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Último Passe

Vinte minutos de bom futebol, com aproveitamento total das situações de golo criadas nessa altura, valeram ao Sporting uma vitória tranquila sobre o U. Madeira em Alvalade, por 2-0, a certeza matemática da qualificação para a Liga dos Campeões da próxima época e a continuação na luta pelo título, metendo pressão sobre o Benfica, que amanhã visita o Rio Ave. Teo Gutièrrez voltou a marcar e a mostrar-se importante na manobra global da equipa, para a qual também contribuíram em grande parte os três médios, ante um adversário que só deu um ar da sua graça num remate de Danilo Dias, superiormente defendido por Rui Patrício. Jorge Jesus disse mesmo no fim do jogo que “em oito meses”, já pagou o seu “contrato de três anos”, mas por muito que o treinador se esforce por realçar o crescimento da equipa, que superou a três jornadas do fim o total de pontos feito na época passada, o objetivo principal está por alcançar e não depende apenas daquilo que o Sporting possa fazer. O treinador leonino tem razão quando diz que o Sporting está a fazer um “campeonato espetacular”, mas já foi demasiado parcimonioso ao afirmar que o Benfica – “o rival”, nas palavras dele – também está a fazer “um bom campeonato”. Ambos estão a ser bem mais do que bons e a verdade é que, ganhe quem ganhar, acabará por tê-lo merecido. Como o Sporting mereceu a vitória contra o U. Madeira, de resto. Os leões entraram sem Ruiz, fazendo alinhar Bruno César na esquerda, mas mostraram na mesma as movimentações trabalhadas em momentos ofensivos, conseguindo criar situações de golo desde o arranque da partida. Téo Gutièrrez marcou logo aos 7’, na sequência de um canto na direita em que os leões fizeram girar a bola até à esquerda, de onde saiu um cruzamento de Zeegelaar para o cabeceamento do colombiano. Mesmo sem cinco habituais titulares, todos em risco de exclusão e por isso poupados para a batalha com a Académica, que terá lugar já na próxima jornada, o União da Madeira podia ter empatado, por Danilo Dias, também na sequência de um canto, mas o remate esbarrou numa excelente intervenção de Rui Patrício. E, ainda antes dos 20’, João Mário acorreu a mais um cruzamento de Zeegelaar para fazer o 2-0 num vólei que permitiu que o jogo entrasse numa fase pachorrenta. Até final, o União só criou perigo em duas situações, ambas na segunda parte e sempre fruto de erros leoninos. Primeiro quando Ruben Semedo cortou mal um cruzamento e quase o endereçava para a própria baliza, e depois, já perto do final, quando Rui Patrício largou uma bola vinda de um canto. Pelo meio, o Sporting limitava-se a gerir o jogo em posse, raramente metendo a velocidade que lhe permitiria o 3-0 e a tranquilidade total. Téo ainda perdeu esse terceiro golo na primeira parte, após belo trabalho de Coates na direita, e voltou a estar perto dele no segundo tempo, mas se na primeira vez acertou mal na bola, na segunda viu Gudiño impedir o golo com uma boa mancha. Slimani, que saiu mais cedo para evitar riscos de um amarelo que o afastasse do decisivo jogo do Dragão, também teve duas chances, disparando em ambos os casos para fora. E Adrien ainda acertou com estrondo no poste. O golo, porém, não fazia grande falta. Não tanta como poderá vir a fazer um do Rio Ave ao Benfica na partida de amanhã.
2016-04-23
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O Sporting de Jorge Jesus entra em campo para defrontar o U. Madeira de Norton de Matos com a obrigatoriedade de ganhar se quer manter a pressão sobre o Benfica, que só joga amanhã, em Vila do Conde, e sabendo que, mesmo que o FC Porto ganhe em Coimbra, garantirá a segunda posição e os milhões da Champions se vencer os insulares. Para Jesus, o desafio é enorme, tendo em conta que pela frente vai aparecer-lhe uma espécie de vírus: o União foi a primeira equipa portuguesa a ganhar-lhe desde que é treinador do Sporting e Norton de Matos um treinador com o qual, em jogos da Liga, perdeu sempre, não sendo sequer capaz de fazer um golo. Os dois treinadores são sensivelmente da mesma idade – Norton é sete meses mais velho – e defrontaram-se muitas vezes em campo. Foram colegas de equipa apenas no final das respetivas carreiras, no Estrela da Amadora comandado por Fernando Cabrita, em 1986/87, jogando a Zona Sul da II Divisão. Como treinadores, começaram a defrontar-se logo em 1991, na II Divisão, tendo o Amora de Jesus ganho as duas partidas ao Barreirense de Norton. Na I Divisão, porém, foi Norton quem levou a melhor nos dois confrontos entre ambos. A primeira vez foi num V. Setúbal-U. Leiria de Outubro de 2005, que os sadinos ganharam por 2-0, com golos de Ricardo Chaves e Fábio. E a outra foi o U. Madeira-Sporting desta época, em que o União bateu surpreendentemente os leões por 1-0, graças a um tento de Danilo Dias. O cruzamento de histórias entre os dois vai muito para lá da época que passaram juntos, ainda de calções, no Estrela da Amadora. Jesus e Norton de Matos trabalharam ambos no Benfica, em 2012/13, com o atual técnico do Sporting a ocupar-se da equipa principal e o treinador do U. Madeira a liderar a equipa B. Além disso, ambos sabem o que é trabalhar no rival de hoje. Jorge Jesus já foi treinador do U. Madeira, não tendo conseguido bons resultados na passagem pelos azuis e amarelos do Funchal: esteve apenas dois meses no cargo, em Fevereiro e Março de 1988, perdendo mais jogos do que os que ganhou. Norton de Matos nunca treinou o Sporting mas já foi lá diretor desportivo.   Na sua carreira de treinador, Norton de Matos já defrontou os leões por três vezes, todas com o mesmo resultado: 1-0. Aconteceu primeiro quando Norton dirigia o Barreirense, em Novembro de 1992, e a equipa da margem sul do Tejo foi batida em casa pelos leões de Robson por 1-0 em jogo da Taça de Portugal (marcou Cadete). Depois, já Norton estava no V. Setúbal, voltou a perder, desta vez em jogo da Liga, em Alvalade, datado de Setembro de 2005, no qual o Sporting de Peseiro se impôs graças a um golo de Deivid. Por fim, na primeira volta, o U. Madeira de Norton impôs a primeira derrota ao Sporting de Jesus no atual campeonato, graças a um golo de Danilo Dias.   O Sporting ganhou as últimas cinco partidas que efetuou, mas está ainda assim a duas vitórias da melhor série da época, que são as sete vitórias seguidas de Novembro e Dezembro, encaixadas entre as derrotas frente ao Skenderbeu e ao Sp. Braga. A série atual começou logo após a derrota caseira com o Benfica (0-1). Depois desse jogo, os leões impuseram-se ao Estoril (2-1), ao Arouca (5-1), ao Belenenses (5-2), ao Marítimo (3-1) e ao Moreirense (1-0).   Se contarmos apenas com jogos da Liga, esta também, não é a melhor série dos leões, que entre a sétima e a 13ª jornadas ganharam também sete jogos consecutivos. Essa série, que começou após o empate com o Boavista no Bessa, foi interrompida precisamente com a derrota frente ao U. Madeira na Choupana (1-0).   Slimani marcou golos nos últimos três jogos do Sporting, interrompendo frente ao Marítimo um período de quase três meses sem marcar em Alvalade que já durava desde o empate com o Tondela (2-2), a 15 de Janeiro. Nas últimas três partidas, o argelino fez os dois primeiros nos 5-2 aplicados ao Belenenses, no Restelo, fechou a contagem leonina nos 3-1 em casa ao Marítimo e obteve o único golo na vitória por 1-0 frente ao Moreirense, no Minho. Há mais de um mês que não passa um jogo sem marcar: o último zero foi frente ao Arouca, em casa, a 15 de Março.   Por outro lado, há dois meses que o Sporting sofre sempre golos nos jogos em casa. A última baliza virgem de Rui Patrício em Alvalade aconteceu a 22 de Fevereiro, contra o Boavista (2-0). Depois disso, marcaram ali o Benfica (0-1), o Arouca (5-1) e o Marítimo (3-1).   O U. Madeira chega a Alvalade com uma série de onze jogos sem ganhar. A última vitória conseguiu-a em casa, frente ao Nacional, a 23 de Janeiro (3-0). Depois disso, tem três empates (1-1 com o Estoril, 0-0 com o Belenenses e 2-2 com o V. Setúbal) e perdeu os restantes oito jogos (3-1 com o V. Guimarães, 1-0 com o Moreirense, 3-0 com o Arouca, 2-0 com o Benfica, 3-2 com o FC Porto, 2-0 com o Sp. Braga, 1-0 com o Tondela e 4-3 com o Paços de Ferreira). Se não ganhar em Alvalade, o União iguala a sua pior série de sempre na Liga portuguesa, que foram as doze jornadas sem ganhar entre um 2-0 ao Gil Vicente, a 18 de Setembro de 1994, e um 3-0 ao V. Setúbal, a 15 de Janeiro de 1995.   Além do mais, o U. Madeira vem com nove derrotas seguidas no continente, desde que empatou a duas bolas em Setúbal, frente ao Vitória, a 28 de Novembro. Desde esse jogo até conseguiu uma vitória fora de casa, mas foi frente ao Marítimo, no Funchal (1-0). Em jogos que se seguiram à viagem até ao continente perdeu sucessivamente com Paços de Ferreira (6-0), Académica (3-1), Rio Ave (1-0), V. Guimarães (3-1), Arouca (3-0), Benfica (2-0), FC Porto (3-2), Sp. Braga (2-0) e Tondela (1-0).   O U. Madeira marcou já esta época três golos aos grandes, todos da autoria do mesmo jogador: Danilo Dias. O brasileiro fez o golo com que a equipa insular se impôs ao Sporting na Choupana por 1-0 e depois marcou os dois com que chegaram a ameaçar a vitória do FC Porto no Dragão, em jogo resolvido por Corona, a 3 minutos do fim (3-2).   Miguel Fidalgo poderá fazer em Alvalade o 100º jogo pelo U. Madeira, depois de se ter estreado pelo clube a 4 de Fevereiro de 2013, com uma derrota por 4-1 frente ao Benfica B, em Lisboa, em jogo em que o adversário era dirigido pelo seu atual treinador, Luís Norton de Matos. Ao todo, Miguel Fidaldo soma 99 jogos (13 na Liga, 73 na II Liga, quatro na Taça de Portugal e nove na Taça da Liga) e 25 golos (22 na II Liga, um na Taça de Portugal e dois na Taça da Liga) pelo U. Madeira. Na última vez que jogou contra o Sporting, marcou um golo mas perdeu: foi a 13 de Novembro de 2010, Fidalgo jogava na Académica e bateu Rui Patrício numa derrota por 2-1 em Coimbra.   O lateral Paulinho, do U. Madeira, estreou-se na Liga a defrontar o Sporting, lançado por Jorge Casquilha num empate (2-2) alcançado pelo Moreirense na receção aos leões, a 26 de Novembro de 2012. Desta vez estará fora, poupado por Norton de Matos a pensar em confrontos futuros.   O U. Madeira nunca marcou sequer um golo em Alvalade, tendo perdido todas as partidas que ali efetuou: 2-0 em 1989 e 1990, 3-0 em 1991, 1-0 em 1993 e 4-0 em 1995.   Neste século, as duas equipas só se defrontaram duas vezes, ambas no Funchal. Em Dezembro de 2006, para a Taça de Portugal, ganhou o Sporting por 3-1, com golos de Moutinho, Farnerud e Tello ainda na primeira parte, aos quais respondeu Belic já perto do final. Em Dezembro do ano passado, ganhou o U. Madeira por 1-0, com o tal golo de Danilo Dias.  
2016-04-23
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A vitória do FC Porto sobre o U. Madeira (3-2) foi arrancada a ferros pelos dragões, com um golo de Corona perto do final, depois de terem permitido que os madeirenses recuperassem de 2-0 para 2-2. Foi o sétimo jogo de campeonato consecutivo do FC Porto a sofrer golos, que não deixa a baliza a zeros desde o 1-0 ao Marítimo, na estreia de José Peseiro. Desde aí, a equipa portista ganhou por 3-1 ao Estoril, perdeu por 2-1 com o Arouca, ganhou 2-1 ao Benfica, 3-2 ao Moreirense, 2-1 ao Belenenses, perdeu 3-1 com o Sp. Braga e agora bateu por 3-2 o U. Madeira. Para se encontrar uma série defensivamente tão negativa é preciso recuar a Março e Abril de 2007, quando os dragões estiveram as mesmas sete jornadas seguidas a sofrer golos: 2-1 ao Marítimo, 0-1 com o Sporting, 1-1 com o Benfica, 5-1 ao V. Setúbal, 2-1 à Académica, 3-1 ao Belenenses e 1-2 com o Boavista, antes de um 2-0 ao Nacional.   Corona, autor do golo decisivo, já não marcava desde 10 de Janeiro, na última jornada da primeira volta, quando esteve entre os goleadores dos 5-0 ao Boavista, no Bessa. Foi o oitavo golo do ala mexicano esta época, sendo que o FC Porto nunca perdeu com ele a marcar e o pior que lhe sucedeu foi empatar a duas bolas no terreno do Moreirense.   Aboubakar, que abriu o marcado no FC Porto-U. Madeira, voltou a marcar, exatamente um mês depois do seu último golo, que tinha sido obtido a 12 de Fevereiro, frente ao Benfica, na Luz. O golo ao U. Madeira foi o 17º desta época para o camaronês (12º na Liga, aos quais junta três na Liga dos Campeões, um na Taça de Portugal e outro na Taça da Liga), transformando a presente temporada na melhor da carreira do atacante camaronês, que nunca tinha feito mais que os 16 golos obtidos ao serviço do Lorient em 2013/14.   Esta foi apenas a terceira vez que o FC Porto de José Peseiro marcou o primeiro golo de um jogo, em oito jornadas de campeonato. Já o tinha conseguido no 1-0 ao Marítimo e no 2-1 ao Belenenses. Nos outros cinco jogos, começou sempre em desvantagem: no 3-1 ao Estoril, no 1-2 com o Arouca, no 2-1 ao Benfica, no 3-2 ao Moreirense e no 1-3 com o Sp. Braga.   Herrera autor do segundo golo do FC Porto, também marcou pela primeira vez desde o jogo com o Benfica, há exatamente um mês, a 12 de Fevereiro. O mexicano igualou o total de golos da época passada – sete – mas em menos 16 jogos – de 46 para 30. Os sete golos desta época foram todos na Liga portuguesa, enquanto que na temporada anterior o médio mexicano tinha conseguido quatro na Champions.   Danilo Dias, autor dos dois golos do U. Madeira, foi o autor de todos os golos da equipa insular desde a vitória por 3-0 sobre o Nacional, a 23 de Janeiro. Depois disso, já tinha sido ele a marcar na derrota em Guimarães (1-3) e no empate em casa com o Estoril (1-1).   Foi o terceiro jogo consecutivo de campeonato em que o FC Porto sofre dois golos no Dragão, pois antes tinha ganho por 3-2 ao Moreirense e perdido por 2-1 com o Arouca. Em três jogos, o FC Porto sofreu o dobro dos golos no Dragão que tinha sofrido nos dez anteriores (três, marcados por Paços de Ferreira, Académica e Rio Ave). E o dobro dos que ali sofreu em todo o campeonato passado (também três, dois do Benfica e um do Sp. Braga).   Contando todas as competições, o U. Madeira não ganha há sete jogos. A mais longa série de partidas sem vitória dos madeirenses teve início logo após a vitória sobre o Nacional, por 3-0, a 23 de Janeiro e engloba cinco derrotas (V. Guimarães, Moreirense, Arouca, Benfica e FC Porto) e dois empates (Estoril e Belenenses). O União, que esta época já tinha duas sequências de seis jogos sem ganhar, não deixava que elas se alargassem a um sétimo desde Março e Abril de 2013, quando esteve sem vencer entre a 31ª e a 37ª ronda da II Liga.   Com a vitória frente ao U. Madeira, o FC Porto chegou aos 58 pontos, menos quatro do que na época passada. Há dois anos, porém, os dragões estavam pior, com apenas 52 pontos, tendo acabado essa época no terceiro lugar. Já os 23 golos sofridos nas primeiras 26 jornadas de campeonato são um recorde negativo desde os 28 que a equipa de Otávio Machado e depois José Mourinho tinha encaixado em 2001/02.
2016-03-15
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Último Passe

Um golo de Corona, a aproveitar nos últimos minutos a acumulação de gente na área por parte do FC Porto para tabelar com Suk antes de rematar com potência e colocação para o fundo das redes, manteve a equipa de José Peseiro viva na Liga, porque permitiu a dramática vitória por 3-2 sobre o U. Madeira. Naquela altura, já poucos dos adeptos presentes no Dragão acreditariam no sucesso que parecia inevitável quando a equipa chegou aos 2-0, a abrir a segunda parte. Mas aí revelou-se a propensão recente deste FC Porto para a reanimação de adversários moribundos, com dois erros seguidos a permitirem os golos de Danilo Dias que quase tiravam dois pontos de que a equipa azul e branca estava tão necessitada. No fim do jogo, Peseiro reforçou duas ideias recorrentes. A de que as constantes lesões e castigos tiram consistência à equipa, que se vê constantemente forçada a mudar e por isso não assimila os processos, e a de que, apesar de tudo, a equipa está viva, que a falta de consistência ainda não a matou. Contra o U. Madeira, porém, obrigou-a a trabalhos forçados, depois de uma primeira parte com bom futebol – ainda que não isenta de erros defensivos. Sem os dois centrais titulares – os dois que restam no plantel – Peseiro compôs a charneira central do setor mais recuado com Chidozie, uma vez mais requisitado à equipa B, e Layun, desviado da esquerda, para onde entrou José Angel. Depois, como além de Marcano e Indi faltavam também Danilo e André André, o treinador chamou Ruben Neves e Sérgio Oliveira, tendo este sido dos melhores num primeiro tempo com movimentos ofensivos de qualidade. Foi dele, aliás, o passe de rotura que Maxi Pereira aproveitou para oferecer o primeiro golo a Aboubakar, também ele regressado à titularidade. Acontece que aos tais movimentos ofensivos de qualidade, o FC Porto continua a somar a tal inconsistência defensiva preocupante, que se deve à constante necessidade de fazer mudanças, com disse Peseiro, mas também a uma escassez de alternativas de qualidade no plantel que, por uma questão de solidariedade institucional com a administração, o treinador não reconheceu. Miguel Cardoso falhou o empate ainda na primeira parte, num lance em que teve tudo para o fazer, e como Hererra, num belo remate em arco que foi o momento da noite, fez o 2-0 logo a abrir o segundo tempo, a questão do resultado parecia resolvida. Só que aí voltou a entrar a inconsistência defensiva deste FC Porto, em dois erros seguidos que deram dois golos a Danilo Dias, entretanto lançado por Norton de Matos no jogo. Com pouco mais de 20 minutos para o fim, o FC Porto apertou na frente, passando a jogar com dois pontas-de-lança, fruto da junção de Suk (que entrou para o lugar de Ruben Neves) a Aboubakar. Só que isso deixava espaço atrás e a ideia que ficou foi a de que os jogadores do U. Madeira ainda sonharam com a reviravolta completa num terceiro golo em contra-ataque. Acabou por ser o FC Porto a marcar, no tal lance de Corona, alcançando uma vitória tão justa como sofrida que, sendo verdade que mantém a equipa viva na Liga – a quatro pontos do Sporting e três do Benfica, que só joga na segunda-feira – não faz augurar nada de bom para os jogos que aí vêm.
