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Último Passe

Dois golos de rajada a abrir a segunda parte deram ao Benfica um sucesso justo (2-1) sobre o Vitória de Guimarães na final da Taça da Portugal, permitindo à equipa liderada por Rui Vitória festejar a dobradinha numa época que só a Taça da Liga impediu de ser perfeita. Com aqueles dois golos, de Jiménez e Salvio, o Benfica pôs para trás das costas uma primeira parte mal conseguida, na qual foi controlado por uma equipa minhota que tinha sido capaz de tirar aos tetracampeões nacionais o espaço de que eles precisavam para meter velocidade no jogo. A ganhar, já se sabe, o Benfica estava como queria e nem a reação mais feita de alma do que de organização ou de capacidade técnica permitiu ao Vitória ir além de um golo, marcado por Zungu, que mais não foi do que um prémio de consolação. O jogo da final foi marcado por dois fatores. Primeiro, a chuva, que caiu copiosamente durante quase todo o tempo. Depois, a goleada (5-0) que o Benfica tinha imposto a este mesmo Vitória há quinze dias, na Luz. Percebendo que nessa altura a sua equipa tinha falhado no espaço que dera entre linhas no corredor central ao Benfica, Pedro Martins juntou linhas, baixou o bloco, e roubou ao Benfica esse espaço de que este precisava para as tabelas ou as acelerações súbitas com que dinamita os adversários nos últimos metros. Assim sendo, o Benfica foi tendo mais bola, mas esta era uma posse quase sempre estéril: só Grimaldo encontrava espaço e tempo para ser perigoso, beneficiando de um menor empenho defensivo (físico?) de Hernâni para o acompanhar. Nessa altura, era o Vitória quem tinha o jogo como queria – controlava sem bola e de quando em vez conseguia meter um ataque rápido no relvado, quase sempre graças a acelerações de Bruno Gaspar na direita. Este impasse não foi sequer quebrado com as lesões que as duas equipas tiveram na primeira parte. O Benfica perdeu Fejsa muito cedo, na sequência de um choque com Marega, e trocou-o por Samaris, sem que isso se notasse. O Vitória ficou sem Hurtado perto do intervalo, após dupla falta de Grimaldo e Cervi, substituindo-o por Cellis. E aí, sim, poderia até dizer-se que se notaram algumas diferenças, porque Cellis foi jogar para o lado de Rafael Miranda, motivando o adiantamento de Zungu para segundo avançado, e no reatamento o Benfica fez dois golos com ação de Jonas, o homem que jogava naquela zona. Primeiro, uma finta de corpo sobre Rafael Miranda e um remate de longe, que Miguel Silva largou e Jiménez aproveitou para inaugurar o marcador. Pouco depois, quase sem tempo para que os vimaranenses se recompusessem, Jonas abriu na direita em Nelson Semedo, que cruzou magistralmente para uma entrada de Salvio, a cabecear entre Pedro Henrique e Rafael Miranda. A ganhar por 2-0, o Benfica ficou como queria – a poder controlar o jogo com bola. E foi isso que foi sempre fazendo. Pedro Martins chamou Teixeira para ponta-de-lança e tentou partir a equipa num 3x4x3 com Rafael Miranda entre os dois centrais e o adiantamento dos dois alas – Bruno Gaspar e Raphinha, que recuou para o lugar do sacrificado Konan – mas o Vitória nunca foi capaz de tomar conta do jogo nem voltou a mostrar sequer indícios da organização que evidenciara enquanto o que lhe tocava fazer era sobretudo defender. O Vitória ainda reduziu, por Zungu, num canto, mas ainda assim foi o Benfica quem teve as melhores ocasiões para fechar o jogo. Os encarnados não aproveitaram nenhuma e o 2-1 final acaba por premiar a alma guerreira do Vitória com uma derrota pela margem mínima face a um Benfica que foi a melhor equipa em campo.
2017-05-28
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Último Passe

O que espanta na forma fácil como o Benfica voltou a vencer o Vitória em Guimarães no Minho e se qualificou para a Final Four da Taça da Liga não é tanto o facto de Rui Vitória ter trocado oito jogadores na equipa inicial, porque também Pedro Martins apresentou uma equipa alternativa na repetição do jogo de sábado. O que espanta mais é a forma diferente como o Benfica jogou: apresentou como denominador comum a velocidade nos momentos ofensivos, mas trocou desta vez a dupla Jonas-Mitroglou por outra, muito mais móvel, com Rafa e Gonçalo Guedes. O que vale, ali, é a ideia. Claro que o sistema continuou a ser o 4x4x2. Mas os jogadores que o serviam hoje eram muito diferentes. Carrillo não é Salvio, Zivkovic até se aproxima do jogo de Cervi, mas sobretudo nem Rafa nem Gonçalo Guedes são jogadores de presença constante na área como é Mitroglou. E se Guedes ainda tem um histórico recente a ocupar as zonas prediletas de Jonas – mesmo que de forma radicalmente diferente, com mais dinâmica, mas muito menos intuição e capacidade de antecipação dos acontecimentos – foi Rafa quem surgiu no apoio. E até aí o Benfica mudou, pois foi quase sempre o segundo avançado a procurar a profundidade, tendo Guedes recolhido para, por exemplo, marcar os dois golos. Tudo diferente, a dificultar o processo defensivo do Vitória, pela imprevisibilidade, mas também a tornar mais difícil de prever a capacidade de resposta dos jogadores. Na Final Four da Taça da Liga, onde já não há FC Porto nem Sporting, com um sorteio favorável na Taça de Portugal e seis pontos de avanço na Liga, este Benfica continua a perseguir um póquer histórico – começou a época a ganhar a Supertaça. E isso tanto pode ser um aspeto de que Rui Vitória venha a servir-se para motivar os jogadores como um fator descompressor, que permita ao plantel meter um maior foco na competição internacional. Mesmo com todos os perigos que isso encerra, uma equipa com esta capacidade de se transfigurar pode ter a tentação de ir por aí. Essa é a grande decisão a tomar nos tempos mais próximos.
2017-01-10
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Último Passe

Quando Pep Guardiola disse que a organização defensiva do Benfica era “digna de uma equipa de Arrigo Sacchi” não tinha visto a forma como os encarnados ganharam em Guimarães, superando um dos obstáculos mais complicados no caminho que pretendem seja o do inédito tetracampeonato. Mais uma vez a equipa de Rui Vitória marcou primeiro e pôde depois sentar-se no cadeirão a gerir a vantagem, conseguindo a proeza rara para um grande de ter sempre mais espaço no ataque do que o adversário – algo que teria dado muito jeito ao FC Porto em Paços de Ferreira, onde não foi além de um empate a zero. Quando um clube grande joga, o normal é ter pela frente equipas fechadas. Isso não acontece tantas vezes com o Benfica e leva muitas vezes os adeptos a insinuar que estes adversários se abrem quando defrontam os tricampeões. Mas não é assim. É que com o Benfica, há dois fatores-extra a ter em conta. Primeiro, o comportamento da equipa nas transições: agressividade na transição defensiva, que permite recuperar a bola mais vezes, mais cedo e mais perto da área adversária; e velocidade na transição ofensiva, levando-a a uma percentagem maior de ataques rápidos e contra-ataques do que os outros grandes, forçados a cair mais vezes em organização ofensiva e a defrontar defesas mais bem posicionadas e organizadas. Neste aspeto, o futebol do Benfica é menos trabalhado no ataque posicional que o do Sporting ou do FC Porto – vale-lhe o facto de fazer por que isso quase nunca lhe faça falta. Depois, os níveis de eficácia na finalização benfiquista permitem que a equipa se coloque quase sempre em vantagem antes de o adversário poder marcar e dão-lhe a oportunidade de fazer o jogo de que gosta. Não é um jogo defensivo, mas é um jogo defensivamente competente, com um posicionamento impecável em organização defensiva, onde se vêem as tais duas linhas bem juntas, entre as quais Guardiola dizia que não cabia sequer “um cabelo”. Não será bem assim, sobretudo quando ali falta Fejsa. Ter Samaris não é a mesma coisa, pela forma como o grego não é capaz de antecipar as ideias do adversário para equilibrar. Em Guimarães, mesmo sem Fejsa durante quase todo o jogo, o Benfica manteve as redes de Ederson a zeros, mas esse já não foi tanto um triunfo da organização como foi da ocasião.
2017-01-07
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Último Passe

A incapacidade do Sporting para controlar os jogos em situações de vantagem custou à equipa de Jorge Jesus dois pontos numa partida que dominou por completo até aos 75 minutos, mas onde um quarto-de-hora de pesadelo lhe custou um empate a três bolas, frente ao Vitória, em Guimarães. A ganhar por 3-0 e tendo perdido mais três ou quatro situações claras de golo, foi a equipa do Sporting que, a 15 minutos do final, levantou o ânimo aos minhotos, cedendo um penalti escusado e falhando depois na marcação a Marega num cruzamento. Num ápice, um jogo que estava fechado, reabriu, de 0-3 para 2-3. O Vitória acreditou e já sobre o minuto 90 chegou a um empate que o muito maior volume de jogo leonino não faria prever, mas que castigou a desconcentração e a tremedeira final dos leões. Esta não foi a primeira vez que os leões cederam neste tipo de situações. Basta lembrar o jogo de Madrid (de 1-0 para 1-2 nos últimos dois minutos) ou até a partida caseira com o Estoril (dois golos sofridos nos últimos cinco minutos, transformando uma noite tranquila num jogo de emoção no final). Em Guimarães, hoje, nada o faria prever, face ao que o jogo vinha dando. Jesus apresentou um onze muito próximo da sua equipa de gala, mudando apenas os dois defesas-laterais e apresentando Markovic na frente, no apoio a um Bas Dost desta vez mais apagado e distante da equipa. O Vitória, com três homens declaradamente na frente – Soares, Marega e Hernâni – ainda ameaçou num passe longo para as costas da defesa leonina que o malinês não conseguiu captar em condições, mas depois desse lance os leões passaram a mandar no jogo. Gelson voltou a mostrar o futebol que o levou à convocatória para a seleção nacional e numa arrancada pelo corredor central inventou o primeiro golo: passou por vários adversários e chutou para uma defesa incompleta de Douglas, tendo Markovic sido o mais rápido a chegar para a recarga. O facto de ter perdido o capitão, Adrien, pouco depois, com uma lesão muscular, poderia ter afetado o rendimento leonino, mas não foi pela presença de Elias que a equipa fraquejou, pois o brasileiro até entrou bem na manobra geral. Coates ainda fez o segundo golo antes do intervalo, na sequência de um canto de Ruiz e o Sporting parecia rumar tranquilamente a mais três pontos. Até pela facilidade com que criava – e perdia – lances de golo. Isso viu-se, por exemplo, no arranque da segunda parte. Elias, em boa posição, chutou ao lado, aos 46’, tendo Douglas tirado o terceiro a Markovic um minuto depois, quando o sérvio lhe surgiu isolado pela frente em mais um belo lance de Gelson. O guarda-redes vimaranense, que já não tinha ficado isento de culpas no golo de Coates, tentava redimir-se, mas acabou por voltar ao lado errado da partida, deixando escapar para as redes um remate de Elias que queria enviar pela linha de fundo. Com 0-3, a 19 minutos do fim, o jogo parecia ter acabado. Mas não. Um penalti escusado de William sobre Hernâni, convertido por Marega aos 74’, podia ser um incidente meramente folclórico, não tivesse o mesmo Marega feito o 2-3 logo um minuto depois, surgindo entre Coates e Schelloto na sequência de um cruzamento da direita. De repente, o jogo reabria. O Vitória voltava a acreditar, puxado de forma entusiasta pelo seu público. E chegou mesmo ao empate num dos muitos livres de que beneficiou nessa ponta final: cobrança de Rafinha e cabeça de Soares, ao segundo poste, nas costas de Schelloto. O golo premiava 15 minutos finais com muito coração da equipa de Pedro Martins, mas acabava por ser bem mais o reflexo das dificuldades defensivas que este Sporting vem enfrentando: desde Madrid, em cinco jogos, o Sporting sofreu dez golos. Começa a ser uma tendência.
2016-10-01
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Último Passe

A adoção do 4x4x2, com Depoitre à frente de André Silva, os médios-ala a saírem muito da faixa em busca do espaço interior e o recurso intensivo aos defesas laterais para darem largura ao ataque foi a surpresa reservada por Nuno Espírito Santo para o regresso do FC Porto à competição após a derrota no clássico de Alvalade. A jogar assim, mesmo não exercendo nunca um domínio asfixiante sobre o V. Guimarães, o FC Porto saiu do Dragão com uma vitória indiscutível, por 3-0, sobre uma equipa que vai bater-se pelas posições europeias. Alteração caucionada, portanto, apenas com uma reserva: terá a equipa portista plantel para mudar o seu sistema? Não parece fácil.O próprio Pedro Martins, treinador vimaranense, reconheceu no final da partida que tinha sido surpreendido pelo onde inicial do FC Porto. Com Depoitre a fazer de referência na frente, André Silva ganhou liberdade para estar mais em jogo do que no 4x3x3 sem que com isso a equipa perdesse presença na área. Além disso, o jogo mais interior de Otávio, Oliver e André André, abrindo os corredores laterais a Layun e Alex Telles, levava a que em cada situação de cruzamento ou de tabela a equipa portista tivesse sempre mais gente em potencial situação de finalização, o que terá contribuído para um rácio superior de situações de golo por volume de jogo criado. É verdade que o primeiro golo nasceu de um canto – mais um de bola parada, sinal de que a equipa está a trabalhar bem este tipo de lances – mas antes do golo de Marcano já Depoitre e André Silva tinham estado perto de inaugurar o marcador. E isto num jogo que até estava dividido em termos de estatísticas, com o 4x2x3x1 do V. Guimarães a assegurar ao seu setor mais recuado a capacidade de parar para respirar.Se o 1-0 ao intervalo ainda dava aos minhotos a possibilidade de voltarem para o segundo tempo em condições de discutir o resultado, a forma como o FC Porto chegou ao 2-0, logo a seguir ao intervalo, encerrou o jogo. É verdade que os dois golos portistas no segundo tempo nasceram de lances algo afortunados. Otávio beneficiou de um ressalto em Oliver para fazer o 2-0, enganando o guardião Doulgas. E o 3-0 saiu de um autogolo algo pateta de João Aurélio, incapaz de afastar um cruzamento de Layun para outro locar que não o fundo da baliza. De qualquer modo, em ambos os casos a chave do sucesso portista esteve na acumulação de gente na frente. A julgar pelo que se viu no relvado, este sistema tem pernas para andar, nascendo as maiores dúvidas da profundidade do plantel para preencher condignamente as duas posições no centro do ataque.É certo que além de Depoitre e André Silva ainda há Brahimi (que, mais do que poder jogar ali, tem visto muita gente nos últimos dois anos reclamar que ele deve jogar ali), Adrian López e que o próprio Diogo Jota, que era jogador de corredor lateral no Paços de Ferreira, foi chamado a jogar pelo meio quando entrou. Ainda assim, o que me parece é que este plantel foi construído a pensar no 4x3x3. E que se o 4x4x2 passar a Plano A, vai precisar de retoques em Janeiro. Resta saber se daqui até lá o nome de Aboubakar não será lembrado pelas piores razões.
