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Último Passe

Nuno Espírito Santo esperou que a frieza da matemática consumasse aquilo de que muitos já esperavam – o tetracampeonato do Benfica – para deitar a toalha ao ringue e assumir que a sua tarefa redundou num falhanço. Como se a conclusão final dependesse só de resultados. Pelo meio deixou recados a quem o quis ouvir. Que o FC Porto cresceu como equipa – e perante a hecatombe que tinha sido a época passada, não se admitia outra coisa – e que a confiança nele está expressa num contrato que está assinado. São duas conclusões válidas, mas não dizem tudo. E o próprio Nuno terá de mostrar que aprendeu que para montar um FC Porto melhor e capaz de voltar aos títulos não pode mostrar tão pouco no ataque. Objetivamente, as coisas são simples: o FC Porto tinha sido terceiro, a 15 pontos do campeão, e vai agora ser segundo, a uma distância final que pode variar entre os dois e os oito pontos. Já assegurou que fará pelo menos mais três pontos do que na época passada – tem 76 e a equipa de Lopetegui e depois Peseiro acabou a Liga com 73 – e que marca mais e sofre menos golos. Chegou mais longe na Europa, mas há um ano tinha estado na final da Taça de Portugal, perdida de forma tão inglória como incrível, depois de uma recuperação épica. Não há dúvidas de que este FC Porto foi mais equipa do que o anterior, montado em bases muito mais sólidas, com uma coerência maior, para a qual basta dizer que teve apenas um cérebro, enquanto que o anterior foi pensado por um treinador e passou metade da temporada a ser liderado por outro, que durante boa parte do tempo já tinha percebido que não ia ficar. Tinha-o percebido ele e tinham-no percebido os jogadores, o que é suficiente para matar qualquer liderança que se quer firme. O FC Porto de Nuno Espírito Santo é uma equipa muito jovem e por isso com bases sustentáveis de crescimento. Mas para tal, já o disse, não pode continuar a ser construída com base em ideias que encaixam melhor num plantel de veteranos. A predileção pela busca dos equilíbrios em detrimento da inspiração casa mal com um plantel cheio de miúdos de sangue na guelra – André Silva, Jota, Oliver, Otávio, Ruben Neves, Rui Pedro e até Corona, Danilo ou Alex Telles estão naquela idade em que os sonhos valem mais do que as certezas e é em nome deles que se movem. Claro que o realismo é fundamental para se chegar aos títulos, mas o elevado total de zeros atacantes – foram doze em 48 jogos, isto é, um em cada quatro – arruinou as aspirações de uma equipa que mostrou solidez para poder aspirar a mais. Em 52 jogos, o ataque do Benfica só não funcionou três vezes, o que demonstra que os encarnados mobilizaram sempre mais gente para chegar ao golo e que por isso foram recompensados com o pote de ouro no final do arco íris. Por esta altura, Nuno Espírito Santo não terá a certeza de que vai continuar a ser o treinador do FC Porto. O facto de ter trazido para a mesa de conferência de imprensa o contrato assinado é sinal disso mesmo. Pinto da Costa não gosta de desistir das suas ideias à primeira, por vezes nem quando elas são comprovadamente más – o que nem me parece ser o caso. É verdade que são já quatro anos sem nada ganhar, desde a Supertaça de 2013, e que isso pressiona qualquer um. Mas da mesma forma que mostrou que percebeu que Depoitre não servia para o seu plano – e a equipa melhorou com a integração de Soares, em Janeiro – Nuno tem de demonstrar que já entendeu que o ataque portista não morre ali e que para ser campeão no futebol de hoje em Portugal tem de meter mais gente em zonas de definição, mesmo que isso implique povoar menos atrás. A necessidade de recuperação do protagonismo de André Silva, o mais promissor dos jovens dragões, não quer dizer que o FC Porto dependa de individualidades. Quer somente dizer que não pode desperdiça-las, sobretudo quando são quem melhor defende a ideia que a equipa precisa para crescer.
2017-05-15
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Só cinco das 18 equipas que compõem a atual I Liga têm hoje os mesmos treinadores que tinham no início da competição e curiosamente quatro delas estão nos quatro primeiros lugares – Benfica, FC Porto, Sporting e V. Guimarães, além do V. Setúbal. Claro que aqui é sempre complicado distinguir o que é causa e o que é efeito, saber se estão bem por não terem mudado de treinador ou se simplesmente não sentiram necessidade de mudar de treinador porque estavam bem. Mas a única coisa que nos diz esta realidade é que a firmeza de convicções, desde que sejam convicções fundadas e certas, traz sempre resultados, porque permite que se tirem frutos do trabalho integrado. Não nos diz que a coragem para mudar não seja um atributo valorizável. Uma vez, em miúdo, consegui impingir a um amigo a ideia de passarmos um bocado a ver uma cassete VHS de produção artesanal com todos os golos dos Mundiais de 1982 e 1986. Além de não gostar particularmente de futebol, esse meu amigo – que veio a dar jornalista, mas da área política – também não sabia grande coisa do assunto. E mantinha uma teoria indefensável segundo a qual os guarda-redes nunca deviam sair dos postes, porque dessa forma a baliza ficava desguarnecida e o golo tornava-se mais provável. E indiferente ao facto de aquela ser uma cassete que só tinha golos, dizia-me com um misto de ingenuidade e autoridade: “Estás a ver? Sempre que o guarda-redes sai é golo!” Seria agora demasiado fácil e simplista vir aqui dizer que todas as equipas que mudaram de treinador a meio da época devem ter-se arrependido, porque se os quatro primeiros não mudaram e estão lá em cima é por terem beneficiado do trabalho continuado de Rui Vitória, Nuno Espírito Santo, Jorge Jesus e Pedro Martins. E não é assim só porque José Couceiro também está aos comandos do seu Vitória desde o início da época e só ontem à tarde teve a certeza matemática da manutenção no escalão principal. É assim porque há muito mais fatores em apreciação. O primeiro e mais evidente é a qualidade do trabalho do treinador no campo e no banco. Se é competente a trabalhar e potenciar os jogadores, se depois consegue tirar deles o que eles têm e até esticar-lhes os limites, se consegue conjugá-los da melhor maneira enquanto equipa. Esse fator, por si só, justifica as maiores subidas de rendimento após chicotada psicológica que se viram esta época. Falo do Marítimo (20 por cento dos pontos ganhos com Paulo César Gusmão face a 58 por cento com Daniel Ramos) e do Feirense (26 por cento dos pontos ganhos com José Mota e 52 por cento com Nuno Manta), por exemplo, mas talvez venhamos a poder alargar esta apreciação ao Estoril, que no entanto ainda não tem tempo suficiente com Pedro Emanuel para se perceber se este é capaz de consolidar a melhoria: passou de 27 por cento entre Fabiano Soares e Pedro Carmona para 61 por cento com o atual treinador (números, como todos os outros, antes da jornada deste fim-de-semana). Augusto Inácio, por exemplo, teve um efeito extraordinário à chegada ao Moreirense, levando mesmo a equipa à conquista da Taça da Liga, mas nunca conseguiu consolidar estas melhorias no médio prazo e em termos de classificação do campeonato, na qual acabou por deixar a equipa onde a tinha encontrado antes de ceder a vaga no banco a Petit. Acontece que nem tudo tem a ver com a qualidade imediata do treinador. De que outra forma se explicaria que homens que têm sucesso numa circunstância não o consigam noutra? Ou que haja treinadores a obter resultados com determinado tipo de jogadores e não com outros, com certos estímulos e não com outros? Petit, que conseguiu o milagre da manutenção no Boavista há dois anos e uma recuperação a todos os títulos notável no Tondela, no ano passado, de repente deixou de servir para o clube beirão? Mas depois já serve para o Moreirense, de onde tinha sido dispensado Pepa, o treinador em quem apostou o mesmo Tondela, na tentativa de voltar a escapar à descida? E por que razão Jorge Simão, que fizera um trabalho notável no Chaves, como antes o fizera no Belenenses e no Paços de Ferreira, de repente chegou a Braga e falhou? Claro que há aqui o efeito da novidade. Por alguma razão se diz “chicotada psicológica” – por ter o efeito surpresa de uma chicotada, de um acordar, e por mexer com a mente de uma equipa. Mas o que os dirigentes têm de entender é que nenhum treinador é pau para toda a obra, que as hipóteses de sucesso crescem sempre que um clube pensa o seu futebol de uma forma integrada, na qual as ideias de uns coincidem com as ideias dos outros e as práticas têm a ver com as ideias de ambos. Quando isso acontece, tudo fica mais simples. Texto publicado originalmente no Diário de Notícias, de 30.04.2017
2017-04-30
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Último Passe

Há dias, forçado a tal pelas notícias acerca do desencontro de opiniões com Quim Machado acerca da melhor forma de escolher um plantel, Rui Pedro Soares, presidente da SAD do Belenenses, veio dar em público aquela que é a versão mais comumente aceite – ainda que tão raramente praticada, porque se as coisas resvalam para o lado da gestão, é sempre a gestão que impõe as leis. Jorge Jesus deu hoje, no congresso “The Future of Football”, organizado pelo Sporting, uma versão mais “futeboleira” da coisa: deve ser o treinador a decidir tendo em conta aquilo que no fim mais importa, que é a capacidade de atingir os resultados desportivos. Mas o paraíso está a meio. Como se prova na época feita pelo Sp. Braga entre José Peseiro, Jorge Simão e Abel Silva. Primeiro, o Belenenses. Quim Machado justificou a não renovação – que depois veio a resultar na sua substituição por Domingos Paciência – com a intransigência em relação a duas cláusulas que a SAD azul queria impor no contrato. “Uma era que o treinador praticamente não tinha interferência nas contratações e outra em que a SAD teria o direito de retirar jogadores de uma convocatória”, revelou o treinador que acabou por sair do Restelo. Sem mencionar o segundo caso, Rui Pedro Soares veio dar a sua visão acerca do assunto na globalidade: o treinador pode dizer quem quer, mas quem escolhe quem contrata é a SAD. Não é uma coisa assim tão idiota: há mesmo muito quem defenda que é assim que deve ser, porque os treinadores vão e vêm e os clubes não podem ficar reféns das escolhas feitas por, como costuma dizer-se, “meros funcionários”. Não me parece, de qualquer modo, a coisa mais inteligente do Mundo, também. Porque se há ali quem de facto saiba de futebol e do futebol que quer pôr a equipa a jogar é o treinador. Foi um pouco isso que disse hoje Jorge Jesus em Alvalade, ao defender “três fatores fundamentais” para que seja o treinador quem escolhe as contratações: “sistema tático, modelo de jogo e modelo de jogador”. A questão é que se a predominância da gestão não satisfaz do ponto de vista dos resultados em campo, o predomínio do técnico pode falhar do ponto de vista da gestão. No Sporting desta época, por exemplo, não foi seguida uma política de perfis adequada, visando a substituição dos jogadores vendidos – Slimani, Téo e João Mário – por elementos que dessem à equipa as mesmas valências. Bas Dost move-se ao contrário de Slimani, Alan Ruiz levou muito tempo a calçar as botas de Téo e Gelson dá soluções individuais e brilho no um para um onde João Mário dava enquadramento coletivo e controlo. É melhor? É pior? É sobretudo diferente e levou tempo a acertar. Uma equipa funciona tanto melhor quanto houver concertação entre todos os decisores ou de preferência uma boa compreensão global de quem está no plano superior das escolhas (todas, incluindo a do treinador) e que deve ser competente tanto do ponto de vista da gestão como do futebol. Excelente exemplo disso mesmo foi a deriva do Sp. Braga entre José Peseiro e Jorge Simão, dois treinadores que não podiam ser mais opostos em termos de modelo de jogo defendido. Peseiro é um homem da mobilidade atacante, dos desequilíbrios ofensivos, do 4x4x2 puro, cujas equipas defendem a pensar como vão atacar a seguir. Toda as suas equipas jogaram assim. Simão é um homem do rigor a meio-campo, dos equilíbrios defensivos, do 4x2x3x1 com dois médios sempre posicionais, cujas equipas atacam a pensar como vão defender a seguir. Todas as suas equipas jogaram assim. O plantel bracarense teve grandes mudanças a meio e, como treinadores competentes que são, cada um tentou construir a equipa à sua imagem o melhor que pôde e soube. Mas quem decidiu começar a época com um e acabá-la com outro estava a pensar exatamente no quê?
2017-04-26
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A notícia do pedido de uma reunião ao Conselho de Arbitragem por parte do Benfica é tão ou tão pouco significativa para o rumo do campeonato que os tricampeões eram até aqui o único dos três grandes que ainda não tinha solicitado um encontro com o órgão presidido por Fontelas Gomes. Agora, que a Liga aqueceu e se aproxima dos momentos decisivos, enquanto os benfiquistas vão alegando que a pressão dos Super Dragões sobre Soares Dias foi fulcral para a aproximação entre os dois emblemas na tabela, os portistas respondem que é o Benfica quem está com medo e a tentar coagir os árbitros. Nunca chegarão a consenso e por isso prefiro falar de futebol, das razões que estão por trás da preparação do sprint final que se adivinha e que passam muito pela alteração estrutural que o mercado de Janeiro permitiu. Muita gente pergunta: mas que raio, será Soares um jogador assim tão fenomenal que justifique, por si só, a transformação do FC Porto ofensivamente inoperante de há uns meses num candidato ao título? Caramba, o homem andou pelo Nacional e pelo V. Guimarães e ninguém reparava assim tanto nele... A questão é que no futebol o que vale mais são as ideias e em segundo lugar as peças que são capazes de as fazer funcionar. Se colocarmos de lado fenómenos como Ronaldo ou Messi, que quase ganham os jogos sozinhos, o que garante vitórias são as ideias e a capacidade de as colocar em prática. Com a chegada ao Dragão de Soares, viu-se finalmente a ideia de Nuno Espírito Santo, uma ideia à qual Depoitre nunca conseguiu dar corpo. Soares não é um craque de nível estratosférico, mas consegue ser a perna que faltava no boneco que o treinador tentou desenhar há tempos na sala de imprensa, o pilar que mantém esse boneco em pé, porque dá à equipa a presença e a profundidade de que esta precisava para o jogo mais direto que ela tentava praticar. É preciso enquadrar o futebol do FC Porto naquilo que os seus jogadores tinham dentro da cabeça. Passaram de um ano para o outro de um futebol que privilegiava a posse e de decisões que conduziam a equipa inevitavelmente para o ataque organizado em detrimento do ataque rápido ou do contra-ataque para outro tipo de jogo, com linhas mais juntas e procura mais rápida da profundidade. Nuns jogos sofriam porque a cabeça lhes fugia para as ideias antigas, noutros porque não tinham quem fosse buscar essa profundidade – André Silva é mais móvel na largura, procura bem a faixa, mas quase nunca ataca o espaço nas costas da defesa adversária – noutros ainda porque era o adversário quem, jogando muito atrás, roubava essa mesma profundidade e exigia ao FC Porto outros argumentos que esta equipa não tinha, como a presença na área para aproveitar os cruzamentos que ainda ia fazendo. A equipa melhorou primeiro com Jota, porque o simples facto de ter um repentista em campo já lhe permitia buscar o espaço atrás da defesa adversária. Mas vivia entre dois fogos: ou procurava essa profundidade na criatividade dos extremos e na sua capacidade de furar linhas no um para um ou tentava assumir o jogo com reforço do meio-campo, dando um passo para cada lado e acabando por trocar os pés. Soares não resolveu todos os problemas, porque este FC Porto ainda tem de entender como se exprime melhor. Se com dois extremos puros, apostando na vertigem mas arriscando perder o controlo dos jogos se os adversários souberem envolver-lhe o meio-campo com três homens no corredor central – porque André Silva tem disponibilidade para correr sem parar mas não deve pedir-se-lhe que seja ele a estabelecer equilíbrios atrás – se com dois médios de coração a partir das alas, apostando na consistência mas perdendo chispa atacante – porque Herrera e André André pensam mais na bola do que no espaço e isso trava a equipa. Otávio é uma solução de compromisso entre as duas facetas, mas ainda precisa de rodagem para estar verdadeiramente pronto. Na forma que Nuno Espírito Santo encontrar para resolver este dilema estará a resposta para o que vai ser da equipa já na eliminatória com a Juventus e, depois, no sprint que se adivinha com um Benfica que perdeu fulgor mas poderá recuperá-lo com Zivkovic, com o regresso do melhor Pizzi ou com a entrada de Jonas, que ainda está por chegar a este campeonato. 
