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Jorge Jesus criou uma moda em Portugal, nos últimos anos. Foi a moda dos dois avançados. O sucesso desportivo do treinador no Benfica, invariavelmente com dois pontas-de-lança, levou um país globalmente convertido ao 4x3x3 a mudar e a adaptar-se às novas tendências. Não foi preciso muito tempo para se verem mais equipas a regressar ao 4x4x2. Foi assim que Sérgio Conceição, que até foi jogador de Jesus e tem com ele uma excelente relação, encarou o trabalho mais mediático da sua carreira como treinador: à chegada ao FC Porto, meteu gente na frente e essa foi uma das grandes mudanças do seu futebol relativamente ao mais conservador Nuno Espírito Santo. E no entanto, ambos se preparam para jogar o primeiro clássico da época com apenas um atacante de referência. As razões para a alteração são múltiplas e creio que serão diferentes. No Sporting, a decisão será mais imposta pelo plantel ao treinador e tem a ver com a existência de um jogador como Bruno Fernandes, dificilmente compatível com o 4x4x2 em desafios de maior exigência. No FC Porto é ao contrário: é mais o treinador a impor ao plantel a vontade de conseguir mais algum controlo para temperar a vertigem que, desregulada, pode redundar em desastres de comboio como o verificado em casa contra o Besiktas. Todos concordaremos que as melhores exibições tanto de Sporting como do FC Porto esta época foram conseguidas em 4x2x3x1: os leões em Guimarães, em Bucareste ou em Atenas (enquanto estiveram acordados); os dragões no Mónaco, onde a equipa já mostrou mais alguma capacidade de ser contundente do que em Vila do Conde, por exemplo – também porque, por mais estranho que possa parecer, o AS Mónaco foi menos competitivo do que o Rio Ave. E o segredo aqui passa por ser capaz de manejar os dois sistemas e de escolher entre eles, consoante os jogos. Os dissabores que Sporting e FC Porto conheceram esta época tiveram, regra geral, a ver com isso. Descontemos aqui o Sporting-FC Barcelona, onde o normal era os leões perderem e as opções táticas de Jesus até ajudaram a diminuir o fosso, com a articulação Battaglia-Mathieu a fechar as vias de abastecimento a Messi. De resto, de que se queixam Sporting e FC Porto? O Sporting do empate em Moreira de Cónegos, onde entrou com um meio-campo demasiado macio – William e Bruno Fernandes – e com dois avançados – Alan Ruiz e Bas Dost. Estes até lhe garantiam qualidade na frente, mas isso tornou-se irrelevante, por estarem inseridos numa equipa que passava demasiado tempo em outras áreas, onde o adversário era sempre mais vigoroso nos duelos. Jesus corrigiu, mas o facto de estar em desvantagem não lhe permitiu fazer o que se impunha, pelo que acabou por montar um meio-campo mais combativo, mas com menos ideias, porque lhe faltava a capacidade de Bruno Fernandes para ligar o jogo e, estranhamente – talvez já a pensar em agilizar processos para o desafio com o FC Barcelona –com Battaglia atrás de William, roubando à equipa a qualidade que este lhe confere no início da construção. O FC Porto queixar-se-á da derrota em casa com o Besiktas, onde Sérgio Conceição também entrou com Danilo e Óliver Torres a enfrentarem o meio-campo a três da equipa turca, mas com dois extremos – Corona e Brahimi – e dois pontas-de-lança – Marega e Soares, face à ausência de Aboubakar. A quipá tinha mais gente na frente, corrigindo a timidez de 2016/17, mas também não tinha bola para a fazer contar, o que terá levado Sérgio Conceição a corrigir aquilo que antes dissera publicamente ser irrelevante. No Mónaco já apareceu Sérgio Oliveira a dar algum amparo a Danilo, permitindo que Herrera se convertesse em unidade de pressão junto ao avançado, com Marega a rasgar na direita e Brahimi a criar da esquerda para o meio. E o que se viu – o próprio treinador o reconheceu depois, quando disse que a partir dos 20’ percebeu que dificilmente deixaria de ganhar o jogo – foi um FC Porto a controlar todo o jogo e todo o campo, à espera apenas da ocasião em que o contra-ataque prometido entraria e levaria ao golo que relançaria a partida. Acho há muito tempo que o 4x2x3x1 é o esquema mais inútil do futebol, porque na maior parte das vezes pode conduzir a vários vícios e defeitos: anula os defesas-centrais na construção, porque tem ali dois médios para sair com a bola, quase que a marcarem-se um ao outro; tira às equipas a capacidade de meter gente na área, porque se as equipas usam um “10” é para ele aparecer entre-linhas do adversário e isso muitas vezes inibe-o de surgir a engrossar os números na zona de finalização. No Sporting-FC Porto de hoje, no entanto, a chave do jogo vai estar no terceiro médio. Porque antes de mais nada, as duas equipas quererão ter mais controlo e menos vertigem. E isso é sinal de evolução.
2017-10-01
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O encerramento do mercado veio contribuir um pouco mais para a sensação de equilíbrio que os três candidatos ao título vinham fazendo adivinhar na Liga de 2017/18. O Benfica pode já ter resolvido a sucessão de Nelson Semedo, mas deixa dúvidas na baliza e no centro da defesa, pelo que não é seguro que não surja mais fraco do que há um ano. O FC Porto confirmou que vai encarar o campeonato sobretudo com a força que lhe confere uma boa ideia de jogo, a que lhe trouxe Sérgio Conceição, mas fica também a sensação de que o plantel pode ser curto para tanta exigência. E o Sporting, que está mais forte em termos individuais, é também, dos três, quem tem pela frente o mais intrincado puzzle tático e de gestão de balneário, fruto de ter sido quem mais revolucionou o grupo de jogadores. O desafio do pentacampeonato, no Benfica, pode ser tão dificultado pelos jogadores como pela depauperação do plantel trazida pelo mercado. Rui Vitória ficou sem Ederson, Nelson Semedo e Lindelof, tendo-os substituído por Varela/Svilar, Douglas e pela reascensão de Jardel, o que lhe provoca problemas tanto defensivos como ofensivos. Enquanto se espera para ver quem vai emergir da luta a três como titular da baliza, parece claro que, pelo menos no imediato, nenhuma das opções apresenta a qualidade de Ederson, tanto entre os postes como a sair deles ou até na forma de relançar o ataque. Jardel deixa dúvidas em termos físicos, mas também na qualidade da saída de bola, enquanto que Douglas terá de recuperar a forma brasileira para dar à equipa a saída que ela tinha pela direita com Semedo. Na frente, o Benfica parece mais forte, à partida porque volta a ter Jonas, depois porque tendo perdido Mitroglou ganhou Seferovic e finalmente porque tem em Gabriel um jogador capaz de lhe dar alternativas: pode ser retaguarda de Jonas ou até formar um ataque móvel com ele. Aí, se há crise, ela é de abundância, porque além dos três ainda há Jiménez. Sociedades como as já existentes, de Pizzi com Salvio, deste com Jonas, dos três com Seferovic, serão fundamentais no ataque ao penta, cujo sucesso dependerá muito da capacidade da equipa libertar o seu principal pensador – Pizzi – e manter o jogo sempre o mais perto da baliza adversária possível. No último terço, este pode ser um Benfica temível, pela capacidade que tem de imprimir mudanças de velocidade com a bola. O problema é que até para meter velocidade é preciso espaço. E já se viu como o Rio Ave foi capaz de lhe roubar o espaço. Também de tração à frente é o FC Porto de Sérgio Conceição, equipa que mudou poucos jogadores – limitou-se a recuperar emprestados, como Aboubakar, Marega ou Ricardo – mas alterou de forma radical a maneira como encara o jogo. Este FC Porto constrói de outra maneira, joga muito mais à frente, libertando Óliver Torres para tarefas de criação e depois metendo sempre muita gente na zona de definição. A primeira mudança assegura uma qualidade no jogo logo desde trás – e até aqui só o Tondela conseguiu secar Óliver, impedindo-o de ser o patrão de que o FC Porto necessitava. A segunda garante várias alternativas de finalização quando a bola lá chega e reflete-se numa mudança como da noite para o dia na produção goleadora. Se há algo que pode custar caro a este FC Porto é a falta de alternativas para algumas posições – se muda Óliver por André André, por exemplo, torna-se uma equipa mais de transição, ainda que com mais chegada ainda à área; se perde um dos avançados, torna-se difícil manter este 4x4x2, porque lhe falta um suplente à altura – e até por isso parece incompreensível que Rui Pedro tenha sido emprestado ao Boavista. Já o Sporting parece ter sido quem mais se reforçou, com gente de muita qualidade, como Coentrão, Mathieu, Acuña ou Bruno Fernandes. Já para não falar de Battaglia, a coqueluche de Jorge Jesus, que pode agora ver tudo mudar com a permanência de William Carvalho. Tudo indica que o plantel dos leões foi construído a pensar que iam sair William e Adrien, mas afinal o primeiro ficou e o segundo ainda espera autorização da FIFA para seguir para o Leicester. Dirão os otimistas: mas isso é excelente. É e não é. É como alguém comprar uma casa a pensar que vai vender aquela em que vive e depois acabar por ter de ficar com as duas. O overbooking no meio-campo leonino não tem de ter apenas consequências financeiras ou de gestão de egos no balneário: apresenta um desafio-extra ao treinador, até do ponto de vista tático. E se as coisas já iam exigir uma mudança radical no futebol de Jesus – com Bruno Fernandes a alternar entre ser um 8 mais ofensivo do que Adrien, logo a precisar de um 6 mais defensivo do que William, e um 10 menos presente na área do que Alan Ruiz ou Podence, logo a exigir mais movimentos interiores dos extremos – agora é que o puzzle fica mesmo complicado de resolver. Poderá o Sporting jogar com William e Battaglia, sem perder qualidade na aproximação à área? Poderá jogar com William e Bruno Fernandes sem perder agressividade na transição defensiva? Poderá jogar com os três, sem perder presença na área? Se conseguir resolver a equação, Jesus pode ter nas mãos o plantel mais forte desde que chegou a Alvalade – mais forte até do que o de 2015/16. Se não conseguir, estará perante a maior oportunidade falhada desde que passou a vestir de verde-e-branco.
