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Último Passe

O novo Sporting de Jorge Jesus é uma incógnita quase tão grande como o novo FC Porto de Sérgio Conceição. O segundo falhanço na tentativa de ataque ao título nacional – e sobretudo a clara noção de que a equipa esteve mais longe de lá chegar do que na primeira vez – levaram a mais uma revolução no plantel, a um abalo que pode até estar ainda longe de conhecer o fim, uma vez que falta saber o que vai acontecer com os alvos que o leão tem mais apetecíveis no mercado internacional: Rui Patrício, William, Adrien e Gelson. No fundo, tudo depende deles e da política adotada por Bruno de Carvalho para lidar com os apetites internacionais por eles. Nem tão mole como era tradição em Alvalade antes da sua chegada, nem tão inflexível como se mostrou há um ano. A grande dificuldade na condução de uma equipa da dimensão do Sporting – que é grande num mercado periférico, mas cujos resultados internacionais e salários praticados mostram que é pouco mais do que irrelevante no panorama internacional – tem precisamente a ver com a gestão de expetativas dos jogadores mais renomados. A excelente primeira época de Jesus, seguida de um Europeu onde Portugal foi muito para lá do esperado, sagrando-se campeão europeu com uma série de jogadores leoninos no onze, levou a que lá fora se olhasse para Alvalade como se de um mercado de pechinchas se tratasse. Porque os jogadores até podem ter cláusulas de rescisão muito altas, mas se elas forem pouco condizentes com os salários que lhes são pagos isso acaba sempre por se virar contra o clube que as estabelece. De que serve proteger um jogador com uma cláusula de rescisão de 100 milhões de euros, se depois ele ganha dez vezes menos do que os jogadores cujo valor real de mercado são mesmo esses 100 milhões de euros?  Na prática, serve para que o clube possa segurar o jogador, é verdade. Mas isso é bom se de repente houver quem lhe ofereça um salário quatro ou cinco vezes maior do que ele ganha mas queira pagar apenas um terço da cláusula de rescisão, isto é, o real valor do jogador? A dúvida é: vale a pena ficar com jogadores contrariados? Não há certezas a este respeito. No ano passado, Bruno de Carvalho aceitou perder João Mário e Slimani, mas teve de se atravessar para ficar com Adrien, por exemplo, que fez de tudo – incluindo uma entrevista à revelia do clube, na qual assumiu a vontade de ir embora – para forçar a saída para o Leicester. E se é verdade que nenhuma equipa que tenha aspirações deve ser de um ano para o outro forçada a perder mais do que dois ou três jogadores, o que o fracasso da última época terá dito é que também não pode assentar a estrutura em elementos cuja cabeça esteja longe. O mais razoável é que haja um fluxo de comunicação desempoeirado entre clube e jogadores, em que estes aceitem a lógica do par de saídas por ano e o clube assuma uma fila de prioritários. Olhemos para casos práticos. Em 2003, por exemplo, José Eduardo Bettencourt assumira que, já tendo vendido Quaresma ao Barcelona, e sem necessidades de tesouraria prementes, não ia deixar sair mais nenhum jogador de peso. Mas apareceu o Manchester United por Ronaldo e o Sporting não resistiu. Foi um erro? Creio que sim. Um ano depois, o jogador poderia certamente ser muito mais rentabilizado financeiramente e de caminho até poderia ter conquistado algo com a camisola do Sporting. Saiu logo ali porquê, então? Porque o clube não era capaz de resistir à pressão do mercado, dos jogadores, dos empresários, dos colossos europeus. A cena repetiu-se vezes sem conta no Sporting desde essa altura. Jogadores a saírem antes de tempo, antes da glória desportiva, antes de terem um valor decente no mercado, um valor que compensasse o clube por se separar deles. Porquê? Porque eles queriam. Chegava-se ao ponto de qualquer jogador formado no Sporting já não ter como objetivo imediato de carreira o fixar-se na equipa principal mas sim o sair para o estrangeiro. A geração dos Bruma, dos Ilori, dos Edgar Ié, já não tem raiz em Portugal. Bruno de Carvalho mudou isso e assumiu a atitude rigorosamente inversa desde o seu primeiro defeso, onde teve de lidar com os casos Dier e Bruma, por exemplo. O Sporting passou a ser capaz de vender menos e muito melhor, mas a forma como correu a última época desportiva deixa dúvidas acerca de tanta inflexibilidade e pode ser uma forma de lançar o que aí vem. Até ver, os leões estão a construir um super-plantel. Falta perceber duas coisas. Se as estrelas que por cá estavam ficam e se, em caso afirmativo, isso não pode transformar os novos recrutas em peças sobressalentes sem uso, acabando por torná-los tão inúteis como aconteceu há um ano com Petrovic, Elias ou Markovic.
2017-07-09
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Último Passe

A escolha de Renato Sanches como Golden Boy 2016, pelo jornal italiano Tuttosport, e a nomeação de Rui Patrício entre os 30 finalistas da Bola de Ouro, da revista francesa France Football, têm sido apresentadas ora como mais uma prova da influência da Liga portuguesa, ora como arma de arremesso na guerra entre fanáticos de dois clubes. Mas na verdade não deviam ser uma coisa nem a outra, porque – e sei que isto doerá a muita gente – se os dois chegaram a estas distinções, é à fase final do Europeu que o devem. O que, atenção, não quer dizer que as não mereçam. Pelo contrário. Há uma especificidade na votação do Tuttosport em Renato Sanches – na verdade, na votação dos jornalistas de toda a Europa que o Tuttosport consultou. É a transferência milionária do jovem médio para o Bayern, a estabelecer uma espécie de tendência, depois da escolha de Martial (também ele transferido por mundos e fundos para o Manchester United) em 2015. É possível que os jornalistas consultados tenham sido influenciados pelos valores das transferências, coisa em que quem me lê sabe que há muito deixei de acreditar, pois a cartelização que os grandes fundos de investimento e os mega-agentes têm imposto ao mercado tem levado a que a fixação dos preços sirva para pouco mais do que o acerto de contas entre eles. Rui Patrício, no entanto, não se transferiu e está na lista dos 30 melhores da Europa do France Football. Pelo muito que fez na excelente época do Sporting na Liga portuguesa ou na efémera passagem pela Liga Europa? Claro que não. Da mesma maneira que a escolha de Renato se deve sobretudo ao impulso que deu à candidatura portuguesa à vitória no Europeu e não à importância que teve no título do Benfica ou à caminhada da equipa de Rui Vitória até aos quartos-de-final da Champions, a presença de Rui Patrício naquele lote de jogadores predestinados tem a ver com o facto de ter sido a última barreira na quase intransponível muralha defensiva da seleção nacional. Portanto, se o que querem é decidir se as escolhas de Renato Sanches e Rui Patrício são uma maior honra para Benfica ou Sporting, esqueçam. E se o que querem é dizer que afinal a Europa ainda presta atenção à Liga portuguesa, podem também esquecer – ainda que provavelmente devesse fazê-lo. Renato foi o Golden Boy de 2016 porque é um médio com uma potência e mudança de velocidade incrível, com uma alegria contagiante no jogo, porque queima linhas com bola como quase ninguém, seja da sua idade ou mais velho. E isso viu-se no Europeu. Rui Patrício está nos 30 finalistas da Bola de Ouro porque é um guarda-redes seguro, com uma agilidade invulgar para a envergadura física, sobretudo na rapidez de reação entre os postes, e isso também esteve à vista no Europeu. Os clubes são os clubes e infelizmente para todos nós têm andado tão longe de poder influenciar este tipo de votações como perto de orientar as ideias de quem não pensa senão em função de um emblema.
2016-10-25
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Último Passe

Um aproveitamento de 100 por cento nas grandes penalidades, a somar a um penalti defendido por Rui Patrício, permitiu a Portugal carimbar o apuramento para as meias-finais do Europeu, depois de mais um empate – o quinto – da equipa de Fernando Santos nesta fase final. Desta vez, o futebol jogado saldou-se por uma igualdade a um golo: os polacos marcaram logo a abrir, por Lewandowski, tendo os portugueses empatado por Renato Sanches quando Fernando Santos transmitiu alguma clareza tática para dentro do campo, ainda na primeira parte. Cristiano Ronaldo ainda perdeu um par de situações claras para fazer o segundo, mas não vacilou quando se tratou de liderar a equipa no desempate. Aí, além do capitão, Renato Sanches, João Moutinho, Nani e Quaresma também fizeram golo nas suas tentativas, tendo Rui Patrício detido o remate de Blaszczykowski da definição do 5-3 final. Sem Raphael Guerreiro e André Gomes, Fernando Santos colocou finalmente na relva o meio-campo que o país em peso vinha pedindo, mas nem por isso a equipa entrou bem no jogo. Com Wiliam Carvalho atrás de Renato Sanches, Adrien Silva e João Mário, Portugal passou meia-hora numa indefinição tática da qual ninguém se salvava. Ora Cristiano e Nani abriam nas alas deixando a João Mário a missão de aparecer como falso ponta-de-lança; ora o capitão ficava no meio e era Adrien quem mais dele se aproximava, baixando Nani; ora a equipa se aproximava de um 4x3x3 com Adrien e Renato por dentro e João Mário a abrir como extremo... As combinações ofensivas não saíam e, pior do que isso, defensivamente a equipa parecia adormecida. Para cúmulo, a Polónia marcou logo aos 2’, num lance em que alguns portugueses não ficaram isentos de culpas: Cédric falhou a interceção de um passe que encontrou Grosicki na esquerda, este ganhou posição na linha de fundo e, beneficiando de um movimento de Milik, que arrastou os dois centrais portugueses em direção à baliza, deu a bola para a finalização fácil de Lewandowski, que se adiantou a William Carvalho graças a uma melhor e mais rápida leitura do lance. Estava dado o mote para uma meia-hora na qual, mesmo tendo experimentado visar a baliza de Fabianski algumas vezes, Portugal podia ter deitado o jogo a perder, tanta era a desconcentração que a equipa mostrava e que se revelava na perda sucessiva de passes. As melhores ocasiões neste período foram polacas, nelas se contando um remate de Milik ao lado (aos 15’) e uma defesa de Rui Patrício a novo tiro de Lewandowski (aos 17’), mas sobretudo uma troca de passes no lado esquerdo do ataque polaco que, mesmo sem ter criado sensação clara de golo, deixou os portugueses como se fossem meros pinos de treino. Por volta da meia-hora, porém, Fernando Santos parece ter esclarecido as coisas com a equipa. Corrigidas as posições em campo, tendo Portugal assumido um 4x1x3x2 mais clássico, com Renato na direita, João Mário na esquerda e Adrien perto de William, a equipa assentou o jogo. E ato contínuo chegou ao golo, numa bela tabela de Renato com Nani, que o jovem médio concluiu com um remate de pé esquerdo para o fundo da baliza polaca. Houve alguma fortuna na forma como o remate desviou em Krychowiak, fugindo do guarda-redes, mas Portugal encarregar-se-ia nos minutos seguintes de mostrar que merecia essa sorte. Abriu-se aí a melhor fase portuguesa no jogo. E em condições normais esta podia mesmo ter dado origem à primeira vitória portuguesa em 90 minutos. O meio-campo funcionava na forma como era capaz de tirar a bola da zona de pressão polaca e conduzir a equipa a ataques rápidos, como aquele em que Ronaldo se isolou sobre a esquerda e, quando tinha João Mário do outro lado, de baliza aberta, optou por rematar em vez de lhe dar a bola para o que se adivinhava viesse a ser uma conclusão fácil. O remate do capitão, no entanto, acertou na rede lateral (aos 56’). O mesmo Ronaldo acertou mal numa bola já dentro da área (aos 60’), tendo Adrien chutado de ressaca contra um adversário. E até Cédric, num disparo de fora da área, esteve à beira de desempatar (aos 64’). O cansaço de alguns elementos pôs termo a esta boa fase de Portugal. O sinal veio num desvio de Milik, que Rui Patrício deteve com categoria (aos 69’) ou no cartão amarelo mostrado a Adrien pela forma como travou, em falta, um contra-ataque polaco (aos 70’). Mas mesmo com o jogo mais dividido, os portugueses podiam perfeitamente ter ganho. Primeiro num raide de Pepe em que, para evitar que a bola chegasse a Ronaldo, Glik quase fez autogolo (aos 81’). Depois, já em período de compensação, quando João Moutinho (que substituíra Adrien) descobriu mesmo Ronaldo atrás da linha defensiva polaca, mas o capitão luso não foi capaz de desviar o passe alto em direção da baliza do desamparado Fabiánski. O prolongamento foi marcado mais pelo medo de perder do que pela vontade de ganhar. Portugal já tinha lançado Quaresma em vez de João Mário, fazendo-o o jogar pela direita e derivando Renato para a esquerda. Percebendo o cansaço de William, mais uma vez o que mais estava a correr entre os jogadores lusos, Fernando Santos trocou-o então por Danilo, de forma a evitar que essa fadiga se refletisse em falta de cobertura defensiva aos centrais na contenção dos dois pontas-de-lança que Nawalka mantinha em campo e de testar já a solução para a meia-final, uma vez que William viu um amarelo que o afasta do jogo. Ainda assim, com a Polónia a beneficiar nesta fase de alguma falta de agressividade portuguesa no ataque às sobras e a encaminhar o jogo para mais perto da baliza de Rui Patrício, a melhor ocasião de golo pertenceu a Portugal, quando Ronaldo voltou a não acertar bem na bola, desta vez após ficar em boa posição no seguimento de um cruzamento de Eliseu (aos 93’). A verdade é que ninguém desempatou o jogo e este se decidiu mesmo nas grandes penalidades. E aí, 100% de frieza e competência dos marcadores portugueses, tendo Rui Patrício assinado a única defesa do desempate, quando caiu para a sua esquerda para ir buscar o remate de Blaszczykowski. Quaresma não vacilou na hora de bater o penalti decisivo e apurou Portugal para a sétima meia-final do seu historial (já lá tinha estado nos Mundiais de 1966 e 2006 e nos Europeus de 1984, 2000, 2004 e 2012).
2016-07-01
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Último Passe

O Inglaterra-Portugal foi um confronto entre duas meias-equipas no qual ganhou a que esteve mais tempo com onze jogadores em campo. O cartão vermelho a Bruno Alves, logo aos 35 minutos de jogo, ajuda a explicar o facto de Portugal quase só ter defendido e de a Inglaterra ter passado tanto tempo no meio-campo ofensivo, mas as limitações de ambas as seleções não se esgotaram nas implicações desse momento de vigor excessivo do central português. Mesmo antes disso, se via que a Inglaterra tinha avançados mas falta de criativos e Portugal anulava os seus criativos por conta da falta de avançados que lhes encontrassem espaço para ter a bola. O golo da vitória inglesa (1-0), marcado por Smalling aos 86 minutos de jogo, na segunda vaga de um canto, a aproveitar um erro de cobertura dos defensores portugueses, nem foi o mais relevante da noite. O jogo era particular e o resultado importava menos do que as ilações a tirar da forma como se chegava a ele. E, além de ter permitido tirar conclusões acerca de algumas exibições individuais – bem Ricardo Carvalho, Rui Patrício e Danilo, íngreme o caminho de Moutinho em direção à recuperação da rotatividade que fez dele o jogador que é – o jogo de Wembley permitiu ver que o modelo de jogo criado para Ronaldo tem dificuldades em subsistir sem ele. A utilização do 4x4x2 com dois avançados móveis, que permite potenciar as caraterísticas do CR7 sem deixar a equipa vulnerável do ponto de vista defensivo, exige que pelo menos um deles dê à equipa alguma profundidade – quando isso falta, quando em vez disso Portugal usa dois avançados que baixam em apoio mas não esticam o jogo, quem mais sofre são os médios criativos. Que em Wembley foram uma sombra do que podem render. Enquanto teve onze jogadores, Portugal não deixou a Inglaterra criar lances de perigo mas também não foi capaz de os criar. Chegou pela primeira vez à baliza num livre lateral ao qual acorreu Ricardo Carvalho. Depois da expulsão de Bruno Alves, sem Rafa para poder enquadrar José Fonte no onze, Portugal baixou as linhas e desistiu de atacar. Metia duas linhas de quatro homens à frente da área e beneficiava da falta de criativos atrás de Kane, Rooney e Vardy, que aliada à timidez atacante dos laterais ingleses e à pouca versatilidade de Dier tornava a equipa de Hodgson mais do que previsível. Os ingleses, aliás, nem cruzavam bolas para a área. Numa das primeiras vezes que o fizeram, deu golo. Mas isso nem foi o mais importante da noite.
2016-06-02
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Rui Vitória já assumiu que deverá, em princípio, poupar alguns jogadores na meia-final da Taça da Liga, que o Benfica jogará hoje na Luz contra o Sp. Braga. Olhando para a forma desgastada como os encarnados têm vindo a cumprir, sempre sem falhas, ainda assim, cada passo da caminhada que o treinador espera venha a conduzir ao tricampeonato, parece sensato que o faça. E, suceda o que suceder, tanto hoje como no próximo fim-de-semana, a história deste campeonato escrever-se-á sempre através do recurso às diferentes estratégias de poupança dos treinadores das duas melhores equipas. Teremos um campeão certificado pelo aforro. Olha-se para Benfica e Sporting e percebe-se que estão equilibrados no total de jogos feitos: hoje, ao receber o Sp. Braga, o Benfica empata com o Sporting em total de jogos feitos (49), podendo vir a superar os leões se assegurar a passagem à final da Taça da Liga. Contudo, isso não quer dizer que o Sporting esteja neste momento mais desgastado, quer porque os seus jogos internacionais – na Liga Europa – tiveram um grau de dificuldade inferior aos do adversário, quer porque Jesus optou por uma gestão diferente do seu plantel, tirando exigência em determinada altura, o que pode ter ajudado a equipa ao nível da fadiga central. Se olharmos para os números, verificamos que ambos os grupos têm seis jogadores com pelo menos 40 jogos efetuados: Jonas (44), Pizzi (44), Eliseu (43), Mitroglou (42), Jardel (41) e Jiménez (41) no Benfica; Rui Patrício (44), João Mário (44), Slimani (44), Ruiz (44), Adrien Silva (40) e Gelson (40) no Sporting. É verdade que entre os sportinguistas há um guarda-redes – e bastaria Júlio César não se ter lesionado para estar também no lote – e que, se em ambos há um jovem tantas vezes saído do banco – Gelson e Jiménez –, a pressão colocada em cima do extremo leonino tem sido sempre muito menor que a feita sobre o ponta-de-lança mexicano, tantas vezes entrado com a necessidade de desbloquear o marcador. Nestas coisas, como se sabe, não há uma verdade científica. Cada grupo, cada organismo reage de uma maneira muito própria a diferentes estímulos, mas parece evidente que as estratégias de Rui Vitória e Jorge Jesus foram radicalmente diferentes. Vitória tem trazido sempre os melhores a cada jogo, porque na Champions a isso era obrigado, e se fez alguma rotação na equipa isso deveu-se tanto às lesões (Júlio César, Luisão, Lisandro, Nelson Semedo…) como à eclosão de Renato Sanches, que tirou espaço a Samaris na equipa principal. Chega assim aos últimos três (ou quatro) jogos da época com os jogadores fundamentais em condições muito difíceis – não é estranho que Jonas, Pizzi e Mitroglou tenham caído tanto de produção nas últimas semanas –, mas na frente da classificação. Do outro lado, com o discurso centrado na Liga, com o menosprezo constante da Liga Europa, Jorge Jesus chega aos últimos dois jogos da época com a equipa em melhores condições. E também não é estranho que os quatro homens mais utilizados da época tenham sido os melhores na vitória de sábado no Dragão. Sobretudo Slimani, João Mário e Rui Patrício chegam a Maio a voar, depois de um período de quebra em Fevereiro-Março, que foi quando o Sporting perdeu a liderança, com apenas duas vitórias em sete jogos, de 8 de Fevereiro a 5 de Março. Acontece que quem ganha o campeonato não é quem faz melhor resultado na última jornada, não é quem chega às férias em melhores condições. É quem soma mais pontos nas 34 rondas da competição. E neste particular o Benfica tem vantagem, pois parte para as últimas duas jornadas com mais dois pontos. Se o campeonato durasse mais umas quatro ou cinco semanas, o Sporting pareceria a equipa em melhores condições para o ganhar, mas com a meta tão perto começa a parecer cada vez mais improvável que o Benfica escorregue antes de a ultrapassar. Claro que o debate acerca da melhor estratégia nunca chegará a conclusões mais definitivas do que o destinado a decidir qual é a melhor equipa das duas. Ninguém garante como estaria o Benfica se Vitória tem tirado exigência na Liga dos Campeões ou como estaria o Sporting se Jesus tivesse ido a jogo sempre com os melhores na Liga Europa. Por isso mesmo, daqui a duas semanas, as conclusões estarão sempre ligadas aos resultados. Se o Benfica mantiver a passada por mais duas jornadas e for campeão, teve razão Rui Vitória; se os encarnados passarem das vitórias difíceis e tangenciais a um empate ou derrota e o Sporting continuar a ganhar os seus jogos e for campeão, teve razão Jesus. Certo é apenas que ambos estão a fazer um fantástico trabalho. In Diário de Notícias, 02.05.2106
2016-05-02
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Último Passe

O Sporting manteve a distância relativamente ao Benfica no topo da Liga em dois pontos, ao vencer em casa o Marítimo por 3-1, numa partida que fica marcada pela continuação do bom momento de Teo Gutièrrez e pelo regresso de Slimani aos golos em Alvalade mas também pela confirmação da influência de Adrien Silva na equipa e pelo lançamento de algumas dúvidas acerca da possibilidade de Bruno César continuar a ser lateral-esquerdo. Sem o capitão, o meio-campo leonino perdeu qualidade e agressividade nos momentos defensivos e colocou-se várias vezes à mercê de perigosos ataques maritimistas. Aí, por mais de uma vez, valeram intervenções de qualidade de Rui Patrício, a fazer a diferença entre os dois ataques. Não pode sequer dizer-se que a vitória se justifique com um excelente índice de aproveitamento das ocasiões de golo criadas, pois tal como habitualmente os avançados leoninos pareceram apostados em tirar expressões de desespero da face de Jorge Jesus, como a que o treinador fez logo aos 15’, quando Ruiz perdeu um golo feito, cabeceando ao lado após um cruzamento de Gutièrrez. Não foi caso isolado, porém, e felizmente para os leões foi até um problema comum ao Marítimo, que chegou ao intervalo com o dobro dos remates (seis contra três) da equipa da casa. A forma como o Sporting chegou à vantagem, aliás, foi duplamente afortunada. Edgar Costa já tinha perdido uma ocasião soberana aos 17’, quando surgiu nas costas de Bruno César, mas desviou a bola sobre a barra, mas o momento definidor do primeiro tempo tem a ver com as botas de João Diogo: aos 41’, o lateral maritimista fez uma bela jogada na direita, superou os passivos Ruiz e Bruno César e chegou a uma boa posição para marcar, mas permitiu a defesa de Rui Patrício; um minuto depois, desviou com a ponta da bota um remate de fora da área feito por Teo Gutiérrez, levando a bola a fazer um arco e fugir da tentativa de defesa de Salin, aninhando-se nas redes. Gutièrrez, que até tinha sido o melhor do Sporting na primeira parte, colocava a equipa da casa numa situação de vantagem que, verdadeiramente, ela só mereceu no segundo tempo. Mais alerta, o Sporting entrou bem no segundo tempo, fazendo uma boa meia-hora, na qual chegou aos 3-0 sem grandes dificuldades. Logo aos 53’, William Carvalho fez o segundo, com um remate muito colocado após iniciativa de João Mário. E aos 76’, pouco depois de Aquilani ter estado perto do terceiro, num lance que também teve direito a carambola mas que desta vez Salin conseguiu defender, foi a vez de Slimani pôr fim ao jejum de golos em casa que já datava desde a partida com o Tondela, há três meses, aparecendo na ponta final de mais um remate de João Mário que a defesa maritimista desviou. Com o jogo resolvido, os lisboetas relaxaram e talvez até o tenham feito em demasia, porque o Marítimo pôde assim crescer. Ghazaryan fez o merecido golo de honra insular, aos 81’, e os últimos minutos foram particularmente abertos, com ocasiões de golo de parte a parte, perdidas pelo maritimista Djoussé e pelo sportinguista Matheus (esta escandalosa, após um lance em que os leões apareceram em três para um, num contra-ataque). Nenhum dos dois marcou, pelo que o jogo ficou nuns 3-1 que se aceitam sem problemas, ainda que a margem mínima talvez fosse mais acertada para uma partida que mostrou que o Marítimo vale mais que o 12º lugar que ocupa na tabela e que, defensivamente, o Sporting não vive muito bem com as ausências de Adrien.
