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Último Passe

Dois golos de rajada a abrir a segunda parte deram ao Benfica um sucesso justo (2-1) sobre o Vitória de Guimarães na final da Taça da Portugal, permitindo à equipa liderada por Rui Vitória festejar a dobradinha numa época que só a Taça da Liga impediu de ser perfeita. Com aqueles dois golos, de Jiménez e Salvio, o Benfica pôs para trás das costas uma primeira parte mal conseguida, na qual foi controlado por uma equipa minhota que tinha sido capaz de tirar aos tetracampeões nacionais o espaço de que eles precisavam para meter velocidade no jogo. A ganhar, já se sabe, o Benfica estava como queria e nem a reação mais feita de alma do que de organização ou de capacidade técnica permitiu ao Vitória ir além de um golo, marcado por Zungu, que mais não foi do que um prémio de consolação. O jogo da final foi marcado por dois fatores. Primeiro, a chuva, que caiu copiosamente durante quase todo o tempo. Depois, a goleada (5-0) que o Benfica tinha imposto a este mesmo Vitória há quinze dias, na Luz. Percebendo que nessa altura a sua equipa tinha falhado no espaço que dera entre linhas no corredor central ao Benfica, Pedro Martins juntou linhas, baixou o bloco, e roubou ao Benfica esse espaço de que este precisava para as tabelas ou as acelerações súbitas com que dinamita os adversários nos últimos metros. Assim sendo, o Benfica foi tendo mais bola, mas esta era uma posse quase sempre estéril: só Grimaldo encontrava espaço e tempo para ser perigoso, beneficiando de um menor empenho defensivo (físico?) de Hernâni para o acompanhar. Nessa altura, era o Vitória quem tinha o jogo como queria – controlava sem bola e de quando em vez conseguia meter um ataque rápido no relvado, quase sempre graças a acelerações de Bruno Gaspar na direita. Este impasse não foi sequer quebrado com as lesões que as duas equipas tiveram na primeira parte. O Benfica perdeu Fejsa muito cedo, na sequência de um choque com Marega, e trocou-o por Samaris, sem que isso se notasse. O Vitória ficou sem Hurtado perto do intervalo, após dupla falta de Grimaldo e Cervi, substituindo-o por Cellis. E aí, sim, poderia até dizer-se que se notaram algumas diferenças, porque Cellis foi jogar para o lado de Rafael Miranda, motivando o adiantamento de Zungu para segundo avançado, e no reatamento o Benfica fez dois golos com ação de Jonas, o homem que jogava naquela zona. Primeiro, uma finta de corpo sobre Rafael Miranda e um remate de longe, que Miguel Silva largou e Jiménez aproveitou para inaugurar o marcador. Pouco depois, quase sem tempo para que os vimaranenses se recompusessem, Jonas abriu na direita em Nelson Semedo, que cruzou magistralmente para uma entrada de Salvio, a cabecear entre Pedro Henrique e Rafael Miranda. A ganhar por 2-0, o Benfica ficou como queria – a poder controlar o jogo com bola. E foi isso que foi sempre fazendo. Pedro Martins chamou Teixeira para ponta-de-lança e tentou partir a equipa num 3x4x3 com Rafael Miranda entre os dois centrais e o adiantamento dos dois alas – Bruno Gaspar e Raphinha, que recuou para o lugar do sacrificado Konan – mas o Vitória nunca foi capaz de tomar conta do jogo nem voltou a mostrar sequer indícios da organização que evidenciara enquanto o que lhe tocava fazer era sobretudo defender. O Vitória ainda reduziu, por Zungu, num canto, mas ainda assim foi o Benfica quem teve as melhores ocasiões para fechar o jogo. Os encarnados não aproveitaram nenhuma e o 2-1 final acaba por premiar a alma guerreira do Vitória com uma derrota pela margem mínima face a um Benfica que foi a melhor equipa em campo.
