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Não foi convincente o discurso de Nuno Espírito Santo na sequência da derrota do FC Porto em Leicester. Não é uma anormalidade perder por 1-0 no relvado do campeão inglês, mais a mais quando o FC Porto nunca tinha ganho em Inglaterra, e apesar de entrar na terceira jornada com apenas um ponto este nem sequer é o início de Champions do qual seja impossível recuperar, tendo em conta que aí vêm os dois jogos com o acessível Brugge, dos quais em condições normais os dragões retirarão o pleno de pontos. Mas ao treinador cabe perceber que o problema não foi a equipa não ter sido “mandona”, ter-lhe faltado “confiança” ou “eficácia” ou ainda ter sido pouco “madura”. O problema é que essa tem sido uma avalição recorrente e nasce da demora da equipa a assimilar princípios de jogo atacante. Objetivamente, mesmo tendo em conta que esta foi apenas a quarta vitória em dez jogos para o Leicester desta época, o FC Porto perdeu um jogo com normalidade. Fez uma primeira parte fraca, na qual um erro de Marcano e Felipe deu a Slimani o único golo do jogo: o espanhol estava mal posicionado no momento do cruzamento de Mahrez e o brasileiro permitiu que o ex-avançado do Sporting se lhe antecipasse no ataque à bola, que pelo caminho já tinha passado por Vardy. Depois, a perder, com Herrera, Corona e Jota, o FC Porto melhorou, é verdade. E isso, o facto de a equipa acabar quase sempre bem os seus jogos, quando o treinador recorre às alternativas, também devia ser motivo de reflexão. Se Nuno se queixa de falta de maturidade, por que não joga Herrera? Se se queixa de falta de eficácia e de golo, porque estão de fora jogadores que têm golo nas botas, como Corona – oito golos na época passada – ou Jota – que fez 14 no Paços de Ferreira? O extremo mexicano ainda meteu uma bola no poste da baliza de Schmeichel, já perto do fim, e esse lance, a somar a uma tentativa de chapéu de André Silva que saiu ao lado, logo no início da partida, foi um oásis em mais uma noite de pouca produção atacante da equipa portista. O Leicester também não fez muito mais, é verdade. Mas estranho será olharmos para os dois onzes, ou para os dois plantéis, e de repente acharmos que os ingleses tinham jogadores internacionalmente mais experientes, com mais capacidade para serem mandões ou, face ao terrível início de época que estão a viver, mais confiantes. A questão é que ao FC Porto falta ainda assimilar um plano de jogo em posse. O Leicester também o não tem? Mas o Leicester joga simples e grosso e nem quer saber disso. Ao FC Porto não tem faltado confiança, eficácia ou maturidade. Falta-lhe convicção.
2016-09-27
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Último Passe

As lágrimas vertidas por Slimani à saída do relvado de Alvalade, depois da vitória do Sporting sobre o FC Porto, podem até revelar um sentimentalão na pele de um Terminator, mas serão mais rapidamente deitadas para trás das costas do que as preocupações de Jorge Jesus face ao desmantelamento da sua equipa pelos últimos dias de mercado. É verdade que os leões só perderam dois titulares, que um deles - João Mário - até já estava fora desde a jornada anterior, mas será a saída do ponta-de-lança argelino que mais mexerá com toda a organização da equipa. É por isso que apesar da chegada à liderança isolada do campeonato o treinador receberá de braços abertos a pausa para os jogos das seleções: não poderá capitalizar em cima da moralização que essa liderança inevitavelmente gera, mas poderá começar a trabalhar os novos elementos numa espécie de segunda pré-época que todos os anos se repete na interrupção para os jogos das seleções. As equipas de Jesus são sempre muito montadas em cima dos seus pontas-de-lança. Foi assim no Belenenses, no Sp. Braga, no Benfica e é agora no Sporting, onde Slimani se transformou no elemento fundamental de todo o onze. É-o pelos golos que marca, mas não só. Aliás, golos também Bas Dost, Castaignos ou André poderão dar à equipa. A questão que torna Slimani o jogador mais difícil de substituir no plantel do Sporting tem que ver com a compreensão que ele já tem da forma de jogar das equipas de Jesus. Com os momentos em que procura o corredor lateral, os momentos em que busca a profundidade nas costas da defesa adversária, os momentos em que adivinha a movimentação do homem que joga atrás dele e ainda com os momentos em que pressiona a saída de bola do adversário. Ofensivamente, toda a equipa se mexe de acordo com as escolhas feitas pelo ponta-de-lança; defensivamente, ela depende da sua intensidade na primeira zona de pressão para poder reduzir espaços mais atrás, tornando a vida mais fácil para quem ali joga. Mesmo tendo Jesus ontem dito que "Slimani só há um" e que "por isso é que vale 40 milhões", o que torna o argelino dificilmente substituível no imediato não tem tanto que ver com a qualidade que ele mostra, mas mais com o trabalho que com ele já foi feito e que fez dele o jogador que ele é, neste contexto. É a mesma razão pela qual Óliver Torres, sendo o excelente jogador que é, valendo até mais do que os jogadores que veio substituir e tendo ainda a vantagem de já ser um menino da casa, de conhecer um pouco aquilo que é ser FC Porto, não se mostrou ainda em condições de ser a mais-valia que pode vir a ser. Porque Óliver acaba de chegar e do que se lembra do FC Porto era de uma equipa que pensava o jogo de outra forma. Para ser o craque que é precisa de perceber bem as diagonais de André Silva, os movimentos interiores de Otávio, as subidas de Danilo e até os movimentos de compensação de André André, possivelmente o jogador que acabará por substituir no onze. Se Óliver já foi ao banco em Alvalade - e acabou mesmo por jogar toda a segunda parte - foi apenas porque é mesmo um excelente jogador, que estava fisicamente apto, por ter feito a pré-época no Atlético de Madrid. Mas faltava-lhe o resto, aquilo que forma as equipas. É por isso que cada vez percebo pior que os campeonatos comecem e duas ou três semanas depois ainda haja jogadores a mudar-se de um lado para o outro. Isso dá azo a mudanças na forma de jogar das equipas com a época em curso, ao necessário período de readaptação, que as diminui no plano das competências, mas sobretudo a uma enorme instabilidade emocional nos balneários, que pode ser fomentada por quem quer, seja com intenção de contratar ou não. E no entanto, apesar de todos os anos os treinadores se queixarem, de todos os anos andarem a trabalhar uma coisa na pré-época e depois terem de trabalhar outra durante a interrupção para os jogos das seleções em setembro, apesar de o mercado estar aberto desde o final da época anterior e de ter havido tempo mais do que suficiente para todas as transações possíveis e imaginárias, nada se altera. Todos os anos há quem pergunte porquê. E a resposta é sempre a mesma e está na letra da música de Lisa Minelli: "Money makes the world go round" [o dinheiro faz girar o mundo]. E como quem manda é o dinheiro, vamos agora entrar numa segunda pré-época, à qual, dos grandes portugueses, só escapará o Benfica. Porque foi o único a fechar as entradas e as saídas importantes a tempo de estabilizar o grupo.
2016-08-29
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A vitória (2-1) sobre o FC Porto em Alvalade permitiu ao Sporting assumir a liderança isolada da Liga pela primeira vez desde a derrota contra o Benfica naquele mesmo palco, em Março, e deixou Jorge Jesus nas condições ideais para atacar Setembro, quando regressar a competição e já estiver o mercado encerrado. Os leões ganharam com justiça, num jogo intenso, no qual o FC Porto até começou melhor, mas onde Jesus corrigiu a tempo o erro tantas vezes repetido de colocar Bryan Ruiz ao meio. Muito do jogo do Sporting se baseia nas movimentações e na intensidade dos dois homens da frente, na forma como Slimani busca a profundidade ou a largura e como o seu parceiro o compensa ou se aproxima do meio-campo. Com Ruiz ali em vez de estar à esquerda, a equipa leonina foi perdendo a batalha do meio-campo, setor onde o trio portista, formado por Danilo, Herrera e André André, se impunha com naturalidade a William e Adrien, desamparados face à falta de genica do costa-riquenho. Havia sempre um portista a soltar-se para lançamentos capazes de aproveitar as diagonais de André Silva para o espaço entre o central e o lateral do Sporting, pelo que foi com alguma naturalidade que os dragões se adiantaram bem cedo no jogo. Foi de livre, à semelhança da abertura do marcador no jogo de Roma, desta vez de Layun para Felipe. O resto do jogo, contudo, foi muito diferente do de terça-feira. Porque Jesus reagiu a tempo e devolveu Ruiz ao lugar onde faz mais sentido, que é na esquerda, derivando Bruno César para o meio. Com o brasileiro ali, os leões ganharam ascendente e foram capazes de virar o marcador. O 1-1 saiu de um livre marcado por Bruno César ao poste, de uma primeira recarga de Gelson e de uma segunda de Slimani, a impedir que Casillas fizesse uma segunda defesa. E o 2-1 de um belo remate de Gelson, depois de beneficiar de um ressalto em Ruiz de uma bola mal aliviada por Felipe. Após o intervalo, Nuno Espírito Santo tentou mexer com o jogo, mas as coisas não lhe saíram bem. Oliver fez a estreia, entrando para o meio, com a passagem de Herrera para a direita,  mas mostrou que ainda não está em condições de ser a mais-valia que será assim que compreender melhor a equipa. Depoitre e Adrian Lopez entraram depois, na tentativa de dar outra acutilância ao ataque, mas por essa altura já o Sporting reforçara o meio-campo com Bruno Paulista e só não aproveitou o balanceamento do adversário porque Campbell também ainda não parece preparado. Sporting e FC Porto enfrentam agora duas semanas de paragem nas quais terão de fechar os planteis e de dar aos novos elementos a capacidade de compreender melhor as dinâmicas  coletivas. O primeiro clássico da época mostrou que há ali matéria prima para se trabalhar.
2016-08-28
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Último Passe

Meio Slimani foi o suficiente para o Sporting sair de Paços de Ferreira com uma difícil vitória por 1-0. Claro que não foi só ele. Houve um Adrien dos grandes dias, dois defesas-centrais em tarde-sim e melhorias, por exemplo, na combinação entre defesas-laterais e extremos, sobretudo no plano defensivo, onde Gelson parece mais crescido. Mas a questão é que no jogo em que deixou de ter João Mário e recuperou o avançado argelino, o Sporting só teve direito a metade: a metade que luta até à insanidade. Aos que suspeitavam que Slimani estaria desencantado e especulavam que por isso podia não se entregar a 100 por cento, esta foi uma boa resposta. O golo decisivo, obtido por Adrien mesmo a fechar a primeira parte, nasceu de uma insistência do argelino, de uma bola que só ele acreditou que podia ir buscar à linha de fundo, em tackle. Bruno César cuzou-a para Gelson, que a entregou para uma bela finalização de Adrien. Mas a resposta de Slimani não pode ser só a esses. Ao Sporting faltou o Slimani goleador, o jogador que resolve jogos em nome próprio. Teve pelo menos duas ocasiões claras para acabar com o jogo, mas em ambas perdeu a possibilidade de fazer o 2-0. Numa delas, após passe de Gelson, já nem tinha guarda-redes à frente, mas não conseguiu dar bem na bola e esta perdeu-se. Na verdade, ao Sporting fez mais falta esse meio-Slimani que João Mário, que Jorge Jesus disse – e sem se rir – que não tinha sido convocado por causa de uma situação física no último treino, mas que está em vias de se transferir para o Inter de Milão. Teve razão o treinador leonino quando disse que os leões estiveram melhor a defender do que a atacar – e isso notou-se sobretudo nos passes perdidos a meio-campo – mas criaram ainda assim situações de golo suficientes para não terem passado pelo aperto final, quando o Paços se lançou em busca do empate com dois pontas-de-lança (Cícero e Whelton) a forçarem a igualdade numérica na frente pelo corredor central. Nessa altura, pela primeira vez no jogo, o Paços de Ferreira fez figura de mandão e instalou-se no meio-campo leonino, ganhando quase sempre espaço para cruzar. É verdade que nem aí criou autênticas situações de perigo para Rui Patrício, porque o setor mais recuado dos leões funcionou sempre bem, com grandes jogos de Coates e Ruben Semedo. Só que foi tendo livres e cantos em número suficiente para afligir Jesus e para o fazer lamentar-se com os seus botões acerca do jeito que lhe teria dado ter o Slimani inteiro.
2016-08-20
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Último Passe

O que Jorge Jesus disse acerca das possíveis saídas de João Mário e Slimani, no final da vitória do Sporting sobre o Marítimo (2-0), está dentro da razão e vem muito no sentido do que tem vindo a dizer Bruno de Carvalho ultimamente sobre mercado: os jogadores têm contrato, o clube é que decide se os transfere ou não e nada do que eles possam ansiar tem importância decisiva nos casos. Ou, como disse Jesus de Slimani, “isso, se ele quer sair ou ficar, é igual ao litro”. O que não quer dizer que o facto de eles saírem ou ficarem seja igual para o clube. Porque não é. E da resolução destes casos depende o desfecho da batalha da qualidade que este Sporting vai travar. O que se viu frente ao Marítimo foi uma equipa forte na criação, na sequência do que já fazia na época passada. Com bola, este Sporting continua muito bem. Sem ela, continuou a deixar-se tolher por um par de momentos de desconcentração que já se tinham visto na pré-época e que podiam ter posto em causa o desfecho do jogo: nas duas vezes que chegou à baliza leonina, ainda na primeira parte, o Marítimo devia ter marcado, valendo aos leões uma grande defesa de Rui Patrício frente a Baba e, no segundo lance, as finalizações desastradas de Ghazaryan e Alex Soares. Jesus corrigiu os problemas defensivos ao intervalo, com um puxão de orelhas a Gelson, que passou a estar mais perto de João Pereira, e a troca de Jefferson por Bruno César, lançando os leões para um segundo tempo amplamente dominador. Nada disto quer dizer que a vitória do Sporting tenha sido sequer difícil. Não foi. Porque a equipa da casa teve situações de golo mais do que suficientes para construir um score mais amplo – o que seguramente faria se Slimani estivesse em campo. Alan Ruiz jogou como ponta-de-lança e nem jogou mal: vê-se que tem escola, que tem visão, que apesar de estar longe do seu melhor em termos físicos tem qualidade no último passe. Mas golos é que nem vê-los. João Mário jogou como segundo avançado, assistiu Coates para o 1-0 e provou que não está com a cabeça em Itália – ainda que a sua saída, aos 89 minutos, para ser ovacionado, tenha cheirado a despedida – com uma exibição mexida e presente, nunca se escondendo e aparecendo em três ou quatro situações que teriam dado golo se a finalização deficiente não fosse o que o separa de valer já os 60 milhões da cláusula de rescisão. Bryan Ruiz até marcou um golo, o segundo, mas também se sabe que para ele os adornos estão sempre primeiro e que as conclusões simples dos lances não lhe dão grande satisfação. A questão é que o Sporting não pode abdicar de mais do que um dos seus jogadores mais requisitados se quer ganhar a tal batalha da qualidade – e se esse jogador não for Slimani, tanto melhor, porque é o mais difícil de substituir. Para já, João Mário parece estar na pole position. O próprio Bruno de Carvalho já deixou entender que há limites para a intransigência negocial: o clube deve acautelar os seus interesses, não cedendo a propostas que o penalizam desportivamente sem o beneficiarem no imediato do ponto de vista financeiro, como o empréstimo, mas acabará por vender. E aqui, quanto mais depressa o fizer, mais depressa poderá Jesus começar a construir a equipa com que pretende atacar a Liga.
2016-08-14
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Acabou o campeonato e o Benfica foi campeão. Justo? Sem dúvida nenhuma. Quem faz 88 pontos em 34 jogos, quem ganha 29 das 34 jornadas, quem perde pontos contra apenas quatro das 17 equipas que tem como adversárias no campeonato, é um campeão justo em qualquer parte do Mundo. E no entanto, do lado do Sporting, o derrotado, mantem-se o discurso: “não ganhou a melhor equipa”, disseram jogadores e treinador. É verdade que, com os seus 86 pontos, com apenas duas derrotas em toda a Liga, com cinco vitórias em seis clássicos, o Sporting também teria sido um campeão justo. Os leões foram a equipa que mostrou o futebol mais bonito, mais enleante, mais coletivamente trabalhado. Mas as hipóteses de sucesso da candidatura sportinguista ao título do ano que vem dependem de os seus responsáveis perceberem por que é que o Benfica foi campeão este ano. Porque há razões para isso que vão muito para lá da sorte e do azar. O Benfica foi campeão, primeiro, porque mesmo sem ter sido a equipa com o futebol mais vistoso, foi a equipa mais eficaz, a equipa com mais qualidade dentro da área, que é onde se ganham os troféus. O Benfica teve o melhor ataque e o maior número de vitórias. Sorte? Não. Qualidade nas áreas. Os processos para chegar à frente não foram sempre os melhores, não se lhe vê um futebol tão desenhado em laboratório como aquele que Jesus colocou o Sporting a jogar em tempo recorde, aceita-se mesmo que há ali menos trabalho saído do treino, mas vê-se uma organização defensiva impecável, com dois defesas-centrais rapidíssimos, que permitem encurtar o bloco e jogar com toda a equipa subida – com Luisão, provavelmente, isso não seria possível – e uma forma despachada de chegar à frente, onde o Benfica teve três pontas-de-lança de enormíssima qualidade. Jonas, Mitroglou e Jiménez desataram muitos nós a Rui Vitória, naqueles jogos mais complicados, onde fazia falta um golo caído do céu aos trambolhões. E Jesus viu o Sporting baquear naquele momento da época em que Gutiérrez estava de baixa, Montero tinha sido despachado para a China, Barcos não respondia - se é que alguma vez responderá – e só lhe sobrava Slimani, que também tinha direito a uns dias maus. Lembram-se dos golos cantados que Bryan Ruiz falhou em Guimarães e no dérbi de Alvalade? Jesus também, por muito que prefira esquecê-los. O Benfica foi campeão, depois, porque teve nas provocações do exterior um fator que lhe permitiu fazer das fraquezas forças. As provocações vindas de Alvalade, que resultaram no início da época – Jesus levou Vitória a mudar o que tinha andado a testar antes do jogo da Supertaça, ao reclamar para si mesmo todo o ideário futebolístico do rival, e começou aí a ganhar o troféu – foram perdendo eficácia à medida que a época avançava. E a cada vez que o treinador leonino falava em cérebros, em Ferraris ou em tocas, fazia com que o adversário se unisse mais ainda. Só assim se explica, também, que uma equipa que perde cinco dos seis clássicos que joga numa temporada, uma equipa que a dada altura da época parecia em falência mental e física, tenha conseguido ir sempre buscar mais alento e ganhar cada jogo. Essa injeção de adrenalina, era sempre Jesus que a dava. Como voltou a dar ontem, ao dizer que “uns criam e outros copiam”, rematando a conferência de imprensa com um “é por isso que eu ganho” que pode ter transportado alguns adeptos para um episódio da Twilight Zone. Do outro lado, Rui Vitória optou por se apagar em prol do mérito dos jogadores e afirmou que, mais do que no título, os seus falecidos pais podiam estar orgulhosos da contenção verbal que foi sempre mantendo. O Benfica foi campeão, por fim, porque geriu melhor os aspetos laterais do jogo. Não estou a falar de arbitragem. Estou a falar de casos como o processo a Carrillo – que Jesus perdeu logo no início do campeonato – ou dos confrontos que os encarnados entregaram sempre a assalariados sem real importância, como os seus comentadores engajados ou o departamento de comunicação, e os leões não foram capazes de passar para baixo do presidente. A ponto de até quando Octávio Machado aparecia – e a função dele era essa mesmo – parecer pouco, porque o precedente de ser Bruno de Carvalho a falar tirava importância a todos os outros. Luís Filipe Vieira quase pôde aparecer apenas no fim do campeonato a passar a taça para as mãos do capitão de equipa, enquanto que a Bruno de Carvalho, que passou a época a fazer comunicados a um ritmo quase diário, não restou senão sair pela esquerda baixa, aparentemente até do Facebook. Vieira também já teve os seus tempos de “loose cannon”, mas aprendeu e vai com quatro títulos nos últimos sete anos. Carvalho tem nos meses que se seguem a oportunidade de cortar caminho: basta-lhe ter a noção de que este Sporting cresceu tanto num ano que vai ser preciso fazer muita coisa errada para não acabar por ser também campeão num futuro próximo. In Diário de Notícias, 16.05.2016
2016-05-16
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Último Passe

O Benfica ganhou, como se previa, ao Nacional, por 4-1, na Luz, tornando infrutífera a vitória do Sporting em Braga, por 4-0, e conquistando o seu primeiro tricampeonato desde 1977. Foi um sprint final alucinante, no qual nenhum dos dois primeiros classificados cedeu, acabando o Benfica por impor os seus argumentos e terminar a Liga com uns impressionantes 88 pontos, que tornam irrelevante qualquer discussão à volta da justiça deste título. O Benfica é um campeão justo, porque fez mais pontos. Não jogou o futebol mais bonito, mas foi sempre a equipa mais eficaz, a que teve mais qualidade dentro da área – e isso paga-se com troféus como o que os encarnados acabam de conquistar. No último dia, só por três minutos o Sporting se colocou na frente da tabela provisória. Marcou primeiro, aos 20’, por Téo Gutièrrez, num daqueles lances-tipo do Sporting: bola de João Mário para a esquerda, onde Ruiz alargou a organização defensiva bracarense e devolveu para o meio, para a finalização de primeira do colombiano. O Sporting já tinha estado perto do golo por um par de vezes e desde cedo se percebeu que tinha tudo para ganhar em Braga. Só que os leões precisavam de mais. Precisavam que o Benfica não ganhasse em casa ao Nacional. E três minutos depois do golo de Gutièrrez, Gaitán abriu a festa da Luz, num lance que também é típico do futebol benfiquista: bola em busca da profundidade no corredor central, corte a impedir a finalização de Pizzi, mas para os pés do argentino, que estava solto e marcou num remate cruzado. Daí até final, na classificação, só deu Benfica. Slimani marcou o 2-0 para o Sporting em Braga, após cruzamento de Bruno César, num momento em que a equipa de Paulo Fonseca já tinha ficado reduzida a dez homens, por expulsão de Arghus, que derrubou William quando este se isolava. Só que Jonas também só esperou quatro minutos para dar o segundo ao Benfica, em mais um passe longo, desta vez de Gaitán, a pedir a velocidade de Jonas, que ganhou o duelo com o guarda-redes Gottardi. Ao intervalo dos dois jogos, toda a gente percebia que muito dificilmente o título escaparia ao Benfica. O Nacional ainda veio para a segunda parte a pensar num golo, que poderia reabrir a discussão, mas quem o marcou foi o Benfica, outra vez por Gaitán: recuperação de bola no último terço, cruzamento de Jonas, remate de Mitroglou à barra e recarga do argentino, de cabeça, para a baliza deserta. Começou aí a cantar-se nas bancadas, onde já ninguém estaria preocupado com o resultado do Sporting. Que entretanto chegou também ao terceiro, por Ruiz. E depois ao quarto, também pelo costa-riquenho. Mas, mais golo, menos golo, já nada disso importava. Pizzi ainda fez o 4-0 para o Benfica, já depois de Rui Vitória ter chamado ao relvado Paulo Lopes, o terceiro guarda-redes, que pôde fazer uns minutos e juntar o seu nome ao dos campeões – só mesmo Taarabt subiu ao palanque sem ter jogado. Já era Paulo Lopes quem estava na baliza quando Agra marcou o golo de honra do Nacional, tirando ao Benfica o título de melhor defesa da Liga: os encarnados acabaram com 22 golos sofridos contra 21 do Sporting. Sobrava o título que mais interessava: o de campeão. 
2016-05-15
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Rui Vitória já assumiu que deverá, em princípio, poupar alguns jogadores na meia-final da Taça da Liga, que o Benfica jogará hoje na Luz contra o Sp. Braga. Olhando para a forma desgastada como os encarnados têm vindo a cumprir, sempre sem falhas, ainda assim, cada passo da caminhada que o treinador espera venha a conduzir ao tricampeonato, parece sensato que o faça. E, suceda o que suceder, tanto hoje como no próximo fim-de-semana, a história deste campeonato escrever-se-á sempre através do recurso às diferentes estratégias de poupança dos treinadores das duas melhores equipas. Teremos um campeão certificado pelo aforro. Olha-se para Benfica e Sporting e percebe-se que estão equilibrados no total de jogos feitos: hoje, ao receber o Sp. Braga, o Benfica empata com o Sporting em total de jogos feitos (49), podendo vir a superar os leões se assegurar a passagem à final da Taça da Liga. Contudo, isso não quer dizer que o Sporting esteja neste momento mais desgastado, quer porque os seus jogos internacionais – na Liga Europa – tiveram um grau de dificuldade inferior aos do adversário, quer porque Jesus optou por uma gestão diferente do seu plantel, tirando exigência em determinada altura, o que pode ter ajudado a equipa ao nível da fadiga central. Se olharmos para os números, verificamos que ambos os grupos têm seis jogadores com pelo menos 40 jogos efetuados: Jonas (44), Pizzi (44), Eliseu (43), Mitroglou (42), Jardel (41) e Jiménez (41) no Benfica; Rui Patrício (44), João Mário (44), Slimani (44), Ruiz (44), Adrien Silva (40) e Gelson (40) no Sporting. É verdade que entre os sportinguistas há um guarda-redes – e bastaria Júlio César não se ter lesionado para estar também no lote – e que, se em ambos há um jovem tantas vezes saído do banco – Gelson e Jiménez –, a pressão colocada em cima do extremo leonino tem sido sempre muito menor que a feita sobre o ponta-de-lança mexicano, tantas vezes entrado com a necessidade de desbloquear o marcador. Nestas coisas, como se sabe, não há uma verdade científica. Cada grupo, cada organismo reage de uma maneira muito própria a diferentes estímulos, mas parece evidente que as estratégias de Rui Vitória e Jorge Jesus foram radicalmente diferentes. Vitória tem trazido sempre os melhores a cada jogo, porque na Champions a isso era obrigado, e se fez alguma rotação na equipa isso deveu-se tanto às lesões (Júlio César, Luisão, Lisandro, Nelson Semedo…) como à eclosão de Renato Sanches, que tirou espaço a Samaris na equipa principal. Chega assim aos últimos três (ou quatro) jogos da época com os jogadores fundamentais em condições muito difíceis – não é estranho que Jonas, Pizzi e Mitroglou tenham caído tanto de produção nas últimas semanas –, mas na frente da classificação. Do outro lado, com o discurso centrado na Liga, com o menosprezo constante da Liga Europa, Jorge Jesus chega aos últimos dois jogos da época com a equipa em melhores condições. E também não é estranho que os quatro homens mais utilizados da época tenham sido os melhores na vitória de sábado no Dragão. Sobretudo Slimani, João Mário e Rui Patrício chegam a Maio a voar, depois de um período de quebra em Fevereiro-Março, que foi quando o Sporting perdeu a liderança, com apenas duas vitórias em sete jogos, de 8 de Fevereiro a 5 de Março. Acontece que quem ganha o campeonato não é quem faz melhor resultado na última jornada, não é quem chega às férias em melhores condições. É quem soma mais pontos nas 34 rondas da competição. E neste particular o Benfica tem vantagem, pois parte para as últimas duas jornadas com mais dois pontos. Se o campeonato durasse mais umas quatro ou cinco semanas, o Sporting pareceria a equipa em melhores condições para o ganhar, mas com a meta tão perto começa a parecer cada vez mais improvável que o Benfica escorregue antes de a ultrapassar. Claro que o debate acerca da melhor estratégia nunca chegará a conclusões mais definitivas do que o destinado a decidir qual é a melhor equipa das duas. Ninguém garante como estaria o Benfica se Vitória tem tirado exigência na Liga dos Campeões ou como estaria o Sporting se Jesus tivesse ido a jogo sempre com os melhores na Liga Europa. Por isso mesmo, daqui a duas semanas, as conclusões estarão sempre ligadas aos resultados. Se o Benfica mantiver a passada por mais duas jornadas e for campeão, teve razão Rui Vitória; se os encarnados passarem das vitórias difíceis e tangenciais a um empate ou derrota e o Sporting continuar a ganhar os seus jogos e for campeão, teve razão Jesus. Certo é apenas que ambos estão a fazer um fantástico trabalho. In Diário de Notícias, 02.05.2106
2016-05-02
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Último Passe