2017-09-03
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Há vários tipos de adeptos de futebol. Isto é: há vários tipos de consumidores para o produto que hoje sai da indústria do futebol e que engloba tudo, desde a bilheteira às assinaturas de canais especializados com passagem pela compra de informação relacionada com o fenómeno futebolístico. Nenhuns valem mais do que os outros. Todos contam. Mas alguns não têm como satisfazer a sua curiosidade. Há os adeptos do pitoresco, aqueles que adoram ver os vídeos do Augusto Inácio a zurzir no presidente do Zamalek, os mesmos que ainda choram a rir só de se lembrarem do Toni a falar do Essan ou do Vítor Pereira a vociferar “I speak the truth” perante uma atónita plateia de jornalistas sauditas. Para estes grandes consumidores de golaços e falhanços ridículos no YouTube, o momento alto do futebol nacional nos últimos anos terá sido a conferência de imprensa em que Paulo Futre deu um novo significado à palavra “sócio”, que até já fazia parte do léxico da modalidade, ainda que com outro alcance. Há os adeptos maravilhados, que agora só falam do futebol feminino e que antes se dedicavam a dizer que o futebol em Portugal não vai para a frente porque os jornalistas só querem saber dos três grandes – eles próprios não leem acerca de outras coisas, mas se pudessem decretavam que elas deviam lá estar, juntamente com aquelas modalidades acerca das quais toda a gente diz ler quando responde a inquéritos, quanto mais não seja para ficar bem na fotografia. Aliás, bastaria a qualquer deles olhar para os gráficos de vendas dos jornais ou para as audiências das televisões com os dois olhos abertos para perceberem o mundo real para o qual os seus hábitos de consumo também contribuem. Há os adeptos maldizentes por natureza, que só vêm futebol para dizer que o Renato Sanches não presta, que o William Carvalho é lento e precisa de um andarilho ou que o Casillas já está tão velho que devia andar de muletas. São os mesmos que toda a vida acharam um ultraje que Secretário tenha jogado no Real Madrid, que Luís Campos tenha feito carreira como diretor desportivo no estrangeiro ou agora que Vítor Pereira tenha sido contratado para dirigir a arbitragem grega – mesmo que sejam os mesmos que dizem que a arbitragem nacional só andava para a frente quando para cá viessem árbitros estrangeiros. Ainda não perceberam que é a realidade que não encaixa nas ideias deles mas continuam a viver na ilusão de uma conspiração global contra os interesses que defendem. Para responder a estes, apareceram os adeptos da embirração positiva. Os que chamam a atenção para o dinheiro que Renato Sanches continua a movimentar, para os golos de Gonçalo Guedes nos particulares do Paris St. Germain, para as grandes exibições do João Mário nos amigáveis do Inter Milão. Estes até podiam ter nascido da influência daqueles jornalistas que sonorizavam os resumos televisivos do futebol internacional nos anos 80 e que – por não haver mais portugueses lá fora – chamavam várias vezes a nossa atenção para o facto de Futre ou Rui Barros terem tocado na bola numa jogada que acabaria por dar golo. Mas não – o que querem, tal como os maldizentes, é prolongar os dérbis nacionais pela Europa, como se os jogadores continuassem a vestir as camisolas que eles defendem até à insanidade. E há os adeptos que gostam de futebol. Não são, como tive o cuidado de referir logo a abrir, melhores nem piores do que os outros, porque o futebol, felizmente, tem lugar para todos. As discussões fazem falta – não o digo no sentido de defender que o erro dos árbitros é o sal do futebol, só para que as pessoas possam debatê-lo, mas sim porque cresci num meio multi-clubístico de rivalidade sã – e também alimentam a indústria. A indústria é que, na sua voracidade controladora, alimenta cada vez menos o debate que faria crescer este último grupo, o dos adeptos que gostam mesmo de futebol. Um grupo no qual gosto mais de me incluir a cada dia que passa. A mim, como a muitos outros integrantes deste grupo, interessar-me-ia ouvir o que tem Rui Vitória a dizer acerca do normal envelhecimento dos homens que ele já tinha substituído há dois anos – Júlio César e Jardel – e da necessidade de voltar a fazer deles primeiras escolhas ao mesmo tempo que tem de inventar mais um lateral direito, depois de ter feito nascer Nelson Semedo para substituir Maxi Pereira. Interessar-me-ia debater com Sérgio Conceição as razões pelas quais Aboubakar, que se tornara excedentário no papel de avançado de referência no FC Porto de Lopetegui, pode ser agora fundamental com Soares à sua frente – ou ao seu lado – numa equipa montada de acordo com princípios diferentes, mais explosivos. Interessar-me-ia ouvir a resposta de Jorge Jesus a uma pergunta sobre o efeito pernicioso que o sistema de três defesas que ele tem andado a testar tem na construção de jogo ou de que forma a colocação de William como um desses três pode garantir qualidade a construir desde trás. Em vez disso, temos os treinadores a lerem respostas ditadas a perguntas igualmente escritas previamente pelos mesmos guionistas e interpretadas por quem se limita a fazer um papel que devia ser bem diferente. Fica tudo em família. A este futebol digo: não, obrigado! Prefiro ir ao cinema ou ao teatro, onde pelo menos os atores têm mais jeito para a representação. Texto inserido na edição de hoje do Diário de Notícias
2017-07-30
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Um dos grandes atrativos desta pré-época vai ser ver o FC Porto de Sérgio Conceição. Um FC Porto “boom-boom”. Não só o treinador é um tipo explosivo, em termos de personalidade e liderança, como o futebol das suas equipas costuma ser muito baseado na capacidade de explorar as transições ofensivas. E o plantel vai reforçar-se com elementos capazes de servir este modelo. A dúvida que se coloca é a mesma que deve assaltar neste momento a cabeça do treinador: é possível montar uma equipa candidata ao título em Portugal assente nestes princípios, provavelmente mais dados à competição internacional? A pré-época vai certamente dar-nos pistas a este respeito, mas a ideia com que parto é a de que Conceição ganharia muito, por exemplo, em convencer Abobuakar a regressar. Mesmo depois de todos os desencontros que clube e jogador já protagonizaram. As equipas de Conceição costumam ser um pouco montadas à imagem do que era o Conceição jogador: velozes, explosivas, genuínas, mas não controladoras ou dominadoras. Já em Braga, por exemplo, ficaram dúvidas acerca da viabilidade de uma equipa que quer estar ao nível dos três grandes jogar este futebol baseado sobretudo em transições ofensivas. O jogo mais visível de Sérgio Conceição como treinador em Portugal – a final da Taça de Portugal, contra o Sporting, em 2015 – terá deixado a nu o problema: a ganhar por 2-0 e com um jogador a mais, por expulsão de Cédric, desde meio da primeira parte, o SC Braga decidiu controlar e deu-se mal, acabando por ceder o empate e perder nos penaltis. A separação de António Salvador teve mais a ver com aspetos de personalidade – a tal explosão sincera e genuína que é tão comum em Sérgio Conceição – mas a questão meramente futebolística merece ser debatida agora que o treinador chega a um grande. À partida, seria fácil associar o futebol típico de Conceição a um futebol de equipa pequena. Não tem de ser assim. E a diferença está precisamente na capacidade de explosão – daí falar aqui em FC Porto “boom-boom”. Ao contrário de Lopetegui, cuja equipa usava e abusava da posse, Nuno Espírito Santo, por exemplo, é um treinador da escola de Jesualdo Ferreira, um treinador que dá particular atenção às transições ofensivas e que gosta do ataque rápido. E o sucesso, aí, depende de quê? De médios inteligentes, capazes de definir bem o que fazer naqueles cinco segundos após a recuperação da bola (o momento de transição), e de atacantes capazes de explorar o espaço. Qual é o maior problema? É o que resulta do paradoxo-Depoitre: há equipas que, contra os grandes, se expõem tão pouco que obrigam a um jogo quase sempre em ataque organizado. Foi para isso que Nuno Espírito Santo quis Depoitre e foi com o falhanço do belga que o FC Porto anterior se espalhou. Ora a diferença entre esse FC Porto e o de hoje pode estar precisamente na capacidade de meter dinamite na frente. Para dinamitar o jogo portista, ficam Corona (veloz e repentista), Soares (bem na profundidade) e Danilo (bem a queimar linhas em posse), acrescentam-se Marega (explosivo), Hernâni (veloz e repentista) e Ricardo Pereira (explosivo, sobretudo se a jogar desde posições mais recuadas). E há ainda a possibilidade de também reaparecer Aboubakar (explosivo e combativo), que encaixaria que nem uma luva neste novo FC Porto. Ainda que para tal tivessem de o convencer de que o paradigma mudou e de que, ao contrário do que sucedia com Lopetegui, esta equipa lhe serve as caraterísticas. Era ainda preciso passar uma esponja sobre uma série de coisas que se disseram, de um lado e do outro. Mas isso é uma especialidade do futebol.
