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Último Passe

O Natal é tempo de ofertas e seguramente que os treinadores dos primeiros colocados da Liga portuguesa estarão a pensar no que gostariam de ver debaixo do pinheiro. É uma forma de encarar o que se passou neste ano e o que os espera em 2017: Rui Vitória quererá poder contar com mais gente no ativo; Nuno Espírito Santo com um par de reforços que compatibilizem melhor o plantel com a evolução da ideia de jogo; Jorge Jesus com uma certeza acerca da mudança da ideia de jogo do Sporting; e Jorge Simão com tempo, uma pausa natalícia mais demorada para poder criar um Sp. Braga mais à sua imagem. O maior problema de Rui Vitória têm sido as lesões. Pois o Pai Natal vai trazer-lhe novidades: a interrupção das competições permitir-lhe-á recuperar alguns jogadores e, desde que eles deixem de cair que nem tordos no que falta de Liga – como aconteceu até aqui – aquilo que mais pode preocupar o treinador do Benfica serão as saídas no mercado de Janeiro. É que embora lutem pelo mesmo objetivo, o treinador e o presidente não têm necessariamente de ter as agendas fotocopiadas. A de Rui Vitória passa por manter as armas que tem, mesmo sem estar a pensar em reforços; a de Luís Filipe Vieira – e de Jorge Mendes – fala em aproveitar (e criar) ocasiões de negócio para a SAD. A eventual saída de Lindelof para o Manchester United, mais a mais se for pelos números irreais de que se tem falado, até pode ser bem ultrapassada com o regresso de Jardel ou Lisandro López ao onze, mas se ao central se juntar Nelson Semedo a equipa já sairá prejudicada. Mesmo tendo em conta a recente quebra de rendimento do lateral, a profundidade que ele continua a dar no corredor direito e a velocidade que exibe na recuperação defensiva são fundamentais para manter a força deste Benfica. A desejar que eles saiam estará seguramente Nuno Espírito Santo, treinador de um FC Porto que fez uma primeira parte da época em crescendo e já se mostra o obstáculo maior ao tetra do Benfica. Só que Nuno tem com que se preocupar dentro de casa também, onde lhe faltam mais um extremo verdadeiro e um ponta-de-lança capaz de aliviar a carga de André Silva. O crescimento atacante do FC Porto teve a ver com a entrada no onze de extremos verdadeiros, Corona e Brahimi, por oposição à preferência até ali dada a médios com tendência a jogar por dentro, como Otávio e sobretudo Herrera ou André André. A história da recuperação de Brahimi talvez nunca seja contada, mas o mais certo é ele ter de se ausentar para jogar a Taça de África pela sua seleção – e já se sabe que quando vão jogar esta prova, os africanos voltam muitas vezes com ideias diferentes. Por isso, até tendo em conta que a prova começa já em meados de Janeiro, do que Nuno precisa é de mais um extremo. Pode ser Jota? Poder, até pode, mas isso só virá reforçar a necessidade de outroavançado, que aí já me parece difícil ser Depoitre, condenado a servir como reforço para um Plano B de jogo, com bolas altas a cair na área. A opção, aqui, terá de ser entre manter tudo como está e encontrar um jogador móvel, ou ir à procura de um trabalhador explosivo. O objetivo será sempre o mesmo: conseguir que André Silva se centre mais na tarefa de fazer golos. Jorge Simão quererá certamente aproximar o seu Sp. Braga daquilo que eram o seu Paços de Ferreira ou o seu Chaves e até, em certa medida, o seu Belenenses. A chegada de Battaglia é uma pista nesse sentido, mas a transformação de uma equipa de futebol solto, criativo e em certa medida até potenciador da desorganização em termos atacantes num coletivo sólido e capaz de se impor pela repetição e mecanização de processos não é simples. E o tempo, em competição, nunca é muito para mudar as coisas de forma consolidada. Já Jorge Jesus precisa de pensar numa segunda metade da época muito perto dos 100 por cento de rendimento para ir de férias feliz. Já não tem Europa e poderá trabalhar a equipa para jogar uma vez por semana, o que é o cenário ideal para quem pensa como ele, separando claramente os titulares dos reservistas. O que lhe falta, então, é encontrar a ideia certa para os jogadores que tem – à ideia da época passada, faltam Teo, João Mário e sobretudo Slimani, com todas as implicações que isso tem na agressividade na frente, no controlo ao meio e na capacidade para abrir espaços através da procura da profundidade. Se tiver essa ideia de jogo no sapatinho, talvez o Sporting ainda possa acabar a época a ganhar coisas interessantes. Caso contrário, falar-se-á sempre de um segundo ano em regressão após uma excelente primeira temporada.
2016-12-26
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A derrota do Sporting em casa, contra o Sp. Braga, com a agravante de ter perdido o terceiro lugar na Liga para os minhotos e de ter ficado a oito pontos do Benfica, vem chamar a atenção para a gestão em Alvalade. Se Jorge Jesus já viu os primeiros lenços brancos nas bancadas de Alvalade é porque há quem lhe atribuía responsabilidades na forma como o treinador tem gerido o plantel disponível – e desta vez a “capacidade de superação” dos jogadores não chegou para ganhar um jogo em que eles pareceram pouco frescos. Mas só internamente poderá perceber-se um pormenor importante: se Jesus esgotou os 12 ou 13 jogadores que tem usado quase sempre porque os outros não servem, ou se os outros não servem porque o treinador os foi “queimando” semana após semana desta época de grande investimento. A evidência do jogo foi a de um Sporting fatigado. Os leões tiveram dificuldades para pressionar, para ganhar duelos diretos, para aguentar as arrancadas dos bracarenses, muito bem organizados por Abel Ferreira, o treinador interino que herdou a equipa de Peseiro e a montou com inteligência. Jesus terá cometido erros neste jogo – a colocação de Ruiz ao meio é, insisto, o maior de todos, porque o costa-riquenho não tem vivacidade para jogar ali e falha clamorosamente nas finalizações, pelo que o ideal será sempre tê-lo mais longe da baliza – mas o foco deve ser alargado a toda a temporada. E ainda que se compreenda que a pressão dos insucessos – de Varsóvia para a Luz, da Luz para Setúbal e para o jogo com o Sp. Braga – tenha levado o treinador a apostar sempre nos mesmos, há espaço para se questionar se isso esteve ou não na base da situação que a equipa vive atualmente. Porque num ano em que os leões contrataram tanta gente com nome, é estranho ver sempre as mesmas caras subir ao relvado, sobretudo quando os seus donos estão fisicamente inferiorizados e perdem os jogos por estarem, como diz o próprio treinador, “menos frescos”. E é aqui que convém perceber-se uma coisa. Beto, Douglas, Petrovic, Elias, Meli, Markovic, Alan Ruiz, André e Castaignos, as aquisições que, juntamente Bas Dost e Campbell, os dois que estão a jogar, encheram os sportinguistas de esperança no Verão, não servem? E não servem porque foram mal escolhidos ou não servem por terem perdido qualidades já depois de terem chegado? Na verdade, acho que há ali gente mal escolhida, uns por falta de qualidade flagrante, outros por não encaixarem naquilo que era o plano de jogo de Jesus, que tinha perdido Slimani e João Mário e recebeu jogadores muito diferentes. Mas outros foram perdendo fulgor à medida que a época seguia o seu curso e eram opção apenas em jogos de menor responsabilidade. Recuperá-los será a tarefa principal do treinador para o novo ano, onde os oito pontos de diferença para o líder não deixam os leões fora mas ao mesmo tempo diminuem a pressão pelo esvaziar do balão da esperança. E disso pode depender também a tranquilidade com que Bruno de Carvalho poderá encarar as eleições de Março.
2016-12-18
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Três assuntos têm animado os adeptos de futebol em Portugal. O caso Sporting-Doyen, a troca de José Peseiro por Jorge Simão no Sp. Braga e a polémica em torno da contagem dos títulos nacionais. Com algum atraso num ou noutro caso, eis o que penso de cada um. 1. O Sporting vai ter de pagar à Doyen no caso relativo à transferência de Rojo para o Manchester United. Sempre foi claro para mim que assim seria, porque havia um contrato em vigor e ele tinha sido assinado pela direção legítima do clube. Não sei se Bruno de Carvalho entrou nesta guerra para adiar o pagamento, para o evitar de todo ou apenas para fazer barulho à volta do tema polémico que é o da participação de fundos de investimento nos passes dos jogadores. Se foi a primeira razão, limitou-se a ser chico-esperto. Se foi a segunda, estava a ser ingénuo. Se foi a terceira, fez bem. Porque os negócios com os fundos de investimento sem rosto são, na maior parte dos casos, lesivos dos interesses dos clubes e abrem a porta ao dinheiro sujo que quem gosta de futebol deve querer ver longe da modalidade. 2. Nutro por José Peseiro a estima de muitos anos de conhecimento, porque crescemos a 150 metros um do outro. Tenho, além disso, o reconhecimento pela qualidade do trabalho que ele fez em muitos clubes, mas acho que fez mal em voltar a Braga. Depois de ele próprio ter perdido a final da Taça de Portugal para o Sp. Braga de Paulo Fonseca, entrar naquele balneário só podia ser feito com a certeza de que tinha condições para fazer melhor. E a verdade é que não tinha. Peseiro não foi demitido por ter perdido com o Sp. Covilhã. Foi demitido porque antes de cair na Taça de Portugal já tinha perdido a passagem à fase seguinte da Liga Europa e porque, antes ainda, a sua equipa mostrara um futebol demasiado pobre no Dragão contra o FC Porto – e o futebol de qualidade até foi sempre uma das imagens de marca deste treinador. Para o lugar dele entra Jorge Simão, um treinador jovem e ambicioso, que tem muito mais condições para ser bem sucedido. Quais? Tem atrás dele um trabalho de enorme qualidade no Chaves e entra num clube onde as expectativas já estão outra vez a um nível muito baixo. O resto é capacidade de trabalho, que tanto um como o outro têm inegavelmente. 3. A FPF manifestou-se finalmente acerca da polémica relativa aos títulos de campeão nacional, decretando que aos torneios da I Liga, disputados por jornadas entre 1934/35 e 1937/38, correspondem títulos de campeão nacional, e que aos Campeonatos de Portugal, jogados por eliminatórias entre 1921/22 e 1937/38, correspondem troféus equiparados à Taça de Portugal. A polémica vem da mais recente cruzada de Bruno de Carvalho, que nem sequer é uma ideia nova: recordo-me de, durante anos, o Record se ter recusado a alinhar com A Bola nessa equiparação, valendo-se da tese de Henrique Parreirão, segundo a qual só havia campeão nacional a partir de 1938/39, havendo antes, sim, o campeão da Liga e o campeão de Portugal, que eram coisas diferentes. E se na altura achei que a tese defendida pelo Record servia sobretudo de afirmação ante o gigante que era A Bola – era preciso contrariar o establishment para poder vir a superá-lo, algo que o Record depois até chegou a conseguir – também agora vejo na preocupação de Bruno de Carvalho uma forma de agitar as hostes e de ser contra-poder. As taças, porém, valem o que valem e estão nos museus dos clubes, de nada valendo agora tentar reescrever a história, seja num ou noutro sentido. O FC Porto, por exemplo, foi duas vezes campeão e europeu? Ou ganhou uma Taça dos Campeões e uma Liga dos Campeões? É que as provas têm nomes e formatos diferentes. E foi campeão mundial de clubes? Ou tem duas Taças Toyota? É claro que o documento da FPF aqui faz lei, mas na minha opinião as contas são outras: o Benfica tem 32 títulos de campeão nacional (e não os 35 que reclama com a soma das três I Ligas que ganhou), o FC Porto tem 26 (e não 27) e o Sporting tem 18 (e não os 22 que exige ver reconhecidos com a adição do Campeonato de Portugal).
2016-12-16
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O empate do Sp. Braga na Bélgica, arriscando vir a fazer depender a continuidade na Liga Europa do resultado frente ao poderoso Shakthar Donetsk de Paulo Fonseca, na última jornada da fase de grupos da prova, não pode ser visto apenas à luz das declarações do diretor financeiro do Benfica, Domingos Soares Oliveira, que veio protestar contra os prémios insignificantes da competição quando comparada com a Liga dos Campeões. Disse Soares Oliveira que o dinheiro que se ganha na Liga Europa é tão pouco que nem os clubes portugueses a levam a sério. Mas nem todos podem pensar assim. Aliás, nem o Benfica devia pensar assim. A razão do dirigente benfiquista parece estar bem à vista, por exemplo, na carreira do Inter Milão, ontem matematicamente afastado dos 1/16 de final da segunda competição da UEFA depois de somar frente aos israelitas do Hapoel Beer Sheva a quarta derrota em cinco partidas, num jogo em que Stefano Pioli trocou cinco jogadores relativamente ao onze que empatou no fim-de-semana com o Milan. Para o Inter, a Liga Europa vale pouco mais de zero, porque o prize-money que ali pode alcançar não faz nenhuma diferença no orçamento da sociedade. Soares Oliveira assenta ainda o que diz na experiência do próprio clube português, que com Jorge Jesus chegou a duas finais da Liga Europa, depois de fracassar na Champions, mas colocando sempre a Liga interna à frente e poupando jogadores até à fase decisiva da competição internacional. Aliás, o próprio Jesus parece ainda pensar assim, não tivesse ele repetido depois da derrota com o Real Madrid que o Sporting tem de se afirmar primeiro em Portugal, para depois poder andar na Europa. Os prémios monetários que a UEFA paga pela progressão na Liga Europa são, na verdade, escandalosamente mais baixos do que na Champions. Nisso, Soares Oliveira tem razão. Se conseguir o segundo lugar no grupo, o Sp. Braga irá ainda buscar um valor na ordem do milhão de euros (um pouco mais se o fizer ganhando ao Shakthar, um pouco menos se se apurar empatando ou até perdendo o último jogo). Depois disso, cada eliminatória vai valendo mais à medida que a prova se aproxima do fim: 750 mil euros por chegar aos oitavos-de-final, um milhão para atingir os quartos, 1,6 milhões pelas meias-finais, mais 3,5 milhões se for finalista vencido ou 6,5 milhões se ganhar a decisão. Para uma equipa como o Sp. Braga, atenção, esses valores já fazem diferença. Aliás, já a fizeram para o Benfica nos anos em que chegou às finais. E não apenas pelo que pesaram na realização orçamental. É que a partir de certa altura os jogadores ganham visibilidade e tornam-se alvos mais apetecíveis no mercado, o que não é despiciendo para clubes de um país periférico e sempre a precisar de realizar mais-valias com transferências, como são os portugueses. E, mesmo que o Benfica tenha esse problema resolvido através da parceria que estabeleceu com Jorge Mendes, até à recente alteração das regras de escalonamento das equipas para o sorteio, privilegiando os campeões dos países mais bem colocados no ranking da UEFA, foi em grande parte aos pontos que foi somando na Liga Europa que os encarnados ficaram a dever as suas sucessivas colocações no Pote 1 da Champions e os grupos menos complicados que tiveram de enfrentar nesta competição. É também por isso que o apuramento para a fase seguinte da Liga Europa é tão importante para o Sp. Braga e até para o Sporting, que por ele vai lutar em Varsóvia, sendo um mal-menor para Benfica e FC Porto, que ainda podem continuar na Liga dos Campeões mas para quem a Liga Europa não pode ser uma hipótese desprezível. Por mais que os prémios não cheguem para virar a cabeça de quem faz as contas todos os semestres.
2016-11-24
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Um regresso feliz de Mitroglou ao onze ajudou o Benfica a vencer o Sp. Braga por 3-1 e a isolar-se na frente da classificação da Liga, à quinta jornada. Um bis do grego, somado a um golo de Pizzi, transformou um desafio que se antevia – e que foi… – difícil numa vitória que até permitiu alguma descompressão no final, quando a margem de manobra cresceu e o desgaste do adversário também. Até ao momento em que o Benfica acabou com o jogo, com dois golos de rajada, à entrada para os últimos 20 minutos finais, porém, quase que se via a repetição da partida da Supertaça, com a eficácia na finalização a fazer a diferença entre as equipas de Rui Vitória e José Peseiro. O jogo começou a um ritmo alucinante, o que à partida parecia ser melhor para os donos da casa do que para os visitantes, que tinham menos dois dias de recuperação desde a sua partida europeia. O Benfica, com Mitroglou à frente de Gonçalo Guedes, a alargar o espaço disponível pela forma como busca a profundidade, era melhor com bola do que sem ela: o seu meio-campo ligava bem o jogo ofensivo mas, até pela baixa de Fejsa em momento de construção, era pouco agressivo em transição defensiva, permitindo que o jogo se disputasse muito na largura e na capacidade que ambas as equipas mostravam para encontrar o corredor contrário ao da bola. E aqui invertiam-se os papéis: o 4x2x3x1 do Sp. Braga, com Vukcevic sempre bem no passe e os dois extremos (Pedro Santos e Wilson Eduardo) inteligentes na forma de variar centro de jogo, conseguia expor vulnerabilidades no Benfica e transformar o desafio num jogo de transições que convinha menos aos donos da casa. Nessa altura, só a noite seguríssima de Júlio César evitou males maiores para o Benfica. As ocasiões de golo sucediam-se, nas duas balizas. Mitroglou chutou ao lado da entrada da área aos 2’, respondeu Hassan falhando o alvo depois de isolado frente a Júlio César, aos 4’. O guarda-redes do Benfica tirou um golo cantado a Pedro Santos aos 5’, sendo imitado por Marafona, que deteve um remate perigoso de Salvio aos 12’. Nessa altura, Marafona lesionou-se, o jogo esteve interrompido e da pausa saiu melhor o Benfica, que inaugurou o marcador aos 27’, numa arrancada de Guedes que Mitroglou transformou no 1-0, depois de ser o mais rápido a adivinhar onde ia cair o cruzamento. Até ao intervalo, o Sp. Braga ainda obrigou Júlio César a mais duas defesas providenciais, a remates de Pedro Santos (aos 37’) e Rosic (num canto, aos 45’), mas a equipa de Peseiro já não regressaria tão forte para o segundo tempo. Fosse por causa do desgaste da partida de quinta-feira ou devido às correções feitas ao intervalo por Rui Vitória, a verdade é que passou a pairar na Luz a ideia de que estava mais perto o 2-0 que o 1-1. Guedes, de livre, ainda obrigou Marafona a uma extraordinária defesa, num livre que ainda desviou na barreira, como que a prenunciar que um ressalto acabaria por resolver o jogo. Foi o que aconteceu aos 74’, quando um atraso de Mitroglou bateu no bracarense Douglas Coutinho e ganhou a direção da área, onde Pizzi estava sozinho e aproveitou para fazer o 2-0. A desorientação bracarense conduziu ao terceiro golo, apenas quatro minutos depois, obra de Mitroglou, de cabeça, após uma insistência de Pizzi na esquerda. E o resultado só não foi o mesmo da Supertaça porque, mesmo em cima do minuto 90, Rosic melhorou o que tinha feito a fechar a primeira parte, cabeceando para golo um canto de Wilson Eduardo. O jogo fechava, ainda assim, com a vitória do Benfica, uma vitória que, mesmo no meio de tantas lesões, deixa os tricampeões nacionais isolados na frente da tabela. Rui Vitória não valorizou este aspeto, mas certamente que não o desprezaria se alguém lho antevisse antes deste atribulado arranque de campeonato. Ainda há muitos jogos para fazer, alguns pontos para perder, mas a tendência normal com o regresso dos titulares é que este Benfica fique mais forte.
2016-09-19
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Cresci na década de 70, quando o Benfica ganhava três campeonatos em cada quatro. A chave dessa hegemonia era sobretudo uma: o controlo do único mercado que estava à mercê, que era o nacional. Por esses tempos, o Benfica tentava contratar todos os jogadores promissores que aparecessem, conseguindo fazê-lo com a maioria, tendo por isso equipas de reservas que se bateriam com qualquer outro emblema do campeonato. Mas por muito que alguns saudosistas vejam na contratação de Rafa a reedição dessa época, há diferenças evidentes entre o presente e esse passado – e não passam apenas pela globalização e por esta ter tornado impossível gizar uma estratégia tão hegemónica com base num mercado limitado. Por outro lado, não acredito que o Benfica tenha aceite pagar 15 milhões de euros (mais Rui Fonte) por Rafa só para chatear Pinto da Costa ou impedir que o FC Porto se reforce com um jogador que o seu treinador queria. Porque nem a fartura financeira na Luz é assim tão grande – que o diga a dimensão do passivo, por mais controlado que esteja – nem os seus dirigentes são loucos ao ponto de gastarem tanto dinheiro por jogadores de que o seu treinador não precise. Rafa é um excelente atacante, com argumentos extraordinários na mudança de velocidade e na tomada de decisão. É jogador de seleção, que pode atuar como extremo ou como segundo avançado, posição na qual o Benfica não tem assim tantas alternativas a Jonas. Portanto, começam logo por se enganar os que se centram na abundância de extremos atualmente existente no plantel do Benfica para defender a irrelevância da contratação do bracarense. Há mais formas de ser útil. Além de que, mesmo para esse lugar, a entrada de Rafa deve ser lida numa base global, onde entram também a contratação – e provável revenda – de Carrillo e a vontade de transferir Salvio. No entanto, a contratação de Rafa extravasa em muito a dimensão puramente futebolística. Aqui, pelo menos tão relevante é a componente do negócio, a estratégia gizada por Luís Filipe Vieira e Jorge Mendes, neste caso com o acordo de António Salvador, presidente do Sp. Braga, cujo objetivo último passa pela valorização do jogador e pela sua entrada num carrossel onde já estão jogadores como Bernardo Silva ou André Gomes, que rendem a cada mudança de clube. Mesmo que seja em circuito mais ou menos fechado, a máquina rende e é preciso continuar a alimentá-la.
