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Último Passe

Um livre de Talisca, já em período de compensações, custou ao Benfica dois pontos na estreia na Liga dos Campeões desta temporada. O empate a uma bola, nascido de várias mudanças táticas operadas pela equipa do Besiktas na segunda parte, acaba por punir a quebra dos campeões nacionais nesse mesmo período, depois de em 45 minutos de clara superioridade não ter feito mais de um golo, obra de Cervi. O facto de ter jogado sem as primeiras escolhas no ataque – Jonas, Mitroglou, Jiménez e Rafa estão todos lesionados – acabou por custar caro a Rui Vitória. O Benfica entrou com uma dupla de ataque improvável, formada por Cervi e Gonçalo Guedes, com o primeiro, mais forte em ataque rápido, a jogar nas costas do segundo, que não fazia nada tão bem como a pressão à saída de bola do adversário. A consequência da aliança desta dupla com a excelente exibição de Fejsa e André Horta, os dois médios-centro encarnados, foi o bloqueio total de uma equipa do Besiktas disposta em 4x2x3x1, mas com os dois extremos muito abertos – Quaresma na direita – e Ozyakup perdido no meio das linhas encarnadas no apoio a um isolado Aboubakar. O jogo, no primeiro tempo, tornou-se muito repetitivo: tentativa frustrada de organização ofensiva do Besiktas, bola recuperada pelo meio-campo do Benfica e saída rápida para o ataque. O golo, logo aos 12’, nasceu de um excelente passe de Horta, a rasgar, até encontrar uma diagonal de Salvio da direita para a esquerda. De pé esquerdo, o argentino chutou, o guarda-redes largou a bola e Cervi foi mais rápido que Tosic na reação, fazendo a recarga vitoriosa. A ganhar desde cedo, o Benfica serenou e teve mesmo duas situações de contra-ataque em superioridade numérica que, por erros no passe, não levou sequer até a finalização. Só que aquele Besiktas facilmente manietável da primeira parte voltou diferente para a segunda. Com Talisca em vez de Ozyakup, com Quaresma mais por dentro e Adriano a subir de lateral para extremo-esquerdo, surgindo também mais no corredor central, os turcos subiram de produção. Mais tarde, com a entrada de Tosun para ponta-de-lança e as aproximações de Aboubakar, a equipa de Senol Günes começou mesmo a criar lances de golo: Tosun perdeu um lance na cara de Ederson e este tirou com uma excelente defesa o empate a Marcelo, na sequência de um livre. Nessa altura já o Benfica trocara Cervi por Samaris, numa tentativa provavelmente prematura de encerrar o jogo, fechando a porta ao adversário – talvez se aconselhasse mais nessa altura um ganho de qualidade na frente, com Carrillo, por exemplo. É verdade que mesmo assim Gonçalo Guedes teve nos pés o 2-0. O improvisado ponta-de-lança benfiquista ganhou a bola a Quaresma, que foi fugindo a sucessivos desarmes desde o meio-campo até ser batido à entrada da área, mas depois, isolado frente a Tolga Zengin, não evitou que o guarda-redes turco desviasse o remate com o pé. Esse acabou por ser o lance decisivo do jogo. Antes do final, o Benfica ainda substituiu Fejsa por Celis. E já tinha José Gomes na linha lateral, pronto para entrar e para se tornar o mais jovem de sempre a jogar pelo clube nas provas europeias, quando o médio colombiano meteu a mão a uma bola a uns seis ou sete metros da linha de área. Talisca apontou logo para o peito, a assumir que ia ser ele a bater o livre. E fê-lo de modo imparável, festejando efusivamente o golo que valeu o empate à sua nova equipa frente à que o emprestou.
2016-09-13
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Benfica e Sporting vão decidir o título de campeão nacional, na última jornada da Liga, sem Renato Sanches e Adrien Silva, os jogadores que são a alma dos respetivos meios-campos e que tão importantes foram na forma como as duas equipas aqui chegaram em condições de serem campeãs. Ninguém mereceria mais do que eles celebrar o título em campo mas, ocorra o que ocorrer no último dia, os patrões dos dois candidatos ao título terão de ficar a torcer por fora. E num dos casos – porque a Liga não pode ter dois campeões – vai ser “dia santo na loja”. Os jogos das duas equipas têm graus de dificuldade muito diferentes: o Benfica recebe o Nacional, enquanto que o Sporting visita o Sp. Braga. Mas festejará o final deste alucinante sprint quem souber ultrapassar melhor a ausência do coração do seu meio-campo. Renato Sanches foi fundamental na refundação do futebol do Benfica, dando à equipa a explosão de que ela necessitava para fazer a ligação do meio-campo a Jonas. Entrou na equipa quando o Benfica defendia o terceiro lugar face aos avanços do Sp. Braga e acabou por ajudar a carregá-la até esta situação privilegiada em que se encontra neste momento, com 19 vitórias nos últimos 20 jogos e a apenas mais uma do tricampeonato, pois lidera com dois pontos de avanço do Sporting. Ao mesmo tempo, Adrien foi um dos argumentos principais que o Sporting apresentou na época em que já garantiu a melhor pontuação da história e em que entra na última jornada em condições de ser campeão pela primeira vez desde 2007. O capitão dá ao meio-campo agressividade no momento da perda de bola, mas também a capacidade de aproximação à área em posse que lhe permite somar golos e assistências semana após semana. A verdade é que, mesmo sabendo-se que mais de metade do país preferirá contestar as arbitragens – e sim, o cartão amarelo a Adrien frente ao V. Setúbal é mal mostrado, da mesma forma que me parece injustificado o primeiro dos dois amarelos a Renato Sanches nos Barreiros –, os afastamentos dos dois jogadores têm a ver com aquilo que eles são neste momento. Pela forma agressiva como disputa cada duelo, Adrien é um jogador muito propenso aos amarelos. É, de longe, o elemento dos três grandes com mais cartões na Liga: soma 12, contra dez de Maxi Pereira, que é quem mais dele se aproxima, e nove de Eliseu, o benfiquista mais admoestado. Por sua vez, Renato Sanches é ainda um jovem bastante inexperiente, que não teve a necessária contenção depois de ter visto o primeiro amarelo e fez, minutos depois, uma falta que lhe valeu o segundo e podia bem ter deixado o Benfica em muito maus lençóis, tivesse o Marítimo condições para discutir o jogo. A culpa foi dos árbitros? Também. Mas a recusa em aceitar as próprias limitações é sempre um primeiro passo para adiar o crescimento. E nem Renato nem Adrien merecem isso. Em casa contra o Nacional, Rui Vitória não deverá ter muitas dúvidas na forma de formar o onze. Se tiver toda a gente em condições, será Talisca a substituir o jovem da Musgueira, até como forma de premiar o baiano pelo extraordinário golo de livre que marcou, a resolver definitivamente o jogo com o Marítimo – um golo semelhante ao que tinha feito ao Bayern, na Liga dos Campeões. Nestas circunstâncias, o treinador do Benfica não costuma inventar, antes acreditando muito na rotina que vai criando. Por sua vez, em Braga, contra uma equipa que até pode sentir a tentação de tirar o pé, a pensar na final da Taça de Portugal, mas que mesmo assim tem mais potencial e já criou muitas dificuldades ao Sporting – uma vitória na Taça e uma derrota tangencial na Liga, com 6-6 em golos no somatório dos dois jogos –, Jesus terá mais dúvidas para decidir. O grau de dificuldade do jogo sugeriria a aposta em Aquilani, que tem sido o substituto de Adrien em quase todas as ausências, mas o italiano não fez um minuto nas últimas quatro partidas e a boa prova de Gelson contra o V. Setúbal – dois golos – pode até aconselhar a sua manutenção em campo e a reentrada de João Mário para a zona central. É que a resposta usual de Jesus a momentos de dificuldade tem sido, este ano, meter mais gente na frente – e tem resultado. In Diário de Notícias, 09.05.2016
2016-05-09
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Último Passe