2017-05-28
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Último Passe

Duas carambolas felizes transformaram o que corria riscos de se tornar um jogo difícil num passeio agradável para o Benfica. Os encarnados ganharam por 4-0 ao Feirense e já seguem com três pontos de avanço sobre os rivais, isolados na liderança do campeonato e indiferentes à onda de lesões que lhes roubou vários titulares nestes primeiros meses de competição. O resultado amplo encerrou também quaisquer questões que a derrota de Nápoles pudesse levantar: aos quatro golos da Champions, respondeu a equipa de Rui Vitória com mais quatro na Liga portuguesa. E no entanto o jogo começou por não se apresentar fácil para os encarnados. Rui Vitória chamou ao onze Ederson e Luisão, por troca com Júlio César e Lisandro, promovendo ainda os regressos de Salvio e Gonçalo Guedes, que em Itália tinham sido sacrificados à estratégia. Pizzi apareceu a jogar pelo meio, devido à ausência de André Horta por lesão, mas os primeiros momentos do jogo mostravam na mesma um Benfica com dificuldades para se opor ao jogo apoiado do adversário. O tricampeão nacional tinha muito mais bola, sim, criava até perigo sempre que chegava à frente em cantos ou livres laterais – a influência de Luisão cresce nesses momentos e faz-se notar – mas ao mesmo tempo o Feirense conseguia chegar à frente em boas condições, quase sempre em contra-ataque, bem ao estilo das equipas de José Mota. O primeiro golo do Benfica, marcado na própria baliza por Luís Aurélio, aos 35’, no seguimento de um lançamento lateral longo, de Salvio, no qual mais ninguém tocou antes do desvio no sentido errado, veio premiar o maior volume de jogo dos encarnados, mas não uma boa exibição. Longe disso. Consciente de que o jogo não estava resolvido, Rui Vitória terá pedido mais aos jogadores durante o intervalo, o que se refletiu num Benfica mais pressionante e intenso na entrada da segunda parte. Foi, ainda assim, noutra carambola feliz que a equipa da casa chegou aos 2-0, aos 61’: o alívio de Ícaro encontrou Salvio pelo caminho e o ressalto tomou a direção da baliza de Peçanha, que estaria à espera de tudo menos daquilo. E aí, de facto, o jogo mudou. O Feirense deixou de acreditar na possibilidade de levar pontos para casa e o Benfica começou a articular belas jogadas de ataque, como a que lhe deu o 3-0, por exemplo: movimentação coletiva a libertar Semedo na direita e cruzamento deste para o cabeceamento de Cervi, que quatro minutos antes entrara para o lugar de Carrillo. Com o jogo ganho, ao Benfica faltava somar mais um golo para se isolar também na lista dos melhores ataques do campeonato. Depois de várias ocasiões, acabou por fazê-lo no último minuto de compensação, num livre direto superiormente executado por Grimaldo. Os 4-0, talvez demasiado penalizantes para um Feirense que até começou o jogo de forma personalizada, valeram ao Benfica o aumento da vantagem para os perseguidores na classificação, a manutenção da melhor defesa (quatro golos sofridos, tantos como o FC Porto) e o regresso ao comando dos ataques (com 17 golos marcados, mais um do que o Sporting). Quando o campeonato segue para uma interrupção de três semanas antes da deslocação ao Restelo, na qual Rui Vitória já deverá ter vários dos lesionados, eis vários motivos para a equipa encarar o que aí vem com otimismo.
2016-10-02
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Dizer que o Benfica médio de Nápoles não foi tão mau como os quatro golos sofridos em menos de uma hora parecem fazer crer é como dizer que o Benfica médio da época passada não foi tão bom como os 88 pontos que somou na tabela final da Liga parecem dar a entender. E é tão profundo na análise como seria afirmar que Rui Vitória errou na escolha do onze só porque os dois jogadores que hoje sacrificou à vontade de dar à equipa mais algum controlo – Salvio e Gonçalo Guedes – acabaram por entrar e fazer os golos com que a equipa transformou um resultado catastrófico numa derrota apenas preocupante. Os 4-2 de Nápoles revelaram fundamentalmente duas coisas. Primeiro, uma propensão para o erro, sobretudo nas bolas paradas defensivas, que o Benfica já mostrara em jogos anteriores – a maior parte dos golos sofridos pelos encarnados esta época nasceu de bolas paradas. E depois um adversário mais matreiro e com maior taxa de acerto do que a maioria das equipas que o Benfica já tinha defrontado até aqui e que por isso mesmo foi capaz de transformar um superior volume de jogo em golos. Porque se Rui Vitória começou o jogo com André Almeida ao lado de Fejsa, de forma a que ambos pudessem ser auxiliados por André Horta, que partia de uma posição mais avançada – a de Jonas, que vem sendo ocupada por Gonçalo Guedes – foi por reconhecer que o Benfica tem tido problemas para controlar o ritmo dos jogos a meio-campo. É verdade que também não controlou este e que, genericamente mais atrás no campo, acabou por ver os erros cometidos transformados em golos. Hamsik fez o 1-0 logo aos 20’, de cabeça, num canto em que Fejsa se mostrou pouco agressivo no ataque à bola no primeiro poste. Ao intervalo, esperar-se-ia que Rui Vitória despertasse Carrillo, em sub-rendimento na esquerda do ataque, e que a equipa se juntasse para lutar pelo empate, mas o que se viu foram mais três golos do Napoli. Em sete minutos, Mertens fez o 2-0 num livre muito bem batido, Milik aumentou para 3-0 de penalti e Mertens chegou aos 4-0, num lance do qual Júlio César dai mal-visto, por ter falhado a interceção de um cruzamento que era dele. Com a discussão do resultado arrumada, Rui Vitória ainda fez entrar Salvio e Gonçalo Guedes, atenuando o resultado de 0-4 para 2-4 com dois golos dos dois suplentes, a dar sinal de uma atitude mais agressiva do Benfica, mas também da natural diminuição de intensidade de um Napoli que chegou aos seis pontos e encara a jornada dupla com o Besiktas na perspetiva de carimbar o apuramento. Para o Benfica, pelo contrário, os dois jogos com o Dynamo Kiev serão uma espécie de última praia, na qual um mínimo de quatro pontos se exige para entrar na fase decisiva em condições de discutir a passagem à fase seguinte.