2016-08-19
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A vitória do Benfica na Supertaça, frente ao Sp. Braga, pode ter vindo avolumar as certezas de que os encarnados são os principais candidatos à renovação do título nacional. Mas as dificuldades que o tricampeão sentiu na maior parte da partida frente ao onze de José Peseiro e o facto de, no limite, a Supertaça só ter tomado o caminho da Luz porque Rafa e Pedro Santos foram bastante perdulários na finalização – e Jonas, já se sabe, não perdoa… – terão chegado para temperar algum entusiasmo aos mais eufóricos dos adeptos encarnados. O Benfica, pela forma como alargou o lote de opções à disposição de Rui Vitória, é realmente o maior candidato à vitória final na Liga, mas nada do que se viu ontem permite ter certezas de que venha a ter a tarefa mais facilitada do que na caminhada difícil para o tri. Porque Sporting e FC Porto estão à espreita e, resolvidos os problemas na definição, este Sp. Braga também tem de ser levado a sério. Se é verdade que Cervi parece dar garantias de que, mesmo de forma diferente de Gaitán, pode ocupar a faixa esquerda do ataque encarnado – e se não estiver ele podem estar Carrillo ou Salvio, mesmo que isso implique o desvio de flanco de Pizzi – já a substituição de Renato Sanches não está ainda comprovadamente conseguida. Não é que André Horta tenha feito um mau jogo. Não só não fez como ainda falta ver Danilo naquela posição. Só que, com exceção dos primeiros 20 minutos, em que jogou praticamente dentro da área do Sp. Braga, faltou sempre ao Benfica explosão para aproveitar o balanceamento ofensivo de um adversário que se viu a perder cedo e por isso assumiu a partida. Talvez este seja um Benfica mais à imagem de Rui Vitória, até a caminhar para o 4x2x3x1 predileto do treinador campeão, com jogo mais pensado e menos explosivo: a incorporação de Luisão, obrigando a uma defesa mais baixa no campo, a entrada de Grimaldo e Nelson Semedo, dois laterais mais ofensivos que André Almeida e Eliseu, podem até levar a equipa para aí e conduzir a uma maior participação de Jonas na construção. Mas se houve Benfica entusiasmante ontem, em Aveiro, foi nos primeiros 20 minutos, quando a equipa esteve ligada à corrente máxima e desfez a organização defensiva bracarense. Depois vieram as dúvidas. Essas dúvidas podem também encontrar justificação no valor dos adversários. Ainda que o clima depressivo que se vive em Alvalade à conta dos resultados da pré-época pareça indicar o contrário, o Sporting também é forte candidato. A equipa tem perdido muitos jogos na pré-época? É verdade. E tem revelado desatenções defensivas imperdoáveis. Os resultados nos jogos de preparação, no entanto, não justificam tão acirrados estados de alma, como sabe Jorge Jesus, que já foi campeão depois de pré-temporadas bem piores do que esta e tem muito mais com que se preocupar. O problema de Jesus é que o dia 1 de Setembro nunca mais chega e, com ele, o fecho do mercado e a estabilização do grupo. Rui Patrício, William Carvalho, Adrien Silva e, sobretudo, João Mário e Slimani são muito requisitados. Se todos ficarem, o Sporting só tem de contratar mais um homem para o ataque: assumindo que Alan Ruiz vem suprir a falta de Gutierrez, só há que encontrar uma alternativa credível a Slimani. Jesus pode sempre alegar que continua a não ter a profundidade no plantel para atacar todas as frentes que tem, por exemplo, o Benfica, mas não tem uma equipa pior do que há um ano. Pelo contrário. E há o FC Porto, a quem ainda falta um defesa-central e um médio-ofensivo, mas que apresenta como maior arma para esta época uma coerência que lhe faltou na segunda metade da temporada passada. Arrumado o lopeteguismo que Peseiro teve de gerir, Nuno Espírito Santo começa o processo do zero e pode construir uma equipa segundo as suas próprias ideias. O maior reforço parece veio de dentro do plantel: André Silva parece mais alto, mais forte, mais rápido e tudo somado isso quer dizer que será mais goleador. Ao contrário de Aboubakar, um avançado de grandes espaços, André Silva resolve no primeiro toque e isso faz toda a diferença no 4x3x3 de uma equipa grande. De resto, a chegada de Felipe e Alex Teles, a aposta reiterada em Corona e a entrada do mais contante Otávio para o lugar do imprevisível Brahimi só deixa este FC Porto a precisar de algum talento a meio-campo. Mas também ali o mercado ainda não fechou.
2016-08-08
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A história da final da Taça de Portugal escreveu-se com o nome de dois heróis e não com os de quatro réus, como chegou a prometer. Antes assim, que as finais servem para que se cantem canções de glória. Mas nem é seguro que os heróis possam tirar grande proveito da tarde como o não é que os réus tenham o futuro imediato assegurado. O defeso ainda vai ter muitas histórias para contar acerca de todos eles. Primeiro os heróis, com Marafona à cabeça. O guarda-redes do Sp. Braga foi a grande diferença entre o pesadelo de há um ano e a festa de ontem, ao defender dois penaltis que impediram que os minhotos voltassem a morrer na praia. Tal como há um ano, beneficiaram de uma vantagem de dois golos sem terem feito muito por isso. Tal como há um ano, viram o adversário chegar ao 2-2 no último minuto de jogo, lançando-os num prolongamento que, até pelo que tinham vivido antes, cheirava a tragédia por todos os lados. Mas ao contrário do que sucedeu há um ano levaram a taça para casa, muito à conta do guarda-redes que começou a época no Paços de Ferreira. O mais improvável herói da tarde defendeu dois penaltis e esteve quase a deter um terceiro, mas ainda vai ter de se esforçar para manter a preponderância num plantel em constante mutação. Outro herói foi André Silva. O avançado portista veio mostrar a todo o país aquilo que alguns já sabiam: que está mais do que pronto para ser o ponta-de-lança da seleção nacional. Marcou dois golos, o primeiro pleno de oportunismo, o segundo numa execução técnica perfeita, resgatando o FC Porto de uma derrota que parecia inevitável, mas nem precisava de os ter marcado, tão boa é a generalidade das suas intervenções no jogo. Sempre bem a decidir, se busca a profundidade, o movimento de rotura, se passa ou remata ou se baixa em apoio, André Silva tinha na falta de golos o argumento dos que diziam que ainda não fizera o suficiente para “merecer” ir à seleção. Acontece que à seleção não se vai porque se merece – vai-se quando se pode ser útil. E André Silva vai poder ser útil. Não já em 2016, mas seguramente depois dos Jogos Olímpicos, quando assumir o lugar que é dele no futuro do FC Porto e da seleção nacional. O que nos leva ao primeiro réu: José Peseiro. O treinador do FC Porto confirmou as teses dos que o acusam de ser “pé frio”, como se isso existisse no futebol ou na vida. Ao perder a final da Taça de Portugal, Peseiro perdeu também a melhor oportunidade que tinha para agarrar um lugar à frente do plantel para 2016/17. Mas se por um lado não deve ser por um jogo que se julga a competência de um líder, por outro também é evidente que o FC Porto não cresceu o que os seus responsáveis esperariam após a troca de Lopetegui pelo ribatejano. Primeiro porque continuou a promover o “lopeteguismo” sem Lopetegui, na forma de jogar; depois porque a equipa passou a perder muito mais derrotas do que anteriormente. Peseiro não foi capaz de empurrar a equipa para as conquistas que gostaria de ter alcançado, por falta de tempo para trabalhar, de convicção na liderança ou por ter sido vítima de um plantel desequilibrado. Ainda resolveu a lacuna do ponta-de-lança – que Aboubakar nunca foi e André Silva começa a ser – mas não foi capaz de construir uma defesa capaz com tanta falta de qualidade. E ainda que isso em parte o absolva, deverá também chegar para o impedir de continuar. Porque um homem é ele mesmo e as suas circunstâncias e, aos olhos do público, pelo menos, Peseiro é um perdedor. Mesmo que os réus principais no jogo de ontem tenham sido outros. Helton e Chidozie pelo desentendimento no lance do primeiro golo, no qual o defesa se encolheu e o guarda-redes saiu sem resolver; outra vez Helton e Marcano na jogada do segundo, no qual o guarda-redes deu a bola ao central com este de costas para o jogo e prestes a ser pressionado e o defesa não teve a perceção disso mesmo, deixando-se antecipar. Uma coisa é certa: o FC Porto de 2016/17 não deve ter Peseiro ao leme, mas também dificilmente terá Helton, Chidozie ou até Marcano em posições de destaque. Porque o renascimento de um FC Porto ganhador ao fim de três anos de jejum total dependerá muito da construção de uma defesa capaz. In Diário de Notícias, 23.05.2016
2016-05-23
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Dois penaltis defendidos por Marafona permitiram ao Sp. Braga ganhar a segunda Taça de Portugal da sua história, 50 anos exatos depois da anterior. O guarda-redes apareceu quando em Braga já não se pensava noutra coisa a não ser na final do ano passado, perdida contra o Sporting depois de uma vantagem de dois golos que os leões anularam com o empate em cima do minuto 90. Desta vez foi André Silva, o jovem goleador portista, quem reanimou o FC Porto e, com um bis, levou a equipa de José Peseiro a um empate (2-2) que teve pelo menos um mérito: passou para segundo plano a forma como os bracarenses se colocaram em vantagem, com dois erros crassos da defesa portista e de Helton. André Silva e Marafona foram, assim, os dois grandes vencedores de uma tarde que bem podia ter ficado marcada pelo papel dos anti-heróis Helton, Chidozie e Marcano. Foram os protagonistas que asseguraram que os nomes aos quais ficará ligada esta final da Taça de Portugal o são pelas razões certas, por proezas e não por erros. Porque a história até ao 2-0 foi, sobretudo, uma história de erros. Primeiro, erraram Helton e Chidozie, quando ficaram um à espera do outro após um passe para as costas da defesa do FC Porto, permitindo que Rui Fonte, a aposta surpresa de Paulo Fonseca, se intrometesse e marcasse numa baliza deserta. A primeira parte ainda mostrou um Sp. Braga a sair bem do primeiro momento de pressão portista e a encontrar espaço nas costas dos laterais, quinda por cima queimando bem linhas em posse. Ante um FC Porto inoperante na frente, o 1-0 ao intervalo até se compreendia. Para a segunda parte, que Peseiro abordou sem Chidozie, com Ruben Neves a meio-campo e Danilo como defesa-central, apareceu um FC Porto diferente. Melhor, mais acordado, a procurar o empate que Herrera quase conseguiu ao minuto 57, quando fez um remate de ressaca passar a milímetros do poste da baliza de Marafona. E na resposta veio o segundo erro: bola longa, a chegar a Helton, que a entregou a Marcano; desatenção do defesa espanhol, que olhou para um lado quando Josué lhe apareceu do outro, a roubar-lhe o esférico e a marcar. Com 2-0, a sorte do FC Porto dependia do tempo que levasse a reduzir – e fê-lo rapidamente, porque aí começou a grande tarde de André Silva. Primeiro a empurrar para as redes um primeiro remate de Brahimi que Marafona defendera; depois, já em período de compensação, a empatar o jogo com um remate acrobático de excelente execução, após cruzamento de Herrera. O empate fazia nascer na mente dos bracarenses o fantasma daquilo que foi a final do ano passada, perdida nos penaltis depois de o Sporting ter anulado uma desvantagem de dois golos no último minuto da partida. Paulo Fonseca há-de ter centrado a conversa com a equipa na necessidade de reação a uma segunda parte que tinha sido de ampla superioridade portista. E, mesmo não tendo voltado a ser capaz de incomodar Helton, o Sp. Braga conseguiu pelo menos impedir o FC Porto de fazer um terceiro golo e levar a decisão para as grandes penalidades. Só que aí, naquela que podia ser a oportunidade de ouro para a redenção, Helton não brilhou e quem o fez foi Marafona – o guardião bracarense deteve os penaltis de Herrera e Maxi Pereira (e ficou a poucos centímetros de parar o de Ruben Neves também), o que, somado aos 100% de acerto dos seus colegas que bateram, levou o Sp. Braga a fazer a festa e lançou ainda mais dúvidas no que vai ser a próxima época do FC Porto. Se uma eventual vitória na final da Taça de Portugal podia dar a José Peseiro a força de que necessitava para reivindicar o cumprimento do ano de contrato que lhe falta, mesmo depois de seis meses em que não foi capaz de recuperar a equipa, a confirmação de um terceiro ano sem um único troféu deixa-o numa posição frágil, à espera de uma palavra de Pinto da Costa. Do outro lado, Paulo Fonseca celebrou um lugar na história do Sp. Braga recusando-se a garantir que quer prosseguir. Neste aspeto, a final da Taça de Portugal pode ser igual à do ano passado.
2016-05-22
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Último Passe

Um golo e uma assistência de Jonas, na segunda parte, depois de o artilheiro ter entrado apenas ao intervalo, permitiram ao Benfica dar a volta e vencer o Sp. Braga por 2-1, assegurando a presença em mais uma final da Taça da Liga, numa noite em que Rui Vitória deu descanso a vários titulares, já a pensar na partida de campeonato que aí vem, contra o Marítimo. Os bracarenses, que tinham passado uma primeira parte mais ou menos tranquila, não resistiram à associação de Jonas a Raul Jiménez, e só nos últimos dez minutos mostraram outra vez interesse em chegar à baliza de Ederson, ficando então um par de vezes à beira do empate. Ante a evidência que tem sido o menor rendimento de alguns jogadores, que vêm acusando excesso de utilização, Rui Vitória abordou esta meia-final com alguns elementos menos utilizados. Jardel e Gaitán estavam lesionados e André Almeida castigado, mas as ausências de Eliseu, Pizzi, Fejsa, Jonas e Mitroglou resultaram de opções do treinador, que assim chamou ao relvado muita gente menos rodada para fazer companhia a Lindelof, Renato Sanches e Ederson, os únicos titulares utilizados de início, mas também a Jiménez, Talsica, Carcela e Samaris, que ainda assim têm vindo a ser opções mais ou menos regulares. Com Rafa ao seu melhor nível, o Sp. Braga adiantou-se no marcador e expôs as dificuldades sentidas neste momento por homens como Luisão ou Sílvio, ambos mal na fotografia do golo. Mas o problema do Benfica não estava só ali. O problema é que faltava sempre a capacidade para criar desequilíbrios, numa noite em que nem Renato ajudou neste particular: jogou muito para trás e nem sempre bem. Uma das ligações frequentes no processo ofensivo do Benfica é a que Renato consegue estabelecer com Jonas. Desta vez, porém, Rui Vitória nem a testou, provavelmente porque a sua programação passava também por não exaurir o jovem médio, que saiu ao intervalo para dar lugar ao goleador brasileiro. E com Jonas perto de Jiménez o Benfica transfigurou-se. O mexicano nem estava a jogar mal, como não estava Carcela, mas a utilização de Talisca como segundo avançado não chegava para dar à equipa a presença suficiente no último terço. Jonas empatou, aproveitando o espaço que ele tão bem sabe encontrar no corredor central, depois de uma abertura de Carcela. E depois fez o passe para Jiménez marcar o 2-1, no seguimento de uma falha caricata do guarda-redes Mateus, que falhou um alívio com os pés e deixou o avançado com a baliza escancarada para uma finalização fácil. Só nessa altura o Sp. Braga voltou a acordar para o jogo. Paulo Fonseca já tinha trocado o mais cerebral Wilson Eduardo pelo potente Stojiljkovic e, com a entrada de Aaron em vez de Mauro foi capaz de pegar no jogo nos últimos dez minutos. Rui Vitória sentiu o perigo e reforçou o meio-campo com Fejsa, mas nem assim foi poupado a dois sustos. Valeu-lhe que tanto Aaron como Stojiljkovic dispararam ao lado, carimbando assim a passagem do Benfica à final da Taça de Liga. A última de três finais que faltam ao Benfica esta época, enquanto que o Sp. Braga pode agora centrar todas as atenções na Taça de Portugal, que jogará frente ao FC Porto no Jamor.
2016-05-02
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Com os cinco golos marcados ao Sp. Braga, na vitória por 5-1, o Benfica chegou aos 100 golos nesta temporada: 76 na Liga, 13 na Liga dos Campeões, oito na Taça da Liga e três na Taça de Portugal. Os encarnados chegaram à centena de golos pela sétima temporada consecutiva, pois a última vez que ficaram aquém desta marca foi em 2008/09, quando a equipa de Quique Flores terminou a época com apenas 73 golos marcados.   O autor do 100º golo do Benfica foi o grego Samaris, naquele que é o 42º jogo oficial da temporada. Foi, nesta série de sete épocas, a segunda em que o Benfica mais depressa chegou ao centenário. A primazia continua a pertencer à época de 2009/10, na qual o brasileiro Alan Kardec fez esse mesmo 100º golo na vitória em Marselha (2-1), para a Liga Europa, a 18 de Março, ao 41º jogo oficial. Em 2012/13, o mesmo 100º golo foi marcado por Lima, a 30 de Março, ao 43º jogo, uma vitória ampla por 6-1 sobre o Rio Ave.   Mitroglou fez neste jogo o seu quarto bis da época (um deles foi mesmo um hat-trick), na qual soma já 21 golos, doze dos quais nos onze desafios que leva a segunda volta da Liga. Esta já é a melhor época de sempre do avançado grego, cujo máximo goleador numa só temporada estava até aqui nos 19 tentos obtidos em nome próprio: em 2011/12, pelo Atromitos (17 na Liga e dois na Taça da Grécia) e em 2014/15 pelo Olympiakos (16 na Liga grega, dois na Liga dos Campeões e um na Liga Europa).   Com o penalti através do qual fez o 2-0, Jonas também superou a sua melhor marca goleadora numa só época desde que chegou à Europa, em Janeiro de 2011. São já 32 golos em 39 jogos, 30 dos quais na Liga portuguesa (os outros dois foram na Champions). A melhor época europeia de Jonas tinha sido a anterior, na qual fez 31 golos em 35 jogos.   Além de o deixarem muito bem colocado na corrida à Bota de Ouro, os 30 golos que Jonas fez na Liga portuguesa permitiram-lhe chegar à meia centena na competição (20 em 2014/15 e 30 em 2015/16). O avançado brasileiro fê-lo num total de 55 jogos, sendo o quinto jogador mais rápido da história do Benfica a atingir esta marca. Melhor do que ele só Eusébio, José Águas, Julinho e José Torres, o mais rápido de todos. O “Bom Gigante”, que chegou aos 50 golos em apenas 39 jogos, precisou, ainda assim, de cinco épocas para lá chegar, pois no início de carreira jogava muito poucas vezes.   O golo de Samaris, além de ter sido o 100º da época, foi o primeiro que os encarnados fizeram de livre direto esta época e o primeiro nessas condições no campeonato desde que, em Setembro de 2014, Talisca marcou assim na vitória por 5-0 em Setúbal.   Além do primeiro golo de livre, o Benfica sofreu também o primeiro penalti da atual edição da Liga, deixando assim de haver equipas sem penaltis contra. O último penalti contra o Benfica na Liga tinha acontecido a 21 de Março de 2015, na derrota por 2-1 em Vila do Conde, contra o Rio Ave. Curiosamente, o Rio Ave é a única equipa ainda sem penaltis a favor na presente edição da Liga.   O Sp. Braga continua a somar maus resultados nas visitas a Lisboa. Foi a quarta derrota em outras tantas viagens à capital esta época: 1-0 no Estoril, 3-2 em Alvalade, 3-0 no Restelo e agora 5-1 na Luz. A somar a isso, os bracarenses registaram ainda mais três resultados negativos seguidos na ponta final da época passada: 2-0 na Luz, 4-1 em Alvalade e 2-2 (com derrota nos penaltis) na final da Taça de Portugal, contra o Sporting, no Jamor. O último bom resultado que fizeram na zona de Lisboa foi a vitória por 2-0 no Estoril, a 8 de Fevereiro de 2015.   Pedro Santos, que marcou o golo do Sp. Braga na Luz, já tinha sido autor de um dos golos dessa vitória no Estoril. Fez na altura o segundo, depois de Ruben Micael abrir o ativo.   Os 5-1 permitiram ao Benfica reforçar a condição de melhor ataque da Liga, já com 76 golos marcados. São mais 20 golos que o segundo melhor ataque, que é o do Sporting, ainda que os leões possam diminuir a desvantagem quando jogarem com o Belenenses no Restelo, na sua partida desta 28ª jornada. É o melhor ataque de uma equipa do Benfica à 28ª jornada desde 1983/84, quando o onze comandado por Eriksson chegou a esta ponto da prova com 83 golos marcados.   O Benfica chegou ainda à 28ª jornada com 70 pontos, que ainda assim, é um a menos do que tinha na mesma jornada da época passada, e menos três do que na primeira época do presente bicampeonato. Para se encontrar um líder com menos pontos à 28ª ronda é preciso recuar até 2011/12, quando o FC Porto de Vítor Pereira comandava com 69 pontos, mais seis do que o segundo, que era o Benfica.   Em contrapartida, o Sp. Braga viu o Arouca reduzir a diferença que separa o quarto do quinto lugar para seis pontos. Os bracarenses somam agora 50 pontos, menos três do que na época passada à passagem da 28ª ronda. Até marcaram mais dois golos (passaram de 45 para 47), mas sofreram mais dez (de 17 para 27).
