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Último Passe

Que este é um Benfica cheio de contradições, já aqui foi escrito vezes sem conta. Mas o empate frente ao Besiktas em Istambul, após estar a ganhar por 3-0 a meia-hora do fim, foi o expoente máximo da bipolaridade encarnada, da forma como esta equipa é capaz de alternar o melhor com o pior. O melhor, com as armas do costume, durou uma hora e devia ter chegado perfeitamente para sentenciar o apuramento para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. O pior, na incapacidade para controlar um jogo quando deixa de ter a bola, adiou tudo por duas semanas e cobriu a última jornada do grupo de incerteza, com a hipótese de Benfica e Napoli se defrontarem quase como se fosse em eliminação direta. O futebol está cheio de clichés que este Benfica desmente a cada vez que entra em campo. Rui Vitória tem muitos jogadores velozes na frente e para muitos isso faria todo o sentido numa equipa especializada em contra-ataque e ataque rápido, mas a rapidez de pernas e de decisão de muitos destes elementos transforma este Benfica numa máquina a jogar em ataque organizado, primeiro fixando as linhas defensivas adversárias no local onde têm de estar só para poder depois dinamitá-las. Foi a isso, que aliás já se vira nos 6-0 ao Marítimo, que se assistiu no arranque do jogo de Istambul e na forma como o Benfica chegou a 3-0. Depois, Vitória tem muita gente forte na reação à perda da bola, o que permite à equipa muitas recuperações altas, e devia transformar o Benfica numa máquina defensiva. E a verdade é que, na maior parte dos casos, isso acontece. Só que, fortíssimo em transição defensiva, na definição desse primeiro momento de pressão, este Benfica sofre essa reação inicial falha e a equipa se vê obrigada a fazer duas coisas: a passar mais tempo sem a bola e a abusar do momento de jogo que menos lhe agrada, que é a organização defensiva a qual todas as equipas que passam mais tempo sem bola se vêem obrigadas a recorrer. Aí, já se lhe notam lacunas de preenchimento de espaços. Claro que no empate de Istambul há erros à mistura: nem outra coisa seria possível quando se fala de uma recuperação de 0-3 para 3-3. Há erro de Lindelof na forma como concede o penalti que origina o segundo golo turco, há deficiências de agressividade no ataque à bola no golo do empate, como há também um erro de Rui Vitória na forma como, trocando Guedes por Samaris, leva a equipa para onde ela é menos forte – para trás. Guedes é uma das chaves do comportamento defensivo do Benfica na frente e apesar de toda a sua inteligência tática, Pizzi corre menos e não condiciona os adversários como ele faz. Tendo em conta que todas as equipas atacam e defendem com onze, a troca de um avançado por um médio defensivo não leva necessariamente a que uma equipa defenda melhor – leva, isso sim, a que ela defenda noutra zona. E essa troca de zona de foco defensivo custou caro ao Benfica.
2016-11-23
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O empate entre FC Porto e Benfica, que deixa tudo na mesma entre as duas equipas no topo da tabela, resulta da excelente exibição do FC Porto durante cerca de 70 minutos, sempre a mandar no campo, mas também da reação benfiquista na ponta final de uma partida em que esteve encostado às cordas mas conseguiu ir ao fundo da alma buscar aquilo de que precisava para pontuar, já nos descontos. Sim, é verdade que até essa ponta final o meio-campo escalado por Rui Vitória nunca se impôs e o FC Porto podia até ter feito mais de um golo, mas também é certo que a reação benfiquista foi auxiliada pelas trocas feitas por Nuno Espírito Santo, a puxar a equipa para trás. Chegar aqui e decidir o que é mérito próprio ou demérito do adversário é conversa para ter na bancada dos sócios, que de qualquer modo andarão mais entretidos nas próximas horas a debater os méritos de decidir o resultado de um clássico no período de compensação. Essa impossibilidade chega até aos lances dos dois golos. No do FC Porto, há mérito na diagonal de Corona, a descobrir Diogo Jota, como na forma como este saiu de Nelson Semedo e chutou forte e colocado, mas também há culpas de Ederson, que permitiu que a bola entrasse entre ele e o poste mais próximo, o poste do guarda-redes. No do Benfica, viu-se um excelente cruzamento de André Horta e a habitual contundência de Lisandro nas bolas paradas ofensivas, mas também um erro de julgamento de Herrera, a ceder um canto despropositado, e a falta de resposta coletiva dos portistas, que não colocaram ninguém para impedir o canto curto e por terem voltado as costas à jogada deram todo o tempo e espaço do mundo a Horta para cruzar. O jogo foi muito interessante também no plano tático e estratégico. Nuno Espírito Santo fez o onze inicial que se impunha, mantendo Maxi Pereira e fazendo entrar Corona, para ganhar largura e repentismo no campo. Com uma excelente noite de Oliver – a melhor desde que regressou ao FC Porto – a equipa recuperava muitas vezes a bola ainda no meio-campo adversário, remetendo o Benfica a uma primeira parte com pouco ataque. Rui Vitória também fez o que se lhe aconselhava, não inventando e trocando os lesionados Fejsa e Grimaldo por Samaris e Eliseu, mas a equipa não respondeu. Fê-lo apenas quando, já em desvantagem, o treinador mexeu e devolveu Pizzi a uma das alas, mas com a incumbência de auxiliar Samaris e Horta, que a partir daí ficaram no meio, na batalha contra Danilo, Oliver e Otávio, que também procurava vir para dentro com frequência. Vitória ainda reforçou o ataque com Jiménez, ao mesmo tempo que Espírito Santo ia puxando a equipa para trás: Ruben Neves por Corona, Layun por Oliver e Herrera por Jota. Em consequência das trocas – e do resultado, também, como é evidente, pois era ao Benfica que competia fazer pela vida – o jogo foi-se aproximando da baliza de Casillas e o Benfica acabou por chegar ao empate. Ficou tudo igual na classificação, num jogo que mostrou três coisas. Que o FC Porto, afinal, tem intensidade para se bater com o Benfica e lutar pelo título. Que o Benfica continua a sentir enormes dificuldades para assumir o jogo quando enfrenta adversários do mesmo calibre. Mas que mesmo assim consegue resultados úteis e mantém-se na frente da tabela e por isso mesmo é ainda o principal favorito na Liga.
