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Anda a metade do país futebolístico que gosta de falar de futebol – mesmo – entretida com a proposta de jogo do Rio Ave, mas tão ou mais interessante do que debater a filosofia da equipa de Miguel Cardoso é ver como os vila-condenses foram capazes de condicionar o jogo dos três candidatos ao título. Porque ao colocar a Benfica, FC Porto e Sporting problemas que eles raramente encontram na Liga, o Rio Ave pode funcionar como uma espécie de teste do algodão, que vem confirmar a força da candidatura da equipa de Sérgio Conceição, a única capaz de impedir o Rio Ave de jogar o seu futebol. É verdade que há no exercício um aparente contra-senso. Se os grandes passam 90 por cento da Liga a jogar contra equipas que dão tudo para não deixar jogar, que sentido faz avaliá-los num jogo em que o adversário quer a bola para ele e não abdica de pôr em prática os mesmos princípios de jogo positivo que advoga em qualquer desafio. Jogos contra equipas que se limitam a juntar linhas à frente da sua área e a tentar esticar na frente quando conseguem, os grandes acabam naturalmente por vencer a maioria. E se os ganham ou não, isso depende mais de meras circunstâncias particulares e absolutamente incontroláveis: uma má decisão, uma bola que bate no poste ou que entra, um defesa que sobe uma fração de segundo mais tarde do que devia para fazer o fora-de-jogo… Contra o Rio Ave, equipa que não bate a bola na frente à espera de um bambúrrio ou de ganhar segundas bolas no arreganho, é preciso qualidade para se jogar e, sobretudo, para não deixar jogar. Ora, os três grandes já passaram por Vila do Conde, com uma constante: todos tiveram menos bola do que os donos da casa. Aqui, quem mesmo assim conseguiu ter a bola por mais tempo até foi o Benfica (48/52, face a 42/58 do FC Porto e 43/57 do Sporting), mas a isso não será estranho o facto de o jogo com os tetracampeões nacionais ter sido o único em que o Rio Ave esteve em vantagem, motivando uma reação do adversário desde bem cedo. Porque a verdade é que quem melhor contrariou o jogo do Rio Ave foi o FC Porto, precisamente a equipa que, das três, consegue fazer mais com menos. Além de ser a equipa mais competente das três na pressão sobre a saída de bola do adversário, o FC Porto de Sérgio Conceição é mais explosivo quando em iniciativa e precisa de menos situações para, com espaço nas costas, criar lances de golo iminente. Dos três, foi o que menos sofreu em Vila do Conde – ainda que o facto de nesse dia ter apanhado um Rio Ave sem Pelé e Geraldes ajude a explicar –, tendo-se colocado em vantagem logo a abrir a segunda parte e chegado à tranquilidade dos 2-0 a meio do segundo período. Bem diferente do que se passou anteontem com o Sporting, que foi manietado na primeira parte e não conseguiu fazer mais do que dividir o jogo no segundo tempo contra um Rio Ave também sem Geraldes (emprestado pelos leões), mas com Pelé e um soberbo Ruben Ribeiro. Para ganhar em Vila do Conde, o Sporting fez valer uma arma que também é própria das grandes equipas: a superioridade individual dos seus jogadores, no caso com foco especial em Rui Patrício (o Rio Ave fez 22 remates contra seis) e Bas Dost, mas com destaque para todos os que estiveram em campo, que várias vezes conseguiram transformar água em vinho. Viu-se muitas vezes o Sporting a bater a bola na frente, porque Jesus sabia que tinha de sobrevoar aquele bloco e ir à procura de espaço onde ele estava, que podia perder muitas bolas nessa lotaria mas que o mais provável era que numa das que ganhasse acabasse por fazer um golo. Como fez. E como podia também ter feito antes. Das três equipas, a que mais dificuldades sentiu em Vila do Conde foi mesmo o Benfica, não apenas por ter apanhado um Rio Ave com toda a gente – Geraldes, Bruno Teles, Pelé, Ruben Ribeiro… – mas também por ser a que tem o modelo de jogo menos evoluído, tanto defensiva como ofensivamente. Reage pior à perda, estabelece pior equilíbrios no corredor central, tem mais dificuldades para garantir situações de superioridade nas alas… E, sendo verdade que piorou da época passada para a atual (as saídas de Ederson, Semedo e Lindelof fazem-se sentir, naturalmente), já era assim na época passada. Ou há dois anos. E no entanto o Benfica ganhou esses dois campeonatos. Da mesma forma que o Real Madrid é neste momento bicampeão europeu e não tem o melhor coletivo: tem as melhores individualidades. Se o futebol se ganhasse só pela qualidade do processo, o Rio Ave seria candidato ao título. Não é. Talvez até acabe a época fora dos lugares europeus. Mas o teste de algodão que fez aos grandes valida a candidatura portista ao título, garante um Sporting sólido e pronto para tudo e explica que o penta dependerá muito do nível que perderem Jonas (até agora não perdeu) ou Luisão e do que ganharem Svilar, Ruben Dias ou Diogo Gonçalves. Não é o futuro: o presente depende deles.  Artigo incluído na edição do Diário de Notícias de 29 de Outubro de 2017
2017-10-29
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Feirense e Portimonense portaram-se muito bem nos jogos com Sporting e Benfica, a contar para a quinta jornada da Liga (escrevo ainda antes do FC Porto-Chaves) e essa circunstância foi e voltará a ser aproveitada para ridicularizar os que apontam o dedo à desigualdade na distribuição da receita para falar de perda de competitividade do futebol em Portugal. Na verdade, quem o faz está a ser tão ou mais demagogo do que foi Manuel Machado quando levantou a lebre, depois de ter visto o seu Moreirense ser atropelado pelo FC Porto. Porque aqui há dois planos de realidade: a distribuição da receita devia ser mais justa, mas dentro das injustiças há quem trabalhe melhor e quem trabalhe pior. Imaginemos uma família que faz das tripas coração e consegue viver com o salário mínimo. E outra que, nas mesmas condições chega sempre a meio do mês com as contas a vermelho. O facto de existir a primeira não quer dizer que o salário mínimo seja suficiente ou que a sociedade não deva preocupar-se com as desigualdades que a assolam: significa apenas que há gente que consegue fazer mais com menos. E tanto Nuno Manta como Vítor Oliveira – ou Miguel Cardoso, que protagonizou com o Rio Ave um arranque extraordinário da Liga – são treinadores capazes de fazer muito com pouco. E parte da justificação nem está exclusivamente neles: tem a ver com a qualidade dos grupos de trabalho que lhes puseram à disposição, com uma boa escolha de jogadores, mesmo sem salários muito elevados. Depois, há as questões que têm exclusivamente a ver com os treinadores. Primeiro, as táticas ou estratégicas: o Feirense e o Rio Ave são das poucas equipas do campeonato que jogam olhos nos olhos com os grandes, que tentam sair em construção segura e que vão lá acima à procura da bola quando a não têm, ao passo que o Portimonense sabe ter a bola e jogar com as zonas em que o adversário se sente mais desconfortável. É a velha máxima: joga como os grandes se queres ser como eles. Depois, por questões de liderança: Manta é o irmão mais velho que leva a família toda atrás, Vítor Oliveira o pai em que todos no balneário acreditam e Cardoso uma espécie de jovem professor que transpira ciência e causa admiração. A liderança de Machado é mais antiga, professoral até no discurso, resulta pior, mas isso não quer dizer que ele não tenha razão na crítica que fez. Aliás, um dos problemas do futebol é não haver um sistema funcional de vasos comunicantes que permita a filtragem das reflexões e a sua chegada a quem decide já prontas a serem digeridas. E aqui, lamento, mas não me interessam as “reflexões” – assim mesmo, com aspas – que os grandes vão fazendo sore arbitragem, vídeo-arbitragem ou disciplina, porque essas têm sempre o mesmo intuito, que é tirar aos pobres para dar aos ricos. Não falo de quem só acha que o vídeo-árbitro é uma boa ideia quando ele decide de acordo com as suas conveniências, porque não só é uma boa ideia como é uma ideia fulcral. Falo, por exemplo, das críticas que o presidente do Marítimo, Carlos Pereira, fez esta semana ao modelo de organização da Taça da Liga, que é montado de forma a favorecer a chegada dos grandes à “final four”. Tem razão. E ele sabe que isso acontece porque ter os grandes na “final four” aumenta exponencialmente o interesse popular na competição e, claro, a receita. O que não se lhe ouviu – pelo menos em público – foi uma alternativa que faça da Taça da Liga uma prova mais justa sem perda de receita. Começá-la, por exemplo, logo pela fase de grupos, invertendo a ordem de benefício do fator-casa que atualmente favorece os grandes. Levar os grandes aos campos da província em fase inicial da época, quando há mais fome de bola e emigrantes em Portugal, por exemplo. Fazer mais jogos quando as equipas querem jogar e não lhes sobrecarregar Janeiro, num convite descarado a que joguem com os suplentes e aconteça o que aconteceu no ano passado: apesar de todas as tentativas de os beneficiar no modelo da competição, dos grandes só o Benfica esteve na “final four”. E houve apenas 6703 espectadores na final, entre SC Braga e Moreirense. Falo, por exemplo, das queixas de Jorge Jesus acerca do estado pouco alerta de alguns dos seus jogadores que chegaram a Portugal pouco mais de 24 horas antes do jogo com o Feirense, vindos do outro lado do Mundo. “Deixe-me dormir primeiro, que depois logo lhe digo”, terá respondido Coates ao treinador, quando este lhe perguntou se ele estava em condições de jogar. E esta questão, dos calendários, já tem merecido debates sucessivos nos fóruns de treinadores que os organismos internacionais vão organizando, mas nada evoluiu e nunca se ouviram sequer propostas para melhorar as coisas, por exemplo juntando mais datas de seleções para minimizar o efeito das viagens transatlânticas e usando os milhões que o Mundial de futebol gera para ressarcir os clubes da ausência mais prolongada dos seus jogadores e da falta de receita por interrupção das competições. Pelo contrário, o que se fez foi no sentido inverso: espalharam-se os dias em que se joga sem que se façam mais jogos, mas só para haver menos concorrência entre jogos na TV, aproximando as chegadas dos jogadores aos clubes das datas em que têm de voltar a competir. Esta incapacidade de o futebol levar o pensamento basista às cúpulas está na génese da maior parte dos problemas que o jogo tem de enfrentar. Mas em vez de se trabalhar nesse sentido, o que mais se vê é a tentativa de o menorizar com argumentos que têm sempre o mesmo intuito. O de manter tudo na mesma.
2017-09-10
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O facto de o Benfica ter jogadores velozes e de fazer grande parte dos seus golos em rápidas acelerações nos últimos metros do campo fez com que se gerasse a ideia de que a equipa de Rui Vitória – e antes dela a de Jorge Jesus – era melhor em contra-ataque e em ataque rápido do que com a bola. Ora aí está mais uma ideia errada. É verdade que o Benfica cria muitos desequilíbrios e chega com frequência ao golo fruto da capacidade que tem para mudar a velocidade do jogo, mas não deixa de ser um facto que depois controla bem as partidas com a bola. Sintomático disso é o facto de os encarnados terem sido a equipa com mais bola em toda a Liga: 59,1%, face a 58,7% do Sporting e 58,2% do FC Porto. No outro extremo está o Feirense, que lá por ter obtido a melhor classificação de sempre não quer dizer que tenha tido muita bola: encerrou o campeonato com uma média de 43,5% de posse de bola. Só cinco equipas acabaram a Liga acima dos 50% de posse de bola. Além dos três grandes, isso aconteceu ainda ao Rio Ave, cujo futebol positivo se refletiu numa média de 53,7% de posse, e ao Sp. Braga, que se ficou pelos 51,3%. O V. Guimarães, brilhante quarto classificado na Liga, fechou as contas rigorosamente ao meio, em 50%, mostrando que ter a bola mais tempo não quer necessariamente dizer ter sucesso no que se quer fazer-lhe. A prova disso vem do Feirense, mas também das duas equipas que estão imediatamente acima dos pupilos de Nuno Manta nesta tabela: o Tondela salvou-se da despromoção com uma média de 45,3% de posse de bola e o Boavista obteve a melhor classificação da década com a bola em apenas 45,8% do tempo. O Nacional, último classificado da Liga, fechou as contas nos 49%, sinal de que se via depressa em desvantagem e era obrigado a assumir as despesas do jogo. Prova disso é o facto de o jogo em que uma equipa teve mais tempo a bola nesta Liga ter acabado favorável… ao adversário. Aconteceu no Marítimo-Benfica, que os insulares ganharam por 2-1, tendo a bola em 27% do tempo, contra 73% dos encarnados. Sintomático que os jogos mais desequilibrados em termos de posse a seguir a este tenham também corrido mal à equipa mais dominadora: o Benfica perdeu por 1-0 em Setúbal com o Vitória com 71% de posse de bola e o Sporting só fugiu à derrota caseira contra o Tondela no último minuto de um jogo em que teve a bola nos mesmos 71% do tempo. Agora isto não quer dizer que ter a bola seja mau. Longe disso. Bom é marcar primeiro e a seguir controlar o jogo com a bola. Foi o que fez o Benfica na maior parte dos seus jogos: além do 0-0 em Paços de Ferreira, no qual ninguém fez golos, marcou primeiro em 26 dos restantes 33 jogos e não ganhou nenhum dos sete em que viu o adversário adiantar-se, mas nos quais também teve durante muito tempo a bola, pois procurava ir à procura do empate. Olhando para as 34 jornadas da Liga, o Benfica teve mais bola do que os adversários em 30 delas. As exceções foram o empate a uma bola frente ao FC Porto no Dragão (49-51), a vitória na Luz frente ao Sporting (2-1 em golos, mas 42-58 em posse de bola), o empate com os leões em Alvalade (50-50) e o sucesso por 1-0 em Vila do Conde face ao Rio Ave (49-51), na antepenúltima ronda da competição. Sem ter tantos jogos de tão grande monopólio da bola, o Sporting foi, neste aspeto, mais regular: além da já citada divisão da bola frente ao Benfica em Alvalade, só cedeu a primazia a um adversário, que foi o Rio Ave, dono da bola em 54% do jogo que acabou por perder por 1-0 em Alvalade. O Rio Ave, aliás, conseguiu a proeza de ter mais bola do que qualquer um dos três grandes pelo menos num jogo. Além dos dois jogos com o Sporting (45-55 em Alvalade e 38-62 no Dragão) e do empate com o Benfica na Luz (46-54), o FC Porto de Nuno Espírito Santo ainda cedeu a primazia na receção aos vila-condenses (4-2 em golos e 49-51 em bola) e na visita ao Vitória de Guimarães (2-0 no marcador e 42-58 na bola).
2017-05-25
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Último Passe

O empate do Sporting nos Barreiros, frente ao Marítimo, e a vitória do FC Porto frente ao Rio Ave, em casa, veio confirmar à entrada da segunda volta que se há uma equipa em condições de fazer frente ao Benfica na luta pelo título é a de Nuno Espírito Santo. Não só pela cada vez maior distância pontual dos leões para o topo – podem ficar amanhã a dez pontos do primeiro lugar – mas sobretudo pela forma anímica em que se encontram os dois conjuntos: confiante o FC Porto, mesmo num desafio em que teve de suportar um volume de jogo acima do normal do Rio Ave; desconfiado o Sporting, que voltou a comprometer com erros idiotas uma partida da qual devia ter tirado mais. O FC Porto não fez um bom jogo. Chegou ao intervalo em desvantagem face ao Rio Ave em vários parâmetros estatísticos – posse de bola, ataques… –, apanhou pela frente um adversário sempre forte nos corredores laterais e viu-se mesmo a perder no início do segundo tempo, no seguimento de um penalti infantil de Layun. Mas a equipa de Nuno Espírito Santo foi competitiva. Percebendo que estava a perder o jogo pela falta de controlo a meio-campo aproveitou a lesão de Corona para equilibrar com André André, marcou três golos em bolas paradas laterais e acabou por ganhar com um quarto golo segundos depois de o Rio Ave ter estado à beira do empate. Não é sorte. É confiança. Exatamente a confiança que falta aos jogadores do Sporting neste momento mais conturbado da sua época. O jogo do Sporting foi um pouco o reverso da medalha daquele que fez o FC Porto: sofreu dois golos de bola parada, com responsabilidades evidentes de Rui Patrício em ambos e da zona central da marcação no segundo, e apesar de ter tido mais volume de jogo do que o opositor ainda viu o Marítimo desperdiçar algumas boas ocasiões para marcar mais. Tudo isso a somar às já habituais noites falhadas de alguns jogadores – nos últimos cinco jogos, Jesus fez oito substituições até ao intervalo e só três delas se deveram a lesões – acabou por custar ao Sporting mais dois pontos e o agravar da crise. A de resultados e a de confiança. Se o sucesso na corrida ao título dependia de ganhar todos os jogos da segunda volta, ele já ficou comprometido: se o Benfica vencer amanhã o Tondela, a distância para o líder crescerá para dez pontos e, mais grave, o FC Porto já está a seis e o Sp. Braga pode alargar a distância para quatro. Qualquer ponto perdido nesta altura já não põe em risco apenas a candidatura ao título.