2016-04-03
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Último Passe

Se o Sp. Braga era o maior obstáculo que o Benfica ia ter pela frente no trilho que os encarnados esperam os conduza o tri-campeonato, os 5-1 com que a equipa de Rui Vitória arrumou a questão e a chegada ao centésimo golo da época deixam poucas dúvidas de que o objetivo está cada vez mais próximo e de que não há muitas equipas em Portugal com capacidade para se atravessar à frente deste comboio em movimento. E, no entanto, no arranque, tudo parecia complicar-se. A vantagem deste Benfica é que mesmo quando a dinâmica coletiva não o favorece, como aconteceu no início da partida frente ao Sp. Braga, a qualidade individual dos seus jogadores permite resolver os jogos. Às vezes de forma avassaladora, como aconteceu hoje. Rui Vitória cumpriu o que tinha prometido e não poupou ninguém a pensar em Munique. Queria era ganhar. Mas o início do jogo deve tê-lo deixado a pensar nas soluções que tinha em campo, pois o Sp. Braga teve as duas primeiras ocasiões de golo: Wilson Eduardo cabeceou ao poste logo no primeiro minuto e Rafa desperdiçou um lance isolado na cara de Ederson, fazendo um chapéu ao lado, aos 11’. O Benfica tinha dificuldades em encaixar com as rápidas movimentações interiores dos alas do Sp. Braga e não conseguia pegar no jogo. Até que Mauro ofereceu o 1-0 a Mitroglou, com dois passes errados sucessivos à entrada da sua própria grande área. Com o golo, a equipa de Paulo Fonseca tremeu e desapareceu em termos ofensivos, ao mesmo tempo que o Benfica se agigantou. E, passando a mandar no jogo, contou com a tal qualidade individual dos seus homens, que não cometem erros em situações-limite. Paulo Fonseca terá ansiado pela chegada do intervalo com aquele resultado, de forma a poder voltar a juntar os cacos a tempo de discutir a segunda parte, mas Jonas fez o 2-0 de penalti, a punir mão de André Pinto, aos 37’. E dois minutos depois, em remate de longe que enfatizou o facto de ser ele o maior injustiçado das últimas convocatórias de Fernando Santos, Pizzi chegou aos 3-0. Com a questão do resultado arrumada, a segunda parte seria um mero pró-forma. O Sp. Braga já não entrou tão bem, mas ainda assim voltou a acertar no poste, por intermédio de Hassan. E se isso serviu para alguma coisa foi para voltar a acordar os atacantes encarnados, que fizeram mais dois golos de rajada. Primeiro, Jonas aproveitou as linhas subidas do adversário para se isolar na esquerda e oferecer o 4-0 a Mitroglou e, depois, foi a vez de Samaris, de livre, chegar aos 5-0. O centésimo golo da época – em todas as provas – chegou de forma inédita, pois o Benfica ainda não tinha marcado de livre direto. Até final, quando toda a gente em campo já pensava nos jogos contra o Bayern Munique e o Shakthar Donetsk, que aí vêm a meio da semana, Gaitán e Jardel ainda foram rendidos por Carcela e Nelson Semedo, ficando este ligado a mais um facto inédito: fez o primeiro penalti sofrido pelos encarnados no presente campeonato, ao derrubar Pedro Santos na área. O próprio Pedro Santos reduziu para os 5-1 finais, não beliscando minimamente o estado de euforia com que a equipa do Benfica vai viajar até Munique.
2016-04-01
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Stats

O Benfica-Sp. Braga pode servir a Jonas, que acaba de chegar da seleção do Brasil, para um feito inédito esta época com a camisola dos encarnados: marcar em quatro jogos consecutivos do Benfica na Luz. Na verdade, desde que ficou em branco na derrota contra o FC Porto (1-2), a 12 de Fevereiro, o brasileiro fez o golo da vitória contra o Zenit (1-0) e bisou nos sucessos com U. Madeira (2-0) e Tondela (4-1). E Jonas marcou sempre que foi titular contra os bracarenses, o mais próximo que está de marcar a um grande em Portugal. O brasileiro marcou na derrota por 2-1 para a Taça de Portugal, em Dezembro de 2014, e fez o primeiro golo na vitória por 2-0 para a Liga, em Março de 2015. A única vez que ficou em branco contra o Sp. Braga foi na visita à Pedreira, em Novembro do ano passado, mas aí só alinhou nos últimos 19 minutos, entrando para o lugar de Gonçalo Guedes quando o Benfica já ganhava pelo 2-0 que acabou por ser o resultado final. Se, como tudo indica, for titular no jogo de hoje e voltar a cumprir a tradição, supera a melhor série desta época em jogos na Luz, que são os atuais três jogos seguidos sempre com golos ou – é igual – os três primeiros da temporada na Luz, nos quais marcou a Estoril, Moreirense e Belenenses, ficando depois em branco contra o Astana. Na época passada, depois de ficar a zero contra o Gil Vicente, para a Taça da Liga, Jonas alinhou cinco jogo seguidos a marcar em casa, contra Nacional (um golo, a dar o 1-0), V. Guimarães (um golo nos 3-0), Arouca (um golo, nos 4-0), Boavista (um golo nos 3-0) e V. Setúbal (um golo nos 3-0), ficando depois em branco contra o mesmo V. Setúbal, mas no jogo de campeonato. Acresce ainda que, se fizer pelo menos um golo ao Sp. Braga, Jonas supera o total de golos da época passada. Segue com 31 golos em 38 partidas (29 na Liga e dois na Champions), enquanto que em 2014/15 fechou a época com os mesmos 31 golos em apenas 35 desafios (20 na Liga, seis na Taça de Portugal e cinco na Taça da Liga).   Paulo Fonseca só ganhou uma vez em oito jogos contra o Benfica. Foi em Janeiro do ano passado, que o seu Paços de Ferreira bateu os encarnados por 1-0, graças a um penalti de Sérgio Oliveira, no último minuto. De resto, entre Paços de Ferreira, FC Porto e Sp. Braga, Fonseca soma seis derrotas e apenas um empate, na Luz, na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal de 2012/13, mas depois de o Benfica já ter ganho em Paços de Ferreira, por 2-0, na primeira partida. São bem mais divididos os confrontos de Rui Vitória com o Sp. Braga: ganhou seis vezes, empatou três e perdeu cinco.   Onde Paulo Fonseca tem clara superioridade é no confronto direto com Rui Vitória, que só lhe ganhou uma vez em dez jogos: na partida da primeira volta, em Braga, que acabou favorável ao Benfica por 2-0 e deu início à recuperação dos encarnados. Antes disso, Fonseca tinha ganho quatro vezes a Rui Vitória e empatado cinco – ainda que um destes empates, um 2-2 num V. Guimarães-FC Porto, tenha sido a gota de água que levou à saída de Fonseca do Dragão.   O Benfica marcou primeiro em nove dos últimos dez confrontos com o Sp. Braga – o outro acabou empatado a zero – mas só ganhou seis vezes, permitindo mais um empate e duas vitórias aos arsenalistas. A última vez que o Sp. Braga marcou primeiro num jogo com o Benfica já foi em Novembro de 2011, para a Liga., na Pedreira, quando Lima fez, de penalti, o 1-0 para os da casa, tendo Rodrigo depois estabelecido o empate.   O Sp. Braga não consegue evitar a desilusão na zona de Lisboa desde que ganhou ao Estoril, por 2-0, para a Liga, em Fevereiro do ano passado (golos de Ruben Micael e Pedro Santos). Depois disso, perdeu por 2-0 com o Benfica na Luz, por 4-1 com o Sporting em Alvalade, no desempate por penaltis com o mesmo Sporting no Jamor, na final da Taça de Portugal e, já esta época, por 1-0 no Estoril, por 3-2 com o Sporting em Alvalade e por 3-0 com o Belenenses no Restelo.   Além disso, o Sp. Braga não faz um golo fora de casa há quatro jogos, mais precisamente desde que ganhou por 2-1 em Sion, a 18 de Fevereiro, nos 1/16 de final da Liga Europa (marcaram Stojiljkovic e Rafa). Depois disso, os bracarenses empataram a zero com Arouca e Rio Ave, perderam por 1-0 com o Fenerbahçe e por 3-0 com o Belenenses.   Josué e Stojiljkovic marcaram nos últimos dois jogos do Sp. Braga, as vitórias em casa contra o Fenerbahçe (4-1) e o U. Madeira (2-0). O médio português não estará na Luz, fruto de uma lesão muscular, mas o atacante sérvio figura nos convocados de Paulo Fonseca.   Renato Sanches reencontra o adversário que lhe marcou a ascensão a titular no Benfica na Liga. O jovem médio jogou 15 minutos frente ao Tondela, a 30 de Outubro, depois um minuto com o Boavista, a 8 de Novembro, foi titular em Astana, a 25 do mesmo mês, e estreou-se como titular na Liga na vitória por 2-0 em Braga, a 30 de Novembro. Desde então, só ficou de forma contra o U. Madeira, por prevenção, e contra o Tondela, por ter visto o quinto amarelo frente ao Sporting.   O Sp. Braga nunca ganhou na Luz para a Liga. A única vitória que obteve em casa dos encarnados, em Outubro de 1954, foi num jogo efetuado no Jamor. Nessa altura, os minhotos impuseram-se por 1-0, fruto de um golo de Imbelloni. Em toda a sua história, os bracarenses só ganharam uma vez na Luz, mas foi para a Taça de Portugal: 2-1, em Dezembro de 2014, de virada, com golos de Aderlan Santos e Pardo a responder a um tento inaugural de Jonas. Para a Liga, o melhor que lá conseguiram foram vários empates. Sete nas últimas 20 visitas, para ser mais preciso.
2016-04-01
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Último Passe

Benfica e Sp. Braga não foram bafejados pela sorte nos sorteios dos quartos-de-final da Liga dos Campeões e da Liga Europa. Aos bicampeões nacionais saiu o Bayern, um dos tubarões que havia no sorteio – e havia quatro –, a tornar muito complicado pensar mais à frente nesta competição, enquanto que a equipa minhota terá de defrontar o Shakthar Donetsk, poderosa equipa do Leste europeu, que já se sabe vai ganhando ritmo competitivo à medida que a Primavera substitui o inverno. Não sendo proibido pensar em apuramentos, o que mais interessa agora é ver até que ponto a UEFA justifica um descentrar de ideias na Liga. Ora isso não será um problema para o Sp. Braga, que está a onde pontos do terceiro lugar, tem o quinto a seis pontos ainda assim geríveis e pode dar-se ao luxo de pensar sobretudo nas provas a eliminar que tem pela frente: meia-final da Taça da Liga com o Benfica, final da Taça de Portugal com o FC Porto e quartos-de-final da Liga Europa, com o Shakthar. Ainda assim, e mesmo tendo em conta que tem um plantel muito equilibrado, com 16/17 jogadores do mesmo nível, Paulo Fonseca deve lembrar-se que já teve o quinto lugar mais longe e que não lhe convirá tirar por inteiro a cabeça da Liga portuguesa. O Shakthar, ainda por cima, sendo um adversário forte, não é um opositor que pareça inultrapassável. Os ucranianos acabam de afastar o Anderlecht, com duas vitórias, depois de mesmo em férias ativas terem eliminado o Schalke, sem sofrer golos; estão a apenas três pontos do Dynamo Kiev no topo da sua própria Liga e além disso já vão chegar a Abril mais rodados que neste momento, mas não têm um histórico recente nada famoso contra equipas portuguesas. Muito mais complicada é a tarefa à frente do Benfica. É verdade que, sem alguns dos seus titulares, este Bayern Munique parece uma equipa manejável. A Juventus esteve a um minuto de eliminar os alemães, que durante uma hora pareceram irreconhecíveis, na lentidão com que saíam a jogar, por exemplo. Mas o peso competitivo de um plantel que, recorde-se, ainda há um ano goleou o FC Porto em Munique é incomensurável – e isso viu-se na forma como fez o 2-2 no último minuto e partiu dali para ganhar por 4-2 no prolongamento. Só um super-Benfica poderá pensar em equilibrar a eliminatória com o Bayern – e o FC Porto, apesar de tudo, ainda ganhou a primeira mão, há um ano, antes de soçobrar em Munique – e não é líquido que Rui Vitória esteja em condições para meter tudo na Liga dos Campeões, deixando momentaneamente para segundo plano a Liga portuguesa. É claro que qualquer treinador dirá que aborda um jogo de cada vez, mas alguém duvida que a estratégia e o comportamento do FC Porto no jogo do título da época passada (0-0 com o Benfica na Luz) foi condicionado pelo 6-1 que os dragões tinham apanhado em Munique uns dias antes? Porque uma eliminatória com o Bayern pode pesar de inúmeras formas e a física nem é a mais importante.
2016-03-18
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Último Passe

Há duas razões para se considerar que o Sp. Braga é a única das três equipas portuguesas a fazer figura de favorito nos 16 avos de final da Liga Europa. Por um lado, defronta um adversário mais fraco que os que tocaram a FC Porto e Sporting, que terão pela frente duas equipas de Champions. Por outro, com a classificação praticamente definida na Liga portuguesa, pode centrar esforços em ir o mais longe possível na competição europeia, ao contrário de leões e dragões, que enfrentam uma batalha esgotante com o Benfica na corrida ao título de campeão. Jorge Jesus deixou bem claro que ia optar pela rotatividade na receção ao Leverkusen, como quase sempre tem feito esta época nos jogos europeus, pois a prioridade do treinador era e continua a ser o campeonato. Não está provado que os jogadores do Sporting não possam render o mesmo se tiverem de jogar duas vezes por semana em vez de uma. Os três jogos europeus em que Jesus usou maioritariamente os titulares – a pré-eliminatória da Champions com o CSKA em Agosto e o desafio decisivo na fase de grupos da Liga Europa, com o Besiktas, em Dezembro – geraram consequências diversas: empate com o Paços de Ferreira entre os jogos com os russos, vitória sobre a Académica no rescaldo da saída da Champions e sucessos contra o Marítimo e o Moreirense antes e depois da partida com o Besiktas. Contudo, é Jesus quem assume a rotatividade, seja porque acredita que a equipa poderia ressentir-se ou porque sente que, ao fazê-lo, consegue de uma cajadada encontrar justificações antecipadas para um eventual insucesso europeu e evitar que esse eventual insucesso cause danos emocionais no plantel. Nos jogos com o Leverkusen, terceiro classificado da Bundesliga, não precisaria, pois o poderio do adversário fala por si. Como fala também a qualidade do Borussia Dortmund, que é segundo do campeonato alemão e vai defrontar o FC Porto. Peseiro não estará a pensar em rodar a equipa, mas a verdade é que corre o risco de enfrentar o jogo com o melhor ataque da Bundesliga com uma defesa muito diferente da que os responsáveis da equipa idealizaram. Sem Maxi Pereira e Danilo, castigados; sem Maicon, que já foi embora; sem Chidozie, a alternativa inventada para o jogo com o Benfica na Luz; e ainda com Marcano em dúvida, por lesão, Peseiro só não terá de inventar muito para formar o quarteto defensivo porque provavelmente não terá sequer jogadores para escolher: além dos citados, há Layun, Verdasca, Martins-Indi e Jose Angel. E precisará certamente de uma noite inspirada no ataque para entrar na segunda mão em condições favoráveis. Daí que, frente ao Sion, sexto da Liga suíça, dez pontos à frente do quinto e a sete do terceiro na Liga portuguesa, o Sp. Braga seja quem está em melhores condições para encarar os 16 avos de final da Liga Europa com otimismo. Até porque, das três equipas portuguesas envolvidas, a minhota é a que tem o plantel mais homogéneo, sem grandes diferenças entre titulares e suplentes. E isso pode dar jeito.
2016-02-17
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A reviravolta do Sporting frente ao Sp. Braga, de 0-2 para 3-2, foi a primeira que os leões consumaram depois de estarem a perder por dois golos ao intervalo na Liga desde 10 de Abril de 1998, quando em visita ao Campomaiorense saíram para o descanso a perder por 3-1 e acabaram por se impor por 5-3. Demetrius fez os três golos dos alentejanos na primeira parte, tendo os leões respondido com um hat-trick de Paulo Alves e golos de Oceano e Edmilson.   - Caso se procure por uma reviravolta leonina depois de estar a perder por 2-0 ao intervalo, já é preciso recuar a 24 de Fevereiro de 1963. Nessa altura, a equipa liderada por Juca perdia em casa com o V. Guimarães por 2-0 (marcaram Armando e Lua) e acabou por vencer por 4-2, graças a golos de Augusto, Lúcio e a um bis de Osvaldo Silva. A vitória, porém, não foi tão dramática, pois os leões chegaram à vantagem aos 63’. - Contando jogos de outras competições, os leões operaram uma reviravolta épica contra o Benfica, na Taça de Portugal, em Abril de 2008, quando recuperaram de um 0-2 em casa contra o Benfica (golos de Rui Costa e Nuno Gomes) para um 5-3 final - marcaram Yannick (dois), Liedson, Derlei e Vukcevic, tendo Cristian Rodriguez feito o terceiro dos encarnados.   - Esta foi ainda a quinta vitória que o Sporting arrancou nos últimos cinco minutos na presente edição da Liga. Duas delas aconteceram nos descontos: 2-1 ao Tondela em Aveiro com um golo de Adrien aos 90+8’ e 1-0 em casa ao Belenenses com o tento de William Carvalho aos 90+3’. Slimani, que desta vez marcou o golo da vitória ao minuto 90 já o tinha feito no 1-0 com que o Sporting bateu o Arouca. E Montero decidiu a partida em casa com o Nacional, fazendo o golo aos 86’.   - Muito graças a essas vitórias arrancadas a ferros, o Sporting foi campeão de Inverno, título não oficial que se atribui à equipa que lidera a Liga após o fim da primeira volta. Os leões não estavam na frente à viragem da prova desde 2004/05, quando chegaram à 17ª jornada com os mesmos 31 pontos de FC Porto e Benfica. Nesse ano acabaram a Liga em terceiro. Mas na última vez que viraram para a segunda volta isolados foram campeões: foi em 2001/02, que a equipa de Bölöni entrou na segunda volta com três pontos de avanço sobre o Boavista e já não cedeu o primeiro lugar.   - Já Jorge Jesus conquistou os últimos cinco títulos de campeão de Inverno, quatro deles pelo Benfica, mas em dois dos quatro que já chegaram ao fim ainda perdeu a Liga: em 2011/12 perdeu uma vantagem de dois pontos para o FC Porto e em 2012/13 chegou a meio caminho com os mesmos pontos dos dragões, acabando a prova em segundo lugar. Em 2013/14 fez alargou uma vantagem sobre o Sporting que a meio era de dois pontos e na época passada fez valer os seis pontos de avanço que levava sobre os dragões à 17ª jornada.   - Os 44 pontos que o Sporting somou na primeira volta são o melhor pecúlio dos leões desde que a vitória vale três pontos. Aplicando as atuais regras de pontuação, desde 1969/70 que a equipa de Alvalade não amealhava tanto nas primeiras 17 jornadas. Nesse campeonato, tal como agora, ganhou 14 e empatou dois dos 17 primeiros jogos. E seguiu em frente até ser campeão, interrompendo um ciclo de vitórias do Benfica.   - Slimani marcou golos pelo terceiro jogo consecutivo na Liga, depois de dois bis ao FC Porto e ao V. Setúbal. É a segunda vez que tal lhe sucede. Aliás, a sua melhor série é de quatro jornadas seguidas a marcar, frente a Rio Ave, Sp. Braga, V. Setúbal e FC Porto, em Fevereiro e Março de 2014. É no mínimo curioso que os adversários sejam agora os mesmos.   - Wilson Eduardo voltou a marcar ao Sporting. Já o tinha feito no jogo da Taça de Portugal, esta época, com a camisola do Sp. Braga, e antes fizera-o pela Académica e pelo Olhanense. Ao todo, são quatro golos em oito jogos do avançado formado em Alvalade contra a equipa que o viu crescer.   - Foi a 11ª vitória seguida do Sporting em Alvalade, desde a derrota com o Lokomotiv Moscovo (1-3), a 17 de Setembro. Os leões igualaram a série de onze jogos seguidos a ganhar em casa que tinham registado entre Fevereiro e Maio de 2012, mas podem superá-la na receção ao Tondela, já na sexta-feira.   - Foi, ainda, a 20ª partida seguida do Sporting a marcar golos em casa, desde o 0-0 com o Wolfsburg, em Fevereiro do ano passado. Esta é já a série mais longa de jogos dos leões a marcar em casa desde 2007/08, quando marcaram sempre em 21 jogos consecutivos.   - Foi ainda a primeira vitória do Sporting sobre uma equipa liderada por Paulo Fonseca na Liga. Até aqui, o treinador do Sp. Braga já tinha ganho ao Sporting com o P. Ferreira (duas vezes por 1-0 em 2012/13) e uma com o FC Porto (3-1), em 2013/14, empatando as duas partidas no regresso aos castores (sempre 1-1), em 2014/15. A única vez que o Sporting tinha vencido Paulo Fonseca tinha sido na Taça da Liga de 2012/13: 1-0 em Alvalade ao Paços de Ferreira.
