vicente (1-0). João Real e Ivanildo, que fizeram golos na sequência presente, também já os tinham feito na de 2014.   - Fernando Alexandre, em contrapartida, marcou nos dois últimos jogos da Académica em Coimbra: fez o quarto nos 4-3 ao Belenenses e o segundo nos 3-1 ao U. Madeira.   - O central Paulo Monteiro fez o primeiro golo na Liga, na transformação de um penalti (o tal que foi o primeiro da equipa de Norton de Matos no campeonato). Mas já foi o seu quarto golo desta época, pois tinha obtido um hat-trick no jogo da Taça de Portugal contra o Sertanense, que o U. Madeira venceu por 5-1. Todos os seus golos foram de penalti.   - O Moreirense ganhou pela primeira vez na história no terreno do Boavista e fê-lo logo por 3-0. Foi a terceira vitória consecutiva dos cónegos em todas as competições, depois de terem ganho ao Nacional (2-0, para a Liga) e ao Oriental (4-2, para a Taça da Liga), algo que a equipa não conseguia desde Agosto de 2013, quando ainda estava na II Liga e venceu sucessivamente Ac. Viseu, Sp. Covilhã e Chaves.   - Rafael Martins, do Moreirense, vai com quatro jogos seguidos sempre a marcar golos: fez o golo ao Sporting na derrota por 3-1 em Alvalade, depois bisou nos 2-0 ao Nacional e nos 4-2 ao Oriental e agora fez o segundo nos 3-0 ao Boavista. Melhorou a sua melhor sequência desta época, que era de três jogos sempre a marcar (Tondela, Aves e V. Setúbal) e igualou a melhor desde que está em Portugal, quando festejou sucessivamente contra Nacional, Académica, Benfica e Olhanense, em Abril e Maio de 2014. Esta sequência, porém, tem uma particularidade: é que pelo meio o brasileiro não jogou frente ao Sp. Braga.   - Os 3-0 encaixados contra o Moreirense representam a derrota mais alargada do Boavista em casa desde uns 4-1 que sofreram do Vizela, em Março de 2014, no Campeonato Nacional de Seniores. Na I Liga, o Boavista não perdia em casa por três ou mais golos desde Outubro de 2006, quando o Nacional ali venceu por 4-0.   - Ao empatar com o Arouca, em casa (2-2), o Nacional somou o sexto jogo seguido sem vitória, contando todas as competições. A equipa de Manuel Machado iguala assim a série negra de Março e Abril do ano passado, quando somou três empates e três derrotas contra Sporting (duas vezes), Benfica, FC Porto, Académica e Rio Ave. Desta vez, após a vitória contra o Marítimo (3-1, em finais de Novembro), também tem três empates e três derrotas, ante FC Porto, Benfica, Estoril, Aves, Moreirense e Arouca.   - O empate na Choupana confirma que o Arouca gosta mesmo de dividir os pontos: foi o oitavo em 15 jornadas para a equipa orientada por Lito Vidigal. Na últimas cinco jornadas, porém, os jogos dos arouquenses têm descoberto os golos, pois em todas elas se verificou que ambas as equipas marcaram.   - Zequinha, que fez o primeiro golo do Arouca na Choupana, ainda não tinha marcado esta época. O seu último golo na Liga já tinha sido na Madeira, a 6 de Abril de 2015, e também tinha valido um empate, mas ao V. Setúbal (que representava nessa altura) num jogo frente ao Marítimo.   - O empate frente ao Estoril valeu mais uma expulsão ao Marítimo. Desta vez foi Ruben Ferreira, a ver o segundo amarelo já em período de compensações. Foi a 12ª expulsão dos verde-rubros em 15 jornadas da Liga, o que transforma este parcial no total de expulsões mais elevado da história do Marítimo na I Liga. E ainda falta mais de meio campeonato.   - Leo Bonatini fez o golo que valeu ao Estoril o empate nos Barreiros contra o Marítimo. O avançado brasileiro marcou os últimos quatro golos dos canarinhos, todos os que a equipa fez desde o início de Dezembro. O último além dele a marcar um golo pelo Estoril foi Dieguinho, na vitória por 1-0 frente ao Caldas, na Taça de Portugal, a 22 de Novembro. Na Liga, então, ninguém a não ser Bonatini faz um golo pelo Estoril desde que Afonso Taira obteve o tento do empate (2-2) frente ao Rio Ave, a 24 de Outubro.   - O empate significou para o Estoril a continuação da série negra de jogos sem vitórias na Liga. São já nove, desde a vitória sobre o U. Madeira (2-1) em casa, a 27 de Setembro. O Estoril igualou assim a pior série da época passada, que foi de precisamente nove jogos da Liga sem ganhar entre um 1-0 ao Arouca (a 25 de Janeiro) e um 1-0 ao Paços de Ferreira (a 13 de Abril). Pelo caminho, José Couceiro saiu e cedeu o lugar a Fabiano Soares, o atual treinador.   - O golo de Suk ao Sp. Braga significa que esta já é a época mais produtiva do coreano do V. Setúbal. Ao todo, contabilizando todas as competições, Suk soma já onze concretizações (nove na Liga e duas na Taça de Portugal), batendo os seus próprios registos de 2014/15 quando, entre Nacional e V. Setúbal, acabou a temporada com dez (seis na Liga, três na Taça de Portugal e um na Taça da Liga).   - O bracarense Marcelo Goiano, que garantiu o empate do Sp. Braga em Setúbal, fez o seu primeiro golo na Liga. Já tinha marcado pelo Sp. Braga, mas sempre na Taça de Portugal: ao Alcains na época passada e ao Sporting esta época. Antes disso, pelo Feirense, também tinha um golo pelo Feirense, mas ao Fafe, também na Taça de Portugal.   - Carlos Martins voltou a ser expulso, no empate do Belenenses em Paços de Ferreira, o que já não lhe acontecia desde 8 de Fevereiro do ano passado, quando o Belenenses perdeu em Guimarães, por 1-0. Foi a terceira expulsão do médio desde que regressou de Espanha, para jogar no Benfica, e em nenhum desses jogos a sua equipa ganhou.   - Ukra falhou o primeiro penalti do Rio Ave nesta Liga e o primeiro de que os vila-condenses beneficiam desde 21 de Março. Nessa altura, o mesmo Ukra fez golo ao Benfica, contribuindo para uma vitória por 2-1 dos verde-e-brancos.        
2016-01-04
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Andamos todos há anos a ouvir uma frase feita, que uns atribuem a Phil Jackson, ex-treinador de basquetebol dos Chicago Bulls e dos Los Angeles Lakers, na NBA, e outros a Alex Ferguson, que se celebrizou como “manager” do Manchester United, na Premier League inglesa de futebol. Diz o cliché que “o ataque ganha jogos, mas é a defesa que ganha campeonatos”. Pois bem, querem saber uma coisa? É mentira. Escrevo-o enquanto ainda decorre a jornada com mais golos na Liga portuguesa desde Janeiro, quando se fizeram os mesmos 33 que esta já leva. Uma jornada na qual os candidatos ao título sofreram todos golos e na qual, porém, deram os maiores sinais de vitalidade de que há memória no histórico recente da competição. Quando ainda faltam jogar o Académica-Belenenses, previsto para logo à noite, já se marcaram 33 golos nesta 13ª jornada da Liga. E é preciso recuar 13 anos, até Novembro de 2002, para se verem ataques mais produtivos que os deste fim-de-semana. Desde essa ronda número nove de 2002/03, estava José Mourinho a começar a construção do seu FC Porto europeu, o Sporting a gerir a euforia do seu último título de campeão nacional e o Benfica a preparar a sucessão de Manuel Vilarinho por Luís Filipe Vieira, jogaram-se 410 jornadas de campeonato e em mais nenhuma se chegou às 34 bolas nas redes. Agora, basta que entre mais uma em 90 minutos de futebol que ainda faltam, para que o número seja igualado. Ou duas, para que ele seja batido. Defendeu-se mal? Também, seguramente. Mas eu não fixaria muito nisso a análise ao que se passou. O Benfica apresentou-se em Setúbal, onde ainda ninguém tinha ganho esta época, com autoridade de campeão. Beneficiou dos equilíbrios táticos que a colocação de Pizzi na direita do meio-campo lhe permite, tanto em construção como na reação à perda, e chegou ao intervalo com um 2-0 que já era tranquilizador. Ainda fez o 3-0 antes de suportar o regresso do Vitória ao jogo, mas acabou com um 4-2 que lhe permitiu manter-se a oito pontos do líder, que é o Sporting, e com um jogo a menos. Sofreu dois golos, é verdade, mas tem o melhor ataque da Liga: 31 golos marcados. Um total que, em comparação com a mesma altura, só fica atrás de dois dos seis anos de Jorge Jesus, nos quais o Benfica fazia valer uma produtividade ofensiva fora do comum. O FC Porto ganhou ao Nacional na Choupana, onde ninguém ganhava há quase um ano – completava-se de hoje a uma semana – por 2-1, num jogo dividido entre dois dias por causa do nevoeiro. E, quando se viu apertado pelos adeptos, que o contestaram à chegada de Londres, Lopetegui pôs as fichas todas no ataque. Não tanto na formação do onze, que seguiu os cânones habituais, mas na forma como os jogadores se comportaram em campo: o segundo golo é conseguido num momento em que, com bola na esquerda, os dragões têm quatro unidades na área. Quatro e não as duas que normalmente lá fazem chegar em lances desta natureza. Por fim, mesmo poupando vários titulares, numa inversão da estratégia de rotatividade que vinha utilizando até aqui – desta vez usou a equipa de gala na Liga Europa, contra o Besiktas, e rodou no campeonato – o Sporting chegou aos 2-0 antes do intervalo da receção ao Moreirense e pôde depois gerir essa vantagem até final. Com alguns excessos de tranquilidade, que permitiram que os minhotos regressassem ao jogo com um golo que foi o primeiro encaixado pelos leões na Liga desde inícios de Outubro, mas ainda assim com uma demonstração importante de profundidade do plantel, com respostas positivas das segundas escolhas. Todos sofreram golos. E isso, de acordo com a tal frase feita, é mau. Mas sabem quantas equipas foram campeãs nacionais nos últimos dez anos sem terem o melhor ataque da Liga? Uma: o FC Porto de 2012/13. E mesmo essa, não fosse um tal Kelvin, na penúltima jornada, teria ficado a ver outros celebrar. Adaptado do texto do Diário de Notícias (atualizado)
2015-12-14
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Ao ganhar por 4-2 ao Vitória em Setúbal, o Benfica conseguiu a quinta vitória seguida na Liga desde a derrota com o Sporting (0-3, a 25 de Outubro). Iguala assim uma série que já datava de Fevereiro e Março. Para encontrar melhor é preciso ir ao período entre Outubro de 2014 e Janeiro deste ano, quando os encarnados venceram nove jogos consecutivos entre as derrotas em Braga (2-1, a 26 de Outubro) e Paços de Ferreira (1-0, a 26 de Janeiro).   - Foi ainda a terceira vitória seguida dos encarnados em deslocações no campeonato, depois dos 4-0 ao Tondela e dos 2-0 em Braga. O Benfica já não ganhava três saídas consecutivas desde Dezembro do ano passado e Janeiro deste ano, quando na verdade ganhou cinco: Nacional, Académica, FC Porto, Penafiel e Marítimo.   - O jogo marcou também a primeira derrota do V. Setúbal esta época no Bonfim. Foram, ao todo, sete jogos sem perder ali, desde o 0-2 com o FC Porto, a 3 de Maio, estabelecendo a melhor série de invencibilidade caseira desde os dez jogos entre Dezembro de 2013 e Setembro de 2014, datas de duas derrotas com o Benfica.   - Ao fazer quatro golos, o Benfica confirmou o estatuto de ataque mais realizador da Liga, com 31 golos em 12 jogos. É o melhor parcial do campeonato desde os 32 golos que o mesmo Benfica marcou nos primeiros 12 jogos de 2012/13.   - Jonas também voltou a marcar, aumentando o sue pecúlio para onze golos. É o melhor marcador do Benfica à 11ª jornada desde o paraguaio Cardozo, que nessa mesma época de 2012/13 chegou à 12ª jornada com 13 golos marcados.   - Pizzi fez o primeiro golo fora de casa com a camisola do Benfica, pois todos os que tinha obtido até aqui tinham sido na Luz. A última vez que tinha marcado como visitante foi no Santiago Bernabéu, em Maio de 2014, quando fez o tento do Espanyol numa derrota por 3-1 contra o Real Madrid.   - Mitroglou fez golo pelo segundo jogo consecutivo, depois de já ter estado na folha de marcadores frente ao Atlético Madrid. É a segunda vez que marca em dois jogos seguidos esta época, depois de já ter festejado frente a Belenenses (bisou nos 6-0) e Astana.   - O Benfica beneficiou ainda do terceiro autogolo da época: Ricardo, depois de Berger (Tondela) e Kritciuk (Sp. Braga). Os encarnados não tinham tantos autogolos desde 2012/13, quando tiveram a felicidade de ver Rojo (Sporting), Insúa (Sporting), Mexer (Nacional), Luís Martins (Gil Vicente) e Igor Rossi (Marítimo) fazer golos na própria baliza.   - O V. Setúbal chega à 13ª jornada com 23 golos marcados, o melhor parcial da equipa sadina a este ponto do campeonato desde 1976. Nessa altura, tinha chegado à 13ª jornada com 28 golos e em terceiro lugar do campeonato. Acabou a época na sexta posição, com o quarto melhor ataque da Liga, apenas atrás de FC Porto, Benfica e Sporting.   - Suk, autor do segundo golo do V. Setúbal, fez o oitavo na presente edição da Liga e, tal como Mitroglou, também marcou pelo segundo jogo seguido, depois de ter estado entre os goleadores frente ao Belenenses. No caso do coreano, porém, há já a registar uma série de três jogos seguidos a marcar: a Académica (bisou), Rio Ave e Marítimo.   - Vasco Costa, extremo vindo do Fafe, marecou ao Benfica o seu primeiro golo na Liga portuguesa. O seu último golo ainda tinha sido no Campeonato Nacional de Seniores, ao Lusitano Vildemoinhos, em Maio.   - O golo de Vasco Costa interromopeu a mais longa série de minutos sem sofrer golos de Júlio César na presente Liga. Ao todo, entre o tento de Bryan Ruiz, no dérbi da Luz, a 25 de Outubro, e o golo de Vasco Costa, no Bonfim, mediaram 473 minutos de inviolabilidade na Liga, a melhor série da época para o guardião benfiquista e a mais longa desde os 491 minutos que passaram entre o golo de Rafael Lopes (a 11 de Abril)  e o de Marega (a 23 de Maio).