2017-07-06
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O FC Porto substituiu o Sporting no topo da atualidade desta semana, por ter sido anunciada a saída de Nuno Espírito Santo e por, em consequência disso, estar vaga a cadeira de treinador para 2017/18. Há muitos nomes no plateau mediático, o clube até já desmentiu alguns deles, como o de Marco Silva, por exemplo, mas a questão é mais profunda do que isso. O que está em causa aqui é a escolha de um caminho, de um treinador que comungue ideias com a SAD acerca do tipo de futebol que convém a estes jogadores, mas também a aceitação de normas que já estão definidas. Como a de um forte desinvestimento, imposto pela UEFA ao abrigo do “fair-play financeiro”. Esta segunda parte da equação é, por sinal, a fundamental. Fruto de uma aposta na valorização da equipa e na recusa assumida de alienar passes de jogadores, a SAD portista encerrou as contas de 2015/16 com 58 milhões de euros de prejuízo, ultrapassando os limites legalmente estabelecidos pela UEFA nas suas regras de “fair-play financeiro”. O resultado, por mais modos que haja – e há – de mascarar as contas, seja pela diluição de compras em várias tranches anuais ou pela venda de jogadores e posterior acolhimento por empréstimo, é que o FC Porto vai ter de vender. Mais: terá de vender rapidamente, antes do final do exercício – o que quer dizer que não pode deixar as transferências para o encerramento do mercado. Em suma, quem vier terá de fazer mais com menos. Terá de fazer uma equipa mais competitiva com menos dinheiro. E isso, mesmo que possa parecer aliciante enquanto desafio, não costuma ser a melhor forma de chamar treinadores ao mesmo tempo ambiciosos e consagrados. Como diz o ditado, “não é com vinagre que se apanham moscas”. Em consciência, não posso garantir que o FC Porto tenha tentado convencer Marco Silva a suceder a Nuno Espírito Santo, como transpirou para os jornais, as rádios e as televisões, ou se, tal como já veio dizer o diretor de comunicação do clube, não houve sequer negociações. Mas, mesmo sendo o FC Porto incomensuravelmente maior do que qualquer Watford da Premier League, não seria assim tão estranho que, podendo escolher entre um dos dois, um treinador na fase de carreira em que está Marco Silva, optasse por ficar em Inglaterra. E não seria por causa do dinheiro, que o Watford terá em mais abundância, mas sobretudo porque ali não se lhe vai pedir aquilo que é tão difícil de alcançar, que são títulos em ano de desinvestimento. Porque basta olhar para o plantel portista para perceber que para realizar milhões o clube terá de se desfazer de algumas das suas pérolas com mercado lá por fora. Alex Telles, Brahimi, Layun, Corona ou Herrera até podem ter mercado, mas os mais rentáveis poderão mesmo ser Felipe, Danilo ou André Silva, uma espinha dorsal que qualquer futuro treinador gostaria de encontrar quando chegasse ao Dragão. A segunda questão fundamental tem a ver com o que quer o clube – e para isso é importante avaliar as razões pelas quais falhou Nuno Espírito Santo. O problema esteve na compatibilização das ideias do treinador com o plantel que tinha à disposição. Quando o FC Porto apostou num plantel jovem, de jogadores que não só estão na idade dos sonhos como se destacam por um futebol excitante, parece contraproducente colocar a liderá-los um treinador que prefere um futebol mais cauteloso e direto, sem tanto desequilíbrio na construção. O futebol é uno, toda a gente ataca a pensar em como vai defender depois de perder a bola e defende a pensar em como vai atacar quando a recuperar, mas uns pensam mais numas coisas e outros mais noutras. O futebol de Nuno Espírito Santo – como antes dele o de outros treinadores com sucesso no Dragão, ainda que com plantéis diferentes – convidava mais ao equilíbrio, enquanto os seus jogadores se sentiam melhor a promover o desequilíbrio. Esta contradição matou a equipa e levou-a aos empates que a impediram de dar luta até ao último dia ao Benfica ou até de acabar a Liga no primeiro lugar. Olhando para o plantel que tem, mas também para a realidade conjuntural e para o contexto em que está inserido, o FC Porto deve pensar num treinador português, com bom conhecimento da realidade da nossa Liga, adepto de um futebol ofensivo, que não vire a cara a uma luta, mas que ao mesmo tempo esteja na firme disposição de dar tudo por uma tarefa que se apresenta como difícil. Em relação aos três de que mais se fala, não vejo Paulo Sousa nem Pedro Martins em guerras por causa das arbitragens, não vejo Sérgio Conceição ou o mesmo Pedro Martins a jogar um futebol de ataque solto. Aqui, depende do que quiser Pinto da Costa. Um treinador que seja o espelho do adepto guerrilheiro ou que sirva o futebol entusiasmante dos seus jogadores? Dentro em breve saberemos.  
2017-05-28
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Um golo de Jardel, a corresponder de cabeça a um livre muito bem batido por Gaitán, mesmo no início da segunda parte, permitiu ao Benfica vencer o V. Guimarães, por 1-0, e assegurar que, graças à quarta vitória seguida pela margem mínima, continuará isolado na frente da Liga, seja qual for o resultado que o Sporting fizer frente ao FC Porto no Dragão. A equipa de Rui Vitória voltou a sentir dificuldades para somar os três pontos, porque a falta de criatividade e de intensidade raramente lhe permitiu entrar na muito povoada organização defensiva dos minhotos, mas acabou por superar mais uma barreira, a antepenúltima, a caminho do tão desejado tricampeonato. E ficou a dever os três pontos a dois lances em que André Almeida, primeiro, e Ederson, depois, tiraram o empate a Hurtado. Sérgio Conceição entrou na Luz com três defesas centrais, num 5x4x1 que soltava apenas Henrique Dourado na frente, com Hurtado num lado e Cafu no outro, mas a sua principal preocupação era a de manter bem preenchido o corredor central à frente da área, de forma a não permitir liberdade de ação a Jonas. O Benfica ressentiu-se disso e, com Pizzi claramente a perder gás, confirmando uma tendência das últimas semanas, não conseguia criar desequilíbrios. Ia rematando, mas sempre sem grande perigo, a ponto de a primeira defesa do jogo ter sido feita por Ederson, aos 34’: o guardião benfiquista opôs-se a um remate seco, feito de fora da área por Henrique Dourado. Mesmo tendo mais volume de jogo e iniciativa, em toda a primeira parte só por uma vez o Benfica criou um lance de verdadeiro perigo, quando Lindelof chegou a um livre de Gaitán e o amorteceu para um remate que, mesmo em boa posição, Mitroglou dirigiu mal, para fora. Era um anúncio do que estava para vir. Logo a abrir a segunda parte, em novo livre de Gaitán, Jardel foi mais rápido que Pedro Henrique e cabeceou para golo. O jogo entrou nessa altura numa espécie de limbo, porque Sérgio Conceição – expulso na primeira parte, por protestos – não desmontou a sua organização e, por isso, o Vitória demorou a reagir. Otávio soltou-se um pouco mais nos lances de ataque, mas foi Hurtado quem perdeu as melhores situações de golo que se viram até final. Aos 67’, beneficiando de uma perda de bola de Jardel, viu André Almeida tirar-lhe o empate sobre a linha no remate e depois na recarga, já sem guarda-redes. E aos 77’, após boa abertura de Otávio, foi batido por uma saída providencial de Ederson, muito rápido a fazer a mancha. O Vitória chamou reforços para o ataque, mas quem se viu mais depois de sair do banco até foi Jiménez, que substituiu Mitroglou e também esteve à beira do golo, sobretudo quando acertou em cheio na barra da baliza de Miguel Silva (aos 84’). Avisado, Rui Vitória tentou fechar o jogo com a entrada de Samaris para o lugar do explosivo mas defensivamente menos consistente Renato Sanches. Conseguiu assim que a partida acabasse no 1-0 que agora lhe permitirá ver descansado como o Sporting se sai da difícil visita ao Dragão. O pior que pode acontecer-lhe é entrar na penúltima jornada, nos Barreiros, com dois pontos de avanço, numa partida onde ainda poderá contar com André Almeida: o lateral estaria excluído, por ter visto o quinto amarelo da Liga, mas já em período de compensação acabou por ser expulso, o que fará com que continue “à bica” na Liga e falhe antes a partida contra o Sp. Braga na meia-final da Taça da Liga.