Nem a expulsão de Renato Sanches, ainda antes do fim da primeira parte e com o resultado em branco, travou a marcha triunfal do Benfica, que ganhou por 2-0 ao Marítimo nos Barreiros e vai entrar na última jornada como favorito para fazer a festa do tricampeonato: bastar-lhe-á vencer o Nacional na Luz. Mitroglou e Talisca marcaram os golos da vitória na Madeira, mas Jonas (primeiro) e Jiménez (já perto do final) ainda acertaram por duas vezes nos ferros da baliza de Salin. Tudo num jogo em que o Marítimo foi sempre muito tímido do ponto de vista ofensivo e incapaz de parar as tabelas adversárias no espaço interior quando lhe tocava defender e em que o Benfica terá feito a melhor exibição das últimas semanas. O melhor Marítimo, na verdade, viu-se de início. Nelo Vingada optou por um 4x4x2 em que os dois atacantes – Djoussé e Edgar Costa – procuravam sobretudo os corredores laterais, dando depois ordem aos jogadores de meio-campo para preencherem o espaço interior, mas isso só bloqueou o ataque do Benfica enquanto os homens da casa tiveram gás para correr mais que os visitantes. Mesmo sem Gaitán, que por lesão cedeu a vaga a Carcela, o Benfica soltava Renato nos corredores laterais, levando-o muitas vezes a surgir embalado frente aos laterais insulares, e isso chegava para causar a dúvida dos médios interiores: iam à procura dele ou ficavam a tapar o espaço predileto de Jonas? Fosse como fosse, a partir dos 25’ o Benfica desfez o equilíbrio que se verificara até então e teve, de imediato, várias situações para marcar. Jonas acertou no poste aos 29’, Carcela viu um defesa da casa tirar-lhe o golo sobre a linha aos 30’ e, dois minutos depois, foi a vez de Salin tirar o golo a Jonas, com uma defesa magistral, a ir buscar um cabeceamento que o brasileiro dirigira para o chão. E aí apareceu a expulsão de Renato, imprudente a fazer uma falta quando já tinha um amarelo. Com 0-0 e a jogar com menos um durante mais de meio jogo, o Benfica poderia ter um problema. Mas a equipa uniu-se e respondeu bem, mantendo-se sempre alta no terreno, recusando a tentação de baixar as linhas que poderia ter dado iniciativa ao Marítimo. E teve ainda três situações de perigo até ao intervalo: um remate de Carcela sobre a barra e duas finalizações desviadas de Mitroglou. Mesmo com um a mais, o Marítimo não conseguia tapar o espaço entre a linha defensiva e a de meio-campo nem chegar à frente com perigo: atacava quase sempre com poucos e por isso mesmo ficava à mercê do primeiro erro. Que inevitavelmente apareceu logo aos 48’. Alex Soares fez mal um corte e dessa forma isolou Mitroglou, que em boa posição deu de esquerda na bola, sem hipóteses para Salin. Só depois de uma longa interrupção para ser prestada assistência a Maurício é que Nelo Vingada chamou Dyego Souza, o ponta-de-lança de que a equipa precisava para regressar ao 4x3x3, mas a verdade é que nem assim o Marítimo deu a sensação de poder discutir o jogo. Antes de sair, totalmente esgotado, por estar a cumprir a missão dele e a de Renato Sanches, Jonas ainda viu Salin fazer mais uma excelente defesa a um remate seu que podia ter dado o 2-0 (aos 69’). E foi já com Samaris em vez de Jonas que Talisca (que entrara para o lugar de Carcela) arrumou a questão dos três pontos, marcando um livre semelhante ao que já batera Neuer, no empate frente ao Bayern, na Luz. Faltavam sete minutos (mais os dez de compensação, que ainda chegaram para que Jiménez, que substituiu Mitroglou, chutasse uma bola à barra), mas já nada tiraria esta vitória a um Benfica que soube unir-se no momento em que se viu reduzido a dez e terá, até, aproveitado a proximidade para mais um título para fazer a melhor exibição das últimas semanas.
2016-05-08
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O Benfica entra em campo para defrontar o V. Setúbal e, se quer manter a liderança da Liga, precisa de ganhar. Se o fizer, iguala a sua melhor série de jornadas seguidas com vitórias esta temporada: oito, conseguidas entre o empate frente ao U. Madeira, a 15 de Dezembro, e a derrota contra o FC Porto, a 12 de Fevereiro. E se prolongar a série vitoriosa até final da competição não só garante o tricampeonato como supera as melhores sequências dos seis anos de Jorge Jesus, que foram de onze jornadas consecutivas sempre a ganhar. De resto, desde 2004/05, o ano do título nacional com Trapattoni, que o Benfica não é campeão nacional sem uma série de pelo menos nove vitórias consecutivas . A última partida de campeonato que o Benfica não ganhou foi a correspondente à 22ª jornada, a tal derrota caseira com o FC Porto (1-2). Depois disso, venceu sempre: 3-1 em Paços de Ferreira, 2-0 ao U. Madeira, 1-0 ao Sporting em Alvalade, 4-1 ao Tondela, 1-0 ao Boavista no Bessa, 5-1 ao Sp. Braga e 2-1 à Académica em Coimbra. Ao todo, sete vitórias consecutivas, a uma da melhor série de jornadas sempre a ganhar estabelecida pela equipa de Rui Vitória. Após o empate frente ao U. Madeira na Choupana, a 15 de Dezembro, o Benfica ganhou oito jogos de campeonato consecutivos até à derrota caseira com o FC Porto: 3-1 ao Rio Ave, 1-0 em Guimarães, 6-0 ao Marítimo, 4-1 ao Nacional na Choupana, 2-1 no Estoril, 3-1 em Arouca, 4-1 no terreno do Moreirense e 5-0 ao Belenenses, no Restelo. Na situação em que está o campeonato, com os dois primeiros separados por apenas dois pontos e sem a garantia do direito ao erro, o melhor que a equipa do Benfica tem a fazer é pensar em ganhar não só ao V. Setúbal mas depois também os outros quatro jogos até final (as visitas a Rio Ave e Marítimo e as receções a V. Guimarães e Nacional). Se o fizer, supera as duas melhores marcas das equipas de Jorge Jesus, que nunca passaram das 11 vitórias seguidas: em 2010/11, o Benfica ganhou onze jogos seguidos entre uma derrota no Porto (0-5 com o FC Porto, a 7 de Novembro) e outra em Braga (1-2 com o Sp. Braga, a 6 de Março de 2011) e mesmo assim não foi campeão; em 2013/14, repetiu a proeza, ganhando onze jogos seguidos entre um empate com o Gil Vicente em Barcelos (1-1, a 1 de Fevereiro de 2014) e outro empate com o V. Setúbal em casa (1-1, a 4 de Maio), com a nuance de por alturas do segundo empate já ter assegurado matematicamente a conquista do título nacional. Aliás, para ser campeão, Jesus teve sempre de somar pelo menos nove jornadas seguidas a ganhar. Fê-lo em 2009/10 e em 2014/15, tendo em 2013/14 chegado às tais onze vitórias consecutivas.   O V. Setúbal não ganha há dez jogos, tendo apenas uma vitória em toda a segunda volta, que foi o 2-1 à Académica, em casa, a 22 de Janeiro. Depois disso, quatro empates e seis derrotas, com golos sofridos em todos os jogos. Aliás, a última baliza virgem da equipa sadina já data de 5 de Dezembro do ano passado, quando venceu o Belenenses no Restelo por 3-0. Contra o Benfica, uma semana depois, o Vitória iniciou a corrente série de 18 jogos sempre a sofrer golos.   A última vez que o Vitória esteve 18 jogos seguidos sempre a sofrer golos foi em 2010/11, altura em que após uma vitória por 1-0 frente ao Paços de Ferreira (de Rui Vitória), a 27 de Setembro de 2010, viu os adversários marcarem todos pelo menos uma vez até um empate a zero no terreno do Beira Mar, a 14 de Fevereiro de 2011. O 18º jogo dessa série foi em Setúbal, contra o Benfica, que na altura se impôs com golos de Gaitán e Jara.   O pior resultado que Rui Vitória, treinador do Benfica, tem nos três jogos que fez contra Quim Machado, técnico do V. Setúbal, é um empate a zero. Só o recebeu uma vez, em Guimarães, tendo o seu Vitória ganho ao Feirense de Machado por 1-0, com um golo do brasileiro Toscano. Antes disso, tinha-o visitado na Feira, mas ainda ao serviço do Paços de Ferreira: empatou sem golos, no jogo que marcou a despedida de Vitória da Mata Real, antes de assumir o comando da equipa de Guimarães. Já esta época, em Setúbal, o Benfica de Rui Vitória ganhou por 4-2 ao V. Setúbal de Quim Machado.   