2015-12-14
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Já fui suficientemente massacrado acerca de autogolos e no entanto volto ao assunto. Porquê? Porque a Liga portuguesa não dá autogolos a favor dos nossos grandes clubes. Sei que a Liga nem sequer atribui marcadores aos golos, quem o faz são os árbitros. Mas quem quiser que enfie a carapuça. Para mim, que sigo as normas em recomendadas pela FIFA há vários anos, o quarto golo do Benfica em Setúbal é autogolo de Ricardo. Tal como o primeiro do Chelsea ao FC Porto é autogolo de Marcano. Para a Liga portuguesa, quem marcou o quarto golo do Benfica em Setúbal foi Mitroglou. Para a UEFA, quem fez o primeiro do Chelsea ao FC Porto foi mesmo Marcano, na própria baliza. Quem perceber as diferenças entre os dois lances que me explique, mas por favor sem recurso ao discurso gasto e velho da imparcialidade. Não há forma mais imparcial de ver a coisa do que a recomendação da FIFA. Que diz o seguinte: se o último toque na bola antes de ela entrar na baliza é involuntário ou infeliz – como são os toques dos defesas que tentam evitar os golos – deve analisar-se a trajetória da bola levava antes desse mesmo toque. Se a bola ia em direção da baliza, é golo do atacante que a chutou; se ia noutra direcção, então esse último toque ganha caráter decisivo e deve ser atribuído o golo ao seu autor. Parece-me simples. Mas há muito quem complique. Os adeptos por causa da cor das camisolas; as Ligas, sei lá por que razão. Vamos a casos concretos. Quarto golo do Benfica em Setúbal: Mitroglou chuta ao poste, a bola vinha para trás quando bateu nas pernas do guarda-redes Ricardo e voltou em direção da baliza. Não dá para duvidar: é autogolo de Ricardo. Se o tirarmos do lance não há golo. Para a Liga portuguesa, no entanto, o golo é de Mitroglou. Primeiro golo do Chelsea ao FC Porto em Londres: Diego Costa segue isolado em direção à baliza do FC Porto, chuta contra Casillas, a bola vem em direção oposta à da baliza quando bate no peito de Marcano e acaba nas redes. Também não dá para duvidar: é autogolo de Marcano. Foi, aliás, essa, a decisão da UEFA. A lógica é a mesma da que apliquei no primeiro golo do Benfica em Braga. Recordo o que se passou: Pizzi chutou, Baiano impediu a bola de seguir para a baliza e cortou-a, mas ela acabou por bater nas costas de Kritciuk, reassumindo a direção das redes. Para mim, também não há dúvidas: é autogolo de Kritciuk, porque se ele lá não estivesse a bola não iria para a baliza. Para a Liga portuguesa, no entanto, foi golo de Pizzi. É que, por muito que se esforcem, esse lance não tem nada a ver com o do primeiro golo do Benfica em Setúbal, a não ser no facto de também nesse ter sido Pizzi a chutar. Neste caso, Pizzi chuta, Ricardo tenta defender, toca na bola mas não a detém e ela acaba mesmo no fundo das redes. Sucede que, sem a intervenção do guarda-redes, abola ia na mesma para a baliza, pelo que o golo é de Pizzi. Aqui, a Liga portuguesa acertou. Para não dizerem que estou sempre contra.
2015-12-14
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Último Passe

A vitória do Benfica em Setúbal (4-2) e a forma fácil como a equipa de Rui Vitória a construiu veio mostrar que o treinador encontrou finalmente o equilíbrio e que ele não depende do sistema tático, da presença de Samaris ou Fejsa ou até de Renato Sanches. Depende sobretudo das dinâmicas que a equipa consegue ou não construir dentro desse sistema e essas têm um nome escrito à frente de todos os outros: o de Pizzi, o multi-funções que muda o jogo do coletivo. Em Setúbal, no regresso ao 4x4x2 que permite tirar o melhor de Jonas, com Gonçalo Guedes de um lado e Pizzi do outro, o Benfica beneficiou do facto de o V. Setúbal jogar num 4x4x2 tão aberto como era o de Rui Vitória há umas semanas – com Arnold de um lado e Ruca do outro e com André Claro próximo de Suk na frente – para marcar sempre superioridade nos duelos a meio-campo. Porque Pizzi se aproxima da dupla de médios tanto no início da construção – quando Samaris baixa para fazer a saída de bola com os centrais, desenhando um triângulo e impedindo a proliferação de passes horizontais das alas para o meio – como no momento de transição defensiva, compondo o corredor central e melhorando a reação à perda. O futebol é um jogo que se joga em 105 por 70 metros, mas decide-se em vários pequenos jogos que se desenham pelo campo. E a dinâmica de Pizzi permite ao Benfica marcar superioridade numérica em muitos desses mini-duelos. No jogo de Setúbal, além disso, o trasmontano ainda esteve ligado ao primeiro golo, que marcou após excelente trabalho individual, pouco antes do intervalo. Mas aí entrou a segunda parte da equação: os erros defensivos do V. Setúbal. Ricardo errou no primeiro golo do Benfica; os centrais e William foram demasiado passivos no segundo, feito por Jonas, e ultrapassados no terceiro, com que Mitroglou pôs ponto final na discussão; e o quarto foi um festival de descoordenação defensiva de todo o setor recuado, terminando em autogolo do guarda-redes sadino. O V. Setúbal fez um jogo positivo, de ataque, como tinha feito no Dragão, contra o FC Porto, e o caminho certo é esse. Quim Machado sujeitou a equipa aos erros, mas a mesma filosofia que adotou aqui e que lhe valeu os golos de Vasco Costa e Suk, a manter as distâncias nos dois golos de diferença, servir-lhe-á para ganhar muitos jogos contra adversários do mesmo campeonato. É por isso que o V. Setúbal até sofre muitos golos mas tem tudo para fazer uma época tranquila.
2015-12-13
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Stats

O Benfica vem da sétima derrota da época, em casa com o Atlético Madrid, por 2-1, na Liga dos Campeões. Já igualou em quatro meses o total de desaires de toda a época anterior e a esperança na revalidação do título passa por evitar avolumar esta conta. Até aqui, os encarnados responderam a quatro das seis derrotas anteriores com uma vitória no jogo imediatamente a seguir. As exceções foram o empate em Astana depois da derrota com o Sporting na Taça de Portugal e a derrota com os leões no campeonato logo a seguir ao desaire com o Galatasaray em Istambul. Em comum entre os dois casos está o facto de terem sido os únicos em que, depois de perder, o Benfica não teve pelo menos cinco dias para digerir a desilusão e preparar o jogo seguinte. Como agora. A primeira derrota da temporada apareceu logo no jogo de estreia, contra o Sporting, na Supertaça (0-1), a 9 de Agosto. A equipa de Rui Vitória voltou a jogar sete dias depois, na estreia na Liga, e ganhou ao Estoril por 4-0. Voltou depois a perder com o Arouca, em Aveiro, por 1-0, na segunda jornada da Liga, a 23 de Agosto. Contudo, sem ter jogos a meio da semana que a apoquentassem, a equipa recompôs-se e, seis dias depois, ganhou ao Moreirense na Luz por 3-2. Só à quinta jornada da Liga o Benfica voltou a perder: foi o 0-1 com o FC Porto no Dragão, a 20 de Setembro. Mais uma vez, o calendário permitiu-lhe seis dias de recuperação e preparação do jogo seguinte e o Benfica respondeu bem: 3-0 ao Paços de Ferreira, seis dias volvidos. A quarta e a quinta derrotas foram seguidas e assinalam também a primeira vez que o Benfica não teve pelo menos cinco dias para digerir um mau resultado. A 21 de Outubro perdeu por 2-1 com o Galatasaray em Istambul e quatro dias depois não foi capaz de superar o Sporting em casa, saindo vergado ao peso de um concludente 0-3. Rui Vitória teve então cinco dias para preparar os seus jogadores para nova deslocação a Aveiro, onde o Benfica ganhou facilmente ao Tondela por 4-0. A sexta derrota, contra o Sporting, na Taça de Portugal, a 21 de Novembro, veio de certa forma atenuar esta tese, pois com apenas quatro dias de recuperação – e uma longa viagem pelo meio – o Benfica já não perdeu o jogo a seguir. Mas também não o ganhou: empatou a dois golos com o Astana no Cazaquistão. A sétima derrota, frente ao Atlético de Madrid, a 8 de Dezembro, servirá de tira-teimas. O Benfica vai apresentar-se em Setúbal, quatro dias depois, com a responsabilidade de ganhar.   - O V. Setúbal-Benfica pode colocar frente a frente os dois jogadores que se têm revelado ofensivamente mais valiosos da Liga. Jonas, que soma dez golos e quatro assistências, contra Suk, que tem sete golos e as mesmas quatro assistências.   - O V. Setúbal ainda não perdeu no Bonfim esta época, mas também só ganhou um jogo em seis: 1-0 ao Estoril, a 2 de Outubro. Os outros cinco acabaram empatados, quatro deles a duas bolas (Boavista, Rio Ave, V. Guimarães e U. Madeira). O Arouca, que ali empatou a zero, foi a única equipa que segurou o ataque sadino e lhe impôs um nulo goleador.   - Quim Machado, treinador do V. Setúbal, perdeu os dois jogos que fez contra o Benfica, quando comandava o Feirense, mas em ambos marcou golos e vendeu sempre muito cara a derrota: na Luz, em Agosto de 2011, esteve empatado até ao último quarto-de-hora (golos de Nolito e Rabiola), quando Cardozo e Bruno César fizeram o 3-1 final. E na Feira, em Janeiro de 2012, até esteve a ganhar (golo de Varela), mas viu depois o Benfica virar para 1-2, fruto de um autogolo do mesmo Varela e de um penalti de Cardozo.   - Em contrapartida, nunca uma equipa de Quim Machado marcou um golo a uma equipa de Rui Vitória. Os confrontos entre ambos datam de 2011/12, sempre com Machado no Feirense. Primeiro, um Feirense-Paços de Ferreira que acabou empatado a zero e marcou precisamente a despedida de Rui Vitória da Mata Real, para assumir o desafio de liderar o V. Guimarães. E depois um V. Guimarães-Feirense que os vimaranenses ganharam por 1-0, com golo do brasileiro Toscano. Na visita do V. Guimarães à Feira já Quim Machado tinha sido substituído por Henrique Nunes.   - O Benfica ganhou as últimas cinco visitas a Setúbal, todas pelo menos por dois golos de diferença. A última vez que ali deixou pontos foi em Fevereiro de 2010, num jogo que acabou empatado a uma bola, fruto de dois autogolos: Ricardo Silva marcou pelo Benfica e David Luiz pelo V. Setúbal. De então para cá, cinco vitórias encarnadas: 2-0 em 2010/11 (Gaitán e Jara); 3-1 em 2011/12 (bis de Bruno César e golo de Cardozo contra um de Rafael Lopes); 5-0 em 2012/13 (bis de Rodrigo, acrescido de golos de Salvio, Enzo Pérez e Nolito); 2-0 em 2013/14 (Rodrigo e Lima) e outro 5-0 em 2014/15 (Salvio e Ola John complementados por um hat-trick de Talisca).   - O V. Setúbal não ganha ao Benfica há 17 jogos. A última vitória dos sadinos foi em Outubro de 2007, para a Taça da Liga: 2-1, de virada, com golos de Matheus e Edinho depois de Adu ter aberto o ativo para os encarnados. No campeonato, então, o Vitória já não vence desde um 1-0 em Maio de 1999, com golo de Toñito.   - Os últimos troféus conquistados pelo V. Setúbal envolveram vitórias sobre o Benfica. Foi assim na Taça da Liga de 2007/08, na qual a equipa sadina teve de afastar o Benfica e na Taça de Portugal de 2004/05, onde venceu os encarnados na final. Em ambos os casos o sucesso do V. Setúbal sucedeu-se a reviravoltas no marcador: no Jamor, Manuel José e Meyong cancelaram um golo de penalti de Simão logo a abrir.   - Também o único troféu nacional ganho por Rui Vitória envolveu uma passagem pelo Bonfim. Foi a Taça de Portugal de 2012/13, ganha na final ao Benfica com o V. Guimarães: logo na quarta eliminatória, os vimaranenses empataram a duas bolas com o V. Setúbal no Bonfim, tendo-se qualificado graças a uma vitória por 5-3 no desempate por grandes penalidades. Esse foi, de resto, o único jogo de Rui Vitória contra o V. Setúbal que acabou empatado. Dos outros onze, ganhou cinco e perdeu seis.   - Miguel Lourenço, defesa central do V. Setúbal, estreou-se na Liga a jogar contra o Benfica, lançado por José Mota ao intervalo de um jogo que se apresentava complicado, a 26 de Agosto de 2012: o Vitória jogava com dez e já perdia por 3-0. Os 5-0 finais mostram que não pôde ajudar muito.   - Samaris e Cristante também se estrearam na Liga portuguesa com um 5-0 ao V. Setúbal, a 12 de Setembro de 2014. Samaris jogou os 90 minutos, enquanto que Cristante entrou a 17 minutos do final para o lugar de Enzo Pérez. O jogo já estava resolvido, com 4-0, mas Ola John ainda marcou o quinto.   - André Hora celebra no dia do jogo um ano sobre a sua estreia a jogar na Liga e na equipa principal do V. Setúbal. Foi lançado por Domingos Paciência ao intervalo de um jogo com o Boavista que estava empatado a zero, mas o Vitória acabou por perder (0-1).   - O Benfica ganhou todos os jogos que fez na Liga com o árbitro Manuel Mota, quatro deles fora de casa: 1-0 ao Beira Mar e 2-1 ao Marítimo em 2012/13; 2-1 ao Estoril e 4-2 ao Nacional em 2013/14. Só no último destes jogos é que o Benfica não teve um penalti a favor. Em contrapartida, o V. Setúbal ganhou três dos nove jogos com este árbitro, o último dos quais uma receção à Académica, em Setembro de 2013.