2017-02-19
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O mercado foi decisivo no desfecho do FC Porto-Sporting. O bis de Soares impulsionou os dragões para uma vitória que os deixa à condição na frente do campeonato e tira os leões da luta a três meses do final da época. A aposta de Nuno Espírito Santo no jogador recentemente recrutado ao V. Guimarães deu frutos, enquanto que no Sporting Jesus viu Palhinha ser insuficiente face à ausência forçada de William: o médio chegado do Belenenses fez uma boa segunda parte, mas acusou falta de rotinas com o resto da equipa e cometeu um erro de posicionamento quando se atrasou a subir para fazer o fora-de-jogo no lance do primeiro golo portista. Na verdade, ainda que de forma tímida, dos três candidatos ao título só o FC Porto foi ao mercado buscar argumentos para fortalecer a sua candidatura. Do V. Guimarães chegou Soares, que se por um lado pode ser visto como alternativa fisicamente imponente a André Silva, por outro tem a velocidade de ponta capaz de dinamitar as defesas mais rápidas: a forma como bateu Ruben Semedo no segundo golo é disso prova acabada. A chegada de Soares acaba por ser também a assunção do falhanço na contratação de Depoitre, que Nuno Espírito Santo nunca conseguiu transformar no jogador que vira no duplo confronto entre o seu Valencia e o Gent, há um ano. Com a entrada de Soares e a saída de Adrian López, emprestado ao Villarreal, o FC Porto deu uma composição diferente ao seu ataque, que agora conta com três pontas-de-lança mais clássicos para um melhor preenchimento do espaço na área adversária e com a irreverência de Rui Pedro, cuja qualidade certamente o impedirá de perder espaço nas opções do treinador. O resto do ataque continuará a depender da velocidade de Jota, do repentismo de Corona e da criatividade de Brahimi – que chegou a estar com pé e meio fora, no Outono, antes de acertar o passo com as ideias do treinador –, bem como da disposição de Nuno Espírito Santo para os colocar a jogar ao mesmo tempo em vez de ir acumulando médios e privilegiando a segurança, confiando nas bolas paradas. No Sporting, o mercado podia ser visto de duas maneiras. Ou redução de custos, com a saída de jogadores que eram excedentários no campo e no orçamento, ou recuperação da identidade do clube, feita da aposta nos jogadores da casa que tanto agrada aos adeptos mas que, valha a verdade, pouco mais deu nos últimos anos do que insignificantes vitórias de Pirro. Ainda assim, Francisco Geraldes parece um médio com capacidade de se impor no onze dos leões, sobretudo se Jorge Jesus conseguir trabalhá-lo de forma a juntar agressividade inteligente (o contrário da que lhe valeu a expulsão no Dragão, ainda pelo Moreirense) ao cérebro futebolístico que o jovem inegavelmente tem. É, no fundo, dar-lhe um pouco de Enzo Pérez para ele poder ser alternativa ou complemento a Adrien. Apesar dos soluços de ontem, Palhinha será sempre melhor alternativa a William do que o inexplicável Petrovic. E Podence, mesmo parecendo jogador mais feito para equipas de contra-ataque, é uma pilha de energia e velocidade constantes. Tudo somado à renovação de Gelson e à compra do passe de Coates chegaria para ter os sportinguistas satisfeitos não fosse a derrota no Dragão, mas a verdade é que ficou a ideia de que o clube não conseguiu colocar todos os erros de casting do mercado de Verão. Saíram Markovic (Hull), Elias (Atlético Mineiro) e Petrovic (Rio Ave), bem como Spalvis, que foi para o Rosenborg acabar a última fase (a ativa) de recuperação da grave lesão que teve na pré-época. Mas ainda ficaram em Alvalade (para já) jogadores como André ou Castaignos, este uma espécie de Depoitre, com a mesma aversão ao golo. Por fim, durante todo o mercado sentado confortavelmente no cadeirão de uma liderança entretanto ameaçada, o Benfica estabeleceu a realização de mais-valias financeiras como grande prioridade desta janela de transferências. Com o auxílio de Jorge Mendes, os tricampeões conseguiram mais duas enormes operações, fazendo 45 milhões de euros com Gonçalo Guedes (Paris St. Germain) e Hélder Costa (que poucos em Portugal sabem quem é mas valeu 15 milhões da opção de compra pelo Wolverhampton, do segundo escalão inglês). A chegada de Hermes (ex-Grêmio) destina-se a compor mais as laterais da defesa, face à lesão de longa duração de Grimaldo, restando perceber onde se enquadram Pedro Pereira e Filipe Augusto. O lateral contará para Rui Vitória ou terá sido apenas uma forma de resolver o imbróglio Djuricic, que seguiu a título definitivo em caminho inverso para a Sampdoria? E será o médio capaz de se impor onde Danilo falhou ou a sua contratação não passa de mais um efeito secundário da parceria com a Gestifute? As semanas que aí vêm o dirão, sendo que para já o Benfica é, dos três, o único a poder lamentar, no plano estritamente futebolístico, o desfecho de Janeiro: o futebol-ventoinha de Gonçalo Guedes, sempre a mexer, sempre a correr, sempre a pressionar, já terá feito a sua falta nas derrotas com o Moreirense e o V. Setúbal. 
2017-02-05
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Último Passe

Foram o FC Porto e Nuno Espírito Santo que ganharam ou foram o Sporting e Jorge Jesus que perderam? Como sempre, na sequência de um clássico, onde as duas formas de olhar para o jogo assumem igual protagonismo, esta é a pergunta que muitos fazem. A resposta é simples: ambas as afirmações são verdadeiras. Nuno Espírito Santo começou a ganhar o jogo quando apostou em Soares e numa frente de ataque alargada, mas só o ganhou mesmo graças ao compromisso defensivo revelado por jogadores como Corona e Brahimi. E Jorge Jesus começou a perdê-lo, não tanto na aposta-surpresa em Matheus Pereira, mas mais na falta de William Carvalho e na insistência em Bryan Ruiz pelo corredor central, como segundo avançado, quando ainda não ganhou um jogo verdadeiramente competitivo com o costa-riquenho a jogar naquela posição. Soares foi o homem do jogo, pelos dois golos que marcou, mas sobretudo pela volta que permitiu dar ao futebol do FC Porto. Com Soares, o FC Porto pôde mudar para um 4x4x2, porque passou a ter um avançado de referência, com escola a jogar de costas para a baliza, a cobrir a bola, mas que ao mesmo tempo tem finalização e explosão. Talvez fosse isso que o treinador tinha em mente quando contratou Depoitre, mas a verdade é que esses trunfos chegaram com seis meses de atraso. Com Soares na frente, André Silva passou a ser menos massacrado – ainda que ao mesmo tempo tenha perdido protagonismo – e a equipa pôde juntar dois pontas-de-lança a dois extremos puros, como Corona e Brahimi, não perdendo em termos defensivos. Pelo contrário… A diferença para a equipa que atacou no Estoril, há uma semana, com André Silva, Jota, Herrera e André André foi abissal em termos de resultados práticos, mas também de modelo de jogo: o FC Porto de hoje apostou num jogo mais direto, na busca mais rápida da profundidade, juntando linhas atrás e vivendo muito do comportamento defensivo rigoroso dos dois alas, que estiveram sempre bem nos momentos de transição, reduzindo o espaço ao Sporting para atacar. Claro que muito disto teve a ver com o golo madrugador de Soares, obtido logo aos 6’, que permitiu ao FC Porto gerir a vantagem e ao Sporting obter superioridade estatística, porque lhe coube desde cedo a necessidade de recuperar no marcador. E aqui é onde entram os defeitos leoninos. Seria fácil vir agora criticar a aposta surpresa em Matheus Pereira – um minuto jogado na Liga antes de ser titular no Dragão – mas a verdade é que sem ter sido brilhante, não foi por ele que o Sporting começou a claudicar. O início da queda teve a ver com a falta de rotinas de Palhinha com a equipa, mas o essencial passou pela noite má de Zeegelaar e por mais uma manifestação de incapacidade de Bryan Ruiz para jogar como segundo avançado, pelo meio, em jogos onde o patamar de exigência e de competitividade aumentam. Em suma, Jesus não perdeu por ter inventado, como amanha vamos ler um pouco por todo o lado. Perdeu por insistir em soluções que já lhe tinham custado pontos em várias outras situações. É muito por aqui que se explica o jogo. Adiantou-se o FC Porto logo aos 6’, por Soares, num lance onde a criatividade de Corona se juntou ao comportamento insuficiente de Zeegelaar, que o deixou cruzar, e onde depois a eficácia do avançado recrutado ao V. Guimarães veio combinar com a falta de rotina de Palhinha com Coates e Ruben Semedo: os dois centrais definiram bem o momento da subida, um segundo antes do cruzamento, para deixar Soares em fora-de-jogo, mas Palhinha, que estava na área para restabelecer a superioridade numérica, tardou a reagir e deu condição legal ao atacante brasileiro. A ganhar, o FC Porto assumiu o bloco baixo e a busca rápida da profundidade, sobretudo em ataque rápido e contra-ataque. E, mesmo tendo superioridade numérica no corredor central – Palhinha, Adrien e Bryan Ruiz contra Danilo e Oliver – o Sporting não só não tinha saída pelo meio, procurando sempre os corredores laterais, como perdia quase todas as divididas por ali, fruto da inadequação de Bryan Ruiz à posição. O talento está lá, não se discute, mas para jogar a este nível naquela posição é preciso pensar e executar a uma velocidade que o costa-riquenho não tem. Ruiz começou ali contra o FC Porto em Alvalade e Jesus trocou-o por Bruno César quando se viu a perder, ainda na primeira parte; voltou a começar ali contra o Benfica na Luz e Jesus voltou a trocá-lo, desta vez por Alan Ruiz, aos 60’, mais uma vez a perder, mas desta vez por 2-0; por fim, o treinador repetiu a aposta no Dragão, voltando a mudá-lo de posição ao intervalo, outra vez a perder por dois golos. O segundo nascera de um contra-ataque que teve contributo de Danilo, num excelente passe de rotura, e de Soares, que bateu em velocidade a defesa do Sporting, superou Rui Patrício e fez o 2-0. Na segunda parte, com Adrien e Gelson a manterem a bitola elevada, Esgaio na esquerda em vez de Zeegelaar, Palhinha a subir de rendimento – sendo mais médio e menos terceiro central – e sobretudo com Alan Ruiz no apoio direto a Bas Dost, assegurando que o Sporting tinha alguém capaz de jogar dentro do bloco portista, os leões melhoraram. Adrien acertou na trave e Alan Ruiz reduziu, após combinar com Bas Dost. Aqui, foi a vez de o FC Porto repetir o erro que já cometera contra o Benfica, baixando o ritmo, deixando de sair com a certeza dos primeiros 45 minutos, fruto da falta de gente na frente: André Silva deu o lugar a André André, Brahimi foi trocado por Jota e Corona por João Carlos. Podence deu alma ao flanco esquerdo leonino e nos últimos dez minutos pairou sobre o Dragão a hipótese de repetição do golpe de teatro que já sucedera frente ao Benfica. A diferença é que desta vez Casillas fez duas excelentes defesas a cabeceamentos de Coates, impedindo o empate. E em resultado disso não só o FC Porto viu legitimada a sua candidatura ao título, como o Sporting saltou fora da carruagem.
2017-02-04
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Último Passe

O empate do Sp. Braga na Bélgica, arriscando vir a fazer depender a continuidade na Liga Europa do resultado frente ao poderoso Shakthar Donetsk de Paulo Fonseca, na última jornada da fase de grupos da prova, não pode ser visto apenas à luz das declarações do diretor financeiro do Benfica, Domingos Soares Oliveira, que veio protestar contra os prémios insignificantes da competição quando comparada com a Liga dos Campeões. Disse Soares Oliveira que o dinheiro que se ganha na Liga Europa é tão pouco que nem os clubes portugueses a levam a sério. Mas nem todos podem pensar assim. Aliás, nem o Benfica devia pensar assim. A razão do dirigente benfiquista parece estar bem à vista, por exemplo, na carreira do Inter Milão, ontem matematicamente afastado dos 1/16 de final da segunda competição da UEFA depois de somar frente aos israelitas do Hapoel Beer Sheva a quarta derrota em cinco partidas, num jogo em que Stefano Pioli trocou cinco jogadores relativamente ao onze que empatou no fim-de-semana com o Milan. Para o Inter, a Liga Europa vale pouco mais de zero, porque o prize-money que ali pode alcançar não faz nenhuma diferença no orçamento da sociedade. Soares Oliveira assenta ainda o que diz na experiência do próprio clube português, que com Jorge Jesus chegou a duas finais da Liga Europa, depois de fracassar na Champions, mas colocando sempre a Liga interna à frente e poupando jogadores até à fase decisiva da competição internacional. Aliás, o próprio Jesus parece ainda pensar assim, não tivesse ele repetido depois da derrota com o Real Madrid que o Sporting tem de se afirmar primeiro em Portugal, para depois poder andar na Europa. Os prémios monetários que a UEFA paga pela progressão na Liga Europa são, na verdade, escandalosamente mais baixos do que na Champions. Nisso, Soares Oliveira tem razão. Se conseguir o segundo lugar no grupo, o Sp. Braga irá ainda buscar um valor na ordem do milhão de euros (um pouco mais se o fizer ganhando ao Shakthar, um pouco menos se se apurar empatando ou até perdendo o último jogo). Depois disso, cada eliminatória vai valendo mais à medida que a prova se aproxima do fim: 750 mil euros por chegar aos oitavos-de-final, um milhão para atingir os quartos, 1,6 milhões pelas meias-finais, mais 3,5 milhões se for finalista vencido ou 6,5 milhões se ganhar a decisão. Para uma equipa como o Sp. Braga, atenção, esses valores já fazem diferença. Aliás, já a fizeram para o Benfica nos anos em que chegou às finais. E não apenas pelo que pesaram na realização orçamental. É que a partir de certa altura os jogadores ganham visibilidade e tornam-se alvos mais apetecíveis no mercado, o que não é despiciendo para clubes de um país periférico e sempre a precisar de realizar mais-valias com transferências, como são os portugueses. E, mesmo que o Benfica tenha esse problema resolvido através da parceria que estabeleceu com Jorge Mendes, até à recente alteração das regras de escalonamento das equipas para o sorteio, privilegiando os campeões dos países mais bem colocados no ranking da UEFA, foi em grande parte aos pontos que foi somando na Liga Europa que os encarnados ficaram a dever as suas sucessivas colocações no Pote 1 da Champions e os grupos menos complicados que tiveram de enfrentar nesta competição. É também por isso que o apuramento para a fase seguinte da Liga Europa é tão importante para o Sp. Braga e até para o Sporting, que por ele vai lutar em Varsóvia, sendo um mal-menor para Benfica e FC Porto, que ainda podem continuar na Liga dos Campeões mas para quem a Liga Europa não pode ser uma hipótese desprezível. Por mais que os prémios não cheguem para virar a cabeça de quem faz as contas todos os semestres.
2016-11-24
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Último Passe

A incapacidade do Sporting para controlar os jogos em situações de vantagem custou à equipa de Jorge Jesus dois pontos numa partida que dominou por completo até aos 75 minutos, mas onde um quarto-de-hora de pesadelo lhe custou um empate a três bolas, frente ao Vitória, em Guimarães. A ganhar por 3-0 e tendo perdido mais três ou quatro situações claras de golo, foi a equipa do Sporting que, a 15 minutos do final, levantou o ânimo aos minhotos, cedendo um penalti escusado e falhando depois na marcação a Marega num cruzamento. Num ápice, um jogo que estava fechado, reabriu, de 0-3 para 2-3. O Vitória acreditou e já sobre o minuto 90 chegou a um empate que o muito maior volume de jogo leonino não faria prever, mas que castigou a desconcentração e a tremedeira final dos leões. Esta não foi a primeira vez que os leões cederam neste tipo de situações. Basta lembrar o jogo de Madrid (de 1-0 para 1-2 nos últimos dois minutos) ou até a partida caseira com o Estoril (dois golos sofridos nos últimos cinco minutos, transformando uma noite tranquila num jogo de emoção no final). Em Guimarães, hoje, nada o faria prever, face ao que o jogo vinha dando. Jesus apresentou um onze muito próximo da sua equipa de gala, mudando apenas os dois defesas-laterais e apresentando Markovic na frente, no apoio a um Bas Dost desta vez mais apagado e distante da equipa. O Vitória, com três homens declaradamente na frente – Soares, Marega e Hernâni – ainda ameaçou num passe longo para as costas da defesa leonina que o malinês não conseguiu captar em condições, mas depois desse lance os leões passaram a mandar no jogo. Gelson voltou a mostrar o futebol que o levou à convocatória para a seleção nacional e numa arrancada pelo corredor central inventou o primeiro golo: passou por vários adversários e chutou para uma defesa incompleta de Douglas, tendo Markovic sido o mais rápido a chegar para a recarga. O facto de ter perdido o capitão, Adrien, pouco depois, com uma lesão muscular, poderia ter afetado o rendimento leonino, mas não foi pela presença de Elias que a equipa fraquejou, pois o brasileiro até entrou bem na manobra geral. Coates ainda fez o segundo golo antes do intervalo, na sequência de um canto de Ruiz e o Sporting parecia rumar tranquilamente a mais três pontos. Até pela facilidade com que criava – e perdia – lances de golo. Isso viu-se, por exemplo, no arranque da segunda parte. Elias, em boa posição, chutou ao lado, aos 46’, tendo Douglas tirado o terceiro a Markovic um minuto depois, quando o sérvio lhe surgiu isolado pela frente em mais um belo lance de Gelson. O guarda-redes vimaranense, que já não tinha ficado isento de culpas no golo de Coates, tentava redimir-se, mas acabou por voltar ao lado errado da partida, deixando escapar para as redes um remate de Elias que queria enviar pela linha de fundo. Com 0-3, a 19 minutos do fim, o jogo parecia ter acabado. Mas não. Um penalti escusado de William sobre Hernâni, convertido por Marega aos 74’, podia ser um incidente meramente folclórico, não tivesse o mesmo Marega feito o 2-3 logo um minuto depois, surgindo entre Coates e Schelloto na sequência de um cruzamento da direita. De repente, o jogo reabria. O Vitória voltava a acreditar, puxado de forma entusiasta pelo seu público. E chegou mesmo ao empate num dos muitos livres de que beneficiou nessa ponta final: cobrança de Rafinha e cabeça de Soares, ao segundo poste, nas costas de Schelloto. O golo premiava 15 minutos finais com muito coração da equipa de Pedro Martins, mas acabava por ser bem mais o reflexo das dificuldades defensivas que este Sporting vem enfrentando: desde Madrid, em cinco jogos, o Sporting sofreu dez golos. Começa a ser uma tendência.