2016-11-06
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A importante vitória do Benfica sobre o Dynamo Kiev (1-0), que permitiu ao campeão português continuar bem vivo na Liga dos Campeões, teve o contraponto na infeliz lesão de Fejsa, que abandonou o campo a meio da segunda parte e está em dúvida, pelo menos, para o jogo com o FC Porto, no Dragão, no domingo, do qual depende muito do que será a Liga portuguesa nos próximos tempos. Rui Vitória já se viu a braços com tantas ausências – até Jonas – que há-de haver muito quem pense que mais uma, menos uma, não lhe fará assim tão grande diferença. Mas Fejsa é provavelmente o jogador mais difícil de substituir no Benfica. Porque se a falta de Jonas se sente mais quando o Benfica tem a bola – e portanto a capacidade de escolher caminhos alternativos – a de Fejsa nota-se sobretudo quando é o adversário a controlar a iniciativa. Fejsa é fundamental no processo defensivo do Benfica, porque é capaz de estabelecer o equilíbrio permanente da equipa, aparecendo onde faz mais falta. Depois, joga bem com o corpo, cobrindo a bola e impondo o físico no desarme. Samaris, em comparação, sai mais da posição, oferece mais de si próprio ao ataque, aparece mais até em posições de finalização, mas não tem a leitura de jogo do homem que hoje substituiu. E enganem-se os que pensam que Fejsa é irrelevante a atacar. Não sai com a bola em posse, não dribla, nem tem por hábito fazer golos – e Samaris até os faz com alguma frequência – mas não é de perder passes e até tem vindo a arriscar mais quando os faz, ligando por vezes com os avançados. Lembra-se das derrotas do Benfica na Liga do ano passado? Com o Arouca? Fejsa foi suplente. Com o FC Porto, no Dragão? Estava lesionado. Com o Sporting na Luz? Entrou para a segunda parte, já com 0-3 no marcador, mas magoou-se e teve de sair. E com o FC Porto na Luz? Estava outra vez lesionado. Na época passada, Fejsa não foi apenas campeão. Jogou apenas 22 minutos numa das quatro derrotas da sua equipa, e depois de esta já ter entregue o resultado. Aliás, não é por acaso que ele vem com oito títulos de campeão nacional consecutivos: campeão sérvio pelo Partizan em 2009, 2010 e 2011; campeão grego pelo Olympiakos em 2012 e 2013; campeão português pelo Benfica em 2014, 2015 e 2016. A vitória sobre o Dynamo Kiev deixa o Benfica relativamente bem posicionado para seguir em frente na Champions – precisa, na pior das hipóteses, de uma vitória e um empate nos dois últimos jogos, sendo que se a vitória vier em Istambul a última jornada será irrelevante – mas é seguro que esta noite Rui Vitória não estará tão preocupado a fazer contas a cenários de qualificação como à espera das necessárias 24 horas para que seja feita a reavaliação do estado físico do seu médio-centro. Porque se a equipa soube readaptar-se até à perda de Jonas – Guedes joga diferente, mas a equipa percebeu-o e mudou – mais difícil lhe será habituar-se a não ter Fejsa, cuja importância é mais dificilmente catalogável, por se notar sobretudo em que a iniciativa é do adversário.
2016-11-01
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Com os cinco golos marcados ao Sp. Braga, na vitória por 5-1, o Benfica chegou aos 100 golos nesta temporada: 76 na Liga, 13 na Liga dos Campeões, oito na Taça da Liga e três na Taça de Portugal. Os encarnados chegaram à centena de golos pela sétima temporada consecutiva, pois a última vez que ficaram aquém desta marca foi em 2008/09, quando a equipa de Quique Flores terminou a época com apenas 73 golos marcados.   O autor do 100º golo do Benfica foi o grego Samaris, naquele que é o 42º jogo oficial da temporada. Foi, nesta série de sete épocas, a segunda em que o Benfica mais depressa chegou ao centenário. A primazia continua a pertencer à época de 2009/10, na qual o brasileiro Alan Kardec fez esse mesmo 100º golo na vitória em Marselha (2-1), para a Liga Europa, a 18 de Março, ao 41º jogo oficial. Em 2012/13, o mesmo 100º golo foi marcado por Lima, a 30 de Março, ao 43º jogo, uma vitória ampla por 6-1 sobre o Rio Ave.   Mitroglou fez neste jogo o seu quarto bis da época (um deles foi mesmo um hat-trick), na qual soma já 21 golos, doze dos quais nos onze desafios que leva a segunda volta da Liga. Esta já é a melhor época de sempre do avançado grego, cujo máximo goleador numa só temporada estava até aqui nos 19 tentos obtidos em nome próprio: em 2011/12, pelo Atromitos (17 na Liga e dois na Taça da Grécia) e em 2014/15 pelo Olympiakos (16 na Liga grega, dois na Liga dos Campeões e um na Liga Europa).   Com o penalti através do qual fez o 2-0, Jonas também superou a sua melhor marca goleadora numa só época desde que chegou à Europa, em Janeiro de 2011. São já 32 golos em 39 jogos, 30 dos quais na Liga portuguesa (os outros dois foram na Champions). A melhor época europeia de Jonas tinha sido a anterior, na qual fez 31 golos em 35 jogos.   Além de o deixarem muito bem colocado na corrida à Bota de Ouro, os 30 golos que Jonas fez na Liga portuguesa permitiram-lhe chegar à meia centena na competição (20 em 2014/15 e 30 em 2015/16). O avançado brasileiro fê-lo num total de 55 jogos, sendo o quinto jogador mais rápido da história do Benfica a atingir esta marca. Melhor do que ele só Eusébio, José Águas, Julinho e José Torres, o mais rápido de todos. O “Bom Gigante”, que chegou aos 50 golos em apenas 39 jogos, precisou, ainda assim, de cinco épocas para lá chegar, pois no início de carreira jogava muito poucas vezes.   O golo de Samaris, além de ter sido o 100º da época, foi o primeiro que os encarnados fizeram de livre direto esta época e o primeiro nessas condições no campeonato desde que, em Setembro de 2014, Talisca marcou assim na vitória por 5-0 em Setúbal.   Além do primeiro golo de livre, o Benfica sofreu também o primeiro penalti da atual edição da Liga, deixando assim de haver equipas sem penaltis contra. O último penalti contra o Benfica na Liga tinha acontecido a 21 de Março de 2015, na derrota por 2-1 em Vila do Conde, contra o Rio Ave. Curiosamente, o Rio Ave é a única equipa ainda sem penaltis a favor na presente edição da Liga.   O Sp. Braga continua a somar maus resultados nas visitas a Lisboa. Foi a quarta derrota em outras tantas viagens à capital esta época: 1-0 no Estoril, 3-2 em Alvalade, 3-0 no Restelo e agora 5-1 na Luz. A somar a isso, os bracarenses registaram ainda mais três resultados negativos seguidos na ponta final da época passada: 2-0 na Luz, 4-1 em Alvalade e 2-2 (com derrota nos penaltis) na final da Taça de Portugal, contra o Sporting, no Jamor. O último bom resultado que fizeram na zona de Lisboa foi a vitória por 2-0 no Estoril, a 8 de Fevereiro de 2015.   Pedro Santos, que marcou o golo do Sp. Braga na Luz, já tinha sido autor de um dos golos dessa vitória no Estoril. Fez na altura o segundo, depois de Ruben Micael abrir o ativo.   Os 5-1 permitiram ao Benfica reforçar a condição de melhor ataque da Liga, já com 76 golos marcados. São mais 20 golos que o segundo melhor ataque, que é o do Sporting, ainda que os leões possam diminuir a desvantagem quando jogarem com o Belenenses no Restelo, na sua partida desta 28ª jornada. É o melhor ataque de uma equipa do Benfica à 28ª jornada desde 1983/84, quando o onze comandado por Eriksson chegou a esta ponto da prova com 83 golos marcados.   O Benfica chegou ainda à 28ª jornada com 70 pontos, que ainda assim, é um a menos do que tinha na mesma jornada da época passada, e menos três do que na primeira época do presente bicampeonato. Para se encontrar um líder com menos pontos à 28ª ronda é preciso recuar até 2011/12, quando o FC Porto de Vítor Pereira comandava com 69 pontos, mais seis do que o segundo, que era o Benfica.   Em contrapartida, o Sp. Braga viu o Arouca reduzir a diferença que separa o quarto do quinto lugar para seis pontos. Os bracarenses somam agora 50 pontos, menos três do que na época passada à passagem da 28ª ronda. Até marcaram mais dois golos (passaram de 45 para 47), mas sofreram mais dez (de 17 para 27).