Uma tarde quase perfeita de Slimani e João Mário, conjugada com alguma fortuna em momentos capitais e com o desacerto dos homens das linhas mais recuadas do FC Porto permitiram ao Sporting uma vitória tão afirmativa como justa no Dragão, por 3-1, e a continuidade na luta pelo título, a dois pontos do Benfica. A equipa de Jorge Jesus mostrou princípios de jogo mais coerentes e uma qualidade superior, tanto na criação como na definição, pelo que saiu do relvado com os três pontos – que na verdade raramente estiveram em dúvida, mesmo que o terceiro golo leonino só tenha sido marcado por Bruno César a quatro minutos do fim. Mesmo com mais iniciativa em toda a segunda parte, sobretudo quando André André veio dar alguma dinâmica ao meio-campo, os comandados de José Peseiro viram sempre a equipa leonina criar mais situações de golo. A diferença entre leões e dragões foi tanto marcada pelos dois golos de Slimani como pelas duas assistências de João Mário, as duas figuras superlativas de um Sporting onde Adrien ocupou muito espaço a meio-campo e Rui Patrício também foi importante. No FC Porto, que na primeira parte só foi perigoso quando procurava a profundidade de Aboubakar ou este fazia movimentos contrários para soltar Herrera, lamentam-se os dois remates aos ferros da baliza de Rui Patrício, mas a verdade é que o guardião leonino teve um papel importante em ambos: no primeiro, é ele que desvia a finalização de Herrera para a base do poste; no segundo, caso o livre de Sérgio Oliveira tivesse saído cinco centímetros mais abaixo, em vez de esbarrar na barra seria desviado pela luva do guarda-redes, que lá estava bem posicionada. Entre estes lances, porém, o que se viu foi um Sporting sempre mais forte. Tanto no espaço interior, muito graças à imprevisibilidade da movimentação de João Mário e à forma como Adrien, Ruiz e Téo Gutièrrez apareciam também a jogar na zona livre entre Danilo e Sérgio Oliveira e o mais avançado Herrera, como quando escolhia procurar a largura, onde Brahimi e Corona nunca foram capazes de ajudar devidamente os defesas-laterais a travar as duplas leoninas para ali destacadas. Depois de um início dividido, a história do jogo começou a escrever-se na superioridade do flanco direito do Sporting sobre a esquerda portista. João Mário, logo aos 3’, tinha deixado bem à vista a sua grande debilidade – a finalização – chutando uma bola que estava a saltitar à entrada da pequena área sobre a barra; Herrera, aos 7’, viu Rui Patrício roubar-lhe o golo, no tal lance que foi bater no poste. E depois de também Slimani (em canto de Ruiz) e Aboubakar (em antecipação a Rui Patrício) terem também estado perto do golo, o Sporting marcou mesmo. William, sem pressão, abriu o jogo na direita, onde João Mário dominou, superou José Angel e descobriu Slimani totalmente à vontade na área – errada a abordagem de Chidozie – para inaugurar o marcador. Havia 23 minutos de jogo e ali começava o melhor período do Sporting, durante o qual Slimani voltou a estar perto do golo, outra vez após lance na direita: dessa vez, porém, Casillas impediu o 0-2. Só que aí, quando parecia entregue, o FC Porto marcou, por Herrera, num penalti a castigar falta de Coates sobre Brahimi. O FC Porto parecia acreditar que podia equilibrar o jogo, mas nessa altura foi de novo traído pelos erros do seu setor mais recuado: primeiro foi Maxi a deixar Ruiz à vontade para cruzar e depois Martins-Indi a não atacar a bola nem o adversário. Como o adversário era Slimani, o melhor cabeceador da Liga, a bola foi parar às redes de Casillas. Faltava um minuto para o intervalo. E à felicidade de marcar no final da primeira parte, o Sporting somou a de não sofrer no início da segunda, primeiro quando Maxi Pereira viu um remate de boa posição negado por uma mancha de Patrício e depois quando Sérgio Oliveira, de livre, acertou na barra da baliza leonina – ainda que a mão de Rui Patrício estivesse logo ali, para deter a bola, se esta viesse um nadinha mais baixa. José Peseiro optou então por trocar Sérgio Oliveira, demasiado preso no meio-campo, por André André, e o FC Porto ganhou algum ascendente, ainda que meramente territorial. A meia hora do final, o Sporting tentava controlar os ritmos de jogo, se conseguia sair com a bola até era mais perigoso que o adversário, mas este andava sempre mais perto da sua área. Aí faltou aos portistas alguma qualidade na frente, algo que também não melhorou com a troca de Corona por Varela. O FC Porto tinha mais bola, mas as melhores situações de golo eram verdes e brancas. Como quando André André veio compensar mais um erro atrás e tirou o 1-3 a João Mário (aos 66’). Ou quando Casillas fez uma defesa monstruosa, a deter sobre a linha um cabeceamento de Slimani que levava selo de golo (aos 69’). Percebendo isto mesmo, José Peseiro tardou a fazer a sua última aposta, que passava por tirar gente de trás e meter mais homens na frente. A cinco minutos do fim, trocou o desastrado Chidozie por mais um ponta-de-lança, na ocasião André Silva. E um minuto depois, o Sporting matou o jogo: João Mário veio para dentro, descobriu um desequilíbrio que a troca provocara na defesa portista e meteu a bola à frente de Bruno César, que entretanto entrara para o lugar de Téo. O “Chuta-Chuta” chutou e Casillas deixou a sua marca no clássico, permitindo que a bola se lhe enrolasse debaixo do corpo e entrasse. O 1-3 acabava com a discussão do jogo e, em contrapartida, mantinha bem acesa a da Liga. O Sporting superava o teste maior com muita personalidade e mantinha-se a dois pontos do Benfica. Os leões serão agora os próximos a jogar, recebendo no sábado o aflito V. Setúbal e, se ganharem, devolvem a pressão ao Benfica, que no domingo visita o Marítimo nos Barreiros. Este campeonato, um dia, vai acabar. Mas ainda não foi desta.
2016-04-30
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O Sporting de Jorge Jesus entra em campo para defrontar o U. Madeira de Norton de Matos com a obrigatoriedade de ganhar se quer manter a pressão sobre o Benfica, que só joga amanhã, em Vila do Conde, e sabendo que, mesmo que o FC Porto ganhe em Coimbra, garantirá a segunda posição e os milhões da Champions se vencer os insulares. Para Jesus, o desafio é enorme, tendo em conta que pela frente vai aparecer-lhe uma espécie de vírus: o União foi a primeira equipa portuguesa a ganhar-lhe desde que é treinador do Sporting e Norton de Matos um treinador com o qual, em jogos da Liga, perdeu sempre, não sendo sequer capaz de fazer um golo. Os dois treinadores são sensivelmente da mesma idade – Norton é sete meses mais velho – e defrontaram-se muitas vezes em campo. Foram colegas de equipa apenas no final das respetivas carreiras, no Estrela da Amadora comandado por Fernando Cabrita, em 1986/87, jogando a Zona Sul da II Divisão. Como treinadores, começaram a defrontar-se logo em 1991, na II Divisão, tendo o Amora de Jesus ganho as duas partidas ao Barreirense de Norton. Na I Divisão, porém, foi Norton quem levou a melhor nos dois confrontos entre ambos. A primeira vez foi num V. Setúbal-U. Leiria de Outubro de 2005, que os sadinos ganharam por 2-0, com golos de Ricardo Chaves e Fábio. E a outra foi o U. Madeira-Sporting desta época, em que o União bateu surpreendentemente os leões por 1-0, graças a um tento de Danilo Dias. O cruzamento de histórias entre os dois vai muito para lá da época que passaram juntos, ainda de calções, no Estrela da Amadora. Jesus e Norton de Matos trabalharam ambos no Benfica, em 2012/13, com o atual técnico do Sporting a ocupar-se da equipa principal e o treinador do U. Madeira a liderar a equipa B. Além disso, ambos sabem o que é trabalhar no rival de hoje. Jorge Jesus já foi treinador do U. Madeira, não tendo conseguido bons resultados na passagem pelos azuis e amarelos do Funchal: esteve apenas dois meses no cargo, em Fevereiro e Março de 1988, perdendo mais jogos do que os que ganhou. Norton de Matos nunca treinou o Sporting mas já foi lá diretor desportivo.   Na sua carreira de treinador, Norton de Matos já defrontou os leões por três vezes, todas com o mesmo resultado: 1-0. Aconteceu primeiro quando Norton dirigia o Barreirense, em Novembro de 1992, e a equipa da margem sul do Tejo foi batida em casa pelos leões de Robson por 1-0 em jogo da Taça de Portugal (marcou Cadete). Depois, já Norton estava no V. Setúbal, voltou a perder, desta vez em jogo da Liga, em Alvalade, datado de Setembro de 2005, no qual o Sporting de Peseiro se impôs graças a um golo de Deivid. Por fim, na primeira volta, o U. Madeira de Norton impôs a primeira derrota ao Sporting de Jesus no atual campeonato, graças a um golo de Danilo Dias.   O Sporting ganhou as últimas cinco partidas que efetuou, mas está ainda assim a duas vitórias da melhor série da época, que são as sete vitórias seguidas de Novembro e Dezembro, encaixadas entre as derrotas frente ao Skenderbeu e ao Sp. Braga. A série atual começou logo após a derrota caseira com o Benfica (0-1). Depois desse jogo, os leões impuseram-se ao Estoril (2-1), ao Arouca (5-1), ao Belenenses (5-2), ao Marítimo (3-1) e ao Moreirense (1-0).   Se contarmos apenas com jogos da Liga, esta também, não é a melhor série dos leões, que entre a sétima e a 13ª jornadas ganharam também sete jogos consecutivos. Essa série, que começou após o empate com o Boavista no Bessa, foi interrompida precisamente com a derrota frente ao U. Madeira na Choupana (1-0).   Slimani marcou golos nos últimos três jogos do Sporting, interrompendo frente ao Marítimo um período de quase três meses sem marcar em Alvalade que já durava desde o empate com o Tondela (2-2), a 15 de Janeiro. Nas últimas três partidas, o argelino fez os dois primeiros nos 5-2 aplicados ao Belenenses, no Restelo, fechou a contagem leonina nos 3-1 em casa ao Marítimo e obteve o único golo na vitória por 1-0 frente ao Moreirense, no Minho. Há mais de um mês que não passa um jogo sem marcar: o último zero foi frente ao Arouca, em casa, a 15 de Março.   Por outro lado, há dois meses que o Sporting sofre sempre golos nos jogos em casa. A última baliza virgem de Rui Patrício em Alvalade aconteceu a 22 de Fevereiro, contra o Boavista (2-0). Depois disso, marcaram ali o Benfica (0-1), o Arouca (5-1) e o Marítimo (3-1).   O U. Madeira chega a Alvalade com uma série de onze jogos sem ganhar. A última vitória conseguiu-a em casa, frente ao Nacional, a 23 de Janeiro (3-0). Depois disso, tem três empates (1-1 com o Estoril, 0-0 com o Belenenses e 2-2 com o V. Setúbal) e perdeu os restantes oito jogos (3-1 com o V. Guimarães, 1-0 com o Moreirense, 3-0 com o Arouca, 2-0 com o Benfica, 3-2 com o FC Porto, 2-0 com o Sp. Braga, 1-0 com o Tondela e 4-3 com o Paços de Ferreira). Se não ganhar em Alvalade, o União iguala a sua pior série de sempre na Liga portuguesa, que foram as doze jornadas sem ganhar entre um 2-0 ao Gil Vicente, a 18 de Setembro de 1994, e um 3-0 ao V. Setúbal, a 15 de Janeiro de 1995.   Além do mais, o U. Madeira vem com nove derrotas seguidas no continente, desde que empatou a duas bolas em Setúbal, frente ao Vitória, a 28 de Novembro. Desde esse jogo até conseguiu uma vitória fora de casa, mas foi frente ao Marítimo, no Funchal (1-0). Em jogos que se seguiram à viagem até ao continente perdeu sucessivamente com Paços de Ferreira (6-0), Académica (3-1), Rio Ave (1-0), V. Guimarães (3-1), Arouca (3-0), Benfica (2-0), FC Porto (3-2), Sp. Braga (2-0) e Tondela (1-0).   O U. Madeira marcou já esta época três golos aos grandes, todos da autoria do mesmo jogador: Danilo Dias. O brasileiro fez o golo com que a equipa insular se impôs ao Sporting na Choupana por 1-0 e depois marcou os dois com que chegaram a ameaçar a vitória do FC Porto no Dragão, em jogo resolvido por Corona, a 3 minutos do fim (3-2).   Miguel Fidalgo poderá fazer em Alvalade o 100º jogo pelo U. Madeira, depois de se ter estreado pelo clube a 4 de Fevereiro de 2013, com uma derrota por 4-1 frente ao Benfica B, em Lisboa, em jogo em que o adversário era dirigido pelo seu atual treinador, Luís Norton de Matos. Ao todo, Miguel Fidaldo soma 99 jogos (13 na Liga, 73 na II Liga, quatro na Taça de Portugal e nove na Taça da Liga) e 25 golos (22 na II Liga, um na Taça de Portugal e dois na Taça da Liga) pelo U. Madeira. Na última vez que jogou contra o Sporting, marcou um golo mas perdeu: foi a 13 de Novembro de 2010, Fidalgo jogava na Académica e bateu Rui Patrício numa derrota por 2-1 em Coimbra.   O lateral Paulinho, do U. Madeira, estreou-se na Liga a defrontar o Sporting, lançado por Jorge Casquilha num empate (2-2) alcançado pelo Moreirense na receção aos leões, a 26 de Novembro de 2012. Desta vez estará fora, poupado por Norton de Matos a pensar em confrontos futuros.   O U. Madeira nunca marcou sequer um golo em Alvalade, tendo perdido todas as partidas que ali efetuou: 2-0 em 1989 e 1990, 3-0 em 1991, 1-0 em 1993 e 4-0 em 1995.   Neste século, as duas equipas só se defrontaram duas vezes, ambas no Funchal. Em Dezembro de 2006, para a Taça de Portugal, ganhou o Sporting por 3-1, com golos de Moutinho, Farnerud e Tello ainda na primeira parte, aos quais respondeu Belic já perto do final. Em Dezembro do ano passado, ganhou o U. Madeira por 1-0, com o tal golo de Danilo Dias.  
2016-04-23
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Último Passe

O Sporting venceu o Moreirense, fora de casa, por 1-0, graças a um golo do inevitável Slimani, em jogada inventada por Téo Gutièrrez, que voltou a confirmar o bom momento que atravessa. A partida esteve longe de ser brilhante: os leões controlaram-na no limite do risco, mas acabaram por ganhar bem, face à total inoperância ofensiva da equipa da casa. Além de lhe chegarem para manter a pressão sobre o Benfica e para o regresso provisório ao topo da classificação – pelo menos até que os encarnados recebam o V. Setúbal, na segunda-feira – os três pontos permitem à equipa de Jorge Jesus ficar a apenas uma vitória da certeza matemática do apuramento para a próxima edição da Liga dos Campeões. Sem a sua principal arma ofensiva, que é Iuri Medeiros, jogador emprestado pelo Sporting e por isso excluído da partida, o Moreirense optou por abordar o jogo com um bloco muito baixo, apostando no reagrupamento defensivo junto da sua área e na criação de lances de perigo em contra-ataque ou em bolas paradas. Isso deixou o Sporting como dono e senhor do meio-campo, sem ter sequer que meter velocidade no jogo. Quando chegava aos últimos 30 metros e procurava fazê-lo, era tanta a densidade de pernas ali colocadas que tal se tornava difícil. Com isto perdeu o espetáculo, que nunca foi bom. O Moreirense ainda teve a primeira situação de perigo, logo aos 5’, num canto que André Micael cabeceou ao lado, aparecendo só ao primeiro poste. Os cónegos deixavam desde logo nota da única forma que tinha de ameaçar Rui Patrício: em toda a primeira parte só causaram frisson em mais dois livres, um de Fábio Espinho, ao lado (aos 26’) e outro de Nildo, para defesa apertada do guardião leonino (aos 36’). O Sporting vivia muito da capacidade dos seus médios tirarem a bola da zona de pressão, onde havia mais opositores. E de vez em quando ainda conseguia criar lances bonitos. João Mário beneficiou de uma bela abertura de Adrien, aos 15’, para se isolar sobre a direita, mas finalizou mal. Um minuto depois, foi a vez de Téo inventar a solução: à entrada da área, com uma densa barreira pela frente, picou a bola sobre a linha defensiva, isolando Schelotto na direita, de forma a que este pudesse cruzar e Slimani aparecesse a finalizar à boca da baliza. A ganhar, o Sporting pareceu diminuir a intensidade do seu jogo. A equipa parecia até algo anestesiada pela incapacidade adversária, mas ainda assim foi sempre a mais perigosa em campo. Téo Gutièrrez (39’) e João Mário (42’) estiveram mesmo perto do 2-0, mas o intervalo chegou com um só golo a separar as duas equipas. Na segunda parte, o jogo mudou pouco. Téo Gutièrrez voltou a ser o primeiro a estar perto do golo, num cabeceamento após assistência de Slimani, aos 61’. E poucos minutos depois começaram as substituições. Jesus trocou Zeegelaar, que já tinha amarelo, por Bruno César, que voltou a ser lateral-esquerdo e, mais tarde, substituiu Ruiz por Gelson, que também esteve perto do golo, aos 78’. Do outro lado, Miguel Leal não mexia muito, talvez por sentir que não tinha no banco quem fosse capaz de virar o jogo. A primeira substituição foi para refrescar (Ernest por Boateng), a segunda apareceu apenas a cinco minutos do fim (Nildo por Fati). A verdade é que a equipa da casa não conseguia chegar-se à frente: em toda a segunda parte, só dois remates de ressaca de Schons, aos 70’ e aos 71’, causaram alguma perturbação à defesa leonina. Daí que, mesmo sem ter feito um bom jogo, o Sporting tenha acabado por ser a única equipa que mostrou argumentos para procurar a vitória que acabou por sorrir-lhe.
2016-04-17
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O Sporting entra em campo, frente ao Moreirense, com o intuito de vencer e recuperar, ainda que à condição – pois o Benfica só joga na segunda-feira – a liderança da Liga, mas há outro encontro com a história à mercê dos leões. Basta à equipa de Jorge Jesus repetir os quatro golos marcados na época passada naquele campo para chegar ao centenário de tentos marcados esta época. Os leões somam neste momento 96, entre todas as competições, sendo 64 na Liga, 15 na Liga Europa, nove na Taça de Portugal, quatro na Taça da Liga, três no play-off da Champions e um na Supertaça. Se chegarem aos 100, fazem-no pela segunda época seguida, pois já em 2014/15 terminaram a competição com 105. Para que se veja a importância da proeza, há que dizer que a última vez que o Sporting marcou pelo menos 100 golos em duas épocas seguidas foi entre 1961 e 1963. Há mais de 50 anos, portanto. Em 1961/62 os leões acabaram a época com 101 golos marcados – tendo chegado ao centésimo por Monteiro, na 40ª partida oficial, uma derrota por 4-3 com o Belenenses, na Taça de Portugal – e em 1962/63 fizeram 125 – tendo atingido o 100º por Figueiredo, ao 36º jogo, uma vitória por 2-1 frente ao V. Setúbal. Desde então, contam-se pelos dedos de uma mão as vezes em que os leões fizeram pelo menos 100 golos numa época desportiva. Marcaram 119 em 1973/74, tendo chegado aos 100 ao 36º jogo, por Marinho, que fez o tento solitário na derrota (1-2) com o Magdburg, nas meias-finais da Taça das Taças. Depois disso, os 100 golos só apareceram em 2001/02, tendo o golo 100 chegado por intermédio de Jardel, ao 44º jogo, um empate caseiro com o Benfica (1-1). Em 2004/05, a equipa de Peseiro também superou a marca do centenário, mas o centésimo golo apareceu numa tarde de infelicidade: marcou-o Rogério ao 51º jogo da temporada, a derrota na final da Taça UEFA frente ao CSKA Moscovo. Por fim, na época passada, o golo 100 apareceu também ao 51º jogo, marcado por Tobias Figueiredo na vitória por 4-1 sobre o Sp. Braga. Esta época, os leões podem superar a marca em temos de rapidez a chegar aos 100 golos, pois o jogo em Moreira de Cónegos será apenas o 47º de uma temporada que, suceda o que suceder, terminarão com 51 jogos oficiais realizados. Para Jorge Jesus é que nada disto é novidade, pois já vem com seis épocas seguidas a ver as suas equipas a marcar pelo menos 100 golos. Todas desde que chegou ao Benfica, em 2009, e onde interrompeu uma série de 15 anos sem que os encarnados chegassem à centena de golos. Ainda assim, Jesus já não pode bater a sua própria melhor marca em termos de rapidez – estabelecida em 2009/10, quando o seu Benfica chegou ao 100º golo em 41 jogos – sendo quase impossível atingir também o seu máximo de uma só época, que foi também em 2009/10, quando o Benfica acabou os seus 51 jogos oficiais com 124 golos. Faltam-lhe 28.   Jorge Jesus e Miguel Leal defrontaram-se seis vezes e Jesus ganhou sempre. A estreia foi em Fevereiro de 2014, quando o Benfica de Jesus foi ganhar fora ao Penafiel de Leal, em jogo da Taça de Portugal, mas com muita dificuldade: marcou Sulejmani, a apenas seis minutos do fim. Houve mais quatro confrontos entre o Benfica de Jesus e o Moreirense de Leal, todos em 2014/15: duas vezes 3-1 para a Liga, 2-0 para a Taça da Liga e 4-1 para a Taça de Portugal. Pelo Sporting, Jesus repetiu o resultado nos dois confrontos para a Liga: 3-1 em Alvalade.   Jorge Jesus já treinou o Moreirense, em 2004/05, tendo sido ali que conheceu a última descida de divisão. Chegou à equipa a sete jornadas do fim, em substituição de Vítor Oliveira, que a deixara em 17º lugar, a um ponto da linha de água. Perdeu os dois primeiros jogos – um deles contra o Sporting, por 3-1 – e somou depois três empates e duas vitórias, acabando a Liga em 16º lugar, mas a quatro pontos da salvação.   André Fontes e Danielson, do Moreirense, fizeram a estreia na Liga a jogar contra o Sporting. O médio foi lançado por Rogério Gonçalves na derrota (0-2) da Académica em casa, a 30 de Agosto de 2009. Melhor sorte teve o defesa central brasileiro: Carlos Brito lançou-o como titular na contundente vitória do Rio Ave, por 4-0, a 24 de Abril de 2004.   O Moreirense ainda não ganhou um único jogo em casa em 2016. As quatro vitórias que tem este ano surgiram todas como visitante: 3-0 ao Boavista, 2-1 ao Arouca, 1-0 ao U. Madeira e 1-0 ao V. Setúbal. A última vitória no Joaquim Almeida de Freitas experimentou-a a 20 de Dezembro, quando recebeu e bateu o Nacional por 2-0, graças a um bis de Rafael Martins. Depois disso, o melhor que conseguiu foram dois empates (0-0 com o mesmo Nacional, para a Taça da Liga, e 2-2 com a Académica), tendo perdido os restantes sete jogos.   O Sporting sofre golos há cinco jogos seguidos, não mantendo a baliza a zeros desde o empate (0-0) em Guimarães, a 29 de Fevereiro. Depois disso, perdeu por 1-0 com o Benfica, ganhou 2-1 ao Estoril, 5-1 ao Arouca, 5-2 ao Belenenses e 3-1 ao Marítimo. Está ainda a duas partidas da pior série defensiva da época, que lhe aconteceu logo no início da época, após a vitória sobre o Benfica (1-0) na Supertaça. Nessa altura foram sete jogos seguidos sempre a sofrer golos: 2-1 ao Tondela, 2-1 ao CSKA Moscovo, 1-1 com o Paços de Ferreira, 1-3 na segunda mão com o CSKA, 3-1 à Académica, 2-1 ao Rio Ave e 1-3 com o Lokomotiv Moscovo. Essa série foi interrompida a 21 de Setembro, com o 1-0 ao Nacional em Alvalade.   De fora das escolhas de Miguel Leal no Moreirense estará Iuri Medeiros, o extremo emprestado pelo Sporting que esteve na origem de todos os golos apontados pela equipa nos últimos cinco jogos. Desde que Rafael Martins marcou ao Tondela, a 28 de Fevereiro, numa recarga, sempre que a equipa chegou ao golo houve esse denominador comum: Iuri assistiu Nildo Petrolina para o golo da vitória em Setúbal (1-0), deu a Boateng o primeiro golo e sofreu o penalti no seguimento do qual Rafael Martins fez o segundo ndo empate com a Académica (2-2), pertencendo-lhe ainda a assistência para o golo de Evaldo no recente empate em Braga (1-1).   Simani bisou nas últimas duas saídas do Sporting. Marcou os dois golos nos 2-1 ao Estoril, no António Coimbra da Mota, e dois dos cinco com que o Sporting ganhou ao Belenenses (5-2) no Restelo. Antes do 0-0 em Guimarães, a última saída na qual Slimani não fez mossa, o avançado argelino já tinha bisado em três jogos fora seguidos na Liga: 6-0 em Setúbal, 3-1 em Paços de Ferreira e 4-0 ao Nacional na Choupana.   O Moreirense ganhou duas vezes em 14 jogos contra o Sporting: por 1-0, com golo de Manoel – que depois viria a representar os leões – em Setembro de 2003, e por 3-2, após prolongamento, na Taça de Portugal, em Outubro de 2012. Nas duas últimas épocas em que estiveram na Liga, os cónegos conseguirem sempre pelo menos um ponto contra os lisboetas: empataram a dois golos em casa em Novembro de 2012 e a uma bola em Alvalade em Dezembro de 2014.   Este confronto tem sido o paraíso para quem gosta de golos. Nas últimas nove vezes que estiveram frente a frente, as duas equipas marcaram sempre golos. O último zero que se verificou entre ambos foi em Fevereiro de 2004, quando o Sporting se impôs ao Moreirense por 1-0 em Alvalade, graças a um golo de Rochemback.   O Moreirense-Sporting já se jogou com Jorge Jesus no banco da equipa minhota. Faz na segunda-feira onze anos – a 18 de Abril de 2005 – que os cónegos receberam os leões num sprint final na Liga para tentarem evitar a despromoção, mas perderam por 3-1. Douala, Sá Pinto e Liedson fizeram os golos dos lisboetas, à data orientados por José Peseiro, tendo o brasileiro Fernando feito o golo da equipa da casa.
2016-04-16
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Último Passe

O Sporting manteve a distância relativamente ao Benfica no topo da Liga em dois pontos, ao vencer em casa o Marítimo por 3-1, numa partida que fica marcada pela continuação do bom momento de Teo Gutièrrez e pelo regresso de Slimani aos golos em Alvalade mas também pela confirmação da influência de Adrien Silva na equipa e pelo lançamento de algumas dúvidas acerca da possibilidade de Bruno César continuar a ser lateral-esquerdo. Sem o capitão, o meio-campo leonino perdeu qualidade e agressividade nos momentos defensivos e colocou-se várias vezes à mercê de perigosos ataques maritimistas. Aí, por mais de uma vez, valeram intervenções de qualidade de Rui Patrício, a fazer a diferença entre os dois ataques. Não pode sequer dizer-se que a vitória se justifique com um excelente índice de aproveitamento das ocasiões de golo criadas, pois tal como habitualmente os avançados leoninos pareceram apostados em tirar expressões de desespero da face de Jorge Jesus, como a que o treinador fez logo aos 15’, quando Ruiz perdeu um golo feito, cabeceando ao lado após um cruzamento de Gutièrrez. Não foi caso isolado, porém, e felizmente para os leões foi até um problema comum ao Marítimo, que chegou ao intervalo com o dobro dos remates (seis contra três) da equipa da casa. A forma como o Sporting chegou à vantagem, aliás, foi duplamente afortunada. Edgar Costa já tinha perdido uma ocasião soberana aos 17’, quando surgiu nas costas de Bruno César, mas desviou a bola sobre a barra, mas o momento definidor do primeiro tempo tem a ver com as botas de João Diogo: aos 41’, o lateral maritimista fez uma bela jogada na direita, superou os passivos Ruiz e Bruno César e chegou a uma boa posição para marcar, mas permitiu a defesa de Rui Patrício; um minuto depois, desviou com a ponta da bota um remate de fora da área feito por Teo Gutiérrez, levando a bola a fazer um arco e fugir da tentativa de defesa de Salin, aninhando-se nas redes. Gutièrrez, que até tinha sido o melhor do Sporting na primeira parte, colocava a equipa da casa numa situação de vantagem que, verdadeiramente, ela só mereceu no segundo tempo. Mais alerta, o Sporting entrou bem no segundo tempo, fazendo uma boa meia-hora, na qual chegou aos 3-0 sem grandes dificuldades. Logo aos 53’, William Carvalho fez o segundo, com um remate muito colocado após iniciativa de João Mário. E aos 76’, pouco depois de Aquilani ter estado perto do terceiro, num lance que também teve direito a carambola mas que desta vez Salin conseguiu defender, foi a vez de Slimani pôr fim ao jejum de golos em casa que já datava desde a partida com o Tondela, há três meses, aparecendo na ponta final de mais um remate de João Mário que a defesa maritimista desviou. Com o jogo resolvido, os lisboetas relaxaram e talvez até o tenham feito em demasia, porque o Marítimo pôde assim crescer. Ghazaryan fez o merecido golo de honra insular, aos 81’, e os últimos minutos foram particularmente abertos, com ocasiões de golo de parte a parte, perdidas pelo maritimista Djoussé e pelo sportinguista Matheus (esta escandalosa, após um lance em que os leões apareceram em três para um, num contra-ataque). Nenhum dos dois marcou, pelo que o jogo ficou nuns 3-1 que se aceitam sem problemas, ainda que a margem mínima talvez fosse mais acertada para uma partida que mostrou que o Marítimo vale mais que o 12º lugar que ocupa na tabela e que, defensivamente, o Sporting não vive muito bem com as ausências de Adrien.
2016-04-10
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Adrien Silva, que viu o nono cartão amarelo na Liga na última jornada, na deslocação ao Restelo, para defrontar o Belenenses, estará ausente na receção do Sporting ao Marítimo. Jorge Jesus fica assim sem o maior contribuinte para a série de seis vitórias seguidas que os leões levam nos jogos com os insulares: o capitão de equipa marcou em quatro dessas seis partidas, tendo mesmo sido ele a garantir o sucesso com um golo solitário nas últimas duas. Em início de Dezembro, nos Barreiros, foi Adrien quem fez o golo que valeu ao Sporting a vitória por 1-0 nos Barreiros. Marcou no início da segunda parte, a aproveitar uma jogada de João Mário pela direita, seguida de passe rasteiro para um remate seco à entrada da área. Já em Março do ano passado, na partida da segunda volta da Liga anterior, os leões tinham ganho por 1-0 nos Barreiros, também com um golo de Adrien, dessa vez a punir uma grande penalidade cometida por Raul Silva sobre Jefferson. Nos 4-2 de Alvalade em Outubro de 2014, o médio limitou-se a assistir Montero para o golo com que os leões encerraram a contagem, não marcando nenhum em nome próprio. Em Março de 2014, foi também de penalti, assinalado a punir derrube de Márcio do Rozário a Carlos Mané, que Adrien começou a desenhar a vitória do Sporting nos Barreiros, por 3-1. Sem ligação aos golos nos 3-0 com que o Sporting se impôs em partida da Taça da Liga, em Janeiro de 2014, Adrien decidiu ainda a favor dos leões na vitória por 3-2, em Alvalade, em Novembro de 2013. Esta será a quarta ausência de Adrien Silva em jogos de campeonato esta época, a terceira por castigo. Não esteve na nona jornada, a vitória em casa frente ao Estoril, por 1-0, por ter visto o quinto amarelo na competição contra o Benfica, na semana anterior. Falhou depois o empate em Guimarães (0-0), na 24ª ronda, por causa de uma lesão que já o impedira, a meio da semana, de estar na derrota em Leverkusen (1-3). E voltou a faltar na vitória no Estoril (2-1), à 26ª jornada, porque estava a cumprir um jogo de castigo na sequência da expulsão na derrota frente ao Benfica, em Alvalade (0-1).   O Marítimo também não poderá contar com Dyego Souza, o goleador que foi expulso na vitória que os verde-rubros conseguiram contra o Nacional, na última jornada. Dyego Souza é o melhor marcador do Marítimo na Liga, com 11 golos, a maior parte dos quais (seis) fora de casa: marcou no terreno do U. Madeira (1-2), do Sp. Braga (1-5), do Boavista (1-0), do Arouca (1-4), do Tondela (4-3) e do Paços de Ferreira (2-2).   Os últimos oito golos de Slimani pelo Sporting foram todos fora de casa. O argelino anda há seis jogos à procura de um golo em Alvalade, algo que já lhe escapa desde 15 de Janeiro, quando fez o primeiro de um empate caseiro com o Tondela (2-2). Depois disso, não marcou à Académica (3-2), ao Rio Ave (0-0), ao Leverkusen (0-1), ao Boavista (2-0), ao Benfica (0-1) e ao Arouca (5-2). A maior série de jogos de Slimani em branco em Alvalade foi de sete jogos, iniciada precisamente depois de marcar ao Marítimo, a 2 de Novembro de 2013 (3-2). Depois disso, ficou a zeros contra Paços de Ferreira (4-0), Belenenses (3-0), Nacional (0-0), FC Porto (0-0), Marítimo (3-0), Académica (0-0) e Olhanense (1-0), interrompendo o jejum caseiro com um golo ao Sp. Braga (2-1), a 1 de Março de 2014. Em cinco destes sete jogos, porém, foi apenas suplente utilizado.   Nelo Vingada ganhou na última vez que levou uma equipa a Alvalade. Foi em 16 de Outubro de 2005 que um golo de Marcel chegou à Académica, então dirigida pelo atual treinador do Marítimo, para ganhar em Lisboa ao Sporting de José Peseiro, motivando a demissão do treinador leonino e a ascensão de Paulo Bento ao comando técnico dos leões. Depois disso, Nelo Vingada defrontou o Sporting por mais duas vezes, ambas em casa, perdendo sempre: 0-3 para o campeonato, em Fevereiro de 2006, e 0-2 para a Taça de Portugal, em Março do mesmo ano.   Na última vez que Nelo Vingada visitou uma equipa liderada por Jorge Jesus… também ganhou. Foi a 5 de Março de 2006 que a Académica se impôs em Leiria à União, que na altura era comandada pelo atual treinador do Sporting, por 2-0, com golos de Filipe Teixeira e Joeano. Depois disso, em Agosto de 2009, os dois voltaram a enfrentar-se, em Guimarães, e o Vitória de Nelo Vingada acabou batido no Minho pelo Benfica de Jesus por 1-0, graças a um golo de Ramíres no último minuto de jogo.   Jorge Jesus, porém, ganhou os últimos cinco jogos contra o Marítimo: 1-0 pelo Sporting nos Barreiros, já neste campeonato; 4-1 em casa e 4-0 fora pelo Benfica no campeonato passado; 2-1, igualmente pelo Benfica, na última final da Taça da Liga; e 2-0 em casa na época de 2013/14. O último percalço de Jesus contra os leões do Funchal foi em Agosto de 2013: perdeu por 2-1 com o Benfica nos Barreiros.   Rui Patrício e João Mário estrearam-se na Liga portuguesa a jogar contra o Marítimo. O guarda-redes fê-lo a 19 de Novembro de 2006, lançado por Paulo Bento numa vitória por 1-0 nos Barreiros, na qual até teve de defender um penalti. O médio estreou-se a 10 de Fevereiro de 2013, lançado por Jeusaldo Ferreira na derrota leonina por 1-0, em Alvalade.   O Sporting ganhou as últimas seis partidas contra o Marítimo, as duas últimas sem sofrer golos, ambas nos Barreiros. A última vez que os insulares escaparam à derrota no confronto com os leões foi em Alvalade, a 10 de Fevereiro de 2013, quando ali foram ganhar por 1-0, com um golo do coreano Suk, que agora joga no FC Porto.   Aliás, se contarmos só jogos da Liga, o Marítimo marcou sempre nas últimas quatro visitas a Alvalade. A última vez que ali ficou em branco foi em Agosto de 2010, quando um penalti de Matias Fernández deu a vitória aos leões, por 1-0. Depois disso, até ganhou duas vezes: 3-2 em Agosto de 2011, com golos de Rafael Miranda, Sami e Baba a responderem a tentos de Izmailov e Jeffrén, e o tal 1-0 de Fevereiro de 2013, com a assinatura de Suk. As últimas duas partidas ganhou-as o Sporting: 3-2 em Novembro de 2013 (Capel, Slimani e Adrien marcaram para os lisboetas, Ruben Ferreira e Heldon para os insulares) e 4-2 em Outubro de 2014 (com um bis de Maazou a revelar-se insuficiente para contrariar um autogolo de Bauer e os tentos de João Mário, Paulo Oliveira e Montero).   O Sporting sofre golos há quatro jogos consecutivos, não mantendo a baliza a zeros na Liga desde o empate em Guimarães, a 29 de Fevereiro: 0-1 com o Benfica, 2-1 ao Estoril, 5-1 ao Arouca e 5-2 ao Belenenses. Esta foi a terceira série de quatro jornadas seguidas da Liga com os leões a sofrerem golos esta época. Para se encontrarem cinco jogos consecutivos dos leões na Liga sempre a sofrer golos é preciso recuar a Março e Abril do ano passado, quando a equipa de Marco Silva defrontou o V. Guimarães (4-1), o Paços de Ferreira (1-1), o V. Setúbal (2-1), o Boavista (2-1) e o Moreirense (4-1).
2016-04-08
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Último Passe