2016-03-13
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O FC Porto enfrenta mais um jogo sem Marcano, o mais estável dos seus defesas-centrais, e isso, somado à ausência de Martins-Indi, deverá obrigar José Peseiro a proceder à adaptação de Layun ao centro, onde jogará ao lado do jovem Chidozie. A ausência de Marcano, que está lesionado, não tem sido boa notícia para os dragões, que sem ele em jogos  de grau de exigência médio ou alto sofrem sempre pelo menos um golo. Caso para dizer que em sete testes sem o espanhol, a defesa do FC Porto chumbou sempre. Entre campeonato, Liga dos Campeões e Liga Europa – os jogos de maior exigência – os dragões sofreram golos nos sete jogos que fizeram sem o defesa central espanhol, ainda que tenham conseguido ganhar três: 2-1 ao Paços de Ferreira, 3-1 à Académica e 2-1 ao Benfica. Além disso, também terão saído satisfeitos com o empate (2-2) frente ao Dynamo, em Kiev, o mesmo já não podendo dizer-se das derrotas encaixadas contra o Sporting (0-2), Arouca (1-2) e Borussia Dortmund (0-2). Além destes sete jogos, Marcano falhou mais cinco, mas contra equipas de segundo escalão, a contar para a Taça da Liga ou a Taça de Portugal. Na Taça da Liga, não esteve nas derrotas frente ao Famalicão (0-1) e Feirense (0-2), tendo a equipa mostrado outro rendimento nas ausências do espanhol em partidas da Taça de Portugal. Aí, mesmo sem ele (e sempre com Helton na baliza), os dragões ganharam ao Varzim (2-0), ao Feirense (1-0) e ao Gil Vicente (2-0).   A deslocação ao Dragão corresponderá ao 200º jogo do U. Madeira na I Divisão, prova em que a equipa se estreou a 19 de Agosto de 1989, com uma derrota por 1-0 frente ao Feirense em Santa Maria da Feira. Até aqui, os insulares ganharam 47 jogos, empataram 61 e perderam 91 dos 199 jogos que fizeram neste escalão, marcando 166 golos e sofrendo 282.   José Peseiro, treinador do FC Porto, tem uma longa história de sucesso na Madeira, onde foi treinador do Nacional. Depois de deixar o Funchal, em 2003, nunca defrontou o U. Madeira, mas tem tido uma baixa taxa de sucesso contra equipas da ilha. Entre Sporting (seis jogos), Sp. Braga (quatro jogos) e FC Porto (um jogo), soma cinco derrotas contra o Nacional (perdeu sempre) e quatro vitórias e duas derrotas contra o Marítimo, a equipa que lhe assinalou a estreia pelos dragões.   Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira, já defrontou o FC Porto por duas vezes e nunca viu as suas equipas marcar um único golo aos dragões. Na única visita ao Dragão, porém, obteve um empate a zero: foi a 29 de Outubro de 2005 que o V. Setúbal comandado por Norton impôs um 0-0 ao FC Porto de Co Adriaanse. Depois disso, já com o U. Madeira, perdeu por 4-0 na Choupana contra o FC Porto de Julen Lopetegui.   O último confronto entre José Peseiro e Luís Norton de Matos foi a 25 de Setembro de 2005 e acabou com uma vitória do Sporting de Peseiro sobre o V. Setúbal de Norton, por 1-0, graças a um golo de Deivid, mas com assobios da bancada de Alvalade quando, a 10 minutos do fim, o então treinador leonino substituiu Liedson por Beto para segurar a vantagem contra um Vitória reduzido a dez, por expulsão do guarda-redes Moretto. Antes, os dois já se tinham defrontado no banco na II Liga de 2001/02: o Nacional de Peseiro ganhou na Choupana ao Sp. Espinho de Norton por 3-1.   O FC Porto de José Peseiro continua sem empatar: soma sete vitórias e cinco derrotas em 12 jogos. Após cada derrota, porém, reagiu sempre com uma vitória. Ganhou ao Estoril depois de perder com o Feirense, ganhou ao Benfica depois de perder com o Arouca e ganhou ao Moreirense e ao Belenenses na sequência das duas derrotas com o Borussia Dortmund. Como vem de uma derrota contra o Sp. Braga, a sequência lógica seria a vitória contra o U. Madeira.   Em casa, no entanto, a equipa de José Peseiro tem sido absolutamente bipolar, nunca tendo ganho dois jogos seguidos. O gráfico de altos e baixos fez-se numa sequência alternada de vitórias e derrotas: ganhou ao Marítimo, perdeu com o Arouca, ganhou ao Moreirense, perdeu com o Borussia Dortmund e ganhou ao Gil Vicente. A sequência lógica seria, portanto, uma derrota contra o U. Madeira.   O U. Madeira, por sua vez, chega ao Dragão com seis jogos seguidos sem ganhar, nos quais obteve dois empates (em casa com Estoril e Belenenses) e quatro derrotas (em casa com o Moreirense e nas deslocações aos terrenos do V. Guimarães, Arouca e Benfica). Foi a segunda sequência de seis jogos sem ganhar do U. Madeira esta época, depois das três derrotas e três empates em Agosto e Setembro, série interrompida com uma vitória por 5-1 face ao Sertanense, a 18 de Outubro, para a Taça de Portugal. O adversário de hoje será um pouco mais difícil.   Marega e José Sá, atuais jogadores do FC Porto, estavam em campo na última vitória do U. Madeira, mas com a camisola do Marítimo. Foi a 16 de Janeiro, que o União ganhou à equipa verde-rubra por 1-0, nos Barreiros, graças a um golo de Cadiz.   Danilo Dias marcou os últimos dois golos do U. Madeira e os únicos que a equipa insular fez nas últimas seis partidas: o primeiro não impediu a derrota em Guimarães (3-1 a 29 de Janeiro), ao passo que o segundo valeu um empate em casa frente ao Estoril (1-1, a 19 de Fevereiro). Danilo até já marcou por mais de uma vez ao Sporting, mas na sua carreira nunca fez um golo ao FC Porto.   Entre os jogadores do União, quem já sabe o que é marcar ao FC Porto é Miguel Fidalgo, avançado lançado por Peseiro no Nacional, em Novembro de 2000, na II Liga. O atacante madeirense já fez três golos aos dragões quando representava o Nacional. Nesses jogos, ganhou dois (4-0 no Dragão, em Março de 2005, e 2-1 na Choupana em Janeiro de 2009), tendo perdido o outro (4-2, também em Janeiro de 2009).   O U. Madeira nunca ganhou ao FC Porto e o máximo que conseguiu em 13 jogos contra os dragões foram dois empates, ambos no Funchal: 2-2 em Abril de 1992 e 0-0 em Fevereiro de 1995. Quando visitou o FC Porto (uma vez no Dragão e seis nas Antas) perdeu sempre, sofreu pelo menos três golos nas últimas cinco visitas e só por duas vezes marcou, no 4-1 de 1994 e no 3-1 de 2015.
2016-03-12
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Jonas obteve, na vitória do Benfica frente ao U. Madeira (2-0) o 10º bis da época, depois de já ter marcado por duas vezes nos jogos com Estoril (4-0), Belenenses (6-0), Paços de Ferreira (3-0), Académica (3-0), Rio Ave (3-1), Marítimo (6-0), Moreirense (4-1) e Belenenses (5-0). Para se chegar aos dez jogos é preciso juntar um hat-trick, ao Nacional (4-1).   Com os dois golos ao U. Madeira, o brasileiro voltou a colocar-se no primeiro lugar da corrida à Bota de Ouro de 2016. Soma 26 golos no campeonato, prova onde marcou a todas as equipas menos cinco: Sporting, FC Porto, Sp. Braga, V. Guimarães e Boavista. Destas cinco, conseguiu na época passada marcar a Sp. Braga, V. Guimarães e Boavista, o que significa que em Portugal só Sporting e FC Porto não sabem ainda o que é sofrer um golo de Jonas.   Jonas soma estes 26 golos em 24 jornadas, produção muito melhor que a da época passada, na qual, é verdade, só começou a jogar à 7ª ronda. À 24ª jornada, Jonas tinha no ano passado apenas nove golos, tendo depois feito mais onze nas dez partidas que restaram até final da época. Há 14 anos que nenhum jogador tinha tantos golos marcados à 24ª jornada da Liga portuguesa. O último foi Jardel, que em 2001/02 chegou a este ponto com 28 golos marcados.   Além disso, Jonas igualou o melhor marcador do Benfica num campeonato deste século, que foi Oscar Cardozo, autor de 26 golos nas 30 rondas de 2009/10. Basta-lhe fazer mais um para se isolar nesta tabela e continuar a perseguir Mats Magnusson, que acabou as 34 jornadas de 1989/90 com 33 golos.   Contabilizando todas as provas, Jonas marcou golos pela terceira partida consecutiva, depois de já ter feito o golo da vitória sobre o Zenit (1-0) e de ter marcado um na vitória em Paços de Ferreira (3-1). Foi a primeira vez que o brasileiro marcou em três jogos consecutivos nesta época, sendo que na anterior tem duas séries de quatro jogos seguidos a marcar.   Quem ficou em branco foi o grego Mitroglou, que assim parou a sua série de jornadas de Liga sempre a marcar nas sete. Tinha marcado ao Nacional (4-1), ao Estoril (2-1), ao Arouca (3-1), ao Moreirense (4-1), ao Belenenses (5-0), ao FC Porto (2-1) e ao Paços de Ferreira (3-1), antes de voltar aos zeros frente ao U. Madeira. Igualou um registo que ninguém conseguia obter desde Jackson Martínez, que marcou sempre entre a segunda e a oitava jornada de 2012/13.   Vinte jogos depois, Renato Sanches falhou um jogo do Benfica. Rui Vitória poupou o médio, que tem quatro amarelos na Liga e por isso corria o risco de ficar suspenso para o jogo com o Sporting, na 25ª jornada. Renato vinha com 20 jogos seguidos sempre a jogar, 18 como titular e dois como suplente utilizado (ambos na Taça da Liga), sendo que não ficava a ver os companheiros jogar precisamente desde a última visita a Alvalade, a derrota (1-2, após prolongamento) para a Taça de Portugal.   O U. Madeira somou a terceira derrota consecutiva fora de casa, depois de perder em Guimarães (1-3 com o Vitória) e em Arouca (0-3). Nas últimas sete deslocações, perdeu seis: todas menos o jogo com o Marítimo, que ganhou por 1-0, mas para o qual não teve de sair da Madeira.   Ganhando ao U. Madeira, o Benfica chega à 24ª jornada com 58 pontos, menos quatro do que na época passada com igual número de partidas jogadas. Apesar de estar apenas a um ponto da liderança, é o Benfica com menos pontos desde 2011/12, quando chegou à 24ª ronda com 56 pontos, a dois do líder, que era o Sp. Braga – e acabou a Liga em segundo lugar, com 69, a seis do FC Porto. Não se vê um campeão com tão poucos pontos desde essa mesma época, pois o FC Porto, que acabou na frente, com 75 pontos, tinha apenas 57 à 24ª jornada.   Os dois golos que os encrnados marcaram ao U. Madeira chegam para que a equipa de Rui Vitória se mantenha como melhor ataque da competição, com 65 golos marcados, mas 16 do que o segundo melhor ataque, que é o do Sporting (tem 49). Mas já deixou de ser preciso ir tão atrás para se encontrar um Benfica tão concretizador como este: esta equipa tem mais cinco golos do que na época passada (somava 60 à 24ª jornada), mas menos um do que em 2012/13 (estava nos 66 após 24 jogos).
2016-03-01
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O Sporting vai entrar no dérbi de sábado, contra o Benfica, em primeiro lugar da Liga, como realçava William Carvalho aos adeptos no final do empate com o Vitória em Guimarães (0-0), mas viu a vantagem sobre o principal rival reduzida para apenas um ponto, pois minutos antes os encarnados venceram com naturalidade o U. Madeira por 2-0 na Luz. Aquece o dérbi, fruto de mais uma clara demonstração de que o Benfica é uma equipa de golo fácil – marcou no primeiro remate que fez e tornou desde logo o jogo mais simples – e de uma noite perfeita de Miguel Silva, o guarda-redes do Vitória, que tirou dois golos cantados a Ruiz e outro a Slimani. Tudo a contribuir para que no dérbi de sábado o empate não sirva a ninguém. Com o dérbi no pensamento, Rui Vitória pôde optar por deixar de fora André Almeida e Renato Sanches, dois dos três jogadores que estavam à beira da suspensão, arriscando apenas Jardel. Em Guimarães, Jorge Jesus fez ao contrário: entrou com os jogadores que estavam tapados, perdeu mesmo Ruben Semedo, que viu o quinto amarelo na Liga, mas antes do final do jogo acabou por retirar de campo Slimani, claramente a meter menos de si próprio em cada bola dividida por receio de um incidente que o retirasse do dérbi. Jesus não o fez para o poupar, no entanto. Fê-lo para tentar ganhar o jogo, mesmo que por essa altura o Vitória já estivesse com um homem a menos, por expulsão de Josué. Entrou Barcos, com antes tinham entrado Téo Guitièrrez e Aquilani, todos com a mesma ideia. Quanto aos jogos, o Benfica acabou por navegar com tranquilidade até um 2-0 nascido de mais dois golos de Jonas, um em cada parte. Podia ter marcado mais, mas parece que nunca teve de se esforçar verdadeiramente por isso, tanta foi a superioridade que demonstrou num desafio sem grande história. Em Guimarães, Rui Patrício até foi o primeiro guarda-redes a ter de se empenhar, para deter um remate cruzado de Licá. Mas daí até final foi sempre o Sporting a ter as melhores ocasiões para marcar, vendo Miguel Silva assinar um punhado de manchas de grande qualidade, a impedir Slimani e Ruiz – este por pelo menos duas vezes – de fazer o golo que permitiria aos leões manter o avanço na entrada para o dérbi. Certo é que, com os resultados de hoje, o dérbi de sábado passou a ter ainda outro interessado: o FC Porto. Já a quatro pontos da liderança, os dragões podem beneficiar do que vier a suceder em Alvalade para reentrarem de forma direta na luta pelo título, até por ainda receberem o Sporting em casa, na antepenúltima jornada da competição. E, mesmo que desvalorize o facto de ter agora um só ponto de avanço, lembrando que quem está atrás é que tem de se preocupar, Jesus sabe que, ao contrário do que fez no jogo do título da época passada, tem de entrar no dérbi para ganhar, tão complicado se lhe apresenta o calendário na ponta final.