2016-04-10
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Stats

Adrien Silva, que viu o nono cartão amarelo na Liga na última jornada, na deslocação ao Restelo, para defrontar o Belenenses, estará ausente na receção do Sporting ao Marítimo. Jorge Jesus fica assim sem o maior contribuinte para a série de seis vitórias seguidas que os leões levam nos jogos com os insulares: o capitão de equipa marcou em quatro dessas seis partidas, tendo mesmo sido ele a garantir o sucesso com um golo solitário nas últimas duas. Em início de Dezembro, nos Barreiros, foi Adrien quem fez o golo que valeu ao Sporting a vitória por 1-0 nos Barreiros. Marcou no início da segunda parte, a aproveitar uma jogada de João Mário pela direita, seguida de passe rasteiro para um remate seco à entrada da área. Já em Março do ano passado, na partida da segunda volta da Liga anterior, os leões tinham ganho por 1-0 nos Barreiros, também com um golo de Adrien, dessa vez a punir uma grande penalidade cometida por Raul Silva sobre Jefferson. Nos 4-2 de Alvalade em Outubro de 2014, o médio limitou-se a assistir Montero para o golo com que os leões encerraram a contagem, não marcando nenhum em nome próprio. Em Março de 2014, foi também de penalti, assinalado a punir derrube de Márcio do Rozário a Carlos Mané, que Adrien começou a desenhar a vitória do Sporting nos Barreiros, por 3-1. Sem ligação aos golos nos 3-0 com que o Sporting se impôs em partida da Taça da Liga, em Janeiro de 2014, Adrien decidiu ainda a favor dos leões na vitória por 3-2, em Alvalade, em Novembro de 2013. Esta será a quarta ausência de Adrien Silva em jogos de campeonato esta época, a terceira por castigo. Não esteve na nona jornada, a vitória em casa frente ao Estoril, por 1-0, por ter visto o quinto amarelo na competição contra o Benfica, na semana anterior. Falhou depois o empate em Guimarães (0-0), na 24ª ronda, por causa de uma lesão que já o impedira, a meio da semana, de estar na derrota em Leverkusen (1-3). E voltou a faltar na vitória no Estoril (2-1), à 26ª jornada, porque estava a cumprir um jogo de castigo na sequência da expulsão na derrota frente ao Benfica, em Alvalade (0-1).   O Marítimo também não poderá contar com Dyego Souza, o goleador que foi expulso na vitória que os verde-rubros conseguiram contra o Nacional, na última jornada. Dyego Souza é o melhor marcador do Marítimo na Liga, com 11 golos, a maior parte dos quais (seis) fora de casa: marcou no terreno do U. Madeira (1-2), do Sp. Braga (1-5), do Boavista (1-0), do Arouca (1-4), do Tondela (4-3) e do Paços de Ferreira (2-2).   Os últimos oito golos de Slimani pelo Sporting foram todos fora de casa. O argelino anda há seis jogos à procura de um golo em Alvalade, algo que já lhe escapa desde 15 de Janeiro, quando fez o primeiro de um empate caseiro com o Tondela (2-2). Depois disso, não marcou à Académica (3-2), ao Rio Ave (0-0), ao Leverkusen (0-1), ao Boavista (2-0), ao Benfica (0-1) e ao Arouca (5-2). A maior série de jogos de Slimani em branco em Alvalade foi de sete jogos, iniciada precisamente depois de marcar ao Marítimo, a 2 de Novembro de 2013 (3-2). Depois disso, ficou a zeros contra Paços de Ferreira (4-0), Belenenses (3-0), Nacional (0-0), FC Porto (0-0), Marítimo (3-0), Académica (0-0) e Olhanense (1-0), interrompendo o jejum caseiro com um golo ao Sp. Braga (2-1), a 1 de Março de 2014. Em cinco destes sete jogos, porém, foi apenas suplente utilizado.   Nelo Vingada ganhou na última vez que levou uma equipa a Alvalade. Foi em 16 de Outubro de 2005 que um golo de Marcel chegou à Académica, então dirigida pelo atual treinador do Marítimo, para ganhar em Lisboa ao Sporting de José Peseiro, motivando a demissão do treinador leonino e a ascensão de Paulo Bento ao comando técnico dos leões. Depois disso, Nelo Vingada defrontou o Sporting por mais duas vezes, ambas em casa, perdendo sempre: 0-3 para o campeonato, em Fevereiro de 2006, e 0-2 para a Taça de Portugal, em Março do mesmo ano.   Na última vez que Nelo Vingada visitou uma equipa liderada por Jorge Jesus… também ganhou. Foi a 5 de Março de 2006 que a Académica se impôs em Leiria à União, que na altura era comandada pelo atual treinador do Sporting, por 2-0, com golos de Filipe Teixeira e Joeano. Depois disso, em Agosto de 2009, os dois voltaram a enfrentar-se, em Guimarães, e o Vitória de Nelo Vingada acabou batido no Minho pelo Benfica de Jesus por 1-0, graças a um golo de Ramíres no último minuto de jogo.   Jorge Jesus, porém, ganhou os últimos cinco jogos contra o Marítimo: 1-0 pelo Sporting nos Barreiros, já neste campeonato; 4-1 em casa e 4-0 fora pelo Benfica no campeonato passado; 2-1, igualmente pelo Benfica, na última final da Taça da Liga; e 2-0 em casa na época de 2013/14. O último percalço de Jesus contra os leões do Funchal foi em Agosto de 2013: perdeu por 2-1 com o Benfica nos Barreiros.   Rui Patrício e João Mário estrearam-se na Liga portuguesa a jogar contra o Marítimo. O guarda-redes fê-lo a 19 de Novembro de 2006, lançado por Paulo Bento numa vitória por 1-0 nos Barreiros, na qual até teve de defender um penalti. O médio estreou-se a 10 de Fevereiro de 2013, lançado por Jeusaldo Ferreira na derrota leonina por 1-0, em Alvalade.   O Sporting ganhou as últimas seis partidas contra o Marítimo, as duas últimas sem sofrer golos, ambas nos Barreiros. A última vez que os insulares escaparam à derrota no confronto com os leões foi em Alvalade, a 10 de Fevereiro de 2013, quando ali foram ganhar por 1-0, com um golo do coreano Suk, que agora joga no FC Porto.   Aliás, se contarmos só jogos da Liga, o Marítimo marcou sempre nas últimas quatro visitas a Alvalade. A última vez que ali ficou em branco foi em Agosto de 2010, quando um penalti de Matias Fernández deu a vitória aos leões, por 1-0. Depois disso, até ganhou duas vezes: 3-2 em Agosto de 2011, com golos de Rafael Miranda, Sami e Baba a responderem a tentos de Izmailov e Jeffrén, e o tal 1-0 de Fevereiro de 2013, com a assinatura de Suk. As últimas duas partidas ganhou-as o Sporting: 3-2 em Novembro de 2013 (Capel, Slimani e Adrien marcaram para os lisboetas, Ruben Ferreira e Heldon para os insulares) e 4-2 em Outubro de 2014 (com um bis de Maazou a revelar-se insuficiente para contrariar um autogolo de Bauer e os tentos de João Mário, Paulo Oliveira e Montero).   O Sporting sofre golos há quatro jogos consecutivos, não mantendo a baliza a zeros na Liga desde o empate em Guimarães, a 29 de Fevereiro: 0-1 com o Benfica, 2-1 ao Estoril, 5-1 ao Arouca e 5-2 ao Belenenses. Esta foi a terceira série de quatro jornadas seguidas da Liga com os leões a sofrerem golos esta época. Para se encontrarem cinco jogos consecutivos dos leões na Liga sempre a sofrer golos é preciso recuar a Março e Abril do ano passado, quando a equipa de Marco Silva defrontou o V. Guimarães (4-1), o Paços de Ferreira (1-1), o V. Setúbal (2-1), o Boavista (2-1) e o Moreirense (4-1).
2016-04-08
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Ao aguentar 15 minutos sem sofrer golos em Alvalade, Rafael Bracalli, guarda-redes do Arouca, passou a ser o dono da mais longa série de minutos sem sofrer golos no presente campeonato, superando precisamente Rui Patrício, guarda-redes do Sporting. Bracalli, que não sofria um golo na Liga desde que foi batido por Aboubakar, do FC Porto, a 7 de Fevereiro, aguentou 541 minutos sem ir buscar a bola ao fundo das redes, tendo durante esse período defendido duas grandes penalidades. Patrício tinha estado 538 minutos sem sofrer golos, entre um marcado por Josué (V. Guimarães) e outro de Rafael Martins (Moreirense).   Rui Patrício continua, no entanto, a ser o líder da defesa menos batida do campeonato, com 17 golos sofridos em 27 jornadas. É a melhor performance defensiva do Sporting num campeonato desde 2006/07, quando a equipa chegou à 27ª ronda com 14 golos sofridos, tendo acabado a prova com a melhor defesa, com 15 golos sofridos em 30 jornadas. O guarda-redes do Sporting era então o internacional Ricardo.   A principal nota do jogo de Alvalade foi, contudo, a performance ofensiva do Sporting, com bis de Teo Gutièrrez e João Mário. O colombiano, que não marcava desde 10 de Dezembro (nos 3-1 ao Besiktas) e que na Liga estava em jejum desde o penalti ao Estoril, a 31 de Outubro, fez o primeiro bis com a camisola leonina e o primeiro desde 16 de Fevereiro de 2015, quando marcou dois golos nos 4-1 do River Plate ao Sarmiento de Junin, na Liga argentina.   Já no caso de João Mário, este foi mesmo o primeiro bis na carreira sénior do jovem médio, que não fazia um golo desde a derrota por 3-1 em Leverkusen, na eliminação leonina da Liga Europa (1-3), a 25 de Fevereiro. Os quatro golos de João Mário em 2015/16 tinham sido todos em deslocações, pelo que o médio não marcava em Alvalade há um ano: o último que fizera ali tinha sido a 22 de Março de 2015, nos 4-1 ao V. Guimarães.   Quem regressou aos golos foi Bryan Ruiz, que tinha falhado ocasiões relativamente fáceis contra o V. Guimarães, o Benfica e o Estoril. Ruiz, pelo contrário, tem escolhido sempre Alvalade para fazer os seus golos. Não marcava desde os 2-0 ao Boavista, a 22 de Fevereiro, sendo que este foi o seu quarto golo consecutivo em Alvalade depois de ter feito um em Braga, na eliminação do Sporting da Taça de Portugal (3-4).   Em branco ficou Slimani – daí, provavelmente, a insatisfação que revelou no momento em que foi substituído por Barcos. O argelino não marca em casa desde 15 de Janeiro, quando fez um golo no empate (2-2) contra o Tondela, tendo desde essa data feito três bis, mas todos em deslocações, nos campos de Paços de Ferreira, Nacional e Estoril.   Gegé, autor do golo do Arouca, fez o primeiro golo na I Divisão. O cabo-verdiano não festejava um golo em nome próprio desde 18 de Novembro de 2012, quando contribuiu para atenuar uma derrota caseira do Marítimo B com a Naval (2-3), na II Liga.   O Arouca voltou a perder um jogo, oito desafios depois de ter sido batido em casa por este mesmo Sporting, por 1-0, em jogo da Taça da Liga. A série de sete partidas sem perder assim estabelecida igualou a melhor que a equipa de Lito Vidigal tinha conseguido nesta época, entre as derrotas com o FC Porto (1-3, a 12 de Setembro de 2015) e com o Sporting (0-1, a 8 de Novembro de 2015). São as duas maiores séries de invencibilidade do Arouca desde que subiu à I Divisão, em 2013.   O Sporting chega assim à 27ª jornada com 65 pontos, mais oito do que tinha na mesma ronda da época passada. Este continua a ser o melhor registo do Sporting à 27ª jornada desde que a vitória vale três pontos. E para encontrar um melhor, mesmo aplicando as atuais regras de pontuação às Ligas anteriores, é preciso recuar a 1979/80, campeonato em que os leões somavam por esta altura 21 vitórias, quatro empates e duas derrotas – que seriam 67 pontos pelas regras atuais.
2016-03-20
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Islam Slimani voltou a resolver um jogo do Sporting, marcando os dois golos dos leões na vitória (2-1) frente ao Estoril, na Amoreira. Com os dois golos de sábado, o argelino aumentou a sua conta de leão ao peito para 49, ultrapassando Acosta e Oceano, que concluíram as passagens por Alvalade com 48, e igualando Paulinho Cascavel, ainda que em menos sete jogos (de 101 para 108). À frente de Slimani, que é agora o 34º maior goleador da história do Sporting, estão agora Sá Pinto e Hugo, ambos com 50 golos marcados.   Slimani interrompeu, além disso, o seu maior jejum de golos desta época. Estava em branco há cinco jogos, pois após o bis frente ao Nacional, na Choupana, a 13 de Fevereiro, não marcou nos dois jogos com o Leverkusen (nos quais foi suplente utilizado), nem nas partidas com Boavista, V. Guimarães e Benfica. O argelino não passava cinco jogos seguidos sem marcar desde Dezembro de 2014, quando ficou em branco face a Boavista, Chelsea, Moreirense, Vizela e Nacional, interrompendo a série negra a 3 de Janeiro de 2015, com um golo ao… Estoril.   Os últimos seis golos de Slimani aconteceram fora de Alvalade e sempre aos pares. Depois de ter marcado no empate a duas bolas com o Tondela, no seu estádio, a 15 de Janeiro, o avançado do Sporting só festejou longe de casa, bisando contra o Paços de Ferreira, o Nacional e agora o Estoril.   Outro jogador com a pontaria afinada foi Leo Bonatini, que marcou o golo do Estoril, dando início ao período de reação da equipa da casa, a 11 minutos do final. O avançado brasileiro, que esta época já tinha marcado ao Benfica, mas que ficou em branco nas duas partidas contra o FC Porto, fez golo pela terceira jornada consecutiva, pois vinha de um hat-trick ao V. Setúbal e de um golo ao Rio Ave. Foi a primeira vez que Bonatini marcou em três jornadas seguidas do campeonato.   Rui Patrício, guarda-redes do Sporting, fez o 254º jogo na baliza dos leões a contar para a Liga, superando Azevedo, que atuou em 253 partidas de campeonato. O único guarda-redes com mais jogos na baliza leonina na principal prova nacional passa agora a ser Vítor Damas, que esteve em 332. Patrício precisará pelo menos de mais três épocas para o alcançar.   Bruno César, que até começou a época no Estoril e defrontou o Sporting no jogo da primeira volta com a camisola canarinha, somou a 50ª presença em jogos de campeonato, a oitava pelo Sporting. A estas oito, nas quais fez três golos, o brasileiro junta dez pelo Estoril (com um golo) e 32 no Benfica (com dez golos).   Bryan Ruiz, que fez o cruzamento para o segundo golo de Slimani, assinou a sétima assistência na Liga, não sendo, ainda assim, o melhor entre os leões neste capítulo. É que João Mário tem oito passes decisivos.   Ganhando ao Estoril, o Sporting chegou aos 62 pontos, ainda acima dos 56 que tinha à 26ª jornada da época passada ou dos 60 que somava na mesma fase da Liga de há dois anos. Esta ainda é a maior pontuação do Sporting em 26 jornadas desde que a vitória vale três pontos, superando os 61 feitos pela equipa de Fernando Santos em 2003/04. Para se encontrar melhor entre os leões há que recuar à formação que foi campeã nacional em 1979/80 e que chegou à 26ª jornada com 21 vitórias, três empates e duas derrotas, que pelas atuais regras de pontuação corresponderiam a 65 pontos.   Apesar do golo sofrido, os leões continuam a ter a melhor defesa do campeonato, com 16 golos sofridos. Esta é a melhor performance defensiva de uma equipa do Sporting desde 2006/07, quando os comandados de Paulo Bento chegaram à 26ª jornada com apenas 13 golos sofridos.