2016-10-01
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Último Passe

Mais uma noite fulgurante de Gelson Martins, desta vez bem acompanhado pela certeza na finalização de um Bas Dost que começa a ser solução, valeu ao Sporting uma vitória tranquila sobre o Estoril, à qual só uma meia-hora de descompressão final deu números ainda assim equilibrados: o 4-2 definitivo, com três golos nos últimos cinco minutos (dois deles para os visitantes), reflete tanto o amplo domínio que os leões exerceram sobre o adversário até ao momento em que Jorge Jesus deu descanso a alguns titulares como a total desconcentração da equipa na ponta final da partida. Gelson mereceu bem as palavras que Jesus lhe endereçou na flash-interview: está numa forma impressionante, não só pela velocidade que imprime ao jogo, mas também pela capacidade que revela no um para um e às vezes até no um para dois. Com ele colado à direita, o treinador do Sporting sabe que tem uma fonte permanente de desequilíbrio, bastando-lhe depois somar um finalizador e juntar a tudo uma equipa concentrada e taticamente bem colocada no terreno. Foi por isso que, tirando uma investida logo aos 4’, na qual criou alguma sensação de perigo na esquerda do seu ataque, o Estoril só voltou a aproximar-se da área leonina quando já perdia por 3-0. E mais podiam ter sido se Bryan Ruiz não estivesse num daqueles dias de perder golos cantados. É verdade que o Sporting marcou bastante cedo, num lance que pode tornar-se típico no futebol dos leões: desequilíbrio de Gelson na direita, cruzamento para a área, onde Bas Dost se antecipou a Lucas Farias e marcou de cabeça. Apesar de ainda faltar mais de meia-hora para o intervalo e de o jogo se desenrolar todo o meio-campo do Estoril – muito bem os dois centrais leoninos, a jogarem em antecipação e a não deixarem que os adversários construíssem os seus contra-ataques – o resultado não sofreu alterações antes do descanso. Bryan Ruiz pode explicar porquê: teve uma bola a saltitar à entrada da pequena área mas chutou-a para a bancada, perdendo o 2-0. Com André em vez de Alan Ruiz, que desperdiçou mais 45 minutos no onze titular para causar boa impressão, o Sporting entrou forte na segunda parte, chegando aos 3-0 por volta da hora de jogo. Marcou primeiro Coates, de cabeça, após canto de Bryan Ruiz, tendo depois Bas Dost bisado, na conclusão de um contra-ataque à Slimani: recuperação de Gelson, tabela entre André e William, que colocou a bola na profundidade, onde o holandês a foi buscar e bateu Moreira. Fabiano Soares preparava-se para tentar discutir o jogo quando levou com este golpe duplo, mas as entradas de Gustavo e, sobretudo, de Bruno Gomes – que substituiu o ponta-de-lança Paulo Henrique – ainda haviam de dar os seus resultados. Antes disso, porém, foi o Sporting quem perdeu por duas vezes a possibilidade do 4-0: primeiro André, aos 74’, após jogada entre Gelson e Markovic; depois William, aos 78’, após tabela com Gelson; e por fim Bryan Ruiz, aos 81’, a ver Moreira tirar-lhe o golo com o pé. Jesus, nessa altura, já substituíra jogadores fundamentais. Bas Dost e Adrien já viram do banco a forma como os dois suplentes do Estoril combinaram para reduzir a desvantagem: cruzou Gustavo, para uma bela finalização de Bruno Gomes, que por fim conseguiu chegar a uma bola antes de Ruben Semedo. Faltavam cinco minutos para o fim e o golo de André, a passe de Bryan Ruiz, acabava com quaisquer veleidades que os canarinhos ainda tivessem de vir a discutir o resultado, mas não com a possibilidade de lhe dar um cariz mais equilibrado: Bruno Gomes ainda bisou, após um canto em que toda a equipa do Sporting já estava a pensar no Legia de Varsóvia. Com quatro dias de avanço.  
2016-09-24
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Stats

O Sporting chega ao Estoril pressionado, entrando pela primeira vez numa ronda a ter de olhar para cima na tabela desde a 15ª jornada, após a derrota na Choupana com o U. Madeira. A equipa de Jorge Jesus enfrenta, além disso, a necessidade de interromper a pior série de resultados da época, pois somou pela primeira vez três jogos seguidos sem ganhar: 1-3 em Leverkusen, na despedida da Liga Europa, 0-0 em Guimarães e 0-1 com o Benfica em Alvalade. Desde Fevereiro e Março do ano passado que os leões não passavam três jogos seguidos sem ganhar, mas para se encontrarem os quatro a que a série ascenderá caso o Sporting não ganhe no Estoril é preciso recuar à época negra de 2012/13. Nesse ano, que culminou com a não qualificação para as competições europeias, o Sporting chegou a estar oito jogos seguidos sem ganhar (entre um 2-1 ao Gil Vicente em Setembro de 2012 e um 1-0 ao Sp. Braga em Novembro). A última sequência de mais de três jogos seguidos sem vitória, no entanto, data de Dezembro de 2012/Janeiro de 2013 e ficou marcada a meio pela saída de Frankie Vercauteren e a entrada de Jesualdo Ferreira para o comando técnico. Após ganharem por 2-1 ao Videoton, no adeus à Europa, a 7 de Dezembro de 2012, ainda com o belga aos comandos, os leões perderam em casa com o Benfica (1-3), empataram nos terrenos do Nacional (1-1) e do Marítimo (2-2, este para a Taça da Liga), foram batidos fora pelo Rio Ave (3-0, também para a Taça da Liga) e em casa pelo Paços de Ferreira (1-0, no jogo que ditou o afastamento de Vercauteren). A série negra foi interrompida ao sexto jogo, numa vitória caseira frente ao mesmo Paços de Ferreira (1-0, para a Taça da Liga), já com Jesualdo Ferreira à frente da equipa. Desde então, foram ainda assim várias as séries de três jogos seguidos sem ganhar da equipa do Sporting, mas todas elas interrompidas à quarta partida. Aconteceu com Jesualdo por duas vezes, ainda nessa época, uma com Leonardo Jardim em 2013/14, e três com Marco Silva em 2014/15. A última destas séries terminou há precisamente um ano, com uma vitória por 3-2, em casa, frente ao Penafiel, a 9 de Março de 2015, depois do empate frente ao Wolfsburg (0-0, na despedida da Liga Europa), da derrota frente ao FC Porto (0-3) e de novo empate, ante o Nacional (2-2, nas meias-finais da Taça de Portugal).   Além dos jogos sem ganhar, o Sporting de Jesus somou também a primeira série de duas partidas seguidas sem marcar golos. O zero no ataque foi comum ao empate em Guimarães (0-0) e à derrota caseira com o Benfica (0-1). Há um ano que os leões não ficavam dois jogos seguidos em branco: desde o 0-0 com o Wolfsburg (26 de Fevereiro de 2015) e do 0-3 com o FC Porto (1 de Março de 2015). Para se encontrarem três jogos seguidos sem marcar já é preciso recuar a Dezembro de 2013/Janeiro de 2014, quando os leões juntaram três empates a zero sucessivos. Com a curiosidade de o terceiro ter sido no palco do jogo de hoje: após os 0-0 com o Nacional e o FC Porto, a equipa de Leonardo Jardim empatou a zero no Estoril, para a Taça da Liga.   Depois de uma fase menos boa, som seis derrotas em dez jogos, o Estoril parece estar a acertar agulhas, pois ganhou três das últimas quatro partidas: 2-1 ao Tondela e 3-0 ao V. Setúbal em casa e 3-1 ao Rio Ave em Vila do Conde. Desde a derrota em Braga, a 8 de Fevereiro, os estorilistas marcaram pelo menos um golo em todos os jogos-   O avançado estorilista Leo Bonatini interrompeu nas últimas duas jornadas um jejum de golos que já durava desde que, a 16 de Janeiro, fez um golo ao Benfica na Amoreira. Depois do hat-trick ao V. Setúbal, na 24ª jornada, marcou também na vitória frente ao Rio Ave, na 25ª. Se marcar ao Sporting completa três jornadas seguidas sempre a marcar, igualando o seu melhor registo desta época, que foram golos em jornadas seguidas a Sp. Braga, Tondela e U. Madeira, na primeira volta.   Por sua vez, o avançado sportinguista Slimani não marca golos há cinco jogos, na que já é a sua pior sequência da época. Após o bis ao Nacional, a 13 de Fevereiro, ficou em branco nos dois jogos contra o Leverkusen (que jogou como suplente utilizado), bem como nas partidas com Boavista, V. Guimarães e Benfica. A última série de cinco jogos seguidos sem marcar de Slimani aconteceu em Dezembro de 2014 (Boavista, Chelsea, Moreirense, Vizela e Nacional) e foi interrompida precisamente contra o Estoril, a 3 de Janeiro de 2015, numa vitória leonina por 3-0, em Alvalade.   Depois de uma primeira volta sem marcar aos grandes (0-4 na Luz, 0-2 no Dragão e 0-1 em Alvalade), o Estoril marcou primeiro nos jogos com o Benfica e o FC Porto no seu estádio, mas perdeu ambas as partidas. Contra o Benfica Bonatini fez o 1-0 aos 12’, mas Mitroglou e Pizzi viraram para 1-2. Frente ao FC Porto, Diego Carlos abriu o ativo logo aos 3’, mas Aboubakar, Danilo e André André viraram para o 1-3 final.   O Estoril vem assim numa sequência de cinco jogos seguidos sem pontuar frente aos grandes na Liga. Igualou a sequência de 2004/05: após um empate a duas bolas com o FC Porto no Dragão logo à terceira jornada, perdeu as outras cinco partidas com os três grandes, numa época que culminou com a despromoção. A série foi interrompida com um empate frente ao Sporting (2-2), em Alvalade, em Setembro de 2012, o ano do regresso da equipa da Linha à I Divisão.   Para se encontrarem mais de cinco jogos seguidos do Estoril sem pontuar frente aos grandes é preciso recuar ao início da década de 80, quando após um empate com o FC Porto na Amoreira (0-0 em Novembro de 1979), a equipa canarinha perdeu de enfiada contra o Sporting (0-1 em Janeiro de 1980), Benfica (0-2, em Março de 1980), FC Porto (0-3, em Abril de 1980), Benfica (0-3, em Setembro de 1981, após a despromoção e o regresso), FC Porto (0-1, em Dezembro de 1981) e Sporting (3-2, em Dezembro de 1981). Essa série foi interrompida com um empate a zero frente ao Benfica, em casa, a 7 de Março de 1982.   Este é apenas o segundo confronto entre Jorge Jesus e Fabiano Soares. O primeiro foi no jogo da primeira volta, com sucesso do Sporting de Jesus, em Alvalade, por 1-0. Mas se Fabiano pode alegar que o Sporting foi o único grande ao qual conseguiu tirar pontos como treinador (empate a um golo na Amoreira, em Maio do ano passado) e que Jesus até já começou a perder um campeonato contra o Estoril (empate a uma bola, na Luz, em Maio de 2013, deixando o Benfica à mercê do FC Porto), o treinador do Sporting também pode apresentar um currículo invejável em visitas ao Estoril, onde ganhou sempre como treinador do Benfica.   O sportinguista Bruno César começou a época no Estoril, tendo alinhado durante os 90 minutos na derrota dos canarinhos em Alvalade, a 31 de Outubro de 2015.   O Sporting não ganhou nenhuma das quatro últimas partidas no Estoril. A última vitória leonina ali foi a 16 de Outubro de 2010, em jogo da Taça de Portugal (2-1, de virada, com golos de Liedson e Postiga, depois de Alex Afonso ter aberto o ativo para os donos da casa). Dos 28 jogadores que subiram ao relvado nessa tarde, restam nas duas equipas os laterais direitos Anderson Luís (Estoril) e João Pereira (Sporting). Jefferson, que atualmente joga no Sporting, alinhou então pelos canarinhos.   Depois desse jogo, o Sporting perdeu duas vezes (2-1 para a Taça da Liga em Janeiro de 2011 e 3-1 para a Liga em Fevereiro de 2013) e empatou outras duas (0-0 em Janeiro de 2014 e 1-1 em Maio de 2015, sempre para a Liga) no António Coimbra da Mota. Aliás, três das cinco vitórias que o Estoril obteve contra o Sporting em toda a sua história aconteceram nos últimos seis anos. Até então, os canarinhos só tinham ganho duas vezes aos leões: em Fevereiro de 1976 para o campeonato nacional e em Outubro de 1945 no regional de Lisboa.