2016-02-29
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As três equipas que ainda não tinham tido penaltis a seu favor na Liga tiveram todas um nesta jornada: o U. Madeira converteu o seu na baliza da Académica, o Nacional fez o mesmo contra o Arouca, mas o Rio Ave falhou o seu primeiro penalti do campeonato, contra o Tondela. A partir de agora, já todas as equipas tiveram pelo menos um penalti a favor, sendo que ainda há duas sem qualquer grande penalidade contra: V. Guimarães e Benfica.   - Ainda acerca de penaltis, Bruno Moreira fez, de grande penalidade, o primeiro golo do Paços de Ferreira no empate a duas bolas frente ao Belenenses. Foi o sétimo penalti desta Liga a favor dos pacenses, que desta forma igualaram o Sporting na condição de equipa com mais remates dos onze metros a seu favor na competição. Aliás, o Paços de Ferreira vai com três jornadas seguidas a ter pelo menos um penalti a seu favor.   - Ao vencer o U. Madeira por 3-1, a Académica obteve a segunda vitória consecutiva em casa, pois já tinha ganho ao Belenenses por 4-3 na 13ª jornada. A última vez que a Académica tinha ganho duas vezes seguidas em casa tinha sido em Janeiro de 2014, quando bateu consecutivamente o P. Ferreira (4-2) e o Gil Vicente (1-0). João Real e Ivanildo, que fizeram golos na sequência presente, também já os tinham feito na de 2014.   - Fernando Alexandre, em contrapartida, marcou nos dois últimos jogos da Académica em Coimbra: fez o quarto nos 4-3 ao Belenenses e o segundo nos 3-1 ao U. Madeira.   - O central Paulo Monteiro fez o primeiro golo na Liga, na transformação de um penalti (o tal que foi o primeiro da equipa de Norton de Matos no campeonato). Mas já foi o seu quarto golo desta época, pois tinha obtido um hat-trick no jogo da Taça de Portugal contra o Sertanense, que o U. Madeira venceu por 5-1. Todos os seus golos foram de penalti.   - O Moreirense ganhou pela primeira vez na história no terreno do Boavista e fê-lo logo por 3-0. Foi a terceira vitória consecutiva dos cónegos em todas as competições, depois de terem ganho ao Nacional (2-0, para a Liga) e ao Oriental (4-2, para a Taça da Liga), algo que a equipa não conseguia desde Agosto de 2013, quando ainda estava na II Liga e venceu sucessivamente Ac. Viseu, Sp. Covilhã e Chaves.   - Rafael Martins, do Moreirense, vai com quatro jogos seguidos sempre a marcar golos: fez o golo ao Sporting na derrota por 3-1 em Alvalade, depois bisou nos 2-0 ao Nacional e nos 4-2 ao Oriental e agora fez o segundo nos 3-0 ao Boavista. Melhorou a sua melhor sequência desta época, que era de três jogos sempre a marcar (Tondela, Aves e V. Setúbal) e igualou a melhor desde que está em Portugal, quando festejou sucessivamente contra Nacional, Académica, Benfica e Olhanense, em Abril e Maio de 2014. Esta sequência, porém, tem uma particularidade: é que pelo meio o brasileiro não jogou frente ao Sp. Braga.   - Os 3-0 encaixados contra o Moreirense representam a derrota mais alargada do Boavista em casa desde uns 4-1 que sofreram do Vizela, em Março de 2014, no Campeonato Nacional de Seniores. Na I Liga, o Boavista não perdia em casa por três ou mais golos desde Outubro de 2006, quando o Nacional ali venceu por 4-0.   - Ao empatar com o Arouca, em casa (2-2), o Nacional somou o sexto jogo seguido sem vitória, contando todas as competições. A equipa de Manuel Machado iguala assim a série negra de Março e Abril do ano passado, quando somou três empates e três derrotas contra Sporting (duas vezes), Benfica, FC Porto, Académica e Rio Ave. Desta vez, após a vitória contra o Marítimo (3-1, em finais de Novembro), também tem três empates e três derrotas, ante FC Porto, Benfica, Estoril, Aves, Moreirense e Arouca.   - O empate na Choupana confirma que o Arouca gosta mesmo de dividir os pontos: foi o oitavo em 15 jornadas para a equipa orientada por Lito Vidigal. Na últimas cinco jornadas, porém, os jogos dos arouquenses têm descoberto os golos, pois em todas elas se verificou que ambas as equipas marcaram.   - Zequinha, que fez o primeiro golo do Arouca na Choupana, ainda não tinha marcado esta época. O seu último golo na Liga já tinha sido na Madeira, a 6 de Abril de 2015, e também tinha valido um empate, mas ao V. Setúbal (que representava nessa altura) num jogo frente ao Marítimo.   - O empate frente ao Estoril valeu mais uma expulsão ao Marítimo. Desta vez foi Ruben Ferreira, a ver o segundo amarelo já em período de compensações. Foi a 12ª expulsão dos verde-rubros em 15 jornadas da Liga, o que transforma este parcial no total de expulsões mais elevado da história do Marítimo na I Liga. E ainda falta mais de meio campeonato.   - Leo Bonatini fez o golo que valeu ao Estoril o empate nos Barreiros contra o Marítimo. O avançado brasileiro marcou os últimos quatro golos dos canarinhos, todos os que a equipa fez desde o início de Dezembro. O último além dele a marcar um golo pelo Estoril foi Dieguinho, na vitória por 1-0 frente ao Caldas, na Taça de Portugal, a 22 de Novembro. Na Liga, então, ninguém a não ser Bonatini faz um golo pelo Estoril desde que Afonso Taira obteve o tento do empate (2-2) frente ao Rio Ave, a 24 de Outubro.   - O empate significou para o Estoril a continuação da série negra de jogos sem vitórias na Liga. São já nove, desde a vitória sobre o U. Madeira (2-1) em casa, a 27 de Setembro. O Estoril igualou assim a pior série da época passada, que foi de precisamente nove jogos da Liga sem ganhar entre um 1-0 ao Arouca (a 25 de Janeiro) e um 1-0 ao Paços de Ferreira (a 13 de Abril). Pelo caminho, José Couceiro saiu e cedeu o lugar a Fabiano Soares, o atual treinador.   - O golo de Suk ao Sp. Braga significa que esta já é a época mais produtiva do coreano do V. Setúbal. Ao todo, contabilizando todas as competições, Suk soma já onze concretizações (nove na Liga e duas na Taça de Portugal), batendo os seus próprios registos de 2014/15 quando, entre Nacional e V. Setúbal, acabou a temporada com dez (seis na Liga, três na Taça de Portugal e um na Taça da Liga).   - O bracarense Marcelo Goiano, que garantiu o empate do Sp. Braga em Setúbal, fez o seu primeiro golo na Liga. Já tinha marcado pelo Sp. Braga, mas sempre na Taça de Portugal: ao Alcains na época passada e ao Sporting esta época. Antes disso, pelo Feirense, também tinha um golo pelo Feirense, mas ao Fafe, também na Taça de Portugal.   - Carlos Martins voltou a ser expulso, no empate do Belenenses em Paços de Ferreira, o que já não lhe acontecia desde 8 de Fevereiro do ano passado, quando o Belenenses perdeu em Guimarães, por 1-0. Foi a terceira expulsão do médio desde que regressou de Espanha, para jogar no Benfica, e em nenhum desses jogos a sua equipa ganhou.   - Ukra falhou o primeiro penalti do Rio Ave nesta Liga e o primeiro de que os vila-condenses beneficiam desde 21 de Março. Nessa altura, o mesmo Ukra fez golo ao Benfica, contribuindo para uma vitória por 2-1 dos verde-e-brancos.        
2016-01-04
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A derrota na Choupana contra o União da Madeira implicou a perda da liderança para o Sporting dias antes do Natal. Os leões já não lideram a Liga isolados no Natal desde 2001: nessa altura foram campeões. Há dois anos lideravam de forma partilhada com FC Porto e Benfica uma Liga que acabaram em segundo lugar.   - Tal como em 1990/91, a última vez que tinham prolongado a invencibilidade até tão longe, os leões sofreram a primeira derrota à 14ª jornada. Nessa altura foram derrotados pelo FC Porto nas Antas por 2-0. E também nessa altura cederam a liderança aos dragões. O registo desta época, porém, ainda é ligeiramente pior que o da equipa liderada por Marinho Peres: em 1990, o Sporting tinha 12 vitórias, um empate e uma derrota e agora tem onze vitórias, dois empates e uma derrota.   - Foi primeira derrota do Sporting na Liga desde Março, quando a equipa de Marco Silva perdeu com o FC Porto, e a segunda seguida se considerarmos todas as competições, depois da sofrida em Braga, após prolongamento, na Taça de Portugal. Os leões não perdiam dois jogos seguidos desde Fevereiro de 2013, quando foram sucessivamente batidos por Rio Ave (2-1) e Marítimo (1-0).   - Foi também a primeira série de duas derrotas consecutivas de Jorge Jesus enquanto treinador desde que, em Maio de 2013, perdeu o título nacional contra o FC Porto, no Dragão (1-2) e a Liga Europa ante o Chelsea, em Amesterdão (1-2).   - Foi a segunda vez que o Sporting ficou em branco num jogo esta época. Já tinha acontecido na visita ao Boavista, a 26 de Setembro, num jogo que acabou empatado a zero.   - Danilo Dias marcou o segundo golo da sua carreira ao Sporting. O anterior foi ao serviço do Marítimo, em Fevereiro de 2012, também a meio da segunda parte, e contribuiu para uma vitória por 2-0.   - Com a vitória sobre o Sporting a suceder ao empate contra o Benfica, o União da Madeira passou a ser a equipa com mais pontos ganhos aos grandes neste campeonato: quatro, contra três do Arouca. Foi ainda a primeira vez que o União ganhou um jogo a um dos grandes do futebol nacional.   - Slimani interrompeu uma série de três jogos seguidos a marcar golos com o zero na Madeira. E continua sem marcar golos em visita à ilha, já tendo lá jogado por sete vezes.   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira, ganhou pela primeira vez ao Sporting, mas mantém o registo 100 por cento vitorioso nos confrontos com Jorge Jesus: em dois jogos, soma duas vitórias e nunca sofreu sequer um golo.   - Depois da tempestade que foram os seis golos sofridos em Paços de Ferreira, André Moreira manteve a baliza inviolada pela segunda partida seguida, o que tem mais valor por ter sido nos jogos com Benfica e Sporting. O jovem guarda-redes do União já está há 203 minutos sem sofrer golos, atrás apenas do bracaranese Kritciuk nas séries em curso. Ainda está longe dos 361 minutos que já conseguiu esta época, porém.
2015-12-21
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Último Passe

A primeira derrota do Sporting na Liga, inesperadamente surgida frente ao U. Madeira, por 1-0, na Choupana, apareceu num jogo que os leões dominaram de início ao fim e no qual até falharam ocasiões de golo suficientes para ganhar com algum à-vontade, mas veio confirmar a tendência de perda que a equipa de Jorge Jesus vinha revelando nas últimas semanas, naquela série de vitórias arrancadas a ferros por 1-0. Um golo de Danilo Dias, provavelmente na única vez que o União foi até à baliza de Rui Patrício, e um punhado de grandes defesas de André Moreira fizeram o resultado final de um jogo em que o individual se sobrepôs ao coletivo, deixando a liderança leonina à mercê do resultado que o FC Porto fizesse a seguir, em casa, contra a Académica. O União levou para o campo o mesmo autocarro que já lhe tinha valido um empate a zero com o Benfica, na terça-feira: linha de quatro homens atrás, com três médios de trabalho à frente deles no corredor central e os extremos obrigados a baixar para fechar as laterais. Parte do seu sucesso foi, portanto, coletivo: nasceu na união e na organização defensiva. A questão é que, mercê das suas habituais combinações triangulares, o Sporting até teve muito mais situações de finalização na área do que as que tinha conseguido o Benfica. Mas ou os remates saíam desenquadrados ou aparecia André Moreira, o super-inspirado condutor do veículo, absolutamente inultrapassável nesta noite, a detê-los, mantendo o zero nas suas redes. Ao Sporting terá faltado alguma frescura física – que a equipa deixou em Braga, nos 120 minutos de quarta-feira. Slimani foi menos intenso, Jefferson e Ruiz apareceram pouco… O perigo leonino saía quase sempre do flanco direito, onde estavam Esgaio (poupado em Braga) e Gelson (que só jogou 60 minutos nessa partida), o que dixa pensar que no resto do campo havia jogadores fatigados e que parte do insucesso terá de encontrar explicação no facto de Jesus ter deixado de rodar totalmente a equipa numa sequência de quatro jogos em 11 dias (Besiktas, Moreirense, Sp. Braga e U. Madeira). Daí a ansiedade dos responsáveis leoninos, a pressa para contarem com os reforços de Inverno. Só que a este Sporting não falta só acrescentar em números: é preciso acrescentar em qualidade também, é preciso ter quem resolva individualmente os jogos que o coletivo não ganha.
2015-12-20
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Stats

Islam Slimani fez um golo nos últimos três jogos do Sporting: esteve nos goleadores dos 3-1 ao Besiktas e ao Moreirense e do 3-4 com o Sp. Braga, após prolongamento. Procurará frente ao U. Madeira um quarto jogo seguido a marcar, algo que só conseguiu uma vez pelo clube de Alvalade: em Fevereiro e Março de 2014, quando marcou consecutivamente a Rio Ave (2-1), Sp. Braga (2-1), V. Setúbal (2-2) e FC Porto (1-0). Ficou em branco ao quinto jogo, precisamente no Funchal, mas contra o Marítimo, o que não impediu o Sporting de ganhar por 3-1. Não deixa de ser curioso que o último jogo do Sporting sem um golo de Slimani tenha sido também no Funchal: a vitória por 1-0 contra o Marítimo, nos Barreiros, no início deste mês. É verdade que o atacante argelino nem jogou nessa noite, pois estava suspenso, fruto de ter visto o quinto cartão amarelo na Liga na receção ao Belenenses. Mas a verdade é que Slimani nunca fez um golo na Madeira, já tendo lá jogado por seis vezes. A primeira foi precisamente essa vitória por 3-1 sobre o Marítimo, em Março de 2014, na qual interrompeu a série de quatro jogos a marcar, mas depois disso voltou lá para defrontar o Nacional por três ocasiões (uma vitória por 1-0 e dois empates, por 2-2 e 1-1) e o Marítimo por mais uma (sucesso por 1-0), nunca marcando golos. Marque ou não na visita ao U. Madeira, esta está a ser a melhor época de Slimani no Sporting: já chegou aos 12 golos em 22 jogos – de todas as competições – o que o deixa a apenas três do total da época passada, na qual fez 15 tentos em 33 jogos, e já supera os números de 2013/14, em que marcou por dez vezes em 30 partidas. De qualquer modo, nunca tinha feito tantos golos até à pausa de Natal e Ano Novo: na época passada tinha chegado aos oito golos e há dois anos aos quatro. É verdade que há aqui uma tendência de progressão geométrica, mas para lhe dar continuidade, a Slimani não bastaria romper frente ao União a malapata da U. Madeira: teria de acabar o jogo com um póquer que lhe permitisse chegar ao Natal com 16 golos no ativo. Difícil.   - O Sporting vem da quarta derrota da época, em Braga, por 4-3 (após prolongamento), na Taça de Portugal. Até aqui, ganhou sempre o jogo que se seguiu a uma derrota: 3-1 à Académica após o 1-3 com o CSKA Moscovo; 1-0 ao Nacional após o 1-3 com o Lokomotiv Moscovo; e 1-0 ao Arouca após o 0-3 com o Skenderbeu. A última vez que os leões não ganharam um jogo após uma derrota, porém, foi no mesmo estádio onde vão agora jogar: empataram a duas bolas com o Nacional na Choupana depois de terem sido derrotados por 3-0 pelo FC Porto, no Dragão, em Março.   - Se ganhar ao U. Madeira, o Sporting garante que chega ao Natal na liderança isolada da Liga. Tal não acontece desde 2001, quando os leões de Laszlo Bölöni ganharam a 22 de Dezembro em Alvalade ao V. Setúbal de um certo Jorge Jesus, por 1-0, atingindo a 16ª jornada na liderança, com um ponto a mais que o Boavista. No final da época, foram campeões. Em 2013/14, o Sporting de Leonardo Jardim encalhou na última barreira: empatou em casa com o Nacional (0-0), na partida da 14ª jornada, a 21 de Dezembro, permitindo que FC Porto e Benfica o alcançassem e que todos celebrassem o Natal com uma liderança conjunta.   - O U. Madeira ficou em branco em cinco dos sete jogos que fez esta época em casa na Liga, já tendo empatado ali a zero com Benfica, Arouca e V. Guimarães. Nos dois em que marcou golos, ganhou: 2-1 ao Marítimo e 2-0 ao Tondela.   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira, já foi diretor desportivo do Sporting. Na sua carreira de treinador já defrontou os leões por duas vezes, ambas com o mesmo resultado: uma derrota por 1-0. Aconteceu quando Norton dirigia o Barreirense, em Novembro de 1992, e a equipa da margem sul do Tejo foi batida em casa pelos leões de Robson por 1-0 em jogo da Taça de Portugal (marcou Cadete). E depois, já Norton estava no V. Setúbal, em jogo da Liga em Alvalade, datado de Setembro de 2005, o Sporting de Peseiro impôs-se pelo mesmo resultado, graças a um golo de Deivid.   - Jorge Jesus também já foi treinador do U. Madeira, não tendo conseguido bons resultados na passagem pelos azuis e amarelos do Funchal. Esteve apenas dois meses no cargo, em Fevereiro e Março de 1988, perdendo mais jogos do que os que ganhou.   - Os dois treinadores são sensivelmente da mesma idade – Norton é sete meses mais velho – e defrontaram-se muitas vezes em campo. Foram colegas de equipa apenas no final das respetivas carreiras, no Estrela da Amadora comandado por Fernando Cabrita, em 1986/87, jogando a Zona Sul da II Divisão. Como treinadores, começaram a defrontar-se logo em 1991, na II Divisão, tendo o Amora de Jesus ganho as duas partidas ao Barreirense de Norton. Na I Divisão, porém, foi Norton quem levou a melhor no único confronto, um V. Setúbal-U. Leiria de Outubro de 2005 que os sadinos ganharam por 2-0.   - Joãozinho e Chaby, do U. Madeira, já representaram o Sporting. O lateral, que esteve em Alvalade na segunda metade da época de 2012/13, poderá defrontar o antigo clube, ao contrário do médio, que está impedido de o fazer por se encontrar emprestado.   - O lateral Paulinho, do U. Madeira, estreou-se na Liga a defrontar o Sporting, lançado por Jorge Casquilha num empate (2-2) alcançado pelo Moreirense na receção aos leões, a 26 de Novembro de 2012.   - O U. Madeira nunca ganhou ao Sporting, mas empatou três dos seis jogos em que recebeu os leões lisboetas, o último dos quais em Novembro de 1994, por 1-1, numa tarde em que acabou reduzido a nove homens, por expulsões de Márcio Luís e Milton Mendes. Aliás, nessa tarde, já fez o golo do empate a jogar com dez.   - Aliás, já o penúltimo empate entre U. Madeira e Sporting, em Março de 1994, tinha acabado com expulsões, só que nessa tarde divididas entre as duas equipas: Isidoro Rodrigues expulsou primeiro os leões Cadete e Peixe e mais tarde os unionistas Marco Aurélio e Jokanovic. O jogo acabou empatado a zero.   - Neste século, as duas equipas só se defrontaram uma vez, para a Taça de Portugal, em Dezembro de 2006. Ganhou o Sporting no Funchal por 3-1, com golos de Moutinho, Farnerud e Tello ainda na primeira parte, aos quais respondeu Belic já perto do final. Nessa equipa do U. Madeira jogava o futuro internacional Ruben Micael.   - O Sporting não tem um registo fantástico com o portuense Vasco Santos a apitar na Liga, uma vez que venceu apenas cinco de nove jogos, já tendo perdido duas vezes. Ambas as derrotas são já antigas, porém (U. Leiria e Marítimo, em 2009/10). E ainda que uma delas tenha acontecido no Funchal, onde se joga esta partida, há a registar que Vasco Santos é o árbitro da Liga há mais tempo sem ver uma equipa da casa ganhar: nos seus últimos 11 jogos houve cinco empates e seis vitórias dos visitantes.
