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Último Passe

A quebra evidente de rendimento do Sporting nos últimos jogos tem sido muitas vezes reduzida a fatores demasiado simples, como a ausência de Adrien, as dificuldades de recuperação após os jogos europeus ou a falta de qualidade de alguns novos jogadores. Na verdade, tudo terá o seu peso para explicar exibições tão pobres como a que a equipa de Jorge Jesus assinou frente ao Tondela. No entanto, a razão mais importante é tática e tem a ver, não com a saída de Slimani, mas com o facto de ninguém estar a dar à equipa aquilo que o argelino dava. E mais difícil do que fazer o diagnóstico é encontrar a profilaxia adequada, que no meu ponto de vista só pode passar por Campbell a jogar no corredor central. É claro que Adrien faz falta, pela intensidade e abrangência que mete no jogo a meio-campo. É claro também que se a equipa faz um jogo de elevada exigência competitiva a meio da semana vai perder velocidade e dinâmica no fim-de-semana seguinte. Mas todas as equipas que andam nas competições europeias vivem com isso e algumas até têm mais lesões – e lesões mais importantes – que o Sporting. Veja-se o caso do Benfica, que perdeu Jonas, o melhor jogador da Liga anterior, numa altura em que também não tinha Mitroglou ou Jiménez. E que teve de passar a viver sem Gaitán e Renato Sanches. O Sporting está sem Adrien e teve de reconstruir-se sem Slimani e João Mário, com Bas Dost a aparecer e Gelson a ganhar preponderância. E a questão é que o todo, a soma das partes, deixou de fazer tanto sentido. O que caraterizava o ataque organizado do Sporting de Jesus era a facilidade com que jogava por dentro, no corredor central. Ali apareciam os dois pontas-de-lança, mas também Adrien, Ruiz e João Mário, sendo que havia sempre facilidade em criar desequilíbrios ofensivos. Porquê? Porque havia espaço, muito espaço entre as duas linhas defensivas dos adversários para os jogadores do Sporting penetrarem em tabelas rápidas que muitas vezes deixavam um deles na cara do golo. Então o que mudou? Será que os adversários deixaram de colaborar e fecharam esse espaço? Ora achar isso é uma idiotice. Na verdade, os adversários nunca quiseram colaborar, abrindo esse espaço. O que se passava é que as movimentações de Slimani na busca da profundidade, indo buscar muitas vezes a bola nas costas da última linha do adversário, obrigavam esta última linha a recuar vezes sem conta, alargando o espaço entre ela e a segunda linha, formada pelos médios. Era aí que o Sporting jogava. Sem Slimani – e com um jogador que faz movimentos contrários, de aproximação à equipa, recuando para tabelar com os médios – Jesus podia fazer uma de duas coisas. Ou encontrava uma réplica, um jogador igualmente capaz de esticar o jogo, ou deixava de apostar tanto no jogo interior, preferindo jogar por fora e aproveitar o superior capacidade de finalização de Bas Dost para aumentar a percentagem de jogadas que conclui com cruzamentos. Neste momento, a equipa hesita entre as duas profilaxias. No jogo contra o Tondela, cruzou muito, mas raramente o fez bem ou no momento mais adequado, mesmo quando tinha superioridade posicional e numérica na área – e nesse particular Zeegelaar, autor do melhor cruzamento no jogo com o Borussia Dortmund, foi desastroso. No sábado, aliás, o Sporting procurou vezes demais o labirinto em que se transformou o corredor central: ao espaço entre-linhas do Tondela acorriam Ruiz, Bas Dost, André e até Elias ou Gelson, que neste contexto faria muito melhor em permanecer aberto, para aumentar as possibilidade de combinação na direita que levassem a cruzamentos. Claro que a equipa pode (deve, aliás) adotar as duas soluções, ser igualmente eficaz no jogo exterior como no interior. Mas para isso tem de dominar melhor cada momento e tomar nele as melhores decisões. O problema é que para isso tem de aperfeiçoar a ideia de jogo e encaixar melhor as peças: o Sporting de 2015/16 tinha um onze encaixado; o desta época ainda não encontrou o parceiro para Bas Dost nem a forma que ele terá de encarar o jogo. Umas vezes joga com Bruno César, outras com Markovic, outras ainda com André, no sábado experimentou até somar Castaignos ao seu compatriota. Olhando para o grupo, vejo duas possibilidades: Bruno César atrás de Dost para jogos em que se quer o bloco mais unido e jogar mais desde trás (FC Porto em casa ou jogos da Champions com Real Madrid e Borussia Dortmund) e Campbell ao lado do holandês nos restantes. Da forma como vejo as coisas, Markovic só pode jogar na ala, onde está condenado a ser suplente de Gelson. Ao sérvio falta presença na área e capacidade de trabalho para jogar no corredor central, onde a pressão em transição defensiva é muito importante. Campbell tem as duas coisas. E até a capacidade de ir à procura da profundidade, como fazia Slimani, dessa forma permitindo que se abra o tal espaço entre as linhas do adversário para que a equipa possa jogar por dentro. Mistério para mim é mesmo a razão pela qual o costa-riquenho ainda não foi experimentado ali.
2016-10-24
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Último Passe

O mesmo défice de criatividade que já lhe custara dois pontos na partida da Liga dos Campeões frente ao Copenhaga, no Dragão, voltou a impedir o FC Porto de vencer na deslocação a Tondela. Num jogo onde beneficiou de iniciativa atacante quase permanente e de amplo domínio territorial, atenuado apenas na segunda parte, quando o jogo partiu e o Tondela conseguiu meter no relvado alguns contra-ataques, a equipa de Nuno Espírito Santo não foi além de um 0-0 que a penaliza. Não foi um problema de esquema tático – voltou o 4x4x2 –, de eficácia ou de falta de homens ofensivos no onze. O que faltou mesmo foi a capacidade para criar desequilíbrios em ataque organizado. Perante um Tondela bem organizado defensivamente e sempre aguerrido, Nuno Espírito Santo voltou ao 4x4x2, juntando Depoitre a André Silva e entregando as faixas laterais ao regressado Brahimi e a Otávio. Os dois alas procuraram sempre o corredor central, para aí promoverem os tais desequilíbrios – algo que Otávio conseguiu sempre melhor do que Brahimi – e para deixarem as laterais aos ofensivos Layun e Alex Telles. Só que, apesar das tentativas de Ruben Neves desempenhar o papel de médio centro de uma forma mais atacante do que o habitual Danilo, os primeiros 45 minutos foram quase um deserto em termos de situações de perigo. De parte a parte: o FC Porto só entrou com perigo na área uma vez, num passe longo de Felipe a, que nem André Silva, primeiro, nem Depoitre, no aproveitamento do ressalto, deram o melhor seguimento. O Tondela, metido num 4x2x3x1 que tinha em Crislan um avançado capaz de segurar a bola e de esperar pela equipa, dando assim tempo aos homens mais recuados para respirar, ia ganhando confiança. E depois de Gonçalves ter procurado, sem sucesso, um dos ângulos superiores da baliza da Casillas, a segunda parte começou com uma equipa da casa mais afoita do ponto de vista atacante. Espírito Santo quis mudar o ataque, primeiro trocando Brahimi por Oliver – e desviando André André para a direita – e depois substituindo o desastrado Depoitre por Adrián López, mas a primeira situação de golo flagrante da partida foi a equipa da casa a perdê-la, quando Murillo se isolou na cara de Casillas e viu o remate esbarrar na mancha do guarda-redes espanhol. Aí, já com Corona em campo, o FC Porto acordou para dez minutos finais melhores, que certamente tiveram a ver também com a quebra física da equipa de Petit, que também perdera Kaká, o seu cérebro defensivo, por lesão. André Silva e Adrián López ainda chegaram com bola à cara de Cláudio Ramos, mas nas duas situações o guarda-redes do Tondela levou a melhor, segurando um 0-0 que manda uma mensagem para o balneário do Dragão. Para ganhar é preciso mais do que um sistema tático ou a acumulação de jogadores de ataque: eles têm de combinar no campo. E isso é que não se tem visto.
2016-09-18
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Último Passe

Rui Vitória sentiu a necessidade de dizer que não anda “à procura de clones” dos jogadores que perdeu neste início de época, que cada um é aquilo que é e tem as suas próprias caraterísticas. Fê-lo após a vitória do Benfica em Tondela, por 2-0, ainda por cima minutos depois de um golaço de André Horta provar que o miúdo tem mesmo muita categoria e que não tem nada que ser o segundo Renato Sanches. Porque na verdade não tem. As equipas são organismos vivos, que crescem de acordo com o que têm. Levam é tempo a crescer, como se percebe pelo total de situações de golo que o Benfica tem permitido aos adversários que vai encontrando. Uma coisa é certa: o Benfica está hoje muito melhor do que há um ano. Há um ano, com uma pré-época calamitosa, Vitória refreou os ímpetos de mudança, deixando a equipa numa espécie de terra de ninguém tática da qual só a emergência de Renato Sanches, somada à inegável categoria dos seus avançados, a resgatou. Agora, sem um duelo com Jesus a abrir a época, respaldado pelo sucesso que foi a última campanha – foi ele o campeão –, Vitória está a levar a equipa para terrenos que lhe agradam mais. O perfume do futebol de André Horta tem muito mais a ver com o jogar de Vitória que a pujança física de Sanches. Não se trata de dizer se é melhor ou pior: é apenas diferente. E a equipa reage a isso. Em Tondela, sem Jonas, Vitória entrou mais próximo do 4x2x3x1, com Gonçalo Guedes atrás de Mitroglou. O jogo mal conseguido dos dois levou-o a aproximar-se ainda mais à medida que o jogo avançava: primeiro trocou Guedes com Pizzi, alimentando a equipa com a capacidade que o médio transmontano tem para fazer (bem) todos os lugares no meio-campo e ataque. Foi dele, aliás, o livre que Lisandro López aproveitou para inaugurar o marcador, minutos depois de ter entrado para o lugar do lesionado Luisão. Mas ainda que seja mais ou menos claro que a defesa benfiquista tem mais capacidade para controlar a profundidade e as bolas nas costas com o argentino do que com o brasileiro, a verdade é que apesar da troca o Tondela continuou a ameaçar chegar ao empate, perdendo várias situações de golo. Com o resultado em risco, Rui VItória reagiu à investida final do Tondela jogando a partir dos 65 minutos com Samaris ao lado de Fejsa, Pizzi à esquerda e Horta a “10”. Foi assim, neste 4x2x3x1 mais claro, que o miúdo fez o segundo golo, num lance em que serpenteou por entre a defesa adversária antes de marcar e no qual muitos viram sombras de Rui Costa. Mas o melhor mesmo é limitarem-se a pensar nisso, sem o dizer muito alto. Porque se há algo de que Horta não precisa é de se livrar da pressão de ser clone de Renato Sanches para o compararem a um ainda maior ídolo de todos os benfiquistas.
2016-08-14
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Último Passe

O FC Porto voltou a complicar a vida a si próprio, perdendo em casa com o último classificado da Liga, o Tondela, por 1-0, e vendo desaparecerem as últimas esperanças de chegar ao título, com o aumento da desvantagem para o Benfica para nove pontos. O jogo era um desastre à espera de acontecer, face aos antecedentes das duas equipas: um Tondela que só mostra os dentes fora de casa e um FC Porto que vinha sofrendo susto atrás de susto quando defrontava as equipas mais fracas do campeonato no Dragão. O resultado foi ditado por um grande golo de Luís Alberto, aos 59’, mas nem com mais de meia-hora para reverter a situação a equipa de Peseiro foi capaz de chegar sequer ao empate. Valeu-se aí o Tondela de duas grandes intervenções do seu guarda-redes, Cláudio Ramos. O início da partida, na verdade, não fazia prever nada do que acabou por suceder. A avalanche de ataque do FC Porto chegava a ser asfixiante para uma defesa do Tondela que, muitas vezes, nem sabia como conseguia tirar a bola da sua área. Ia sobrevivendo, apenas. Danilo e Aboubakar, este por duas vezes, estiveram à beira de abrir o marcador nuns primeiros 20/25 minutos de grande ritmo e com bons lances de envolvimento da equipa portista, mas o abaixamento da intensidade de jogo que se seguiu, sem um golo portista para servir de farol, permitiu a entrada do Tondela no jogo. E a equipa de Petit começou desde logo a ensaiar alguns contra-ataques, como que a mostrar que pode já estar meio condenada à despromoção mas sabe o que fazer quando lhe dão espaço: já tinha empatado a dois golos em Alvalade, por exemplo. Quem esperasse um FC Porto outra vez desenfreado na sequência do intervalo terá ficado desiludido com a entrada tímida dos dragões na segunda parte. Foi mesmo o Tondela quem mais se mostrou na frente, até ao momento em que marcou mesmo: Luís Alberto aproveitou o espaço que lhe deram à entrada da área para escolher o canto em que colocou a bola, fora do alcance de Casillas. Tal como o Moreirense e o Arouca, também o Tondela se adiantava no Dragão. Definia desde logo o que seria a última meia-hora de jogo: muita gente na área de Cláudio Ramos. E o guarda-redes do Tondela teve ainda tempo de se ligar ao resultado do jogo, com duas manchas gigantes, face a Corona e depois face a Aboubakar, impedindo-os de chegar ao empate. A segunda derrota do FC Porto em casa, a deixar os dragões a nove pontos do líder, arrumou de vez com as esperanças que ainda pudessem ter de chegar ao título. Em contrapartida, a terceira vitória fora de casa do Tondela pode nem ajudar assim tanto a equipa de Petit, que ainda está a oito pontos da linha de água. 
2016-04-04
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Stats