Em contrapartida, nunca Rui Vitória ganhou duas partidas seguidas ao V. Setúbal. Desde que chegou à I Divisão, para liderar o Paços de Ferreira, em 2010, o atual treinador do Benfica defrontou por 14 vezes os sadinos, com seis sucessos, um empate e sete derrotas. A única época em que ganhou por duas vezes ao V. Setúbal foi 2012/13, quando o seu V. Guimarães venceu as duas partidas da Liga (2-1 em casa e 3-2 fora), mas pelo meio registou um empate no Bonfim, para a Taça de Portugal (2-2). Aí, valeu-lhe o desempate por grandes penalidades para chegar à final, onde os vimaranenses ganharam… ao Benfica.   Quim Machado, treinador do V. Setúbal, perdeu os três jogos que fez contra o Benfica, dois dos quais ao serviço do Feirense. Contudo, a sua equipa marcou sempre golos. Na Luz, em Agosto de 2011, o seu Feirense esteve empatado até ao último quarto-de-hora (golos de Nolito e Rabiola), quando Cardozo e Bruno César marcaram para fazer o 3-1 final. Na Feira, em Janeiro de 2012, até esteve a ganhar (golo de Varela), mas viu depois o Benfica virar para 1-2, com um autogolo do mesmo Varela e um penalti de Cardozo. O jogo mais desequilibrado foi o desta época, em Setúbal, no qual o Benfica chegou cedo aos 3-0 (golos de Pizzi, Jonas e Mitroglou), tendo depois o Vitória amenizado para o 2-4 final (marcaram Vasco Costa, Suk, tendo o guardião sadino Ricardo feito um autogolo).   Raul Jiménez marcou nos últimos dois jogos do Benfica: fez o golo da vitória contra a Académica em Coimbra (2-1) e obteve o primeiro no empate com o Bayern na Luz (2-2). Foi a segunda vez esta época que o mexicano marcou golos em dois jogos consecutivos, depois de ter marcado ao Rio Ave e ao Nacional (na Taça da Liga) em Dezembro. Para lhe encontrar uma série de três jogos seguidos sempre a marcar é preciso recuar a Setembro de 2013, quando ainda representava o America.   Kostas Mitroglou, por sua vez, marcou nas duas últimas jornadas do campeonato. Pertenceu-lhe sempre o primeiro golo do Benfica nas vitórias frente ao Sp. Braga (5-1) e à Académica (2-1). O grego está ainda longe do seu melhor desta época, que foram as sete jornadas seguidas sempre a marcar, a Nacional, Estoril, Arouca, Moreirense, Belenenses, FC Porto e Paços de Ferreira.   O V. Setúbal não ganha ao Benfica desde 31 de Outubro de 2007, quando se impôs no Bonfim em partida da Taça da Liga, por 2-1, e de virada, com golos de Matheus e Edinho, depois de Freddy Adu ter aberto o ativo de penalti para os encarnados. Desde essa data, em 18 jogos, o melhor que os sadinos conseguiram forma quatro empates, dois deles na Luz: 2-2 em Dezembro de 2008 e 1-1 em Maio de 2014. De resto, 14 vitórias do Benfica, algumas delas com score bem largo, como os 8-1 de Agosto de 2009.   As duas últimas visitas do V. Setúbal à Luz acabaram com o mesmo resultado: 3-0. E foram separadas por apenas quatro dias. Talisca, Pizzi (ambos de penalti) marcaram a 11 de Fevereiro de 2015, em jogo da Taça da Liga; Jardel e Lima (este bisou) imitaram-nos a 15 de Fevereiro, em jogo a valer para o campeonato.   Talisca é o melhor marcador do atual plantel do Benfica em jogos com o V. Setúbal: fez quatro golos. Além do que marcou nos 3-0 para a Taça da Liga, em Fevereiro de 2015, assinou um hat-trick nos 5-0 com que o Benfica se impôs no Bonfim em Setembro de 2014. Em contrapartida, do atual plantel do V. Setúbal, só Vasco Costa marcou aos encarnados com a camisola listada: fê-lo na derrota por 4-2 da primeira volta, na qual o outro golo sadino foi apontado por Suk, entretanto transferido para o FC Porto.
2016-04-18
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Último Passe

O Benfica vendeu cara a eliminação da Liga dos Campeões, forçando o Bayern Munique a um empate na Luz (2-2) que se justificou plenamente, face ao que as duas equipas fizeram em campo, e chegando a lançar a dúvida sobre o destino da eliminatória, ao adiantar-se no marcador antes da meia-hora, com um cabeceamento de Jiménez. O Bayern tem outros argumentos, tanto ao nível das individualidades como no plano tático, chegou rapidamente ao empate e até à vantagem, mas Pep Guardiola chegou a irritar-se com os seus jogadores no banco pela forma como estes permitiram que os encarnados colocassem a passagem às meias-finais em dúvida. Rui Vitória já sabia que não ia ter Jonas, que estava castigado, devido ao amarelo que viu em Munique. No dia do jogo ficou a saber também que não poderia contar com Mitroglou e Gaitán, as suas duas outras principais armas ofensivas, que se ressentiram de lesões contraídas em Coimbra, no sábado. Armou a equipa em 4x2x3x1, com Jiménez na frente, apoiado por um Pizzi que não está a viver uma fase particularmente fulgurante, e com Salvio e Carcela nas alas. Provavelmente sabendo que o Benfica ia apresentar três médios, Guardiola abdicou de um dos pontas-de-lança (no caso Lewandowski), fazendo jogar Müller sozinho em cunha, com Douglas de um lado e Ribery do outro, igualando a batalha a meio-campo com a junção de Xabi Alonso a Tiago Alcântara e Vidal. E apesar de um início forte do Benfica, aos 5’ o Bayern congelou o jogo com o seu futebol de posse e variação constante de flancos. Lahm, pela forma como aparecia sempre a aproveitar as manobras de diversão de Douglas Costa, era o principal causador de perigo para Ederson, como se viu no modo como descobriu Lahm (19’) para um volei que este fez passar rente ao poste, ou como esteve na base do lance em que Tiago Alcântara solicitou o cabeceamento de Vidal, para defesa de Ederson (22’). Só que aí o Benfica marcou. A pressão do Bayern a meio-campo falhou, a equipa portuguesa fez a bola chegar a Eliseu, que tinha espaço para correr na esquerda. Rui Vitória percebeu o que aí vinha e correu a incentivar Eliseu, que galgou campo e cruzou para Jiménez, que ganhou o sprint aos dois centrais do Bayern e aproveitou a saída sem sentido de Neuer para cabecear para o 1-0. Eliminatória igualada aos 27’, portanto. O jogo convidava à contemporização, mas três minutos depois Salvio ganhou uma bola na direita e cruzou rasteiro para uma falha de Alonso no corte e um remate fraco de Jiménez, que teve tempo e espaço para fazer mais do que entregar a bola a Neuer. Ora se o Benfica não marcou foi o Bayern que o fez, logo aos 38’, num belo lance de envolvimento na direita que terminou com cruzamento de Lahm. Ederson ainda afastou, mas aí os médios do Benfica foram batidos pela sua própria sofreguidão: acorreram à área, onde o Bayern não tinha assim tanta gente, e deixaram a meia-lua à mercê de Vidal, que fez o golo de primeira. Com 1-1, a eliminatória não ficava sentenciada -o Benfica voltava a precisar de dois golos. Mas o que a equipa sentiu foi que a montanha à sua frente tinha ficado repentinamente inultrapassável, de tão íngreme, tendo perdido concentração e permitido mais espaço às trocas de bola do Bayern. O problema, de resto, não se resolveu após o intervalo, pois foi outra vez o Bayern quem entrou melhor. E aproveitando uma desconcentração global na zona defensiva do Benfica após um canto da esquerda, o Bayern fez o 2-1, aos 52’, por Müller, o único a acorrer a uma primeira bola ganha por Javi Martínez nos ares. Foi o pior período do Benfica no jogo. Ederson teve de se esforçar para impedir o 1-3 logo aos 55’, num contra-ataque, e viu depois Douglas Costa chutar ao poste, aos 60’. Rui Vitória trocou então Pizzi por Gonçalo Guedes, procurando ganhar velocidade no corredor central, e o jovem extremo foi providencial na forma como o Benfica regressou ao jogo: travado em falta por Javi Martínez, após uma arrancada da direita para o meio, deu a Talisca – que entretanto substituíra Salvio – a possibilidade de, num livre magistral, estabelecer o empate. O golo acordou o público e a equipa do Benfica, mas só faltavam 14 minutos para o final da partida. Rui Vitória, expulso do banco por protestos, viu da bancada como o Benfica, já em 4x2x4, com Jovic a juntar-se ao ataque e Carcela a fazer de defesa-esquerdo improvisado, tentou impor ao Bayern uma derrota que talvez os alemães não merecessem. Valeu a tentativa, prova de caráter de uma equipa que fez das tripas coração para estar entre as maiores da Europa e não sai envergonhada da tentativa. Com a certeza de que para o ano haverá mais.