2016-04-03
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Último Passe

Se o Sp. Braga era o maior obstáculo que o Benfica ia ter pela frente no trilho que os encarnados esperam os conduza o tri-campeonato, os 5-1 com que a equipa de Rui Vitória arrumou a questão e a chegada ao centésimo golo da época deixam poucas dúvidas de que o objetivo está cada vez mais próximo e de que não há muitas equipas em Portugal com capacidade para se atravessar à frente deste comboio em movimento. E, no entanto, no arranque, tudo parecia complicar-se. A vantagem deste Benfica é que mesmo quando a dinâmica coletiva não o favorece, como aconteceu no início da partida frente ao Sp. Braga, a qualidade individual dos seus jogadores permite resolver os jogos. Às vezes de forma avassaladora, como aconteceu hoje. Rui Vitória cumpriu o que tinha prometido e não poupou ninguém a pensar em Munique. Queria era ganhar. Mas o início do jogo deve tê-lo deixado a pensar nas soluções que tinha em campo, pois o Sp. Braga teve as duas primeiras ocasiões de golo: Wilson Eduardo cabeceou ao poste logo no primeiro minuto e Rafa desperdiçou um lance isolado na cara de Ederson, fazendo um chapéu ao lado, aos 11’. O Benfica tinha dificuldades em encaixar com as rápidas movimentações interiores dos alas do Sp. Braga e não conseguia pegar no jogo. Até que Mauro ofereceu o 1-0 a Mitroglou, com dois passes errados sucessivos à entrada da sua própria grande área. Com o golo, a equipa de Paulo Fonseca tremeu e desapareceu em termos ofensivos, ao mesmo tempo que o Benfica se agigantou. E, passando a mandar no jogo, contou com a tal qualidade individual dos seus homens, que não cometem erros em situações-limite. Paulo Fonseca terá ansiado pela chegada do intervalo com aquele resultado, de forma a poder voltar a juntar os cacos a tempo de discutir a segunda parte, mas Jonas fez o 2-0 de penalti, a punir mão de André Pinto, aos 37’. E dois minutos depois, em remate de longe que enfatizou o facto de ser ele o maior injustiçado das últimas convocatórias de Fernando Santos, Pizzi chegou aos 3-0. Com a questão do resultado arrumada, a segunda parte seria um mero pró-forma. O Sp. Braga já não entrou tão bem, mas ainda assim voltou a acertar no poste, por intermédio de Hassan. E se isso serviu para alguma coisa foi para voltar a acordar os atacantes encarnados, que fizeram mais dois golos de rajada. Primeiro, Jonas aproveitou as linhas subidas do adversário para se isolar na esquerda e oferecer o 4-0 a Mitroglou e, depois, foi a vez de Samaris, de livre, chegar aos 5-0. O centésimo golo da época – em todas as provas – chegou de forma inédita, pois o Benfica ainda não tinha marcado de livre direto. Até final, quando toda a gente em campo já pensava nos jogos contra o Bayern Munique e o Shakthar Donetsk, que aí vêm a meio da semana, Gaitán e Jardel ainda foram rendidos por Carcela e Nelson Semedo, ficando este ligado a mais um facto inédito: fez o primeiro penalti sofrido pelos encarnados no presente campeonato, ao derrubar Pedro Santos na área. O próprio Pedro Santos reduziu para os 5-1 finais, não beliscando minimamente o estado de euforia com que a equipa do Benfica vai viajar até Munique.
2016-04-01
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Último Passe

A instauração de um processo disciplinar a Slimani pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, na sequência da queixa do Benfica, que acusa o argelino de ter dado uma cotovelada em Samaris, é absolutamente normal. Primeiro porque, ao contrário do que pode parecer pela reação inflamada do Sporting, Slimani não foi castigado. Pode vir a sê-lo, como pode acabar ilibado. Depois porque há uma grande diferença entre o choque de Slimani com Samaris e os lances apresentados pelo Sporting como represália. É uma coisa redonda, que se chama bola, que não está num e aparece nos outros. Aqui chegado, não tenho nada a certeza de que Slimani tenha de ser castigado. Aliás, o argumento apresentado hoje por Octávio Machado parece-me plausível ou pelo menos defensável: o argelino estaria a tentar chegar à bola e para isso tentou tirar da frente o adversário que lhe bloqueava o caminho. Terá sido isso? Ninguém pode garanti-lo. Nem isso nem o seu contrário. Mas a defesa ensaiada por Octávio Machado serve na perfeição para arrumar a um canto as queixas leoninas acerca de lances em que vários jogadores do Benfica são vistos a atingir adversários, nesse mesmo jogo. É que todos esses lances são duros, estão mesmo um pouco para lá dos limites da dureza aceitável, mas em todos a bola está bem presente e a ser disputada pelos intervenientes. Não percebo, por isso, tão inflamadas queixas leoninas acerca da existência de dois pesos e duas medidas, pelo menos no que toda aos lances de futebol. Diferente é se falarmos das motivações por trás de cada queixa. E aí tão mal fica o Sporting, por ter ido a correr compilar imagens de jogo que lhe servissem de represália à queixa benfiquista, como o Benfica, por se ter queixado de Slimani só para se vingar as denúncias acerca dos vouchers, feitas por Bruno de Carvalho. É que se queremos falar de um arquivamento incompreensível, é neste que devemos centrar atenções.