2016-09-11
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Último Passe

Um golo de Jardel, a corresponder de cabeça a um livre muito bem batido por Gaitán, mesmo no início da segunda parte, permitiu ao Benfica vencer o V. Guimarães, por 1-0, e assegurar que, graças à quarta vitória seguida pela margem mínima, continuará isolado na frente da Liga, seja qual for o resultado que o Sporting fizer frente ao FC Porto no Dragão. A equipa de Rui Vitória voltou a sentir dificuldades para somar os três pontos, porque a falta de criatividade e de intensidade raramente lhe permitiu entrar na muito povoada organização defensiva dos minhotos, mas acabou por superar mais uma barreira, a antepenúltima, a caminho do tão desejado tricampeonato. E ficou a dever os três pontos a dois lances em que André Almeida, primeiro, e Ederson, depois, tiraram o empate a Hurtado. Sérgio Conceição entrou na Luz com três defesas centrais, num 5x4x1 que soltava apenas Henrique Dourado na frente, com Hurtado num lado e Cafu no outro, mas a sua principal preocupação era a de manter bem preenchido o corredor central à frente da área, de forma a não permitir liberdade de ação a Jonas. O Benfica ressentiu-se disso e, com Pizzi claramente a perder gás, confirmando uma tendência das últimas semanas, não conseguia criar desequilíbrios. Ia rematando, mas sempre sem grande perigo, a ponto de a primeira defesa do jogo ter sido feita por Ederson, aos 34’: o guardião benfiquista opôs-se a um remate seco, feito de fora da área por Henrique Dourado. Mesmo tendo mais volume de jogo e iniciativa, em toda a primeira parte só por uma vez o Benfica criou um lance de verdadeiro perigo, quando Lindelof chegou a um livre de Gaitán e o amorteceu para um remate que, mesmo em boa posição, Mitroglou dirigiu mal, para fora. Era um anúncio do que estava para vir. Logo a abrir a segunda parte, em novo livre de Gaitán, Jardel foi mais rápido que Pedro Henrique e cabeceou para golo. O jogo entrou nessa altura numa espécie de limbo, porque Sérgio Conceição – expulso na primeira parte, por protestos – não desmontou a sua organização e, por isso, o Vitória demorou a reagir. Otávio soltou-se um pouco mais nos lances de ataque, mas foi Hurtado quem perdeu as melhores situações de golo que se viram até final. Aos 67’, beneficiando de uma perda de bola de Jardel, viu André Almeida tirar-lhe o empate sobre a linha no remate e depois na recarga, já sem guarda-redes. E aos 77’, após boa abertura de Otávio, foi batido por uma saída providencial de Ederson, muito rápido a fazer a mancha. O Vitória chamou reforços para o ataque, mas quem se viu mais depois de sair do banco até foi Jiménez, que substituiu Mitroglou e também esteve à beira do golo, sobretudo quando acertou em cheio na barra da baliza de Miguel Silva (aos 84’). Avisado, Rui Vitória tentou fechar o jogo com a entrada de Samaris para o lugar do explosivo mas defensivamente menos consistente Renato Sanches. Conseguiu assim que a partida acabasse no 1-0 que agora lhe permitirá ver descansado como o Sporting se sai da difícil visita ao Dragão. O pior que pode acontecer-lhe é entrar na penúltima jornada, nos Barreiros, com dois pontos de avanço, numa partida onde ainda poderá contar com André Almeida: o lateral estaria excluído, por ter visto o quinto amarelo da Liga, mas já em período de compensação acabou por ser expulso, o que fará com que continue “à bica” na Liga e falhe antes a partida contra o Sp. Braga na meia-final da Taça da Liga.
2016-04-29
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Ao empatar a zero em Guimarães, com o Vitória, o Sporting fez a sétima partida da época sem marcar golos, quarta na Liga. Ao todo, no campeonato, os leões já ficaram em branco contra Boavista (0-0), U. Madeira (0-1), Rio Ave (0-0) e agora V. Guimarães (0-0), desafios aos quais há a somar ainda os zeros contra o Skenderbeu (0-3, na Liga Europa), Leverkusen (0-1, na Liga Europa) e Portimonense (0-2, na Taça da Liga).   Em todas as equipas da Liga, só duas têm menos jogos a zero do que o Sporting: o FC Porto, que não marcou em três das 24 jornadas, e o Rio Ave, que só ficou em branco duas vezes. O Benfica soma os mesmos quatro zeros do Sporting, sendo o U. Madeira (13 zeros) e o Boavista (14) as que mais vezes deixaram de fazer pelo menos um golo.   O Sporting já duplicou esta época o total de zeros no ataque que tinha tido na Liga anterior, na qual só não marcou golos nas derrotas em Guimarães (3-0) com o Vitória e no Dragão (3-0) com o FC Porto. Em 2013/14, época de Leonardo Jardim, chegou ao fim do campeonato com cinco zeros ofensivos: 0-0 com o Nacional em casa, 0-0 no Estoril, 0-0 com a Académica em Alvalade, 0-2 com o Benfica na Luz e 0-1 com o Estoril em Alvalade.   Em contrapartida, os leões estão a ter um excelente desempenho defensivo, pois vão na quarta jornada seguida sem sofrer golos: 0-0 com o Rio Ave, 4-0 ao Nacional, 2-0 ao Boavista e 0-0 com o V. Guimarães. São 392 minutos seguidos sem que Rui Patrício tenha de ir buscar a bola ao fundo das redes, o que o deixa a um jogo e 146 minutos da sua melhor série na corrente Liga, que são os 538 minutos seguidos sem sofrer golos, entre o tento de Josué (5-1 ao V. Guimarães) e o de Rafael Martins (3-1 ao Moreirense, a 13 de Dezembro). Pelo meio, o Sporting ganhou ao Benfica (3-0), ao Estoril (1-0), ao Arouca (1-0), ao Belenenses (1-0) e ao Marítimo (1-0).   Ao todo, os leões têm 13 jogos sem sofrer golos nesta Liga, o que já é um a mais do que em toda a Liga anterior, que terminaram com 12 balizas invioladas (em 34 jornadas). Estão a duas partidas com um zero nas redes de Rui Patrício de igualar os 15 zeros em 30 jornadas de 2013/14. E são a equipa que mais vezes deixou os adversários a zero na competição, acima dos 12 zeros da defesa do Sp. Braga e dos onze da defesa do Benfica.   Não espanta, por isso, que o Sporting tenha a defesa menos batida da Liga, com 14 golos sofridos, contra os 17 do Benfica. Os leões têm menos cinco golos sofridos do que à 24 ª jornada da época passada, mas estão ainda assim pior o que as melhores defesas desse campeonato, pois por esta altura o FC Porto tinha sofrido apenas dez golos e o Benfica onze. A defesa do Sporting está a repetir a performance de 2013/14, quando chegou à 24ª jornada com os mesmos 17 golos sofridos.   Diferentes são as contas dos pontos. Apesar de ter deixado dois pontos em Guimarães, o Sporting chega à 24ª jornada na liderança, com 59 pontos, mais nove do que há um ano, quando tinha 50, e mais cinco do que há dois anos. O Sporting tem, ainda assim, menos três pontos do que o líder da época passada, que era o Benfica de Jesus, com 62 pontos. Aliás, não se vê um campeão em Portugal com menos pontos à 24ª jornada desde 2011/12, quando o FC Porto de Vítor Pereira venceu a Liga e tinha apenas 57 pontos por esta altura.   Ainda assim, este continua a ser o melhor Sporting à 24ª jornada desde que a vitória passou a valer três pontos, superando os 55 pontos que tinha a equipa de Fernando Santos em 2003/04 e os 54 da formação de Leonardo Jardim em 2013/14. Mesmo as equipas que entretanto foram campeãs não estavam tão bem: em 2001/02, com Bölöni, o Sporting somava 53 pontos à 24ª jornada e em 1999/00, com Inácio, estava nos 52. Para se encontrar um Sporting mais forte, adaptando as regras de pontuação antigas às atuais, é preciso ir até 1979/80, quando os leões chegaram à 24ª jornada com 41 pontos que, com a vitória a três pontos, equivaleriam a 60.   O Sporting somou ainda o segundo jogo consecutivo sem ganhar, o que lhe aconteceu pela quinta vez esta época. Nas quatro anteriores reagiu sempre à terceira partida. Ganhou à Académica (3-1) depois de empatar com o Paços de Ferreira (1-1) e de perder com o CSKA (1-3); ganhou ao V. Guimarães (5-1) depois de empatar com Boavista (0-0) e Besiktas (1-1); ganhou ao Paços de Ferreira (3-1) após perder com Sp. Braga (3-4) e U. Madeira (0-1); e voltou a vencer o Paços de Ferreira (3-1) depois de empatar com o Tondela (2-2) e perder com o Portimonense. Agora, na sequência da derrota com o Leverkusen (1-3) e do empate em Guimarães com o Vitória, terá pela frente o Benfica.   O V. Guimarães, em contrapartida, vai em nove jogos seguidos sem perder, depois de ter sido batido em casa pelo Benfica, por 1-0, a 2 de Janeiro. Os últimos quatro foram empates (1-1 em Tondela, 2-2 em casa com o V. Setúbal, 3-3 em Braga e agora 0-0 com o Sporting), mas antes o Vitória tinha ganho ao U. Madeira (3-1), empatado com o Belenenses (3-3), batido o FC Porto (1-0), empatado com o Arouca (2-2) e vencido o Moreirense (4-3). Com estes nove jogos, Sérgio Conceição superou a melhor série dos anos de Rui Vitória à frente do clube, que foram os oito jogos seguidos sem perder entre Dezembro de 2012 e Fevereiro de 2013. Para se encontrar melhor no historial dos minhotos é preciso recuar ao período entre Janeiro e Outubro de 2007, quando estiveram 22 jogos sem conhecer a derrota (ainda que os primeiros 14 correspondessem à II Liga).
2016-03-01
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O Sporting vai entrar no dérbi de sábado, contra o Benfica, em primeiro lugar da Liga, como realçava William Carvalho aos adeptos no final do empate com o Vitória em Guimarães (0-0), mas viu a vantagem sobre o principal rival reduzida para apenas um ponto, pois minutos antes os encarnados venceram com naturalidade o U. Madeira por 2-0 na Luz. Aquece o dérbi, fruto de mais uma clara demonstração de que o Benfica é uma equipa de golo fácil – marcou no primeiro remate que fez e tornou desde logo o jogo mais simples – e de uma noite perfeita de Miguel Silva, o guarda-redes do Vitória, que tirou dois golos cantados a Ruiz e outro a Slimani. Tudo a contribuir para que no dérbi de sábado o empate não sirva a ninguém. Com o dérbi no pensamento, Rui Vitória pôde optar por deixar de fora André Almeida e Renato Sanches, dois dos três jogadores que estavam à beira da suspensão, arriscando apenas Jardel. Em Guimarães, Jorge Jesus fez ao contrário: entrou com os jogadores que estavam tapados, perdeu mesmo Ruben Semedo, que viu o quinto amarelo na Liga, mas antes do final do jogo acabou por retirar de campo Slimani, claramente a meter menos de si próprio em cada bola dividida por receio de um incidente que o retirasse do dérbi. Jesus não o fez para o poupar, no entanto. Fê-lo para tentar ganhar o jogo, mesmo que por essa altura o Vitória já estivesse com um homem a menos, por expulsão de Josué. Entrou Barcos, com antes tinham entrado Téo Guitièrrez e Aquilani, todos com a mesma ideia. Quanto aos jogos, o Benfica acabou por navegar com tranquilidade até um 2-0 nascido de mais dois golos de Jonas, um em cada parte. Podia ter marcado mais, mas parece que nunca teve de se esforçar verdadeiramente por isso, tanta foi a superioridade que demonstrou num desafio sem grande história. Em Guimarães, Rui Patrício até foi o primeiro guarda-redes a ter de se empenhar, para deter um remate cruzado de Licá. Mas daí até final foi sempre o Sporting a ter as melhores ocasiões para marcar, vendo Miguel Silva assinar um punhado de manchas de grande qualidade, a impedir Slimani e Ruiz – este por pelo menos duas vezes – de fazer o golo que permitiria aos leões manter o avanço na entrada para o dérbi. Certo é que, com os resultados de hoje, o dérbi de sábado passou a ter ainda outro interessado: o FC Porto. Já a quatro pontos da liderança, os dragões podem beneficiar do que vier a suceder em Alvalade para reentrarem de forma direta na luta pelo título, até por ainda receberem o Sporting em casa, na antepenúltima jornada da competição. E, mesmo que desvalorize o facto de ter agora um só ponto de avanço, lembrando que quem está atrás é que tem de se preocupar, Jesus sabe que, ao contrário do que fez no jogo do título da época passada, tem de entrar no dérbi para ganhar, tão complicado se lhe apresenta o calendário na ponta final.
2016-02-29
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Ainda faço parte de uma geração que passou boa parte da infância e da adolescência a correr atrás de uma bola, a ler sobre bola, a ver bola, a discutir bola. As mães e as avós, que não nos compreendiam, nem a nós nem aos nossos pais, diziam que éramos “doentes da bola”. Ouvi essa expressão com alguma frequência. Hoje, os doentes da bola deram lugar a outro tipo de doentes. São os doentes da arbitragem, aqueles que não correm atrás de uma bola, não leem sobre bola, não veem bola nem discutem bola. Só discutem penaltis e off-sides, mãos na bola e bolas na mão, intensidades e intenções. O problema é que ou estão a ficar em maioria ou são uma minoria demasiado ruidosa. É sintomático que no fim-de-semana em que o Tondela, último classificado da Liga portuguesa, surpreendeu o Sporting, que é primeiro, com um empate a dois golos no seu próprio estádio não se esteja a debater a audácia de Petit, que jogou com as linhas subidas e soltou dois velocistas em diagonais para a área do leão, ou que depois, no final, fez substituições ofensivas para ir buscar o empate. Argumentarão que não se discute o jogo dos pequenos. OK, discuta-se então a forma como Jesus montou a equipa na segunda parte, com dez, para virar um jogo que estava complicado, chamando outra vez Gelson e prescindindo de William em quebra. Ou como depois deixou que a equipa baixasse o ritmo antes de ter o resultado seguro e não fez atempadamente as trocas que se impunham para o congelar. Não. O que se discute é um penalti de Rui Patrício sobre Nathan Júnior. Para uns é, porque o guarda-redes toca na perna do jogador adversário. Para outros não é, porque também toca na bola, porque antes do choque, o avançado do Tondela deu um chuto na relva e depois festejou o apito do árbitro. É sintomático também que não se discuta a pressão que o Benfica foi capaz de fazer ao Estoril, não o deixando sair do seu meio-campo, ou o jogo nada ambicioso dos estorilistas, que amontoaram homens à saída da sua própria grande área, quase se limitando a dar a bola ao adversário e a convidá-lo a encadear ofensiva sobre ofensiva. Não. O que se discute é se Mitroglou estava fora de jogo no lance do 1-1 e se uma bola que tabelou nas costas de Pizzi entrou ou não na baliza de Kieszek. E não se discute a forma como os jogadores que o V. Guimarães tem na frente foram capazes de manter em respeito o FC Porto, o erro de Casillas no lance que deu a vitória aos minhotos ou a incapacidade do FC Porto para fazer um golo num jogo em que jogou mais pelo meio e menos pelas pontas relativamente à herança de Lopetegui. Não. Discute-se se é admissível que haja notícias nos jornais acerca do interesse do FC Porto no treinador do V. Guimarães e assinalam-se nexos de causalidade do tipo: se Conceição for mesmo para o FC Porto, é porque vendeu o resultado. Como se um dirigente no seu perfeito juízo pudesse contratar um treinador que vende resultados, sabendo que um dia, na Champions ou onde for, também o FC Porto encontrará adversários mais poderosos que ele. O problema são os malucos da arbitragem. Os fanáticos da ilegalidade. Posso dar a minha opinião sobre os lances polémicos – é penalti de Rui Patrício sobre Nathan, porque o guarda-redes do Sporting toca antes no adversário e só depois na bola; há fora-de-jogo de Mitroglou no golo que deu o empate ao Benfica e a bola impelida inadvertidamente por Pizzi entrou na baliza de Kieszek. Nos três lances, contudo, admito que me digam o contrário. O que não admito, porque não é saudável, é que queiram dizer-me o contrário com letra de lei, porque são três lances tão difíceis de analisar, tão no limite, que todas as opiniões são válidas. E porque, continuo convencido disso, no final as contas entre o deve e o haver não vão influenciar assim tanto a tabela classificativa. Tendem mesmo a equilibrar-se entre os três, como acho que estão realmente equilibradas neste momento. E é aí que entram em campo os malucos da arbitragem. Uns fazem-no por carolice, porque são facilmente influenciáveis, outros por dever profissional, porque são pagos para isso. Porque se convencionou que a melhor maneira de um clube ser beneficiado – ou de não ser prejudicado – é convencer a opinião pública que quem está a ser beneficiado é o adversário direto. E aí vale tudo, valem todas as formas de influenciar os observadores. Valem conferências de imprensa, posts no Facebook, tweets no Twitter, longos monólogos em programas de comentadores engajados ou soundbytes em newsletters diárias. Mas, ao contrário do que acontece no campeonato da bola, não me interessa rigorosamente nada saber quem vai à frente neste campeonato, no campeonato da estrutura, da comunicação. Porque posso ser doente mas sou um doente da bola. In Diário de Notícias
2016-01-18
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Bouba Saré, que fez o golo que derrotou o FC Porto em Guimarães, tem queda para marcar aos grandes: na época passada, o seu golo de estreia na Liga tinha sido obtido na vitória (3-0) frente ao Sporting, no Minho. Com este golo, Saré já igualou o total de tentos do último campeonato (dois), com a particularidade de agora os ter feito em jornadas consecutivas, a Arouca e FC Porto. Foi a primeira vez que o marfinense fez golos em dois jogos seguidos desde que é sénior.   - Confirma-se ainda a tendência de Casillas para sofrer sempre pelo menos um golo. O guarda-redes espanhol foi batido em sete das últimas oito partidas na baliza dos dragões. Desde os 4-0 ao U. Madeira, a 2 de Dezembro, só manteve o zero nas redes na visita ao Boavista, ganha pelo FC Porto por um score ainda mais imponente: 5-0. Nos outros dois zeros que se verificaram desde então (1-0 ao Feirense e ao Boavista, na Taça), quem estava na baliza era Helton.   - Em contrapartida, a vitória dos minhotos ficou a dever-se à capacidade invulgar para manterem a baliza inviolada nos jogos em casa. A última vez que tal acontecera tinha sido a 13 de Setembro, na vitória frente ao Tondela (1-0), ainda a equipa era dirigida por Armando Evangelista. Com Sérgio Conceição, o Vitória só tinha mantido o zero nas suas redes por duas vezes, ambas fora de casa: 1-0 em Paços de Ferreira e no Estoril.   - Aboubakar foi expulso pela primeira vez desde que chegou à Europa, em 2010, para jogar no Valenciennes. No FC Porto, tinha visto cinco amarelos em 47 jogos, mas viu dois na mesma partida frente ao V. Guimarães.   - Foi a segunda expulsão de um jogador do FC Porto em partidas consecutivas, depois de Imbula ter visto o vermelho no jogo da Taça de Portugal frente ao Boavista. Os dragões só tinham tido um jogador expulso no resto da época, que foi Osvaldo na vitória (4-0) sobre o U. Madeira. Na época passada tinham tido dois expulsos no mesmo jogo (Reyes e Evandro contra o Sp. Braga, na meia-final da Taça da Liga), mas para se encontrar dois expulsos em jogos consecutivos é preciso recuar até 2008, quando Lucho González foi expulso no último minuto da vitória em Kiev (2-1), a 5 de Novembro, e depois Pedro Emanuel e Hulk viram o vermelho na eliminatória da Taça de Portugal ganha nos penaltis ao Sporting, (1-1 no prolongamento), no dia 9.   - Ao perder em Guimarães, o FC Porto chega à 18ª jornada com 40 pontos, mantendo-se a par do que fez na época passada, na qual também entrou a perder na segunda volta (1-0 com o Marítimo, nos Barreiros) e somava 40 pontos. Se na altura o líder, que era o Benfica, estava a seis pontos de distância, agora o Sporting está a cinco. A diferença é que agora há mais uma equipa metida na luta (o Benfica, que é segundo).   - Há exatamente 30 anos que a equipa portista não ganha um campeonato saindo do terceiro lugar à 18ª jornada. A última vez que tal aconteceu foi em 1985/86 e numa Liga de apenas 30 jornadas, mas nessa altura a equipa de Artur Jorge era terceira a apenas dois pontos do Benfica (que seriam três com a vitória a três pontos) e a um do Sporting (também um, com vitória a três pontos). No fim da época, o FC Porto foi campeão com mais dois pontos que o Benfica e mais três que o Sporting.   - Rui Barros ter-se-á despedido da tarefa de treinador principal do FC Porto com a primeira derrota em todos os jogos em que foi máximo responsável, tanto agora como em 2006, quando assegurou o interinato entre Co Adriaanse e Jesualdo Ferreira. O golo de Saré foi ainda o primeiro golo que uma equipa de Rui Barros sofreu em quatro jogos oficiais: um em 2006 e três agora.