2016-03-15
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A tarefa que espera o Sporting é indubitavelmente muito complicada. Depois de terem perdido em Alvalade por 1-0 com o Leverkusen, os leões precisam de virar a eliminatória europeia no campo do adversário. A normalidade é isso não acontecer. Mas dentro da exceção o Sporting já o fez. Só o fez uma vez, mas foi precisamente na última das dez ocasiões em que se viu metido numa embrulhada destas: em 2010, ganhou em Copenhaga ao Brondby por 3-0, depois de ter sido batido em casa pela mesma equipa por 2-0. O Leverkusen, claro, é muito melhor equipa do que aquele Brondby, eliminado por um Sporting comandado por Paulo Sérgio e no qual jogaram Rui Patrício e João Pereira (este apenas no primeiro jogo, o da derrota em Alvalade). Os golos da reviravolta foram obtidos por Evaldo, mesmo a acabar a primeira parte, e depois por Nuno André Coelho e Yannick, este em cima do minuto 90, a impedir o prolongamento. É que na outra vez em que o Sporting esteve perto de consumar a reviravolta na eliminatória foi o prolongamento a impedi-lo. Aconteceu em 2002/03 a uma equipa do Sporting que acabara de ser campeã nacional. Na nova época, Bölöni debateu-se com a crise Jardel e viu fugir a Liga dos Campeões logo na pré-eliminatória, contra o Inter Milão. Restou-lhe tentar aceder à Taça UEFA, mas o 1-3 caseiro contra o Partizan deixava poucas esperanças. Ainda assim, os leões foram a Belgrado ganhar pelo mesmo resultado (3-1, com golos de Toñito, Kutuzov e Contreras), só que depois baquearam no prolongamento, no qual os sérvios estabeleceram o 3-3 final e sentenciaram a eliminação leonina. Nas dez ocasiões em que, antes do recente desaire com o Leverkusen, o Sporting perdeu uma primeira mão de uma eliminatória europeia em casa, o mais normal, de resto, é que perca também o segundo jogo. Assim aconteceu em 1958/59 contra o Standard Liège (2-3 em Alvalade e 0-3 na Bélgica), em 1978/79 com o Banik Ostrava (0-1, tanto em Lisboa como na Checoslováquia), em 1998/99 face ao Bologna (0-2 em casa e 1-2 em Itália) e, mais recentemente, em 2005/06 perante a Udinese (0-1 e 2-3) e em 2008/09 contra o Bayern Munique (0-5 e 1-7). Além da vitória e prémio de apuramento contra o Brondby em 2010/11 e do empate contra o Partizan, há a assinalar mais dois empates: Cardiff em 1964/65 (0-0 em Gales depois do 1-2 de Alvalade) e Real Sociedad em 1988/89 (0-0 em San Sebastian depois do 1-2 de Lisboa).   O Leverkusen perdeu os últimos dois jogos em casa: 1-3 com o Werder Bremen nos quartos-de-final da Taça da Alemanha e 0-1 com o Borussia Dortmund na Bundesliga. Em jogos internacionais, no entanto, a equipa de Roger Schmidt defende uma invencibilidade caseira que já data de Novembro de 2014. O último a ganhar ali foi o Mónaco de Leonardo Jardim (ex-treinador do Sporting), que venceu na BayArena por 1-0 na fase de grupos da Liga dos Campeões da época passada. Depois disso, já por lá passaram sem ganhar Atlético Madrid (1-0), Lazio (3-0), Bate Borisov (4-1), Roma (4-4) e Barcelona (1-1).   O Sporting, por sua vez, ganhou os últimos três jogos fora: 3-1 ao Paços de Ferreira na Liga, 1-0 ao Arouca na Taça da Liga e 4-0 ao Nacional na Liga. Tem ainda pelo seu lado o facto de ter interrompido em Novembro, na última saída europeia, em Moscovo (4-2 ao Lokomotiv) uma série de 17 jogos europeus seguidos sem vitórias fora de Portugal.   O Sporting nunca ganhou ao Leverkusen, em cinco partidas entre os dois clubes. O máximo que os portugueses conseguiram foi um empate a zero em Alvalade, em Novembro de 2000, na fase de grupos da Liga dos Campeões. Antes disso, tinham perdido por 3-2 na Alemanha. E na Champions de 1997/98 perderam ambos os jogos: 2-0 em Alvalade e 4-1 em Leverkusen. Por fim, há uma semana, foram batidos (0-1) em Alvalade, na primeira mão desta eliminatória.   De resto, os leões têm um saldo amplamente negativo em jogos contra equipas alemãs, tendo ganho apenas dois de 23 jogos: 1-0 ao Hertha de Berlim em Outubro de 2009 e 4-2 ao Schalke em Novembro de 2014, sempre em Lisboa. Até aqui, nunca o Sporting ganhou um jogo na Alemanha. A última vez que lá perdeu foi contra o Wolfsburg, em Fevereiro de 2015: os donos da casa impuseram-se por 2-0 e defenderam essa vantagem na segunda mão dos 16 avos de final da Liga Europa em Lisboa.   O Leverkusen, por sua vez, tem saldo positivo contra adversários portugueses, pois venceu seis de 15 partidas, perdendo cinco e empatando as outras quatro. Curiosamente, quatro dessas seis vitórias foram contra o Sporting, sendo as outras frente à U. Leiria (3-1, em Setembro de 2007) e ao Benfica de Jorge Jesus (3-1 em Outubro de 2014).   Na última vez que o Leverkusen esteve nos 16 avos de final da Liga Europa, perdeu o jogo em casa, contra o Benfica, que era treinado por Jorge Jesus. Foi a 14 de Fevereiro de 2013 e o Benfica ganhou por 1-0, com golo de Cardozo. Os encarnados voltaram depois a impor-se na segunda mão, na Luz, por 2-1.   Rui Patrício fará o 73º jogo pelo Sporting nas competições europeias, tornando-se o jogador com mais partidas da UEFA na história do clube lisboeta. Não é, ainda assim, o mais experiente, pois se contarmos os jogos feitos por outras equipas, João Pereira já soma 83 jogos europeus.   O lateral sportinguista João Pereira, aliás, faz 32 anos no dia do jogo. Já jogou na Alemanha, na parte final da época passada, pelo Hannover, mas nunca defrontou o Leverkusen enquanto por lá esteve.  
2016-02-24
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A vitória do Sporting, em Alvalade, frente ao Boavista, por 2-0, pôs termo a uma sequência de dois jogos seguidos dos leões sem marcar golos em casa (0-0 com o Rio Ave e 0-1 com o Leverkusen) e interrompeu aos 365’ a série de minutos sem sofrer golos na Liga do guardião boavisteiro Mika. O último a bater Mika tinha sido Nathan Júnior, do Tondela, de penalti, aos 32 minutos do jogo de 25 de Janeiro. Desde então até ao golo obtido por Ewerton, num canto, aos 37 minutos do jogo contra o Sporting, o Boavista tinha mantido a baliza fechada face a Sp. Braga (0-0), P. Ferreira (1-0) e Académica (0-0).   Rui Patrício substituiu agora Mika como o guarda-redes há mais tempo sem sofrer golos na Liga: são já 302 minutos de inviolabilidade desde um lance que também envolveu Ewerton, que tocou na bola na tentativa de cortar o remate: o segundo golo da Académica em Alvalade, aos 58 minutos de um jogo que os leões acabaram por ganhar por 3-2, no dia 30 de Janeiro. Desde então, o Sporting não sofreu mais golos na Liga, empatando a zero com o Rio Ave e ganhando a Nacional (4-0) e Boavista (2-0).   Ewerton marcou o primeiro golo da época e o terceiro com a camisola do Sporting. Não marcava desde 10 de Maio, quando fez o tento do empate leonino frente ao Estoril (1-1), também com um cabeceamento na sequência de uma bola parada, na ocasião um livre lateral. Aliás, todos os golos (foram três) de Ewerton pelo Sporting foram de cabeça e nasceram em bolas paradas, como é normal num defesa-central: o primeiro, em Abril, a dar uma vitória sobre o Nacional (1-0), na Taça de Portugal, também saiu de um livre lateral, batido por Jefferson.   Ruiz, por sua vez, fez o oitavo golo da época e terceiro na Liga portuguesa. Dos oito, este foi o primeiro de livre direto. Aliás, o Sporting ainda não tinha marcado de livre direto esta época: a única situação em que esteve próximo disso foi no jogo com o V. Guimarães, em que Adrien marcou de livre, mas após um pequeno toque de Jefferson.   Além de marcar o segundo golo, Ruiz assistiu Ewerton no lance do primeiro. Foi a terceira vez esta época que o costa-riquenho conseguiu marcar e assistir no mesmo jogo: tal já lhe tinha sucedido contra o Besiktas (marcou e assistiu Slimani nos 3-1 de Alvalade) e contra o Sp. Braga (também marcou e assistiu o argelino nos 3-4 da Pedreira).   Jorge Jesus obteve a 250ª vitória como treinador na Liga portuguesa. Fê-lo em 475 jogos, dos quais ganhou 250, empatou 112 e perdeu 113. A primeira destas 250 vitórias já tem mais de 20 anos: conseguiu-a a 27 de Agosto de 1995, num Marítimo-Felgueiras que os nortenhos venceram por 2-0.   Ao manter a baliza a zeros, o Sporting destacou-se ainda mais como melhor defesa do campeonato. Tem agora 14 golos sofridos em 23 jornadas contra o 17 de Benfica e FC Porto. Os leões não têm uma defesa tão sólida como tinham as duas menos batidas por esta altura da época passada – Benfica e FC Porto tinham sofrido apenas 10 golos nas primeiras 23 partidas de 2014/15 – mas têm a melhor marca do clube desde 2008/09, quando a equipa de Paulo Bento aqui chegou com os mesmos 14 golos encaixados.   Os 58 pontos que o Sporting soma à 23 ª jornada estão na linha daquilo que Jorge Jesus vinha conseguindo fazer no Benfica nas últimas épocas: tinha 59 na época passada e 58 há dois anos, na época que deu início ao bicampeonato. São, ainda assim, a melhor marca do Sporting desde que a vitória vale três pontos. E mesmo aplicando as atuais regras de pontuação a Ligas mais antigas, só em 1969/70 a equipa estava tão bem: tinha as mesmas 18 vitórias, quatro empates e uma derrota, com a diferença de que já era virtual campeã, pois a Liga tinha apenas 26 jornadas, e os segundos, V. Setúbal e Benfica, estavam bem longe.
2016-02-23
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Slimani voltou a bisar em mais uma vitória do Sporting, os 4-0 ao Nacional, na Choupana. Foi o terceiro bis consecutivo do argelino em deslocações dos leões, depois de já ter feito dois golos nos 6-0 ao V. Setúbal e nos 3-1 ao Paços de Ferreira. A última vez que Slimani ficou em branco num jogo fora de Alvalade também tinha sido neste mesmo estádio, quando o Sporting perdeu por 1-0 com o U. Madeira, a 20 de Dezembro do ano passado.   Com estes dois golos, Slimani já chegou aos 22 esta época, sendo 18 na Liga. Está ainda a cinco golos do benfiquista Jonas, mas já assegurou o lugar de melhor marcador sportinguista num campeonato desde que Liedson acabou a Liga com 25 golos, em 2004/05.   Os 47 golos que o Sporting marcou nas primeiras 22 jornadas da Liga também não lhe asseguram o posto de melhor ataque do campeonato, que pertence ao Benfica, mas garantem o melhor registo parcial dos leões desde 2001/02, quando a equipa de Jardel, João Pinto, Pedro Barbosa e Quaresma chegou à 22ª jornada com 50 golos marcados.   Jorge Jesus aumentou para oito a série de vitórias consecutivas sobre Manuel Machado. Ganhou-lhe todos os jogos desde um empate do Benfica com o Nacional na Choupana (2-2), em Fevereiro de 2013.   O Sporting, de resto, continua sem perder com o Nacional desde Fevereiro de 2011 (1-0, para a Liga), tendo desde essa altura defrontado os alvi-negros por 14 vezes, ganhando nove e empatando cinco. O Nacional, aliás, não marca um golo ao Sporting na Liga desde Maio de 2014, somando já 376 minutos seguidos de jogo sem golos aos leões.   Ao vencer o Nacional, o Sporting reassumiu a liderança isolada do campeonato, com 55 pontos em 22 jornadas. São mais oito pontos do que na época passada por esta altura e o melhor registo leonino à 22ª ronda desde que a vitória vale três pontos. Para encontrar um Sporting melhor nesta altura da época é preciso recuar até 1979/80, quando os leões tinham 18 vitórias e dois empates, que pelas regras atuais de pontuação valeriam 56 pontos.   O Nacional, por sua vez, somou a 11ª derrota deste campeonato, apenas duas a menos do que em toda a Liga passada. E passou a ter a certeza de perder os três jogos em casa com os grandes: 1-2 com o FC Porto, 1-4 com o Benfica e 0-4 com o Sporting. Foi a primeira vez desde 2011/12 que os nacionalistas não pontuaram na Choupana com nenhum dos grandes. Nessa época, foram batidos por 2-0 por FC Porto e Benfica e por 3-2 pelo Sporting. E ainda ali perderam por 3-1 com os leões nas meias-finais da Taça de Portugal.   O Sporting voltou a ter dois penaltis num jogo, um convertido por Adrien e outro por Slimani. Já não sucedia aos leões beneficiarem de dois remates dos onze metros desde 30 de Agosto, quando venceram fora a Académica por 3-1. Nessa tarde, porém, Adrien falhou o primeiro e Aquilani marcou o segundo.   Rui Patrício fez o 250º jogo na Liga portuguesa na mesma ilha onde efetuou o primeiro: a Madeira. A estreia foi a 19 de Novembro de 2006, numa vitória por 1-0 frente ao Marítimo, nos Barreiros. O guarda-redes já é o oitavo futebolista com mais jogos pelo Sporting no campeonato, a apenas três partidas de Azevedo.    
2016-02-14
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Último Passe

O Sporting voltou a ceder pontos em Alvalade, empatando a zero com o Rio Ave, e deixou-se dessa forma apanhar pelo Benfica no topo da classificação da Liga. Foi, ao mesmo, tempo, um jogo igual mas também diferente daqueles que os leões vinham fazendo em casa. Igual porque a equipa leonina não consegue descolar e meter no campo as combinações ofensivas que em dada altura da época lhe permitiam desbaratar as defesas adversárias. Mas diferente porque desta vez Jesus não arriscou tanto – as duas primeiras trocas foram de jogadores por outros para a mesma posição – e, mesmo tendo errado um par de vezes atrás, a equipa leonina teve em Rui Patrício a garantia do zero nas suas redes. Os dois guarda-redes, aliás, foram os melhores em campo. É verdade que ao Sporting faltam alguns dos argumentos desequilibradores que em tantas alturas da época foram tão importantes. Faltou a fluidez pela esquerda que Jefferson costuma dar, faltou o critério de distribuição que William Carvalho assegurava quando estava bem, faltou o Slimani que é capaz de desbloquear jogos, faltou até Montero, estranhamente transferido quando a equipa ficou com um Gutierrez que tarda em mostrar serviço de forma convincente e para o lugar dele entrou Barcos, que está muito fora de ritmo competitivo e não se vê quando pode vir a ser útil. A primeira parte foi, por isso, jogada com intensidade mas sem grandes desequilíbrios, porque o Rio Ave ia sempre buscar a saída de bola leonina e matava um dos momentos do jogo em a equipa de Jesus é mais forte – a transição ofensiva. Rui Patrício, face a Kayembé, e Cássio, contra Adrien, Coates ou João Mário, asseguraram o zero ao intervalo, mas nem isso esmorecia o público que acorreu em massa a Alvalade. Afinal, o Sporting nem tem saído para o intervalo a ganhar assim com tanta frequência. Na segunda parte, talvez fatigada pelo facto de ter jogado para a Taça de Portugal na quinta-feira, o Rio Ave baixou linhas e remeteu-se à defesa do 0-0, o que acabou por conseguir fazer, mais uma vez fruto de dois fatores: um grande Cássio e, nessa fase, alguma falta de criatividade dos leões na frente. Depois de trocar Paulo Oliveira por Ruben Semedo, Jesus chamou Barcos para o lugar de Gutièrrez e só a 15’ do fim meteu mais gente na frente, chamando Gelson para a vaga de William. Não resultou, mesmo tendo o Sporting mudado processos e passado a cruzar muito de fora para as duas torres que tinha na frente. O momento presente é, por isso, de grande importância para o Sporting, que já viu anulada por completo a larga vantagem que chegou a ter sobre o Benfica e vê o rival a galgar barreira atrás de barreira com uma voracidade incrível. Os leões têm a vantagem de receber o rival em casa, mas a desvantagem de precisarem de inverter uma quebra evidente de resultados para chegarem ao dérbi em condições de o jogar com os olhos no título. 
2016-02-08
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Ao empatar com o Tondela (2-2), o Sporting não conseguiu obter a 12ª vitória consecutiva em jogos em casa, ficando a um jogo de igualar a série estabelecida em 1999/00 pela equipa que era comandada por Giuseppe Materazzi e depois Augusto Inácio e que acabou por ser campeã nacional. Ao todo, os leões obtiveram agora 11 vitórias seguidas desde a derrota contra o Lokomotiv Moscovo (1-3), a 17 de Setembro do ano passado, igualando outras duas séries de onze vitórias conseguidas em 2007/08 e em 2012.   - O facto de terem feito dois golos ao Tondela permitiu aos leões marcarem em 21 jogos seguidos em Alvalade, não ficando ali em branco desde o empate a zero com o Wolfsburg, em Fevereiro do ano passado. A equipa atual igualou assim a série obtida em 2007/08, entre uma derrota com o Manchester United (0-1, em Setembro de 2007) e outra com o Glasgow Rangers (0-2, em Abril de 2008).   - Entre os autores dos golos leoninos esteve Slimani, que marcou o primeiro, nessa altura a fazer o empate (1-1). Dessa forma, Slimani marcou nos últimos quatro jogos do Sporting, igualando a sua melhor série desde que chegou a Alvalade. O argelino fez agora golos a FC Porto, V. Setúbal, Sp. Braga e Tondela, quando em Fevereiro e Março de 2014 tinha marcado sucessivamente a Rio Ave, Sp. Braga, V. Setúbal e FC Porto.   - Os golos de Slimani e Gelson Martins foram obtidos em inferioridade numérica, devido à expulsão de Rui Patrício, sendo a segunda vez esta época que o Sporting consegue chegar ao golo nessas condições. Já lhe tinha acontecido em Arouca, quando Slimani marcou o 1-0 após a expulsão de Naldo.   - Rui Patrício foi expulso pela segunda vez esta época, depois de ter visto o vermelho, também por causa de uma grande penalidade, em Elbasan, contra o Skenderbeu. Ao todo, os leões já viram cinco cartões vermelhos, pois além de Patrício e Naldo (nesse jogo com o Arouca) também João Pereira (contra o P. Ferreira) e João Mário (frente ao CSKA) receberam ordem de expulsão.   - Petit tirou mais dois pontos ao Sporting, depois de já ter forçado os leões a um empate quando ainda comandava o Boavista: 0-0 no Bessa. A presença do treinador no banco visitante e o facto de o Sporting ter chegado à vantagem por 2-1 com menos um jogador são dois factos em comum com a última visita do árbitro Luís Ferreira a Alvalade. No campeonato passado, foi depois de Ferreira ter mostrado o vermelho a Tobias Figueiredo que o Sporting chegou ao 2-1 frente ao Boavista, mas ao contrário do que aconteceu agora, a equipa de Petit já não conseguiu empatar.   - O penalti convertido por Nathan Junior foi o primeiro que o Tondela transformou em golo esta época, depois de a equipa beirã já ter falhado quatro, contra o Estoril (Piojo), o Nacional (Nathan), o FC Porto (Chamorro) e o V. Setúbal (Guzzo).   - Foi também o quinto golo de penalti sofrido pelo Sporting esta época, depois de já ter sido assim batido por P. Ferreira (Pelé), Académica (Rabiola), Lilaj (Skenderbeu) e Rafael Martins (Moreirense).   - O Tondela marcou golos pela terceira deslocação consecutiva, depois de ter ganho por 3-2 no terreno do Rio Ave e de ter perdido por 2-1 em Coimbra com a Académica.   - Com os dois golos sofridos contra o Tondela, o Sporting deixou de ter a defesa menos batida da Liga, pelo menos até o FC Porto (10 golos sofridos) jogar em Guimarães. Os leões sofreram onze golos nas primeiras 18 jornadas (quatro deles nos últimos dois jogos) e têm, mesmo assim, a melhor defesa do clube neste total de partidas desde que lá chegaram com 10, em 1996/97.