O FC Porto prepara-se para receber o Tondela, que fez esta época a estreia na I Divisão. E se é certo que os dragões têm tido dificuldades nos jogos em casa com as equipas mais fracas do campeonato, também é verdade que nos últimos 25 anos só perderam duas vezes pontos contra equipas que se estreavam na I Liga: o Felgueiras de 1995/96 e o Trofense de 2008/09. E tanto uma como a outra acabaram por descer de divisão, como parece ser o cada vez mais seguro destino desta equipa do Tondela. Desde 1991, estrearam-se na I Divisão dez equipas, a última das quais foi o Tondela, em Agosto do ano passado. Nos 19 jogos feitos nessa época de estreia contra os novos primodivisionários, o FC Porto ganhou 17, incluindo a vitória por 1-0 em Tondela, em Novembro, empatando apenas dois: 2-2 no terreno do Felgueiras, em 1995/96, e 0-0 em casa com o Trofense, em 2008/09. O Felgueiras foi antepenúltimo nesse campeonato, acabando por descer, ao passo que o Trofense foi mesmo último, regressando também ao segundo escalão. Os outros dois jogos dos dragões contra estas equipas saldaram-se por vitórias: 6-2 ao Felgueiras nas Antas e 4-1 na deslocação ao relvado do Trofense. Como em dupla vitória se resolveram os confrontos com os outros estreantes: 2-0 e 3-0 ao Paços de Ferreira em 1991/92; 5-0 e 1-0 ao Campomaiorense em 1995/96; 3-1 e 5-1 ao Alverca em 1998/99; 1-0 e 2-0 ao Santa Clara em 1999/00; 2-1 e 1-0 ao Moreirense em 2002/03; 1-0 e 3-2 à Naval em 2005/06; e 4-1 e 3-1 ao Arouca em 2013/14. O Tondela, de resto, já fez um ponto contra um dos grandes esta época, empatando a duas bolas com o Sporting em Alvalade, na abertura da segunda volta do campeonato. Repetiu, nesse aspeto, a estreia do Arouca, que em 2013/14 também só fez um ponto nos seis jogos contra os grandes, um empate a dois golos com o Benfica (de Jesus, também), na Luz. O último estreante a ganhar a um grande na época de estreia foi o Trofense, que em 2008/09, aliás, roubou pontos aos três grandes e mesmo assim foi o último da tabela: ganhou em casa ao Benfica (2-0), empatou no mesmo local com o Sporting (0-0) e foi empatar a zero com o FC Porto ao Dragão.   O FC Porto sofreu dois golos em cada um dos últimos três jogos em, casa para a Liga: perdeu por 2-1 com o Arouca e ganhou in-extremis ao Moreirense (3-2) e ao U. Madeira (3-2). Desde que José Peseiro chegou ao Dragão, os azuis e brancos sofreram golos em quatro dos seis jogos feitos em casa, sendo as exceções as receções ao Marítimo (1-0) e ao Gil Vicente (2-0, este para a Taça de Portugal).   Peseiro, aliás, nunca conseguiu que o FC Porto ganhasse mais de dois jogos seguidos: ao terceiro, tem vindo sempre borrasca. Logo depois das vitórias frente ao Estoril (3-1) e Gil Vicente (3-0), veio a derrota com o Arouca (1-2). Após as vitórias contra o Belenenses (2-1) e outra vez Gil Vicente (2-0), surgiu a derrota em Braga (3-1). Ora neste momento o FC Porto vem de duas vitórias seguidas, contra o U. Madeira (3-2) e o V. Setúbal (1-0).   O Tondela, em contrapartida, só ganhou duas das 15 partidas feitas sob o comando de Petit, que em Dezembro se tornou o terceiro treinador do clube esta época, depois de Vítor Paneira e Rui Bento. Ambas as vitórias de Petit aconteceram em jogos fora: 3-2 ao Rio Ave e 2-1 ao Moreirense. Além desses dois jogos, a equipa de Petit empatou com o Sporting em Alvalade e sacou ainda dois pontos de dois empates em casa, com V. Guimarães e Belenenses.   Nathan Júnior fez golos nas últimas três deslocações do Tondela: marcou de penalti o golo de honra na derrota frente ao Estoril (1-2), repetiu a proeza, outra vez dos onze metros, na vitória em Moreira de Cónegos, e fez o golo do Tondela na derrota com o Benfica na Luz. Se marcar ao FC Porto, torna-se no primeiro jogador do presente campeonato a fazer golos aos três grandes, com a agravante de o fazer sempre nos jogos fora de casa. Até aqui, o máximo que vários jogadores conseguiram foi marcar a dois dos três: Leo Bonatini (Estoril) e Rafael Martins (Moreirense) não marcaram ao FC Porto; Bruno Moreira (P. Ferreira) e Rafa (Sp. Braga) não marcaram ao Benfica; e Iuri Medeiros (Moreirense) não fez golos ao Sporting.   Tondela e FC Porto só se defrontaram uma vez em toda a história: foi a 28 de Novembro de 2015, em Tondela, e os dragões ganharam por 1-0, graças a um golo de Brahimi. Nesse jogo, a equipa da casa falhou um penalti perto do fim: Chamorro permitiu a defesa de Casillas.   Aliás, o Tondela é uma das equipas com mais penaltis a favor na Liga: tem nove, sendo apenas superado por Paços de Ferreira e Sporting, que contam dez. Os beirões, no entanto, converteram apenas cinco, falhando os outros quatro. E tiveram, no ano de estreia na I Divisão, um penalti a favor contra o Sporting e outro contra o FC Porto.   José Peseiro e Petit vão defrontar-se pela primeira vez como treinadores. Antes de assumir o atual clube, o atual técnico do FC Porto treinou pela última vez em Portugal no Sp. Braga, em 2012/13, ano em que Petit começava a carreira de técnico no Boavista, na II Divisão B. Ainda assim, na única vez que levou uma equipa ao Dragão, Petit saiu de lá com um empate: 0-0 com o Boavista, a 21 de Setembro de 2014.
2016-04-03
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Os dois golos que fez ao Tondela, na vitória do Benfica por 4-1, serviram a Jonas para chegar aos 28 na Liga e aos 30 em 37 jogos de todas as competições de 2015/16. Jonas ficou assim a apenas um golo do total que fez em toda a época passada (31 em 35 jogos). O brasileiro tornou-se o primeiro jogador a marcar pelo menos 30 golos em duas épocas consecutivas no Benfica desde que Nené o fez entre 1981 e 1983, com 35 golos em 43 jogos em 1981/82 e 31 golos em 46 jogos em 1982/83. Jonas está a cinco golos da marca de Nené nesse biénio, mas também tem menos 17 jogos.   O total de golos que Jonas conta na atual edição da Liga (28) é ainda o maior numa só edição da competição desde que Jardel somou 42 na prova de 2001/02, ao serviço do Sporting. Se olharmos apenas para jogadores do Benfica, ninguém marcava tanto desde que o sueco Magnusson encerrou o campeonato de 1989/90 com 33 golos (em 32 jogos).   Outro avançado em grande destaque no Benfica é o grego Mitroglou, que voltou a marcar um golo. Nas últimas dez jornadas da Liga, Mitroglou marcou em nove, só ficando em branco contra o U. Madeira. A compensar fez três golos ao Belenenses. Ao todo, os 19 golos que já fez esta época (16 na Liga, dois na Champions e um na Taça de Portugal) igualam as suas melhores épocas de sempre: fez 19 golos em 2011/12 no Atromitos e outros tantos em 2014/15 no Olympiakos.   Gaitán, que assistiu Jardel e Jonas para os dois primeiros golos do Benfica, colocou-se como melhor assistente benfiquista no campeonato e segundo melhor da competição, apenas atrás do portista Layun. Ao todo, o argentino soma onze passes de golo, mais dois que Jonas e o belenense Carlos Martins, mas menos quatro que o mexicano do FC Porto.   Jardel, autor do primeiro golo do Benfica no jogo, fez apenas o segundo golo da época, pois até aqui só tinha marcado ao Vianense, arrancando a ferros uma vitória por 2-1 na Taça de Portugal. No campeonato não marcava desde 11 de Abril do ano passado, quando também abriu uma goleada dos encarnados na Luz: 5-1 à Académica.   Nathan Júnior, que marcou o golo de honra do Tondela mesmo em cima do apito final, veio assegurar que a equipa beirã mantém o registo de marcar sempre fora de casa desde que é liderada por Petit. São já sete deslocações seguidas a fazer pelo menos um golo. O problema é que o Tondela também sofre geralmente mais do que um.   Com o golo ao Benfica, Nathan chegou aos dez golos na Liga, oito dos quais nas nove partidas que leva a segunda volta do campeonato. É o valor mais elevado de um jogador de uma equipa recém-promovida desde que Ghilas marcou 13 golos pelo Moreirense em 2012/13, nem assim impedindo a equipa de Moreira de Cónegos de descer de divisão. Com a vitória, o Benfica voltou a assumir a liderança, que perdera momentaneamente no sábado, por via do sucesso do Sporting no Estoril. Os encarnados chegaram aos 64 pontos, apenas um a menos do que tinham na época anterior à passagem desta mesma 26ª jornada. Para se encontrar um Benfica com menos pontos após 26 jogos é preciso recuar a 2011/12, quando a equipa então liderada por Jorge Jesus chegou a esta ronda com apenas 59 pontos, acabando a época com 69, a seis pontos do FC Porto, que foi campeão.   Muito forte está o Benfica no plano atacante, pois os 70 golos que já marcou nas primeiras 26 jornadas só encontram paralelo recente na época de 2012/13, em que também chegou à 26ª ronda com o mesmo total de golos marcados. Na época passada somava 63 e há dois anos seguia com 52. Em 2012/13, porém, o Benfica nem foi campeão.   Muito fraca é a performance do Tondela, que segue com apenas 13 pontos após 26 jornadas. É a pior pontuação de uma equipa na Liga portuguesa a este ponto da competição desde 2007/08, quando a U. Leiria chegou à 26ª ronda com apenas 12 pontos – e acabou o campeonato com 13, em último lugar, a 12 pontos do penúltimo, que foi o Paços de Ferreira. Em toda a história da Liga portuguesa desde que a vitória vale três pontos, só mais três equipas chegaram aqui com tão poucos pontos: o Penafiel de 2005/06, que também tinha 12, o Estrela da Amadora de 2003/04, que tinha 13, e o Gil Vicente de 1996/97, que somava 12. Todos desceram de divisão em último lugar.  
2016-03-15
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Último Passe

O Benfica ganhou com facilidade ao Tondela, por 4-1, e manteve a liderança isolada na Liga, graças a uma demonstração de superioridade natural quando se trata de um jogo em que primeiro recebe o último classificado. A noite foi absolutamente normal para a equipa de Rui Vitória. O bicampeão nacional nem precisou de meter o pé no acelerador – marcou duas vezes de bola parada e cedo chegou a uma tranquilizadora vantagem de dois golos – e teve direito a mais um bis de Jonas, que assim manteve a distância em relação a Slimani no topo da tabela dos goleadores e voltou a gritar bem alto que têm de contar com ele para a disputa da Bota de Ouro. No fim, aproveitou para gerir quem precisa de descansar, quem tem de ganhar ritmo e até quem, como Mitroglou, precisava de limpar o cadastro com um amarelo. Gaitán e Fejsa, por exemplo, saíram a meio da segunda parte, altura em que Rui Vitória chamou outros jogadores, como Salvio ou Gonçalo Guedes, que precisam de ganhar ritmo para poderem contar na apertada ponta final de época que se apresenta à equipa e em que, entre Liga, Taça da Liga e Champions, todos farão falta. Aliás, já o onze inicial apresentava algumas novidades, como a inclusão de Talisca no lugar do castigado Renato Sanches a meio-campo ou de Nelson Semedo em vez de André Almeida na direita da defesa. Antes que qualquer dos dois mostrasse o que quer que fosse, porém, o Benfica chegou ao golo. Marcou-o Jardel, absolutamente à vontade na sequência de um canto, logo aos 11’, a mostrar que o problema do Tondela nunca foi a capacidade para criar futebol. Ao contrário do que lhe aconteceu quando trouxe o Boavista à Luz, Petit montou desta vez uma equipa positiva, sempre capaz de chegar perto da baliza de Ederson com gente em números interessantes, mas muito mais incompetente no aspeto defensivo. Não foi esse o caso do segundo golo do Benfica, uma magistral jogada coletiva, com contribuição dupla de Gaitán, que ofereceu o remate final a Jonas e tornou o jogo numa tarefa impossível para os beirões, com apenas 24 minutos de jogo. O Benfica passou então a gerir. E só aos 69’ matou de vez a partida, com mais um golo de bola parada: lançamento lateral de Eliseu, desvio ao primeiro poste entre Jardel e um defensor do Tondela, e cabeça de Jonas, sem ninguém por perto mas a ter de meter ele força no remate, tão mortiça vinha a bola. Mitroglou ainda fez o 4-0, num lance em que parecia ir de moto pelo meio dos dois centrais do Tondela – ganhou-lhes uns cinco metros em 20 – e que aproveitou para tirar a camisola nos festejos, colocando-se assim fora da deslocação ao Bessa, na próxima jornada, onde o Benfica também não terá Jardel. No final, o Tondela ainda fez um golo, pelo inevitável Nathan Júnior, a premiar o espírito positivo com que a equipa entrou no jogo. Para que o Tondela se salve, porém, vai ser preciso defender melhor.
2016-03-14
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O Benfica recebe o Tondela com os olhos na recuperação da liderança, perdida para o Sporting quando os leões ganharam o seu jogo desta 26ª jornada, no Estoril. E quando o que faz falta são golos, o normal é que se olhe para Jonas, o melhor marcador da equipa. Neste jogo, o brasileiro entra a pensar em dois hat-tricks. Um, mais evidente: se fizer três golos, iguala, em meados de Março, o total de tentos de toda a época passada. Outro, mais rebuscado: depois de ter marcado na Luz ao Zenit e ao U. Madeira, esta será a sua terceira oportunidade da época de fechar três jogos seguidos em casa sempre a marcar. Nas duas anteriores, falhou. Jonas soma até este momento 28 golos em 36 jogos efetuados. Desses 28, 26 foram marcados na Liga portuguesa, aos quais o brasileiro soma dois na Liga dos Campeões. Com mais um jogo do que em toda a época passada, Jonas está a três golos do total de então, pois em 2014/15 marcou 31 golos em 35 jogos. Já superou os totais de golos no campeonato (acabou a Liga anterior com 20), mas em contrapartida ainda não marcou na Taça da Liga nem o fez na curta carreira das águias na Taça de Portugal – e em 2014/15 obteve três golos em cada uma destas competições. Daqui se depreende que Jonas está a três golos do total obtido em toda a época anterior, podendo igualá-la se obtiver algo de raro nele: um hat-trick. Desde que chegou ao Benfica, só fez dois. O primeiro logo na primeira vez que foi titular, frente ao Sp. Covilhã, em Outubro de 2014, e o segundo na vitória de Janeiro sobre o Nacional, na Choupana. Resta dizer que, mesmo que consiga esse hat-trick contra o Tondela, Jonas ainda ficará a um golo do seu melhor campeonato de sempre, que foi o Brasileirão de 2010: ao serviço do Grêmio, fez 32 golos em 33 jogos, chamando a atenção dos olheiros do Valência. Mais fácil será o segundo hat-trick de que se fala. Jonas marcou nas duas últimas partidas do Benfica na Luz, contra o Zenit (fez o 1-0 no último minuto de jogo) e o U. Madeira (bisou, na vitória do bicampeão nacional por 2-0). Foi a terceira vez que o brasileiro marcou em dois jogos seguidos do Benfica em casa esta época, sendo que nas duas anteriores falhou à terceira partida. Tal aconteceu nos 2-0 ao Astana, em meados de Setembro, após o golo nos 3-2 ao Moreirense e o bis nos 6-0 ao Belenenses, e na derrota por 2-1 com o FC Porto, em Fevereiro, na sequência do bis nos 6-0 ao Marítimo e no golo nos 3-1 ao Arouca. Para se encontrarem três jogos seguidos do Benfica na Luz com Jonas a marcar é preciso recuar à época passada. Nessa altura, entre Dezembro e Fevereiro, o brasileiro até conseguiu cinco, quando marcou no 1-0 ao Nacional, nos 3-0 ao V. Guimarães, nos 4-0 ao Arouca, nos 3-0 ao Boavista e nos 3-0 ao V. Setúbal. Mais tarde, entre Fevereiro e Abril, ainda conseguiu quatro jogos consecutivos a marcar na Luz: bisou nos 6-0 ao Estoril, marcou no 2-0 ao Sp. Braga, bisou nos 3-1 ao Nacional e voltou a bisar nos 5-1 à Académica. O confronto entre Rui Vitória e Petit só se desequilibrou a favor do treinador do Benfica esta época, quando os encarnados ganharam na Luz ao Boavista de Petit por 2-0, em Novembro. Antes disso, os dois treinadores já se tinham defrontado por três vezes, com um empate e uma vitória para cada lado e a curiosidade de a equipa de Rui Vitória ter beneficiado de um penalti em todos os jogos. Em Outubro de 2014, o V. Guimarães de Vitória ganhou ao Boavista de Petit por 3-0, perdendo depois por 3-1 no Bessa, em Março de 2015. Pelo meio, em Janeiro, as duas equipas tinham empatado a dois golos no Porto para a Taça da Liga.   Será o segundo jogo do Benfica sem Renato Sanches desde que, na sequência da eliminação da Taça de Portugal, frente ao Sporting, o jovem assumiu a titularidade, em Astana, em meados de Novembro. Na ausência anterior, para o poupar à possibilidade de um quinto amarelo que o afastasse do dérbi de Alvalade, o Benfica ganhou por 2-0 ao U. Madeira. Desde então, Renato esteve em 22 jogos, dois dos quais como suplente utilizado, sendo que o Benfica empatou dois e perdeu outros tantos.   O Tondela obteve fora de casa sete dos oito pontos conquistados sob o comando de Petit. Fê-lo ganhando ao Moreirense (2-1) e ao Rio Ave (3-2), empatando pelo meio com o Sporting em Alvalade (2-2). A exceção foi o ponto saído do empate em casa contra o V. Guimarães (1-1).   Aliás, o Tondela vem com seis jogos seguidos sempre a marcar golos fora de casa… mas também sofreu sempre e só numa dessas ocasiões encaixou menos de dois golos. A última vez que o seu ataque ficou em branco em viagem foi a 6 de Dezembro, frente ao U. Madeira (0-2), ainda com Rui Bento aos comandos. Desde então marcou em Vila do Conde (3-2 ao Rio Ave), em Coimbra (1-2 com a Académica), em Alvalade (2-2 com o Sporting), na Choupana (1-3 com o Nacional), na Amoreira (1-2 com o Estoril) e em Moreira de Cónegos (2-1 ao Moreirense).   Curioso é que em três das quatro últimas deslocações o Tondela teve um penalti a favor. Nathan Junior marcou ao Moreirense, ao Estoril e ao Sporting, sendo a exceção a deslocação ao Nacional. A curiosidade aumenta quando se percebe que o Benfica é a única equipa da Liga que ainda não teve um penalti contra em toda a prova.   Este será apenas o segundo encontro entre Benfica e Tondela na história dos clubes. No anterior, que teve lugar em Aveiro, em finais de Outubro, os encarnados ganharam por 4-0, com golos de Jonas, Gonçalo Guedes, Carcela e Berger (este na própria baliza).   Esse foi, de resto, o último jogo de Berger pelo Tondela, o defesa-central austríaco que até tinha feito ao Benfica o primeiro golo em Portugal, numa histórica vitória da Académica na Luz, por 3-0, em Abril de 2008. Kaká, outro dos defesas-centrais do Tondela, também esteve nesse jogo com a camisola da Académica.
2016-03-14
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Ainda faço parte de uma geração que passou boa parte da infância e da adolescência a correr atrás de uma bola, a ler sobre bola, a ver bola, a discutir bola. As mães e as avós, que não nos compreendiam, nem a nós nem aos nossos pais, diziam que éramos “doentes da bola”. Ouvi essa expressão com alguma frequência. Hoje, os doentes da bola deram lugar a outro tipo de doentes. São os doentes da arbitragem, aqueles que não correm atrás de uma bola, não leem sobre bola, não veem bola nem discutem bola. Só discutem penaltis e off-sides, mãos na bola e bolas na mão, intensidades e intenções. O problema é que ou estão a ficar em maioria ou são uma minoria demasiado ruidosa. É sintomático que no fim-de-semana em que o Tondela, último classificado da Liga portuguesa, surpreendeu o Sporting, que é primeiro, com um empate a dois golos no seu próprio estádio não se esteja a debater a audácia de Petit, que jogou com as linhas subidas e soltou dois velocistas em diagonais para a área do leão, ou que depois, no final, fez substituições ofensivas para ir buscar o empate. Argumentarão que não se discute o jogo dos pequenos. OK, discuta-se então a forma como Jesus montou a equipa na segunda parte, com dez, para virar um jogo que estava complicado, chamando outra vez Gelson e prescindindo de William em quebra. Ou como depois deixou que a equipa baixasse o ritmo antes de ter o resultado seguro e não fez atempadamente as trocas que se impunham para o congelar. Não. O que se discute é um penalti de Rui Patrício sobre Nathan Júnior. Para uns é, porque o guarda-redes toca na perna do jogador adversário. Para outros não é, porque também toca na bola, porque antes do choque, o avançado do Tondela deu um chuto na relva e depois festejou o apito do árbitro. É sintomático também que não se discuta a pressão que o Benfica foi capaz de fazer ao Estoril, não o deixando sair do seu meio-campo, ou o jogo nada ambicioso dos estorilistas, que amontoaram homens à saída da sua própria grande área, quase se limitando a dar a bola ao adversário e a convidá-lo a encadear ofensiva sobre ofensiva. Não. O que se discute é se Mitroglou estava fora de jogo no lance do 1-1 e se uma bola que tabelou nas costas de Pizzi entrou ou não na baliza de Kieszek. E não se discute a forma como os jogadores que o V. Guimarães tem na frente foram capazes de manter em respeito o FC Porto, o erro de Casillas no lance que deu a vitória aos minhotos ou a incapacidade do FC Porto para fazer um golo num jogo em que jogou mais pelo meio e menos pelas pontas relativamente à herança de Lopetegui. Não. Discute-se se é admissível que haja notícias nos jornais acerca do interesse do FC Porto no treinador do V. Guimarães e assinalam-se nexos de causalidade do tipo: se Conceição for mesmo para o FC Porto, é porque vendeu o resultado. Como se um dirigente no seu perfeito juízo pudesse contratar um treinador que vende resultados, sabendo que um dia, na Champions ou onde for, também o FC Porto encontrará adversários mais poderosos que ele. O problema são os malucos da arbitragem. Os fanáticos da ilegalidade. Posso dar a minha opinião sobre os lances polémicos – é penalti de Rui Patrício sobre Nathan, porque o guarda-redes do Sporting toca antes no adversário e só depois na bola; há fora-de-jogo de Mitroglou no golo que deu o empate ao Benfica e a bola impelida inadvertidamente por Pizzi entrou na baliza de Kieszek. Nos três lances, contudo, admito que me digam o contrário. O que não admito, porque não é saudável, é que queiram dizer-me o contrário com letra de lei, porque são três lances tão difíceis de analisar, tão no limite, que todas as opiniões são válidas. E porque, continuo convencido disso, no final as contas entre o deve e o haver não vão influenciar assim tanto a tabela classificativa. Tendem mesmo a equilibrar-se entre os três, como acho que estão realmente equilibradas neste momento. E é aí que entram em campo os malucos da arbitragem. Uns fazem-no por carolice, porque são facilmente influenciáveis, outros por dever profissional, porque são pagos para isso. Porque se convencionou que a melhor maneira de um clube ser beneficiado – ou de não ser prejudicado – é convencer a opinião pública que quem está a ser beneficiado é o adversário direto. E aí vale tudo, valem todas as formas de influenciar os observadores. Valem conferências de imprensa, posts no Facebook, tweets no Twitter, longos monólogos em programas de comentadores engajados ou soundbytes em newsletters diárias. Mas, ao contrário do que acontece no campeonato da bola, não me interessa rigorosamente nada saber quem vai à frente neste campeonato, no campeonato da estrutura, da comunicação. Porque posso ser doente mas sou um doente da bola. In Diário de Notícias
2016-01-18
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Ao empatar com o Tondela (2-2), o Sporting não conseguiu obter a 12ª vitória consecutiva em jogos em casa, ficando a um jogo de igualar a série estabelecida em 1999/00 pela equipa que era comandada por Giuseppe Materazzi e depois Augusto Inácio e que acabou por ser campeã nacional. Ao todo, os leões obtiveram agora 11 vitórias seguidas desde a derrota contra o Lokomotiv Moscovo (1-3), a 17 de Setembro do ano passado, igualando outras duas séries de onze vitórias conseguidas em 2007/08 e em 2012.   - O facto de terem feito dois golos ao Tondela permitiu aos leões marcarem em 21 jogos seguidos em Alvalade, não ficando ali em branco desde o empate a zero com o Wolfsburg, em Fevereiro do ano passado. A equipa atual igualou assim a série obtida em 2007/08, entre uma derrota com o Manchester United (0-1, em Setembro de 2007) e outra com o Glasgow Rangers (0-2, em Abril de 2008).   - Entre os autores dos golos leoninos esteve Slimani, que marcou o primeiro, nessa altura a fazer o empate (1-1). Dessa forma, Slimani marcou nos últimos quatro jogos do Sporting, igualando a sua melhor série desde que chegou a Alvalade. O argelino fez agora golos a FC Porto, V. Setúbal, Sp. Braga e Tondela, quando em Fevereiro e Março de 2014 tinha marcado sucessivamente a Rio Ave, Sp. Braga, V. Setúbal e FC Porto.   - Os golos de Slimani e Gelson Martins foram obtidos em inferioridade numérica, devido à expulsão de Rui Patrício, sendo a segunda vez esta época que o Sporting consegue chegar ao golo nessas condições. Já lhe tinha acontecido em Arouca, quando Slimani marcou o 1-0 após a expulsão de Naldo.   - Rui Patrício foi expulso pela segunda vez esta época, depois de ter visto o vermelho, também por causa de uma grande penalidade, em Elbasan, contra o Skenderbeu. Ao todo, os leões já viram cinco cartões vermelhos, pois além de Patrício e Naldo (nesse jogo com o Arouca) também João Pereira (contra o P. Ferreira) e João Mário (frente ao CSKA) receberam ordem de expulsão.   - Petit tirou mais dois pontos ao Sporting, depois de já ter forçado os leões a um empate quando ainda comandava o Boavista: 0-0 no Bessa. A presença do treinador no banco visitante e o facto de o Sporting ter chegado à vantagem por 2-1 com menos um jogador são dois factos em comum com a última visita do árbitro Luís Ferreira a Alvalade. No campeonato passado, foi depois de Ferreira ter mostrado o vermelho a Tobias Figueiredo que o Sporting chegou ao 2-1 frente ao Boavista, mas ao contrário do que aconteceu agora, a equipa de Petit já não conseguiu empatar.   - O penalti convertido por Nathan Junior foi o primeiro que o Tondela transformou em golo esta época, depois de a equipa beirã já ter falhado quatro, contra o Estoril (Piojo), o Nacional (Nathan), o FC Porto (Chamorro) e o V. Setúbal (Guzzo).   - Foi também o quinto golo de penalti sofrido pelo Sporting esta época, depois de já ter sido assim batido por P. Ferreira (Pelé), Académica (Rabiola), Lilaj (Skenderbeu) e Rafael Martins (Moreirense).   - O Tondela marcou golos pela terceira deslocação consecutiva, depois de ter ganho por 3-2 no terreno do Rio Ave e de ter perdido por 2-1 em Coimbra com a Académica.   - Com os dois golos sofridos contra o Tondela, o Sporting deixou de ter a defesa menos batida da Liga, pelo menos até o FC Porto (10 golos sofridos) jogar em Guimarães. Os leões sofreram onze golos nas primeiras 18 jornadas (quatro deles nos últimos dois jogos) e têm, mesmo assim, a melhor defesa do clube neste total de partidas desde que lá chegaram com 10, em 1996/97.
2016-01-16
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Último Passe