2016-01-18
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Último Passe

Oitenta e seis minutos não chegaram ao FC Porto para, mesmo com mais iniciativa, anular os efeitos do golo madrugador de Bouba Saré com que o V. Guimarães o bateu no Minho, atrasando-o na corrida pelo título face a Sporting e Benfica. O resultado fez-se de um início muito desconcentrado dos dragões, mas também da qualidade que o Vitória revelou. Tanto na frente como atrás. E veio mostrar mais duas coisas. Que, esgotados os efeitos da chicotada, o FC Porto já deveria ter definido a situação do treinador e que, como é evidente, nem Sérgio Conceição se vende nem os dragões poderiam alguma vez apostar num treinador que se vendesse. Primeiro, o jogo. Com o FC Porto a entrar adormecido atrás, expondo-se às diatribes de quatro homens que aliam explosão e agressividade – jogadores à Sérgio Conceição, portanto. Boyd, que se estreava na Liga, quase inaugurou o marcador perante a apatia dos centrais portistas, logo no primeiro minuto, e Bouba Saré fê-lo mesmo aos 4’, a aproveitar uma abordagem inexplicável de Casillas a um remate que lhe pingou sobre a baliza. Em vez de agarrar ou de sacudir para fora, o internacional espanhol amorteceu a bola para a frente, onde o marfinense a recolheu para marcar. Faltava muito jogo para o Vitória poder celebrar desde logo a conquista dos três pontos, porém. E o FC Porto foi entrando na partida aos poucos. Nunca asfixiou o Vitória, porque os vimaranenses conseguiam sempre aproveitar a qualidade na frente para sair a jogar e dar tempo às linhas recuadas para respirar, mas foi alternando jogo exterior com muitas tentativas de combinação por dentro e criou, mesmo assim, ocasiões para poder chegar, pelo menos, ao empate. Faltou aí ao FC Porto mais acerto na finalização de Brahimi, Corona, Aboubakar ou André André, todos eles protagonistas de lances em boa situação. Rui Barros mostrou mais diferenças em relação a Lopetegui. Primeiro, porque a equipa voltou a procurar mais o corredor central para penetrar, muitas vezes em tentativas de tabela que não se lhe viam até há pouco tempo, quando procurava sempre construir por fora. Depois, porque a 17 minutos do final não hesitou em juntar os dois pontas-de-lança disponíveis, trocando Herrera por André Silva e mantendo Aboubakar em campo. Antes, Barros já tinha chamado ao jogo Varela, uma espécie de proscrito para o basco, que voltou a entrar bem e a marcar pontos para continuar no grupo. Respondeu Sérgio Conceição com o reforço progressivo das linhas mais atrasadas: primeiro trocando Boyd por Phete; depois, já perto do fim, chamando ao jogo João Afonso, um terceiro defesa-central, em vez de Saré. Chegou para manter o FC Porto a zeros e para o treinador do V. Guimarães poder, no fim, bater no peito e bradar justificadamente por injustiça dos que suspeitavam da sua honorabilidade. Era tão evidente que Sérgio Conceição não ia facilitar – até porque, se alguma vez quer ser treinador do FC Porto, sabe que nunca lá chegaria se se vendesse – como que o FC Porto precisa de definir o que vai fazer com alguma urgência. Quando viu Lopetegui sair, a equipa soltou-se. Rui Barros foi capaz de tornar as coisas simples no primeiro jogo com o Boavista. Mas se há algo que se sabe é que um interino vai perdendo legitimidade à medida que o seu interinato se prolonga. Ou se aposta nele de forma conclusiva ou chega quem o substitua. Nas voltas da decisão, o FC Porto lá deixou mais três pontos, que farão falta a quem há-de vir.
2016-01-17
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Stats

O V. Guimarães não ganhou nenhum dos três últimos jogos que fez em sua casa, fator através do qual se justifica a incapacidade de a equipa confirmar plenamente os indícios de retoma após a entrada de Sérgio Conceição para o comando técnico: os vimaranenses perderam por 4-3 com o Marítimo, por 1-0 com o Benfica e empataram a duas bolas com o Arouca, já não conseguindo acabar um jogo sem sofrer golos no D. Afonso Henriques desde que ganharam por 1-0 ao Tondela, a 13 de Setembro. Há quatro meses, portanto. O FC Porto, em contrapartida, vem de duas saídas consecutivas a ganhar e sem sofrer golos: ambas no Bessa, frente ao Boavista, com 5-0 na Liga e 1-0 na Taça de Portugal. Não é uma série excelente, sobretudo porque se seguiu à derrota por 2-0 com o Sporting em Alvalade, mas também porque esta época os dragões já ganharam cinco deslocações consecutivas: Varzim (2-0), Maccabi (3-1), Angrense (2-0), Tondela (1-0) e U. Madeira (4-0). Essa série de vitórias foi na altura interrompida na deslocação a Londres, onde os portistas acabaram batidos pelo Chelsea (2-0).   - Herrera marcou nas últimas duas partidas do FC Porto na Liga: adiantou os dragões face ao Rio Ave, no jogo que acabou empatado a um golo, e abriu o ativo na goleada frente ao Boavista (5-0). É a segunda vez que o mexicano marca em duas jornadas consecutivas, pois já tinha estado entre os goleadores na vitória frente ao Rio Ave (3-0) e na derrota contra o Olhanense (1-2), em Abril e Maio de 2014. Na altura ficou em branco ao terceiro jogo, os 2-1 em casa contra o Benfica.   - Sérgio Conceição, o técnico do V. Guimarães, de quem se disse que podia ser hipótese para suceder a Julen Lopetegui no comando do FC Porto, foi jogador portista e, como treinador, já defrontou os dragões por sete vezes, tendo ganho apenas uma: 1-0 no Académica-FC Porto, em 2013/14. Obteve ainda um empate (1-1 com o Sp. Braga, na última Taça da Liga) e perdeu as outras cinco partidas, duas delas em casa.   - Rui Barros, o treinador aparentemente interino do FC Porto, continua com o registo 100 por cento vitorioso nas duas passagens pelo comando da equipa. Em jogos oficiais, não sofreu sequer um golo, tendo ganho por 3-0 ao V. Setúbal na Supertaça de 2006 e agora por 5-0 e 1-0 ao Boavista, em jogos da Liga e da Taça de Portugal.   - Sérgio Conceição e Rui Barros jogaram duas épocas juntos no FC Porto, entre as saídas de um e do outro para o estrangeiro. A última partida em que ambos marcaram presença simultânea correu mal aos dragões: foi a 2 de Maio de 1998, quando os portistas saíram derrotados da Luz por 3-0, frente ao Benfica. O FC Porto acabou por se sagrar tetra-campeão nessa época.   - Bruno Gaspar, lateral do V. Guimarães, estreou-se na Liga a jogar contra o FC Porto, lançado por Rui Vitória a 14 de Setembro de 2014, num empate a uma bola no Minho. - Do outro lado, o avançado Aboubakar tem várias recordações do V. Guimarães, pois foi no D. Afonso Henriques que se estreou na Liga portuguesa. O resultado não foi famoso, pois o FC Porto empatou esse jogo a uma bola, a 14 de Setembro de 2014. O camaronês, ainda assim, só jogou um minuto nessa tarde. E só voltou a defrontar o V. Guimarães na jornada de abertura da atual Liga, obtendo nessa noite o seu primeiro bis pla equipa portista, que ajudou a vencer por 3-0.   - O FC Porto não venceu nenhuma das duas últimas visitas a Guimarães: empatou a duas bolas em Março de 2014, num jogo que ditou a demissão de Paulo Fonseca, e a um golo em Setembro desse mesmo ano. A última vitória portista no D. Afonso Henriques aconteceu em Novembro de 2013, para a Taça de Portugal, por 2-0, com golos de Jackson Martínez e Fernando.   - O Vitória não ganha ao FC Porto desde Outubro de 2004, quando eliminou os dragões da Taça de Portugal com uma vitória por 2-1, graças a um bis de Nuno Assis, a que respondeu Derlei. Para a Liga, os minhotos não vencem desde Dezembro de 2001, quando golos de Marco e Nuno Assis lhes deram uma vitória por 2-0.   - O V. Guimarães nunca ganhou nem perdeu jogos com Manuel Oliveira a apitar: empatou as quatro partidas que fez com este árbitro, que foram duas receções ao P. Ferreira e à Académica e as visitas ao Nacional e à mesma Académica. O FC Porto também empatou um jogo em dois com Manuel Oliveira (1-1 com o Nacional na Choupana), mas ganhou o outro, na ocasião uma receção ao V. Setúbal (4-0).
2016-01-16
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As três equipas que ainda não tinham tido penaltis a seu favor na Liga tiveram todas um nesta jornada: o U. Madeira converteu o seu na baliza da Académica, o Nacional fez o mesmo contra o Arouca, mas o Rio Ave falhou o seu primeiro penalti do campeonato, contra o Tondela. A partir de agora, já todas as equipas tiveram pelo menos um penalti a favor, sendo que ainda há duas sem qualquer grande penalidade contra: V. Guimarães e Benfica.   - Ainda acerca de penaltis, Bruno Moreira fez, de grande penalidade, o primeiro golo do Paços de Ferreira no empate a duas bolas frente ao Belenenses. Foi o sétimo penalti desta Liga a favor dos pacenses, que desta forma igualaram o Sporting na condição de equipa com mais remates dos onze metros a seu favor na competição. Aliás, o Paços de Ferreira vai com três jornadas seguidas a ter pelo menos um penalti a seu favor.   - Ao vencer o U. Madeira por 3-1, a Académica obteve a segunda vitória consecutiva em casa, pois já tinha ganho ao Belenenses por 4-3 na 13ª jornada. A última vez que a Académica tinha ganho duas vezes seguidas em casa tinha sido em Janeiro de 2014, quando bateu consecutivamente o P. Ferreira (4-2) e o Gil Vicente (1-0). João Real e Ivanildo, que fizeram golos na sequência presente, também já os tinham feito na de 2014.   - Fernando Alexandre, em contrapartida, marcou nos dois últimos jogos da Académica em Coimbra: fez o quarto nos 4-3 ao Belenenses e o segundo nos 3-1 ao U. Madeira.   - O central Paulo Monteiro fez o primeiro golo na Liga, na transformação de um penalti (o tal que foi o primeiro da equipa de Norton de Matos no campeonato). Mas já foi o seu quarto golo desta época, pois tinha obtido um hat-trick no jogo da Taça de Portugal contra o Sertanense, que o U. Madeira venceu por 5-1. Todos os seus golos foram de penalti.   - O Moreirense ganhou pela primeira vez na história no terreno do Boavista e fê-lo logo por 3-0. Foi a terceira vitória consecutiva dos cónegos em todas as competições, depois de terem ganho ao Nacional (2-0, para a Liga) e ao Oriental (4-2, para a Taça da Liga), algo que a equipa não conseguia desde Agosto de 2013, quando ainda estava na II Liga e venceu sucessivamente Ac. Viseu, Sp. Covilhã e Chaves.   - Rafael Martins, do Moreirense, vai com quatro jogos seguidos sempre a marcar golos: fez o golo ao Sporting na derrota por 3-1 em Alvalade, depois bisou nos 2-0 ao Nacional e nos 4-2 ao Oriental e agora fez o segundo nos 3-0 ao Boavista. Melhorou a sua melhor sequência desta época, que era de três jogos sempre a marcar (Tondela, Aves e V. Setúbal) e igualou a melhor desde que está em Portugal, quando festejou sucessivamente contra Nacional, Académica, Benfica e Olhanense, em Abril e Maio de 2014. Esta sequência, porém, tem uma particularidade: é que pelo meio o brasileiro não jogou frente ao Sp. Braga.   - Os 3-0 encaixados contra o Moreirense representam a derrota mais alargada do Boavista em casa desde uns 4-1 que sofreram do Vizela, em Março de 2014, no Campeonato Nacional de Seniores. Na I Liga, o Boavista não perdia em casa por três ou mais golos desde Outubro de 2006, quando o Nacional ali venceu por 4-0.   - Ao empatar com o Arouca, em casa (2-2), o Nacional somou o sexto jogo seguido sem vitória, contando todas as competições. A equipa de Manuel Machado iguala assim a série negra de Março e Abril do ano passado, quando somou três empates e três derrotas contra Sporting (duas vezes), Benfica, FC Porto, Académica e Rio Ave. Desta vez, após a vitória contra o Marítimo (3-1, em finais de Novembro), também tem três empates e três derrotas, ante FC Porto, Benfica, Estoril, Aves, Moreirense e Arouca.   - O empate na Choupana confirma que o Arouca gosta mesmo de dividir os pontos: foi o oitavo em 15 jornadas para a equipa orientada por Lito Vidigal. Na últimas cinco jornadas, porém, os jogos dos arouquenses têm descoberto os golos, pois em todas elas se verificou que ambas as equipas marcaram.   - Zequinha, que fez o primeiro golo do Arouca na Choupana, ainda não tinha marcado esta época. O seu último golo na Liga já tinha sido na Madeira, a 6 de Abril de 2015, e também tinha valido um empate, mas ao V. Setúbal (que representava nessa altura) num jogo frente ao Marítimo.   - O empate frente ao Estoril valeu mais uma expulsão ao Marítimo. Desta vez foi Ruben Ferreira, a ver o segundo amarelo já em período de compensações. Foi a 12ª expulsão dos verde-rubros em 15 jornadas da Liga, o que transforma este parcial no total de expulsões mais elevado da história do Marítimo na I Liga. E ainda falta mais de meio campeonato.   - Leo Bonatini fez o golo que valeu ao Estoril o empate nos Barreiros contra o Marítimo. O avançado brasileiro marcou os últimos quatro golos dos canarinhos, todos os que a equipa fez desde o início de Dezembro. O último além dele a marcar um golo pelo Estoril foi Dieguinho, na vitória por 1-0 frente ao Caldas, na Taça de Portugal, a 22 de Novembro. Na Liga, então, ninguém a não ser Bonatini faz um golo pelo Estoril desde que Afonso Taira obteve o tento do empate (2-2) frente ao Rio Ave, a 24 de Outubro.   - O empate significou para o Estoril a continuação da série negra de jogos sem vitórias na Liga. São já nove, desde a vitória sobre o U. Madeira (2-1) em casa, a 27 de Setembro. O Estoril igualou assim a pior série da época passada, que foi de precisamente nove jogos da Liga sem ganhar entre um 1-0 ao Arouca (a 25 de Janeiro) e um 1-0 ao Paços de Ferreira (a 13 de Abril). Pelo caminho, José Couceiro saiu e cedeu o lugar a Fabiano Soares, o atual treinador.   - O golo de Suk ao Sp. Braga significa que esta já é a época mais produtiva do coreano do V. Setúbal. Ao todo, contabilizando todas as competições, Suk soma já onze concretizações (nove na Liga e duas na Taça de Portugal), batendo os seus próprios registos de 2014/15 quando, entre Nacional e V. Setúbal, acabou a temporada com dez (seis na Liga, três na Taça de Portugal e um na Taça da Liga).   - O bracarense Marcelo Goiano, que garantiu o empate do Sp. Braga em Setúbal, fez o seu primeiro golo na Liga. Já tinha marcado pelo Sp. Braga, mas sempre na Taça de Portugal: ao Alcains na época passada e ao Sporting esta época. Antes disso, pelo Feirense, também tinha um golo pelo Feirense, mas ao Fafe, também na Taça de Portugal.   - Carlos Martins voltou a ser expulso, no empate do Belenenses em Paços de Ferreira, o que já não lhe acontecia desde 8 de Fevereiro do ano passado, quando o Belenenses perdeu em Guimarães, por 1-0. Foi a terceira expulsão do médio desde que regressou de Espanha, para jogar no Benfica, e em nenhum desses jogos a sua equipa ganhou.   - Ukra falhou o primeiro penalti do Rio Ave nesta Liga e o primeiro de que os vila-condenses beneficiam desde 21 de Março. Nessa altura, o mesmo Ukra fez golo ao Benfica, contribuindo para uma vitória por 2-1 dos verde-e-brancos.        