2015-12-11
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O coreano Suk, autor de dois golos nos 3-0 com que o V. Setúbal ganhou ao Belenenses no Restelo, já superou a sua melhor temporada na Liga. Totaliza sete tentos marcados, um acima dos seis que registou entre Nacional e V. Setúbal em 2014/15. Desses sete, seis foram obtidos fora de casa – a exceção foi o golo ao Rio Ave na terceira jornada – o que faz dele o melhor goleador da Liga em viagem.   - Além dos sete golos, Suk soma ainda quatro assistências, o que faz dele um dos jogadores ofensivamente mais valiosos da Liga, com participação direta em onze golos. Acima dele aparece apenas Jonas (Benfica), que soma quatro assistências a dez golos marcados, para um total de 14 tentos.   - Depois de uma ameaça de retoma em Alvalade, contra o Sporting, continua o descalabro defensivo do Belenenses. Não tanto pelos quatro jogos seguidos a sofrer golos na Liga, depois do 1-0 ao U. Madeira, ou pelo facto de ter apenas duas balizas virgens em 12 jornadas, mas pelos 26 golos que já levou em 12 jornadas, que são o pior registo da Liga desde 2011, quando o Paços de Ferreira aqui chegou com 27 golos encaixados. Não se via um Belenenses tão permeável a esta altura da Liga desde 1950 – há 65 anos, portanto – quando a equipa azul chegou à 12ª jornada com 33 golos sofridos.   - O Arouca voltou às vitórias, dez jogos depois. Tinha ganho ao Benfica, na segunda jornada, por 1-0, e voltou agora a vencer, batendo o Boavista por 3-2. Fê-lo graças a um penalti marcado por Nuno Coelho, que foi o primeiro de que o Arouca beneficiou desde 1 de Março, quando um penalti de David Simão lhe permitiu empatar em Coimbra com a Académica.   - O Boavista também beneficiou nesse jogo do seu primeiro penalti da época. Converteu-o Tengarrinha, cujo único golo com a camisola do Boavista já tinha sido de grande penaltidade, num empate com o Rio Ave, a 9 de Fevereiro. Estoril, Moreirense, Rio Ave, U. Madeira e Nacional são agora as únicas equipas que ainda não beneficiaram de penaltis na atual Liga.   - O Nacional esteve a três minutos de conseguir ganhar no Estoril, mas mesmo assim regressou à Madeira com um empate (1-1) e a alegria de ter pela primeira vez pontuado na Amoreira. Até aqui somava quatro derrotas em outras tantas visitas.   - Salvador Agra marcou o golo do Nacional ao Estoril, o quarto da época para o pequeno extremo dos madeirenses. Igualou assim o melhor pecúlio de uma temporada, que tinham sido os quatro golos marcados em três ocasiões: em 2011/12 no Olhanense, em 2013/14 na Académica e em 2014/15 no Sp. Braga.   - Continua a relação de amor entre Leo Bonatini e Estádio António Coimbra da Mota. Nos seis jogos que ali fez esta época, marcou cinco golos, só ficando em branco frente ao Rio Ave, porque foi expulso logo aos 16 minutos. Desses cinco golos, só um não valeu pontos de forma direta ao Estoril.   - Ao ganhar ao Tondela, por 2-0, o U. Madeira deixou de ser a equipa há mais tempo sem vitórias na Liga: já não vencia desde a primeira jornada, quando se impôs ao Marítimo, por 2-1. A infelicidade pertence agora ao Tondela, que não vence desde a terceira ronda, quando bateu o Nacional por 1-0, e somou apenas dois pontos desde então.   - Fruto disso, o Tondela afunda-se ainda mais na classificação: já está a quatro pontos da linha de água. Os cinco pontos que soma à 12ª jornada não permitem a salvação a ninguém desde 1996. Há 19 anos, o Rio Ave chegou à 12ª jornada com dois pontos e acabou a Liga um lugar acima das posições de descida, em 15º. Desde então, Gil Vicente (quatro pontos em 1996/97), E. Amadora (quatro pontos em 2000/01), U. Leiria (cinco pontos em 2007/08), Naval (cinco pontos em, 2010/11) e outra vez Gil Vicente (cinco pontos, em 2014/15) desceram todos como consequência de um mau arranque.   - O empate com o Sp. Braga (0-0) foi o quarto jogo consecutivo do Moreirense sem derrota, após a derrota em casa com o V. Setúbal (0-2), a 25 de Outubro. Contando só jogos da Liga, é a melhor série do Moreirense desde Setembro a Novembro do ano passado, quando empatou com Penafiel e Académica e venceu Gil Vicente e Marítimo. Desta vez, empatou com Académica e Sp. Braga e venceu Paços de Ferreira e Rio Ave.   - Foi o segundo jogo consecutivo do Sp. Braga sem fazer golos na Liga: 0-2 com o Benfica e agora 0-0 com o Moreirense. Já lhe tinha acontecido à sétima e oitava jornadas, quando empatou a zero com o Arouca e o FC Porto.   - Os dois golos que marcou ao Rio Ave permitiram ao brasileiro Henrique Dourado o seu primeiro bis desde que chegou a Portugal para jogar no V. Guimarães. O avançado não fazia mais de um golo num jogo desde um hat-trick ao Chapecoense, com a camisola do Palmeiras, em jogo do Brasileirão, a 2 de Outubro de 2014.
2015-12-08
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- Ao vencer o Marítimo por 3-1, o Nacional completou o oitavo dérbi do Funchal consecutivo sem derrota: quatro vitórias e três empates contra o Marítimo e uma vitória frente ao U. Madeira. A última derrota dos alvi-negros contra uma equipa da Madeira faz três anos na próxima semana: foi a 9 de Dezembro de 2012, nos Barreiros, contra o Marítimo (2-0, golos de Fidelis e Sami).   - Esse jogo foi também o último que o Marítimo ganhou contra outra equipa da Madeira. Desde então, três empates e quatro derrotas contra o Nacional e ainda uma derrota com o U. Madeira. Na Choupana, então, o Marítimo já não ganha desde Novembro de 2007 – há oito anos. A última vez que ali venceu foi por 2-0, com golos de Makukula e Wênio.   - O Nacional alargou para 17 jogos a série de imbatibilidade caseira que já é a mais longa da sua história em épocas nas quais joga a I Liga. A última vez que a equipa de Manuel Machado perdeu em casa foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto, voltaram a passar por lá os leões e o FC Porto, mas ambos empataram. Dos 17 jogos da corrente série, o Nacional ganhou onze e empatou seis.   - O dérbi da Madeira ficou marcado por mais duas expulsões do Marítimo. Desta vez foram Raul Silva e Edgar Costa, a elevar para dez o total de vermelhos a jogadores do Marítimo, em onze jornadas. O central viu o segundo vermelho na Liga, enquanto que o extremo já vai no terceiro. Na época passada, dois jogadores viram três vermelhos na Liga, mas o boavisteiro Philipe Sampaio só lá chegou à 29ª jornada e o penafidelense Tony à 15ª.   - Wyllian, autor do terceiro golo do Nacional, não fazia um golo há um ano. O último tinha sido a 8 de Dezembro de 2014 e também tinha sido marcado ao Marítimo, na altura contribuindo para uma vitória por 3-0.   - Arnold Issoko, autor dos dois golos do V. Setúbal frente ao U. Madeira, marca sempre aos pares. Já tinha bisado no Bonfim, contra o V. Guimarães, em Setembro, mas também nessa altura os sadinos tinham empatado o jogo a duas bolas. Este é, aliás, o quarto empate a dois golos do V. Setúbal na atual Liga, todos em casa – antes tinha acontecido contra Boavista, Rio Ave e V. Guimarães.   - Danilo Dias, autor de um dos golos do U. Madeira no empate em Setúbal, voltou a marcar na Liga portuguesa mais de dois anos depois do último tento – ainda que tenha passado parte desse tempo no Azerbaijão. É curioso que o último golo já tinha sido ao V. Setúbal, no Bonfim. Foi a 15 de Setembro de 2013 e ajudou o Marítimo a vencer ali por 4-2.   - A segunda vitória de Sérgio Conceição aos comandos do V. Guimarães surgiu como a primeira: em cima do minuto 90. Antes, tinha sido um golo de Ricardo Valente a dar o 1-0 em Paços de Ferreira; agora foi Cafu quem garantiu o 2-1 sobre o Boavista, no Bessa. Os dois jogos deram duas vitórias seguidas fora de casa, algo que o V. Guimarães já não conseguia desde Outubro e Novembro do ano passado, quando ganhou consecutivamente em Setúbal e Arouca.   - O V. Guimarães voltou a ganhar no Bessa 17 anos depois do último sucesso para a Liga, que tinha sido em Março de 1998, por 1-0 (marcou Riva). Desde então, porém, tinha ali ganho por 2-0 para a Taça de Portugal, em Novembro de 2008, com golos de Gregory e Fajardo.   - Petit deixou de ser o treinador do Boavista, tornando-se o quarto técnico a deixar o cargo na atual Liga. Antes dele, Armando Evangelista deu o lugar a Sérgio Conceição no V. Guimarães; José Viterbo foi substituído por Filipe Gouveia na Académica e Vítor Paneira abriu vaga para Rui Bento no Tondela.   - Ao décimo jogo, Gonçalo Paciência marcou o primeiro golo na Liga, ajudando a Académica a empatar em casa com o Arouca (1-1). O pai, Domingos, marcou na estreia, a 13 de Abril de 1988, numa vitória do FC Porto sobre O Elvas (4-0).   - O empate em Coimbra significa que o Arouca alonga para nove a série de jogos sem ganhar na Liga: todos, desde as vitórias nas duas primeiras jornadas, contra Moreirense e Benfica. Já igualou a pior série da história do clube na divisão principal, estabelecida em precisamente nove jogos sem ganhar, entre o sucesso contra o Nacional (1-0 na Choupana, a 15 de Setembro de 2013) e outro no terreno do Gil Vicente (3-0, a 22 de Dezembro).   - Iuri Medeiros garantiu a vitória do Moreirense em Vila do Conde, contra o Rio Ave (1-0). Vai com dois jogos seguidos a marcar, pois já tinha sido ele a abrir o ativo contra o Paços de Ferreira (2-0), na jornada anterior. Medeiros não fazia golos em jogos seguidos desde Abril e Maio do ano passado, quando, ainda no Sporting B, até marcou em três, a Marítimo B, FC Porto B e Benfica B.   - Depois de um início de época difícil, o Moreirense já vai com duas vitórias seguidas. A última vez que ganhara duas vezes seguidas na Liga tinha sido em Outubro e Novembro do ano passado, quando se impôs a Gil Vicente (2-0) e Marítimo (2-1).   - A derrota com o Moreirense significou o primeiro jogo do Rio Ave sem marcar golos esta época. Os vila-condenses tinham marcado sempre nas dez jornadas anteriores, bem como nos dois desafios da Taça de Portugal, e eram a única equipa da Liga a poder gabar-se de nunca ter ficado em branco.   - Mais um golo do jovem Diogo Jota, que começa a ser talismã do Paços de Ferreira. O miúdo (18 anos) já tem nove golos pela equipa sénior dos pacenses, que quando ele marcou ganharam sempre: 4-0 ao Atl. Reguengos, 9-0 ao Riachense e 3-2 à Académica (aqui bisou) na época passada; 1-0 ao Boavista, 7-1 à Naval (outro bis), 2-0 ao Marítimo e agora 2-0 ao Estoril.