O Sporting deixou dois pontos que podem vir a fazer-lhe muita falta na luta pelo título ao empatar em casa com o último classificado, o Tondela, na partida de abertura da segunda volta. O 2-2 final reflete uma exibição positiva da equipa de Petit, que soube jogar em todo o campo e aproveitar os desequilíbrios defensivos dos leões no corredor central, mas também o facto de o líder ter tirado o pé do acelerador assim que chegou à vantagem, numa virada em que muitos não acreditariam. O destaque vai para os velocistas que o Tondela teve na frente, sempre capazes de desestabilizar a linha defensiva leonina, mas também para Gelson Martins e Ruiz, que pelo que fizeram no início da segunda parte não mereciam a traição dos jogadores das linhas recuadas. O primeiro problema para o Sporting foi ter entrado desligado. Falhando muitos passes no início de organização, onde o Tondela metia sempre gente, recusando defender à entrada da sua área, o líder aparecia desconcentrado e lento. Quando o Tondela chegou à vantagem, num penalti convertido por Nathan, a meio da primeira parte, o Sporting não tinha feito nada para justificar aquilo a que vinha, parecendo estar apenas à espera de ver o que o jogo lhe trazia. Como se o facto de o primeiro receber o último em clima de euforia bastasse para somar três pontos. A expulsão de Rui Patrício, no lance da grande penalidade, veio retardar a reação leonina até à segunda parte. Mas aí, sim, com a entrada de Gelson por William – mais um mau jogo do 14 leonino – e certamente as palavras de Jesus no balneário, o leão pareceu o líder do campeonato. Concentrado no que interessa e finalmente a meter velocidade no jogo, muito por força do futebol de filigrana de Bryan Ruiz e da capacidade de Gelson Martins para desequilibrar no um contra um, o Sporting chegou com naturalidade à vantagem. Teve alguma sorte no golo com que Slimani fez o empate – o ressalto num adversário traiu Matt Jones – mas continuou a carregar e viu o esforço premiado com o 2-1, marcado por Gelson. Aí, a jogar com menos um, com meia hora por jogar, a tentação do Sporting foi controlar o ritmo de jogo, algo que já se sabe que esta equipa faz menos bem. Petit percebeu que podia tirar alguma coisa do jogo, fez entrar mais um avançado – Chamorro – e teve prémio no golo em que o espanhol bateu Jefferson em velocidade antes de fazer a bola passar entre as pernas de Boeck. O Sporting até tem tirado pontos dos últimos minutos dos jogos, mas uma coisa é fazê-lo quando está centrado na busca de um objetivo e outra, bem mais complicada, é voltar a ligar o motor depois de ter feito tudo para o desligar. Isso, o Sporting já não conseguiu fazer. E fica agora à mercê dos resultados que Benfica e FC Porto fizerem no Estoril e em Guimarães e pode ver a vantagem na liderança reduzida para dois pontos.
2016-01-15
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Stats