2016-01-04
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Renato Sanches fez o segundo golo da época e o primeiro decisivo, garantindo a vitória do Benfica frente ao V. Guimarães por 1-0. Os encarnados não ganhavam um jogo na Liga graças a um golo de um jogador ainda júnior desde 7 de Março de 2004, quando bateram fora o Gil Vicente por 2-1 graças a um golo de Manuel Fernandes, a 12’ do fim. - Esta época, o Benfica já tinha ganho um jogo graças a um golo de um miúdo de 18 anos, mas fê-lo na Liga dos Campeões, em Setembro: foi o 2-1 em Madrid, frente ao Atlético, graças a um golo de Gonçalo Guedes.   - O golo de Renato foi ainda o primeiro do Benfica na Liga sem participação direta de Jonas desde a vitória em Setúbal, por 4-2, a 12 de Dezembro. Nesse jogo, o brasileiro não participou no quarto golo encarnado, marcado na própria baliza por Ricardo depois de um remate de Mitroglou ao poste.   - A vitória em Guimarães foi a terceira seguida do Benfica, depois dos sucessos contra o Rio Ave e o Nacional (este na Taça da Liga). Os encarnados igualaram assim as três melhores séries da época, todas compostas por três vitórias consecutivas. Nas três primeiras, caíram ao quarto jogo, contra o FC Porto (0-1), o Galatasaray (1-2) e o Sporting (1-2).   - Foi, além disso, o oitavo jogo seguido do Benfica sem perder na Liga, numa série que começou após a derrota contra o Sporting, na Luz, a 25 de Outubro. Desses oito jogos, os encarnados saíram sete vezes vencedores, empatando apenas frente ao U. Madeira, na Choupana. E só por duas vezes sofreram golos: nos 4-2 em Setúbal e nos 3-1 em casa ao Rio Ave.   - Quinto jogo consecutivo do V. Guimarães sem marcar um golo sequer ao Benfica. O último golo dos vimaranenses na baliza dos encarnados aconteceu no Jamor, em Maio de 2013, e foi marcado por Ricardo Pereira, garantindo a conquista da Taça de Portugal à equipa então comandada por Rui Vitória. Desde então, o Vitória soma quatro derrotas e apenas um empate a zero, em casa, na penúltima ronda da Liga anterior.   - O jogo marcou a segunda derrota consecutiva do V. Guimarães em casa, depois de ter perdido por 4-3 com o Marítimo. Desde Abril de 2014, quando perderam de enfiada com Estoril (1-3) e Arouca (2-3) que os vimaranenses não perdiam duas vezes seguidas no seu terreno.   - Segunda vitória em outros tantos jogos de Rui Vitória contra as suas ex-equipas nesta Liga. Depois dos 3-0 em casa ao Paços de Ferreira ganhou agora por 1-0 fora ao V. Guimarães.   - Cafu fez o 50º jogo com a camisola do V. Guimarães, depois da estreia, em Agosto de 2014, numa vitória por 3-1 frente ao Gil Vicente. O treinador que o lançou, Rui Vitória, estava agora no banco oposto.   - O Benfica continua a ter o melhor ataque da Liga, com 35 golos marcados em 15 jogos, o seu melhor parcial em 15 jogos desde 2012/13, quando chegou à 15ª jornada com 39 golos obtidos. A pontuação é que não é famosa: soma 34 pontos, menos seis que na época passada à mesma altura. Desde 2010/11 que o Benfica não tinha tão poucos pontos à 15ª jornada – nesse ano somava 33.
2016-01-03
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Último Passe

Um golo marcado na raça por Renato Sanches, na recarga a um primeiro remate que ele próprio já fizera na ressaca de um pontapé de canto afastado pela defesa adversária, permitiu ao Benfica ganhar um jogo muito difícil em Guimarães e assistir no conforto do autocarro ao clássico de Alvalade com a certeza de que beneficiará de qualquer resultado que ali venha a verificar-se. A vitória do Benfica foi justa, porque apesar do bom aproveitamento estratégico duas suas lacunas pela equipa de Sérgio Conceição, os encarnados tinham tido a maioria das escassas ocasiões de golo de uma partida que desde cedo se pôs dura e propícia a ser ganha nos duelos. Ora a capacidade de Renato para, nesses mesmos duelos, impor o físico, evitar cair e queimar linhas em posse foi a maior arma do Benfica neste jogo, que o Vitória abordou com agressividade no pressing sobre a primeira fase de construção encarnada. Conceição não temia partir a equipa quando mandava os seus quatro homens da frente apertar na saída de bola do adversário. Quando conseguiam que a pressão fosse eficaz, Licá, Xande e Dourado criavam condições para que Otávio pudesse colocar a retaguarda benfiquista em apuros; em todas as outras ocasiões, Renato saía embalado para o choque com o resto da equipa vimaranense e transportava os campeões nacionais para onde são mais perigosos, que é nas imediações da área adversária. Mesmo num dia de sub-rendimento de Jiménez e Gaitán, este ainda a acusar o regresso de longa paragem. O jogo punha-se, assim, dividido, com a ideia de que o golo podia aparecer em qualquer baliza. Na primeira parte, Licá e Jonas tiveram as melhores situações para chegar ao golo. O vimaranense perdeu a dele por tentar oferecer o golo a um colega, depois de grande abertura de Xande, permitindo a interceção da defesa adversária, enquanto que o benfiquista obrigou o guardião Miguel Silva a grande defesa, após mais uma insistência de Renato Sanches. A chave do jogo estava aí mesmo – na insistência. E depois de Pizzi ter visto o guardião vimaranense tirar-lhe o golo, num lance em que seguia isolado por Jonas para a baliza, Renato marcou mesmo o golo da vitória, a pouco mais de um quarto-de-hora do final. O Vitória já não teve arte para regressar a um jogo que o Benfica fez por ganhar, anunciando a aproximação do Benfica às contas do título. Suceda o que suceder daqui a pouco em Alvalade.
2016-01-02
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Rui Vitória vai defrontar a equipa que mais projeção lhe deu no futebol nacional, o V. Guimarães, podendo por isso aproveitar o conhecimento adquirido nas quatro épocas que lá passou. No caso do atual treinador benfiquista, porém, isso não tem sido uma grande vantagem, pois apesar de uma carreira sempre a subir de nível, não tem um histórico particularmente feliz contra ex-equipas suas: em Guimarães ganhou apenas três dos oito jogos contra o Paços de Ferreira, dois dos quais fora de casa. Há duas ilações a tirar deste histórico. A primeira é que nos oito jogos de Vitória contra a equipa que tinha orientado antes da atual, o ataque foi a tónica dominante: não houve um único zero de nenhuma das equipas, pois ambas marcaram sempre. E a segunda é que Rui Vitória se sente melhor como visitante a um estádio onde já foi feliz do que como anfitrião das suas ex-equipas: tem uma vitória, dois empates e uma derrota nos jogos com o Paços em Guimarães e duas vitórias, um empate e uma derrota nas visitas ao Estádio Capital do Móvel. O melhor resultado, aliás, obteve-o em Paços de Ferreira com o V. Guimarães. Foi uma vitória por 5-1 logo em Novembro de 2011, com hat-trick de Edgar. Boas perspetivas, uma vez que o jogo de sábado se disputará no campo do adversário. A primeira época de Rui Vitória em Guimarães – que, recorde-se, o treinador ainda começou em Paços de Ferreira, tendo por isso amplo conhecimento do adversário – foi a melhor no confronto com a ex-equipa, tendo o atual técnico do Benfica obtido duas vitórias, por 3-1 e 5-1. Em 2012/13 perdeu em Paços de Ferreira por 2-1 e empatou em Guimarães a dois golos. Em 2013/14 ganhou em Paços (3-1), mas perdeu em casa (1-2). E na época passada ambos os jogos redundaram em empates: 1-1 em Guimarães e 2-2 em Paços de Ferreira. Mais um bom prenúncio na viagem do Benfica a Guimarães, pois esta é a primeira temporada do treinador no seu novo clube e a primeira vez que defronta a anterior equipa. Quererão os adeptos benfiquistas acreditar ainda que a tendência para deixar pontos no confronto com as ex-equipas terá ficado definitivamente para trás das costas agora que Rui Vitória deu o salto para um grande. É que, além do mais, esta época o treinador ribatejano já recebeu o Paços de Ferreira, a equipa que orientou antes de se ocupar do V. Guimarães, e levou o seu Benfica a vencer por 3-0 em casa, naquele que foi o primeiro jogo de Vitória na Liga contra uma ex-equipa no qual não sofreu golos.   - Sérgio Conceição, atual treinador do V. Guimarães, foi um dos dois treinadores capazes de ganhar por duas vezes ao Benfica na época passada – o outro foi André Villas-Boas. Enquanto treinador do Sp. Braga, Conceição bateu a equipa de Jorge Jesus em casa para a Liga (2-1) e na Luz para a Taça de Portugal (2-1), curiosamente em dois jogos nos quais começou sempre a perder e virou o placar. Foram as duas únicas vitórias que conseguiu sobre o Benfica em oito jogos, nos quais soma cinco derrotas e um empate (0-0), com o Olhanense, em Março de 2012, na primeira vez que defrontou o Benfica como treinador.   - Além disso, Conceição também só ganhou uma vez a Rui Vitória e foi na época passada: 2-1 para a Taça de Portugal, com o Sp. Braga, em Guimarães. De resto, sempre com o opositor no banco que agora é seu, o atual técnico vimaranense soma três empates e três derrotas (sempre um com cada clube que dirigiu: Sp. Braga, Académica e Olhanense.   - Desde Setembro que o V. Guimarães perde em casa jogo sim-jogo não: ganhou ao Tondela e depois perdeu com o Sp. Braga; empatou com a Académica e depois perdeu com o Nacional; venceu o Rio Ave e depois perdeu com o Marítimo. A sequência não favorece a ideia de uma segunda derrota seguida em casa, algo que os vimaranenses já não conhecem desde Abril de 2014, quando foram consecutivamente batidos por Estoril (1-3) e Arouca (2-3).   - O central benfiquista Jardel vai defrontar o adversário contra o qual se estreou na Liga portuguesa. Foi a 16 de Agosto de 2010 que Daúto Faquirá o lançou num Olhanense-V. Guimarães que acabou empatado a zero.   - Muitos jogadores do plantel vimaranense foram lançados na Liga por Rui Vitória, atual treinador do Benfica. Foi o caso de Douglas, Pedro Correia, Josué, João Afonso, Bruno Gaspar, Luís Rocha, Breno, Cafu, Bouba Saré, Bruno Alves, Otávio, Alex, Ricardo Gomes, Ricardo Valente e Areias. Chegavam para fazer uma equipa, com suplentes e tudo.   - A estreia do atacante Ricardo Valente foi mesmo contra o Benfica, a 10 de Janeiro de 2015, quando substituiu Ricardo Gomes a meia hora do final de uma partida que os minhotos perderam, na Luz, por 3-0.   - Cafu poderá fazer o 50º jogo pelo V. Guimarães. Dos 49 que já realizou, 42 foram na Liga portuguesa, aos quais soma três na Taça da Liga, dois na Liga Europa outros dois na Taça de Portugal.   - Assis, que tem sido o guarda-redes suplente do V. Guimarães, estreou-se na Liga a jogar contra o Benfica, ocupando o lugar de Bruno Vale, quando este foi expulso, a 11’ do fim, num Benfica-Belenenses de Fevereiro de 2010 que os encarnados venceram por 1-0.   - O V. Guimarães não fez um único golo nos últimos quatro jogos em que defrontou o Benfica, perdendo três (duas vezes 1-0 e uma por 3-0) e empatando outra a zero, na tarde em que os encarnados celebraram o bicampeonato, em Maio passado. O último golo vimaranense ao Benfica foi no Jamor, em Maio de 2013, marcado por Ricardo Pereira e valeu a conquista da Taça de Portugal à equipa então orientada por Rui Vitória, pois permitiu um sucesso por 2-1.   - O último golo sofrido pelo Benfica em Guimarães já data de Fevereiro de 2012, quando o Vitória local se impôs por 1-0, graças a um tento do brasileiro Toscano. Dos 14 que Jorge Jesus levou a jogo nessa noite restam no Benfica apenas Luisão e Gaitán, enquanto no Vitória já não está nenhum dos heróis da vitória.   - V. Guimarães e Benfica perderam os jogos que fizeram esta época na Liga com Carlos Xistra. Os vimaranenses em casa com o Nacional (0-1) e os benfiquistas também no seu estádio, face ao Sporting (0-3). De resto, este árbitro que apitou dois penaltis a favor da equipa da casa nos seus dois últimos desafios na Liga (FC Porto-P. Ferreira e Académica-Belenenses), já dirigiu o Benfica por 19 vezes no campeonato (11 vitórias, quatro empates e quatro derrotas) e por 18 ocasiões o V. Guimarães (seis vitórias, cinco empates e sete derrotas). Dois dos 196 jogos que fez na Liga foram V. Guimarães-Benfica: em 2008/09 ganharam os encarnados por 2-1 e em 2011/12 venceram os minhotos por 1-0.