2017-01-21
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Último Passe

Jorge Jesus já devia saber que quando faz aquele barulho, como que a espremer a língua entre os dentes para pontuar uma tirada bombástica, é porque não vem aí coisa boa. Quando resolveu concluir um debate acerca da melhor equipa ou do melhor plantel do campeonato com mais uma tirada de auto-elogio absolutamente desnecessária, dizendo que “quem faz a diferença é o treinador”, esqueceu-se que a realidade pode sempre encontrar formas de contrariar a teoria. Porque, sim, otreinador faz diferença, mas não a faz só de uma maneira. E quem faz sempre a diferença, em todos os momentos, são os jogadores que esse treinador leva a jogo.Jesus costuma fazer a diferença de várias formas. Faz a diferença a trabalhar a equipa ao longo da semana, criando comportamentos defensivos e movimentações ofensivas difíceis de contrariar. Por isso o seu Sporting cresceu até aos 86 pontos na Liga passada ou se superiorizou ao Real Madrid na quarta-feira, antes de um final de jogo que lhe foi fatal. Depois, faz a diferença no banco, com a pressão permanente sobre os jogadores exercida desde a linha lateral, fazendo crescer a concentração e baixar o total de erros. Faz ainda a diferença nas coisas que diz, aqui nem sempre uma diferença positiva, deixando no ar a dúvida acerca dos intuitos dessa comunicação: estratégia ou incontinência? E ontem, em Vila do Conde, fez ainda a diferença numa avaliação errada, tanto do estado em que se encontravam os seus jogadores depois do jogo intenso que tinham feito no Santiago Bernabéu como das armas do Rio Ave, que dinamitou de forma irreparável o flanco esquerdo leonino em 45 minutos. Porque desde os primeiros instantes do jogo se percebeu que Gil Dias ganhava sempre em velocidade ao improvisado lateral-esquerdo que é Bruno César, ainda por cima muito mal apoiado por Campbell, ou que André e Alan Ruiz não estavam a cumprir a tarefa de pressionar a saída de bola do adversário, permitindo ao Rio Ave um jogo fluído.Nessa altura, quem fez a diferença foi Nuno Capucho, que percebeu o que ali estava e meteu naquele lado direito uma gazua capaz de abrir a defesa do Sporting e de chegar a um 3-0 de que os leões já não recuperaram. Mais ainda. Quem fez a diferença foi Gil Dias, porque os treinadores só fazem verdadeiramente a diferença no mais longo prazo e quem decide jogo a jogo são os futebolistas. É por isso que o debate que motivou toda esta polémica foi lançado em bases erradas. Tudo nasceu, recorde-se, numa pergunta feita a Jorge Jesus: “o Sporting tem o melhor plantel da Liga?” E se é verdade que o Sporting tem um plantel melhor do que tinha na época passada, ao nível do grupo do Benfica na profundidade das opções à disposição do treinador, também é certo que os leões têm neste momento pior onze do que tinham na Liga anterior. Jesus, que respondeu dizendo que uma equipa orientada por ele será sempre a melhor, porque “quem faz a diferença é o treinador”, esqueceu-se que muitos dos jogadores que ia levar a jogo em Vila do Conde ainda não estavam familiarizados com o processo de jogo que ele trabalha e que, no médio e longo prazo, sim, pode fazer mesmo a diferença. Mas para já não fazem, porque se Gelson ainda disfarça a saída de João Mário, ninguém está à altura do rendimento de Slimani e não há quem dê à equipa o que lhe dá Bryan Ruiz (ontem suplente) na esquerda do ataque.A explicar o banho de humildade a Jesus esteve a rotação na equipa, com a saída de quatro titulares de Madrid, numa inversão da lógica que presidiu à época passada, na qual os leões guardavam as melhores opções para a Liga portuguesa e andavam pela Liga Europa com segundas escolhas. Ainda por cima segundas escolhas bem mais fracas do que as de agora – daí a chapa três na Albânia, frente ao Skenderbeu, por exemplo. Mas esteve também o facto de os jogadores ontem utilizados na frente, que é onde está a base de qualquer equipa de Jesus, ainda não terem tempo suficiente de trabalho para compreenderem como hão-de fazer a diferença naquela organização. É por isso que este Sporting tem melhor plantel do que em 2015/16, mas ainda tem pior equipa. Se vai chegar ao nível exibido na época passada ou não, isso sim, já dependerá da capacidade do treinador. Sendo que o direito ao erro ficou ontem mais reduzido.
2016-09-19
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Último Passe

Quarenta e cinco minutos calamitosos, ao nível apenas do que se tinha visto ao Sporting de Jorge Jesus na Albânia, frente ao Skenderbeu, na época passada, custaram aos leões uma desvantagem de três golos ao intervalo frente a um Rio Ave competente, organizado e inteligente a aproveitar as debilidades do adversário e impediram o líder do campeonato de pontuar em Vila do Conde. O 3-1 final, nascido da incapacidade leonina para pressionar e para fechar o flanco esquerdo face à velocidade de Gil Dias, foi um banho de humildade para Jesus, que fechara a semana com declarações de peito cheio mas teve depois um encontro imediato com uma realidade mais sombria do que ele a pintou: este Sporting não é ainda a equipa que pode ser. A derrota, que deixa o Sporting à mercê do que fizerem Benfica e Sp. Braga no encerramento da quinta jornada da Liga – se algum dos dois ganhar na Luz isola-se na frente – foi justíssima, por mais que tenha surpreendido a exibição pouco intensa e rigorosa da equipa lisboeta. Jesus sacrificou quatro titulares do Santiago Bernabéu – Bas Dost, Bryan Ruiz, João Pereira e Zeegelaar – apostando em André e Alan Ruiz para a frente de ataque e em Campbell para atacar na esquerda, à frente de Bruno César, que voltou a ser defesa-lateral. Do outro lado, Nuno Capucho optou por um 4x3x3 que metia o móvel Guedes em cunha na frente e abria o veloz Gil Dias na direita. E foi aí que começaram os problemas do Sporting: desde cedo se viu que Campbell não defendia e que, lançado nas costas de Bruno César, Gil Dias ganhava sempre em velocidade e abria uma avenida naquele lado. A ajudar à festa vila-condense, ninguém fazia a pressão que notabilizou Slimani: nem André nem Alan Ruiz se preocupavam em atrapalhar a construção de jogo do Rio Ave, como se viu, aliás, no lance do primeiro golo, em que o defesa-central Roderick avançou desde o seu meio-campo até à linha de fundo para ali descobrir Tarantini, que não perdoou. O golo surgiu, é verdade, num momento em que, passado o primeiro embate, o Sporting até já tinha conseguido equilibrar o jogo. André até tinha desperdiçado uma boa ocasião de desfeitear Cássio, permitindo, aos 22’, que este fizesse a mancha depois de um bom passe de Coates. Sete minutos depois, porém, Tarantini inaugurou o marcador. E outros sete minutos volvidos, aos 36’, Gil Dias teve no corredor central espaço para arrancar, correr umas dezenas de metros e solicitar a desmarcação circular de Guedes, que isolado ante Rui Patrício lhe meteu a bola no poste mais próximo. O 2-0 não resistiu muito tempo: foram mais sete minutos. Aos 43’, antes da saída para o intervalo, Gil Dias lançou Guedes na direita, este ganhou a linha de fundo e cruzou para o segundo poste, onde o mesmo Gil Dias tornava o jogo uma missão impossível para os leões. Ao intervalo, Jesus chamou a sua artilharia pesada: Bas Dost e Bryan Ruiz substituíram os desastrados Alan Ruiz e Campbell, mas, mesmo não tendo o Rio Ave voltado a beneficiar de situações de golo, a verdade é que a produção atacante do Sporting nunca atingiu o nível a que a equipa habituou os seus adeptos. Dost, de cabeça, aos 51’, e sobretudo Ruiz, de frente para a baliza, aos 62’, perderam as melhores oportunidades para relançar o jogo, o que levou Capucho a puxar os seus um pouco para trás, com as entradas de Pedro Moreira e João Novais. Quando chegou o golo leonino, marcado por Dost aos 82’, após assistência corajosa de Gelson (ainda assim, juntamente com Adrien um dos melhores do Sporting), já não havia tempo para pensar em pontos. Depois da derrota injusta do Santiago Bernabéu, o Sporting levou de Vila do Conde uma lição de humildade que não deve esquecer tão cedo e a certeza de que esta equipa ainda precisa de muito trabalho para igualar a da época passada.
2016-09-18
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Quem tivesse olhado para a primeira parte da vitória do FC Porto em Vila do Conde, frente ao Rio Ave, por 3-1, poderia ter ficado com a ideia de que o meio-campo do FC Porto estava curto demais para o jogo. Danilo, Herrera e André André tinham dificuldades para assegurar a iniciativa, muitas vezes deixados em inferioridade numérica face ao quarteto formado por Wakaso, Pedro Moreira, Tarantini e Ruben Ribeiro e sobretudo com demasiado espaço para cobrir, face à maior distância entre linhas que a equipa mantinha. A forma como o jogo decorreu até final, porém, pode deixar uma sensação diferente: e se tudo isso for estratégico? E se essa for a maior diferença face ao “Lopeteguismo” e ao FC Porto dos últimos dois anos? Este é, na verdade, um FC Porto filosoficamente diferente. Onde a equipa dos últimos anos procurava movimentos de aproximação, encurtar linhas, promover apoios, a equipa de Nuno Espírito Santo quer abrir grandes espaços, procurar o ataque rápido e dar aos médios condição para que, assim que conseguem superar a primeira zona de pressão do adversário, correrem livres em direção a zonas de decisão. O golo de Herrera foi disso exemplo: o passe de Otávio, inteligente no movimento para trás e depois na forma como chamou Wakaso, ajudou a libertar o mexicano, que face à tal maior distância entre as linhas teve à frente uma auto-estrada até à entrada da área, de onde desempatou o desafio com um belo remate ao ângulo. Esse lance marcou a diferença num jogo que teve uma primeira parte sempre equilibrada e pode muito bem ser uma afirmação de identidade deste novo FC Porto, que tem em André Silva um excelente avançado de área e em Corona mais um velocista, capaz de decidir tanto na ala como ao meio. Há um ano, houve quem achasse que a maior lacuna deste FC Porto era a falta de um 10. Nunca tal me pareceu claro, porque a intensidade dada ao jogo pelos médios – sobretudo quando ainda havia Imbula em boa fase – chegava para assegurar a iniciativa durante a maior parte dos jogos e aquilo que mais fazia falta era um 9 com capacidade para resolver no aperto da área, que Aboubakar nunca foi. Por alguma razão o camaronês está atrás de Depoitre, um clone de André Silva... Esta época fala-se menos do 10, porque os movimentos interiores e para o espaço entre-linhas de Otávio, vindo do lado esquerdo, parecem ter como intenção mascarar a falta de soluções para a segunda linha de médios. Ruben Neves é mais um 6 do que um 8, alternativa a Danilo, portanto, e além dos que jogaram ontem (Herrera e André André) só há Sérgio Oliveira, Evandro e João Carlos Teixeira. Faltará mais classe ali? É possível. Classe nunca fez mal a nenhuma equipa. De qualquer modo, a avaliação deste FC Porto pede mais tempo. A capacidade daquele meio-campo não pode ser medida nem pela primeira parte do jogo, em que a teia desenhada pelos médios do Rio Ave acabrunhou os portistas e lhes roubou o controlo do terreno, nem pela segunda parte, quando aumentou o espaço para as correrias e a baliza de Cássio se tornou mais próxima. Numa época tão longa, o FC Porto vai precisar de jogar de muitas formas, de dominar todos os momentos do jogo. É verdade que isso não me parece assegurado. O próprio treinador disse no final do jogo que a equipa está “em construção”. Mas enquanto conseguir ir construindo em cima de vitórias, está a ganhar tempo para consolidar o processo.
2016-08-12
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Um onze mais coerente com os princípios de jogo que defende José Peseiro permitiu ao FC Porto sobreviver a uma entrada caótica em jogo, com golo madrugador de Hélder Postiga, e acabar por vencer por 3-1 o Rio Ave, no meio do temporal de Vila do Conde, com uma exibição interessante. O resultado deixa a vida muito difícil para a equipa de Pedro Martins no acesso à Liga Europa e dá pistas relativamente ao que pode esperar-se dos dragões quando a pressão voltar, isto é, na final da Taça de Portugal. Peseiro mudou sete nomes em relação à equipa que perdeu em casa com o Sporting, na última jornada. Já se sabia que ia voltar Helton à baliza e que seria normal que Layun recuperasse o lugar na lateral-esquerda, mas as outras cinco alterações não estavam “anunciadas”. Voltou Marcano ao centro da defesa e quem caiu foi Martins-Indi e não Chidozie; entraram Ruben Neves e André André para o meio-campo, passando Danilo e Herrera para o banco (o que a somar à excelente exibição de Sérgio Oliveira vem apertar a luta por um lugar ali); e Aboubakar e Corona saíram também, para dar lugar a André Silva (aposta firme, pelos vistos) e Varela. O resultado foi um FC Porto com mais condição para tocar a bola, sobretudo devido às características de Ruben Neves e André André, por oposição às de Danilo e Herrera, mais “verticais” no seu jogo, mas também ao que dá à equipa André Silva, mais forte nas desmarcações de apoio que Aboubakar, sempre mais interessado em dar-lhe profundidade. O jogo mais circular do FC Porto podia ter dado mau resultado, caso a equipa tivesse sentido a forma como entrou em jogo, praticamente a perder, fruto de um grande remate de Postiga na sequência de uma recuperação de Wakaso. Mas depois de uns 15 minutos em que o Rio Ave esteve por cima, o FC Porto instalou-se no meio-campo ofensivo, fazendo circular a bola e deixando entender que dificilmente perderia o jogo. Chegou ao empate de penalti, marcado por Layún, e à vantagem já na segunda parte, quando Sérgio Oliveira meteu uma bomba na baliza de Cássio, minutos depois de ter visto o guarda-redes negar-lhe esse golo num lance semelhante. Pedro Martins mexeu nessa altura, trocando Yazalde por Bressan e depois Kuca por Ukra. A 15 minutos do fim, reforçou a frente de ataque com a entrada de Guedes – sacrificando o médio-defensivo Pedro Moreira – mas o FC Porto já não perdeu o controlo das operações, vindo a fazer o 3-1 por Varela. O Rio Ave não aproveitou, assim, a derrota do Paços de Ferreira para se colocar em zona europeia e entra no último dia a depender do resultado dos pacenses em Setúbal. Já o FC Porto deixou ainda mais dúvidas acerca do onze que Peseiro tenciona apresentar na final da Taça de Portugal, uma vez que a Liga já só lhe serve mesmo de aquecimento.
2016-05-07
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Último Passe

Mais um golo decisivo de Raul Jiménez, desta vez a aproveitar um erro de André Vilas Boas, deu ao Benfica uma vitória justa sobre o Rio Ave (1-0), em Vila do Conde, e o regresso à liderança da Liga, quando faltam apenas três jornadas para o fim da prova. A resposta dos encarnados ao desafio lançado na véspera pelo Sporting não foi brilhante como noutras noites deste campeonato, mas foi competente e competitiva. O Rio Ave foi retardando o golo encarnado, mas na verdade nunca deu mostras de poder fazer um seu, enquanto que, mesmo sem jogar enormidades, antes do tento de Jiménez já o Benfica tinha perdido três ou quatro situações claras para marcar. Mais uma vez com o seu onze de gala, trocando apenas Nelson Semedo por André Almeida, Rui Vitória viu um Benfica perro ofensivamente durante toda a primeira parte, na qual o Rio Ave foi capaz de montar acampamento longe da área de Cássio e dessa forma impedir as combinações entre Jonas, Pizzi e Gaitán, que geralmente desequilibram os adversários. O bloco montado por Pedro Martins, com Pedro Moreira e Wakaso à frente da defesa, mas sem recuos excessivos, garantiu o equilíbrio no jogo e impediu o Benfica de criar situações de golo a não ser em lances de bola parada. Jardel viu Paulinho desviar perto da linha um cabeceamento que se seguiu a um canto de Gaitán, logo aos 2’, e o argentino perdeu uma boa oportunidade num remate de ressaca, após um alívio da defesa vila-condense, aos 32’, chutando ao lado de uma boa posição. Mas nada mais se viu em 45 minutos que foram marcados pela competência defensiva da equipa da casa. Na segunda parte, o Benfica passou a entrar com mais frequência na organização do Rio Ave, que por isso se viu forçado a recuar o seu bloco. E as ocasiões de golo apareceram. Gaitán perdeu um golo cantado, fazendo um “passe” a Cássio (aos 54’) após ter sido deixado em posição privilegiada por Jonas. E Jonas imitou-o um minuto depois, quando conseguiu passar entre dois adversários e encarar o guarda-redes vila-condense. Quando, aos 57’ Mitroglou desviou demais um toque subtil na sequência de um canto, fazendo a bola passar a lado, Rui Vitória decidiu mudar o ataque. Trocou Pizzi por Salvio e o próprio grego por Jiménez, enquanto que Pedro Martins optava por refrescar o ataque, com Postiga e Kayembé. E se as alterações do Rio Ave não trouxeram nada de novo ao jogo, as do Benfica resultaram no golo, aos 73’: cruzamento de André Almeida, desvio infeliz de André Vilas Boas para a sua própria barra e recarga à boca da baliza de Jiménez. A ganhar tão perto do fim, o Benfica congelou o jogo. Rui Vitória chamou Samaris para ajudar a equilibrar, sacrificando Jonas, e a equipa passou a controlar pela posse, arriscando sempre o mínimo e somando três pontos sem sobressaltos até final. Os encarnados encaixaram bem o golpe dado pelo Sporting e terão na sexta-feira a hipótese de voltar a bater a bola da pressão para o outro lado do court: se ganharem ao V. Guimarães farão com que o Sporting entre no Dragão, no sábado, com cinco pontos de atraso. A Liga começa a ser para os duros.