2016-03-12
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Stats

O FC Porto desloca-se ao Estoril na sequência de três derrotas consecutivas como visitante e com a obrigatoriedade de vencer, para manter a pressão sobre Benfica e Sporting, que ocupam os dois primeiros lugares da tabela classificativa da Liga. Se em 2013/14 estiveram seis saídas seguidas sem ganhar, é preciso recuar muito mais, até 2005, para se encontrar uma equipa do FC Porto que tenha perdido três jogos consecutivos como visitante. Agora é preciso evitar o quarto, que os dragões não conhecem desde 1985. Depois das vitórias frente ao Boavista para a Liga (5-0) e para a Taça de Portugal (1-0), ainda com Rui Barros aos comandos, o FC Porto perdeu as três deslocações que se seguiram: 1-0 com o Vitória em Guimarães, o mesmo resultado com o Famalicão e 2-0 com o Feirense, este último desafio já com José Peseiro no banco a liderar a equipa. Começam por ser preocupantes as dificuldades que os dragões têm encontrado para fazer golos fora do seu estádio, pois são já três jogos seguidos a zero. Mas mais negro se torna o panorama quando se percebe que é preciso recuar mais de dez anos para se encontrar uma série tão negra. Em Março e Abril de 2005, a época horrível que se seguiu à saída de José Mourinho, o FC Porto perdeu consecutivamente em Milão com o Inter (3-1), em Alvalade com o Sporting (2-0) e no Bessa com o Boavista (1-0), reagindo ao quarto jogo, no qual foi ganhar ao Beira Mar em Aveiro por 1-0, com golo de Quaresma ao minuto 89. Para se encontrar uma série de quatro deslocações seguidas com derrota é preciso ir muito mais atrás, a Novembro e Dezembro de 1985, quando a equipa dirigida por Artur Jorge perdeu consecutivamente com Benfica (1-0), Portimonense (1-0), V. Guimarães (2-1) e Sp. Covilhã (2-0). Desde então, a equipa portista já teve várias situações de duas derrotas seguidas fora de casa, mas conseguiu sempre pontuar à terceira partida. Foi o caso de 2013/14, em que esta situação se repetiu por três vezes. Às derrotas frente a Académica (1-0) e Atlético Madrid (2-0) seguiu-se uma vitória ante o Rio Ave (3-1). Depois, na sequência dos insucessos com o Benfica (2-0) e Marítimo (1-0) apareceu uma vitória no terreno do Gil Vicente (2-1). Por fim, quando o FC Porto perdeu frente ao Nacional (2-1) e ao Sevilha (4-1), foi o Sp. Braga a pagar as favas (3-1). De 2013/14 vem também a última série de três deslocações seguidas sem que o FC Porto tenha conseguido marcar golos – mas também aí a equipa reagiu ao quarto jogo: após um empate a zero com o Sporting em Alvalade e as derrotas nos terrenos de Benfica (2-0) e Marítimo (1-0), ganhou a tal partida ao Gil Vicente, graças a um bis de Varela (2-1).   - Desde Dezembro, o Estoril tem sempre alternado resultados nos jogos em casa: ora ganha, ora cede pontos. Após o empate com o Nacional (1-1, a 6 de Dezembro), venceu o Penafiel (1-0, a 16). Depois perdeu com o V. Guimarães (1-0, a 19) e ganhou ao Belenenses (2-0, a 10 de Janeiro). Por fim, perdeu com o Benfica (2-1, a 16) e recebe agora o FC Porto.   - À exceção do jogo com o V. Guimarães, Leo Bonatini fez golos em todos os desafios do Estoril em casa desde o empate com o Rio Ave, a 24 de Outubro. Marcou à Académica (1-1), Nacional (1-1), Penafiel (1-0), Belenenses (2-0) e Benfica (1-2).   - Será a primeira vez que Fabiano Soares e José Peseiro se defrontam como treinadores. O técnico do Estoril perdeu até aqui sempre que defrontou o FC Porto, equipa que foi a primeira a derrotá-lo na qualidade de treinador principal e à qual nunca fez um golo: perdeu por 5-0 na época passada e por 2-0 esta temporada, sempre no Dragão.   - Peseiro, por sua vez, perdeu na última vez que levou uma equipa ao Estoril (2-1, com o Sp. Braga, em 2013), mas arrancou ali para uma série de bons resultados na sua passagem pelo Sporting. Após um início difícil e quatro jogos seguidos sem ganhar, os leões venceram no Estoril por 4-1, em Outubro de 2004, encetando uma recuperação que os levaria ao topo da Liga.   - Matheus estreou-se pelo Estoril a jogar contra o FC Porto, a 6 de Abril do ano passado. Fabiano Soares fê-lo entrar para o lugar de Filipe Gonçalves a 15 minutos do fim de um jogo que os canarinhos já perdiam por 4-0 e que acabou com 5-0 para os dragões.   - O lateral Mano pode fazer o jogo 100 pelo Estoril, depois de se ter estreado a 13 de Setembro de 2012, com uma vitória por 1-0 na Taça da Liga, frente ao U. Madeira. Dos 99 em que já atuou, 73 foram na Liga portuguesa, 10 na Liga Europa, oito na Taça de Portugal e outros oito na Taça da Liga. Ainda não fez um único golo com a camisola amarela.   - O FC Porto ganhou os últimos dois jogos ao Estoril, ambos sem sofrer golos, mas já não vence na Amoreira desde Outubro de 2012, tendo entretanto empatado ali por três vezes, todas com o mesmo resultado: 2-2. A última vitória dos dragões no Estoril foi para a Liga e teve Vítor Pereira como treinador, tendo acontecido de virada, graças a golos de Varela e Jackson Martínez, depois de Steven Vitória ter adiantado os canarinhos.   - Nos três últimos jogos jogados entre o Estoril e o FC Porto no António Coimbra da Mota, todos eles terminados com um empate a dois golos, os estorilistas tiveram sempre um penalti a favor. Converteram-nos Steven Vitória (Taça da Liga, em Dezembro de 2012), Evandro (Liga, em Setembro de 2013) e Tozé (Liga, em Novembro de 2014). Em dois destes três jogos, o FC Porto só chegou ao empate em período de descontos, com golos de João Moutinho e Oliver Torres.   - A última vitória do Estoril sobre o FC Porto foi no Dragão, em Fevereiro de 2014, e também resultou de um penalti, na altura convertido por Evandro no 1-0 final. Em casa, o Estoril não ganha ao FC Porto desde Janeiro de 1979, altura em que a equipa canarinha era a “besta negra” do FC Porto de Pedroto, que esteve sem ganhar ali de 1975 a 1988. Nessa tarde, marcaram Vitinha, Marinho e Fonseca, todos nos últimos 10 minutos, para um 3-0 que eliminou os dragões da Taça de Portugal.
2016-01-29
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Artigo

- Ao ganhar ao Estoril por 2-1, depois de ter estado a perder (1-0 ao intervalo), o Benfica conseguiu a terceira reviravolta da época. A primeira tinha acontecido contra o Moreirense, no Estádio da Luz, em Agosto, num jogo que os encarnados estiveram a perder por 1-0 e ganharam por 3-2. E a segunda em Madrid, na Liga dos Campeões, em Setembro, quando viraram de 0-1 para 2-1 contra o Atlético. O Benfica não conseguia virar um jogo da Liga portuguesa fora de casa desde Março do ano passado, quando ganhou por 3-1 em Arouca depois de estar a perder por 1-0.   - O Benfica obteve ainda a sexta vitória consecutiva, depois do empate a zero contra o U. Madeira, a 15 de Dezembro. Iguala assim a série de seis vitória conseguidas entre Fevereiro e Março de 2015. Para se encontrar uma série maior é preciso ir às sete que a equipa somou entre Dezembro de 2014 e Janeiro de 2015.   - Ganhando o jogo de abertura da segunda volta, quando na época passada o tinham perdido (1-0 em Paços de Ferreira), os encarnados diminuíram a distância pontual que os separa da equipa que foi campeã em 2014/15. Essa equipa tinha 46 pontos à 18ª jornada, enquanto que a atual soma 43.   - Em contrapartida, os 47 golos que o Benfica fez nas primeiras 18 jornadas, e que lhe permitem continuar a ser o ataque mais realizador da competição, correspondem ao ano de melhor produção atacante da equipa encarnada desde 2009/10. Nessa época, a primeira de Jesus, o Benfica tinha feito mais um golo: 48 em 18 jornadas.   - Ao perder, o Estoril confirmou que este está a ser o seu pior meio-campeonato desde que voltou à Liga. Continua com 20 pontos em 18 jogos, menos cinco do que tinha há um ano, com José Couceiro aos comandos. Com Marco Silva, os canarinhos somavam 30 pontos em 2013/14 e 22 em 2012/13. Para encontrar pior que os atuais 20 pontos é preciso recuar a 2004/05, o ano em que a equipa estorilista desceu pela última vez, e em que chegou à 18ª jornada com 18 pontos.   - Pizzi fez o golo da vitória do Benfica no Estoril (2-1). Foi o terceiro neste mês de Janeiro e o quarto que fez esta época, igualando já a produção goleadora das últimas duas temporadas, no Espanyol (quatro golos em 2013/14) e no Benfica (outros quatro em 2014/15). Melhor só os oito golos no Deportivo em 2012/13 e os onze no Paços de Ferreira, em 2010/11. Nesta época tinha como treinador Rui Vitória.   - Jonas falhou mais uma vez a trilogia de golos em jogos consecutivos. Ficou em branco pela primeira vez na vida contra o Estoril, a quem até aqui marcara sempre, mas assistiu Pizzi para o golo da vitória e é agora não só o melhor marcador da Liga (com 18 golos) mas também o melhor assistente do Benfica, com sete passes decisivos, tantos como Gaitán.   - Mitroglou voltou a marcar saído do banco. Já tinha estado entre os goleadores na vitória frente ao Nacional (4-1) na jornada anterior e repetiu a gracinha agora, estabelecendo o empate contra o Estoril, no jogo que os encarnados acabaram por ganhar. Foi a terceira vez que o grego marcou golos em jogos consecutivos, pois já o tinha feito contra Belenenses (6-0) e Astana (2-0) em Setembro e contra Atl. Madrid (1-2) e V. Setúbal (4-2) em Dezembro.   - Leo Bonatini, que já leva 13 golos esta época, 10 dos quais na Liga, já igualou o total de golos dos dois melhores marcadores do Estoril numa época inteira desde que a equipa da Linha voltou à I Liga. Tal como Bonatini, Steven Vitória (em 2012/13) e Evandro (em 2013/14) acabaram a época com 13 golos (ainda que ambos com 11 na Liga). Mas os dois tiveram a época inteira para lá chegar.   - Os golos de Bonatini têm uma particularidade adicional, rara num ponta-de-lança. É que vêm sempre sós. Se por um lado isso pode ser mau, porque não se lhe vê um bis ou um hat-trick, por outro é excelente, porque quase nunca saiu de um jogo em branco. Esta época, marcou em 13 dos 21 jogos em que participou. E das oito vezes em que ficou em branco, o Estoril perdeu sete. O jogo com o Benfica foi apenas o segundo em que, tendo ele marcado, o Estoril saiu derrotado – o outro foi o 3-2 frente ao Oriental, na Taça da Liga.   - Pawel Kieszek, que tinha feito o jogo 100 na Liga contra o Benfica, na Luz, na primeira volta (derrota por 4-0) e que também se estreara na prova contra os encarnados, pelo Sp. Braga, em Fevereiro de 2008 (empate a uma bola), voltou a ver o Benfica assinalar-lhe um momento especial: desta vez fez o 50º jogo na baliza do Estoril.   - Diogo Amado fez o 100º jogo na Liga portuguesa nesta derrota contra o Benfica. Dos 100, 15 foram com a camisola da U. Leiria – entre eles a estreia, lançado por Pedro Caixinha num empate a zero contra o Beira Mar, em Agosto de 2010 – e os restantes 85 pelo Estoril.
2016-01-17
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Último Passe

Na primeira jornada do campeonato, este Estoril tinha perdido por 4-0 com este Benfica mas tinha sido capaz de discutir o jogo na Luz. Esta noite, na Amoreira, os canarinhos perderam só por 2-1, até estavam a ganhar ao intervalo, mas não mostraram sequer por um instante a capacidade para ficar com os três pontos em casa. O que se viu foi um Benfica não muito inspirado onde costuma ser mais forte – os últimos 20 ou 30 metros – mas absolutamente dominador no resto do campo, ganhando duelos sobre duelos e conseguindo assim instalar-se em permanência no meio-campo estorilista. Os dois golos que chegaram no segundo tempo acabaram por ser o corolário lógico do que se via em campo e dão mais alento à equipa de Rui Vitória, que mantém a fase de crescimento e já só vê a liderança a dois pontos. O jogo começou praticamente com o golo do Estoril, obra do inevitável Bonatini, que aproveitou a abordagem negligente de Lisandro – e de Eliseu antes dele – para atacar um cruzamento feito na direita por Anderson Luís e bater Júlio César com uma finalização cheia de classe. O problema para Fabiano Soares é que se tinha visto pouco Estoril até aí, viu-se ainda menos daí para a frente. Se a ideia era juntar duas linhas de quatro atrás, com Diogo Amado entre elas de forma a roubar o espaço habitualmente ocupado por Jonas, ela falhou redondamente, porque o Benfica conseguia quase sempre recuperar a bola instantes depois de a perder, partindo desde logo para nova vaga de ataque às redes de Kieszek. Jonas, Jiménez, Pizzi, Carcela, Sanches ou Fejsa, os próprios laterais quando em posicionamento avançado, qualquer jogador do Benfica ganhava mais bolas divididas do que as que perdia, e isso resultava num massacre ofensivo que, contudo, não tinha reflexo na criação de reais oportunidades de golo. Este Benfica costuma ser uma equipa de golo fácil, que nem precisa de grande volume de jogo para marcar. No Estoril foi ao contrário – muito volume mas poucas situações de golo iminente. Rui Vitória percebeu que precisava de um homem de área e chamou Mitroglou, avançado menos dado a trabalhar sem bola que Jiménez, mas mais posicional e propenso a aproveitar as muitas bolas que iam cruzando a área do Estoril. E, ainda que contando com a sorte do ressalto e da desorientação defensiva dos jogadores canarinhos que estiveram no lance – onde estavam em superioridade de quatro para dois – o grego fez o golo do empate. Pizzi, cada vez mais importante no crescimento deste Benfica, fez o 2-1 e só aí o Estoril saiu para discutir o resultado. Já o fez tarde. Os três pontos assentaram bem aos encarnados, que conseguiram a terceira reviravolta da época e podem ficar agora à espera de ver o que fará o FC Porto em Guimarães para ver se terão companhia na perseguição ao Sporting.
2016-01-16
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Sempre que defrontou o Estoril, Jonas, o jogador mais em forma no Benfica, bisou. Aconteceu nos 6-0 de Fevereiro e nos 4-0 de Agosto, sempre na Luz. Aliás, nos últimos três confrontos entre Benfica e Estoril houve sempre um benfiquista a bisar: antes de Jonas tal já acontecera a Talisca, autor de dois golos nos 3-2 com que os encarnados ganharam na Amoreira, em Setembro de 2014. Se Jonas é o maior candidato a manter a tradição, é verdade também que há outra, recente, a jogar contra ele: esta época, depois de dois jogos com golos, tem aparecido sempre um zero na sua conta pessoal. Jonas segue, neste momento, para mais uma tentativa de alinhar os tais três jogos seguidos a fazer golos. Em Agosto e Setembro, marcou ao Moreirense (3-2) e bisou ao Belenenses (6-0), mas depois ficou em branco nos 2-0 ao Astana. Depois, em Outubro e Novembro, marcou a Tondela (4-0) e Galatasaray (2-1), ficando a zero na receção ao Boavista (2-0) que completaria a trilogia. Vai agora para a terceira tentativa da época de alinhar três jogos seguidos com golos, depois de ter bisado nos 6-0 ao Marítimo e feito o segundo hat-trick da sua carreira benfiquista nos 4-1 ao Nacional, naquele que indiscutivelmente é o seu melhor momento da época. A última vez que Jonas marcou em três jogos seguidos foi ainda na época anterior. Foi em Abril que o brasileiro alinhou mesmo três bis consecutivos nos jogos com o Nacional (3-1), Académica (5-1) e Belenenses (2-0). Travou, aí, ao quarto jogo, o empate a zero com o FC Porto que, no entanto, servia perfeitamente os propósitos dos encarnados na corrida para o título.   - O Benfica segue na melhor série de resultados da época, pois ganhou os últimos cinco jogos: 3-1 ao Rio Ave, 1-0 ao Nacional, 1-0 ao V. Guimarães, 6-0 ao Marítimo e 4-1 ao Nacional.  Procura a sexta vitória consecutiva depois do empate a zero com o U. Madeira, série que não consegue desde Fevereiro e Março, quando bateu sucessivamente V. Setúbal (duas vezes por 3-0), Moreirense (3-1), Estoril (6-0), Arouca (3-1) e Sp. Braga (2-0). Encalhou a 21 de Março na visita ao Rio Ave, que perdeu por 2-1.   - O Estoril vem de ser afastado da Taça de Portugal, devido à derrota por 3-0 frente ao Rio Ave em Vila do Conde, mas interrompeu na última jornada uma série horrível de resultados na Liga, ao bater em casa o Belenenses por 2-0. Antes disso tinham sido dez jornadas seguidas sem ganhar, a pior série dos canarinhos desde 1993/94, quando não conheceram a vitória durante 13 jornadas seguidas e acabaram por descer de divisão.   - Leo Bonatini fez golos em seis dos últimos sete resultados úteis do Estoril, só tendo mesmo falhado na partida com o Caldas, mas porque não a jogou. De resto, marcou nos empates (1-1) com a Académica, o Nacional, o Boavista e o Marítimo e nas vitórias sobre o Penafiel (1-0) e o Belenenses (2-0). Com exceção da vitória por 1-0 sobre o Caldas, na Taça de Portugal, o Estoril não evita a derrota sem golos de Bonatini desde o empate com o Rio Ave (2-2), a 24 de Outubro.   - Kieszek pode fazer a 50ª partida na baliza do Estoril. A estreia foi em Eindhoven, contra o PSV (na derrota por 1-0, na Liga Europa, em Setembro de 2014) e até hoje o polaco alinhou em 41 jogos da Liga portuguesa, quatro da Taça de Portugal, três da Liga Europa e um da Taça da Liga.   - O Benfica ganhou todos os jogos que fez com o Estoril desde o fatídico empate a uma bola, na Luz, em Maio de 2013, que abriu caminho à perda da Liga, com a derrota no Dragão frente ao FC Porto na jornada seguinte. Esse jogo acabou empatado a uma bola (Jefferson para o Estoril e Maxi Pereira para o Benfica), mas desde então o Benfica venceu os canarinhos por cinco vezes, as duas últimas por margem ampla: 6-0 e 4-0, em casa.   - Fabiano Soares tem um registo muito negativo tanto no confronto com o Benfica como com Rui Vitória. Com o Benfica, em dois jogos, o seu Estoril soma duas derrotas e um score global de 0-10 (0-6 na época passada e 0-4 já nesta temporada, sempre na Luz). Contra Vitória, além dos 0-4 da jornada inaugural deste campeonato, há uma primeira derrota, em Maio, frente ao V. Guimarães, no Minho, por 2-0.   - Na Amoreira, o Benfica também ganhou as últimas cinco partidas, não deixando ali pontos desde Maio de 1993. Também esse empate (a zero) foi fatal para as aspirações encarnadas ao título, pois permitiu que o FC Porto aumentasse a distância para dois pontos, a uma jornada do final. Desde então, os encarnados ganharam sempre, duas vezes por mais de um golo de diferença: 3-0 em Fevereiro de 1994 e 3-1 em Janeiro de 2013.   - Na verdade, há quase 40 anos que o Estoril não ganha ao Benfica. A última vitória aconteceu em Junho de 1977, numa competição chamada Taça FPF que só se jogou nessa época de forma a encher o calendário após o final o campeonato. Os estorilistas impuseram-se nesse jogo por 3-2. No campeonato, não ganham desde Novembro de 1950, quando bateram os encarnados no Campo Grande pelo mesmo resultado: 3-2.   - O Benfica nunca perdeu na Liga com Vasco Santos a apitar. O pior que lhe aconteceu foi empatar três vezes em 13 partidas, a última das quais no terreno do Olhanense, no final da época de 2010/11. Já o Estoril só perdeu uma vez com o juiz do Porto e foi precisamente contra o Benfica: 3-2 na Amoreira, em 2014/15. Além disso, este foi o árbitro da vitória recente do Estoril no Dragão, frente ao FC Porto.