2016-01-01
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Marcaram-se 40 golos nos nove jogos da 13ª jornada da Liga, o melhor parcial desde Maio de 2002. A última jornada em que se fizeram mais golos do que nesta foi a 34ª e última da Liga que o Sporting ganhou, na qual se celebraram 43 tentos. Desde aí jogaram-se 423 jornadas, nenhuma com tantos golos como a atual.   - Os 116 jogos já efetuados na atual Liga produziram 288 golos, a uma média de 2,48 golos por jogo. A média é, ainda assim, ligeiramente inferior à da época passada, que acabou com 2,49 golos por partida realizada, mas bastante superior à de 2013/14, onde se fizeram apenas 2,37 tentos por jogo.   - Leo Bonatini fez, de penalti, ao Boavista, o 250º golo da atual Liga. O golo 200 tinha pertencido a Piojo, do Tondela; o 150º a Adrien Silva, do Sporting; o 100º a Heldon, do Rio Ave; e o 50º a Aboubakar, do FC Porto.   - O boavisteiro Inkoom juntou-se ao lote dos jogadores que já foram expulsos por duas vezes na atual Liga, uma vez que juntou o vermelho mostrado por Tiago Antunes na receção ao Estoril a outro exibido por Manuel Mota, no jogo em casa com o Paços de Ferreira. O recorde ainda pertence a Edgar Costa, do Marítimo, que foi expulso três vezes.   - O nigeriano Uche estreou-se a marcar pelo Boavista, quase um ano depois do seu último golo, que tinha sido obtido com a camisola do Lierse, frente ao Beveren, na Liga belga, a 24 de Janeiro.   - Bonatini marcou o sétimo golo na atual Liga e o primeiro de penalti, na primeira vez que o Estoril beneficiou de uma grande penalidade na prova (já tinha tido uma na Taça de Portugal e outra na Taça da Liga). Quer isso dizer que já só há três equipas sem um único penalti a favor no campeonato: U. Madeira, Rio Ave e Nacional. Por outro lado, V. Guimarães, Sp. Braga e Benfica são os únicos sem penaltis contra.   - O empate significou o oitavo jogo seguido do Boavista sem ganhar na Liga, desde a vitória em Coimbra, frente à Académica, por 2-0. É a mais longa série sem vitórias dos boavisteiros na Liga desde o início da época de 2007/08, quando só ganharam à 11ª jornada: 3-2 ao V. Guimarães, a 26 de Novembro de 2007   - Jogo de pesadelo para o cabo-verdiano Gegé em Vila do Conde, na derrota do Arouca frente ao Rio Ave (1-3). Abriu o marcador para o adversário num autogolo logo ao primeiro minuto e foi expulso por acumulação de amarelos à meia-hora. Gegé não via um vermelho desde Abril do ano passado, quando saiu mais cedo, também com duplo amarelo, de uma derrota do Marítimo frente ao Nacional.   - Ao sexto jogo oficial entre ambos – cinco para a Liga e um para a Taça de Portugal – esta foi a primeira vez que o Rio Ave conseguiu ganhar ao Arouca. Até aqui somava um empate e quatro derrotas, uma delas no prolongamento, que lhe ditou a eliminação da Taça de Portugal de 2012/13.   - Ao ganhar por 6-0 ao U. Madeira, o Paços de Ferreira igualou o Benfica (que tinha ganho pelo mesmo resultado ao Belenenses) como detentor da maior goleada deste campeonato. Como já tinham ganho por 7-1 à Naval, em jogo da Taça de Portugal, esta foi já a segunda vitória dos pacenses por seis golos de diferença esta época, mas a primeira na Liga desde que bateram o Salgueiros por 6-0 na Mata Real a 10 de Março de 2002. O U. Madeira não perdia por uma diferença tão grande desde 3 de Maio de 1992, quando foi goleado na Luz pelo Benfica pelos mesmos 6-0.   - Ao bisar nos 6-0 ao U. Madeira, Bruno Moreira, do Paços de Ferreira, marcou pela terceira jornada consecutiva, depois de já ter estado entre os goleadores pacenses na vitória frente ao Estoril (2-0) e na derrota contra o FC Porto (1-2). Na época passada até tinha marcado em quatro rondas consecutivas, entre a sexta e a nona, a Belenenses, Marítimo, Boavista e V. Setúbal.   - O guarda-redes Salin continuou a saga de expulsões do Marítimo, ao ver o vermelho na vitória dos madeirenses frente ao V. Guimarães. São já onze as expulsões maritimistas na Liga, o que é notável porque só se jogaram 13 jornadas. Na época passada, em toda a Liga, o Marítimo colecionou oito vermelhos. Não havia tantas expulsões num campeonato para a equipa verde-rubra desde 2010/11, mas nessa época foram precisas 30 jornadas para lá chegar.   - O Marítimo sofreu mais um golo de penalti e é também a equipa com mais grandes penalidades contra na Liga: cinco, tantas como a Académica. Sporting, Estoril, Boavista, Rio Ave e Nacional seguem-se com três.   - Mesmo assim, o Marítimo voltou a ganhar em Guimarães, onde já não se impunha para a Liga desde Maio de 2010. Nessa altura venceu por 2-1 e também teve o guarda-redes expulso: então foi o brasileiro Peçanha.   - Prossegue também a péssima campanha do estreante Tondela, que já vai no terceiro treinador mas não dá a volta à crise. Perdeu em casa com o Sp. Braga e manteve os cinco pontos em 13 jogos. Só houve duas equipas igualmente más ao fim de 13 rondas neste século e ambas acabaram a Liga em último lugar: a Naval de 2010/11 e a U. Leiria em 2007/08. Ninguém se salva da descida com tão poucos pontos à 13ª jornada desde o Rio Ave em 1996/97: tinha dois pontos à 13ª jornada e acabou a época em 15º lugar, dois pontos acima da linha de água.   - A vitória em Tondela (1-0) foi também o sétimo jogo do Sp. Braga com a baliza a zeros na últimas oito jornadas. Desde que ganhou ao Marítimo por 5-1, a 21 de Setembro, a equipa de Paulo Fonseca só sofreu golos num jogo da Liga: a derrota em casa com o Benfica, por 2-0.   - Prossegue, ao contrário, a catástrofe defensiva do Belenenses. A derrota (4-3) em Coimbra quer dizer que os azuis continuam como equipa mais batida da Liga, com 30 golos encaixados em 13 jornadas. Não havia uma defesa tão goelada em 13 semanas desde o Paços de Ferreira de 2011/12, que chegou à 13ª jornada com os mesmos 30 golos sofridos. É o pior registo dos azuis em 65 anos: em 1950/51 sofreram 35 golos nas primeiras 13 jornadas da Liga, mas acertaram e só deixaram entrar mais 13 nas 13 jornadas seguintes.
2015-12-15
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- Ao vencer o Marítimo por 3-1, o Nacional completou o oitavo dérbi do Funchal consecutivo sem derrota: quatro vitórias e três empates contra o Marítimo e uma vitória frente ao U. Madeira. A última derrota dos alvi-negros contra uma equipa da Madeira faz três anos na próxima semana: foi a 9 de Dezembro de 2012, nos Barreiros, contra o Marítimo (2-0, golos de Fidelis e Sami).   - Esse jogo foi também o último que o Marítimo ganhou contra outra equipa da Madeira. Desde então, três empates e quatro derrotas contra o Nacional e ainda uma derrota com o U. Madeira. Na Choupana, então, o Marítimo já não ganha desde Novembro de 2007 – há oito anos. A última vez que ali venceu foi por 2-0, com golos de Makukula e Wênio.   - O Nacional alargou para 17 jogos a série de imbatibilidade caseira que já é a mais longa da sua história em épocas nas quais joga a I Liga. A última vez que a equipa de Manuel Machado perdeu em casa foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto, voltaram a passar por lá os leões e o FC Porto, mas ambos empataram. Dos 17 jogos da corrente série, o Nacional ganhou onze e empatou seis.   - O dérbi da Madeira ficou marcado por mais duas expulsões do Marítimo. Desta vez foram Raul Silva e Edgar Costa, a elevar para dez o total de vermelhos a jogadores do Marítimo, em onze jornadas. O central viu o segundo vermelho na Liga, enquanto que o extremo já vai no terceiro. Na época passada, dois jogadores viram três vermelhos na Liga, mas o boavisteiro Philipe Sampaio só lá chegou à 29ª jornada e o penafidelense Tony à 15ª.   - Wyllian, autor do terceiro golo do Nacional, não fazia um golo há um ano. O último tinha sido a 8 de Dezembro de 2014 e também tinha sido marcado ao Marítimo, na altura contribuindo para uma vitória por 3-0.   - Arnold Issoko, autor dos dois golos do V. Setúbal frente ao U. Madeira, marca sempre aos pares. Já tinha bisado no Bonfim, contra o V. Guimarães, em Setembro, mas também nessa altura os sadinos tinham empatado o jogo a duas bolas. Este é, aliás, o quarto empate a dois golos do V. Setúbal na atual Liga, todos em casa – antes tinha acontecido contra Boavista, Rio Ave e V. Guimarães.   - Danilo Dias, autor de um dos golos do U. Madeira no empate em Setúbal, voltou a marcar na Liga portuguesa mais de dois anos depois do último tento – ainda que tenha passado parte desse tempo no Azerbaijão. É curioso que o último golo já tinha sido ao V. Setúbal, no Bonfim. Foi a 15 de Setembro de 2013 e ajudou o Marítimo a vencer ali por 4-2.   - A segunda vitória de Sérgio Conceição aos comandos do V. Guimarães surgiu como a primeira: em cima do minuto 90. Antes, tinha sido um golo de Ricardo Valente a dar o 1-0 em Paços de Ferreira; agora foi Cafu quem garantiu o 2-1 sobre o Boavista, no Bessa. Os dois jogos deram duas vitórias seguidas fora de casa, algo que o V. Guimarães já não conseguia desde Outubro e Novembro do ano passado, quando ganhou consecutivamente em Setúbal e Arouca.   - O V. Guimarães voltou a ganhar no Bessa 17 anos depois do último sucesso para a Liga, que tinha sido em Março de 1998, por 1-0 (marcou Riva). Desde então, porém, tinha ali ganho por 2-0 para a Taça de Portugal, em Novembro de 2008, com golos de Gregory e Fajardo.   - Petit deixou de ser o treinador do Boavista, tornando-se o quarto técnico a deixar o cargo na atual Liga. Antes dele, Armando Evangelista deu o lugar a Sérgio Conceição no V. Guimarães; José Viterbo foi substituído por Filipe Gouveia na Académica e Vítor Paneira abriu vaga para Rui Bento no Tondela.   - Ao décimo jogo, Gonçalo Paciência marcou o primeiro golo na Liga, ajudando a Académica a empatar em casa com o Arouca (1-1). O pai, Domingos, marcou na estreia, a 13 de Abril de 1988, numa vitória do FC Porto sobre O Elvas (4-0).   - O empate em Coimbra significa que o Arouca alonga para nove a série de jogos sem ganhar na Liga: todos, desde as vitórias nas duas primeiras jornadas, contra Moreirense e Benfica. Já igualou a pior série da história do clube na divisão principal, estabelecida em precisamente nove jogos sem ganhar, entre o sucesso contra o Nacional (1-0 na Choupana, a 15 de Setembro de 2013) e outro no terreno do Gil Vicente (3-0, a 22 de Dezembro).   - Iuri Medeiros garantiu a vitória do Moreirense em Vila do Conde, contra o Rio Ave (1-0). Vai com dois jogos seguidos a marcar, pois já tinha sido ele a abrir o ativo contra o Paços de Ferreira (2-0), na jornada anterior. Medeiros não fazia golos em jogos seguidos desde Abril e Maio do ano passado, quando, ainda no Sporting B, até marcou em três, a Marítimo B, FC Porto B e Benfica B.   - Depois de um início de época difícil, o Moreirense já vai com duas vitórias seguidas. A última vez que ganhara duas vezes seguidas na Liga tinha sido em Outubro e Novembro do ano passado, quando se impôs a Gil Vicente (2-0) e Marítimo (2-1).   - A derrota com o Moreirense significou o primeiro jogo do Rio Ave sem marcar golos esta época. Os vila-condenses tinham marcado sempre nas dez jornadas anteriores, bem como nos dois desafios da Taça de Portugal, e eram a única equipa da Liga a poder gabar-se de nunca ter ficado em branco.   - Mais um golo do jovem Diogo Jota, que começa a ser talismã do Paços de Ferreira. O miúdo (18 anos) já tem nove golos pela equipa sénior dos pacenses, que quando ele marcou ganharam sempre: 4-0 ao Atl. Reguengos, 9-0 ao Riachense e 3-2 à Académica (aqui bisou) na época passada; 1-0 ao Boavista, 7-1 à Naval (outro bis), 2-0 ao Marítimo e agora 2-0 ao Estoril.
2015-11-30
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A oitava jornada da Liga teve oito expulsões, recorde da competição esta época e marca mais vermelha desde a 24ª ronda da época passada, quando foram expulsos nove jogadores. Neste fim-de-semana tiveram ordem de expulsão Jota (Nacional), Renato Santos (Boavista), Tiago Rodrigues (Marítimo), Leo Bonatini (Estoril), Capela (Rio Ave), Moreno e Alex (ambos do V. Guimarães) e Dolly Menga (Tondela). Na 24ª jornada de 2014/15, jogada entre 6 e 9 de Março deste ano, tinham ido mais cedo para o duche Miguel Lourenço (V. Setúbal), Ebinho (Marítimo), Hugo Basto (Arouca), Nii Plange, Bernard e Sami (todos do V. Guimarães), Tobias (Sporting), Dani e Pedro Ribeiro (os dois do Penafiel).   - O empate do Nacional em casa com o Boavista (0-0) permitiu aos madeirenses alargar a mais longa série de jogos sem perder em casa em épocas nas quais estão na I Liga para 15 jogos. A última derrota do Nacional no seu estádio foi a 21 de Dezembro, com o Sporting, para a Liga (0-1) e entretanto já lá voltaram a passar os leões e o FC Porto, tendo ambos saído dali com empates.   - O Boavista voltou a ter um jogador expulso na Madeira. Desta vez foi Renato Santos, que viu o vermelho no empate a zero no terreno do Nacional. Na época passada Afonso Figueiredo tinha sido expulso no desaire (1-2) na Choupana, enquanto os 0-4 encaixados nos Barreiros contra o Marítimo tinham ficado pontuados pelos vermelhos a Beckeles, Philippe Sampaio e Mika.   - Tiago Rodrigues viu o segundo vermelho desta temporada, na derrota do Marítimo em casa ante o Paços de Ferreira, igualando o setubalense Fábio Pacheco como jogador mais vezes expulso na atual edição da Liga. Estranho no caso do médio do Marítimo, que já foi expulso tantas vezes neste início de época como no total dos jogos feitos em quatro temporadas de senior.   - O Paços de Ferreira conseguiu nos Barreiros a terceira vitória seguida depois da derrota na Luz com o Benfica, a 26 de Setembro. Ganhou em casa ao Nacional (3-1) e fora à Naval (7-1) e ao Marítimo (2-0). Está a um jogo de igualar a melhor série de vitórias consecutivas da época passada, fixada precisamente nesta altura: de 29 de Setembro a 25 de Outubro ganhou sucessivamente a Belenenses (2-0), Marítimo (3-2), Atlético Reguengos (4-0) e Boavista (2-1).   - Guedes, que fez o segundo golo do Rio Ave no empate (2-2) no Estoril, marcou pelo terceiro jogo consecutivo, depois de ter bisado na vitória frente ao V. Guimarães (3-2, na Taça da Liga) e de ter marcado também no sucesso contra o União (3-0, Taça de Portugal). Já igualou a melhor série da sua carreira, estabelecida em Fevereiro e Março deste ano, quando ao serviço do Penafiel fez golos sucessivamente a Marítimo, V. Setúbal e Moreirense.   - Tomané, do V. Guimarães, fez o primeiro golo na Liga portuguesa esta época, na qual já tinha marcado mas aos austríacos do Altach, na pré-eliminatória da Liga Europa. Marcou à Académica, o seu adversário predileto, uma vez que já tinha sido aos estudantes que tinha feito os dois golos anteriores na competição: um na vitória por 4-2 em Coimbra a 23 de Maio e outro no sucesso por 4-0 em Guimarães, a 17 de Janeiro.            - O Arouca não conseguiu ganhar ao Tondela (empatou a uma bola, em casa), mas alargou a corrente série de invencibilidade para seis jogos, depois da derrota frente ao FC Porto, a 12 de Setembro (1-3). Todos eles deram empate: U. Madeira (0-0), Belenenses (2-2), Sp. Braga (0-0), Varzim (0-0, na Taça da Liga, com vitória nos penaltis), Leixões (1-1, na Taça de Portugal, com sucesso no prolongamento) e agora Tondela (1-1). Para encontrar seis jogos seguidos do Arouca sem derrotas é preciso ir até Outubro e Novembro de 2012, na época em que subiu ao escalão principal. Nessa altura, entre Taça de Portugal e II Liga, foram sete jogos seguidos sem derrotas.   - André Claro voltou a marcar na vitória do V. Setúbal ante o Moreirense (2-0), fazendo o sexto golo da época. Esta já é a segunda melhor temporada de toda a sua carreira, igualando a de 2012/13, quando fez seis golos com a camisola do Arouca, na II Liga. Para encontrar melhor é preciso recuar até 2011/12, quando representou o Famalicão e marcou 11 vezes na II Divisão B. Mas mesmo aí só chegou ao sexto golo em Fevereiro.   - O golo de Tiago Caeiro, no último minuto do jogo com o U. Madeira, garantiu a quarta vitória seguida do Belenenses, depois dos sucessos contra Atlético (2-0, na Taça da Liga), Olhanense (1-0, na Taça de Portugal) e Basileia (2-1, na Liga Europa). Desde Outubro e Novembro do ano passado que os azuis não ganhavam tantas vezes seguidas. Na altura foram cinco vitórias, com Estoril (2-1), Ac. Viseu (2-0), Boavista (3-1), Moreirense (1-0) e Trofense (5-0).