2016-04-24
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Stats

Nico Gaitán deve fazer em Vila do Conde o 250º jogo com a camisola do Benfica. A partida frente ao Rio Ave é de extrema importância, porque os encarnados precisam de ganhar para recuperar a liderança da Liga, presentemente ocupada pelo Sporting, que já jogou nesta 31ª jornada, ganhando em casa ao U. Madeira por 2-0. E para isso é natural que precisem do melhor Gaitán, do jogador que fez as duas assistências para golo na vitória frente ao V Setúbal, por 2-1, na ronda anterior da competição. Neste momento, Gaitán já é o quarto jogador estrangeiro com mais partidas pelo Benfica. Os 249 jogos que totaliza são apenas superados pelos 473 de Luisão, pelos 333 de Maxi Pereira e plos 293 de Óscar Cardozo. O esquerdino argentino vai na sexta época ao serviço dos encarnados, tendo-se estreado a 7 de Agosto de 2010, quando substituiu Fábio Coentrão nos últimos 13 minutos de uma derrota com o FC Porto (0-2), na Supertaça. Desde então fez 249 jogos divididos por seis provas. Jogou sobretudo na Liga portuguesa, onde soma 149 jogos, com 23 golos – a deslocação a Vila do Conde assinala assim também um número redondo da história de Gaitán no nosso campeonato. Os 100 desafios restantes divide-os entre Liga dos Campeões (41 jogos, com seis golos), Liga Europa (22 jogos e três golos), Taça de Portugal (20 jogos e três golos), Taça da Liga (14 jogos e três golos) e Supertaça (três jogos sem golos). Soma portanto 249 jogos, com 38 golos apontados e muito mais assistências: o argentino é o segundo melhor assistente da presente Liga, com 13 passes para golo, a apenas dois do líder desta tabela, que é o mexicano Layún, do FC Porto. Em Vila do Conde, Gaitán quererá evitar o amargo de boca que teve quando fez o 200º jogo pelo Benfica: na altura, em Dezembro de 2014, perdeu em Braga, por 2-1, em partida da Taça de Portugal. Serve-lhe na perfeição, em contrapartida, o “score” da partida 150: foi em Dezembro de 2013 e o Benfica ganhou por 3-1 ao Rio Ave em Vila do Conde. Gaitán também ganhou no jogo 100 (2-0 ao Moreirense em Moreira de Cónegos, em Novembro de 2012) e, mesmo tendo empatado na 50ª partida pelo Benfica (1-1 no terreno do Trabzonspor, em Agosto de 2011), festejou a qualificação para o “play-off” da Liga dos Campeões.   Pedro Martins, treinador do Rio Ave, já ganhou três vezes em 15 jogos contra o Benfica, duas ao serviço do Marítimo e outra pelo Rio Ave. Conseguiu todas as vitórias em casa e todas por 2-1. A primeira foi em Dezembro de 2011, nos Barreiros, para a Taça de Portugal: Saviola adiantou o Benfica, Roberto Souza e Sami acabaram por marcar os golos que deram o apuramento ao Marítimo. Na segunda, em Agosto de 2013, Rodrigo ainda cancelou os efeitos de um golo inaugural de Derley, mas Sami voltou a fazer o golo da vitória do Marítimo. E a terceira foi em Março do ano passado, já pelo Rio Ave: Salvio marcou primeiro para os encarnados, mas depois Ukra e Del Valle deram a volta ao marcador.   Nos últimos cinco jogos de equipas de Pedro Martins contra o Benfica prevaleceu o fator casa, sendo que entre eles está intercalada a Supertaça de 2014/15, jogada em campo neutro, na qual encarnados e vila-condenses empataram a zero, acabando o Benfica por conquistar o troféu nas grandes penalidades. A última vez que não ganhou a equipa da casa foi a 29 de Abril de 2013, quando o Benfica foi ao Funchal ganhar por 2-1 ao Marítimo de Pedro Martins.   Essa última derrota de uma equipa de Pedro Martins em casa com o Benfica foi também a três jornadas do fim de um campeonato que o Benfica liderava e desencadeou festejos à chegada da equipa encarnada ao aeroporto, pois aquela era vista como a deslocação mais difícil antes da ida ao Dragão. Só que dois dos quatro pontos de avanço que o Benfica tinha nessa altura sobre o FC Porto se esfumaram na jornada seguinte, um empate em casa com o Estoril, acabando a equipa de Jesus por ser passada na liderança pelos portistas com a derrota no Dragão (1-2).   O confronto entre Pedro Martins e Rui Vitória está absolutamente equilibrado, com quatro vitórias para cada lado e quatro empates nos 12 jogos entre ambos. Nesses 12 jogos, só por uma vez se deu uma vitória da equipa visitante: foi em Janeiro de 2012, quando o Marítimo de Pedro Martins foi a Guimarães bater o Vitória, que na altura era liderado pelo atual treinador do Benfica, por 2-0. O mais perto que Rui Vitória esteve de ganhar em casa de Pedro Martins foi quando levou o seu V. Guimarães a empatar a uma bola nos Barreiros, em jogo da Taça de Portugal, em Dezembro de 2012, impondo-se depois no desempate pelas grandes penalidades.   O Rio Ave não sofre golos há 395 minutos, tendo acumulado quatro zeros consecutivos depois da derrota por 1-0 na Choupana contra o Nacional, a 13 de Março. Mais de um mês passou desde esse golo de Ricardo Gomes na baliza de Rui Vieira, que tinha entrado para o lugar de Tarantini após a expulsão de Cássio. Vieira manteve o sero na vitória sobre o Marítimo (1-0), tendo depois voltado o brasileiro para os sucessos sobre o Moreirense (1-0) e V. Guimarães (2-0) e o empate em Arouca (0-0).   Benfica marca sempre há 17 jornadas, todas desde o empate a zero frente ao U. Madeira, na Choupana. Desses 17 jogos, ganhou 16, perdendo o outro, um 1-2 em casa com o FC Porto. Desde essa altura, contando outras competições, só uma vez o ataque da equipa de Rui Vitória ficou em branco: foi na deslocação a Munique, para enfrentar o Bayern (0-1).   As últimas duas vitórias do Benfica em deslocação, porém, foram muito complicadas e arrancadas a ferros perto do final das partidas. Na 27ª jornada os encarnados ganharam ao Boavista por 1-0, com golo de Jonas aos 90+4’, e na 29ª impuseram-se à Académica por 2-1 com a decisão a chegar ao minuto 85 por intermédio de Jiménez.   O Rio Ave já retirou pontos esta época a Sporting (empate a zero em Alvalade) e FC Porto (1-1 no Dragão). Se pontuar frente ao Benfica repete um pleno que já não consegue desde 2004/05, um campeonato que acabou em oitavo lugar e no qual conseguiu empatar no Dragão com o FC Porto (1-1) e em casa com o Sporting (0-0, ganhando ainda ao Benfica em casa (1-0) e empatando na Luz (3-3).   O Rio Ave ganhou na última visita do Benfica ao Estádio dos Arcos, a 21 de Março do ano passado. Ao todo, porém, o Rio Ave ganhou apenas quatro de 51 jogos com o Benfica, mas foram todos em casa e todos na Liga. A última vitória do Benfica em Vila do Conde aconteceu em Dezembro de 2013, por 3-1, quando um bis de Lima e um golo de Rodrigo chegaram para anular um tento de Ukra, na altura a restabelecer a igualdade.   Foram também esses o resultado e a marcha do marcador na última vez que as duas equipas se encontraram, em Dezembro, no Estádio da Luz: Jonas marcou primeiro para os encarnados, Bressan empatou e, depois, mais um golo de Jonas e um terceiro de Jiménez deram o 3-1 final ao Benfica.
2016-04-24
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Com os cinco golos marcados ao Sp. Braga, na vitória por 5-1, o Benfica chegou aos 100 golos nesta temporada: 76 na Liga, 13 na Liga dos Campeões, oito na Taça da Liga e três na Taça de Portugal. Os encarnados chegaram à centena de golos pela sétima temporada consecutiva, pois a última vez que ficaram aquém desta marca foi em 2008/09, quando a equipa de Quique Flores terminou a época com apenas 73 golos marcados.   O autor do 100º golo do Benfica foi o grego Samaris, naquele que é o 42º jogo oficial da temporada. Foi, nesta série de sete épocas, a segunda em que o Benfica mais depressa chegou ao centenário. A primazia continua a pertencer à época de 2009/10, na qual o brasileiro Alan Kardec fez esse mesmo 100º golo na vitória em Marselha (2-1), para a Liga Europa, a 18 de Março, ao 41º jogo oficial. Em 2012/13, o mesmo 100º golo foi marcado por Lima, a 30 de Março, ao 43º jogo, uma vitória ampla por 6-1 sobre o Rio Ave.   Mitroglou fez neste jogo o seu quarto bis da época (um deles foi mesmo um hat-trick), na qual soma já 21 golos, doze dos quais nos onze desafios que leva a segunda volta da Liga. Esta já é a melhor época de sempre do avançado grego, cujo máximo goleador numa só temporada estava até aqui nos 19 tentos obtidos em nome próprio: em 2011/12, pelo Atromitos (17 na Liga e dois na Taça da Grécia) e em 2014/15 pelo Olympiakos (16 na Liga grega, dois na Liga dos Campeões e um na Liga Europa).   Com o penalti através do qual fez o 2-0, Jonas também superou a sua melhor marca goleadora numa só época desde que chegou à Europa, em Janeiro de 2011. São já 32 golos em 39 jogos, 30 dos quais na Liga portuguesa (os outros dois foram na Champions). A melhor época europeia de Jonas tinha sido a anterior, na qual fez 31 golos em 35 jogos.   Além de o deixarem muito bem colocado na corrida à Bota de Ouro, os 30 golos que Jonas fez na Liga portuguesa permitiram-lhe chegar à meia centena na competição (20 em 2014/15 e 30 em 2015/16). O avançado brasileiro fê-lo num total de 55 jogos, sendo o quinto jogador mais rápido da história do Benfica a atingir esta marca. Melhor do que ele só Eusébio, José Águas, Julinho e José Torres, o mais rápido de todos. O “Bom Gigante”, que chegou aos 50 golos em apenas 39 jogos, precisou, ainda assim, de cinco épocas para lá chegar, pois no início de carreira jogava muito poucas vezes.   O golo de Samaris, além de ter sido o 100º da época, foi o primeiro que os encarnados fizeram de livre direto esta época e o primeiro nessas condições no campeonato desde que, em Setembro de 2014, Talisca marcou assim na vitória por 5-0 em Setúbal.   Além do primeiro golo de livre, o Benfica sofreu também o primeiro penalti da atual edição da Liga, deixando assim de haver equipas sem penaltis contra. O último penalti contra o Benfica na Liga tinha acontecido a 21 de Março de 2015, na derrota por 2-1 em Vila do Conde, contra o Rio Ave. Curiosamente, o Rio Ave é a única equipa ainda sem penaltis a favor na presente edição da Liga.   O Sp. Braga continua a somar maus resultados nas visitas a Lisboa. Foi a quarta derrota em outras tantas viagens à capital esta época: 1-0 no Estoril, 3-2 em Alvalade, 3-0 no Restelo e agora 5-1 na Luz. A somar a isso, os bracarenses registaram ainda mais três resultados negativos seguidos na ponta final da época passada: 2-0 na Luz, 4-1 em Alvalade e 2-2 (com derrota nos penaltis) na final da Taça de Portugal, contra o Sporting, no Jamor. O último bom resultado que fizeram na zona de Lisboa foi a vitória por 2-0 no Estoril, a 8 de Fevereiro de 2015.   Pedro Santos, que marcou o golo do Sp. Braga na Luz, já tinha sido autor de um dos golos dessa vitória no Estoril. Fez na altura o segundo, depois de Ruben Micael abrir o ativo.   Os 5-1 permitiram ao Benfica reforçar a condição de melhor ataque da Liga, já com 76 golos marcados. São mais 20 golos que o segundo melhor ataque, que é o do Sporting, ainda que os leões possam diminuir a desvantagem quando jogarem com o Belenenses no Restelo, na sua partida desta 28ª jornada. É o melhor ataque de uma equipa do Benfica à 28ª jornada desde 1983/84, quando o onze comandado por Eriksson chegou a esta ponto da prova com 83 golos marcados.   O Benfica chegou ainda à 28ª jornada com 70 pontos, que ainda assim, é um a menos do que tinha na mesma jornada da época passada, e menos três do que na primeira época do presente bicampeonato. Para se encontrar um líder com menos pontos à 28ª ronda é preciso recuar até 2011/12, quando o FC Porto de Vítor Pereira comandava com 69 pontos, mais seis do que o segundo, que era o Benfica.   Em contrapartida, o Sp. Braga viu o Arouca reduzir a diferença que separa o quarto do quinto lugar para seis pontos. Os bracarenses somam agora 50 pontos, menos três do que na época passada à passagem da 28ª ronda. Até marcaram mais dois golos (passaram de 45 para 47), mas sofreram mais dez (de 17 para 27).
2016-04-03
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O Sporting ficou pela primeira vez em branco nos jogos em casa esta época. Na verdade, o empate a zero com o Rio Ave foi o primeiro nulo ofensivo dos leões no seu estádio desde 26 de Fevereiro de 2015, quando ali empataram sem golos com o Wolfsburg, para a Liga Europa. Ao todo, foram 22 jogos sempre a marcar, que são um recorde deste novo estádio e a melhor série desde os 26 jogos com golos entre Janeiro de 1999 e Maio de 2000, ainda no estádio antigo.   Além de ser o primeiro zero ofensivo do Sporting em casa esta época, este foi também o primeiro jogo de campeonato em que o Rio Ave não marcou como visitante. Os vila-condenses tinham feito golos nas primeiras nove saídas, ainda que ganhando apenas uma: 3-0 em Paços de Ferreira. Pelo caminho, perderam marcando (1-3) com o Benfica na Luz e empataram (1-1) com o FC Porto no Dragão.   Para o Sporting, contudo, este foi o terceiro zero do campeonato, pois os leões já tinham ficado em branco nas visitas ao Boavista (0-0) e ao U. Madeira (1-0). Ao mesmo tempo, porém, também foi o primeiro jogo sem sofrer golos em casa desde a visita do FC Porto, a 2 de Janeiro. Nesse jogo, os leões venceram por 2-0.   Estranhamente, os leões perderam mais pontos em casa neste campeonato – seis, resultantes de três empates com Paços de Ferreira, Tondela e Rio Ave – do que fora, onde só deixaram cinco, fruto do empate com o Boavista e da derrota com o U. Madeira.   Ainda assim, apesar de ter perdido a liderança isolada na Liga – partilha-a agora com o Benfica – a equipa de Jorge Jesus ainda tem mais oito pontos do que na época passada à 21ª jornada (subiu de 44 para 52), detendo a melhor pontuação de qualquer formação leonina desde que a vitória vale três pontos (em 1995). Mesmo convertendo as regras para o modelo atual a pontuação das épocas anteriores, é preciso recuar a 1979/80 para ver um Sporting melhor: nessa época, em que acabou por ser campeão, tinha 17 vitórias, dois empates e duas derrotas à 21ª ronda.   William Carvalho foi substituído pela quarta vez nas últimas cinco jornadas da Liga. Na segunda volta só completou os 90 minutos por uma vez: nos 3-1 ao Paços de Ferreira, saindo duas ao intervalo e outra – agora – antes do último quarto-de-hora.   Depois dos seus cinco jogos sempre a marcar, que foram um recorde pessoal de sempre, Slimani vai com duas partidas seguidas em branco, algo que não lhe acontecia desde Dezembro, quando não marcou ao U. Madeira nem ao Paços de Ferreira (aqui, num jogo da Taça da Liga em que só entrou na última meia-hora). Se procurarmos dois jogos seguidos a titular do argelino sem marcar, teremos de recuar a Setembro, quando ficou a zeros frente a Nacional (1-0) e Boavista (0-0).   Cássio, guarda-redes do Rio Ave que tinha saído de Alvalade com quatro golos nas suas redes na época passada, voltou agora a deixar o estádio dos leões com a baliza virgem, sensação que já tinha experimentado em Janeiro de 2013, quando ali ganhou por 1-0 com o Paços de Ferreira.