2015-12-19
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O empate (0-0) do Benfica na Choupana, frente ao U. Madeira, significou o quarto zero atacante dos encarnados em 13 jogos na presente edição da Liga: além deste, há a registar os dois 0-1 com o Arouca e o FC Porto e o 0-3 com o Sporting. Desde 2011/12 que o Benfica não tinha quatro jogos em branco no mesmo campeonato, mas nessa altura precisou de uma época inteira para os fazer. Aliás, nos três últimos campeonatos, o Benfica só tinha ficado em branco três vezes em 94 jogos. A última vez que tinha somado pelo menos quatro zeros nas primeiras 13 jornadas foi em 2007/08, quando até registou cinco: empatou sem golos com V. Guimarães, Sp. Braga e Sporting e perdeu por 1-0 com FC Porto e Belenenses.   - Ainda assim, mesmo com os quatro zeros, o Benfica mantém o melhor ataque do campeonato, com 31 golos marcados em 13 jornadas. Marca muitos golos, mas em poucos jogos. Não havia um ataque tão realizador na Liga em 13 rondas desde o Sporting de 2013/14, que chegou à 13ª jornada com 33 golos marcados. O Benfica, por sua vez, não fazia tantos golos em 13 jogos desde 2012/13, quando chegou à 13ª jornada com 35 concretizações.   - Mais preocupante para o Benfica são os sete pontos de atraso para o líder. A última vez que os encarnados tinham estado tão longe da liderança à 13ª jornada foi em 2010/11, quando a equipa então comandada por Jesus lá chegou em segundo lugar, a oito pontos do FC Porto de Villas-Boas. Em rigor, nunca o Benfica recuperou de uma distância tão grande à 13ª jornada para ser campeão, mas em 1976/77 fez o que seria preciso se aplicássemos a esse campeonato as regras atuais de pontuação: à 13ª jornada, quem liderava era o Sporting, com 23 pontos, que seriam 34 se a vitória já valesse três pontos, indo o Benfica em segundo com 19, que seriam 27 pelas regras atuais. No final, o campeão foi o Benfica, porque ganhou 15 (e empatou dois) dos 17 desafios até final, enquanto o Sporting empatou sete e perdeu quatro, ganhando apenas seis. Curioso é que nesse campeonato, o Sporting também ganhou por 3-0 ao Benfica no jogo da primeira volta.   - O empate interrompeu uma série de cinco vitórias seguidas do Benfica na Liga, permitindo à equipa atual igualar a série que a anterior fez entre Fevereiro e Março, mas ficando aquém das nove vitórias consecutivas na prova alcançadas pelo Benfica entre Outubro do ano passado e Janeiro deste ano.   - Foi a primeira vez que o U. Madeira arrancou pontos ao Benfica em jogos de campeonato – já tinha empatado uma vez, para a Taça de Portugal (1-1), mas acabou goleado no prolongamento (1-5, em Dezembro de 1993). O União já tinha empatado três vezes com o Sporting e duas com o FC Porto na Liga.   - André Moreira voltou a manter a baliza inviolada. Foi o quinto zero defensivo do U. Madeira, em 13 jornadas, importante porque a equipa vinha de uma goleada por 6-0 sofrida em Paços de Ferreira.   - O árbitro Cosme Machado continua sem ver uma equipa da casa marcar um golo nos jogos que apitou esta época na Liga. E já lá vão seis: o Académica-V. Setúbal (0-4), o Tondela-Estoril (0-1), o P. Ferreira-V. Guimarães (0-1), o Arouca-Sporting (0-1), o Moreirense-Sp. Braga (0-0) e agora o U. Madeira-Benfica.
2015-12-16
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Último Passe

Uma primeira parte desperdiçada, à espera que as coisas se resolvessem, e uma segunda jogada com mais velocidade, mas a bater contra a muralha defensiva que o U. Madeira raramente tirava do sítio, levaram o Benfica a deixar dois pontos na Choupana, na sequência de um frustrante 0-0 que, já com o calendário acertado, deixa os encarnados a sete e cinco pontos de Sporting e FC Porto, os dois primeiros da tabela. A jogar contra o autocarro com que Luís Norton de Matos respondeu às críticas dos seus dirigentes, a equipa de Rui Vitória sentiu dificuldades para encontrar o caminho do golo, comprovando mais uma vez que se sente mais à vontade a explorar rápidas transições ofensivas do que quando é obrigada a abusar do ataque posicional. Por alguma razão o Benfica, que tem o melhor ataque da Liga, ficou hoje em branco pela quarta vez em 13 jogos – contra apenas uma de FC Porto e Sporting. E é por isso também que os encarnados nunca se limitam só ao primeiro golo. Quando entra um e os adversários se veem forçados a abrir, o Benfica faz sempre mais: marcou uma vez seis golos, três vezes quatro, três vezes três e duas vezes dois. E muito do que se passou no Funchal tem também a ver com os equilíbrios que a equipa do Benfica encontrou e que a ajudaram a ganhar jogos complicados, como o de Setúbal ou o de Braga. Contra um União estacionado à frente da sua área num 4x5x1 que exigia muito dos alas para que o ponta-de-lança, Cadiz, não ficasse ainda mais abandonado na frente e que metia três médios a fechar o espaço interior à frente da área, que os atacantes benfiquistas procuram para as suas tabelas, faltou ao Benfica explorar mais o conceito em torno do qual Rui Vitória construiu a sua primeira ideia para a equipa: largura. Não há dois jogos iguais. E as constantes derivações de Pizzi para o meio, que foram o segredo das vitórias mais recentes, porque deixavam a equipa mais forte no espaço interior tanto quando atacava como sobretudo quando reagia à perda da bola, foram na Choupana um handicap, acima de tudo porque faltaram laterais capazes de explorar todo o corredor e porque o interesse do U. Madeira no ataque era tão pouco que a transição defensiva se tornou o menos importante para o Benfica. Pizzi fez um bom jogo – esteve aliás em quase todas as ocasiões de golo do Benfica – mas podia tê-lo feito também a partir do corredor central, em vez de Fejsa, por exemplo, com dois extremos a obrigarem o União a dispersar por toda a largura do campo. Foi essa a única mexida que Rui Vitória podia ter feito e não fez, pois de resto viu sempre bem. Trocou um Gonçalo Guedes em quebra por Carcela, que funciona geralmente como abre-latas e tem golo e chamou ao jogo Jiménez, mais forte na resposta a cruzamentos largos, por troca com Jonas, que acusou em demasia a falta de espaço e de Gaitán. Mesmo assim, o Benfica não foi avassalador, como exigia o estatuto de melhor ataque da Liga. E, é preciso dizê-lo, o União responder bem defensivamente aos tiros nos pés que os seus dirigentes deram após o 0-6 de Paços de Ferreira. Domingo se verá se foram fogachos.
2015-12-15
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Marcaram-se 40 golos nos nove jogos da 13ª jornada da Liga, o melhor parcial desde Maio de 2002. A última jornada em que se fizeram mais golos do que nesta foi a 34ª e última da Liga que o Sporting ganhou, na qual se celebraram 43 tentos. Desde aí jogaram-se 423 jornadas, nenhuma com tantos golos como a atual.   - Os 116 jogos já efetuados na atual Liga produziram 288 golos, a uma média de 2,48 golos por jogo. A média é, ainda assim, ligeiramente inferior à da época passada, que acabou com 2,49 golos por partida realizada, mas bastante superior à de 2013/14, onde se fizeram apenas 2,37 tentos por jogo.   - Leo Bonatini fez, de penalti, ao Boavista, o 250º golo da atual Liga. O golo 200 tinha pertencido a Piojo, do Tondela; o 150º a Adrien Silva, do Sporting; o 100º a Heldon, do Rio Ave; e o 50º a Aboubakar, do FC Porto.   - O boavisteiro Inkoom juntou-se ao lote dos jogadores que já foram expulsos por duas vezes na atual Liga, uma vez que juntou o vermelho mostrado por Tiago Antunes na receção ao Estoril a outro exibido por Manuel Mota, no jogo em casa com o Paços de Ferreira. O recorde ainda pertence a Edgar Costa, do Marítimo, que foi expulso três vezes.   - O nigeriano Uche estreou-se a marcar pelo Boavista, quase um ano depois do seu último golo, que tinha sido obtido com a camisola do Lierse, frente ao Beveren, na Liga belga, a 24 de Janeiro.   - Bonatini marcou o sétimo golo na atual Liga e o primeiro de penalti, na primeira vez que o Estoril beneficiou de uma grande penalidade na prova (já tinha tido uma na Taça de Portugal e outra na Taça da Liga). Quer isso dizer que já só há três equipas sem um único penalti a favor no campeonato: U. Madeira, Rio Ave e Nacional. Por outro lado, V. Guimarães, Sp. Braga e Benfica são os únicos sem penaltis contra.   - O empate significou o oitavo jogo seguido do Boavista sem ganhar na Liga, desde a vitória em Coimbra, frente à Académica, por 2-0. É a mais longa série sem vitórias dos boavisteiros na Liga desde o início da época de 2007/08, quando só ganharam à 11ª jornada: 3-2 ao V. Guimarães, a 26 de Novembro de 2007   - Jogo de pesadelo para o cabo-verdiano Gegé em Vila do Conde, na derrota do Arouca frente ao Rio Ave (1-3). Abriu o marcador para o adversário num autogolo logo ao primeiro minuto e foi expulso por acumulação de amarelos à meia-hora. Gegé não via um vermelho desde Abril do ano passado, quando saiu mais cedo, também com duplo amarelo, de uma derrota do Marítimo frente ao Nacional.   - Ao sexto jogo oficial entre ambos – cinco para a Liga e um para a Taça de Portugal – esta foi a primeira vez que o Rio Ave conseguiu ganhar ao Arouca. Até aqui somava um empate e quatro derrotas, uma delas no prolongamento, que lhe ditou a eliminação da Taça de Portugal de 2012/13.   - Ao ganhar por 6-0 ao U. Madeira, o Paços de Ferreira igualou o Benfica (que tinha ganho pelo mesmo resultado ao Belenenses) como detentor da maior goleada deste campeonato. Como já tinham ganho por 7-1 à Naval, em jogo da Taça de Portugal, esta foi já a segunda vitória dos pacenses por seis golos de diferença esta época, mas a primeira na Liga desde que bateram o Salgueiros por 6-0 na Mata Real a 10 de Março de 2002. O U. Madeira não perdia por uma diferença tão grande desde 3 de Maio de 1992, quando foi goleado na Luz pelo Benfica pelos mesmos 6-0.   - Ao bisar nos 6-0 ao U. Madeira, Bruno Moreira, do Paços de Ferreira, marcou pela terceira jornada consecutiva, depois de já ter estado entre os goleadores pacenses na vitória frente ao Estoril (2-0) e na derrota contra o FC Porto (1-2). Na época passada até tinha marcado em quatro rondas consecutivas, entre a sexta e a nona, a Belenenses, Marítimo, Boavista e V. Setúbal.   - O guarda-redes Salin continuou a saga de expulsões do Marítimo, ao ver o vermelho na vitória dos madeirenses frente ao V. Guimarães. São já onze as expulsões maritimistas na Liga, o que é notável porque só se jogaram 13 jornadas. Na época passada, em toda a Liga, o Marítimo colecionou oito vermelhos. Não havia tantas expulsões num campeonato para a equipa verde-rubra desde 2010/11, mas nessa época foram precisas 30 jornadas para lá chegar.   - O Marítimo sofreu mais um golo de penalti e é também a equipa com mais grandes penalidades contra na Liga: cinco, tantas como a Académica. Sporting, Estoril, Boavista, Rio Ave e Nacional seguem-se com três.   - Mesmo assim, o Marítimo voltou a ganhar em Guimarães, onde já não se impunha para a Liga desde Maio de 2010. Nessa altura venceu por 2-1 e também teve o guarda-redes expulso: então foi o brasileiro Peçanha.   - Prossegue também a péssima campanha do estreante Tondela, que já vai no terceiro treinador mas não dá a volta à crise. Perdeu em casa com o Sp. Braga e manteve os cinco pontos em 13 jogos. Só houve duas equipas igualmente más ao fim de 13 rondas neste século e ambas acabaram a Liga em último lugar: a Naval de 2010/11 e a U. Leiria em 2007/08. Ninguém se salva da descida com tão poucos pontos à 13ª jornada desde o Rio Ave em 1996/97: tinha dois pontos à 13ª jornada e acabou a época em 15º lugar, dois pontos acima da linha de água.   - A vitória em Tondela (1-0) foi também o sétimo jogo do Sp. Braga com a baliza a zeros na últimas oito jornadas. Desde que ganhou ao Marítimo por 5-1, a 21 de Setembro, a equipa de Paulo Fonseca só sofreu golos num jogo da Liga: a derrota em casa com o Benfica, por 2-0.   - Prossegue, ao contrário, a catástrofe defensiva do Belenenses. A derrota (4-3) em Coimbra quer dizer que os azuis continuam como equipa mais batida da Liga, com 30 golos encaixados em 13 jornadas. Não havia uma defesa tão goelada em 13 semanas desde o Paços de Ferreira de 2011/12, que chegou à 13ª jornada com os mesmos 30 golos sofridos. É o pior registo dos azuis em 65 anos: em 1950/51 sofreram 35 golos nas primeiras 13 jornadas da Liga, mas acertaram e só deixaram entrar mais 13 nas 13 jornadas seguintes.
2015-12-15
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O Benfica ganhou nas últimas quatro visitas à Madeira, não perdendo ali desde que caiu aos pés do Marítimo na abertura da Liga de 2013/14. Rui Vitória, por sua vez, não tem sido feliz na sequência das viagens à Pérola do Atlântico, onde não ganhou nenhum dos derradeiros oito jogos. A sua última vitória – e única na Madeira ao serviço do V. Guimarães – aconteceu há quatro anos, quando bateu o Nacional por 4-1 em partida da Liga, precisamente no Estádio da Madeira (Choupana), onde vai agora disputar-se o U. Madeira-Benfica. Ainda assim, a conquista mais importante na carreira do atual treinador encarnado passou pelo Funchal: empatou ali com o Marítimo nos oitavos-de-final da Taça de Portugal de 2012/13, qualificou-se no desempate por grandes penalidades e acabou por vencer a prova, na final, contra… o Benfica. Ora é precisamente o Benfica que tem transformado as viagens à Madeira numa limpeza. Depois da derrota frente ao Marítimo, a 18 de Agosto de 2013, na primeira jornada da Liga de 2013/14 (2-1, com golos de Derley e Sami para os verde-rubros e de Rodrigo para as águias), os encarnados ganharam sempre no Funchal. Ainda nessa época, impuseram-se por duas vezes ao Nacional (1-0 para a Taça da Liga e 4-2 para o campeonato). Na temporada passada, sempre a contar para o campeonato, venceram o Nacional por 2-1 e o Marítimo por 4-0, com um nome comum a ambas as fichas de goleadores: o do agora lesionado Salvio. Já Rui Vitória tem tido mais problemas com os voos até ao Funchal. Ao comando do V. Guimarães só lá ganhou uma vez, ainda que possa apresentar como bom auspício o facto de ter sido logo a primeira (como é agora a primeira que ali leva o Benfica) e na primeira vez que orientou a equipa minhota. Manuel Machado saiu após a derrota em casa com o FC Porto (0-1), na primeira jornada da Liga de 2011/12, Basílio Marques orientou a equipa nos 0-3 com o Beira Mar e nem chegou a aquecer o lugar, de modo que Rui Vitória saltou do banco do Paços de Ferreira para o do mais ambicioso V. Guimarães. No jogo de estreia, à terceira jornada, já ganhava por 2-0 ao intervalo, acabando por se impor por 4-1 (marcaram N’Diaye, Toscano e Edgar, este por duas vezes). A mesma chapa quatro com o Benfica de Vitória resolveu dois dos três sucessos fora de casa que leva neste momento. Aquela foi, porém, a única vitória do atual treinador benfiquista no Funchal. Depois disso, na mesma temporada, ainda perdeu (2-1) com o Marítimo. Nos restantes seis jogos que lá fez para a Liga, empatou duas vezes com o Nacional na Choupana (1-1 em 2013/14 e 2-2 na época passada) e perdeu nas outras quatro ocasiões (2-1 com o Nacional em 2012/13 e todos os jogos nos Barreiros com o Marítimo: 1-0 em 2012/13, 2-1 em 2013/14 e 4-0 em 2014/15). A Madeira está, ainda assim, ligada à conquista da Taça de Portugal, que obteve pelo V. Guimarães em 2012/13. A 2 de Dezembro de 2012, empatou nos Barreiros com o Marítimo a uma bola (Ricardo igualou após um primeiro golo de Fidelis), acabando por se qualificar no desempate por grandes penalidades, numa noite mágica de Douglas, que defendeu dois pontapés dos onze metros. Chegou à final, onde venceu o Benfica, mas ainda há-de lembrar-se que nunca como nesse dia esteve tão perto de soçobrar: aquele foi o único dos sete jogos da caminhada que o V. Guimarães não venceu.   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira que se diz poder sair ainda antes do jogo com o Benfica, na sequência da derrota por 6-0 em Paços de Ferreira, fez uma época no Benfica B (na qual lançou Lindelof, jogador do atual plantel encarnado), mas nunca defrontou o Benfica como treinador na Liga. Aliás, a confirmar-se a rescisão, esta pode ser a segunda vez que sai mesmo à beira de o fazer: em 2005, conduziu o V. Setúbal até à 15ª jornada, quando se demitiu, alegando salários em atraso, deixando a equipa num excelente terceiro lugar. Na 16ª jornada, o V. Setúbal defrontou o Benfica, perdendo por 1-0.   - Gaitán, que ficará de fora da deslocação à Madeira, fez o primeiro jogo pelo Benfica na Liga na Choupana, o estádio do Nacional que servirá de casa emprestada à U. Madeira para receber o Benfica. Não tem boas memórias dessa noite, porém. Foi a 21 de Agosto de 2010, o argentino saiu aos 65’, com o Benfica a perder por 2-0 com o Nacional. Ainda viu Carlos Martins reduzir para 2-1, mas a derrota acabou por marcar-lhe a estreia.   - O Benfica ganhou as últimas três saídas na Liga: Tondela em Aveiro, Sp. Braga e V. Setúbal. Não conseguia três vitórias fora de casa seguidas na Liga desde o período entre Novembro do ano passado e Janeiro deste ano, quando ganhou cinco jogos consecutivos como visitante.   - Sempre que marcou golos nos jogos em casa esta época, o U. Madeira ganhou. Foi assim com o Marítimo (2-1) e com o Tondela (2-0). Nos outros quatro jogos o seu ataque ficou em branco.   - O União da Madeira perdeu todos os dez jogos que fez com o Benfica na Liga e só marcou quatro golos, todos eles na Luz. Em casa, ficou sempre em branco. A exceção a esta regra válida para a Liga foi uma partida da Taça de Portugal, em Dezembro de 1993, que acabou empatada a uma bola, no Estádio dos Barreiros. No prolongamento, porém, o Benfica impôs-se por 5-1.   - Aliás, o U. Madeira vem de uma derrota por 6-0, contra o Paços de Ferreira, algo que já não lhe acontecia desde Maio de 1992, quando foi batido por igual margem pelo… Benfica: Rui Águas e Paulo Sousa marcaram primeiro, antes de Isaías e Magnusson bisarem e fixarem o resultado final   - Cosme Machado, que será o árbitro do U. Madeira-Benfica, tem um registo curioso: nos cinco jogos que fez esta época na Liga, nenhuma equipa marcou golos a jogar em casa e só uma (o Moreirense, na receção ao Sp. Braga) evitou a derrota. O juiz minhoto já esteve numa derrota dos encarnados na Liga: o 1-2 com a Académica, na Luz, no arranque de 2010/11. Fora de casa, no entanto, o Benfica ganhou sempre com ele e nunca sofreu sequer um golo. Para o U. Madeira será a estreia na Liga com o árbitro minhoto.