O Sporting não desiste do campeonato e respondeu à goleada do Benfica ao Sp. Braga com outra goleada ao Belenenses no Restelo, com um resultado quase idêntico (5-2). Livres de todas as outras obrigações e compromissos, os leões voltaram a fazer uma grande exibição, impondo desde o início o seu habitual futebol feito de triangulações e apagando com naturalidade a luz que dava esperança ao Belenenses. Slimani bisou durante a primeira parte, Téo Gutiérrez imitou-o na segunda, tendo Adrien, Bakic e Tiago Silva feito os restantes golos de um segundo tempo em que Julio Velásquez desequilibrou a equipa azul com substituições atacantes que não tiveram o efeito desejado. Mas não foi por aí que o jogo se resolveu. Jorge Jesus voltou a apostar em Bruno César como defesa-esquerdo, mostrando que a solução não lhe serve apenas para os jogos em casa, enquanto que o Belenenses entrava com a equipa esperada, em 4x2x3x1, com Carlos Martins a comandar as operações. A chave da partida foi a forma como, logo desde o início, os jogadores do Sporting iam à procura da bola ainda bem dentro do meio-campo adversário, cortando linhas de passe e conseguindo muitas recuperações altas, das quais partiam para situações de golo, umas atrás das outras. Quando Slimani abriu o marcador, aos 23’, após passe de Adrien, já Jorge Jesus praguejava no banco com tanta falha na finalização: Téo Gutiérrez, por duas vezes, e William Carvalho, noutra, a mais escandalosa de todas, porque caiu com a baliza à mercê, depois de passar o guarda-redes, perderam esse golo de abertura. Não os imitou o argelino, como também não falhou depois, quando Jesus deu para dentro do campo ordens expressas para que fosse ele a bater o penalti cometido por Tiago Almeida sobre Bryan Ruiz; à passagem da meia-hora de jogo. Com 2-0 ao intervalo, Julio Velásquez tentou repetir o que fizera contra o FC Porto. Trocou Tiago Almeida e Tiago Caeiro por Tiago Silva e Juanto, mandou Sturgeon tapar o flanco direito e incentivou a equipa a ir para cima da baliza de Rui Patrício. O problema é que, ao contrário do que sucedeu nesse jogo, desta vez a equipa teve de encarar mais ou menos o mesmo desfecho que tinha enfrentado na sequência da estratégia ofensiva adotada na receção ao Benfica: mais golos nas redes de Ventura. Adrien fez, com um belo remate, o 0-3. Minutos depois, Ruiz voltou a perder um golo cantado por excesso de confiança (que originou um corte oportuno de Gonçalo Brandão).O costa-riquenho deu depois, noutro lance, esse mesmo quarto golo a Téo, que desta vez não falhou. Com o jogo resolvido, o Belenenses ainda reduziu, num livre lateral em que Bakic foi mais forte que Slimani. Téo fez o 5-1, após jogada do recém-entrado Carlos Mané, tendo Tiago Silva fixado o 5-2 final num remate de fora da área. Mais golo, menos golo, a vitória do Sporting não sofre contestação e mantém os leões na corrida ao título. A equipa de Jesus manteve os dois pontos de atraso para o Benfica, que desta forma continua proibido de falhar.
2016-04-04
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Jorge Jesus, treinador do Sporting, foi jogador e treinador do Belenenses. Deixou o Restelo pela última vez em 2008, precisamente o ano da última vitória dos azuis sobre os leões a contar para o campeonato. E desde essa altura, nunca mais Jesus cedeu pontos ou sofreu sequer um golo nas várias visitas que fez ao estádio da sua ex-equipa. O desfile de bons resultados começou para Jesus logo em 2008/09, quando assumiu o comando do Sp. Braga. Foi ao Restelo e ganhou por claros 5-0, a 11 de Maio de 2009: bisaram Renytería e Paulo César, tendo Alan marcado o tento restante. No final dessa época, Jesus seguiu caminho para o Benfica, mas mesmo no novo clube continuou a golear nas vistas à sua antiga casa: em Setembro de 2009 foram 4-0, com golos de Saviola, Cardozo, Javi Garcia e Ramíres. Os maus resultados atiraram nessa altura com o Belenenses para a II Liga, pelo que Jesus só teve de lá regressar em Março de 2014. Teve então mais dificuldades, ganhando apenas por 1-0, graças a um golo de Gaitán. Por fim, na época passada, um bis de Jonas permitiu ao Benfica de Jesus ganhar ao Belenenses no Restelo, por 2-0, a 18 de Abril de 2015. Desde que saiu do Belenenses, de resto, só por uma vez Jesus cedeu pontos aos azuis. Ganhou as duas partidas pelo Sp. Braga (2-0 e 5-0) e a da primeira volta ao comando do Sporting (1-0). Com o Benfica, além das três vitórias sem sofrer golos no Restelo, impôs-se ainda duas vezes na Luz: 1-0 em 2009/10 e 3-0 em 2014/15. A exceção foi um empate a uma bola, na Luz, a 28 de Setembro de 2013: Cardozo adiantou os encarnados e, ao tornar-se no único jogador do Belenenses a marcar um golo a uma equipa de Jesus desde que este saiu do Restelo, o maliano Diakité alcançou o empate, ainda na primeira parte.   Quem Jorge Jesus nunca defrontou foi o espanhol Julio Velásquez, que chegou a meio da época para substituir Ricardo Sá Pinto. Velásquez, de resto, já defrontou em casa o Benfica e o FC Porto, com duas derrotas, ainda que de sabor diferente: com o Benfica encaixou um 5-0 que sublimou o mau comportamento defensivo da sua equipa; contra o FC Porto perdeu por 2-1 e esteve à beira de forçar o empate.   O Belenenses interrompeu contra o Sp. Braga uma série de três derrotas seguidas no seu estádio. Os golos de Gonçalo Silva, Miguel Rosa e Tiago Caeiro permitiram uma vitória por 3-0 sobre os minhotos, depois de a equipa azul ter sido batida em casa sucessivamente por Benfica (5-0), Arouca (2-0) e FC Porto (2-1).   O defesa central Gonçalo Silva marcou golos nos dois últimos jogos do Belenenses: abriu mesmo o marcador, tanto na vitória (3-0) sobre o Sp. Braga como no empate (2-2) em Tondela, que se lhe seguiu. Curioso é que em toda a sua carreira como profissional, Gonçalo Silva só tinha marcado um golo, pelo Sp. Braga B, ao Marítimo, em Abril de 2014.   O Sporting vem com uma série de três jornadas seguidas a sofrer golos, mas mantém ainda assim o registo de defesa menos batida da atual Liga. Rui Patrício foi batido contra o Benfica (0-1), o Estoril (2-1) e o Arouca (5-1), não deixando a baliza inviolada desde a visita a Guimarães, que o Sporting empatou a zero. Na atual Liga, o Sporting já passou duas séries seguidas de quatro jornadas a sofrer golos: da primeira à quarta (2-1 ao Tondela, 1-1 com o Pacos de Ferreira, 3-1 à Académica e 2-1 ao Rio Ave) e depois da 17ª à 20ª, com três adversários repetidos (3-2 ao Sp. Braga, 2-2 com o Tondela, 3-1 ao P. Ferreira e 3-2 à Académica).   Slimani bisou em quatro das últimas cinco saídas do Sporting na Liga: nos 6-0 ao V. Setúbal, nos 3-1 ao P. Ferreira, nos 4-0 ao Nacional e nos 2-1 ao Estoril. Nas últimas vezes em que ele ficou em branco fora de Alvalade, o Sporting perdeu pontos. Aconteceu no empate a zero com o Vitória, em Guimarães, e na derrota por 1-0 contra o União, na Madeira.   Além disso, Slimani continua a perseguir o 50º golo com a camisola do Sporting. Tem neste momento 49, 10 em 2013/14, 15 em 2014/15 e 24 em 2015/16.  Ao todo, o argelino tem 40 golos na Liga, cinco na Taça de Portugal, três na Liga dos Campeões e um na Liga Europa. Mas nunca fez um golo ao Belenenses.   O Belenenses não ganha ao Sporting para o campeonato desde Fevereiro de 2008, quando um golo de Zé Pedro lhe permitiu bater os leões, no Restelo, por 1-0. O treinador dessa equipa do Belenenses era Jorge Jesus, que atualmente dirige os leões, ao passo que na equipa do Sporting estiveram em campo Rui Patrício, que ainda é o guarda-redes leonino, e Tonel, que joga agora no Belenenses.   Desde essa vitória, os azuis ganharam mais uma vez ao Sporting, em Janeiro do ano passado, mas em partida da Taça da Liga: impuseram-se por 3-2 contra uma equipa leonina sem titulares. O Sporting ganhou entretanto sete vezes ao Belenenses, três delas no Restelo: 2-1 em Fevereiro de 2009, 4-0 em Março de 2010 e 1-0 em Abril de 2014. Na época passada verificou-se um empate a um golo, tendo Rui Fonte marcado para os azuis e Carlos Mané empatado para os leões ao quinto minuto de compensação.
2016-04-03
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Ao aguentar 15 minutos sem sofrer golos em Alvalade, Rafael Bracalli, guarda-redes do Arouca, passou a ser o dono da mais longa série de minutos sem sofrer golos no presente campeonato, superando precisamente Rui Patrício, guarda-redes do Sporting. Bracalli, que não sofria um golo na Liga desde que foi batido por Aboubakar, do FC Porto, a 7 de Fevereiro, aguentou 541 minutos sem ir buscar a bola ao fundo das redes, tendo durante esse período defendido duas grandes penalidades. Patrício tinha estado 538 minutos sem sofrer golos, entre um marcado por Josué (V. Guimarães) e outro de Rafael Martins (Moreirense).   Rui Patrício continua, no entanto, a ser o líder da defesa menos batida do campeonato, com 17 golos sofridos em 27 jornadas. É a melhor performance defensiva do Sporting num campeonato desde 2006/07, quando a equipa chegou à 27ª ronda com 14 golos sofridos, tendo acabado a prova com a melhor defesa, com 15 golos sofridos em 30 jornadas. O guarda-redes do Sporting era então o internacional Ricardo.   A principal nota do jogo de Alvalade foi, contudo, a performance ofensiva do Sporting, com bis de Teo Gutièrrez e João Mário. O colombiano, que não marcava desde 10 de Dezembro (nos 3-1 ao Besiktas) e que na Liga estava em jejum desde o penalti ao Estoril, a 31 de Outubro, fez o primeiro bis com a camisola leonina e o primeiro desde 16 de Fevereiro de 2015, quando marcou dois golos nos 4-1 do River Plate ao Sarmiento de Junin, na Liga argentina.   Já no caso de João Mário, este foi mesmo o primeiro bis na carreira sénior do jovem médio, que não fazia um golo desde a derrota por 3-1 em Leverkusen, na eliminação leonina da Liga Europa (1-3), a 25 de Fevereiro. Os quatro golos de João Mário em 2015/16 tinham sido todos em deslocações, pelo que o médio não marcava em Alvalade há um ano: o último que fizera ali tinha sido a 22 de Março de 2015, nos 4-1 ao V. Guimarães.   Quem regressou aos golos foi Bryan Ruiz, que tinha falhado ocasiões relativamente fáceis contra o V. Guimarães, o Benfica e o Estoril. Ruiz, pelo contrário, tem escolhido sempre Alvalade para fazer os seus golos. Não marcava desde os 2-0 ao Boavista, a 22 de Fevereiro, sendo que este foi o seu quarto golo consecutivo em Alvalade depois de ter feito um em Braga, na eliminação do Sporting da Taça de Portugal (3-4).   Em branco ficou Slimani – daí, provavelmente, a insatisfação que revelou no momento em que foi substituído por Barcos. O argelino não marca em casa desde 15 de Janeiro, quando fez um golo no empate (2-2) contra o Tondela, tendo desde essa data feito três bis, mas todos em deslocações, nos campos de Paços de Ferreira, Nacional e Estoril.   Gegé, autor do golo do Arouca, fez o primeiro golo na I Divisão. O cabo-verdiano não festejava um golo em nome próprio desde 18 de Novembro de 2012, quando contribuiu para atenuar uma derrota caseira do Marítimo B com a Naval (2-3), na II Liga.   O Arouca voltou a perder um jogo, oito desafios depois de ter sido batido em casa por este mesmo Sporting, por 1-0, em jogo da Taça da Liga. A série de sete partidas sem perder assim estabelecida igualou a melhor que a equipa de Lito Vidigal tinha conseguido nesta época, entre as derrotas com o FC Porto (1-3, a 12 de Setembro de 2015) e com o Sporting (0-1, a 8 de Novembro de 2015). São as duas maiores séries de invencibilidade do Arouca desde que subiu à I Divisão, em 2013.   O Sporting chega assim à 27ª jornada com 65 pontos, mais oito do que tinha na mesma ronda da época passada. Este continua a ser o melhor registo do Sporting à 27ª jornada desde que a vitória vale três pontos. E para encontrar um melhor, mesmo aplicando as atuais regras de pontuação às Ligas anteriores, é preciso recuar a 1979/80, campeonato em que os leões somavam por esta altura 21 vitórias, quatro empates e duas derrotas – que seriam 67 pontos pelas regras atuais.
2016-03-20
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Islam Slimani, o melhor marcador do Sporting, procura no jogo com o Arouca o 50º golo com a camisola leonina em ambiente que não tem sido o mais favorável para ele, pois não marca em Alvalade há dois meses. O último golo que o avançado argelino ali fez foi a 15 de Janeiro, ao Tondela. Depois disso ficou a zeros contra Académica, Rio Ave, Leverkusen, Boavista e Benfica, tendo feito seis golos fora de casa, em três bis a Paços de Ferreira, Nacional e Estoril. O bis ao Estoril serviu a Slimani para chegar aos 49 golos pelo Sporting, ultrapassando Beto Acosta e Oceano, que somaram 48 nas suas carreiras de verde-e-branco. O “matador” argentino fez os seus 48 golos em 99 jogos, enquanto que o médio português precisou de muito mais partidas (401) para lá chegar. Slimani, por sua vez, obteve 49 golos em 101 jogos, alcançando outro dos goleadores da história recente do Sporting: Paulinho Cascavel, que precisou de 108 desafios para ficar à beira do cinquentenário. O aregelino é, por agora, o 34º maior goleador na história do Sporting, estando a apenas um golo do 32º lugar, que é ocupado ex-aequo por Hugo, um médio que fez 50 golos em 211 jogos nas décadas de 50 e 60, e Sá Pinto, que se ficou por esse mesmo cinquentenário de golos nas 228 partidas que fez nas suas duas passagens pelo Sporting. Para chegar ao Top 30 ainda vai ter de pedalar alguma coisa, pois os senhores que se seguem nesta tabela liderada pelos 529 golos de Peyroteo são Pedro Barbosa (31º, com 53 golos) e Armando Ferreira (30º, com 54) Além de lhe faltar um golo para chegar aos 50, também falta um golo a Slimani para que, nesta temporada, some tantos marcados como nas duas épocas anteriores somadas. Slimani fez dez golos em 2013/14 e 15 em 2014/15, ao passo que na que já é, de qualquer modo, a sua melhor época em Alvalade, o argelino segue com 24 golos: 20 na Liga, dois na Taça de Portugal, um na Liga dos Campeões e um na Liga Europa. Destes 24 golos, contudo, só onze foram obtidos em Alvalade, o que transforma o argelino num caso raro de goleador especializado em viagens, talvez porque se dê melhor com o espaço que os adversários lhe cedem nas costas da defesa quando sobem linhas. Esta é, de resto, uma tendência recente, pois na primeira época dividiu irmãmente os golos (cinco em casa e cinco fora), enquanto que na segunda preferiu claramente Alvalade (nove em casa, um em campo neutro, na final da Taça de Portugal, e cinco fora).   O problema para Slimani é que o Arouca e o seu guarda-redes Bracalli são a equipa e o guarda-redes há mais tempo sem sofrer golos na Liga portuguesa. O último golo encaixado pelo Arouca aconteceu a 7 de Fevereiro, há mais de um mês, portanto, e foi marcado por Aboubakar, no Dragão, não chegando porém para evitar a vitória da equipa de Lito Vidigal por 2-1. Desde esse golo, Bracalli já está há 526 minutos sem sofrer golos, correspondentes ao resto desse jogo e a cinco partidas em branco, contra U. Madeira, Belenenses, Sp. Braga, Tondela e V. Setúbal. Pelo caminho defendeu dois penaltis, do bracarense Alan e de Nathan Júnior (Tondela).   Em consequência disso, o Arouca não perde há sete jogos, precisamente desde a derrota contra o Sporting, em casa, para a Taça da Liga (0-1, a 26 de Janeiro). No campeonato, a última derrota que conta aconteceu em Lisboa, contra o Benfica (1-3), três dias antes. Nos sete jogos que se seguiram, ganhou cinco (entre os quais todas as deslocações, aos terrenos de FC Porto, Belenenses e Tondela) e empatou apenas duas vezes (em casa com Paços de Ferreira e Sp. Braga).   Mateus marcou nas duas últimas partidas do Arouca, resolvendo-as com dois golos solitários. Foi dele o golo que valeu a vitória por 1-0 em Tondela e depois foi também ele quem sentenciou o 1-0 com que a equipa de Vidigal se impôs em casa (1-0) ao V. Setúbal.   Lito Vidigal perdeu sempre com Jorge Jesus e as suas equipas nunca marcaram sequer um golo em cinco jogos, tendo sofrido 13. O primeiro confronto entre os dois ocorreu em Outubro de 2008, numa goleada por 5-0 do Sp. Braga de Jesus sobre o E. Amadora de Vidigal. Depois disso, encontraram-se mais quatro vezes. Jesus ganhou duas vezes por 3-0, num Benfica-U. Leiria e num Benfica-Belenenses, e outras duas por 1-0, ambas num Arouca-Sporting.   Em contrapartida, só com as duas derrotas desta época (uma na Liga e outra na Taça da Liga) Lito Vidigal passou a ter um registo negativo nos confrontos com o Sporting. Soma agora duas vitórias, três empates e quatro derrotas. As vitórias conseguiu-as pela U. Leiria (1-0 em Alvalade, em 2009/10) e pelo Belenenses (3-2 para a Taça da Liga contra um Sporting sem titulares, na época passada).   Jesus, por sua vez, ganhou seis dos sete jogos que fez contra o Arouca. A exceção foi o empate a duas bolas, na Luz, em Dezembro de 2013, quando defrontou pela primeira vez esta equipa.   Regresso do Sporting a Alvalade, depois da derrota com o Benfica no dérbi e de um histórico recente que não tem sido feliz. Depois das vitórias sobre FC Porto (2-0) e Sp. Braga (3-2), no arranque deste ano de 2016, os leões ganharam apenas dois dos seis jogos que fizeram no seu estádio (3-2 à Académica e 2-0 ao Boavista), empatando outros dois (2-2 com o Tondela e 0-0 com o Rio Ave) e perdendo os outros dois (0-1 com Leverkusen e Benfica).   Desde Março de 2013, porém, que o Sporting responde sempre com vitória às derrotas em casa. A última vez que tal não sucedeu foi quando, após perder com o Marítimo (0-1, a 10 de Fevereiro de 2013), empatou sem golos com o FC Porto (a 2 de Março). Desde aí, a história fez-se de respostas com vitória: 1-0 ao Arouca em Agosto de 2014, na primeira partida caseira da época, depois da derrota com o Estoril (0-1), a fechar 2013/14; 4-2 ao Marítimo em Outubro de 2014 depois do 0-1 com o Chelsea; 1-0 ao Nacional em Setembro de 2015 depois do 1-3 com o Lokomotiv; e 2-0 ao Boavista no mês passado, depois do 0-1 com o Leverkusen.   O Sporting ganhou os seis jogos que fez contra o Arouca, três deles por 1-0 – e estes sempre com golos nos últimos dez minutos – e os outros três de virada, tendo permitido que o adversário se adiantasse no marcador por duas vezes em Arouca e uma em Alvalade. As duas vitórias desta época, ambas por 1-0 e em Arouca, foram obtidas graças a golos de Slimani e Zeegelaar, ambos em recarga a remates de Montero, que já não está em Alvalade.   Este era um jogo para Montero, aliás. O colombiano fez o primeiro jogo oficial com a camisola dos leões frente ao Arouca marcando logo quatro golos, em Agosto de 2013, e esteve ligado às três últimas vitórias leoninas neste confronto, marcando numa e originando os lances dos golos nas duas outras. Do lado do Arouca era Bruno Amaro o jogador-fétiche, pois marcou os dois primeiros golos do Arouca ao Sporting.
2016-03-18
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Islam Slimani voltou a resolver um jogo do Sporting, marcando os dois golos dos leões na vitória (2-1) frente ao Estoril, na Amoreira. Com os dois golos de sábado, o argelino aumentou a sua conta de leão ao peito para 49, ultrapassando Acosta e Oceano, que concluíram as passagens por Alvalade com 48, e igualando Paulinho Cascavel, ainda que em menos sete jogos (de 101 para 108). À frente de Slimani, que é agora o 34º maior goleador da história do Sporting, estão agora Sá Pinto e Hugo, ambos com 50 golos marcados.   Slimani interrompeu, além disso, o seu maior jejum de golos desta época. Estava em branco há cinco jogos, pois após o bis frente ao Nacional, na Choupana, a 13 de Fevereiro, não marcou nos dois jogos com o Leverkusen (nos quais foi suplente utilizado), nem nas partidas com Boavista, V. Guimarães e Benfica. O argelino não passava cinco jogos seguidos sem marcar desde Dezembro de 2014, quando ficou em branco face a Boavista, Chelsea, Moreirense, Vizela e Nacional, interrompendo a série negra a 3 de Janeiro de 2015, com um golo ao… Estoril.   Os últimos seis golos de Slimani aconteceram fora de Alvalade e sempre aos pares. Depois de ter marcado no empate a duas bolas com o Tondela, no seu estádio, a 15 de Janeiro, o avançado do Sporting só festejou longe de casa, bisando contra o Paços de Ferreira, o Nacional e agora o Estoril.   Outro jogador com a pontaria afinada foi Leo Bonatini, que marcou o golo do Estoril, dando início ao período de reação da equipa da casa, a 11 minutos do final. O avançado brasileiro, que esta época já tinha marcado ao Benfica, mas que ficou em branco nas duas partidas contra o FC Porto, fez golo pela terceira jornada consecutiva, pois vinha de um hat-trick ao V. Setúbal e de um golo ao Rio Ave. Foi a primeira vez que Bonatini marcou em três jornadas seguidas do campeonato.   Rui Patrício, guarda-redes do Sporting, fez o 254º jogo na baliza dos leões a contar para a Liga, superando Azevedo, que atuou em 253 partidas de campeonato. O único guarda-redes com mais jogos na baliza leonina na principal prova nacional passa agora a ser Vítor Damas, que esteve em 332. Patrício precisará pelo menos de mais três épocas para o alcançar.   Bruno César, que até começou a época no Estoril e defrontou o Sporting no jogo da primeira volta com a camisola canarinha, somou a 50ª presença em jogos de campeonato, a oitava pelo Sporting. A estas oito, nas quais fez três golos, o brasileiro junta dez pelo Estoril (com um golo) e 32 no Benfica (com dez golos).   Bryan Ruiz, que fez o cruzamento para o segundo golo de Slimani, assinou a sétima assistência na Liga, não sendo, ainda assim, o melhor entre os leões neste capítulo. É que João Mário tem oito passes decisivos.   Ganhando ao Estoril, o Sporting chegou aos 62 pontos, ainda acima dos 56 que tinha à 26ª jornada da época passada ou dos 60 que somava na mesma fase da Liga de há dois anos. Esta ainda é a maior pontuação do Sporting em 26 jornadas desde que a vitória vale três pontos, superando os 61 feitos pela equipa de Fernando Santos em 2003/04. Para se encontrar melhor entre os leões há que recuar à formação que foi campeã nacional em 1979/80 e que chegou à 26ª jornada com 21 vitórias, três empates e duas derrotas, que pelas atuais regras de pontuação corresponderiam a 65 pontos.   Apesar do golo sofrido, os leões continuam a ter a melhor defesa do campeonato, com 16 golos sofridos. Esta é a melhor performance defensiva de uma equipa do Sporting desde 2006/07, quando os comandados de Paulo Bento chegaram à 26ª jornada com apenas 13 golos sofridos.
2016-03-15
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Último Passe

O Sporting respondeu da melhor maneira à derrota no dérbi e venceu no Estoril, por 2-1, com uma exibição que começou por ser de controlo total, corporizada em dois golos de Slimani ainda na primeira parte, mas que acabou em sofrimento, depois de Leo Bonatini ter recolocado os estorilistas no jogo, marcando e lançando o descontrolo na equipa verde-branca ante o futebol mais direto dos donos da casa. Depois de várias oportunidades perdidas para matar o jogo, os leões viram Rui Patrício segurar os três pontos num cabeceamento de Michael, mesmo em cima do apito final da partida e regressaram à liderança da Liga, ainda que à condição, pois o Benfica só joga na segunda-feira. Os leões voltaram ao 4x4x2 com dois avançados de área, juntando Teo Gutièrrez a Slimani no meio e voltando a desviar Ruiz para um dos corredores laterais, e isso, somado a uma primeira parte hiperativa de Schelotto na direita, permitiu-lhes voltar a ganhar a profundidade e a presença na frente que raramente mostram quando o costa-riquenho parte do corredor central, não deixando de ter controlo da partida e ocupação permanente do meio, fruto das constantes diagonais para dentro de Ruiz e João Mário. O Estoril, por sua vez, colocava o alto Mendy à frente de Bonatini, de forma a encontrar espaço para o que é indiscutivelmente o melhor jogador da equipa, num futebol mais direto. A aposta de Fabiano Soares, porém, não surtiu efeito, porque com melhor ocupação dos espaços ao meio, a equipa de Jesus voltou a encontrar o seu futebol triangulado e a esconder a bola ao adversário. O Estoril teve até o primeiro remate da partida, pelo lateral Anderson Luís, logo no primeiro minuto, mas a partir daí foi impotente para impedir o Sporting de se instalar no seu meio-campo. E após dois ou três lances de envolvimento pela direita, os leões marcaram mesmo, aos 5’, num belo trabalho de Slimani, a mudar de um pé para o outro antes de rematar ao ângulo da baliza de Kieszek. O segundo golo não surgiu aos 26’, quando Slimani serviu Ruiz de calcanhar mas este chutou ao lado, em boa posição, e acabou por aparecer mesmo no final do primeiro tempo, quando os dois protagonistas inverteram os papéis: Ruiz cruzou largo da esquerda e Slimani ganhou no ar de forma a fazer o 0-2. O jogo parecia resolvido, mas ainda havia 45 minutos pela frente. E com a nuance de o Sporting ter diminuído a intensidade e a concentração no regresso dos balneários, colocando-se à mercê dos donos da casa. Rui Patrício negou o golo a Mendy logo aos 50’, quando este lhe apareceu na cara, mas o Estoril nem aproveitou esse lance para crescer por aí além e foi o Sporting quem, mesmo com menos bola, continuou a ter as melhores ocasiões para marcar. Slimani e João Mário falharam o terceiro e, quando Leo Bonatini aproveitou a má colocação de Schelotto num canto para, em posição regular, fazer o 1-2, a 11 minutos do fim, o Estoril acordou e o Sporting tremeu. Os canarinhos passaram a abusar do futebol direto e a jogar no meio-campo leonino e podiam até ter empatado, no tal lance de Michael, aos 90+3’. Só que Patrício voltou a defender e a assegurar a justa vitória dos leões.
2016-03-12
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Stats