2015-10-27
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Islam Slimani conseguiu nos 5-1 ao V. Guimarães o seu primeiro hat-trick desde que chegou ao Sporting, interrompendo uma série de quatro jogos sem marcar (Lokomotiv, Nacional, Boavista e Besiktas). O máximo que tinha conseguido foram dois bis, frente ao V. Setúbal e ao Penafiel, ambos em jogos que o Sporting tinha ganho confortavelmente (3-0 e 4-0). Este foi também o primeiro hat-trick de um jogador do Sporting desde o assinado por Montero nos 8-1 ao Alba, na Taça de Portugal, a 20 de Outubro de 2013. Na Liga, o último hat-trick leonino também pertencia a Montero, mas fora marcado ao Arouca noutra vitória por 5-1, a 18 de Agosto de 2013.   - O jogo teve outro hat-trick, mas de assistências. Jefferson cruzou para dois dos golos de Slimani e deu a bola a Adrien para o golo que este marcou de livre, tornando-se num ápice no maior assistente do Sporting esta época. Carlos Mané e Bryan Ruiz eram os principais assistentes até aqui, com dois passes para golo. O último jogador do Sporting a fazer três assistências num jogo tinha sido Rochemback, que o conseguiu a 14 de Novembro de 2004, num 6-1 ao Boavista.   - O Sporting voltou ainda a marcar cinco golos num jogo, algo que já não fazia desde 21 de Novembro de 2014, quando bateu o Sp. Espinho por 5-0, em partida da Taça de Portugal. Em jogos da Liga, a última “chapa 5” do Sporting datava de 18 de Agosto de 2013, quando venceu o Arouca em casa por 5-1.   - Por sua vez, o V. Guimarães já não sofria cinco golos num jogo desde 11 de Março de 2012, quando caiu em Alvalade, contra o Sporting, mas por 5-0.   - O Sporting completou o 20º jogo consecutivo a marcar em casa para a Liga portuguesa, onde já não fica a zero desde a derrota (0-1) contra o Estoril, em Maio de 2014. Já não conseguia uma série tão longa desde o período que mediou entre Março de 2007 e Outubro de 2008: nessa altura esteve 24 jogos seguidos sempre a marcar, entre um 0-0 com o Desp. Aves e um 0-1 frente ao Leixões.   - Rui Patrício fez o 339º jogo com a camisola do Sporting, igualando o “violino” Vasques no 10º lugar dos jogadores mais utilizados de sempre na história dos leões. O guarda-redes fica agora a apenas três jogos do oitavo lugar, ocupado ex-aequo por Anderson Polga e Pedro Barbosa. A tabela é liderada por Hilário, que alinhou 471 vezes de leão ao peito.   - O Sporting voltou a jogar 36 minutos em superioridade numérica, por expulsão de Bouba Saré, pouco depois de se iniciar a segunda parte do jogo. É a terceira vez que lhe acontece estar a jogar contra equipas diminuídas em número em sete jornadas da Liga, pois já tinha sucedido com a Académica, em Coimbra (expulsão de Filipe Alexandre) e com o Nacional, em casa (duplo amarelo a Sequeira). Ao todo, os leões somam 102 minutos em superioridade numérica, sendo a equipa que mais tempo esteve a jogar contra 10, superando na lista o… V. Guimarães, que tinha 88 minutos.
2015-10-05
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Último Passe

Os resultados largos com que FC Porto e Sporting despacharam os históricos Belenenses e V. Guimarães permitiram que as duas equipas mantivessem a liderança conjunta da Liga mas foram bem diferentes entre si. Acusando o desgaste da épica jornada europeia contra o Chelsea, os dragões fizeram um jogo menos intenso e acabaram por valer-se da inspiração individual dos seus dois extremos, Corona e Brahimi, para desmontar a longa resistência do autocarro azul. Mais tarde, mudando cinco titulares em relação ao empate de Istambul, que até tinha sido dois dias depois, o Sporting voltou ao jogo pressionante e rápido que chegou a mostrar no início da temporada e desde cedo reduziu a escombros a resistência de um Vitória que quis jogar no campo todo. Os dois jogos permitiram ainda que os treinadores provassem razão em duas das suas mais contestadas opções. Lopetegui tirou rendimentos da obsessão pelo jogo pelas faixas laterais, por onde criou os lances que desbloquearam o resultado: Brahimi furou pela esquerda antes de servir Corona com talento para o 1-0; Maxi cruzou na direita para Brahimi fazer o 2-0 e Tello arrancou igualmente pela direita antes de dar o 3-0 a Osvaldo. Marcano ainda fez o último golo da noite numa bola parada. Por sua vez, Jesus mostrou que a opção de fazer repousar parte dos titulares na Liga Europa deu rendimento: aliada a um maior aproveitamento das ocasiões criadas, a capacidade de pressão e recuperação de bola ainda bem no meio-campo adversário permitiu que os leões cedo chegassem aos dois golos de vantagem e partissem daí para a melhor exibição coletiva da época. Depois de João Mário dar o 1-0 a Slimani, Gutierrez aproveitou uma oferta do adversário para dobrar a vantagem; na segunda parte Jefferson fez três assistências para golos de Slimani (dois) e Adrien antes de Josué reduzir para os 5-1 que se verificaram no final. É verdade que a essa subida de rendimento dos leões não é alheia a presença de João Mário no corredor direito ou a subida de forma de William. O médio centro recentemente regressado de lesão dá outra dimensão ao meio-jogo leonino e o jovem convertido em extremo, melhor na tomada de decisão e na capacidade de transformar o jogo em esforço coletivo que todas as alternativas anteriormente testadas para a vaga de Carrillo, permite que os leões liguem melhor os setores e até sejam mais rápidos – porque deixa de haver tanto raide individual com o resto da equipa na expectativa. É que a capacidade de iluminar individualmente o jogo de uma equipa não depende apenas da criatividade ou da capacidade de drible, como tão bem o mostraram Corona e Brahimi no FC Porto. Eles têm tudo: a criatividade, a capacidade de drible, a rapidez de execução, mas sobretudo a inteligência na tomada de decisão que lhes advém de uma maior experiência que já foram adquirindo. Por isso foram investimentos pesados e não são projetos mas sim jogadores feitos.
2015-10-04
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Stats

Com Jorge Jesus e Sérgio Conceição, atuais treinadores de Sporting e V. Guimarães, uma coisa é quase certa: o jogo acaba com um abraço entre os dois. É que, depois de dois anos a rodar por Penafiel e Leça, Sérgio chegou à Liga a 20 de Agosto de 1995, pela mão de… Jesus, que no mesmo dia se estreava como treinador de primeira. As maneiras de ver futebol de um e do outro não são assim tão diferentes, o que pode ajudar a explicar as razões pelas quais desde que passou a ter armas próximas das do mestre o aluno lhe tenha ganho dois jogos em três. Ao todo, Jesus e Conceição defrontaram-se oito vezes, sempre com Jesus no Benfica e com Conceição no banco de Olhanense, Académica e Sp. Braga (aliás, no primeiro confronto, em Março de 2012, Sérgio nem estava no banco, fruto do feitio rebelde que o levou a uma expulsão num desafio anterior e a deixar a equipa entregue ao adjunto Jorge Rosário). O saldo é favorável a Jesus, que ganhou cinco desses oito jogos. Mas na época passada o Benfica de Jesus sentiu sempre dificuldades com o Sp. Braga de Sérgio Conceição, que lhe ganhou na Pedreira (2-1) e na Luz para a Taça de Portugal (2-1), sendo a única vitória lisboeta na partida caseira para a Liga (2-0). Sempre que se reencontram, Jesus e Conceição podem recordar aquela tarde de estreia, em Felgueiras, contra o Chaves. O brasileiro Dino marcou pelos transmontanos, Sérgio Conceição empatou, Leal ainda colocou o Felgueiras a vencer, mas Paulo Alexandre estabeleceu o 2-2 final. Esse Felgueiras virou para a segunda volta tranquilamente a meio da tabela, mas acabou por descer de divisão. Sérgio Conceição, autor de quatro golos, fez o suficiente para o FC Porto apostar nele logo na época seguinte (dois anos depois estava na Lazio…) Já Jesus ainda teve de fazer o tirocínio por vários clubes antes de chegar a um grande.   - Sempre que pegou em equipas com a época em andamento, Sérgio Conceição, o substituto de Armando Evangelista, perdeu o primeiro jogo: com o Olhanense, em 2011/12, foi batido pelo Marítimo por 2-1; com a Académica, em 2012/13, perdeu com o Sp. Braga por 1-0, o mesmo resultado e adversário que agora registou na estreia pelo V. Guimarães. Contudo, até aqui, ganhou sempre o segundo jogo: 2-1 ao Beira Mar pelo Olhanense e 1-0 ao Moreirense pela Académica.   - Em seis jogos de equipas suas contra o Sporting, Sérgio Conceição nunca ganhou. A derrota mais estrondosa foi, até um empate: o seu Sp. Braga estava a ganhar por 2-0 e com um jogador a mais a seis minutos do término da final da Taça de Portugal da época passada, mas os golos de Slimani e Montero ainda forçaram o prolongamento, tendo depois o Sporting ganho o troféu nas grandes penalidades. Além desse jogo, Sérgio Conceição obteve mais dois empates (0-0 com o Olhanense no Algarve em Janeiro de 2012 e com a Académica, em Alvalade, em Fevereiro de 2014) e três derrotas, duas delas com “chapa 4”: 4-0 com a Académica em Coimbra, em Agosto de 013, e 4-1 com o Sp. Braga em Maio passado, em Alvalade.   - Jorge Jesus treinou o V. Guimarães em 2003/04, substituindo Augusto Inácio, que já tinha sido campeão como jogador e treinador ao serviço do Sporting. As relações entre os dois nunca mais foram boas. Jesus pegou na equipa à 13ª jornada, em 16º lugar, abaixo da linha de água, e conseguiu mantê-la na I Liga, acabando a época na 14ª posição.   - O último confronto de Jesus com o V. Guimarães foi feliz para o atual treinador leonino. Não foi além de um empate a zero na cidade berço, mas o empate do FC Porto em Lisboa, com o Belenenses, à mesma hora, valeu-lhe a celebração do bicampeonato com o Benfica, a uma jornada do final da prova. Contudo, também foi o V. Guimarães a provocar-lhe uma das maiores desilusões da carreira, quando lhe impôs a terceira derrota em outras tantas “finais” com que o seu Benfica acabou a época de 2012/13: perdeu a final da Taça de Portugal por 2-1, no Jamor.   - O Sporting não ganhou nenhum dos dois últimos jogos (0-0 com o Boavista e 1-1 com o Besiktas). Cabe-lhe evitar um terceiro confronto consecutivo sem vitória, algo que não lhe sucede desde Fevereiro/Março, quando empatou em casa com o Wolfsburg (0-0), foi batido pelo FC Porto no Dragão (0-3) e empatou na Choupana com o Nacional (2-2).   - Já o V. Guimarães ganhou apenas um dos oito jogos oficiais que fez esta época (1-0 em casa ao Tondela). Os vimaranenses não conheciam um arranque de temporada tão mau desde 2011, quando perderam os primeiros cinco jogos oficiais (Supertaça, play-off da Liga Europa e Liga), ganharam o sexto (4-1 ao Nacional, na estreia de Rui Vitória), mas depois só voltaram a vencer ao 11º, contra o Moura, na Taça de Portugal (e só após prolongamento).   - O V. Guimarães é, a seguir a Benfica e FC Porto, a equipa que mais vezes venceu o Sporting em Alvalade em jogos da Liga: sete, a última das quais a 8 de Novembro de 2010, por 3-2, depois de estar a perder por 2-0 à meia-hora de jogo. Um bis de Targino e um terceiro golo de Bruno Teles nos últimos 15 minutos valeram os três pontos.   - William Carvalho estreou-se na Liga frente ao V. Guimarães, lançado por José Couceiro a um minuto do final de um jogo no Minho, a 3 de Abril de 2011. No curto período em que esteve em campo, o Vitória marcou o golo do empate final (1-1).   - O Sporting nunca perdeu com Rui Costa a apitar, mas empatou seis dos 14 jogos que fez com este árbitro. Com exceção de Manuel Mota e Manuel Oliveira – que só apanhou duas vezes, empatando uma – Rui Costa é o juiz com o qual os leões têm maior percentagem de empates (38%). Ainda assim, os leões têm vindo a emendar as contas, pois venceram as três partidas com ele na época passada: Penafiel (4-0), Académica (1-0) e Marítimo (1-0). O V. Guimarães, por sua vez, empatou os dois últimos jogos com Rui Costa, ambos fora de casa: U. Madeira (0-0) já esta época e Nacional (2-2) na anterior.
2015-10-03
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- Ao empatar com o V. Setúbal na Choupana, o Nacional estabeleceu a mais longa série de jogos seguidos sem perder em casa: 14. A última vez que os alvi-negros perderam ali foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto voltaram a passar por lá os leões, bem como o FC Porto, mas ambos empataram. A melhor série do Nacional em épocas nas quais esteve na I Liga estava em 13 jogos, entre uma derrota com o Marítimo (0-1), a 14 de Dezembro de 2003 e outra com o Sevilha (1-2), a 30 de Setembro de 2004. Nesses 13 jogos, porém, o Nacional ganhou 11 (empatou apenas com o Sporting e o FC Porto), enquanto nos atuais 14 já vai com cinco empates (Moreirense, Sporting, FC Porto, V. Guimarães e V. Setúbal).   - Ao mesmo tempo, o facto de ter empatado com o V. Setúbal impediu o Nacional de passar, mais uma vez, a barreira das três vitórias seguidas em casa. Depois de bater P. Ferreira (3-0, ainda na época passada), U. Madeira (1-0) e Académica (2-0), esta foi a nona vez que a equipa madeirense falhou desde a última ocasião em que conseguiu as tais quatro vitórias consecutivas no seu estádio, que foi entre Abril e Setembro de 2004, quando ali ganhou a Beira Mar (3-0), Ro Ave (4-0), outra vez Beira Mar (2-1, já na nova época) e Académica (2-1). - Arranque extraordinário do coreano Suk, autor do golo que deu o empate ao V. Setúbal frente ao Nacional na Choupana (1-1). Marcou em quatro dos seis jogos da sua equipa, somando até ao momento cinco golos e três assistências. Curioso ainda o facto de ter marcado ao Nacional depois de o ter feito ao Marítimo: foram as outras duas equipas que representou em Portugal.   - O golo de Marega, que valeu a vitória do Marítimo sobre o Tondela (1-0), foi o terceiro a chegar depois do minuto 90 nesta Liga. Desses, dois foram obtidos pelo Marítimo (já tinha sucedido com Dyego Souza contra o V. Setúbal) e outros tantos foram sofridos pelo Tondela (que já tinha perdido com o Sporting com um golo de Adrien Silva nos descontos).   - Marega fez o nono golo em Portugal (oitavo na Liga), mas apenas o segundo como suplente utilizado. A única vez que tinha marcado depois de saltar do banco foi em Fevereiro, quando ajudou o Marítimo a vencer em Penafiel por 4-3.   - Diallo, que em Portugal já representara Arouca e Académica, foi expulso pela primeira vez no nosso país no Marítimo-Tondela. Com a sua expulsão, o Marítimo torna-se a equipa que mais vermelhos viu na Liga: quatro em seis jornadas.   - O empate com o Arouca foi a segunda vez que o Belenenses desperdiçou uma vantagem de dois golos na atual Liga. Já lhe tinha sucedido quando deixou que o Rio Ave recuperasse de 3-1 para 3-3 no Restelo. Nas duas vezes, o adversário marcou os dois golos nos derradeiros 15’ de jogo.   - Luís Leal voltou a marcar em Arouca, mantendo o registo 100% goleador nos jogos do Belenenses na Liga que começa como titular. Já tinha sido titular e marcado em casa com o Moreirense.   - Os dois golos do Arouca no jogo foram obtidos de fora da área: livre de Nuno Valente a desviar na barreira e remate de muito longa distância de Hugo Basto. Foram os dois primeiros golos de fora da área do Arouca esta época. O Belenenses já tinha sofrido um, marcado pelo benfiquista Talisca.   - Os 13 golos sofridos pelo Belenenses à sexta jornada são o pior arranque defensivo dos azuis desde Outubro de 1987, quando chegaram a esta ronda com 14 bolas nas redes (na altura com o contributo dos 7-1 encaixados nas Antas frente ao FC Porto). Essa equipa acabou a Liga em terceiro lugar, com a sexta melhor defesa da Liga (38 golos em 38 jogos).   - A série de imbatibilidade do guarda-redes André Moreira, do U. Madeira, foi interrompida na derrota do clube insular no Estoril, por 2-1. Ficou nos 361 minutos, entre o golo do nacionalista Soares, na segunda jornada, e o primeiro do Estoril no domingo, marcado por Leo Bonatini. É a maior série da atual Liga, mas não a mais longa do U. Madeira no campeonato. Essa continua a pertencer a Zivanovic, que a estabeleceu em 413 minutos entre 6 de Março e 23 de Abril de 1994.   - Leo Bonatini voltou a marcar pelo Estoril, fazendo-o pelo quarto jogo consecutivo (incluída aqui a derrota frente ao Oriental na Taça da Liga). Já fez mais golos neste início de época (cinco) que em toda a temporada passada (quatro).   - A vitória por 2-1 frente ao U. Madeira, quarta em seis jogos, significa que os canarinhos estão a assinar o melhor arranque de época desde 1947/48, quando ganharam quatro jogos e empataram um dos primeiros seis. O Estoril acabou essa época em quarto lugar, vendo-se ultrapassado pelo Belenenses apenas na última jornada, na qual empatou com o FC Porto na Constituição.   - Sérgio Conceição estreou-se no banco do V. Guimarães com uma derrota frente ao Sp. Braga (0-1). Foram exatamente o mesmo resultado e o mesmo adversário que já lhe tinha assinalado a estreia na Académica: 0-1 em Braga. No Olhanense também começara a perder: 2-1 nos Barreiros com o Marítimo. O único clube português onde se estreara a ganhar foi mesmo o Sp. Braga, onde abriu conta com um conclusivo 3-0 ao Boavista.   - Rafa marcou pelo terceiro jogo consecutivo no Sp. Braga, a mostrar que lhe fez bem o banco nos jogos com Boavista e Estoril. Antes de marcar ao V. Guimarães já tinha sido ele a obter o golo da vitória frente ao Slovan Liberec, tendo contribuído com um golo na goleada (5-1) ao Marítimo. O máximo de jogos consecutivos em que Rafa tinha feito golos era de dois, o que conseguira por duas vezes: Estoril e Arouca em 2013/14 e V. Guimarães e Penafiel em 2014/15. Nas duas vezes, o terceiro jogo, no qual ficou em branco, tinha sido contra o V. Guimarães.   - Ao perder em Vila do Conde, com o Rio Ave, a Académica superou o arranque de 1977, no qual perdeu os cinco primeiros jogos, tendo contudo ganho o sexto. Para encontrar um início de campeonato tão mau da Briosa há que recuar até 1943/44. Nesse campeonato, a equipa dirigida por Severiano Correia perdeu os primeiros seis jogos, mas cinco foram fora de casa: FC Porto (3-2), Olhanense (5-1), Salgueiros (3-1), Atlético (2-1) e Benfica (2-1). Pelo meio, caiu também aos pés do Sporting em Coimbra (3-4). Ganhou pela primeira vez à sétima jornada, em casa, ao V. Guimarães (3-2). Acabou a época em nono lugar, assegurando a manutenção à custa do Salgueiros.