2016-02-09
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Último Passe

O Sporting voltou a ceder pontos em Alvalade, empatando a zero com o Rio Ave, e deixou-se dessa forma apanhar pelo Benfica no topo da classificação da Liga. Foi, ao mesmo, tempo, um jogo igual mas também diferente daqueles que os leões vinham fazendo em casa. Igual porque a equipa leonina não consegue descolar e meter no campo as combinações ofensivas que em dada altura da época lhe permitiam desbaratar as defesas adversárias. Mas diferente porque desta vez Jesus não arriscou tanto – as duas primeiras trocas foram de jogadores por outros para a mesma posição – e, mesmo tendo errado um par de vezes atrás, a equipa leonina teve em Rui Patrício a garantia do zero nas suas redes. Os dois guarda-redes, aliás, foram os melhores em campo. É verdade que ao Sporting faltam alguns dos argumentos desequilibradores que em tantas alturas da época foram tão importantes. Faltou a fluidez pela esquerda que Jefferson costuma dar, faltou o critério de distribuição que William Carvalho assegurava quando estava bem, faltou o Slimani que é capaz de desbloquear jogos, faltou até Montero, estranhamente transferido quando a equipa ficou com um Gutierrez que tarda em mostrar serviço de forma convincente e para o lugar dele entrou Barcos, que está muito fora de ritmo competitivo e não se vê quando pode vir a ser útil. A primeira parte foi, por isso, jogada com intensidade mas sem grandes desequilíbrios, porque o Rio Ave ia sempre buscar a saída de bola leonina e matava um dos momentos do jogo em a equipa de Jesus é mais forte – a transição ofensiva. Rui Patrício, face a Kayembé, e Cássio, contra Adrien, Coates ou João Mário, asseguraram o zero ao intervalo, mas nem isso esmorecia o público que acorreu em massa a Alvalade. Afinal, o Sporting nem tem saído para o intervalo a ganhar assim com tanta frequência. Na segunda parte, talvez fatigada pelo facto de ter jogado para a Taça de Portugal na quinta-feira, o Rio Ave baixou linhas e remeteu-se à defesa do 0-0, o que acabou por conseguir fazer, mais uma vez fruto de dois fatores: um grande Cássio e, nessa fase, alguma falta de criatividade dos leões na frente. Depois de trocar Paulo Oliveira por Ruben Semedo, Jesus chamou Barcos para o lugar de Gutièrrez e só a 15’ do fim meteu mais gente na frente, chamando Gelson para a vaga de William. Não resultou, mesmo tendo o Sporting mudado processos e passado a cruzar muito de fora para as duas torres que tinha na frente. O momento presente é, por isso, de grande importância para o Sporting, que já viu anulada por completo a larga vantagem que chegou a ter sobre o Benfica e vê o rival a galgar barreira atrás de barreira com uma voracidade incrível. Os leões têm a vantagem de receber o rival em casa, mas a desvantagem de precisarem de inverter uma quebra evidente de resultados para chegarem ao dérbi em condições de o jogar com os olhos no título. 
2016-02-08
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Stats

Jorge Jesus ganhou onze dos quinze confrontos com Pedro Martins, atual treinador do Rio Ave. Dos 15 jogos entre ambos, Jesus esteve quase sempre no Benfica – a exceção foi o Rio Ave-Sporting da primeira volta – enquanto Martins andou entre o Marítimo e os vila-condenses. Curioso é que nas duas vezes que perdeu na Liga com Martins, Jesus acabou por ser campeão: 2-1 no Marítimo-Benfica na abertura de 2013/14 e 2-1 no Rio Ave-Benfica da época passada. Pedro Martins, por sua vez, vai em seis derrotas consecutivas em jogos contra o Sporting: 1-2 em Vila do Conde já esta época; 2-4 em Alvalade e 0-1 nos Arcos na anterior; 1-3 nos Barreiros e 2-3 com o Marítimo em Alvalade para a Liga de 2013/14, época em que também perdeu por 3-0 em Lisboa para a Taça da Liga. Até então, Martins até tinha saldo positivo contra os leões de Lisboa, com duas derrotas, dois empates e três vitórias, a última das quais a 10 de Fevereiro de 2013 – faz na quarta-feira três anos – por 1-0, graças a um golo do agora portista Suk.   - O Sporting deu avanço nos últimos três jogos em Alvalade. Começou a perder (até aos 0-2) contra o Sp. Braga – e acabou por vencer por 3-2. Repetiu contra o Tondela e virou de 0-1 para 2-1 antes de sofrer o 2-2 já perto do final. E voltou a ver o adversário adiantar-se no desafio contra a Académica, em que esteve a perder por 1-0 e acabou por vencer por 3-2.   - Além disso, o Sporting marcou golos nos últimos 22 jogos em casa, contando todas as competições. O último zero leonino em Alvalade aconteceu a 26 de Fevereiro do ano passado, contra os alemães do Wolfsburg. Para celebrarem um ano sempre a fazer golos no seu estádio, os leões terão de marcar agora ao Rio Ave e ainda a outra equipa alemã, o Leverkusen, e ao Boavista, que já forçou a equipa de Jesus a um zero no Bessa.   - O Rio Ave perdeu os últimos dois jogos que fez fora de casa, ambos com o Sp. Braga: 5-1 para a Liga e 1-0 na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal. Mas o antepenúltimo foi o empate a uma bola no Dragão com o FC Porto, que levou à demissão de Lopetegui.   - Zeegelaar, jogador do Sporting que, face à lesão de Jefferson, deve alinhar na lateral-esquerda, começou a época no Rio Ave, tendo alinhado na equipa que saiu derrotada frente ao Sporting no jogo da primeira volta.   - Tobias Figueiredo fez o seu jogo de estreia na Liga portuguesa contra o Rio Ave. Foi a 18 de Janeiro de 2015 que Marco Silva o lançou como titular na vitória dos leões por 4-2 contra os vila-condenses em Alvalade.   - O Sporting ganhou as últimas quatro partidas contra o Rio Ave e não perde desde Fevereiro de 2013, quando foi batido – de virada – em Vila do Conde por 2-1: marcaram Joãozinho (na própria baliza) e Ukra depois de Jeffrén ter adiantado os leões. Ainda assim, os vila-condenses têm um histórico recente neutro nas últimas deslocações ao reduto do leão: nos últimos três jogos ali realizados, perdeu um, ganhou outro e empatou o outro.
2016-02-08
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Último Passe

A noite atípica, com os três grandes a jogar ao mesmo tempo durante uma meia-hora, veio fazer mais do que chamar a atenção para uma peculiaridade de calendário raramente vista na Liga em Portugal. Um Marítimo demasiado macio e um V. Setúbal demasiado aberto não fizeram sequer cócegas a Benfica e Sporting, que os despacharam com goleadas de 6-0 construídas desde muito cedo, pelo que a história da noite só podia chegar do Dragão, onde o FC Porto não foi capaz de vencer um Rio Ave taticamente muito adulto, desde logo confirmando os leões como campeões de Inverno: os quatro pontos que levam de avanço sobre a agora dupla de perseguidores deixam-nos ao abrigo de qualquer contratempo na última jornada da primeira volta, no domingo, em casa contra o Sp. Braga. Não vi – ninguém pode ter visto – os três jogos. Fui vendo um pouco de cada, até dois deles estarem resolvidos, permitindo centrar atenções no Dragão. Na Luz, depois de um início algo dividido, o Benfica aproveitou a macieza de um Marítimo que até é campeão das expulsões mas cometeu apenas três faltas durante a primeira parte para construir desde cedo um resultado folgado. Até ao momento em que virei antena, destaque para Pizzi, pelo oportunismo de chegada à área, e Carcela, por ser o desequilibrador que em alguns jogos faltou à equipa de Rui Vitória. Em Setúbal, o Vitória foi, pelo menos, igual a si próprio: futebol positivo, aberto, por isso mesmo sujeito a sofrer golos. Em suma, um convite à maior dinâmica atacante do Sporting, que arrancou uma grande exibição, fazendo brilhar Bruno César com dois golos na estreia e permitindo a Slimani somar mais dois à sua conta pessoal. Complicada foi a vida do FC Porto. O empate ao intervalo, fruto de um golo afortunado para o Rio Ave, até era lisonjeiro para os visitantes, mas o que a equipa remendada de Pedro Martins conseguiu fazer na segunda parte, tanto do ponto de vista defensivo como nas saídas para o contra-ataque, mostra trabalho de muita qualidade. E, como é evidente, enfatiza as dificuldades de Julen Lopetegui no comando do FC Porto. O treinador basco terá ido ao limite da sua visão do que é o risco, acabando o jogo com três defesas e com Aboubakar e André Silva em simultâneo no ataque (ainda que para tal tenha sacrificado Corona e Layun, que são armas ofensivas de peso), mas é preciso dizer que o problema não esteve nas substituições. Os lenços brancos nas bancadas deveram-se ao resultado e ao facto de a equipa ter somado aos pecados habituais – acima de todos a falta de presença no corredor central – muita ansiedade, que se revelou em vários passes transviados logo no início da construção. Para os dragões, o importante agora é tranquilizar: e aí esteve bem o treinador, ao dizer no final que se sente com força para continuar à frente da equipa mas que a decisão cabe ao presidente. O problema é que, numa Liga com jogos ao domingo e à quarta-feira, não há tempo para terapias muito demoradas. Os dragões precisam de responder já no domingo, no Bessa.
2016-01-06
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Stats

O FC Porto enfrenta a receção ao Rio Ave após duas derrotas consecutivas: 1-3 frente ao Marítimo, em casa, na Taça da Liga, e 0-2 com o Sporting, em Alvalade, para o campeonato. É uma situação invulgar, a pedir reação, e por isso mesmo têm clamado os adeptos azuis-e-brancos. É que os dragões não perdiam dois jogos seguidos desde Novembro e Dezembro de 2012, quando foram sucessivamente batidos por Sp. Braga (1-2, para a Taça de Portugal) e Paris St. Germain (1-2, para a Champions). Para se encontrarem três derrotas seguidas do FC Porto é preciso recuar até Outubro e Novembro de 2008, quando a equipa que era comandada por Jesualdo Ferreira foi sucessivamente batida por Dynamo Kiev (0-1), Leixões (2-3) e Naval (0-1). O que é curioso é que, mesmo assim, essa equipa do FC Porto acabou por se sagrar campeã nacional, com quatro pontos de avanço sobre o segundo, que foi o Sporting. À altura da terceira derrota, os dragões seguiam em sétimo, a cinco pontos do líder, que era o Leixões. Apesar de não ser uma situação tão grave, a equipa portista não conseguiu inverter a situação na última vez que passou três jogos seguidos sem ganhar. Tal sucedeu-lhe pela última vez numa sequência de três empates em Setembro de 2014: 0-0 com o Boavista, 1-1 com o Sporting e 2-2 com o Shakthar Donetsk. O FC Porto saiu do segundo destes empates em segundo lugar na Liga, a quatro pontos do líder, que era o Benfica, e acabou a prova nesse mesmo segundo lugar, a três pontos de distância. Um dos aspetos que mais mudou nos últimos resultados do FC Porto foi a incapacidade para manter o zero nas suas balizas. Iker Casillas segue com quatro jornadas seguidas a sofrer golos na Liga, redundando nas vitórias por 2-1 frente a P. Ferreira e Nacional, nos 3-1 à Académica e na derrota por 2-0 com o Sporting em Alvalade. Para se perceber como a situação é invulgar, basta reparar que o FC Porto só tinha sofrido golos em três das onze primeiras jornadas ou que encaixou mais golos (cinco) nos últimos quatro jogos que nos onze primeiros (em que sofreu apenas quatro). Para se encontrar uma sequência de pelo menos quatro jogos seguidos do FC Porto a sofrer golos na Liga é preciso recuar até Outubro e Novembro de 2013, quando a equipa dirigida por Paulo Fonseca foi incapaz de manter o zero nas suas redes por cinco jogos consecutivos: 3-1 ao Arouca e ao Sporting, 1-1 com Belenenses e Nacional e 0-1 frente à Académica   - O Rio Ave, que só tinha perdido uma vez esta época até ao início de Novembro (1-2 contra o Sporting, em Setembro), já soma mais cinco derrotas desde essa altura: 3-2 com o Marítimo, 1-0 com o Moreirense, 3-1 com o V. Guimarães, 3-1 com o Benfica e 3-2 com o Tondela. É curioso que os vila-condenses tenham feito golos em cinco das seis derrotas da época. Aliás, o Rio Ave só ficou em branco uma vez em 20 jogos oficiais esta temporada, a derrota por 1-0 em Moreira de Cónegos.   - Este jogo será, por isso, o confronto entre um dos melhores ataques da Liga nos jogos fora e a melhor defesa na partidas em casa. O Rio Ave já fez 14 golos em deslocação, menos um que o V. Setúbal, que tem o melhor ataque da prova fora de casa. Mas o FC Porto só sofreu dois golos no Dragão, menos um que o Sporting, a segunda melhor defesa nas partidas em casa.   - Pedro Martins, o treinador do Rio Ave, perdeu os três jogos que fez contra Julen Lopetegui, todos na época passada. O FC Porto do basco impôs-se por 5-0 no Dragão e 3-1 em Vila do Conde nas partidas da Liga e ainda foi ganhar aos Arcos por 1-0 na Taça da Liga.   - Aliás, só por uma vez Pedro Martins viu uma equipa sua marcar um golo no Dragão, em jogos da Liga. E foi logo na primeira vez que lá foi, faz na terça-feira cinco anos: o FC Porto ganhou por 4-1 ao Marítimo do técnico feirense. Depois disso, Martins perdeu sempre no Dragão: 2-0 em 2011/12, 5-0 em 2012/13, 3-0 em 2013/14 (as três vezes com o Marítimo) e outra vez 5-0 em 2014/15 (já com o Rio Ave). A somar a estes jogos há mais uma visita, outra derrota, esta por 3-2, no jogo da Taça da Liga que ficou célebre pelo atraso com que se jogou.   - Martins já ganhou uma vez ao FC Porto em 12 jogos: foi em 2013/14 que o seu Marítimo bateu os dragões por 1-0, mas nos Barreiros.   - Danilo Pereira, médio internacional do FC Porto, foi lançado na Liga por Pedro Martins, quando este dirigia o Marítimo. Aconteceu a 18 de Agosto de 2013, numa vitória dos insulares sobre o Benfica, por 2-1.   - Pedro Moreira pode completar o 50º jogo com a camisola do Rio Ave, depois de ter chegado a Vila do Conde emprestado pelo FC Porto, na época passada. Dos 49 que já fez, 32 foram na Liga portuguesa, sete na Liga Europa, seis na Taça de Portugal, três na Taça da Liga e um na Supertaça.   - Cássio, guarda-redes do Rio Ave, estreou-se na Liga a jogar contra o FC Porto, lançado por Paulo Sérgio a 26 de Setembro de 2008, numa derrota do Paços de Ferreira no Dragão, por 2-0. Também Roderick se estreou na Liga a perder no Dragão, encaixando cinco golos sem resposta com a camisola do Benfica, a 7 de Novembro de 2010 – lançou-o Jorge Jesus. Por fim, Guedes, avançado dos vila-condenses, também chegou à Liga pela porta do Dragão, lançado por Luís Castro numa derrota do Penafiel por 3-1, a 17 de Dezembro de 2005.   - André Vilas Boas, uma das referências do Rio Ave, foi campeão pelo FC Porto, em 2003/04. José Mourinho deu-lhe um minuto nesse campeonato, depois de o mandar de volta para a equipa B e de o devolver ao Rio Ave.   - O FC Porto ganhou os derradeiros sete jogos que fez contra o Rio Ave (e 16 dos últimos 17). Nas últimas 20 vezes que os dois clubes se defrontaram, o máximo que os vila-condenses conseguiram foram três empates: 2-2 em Setembro de 2012, 0-0 em Setembro de 2008 e em Janeiro de 2006. De resto, o Rio Ave só pontuou uma vez no Dragão, num empate a uma bola que faz 11 anos na próxima terça-feira. Ao todo, soma ali três empates e uma vitória, mas as ocasiões anteriores em que voltou do Porto com pontos tinham sido na sequência de jogos nas Antas.   - As últimas três visitas do Rio Ave ao Dragão foram resolvidas de forma clara: 4-0 em 2012/13, 3-0 em 2013/14 e 5-0 em 2014/15. O último golo do Rio Ave neste estádio foi obtido por Braga, numa derrota por 2-1, em Fevereiro de 2013. Jackson tem sido o goleador mais frequente do FC Porto neste confronto, tendo obtido quatro golos nos últimos quatro jogos. Dos que ainda estão no FC Poto, só Tello e Varela marcaram na receção ao Rio Ave, ainda que Maicon e Aboubakar o tenham feito em Vila do Conde.   - Será o 11º jogo em que Rui Costa apita o FC Porto na Liga, sendo que os Dragões nunca perderam com ele. O pior que lhes aconteceu foi ceder dois empates, frente ao P. Ferreira em 2009/10 e ao Belenenses em 2014/15. Com ele, o Rio Ave perdeu sete vezes (em 15 jogos), duas delas na Luz, contra o Benfica.