2015-11-30
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Ao marcar o golo inaugural da vitória do FC Porto frente ao V. Setúbal, Aboubakar igualou já o total de tentos que tinha feito em toda a época passada: oito. Fê-los em 13 jogos, quando em 2014/15 precisou de 20 partidas, ainda que muitas delas como suplente utilizado. Na temporada mais produtiva da sua carreira precisou de mais algum tempo para lá chegar. Foi em 2012/13 que, ao serviço do Lorient, terminou a época com 16 golos, marcando o oitavo a 30 de Novembro, frente ao Nice, ao 16º jogo.   - Aboubakar e Osvaldo estiveram pela terceira vez lado a lado em campo esta época, pois o italo-argentino entrou a 31 minutos do fim e o camaronês por lá ficou. Ao todo, os dois coincidiram por 48 minutos, tendo o FC Porto marcado três golos nesse período. Já tinha acontecido por 13 minutos em Moreira de Cónegos (com um golo) e por quatro minutos frente ao Chelsea no Dragão (sem efeitos no resultado).   - Apesar de ter igualado a série de 16 jogos seguidos sem sofrer golos em casa na Liga estabelecida em 1994, o FC Porto ainda está a pouco mais de um jogo de bater o recorde de Vítor Baía e Cândido, que entre Janeiro e Dezembro desse ano estiveram 1571 minutos sem ir buscar a bola ao fundo das redes das Antas. Com a ajuda de Fabiano e Helton, que se ocuparam das redes na época passada, Casillas prolongou a série atual para 1475 minutos desde que Lima ali marcou, na vitória do Benfica, por 2-0, a 14 de Dezembro do ano passado.   - O V. Setúbal voltou a sofrer golos na Liga, vendo a série de imbatibilidade que durava desde o tento de Rui Correia (Nacional) interrompida após 384 minutos. Mas Ricardo, o guarda-redes emprestado pelo FC Porto, que nesse dia estava na baliza e ontem não, mantém a folha limpa para a próxima jornada.   - Layun é o homem do momento nos dragões, pois participou nos últimos três golos da equipa. Marcou o terceiro em Haifa, ao Maccabi Tel-Aviv, assistiu Aboubakar para o primeiro ao V. Setúbal e fez ele mesmo o segundo. Ao todo, o lateral mexicano tem dois golos marcados e quatro assistências, todas para golos de cabeça, três deles de Aboubakar.   - Maxi Pereira também voltou a fazer uma assistência para golo, tal como sucedera em Israel, mantendo-se como o jogador com mais passes decisivos no FC Porto esta época. São já, ao todo, cinco assistências, todas para jogadores diferentes: Aboubakar, Varela (ambos frente ao V. Guimarães), Brahimi (contra o Belenenses), André André (ante o Maccabi) e agora Layun (Face ao V. Setúbal).   - Foi a 26ª vitória consecutiva do FC Porto frente ao V. Setúbal, em confrontos válidos para várias competições. O FC Porto ganha sempre que os dois se encontram desde um empate a zero, no Dragão, a 29 de Outubro de 2005. Foi ainda o quarto jogo entre ambos em que os sadinos não fazem sequer um golo, desde a derrota por 3-1, no Bonfim, em Agosto de 2013.   - Foi ainda o 14º jogo do FC Porto sem perder esta época. Ao todo, os dragões somam dez vitórias e quatro empates, mantendo-se na corrida para pelo menos igualar o arranque de época de Vítor Pereira em 2012/13. Nessa época, os azuis e brancos estiveram 18 jogos sem perder, até à eliminação da Taça de Portugal, frente ao Sp. Braga, a 30 de Novembro (1-2).   - Quim Machado estreou o croata Gorupec na Liga. Depois de Hassan, Costinha, Arnold, Vasco Costa, Ruben Semedo e Ruca, foi a sétima estreia absoluta de um jogador do V. Setúbal na Liga esta época.
2015-11-09
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Último Passe

A aposta na dupla de pontas-de-lança a que Julen Lopetegui resistira, por exemplo, nos empates contra o Marítimo e o Sp. Braga, pôs em causa a organização normal do jogo do FC Porto mas permitiu à equipa quebrar o enguiço com as balizas da última partida da Liga e vencer o V. Setúbal por 2-0. Mesmo a fazer um bom jogo e, sobretudo depois de aumentar o ritmo, após o intervalo, a conseguir levar a bola até à área sadina, com criação constante de desequilíbrios, a equipa azul e branca não chegou ao golo enquanto o treinador basco não juntou Aboubakar e Osvaldo na área. Um dos primeiros cruzamentos depois de isso suceder, aos 70 minutos, permitiu ao camaronês abrir o marcador, num cabeceamento sem tirar os pés do chão, e começou a desfazer as dúvidas acerca da atribuição dos três pontos. Uma discussão a que Layun pôs termo pouco depois, com mais um golo de pé direito vindo da sua posição de lateral esquerdo. As bases do jogo do FC Porto são bem conhecidas: posse de bola (acima dos 70 por cento até ao golo de Aboubakar) e triangulações com alternância entre os movimentos dos extremos para dentro com subida dos laterais ou a abertura dos extremos com entrada dos médios na zona do ponta-de-lança. Na primeira parte, jogada a um ritmo mais lento, isso não chegou para tirar da frente as duas linhas defensivas de um bem organizado V. Setúbal que, fruto da qualidade nas saídas de bola, nem parecia jogar com o autocarro à frente da baliza de Raeder. Suk e André Claro eram boas referências atacantes, tornando possível que o meio-campo sadino subisse e que a equipa de Quim Machado se equilibrasse mais acima e pudesse assim respirar. Só nos últimos cinco minutos do primeiro tempo o FC Porto encostou o adversário atrás, o que deixou a dúvida acerca dos efeitos do intervalo. Voltaria o jogo a ser tão dividido como chegara a ser ou manter-se-ia a pressão portista? Na verdade, o FC Porto ainda conseguiu subir o ritmo e o V. Setúbal continuou a enfrentar dificuldades para voltar a jogar no campo todo. Mas isso não chegava para aquilo que o FC Porto queria, que era fazer um golo. Esse só apareceu quando Lopetegui trocou Evandro por Osvaldo e assumiu uma espécie de 4x2x4, com André e Danilo a segurarem o meio-campo. Ao contrário do que sucedeu em Moreira de Cónegos, onde a aposta no segundo ponta-de-lança só surgiu à terceira substituição, sem hipótese de emenda, portanto, desta vez o treinador portista recompôs de imediato o equilíbrio natural da equipa, chamando Imbula ao jogo. Mas, já sem dinâmica atacante, que se extinguira no período de intensa pressão portista, o Vitória limitou-se a esperar o fim do jogo, acabando o 2-0 por aparecer naturalmente, após uma incursão de Imbula que Layun finalizou.
2015-11-08
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Stats

O FC Porto já leva 25 vitórias seguidas em jogos contra o V. Setúbal, de longe a sua série vitoriosa mais longa contra equipas do mesmo escalão. A última vez que os sadinos conseguiram não perder com os dragões já fez dez anos na semana passada: foi a 29 de Outubro de 2005 que uma equipa do Vitória comandada por Luís Norton de Matos foi ao Dragão empatar a zero com os comandados de Co Adriaanse. De então para cá, a história tem sido repetitiva, com 25 jogos e 25 vitórias do FC Porto, 66 golos marcados e apenas sete sofridos. A superioridade azul e branca tem sido ainda mais marcada ultimamente, pois há mais de dois anos que os setubalenses não fazem sequer um golo neste desafio. O último fê-lo Rafael Martins, no Bonfim, a dar momentânea vantagem aos então comandados de José Mota, na abertura da Liga de 2013/14. Mas Josué, Quintero e Jackson viraram esse resultado para o 3-1 final, a favor do FC Porto. Nos três jogos seguintes, só houve golos portistas: 3-0 (Jackson, Varela e Carlos Eduardo), 4-0 (Quaresma, Jackson, Brahimi e Danilo) e 2-0 (Brahimi e Jackson). As 25 vitórias consecutivas do FC Porto frente ao V. Setúbal, que incluem uma final da Taça de Portugal (1-0, golo de Adriano) e a Supertaça que se lhe seguiu (3-0, marcados por Adriano, Anderson e Vieirinha), em 2006, não têm sequer comparação com mais nenhuma série em curso na equipa do FC Porto. A seguir aos sadinos, os adversários tradicionalmente mais dóceis para os portistas são o Rio Ave (sete vitórias seguidas), o Paços de Ferreira (seis sucessos de enfiada) e o Arouca (cinco vitórias nos únicos cinco jogos efetuados entre ambos).   - Brahimi marcou nas únicas duas vezes em que defrontou o V. Setúbal. Na época passada, abriu o marcador nos 2-0 do Bonfim e fez o terceiro nos 4-0 do Dragão. Jackson Martínez tinha feito golos nos últimos quatro jogos entre estas duas equipas mas já não está no FC Porto.   - Casillas continuará a tentar aumentar a corrente série de minutos sem golos sofridos pelo FC Porto em casa, na Liga. O último jogador a marcar ali nestas condições foi o benfiquista Lima, a 14 de Dezembro do ano passado, na vitória dos encarnados por 2-0. Desde então, nos jogos em casa para a Liga, o FC Porto vem acumulando zeros nas suas redes, a ponto de, com contributo de Fabiano, Helton e Casillas, somar já 1385 minutos de jogo sem sofrer golos. Está a 196 minutos da série estabelecida por Vítor Baía e Cândido de Janeiro a Dezembro de 1994. Foram na altura 1581 minutos sem sofrer golos em casa para a Liga.   - O FC Porto continua também sem perder esta época. Já lá vão 13 jogos, com nove vitórias e quatro empates, ainda a cinco partidas de igualar o arranque da equipa de Vítor Pereira, que em 2012/13 esteve 18 jogos sem perder até ser eliminado pelo Sp. Braga da Taça da Portugal (2-1), a 30 de Novembro.   - O V. Setúbal só perdeu uma vez nas primeiras nove jornadas (frente ao Marítimo, por 5-2, à quarta) e soma já 14 pontos, que fazem deste o melhor arranque de época sadino desde 2007. Por esta altura, a equipa de Carlos Carvalhal ainda não tinha perdido e somava 15 pontos, tendo acabado essa Liga em sexto lugar.   - Além disso, os sadinos não sofrem golos na Liga há 314 minutos, desde o tento de Rui Correia no empate (1-1) na Choupana com o Nacional. Desde então ganharam por 1-0 ao Estoril, por 2-0 ao Moreirense e empataram a zero com o Arouca. Esta série é a maior desde uma estabelecida em Fevereiro e Março de 2013, quando a equipa dirigida por José Mota esteve 343 minutos sem sofrer golos, entre um 0-3 frente ao Benfica na Luz (último golo de Rodrigo, aos 56’) e um 0-2 em Paços de Ferreira (golo inaugural de Cícero aos 39’). Pelo meio a baliza ficou virgem nas vitórias frente a Gil Vicente, Olhanense e Beira Mar, todas por 1-0.   - Ricardo, o guarda-redes do V. Setúbal que tem estado na baliza na série em curso, não poderá jogar, pois está emprestado pelo FC Porto. Já na altura da anterior série o guarda-redes tinha ligação aos dragões: era Kieszek, que assinara pelo V. Setúbal depois de cumprir um ano de empréstimo no Roda (Holanda).   - O portista Herrera estreou-se na Liga portuguesa contra o V. Setúbal, lançado por Paulo Fonseca a 9 minutos do fim da vitória por 3-1 no Bonfim, a 18 de Agosto de 2013.   - Julen Lopetegui e Quim Machado vão defrontar-se pela primeira vez na história. O treinador do FC Porto ganhou os dois jogos que fez contra o V. Setúbal (4-0 e 2-0 na época passada, pelo FC Porto). Já Quim Machado conseguiu empatar com os dragões ao serviço do Feirense (0-0, em Setembro de 2011), mas foi depois perder ao FC Porto por 2-0 (em Fevereiro de 2012).   - Ao 14º jogo na Liga, o jovem Tiago Martins ainda não viu uma equipa ganhar fora de casa: nos 13 anteriores verificaram-se oito vitórias caseiras e cinco empates. O juiz lisboeta, de 35 anos, vai estrear-se a apitar o FC Porto, mas no currículo já tem uma partida de um grande, pois esteve no Benfica-Estoril da primeira jornada (4-0 para os encarnados). O V. Setúbal fez dois jogos com ele sem ganhar (empate em casa com o V. Guimarães, já esta época, e derrota fora com o Moreirense, na anterior).