2016-09-28
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Último Passe

O superior talento de Jimenez e Salvio, na noite de regresso de Jonas à competição, valeu ao Benfica uma merecida vitória na Choupana, por 3-1, sobre uma equipa do Nacional que teve muitas vezes a cabeça fora do lugar: aconteceu a Aly Ghazal nos primeiros dois golos dos benfiquistas e na gestão da equipa feita por Manuel Machado, que levou os madeirenses a acabar com dez homens, por lesão do egípcio. Com o resultado, Rui Vitória já pode assim olhar para o Sporting-FC Porto de domingo com a certeza de que sairá sempre a ganhar, seja qual for o resultado. A expectativa na equipa benfiquista era grande, sobretudo devido ao regresso antecipado de Jonas, após a intervenção cirúrgica a que foi submetido. Com Jonas, já se sabe, o coletivo de Rui Vitória ganha poder de finalização e capacidade para ligar o jogo nos últimos 30 metros, mas a verdade é que o brasileiro não foi tão influente assim e perdeu as ocasiões que teve para marcar, o que obrigou o Benfica a recorrer a outras fontes de talento para ganhar os três pontos. Salvio confirmou as indicações que tinha dado frente ao V. Setúbal e abriu avenidas no lado direito do ataque, mas quem melhor apareceu foi mesmo Jiménez. O mexicano fez a diferença em relação às noites mais apáticas que o grego Mitroglou vinha assinando, movendo-se sempre com inteligência, como se viu nos lances do segundo e do terceiro golos do Benfica: no segundo, foi ele quem lançou Salvio para o passe de morte que deu o 1-2 a Carrillo; no terceiro, adivinhou a dificuldade de Washington, médio adaptado a central, para ser último homem, pressionou-o, ganhou-lhe a bola e marcou na cara do desamparado guarda-redes. Por essa altura já se notava a falta de cabeça do Nacional, que acabou o jogo com dez homens, fruto da lesão de Aly Ghazal e do posterior esgotar das substituições por parte de Manuel Machado, que mesmo assim manteve o egípcio em campo quando quis reforçar o ataque. Ghazal, aliás, teve uma noite infeliz. Foi ele quem fez o primeiro golo do Benfica, deixando que um livre de Pizzi, que o guardião Rui Silva devia ter afastado, lhe batesse na cabeça e seguisse para a baliza deserta. Depois, já Tobias Figueiredo tinha empatado, de cabeça, após um canto de Agra, quando surgiu o tal lance de Jimenez e Salvio, no qual Carrillo desempatou. Ao tentar desfazer o cruzamento de Salvio, Ghazal bateu violentamente com a cabeça no relvado, o que veio a impossibilitar que ficasse em campo até final. E foi quando Manuel Machado já tinha dois avançados em campo que o capitão teve de sair de maca: Washington recuou para a linha defensiva, ainda tirou um golo cantado a Jimenez, com um corte sobre a linha de baliza, mas permitiu depois, já em período de compensação, que o mexicano lhe roubasse a bola para fazer esse mesmo terceiro golo, dando mais folga ao resultado. A vitória permite ao Benfica olhar para o clássico de Alvalade com a tranquilidade de quem já fez a sua parte. E a interrupção do campeonato que aí vem, para os jogos da seleção, dará a Rui Vitória o tempo para recuperar o melhor Jonas e trabalhar a equipa com Jimenez, que depois do que fez na Choupana dificilmente perderá a vaga nos tempos mais próximos.