O Sporting recebe o Tondela com a noção de que uma vitória pode ser fundamental para a equipa pelo menos manter a vantagem sobre os rivais diretos na luta pelo título e a saber que, ganhando, supera mais um recorde recente do clube e iguala outra marca de uma equipa que acabou por ser campeã nacional – no caso a de 1999/00. É que os leões seguem com onze vitórias seguidas em jogos em casa, desde a derrota com o Lokomotiv Moscovo, a 17 de Setembro, e se conseguirem o 12º sucesso atingem uma marca que nenhuma equipa leonina obtém desde o período entre Setembro de 1999 e Fevereiro de 2000. Com vários pontos em comum com a atualidade, a começar pela presença de Jorge Jesus no início e de um certo Petit no final. A diferença é que se em 1999/00 Jesus era o treinador da equipa que foi a última a travar os leões antes da tal série de 12 jogos seguidos a ganhar em casa – treinava o Estrela da Amadora que saiu de Alvalade com um empate a um golo, a 20 de Setembro de 1999 – agora dirige os leões. Estava no banco no dia 17 de Setembro de 2015, quando o Sporting se viu pela última vez impedido de ganhar em casa, saindo derrotado da partida da primeira jornada da Liga Europa, frente ao Lokomotiv de Moscovo (1-3). E por lá continuou nas onze vitórias que se seguiram: 1-0 ao Nacional, 5-1 ao V. Guimarães, outra vez 5-1 ao Skenderbeu, 1-0 ao Estoril, 2-1 (após prolongamento) ao Benfica, 1-0 ao Belenenses, 3-1 ao Besiktas, ao Moreirense e ao Paços de Ferreira, 2-0 ao FC Porto e 3-2 ao Sp. Braga. Esta série de onze vitórias já igualou duas outras conseguidas pelos leões no passado recente. A última foi entre Fevereiro e Agosto de 2012, entalada entre uma derrota contra o Gil Vicente (0-1 para a Taça da Liga) e outra frente ao Rio Ave (0-1, já no campeonato seguinte). Antes disso, os leões tinham conseguido as mesmas onze partidas a ganhar sucessivamente no seu estádio entre Dezembro de 2007 (1-1 com a U. Leiria, no campeonato) e Março de 2008 (1-1 com o Benfica, ainda na Liga). Para se encontrarem doze jogos ganhos em casa de enfiada é preciso então recuar até 1999/00. Depois do tal empate a uma bola contra o E. Amadora de Jesus, o Sporting passou até pela troca de Giuseppe Materazzi por Augusto Inácio (à segunda partida), mas ganhou consecutivamente a Viking Stavanger (1-0), Boavista (2-0), Sp. Braga (2-0), Campomaiorense (1-0), U. Leiria (2-0), Rio Ave (2-1), Marítimo (4-2), U. Leiria (1-0), Salgueiros (2-0), Santa Clara (4-1), Farense (3-1) e Dragões Sandinenses (3-0). A série foi interrompida a 19 de Fevereiro de 2000, num empate a uma bola face ao Gil Vicente onde despontava um tal… Petit, que agora treina o Tondela.   - O Sporting segue ainda com 20 jogos seguidos a marcar golos em casa, todos desde o empate a zero com o Wolfsburg, em Fevereiro do ano passado. Se marcar ao Tondela, a equipa de Jesus vai igualar a série de 21 partidas consecutivas a fazer golos em casa obtida em 2007/08, entre uma derrota (0-1) com o Manchester United (a 19 de Setembro de 2007) e outra (0-2) com o Glasgow Rangers (a 10 de Abril de 2008).   - Murillo fez golos nas duas últimas partidas do Tondela fora de casa. Em Vila do Conde ajudou à primeira vitória do clube na condição de visitante (3-2 ao Rio Ave), enquanto que em Coimbra o seu golo não chegou para evitar a derrota face à Académica.   - Petit já roubou pontos ao Sporting esta época, ainda na condição de treinador do Boavista: os leões não foram além de um empate a zero na visita ao Bessa. Na época passada, em que também esteve no Boavista, o treinador do Tondela perdeu os três jogos frente aos leões: 3-1 e 2-1 na Liga e 1-0 na Taça da Liga, em Alvalade.   - Nunca uma equipa de Petit fez golos a uma equipa de Jesus, no entanto. Além do 0-0 no Boavista-Sporting desta época, há a registar duas derrotas dos axadrezados contra o Benfica na temporada anterior: 0-1 no Bessa e 0-3 na Luz.   - Slimani marcou golos nos últimos três jogos do Sporting, bisando contra FC Porto e V. Setúbal e fazendo o golo da vitória ao Sp. Braga. Se marcar ao Tondela iguala a melhor série que conheceu em Portugal, datada de Fevereiro e Março de 2014. Nessa altura fez golos consecutivamente a Rio Ave, Sp. Braga, V. Setúbal e FC Porto. Três dos adversários são repetentes.   - Se jogar, como é previsível, Rui Patrício iguala Manuel Marques como sexto jogador com mais partidas pelo Sporting em toda a história do clube: 355. À frente dos dois só ficarão Oceano (401), Azevedo (410), Manuel Fernandes (433), Damas (444) e Hilário (471).   - Para marcar outro encontro com a história nesta partida, o Sporting teria de golear: segue neste momento com 4995 golos marcados no campeonato, encontrando-se a cinco da marca dos 5000. À frente dos leões estão FC Porto, com 5062, e Benfica com 5512.   - Sporting e Tondela só se defrontaram uma vez e foi no jogo inaugural desta Liga. Ganharam os leões por 2-1, em Aveiro, mas o golo da vitória só surgiu em tempo de compensação, marcado por Adrien, de penalti.   - Luís Ferreira, o árbitro do jogo, só apitou uma vez o Sporting e foi num jogo contra uma equipa de Petit: o Sporting-Boavista que os leões ganharam por 2-1, na Liga anterior, chegando à vantagem em inferioridade numérica, depois da expulsão de Tobias Figueiredo logo a abrir a segunda parte. Também só apitou o Tondela uma vez, tendo os beirões perdido contra o Boavista (1-0), cujo treinador era… Petit, pois então.
2016-01-14
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As três equipas que ainda não tinham tido penaltis a seu favor na Liga tiveram todas um nesta jornada: o U. Madeira converteu o seu na baliza da Académica, o Nacional fez o mesmo contra o Arouca, mas o Rio Ave falhou o seu primeiro penalti do campeonato, contra o Tondela. A partir de agora, já todas as equipas tiveram pelo menos um penalti a favor, sendo que ainda há duas sem qualquer grande penalidade contra: V. Guimarães e Benfica.   - Ainda acerca de penaltis, Bruno Moreira fez, de grande penalidade, o primeiro golo do Paços de Ferreira no empate a duas bolas frente ao Belenenses. Foi o sétimo penalti desta Liga a favor dos pacenses, que desta forma igualaram o Sporting na condição de equipa com mais remates dos onze metros a seu favor na competição. Aliás, o Paços de Ferreira vai com três jornadas seguidas a ter pelo menos um penalti a seu favor.   - Ao vencer o U. Madeira por 3-1, a Académica obteve a segunda vitória consecutiva em casa, pois já tinha ganho ao Belenenses por 4-3 na 13ª jornada. A última vez que a Académica tinha ganho duas vezes seguidas em casa tinha sido em Janeiro de 2014, quando bateu consecutivamente o P. Ferreira (4-2) e o Gil Vicente (1-0). João Real e Ivanildo, que fizeram golos na sequência presente, também já os tinham feito na de 2014.   - Fernando Alexandre, em contrapartida, marcou nos dois últimos jogos da Académica em Coimbra: fez o quarto nos 4-3 ao Belenenses e o segundo nos 3-1 ao U. Madeira.   - O central Paulo Monteiro fez o primeiro golo na Liga, na transformação de um penalti (o tal que foi o primeiro da equipa de Norton de Matos no campeonato). Mas já foi o seu quarto golo desta época, pois tinha obtido um hat-trick no jogo da Taça de Portugal contra o Sertanense, que o U. Madeira venceu por 5-1. Todos os seus golos foram de penalti.   - O Moreirense ganhou pela primeira vez na história no terreno do Boavista e fê-lo logo por 3-0. Foi a terceira vitória consecutiva dos cónegos em todas as competições, depois de terem ganho ao Nacional (2-0, para a Liga) e ao Oriental (4-2, para a Taça da Liga), algo que a equipa não conseguia desde Agosto de 2013, quando ainda estava na II Liga e venceu sucessivamente Ac. Viseu, Sp. Covilhã e Chaves.   - Rafael Martins, do Moreirense, vai com quatro jogos seguidos sempre a marcar golos: fez o golo ao Sporting na derrota por 3-1 em Alvalade, depois bisou nos 2-0 ao Nacional e nos 4-2 ao Oriental e agora fez o segundo nos 3-0 ao Boavista. Melhorou a sua melhor sequência desta época, que era de três jogos sempre a marcar (Tondela, Aves e V. Setúbal) e igualou a melhor desde que está em Portugal, quando festejou sucessivamente contra Nacional, Académica, Benfica e Olhanense, em Abril e Maio de 2014. Esta sequência, porém, tem uma particularidade: é que pelo meio o brasileiro não jogou frente ao Sp. Braga.   - Os 3-0 encaixados contra o Moreirense representam a derrota mais alargada do Boavista em casa desde uns 4-1 que sofreram do Vizela, em Março de 2014, no Campeonato Nacional de Seniores. Na I Liga, o Boavista não perdia em casa por três ou mais golos desde Outubro de 2006, quando o Nacional ali venceu por 4-0.   - Ao empatar com o Arouca, em casa (2-2), o Nacional somou o sexto jogo seguido sem vitória, contando todas as competições. A equipa de Manuel Machado iguala assim a série negra de Março e Abril do ano passado, quando somou três empates e três derrotas contra Sporting (duas vezes), Benfica, FC Porto, Académica e Rio Ave. Desta vez, após a vitória contra o Marítimo (3-1, em finais de Novembro), também tem três empates e três derrotas, ante FC Porto, Benfica, Estoril, Aves, Moreirense e Arouca.   - O empate na Choupana confirma que o Arouca gosta mesmo de dividir os pontos: foi o oitavo em 15 jornadas para a equipa orientada por Lito Vidigal. Na últimas cinco jornadas, porém, os jogos dos arouquenses têm descoberto os golos, pois em todas elas se verificou que ambas as equipas marcaram.   - Zequinha, que fez o primeiro golo do Arouca na Choupana, ainda não tinha marcado esta época. O seu último golo na Liga já tinha sido na Madeira, a 6 de Abril de 2015, e também tinha valido um empate, mas ao V. Setúbal (que representava nessa altura) num jogo frente ao Marítimo.   - O empate frente ao Estoril valeu mais uma expulsão ao Marítimo. Desta vez foi Ruben Ferreira, a ver o segundo amarelo já em período de compensações. Foi a 12ª expulsão dos verde-rubros em 15 jornadas da Liga, o que transforma este parcial no total de expulsões mais elevado da história do Marítimo na I Liga. E ainda falta mais de meio campeonato.   - Leo Bonatini fez o golo que valeu ao Estoril o empate nos Barreiros contra o Marítimo. O avançado brasileiro marcou os últimos quatro golos dos canarinhos, todos os que a equipa fez desde o início de Dezembro. O último além dele a marcar um golo pelo Estoril foi Dieguinho, na vitória por 1-0 frente ao Caldas, na Taça de Portugal, a 22 de Novembro. Na Liga, então, ninguém a não ser Bonatini faz um golo pelo Estoril desde que Afonso Taira obteve o tento do empate (2-2) frente ao Rio Ave, a 24 de Outubro.   - O empate significou para o Estoril a continuação da série negra de jogos sem vitórias na Liga. São já nove, desde a vitória sobre o U. Madeira (2-1) em casa, a 27 de Setembro. O Estoril igualou assim a pior série da época passada, que foi de precisamente nove jogos da Liga sem ganhar entre um 1-0 ao Arouca (a 25 de Janeiro) e um 1-0 ao Paços de Ferreira (a 13 de Abril). Pelo caminho, José Couceiro saiu e cedeu o lugar a Fabiano Soares, o atual treinador.   - O golo de Suk ao Sp. Braga significa que esta já é a época mais produtiva do coreano do V. Setúbal. Ao todo, contabilizando todas as competições, Suk soma já onze concretizações (nove na Liga e duas na Taça de Portugal), batendo os seus próprios registos de 2014/15 quando, entre Nacional e V. Setúbal, acabou a temporada com dez (seis na Liga, três na Taça de Portugal e um na Taça da Liga).   - O bracarense Marcelo Goiano, que garantiu o empate do Sp. Braga em Setúbal, fez o seu primeiro golo na Liga. Já tinha marcado pelo Sp. Braga, mas sempre na Taça de Portugal: ao Alcains na época passada e ao Sporting esta época. Antes disso, pelo Feirense, também tinha um golo pelo Feirense, mas ao Fafe, também na Taça de Portugal.   - Carlos Martins voltou a ser expulso, no empate do Belenenses em Paços de Ferreira, o que já não lhe acontecia desde 8 de Fevereiro do ano passado, quando o Belenenses perdeu em Guimarães, por 1-0. Foi a terceira expulsão do médio desde que regressou de Espanha, para jogar no Benfica, e em nenhum desses jogos a sua equipa ganhou.   - Ukra falhou o primeiro penalti do Rio Ave nesta Liga e o primeiro de que os vila-condenses beneficiam desde 21 de Março. Nessa altura, o mesmo Ukra fez golo ao Benfica, contribuindo para uma vitória por 2-1 dos verde-e-brancos.        
2016-01-04
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Marcaram-se 40 golos nos nove jogos da 13ª jornada da Liga, o melhor parcial desde Maio de 2002. A última jornada em que se fizeram mais golos do que nesta foi a 34ª e última da Liga que o Sporting ganhou, na qual se celebraram 43 tentos. Desde aí jogaram-se 423 jornadas, nenhuma com tantos golos como a atual.   - Os 116 jogos já efetuados na atual Liga produziram 288 golos, a uma média de 2,48 golos por jogo. A média é, ainda assim, ligeiramente inferior à da época passada, que acabou com 2,49 golos por partida realizada, mas bastante superior à de 2013/14, onde se fizeram apenas 2,37 tentos por jogo.   - Leo Bonatini fez, de penalti, ao Boavista, o 250º golo da atual Liga. O golo 200 tinha pertencido a Piojo, do Tondela; o 150º a Adrien Silva, do Sporting; o 100º a Heldon, do Rio Ave; e o 50º a Aboubakar, do FC Porto.   - O boavisteiro Inkoom juntou-se ao lote dos jogadores que já foram expulsos por duas vezes na atual Liga, uma vez que juntou o vermelho mostrado por Tiago Antunes na receção ao Estoril a outro exibido por Manuel Mota, no jogo em casa com o Paços de Ferreira. O recorde ainda pertence a Edgar Costa, do Marítimo, que foi expulso três vezes.   - O nigeriano Uche estreou-se a marcar pelo Boavista, quase um ano depois do seu último golo, que tinha sido obtido com a camisola do Lierse, frente ao Beveren, na Liga belga, a 24 de Janeiro.   - Bonatini marcou o sétimo golo na atual Liga e o primeiro de penalti, na primeira vez que o Estoril beneficiou de uma grande penalidade na prova (já tinha tido uma na Taça de Portugal e outra na Taça da Liga). Quer isso dizer que já só há três equipas sem um único penalti a favor no campeonato: U. Madeira, Rio Ave e Nacional. Por outro lado, V. Guimarães, Sp. Braga e Benfica são os únicos sem penaltis contra.   - O empate significou o oitavo jogo seguido do Boavista sem ganhar na Liga, desde a vitória em Coimbra, frente à Académica, por 2-0. É a mais longa série sem vitórias dos boavisteiros na Liga desde o início da época de 2007/08, quando só ganharam à 11ª jornada: 3-2 ao V. Guimarães, a 26 de Novembro de 2007   - Jogo de pesadelo para o cabo-verdiano Gegé em Vila do Conde, na derrota do Arouca frente ao Rio Ave (1-3). Abriu o marcador para o adversário num autogolo logo ao primeiro minuto e foi expulso por acumulação de amarelos à meia-hora. Gegé não via um vermelho desde Abril do ano passado, quando saiu mais cedo, também com duplo amarelo, de uma derrota do Marítimo frente ao Nacional.   - Ao sexto jogo oficial entre ambos – cinco para a Liga e um para a Taça de Portugal – esta foi a primeira vez que o Rio Ave conseguiu ganhar ao Arouca. Até aqui somava um empate e quatro derrotas, uma delas no prolongamento, que lhe ditou a eliminação da Taça de Portugal de 2012/13.   - Ao ganhar por 6-0 ao U. Madeira, o Paços de Ferreira igualou o Benfica (que tinha ganho pelo mesmo resultado ao Belenenses) como detentor da maior goleada deste campeonato. Como já tinham ganho por 7-1 à Naval, em jogo da Taça de Portugal, esta foi já a segunda vitória dos pacenses por seis golos de diferença esta época, mas a primeira na Liga desde que bateram o Salgueiros por 6-0 na Mata Real a 10 de Março de 2002. O U. Madeira não perdia por uma diferença tão grande desde 3 de Maio de 1992, quando foi goleado na Luz pelo Benfica pelos mesmos 6-0.   - Ao bisar nos 6-0 ao U. Madeira, Bruno Moreira, do Paços de Ferreira, marcou pela terceira jornada consecutiva, depois de já ter estado entre os goleadores pacenses na vitória frente ao Estoril (2-0) e na derrota contra o FC Porto (1-2). Na época passada até tinha marcado em quatro rondas consecutivas, entre a sexta e a nona, a Belenenses, Marítimo, Boavista e V. Setúbal.   - O guarda-redes Salin continuou a saga de expulsões do Marítimo, ao ver o vermelho na vitória dos madeirenses frente ao V. Guimarães. São já onze as expulsões maritimistas na Liga, o que é notável porque só se jogaram 13 jornadas. Na época passada, em toda a Liga, o Marítimo colecionou oito vermelhos. Não havia tantas expulsões num campeonato para a equipa verde-rubra desde 2010/11, mas nessa época foram precisas 30 jornadas para lá chegar.   - O Marítimo sofreu mais um golo de penalti e é também a equipa com mais grandes penalidades contra na Liga: cinco, tantas como a Académica. Sporting, Estoril, Boavista, Rio Ave e Nacional seguem-se com três.   - Mesmo assim, o Marítimo voltou a ganhar em Guimarães, onde já não se impunha para a Liga desde Maio de 2010. Nessa altura venceu por 2-1 e também teve o guarda-redes expulso: então foi o brasileiro Peçanha.   - Prossegue também a péssima campanha do estreante Tondela, que já vai no terceiro treinador mas não dá a volta à crise. Perdeu em casa com o Sp. Braga e manteve os cinco pontos em 13 jogos. Só houve duas equipas igualmente más ao fim de 13 rondas neste século e ambas acabaram a Liga em último lugar: a Naval de 2010/11 e a U. Leiria em 2007/08. Ninguém se salva da descida com tão poucos pontos à 13ª jornada desde o Rio Ave em 1996/97: tinha dois pontos à 13ª jornada e acabou a época em 15º lugar, dois pontos acima da linha de água.   - A vitória em Tondela (1-0) foi também o sétimo jogo do Sp. Braga com a baliza a zeros na últimas oito jornadas. Desde que ganhou ao Marítimo por 5-1, a 21 de Setembro, a equipa de Paulo Fonseca só sofreu golos num jogo da Liga: a derrota em casa com o Benfica, por 2-0.   - Prossegue, ao contrário, a catástrofe defensiva do Belenenses. A derrota (4-3) em Coimbra quer dizer que os azuis continuam como equipa mais batida da Liga, com 30 golos encaixados em 13 jornadas. Não havia uma defesa tão goelada em 13 semanas desde o Paços de Ferreira de 2011/12, que chegou à 13ª jornada com os mesmos 30 golos sofridos. É o pior registo dos azuis em 65 anos: em 1950/51 sofreram 35 golos nas primeiras 13 jornadas da Liga, mas acertaram e só deixaram entrar mais 13 nas 13 jornadas seguintes.
2015-12-15
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O coreano Suk, autor de dois golos nos 3-0 com que o V. Setúbal ganhou ao Belenenses no Restelo, já superou a sua melhor temporada na Liga. Totaliza sete tentos marcados, um acima dos seis que registou entre Nacional e V. Setúbal em 2014/15. Desses sete, seis foram obtidos fora de casa – a exceção foi o golo ao Rio Ave na terceira jornada – o que faz dele o melhor goleador da Liga em viagem.   - Além dos sete golos, Suk soma ainda quatro assistências, o que faz dele um dos jogadores ofensivamente mais valiosos da Liga, com participação direta em onze golos. Acima dele aparece apenas Jonas (Benfica), que soma quatro assistências a dez golos marcados, para um total de 14 tentos.   - Depois de uma ameaça de retoma em Alvalade, contra o Sporting, continua o descalabro defensivo do Belenenses. Não tanto pelos quatro jogos seguidos a sofrer golos na Liga, depois do 1-0 ao U. Madeira, ou pelo facto de ter apenas duas balizas virgens em 12 jornadas, mas pelos 26 golos que já levou em 12 jornadas, que são o pior registo da Liga desde 2011, quando o Paços de Ferreira aqui chegou com 27 golos encaixados. Não se via um Belenenses tão permeável a esta altura da Liga desde 1950 – há 65 anos, portanto – quando a equipa azul chegou à 12ª jornada com 33 golos sofridos.   - O Arouca voltou às vitórias, dez jogos depois. Tinha ganho ao Benfica, na segunda jornada, por 1-0, e voltou agora a vencer, batendo o Boavista por 3-2. Fê-lo graças a um penalti marcado por Nuno Coelho, que foi o primeiro de que o Arouca beneficiou desde 1 de Março, quando um penalti de David Simão lhe permitiu empatar em Coimbra com a Académica.   - O Boavista também beneficiou nesse jogo do seu primeiro penalti da época. Converteu-o Tengarrinha, cujo único golo com a camisola do Boavista já tinha sido de grande penaltidade, num empate com o Rio Ave, a 9 de Fevereiro. Estoril, Moreirense, Rio Ave, U. Madeira e Nacional são agora as únicas equipas que ainda não beneficiaram de penaltis na atual Liga.   - O Nacional esteve a três minutos de conseguir ganhar no Estoril, mas mesmo assim regressou à Madeira com um empate (1-1) e a alegria de ter pela primeira vez pontuado na Amoreira. Até aqui somava quatro derrotas em outras tantas visitas.   - Salvador Agra marcou o golo do Nacional ao Estoril, o quarto da época para o pequeno extremo dos madeirenses. Igualou assim o melhor pecúlio de uma temporada, que tinham sido os quatro golos marcados em três ocasiões: em 2011/12 no Olhanense, em 2013/14 na Académica e em 2014/15 no Sp. Braga.   - Continua a relação de amor entre Leo Bonatini e Estádio António Coimbra da Mota. Nos seis jogos que ali fez esta época, marcou cinco golos, só ficando em branco frente ao Rio Ave, porque foi expulso logo aos 16 minutos. Desses cinco golos, só um não valeu pontos de forma direta ao Estoril.   - Ao ganhar ao Tondela, por 2-0, o U. Madeira deixou de ser a equipa há mais tempo sem vitórias na Liga: já não vencia desde a primeira jornada, quando se impôs ao Marítimo, por 2-1. A infelicidade pertence agora ao Tondela, que não vence desde a terceira ronda, quando bateu o Nacional por 1-0, e somou apenas dois pontos desde então.   - Fruto disso, o Tondela afunda-se ainda mais na classificação: já está a quatro pontos da linha de água. Os cinco pontos que soma à 12ª jornada não permitem a salvação a ninguém desde 1996. Há 19 anos, o Rio Ave chegou à 12ª jornada com dois pontos e acabou a Liga um lugar acima das posições de descida, em 15º. Desde então, Gil Vicente (quatro pontos em 1996/97), E. Amadora (quatro pontos em 2000/01), U. Leiria (cinco pontos em 2007/08), Naval (cinco pontos em, 2010/11) e outra vez Gil Vicente (cinco pontos, em 2014/15) desceram todos como consequência de um mau arranque.   - O empate com o Sp. Braga (0-0) foi o quarto jogo consecutivo do Moreirense sem derrota, após a derrota em casa com o V. Setúbal (0-2), a 25 de Outubro. Contando só jogos da Liga, é a melhor série do Moreirense desde Setembro a Novembro do ano passado, quando empatou com Penafiel e Académica e venceu Gil Vicente e Marítimo. Desta vez, empatou com Académica e Sp. Braga e venceu Paços de Ferreira e Rio Ave.   - Foi o segundo jogo consecutivo do Sp. Braga sem fazer golos na Liga: 0-2 com o Benfica e agora 0-0 com o Moreirense. Já lhe tinha acontecido à sétima e oitava jornadas, quando empatou a zero com o Arouca e o FC Porto.   - Os dois golos que marcou ao Rio Ave permitiram ao brasileiro Henrique Dourado o seu primeiro bis desde que chegou a Portugal para jogar no V. Guimarães. O avançado não fazia mais de um golo num jogo desde um hat-trick ao Chapecoense, com a camisola do Palmeiras, em jogo do Brasileirão, a 2 de Outubro de 2014.
2015-12-08
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Pelo segundo jogo seguido, o FC Porto teve um penalti contra – já lhe tinha acontecido na receção ao Dynamo Kiev. Antes disso, na visita ao Maccabi Tel Aviv, Casillas também tinha sido submetido a um remate da marca dos onze metros. Mas na Liga portuguesa, há já mais de um ano que o FC Porto não sofria uma grande penalidade: a última tinha acontecido a 9 de Novembro de 2014, no Estoril, e tinha sido convertida por Tozé, colocando os canarinhos em vantagem (2-1, aos 81’), num jogo que acabou empatado a dois golos.   - O penalti falhado por Chamorro frente ao FC Porto foi o segundo que o Tondela perdeu esta época, depois do perdido por Piojo na derrota em casa contra o Estoril (também 0-1). Foi o primeiro defendido por Casillas desde que chegou a Portugal.   - O FC Porto conquistou a 1500ª vitória na Liga portuguesa. Continua a ser a segunda equipa que mais jogos ganhou, apenas atrás do Benfica, que ganhou 1539. O Sporting conta 1396 vitórias.   - Um golo de Brahimi decidiu o jogo. Foi o terceiro golo do argelino pelo FC Porto esta época, depois dos marcados ao Belenenses e ao Maccabi, ambos no Estádio do Dragão. Na época passada, por esta altura, Brahimi já tinha marcado por sete vezes.   - Foi o segundo jogo consecutivo do FC Porto sem sofrer golos fora de casa, depois dos 2-0 ao Angrense. Não acontecia desde o final da Liga passada, quando os dragões empataram a zero com o Benfica na Luz e foram depois vencer por 2-0 a Setúbal.   - O FC Porto tem 24 pontos ao fim de dez jogos – tem o desafio com o U. Madeira em atraso – o que significa que soma mais dois pontos que ao fim das primeiras dez jornadas da época anterior e iguala o arranque de 2013/14, onde também somava sete vitórias e três empates.   - Em contrapartida, os cinco pontos em onze jogos feitos pelo Tondela garantem o último lugar à equipa de Rui Bento. É preciso recuar a 2000/01 para encontrar uma equipa que se tenha salvado com tão fraco pecúlio ao fim de onze jornadas: aconteceu ao Gil Vicente, que somava apenas três pontos e acabou a Liga em 14º lugar, cinco pontos acima da linha de água. As sete últimas equipas que estavam tão mal à 11ª jornada desceram.   - O FC Porto rematou apenas onze vezes, o total mais baixo desde a terceira jornada, quando com oito remates ganhou por 2-0 ao Estoril. Para o Tondela, os onze remates permitidos ao adversário estão perto do valor médio (que era de 13 remates por jogo), mas suplantam, por exemplo, o total cedido ao Benfica, que só com 10 remates venceu os beirões por 4-0.   - O Tondela leva já dez jogos seguidos sem ganhar (oito na Liga, um na Taça de Portugal e um na Taça da Liga), desde que venceu o Nacional em casa por 1-0. É a mais longa sequência sem vitórias desde que a equipa chegou aos campeonatos nacionais.
2015-11-29
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Último Passe