2015-11-07
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Kritciuk, guarda-redes do Sp. Braga, alargou frente ao Belenenses para 412 os minutos que leva sem sofrer golos na Liga. O último a marcar-lhe foi o maritimista Dyego Souza, a 21 de Setembro e, desde então, deixou em branco os ataques de V. Guimarães, Arouca, FC Porto e Belenenses. É a mais longa série de imbatibilidade em curso na atual Liga e a maior de um só guarda-redes na história do Sp. Braga desde que Eduardo esteve 586 minutos sem sofrer golos entre 5 de Dezembro de 2009 (autogolo de Moisés frente ao Leixões) e 8 de Fevereiro de 2010 (golo de Yontcha, do Belenenses).   - Luís Leal foi expulso pela primeira vez na Liga portuguesa, deixando o Belenenses com dez homens e à mercê do Sp. Braga, num jogo que confirma a tendência dos jogadores dos azuis para se fazerem expulsar no Minho: os dois últimos vermelhos para o Belenenses tinham sido em Guimarães (Carlos Martins, a 8 de Fevereiro) e Braga (Deyverson, a 7 de Janeiro).   - O Moreirense não foi além do empate em Coimbra, com a Académica, e continua sem vencer após nove jornadas de Liga. Nada de dramas, porém! Das sete equipas que chegaram à nona jornada sem vencer neste século, quase metade (três) escaparam à despromoção desportiva. Sucedeu com o Boavista em 2007/08 (acabou em nono, mas desceu administrativamente, fruto do processo Apito Final), com o Beira Mar (oitavo em 2000/01) e o Gil Vicente (14º, também em 2000/01).   - O V. Setúbal ficou pela primeira vez em branco na Liga frente ao Arouca, empatando a zero no Bonfim, o que faz com que a partir deste momento a única equipa a ter marcado golos em todas as jornadas seja o Rio Ave.   - Ganhando por 1-0 ao Nacional, o Rio Ave assegurou também que, além de ser a única equipa da Liga que marcou em todos os jogos, é a que mais vezes manteve a baliza a zeros: foram cinco desafios sem sofrer golos, tantos como Sp. Braga, Arouca e FC Porto.   - Zeegelaar fez o golo da vitória do Rio Ave frente ao Nacional e, pela primeira vez na sua carreira, marcou em dois jogos consecutivos, pois já tinha marcado no empate (2-2) frente ao Estoril, na oitava jornada. O Nacional já estava na história deste ala holandês, pois tinha sido aos alvi-negros do Funchal que marcara o único golo da sua carreira até ao início desta época.   - O Nacional perdeu os cinco jogos que fez fora da Choupana para a Liga esta época. É o pior arranque da equipa madeirense como visitante desde 2004/05, quando saiu derrotado das primeiras sete deslocações, ganhando apenas à oitava: 1-0 em Penafiel, com golo de Gouveia, atual treinador da Académica.   - Edgar Costa foi expulso no Bessa, frente ao Boavista, o que eleva para cinco o número de jogos consecutivos em que o Marítimo não consegue acabar com onze homens em campo. Antes tinham sido expulsos Tiago Rodrigues (com o Paços de Ferreira), Dirceu (Académica), Diallo (Tondela), Raul Silva e João Diogo (Sp. Braga). O Marítimo é ainda a equipa com mais homens expulsos na Liga: são sete vermelhos, pois a estes seis há que somar outro a Tiago Rodrigues, contra o Belenenses.   - Ricardo Valente fez o golo da vitória do V. Guimarães em Paços de Ferreira, marcando pelo segundo jogo consecutivo, pois estava ausente das escolhas de Sérgio Conceição desde a derrota (2-3) em Vila do Conde, na Taça da Liga, onde também marcara. A última vez que Valente tinha marcado em dois jogos seguidos foi em Maio, quando bisou nos 2-0 ao Estoril e depois fez um golo no empate (2-2) do V. Guimarães face ao Nacional.
2015-11-03
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A oitava jornada da Liga teve oito expulsões, recorde da competição esta época e marca mais vermelha desde a 24ª ronda da época passada, quando foram expulsos nove jogadores. Neste fim-de-semana tiveram ordem de expulsão Jota (Nacional), Renato Santos (Boavista), Tiago Rodrigues (Marítimo), Leo Bonatini (Estoril), Capela (Rio Ave), Moreno e Alex (ambos do V. Guimarães) e Dolly Menga (Tondela). Na 24ª jornada de 2014/15, jogada entre 6 e 9 de Março deste ano, tinham ido mais cedo para o duche Miguel Lourenço (V. Setúbal), Ebinho (Marítimo), Hugo Basto (Arouca), Nii Plange, Bernard e Sami (todos do V. Guimarães), Tobias (Sporting), Dani e Pedro Ribeiro (os dois do Penafiel).   - O empate do Nacional em casa com o Boavista (0-0) permitiu aos madeirenses alargar a mais longa série de jogos sem perder em casa em épocas nas quais estão na I Liga para 15 jogos. A última derrota do Nacional no seu estádio foi a 21 de Dezembro, com o Sporting, para a Liga (0-1) e entretanto já lá voltaram a passar os leões e o FC Porto, tendo ambos saído dali com empates.   - O Boavista voltou a ter um jogador expulso na Madeira. Desta vez foi Renato Santos, que viu o vermelho no empate a zero no terreno do Nacional. Na época passada Afonso Figueiredo tinha sido expulso no desaire (1-2) na Choupana, enquanto os 0-4 encaixados nos Barreiros contra o Marítimo tinham ficado pontuados pelos vermelhos a Beckeles, Philippe Sampaio e Mika.   - Tiago Rodrigues viu o segundo vermelho desta temporada, na derrota do Marítimo em casa ante o Paços de Ferreira, igualando o setubalense Fábio Pacheco como jogador mais vezes expulso na atual edição da Liga. Estranho no caso do médio do Marítimo, que já foi expulso tantas vezes neste início de época como no total dos jogos feitos em quatro temporadas de senior.   - O Paços de Ferreira conseguiu nos Barreiros a terceira vitória seguida depois da derrota na Luz com o Benfica, a 26 de Setembro. Ganhou em casa ao Nacional (3-1) e fora à Naval (7-1) e ao Marítimo (2-0). Está a um jogo de igualar a melhor série de vitórias consecutivas da época passada, fixada precisamente nesta altura: de 29 de Setembro a 25 de Outubro ganhou sucessivamente a Belenenses (2-0), Marítimo (3-2), Atlético Reguengos (4-0) e Boavista (2-1).   - Guedes, que fez o segundo golo do Rio Ave no empate (2-2) no Estoril, marcou pelo terceiro jogo consecutivo, depois de ter bisado na vitória frente ao V. Guimarães (3-2, na Taça da Liga) e de ter marcado também no sucesso contra o União (3-0, Taça de Portugal). Já igualou a melhor série da sua carreira, estabelecida em Fevereiro e Março deste ano, quando ao serviço do Penafiel fez golos sucessivamente a Marítimo, V. Setúbal e Moreirense.   - Tomané, do V. Guimarães, fez o primeiro golo na Liga portuguesa esta época, na qual já tinha marcado mas aos austríacos do Altach, na pré-eliminatória da Liga Europa. Marcou à Académica, o seu adversário predileto, uma vez que já tinha sido aos estudantes que tinha feito os dois golos anteriores na competição: um na vitória por 4-2 em Coimbra a 23 de Maio e outro no sucesso por 4-0 em Guimarães, a 17 de Janeiro.            - O Arouca não conseguiu ganhar ao Tondela (empatou a uma bola, em casa), mas alargou a corrente série de invencibilidade para seis jogos, depois da derrota frente ao FC Porto, a 12 de Setembro (1-3). Todos eles deram empate: U. Madeira (0-0), Belenenses (2-2), Sp. Braga (0-0), Varzim (0-0, na Taça da Liga, com vitória nos penaltis), Leixões (1-1, na Taça de Portugal, com sucesso no prolongamento) e agora Tondela (1-1). Para encontrar seis jogos seguidos do Arouca sem derrotas é preciso ir até Outubro e Novembro de 2012, na época em que subiu ao escalão principal. Nessa altura, entre Taça de Portugal e II Liga, foram sete jogos seguidos sem derrotas.   - André Claro voltou a marcar na vitória do V. Setúbal ante o Moreirense (2-0), fazendo o sexto golo da época. Esta já é a segunda melhor temporada de toda a sua carreira, igualando a de 2012/13, quando fez seis golos com a camisola do Arouca, na II Liga. Para encontrar melhor é preciso recuar até 2011/12, quando representou o Famalicão e marcou 11 vezes na II Divisão B. Mas mesmo aí só chegou ao sexto golo em Fevereiro.   - O golo de Tiago Caeiro, no último minuto do jogo com o U. Madeira, garantiu a quarta vitória seguida do Belenenses, depois dos sucessos contra Atlético (2-0, na Taça da Liga), Olhanense (1-0, na Taça de Portugal) e Basileia (2-1, na Liga Europa). Desde Outubro e Novembro do ano passado que os azuis não ganhavam tantas vezes seguidas. Na altura foram cinco vitórias, com Estoril (2-1), Ac. Viseu (2-0), Boavista (3-1), Moreirense (1-0) e Trofense (5-0).