2016-01-11
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Último Passe

Há pelo menos duas formas de olhar para a reviravolta que o Sporting conseguiu contra o Sp. Braga em Alvalade, acabando por vencer por 3-2 um jogo que parecia perdido ao intervalo, quando eram os minhotos a liderar por 2-0. Uma é concentrarmo-nos no caráter, na coragem e na qualidade de jogo ofensivo que os leões mostraram na segunda parte. Outra é olhar para a apatia do seu jogo defensivo durante o primeiro tempo. Sem descontar a qualidade do Sp. Braga, que está perto dos grandes e pode sempre discutir qualquer jogo com eles, consensual será apenas que este foi o terceiro grande espetáculo de futebol consecutivo em jogos entre estas duas equipas. Os três pontos que os leões somaram – e a forma como a eles chegaram, com um golo de Slimani em cima do minuto 90 – foram celebrados de forma entusiasta por um estádio cheio, que verá neles uma espécie de premonição de conquistas que estarão para vir. Mas, mesmo tendo reforçado que no primeiro tempo o Sporting teve ocasiões para fazer golos, certamente que Jorge Jesus não deixará de alertar os seus jogadores para o facto de na primeira parte se terem mostrado apáticos, lentos na reação e passivos sem bola. É certo que Slimani podia ter aberto o ativo, que Paulo Oliveira acertou com uma cabeçada no poste, mas defensivamente a equipa não se entendia com o futebol rápido dos bracarenses, sobretudo de Rafa, uma enguia a escapulir-se aos defensores leoninos. E se tinha escapado incólume a um início fraco, com o Sp. Braga por cima, o Sporting acabou por sucumbir a dois lances perto do intervalo, que valeram outros tantos golos a Wilson Eduardo e ao próprio Rafa. À entrada para a segunda parte, já se sabia que só um Sporting intenso podia sonhar com a ideia de uma reviravolta. Gelson entrou para o lugar de um William demasiado pausado e mexeu com o jogo por três ordens de razões. Primeiro, porque, forçando muitas vezes o um-para-um, desestabilizou a defesa do Sp. Braga. Depois porque, permitindo a passagem de João Mário para o corredor central, deu aos leões mais qualidade no seu jogo. E por fim porque foi num cruzamento dele que André Pinto cometeu o penalti que deu o 1-2 à equipa da casa, marcado por Adrien. Depois do golo, o Sporting acreditou, forçou ainda mais, com a entrada de Montero para o lugar de Bruno César, e esteve muitas vezes perto do empate, que acabou por obter com alguma sorte, quando Jefferson falhou um remate, Montero recuperou a bola e bateu Kritciuk. Faltava um quarto de hora para o final. E se por um lado o Sp. Braga se recompunha, com as entradas de Alan e Stojiljkovic, aproximando-se mais do 4x3x3, o Sporting acusava o esforço. A saída de João Mário, esgotado, parecia corresponder a uma desistência leonina de chegar mais longe e foi Rafa, nessa altura, quem esteve mais perto de desbloquear o jogo para os visitantes. Até que Ruiz e Slimani resolveram o jogo – o costa-riquenho com um cruzamento milimétrico, o argelino, que até já tinha falhado dois golos cantados, com um cabeceamento letal. O Sporting ganhava um jogo que parecia ter perdido e, antes de FC Porto e Benfica jogarem, garantira que chegará ao fim da primeira volta pelo menos com quatro pontos de avanço sobre o segundo. Mas para os manter – e tendo em conta que acaba o campeonato com deslocações ao Dragão e a Braga nas últimas três jornadas, convém que os mantenha – terá de ser mais vezes a equipa intensa da segunda parte e menos o coletivo apático da primeira.
2016-01-10
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Stats

O Sporting entra na última jornada da primeira volta com a certeza de que virará a metade do campeonato em primeiro lugar, mas o nível de conforto dependerá do resultado que fizer contra o Sp. Braga, equipa comandada pela nemesis dos leões: Paulo Fonseca. O atual técnico bracarense é dos poucos treinadores da Liga portuguesa que tem um saldo favorável no confronto com o Sporting, tendo-o construído em clubes de menor dimensão. Ao todo, o atual técnico do Sp. Braga já defrontou os leões por oito vezes, tendo ganho quatro (ainda que uma após prolongamento) empatado três e perdido apenas uma: na Taça da Liga de 2012/13, por 1-0, em Alvalade, com o Paços de Ferreira. Na Liga, o saldo é amplamente favorável a Fonseca: duas vitórias por 1-0 com o Paços de Ferreira em 2012/13, uma vitória por 3-1 com o FC Porto no Dragão em 2013/14 e dois empates a uma bola outra vez com o Paços de Ferreira em 2014/15. Além destes jogos, há ainda a registar um empate a zero, com o FC Porto, em Alvalade, para a Taça da Liga e a recente vitória por 4-3 (ainda que após prolongamento), já com o Sp. Braga, para a Taça de Portugal. Já no confronto com Jorge Jesus, de quem até foi jogador no E. Amadora, em 2002/03, na II Divisão de Honra, Fonseca tem saldo negativo, ainda que com a particularidade de ter ganho as duas últimas partidas: 4-3 na recente eliminatória da Taça de Portugal e 1-0 com o Paços de Ferreira na Liga passada. Ao todo, porém, Jesus ainda tem vantagem, com cinco vitórias (uma delas contra o FC Porto, por 2-0, na Liga de 2013/14), um empate e estas duas derrotas mais recentes.   - Jorge Jesus defrontou o Sp. Braga por 18 vezes desde que abandonou a Pedreira. Ganhou metade (nove), já tendo sofrido seis derrotas, com a particularidade de três delas terem sido nos últimos quatro jogos. Na época passada, ainda no Benfica, Jesus perdeu com o Sp. Braga por 2-1 no Minho para Liga e pelo mesmo resultado na Luz para a Taça de Portugal, tendo ganho a partida em casa para a Liga por 2-0. Esta época, já no Sporting, foi eliminado da Taça de Portugal em Braga por 4-3.   - O Sporting procura a 11ª vitória consecutiva nos jogos em casa, depois de ter pedido com o Lokomotiv Moscovo (1-3), a 17 de Setembro. Desde então, os leões ganharam sucessivamente a Nacional (1-0), V. Guimarães (5-1), Skenderbeu (5-1), Estoril (1-0), Benfica (2-1, após prolongamento), Belenenses (1-0), Besiktas (3-1), Moreirense (3-1), P. Ferreira (3-1) e FC Porto (2-0). A última série de 11 vitórias seguidas dos leões no seu estádio a aconteceu entre Fevereiro e Maio de 2012, coincidindo com o final da época, e foi interrompida logo no arranque da Liga seguinte, com uma derrota por 1-0 frente ao Rio Ave.   - Além disso, os leões marcaram golos em casa nos últimos 19 jogos, não ficando em branco desde o empate a zero com o Wolfsburg, em Fevereiro do ano passado. É a mais longa série de jogos sempre a marcar da equipa leonina em casa desde os 21 desafios consecutivos a marcar que obteve entre Setembro de 2007 (0-1 com o Manchester United) e Abril de 2008 (0-2 com o Glasgow Rangers).   - Suceda o que suceder neste jogo, o Sporting já garantiu que chegará ao final da primeira volta da Liga isolado no primeiro lugar. Os leões não eram campeões de Inverno desde 2001/02, quando viraram com três pontos de avanço sobre o Boavista, e acabaram por ser campeões. Nessa Liga, porém, o Sporting chegou à 17ª jornada com 36 pontos, pecúlio menor do que os 41 que já têm neste momento. Além disso, com a recente vitória em Setúbal, por 6-0, os leões asseguraram também um arranque melhor do que em 1990/91, o arranque mais fulgurante da história recente do clube: nessa altura, apesar de terem ganho as primeiras onze partidas, os leões já chegaram à 17ª jornada com três derrotas e um empate, o que com as atuais regras de pontuação valeria apenas 40 pontos.   - Mesmo que ganhe ao Sp. Braga, o Sporting fará, no máximo, 44 pontos nas primeiras 17 jornadas. São menos dois do que os que tinha o Benfica de Jorge Jesus na época passada, quando se sagrou campeão de Inverno com 15 vitórias, um empate e uma derrota.   - O Sp. Braga procura o nono jogo seguido sem derrota, o que lhe permitiria igualar a melhor série desta época. A equipa de Paulo Fonseca esteve sem perder exatamente nove jogos entre os desaires no Estoril (1-0, a 12 de Setembro) e em Marselha (1-0, a 5 de Novembro). A última derrota do Sp. Braga aconteceu no Minho, frente ao Benfica: 2-0, a 30 de Novembro.   - Slimani marcou golos nas três últimas vezes que defrontou o Sp. Braga. A série começou na última jornada da Liga passada, quando fez o 4-1 final de Alvalade já em período de descontos. Depois disso, na final da Taça de Portugal, marcou a sete minutos do fim, na altura reduzindo para 1-2 um jogo que acabou empatado e em que os leões ganharam nos penalties. Por fim, no recente jogo da Taça de Portugal, voltou a marcar, desta vez empatando provisoriamente o jogo a duas bolas, aos 57’, antes de o Sp. Braga se impor no prolongamento.   - Jorge Jesus já treinou o Sp. Braga e é a confirmação de uma curiosidade: todos os treinadores que conseguem ganhar ao Sporting aos comandos do Sp. Braga acabam por treinar os leões. Jesus ganhou ao Sporting em Alvalade, em Fevereiro de 2009 (3-2) e está agora em Alvalade. Depois dele, ganharam ao Sporting Domingos Paciência (em Agosto de 2009 e Janeiro de 2010) e Leonardo Jardim (em Janeiro de 2012), tendo ambos acabado por dirigir a equipa lisboeta. Antes, já o tinha feito Jesualdo Ferreira (em Janeiro de 2006), que também passou depois por Alvalade. José Peseiro (que já tinha comandado os leões), Jorge Paixão e Sérgio Conceição nunca ganharam com o Sp. Braga ao Sporting, de modo que a única exceção dos últimos tempos é António Caldas, que venceu em Novembro de 2007 e depois emigrou para Angola. Além de Paulo Fonseca, claro…   - Os últimos dois jogos entre Sporting e Sp. Braga acabaram empatados no final dos 90 minutos, tendo o Sporting vencido a final da Taça de Portugal, em Maio, nas grandes penalidades, e o Sp. Braga ganho a eliminatória da mesma competição, no mês passado, durante o prolongamento. Antes disso, os leões tinham sete vitórias consecutivas sobre os arsenalistas.   - A última vez que o Sp. Braga evitou a derrota num jogo com o Sporting para a Liga foi em Janeiro de 2012, faz quatro anos na próxima sexta-feira. Na ocasião, dirigidos por Leonardo Jardim, os arsenalistas venceram no Minho por 2-1, com golos de Hélder Barbosa e Lima, aos quais respondeu Carrillo pela equipa de Domingos Paciência. Dessa equipa do Sp. Braga só resta no clube o veterano Alan. Dela fazia parte o central Ewerton, que agora joga no Sporting, onde se mantêm Rui Patrício, João Pereira, André Martins e Carrillo.    - O Sporting venceu os últimos sete jogos contra o Sp. Braga em Alvalade, mas o Sp. Braga fez golos em cinco deles. A última vez que os minhotos fugiram à derrota no terreno do adversário foi em Agosto de 2009, quando ali venceram por 2-1, com golos de Alan e Meyong, tendo Yannick marcado para os leões.   - Estreia de Jorge Sousa a apitar o Sporting esta época, sendo que os leões vão com seis vitórias seguidas na Liga com este árbitro, uma delas frente ao Braga (3-2 no Minho, em 2012/13), e não deixam pontos com ele em campo desde a derrota por 2-0 no Dragão, frente ao FC Porto, nessa mesma época. É a quinta vez que Sousa dirige um jogo entre Sporting e Sp. Braga na Liga: nos quatro anteriores, verificaram-se duas vitórias para cada lado, três delas por 3-2.
2016-01-09
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As três equipas que ainda não tinham tido penaltis a seu favor na Liga tiveram todas um nesta jornada: o U. Madeira converteu o seu na baliza da Académica, o Nacional fez o mesmo contra o Arouca, mas o Rio Ave falhou o seu primeiro penalti do campeonato, contra o Tondela. A partir de agora, já todas as equipas tiveram pelo menos um penalti a favor, sendo que ainda há duas sem qualquer grande penalidade contra: V. Guimarães e Benfica.   - Ainda acerca de penaltis, Bruno Moreira fez, de grande penalidade, o primeiro golo do Paços de Ferreira no empate a duas bolas frente ao Belenenses. Foi o sétimo penalti desta Liga a favor dos pacenses, que desta forma igualaram o Sporting na condição de equipa com mais remates dos onze metros a seu favor na competição. Aliás, o Paços de Ferreira vai com três jornadas seguidas a ter pelo menos um penalti a seu favor.   - Ao vencer o U. Madeira por 3-1, a Académica obteve a segunda vitória consecutiva em casa, pois já tinha ganho ao Belenenses por 4-3 na 13ª jornada. A última vez que a Académica tinha ganho duas vezes seguidas em casa tinha sido em Janeiro de 2014, quando bateu consecutivamente o P. Ferreira (4-2) e o Gil Vicente (1-0). João Real e Ivanildo, que fizeram golos na sequência presente, também já os tinham feito na de 2014.   - Fernando Alexandre, em contrapartida, marcou nos dois últimos jogos da Académica em Coimbra: fez o quarto nos 4-3 ao Belenenses e o segundo nos 3-1 ao U. Madeira.   - O central Paulo Monteiro fez o primeiro golo na Liga, na transformação de um penalti (o tal que foi o primeiro da equipa de Norton de Matos no campeonato). Mas já foi o seu quarto golo desta época, pois tinha obtido um hat-trick no jogo da Taça de Portugal contra o Sertanense, que o U. Madeira venceu por 5-1. Todos os seus golos foram de penalti.   - O Moreirense ganhou pela primeira vez na história no terreno do Boavista e fê-lo logo por 3-0. Foi a terceira vitória consecutiva dos cónegos em todas as competições, depois de terem ganho ao Nacional (2-0, para a Liga) e ao Oriental (4-2, para a Taça da Liga), algo que a equipa não conseguia desde Agosto de 2013, quando ainda estava na II Liga e venceu sucessivamente Ac. Viseu, Sp. Covilhã e Chaves.   - Rafael Martins, do Moreirense, vai com quatro jogos seguidos sempre a marcar golos: fez o golo ao Sporting na derrota por 3-1 em Alvalade, depois bisou nos 2-0 ao Nacional e nos 4-2 ao Oriental e agora fez o segundo nos 3-0 ao Boavista. Melhorou a sua melhor sequência desta época, que era de três jogos sempre a marcar (Tondela, Aves e V. Setúbal) e igualou a melhor desde que está em Portugal, quando festejou sucessivamente contra Nacional, Académica, Benfica e Olhanense, em Abril e Maio de 2014. Esta sequência, porém, tem uma particularidade: é que pelo meio o brasileiro não jogou frente ao Sp. Braga.   - Os 3-0 encaixados contra o Moreirense representam a derrota mais alargada do Boavista em casa desde uns 4-1 que sofreram do Vizela, em Março de 2014, no Campeonato Nacional de Seniores. Na I Liga, o Boavista não perdia em casa por três ou mais golos desde Outubro de 2006, quando o Nacional ali venceu por 4-0.   - Ao empatar com o Arouca, em casa (2-2), o Nacional somou o sexto jogo seguido sem vitória, contando todas as competições. A equipa de Manuel Machado iguala assim a série negra de Março e Abril do ano passado, quando somou três empates e três derrotas contra Sporting (duas vezes), Benfica, FC Porto, Académica e Rio Ave. Desta vez, após a vitória contra o Marítimo (3-1, em finais de Novembro), também tem três empates e três derrotas, ante FC Porto, Benfica, Estoril, Aves, Moreirense e Arouca.   - O empate na Choupana confirma que o Arouca gosta mesmo de dividir os pontos: foi o oitavo em 15 jornadas para a equipa orientada por Lito Vidigal. Na últimas cinco jornadas, porém, os jogos dos arouquenses têm descoberto os golos, pois em todas elas se verificou que ambas as equipas marcaram.   - Zequinha, que fez o primeiro golo do Arouca na Choupana, ainda não tinha marcado esta época. O seu último golo na Liga já tinha sido na Madeira, a 6 de Abril de 2015, e também tinha valido um empate, mas ao V. Setúbal (que representava nessa altura) num jogo frente ao Marítimo.   - O empate frente ao Estoril valeu mais uma expulsão ao Marítimo. Desta vez foi Ruben Ferreira, a ver o segundo amarelo já em período de compensações. Foi a 12ª expulsão dos verde-rubros em 15 jornadas da Liga, o que transforma este parcial no total de expulsões mais elevado da história do Marítimo na I Liga. E ainda falta mais de meio campeonato.   - Leo Bonatini fez o golo que valeu ao Estoril o empate nos Barreiros contra o Marítimo. O avançado brasileiro marcou os últimos quatro golos dos canarinhos, todos os que a equipa fez desde o início de Dezembro. O último além dele a marcar um golo pelo Estoril foi Dieguinho, na vitória por 1-0 frente ao Caldas, na Taça de Portugal, a 22 de Novembro. Na Liga, então, ninguém a não ser Bonatini faz um golo pelo Estoril desde que Afonso Taira obteve o tento do empate (2-2) frente ao Rio Ave, a 24 de Outubro.   - O empate significou para o Estoril a continuação da série negra de jogos sem vitórias na Liga. São já nove, desde a vitória sobre o U. Madeira (2-1) em casa, a 27 de Setembro. O Estoril igualou assim a pior série da época passada, que foi de precisamente nove jogos da Liga sem ganhar entre um 1-0 ao Arouca (a 25 de Janeiro) e um 1-0 ao Paços de Ferreira (a 13 de Abril). Pelo caminho, José Couceiro saiu e cedeu o lugar a Fabiano Soares, o atual treinador.   - O golo de Suk ao Sp. Braga significa que esta já é a época mais produtiva do coreano do V. Setúbal. Ao todo, contabilizando todas as competições, Suk soma já onze concretizações (nove na Liga e duas na Taça de Portugal), batendo os seus próprios registos de 2014/15 quando, entre Nacional e V. Setúbal, acabou a temporada com dez (seis na Liga, três na Taça de Portugal e um na Taça da Liga).   - O bracarense Marcelo Goiano, que garantiu o empate do Sp. Braga em Setúbal, fez o seu primeiro golo na Liga. Já tinha marcado pelo Sp. Braga, mas sempre na Taça de Portugal: ao Alcains na época passada e ao Sporting esta época. Antes disso, pelo Feirense, também tinha um golo pelo Feirense, mas ao Fafe, também na Taça de Portugal.   - Carlos Martins voltou a ser expulso, no empate do Belenenses em Paços de Ferreira, o que já não lhe acontecia desde 8 de Fevereiro do ano passado, quando o Belenenses perdeu em Guimarães, por 1-0. Foi a terceira expulsão do médio desde que regressou de Espanha, para jogar no Benfica, e em nenhum desses jogos a sua equipa ganhou.   - Ukra falhou o primeiro penalti do Rio Ave nesta Liga e o primeiro de que os vila-condenses beneficiam desde 21 de Março. Nessa altura, o mesmo Ukra fez golo ao Benfica, contribuindo para uma vitória por 2-1 dos verde-e-brancos.        