2016-01-15
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Jonas conseguiu o segundo hat-trick com a camisola do Benfica na vitória por 4-1 frente ao Nacional, depois de ter feito um logo ao segundo jogo pelo clube, a 18 de Outubro de 2014, na visita ao Sp. Covilhã (vitória por 3-2), para a Taça de Portugal. Em compensação, já bisou por doze vezes, seis delas esta época.   - O hat-trick na Choupana foi o primeiro de um benfiquista no campeonato desde que Talisca marcou três golos na vitória em Setúbal, por 5-0, a 12 de Setembro de 2014. É curioso que os últimos três hat-tricks de jogadores do Benfica tenham sido marcados a jogar fora de casa. O último a sair da Luz com três golos na conta pessoal foi Cardozo, no dérbi da Taça de Portugal contra o Sporting (4-3), a 9 de Novembro de 2013. Na Liga, foi Lima, nos 6-1 ao Rio Ave, a 30 de Março de 2013.   - Jonas já superou, em pouco mais de um ano de Benfica, o total de hat-tricks que tinha obtido em três anos e meio de Valencia: só tinha um, nos 3-0 ao Osasuna, a 1 de Dezembro de 2013.   - Ao todo, Jonas fez 38 golos em 44 jogos pelo Benfica na Liga. É o melhor registo nas primeiras 44 partidas de campeonato pelo Benfica desde que José Torres fez 58 golos no mesmo total de jogos, entre 1959/60 e 1963/64. Eusébio, por exemplo, “só” fez 36 golos nos primeiros 44 jogos pelo Benfica no campeonato, entre 1960/61 e 1963/64.   - O Benfica ganhou a quinta partida seguida, depois do empate com a U. Madeira, também na Choupana, a 15 de Dezembro. Continua a perseguir a melhor série de jogos seguidos a ganhar desde Fevereiro e Março do ano passado, quando venceu seis vezes consecutivas.   - A vitória permitiu aos encarnados acabarem a primeira volta com 40 pontos, menos seis do que no final da primeira volta da época passada e tantos como ao fim de 17 jornadas em 2013/14, a primeira época do bicampeonato.   - Os quatro golos marcados significam que o Benfica continua a ter o melhor ataque da Liga, com 45 tentos festejados em 17 partidas. É o total mais elevado da equipa da Luz desde 2009/10, a primeira época de Jesus, quando chegou à 17ª jornada com 47 golos na coluna dos ativos.   - Foi ainda a oitava vitória seguida do Benfica em jogos com o Nacional, quatro delas na Choupana. A última vez que os alvi-negros atrapalharam o Benfica foi em Fevereiro de 2013, quando empataram a duas bolas no seu estádio.   - Para o Nacional, o tempo é de crise: vai com oito jogos seguidos sem ganhar desde a vitória por 3-1 frente ao Marítimo, a 27 de Novembro. Desde então, em todas as competições, empatou quatro jogos e perdeu outros quatro. Igualou a série de oito jogos sem vitória que já não conhecia desde o período entre Novembro de 2011 e Janeiro de 2012, ainda que nessa altura tenha empatado cinco vezes e perdido três.   - Soares, o autor do golo do Nacional, não marcava na Liga desde 7 de Novembro, quando decidiu em nome próprio a visita a Guimarães, saldada com vitória dos madeirenses por 1-0.
2016-01-12
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O Benfica-Marítimo será a quarta tentativa desta época para o Benfica suplantar a barreira das três vitórias consecutivas. Até este momento, os encarnados já conseguiram por três vezes ganhar três jogos seguidos, mas espalharam-se sempre no quarto, frente a FC Porto, Galatasaray e Sporting. A tendência, aliás, já vem da ponta final da época passada, uma vez que o Benfica não vence quatro jogos seguidos desde Março. A última série vitoriosa superior a três jogos registada pelo Benfica data de Fevereiro e Março, quando a equipa então liderada por Jorge Jesus até se impôs seis vezes seguidas, a V. Setúbal (3-0 para a Taça da Liga e mais 3-0 para o campeonato), Moreirense (3-1), Estoril (6-0), Arouca (3-1) e Sp. Braga (2-0). Essa série foi interrompida com a derrota em Vila do Conde, frente ao Rio Ave (1-2), a 21 de Março de 2015. E logo na época anterior o Benfica se revelou incapaz de ultrapassar a barreira do quarto jogo, quando ganhou a Nacional (3-1), Académica (5-1) e Belenenses (2-0), para depois empatar a zero com o FC Porto, no jogo que começou a definir com mais certeza a conquista do bicampeonato. Já esta época, por mais três vezes o Benfica ganhou três partidas consecutivas, mas esbarrou sempre num adversário mais competente ao quarto. Em Agosto e Setembro, ganhou a Moreirense (3-2), Belenenses (6-0) e Astana (2-0), mas perdeu a seguir com o FC Porto no Dragão (1-0). Depois disso, em Setembro e Outubro, voltou a vencer consecutivamente o Paços de Ferreira (3-0), o Atlético Madrid (2-1) e o Vianense (2-1), mas viu a série interrompida em Istambul, onde foi batido pelo Galatasaray (2-1). Por fim, em Outubro e Novembro bateu o Tondela (4-0), o Galatasaray (2-1) e o Boavista (2-0), caindo de seguida frente ao Sporting, na Taça de Portugal (1-2). A quarta tentativa da época (quinta seguida, se contarmos a ponta final de 2014/15) de somar quatro vitórias seguidas começou a ser construída com os sucessos contra o Rio Ave (3-1), o Nacional (1-0) e o V. Guimarães (1-0). O adversário que se segue é o Marítimo.   - Raul Jiménez fez golos nos últimos dois jogos do Benfica na Luz, sempre perto do final das partidas. Marcou o terceiro nos 3-1 ao Rio Ave, a 7’ do fim, e decidiu a partida frente ao Nacional (1-0), já em cima do minuto 90. Em ambos os casos o avançado mexicano saiu do banco para marcar.   - O Marítimo marcou golos nos últimos quatro jogos: vitória por 4-3 em Guimarães, derrota por 4-1 em Arouca, vitória por 3-1 frente ao FC Porto no Dragão e empate a uma bola em casa com o Estoril. Não fica em branco desde a receção ao Sporting (0-1), a 5 de Dezembro. Em contrapartida, a equipa de Ivo Vieira tem sido incapaz de manter a baliza inviolada: há nove jogos seguidos que sofre sempre golos, não segurando o zero desde a vitória no Bessa (1-0), a 1 de Novembro.   - Marega, avançado que fez o golo do Marítimo na derrota na Luz, em Maio, vem com dois jogos seguidos a marcar: fez o terceiro nos 3-1 com que os insulares ganharam ao FC Porto no Dragão e adiantou a equipa no empate em casa com o Estoril (1-1). A melhor série de jogos consecutivos a marcar do maliano ficou em cinco partidas, na ponta final da época passada, tendo sido interrompida precisamente contra o Benfica, mas na final da Taça da Liga: marcou ao Estoril (1-1), ao Arouca (1-1), ao Sp. Braga (3-1), ao Rio Ave (bis nuns 4-0) e ao Benfica (1-4), falhando depois o encontro com as redes no 1-2 contra o mesmo Benfica, na final da Taça da Liga.   - Ruben Ferreira vai estar fora do jogo com o Benfica, porque foi expulso na partida do Marítimo frente ao Estoril. Foi a 12ª expulsão dos verde-rubros em 15 jornadas da Liga, um total que é o mais elevado do campeonato e já bateu o recorde de expulsões do Marítimo numa época inteira de I Divisão.   - Rui Vitória nunca perdeu em casa com o Marítimo em jogos da Liga – a única derrota foi em 2011/12, na Taça da Liga – e só cedeu um empate, mas nunca viu as suas equipas marcarem mais de um golo a este adversário: 1-0 com o Paços de Ferreira em 2010/11; 1-0, 1-1, 1-0 e 1-0 com o V. Guimarães de 2011/12 em diante.   - Ivo Vieira, por sua vez, perdeu os três jogos que fez na carreira contra o Benfica: 2-0 ainda aos comandos do Nacional, em 2011/12, e na época passada 4-1 e 2-1 nas partidas da Liga e da Taça da Liga. No confronto direto com Rui Vitória soma uma vitória (Nacional 1, P. Ferreira 0, em 2010/11) e uma derrota (Nacional 1, V. Guimarães 4, na estreia de Vitória à frente dos minhotos, em 2011/12).   - O benfiquista André Almeida estreou-se na Liga a defrontar o Marítimo. Foi a 29 de Novembro de 2008 que Jaime Pacheco o lançou no Belenenses, para jogar os últimos 9 minutos de uma derrota frente aos verde-rubros, por 2-0. Além do lateral, também Ederson, guarda-redes suplente dos encarnados, se estreou na Liga frente ao Marítimo, lançado por Nuno Espírito Santo no Rio Ave numa derrota (0-1) em casa, a 18 de Agosto de 2012.   - José Sá, que tem sido guarda-redes suplente do Marítimo e fez parte da formação no Benfica, também se estreou na Liga frente ao adversário de agora. Foi lançado por Pedro Martins, a 18 de Agosto de 2013, precisamente na última vez que os maritimistas venceram os encarnados, por 2-1. Além dele, também o médio Alex Soares se estreou nesse dia.   - O Benfica segue com quatro vitórias seguidas em confrontos com o Marítimo, incluindo a final da Taça da Liga da época passada, em Maio, que venceu por 2-1, com golos de Jonas e Ola John, a responder a um tento de João Diogo. A última vez em que o Marítimo evitou a derrota foi na abertura da Liga de 2013/14, quando ganhou por 2-1 nos Barreiros. O Benfica, porém, veio a ser campeão nesse ano.   - Além disso, o bicampeão nacional ganhou as últimas sete receções ao Marítimo na Luz. Todas elas desde o empate a uma bola na abertura do campeonato de 2009/10, quando só evitou a derrota a quatro minutos do fim, com um golo de Weldon, depois de Alonso ter adiantado os madeirenses. Também nesse ano, contudo, o Benfica acabou por ser campeão.   - Jonas marcou golos nas duas últimas vezes em que defrontou os leões do Funchal: além da final da Taça da Liga, na qual abriu o ativo, bisou na Luz, nos 4-1 com que os encarnados despacharam o Marítimo no encerramento da última Liga, uma semana antes.   - O Marítimo só venceu uma vez na Luz. Foi em Setembro de 1987, por 1-0, graças a um golo do brasileiro Paulo Ricardo, que ajudou a avolumar a crise em torno de Ebbe Skovdahl, o treinador dinamarquês que o Benfica demitiu dois meses depois.   - Fábio Veríssimo apita pela segunda vez o Benfica na Liga, depois de já ter estado na vitória dos encarnados frente ao Tondela, em Aveiro, por 4-0. Nunca dirigiu uma partida do Marítimo no campeonato.    
2016-01-05
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Jorge Jesus e Ricardo Sá Pinto têm uma história longa de ligações ao adversário desta segunda-feira. Jesus, treinador do Sporting, já jogou e treinou no Belenenses, enquanto Sá Pinto, técnico dos azuis, também jogou e dirigiu os leões. A diferença de idades explica que nunca se tenham defrontado em campo. Mas nos bancos Sá Pinto é certamente dos poucos que pode gabar-se de apresentar um saldo positivo contra o treinador bicampeão nacional, pois ganhou o único confronto direto: 1-0 num Sporting-Benfica de 9 de Abril de 2012, graças a um golo de Van Wolfswinkel. Como jogadores, ambos vestiram a camisola verde-e-branca do Sporting. Mais velho, Jesus foi lá formado, mas resumiu a sua carreira a 12 jogos e um golo, em 1975/76. Um desses jogos, porém, teve como adversário o Belenenses: a 23 de Novembro de 1975, fez na semana passada 40 anos, o jovem Jesus entrou para o lugar de Chico Faria a 14 minutos do fim, ajudando os leões a ganharem por 1-0, com golo de Marinho no último minuto. Mais novo, Sá Pinto entrou na Liga com a camisola do Salgueiros e logo em Alvalade, contra o Sporting. A 21 de Agosto de 1993, o Salgueiros deixou Lisboa com uma derrota por 2-1, mas o jovem Ricardo fez o golo que atenuou o resultado. Nessa mesma época, ainda defrontou o Sporting por mais uma vez (derrota por 1-0, na Maia), mas no Verão de 1994 já vestia de verde-e-branco. Pelo Sporting, Sá Pinto fez 227 jogos, marcando 50 golos. A primeira vez que jogou pelos leões em Alvalade foi precisamente contra o Belenenses (2-1, em Agosto de 1994). Foi o primeiro de 13 jogos pelo Sporting contra a equipa que agora comanda, nos quais Sá Pinto só perdeu uma vez (1-0 no Restelo em 2004/05), ganhando nove e empatando três. Já Jesus fez 13 jogos pelo Belenenses em 1976/77, dois dos quais contra o Sporting. E perdeu ambos: 1-0 no Restelo e 4-0 em Alvalade. Já como treinador, Jesus dirigiu o Belenenses entre 2006 e 2008, registando quatro derrotas e uma vitória (1-0 no Restelo, em Fevereiro de 2008, com golo de José Pedro) contra os leões. Uma das derrotas foi a final da Taça de Portugal de 2007 (1-0, marcou Liedson). Por sua vez, Sá Pinto comandou o Sporting durante boa parte do ano de 2012, mas nunca defrontou o Belenenses, que por esses tempos estava na II Liga.   - Há três jogos que o Sporting não ganha ao Belenenses. A última vitória, em Abril de 2014, fruto de um golo de Adrien no Restelo (1-0), valeu a certeza matemática da qualificação para a Liga dos Campeões seguinte. Desde então, verificaram-se dois empates a um golo para a Liga (Carrillo e Deyverson marcaram em Alvalade; Rui Fonte e Carlos Mané no Restelo) e uma vitória azul por 3-2 para a Taça da Liga (bis de Camará e golo de Dálcio para o Belenenses após dois golos madrugadores de Gauld para o Sporting).   - Há 60 anos que o Belenenses não ganha em casa do Sporting para a Liga. A última vitória azul (2-1) verificou-se a 2 de Janeiro de 1955, ainda não havia Estádio José Alvalade, graças a dois golos de Matateu, enquanto pelo Sporting marcou Juca. Desde essa altura, os azuis empataram sete vezes e perderam todos os outros jogos.   - O Sporting marca golos em casa há 14 jogos consecutivos, tendo o último zero sido a 26 de Fevereiro, contra o Wolfsburg. Já igualou a melhor série da época passada – 14 jogos sempre a marcar em casa entre o 0-1 com o Chelsea e o 0-0 com o Wolfsburg –, que é também a melhor série desde 2007/08, quando a equipa de Paulo Bento fez consecutivamente golos em Alvalade por 21 jogos, entre o 0-1 com o Manchester United e o 0-2 com o Glasgow Rangers.   - O Belenenses completa a quadrilogia das visitas às equipas mais fortes da Liga e ainda está por conseguir fazer um golo. Até aqui, perdeu por 6-0 com o Benfica, por 4-0 com o FC Porto e por 4-0 com o Sp. Braga.   - André Martins, que fez em Moscovo o 100º jogo com a camisola do Sporting, passou pelo Belenenses em 2010/11, mas não foi feliz: só jogou cinco vezes e não ganhou um único jogo de azul vestido.   - Gonçalo Brandão, capitão do Belenenses, estreou-se na Liga em Alvalade, com uma derrota por 4-2 contra o Sporting. Foi em Agosto de 2003 que Manuel José o lançou a 26 minutos do fim, para o lugar de Rui Borges.   - Artur Soares Dias, o árbitro deste jogo, já apitou o único confronto direto entre Jesus e Sá Pinto, o tal Sporting-Benfica de 2012 que os leões de Sá Pinto venceram por 1-0. Com ele, contudo, o Sporting perdeu cinco vezes em 25 jogos, não tendo ganho nenhuma das duas últimas (3-0 contra o FC Porto no Dragão, em Março, e 0-0 com o Boavista no Bessa, já na atual Liga). O Belenenses não o tem a apitar desde uma vitória por 3-1 contra o V. Guimarães, na parte final de 2013/14.