2016-04-13
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Último Passe

A primeira vitória de uma equipa portuguesa contra o Zenit no Petrovskyi, obtida nos últimos minutos de jogo pelo Benfica (2-1), foi a melhor resposta à tentação resultadista em que, a dada altura, ambas as equipas caíram. Tinha-o feito o Benfica no início da segunda parte, ao baixar as linhas e reduzir a intensidade depois de 45 minutos em que foi sempre capaz de dividir o jogo com os russos, e também o fez o Zenit depois do golo de Hulk, apostando num ritmo mais pausado e na espera por um prolongamento que acabou por não chegar, fruto do empate de Gaitán e, depois, do golo da vitória, marcado no último segundo do jogo por Talisca. O resultado da décima vitória seguida dos encarnados fora de casa foi o justo apuramento para os quartos-de-final da Liga dos Campeões. Afinal, só durante 25 dos 180 minutos da eliminatória os russos justificaram os milhões de que é composto o seu plantel. Rui Vitória fez o onze que se impunha, mexendo só no que tinha mesmo de mexer, por força das ausências de Júlio César, André Almeida e Jardel. Baixou Samaris para central, chamou Fejsa e Nelson Semedo a um onze onde se mantinha Ederson. E o início do jogo foi bom para a equipa portuguesa, que durante toda a primeira parte foi capaz de dividir a iniciativa com os russos. Jonas tinha bola no meio-campo adversário, o meio-campo conseguia manobrar à vontade e a equipa até reagia sempre bem à perda de bola, com uma pressão intensa que impedia as transições ofensivas rápidas ao Zenit. Conseguia o Benfica levar o Zenit para onde queria, impedindo os russos de entrar em contra-ataque e forçando-os a um ataque organizado onde, até por imposições táticas – Witsel e Maurício, por exemplo, nunca saíam da sua área de ação – a equipa de Villas-Boas não é tão forte. Daí que o primeiro tempo se tenha concluído com uma igualdade nos remates e até nas ocasiões de golo. A segunda parte, porém, trouxe um Zenit muito mais ofensivo. E, seja por ter deixado de conseguir sair ou porque abdicou de o fazer, o Benfica pareceu preocupar-se demasiado cedo com a proteção da sua baliza. É certo que na primeira parte tinha tido alguns problemas com o controlo da largura defensiva, permitindo por vezes que os laterais do Zenit aparecessem em boa posição, mas o que saiu desta maior contenção encarnada foram os tais 25 minutos de superioridade clara dos russos, a culminar no golo que Zhirkov ofereceu a Hulk. Faltavam 21 minutos para o jogo acabar e, quando qualquer equipa de sangue quente partiria para cima do adversário, para ganhar vantagem, o que o Zenit fez foi congelar o jogo, à espera de um erro do Benfica ou do prolongamento. E, apesar da reação do Benfica, que voltou a dividir o jogo com os russos, era para aí que o jogo se dirigia quando, num momento de espontaneidade, a cinco minutos do final, Raul Jiménez arrancou um remate de fora da área, Lodygin desviou-o para a barra e Gaitán foi mais rápido que Lombaerts a acorrer à recarga. O golo de Gaitán matou o Zenit, que não conseguiu sequer voltar a organizar-se no período de jogo que faltava. E disso se aproveitou o Benfica, que no último dos cinco minutos de desconto dados pelo árbitro, ainda fez o 2-1, através de Talisca. A vitória no jogo, a décima seguida do Benfica em jogos fora de casa, igualando o recorde da equipa de Jimmy Hagan em 1972/73, talvez tenha sido um presente demasiado generoso – o que as equipas fizeram no campo apontava mais para um empate. Mas a honra de figurar entre as oito equipas que em Abril vão discutir os quartos-de-final da Liga dos Campeões, essa, o Benfica mereceu-a inteiramente.
2016-03-09
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Kostas Mitroglou marcou golos nas últimas seis jornadas da Liga, o que é um recorde desta época e a melhor marca da Liga portuguesa desde 2012/13, época em que o portista Jackson Martínez chegou às sete rondas seguidas a marcar. Se marcar ao Paços de Ferreira, o grego pode igualá-lo, bem como a Óscar Cardozo, que tinha sido o último a marcar em sete jornadas seguidas com a camisola do Benfica, em 2011/12. Na verdade, há 15 anos que ninguém consegue melhor – o último a chegar às oito jornadas seguidas a marcar foi Pena, em 2000/01. Mitroglou começou a saga na 17ª jornada, entrando a 18 minutos do fim para fazer um golo na vitória do Benfica por 4-1. Na 18ª já subiu ao relvado logo no início da segunda parte, participando igualmente com um golo na vitória encarnada sobre o Estoril (2-1). Na 19ª ronda já foi titular, marcando mais um golo nos 3-1 em casa ao Arouca. Depois disso, voltou a ser titular e a fazer um golo nos 4-1 com que o Benfica ganhou fora de casa ao Moreirense, na 20ª jornada. O hat-trick que conseguiu marcar ao Belenenses, nos 5-0 com que os encarnados venceram no Restelo, na 21ª jornada, aumentou a série de jogos a marcar para cinco, sendo os seis atingidos com o golo ao FC Porto, ainda que na derrota do Benfica (1-2), na Luz. Ao marcar em seis jornadas seguidas, Mitroglou estabeleceu um novo recorde da presente edição da Liga, na qual o máximo anterior pertencia ao sportinguista Slimani, que marcara em cinco rondas consecutivas. E tem agora a hipótese de chegar a uma série goleadora que ninguém obtinha desde 2012/13, quando o portista Jackson Martínez marcou oito golos em sete jogos, entre as jornadas 2 e 8 da Liga. Ficou em branco ao oitavo jogo, uma vitória do FC Porto frente à Académica (2-1). Aliás, a maldição do oitavo jogo tem atacado todos os grandes goleadores do campeonato português. O zero no jogo oito da sequência já afetou Cardozo em 2011/12 (oito golos em sete jogos, entre as jornadas 12 e 18, e depois nenhum na derrota do Benfica em Guimarães, à 19ª), Lima na mesma época (dez golos em sete jogos, entre a 18ª e a 24ª jornada, e depois nenhum na derrota do Sp. Braga na Luz, à 25ª), Jardel em 2001/02 (onze golos em sete jogos entre as jornadas 10 e 16 e depois nenhum na vitória do Sporting em Aveiro frente ao Beira Mar, na 17ª) e Derlei nessa mesma época (dez golos em sete jogos, entre a 14ª e a 20ª jornada, e depois nenhum na 21ª, na derrota da U. Leiria frente ao Sporting). O último a conseguir marcar em oito jornadas seguidas na Liga portuguesa foi, assim, o brasileiro Pena, que o FC Porto contratou em 2000, depois de transferir Jardel para o Galatasaray. Pena, aliás, não parou sequer ao nono jogo: teve uma entrada de rompante no futebol português, estreando-se à terceira jornada com um bis ao Paços de Ferreira, e foi marcando sempre até à 11ª. Nesses nove jogos seguidos fez 13 golos, ficando pela primeira vez em branco na vitória do FC Porto no terreno do Desp. Aves, por 1-0, a 19 de Novembro de 2000. Até final da época só fez mais nove golos, mas o acumulado permitiu-lhe ser o melhor marcador da Liga.   Jorge Simão, jovem treinador do Paços de Ferreira, nunca pontuou frente ao Benfica. Quando ainda comandava o Belenenses, perdeu com os encarnados em casa, por 2-0, na Liga passada. E esta época já levou o Paços a ser batido na Luz, por 3-0. Dois aspetos em comum aos dois jogos: a equipa de Simão nunca fez um golo e em ambos Jonas bisou pelo Benfica.   Rui Vitória, por sua vez, tem história no Paços de Ferreira, equipa que comandou em 2010/11 e no início de 2011/12, quando foi chamado a orientar o V. Guimarães. Desde que saiu da Mata Real, ganhou apenas quatro dos nove jogos contra os pacenses, dois dos quais fora de casa, empatando três e perdendo dois. Em todos os jogos a equipa de Rui Vitória (oito vezes o V. Guimarães e uma vez o Benfica) marcou golos.   