2015-12-14
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O coreano Suk, autor de dois golos nos 3-0 com que o V. Setúbal ganhou ao Belenenses no Restelo, já superou a sua melhor temporada na Liga. Totaliza sete tentos marcados, um acima dos seis que registou entre Nacional e V. Setúbal em 2014/15. Desses sete, seis foram obtidos fora de casa – a exceção foi o golo ao Rio Ave na terceira jornada – o que faz dele o melhor goleador da Liga em viagem.   - Além dos sete golos, Suk soma ainda quatro assistências, o que faz dele um dos jogadores ofensivamente mais valiosos da Liga, com participação direta em onze golos. Acima dele aparece apenas Jonas (Benfica), que soma quatro assistências a dez golos marcados, para um total de 14 tentos.   - Depois de uma ameaça de retoma em Alvalade, contra o Sporting, continua o descalabro defensivo do Belenenses. Não tanto pelos quatro jogos seguidos a sofrer golos na Liga, depois do 1-0 ao U. Madeira, ou pelo facto de ter apenas duas balizas virgens em 12 jornadas, mas pelos 26 golos que já levou em 12 jornadas, que são o pior registo da Liga desde 2011, quando o Paços de Ferreira aqui chegou com 27 golos encaixados. Não se via um Belenenses tão permeável a esta altura da Liga desde 1950 – há 65 anos, portanto – quando a equipa azul chegou à 12ª jornada com 33 golos sofridos.   - O Arouca voltou às vitórias, dez jogos depois. Tinha ganho ao Benfica, na segunda jornada, por 1-0, e voltou agora a vencer, batendo o Boavista por 3-2. Fê-lo graças a um penalti marcado por Nuno Coelho, que foi o primeiro de que o Arouca beneficiou desde 1 de Março, quando um penalti de David Simão lhe permitiu empatar em Coimbra com a Académica.   - O Boavista também beneficiou nesse jogo do seu primeiro penalti da época. Converteu-o Tengarrinha, cujo único golo com a camisola do Boavista já tinha sido de grande penaltidade, num empate com o Rio Ave, a 9 de Fevereiro. Estoril, Moreirense, Rio Ave, U. Madeira e Nacional são agora as únicas equipas que ainda não beneficiaram de penaltis na atual Liga.   - O Nacional esteve a três minutos de conseguir ganhar no Estoril, mas mesmo assim regressou à Madeira com um empate (1-1) e a alegria de ter pela primeira vez pontuado na Amoreira. Até aqui somava quatro derrotas em outras tantas visitas.   - Salvador Agra marcou o golo do Nacional ao Estoril, o quarto da época para o pequeno extremo dos madeirenses. Igualou assim o melhor pecúlio de uma temporada, que tinham sido os quatro golos marcados em três ocasiões: em 2011/12 no Olhanense, em 2013/14 na Académica e em 2014/15 no Sp. Braga.   - Continua a relação de amor entre Leo Bonatini e Estádio António Coimbra da Mota. Nos seis jogos que ali fez esta época, marcou cinco golos, só ficando em branco frente ao Rio Ave, porque foi expulso logo aos 16 minutos. Desses cinco golos, só um não valeu pontos de forma direta ao Estoril.   - Ao ganhar ao Tondela, por 2-0, o U. Madeira deixou de ser a equipa há mais tempo sem vitórias na Liga: já não vencia desde a primeira jornada, quando se impôs ao Marítimo, por 2-1. A infelicidade pertence agora ao Tondela, que não vence desde a terceira ronda, quando bateu o Nacional por 1-0, e somou apenas dois pontos desde então.   - Fruto disso, o Tondela afunda-se ainda mais na classificação: já está a quatro pontos da linha de água. Os cinco pontos que soma à 12ª jornada não permitem a salvação a ninguém desde 1996. Há 19 anos, o Rio Ave chegou à 12ª jornada com dois pontos e acabou a Liga um lugar acima das posições de descida, em 15º. Desde então, Gil Vicente (quatro pontos em 1996/97), E. Amadora (quatro pontos em 2000/01), U. Leiria (cinco pontos em 2007/08), Naval (cinco pontos em, 2010/11) e outra vez Gil Vicente (cinco pontos, em 2014/15) desceram todos como consequência de um mau arranque.   - O empate com o Sp. Braga (0-0) foi o quarto jogo consecutivo do Moreirense sem derrota, após a derrota em casa com o V. Setúbal (0-2), a 25 de Outubro. Contando só jogos da Liga, é a melhor série do Moreirense desde Setembro a Novembro do ano passado, quando empatou com Penafiel e Académica e venceu Gil Vicente e Marítimo. Desta vez, empatou com Académica e Sp. Braga e venceu Paços de Ferreira e Rio Ave.   - Foi o segundo jogo consecutivo do Sp. Braga sem fazer golos na Liga: 0-2 com o Benfica e agora 0-0 com o Moreirense. Já lhe tinha acontecido à sétima e oitava jornadas, quando empatou a zero com o Arouca e o FC Porto.   - Os dois golos que marcou ao Rio Ave permitiram ao brasileiro Henrique Dourado o seu primeiro bis desde que chegou a Portugal para jogar no V. Guimarães. O avançado não fazia mais de um golo num jogo desde um hat-trick ao Chapecoense, com a camisola do Palmeiras, em jogo do Brasileirão, a 2 de Outubro de 2014.
2015-12-08
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Casillas não sofre golos na Liga há 452 minutos de jogo, desde que foi batido por André Fontes, a 2 minutos do final da partida que o FC Porto empatou (2-2) em Moreira de Cónegos, a 25 de Setembro. Desde então, o espanhol manteve a baliza inviolada contra Belenenses (4-0), Sp. Braga (0-0), V. Setúbal (2-0), Tondela (1-0) e agora U. Madeira (4-0). É já o dono da maior série de imbatibilidade em curso na prova, mas ainda a 50 minutos do máximo da temporada, que é do bracarense Kritciuk.   - Em consequência disso, o FC Porto chega à 11ª jornada com apenas quatro golos sofridos na Liga, menos um do que na época passada. Desde 2010/11, do ano em que era liderada por André Villas-Boas, que a equipa portista não tinha tão poucos golos sofridos a esta altura da prova. Nessa época, o FC Porto foi campeão, com 16 golos sofridos em 30 jogos e sem derrotas.   - Foi a primeira vitória do FC Porto na Madeira em sete jogos. A última vez que o FC Porto ali ganhara também tinha sido na Choupana, a 4 de Maio de 2013, mas contra o Nacional, que os dragões tinham batido por 3-1. Nesse jogo, o FC Porto chegou aos 3-0 em 22 minutos; ontem precisou de 23’ para fazer os três primeiros golos.   - O FC Porto segue com cinco vitórias consecutivas em jogos fora de casa: 2-0 ao Varzim, 3-1 ao Maccabi Tel Aviv, 2-0 ao Angrense, 1-0 ao Tondela e agora 4-0 ao U. Madeira. A última vez que tinha ganho cinco deslocações seguidas foi entre Novembro do ano passado e Janeiro, quando se impôs a Bate Borisov (3-0), Académica (3-0), Rio Ave (1-0), Gil Vicente (5-1) e Penafiel (3-1).   - Esta foi a maior vitória do FC Porto em jogos fora de casa desde os 5-1 ao Gil Vicente, em Barcelos, a 3 de Janeiro. Brahimi foi o ponto comum às duas listas de goleadores: marcou o terceiro em Barcelos e o segundo na partida da Choupana.   - Em contrapartida, o U. Madeira não sofria quatro golos em casa desde uma visita do Tirsense, em Setembro de 2007, na qual foi batido por 4-2. Para se encontrar uma derrota caseira por quatro golos de diferença é prciso recuar 21 anos, a 27 de Novembro de 1994, quando o Salgueiros venceu por 4-0 nos Barreiros.   - André Moreira, o jovem guarda-redes do U. Madeira, não sofria quatro golos num só jogo desde Abril de 2014. Nessa altura jogava ainda no Ribeirão e viu a sua equipa empatar (4-4) em Joane, num jogo para a manutenção no Campeonato Nacional de Seniores.   - Foi também a terceira vitória seguida do FC Porto na Liga, depois do 1-0 ao Tondela e dos 2-0 ao V. Setúbal. Os dragões igualaram a melhor série desta época, pois já tinham batido de enfiada Estoril (2-0), Arouca (3-1) e Benfica (1-0).   - Maxi Pereira fez a sexta assistência da época (quinta na Liga), ao oferecer o segundo golo da partida a Brahimi. É o jogador com mais passes de golo do FC Porto, com a curiosidade de ter sido a primeira vez que repetiu o destinatário: antes dera um golo a Aboubakar, outro a Varela, outro a Brahimi, outro a André André e outro ainda a Layun.   - A expulsão de Osvaldo, a 15 minutos do fim, significa que o FC Porto deixa o grupo de equipas que ainda não tinham tido cartões vermelhos na atual Liga, e que agora é composto apenas por Arouca, Benfica, Moreirense e U. Madeira. O último portista expulso na Liga tinha sido o guarda-redes Fabiano, a 15 de Março, na receção ao Arouca, que os dragões ganharam por 1-0. O árbitro desse jogo tinha sido Jorge Tavares.   - Brahimi marcou golo pelo segundo jogo seguido. Já não o conseguia desde Novembro do ano passado, quando esteve na lista de goleadores por três vezes seguidas, contra Nacional, Athletic Bilbau e Estoril.   - Corona fez o quinto golo em outros tantos jogos em que foi titular do FC Porto. Nessas condições, só ficou em branco contra o Benfica, mas em contrapartida bisou no desafio frente ao Arouca. 
2015-12-03
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O FC Porto desloca-se pela segunda vez à Choupana para defrontar o União da Madeira (a primeira foi adiada devido a más condições climatéricas) na tentativa de contrariar aquilo a que já pode chamar-se a “maldição da Madeira”. Já lá vão seis jogos no Funchal sem uma vitória azul e branca: três derrotas e um empate com o Marítimo, a que acrescem uma derrota e um empate com o Nacional. A última vitória portista na Madeira aconteceu precisamente na Choupana, a 4 de Maio de 2013, há pouco mais de dois anos e meio. O adversário era o dono da casa, o Nacional, e os portistas, ainda comandados por Vítor Pereira, chegaram aos 3-0 em 22 minutos, fruto de golos de James, Mangala e Lucho González (este de grande penalidade). O Nacional ainda reduziu, num penalti de Candeias, mas o resultado ficou pelos 3-1 que, somados ao empate do Benfica em casa ante o Estoril, dois dias depois, permitiu que o golo de Kelvin no clássico da semana seguinte redundasse na ultrapassagem na tabela e na revalidação do título pelos azuis e brancos. Dos 14 portistas que jogaram nesse dia na Choupana, só restam no plantel Helton e Varela, que nem deverão ser titulares frente ao U. Madeira. Depois dessa vitória, nunca mais o FC Porto ganhou na Madeira. Em 2013/14 perdeu os dois jogos ali feitos: 1-0 com o Marítimo e 2-1 com o Nacional. Na época passada, já com Lopetegui aos comandos, foi lá três vezes, mas o melhor que conseguiu foi um empate na Choupana, face ao Nacional (1-1, horas depois de o Benfica ter perdido com o Rio Ave em Vila do Conde, a revelar hesitação no ataque ao título nacional). Com o Marítimo, perdeu as duas vezes: 1-0 para a Liga e 2-1 na meia-final da Taça da Liga, o que transforma a Madeira na ilha maldita na luta do treinador basco pelos títulos. A completar o rol, esta época o FC Porto já foi à Madeira, para jogar com o Marítimo, mas veio de lá com um empate (1-1).   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira, só defrontou o FC Porto uma vez no banco, num jogo que já fez dez anos e um mês. Foi a 29 de Outubro de 2005 que o V. Setúbal de Norton foi ao Dragão empatar a zero com o FC Porto de Co Adriaanse, em jogo que abriu a nona jornada da Liga.   - O FC Porto ganhou as últimas quatro deslocações: 1-0 ao Tondela, 2-0 ao Angrense, 3-1 ao Maccabi Tel Aviv e 2-0 ao Varzim. A última vez que voltou a casa sem uma vitória foi quando empatou a duas bolas com o Moreirense, na sexta jornada da Liga.   -O U. Madeira só venceu uma vez na atual Liga, logo na primeira jornada, quando recebeu o Marítimo (2-1). Desde então só conseguiu vencer o Sertanense, na Taça de Portugal (5-1), mas vem de um empate (2-2) em Setúbal, no qual fez apenas menos um golo do que em todas as outras jornadas da Liga somadas (tinha três).   -O veterano Miguel Fidalgo sabe bem o que é marcar golos ao FC Porto, pois já o fez por três vezes, com a camisola do Nacional. Nos jogos em que marcou, ganhou dois (4-0 no Dragão em Março de 2005 e 2-1 na Choupana em Janeiro de 2009), tendo perdido o outro (4-2, também em Janeiro de 2009).   - O U. Madeira nunca ganhou ao FC Porto e o máximo que conseguiu foram dois empates, nas três últimas visitas dos dragões ao arquipélago para o defrontar: um 0-0 em Fevereiro de 1995 e um 2-2 em Abril de 1992. Neste, o União esteve mesmo a ganhar por 2-0, fruto de golos de Jairo e Horácio, mas o FC Porto chegou ao empate através de Rui Filipe e Vlk.   - O último confronto entre as duas equipas aconteceu em Janeiro, para a Taça da Liga, no Dragão. O FC Porto ganhou por 3-1, com golos de Quintero, Quaresma e Evandro, tendo Élio Martins marcado pelos insulares.   - Bruno Paixão não dirige um jogo do FC Porto na Liga desde Janeiro de 2012, quando os dragões foram perder a Barcelos (3-1), com ele a apitar. Nesse jogo, Paixão assinalou um penalti contra os azuis e brancos, por mão de Otamendi na área. Ao todo, o FC Porto perdeu três e empatou quatro dos 18 jogos na Liga com Bruno Paixão, apresentando a mais baixa percentagem de vitórias dos três grandes: 61%, contra 71% do Benfica e 76% do Sporting.