2016-01-16
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O Sporting recebe o Tondela com a noção de que uma vitória pode ser fundamental para a equipa pelo menos manter a vantagem sobre os rivais diretos na luta pelo título e a saber que, ganhando, supera mais um recorde recente do clube e iguala outra marca de uma equipa que acabou por ser campeã nacional – no caso a de 1999/00. É que os leões seguem com onze vitórias seguidas em jogos em casa, desde a derrota com o Lokomotiv Moscovo, a 17 de Setembro, e se conseguirem o 12º sucesso atingem uma marca que nenhuma equipa leonina obtém desde o período entre Setembro de 1999 e Fevereiro de 2000. Com vários pontos em comum com a atualidade, a começar pela presença de Jorge Jesus no início e de um certo Petit no final. A diferença é que se em 1999/00 Jesus era o treinador da equipa que foi a última a travar os leões antes da tal série de 12 jogos seguidos a ganhar em casa – treinava o Estrela da Amadora que saiu de Alvalade com um empate a um golo, a 20 de Setembro de 1999 – agora dirige os leões. Estava no banco no dia 17 de Setembro de 2015, quando o Sporting se viu pela última vez impedido de ganhar em casa, saindo derrotado da partida da primeira jornada da Liga Europa, frente ao Lokomotiv de Moscovo (1-3). E por lá continuou nas onze vitórias que se seguiram: 1-0 ao Nacional, 5-1 ao V. Guimarães, outra vez 5-1 ao Skenderbeu, 1-0 ao Estoril, 2-1 (após prolongamento) ao Benfica, 1-0 ao Belenenses, 3-1 ao Besiktas, ao Moreirense e ao Paços de Ferreira, 2-0 ao FC Porto e 3-2 ao Sp. Braga. Esta série de onze vitórias já igualou duas outras conseguidas pelos leões no passado recente. A última foi entre Fevereiro e Agosto de 2012, entalada entre uma derrota contra o Gil Vicente (0-1 para a Taça da Liga) e outra frente ao Rio Ave (0-1, já no campeonato seguinte). Antes disso, os leões tinham conseguido as mesmas onze partidas a ganhar sucessivamente no seu estádio entre Dezembro de 2007 (1-1 com a U. Leiria, no campeonato) e Março de 2008 (1-1 com o Benfica, ainda na Liga). Para se encontrarem doze jogos ganhos em casa de enfiada é preciso então recuar até 1999/00. Depois do tal empate a uma bola contra o E. Amadora de Jesus, o Sporting passou até pela troca de Giuseppe Materazzi por Augusto Inácio (à segunda partida), mas ganhou consecutivamente a Viking Stavanger (1-0), Boavista (2-0), Sp. Braga (2-0), Campomaiorense (1-0), U. Leiria (2-0), Rio Ave (2-1), Marítimo (4-2), U. Leiria (1-0), Salgueiros (2-0), Santa Clara (4-1), Farense (3-1) e Dragões Sandinenses (3-0). A série foi interrompida a 19 de Fevereiro de 2000, num empate a uma bola face ao Gil Vicente onde despontava um tal… Petit, que agora treina o Tondela.   - O Sporting segue ainda com 20 jogos seguidos a marcar golos em casa, todos desde o empate a zero com o Wolfsburg, em Fevereiro do ano passado. Se marcar ao Tondela, a equipa de Jesus vai igualar a série de 21 partidas consecutivas a fazer golos em casa obtida em 2007/08, entre uma derrota (0-1) com o Manchester United (a 19 de Setembro de 2007) e outra (0-2) com o Glasgow Rangers (a 10 de Abril de 2008).   - Murillo fez golos nas duas últimas partidas do Tondela fora de casa. Em Vila do Conde ajudou à primeira vitória do clube na condição de visitante (3-2 ao Rio Ave), enquanto que em Coimbra o seu golo não chegou para evitar a derrota face à Académica.   - Petit já roubou pontos ao Sporting esta época, ainda na condição de treinador do Boavista: os leões não foram além de um empate a zero na visita ao Bessa. Na época passada, em que também esteve no Boavista, o treinador do Tondela perdeu os três jogos frente aos leões: 3-1 e 2-1 na Liga e 1-0 na Taça da Liga, em Alvalade.   - Nunca uma equipa de Petit fez golos a uma equipa de Jesus, no entanto. Além do 0-0 no Boavista-Sporting desta época, há a registar duas derrotas dos axadrezados contra o Benfica na temporada anterior: 0-1 no Bessa e 0-3 na Luz.   - Slimani marcou golos nos últimos três jogos do Sporting, bisando contra FC Porto e V. Setúbal e fazendo o golo da vitória ao Sp. Braga. Se marcar ao Tondela iguala a melhor série que conheceu em Portugal, datada de Fevereiro e Março de 2014. Nessa altura fez golos consecutivamente a Rio Ave, Sp. Braga, V. Setúbal e FC Porto. Três dos adversários são repetentes.   - Se jogar, como é previsível, Rui Patrício iguala Manuel Marques como sexto jogador com mais partidas pelo Sporting em toda a história do clube: 355. À frente dos dois só ficarão Oceano (401), Azevedo (410), Manuel Fernandes (433), Damas (444) e Hilário (471).   - Para marcar outro encontro com a história nesta partida, o Sporting teria de golear: segue neste momento com 4995 golos marcados no campeonato, encontrando-se a cinco da marca dos 5000. À frente dos leões estão FC Porto, com 5062, e Benfica com 5512.   - Sporting e Tondela só se defrontaram uma vez e foi no jogo inaugural desta Liga. Ganharam os leões por 2-1, em Aveiro, mas o golo da vitória só surgiu em tempo de compensação, marcado por Adrien, de penalti.   - Luís Ferreira, o árbitro do jogo, só apitou uma vez o Sporting e foi num jogo contra uma equipa de Petit: o Sporting-Boavista que os leões ganharam por 2-1, na Liga anterior, chegando à vantagem em inferioridade numérica, depois da expulsão de Tobias Figueiredo logo a abrir a segunda parte. Também só apitou o Tondela uma vez, tendo os beirões perdido contra o Boavista (1-0), cujo treinador era… Petit, pois então.
2016-01-14
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O Sporting ganhou ao Moreirense por 3-1, sentenciando a sétima vitória seguida desde a derrota com o Skenderbeu, na Albânia (3-0). É a melhor série da época e a melhor desde as oito vitórias consecutivas que a equipa de Marco Silva entre um empate com o Moreirense (14 de Dezembro de 2014) e uma derrota com o Belenenses para a Taça da Liga (21 de Janeiro).   - Com a vitória, os leões chegam à 13ª jornada com 35 pontos, fruto de 11 vitórias e dois empates. Este ainda é o seu melhor arranque no campeonato desde 1990, quando atingiram esta fase da prova com 12 vitórias e um empate. Na altura, com as normas de pontuação antiga, os resultados valeram 25 pontos, que seriam 37 com a vitória a três pontos.   - Rui Patrício e Stefanovic entraram em campo como os dois guarda-redes há mais tempo sem sofrer golos na Liga, mas ambos viram as séries interrompidas. O guardião leonino passou 538 minutos sem ir buscar uma bola ao fundo das redes, entre o golo de Josué (V. Guimarães, a 4 de Outubro) e o penalti de Rafael Martins. Bateu assim a melhor marca da atual Liga, que estava na posse do bracarense Kritciuk, com 505 minutos de imbatibilidade.   - Stefanovic, por seu turno, já não sofria golos desde que foi batido por Obiorah (Académica, a 1 de Novembro). Acumulou 374 minutos seguidos sem sofrer golos até ao tento de Gelson Martins, ainda na primeira parte do jogo de Alvalade.   - Gelson Martins fez nessa altura o seu primeiro golo no campeonato. Já tinha marcado por duas vezes, mas sempre noutras competições: nos 4-0 ao Vilafranquense, na Taça de Portugal, e nos 4-2 ao Lokomotiv Moscovo, na Liga Europa.   - Aquilani fez o primeiro golo de bola corrida pelo Sporting, pois os dois que tinha marcado até aqui tinham saído de grandes penalidades convertidas face à Académica e ao Skenderbeu. O italiano não fazia um golo de bola corrida desde 2 de Outubro de 2014, quando abriu o marcador numa vitória da Fiorentina sobre o Dynamo Minsk (3-0), na Liga Europa.   - Jorge Jesus mandou Slimani marcar um penalti, com Adrien em campo. Foi a segunda vez esta época que, estando em campo, Adrien foi preterido na marcação de uma grande penalidade: a anterior foi em Coimbra, contra a Académica, porque o médio já tinha falhado um pontapé dos onze metros nesse jogo. Na altura foi Aquilani o designado para bater.   - O Sporting aumentou para sete o total de penaltis de que beneficiou em 13 jornadas, mantendo-se como equipa que beneficiou de mais grandes penalidades e em linha nesse particular com a época de 2001/02, quando foi campeão pela última vez. Na altura, chegou ao fim das 34 jornadas com 17 penaltis a favor e também tinha sete à passagem da 13ª jornada.   - Em contrapartida, o Sporting já viu os árbitros apitarem-lhe três penaltis contra. Só o Marítimo, com cinco, e a Académica, com quatro, foram tão penalizados como os leões.   - Rafael Martins, que marcou esse penalti, fez um golo ao Sporting em Alvalade depois de já ter feito outro ao Benfica na Luz. Não jogou contra o FC Porto em casa, mas ainda terá a oportunidade de completar o ramalhete na visita ao Dragão, na segunda volta. Em 2013/14, na sua época de estreia em Portugal, pelo V. Setúbal, marcou aos três grandes.   - Slimani falhou um penalti, ainda que marcando o golo na recarga, o que lhe permitiu marcar pelo segundo jogo consecutivo pela terceira vez esta época. Foi ainda a primeira vez que marcou em dois jogos seguidos em Alvalade depois de o ter feito a Boavista e Sp. Braga em Abril e Maio.
2015-12-14
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O Sporting vai receber o Moreirense em Alvalade no que vai ser um duelo entre duas das defesas que melhor se têm portado nas últimas jornadas da Liga. Os leões são a equipa há mais tempo sem sofrer golos na competição, com 458 minutos de imbatibilidade, mas à frente dos 345 minutos a zeros do Moreirense só aparece mais uma equipa: o Benfica, com 414. Um golo pode chegar para resolver o desafio de Alvalade. Essa tem sido, aliás, a norma dos últimos jogos do Sporting na Liga. Depois de ganhar por 5-1 ao V. Guimarães, a 4 de Outubro, quando sofreu o seu último golo nesta prova (marcou-o o central vimaranense Josué, na sequência de um canto), a equipa de Jorge Jesus fechou a porta guardada por Rui Patrício e impôs-se por 3-0 ao Benfica e por 1-0 a Estoril, Arouca, Belenenses e Marítimo. Os zeros defensivos, porém, têm sido guardados apenas para os jogos da Liga, uma vez que desde essa altura o Sporting sofreu golos em quase todos os jogos que fez para outras competições: ganhou por 5-1 ao Skenderbeu, perdeu por 3-0 com a mesma equipa albanesa, ganhou por 2-1 ao Benfica, por 4-2 ao Lokomotiv e por 3-1 ao Besiktas. A exceção foram os 4-0 ao Vilafranquense (dos distritais), na Taça de Portugal. O Moreirense, por sua vez, não sofre golos desde o empate (1-1) em Coimbra, com a Académica, a 1 de Novembro. Obiorah bateu Stefanovic logo aos 15’ dessa partida, mas o guarda-redes sérvio já leva, desde então, 345 minutos sem sofrer golos, fruto das vitórias por 2-0 contra o Paços de Ferreira e por 1-0 frente ao Rio Ave e do empate sem golos com o Sp. Braga.   - Stefanovic, que não sofre golos há 345 minutos e está num excelente momento na baliza do Moreirense, regressa ao palco da sua estreia na Liga, na altura com a camisola do Arouca. Foi a 18 de Agosto de 2013 e não lhe correu nada bem, pois o Arouca perdeu por 5-1 e o guardião não só não voltou a jogar nessa época como voltou recambiado para o FC Porto (a quem pertencia o seu passe) no mercado de Janeiro.   - A vitória do Sporting frente ao Besiktas (3-1) foi a sexta consecutiva desde que os leões perderam com o Skenderbeu, em Elbasan, na Liga Europa: 1-0 ao Arouca, 2-1 (após prolongamento) ao Benfica, 4-2 ao Lokomotiv Moscovo, 1-0 a Belenenses e Marítimo e 3-1 ao Besiktas. Para encontrar uma série melhor dos leões é preciso recuar a Dezembro e Janeiro, quando a equipa de Marco Silva venceu oito jogos seguidos, entre o empate com o Moreirense (1-1) e a derrota com o Belenenses (3-2, para a Taça da Liga).   - Na Liga portuguesa, o Sporting também leva seis vitórias seguidas, desde o empate com o Boavista (0-0, a 26 de Setembro). Já igualou as melhores séries das equipas de Marco Silva e Leonardo Jardim. Silva somou seis vitórias seguidas entre o empate com o Moreirense (14 de Dezembro de 2014) e o empate com o Benfica (8 de Fevereiro de 2015), enquanto os seis sucessos de enfiada de Jardim se deram entre o empate com o V. Setúbal (9 de Março de 2014)  e o empate com o Nacional (3 de Maio de 2014). O Sporting não ganha sete jogos seguidos na Liga desde Setembro a Novembro de 2011, quando a equipa de Domingos Paciência venceu sucessivamente P. Ferreira (3-2), Rio Ave (3-2), V. Setúbal (3-0), V. Guimarães (1-0), Gil Vicente (6-1), Feirense (2-0) e U. Leiria (3-1), antes de perder na Luz (1-0) com o Benfica de Jorge Jesus.   - Evaldo, atual defesa esquerdo do Moreirense, esteve em alguns dos jogos dessa série de sete vitórias, pois nessa altura alinhava pelo Sporting, ao serviço do qual fez 72 jogos em duas épocas, marcando três golos.   - Jorge Jesus e Miguel Leal defrontaram-se por cinco vezes e Jesus ganhou sempre. A estreia foi em Fevereiro de 2014, na Taça de Portugal, quando o Benfica de Jesus foi ganhar ao Penafiel de Leal por 1-0, mas com muita dificuldade: marcou Sulejmani, a apenas seis minutos do fim. Na época passada, mais quatro confrontos entre o Benfica de Jesus e o Moreirense de Leal: duas vezes 3-1 para a Liga (e o Moreirense esteve sempre em vantagem, até se ver reduzido a dez jogadores), 2-0 para a Taça da Liga e 4-1 para a Taça de Portugal.   - Na última vez que estiveram frente a frente, Jorge Jesus e Miguel Leal, treinadores do Sporting e do Moreirense, foram expulsos pelo árbitro Jorge Ferreira. Jesus era então treinador do Benfica e acabou na bancada por ter entrado dentro do campo de jogo, o mesmo tendo sucedido com Leal, que alegou ter entrado no relvado para acalmar os seus jogadores na sequência da expulsão do jogador André Simões. O Benfica ganhou esse jogo por 3-1.   - Jesus já treinou o Moreirense, em 2004/05, mas não conseguiu evitar a descida de divisão dos cónegos. Chegou à equipa a sete jornadas do fim, em substituição de Vítor Oliveira, que a deixara em 17º lugar, a um ponto da linha de água. Perdeu os dois primeiros jogos – um deles contra o Sporting, por 3-1 – e somou depois três empates e duas vitórias, acabando em 16º, mas a quatro pontos da salvação.   - O Moreirense não perde há quatro jogos: desde a derrota em Setúbal, por 2-0, a 25 de Outubro, ganhou ao Paços de Ferreir (2-0) e ao Rio Ave (1-0), empatando com a Académica (1-1) e o Sp. Braga (0-0). Depois de um arranque de época muito difícil, esta é já a mais longa série de invencibilidade dos cónegos desde Dezembro do ano passado, quando ganharam ao Paços de Ferreira (2-0), ao Boavista (1-0) e ao Arouca (2-0) e empataram com o Sporting em Alvalade (1-1). Para se encontrar melhor é preciso recuar a Setembro e Outubro do ano passado, quando estiveram cinco jogos seguidos sem perder.   - O Moreirense nunca ganhou em Alvalade, mas empatou lá dois dos últimos três jogos, tendo perdido o outro com um golo no último minuto. Na época passada, faz na segunda feira um ano, saiu de Lisboa com um amargo empate a um golo que os leões só alcançaram aos 90+2’, por Montero, depois de Cardozo ter adiantado os minhotos ainda na primeira parte. Em Abril de 2013 o resultado ficou em 3-2 para os leões, mas só porque Viola separou as equipas com um golo aos 90’. E em Janeiro de 2012, para a Taça da Liga, o jogo entre ambos acabou empatado a uma bola.   - Em toda a sua história, o Sporting só perdeu duas vezes com o Moreirense: 1-0 em Setembro de 2003 (marcou Manoel, que viria a assinar pelos leões, aos 90’) e 3-2 após prolongamento, na Taça de Portugal, em Outubro de 2012. Os leões ganharam oito dos 13 jogos entre os dois clubes.   - André Fontes, do Moreirense, fez a estreia na Liga portuguesa a defrontar o Sporting, lançado por Rogério Gonçalves na derrota (0-2) da Académica em casa, frente aos leões, a 30 de Agosto de 2009.   - O mesmo sucedeu com Danielson, o defesa central que regressou à equipa no empate a zero com o Sp. Braga. Danielson, contudo, foi mais feliz na estreia, pois Carlos Brito lançou-o como titular na vitória do Rio Ave sobre os leões por um expressivo 4-0, a 24 de Abril de 2004.   - Nono jogo do Sporting na Liga com Nuno Almeida a apitar. Dos oito anteriores, os leões ganharam seis, empataram um (2-2 com o Estoril, em 2012/13) e perderam um (0-2 com o Penafiel, em 2004/05). Por sua vez, o Moreirense ganhou apenas dois dos oito jogos que fez com este árbitro, empatando três e perdendo outros três. E apadrinhou-lhe a estreia: um empate a duas bolas com o V. Setúbal, a 3 de Janeiro de 2002.
2015-12-12
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O Sporting precisa de meter a sexta pela primeira vez esta época se quer seguir em frente na Liga Europa. Na receção ao Besiktas, apenas um resultado assegura o apuramento aos leões independentemente do que vier a passar-se no jogo entre Skenderbeu e Lokomotiv: a vitória. Que, se vier, será a sexta consecutiva, depois dos sucessos contra o Arouca (1-0), o Benfica (2-1), o Lokomotiv (4-2), o Belenenses (1-0) e o Marítimo (1-0). Na única vez que encarreiraram cinco vitórias seguidas esta época, os leões encalharam à sexta. Já aconteceu à equipa de Jorge Jesus ganhar cinco vezes seguidas, precisamente a seguir ao empate em Istambul frente ao Besiktas. Despacharam o V. Guimarães por 5-1, o Vilafranquense por 4-0, o Skenderbeu por novos 5-1, o Benfica por 3-0 e o Estoril por 1-0. A sexta partida da sequência foi a deslocação a Elbasan, para defrontar o Skenderbeu, e saldou-se com a humilhante derrota por 3-0 que deixou a equipa portuguesa em tão maus lençóis na Liga Europa. Já na época passada a última grande série do Sporting encalhara à sexta partida: empate a uma bola no Estoril, em Maio, depois de cinco vitórias contra Nacional (1-0 e 2-0), V. Setúbal (2-1), Boavista (2-1) e Moreirense (4-1). As almejadas seis vitórias seguidas não acontecem ao Sporting desde Janeiro, quando a equipa então liderada por Marco Silva até ganhou oito vezes seguidas: 3-2ao Vizela, 1-0 ao Nacional, 2-0 ao V. Guimarães, 3-0 ao Estoril, 4-0 ao Famalicão, 1-0 ao Sp. Braga e ao Boavista e 4-2 ao Rio Ave. A série foi interrompida no Restelo, em partida da Taça da Liga, contra o Belenenses, que os leões perderam por 3-2 e para a qual não foram escolhidos os titulares. Essa tem sido a política de Jorge Jesus na Liga Europa. Veremos se a mantém ou se ataca a sexta com toda a artilharia disponível.   - O Sporting só garante a qualificação se ganhar ao Besiktas. Se empatar, só se apura se o Lokomotiv Moscovo perder com o Skenderbeu na Albânia. Em contrapartida, o Besiktas qualifica-se sempre em caso de empate e, na eventualidade de vir a perder, só segue em frente no cenário de derrota dos russos. Um empate entre Lokomotiv e Skenderbeu deixaria russos e turcos com nove pontos e igualdade no confronto direto, a desempatarem na diferença de golos, que é favorável ao Besiktas por um golo, pelo que tudo dependeria da diferença de golos em Alvalade – derrota turca por um golo deixaria ambos com dois golos à maior – e do total de golos marcados, aspeto em que os turcos têm três de vantagem.   - O Sporting ganhou sete dos nove jogos feitos em casa este ano. As exceções foram o empate com o P. Ferreira (1-1, a 22 de Agosto) e a derrota com o Lokomotiv Moscovo (1-3, a 17 de Setembro). Os últimos seis jogos saldaram-se por vitórias. Se ganhar ao Besiktas, somará sete vitórias seguidas em casa, igualando a série estabelecida entre o final da época passada e o início da atual.   - O Besiktas ainda não perdeu fora de casa esta época, somando sete vitórias e apenas dois empates (1-1 com o Gençlerbirligi e o Lokomotiv Moscovo). A última derrota fora de casa da equipa turca foi a 24 de Maio, por 2-0, frente ao Galatasaray, o que permitiu aos grandes rivais sagrarem-se campeões turcos a uma jornada do fim, em despique com o Fenerbahçe.   - Além disso, o Besiktas não perde um jogo internacional desde a época passada. Vai com cinco jogos de invencibilidade desde o 1-3 com que foi afastado da última Liga Europa, pelo Brugge, a 19 de Março. Se não perder em Alvalade, o Besiktas acaba a fase de grupos sem derrotas pela segunda época consecutiva.   - Este será o quarto jogo entre Jorge Jesus e Senol Gunes. Até aqui, Jesus ganhou uma vez (2-0, no Benfica-Trabzonspor de Julho de 2011) e empatou duas (sempre 1-1, pelo Benfica em Trabzon e pelo Sporting contra o Besiktas em Istambul). Além disso, Jesus ganhou sempre que defrontou turcos em casa: 3-0 pelo Sp. Braga contra o Sivaspor em 2008/09, 2-0 pelo Benfica ao Trabzonspor em 2011/12 e 3-1 pelo Benfica ao Fenerbahçe em 2012/13.   - Teo Gutièrrez, que está fora do jogo com o Besiktas, passou um ano na Turquia, onde jogou pelo Trabzonspor. O último jogo que fez com a camisola do clube turco foi precisamente uma vitória por 1-0 contra o Besiktas, a 3 de Outubro de 2010. Foi expulso com duplo cartão amarelo e não voltou a alinhar pelo Trabzonspor, onde tinha como treinador o atual treinador do Besiktas, Senol Gunes.   - Ricardo Quaresma, uma das estrelas do Besiktas em quem se diz que o Sporting pode estar interessado, fez a formação nos leões, por quem foi campeão nacional em 2001/02. Passou no entanto várias épocas na Liga portuguesa em representação do FC Porto. Ao todo, entre FC Porto e Besiktas, já jogou 15 vezes contra os leões, ganhando apenas quatro (uma em Alvalade, em 2005/06). Quaresma perdeu ainda cinco vezes com o Sporting, quatro delas em Lisboa.   - O Sporting já jogou duas vezes contra turcos em Alvalade, ganhando uma e perdendo a outra. Venceu por 2-0 o Kocaelispor em 1993/94 e perdeu por 3-0 com o Gençlerbirligi em 2003/04. Sempre na sequência de empates na Turquia nas partidas da primeira mão.   - O Besiktas ganhou duas vezes em oito jogos contra equipas portuguesas, ambas fora de casa: 3-1 ao V. Guimarães em 2005/06 e 2-0 ao Sp. Braga em 2011/12. Nesses oito jogos contam-se ainda quatro derrotas, mas três delas foram na Turquia. A única equipa portuguesa a ganhar aos turcos em casa foi o FC Porto, que os bateu no Dragão por 2-0, em 2007/08. Lucho González e Quaresma marcaram os golos portistas.   - Mario Gomez, o avançado alemão que fez o primeiro golo da recente vitória do Besiktas frente ao Kayserispor, por 2-1, e que já soma 12 golos esta época, já marcou uma vez a Rui Patrício, no 1-0 com que a sua seleção se impôs a Portugal na estreia no Europeu de 2012.    