2015-11-28
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Ao ganhar ao Estoril, o Sporting assegurou o melhor arranque de época desde 1994/95, a última Liga da vitória a dois pontos. Neste momento, os leões somam 23 pontos, fruto de sete vitórias e dois empates, total só batido pelas oito vitórias e um empate que tinham à nona jornada de 1994/95, com Carlos Queiroz aos comandos (e que só deram 17 pontos, pela regra antiga de pontuação). Por outro lado, desde 1998/99 que o Sporting não chegava invicto à nona jornada: Nesse ano, a equipa de Mirko Jozic atingiu a nona jornada com seis vitórias e três empates, perdeu pela primeira vez à 14ª jornada (com o Salgueiros, em Vidal Pinheiro) e chegou ao fim da Liga em quarto lugar, com cinco derrotas. Curioso é que os dois títulos de campeão dos leões neste século tiveram arranques muito titubeantes: 15 pontos à nona jornada de 1999/00 e 14 à nona jornada de 2001/02. - Jorge Jesus também iguala os seus dois melhores arranques de sempre como treinador. Em 2011/12 e 2012/13 chegou à nona jornada com os mesmos 23 pontos de agora. Em nenhuma dessas épocas acabou como campeão nacional, deixando-se ultrapoassar pelo FC Porto perto do final.   - Ainda que beneficiando do adiamento do U. Madeira-FC Porto, o Sporting chega à nona jornada com cinco pontos de avanço sobre o segundo classificado, algo que já não lhe acontecia desde 1976, quando ali chegou com 17 pontos, contra 12 do Benfica. Contudo, o Benfica acabou por ser nessa época tricampeão, com nove pontos de avanço sobre o Sporting.   - O Sporting tornou-se a equipa com mais penaltis a favor na Liga até ao momento: cinco, dos quais quatro foram convertidos. Ao todo, foram assinalados na Liga 22 penaltis até ao momento, sendo o Sp. Braga a outra equipa em alta, pois teve quatro grandes penalidades a favor. FC Porto, Moreirense, Boavista, Arouca, Nacional, Estoril, U. Madeira e Rio Ave ainda não se estrearam nos remates dos onze metros.   - Os cinco penaltis a favor do Sporting em nove jornadas são um máximo do passado recente no clube. Até na época de 2001/02, em que os leões beneficiaram de 17 penaltis em 34 jornadas, tinham apenas quatro à nona ronda e só chegaram ao quinto na 11ª. Tal como em 2001/02, em 2007/08 e em 2013/14 o Sporting chegou à 9ª jornada com quatro penaltis a favor, mas no primeiro caso o quinto só chegou à 12ª jornada e no segundo apareceu à 11ª.   - Teo Gutierrez marcou golos pelo terceiro jogo consecutivo, pois já tinha estado na lista de goleadores ante o V. Guimarães e o Benfica (as duas últimas partidas em que tinha alinhado). Não o conseguia desde Agosto, quando, fez golos nos últimos dois jogos ao serviço do River Plate (contra o Cruzeiro na Libertadores e o Rosario Central na Liga argentina) e depois no primeiro pelo Sporting. Isto, claro, considerando que o golo da Supertaça lhe foi atribuído – se o dermos a Carrillo, a última série de três jogos de Teo a marcar já data de Agosto e Setembro de 2014. Simplesmente, aí, pelo River, fez golos em seis jogos seguidos: Gimnasia, Rosario Central, Godoy Cruz (bisou), Defensa y Justicia, San Lorenzo e Independiente.   - O Estoril de Fabiano Soares continua sem conseguir marcar um golo no campo de um dos grandes, mesmo tendo dado boa réplica em todos os jogos desta época. Perdeu 1-0 em Alvalade, depois de já ter perdido por 2-0 no Dragão e por 4-0 na Luz. Na época passada, só visitara o Dragão, onde foi derrotado por 5-0 pelo FC Porto.   - Este jogo marcou a quinta vitória seguida do Sporting, algo que já não conseguia desde Abril e Maio. Os leões ganharam agora a V. Guimarães (5-1), Vilafranquense (4-0), Skenderbeu (5-1), Benfica (3-0) e Estoril (1-0), quando na altura se tinham desembaraçado de Nacional (1-0), V. Setúbal (2-1), Boavista (2-1), Moreirense (4-1) e outra vez Nacional (2-0), antes de empatarem… no Estoril.   - Rui Patrício igualou Anderson Polga e Pedro Barbosa como oitavo jogador com mais desafios feitos com a camisola do Sporting: 342. Está a seis jogos de José Carlos, o sétimo da tabela, que seguramente ultrapassará ainda durante esta época.
2015-11-01
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O Sporting entra na nona jornada, em que vai receber o Estoril, na liderança isolada da Liga, algo tão raro que só lhe aconteceu em duas semanas na última década. Foi no ano em que Leonardo Jardim conduziu os leões ao segundo lugar final na Liga, que estes passaram duas jornadas isolados na frente da tabela. Resistiram ao primeiro obstáculo, mas baquearam logo no segundo. Ambos em Alvalade, onde voltam agora a colocar a liderança à prova. Nessa época, que arrancaram em primeiro lugar – ainda que com outras equipas a seu lado – fruto dos 5-1 com que despacharam o Arouca logo na primeira jornada, os leões chegaram à liderança isolada à 12ª jornada, quando venceram fora o Gil Vicente (bis de Montero), a 8 de Dezembro, tendo beneficiado do empate do Benfica em casa com o Arouca (2-2), dois dias antes. O Sporting ficou então com dois pontos a mais que FC Porto e Benfica e tinha pela frente dois jogos em casa, que acentuaram o otimismo pré-natalício. A 13ª jornada ainda foi de festa, pois o Sporting ganhou logo no sábado ao Belenenses por 3-0, com um penalti de Adrien, seguido de golos de André Martins e Wilson Eduardo. Benfica e FC Porto, porém, não esmoreceram, e ganharam também, no domingo (15 de Dezembro): as águias sofreram para levar de vencida o Olhanense, por 3-2, no Estádio do Algarve, ao passo que os dragões se impuseram ao Rio Ave, em Vila do Conde, por 3-1. Na 14ª jornada, o Sporting cedeu, empatando a zero em casa com o Nacional, com um golo anulado a Slimani a provocar muita polémica. FC Porto e Benfica já tinham ganho na véspera a Olhanense (4-0) e V. Setúbal (2-0), pelo que a liderança voltou a ser tripartida. Desde essa altura, nunca mais o Sporting esteve na liderança isolada da Liga. Teve uma boa ocasião recentemente, quando o FC Porto empatou fora com o Moreirense, mas também não foi capaz de ganhar ao Boavista (0-0 no Bessa) e de se isolar. Andando para trás, a liderança isolada do Sporting é também um acontecimento raro: é preciso recuar até Janeiro de 2005 para encontrar outra ocorrência. Nessa altura, o Sporting de José Peseiro passou o Natal a um ponto do FC Porto, a par do Benfica e com um ponto de avanço do Boavista. Depois, à 16ª jornada, começou por ganhar em casa ao Benfica, por 2-1 (bis de Liedson contra um golo de Nuno Gomes), beneficiando do empate caseiro do FC Porto com o Rio Ave (1-1) para se isolar. A queda, porém, foi súbita, logo na jornada seguinte: a 16 de Janeiro, na ronda que fechava a primeira volta, o Sporting foi perder por 3-2 à Choupana com o Nacional (e estava a perder por 3-0 aos 21’ de jogo, mas Liedson e Custódio ainda atenuaram a desvantagem), permitindo que FC Porto (que empatou fora com a Académica) e Benfica (que venceu o Boavista por 4-0) voltassem a estabelecer a liderança tripartida.   - Se jogar contra o Estoril, como é previsível, Rui Patrício iguala Pedro Barbosa e Anderson Polga como oitavo jogador com mais partidas feitas em toda a história do Sporting. Passarão a ser 342 os jogos nas redes dos leões. Esta época ainda poderá alcançar José Carlos (348) e Manuel Marques (355). Mas o “top 5” está dependente de mais um ou dois anos de permanência: Oceano é o quinto de uma tabela liderada por Hilário (471 jogos), com 401 jogos feitos pelos leões.   - O Sporting não vai contar com Adrien Silva, que tem vindo a ser peça fulcral do meio-campo, mas que viu frente ao Benfica o quinto cartão amarelo na Liga, ficando por isso suspenso. No último ano, os leões fizeram doze jogos sem Adrien, dos quais ganharam nove, empataram dois (em Paços de Ferreira para a Liga e em casa com o V. Setúbal, para a Taça da Liga) e perderam apenas um (no Restelo, com o Belenenses, para a Taça da Liga). Um destes empates e a derrota foram obtidos com a equipa secundária que o Sporting apresentou na edição da Taça da Liga do ano passado.   - Leo Bonatini, que é o melhor marcador do Estoril esta época, com seis golos divididos pelas diversas competições, também não vai poder alinhar, pois foi expulso no empate caseiro com o Rio Ave (2-2). Desde que ele se estreou na equipa, na vitória no Bessa, frente ao Boavista, por 2-1, a 18 de Janeiro, o Estoril não ganhou uma única vez sem ele: perdeu na Covilhã para a Taça da Liga (3-2) e depois, na Liga, empatou com Gil Vicente (1-1), Belenenses (2-2) e Moreirense (1-1). Marcou sempre golos, no entanto.   - O Sporting foi o único dos grandes ao qual Fabiano Soares conseguiu roubar pontos, desde que chegou ao comando técnico do Estoril, em Janeiro deste ano. Fê-lo num empate a uma bola, em casa, a 10 de Maio, com golos de Sebá (para o Estoril) e Ewerton (para o Sporting). De resto, o atual treinador estorilista já perdeu duas vezes com o FC Porto no Dragão (5-0 na época passada e 2-0 esta época) e uma com o Benfica na Luz (4-0, esta época).   - Jorge Jesus já começou a perder um campeonato num jogo com o Estoril, que empatou em casa a uma bola, em Maio de 2013: marcou Maxi Pereira, a anular um primeiro golo estorilista, de Jefferson (atual jogador do Sporting). Desde então, porém, Jesus ganhou sempre ao Estoril: 2-1 e 2-0 em 2013/14; 3-2 e 6-0 em 2014/15.   - O lateral estorilista Mano foi lançado no futebol profissional por Jorge Jesus, hoje treinador do Sporting, quando ambos estavam no Belenenses. A estreia deu-se numa vitória dos azuis em Setúbal (1-0), a 4 de Fevereiro de 2007.   - O Estoril só ganhou uma vez em 23 visitas a Alvalade para a Liga, mas foi a última equipa a ganhar ali ao Sporting em jogos de campeonato. Aconteceu em Maio de 2014, na última jornada do campeonato em que Leonardo Jardim levou os leões ao segundo lugar, graças a um penalti convertido por Evandro. Da 14 estorilistas que ganharam em Alvalade, restam apenas Mano, Diogo Amado, Yohann Tavares e Luis Phellype.   - Os 20 jogos que o Sporting leva sem perder em casa para o campeonato são a melhor série desde os tempos de Paulo Bento, quando os leões estiveram 26 partidas seguidas sem perder em casa na Liga, entre um 0-2 com o Benfica, a 1 de Dezembro de 2006 e um 1-2 com o FC Porto a 5 de Outubro de 2008.   - Jorge Ferreira, o árbitro deste jogo, foi quem dirigiu essa vitória do Estoril em Alvalade, tendo apontado dois penaltis, um para cada equipa. Evandro converteu o do Estoril, Adrien falhou o do Sporting. Essa foi a única vez que esteve numa derrota do Sporting, que ganhou cinco e empatou um dos sete jogos feitos com ele. O Estoril, em contrapartida, nunca perdeu com este árbitro: tem quatro vitórias e um empate (em Setúbal).
2015-10-30
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O Sp. Braga é a ameaça que se segue aos dois recordes que o FC Porto está a tentar estabelecer. A equipa de Julen Lopetegui segue com 1295 minutos sem sofrer golos no Dragão em partidas da Liga, mas os bracarenses marcaram ali em seis dos últimos sete campeonatos. Além disso, os dragões ganharam os últimos 20 jogos em casa e o Sp. Braga vem com uma série de sete jogos sem derrota. O último jogador a fazer um golo ao FC Porto no Dragão em jogos da Liga foi Lima, na altura ainda benfiquista, na vitória por 2-0 que os encarnados ali obtiveram, a 14 de Dezembro de 2014. Desde então, todos os adversários que subiram ao relvado do Dragão de lá saíram sem festejar sequer um golo. São, por isso, já 1295 minutos consecutivos de Helton, Fabiano e Casillas sem sofrer golos no Dragão para a Liga portuguesa, a 286 minutos (pouco mais de três jogos) da marca estabelecida por Vítor Baía e Cândido entre um golo de Hermé (nos 4-1 ao U. Madeira, a 5 de Janeiro de 1994) e outro de Figo (no 1-1 com o Sporting, a 11 de Dezembro do mesmo ano). Foram na altura 1581 minutos seguidos sem sofrer golos em casa em jogos do campeonato nacional. Isso quer dizer que para lá chegar a defesa comandada por Casillas tem de manter o zero frente a Sp. Braga, V. Setúbal, P. Ferreira e parte do jogo com a Académica, a 20 de Dezembro. A questão é que o Sp. Braga criou uma tradição recente de fazer golos no Dragão, onde nas últimas sete temporadas só por uma vez ficou em branco (2-0 em 2013/14). Zé Luís marcou na época passada (2-1 para o FC Porto); Alan em 2012/13 (3-1 no placar final); Lima (esse mesmo!) bisou em 2011/12 (3-2 para os dragões) e já tinha marcado, juntamente com Luís Aguiar, em 2010/11 (ainda 3-2 para os dragões); Alan também marcara em 2009/10 (5-1 para o FC Porto) e Edimar fizera o tento bracarense no empate (1-1) de 2008/09. Reparará o leitor que, marcando quase sempre no Dragão, o Sp. Braga também tem por hábito perder os jogos que ali faz. Ora isso pode ajudar ao outro objetivo portista que, combinando todas as competições, segue com 20 vitórias seguidas em casa, também desde a tal derrota com o Benfica (0-2), a 14 de Dezembro de 2014. Lopetegui já ultrapassou a melhor série de José Mourinho (que eram 19 vitórias) e segue agora em busca do recorde do clube, que são 24 sucessos de enfiada, conseguidos pela equipa de Artur Jorge entre Novembro de 1984 e Dezembro de 1985. O problema é que para continuar nesta perseguição, o FC Porto precisa de anular um objetivo do Sp. Braga, que vem com uma série de sete jogos sem derrota, desde que perdeu no Estoril (1-0), a 12 de Setembro, e quererá manter-se na perseguição às dez partidas seguidas sem perder conseguidas por Sérgio Conceição na época passada, entre duas derrotas por 2-1, com o FC Porto no Dragão (5 de Outubro) e com a U. Madeira na Ribeira Brava, para a Taça da Liga (28 de Dezembro).   - Regresso de Paulo Fonseca ao Dragão, onde na época passada foi goleado por 5-0, na liderança do Paços de Ferreira. Aliás, sempre que defrontou o FC Porto como treinador, o atual técnico bracarense perdeu e nunca fez um golo. Pelo Paços de Ferreira, saiu derrotado por 5-0 no Dragão e por 1-0 na Capital do Móvel na época passada, como tinha saído com dois desaires por 2-0 nos desafios com os portistas em 2012/13, antes de ir parar ao FC Porto. Na estreia no Dragão, pelo Pinhalnovense, tinha perdido pelo mesmo 2-0, em Janeiro de 2011.   - O FC Porto venceu os últimos seis jogos em casa com o Sp. Braga. A última vez que o Sp. Braga pontuou no Dragão foi a 24 de Maio de 2009, num empate a uma bola: Farías adiantou os da casa, Edimar estabeleceu o empate final. Nesse dia, pelo FC Porto de Jesualdo Ferreira jogaram Helton e Cissokho, que ainda fazem parte do atual plantel, enquanto na equipa do Sp. Braga de Jorge Jesus estava Alan.   - O último treinador portista a não ganhar ao Sp. Braga no Dragão foi também o último a ir ali vencer com a equipa minhota. Trata-se de Jesualdo Ferreira, que a 30 de Janeiro de 2005 levou o Sp. Braga a impor-se por 3-1 aos dragões de Victor Fernández. João Tomás, com dois golos, foi a figura do jogo. Marcaram ainda Diego, pelo FC Porto, e Wender, pelos bracarenses.   - O último troféu nacional ganho pelo Sp. Braga foi obtido numa final frente ao FC Porto. Foi a Taça da Liga de 2012/13, vencida (1-0) em Coimbra a 13 de Abril de 2013, com um golo de Alan. O FC Porto também tem várias histórias felizes em jogos com o Sp. Braga. Há a vitória na final da Liga Europa de 2010/11 (1-0), com um golo de Falcao, em Dublin, a 18 de Maio de 2011. E há ainda a interrupção do jejum de 19 anos de campeonatos, a 9 de Junho de 1978, graças a uma vitória por 4-0 nas Antas frente aos bracarenses (dois golos de Gomes, um de Oliveira e outro de Octávio), garantindo o título em igualdade pontual com o Benfica.   - Soares Dias esteve na última derrota do Sp. Braga, no Estoril, tendo na ocasião expulsado dois jogadores arsenalistas: Mauro e Boly. Aliás, o Sp. Braga perdeu os últimos quatro jogos que fez com ele como visitante na Liga (Nacional, Sporting, Benfica e Estoril). O FC Porto, em contrapartida, ganhou sempre com este árbitro em casa, tendo em todo o seu historial com ele apenas um empate (no Estoril) e uma derrota (na Luz) contra 12 vitórias.