O Benfica vem com sete vitórias seguidas fora de casa, tendo ganho todas as deslocações (em todas as provas) desde o empate na Choupana com o U. Madeira, a 15 de Dezembro. Pelo caminho ficaram V. Guimarães (1-0), Nacional (4-1), Estoril (2-1), Oriental (1-0), Moreirense (6-1 e 4-1) e Belenenses (5-0).   O Paços de Ferreira, por sua vez, vem com sete jogos seguidos sem conhecer a vitória, três deles em casa. Desde que ganhou na Capital do Móvel ao V. Setúbal, por 2-1, a 11 de Janeiro, a equipa de Jorge Simão empatou fora com Académica e Arouca (ambos 1-1), perdeu em casa com Sporting (1-3) e Portimonense (2-3), empatou fora com o Arouca (2-2), perdeu em casa com o Boavista (1-0) e empatou no terreno do Rio Ave (1-1).   As três derrotas seguidas do Paços de Ferreira em casa (1-3 com o Sporting na Liga, 2-3 com o Portimonense na Taça da Liga e 0-1 com o Boavista na Liga) igualam a pior série da época passada. Na altura, a equipa pacense foi sucessivamente batida por Famalicão (1-2, na Taça de Portugal), Rio Ave (1-2, Liga) e Nacional (2-3, Liga) reagindo precisamente no jogo com o Benfica para a Liga, que ganhou por 1-0.   Fejsa jogou pela primeira vez com a camisola do Benfica contra o Paços de Ferreira. Foi a 14 de Setembro de 2013 que Jorge Jesus o lançou, ainda na primeira parte, no lugar de Ruben Amorim. O Benfica já ganhava por 2-0 e acabou por vencer esse jogo por 3-1. Se recuperasse de lesão a tempo de defrontar os pacenses, o sérvio poderia fazer contra o mesmo adversário a 50ª partida pelos encarnados.   Talisca já tinha jogado pelo Benfica na Supertaça, mas estreou-se na Liga a defrontar o Paços de Ferreira, em partida da primeira jornada da época passada, a 17 de Agosto de 2014. Foi titular na vitória por 2-0, tendo saído aos 74 minutos, já com o jogo muito bem encaminhado. Esse foi também o jogo de estreia na Liga portuguesa de Rafael Defendi, o guarda-redes brasileiro do Paços.   Bruno Moreira, avançado do Paços de Ferreira, já marcou esta época ao Sporting e ao FC Porto. Nos joros em que marcou aos grandes, porém, o Paços perdeu: 1-2 com o FC Porto no Dragão e 1-3 com o Sporting na Mata Real.   O Paços de Ferreira interrompeu a 26 de Janeiro do ano passado uma série de nove vitórias consecutivas do Benfica na Mata Real, ganhando aos encarnados por 1-0, com um golo de penalti de Sérgio Oliveira, no último minuto. Antes desse jogo, a última vez que o Benfica não tinha ganho ali fora em Setembro de 2006, quando as duas equipas empataram a uma bola, com um golo de Katsouranis para os lisboetas e outro de João Paulo, já nos descontos, para os donos da casa.   Entre esses dois jogos, o Paços de Ferreira ainda empatou uma vez na Luz, a uma bola, na meia-final da Taça de Portugal de 2012/13 (marcaram Cardozo e Cícero), mas tal aconteceu quando o Benfica já tinha vencido a primeira mão, no Estádio Capital do Móvel, por 2-0. A superioridade encarnada neste duelo é esmagadora nos últimos anos: o Benfica ganhou 18 dos últimos 20 jogos entre ambos, empatando um e perdendo outro.
2016-02-19
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O Benfica vem com uma série de nove vitórias consecutivas desde o empate a zero com o U. Madeira na Choupana, a 15 de Dezembro. A equipa de Rui Vitória vai tentar, em Moreira de Cónegos, frente ao Moreirense, o décimo sucesso de enfiada, mas mesmo que o consiga ainda ficará longe da melhor sequência de jogos em seis anos com Jorge Jesus, que foram 18 vitórias seguidas, entre Dezembro de 2010 e Março de 2011. Após o empate com o U. Madeira, que deixou o Benfica a sete pontos do Sporting, já então líder da classificação, o Benfica encetou a recuperação que lhe permitiu reduzir a desvantagem e colocar-se no segundo lugar, tendo ainda conseguido qualificar-se para as meias-finais da Taça da Liga. Para tal, teve de vencer nove jogos consecutivos, a melhor série de uma equipa portuguesa esta época, pois o Sporting não passou das sete vitórias consecutivas e o FC Porto das quatro. Os encarnados começaram esta série batendo o Rio Ave por 3-1, prosseguiram-na ganhando ao Nacional por 1-0 e ao V. Guimarães pelo mesmo score, continuaram com um 6-0 ao Marítimo, um 4-1 ao Nacional e um 2-1 ao Estoril, voltaram a vencer por 1-0 quando defrontaram o Oriental, tendo ainda batido o Arouca por 3-1 e este mesmo Moreirense por 6-1. As nove vitórias seguidas já superam qualquer série do Benfica de 2014/15 e ficam a apenas um sucesso do melhor que a equipa fez em 2013/14, quando ganhou dez jogos seguidos entre um empate frente ao Gil Vicente (1-1, em início de Fevereiro de 2014) e outro empate contra o Tottenham (2-2, em finais de Março). Mas se em 2011/12 o Benfica conseguira onze vitórias consecutivas (entre as derrotas com o Marítimo, em Dezembro de 2011, e com o Zenit, em Fevereiro de 2012), a melhor série dos últimos anos é bem mais longa. Foram as 18 vitórias seguidas que a equipa obteve entre uma derrota contra o Schalke na Luz, a 7 de Dezembro de 2010, e outra contra o Sp. Braga, na Pedreira, a 6 de Março de 2011. Para lá chegar, a este Benfica ainda lhe faltam mais oito vitórias sem vacilar. Uma série que, a concretizar-se, passaria pelas receções ao FC Porto e ao Zenit, pela meia-final da Taça da Liga, contra o Sp. Braga, e se concluiria em Alvalade, contra o Sporting, já em Março.   - Miguel Leal, treinador do Moreirense, perdeu os sete jogos que fez contra o Benfica. Aos dois desta época (3-2 na Luz para a Liga e 6-1 em Moreira de Cónegos para a Taça da Liga) juntam-se ainda os dois da Liga anterior (3-1 na Luz e em Moreira de Cónegos), mais três em competições a eliminar: 4-1 e 2-0 com o Moreirense para a Taça de Portugal e a Taça da Liga da época passada e ainda um 0-1 com o Penafiel para a Taça de Portugal de há dois anos.   - O mexicano Raul Jiménez marcou golos nos dois jogos entre Moreirense e Benfica esta época: fez, a 15’ do fim, o golo do empate a uma bola na Luz, em Agosto, no jogo que os encarnados acabaram por ganhar por 3-2 e, ainda na primeira parte, marcou o quarto da goleada por 6-1 em Moreira de Cónegos, para a Taça da Liga, na terça-feira passada.   - Iuri Medeiros, o autor do golo do Moreirense ao Benfica, na terça-feira passada, no jogo da Taça da Liga, já tinha esta época marcado ao FC Porto, no empate a duas bolas que os dragões cederam em Moreira de Cónegos. E o golo de terça-feira não foi o primeiro do açoriano ao Benfica, uma vez que já tinha batido Júlio César da época passada, ainda ao serviço do Arouca, numa derrota por 3-1 em casa.   - Por sua vez, Talisca marcou nos últimos dois jogos do Benfica fora de casa: fez um hat-trick ao Moreirense (nos 6-1 de terça-feira) e marcou o tento solitário da vitória no Carlos Salema, frente ao Oriental, ambos para a Taça da Liga.   - Mitroglou fez golos nas últimas três jornadas de campeonato, não ficando em branco em jogos da Liga desde a goleada que o Benfica infligiu ao Marítimo (6-0, a 6 de Janeiro). Desde aí, marcou o quarto nos 4-1 ao Nacional na Choupana, o primeiro na reviravolta frente ao Estoril (2-1) e o segundo nos 3-1 ao Arouca, na Luz.   - Rafael Martins, por sua vez, marcou nas últimas três partidas que o Moreirense fez em casa para o campeonato: bisou nos 2-0 ao Nacional e fez um golo em cada uma das derrotas contra o V. Guimarães (3-4) e o Estoril (1-3). Curioso que o brasileiro também marcou o golo com que o Moreirense abriu o score na derrota por 3-2 contra o Benfica na Luz.   - O Moreirense perdeu os últimos dois jogos que fez em casa, pois antes dos 6-1 com que foi batido pelo Benfica na Taça da Liga tinha perdido por 3-1 com o Estoril, em partida de campeonato. Aliás, desde o Natal que os cónegos não ganham um jogo no seu estádio. Após os 2-0 ao Nacional, a 20 de Dezembro, perderam por 4-3 com o V. Guimarães e empataram a zero com o mesmo Nacional, mas em partida da Taça da Liga.   -O médio Vítor Gomes, do Moreirense, estreou-se na Liga contra o Benfica, lançado por João Eusébio numa derrota do Rio Ave frente aos encarnados em Vila do Conde, a 19 de Março de 2006.   - O Benfica venceu os últimos oito confrontos com o Moreirense, todos desde o empate a uma bola em Dezembro de 2012, para a Taça da Liga, no Minho. Em seis das últimas sete vitórias dos encarnados, porém, o Moreirense também marcou golos, tendo ficado apenas em branco nos 2-0 para a Taça da Liga, em Janeiro do ano passado. Contudo, em 17 jogos entre as duas equipas, o Moreirense nunca ganhou ao Benfica, tendo obtido apenas três empates, dois deles na Luz.   - Curioso é que nas últimas quatro vezes que estas duas equipas se defrontaram na Liga, o Benfica marcou sempre três golos e ganhou os quatro jogos (três vezes por 3-1 e uma por 3-2), mas foi sempre o Moreirense a marcar primeiro. Fê-lo Vinicius na Luz no encerramento do campeonato de 2012/13 (respondeu o Benfica por Cardozo e com um bis de Lima), repetiu-o João Pedro nas duas partidas da época passada (Eliseu, Maxi e Lima responderam pelos encarnados na Luz; Luisão, Eliseu e Jonas fizeram-no em Moreira de Cónegos), e por fim fê-lo Rafael Martins nos 3-2 da Luz em Agosto (tendo Jiménez, Samaris e Jonas marcado pelo Benfica e Cardozo pelos minhotos).
2016-01-31
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Sempre que defrontou o Estoril, Jonas, o jogador mais em forma no Benfica, bisou. Aconteceu nos 6-0 de Fevereiro e nos 4-0 de Agosto, sempre na Luz. Aliás, nos últimos três confrontos entre Benfica e Estoril houve sempre um benfiquista a bisar: antes de Jonas tal já acontecera a Talisca, autor de dois golos nos 3-2 com que os encarnados ganharam na Amoreira, em Setembro de 2014. Se Jonas é o maior candidato a manter a tradição, é verdade também que há outra, recente, a jogar contra ele: esta época, depois de dois jogos com golos, tem aparecido sempre um zero na sua conta pessoal. Jonas segue, neste momento, para mais uma tentativa de alinhar os tais três jogos seguidos a fazer golos. Em Agosto e Setembro, marcou ao Moreirense (3-2) e bisou ao Belenenses (6-0), mas depois ficou em branco nos 2-0 ao Astana. Depois, em Outubro e Novembro, marcou a Tondela (4-0) e Galatasaray (2-1), ficando a zero na receção ao Boavista (2-0) que completaria a trilogia. Vai agora para a terceira tentativa da época de alinhar três jogos seguidos com golos, depois de ter bisado nos 6-0 ao Marítimo e feito o segundo hat-trick da sua carreira benfiquista nos 4-1 ao Nacional, naquele que indiscutivelmente é o seu melhor momento da época. A última vez que Jonas marcou em três jogos seguidos foi ainda na época anterior. Foi em Abril que o brasileiro alinhou mesmo três bis consecutivos nos jogos com o Nacional (3-1), Académica (5-1) e Belenenses (2-0). Travou, aí, ao quarto jogo, o empate a zero com o FC Porto que, no entanto, servia perfeitamente os propósitos dos encarnados na corrida para o título.   - O Benfica segue na melhor série de resultados da época, pois ganhou os últimos cinco jogos: 3-1 ao Rio Ave, 1-0 ao Nacional, 1-0 ao V. Guimarães, 6-0 ao Marítimo e 4-1 ao Nacional.  Procura a sexta vitória consecutiva depois do empate a zero com o U. Madeira, série que não consegue desde Fevereiro e Março, quando bateu sucessivamente V. Setúbal (duas vezes por 3-0), Moreirense (3-1), Estoril (6-0), Arouca (3-1) e Sp. Braga (2-0). Encalhou a 21 de Março na visita ao Rio Ave, que perdeu por 2-1.   - O Estoril vem de ser afastado da Taça de Portugal, devido à derrota por 3-0 frente ao Rio Ave em Vila do Conde, mas interrompeu na última jornada uma série horrível de resultados na Liga, ao bater em casa o Belenenses por 2-0. Antes disso tinham sido dez jornadas seguidas sem ganhar, a pior série dos canarinhos desde 1993/94, quando não conheceram a vitória durante 13 jornadas seguidas e acabaram por descer de divisão.   - Leo Bonatini fez golos em seis dos últimos sete resultados úteis do Estoril, só tendo mesmo falhado na partida com o Caldas, mas porque não a jogou. De resto, marcou nos empates (1-1) com a Académica, o Nacional, o Boavista e o Marítimo e nas vitórias sobre o Penafiel (1-0) e o Belenenses (2-0). Com exceção da vitória por 1-0 sobre o Caldas, na Taça de Portugal, o Estoril não evita a derrota sem golos de Bonatini desde o empate com o Rio Ave (2-2), a 24 de Outubro.   - Kieszek pode fazer a 50ª partida na baliza do Estoril. A estreia foi em Eindhoven, contra o PSV (na derrota por 1-0, na Liga Europa, em Setembro de 2014) e até hoje o polaco alinhou em 41 jogos da Liga portuguesa, quatro da Taça de Portugal, três da Liga Europa e um da Taça da Liga.   - O Benfica ganhou todos os jogos que fez com o Estoril desde o fatídico empate a uma bola, na Luz, em Maio de 2013, que abriu caminho à perda da Liga, com a derrota no Dragão frente ao FC Porto na jornada seguinte. Esse jogo acabou empatado a uma bola (Jefferson para o Estoril e Maxi Pereira para o Benfica), mas desde então o Benfica venceu os canarinhos por cinco vezes, as duas últimas por margem ampla: 6-0 e 4-0, em casa.   - Fabiano Soares tem um registo muito negativo tanto no confronto com o Benfica como com Rui Vitória. Com o Benfica, em dois jogos, o seu Estoril soma duas derrotas e um score global de 0-10 (0-6 na época passada e 0-4 já nesta temporada, sempre na Luz). Contra Vitória, além dos 0-4 da jornada inaugural deste campeonato, há uma primeira derrota, em Maio, frente ao V. Guimarães, no Minho, por 2-0.   - Na Amoreira, o Benfica também ganhou as últimas cinco partidas, não deixando ali pontos desde Maio de 1993. Também esse empate (a zero) foi fatal para as aspirações encarnadas ao título, pois permitiu que o FC Porto aumentasse a distância para dois pontos, a uma jornada do final. Desde então, os encarnados ganharam sempre, duas vezes por mais de um golo de diferença: 3-0 em Fevereiro de 1994 e 3-1 em Janeiro de 2013.   - Na verdade, há quase 40 anos que o Estoril não ganha ao Benfica. A última vitória aconteceu em Junho de 1977, numa competição chamada Taça FPF que só se jogou nessa época de forma a encher o calendário após o final o campeonato. Os estorilistas impuseram-se nesse jogo por 3-2. No campeonato, não ganham desde Novembro de 1950, quando bateram os encarnados no Campo Grande pelo mesmo resultado: 3-2.   - O Benfica nunca perdeu na Liga com Vasco Santos a apitar. O pior que lhe aconteceu foi empatar três vezes em 13 partidas, a última das quais no terreno do Olhanense, no final da época de 2010/11. Já o Estoril só perdeu uma vez com o juiz do Porto e foi precisamente contra o Benfica: 3-2 na Amoreira, em 2014/15. Além disso, este foi o árbitro da vitória recente do Estoril no Dragão, frente ao FC Porto.