2015-12-01
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- Ao vencer o Marítimo por 3-1, o Nacional completou o oitavo dérbi do Funchal consecutivo sem derrota: quatro vitórias e três empates contra o Marítimo e uma vitória frente ao U. Madeira. A última derrota dos alvi-negros contra uma equipa da Madeira faz três anos na próxima semana: foi a 9 de Dezembro de 2012, nos Barreiros, contra o Marítimo (2-0, golos de Fidelis e Sami).   - Esse jogo foi também o último que o Marítimo ganhou contra outra equipa da Madeira. Desde então, três empates e quatro derrotas contra o Nacional e ainda uma derrota com o U. Madeira. Na Choupana, então, o Marítimo já não ganha desde Novembro de 2007 – há oito anos. A última vez que ali venceu foi por 2-0, com golos de Makukula e Wênio.   - O Nacional alargou para 17 jogos a série de imbatibilidade caseira que já é a mais longa da sua história em épocas nas quais joga a I Liga. A última vez que a equipa de Manuel Machado perdeu em casa foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto, voltaram a passar por lá os leões e o FC Porto, mas ambos empataram. Dos 17 jogos da corrente série, o Nacional ganhou onze e empatou seis.   - O dérbi da Madeira ficou marcado por mais duas expulsões do Marítimo. Desta vez foram Raul Silva e Edgar Costa, a elevar para dez o total de vermelhos a jogadores do Marítimo, em onze jornadas. O central viu o segundo vermelho na Liga, enquanto que o extremo já vai no terceiro. Na época passada, dois jogadores viram três vermelhos na Liga, mas o boavisteiro Philipe Sampaio só lá chegou à 29ª jornada e o penafidelense Tony à 15ª.   - Wyllian, autor do terceiro golo do Nacional, não fazia um golo há um ano. O último tinha sido a 8 de Dezembro de 2014 e também tinha sido marcado ao Marítimo, na altura contribuindo para uma vitória por 3-0.   - Arnold Issoko, autor dos dois golos do V. Setúbal frente ao U. Madeira, marca sempre aos pares. Já tinha bisado no Bonfim, contra o V. Guimarães, em Setembro, mas também nessa altura os sadinos tinham empatado o jogo a duas bolas. Este é, aliás, o quarto empate a dois golos do V. Setúbal na atual Liga, todos em casa – antes tinha acontecido contra Boavista, Rio Ave e V. Guimarães.   - Danilo Dias, autor de um dos golos do U. Madeira no empate em Setúbal, voltou a marcar na Liga portuguesa mais de dois anos depois do último tento – ainda que tenha passado parte desse tempo no Azerbaijão. É curioso que o último golo já tinha sido ao V. Setúbal, no Bonfim. Foi a 15 de Setembro de 2013 e ajudou o Marítimo a vencer ali por 4-2.   - A segunda vitória de Sérgio Conceição aos comandos do V. Guimarães surgiu como a primeira: em cima do minuto 90. Antes, tinha sido um golo de Ricardo Valente a dar o 1-0 em Paços de Ferreira; agora foi Cafu quem garantiu o 2-1 sobre o Boavista, no Bessa. Os dois jogos deram duas vitórias seguidas fora de casa, algo que o V. Guimarães já não conseguia desde Outubro e Novembro do ano passado, quando ganhou consecutivamente em Setúbal e Arouca.   - O V. Guimarães voltou a ganhar no Bessa 17 anos depois do último sucesso para a Liga, que tinha sido em Março de 1998, por 1-0 (marcou Riva). Desde então, porém, tinha ali ganho por 2-0 para a Taça de Portugal, em Novembro de 2008, com golos de Gregory e Fajardo.   - Petit deixou de ser o treinador do Boavista, tornando-se o quarto técnico a deixar o cargo na atual Liga. Antes dele, Armando Evangelista deu o lugar a Sérgio Conceição no V. Guimarães; José Viterbo foi substituído por Filipe Gouveia na Académica e Vítor Paneira abriu vaga para Rui Bento no Tondela.   - Ao décimo jogo, Gonçalo Paciência marcou o primeiro golo na Liga, ajudando a Académica a empatar em casa com o Arouca (1-1). O pai, Domingos, marcou na estreia, a 13 de Abril de 1988, numa vitória do FC Porto sobre O Elvas (4-0).   - O empate em Coimbra significa que o Arouca alonga para nove a série de jogos sem ganhar na Liga: todos, desde as vitórias nas duas primeiras jornadas, contra Moreirense e Benfica. Já igualou a pior série da história do clube na divisão principal, estabelecida em precisamente nove jogos sem ganhar, entre o sucesso contra o Nacional (1-0 na Choupana, a 15 de Setembro de 2013) e outro no terreno do Gil Vicente (3-0, a 22 de Dezembro).   - Iuri Medeiros garantiu a vitória do Moreirense em Vila do Conde, contra o Rio Ave (1-0). Vai com dois jogos seguidos a marcar, pois já tinha sido ele a abrir o ativo contra o Paços de Ferreira (2-0), na jornada anterior. Medeiros não fazia golos em jogos seguidos desde Abril e Maio do ano passado, quando, ainda no Sporting B, até marcou em três, a Marítimo B, FC Porto B e Benfica B.   - Depois de um início de época difícil, o Moreirense já vai com duas vitórias seguidas. A última vez que ganhara duas vezes seguidas na Liga tinha sido em Outubro e Novembro do ano passado, quando se impôs a Gil Vicente (2-0) e Marítimo (2-1).   - A derrota com o Moreirense significou o primeiro jogo do Rio Ave sem marcar golos esta época. Os vila-condenses tinham marcado sempre nas dez jornadas anteriores, bem como nos dois desafios da Taça de Portugal, e eram a única equipa da Liga a poder gabar-se de nunca ter ficado em branco.   - Mais um golo do jovem Diogo Jota, que começa a ser talismã do Paços de Ferreira. O miúdo (18 anos) já tem nove golos pela equipa sénior dos pacenses, que quando ele marcou ganharam sempre: 4-0 ao Atl. Reguengos, 9-0 ao Riachense e 3-2 à Académica (aqui bisou) na época passada; 1-0 ao Boavista, 7-1 à Naval (outro bis), 2-0 ao Marítimo e agora 2-0 ao Estoril.
2015-11-30
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O FC Porto desloca-se à Choupana para defrontar o União da Madeira na tentativa de contrariar aquilo a que já pode chamar-se a “maldição da Madeira”. Já lá vão seis jogos no Funchal sem uma vitória azul e branca: três derrotas e um empate com o Marítimo, a que acrescem uma derrota e um empate com o Nacional. A última vitória portista na Madeira aconteceu precisamente na Choupana, a 4 de Maio de 2013, há quase dois anos e meio. O adversário era o dono da casa, o Nacional, e os portistas, ainda comandados por Vítor Pereira, chegaram aos 3-0 em 22 minutos, fruto de golos de James, Mangala e Lucho González (este de grande penalidade). O Nacional ainda reduziu, num penalti de Candeias, mas o resultado ficou pelos 3-1 que, somados ao empate do Benfica em casa ante o Estoril, dois dias depois, permitiu que o golo de Kelvin no clássico da semana seguinte redundasse na ultrapassagem na tabela e na revalidação do título pelos azuis e brancos. Dos 14 portistas que jogaram nesse dia na Choupana, só restam no plantel Helton e Varela, que nem deverão ser titulares frente ao U. Madeira. Depois dessa vitória, nunca mais o FC Porto ganhou na Madeira. Em 2013/14 perdeu os dois jogos ali feitos: 1-0 com o Marítimo e 2-1 com o Nacional. Na época passada, já com Lopetegui aos comandos, foi lá três vezes, mas o melhor que conseguiu foi um empate na Choupana, face ao Nacional (1-1, horas depois de o Benfica ter perdido com o Rio Ave em Vila do Conde, a revelar hesitação no ataque ao título nacional). Com o Marítimo, perdeu as duas vezes: 1-0 para a Liga e 2-1 na meia-final da Taça da Liga, o que transforma a Madeira na ilha maldita na luta do treinador basco pelos títulos. A completar o rol, esta época o FC Porto já foi à Madeira, para jogar com o Marítimo, mas veio de lá com um empate (1-1).   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira, só defrontou o FC Porto uma vez no banco, num jogo que fez dez anos na quinta-feira. Foi a 29 de Outubro de 2005 que o V. Setúbal de Norton foi ao Dragão empatar a zero com o FC Porto de Co Adriaanse, em jogo que abriu a nona jornada da Liga.   - O FC Porto não sofre golos há 405 minutos, desde o livre de Willian (Chelsea), no Dragão, à beira do intervalo do jogo da Liga dos Campeões. Depois disso, ganhou por 4-0 ao Belenenses, por 2-0 ao Varzim e ao Maccabi Tel-Aviv e empatou a zero com o Sp. Braga. É a melhor série de imbatibilidade desde os 591 minutos sem sofrer golos registados em Fevereiro e Março, entre o golo de Derlis González em Basileia e o de Wagner (Nacional) na Choupana.   - Os Dragões vão ainda tentar esticar para 13 o número de jogos sem derrota no arranque da época. Os doze que já conseguiram (oito vitórias e quatro empates) superam os 11 da época passada (derrota com o Sporting, por 3-1, na Taça de Portugal, ao 12º jogo) e os oito de 2103/14 (derrota com o Atl. Madrid, por 2-1, na Champions). Em 2012/13, a equipa de Vítor Pereira esteve 18 jogos sem perder até à derrota com o Sp. Braga, na Taça de Portugal (2-1), a 30 de Novembro.   - Em contrapartida, o U. Madeira segue com duas derrotas seguidas na Liga: 1-0 no Restelo com o Belenenses e 2-1 no Estoril. Na época passada perdeu três jogos seguidos de campeonato (Leixões, Feirense e Sp. Covilhã) entre Dezembro e Janeiro.   - O empate a zero com o Sp. Braga foi o primeiro jogo da época em que o FC Porto não fez golos. Pela lógica, vai fazer pelo menos um na Madeira, pois desde Novembro de 2011 que a equipa portista não fica duas vezes seguidas em branco. A última vez aconteceu quando ao empate frente ao Olhanense se seguiu a derrota por 3-0 com a Académica, que custou a eliminação da Taça de Portugal.   -O veterano Miguel Fidalgo sabe bem o que é marcar golos ao FC Porto, pois já o fez por três vezes, com a camisola do Nacional. Nos jogos em que marcou, ganhou dois (4-0 no Dragão em Março de 2005 e 2-1 na Choupana em Janeiro de 2009), tendo perdido o outro (4-2, também em Janeiro de 2009).   - O U. Madeira nunca ganhou ao FC Porto e o máximo que conseguiu foram dois empates, nas três últimas visitas dos dragões ao arquipélago para o defrontar: um 0-0 em Fevereiro de 1995 e um 2-2 em Abril de 1992. Neste, o União esteve mesmo a ganhar por 2-0, fruto de golos de Jairo e Horácio, mas o FC Porto chegou ao empate através de Rui Filipe e Vlk.   - O último confronto entre as duas equipas aconteceu em Janeiro, para a Taça da Liga, no Dragão. O FC Porto ganhou por 3-1, com golos de Quintero, Quaresma e Evandro, tendo Élio Martins marcado pelos insulares.   - Bruno Paixão não dirige um jogo do FC Porto na Liga desde Janeiro de 2012, quando os dragões foram perder a Barcelos (3-1), com ele a apitar. Nesse jogo, Paixão assinalou um penalti contra os azuis e brancos, por mão de Otamendi na área. Ao todo, o FC Porto perdeu três e empatou quatro dos 18 jogos na Liga com Bruno Paixão, apresentando a mais baixa percentagem de vitórias dos três grandes: 61%, contra 71% do Benfica e 76% do Sporting.
2015-10-30
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A oitava jornada da Liga teve oito expulsões, recorde da competição esta época e marca mais vermelha desde a 24ª ronda da época passada, quando foram expulsos nove jogadores. Neste fim-de-semana tiveram ordem de expulsão Jota (Nacional), Renato Santos (Boavista), Tiago Rodrigues (Marítimo), Leo Bonatini (Estoril), Capela (Rio Ave), Moreno e Alex (ambos do V. Guimarães) e Dolly Menga (Tondela). Na 24ª jornada de 2014/15, jogada entre 6 e 9 de Março deste ano, tinham ido mais cedo para o duche Miguel Lourenço (V. Setúbal), Ebinho (Marítimo), Hugo Basto (Arouca), Nii Plange, Bernard e Sami (todos do V. Guimarães), Tobias (Sporting), Dani e Pedro Ribeiro (os dois do Penafiel).   - O empate do Nacional em casa com o Boavista (0-0) permitiu aos madeirenses alargar a mais longa série de jogos sem perder em casa em épocas nas quais estão na I Liga para 15 jogos. A última derrota do Nacional no seu estádio foi a 21 de Dezembro, com o Sporting, para a Liga (0-1) e entretanto já lá voltaram a passar os leões e o FC Porto, tendo ambos saído dali com empates.   - O Boavista voltou a ter um jogador expulso na Madeira. Desta vez foi Renato Santos, que viu o vermelho no empate a zero no terreno do Nacional. Na época passada Afonso Figueiredo tinha sido expulso no desaire (1-2) na Choupana, enquanto os 0-4 encaixados nos Barreiros contra o Marítimo tinham ficado pontuados pelos vermelhos a Beckeles, Philippe Sampaio e Mika.   - Tiago Rodrigues viu o segundo vermelho desta temporada, na derrota do Marítimo em casa ante o Paços de Ferreira, igualando o setubalense Fábio Pacheco como jogador mais vezes expulso na atual edição da Liga. Estranho no caso do médio do Marítimo, que já foi expulso tantas vezes neste início de época como no total dos jogos feitos em quatro temporadas de senior.   - O Paços de Ferreira conseguiu nos Barreiros a terceira vitória seguida depois da derrota na Luz com o Benfica, a 26 de Setembro. Ganhou em casa ao Nacional (3-1) e fora à Naval (7-1) e ao Marítimo (2-0). Está a um jogo de igualar a melhor série de vitórias consecutivas da época passada, fixada precisamente nesta altura: de 29 de Setembro a 25 de Outubro ganhou sucessivamente a Belenenses (2-0), Marítimo (3-2), Atlético Reguengos (4-0) e Boavista (2-1).   - Guedes, que fez o segundo golo do Rio Ave no empate (2-2) no Estoril, marcou pelo terceiro jogo consecutivo, depois de ter bisado na vitória frente ao V. Guimarães (3-2, na Taça da Liga) e de ter marcado também no sucesso contra o União (3-0, Taça de Portugal). Já igualou a melhor série da sua carreira, estabelecida em Fevereiro e Março deste ano, quando ao serviço do Penafiel fez golos sucessivamente a Marítimo, V. Setúbal e Moreirense.   - Tomané, do V. Guimarães, fez o primeiro golo na Liga portuguesa esta época, na qual já tinha marcado mas aos austríacos do Altach, na pré-eliminatória da Liga Europa. Marcou à Académica, o seu adversário predileto, uma vez que já tinha sido aos estudantes que tinha feito os dois golos anteriores na competição: um na vitória por 4-2 em Coimbra a 23 de Maio e outro no sucesso por 4-0 em Guimarães, a 17 de Janeiro.            - O Arouca não conseguiu ganhar ao Tondela (empatou a uma bola, em casa), mas alargou a corrente série de invencibilidade para seis jogos, depois da derrota frente ao FC Porto, a 12 de Setembro (1-3). Todos eles deram empate: U. Madeira (0-0), Belenenses (2-2), Sp. Braga (0-0), Varzim (0-0, na Taça da Liga, com vitória nos penaltis), Leixões (1-1, na Taça de Portugal, com sucesso no prolongamento) e agora Tondela (1-1). Para encontrar seis jogos seguidos do Arouca sem derrotas é preciso ir até Outubro e Novembro de 2012, na época em que subiu ao escalão principal. Nessa altura, entre Taça de Portugal e II Liga, foram sete jogos seguidos sem derrotas.   - André Claro voltou a marcar na vitória do V. Setúbal ante o Moreirense (2-0), fazendo o sexto golo da época. Esta já é a segunda melhor temporada de toda a sua carreira, igualando a de 2012/13, quando fez seis golos com a camisola do Arouca, na II Liga. Para encontrar melhor é preciso recuar até 2011/12, quando representou o Famalicão e marcou 11 vezes na II Divisão B. Mas mesmo aí só chegou ao sexto golo em Fevereiro.   - O golo de Tiago Caeiro, no último minuto do jogo com o U. Madeira, garantiu a quarta vitória seguida do Belenenses, depois dos sucessos contra Atlético (2-0, na Taça da Liga), Olhanense (1-0, na Taça de Portugal) e Basileia (2-1, na Liga Europa). Desde Outubro e Novembro do ano passado que os azuis não ganhavam tantas vezes seguidas. Na altura foram cinco vitórias, com Estoril (2-1), Ac. Viseu (2-0), Boavista (3-1), Moreirense (1-0) e Trofense (5-0).
2015-10-27
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O Benfica ganhou nas últimas quatro visitas à Madeira, não perdendo ali desde que caiu aos pés do Marítimo na abertura da Liga de 2013/14. Rui Vitória, por sua vez, não tem sido feliz na sequência das viagens à Pérola do Atlântico, onde não ganhou nenhum dos derradeiros oito jogos. A sua última vitória – e única na Madeira ao serviço do V. Guimarães – aconteceu há quatro anos, quando bateu o Nacional por 4-1 em partida da Liga, precisamente no Estádio da Madeira (Choupana), onde vai agora disputar-se o U. Madeira-Benfica. Ainda assim, a conquista mais importante na carreira do atual treinador encarnado passou pelo Funchal: empatou ali com o Marítimo nos oitavos-de-final da Taça de Portugal de 2012/13, qualificou-se no desempate por grandes penalidades e acabou por vencer a prova, na final, contra… o Benfica. Ora é precisamente o Benfica que tem transformado as viagens à Madeira numa limpeza. Depois da derrota frente ao Marítimo, a 18 de Agosto de 2013, na primeira jornada da Liga de 2013/14 (2-1, com golos de Derley e Sami para os verde-rubros e de Rodrigo para as águias), os encarnados ganharam sempre no Funchal. Ainda nessa época, impuseram-se por duas vezes ao Nacional (1-0 para a Taça da Liga e 4-2 para o campeonato). Na temporada passada, sempre a contar para o campeonato, venceram o Nacional por 2-1 e o Marítimo por 4-0, com um nome comum a ambas as fichas de goleadores: o do agora lesionado Salvio. Já Rui Vitória tem tido mais problemas com os voos até ao Funchal. Ao comando do V. Guimarães só lá ganhou uma vez, ainda que possa apresentar como bom auspício o facto de ter sido logo a primeira (como é agora a primeira que ali leva o Benfica) e na primeira vez que orientou a equipa minhota. Manuel Machado saiu após a derrota em casa com o FC Porto (0-1), na primeira jornada da Liga de 2011/12, Basílio Marques orientou a equipa nos 0-3 com o Beira Mar e nem chegou a aquecer o lugar, de modo que Rui Vitória saltou do banco do Paços de Ferreira para o do mais ambicioso V. Guimarães. No jogo de estreia, à terceira jornada, já ganhava por 2-0 ao intervalo, acabando por se impor por 4-1 (marcaram N’Diaye, Toscano e Edgar, este por duas vezes). Aquela foi, porém, a única vitória do atual treinador benfiquista no Funchal. Depois disso, na mesma temporada, ainda perdeu (2-1) com o Marítimo. Nos restantes seis jogos que lá fez para a Liga, empatou duas vezes com o Nacional na Choupana (1-1 em 2013/14 e 2-2 na época passada) e perdeu nas outras quatro ocasiões (2-1 com o Nacional em 2012/13 e todos os jogos nos Barreiros com o Marítimo: 1-0 em 2012/13, 2-1 em 2013/14 e 4-0 em 2014/15). A Madeira está, ainda assim, ligada à conquista da Taça de Portugal, que obteve pelo V. Guimarães em 2012/13. A 2 de Dezembro de 2012, empatou nos Barreiros com o Marítimo a uma bola (Ricardo igualou após um primeiro golo de Fidelis), acabando por se qualificar no desempate por grandes penalidades, numa noite mágica de Douglas, que defendeu dois pontapés dos onze metros. Chegou à final, onde venceu o Benfica, mas ainda há-de lembrar-se que nunca como nesse dia esteve tão perto de soçobrar: aquele foi o único dos sete jogos da caminhada que o V. Guimarães não venceu.   - O Benfica tem o melhor marcador da Liga (Jonas, com sete golos), mas também o melhor assistente, que é Gaitán, com cinco passes decisivos (mais um na Liga dos Campeões). A equipa de Rui Vitória é ainda a que mais remata na prova: soma 114 remates, a uma média de 19 por jogo.   - Em contrapartida, o U. Madeira tem uma das melhores defesas do campeonato (só quatro golos sofridos, a par de Benfica, FC Porto, Sp. Braga e Sporting), sendo ainda aquela que aguenta mais remates sem sofrer um golo. Os quatro golos sofridos pela equipa de Luís Norton de Matos nasceram de 83 remates, a uma média de um golo a cada 20,8 tentativas. A segunda melhor média da Liga é a do Arouca (um golo por cada 16,3 remates).   - Gaitán fez o primeiro jogo pelo Benfica na Liga na Choupana, o estádio do Nacional que servirá de casa emprestada à U. Madeira para receber o Benfica. Não tem boas memórias dessa noite, porém. Foi a 21 de Agosto de 2010, o argentino saiu aos 65’, com o Benfica a perder por 2-0 com o Nacional. Ainda viu Carlos Martins reduzir para 2-1, mas a derrota acabou por marcar-lhe a estreia.   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira, fez uma época no Benfica B (na qual lançou Lindelof, jogador do atual plantel encarnado), mas nunca defrontou o Benfica na carreira de treinador. O mais perto que esteve de o fazer foi em 2005, época que iniciou com o V. Setúbal. Conduziu os sadinos até à 15ª jornada, quando se demitiu, alegando salários em atraso, deixando a equipa num excelente terceiro lugar. Na 16ª jornada, o V. Setúbal defrontou o Benfica, perdendo por 1-0.   - Se jogar, como tudo indica que pode acontecer, Luisão ultrapassa o malogrado guarda-redes Bento como sexto jogador com mais jogos na história do Benfica. Luisão e Bento têm ambos 465 jogos de águia ao peito, sendo que à frente de ambos só se encontram Sheu (487), Humberto Coelho (498), Coluna (525), Veloso (538) e Nené (575).   - Jonas e Lisandro López completam na segunda-feira, um dia depois do jogo, um ano sobre a estreia pelo Benfica na Liga. Ambos abriram a conta a 5 de Outubro de 2014 nos 4-0 com que o Benfica ganhou ao Arouca.   - André Moreira, jovem guarda-redes do U. Madeira, é dono da mais longa série de minutos sem sofrer golos na atual Liga. Foram 361 minutos entre o golo de Soares (Nacional), na segunda jornada, e o marcado por Leo Bonatini (Estoril) no último domingo.   - O União da Madeira perdeu todos os dez jogos que fez com o Benfica na Liga e só marcou quatro golos, todos eles na Luz. Em casa, ficou sempre em branco. A exceção a esta regra válida para a Liga foi uma partida da Taça de Portugal, em Dezembro de 1993, que acabou empatada a uma bola, no Estádio dos Barreiros. No prolongamento, porém, o Benfica impôs-se por 5-1.   - O Benfica continua sem marcar um golo em provas nacionais fora do Estádio da Luz desde 29 de Maio de 2015, quando ganhou por 2-1 na final da Taça da Liga, em Coimbra, a uma equipa madeirense: o Marítimo. Para o campeonato, o último golo fora aconteceu a 2 de Maio, em Barcelos, nos 5-0 ao Gil Vicente. Depois disso, o Benfica já empatou (0-0) com o V. Guimarães e perdeu (sempre 1-0) com Arouca e FC Porto   - Cosme Machado, que será o árbitro do U. Madeira-Benfica, expulsou um jogador nos últimos três jogos que dirigiu na Liga, dois deles esta época. O setubalense Fábio Pacheco (na visita à Académica) e o estorilista Diego Carlos (em Tondela) foram tomar duche mais cedo, ambos por acumulação de cartões amarelos.