2016-01-04
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Último Passe

A vitória épica do Sp. Braga sobre o Sporting, a afastar o Sporting da Taça de Portugal com um 4-3 no qual teve de recuperar de duas situações de desvantagem no marcador, veio provar que a equipa de Paulo Fonseca pode mesmo ombrear com os grandes em termos de futebol ofensivo e ao mesmo tempo deixar dúvidas acerca da capacidade dos leões para o patamar elevado em que Jorge Jesus tenta colocá-los desde já. Objetivamente, a primeira derrota da época do Sporting no futebol nacional nasceu na incapacidade da equipa líder do campeonato controlar os ritmos de um jogo em que esteve por duas vezes a ganhar, a última das quais até aos 83’. É esse o teste de maioridade que falta a este Sporting ultrapassar. O jogo teve muito a ver com a final de Maio passado, no Jamor, com a diferença de que desta vez os papéis se inverteram: foi o Sp. Braga quem teve de correr atrás para anular uma desvantagem. Quando não há grande desequilíbrio de forças é sempre mais fácil ter a bola, jogar para o golo, do que controlar o jogo sem ela, gerindo o resultado. Foi isso que mostrou o Sporting na final da Taça da época passada, quando recuperou de 0-2 para 2-2 com menos um jogador, acabando por ganhar nos penaltis, e que voltou a mostrar agora o Sp. Braga, ao derrotar o detentor do troféu por 4-3, depois de estar a perder por 0-1 e por 2-3. Para controlar jogos em que não se tem muita bola é preciso uma maturidade que este Sporting ainda não tem – e que o Sp. Braga da final da época passada também não tinha, como não tem nenhuma equipa portuguesa do momento, aliás. E isso, no que toca aos leões, nem é estranho: basta que se repare que em campo tinham dois meninos ainda inexperientes (Matheus e Gelson) ou que Jesus se sentiu impelido a trocar um dos defesas centrais no início do prolongamento, mas que mesmo assim o quarto golo bracarense nasceu de um golpe de cabeça de Rui Fonte na zona dos centrais. Assim sendo, não é de estranhar que, com duas equipas de elevada qualidade ofensiva e sem capacidade de controlo, o jogo tenha descambado no festival de golos em que descambou. Ruiz aproveitou um lançamento lateral para dar vantagem ao Sporting, premiando a estratégia mais conservadora de Jesus, que entrou mais perto do 4x3x3 que do 4x4x2, com João Mário à direita e o triângulo formado por William, Adrien e Aquilani ao meio. Ainda assim, foi no corredor central que o Sp. Braga construiu o empate, de Rafa para Wilson Eduardo. Alan fez o 2-1, mas, assim que teve de correr atrás do resultado em vez de o gerir, o Sporting reagiu bem: Slimani empatou de súbito e William marcou o 3-2. O empate saiu de um belo remate de fora da área de Macelo Goiano, a sete minutos do final do tempo regulamentar e, já no prolongamento, Rui Fonte sentenciou a eliminatória a favor dos minhotos. Ao Sporting resta, em termos internos, o campeonato – que a Taça da Liga será fraca consolação. Falta ver se os intensíssimos 120 minutos de Braga terão reflexo na produção da equipa já no domingo, frente ao U. Madeira, num compromisso em que, mais que gerir, terá mesmo de fazer as despesas da partida.
2015-12-16
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Marcaram-se 40 golos nos nove jogos da 13ª jornada da Liga, o melhor parcial desde Maio de 2002. A última jornada em que se fizeram mais golos do que nesta foi a 34ª e última da Liga que o Sporting ganhou, na qual se celebraram 43 tentos. Desde aí jogaram-se 423 jornadas, nenhuma com tantos golos como a atual.   - Os 116 jogos já efetuados na atual Liga produziram 288 golos, a uma média de 2,48 golos por jogo. A média é, ainda assim, ligeiramente inferior à da época passada, que acabou com 2,49 golos por partida realizada, mas bastante superior à de 2013/14, onde se fizeram apenas 2,37 tentos por jogo.   - Leo Bonatini fez, de penalti, ao Boavista, o 250º golo da atual Liga. O golo 200 tinha pertencido a Piojo, do Tondela; o 150º a Adrien Silva, do Sporting; o 100º a Heldon, do Rio Ave; e o 50º a Aboubakar, do FC Porto.   - O boavisteiro Inkoom juntou-se ao lote dos jogadores que já foram expulsos por duas vezes na atual Liga, uma vez que juntou o vermelho mostrado por Tiago Antunes na receção ao Estoril a outro exibido por Manuel Mota, no jogo em casa com o Paços de Ferreira. O recorde ainda pertence a Edgar Costa, do Marítimo, que foi expulso três vezes.   - O nigeriano Uche estreou-se a marcar pelo Boavista, quase um ano depois do seu último golo, que tinha sido obtido com a camisola do Lierse, frente ao Beveren, na Liga belga, a 24 de Janeiro.   - Bonatini marcou o sétimo golo na atual Liga e o primeiro de penalti, na primeira vez que o Estoril beneficiou de uma grande penalidade na prova (já tinha tido uma na Taça de Portugal e outra na Taça da Liga). Quer isso dizer que já só há três equipas sem um único penalti a favor no campeonato: U. Madeira, Rio Ave e Nacional. Por outro lado, V. Guimarães, Sp. Braga e Benfica são os únicos sem penaltis contra.   - O empate significou o oitavo jogo seguido do Boavista sem ganhar na Liga, desde a vitória em Coimbra, frente à Académica, por 2-0. É a mais longa série sem vitórias dos boavisteiros na Liga desde o início da época de 2007/08, quando só ganharam à 11ª jornada: 3-2 ao V. Guimarães, a 26 de Novembro de 2007   - Jogo de pesadelo para o cabo-verdiano Gegé em Vila do Conde, na derrota do Arouca frente ao Rio Ave (1-3). Abriu o marcador para o adversário num autogolo logo ao primeiro minuto e foi expulso por acumulação de amarelos à meia-hora. Gegé não via um vermelho desde Abril do ano passado, quando saiu mais cedo, também com duplo amarelo, de uma derrota do Marítimo frente ao Nacional.   - Ao sexto jogo oficial entre ambos – cinco para a Liga e um para a Taça de Portugal – esta foi a primeira vez que o Rio Ave conseguiu ganhar ao Arouca. Até aqui somava um empate e quatro derrotas, uma delas no prolongamento, que lhe ditou a eliminação da Taça de Portugal de 2012/13.   - Ao ganhar por 6-0 ao U. Madeira, o Paços de Ferreira igualou o Benfica (que tinha ganho pelo mesmo resultado ao Belenenses) como detentor da maior goleada deste campeonato. Como já tinham ganho por 7-1 à Naval, em jogo da Taça de Portugal, esta foi já a segunda vitória dos pacenses por seis golos de diferença esta época, mas a primeira na Liga desde que bateram o Salgueiros por 6-0 na Mata Real a 10 de Março de 2002. O U. Madeira não perdia por uma diferença tão grande desde 3 de Maio de 1992, quando foi goleado na Luz pelo Benfica pelos mesmos 6-0.   - Ao bisar nos 6-0 ao U. Madeira, Bruno Moreira, do Paços de Ferreira, marcou pela terceira jornada consecutiva, depois de já ter estado entre os goleadores pacenses na vitória frente ao Estoril (2-0) e na derrota contra o FC Porto (1-2). Na época passada até tinha marcado em quatro rondas consecutivas, entre a sexta e a nona, a Belenenses, Marítimo, Boavista e V. Setúbal.   - O guarda-redes Salin continuou a saga de expulsões do Marítimo, ao ver o vermelho na vitória dos madeirenses frente ao V. Guimarães. São já onze as expulsões maritimistas na Liga, o que é notável porque só se jogaram 13 jornadas. Na época passada, em toda a Liga, o Marítimo colecionou oito vermelhos. Não havia tantas expulsões num campeonato para a equipa verde-rubra desde 2010/11, mas nessa época foram precisas 30 jornadas para lá chegar.   - O Marítimo sofreu mais um golo de penalti e é também a equipa com mais grandes penalidades contra na Liga: cinco, tantas como a Académica. Sporting, Estoril, Boavista, Rio Ave e Nacional seguem-se com três.   - Mesmo assim, o Marítimo voltou a ganhar em Guimarães, onde já não se impunha para a Liga desde Maio de 2010. Nessa altura venceu por 2-1 e também teve o guarda-redes expulso: então foi o brasileiro Peçanha.   - Prossegue também a péssima campanha do estreante Tondela, que já vai no terceiro treinador mas não dá a volta à crise. Perdeu em casa com o Sp. Braga e manteve os cinco pontos em 13 jogos. Só houve duas equipas igualmente más ao fim de 13 rondas neste século e ambas acabaram a Liga em último lugar: a Naval de 2010/11 e a U. Leiria em 2007/08. Ninguém se salva da descida com tão poucos pontos à 13ª jornada desde o Rio Ave em 1996/97: tinha dois pontos à 13ª jornada e acabou a época em 15º lugar, dois pontos acima da linha de água.   - A vitória em Tondela (1-0) foi também o sétimo jogo do Sp. Braga com a baliza a zeros na últimas oito jornadas. Desde que ganhou ao Marítimo por 5-1, a 21 de Setembro, a equipa de Paulo Fonseca só sofreu golos num jogo da Liga: a derrota em casa com o Benfica, por 2-0.   - Prossegue, ao contrário, a catástrofe defensiva do Belenenses. A derrota (4-3) em Coimbra quer dizer que os azuis continuam como equipa mais batida da Liga, com 30 golos encaixados em 13 jornadas. Não havia uma defesa tão goelada em 13 semanas desde o Paços de Ferreira de 2011/12, que chegou à 13ª jornada com os mesmos 30 golos sofridos. É o pior registo dos azuis em 65 anos: em 1950/51 sofreram 35 golos nas primeiras 13 jornadas da Liga, mas acertaram e só deixaram entrar mais 13 nas 13 jornadas seguintes.
2015-12-15
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Já fui suficientemente massacrado acerca de autogolos e no entanto volto ao assunto. Porquê? Porque a Liga portuguesa não dá autogolos a favor dos nossos grandes clubes. Sei que a Liga nem sequer atribui marcadores aos golos, quem o faz são os árbitros. Mas quem quiser que enfie a carapuça. Para mim, que sigo as normas em recomendadas pela FIFA há vários anos, o quarto golo do Benfica em Setúbal é autogolo de Ricardo. Tal como o primeiro do Chelsea ao FC Porto é autogolo de Marcano. Para a Liga portuguesa, quem marcou o quarto golo do Benfica em Setúbal foi Mitroglou. Para a UEFA, quem fez o primeiro do Chelsea ao FC Porto foi mesmo Marcano, na própria baliza. Quem perceber as diferenças entre os dois lances que me explique, mas por favor sem recurso ao discurso gasto e velho da imparcialidade. Não há forma mais imparcial de ver a coisa do que a recomendação da FIFA. Que diz o seguinte: se o último toque na bola antes de ela entrar na baliza é involuntário ou infeliz – como são os toques dos defesas que tentam evitar os golos – deve analisar-se a trajetória da bola levava antes desse mesmo toque. Se a bola ia em direção da baliza, é golo do atacante que a chutou; se ia noutra direcção, então esse último toque ganha caráter decisivo e deve ser atribuído o golo ao seu autor. Parece-me simples. Mas há muito quem complique. Os adeptos por causa da cor das camisolas; as Ligas, sei lá por que razão. Vamos a casos concretos. Quarto golo do Benfica em Setúbal: Mitroglou chuta ao poste, a bola vinha para trás quando bateu nas pernas do guarda-redes Ricardo e voltou em direção da baliza. Não dá para duvidar: é autogolo de Ricardo. Se o tirarmos do lance não há golo. Para a Liga portuguesa, no entanto, o golo é de Mitroglou. Primeiro golo do Chelsea ao FC Porto em Londres: Diego Costa segue isolado em direção à baliza do FC Porto, chuta contra Casillas, a bola vem em direção oposta à da baliza quando bate no peito de Marcano e acaba nas redes. Também não dá para duvidar: é autogolo de Marcano. Foi, aliás, essa, a decisão da UEFA. A lógica é a mesma da que apliquei no primeiro golo do Benfica em Braga. Recordo o que se passou: Pizzi chutou, Baiano impediu a bola de seguir para a baliza e cortou-a, mas ela acabou por bater nas costas de Kritciuk, reassumindo a direção das redes. Para mim, também não há dúvidas: é autogolo de Kritciuk, porque se ele lá não estivesse a bola não iria para a baliza. Para a Liga portuguesa, no entanto, foi golo de Pizzi. É que, por muito que se esforcem, esse lance não tem nada a ver com o do primeiro golo do Benfica em Setúbal, a não ser no facto de também nesse ter sido Pizzi a chutar. Neste caso, Pizzi chuta, Ricardo tenta defender, toca na bola mas não a detém e ela acaba mesmo no fundo das redes. Sucede que, sem a intervenção do guarda-redes, abola ia na mesma para a baliza, pelo que o golo é de Pizzi. Aqui, a Liga portuguesa acertou. Para não dizerem que estou sempre contra.
2015-12-14
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O coreano Suk, autor de dois golos nos 3-0 com que o V. Setúbal ganhou ao Belenenses no Restelo, já superou a sua melhor temporada na Liga. Totaliza sete tentos marcados, um acima dos seis que registou entre Nacional e V. Setúbal em 2014/15. Desses sete, seis foram obtidos fora de casa – a exceção foi o golo ao Rio Ave na terceira jornada – o que faz dele o melhor goleador da Liga em viagem.   - Além dos sete golos, Suk soma ainda quatro assistências, o que faz dele um dos jogadores ofensivamente mais valiosos da Liga, com participação direta em onze golos. Acima dele aparece apenas Jonas (Benfica), que soma quatro assistências a dez golos marcados, para um total de 14 tentos.   - Depois de uma ameaça de retoma em Alvalade, contra o Sporting, continua o descalabro defensivo do Belenenses. Não tanto pelos quatro jogos seguidos a sofrer golos na Liga, depois do 1-0 ao U. Madeira, ou pelo facto de ter apenas duas balizas virgens em 12 jornadas, mas pelos 26 golos que já levou em 12 jornadas, que são o pior registo da Liga desde 2011, quando o Paços de Ferreira aqui chegou com 27 golos encaixados. Não se via um Belenenses tão permeável a esta altura da Liga desde 1950 – há 65 anos, portanto – quando a equipa azul chegou à 12ª jornada com 33 golos sofridos.   - O Arouca voltou às vitórias, dez jogos depois. Tinha ganho ao Benfica, na segunda jornada, por 1-0, e voltou agora a vencer, batendo o Boavista por 3-2. Fê-lo graças a um penalti marcado por Nuno Coelho, que foi o primeiro de que o Arouca beneficiou desde 1 de Março, quando um penalti de David Simão lhe permitiu empatar em Coimbra com a Académica.   - O Boavista também beneficiou nesse jogo do seu primeiro penalti da época. Converteu-o Tengarrinha, cujo único golo com a camisola do Boavista já tinha sido de grande penaltidade, num empate com o Rio Ave, a 9 de Fevereiro. Estoril, Moreirense, Rio Ave, U. Madeira e Nacional são agora as únicas equipas que ainda não beneficiaram de penaltis na atual Liga.   - O Nacional esteve a três minutos de conseguir ganhar no Estoril, mas mesmo assim regressou à Madeira com um empate (1-1) e a alegria de ter pela primeira vez pontuado na Amoreira. Até aqui somava quatro derrotas em outras tantas visitas.   - Salvador Agra marcou o golo do Nacional ao Estoril, o quarto da época para o pequeno extremo dos madeirenses. Igualou assim o melhor pecúlio de uma temporada, que tinham sido os quatro golos marcados em três ocasiões: em 2011/12 no Olhanense, em 2013/14 na Académica e em 2014/15 no Sp. Braga.   - Continua a relação de amor entre Leo Bonatini e Estádio António Coimbra da Mota. Nos seis jogos que ali fez esta época, marcou cinco golos, só ficando em branco frente ao Rio Ave, porque foi expulso logo aos 16 minutos. Desses cinco golos, só um não valeu pontos de forma direta ao Estoril.   - Ao ganhar ao Tondela, por 2-0, o U. Madeira deixou de ser a equipa há mais tempo sem vitórias na Liga: já não vencia desde a primeira jornada, quando se impôs ao Marítimo, por 2-1. A infelicidade pertence agora ao Tondela, que não vence desde a terceira ronda, quando bateu o Nacional por 1-0, e somou apenas dois pontos desde então.   - Fruto disso, o Tondela afunda-se ainda mais na classificação: já está a quatro pontos da linha de água. Os cinco pontos que soma à 12ª jornada não permitem a salvação a ninguém desde 1996. Há 19 anos, o Rio Ave chegou à 12ª jornada com dois pontos e acabou a Liga um lugar acima das posições de descida, em 15º. Desde então, Gil Vicente (quatro pontos em 1996/97), E. Amadora (quatro pontos em 2000/01), U. Leiria (cinco pontos em 2007/08), Naval (cinco pontos em, 2010/11) e outra vez Gil Vicente (cinco pontos, em 2014/15) desceram todos como consequência de um mau arranque.   - O empate com o Sp. Braga (0-0) foi o quarto jogo consecutivo do Moreirense sem derrota, após a derrota em casa com o V. Setúbal (0-2), a 25 de Outubro. Contando só jogos da Liga, é a melhor série do Moreirense desde Setembro a Novembro do ano passado, quando empatou com Penafiel e Académica e venceu Gil Vicente e Marítimo. Desta vez, empatou com Académica e Sp. Braga e venceu Paços de Ferreira e Rio Ave.   - Foi o segundo jogo consecutivo do Sp. Braga sem fazer golos na Liga: 0-2 com o Benfica e agora 0-0 com o Moreirense. Já lhe tinha acontecido à sétima e oitava jornadas, quando empatou a zero com o Arouca e o FC Porto.   - Os dois golos que marcou ao Rio Ave permitiram ao brasileiro Henrique Dourado o seu primeiro bis desde que chegou a Portugal para jogar no V. Guimarães. O avançado não fazia mais de um golo num jogo desde um hat-trick ao Chapecoense, com a camisola do Palmeiras, em jogo do Brasileirão, a 2 de Outubro de 2014.
2015-12-08
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A vitória do Benfica em Braga, por 2-0, começou a ser construída com um autogolo do guarda-redes Kritciuk: Pizzi rematou, Baiano cortou quase em cima da linha, mas fê-lo contra as costas do seu guarda-redes, levando a bola a entrar. Foi o segundo autogolo a favorecer o Benfica em três jornadas da Liga, depois do marcado por Berger (Tondela), em finais de Outubro, e o primeiro marcado por um jogador do Sp. Braga em 78 jornadas: o último tinha sido de Douglão, no Estoril, numa derrota bracarense por 2-1, a 26 de Abril de 2013.   - O Benfica venceu o terceiro jogo seguido na Liga – e sempre sem sofrer golos. O 2-0 de Braga foi antecedido pelo 4-0 de Tondela e pelo 2-0 em casa frente ao Boavista. Desde Abril que os encarnados não ganhavam em três jornadas seguidas (na altura venceram o Nacional e a Académica em casa e o Belenenses fora). Mas para se encontrar três vitórias consecutivas sem sofrer golos é preciso recuar ao período entre Novembro do ano passado e Janeiro. Aliás, na altura não foram três mas sim sete: 2-0 à Académica, 3-0 ao Belenenses, 2-0 ao FC Porto, 1-0 ao Gil Vicente, 3-0 ao Penafiel, 3-0 ao V. Guimarães e 4-0 ao Marítimo.   - O Sp. Braga ainda não tinha perdido na Pedreira esta época: tinha sete vitórias e um único empate, o 0-0 com o Arouca. Se esta época perdeu pela primeira vez ao nono jogo, na anterior tinha perdido ao décimo, o 0-1 contra o Sporting, decidido num livre de Tanaka já nos descontos.   - Rui Vitória ganhou pela primeira vez na carreira a Paulo Fonseca. Fê-lo ao décimo jogo, após cinco empates e quatro derrotas, todas ao serviço do V. Guimarães, enquanto Fonseca estava no Aves, no Paços de Ferreira e no FC Porto.   - O treinador do Benfica conseguiu a terceira vitória da sua carreira em Braga. E se as primeiras, ambas no Paços de Ferreira, tinham sido graças a um golo de Pizzi e a um autogolo de um jogador bracarense (na ocasião Sílvio), esta teve o “dois-em-um”: um autogolo de Kritciuk após um remate de Pizzi.   - Kritciuk viu interrompida a sua série de imbatibilidade logo aos 3 minutos, com o tal autogolo. Somou ao todo 505 minutos sem sofrer golos e ficou a 81 do recorde estabelecido em Braga por Eduardo em 2009/10.   - Cinco dos 36 golos marcados pelo Benfica esta época em todas as competições surgiram nos primeiros dez minutos de jogo. Antes do autogolo de Kritciuk tinham-no feito Mitroglou (aos 5’, nos 6-0 ao Belenenses), Gaitán (aos 2’, no 1-2 com o Galatasaray), Jonas (aos 4’, nos 4-0 ao Tondela) e de novo Mitroglou (aos 6’, no 1-2 com o Sporting). Ainda assim, o Benfica leva mais golos nas segundas partes (21) do que nas primeiras (15).   - O Sp. Braga, em contrapartida, só tinha sofrido um golo nas primeiras meias-horas dos seus jogos. Marcara-o Soares, aos 2’ do que acabou por ser a vitória bracarense por 2-1, logo na jornada inaugural da Liga. Ainda assim, os minhotos costumam fraquejar logo após a meia-hora e sofrem muito mais golos nas primeiras partes (7) do que nas segundas (3).   - Autor do golo da tranquilidade, Lisandro Lopez marcou pela primeira vez com a camisola do Benfica. O seu último golo tinha sido a 14 de Março de 2014, num empate (3-3) do Getafe com o Granada.