Casillas salvou o FC Porto de um empate que seria ao mesmo tempo embaraçoso e preocupante em termos de Liga. Com a defesa de um penalti de Chamorro, perto do final do jogo com o Tondela, o guarda-redes espanhol permitiu a conquista dos três pontos, mantendo a pressão sobre o Sporting, e mascarou uma exibição pouco conseguida dos portistas, que se valeram de um golo magistral de Brahimi para se imporem por 1-0. Não fizeram um bom jogo, mas levam os três pontos para casa e se Lopetegui deixar de parte os excessos de criatividade podem capitalizar em cima de uma boa ideia de jogo e de um plantel que continua a ser o mais forte de Portugal. Contestado após a derrota caseira contra o Dynamo Kiev, que veio complicar muito as contas portistas na Champions, Julen Lopetegui já viu o lance decisivo da tribuna, depois de ter sido expulso ainda durante a primeira parte, mas terá tido razões suficientes para agradecer a Casillas o facto de poder respirar melhor até ao jogo com o U. Madeira, na quarta-feira. É que, com nova arrumação tática, num 4x2x3x1 que incluía Bueno atrás do ponta-de-lança, desviava André André do meio para um das alas e abdicava de jogadores fluídos na construção como Rúben Neves ou Imbula, os dragões perderam qualidade atrás e levaram sempre pouco futebol até Aboubakar. O resultado da inclusão do tal “10” que tanta gente vinha pedindo desde o início da época e que Lopetegui sempre recusara (e bem…), preferindo o meio-campo intenso e rotativo, foi um jogo em que o FC Poto tinha mais bola, mais controlo, mas no qual raramente se tornava perigoso, enquanto o Tondela deixava sempre a sensação de que poderia vir a aproveitar o espaço no meio-campo ofensivo para surpreender numa das ocasiões em que metia um contra-ataque. Para o embaraço final ainda podia ter contribuído a criatividade excessiva do treinador nas substituições. Com os dois centrais amarelados, resolveu tirar Marcano e chamar ao jogo Ruben Neves, recuando Danilo. Nove minutos depois, sacrificou Brahimi, devolveu André André à ala, de onde saíra para permitir a entrada de Tello, recolocou Danilo no meio-campo, chamando Maicon ao jogo. A frio, dois minutos depois de entrar, o novo defesa-central fez um penalti que podia ter tido custos elevados na classificação, não tivesse Casillas defendido o remate de Chamorro. O espanhol, réu no jogo com o Dynamo, pôs o nome nos três pontos. Lopetegui, esse, continua à espera de uma ocasião para se redimir – no fundo, bastar-lhe-ia capitalizar em cima da boa ideia de jogo que soube construir. Mas isso talvez seja demasiado simples.
2015-11-29
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Stats

O FC Porto de Julen Lopetegui vem de uma derrota traumática, em casa, contra o Dynamo Kiev, a complicar bastante a tarefa de qualificação para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões e a cabeça dos jogadores estará seguramente cheia de ideias de reação. Costuma dizer-se que as grandes equipas não perdem dois jogos seguidos e a verdade é que tal não sucede aos dragões há cerca de três anos. Desde então, a reação à derrota tem sido quase sempre boa. Preocupante é o facto de a última sequência de duas derrotas dos azuis-e-brancos ter acontecido numa época em que, tal como agora, a equipa prolongou a invencibilidade até finais de Novembro. Quando perdeu a primeira, caiu logo a segunda. Há uma grande diferença entre as duas situações – o nome do segundo adversário. Em 2012, depois de perder em Braga (2-1) e ser eliminado da Taça de Portugal, interrompendo uma série de 18 jogos sem perder do arranque da época, o FC Porto apanhou pela frente com o Paris St. Germain, no Parque dos Príncipes. Voltou a perder pelo mesmo resultado (2-1, com golos de Thiago Silva e Lavezzi para os franceses e de Jackson para os portistas). Desta vez, o opositor é o bem mais frágil Tondela, o que permite pensar que a reação será certamente mais fácil do que nessa ocasião. Na verdade, bastará ao FC Porto aquilo que é a sua reação normal às derrotas. Desde esse desaire contra o Paris St. Germain, o FC Porto soma 20 derrotas (a de terça-feira foi a 21ª), tendo reagido com 16 vitórias e apenas quatro empates. Em 2012/13 perdeu mais três vezes, ganhando dois jogos e empatando um nas ressacas. Em 2013/14 somou umas invulgares 12 derrotas, mas ganhou dez e empatou dois dos jogos que se seguiram. Por fim, na época passada, perdeu cinco vezes, às quais respondeu com quatro sucessos e um único empate – ainda que tenha sido um empate altamente penalizador, a zero, na Luz, contra o Benfica, depois dos 6-1 de Munique, o que impediu os dragões de se chegarem ao Benfica na tabela da Liga.   - O FC Porto registou, contra o Dynamo Kiev, a primeira derrota da época, ao 16º jogo, ficando assim aquém dos 18 jogos sem perder registados pela equipa de Vítor Pereira em 2012/13. Os 20 jogos oficiais sem perder, desde a derrota em Munique, contra o Bayern, na época passada, são ainda assim um recorde de Lopetegui como treinador de clube.   - Rui Bento e Julen Lopetegui nunca se defrontaram, mas o atual treinador do Tondela já tem experiência de ver uma equipa sua jogar contra o FC Porto. A 10 de Dezembro de 2012, neste mesmo Estádio Municipal de Aveiro, o Beira Mar comandado por Rio Bento ainda esteve a ganhar ao FC Porto de Vítor Pereira (golo de Zhang), mas acabou por perder por 2-1 (marcaram James e Hulk).   - Este será o primeiro jogo da história entre Tondela e FC Porto e o primeiro jogo dos dragões em “campo neutro” na atual Liga. Desde 1 de Setembro de 2013 que o FC Porto não joga fora, no campeonato, contra uma equipa que recorre a um estádio emprestado. Na altura venceu o Paços de Ferreira em Felgueiras por 1-0. Volta agora a fazê-lo em Aveiro, onde o Tondela já perdeu esta época com Sporting (1-2) e Benfica (0-4).   - O Tondela é último da Liga, com apenas cinco pontos em dez jogos. A última equipa a evitar a despromoção nestas condições foi o Gil Vicente de 2004/05: tinha os mesmos cinco pontos à 10ª jornada e acabou a Liga em 13º lugar, seis pontos acima da linha de água. Mas para lá chegar começou a ganhar logo à 11ª ronda (2-1 ao V. Setúbal). Desde então, as cinco equipas que protagonizaram um arranque tão pouco produtivo desceram todas de divisão.   - O Tondela não ganha há nove jogos, desde o 1-0 frente ao Nacional, em casa, a 30 de Agosto. É a mais longa série de jogos sem vitórias desde que a equipa chegou aos campeonatos nacionais, em 2005, quando jogou a Série C da III Divisão.   - Além disso, o Tondela ainda não marcou um único golo na primeira parte dos seus jogos. Os seus cinco golos no campeonato aconteceram todos nas segundas partes, sendo os mais “madrugadores” os marcados ao Arouca e ao Nacional, ambos ao minuto 48. Acresce dizer que só um dos quatro golos sofridos pelo FC Porto apareceu antes do intervalo: foi o encaixado no empate (1-1) contra o Marítimo, nos Barreiros.   - Layun participou nos últimos três golos marcados pelo FC Porto. Fez o terceiro em Haifa, ao Maccabi Tel-Aviv, assistiu Aboubakar para o primeiro ao V. Setúbal e fez ele mesmo o segundo. Ao todo, o lateral mexicano tem dois golos marcados e quatro assistências, todas para golos de cabeça, três deles de Aboubakar.   - O jogador do FC Porto com mais passes de golo é, contudo, Maxi Pereira. São já, ao todo, cinco assistências, todas para jogadores diferentes: Aboubakar, Varela (ambos frente ao V. Guimarães), Brahimi (contra o Belenenses), André André (ante o Maccabi) e Layun (face ao V. Setúbal).   - Tello completou no jogo com o Dynamo Kiev o 50º jogo oficial com a camisola do FC Porto. Desses 50, 32 foram na Liga portuguesa, na qual marcou sete golos. Esta época, o espanhol tem dois golos, mas nenhum no campeonato.   - Manuel Mota é, de longe, o árbitro menos caseiro da Liga. Desde 10 de Janeiro que não vê em campo uma vitória da equipa da casa no campeonato, sendo que dirigiu 12 jogos desde então, com seis empates e seis vitórias dos visitantes. Ao todo, nos 53 jogos do árbitro de Braga, há 34% de vitórias dos anfitriões e 38% dos visitantes, o que o transforma no único árbitro da atual I Liga com pelo menos cinco jogos dirigidoa a ter mais sucessos de quem viaja do que de quem recebe.   - A última vitória de uma equipa da casa com Manuel Mota a apitar foi precisamente num jogo do FC Porto, que com ele se impôs no Dragão ao Belenenses por 3-0, a 10 de Janeiro último. Nos sete jogos com Mota, o FC Porto ganhou seis e empatou apenas um – a visita ao Restelo, em 2013/14 (1-1). O Tondela só o apanhou uma vez, tendo empatado em Arouca (1-1).
2015-11-27
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Piojo, do Tondela, marcou ao Belenenses o 200º golo da Liga. Os Golo 200 surgiu ao 97º jogo, 19 jogos mais tarde que na época passada, em que 78 jogos bastaram para se marcarem 200 golos. A Liga atual, com 201 golos em 10 jornadas (88 jogos apenas, fruto do adiamento dos jogos do U. Madeira com Benfica e FC Porto), segue com uma média de 2,28 golos por jogo, o que representa uma baixa em relação à edição anterior, que tinha 229 golos nas mesmas 10 rondas, a uma média de 2,54 golos por jogo.   - Leo Bonatini (Estoril) superou no jogo com a Académica o total de golos que tinha na Liga anterior. Em 2014/15 fez quatro golos em 11 jogos, enquanto na temporada atual já leva cinco em apenas nove partidas. A Académica foi o único adversário ao qual repetiu a gracinha de fazer um golo.   - O Estoril de Fabiano Soares empatou pela segunda vez consecutiva em casa, onde já não perde precisamente desde a visita da Académica na época passada, a 22 de Fevereiro. São onze jogos de invencibilidade caseira na Liga, igualando o melhor registo de Fernando Santos, estabelecido entre Abril de 1992 e Janeiro de 1993. Marco Silva, por exemplo, nunca passou das dez partidas seguidas sem perder em casa. O recorde do clube na I Liga são 14 jogos seguidos sem derrota na Amoreira, fixado entre Maio de 1980 e Abril de 1982 (com uma interrupção devida à passagem pela II Divisão) por equipas comandadas por José Torres, Jimmy Hagan e Celestino Ruas.   - Ao vencer em Guimarães por 1-0, o Nacional pontuou pela primeira vez fora de casa esta época. O último ponto como visitante tinha sido em 18 de Maio, no encerramento da última Liga, quando foi ganhar ao Boavista por 1-0 no Bessa.   - O Marítimo ganhou em casa ao Rio Ave por 3-2 e pôs termo a uma série de cinco jogos seguidos com jogadores expulsos. Desde 13 de Setembro, quando ganharam em casa ao V. Setúbal por 5-2, que os verde-rubros não chegavam ao fim de um jogo da Liga com onze homens em campo.   - Dyego Souza (Marítimo) abriu o ativo no jogo com o Rio Ave com mais um golo de cabeça: o seu quinto nessas condições na Liga, o que o deixa como rei dos ares na competição, com mais uma finalização bem sucedida no futebol aéreo que Slimani.   - Zeegelaar (Rio Ave) marcou pelo terceiro jogo consecutivo pela primeira vez na sua carreira. Fez um golo ao Marítimo, depois de já ter marcado ao Nacional e ao Estoril. O holandês juntou-se assim aos setubalenses André Claro e Suk, ao estorilista Leo Bonatini e ao sportinguista Teo Gutièrrez como únicos jogadores a marcarem em três jornadas seguidas. Todos os outros pararam à quarta.   - O Moreirense ganhou por 2-0 ao Paços de Ferreira, obtendo à décima jornada a sua primeira vitória no campeonato. Não prolongou a agonia por tanto tempo como o Gil Vicente de 2014/15, que só ganhou à 16ª jornada.   - O argentino Battaglia esteve entre os goleadores desse jogo, recordando um momento feliz, pois já tinha sido ao Paços de Ferreira que marcara o seu primeiro golo na Liga portuguesa. Foi a 7 de Dezembro do ano passado e, tal como agora, o Moreirense ganhou por 2-0.   - Tiago Silva (Belenenses) marcou ao Tondela precisamente um ano depois do seu último golo na Liga portuguesa. Não marcava desde 9 de Novembro de 2014, na vitória dos azuis por 1-0 no terreno do Moreirense.   - Os 2-1 com que bateu o Tondela significaram a terceira vitória seguida do Belenenses em casa, algo que o clube já não conseguia desde Março, Abril e Maio de 2007, quando ganhou cinco jogos em sequência. Treinava essa equipa Jorge Jesus.   - O Tondela chega à 10ª jornada em último lugar, com apenas cinco pontos. As duas equipas que estavam assim tão mal (pior, na verdade) na época passada, acabaram por descer: o Penafiel tinha quatro pontos e o Gil Vicente três. A última equipa a salvar-se nestas condições foi o Gil Vicente de 2004/05: tinha cinco pontos à décima jornada e acabou a Liga em 13º, seis pontos acima da linha de água. Depois disso, todas as equipas que arrancaram tão mal como este Tondela desceram – além dos dois exemplos da época passada, aconteceu ainda ao Aves em 2006/07, à U. Leiria em 2007/08 e à Naval em 2010/11.   - Kritciuk, guarda-redes do Sp. Braga, continua a sua série de imbatibilidade. O russo, que só tem feito os jogos da Liga, já não sofre golos desde 21 de Setembro, quando foi batido na vitória por 5-1do Sp. Braga sobre o Marítimo. São já 502 minutos sem ir buscar a bola ao fundo das redes, incluindo as visitas a Guimarães e ao Dragão. Tem a mais longa série de imbatibilidade em curso na atual Liga e a maior de um só guarda-redes na história do Sp. Braga desde que Eduardo esteve 586 minutos sem sofrer golos entre Dezembro de 2009 e Fevereiro de 2010.
2015-11-10
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Talisca voltou a ser titular e o Benfica voltou a ganhar, o que continua a inverter a tendência da época passada. Esta época, na Liga, o brasileiro só foi titular em Aveiro frente ao Tondela e em casa face ao Belenenses: duas vitórias e 10-0 em golos. Na época passada, o Benfica não ganhou nenhum dos três jogos da segunda volta em que o baiano começou de início: 0-0 em casa com o FC Porto, 1-2 fora com o Rio Ave e 0-1 fora com o Paços de Ferreira.   - Gaitán fez, no primeiro golo do Benfica ante o Tondela, a sexta assistência em 20 golos do Benfica na Liga, o que lhe reforça a posição de melhor assistente do campeonato. O curioso é que as cinco anteriores beneficiaram cinco jogadores diferentes: Mitroglou, Nelson Semedo, Jiménez, Jonas e Gonçalo Guedes. Jonas foi o primeiro repetente.   - Berger marcou o segundo autogolo do Tondela nesta Liga e o seu primeiro em Portugal. O anterior autogolo do Tondela tinha sido da lavra de Bruno Nascimento e valera a derrota por 1-0 frente ao V. Guimarães. O Tondela é assim a equipa que mais autogolos fez na Liga, ao passo que o Benfica não beneficiava de um desde a nona jornada de 2013/14, quando Marcelo Goiano (Académica), fez o segundo golo de um 3-0 com que os encarnados ganharam à Académica. Faz amanhã, dia 1 de Novembro, dois anos.   - Jonas marcou o primeiro golo do Benfica fora do Estádio da Luz na Liga desde 2 de Maio, quando os encarnados ganharam por 5-0 em Barcelos ao Gil Vicente. Desde aí o Benfica tinha ficado em branco em Guimarães (0-0), em Aveiro contra o Arouca e no Dragão (ambos 0-1).   - Jonas interrompeu ainda uma série de três jogos sem golos, frente a Atlético Madrid, Galatasaray e Sporting, depois de ter bisado em casa frente ao Paços de Ferreira. O máximo que Jonas tinha ficado sem marcar tinham sido dois jogos seguidos, em duas ocasiões: Sp. Braga e Rio Ave em Outubro do ano passado e Académica e Belenenses em Novembro e Dezembro.   - André Almeida fez o 100º jogo com a camisola do Benfica, entrando aos 64 minutos para o lugar do estreante Clésio. Dos 100, 51 foram na Liga. No mesmo jogo, Rui Vitória estreou mais dois jogadores: o moçambicano Clésio e o júnior Renato Sanches.   - Este foi o quarto jogo de Rui Bento no Tondela, depois de ter substituído Vítor Paneira. O novo treinador continua à espera da primeira vitória, o que é inédito em todos os técnicos que comandaram a equipa beirã desde a subida à II Divisão B, em 2009.   - Além disso, o Tondela não ganha há oito jogos, desde a vitória por 1-0 frente ao Nacional, a 30 de Agosto. É também a mais longa série de jogos sem vitória do clube desde que subiu à II Divisão B. A anterior datava de Fevereiro e Março de 2013 e tinha incluído cinco derrotas seguidas entre vitórias sobre o Benfica B e o V. Guimarães B.
2015-10-31
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Último Passe