O Sporting chega ao Estoril pressionado, entrando pela primeira vez numa ronda a ter de olhar para cima na tabela desde a 15ª jornada, após a derrota na Choupana com o U. Madeira. A equipa de Jorge Jesus enfrenta, além disso, a necessidade de interromper a pior série de resultados da época, pois somou pela primeira vez três jogos seguidos sem ganhar: 1-3 em Leverkusen, na despedida da Liga Europa, 0-0 em Guimarães e 0-1 com o Benfica em Alvalade. Desde Fevereiro e Março do ano passado que os leões não passavam três jogos seguidos sem ganhar, mas para se encontrarem os quatro a que a série ascenderá caso o Sporting não ganhe no Estoril é preciso recuar à época negra de 2012/13. Nesse ano, que culminou com a não qualificação para as competições europeias, o Sporting chegou a estar oito jogos seguidos sem ganhar (entre um 2-1 ao Gil Vicente em Setembro de 2012 e um 1-0 ao Sp. Braga em Novembro). A última sequência de mais de três jogos seguidos sem vitória, no entanto, data de Dezembro de 2012/Janeiro de 2013 e ficou marcada a meio pela saída de Frankie Vercauteren e a entrada de Jesualdo Ferreira para o comando técnico. Após ganharem por 2-1 ao Videoton, no adeus à Europa, a 7 de Dezembro de 2012, ainda com o belga aos comandos, os leões perderam em casa com o Benfica (1-3), empataram nos terrenos do Nacional (1-1) e do Marítimo (2-2, este para a Taça da Liga), foram batidos fora pelo Rio Ave (3-0, também para a Taça da Liga) e em casa pelo Paços de Ferreira (1-0, no jogo que ditou o afastamento de Vercauteren). A série negra foi interrompida ao sexto jogo, numa vitória caseira frente ao mesmo Paços de Ferreira (1-0, para a Taça da Liga), já com Jesualdo Ferreira à frente da equipa. Desde então, foram ainda assim várias as séries de três jogos seguidos sem ganhar da equipa do Sporting, mas todas elas interrompidas à quarta partida. Aconteceu com Jesualdo por duas vezes, ainda nessa época, uma com Leonardo Jardim em 2013/14, e três com Marco Silva em 2014/15. A última destas séries terminou há precisamente um ano, com uma vitória por 3-2, em casa, frente ao Penafiel, a 9 de Março de 2015, depois do empate frente ao Wolfsburg (0-0, na despedida da Liga Europa), da derrota frente ao FC Porto (0-3) e de novo empate, ante o Nacional (2-2, nas meias-finais da Taça de Portugal).   Além dos jogos sem ganhar, o Sporting de Jesus somou também a primeira série de duas partidas seguidas sem marcar golos. O zero no ataque foi comum ao empate em Guimarães (0-0) e à derrota caseira com o Benfica (0-1). Há um ano que os leões não ficavam dois jogos seguidos em branco: desde o 0-0 com o Wolfsburg (26 de Fevereiro de 2015) e do 0-3 com o FC Porto (1 de Março de 2015). Para se encontrarem três jogos seguidos sem marcar já é preciso recuar a Dezembro de 2013/Janeiro de 2014, quando os leões juntaram três empates a zero sucessivos. Com a curiosidade de o terceiro ter sido no palco do jogo de hoje: após os 0-0 com o Nacional e o FC Porto, a equipa de Leonardo Jardim empatou a zero no Estoril, para a Taça da Liga.   Depois de uma fase menos boa, som seis derrotas em dez jogos, o Estoril parece estar a acertar agulhas, pois ganhou três das últimas quatro partidas: 2-1 ao Tondela e 3-0 ao V. Setúbal em casa e 3-1 ao Rio Ave em Vila do Conde. Desde a derrota em Braga, a 8 de Fevereiro, os estorilistas marcaram pelo menos um golo em todos os jogos-   O avançado estorilista Leo Bonatini interrompeu nas últimas duas jornadas um jejum de golos que já durava desde que, a 16 de Janeiro, fez um golo ao Benfica na Amoreira. Depois do hat-trick ao V. Setúbal, na 24ª jornada, marcou também na vitória frente ao Rio Ave, na 25ª. Se marcar ao Sporting completa três jornadas seguidas sempre a marcar, igualando o seu melhor registo desta época, que foram golos em jornadas seguidas a Sp. Braga, Tondela e U. Madeira, na primeira volta.   Por sua vez, o avançado sportinguista Slimani não marca golos há cinco jogos, na que já é a sua pior sequência da época. Após o bis ao Nacional, a 13 de Fevereiro, ficou em branco nos dois jogos contra o Leverkusen (que jogou como suplente utilizado), bem como nas partidas com Boavista, V. Guimarães e Benfica. A última série de cinco jogos seguidos sem marcar de Slimani aconteceu em Dezembro de 2014 (Boavista, Chelsea, Moreirense, Vizela e Nacional) e foi interrompida precisamente contra o Estoril, a 3 de Janeiro de 2015, numa vitória leonina por 3-0, em Alvalade.   Depois de uma primeira volta sem marcar aos grandes (0-4 na Luz, 0-2 no Dragão e 0-1 em Alvalade), o Estoril marcou primeiro nos jogos com o Benfica e o FC Porto no seu estádio, mas perdeu ambas as partidas. Contra o Benfica Bonatini fez o 1-0 aos 12’, mas Mitroglou e Pizzi viraram para 1-2. Frente ao FC Porto, Diego Carlos abriu o ativo logo aos 3’, mas Aboubakar, Danilo e André André viraram para o 1-3 final.   O Estoril vem assim numa sequência de cinco jogos seguidos sem pontuar frente aos grandes na Liga. Igualou a sequência de 2004/05: após um empate a duas bolas com o FC Porto no Dragão logo à terceira jornada, perdeu as outras cinco partidas com os três grandes, numa época que culminou com a despromoção. A série foi interrompida com um empate frente ao Sporting (2-2), em Alvalade, em Setembro de 2012, o ano do regresso da equipa da Linha à I Divisão.   Para se encontrarem mais de cinco jogos seguidos do Estoril sem pontuar frente aos grandes é preciso recuar ao início da década de 80, quando após um empate com o FC Porto na Amoreira (0-0 em Novembro de 1979), a equipa canarinha perdeu de enfiada contra o Sporting (0-1 em Janeiro de 1980), Benfica (0-2, em Março de 1980), FC Porto (0-3, em Abril de 1980), Benfica (0-3, em Setembro de 1981, após a despromoção e o regresso), FC Porto (0-1, em Dezembro de 1981) e Sporting (3-2, em Dezembro de 1981). Essa série foi interrompida com um empate a zero frente ao Benfica, em casa, a 7 de Março de 1982.   Este é apenas o segundo confronto entre Jorge Jesus e Fabiano Soares. O primeiro foi no jogo da primeira volta, com sucesso do Sporting de Jesus, em Alvalade, por 1-0. Mas se Fabiano pode alegar que o Sporting foi o único grande ao qual conseguiu tirar pontos como treinador (empate a um golo na Amoreira, em Maio do ano passado) e que Jesus até já começou a perder um campeonato contra o Estoril (empate a uma bola, na Luz, em Maio de 2013, deixando o Benfica à mercê do FC Porto), o treinador do Sporting também pode apresentar um currículo invejável em visitas ao Estoril, onde ganhou sempre como treinador do Benfica.   O sportinguista Bruno César começou a época no Estoril, tendo alinhado durante os 90 minutos na derrota dos canarinhos em Alvalade, a 31 de Outubro de 2015.   O Sporting não ganhou nenhuma das quatro últimas partidas no Estoril. A última vitória leonina ali foi a 16 de Outubro de 2010, em jogo da Taça de Portugal (2-1, de virada, com golos de Liedson e Postiga, depois de Alex Afonso ter aberto o ativo para os donos da casa). Dos 28 jogadores que subiram ao relvado nessa tarde, restam nas duas equipas os laterais direitos Anderson Luís (Estoril) e João Pereira (Sporting). Jefferson, que atualmente joga no Sporting, alinhou então pelos canarinhos.   Depois desse jogo, o Sporting perdeu duas vezes (2-1 para a Taça da Liga em Janeiro de 2011 e 3-1 para a Liga em Fevereiro de 2013) e empatou outras duas (0-0 em Janeiro de 2014 e 1-1 em Maio de 2015, sempre para a Liga) no António Coimbra da Mota. Aliás, três das cinco vitórias que o Estoril obteve contra o Sporting em toda a sua história aconteceram nos últimos seis anos. Até então, os canarinhos só tinham ganho duas vezes aos leões: em Fevereiro de 1976 para o campeonato nacional e em Outubro de 1945 no regional de Lisboa.
2016-03-12
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Último Passe

O Sporting vai entrar no dérbi de sábado, contra o Benfica, em primeiro lugar da Liga, como realçava William Carvalho aos adeptos no final do empate com o Vitória em Guimarães (0-0), mas viu a vantagem sobre o principal rival reduzida para apenas um ponto, pois minutos antes os encarnados venceram com naturalidade o U. Madeira por 2-0 na Luz. Aquece o dérbi, fruto de mais uma clara demonstração de que o Benfica é uma equipa de golo fácil – marcou no primeiro remate que fez e tornou desde logo o jogo mais simples – e de uma noite perfeita de Miguel Silva, o guarda-redes do Vitória, que tirou dois golos cantados a Ruiz e outro a Slimani. Tudo a contribuir para que no dérbi de sábado o empate não sirva a ninguém. Com o dérbi no pensamento, Rui Vitória pôde optar por deixar de fora André Almeida e Renato Sanches, dois dos três jogadores que estavam à beira da suspensão, arriscando apenas Jardel. Em Guimarães, Jorge Jesus fez ao contrário: entrou com os jogadores que estavam tapados, perdeu mesmo Ruben Semedo, que viu o quinto amarelo na Liga, mas antes do final do jogo acabou por retirar de campo Slimani, claramente a meter menos de si próprio em cada bola dividida por receio de um incidente que o retirasse do dérbi. Jesus não o fez para o poupar, no entanto. Fê-lo para tentar ganhar o jogo, mesmo que por essa altura o Vitória já estivesse com um homem a menos, por expulsão de Josué. Entrou Barcos, com antes tinham entrado Téo Guitièrrez e Aquilani, todos com a mesma ideia. Quanto aos jogos, o Benfica acabou por navegar com tranquilidade até um 2-0 nascido de mais dois golos de Jonas, um em cada parte. Podia ter marcado mais, mas parece que nunca teve de se esforçar verdadeiramente por isso, tanta foi a superioridade que demonstrou num desafio sem grande história. Em Guimarães, Rui Patrício até foi o primeiro guarda-redes a ter de se empenhar, para deter um remate cruzado de Licá. Mas daí até final foi sempre o Sporting a ter as melhores ocasiões para marcar, vendo Miguel Silva assinar um punhado de manchas de grande qualidade, a impedir Slimani e Ruiz – este por pelo menos duas vezes – de fazer o golo que permitiria aos leões manter o avanço na entrada para o dérbi. Certo é que, com os resultados de hoje, o dérbi de sábado passou a ter ainda outro interessado: o FC Porto. Já a quatro pontos da liderança, os dragões podem beneficiar do que vier a suceder em Alvalade para reentrarem de forma direta na luta pelo título, até por ainda receberem o Sporting em casa, na antepenúltima jornada da competição. E, mesmo que desvalorize o facto de ter agora um só ponto de avanço, lembrando que quem está atrás é que tem de se preocupar, Jesus sabe que, ao contrário do que fez no jogo do título da época passada, tem de entrar no dérbi para ganhar, tão complicado se lhe apresenta o calendário na ponta final.
2016-02-29
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Último Passe

Um Sporting muito abaixo do exigível comprometeu seriamente a continuidade na Liga Europa, ao perder em casa com o Leverkusen, por 1-0, numa noite em que Jesus até foi parco nas poupanças, mas na qual a equipa se mostrou demasiado descontraída e sempre incapaz de meter em campo combinações ofensivas e de criar situações de perigo. Como resultado, os leões foram submetidos durante quase todo o jogo à superioridade dos alemães. O 0-1 foi mesmo um resultado lisonjeiro para a equipa portuguesa, que viu os alemães desperdiçarem as melhores ocasiões para ampliar a marca, incluindo um remate de Bellarabi ao poste a quatro minutos do fim, e podia bem ter ido para casa com a eliminatória resolvida e sem o dilema acrescido acerca do que fazer na segunda mão: poupar ou arriscar para tentar virar. Desta vez, nem a poupança de titulares ou a prioridade à Liga portuguesa serve de justificação para o que se viu em campo. Jesus entrou em campo com a melhor equipa possível, exceção feita às poupanças de Adrien e Slimani, que foram substituídos por Aquilani e Teo Gutièrrez e entraram apenas a meia-hora do fim. Ainda assim, desde cedo se percebeu que o Leverkusen mandava no campo, fruto da superioridade no corredor central, não só em números, pois Mané estava sempre mais perto de Gutièrrez do que dos dois médios, mas também em vigor físico, uma vez que Kramer e Brandt impunham a sua força a William e Aquilani e empurravam a equipa para a frente. O jogo corria pouco fluído, muito à base de ressaltos, e ainda nem tinha tido muitas situações de golo (só um cabeceamento de Toprak por cima e um remate de Jefferson defendido por Leno) quando Bellarabi aproveitou um cruzamento de Jedvaj e a desatenção de Coates e João Pereira para surgir ao segundo poste a emendar para o 0-1. Jesus não mexeu, nem sequer ao intervalo, obedecendo impassível ao plano de jogo previamente desenhado. O desafio pedia um flanqueador como Gelson, pedia a intensidade de Adrien e a profundidade de Slimani, mas se o primeiro não chegou a entrar, os outros dois subiram ao relvado apenas aos 60’, fazendo com que o melhor que se viu dos leões tenham sido as iniciativas individuais de Ruiz e Mané. Quando Adrien e Slimani entraram, já Mehmedi tinha obrigado Rui Patrício a empenhar-se para evitar o 0-2. E antes de as substituições se refletirem no jogo, Ruben Semedo fez-se expulsar com segundo amarelo, acabando de matar as esperanças na reviravolta. Até final, com William Carvalho a defesa-central ao lado de Ewerton, que pouco antes substituíra Coates, o Sporting não chegou sequer a mostrar os dentes. A melhor ocasião de golo ainda pertenceu aos alemães, num remate de Bellarabi ao poste, mas o 0-1 já não se alterou. O que deixa os responsáveis leoninos ante um dilema: o que fazer na segunda mão? É que se as perspetivas de seguir em frente são agora menores, há ainda a somar a tudo isso a certeza de que o jogo de campeonato que se segue à viagem a Leverkusen (visita a Guimarães) pede muito mais poupança do que o próximo (receção ao Boavista).ruiz
2016-02-18
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Artigo

Slimani voltou a bisar em mais uma vitória do Sporting, os 4-0 ao Nacional, na Choupana. Foi o terceiro bis consecutivo do argelino em deslocações dos leões, depois de já ter feito dois golos nos 6-0 ao V. Setúbal e nos 3-1 ao Paços de Ferreira. A última vez que Slimani ficou em branco num jogo fora de Alvalade também tinha sido neste mesmo estádio, quando o Sporting perdeu por 1-0 com o U. Madeira, a 20 de Dezembro do ano passado.   Com estes dois golos, Slimani já chegou aos 22 esta época, sendo 18 na Liga. Está ainda a cinco golos do benfiquista Jonas, mas já assegurou o lugar de melhor marcador sportinguista num campeonato desde que Liedson acabou a Liga com 25 golos, em 2004/05.   Os 47 golos que o Sporting marcou nas primeiras 22 jornadas da Liga também não lhe asseguram o posto de melhor ataque do campeonato, que pertence ao Benfica, mas garantem o melhor registo parcial dos leões desde 2001/02, quando a equipa de Jardel, João Pinto, Pedro Barbosa e Quaresma chegou à 22ª jornada com 50 golos marcados.   Jorge Jesus aumentou para oito a série de vitórias consecutivas sobre Manuel Machado. Ganhou-lhe todos os jogos desde um empate do Benfica com o Nacional na Choupana (2-2), em Fevereiro de 2013.   O Sporting, de resto, continua sem perder com o Nacional desde Fevereiro de 2011 (1-0, para a Liga), tendo desde essa altura defrontado os alvi-negros por 14 vezes, ganhando nove e empatando cinco. O Nacional, aliás, não marca um golo ao Sporting na Liga desde Maio de 2014, somando já 376 minutos seguidos de jogo sem golos aos leões.   Ao vencer o Nacional, o Sporting reassumiu a liderança isolada do campeonato, com 55 pontos em 22 jornadas. São mais oito pontos do que na época passada por esta altura e o melhor registo leonino à 22ª ronda desde que a vitória vale três pontos. Para encontrar um Sporting melhor nesta altura da época é preciso recuar até 1979/80, quando os leões tinham 18 vitórias e dois empates, que pelas regras atuais de pontuação valeriam 56 pontos.   O Nacional, por sua vez, somou a 11ª derrota deste campeonato, apenas duas a menos do que em toda a Liga passada. E passou a ter a certeza de perder os três jogos em casa com os grandes: 1-2 com o FC Porto, 1-4 com o Benfica e 0-4 com o Sporting. Foi a primeira vez desde 2011/12 que os nacionalistas não pontuaram na Choupana com nenhum dos grandes. Nessa época, foram batidos por 2-0 por FC Porto e Benfica e por 3-2 pelo Sporting. E ainda ali perderam por 3-1 com os leões nas meias-finais da Taça de Portugal.   O Sporting voltou a ter dois penaltis num jogo, um convertido por Adrien e outro por Slimani. Já não sucedia aos leões beneficiarem de dois remates dos onze metros desde 30 de Agosto, quando venceram fora a Académica por 3-1. Nessa tarde, porém, Adrien falhou o primeiro e Aquilani marcou o segundo.   Rui Patrício fez o 250º jogo na Liga portuguesa na mesma ilha onde efetuou o primeiro: a Madeira. A estreia foi a 19 de Novembro de 2006, numa vitória por 1-0 frente ao Marítimo, nos Barreiros. O guarda-redes já é o oitavo futebolista com mais jogos pelo Sporting no campeonato, a apenas três partidas de Azevedo.    
2016-02-14
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Último Passe

Um jogo impositivo na Choupana, contra um Nacional que confirmou fragilidades já anteriormente detetadas, permitiu ao Sporting regressar ao comando isolado da Liga. O 4-0 final expressa muito bem a diferença de rendimento entre as duas equipas. Rui Patrício fez a primeira defesa aos 89’, num livre, tão permanente foi o domínio leonino e tão boa foi a presença da dupla de centrais criada entre Coates e Ruben Semedo. Na frente, as combinações trianguladas entre defesa-lateral, médio e extremo geraram inúmeras situações de finalização, só sendo verdadeiramente estranho que a equipa de Jorge Jesus tenha demorado tanto a chegar ao segundo golo e à tranquilidade. Em altura de renovação de contratos com vários jogadores, a equipa renovou a esperança dos adeptos pela forma como respondeu à derrota do Benfica no clássico contra o FC Porto e volta a olhar de cima para baixo para os adversários. É verdade que o Sporting entrou praticamente a ganhar, com um golo a nascer de um canto logo aos 3’, fruto da movimentação veloz de Slimani no ataque à bola. Mas o Nacional, que tentava surpreender em 4x4x2, com Ricardo Gomes perto do regressado Soares, nunca entrou no jogo em condições de ripostar. O jogo sem falhas dos dois centrais leoninos, que começaram pela primeira vez um jogo lado a lado, sempre bem auxiliados por um William Carvalho mais perto do seu real valor, anulava a única arma atacante dos madeirenses, que eram os cruzamentos largos. E, assegurando que tinha mais bola, era uma questão de tempo até o Sporting ampliar a vantagem. Não o fez na primeira parte, na qual Carlos Mané até teve nos pés um lance de golo cantado, na sequência de uma tabela entre Slimani e João Mário, acabou por fazê-lo bem cedo na segunda, num penalti de Adrien. Manuel Machado tentou mudar as coisas, chamando um ataque novo ao relvado. Vieram Román, Bonilha e Rodrigo Pinho, mas continuava a ser o Sporting a mandar, mesmo depois de Jorge Jesus ter começado a gerir a equipa face ao jogo da Liga Europa que aí vem, retirando Adrien e Zeegelaar. O 3-0, marcado por João Mário, na recarga de uma bola de Slimani à barra, matou muito cedo quaisquer esperanças do Nacional ainda reabrir a discussão do resultado e o 4-0, conseguido de penalti por Slimani, confirmou a ideia de que este Sporting vive muito melhor a jogar longe de casa do que em Alvalade: foi como visitante que conseguiu as últimas três vitórias por mais de um golo.  
2016-02-13
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Stats

O Sporting volta a sair de Alvalade, onde tem perdido mais pontos esta época. Desloca-se, porém,ao único estádio onde foi derrotado neste campeonato: a Choupana, onde perdeu com o U. Madeira por 1-0, e para defrontar uma equipa que parece estar a reencontrar a capacidade para ganhar pontos em casa. Dos onze pontos que o Sporting perdeu neste campeonato, mais de metade (seis) foram esbanjados em Alvalade: ali a equipa de Jorge Jesus empatou com Paços de Ferreira (1-1), Tondela (2-2) e Rio Ave (0-0). Fora de casa obteve as últimas duas vitórias por mais de um golo de diferença (6-0 em Setúbal e 3-1 em Paços de Ferreira), tendo cedido apenas cinco pontos: o empate a zero com o Boavista no Bessa e a derrota por 1-0 com o U. Madeira, no mesmo estádio onde vai jogar agora. Ao todo, os leões já conseguiram oito vitórias fora de casa neste campeonato, estando ainda a duas do total da época passada. O Nacional, por sua vez, esteve 17 jogos sem perder em casa entre Dezembro de 2014 (0-1 com o Sporting) e Dezembro de 2015 (1-2 com o FC Porto), mas passou depois uma fase negra da qual parece estar a recompor-se: após derrotas com os portistas, o Benfica (1-4) e o Sp. Braga (2-3), intervaladas por um empate com o Arouca (2-2), já ganhou as duas últimas partidas na Choupana: 1-0 ao Oriental e 3-1 ao Tondela.   Salvador Agra marcou nas últimas três partidas do Nacional na Choupana: fez um golo na derrota frente ao Sp. Braga (2-3), assinou a vitória contra o Oriental (1-0) e bisou nos 3-1 ao Tondela.   Por sua vez, Islam Slimani bisou nas últimas duas deslocações dos leões para o campeonato, que foram também as duas últimas em que participou: os 6-0 em Setúbal e os 3-1 em Paços de Ferreira. Como o argelino não esteve nas viagens a Portimão e Arouca, para a Taça da Liga, isso quer dizer que não fica em branco como visitante desde a ida à Choupana, para jogar com o U. Madeira, a 20 de Dezembro.   O colombiano Freddy Montero, que o Sporting vendeu para o futebol chinês na última abertura de mercado, fez os últimos três golos dos leões ao Nacional, todos em Alvalade. Em Maio de 2015 bisou na vitória leonina por 2-0 e em Setembro fez o golo solitário do 1-0 que deu três pontos à equipa de Jorge Jesus.   Jorge Jesus e Manuel Machado já tiveram desentendimentos públicos, mas os encontros entre os dois têm sido geralmente favoráveis ao treinador do Sporting. Jesus ganhou os últimos sete confrontos com Machado, cinco para a Liga e dois para a Taça da Liga, e não perde pontos com ele desde Fevereiro de 2013, quando o seu Benfica foi empatar com o Nacional à Choupana (2-2). Por sua vez, Machado não ganha a Jesus desde Setembro de 2010, quando o seu V. Guimarães se impôs no Minho ao Benfica por 2-1.   Wyllian pode fazer o 50º jogo com a camisola do Nacional. Estreou-se a 31 de Agosto de 2014, alinhando um minuto na vitória por 2-0 frente ao Arouca e, até hoje, jogou 49 vezes pelo Nacional. Dessas, 39 foram a contar para a Liga, sete na Taça de Portugal e três na Taça da Liga.   O Nacional não ganha ao Sporting desde Fevereiro de 2011. Na altura impôs-se por 1-0 (golo de Mateus) numa partida do campeonato na Choupana. Desde esse jogo, as duas equipas já se encontraram mais 13 vezes, com oito vitórias do Sporting e cinco empates.   Há 286 minutos de jogo que o Nacional não marca ao Sporting no campeonato. Na verdade, os últimos três jogos entre ambos para esta competição acabaram com um zero na baliza leonina: 1-0 na Choupana e 2-0 em Alvalade em 2014/15 e 1-0 em Alvalade já esta época. O último golo do Nacional ao Sporting na Liga foi marcado por Diego Barcellos, num empate a uma bola, em Maio de 2014, na Choupana. Depois, os madeirenses voltaram a marcar, num empate a dois, mas foi para a Taça de Portugal.   O Nacional já viu esta época adiados em um dia as partidas que ia disputar em casa com os outros dois grandes do futebol português. Tanto FC Porto como Benfica começaram a jogar num domingo e acabaram à segunda-feira.
2016-02-12
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O Sporting ficou pela primeira vez em branco nos jogos em casa esta época. Na verdade, o empate a zero com o Rio Ave foi o primeiro nulo ofensivo dos leões no seu estádio desde 26 de Fevereiro de 2015, quando ali empataram sem golos com o Wolfsburg, para a Liga Europa. Ao todo, foram 22 jogos sempre a marcar, que são um recorde deste novo estádio e a melhor série desde os 26 jogos com golos entre Janeiro de 1999 e Maio de 2000, ainda no estádio antigo.   Além de ser o primeiro zero ofensivo do Sporting em casa esta época, este foi também o primeiro jogo de campeonato em que o Rio Ave não marcou como visitante. Os vila-condenses tinham feito golos nas primeiras nove saídas, ainda que ganhando apenas uma: 3-0 em Paços de Ferreira. Pelo caminho, perderam marcando (1-3) com o Benfica na Luz e empataram (1-1) com o FC Porto no Dragão.   Para o Sporting, contudo, este foi o terceiro zero do campeonato, pois os leões já tinham ficado em branco nas visitas ao Boavista (0-0) e ao U. Madeira (1-0). Ao mesmo tempo, porém, também foi o primeiro jogo sem sofrer golos em casa desde a visita do FC Porto, a 2 de Janeiro. Nesse jogo, os leões venceram por 2-0.   Estranhamente, os leões perderam mais pontos em casa neste campeonato – seis, resultantes de três empates com Paços de Ferreira, Tondela e Rio Ave – do que fora, onde só deixaram cinco, fruto do empate com o Boavista e da derrota com o U. Madeira.   Ainda assim, apesar de ter perdido a liderança isolada na Liga – partilha-a agora com o Benfica – a equipa de Jorge Jesus ainda tem mais oito pontos do que na época passada à 21ª jornada (subiu de 44 para 52), detendo a melhor pontuação de qualquer formação leonina desde que a vitória vale três pontos (em 1995). Mesmo convertendo as regras para o modelo atual a pontuação das épocas anteriores, é preciso recuar a 1979/80 para ver um Sporting melhor: nessa época, em que acabou por ser campeão, tinha 17 vitórias, dois empates e duas derrotas à 21ª ronda.   William Carvalho foi substituído pela quarta vez nas últimas cinco jornadas da Liga. Na segunda volta só completou os 90 minutos por uma vez: nos 3-1 ao Paços de Ferreira, saindo duas ao intervalo e outra – agora – antes do último quarto-de-hora.   Depois dos seus cinco jogos sempre a marcar, que foram um recorde pessoal de sempre, Slimani vai com duas partidas seguidas em branco, algo que não lhe acontecia desde Dezembro, quando não marcou ao U. Madeira nem ao Paços de Ferreira (aqui, num jogo da Taça da Liga em que só entrou na última meia-hora). Se procurarmos dois jogos seguidos a titular do argelino sem marcar, teremos de recuar a Setembro, quando ficou a zeros frente a Nacional (1-0) e Boavista (0-0).   Cássio, guarda-redes do Rio Ave que tinha saído de Alvalade com quatro golos nas suas redes na época passada, voltou agora a deixar o estádio dos leões com a baliza virgem, sensação que já tinha experimentado em Janeiro de 2013, quando ali ganhou por 1-0 com o Paços de Ferreira.
2016-02-09
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Ao vencer a Académica por 3-2, o Sporting passou a somar 51 pontos em 20 jogos, ainda a melhor marca da história do clube desde que a vitória vale três pontos. E mesmo que aplicássemos as atuais regras de pontuação às Ligas anteriores à alteração seria necessário recuar até 1948/49 para encontrar uma caminhada tão forte dos leões. Nessa época, que lhe valeu o tricampeonato, o Sporting dos Cinco Violinos chegou à 20ª jornada com 17 vitórias, um empate e duas derrotas, que com as regras atuais dariam 52 pontos.   - 52 pontos são também o máximo de uma equipa de Jorge Jesus nas primeiras 20 jornadas de uma Liga. O atual treinador leonino atingiu-os em 2012/13, no Benfica, quando chegou à 20ª ronda com 16 vitórias e quatro empates. Tinha por esta altura os mesmos pontos do FC Porto, que acabou por ser campeão.   - Este Sporting ganhou 16 dos seus primeiros 20 jogos na Liga, algo que a equipa leonina já não conseguia desde 1979/80, quando bateu em casa o Boavista à 20ª ronda e se manteve a par do FC Porto no topo da tabela, com 16 vitórias, dois empates e duas derrotas. A equipa liderada por Fernando Mendes acabou por ser campeã nacional nessa época.   - Esta foi ainda a quarta reviravolta do Sporting no marcador. Ganhou por 3-2 à Académica depois de ter estado a perder por 1-0, mas já tinha conseguido o mesmo, sempre em Alvalade, contra o Benfica (de 0-1 para 2-1), o Besiktas (de 0-1 para 3-1) e o Sp. Braga (de 0-2 para 3-2).   - Além disso, foi o terceiro jogo consecutivo em Alvalade no qual o Sporting deu avanço. De facto, os últimos três visitantes ao estádio leonino marcaram todos primeiro, mas nenhum venceu: o Sp. Braga perdeu por 3-2, o Tondela empatou a duas bolas e a Académica perdeu também por 3-2.   - O Sporting sofreu, assim, nos últimos três jogos da Liga em casa o dobro dos golos que tinha sofrido no seu estádio para esta competição. Das primeiras sete equipas que ali se deslocaram em jogos da Liga, só Paços de Ferreira (1-1), V. Guimarães (5-1) e Moreirense (3-1) tinham marcado um golo. Agora, Sp. Braga, Tondela e Académica dobraram a dose.   - O Sporting conseguiu o 13º jogo seguido sem peder em casa, desde a derrota por 3-1 com o Lokomoiv de Moscovo. Se contarmos só jogos da Liga, são ao todo 27 partidas sem derrotas em casa, desde que o Estoril ali ganhou, no encerramento da época de 2013/14. O registo atual supera o melhor deste estádio, que foram as 26 partidas seguidas sem derrota no período entre um 0-2 com o Benfica em Dezembro de 2006 e um 1-2 com o FC Porto em Outubro de 2008.   - Outro recorde deste novo estádio batido no jogo com a Académica foi o do total de jogos seguidos do Sporting a marcar em casa. São já 22 os jogos (de todas as competições) consecutivos com golo dos leões, todos desde o empate a zero com o Wolfsburg, em Fevereiro do ano passado. A equipoa continua agora atrás dos 26 jogos sempre a marcar conseguidos em 1999 e 2000 pelos leões de Jozic, Materazzi e Inácio.   - Adrien voltou a marcar à equipa na qual esteve emprestado, obtendo o sétimo golo da época, o segundo de bola corrida, depois de já ter marcado assim ao Benfica. Dos outros cinco, quatro foram de penalti e um quinto, ao V. Guimarães, num livre batido a dois toques.   - Montero voltou a decidir um jogo do Sporting, marcando o 3-2 a seis minutos do fim. Foi o segundo desafio leonino que o colombiano decidiu perto do fim esta época, depois de já ter sido ele o autor do golo que derrotou o Nacional, em Alvalade, aos 86’ (1-0). Além disso, Montero também tomou parte ativa na reviravolta contra o Sp. Braga, mas aí fez o segundo golo de outra vitória por 3-2.   - Slimani voltou a ficar em branco num jogo de campeonato, mais de um mês depois de isso lhe ter acontecido pela última vez. Após o 0-1 frente ao U. Madeira, a 20 de Dezembro, o argelino marcara em cinco jornadas consecutivas, a FC Poto (bis), V. Setúbal (bis), Sp. Braga, Tondela e Paços de Ferreira (outro bis).   - A Académica fez pela primeira vez dois golos fora de casa na Liga desta época – tinha só quatro nas nove primeiras deslocações – mas continua sem ganhar em viagem. A última vitória longe de Coimbra na Liga obteve-a em Moreira de Cónegos, a 8 de Março do ano passado (2-0), seguindo agora com 15 saídas seguidas sem ganhar, a pior série desde as 16 que registou após regressar à I Liga, em 2002. Que se somadas às 14 com que se despediu do escalão em 1999 dão uma conta bem mais redonda.   - O lateral Rafa Soares marcou o primeiro golo na Liga portuguesa, pouco depois de chegar por empréstimo do FC Porto – fazia apenas a segunda partida. Rafa já tinha marcado cinco golos esta época, mas no FC Porto B. E também aí tem mostrado tendência para os jogos com os grandes, pois os seus últimos golos tinham sido nas vitórias sobre as equipas B do Sporting (4-0) e do Benfica (3-0). - Filipe Gouveia completou a ronda de visitas aos três grandes enquanto treinador da Académica e fê-lo sempre a melhor, mesmo tendo sofrido sempre três golos: perdeu por 3-0 com o Benfica na Luz, por 3-1 com o FC Porto no Dragão e agora por 3-2 com o Sporting em Alvalade.
2016-01-31
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Último Passe

A instauração de um processo disciplinar a Slimani pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, na sequência da queixa do Benfica, que acusa o argelino de ter dado uma cotovelada em Samaris, é absolutamente normal. Primeiro porque, ao contrário do que pode parecer pela reação inflamada do Sporting, Slimani não foi castigado. Pode vir a sê-lo, como pode acabar ilibado. Depois porque há uma grande diferença entre o choque de Slimani com Samaris e os lances apresentados pelo Sporting como represália. É uma coisa redonda, que se chama bola, que não está num e aparece nos outros. Aqui chegado, não tenho nada a certeza de que Slimani tenha de ser castigado. Aliás, o argumento apresentado hoje por Octávio Machado parece-me plausível ou pelo menos defensável: o argelino estaria a tentar chegar à bola e para isso tentou tirar da frente o adversário que lhe bloqueava o caminho. Terá sido isso? Ninguém pode garanti-lo. Nem isso nem o seu contrário. Mas a defesa ensaiada por Octávio Machado serve na perfeição para arrumar a um canto as queixas leoninas acerca de lances em que vários jogadores do Benfica são vistos a atingir adversários, nesse mesmo jogo. É que todos esses lances são duros, estão mesmo um pouco para lá dos limites da dureza aceitável, mas em todos a bola está bem presente e a ser disputada pelos intervenientes. Não percebo, por isso, tão inflamadas queixas leoninas acerca da existência de dois pesos e duas medidas, pelo menos no que toda aos lances de futebol. Diferente é se falarmos das motivações por trás de cada queixa. E aí tão mal fica o Sporting, por ter ido a correr compilar imagens de jogo que lhe servissem de represália à queixa benfiquista, como o Benfica, por se ter queixado de Slimani só para se vingar as denúncias acerca dos vouchers, feitas por Bruno de Carvalho. É que se queremos falar de um arquivamento incompreensível, é neste que devemos centrar atenções.
2016-01-27
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Artigo