2016-01-27
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Jonas voltou a ser decisivo num jogo do Benfica, com dois golos e uma assistência. Ao todo, o avançado brasileiro já leva 13 golos e seis passes decisivos em 14 jornadas da Liga. É o melhor marcador e está a um passe dos melhores assistentes. E já marcou e assistiu em cinco vitórias do Benfica: Belenenses (6-0), Tondela (4-0), Académica (3-0), V. Setúbal (4-2) e Rio Ave (3-1).   - Este foi ainda o quinto bis de Jonas nesta edição da Liga. Já tinha marcado dois golos no mesmo jogo a Estoril (4-0), Belenenses (6-0), Paços de Ferreira (3-0) e Académica (3-0). Pela primeira vez nesses jogos, os golos de Jonas foram decisivos para a conquista dos pontos. Com 14 golos já marcados em todas as competições, esta é a época mais forte de Jonas antes do Natal desde que chegou à Europa.   - O segundo golo de Jonas no jogo, a desbloquear o empate, foi o golo nº 5500 do Benfica em toda a história da Liga. Ao todo, os encarnados já fizeram 5501 golos, contra 5056 do segundo ataque mais realizador, que é o do FC Porto.   - Jiménez fez o segundo golo pelo Benfica na Liga, pela segunda vez depois de sair do banco: isso já tinha acontecido nos 3-2 ao Moreirense. Ao todo, o mexicano leva quatro golos, dois deles como titular, na deslocação a Astana, para a Liga dos Campeões (2-2).   - Bressan marcou o quinto golo na Liga, o terceiro numa deslocação, depois de já ter estado na folha dos marcadores no empate no Restelo com o Belenenses (3-3) e na derrota em Guimarães (1-3). Foi o primeiro que fez de livre direto esta época, mas o segundo dos vila-condenses, que já tinham marcado assim na vitória por 3-0 em Paços de Ferreira, através de Edimar.   - Em contrapartida este foi o primeiro golo sofrido pelo Benfica de livre direto esta época e o primeiro que Júlio César sofre nestas condições desde que chegou à Luz. O último golo sofrido pelo Benfica de livre tinha sido a 13 de Março de 2014, marcado a Oblak por Eriksen (Tottenham). O Benfica também ganhou esse jogo por 3-1.   - O golo de Bressan foi o último do Rio Ave na Luz desde um marcado por Tarantini, a 30 de Março de 2013. Nessa altura, o golo reduzia o placar para 4-1 e o Rio Ave acabou por perder esse jogo por 6-1.   - Mesmo marcando na Luz, o Rio Ave perdeu o título de melhor ataque da Liga nos jogos fora. Soma agora 14 golos, menos um que o V. Setúbal, que fez três golos em Tondela. Ainda assim, o Rio Ave continua a manter o pleno: marcou nos 10 jogos (de todas as competições) que fez fora de casa esta época e não fica em branco numa deslocação desde os 0-4 frente ao Marítimo, na penúltima jornada da Liga anterior, a 17 de Maio.   - Samaris foi substituído ao intervalo pela terceira vez desde que está no Benfica. As anteriores tinham acontecido frente ao Rio Ave, na Luz, e contra o Arouca, fora de casa, na época passada. Também nesses jogos o Benfica inverteu resultados negativos: de 0-0 para 1-0 contra o Rio Ave e de 0-1 para 3-1 ante o Arouca. Além disso, Samaris saiu uma vez aos 35 minutos, num jogo em casa contra o Moreirense. E também aí o Benfica passou de 0-1 para 3-1.   - A razão para a substituição neste jogo com o Rio Ave terá tido muito a ver com o cartão amarelo que o jogador grego viu na primeira parte e que o afasta da deslocação a Guimarães, por ter sidoo quinto na Liga. Além desses cinco, Samaris viu ainda dois frente ao Sporting na Taça de Portugal e mais três na Liga dos Campeões.  Na época passada viu o 10º amarelo ao 22º jogo, a 26 de janeiro, frente ao Paços de Ferreira. Esta época chegou lá em 17 jogos.
2015-12-21
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O Benfica vem da sétima derrota da época, em casa com o Atlético Madrid, por 2-1, na Liga dos Campeões. Já igualou em quatro meses o total de desaires de toda a época anterior e a esperança na revalidação do título passa por evitar avolumar esta conta. Até aqui, os encarnados responderam a quatro das seis derrotas anteriores com uma vitória no jogo imediatamente a seguir. As exceções foram o empate em Astana depois da derrota com o Sporting na Taça de Portugal e a derrota com os leões no campeonato logo a seguir ao desaire com o Galatasaray em Istambul. Em comum entre os dois casos está o facto de terem sido os únicos em que, depois de perder, o Benfica não teve pelo menos cinco dias para digerir a desilusão e preparar o jogo seguinte. Como agora. A primeira derrota da temporada apareceu logo no jogo de estreia, contra o Sporting, na Supertaça (0-1), a 9 de Agosto. A equipa de Rui Vitória voltou a jogar sete dias depois, na estreia na Liga, e ganhou ao Estoril por 4-0. Voltou depois a perder com o Arouca, em Aveiro, por 1-0, na segunda jornada da Liga, a 23 de Agosto. Contudo, sem ter jogos a meio da semana que a apoquentassem, a equipa recompôs-se e, seis dias depois, ganhou ao Moreirense na Luz por 3-2. Só à quinta jornada da Liga o Benfica voltou a perder: foi o 0-1 com o FC Porto no Dragão, a 20 de Setembro. Mais uma vez, o calendário permitiu-lhe seis dias de recuperação e preparação do jogo seguinte e o Benfica respondeu bem: 3-0 ao Paços de Ferreira, seis dias volvidos. A quarta e a quinta derrotas foram seguidas e assinalam também a primeira vez que o Benfica não teve pelo menos cinco dias para digerir um mau resultado. A 21 de Outubro perdeu por 2-1 com o Galatasaray em Istambul e quatro dias depois não foi capaz de superar o Sporting em casa, saindo vergado ao peso de um concludente 0-3. Rui Vitória teve então cinco dias para preparar os seus jogadores para nova deslocação a Aveiro, onde o Benfica ganhou facilmente ao Tondela por 4-0. A sexta derrota, contra o Sporting, na Taça de Portugal, a 21 de Novembro, veio de certa forma atenuar esta tese, pois com apenas quatro dias de recuperação – e uma longa viagem pelo meio – o Benfica já não perdeu o jogo a seguir. Mas também não o ganhou: empatou a dois golos com o Astana no Cazaquistão. A sétima derrota, frente ao Atlético de Madrid, a 8 de Dezembro, servirá de tira-teimas. O Benfica vai apresentar-se em Setúbal, quatro dias depois, com a responsabilidade de ganhar.   - O V. Setúbal-Benfica pode colocar frente a frente os dois jogadores que se têm revelado ofensivamente mais valiosos da Liga. Jonas, que soma dez golos e quatro assistências, contra Suk, que tem sete golos e as mesmas quatro assistências.   - O V. Setúbal ainda não perdeu no Bonfim esta época, mas também só ganhou um jogo em seis: 1-0 ao Estoril, a 2 de Outubro. Os outros cinco acabaram empatados, quatro deles a duas bolas (Boavista, Rio Ave, V. Guimarães e U. Madeira). O Arouca, que ali empatou a zero, foi a única equipa que segurou o ataque sadino e lhe impôs um nulo goleador.   - Quim Machado, treinador do V. Setúbal, perdeu os dois jogos que fez contra o Benfica, quando comandava o Feirense, mas em ambos marcou golos e vendeu sempre muito cara a derrota: na Luz, em Agosto de 2011, esteve empatado até ao último quarto-de-hora (golos de Nolito e Rabiola), quando Cardozo e Bruno César fizeram o 3-1 final. E na Feira, em Janeiro de 2012, até esteve a ganhar (golo de Varela), mas viu depois o Benfica virar para 1-2, fruto de um autogolo do mesmo Varela e de um penalti de Cardozo.   - Em contrapartida, nunca uma equipa de Quim Machado marcou um golo a uma equipa de Rui Vitória. Os confrontos entre ambos datam de 2011/12, sempre com Machado no Feirense. Primeiro, um Feirense-Paços de Ferreira que acabou empatado a zero e marcou precisamente a despedida de Rui Vitória da Mata Real, para assumir o desafio de liderar o V. Guimarães. E depois um V. Guimarães-Feirense que os vimaranenses ganharam por 1-0, com golo do brasileiro Toscano. Na visita do V. Guimarães à Feira já Quim Machado tinha sido substituído por Henrique Nunes.   - O Benfica ganhou as últimas cinco visitas a Setúbal, todas pelo menos por dois golos de diferença. A última vez que ali deixou pontos foi em Fevereiro de 2010, num jogo que acabou empatado a uma bola, fruto de dois autogolos: Ricardo Silva marcou pelo Benfica e David Luiz pelo V. Setúbal. De então para cá, cinco vitórias encarnadas: 2-0 em 2010/11 (Gaitán e Jara); 3-1 em 2011/12 (bis de Bruno César e golo de Cardozo contra um de Rafael Lopes); 5-0 em 2012/13 (bis de Rodrigo, acrescido de golos de Salvio, Enzo Pérez e Nolito); 2-0 em 2013/14 (Rodrigo e Lima) e outro 5-0 em 2014/15 (Salvio e Ola John complementados por um hat-trick de Talisca).   - O V. Setúbal não ganha ao Benfica há 17 jogos. A última vitória dos sadinos foi em Outubro de 2007, para a Taça da Liga: 2-1, de virada, com golos de Matheus e Edinho depois de Adu ter aberto o ativo para os encarnados. No campeonato, então, o Vitória já não vence desde um 1-0 em Maio de 1999, com golo de Toñito.   - Os últimos troféus conquistados pelo V. Setúbal envolveram vitórias sobre o Benfica. Foi assim na Taça da Liga de 2007/08, na qual a equipa sadina teve de afastar o Benfica e na Taça de Portugal de 2004/05, onde venceu os encarnados na final. Em ambos os casos o sucesso do V. Setúbal sucedeu-se a reviravoltas no marcador: no Jamor, Manuel José e Meyong cancelaram um golo de penalti de Simão logo a abrir.   - Também o único troféu nacional ganho por Rui Vitória envolveu uma passagem pelo Bonfim. Foi a Taça de Portugal de 2012/13, ganha na final ao Benfica com o V. Guimarães: logo na quarta eliminatória, os vimaranenses empataram a duas bolas com o V. Setúbal no Bonfim, tendo-se qualificado graças a uma vitória por 5-3 no desempate por grandes penalidades. Esse foi, de resto, o único jogo de Rui Vitória contra o V. Setúbal que acabou empatado. Dos outros onze, ganhou cinco e perdeu seis.   - Miguel Lourenço, defesa central do V. Setúbal, estreou-se na Liga a jogar contra o Benfica, lançado por José Mota ao intervalo de um jogo que se apresentava complicado, a 26 de Agosto de 2012: o Vitória jogava com dez e já perdia por 3-0. Os 5-0 finais mostram que não pôde ajudar muito.   - Samaris e Cristante também se estrearam na Liga portuguesa com um 5-0 ao V. Setúbal, a 12 de Setembro de 2014. Samaris jogou os 90 minutos, enquanto que Cristante entrou a 17 minutos do final para o lugar de Enzo Pérez. O jogo já estava resolvido, com 4-0, mas Ola John ainda marcou o quinto.   - André Hora celebra no dia do jogo um ano sobre a sua estreia a jogar na Liga e na equipa principal do V. Setúbal. Foi lançado por Domingos Paciência ao intervalo de um jogo com o Boavista que estava empatado a zero, mas o Vitória acabou por perder (0-1).   - O Benfica ganhou todos os jogos que fez na Liga com o árbitro Manuel Mota, quatro deles fora de casa: 1-0 ao Beira Mar e 2-1 ao Marítimo em 2012/13; 2-1 ao Estoril e 4-2 ao Nacional em 2013/14. Só no último destes jogos é que o Benfica não teve um penalti a favor. Em contrapartida, o V. Setúbal ganhou três dos nove jogos com este árbitro, o último dos quais uma receção à Académica, em Setembro de 2013.