2015-12-09
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Carlos Manaca era um bom defesa-central, daquele tempo do futebol “rock and roll”, em que os jogadores eram todos bons. Ou pelo menos era isso que ouvíamos contar na rádio. Mas Manaca era mesmo bom. Notabilizou-se com a camisola do Sporting, que deixou aos 28 anos, para jogar nos Estados Unidos, mas nada fez tanto pela eternização do seu nome como um autogolo, já depois de ter regressado a Portugal. Os autogolos são o dia-a-dia dos defesas-centrais, mas o autogolo de Manaca foi especial, porque valeu a vitória do Sporting em Guimarães e porque essa vitória valeu aos leões o título nacional de 1980, ganho ao sprint ao FC Porto. Quase 40 anos depois, a história de Manaca regressou, mas agora Manaca chama-se Tonel. O problema de Tonel, o defesa-central que também se notabilizou com a camisola do Sporting, saiu para a Croácia e depois regressou a Portugal, é que o penalti que ele fez no último minuto do jogo com os leões foi filmado por mais de uma dezena de câmaras de televisão. Mais. Além disso, Tonel fez um penalti que valeu uma vitória ao Sporting – não um título, pelo menos por enquanto – numa altura em que há redes sociais. Tonel, o Manaca turbinado pelo Twitter e pelo Facebook, tem, tal como tinha Manaca, toda uma carreira atrás dele, mas nem isso impediu milhares de adeptos de garantirem que ele tinha feito o serviço encomendado em benefício do ex-clube, que sem o penalti que ele cometeu não teria ganho ao Belenenses. O assunto foi “trending topic” durante uma semana, até que os mesmos adeptos que tinham crucificado Tonel perceberam envergonhados que há por aí mais Manacas. Veio a jornada seguinte e o Benfica ganhou à Académica por 3-0. Não jogou enormidades, mas foi a única equipa em condições de chegar à vitória, a única que a procurou. Ainda assim, colocou-se em vantagem com dois penaltis perfeitamente desnecessários, cometidos por Trigueira e Ofori, e convertidos por Jonas, que aproveitou para passar a barreira dos dez golos antes do Natal pela primeira vez desde que está na Europa. Pressionado pelo Benfica, o FC Porto viu-se a perder contra o Paços de Ferreira, chegou ao empate ainda antes do intervalo, mas só virou o jogo de penalti, na sequência de um lance em que Marco Baixinho, defesa-central do Paços, começou por atrasar mal a bola para o seu guarda-redes, para depois ir rasteirar Herrera dentro da área, impedindo que ele tirasse vantagem do erro original. Manacas? Claro que sim. Mas só no sentido em que os erros podem perfeitamente acontecer a quem vive a profissão no fio da navalha. Quase parecia uma onda solidária, uma espécie de “Je suis Tonel” – ou “Je suis Manaca”… – dos jogadores que defrontaram os grandes. Mas é pena que os que se entretêm a identificar Manacas – ou Toneis -  não sejam capazes de perceber que se Benfica, FC Porto e Sporting ganharam os seus jogos desta jornada não foi por causa dos erros dos adversários. No Benfica-Académica houve o detalhe tático de um meio-campo que começa a carburar melhor devido à dupla missão de Pizzi, que parte de uma das alas mas compõe bem o meio, mas também ao vigor e à potência do júnior Renato Sanches, autor de um jogo muito interessante e de um golaço num remate a 30 metros que terá valido o bilhete a quem foi ao estádio. No FC Porto-Paços de Ferreira houve um excelente golo de Corona, pela ligação entre os dois extremos – ele e Brahimi – e pela classe do mexicano na definição face ao guarda-redes. E houve uma espécie de renascimento de Herrera, a manter os níveis de intensidade e competitividade da equipa. E no Marítimo-Sporting houve um líder operário, a saber sofrer antes e depois da bela jogada coletiva que deu o golo a Adrien, bem como um Rui Patrício de seleção, autor de duas defesas gigantes a preservar a vantagem. Disso, porém, só se lembram os adeptos dos clubes que ganharam. E diz muito sobre o nosso futebol que até esses prefiram lembrar os erros que levaram aos golos dos rivais. Porque quando vemos futebol estamos sempre em busca de um Manaca. Mesmo que Manaca tenha feito muito mais do que aquele autogolo. In Diário de Notícias, 07.12.2015
2015-12-07
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Rui Patrício, com duas defesas extraordinárias, esteve em destaque na vitória do Sporting frente ao Marítimo, por 1-0. O guardião leonino sofreu apenas cinco golos nas primeiras 12 jornadas da Liga, o melhor registo defensivo dos leões desde 1970/71, quando a defesa liderada por Damas chegou à 12ª ronda com apenas dois golos sofridos. Nessa época, o Sporting defendia o título nacional conquistado meses antes, liderava à 12ª ronda, mas mesmo mantendo a melhor defesa (14 golos encaixados nas 26 jornadas que tinha a prova) acabou o campeonato em segundo lugar, a três pontos do Benfica.   - Além disso, o guardião leonino encarrilou o quinto jogo seguido sem sofrer golos na atual Liga, depois dos 5-1 ao V. Guimarães: Benfica (3-0), Estoril (1-0), Arouca (1-0), Belenenses (1-0) e agora Marítimo (1-0). São já 458 minutos seguidos sem sofrer golos na Liga, desde o tento de Josué nos 5-1 ao V. Guimarães, a sua melhor série desde os 600 minutos de inviolabilidade que alinhou entre Novembro de 2013 e Janeiro de 2014. Patrício é o guarda-redes há mais tempo sem sofrer golos no campeonato, mas ainda a 44 minutos do recorde da época, os 502 minutos do bracarense Kritciuk.   - Os 32 pontos que os leões somam ao fim de 12 jornadas são o melhor registo pontual da equipa verde e branca desde 1990/91, quando o grupo comandado por Marinho Peres chegou à 12ª ronda com onze vitórias e um empate: 23 pontos pelo sistema antigo que seriam 34 no atual regime de pontuação. Esse Sporting, no entanto, acabou a Liga em terceiro lugar. Ninguém somava tantos pontos nas primeiras 12 jornadas desde 2012/13, quando FC Porto e Benfica chegaram a este ponto do campeonato com as mesmas 10 vitórias e dois empates.   - Sete das dez vitórias do Sporting na Liga (entre elas as últimas quatro) aconteceram por apenas um golo de diferença. Em toda a época passada, o Sporting só ganhou nove jogos da Liga pela margem mínima. E só uma nas primeiras doze jornadas.   - Além disso, o Sporting registou a sexta vitória consecutiva na Liga, algo que já não conseguia desde o período entre Dezembro do ano passado e Fevereiro. Se agora se impôs a V. Guimarães (5-1), Benfica (3-0), Estoril (1-0), Arouca (1-0), Belenenses (1-0) e Marítimo (1-0), na altura levou a melhor sobre Nacional (1-0), Estoril (3-0), Sp. Braga (1-0), Rio Ave (4-2), Académica (1-0) e Arouca (3-1), encalhando ao sétimo jogo, a receção ao Benfica (1-1).   - Adrien Silva voltou a ser decisivo na vitória do Sporting nos Barreiros. Já na época passada os leões tinham ganho por 1-0 no Funchal, graças a um penalti do médio. Em 2013/14 também tinha sido ele a abrir o ativo, de penalti, mas o resultado acabara em 3-1 para os lisboetas.   - O Marítimo perdeu o terceiro jogo consecutivo, depois das derrotas frente ao Amarante (1-0) e ao Nacional (3-1). Os insulares não perdiam três jogos consecutivos desde o final da época passada e do início da atual, quando foram duas vezes batidos pelo Benfica (4-1 na última ronda da Liga e 2-1 na final da Taça da Liga) e uma terceira pelo U. Madeira (2-1, na abertura do atual campeonato).
2015-12-06
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O castigo a Slimani, por ter visto o quinto cartão amarelo, impedirá que o Marítimo-Sporting coloque frente a frente os dois mais fortes cabeceadores da Liga do ponto de vista ofensivo. É que o Rei dos Ares na atual edição do campeonato tem sido o brasileiro Dyego Souza, do Marítimo. Souza tem cinco golos de cabeça, contra quatro do argelino do Sporting, estando os dois bem à frente dos mais próximos perseguidores, que são Guedes (Rio Ave), Mitroglou (Benfica), Jonas (Benfica), Aboubakar (FC Porto) e Soares (Nacional), todos com dois golos obtidos em resultado do futebol aéreo antes do início da 12ª jornada. Dyego Souza marcou seis dos 23 golos que o Marítimo obteve em todas as competições nesta época e só um deles (nos 1-5 com que os verde-rubros se inclinaram em Braga) não foi marcado de cabeça. Os cinco golos de cabeça na Liga asseguram-lhe, para já, a menção honrosa de Rei dos Ares e o que é curioso é que desses cinco golos de cabeça, três nasceram de cruzamentos de Marega: foram os golos ao U. Madeira, ao Boavista e ao Rio Ave. Os outros dois golos de cabeça, ambos obtidos contra o V. Setúbal, nasceram de cruzamentos de Edgar Costa e de Xavier. Já Slimani fez em nome próprio nove dos 41 golos que o Sporting obteve em todas as provas desta temporada, mas só sete foram na Liga. Destes, marcou com o pé esquerdo a Académica e Arouca e com o pé direito ao V. Guimarães, o que o deixa com quatro golos de cabeça no campeonato nacional: dois ao V. Guimarães, um ao Benfica e um ao Rio Ave. E tal como no caso de Dyego Souza é possível identificar o principal assistente, pois três desses golos nasceram de cruzamentos de Jefferson. A exceção foi o primeiro aos minhotos, que teve origem numa bola cruzada por João Mário. Curioso é que nem Marítimo nem Sporting têm sido muito propensos a sofrer golos de cabeça. Se a média da Liga é de 23,5% (marcaram-se 53 golos de cabeça em 225), as duas equipas estão abaixo dessa média. O Marítimo sofreu esta época, em todas as competições, um total de 23 golos, dos quais apenas três foram de cabeça (13%). O Sporting, por seu turno, encaixou 20, dos quais três (15%) foram de cabeça.   - Rui Patrício não sofre golos na Liga desde 4 de Outubro, data da vitória do Sporting sobre o V. Guimarães, por 5-1. O golo vimaranense foi marcado por Josué, aos 82 minutos, o que significa que o guardião leonino leva já 368 minutos de jogo sem ir buscar a bola ao fundo das redes. É a melhor série de inviolabilidade de Rui Patrício na Liga desde os 600 minutos exatos que alinhou entre Novembro de 2013 e Janeiro de 2014.   - Além disso, o guarda-redes do Sporting tem a oportunidade de reviver a jornada de lançamento na Liga. Estreou-se na baliza leonina, lançado por Paulo Bento, a 19 de Novembro de 2006, numa vitória por 1-0 frente ao Marítimo, na qual defendeu um penalti batido por Kanu.   - Também João Mário se estreou na Liga portuguesa pelo Sporting contra o Marítimo, mas com um resultado completamente diferente. Foi a 10 de Fevereiro de 2013 que Jesualdo Ferreira lançou o jovem médio nos últimos 17 minutos de uma partida em Alvalade que os leões perdiam por 1-0 e cujo resultado já não se alterou.   - O Marítimo é a equipa com mais jogadores expulsos neste campeonato: dez em onze jornadas. E é também, de longe, a que mais faltas comete: soma 217, a uma média de 19,7 por jogo (o Sporting fica-se pelas 15,1 faltas por desafio). Ainda assim, os jogadores do Marítimo não são os que têm a relação falta/cartão mais penalizadora da Liga: veem um cartão a cada 4,9 faltas, quando os da Académica, por exemplo, o veem a cada 4,4 faltas.   - O Sporting vem com quatro vitórias seguidas (Arouca, Benfica, Lokomotiv e Belenenses), ainda que uma delas (na Taça, com o Benfica) tenha surgido apenas no prolongamento. O melhor registo da época leonina são as cinco vitórias consecutivas de Outubro, contra V. Guimarães, Vilafranquense, Skenderbeu, Benfica e Estoril, interrompido com o surpreendente 3-0 que os leões trouxeram da Albânia.   - O Marítimo, em contrapartida, perdeu os últimos dois jogos, com o Amarante (1-0) e o Nacional (3-1). Os madeirenses não perdem três vezes seguidas desde o final da época passada e início da atual: acabaram 2014/15 a perder duas vezes com o Benfica (4-1 na Liga e 2-1 na final da Taça da Liga) e começaram 2015/16 a perder com o U. Madeira (2-1, na abertura da Liga).   - Ivo Vieira, treinador do Marítimo, só defrontou o Sporting uma vez. Foi em Março, nos Barreiros, e o seu Marítimo perdeu por 1-0, graças a um penalti de Adrien Silva. Esta será, porém, a quarta vez que vai ter pela frente Jorge Jesus. As três primeiras, perdeu-as: 0-2 com o Benfica, quando ainda comandava o Nacional, em 2012/13, e na ponta final da época passada 1-4 e 1-2 contra o mesmo Benfica, na última jornada da Liga e na final da Taça da Liga.   - O Sporting ganhou os últimos cinco jogos com o Marítimo e em quatro deles marcou sempre pelo menos três golos – a exceção foi o magro 1-0 nos Barreiros, em Março. A última vez que os leões madeirenses conseguiram sair sem perder do confronto com os de Lisboa foi em Fevereiro de 2013, quando até foram ganhar a Alvalade por 1-0, graças a um golo de Suk. Dessa equipa do Marítimo ainda restam no clube Salin, Briguel, João Diogo e Ruben Ferreira, enquanto que no Sporting se mantêm Rui Patrício, Adrien Silva, João Mário (que se estreava na Liga) e Carrillo.   - Além disso, a equipa lisboeta não perde na Madeira desde Fevereiro de 2012, quando foi batida pelo Marítimo nos Barreiros por 2-0, com golo de Benachour e Danilo Dias. Desde então, em nove jogos com Marítimo e Nacional, os leões ganharam quatro e empataram cinco.   - O Sporting nunca perdeu na Liga com Rui Costa a apitar – e já fez 15 jogos. Os leões ganharam mesmo as últimas quatro partidas com este árbitro do Porto, uma delas nos Barreiros frente ao Marítimo (o 1-0 da época passada), mas somam seis empates com ele, o último dos quais na Madeira, contra o Nacional (1-1, em 2013/14). Por sua vez, o Marítimo empata muito com Rui Costa: oito dos 16 jogos em que o teve a apitar acabaram igualados.
2015-12-04
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O penalti cometido por Tonel e convertido por William Carvalho permitiu ao Sporting manter a liderança na Liga e consolidar a posição enquanto equipa que mais penaltis tem a favor na Liga. São já seis, em onze jornadas, dos quais os leões converteram cinco, por Adrien (dois), Aquilani, Gutièrrez e agora William (Adrien enviou um ao poste, na visita à Académica). O Sporting está a ter inclusive mais penaltis do que em 2001/02, época que terminou com 17 grandes penalidades em 34 jornadas, mas na qual contava apenas cinco nas primeiras onze rondas. - Este foi o segundo golo sofrido pelo Belenenses de penalti esta época, tendo o anterior sido cometido por Filipe Ferreira, no jogo com o Basileia. Os azuis tiveram ainda mais um penalti contra, na Taça de Portugal, no jogo com o Olhanense (falta de Gonçalo Brandão), mas Ricardo Ribeiro defendeu.   - O Sporting ganhou pela primeira vez ao Belenenses desde Abril de 2014 e fê-lo da mesma forma: por 1-0 e com golo de penalti. Desde esse jogo, tinha havido dois empates para a Liga e uma vitória belenense para a Taça da Liga.   - Jorge Jesus também ganhou pela primeira vez a Ricardo Sá Pinto, mas também esta foi apenas a segunda vez que se defrontaram. Na anterior, também tinha ganho o Sporting, por 1-0, com golo de penalti, mas quem estava no Sporting era Sá Pinto, enquanto Jesus defendia as cores do Benfica. O árbitro também era Soares Dias.   - O golo de William Carvalho significa que o Sporting leva já 15 jogos seguidos a marcar em Alvalade, superando a melhor série da época passada, que era de 14 jogos caseiros sempre com golos, entre o 0-1 com o Chelsea e o 0-0 ante o Wolfsburg. Esse jogo com os alemães, que ditou a eliminação leonina da Liga Europa, foi o último zero caseiro dos leões.   - Rui Patrício não sofre golos na Liga desde 4 de Outubro, data da vitória do Sporting sobre o V. Guimarães, por 5-1. O golo vimaranense foi marcado por Josué, aos 82’, o que significa que o guardião leonino leva já 368 minutos sem ir buscar a bola ao fundo das redes, tendo superado os 364 que registara entre Dezembro do ano passado e Janeiro deste ano. Persegue agora os 600 minutos exatos que passou sem sofrer golos entre Novembro de 2013 e Janeiro de 2014.   - Além disso, os cinco golos sofridos em onze jornadas pelo Sporting representam o melhor arranque defensivo do Sporting desde 1990/91. Nesse ano, comandados por Marinho Peres, os leões entraram de rompante na Liga, ganharam os primeiros onze jogos e neles sofreram apenas quatro golos. Cederam os primeiros pontos à 12ª jornada, um empate em Chaves (2-2) e perderam pela primeira vez na 14ª (2-0 com o FC Porto nas Antas). Ao fim de 38 jornadas, porém, o Sporting foi terceiro, com seis derrotas.   - Desde 1990, o Sporting voltou a chegar sem derrotas à 11ª jornada em 1998, mas nunca mais fez tantos pontos como os 29 que tem agora. Os últimos líderes com 29 pontos à 11ª jornada foram Benfica e FC Porto, em 2012/13, época que acabou com o ajoelhar de Jesus no Dragão após o golo de Kelvin.   - O Sporting está ainda a especializar-se em golos nos instantes finais. O penalti de William Carvalho, aos 90+3’ permitiu a quarta vitória leonina nos últimos cinco minutos (e a segunda seguida), depois de ter ganho ao Tondela em Aveiro (2-1, aos 90+8’), ao Nacional em Alvalade (1-0, aos 86’) e no terreno do Arouca (1-0, aos 90’). O Belenenses já tinha sofrido três golos nos últimos cinco minutos (Arouca, FC Porto e Tondela), mas só o de Arouca implicara perda de pontos, pois o resultado passou a ser um empate.   - William não marcava um golo desde a vitória dos leões em casa contra o Penafiel, por 3-2, a 9 de Março. Nesse jogo, porém, marcou logo a abrir, aos 5’.