Slimani continua de pé quente. Ao bisar na vitória do Sporting em Paços de Ferreira (3-1), o argelino fez golos pela quinta jornada consecutiva, pois já tinha marcado dois ao FC Porto (2-0), outros dois ao V. Setúbal (6-0), um ao Sp. Braga (3-2) e outro ao Tondela (2-2). Pelo meio, não jogou na derrota frente ao Portimonense (0-2), para a Taça da Liga. Foi a primeira vez desde que chegou à Europa que Slimani marcou em cinco jogos seguidos: o seu anterior máximo eram quatro partidas a marcar.   - O argelino marcou mais de um golo num jogo pela quarta vez esta época, depois de ter feito um hat-trick ao V. Guimarães (5-1) e bisado nas já referidas partidas frente a V. Setúbal e FC Porto. Na época passada só tinha conseguido dois bis (Penafiel e V. Setúbal), enquanto que na estreia em Portugal (2013/14) nunca marcara mais de um golo num só jogo.   - Além de ter marcado dois golos, Slimani fez ainda a assistência para Bruno César marcar o primeiro dos leões. O argelino não marcava e assistia no mesmo jogo desde Setembro de 2014, quando assistiu Adrien para o primeiro e marcou ele mesmo o terceiro golo de uma vitória por 4-0 frente ao Gil Vicente, em Barcelos.   - Bruno César, por sua vez, fez o terceiro golo com a camisola dos leões, depois de ter bisado na estreia, os 6-0 frente ao V. Setúbal.   - Ao vencer o Paços de Ferreira, o Sporting manteve a liderança, chegando à excelente marca de 48 pontos em 19 jornadas. Tem, ainda assim, menos um ponto do que tinha o Benfica de Jorge Jesus à passagem da mesma ronda: 49. Os 48 pontos são o máximo que os leões conseguem amealhar à 19ª jornada desde que a vitória vale três pontos. E mesmo aplicando as atuais regras de pontuação aos campeonatos anteriores, é preciso recuar até 1969/70 para encontrar um Sporting tão forte. Nessa época, a equipa de Fernando Vaz chegou à 19ª jornada com as mesmas 15 vitórias, três empates e uma derrota, que na altura já lhe davam uma vantagem confortável sobre o segundo, que era o V. Setúbal.   - João Mário fez os passes para os dois golos de Slimani, mostrando que está a aumentar bastante a sua influência na produção ofensiva da equipa. Já tinha feito dois passes de golo nos 6-0 com que o Sporting ganhou em Setúbal e entretanto assistira o mesmo Slimani frente ao Tondela. Ao todo, soma sete assistências na Liga, o que lhe dá o terceiro posto na tabela geral, ao lado de Gaitán, a uma de Jonas e duas de Layun.   - Imparável está também Bruno Moreira. O avançado pacense marcou ao Sporting o 16º golo da época, que é o 12º na Liga. E, na noite em que vestiu a camisola do Paços pela 50ª vez, conseguiu o quinto jogo consecutivo sempre a marcar no Capital do Móvel: já tinha feito um golo nos 2-0 ao Estoril, dois nos 6-0 ao U. Madeira, um nos 2-2 com o Belenenses e ouros dois nos 2-1 ao V. Setúbal.   - Ganhando ao Paços de Ferreira, além disso, o Sporting evitou pela quarta vez esta época passar três jogos seguidos sem vencer, pois vinha de um empate com o Tondela (2-2) e uma derrota com o Portimonense (2-0). Tal como na terceira vez que evitou essa série negra, o Sporting ganhou ao mesmo adversário (Paços de Ferreira) e pelo mesmo resultado (3-1).
2016-01-25
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Último Passe

O Sporting respondeu em Paços de Ferreira como tem de responder um candidato ao título e aliou os movimentos ofensivos que desenvolve sempre e que costumam render golos com regularidade a um incremento de concentração que lhe permitiu aproveitar o primeiro erro cometido no jogo pelo adversário para se adiantar. Isso fez toda a diferença relativamente aos últimos jogos, nos quais os leões tiveram sempre de lutar para recuperar no marcador. A vitória por 3-1 permitiu conservar a liderança isolada na Liga e, mais do que isso, manter em sentido os perseguidores, quando estes já afiavam o dente a pensar na ultrapassagem. Slimani foi mais uma vez o homem do jogo. O argelino trabalhou muito bem para oferecer o primeiro golo a Bruno César, após um lançamento lateral de Jefferson, e fez ele mesmo os outros dois, ambos a passe de João Mário e ambos de grande importância, pois colocaram sempre o adversário a uma distância de conforto. O terceiro, aliás, apareceu um minuto depois de o Paços de Ferreira ter reduzido a desvantagem, já perto do final, quando os leões facilitaram. Quem se lembra do jogo da primeira volta, há-de recordar o momento, nos primeiros minutos, em que Jorge Jesus saltou do banco e correu furiosamente pela linha lateral para recordar aos jogadores que o pacense João Góis fazia lançamentos laterais longos na direita. Em Paços de Ferreira, por mais de uma vez, ninguém se opôs aos lançamentos de Góis. Num deles, a falta de agressividade no ataque à bola dos jogadores leoninos permitiu que esta chegasse a Bruno Moreira, que reabriu o jogo com um cabeceamento difícil mas eficaz a cobrir Rui Patrício. A vitória no terreno do quinto classificado, pela forma clara como foi construída, vem dar um impulso importante ao discurso de Jorge Jesus, que antes do jogo recusou de forma veemente o cenário de crise que lhe traçavam face ao empate com o Tondela e à derrota com o Portimonense. É verdade que os leões viram reduzir drasticamente nas últimas semanas a vantagem que chegaram a ter para o Benfica, mas ao mesmo tempo entram agora para uma dupla jornada em casa, frente à Académica e ao Rio Ave, em semanas nas quais os encarnados visitarão Moreirense e Belenenses. E a seguir aparece o Benfica-FC Porto. Até meados de Fevereiro a Liga vai aquecer.
2016-01-24
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Stats

O Sporting segue com dois jogos seguidos sem vitória: empate caseiro com o Tondela (2-2) para a Liga e derrota (2-0) com o Portimonense na Taça da Liga. A última vez que isso lhe aconteceu, teve como adversário à terceira partida precisamente o Paços de Ferreira e respondeu bem: ganhou por 3-1 em casa, para a Taça da Liga, a 29 de Dezembro, depois de ter perdido consecutivamente com o Sp. Braga (4-3, na Taça de Portugal) e o U. Madeira (1-0, na Liga). Aliás, esta época, os leões ainda não estiveram mais de dois jogos consecutivos sem vencer. A estas últimas duas séries – a atual e a de Dezembro – juntam-se mais duas. Em Agosto, a equipa de Jorge Jesus empatou em casa com o Paços de Ferreira (1-1) e perdeu em Moscovo com o CSKA (3-1), mas foi capaz de reagir ao terceiro jogo, ganhando em Coimbra à Académica (3-1). Depois, entre finais de Setembro e início de Outubro, empataram consecutivamente no Bessa com o Boavista (0-0) e em Istambul com o Besiktas (1-1), ganhando o terceiro jogo ao V. Guimarães (5-1). Na verdade, a última vez que os leões estiveram três jogos seguidos sem ganhar foi em Fevereiro e Março do ano passado, quando ao empate caseiro com o Wolfsburg (0-0), que ditou o afastamento da Liga Europa, se sucederam a derrota frente ao FC Porto no Dragão (0-3) e o empate com o Nacional na Choupana (2-2), que ao menos deixava a equipa de Marco Silva em boa posição para a segunda mão da meia-final da Taça de Portugal que acabaria por ganhar. Tão preocupante para Jesus como a atual série de resultados será seguramente a incapacidade defensiva que a equipa tem revelado nos últimos jogos, pois encaixou seis golos nas derradeiras três partidas: 3-2 ao Sp. Braga antes do 2-2 com o Tondela e do 0-2 com o Portimonense. Isso já não é novidade na presente temporada, ainda que na única vez que tal lhe acontecera – em Dezembro – tenha sido preciso um prolongamento: 3-4 com o Sp. Braga, 0-1 com o U. Madeira e 3-1 ao Paços de Ferreira. O que é novo é a tendência para os leões saírem atrás no marcador: ao intervalo dos últimos três jogos perdiam por 2-0 com o Sp. Braga e por 1-0 tanto com o Tondela como com o Portimonense. Nos 32 jogos oficiais que leva esta época, o Sporting só teve um 0-0 (com o Boavista, no Bessa) e nos 31 restantes marcou primeiro em 22. Dos nove em que teve de suportar um primeiro golo do adversário, só ganhou três vezes, a Benfica (2-1, após prolongamento), Besiktas (3-1) e Sp. Braga (3-2).   - O Paços de Ferreira não perdeu nenhuma das cinco partidas que já fez em 2016, tendo ganho duas: 2-0 ao Tondela e 2-1 ao V. Setúbal, ambas para a Liga. A última derrota dos castores aconteceu precisamente contra o Sporting, no último jogo de 2015, a 29 de Dezembro: 3-1 em Alvalade para a Taça da Liga. No campeonato não perdem desde 5 de Dezembro, quando foram batidos pelo FC Porto, no Dragão, por 2-1.   - Slimani, que não jogou na derrota do Sporting em Portimão, para a Taça da Liga, marcou nas últimas quatro partidas em que subiu ao relvado, que foram também as últimas quatro dos leões na Liga: aos bis ao FC Porto (2-0) e ao V. Setúbal (6-0), juntou o golo da vitória contra o Sp. Braga (3-2) e um outro no empate com o Tondela (2-2). Até hoje, nunca Slimani fez golos em cinco jornadas seguidas.   - Bruno Moreira, o goleador do Paços de Ferreira, tem estado imparável nos jogos em casa: vai com quatro seguidos sempre a marcar no Estádio Capital do Móvel, onde não fica a zeros desde 22 de Novembro (1-2 com o Rio Ave). Desde então, fez um golo nos 2-0 ao Estoril, dois nos 6-0 ao U. Madeira, um nos 2-2 com o Belenenses e outros dois nos 2-1 ao V. Setúbal.   - Além desse desafio, que será marcar na quinta partida consecutiva no Estádio Capital do Móvel, Bruno Moreira tem a oportunidade de jogar pela 50ª vez com a camisola do Paços de Ferreira. Dos 49 jogos que já fez, 43 foram para a Liga, tendo nessa competição feito 21 golos. Bruno Moreira atuou ainda cinco vezes na Taça de Portugal (com oito golos marcados) e uma na Taça da Liga (em que ficou em branco).   - Jorge Simão, treinador do Paços de Ferreira, vai para o sétimo jogo contra um grande e ainda procura a primeira vitória, mas já conseguiu empatar duas vezes, uma delas frente ao Sporting. Nos dois jogos em que enfrentou os leões, ambos em Alvalade, já ao serviço da equipa nortenha, obteve um empate a uma bola para a Liga, na primeira volta, e perdeu por 3-1 para a Taça da Liga.   - Além disso, Simão nunca ganhou a Jorge Jesus. Aliás, o empate de Alvalade, na primeira volta, foi mesmo a única ocasião em que evitou a derrota. Antes desse empate (e do desaire por 3-1, para a Taça da Liga, já referido), soma-lhe uma derrota por 2-0 no Restelo, ainda aos comandos do Belenenses, e frente ao Benfica, em 2014/15.   - Jorge Jesus só perdeu três vezes na Liga no ano de 2015, todas fora de casa e uma delas em Paços de Ferreira. Faz exatamente um ano na terça-feira que o Benfica de Jesus saiu do Estádio Capital do Móvel vergado a uma derrota por 1-0 (penalti convertido por Sérgio Oliveira ao minuto 90’), perdendo a oportunidade de se distanciar do FC Porto, que na véspera tinha pedido com o Marítimo nos Barreiros. Depois dessa derrota, Jesus ainda perdeu um jogo no Benfica (2-1 frente ao Rio Ave) e outro já no Sporting (1-0 com o U. Madeira).   - Os jogos entre Paços de Ferreira e Sporting costumam dar golos e sempre para os dois lados. Nas últimas cinco partidas entre as duas equipas, ambas marcaram, com duas vitórias leoninas por 3-1 (recentemente em Alvalade, para a Taça da Liga, e em Abril de 2014, em Paços de Ferreira, para o campeonato) e três empates a uma bola. A última vez que alguém ficou em branco já foi há mais de dois anos: em Dezembro de 2013, o Sporting ganhou em Alvalade ao Paços por 4-0.   - O Paços de Ferreira não ganha ao Sporting desde Maio de 2013, quando ali venceu na ponta final do campeonato, por 1-0, um resultado importante na sua caminhada para o terceiro lugar e que foi também relevante no afastamento dos leões dos lugares de acesso às competições europeias. O lateral Tony fez o golo solitário dessa vitória, da qual restam na capital do móvel o defesa Ricardo, o extremo Manuel José e o avançado Cícero, entretanto regressado da Turquia.
2016-01-23
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Artigo

Ao empatar com o Tondela (2-2), o Sporting não conseguiu obter a 12ª vitória consecutiva em jogos em casa, ficando a um jogo de igualar a série estabelecida em 1999/00 pela equipa que era comandada por Giuseppe Materazzi e depois Augusto Inácio e que acabou por ser campeã nacional. Ao todo, os leões obtiveram agora 11 vitórias seguidas desde a derrota contra o Lokomotiv Moscovo (1-3), a 17 de Setembro do ano passado, igualando outras duas séries de onze vitórias conseguidas em 2007/08 e em 2012.   - O facto de terem feito dois golos ao Tondela permitiu aos leões marcarem em 21 jogos seguidos em Alvalade, não ficando ali em branco desde o empate a zero com o Wolfsburg, em Fevereiro do ano passado. A equipa atual igualou assim a série obtida em 2007/08, entre uma derrota com o Manchester United (0-1, em Setembro de 2007) e outra com o Glasgow Rangers (0-2, em Abril de 2008).   - Entre os autores dos golos leoninos esteve Slimani, que marcou o primeiro, nessa altura a fazer o empate (1-1). Dessa forma, Slimani marcou nos últimos quatro jogos do Sporting, igualando a sua melhor série desde que chegou a Alvalade. O argelino fez agora golos a FC Porto, V. Setúbal, Sp. Braga e Tondela, quando em Fevereiro e Março de 2014 tinha marcado sucessivamente a Rio Ave, Sp. Braga, V. Setúbal e FC Porto.   - Os golos de Slimani e Gelson Martins foram obtidos em inferioridade numérica, devido à expulsão de Rui Patrício, sendo a segunda vez esta época que o Sporting consegue chegar ao golo nessas condições. Já lhe tinha acontecido em Arouca, quando Slimani marcou o 1-0 após a expulsão de Naldo.   - Rui Patrício foi expulso pela segunda vez esta época, depois de ter visto o vermelho, também por causa de uma grande penalidade, em Elbasan, contra o Skenderbeu. Ao todo, os leões já viram cinco cartões vermelhos, pois além de Patrício e Naldo (nesse jogo com o Arouca) também João Pereira (contra o P. Ferreira) e João Mário (frente ao CSKA) receberam ordem de expulsão.   - Petit tirou mais dois pontos ao Sporting, depois de já ter forçado os leões a um empate quando ainda comandava o Boavista: 0-0 no Bessa. A presença do treinador no banco visitante e o facto de o Sporting ter chegado à vantagem por 2-1 com menos um jogador são dois factos em comum com a última visita do árbitro Luís Ferreira a Alvalade. No campeonato passado, foi depois de Ferreira ter mostrado o vermelho a Tobias Figueiredo que o Sporting chegou ao 2-1 frente ao Boavista, mas ao contrário do que aconteceu agora, a equipa de Petit já não conseguiu empatar.   - O penalti convertido por Nathan Junior foi o primeiro que o Tondela transformou em golo esta época, depois de a equipa beirã já ter falhado quatro, contra o Estoril (Piojo), o Nacional (Nathan), o FC Porto (Chamorro) e o V. Setúbal (Guzzo).   - Foi também o quinto golo de penalti sofrido pelo Sporting esta época, depois de já ter sido assim batido por P. Ferreira (Pelé), Académica (Rabiola), Lilaj (Skenderbeu) e Rafael Martins (Moreirense).   - O Tondela marcou golos pela terceira deslocação consecutiva, depois de ter ganho por 3-2 no terreno do Rio Ave e de ter perdido por 2-1 em Coimbra com a Académica.   - Com os dois golos sofridos contra o Tondela, o Sporting deixou de ter a defesa menos batida da Liga, pelo menos até o FC Porto (10 golos sofridos) jogar em Guimarães. Os leões sofreram onze golos nas primeiras 18 jornadas (quatro deles nos últimos dois jogos) e têm, mesmo assim, a melhor defesa do clube neste total de partidas desde que lá chegaram com 10, em 1996/97.
2016-01-16
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Último Passe

O Sporting deixou dois pontos que podem vir a fazer-lhe muita falta na luta pelo título ao empatar em casa com o último classificado, o Tondela, na partida de abertura da segunda volta. O 2-2 final reflete uma exibição positiva da equipa de Petit, que soube jogar em todo o campo e aproveitar os desequilíbrios defensivos dos leões no corredor central, mas também o facto de o líder ter tirado o pé do acelerador assim que chegou à vantagem, numa virada em que muitos não acreditariam. O destaque vai para os velocistas que o Tondela teve na frente, sempre capazes de desestabilizar a linha defensiva leonina, mas também para Gelson Martins e Ruiz, que pelo que fizeram no início da segunda parte não mereciam a traição dos jogadores das linhas recuadas. O primeiro problema para o Sporting foi ter entrado desligado. Falhando muitos passes no início de organização, onde o Tondela metia sempre gente, recusando defender à entrada da sua área, o líder aparecia desconcentrado e lento. Quando o Tondela chegou à vantagem, num penalti convertido por Nathan, a meio da primeira parte, o Sporting não tinha feito nada para justificar aquilo a que vinha, parecendo estar apenas à espera de ver o que o jogo lhe trazia. Como se o facto de o primeiro receber o último em clima de euforia bastasse para somar três pontos. A expulsão de Rui Patrício, no lance da grande penalidade, veio retardar a reação leonina até à segunda parte. Mas aí, sim, com a entrada de Gelson por William – mais um mau jogo do 14 leonino – e certamente as palavras de Jesus no balneário, o leão pareceu o líder do campeonato. Concentrado no que interessa e finalmente a meter velocidade no jogo, muito por força do futebol de filigrana de Bryan Ruiz e da capacidade de Gelson Martins para desequilibrar no um contra um, o Sporting chegou com naturalidade à vantagem. Teve alguma sorte no golo com que Slimani fez o empate – o ressalto num adversário traiu Matt Jones – mas continuou a carregar e viu o esforço premiado com o 2-1, marcado por Gelson. Aí, a jogar com menos um, com meia hora por jogar, a tentação do Sporting foi controlar o ritmo de jogo, algo que já se sabe que esta equipa faz menos bem. Petit percebeu que podia tirar alguma coisa do jogo, fez entrar mais um avançado – Chamorro – e teve prémio no golo em que o espanhol bateu Jefferson em velocidade antes de fazer a bola passar entre as pernas de Boeck. O Sporting até tem tirado pontos dos últimos minutos dos jogos, mas uma coisa é fazê-lo quando está centrado na busca de um objetivo e outra, bem mais complicada, é voltar a ligar o motor depois de ter feito tudo para o desligar. Isso, o Sporting já não conseguiu fazer. E fica agora à mercê dos resultados que Benfica e FC Porto fizerem no Estoril e em Guimarães e pode ver a vantagem na liderança reduzida para dois pontos.
2016-01-15
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Stats

O Sporting recebe o Tondela com a noção de que uma vitória pode ser fundamental para a equipa pelo menos manter a vantagem sobre os rivais diretos na luta pelo título e a saber que, ganhando, supera mais um recorde recente do clube e iguala outra marca de uma equipa que acabou por ser campeã nacional – no caso a de 1999/00. É que os leões seguem com onze vitórias seguidas em jogos em casa, desde a derrota com o Lokomotiv Moscovo, a 17 de Setembro, e se conseguirem o 12º sucesso atingem uma marca que nenhuma equipa leonina obtém desde o período entre Setembro de 1999 e Fevereiro de 2000. Com vários pontos em comum com a atualidade, a começar pela presença de Jorge Jesus no início e de um certo Petit no final. A diferença é que se em 1999/00 Jesus era o treinador da equipa que foi a última a travar os leões antes da tal série de 12 jogos seguidos a ganhar em casa – treinava o Estrela da Amadora que saiu de Alvalade com um empate a um golo, a 20 de Setembro de 1999 – agora dirige os leões. Estava no banco no dia 17 de Setembro de 2015, quando o Sporting se viu pela última vez impedido de ganhar em casa, saindo derrotado da partida da primeira jornada da Liga Europa, frente ao Lokomotiv de Moscovo (1-3). E por lá continuou nas onze vitórias que se seguiram: 1-0 ao Nacional, 5-1 ao V. Guimarães, outra vez 5-1 ao Skenderbeu, 1-0 ao Estoril, 2-1 (após prolongamento) ao Benfica, 1-0 ao Belenenses, 3-1 ao Besiktas, ao Moreirense e ao Paços de Ferreira, 2-0 ao FC Porto e 3-2 ao Sp. Braga. Esta série de onze vitórias já igualou duas outras conseguidas pelos leões no passado recente. A última foi entre Fevereiro e Agosto de 2012, entalada entre uma derrota contra o Gil Vicente (0-1 para a Taça da Liga) e outra frente ao Rio Ave (0-1, já no campeonato seguinte). Antes disso, os leões tinham conseguido as mesmas onze partidas a ganhar sucessivamente no seu estádio entre Dezembro de 2007 (1-1 com a U. Leiria, no campeonato) e Março de 2008 (1-1 com o Benfica, ainda na Liga). Para se encontrarem doze jogos ganhos em casa de enfiada é preciso então recuar até 1999/00. Depois do tal empate a uma bola contra o E. Amadora de Jesus, o Sporting passou até pela troca de Giuseppe Materazzi por Augusto Inácio (à segunda partida), mas ganhou consecutivamente a Viking Stavanger (1-0), Boavista (2-0), Sp. Braga (2-0), Campomaiorense (1-0), U. Leiria (2-0), Rio Ave (2-1), Marítimo (4-2), U. Leiria (1-0), Salgueiros (2-0), Santa Clara (4-1), Farense (3-1) e Dragões Sandinenses (3-0). A série foi interrompida a 19 de Fevereiro de 2000, num empate a uma bola face ao Gil Vicente onde despontava um tal… Petit, que agora treina o Tondela.   - O Sporting segue ainda com 20 jogos seguidos a marcar golos em casa, todos desde o empate a zero com o Wolfsburg, em Fevereiro do ano passado. Se marcar ao Tondela, a equipa de Jesus vai igualar a série de 21 partidas consecutivas a fazer golos em casa obtida em 2007/08, entre uma derrota (0-1) com o Manchester United (a 19 de Setembro de 2007) e outra (0-2) com o Glasgow Rangers (a 10 de Abril de 2008).   - Murillo fez golos nas duas últimas partidas do Tondela fora de casa. Em Vila do Conde ajudou à primeira vitória do clube na condição de visitante (3-2 ao Rio Ave), enquanto que em Coimbra o seu golo não chegou para evitar a derrota face à Académica.   - Petit já roubou pontos ao Sporting esta época, ainda na condição de treinador do Boavista: os leões não foram além de um empate a zero na visita ao Bessa. Na época passada, em que também esteve no Boavista, o treinador do Tondela perdeu os três jogos frente aos leões: 3-1 e 2-1 na Liga e 1-0 na Taça da Liga, em Alvalade.   - Nunca uma equipa de Petit fez golos a uma equipa de Jesus, no entanto. Além do 0-0 no Boavista-Sporting desta época, há a registar duas derrotas dos axadrezados contra o Benfica na temporada anterior: 0-1 no Bessa e 0-3 na Luz.   - Slimani marcou golos nos últimos três jogos do Sporting, bisando contra FC Porto e V. Setúbal e fazendo o golo da vitória ao Sp. Braga. Se marcar ao Tondela iguala a melhor série que conheceu em Portugal, datada de Fevereiro e Março de 2014. Nessa altura fez golos consecutivamente a Rio Ave, Sp. Braga, V. Setúbal e FC Porto. Três dos adversários são repetentes.   - Se jogar, como é previsível, Rui Patrício iguala Manuel Marques como sexto jogador com mais partidas pelo Sporting em toda a história do clube: 355. À frente dos dois só ficarão Oceano (401), Azevedo (410), Manuel Fernandes (433), Damas (444) e Hilário (471).   - Para marcar outro encontro com a história nesta partida, o Sporting teria de golear: segue neste momento com 4995 golos marcados no campeonato, encontrando-se a cinco da marca dos 5000. À frente dos leões estão FC Porto, com 5062, e Benfica com 5512.   - Sporting e Tondela só se defrontaram uma vez e foi no jogo inaugural desta Liga. Ganharam os leões por 2-1, em Aveiro, mas o golo da vitória só surgiu em tempo de compensação, marcado por Adrien, de penalti.   - Luís Ferreira, o árbitro do jogo, só apitou uma vez o Sporting e foi num jogo contra uma equipa de Petit: o Sporting-Boavista que os leões ganharam por 2-1, na Liga anterior, chegando à vantagem em inferioridade numérica, depois da expulsão de Tobias Figueiredo logo a abrir a segunda parte. Também só apitou o Tondela uma vez, tendo os beirões perdido contra o Boavista (1-0), cujo treinador era… Petit, pois então.
2016-01-14
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Artigo

A reviravolta do Sporting frente ao Sp. Braga, de 0-2 para 3-2, foi a primeira que os leões consumaram depois de estarem a perder por dois golos ao intervalo na Liga desde 10 de Abril de 1998, quando em visita ao Campomaiorense saíram para o descanso a perder por 3-1 e acabaram por se impor por 5-3. Demetrius fez os três golos dos alentejanos na primeira parte, tendo os leões respondido com um hat-trick de Paulo Alves e golos de Oceano e Edmilson.   - Caso se procure por uma reviravolta leonina depois de estar a perder por 2-0 ao intervalo, já é preciso recuar a 24 de Fevereiro de 1963. Nessa altura, a equipa liderada por Juca perdia em casa com o V. Guimarães por 2-0 (marcaram Armando e Lua) e acabou por vencer por 4-2, graças a golos de Augusto, Lúcio e a um bis de Osvaldo Silva. A vitória, porém, não foi tão dramática, pois os leões chegaram à vantagem aos 63’. - Contando jogos de outras competições, os leões operaram uma reviravolta épica contra o Benfica, na Taça de Portugal, em Abril de 2008, quando recuperaram de um 0-2 em casa contra o Benfica (golos de Rui Costa e Nuno Gomes) para um 5-3 final - marcaram Yannick (dois), Liedson, Derlei e Vukcevic, tendo Cristian Rodriguez feito o terceiro dos encarnados.   - Esta foi ainda a quinta vitória que o Sporting arrancou nos últimos cinco minutos na presente edição da Liga. Duas delas aconteceram nos descontos: 2-1 ao Tondela em Aveiro com um golo de Adrien aos 90+8’ e 1-0 em casa ao Belenenses com o tento de William Carvalho aos 90+3’. Slimani, que desta vez marcou o golo da vitória ao minuto 90 já o tinha feito no 1-0 com que o Sporting bateu o Arouca. E Montero decidiu a partida em casa com o Nacional, fazendo o golo aos 86’.   - Muito graças a essas vitórias arrancadas a ferros, o Sporting foi campeão de Inverno, título não oficial que se atribui à equipa que lidera a Liga após o fim da primeira volta. Os leões não estavam na frente à viragem da prova desde 2004/05, quando chegaram à 17ª jornada com os mesmos 31 pontos de FC Porto e Benfica. Nesse ano acabaram a Liga em terceiro. Mas na última vez que viraram para a segunda volta isolados foram campeões: foi em 2001/02, que a equipa de Bölöni entrou na segunda volta com três pontos de avanço sobre o Boavista e já não cedeu o primeiro lugar.   - Já Jorge Jesus conquistou os últimos cinco títulos de campeão de Inverno, quatro deles pelo Benfica, mas em dois dos quatro que já chegaram ao fim ainda perdeu a Liga: em 2011/12 perdeu uma vantagem de dois pontos para o FC Porto e em 2012/13 chegou a meio caminho com os mesmos pontos dos dragões, acabando a prova em segundo lugar. Em 2013/14 fez alargou uma vantagem sobre o Sporting que a meio era de dois pontos e na época passada fez valer os seis pontos de avanço que levava sobre os dragões à 17ª jornada.   - Os 44 pontos que o Sporting somou na primeira volta são o melhor pecúlio dos leões desde que a vitória vale três pontos. Aplicando as atuais regras de pontuação, desde 1969/70 que a equipa de Alvalade não amealhava tanto nas primeiras 17 jornadas. Nesse campeonato, tal como agora, ganhou 14 e empatou dois dos 17 primeiros jogos. E seguiu em frente até ser campeão, interrompendo um ciclo de vitórias do Benfica.   - Slimani marcou golos pelo terceiro jogo consecutivo na Liga, depois de dois bis ao FC Porto e ao V. Setúbal. É a segunda vez que tal lhe sucede. Aliás, a sua melhor série é de quatro jornadas seguidas a marcar, frente a Rio Ave, Sp. Braga, V. Setúbal e FC Porto, em Fevereiro e Março de 2014. É no mínimo curioso que os adversários sejam agora os mesmos.   - Wilson Eduardo voltou a marcar ao Sporting. Já o tinha feito no jogo da Taça de Portugal, esta época, com a camisola do Sp. Braga, e antes fizera-o pela Académica e pelo Olhanense. Ao todo, são quatro golos em oito jogos do avançado formado em Alvalade contra a equipa que o viu crescer.   - Foi a 11ª vitória seguida do Sporting em Alvalade, desde a derrota com o Lokomotiv Moscovo (1-3), a 17 de Setembro. Os leões igualaram a série de onze jogos seguidos a ganhar em casa que tinham registado entre Fevereiro e Maio de 2012, mas podem superá-la na receção ao Tondela, já na sexta-feira.   - Foi, ainda, a 20ª partida seguida do Sporting a marcar golos em casa, desde o 0-0 com o Wolfsburg, em Fevereiro do ano passado. Esta é já a série mais longa de jogos dos leões a marcar em casa desde 2007/08, quando marcaram sempre em 21 jogos consecutivos.   - Foi ainda a primeira vitória do Sporting sobre uma equipa liderada por Paulo Fonseca na Liga. Até aqui, o treinador do Sp. Braga já tinha ganho ao Sporting com o P. Ferreira (duas vezes por 1-0 em 2012/13) e uma com o FC Porto (3-1), em 2013/14, empatando as duas partidas no regresso aos castores (sempre 1-1), em 2014/15. A única vez que o Sporting tinha vencido Paulo Fonseca tinha sido na Taça da Liga de 2012/13: 1-0 em Alvalade ao Paços de Ferreira.
2016-01-11
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Último Passe

Há pelo menos duas formas de olhar para a reviravolta que o Sporting conseguiu contra o Sp. Braga em Alvalade, acabando por vencer por 3-2 um jogo que parecia perdido ao intervalo, quando eram os minhotos a liderar por 2-0. Uma é concentrarmo-nos no caráter, na coragem e na qualidade de jogo ofensivo que os leões mostraram na segunda parte. Outra é olhar para a apatia do seu jogo defensivo durante o primeiro tempo. Sem descontar a qualidade do Sp. Braga, que está perto dos grandes e pode sempre discutir qualquer jogo com eles, consensual será apenas que este foi o terceiro grande espetáculo de futebol consecutivo em jogos entre estas duas equipas. Os três pontos que os leões somaram – e a forma como a eles chegaram, com um golo de Slimani em cima do minuto 90 – foram celebrados de forma entusiasta por um estádio cheio, que verá neles uma espécie de premonição de conquistas que estarão para vir. Mas, mesmo tendo reforçado que no primeiro tempo o Sporting teve ocasiões para fazer golos, certamente que Jorge Jesus não deixará de alertar os seus jogadores para o facto de na primeira parte se terem mostrado apáticos, lentos na reação e passivos sem bola. É certo que Slimani podia ter aberto o ativo, que Paulo Oliveira acertou com uma cabeçada no poste, mas defensivamente a equipa não se entendia com o futebol rápido dos bracarenses, sobretudo de Rafa, uma enguia a escapulir-se aos defensores leoninos. E se tinha escapado incólume a um início fraco, com o Sp. Braga por cima, o Sporting acabou por sucumbir a dois lances perto do intervalo, que valeram outros tantos golos a Wilson Eduardo e ao próprio Rafa. À entrada para a segunda parte, já se sabia que só um Sporting intenso podia sonhar com a ideia de uma reviravolta. Gelson entrou para o lugar de um William demasiado pausado e mexeu com o jogo por três ordens de razões. Primeiro, porque, forçando muitas vezes o um-para-um, desestabilizou a defesa do Sp. Braga. Depois porque, permitindo a passagem de João Mário para o corredor central, deu aos leões mais qualidade no seu jogo. E por fim porque foi num cruzamento dele que André Pinto cometeu o penalti que deu o 1-2 à equipa da casa, marcado por Adrien. Depois do golo, o Sporting acreditou, forçou ainda mais, com a entrada de Montero para o lugar de Bruno César, e esteve muitas vezes perto do empate, que acabou por obter com alguma sorte, quando Jefferson falhou um remate, Montero recuperou a bola e bateu Kritciuk. Faltava um quarto de hora para o final. E se por um lado o Sp. Braga se recompunha, com as entradas de Alan e Stojiljkovic, aproximando-se mais do 4x3x3, o Sporting acusava o esforço. A saída de João Mário, esgotado, parecia corresponder a uma desistência leonina de chegar mais longe e foi Rafa, nessa altura, quem esteve mais perto de desbloquear o jogo para os visitantes. Até que Ruiz e Slimani resolveram o jogo – o costa-riquenho com um cruzamento milimétrico, o argelino, que até já tinha falhado dois golos cantados, com um cabeceamento letal. O Sporting ganhava um jogo que parecia ter perdido e, antes de FC Porto e Benfica jogarem, garantira que chegará ao fim da primeira volta pelo menos com quatro pontos de avanço sobre o segundo. Mas para os manter – e tendo em conta que acaba o campeonato com deslocações ao Dragão e a Braga nas últimas três jornadas, convém que os mantenha – terá de ser mais vezes a equipa intensa da segunda parte e menos o coletivo apático da primeira.
2016-01-10
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Stats