2016-04-29
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Ao empatar a zero em Guimarães, com o Vitória, o Sporting fez a sétima partida da época sem marcar golos, quarta na Liga. Ao todo, no campeonato, os leões já ficaram em branco contra Boavista (0-0), U. Madeira (0-1), Rio Ave (0-0) e agora V. Guimarães (0-0), desafios aos quais há a somar ainda os zeros contra o Skenderbeu (0-3, na Liga Europa), Leverkusen (0-1, na Liga Europa) e Portimonense (0-2, na Taça da Liga).   Em todas as equipas da Liga, só duas têm menos jogos a zero do que o Sporting: o FC Porto, que não marcou em três das 24 jornadas, e o Rio Ave, que só ficou em branco duas vezes. O Benfica soma os mesmos quatro zeros do Sporting, sendo o U. Madeira (13 zeros) e o Boavista (14) as que mais vezes deixaram de fazer pelo menos um golo.   O Sporting já duplicou esta época o total de zeros no ataque que tinha tido na Liga anterior, na qual só não marcou golos nas derrotas em Guimarães (3-0) com o Vitória e no Dragão (3-0) com o FC Porto. Em 2013/14, época de Leonardo Jardim, chegou ao fim do campeonato com cinco zeros ofensivos: 0-0 com o Nacional em casa, 0-0 no Estoril, 0-0 com a Académica em Alvalade, 0-2 com o Benfica na Luz e 0-1 com o Estoril em Alvalade.   Em contrapartida, os leões estão a ter um excelente desempenho defensivo, pois vão na quarta jornada seguida sem sofrer golos: 0-0 com o Rio Ave, 4-0 ao Nacional, 2-0 ao Boavista e 0-0 com o V. Guimarães. São 392 minutos seguidos sem que Rui Patrício tenha de ir buscar a bola ao fundo das redes, o que o deixa a um jogo e 146 minutos da sua melhor série na corrente Liga, que são os 538 minutos seguidos sem sofrer golos, entre o tento de Josué (5-1 ao V. Guimarães) e o de Rafael Martins (3-1 ao Moreirense, a 13 de Dezembro). Pelo meio, o Sporting ganhou ao Benfica (3-0), ao Estoril (1-0), ao Arouca (1-0), ao Belenenses (1-0) e ao Marítimo (1-0).   Ao todo, os leões têm 13 jogos sem sofrer golos nesta Liga, o que já é um a mais do que em toda a Liga anterior, que terminaram com 12 balizas invioladas (em 34 jornadas). Estão a duas partidas com um zero nas redes de Rui Patrício de igualar os 15 zeros em 30 jornadas de 2013/14. E são a equipa que mais vezes deixou os adversários a zero na competição, acima dos 12 zeros da defesa do Sp. Braga e dos onze da defesa do Benfica.   Não espanta, por isso, que o Sporting tenha a defesa menos batida da Liga, com 14 golos sofridos, contra os 17 do Benfica. Os leões têm menos cinco golos sofridos do que à 24 ª jornada da época passada, mas estão ainda assim pior o que as melhores defesas desse campeonato, pois por esta altura o FC Porto tinha sofrido apenas dez golos e o Benfica onze. A defesa do Sporting está a repetir a performance de 2013/14, quando chegou à 24ª jornada com os mesmos 17 golos sofridos.   Diferentes são as contas dos pontos. Apesar de ter deixado dois pontos em Guimarães, o Sporting chega à 24ª jornada na liderança, com 59 pontos, mais nove do que há um ano, quando tinha 50, e mais cinco do que há dois anos. O Sporting tem, ainda assim, menos três pontos do que o líder da época passada, que era o Benfica de Jesus, com 62 pontos. Aliás, não se vê um campeão em Portugal com menos pontos à 24ª jornada desde 2011/12, quando o FC Porto de Vítor Pereira venceu a Liga e tinha apenas 57 pontos por esta altura.   Ainda assim, este continua a ser o melhor Sporting à 24ª jornada desde que a vitória passou a valer três pontos, superando os 55 pontos que tinha a equipa de Fernando Santos em 2003/04 e os 54 da formação de Leonardo Jardim em 2013/14. Mesmo as equipas que entretanto foram campeãs não estavam tão bem: em 2001/02, com Bölöni, o Sporting somava 53 pontos à 24ª jornada e em 1999/00, com Inácio, estava nos 52. Para se encontrar um Sporting mais forte, adaptando as regras de pontuação antigas às atuais, é preciso ir até 1979/80, quando os leões chegaram à 24ª jornada com 41 pontos que, com a vitória a três pontos, equivaleriam a 60.   O Sporting somou ainda o segundo jogo consecutivo sem ganhar, o que lhe aconteceu pela quinta vez esta época. Nas quatro anteriores reagiu sempre à terceira partida. Ganhou à Académica (3-1) depois de empatar com o Paços de Ferreira (1-1) e de perder com o CSKA (1-3); ganhou ao V. Guimarães (5-1) depois de empatar com Boavista (0-0) e Besiktas (1-1); ganhou ao Paços de Ferreira (3-1) após perder com Sp. Braga (3-4) e U. Madeira (0-1); e voltou a vencer o Paços de Ferreira (3-1) depois de empatar com o Tondela (2-2) e perder com o Portimonense. Agora, na sequência da derrota com o Leverkusen (1-3) e do empate em Guimarães com o Vitória, terá pela frente o Benfica.   O V. Guimarães, em contrapartida, vai em nove jogos seguidos sem perder, depois de ter sido batido em casa pelo Benfica, por 1-0, a 2 de Janeiro. Os últimos quatro foram empates (1-1 em Tondela, 2-2 em casa com o V. Setúbal, 3-3 em Braga e agora 0-0 com o Sporting), mas antes o Vitória tinha ganho ao U. Madeira (3-1), empatado com o Belenenses (3-3), batido o FC Porto (1-0), empatado com o Arouca (2-2) e vencido o Moreirense (4-3). Com estes nove jogos, Sérgio Conceição superou a melhor série dos anos de Rui Vitória à frente do clube, que foram os oito jogos seguidos sem perder entre Dezembro de 2012 e Fevereiro de 2013. Para se encontrar melhor no historial dos minhotos é preciso recuar ao período entre Janeiro e Outubro de 2007, quando estiveram 22 jogos sem conhecer a derrota (ainda que os primeiros 14 correspondessem à II Liga).
2016-03-01
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Ainda faço parte de uma geração que passou boa parte da infância e da adolescência a correr atrás de uma bola, a ler sobre bola, a ver bola, a discutir bola. As mães e as avós, que não nos compreendiam, nem a nós nem aos nossos pais, diziam que éramos “doentes da bola”. Ouvi essa expressão com alguma frequência. Hoje, os doentes da bola deram lugar a outro tipo de doentes. São os doentes da arbitragem, aqueles que não correm atrás de uma bola, não leem sobre bola, não veem bola nem discutem bola. Só discutem penaltis e off-sides, mãos na bola e bolas na mão, intensidades e intenções. O problema é que ou estão a ficar em maioria ou são uma minoria demasiado ruidosa. É sintomático que no fim-de-semana em que o Tondela, último classificado da Liga portuguesa, surpreendeu o Sporting, que é primeiro, com um empate a dois golos no seu próprio estádio não se esteja a debater a audácia de Petit, que jogou com as linhas subidas e soltou dois velocistas em diagonais para a área do leão, ou que depois, no final, fez substituições ofensivas para ir buscar o empate. Argumentarão que não se discute o jogo dos pequenos. OK, discuta-se então a forma como Jesus montou a equipa na segunda parte, com dez, para virar um jogo que estava complicado, chamando outra vez Gelson e prescindindo de William em quebra. Ou como depois deixou que a equipa baixasse o ritmo antes de ter o resultado seguro e não fez atempadamente as trocas que se impunham para o congelar. Não. O que se discute é um penalti de Rui Patrício sobre Nathan Júnior. Para uns é, porque o guarda-redes toca na perna do jogador adversário. Para outros não é, porque também toca na bola, porque antes do choque, o avançado do Tondela deu um chuto na relva e depois festejou o apito do árbitro. É sintomático também que não se discuta a pressão que o Benfica foi capaz de fazer ao Estoril, não o deixando sair do seu meio-campo, ou o jogo nada ambicioso dos estorilistas, que amontoaram homens à saída da sua própria grande área, quase se limitando a dar a bola ao adversário e a convidá-lo a encadear ofensiva sobre ofensiva. Não. O que se discute é se Mitroglou estava fora de jogo no lance do 1-1 e se uma bola que tabelou nas costas de Pizzi entrou ou não na baliza de Kieszek. E não se discute a forma como os jogadores que o V. Guimarães tem na frente foram capazes de manter em respeito o FC Porto, o erro de Casillas no lance que deu a vitória aos minhotos ou a incapacidade do FC Porto para fazer um golo num jogo em que jogou mais pelo meio e menos pelas pontas relativamente à herança de Lopetegui. Não. Discute-se se é admissível que haja notícias nos jornais acerca do interesse do FC Porto no treinador do V. Guimarães e assinalam-se nexos de causalidade do tipo: se Conceição for mesmo para o FC Porto, é porque vendeu o resultado. Como se um dirigente no seu perfeito juízo pudesse contratar um treinador que vende resultados, sabendo que um dia, na Champions ou onde for, também o FC Porto encontrará adversários mais poderosos que ele. O problema são os malucos da arbitragem. Os fanáticos da ilegalidade. Posso dar a minha opinião sobre os lances polémicos – é penalti de Rui Patrício sobre