2015-10-27
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- Dirceu, do Marítimo, foi o quinto jogador da equipa verde-rubra a ver um cartão vermelho na Liga, depois de Tiago Rodrigues (contra o Belenenses), João Diogo e Raul Silva (frente ao Sp. Braga) e Diallo (ante o Tondela). O Marítimo destaca-se, assim, do V. Setúbal como a equipa com mais expulsões na Liga (os sadinos têm três), somando já 152 minutos em inferioridade numérica na prova.   - Rui Pedro fez, de penalti, o golo que valeu a primeira vitória da Académica na Liga, à sétima jornada (1-0 ao Marítimo). Já na época passada o primeiro golo do médio gaiense tinha sido obtido frente aos insulares, mas na ocasião, à segunda jornada, a Académica perdeu por 2-1.   - Ao ganhar ao Marítimo, a Académica igualou o seu pior registo de sempre, pois já em 1943/44 obtivera a primeira vitória à sétima jornada, na ocasião frente ao V. Guimarães, por 3-2, depois de seis derrotas seguidas. Nessa época acabou a Liga em nono lugar (entre dez participantes), escapando à justa à despromoção.   - O V. Setúbal bateu o Estoril em casa por 1-0 e elevou a série de jogos sem derrota no Bonfim para cinco, desde a derrota frente ao FC Porto (0-2), a 3 de Maio. Já superou o melhor registo da época passada mas está ainda muito aquém do que estabeleceu entre Dezembro de 2013 e Setembro de 2014: na altura foram 15 jogos, entalados entre duas derrotas frente ao Benfica (0-2 e 0-5).   - Bruno Moreira, do Paços de Ferreira, fez golos nas duas balizas na vitória (3-1) frente ao Nacional: marcou dois pela sua equipa e um na própria baliza. É a segunda vez esta época que um jogador fez pelo menos um golo e um autogolo no mesmo jogo: já tinha sucedido a Gonçalo Brandão, do Belenenses, no empate (3-3) contra o Rio Ave, na jornada inaugural.   - Um dos golos do Paços de Ferreira nasceu de uma grande penalidade, a terceira assinalada contra o Nacional em sete jornadas da Liga. O Nacional igualou assim o Rio Ave como equipas que mais penaltis cometeram neste início de campeonato, com a vantagem para os insulares de terem visto um dos adversários falhar: Rabiola, da Académica, chutou ao poste.   - O Moreirense voltou a empatar, desta vez em Tondela (1-1), mas já é a única equipa da Liga que ainda não venceu, após sete jornadas. Nunca tal lhe tinha acontecido, em cinco épocas na I Liga.   - Romário Baldé, avançado emprestado pelo Benfica ao Tondela, fez ao Moreirense o primeiro golo como sénior: na época passada ficara em branco nos nove jogos que fez pelo Benfica B, da mesma forma que não tinha marcado nas primeiras duas partidas dos beirões.   - Segundo golo em partidas consecutivas para Bressan, do Rio Ave. Depois de ter feito o tento com que os vila-condenses bateram a Académica, por 1-0, repetiu agora a proeza no 1-0 ao Boavista. Bressan não marcava em jogos seguidos desde o final de 2011, quando era uma das figuras do Bate Borisov e fez golos em seis jornadas seguidas da Liga bielorussa.   - O Boavista só perdeu três jogos no campeonato e dois deles foram nos derradeiros instantes. Se agora viu Bressan marcar o golo da vitória do Rio Ave aos 90+4’, já tinha sido batido em casa pelo Paços de Ferreira, com um tento de Diogo Jota aos 89’.   - Ao empatar a zero com o Arouca na Pedreira, o Sp. Braga ficou pela terceira vez em branco esta época (0-1 no Estoril e com o Rio Ave em Vila do Conde), mas foi a primeira vez que tal lhe aconteceu nos jogos em casa, onde tinha feito onze golos em três partidas. Foram sete jogos sempre a marcar desde o empate (0-0) com a Académica, em Março. Foi igualada mas não ultrapassada a melhor série da época passada.
2015-10-05
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- Ao empatar com o V. Setúbal na Choupana, o Nacional estabeleceu a mais longa série de jogos seguidos sem perder em casa: 14. A última vez que os alvi-negros perderam ali foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto voltaram a passar por lá os leões, bem como o FC Porto, mas ambos empataram. A melhor série do Nacional em épocas nas quais esteve na I Liga estava em 13 jogos, entre uma derrota com o Marítimo (0-1), a 14 de Dezembro de 2003 e outra com o Sevilha (1-2), a 30 de Setembro de 2004. Nesses 13 jogos, porém, o Nacional ganhou 11 (empatou apenas com o Sporting e o FC Porto), enquanto nos atuais 14 já vai com cinco empates (Moreirense, Sporting, FC Porto, V. Guimarães e V. Setúbal).   - Ao mesmo tempo, o facto de ter empatado com o V. Setúbal impediu o Nacional de passar, mais uma vez, a barreira das três vitórias seguidas em casa. Depois de bater P. Ferreira (3-0, ainda na época passada), U. Madeira (1-0) e Académica (2-0), esta foi a nona vez que a equipa madeirense falhou desde a última ocasião em que conseguiu as tais quatro vitórias consecutivas no seu estádio, que foi entre Abril e Setembro de 2004, quando ali ganhou a Beira Mar (3-0), Ro Ave (4-0), outra vez Beira Mar (2-1, já na nova época) e Académica (2-1). - Arranque extraordinário do coreano Suk, autor do golo que deu o empate ao V. Setúbal frente ao Nacional na Choupana (1-1). Marcou em quatro dos seis jogos da sua equipa, somando até ao momento cinco golos e três assistências. Curioso ainda o facto de ter marcado ao Nacional depois de o ter feito ao Marítimo: foram as outras duas equipas que representou em Portugal.   - O golo de Marega, que valeu a vitória do Marítimo sobre o Tondela (1-0), foi o terceiro a chegar depois do minuto 90 nesta Liga. Desses, dois foram obtidos pelo Marítimo (já tinha sucedido com Dyego Souza contra o V. Setúbal) e outros tantos foram sofridos pelo Tondela (que já tinha perdido com o Sporting com um golo de Adrien Silva nos descontos).   - Marega fez o nono golo em Portugal (oitavo na Liga), mas apenas o segundo como suplente utilizado. A única vez que tinha marcado depois de saltar do banco foi em Fevereiro, quando ajudou o Marítimo a vencer em Penafiel por 4-3.   - Diallo, que em Portugal já representara Arouca e Académica, foi expulso pela primeira vez no nosso país no Marítimo-Tondela. Com a sua expulsão, o Marítimo torna-se a equipa que mais vermelhos viu na Liga: quatro em seis jornadas.   - O empate com o Arouca foi a segunda vez que o Belenenses desperdiçou uma vantagem de dois golos na atual Liga. Já lhe tinha sucedido quando deixou que o Rio Ave recuperasse de 3-1 para 3-3 no Restelo. Nas duas vezes, o adversário marcou os dois golos nos derradeiros 15’ de jogo.   - Luís Leal voltou a marcar em Arouca, mantendo o registo 100% goleador nos jogos do Belenenses na Liga que começa como titular. Já tinha sido titular e marcado em casa com o Moreirense.   - Os dois golos do Arouca no jogo foram obtidos de fora da área: livre de Nuno Valente a desviar na barreira e remate de muito longa distância de Hugo Basto. Foram os dois primeiros golos de fora da área do Arouca esta época. O Belenenses já tinha sofrido um, marcado pelo benfiquista Talisca.   - Os 13 golos sofridos pelo Belenenses à sexta jornada são o pior arranque defensivo dos azuis desde Outubro de 1987, quando chegaram a esta ronda com 14 bolas nas redes (na altura com o contributo dos 7-1 encaixados nas Antas frente ao FC Porto). Essa equipa acabou a Liga em terceiro lugar, com a sexta melhor defesa da Liga (38 golos em 38 jogos).   - A série de imbatibilidade do guarda-redes André Moreira, do U. Madeira, foi interrompida na derrota do clube insular no Estoril, por 2-1. Ficou nos 361 minutos, entre o golo do nacionalista Soares, na segunda jornada, e o primeiro do Estoril no domingo, marcado por Leo Bonatini. É a maior série da atual Liga, mas não a mais longa do U. Madeira no campeonato. Essa continua a pertencer a Zivanovic, que a estabeleceu em 413 minutos entre 6 de Março e 23 de Abril de 1994.   - Leo Bonatini voltou a marcar pelo Estoril, fazendo-o pelo quarto jogo consecutivo (incluída aqui a derrota frente ao Oriental na Taça da Liga). Já fez mais golos neste início de época (cinco) que em toda a temporada passada (quatro).   - A vitória por 2-1 frente ao U. Madeira, quarta em seis jogos, significa que os canarinhos estão a assinar o melhor arranque de época desde 1947/48, quando ganharam quatro jogos e empataram um dos primeiros seis. O Estoril acabou essa época em quarto lugar, vendo-se ultrapassado pelo Belenenses apenas na última jornada, na qual empatou com o FC Porto na Constituição.   - Sérgio Conceição estreou-se no banco do V. Guimarães com uma derrota frente ao Sp. Braga (0-1). Foram exatamente o mesmo resultado e o mesmo adversário que já lhe tinha assinalado a estreia na Académica: 0-1 em Braga. No Olhanense também começara a perder: 2-1 nos Barreiros com o Marítimo. O único clube português onde se estreara a ganhar foi mesmo o Sp. Braga, onde abriu conta com um conclusivo 3-0 ao Boavista.   - Rafa marcou pelo terceiro jogo consecutivo no Sp. Braga, a mostrar que lhe fez bem o banco nos jogos com Boavista e Estoril. Antes de marcar ao V. Guimarães já tinha sido ele a obter o golo da vitória frente ao Slovan Liberec, tendo contribuído com um golo na goleada (5-1) ao Marítimo. O máximo de jogos consecutivos em que Rafa tinha feito golos era de dois, o que conseguira por duas vezes: Estoril e Arouca em 2013/14 e V. Guimarães e Penafiel em 2014/15. Nas duas vezes, o terceiro jogo, no qual ficou em branco, tinha sido contra o V. Guimarães.   - Ao perder em Vila do Conde, com o Rio Ave, a Académica superou o arranque de 1977, no qual perdeu os cinco primeiros jogos, tendo contudo ganho o sexto. Para encontrar um início de campeonato tão mau da Briosa há que recuar até 1943/44. Nesse campeonato, a equipa dirigida por Severiano Correia perdeu os primeiros seis jogos, mas cinco foram fora de casa: FC Porto (3-2), Olhanense (5-1), Salgueiros (3-1), Atlético (2-1) e Benfica (2-1). Pelo meio, caiu também aos pés do Sporting em Coimbra (3-4). Ganhou pela primeira vez à sétima jornada, em casa, ao V. Guimarães (3-2). Acabou a época em nono lugar, assegurando a manutenção à custa do Salgueiros.
2015-09-29
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- Leo Bonatini fez ao Sp. Braga o sexto golo com a camisola do Estoril. Todos em casa. Esta época já tinha marcado ao Moreirense, na anterior fez golos ao Arouca, à Académica, ao Penafiel e ao Boavista.   - As expulsões de Mauro e Boly, no Estoril, fizeram do Sp. Braga a primeira equipa a ver dois vermelhos num jogo na atual Liga. A última vez que tal sucedera aos bracarenses foi a 24 de Abril, no empate em casa frente ao Belenenses, com vermelhos a Pedro Santos e Pedro Tiba.   - Mauro foi expulso pela segunda vez na equipa principal do Sp. Braga e o curioso é que as duas aconteceram nos últimos três jogos que fez como titular: este e a final da Taça de Portugal, frente ao Sporting. Pelo meio escapou a qualquer punição disciplinar na receção ao Boavista.   - Artur Soares Dias não expulsava dois jogadores na mesma partida da Liga desde 12 de Abril de 2014, quando mostrou duplo amarelo a Malonga e vermelho direto a Deyverson, num Belenenses-V. Guimarães que acabou com 3-1 favorável aos azuis.   - O V. Setúbal marcou sempre pelo menos dois golos nos quatro jogos da Liga, mas só ganhou um, empatando dois e perdendo o último, por 5-2 frente ao Marítimo. Os nove golos sofridos nas primeiras quatro jornadas não são, ainda assim, um registo tão mau como o apresentado há dois anos, em que Kieszek e Adilson Jr. já tinham ido buscar a bola ao fundo das redes por dez vezes nos primeiros quatro jogos.   - Ao fazer dois golos nos 5-2 do Marítimo ao V. Setúbal, o arménio Ghazaryan obteve o primeiro bis da sua carreira desde um hat-trick nos 7-0 com que o Mettalurg Donetsk goleou o Celik, do Montenegro, na segunda pré-eliminatória da Liga Europa de 2012/13, a 19 de Julho de 2012.   - No mesmo jogo também bisou o brasileiro Dyego Souza, cujo último bis tinha sido ao serviço do Portimonense, na II Liga, a 16 de Março de 2014. Fê-lo numa vitória sobre o Marítimo B (2-1). Repetidos desse jogo em campo no domingo só mesmo Dyego Souza e Fransérgio, que subiu à equipa principal verde-rubra.   - O segundo 0-0 seguido na Liga para o U. Madeira, desta vez contra o Moreirense, vale ao jovem guarda-redes André Moreira a maior série de imbatibilidade da atual Liga. São já 231 minutos sem sofrer golos, desde que foi batido por Soares, do Nacional, na segunda jornada. Supera os 184 estabelecidos por Bracalli até ao golo de Bruno Moreira (P. Ferreira), na terceira.   - Danielson, do Moreirense, cumpriu o 200º jogo na Liga, dos quais só 38 foram ao serviço do atual clube (tem 26 no Gil Vicente, 55 no Nacional, 40 no Paços de Ferreira e 41 no Rio Ave). É, ainda, o jogador de campo que há mais tempo joga consecutivamente, sem falhar um minuto na Liga. Fá-lo desde que foi substituído por Simy, aos 68 minutos de uma derrota do Gil Vicente em Arouca (1-0).   - O Nacional venceu a Académica por 2-0 e ainda não sofreu golos na Choupana esta época. O último a marcar ali foi Bernard, então no V. Guimarães, num empate a dois golos a 11 de Maio.   - A derrota significa que a Académica, que ainda soma zero pontos, vai registando o pior início de temporada desde 1977. Na altura – em que os tempos revolucionários levaram à mudança temporária de nome, para Académico – os conimbricenses perderam com Riopele (fora, 0-2), Sporting (casa, 1-5), Belenenses (fora, 0-2) e V. Guimarães (casa, 1-3). Só pontuaram à sexta jornada, batendo o Boavista em casa por 3-2. Mantendo sempre Juca como treinador, acabaram o campeonato em oitavo lugar.   - João Real somou o 100º jogo na Liga, 69 dos quais pela Académica. Tem ainda mais 31 pela Naval, onde chegou depois de vários anos nas divisões secundárias, a representar o Sp. Covilhã.   - Embora a questão não seja alvo de unanimidade, Edu Machado, do Tondela, fez o segundo autogolo da Liga, depois de outro da autoria de Gonçalo Brandão, do Belenenses. O V. Guimarães, que beneficiou do golo na própria baliza de Edu Machado para obter a primeira vitória da época, não tinha um autogolo a favor na Liga desde que Maurício (Sporting) também fez um na derrota leonina no D. Afonso Henriques por 3-0, a 1 de Novembro do ano passado.   - O Paços de Ferreira ganhou fora ao Boavista graças a um golo de Diogo Jota, o primeiro que ele faz esta época e o quinto desde que foi promovido aos seniores do clube da capital do móvel. Sempre que ele marca, o Paços ganha. Já tinha sido assim na época passada, nos 4-0 ao Reguengos, nos 9-0 ao Riachense (ambos para a Taça de Portugal) e nos 3-2 à Académica (jogo no qual bisou).