2016-01-15
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O Benfica-Rio Ave é um daqueles jogos que cheira a golos. Porque, além de ter o melhor ataque da Liga, com 31 tentos obtidos, o Benfica é a equipa que mais golos fez no seu estádio: 21. E do outro lado está o Rio Ave, que tem o melhor ataque da Liga na condição de visitante, com 13 golos, tantos como o FC Porto. Para o Benfica, fazer golos neste jogo é primordial, fundamentalmente porque precisará de pelo menos um para ganhar e somar três pontos, mas também para evitar um quinto zero ofensivo nesta Liga. É que a equipa de Rui Vitória já ficou em branco contra Arouca (0-1), FC Porto (0-1), Sporting (0-3) e U. Madeira (0-0). Marcar ao Rio Ave servirá para evitar um quinto jogo sem golos no mesmo campeonato, algo que os encarnados não conhecem desde 2008/09, antes da chegada de Jorge Jesus à Luz. Como a equipa vem precisamente de um nulo contra o U. Madeira na Choupana torna-se igualmente importante marcar para evitar um segundo jogo seguido a zeros, o que não lhe acontece desde Fevereiro de 2012, quando perdeu com o V. Guimarães no Minho (0-1) e empatou com a Académica em Coimbra (0-0). Do outro lado, o Rio Ave também confiará mais na capacidade para fazer golos do que para os evitar. É que o Benfica marcou golos ao Rio Ave nos últimos 14 jogos entre ambos na Luz, não ficando em branco desde um empate a zero em Maio de 1997, eram Manuel José e Carlos Brito os treinadores das duas equipas. Além disso, o Rio Ave possui o melhor ataque da Liga em jogos fora de casa, com 13 golos marcados, tantos como o FC Porto e mais um que Sporting e V. Setúbal. Os vila-condenses marcaram em todos os jogos que fizeram na condição de visitantes, tendo-o feito por três vezes em Paços de Ferreira (3-0) e no Restelo contra o Belenenses (3-3). A última deslocação em que o Rio Ave ficou em branco já data de Maio: um 4-0 encaixado na visita ao Marítimo.   - Pedro Martins já ganhou três vezes ao Benfica, uma delas na Taça de Portugal, ainda ao serviço do Marítimo, mas nunca conseguiu sequer arrancar um ponto no Estádio da Luz, onde soma por derrotas os sete jogos efetuados e não marca um golo há pouco mais de três anos: desde que Rodrigo António abriu o marcador num desaire por 4-1, a 15 de Dezembro de 2012.   - Além disso, só por uma vez uma equipa de Pedro Martins ganhou a uma equipa de Rui Vitória na condição de visitante. Foi em Janeiro de 2012, em partida da Taça da Liga, que o Marítimo venceu em Guimarães por 2-0, com golos de Tchô e Danilo Dias.   -Os benfiquistas Ederson e Sílvio já jogaram no Rio Ave. O lateral até se estreou na Liga pelos vila-condenses, num jogo contra o Benfica: foi lançado por João Eusébio no empate (1-1) no Estádio dos Arcos, a 24 de Agosto de 2009. Do lado do Rio Ave também está um ex-benfiquista: Roderick foi formado nos encarnados e por lá esteve até 2013.   - Talisca, auto do golo da vitória do Benfica sobre o Rio Ave na Luz, na época passada (1-0), fez o primeiro jogo oficial pelos encarnados contra o adversário de Vila do Conde, no empate a zero que o Benfica transformou em vitória no desempate por grandes penalidades, ganhando a Supertaça de 2014/15.   - Do outro lado, o avançado Yazalde também se estreou com a camisola do Rio Ave – e na Liga, após chegar a meio da época do Varzim – contra o Benfica. Foi a 3 de Janeiro de 2009 que Carlos Brito lh deu o primeiro jogo, uma derrota com os encarnados na Luz, por 1-0.   - O Rio Ave também não pontua na Luz desde Novembro de 2005, quando ali foi empatar a dois golos, estando mesmo a ganhar até cinco minutos do final, quando Petit fez o tento da igualdade para os encarnados. De resto, nunca os vila-condenses ali ganharam ao Benfica, ainda que já o tenham feito por quatro vezes no seu estádio: em 1981, 1997, 2005 e 2015. Em três desses campeonatos, o Benfica acabou por sagrar-se campeão.   - Os dois jogos do Benfica na Liga apitados por Manuel Oliveira, ambos na época passada, acabaram com o mesmo resultado: vitória dos encarnados por 3-0, frente a Belenenses e V. Setúbal. Por sua vez, o Rio Ave nunca ganhou em este árbitro, que não apanha desde uma derrota em casa com o Gil Vicente (0-1); em 2013/14. A registar que quatro dos cinco jogos apitados por este árbitro no presente campeonato acabaram empatados.