Foi fácil, muito fácil, a vitória do Benfica frente ao Tondela, em Aveiro, por 4-0, permitindo a Rui Vitória lançar mais dois miúdos na equipa principal num ambiente de total harmonia que lhes facilita a integração. Num caso como este haverá sempre quem se dedique a encontrar aquilo que os jogadores de Rui Bento fizeram mal, mas a pista para perceber melhor o que se passou é ir por aquilo que o Benfica faz bem. Que, de resto, é aquilo que tem feito sempre bem desde o início da época: a ganhar desde cedo, este Benfica consegue geralmente compatibilizar as ideis de Rui Vitória com o sistema de Jorge Jesus.A chave para entender este Benfica é a altura em que se chega à frente no marcador. Quando o consegue cedo e contra uma equipa mais fraca não é difícil de antever o que vai acontecer a seguir: ganha com facilidade. Este Benfica fica forte sempre que lhe dão espaço no meio-campo ofensivo, que consegue ligar o futebol de Jonas ao de Gaitán, que força o adversário a subir linhas por se ver a perder e a dar espaço nas costas para as investidas de atacantes rápidos, como o é Gonçalo Guedes. E, ao contrário, sofre quando ainda não está em vantagem, quando tem de acelerar a primeira fase de construção e erra nas saídas de bola, quase sempre feitas por fora e sem os devidos apoios, expondo-se a momentos de transição defensiva que são o seu maior ponto fraco.A ganhar desde os 4 minutos, com o 2-0 a chegar pouco depois e o 3-0 antes do intervalo, o Benfica viu-se como mais gosta e provou mais uma vez aquilo que está à vista de todos. Que oque lhe tem corrido mal não tem a ver com falta de qualidade do plantel ou do treinador mas é, isso sim, fruto de um erro de apreciação. É fruto da aplicação do modelo de jogo de que gosta Rui Vitória (a tais saídas por fora, a obsessão pela largura) ao sistema preferido de Jorge Jesus, um sistema em função do qual foi construído o plantel. Podem até ser duas boas ideias, mas para resultarem as duas juntas precisam de um empurãozinho que é o tal golo madrugador.
2015-10-31
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Stats