2015-10-02
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- Ao empatar com o V. Setúbal na Choupana, o Nacional estabeleceu a mais longa série de jogos seguidos sem perder em casa: 14. A última vez que os alvi-negros perderam ali foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto voltaram a passar por lá os leões, bem como o FC Porto, mas ambos empataram. A melhor série do Nacional em épocas nas quais esteve na I Liga estava em 13 jogos, entre uma derrota com o Marítimo (0-1), a 14 de Dezembro de 2003 e outra com o Sevilha (1-2), a 30 de Setembro de 2004. Nesses 13 jogos, porém, o Nacional ganhou 11 (empatou apenas com o Sporting e o FC Porto), enquanto nos atuais 14 já vai com cinco empates (Moreirense, Sporting, FC Porto, V. Guimarães e V. Setúbal).   - Ao mesmo tempo, o facto de ter empatado com o V. Setúbal impediu o Nacional de passar, mais uma vez, a barreira das três vitórias seguidas em casa. Depois de bater P. Ferreira (3-0, ainda na época passada), U. Madeira (1-0) e Académica (2-0), esta foi a nona vez que a equipa madeirense falhou desde a última ocasião em que conseguiu as tais quatro vitórias consecutivas no seu estádio, que foi entre Abril e Setembro de 2004, quando ali ganhou a Beira Mar (3-0), Ro Ave (4-0), outra vez Beira Mar (2-1, já na nova época) e Académica (2-1). - Arranque extraordinário do coreano Suk, autor do golo que deu o empate ao V. Setúbal frente ao Nacional na Choupana (1-1). Marcou em quatro dos seis jogos da sua equipa, somando até ao momento cinco golos e três assistências. Curioso ainda o facto de ter marcado ao Nacional depois de o ter feito ao Marítimo: foram as outras duas equipas que representou em Portugal.   - O golo de Marega, que valeu a vitória do Marítimo sobre o Tondela (1-0), foi o terceiro a chegar depois do minuto 90 nesta Liga. Desses, dois foram obtidos pelo Marítimo (já tinha sucedido com Dyego Souza contra o V. Setúbal) e outros tantos foram sofridos pelo Tondela (que já tinha perdido com o Sporting com um golo de Adrien Silva nos descontos).   - Marega fez o nono golo em Portugal (oitavo na Liga), mas apenas o segundo como suplente utilizado. A única vez que tinha marcado depois de saltar do banco foi em Fevereiro, quando ajudou o Marítimo a vencer em Penafiel por 4-3.   - Diallo, que em Portugal já representara Arouca e Académica, foi expulso pela primeira vez no nosso país no Marítimo-Tondela. Com a sua expulsão, o Marítimo torna-se a equipa que mais vermelhos viu na Liga: quatro em seis jornadas.   - O empate com o Arouca foi a segunda vez que o Belenenses desperdiçou uma vantagem de dois golos na atual Liga. Já lhe tinha sucedido quando deixou que o Rio Ave recuperasse de 3-1 para 3-3 no Restelo. Nas duas vezes, o adversário marcou os dois golos nos derradeiros 15’ de jogo.   - Luís Leal voltou a marcar em Arouca, mantendo o registo 100% goleador nos jogos do Belenenses na Liga que começa como titular. Já tinha sido titular e marcado em casa com o Moreirense.   - Os dois golos do Arouca no jogo foram obtidos de fora da área: livre de Nuno Valente a desviar na barreira e remate de muito longa distância de Hugo Basto. Foram os dois primeiros golos de fora da área do Arouca esta época. O Belenenses já tinha sofrido um, marcado pelo benfiquista Talisca.   - Os 13 golos sofridos pelo Belenenses à sexta jornada são o pior arranque defensivo dos azuis desde Outubro de 1987, quando chegaram a esta ronda com 14 bolas nas redes (na altura com o contributo dos 7-1 encaixados nas Antas frente ao FC Porto). Essa equipa acabou a Liga em terceiro lugar, com a sexta melhor defesa da Liga (38 golos em 38 jogos).   - A série de imbatibilidade do guarda-redes André Moreira, do U. Madeira, foi interrompida na derrota do clube insular no Estoril, por 2-1. Ficou nos 361 minutos, entre o golo do nacionalista Soares, na segunda jornada, e o primeiro do Estoril no domingo, marcado por Leo Bonatini. É a maior série da atual Liga, mas não a mais longa do U. Madeira no campeonato. Essa continua a pertencer a Zivanovic, que a estabeleceu em 413 minutos entre 6 de Março e 23 de Abril de 1994.   - Leo Bonatini voltou a marcar pelo Estoril, fazendo-o pelo quarto jogo consecutivo (incluída aqui a derrota frente ao Oriental na Taça da Liga). Já fez mais golos neste início de época (cinco) que em toda a temporada passada (quatro).   - A vitória por 2-1 frente ao U. Madeira, quarta em seis jogos, significa que os canarinhos estão a assinar o melhor arranque de época desde 1947/48, quando ganharam quatro jogos e empataram um dos primeiros seis. O Estoril acabou essa época em quarto lugar, vendo-se ultrapassado pelo Belenenses apenas na última jornada, na qual empatou com o FC Porto na Constituição.   - Sérgio Conceição estreou-se no banco do V. Guimarães com uma derrota frente ao Sp. Braga (0-1). Foram exatamente o mesmo resultado e o mesmo adversário que já lhe tinha assinalado a estreia na Académica: 0-1 em Braga. No Olhanense também começara a perder: 2-1 nos Barreiros com o Marítimo. O único clube português onde se estreara a ganhar foi mesmo o Sp. Braga, onde abriu conta com um conclusivo 3-0 ao Boavista.   - Rafa marcou pelo terceiro jogo consecutivo no Sp. Braga, a mostrar que lhe fez bem o banco nos jogos com Boavista e Estoril. Antes de marcar ao V. Guimarães já tinha sido ele a obter o golo da vitória frente ao Slovan Liberec, tendo contribuído com um golo na goleada (5-1) ao Marítimo. O máximo de jogos consecutivos em que Rafa tinha feito golos era de dois, o que conseguira por duas vezes: Estoril e Arouca em 2013/14 e V. Guimarães e Penafiel em 2014/15. Nas duas vezes, o terceiro jogo, no qual ficou em branco, tinha sido contra o V. Guimarães.   - Ao perder em Vila do Conde, com o Rio Ave, a Académica superou o arranque de 1977, no qual perdeu os cinco primeiros jogos, tendo contudo ganho o sexto. Para encontrar um início de campeonato tão mau da Briosa há que recuar até 1943/44. Nesse campeonato, a equipa dirigida por Severiano Correia perdeu os primeiros seis jogos, mas cinco foram fora de casa: FC Porto (3-2), Olhanense (5-1), Salgueiros (3-1), Atlético (2-1) e Benfica (2-1). Pelo meio, caiu também aos pés do Sporting em Coimbra (3-4). Ganhou pela primeira vez à sétima jornada, em casa, ao V. Guimarães (3-2). Acabou a época em nono lugar, assegurando a manutenção à custa do Salgueiros.
2015-09-29
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O guarda-redes André Moreira manteve a baliza a zeros pela terceira vez consecutiva na Liga, na receção do U. Madeira ao Arouca, que terminou empatada a zero. São já 321 minutos consecutivos de imbatibilidade, desde o golo de Soares, na derrota do União frente ao Nacional, na segunda jornada. O jovem guardião do União estabelece assim o melhor registo da atual Liga e o mais longo de toda a sua ainda curta carreira (tem apenas 19 anos). Esta não é, ainda assim, a melhor série do U. Madeira na I Liga. Essa foi estabelecida por Goran Zivanovic entre 6 de Março e 23 de Abril de 1994. Foram nessa altura 413 minutos sem sofrer golos, a começar no segundo de Ricardo Lopes, numa derrota no terreno do E. Amadora (2-0), passando por três empates a zero (Sporting e Farense em casa e Gil Vicente fora) e numa vitória por 2-0 frente ao V. Guimarães e terminando num golo de Tavares, a abrir uma derrota por 3-0 frente ao Boavista no Bessa.   - Fábio Pacheco, do V. Setúbal, foi o primeiro jogador a ser expulso por duas vezes na atual Liga: antes de ver o vermelho aos 2 minutos da receção ao V. Guimarães, já tinha visto outro aos 78’, na visita à Académica. Os sadinos não perderam nenhum dos jogos, pois se agora empataram a dois golos, em Coimbra ganharam por 4-0.   - O congolês Arnold (V. Setúbal) obteve na baliza do V. Guimarães o segundo bis da sua carreira. O anterior tinha sido a 22 de Outubro do ano passado, quando ajudou o Chaves a ganhar ao Santa Clara por 2-1, na II Liga.   - Armando Evangelista deixou o comando técnico do V. Guimarães após o empate em Setúbal. Foi a primeira chicotada psicológica no clube minhoto desde a saída de Manuel Machado, após a primeira jornada da Liga de 2011/12. Na altura, Basílio Marques assegurou a transição até à entrada de Rui Vitória.   - Ao mesmo tempo que Armando Evangelista, saiu José Viterbo da Académica. A equipa de Coimbra repete a “medicação” da época passada, quando afastou Paulo Sérgio, mas fá-lo mais cedo, pois o treinador anterior resistiu até à 21ª jornada. Viterbo caiu após sete derrotas consecutivas na Liga (cinco nesta ápoca, duas na anterior) e 14 jornadas seguidas sem ganhar, desde os 2-1 ao Nacional, a 15 de Março. Paulo Sérgio tinha resistido 15 jornadas sem o sabor da vitória.   - As cinco derrotas com que a Académica arrancou na Liga são o pior registo da equipa de Coimbra desde 1977. Na altura, perdeu consecutivamente com Riopele (fora, 0-2), Sporting (casa, 1-5), Belenenses (fora, 0-2), V. Guimarães (casa, 1-3) e Varzim (fora, 1-0). O treinador, que era Juca, manteve-se e a Académica ganhou à sexta jornada ao Boavista, por 3-2. No final da época acabou em oitavo lugar.   - A última equipa a somar zero pontos à quinta jornada foi o Trofense, em 2008. O treinador, que era Toni, só resistiu às três primeiras derrotas, entrou Tulipa, o Trofense ainda chegou ao 12º lugar mas depois acabou a época em último e desceu de divisão.   - Ao marcar dois golos na vitória do Rio Ave frente ao Paços de Ferreira (3-0), Heldon obteve o primeiro bis desde Dezembro de 2013, quando foi fundamental no empate a dois golos do Marítimo em casa frente ao Nacional. Aliás, nesse dia repetiu a dose da semana anterior, quando marcara os dois golos da vitória maritimista em Arouca. À atenção da Académica, o próximo adversário dos vila-condenses.   - O primeiro golo de Heldon foi ainda o centésimo da Liga. Ao 39º jogo. Na época passada tinha sido o benfiquista Lima a obter o 100º golo da prova, nos 3-1 do Benfica ao Moreirense, mas ao 42º jogo. Há dois anos marcara-o Evandro, do Estoril, no empate a dois que os canarinhos obtiveram em casa frente ao FC Porto, também ao 39º desafio.   - Edimar marcou, de livre, o terceiro da vitória do Rio Ave. Não fazia um golo na Liga desde Dezembro de 2013, quando inscreveu o nome na lista de marcadores na derrota do Rio Ave frente ao FC Porto (1-3). De livre, já não marcava desde 23 de Setembro de 2012, quando bateu Beto noutra derrota do Rio Ave (4-1) em Braga.   - O Paços de Ferreira perdeu pela primeira vez em casa desde Janeiro, quando ali passara o Nacional (3-2). E não perdia na Mata Real com tanta clareza desde Abril de 2014, quando o mesmo Nacional lá ganhara por 5-0.   - Leo Bonatini fez em Tondela o primeiro golo fora de casa desde que chegou a Portugal e ao Estoril. Os seis que tinha marcado desde o início da época passada tinham acontecido todos no António Coimbra da Mota.   - Luís Leal abriu o marcador na vitória do Belenenses sobre o Moreirense (2-0), fazendo o seu primeiro golo na Liga portuguesa desde Novembro de 2013, quando bisou na vitória do Estoril sobre o Rio Ave, em Vila do Conde, pelo mesmo resultado. Desde essa data, porém, só foi titular mais uma vez, num Estoril-V. Guimarães que antecedeu a sua transferência para a Arábia Saudita.   - O Moreirense não ganhou um único jogo nas primeiras cinco jornadas, seguindo com apenas um ponto. É algo de inédito nas cinco épocas dos cónegos na Liga. O pior que tinham até aqui era uma vitória e quatro derrotas, no ano de estreia (2002/03). Nas últimas três temporadas apresentavam o mesmo registo: uma vitória, dois empates e duas derrotas.   - Ao entrar, a 10 minutos do final, para o lugar de Stojlikovic, na goleada bracarense sobre o Marítimo (5-1), Wilson Eduardo estreou-se com a camisola do Sp. Braga na Liga e ainda fez o 100º jogo na competição. Soma 27 partidas no Beira Mar, 27 no Olhanense, 25 na Académica, 20 no Sporting e agora 1 no Sp. Braga.   - O lateral Lionn, do Rio Ave, foi o outro “centenário” da jornada. É, contudo, mais constante nas camisolas do que Wilson Eduardo. Dos 100 jogos, 81 foram com o verde-e-branco do Rio Ave vestido, completando o lote com 8 jogos no Olhanense e 11 no V. Guimarães.   - Depois do golo ao Slovan Liberec, Rafa marcou também ao Marítimo. Não lhe acontecia marcar em dois jogos consecutivos desde que ajudou o Sp. Braga a vencer fora o V. Guimarães (2-1 para a Taça de Portugal) e o Penafiel (6-1 para a Liga) em Novembro do ano passado.   - O Marítimo não levava cinco golos num jogo desde Novembro de 2012, quando foi batido pelo FC Porto no Dragão por 5-0. Ruben Ferreira foi o único do onze que jogou nesse dia a repetir a experiência ontem.