2015-12-19
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Talisca voltou a ser titular e o Benfica voltou a ganhar, o que continua a inverter a tendência da época passada. Esta época, na Liga, o brasileiro só foi titular em Aveiro frente ao Tondela e em casa face ao Belenenses: duas vitórias e 10-0 em golos. Na época passada, o Benfica não ganhou nenhum dos três jogos da segunda volta em que o baiano começou de início: 0-0 em casa com o FC Porto, 1-2 fora com o Rio Ave e 0-1 fora com o Paços de Ferreira.   - Gaitán fez, no primeiro golo do Benfica ante o Tondela, a sexta assistência em 20 golos do Benfica na Liga, o que lhe reforça a posição de melhor assistente do campeonato. O curioso é que as cinco anteriores beneficiaram cinco jogadores diferentes: Mitroglou, Nelson Semedo, Jiménez, Jonas e Gonçalo Guedes. Jonas foi o primeiro repetente.   - Berger marcou o segundo autogolo do Tondela nesta Liga e o seu primeiro em Portugal. O anterior autogolo do Tondela tinha sido da lavra de Bruno Nascimento e valera a derrota por 1-0 frente ao V. Guimarães. O Tondela é assim a equipa que mais autogolos fez na Liga, ao passo que o Benfica não beneficiava de um desde a nona jornada de 2013/14, quando Marcelo Goiano (Académica), fez o segundo golo de um 3-0 com que os encarnados ganharam à Académica. Faz amanhã, dia 1 de Novembro, dois anos.   - Jonas marcou o primeiro golo do Benfica fora do Estádio da Luz na Liga desde 2 de Maio, quando os encarnados ganharam por 5-0 em Barcelos ao Gil Vicente. Desde aí o Benfica tinha ficado em branco em Guimarães (0-0), em Aveiro contra o Arouca e no Dragão (ambos 0-1).   - Jonas interrompeu ainda uma série de três jogos sem golos, frente a Atlético Madrid, Galatasaray e Sporting, depois de ter bisado em casa frente ao Paços de Ferreira. O máximo que Jonas tinha ficado sem marcar tinham sido dois jogos seguidos, em duas ocasiões: Sp. Braga e Rio Ave em Outubro do ano passado e Académica e Belenenses em Novembro e Dezembro.   - André Almeida fez o 100º jogo com a camisola do Benfica, entrando aos 64 minutos para o lugar do estreante Clésio. Dos 100, 51 foram na Liga. No mesmo jogo, Rui Vitória estreou mais dois jogadores: o moçambicano Clésio e o júnior Renato Sanches.   - Este foi o quarto jogo de Rui Bento no Tondela, depois de ter substituído Vítor Paneira. O novo treinador continua à espera da primeira vitória, o que é inédito em todos os técnicos que comandaram a equipa beirã desde a subida à II Divisão B, em 2009.   - Além disso, o Tondela não ganha há oito jogos, desde a vitória por 1-0 frente ao Nacional, a 30 de Agosto. É também a mais longa série de jogos sem vitória do clube desde que subiu à II Divisão B. A anterior datava de Fevereiro e Março de 2013 e tinha incluído cinco derrotas seguidas entre vitórias sobre o Benfica B e o V. Guimarães B.
2015-10-31
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Rui Vitória vai defrontar a equipa pela qual se estreou na Liga portuguesa, há cinco anos, mas na qual passou apenas uma época, saindo no início da segunda para se ocupar do V. Guimarães. Ora o histórico do treinador do Benfica nem tem sido particularmente feliz frente a ex-equipas: ganhou apenas três dos oito jogos contra o Paços de Ferreira, dois dos quais fora de casa. Em Guimarães a única vitória foi em Abril de 2012. Há duas ilações a tirar deste histórico. A primeira é que nos oito jogos de Vitória contra uma ex-equipa sua, o ataque foi a tónica dominante: não houve um único zero de nenhuma das equipas, pois ambas marcaram sempre. E a segunda é que Rui Vitória se sente melhor como visitante a um estádio onde já foi feliz do que como anfitrião das suas ex-equipas: tem uma vitória, dois empates e uma derrota nos jogos com o Paços em Guimarães e duas vitórias, um empate e uma derrota nas visitas ao Estádio Capital do Móvel. O melhor resultado, aliás, obteve-o em Paços de Ferreira. Foi uma vitória por 5-1 logo em Novembro de 2011, com hat-trick de Edgar, que era o ponta-de-lança desse V. Guimarães. Essa primeira época – que, recorde-se, Vitória ainda começou em Paços de Ferreira, tendo por isso amplo conhecimento do adversário – foi a melhor no confronto com a ex-equipa, tendo o atual técnico do Benfica obtido duas vitórias, por 3-e e 5-1. Em 2012/13 perdeu em Paços de Ferreira por 2-1 e empatou em Guimarães a dois golos. Em 2013/14 ganhou em Paços (3-1), mas perdeu em casa (1-2). E na época passada ambos os jogos redundaram em empates: 1-1 em Guimarães e 2-2 em Paços de Ferreira.   - Na sua ainda curta carreira como treinador de top, Jorge Simão já defrontou os três grandes e só perdeu com o Benfica. Ainda dirigia o Belenenses quando foi batido em casa (0-2) pelos encarnados, na ponta final da época passada. Foi ainda no Restelo que impôs um empate (1-1) ao FC Porto, dando o bi-campeonato ao Benfica. E já esta época trouxe o Paços de Ferreira a empatar em Alvalade com o Sporting (1-1).   - Aliás, Simão tem quatro derrotas 14 jogos na Liga e só uma delas foi fora de casa, o que faz dele um especialista em viagens. Perdeu no Bessa no seu jogo de estreia (1-0 com o Boavista, a 22 de Março) ao serviço do Belenenses, e depois só voltou a perder em casa, com Benfica, Rio Ave (ambos ainda no Belenenses) e agora outra vez Rio Ave (já no Paços de Ferreira). Fora de casa, vai com uma série de seis jogos sem perder, com três vitórias e três empates.   - O Benfica ganhou os quatro jogos que fez esta época na Luz e marca sempre golos nos jogos em casa há seis jogos consecutivos, desde o empate a zero com o FC Porto, em finais de Abril. Nesses seis jogos, Jonas fez golos em todos menos no último, os 2-0 ao Astana: nos outros cinco marcou por oito vezes, com três bis.   - Luisão é o único jogador disponível para Rui Vitória que já marcou golos ao Paços de Ferreira na Luz. Todos os outros ou já saíram (Maxi, Enzo Pérez, Garay, Cardozo, Saviola, Nolito, Aimar…) ou estão lesionados (Salvio). Do outro lado, Cícero, que ainda começou a época no Paços mas entretanto saiu para o Samsunspor, da Turquia, era o único a já ter festejado um golo nas balizas da Luz com a camisola amarela dos castores.   - Fejsa jogou pela primeira vez com a camisola do Benfica contra o Paços de Ferreira. Foi a 14 de Setembro de 2013 que Jorge Jesus o lançou, ainda na primeira parte, no lugar de Ruben Amorim. O Benfica já ganhava por 2-0 e acabou por vencer esse jogo por 3-1.   - Talisca já tinha jogado pelo Benfica na Supertaça, contra o Rio Ave, mas estreou-se na Liga frente ao Paços de Ferreira, em partida da primeira jornada da época passada, a 17 de Agosto. Foi titular na vitória por 2-0, tendo saído aos 74 minutos, já com o jogo resolvido. Esse foi também o jogo de estreia na Liga portuguesa para Rafael Defendi, atual guarda-redes suplente dos pacenses.   - O Paços de Ferreira só ganhou uma vez na Luz, mas já foi há 14 anos e meio. Dois golos de Rafael e um de Leonardo permitiram uma vitória por 3-2 da equipa de José Mota sobre a dirigida por Toni, em Março de 2001. O Benfica venceu todos os jogos na Luz para a Liga desde o regresso do Paços à divisão mais importante, em 2005, cedendo apenas um empate de todo irrelevante na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, em Abril de 2013, depois de ter ganho a primeira partida na Mata Real.   - O Paços de Ferreira, de qualquer modo, vem com três visitas consecutivas a Lisboa sem perder. Já esta época, empatou com o Sporting em Alvalade e, na anterior, depois de perder na Luz com o Benfica por 2-0, foi empatar a Alvalade com o Sporting (1-1) e ganhou no Restelo ao Belenenses (1-0).   - O último confronto entre Paços de Ferreira e Benfica, porém, acabou com vitória dos pacenses. Foi na Mata Real, em Janeiro, e um penalti cometido por Eliseu permitiu a Sérgio Oliveira fazer, já em tempo de compensação, o golo da vitória da equipa da casa (1-0).   - O Benfica continua a ser a equipa mais rematadora da Liga, com 97 remates (19,4 por jogo), mas o Paços de Ferreira é uma das que melhor se defende e menos remates permite: 45, apenas nove por jogo, no que só é suplantado por Sp. Braga (5,6), Benfica (6,6), Sporting (7,2) e FC Porto (7,6).   - O Paços de Ferreira nunca ganhou com Rui Costa a apitar. Soma duas derrotas e três empates, ainda que um deles tenha sido feliz, pois aconteceu frente ao FC Porto no Dragão. Quanto ao Benfica, ganhou 14 dos 17 jogos com este árbitro, sendo mesmo a equipa da Liga com maior percentagem de vitórias com ele a dirigir jogos: 82 por cento, contra 80% do FC Porto. A última vitória dos encarnados com Rui Costa foi no Restelo, na época passada, contra o Belenenses de… Jorge Simão.
2015-09-25
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