Nathan, porque o guarda-redes do Sporting toca antes no adversário e só depois na bola; há fora-de-jogo de Mitroglou no golo que deu o empate ao Benfica e a bola impelida inadvertidamente por Pizzi entrou na baliza de Kieszek. Nos três lances, contudo, admito que me digam o contrário. O que não admito, porque não é saudável, é que queiram dizer-me o contrário com letra de lei, porque são três lances tão difíceis de analisar, tão no limite, que todas as opiniões são válidas. E porque, continuo convencido disso, no final as contas entre o deve e o haver não vão influenciar assim tanto a tabela classificativa. Tendem mesmo a equilibrar-se entre os três, como acho que estão realmente equilibradas neste momento. E é aí que entram em campo os malucos da arbitragem. Uns fazem-no por carolice, porque são facilmente influenciáveis, outros por dever profissional, porque são pagos para isso. Porque se convencionou que a melhor maneira de um clube ser beneficiado – ou de não ser prejudicado – é convencer a opinião pública que quem está a ser beneficiado é o adversário direto. E aí vale tudo, valem todas as formas de influenciar os observadores. Valem conferências de imprensa, posts no Facebook, tweets no Twitter, longos monólogos em programas de comentadores engajados ou soundbytes em newsletters diárias. Mas, ao contrário do que acontece no campeonato da bola, não me interessa rigorosamente nada saber quem vai à frente neste campeonato, no campeonato da estrutura, da comunicação. Porque posso ser doente mas sou um doente da bola. In Diário de Notícias
2016-01-18
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Bouba Saré, que fez o golo que derrotou o FC Porto em Guimarães, tem queda para marcar aos grandes: na época passada, o seu golo de estreia na Liga tinha sido obtido na vitória (3-0) frente ao Sporting, no Minho. Com este golo, Saré já igualou o total de tentos do último campeonato (dois), com a particularidade de agora os ter feito em jornadas consecutivas, a Arouca e FC Porto. Foi a primeira vez que o marfinense fez golos em dois jogos seguidos desde que é sénior.   - Confirma-se ainda a tendência de Casillas para sofrer sempre pelo menos um golo. O guarda-redes espanhol foi batido em sete das últimas oito partidas na baliza dos dragões. Desde os 4-0 ao U. Madeira, a 2 de Dezembro, só manteve o zero nas redes na visita ao Boavista, ganha pelo FC Porto por um score ainda mais imponente: 5-0. Nos outros dois zeros que se verificaram desde então (1-0 ao Feirense e ao Boavista, na Taça), quem estava na baliza era Helton.   - Em contrapartida, a vitória dos minhotos ficou a dever-se à capacidade invulgar para manterem a baliza inviolada nos jogos em casa. A última vez que tal acontecera tinha sido a 13 de Setembro, na vitória frente ao Tondela (1-0), ainda a equipa era dirigida por Armando Evangelista. Com Sérgio Conceição, o Vitória só tinha mantido o zero nas suas redes por duas vezes, ambas fora de casa: 1-0 em Paços de Ferreira e no Estoril.   - Aboubakar foi expulso pela primeira vez desde que chegou à Europa, em 2010, para jogar no Valenciennes. No FC Porto, tinha visto cinco amarelos em 47 jogos, mas viu dois na mesma partida frente ao V. Guimarães.   - Foi a segunda expulsão de um jogador do FC Porto em partidas consecutivas, depois de Imbula ter visto o vermelho no jogo da Taça de Portugal frente ao Boavista. Os dragões só tinham tido um jogador expulso no resto da época, que foi Osvaldo na vitória (4-0) sobre o U. Madeira. Na época passada tinham tido dois expulsos no mesmo jogo (Reyes e Evandro contra o Sp. Braga, na meia-final da Taça da Liga), mas para se encontrar dois expulsos em jogos consecutivos é preciso recuar até 2008, quando Lucho González foi expulso no último minuto da vitória em Kiev (2-1), a 5 de Novembro, e depois Pedro Emanuel e Hulk viram o vermelho na eliminatória da Taça de Portugal ganha nos penaltis ao Sporting, (1-1 no prolongamento), no dia 9.   - Ao perder em Guimarães, o FC Porto chega à 18ª jornada com 40 pontos, mantendo-se a par do que fez na época passada, na qual também entrou a perder na segunda volta (1-0 com o Marítimo, nos Barreiros) e somava 40 pontos. Se na altura o líder, que era o Benfica, estava a seis pontos de distância, agora o Sporting está a cinco. A diferença é que agora há mais uma equipa metida na luta (o Benfica, que é segundo).   - Há exatamente 30 anos que a equipa portista não ganha um campeonato saindo do terceiro lugar à 18ª jornada. A última vez que tal aconteceu foi em 1985/86 e numa Liga de apenas 30 jornadas, mas nessa altura a equipa de Artur Jorge era terceira a apenas dois pontos do Benfica (que seriam três com a vitória a três pontos) e a um do Sporting (também um, com vitória a três pontos). No fim da época, o FC Porto foi campeão com mais dois pontos que o Benfica e mais três que o Sporting.   - Rui Barros ter-se-á despedido da tarefa de treinador principal do FC Porto com a primeira derrota em todos os jogos em que foi máximo responsável, tanto agora como em 2006, quando assegurou o interinato entre Co Adriaanse e Jesualdo Ferreira. O golo de Saré foi ainda o primeiro golo que uma equipa de Rui Barros sofreu em quatro jogos oficiais: um em 2006 e três agora.
2016-01-18
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Último Passe

Oitenta e seis minutos não chegaram ao FC Porto para, mesmo com mais iniciativa, anular os efeitos do golo madrugador de Bouba Saré com que o V. Guimarães o bateu no Minho, atrasando-o na corrida pelo título face a Sporting e Benfica. O resultado fez-se de um início muito desconcentrado dos dragões, mas também da qualidade que o Vitória revelou. Tanto na frente como atrás. E veio mostrar mais duas coisas. Que, esgotados os efeitos da chicotada, o FC Porto já deveria ter definido a situação do treinador e que, como é evidente, nem Sérgio Conceição se vende nem os dragões poderiam alguma vez apostar num treinador que se vendesse. Primeiro, o jogo. Com o FC Porto a entrar adormecido atrás, expondo-se às diatribes de quatro homens que aliam explosão e agressividade – jogadores à Sérgio Conceição, portanto. Boyd, que se estreava na Liga, quase inaugurou o marcador perante a apatia dos centrais portistas, logo no primeiro minuto, e Bouba Saré fê-lo mesmo aos 4’, a aproveitar uma abordagem inexplicável de Casillas a um remate que lhe pingou sobre a baliza. Em vez de agarrar ou de sacudir para fora, o internacional espanhol amorteceu a bola para a frente, onde o marfinense a recolheu para marcar. Faltava muito jogo para o Vitória poder celebrar desde logo a conquista dos três pontos, porém. E o FC Porto foi entrando na partida aos poucos. Nunca asfixiou o Vitória, porque os vimaranenses conseguiam sempre aproveitar a qualidade na frente para sair a jogar e dar tempo às linhas recuadas para respirar, mas foi alternando jogo exterior com muitas tentativas de combinação por dentro e criou, mesmo assim, ocasiões para poder chegar, pelo menos, ao empate. Faltou aí ao FC Porto mais acerto na finalização de Brahimi, Corona, Aboubakar ou André André, todos eles protagonistas de lances em boa situação. Rui Barros mostrou mais diferenças em relação a Lopetegui. Primeiro, porque a equipa voltou a procurar mais o corredor central para penetrar, muitas vezes em tentativas de tabela que não se lhe viam até há pouco tempo, quando procurava sempre construir por fora. Depois, porque a 17 minutos do final não hesitou em juntar os dois pontas-de-lança disponíveis, trocando Herrera por André Silva e mantendo Aboubakar em campo. Antes, Barros já tinha chamado ao jogo Varela, uma espécie de proscrito para o basco, que voltou a entrar bem e a marcar pontos para continuar no grupo. Respondeu Sérgio Conceição com o reforço progressivo das linhas mais atrasadas: primeiro trocando Boyd por Phete; depois, já perto do fim, chamando ao jogo João Afonso, um terceiro defesa-central, em vez de Saré. Chegou para manter o FC Porto a zeros e para o treinador do V. Guimarães poder, no fim, bater no peito e bradar justificadamente por injustiça dos que suspeitavam da sua honorabilidade. Era tão evidente que Sérgio Conceição não ia facilitar – até porque, se alguma vez quer ser treinador do FC Porto, sabe que nunca lá chegaria se se vendesse – como que o FC Porto precisa de definir o que vai fazer com alguma urgência. Quando viu Lopetegui sair, a equipa soltou-se. Rui Barros foi capaz de tornar as coisas simples no primeiro jogo com o Boavista. Mas se há algo que se sabe é que um interino vai perdendo legitimidade à medida que o seu interinato se prolonga. Ou se aposta nele de forma conclusiva ou chega quem o substitua. Nas voltas da decisão, o FC Porto lá deixou mais três pontos, que farão falta a quem há-de vir.