2015-12-01
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O Sporting desloca-se a Moscovo para defrontar o Lokomotiv em partida decisiva da Liga Europa e fá-lo sem Rui Patrício, que foi expulso contra o Skenderbeu em Elbasan. É apenas a segunda vez que os leões jogam sem o seu guarda-redes esta época, sendo que na anterior venceram fora o Vilafranquense por 4-0. Aliás, a equipa verde-e-branca nem costuma ressentir-se das ausências de Rui Patrício, seja porque ele costuma ser poupado em jogos mais fáceis ou porque Boeck tem estado à altura. Dos oito jogos que o Sporting fez sem Rui Patrício na época passada só um acabou com derrota: os 3-2 com o Belenenses no Restelo, para a Taça da Liga, jogado com muita gente da equipa B. De resto, seis vitórias (Rio Ave no campeonato; Vizela, Famalicão e Sp. Espinho na Taça de Portugal e ainda V. Guimarães e Boavista na Taça da Liga) e um empate (V. Setúbal na Taça da Liga). E nos anos anteriores o panorama é igualmente animador: três vitórias e um empate (0-0 com o FC Porto, na Taça da Liga) em 2013/14; duas vitórias e um empate (com o Marítimo) em 2012/13. A pior época da história do Sporting – na qual não conseguiu sequer apurar-se para as provas da UEFA – fica ainda marcada pelo último jogo europeu dos leões sem Patrício: foi a vitória sobre o Videoton, em casa, por 2-1, na última ronda da Liga Europa, já sem chances de apuramento para os 16 avos de final. Já se vê que têm sido raros os jogos internacionais que Patrício vê pela TV. Antes desse contra o Videoton, a 7 de Dezembro de 2012, já tinha sido Boeck a defender as redes leoninas em Novembro e Dezembro de 2011, com uma vitória (Zurique, em casa, por 2-0) e duas derrotas (Vaslui e Lazio fora, por 1-0 e 2-0). Boeck está ainda sem saber o que é ganhar pelo Sporting a jogar e fora de Portugal. Além de Patrício, o último guada-redes a conseguir fazê-lo foi Tiago, que defendeu as balizas leoninas em Lille, nos 2-1 de 16 de Setembro de 2010.   - Para manter esperanças no apuramento para os 16 avos de final, o Sporting terá em princípio de fazer pelo menos o mesmo resultado que o Besiktas fizer na receção ao Skenderbeu, de forma a diminuir ou manter a distância de dois pontos para os turcos, permitindo-lhe depois ultrapasá-los com uma vitória em Alvalade no último dia. A exceção é um cenário improvável de derrota do Besiktas com os albaneses, caso em que o Sporting poderia também perder em Moscovo, desde que depois ganhasse ao Besiktas no último dia e o Skenderbeu não vencesse o Lokomotiv em Elbasan. Mas simples são as contas do Lokomotiv: apura-se já se ganhar ao Sporting ou mesmo se empatar, desde que o Besiktas não perca com o Skenderbeu.   - Slimani marcou nos dois últimos jogos do Sporting: o 1-0 em Arouca e o 2-1 ao Benfica na Taça de Portugal. Persegue o se primeiro golo na Liga Europa – já marcou na Champions – e uma série de três jogos seguidos com golos. Algo que não consegue desde Março de 2014. Nessa altura, aliás, marcou em quatro desafios seguidos: Rio Ave, Sp. Braga, V. Setúbal e FC Porto.   -O Lokomotiv ganhou apenas um dos últimos sete jogos, mas fê-lo contra o Zenit: 2-0 em casa a 8 de Novembro, na Liga russa. Desses jogos, houve mais três em casa: 1-1 com o Besiktas, 0-1 com o Amkar e 0-2 com o Anzhi.   - Mais uma oportunidade para o Sporting interromper a série de jogos sem ganhar fora de casa nas competições europeias. A última vitória do Sporting europeu como visitante aconteceu a 15 de Setembro de 2011, no Letzigrund, de Zurique, frente ao FC Zurique, por 2-0 (golos de Insúa e van Wolfswinkel). Nos 17 jogos que se seguiram, os leões obtiveram cinco empates e 12 derrotas.   - O Sporting nunca foi feliz contra equipas russas, tendo ganho apenas um dos oito jogos disputados (ao CSKA, em casa, no play-off da atual Liga dos Campeões). Em seis desses oito jogos sofreu sempre três golos. Em contrapartida, o Lokomotiv ganhou dois de cinco desafios contra opositores portugueses, ambos por 3-1: ao Sp. Braga em 1998/99 e ao Sporting na primeira ronda da atual Liga Europa.   - Ewerton, que não estava disponível no jogo da primeira jornada, em Alvalade, já jogou na Rússia, no Anzhi, e tem um histórico imaculado contra o Lokomotiv. Em dois jogos, empatou a zero, fora, em Abril de 2014, quando já tinha ganho por 2-1 em casa. Em Maio de 2013.   - Manuel Fernandes, o português do Lokomotiv, já recebeu o Sporting em três ocasiões, sempre ao serviço do Benfica. Tem uma vitória (1-0 em Maio de 2005), um empate (3-3, em Janeiro de 2005, com vitória nas grandes penalidades) e uma derrota (1-3, em Janeiro de 2006).
2015-11-25
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O Sporting venceu em Arouca, por 1-0, chegando à décima jornada com 26 pontos, no que é o seu melhor arranque de Liga desde que a vitória vale três pontos – o melhor eram os 23 de 2013/14, 2011/12, 2006/07 e 1995/96. Transpondo a pontuação da equipa de Carlos Queiroz em 1994/95 para o sistema atual, chegaríamos então aos mesmos 26 pontos de agora. Esse foi, de resto, o último ano em que o Sporting chegou à 10ª jornada na liderança, tendo acabado em segundo lugar, atrás do FC Porto.   - Jorge Jesus, por sua vez, igualou o arranque de época que fez no Benfica, em 2012/13, quando também somava 26 pontos à décima jornada. Nesse campeonato acabou por ser ultrapassado pelo FC Porto, perto do final, mas a verdade é que não liderava sozinho à décima ronda: tinha os mesmos pontos que os dragões.   - Além disso, o Sporting mantém-se sem perder jogos na Liga ao fim de dez jornadas, algo que já não conseguia desde 1998/99. A equipa de Mirko Jozic chegou à décima jornada dessa Liga com 22 pontos, fruto de seis vitórias e quatro empates, e em segundo lugar, a dois pontos do Boavista. A primeira derrota chegou à 14ª ronda e o Sporting acabou o campeonato em quarto lugar, com cinco jogos perdidos.   - Foi a terceira vitória do Sporting na Liga com golos nos últimos cinco minutos. Aconteceu logo na primeira jornada, graças a um penalti de Adrien frente ao Tondela, em Aveiro (2-1); na quinta, quando Montero marcou aos 86’ o golo que valeu os três pontos contra o Nacional, em Alvalade (1-0); e agora em Arouca, graças a um tento de Slimani ao minuto 90 (outra vez 1-0).   - Slimani fez o oitavo golo da época, chegando lá em menos tempo mas mais jogos do que na temporada anterior. Em 2014/15 só chegou aos oito golos a 29 de Novembro, na vitória caseira frente ao V. Setúbal (3-0), mas fê-lo em 14 jogos. Desta vez precisou de 16, viajando a uma média rigorosa de um golo a cada dois desafios.   - Lito Vidigal, treinador do Arouca, foi expulso pela segunda vez esta época. Já lhe tinha sucedido no empate em casa frente ao Belenenses, em Setembro, na altura por ordens do árbitro Luís Ferreira.   - Jorge Jesus voltou a obter uma vitória na sequência de um jogo perdido. São já dez vitórias seguidas na ressaca de uma derrota de uma equipa sua. A última vez que não respondeu com uma vitória a uma derrota foi no final da época de 2013/14, quando, ainda no Benfica, perdeu com o FC Porto na Liga e a seguir empatou na final da Liga Europa com o Sevilha.   - Naldo foi o segundo jogador do Sporting expulso na Liga esta época, depois de o mesmo ter acontecido a João Pereira, a 11 minutos do fim, no empate caseiro (1-1) com o Paços de Ferreira, a 29 de Agosto. O vermelho visto pelo brasileiro a três minutos do final do jogo de Arouca foi o seu primeiro desde Novembro de 2011, quando foi expulso a cinco minutos do fim de um empate do Cruzeiro com o Avaí, em Florianópolis.   - As expulsões do Sporting têm vindo aos pares, esta época. No jogo imediatamente após o vermelho a João Pereira, veio outro para a João Mário, contra o CSKA, em Moscovo. E agora o vermelho a Naldo sucedeu no jogo que se seguiu à expulsão de Rui Patrício na Albânia, frente ao Skenderbeu.   - Os últimos golos do Sporting em inferioridade numérica tinham valido um troféu. Aconteceram a 31 de Maio, no Estádio Nacional, e permitiram levar a final da Taça de Portugal de 0-2 para 2-2 e para o desempate por penaltis que acabou por sorrir aos verde-brancos. Nesse dia, após a expulsão de Cédric, marcaram Slimani e Montero, os dois intervenientes no lance do golo de ontem.   - Rui Patrício voltou a manter a baliza a zeros na Liga, o que já lhe acontece pelo terceiro jogo seguido (3-0 ao Benfica, 1-0 ao Estoril e 1-0 ao Arouca) e lhe permite aumentar para 278 o total de minutos sem sofrer golos na prova. O Sporting não estava três jogos seguidos sem sofrer golos na Liga desde Dezembro/Janeiro, quando defrontou Nacional (1-0), Estoril (3-0) e Sp. Braga (1-0). Na altura, Rui Patrício esteve 364 minutos sem sofrer golos, entre um obtido por Cardozo (Moreirense, a 14/12) e outro de Del Valle (Rio Ave , a 18/1).   - O Arouca perdeu, após cinco empates seguidos na Liga, contra U. Madeira, Belenenses, Sp. Braga, Tondela e V. Setúbal. Depois de ter vencido nas primeiras duas jornadas, já não ganha há oito jogos na Liga, o que fica a um jogo da pior série da equipa na prova, estabelecida em nove jogos, entre Setembro e Dezembro de 2013.  
2015-11-09
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A deslocação a Elbasan, para defrontar o Skenderbeu, é mais uma oportunidade para o Sporting ultrapassar a corrente série de maus resultados fora de casa nas competições europeias. Há 16 jogos europeus consecutivos que os leões não vencem fora de Alvalade – a última vitória ocorreu há mais de quatro anos, a 15 de Setembro de 2011, no Letzigrund de Zurique, frente ao FC Zurich, por 2-0 (golos de Insúa e van Wolfswinkel). Desde esse dia, a equipa leonina conseguiu apenas cinco empates, perdendo os restantes 11 jogos. Mesmo nessa época de 2011/12, o Sporting conseguiu chegar à meia-final da Liga Europa não voltando a ganhar fora. Perdeu as outras duas deslocações na fase de grupos (0-1 com o Vaslui e 0-2 com a Lazio), somando depois um empate em Varsóvia com o Legia (2-2), uma derrota com o City em Manchester (2-3), novo empate com o Mettalist (1-1) e a derrota fatal com o Athletic Bilbau (1-3). Em 2012/13 só o play-off permitiu ao Sporting regressar a Portugal com um resultado que não a derrota: empatou a uma bola com o Horsens, na Dinamarca. Depois disso, uma fase de grupos catastrófica, com três derrotas: 0-3 com o Videoton, 1-2 com o Genk e 0-3 com o Basel. Como o desastre europeu de 2012/13 teve reflexos na campanha interna, os leões não se qualificaram para as provas internacionais de 2013/14. Regressaram em 2014/15 na Liga dos Campeões e nunca terão estado tão próximo de uma vitória como em Maribor: estiveram em vantagem até ao último lance da partida, onde uma gaffe combinada de Maurício e Sarr permitiu a Luka Zahovic fixar o resultado final num empate a uma bola. Seguiram-se as derrotas com o Schalke (3-4), o Chlesea (1-3) e o Wolfsburg (0-2, esta já na Liga Europa). Esta época, por fim, o 15º e o 16º jogos da série foram a derrota por 3-1 com o CSKA em Moscovo e o empate a uma bola com o Besiktas em Istambul. Agora impõe-se uma vitória na Albânia, terminando a série de jogos sem ganhar fora do país. Outro resultado deixará o Sporting ante contas muito complicadas para seguir em frente na prova.   - Bryan Ruiz, que falhou o jogo em casa com o Skenderbeu, marcou nas duas últimas deslocações em que subiu ao relvado: abriu o placar no empate com o Besiktas em Istambul e fez o terceiro golo nos 3-0 ao Benfica na Luz. Vem, além disso, com uma série inédita desde que chegou a Alvalade de dois jogos a alinhar durante 90 minutos (Benfica e Estoril).   - O Sporting segue com uma série de cinco vitórias seguidas, desde o empate na Turquia. Ganhou ao V. Guimarães (5-1), ao Vilafranquense (4-0), ao Skenderbeu (5-1), ao Benfica (3-0) e ao Estoril (1-0). A ideia em Elbasan é ir à procura da sexta, que já não consegue desde Dezembro e Janeiro últimos. Na altura, a equipa comandada por Marco Silva ganhou oito jogos consecutivos, a Vizela (3-2), Nacional (1-0), V. Guimarães (2-0), Estoril (3-0), Famalicão (4-0), Sp. Braga (1-0), Boavista (1-0) e Rio Ave (4-2), antes de perder com o Belenenses, no Restelo (3-2), para a Taça da Liga.   - Os leões estão também há dois jogos consecutivos sem sofrer golos (e podiam ser cinco, não tivessem acontecido as duas desatenções finais com V. Guimarães e Skenderbeu). Vão à procura do terceiro, algo que também já não conseguem desde Janeiro, quando estiveram seis desafios seguidos com a baliza a zeros.   - O Skenderbeu perdeu os derradeiros cinco jogos internacionais. Na fase de grupos da Liga Europa foi batido em casa pelo Besiktas (1-0) e fora pelo Lokomotiv Moscovo (2-0) e pelo Sporting (5-1). Antes disso, no play-off da Liga dos Campeões, tinha sido duas vezes derrotado pelo Dynamo Zagreb: 4-1 em Zagreb e 2-1 em Elbasan. A última vitória europeia do Skenderbeu aconteceu a 5 de Agosto, por 2-0, em casa, na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, frente ao Milsami Orhei, com arbitragem do português Soares Dias.   - O Skenderbeu não poderá contar com Hamdi Salihi, avançado que foi expulso em Alvalade, e que leva 11 golos marcados em 13 jogos oficiais esta época: seis na Liga albanesa e cinco nas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões.   - Nunca nenhuma equipa albanesa conseguiu ganhar a uma equipa portuguesa nas provas da UEFA. O melhor resultado obtido por clubes albaneses foi o empate a zero do Dinamo de Tirana precisamente frente ao Sporting, na capital albanesa, a 23 de Outubro de 1985. O Sporting passou a eliminatória, ganhando por 1-0 na segunda mão, graças a um golo de Venâncio.   - Depois dessa eliminatória entre Sporting e Dinamo, houve apenas mais dois jogos entre clubes portugueses e albaneses. O Benfica ganhou por 4-0 na Luz ao Partizan Tirana, mas o mau comportamento dos jogadores visitantes (quatro expulsões), levaram a UEFA a anular a segunda mão. Há duas semanas, o Sporting goleou o Skenderbeu em Alvalade por 5-1, tendo Jashanica marcado nessa data o primeiro golo de uma equipa albanesa a uma equipa portuguesa.   - O Skenderbeu é de Korce, mas o jogo com o Sporting vai decorrer em Elbasan, no mesmo estádio em que recentemente a seleção nacional portuguesa venceu a Albânia por 1-0 (golo de Miguel Veloso, já nos descontos). Rui Patrício foi o único jogador do Sporting em campo nesse dia, tendo Paulo Oliveira, Adrien e João Mário ficado no banco.
2015-11-04
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Ao ganhar ao Estoril, o Sporting assegurou o melhor arranque de época desde 1994/95, a última Liga da vitória a dois pontos. Neste momento, os leões somam 23 pontos, fruto de sete vitórias e dois empates, total só batido pelas oito vitórias e um empate que tinham à nona jornada de 1994/95, com Carlos Queiroz aos comandos (e que só deram 17 pontos, pela regra antiga de pontuação). Por outro lado, desde 1998/99 que o Sporting não chegava invicto à nona jornada: Nesse ano, a equipa de Mirko Jozic atingiu a nona jornada com seis vitórias e três empates, perdeu pela primeira vez à 14ª jornada (com o Salgueiros, em Vidal Pinheiro) e chegou ao fim da Liga em quarto lugar, com cinco derrotas. Curioso é que os dois títulos de campeão dos leões neste século tiveram arranques muito titubeantes: 15 pontos à nona jornada de 1999/00 e 14 à nona jornada de 2001/02. - Jorge Jesus também iguala os seus dois melhores arranques de sempre como treinador. Em 2011/12 e 2012/13 chegou à nona jornada com os mesmos 23 pontos de agora. Em nenhuma dessas épocas acabou como campeão nacional, deixando-se ultrapoassar pelo FC Porto perto do final.   - Ainda que beneficiando do adiamento do U. Madeira-FC Porto, o Sporting chega à nona jornada com cinco pontos de avanço sobre o segundo classificado, algo que já não lhe acontecia desde 1976, quando ali chegou com 17 pontos, contra 12 do Benfica. Contudo, o Benfica acabou por ser nessa época tricampeão, com nove pontos de avanço sobre o Sporting.   - O Sporting tornou-se a equipa com mais penaltis a favor na Liga até ao momento: cinco, dos quais quatro foram convertidos. Ao todo, foram assinalados na Liga 22 penaltis até ao momento, sendo o Sp. Braga a outra equipa em alta, pois teve quatro grandes penalidades a favor. FC Porto, Moreirense, Boavista, Arouca, Nacional, Estoril, U. Madeira e Rio Ave ainda não se estrearam nos remates dos onze metros.   - Os cinco penaltis a favor do Sporting em nove jornadas são um máximo do passado recente no clube. Até na época de 2001/02, em que os leões beneficiaram de 17 penaltis em 34 jornadas, tinham apenas quatro à nona ronda e só chegaram ao quinto na 11ª. Tal como em 2001/02, em 2007/08 e em 2013/14 o Sporting chegou à 9ª jornada com quatro penaltis a favor, mas no primeiro caso o quinto só chegou à 12ª jornada e no segundo apareceu à 11ª.   - Teo Gutierrez marcou golos pelo terceiro jogo consecutivo, pois já tinha estado na lista de goleadores ante o V. Guimarães e o Benfica (as duas últimas partidas em que tinha alinhado). Não o conseguia desde Agosto, quando, fez golos nos últimos dois jogos ao serviço do River Plate (contra o Cruzeiro na Libertadores e o Rosario Central na Liga argentina) e depois no primeiro pelo Sporting. Isto, claro, considerando que o golo da Supertaça lhe foi atribuído – se o dermos a Carrillo, a última série de três jogos de Teo a marcar já data de Agosto e Setembro de 2014. Simplesmente, aí, pelo River, fez golos em seis jogos seguidos: Gimnasia, Rosario Central, Godoy Cruz (bisou), Defensa y Justicia, San Lorenzo e Independiente.   - O Estoril de Fabiano Soares continua sem conseguir marcar um golo no campo de um dos grandes, mesmo tendo dado boa réplica em todos os jogos desta época. Perdeu 1-0 em Alvalade, depois de já ter perdido por 2-0 no Dragão e por 4-0 na Luz. Na época passada, só visitara o Dragão, onde foi derrotado por 5-0 pelo FC Porto.   - Este jogo marcou a quinta vitória seguida do Sporting, algo que já não conseguia desde Abril e Maio. Os leões ganharam agora a V. Guimarães (5-1), Vilafranquense (4-0), Skenderbeu (5-1), Benfica (3-0) e Estoril (1-0), quando na altura se tinham desembaraçado de Nacional (1-0), V. Setúbal (2-1), Boavista (2-1), Moreirense (4-1) e outra vez Nacional (2-0), antes de empatarem… no Estoril.   - Rui Patrício igualou Anderson Polga e Pedro Barbosa como oitavo jogador com mais desafios feitos com a camisola do Sporting: 342. Está a seis jogos de José Carlos, o sétimo da tabela, que seguramente ultrapassará ainda durante esta época.