2016-08-27
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Último Passe

O empate do Benfica, em casa, frente ao V. Setúbal (1-1) já foi comparado, por exemplo, por Raul Jiménez, com a derrota que a equipa encarnada sofreu frente ao Arouca, em Aveiro, à segunda jornada da época passada (0-1). “É seguir em frente!”, sentenciou com clarividência o atacante mexicano. Mas as razões por trás da perda de pontos de hoje são mais profundas do que o normal titubear de muitas equipas no mês de Agosto, quando os processos ainda não estão assimilados. Ao Benfica faltou aquilo que teve em abundância na época passada: boas decisões na frente e ainda melhores finalizações. Em suma, faltou Jonas. Jonas estava na bancada, de óculos postos, a ver as dificuldades que a equipa ia sentindo para criar lances de golo. Porque mesmo tendo mais volume de jogo, os encarnados nunca conseguiram reduzir a produção ofensiva do adversário: Amaral foi uma seta apontada à baliza de Júlio César em toda a primeira parte, período no qual os sadinos chegaram a beneficiar de um lance de dois para dois em ataque rápido e o perderam por falta de qualidade na definição. Claro que o Benfica também teve as suas ocasiões, mas nada que se compare, por exemplo, ao tal jogo com o Arouca ou à avalanche que conseguira na receção anterior a este mesmo V. Setúbal, na última primavera, quando ganhou por 2-1, de virada, na Luz. E foi por ter tido as ocasiões para ainda assim ganhar o jogo – quase todas no forcing final, depois de se ver a perder – que se notou a menor qualidade na finalização. O puzzle Jonas é o mais difícil de resolver por Rui Vitória. Se há um ano o treinador terá tido dúvidas mas ainda assim cedeu quando percebeu que o brasileiro era muito melhor como segundo ponta-de-lança do que como avançado de referência no 4x2x3x1, este ano é Mitroglou quem sente a falta das movimentações sempre inteligentes para a ala, o espaço entre-linhas ou as costas da defesa e das decisões sempre coletivamente válidas do companheiro de ataque. O grego voltou a fazer um jogo anónimo, dele só se retirando um cabeceamento, ainda na primeira parte, para excelente defesa de Bruno Varela. É pouco, como já tinha sido pouco em Tondela. Horta começou bem mas foi-se apagando face à qualidade dos dois médios-centro sadinos (Pacheco e Mikel) e acabou por ser Salvio, por um dia capitão, o melhor do Benfica. Com o jogo no impasse, foi o Vitória quem marcou, de bola parada, por Venâncio. E aí o Benfica entrou em modo pressionante, com dois avançados declarados – Mitroglou e Jiménez – e dois extremos – Guedes e Carrillo – ainda com Salvio e Grimaldo a darem largura no ataque desde a posição de laterais. Era muita gente na frente, o que somado ao menor esclarecimento dos cada vez mais desgastados jogadores do Vitória à medida que o jogo se aproximava do fim, podia ter dado em virada do Benfica. Jiménez ainda empatou, de penalti, e Lindelof acertou na barra, na recarga a um livre de Grimaldo que Varela foi buscar junto ao poste. O Benfica deixou dois pontos no relvado onde lhe faltou, acima de tudo, a qualidade de Jonas e onde voltou a provar-se que foi a qualidade que tem na frente a fazer a diferença no campeonato anterior.
2016-08-21
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Ao ganhar por 1-0 ao Boavista, no Bessa, o Benfica conseguiu a 11ª vitória consecutiva em jogos fora de casa, um feito inédito na história do clube. Desde o empate (0-0) com o U. Madeira, no Funchal, os encarnados ganharam sucessivamente a V. Guimarães (1-0), Nacional (4-1), Estoril (2-1), Oriental (1-0), Moreirense (6-1 e 4-1), Belenenses (5-0), Paços de Ferreira (3-1), Sporting (1-0), Zenit (2-1) e agora Boavista (1-0). Superou assim as duas melhores séries do seu passado, fixadas em dez jogos seguidos a ganhar fora, entre Fevereiro e Novembro de 1971 e entre Outubro de 1972 e Abril de 1973.   A vitória no Bessa foi dramática, conseguida com um golo de Jonas ao terceiro minuto de descontos. Foi o segundo sucesso consecutivo fora de casa que os encarnados conseguem com um golo em tempo de compensação, depois de já terem ganho em São Petersburgo ao Zenit por 2-1, com um golo de Talisca aos 90+5’. Foi a terceira vitória da época do Benfica com um golo para lá dos 90’ (depois das duas contra o Zenit, pois também na Luz valeu um golo de Jonas aos 90+1’) e a primeira na Liga desde Agosto de 2013, quando ganhou ao Gil Vicente na Luz (2-1), com tentos de Markovic aos 90+1’ e Lima aos 90+2’.   Jonas, o autor do golo da vitória, continua na corrida à Bota de Ouro, com os mesmos golos que Gonzalo Higuaín Os 29 tentos que marcou em 27 jornadas da Liga são o melhor pecúlio de um jogado do Benfica num campeonato desde que o sueco Mats Magnusson fez 33 na Liga de 1989/90. À 27ª jornada dessa época, porém, o sueco tinha apenas 28 golos marcados. Para encontrar um jogador do Benfica com mais golos por esta altura há que ir até 1972/73, quando Eusébio tinha 34 nas primeiras 27 partidas.   Jonas igualou, além disso, o seu total de golos em toda a época passada, pois além dos 29 que marcou na Liga portuguesa soma ainda mais dois na Liga dos Campeões. Precisou de 38 jogos para fazer estes 31 golos, ao passo que na temporada passada os marcou em 35 partidas: obteve então 20 em 25 jogos na Liga portuguesa, seis em três desafios na Taça de Portugal e cinco em três partidas da Taça da Liga.   O jogo foi ainda marcado pelo regresso de Salvio a um lugar no onze do Benfica. O argentino jogou 54 minutos, o maior período que esteve em campo desde a última vez que tinha sido titular do Benfica, a 23 de Maio de 2015: nesse dia, em partida da última jornada da Liga, contra o Marítimo, saiu lesionado aos 74’.   A vitória do Benfica significou mais uma derrota caseira para o Boavista, a terceira seguida, neste caso. Antes de perderem com o Benfica, os axadrezados já tinham sido batidos por Rio Ave (2-1) e Nacional (1-0). Desde Novembro e Dezembro de 1959 que o Boavista não perdia três vezes seguidas em casa: na altura foio batido pela Académica (3-1), Sporting (5-2) e Belenenses (1-0), antes de ganhar ao Portimonense (3-1), para a Taça de Portugal.   Com a vitória, o Benfica passou a somar 67 pontos, mantendo-se isolado na frente da Liga. Tem, ainda assim, menos um ponto do que tinha à passagem da mesma jornada na época passada e menos três do que em 2013/14, ano do primeiro título dos dois que ganhou consecutivamente. Para encontrar um Benfica campeão com menos pontos à 27ª jornada é preciso recuperar a equipa de 2004/05, liderada por Giovanni Trapatoni, que por esta mesma altura seguia na liderança com apenas 54 pontos, ainda assim mais seis do que os segundos, que eram Sporting, Sp. Braga e FC Porto.