2016-01-17
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O V. Guimarães não ganhou nenhum dos três últimos jogos que fez em sua casa, fator através do qual se justifica a incapacidade de a equipa confirmar plenamente os indícios de retoma após a entrada de Sérgio Conceição para o comando técnico: os vimaranenses perderam por 4-3 com o Marítimo, por 1-0 com o Benfica e empataram a duas bolas com o Arouca, já não conseguindo acabar um jogo sem sofrer golos no D. Afonso Henriques desde que ganharam por 1-0 ao Tondela, a 13 de Setembro. Há quatro meses, portanto. O FC Porto, em contrapartida, vem de duas saídas consecutivas a ganhar e sem sofrer golos: ambas no Bessa, frente ao Boavista, com 5-0 na Liga e 1-0 na Taça de Portugal. Não é uma série excelente, sobretudo porque se seguiu à derrota por 2-0 com o Sporting em Alvalade, mas também porque esta época os dragões já ganharam cinco deslocações consecutivas: Varzim (2-0), Maccabi (3-1), Angrense (2-0), Tondela (1-0) e U. Madeira (4-0). Essa série de vitórias foi na altura interrompida na deslocação a Londres, onde os portistas acabaram batidos pelo Chelsea (2-0).   - Herrera marcou nas últimas duas partidas do FC Porto na Liga: adiantou os dragões face ao Rio Ave, no jogo que acabou empatado a um golo, e abriu o ativo na goleada frente ao Boavista (5-0). É a segunda vez que o mexicano marca em duas jornadas consecutivas, pois já tinha estado entre os goleadores na vitória frente ao Rio Ave (3-0) e na derrota contra o Olhanense (1-2), em Abril e Maio de 2014. Na altura ficou em branco ao terceiro jogo, os 2-1 em casa contra o Benfica.   - Sérgio Conceição, o técnico do V. Guimarães, de quem se disse que podia ser hipótese para suceder a Julen Lopetegui no comando do FC Porto, foi jogador portista e, como treinador, já defrontou os dragões por sete vezes, tendo ganho apenas uma: 1-0 no Académica-FC Porto, em 2013/14. Obteve ainda um empate (1-1 com o Sp. Braga, na última Taça da Liga) e perdeu as outras cinco partidas, duas delas em casa.   - Rui Barros, o treinador aparentemente interino do FC Porto, continua com o registo 100 por cento vitorioso nas duas passagens pelo comando da equipa. Em jogos oficiais, não sofreu sequer um golo, tendo ganho por 3-0 ao V. Setúbal na Supertaça de 2006 e agora por 5-0 e 1-0 ao Boavista, em jogos da Liga e da Taça de Portugal.   - Sérgio Conceição e Rui Barros jogaram duas épocas juntos no FC Porto, entre as saídas de um e do outro para o estrangeiro. A última partida em que ambos marcaram presença simultânea correu mal aos dragões: foi a 2 de Maio de 1998, quando os portistas saíram derrotados da Luz por 3-0, frente ao Benfica. O FC Porto acabou por se sagrar tetra-campeão nessa época.   - Bruno Gaspar, lateral do V. Guimarães, estreou-se na Liga a jogar contra o FC Porto, lançado por Rui Vitória a 14 de Setembro de 2014, num empate a uma bola no Minho. - Do outro lado, o avançado Aboubakar tem várias recordações do V. Guimarães, pois foi no D. Afonso Henriques que se estreou na Liga portuguesa. O resultado não foi famoso, pois o FC Porto empatou esse jogo a uma bola, a 14 de Setembro de 2014. O camaronês, ainda assim, só jogou um minuto nessa tarde. E só voltou a defrontar o V. Guimarães na jornada de abertura da atual Liga, obtendo nessa noite o seu primeiro bis pla equipa portista, que ajudou a vencer por 3-0.   - O FC Porto não venceu nenhuma das duas últimas visitas a Guimarães: empatou a duas bolas em Março de 2014, num jogo que ditou a demissão de Paulo Fonseca, e a um golo em Setembro desse mesmo ano. A última vitória portista no D. Afonso Henriques aconteceu em Novembro de 2013, para a Taça de Portugal, por 2-0, com golos de Jackson Martínez e Fernando.   - O Vitória não ganha ao FC Porto desde Outubro de 2004, quando eliminou os dragões da Taça de Portugal com uma vitória por 2-1, graças a um bis de Nuno Assis, a que respondeu Derlei. Para a Liga, os minhotos não vencem desde Dezembro de 2001, quando golos de Marco e Nuno Assis lhes deram uma vitória por 2-0.   - O V. Guimarães nunca ganhou nem perdeu jogos com Manuel Oliveira a apitar: empatou as quatro partidas que fez com este árbitro, que foram duas receções ao P. Ferreira e à Académica e as visitas ao Nacional e à mesma Académica. O FC Porto também empatou um jogo em dois com Manuel Oliveira (1-1 com o Nacional na Choupana), mas ganhou o outro, na ocasião uma receção ao V. Setúbal (4-0).
2016-01-16
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Renato Sanches fez o segundo golo da época e o primeiro decisivo, garantindo a vitória do Benfica frente ao V. Guimarães por 1-0. Os encarnados não ganhavam um jogo na Liga graças a um golo de um jogador ainda júnior desde 7 de Março de 2004, quando bateram fora o Gil Vicente por 2-1 graças a um golo de Manuel Fernandes, a 12’ do fim. - Esta época, o Benfica já tinha ganho um jogo graças a um golo de um miúdo de 18 anos, mas fê-lo na Liga dos Campeões, em Setembro: foi o 2-1 em Madrid, frente ao Atlético, graças a um golo de Gonçalo Guedes.   - O golo de Renato foi ainda o primeiro do Benfica na Liga sem participação direta de Jonas desde a vitória em Setúbal, por 4-2, a 12 de Dezembro. Nesse jogo, o brasileiro não participou no quarto golo encarnado, marcado na própria baliza por Ricardo depois de um remate de Mitroglou ao poste.   - A vitória em Guimarães foi a terceira seguida do Benfica, depois dos sucessos contra o Rio Ave e o Nacional (este na Taça da Liga). Os encarnados igualaram assim as três melhores séries da época, todas compostas por três vitórias consecutivas. Nas três primeiras, caíram ao quarto jogo, contra o FC Porto (0-1), o Galatasaray (1-2) e o Sporting (1-2).   - Foi, além disso, o oitavo jogo seguido do Benfica sem perder na Liga, numa série que começou após a derrota contra o Sporting, na Luz, a 25 de Outubro. Desses oito jogos, os encarnados saíram sete vezes vencedores, empatando apenas frente ao U. Madeira, na Choupana. E só por duas vezes sofreram golos: nos 4-2 em Setúbal e nos 3-1 em casa ao Rio Ave.   - Quinto jogo consecutivo do V. Guimarães sem marcar um golo sequer ao Benfica. O último golo dos vimaranenses na baliza dos encarnados aconteceu no Jamor, em Maio de 2013, e foi marcado por Ricardo Pereira, garantindo a conquista da Taça de Portugal à equipa então comandada por Rui Vitória. Desde então, o Vitória soma quatro derrotas e apenas um empate a zero, em casa, na penúltima ronda da Liga anterior.   - O jogo marcou a segunda derrota consecutiva do V. Guimarães em casa, depois de ter perdido por 4-3 com o Marítimo. Desde Abril de 2014, quando perderam de enfiada com Estoril (1-3) e Arouca (2-3) que os vimaranenses não perdiam duas vezes seguidas no seu terreno.   - Segunda vitória em outros tantos jogos de Rui Vitória contra as suas ex-equipas nesta Liga. Depois dos 3-0 em casa ao Paços de Ferreira ganhou agora por 1-0 fora ao V. Guimarães.   - Cafu fez o 50º jogo com a camisola do V. Guimarães, depois da estreia, em Agosto de 2014, numa vitória por 3-1 frente ao Gil Vicente. O treinador que o lançou, Rui Vitória, estava agora no banco oposto.   - O Benfica continua a ter o melhor ataque da Liga, com 35 golos marcados em 15 jogos, o seu melhor parcial em 15 jogos desde 2012/13, quando chegou à 15ª jornada com 39 golos obtidos. A pontuação é que não é famosa: soma 34 pontos, menos seis que na época passada à mesma altura. Desde 2010/11 que o Benfica não tinha tão poucos pontos à 15ª jornada – nesse ano somava 33.
2016-01-03
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Último Passe

Um golo marcado na raça por Renato Sanches, na recarga a um primeiro remate que ele próprio já fizera na ressaca de um pontapé de canto afastado pela defesa adversária, permitiu ao Benfica ganhar um jogo muito difícil em Guimarães e assistir no conforto do autocarro ao clássico de Alvalade com a certeza de que beneficiará de qualquer resultado que ali venha a verificar-se. A vitória do Benfica foi justa, porque apesar do bom aproveitamento estratégico duas suas lacunas pela equipa de Sérgio Conceição, os encarnados tinham tido a maioria das escassas ocasiões de golo de uma partida que desde cedo se pôs dura e propícia a ser ganha nos duelos. Ora a capacidade de Renato para, nesses mesmos duelos, impor o físico, evitar cair e queimar linhas em posse foi a maior arma do Benfica neste jogo, que o Vitória abordou com agressividade no pressing sobre a primeira fase de construção encarnada. Conceição não temia partir a equipa quando mandava os seus quatro homens da frente apertar na saída de bola do adversário. Quando conseguiam que a pressão fosse eficaz, Licá, Xande e Dourado criavam condições para que Otávio pudesse colocar a retaguarda benfiquista em apuros; em todas as outras ocasiões, Renato saía embalado para o choque com o resto da equipa vimaranense e transportava os campeões nacionais para onde são mais perigosos, que é nas imediações da área adversária. Mesmo num dia de sub-rendimento de Jiménez e Gaitán, este ainda a acusar o regresso de longa paragem. O jogo punha-se, assim, dividido, com a ideia de que o golo podia aparecer em qualquer baliza. Na primeira parte, Licá e Jonas tiveram as melhores situações para chegar ao golo. O vimaranense perdeu a dele por tentar oferecer o golo a um colega, depois de grande abertura de Xande, permitindo a interceção da defesa adversária, enquanto que o benfiquista obrigou o guardião Miguel Silva a grande defesa, após mais uma insistência de Renato Sanches. A chave do jogo estava aí mesmo – na insistência. E depois de Pizzi ter visto o guardião vimaranense tirar-lhe o golo, num lance em que seguia isolado por Jonas para a baliza, Renato marcou mesmo o golo da vitória, a pouco mais de um quarto-de-hora do final. O Vitória já não teve arte para regressar a um jogo que o Benfica fez por ganhar, anunciando a aproximação do Benfica às contas do título. Suceda o que suceder daqui a pouco em Alvalade.