2015-12-11
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Ao descobrir Gonçalo Guedes para o primeiro golo do Benfica frente ao Boavista, Gaitán consolidou a sua posição como melhor assistente da temporada. Foi o oitavo passe de golo que o argentino fez esta época, o terceiro dos quais para o extremo direito. Aliás, três dos quatro golos de Guedes pelo Benfica esta época surgiram de passes de Gaitán: a exceção foi o tento em Aveiro ao Tondela, que saiu de uma abertura de Jonas.   - E vão 453 minutos do Boavista sem fazer golos na Liga: contam os últimos três minutos da vitória sobre a Académica, em Coimbra, após o golo de Anderson Carvalho, bem como os cinco zeros somados frente a Sporting, Rio Ave, Nacional, Marítimo e, agora, Benfica. É a mais longa série na história dos boavisteiros sem fazer golos na prova.   - Samaris viu o quinto cartão amarelo em outros tantos jogos consecutivos, depois de já ter sido advertido contra o Atl. Madrid, Galatasaray, Sporting e Tondela. O máximo que tinha eram três jogos seguidos a ver amarelos, em Janeiro de 2013, quando ainda representava o Panionios.   - Sílvio fez o sexto jogo consecutivo a tempo inteiro (Vianense, Galatasaray, Sporting, Tondela, outra vez Galatasaray e agora Boavista), deixando a ideia de que está a voltar ao seu melhor e que as lesões ficaram para trás. O lateral não fazia seis jogos seguidos a tempo inteiro desde Abril de 2013, quando ainda jogava no Deportivo da Corunha, por empréstimo do Atlético Madrid.   - Carcela voltou a marcar, depois de ter estado na folha de goleadores frente ao Vianense e ao Tondela. Apesar de começar frequentemente como suplente, já fez tantos golos em seis jogos esta época (três) como em cada uma das últimas duas épocas: marcou três em 23 partidas pelo Standard Liège em 2014/15 e outros tantos em 33 jogos pelo Anzhi e pelo Standard em 2013/14.   - Tanto Carcela como Gonçalo Guedes marcaram pela segunda jornada consecutiva da Liga, algo que esta época só Jonas tinha feito no Benfica. É uma estreia para o jovem português, ao passo que o marroquino não experimentava esta sensação desde Abril de 2011, quando inscreveu o nome na lista de marcadores do Standard de Liège frente ao Gent e ao Lokeren.   - Mesmo com um jogo a menos que o Sporting (e tantos como o FC Porto), o Benfica alargou a vantagem sobre os dois rivais na tabela do melhor ataque da Liga. Tem agora 22 golos marcados, contra 19 dos leões e 18 dos dragões.   - O boavisteiro Idris foi expulso pela segunda vez nesta Liga, juntando-se aos maritimistas Tiago Rodrigues e Edgar Costa e ao setubalense Fábio Pacheco como únicos jogadores a merecerem essa distinção repetida da parte dos árbitros. Foi ainda a quarta expulsão dos axadrezados na Liga, sendo que a equipa de Petit só perdeu dois dos jogos que acabou com dez homens.   - O jogo serviu para a estreia na Liga do jovem congolês Bukia, que entrou a 13 minutos do final para o lugar de Anderson Carvalho. Depois de Gideão, Inkoom, Tiago Mesquita, Luisinho e Douglas Abner, é a sexta estreia promovida por Petit na atual edição da Liga.
2015-11-09
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O Benfica recebe o Galatasaray naquele que é o jogo decisivo para definir o seu futuro na Liga dos Campeões. Os encarnados seguem com seis pontos e, olhando para as últimas edições da prova, isso chegou para apurar 34 das 37 equipas que chegaram a esta fase com tamanho pecúlio. Todos os anos há uma equipa que sai a matar e acaba a morrer. Na época passada foi o Olympiakos, que somou apenas três pontos na segunda volta, perdendo o quarto jogo, e por isso mesmo terminou o seu grupo em terceiro lugar. As outras dez equipas que somaram pelo menos seis pontos nos primeiros três jogos da última Liga dos Campeões acabaram por se apurar. Foi o caso de Atlético Madrid (tinha seis, acabou com 13), Real Madrid (de nove para 18), Leverkusen (de seis para dez), Borussia Dortmund (de nove para 13), Arsenal (de seis para 13), Bayern (de nove para 15), Barcelona (de seis para 15), Paris St. Germain (de sete para 13), Chelsea (de sete para 14) e FC Porto (de sete para 14). Ponto comum a todas: não perderam o quarto jogo. Aliás, das dez, só duas não o ganharam: o Arsenal, que empatou em Londres com o Arnderlecht (3-3) e o Chelsea que foi empatar fora com o Maribor (1-1). Não é comum uma equipa ser eliminada na fase de grupos com seis pontos somados ao fim dos primeiros três jogos, mas a verdade é que isso tem acontecido a uma todos os anos. Andando mais para trás, encontram-se outros casos. Em 2013/14, calhou a fava ao Napoli, única das 13 equipas que chegaram à quarta jornada com seis pontos a ficar pelo caminho. Aconteceu, contudo, num grupo atípico, pois o Ol. Marselha perdeu todos os seus jogos e Borussia Dortmund, Arsenal e Napoli acabaram os três com 12 pontos. Alguém tinha de cair… E em 2012/13, das 13 equipas que fizeram pelo menos seis pontos nos primeiros três jogos, a infelicidade tocou ao Bate Borisov, que perdeu as três partidas daí até final e acabou relegado para a Liga Europa.   - Gaitán marcou três golos nas primeiras três partidas europeias da época do Benfica, picando sempre o ponto. O último a consegui-lo tinha sido Nolito, que em Julho e Agosto de 2011 marcara sucessivamente nos dois jogos com o Trabzonpor (2-0 em casa e 1-1 fora) e na visita ao Twente (2-2). O último jogador a marcar nos primeiros quatro jogos europeus do Benfica numa época foi José Torres, na Taça dos Campeões de 1964: fez um póquer ao Aris, no Luxemburgo (5-1), e mais um golo na vitória da segunda mão (outra vez 5-1), e depois, na segunda eliminatória, marcou o golo benfiquista no empate frente ao La Chaux de Fonds (1-1 na Suíça) e fechou a contagem nos 5-0 em casa frente a esta mesma equipa.   - Samaris não pode jogar, por ter visto dois cartões amarelos nas primeiras três jornadas. Será o décimo jogo do Benfica sem o grego desde que ele chegou, o terceiro nesta época, onde já faltou às vitórias sobre Estoril (4-0) e Vianense (2-1). Desses nove jogos, o Benfica ganhou seis, empatou dois (0-0 com o V. Guimarães, na festa do título anterior, e com o Leverkusen, na despedida europeia da época passada) e perdeu um (1-2 com o Sp. Braga em casa, para a Taça de Portugal).   - Benfica e Galatasaray já se defrontaram duas vezes, ambas com vitórias dos turcos. A estreia foi na fase de grupos da Liga Europa de 2008/09, quando os jogos eram só a uma mão, e o Galatasaray se impôs na Luz por 2-0, com golos de Emre Azik e Umit Karan. Dos jogadores que atuaram nesse 6 de Novembro de 2008, restam nos dois planteis Luisão (Benfica) e Hakan Balta e Sabri Sarioglu (Galatasaray). Mais recentemente, o Galatasaray venceu o Benfica por 2-1 em Istambul, na terceira jornada da presente Liga dos Campeões.   - O Galatasaray foi mesmo a única equipa turca a ganhar na Luz. Os outros quatro visitantes deixaram Lisboa vergados ao peso de derrotas e eliminações. O Fenerbahçe perdeu por 7-0 na Taça dos Campeões de 1975/76 e por 3-1 na meia-final da Liga Europa de 2012/13. O Altay foi batido por 4-0 na eliminatória preliminar da Taça das Taças de 1980/81 e o Trabzonspor por 2-0 na ronda preliminar da Liga dos Campeões de 2011/12.   - Além disso, o Galatasaray também ganhou na sua outra visita a Portugal: à já citada vitória sobre o Benfica, na Luz, junta-se outra, em Braga, por 2-1, com golos de Burak Yilmaz e Aydin Yilman, depois de Mossoró ter adiantado os bracarenses.   - O Benfica já marcou 18 golos na Luz esta época, em seis jogos que ali realizou, mas vem da primeira partida em branco (0-3 com o Sporting) desde Abril, quando ali empatou com o FC Porto (0-0), e da primeira derrota desde Dezembro do ano passado, quando foi eliminado da Taça de Portugal pelo Sp. Braga (1-2).   - O Galatasaray vem de oito jogos seguidos sem derrotas, desde que recebeu e foi batido pelo Atlético de Madrid, na abertura desta edição da Liga dos Campeões (0-2, a 15 de Setembro). Não conseguia uma série de invencibilidade tão grande desde Março, quando encalhou ao nono jogo, frente ao Fenerbahçe (0-1, na Liga turca).   - Os turcos vão também com nove deslocações europeias consecutivas sem vencer. A última vitória foi a 12 de Março de 2013, em Gelsenkirchen, frente ao Schalke, por 3-2, graças a um golo de Umut Bulut no último minuto do jogo. Nesse jogo também marcaram Altintop e Burak Yilmaz.   - Carole, defesa esquerdo do Galatasaray, já representou o Benfica, em 2010/11. Foi o terceiro jogador a jogar nos turcos depois de ter vestido a camisola encarnada, tendo os outros sido o lateral Abel Xavier e o médio ou defesa central Fernando Meira. O caminho inverso foi feito apenas pelo galês Dean Saunders, que jogou no Benfica em 1998/99 depois de ter estado no Galatasaray em 1995/96.  
2015-11-02
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- Maicon marcou, de livre direto, ao Estoril, o 11º golo pelo FC Porto e o primeiro que não foi obtido de cabeça. Os dez anteriores tinham sido todos na sequência de livres laterais ou cantos de Belluschi, João Moutinho, Hulk, James Rodríguez e Carlos Eduardo. A exceção a esta regra foi um golo de livre direto na única ocasião em que o central brasileiro representou a equipa B portista: a 3 de Fevereiro de 2013 surpreendeu João Pinho e marcou, quase de meio-campo, um livre à Oliveirense que ajudou a uma vitória por 3-1.   - Aboubakar marcou nos últimos três jogos do FC Porto em casa. Bisou ao Penafiel nos 2-0 com que os dragões encerraram a última Liga, repetiu a graça nos 3-0 aplicados ao V. Guimarães na abertura da atual e agora abriu o marcador nos 2-0 ao Estoril.   - Ao manter a baliza inviolada contra o Estoril, Iker Casillas voltou a contribuir com mais 90 minutos para o alargamento da série de imbatibilidade dos dragões nos jogos da Liga disputados em casa. São já 1125 minutos que Fabiano, Helton e agora Casillas levam sem sofrer golos em casa para a Liga, desde o segundo tento de Lima, na vitória do Benfica por 2-0, no Dragão, em Dezembro. O próximo jogo dos portistas em casa será precisamente contra o Benfica e, nele, bastarão três minutos para superar a série de 1127 estabelecida por Vítor Baía em 1995/96.   -O FC Porto fez apenas oito remates à baliza do Estoril durante os 90 minutos. O valor é um mínimo desde o empate no Restelo, como o Belenenses, que valeu o título ao Benfica na penúltima jornada da temporada passada, mas para encontrar um total tão baixo num jogo em casa é preciso recuar a 6 de Abril de 2014, quando os dragões bateram a Académica em casa por 3-1 rematando as mesmas oito vezes.   - O Estoril vai com cinco jogos seguidos sem sequer marcar golos no terreno dos grandes. Os 2-0 de sábado frente ao FC Porto somam-se aos 4-0 que encaixou na Luz face ao Benfica na abertura desta Liga e a mais três jogos negativos em 2014/15: 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e 4-0 em Alvalade. Tudo a seguir à melhor época da história do clube neste particular, por em 2013/14 ganhou fora a FC Porto e Sporting pelo mesmo resultado: 1-0.   - O Benfica virou frente ao Moreirense, de 0-1 para o 3-2 final. Foi a primeira reviravolta no marcador dos encarnados desde 8 de Março, quando venceram fora o Arouca por 3-1, depois de ter estado a perder por 1-0. Ponto em comum aos dois jogos é Iuri Medeiros, que em Março marcou o golo do Arouca e no sábado foi titular do Moreirense.   - Samaris marcou o primeiro golo com a camisola do Benfica. A última vez que tinha festejado em nome individual foi a 9 de Março de 2013, quando fez o golo do Olympiakos numa derrota (1-2) em Salónica com o PAOK.   - Jonas fez golos nos últimos quatro jogos do Benfica na Luz. Marcou o tento da vitória frente ao Moreirense, mas antes já tinha feito dois nos 4-0 ao Estoril, outros dois nos 4-1 ao Marítimo na festa do último título nacional e um nos 4-0 ao Penafiel. Não fica em branco na Luz desde 26 de Abril, quando o Benfica empatou a zero com o FC Porto.   - Raul Jiménez precisou de apenas dois jogos para marcar um golo no Benfica. No Atlético de Madrid, só marcou ao sétimo: contribuiu para os 4-0 com que os colchoneros ganharam ao Sevilha, a 27 de Setembro. O problema, porém, é que não marcou mais nenhum no que restou da época passada.   - Este Benfica-Moreirense foi fiel à história recente das duas equipas. Já são quatro jogos seguidos para a Liga com o mesmo resumo: o Moreirense marca primeiro e o Benfica acaba por ganhar. Os três jogos anteriores (a última jornada de 2013/14 e as duas partidas de 2014/15) tinham acabado com 3-1 favorável aos encarnados. Desta vez ficou 3-2.   - A última equipa a marcar duas vezes na Luz tinha sido o Sp. Braga, que ali ganhou por 2-1 nos oitavos de final da Taça de Portugal da época passada. Se contarmos só jogos da Liga, a última equipa a consegui-lo foi o Arouca, que ali empatou (2-2), a 6 de Dezembro de 2013.   - Rafael Martins já tinha marcado ao Benfica na última vez que tinha defrontado os encarnados, em Maio de 2014. Se no sábado abriu o placar, nessa altura fez de grande penalidade o golo que valeu o empate (1-1) ao V. Setúbal.   - A vitória do Sporting em Coimbra por 3-1 significa que tanto o clube como Jorge Jesus mantêm a série positiva nas visitas à Académica. Os leões não perdem em Coimbra desde 8 de Maio de 1977, enquanto que Jesus nunca ali perdeu como treinador.   - Aquilani fez de grande penalidade o primeiro golo com a camisola do Sporting. Não marcava desde de 2 de Outubro de 2014, quando abriu o placar numa vitória da Fiorentina em Minsk (3-0), a contar para a Liga Europa.   - Adrien falhou a primeira grande penalidade desde que, a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então e até acertar agora no poste da baliza de Lee, marcou a Schalke, Estoril, Marítimo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - O Sporting viu ser-lhe assinalada uma grande penalidade contra pelo segundo jogo consecutivo na Liga. Não lhe acontecia semelhante coisa desde Outubro e Novembro de 2013, quando perdeu (1-3) no Dragão com o FC Porto e ganhou (3-2) em casa ao Marítimo, sempre com golos sofridos de penalti. Ponto em comum é o árbitro Bruno Esteves, que tinha estado nesse Sporting-Marítimo.   - Bruno Esteves nunca tinha assinalado três grandes penalidades no mesmo jogo da Liga, mas já tinha marcado duas. Foi a 4 de Novembro de 2011, num empate caseiro do Sporting com a Naval, em que começou por apontar para a marca dos onze metros quando Evaldo derrubou Marinho, permitindo aos figueirenses empatar a uma bola, mas depois marcou uma mão de Camora na área, que Postiga converteu no 2-2 momentâneo.   - O último jogo com três penaltis na Liga também tinha sido em Coimbra. Foi o Académica-Gil Vicente, a 25 de Abril último, e os gilistas ganharam por 2-1, com golos de penalti de Ruben Ribeiro e Cadu, a responder a outro penalti de Rui Pedro. O árbitro era Soares Dias. Na época passada houve mais dois jogos com três penaltis: o Estoril-Penafiel (apitado por Tiago Martins) e o Paços de Ferreira-V. Setúbal (Luís Ferreira).   - Fernando Alexandre, expulso pelos dois penaltis cometidos, não via um vermelho desde 11 de Setembro de 2011, quando João Ferreira o expulsou imediatamente antes do intervalo de uma derrota do Olhanense, em casa, contra o Feirense (1-2).   - Além de FC Porto e Sporting, há mais cinco equipas que ainda não perderam nesta Liga: Rio Ave, V. Setúbal, Arouca, Paços de Ferreira e Belenenses. Para os vila-condenses não há grande novidade, uma vez que também não tinham perdido nas três primeiras rondas da época passada e, à 3ª jornada, até lideravam a classificação, mas para o Arouca a sensação é de novidade absoluta, pois nunca por tal tinha passado. O Paços de Ferreira tinha conhecido este arranque em 2012 (e acabou a Liga em terceiro lugar), mas os históricos V. Setúbal e Belenenses já mal se lembram de tal coisa. A última vez que tal sucedeu aos sadinos foi em 2007 (três empates a abrir deram um sexto lugar no final), enquanto que os belenenses têm de recuar até 2004 e a uma Liga que acabaram em nono lugar.   - André Claro, do V. Setúbal, foi o único jogador a marcar golos nas três primeiras jornadas da Liga. O último a conseguir fazê-lo tinha sido Jackson Martínez, que na época passada fez golos a abrir a Marítimo, Paços de Ferreira e Moreirense (dois). Mas para encontrar um português que o tenha feito é preciso recuar a 202, quando o benfiquista Simão marcou consecutivamente a Beira Mar, Moreirense e U. Leiria.   - Ao estabelecer o empate do Rio Ave em Setúbal (2-2), o veterano André Vilas Boas marcou o primeiro golo em 124 jogos na Liga. Misturando todas as competições, só tinha um golo na Taça de Portugal, um na II Liga e outro na II Divisão B. O último tinha sido a 20 de Outubro de 2013, na vitória (3-0) dos vila-condenses fora sobre o Esperança de Lagos.   - O Tondela ganhou pela primeira vez na Liga ao terceiro jogo neste escalão, batendo o Nacional por 1-0. Repetiu a performance do último estreante, o Arouca, que também se impôs pela primeira vez à terceira jornada em 2013, batendo na altura o Rio Ave pelo mesmo score. Pior correu a vida ao Trofense, o estreante anterior: perdeu os primeiros cinco jogos, empatou o sexto e só ganhou à sétima tentativa, batendo fora o V. Setúbal por 2-0.   - Bruno Moreira, que fez o golo do Paços de Ferreira no empate frente ao Arouca, não marcava desde que defrontou… o Arouca. Tinha feito dois dos três golos com que os pacenses venceram fora este mesmo adversário (3-1), a 26 de Abril.   - Rafael Bracalli, guarda-redes do Arouca, liderava a única defensa ainda sem golos sofridos na Liga, mas ainda assim falhou por 13 minutos o seu melhor início de época. Ainda que este tenha sido estabelecido quando era suplente do FC Porto e só atuava em partidas da Taça de Portugal e da Taça da Liga. Os 183 minutos em que manteve a baliza do Arouca inviolada até ao golo de Bruno Moreira só são ultrapassados no seu registo pessoal pelos 196 que durou essa mesma imbatibilidade na baliza do FC Porto em jogos com Pero Pinheiro, Académica e… Paços de Ferreira.   - Alan marcou, na vitória (4-0) sobre o Boavista, o seu 50º golo pelo Sp. Braga. Foram 30 na Liga, dez nas provas da UEFA, sete na Taça da Liga e três na Taça de Portugal. O primeiro acontecera a 23 de Outubro de 2008, na vitória por 3-0 sobre o Portsmouth.   - O U. Madeira-V. Guimarães foi o primeiro jogo sem golos na atual Liga. Aconteceu à 27ª partida, no encerramento da terceira jornada. Na época passada tinha sucedido à 18ª, num Moreirense-Sp. Braga que também fechava a segunda ronda (e também a uma segunda-feira à noite). Há dois anos, em contrapartida, o primeiro 0-0 só aparecera ao 42º jogo, um Académica-Arouca da sexta jornada. Para que se faça uma comparação, a Liga espanhola teve quatro 0-0 na primeira jornada e mais dois na segunda, enquanto que na Premier League inglesa o primeiro nulo surgiu na segunda ronda e na Bundesliga alemã tal só aconteceu à terceira. Em Itália, as primeiras duas semanas de competição ainda não proporcionaram nenhum 0-0  
2015-09-01
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