2015-11-01
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Último Passe

A vitória do Sporting frente ao Estoril foi difícil, fruto da boa leitura que os canarinhos fizeram da forma de jogar do líder da Liga e, ainda que, face ao 1-0 final, Jorge Jesus tenha optado por destacar que os leões estão “defensivamente muito fortes”, fruto também da diminuição da capacidade da primeira zona de pressão leonina face à ausência de Adrien. O Sporting guardou os três pontos, é verdade, mas deixou que os seus laterais ficassem mais expostos do que é habitual e não fosse a exibição de Rui Patrício podia ter permitido que o jogo se complicasse bastante durante a primeira parte. Face à suspensão de Adrien, Jesus devolveu João Mário ao corredor central, fazendo entrar Gelson para a direita, mas com ordens para também ele aparecer muito por dentro, como faz qualquer ala no sistema leonino. O Estoril respondeu com uma elevada concentração de unidades defensivas no espaço interior, cortando linhas de passe e, procurando depois transições velozes com a preocupação de meter a bola rapidamente nos extremos. Face à diminuição da intensidade da primeira zona de pressão leonina – João Mário não morde os calcanhares dos adversários como Adrien… - a bola chegava rapidamente aos corredores laterais, deixando os laterais da casa muitas vezes em situações de um para um. Foi aí que, fruto do arranque supersónico de Gerso no jogo, apareceu Rui Patrício, com duas intervenções na primeira parte a mostrar o que tem de ser um guarda-redes de um grande: pouco trabalho, mas trabalho de grande qualidade. No seu posicionamento defensivo, o Estoril abandonava as faixas laterais e daí resultaram inúmeros cruzamentos de qualidade dos laterais do Sporting, que em condições normais deveriam ter dado pelo menos um golo a Slimani ou Bryan Ruiz. Mas não deram. E o 0-0 ao intervalo veio mostrar que, para se manter na frente, o Sporting vai ter de superar muitos jogos complicados, contra equipas que se esforçam para lhe compreender os movimentos e para lhos contrariar. É verdade que a segunda parte leonina foi melhor, sabe-se lá se fruto de uma menor frescura que o Estoril já revelara nos segundos tempos na Luz ou no Dragão ou de correções feitas por Jesus ao intervalo, e que o golo acabou mesmo por chegar, num penalti de Teo Gutièrrez, permitindo a continuação da caminhada vitoriosa e metendo outra vez a pressão em cima de FC Porto e Benfica. Mas o jogo do Estoril, presenciado em êxtase por mais de 40 mil adeptos, pode ter arrefecido um pouco o otimismo de quem o viu com atenção, pois voltou a provar que o Sporting tem vulnerabilidades. Mesmo que o zero nas redes de Patrício possa contrariá-las.
2015-11-01
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Stats

O Sporting entra na nona jornada, em que vai receber o Estoril, na liderança isolada da Liga, algo tão raro que só lhe aconteceu em duas semanas na última década. Foi no ano em que Leonardo Jardim conduziu os leões ao segundo lugar final na Liga, que estes passaram duas jornadas isolados na frente da tabela. Resistiram ao primeiro obstáculo, mas baquearam logo no segundo. Ambos em Alvalade, onde voltam agora a colocar a liderança à prova. Nessa época, que arrancaram em primeiro lugar – ainda que com outras equipas a seu lado – fruto dos 5-1 com que despacharam o Arouca logo na primeira jornada, os leões chegaram à liderança isolada à 12ª jornada, quando venceram fora o Gil Vicente (bis de Montero), a 8 de Dezembro, tendo beneficiado do empate do Benfica em casa com o Arouca (2-2), dois dias antes. O Sporting ficou então com dois pontos a mais que FC Porto e Benfica e tinha pela frente dois jogos em casa, que acentuaram o otimismo pré-natalício. A 13ª jornada ainda foi de festa, pois o Sporting ganhou logo no sábado ao Belenenses por 3-0, com um penalti de Adrien, seguido de golos de André Martins e Wilson Eduardo. Benfica e FC Porto, porém, não esmoreceram, e ganharam também, no domingo (15 de Dezembro): as águias sofreram para levar de vencida o Olhanense, por 3-2, no Estádio do Algarve, ao passo que os dragões se impuseram ao Rio Ave, em Vila do Conde, por 3-1. Na 14ª jornada, o Sporting cedeu, empatando a zero em casa com o Nacional, com um golo anulado a Slimani a provocar muita polémica. FC Porto e Benfica já tinham ganho na véspera a Olhanense (4-0) e V. Setúbal (2-0), pelo que a liderança voltou a ser tripartida. Desde essa altura, nunca mais o Sporting esteve na liderança isolada da Liga. Teve uma boa ocasião recentemente, quando o FC Porto empatou fora com o Moreirense, mas também não foi capaz de ganhar ao Boavista (0-0 no Bessa) e de se isolar. Andando para trás, a liderança isolada do Sporting é também um acontecimento raro: é preciso recuar até Janeiro de 2005 para encontrar outra ocorrência. Nessa altura, o Sporting de José Peseiro passou o Natal a um ponto do FC Porto, a par do Benfica e com um ponto de avanço do Boavista. Depois, à 16ª jornada, começou por ganhar em casa ao Benfica, por 2-1 (bis de Liedson contra um golo de Nuno Gomes), beneficiando do empate caseiro do FC Porto com o Rio Ave (1-1) para se isolar. A queda, porém, foi súbita, logo na jornada seguinte: a 16 de Janeiro, na ronda que fechava a primeira volta, o Sporting foi perder por 3-2 à Choupana com o Nacional (e estava a perder por 3-0 aos 21’ de jogo, mas Liedson e Custódio ainda atenuaram a desvantagem), permitindo que FC Porto (que empatou fora com a Académica) e Benfica (que venceu o Boavista por 4-0) voltassem a estabelecer a liderança tripartida.   - Se jogar contra o Estoril, como é previsível, Rui Patrício iguala Pedro Barbosa e Anderson Polga como oitavo jogador com mais partidas feitas em toda a história do Sporting. Passarão a ser 342 os jogos nas redes dos leões. Esta época ainda poderá alcançar José Carlos (348) e Manuel Marques (355). Mas o “top 5” está dependente de mais um ou dois anos de permanência: Oceano é o quinto de uma tabela liderada por Hilário (471 jogos), com 401 jogos feitos pelos leões.   - O Sporting não vai contar com Adrien Silva, que tem vindo a ser peça fulcral do meio-campo, mas que viu frente ao Benfica o quinto cartão amarelo na Liga, ficando por isso suspenso. No último ano, os leões fizeram doze jogos sem Adrien, dos quais ganharam nove, empataram dois (em Paços de Ferreira para a Liga e em casa com o V. Setúbal, para a Taça da Liga) e perderam apenas um (no Restelo, com o Belenenses, para a Taça da Liga). Um destes empates e a derrota foram obtidos com a equipa secundária que o Sporting apresentou na edição da Taça da Liga do ano passado.   - Leo Bonatini, que é o melhor marcador do Estoril esta época, com seis golos divididos pelas diversas competições, também não vai poder alinhar, pois foi expulso no empate caseiro com o Rio Ave (2-2). Desde que ele se estreou na equipa, na vitória no Bessa, frente ao Boavista, por 2-1, a 18 de Janeiro, o Estoril não ganhou uma única vez sem ele: perdeu na Covilhã para a Taça da Liga (3-2) e depois, na Liga, empatou com Gil Vicente (1-1), Belenenses (2-2) e Moreirense (1-1). Marcou sempre golos, no entanto.   - O Sporting foi o único dos grandes ao qual Fabiano Soares conseguiu roubar pontos, desde que chegou ao comando técnico do Estoril, em Janeiro deste ano. Fê-lo num empate a uma bola, em casa, a 10 de Maio, com golos de Sebá (para o Estoril) e Ewerton (para o Sporting). De resto, o atual treinador estorilista já perdeu duas vezes com o FC Porto no Dragão (5-0 na época passada e 2-0 esta época) e uma com o Benfica na Luz (4-0, esta época).   - Jorge Jesus já começou a perder um campeonato num jogo com o Estoril, que empatou em casa a uma bola, em Maio de 2013: marcou Maxi Pereira, a anular um primeiro golo estorilista, de Jefferson (atual jogador do Sporting). Desde então, porém, Jesus ganhou sempre ao Estoril: 2-1 e 2-0 em 2013/14; 3-2 e 6-0 em 2014/15.   - O lateral estorilista Mano foi lançado no futebol profissional por Jorge Jesus, hoje treinador do Sporting, quando ambos estavam no Belenenses. A estreia deu-se numa vitória dos azuis em Setúbal (1-0), a 4 de Fevereiro de 2007.   - O Estoril só ganhou uma vez em 23 visitas a Alvalade para a Liga, mas foi a última equipa a ganhar ali ao Sporting em jogos de campeonato. Aconteceu em Maio de 2014, na última jornada do campeonato em que Leonardo Jardim levou os leões ao segundo lugar, graças a um penalti convertido por Evandro. Da 14 estorilistas que ganharam em Alvalade, restam apenas Mano, Diogo Amado, Yohann Tavares e Luis Phellype.   - Os 20 jogos que o Sporting leva sem perder em casa para o campeonato são a melhor série desde os tempos de Paulo Bento, quando os leões estiveram 26 partidas seguidas sem perder em casa na Liga, entre um 0-2 com o Benfica, a 1 de Dezembro de 2006 e um 1-2 com o FC Porto a 5 de Outubro de 2008.   - Jorge Ferreira, o árbitro deste jogo, foi quem dirigiu essa vitória do Estoril em Alvalade, tendo apontado dois penaltis, um para cada equipa. Evandro converteu o do Estoril, Adrien falhou o do Sporting. Essa foi a única vez que esteve numa derrota do Sporting, que ganhou cinco e empatou um dos sete jogos feitos com ele. O Estoril, em contrapartida, nunca perdeu com este árbitro: tem quatro vitórias e um empate (em Setúbal).
2015-10-30
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Jorge Jesus conseguiu a operação perfeita na Luz. Ganhou ali pela primeira vez na condição de adversário, pois até aqui perdera os oito jogos lá efetuados como treinador e o melhor que conseguira tinham sido três empates como jogador. Venceu o Benfica pela segunda vez seguida, algo que os leões não conseguiam desde 2005/06, quando Peseiro ganhou em Alvalade por 2-1 e depois Paulo Bento se impôs na Luz por 3-1. E ainda imitou Carlos Queiroz, que foi o último treinador a conduzir o Sporting a duas vitórias sucessivas sobre o rival (1-0 em Alvalade em Dezembro de 1994 e 2-1 na Luz, no famoso jogo da expulsão de Caniggia, em Abril de 1995).   - A vitória do Sporting na Luz garantiu ao clube a primeira liderança isolada da Liga desde Dezembro de 2013, quando venceu o Belenenses por 3-0, mantendo dois pontos de avanço sobre FC Porto e Benfica. Essa equipa, liderada por Leonardo Jardim, encalhou depois na 14ª jornada em casa com o Nacional (0-0), permitindo que os três grandes chegassem ao Natal com os mesmos 33 pontos.   - O Sporting marcou mais golos nos últimos quatro jogos (17, resultantes dos 3-0 ao Benfica, dos 5-1 ao Skenderbeu, dos 4-0 ao Vilafranquense e dos 5-1 ao V. Guimarães) que nos 11 primeiros encontros da época (nos quais fez 15 golos).   - Esta é a sétima vez que o Benfica chega à oitava ronda com três derrotas. Nas seis anteriores acabou a Liga em segundo lugar. Aconteceu-lhe em 2010/11 (perdeu um total de sete jogos e ficou a 19 pontos do FC Porto), em 1987/88 (perdeu seis vezes e acabou a 15 pontos do FC Porto, mas ainda com a vitória a valer apenas dois pontos), em 1981/82 (acabou com seis desaires e a dois pontos do Sporting), em 1978/79 (perdeu quatro vezes e terminou a um ponto do FC Porto), em 1952/53 (também perdeu quatro vezes e acabou a quatro pontos do Sporting) e em 1946/47 (perdeu cinco vezes e terminou a seis pontos do Sporting).   - Em toda a história da Liga portuguesa só houve um campeão com três derrotas à oitava jornada. Foi o Sporting de Laszlo Bölöni, em 2001/02. Os leões perderam na segunda jornada com o Belenenses (0-3), na terceira em casa com o Alverca (0-1) e na oitava em Braga (1-2). Seguiam nessa altura em quarto lugar, a três pontos do líder, que era o FC Porto, mas não voltaram a perder na Liga, que acabaram na frente, com cinco pontos de avanço sobre o Boavista.   - Slimani fez ainda golos em três das quatro vezes que foi ao Estádio da Luz. Já tinha marcado na derrota (3-4, após prolongamento) de Novembro de 2013 e no empate (1-1) na Liga passada. Na Luz, o argelino só ficou em branco na derrota leonina por 2-0 em Fevereiro de 2014. E nunca marcou ao Benfica fora daquele relvado: nem em Alvalade nem no Algarve, onde jogou a Supertaça.   - O golo de cabeça entre os centrais do Benfica valeu a Slimani tornar-se o melhor marcador da Liga no futebol aéreo. O argelino já fez quatro golos nos ares, depois de ter marcado assim ao Rio Ave e, por duas vezes, ao V. Guimarães. Dyego Souza, do Marítimo, tem três.   - Bryan Ruiz fez ao Benfica o primeiro golo na Liga portuguesa, acentuando a tradição de marcar ao clube da Luz e sempre que visita aquele estádio. O costa-riquenho já tinha marcado aos encarnados pelo Twente, nas duas partidas da pré-eliminatória da Liga dos Campeões de 2011/12: empate (2-2) na Holanda e derrota (3-1) na Luz. Só ficou em branco na Supertaça.   - Também Téo Gutièrrez vem com um registo 100 por cento goleador ao Benfica. Uma vez que o árbitro lhe atribuiu o golo da vitória na Supertaça, marcou nas duas primeiras vezes que defrontou os encarnados. O último avançado do Sporting a fazê-lo tinha sido Jardel, que bisou num empate (2-2) na Luz em Dezembro de 2001 e voltou a marcar noutro empate (1-1) em Abril de 2002.   - À décima visita à Luz com a camisola do Sporting, Rui Patrício conseguiu pela primeira vez manter a baliza a zeros. Até aqui perdera sete jogos e empatara dois (um deles depois perdido no prolongamento), sofrendo 18 golos, a uma média de dois por jogo.   - O Benfica somou a segunda derrota consecutiva, depois de ter sido batido pelo Galatasaray por 2-1, na quarta-feira, em Istambul. A última vez que tal lhe tinha acontecido tinha sido entre épocas: perdeu a final da Taça de Portugal de 2012/13, frente ao V. Guimarães (1-2) e depois saiu derrotado do confronto com o Marítimo, no Funchal, na abertura da Liga de 2013/14 (1-2). Se procurarmos duas derrotas seguidas na mesma época é preciso recuar até Maio de 2013, quando o Benfica perdeu no Dragão com o FC Porto (1-2), entregando essa Liga, e logo a seguir foi batido pelo Chelsea na final da Liga Europa (1-2).   - Esta foi também a primeira derrota do Benfica em casa na Liga desde Março de 2012, quando ali perdeu com o FC Porto, por 3-2. Desde então, os encarnados somavam 55 jogos sem derrotas, com 47 vitórias e oito empates.   - O Benfica não perdia por três golos de diferença desde a visita ao Paris St. Germain, em Outubro de 2013, para a Liga dos Campeões. Tal como ontem, também aí estava a perder por 3-0 ao intervalo. Na Luz, ninguém ganhava por três golos desde que a Académica de Domingos ali se impôs a um Benfica comandado por Chalana, em Abril de 2008.
2015-10-26
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O Sporting recebe os albaneses do Skenderbeu com a obrigatoriedade de vencer se quer manter aspirações a seguir em frente na Liga Europa. Na verdade, os leões só ficaram pelo caminho na fase de grupos desta competição uma vez, na terrível época de 2012/13, durante a qual também registaram a segunda pior série de jogos seguidos sem ganhar nas provas europeias: cinco. Para já, as duas derrotas por 3-1 com CSKA e Lokomotiv de Moscovo e o empate a uma bola com o Besiktas em Istambul mantém a série corrente em três. Apenas três? Não. O sucesso na prova depende da capacidade para interromper já esta série. Em toda a sua história europeia, os leões já conheceram três séries de seis desafios sem ganhar na Europa. Uma em 2000/01 (os seis jogos na Champions, com Real Madrid, Leverkusen e Spartak Moscovo), outra dividida entre 2006/07 e 2007/08 (dois jogos com o Spartak Moscovo, dois com o Bayern, um com o Inter Milão e um sexto já na nova temporada, com o Manchester United) e a mais recente em 2008/09. Nesta última, o Sporting de Paulo Bento até passou pela primeira (e até hoje única) vez a fase de grupos da Champions, mas nos oitavos-de-final baqueou com estrondo ante o Bayern de Munique, com derrotas por 5-0 em Alvalade e 7-1 na Baviera. Somados a estas duas derrotas, os quatro empates com que arrancou para a temporada europeia de 2009/10 (0-0 e 1-1 com o Twente; 2-2 e 1-1 com a Fiorentina) valeram os tais seis jogos sem ganhar, antes dos 3-2 infligidos fora de casa ao Heerenveen. Para ficar de fora na fase de grupos da Liga Europa de 2012/13, o Sporting nem precisou de tanto. Começou por empatar em casa com o Basileia (0-0), para depois perder fora com o Videoton (0-3) e o Genk (1-2). O empate caseiro com o Genk (1-1) e a derrota em Basileia (0-3) deixaram a equipa verde-e-branca sem hipóteses de progressão, mesmo tendo ganho o sexto jogo, em casa, ao Videoton (2-1). Desta vez, é bem provável que um quarto jogo sem ganhar, a somar às derrotas com as duas equipas moscovitas e ao empate com o Besiktas chegue para causar sérios danos às aspirações europeias do Sporting de Jesus.   - Jorge Jesus cumprirá o 100º jogo como treinador nas competições europeias. Dos 99 que já fez, ganhou 50, empatou 22 e perdeu 27. O primeiro fê-lo ao comando do Estrela da Amadora, na Taça Intertoto, em 1998/99, frente aos polacos do Ruch Chorzow, tendo-lhes depois juntado mais dois no Belenenses, em 2007, 14 no Sp. Braga, 78 no Benfica e quatro no Sporting. Por competição, soma 40 desafios na Liga dos Campeões, 56 na Taça UEFA ou Liga Europa e três na Taça Intertoto. O mais que esteve foram cinco jogos seguidos sem ganhar na Europa, por duas vezes.   - O Sporting ganhou o último jogo europeu que fez sem Rui Patrício na baliza. Foi a 7 de Dezembro de 2012, na Liga Europa, em Alvalade, contra o Videoton. Jogou Marcelo Boeck – do atual plantel também Esgaio esteve em campo, fazendo nesse dia a sua estreia pela equipa principal – e os leões ganharam por 2-1.   -O Skenderbeu perdeu os derradeiros quatro jogos internacionais. Na fase de grupos da Liga Europa foi batido em casa pelo Besiktas por 1-0 e fora pelo Lokomotiv Moscovo por 2-0. Antes disso, no play-off da Liga dos Campeões, tinha sido duas vezes derrotado pelo Dynamo Zagreb: 4-1 em Zagreb e 2-1 em Elbasan. A última vitória europeia do Skenderbeu aconteceu a 5 de Agosto, por 2-0, em casa, na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, frente ao Milsami Orhei, com arbitragem do português Soares Dias.   - Tal como o Sporting, também o Skenderbeu lidera ex-aequo a Liga albanesa. Tem 19 pontos em sete jogos, os mesmos que o Partizan Tirana, correspondentes a seis vitórias e um empate.   - Nunca nenhuma equipa albanesa conseguiu ganhar ou sequer marcar um golo a uma equipa portuguesa nas provas da UEFA. O melhor resultado obtido por clubes albaneses foi o empate a zero do Dinamo de Tirana frente ao Sporting, na capital albanesa, a 23 de Outubro de 1985 (faz 30 anos na sexta-feira). O Sporting passou a eliminatória, ganhando por 1-0 na segunda mão, graças a um golo de Venâncio.   - Depois dessa eliminatória entre Sporting e Dinamo, houve apenas mais um jogo entre clubes portugueses e albaneses. O Benfica ganhou por 4-0 na Luz ao Partizan Tirana, mas o mau comportamento dos jogadores visitantes (quatro expulsões), levaram a UEFA a anular a segunda mão.