2016-01-05
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As três equipas que ainda não tinham tido penaltis a seu favor na Liga tiveram todas um nesta jornada: o U. Madeira converteu o seu na baliza da Académica, o Nacional fez o mesmo contra o Arouca, mas o Rio Ave falhou o seu primeiro penalti do campeonato, contra o Tondela. A partir de agora, já todas as equipas tiveram pelo menos um penalti a favor, sendo que ainda há duas sem qualquer grande penalidade contra: V. Guimarães e Benfica.   - Ainda acerca de penaltis, Bruno Moreira fez, de grande penalidade, o primeiro golo do Paços de Ferreira no empate a duas bolas frente ao Belenenses. Foi o sétimo penalti desta Liga a favor dos pacenses, que desta forma igualaram o Sporting na condição de equipa com mais remates dos onze metros a seu favor na competição. Aliás, o Paços de Ferreira vai com três jornadas seguidas a ter pelo menos um penalti a seu favor.   - Ao vencer o U. Madeira por 3-1, a Académica obteve a segunda vitória consecutiva em casa, pois já tinha ganho ao Belenenses por 4-3 na 13ª jornada. A última vez que a Académica tinha ganho duas vezes seguidas em casa tinha sido em Janeiro de 2014, quando bateu consecutivamente o P. Ferreira (4-2) e o Gil Vicente (1-0). João Real e Ivanildo, que fizeram golos na sequência presente, também já os tinham feito na de 2014.   - Fernando Alexandre, em contrapartida, marcou nos dois últimos jogos da Académica em Coimbra: fez o quarto nos 4-3 ao Belenenses e o segundo nos 3-1 ao U. Madeira.   - O central Paulo Monteiro fez o primeiro golo na Liga, na transformação de um penalti (o tal que foi o primeiro da equipa de Norton de Matos no campeonato). Mas já foi o seu quarto golo desta época, pois tinha obtido um hat-trick no jogo da Taça de Portugal contra o Sertanense, que o U. Madeira venceu por 5-1. Todos os seus golos foram de penalti.   - O Moreirense ganhou pela primeira vez na história no terreno do Boavista e fê-lo logo por 3-0. Foi a terceira vitória consecutiva dos cónegos em todas as competições, depois de terem ganho ao Nacional (2-0, para a Liga) e ao Oriental (4-2, para a Taça da Liga), algo que a equipa não conseguia desde Agosto de 2013, quando ainda estava na II Liga e venceu sucessivamente Ac. Viseu, Sp. Covilhã e Chaves.   - Rafael Martins, do Moreirense, vai com quatro jogos seguidos sempre a marcar golos: fez o golo ao Sporting na derrota por 3-1 em Alvalade, depois bisou nos 2-0 ao Nacional e nos 4-2 ao Oriental e agora fez o segundo nos 3-0 ao Boavista. Melhorou a sua melhor sequência desta época, que era de três jogos sempre a marcar (Tondela, Aves e V. Setúbal) e igualou a melhor desde que está em Portugal, quando festejou sucessivamente contra Nacional, Académica, Benfica e Olhanense, em Abril e Maio de 2014. Esta sequência, porém, tem uma particularidade: é que pelo meio o brasileiro não jogou frente ao Sp. Braga.   - Os 3-0 encaixados contra o Moreirense representam a derrota mais alargada do Boavista em casa desde uns 4-1 que sofreram do Vizela, em Março de 2014, no Campeonato Nacional de Seniores. Na I Liga, o Boavista não perdia em casa por três ou mais golos desde Outubro de 2006, quando o Nacional ali venceu por 4-0.   - Ao empatar com o Arouca, em casa (2-2), o Nacional somou o sexto jogo seguido sem vitória, contando todas as competições. A equipa de Manuel Machado iguala assim a série negra de Março e Abril do ano passado, quando somou três empates e três derrotas contra Sporting (duas vezes), Benfica, FC Porto, Académica e Rio Ave. Desta vez, após a vitória contra o Marítimo (3-1, em finais de Novembro), também tem três empates e três derrotas, ante FC Porto, Benfica, Estoril, Aves, Moreirense e Arouca.   - O empate na Choupana confirma que o Arouca gosta mesmo de dividir os pontos: foi o oitavo em 15 jornadas para a equipa orientada por Lito Vidigal. Na últimas cinco jornadas, porém, os jogos dos arouquenses têm descoberto os golos, pois em todas elas se verificou que ambas as equipas marcaram.   - Zequinha, que fez o primeiro golo do Arouca na Choupana, ainda não tinha marcado esta época. O seu último golo na Liga já tinha sido na Madeira, a 6 de Abril de 2015, e também tinha valido um empate, mas ao V. Setúbal (que representava nessa altura) num jogo frente ao Marítimo.   - O empate frente ao Estoril valeu mais uma expulsão ao Marítimo. Desta vez foi Ruben Ferreira, a ver o segundo amarelo já em período de compensações. Foi a 12ª expulsão dos verde-rubros em 15 jornadas da Liga, o que transforma este parcial no total de expulsões mais elevado da história do Marítimo na I Liga. E ainda falta mais de meio campeonato.   - Leo Bonatini fez o golo que valeu ao Estoril o empate nos Barreiros contra o Marítimo. O avançado brasileiro marcou os últimos quatro golos dos canarinhos, todos os que a equipa fez desde o início de Dezembro. O último além dele a marcar um golo pelo Estoril foi Dieguinho, na vitória por 1-0 frente ao Caldas, na Taça de Portugal, a 22 de Novembro. Na Liga, então, ninguém a não ser Bonatini faz um golo pelo Estoril desde que Afonso Taira obteve o tento do empate (2-2) frente ao Rio Ave, a 24 de Outubro.   - O empate significou para o Estoril a continuação da série negra de jogos sem vitórias na Liga. São já nove, desde a vitória sobre o U. Madeira (2-1) em casa, a 27 de Setembro. O Estoril igualou assim a pior série da época passada, que foi de precisamente nove jogos da Liga sem ganhar entre um 1-0 ao Arouca (a 25 de Janeiro) e um 1-0 ao Paços de Ferreira (a 13 de Abril). Pelo caminho, José Couceiro saiu e cedeu o lugar a Fabiano Soares, o atual treinador.   - O golo de Suk ao Sp. Braga significa que esta já é a época mais produtiva do coreano do V. Setúbal. Ao todo, contabilizando todas as competições, Suk soma já onze concretizações (nove na Liga e duas na Taça de Portugal), batendo os seus próprios registos de 2014/15 quando, entre Nacional e V. Setúbal, acabou a temporada com dez (seis na Liga, três na Taça de Portugal e um na Taça da Liga).   - O bracarense Marcelo Goiano, que garantiu o empate do Sp. Braga em Setúbal, fez o seu primeiro golo na Liga. Já tinha marcado pelo Sp. Braga, mas sempre na Taça de Portugal: ao Alcains na época passada e ao Sporting esta época. Antes disso, pelo Feirense, também tinha um golo pelo Feirense, mas ao Fafe, também na Taça de Portugal.   - Carlos Martins voltou a ser expulso, no empate do Belenenses em Paços de Ferreira, o que já não lhe acontecia desde 8 de Fevereiro do ano passado, quando o Belenenses perdeu em Guimarães, por 1-0. Foi a terceira expulsão do médio desde que regressou de Espanha, para jogar no Benfica, e em nenhum desses jogos a sua equipa ganhou.   - Ukra falhou o primeiro penalti do Rio Ave nesta Liga e o primeiro de que os vila-condenses beneficiam desde 21 de Março. Nessa altura, o mesmo Ukra fez golo ao Benfica, contribuindo para uma vitória por 2-1 dos verde-e-brancos.        
2016-01-04
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Jonas voltou a ser decisivo num jogo do Benfica, com dois golos e uma assistência. Ao todo, o avançado brasileiro já leva 13 golos e seis passes decisivos em 14 jornadas da Liga. É o melhor marcador e está a um passe dos melhores assistentes. E já marcou e assistiu em cinco vitórias do Benfica: Belenenses (6-0), Tondela (4-0), Académica (3-0), V. Setúbal (4-2) e Rio Ave (3-1).   - Este foi ainda o quinto bis de Jonas nesta edição da Liga. Já tinha marcado dois golos no mesmo jogo a Estoril (4-0), Belenenses (6-0), Paços de Ferreira (3-0) e Académica (3-0). Pela primeira vez nesses jogos, os golos de Jonas foram decisivos para a conquista dos pontos. Com 14 golos já marcados em todas as competições, esta é a época mais forte de Jonas antes do Natal desde que chegou à Europa.   - O segundo golo de Jonas no jogo, a desbloquear o empate, foi o golo nº 5500 do Benfica em toda a história da Liga. Ao todo, os encarnados já fizeram 5501 golos, contra 5056 do segundo ataque mais realizador, que é o do FC Porto.   - Jiménez fez o segundo golo pelo Benfica na Liga, pela segunda vez depois de sair do banco: isso já tinha acontecido nos 3-2 ao Moreirense. Ao todo, o mexicano leva quatro golos, dois deles como titular, na deslocação a Astana, para a Liga dos Campeões (2-2).   - Bressan marcou o quinto golo na Liga, o terceiro numa deslocação, depois de já ter estado na folha dos marcadores no empate no Restelo com o Belenenses (3-3) e na derrota em Guimarães (1-3). Foi o primeiro que fez de livre direto esta época, mas o segundo dos vila-condenses, que já tinham marcado assim na vitória por 3-0 em Paços de Ferreira, através de Edimar.   - Em contrapartida este foi o primeiro golo sofrido pelo Benfica de livre direto esta época e o primeiro que Júlio César sofre nestas condições desde que chegou à Luz. O último golo sofrido pelo Benfica de livre tinha sido a 13 de Março de 2014, marcado a Oblak por Eriksen (Tottenham). O Benfica também ganhou esse jogo por 3-1.   - O golo de Bressan foi o último do Rio Ave na Luz desde um marcado por Tarantini, a 30 de Março de 2013. Nessa altura, o golo reduzia o placar para 4-1 e o Rio Ave acabou por perder esse jogo por 6-1.   - Mesmo marcando na Luz, o Rio Ave perdeu o título de melhor ataque da Liga nos jogos fora. Soma agora 14 golos, menos um que o V. Setúbal, que fez três golos em Tondela. Ainda assim, o Rio Ave continua a manter o pleno: marcou nos 10 jogos (de todas as competições) que fez fora de casa esta época e não fica em branco numa deslocação desde os 0-4 frente ao Marítimo, na penúltima jornada da Liga anterior, a 17 de Maio.   - Samaris foi substituído ao intervalo pela terceira vez desde que está no Benfica. As anteriores tinham acontecido frente ao Rio Ave, na Luz, e contra o Arouca, fora de casa, na época passada. Também nesses jogos o Benfica inverteu resultados negativos: de 0-0 para 1-0 contra o Rio Ave e de 0-1 para 3-1 ante o Arouca. Além disso, Samaris saiu uma vez aos 35 minutos, num jogo em casa contra o Moreirense. E também aí o Benfica passou de 0-1 para 3-1.   - A razão para a substituição neste jogo com o Rio Ave terá tido muito a ver com o cartão amarelo que o jogador grego viu na primeira parte e que o afasta da deslocação a Guimarães, por ter sidoo quinto na Liga. Além desses cinco, Samaris viu ainda dois frente ao Sporting na Taça de Portugal e mais três na Liga dos Campeões.  Na época passada viu o 10º amarelo ao 22º jogo, a 26 de janeiro, frente ao Paços de Ferreira. Esta época chegou lá em 17 jogos.
2015-12-21
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Último Passe

O futebol imprevisível de Carcela e a inteligência de Jonas foram imprescindíveis para o Benfica conseguir dar a volta a uma equipa do Rio Ave que, mesmo optando sempre por um futebol positivo, soube fechar bem os espaços à frente da sua área, onde os encarnados mais procuram criar desequilíbrios. O jogo caminhava aceleradamente para um impasse no qual o Benfica tinha sempre mais bola e amplo domínio territorial mas não conseguia criar situações de golo quando Carcela desatou o nó, com um cruzamento de pé esquerdo na direita que Jonas transformou no 2-1, a 10 minutos do final. O jogo valeu sobretudo pela primeira parte. Golo madrugador do Benfica, obtido por Jonas, a dar o mote para o que costumam ser tardes facilitadas da equipa de Rui Vitória, sempre que se coloca cedo em vantagem; empate igualmente rápido do Rio Ave, num livre magistral de Bressan, a entrar no único local onde Júlio César não podia chegar. A coisa ficou por aí nos golos: o que se via era um Benfica forte na pressão defensiva mas com muitas dificuldades para criar situações de golo, porque a transição atacante não lhe estava a sair bem, mesmo tendo em conta que o Rio Ave jogava no campo todo, esticando o seu futebol com frequência até à área encarnada. A lesão de Heldon, à beira do intervalo, forçou Pedro Martins a trocá-lo por Kayembé, na teoria mais explosivo mas na prática muito menos incisivo e, seja por isso, por um maior recato estratégico dos vila-condenses ou por causa da entrada de Fejsa, mais certo defensivamente que Samaris, a verdade é que o Rio Ave apareceu na segunda parte muito menos atacante. Os segundos 45 minutos foram assim passados quase por inteiro no meio-campo do Rio Ave. Contudo, o Benfica sofria para criar situações de golo. Tentava muito de longe mas raramente conseguia libertar os seus finalizadores na área. A chave do jogo quem a tinha era Carcela, o extremo de futebol imprevisível que já começa a justificar a chamada ao onze titular e que, depois de render Gonçalo Guedes, permitiu a Jonas desbloquear o resultado com um cruzamento de morte. Dois minutos depois, o goleador brasileiro confirmou o estatuto de jogador mais influente do Benfica e juntou aos seus dois golos mais uma assistência, para Jiménez acabar com a discussão e fixar o 3-1 final. Rui Vitória terá respirado de alívio com mais três pontos conseguidos sem Gaitán, mas leva para a pausa de Natal a noção de que no regresso não será só o argentino a forçar a entrada no onze: Carcela está com ele.
2015-12-20
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Stats

O Benfica-Rio Ave é um daqueles jogos que cheira a golos. Porque, além de ter o melhor ataque da Liga, com 31 tentos obtidos, o Benfica é a equipa que mais golos fez no seu estádio: 21. E do outro lado está o Rio Ave, que tem o melhor ataque da Liga na condição de visitante, com 13 golos, tantos como o FC Porto. Para o Benfica, fazer golos neste jogo é primordial, fundamentalmente porque precisará de pelo menos um para ganhar e somar três pontos, mas também para evitar um quinto zero ofensivo nesta Liga. É que a equipa de Rui Vitória já ficou em branco contra Arouca (0-1), FC Porto (0-1), Sporting (0-3) e U. Madeira (0-0). Marcar ao Rio Ave servirá para evitar um quinto jogo sem golos no mesmo campeonato, algo que os encarnados não conhecem desde 2008/09, antes da chegada de Jorge Jesus à Luz. Como a equipa vem precisamente de um nulo contra o U. Madeira na Choupana torna-se igualmente importante marcar para evitar um segundo jogo seguido a zeros, o que não lhe acontece desde Fevereiro de 2012, quando perdeu com o V. Guimarães no Minho (0-1) e empatou com a Académica em Coimbra (0-0). Do outro lado, o Rio Ave também confiará mais na capacidade para fazer golos do que para os evitar. É que o Benfica marcou golos ao Rio Ave nos últimos 14 jogos entre ambos na Luz, não ficando em branco desde um empate a zero em Maio de 1997, eram Manuel José e Carlos Brito os treinadores das duas equipas. Além disso, o Rio Ave possui o melhor ataque da Liga em jogos fora de casa, com 13 golos marcados, tantos como o FC Porto e mais um que Sporting e V. Setúbal. Os vila-condenses marcaram em todos os jogos que fizeram na condição de visitantes, tendo-o feito por três vezes em Paços de Ferreira (3-0) e no Restelo contra o Belenenses (3-3). A última deslocação em que o Rio Ave ficou em branco já data de Maio: um 4-0 encaixado na visita ao Marítimo.   - Pedro Martins já ganhou três vezes ao Benfica, uma delas na Taça de Portugal, ainda ao serviço do Marítimo, mas nunca conseguiu sequer arrancar um ponto no Estádio da Luz, onde soma por derrotas os sete jogos efetuados e não marca um golo há pouco mais de três anos: desde que Rodrigo António abriu o marcador num desaire por 4-1, a 15 de Dezembro de 2012.   - Além disso, só por uma vez uma equipa de Pedro Martins ganhou a uma equipa de Rui Vitória na condição de visitante. Foi em Janeiro de 2012, em partida da Taça da Liga, que o Marítimo venceu em Guimarães por 2-0, com golos de Tchô e Danilo Dias.   -Os benfiquistas Ederson e Sílvio já jogaram no Rio Ave. O lateral até se estreou na Liga pelos vila-condenses, num jogo contra o Benfica: foi lançado por João Eusébio no empate (1-1) no Estádio dos Arcos, a 24 de Agosto de 2009. Do lado do Rio Ave também está um ex-benfiquista: Roderick foi formado nos encarnados e por lá esteve até 2013.   - Talisca, auto do golo da vitória do Benfica sobre o Rio Ave na Luz, na época passada (1-0), fez o primeiro jogo oficial pelos encarnados contra o adversário de Vila do Conde, no empate a zero que o Benfica transformou em vitória no desempate por grandes penalidades, ganhando a Supertaça de 2014/15.   - Do outro lado, o avançado Yazalde também se estreou com a camisola do Rio Ave – e na Liga, após chegar a meio da época do Varzim – contra o Benfica. Foi a 3 de Janeiro de 2009 que Carlos Brito lh deu o primeiro jogo, uma derrota com os encarnados na Luz, por 1-0.   - O Rio Ave também não pontua na Luz desde Novembro de 2005, quando ali foi empatar a dois golos, estando mesmo a ganhar até cinco minutos do final, quando Petit fez o tento da igualdade para os encarnados. De resto, nunca os vila-condenses ali ganharam ao Benfica, ainda que já o tenham feito por quatro vezes no seu estádio: em 1981, 1997, 2005 e 2015. Em três desses campeonatos, o Benfica acabou por sagrar-se campeão.   - Os dois jogos do Benfica na Liga apitados por Manuel Oliveira, ambos na época passada, acabaram com o mesmo resultado: vitória dos encarnados por 3-0, frente a Belenenses e V. Setúbal. Por sua vez, o Rio Ave nunca ganhou em este árbitro, que não apanha desde uma derrota em casa com o Gil Vicente (0-1); em 2013/14. A registar que quatro dos cinco jogos apitados por este árbitro no presente campeonato acabaram empatados.