O Benfica desloca-se a Aveiro para defrontar o Tondela com o intuito de interromper uma série de derrotas consecutivas sem precedentes desde Agosto de 2010. Os encarnados já perderam dois jogos consecutivos, com o Galatasaray e o Sporting, e desde esse arranque catastrófico da temporada a seguir ao primeiro título de Jorge Jesus que não deixam a série de derrotas chegar ao terceiro episódio. O último jogo sem derrota do Benfica foi a deslocação a Barcelos, para defrontar o Vianense, na Taça de Portugal. Ganhou por 2-1 e assegurou a passagem à quarta ronda da prova, na qual vai agora visitar o Sporting. Depois desse jogo com o Vianense, a equipa de Rui Vitória foi batida em Istambul pelo Galatasaray (2-1), em desafio da Liga dos Campeões, e em casa pelo Sporting (0-3), em jogo da Liga portuguesa. A deslocação a Aveiro para defrontar o Tondela é a ocasião para evitar uma série tão negra como a que experimentou em Agosto de 2010, quando perdeu consecutivamente com o FC Porto (0-2, na Supertaça), a Académica (1-2, na Liga) e o Nacional (1-2, também na Liga). Essa série foi interrompida a 28 de Agosto, frente ao V. Setúbal, na Luz, em jogo que até teve tudo para correr mal: aos 22’, o guarda-redes Júlio César (não o atual, mas o anterior, com o mesmo nome) fez penalti e foi expulso, levando ao regresso de Roberto às redes. O espanhol defendeu o penalti e o Benfica acabou por ganhar por 3-0. Desde essa altura, uma sequência de duas derrotas nem tem sido assim tão rara no Benfica: esta é já a quinta vez que acontece. Mas foi sempre interrompida à terceira partida. Em Fevereiro de 2012, os encarnados perderam com o Zenit (2-3, Liga dos Campeões) e o V. Guimarães (0-1, na Liga portuguesa), mas empataram de seguida com a Académica (0-0, Liga). Em Abril do mesmo ano, foram batidos pelo Chelsea (1-2, Champions) e pelo Sporting (0-1, Liga), mas venceram depois o Gil Vicente (2-1, Taça da Liga). Em Maio de 2013, no histórico final de época em que perdeu tudo, o Benfica foi derrotado pelo FC Porto (1-2, Liga) e pelo Chelsea (1-2, Liga Europa), mas ganhou a seguir ao Moreirense (3-1, Liga). Essa época não terminou sem nova desilusão, com o V. Guimarães (1-2, Taça de Portugal), que somada a uma outra a abrir a temporada de 2013/14, perante o Marítimo (1-2, Liga) constituiu nova série de duas derrotas consecutivas, interrompida face ao Gil Vicente, na segunda jornada. E mais uma vez em circunstâncias anormais: à entrada para os descontos, o Benfica perdia por 1-0, mas com dois golos depois do minuto 90 ainda conseguiu ganhar por 2-1.   - Há sete jogos consecutivos que o Benfica sofre sempre golos fora da Luz. A última vez que conseguiu manter a baliza virgem foi a 17 de Maio, onde o empate sem golos na visita ao V. Guimarães de Rui Vitória lhe garantiu a renovação do título nacional. Desde então, sofreu golos frente a Marítimo (2-1, na final da Taça da Liga), Sporting (0-1, Supertaça), Arouca (0-1, Liga), FC Porto (0-1, Liga), Atl. Madrid (2-1, Champions), Vianense (2-1, Taça de Portugal) e Galatasaray (1-2, Champions).   - Nico Gaitán marcou golos nas últimas duas deslocações em que tomou parte, em Madrid e Istambul. É o melhor marcador do Benfica em jogos fora da Luz esta época.   - André Almeida pode fazer o 100º jogo com a camisola do Benfica. A estreia fê-la a 18 de Janeiro de 2012, como titular, numa vitória por 2-0 frente ao Santa Clara, a contar para a Taça da Liga. Com ele nesse dia jogaram Gaitán e Jardel, que também deverão fazer parte do onze que vai defrontar o Tondela.   - O Tondela vai jogar sem Romário Baldé, o avançado emprestado pelo Benfica, que marcou dois (ao Arouca e ao Moreirense) e assistiu para um (ao Gil Vicente) dos três golos que a equipa fez desde o início de Setembro.   - É a segunda vez que o Tondela joga em Aveiro esta época. Na primeira, perdeu por 2-1 com o Sporting, mas vendeu cara a derrota, que só surgiu de penalti e já em período de compensação.   - Rui Bento, o treinador que substituiu Vítor Paneira à frente do Tondela, ainda não ganhou um jogo desde que chegou: empatou com o Nacional (0-0, perdendo nos penaltis, na Taça da Liga), perdeu com o Gil Vicente (1-2, Taça de Portugal) e empatou com o Arouca (1-1, Liga). Já tem lugar na história recente do clube como o treinador que precisou de mais jogos para obter uma vitória. Vítor Paneira, o seu antecessor, tinha ganho pela primeira vez ao terceiro jogo (Nacional, 1-0). Na época passada, tanto Quim Machado (3-1 ao União da Madeira) como Carlos Pinto (1-0 ao Leixões) ganharam na estreia. Em 2013/14, Álvaro Magalhães também só precisou de três jogos para somar uma vitória (3-0 ao Portimonense).   - O primeiro golo em Portugal de Markus Berger, defesa central austríaco do Tondela, foi marcado ao Benfica, na Luz, numa vitória histórica da Académica, por 3-0, a 11 de Abril de 2008. Kaká, outro central do Tondela, também marcou presença nesse jogo.   - Luís Alberto, o médio do Tondela que marcou ao Sporting, também já fez golos ao Benfica, com a camisola do Nacional. Marcou frente aos encarnados numa vitória (2-1), a 21 de Agosto de 2010, e depois na segunda volta, mas aí a sua equipa perdeu por 4-2.   - Fábio Veríssimo vai estrear-se a apitar quer o Benfica quer o Tondela na Liga. Em onze jogos que dirigiu na prova, já esteve num do FC Porto (3-0 ao V. Guimarães) e num do Sporting (1-0 ao Nacional). Do atual elenco de juízes de primeira categoria com pelo menos dez jogos na competição, é o segundo com mais baixa percentagem de vitórias do visitante: apenas 9%, relativas a um sucesso do V. Guimarães de Rui Vitória no Restelo, contra 0% de Tiago Martins em 12 desafios.
2015-10-29
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A oitava jornada da Liga teve oito expulsões, recorde da competição esta época e marca mais vermelha desde a 24ª ronda da época passada, quando foram expulsos nove jogadores. Neste fim-de-semana tiveram ordem de expulsão Jota (Nacional), Renato Santos (Boavista), Tiago Rodrigues (Marítimo), Leo Bonatini (Estoril), Capela (Rio Ave), Moreno e Alex (ambos do V. Guimarães) e Dolly Menga (Tondela). Na 24ª jornada de 2014/15, jogada entre 6 e 9 de Março deste ano, tinham ido mais cedo para o duche Miguel Lourenço (V. Setúbal), Ebinho (Marítimo), Hugo Basto (Arouca), Nii Plange, Bernard e Sami (todos do V. Guimarães), Tobias (Sporting), Dani e Pedro Ribeiro (os dois do Penafiel).   - O empate do Nacional em casa com o Boavista (0-0) permitiu aos madeirenses alargar a mais longa série de jogos sem perder em casa em épocas nas quais estão na I Liga para 15 jogos. A última derrota do Nacional no seu estádio foi a 21 de Dezembro, com o Sporting, para a Liga (0-1) e entretanto já lá voltaram a passar os leões e o FC Porto, tendo ambos saído dali com empates.   - O Boavista voltou a ter um jogador expulso na Madeira. Desta vez foi Renato Santos, que viu o vermelho no empate a zero no terreno do Nacional. Na época passada Afonso Figueiredo tinha sido expulso no desaire (1-2) na Choupana, enquanto os 0-4 encaixados nos Barreiros contra o Marítimo tinham ficado pontuados pelos vermelhos a Beckeles, Philippe Sampaio e Mika.   - Tiago Rodrigues viu o segundo vermelho desta temporada, na derrota do Marítimo em casa ante o Paços de Ferreira, igualando o setubalense Fábio Pacheco como jogador mais vezes expulso na atual edição da Liga. Estranho no caso do médio do Marítimo, que já foi expulso tantas vezes neste início de época como no total dos jogos feitos em quatro temporadas de senior.   - O Paços de Ferreira conseguiu nos Barreiros a terceira vitória seguida depois da derrota na Luz com o Benfica, a 26 de Setembro. Ganhou em casa ao Nacional (3-1) e fora à Naval (7-1) e ao Marítimo (2-0). Está a um jogo de igualar a melhor série de vitórias consecutivas da época passada, fixada precisamente nesta altura: de 29 de Setembro a 25 de Outubro ganhou sucessivamente a Belenenses (2-0), Marítimo (3-2), Atlético Reguengos (4-0) e Boavista (2-1).   - Guedes, que fez o segundo golo do Rio Ave no empate (2-2) no Estoril, marcou pelo terceiro jogo consecutivo, depois de ter bisado na vitória frente ao V. Guimarães (3-2, na Taça da Liga) e de ter marcado também no sucesso contra o União (3-0, Taça de Portugal). Já igualou a melhor série da sua carreira, estabelecida em Fevereiro e Março deste ano, quando ao serviço do Penafiel fez golos sucessivamente a Marítimo, V. Setúbal e Moreirense.   - Tomané, do V. Guimarães, fez o primeiro golo na Liga portuguesa esta época, na qual já tinha marcado mas aos austríacos do Altach, na pré-eliminatória da Liga Europa. Marcou à Académica, o seu adversário predileto, uma vez que já tinha sido aos estudantes que tinha feito os dois golos anteriores na competição: um na vitória por 4-2 em Coimbra a 23 de Maio e outro no sucesso por 4-0 em Guimarães, a 17 de Janeiro.            - O Arouca não conseguiu ganhar ao Tondela (empatou a uma bola, em casa), mas alargou a corrente série de invencibilidade para seis jogos, depois da derrota frente ao FC Porto, a 12 de Setembro (1-3). Todos eles deram empate: U. Madeira (0-0), Belenenses (2-2), Sp. Braga (0-0), Varzim (0-0, na Taça da Liga, com vitória nos penaltis), Leixões (1-1, na Taça de Portugal, com sucesso no prolongamento) e agora Tondela (1-1). Para encontrar seis jogos seguidos do Arouca sem derrotas é preciso ir até Outubro e Novembro de 2012, na época em que subiu ao escalão principal. Nessa altura, entre Taça de Portugal e II Liga, foram sete jogos seguidos sem derrotas.   - André Claro voltou a marcar na vitória do V. Setúbal ante o Moreirense (2-0), fazendo o sexto golo da época. Esta já é a segunda melhor temporada de toda a sua carreira, igualando a de 2012/13, quando fez seis golos com a camisola do Arouca, na II Liga. Para encontrar melhor é preciso recuar até 2011/12, quando representou o Famalicão e marcou 11 vezes na II Divisão B. Mas mesmo aí só chegou ao sexto golo em Fevereiro.   - O golo de Tiago Caeiro, no último minuto do jogo com o U. Madeira, garantiu a quarta vitória seguida do Belenenses, depois dos sucessos contra Atlético (2-0, na Taça da Liga), Olhanense (1-0, na Taça de Portugal) e Basileia (2-1, na Liga Europa). Desde Outubro e Novembro do ano passado que os azuis não ganhavam tantas vezes seguidas. Na altura foram cinco vitórias, com Estoril (2-1), Ac. Viseu (2-0), Boavista (3-1), Moreirense (1-0) e Trofense (5-0).
2015-10-27
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- Dirceu, do Marítimo, foi o quinto jogador da equipa verde-rubra a ver um cartão vermelho na Liga, depois de Tiago Rodrigues (contra o Belenenses), João Diogo e Raul Silva (frente ao Sp. Braga) e Diallo (ante o Tondela). O Marítimo destaca-se, assim, do V. Setúbal como a equipa com mais expulsões na Liga (os sadinos têm três), somando já 152 minutos em inferioridade numérica na prova.   - Rui Pedro fez, de penalti, o golo que valeu a primeira vitória da Académica na Liga, à sétima jornada (1-0 ao Marítimo). Já na época passada o primeiro golo do médio gaiense tinha sido obtido frente aos insulares, mas na ocasião, à segunda jornada, a Académica perdeu por 2-1.   - Ao ganhar ao Marítimo, a Académica igualou o seu pior registo de sempre, pois já em 1943/44 obtivera a primeira vitória à sétima jornada, na ocasião frente ao V. Guimarães, por 3-2, depois de seis derrotas seguidas. Nessa época acabou a Liga em nono lugar (entre dez participantes), escapando à justa à despromoção.   - O V. Setúbal bateu o Estoril em casa por 1-0 e elevou a série de jogos sem derrota no Bonfim para cinco, desde a derrota frente ao FC Porto (0-2), a 3 de Maio. Já superou o melhor registo da época passada mas está ainda muito aquém do que estabeleceu entre Dezembro de 2013 e Setembro de 2014: na altura foram 15 jogos, entalados entre duas derrotas frente ao Benfica (0-2 e 0-5).   - Bruno Moreira, do Paços de Ferreira, fez golos nas duas balizas na vitória (3-1) frente ao Nacional: marcou dois pela sua equipa e um na própria baliza. É a segunda vez esta época que um jogador fez pelo menos um golo e um autogolo no mesmo jogo: já tinha sucedido a Gonçalo Brandão, do Belenenses, no empate (3-3) contra o Rio Ave, na jornada inaugural.   - Um dos golos do Paços de Ferreira nasceu de uma grande penalidade, a terceira assinalada contra o Nacional em sete jornadas da Liga. O Nacional igualou assim o Rio Ave como equipas que mais penaltis cometeram neste início de campeonato, com a vantagem para os insulares de terem visto um dos adversários falhar: Rabiola, da Académica, chutou ao poste.   - O Moreirense voltou a empatar, desta vez em Tondela (1-1), mas já é a única equipa da Liga que ainda não venceu, após sete jornadas. Nunca tal lhe tinha acontecido, em cinco épocas na I Liga.   - Romário Baldé, avançado emprestado pelo Benfica ao Tondela, fez ao Moreirense o primeiro golo como sénior: na época passada ficara em branco nos nove jogos que fez pelo Benfica B, da mesma forma que não tinha marcado nas primeiras duas partidas dos beirões.   - Segundo golo em partidas consecutivas para Bressan, do Rio Ave. Depois de ter feito o tento com que os vila-condenses bateram a Académica, por 1-0, repetiu agora a proeza no 1-0 ao Boavista. Bressan não marcava em jogos seguidos desde o final de 2011, quando era uma das figuras do Bate Borisov e fez golos em seis jornadas seguidas da Liga bielorussa.   - O Boavista só perdeu três jogos no campeonato e dois deles foram nos derradeiros instantes. Se agora viu Bressan marcar o golo da vitória do Rio Ave aos 90+4’, já tinha sido batido em casa pelo Paços de Ferreira, com um tento de Diogo Jota aos 89’.   - Ao empatar a zero com o Arouca na Pedreira, o Sp. Braga ficou pela terceira vez em branco esta época (0-1 no Estoril e com o Rio Ave em Vila do Conde), mas foi a primeira vez que tal lhe aconteceu nos jogos em casa, onde tinha feito onze golos em três partidas. Foram sete jogos sempre a marcar desde o empate (0-0) com a Académica, em Março. Foi igualada mas não ultrapassada a melhor série da época passada.
2015-10-05
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- Ao empatar com o V. Setúbal na Choupana, o Nacional estabeleceu a mais longa série de jogos seguidos sem perder em casa: 14. A última vez que os alvi-negros perderam ali foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto voltaram a passar por lá os leões, bem como o FC Porto, mas ambos empataram. A melhor série do Nacional em épocas nas quais esteve na I Liga estava em 13 jogos, entre uma derrota com o Marítimo (0-1), a 14 de Dezembro de 2003 e outra com o Sevilha (1-2), a 30 de Setembro de 2004. Nesses 13 jogos, porém, o Nacional ganhou 11 (empatou apenas com o Sporting e o FC Porto), enquanto nos atuais 14 já vai com cinco empates (Moreirense, Sporting, FC Porto, V. Guimarães e V. Setúbal).   - Ao mesmo tempo, o facto de ter empatado com o V. Setúbal impediu o Nacional de passar, mais uma vez, a barreira das três vitórias seguidas em casa. Depois de bater P. Ferreira (3-0, ainda na época passada), U. Madeira (1-0) e Académica (2-0), esta foi a nona vez que a equipa madeirense falhou desde a última ocasião em que conseguiu as tais quatro vitórias consecutivas no seu estádio, que foi entre Abril e Setembro de 2004, quando ali ganhou a Beira Mar (3-0), Ro Ave (4-0), outra vez Beira Mar (2-1, já na nova época) e Académica (2-1). - Arranque extraordinário do coreano Suk, autor do golo que deu o empate ao V. Setúbal frente ao Nacional na Choupana (1-1). Marcou em quatro dos seis jogos da sua equipa, somando até ao momento cinco golos e três assistências. Curioso ainda o facto de ter marcado ao Nacional depois de o ter feito ao Marítimo: foram as outras duas equipas que representou em Portugal.   - O golo de Marega, que valeu a vitória do Marítimo sobre o Tondela (1-0), foi o terceiro a chegar depois do minuto 90 nesta Liga. Desses, dois foram obtidos pelo Marítimo (já tinha sucedido com Dyego Souza contra o V. Setúbal) e outros tantos foram sofridos pelo Tondela (que já tinha perdido com o Sporting com um golo de Adrien Silva nos descontos).   - Marega fez o nono golo em Portugal (oitavo na Liga), mas apenas o segundo como suplente utilizado. A única vez que tinha marcado depois de saltar do banco foi em Fevereiro, quando ajudou o Marítimo a vencer em Penafiel por 4-3.   - Diallo, que em Portugal já representara Arouca e Académica, foi expulso pela primeira vez no nosso país no Marítimo-Tondela. Com a sua expulsão, o Marítimo torna-se a equipa que mais vermelhos viu na Liga: quatro em seis jornadas.   - O empate com o Arouca foi a segunda vez que o Belenenses desperdiçou uma vantagem de dois golos na atual Liga. Já lhe tinha sucedido quando deixou que o Rio Ave recuperasse de 3-1 para 3-3 no Restelo. Nas duas vezes, o adversário marcou os dois golos nos derradeiros 15’ de jogo.   - Luís Leal voltou a marcar em Arouca, mantendo o registo 100% goleador nos jogos do Belenenses na Liga que começa como titular. Já tinha sido titular e marcado em casa com o Moreirense.   - Os dois golos do Arouca no jogo foram obtidos de fora da área: livre de Nuno Valente a desviar na barreira e remate de muito longa distância de Hugo Basto. Foram os dois primeiros golos de fora da área do Arouca esta época. O Belenenses já tinha sofrido um, marcado pelo benfiquista Talisca.   - Os 13 golos sofridos pelo Belenenses à sexta jornada são o pior arranque defensivo dos azuis desde Outubro de 1987, quando chegaram a esta ronda com 14 bolas nas redes (na altura com o contributo dos 7-1 encaixados nas Antas frente ao FC Porto). Essa equipa acabou a Liga em terceiro lugar, com a sexta melhor defesa da Liga (38 golos em 38 jogos).   - A série de imbatibilidade do guarda-redes André Moreira, do U. Madeira, foi interrompida na derrota do clube insular no Estoril, por 2-1. Ficou nos 361 minutos, entre o golo do nacionalista Soares, na segunda jornada, e o primeiro do Estoril no domingo, marcado por Leo Bonatini. É a maior série da atual Liga, mas não a mais longa do U. Madeira no campeonato. Essa continua a pertencer a Zivanovic, que a estabeleceu em 413 minutos entre 6 de Março e 23 de Abril de 1994.   - Leo Bonatini voltou a marcar pelo Estoril, fazendo-o pelo quarto jogo consecutivo (incluída aqui a derrota frente ao Oriental na Taça da Liga). Já fez mais golos neste início de época (cinco) que em toda a temporada passada (quatro).   - A vitória por 2-1 frente ao U. Madeira, quarta em seis jogos, significa que os canarinhos estão a assinar o melhor arranque de época desde 1947/48, quando ganharam quatro jogos e empataram um dos primeiros seis. O Estoril acabou essa época em quarto lugar, vendo-se ultrapassado pelo Belenenses apenas na última jornada, na qual empatou com o FC Porto na Constituição.   - Sérgio Conceição estreou-se no banco do V. Guimarães com uma derrota frente ao Sp. Braga (0-1). Foram exatamente o mesmo resultado e o mesmo adversário que já lhe tinha assinalado a estreia na Académica: 0-1 em Braga. No Olhanense também começara a perder: 2-1 nos Barreiros com o Marítimo. O único clube português onde se estreara a ganhar foi mesmo o Sp. Braga, onde abriu conta com um conclusivo 3-0 ao Boavista.   - Rafa marcou pelo terceiro jogo consecutivo no Sp. Braga, a mostrar que lhe fez bem o banco nos jogos com Boavista e Estoril. Antes de marcar ao V. Guimarães já tinha sido ele a obter o golo da vitória frente ao Slovan Liberec, tendo contribuído com um golo na goleada (5-1) ao Marítimo. O máximo de jogos consecutivos em que Rafa tinha feito golos era de dois, o que conseguira por duas vezes: Estoril e Arouca em 2013/14 e V. Guimarães e Penafiel em 2014/15. Nas duas vezes, o terceiro jogo, no qual ficou em branco, tinha sido contra o V. Guimarães.   - Ao perder em Vila do Conde, com o Rio Ave, a Académica superou o arranque de 1977, no qual perdeu os cinco primeiros jogos, tendo contudo ganho o sexto. Para encontrar um início de campeonato tão mau da Briosa há que recuar até 1943/44. Nesse campeonato, a equipa dirigida por Severiano Correia perdeu os primeiros seis jogos, mas cinco foram fora de casa: FC Porto (3-2), Olhanense (5-1), Salgueiros (3-1), Atlético (2-1) e Benfica (2-1). Pelo meio, caiu também aos pés do Sporting em Coimbra (3-4). Ganhou pela primeira vez à sétima jornada, em casa, ao V. Guimarães (3-2). Acabou a época em nono lugar, assegurando a manutenção à custa do Salgueiros.
2015-09-29
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- Maicon marcou, de livre direto, ao Estoril, o 11º golo pelo FC Porto e o primeiro que não foi obtido de cabeça. Os dez anteriores tinham sido todos na sequência de livres laterais ou cantos de Belluschi, João Moutinho, Hulk, James Rodríguez e Carlos Eduardo. A exceção a esta regra foi um golo de livre direto na única ocasião em que o central brasileiro representou a equipa B portista: a 3 de Fevereiro de 2013 surpreendeu João Pinho e marcou, quase de meio-campo, um livre à Oliveirense que ajudou a uma vitória por 3-1.   - Aboubakar marcou nos últimos três jogos do FC Porto em casa. Bisou ao Penafiel nos 2-0 com que os dragões encerraram a última Liga, repetiu a graça nos 3-0 aplicados ao V. Guimarães na abertura da atual e agora abriu o marcador nos 2-0 ao Estoril.   - Ao manter a baliza inviolada contra o Estoril, Iker Casillas voltou a contribuir com mais 90 minutos para o alargamento da série de imbatibilidade dos dragões nos jogos da Liga disputados em casa. São já 1125 minutos que Fabiano, Helton e agora Casillas levam sem sofrer golos em casa para a Liga, desde o segundo tento de Lima, na vitória do Benfica por 2-0, no Dragão, em Dezembro. O próximo jogo dos portistas em casa será precisamente contra o Benfica e, nele, bastarão três minutos para superar a série de 1127 estabelecida por Vítor Baía em 1995/96.   -O FC Porto fez apenas oito remates à baliza do Estoril durante os 90 minutos. O valor é um mínimo desde o empate no Restelo, como o Belenenses, que valeu o título ao Benfica na penúltima jornada da temporada passada, mas para encontrar um total tão baixo num jogo em casa é preciso recuar a 6 de Abril de 2014, quando os dragões bateram a Académica em casa por 3-1 rematando as mesmas oito vezes.   - O Estoril vai com cinco jogos seguidos sem sequer marcar golos no terreno dos grandes. Os 2-0 de sábado frente ao FC Porto somam-se aos 4-0 que encaixou na Luz face ao Benfica na abertura desta Liga e a mais três jogos negativos em 2014/15: 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e 4-0 em Alvalade. Tudo a seguir à melhor época da história do clube neste particular, por em 2013/14 ganhou fora a FC Porto e Sporting pelo mesmo resultado: 1-0.   - O Benfica virou frente ao Moreirense, de 0-1 para o 3-2 final. Foi a primeira reviravolta no marcador dos encarnados desde 8 de Março, quando venceram fora o Arouca por 3-1, depois de ter estado a perder por 1-0. Ponto em comum aos dois jogos é Iuri Medeiros, que em Março marcou o golo do Arouca e no sábado foi titular do Moreirense.   - Samaris marcou o primeiro golo com a camisola do Benfica. A última vez que tinha festejado em nome individual foi a 9 de Março de 2013, quando fez o golo do Olympiakos numa derrota (1-2) em Salónica com o PAOK.   - Jonas fez golos nos últimos quatro jogos do Benfica na Luz. Marcou o tento da vitória frente ao Moreirense, mas antes já tinha feito dois nos 4-0 ao Estoril, outros dois nos 4-1 ao Marítimo na festa do último título nacional e um nos 4-0 ao Penafiel. Não fica em branco na Luz desde 26 de Abril, quando o Benfica empatou a zero com o FC Porto.   - Raul Jiménez precisou de apenas dois jogos para marcar um golo no Benfica. No Atlético de Madrid, só marcou ao sétimo: contribuiu para os 4-0 com que os colchoneros ganharam ao Sevilha, a 27 de Setembro. O problema, porém, é que não marcou mais nenhum no que restou da época passada.   - Este Benfica-Moreirense foi fiel à história recente das duas equipas. Já são quatro jogos seguidos para a Liga com o mesmo resumo: o Moreirense marca primeiro e o Benfica acaba por ganhar. Os três jogos anteriores (a última jornada de 2013/14 e as duas partidas de 2014/15) tinham acabado com 3-1 favorável aos encarnados. Desta vez ficou 3-2.   - A última equipa a marcar duas vezes na Luz tinha sido o Sp. Braga, que ali ganhou por 2-1 nos oitavos de final da Taça de Portugal da época passada. Se contarmos só jogos da Liga, a última equipa a consegui-lo foi o Arouca, que ali empatou (2-2), a 6 de Dezembro de 2013.   - Rafael Martins já tinha marcado ao Benfica na última vez que tinha defrontado os encarnados, em Maio de 2014. Se no sábado abriu o placar, nessa altura fez de grande penalidade o golo que valeu o empate (1-1) ao V. Setúbal.   - A vitória do Sporting em Coimbra por 3-1 significa que tanto o clube como Jorge Jesus mantêm a série positiva nas visitas à Académica. Os leões não perdem em Coimbra desde 8 de Maio de 1977, enquanto que Jesus nunca ali perdeu como treinador.   - Aquilani fez de grande penalidade o primeiro golo com a camisola do Sporting. Não marcava desde de 2 de Outubro de 2014, quando abriu o placar numa vitória da Fiorentina em Minsk (3-0), a contar para a Liga Europa.   - Adrien falhou a primeira grande penalidade desde que, a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então e até acertar agora no poste da baliza de Lee, marcou a Schalke, Estoril, Marítimo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - O Sporting viu ser-lhe assinalada uma grande penalidade contra pelo segundo jogo consecutivo na Liga. Não lhe acontecia semelhante coisa desde Outubro e Novembro de 2013, quando perdeu (1-3) no Dragão com o FC Porto e ganhou (3-2) em casa ao Marítimo, sempre com golos sofridos de penalti. Ponto em comum é o árbitro Bruno Esteves, que tinha estado nesse Sporting-Marítimo.   - Bruno Esteves nunca tinha assinalado três grandes penalidades no mesmo jogo da Liga, mas já tinha marcado duas. Foi a 4 de Novembro de 2011, num empate caseiro do Sporting com a Naval, em que começou por apontar para a marca dos onze metros quando Evaldo derrubou Marinho, permitindo aos figueirenses empatar a uma bola, mas depois marcou uma mão de Camora na área, que Postiga converteu no 2-2 momentâneo.   - O último jogo com três penaltis na Liga também tinha sido em Coimbra. Foi o Académica-Gil Vicente, a 25 de Abril último, e os gilistas ganharam por 2-1, com golos de penalti de Ruben Ribeiro e Cadu, a responder a outro penalti de Rui Pedro. O árbitro era Soares Dias. Na época passada houve mais dois jogos com três penaltis: o Estoril-Penafiel (apitado por Tiago Martins) e o Paços de Ferreira-V. Setúbal (Luís Ferreira).   - Fernando Alexandre, expulso pelos dois penaltis cometidos, não via um vermelho desde 11 de Setembro de 2011, quando João Ferreira o expulsou imediatamente antes do intervalo de uma derrota do Olhanense, em casa, contra o Feirense (1-2).   - Além de FC Porto e Sporting, há mais cinco equipas que ainda não perderam nesta Liga: Rio Ave, V. Setúbal, Arouca, Paços de Ferreira e Belenenses. Para os vila-condenses não há grande novidade, uma vez que também não tinham perdido nas três primeiras rondas da época passada e, à 3ª jornada, até lideravam a classificação, mas para o Arouca a sensação é de novidade absoluta, pois nunca por tal tinha passado. O Paços de Ferreira tinha conhecido este arranque em 2012 (e acabou a Liga em terceiro lugar), mas os históricos V. Setúbal e Belenenses já mal se lembram de tal coisa. A última vez que tal sucedeu aos sadinos foi em 2007 (três empates a abrir deram um sexto lugar no final), enquanto que os belenenses têm de recuar até 2004 e a uma Liga que acabaram em nono lugar.   - André Claro, do V. Setúbal, foi o único jogador a marcar golos nas três primeiras jornadas da Liga. O último a conseguir fazê-lo tinha sido Jackson Martínez, que na época passada fez golos a abrir a Marítimo, Paços de Ferreira e Moreirense (dois). Mas para encontrar um português que o tenha feito é preciso recuar a 202, quando o benfiquista Simão marcou consecutivamente a Beira Mar, Moreirense e U. Leiria.   - Ao estabelecer o empate do Rio Ave em Setúbal (2-2), o veterano André Vilas Boas marcou o primeiro golo em 124 jogos na Liga. Misturando todas as competições, só tinha um golo na Taça de Portugal, um na II Liga e outro na II Divisão B. O último tinha sido a 20 de Outubro de 2013, na vitória (3-0) dos vila-condenses fora sobre o Esperança de Lagos.   - O Tondela ganhou pela primeira vez na Liga ao terceiro jogo neste escalão, batendo o Nacional por 1-0. Repetiu a performance do último estreante, o Arouca, que também se impôs pela primeira vez à terceira jornada em 2013, batendo na altura o Rio Ave pelo mesmo score. Pior correu a vida ao Trofense, o estreante anterior: perdeu os primeiros cinco jogos, empatou o sexto e só ganhou à sétima tentativa, batendo fora o V. Setúbal por 2-0.   - Bruno Moreira, que fez o golo do Paços de Ferreira no empate frente ao Arouca, não marcava desde que defrontou… o Arouca. Tinha feito dois dos três golos com que os pacenses venceram fora este mesmo adversário (3-1), a 26 de Abril.   - Rafael Bracalli, guarda-redes do Arouca, liderava a única defensa ainda sem golos sofridos na Liga, mas ainda assim falhou por 13 minutos o seu melhor início de época. Ainda que este tenha sido estabelecido quando era suplente do FC Porto e só atuava em partidas da Taça de Portugal e da Taça da Liga. Os 183 minutos em que manteve a baliza do Arouca inviolada até ao golo de Bruno Moreira só são ultrapassados no seu registo pessoal pelos 196 que durou essa mesma imbatibilidade na baliza do FC Porto em jogos com Pero Pinheiro, Académica e… Paços de Ferreira.   - Alan marcou, na vitória (4-0) sobre o Boavista, o seu 50º golo pelo Sp. Braga. Foram 30 na Liga, dez nas provas da UEFA, sete na Taça da Liga e três na Taça de Portugal. O primeiro acontecera a 23 de Outubro de 2008, na vitória por 3-0 sobre o Portsmouth.   - O U. Madeira-V. Guimarães foi o primeiro jogo sem golos na atual Liga. Aconteceu à 27ª partida, no encerramento da terceira jornada. Na época passada tinha sucedido à 18ª, num Moreirense-Sp. Braga que também fechava a segunda ronda (e também a uma segunda-feira à noite). Há dois anos, em contrapartida, o primeiro 0-0 só aparecera ao 42º jogo, um Académica-Arouca da sexta jornada. Para que se faça uma comparação, a Liga espanhola teve quatro 0-0 na primeira jornada e mais dois na segunda, enquanto que na Premier League inglesa o primeiro nulo surgiu na segunda ronda e na Bundesliga alemã tal só aconteceu à terceira. Em Itália, as primeiras duas semanas de competição ainda não proporcionaram nenhum 0-0  
2015-09-01
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Artigo