2015-10-21
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Islam Slimani conseguiu nos 5-1 ao V. Guimarães o seu primeiro hat-trick desde que chegou ao Sporting, interrompendo uma série de quatro jogos sem marcar (Lokomotiv, Nacional, Boavista e Besiktas). O máximo que tinha conseguido foram dois bis, frente ao V. Setúbal e ao Penafiel, ambos em jogos que o Sporting tinha ganho confortavelmente (3-0 e 4-0). Este foi também o primeiro hat-trick de um jogador do Sporting desde o assinado por Montero nos 8-1 ao Alba, na Taça de Portugal, a 20 de Outubro de 2013. Na Liga, o último hat-trick leonino também pertencia a Montero, mas fora marcado ao Arouca noutra vitória por 5-1, a 18 de Agosto de 2013.   - O jogo teve outro hat-trick, mas de assistências. Jefferson cruzou para dois dos golos de Slimani e deu a bola a Adrien para o golo que este marcou de livre, tornando-se num ápice no maior assistente do Sporting esta época. Carlos Mané e Bryan Ruiz eram os principais assistentes até aqui, com dois passes para golo. O último jogador do Sporting a fazer três assistências num jogo tinha sido Rochemback, que o conseguiu a 14 de Novembro de 2004, num 6-1 ao Boavista.   - O Sporting voltou ainda a marcar cinco golos num jogo, algo que já não fazia desde 21 de Novembro de 2014, quando bateu o Sp. Espinho por 5-0, em partida da Taça de Portugal. Em jogos da Liga, a última “chapa 5” do Sporting datava de 18 de Agosto de 2013, quando venceu o Arouca em casa por 5-1.   - Por sua vez, o V. Guimarães já não sofria cinco golos num jogo desde 11 de Março de 2012, quando caiu em Alvalade, contra o Sporting, mas por 5-0.   - O Sporting completou o 20º jogo consecutivo a marcar em casa para a Liga portuguesa, onde já não fica a zero desde a derrota (0-1) contra o Estoril, em Maio de 2014. Já não conseguia uma série tão longa desde o período que mediou entre Março de 2007 e Outubro de 2008: nessa altura esteve 24 jogos seguidos sempre a marcar, entre um 0-0 com o Desp. Aves e um 0-1 frente ao Leixões.   - Rui Patrício fez o 339º jogo com a camisola do Sporting, igualando o “violino” Vasques no 10º lugar dos jogadores mais utilizados de sempre na história dos leões. O guarda-redes fica agora a apenas três jogos do oitavo lugar, ocupado ex-aequo por Anderson Polga e Pedro Barbosa. A tabela é liderada por Hilário, que alinhou 471 vezes de leão ao peito.   - O Sporting voltou a jogar 36 minutos em superioridade numérica, por expulsão de Bouba Saré, pouco depois de se iniciar a segunda parte do jogo. É a terceira vez que lhe acontece estar a jogar contra equipas diminuídas em número em sete jornadas da Liga, pois já tinha sucedido com a Académica, em Coimbra (expulsão de Filipe Alexandre) e com o Nacional, em casa (duplo amarelo a Sequeira). Ao todo, os leões somam 102 minutos em superioridade numérica, sendo a equipa que mais tempo esteve a jogar contra 10, superando na lista o… V. Guimarães, que tinha 88 minutos.
2015-10-05
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Freddy Montero voltou a ser decisivo uma vitória do Sporting, ao marcar o golo solitário com que os leões bateram o Nacional. Não lhe acontecia desde 2 de Maio, quando fez os dois golos com que o Sporting venceu em Alvalade este mesmo Nacional, mas por 2-0. Pelo meio, fez nos descontos o golo que permitiu ao Sporting empatar (2-2) com o Sp. Braga e levar a final da Taça de Portugal para prolongamento.   - O Sporting somou o 23º jogo seguido a marcar golos: já não fica em branco desde 1 de Março, quando foi batido pelo FC Porto no Dragão por 3-0. Superou assim a melhor série da época passada, que tinha ficado em 22 partidas sempre a marcar, entre os 0-3 de Guimarães, a  de Novembro, e os 0-2 de Wolfsburgo, a 19 de Fevereiro. Para se encontrar série mais longa do que a atual no passado leonino é preciso recuar a 1969 e 1970, quando a equipa comandada por Fernando Vaz marcou consecutivamente golos em 36 jogos.   - O jogo com o Nacional foi apenas o segundo desta época em que os leões conseguiram manter a baliza inviolada, repetindo o 1-0 que já tinham conseguido frente ao Benfica, na Supertaça. Pelo meio ficaram sete partidas sempre a sofrer golos. Rui Patrício voltou a manter a baliza virgem num jogo da Liga, o que já não lhe acontecia desde 2 de Maio, quando defrontou este mesmo Nacional em Alvalade. Pelo meio, os leões ganharam por 1-0 ao Rio Ave em Vila do Conde, na última jornada da época passada, mas o guarda-redes foi Marcelo Boeck.   - Antes do vermelho a Sequeira, aos 32 minutos do jogo de ontem, a última expulsão de um jogador do Nacional na primeira parte de um jogo da Liga acontecera a 3 de Novembro de 2013, quando Duarte Gomes expulsou Aly Ghazal aos 28 minutos de um empate caseiro com o Olhanense (0-0)-   - Em contrapartida, o Sporting não beneficiava de uma expulsão de um adversário na primeira parte na Liga desde 28 de Setembro de 2013, quando ganhou em Braga por 2-1, com vermelho a Aderlan Santos aos 31 minutos. Desde então, os seus jogadores viram dois vermelhos nessas condições: sempre Tobias Figueiredo, expulso aos 11 minutos frente ao Penafiel e aos 45’ contra o Boavista, nos jogos em casa da época passada.   - Com a expulsão de Sequeira, o Sporting passa a beneficiar de 66 minutos em superioridade numérica na atual Liga (há que juntar os oito minutos após o vermelho a Fernando Alexandre, da Académica). Os leões não são, mesmo assim, a equipa que mais tempo passou com um a mais em campo. Essa equipa é a do V. Guimarães, que esteve 88 minutos em superioridade numérica em Setúbal. E mesmo assim não ganhou.
2015-09-22
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Depois da desilusão que foi a eliminação no Play-Off da Champions, o Sporting arranca para a Liga Europa a jogar com outra equipa de Moscovo, o Lokomotiv, em Alvalade, onde, a este nível, tem sido insuperável em termos internacionais. Desde que há Liga Europa, os leões fizeram 20 jogos para esta competição no seu estádio (desde a fase de grupos à meia final), não tendo perdido um único. A série de imbatibilidade caseira da equipa leonina é mesmo, neste momento, um recorde da prova. A última derrota dos leões em Alvalade para a segunda competição da UEFA – que na altura ainda se chamava Taça UEFA – aconteceu a 10 de Abril de 2008, por 2-0, frente aos escoceses do Glasgow Rangers e custou o afastamento da equipa então comandada por Paulo Bento nos quartos-de-final (a primeira mão, em Glasgow, tinha acabado empatada sem golos). Desde então, passaram por Alvalade na Liga Europa equipas como o Manchester City, o Atlético de Madrid, o Everton, a Lazio ou o Athletic Bilbau, mas mais nenhuma ali ganhou. Na série de 20 jogos sem perder, o Sporting cedeu, ainda assim, sete empates: Ventspils (1-1, 2009/10), Heerenveen (1-1, 2009/10), Atletico Madrid (2-2, 2009/10), Glasgow Rangers (2-2, 2010/11), Basileia (0-0, 201/13), Genk (1-1, 2012/13) e Wolfsburg (0-0, 2014/15). Neste período de sete anos e meio, os leões voltaram a perder jogos internacionais em casa, mas sempre noutras competições. Ali ganharam entretanto o Barcelona (5-2, em 2008/09), o Bayern (5-0, também em 2008/09) e o Chelsea (1-0, em 2014/15), todos para a Liga dos Campeões, bem como o Brondby (2-0, no Play-Off que acabou por dar acesso à Liga Europa de 2010/11, porque a equipa portuguesa depois se impôs depois por 3-0 na Dinamarca). Na verdade, a derrota com o Chelsea foi a única que o Sporting concedeu em Alvalade nos seus últimos 21 encontros ali disputados para provas internacionais (soma ainda 16 vitórias e quatro empates).   - Jorge Jesus, treinador do Sporting, já chegou a duas finais da Liga Europa, ambas aos comandos do Benfica. Perdeu as duas: com o Chelsea em 2013 e com o Sevilha em 2014. O Sporting também já esteve numa final da competição, quando ainda se chamava Taça UEFA, tendo saído igualmente derrotado, pelo CSKA Moscovo, em 2005.   - O Sporting nunca foi feliz contra equipas russas, tendo ganho apenas um os sete jogos disputados (ao CSKA, em casa, por 2-1, no mês passado). Em contrapartida, o Lokomotiv também só ganhou um de quatro jogos disputados contra equipas portuguesas (3-1 ao Sp. Braga, em 1998/99).   - Ewerton não vai estar disponível para jogar pelo Sporting, mas tem um histórico imaculado contra o Lokomotiv, enquanto jogou pelo Anzhi. Empatou sem golos fora, em Abril de 2014, e ganhou por 2-1 em casa, em Maio de 2013.   - Manuel Fernandes, o português que tem estado fora das escolhas de Igor Cherevchenko, perdeu sempre em Alvalade enquanto jogador do Benfica. E pelo mesmo resultado (2-1), tanto em Janeiro como em Setembro de 2005. Tem, ainda assim, boas memórias de jogos com o Sporting. Na Luz, em três jogos, soma uma derrota (1-3, em Janeiro de 2006), um empate (3-3, em Janeiro de 2005) e uma vitória (1-0, em Maio de 2005). Mas o empate foi para a Taça de Portugal e redundou num apuramento nas grandes penalidades e a vitória deu o título de campeão nacional aos encarnados.   - O Sporting vai com 21 jogos consecutivos sempre a marcar golos. A última vez que ficou em branco foi a 1 de Março, na deslocação ao Dragão, onde perdeu com o FC Porto por 3-0. Na época passada, só conseguiu encarrilar 22 desafios sempre a fazer golos, entre os 0-3 em Guimarães (1 de Novembro de 2014) e os 0-2 de Wolfsburg (19 de Fevereiro de 2015).   - Em contrapartida, apesar de terem marcado sempre primeiro, os leões sofreram golos nos derradeiros seis jogos. A última baliza virgem de Rui Patrício pelo clube aconteceu na Supertaça, frente ao Benfica, a 9 de Agosto (vitória por 1-0).
2015-09-16
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- Carrillo tomou parte ativa em cinco dos seis golos marcados pelo Sporting esta época. Marcou ao Benfica (ainda que a FPF tenha depois atribuído o golo a Teo Gutièrrez) na Supertaça e agora ao Paços de Ferreira, assistiu Slimani no segundo golo ao CSKA e esteve na origem dos lances dos primeiros golos ao Tondela e à equipa russa, lançando Ruiz nas costas da defesa adversária para o cruzamento que deu golo a João Mário e Téo Gutièrrez. A única exceção foi o golo de Adrien em Tondela, nascido de um penalti sobre Gelson.   - O Sporting sofreu um golo de penalti em casa, mas isso já nem é novidade: os leões viram os árbitros apitar-lhes penaltis contra nos últimos três jogos feitos em Alvalade. Antes deste, de Pelé, que valeu o empate ao Paços de Ferreira, tinha acontecido o mesmo contra o CSKA (falta de Jefferson e defesa de Rui Patrício) e contra o Sp. Braga (infração de Tobias Figueiredo e conversão de Pardo a dar vantagem aos minhotos).   - Em contrapartida, o Paços de Ferreira já não tinha um penalti a favor na Liga desde 13 de Março, data em que ganhou em casa ao Boavista por 1-0, graças à conversão de Manuel José. Curioso é que o último árbitro a marcar um penalti a favor dos pacenses tinha sido o mesmo Manuel Oliveira, que também expulsara o prevaricador: na ocasião o boavisteiro Tengarrinha.   - O Sporting rematou pouco no jogo com o Paços de Ferreira (apenas nove remates, dos quais só três enquadrados na baliza). Não o fazia com tão pouca frequência desde 19 de Abril, quando bateu o Boavista em Alvalade por 2-1 fazendo apenas seis tentativas de chegar ao golo.   - O Paços de Ferreira empatou com o Sporting nas últimas três vezes que defrontou os leões e sempre pelo mesmo resultado: 1-1. A última vitória dos leões foi no Capital do Móvel, a 5 de Abril de 2014, por 3-1, com golos de William, Rojo e Adrien a valerem mais que o tento pacense, de Bebé.   - Rui Patrício sofreu golos nos últimos três jogos na baliza do Sporting (Tondela, CSKA e Paços de Ferreira), repetindo a série com que acabou a época passada (Estoril e duas vezes Sp. Braga, uma vez que não defrontou o Rio Ave, na última jornada da Liga). Para se encontrar uma série pior é preciso recuar a Fevereiro, quando foi batido consecutivamente por Arouca (3-1), Benfica (1-1), Belenenses (1-1) e Wolfsburg (0-2).   - O FC Porto fez na Madeira apenas oito remates, mínimo da equipa azul e branca na Liga desde o empate (1-1, também) no Restelo, a 17 de Maio, que deu o título nacional ao Benfica. Nesse jogo, tinha-o feito apenas seis vezes. Mas para encontrar um jogo em que os dragões tenham rematado menos do que o adversário (o Marítimo tentou o golo em nove ocasiões) é preciso recuar ao empate a zero na Luz, contra o Benfica, a 26 de Abril: nessa tarde, visou as redes de Júlio César por seis vezes contra sete dos encarnados.   - Edgar Costa não fazia um golo de cabeça desde Setembro do ano passado, quando também aproveitou um cruzamento da esquerda (na altura de Ruben Ferreira) para surgir nas costas do lateral esquerdo do V. Guimarães (Traoré). Em contrapartida, três dos seus últimos seis golos surgiram nos primeiros 10’ de jogo: antes de marcar agora ao FC Porto aos 5’,no último ano já tinha marcado ao V. Guimarães aos 6’ e ao Gondomar aos 7’.   - Edgar Costa foi ainda o primeiro a marcar um golo a Casillas na Liga portuguesa, mas não o primeiro português a marcar um golo ao guardião espanhol. O último tinha sido Tiago, a 13 de Setembro do ano passado, numa vitória do Atlético Madrid no Santiago Bernabéu (2-1). E desde então Casillas foi ainda batido por vários conhecidos da Liga portuguesa, como Otamendi, Ghilas ou Nolito.   - O empate nos Barreiros significa que o FC Porto já vai em seis jogos seguidos sem ganhar na Madeira. A última vitória aconteceu na Choupana, por 3-1, ante o Nacional, em Maio de 2013. Desde então e até ao empate de sábado, os dragões tinham perdido por três vezes nos Barreiros com o Marítimo (duas por 1-0 e uma por 2-1) e empataram uma (1-1) e perderam outra (2-1) com o Nacional na Choupana.   - Este foi ainda o primeiro jogo da Liga que o FC Porto não ganhou com o árbitro Hugo Miguel. Até sábado, o juiz lisboeta tinha estado em 12 partidas dos dragões, todas com vitória azul e branca.   - Ao bater o Benfica por 1-0, o Arouca subiu pela primeira vez à liderança da Liga em toda a sua história. Faz até melhor do que o Rio Ave, que liderou da segunda à quarta jornada da época passada, mas graças a uma melhor diferença de golos, uma vez que teve sempre pelo menos mais dois clubes a par.   - O último “não grande” a liderar a Liga isolado foi o Sp. Braga de Domingos Paciência, a 30 de Novembro de 2009: ganhou em casa à U. Leiria por 2-0 e beneficiou do empate a zero do Benfica em Alvalade para ficar com dois pontos de avanço dos encarnados à 11ª jornada.   - O Benfica não marca um golo fora do Estádio da Luz há 190 minutos: fê-lo Ola John, em Coimbra, ao Marítimo, a assegurar a vitória na Taça da Liga, aos 80’ (2-1). Desde então, a equipa encarnada ficou em branco na Supertaça (0-1 com o Sporting) e agora com o Arouca (outra vez 0-1). Se contabilizarmos só os jogos fora na Liga, então o Benfica não marca fora desde 2 de Maio, quando derrotou o Gil Vicente por 5-0. Depois disso empatou a zero em Guimarães (e celebrou o bicampeonato) e perdeu agora com o Arouca.   - A derrota com o Arouca em Aveiro foi a primeira vez dos encarnados contra um adversário que jogava em casa emprestada desde que foram batidos pelo V. Setúbal nas Antas, também à segunda jornada, mas de 1997/98. A 31 de Agosto de 1997, um golo de Kassumov valeu os três pontos aos sadinos e deixou Manuel José em maus lençóis: foi despedido 15 dias depois. A última vez que o Benfica não ganhou nesta circunstância foi em Agosto de 2007, quando empatou no Bessa com o Leixões. Fernando Santos teve menos sorte e foi imediatamente despedido.   - Roberto, autor do golo do Arouca, foi júnior do FC Porto e só agora marcou pela primeira vez a um grande. Em contrapartida, Jonas, avançado do Benfica, ficou pela primeira vez em branco contra o Arouca.   - O Benfica rematou 30 vezes à baliza do Arouca, um recorde da Liga. O anterior máximo tinha sido estabelecido por FC Porto (contra o V. Guimarães) e pelo próprio Benfica (ante o Estoril), com 19 tentativas cada um.   - Rafael Bracalli lidera a única defesa ainda inviolada da Liga, com 180 minutos sem sofrer golos. O melhor arranque do guarda-redes brasileiro tinha acontecido em 2010/11 quando, ainda no Nacional, esteve 179 minutos embatido, até ver Carlos Martins (na altura no Benfica) fazer-lhe um golo nos 2-1 com que os madeirenses bateram o Benfica na Choupana.   - Há 36 jornadas da Liga que não se assistia à incapacidade dos três grandes para ganhar na mesma semana. Sporting e FC Porto empataram com Paços de Ferreira e Marítimo e o Benfica perdeu com o Arouca. A última vez que nenhum dos três ganhara tinha sido a 3 e 4 de Maio de 2014, na 29ª jornada da Liga: o Sporting empatou fora com o Nacional, o Benfica empatou em casa com o V. Setúbal (ambos a um golo) e o FC Porto foi derrotado fora de casa pelo Olhanense (1-2).   - O Rio Ave não ganhava em casa ao Braga para a Liga desde Outubro de 2010, quando golos de Zé Gomes e João Tomás lhe valeram um sucesso por 2-0. Entre esse jogo e o de sexta-feira, ganho graças a um golo de Hassan (1-0), só houve dois repetentes em campo: o vila-condense Tarantini e o árbitro, João Capela.   - O brasileiro Soares, que fez o golo da vitória do Nacional frente ao U. Madeira, e os portugueses Luisinho, que fez o tento da vitória do Boavista contra o Tondela, e André Claro, autor de um dos golos da ampla vitória setubalense em Coimbra foram os únicos a marcar nas primeiras duas jornadas da Liga. Imitam o que tinha sido conseguido na época passada por Jackson Martínez (FC Porto), Bernard (V. Guimarães) e Deyverson (Belenenses). Dos três, há um ano, Jackson foi o único a marcar também na terceira ronda.   - O caso de Luisinho é especial, porque o ex-atacante do Académico de Viseu marcou nos primeiros dois jogos que fez na Liga. Antes dele, tal havia sido conseguido pelo vimaranense Bernard, autor de um golo ao Gil Vicente e dois ao Penafiel nas primeiras duas rondas da época passada. Até final da época, porém, Bernard só marcou mais duas vezes.   - Aly Ghazal não era expulso na Liga portuguesa desde a segunda jornada da época passada, mais precisamente desde 24 de Agosto de 2014, quando Carlos Xistra lhe mostrou o vermelho no Restelo, num jogo que o Nacional perdeu por 3-1 com o Belenenses. Um ano depois, voltou a ser expulso por Bruno Paixão, mas desta vez a sua equipa ganhou por 1-0 ao U. Madeira.   - O Moreirense repetiu o resultado da primeira jornada: voltou a perder por 2-0, agora com o Estoril, e de novo com a particularidade de ter sofrido os dois golos na última meia-hora de jogo. Só o Estoril sofreu tantos golos na reta final das partidas: igualmente quatro, todos no jogo com o Benfica. Ainda que os estorilistas compensem esse resultado com os dois golos que agora fizeram ao Moreirense.   - O empate em Guimarães significa que o Belenenses alarga a presente série de invencibilidade fora de casa para sete jogos. A última derrota dos azuis fora do Restelo aconteceu a 22 de Março, no Bessa, por 1-0, em jogo da Liga. Desde então ganharam em Arouca (1-0), empataram em Braga (1-1) e em Coimbra com a Académica (1-1), voltaram a vencer o Gil Vicente em Barcelos (2-0) a fechar a última Liga e, já esta temporada, empataram em Gotemburgo (0-0), venceram o Altach (1-0) e agora voltaram a empatar em Guimarães (1-1). Desde 2012/13 que o Belenenses não passava sete jogos seguidos sem perder fora de casa, mas nessa altura jogava a II Liga.   - Ao ganhar por 4-0 em Coimbra à Académica, o V. Setúbal obteve o melhor resultado fora desde 27 de Novembro de 2008, quando bateu o Torre de Moncorvo por 4-0 na quarta eliminatória da Taça de Portugal (dois golos de Bruno Gama, um de Ricardo Chaves e outro do Laionel). Para encontrar um resultado tão bom dos sadinos em deslocações mas a contar para a Liga, então é preciso recuar até 18 de Abril de 2004, data em que venceram fora o Salgueiros (4-0, com bis de Zé Pedro, mais um golo de Manuel José e outro de Meyong). Já a Académica perdeu em casa por 4-0 com o Sporting (golos de Rojo, Adrien, Montero e Carrillo) faz hoje precisamente dois anos, a 24 de Agosto de 2013, em partida que também contou para a segunda jornada da Liga.
2015-08-24
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