2016-03-21
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Último Passe

As ausências de André Almeida e Jardel, por castigo, somadas às de Júlio César, Lisandro López e Luisão, estes por lesão, colocam a Rui Vitória um problema de difícil resolução. O Benfica enfrenta o jogo do qual depende a continuidade na Liga dos Campeões, no qual será fundamental manter a solidez atrás, sem o guarda-redes titular, sem as três primeiras escolhas para o centro da defesa e sem ter ainda resolvido por inteiro a questão que se lhe coloca acerca da composição do meio-campo nos jogos de maior grau de exigência. Ainda assim, num jogo em que o primeiro golo pode ser a chave, Vitória deve mexer o mínimo possível, de forma a aproveitar o embalo emocional que o sucesso no dérbi de sábado lhe trouxe. Vai ter de inventar, mas não mais do que o necessário, com a consciência de que este Zenit pode exigir ao Benfica algo que a equipa ainda não mostrou de forma consolidada: que é capaz de ser sólida em desafios de exigência elevada. A vitória em Alvalade, no sábado, como a conquistada em Madrid, no Outono, são as exceções que confirmam a regra: este continua a ser um Benfica mais talhado para jogar contra equipas fracas. Ao todo, em quatro jogos com o Sporting, dois com o FC Porto, dois com o Atlético Madrid, dois com o Galatasaray, um com o Sp. Braga e um com o Zenit, o Benfica, o Benfica só ganhou cinco de doze jogos de grau de dificuldade mais elevado. Pode até chegar para alcançar os objetivos – em São Petersburgo, por exemplo, basta uma derrota pela margem mínima, desde que com golos marcados –, mas deve servir de ponto de partida para uma reflexão interna acerca dos equilíbrios da equipa, que precisa de juntar outro avançado a Jonas para rentabilizar aquele que é o seu melhor jogador e não encontrou ainda uma forma satisfatória de preencher a zona central do meio-campo quando Renato Sanches se torna naquilo a que o treinador chamou “talento selvagem” e perde as referências no jogo sem bola. Problemático é que estas questões se agravem pela ausência de jogadores que são tão importantes nos momentos defensivos, como Jardel ou André Almeida. Lindelof tem respondido muito bem, sobretudo se tivermos em conta que era a quarta opção para o centro da defesa no início da época, mas o que se lhe pedirá no Petrovskyi é que comande o setor, provavelmente com Fejsa a seu lado e sem a ajuda de André Almeida, um lateral cujo principal atributo é a solidez defensiva. A dúvida coloca-se depois, na constituição do meio-campo e do ataque. Salvio à direita com Pizzi no apoio a Mitroglou (ou Jiménez, mais talhado para jogar longe da equipa) ou Jonas com Mitroglou e Pizzi a vir da direita para dentro, no apoio a Samaris e Renato? Rui Vitória saberá melhor que ninguém em que ponto está a recuperação de Salvio e se ele já é capaz de responder num jogo deste grau de exigência, ainda que todos saibamos que nestas coisas o risco maior está na experimentação e não na continuidade. Repetir os seis da frente de Alvalade pode ser uma forma de aproveitar não apenas as rotinas que a equipa vem construindo como a confiança que adquiriu no campo do maior rival. Mas, até pela escassez de golos nos mais recentes jogos do Zenit (0-1, 1-0 e 0-0), a chave da eliminatória estará sempre no primeiro golo. Se o marca o Benfica, pode repetir-se a história do dérbi; se o marca o Zenit o jogo deverá pedir um upgrade àquilo que este Benfica tem mostrado.