O Sporting entra na última jornada da primeira volta com a certeza de que virará a metade do campeonato em primeiro lugar, mas o nível de conforto dependerá do resultado que fizer contra o Sp. Braga, equipa comandada pela nemesis dos leões: Paulo Fonseca. O atual técnico bracarense é dos poucos treinadores da Liga portuguesa que tem um saldo favorável no confronto com o Sporting, tendo-o construído em clubes de menor dimensão. Ao todo, o atual técnico do Sp. Braga já defrontou os leões por oito vezes, tendo ganho quatro (ainda que uma após prolongamento) empatado três e perdido apenas uma: na Taça da Liga de 2012/13, por 1-0, em Alvalade, com o Paços de Ferreira. Na Liga, o saldo é amplamente favorável a Fonseca: duas vitórias por 1-0 com o Paços de Ferreira em 2012/13, uma vitória por 3-1 com o FC Porto no Dragão em 2013/14 e dois empates a uma bola outra vez com o Paços de Ferreira em 2014/15. Além destes jogos, há ainda a registar um empate a zero, com o FC Porto, em Alvalade, para a Taça da Liga e a recente vitória por 4-3 (ainda que após prolongamento), já com o Sp. Braga, para a Taça de Portugal. Já no confronto com Jorge Jesus, de quem até foi jogador no E. Amadora, em 2002/03, na II Divisão de Honra, Fonseca tem saldo negativo, ainda que com a particularidade de ter ganho as duas últimas partidas: 4-3 na recente eliminatória da Taça de Portugal e 1-0 com o Paços de Ferreira na Liga passada. Ao todo, porém, Jesus ainda tem vantagem, com cinco vitórias (uma delas contra o FC Porto, por 2-0, na Liga de 2013/14), um empate e estas duas derrotas mais recentes.   - Jorge Jesus defrontou o Sp. Braga por 18 vezes desde que abandonou a Pedreira. Ganhou metade (nove), já tendo sofrido seis derrotas, com a particularidade de três delas terem sido nos últimos quatro jogos. Na época passada, ainda no Benfica, Jesus perdeu com o Sp. Braga por 2-1 no Minho para Liga e pelo mesmo resultado na Luz para a Taça de Portugal, tendo ganho a partida em casa para a Liga por 2-0. Esta época, já no Sporting, foi eliminado da Taça de Portugal em Braga por 4-3.   - O Sporting procura a 11ª vitória consecutiva nos jogos em casa, depois de ter pedido com o Lokomotiv Moscovo (1-3), a 17 de Setembro. Desde então, os leões ganharam sucessivamente a Nacional (1-0), V. Guimarães (5-1), Skenderbeu (5-1), Estoril (1-0), Benfica (2-1, após prolongamento), Belenenses (1-0), Besiktas (3-1), Moreirense (3-1), P. Ferreira (3-1) e FC Porto (2-0). A última série de 11 vitórias seguidas dos leões no seu estádio a aconteceu entre Fevereiro e Maio de 2012, coincidindo com o final da época, e foi interrompida logo no arranque da Liga seguinte, com uma derrota por 1-0 frente ao Rio Ave.   - Além disso, os leões marcaram golos em casa nos últimos 19 jogos, não ficando em branco desde o empate a zero com o Wolfsburg, em Fevereiro do ano passado. É a mais longa série de jogos sempre a marcar da equipa leonina em casa desde os 21 desafios consecutivos a marcar que obteve entre Setembro de 2007 (0-1 com o Manchester United) e Abril de 2008 (0-2 com o Glasgow Rangers).   - Suceda o que suceder neste jogo, o Sporting já garantiu que chegará ao final da primeira volta da Liga isolado no primeiro lugar. Os leões não eram campeões de Inverno desde 2001/02, quando viraram com três pontos de avanço sobre o Boavista, e acabaram por ser campeões. Nessa Liga, porém, o Sporting chegou à 17ª jornada com 36 pontos, pecúlio menor do que os 41 que já têm neste momento. Além disso, com a recente vitória em Setúbal, por 6-0, os leões asseguraram também um arranque melhor do que em 1990/91, o arranque mais fulgurante da história recente do clube: nessa altura, apesar de terem ganho as primeiras onze partidas, os leões já chegaram à 17ª jornada com três derrotas e um empate, o que com as atuais regras de pontuação valeria apenas 40 pontos.   - Mesmo que ganhe ao Sp. Braga, o Sporting fará, no máximo, 44 pontos nas primeiras 17 jornadas. São menos dois do que os que tinha o Benfica de Jorge Jesus na época passada, quando se sagrou campeão de Inverno com 15 vitórias, um empate e uma derrota.   - O Sp. Braga procura o nono jogo seguido sem derrota, o que lhe permitiria igualar a melhor série desta época. A equipa de Paulo Fonseca esteve sem perder exatamente nove jogos entre os desaires no Estoril (1-0, a 12 de Setembro) e em Marselha (1-0, a 5 de Novembro). A última derrota do Sp. Braga aconteceu no Minho, frente ao Benfica: 2-0, a 30 de Novembro.   - Slimani marcou golos nas três últimas vezes que defrontou o Sp. Braga. A série começou na última jornada da Liga passada, quando fez o 4-1 final de Alvalade já em período de descontos. Depois disso, na final da Taça de Portugal, marcou a sete minutos do fim, na altura reduzindo para 1-2 um jogo que acabou empatado e em que os leões ganharam nos penalties. Por fim, no recente jogo da Taça de Portugal, voltou a marcar, desta vez empatando provisoriamente o jogo a duas bolas, aos 57’, antes de o Sp. Braga se impor no prolongamento.   - Jorge Jesus já treinou o Sp. Braga e é a confirmação de uma curiosidade: todos os treinadores que conseguem ganhar ao Sporting aos comandos do Sp. Braga acabam por treinar os leões. Jesus ganhou ao Sporting em Alvalade, em Fevereiro de 2009 (3-2) e está agora em Alvalade. Depois dele, ganharam ao Sporting Domingos Paciência (em Agosto de 2009 e Janeiro de 2010) e Leonardo Jardim (em Janeiro de 2012), tendo ambos acabado por dirigir a equipa lisboeta. Antes, já o tinha feito Jesualdo Ferreira (em Janeiro de 2006), que também passou depois por Alvalade. José Peseiro (que já tinha comandado os leões), Jorge Paixão e Sérgio Conceição nunca ganharam com o Sp. Braga ao Sporting, de modo que a única exceção dos últimos tempos é António Caldas, que venceu em Novembro de 2007 e depois emigrou para Angola. Além de Paulo Fonseca, claro…   - Os últimos dois jogos entre Sporting e Sp. Braga acabaram empatados no final dos 90 minutos, tendo o Sporting vencido a final da Taça de Portugal, em Maio, nas grandes penalidades, e o Sp. Braga ganho a eliminatória da mesma competição, no mês passado, durante o prolongamento. Antes disso, os leões tinham sete vitórias consecutivas sobre os arsenalistas.   - A última vez que o Sp. Braga evitou a derrota num jogo com o Sporting para a Liga foi em Janeiro de 2012, faz quatro anos na próxima sexta-feira. Na ocasião, dirigidos por Leonardo Jardim, os arsenalistas venceram no Minho por 2-1, com golos de Hélder Barbosa e Lima, aos quais respondeu Carrillo pela equipa de Domingos Paciência. Dessa equipa do Sp. Braga só resta no clube o veterano Alan. Dela fazia parte o central Ewerton, que agora joga no Sporting, onde se mantêm Rui Patrício, João Pereira, André Martins e Carrillo.    - O Sporting venceu os últimos sete jogos contra o Sp. Braga em Alvalade, mas o Sp. Braga fez golos em cinco deles. A última vez que os minhotos fugiram à derrota no terreno do adversário foi em Agosto de 2009, quando ali venceram por 2-1, com golos de Alan e Meyong, tendo Yannick marcado para os leões.   - Estreia de Jorge Sousa a apitar o Sporting esta época, sendo que os leões vão com seis vitórias seguidas na Liga com este árbitro, uma delas frente ao Braga (3-2 no Minho, em 2012/13), e não deixam pontos com ele em campo desde a derrota por 2-0 no Dragão, frente ao FC Porto, nessa mesma época. É a quinta vez que Sousa dirige um jogo entre Sporting e Sp. Braga na Liga: nos quatro anteriores, verificaram-se duas vitórias para cada lado, três delas por 3-2.
2016-01-09
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Último Passe

A noite atípica, com os três grandes a jogar ao mesmo tempo durante uma meia-hora, veio fazer mais do que chamar a atenção para uma peculiaridade de calendário raramente vista na Liga em Portugal. Um Marítimo demasiado macio e um V. Setúbal demasiado aberto não fizeram sequer cócegas a Benfica e Sporting, que os despacharam com goleadas de 6-0 construídas desde muito cedo, pelo que a história da noite só podia chegar do Dragão, onde o FC Porto não foi capaz de vencer um Rio Ave taticamente muito adulto, desde logo confirmando os leões como campeões de Inverno: os quatro pontos que levam de avanço sobre a agora dupla de perseguidores deixam-nos ao abrigo de qualquer contratempo na última jornada da primeira volta, no domingo, em casa contra o Sp. Braga. Não vi – ninguém pode ter visto – os três jogos. Fui vendo um pouco de cada, até dois deles estarem resolvidos, permitindo centrar atenções no Dragão. Na Luz, depois de um início algo dividido, o Benfica aproveitou a macieza de um Marítimo que até é campeão das expulsões mas cometeu apenas três faltas durante a primeira parte para construir desde cedo um resultado folgado. Até ao momento em que virei antena, destaque para Pizzi, pelo oportunismo de chegada à área, e Carcela, por ser o desequilibrador que em alguns jogos faltou à equipa de Rui Vitória. Em Setúbal, o Vitória foi, pelo menos, igual a si próprio: futebol positivo, aberto, por isso mesmo sujeito a sofrer golos. Em suma, um convite à maior dinâmica atacante do Sporting, que arrancou uma grande exibição, fazendo brilhar Bruno César com dois golos na estreia e permitindo a Slimani somar mais dois à sua conta pessoal. Complicada foi a vida do FC Porto. O empate ao intervalo, fruto de um golo afortunado para o Rio Ave, até era lisonjeiro para os visitantes, mas o que a equipa remendada de Pedro Martins conseguiu fazer na segunda parte, tanto do ponto de vista defensivo como nas saídas para o contra-ataque, mostra trabalho de muita qualidade. E, como é evidente, enfatiza as dificuldades de Julen Lopetegui no comando do FC Porto. O treinador basco terá ido ao limite da sua visão do que é o risco, acabando o jogo com três defesas e com Aboubakar e André Silva em simultâneo no ataque (ainda que para tal tenha sacrificado Corona e Layun, que são armas ofensivas de peso), mas é preciso dizer que o problema não esteve nas substituições. Os lenços brancos nas bancadas deveram-se ao resultado e ao facto de a equipa ter somado aos pecados habituais – acima de todos a falta de presença no corredor central – muita ansiedade, que se revelou em vários passes transviados logo no início da construção. Para os dragões, o importante agora é tranquilizar: e aí esteve bem o treinador, ao dizer no final que se sente com força para continuar à frente da equipa mas que a decisão cabe ao presidente. O problema é que, numa Liga com jogos ao domingo e à quarta-feira, não há tempo para terapias muito demoradas. Os dragões precisam de responder já no domingo, no Bessa.
2016-01-06
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Stats

Duas equipas com propensão goleadora, V. Setúbal e Sporting têm montado os ataques muito em cima dos seus avançados-estrela, o coreano Suk e o argelino Slimani, respetivamente o terceiro e o segundo melhor marcadores da Liga, com nove e dez golos. Ambos estão a viver um excelente momento e mostram apetência por marcar ao adversário de agora, não sendo por isso estranho que se comente – até por semelhanças físicas – que os leões tenham pensado em Suk como alternativa a Slimani. Suk, que chegou a Portugal, vindo do futebol holandês, em Janeiro de 2013, fez o seu primeiro golo lusitano, ainda ao serviço do Marítimo, na baliza de Rui Patrício, na altura valendo uma vitória dos insulares em Alvalade, por 1-0. Era o terceiro jogo do asiático com a camisola verde-rubra e logo ali ele deixava um cartão de visita que raramente deixou de honrar. Depois de uma passagem pela Arábia Saudita, regressou a Portugal para vestir a camisola do Nacional – o único clube com o qual não conseguiu marcar ao Sporting, ficando em branco na derrota por 1-0 na Choupana, em Dezembro de 2014. Só voltou a defrontar os leões na Liga em Abril de 2015, já em representação do V. Setúbal, voltando a marcar, para atenuar a derrota da sua equipa por 2-1 no Bonfim. Além disso, Suk fez golos nas três últimas partidas do Vitória no Bonfim, onde não fica em branco desde os 2-2 com o U. Madeira, em Novembro. Desde então, fez um golo nos 2-4 com o Benfica, outro no empate a uma bola frente ao Rio Ave (Taça de Portugal) e outro ainda no 1-1 com o Sp. Braga, no sábado passado. Mas o bom momento é comum ao argelino Slimani, que vem de um bis inspirador nos 2-0 ao FC Porto, estando a apenas um golo do seu recorde para uma época inteira, que são os 15 golos de 2014/15. Ora Slimani tem três golos em outros tantos jogos contra o V. Setúbal, sendo que marcou sempre que foi titular: só ficou em branco nos 2-1 do Bonfim, em Abril, mas aí só entrou em campo a 20’ do fim. Antes, já tinha marcado nos 2-2 de Março de 2014 e bisado nos 3-0 de Novembro do mesmo ano.   - O V. Setúbal só perdeu uma vez no Bonfim esta época. Foram os 4-2 contra o Benfica, em Dezembro. Em contrapartida, também só ganhou uma vez: 1-0 ao Estoril, em Outubro. Soma, além desses dois jogos atípicos, sete empates, seis deles com golos.   - O Sporting segue com duas derrotas consecutivas fora de casa, não ganhando como visitante desde a deslocação ao Funchal, para defrontar o Marítimo, a 5 de Dezembro (1-0). Desde então, foi batido pelo Sp. Braga (4-3, após prolongamento, na Taça de Portugal) e pelo U. Madeira (1-0).   - Quim Machado, treinador do V. Setúbal, perdeu os dois jogos que fez contra o Sporting e nas duas vezes que defrontou Jorge Jesus, mas com nuances diferentes. Frente aos leões o seu Feirense não fez sequer um golo (0-2 em Aveiro e 0-1 em Alvalade). Já nos jogos com o Benfica de Jesus vendeu sempre muito mais cara a derrota: 1-3 na Luz, aguentando o empate até ao último quarto-de-hora, e 1-2 na Feira, de virada.   - Regresso de Jorge Jesus a Setúbal, onde foi jogador (de 1980 a 1983) e treinador (de 2000 a 2002). Desde que saiu do banco do Vitória, após uma derrota com o Varzim, em Janeiro de 2002, Jesus voltou com equipas suas a Setúbal por dez vezes, ganhando sete, empatando duas e perdendo apenas uma, com a U. Leiria (2-0), em Outubro de 2005. A última vez que não ganhou em Setúbal foi em Fevereiro de 2010, quando ali empatou (1-1) com o Benfica.   - Nuno Pinto, lateral do V. Setúbal, estreou-se na Liga portuguesa com a camisola do Boavista num empate a uma bola frente ao Sporting, a 28 de Janeiro de 2007. Foi lançado por Jaime Pacheco. O mesmo sucedeu com o avançado André Claro, a quem Pedro Emanuel deu os primeiros minutos na Liga numa partida com os leões, perdida em Alvalade pelo Arouca (5-1), a 18 de Agosto de 2013.   - Nos leões, Carlos Mané também se estreou na Liga a defrontar o adversdário desta jornada. Foi lançado por Leonardo Jardim nos últimos 7 minutos de uma vitória dos leões frente ao V. Setúbal, por 4-0, a 5 de Outubro de 2013.   - O Sporting não perde com o V. Setúbal desde Novembro de 2012, quando saiu do Bonfim vergado a uma derrota por 2-1, com golos de Meyong e Pedro Santos contra um de Jeffrén. Dos 14 homens que José Mota fez alinhar nessa noite pelo Vitória, subsistem no clube Paulo Tavares e Miguel Lourenço, que até foi expulso. Do Sporting só sobra Rui Patrício.   - O Sporting interrompeu na época passada uma série de três jogos sem ganhar em Setúbal, impondo-se por 2-1 (Carlos Mané e Tanaka marcaram para os leões, Suk fê-lo para os sadinos), mas já não sai do Bonfim sem sofrer golos desde Dezembro de 2010, quando ali venceu por 3-0 (bis de Yannick a somar a um golo de Abel). Foi a última vez que os leões se deslocaram a Setúbal com um treinador que lá tinha jogado: Paulo Sérgio, como agora Jorge Jesus.   - O V. Setúbal empatou todos os jogos que fez com Jorge Ferreira a apitar na Liga, dos quais apenas um foi no Bonfim: o V. Setúbal-Estoril de 2013/14 (1-1). Com este árbitro, o Sporting ganhou seis jogos em oito na Liga, tendo perdido os seus únicos pontos em Alvalade, num 0-1 com o Estoril (2013/14) e um 1-1 contra o Moreirense (2014/15).
2016-01-05
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O Sporting venceu o FC Porto por 2-0 e continua imparável nos clássicos, tendo ganho os primeiros quatro da época, pois a esta vitória somam-se as três obtidas contra o Benfica na Supertaça, na Liga e na Taça de Portugal. Esta foi a primeira vez que o Sporting ganhou os primeiros quatro clássicos da época, mas não a primeira vez que ganhou quatro clássicos consecutivos: tinha-o conseguido em 1948, quando ganhou ao Benfica a 25 de Abril (4-1, para a Liga), ao FC Porto a 16 de Maio (5-2, para a Liga), e mais duas vezes ao Benfica a 27 de Junho (3-0 para a Taça de Portugal) e a 14 de Novembro (5-1 para a Liga). Encalhou à quinta partida, perdendo por 1-0 frente ao FC Porto a 5 de Dezembro, no Campo da Constituição.   - Continua assim a saga negativa do FC Porto em Alvalade, onde os dragões já não ganham há dez jogos, com seis empates e quatro vitórias leoninas. A última vez que o FC Porto venceu o Sporting em Alvalade foi a 5 de Outubro de 2008, por 2-1, graças a golos de Lisandro López e Bruno Alves, tendo João Moutinh feito o tento dos leões.   - Além de Alvalade, nota-se a incapacidade do FC Porto ganhar em Lisboa. É que são já 12 os jogos seguidos desde a última vitória dos dragões em Lisboa, um 3-2 sobre o Benfica, a 2 de Março de 2012. Desde aí, o FC Porto soma três derrotas e dois empates com o Benfica na Luz, dois empates com o Belenenses no Restelo e duas derrotas e três empates com o Sporting em Alvalade.   - Slimani chegou aos 14 golos na época e está a apenas um de toda a produção na época passada. Fez, além disso, o quarto golo em clássicos nesta temporada, só tendo ficado em branco no desafio da Supertaça. De resto, fez o segundo golo nos 3-0 ao Benfica na Luz, o tento que decidiu o prolongamento (2-1) frente aos encarnados na Taça de Portugal e agora ambos os golos dos 2-0 ao FC Porto em Alvalade.   - O argelino foi, além disso, o primeiro jogador do Sporting a bisar num clássico desde que Liedson o fez numa vitória por 3-2 frente ao Benfica, em Fevereiro de 2009. Num jogo com o FC Porto, o último leão a marcar dois golos tinha sido Romagnoli, nuns 4-1 a contar para a Taça da Liga, poucos dias antes desse jogo com o Benfica.   - O Sporting obteve a décima vitória consecutiva em casa, depois da derrota contra o Lokomotiv de Moscovo, a 17 de Setembro, a contar para a Liga Europa. Os leões continuam a perseguir a série de 2011/12, quando a equipa de Ricardo Sá Pinto ganhou consecutivamente os derradeiros onze jogos no seu estádio.   - Além disso, os leões aumentaram para 24 o total de jogos que levam sem perder me casa para a Liga desde que foram batidos em Alvalade pelo Estoril de Marco Silva, a 11 de Maio de 2014 (1-0, na última jornada desse campeonato). Aqui, perseguem a marca estabelecida pela equipa de Paulo Bento, que esteve 26 jogos seguidos sem perder em Alvalade para a Liga entre um 0-2 contra o Benfica a 1 de Dezembro de 2006 e um 1-2 contra o FC Porto a 5 de Outubro de 2008.   - Foi a primeira derrota do FC Porto na Liga desde 25 de Janeiro do ano passado, quando os dragões foram batidos nos Barreiros pelo Marítimo, por 1-0. Desde aí, a equipa de Lopetegui somara 30 jogos sem perder no campeonato, com 24 vitórias e seis empates.   - Foi, além disso, a segunda derrota seguida do FC Porto em todas as competições, depois de ter sido batido pelo Marítimo, no Dragão, para a Taça da Liga (1-3). Lopetegui nunca tinha perdido dois jogos seguidos no FC Porto, pois a última série de duas derrotas consecutivas dos dragões já datava de Novembro de Dezembro de 2012, quando a equipa de Vítor Pereira foi consecutivamente batida pelo Sp. Braga (2-1, na Taça de Portugal) e pelo Paris St. Germain (2-1 na Liga dos Campeões).   - Apesar de tudo, os 36 pontos que o FC Porto soma nas primeiras 15 jornadas ainda se superiorizam aos 34 que a equipa somou nos primeiros 15 jogos da época passada. Para se encontrar um FC Porto mais forte por esta altura da época há que recuar à última vez que os dragões foram campeões: em 2012/13 tinham 39 pontos à 15ª jornada.   - Muito mais forte está o Sporting, cujos 38 pontos são amplamente mais largos que os 30 que a equipa somava por esta altura da época passada. Para encontrar um Sporting com tantos pontos ao fim de 15 jogos é preciso recuar a 1990/91, quando a equipa de Marinho Peres comandava a Liga com 27 pontos, fruto de 13 vitórias e um empate, que com as regras de pontuação atuais seriam 40.   - O Sporting tem, além disso, a melhor defesa da Liga, com apenas sete golos sofridos, menos cinco do que à mesma altura da Liga anterior. A última vez que os leões chegaram tão pouco vulneráveis à 15ª jornada da Liga foi em 1996/97, quando a equipa que começou a ser comandada pelo belga Robert Waseige e depois viu suceder-lhe Otávio Machado tinha os mesmos sete golos encaixados em 15 jogos.   - Lopetegui apresentou exatamente o mesmo onze inicial que já tinha mostrado na vitória frente à Académica, na 14ª jornada, repetindo onze pela primeira vez na prova desde Março, quando abordou os jogos com o Sporting, no Dragão, e o Sp. Braga, na Pedreira, com os mesmos titulares. Maicon, Herrera e Brahimi são os únicos jogadores em comum às quatro partidas.   - O treinador basco continua sem conseguir ganhar e, pior, sem marcar um único golo em jogos contra equipas dirigidas por Jorge Jesus. Em três jogos, empatou um a zero e perdeu os outros dois pelo mesmo resultado: 2-0.   - O jovem Matheus Pereira foi titular na Liga pela primeira vez, entrando logo num clássico. Já tinha começado vários jogos dos leões esta época, mas nenhum no campeonato: quatro na Liga Europa, um na Taça da Liga e um na Taça de Portugal.   - Estreia na Liga de André Silva, que entrou para o lugar de Aboubakar a 19’ do final depois de já ter sido titular na partida da Taça da Liga frente ao Marítimo.
2016-01-03
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Último Passe

Um Super Slim deu a vitória no clássico sobre o FC Porto a um Sporting "Slim Fit" e devolveu aos leões a liderança da Liga que haviam deixado na Choupana, na derrota com o U. Madeira. Falo de Super Slim porque foi Slimani quem fez os dois golos de um 2-0 que pôs justiça no placar e de "Slim Fit" porque os leões continuam a fazer valer o seu futebol estreito, com concentração de unidades no corredor central, face ao jogo mais feito de largura do adversário de hoje. E porque, além disso, em situações de equilíbrio, como a que se vivia na primeira parte, Jesus adaptou bem a estratégia da equipa às características do atacante argelino, criando condições para o libertar nas bolas paradas, por exemplo. Quando se avalia o que se viu no clássico, é impossível não destacar o papel de Slimani, sempre incansável na pressão sobre a saída de bola do adversário e na busca de profundidade nos flancos quando são os colegas que a têm, mas também por ter feito os dois golos do jogo e ainda ter enviado um cabeceamento à barra. Mas não foi só o argelino a separar duas equipas muito iguais a si mesmas. No Sporting há a realçar ainda uma exibição fulgurante do meio-campo, pela amplitude de movimentos de Adrien, cuja presença atrás não o impediu de aparecer em zonas de conclusão com frequência – também acertou uma vez no poste de Casillas – e de João Mário, sempre o maior causador de desequilíbrios na organização portista, pela facilidade com que saía do corredor direito e aparecia ao meio. E um Naldo sempre certo, a compensar a equipa nos momentos em que era o FC Porto a fazer valer as suas armas. Porque o FC Porto foi também igual a si mesmo, na aposta permanente na construção por fora. E nos momentos em que libertava Brahimi na esquerda ou, sobretudo, quando conseguir girar a bola com rapidez dali para a direita, explorando a estreiteza da organização leonina para descobrir Corona nas costas de Jefferson, criava também condições para chegar com perigo até perto de Rui Patrício. O jogo era assim um confronto de duas ideias diferentes, mas começou a resolver-se num detalhe – nisso tiveram razão os dois treinadores, na avaliação final – fruto do trabalho semanal. O Sporting adiantou-se, por Slimani, no aproveitamento de um livre lateral de Jefferson, graças a uma jogada trabalhada nos treinos e várias vezes tentada no jogo: o argelino escondia-se atrás de um colega e ganhava assim espaço para ludibriar a marcação individual feita pelo FC Porto nas bolas paradas. E ao marcar primeiro pôde gerir o jogo de forma diferente. Lopetegui tentou ganhar presença pelo meio com a troca de um médio mais posicional, como Ruben Neves, por outro com mais capacidade para esticar o jogo, como André André. Mas em vez de dar mais presença na frente ao FC Porto, isso libertou os médios do Sporting para uma segunda parte fulgurante. Pouco importou, de facto, que o basco tenha sido mais uma vez igual a si próprio ao recusar juntar os dois pontas-de-lança, trocando Aboubakar por André Silva. Era o Sporting quem mandava no relvado e se o 2-0 não chegou no tal cabeceamento de Slimani à barra nem num remate de Adrien ao poste, acabou por aparecer quando Ruiz isolou o argelino e este bateu Casillas com repentismo e potência. Confirmava-se a quarta vitória do Sporting em outros tantos clássicos e o estado de graça de Jorge Jesus, que regressa ao topo da Liga, mas o FC Porto está perto e o Benfica não ficou fora de combate – a Liga vai durar.
2016-01-03
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Stats