2015-09-14
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- Maicon marcou, de livre direto, ao Estoril, o 11º golo pelo FC Porto e o primeiro que não foi obtido de cabeça. Os dez anteriores tinham sido todos na sequência de livres laterais ou cantos de Belluschi, João Moutinho, Hulk, James Rodríguez e Carlos Eduardo. A exceção a esta regra foi um golo de livre direto na única ocasião em que o central brasileiro representou a equipa B portista: a 3 de Fevereiro de 2013 surpreendeu João Pinho e marcou, quase de meio-campo, um livre à Oliveirense que ajudou a uma vitória por 3-1.   - Aboubakar marcou nos últimos três jogos do FC Porto em casa. Bisou ao Penafiel nos 2-0 com que os dragões encerraram a última Liga, repetiu a graça nos 3-0 aplicados ao V. Guimarães na abertura da atual e agora abriu o marcador nos 2-0 ao Estoril.   - Ao manter a baliza inviolada contra o Estoril, Iker Casillas voltou a contribuir com mais 90 minutos para o alargamento da série de imbatibilidade dos dragões nos jogos da Liga disputados em casa. São já 1125 minutos que Fabiano, Helton e agora Casillas levam sem sofrer golos em casa para a Liga, desde o segundo tento de Lima, na vitória do Benfica por 2-0, no Dragão, em Dezembro. O próximo jogo dos portistas em casa será precisamente contra o Benfica e, nele, bastarão três minutos para superar a série de 1127 estabelecida por Vítor Baía em 1995/96.   -O FC Porto fez apenas oito remates à baliza do Estoril durante os 90 minutos. O valor é um mínimo desde o empate no Restelo, como o Belenenses, que valeu o título ao Benfica na penúltima jornada da temporada passada, mas para encontrar um total tão baixo num jogo em casa é preciso recuar a 6 de Abril de 2014, quando os dragões bateram a Académica em casa por 3-1 rematando as mesmas oito vezes.   - O Estoril vai com cinco jogos seguidos sem sequer marcar golos no terreno dos grandes. Os 2-0 de sábado frente ao FC Porto somam-se aos 4-0 que encaixou na Luz face ao Benfica na abertura desta Liga e a mais três jogos negativos em 2014/15: 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e 4-0 em Alvalade. Tudo a seguir à melhor época da história do clube neste particular, por em 2013/14 ganhou fora a FC Porto e Sporting pelo mesmo resultado: 1-0.   - O Benfica virou frente ao Moreirense, de 0-1 para o 3-2 final. Foi a primeira reviravolta no marcador dos encarnados desde 8 de Março, quando venceram fora o Arouca por 3-1, depois de ter estado a perder por 1-0. Ponto em comum aos dois jogos é Iuri Medeiros, que em Março marcou o golo do Arouca e no sábado foi titular do Moreirense.   - Samaris marcou o primeiro golo com a camisola do Benfica. A última vez que tinha festejado em nome individual foi a 9 de Março de 2013, quando fez o golo do Olympiakos numa derrota (1-2) em Salónica com o PAOK.   - Jonas fez golos nos últimos quatro jogos do Benfica na Luz. Marcou o tento da vitória frente ao Moreirense, mas antes já tinha feito dois nos 4-0 ao Estoril, outros dois nos 4-1 ao Marítimo na festa do último título nacional e um nos 4-0 ao Penafiel. Não fica em branco na Luz desde 26 de Abril, quando o Benfica empatou a zero com o FC Porto.   - Raul Jiménez precisou de apenas dois jogos para marcar um golo no Benfica. No Atlético de Madrid, só marcou ao sétimo: contribuiu para os 4-0 com que os colchoneros ganharam ao Sevilha, a 27 de Setembro. O problema, porém, é que não marcou mais nenhum no que restou da época passada.   - Este Benfica-Moreirense foi fiel à história recente das duas equipas. Já são quatro jogos seguidos para a Liga com o mesmo resumo: o Moreirense marca primeiro e o Benfica acaba por ganhar. Os três jogos anteriores (a última jornada de 2013/14 e as duas partidas de 2014/15) tinham acabado com 3-1 favorável aos encarnados. Desta vez ficou 3-2.   - A última equipa a marcar duas vezes na Luz tinha sido o Sp. Braga, que ali ganhou por 2-1 nos oitavos de final da Taça de Portugal da época passada. Se contarmos só jogos da Liga, a última equipa a consegui-lo foi o Arouca, que ali empatou (2-2), a 6 de Dezembro de 2013.   - Rafael Martins já tinha marcado ao Benfica na última vez que tinha defrontado os encarnados, em Maio de 2014. Se no sábado abriu o placar, nessa altura fez de grande penalidade o golo que valeu o empate (1-1) ao V. Setúbal.   - A vitória do Sporting em Coimbra por 3-1 significa que tanto o clube como Jorge Jesus mantêm a série positiva nas visitas à Académica. Os leões não perdem em Coimbra desde 8 de Maio de 1977, enquanto que Jesus nunca ali perdeu como treinador.   - Aquilani fez de grande penalidade o primeiro golo com a camisola do Sporting. Não marcava desde de 2 de Outubro de 2014, quando abriu o placar numa vitória da Fiorentina em Minsk (3-0), a contar para a Liga Europa.   - Adrien falhou a primeira grande penalidade desde que, a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então e até acertar agora no poste da baliza de Lee, marcou a Schalke, Estoril, Marítimo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - O Sporting viu ser-lhe assinalada uma grande penalidade contra pelo segundo jogo consecutivo na Liga. Não lhe acontecia semelhante coisa desde Outubro e Novembro de 2013, quando perdeu (1-3) no Dragão com o FC Porto e ganhou (3-2) em casa ao Marítimo, sempre com golos sofridos de penalti. Ponto em comum é o árbitro Bruno Esteves, que tinha estado nesse Sporting-Marítimo.   - Bruno Esteves nunca tinha assinalado três grandes penalidades no mesmo jogo da Liga, mas já tinha marcado duas. Foi a 4 de Novembro de 2011, num empate caseiro do Sporting com a Naval, em que começou por apontar para a marca dos onze metros quando Evaldo derrubou Marinho, permitindo aos figueirenses empatar a uma bola, mas depois marcou uma mão de Camora na área, que Postiga converteu no 2-2 momentâneo.   - O último jogo com três penaltis na Liga também tinha sido em Coimbra. Foi o Académica-Gil Vicente, a 25 de Abril último, e os gilistas ganharam por 2-1, com golos de penalti de Ruben Ribeiro e Cadu, a responder a outro penalti de Rui Pedro. O árbitro era Soares Dias. Na época passada houve mais dois jogos com três penaltis: o Estoril-Penafiel (apitado por Tiago Martins) e o Paços de Ferreira-V. Setúbal (Luís Ferreira).   - Fernando Alexandre, expulso pelos dois penaltis cometidos, não via um vermelho desde 11 de Setembro de 2011, quando João Ferreira o expulsou imediatamente antes do intervalo de uma derrota do Olhanense, em casa, contra o Feirense (1-2).   - Além de FC Porto e Sporting, há mais cinco equipas que ainda não perderam nesta Liga: Rio Ave, V. Setúbal, Arouca, Paços de Ferreira e Belenenses. Para os vila-condenses não há grande novidade, uma vez que também não tinham perdido nas três primeiras rondas da época passada e, à 3ª jornada, até lideravam a classificação, mas para o Arouca a sensação é de novidade absoluta, pois nunca por tal tinha passado. O Paços de Ferreira tinha conhecido este arranque em 2012 (e acabou a Liga em terceiro lugar), mas os históricos V. Setúbal e Belenenses já mal se lembram de tal coisa. A última vez que tal sucedeu aos sadinos foi em 2007 (três empates a abrir deram um sexto lugar no final), enquanto que os belenenses têm de recuar até 2004 e a uma Liga que acabaram em nono lugar.   - André Claro, do V. Setúbal, foi o único jogador a marcar golos nas três primeiras jornadas da Liga. O último a conseguir fazê-lo tinha sido Jackson Martínez, que na época passada fez golos a abrir a Marítimo, Paços de Ferreira e Moreirense (dois). Mas para encontrar um português que o tenha feito é preciso recuar a 202, quando o benfiquista Simão marcou consecutivamente a Beira Mar, Moreirense e U. Leiria.   - Ao estabelecer o empate do Rio Ave em Setúbal (2-2), o veterano André Vilas Boas marcou o primeiro golo em 124 jogos na Liga. Misturando todas as competições, só tinha um golo na Taça de Portugal, um na II Liga e outro na II Divisão B. O último tinha sido a 20 de Outubro de 2013, na vitória (3-0) dos vila-condenses fora sobre o Esperança de Lagos.   - O Tondela ganhou pela primeira vez na Liga ao terceiro jogo neste escalão, batendo o Nacional por 1-0. Repetiu a performance do último estreante, o Arouca, que também se impôs pela primeira vez à terceira jornada em 2013, batendo na altura o Rio Ave pelo mesmo score. Pior correu a vida ao Trofense, o estreante anterior: perdeu os primeiros cinco jogos, empatou o sexto e só ganhou à sétima tentativa, batendo fora o V. Setúbal por 2-0.   - Bruno Moreira, que fez o golo do Paços de Ferreira no empate frente ao Arouca, não marcava desde que defrontou… o Arouca. Tinha feito dois dos três golos com que os pacenses venceram fora este mesmo adversário (3-1), a 26 de Abril.   - Rafael Bracalli, guarda-redes do Arouca, liderava a única defensa ainda sem golos sofridos na Liga, mas ainda assim falhou por 13 minutos o seu melhor início de época. Ainda que este tenha sido estabelecido quando era suplente do FC Porto e só atuava em partidas da Taça de Portugal e da Taça da Liga. Os 183 minutos em que manteve a baliza do Arouca inviolada até ao golo de Bruno Moreira só são ultrapassados no seu registo pessoal pelos 196 que durou essa mesma imbatibilidade na baliza do FC Porto em jogos com Pero Pinheiro, Académica e… Paços de Ferreira.   - Alan marcou, na vitória (4-0) sobre o Boavista, o seu 50º golo pelo Sp. Braga. Foram 30 na Liga, dez nas provas da UEFA, sete na Taça da Liga e três na Taça de Portugal. O primeiro acontecera a 23 de Outubro de 2008, na vitória por 3-0 sobre o Portsmouth.   - O U. Madeira-V. Guimarães foi o primeiro jogo sem golos na atual Liga. Aconteceu à 27ª partida, no encerramento da terceira jornada. Na época passada tinha sucedido à 18ª, num Moreirense-Sp. Braga que também fechava a segunda ronda (e também a uma segunda-feira à noite). Há dois anos, em contrapartida, o primeiro 0-0 só aparecera ao 42º jogo, um Académica-Arouca da sexta jornada. Para que se faça uma comparação, a Liga espanhola teve quatro 0-0 na primeira jornada e mais dois na segunda, enquanto que na Premier League inglesa o primeiro nulo surgiu na segunda ronda e na Bundesliga alemã tal só aconteceu à terceira. Em Itália, as primeiras duas semanas de competição ainda não proporcionaram nenhum 0-0  
2015-09-01