2015-12-01
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Último Passe

O Benfica manteve a cabeça à tona de água e adiou as notícias acerca da sua morte para a Liga, ao vencer com clareza em Braga, por 2-0, fruto de dois golos nos primeiros onze minutos de jogo. Durante o que restou da partida, os bracarenses tiveram sempre mais bola, mas nunca foram capazes de transformar essa posse em superioridade futebolística, mostrando que este Benfica se sente muito mais confortável em vantagem, quando pode vestir o fato preferido do seu treinador, o 4x2x3x1. Sem Jonas, o que apresenta um puzzle muito interessante para Rui Vitória resolver nas próximas semanas. Rui Vitória voltou a abdicar de Jonas, a exemplo do que tinha feito em Alvalade, na Taça, contra o Sporting, e a lançar Gaitán para a zona central, no apoio a Mitroglou, com Pizzi e Gonçalo Guedes nas alas e Renato Sanches a encher o meio-campo de vigor ao lado de Fejsa. Tal como nesse jogo, no seguimento de um lance de perigo do adversário, uma combinação entre Mitroglou e Pizzi – desta vez ao contrário e com alguma sorte no ressalto no corpo do guarda-redes Kritciuk  – deu o primeiro golo ao Benfica, ainda muito cedo. A diferença é que, desta vez, antes que o adversário pudesse reagir, os encarnados chegaram ao segundo, por Lisandro López, na sequência de uma bola parada, condicionando desde logo o resto da partida. Organizado no seu 4x4x2 habitual, o Sp. Braga não só se via em inferioridade numérica a meio-campo – Mauro e Luiz Carlos contra Fejsa, Sanches e Gaitán – como gaguejava bastante na sua primeira fase de organização atacante, fruto da pressão de Sanches fazia sobre a saída de bola. O jogo não teve, por isso, muita história. Mais bola para o Sp. Braga, superioridade territorial também para a equipa da casa, mas um Benfica sempre capaz de criar situações de desequilíbrio quando saía em ataque rápido ou beneficiava do facto de ter mais espaço para atacar, fruto do número reduzido de unidades que metia na frente e, por arrastamento, do número igualmente reduzido de adversários que arrastava para tarefas defensivas. É verdade que nunca poderemos especular acerca do que seria o jogo se o Benfica não se tivesse visto tão cedo em vantagem – nem isso interessa verdadeiramente, a não ser para se perceber qual é a melhor fórmula para este Benfica. Porque a equipa de Rui Vitória tem sido sempre capaz de se impor em casa no 4x4x2 com Jonas e Jiménez, mas está a dar melhores respostas nos jogos mais exigentes quando se apresenta em 4x2x3x1 com Mitroglou. O puzzle que Rui Vitória terá de resolver tem a ver com a fórmula ideal para jogos de grau de dificuldade intermédio, como as deslocações a equipas de meio da tabela. É aí que o Benfica terá de continuar a mostrar que se mantém vivo na Liga.
2015-11-30
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Stats

Rui Vitória e Paulo Fonseca vão defrontar-se pela décima vez e o atual treinador do Benfica ainda não conseguiu ganhar uma única – ainda que um empate entre ambos tenha sido a gota de água que levou à sua saída do FC Porto. Ao todo, em nove jogos, registam-se cinco empates e quatro vitórias do atual técnico do Sp. Braga. E mesmo um desses empates acabou por ser favorável a Paulo Fonseca, que logo no primeiro confronto entre ambos levou o Desp. Aves, da II Liga, a eliminar o V. Guimarães da Taça de Portugal, com 3-2 nos penaltis depois de um empate a zero no final do prolongamento. Foi a 20 de Novembro de 2011 que os dois treinadores se defrontaram pela primeira vez. O Desp. Aves de Paulo Fonseca segurou o V. Guimarães no 0-0 durante 120 minutos e, depois, nos penaltis, Rui Faria deteve os pontapés de João Paulo, Barrientos e Nuno Assis, deixando o resultado em 3-2 para os avenses. Os dois só voltaram a encontrar-se em 2012/13, quando Paulo Fonseca chegou à I Liga, para ocupar a vaga deixada quase um ano antes por Rui Vitória em Paços de Ferreira. Nessa época, o Paços de Fonseca foi empatar a Guimarães (2-2) e venceu no Capital do Móvel (2-1). A excelente época feita no Paços de Ferreira valeu a Paulo Fonseca a chegada ao FC Porto, pelo qual defrontou o V. Guimarães de Rui Vitória em quatro ocasiões, na época de 2013/14. Logo a abrir, na Supertaça, os portistas impuseram-se por 3-0. Ganharam depois no Dragão, para a Liga, por 1-0, e foram vencer a Guimarães, na Taça de Portugal, por 2-0. Por fim, outra vez no Minho, o FC Porto ainda esteve a ganhar por 2-0, mas acabou por permitir o empate a dois golos. Foi a gota de água para Paulo Fonseca, que na sequência do jogo abandonou o comando técnico do FC Porto, que passou a ser orientado por Luís Castro. Paulo Fonseca deu então um passo atrás e regressou ao Paços de Ferreira, com o qual voltou a defrontar Rui Vitória por duas vezes, na época passada: empate a dois na Capital do Móvel e a uma bola em Guimarães.   - Em contrapartida, Paulo Fonseca só ganhou uma vez ao Benfica. Foi em Janeiro deste ano, que o Paços de Ferreira bateu os encarnados em casa, por 1-0, com um golo de penalti nos descontos. Antes disso somava cinco derrotas e apenas um empate, na Luz, na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal de 2012/13, depois de o Benfica já ter ganho em Paços de Ferreira por 2-0 no primeiro jogo.   - São mais divididos os desfechos de Rui Vitória contra o Sp. Braga: ganhou cinco vezes, empatou três e perdeu outras cinco. Em Braga, contudo, Vitória nunca ganhou pelo V. Guimarães: o melhor que conseguiu foi o empate a zero de Dezembro do ano passado. Venceu ali por duas vezes. Ambas em 2011, quando treinava o Paços de Ferreira: 3-2 para a Taça da Liga com um golo do atual benfiquista Pizzi e 2-1 para o campeonato graças a um autogolo do também agora benfiquista Sílvio.   - O Benfica marcou primeiro em oito dos últimos nove jogos com o Sp. Braga - o outro acabou empatado a zero – mas só ganhou cinco vezes, permitindo dois empates e duas vitórias aos minhotos.   - Jonas fez golos nos últimos dois jogos frente ao Sp. Braga. Aliás, marcou sempre que foi titular contra os bracarenses, pois na única vez que ficou em branco só entrou em campo a meia-hora do final, para o lugar de Samaris.   - Carcela e Gonçalo Guedes marcaram nas duas últimas jornadas da Liga, as vitórias do Benfica frente ao Tondela (4-0) e ao Boavista (2-0). Ambos procuram o terceiro jogo seguido a marcar.   - Kritciuk, guarda-redes que o Sp. Braga tem utilizado na Liga, não sofre golos desde 21 de Setembro, data dos 5-1 que os minhotos aplicaram ao Marítimo. Já leva 502 minutos de jogo sem ir buscar a bola ao fundo das redes, incluindo as visitas a Guimarães e ao Dragão. Tem a mais longa série de imbatibilidade em curso na atual Liga e a maior de um só guarda-redes na história do Sp. Braga desde que Eduardo esteve 586 minutos sem sofrer golos entre Dezembro de 2009 e Fevereiro de 2010.   - Luiz Carlos, médio do Sp. Braga, foi lançado na Liga por Rui Vitória, quando este treinava o Paços de Ferreira. Foi a 14 de Agosto de 2011 e o brasileiro entrou no último quarto-de-hora de um V. Setúbal-P. Ferreira que os pacenses perderam por 2-1.   - Sp. Braga e Benfica têm números muito semelhantes na Liga com Hugo Miguel a apitar. Os bracarenses ganharam 10 de 14 jogos (71%), tendo perdido dois (Nacional em 2012/13 e Sporting em 2014/15). Os benfiquistas, por seu lado, ganharam oito de 11 jogos (73%), perdendo apenas uma vez (E. Amadora, em 2008/09).   - Além disso, Hugo Miguel vai fazer o 100º jogo na Liga. A maioria (43%) acabou com vitória da equipa da casa, mas este juiz ainda não apitou um único jogo na presente Liga que desse “1” no Totobola. A última vez que isso lhe aconteceu foi no Moreirense-V. Guimarães da época passada (2-1), no qual saiu derrotada a equipa de Rui Vitória.
2015-11-29
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Último Passe

Sp. Braga apurado, Sporting e Belenenses vivos para a última jornada. Não podia ter corrido muito melhor às equipas portuguesas a quinta jornada da Liga Europa, mesmo que os resultados dos lisboetas impliquem o “aumentar de um problema”, como frisou Jorge Jesus. Deixando para outro dia a reflexão em torno do que paga esta prova, em comparação com o que paga a Liga dos Campeões, e o consequente desinvestimento desportivo que daí resulta para alguns clubes, é ainda assim caso para dizer que o problema não tem sido de rotatividade excessiva mas sim de desfocagem total nalgumas ocasiões. O fundamental era mesmo o foco.  Os casos das três equipas portuguesas são radicalmente diferentes mas vão todos desembocar na mesma questão: o foco. O Sp. Braga fez um arranque hiper-focado, com três vitórias seguidas a deixarem a qualificação à mão de semear. Ou melhor: duas vitórias seguidas e uns momentos de desconcentração após o 2-0 no terceiro jogo, quando a equipa interiorizou que tinha os 16 avos de final à mão de semear. Os dois golos do Ol. Marselha em Braga ainda tiveram remédio, com o 3-2 em tempo de descontos, mas a derrota no quarto jogo adiou tudo para a receção ao Slovan. Os minhotos qualificaram-se voltando a ganhar ao Slovan, graças a uma grande segunda parte, que promete outras coisas, e agora sim podem tirar o foco desta prova e centrar-se no campeonato até Fevereiro. O Belenenses nunca teve as mesmas aspirações de Sporting e Sp. Braga, pelo que no caso da equipa do Restelo a questão do foco deve ser vista ao contrário. Aqui, com exceção do jogo com a Fiorentina, que é de facto muito superior, as coisas funcionaram enquanto a responsabilidade era nula: empate em Poznan, vitória em Basileia… Nessa altura, a equipa terá percebido que podia seguir em frente. Bastaria, em princípio, ganhar os jogos em casa contra as mesmas equipas que já lhe tinham permitido fazer quatro pontos fora. Pois não ganhou nenhum e só segue para Florença com hipóteses de apuramento porque os italianos se deixaram empatar em Basileia. Mais uma vez, a responsabilidade dos jogadores de Sá Pinto – que terão de vencer em Florença para se qualificarem – é quase nula. Pode ser que resulte. E o foco foi também a questão fundamental para o Sporting, que ainda hoje mostrou em Moscovo que mesmo com as segundas escolhas é melhor que as outras equipas do grupo. Se entra na última jornada com a obrigação de ganhar ao Besiktas em Alvalade para se apurar, três dias antes da receção ao Moreirense (daí o problema…), não é porque Jesus tenha optado por jogar com uma equipa recheada de segundas escolhas. Foi porque só hoje, quando estavam entre a espada e a parede, os jogadores entraram verdadeiramente focados na tarefa de fazer uma figura digna nesta Liga Europa. E nem um golo azarado e mal sofrido logo a abrir os impediu de passearem com classe pelo frio de Moscovo para uma vitória claríssima, para mais uma demonstração de que um pouco mais de foco teria permitido acabar com a conversa muito mais cedo.
2015-11-26
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Piojo, do Tondela, marcou ao Belenenses o 200º golo da Liga. Os Golo 200 surgiu ao 97º jogo, 19 jogos mais tarde que na época passada, em que 78 jogos bastaram para se marcarem 200 golos. A Liga atual, com 201 golos em 10 jornadas (88 jogos apenas, fruto do adiamento dos jogos do U. Madeira com Benfica e FC Porto), segue com uma média de 2,28 golos por jogo, o que representa uma baixa em relação à edição anterior, que tinha 229 golos nas mesmas 10 rondas, a uma média de 2,54 golos por jogo.   - Leo Bonatini (Estoril) superou no jogo com a Académica o total de golos que tinha na Liga anterior. Em 2014/15 fez quatro golos em 11 jogos, enquanto na temporada atual já leva cinco em apenas nove partidas. A Académica foi o único adversário ao qual repetiu a gracinha de fazer um golo.   - O Estoril de Fabiano Soares empatou pela segunda vez consecutiva em casa, onde já não perde precisamente desde a visita da Académica na época passada, a 22 de Fevereiro. São onze jogos de invencibilidade caseira na Liga, igualando o melhor registo de Fernando Santos, estabelecido entre Abril de 1992 e Janeiro de 1993. Marco Silva, por exemplo, nunca passou das dez partidas seguidas sem perder em casa. O recorde do clube na I Liga são 14 jogos seguidos sem derrota na Amoreira, fixado entre Maio de 1980 e Abril de 1982 (com uma interrupção devida à passagem pela II Divisão) por equipas comandadas por José Torres, Jimmy Hagan e Celestino Ruas.   - Ao vencer em Guimarães por 1-0, o Nacional pontuou pela primeira vez fora de casa esta época. O último ponto como visitante tinha sido em 18 de Maio, no encerramento da última Liga, quando foi ganhar ao Boavista por 1-0 no Bessa.   - O Marítimo ganhou em casa ao Rio Ave por 3-2 e pôs termo a uma série de cinco jogos seguidos com jogadores expulsos. Desde 13 de Setembro, quando ganharam em casa ao V. Setúbal por 5-2, que os verde-rubros não chegavam ao fim de um jogo da Liga com onze homens em campo.   - Dyego Souza (Marítimo) abriu o ativo no jogo com o Rio Ave com mais um golo de cabeça: o seu quinto nessas condições na Liga, o que o deixa como rei dos ares na competição, com mais uma finalização bem sucedida no futebol aéreo que Slimani.   - Zeegelaar (Rio Ave) marcou pelo terceiro jogo consecutivo pela primeira vez na sua carreira. Fez um golo ao Marítimo, depois de já ter marcado ao Nacional e ao Estoril. O holandês juntou-se assim aos setubalenses André Claro e Suk, ao estorilista Leo Bonatini e ao sportinguista Teo Gutièrrez como únicos jogadores a marcarem em três jornadas seguidas. Todos os outros pararam à quarta.   - O Moreirense ganhou por 2-0 ao Paços de Ferreira, obtendo à décima jornada a sua primeira vitória no campeonato. Não prolongou a agonia por tanto tempo como o Gil Vicente de 2014/15, que só ganhou à 16ª jornada.   - O argentino Battaglia esteve entre os goleadores desse jogo, recordando um momento feliz, pois já tinha sido ao Paços de Ferreira que marcara o seu primeiro golo na Liga portuguesa. Foi a 7 de Dezembro do ano passado e, tal como agora, o Moreirense ganhou por 2-0.   - Tiago Silva (Belenenses) marcou ao Tondela precisamente um ano depois do seu último golo na Liga portuguesa. Não marcava desde 9 de Novembro de 2014, na vitória dos azuis por 1-0 no terreno do Moreirense.   - Os 2-1 com que bateu o Tondela significaram a terceira vitória seguida do Belenenses em casa, algo que o clube já não conseguia desde Março, Abril e Maio de 2007, quando ganhou cinco jogos em sequência. Treinava essa equipa Jorge Jesus.   - O Tondela chega à 10ª jornada em último lugar, com apenas cinco pontos. As duas equipas que estavam assim tão mal (pior, na verdade) na época passada, acabaram por descer: o Penafiel tinha quatro pontos e o Gil Vicente três. A última equipa a salvar-se nestas condições foi o Gil Vicente de 2004/05: tinha cinco pontos à décima jornada e acabou a Liga em 13º, seis pontos acima da linha de água. Depois disso, todas as equipas que arrancaram tão mal como este Tondela desceram – além dos dois exemplos da época passada, aconteceu ainda ao Aves em 2006/07, à U. Leiria em 2007/08 e à Naval em 2010/11.   - Kritciuk, guarda-redes do Sp. Braga, continua a sua série de imbatibilidade. O russo, que só tem feito os jogos da Liga, já não sofre golos desde 21 de Setembro, quando foi batido na vitória por 5-1do Sp. Braga sobre o Marítimo. São já 502 minutos sem ir buscar a bola ao fundo das redes, incluindo as visitas a Guimarães e ao Dragão. Tem a mais longa série de imbatibilidade em curso na atual Liga e a maior de um só guarda-redes na história do Sp. Braga desde que Eduardo esteve 586 minutos sem sofrer golos entre Dezembro de 2009 e Fevereiro de 2010.
2015-11-10
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Kritciuk, guarda-redes do Sp. Braga, alargou frente ao Belenenses para 412 os minutos que leva sem sofrer golos na Liga. O último a marcar-lhe foi o maritimista Dyego Souza, a 21 de Setembro e, desde então, deixou em branco os ataques de V. Guimarães, Arouca, FC Porto e Belenenses. É a mais longa série de imbatibilidade em curso na atual Liga e a maior de um só guarda-redes na história do Sp. Braga desde que Eduardo esteve 586 minutos sem sofrer golos entre 5 de Dezembro de 2009 (autogolo de Moisés frente ao Leixões) e 8 de Fevereiro de 2010 (golo de Yontcha, do Belenenses).   - Luís Leal foi expulso pela primeira vez na Liga portuguesa, deixando o Belenenses com dez homens e à mercê do Sp. Braga, num jogo que confirma a tendência dos jogadores dos azuis para se fazerem expulsar no Minho: os dois últimos vermelhos para o Belenenses tinham sido em Guimarães (Carlos Martins, a 8 de Fevereiro) e Braga (Deyverson, a 7 de Janeiro).   - O Moreirense não foi além do empate em Coimbra, com a Académica, e continua sem vencer após nove jornadas de Liga. Nada de dramas, porém! Das sete equipas que chegaram à nona jornada sem vencer neste século, quase metade (três) escaparam à despromoção desportiva. Sucedeu com o Boavista em 2007/08 (acabou em nono, mas desceu administrativamente, fruto do processo Apito Final), com o Beira Mar (oitavo em 2000/01) e o Gil Vicente (14º, também em 2000/01).   - O V. Setúbal ficou pela primeira vez em branco na Liga frente ao Arouca, empatando a zero no Bonfim, o que faz com que a partir deste momento a única equipa a ter marcado golos em todas as jornadas seja o Rio Ave.   - Ganhando por 1-0 ao Nacional, o Rio Ave assegurou também que, além de ser a única equipa da Liga que marcou em todos os jogos, é a que mais vezes manteve a baliza a zeros: foram cinco desafios sem sofrer golos, tantos como Sp. Braga, Arouca e FC Porto.   - Zeegelaar fez o golo da vitória do Rio Ave frente ao Nacional e, pela primeira vez na sua carreira, marcou em dois jogos consecutivos, pois já tinha marcado no empate (2-2) frente ao Estoril, na oitava jornada. O Nacional já estava na história deste ala holandês, pois tinha sido aos alvi-negros do Funchal que marcara o único golo da sua carreira até ao início desta época.   - O Nacional perdeu os cinco jogos que fez fora da Choupana para a Liga esta época. É o pior arranque da equipa madeirense como visitante desde 2004/05, quando saiu derrotado das primeiras sete deslocações, ganhando apenas à oitava: 1-0 em Penafiel, com golo de Gouveia, atual treinador da Académica.   - Edgar Costa foi expulso no Bessa, frente ao Boavista, o que eleva para cinco o número de jogos consecutivos em que o Marítimo não consegue acabar com onze homens em campo. Antes tinham sido expulsos Tiago Rodrigues (com o Paços de Ferreira), Dirceu (Académica), Diallo (Tondela), Raul Silva e João Diogo (Sp. Braga). O Marítimo é ainda a equipa com mais homens expulsos na Liga: são sete vermelhos, pois a estes seis há que somar outro a Tiago Rodrigues, contra o Belenenses.   - Ricardo Valente fez o golo da vitória do V. Guimarães em Paços de Ferreira, marcando pelo segundo jogo consecutivo, pois estava ausente das escolhas de Sérgio Conceição desde a derrota (2-3) em Vila do Conde, na Taça da Liga, onde também marcara. A última vez que Valente tinha marcado em dois jogos seguidos foi em Maio, quando bisou nos 2-0 ao Estoril e depois fez um golo no empate (2-2) do V. Guimarães face ao Nacional.