2015-12-19
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Marcaram-se 40 golos nos nove jogos da 13ª jornada da Liga, o melhor parcial desde Maio de 2002. A última jornada em que se fizeram mais golos do que nesta foi a 34ª e última da Liga que o Sporting ganhou, na qual se celebraram 43 tentos. Desde aí jogaram-se 423 jornadas, nenhuma com tantos golos como a atual.   - Os 116 jogos já efetuados na atual Liga produziram 288 golos, a uma média de 2,48 golos por jogo. A média é, ainda assim, ligeiramente inferior à da época passada, que acabou com 2,49 golos por partida realizada, mas bastante superior à de 2013/14, onde se fizeram apenas 2,37 tentos por jogo.   - Leo Bonatini fez, de penalti, ao Boavista, o 250º golo da atual Liga. O golo 200 tinha pertencido a Piojo, do Tondela; o 150º a Adrien Silva, do Sporting; o 100º a Heldon, do Rio Ave; e o 50º a Aboubakar, do FC Porto.   - O boavisteiro Inkoom juntou-se ao lote dos jogadores que já foram expulsos por duas vezes na atual Liga, uma vez que juntou o vermelho mostrado por Tiago Antunes na receção ao Estoril a outro exibido por Manuel Mota, no jogo em casa com o Paços de Ferreira. O recorde ainda pertence a Edgar Costa, do Marítimo, que foi expulso três vezes.   - O nigeriano Uche estreou-se a marcar pelo Boavista, quase um ano depois do seu último golo, que tinha sido obtido com a camisola do Lierse, frente ao Beveren, na Liga belga, a 24 de Janeiro.   - Bonatini marcou o sétimo golo na atual Liga e o primeiro de penalti, na primeira vez que o Estoril beneficiou de uma grande penalidade na prova (já tinha tido uma na Taça de Portugal e outra na Taça da Liga). Quer isso dizer que já só há três equipas sem um único penalti a favor no campeonato: U. Madeira, Rio Ave e Nacional. Por outro lado, V. Guimarães, Sp. Braga e Benfica são os únicos sem penaltis contra.   - O empate significou o oitavo jogo seguido do Boavista sem ganhar na Liga, desde a vitória em Coimbra, frente à Académica, por 2-0. É a mais longa série sem vitórias dos boavisteiros na Liga desde o início da época de 2007/08, quando só ganharam à 11ª jornada: 3-2 ao V. Guimarães, a 26 de Novembro de 2007   - Jogo de pesadelo para o cabo-verdiano Gegé em Vila do Conde, na derrota do Arouca frente ao Rio Ave (1-3). Abriu o marcador para o adversário num autogolo logo ao primeiro minuto e foi expulso por acumulação de amarelos à meia-hora. Gegé não via um vermelho desde Abril do ano passado, quando saiu mais cedo, também com duplo amarelo, de uma derrota do Marítimo frente ao Nacional.   - Ao sexto jogo oficial entre ambos – cinco para a Liga e um para a Taça de Portugal – esta foi a primeira vez que o Rio Ave conseguiu ganhar ao Arouca. Até aqui somava um empate e quatro derrotas, uma delas no prolongamento, que lhe ditou a eliminação da Taça de Portugal de 2012/13.   - Ao ganhar por 6-0 ao U. Madeira, o Paços de Ferreira igualou o Benfica (que tinha ganho pelo mesmo resultado ao Belenenses) como detentor da maior goleada deste campeonato. Como já tinham ganho por 7-1 à Naval, em jogo da Taça de Portugal, esta foi já a segunda vitória dos pacenses por seis golos de diferença esta época, mas a primeira na Liga desde que bateram o Salgueiros por 6-0 na Mata Real a 10 de Março de 2002. O U. Madeira não perdia por uma diferença tão grande desde 3 de Maio de 1992, quando foi goleado na Luz pelo Benfica pelos mesmos 6-0.   - Ao bisar nos 6-0 ao U. Madeira, Bruno Moreira, do Paços de Ferreira, marcou pela terceira jornada consecutiva, depois de já ter estado entre os goleadores pacenses na vitória frente ao Estoril (2-0) e na derrota contra o FC Porto (1-2). Na época passada até tinha marcado em quatro rondas consecutivas, entre a sexta e a nona, a Belenenses, Marítimo, Boavista e V. Setúbal.   - O guarda-redes Salin continuou a saga de expulsões do Marítimo, ao ver o vermelho na vitória dos madeirenses frente ao V. Guimarães. São já onze as expulsões maritimistas na Liga, o que é notável porque só se jogaram 13 jornadas. Na época passada, em toda a Liga, o Marítimo colecionou oito vermelhos. Não havia tantas expulsões num campeonato para a equipa verde-rubra desde 2010/11, mas nessa época foram precisas 30 jornadas para lá chegar.   - O Marítimo sofreu mais um golo de penalti e é também a equipa com mais grandes penalidades contra na Liga: cinco, tantas como a Académica. Sporting, Estoril, Boavista, Rio Ave e Nacional seguem-se com três.   - Mesmo assim, o Marítimo voltou a ganhar em Guimarães, onde já não se impunha para a Liga desde Maio de 2010. Nessa altura venceu por 2-1 e também teve o guarda-redes expulso: então foi o brasileiro Peçanha.   - Prossegue também a péssima campanha do estreante Tondela, que já vai no terceiro treinador mas não dá a volta à crise. Perdeu em casa com o Sp. Braga e manteve os cinco pontos em 13 jogos. Só houve duas equipas igualmente más ao fim de 13 rondas neste século e ambas acabaram a Liga em último lugar: a Naval de 2010/11 e a U. Leiria em 2007/08. Ninguém se salva da descida com tão poucos pontos à 13ª jornada desde o Rio Ave em 1996/97: tinha dois pontos à 13ª jornada e acabou a época em 15º lugar, dois pontos acima da linha de água.   - A vitória em Tondela (1-0) foi também o sétimo jogo do Sp. Braga com a baliza a zeros na últimas oito jornadas. Desde que ganhou ao Marítimo por 5-1, a 21 de Setembro, a equipa de Paulo Fonseca só sofreu golos num jogo da Liga: a derrota em casa com o Benfica, por 2-0.   - Prossegue, ao contrário, a catástrofe defensiva do Belenenses. A derrota (4-3) em Coimbra quer dizer que os azuis continuam como equipa mais batida da Liga, com 30 golos encaixados em 13 jornadas. Não havia uma defesa tão goelada em 13 semanas desde o Paços de Ferreira de 2011/12, que chegou à 13ª jornada com os mesmos 30 golos sofridos. É o pior registo dos azuis em 65 anos: em 1950/51 sofreram 35 golos nas primeiras 13 jornadas da Liga, mas acertaram e só deixaram entrar mais 13 nas 13 jornadas seguintes.
2015-12-15
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- Ao vencer o Marítimo por 3-1, o Nacional completou o oitavo dérbi do Funchal consecutivo sem derrota: quatro vitórias e três empates contra o Marítimo e uma vitória frente ao U. Madeira. A última derrota dos alvi-negros contra uma equipa da Madeira faz três anos na próxima semana: foi a 9 de Dezembro de 2012, nos Barreiros, contra o Marítimo (2-0, golos de Fidelis e Sami).   - Esse jogo foi também o último que o Marítimo ganhou contra outra equipa da Madeira. Desde então, três empates e quatro derrotas contra o Nacional e ainda uma derrota com o U. Madeira. Na Choupana, então, o Marítimo já não ganha desde Novembro de 2007 – há oito anos. A última vez que ali venceu foi por 2-0, com golos de Makukula e Wênio.   - O Nacional alargou para 17 jogos a série de imbatibilidade caseira que já é a mais longa da sua história em épocas nas quais joga a I Liga. A última vez que a equipa de Manuel Machado perdeu em casa foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto, voltaram a passar por lá os leões e o FC Porto, mas ambos empataram. Dos 17 jogos da corrente série, o Nacional ganhou onze e empatou seis.   - O dérbi da Madeira ficou marcado por mais duas expulsões do Marítimo. Desta vez foram Raul Silva e Edgar Costa, a elevar para dez o total de vermelhos a jogadores do Marítimo, em onze jornadas. O central viu o segundo vermelho na Liga, enquanto que o extremo já vai no terceiro. Na época passada, dois jogadores viram três vermelhos na Liga, mas o boavisteiro Philipe Sampaio só lá chegou à 29ª jornada e o penafidelense Tony à 15ª.   - Wyllian, autor do terceiro golo do Nacional, não fazia um golo há um ano. O último tinha sido a 8 de Dezembro de 2014 e também tinha sido marcado ao Marítimo, na altura contribuindo para uma vitória por 3-0.   - Arnold Issoko, autor dos dois golos do V. Setúbal frente ao U. Madeira, marca sempre aos pares. Já tinha bisado no Bonfim, contra o V. Guimarães, em Setembro, mas também nessa altura os sadinos tinham empatado o jogo a duas bolas. Este é, aliás, o quarto empate a dois golos do V. Setúbal na atual Liga, todos em casa – antes tinha acontecido contra Boavista, Rio Ave e V. Guimarães.   - Danilo Dias, autor de um dos golos do U. Madeira no empate em Setúbal, voltou a marcar na Liga portuguesa mais de dois anos depois do último tento – ainda que tenha passado parte desse tempo no Azerbaijão. É curioso que o último golo já tinha sido ao V. Setúbal, no Bonfim. Foi a 15 de Setembro de 2013 e ajudou o Marítimo a vencer ali por 4-2.   - A segunda vitória de Sérgio Conceição aos comandos do V. Guimarães surgiu como a primeira: em cima do minuto 90. Antes, tinha sido um golo de Ricardo Valente a dar o 1-0 em Paços de Ferreira; agora foi Cafu quem garantiu o 2-1 sobre o Boavista, no Bessa. Os dois jogos deram duas vitórias seguidas fora de casa, algo que o V. Guimarães já não conseguia desde Outubro e Novembro do ano passado, quando ganhou consecutivamente em Setúbal e Arouca.   - O V. Guimarães voltou a ganhar no Bessa 17 anos depois do último sucesso para a Liga, que tinha sido em Março de 1998, por 1-0 (marcou Riva). Desde então, porém, tinha ali ganho por 2-0 para a Taça de Portugal, em Novembro de 2008, com golos de Gregory e Fajardo.   - Petit deixou de ser o treinador do Boavista, tornando-se o quarto técnico a deixar o cargo na atual Liga. Antes dele, Armando Evangelista deu o lugar a Sérgio Conceição no V. Guimarães; José Viterbo foi substituído por Filipe Gouveia na Académica e Vítor Paneira abriu vaga para Rui Bento no Tondela.   - Ao décimo jogo, Gonçalo Paciência marcou o primeiro golo na Liga, ajudando a Académica a empatar em casa com o Arouca (1-1). O pai, Domingos, marcou na estreia, a 13 de Abril de 1988, numa vitória do FC Porto sobre O Elvas (4-0).   - O empate em Coimbra significa que o Arouca alonga para nove a série de jogos sem ganhar na Liga: todos, desde as vitórias nas duas primeiras jornadas, contra Moreirense e Benfica. Já igualou a pior série da história do clube na divisão principal, estabelecida em precisamente nove jogos sem ganhar, entre o sucesso contra o Nacional (1-0 na Choupana, a 15 de Setembro de 2013) e outro no terreno do Gil Vicente (3-0, a 22 de Dezembro).   - Iuri Medeiros garantiu a vitória do Moreirense em Vila do Conde, contra o Rio Ave (1-0). Vai com dois jogos seguidos a marcar, pois já tinha sido ele a abrir o ativo contra o Paços de Ferreira (2-0), na jornada anterior. Medeiros não fazia golos em jogos seguidos desde Abril e Maio do ano passado, quando, ainda no Sporting B, até marcou em três, a Marítimo B, FC Porto B e Benfica B.   - Depois de um início de época difícil, o Moreirense já vai com duas vitórias seguidas. A última vez que ganhara duas vezes seguidas na Liga tinha sido em Outubro e Novembro do ano passado, quando se impôs a Gil Vicente (2-0) e Marítimo (2-1).   - A derrota com o Moreirense significou o primeiro jogo do Rio Ave sem marcar golos esta época. Os vila-condenses tinham marcado sempre nas dez jornadas anteriores, bem como nos dois desafios da Taça de Portugal, e eram a única equipa da Liga a poder gabar-se de nunca ter ficado em branco.   - Mais um golo do jovem Diogo Jota, que começa a ser talismã do Paços de Ferreira. O miúdo (18 anos) já tem nove golos pela equipa sénior dos pacenses, que quando ele marcou ganharam sempre: 4-0 ao Atl. Reguengos, 9-0 ao Riachense e 3-2 à Académica (aqui bisou) na época passada; 1-0 ao Boavista, 7-1 à Naval (outro bis), 2-0 ao Marítimo e agora 2-0 ao Estoril.
2015-11-30
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Kritciuk, guarda-redes do Sp. Braga, alargou frente ao Belenenses para 412 os minutos que leva sem sofrer golos na Liga. O último a marcar-lhe foi o maritimista Dyego Souza, a 21 de Setembro e, desde então, deixou em branco os ataques de V. Guimarães, Arouca, FC Porto e Belenenses. É a mais longa série de imbatibilidade em curso na atual Liga e a maior de um só guarda-redes na história do Sp. Braga desde que Eduardo esteve 586 minutos sem sofrer golos entre 5 de Dezembro de 2009 (autogolo de Moisés frente ao Leixões) e 8 de Fevereiro de 2010 (golo de Yontcha, do Belenenses).   - Luís Leal foi expulso pela primeira vez na Liga portuguesa, deixando o Belenenses com dez homens e à mercê do Sp. Braga, num jogo que confirma a tendência dos jogadores dos azuis para se fazerem expulsar no Minho: os dois últimos vermelhos para o Belenenses tinham sido em Guimarães (Carlos Martins, a 8 de Fevereiro) e Braga (Deyverson, a 7 de Janeiro).   - O Moreirense não foi além do empate em Coimbra, com a Académica, e continua sem vencer após nove jornadas de Liga. Nada de dramas, porém! Das sete equipas que chegaram à nona jornada sem vencer neste século, quase metade (três) escaparam à despromoção desportiva. Sucedeu com o Boavista em 2007/08 (acabou em nono, mas desceu administrativamente, fruto do processo Apito Final), com o Beira Mar (oitavo em 2000/01) e o Gil Vicente (14º, também em 2000/01).   - O V. Setúbal ficou pela primeira vez em branco na Liga frente ao Arouca, empatando a zero no Bonfim, o que faz com que a partir deste momento a única equipa a ter marcado golos em todas as jornadas seja o Rio Ave.   - Ganhando por 1-0 ao Nacional, o Rio Ave assegurou também que, além de ser a única equipa da Liga que marcou em todos os jogos, é a que mais vezes manteve a baliza a zeros: foram cinco desafios sem sofrer golos, tantos como Sp. Braga, Arouca e FC Porto.   - Zeegelaar fez o golo da vitória do Rio Ave frente ao Nacional e, pela primeira vez na sua carreira, marcou em dois jogos consecutivos, pois já tinha marcado no empate (2-2) frente ao Estoril, na oitava jornada. O Nacional já estava na história deste ala holandês, pois tinha sido aos alvi-negros do Funchal que marcara o único golo da sua carreira até ao início desta época.   - O Nacional perdeu os cinco jogos que fez fora da Choupana para a Liga esta época. É o pior arranque da equipa madeirense como visitante desde 2004/05, quando saiu derrotado das primeiras sete deslocações, ganhando apenas à oitava: 1-0 em Penafiel, com golo de Gouveia, atual treinador da Académica.   - Edgar Costa foi expulso no Bessa, frente ao Boavista, o que eleva para cinco o número de jogos consecutivos em que o Marítimo não consegue acabar com onze homens em campo. Antes tinham sido expulsos Tiago Rodrigues (com o Paços de Ferreira), Dirceu (Académica), Diallo (Tondela), Raul Silva e João Diogo (Sp. Braga). O Marítimo é ainda a equipa com mais homens expulsos na Liga: são sete vermelhos, pois a estes seis há que somar outro a Tiago Rodrigues, contra o Belenenses.   - Ricardo Valente fez o golo da vitória do V. Guimarães em Paços de Ferreira, marcando pelo segundo jogo consecutivo, pois estava ausente das escolhas de Sérgio Conceição desde a derrota (2-3) em Vila do Conde, na Taça da Liga, onde também marcara. A última vez que Valente tinha marcado em dois jogos seguidos foi em Maio, quando bisou nos 2-0 ao Estoril e depois fez um golo no empate (2-2) do V. Guimarães face ao Nacional.