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- Carrillo tomou parte ativa em cinco dos seis golos marcados pelo Sporting esta época. Marcou ao Benfica (ainda que a FPF tenha depois atribuído o golo a Teo Gutièrrez) na Supertaça e agora ao Paços de Ferreira, assistiu Slimani no segundo golo ao CSKA e esteve na origem dos lances dos primeiros golos ao Tondela e à equipa russa, lançando Ruiz nas costas da defesa adversária para o cruzamento que deu golo a João Mário e Téo Gutièrrez. A única exceção foi o golo de Adrien em Tondela, nascido de um penalti sobre Gelson.   - O Sporting sofreu um golo de penalti em casa, mas isso já nem é novidade: os leões viram os árbitros apitar-lhes penaltis contra nos últimos três jogos feitos em Alvalade. Antes deste, de Pelé, que valeu o empate ao Paços de Ferreira, tinha acontecido o mesmo contra o CSKA (falta de Jefferson e defesa de Rui Patrício) e contra o Sp. Braga (infração de Tobias Figueiredo e conversão de Pardo a dar vantagem aos minhotos).   - Em contrapartida, o Paços de Ferreira já não tinha um penalti a favor na Liga desde 13 de Março, data em que ganhou em casa ao Boavista por 1-0, graças à conversão de Manuel José. Curioso é que o último árbitro a marcar um penalti a favor dos pacenses tinha sido o mesmo Manuel Oliveira, que também expulsara o prevaricador: na ocasião o boavisteiro Tengarrinha.   - O Sporting rematou pouco no jogo com o Paços de Ferreira (apenas nove remates, dos quais só três enquadrados na baliza). Não o fazia com tão pouca frequência desde 19 de Abril, quando bateu o Boavista em Alvalade por 2-1 fazendo apenas seis tentativas de chegar ao golo.   - O Paços de Ferreira empatou com o Sporting nas últimas três vezes que defrontou os leões e sempre pelo mesmo resultado: 1-1. A última vitória dos leões foi no Capital do Móvel, a 5 de Abril de 2014, por 3-1, com golos de William, Rojo e Adrien a valerem mais que o tento pacense, de Bebé.   - Rui Patrício sofreu golos nos últimos três jogos na baliza do Sporting (Tondela, CSKA e Paços de Ferreira), repetindo a série com que acabou a época passada (Estoril e duas vezes Sp. Braga, uma vez que não defrontou o Rio Ave, na última jornada da Liga). Para se encontrar uma série pior é preciso recuar a Fevereiro, quando foi batido consecutivamente por Arouca (3-1), Benfica (1-1), Belenenses (1-1) e Wolfsburg (0-2).   - O FC Porto fez na Madeira apenas oito remates, mínimo da equipa azul e branca na Liga desde o empate (1-1, também) no Restelo, a 17 de Maio, que deu o título nacional ao Benfica. Nesse jogo, tinha-o feito apenas seis vezes. Mas para encontrar um jogo em que os dragões tenham rematado menos do que o adversário (o Marítimo tentou o golo em nove ocasiões) é preciso recuar ao empate a zero na Luz, contra o Benfica, a 26 de Abril: nessa tarde, visou as redes de Júlio César por seis vezes contra sete dos encarnados.   - Edgar Costa não fazia um golo de cabeça desde Setembro do ano passado, quando também aproveitou um cruzamento da esquerda (na altura de Ruben Ferreira) para surgir nas costas do lateral esquerdo do V. Guimarães (Traoré). Em contrapartida, três dos seus últimos seis golos surgiram nos primeiros 10’ de jogo: antes de marcar agora ao FC Porto aos 5’,no último ano já tinha marcado ao V. Guimarães aos 6’ e ao Gondomar aos 7’.   - Edgar Costa foi ainda o primeiro a marcar um golo a Casillas na Liga portuguesa, mas não o primeiro português a marcar um golo ao guardião espanhol. O último tinha sido Tiago, a 13 de Setembro do ano passado, numa vitória do Atlético Madrid no Santiago Bernabéu (2-1). E desde então Casillas foi ainda batido por vários conhecidos da Liga portuguesa, como Otamendi, Ghilas ou Nolito.   - O empate nos Barreiros significa que o FC Porto já vai em seis jogos seguidos sem ganhar na Madeira. A última vitória aconteceu na Choupana, por 3-1, ante o Nacional, em Maio de 2013. Desde então e até ao empate de sábado, os dragões tinham perdido por três vezes nos Barreiros com o Marítimo (duas por 1-0 e uma por 2-1) e empataram uma (1-1) e perderam outra (2-1) com o Nacional na Choupana.   - Este foi ainda o primeiro jogo da Liga que o FC Porto não ganhou com o árbitro Hugo Miguel. Até sábado, o juiz lisboeta tinha estado em 12 partidas dos dragões, todas com vitória azul e branca.   - Ao bater o Benfica por 1-0, o Arouca subiu pela primeira vez à liderança da Liga em toda a sua história. Faz até melhor do que o Rio Ave, que liderou da segunda à quarta jornada da época passada, mas graças a uma melhor diferença de golos, uma vez que teve sempre pelo menos mais dois clubes a par.   - O último “não grande” a liderar a Liga isolado foi o Sp. Braga de Domingos Paciência, a 30 de Novembro de 2009: ganhou em casa à U. Leiria por 2-0 e beneficiou do empate a zero do Benfica em Alvalade para ficar com dois pontos de avanço dos encarnados à 11ª jornada.   - O Benfica não marca um golo fora do Estádio da Luz há 190 minutos: fê-lo Ola John, em Coimbra, ao Marítimo, a assegurar a vitória na Taça da Liga, aos 80’ (2-1). Desde então, a equipa encarnada ficou em branco na Supertaça (0-1 com o Sporting) e agora com o Arouca (outra vez 0-1). Se contabilizarmos só os jogos fora na Liga, então o Benfica não marca fora desde 2 de Maio, quando derrotou o Gil Vicente por 5-0. Depois disso empatou a zero em Guimarães (e celebrou o bicampeonato) e perdeu agora com o Arouca.   - A derrota com o Arouca em Aveiro foi a primeira vez dos encarnados contra um adversário que jogava em casa emprestada desde que foram batidos pelo V. Setúbal nas Antas, também à segunda jornada, mas de 1997/98. A 31 de Agosto de 1997, um golo de Kassumov valeu os três pontos aos sadinos e deixou Manuel José em maus lençóis: foi despedido 15 dias depois. A última vez que o Benfica não ganhou nesta circunstância foi em Agosto de 2007, quando empatou no Bessa com o Leixões. Fernando Santos teve menos sorte e foi imediatamente despedido.   - Roberto, autor do golo do Arouca, foi júnior do FC Porto e só agora marcou pela primeira vez a um grande. Em contrapartida, Jonas, avançado do Benfica, ficou pela primeira vez em branco contra o Arouca.   - O Benfica rematou 30 vezes à baliza do Arouca, um recorde da Liga. O anterior máximo tinha sido estabelecido por FC Porto (contra o V. Guimarães) e pelo próprio Benfica (ante o Estoril), com 19 tentativas cada um.   - Rafael Bracalli lidera a única defesa ainda inviolada da Liga, com 180 minutos sem sofrer golos. O melhor arranque do guarda-redes brasileiro tinha acontecido em 2010/11 quando, ainda no Nacional, esteve 179 minutos embatido, até ver Carlos Martins (na altura no Benfica) fazer-lhe um golo nos 2-1 com que os madeirenses bateram o Benfica na Choupana.   - Há 36 jornadas da Liga que não se assistia à incapacidade dos três grandes para ganhar na mesma semana. Sporting e FC Porto empataram com Paços de Ferreira e Marítimo e o Benfica perdeu com o Arouca. A última vez que nenhum dos três ganhara tinha sido a 3 e 4 de Maio de 2014, na 29ª jornada da Liga: o Sporting empatou fora com o Nacional, o Benfica empatou em casa com o V. Setúbal (ambos a um golo) e o FC Porto foi derrotado fora de casa pelo Olhanense (1-2).   - O Rio Ave não ganhava em casa ao Braga para a Liga desde Outubro de 2010, quando golos de Zé Gomes e João Tomás lhe valeram um sucesso por 2-0. Entre esse jogo e o de sexta-feira, ganho graças a um golo de Hassan (1-0), só houve dois repetentes em campo: o vila-condense Tarantini e o árbitro, João Capela.   - O brasileiro Soares, que fez o golo da vitória do Nacional frente ao U. Madeira, e os portugueses Luisinho, que fez o tento da vitória do Boavista contra o Tondela, e André Claro, autor de um dos golos da ampla vitória setubalense em Coimbra foram os únicos a marcar nas primeiras duas jornadas da Liga. Imitam o que tinha sido conseguido na época passada por Jackson Martínez (FC Porto), Bernard (V. Guimarães) e Deyverson (Belenenses). Dos três, há um ano, Jackson foi o único a marcar também na terceira ronda.   - O caso de Luisinho é especial, porque o ex-atacante do Académico de Viseu marcou nos primeiros dois jogos que fez na Liga. Antes dele, tal havia sido conseguido pelo vimaranense Bernard, autor de um golo ao Gil Vicente e dois ao Penafiel nas primeiras duas rondas da época passada. Até final da época, porém, Bernard só marcou mais duas vezes.   - Aly Ghazal não era expulso na Liga portuguesa desde a segunda jornada da época passada, mais precisamente desde 24 de Agosto de 2014, quando Carlos Xistra lhe mostrou o vermelho no Restelo, num jogo que o Nacional perdeu por 3-1 com o Belenenses. Um ano depois, voltou a ser expulso por Bruno Paixão, mas desta vez a sua equipa ganhou por 1-0 ao U. Madeira.   - O Moreirense repetiu o resultado da primeira jornada: voltou a perder por 2-0, agora com o Estoril, e de novo com a particularidade de ter sofrido os dois golos na última meia-hora de jogo. Só o Estoril sofreu tantos golos na reta final das partidas: igualmente quatro, todos no jogo com o Benfica. Ainda que os estorilistas compensem esse resultado com os dois golos que agora fizeram ao Moreirense.   - O empate em Guimarães significa que o Belenenses alarga a presente série de invencibilidade fora de casa para sete jogos. A última derrota dos azuis fora do Restelo aconteceu a 22 de Março, no Bessa, por 1-0, em jogo da Liga. Desde então ganharam em Arouca (1-0), empataram em Braga (1-1) e em Coimbra com a Académica (1-1), voltaram a vencer o Gil Vicente em Barcelos (2-0) a fechar a última Liga e, já esta temporada, empataram em Gotemburgo (0-0), venceram o Altach (1-0) e agora voltaram a empatar em Guimarães (1-1). Desde 2012/13 que o Belenenses não passava sete jogos seguidos sem perder fora de casa, mas nessa altura jogava a II Liga.   - Ao ganhar por 4-0 em Coimbra à Académica, o V. Setúbal obteve o melhor resultado fora desde 27 de Novembro de 2008, quando bateu o Torre de Moncorvo por 4-0 na quarta eliminatória da Taça de Portugal (dois golos de Bruno Gama, um de Ricardo Chaves e outro do Laionel). Para encontrar um resultado tão bom dos sadinos em deslocações mas a contar para a Liga, então é preciso recuar até 18 de Abril de 2004, data em que venceram fora o Salgueiros (4-0, com bis de Zé Pedro, mais um golo de Manuel José e outro de Meyong). Já a Académica perdeu em casa por 4-0 com o Sporting (golos de Rojo, Adrien, Montero e Carrillo) faz hoje precisamente dois anos, a 24 de Agosto de 2013, em partida que também contou para a segunda jornada da Liga.
2015-08-24
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