2015-11-03
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- O FC Porto voltou a não sofrer golos em casa em jogos da Liga. Já lá vão 1385 minutos de jogo desde a última vez que algum adversário ali marcou um golo em desafios de campeonato. O último foi Lima (Benfica), a 14 de Dezembro do ano passado. Casillas, Fabiano e Helton estão ainda a perseguir a série de 1581 minutos seguidos sem sofrer golos em casa obtida por Vítor Baía e Cândido entre um golo de Hermê (nos 4-1 ao União da Madeira, a 5 de Janeiro de 1994) e outro de Figo (no empate a uma bola com o Sporting, a 11 de Dezembro do mesmo ano).   - O FC Porto ficou-se pelas 20 vitórias caseiras consecutivas, vendo a série estancar a quatro do recorde de Artur Jorge, estabelecido entre Novembro de 1984 e Dezembro de 1985. Desde a derrota (0-2) com o Benfica, a 14 de Dezembro do ano passado, os dragões tinham ganho todos os jogos feitos no seu estádio.   - O Sp. Braga vai com oito jogos seguidos sem perder, desde que foi batido pelo Estoril (1-0), a 12 de Setembro. Está, ainda assim, a dois jogos de igualar a melhor série da época passada, que foi de dez partidas, entre duas derrotas por 2-1, frente ao FC Porto (a 5 de Outubro) e ao União da Madeira (a 28 de Dezembro).   - Perdida a série de vitórias consecutivas, o FC Porto consegue, ainda assim, o arranque de época com maior série de invencibilidade desde 2012/13, quando perdeu a primeira vez à 19ª partida, uma deslocação a Braga, para a Taça de Portugal (com eliminação após derrota por 2-1), a 30 de Novembro. Desta vez, o FC Porto já evitou a derrota nas primeiras 12 partidas. E na verdade não perde há 17 jogos, desde o 6-1 de Munique, a 21 de Abril. Esta é também a maior série de jogos sem perder de Lopetegui e a maior desde os 25 jogos seguidos sem derrota experimentados entre o 2-3 frente ao Benfica, para a Taça da Liga, a 20 de Março de 2012, e o tal 2-1 em Braga, a 20 de Novembro do mesmo ano.   - Paulo Fonseca conseguiu pela primeira vez não perder um jogo com o FC Porto. Até aqui, ao serviço de Paços de Ferreira (quatro vezes) e Pinhalnovense (uma), somava cinco derrotas em cinco tentativas, com zero golos marcados e 12 sofridos. Voltou a não marcar golos, mas fez um ponto.   - Kritciuk não sofre um golo desde 21 de Setembro, somando já 322 minutos de imbatibilidade. O último a marcar-lhe foi o brasileiro Dyego Souza (Marítimo), na vitória bracarense por 5-1. É neste momento o guarda-redes há mais tempo sem sofrer golos na Liga.
2015-10-26
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O Sp. Braga é a ameaça que se segue aos dois recordes que o FC Porto está a tentar estabelecer. A equipa de Julen Lopetegui segue com 1295 minutos sem sofrer golos no Dragão em partidas da Liga, mas os bracarenses marcaram ali em seis dos últimos sete campeonatos. Além disso, os dragões ganharam os últimos 20 jogos em casa e o Sp. Braga vem com uma série de sete jogos sem derrota. O último jogador a fazer um golo ao FC Porto no Dragão em jogos da Liga foi Lima, na altura ainda benfiquista, na vitória por 2-0 que os encarnados ali obtiveram, a 14 de Dezembro de 2014. Desde então, todos os adversários que subiram ao relvado do Dragão de lá saíram sem festejar sequer um golo. São, por isso, já 1295 minutos consecutivos de Helton, Fabiano e Casillas sem sofrer golos no Dragão para a Liga portuguesa, a 286 minutos (pouco mais de três jogos) da marca estabelecida por Vítor Baía e Cândido entre um golo de Hermé (nos 4-1 ao U. Madeira, a 5 de Janeiro de 1994) e outro de Figo (no 1-1 com o Sporting, a 11 de Dezembro do mesmo ano). Foram na altura 1581 minutos seguidos sem sofrer golos em casa em jogos do campeonato nacional. Isso quer dizer que para lá chegar a defesa comandada por Casillas tem de manter o zero frente a Sp. Braga, V. Setúbal, P. Ferreira e parte do jogo com a Académica, a 20 de Dezembro. A questão é que o Sp. Braga criou uma tradição recente de fazer golos no Dragão, onde nas últimas sete temporadas só por uma vez ficou em branco (2-0 em 2013/14). Zé Luís marcou na época passada (2-1 para o FC Porto); Alan em 2012/13 (3-1 no placar final); Lima (esse mesmo!) bisou em 2011/12 (3-2 para os dragões) e já tinha marcado, juntamente com Luís Aguiar, em 2010/11 (ainda 3-2 para os dragões); Alan também marcara em 2009/10 (5-1 para o FC Porto) e Edimar fizera o tento bracarense no empate (1-1) de 2008/09. Reparará o leitor que, marcando quase sempre no Dragão, o Sp. Braga também tem por hábito perder os jogos que ali faz. Ora isso pode ajudar ao outro objetivo portista que, combinando todas as competições, segue com 20 vitórias seguidas em casa, também desde a tal derrota com o Benfica (0-2), a 14 de Dezembro de 2014. Lopetegui já ultrapassou a melhor série de José Mourinho (que eram 19 vitórias) e segue agora em busca do recorde do clube, que são 24 sucessos de enfiada, conseguidos pela equipa de Artur Jorge entre Novembro de 1984 e Dezembro de 1985. O problema é que para continuar nesta perseguição, o FC Porto precisa de anular um objetivo do Sp. Braga, que vem com uma série de sete jogos sem derrota, desde que perdeu no Estoril (1-0), a 12 de Setembro, e quererá manter-se na perseguição às dez partidas seguidas sem perder conseguidas por Sérgio Conceição na época passada, entre duas derrotas por 2-1, com o FC Porto no Dragão (5 de Outubro) e com a U. Madeira na Ribeira Brava, para a Taça da Liga (28 de Dezembro).   - Regresso de Paulo Fonseca ao Dragão, onde na época passada foi goleado por 5-0, na liderança do Paços de Ferreira. Aliás, sempre que defrontou o FC Porto como treinador, o atual técnico bracarense perdeu e nunca fez um golo. Pelo Paços de Ferreira, saiu derrotado por 5-0 no Dragão e por 1-0 na Capital do Móvel na época passada, como tinha saído com dois desaires por 2-0 nos desafios com os portistas em 2012/13, antes de ir parar ao FC Porto. Na estreia no Dragão, pelo Pinhalnovense, tinha perdido pelo mesmo 2-0, em Janeiro de 2011.   - O FC Porto venceu os últimos seis jogos em casa com o Sp. Braga. A última vez que o Sp. Braga pontuou no Dragão foi a 24 de Maio de 2009, num empate a uma bola: Farías adiantou os da casa, Edimar estabeleceu o empate final. Nesse dia, pelo FC Porto de Jesualdo Ferreira jogaram Helton e Cissokho, que ainda fazem parte do atual plantel, enquanto na equipa do Sp. Braga de Jorge Jesus estava Alan.   - O último treinador portista a não ganhar ao Sp. Braga no Dragão foi também o último a ir ali vencer com a equipa minhota. Trata-se de Jesualdo Ferreira, que a 30 de Janeiro de 2005 levou o Sp. Braga a impor-se por 3-1 aos dragões de Victor Fernández. João Tomás, com dois golos, foi a figura do jogo. Marcaram ainda Diego, pelo FC Porto, e Wender, pelos bracarenses.   - O último troféu nacional ganho pelo Sp. Braga foi obtido numa final frente ao FC Porto. Foi a Taça da Liga de 2012/13, vencida (1-0) em Coimbra a 13 de Abril de 2013, com um golo de Alan. O FC Porto também tem várias histórias felizes em jogos com o Sp. Braga. Há a vitória na final da Liga Europa de 2010/11 (1-0), com um golo de Falcao, em Dublin, a 18 de Maio de 2011. E há ainda a interrupção do jejum de 19 anos de campeonatos, a 9 de Junho de 1978, graças a uma vitória por 4-0 nas Antas frente aos bracarenses (dois golos de Gomes, um de Oliveira e outro de Octávio), garantindo o título em igualdade pontual com o Benfica.   - Soares Dias esteve na última derrota do Sp. Braga, no Estoril, tendo na ocasião expulsado dois jogadores arsenalistas: Mauro e Boly. Aliás, o Sp. Braga perdeu os últimos quatro jogos que fez com ele como visitante na Liga (Nacional, Sporting, Benfica e Estoril). O FC Porto, em contrapartida, ganhou sempre com este árbitro em casa, tendo em todo o seu historial com ele apenas um empate (no Estoril) e uma derrota (na Luz) contra 12 vitórias.
2015-10-25
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Último Passe

É tão raro Portugal obter três vitórias no mesmo dia de futebol europeu que esse será sempre um facto digno de realce. Ainda por cima numa época em que a quinta posição nacional no ranking da UEFA volta a ser posta em causa por franceses e russos e em que o mundo parecia estar ao contrário, com os nossos clubes a portarem-se melhor na Liga dos Campeões do que na Liga Europa. A partir de agora, com o Sp. Braga praticamente apurado, o Sporting também volta a ter o destino nas mãos e até o Belenenses pode acreditar no futuro. A tripla de apuramentos é possível. O Sporting fez tudo o que queria no jogo com o Skenderbeu. Primeiro, ganhou de forma clara, chegando mesmo à terceira goleada consecutiva (5-1, depois dos 4-0 ao Vilafranquense e dos 5-1 ao V. Guimarães). Depois, Jorge Jesus pôde nivelar o plantel em termos de utilização, poupando os jogadores preponderantes para o dérbi de domingo e dando minutos e rotinas a quem delas necessitava: e pela lentidão com que o Sporting jogou na primeira parte parece que ainda continua a precisar. Por fim, colocou-se a apenas um ponto do Besiktas – que ainda terá de jogar em Alvalade – e fê-lo garantindo que alguns jogadores saíssem do relvado com um reforço de confiança. Foi o caso de Matheus, autor de mais dois golos, que mostrou que está acima de qualquer outro projeto de jogador no ataque leonino no aspeto fundamental que é a tomada de decisão. Mais épicas foram, claramente, as vitórias de Sp. Braga e Belenenses. Os minhotos chegaram a 2-0 frente ao Ol. Marselha, pareciam ter a noite colorida por golos como o belo chapéu de Hassan, mas quase foram traídos pela dimensão emocional que deixaram que o jogo adquirisse, com toda a gente a querer dedicar o sucesso ao goleador egípcio, que tinha perdido o pai na véspera. Um par de minutos de desconcentração quase custava dois pontos à equipa de Paulo Fonseca, que se salvou graças à alma de Alan e à capacidade de renovação que vai sempre mostrando no ataque, setor onde tem opções ao nível de um grande. Com nove pontos feitos, só uma catástrofe poderia retirar o Sp. Braga da fase seguinte. Uma fase à qual até o Belenenses pode agora sonhar aceder: a vitória em Basileia deixa os azuis a dependerem sobretudo do que forem capazes de fazer no Restelo, onde ainda recebem os suíços e os polacos do Lech Poznan. É verdade que em seis jogos deste grupo já houve quatro vitórias fora e apenas uma em casa mas, até porque a Fiorentina precisa de pedalar muito e ganhar fora para se chegar à frente, se voltar a vencer daqui a quinze dias, a equipa de Sá Pinto poderá ajudar a um pleno incomum de apuramentos nacionais na Liga Europa. O ranking agradeceria.
2015-10-23
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- Dirceu, do Marítimo, foi o quinto jogador da equipa verde-rubra a ver um cartão vermelho na Liga, depois de Tiago Rodrigues (contra o Belenenses), João Diogo e Raul Silva (frente ao Sp. Braga) e Diallo (ante o Tondela). O Marítimo destaca-se, assim, do V. Setúbal como a equipa com mais expulsões na Liga (os sadinos têm três), somando já 152 minutos em inferioridade numérica na prova.   - Rui Pedro fez, de penalti, o golo que valeu a primeira vitória da Académica na Liga, à sétima jornada (1-0 ao Marítimo). Já na época passada o primeiro golo do médio gaiense tinha sido obtido frente aos insulares, mas na ocasião, à segunda jornada, a Académica perdeu por 2-1.   - Ao ganhar ao Marítimo, a Académica igualou o seu pior registo de sempre, pois já em 1943/44 obtivera a primeira vitória à sétima jornada, na ocasião frente ao V. Guimarães, por 3-2, depois de seis derrotas seguidas. Nessa época acabou a Liga em nono lugar (entre dez participantes), escapando à justa à despromoção.   - O V. Setúbal bateu o Estoril em casa por 1-0 e elevou a série de jogos sem derrota no Bonfim para cinco, desde a derrota frente ao FC Porto (0-2), a 3 de Maio. Já superou o melhor registo da época passada mas está ainda muito aquém do que estabeleceu entre Dezembro de 2013 e Setembro de 2014: na altura foram 15 jogos, entalados entre duas derrotas frente ao Benfica (0-2 e 0-5).   - Bruno Moreira, do Paços de Ferreira, fez golos nas duas balizas na vitória (3-1) frente ao Nacional: marcou dois pela sua equipa e um na própria baliza. É a segunda vez esta época que um jogador fez pelo menos um golo e um autogolo no mesmo jogo: já tinha sucedido a Gonçalo Brandão, do Belenenses, no empate (3-3) contra o Rio Ave, na jornada inaugural.   - Um dos golos do Paços de Ferreira nasceu de uma grande penalidade, a terceira assinalada contra o Nacional em sete jornadas da Liga. O Nacional igualou assim o Rio Ave como equipas que mais penaltis cometeram neste início de campeonato, com a vantagem para os insulares de terem visto um dos adversários falhar: Rabiola, da Académica, chutou ao poste.   - O Moreirense voltou a empatar, desta vez em Tondela (1-1), mas já é a única equipa da Liga que ainda não venceu, após sete jornadas. Nunca tal lhe tinha acontecido, em cinco épocas na I Liga.   - Romário Baldé, avançado emprestado pelo Benfica ao Tondela, fez ao Moreirense o primeiro golo como sénior: na época passada ficara em branco nos nove jogos que fez pelo Benfica B, da mesma forma que não tinha marcado nas primeiras duas partidas dos beirões.   - Segundo golo em partidas consecutivas para Bressan, do Rio Ave. Depois de ter feito o tento com que os vila-condenses bateram a Académica, por 1-0, repetiu agora a proeza no 1-0 ao Boavista. Bressan não marcava em jogos seguidos desde o final de 2011, quando era uma das figuras do Bate Borisov e fez golos em seis jornadas seguidas da Liga bielorussa.   - O Boavista só perdeu três jogos no campeonato e dois deles foram nos derradeiros instantes. Se agora viu Bressan marcar o golo da vitória do Rio Ave aos 90+4’, já tinha sido batido em casa pelo Paços de Ferreira, com um tento de Diogo Jota aos 89’.   - Ao empatar a zero com o Arouca na Pedreira, o Sp. Braga ficou pela terceira vez em branco esta época (0-1 no Estoril e com o Rio Ave em Vila do Conde), mas foi a primeira vez que tal lhe aconteceu nos jogos em casa, onde tinha feito onze golos em três partidas. Foram sete jogos sempre a marcar desde o empate (0-0) com a Académica, em Março. Foi igualada mas não ultrapassada a melhor série da época passada.
2015-10-05
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- Leo Bonatini fez ao Sp. Braga o sexto golo com a camisola do Estoril. Todos em casa. Esta época já tinha marcado ao Moreirense, na anterior fez golos ao Arouca, à Académica, ao Penafiel e ao Boavista.   - As expulsões de Mauro e Boly, no Estoril, fizeram do Sp. Braga a primeira equipa a ver dois vermelhos num jogo na atual Liga. A última vez que tal sucedera aos bracarenses foi a 24 de Abril, no empate em casa frente ao Belenenses, com vermelhos a Pedro Santos e Pedro Tiba.   - Mauro foi expulso pela segunda vez na equipa principal do Sp. Braga e o curioso é que as duas aconteceram nos últimos três jogos que fez como titular: este e a final da Taça de Portugal, frente ao Sporting. Pelo meio escapou a qualquer punição disciplinar na receção ao Boavista.   - Artur Soares Dias não expulsava dois jogadores na mesma partida da Liga desde 12 de Abril de 2014, quando mostrou duplo amarelo a Malonga e vermelho direto a Deyverson, num Belenenses-V. Guimarães que acabou com 3-1 favorável aos azuis.   - O V. Setúbal marcou sempre pelo menos dois golos nos quatro jogos da Liga, mas só ganhou um, empatando dois e perdendo o último, por 5-2 frente ao Marítimo. Os nove golos sofridos nas primeiras quatro jornadas não são, ainda assim, um registo tão mau como o apresentado há dois anos, em que Kieszek e Adilson Jr. já tinham ido buscar a bola ao fundo das redes por dez vezes nos primeiros quatro jogos.   - Ao fazer dois golos nos 5-2 do Marítimo ao V. Setúbal, o arménio Ghazaryan obteve o primeiro bis da sua carreira desde um hat-trick nos 7-0 com que o Mettalurg Donetsk goleou o Celik, do Montenegro, na segunda pré-eliminatória da Liga Europa de 2012/13, a 19 de Julho de 2012.   - No mesmo jogo também bisou o brasileiro Dyego Souza, cujo último bis tinha sido ao serviço do Portimonense, na II Liga, a 16 de Março de 2014. Fê-lo numa vitória sobre o Marítimo B (2-1). Repetidos desse jogo em campo no domingo só mesmo Dyego Souza e Fransérgio, que subiu à equipa principal verde-rubra.   - O segundo 0-0 seguido na Liga para o U. Madeira, desta vez contra o Moreirense, vale ao jovem guarda-redes André Moreira a maior série de imbatibilidade da atual Liga. São já 231 minutos sem sofrer golos, desde que foi batido por Soares, do Nacional, na segunda jornada. Supera os 184 estabelecidos por Bracalli até ao golo de Bruno Moreira (P. Ferreira), na terceira.   - Danielson, do Moreirense, cumpriu o 200º jogo na Liga, dos quais só 38 foram ao serviço do atual clube (tem 26 no Gil Vicente, 55 no Nacional, 40 no Paços de Ferreira e 41 no Rio Ave). É, ainda, o jogador de campo que há mais tempo joga consecutivamente, sem falhar um minuto na Liga. Fá-lo desde que foi substituído por Simy, aos 68 minutos de uma derrota do Gil Vicente em Arouca (1-0).   - O Nacional venceu a Académica por 2-0 e ainda não sofreu golos na Choupana esta época. O último a marcar ali foi Bernard, então no V. Guimarães, num empate a dois golos a 11 de Maio.   - A derrota significa que a Académica, que ainda soma zero pontos, vai registando o pior início de temporada desde 1977. Na altura – em que os tempos revolucionários levaram à mudança temporária de nome, para Académico – os conimbricenses perderam com Riopele (fora, 0-2), Sporting (casa, 1-5), Belenenses (fora, 0-2) e V. Guimarães (casa, 1-3). Só pontuaram à sexta jornada, batendo o Boavista em casa por 3-2. Mantendo sempre Juca como treinador, acabaram o campeonato em oitavo lugar.   - João Real somou o 100º jogo na Liga, 69 dos quais pela Académica. Tem ainda mais 31 pela Naval, onde chegou depois de vários anos nas divisões secundárias, a representar o Sp. Covilhã.   - Embora a questão não seja alvo de unanimidade, Edu Machado, do Tondela, fez o segundo autogolo da Liga, depois de outro da autoria de Gonçalo Brandão, do Belenenses. O V. Guimarães, que beneficiou do golo na própria baliza de Edu Machado para obter a primeira vitória da época, não tinha um autogolo a favor na Liga desde que Maurício (Sporting) também fez um na derrota leonina no D. Afonso Henriques por 3-0, a 1 de Novembro do ano passado.   - O Paços de Ferreira ganhou fora ao Boavista graças a um golo de Diogo Jota, o primeiro que ele faz esta época e o quinto desde que foi promovido aos seniores do clube da capital do móvel. Sempre que ele marca, o Paços ganha. Já tinha sido assim na época passada, nos 4-0 ao Reguengos, nos 9-0 ao Riachense (ambos para a Taça de Portugal) e nos 3-2 à Académica (jogo no qual bisou).