2015-11-03
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A oitava jornada da Liga teve oito expulsões, recorde da competição esta época e marca mais vermelha desde a 24ª ronda da época passada, quando foram expulsos nove jogadores. Neste fim-de-semana tiveram ordem de expulsão Jota (Nacional), Renato Santos (Boavista), Tiago Rodrigues (Marítimo), Leo Bonatini (Estoril), Capela (Rio Ave), Moreno e Alex (ambos do V. Guimarães) e Dolly Menga (Tondela). Na 24ª jornada de 2014/15, jogada entre 6 e 9 de Março deste ano, tinham ido mais cedo para o duche Miguel Lourenço (V. Setúbal), Ebinho (Marítimo), Hugo Basto (Arouca), Nii Plange, Bernard e Sami (todos do V. Guimarães), Tobias (Sporting), Dani e Pedro Ribeiro (os dois do Penafiel).   - O empate do Nacional em casa com o Boavista (0-0) permitiu aos madeirenses alargar a mais longa série de jogos sem perder em casa em épocas nas quais estão na I Liga para 15 jogos. A última derrota do Nacional no seu estádio foi a 21 de Dezembro, com o Sporting, para a Liga (0-1) e entretanto já lá voltaram a passar os leões e o FC Porto, tendo ambos saído dali com empates.   - O Boavista voltou a ter um jogador expulso na Madeira. Desta vez foi Renato Santos, que viu o vermelho no empate a zero no terreno do Nacional. Na época passada Afonso Figueiredo tinha sido expulso no desaire (1-2) na Choupana, enquanto os 0-4 encaixados nos Barreiros contra o Marítimo tinham ficado pontuados pelos vermelhos a Beckeles, Philippe Sampaio e Mika.   - Tiago Rodrigues viu o segundo vermelho desta temporada, na derrota do Marítimo em casa ante o Paços de Ferreira, igualando o setubalense Fábio Pacheco como jogador mais vezes expulso na atual edição da Liga. Estranho no caso do médio do Marítimo, que já foi expulso tantas vezes neste início de época como no total dos jogos feitos em quatro temporadas de senior.   - O Paços de Ferreira conseguiu nos Barreiros a terceira vitória seguida depois da derrota na Luz com o Benfica, a 26 de Setembro. Ganhou em casa ao Nacional (3-1) e fora à Naval (7-1) e ao Marítimo (2-0). Está a um jogo de igualar a melhor série de vitórias consecutivas da época passada, fixada precisamente nesta altura: de 29 de Setembro a 25 de Outubro ganhou sucessivamente a Belenenses (2-0), Marítimo (3-2), Atlético Reguengos (4-0) e Boavista (2-1).   - Guedes, que fez o segundo golo do Rio Ave no empate (2-2) no Estoril, marcou pelo terceiro jogo consecutivo, depois de ter bisado na vitória frente ao V. Guimarães (3-2, na Taça da Liga) e de ter marcado também no sucesso contra o União (3-0, Taça de Portugal). Já igualou a melhor série da sua carreira, estabelecida em Fevereiro e Março deste ano, quando ao serviço do Penafiel fez golos sucessivamente a Marítimo, V. Setúbal e Moreirense.   - Tomané, do V. Guimarães, fez o primeiro golo na Liga portuguesa esta época, na qual já tinha marcado mas aos austríacos do Altach, na pré-eliminatória da Liga Europa. Marcou à Académica, o seu adversário predileto, uma vez que já tinha sido aos estudantes que tinha feito os dois golos anteriores na competição: um na vitória por 4-2 em Coimbra a 23 de Maio e outro no sucesso por 4-0 em Guimarães, a 17 de Janeiro.            - O Arouca não conseguiu ganhar ao Tondela (empatou a uma bola, em casa), mas alargou a corrente série de invencibilidade para seis jogos, depois da derrota frente ao FC Porto, a 12 de Setembro (1-3). Todos eles deram empate: U. Madeira (0-0), Belenenses (2-2), Sp. Braga (0-0), Varzim (0-0, na Taça da Liga, com vitória nos penaltis), Leixões (1-1, na Taça de Portugal, com sucesso no prolongamento) e agora Tondela (1-1). Para encontrar seis jogos seguidos do Arouca sem derrotas é preciso ir até Outubro e Novembro de 2012, na época em que subiu ao escalão principal. Nessa altura, entre Taça de Portugal e II Liga, foram sete jogos seguidos sem derrotas.   - André Claro voltou a marcar na vitória do V. Setúbal ante o Moreirense (2-0), fazendo o sexto golo da época. Esta já é a segunda melhor temporada de toda a sua carreira, igualando a de 2012/13, quando fez seis golos com a camisola do Arouca, na II Liga. Para encontrar melhor é preciso recuar até 2011/12, quando representou o Famalicão e marcou 11 vezes na II Divisão B. Mas mesmo aí só chegou ao sexto golo em Fevereiro.   - O golo de Tiago Caeiro, no último minuto do jogo com o U. Madeira, garantiu a quarta vitória seguida do Belenenses, depois dos sucessos contra Atlético (2-0, na Taça da Liga), Olhanense (1-0, na Taça de Portugal) e Basileia (2-1, na Liga Europa). Desde Outubro e Novembro do ano passado que os azuis não ganhavam tantas vezes seguidas. Na altura foram cinco vitórias, com Estoril (2-1), Ac. Viseu (2-0), Boavista (3-1), Moreirense (1-0) e Trofense (5-0).
2015-10-27
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- Dirceu, do Marítimo, foi o quinto jogador da equipa verde-rubra a ver um cartão vermelho na Liga, depois de Tiago Rodrigues (contra o Belenenses), João Diogo e Raul Silva (frente ao Sp. Braga) e Diallo (ante o Tondela). O Marítimo destaca-se, assim, do V. Setúbal como a equipa com mais expulsões na Liga (os sadinos têm três), somando já 152 minutos em inferioridade numérica na prova.   - Rui Pedro fez, de penalti, o golo que valeu a primeira vitória da Académica na Liga, à sétima jornada (1-0 ao Marítimo). Já na época passada o primeiro golo do médio gaiense tinha sido obtido frente aos insulares, mas na ocasião, à segunda jornada, a Académica perdeu por 2-1.   - Ao ganhar ao Marítimo, a Académica igualou o seu pior registo de sempre, pois já em 1943/44 obtivera a primeira vitória à sétima jornada, na ocasião frente ao V. Guimarães, por 3-2, depois de seis derrotas seguidas. Nessa época acabou a Liga em nono lugar (entre dez participantes), escapando à justa à despromoção.   - O V. Setúbal bateu o Estoril em casa por 1-0 e elevou a série de jogos sem derrota no Bonfim para cinco, desde a derrota frente ao FC Porto (0-2), a 3 de Maio. Já superou o melhor registo da época passada mas está ainda muito aquém do que estabeleceu entre Dezembro de 2013 e Setembro de 2014: na altura foram 15 jogos, entalados entre duas derrotas frente ao Benfica (0-2 e 0-5).   - Bruno Moreira, do Paços de Ferreira, fez golos nas duas balizas na vitória (3-1) frente ao Nacional: marcou dois pela sua equipa e um na própria baliza. É a segunda vez esta época que um jogador fez pelo menos um golo e um autogolo no mesmo jogo: já tinha sucedido a Gonçalo Brandão, do Belenenses, no empate (3-3) contra o Rio Ave, na jornada inaugural.   - Um dos golos do Paços de Ferreira nasceu de uma grande penalidade, a terceira assinalada contra o Nacional em sete jornadas da Liga. O Nacional igualou assim o Rio Ave como equipas que mais penaltis cometeram neste início de campeonato, com a vantagem para os insulares de terem visto um dos adversários falhar: Rabiola, da Académica, chutou ao poste.   - O Moreirense voltou a empatar, desta vez em Tondela (1-1), mas já é a única equipa da Liga que ainda não venceu, após sete jornadas. Nunca tal lhe tinha acontecido, em cinco épocas na I Liga.   - Romário Baldé, avançado emprestado pelo Benfica ao Tondela, fez ao Moreirense o primeiro golo como sénior: na época passada ficara em branco nos nove jogos que fez pelo Benfica B, da mesma forma que não tinha marcado nas primeiras duas partidas dos beirões.   - Segundo golo em partidas consecutivas para Bressan, do Rio Ave. Depois de ter feito o tento com que os vila-condenses bateram a Académica, por 1-0, repetiu agora a proeza no 1-0 ao Boavista. Bressan não marcava em jogos seguidos desde o final de 2011, quando era uma das figuras do Bate Borisov e fez golos em seis jornadas seguidas da Liga bielorussa.   - O Boavista só perdeu três jogos no campeonato e dois deles foram nos derradeiros instantes. Se agora viu Bressan marcar o golo da vitória do Rio Ave aos 90+4’, já tinha sido batido em casa pelo Paços de Ferreira, com um tento de Diogo Jota aos 89’.   - Ao empatar a zero com o Arouca na Pedreira, o Sp. Braga ficou pela terceira vez em branco esta época (0-1 no Estoril e com o Rio Ave em Vila do Conde), mas foi a primeira vez que tal lhe aconteceu nos jogos em casa, onde tinha feito onze golos em três partidas. Foram sete jogos sempre a marcar desde o empate (0-0) com a Académica, em Março. Foi igualada mas não ultrapassada a melhor série da época passada.
2015-10-05
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- Slimani construiu em Portugal uma reputação de cabeceador, mas o golo de ontem, ao Rio Ave, foi o primeiro que fez de cabeça esta época, pois à Académica e ao CSKA Moscovo tinha marcado de pé esquerdo. O último golo de cabeça de Slimani no Sporting sucedera a 19 de Abril e valera uma vitória (2-1) frente ao Boavista. Depois disso ainda fez mais dois golos ao Sp. Braga.   - A vitória do Sporting em Vila do Conde foi a quarta seguida fora de casa em jogos da Liga (Rio Ave, Tondela, Académica e, de novo, Rio Ave). A série, que se iniciou após o empate (1-1) no Estoril, é partilhada por Marco Silva e Jorge Jesus e iguala as melhores do próprio Marco Silva e de Leonado Jardim. A última vez que os leões fizeram melhor foi em 2010/11, quando venceram cinco deslocações consecutivas.   - Os dois golos em Vila do Conde significam que o Sporting marcou nas derradeiras 14 partidas da Liga, todas as que disputou desde os 0-3 no Dragão, a 1 de Março. Entre Maio de Dezembro de 2013 os leões conseguiram 15 jogos seguidos a marcar na prova.   - O Sporting sofreu golos pelo sexto jogo seguido esta época. Depois da baliza virgem na Supertaça, contra o Benfica, todas as equipas bateram Rui Patrício: Tondela, Paços de Ferreira, CSKA Moscovo (duas vezes), Académica e agora o Rio Ave. Na Liga, o último zero defensivo do Sporting foi na derradeira jornada da época passada, em… Vila do Conde (vitória por 1-0).   - Todos os jogos do Sporting na Liga tiveram penaltis. Na primeira jornada, os leões ganharam ao Tondela com um penalti de Adrien. Na segunda, cederam o empate com o Paços de Ferreira quando Pelé bateu Patrício da marca dos onze metros. Na terceira, além de terem sofrido um golo de penalti (Rabiola), marcaram um (Aquilani) e falharam outro (Adrien). Ontem, abriram o marcador graças a mais um penalti de Adrien.   - Em contrapartida, o Rio Ave é a equipa que mais grandes penalidades cometeu na Liga: a de Wakaso, ontem, já foi a terceira, depois de Capela ter feito uma contra o Belenenses e Cássio outra no empate em Setúbal.   - O golo de Slimani foi o primeiro que o Rio Ave sofreu esta época sem ser de bola parada. Até aí tinha sofrido golos num livre indireto, dois cantos e três penaltis (já incluído aquele com que Adrien abriu o marcador).   - Adrien Silva voltou a ser bem sucedido na conversão de uma grande penalidade depois de ter falhado uma em Coimbra, contra a Académica. Os três penaltis que marcou esta época foram todos para o lado direito, mas o de Coimbra acertou no poste.   - Depois do golo em Setúbal, Yazalde marcou pela segunda partida consecutiva, algo que não lhe acontecia desde Março de 2014, quando ainda representava os romenos do Astra Giurgiu. Nessa altura fez golos no empate (1-1) em casa com o Otelul e na vitória (2-0) frente ao Ceahlaul. Em Portugal não lhe sucedia semelhante coisa desde Abril de 2013, quando deu a vitória (1-0) do Beira Mar em casa com o Gil Vicente e marcou na derrota (1-2) frente ao Rio Ave, em Vila do Conde.  
2015-09-14
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Último Passe

Costuma dizer-se que as equipas se constroem de trás para a frente. Que primeiro se criam e trabalham as rotinas defensivas e só depois as ofensivas. No Sporting de Jorge Jesus, as coisas têm sido ao contrário. Os movimentos ofensivos estão todos lá desde os primeiros jogos, seja em ataque posicional ou momentos de transição. Mas defensivamente a equipa continua a sofrer muito, como se viu ontem em Vila do Conde, onde a vitória por 2-1 se fez à custa de mais palpitações do que o arranque de jogo faria prever. Ofensivamente, este Sporting está bem. Começa os jogos a mandar, com movimentações interessantes dos alas para dentro e desmarcações inteligentes dos avançados, quer na busca da profundidade quer quando baixam para jogar entre linhas. E o golo acaba sempre por aparecer: o Sporting marcou primeiro em todos os sete jogos oficiais que leva esta época e só por uma vez (contra o Benfica) não o fez na primeira parte. Depois, ainda do ponto de vista atacante, quando o que se pede é mais contra-ataque ou ataque rápido, beneficiando do adiantamento das linhas do adversário, as coisas estão igualmente bem, ainda que falte ali mais instinto assassino no aproveitamento das ocasiões criadas. Ontem, os leões tiveram situações de dois para um e até de três para um para matar o jogo em contra-ataque, mas nunca o conseguiram. O problema real está nos comportamentos defensivos, os tais que costumam ser os primeiros a ser assimilados e trabalhados em qualquer equipa. O Sporting fez 1-0, num penalti de Adrien, mas assim que afrouxou o ritmo passou a permitir espaço aos atacantes do Rio Ave, o que podia ter dado o empate num remate de Zegelaar ao poste. Depois veio o 2-0, por Slimani, na conjugação do sei oportunismo com uma falha de Cássio, mas a equipa continuou a ser complacente do ponto de vista defensivo. Por alguma razão vai em seis jogos seguidos a sofrer golos. Quanto Pedro Martins chamou ao jogo o explosivo Kayembe – que se vê mal por que razão não jogou de início – criou as condições para aproveitar essa complacência leonina. Kayembe deu o 1-2 a Yazalde e o jogo acabou com o Rio Ave à procura do empate e o Sporting a perder as tais duas ou três situações que lhe permitiriam acabar com a discussão. Uma discussão que podia nem ter começado se os leões já tivessem começado a defender melhor.
2015-09-13
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Último Passe

Não estou nada convencido de que a solução encontrada pela Liga para a questão dos jogadores emprestados seja a melhor. Sei que em Inglaterra também se faz assim e que os clubes não podem utilizar os emprestados contra o clube que os cedeu. Porém, essa solução não resolve aquela que é a questão de fundo, que é a de se permitirem situações de concorrência desleal. Imaginemos que um clube espalha os excedentários pelos adversários, o que depois lhe permite defrontar a cada jornada equipas amputadas de jogadores importantes. É o que vai acontecer no domingo com Heldon, que o Rio Ave não poderá utilizar no jogo com o Sporting. E que também já sucedeu e voltará a suceder em jogos do FC Porto e do Sporting. Anda por aí tanta gente preocupada com o facto de o Arouca ter defrontado o Benfica em Aveiro e se preparar para receber o FC Porto no seu estádio, e poucos falam deste problema, bem mais premente. São os jogadores e não os estádios que ganham os jogos... A única solução justa para a questão - a solução que também moralizaria as regras de mercado - passaria pela redução do total de jogadores que um clube pode ter sob contrato para um número razoável e pela limitação drástica dos empréstimos no mesmo campeonato, para uns dois ou três. Se assim fosse, os grandes teriam muito mais parcimónia nas suas contratações e os pequenos até poderiam chegar aos jogadores que têm emprestados sem ficar a depender da boa vontade dos grandes e, sobretudo, sem que caísse sobre eles a suspeição de que algo terão de fazer para retribuir esses favores. Dessa forma ficava a ganhar a concorrência, dando-se um grande passo para que crescesse a competitividade. Poderia igualmente ficar a ganhar a seriedade, mas para isso seria ainda preciso que os clubes o quisessem e que a Liga se mexesse no sentido de impedir imoralidades. Miguel Rosa já não está emprestado pelo Benfica ao Belenenses há dois anos, mas nunca sobe ao relvado quando os dois clubes se defrontam. Ricardo Sá Pinto já disse que o atacante formado na Luz está convocado para o Benfica-Belenenses desta sexta-feira. Fico à espera de ver se joga, tal como jogou (e com bons resultados) nas jornadas já efetuadas deste campeonato. 