- O Sporting não ganhava um jogo em período de compensação desde 11 de Janeiro, quando um livre de Tanaka lhe valeu uma vitória por 1-0 em Braga. Para encontrar uma vitória em tempo de compensação com um golo de penalti é preciso recuar até 8 de Fevereiro de 2006, data de um jogo em casa com o Paredes, para a Taça de Portugal, em que o 2-1 final surgiu aos 90+2’ numa grande penalidade convertida por João Moutinho.   - Adrien vai numa série de seis grandes penalidades consecutivamente convertidas. A última vez que falhou foi a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, quando permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então, marcou a Schalke, Estoril, Marítmo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - Ao fazer o golo do Tondela, Luís Alberto sucedeu a Bruno Amaro (Arouca), Pinheiro (Trofense), Bruno Fogaça (Naval), João Duarte (Moreirense) e Gamboa (Santa Clara) na honra de fazer o primeiro golo da sua equipa na Liga portuguesa. Dos seis, só Fogaça e João Duarte não o fizeram na baliza do Sporting.   - Ao bisar frente ao V. Guimarães, Aboubakar conseguiu algo que Jackson Martínez nunca foi capaz de fazer na primeira jornada das três Ligas que disputou. O colombiano, aliás, ficou mesmo em branco na abertura de 2012/13, um empate a zero frente ao Gil Vicente, e marcou apenas uma vez na estreia das duas derradeiras Ligas. Mas Jackson tem uma Liga a marcar sempre nas primeiras cinco jornadas e isso Aboubakar ainda terá de tentar.   - O FC Porto obteve a 10ª vitória consecutiva frente ao V. Guimarães no Dragão, um recorde entre as equipas que estão na edição deste ano da Liga. Desde Fevereiro de 2005 que o V. Guimarães não pontua no terreno dos azuis e brancos: na altura empatou a zero.   - Varela fez um o primeiro golo no Dragão desde 19 de Janeiro de 2014. Na altura obteve o segundo de uma vitória que também ficou pelos 3-0 e contra outro Vitória: o de Setúbal. Da equipa do FC Porto que alinhou nesse dia só restaram no jogo de sábado ele, Alex Sandro e Maicon.   - Armando Evangelista entrou na Ligada pior maneira: com uma derrota por 3-0 no Dragão. A última vez que o V. Guimarães estreara um técnico na Liga antes desta correra igualmente mal: em 2011/12, Manuel Machado saiu após a primeira jornada e a equipa ficou entregue ao seu adjunto Basílio Marques, que a 28 de Agosto de 2011 se estreou com uma derrota por 3-0, em casa, com o Beira Mar. Na jornada seguinte entrou em funções Rui Vitória.   - Mitroglu e Nelson Semedo fizeram um golo cada um, na estreia na Liga portuguesa. O último jogador a estrear-se com golo pelo Benfica tinha sido Jonas, que entrou ao intervalo para o lugar de Lima e fez o quarto numa vitória também ela por 4-0 frente ao Arouca, a 5 de Outubro de 2014. Curioso é que também nesse jogo o Benfica só abriu o ativo aos 75’.   - Jonas obteve frente ao Estoril o oitavo bis com a camisola do Benfica. O primeiro deles, aliás, foi mesmo um hat-trick, contra o Sp. Covilhã, na Taça de Portugal (vitória benfiquista por 3-2), naquele que foi o seu segundo jogo pelos encarnados. Desde esse desafio, o brasileiro bisou mais sete vezes, contra Moreirense, Estoril, Nacional, Académica, Belenenses, Marítimo e, de novo agora, Estoril.   - Os 4-0 ao Estoril são o melhor arranque de Liga do Benfica desde 1997, quando a equipa liderada por Manuel José se impôs ao Campomaiorense, na Luz, pelo mesmo resultado (golos de Calado, João Pinto e bis de Paulo Nunes). Para encontrar uma abertura com vitória por mais de quatro golos é preciso recuar a 1975 e a um 9-1 ao Leixões, com cinco golos de Nené, dois de Moinhos, um de Shéu e outro de Toni.   - O Estoril segue numa série horrível de 12-0 em visitas à Luz, depois do empate a um golo que ajudou os encarnados a perder o campeonato de 2012/13. Nas três épocas seguintes, os canarinhos perderam por 2-0, 6-0 e agora 4-0. Aliás, a equipa agora dirigida por Fabiano Soares tem sido freguesa habitual dos grandes sempre que os visita. Desde que, ainda com Marco Silva aos comandos, ganhou em Alvalade ao Sporting na despedida da Liga de 2013/14, vai com uma série de resultados amplos consecutivos: 3-0 em Alvalade, 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e agora 4-0 na Luz. Em todos esses jogos teve um penalti contra…   - Os três grandes ganharam os seus jogos na jornada de abertura na Liga. Algo que não acontecia há 21 anos, desde que, em 1994, o Sporting venceu fora o Farense (2-0, com golos de Juskowiak e Sá Pinto), o Benfica bateu o Beira Mar em Torres Novas (também 2-0, com golos de Paneira e Clóvis) e o FC Porto se impôs em casa ao Sp. Braga (ainda 2-0, com tentos de Rui Filipe e Kostadinov).   - Os 29 golos marcados nos nove jogos da primeira jornada da Liga são o arranque mais goleador desde 1996, quando em igual número de partidas se fizeram 34 tentos. A média de golos por jogo, porém, já tinha vindo a crescer nas últimas duas épocas, tendo há dois anos estado também acima dos três golos por jogo (26 em oito jogos).   - O Sp. Braga conseguiu, frente ao Nacional, a primeira virada da Liga (de 0-1 para 2-1). Curioso é que a última virada do Sp. Braga tinha acontecido no mesmo local e frente ao mesmo adversário: de 0-1 para 3-1 a 28 de Fevereiro de 2015, contra o Nacional, na 22ª jornada da última Liga.   - Gonçalo Brandão marcou ao Rio Ave o seu primeiro golo desde 18 de Outubro de 2003, data em que assinou o tento belenense na derrota em casa frente ao FC Porto, por 4-1. Desde então, além do Belenenses, representou Charlton, Siena, Parma e Cluj, mas nem por uma vez fez um golo.   - Os 3-3 no Restelo assinalaram a terceira época consecutiva do Rio Ave a marcar três golos no campo do Belenenses. Na época passada os vila-condenses tinham ganho por 3-1 e há dois anos por 3-0. Ponto comum às duas vitórias foram golos de Del Valle, o venezuelano entretanto emigrado para o Kasimpasa, da Turquia.   - Espetacular recuperação do Boavista em Setúbal: de 0-2 para 2-2 com um jogador a menos, por expulsão de Idris, aos 69'. O Boavista não recuperava um resultado num jogo que tenha acabado em inferioridade numérica na Liga desde 5 de Novembro de 2005, quando depois da expulsão de Areias, um golo de João Pinto, aos 87', valeu um empate (1-1) ante o Belenenses no Restelo. Na época passada, em casa contra o Rio Ave, também recuperou de 0-1 para 1-1 depois da expulsão de Beckeles, mas o jogo acabou dez contra dez, pois também foi expulso o vila-condense Prince.   - Nuno Coelho (Arouca) abriu em Moreira de Cónegos o caminho à vitória do Arouca, com um golo de cabeça que apenas o segundo na Liga. Sempre que ele marcou, porém, o Arouca ganhou: já tinha sido ele a garantir a vitória em casa ante o V. Setúbal, em Janeiro último (1-0).   - O dérbi da Madeira, com Breitner (U. Madeira) e Briguel (Marítimo) em campo (e não jogava a RFA de 1982…) sorriu à equipa azul e amarela. Não é novidade o Marítimo perder (já tinha saído derrotado nas últimas três visitas ao Nacional. Mas é novidade o U. Madeira ganhar: nos cinco anos que o União passara na I Liga empatara sempre em casa com o Marítimo e perdera nas deslocações aos Barreiros.   - A derrota em Paços de Ferreira significou o 10º jogo seguido sem ganhar na Liga para a Académica de José Viterbo. O treinador, que foi tão importante na recuperação, ganhando três dos primeiros quatro jogos, está ainda a cinco jogos de igualar o recorde de 15 sem vitória que custou o lugar a Paulo Sérgio, antes de ele entrar.
2015-08-17
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Último Passe

Nos próximos dias, os mais perigosos hooligans do futebol português, que são os que põem fato e gravata para ir à TV comentar foras de jogo e penaltis, vão entreter-se a falar vezes sem conta de Carlos Xistra, da mão de Luís Alberto no golo do empate do Tondela ou do pé de João Pereira dentro do campo antes de fazer o lançamento lateral que resultou no penalti que deu a vitória ao Sporting. A esses, tenho duas coisas a dizer. Uma é que Xistra se enganou nas duas vezes e a outra é que a única resposta possível (a resposta que o futebol ja devia ter dado) passa pela introdução do auxílio de um vídeo-árbitro que permita ao juiz de campo decidir com pelo menos os mesmos dados que os telespectadores.Arrumado o assunto? Ainda bem, a ver se podemos concentrar-nos no futebol. E o primeiro jogo da Liga mostrou uma boa dinâmica do Sporting durante uma hora, na qual os leões podiam e deviam ter ido mais além no marcador, se tivessem sido capazes de fazer corresponder eficácia na concretização ao futebol mostrado. E mostrou um Tondela muito arrumado na defesa e capaz de sair episodicamente com perigo para o contra-ataque. Daqui as duas equipas podem tirar ilações. Os leões têm de trabalhar melhor uma das armas habituais nas equipas de Jesus (a presença na área nos cruzamentos) para não se verem mais vezes apanhados na curva devido a uma bola parada. O Tondela precisa de ser capaz de manter a qualidade quando defrontar equipas mais ao seu nível e tiver de assumir o jogo, porque para atingir o seu objetivo vai ter que mostrar muito mais que organização defensiva e transição ofensiva.
2015-08-14
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Stats

O Tondela será a 71ª equipa a estrear-se no principal campeonato português e a primeira do distrito de Viseu desde a descida do Académico de Viseu, em 1989. Tentará a formação agora liderada por Vítor Paneira entrar na prova sem perder, algo que ninguém consegue há dez anos, quando a Naval de Manuel Cajuda entrou de rompante vencendo fora o V. Guimarães por 2-0. Os últimos dois estreantes, porém, tiveram uma dificuldade acrescida, pois enfrentaram o mesmo padrinho que o Tondela vai ter. Foi o Sporting que acolheu o Trofense em 2008 e o Arouca em 2013, sempre em Alvalade, ganhando os dois jogos por 3-1 e por 5-1. Os leões, aliás, têm-se especializado em apadrinhamentos: três dos dez últimos estreantes na Liga tiveram que os defrontar logo na primeira jornada. Tirando esses casos em que apanham logo pela frente com um grande do futebol português, as estreias na Liga (ver quadro dos últimos dez estreantes mais abaixo) nem têm sido muito aziagas para clubes que certamente as vivem com um acréscimo de entusiasmo absolutamente compreensível. Dos outros oito neófitos na Liga desde a década de 90 do século passado só dois perderam o primeiro jogo: o Moreirense de Manuel Machado em 2002 e o Campomaiorense de Manuel Fernandes em 1995. O atual dirigente leonino, no entanto, apresenta uma medalha no cartão de visita, pois foi o último a pontuar na estreia frente a um grande: o seu Santa Clara fez encalhar o Sporting em 1999, com um empate a dois golos nos Açores (e depois de ter estado a ganhar por 2-0…), ainda que os leões tenham acabado por ser campeões nacionais. Certamente Manuel Fernandes aceitaria a repetição da história nesta época, com o Tondela a fazer de Santa Clara. As vitórias não têm sido muito comuns nas estreias de equipas na I Liga. Nos últimos 25 anos só duas o conseguiram. A Naval de Manuel Cajuda ganhou um jogo épico em Guimarães, em 2005, em que acabou com oito jogadores, por expulsões de Fernando, China e Lito. E o Gil Vicente de Rodolfo Reis bateu o Marítimo, já em finais de Agosto de 1990, mas com uma particularidade: viu adiado o jogo da primeira jornada, contra o Benfica, na Luz, em virtude de uma digressão de início de época da equipa da capital. E esse acabou por perdê-lo por 3-0. - O Sporting enfrenta o jogo sem uma das suas estrelas, o lesionado William Carvalho, mas isso não deve deixar Jesus muito preocupado, pois os leões ganharam todas as partidas que fizeram sem o médio a titular no último campeonato: Rio Ave (fora, 1-0), Nacional (casa, 2-0), V. Setúbal (fora, 2-1), Marítimo (fora, 1-0), Arouca (casa, 1-0).   - O jogo será disputado no Estádio Municipal de Aveiro, repetindo os leões uma situação em que jogam como visitantes em casa emprestada. Na última vez que tal sucedeu, em Setembro de 2013, venceram o Olhanense por 2-0 no Estádio do Algarve. Antes disso, mais vitórias: 1-0 à U. Leiria na Marinha Grande (em Abril de 2012); 2-0 ao Feirense em Aveiro (Outubro de 2011) e 3-1 ao Portimonense no Estádio do Algarve (Dezembro de 2010). - Além de fazer a estreia na I Liga, o Tondela nunca defrontou nenhum dos grandes do futebol português em qualquer partida oficial, mesmo de outra competição.   - Matt Jones é, dos jogadores do Tondela, o que leva a maior série de jogos sem perder contra o Sporting. Já são três, todos na época passada, ao serviço do Belenenses: dois empates a um golo na Liga e uma vitória por 3-2 na Taça da Liga. Porém, sempre que jogou contra os leões sofreu golos.   - Um dos momentos altos da carreira de Wagner, extremo que o Tondela foi buscar ao Nacional, foi o golo que eliminou o Sporting da Taça de Portugal, em Outubro de 2012, quando ele ainda representava o Moreirense. Corria o prolongamento quando a bola saiu do guarda-redes, Ghilas ganhou-a no ar e Wagner foi mais rápido a recuperá-la, nas costas da defesa leonina, batendo Rui Patrício para o 3-2 final.   - O Sporting está intimamente ligado à história de Markus Berger em Portugal. O jogador chegado a Tondela do Gil Vicente estreou-se na Liga portuguesa em Agosto de 2007, em Alvalade, com a camisola da Académica. E perdeu por 4-1, embora tenha saído ao intervalo, com o placar a acusar apenas 1-0 para os leões.
2015-08-12
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