2015-10-25
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A passagem de Paulo Sérgio pelo Sporting pode não ter deixado muito boas memórias nem registos, mas numa coisa o treinador lisboeta deixou a sua marca: foi o último a ganhar cinco jogos fora seguidos ao serviço dos leões na Liga. Desde esse Outono-Inverno de 2010/11 que os leões esbarram sempre na quinta deslocação. E a série atual já é a quarta em que conseguem alinhar quatro vitórias seguidas em deslocação. O último jogo fora de casa na Liga que o Sporting não ganhou foi na reta final da época passada, no Estoril, onde a partida terminou com um empate a um golo. Desde então, ainda sob o comando de Marco Silva, a equipa verde-e-branca venceu o Rio Ave por 1-0 e, já esta época, com Jorge Jesus no banco, impôs-se a Tondela (2-1), Académica (3-1) e outra vez Rio Ave (2-1). A deslocação ao Bessa, para defrontar o Boavista, é a ocasião de finalmente meter a quinta vitória na série. A questão é que essa quinta vitória tem falhado sucessivamente. Falhou na época passada, quando a equipa de Marco Silva ganhou ao Boavista (3-1), ao Nacional (1-0), ao Sp. Braga (1-0) e ao Arouca (3-1), para depois empatar com o Belenenses no Restelo (1-1). Já tinha falhado na transmissão de testemunho entre Jesualdo Ferreira e Leonardo Jardim, quando os leões, ainda sob o comando do primeiro, ganharam ao Beira Mar (4-1), e depois, com o madeirense à frente, se impuseram a Académica (4-0), Olhanense (2-0) e Sp. Braga (2-1), mas baquearam com o FC Porto no Dragão (1-3). E antes disso falhara também Domingos Paciência, que vencera fora o Paços de Ferreira (3-2), o Rio Ave (3-2), o V. Guimarães (1-0) e o Feirense (2-0), caindo ao quinto jogo frente ao Benfica (0-1). A última série de cinco jogos seguidos do Sporting a ganhar fora na Liga pertenceu, assim, à equipa comandada por Paulo Sérgio. Venceu a U. Leiria (2-1), a Académica (2-1), o Portimonense (3-1), o V. Setúbal (3-0) e o Marítimo (3-0). Essa série foi interrompida a 12 de Fevereiro de 2011, em Olhão, contra o Olhanense (empate a 2-2 depois de ter estado a ganhar por 2-0), mas o maior problema para os leões foi que esse também foi o primeiro jogo de uma série de mais cinco sem ganhar em viagem: 0-1 no Nacional, 0-0 com o Rio Ave, 1-1 em Guimarães e 2-3 no Dragão com o FC Porto. Quando a equipa voltou a ganhar (1-0 em Braga, na última jornada), o treinador já era José Couceiro.   - O Boavista, único clube que Petit treinou, nunca pontuou e nunca fez sequer um golo a uma equipa comandada por Jorge Jesus com ele aos comandos. Os únicos confrontos datam da época passada e contam a história de um 3-0 favorável ao Benfica na Luz e de um 1-0 arrancado a ferros no ainda sintético do Bessa, em finais de Agosto do ano passado.   - Jorge Jesus não perde no Bessa desde Novembro de 2005, quando ainda comandava a U. Leiria e foi ali batido por 2-0 (golos de João Pinto e William). Desde então, empatou (0-0) e ganhou (4-2) com o Belenenses, nunca lá levou o Sp. Braga (o Boavista entretanto descera), e ganhou (1-0) com o Benfica na época passada. Antes, tinha empatado (1-1), com o Moreirense, no que foi o primeiro ponto da sua tentativa frustrada de salvar os cónegos da despromoção, em 2004/05; perdera (1-0) com o V. Guimarães, em 2003/04. Com o E. Amadora perdeu (2-1 em 1998/99) e ganhou (2-1, em 1999/00) e com o Felgueiras teve o pior resultado de todos: 0-4, em 1995/96.   - O Sporting ganhou os três jogos ao Boavista desde que os axadrezados regressaram à I Liga, mas nenhum jogador apareceu repetido na lista dos goleadores. Adrien e Slimani marcaram nos 2-1 em Alvalade, em Abril; Tanaka deu a vitória por 1-0 em Lisboa para a Taça da Liga em Janeiro e, em Dezembro passado, Carrillo, Mané e João Mário tinham feito os tentos do 3-1 no Bessa. Os dois golos boavisteiros pertenceram a Zé Manuel e Jonathan Silva (este na própria baliza).   -O Sporting segue numa série de 23 jogos (todas as competições) seguidos a marcar golos, a melhor da história do clube desde 1969/70, quando conseguiu 36 partidas sempre a marcar.   - Os leões não perdem no Bessa desde Abril de 2004 (2-1, em jogo da Liga), mas este foi um dos estádios em que sentiu mais dificuldades durante largo período da sua história, pois esteve 30 anos sem lá ganhar, entre os 5-2 de Dezembro de 1959 e os 3-0 de 15 de Setembro de 1990.   - Os últimos dois golos marcados pelo Sporting (ao Lokomotiv e ao Nacional) tiveram os mesmos intervenientes: Calos Mané assistiu e Montero marcou. - Slimani, autor do golo da vitória leonina no último confronto entre Sporting e Boavista (os 2-1 em Alvalade), marcou nas duas últimas deslocações dos leões: Académica e Rio Ave. Já tinha conseguido por três vezes marcar golos em duas saídas consecutivas, mas ficou sempre em branco à terceira.   - Três dos cinco golos obtidos pelo Boavista esta época nasceram de bolas paradas: um livre direto de Luisinho, um canto com finalização do mesmo Luisinho e um livre lateral com cabeceamento de Anderson Carvalho. O Sporting já sofreu dois golos de livre lateral (Tondela e CSKA Moscovo) e em contrapartida só marcou três de bola parada, mas todos de penalti.   - O lateral sportinguista João Pereira estreou-se na Liga no Bessa, a 17 de Agosto de 2003, lançado por Jose Antonio Camacho na parte final de um empate a zero entre o Boavista e o Benfica.   - O Boavista só ganhou uma vez com Soares Dias a apitar na Liga. Foi em Fevereiro de 2006, no Bessa, contra o Rio Ave (2-1). Nos três jogos seguintes, os axadrezados sofreram três derrotas e não fizeram sequer um golo. Quanto ao Sporting, já perdeu cinco vezes (em 24 jogos) com este árbitro, com o qual não ganha longe de Alvalade desde a deslocação a Coimbra, na abertura da Liga de 2013/14. Desde então, perdeu duas vezes no Dragão (3-1 e 3-0) e empatou em Coimbra com a Académica (1-1).
2015-09-25
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O FC Porto-Benfica de domingo servirá para uma de duas coisas. Ou o FC Porto confirma que montou no Dragão uma barreira inexpugnável, que ninguém é capaz de ultrapassar para marcar golos, ou o Benfica espanta de vez os fantasmas que o têm impedido de fazer golos longe do Estádio da Luz. A apimentar a história, o facto de terem sido os encarnados, por Lima, os últimos a marcar golos no Dragão em jogos da Liga. A 14 de Dezembro do ano passado. Desde o bis de Lima que valeu ao Benfica a vitória por 2-0 no Dragão frente ao FC Porto e um avanço mental na luta pelo título que mais ninguém foi capaz de ali marcar em jogos de campeonato. E entretanto por lá passaram V. Setúbal (4-0), Belenenses (3-0), P. Ferreira (5-0), V. Guimarães (1-0), Sporting (3-0), Arouca (1-0), Estoril (5-0), Académica (1-0), Gil Vicente (2-0), Penafiel (2-0) e, já esta época, V. Guimarães (3-0) e Estoril (2-0). Ao todo, são já doze balizas virgens seguidas nos jogos da Liga, em casa. 1115 minutos (pouco mais de 18 horas e meia) sem sofrer golos, o que deixa a equipa atual à beira de poder igualar o registo de 1995/96, quando Vítor Baía (com breve auxílio de Silvino, que o substituiu num dos jogos) esteve 1127 minutos sem sofrer golos em casa para a Liga, entre um 2-1 ao Sporting (golo de Ouattara, a 20 de Agosto de 1995) e um 6-2 ao Felgueiras (marcou Lewis, a 11 de Fevereiro de 1996). Se mantiver o zero frente ao Benfica, no domingo, até aos 12’ de jogo, o FC Porto atual iguala esse registo. Mas um zero no final do encontro com os encarnados faria com que a série de Fabiano, Helton e Casillas passasse para os 1205 minutos. E para encontrar uma série tão longa é preciso recuar até 1988 e 1989, quando Zé Beto e o ainda adolescente Vítor Baía (que o substituiu no final da época) mantiveram a baliza das Antas inviolada durante 1384 minutos em jogos da Liga, entre um golo do maritimista Jorge Silva, em Outubro de 1988 e outro do setubalense Aparício, em Maio de 1989. O facto de ter sido o Benfica o último a marcar no Dragão para a Liga vem, por um lado, apimentar a história, até porque os encarnados têm sentido esta época dificuldades para fazer golos fora de casa: os 15 que somam foram todos obtidos na Luz. É verdade que, fruto de só ter jogado uma vez fora esta época (e mesmo essa no campo neutro de Aveiro, contra o Arouca), a série do Benfica não é assim tão impressionante em termos de Liga. Só ficou a zero com o Arouca (0-1) e na última deslocação da época passada, a Guimarães (0-0), na tarde em que assegurou a conquista do título. Antes disso tinha ganho por 5-0 ao Gil Vicente, em Barcelos. Mas que o teste do Dragão será exigente em termos de se avaliar a capacidade deste Benfica viajar, lá isso será.   - É o primeiro clássico português para Casillas, que em Espanha estava bem habituado a eles. Só na época passada, ao serviço do Real Madrid, disputou oito, seis deles com o Atlético Madrid, ganhando apenas dois: 1-1 e 0-1 na Supertaça; 0-0 e 1-0 na Liga dos Campeões; 1-2 e 0-4 na Liga. Os outros dois foram para a Liga com o Barcelona: ganhou por 3-1 em casa, perdeu por 1-2 no Camp Nou.   - Rui Vitória nunca ganhou ao FC Porto. Ainda assim, foi à conta de uma proeza contra o FC Porto que se tornou conhecido: a 26 de Setembro de 2007 o seu Fátima eliminou os dragões da Taça da Liga, com um empate a zero que foi depois transformado em sucesso no desempate por grandes penalidades. Ao todo, em doze jogos contra os dragões, perdeu oito e empatou quatro. Com destaque para um 3-3 no Dragão, em Maio de 2011, aos comandos do Paços de Ferreira, com hat-trick de… Pizzi.   - Em contrapartida, o atual treinador do Benfica foi o primeiro a causar dissabores a Lopetegui na sua carreira portuguesa. O espanhol tinha ganho os primeiros cinco jogos no FC Porto (2-0 ao Marítimo, 1-0 e 2-0 ao Lille, 1-0 ao Paços de Ferreira e 3-0 ao Moreirense) quando foi empatar a uma bola a Guimarães, a 14 de Setembro do ano passado.   - O Benfica ganhou por três vezes no Estádio do Dragão, inaugurado em Novembro de 2003, e todas pelo mesmo resultado: 2-0. Em Outubro de 2005 valeu-lhe um bis de Nuno Gomes; em Fevereiro de 2011, para a Taça de Portugal, marcaram Coentrão e Javi Garcia, e em Dezembro passado bisou Lima. No mesmo período o FC Porto soma sete vitórias e registaram-se ainda quatro empates – um único sem golos.   - Dos jogadores do atual plantel do FC Porto, só três marcaram pelos azuis e brancos ao Benfica. Foram eles Varela (duas vezes), Maicon (no golo do título, a fazer um 3-2 na Luz, em Março de 2012) e… Maxi Pereira. Apesar de ser a primeira vez que defronta o Benfica, fez um autogolo na baliza de Artur, em Maio de 2013, estabelecendo o momentâneo empate naquele que ficou conhecido como o jogo de Kelvin.   - Do atual plantel do Benfica, já sabem o que é marcar aos dragões de águia ao peito Gaitán (dois golos, ambos em jogos que acabaram empatados a duas bolas), Salvio (que está lesionado e não pode ser opção para Rui Vitória) e Luisão (numa derrota por 3-1 no Dragão antes do título de 2010).   - O médio André André, ultimamente em foco por ter ganho a titularidade no meio-campo do FC Porto, foi lançado na I Liga por Rui Vitória, treinador dos encarnados. Depois de ter sido junior do FC Porto e de ter passado sem sucesso pela equipa B do Deportivo da Corunha, chegou em 2012 do Varzim (II Divisão B) ao V. Guimarães e Vitória não hesitou em dar-lhe 90 minutos logo na primeira jornada da Liga, um empate a zero em casa com o Sporting.   - Defrontam-se a equipa mais faltosa da Liga, que é o FC Porto (a par do Marítimo), com 78 faltas cometidas, e a que menos infrações comete, que é o Benfica, que fez apenas 50 faltas. A diferença disciplinar tem também a ver com isso: o Benfica viu apenas cinco cartões amarelos nas primeiras quatro jornadas (10 faltas por cartão), enquanto que o FC Porto já viu 13 (seis faltas por cartão).   - Defrontam-se ainda o ataque mais realizador da Liga, que é o do Benfica, com 13 golos, e uma das defesas menos batidas, a do FC Porto, que encaixou apenas dois e lidera esta tabela a par do Paços de Ferreira e do U. Madeira. Os portistas apresentam, no entanto, melhores índices de aproveitamento tanto defensivo como ofensivo. Marcaram nove golos em 51 remates (um golo a cada 5,7 remates), enquanto o Benfica precisou de 91 tentativas para fazer 13 golos (entra uma a cada sete). Aliás, o Benfica também sofre um golo a cada sete remates que os adversários lhe fazem (três golos encaixados em 21 remates permitidos), ao passo que o FC Porto já permitiu 32 remates e sofreu apenas dois golos (um a cada 16 tiros).   - Tanto Benfica como FC Porto perderam apenas uma vez com Soares Dias a apitar. Aos dragões aconteceu apenas em Janeiro de 2014, na deslocação à Luz, onde perderam por 2-0 com o Benfica e viram Danilo expulso. De resto, são onze vitórias e um empate, no Estoril, na época passada, a duas bolas (com um penalti contra). As águias, por seu turno, ganharam doze, empataram quatro e só perderam com Soares Dias em Abril de 2012, num 0-1 com o Sporting em Alvalade (um penalti contra e Luisão expulso). Além disso, não sofrem golos em jogos dirigidos por este árbitro desde Agosto de 2012, quando empataram em casa com o Sp. Braga, na abertura da época (2-2). Depois disso defrontaram FC Porto, Sp. Braga e V. Guimarães. 