2016-01-02
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Rui Vitória vai defrontar a equipa que mais projeção lhe deu no futebol nacional, o V. Guimarães, podendo por isso aproveitar o conhecimento adquirido nas quatro épocas que lá passou. No caso do atual treinador benfiquista, porém, isso não tem sido uma grande vantagem, pois apesar de uma carreira sempre a subir de nível, não tem um histórico particularmente feliz contra ex-equipas suas: em Guimarães ganhou apenas três dos oito jogos contra o Paços de Ferreira, dois dos quais fora de casa. Há duas ilações a tirar deste histórico. A primeira é que nos oito jogos de Vitória contra a equipa que tinha orientado antes da atual, o ataque foi a tónica dominante: não houve um único zero de nenhuma das equipas, pois ambas marcaram sempre. E a segunda é que Rui Vitória se sente melhor como visitante a um estádio onde já foi feliz do que como anfitrião das suas ex-equipas: tem uma vitória, dois empates e uma derrota nos jogos com o Paços em Guimarães e duas vitórias, um empate e uma derrota nas visitas ao Estádio Capital do Móvel. O melhor resultado, aliás, obteve-o em Paços de Ferreira com o V. Guimarães. Foi uma vitória por 5-1 logo em Novembro de 2011, com hat-trick de Edgar. Boas perspetivas, uma vez que o jogo de sábado se disputará no campo do adversário. A primeira época de Rui Vitória em Guimarães – que, recorde-se, o treinador ainda começou em Paços de Ferreira, tendo por isso amplo conhecimento do adversário – foi a melhor no confronto com a ex-equipa, tendo o atual técnico do Benfica obtido duas vitórias, por 3-1 e 5-1. Em 2012/13 perdeu em Paços de Ferreira por 2-1 e empatou em Guimarães a dois golos. Em 2013/14 ganhou em Paços (3-1), mas perdeu em casa (1-2). E na época passada ambos os jogos redundaram em empates: 1-1 em Guimarães e 2-2 em Paços de Ferreira. Mais um bom prenúncio na viagem do Benfica a Guimarães, pois esta é a primeira temporada do treinador no seu novo clube e a primeira vez que defronta a anterior equipa. Quererão os adeptos benfiquistas acreditar ainda que a tendência para deixar pontos no confronto com as ex-equipas terá ficado definitivamente para trás das costas agora que Rui Vitória deu o salto para um grande. É que, além do mais, esta época o treinador ribatejano já recebeu o Paços de Ferreira, a equipa que orientou antes de se ocupar do V. Guimarães, e levou o seu Benfica a vencer por 3-0 em casa, naquele que foi o primeiro jogo de Vitória na Liga contra uma ex-equipa no qual não sofreu golos.   - Sérgio Conceição, atual treinador do V. Guimarães, foi um dos dois treinadores capazes de ganhar por duas vezes ao Benfica na época passada – o outro foi André Villas-Boas. Enquanto treinador do Sp. Braga, Conceição bateu a equipa de Jorge Jesus em casa para a Liga (2-1) e na Luz para a Taça de Portugal (2-1), curiosamente em dois jogos nos quais começou sempre a perder e virou o placar. Foram as duas únicas vitórias que conseguiu sobre o Benfica em oito jogos, nos quais soma cinco derrotas e um empate (0-0), com o Olhanense, em Março de 2012, na primeira vez que defrontou o Benfica como treinador.   - Além disso, Conceição também só ganhou uma vez a Rui Vitória e foi na época passada: 2-1 para a Taça de Portugal, com o Sp. Braga, em Guimarães. De resto, sempre com o opositor no banco que agora é seu, o atual técnico vimaranense soma três empates e três derrotas (sempre um com cada clube que dirigiu: Sp. Braga, Académica e Olhanense.   - Desde Setembro que o V. Guimarães perde em casa jogo sim-jogo não: ganhou ao Tondela e depois perdeu com o Sp. Braga; empatou com a Académica e depois perdeu com o Nacional; venceu o Rio Ave e depois perdeu com o Marítimo. A sequência não favorece a ideia de uma segunda derrota seguida em casa, algo que os vimaranenses já não conhecem desde Abril de 2014, quando foram consecutivamente batidos por Estoril (1-3) e Arouca (2-3).   - O central benfiquista Jardel vai defrontar o adversário contra o qual se estreou na Liga portuguesa. Foi a 16 de Agosto de 2010 que Daúto Faquirá o lançou num Olhanense-V. Guimarães que acabou empatado a zero.   - Muitos jogadores do plantel vimaranense foram lançados na Liga por Rui Vitória, atual treinador do Benfica. Foi o caso de Douglas, Pedro Correia, Josué, João Afonso, Bruno Gaspar, Luís Rocha, Breno, Cafu, Bouba Saré, Bruno Alves, Otávio, Alex, Ricardo Gomes, Ricardo Valente e Areias. Chegavam para fazer uma equipa, com suplentes e tudo.   - A estreia do atacante Ricardo Valente foi mesmo contra o Benfica, a 10 de Janeiro de 2015, quando substituiu Ricardo Gomes a meia hora do final de uma partida que os minhotos perderam, na Luz, por 3-0.   - Cafu poderá fazer o 50º jogo pelo V. Guimarães. Dos 49 que já realizou, 42 foram na Liga portuguesa, aos quais soma três na Taça da Liga, dois na Liga Europa outros dois na Taça de Portugal.   - Assis, que tem sido o guarda-redes suplente do V. Guimarães, estreou-se na Liga a jogar contra o Benfica, ocupando o lugar de Bruno Vale, quando este foi expulso, a 11’ do fim, num Benfica-Belenenses de Fevereiro de 2010 que os encarnados venceram por 1-0.   - O V. Guimarães não fez um único golo nos últimos quatro jogos em que defrontou o Benfica, perdendo três (duas vezes 1-0 e uma por 3-0) e empatando outra a zero, na tarde em que os encarnados celebraram o bicampeonato, em Maio passado. O último golo vimaranense ao Benfica foi no Jamor, em Maio de 2013, marcado por Ricardo Pereira e valeu a conquista da Taça de Portugal à equipa então orientada por Rui Vitória, pois permitiu um sucesso por 2-1.   - O último golo sofrido pelo Benfica em Guimarães já data de Fevereiro de 2012, quando o Vitória local se impôs por 1-0, graças a um tento do brasileiro Toscano. Dos 14 que Jorge Jesus levou a jogo nessa noite restam no Benfica apenas Luisão e Gaitán, enquanto no Vitória já não está nenhum dos heróis da vitória.   - V. Guimarães e Benfica perderam os jogos que fizeram esta época na Liga com Carlos Xistra. Os vimaranenses em casa com o Nacional (0-1) e os benfiquistas também no seu estádio, face ao Sporting (0-3). De resto, este árbitro que apitou dois penaltis a favor da equipa da casa nos seus dois últimos desafios na Liga (FC Porto-P. Ferreira e Académica-Belenenses), já dirigiu o Benfica por 19 vezes no campeonato (11 vitórias, quatro empates e quatro derrotas) e por 18 ocasiões o V. Guimarães (seis vitórias, cinco empates e sete derrotas). Dois dos 196 jogos que fez na Liga foram V. Guimarães-Benfica: em 2008/09 ganharam os encarnados por 2-1 e em 2011/12 venceram os minhotos por 1-0.
2016-01-01
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- Ao vencer o Marítimo por 3-1, o Nacional completou o oitavo dérbi do Funchal consecutivo sem derrota: quatro vitórias e três empates contra o Marítimo e uma vitória frente ao U. Madeira. A última derrota dos alvi-negros contra uma equipa da Madeira faz três anos na próxima semana: foi a 9 de Dezembro de 2012, nos Barreiros, contra o Marítimo (2-0, golos de Fidelis e Sami).   - Esse jogo foi também o último que o Marítimo ganhou contra outra equipa da Madeira. Desde então, três empates e quatro derrotas contra o Nacional e ainda uma derrota com o U. Madeira. Na Choupana, então, o Marítimo já não ganha desde Novembro de 2007 – há oito anos. A última vez que ali venceu foi por 2-0, com golos de Makukula e Wênio.   - O Nacional alargou para 17 jogos a série de imbatibilidade caseira que já é a mais longa da sua história em épocas nas quais joga a I Liga. A última vez que a equipa de Manuel Machado perdeu em casa foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto, voltaram a passar por lá os leões e o FC Porto, mas ambos empataram. Dos 17 jogos da corrente série, o Nacional ganhou onze e empatou seis.   - O dérbi da Madeira ficou marcado por mais duas expulsões do Marítimo. Desta vez foram Raul Silva e Edgar Costa, a elevar para dez o total de vermelhos a jogadores do Marítimo, em onze jornadas. O central viu o segundo vermelho na Liga, enquanto que o extremo já vai no terceiro. Na época passada, dois jogadores viram três vermelhos na Liga, mas o boavisteiro Philipe Sampaio só lá chegou à 29ª jornada e o penafidelense Tony à 15ª.   - Wyllian, autor do terceiro golo do Nacional, não fazia um golo há um ano. O último tinha sido a 8 de Dezembro de 2014 e também tinha sido marcado ao Marítimo, na altura contribuindo para uma vitória por 3-0.   - Arnold Issoko, autor dos dois golos do V. Setúbal frente ao U. Madeira, marca sempre aos pares. Já tinha bisado no Bonfim, contra o V. Guimarães, em Setembro, mas também nessa altura os sadinos tinham empatado o jogo a duas bolas. Este é, aliás, o quarto empate a dois golos do V. Setúbal na atual Liga, todos em casa – antes tinha acontecido contra Boavista, Rio Ave e V. Guimarães.   - Danilo Dias, autor de um dos golos do U. Madeira no empate em Setúbal, voltou a marcar na Liga portuguesa mais de dois anos depois do último tento – ainda que tenha passado parte desse tempo no Azerbaijão. É curioso que o último golo já tinha sido ao V. Setúbal, no Bonfim. Foi a 15 de Setembro de 2013 e ajudou o Marítimo a vencer ali por 4-2.   - A segunda vitória de Sérgio Conceição aos comandos do V. Guimarães surgiu como a primeira: em cima do minuto 90. Antes, tinha sido um golo de Ricardo Valente a dar o 1-0 em Paços de Ferreira; agora foi Cafu quem garantiu o 2-1 sobre o Boavista, no Bessa. Os dois jogos deram duas vitórias seguidas fora de casa, algo que o V. Guimarães já não conseguia desde Outubro e Novembro do ano passado, quando ganhou consecutivamente em Setúbal e Arouca.   - O V. Guimarães voltou a ganhar no Bessa 17 anos depois do último sucesso para a Liga, que tinha sido em Março de 1998, por 1-0 (marcou Riva). Desde então, porém, tinha ali ganho por 2-0 para a Taça de Portugal, em Novembro de 2008, com golos de Gregory e Fajardo.   - Petit deixou de ser o treinador do Boavista, tornando-se o quarto técnico a deixar o cargo na atual Liga. Antes dele, Armando Evangelista deu o lugar a Sérgio Conceição no V. Guimarães; José Viterbo foi substituído por Filipe Gouveia na Académica e Vítor Paneira abriu vaga para Rui Bento no Tondela.   - Ao décimo jogo, Gonçalo Paciência marcou o primeiro golo na Liga, ajudando a Académica a empatar em casa com o Arouca (1-1). O pai, Domingos, marcou na estreia, a 13 de Abril de 1988, numa vitória do FC Porto sobre O Elvas (4-0).   - O empate em Coimbra significa que o Arouca alonga para nove a série de jogos sem ganhar na Liga: todos, desde as vitórias nas duas primeiras jornadas, contra Moreirense e Benfica. Já igualou a pior série da história do clube na divisão principal, estabelecida em precisamente nove jogos sem ganhar, entre o sucesso contra o Nacional (1-0 na Choupana, a 15 de Setembro de 2013) e outro no terreno do Gil Vicente (3-0, a 22 de Dezembro).   - Iuri Medeiros garantiu a vitória do Moreirense em Vila do Conde, contra o Rio Ave (1-0). Vai com dois jogos seguidos a marcar, pois já tinha sido ele a abrir o ativo contra o Paços de Ferreira (2-0), na jornada anterior. Medeiros não fazia golos em jogos seguidos desde Abril e Maio do ano passado, quando, ainda no Sporting B, até marcou em três, a Marítimo B, FC Porto B e Benfica B.   - Depois de um início de época difícil, o Moreirense já vai com duas vitórias seguidas. A última vez que ganhara duas vezes seguidas na Liga tinha sido em Outubro e Novembro do ano passado, quando se impôs a Gil Vicente (2-0) e Marítimo (2-1).   - A derrota com o Moreirense significou o primeiro jogo do Rio Ave sem marcar golos esta época. Os vila-condenses tinham marcado sempre nas dez jornadas anteriores, bem como nos dois desafios da Taça de Portugal, e eram a única equipa da Liga a poder gabar-se de nunca ter ficado em branco.   - Mais um golo do jovem Diogo Jota, que começa a ser talismã do Paços de Ferreira. O miúdo (18 anos) já tem nove golos pela equipa sénior dos pacenses, que quando ele marcou ganharam sempre: 4-0 ao Atl. Reguengos, 9-0 ao Riachense e 3-2 à Académica (aqui bisou) na época passada; 1-0 ao Boavista, 7-1 à Naval (outro bis), 2-0 ao Marítimo e agora 2-0 ao Estoril.