2015-09-29
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O guarda-redes André Moreira manteve a baliza a zeros pela terceira vez consecutiva na Liga, na receção do U. Madeira ao Arouca, que terminou empatada a zero. São já 321 minutos consecutivos de imbatibilidade, desde o golo de Soares, na derrota do União frente ao Nacional, na segunda jornada. O jovem guardião do União estabelece assim o melhor registo da atual Liga e o mais longo de toda a sua ainda curta carreira (tem apenas 19 anos). Esta não é, ainda assim, a melhor série do U. Madeira na I Liga. Essa foi estabelecida por Goran Zivanovic entre 6 de Março e 23 de Abril de 1994. Foram nessa altura 413 minutos sem sofrer golos, a começar no segundo de Ricardo Lopes, numa derrota no terreno do E. Amadora (2-0), passando por três empates a zero (Sporting e Farense em casa e Gil Vicente fora) e numa vitória por 2-0 frente ao V. Guimarães e terminando num golo de Tavares, a abrir uma derrota por 3-0 frente ao Boavista no Bessa.   - Fábio Pacheco, do V. Setúbal, foi o primeiro jogador a ser expulso por duas vezes na atual Liga: antes de ver o vermelho aos 2 minutos da receção ao V. Guimarães, já tinha visto outro aos 78’, na visita à Académica. Os sadinos não perderam nenhum dos jogos, pois se agora empataram a dois golos, em Coimbra ganharam por 4-0.   - O congolês Arnold (V. Setúbal) obteve na baliza do V. Guimarães o segundo bis da sua carreira. O anterior tinha sido a 22 de Outubro do ano passado, quando ajudou o Chaves a ganhar ao Santa Clara por 2-1, na II Liga.   - Armando Evangelista deixou o comando técnico do V. Guimarães após o empate em Setúbal. Foi a primeira chicotada psicológica no clube minhoto desde a saída de Manuel Machado, após a primeira jornada da Liga de 2011/12. Na altura, Basílio Marques assegurou a transição até à entrada de Rui Vitória.   - Ao mesmo tempo que Armando Evangelista, saiu José Viterbo da Académica. A equipa de Coimbra repete a “medicação” da época passada, quando afastou Paulo Sérgio, mas fá-lo mais cedo, pois o treinador anterior resistiu até à 21ª jornada. Viterbo caiu após sete derrotas consecutivas na Liga (cinco nesta ápoca, duas na anterior) e 14 jornadas seguidas sem ganhar, desde os 2-1 ao Nacional, a 15 de Março. Paulo Sérgio tinha resistido 15 jornadas sem o sabor da vitória.   - As cinco derrotas com que a Académica arrancou na Liga são o pior registo da equipa de Coimbra desde 1977. Na altura, perdeu consecutivamente com Riopele (fora, 0-2), Sporting (casa, 1-5), Belenenses (fora, 0-2), V. Guimarães (casa, 1-3) e Varzim (fora, 1-0). O treinador, que era Juca, manteve-se e a Académica ganhou à sexta jornada ao Boavista, por 3-2. No final da época acabou em oitavo lugar.   - A última equipa a somar zero pontos à quinta jornada foi o Trofense, em 2008. O treinador, que era Toni, só resistiu às três primeiras derrotas, entrou Tulipa, o Trofense ainda chegou ao 12º lugar mas depois acabou a época em último e desceu de divisão.   - Ao marcar dois golos na vitória do Rio Ave frente ao Paços de Ferreira (3-0), Heldon obteve o primeiro bis desde Dezembro de 2013, quando foi fundamental no empate a dois golos do Marítimo em casa frente ao Nacional. Aliás, nesse dia repetiu a dose da semana anterior, quando marcara os dois golos da vitória maritimista em Arouca. À atenção da Académica, o próximo adversário dos vila-condenses.   - O primeiro golo de Heldon foi ainda o centésimo da Liga. Ao 39º jogo. Na época passada tinha sido o benfiquista Lima a obter o 100º golo da prova, nos 3-1 do Benfica ao Moreirense, mas ao 42º jogo. Há dois anos marcara-o Evandro, do Estoril, no empate a dois que os canarinhos obtiveram em casa frente ao FC Porto, também ao 39º desafio.   - Edimar marcou, de livre, o terceiro da vitória do Rio Ave. Não fazia um golo na Liga desde Dezembro de 2013, quando inscreveu o nome na lista de marcadores na derrota do Rio Ave frente ao FC Porto (1-3). De livre, já não marcava desde 23 de Setembro de 2012, quando bateu Beto noutra derrota do Rio Ave (4-1) em Braga.   - O Paços de Ferreira perdeu pela primeira vez em casa desde Janeiro, quando ali passara o Nacional (3-2). E não perdia na Mata Real com tanta clareza desde Abril de 2014, quando o mesmo Nacional lá ganhara por 5-0.   - Leo Bonatini fez em Tondela o primeiro golo fora de casa desde que chegou a Portugal e ao Estoril. Os seis que tinha marcado desde o início da época passada tinham acontecido todos no António Coimbra da Mota.   - Luís Leal abriu o marcador na vitória do Belenenses sobre o Moreirense (2-0), fazendo o seu primeiro golo na Liga portuguesa desde Novembro de 2013, quando bisou na vitória do Estoril sobre o Rio Ave, em Vila do Conde, pelo mesmo resultado. Desde essa data, porém, só foi titular mais uma vez, num Estoril-V. Guimarães que antecedeu a sua transferência para a Arábia Saudita.   - O Moreirense não ganhou um único jogo nas primeiras cinco jornadas, seguindo com apenas um ponto. É algo de inédito nas cinco épocas dos cónegos na Liga. O pior que tinham até aqui era uma vitória e quatro derrotas, no ano de estreia (2002/03). Nas últimas três temporadas apresentavam o mesmo registo: uma vitória, dois empates e duas derrotas.   - Ao entrar, a 10 minutos do final, para o lugar de Stojlikovic, na goleada bracarense sobre o Marítimo (5-1), Wilson Eduardo estreou-se com a camisola do Sp. Braga na Liga e ainda fez o 100º jogo na competição. Soma 27 partidas no Beira Mar, 27 no Olhanense, 25 na Académica, 20 no Sporting e agora 1 no Sp. Braga.   - O lateral Lionn, do Rio Ave, foi o outro “centenário” da jornada. É, contudo, mais constante nas camisolas do que Wilson Eduardo. Dos 100 jogos, 81 foram com o verde-e-branco do Rio Ave vestido, completando o lote com 8 jogos no Olhanense e 11 no V. Guimarães.   - Depois do golo ao Slovan Liberec, Rafa marcou também ao Marítimo. Não lhe acontecia marcar em dois jogos consecutivos desde que ajudou o Sp. Braga a vencer fora o V. Guimarães (2-1 para a Taça de Portugal) e o Penafiel (6-1 para a Liga) em Novembro do ano passado.   - O Marítimo não levava cinco golos num jogo desde Novembro de 2012, quando foi batido pelo FC Porto no Dragão por 5-0. Ruben Ferreira foi o único do onze que jogou nesse dia a repetir a experiência ontem.
2015-09-22
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- Maicon marcou, de livre direto, ao Estoril, o 11º golo pelo FC Porto e o primeiro que não foi obtido de cabeça. Os dez anteriores tinham sido todos na sequência de livres laterais ou cantos de Belluschi, João Moutinho, Hulk, James Rodríguez e Carlos Eduardo. A exceção a esta regra foi um golo de livre direto na única ocasião em que o central brasileiro representou a equipa B portista: a 3 de Fevereiro de 2013 surpreendeu João Pinho e marcou, quase de meio-campo, um livre à Oliveirense que ajudou a uma vitória por 3-1.   - Aboubakar marcou nos últimos três jogos do FC Porto em casa. Bisou ao Penafiel nos 2-0 com que os dragões encerraram a última Liga, repetiu a graça nos 3-0 aplicados ao V. Guimarães na abertura da atual e agora abriu o marcador nos 2-0 ao Estoril.   - Ao manter a baliza inviolada contra o Estoril, Iker Casillas voltou a contribuir com mais 90 minutos para o alargamento da série de imbatibilidade dos dragões nos jogos da Liga disputados em casa. São já 1125 minutos que Fabiano, Helton e agora Casillas levam sem sofrer golos em casa para a Liga, desde o segundo tento de Lima, na vitória do Benfica por 2-0, no Dragão, em Dezembro. O próximo jogo dos portistas em casa será precisamente contra o Benfica e, nele, bastarão três minutos para superar a série de 1127 estabelecida por Vítor Baía em 1995/96.   -O FC Porto fez apenas oito remates à baliza do Estoril durante os 90 minutos. O valor é um mínimo desde o empate no Restelo, como o Belenenses, que valeu o título ao Benfica na penúltima jornada da temporada passada, mas para encontrar um total tão baixo num jogo em casa é preciso recuar a 6 de Abril de 2014, quando os dragões bateram a Académica em casa por 3-1 rematando as mesmas oito vezes.   - O Estoril vai com cinco jogos seguidos sem sequer marcar golos no terreno dos grandes. Os 2-0 de sábado frente ao FC Porto somam-se aos 4-0 que encaixou na Luz face ao Benfica na abertura desta Liga e a mais três jogos negativos em 2014/15: 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e 4-0 em Alvalade. Tudo a seguir à melhor época da história do clube neste particular, por em 2013/14 ganhou fora a FC Porto e Sporting pelo mesmo resultado: 1-0.   - O Benfica virou frente ao Moreirense, de 0-1 para o 3-2 final. Foi a primeira reviravolta no marcador dos encarnados desde 8 de Março, quando venceram fora o Arouca por 3-1, depois de ter estado a perder por 1-0. Ponto em comum aos dois jogos é Iuri Medeiros, que em Março marcou o golo do Arouca e no sábado foi titular do Moreirense.   - Samaris marcou o primeiro golo com a camisola do Benfica. A última vez que tinha festejado em nome individual foi a 9 de Março de 2013, quando fez o golo do Olympiakos numa derrota (1-2) em Salónica com o PAOK.   - Jonas fez golos nos últimos quatro jogos do Benfica na Luz. Marcou o tento da vitória frente ao Moreirense, mas antes já tinha feito dois nos 4-0 ao Estoril, outros dois nos 4-1 ao Marítimo na festa do último título nacional e um nos 4-0 ao Penafiel. Não fica em branco na Luz desde 26 de Abril, quando o Benfica empatou a zero com o FC Porto.   - Raul Jiménez precisou de apenas dois jogos para marcar um golo no Benfica. No Atlético de Madrid, só marcou ao sétimo: contribuiu para os 4-0 com que os colchoneros ganharam ao Sevilha, a 27 de Setembro. O problema, porém, é que não marcou mais nenhum no que restou da época passada.   - Este Benfica-Moreirense foi fiel à história recente das duas equipas. Já são quatro jogos seguidos para a Liga com o mesmo resumo: o Moreirense marca primeiro e o Benfica acaba por ganhar. Os três jogos anteriores (a última jornada de 2013/14 e as duas partidas de 2014/15) tinham acabado com 3-1 favorável aos encarnados. Desta vez ficou 3-2.   - A última equipa a marcar duas vezes na Luz tinha sido o Sp. Braga, que ali ganhou por 2-1 nos oitavos de final da Taça de Portugal da época passada. Se contarmos só jogos da Liga, a última equipa a consegui-lo foi o Arouca, que ali empatou (2-2), a 6 de Dezembro de 2013.   - Rafael Martins já tinha marcado ao Benfica na última vez que tinha defrontado os encarnados, em Maio de 2014. Se no sábado abriu o placar, nessa altura fez de grande penalidade o golo que valeu o empate (1-1) ao V. Setúbal.   - A vitória do Sporting em Coimbra por 3-1 significa que tanto o clube como Jorge Jesus mantêm a série positiva nas visitas à Académica. Os leões não perdem em Coimbra desde 8 de Maio de 1977, enquanto que Jesus nunca ali perdeu como treinador.   - Aquilani fez de grande penalidade o primeiro golo com a camisola do Sporting. Não marcava desde de 2 de Outubro de 2014, quando abriu o placar numa vitória da Fiorentina em Minsk (3-0), a contar para a Liga Europa.   - Adrien falhou a primeira grande penalidade desde que, a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então e até acertar agora no poste da baliza de Lee, marcou a Schalke, Estoril, Marítimo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - O Sporting viu ser-lhe assinalada uma grande penalidade contra pelo segundo jogo consecutivo na Liga. Não lhe acontecia semelhante coisa desde Outubro e Novembro de 2013, quando perdeu (1-3) no Dragão com o FC Porto e ganhou (3-2) em casa ao Marítimo, sempre com golos sofridos de penalti. Ponto em comum é o árbitro Bruno Esteves, que tinha estado nesse Sporting-Marítimo.   - Bruno Esteves nunca tinha assinalado três grandes penalidades no mesmo jogo da Liga, mas já tinha marcado duas. Foi a 4 de Novembro de 2011, num empate caseiro do Sporting com a Naval, em que começou por apontar para a marca dos onze metros quando Evaldo derrubou Marinho, permitindo aos figueirenses empatar a uma bola, mas depois marcou uma mão de Camora na área, que Postiga converteu no 2-2 momentâneo.   - O último jogo com três penaltis na Liga também tinha sido em Coimbra. Foi o Académica-Gil Vicente, a 25 de Abril último, e os gilistas ganharam por 2-1, com golos de penalti de Ruben Ribeiro e Cadu, a responder a outro penalti de Rui Pedro. O árbitro era Soares Dias. Na época passada houve mais dois jogos com três penaltis: o Estoril-Penafiel (apitado por Tiago Martins) e o Paços de Ferreira-V. Setúbal (Luís Ferreira).   - Fernando Alexandre, expulso pelos dois penaltis cometidos, não via um vermelho desde 11 de Setembro de 2011, quando João Ferreira o expulsou imediatamente antes do intervalo de uma derrota do Olhanense, em casa, contra o Feirense (1-2).   - Além de FC Porto e Sporting, há mais cinco equipas que ainda não perderam nesta Liga: Rio Ave, V. Setúbal, Arouca, Paços de Ferreira e Belenenses. Para os vila-condenses não há grande novidade, uma vez que também não tinham perdido nas três primeiras rondas da época passada e, à 3ª jornada, até lideravam a classificação, mas para o Arouca a sensação é de novidade absoluta, pois nunca por tal tinha passado. O Paços de Ferreira tinha conhecido este arranque em 2012 (e acabou a Liga em terceiro lugar), mas os históricos V. Setúbal e Belenenses já mal se lembram de tal coisa. A última vez que tal sucedeu aos sadinos foi em 2007 (três empates a abrir deram um sexto lugar no final), enquanto que os belenenses têm de recuar até 2004 e a uma Liga que acabaram em nono lugar.   - André Claro, do V. Setúbal, foi o único jogador a marcar golos nas três primeiras jornadas da Liga. O último a conseguir fazê-lo tinha sido Jackson Martínez, que na época passada fez golos a abrir a Marítimo, Paços de Ferreira e Moreirense (dois). Mas para encontrar um português que o tenha feito é preciso recuar a 202, quando o benfiquista Simão marcou consecutivamente a Beira Mar, Moreirense e U. Leiria.   - Ao estabelecer o empate do Rio Ave em Setúbal (2-2), o veterano André Vilas Boas marcou o primeiro golo em 124 jogos na Liga. Misturando todas as competições, só tinha um golo na Taça de Portugal, um na II Liga e outro na II Divisão B. O último tinha sido a 20 de Outubro de 2013, na vitória (3-0) dos vila-condenses fora sobre o Esperança de Lagos.   - O Tondela ganhou pela primeira vez na Liga ao terceiro jogo neste escalão, batendo o Nacional por 1-0. Repetiu a performance do último estreante, o Arouca, que também se impôs pela primeira vez à terceira jornada em 2013, batendo na altura o Rio Ave pelo mesmo score. Pior correu a vida ao Trofense, o estreante anterior: perdeu os primeiros cinco jogos, empatou o sexto e só ganhou à sétima tentativa, batendo fora o V. Setúbal por 2-0.   - Bruno Moreira, que fez o golo do Paços de Ferreira no empate frente ao Arouca, não marcava desde que defrontou… o Arouca. Tinha feito dois dos três golos com que os pacenses venceram fora este mesmo adversário (3-1), a 26 de Abril.   - Rafael Bracalli, guarda-redes do Arouca, liderava a única defensa ainda sem golos sofridos na Liga, mas ainda assim falhou por 13 minutos o seu melhor início de época. Ainda que este tenha sido estabelecido quando era suplente do FC Porto e só atuava em partidas da Taça de Portugal e da Taça da Liga. Os 183 minutos em que manteve a baliza do Arouca inviolada até ao golo de Bruno Moreira só são ultrapassados no seu registo pessoal pelos 196 que durou essa mesma imbatibilidade na baliza do FC Porto em jogos com Pero Pinheiro, Académica e… Paços de Ferreira.   - Alan marcou, na vitória (4-0) sobre o Boavista, o seu 50º golo pelo Sp. Braga. Foram 30 na Liga, dez nas provas da UEFA, sete na Taça da Liga e três na Taça de Portugal. O primeiro acontecera a 23 de Outubro de 2008, na vitória por 3-0 sobre o Portsmouth.   - O U. Madeira-V. Guimarães foi o primeiro jogo sem golos na atual Liga. Aconteceu à 27ª partida, no encerramento da terceira jornada. Na época passada tinha sucedido à 18ª, num Moreirense-Sp. Braga que também fechava a segunda ronda (e também a uma segunda-feira à noite). Há dois anos, em contrapartida, o primeiro 0-0 só aparecera ao 42º jogo, um Académica-Arouca da sexta jornada. Para que se faça uma comparação, a Liga espanhola teve quatro 0-0 na primeira jornada e mais dois na segunda, enquanto que na Premier League inglesa o primeiro nulo surgiu na segunda ronda e na Bundesliga alemã tal só aconteceu à terceira. Em Itália, as primeiras duas semanas de competição ainda não proporcionaram nenhum 0-0  