Islam Slimani fez um golo nos últimos três jogos do Sporting: esteve nos goleadores dos 3-1 ao Besiktas e ao Moreirense e do 3-4 com o Sp. Braga, após prolongamento. Procurará frente ao U. Madeira um quarto jogo seguido a marcar, algo que só conseguiu uma vez pelo clube de Alvalade: em Fevereiro e Março de 2014, quando marcou consecutivamente a Rio Ave (2-1), Sp. Braga (2-1), V. Setúbal (2-2) e FC Porto (1-0). Ficou em branco ao quinto jogo, precisamente no Funchal, mas contra o Marítimo, o que não impediu o Sporting de ganhar por 3-1. Não deixa de ser curioso que o último jogo do Sporting sem um golo de Slimani tenha sido também no Funchal: a vitória por 1-0 contra o Marítimo, nos Barreiros, no início deste mês. É verdade que o atacante argelino nem jogou nessa noite, pois estava suspenso, fruto de ter visto o quinto cartão amarelo na Liga na receção ao Belenenses. Mas a verdade é que Slimani nunca fez um golo na Madeira, já tendo lá jogado por seis vezes. A primeira foi precisamente essa vitória por 3-1 sobre o Marítimo, em Março de 2014, na qual interrompeu a série de quatro jogos a marcar, mas depois disso voltou lá para defrontar o Nacional por três ocasiões (uma vitória por 1-0 e dois empates, por 2-2 e 1-1) e o Marítimo por mais uma (sucesso por 1-0), nunca marcando golos. Marque ou não na visita ao U. Madeira, esta está a ser a melhor época de Slimani no Sporting: já chegou aos 12 golos em 22 jogos – de todas as competições – o que o deixa a apenas três do total da época passada, na qual fez 15 tentos em 33 jogos, e já supera os números de 2013/14, em que marcou por dez vezes em 30 partidas. De qualquer modo, nunca tinha feito tantos golos até à pausa de Natal e Ano Novo: na época passada tinha chegado aos oito golos e há dois anos aos quatro. É verdade que há aqui uma tendência de progressão geométrica, mas para lhe dar continuidade, a Slimani não bastaria romper frente ao União a malapata da U. Madeira: teria de acabar o jogo com um póquer que lhe permitisse chegar ao Natal com 16 golos no ativo. Difícil.   - O Sporting vem da quarta derrota da época, em Braga, por 4-3 (após prolongamento), na Taça de Portugal. Até aqui, ganhou sempre o jogo que se seguiu a uma derrota: 3-1 à Académica após o 1-3 com o CSKA Moscovo; 1-0 ao Nacional após o 1-3 com o Lokomotiv Moscovo; e 1-0 ao Arouca após o 0-3 com o Skenderbeu. A última vez que os leões não ganharam um jogo após uma derrota, porém, foi no mesmo estádio onde vão agora jogar: empataram a duas bolas com o Nacional na Choupana depois de terem sido derrotados por 3-0 pelo FC Porto, no Dragão, em Março.   - Se ganhar ao U. Madeira, o Sporting garante que chega ao Natal na liderança isolada da Liga. Tal não acontece desde 2001, quando os leões de Laszlo Bölöni ganharam a 22 de Dezembro em Alvalade ao V. Setúbal de um certo Jorge Jesus, por 1-0, atingindo a 16ª jornada na liderança, com um ponto a mais que o Boavista. No final da época, foram campeões. Em 2013/14, o Sporting de Leonardo Jardim encalhou na última barreira: empatou em casa com o Nacional (0-0), na partida da 14ª jornada, a 21 de Dezembro, permitindo que FC Porto e Benfica o alcançassem e que todos celebrassem o Natal com uma liderança conjunta.   - O U. Madeira ficou em branco em cinco dos sete jogos que fez esta época em casa na Liga, já tendo empatado ali a zero com Benfica, Arouca e V. Guimarães. Nos dois em que marcou golos, ganhou: 2-1 ao Marítimo e 2-0 ao Tondela.   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira, já foi diretor desportivo do Sporting. Na sua carreira de treinador já defrontou os leões por duas vezes, ambas com o mesmo resultado: uma derrota por 1-0. Aconteceu quando Norton dirigia o Barreirense, em Novembro de 1992, e a equipa da margem sul do Tejo foi batida em casa pelos leões de Robson por 1-0 em jogo da Taça de Portugal (marcou Cadete). E depois, já Norton estava no V. Setúbal, em jogo da Liga em Alvalade, datado de Setembro de 2005, o Sporting de Peseiro impôs-se pelo mesmo resultado, graças a um golo de Deivid.   - Jorge Jesus também já foi treinador do U. Madeira, não tendo conseguido bons resultados na passagem pelos azuis e amarelos do Funchal. Esteve apenas dois meses no cargo, em Fevereiro e Março de 1988, perdendo mais jogos do que os que ganhou.   - Os dois treinadores são sensivelmente da mesma idade – Norton é sete meses mais velho – e defrontaram-se muitas vezes em campo. Foram colegas de equipa apenas no final das respetivas carreiras, no Estrela da Amadora comandado por Fernando Cabrita, em 1986/87, jogando a Zona Sul da II Divisão. Como treinadores, começaram a defrontar-se logo em 1991, na II Divisão, tendo o Amora de Jesus ganho as duas partidas ao Barreirense de Norton. Na I Divisão, porém, foi Norton quem levou a melhor no único confronto, um V. Setúbal-U. Leiria de Outubro de 2005 que os sadinos ganharam por 2-0.   - Joãozinho e Chaby, do U. Madeira, já representaram o Sporting. O lateral, que esteve em Alvalade na segunda metade da época de 2012/13, poderá defrontar o antigo clube, ao contrário do médio, que está impedido de o fazer por se encontrar emprestado.   - O lateral Paulinho, do U. Madeira, estreou-se na Liga a defrontar o Sporting, lançado por Jorge Casquilha num empate (2-2) alcançado pelo Moreirense na receção aos leões, a 26 de Novembro de 2012.   - O U. Madeira nunca ganhou ao Sporting, mas empatou três dos seis jogos em que recebeu os leões lisboetas, o último dos quais em Novembro de 1994, por 1-1, numa tarde em que acabou reduzido a nove homens, por expulsões de Márcio Luís e Milton Mendes. Aliás, nessa tarde, já fez o golo do empate a jogar com dez.   - Aliás, já o penúltimo empate entre U. Madeira e Sporting, em Março de 1994, tinha acabado com expulsões, só que nessa tarde divididas entre as duas equipas: Isidoro Rodrigues expulsou primeiro os leões Cadete e Peixe e mais tarde os unionistas Marco Aurélio e Jokanovic. O jogo acabou empatado a zero.   - Neste século, as duas equipas só se defrontaram uma vez, para a Taça de Portugal, em Dezembro de 2006. Ganhou o Sporting no Funchal por 3-1, com golos de Moutinho, Farnerud e Tello ainda na primeira parte, aos quais respondeu Belic já perto do final. Nessa equipa do U. Madeira jogava o futuro internacional Ruben Micael.   - O Sporting não tem um registo fantástico com o portuense Vasco Santos a apitar na Liga, uma vez que venceu apenas cinco de nove jogos, já tendo perdido duas vezes. Ambas as derrotas são já antigas, porém (U. Leiria e Marítimo, em 2009/10). E ainda que uma delas tenha acontecido no Funchal, onde se joga esta partida, há a registar que Vasco Santos é o árbitro da Liga há mais tempo sem ver uma equipa da casa ganhar: nos seus últimos 11 jogos houve cinco empates e seis vitórias dos visitantes.
2015-12-19
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O Sporting ganhou ao Moreirense por 3-1, sentenciando a sétima vitória seguida desde a derrota com o Skenderbeu, na Albânia (3-0). É a melhor série da época e a melhor desde as oito vitórias consecutivas que a equipa de Marco Silva entre um empate com o Moreirense (14 de Dezembro de 2014) e uma derrota com o Belenenses para a Taça da Liga (21 de Janeiro).   - Com a vitória, os leões chegam à 13ª jornada com 35 pontos, fruto de 11 vitórias e dois empates. Este ainda é o seu melhor arranque no campeonato desde 1990, quando atingiram esta fase da prova com 12 vitórias e um empate. Na altura, com as normas de pontuação antiga, os resultados valeram 25 pontos, que seriam 37 com a vitória a três pontos.   - Rui Patrício e Stefanovic entraram em campo como os dois guarda-redes há mais tempo sem sofrer golos na Liga, mas ambos viram as séries interrompidas. O guardião leonino passou 538 minutos sem ir buscar uma bola ao fundo das redes, entre o golo de Josué (V. Guimarães, a 4 de Outubro) e o penalti de Rafael Martins. Bateu assim a melhor marca da atual Liga, que estava na posse do bracarense Kritciuk, com 505 minutos de imbatibilidade.   - Stefanovic, por seu turno, já não sofria golos desde que foi batido por Obiorah (Académica, a 1 de Novembro). Acumulou 374 minutos seguidos sem sofrer golos até ao tento de Gelson Martins, ainda na primeira parte do jogo de Alvalade.   - Gelson Martins fez nessa altura o seu primeiro golo no campeonato. Já tinha marcado por duas vezes, mas sempre noutras competições: nos 4-0 ao Vilafranquense, na Taça de Portugal, e nos 4-2 ao Lokomotiv Moscovo, na Liga Europa.   - Aquilani fez o primeiro golo de bola corrida pelo Sporting, pois os dois que tinha marcado até aqui tinham saído de grandes penalidades convertidas face à Académica e ao Skenderbeu. O italiano não fazia um golo de bola corrida desde 2 de Outubro de 2014, quando abriu o marcador numa vitória da Fiorentina sobre o Dynamo Minsk (3-0), na Liga Europa.   - Jorge Jesus mandou Slimani marcar um penalti, com Adrien em campo. Foi a segunda vez esta época que, estando em campo, Adrien foi preterido na marcação de uma grande penalidade: a anterior foi em Coimbra, contra a Académica, porque o médio já tinha falhado um pontapé dos onze metros nesse jogo. Na altura foi Aquilani o designado para bater.   - O Sporting aumentou para sete o total de penaltis de que beneficiou em 13 jornadas, mantendo-se como equipa que beneficiou de mais grandes penalidades e em linha nesse particular com a época de 2001/02, quando foi campeão pela última vez. Na altura, chegou ao fim das 34 jornadas com 17 penaltis a favor e também tinha sete à passagem da 13ª jornada.   - Em contrapartida, o Sporting já viu os árbitros apitarem-lhe três penaltis contra. Só o Marítimo, com cinco, e a Académica, com quatro, foram tão penalizados como os leões.   - Rafael Martins, que marcou esse penalti, fez um golo ao Sporting em Alvalade depois de já ter feito outro ao Benfica na Luz. Não jogou contra o FC Porto em casa, mas ainda terá a oportunidade de completar o ramalhete na visita ao Dragão, na segunda volta. Em 2013/14, na sua época de estreia em Portugal, pelo V. Setúbal, marcou aos três grandes.   - Slimani falhou um penalti, ainda que marcando o golo na recarga, o que lhe permitiu marcar pelo segundo jogo consecutivo pela terceira vez esta época. Foi ainda a primeira vez que marcou em dois jogos seguidos em Alvalade depois de o ter feito a Boavista e Sp. Braga em Abril e Maio.
2015-12-14
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Último Passe

Jorge Jesus inverteu a sua lógica de poupanças, usou a equipa titular contra o Besiktas, onde o Sporting assegurou a continuidade na Liga Europa, e poupou alguns titulares no desafio com o Moreirense, ganhando-o na mesma, por 3-1, e mantendo a liderança na Liga, mesmo que o FC Porto acabe mesmo por ganhar o seu jogo com o Nacional na Choupana. E se na quinta-feira esteve à beira do falhanço que podia pôr os dois objetivos em causa – perdia a meia-hora do fim um jogo que tinha de ganhar, desgastando a equipa titular – hoje pôde gerir com toda a tranquilidade uma partida que se pôs fácil ainda durante a primeira parte. Tranquilidade a mais, até, numa ponta final que quase complicava os objetivos do treinador. Jesus tinha três objetivos para estes dois jogos: ganhá-los e nivelar o esforço do plantel, poupando os tradicionalmente mais sacrificados e dando rodagem a quem dela precisava, já a pensar na Taça de Portugal, quarta-feira, em Braga. Ora, tirando Rui Patrício, Naldo, Ruiz e Slimani, nenhum leão cumpriu mais de jogo e meio nas duas partidas. O guarda-redes não está assim tão sujeito a esforço físico, Naldo até pode ficar de fora em Braga, Slimani é fisicamente muito forte e, de Ruiz, Jorge Jesus espera sempre superação total, pelo que não será difícil de perceber que as coisas lhe correram exatamente como ele queria, sem desvios ao planeado. Contra o Moreirense, o Sporting entrou tal como o vem fazendo ultimamente: sem chama ofensiva, a beneficiar os equilíbrios. Tinha superioridade territorial mas sofria par criar situações de golo, até que marcou dois na ponta final do primeiro tempo: primeiro Gelson, de livre indireto trabalhado no laboratório; depois Aquilani, num raro lance em que os dois médios-centro apareceram envolvidos até ao fim num movimento ofensivo, pois a assistência para golo foi de Adrien Silva. Com o 3-0, marcado antes da hora de jogo por Slimani, na recarga a um penalti que o treinador quis que fosse ele a bater mas que ele começou por falhar, o Sporting tinha o jogo resolvido, e Jesus passou para o modo gestão. Trocou os dois médios e, ao fazê-lo, perdeu o controlo da partida para um Moreirense que sabe jogar a bola e que, para já, fez golos a Benfica (2-3), FC Porto (2-2) e Sporting (1-3). Desta vez a reação final não lhe valeu pontos, mas chegou para interromper a série de jogos dos leões com a baliza a zeros na Liga: o Moreirense marcou por Rafael Martins, de penalti, mas ainda obrigou Rui Patrício a duas grandes defesas nos últimos dez minutos, mostrando que há limites para a gestão. Não a que é feita pelo treinador, mas a que fazem os homens que estão em campo.
2015-12-13
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Último Passe

O despertador tocado por Slimani, a acordar o Sporting de 67 minutos de letargia na partida frente ao Besiktas, veio outra vez provar que o problema que quase custava o apuramento aos leões na Liga Europa não foi nunca a rotatividade promovida por Jorge Jesus, que enfrentou a maioria dos compromissos com segundas escolhas, mas sim a noção de que os jogos europeus não eram para dar tudo. Em dez minutos de futebol intenso, os leões viraram de um 0-1 que até era lisonjeiro para um 3-1 que acabaram por justificar, evitando o que seria um ato falhado do seu treinador na noite em que finalmente decidiu meter as fichas todas. Pela primeira vez nesta competição, naquele que era o jogo do “tudo-ou-nada”, onde ou ganhava ou saltava fora, Jesus entrou com o onze de gala, mas a cabeça dos jogadores parecia balançar entre a vontade de evitar uma eliminação desprestigiante e o discurso tantas vezes ouvido, segundo o qual a Liga Europa não interessa nada. Que Jesus queria ganhar, era evidente. Caso contrário teria poupado as munições para o jogo com o Moreirense, no domingo. Mas a ideia que ficou foi a de que era nesse jogo que os seus escolhidos mais pensavam. Perdiam a generalidade dos duelos, falhavam passes em cima de passes no seu próprio meio-campo e se chegaram ao intervalo com o placard a zero bem podem agradecer a Rui Patrício e a um par de falhanços comprometedores dos atacantes do Besiktas. Na segunda parte, Jesus tentou mudar. Deve ter deixado muitas orelhas a arder com o que disse aos jogadores no balneário e chamou Gelson para o lugar de Montero, desviando João Mário para o apoio a Slimani, de forma a equilibrar as coisas com o meio-campo do Besiktas. O Sporting até melhorou, mas mais um erro no início da construção permitiu a Quaresma oferecer o 0-1 a Mario Gómez. Faltava meia-hora para jogar e o Sporting tinha de melhorar muito para virar o jogo. E se nos minutos que se seguiram ao golo não o fez, parecendo resignado, foi já com Teo Gutierrez em vez de Adrien e de regresso ao 4x4x2 que um lance inventado por Ruiz e Slimani, sempre nos limites, acordou a equipa. Cinco minutos depois, Ruiz fez o 2-1 e, volvidos mais cinco minutos, Teo aproveitou um passe de Gelson para marcar ele próprio o 3-1, acabando com qualquer ideia de recuperação do Besiktas. O Sporting segue merecidamente para os 16 avos de final da Liga Europa, porque era a melhor equipa de um grupo forte para os standards da competição – haverá na próxima fase da prova muitas equipas piores que o Besiktas, que fica pelo caminho – e evita um problema de consciência a Jesus, que correu riscos sérios de ser o homem que apostou tudo numa cor e perdeu. Livre da maldição de ter cansado os titulares e mesmo assim acabar eliminado, o treinador terá agora de esperar por domingo para saber se tem direito a “jackpot” contra o Moreirense.
2015-12-10
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O castigo a Slimani, por ter visto o quinto cartão amarelo, impedirá que o Marítimo-Sporting coloque frente a frente os dois mais fortes cabeceadores da Liga do ponto de vista ofensivo. É que o Rei dos Ares na atual edição do campeonato tem sido o brasileiro Dyego Souza, do Marítimo. Souza tem cinco golos de cabeça, contra quatro do argelino do Sporting, estando os dois bem à frente dos mais próximos perseguidores, que são Guedes (Rio Ave), Mitroglou (Benfica), Jonas (Benfica), Aboubakar (FC Porto) e Soares (Nacional), todos com dois golos obtidos em resultado do futebol aéreo antes do início da 12ª jornada. Dyego Souza marcou seis dos 23 golos que o Marítimo obteve em todas as competições nesta época e só um deles (nos 1-5 com que os verde-rubros se inclinaram em Braga) não foi marcado de cabeça. Os cinco golos de cabeça na Liga asseguram-lhe, para já, a menção honrosa de Rei dos Ares e o que é curioso é que desses cinco golos de cabeça, três nasceram de cruzamentos de Marega: foram os golos ao U. Madeira, ao Boavista e ao Rio Ave. Os outros dois golos de cabeça, ambos obtidos contra o V. Setúbal, nasceram de cruzamentos de Edgar Costa e de Xavier. Já Slimani fez em nome próprio nove dos 41 golos que o Sporting obteve em todas as provas desta temporada, mas só sete foram na Liga. Destes, marcou com o pé esquerdo a Académica e Arouca e com o pé direito ao V. Guimarães, o que o deixa com quatro golos de cabeça no campeonato nacional: dois ao V. Guimarães, um ao Benfica e um ao Rio Ave. E tal como no caso de Dyego Souza é possível identificar o principal assistente, pois três desses golos nasceram de cruzamentos de Jefferson. A exceção foi o primeiro aos minhotos, que teve origem numa bola cruzada por João Mário. Curioso é que nem Marítimo nem Sporting têm sido muito propensos a sofrer golos de cabeça. Se a média da Liga é de 23,5% (marcaram-se 53 golos de cabeça em 225), as duas equipas estão abaixo dessa média. O Marítimo sofreu esta época, em todas as competições, um total de 23 golos, dos quais apenas três foram de cabeça (13%). O Sporting, por seu turno, encaixou 20, dos quais três (15%) foram de cabeça.   - Rui Patrício não sofre golos na Liga desde 4 de Outubro, data da vitória do Sporting sobre o V. Guimarães, por 5-1. O golo vimaranense foi marcado por Josué, aos 82 minutos, o que significa que o guardião leonino leva já 368 minutos de jogo sem ir buscar a bola ao fundo das redes. É a melhor série de inviolabilidade de Rui Patrício na Liga desde os 600 minutos exatos que alinhou entre Novembro de 2013 e Janeiro de 2014.   - Além disso, o guarda-redes do Sporting tem a oportunidade de reviver a jornada de lançamento na Liga. Estreou-se na baliza leonina, lançado por Paulo Bento, a 19 de Novembro de 2006, numa vitória por 1-0 frente ao Marítimo, na qual defendeu um penalti batido por Kanu.   - Também João Mário se estreou na Liga portuguesa pelo Sporting contra o Marítimo, mas com um resultado completamente diferente. Foi a 10 de Fevereiro de 2013 que Jesualdo Ferreira lançou o jovem médio nos últimos 17 minutos de uma partida em Alvalade que os leões perdiam por 1-0 e cujo resultado já não se alterou.   - O Marítimo é a equipa com mais jogadores expulsos neste campeonato: dez em onze jornadas. E é também, de longe, a que mais faltas comete: soma 217, a uma média de 19,7 por jogo (o Sporting fica-se pelas 15,1 faltas por desafio). Ainda assim, os jogadores do Marítimo não são os que têm a relação falta/cartão mais penalizadora da Liga: veem um cartão a cada 4,9 faltas, quando os da Académica, por exemplo, o veem a cada 4,4 faltas.   - O Sporting vem com quatro vitórias seguidas (Arouca, Benfica, Lokomotiv e Belenenses), ainda que uma delas (na Taça, com o Benfica) tenha surgido apenas no prolongamento. O melhor registo da época leonina são as cinco vitórias consecutivas de Outubro, contra V. Guimarães, Vilafranquense, Skenderbeu, Benfica e Estoril, interrompido com o surpreendente 3-0 que os leões trouxeram da Albânia.   - O Marítimo, em contrapartida, perdeu os últimos dois jogos, com o Amarante (1-0) e o Nacional (3-1). Os madeirenses não perdem três vezes seguidas desde o final da época passada e início da atual: acabaram 2014/15 a perder duas vezes com o Benfica (4-1 na Liga e 2-1 na final da Taça da Liga) e começaram 2015/16 a perder com o U. Madeira (2-1, na abertura da Liga).   - Ivo Vieira, treinador do Marítimo, só defrontou o Sporting uma vez. Foi em Março, nos Barreiros, e o seu Marítimo perdeu por 1-0, graças a um penalti de Adrien Silva. Esta será, porém, a quarta vez que vai ter pela frente Jorge Jesus. As três primeiras, perdeu-as: 0-2 com o Benfica, quando ainda comandava o Nacional, em 2012/13, e na ponta final da época passada 1-4 e 1-2 contra o mesmo Benfica, na última jornada da Liga e na final da Taça da Liga.   - O Sporting ganhou os últimos cinco jogos com o Marítimo e em quatro deles marcou sempre pelo menos três golos – a exceção foi o magro 1-0 nos Barreiros, em Março. A última vez que os leões madeirenses conseguiram sair sem perder do confronto com os de Lisboa foi em Fevereiro de 2013, quando até foram ganhar a Alvalade por 1-0, graças a um golo de Suk. Dessa equipa do Marítimo ainda restam no clube Salin, Briguel, João Diogo e Ruben Ferreira, enquanto que no Sporting se mantêm Rui Patrício, Adrien Silva, João Mário (que se estreava na Liga) e Carrillo.   - Além disso, a equipa lisboeta não perde na Madeira desde Fevereiro de 2012, quando foi batida pelo Marítimo nos Barreiros por 2-0, com golo de Benachour e Danilo Dias. Desde então, em nove jogos com Marítimo e Nacional, os leões ganharam quatro e empataram cinco.   - O Sporting nunca perdeu na Liga com Rui Costa a apitar – e já fez 15 jogos. Os leões ganharam mesmo as últimas quatro partidas com este árbitro do Porto, uma delas nos Barreiros frente ao Marítimo (o 1-0 da época passada), mas somam seis empates com ele, o último dos quais na Madeira, contra o Nacional (1-1, em 2013/14). Por sua vez, o Marítimo empata muito com Rui Costa: oito dos 16 jogos em que o teve a apitar acabaram igualados.
2015-12-04
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Stats

O Sporting desloca-se a Moscovo para defrontar o Lokomotiv em partida decisiva da Liga Europa e fá-lo sem Rui Patrício, que foi expulso contra o Skenderbeu em Elbasan. É apenas a segunda vez que os leões jogam sem o seu guarda-redes esta época, sendo que na anterior venceram fora o Vilafranquense por 4-0. Aliás, a equipa verde-e-branca nem costuma ressentir-se das ausências de Rui Patrício, seja porque ele costuma ser poupado em jogos mais fáceis ou porque Boeck tem estado à altura. Dos oito jogos que o Sporting fez sem Rui Patrício na época passada só um acabou com derrota: os 3-2 com o Belenenses no Restelo, para a Taça da Liga, jogado com muita gente da equipa B. De resto, seis vitórias (Rio Ave no campeonato; Vizela, Famalicão e Sp. Espinho na Taça de Portugal e ainda V. Guimarães e Boavista na Taça da Liga) e um empate (V. Setúbal na Taça da Liga). E nos anos anteriores o panorama é igualmente animador: três vitórias e um empate (0-0 com o FC Porto, na Taça da Liga) em 2013/14; duas vitórias e um empate (com o Marítimo) em 2012/13. A pior época da história do Sporting – na qual não conseguiu sequer apurar-se para as provas da UEFA – fica ainda marcada pelo último jogo europeu dos leões sem Patrício: foi a vitória sobre o Videoton, em casa, por 2-1, na última ronda da Liga Europa, já sem chances de apuramento para os 16 avos de final. Já se vê que têm sido raros os jogos internacionais que Patrício vê pela TV. Antes desse contra o Videoton, a 7 de Dezembro de 2012, já tinha sido Boeck a defender as redes leoninas em Novembro e Dezembro de 2011, com uma vitória (Zurique, em casa, por 2-0) e duas derrotas (Vaslui e Lazio fora, por 1-0 e 2-0). Boeck está ainda sem saber o que é ganhar pelo Sporting a jogar e fora de Portugal. Além de Patrício, o último guada-redes a conseguir fazê-lo foi Tiago, que defendeu as balizas leoninas em Lille, nos 2-1 de 16 de Setembro de 2010.   - Para manter esperanças no apuramento para os 16 avos de final, o Sporting terá em princípio de fazer pelo menos o mesmo resultado que o Besiktas fizer na receção ao Skenderbeu, de forma a diminuir ou manter a distância de dois pontos para os turcos, permitindo-lhe depois ultrapasá-los com uma vitória em Alvalade no último dia. A exceção é um cenário improvável de derrota do Besiktas com os albaneses, caso em que o Sporting poderia também perder em Moscovo, desde que depois ganhasse ao Besiktas no último dia e o Skenderbeu não vencesse o Lokomotiv em Elbasan. Mas simples são as contas do Lokomotiv: apura-se já se ganhar ao Sporting ou mesmo se empatar, desde que o Besiktas não perca com o Skenderbeu.   - Slimani marcou nos dois últimos jogos do Sporting: o 1-0 em Arouca e o 2-1 ao Benfica na Taça de Portugal. Persegue o se primeiro golo na Liga Europa – já marcou na Champions – e uma série de três jogos seguidos com golos. Algo que não consegue desde Março de 2014. Nessa altura, aliás, marcou em quatro desafios seguidos: Rio Ave, Sp. Braga, V. Setúbal e FC Porto.   -O Lokomotiv ganhou apenas um dos últimos sete jogos, mas fê-lo contra o Zenit: 2-0 em casa a 8 de Novembro, na Liga russa. Desses jogos, houve mais três em casa: 1-1 com o Besiktas, 0-1 com o Amkar e 0-2 com o Anzhi.   - Mais uma oportunidade para o Sporting interromper a série de jogos sem ganhar fora de casa nas competições europeias. A última vitória do Sporting europeu como visitante aconteceu a 15 de Setembro de 2011, no Letzigrund, de Zurique, frente ao FC Zurique, por 2-0 (golos de Insúa e van Wolfswinkel). Nos 17 jogos que se seguiram, os leões obtiveram cinco empates e 12 derrotas.   - O Sporting nunca foi feliz contra equipas russas, tendo ganho apenas um dos oito jogos disputados (ao CSKA, em casa, no play-off da atual Liga dos Campeões). Em seis desses oito jogos sofreu sempre três golos. Em contrapartida, o Lokomotiv ganhou dois de cinco desafios contra opositores portugueses, ambos por 3-1: ao Sp. Braga em 1998/99 e ao Sporting na primeira ronda da atual Liga Europa.   - Ewerton, que não estava disponível no jogo da primeira jornada, em Alvalade, já jogou na Rússia, no Anzhi, e tem um histórico imaculado contra o Lokomotiv. Em dois jogos, empatou a zero, fora, em Abril de 2014, quando já tinha ganho por 2-1 em casa. Em Maio de 2013.   - Manuel Fernandes, o português do Lokomotiv, já recebeu o Sporting em três ocasiões, sempre ao serviço do Benfica. Tem uma vitória (1-0 em Maio de 2005), um empate (3-3, em Janeiro de 2005, com vitória nas grandes penalidades) e uma derrota (1-3, em Janeiro de 2006).
2015-11-25
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Último Passe

O terceiro Sporting-Benfica da época foi o mais equilibrado de todos e por isso mesmo só se resolveu no prolongamento. Foi o mais equilibrado dos três porque o Benfica adequou as ideias do treinador ao sistema tático apresentado e porque o Sporting se mostrou menos fresco do que nos outros dois, com alguns jogadores a acusarem problemas físicos. Ganharam os leões, com justiça, graças a um golo do providencial Slimani, mas o jogo deixou mais dúvidas do que certezas de parte a parte. Jorge Jesus terá ficado com a ideia de que, afinal, o seu plantel não tem a profundidade necessária para tantas batalhas, ao passo que Rui Vitória tem razões para hesitar acerca da ideia de jogo que quer para a equipa. No jogo propriamente dito, começou melhor o Sporting, mais veloz e decisivo nos duelos. Podia ter-se colocado na frente numa cabeçada de Slimani ao poste, mas rapidamente ficou vulnerável às alterações promovidas pelo Benfica. Seja porque Jonas estava lesionado, porque terá percebido que não tem capacidade suficiente para aguentar um meio-campo a dois neste tipo de jogos ou porque as duas derrotas anteriores o levaram a mais cautela no posicionamento, o Benfica assumiu o 4x2x3x1 e a preferência pelo ataque rápido em detrimento do ataque organizado. Com isso garantiu que se expunha menos a perdas de bola do que no 0-3 da Luz e, tendo marcado logo na primeira vez que foi à baliza do Sporting, por Mitroglou, passou a ter o jogo de feição: defendia com duas linhas de quatro e provocava grandes dificuldades ao Sporting para entrar na sua organização defensiva. Os leões empataram numa altura fundamental – mesmo antes do intervalo, por Adrien, num lance que começou numa insistência de Slimani – e Jesus mudou a equipa para a segunda parte: fez sair Montero, mudou João Mário para o corredor central chamou Gelson ao jogo. Com João Mário a juntar-se a Adrien e William ao centro, o Sporting passou a mandar no jogo. Teve 25 minutos de fulgor, mas não marcou, e quando Rui Vitória trocou Pizzi por André Almeida, avançando Talisca e derivando Gaitán para a esquerda, o equilíbrio voltou ao relvado. Mesmo assim, só o Sporting criava situações de golo: Slimani obrigou Júlio César à defesa da noite mesmo sobre o final da partida e, quando a equipa leonina já parecia fisicamente de rastos, fez mesmo o 2-1, numa recarga a um remate de Adrien. A vitória deixa o Sporting num momento único de superioridade sobre o maior rival, mas a forma sofrida como foi alcançada, com Ewerton e Jefferson a saírem por lesão, com jogadores muito fatigados a terem de aguentar os 120 minutos, como foi o caso de Ruiz, por exemplo, mostra que a euforia não é aconselhável e que o plantel precisa mesmo de reforços se Jesus quer encarar várias competições ao mesmo tempo. A poupança na Liga Europa talvez não tenha sido tão má ideia, afinal. A derrota provoca no Benfica um sentimento de frustração, pois não é normal o bi-campeão perder três vezes com o mesmo adversário, ainda por cima treinado pelo seu ex-comandante. E lança a dúvida acerca da identidade deste Benfica. Qual é o verdadeiro Benfica? O que joga em 4x4x2, procura a largura nos extremos bem abertos e um futebol de posse? Ou o que prefere o 4x2x3x1, que na falta de um grande médio suporta esses extremos num duplo-pivot e concentra mais gente atrás? É que uma das razões para as três vitórias do Sporting está aqui à vista: enquanto os leões jogaram sempre com a mesma ideia e já a sabem de cor, as águias mudaram tudo em cada jogo.
2015-11-22
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Stats