2015-09-18
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- Leo Bonatini fez ao Sp. Braga o sexto golo com a camisola do Estoril. Todos em casa. Esta época já tinha marcado ao Moreirense, na anterior fez golos ao Arouca, à Académica, ao Penafiel e ao Boavista.   - As expulsões de Mauro e Boly, no Estoril, fizeram do Sp. Braga a primeira equipa a ver dois vermelhos num jogo na atual Liga. A última vez que tal sucedera aos bracarenses foi a 24 de Abril, no empate em casa frente ao Belenenses, com vermelhos a Pedro Santos e Pedro Tiba.   - Mauro foi expulso pela segunda vez na equipa principal do Sp. Braga e o curioso é que as duas aconteceram nos últimos três jogos que fez como titular: este e a final da Taça de Portugal, frente ao Sporting. Pelo meio escapou a qualquer punição disciplinar na receção ao Boavista.   - Artur Soares Dias não expulsava dois jogadores na mesma partida da Liga desde 12 de Abril de 2014, quando mostrou duplo amarelo a Malonga e vermelho direto a Deyverson, num Belenenses-V. Guimarães que acabou com 3-1 favorável aos azuis.   - O V. Setúbal marcou sempre pelo menos dois golos nos quatro jogos da Liga, mas só ganhou um, empatando dois e perdendo o último, por 5-2 frente ao Marítimo. Os nove golos sofridos nas primeiras quatro jornadas não são, ainda assim, um registo tão mau como o apresentado há dois anos, em que Kieszek e Adilson Jr. já tinham ido buscar a bola ao fundo das redes por dez vezes nos primeiros quatro jogos.   - Ao fazer dois golos nos 5-2 do Marítimo ao V. Setúbal, o arménio Ghazaryan obteve o primeiro bis da sua carreira desde um hat-trick nos 7-0 com que o Mettalurg Donetsk goleou o Celik, do Montenegro, na segunda pré-eliminatória da Liga Europa de 2012/13, a 19 de Julho de 2012.   - No mesmo jogo também bisou o brasileiro Dyego Souza, cujo último bis tinha sido ao serviço do Portimonense, na II Liga, a 16 de Março de 2014. Fê-lo numa vitória sobre o Marítimo B (2-1). Repetidos desse jogo em campo no domingo só mesmo Dyego Souza e Fransérgio, que subiu à equipa principal verde-rubra.   - O segundo 0-0 seguido na Liga para o U. Madeira, desta vez contra o Moreirense, vale ao jovem guarda-redes André Moreira a maior série de imbatibilidade da atual Liga. São já 231 minutos sem sofrer golos, desde que foi batido por Soares, do Nacional, na segunda jornada. Supera os 184 estabelecidos por Bracalli até ao golo de Bruno Moreira (P. Ferreira), na terceira.   - Danielson, do Moreirense, cumpriu o 200º jogo na Liga, dos quais só 38 foram ao serviço do atual clube (tem 26 no Gil Vicente, 55 no Nacional, 40 no Paços de Ferreira e 41 no Rio Ave). É, ainda, o jogador de campo que há mais tempo joga consecutivamente, sem falhar um minuto na Liga. Fá-lo desde que foi substituído por Simy, aos 68 minutos de uma derrota do Gil Vicente em Arouca (1-0).   - O Nacional venceu a Académica por 2-0 e ainda não sofreu golos na Choupana esta época. O último a marcar ali foi Bernard, então no V. Guimarães, num empate a dois golos a 11 de Maio.   - A derrota significa que a Académica, que ainda soma zero pontos, vai registando o pior início de temporada desde 1977. Na altura – em que os tempos revolucionários levaram à mudança temporária de nome, para Académico – os conimbricenses perderam com Riopele (fora, 0-2), Sporting (casa, 1-5), Belenenses (fora, 0-2) e V. Guimarães (casa, 1-3). Só pontuaram à sexta jornada, batendo o Boavista em casa por 3-2. Mantendo sempre Juca como treinador, acabaram o campeonato em oitavo lugar.   - João Real somou o 100º jogo na Liga, 69 dos quais pela Académica. Tem ainda mais 31 pela Naval, onde chegou depois de vários anos nas divisões secundárias, a representar o Sp. Covilhã.   - Embora a questão não seja alvo de unanimidade, Edu Machado, do Tondela, fez o segundo autogolo da Liga, depois de outro da autoria de Gonçalo Brandão, do Belenenses. O V. Guimarães, que beneficiou do golo na própria baliza de Edu Machado para obter a primeira vitória da época, não tinha um autogolo a favor na Liga desde que Maurício (Sporting) também fez um na derrota leonina no D. Afonso Henriques por 3-0, a 1 de Novembro do ano passado.   - O Paços de Ferreira ganhou fora ao Boavista graças a um golo de Diogo Jota, o primeiro que ele faz esta época e o quinto desde que foi promovido aos seniores do clube da capital do móvel. Sempre que ele marca, o Paços ganha. Já tinha sido assim na época passada, nos 4-0 ao Reguengos, nos 9-0 ao Riachense (ambos para a Taça de Portugal) e nos 3-2 à Académica (jogo no qual bisou).
2015-09-14
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- Carrillo tomou parte ativa em cinco dos seis golos marcados pelo Sporting esta época. Marcou ao Benfica (ainda que a FPF tenha depois atribuído o golo a Teo Gutièrrez) na Supertaça e agora ao Paços de Ferreira, assistiu Slimani no segundo golo ao CSKA e esteve na origem dos lances dos primeiros golos ao Tondela e à equipa russa, lançando Ruiz nas costas da defesa adversária para o cruzamento que deu golo a João Mário e Téo Gutièrrez. A única exceção foi o golo de Adrien em Tondela, nascido de um penalti sobre Gelson.   - O Sporting sofreu um golo de penalti em casa, mas isso já nem é novidade: os leões viram os árbitros apitar-lhes penaltis contra nos últimos três jogos feitos em Alvalade. Antes deste, de Pelé, que valeu o empate ao Paços de Ferreira, tinha acontecido o mesmo contra o CSKA (falta de Jefferson e defesa de Rui Patrício) e contra o Sp. Braga (infração de Tobias Figueiredo e conversão de Pardo a dar vantagem aos minhotos).   - Em contrapartida, o Paços de Ferreira já não tinha um penalti a favor na Liga desde 13 de Março, data em que ganhou em casa ao Boavista por 1-0, graças à conversão de Manuel José. Curioso é que o último árbitro a marcar um penalti a favor dos pacenses tinha sido o mesmo Manuel Oliveira, que também expulsara o prevaricador: na ocasião o boavisteiro Tengarrinha.   - O Sporting rematou pouco no jogo com o Paços de Ferreira (apenas nove remates, dos quais só três enquadrados na baliza). Não o fazia com tão pouca frequência desde 19 de Abril, quando bateu o Boavista em Alvalade por 2-1 fazendo apenas seis tentativas de chegar ao golo.   - O Paços de Ferreira empatou com o Sporting nas últimas três vezes que defrontou os leões e sempre pelo mesmo resultado: 1-1. A última vitória dos leões foi no Capital do Móvel, a 5 de Abril de 2014, por 3-1, com golos de William, Rojo e Adrien a valerem mais que o tento pacense, de Bebé.   - Rui Patrício sofreu golos nos últimos três jogos na baliza do Sporting (Tondela, CSKA e Paços de Ferreira), repetindo a série com que acabou a época passada (Estoril e duas vezes Sp. Braga, uma vez que não defrontou o Rio Ave, na última jornada da Liga). Para se encontrar uma série pior é preciso recuar a Fevereiro, quando foi batido consecutivamente por Arouca (3-1), Benfica (1-1), Belenenses (1-1) e Wolfsburg (0-2).   - O FC Porto fez na Madeira apenas oito remates, mínimo da equipa azul e branca na Liga desde o empate (1-1, também) no Restelo, a 17 de Maio, que deu o título nacional ao Benfica. Nesse jogo, tinha-o feito apenas seis vezes. Mas para encontrar um jogo em que os dragões tenham rematado menos do que o adversário (o Marítimo tentou o golo em nove ocasiões) é preciso recuar ao empate a zero na Luz, contra o Benfica, a 26 de Abril: nessa tarde, visou as redes de Júlio César por seis vezes contra sete dos encarnados.   - Edgar Costa não fazia um golo de cabeça desde Setembro do ano passado, quando também aproveitou um cruzamento da esquerda (na altura de Ruben Ferreira) para surgir nas costas do lateral esquerdo do V. Guimarães (Traoré). Em contrapartida, três dos seus últimos seis golos surgiram nos primeiros 10’ de jogo: antes de marcar agora ao FC Porto aos 5’,no último ano já tinha marcado ao V. Guimarães aos 6’ e ao Gondomar aos 7’.   - Edgar Costa foi ainda o primeiro a marcar um golo a Casillas na Liga portuguesa, mas não o primeiro português a marcar um golo ao guardião espanhol. O último tinha sido Tiago, a 13 de Setembro do ano passado, numa vitória do Atlético Madrid no Santiago Bernabéu (2-1). E desde então Casillas foi ainda batido por vários conhecidos da Liga portuguesa, como Otamendi, Ghilas ou Nolito.   - O empate nos Barreiros significa que o FC Porto já vai em seis jogos seguidos sem ganhar na Madeira. A última vitória aconteceu na Choupana, por 3-1, ante o Nacional, em Maio de 2013. Desde então e até ao empate de sábado, os dragões tinham perdido por três vezes nos Barreiros com o Marítimo (duas por 1-0 e uma por 2-1) e empataram uma (1-1) e perderam outra (2-1) com o Nacional na Choupana.   - Este foi ainda o primeiro jogo da Liga que o FC Porto não ganhou com o árbitro Hugo Miguel. Até sábado, o juiz lisboeta tinha estado em 12 partidas dos dragões, todas com vitória azul e branca.   - Ao bater o Benfica por 1-0, o Arouca subiu pela primeira vez à liderança da Liga em toda a sua história. Faz até melhor do que o Rio Ave, que liderou da segunda à quarta jornada da época passada, mas graças a uma melhor diferença de golos, uma vez que teve sempre pelo menos mais dois clubes a par.   - O último “não grande” a liderar a Liga isolado foi o Sp. Braga de Domingos Paciência, a 30 de Novembro de 2009: ganhou em casa à U. Leiria por 2-0 e beneficiou do empate a zero do Benfica em Alvalade para ficar com dois pontos de avanço dos encarnados à 11ª jornada.   - O Benfica não marca um golo fora do Estádio da Luz há 190 minutos: fê-lo Ola John, em Coimbra, ao Marítimo, a assegurar a vitória na Taça da Liga, aos 80’ (2-1). Desde então, a equipa encarnada ficou em branco na Supertaça (0-1 com o Sporting) e agora com o Arouca (outra vez 0-1). Se contabilizarmos só os jogos fora na Liga, então o Benfica não marca fora desde 2 de Maio, quando derrotou o Gil Vicente por 5-0. Depois disso empatou a zero em Guimarães (e celebrou o bicampeonato) e perdeu agora com o Arouca.   - A derrota com o Arouca em Aveiro foi a primeira vez dos encarnados contra um adversário que jogava em casa emprestada desde que foram batidos pelo V. Setúbal nas Antas, também à segunda jornada, mas de 1997/98. A 31 de Agosto de 1997, um golo de Kassumov valeu os três pontos aos sadinos e deixou Manuel José em maus lençóis: foi despedido 15 dias depois. A última vez que o Benfica não ganhou nesta circunstância foi em Agosto de 2007, quando empatou no Bessa com o Leixões. Fernando Santos teve menos sorte e foi imediatamente despedido.   - Roberto, autor do golo do Arouca, foi júnior do FC Porto e só agora marcou pela primeira vez a um grande. Em contrapartida, Jonas, avançado do Benfica, ficou pela primeira vez em branco contra o Arouca.   - O Benfica rematou 30 vezes à baliza do Arouca, um recorde da Liga. O anterior máximo tinha sido estabelecido por FC Porto (contra o V. Guimarães) e pelo próprio Benfica (ante o Estoril), com 19 tentativas cada um.   - Rafael Bracalli lidera a única defesa ainda inviolada da Liga, com 180 minutos sem sofrer golos. O melhor arranque do guarda-redes brasileiro tinha acontecido em 2010/11 quando, ainda no Nacional, esteve 179 minutos embatido, até ver Carlos Martins (na altura no Benfica) fazer-lhe um golo nos 2-1 com que os madeirenses bateram o Benfica na Choupana.   - Há 36 jornadas da Liga que não se assistia à incapacidade dos três grandes para ganhar na mesma semana. Sporting e FC Porto empataram com Paços de Ferreira e Marítimo e o Benfica perdeu com o Arouca. A última vez que nenhum dos três ganhara tinha sido a 3 e 4 de Maio de 2014, na 29ª jornada da Liga: o Sporting empatou fora com o Nacional, o Benfica empatou em casa com o V. Setúbal (ambos a um golo) e o FC Porto foi derrotado fora de casa pelo Olhanense (1-2).   - O Rio Ave não ganhava em casa ao Braga para a Liga desde Outubro de 2010, quando golos de Zé Gomes e João Tomás lhe valeram um sucesso por 2-0. Entre esse jogo e o de sexta-feira, ganho graças a um golo de Hassan (1-0), só houve dois repetentes em campo: o vila-condense Tarantini e o árbitro, João Capela.   - O brasileiro Soares, que fez o golo da vitória do Nacional frente ao U. Madeira, e os portugueses Luisinho, que fez o tento da vitória do Boavista contra o Tondela, e André Claro, autor de um dos golos da ampla vitória setubalense em Coimbra foram os únicos a marcar nas primeiras duas jornadas da Liga. Imitam o que tinha sido conseguido na época passada por Jackson Martínez (FC Porto), Bernard (V. Guimarães) e Deyverson (Belenenses). Dos três, há um ano, Jackson foi o único a marcar também na terceira ronda.   - O caso de Luisinho é especial, porque o ex-atacante do Académico de Viseu marcou nos primeiros dois jogos que fez na Liga. Antes dele, tal havia sido conseguido pelo vimaranense Bernard, autor de um golo ao Gil Vicente e dois ao Penafiel nas primeiras duas rondas da época passada. Até final da época, porém, Bernard só marcou mais duas vezes.   - Aly Ghazal não era expulso na Liga portuguesa desde a segunda jornada da época passada, mais precisamente desde 24 de Agosto de 2014, quando Carlos Xistra lhe mostrou o vermelho no Restelo, num jogo que o Nacional perdeu por 3-1 com o Belenenses. Um ano depois, voltou a ser expulso por Bruno Paixão, mas desta vez a sua equipa ganhou por 1-0 ao U. Madeira.   - O Moreirense repetiu o resultado da primeira jornada: voltou a perder por 2-0, agora com o Estoril, e de novo com a particularidade de ter sofrido os dois golos na última meia-hora de jogo. Só o Estoril sofreu tantos golos na reta final das partidas: igualmente quatro, todos no jogo com o Benfica. Ainda que os estorilistas compensem esse resultado com os dois golos que agora fizeram ao Moreirense.   - O empate em Guimarães significa que o Belenenses alarga a presente série de invencibilidade fora de casa para sete jogos. A última derrota dos azuis fora do Restelo aconteceu a 22 de Março, no Bessa, por 1-0, em jogo da Liga. Desde então ganharam em Arouca (1-0), empataram em Braga (1-1) e em Coimbra com a Académica (1-1), voltaram a vencer o Gil Vicente em Barcelos (2-0) a fechar a última Liga e, já esta temporada, empataram em Gotemburgo (0-0), venceram o Altach (1-0) e agora voltaram a empatar em Guimarães (1-1). Desde 2012/13 que o Belenenses não passava sete jogos seguidos sem perder fora de casa, mas nessa altura jogava a II Liga.   - Ao ganhar por 4-0 em Coimbra à Académica, o V. Setúbal obteve o melhor resultado fora desde 27 de Novembro de 2008, quando bateu o Torre de Moncorvo por 4-0 na quarta eliminatória da Taça de Portugal (dois golos de Bruno Gama, um de Ricardo Chaves e outro do Laionel). Para encontrar um resultado tão bom dos sadinos em deslocações mas a contar para a Liga, então é preciso recuar até 18 de Abril de 2004, data em que venceram fora o Salgueiros (4-0, com bis de Zé Pedro, mais um golo de Manuel José e outro de Meyong). Já a Académica perdeu em casa por 4-0 com o Sporting (golos de Rojo, Adrien, Montero e Carrillo) faz hoje precisamente dois anos, a 24 de Agosto de 2013, em partida que também contou para a segunda jornada da Liga.
2015-08-24
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