2015-09-22
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- Maicon marcou, de livre direto, ao Estoril, o 11º golo pelo FC Porto e o primeiro que não foi obtido de cabeça. Os dez anteriores tinham sido todos na sequência de livres laterais ou cantos de Belluschi, João Moutinho, Hulk, James Rodríguez e Carlos Eduardo. A exceção a esta regra foi um golo de livre direto na única ocasião em que o central brasileiro representou a equipa B portista: a 3 de Fevereiro de 2013 surpreendeu João Pinho e marcou, quase de meio-campo, um livre à Oliveirense que ajudou a uma vitória por 3-1.   - Aboubakar marcou nos últimos três jogos do FC Porto em casa. Bisou ao Penafiel nos 2-0 com que os dragões encerraram a última Liga, repetiu a graça nos 3-0 aplicados ao V. Guimarães na abertura da atual e agora abriu o marcador nos 2-0 ao Estoril.   - Ao manter a baliza inviolada contra o Estoril, Iker Casillas voltou a contribuir com mais 90 minutos para o alargamento da série de imbatibilidade dos dragões nos jogos da Liga disputados em casa. São já 1125 minutos que Fabiano, Helton e agora Casillas levam sem sofrer golos em casa para a Liga, desde o segundo tento de Lima, na vitória do Benfica por 2-0, no Dragão, em Dezembro. O próximo jogo dos portistas em casa será precisamente contra o Benfica e, nele, bastarão três minutos para superar a série de 1127 estabelecida por Vítor Baía em 1995/96.   -O FC Porto fez apenas oito remates à baliza do Estoril durante os 90 minutos. O valor é um mínimo desde o empate no Restelo, como o Belenenses, que valeu o título ao Benfica na penúltima jornada da temporada passada, mas para encontrar um total tão baixo num jogo em casa é preciso recuar a 6 de Abril de 2014, quando os dragões bateram a Académica em casa por 3-1 rematando as mesmas oito vezes.   - O Estoril vai com cinco jogos seguidos sem sequer marcar golos no terreno dos grandes. Os 2-0 de sábado frente ao FC Porto somam-se aos 4-0 que encaixou na Luz face ao Benfica na abertura desta Liga e a mais três jogos negativos em 2014/15: 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e 4-0 em Alvalade. Tudo a seguir à melhor época da história do clube neste particular, por em 2013/14 ganhou fora a FC Porto e Sporting pelo mesmo resultado: 1-0.   - O Benfica virou frente ao Moreirense, de 0-1 para o 3-2 final. Foi a primeira reviravolta no marcador dos encarnados desde 8 de Março, quando venceram fora o Arouca por 3-1, depois de ter estado a perder por 1-0. Ponto em comum aos dois jogos é Iuri Medeiros, que em Março marcou o golo do Arouca e no sábado foi titular do Moreirense.   - Samaris marcou o primeiro golo com a camisola do Benfica. A última vez que tinha festejado em nome individual foi a 9 de Março de 2013, quando fez o golo do Olympiakos numa derrota (1-2) em Salónica com o PAOK.   - Jonas fez golos nos últimos quatro jogos do Benfica na Luz. Marcou o tento da vitória frente ao Moreirense, mas antes já tinha feito dois nos 4-0 ao Estoril, outros dois nos 4-1 ao Marítimo na festa do último título nacional e um nos 4-0 ao Penafiel. Não fica em branco na Luz desde 26 de Abril, quando o Benfica empatou a zero com o FC Porto.   - Raul Jiménez precisou de apenas dois jogos para marcar um golo no Benfica. No Atlético de Madrid, só marcou ao sétimo: contribuiu para os 4-0 com que os colchoneros ganharam ao Sevilha, a 27 de Setembro. O problema, porém, é que não marcou mais nenhum no que restou da época passada.   - Este Benfica-Moreirense foi fiel à história recente das duas equipas. Já são quatro jogos seguidos para a Liga com o mesmo resumo: o Moreirense marca primeiro e o Benfica acaba por ganhar. Os três jogos anteriores (a última jornada de 2013/14 e as duas partidas de 2014/15) tinham acabado com 3-1 favorável aos encarnados. Desta vez ficou 3-2.   - A última equipa a marcar duas vezes na Luz tinha sido o Sp. Braga, que ali ganhou por 2-1 nos oitavos de final da Taça de Portugal da época passada. Se contarmos só jogos da Liga, a última equipa a consegui-lo foi o Arouca, que ali empatou (2-2), a 6 de Dezembro de 2013.   - Rafael Martins já tinha marcado ao Benfica na última vez que tinha defrontado os encarnados, em Maio de 2014. Se no sábado abriu o placar, nessa altura fez de grande penalidade o golo que valeu o empate (1-1) ao V. Setúbal.   - A vitória do Sporting em Coimbra por 3-1 significa que tanto o clube como Jorge Jesus mantêm a série positiva nas visitas à Académica. Os leões não perdem em Coimbra desde 8 de Maio de 1977, enquanto que Jesus nunca ali perdeu como treinador.   - Aquilani fez de grande penalidade o primeiro golo com a camisola do Sporting. Não marcava desde de 2 de Outubro de 2014, quando abriu o placar numa vitória da Fiorentina em Minsk (3-0), a contar para a Liga Europa.   - Adrien falhou a primeira grande penalidade desde que, a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então e até acertar agora no poste da baliza de Lee, marcou a Schalke, Estoril, Marítimo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - O Sporting viu ser-lhe assinalada uma grande penalidade contra pelo segundo jogo consecutivo na Liga. Não lhe acontecia semelhante coisa desde Outubro e Novembro de 2013, quando perdeu (1-3) no Dragão com o FC Porto e ganhou (3-2) em casa ao Marítimo, sempre com golos sofridos de penalti. Ponto em comum é o árbitro Bruno Esteves, que tinha estado nesse Sporting-Marítimo.   - Bruno Esteves nunca tinha assinalado três grandes penalidades no mesmo jogo da Liga, mas já tinha marcado duas. Foi a 4 de Novembro de 2011, num empate caseiro do Sporting com a Naval, em que começou por apontar para a marca dos onze metros quando Evaldo derrubou Marinho, permitindo aos figueirenses empatar a uma bola, mas depois marcou uma mão de Camora na área, que Postiga converteu no 2-2 momentâneo.   - O último jogo com três penaltis na Liga também tinha sido em Coimbra. Foi o Académica-Gil Vicente, a 25 de Abril último, e os gilistas ganharam por 2-1, com golos de penalti de Ruben Ribeiro e Cadu, a responder a outro penalti de Rui Pedro. O árbitro era Soares Dias. Na época passada houve mais dois jogos com três penaltis: o Estoril-Penafiel (apitado por Tiago Martins) e o Paços de Ferreira-V. Setúbal (Luís Ferreira).   - Fernando Alexandre, expulso pelos dois penaltis cometidos, não via um vermelho desde 11 de Setembro de 2011, quando João Ferreira o expulsou imediatamente antes do intervalo de uma derrota do Olhanense, em casa, contra o Feirense (1-2).   - Além de FC Porto e Sporting, há mais cinco equipas que ainda não perderam nesta Liga: Rio Ave, V. Setúbal, Arouca, Paços de Ferreira e Belenenses. Para os vila-condenses não há grande novidade, uma vez que também não tinham perdido nas três primeiras rondas da época passada e, à 3ª jornada, até lideravam a classificação, mas para o Arouca a sensação é de novidade absoluta, pois nunca por tal tinha passado. O Paços de Ferreira tinha conhecido este arranque em 2012 (e acabou a Liga em terceiro lugar), mas os históricos V. Setúbal e Belenenses já mal se lembram de tal coisa. A última vez que tal sucedeu aos sadinos foi em 2007 (três empates a abrir deram um sexto lugar no final), enquanto que os belenenses têm de recuar até 2004 e a uma Liga que acabaram em nono lugar.   - André Claro, do V. Setúbal, foi o único jogador a marcar golos nas três primeiras jornadas da Liga. O último a conseguir fazê-lo tinha sido Jackson Martínez, que na época passada fez golos a abrir a Marítimo, Paços de Ferreira e Moreirense (dois). Mas para encontrar um português que o tenha feito é preciso recuar a 202, quando o benfiquista Simão marcou consecutivamente a Beira Mar, Moreirense e U. Leiria.   - Ao estabelecer o empate do Rio Ave em Setúbal (2-2), o veterano André Vilas Boas marcou o primeiro golo em 124 jogos na Liga. Misturando todas as competições, só tinha um golo na Taça de Portugal, um na II Liga e outro na II Divisão B. O último tinha sido a 20 de Outubro de 2013, na vitória (3-0) dos vila-condenses fora sobre o Esperança de Lagos.   - O Tondela ganhou pela primeira vez na Liga ao terceiro jogo neste escalão, batendo o Nacional por 1-0. Repetiu a performance do último estreante, o Arouca, que também se impôs pela primeira vez à terceira jornada em 2013, batendo na altura o Rio Ave pelo mesmo score. Pior correu a vida ao Trofense, o estreante anterior: perdeu os primeiros cinco jogos, empatou o sexto e só ganhou à sétima tentativa, batendo fora o V. Setúbal por 2-0.   - Bruno Moreira, que fez o golo do Paços de Ferreira no empate frente ao Arouca, não marcava desde que defrontou… o Arouca. Tinha feito dois dos três golos com que os pacenses venceram fora este mesmo adversário (3-1), a 26 de Abril.   - Rafael Bracalli, guarda-redes do Arouca, liderava a única defensa ainda sem golos sofridos na Liga, mas ainda assim falhou por 13 minutos o seu melhor início de época. Ainda que este tenha sido estabelecido quando era suplente do FC Porto e só atuava em partidas da Taça de Portugal e da Taça da Liga. Os 183 minutos em que manteve a baliza do Arouca inviolada até ao golo de Bruno Moreira só são ultrapassados no seu registo pessoal pelos 196 que durou essa mesma imbatibilidade na baliza do FC Porto em jogos com Pero Pinheiro, Académica e… Paços de Ferreira.   - Alan marcou, na vitória (4-0) sobre o Boavista, o seu 50º golo pelo Sp. Braga. Foram 30 na Liga, dez nas provas da UEFA, sete na Taça da Liga e três na Taça de Portugal. O primeiro acontecera a 23 de Outubro de 2008, na vitória por 3-0 sobre o Portsmouth.   - O U. Madeira-V. Guimarães foi o primeiro jogo sem golos na atual Liga. Aconteceu à 27ª partida, no encerramento da terceira jornada. Na época passada tinha sucedido à 18ª, num Moreirense-Sp. Braga que também fechava a segunda ronda (e também a uma segunda-feira à noite). Há dois anos, em contrapartida, o primeiro 0-0 só aparecera ao 42º jogo, um Académica-Arouca da sexta jornada. Para que se faça uma comparação, a Liga espanhola teve quatro 0-0 na primeira jornada e mais dois na segunda, enquanto que na Premier League inglesa o primeiro nulo surgiu na segunda ronda e na Bundesliga alemã tal só aconteceu à terceira. Em Itália, as primeiras duas semanas de competição ainda não proporcionaram nenhum 0-0  
2015-09-01
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- O Sporting não ganhava um jogo em período de compensação desde 11 de Janeiro, quando um livre de Tanaka lhe valeu uma vitória por 1-0 em Braga. Para encontrar uma vitória em tempo de compensação com um golo de penalti é preciso recuar até 8 de Fevereiro de 2006, data de um jogo em casa com o Paredes, para a Taça de Portugal, em que o 2-1 final surgiu aos 90+2’ numa grande penalidade convertida por João Moutinho.   - Adrien vai numa série de seis grandes penalidades consecutivamente convertidas. A última vez que falhou foi a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, quando permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então, marcou a Schalke, Estoril, Marítmo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - Ao fazer o golo do Tondela, Luís Alberto sucedeu a Bruno Amaro (Arouca), Pinheiro (Trofense), Bruno Fogaça (Naval), João Duarte (Moreirense) e Gamboa (Santa Clara) na honra de fazer o primeiro golo da sua equipa na Liga portuguesa. Dos seis, só Fogaça e João Duarte não o fizeram na baliza do Sporting.   - Ao bisar frente ao V. Guimarães, Aboubakar conseguiu algo que Jackson Martínez nunca foi capaz de fazer na primeira jornada das três Ligas que disputou. O colombiano, aliás, ficou mesmo em branco na abertura de 2012/13, um empate a zero frente ao Gil Vicente, e marcou apenas uma vez na estreia das duas derradeiras Ligas. Mas Jackson tem uma Liga a marcar sempre nas primeiras cinco jornadas e isso Aboubakar ainda terá de tentar.   - O FC Porto obteve a 10ª vitória consecutiva frente ao V. Guimarães no Dragão, um recorde entre as equipas que estão na edição deste ano da Liga. Desde Fevereiro de 2005 que o V. Guimarães não pontua no terreno dos azuis e brancos: na altura empatou a zero.   - Varela fez um o primeiro golo no Dragão desde 19 de Janeiro de 2014. Na altura obteve o segundo de uma vitória que também ficou pelos 3-0 e contra outro Vitória: o de Setúbal. Da equipa do FC Porto que alinhou nesse dia só restaram no jogo de sábado ele, Alex Sandro e Maicon.   - Armando Evangelista entrou na Ligada pior maneira: com uma derrota por 3-0 no Dragão. A última vez que o V. Guimarães estreara um técnico na Liga antes desta correra igualmente mal: em 2011/12, Manuel Machado saiu após a primeira jornada e a equipa ficou entregue ao seu adjunto Basílio Marques, que a 28 de Agosto de 2011 se estreou com uma derrota por 3-0, em casa, com o Beira Mar. Na jornada seguinte entrou em funções Rui Vitória.   - Mitroglu e Nelson Semedo fizeram um golo cada um, na estreia na Liga portuguesa. O último jogador a estrear-se com golo pelo Benfica tinha sido Jonas, que entrou ao intervalo para o lugar de Lima e fez o quarto numa vitória também ela por 4-0 frente ao Arouca, a 5 de Outubro de 2014. Curioso é que também nesse jogo o Benfica só abriu o ativo aos 75’.   - Jonas obteve frente ao Estoril o oitavo bis com a camisola do Benfica. O primeiro deles, aliás, foi mesmo um hat-trick, contra o Sp. Covilhã, na Taça de Portugal (vitória benfiquista por 3-2), naquele que foi o seu segundo jogo pelos encarnados. Desde esse desafio, o brasileiro bisou mais sete vezes, contra Moreirense, Estoril, Nacional, Académica, Belenenses, Marítimo e, de novo agora, Estoril.   - Os 4-0 ao Estoril são o melhor arranque de Liga do Benfica desde 1997, quando a equipa liderada por Manuel José se impôs ao Campomaiorense, na Luz, pelo mesmo resultado (golos de Calado, João Pinto e bis de Paulo Nunes). Para encontrar uma abertura com vitória por mais de quatro golos é preciso recuar a 1975 e a um 9-1 ao Leixões, com cinco golos de Nené, dois de Moinhos, um de Shéu e outro de Toni.   - O Estoril segue numa série horrível de 12-0 em visitas à Luz, depois do empate a um golo que ajudou os encarnados a perder o campeonato de 2012/13. Nas três épocas seguintes, os canarinhos perderam por 2-0, 6-0 e agora 4-0. Aliás, a equipa agora dirigida por Fabiano Soares tem sido freguesa habitual dos grandes sempre que os visita. Desde que, ainda com Marco Silva aos comandos, ganhou em Alvalade ao Sporting na despedida da Liga de 2013/14, vai com uma série de resultados amplos consecutivos: 3-0 em Alvalade, 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e agora 4-0 na Luz. Em todos esses jogos teve um penalti contra…   - Os três grandes ganharam os seus jogos na jornada de abertura na Liga. Algo que não acontecia há 21 anos, desde que, em 1994, o Sporting venceu fora o Farense (2-0, com golos de Juskowiak e Sá Pinto), o Benfica bateu o Beira Mar em Torres Novas (também 2-0, com golos de Paneira e Clóvis) e o FC Porto se impôs em casa ao Sp. Braga (ainda 2-0, com tentos de Rui Filipe e Kostadinov).   - Os 29 golos marcados nos nove jogos da primeira jornada da Liga são o arranque mais goleador desde 1996, quando em igual número de partidas se fizeram 34 tentos. A média de golos por jogo, porém, já tinha vindo a crescer nas últimas duas épocas, tendo há dois anos estado também acima dos três golos por jogo (26 em oito jogos).   - O Sp. Braga conseguiu, frente ao Nacional, a primeira virada da Liga (de 0-1 para 2-1). Curioso é que a última virada do Sp. Braga tinha acontecido no mesmo local e frente ao mesmo adversário: de 0-1 para 3-1 a 28 de Fevereiro de 2015, contra o Nacional, na 22ª jornada da última Liga.   - Gonçalo Brandão marcou ao Rio Ave o seu primeiro golo desde 18 de Outubro de 2003, data em que assinou o tento belenense na derrota em casa frente ao FC Porto, por 4-1. Desde então, além do Belenenses, representou Charlton, Siena, Parma e Cluj, mas nem por uma vez fez um golo.   - Os 3-3 no Restelo assinalaram a terceira época consecutiva do Rio Ave a marcar três golos no campo do Belenenses. Na época passada os vila-condenses tinham ganho por 3-1 e há dois anos por 3-0. Ponto comum às duas vitórias foram golos de Del Valle, o venezuelano entretanto emigrado para o Kasimpasa, da Turquia.   - Espetacular recuperação do Boavista em Setúbal: de 0-2 para 2-2 com um jogador a menos, por expulsão de Idris, aos 69'. O Boavista não recuperava um resultado num jogo que tenha acabado em inferioridade numérica na Liga desde 5 de Novembro de 2005, quando depois da expulsão de Areias, um golo de João Pinto, aos 87', valeu um empate (1-1) ante o Belenenses no Restelo. Na época passada, em casa contra o Rio Ave, também recuperou de 0-1 para 1-1 depois da expulsão de Beckeles, mas o jogo acabou dez contra dez, pois também foi expulso o vila-condense Prince.   - Nuno Coelho (Arouca) abriu em Moreira de Cónegos o caminho à vitória do Arouca, com um golo de cabeça que apenas o segundo na Liga. Sempre que ele marcou, porém, o Arouca ganhou: já tinha sido ele a garantir a vitória em casa ante o V. Setúbal, em Janeiro último (1-0).   - O dérbi da Madeira, com Breitner (U. Madeira) e Briguel (Marítimo) em campo (e não jogava a RFA de 1982…) sorriu à equipa azul e amarela. Não é novidade o Marítimo perder (já tinha saído derrotado nas últimas três visitas ao Nacional. Mas é novidade o U. Madeira ganhar: nos cinco anos que o União passara na I Liga empatara sempre em casa com o Marítimo e perdera nas deslocações aos Barreiros.   - A derrota em Paços de Ferreira significou o 10º jogo seguido sem ganhar na Liga para a Académica de José Viterbo. O treinador, que foi tão importante na recuperação, ganhando três dos primeiros quatro jogos, está ainda a cinco jogos de igualar o recorde de 15 sem vitória que custou o lugar a Paulo Sérgio, antes de ele entrar.
2015-08-17
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