2015-09-01
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- O Sporting não ganhava um jogo em período de compensação desde 11 de Janeiro, quando um livre de Tanaka lhe valeu uma vitória por 1-0 em Braga. Para encontrar uma vitória em tempo de compensação com um golo de penalti é preciso recuar até 8 de Fevereiro de 2006, data de um jogo em casa com o Paredes, para a Taça de Portugal, em que o 2-1 final surgiu aos 90+2’ numa grande penalidade convertida por João Moutinho.   - Adrien vai numa série de seis grandes penalidades consecutivamente convertidas. A última vez que falhou foi a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, quando permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então, marcou a Schalke, Estoril, Marítmo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - Ao fazer o golo do Tondela, Luís Alberto sucedeu a Bruno Amaro (Arouca), Pinheiro (Trofense), Bruno Fogaça (Naval), João Duarte (Moreirense) e Gamboa (Santa Clara) na honra de fazer o primeiro golo da sua equipa na Liga portuguesa. Dos seis, só Fogaça e João Duarte não o fizeram na baliza do Sporting.   - Ao bisar frente ao V. Guimarães, Aboubakar conseguiu algo que Jackson Martínez nunca foi capaz de fazer na primeira jornada das três Ligas que disputou. O colombiano, aliás, ficou mesmo em branco na abertura de 2012/13, um empate a zero frente ao Gil Vicente, e marcou apenas uma vez na estreia das duas derradeiras Ligas. Mas Jackson tem uma Liga a marcar sempre nas primeiras cinco jornadas e isso Aboubakar ainda terá de tentar.   - O FC Porto obteve a 10ª vitória consecutiva frente ao V. Guimarães no Dragão, um recorde entre as equipas que estão na edição deste ano da Liga. Desde Fevereiro de 2005 que o V. Guimarães não pontua no terreno dos azuis e brancos: na altura empatou a zero.   - Varela fez um o primeiro golo no Dragão desde 19 de Janeiro de 2014. Na altura obteve o segundo de uma vitória que também ficou pelos 3-0 e contra outro Vitória: o de Setúbal. Da equipa do FC Porto que alinhou nesse dia só restaram no jogo de sábado ele, Alex Sandro e Maicon.   - Armando Evangelista entrou na Ligada pior maneira: com uma derrota por 3-0 no Dragão. A última vez que o V. Guimarães estreara um técnico na Liga antes desta correra igualmente mal: em 2011/12, Manuel Machado saiu após a primeira jornada e a equipa ficou entregue ao seu adjunto Basílio Marques, que a 28 de Agosto de 2011 se estreou com uma derrota por 3-0, em casa, com o Beira Mar. Na jornada seguinte entrou em funções Rui Vitória.   - Mitroglu e Nelson Semedo fizeram um golo cada um, na estreia na Liga portuguesa. O último jogador a estrear-se com golo pelo Benfica tinha sido Jonas, que entrou ao intervalo para o lugar de Lima e fez o quarto numa vitória também ela por 4-0 frente ao Arouca, a 5 de Outubro de 2014. Curioso é que também nesse jogo o Benfica só abriu o ativo aos 75’.   - Jonas obteve frente ao Estoril o oitavo bis com a camisola do Benfica. O primeiro deles, aliás, foi mesmo um hat-trick, contra o Sp. Covilhã, na Taça de Portugal (vitória benfiquista por 3-2), naquele que foi o seu segundo jogo pelos encarnados. Desde esse desafio, o brasileiro bisou mais sete vezes, contra Moreirense, Estoril, Nacional, Académica, Belenenses, Marítimo e, de novo agora, Estoril.   - Os 4-0 ao Estoril são o melhor arranque de Liga do Benfica desde 1997, quando a equipa liderada por Manuel José se impôs ao Campomaiorense, na Luz, pelo mesmo resultado (golos de Calado, João Pinto e bis de Paulo Nunes). Para encontrar uma abertura com vitória por mais de quatro golos é preciso recuar a 1975 e a um 9-1 ao Leixões, com cinco golos de Nené, dois de Moinhos, um de Shéu e outro de Toni.   - O Estoril segue numa série horrível de 12-0 em visitas à Luz, depois do empate a um golo que ajudou os encarnados a perder o campeonato de 2012/13. Nas três épocas seguintes, os canarinhos perderam por 2-0, 6-0 e agora 4-0. Aliás, a equipa agora dirigida por Fabiano Soares tem sido freguesa habitual dos grandes sempre que os visita. Desde que, ainda com Marco Silva aos comandos, ganhou em Alvalade ao Sporting na despedida da Liga de 2013/14, vai com uma série de resultados amplos consecutivos: 3-0 em Alvalade, 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e agora 4-0 na Luz. Em todos esses jogos teve um penalti contra…   - Os três grandes ganharam os seus jogos na jornada de abertura na Liga. Algo que não acontecia há 21 anos, desde que, em 1994, o Sporting venceu fora o Farense (2-0, com golos de Juskowiak e Sá Pinto), o Benfica bateu o Beira Mar em Torres Novas (também 2-0, com golos de Paneira e Clóvis) e o FC Porto se impôs em casa ao Sp. Braga (ainda 2-0, com tentos de Rui Filipe e Kostadinov).   - Os 29 golos marcados nos nove jogos da primeira jornada da Liga são o arranque mais goleador desde 1996, quando em igual número de partidas se fizeram 34 tentos. A média de golos por jogo, porém, já tinha vindo a crescer nas últimas duas épocas, tendo há dois anos estado também acima dos três golos por jogo (26 em oito jogos).   - O Sp. Braga conseguiu, frente ao Nacional, a primeira virada da Liga (de 0-1 para 2-1). Curioso é que a última virada do Sp. Braga tinha acontecido no mesmo local e frente ao mesmo adversário: de 0-1 para 3-1 a 28 de Fevereiro de 2015, contra o Nacional, na 22ª jornada da última Liga.   - Gonçalo Brandão marcou ao Rio Ave o seu primeiro golo desde 18 de Outubro de 2003, data em que assinou o tento belenense na derrota em casa frente ao FC Porto, por 4-1. Desde então, além do Belenenses, representou Charlton, Siena, Parma e Cluj, mas nem por uma vez fez um golo.   - Os 3-3 no Restelo assinalaram a terceira época consecutiva do Rio Ave a marcar três golos no campo do Belenenses. Na época passada os vila-condenses tinham ganho por 3-1 e há dois anos por 3-0. Ponto comum às duas vitórias foram golos de Del Valle, o venezuelano entretanto emigrado para o Kasimpasa, da Turquia.   - Espetacular recuperação do Boavista em Setúbal: de 0-2 para 2-2 com um jogador a menos, por expulsão de Idris, aos 69'. O Boavista não recuperava um resultado num jogo que tenha acabado em inferioridade numérica na Liga desde 5 de Novembro de 2005, quando depois da expulsão de Areias, um golo de João Pinto, aos 87', valeu um empate (1-1) ante o Belenenses no Restelo. Na época passada, em casa contra o Rio Ave, também recuperou de 0-1 para 1-1 depois da expulsão de Beckeles, mas o jogo acabou dez contra dez, pois também foi expulso o vila-condense Prince.   - Nuno Coelho (Arouca) abriu em Moreira de Cónegos o caminho à vitória do Arouca, com um golo de cabeça que apenas o segundo na Liga. Sempre que ele marcou, porém, o Arouca ganhou: já tinha sido ele a garantir a vitória em casa ante o V. Setúbal, em Janeiro último (1-0).   - O dérbi da Madeira, com Breitner (U. Madeira) e Briguel (Marítimo) em campo (e não jogava a RFA de 1982…) sorriu à equipa azul e amarela. Não é novidade o Marítimo perder (já tinha saído derrotado nas últimas três visitas ao Nacional. Mas é novidade o U. Madeira ganhar: nos cinco anos que o União passara na I Liga empatara sempre em casa com o Marítimo e perdera nas deslocações aos Barreiros.   - A derrota em Paços de Ferreira significou o 10º jogo seguido sem ganhar na Liga para a Académica de José Viterbo. O treinador, que foi tão importante na recuperação, ganhando três dos primeiros quatro jogos, está ainda a cinco jogos de igualar o recorde de 15 sem vitória que custou o lugar a Paulo Sérgio, antes de ele entrar.
2015-08-17
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Último Passe

Início forte do FC Porto, equipa com ideias claras e quase sempre bem conjugadas, contra um V. Guimarães que poderá certamente mostrar mais contra adversários menos capazes mas que no Dragão mais pareceu o condenado a caminho do cadafalso. Os 3-0 trouxeram a todos os adeptos da casa duas certezas: Aboubakar é solução é o meio-campo funciona. Comungo da segunda, mantenho as dúvidas acerca da primeira.Primeiro, Aboubakar. Fez dois golos (o primeiro sujeito a confirmação no relatório do árbitro, pois fiquei com a ideia de que a bola ia para fora antes do desvio em João Afonso) e deixou os adeptos confiantes de que estará encontrado o sucessor de Jackson Martínez. Perdoem-me os otimistas, mas ainda não estou convencido. O que digo não é que Aboubakar não é um grande avançado. Porque é. Mas tenho dúvidas que seja o avançado que o futebol deste FC Porto pede. O camaronês é um jogador de espaços longos, veloz, pujante, mais forte em momento de transição ofensiva que em ataque posicional, em que aquilo que se pede é uma melhor recepção, um melhor jogo posicional dentro do 4x3x3 e a capacidade para decidir num toque.Depois, o meio-campo. O FC Porto aposta tudo num meio-campo super rotativo, onde não há um 10 mas há dois 8. Francamente, desde que os dois 8 apareçam com frequência na área em posição de conclusão, como sucedeu hoje com Imbula e Herrera, não vejo que daí venha algum mal à organização portista. Até porque um meio-campo altamente rotativo como o formado por Danilo (ou até Ruben Neves), Herrera e Imbula joga no mesmo cumprimento de onda dos dois extremos utilizados (os velozes Varela e Tello) e dos laterais que são primeira escolha de Lopetegui (Maxi e Alex Sandro). A equipa tem o motor no corredor central mas desequilibra nas alas.
2015-08-15
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Stats

O FC Porto até tem tido algumas dificuldades nas deslocações ao Estádio D. Afonso Henriques, onde empatou nas duas últimas épocas, mas sempre que recebe os vitorianos tem sabido conquistar os três pontos: já lá vão nove vitórias consecutivas no Dragão desde que, em Fevereiro de 2005, uma equipa vimaranense dirigida por Manuel Machado ali empatou sem golos frente a uma formação do FC Porto onde José Couceiro dava os primeiros passos como treinador. Nessa partida, pelo V. Guimarães alinhou Moreno, que ainda faz parte do plantel minhoto.A corrente série de nove jogos sem pontuar faz do V. Guimarães o “melhor freguês” dos portistas na atual Liga, a par do outro Vitória, o de Setúbal, que também leva nove derrotas consecutivas no Dragão mas empatou ali pela última vez (também a zero) em Outubro de 2005. Há menos tempo que o V. Guimarães, portanto: a época que entretanto passou na II Liga atrasa os vimaranenses nestas contas. Na lista dos “melhores fregueses” aparecem em lugar de destaque adversários bem competitivos, como o Sporting ou o Sp. Braga, que perderam os últimos seis jogos no Dragão a contar para a Liga.A série de nove derrotas consecutivas do V. Guimarães teve início em Maio de 2006, com um 3-1 que contou com um bis de Lucho González e um golo de Adriano, tendo o Vitória marcado por intermédio de Antchouet. Nessa época o FC Porto foi campeão e os vimaranenses desceram de divisão, pelo que o confronto só se repetiu em Dezembro de 2007, com 2-0 favorável ao FC Porto (golos de Sektioui e Lisandro Lopez). Em 2008/09 repetiu-se o 2-0, desta vez com golos de Lisandro e Farías, e em 2009/10 os dragões foram ainda mais longe: 3-0, com golos de Hulk, Guarín e Falcao. Desde então, mais cinco vitórias azuis e brancas: 2-0 (Falcao e C. Rodriguez) em 2010/11; 3-1 (Rolando, Moutinho e James, contra Faouzi) em 2011/12; 4-0 (bis de Lucho, com golos de Hulk e Jackson) em 2012/13; 1-0 (Josué) em 2013/14 e outra vez 1-0 (Brahimi) em 2014/15. - O lateral Ricardo, do FC Porto, poderá completar o 50º jogo na Liga portuguesa, na qual se estreou precisamente ao serviço do V. Guimarães, frente ao Paços de Ferreira, em Abril de 2012. - Aboubakar, avançado camaronês do FC Porto, defronta a equipa contra a qual se estreou na Liga portuguesa, em Setembro do ano passado. Entrou no último minuto para o lugar de Herrera mas já não conseguiu fazer nada para evitar o empate a um golo no Estádio D. Afonso Henriques. - Do outro lado, o lateral Bruno Gaspar também pode defrontar a equipa contra a qual se estreou na Liga, uma vez que chegou à divisão principal vindo do Benfica B e jogou pela primeira vez no mesmo dia que Aboubakar. - O guardião vimaranense Douglas está a um golo dos 100 sofridos na I Liga. Se sofrer golos no Dragão atingirá esse marco histórico. - Os vimaranenses Alex e Tozé fizeram os primeiros jogos como seniores com a camisola do FC Porto. Alex fê-lo a 17 de Outubro de 2009, tinha ele 18 anos acabados de fazer e era uma das figuras dos juniores dos dragões quando entrou nos últimos 21 minutos para o lugar de Mariano González numa vitória por 4-0 sobre o Sertanense, para a Taça de Portugal. Vestia a camisola 41. Esse foi, porém, o único jogo em que representou o FC Porto. Quanto a Tozé, já apareceu com as equipas B: estreou-se a 12 de Agosto de 2012, num empate a duas bolas em Tondela, rendendo no último minuto Fábio Martins.
2015-08-13
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