2015-11-30
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- Ao empatar com o V. Setúbal na Choupana, o Nacional estabeleceu a mais longa série de jogos seguidos sem perder em casa: 14. A última vez que os alvi-negros perderam ali foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto voltaram a passar por lá os leões, bem como o FC Porto, mas ambos empataram. A melhor série do Nacional em épocas nas quais esteve na I Liga estava em 13 jogos, entre uma derrota com o Marítimo (0-1), a 14 de Dezembro de 2003 e outra com o Sevilha (1-2), a 30 de Setembro de 2004. Nesses 13 jogos, porém, o Nacional ganhou 11 (empatou apenas com o Sporting e o FC Porto), enquanto nos atuais 14 já vai com cinco empates (Moreirense, Sporting, FC Porto, V. Guimarães e V. Setúbal).   - Ao mesmo tempo, o facto de ter empatado com o V. Setúbal impediu o Nacional de passar, mais uma vez, a barreira das três vitórias seguidas em casa. Depois de bater P. Ferreira (3-0, ainda na época passada), U. Madeira (1-0) e Académica (2-0), esta foi a nona vez que a equipa madeirense falhou desde a última ocasião em que conseguiu as tais quatro vitórias consecutivas no seu estádio, que foi entre Abril e Setembro de 2004, quando ali ganhou a Beira Mar (3-0), Ro Ave (4-0), outra vez Beira Mar (2-1, já na nova época) e Académica (2-1). - Arranque extraordinário do coreano Suk, autor do golo que deu o empate ao V. Setúbal frente ao Nacional na Choupana (1-1). Marcou em quatro dos seis jogos da sua equipa, somando até ao momento cinco golos e três assistências. Curioso ainda o facto de ter marcado ao Nacional depois de o ter feito ao Marítimo: foram as outras duas equipas que representou em Portugal.   - O golo de Marega, que valeu a vitória do Marítimo sobre o Tondela (1-0), foi o terceiro a chegar depois do minuto 90 nesta Liga. Desses, dois foram obtidos pelo Marítimo (já tinha sucedido com Dyego Souza contra o V. Setúbal) e outros tantos foram sofridos pelo Tondela (que já tinha perdido com o Sporting com um golo de Adrien Silva nos descontos).   - Marega fez o nono golo em Portugal (oitavo na Liga), mas apenas o segundo como suplente utilizado. A única vez que tinha marcado depois de saltar do banco foi em Fevereiro, quando ajudou o Marítimo a vencer em Penafiel por 4-3.   - Diallo, que em Portugal já representara Arouca e Académica, foi expulso pela primeira vez no nosso país no Marítimo-Tondela. Com a sua expulsão, o Marítimo torna-se a equipa que mais vermelhos viu na Liga: quatro em seis jornadas.   - O empate com o Arouca foi a segunda vez que o Belenenses desperdiçou uma vantagem de dois golos na atual Liga. Já lhe tinha sucedido quando deixou que o Rio Ave recuperasse de 3-1 para 3-3 no Restelo. Nas duas vezes, o adversário marcou os dois golos nos derradeiros 15’ de jogo.   - Luís Leal voltou a marcar em Arouca, mantendo o registo 100% goleador nos jogos do Belenenses na Liga que começa como titular. Já tinha sido titular e marcado em casa com o Moreirense.   - Os dois golos do Arouca no jogo foram obtidos de fora da área: livre de Nuno Valente a desviar na barreira e remate de muito longa distância de Hugo Basto. Foram os dois primeiros golos de fora da área do Arouca esta época. O Belenenses já tinha sofrido um, marcado pelo benfiquista Talisca.   - Os 13 golos sofridos pelo Belenenses à sexta jornada são o pior arranque defensivo dos azuis desde Outubro de 1987, quando chegaram a esta ronda com 14 bolas nas redes (na altura com o contributo dos 7-1 encaixados nas Antas frente ao FC Porto). Essa equipa acabou a Liga em terceiro lugar, com a sexta melhor defesa da Liga (38 golos em 38 jogos).   - A série de imbatibilidade do guarda-redes André Moreira, do U. Madeira, foi interrompida na derrota do clube insular no Estoril, por 2-1. Ficou nos 361 minutos, entre o golo do nacionalista Soares, na segunda jornada, e o primeiro do Estoril no domingo, marcado por Leo Bonatini. É a maior série da atual Liga, mas não a mais longa do U. Madeira no campeonato. Essa continua a pertencer a Zivanovic, que a estabeleceu em 413 minutos entre 6 de Março e 23 de Abril de 1994.   - Leo Bonatini voltou a marcar pelo Estoril, fazendo-o pelo quarto jogo consecutivo (incluída aqui a derrota frente ao Oriental na Taça da Liga). Já fez mais golos neste início de época (cinco) que em toda a temporada passada (quatro).   - A vitória por 2-1 frente ao U. Madeira, quarta em seis jogos, significa que os canarinhos estão a assinar o melhor arranque de época desde 1947/48, quando ganharam quatro jogos e empataram um dos primeiros seis. O Estoril acabou essa época em quarto lugar, vendo-se ultrapassado pelo Belenenses apenas na última jornada, na qual empatou com o FC Porto na Constituição.   - Sérgio Conceição estreou-se no banco do V. Guimarães com uma derrota frente ao Sp. Braga (0-1). Foram exatamente o mesmo resultado e o mesmo adversário que já lhe tinha assinalado a estreia na Académica: 0-1 em Braga. No Olhanense também começara a perder: 2-1 nos Barreiros com o Marítimo. O único clube português onde se estreara a ganhar foi mesmo o Sp. Braga, onde abriu conta com um conclusivo 3-0 ao Boavista.   - Rafa marcou pelo terceiro jogo consecutivo no Sp. Braga, a mostrar que lhe fez bem o banco nos jogos com Boavista e Estoril. Antes de marcar ao V. Guimarães já tinha sido ele a obter o golo da vitória frente ao Slovan Liberec, tendo contribuído com um golo na goleada (5-1) ao Marítimo. O máximo de jogos consecutivos em que Rafa tinha feito golos era de dois, o que conseguira por duas vezes: Estoril e Arouca em 2013/14 e V. Guimarães e Penafiel em 2014/15. Nas duas vezes, o terceiro jogo, no qual ficou em branco, tinha sido contra o V. Guimarães.   - Ao perder em Vila do Conde, com o Rio Ave, a Académica superou o arranque de 1977, no qual perdeu os cinco primeiros jogos, tendo contudo ganho o sexto. Para encontrar um início de campeonato tão mau da Briosa há que recuar até 1943/44. Nesse campeonato, a equipa dirigida por Severiano Correia perdeu os primeiros seis jogos, mas cinco foram fora de casa: FC Porto (3-2), Olhanense (5-1), Salgueiros (3-1), Atlético (2-1) e Benfica (2-1). Pelo meio, caiu também aos pés do Sporting em Coimbra (3-4). Ganhou pela primeira vez à sétima jornada, em casa, ao V. Guimarães (3-2). Acabou a época em nono lugar, assegurando a manutenção à custa do Salgueiros.
2015-09-29
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