2016-03-09
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Apesar de viverem momentos de forma radicalmente opostos, Jackson Martínez e Jonas, na teoria os goleadores mais temíveis de Atlético Madrid e Benfica, sabem bem o que é defrontar o adversário que terão pela frente na segunda jornada da Liga dos Campeões, pois ambos têm experiência na Liga da equipa que agora vão defrontar. Jonas marcou dois golos em oito jogos pelo Valência contra o Atlético de Madrid, enquanto Jackson fez três em nove partidas pelo FC Porto contra o Benfica. Jackson enfrenta uma seca goleadora que já dura desde 30 de Agosto, quando marcou o terceiro dos três golos com que o Atlético se impôs fora ao Sevilha (3-0). Desde então foram 216 minutos de jogo sem qualquer golo, repartidos por seis jogos: os 5’ finais desse em Sevilha, mais partidas com o Barcelona, o Galatasaray, o Eibar, o Getafe e o Villarreal. A partida no El Madrigal, aliás, é simbólica do que tem sido este arranque de época de Jackson em Madrid: saiu ao intervalo, para dar lugar a Fernando Torres. Até aqui, Jackson, que raramente perdia um minuto no FC Porto, ainda não fez um jogo completo – em sete desafios, foi quatro vezes substituído e saltou do banco para o relvado no decurso das partidas nas outras três ocasiões. Contra o Benfica, Jackson fez nove jogos, sempre completos, marcando três golos, o último dos quais a 10 de Maio de 2014, na vitória portista por 2-1, no Dragão, com que se encerrou esse campeonato. Depois disso, ficou em branco nas partidas da Liga passada: 0-2 no Dragão e 0-0 na Luz. Antes, já tinha marcado no primeiro clássico (empate a dois golos na Luz, em 2012/13) e numa vitória por 1-0 no Dragão, a contar para uma meia-final da Taça de Portugal de 2013/14, que os encarnados depois acabaram por reverter com um 3-1 na Luz. Ao todo, três golos em nove jogos, nos quais soma três vitórias, três empates e outras tantas derrotas, com a curiosa particularidade de nunca ter repetido o mesmo desfecho em partidas consecutivas. Já Jonas enfrentou o Atlético de Madrid por oito ocasiões com a camisola do Valência, marcando dois golos, o último dos quais a valer um empate (1-1) no Vicente Calderón, na Liga, a 31 de Março de 2013. Antes já tinha marcado numa derrota no mesmo palco (4-2) a contar para a meia-final da Liga Europa de 2011/12 e depois ficou em branco nas duas partidas da última época em Espanha: duas derrotas, por 3-0 em Madrid e 1-0 em Valência. Aliás, é curioso que, tendo Jonas perdido quatro, ganho dois e empatado dois dos oito jogos com o Atlético, esses resultados tenham vindo das duas vezes numa série repetida: vitória-empate-derrota-derrota. A cumprir-se a repetição, é hora de vitória. Essa curiosidade não é tanto uma razão de esperança para os benfiquistas como o momento atual do ponta-de-lança brasileiro, que leva sete golos em oito jogos esta época. Com um senão: foram todos marcados no Estádio da Luz.   - O Benfica ganhou as suas duas Taças dos Campeões Europeus contra equipas espanholas (Barcelona, 3-2, em 1961 e Real Madrid, 5-3, em 1962), mas viu recentemente os espanhóis transformarem-se na sua besta negra. Os encarnados não ganham a uma equipa espanhola há precisamente 33 anos. A última vitória ocorreu a 29 de Setembro de 1982, quando bateram o Betis em Sevilha por 2-1, na segunda mão da primeira eliminatória da Taça UEFA. E não é que tenham deixado de defrontar espanhóis. Desde essa altura fizeram 15 jogos, com sete empates e oito derrotas: Barcelona (0-0 e 1-2 em 1991/92), Celta Vigo (0-7 e 1-1 em 1999/00), Villarreal (1-1 e 0-1 em 2005/06), outra vez Barcelona (0-0 e 0-2 em 2005/06), Espanyol (2-3 e 0-0 em 2006/07), Getafe (1-2 e 0-1 em 2007/08), ainda mais uma vez Barcelona (0-2 e 0-0 em 2012/13) e Sevilha (0-0 em 2013/14).   - Em contrapartida, o Atlético Madrid tem sido feliz no confronto com portugueses. Em 18 jogos, os colchoneros ganharam nove (cinco dos últimos seis), empataram cinco e só perderam quatro, o último dos quais em Coimbra, frente à Académica, em Novembro de 2012 (2-0, na fase de grupos da Liga Europa). Em Madrid, a última equipa portuguesa a pontuar foi o Sporting (0-0, em 2009/10) e a última a vencer foi o FC Porto (3-0, na mesma época).   - O Benfica ainda não marcou um único golo fora da Luz esta época, tendo perdido todas as deslocações pelo mesmo resultado: 1-0. Foi assim na Supertaça, com o Sporting, no Algarve, mas também nas partidas com o Arouca (em Aveiro) e o FC Porto (no Dragão). O último golo marcado pelo Benfica fora da Luz foi obtido por Ola John, a 29 de Maio, em Coimbra, na final da Taça da Liga, ganha por 2-1 ao Marítimo.   - Nas provas europeias, o Benfica não ganha fora de Portugal desde 3 de Abril de 2014, quando bateu o AZ em Alkmaar por 1-0, graças a um golo de Salvio, nos quartos-de-final da Liga Europa. Depois disso, empatou a zero com a Juventus em Turim, voltou a empatar a zero com o Sevilha (no mesmo estádio), perdeu em Leverkusen por 3-1 (outro golo de Salvio), empatou a zero no Mónaco e perdeu por 1-0 em S. Petersburgo com o Zenit.   - Já o Atlético não sofre um golo em casa nas provas europeias desde 11 de Março de 2014, quando ali ganhou ao Milan por 4-1 (marcou Kaká pelos italianos). Depois desse dia, ganhou por 1-0 ao Barcelona, empatou a zero com o Chelsea, venceu Juventus (1-0), Malmö (5-0), Olympiakos (4-0) e Leverkusen (1-0) e empatou sem golos com o Real Madrid. - Fernando Torres, avançado do Atlético, marcou ao Benfica na final da Liga Europa de 2013, ajudando o Chelsea a vencer por 2-1. Mas ficou em branco nos dois encontros da equipa londrina frente aos benfiquistas nos quartos-de-final da Champions de 2012.   - Há vários jogadores com ligação aos dois clubes neste desafio. Os benfiquistas Jiménez, Salvio, Pizzi e Sílvio já representaram o Atlético de Madrid, ao passo que os colchoneros Oblak, Siqueira e Tiago já vestiram a camisola do Benfica.    
2015-09-29
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O FC Porto-Benfica de domingo servirá para uma de duas coisas. Ou o FC Porto confirma que montou no Dragão uma barreira inexpugnável, que ninguém é capaz de ultrapassar para marcar golos, ou o Benfica espanta de vez os fantasmas que o têm impedido de fazer golos longe do Estádio da Luz. A apimentar a história, o facto de terem sido os encarnados, por Lima, os últimos a marcar golos no Dragão em jogos da Liga. A 14 de Dezembro do ano passado. Desde o bis de Lima que valeu ao Benfica a vitória por 2-0 no Dragão frente ao FC Porto e um avanço mental na luta pelo título que mais ninguém foi capaz de ali marcar em jogos de campeonato. E entretanto por lá passaram V. Setúbal (4-0), Belenenses (3-0), P. Ferreira (5-0), V. Guimarães (1-0), Sporting (3-0), Arouca (1-0), Estoril (5-0), Académica (1-0), Gil Vicente (2-0), Penafiel (2-0) e, já esta época, V. Guimarães (3-0) e Estoril (2-0). Ao todo, são já doze balizas virgens seguidas nos jogos da Liga, em casa. 1115 minutos (pouco mais de 18 horas e meia) sem sofrer golos, o que deixa a equipa atual à beira de poder igualar o registo de 1995/96, quando Vítor Baía (com breve auxílio de Silvino, que o substituiu num dos jogos) esteve 1127 minutos sem sofrer golos em casa para a Liga, entre um 2-1 ao Sporting (golo de Ouattara, a 20 de Agosto de 1995) e um 6-2 ao Felgueiras (marcou Lewis, a 11 de Fevereiro de 1996). Se mantiver o zero frente ao Benfica, no domingo, até aos 12’ de jogo, o FC Porto atual iguala esse registo. Mas um zero no final do encontro com os encarnados faria com que a série de Fabiano, Helton e Casillas passasse para os 1205 minutos. E para encontrar uma série tão longa é preciso recuar até 1988 e 1989, quando Zé Beto e o ainda adolescente Vítor Baía (que o substituiu no final da época) mantiveram a baliza das Antas inviolada durante 1384 minutos em jogos da Liga, entre um golo do maritimista Jorge Silva, em Outubro de 1988 e outro do setubalense Aparício, em Maio de 1989. O facto de ter sido o Benfica o último a marcar no Dragão para a Liga vem, por um lado, apimentar a história, até porque os encarnados têm sentido esta época dificuldades para fazer golos fora de casa: os 15 que somam foram todos obtidos na Luz. É verdade que, fruto de só ter jogado uma vez fora esta época (e mesmo essa no campo neutro de Aveiro, contra o Arouca), a série do Benfica não é assim tão impressionante em termos de Liga. Só ficou a zero com o Arouca (0-1) e na última deslocação da época passada, a Guimarães (0-0), na tarde em que assegurou a conquista do título. Antes disso tinha ganho por 5-0 ao Gil Vicente, em Barcelos. Mas que o teste do Dragão será exigente em termos de se avaliar a capacidade deste Benfica viajar, lá isso será.   - É o primeiro clássico português para Casillas, que em Espanha estava bem habituado a eles. Só na época passada, ao serviço do Real Madrid, disputou oito, seis deles com o Atlético Madrid, ganhando apenas dois: 1-1 e 0-1 na Supertaça; 0-0 e 1-0 na Liga dos Campeões; 1-2 e 0-4 na Liga. Os outros dois foram para a Liga com o Barcelona: ganhou por 3-1 em casa, perdeu por 1-2 no Camp Nou.   - Rui Vitória nunca ganhou ao FC Porto. Ainda assim, foi à conta de uma proeza contra o FC Porto que se tornou conhecido: a 26 de Setembro de 2007 o seu Fátima eliminou os dragões da Taça da Liga, com um empate a zero que foi depois transformado em sucesso no desempate por grandes penalidades. Ao todo, em doze jogos contra os dragões, perdeu oito e empatou quatro. Com destaque para um 3-3 no Dragão, em Maio de 2011, aos comandos do Paços de Ferreira, com hat-trick de… Pizzi.   - Em contrapartida, o atual treinador do Benfica foi o primeiro a causar dissabores a Lopetegui na sua carreira portuguesa. O espanhol tinha ganho os primeiros cinco jogos no FC Porto (2-0 ao Marítimo, 1-0 e 2-0 ao Lille, 1-0 ao Paços de Ferreira e 3-0 ao Moreirense) quando foi empatar a uma bola a Guimarães, a 14 de Setembro do ano passado.   - O Benfica ganhou por três vezes no Estádio do Dragão, inaugurado em Novembro de 2003, e todas pelo mesmo resultado: 2-0. Em Outubro de 2005 valeu-lhe um bis de Nuno Gomes; em Fevereiro de 2011, para a Taça de Portugal, marcaram Coentrão e Javi Garcia, e em Dezembro passado bisou Lima. No mesmo período o FC Porto soma sete vitórias e registaram-se ainda quatro empates – um único sem golos.   - Dos jogadores do atual plantel do FC Porto, só três marcaram pelos azuis e brancos ao Benfica. Foram eles Varela (duas vezes), Maicon (no golo do título, a fazer um 3-2 na Luz, em Março de 2012) e… Maxi Pereira. Apesar de ser a primeira vez que defronta o Benfica, fez um autogolo na baliza de Artur, em Maio de 2013, estabelecendo o momentâneo empate naquele que ficou conhecido como o jogo de Kelvin.   - Do atual plantel do Benfica, já sabem o que é marcar aos dragões de águia ao peito Gaitán (dois golos, ambos em jogos que acabaram empatados a duas bolas), Salvio (que está lesionado e não pode ser opção para Rui Vitória) e Luisão (numa derrota por 3-1 no Dragão antes do título de 2010).   - O médio André André, ultimamente em foco por ter ganho a titularidade no meio-campo do FC Porto, foi lançado na I Liga por Rui Vitória, treinador dos encarnados. Depois de ter sido junior do FC Porto e de ter passado sem sucesso pela equipa B do Deportivo da Corunha, chegou em 2012 do Varzim (II Divisão B) ao V. Guimarães e Vitória não hesitou em dar-lhe 90 minutos logo na primeira jornada da Liga, um empate a zero em casa com o Sporting.   - Defrontam-se a equipa mais faltosa da Liga, que é o FC Porto (a par do Marítimo), com 78 faltas cometidas, e a que menos infrações comete, que é o Benfica, que fez apenas 50 faltas. A diferença disciplinar tem também a ver com isso: o Benfica viu apenas cinco cartões amarelos nas primeiras quatro jornadas (10 faltas por cartão), enquanto que o FC Porto já viu 13 (seis faltas por cartão).   - Defrontam-se ainda o ataque mais realizador da Liga, que é o do Benfica, com 13 golos, e uma das defesas menos batidas, a do FC Porto, que encaixou apenas dois e lidera esta tabela a par do Paços de Ferreira e do U. Madeira. Os portistas apresentam, no entanto, melhores índices de aproveitamento tanto defensivo como ofensivo. Marcaram nove golos em 51 remates (um golo a cada 5,7 remates), enquanto o Benfica precisou de 91 tentativas para fazer 13 golos (entra uma a cada sete). Aliás, o Benfica também sofre um golo a cada sete remates que os adversários lhe fazem (três golos encaixados em 21 remates permitidos), ao passo que o FC Porto já permitiu 32 remates e sofreu apenas dois golos (um a cada 16 tiros).   - Tanto Benfica como FC Porto perderam apenas uma vez com Soares Dias a apitar. Aos dragões aconteceu apenas em Janeiro de 2014, na deslocação à Luz, onde perderam por 2-0 com o Benfica e viram Danilo expulso. De resto, são onze vitórias e um empate, no Estoril, na época passada, a duas bolas (com um penalti contra). As águias, por seu turno, ganharam doze, empataram quatro e só perderam com Soares Dias em Abril de 2012, num 0-1 com o Sporting em Alvalade (um penalti contra e Luisão expulso). Além disso, não sofrem golos em jogos dirigidos por este árbitro desde Agosto de 2012, quando empataram em casa com o Sp. Braga, na abertura da época (2-2). Depois disso defrontaram FC Porto, Sp. Braga e V. Guimarães. 
2015-09-18
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