2015-09-14
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- Carrillo tomou parte ativa em cinco dos seis golos marcados pelo Sporting esta época. Marcou ao Benfica (ainda que a FPF tenha depois atribuído o golo a Teo Gutièrrez) na Supertaça e agora ao Paços de Ferreira, assistiu Slimani no segundo golo ao CSKA e esteve na origem dos lances dos primeiros golos ao Tondela e à equipa russa, lançando Ruiz nas costas da defesa adversária para o cruzamento que deu golo a João Mário e Téo Gutièrrez. A única exceção foi o golo de Adrien em Tondela, nascido de um penalti sobre Gelson.   - O Sporting sofreu um golo de penalti em casa, mas isso já nem é novidade: os leões viram os árbitros apitar-lhes penaltis contra nos últimos três jogos feitos em Alvalade. Antes deste, de Pelé, que valeu o empate ao Paços de Ferreira, tinha acontecido o mesmo contra o CSKA (falta de Jefferson e defesa de Rui Patrício) e contra o Sp. Braga (infração de Tobias Figueiredo e conversão de Pardo a dar vantagem aos minhotos).   - Em contrapartida, o Paços de Ferreira já não tinha um penalti a favor na Liga desde 13 de Março, data em que ganhou em casa ao Boavista por 1-0, graças à conversão de Manuel José. Curioso é que o último árbitro a marcar um penalti a favor dos pacenses tinha sido o mesmo Manuel Oliveira, que também expulsara o prevaricador: na ocasião o boavisteiro Tengarrinha.   - O Sporting rematou pouco no jogo com o Paços de Ferreira (apenas nove remates, dos quais só três enquadrados na baliza). Não o fazia com tão pouca frequência desde 19 de Abril, quando bateu o Boavista em Alvalade por 2-1 fazendo apenas seis tentativas de chegar ao golo.   - O Paços de Ferreira empatou com o Sporting nas últimas três vezes que defrontou os leões e sempre pelo mesmo resultado: 1-1. A última vitória dos leões foi no Capital do Móvel, a 5 de Abril de 2014, por 3-1, com golos de William, Rojo e Adrien a valerem mais que o tento pacense, de Bebé.   - Rui Patrício sofreu golos nos últimos três jogos na baliza do Sporting (Tondela, CSKA e Paços de Ferreira), repetindo a série com que acabou a época passada (Estoril e duas vezes Sp. Braga, uma vez que não defrontou o Rio Ave, na última jornada da Liga). Para se encontrar uma série pior é preciso recuar a Fevereiro, quando foi batido consecutivamente por Arouca (3-1), Benfica (1-1), Belenenses (1-1) e Wolfsburg (0-2).   - O FC Porto fez na Madeira apenas oito remates, mínimo da equipa azul e branca na Liga desde o empate (1-1, também) no Restelo, a 17 de Maio, que deu o título nacional ao Benfica. Nesse jogo, tinha-o feito apenas seis vezes. Mas para encontrar um jogo em que os dragões tenham rematado menos do que o adversário (o Marítimo tentou o golo em nove ocasiões) é preciso recuar ao empate a zero na Luz, contra o Benfica, a 26 de Abril: nessa tarde, visou as redes de Júlio César por seis vezes contra sete dos encarnados.   - Edgar Costa não fazia um golo de cabeça desde Setembro do ano passado, quando também aproveitou um cruzamento da esquerda (na altura de Ruben Ferreira) para surgir nas costas do lateral esquerdo do V. Guimarães (Traoré). Em contrapartida, três dos seus últimos seis golos surgiram nos primeiros 10’ de jogo: antes de marcar agora ao FC Porto aos 5’,no último ano já tinha marcado ao V. Guimarães aos 6’ e ao Gondomar aos 7’.   - Edgar Costa foi ainda o primeiro a marcar um golo a Casillas na Liga portuguesa, mas não o primeiro português a marcar um golo ao guardião espanhol. O último tinha sido Tiago, a 13 de Setembro do ano passado, numa vitória do Atlético Madrid no Santiago Bernabéu (2-1). E desde então Casillas foi ainda batido por vários conhecidos da Liga portuguesa, como Otamendi, Ghilas ou Nolito.   - O empate nos Barreiros significa que o FC Porto já vai em seis jogos seguidos sem ganhar na Madeira. A última vitória aconteceu na Choupana, por 3-1, ante o Nacional, em Maio de 2013. Desde então e até ao empate de sábado, os dragões tinham perdido por três vezes nos Barreiros com o Marítimo (duas por 1-0 e uma por 2-1) e empataram uma (1-1) e perderam outra (2-1) com o Nacional na Choupana.   - Este foi ainda o primeiro jogo da Liga que o FC Porto não ganhou com o árbitro Hugo Miguel. Até sábado, o juiz lisboeta tinha estado em 12 partidas dos dragões, todas com vitória azul e branca.   - Ao bater o Benfica por 1-0, o Arouca subiu pela primeira vez à liderança da Liga em toda a sua história. Faz até melhor do que o Rio Ave, que liderou da segunda à quarta jornada da época passada, mas graças a uma melhor diferença de golos, uma vez que teve sempre pelo menos mais dois clubes a par.   - O último “não grande” a liderar a Liga isolado foi o Sp. Braga de Domingos Paciência, a 30 de Novembro de 2009: ganhou em casa à U. Leiria por 2-0 e beneficiou do empate a zero do Benfica em Alvalade para ficar com dois pontos de avanço dos encarnados à 11ª jornada.   - O Benfica não marca um golo fora do Estádio da Luz há 190 minutos: fê-lo Ola John, em Coimbra, ao Marítimo, a assegurar a vitória na Taça da Liga, aos 80’ (2-1). Desde então, a equipa encarnada ficou em branco na Supertaça (0-1 com o Sporting) e agora com o Arouca (outra vez 0-1). Se contabilizarmos só os jogos fora na Liga, então o Benfica não marca fora desde 2 de Maio, quando derrotou o Gil Vicente por 5-0. Depois disso empatou a zero em Guimarães (e celebrou o bicampeonato) e perdeu agora com o Arouca.   - A derrota com o Arouca em Aveiro foi a primeira vez dos encarnados contra um adversário que jogava em casa emprestada desde que foram batidos pelo V. Setúbal nas Antas, também à segunda jornada, mas de 1997/98. A 31 de Agosto de 1997, um golo de Kassumov valeu os três pontos aos sadinos e deixou Manuel José em maus lençóis: foi despedido 15 dias depois. A última vez que o Benfica não ganhou nesta circunstância foi em Agosto de 2007, quando empatou no Bessa com o Leixões. Fernando Santos teve menos sorte e foi imediatamente despedido.   - Roberto, autor do golo do Arouca, foi júnior do FC Porto e só agora marcou pela primeira vez a um grande. Em contrapartida, Jonas, avançado do Benfica, ficou pela primeira vez em branco contra o Arouca.   - O Benfica rematou 30 vezes à baliza do Arouca, um recorde da Liga. O anterior máximo tinha sido estabelecido por FC Porto (contra o V. Guimarães) e pelo próprio Benfica (ante o Estoril), com 19 tentativas cada um.   - Rafael Bracalli lidera a única defesa ainda inviolada da Liga, com 180 minutos sem sofrer golos. O melhor arranque do guarda-redes brasileiro tinha acontecido em 2010/11 quando, ainda no Nacional, esteve 179 minutos embatido, até ver Carlos Martins (na altura no Benfica) fazer-lhe um golo nos 2-1 com que os madeirenses bateram o Benfica na Choupana.   - Há 36 jornadas da Liga que não se assistia à incapacidade dos três grandes para ganhar na mesma semana. Sporting e FC Porto empataram com Paços de Ferreira e Marítimo e o Benfica perdeu com o Arouca. A última vez que nenhum dos três ganhara tinha sido a 3 e 4 de Maio de 2014, na 29ª jornada da Liga: o Sporting empatou fora com o Nacional, o Benfica empatou em casa com o V. Setúbal (ambos a um golo) e o FC Porto foi derrotado fora de casa pelo Olhanense (1-2).   - O Rio Ave não ganhava em casa ao Braga para a Liga desde Outubro de 2010, quando golos de Zé Gomes e João Tomás lhe valeram um sucesso por 2-0. Entre esse jogo e o de sexta-feira, ganho graças a um golo de Hassan (1-0), só houve dois repetentes em campo: o vila-condense Tarantini e o árbitro, João Capela.   - O brasileiro Soares, que fez o golo da vitória do Nacional frente ao U. Madeira, e os portugueses Luisinho, que fez o tento da vitória do Boavista contra o Tondela, e André Claro, autor de um dos golos da ampla vitória setubalense em Coimbra foram os únicos a marcar nas primeiras duas jornadas da Liga. Imitam o que tinha sido conseguido na época passada por Jackson Martínez (FC Porto), Bernard (V. Guimarães) e Deyverson (Belenenses). Dos três, há um ano, Jackson foi o único a marcar também na terceira ronda.   - O caso de Luisinho é especial, porque o ex-atacante do Académico de Viseu marcou nos primeiros dois jogos que fez na Liga. Antes dele, tal havia sido conseguido pelo vimaranense Bernard, autor de um golo ao Gil Vicente e dois ao Penafiel nas primeiras duas rondas da época passada. Até final da época, porém, Bernard só marcou mais duas vezes.   - Aly Ghazal não era expulso na Liga portuguesa desde a segunda jornada da época passada, mais precisamente desde 24 de Agosto de 2014, quando Carlos Xistra lhe mostrou o vermelho no Restelo, num jogo que o Nacional perdeu por 3-1 com o Belenenses. Um ano depois, voltou a ser expulso por Bruno Paixão, mas desta vez a sua equipa ganhou por 1-0 ao U. Madeira.   - O Moreirense repetiu o resultado da primeira jornada: voltou a perder por 2-0, agora com o Estoril, e de novo com a particularidade de ter sofrido os dois golos na última meia-hora de jogo. Só o Estoril sofreu tantos golos na reta final das partidas: igualmente quatro, todos no jogo com o Benfica. Ainda que os estorilistas compensem esse resultado com os dois golos que agora fizeram ao Moreirense.   - O empate em Guimarães significa que o Belenenses alarga a presente série de invencibilidade fora de casa para sete jogos. A última derrota dos azuis fora do Restelo aconteceu a 22 de Março, no Bessa, por 1-0, em jogo da Liga. Desde então ganharam em Arouca (1-0), empataram em Braga (1-1) e em Coimbra com a Académica (1-1), voltaram a vencer o Gil Vicente em Barcelos (2-0) a fechar a última Liga e, já esta temporada, empataram em Gotemburgo (0-0), venceram o Altach (1-0) e agora voltaram a empatar em Guimarães (1-1). Desde 2012/13 que o Belenenses não passava sete jogos seguidos sem perder fora de casa, mas nessa altura jogava a II Liga.   - Ao ganhar por 4-0 em Coimbra à Académica, o V. Setúbal obteve o melhor resultado fora desde 27 de Novembro de 2008, quando bateu o Torre de Moncorvo por 4-0 na quarta eliminatória da Taça de Portugal (dois golos de Bruno Gama, um de Ricardo Chaves e outro do Laionel). Para encontrar um resultado tão bom dos sadinos em deslocações mas a contar para a Liga, então é preciso recuar até 18 de Abril de 2004, data em que venceram fora o Salgueiros (4-0, com bis de Zé Pedro, mais um golo de Manuel José e outro de Meyong). Já a Académica perdeu em casa por 4-0 com o Sporting (golos de Rojo, Adrien, Montero e Carrillo) faz hoje precisamente dois anos, a 24 de Agosto de 2013, em partida que também contou para a segunda jornada da Liga.
2015-08-24
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- O Sporting não ganhava um jogo em período de compensação desde 11 de Janeiro, quando um livre de Tanaka lhe valeu uma vitória por 1-0 em Braga. Para encontrar uma vitória em tempo de compensação com um golo de penalti é preciso recuar até 8 de Fevereiro de 2006, data de um jogo em casa com o Paredes, para a Taça de Portugal, em que o 2-1 final surgiu aos 90+2’ numa grande penalidade convertida por João Moutinho.   - Adrien vai numa série de seis grandes penalidades consecutivamente convertidas. A última vez que falhou foi a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, quando permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então, marcou a Schalke, Estoril, Marítmo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - Ao fazer o golo do Tondela, Luís Alberto sucedeu a Bruno Amaro (Arouca), Pinheiro (Trofense), Bruno Fogaça (Naval), João Duarte (Moreirense) e Gamboa (Santa Clara) na honra de fazer o primeiro golo da sua equipa na Liga portuguesa. Dos seis, só Fogaça e João Duarte não o fizeram na baliza do Sporting.   - Ao bisar frente ao V. Guimarães, Aboubakar conseguiu algo que Jackson Martínez nunca foi capaz de fazer na primeira jornada das três Ligas que disputou. O colombiano, aliás, ficou mesmo em branco na abertura de 2012/13, um empate a zero frente ao Gil Vicente, e marcou apenas uma vez na estreia das duas derradeiras Ligas. Mas Jackson tem uma Liga a marcar sempre nas primeiras cinco jornadas e isso Aboubakar ainda terá de tentar.   - O FC Porto obteve a 10ª vitória consecutiva frente ao V. Guimarães no Dragão, um recorde entre as equipas que estão na edição deste ano da Liga. Desde Fevereiro de 2005 que o V. Guimarães não pontua no terreno dos azuis e brancos: na altura empatou a zero.   - Varela fez um o primeiro golo no Dragão desde 19 de Janeiro de 2014. Na altura obteve o segundo de uma vitória que também ficou pelos 3-0 e contra outro Vitória: o de Setúbal. Da equipa do FC Porto que alinhou nesse dia só restaram no jogo de sábado ele, Alex Sandro e Maicon.   - Armando Evangelista entrou na Ligada pior maneira: com uma derrota por 3-0 no Dragão. A última vez que o V. Guimarães estreara um técnico na Liga antes desta correra igualmente mal: em 2011/12, Manuel Machado saiu após a primeira jornada e a equipa ficou entregue ao seu adjunto Basílio Marques, que a 28 de Agosto de 2011 se estreou com uma derrota por 3-0, em casa, com o Beira Mar. Na jornada seguinte entrou em funções Rui Vitória.   - Mitroglu e Nelson Semedo fizeram um golo cada um, na estreia na Liga portuguesa. O último jogador a estrear-se com golo pelo Benfica tinha sido Jonas, que entrou ao intervalo para o lugar de Lima e fez o quarto numa vitória também ela por 4-0 frente ao Arouca, a 5 de Outubro de 2014. Curioso é que também nesse jogo o Benfica só abriu o ativo aos 75’.   - Jonas obteve frente ao Estoril o oitavo bis com a camisola do Benfica. O primeiro deles, aliás, foi mesmo um hat-trick, contra o Sp. Covilhã, na Taça de Portugal (vitória benfiquista por 3-2), naquele que foi o seu segundo jogo pelos encarnados. Desde esse desafio, o brasileiro bisou mais sete vezes, contra Moreirense, Estoril, Nacional, Académica, Belenenses, Marítimo e, de novo agora, Estoril.   - Os 4-0 ao Estoril são o melhor arranque de Liga do Benfica desde 1997, quando a equipa liderada por Manuel José se impôs ao Campomaiorense, na Luz, pelo mesmo resultado (golos de Calado, João Pinto e bis de Paulo Nunes). Para encontrar uma abertura com vitória por mais de quatro golos é preciso recuar a 1975 e a um 9-1 ao Leixões, com cinco golos de Nené, dois de Moinhos, um de Shéu e outro de Toni.   - O Estoril segue numa série horrível de 12-0 em visitas à Luz, depois do empate a um golo que ajudou os encarnados a perder o campeonato de 2012/13. Nas três épocas seguintes, os canarinhos perderam por 2-0, 6-0 e agora 4-0. Aliás, a equipa agora dirigida por Fabiano Soares tem sido freguesa habitual dos grandes sempre que os visita. Desde que, ainda com Marco Silva aos comandos, ganhou em Alvalade ao Sporting na despedida da Liga de 2013/14, vai com uma série de resultados amplos consecutivos: 3-0 em Alvalade, 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e agora 4-0 na Luz. Em todos esses jogos teve um penalti contra…   - Os três grandes ganharam os seus jogos na jornada de abertura na Liga. Algo que não acontecia há 21 anos, desde que, em 1994, o Sporting venceu fora o Farense (2-0, com golos de Juskowiak e Sá Pinto), o Benfica bateu o Beira Mar em Torres Novas (também 2-0, com golos de Paneira e Clóvis) e o FC Porto se impôs em casa ao Sp. Braga (ainda 2-0, com tentos de Rui Filipe e Kostadinov).   - Os 29 golos marcados nos nove jogos da primeira jornada da Liga são o arranque mais goleador desde 1996, quando em igual número de partidas se fizeram 34 tentos. A média de golos por jogo, porém, já tinha vindo a crescer nas últimas duas épocas, tendo há dois anos estado também acima dos três golos por jogo (26 em oito jogos).   - O Sp. Braga conseguiu, frente ao Nacional, a primeira virada da Liga (de 0-1 para 2-1). Curioso é que a última virada do Sp. Braga tinha acontecido no mesmo local e frente ao mesmo adversário: de 0-1 para 3-1 a 28 de Fevereiro de 2015, contra o Nacional, na 22ª jornada da última Liga.   - Gonçalo Brandão marcou ao Rio Ave o seu primeiro golo desde 18 de Outubro de 2003, data em que assinou o tento belenense na derrota em casa frente ao FC Porto, por 4-1. Desde então, além do Belenenses, representou Charlton, Siena, Parma e Cluj, mas nem por uma vez fez um golo.   - Os 3-3 no Restelo assinalaram a terceira época consecutiva do Rio Ave a marcar três golos no campo do Belenenses. Na época passada os vila-condenses tinham ganho por 3-1 e há dois anos por 3-0. Ponto comum às duas vitórias foram golos de Del Valle, o venezuelano entretanto emigrado para o Kasimpasa, da Turquia.   - Espetacular recuperação do Boavista em Setúbal: de 0-2 para 2-2 com um jogador a menos, por expulsão de Idris, aos 69'. O Boavista não recuperava um resultado num jogo que tenha acabado em inferioridade numérica na Liga desde 5 de Novembro de 2005, quando depois da expulsão de Areias, um golo de João Pinto, aos 87', valeu um empate (1-1) ante o Belenenses no Restelo. Na época passada, em casa contra o Rio Ave, também recuperou de 0-1 para 1-1 depois da expulsão de Beckeles, mas o jogo acabou dez contra dez, pois também foi expulso o vila-condense Prince.   - Nuno Coelho (Arouca) abriu em Moreira de Cónegos o caminho à vitória do Arouca, com um golo de cabeça que apenas o segundo na Liga. Sempre que ele marcou, porém, o Arouca ganhou: já tinha sido ele a garantir a vitória em casa ante o V. Setúbal, em Janeiro último (1-0).   - O dérbi da Madeira, com Breitner (U. Madeira) e Briguel (Marítimo) em campo (e não jogava a RFA de 1982…) sorriu à equipa azul e amarela. Não é novidade o Marítimo perder (já tinha saído derrotado nas últimas três visitas ao Nacional. Mas é novidade o U. Madeira ganhar: nos cinco anos que o União passara na I Liga empatara sempre em casa com o Marítimo e perdera nas deslocações aos Barreiros.   - A derrota em Paços de Ferreira significou o 10º jogo seguido sem ganhar na Liga para a Académica de José Viterbo. O treinador, que foi tão importante na recuperação, ganhando três dos primeiros quatro jogos, está ainda a cinco jogos de igualar o recorde de 15 sem vitória que custou o lugar a Paulo Sérgio, antes de ele entrar.
2015-08-17
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