Um Sporting-Benfica a contar para a Taça de Portugal costuma ser sinónimo de espetáculo e de muitos golos. Os últimos três jogos entre ambos para esta prova produziram 21 golos, a uma média de sete por encontro. E é preciso recuar a 1986 para encontrar um zero parcial no marcador, quando o Benfica se impôs ao Sporting na Luz por 5-0, nos quartos-de-final. Desde então, quatro vitórias do Benfica (uma nos penaltis e outra no prolongamento) e duas do Sporting, mas sempre com ambas as equipas a marcar. Épicos têm sido os últimos confrontos na Taça de Portugal. Em Janeiro de 2005, na Luz, foi o Benfica quem levou a melhor, mas só nos penaltis, depois de um empate a três golos (bis de Geovani e um golo de Simão para as águias, a responderem aos tentos de Hugo Viana, Liedson e Paítopara os leões). Em Abril de 2008, em Alvalade, ganhou o Sporting por 5-3 (bis de Yannick, com golos adicionais de Liedson, Derlei e Vukcevic, a anularem o que chegou a ser uma vantagem de 2-0 dos encarnados, que marcaram por Rui Costa, Nuno Gomes e Rodríguez). Por fim, em Novembro de 2013, voltou a ser o Benfica a superiorizar-se, mas só no prolongamento, por 4-3 (decidiu um golo de Luisão, depois de um hat-trick de Cardozo ter sido anulado por Capel, Maurício e Slimani). O Benfica não ganha em Alvalade para a Taça de Portugal desde 1963. Na verdade, só ganhou por duas vezes no terreno do Sporting nesta competição, mas em ambas, como as eliminatórias eram a duas mãos, acabou afastado: em 1963, ao 1-0 de Alvalade responderam os leões com um 2-0 na Luz; e em 1945, depois de ganhar por 2-1 no Lumiar, perdeu por 3-2 no Campo Grande e outra vez por 1-0 no jogo de desempate.   - O Sporting segue com duas vitórias consecutivas no confronto direto com o Benfica (o 1-0 na Supertaça, no Algarve, e os 3-0 na Luz, para a Liga), algo que já não conseguia desde 2005/06, quando ganhou por 2-1 em Alvalade e por 3-1 na Luz, de ambas as vezes para a Liga. Por sua vez, o Benfica precisou de prolongamento numa das duas vitórias seguidas que obteve em 2013/14: 4-3 (após prolongamento) para a Taça de Portugal e 2-0 para a Liga, sempre na Luz. Se procurarmos duas vitórias seguidas em 90 minutos, também foi o Benfica que as obteve, em 2012/13: 3-1 em Alvalade e 2-0 na Luz, sempre para a Liga.   - Mais difícil é encontrar três vitórias seguidas da mesma equipa no dérbi. O último a consegui-lo foi também o Benfica, que aliás ganhou seis desafios consecutivos, entre Fevereiro de 2010 e Novembro de 2011 (dia 21, fará quatro anos no dia do jogo). Os encarnados começaram essa série com um 4-1 em Alvalade para a Taça da Liga, prosseguiram com duas vitórias por 2-0 na Luz para o campeonato, chegaram à quarta também para o campeonato, mas em Alvalade, e ainda ganharam mais duas vezes: 2-1 na Luz para a Taça da Liga e 1-0 em Alvalade para o campeonato. O Sporting não ganha três vezes seguidas ao Benfica desde 1994 e 1995: nessa altura, ganhou os dois jogos do campeonato de 1994/95 (2-0 e 2-1) e venceu a primeira, em Alvalade, de 1995/96 (2-0, em Outubro de 1995).   - Este será o 16º jogo entre Rui Vitória e Jorge Jesus. O atual treinador do Sporting soma, no confronto direto, 12 vitórias, um empate e duas derrotas, sendo que duas dessas vitórias lhe permitiram ganhar títulos: a Taça da Liga de 2011 (final entre Benfica e Paços de Ferreira) e a Supertaça de 2015 (já no Sporting, contra o Benfica). Um dos sucessos de Rui Vitória, obtido pelo V. Guimarães, contra o Benfica, também lhe permitiu levar para casa a Taça de Portugal de 2013.   - Jorge Jesus tem sido um papa-dérbis. Em 18 jogos (incluindo o da Taça de Honra da AF Lisboa de 2014/15) só perdeu dois e empatou quatro, ganhando os outros 12 (um deles após prolongamento).   - Rui Vitória ganhou na primeira vez que defrontou o Sporting. Foi a 20 de Outubro de 2007 e o treinador ribatejano dirigia o Fátima, que semanas antes fizera sensação ao afastar o FC Porto da edição inaugural da Taça da Liga. Contra os leões, o Fátima ganhou por 2-1 no Restelo, casa emprestada dos verde-brancos, e levou para a segunda mão uma vantagem que não foi capaz de segurar, pois perdeu em casa por 3-2.   - Por sua vez, Jesus foi goleado na primeira vez que levou uma equipa a defrontar o Benfica. Era treinador do Amora que, a 3 de Fevereiro de 1993, foi batido pelos encarnados na Luz por 5-0. E só ao sétimo jogo conseguiu não perder com os encarnados, quando o seu E. Amadora se impôs na Reboleira por 3-0 ao Benfica, a 27 de Fevereiro de 2000.   - Com nove golos em 14 jogos, Jonas está a viver o melhor arranque de época desde que chegou à Europa, há cinco anos. Se marcar ao Sporting, atingirá os dez golos em finais de Novembro, quando nunca lá tinha chegado antes da passagem de ano. A época passada, já no Benfica, foi aquela em que atingiu mais cedo a dezena, fazendo-o a 4 de Janeiro, na vitória por 3-0 frente ao Penafiel.   - Treze dos últimos 14 golos do Benfica ao Sporting nasceram na América do Sul. Desde 2012, Cardozo marcou seis, Gaitán fez dois, Luisão um, Jardel outro, Pérez mais um, Lima outro e Salvio o restante. A exceção é Markovic, que marcou em Alvalade no empate (1-1) para a Liga, em Agosto de 2013.   - O último golo português num dérbi de Lisboa foi marcado por André Martins, no jogo da Taça de Honra da AF Lisboa, em Agosto de 2014 que os leões ganharam por 1-0. Em competições nacionais, fê-lo Hélder Postiga, em 2 de Março de 2011, na derrota do Sporting na Luz (1-2), na meia-final da Taça da Liga. Pelo Benfica, o último português a marcar foi Nuno Gomes, a 16 de Abril de 2008, nos tais 5-3 do Sporting para a Taça de Portugal.   - Dos atuais jogadores leoninos, Slimani é quem mais golos fez ao Benfica: três, sempre na Luz. Um na recente vitória (3-0) para a Liga, outro no empate (1-1) na Liga anterior e o primeiro na eliminação leonina da Taça de Portugal (3-4), em Novembro de 2013. Slimani apresenta-se, além disso, num momento extraordinário, pois fez cinco golos nos últimos três jogos: quatro em dois desafios da seleção argelina frente à Tanzânia e outro na visita do Sporting a Arouca.   -O Sporting é o atual detentor da Taça de Portugal, depois de ter vencido o Sp. Braga, no desempate por penaltis, na final de Maio passado. Os leões não perdem nesta prova há oito jogos, precisamente desde a última vez que pelo caminho lhes apareceu o Benfica, em Novembro de 2013. Mesmo esse jogo foi perdido no prolongamento: nos 90 minutos, a última derrota do Sporting foi a final de 2012 (0-1 com a Académica).
2015-11-20
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O Sporting venceu em Arouca, por 1-0, chegando à décima jornada com 26 pontos, no que é o seu melhor arranque de Liga desde que a vitória vale três pontos – o melhor eram os 23 de 2013/14, 2011/12, 2006/07 e 1995/96. Transpondo a pontuação da equipa de Carlos Queiroz em 1994/95 para o sistema atual, chegaríamos então aos mesmos 26 pontos de agora. Esse foi, de resto, o último ano em que o Sporting chegou à 10ª jornada na liderança, tendo acabado em segundo lugar, atrás do FC Porto.   - Jorge Jesus, por sua vez, igualou o arranque de época que fez no Benfica, em 2012/13, quando também somava 26 pontos à décima jornada. Nesse campeonato acabou por ser ultrapassado pelo FC Porto, perto do final, mas a verdade é que não liderava sozinho à décima ronda: tinha os mesmos pontos que os dragões.   - Além disso, o Sporting mantém-se sem perder jogos na Liga ao fim de dez jornadas, algo que já não conseguia desde 1998/99. A equipa de Mirko Jozic chegou à décima jornada dessa Liga com 22 pontos, fruto de seis vitórias e quatro empates, e em segundo lugar, a dois pontos do Boavista. A primeira derrota chegou à 14ª ronda e o Sporting acabou o campeonato em quarto lugar, com cinco jogos perdidos.   - Foi a terceira vitória do Sporting na Liga com golos nos últimos cinco minutos. Aconteceu logo na primeira jornada, graças a um penalti de Adrien frente ao Tondela, em Aveiro (2-1); na quinta, quando Montero marcou aos 86’ o golo que valeu os três pontos contra o Nacional, em Alvalade (1-0); e agora em Arouca, graças a um tento de Slimani ao minuto 90 (outra vez 1-0).   - Slimani fez o oitavo golo da época, chegando lá em menos tempo mas mais jogos do que na temporada anterior. Em 2014/15 só chegou aos oito golos a 29 de Novembro, na vitória caseira frente ao V. Setúbal (3-0), mas fê-lo em 14 jogos. Desta vez precisou de 16, viajando a uma média rigorosa de um golo a cada dois desafios.   - Lito Vidigal, treinador do Arouca, foi expulso pela segunda vez esta época. Já lhe tinha sucedido no empate em casa frente ao Belenenses, em Setembro, na altura por ordens do árbitro Luís Ferreira.   - Jorge Jesus voltou a obter uma vitória na sequência de um jogo perdido. São já dez vitórias seguidas na ressaca de uma derrota de uma equipa sua. A última vez que não respondeu com uma vitória a uma derrota foi no final da época de 2013/14, quando, ainda no Benfica, perdeu com o FC Porto na Liga e a seguir empatou na final da Liga Europa com o Sevilha.   - Naldo foi o segundo jogador do Sporting expulso na Liga esta época, depois de o mesmo ter acontecido a João Pereira, a 11 minutos do fim, no empate caseiro (1-1) com o Paços de Ferreira, a 29 de Agosto. O vermelho visto pelo brasileiro a três minutos do final do jogo de Arouca foi o seu primeiro desde Novembro de 2011, quando foi expulso a cinco minutos do fim de um empate do Cruzeiro com o Avaí, em Florianópolis.   - As expulsões do Sporting têm vindo aos pares, esta época. No jogo imediatamente após o vermelho a João Pereira, veio outro para a João Mário, contra o CSKA, em Moscovo. E agora o vermelho a Naldo sucedeu no jogo que se seguiu à expulsão de Rui Patrício na Albânia, frente ao Skenderbeu.   - Os últimos golos do Sporting em inferioridade numérica tinham valido um troféu. Aconteceram a 31 de Maio, no Estádio Nacional, e permitiram levar a final da Taça de Portugal de 0-2 para 2-2 e para o desempate por penaltis que acabou por sorrir aos verde-brancos. Nesse dia, após a expulsão de Cédric, marcaram Slimani e Montero, os dois intervenientes no lance do golo de ontem.   - Rui Patrício voltou a manter a baliza a zeros na Liga, o que já lhe acontece pelo terceiro jogo seguido (3-0 ao Benfica, 1-0 ao Estoril e 1-0 ao Arouca) e lhe permite aumentar para 278 o total de minutos sem sofrer golos na prova. O Sporting não estava três jogos seguidos sem sofrer golos na Liga desde Dezembro/Janeiro, quando defrontou Nacional (1-0), Estoril (3-0) e Sp. Braga (1-0). Na altura, Rui Patrício esteve 364 minutos sem sofrer golos, entre um obtido por Cardozo (Moreirense, a 14/12) e outro de Del Valle (Rio Ave , a 18/1).   - O Arouca perdeu, após cinco empates seguidos na Liga, contra U. Madeira, Belenenses, Sp. Braga, Tondela e V. Setúbal. Depois de ter vencido nas primeiras duas jornadas, já não ganha há oito jogos na Liga, o que fica a um jogo da pior série da equipa na prova, estabelecida em nove jogos, entre Setembro e Dezembro de 2013.  
2015-11-09
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Último Passe

Um golo caído do céu – literalmente, pois surgiu num passe aéreo para a área, numa altura em que picardias várias tinham posto o futebol em suspenso – permitiu ao Sporting vencer por 1-0 em Arouca, com apenas dez homens em campo e manter a vantagem na tabela sobre Benfica e FC Porto, que tinham ganho antes os seus jogos da 10ª jornada. Os líderes da Liga não fizeram uma boa exibição, porque lhes faltou perceber que o futebol de solicitação constante dos avançados nas laterais exige um ritmo mais elevado e uma chegada mais rápida dos médios à zona de definição. Foram lentos e previsíveis face a um Arouca que não se destapava nem para contra-atacar e acabaram por chegar ao golo quando o aproximar do final do jogo e a expulsão de Naldo os levou a abdicar do plano original: Ruiz picou a bola para a área e apanhou lá ambos os pontas-de-lança, Montero controlou e rematou contra um defesa e Slimani fez o golo na recarga. O Sporting foi mandando sempre no jogo, mas o ritmo baixo que lhe impôs fazia crer que a equipa estava fatigada de um jogo europeu que, na realidade, não fez na passada quinta-feira: dos titulares, só Rui Patrício, Adrien, João Mário e Paulo Oliveira estiveram em campo na Albânia. O plano de jogo era o habitual, com as diagonais dos extremos para o meio e a saída dos pontas-de-lança para os corredores laterais, mas a lentidão na chegada à área, fruto provavelmente do excelente preenchimento do corredor central por parte da equipa do Arouca, impedia o Sporting de ser perigoso. E a verdade é que mesmo com mais bola, mais ataques, mais remates, o Sporting só ameaçava a baliza de Bracalli em lances de bola parada: na primeira parte, só mesmo no final, num livre de Jefferson para a cabeça de Paulo Oliveira os leões estiveram à beira de se colocar em vantagem. O Arouca chegou do intervalo ainda mais centrado na defesa da sua baliza, quase abdicando de contra-atacar. E o jogo entrou num impasse perfeito, que fazia crer na eternização do 0-0. Até ao momento em que se virou a mesa, a três minutos do fim: Lito Vidigal, treinador do Arouca, entrou em campo, só ele saberá se para protestar uma falta que acharia que era ao contrário ou para impedir o Sporting de marcar o respetivo livre com rapidez; Naldo empurrou-o pelas costas, fazendo-o ir ao chão. Ambos foram expulsos e gerou-se um clima instável, um clima em que a emoção se sobrepôs à razão, aproveitado por Slimani para fazer o golo de uma vitória celebrada pelos jogadores e responsáveis leoninos como se tivesse valido um troféu. Vale, pelo menos, a liderança até Dezembro.
2015-11-08
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Jorge Jesus conseguiu a operação perfeita na Luz. Ganhou ali pela primeira vez na condição de adversário, pois até aqui perdera os oito jogos lá efetuados como treinador e o melhor que conseguira tinham sido três empates como jogador. Venceu o Benfica pela segunda vez seguida, algo que os leões não conseguiam desde 2005/06, quando Peseiro ganhou em Alvalade por 2-1 e depois Paulo Bento se impôs na Luz por 3-1. E ainda imitou Carlos Queiroz, que foi o último treinador a conduzir o Sporting a duas vitórias sucessivas sobre o rival (1-0 em Alvalade em Dezembro de 1994 e 2-1 na Luz, no famoso jogo da expulsão de Caniggia, em Abril de 1995).   - A vitória do Sporting na Luz garantiu ao clube a primeira liderança isolada da Liga desde Dezembro de 2013, quando venceu o Belenenses por 3-0, mantendo dois pontos de avanço sobre FC Porto e Benfica. Essa equipa, liderada por Leonardo Jardim, encalhou depois na 14ª jornada em casa com o Nacional (0-0), permitindo que os três grandes chegassem ao Natal com os mesmos 33 pontos.   - O Sporting marcou mais golos nos últimos quatro jogos (17, resultantes dos 3-0 ao Benfica, dos 5-1 ao Skenderbeu, dos 4-0 ao Vilafranquense e dos 5-1 ao V. Guimarães) que nos 11 primeiros encontros da época (nos quais fez 15 golos).   - Esta é a sétima vez que o Benfica chega à oitava ronda com três derrotas. Nas seis anteriores acabou a Liga em segundo lugar. Aconteceu-lhe em 2010/11 (perdeu um total de sete jogos e ficou a 19 pontos do FC Porto), em 1987/88 (perdeu seis vezes e acabou a 15 pontos do FC Porto, mas ainda com a vitória a valer apenas dois pontos), em 1981/82 (acabou com seis desaires e a dois pontos do Sporting), em 1978/79 (perdeu quatro vezes e terminou a um ponto do FC Porto), em 1952/53 (também perdeu quatro vezes e acabou a quatro pontos do Sporting) e em 1946/47 (perdeu cinco vezes e terminou a seis pontos do Sporting).   - Em toda a história da Liga portuguesa só houve um campeão com três derrotas à oitava jornada. Foi o Sporting de Laszlo Bölöni, em 2001/02. Os leões perderam na segunda jornada com o Belenenses (0-3), na terceira em casa com o Alverca (0-1) e na oitava em Braga (1-2). Seguiam nessa altura em quarto lugar, a três pontos do líder, que era o FC Porto, mas não voltaram a perder na Liga, que acabaram na frente, com cinco pontos de avanço sobre o Boavista.   - Slimani fez ainda golos em três das quatro vezes que foi ao Estádio da Luz. Já tinha marcado na derrota (3-4, após prolongamento) de Novembro de 2013 e no empate (1-1) na Liga passada. Na Luz, o argelino só ficou em branco na derrota leonina por 2-0 em Fevereiro de 2014. E nunca marcou ao Benfica fora daquele relvado: nem em Alvalade nem no Algarve, onde jogou a Supertaça.   - O golo de cabeça entre os centrais do Benfica valeu a Slimani tornar-se o melhor marcador da Liga no futebol aéreo. O argelino já fez quatro golos nos ares, depois de ter marcado assim ao Rio Ave e, por duas vezes, ao V. Guimarães. Dyego Souza, do Marítimo, tem três.   - Bryan Ruiz fez ao Benfica o primeiro golo na Liga portuguesa, acentuando a tradição de marcar ao clube da Luz e sempre que visita aquele estádio. O costa-riquenho já tinha marcado aos encarnados pelo Twente, nas duas partidas da pré-eliminatória da Liga dos Campeões de 2011/12: empate (2-2) na Holanda e derrota (3-1) na Luz. Só ficou em branco na Supertaça.   - Também Téo Gutièrrez vem com um registo 100 por cento goleador ao Benfica. Uma vez que o árbitro lhe atribuiu o golo da vitória na Supertaça, marcou nas duas primeiras vezes que defrontou os encarnados. O último avançado do Sporting a fazê-lo tinha sido Jardel, que bisou num empate (2-2) na Luz em Dezembro de 2001 e voltou a marcar noutro empate (1-1) em Abril de 2002.   - À décima visita à Luz com a camisola do Sporting, Rui Patrício conseguiu pela primeira vez manter a baliza a zeros. Até aqui perdera sete jogos e empatara dois (um deles depois perdido no prolongamento), sofrendo 18 golos, a uma média de dois por jogo.   - O Benfica somou a segunda derrota consecutiva, depois de ter sido batido pelo Galatasaray por 2-1, na quarta-feira, em Istambul. A última vez que tal lhe tinha acontecido tinha sido entre épocas: perdeu a final da Taça de Portugal de 2012/13, frente ao V. Guimarães (1-2) e depois saiu derrotado do confronto com o Marítimo, no Funchal, na abertura da Liga de 2013/14 (1-2). Se procurarmos duas derrotas seguidas na mesma época é preciso recuar até Maio de 2013, quando o Benfica perdeu no Dragão com o FC Porto (1-2), entregando essa Liga, e logo a seguir foi batido pelo Chelsea na final da Liga Europa (1-2).   - Esta foi também a primeira derrota do Benfica em casa na Liga desde Março de 2012, quando ali perdeu com o FC Porto, por 3-2. Desde então, os encarnados somavam 55 jogos sem derrotas, com 47 vitórias e oito empates.   - O Benfica não perdia por três golos de diferença desde a visita ao Paris St. Germain, em Outubro de 2013, para a Liga dos Campeões. Tal como ontem, também aí estava a perder por 3-0 ao intervalo. Na Luz, ninguém ganhava por três golos desde que a Académica de Domingos ali se impôs a um Benfica comandado por Chalana, em Abril de 2008.
2015-10-26
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Islam Slimani conseguiu nos 5-1 ao V. Guimarães o seu primeiro hat-trick desde que chegou ao Sporting, interrompendo uma série de quatro jogos sem marcar (Lokomotiv, Nacional, Boavista e Besiktas). O máximo que tinha conseguido foram dois bis, frente ao V. Setúbal e ao Penafiel, ambos em jogos que o Sporting tinha ganho confortavelmente (3-0 e 4-0). Este foi também o primeiro hat-trick de um jogador do Sporting desde o assinado por Montero nos 8-1 ao Alba, na Taça de Portugal, a 20 de Outubro de 2013. Na Liga, o último hat-trick leonino também pertencia a Montero, mas fora marcado ao Arouca noutra vitória por 5-1, a 18 de Agosto de 2013.   - O jogo teve outro hat-trick, mas de assistências. Jefferson cruzou para dois dos golos de Slimani e deu a bola a Adrien para o golo que este marcou de livre, tornando-se num ápice no maior assistente do Sporting esta época. Carlos Mané e Bryan Ruiz eram os principais assistentes até aqui, com dois passes para golo. O último jogador do Sporting a fazer três assistências num jogo tinha sido Rochemback, que o conseguiu a 14 de Novembro de 2004, num 6-1 ao Boavista.   - O Sporting voltou ainda a marcar cinco golos num jogo, algo que já não fazia desde 21 de Novembro de 2014, quando bateu o Sp. Espinho por 5-0, em partida da Taça de Portugal. Em jogos da Liga, a última “chapa 5” do Sporting datava de 18 de Agosto de 2013, quando venceu o Arouca em casa por 5-1.   - Por sua vez, o V. Guimarães já não sofria cinco golos num jogo desde 11 de Março de 2012, quando caiu em Alvalade, contra o Sporting, mas por 5-0.   - O Sporting completou o 20º jogo consecutivo a marcar em casa para a Liga portuguesa, onde já não fica a zero desde a derrota (0-1) contra o Estoril, em Maio de 2014. Já não conseguia uma série tão longa desde o período que mediou entre Março de 2007 e Outubro de 2008: nessa altura esteve 24 jogos seguidos sempre a marcar, entre um 0-0 com o Desp. Aves e um 0-1 frente ao Leixões.   - Rui Patrício fez o 339º jogo com a camisola do Sporting, igualando o “violino” Vasques no 10º lugar dos jogadores mais utilizados de sempre na história dos leões. O guarda-redes fica agora a apenas três jogos do oitavo lugar, ocupado ex-aequo por Anderson Polga e Pedro Barbosa. A tabela é liderada por Hilário, que alinhou 471 vezes de leão ao peito.   - O Sporting voltou a jogar 36 minutos em superioridade numérica, por expulsão de Bouba Saré, pouco depois de se iniciar a segunda parte do jogo. É a terceira vez que lhe acontece estar a jogar contra equipas diminuídas em número em sete jornadas da Liga, pois já tinha sucedido com a Académica, em Coimbra (expulsão de Filipe Alexandre) e com o Nacional, em casa (duplo amarelo a Sequeira). Ao todo, os leões somam 102 minutos em superioridade numérica, sendo a equipa que mais tempo esteve a jogar contra 10, superando na lista o… V. Guimarães, que tinha 88 minutos.
2015-10-05
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A passagem de Paulo Sérgio pelo Sporting pode não ter deixado muito boas memórias nem registos, mas numa coisa o treinador lisboeta deixou a sua marca: foi o último a ganhar cinco jogos fora seguidos ao serviço dos leões na Liga. Desde esse Outono-Inverno de 2010/11 que os leões esbarram sempre na quinta deslocação. E a série atual já é a quarta em que conseguem alinhar quatro vitórias seguidas em deslocação. O último jogo fora de casa na Liga que o Sporting não ganhou foi na reta final da época passada, no Estoril, onde a partida terminou com um empate a um golo. Desde então, ainda sob o comando de Marco Silva, a equipa verde-e-branca venceu o Rio Ave por 1-0 e, já esta época, com Jorge Jesus no banco, impôs-se a Tondela (2-1), Académica (3-1) e outra vez Rio Ave (2-1). A deslocação ao Bessa, para defrontar o Boavista, é a ocasião de finalmente meter a quinta vitória na série. A questão é que essa quinta vitória tem falhado sucessivamente. Falhou na época passada, quando a equipa de Marco Silva ganhou ao Boavista (3-1), ao Nacional (1-0), ao Sp. Braga (1-0) e ao Arouca (3-1), para depois empatar com o Belenenses no Restelo (1-1). Já tinha falhado na transmissão de testemunho entre Jesualdo Ferreira e Leonardo Jardim, quando os leões, ainda sob o comando do primeiro, ganharam ao Beira Mar (4-1), e depois, com o madeirense à frente, se impuseram a Académica (4-0), Olhanense (2-0) e Sp. Braga (2-1), mas baquearam com o FC Porto no Dragão (1-3). E antes disso falhara também Domingos Paciência, que vencera fora o Paços de Ferreira (3-2), o Rio Ave (3-2), o V. Guimarães (1-0) e o Feirense (2-0), caindo ao quinto jogo frente ao Benfica (0-1). A última série de cinco jogos seguidos do Sporting a ganhar fora na Liga pertenceu, assim, à equipa comandada por Paulo Sérgio. Venceu a U. Leiria (2-1), a Académica (2-1), o Portimonense (3-1), o V. Setúbal (3-0) e o Marítimo (3-0). Essa série foi interrompida a 12 de Fevereiro de 2011, em Olhão, contra o Olhanense (empate a 2-2 depois de ter estado a ganhar por 2-0), mas o maior problema para os leões foi que esse também foi o primeiro jogo de uma série de mais cinco sem ganhar em viagem: 0-1 no Nacional, 0-0 com o Rio Ave, 1-1 em Guimarães e 2-3 no Dragão com o FC Porto. Quando a equipa voltou a ganhar (1-0 em Braga, na última jornada), o treinador já era José Couceiro.   - O Boavista, único clube que Petit treinou, nunca pontuou e nunca fez sequer um golo a uma equipa comandada por Jorge Jesus com ele aos comandos. Os únicos confrontos datam da época passada e contam a história de um 3-0 favorável ao Benfica na Luz e de um 1-0 arrancado a ferros no ainda sintético do Bessa, em finais de Agosto do ano passado.   - Jorge Jesus não perde no Bessa desde Novembro de 2005, quando ainda comandava a U. Leiria e foi ali batido por 2-0 (golos de João Pinto e William). Desde então, empatou (0-0) e ganhou (4-2) com o Belenenses, nunca lá levou o Sp. Braga (o Boavista entretanto descera), e ganhou (1-0) com o Benfica na época passada. Antes, tinha empatado (1-1), com o Moreirense, no que foi o primeiro ponto da sua tentativa frustrada de salvar os cónegos da despromoção, em 2004/05; perdera (1-0) com o V. Guimarães, em 2003/04. Com o E. Amadora perdeu (2-1 em 1998/99) e ganhou (2-1, em 1999/00) e com o Felgueiras teve o pior resultado de todos: 0-4, em 1995/96.   - O Sporting ganhou os três jogos ao Boavista desde que os axadrezados regressaram à I Liga, mas nenhum jogador apareceu repetido na lista dos goleadores. Adrien e Slimani marcaram nos 2-1 em Alvalade, em Abril; Tanaka deu a vitória por 1-0 em Lisboa para a Taça da Liga em Janeiro e, em Dezembro passado, Carrillo, Mané e João Mário tinham feito os tentos do 3-1 no Bessa. Os dois golos boavisteiros pertenceram a Zé Manuel e Jonathan Silva (este na própria baliza).   -O Sporting segue numa série de 23 jogos (todas as competições) seguidos a marcar golos, a melhor da história do clube desde 1969/70, quando conseguiu 36 partidas sempre a marcar.   - Os leões não perdem no Bessa desde Abril de 2004 (2-1, em jogo da Liga), mas este foi um dos estádios em que sentiu mais dificuldades durante largo período da sua história, pois esteve 30 anos sem lá ganhar, entre os 5-2 de Dezembro de 1959 e os 3-0 de 15 de Setembro de 1990.   - Os últimos dois golos marcados pelo Sporting (ao Lokomotiv e ao Nacional) tiveram os mesmos intervenientes: Calos Mané assistiu e Montero marcou. - Slimani, autor do golo da vitória leonina no último confronto entre Sporting e Boavista (os 2-1 em Alvalade), marcou nas duas últimas deslocações dos leões: Académica e Rio Ave. Já tinha conseguido por três vezes marcar golos em duas saídas consecutivas, mas ficou sempre em branco à terceira.   - Três dos cinco golos obtidos pelo Boavista esta época nasceram de bolas paradas: um livre direto de Luisinho, um canto com finalização do mesmo Luisinho e um livre lateral com cabeceamento de Anderson Carvalho. O Sporting já sofreu dois golos de livre lateral (Tondela e CSKA Moscovo) e em contrapartida só marcou três de bola parada, mas todos de penalti.   - O lateral sportinguista João Pereira estreou-se na Liga no Bessa, a 17 de Agosto de 2003, lançado por Jose Antonio Camacho na parte final de um empate a zero entre o Boavista e o Benfica.   - O Boavista só ganhou uma vez com Soares Dias a apitar na Liga. Foi em Fevereiro de 2006, no Bessa, contra o Rio Ave (2-1). Nos três jogos seguintes, os axadrezados sofreram três derrotas e não fizeram sequer um golo. Quanto ao Sporting, já perdeu cinco vezes (em 24 jogos) com este árbitro, com o qual não ganha longe de Alvalade desde a deslocação a Coimbra, na abertura da Liga de 2013/14. Desde então, perdeu duas vezes no Dragão (3-1 e 3-0) e empatou em Coimbra com a Académica (1-1).
2015-09-25
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- Slimani construiu em Portugal uma reputação de cabeceador, mas o golo de ontem, ao Rio Ave, foi o primeiro que fez de cabeça esta época, pois à Académica e ao CSKA Moscovo tinha marcado de pé esquerdo. O último golo de cabeça de Slimani no Sporting sucedera a 19 de Abril e valera uma vitória (2-1) frente ao Boavista. Depois disso ainda fez mais dois golos ao Sp. Braga.   - A vitória do Sporting em Vila do Conde foi a quarta seguida fora de casa em jogos da Liga (Rio Ave, Tondela, Académica e, de novo, Rio Ave). A série, que se iniciou após o empate (1-1) no Estoril, é partilhada por Marco Silva e Jorge Jesus e iguala as melhores do próprio Marco Silva e de Leonado Jardim. A última vez que os leões fizeram melhor foi em 2010/11, quando venceram cinco deslocações consecutivas.   - Os dois golos em Vila do Conde significam que o Sporting marcou nas derradeiras 14 partidas da Liga, todas as que disputou desde os 0-3 no Dragão, a 1 de Março. Entre Maio de Dezembro de 2013 os leões conseguiram 15 jogos seguidos a marcar na prova.   - O Sporting sofreu golos pelo sexto jogo seguido esta época. Depois da baliza virgem na Supertaça, contra o Benfica, todas as equipas bateram Rui Patrício: Tondela, Paços de Ferreira, CSKA Moscovo (duas vezes), Académica e agora o Rio Ave. Na Liga, o último zero defensivo do Sporting foi na derradeira jornada da época passada, em… Vila do Conde (vitória por 1-0).   - Todos os jogos do Sporting na Liga tiveram penaltis. Na primeira jornada, os leões ganharam ao Tondela com um penalti de Adrien. Na segunda, cederam o empate com o Paços de Ferreira quando Pelé bateu Patrício da marca dos onze metros. Na terceira, além de terem sofrido um golo de penalti (Rabiola), marcaram um (Aquilani) e falharam outro (Adrien). Ontem, abriram o marcador graças a mais um penalti de Adrien.   - Em contrapartida, o Rio Ave é a equipa que mais grandes penalidades cometeu na Liga: a de Wakaso, ontem, já foi a terceira, depois de Capela ter feito uma contra o Belenenses e Cássio outra no empate em Setúbal.   - O golo de Slimani foi o primeiro que o Rio Ave sofreu esta época sem ser de bola parada. Até aí tinha sofrido golos num livre indireto, dois cantos e três penaltis (já incluído aquele com que Adrien abriu o marcador).   - Adrien Silva voltou a ser bem sucedido na conversão de uma grande penalidade depois de ter falhado uma em Coimbra, contra a Académica. Os três penaltis que marcou esta época foram todos para o lado direito, mas o de Coimbra acertou no poste.   - Depois do golo em Setúbal, Yazalde marcou pela segunda partida consecutiva, algo que não lhe acontecia desde Março de 2014, quando ainda representava os romenos do Astra Giurgiu. Nessa altura fez golos no empate (1-1) em casa com o Otelul e na vitória (2-0) frente ao Ceahlaul. Em Portugal não lhe sucedia semelhante coisa desde Abril de 2013, quando deu a vitória (1-0) do Beira Mar em casa com o Gil Vicente e marcou na derrota (1-2) frente ao Rio Ave, em Vila do Conde.  
2015-09-14
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Último Passe

A vitória do Sporting em Coimbra foi, além de natural e justa, um pretexto para Jorge Jesus tirar uma série de conclusões acerca da sua equipa. E uma delas é a de que nem tudo tem de funcionar como quando o técnico dirigia o Benfica, pois os leões têm a sua especificidade.Por exemplo. Slimani é um ponta de lança alto e forte no jogo aéreo, mas não é Cardozo, que era sempre quem saltava fora quando o Benfica queria resguardar-se um pouco. Ao invés de Cardozo, Slimani não é só o ponta-de-lança com mais DNA goleador. É também quem mais corre, para dar profundidade e até largura no ataque, e quem mais defende, tornando-se o homem fundamental nas transições defensivas da equipa. Por isso, se a equipa quer defender melhor, não é Slimani o homem a abater.Depois, se no Benfica não colocava sequer a hipótese de deixar de fora os jogadores mais experientes para dar a titularidade aos miúdos, já no Sporting Jesus verifica que não só pode como deve fazê-lo. Era óbvio que Carlos Mané vinha reclamando a titularidade a meias com Ruiz - que não respondeu bem à carga de jogos bissemanais - ou que João Pereira já reclamava um dia de repouso para assentar ideias (mesmo tendo sido forçado) e que Esgaio poderia substituí-lo sem perda de qualidade. Em Coimbra, ambos responderam à chamada e foram importantes para a equipa.Por fim, é evidente que João Mário já é, a par de Bernardo Silva, bem mais que o melhor projeto do atual futebol português. Na Luz, Jesus nunca teve espaço para dar ao médio que rumou ao Mónaco. Mas em Alvalade terá de ser diferente e João Mário tem boas chances de manter o lugar, mesmo depois do regresso de William e da entrada de Aquilani no seu ritmo de competição.
2015-08-30
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1. Vitória justa do Sporting. O jogo foi dividido nalguns momentos, mas os leões foram mais fortes nas entradas da primeira e da segunda parte, criando aí as situações de perigo que justificaram a vantagem.2. A maior limitação do Benfica nem foi futebolística mas de atitude perante o jogo. A única altura em que o Benfica quis mandar no jogo foi quando se viu a perder e aí já era tarde. 3. Grande jogo de João Mário, o melhor em campo. Seguro na posse e no passe, com capacidade para queimar linhas com a bola nos pés foi a cola que os leões nem sempre tiveram para unir 11 jogadores que estavam em campo a 200 à hora.4. O golo de Carrillo até pode ser visto como algo fortuito, porque a bola raspou em Teo Gutierrez, mas nasce de um movimento bem feito da direita para o meio do ala leonino e da "ausência" de Talisca, a aposta mais falhada de Rui Vitória no jogo.5. Além de João Mário, os melhores do Sporting foram os atacantes, tanto pela forma como criaram desequilíbrios como sobretudo pela disponibilidade física que mostraram para pressionar a saída de bola do Benfica. Slimani nesse aspeto foi um monstro. Ruiz foi, ele sim, o cérebro.6. Rui Vitória apresentou um onze longe da estrutura que Jesus utilizava e com ideias muito diferentes: menos largura, menos profundidade, menos velocidade, mais ênfase na posse que a equipa não conseguiu controlar, porém. Mas quando quis ir atrás do resultado, o Benfica regressou ao 4x4x2 de Jesus, com Mitroglu a fazer de Lima, Fejsa a fazer de Samaris e John a fazer de Salvio.7. Lisandro fez um bom jogo, a mostrar que podia ter sido alternativa mais cedo. A seguir ao argentino, os melhores do Benfica foram Pizzi (foi um erro deixá-lo de fora) e Ola John, que carrilou sempre mais jogo que Gaitán.8. Nelson Semedo fez coisas boas e coisas menos boas. Deu profundidade à equipa no corredor direito, mas nalguns momentos acusou ansiedade e falta de experiência. Mas está ali jogador.9. Depois desta vitória, o Sporting vê caucionadas as mudanças que fez, mas tem desafios bem mais complicados pela frente no futuro próximo. O Benfica vê aumentar as dúvidas, mas resta-lhe crescer e acreditar no processo.10. Jorge Sousa teve dois erros graves no jogo. Anulou mal um golo a Teo Gutierrez na primeira parte e deixou passar em claro um penalti sobre Gaitán na segunda. Ninguém tem verdadeira legitimidade para se queixar, portanto.
2015-08-09
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