2015-09-10
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- Maicon marcou, de livre direto, ao Estoril, o 11º golo pelo FC Porto e o primeiro que não foi obtido de cabeça. Os dez anteriores tinham sido todos na sequência de livres laterais ou cantos de Belluschi, João Moutinho, Hulk, James Rodríguez e Carlos Eduardo. A exceção a esta regra foi um golo de livre direto na única ocasião em que o central brasileiro representou a equipa B portista: a 3 de Fevereiro de 2013 surpreendeu João Pinho e marcou, quase de meio-campo, um livre à Oliveirense que ajudou a uma vitória por 3-1.   - Aboubakar marcou nos últimos três jogos do FC Porto em casa. Bisou ao Penafiel nos 2-0 com que os dragões encerraram a última Liga, repetiu a graça nos 3-0 aplicados ao V. Guimarães na abertura da atual e agora abriu o marcador nos 2-0 ao Estoril.   - Ao manter a baliza inviolada contra o Estoril, Iker Casillas voltou a contribuir com mais 90 minutos para o alargamento da série de imbatibilidade dos dragões nos jogos da Liga disputados em casa. São já 1125 minutos que Fabiano, Helton e agora Casillas levam sem sofrer golos em casa para a Liga, desde o segundo tento de Lima, na vitória do Benfica por 2-0, no Dragão, em Dezembro. O próximo jogo dos portistas em casa será precisamente contra o Benfica e, nele, bastarão três minutos para superar a série de 1127 estabelecida por Vítor Baía em 1995/96.   -O FC Porto fez apenas oito remates à baliza do Estoril durante os 90 minutos. O valor é um mínimo desde o empate no Restelo, como o Belenenses, que valeu o título ao Benfica na penúltima jornada da temporada passada, mas para encontrar um total tão baixo num jogo em casa é preciso recuar a 6 de Abril de 2014, quando os dragões bateram a Académica em casa por 3-1 rematando as mesmas oito vezes.   - O Estoril vai com cinco jogos seguidos sem sequer marcar golos no terreno dos grandes. Os 2-0 de sábado frente ao FC Porto somam-se aos 4-0 que encaixou na Luz face ao Benfica na abertura desta Liga e a mais três jogos negativos em 2014/15: 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e 4-0 em Alvalade. Tudo a seguir à melhor época da história do clube neste particular, por em 2013/14 ganhou fora a FC Porto e Sporting pelo mesmo resultado: 1-0.   - O Benfica virou frente ao Moreirense, de 0-1 para o 3-2 final. Foi a primeira reviravolta no marcador dos encarnados desde 8 de Março, quando venceram fora o Arouca por 3-1, depois de ter estado a perder por 1-0. Ponto em comum aos dois jogos é Iuri Medeiros, que em Março marcou o golo do Arouca e no sábado foi titular do Moreirense.   - Samaris marcou o primeiro golo com a camisola do Benfica. A última vez que tinha festejado em nome individual foi a 9 de Março de 2013, quando fez o golo do Olympiakos numa derrota (1-2) em Salónica com o PAOK.   - Jonas fez golos nos últimos quatro jogos do Benfica na Luz. Marcou o tento da vitória frente ao Moreirense, mas antes já tinha feito dois nos 4-0 ao Estoril, outros dois nos 4-1 ao Marítimo na festa do último título nacional e um nos 4-0 ao Penafiel. Não fica em branco na Luz desde 26 de Abril, quando o Benfica empatou a zero com o FC Porto.   - Raul Jiménez precisou de apenas dois jogos para marcar um golo no Benfica. No Atlético de Madrid, só marcou ao sétimo: contribuiu para os 4-0 com que os colchoneros ganharam ao Sevilha, a 27 de Setembro. O problema, porém, é que não marcou mais nenhum no que restou da época passada.   - Este Benfica-Moreirense foi fiel à história recente das duas equipas. Já são quatro jogos seguidos para a Liga com o mesmo resumo: o Moreirense marca primeiro e o Benfica acaba por ganhar. Os três jogos anteriores (a última jornada de 2013/14 e as duas partidas de 2014/15) tinham acabado com 3-1 favorável aos encarnados. Desta vez ficou 3-2.   - A última equipa a marcar duas vezes na Luz tinha sido o Sp. Braga, que ali ganhou por 2-1 nos oitavos de final da Taça de Portugal da época passada. Se contarmos só jogos da Liga, a última equipa a consegui-lo foi o Arouca, que ali empatou (2-2), a 6 de Dezembro de 2013.   - Rafael Martins já tinha marcado ao Benfica na última vez que tinha defrontado os encarnados, em Maio de 2014. Se no sábado abriu o placar, nessa altura fez de grande penalidade o golo que valeu o empate (1-1) ao V. Setúbal.   - A vitória do Sporting em Coimbra por 3-1 significa que tanto o clube como Jorge Jesus mantêm a série positiva nas visitas à Académica. Os leões não perdem em Coimbra desde 8 de Maio de 1977, enquanto que Jesus nunca ali perdeu como treinador.   - Aquilani fez de grande penalidade o primeiro golo com a camisola do Sporting. Não marcava desde de 2 de Outubro de 2014, quando abriu o placar numa vitória da Fiorentina em Minsk (3-0), a contar para a Liga Europa.   - Adrien falhou a primeira grande penalidade desde que, a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então e até acertar agora no poste da baliza de Lee, marcou a Schalke, Estoril, Marítimo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - O Sporting viu ser-lhe assinalada uma grande penalidade contra pelo segundo jogo consecutivo na Liga. Não lhe acontecia semelhante coisa desde Outubro e Novembro de 2013, quando perdeu (1-3) no Dragão com o FC Porto e ganhou (3-2) em casa ao Marítimo, sempre com golos sofridos de penalti. Ponto em comum é o árbitro Bruno Esteves, que tinha estado nesse Sporting-Marítimo.   - Bruno Esteves nunca tinha assinalado três grandes penalidades no mesmo jogo da Liga, mas já tinha marcado duas. Foi a 4 de Novembro de 2011, num empate caseiro do Sporting com a Naval, em que começou por apontar para a marca dos onze metros quando Evaldo derrubou Marinho, permitindo aos figueirenses empatar a uma bola, mas depois marcou uma mão de Camora na área, que Postiga converteu no 2-2 momentâneo.   - O último jogo com três penaltis na Liga também tinha sido em Coimbra. Foi o Académica-Gil Vicente, a 25 de Abril último, e os gilistas ganharam por 2-1, com golos de penalti de Ruben Ribeiro e Cadu, a responder a outro penalti de Rui Pedro. O árbitro era Soares Dias. Na época passada houve mais dois jogos com três penaltis: o Estoril-Penafiel (apitado por Tiago Martins) e o Paços de Ferreira-V. Setúbal (Luís Ferreira).   - Fernando Alexandre, expulso pelos dois penaltis cometidos, não via um vermelho desde 11 de Setembro de 2011, quando João Ferreira o expulsou imediatamente antes do intervalo de uma derrota do Olhanense, em casa, contra o Feirense (1-2).   - Além de FC Porto e Sporting, há mais cinco equipas que ainda não perderam nesta Liga: Rio Ave, V. Setúbal, Arouca, Paços de Ferreira e Belenenses. Para os vila-condenses não há grande novidade, uma vez que também não tinham perdido nas três primeiras rondas da época passada e, à 3ª jornada, até lideravam a classificação, mas para o Arouca a sensação é de novidade absoluta, pois nunca por tal tinha passado. O Paços de Ferreira tinha conhecido este arranque em 2012 (e acabou a Liga em terceiro lugar), mas os históricos V. Setúbal e Belenenses já mal se lembram de tal coisa. A última vez que tal sucedeu aos sadinos foi em 2007 (três empates a abrir deram um sexto lugar no final), enquanto que os belenenses têm de recuar até 2004 e a uma Liga que acabaram em nono lugar.   - André Claro, do V. Setúbal, foi o único jogador a marcar golos nas três primeiras jornadas da Liga. O último a conseguir fazê-lo tinha sido Jackson Martínez, que na época passada fez golos a abrir a Marítimo, Paços de Ferreira e Moreirense (dois). Mas para encontrar um português que o tenha feito é preciso recuar a 202, quando o benfiquista Simão marcou consecutivamente a Beira Mar, Moreirense e U. Leiria.   - Ao estabelecer o empate do Rio Ave em Setúbal (2-2), o veterano André Vilas Boas marcou o primeiro golo em 124 jogos na Liga. Misturando todas as competições, só tinha um golo na Taça de Portugal, um na II Liga e outro na II Divisão B. O último tinha sido a 20 de Outubro de 2013, na vitória (3-0) dos vila-condenses fora sobre o Esperança de Lagos.   - O Tondela ganhou pela primeira vez na Liga ao terceiro jogo neste escalão, batendo o Nacional por 1-0. Repetiu a performance do último estreante, o Arouca, que também se impôs pela primeira vez à terceira jornada em 2013, batendo na altura o Rio Ave pelo mesmo score. Pior correu a vida ao Trofense, o estreante anterior: perdeu os primeiros cinco jogos, empatou o sexto e só ganhou à sétima tentativa, batendo fora o V. Setúbal por 2-0.   - Bruno Moreira, que fez o golo do Paços de Ferreira no empate frente ao Arouca, não marcava desde que defrontou… o Arouca. Tinha feito dois dos três golos com que os pacenses venceram fora este mesmo adversário (3-1), a 26 de Abril.   - Rafael Bracalli, guarda-redes do Arouca, liderava a única defensa ainda sem golos sofridos na Liga, mas ainda assim falhou por 13 minutos o seu melhor início de época. Ainda que este tenha sido estabelecido quando era suplente do FC Porto e só atuava em partidas da Taça de Portugal e da Taça da Liga. Os 183 minutos em que manteve a baliza do Arouca inviolada até ao golo de Bruno Moreira só são ultrapassados no seu registo pessoal pelos 196 que durou essa mesma imbatibilidade na baliza do FC Porto em jogos com Pero Pinheiro, Académica e… Paços de Ferreira.   - Alan marcou, na vitória (4-0) sobre o Boavista, o seu 50º golo pelo Sp. Braga. Foram 30 na Liga, dez nas provas da UEFA, sete na Taça da Liga e três na Taça de Portugal. O primeiro acontecera a 23 de Outubro de 2008, na vitória por 3-0 sobre o Portsmouth.   - O U. Madeira-V. Guimarães foi o primeiro jogo sem golos na atual Liga. Aconteceu à 27ª partida, no encerramento da terceira jornada. Na época passada tinha sucedido à 18ª, num Moreirense-Sp. Braga que também fechava a segunda ronda (e também a uma segunda-feira à noite). Há dois anos, em contrapartida, o primeiro 0-0 só aparecera ao 42º jogo, um Académica-Arouca da sexta jornada. Para que se faça uma comparação, a Liga espanhola teve quatro 0-0 na primeira jornada e mais dois na segunda, enquanto que na Premier League inglesa o primeiro nulo surgiu na segunda ronda e na Bundesliga alemã tal só aconteceu à terceira. Em Itália, as primeiras duas semanas de competição ainda não proporcionaram nenhum 0-0  
2015-09-01
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- Carrillo tomou parte ativa em cinco dos seis golos marcados pelo Sporting esta época. Marcou ao Benfica (ainda que a FPF tenha depois atribuído o golo a Teo Gutièrrez) na Supertaça e agora ao Paços de Ferreira, assistiu Slimani no segundo golo ao CSKA e esteve na origem dos lances dos primeiros golos ao Tondela e à equipa russa, lançando Ruiz nas costas da defesa adversária para o cruzamento que deu golo a João Mário e Téo Gutièrrez. A única exceção foi o golo de Adrien em Tondela, nascido de um penalti sobre Gelson.   - O Sporting sofreu um golo de penalti em casa, mas isso já nem é novidade: os leões viram os árbitros apitar-lhes penaltis contra nos últimos três jogos feitos em Alvalade. Antes deste, de Pelé, que valeu o empate ao Paços de Ferreira, tinha acontecido o mesmo contra o CSKA (falta de Jefferson e defesa de Rui Patrício) e contra o Sp. Braga (infração de Tobias Figueiredo e conversão de Pardo a dar vantagem aos minhotos).   - Em contrapartida, o Paços de Ferreira já não tinha um penalti a favor na Liga desde 13 de Março, data em que ganhou em casa ao Boavista por 1-0, graças à conversão de Manuel José. Curioso é que o último árbitro a marcar um penalti a favor dos pacenses tinha sido o mesmo Manuel Oliveira, que também expulsara o prevaricador: na ocasião o boavisteiro Tengarrinha.   - O Sporting rematou pouco no jogo com o Paços de Ferreira (apenas nove remates, dos quais só três enquadrados na baliza). Não o fazia com tão pouca frequência desde 19 de Abril, quando bateu o Boavista em Alvalade por 2-1 fazendo apenas seis tentativas de chegar ao golo.   - O Paços de Ferreira empatou com o Sporting nas últimas três vezes que defrontou os leões e sempre pelo mesmo resultado: 1-1. A última vitória dos leões foi no Capital do Móvel, a 5 de Abril de 2014, por 3-1, com golos de William, Rojo e Adrien a valerem mais que o tento pacense, de Bebé.   - Rui Patrício sofreu golos nos últimos três jogos na baliza do Sporting (Tondela, CSKA e Paços de Ferreira), repetindo a série com que acabou a época passada (Estoril e duas vezes Sp. Braga, uma vez que não defrontou o Rio Ave, na última jornada da Liga). Para se encontrar uma série pior é preciso recuar a Fevereiro, quando foi batido consecutivamente por Arouca (3-1), Benfica (1-1), Belenenses (1-1) e Wolfsburg (0-2).   - O FC Porto fez na Madeira apenas oito remates, mínimo da equipa azul e branca na Liga desde o empate (1-1, também) no Restelo, a 17 de Maio, que deu o título nacional ao Benfica. Nesse jogo, tinha-o feito apenas seis vezes. Mas para encontrar um jogo em que os dragões tenham rematado menos do que o adversário (o Marítimo tentou o golo em nove ocasiões) é preciso recuar ao empate a zero na Luz, contra o Benfica, a 26 de Abril: nessa tarde, visou as redes de Júlio César por seis vezes contra sete dos encarnados.   - Edgar Costa não fazia um golo de cabeça desde Setembro do ano passado, quando também aproveitou um cruzamento da esquerda (na altura de Ruben Ferreira) para surgir nas costas do lateral esquerdo do V. Guimarães (Traoré). Em contrapartida, três dos seus últimos seis golos surgiram nos primeiros 10’ de jogo: antes de marcar agora ao FC Porto aos 5’,no último ano já tinha marcado ao V. Guimarães aos 6’ e ao Gondomar aos 7’.   - Edgar Costa foi ainda o primeiro a marcar um golo a Casillas na Liga portuguesa, mas não o primeiro português a marcar um golo ao guardião espanhol. O último tinha sido Tiago, a 13 de Setembro do ano passado, numa vitória do Atlético Madrid no Santiago Bernabéu (2-1). E desde então Casillas foi ainda batido por vários conhecidos da Liga portuguesa, como Otamendi, Ghilas ou Nolito.   - O empate nos Barreiros significa que o FC Porto já vai em seis jogos seguidos sem ganhar na Madeira. A última vitória aconteceu na Choupana, por 3-1, ante o Nacional, em Maio de 2013. Desde então e até ao empate de sábado, os dragões tinham perdido por três vezes nos Barreiros com o Marítimo (duas por 1-0 e uma por 2-1) e empataram uma (1-1) e perderam outra (2-1) com o Nacional na Choupana.   - Este foi ainda o primeiro jogo da Liga que o FC Porto não ganhou com o árbitro Hugo Miguel. Até sábado, o juiz lisboeta tinha estado em 12 partidas dos dragões, todas com vitória azul e branca.   - Ao bater o Benfica por 1-0, o Arouca subiu pela primeira vez à liderança da Liga em toda a sua história. Faz até melhor do que o Rio Ave, que liderou da segunda à quarta jornada da época passada, mas graças a uma melhor diferença de golos, uma vez que teve sempre pelo menos mais dois clubes a par.   - O último “não grande” a liderar a Liga isolado foi o Sp. Braga de Domingos Paciência, a 30 de Novembro de 2009: ganhou em casa à U. Leiria por 2-0 e beneficiou do empate a zero do Benfica em Alvalade para ficar com dois pontos de avanço dos encarnados à 11ª jornada.   - O Benfica não marca um golo fora do Estádio da Luz há 190 minutos: fê-lo Ola John, em Coimbra, ao Marítimo, a assegurar a vitória na Taça da Liga, aos 80’ (2-1). Desde então, a equipa encarnada ficou em branco na Supertaça (0-1 com o Sporting) e agora com o Arouca (outra vez 0-1). Se contabilizarmos só os jogos fora na Liga, então o Benfica não marca fora desde 2 de Maio, quando derrotou o Gil Vicente por 5-0. Depois disso empatou a zero em Guimarães (e celebrou o bicampeonato) e perdeu agora com o Arouca.   - A derrota com o Arouca em Aveiro foi a primeira vez dos encarnados contra um adversário que jogava em casa emprestada desde que foram batidos pelo V. Setúbal nas Antas, também à segunda jornada, mas de 1997/98. A 31 de Agosto de 1997, um golo de Kassumov valeu os três pontos aos sadinos e deixou Manuel José em maus lençóis: foi despedido 15 dias depois. A última vez que o Benfica não ganhou nesta circunstância foi em Agosto de 2007, quando empatou no Bessa com o Leixões. Fernando Santos teve menos sorte e foi imediatamente despedido.   - Roberto, autor do golo do Arouca, foi júnior do FC Porto e só agora marcou pela primeira vez a um grande. Em contrapartida, Jonas, avançado do Benfica, ficou pela primeira vez em branco contra o Arouca.   - O Benfica rematou 30 vezes à baliza do Arouca, um recorde da Liga. O anterior máximo tinha sido estabelecido por FC Porto (contra o V. Guimarães) e pelo próprio Benfica (ante o Estoril), com 19 tentativas cada um.   - Rafael Bracalli lidera a única defesa ainda inviolada da Liga, com 180 minutos sem sofrer golos. O melhor arranque do guarda-redes brasileiro tinha acontecido em 2010/11 quando, ainda no Nacional, esteve 179 minutos embatido, até ver Carlos Martins (na altura no Benfica) fazer-lhe um golo nos 2-1 com que os madeirenses bateram o Benfica na Choupana.   - Há 36 jornadas da Liga que não se assistia à incapacidade dos três grandes para ganhar na mesma semana. Sporting e FC Porto empataram com Paços de Ferreira e Marítimo e o Benfica perdeu com o Arouca. A última vez que nenhum dos três ganhara tinha sido a 3 e 4 de Maio de 2014, na 29ª jornada da Liga: o Sporting empatou fora com o Nacional, o Benfica empatou em casa com o V. Setúbal (ambos a um golo) e o FC Porto foi derrotado fora de casa pelo Olhanense (1-2).   - O Rio Ave não ganhava em casa ao Braga para a Liga desde Outubro de 2010, quando golos de Zé Gomes e João Tomás lhe valeram um sucesso por 2-0. Entre esse jogo e o de sexta-feira, ganho graças a um golo de Hassan (1-0), só houve dois repetentes em campo: o vila-condense Tarantini e o árbitro, João Capela.   - O brasileiro Soares, que fez o golo da vitória do Nacional frente ao U. Madeira, e os portugueses Luisinho, que fez o tento da vitória do Boavista contra o Tondela, e André Claro, autor de um dos golos da ampla vitória setubalense em Coimbra foram os únicos a marcar nas primeiras duas jornadas da Liga. Imitam o que tinha sido conseguido na época passada por Jackson Martínez (FC Porto), Bernard (V. Guimarães) e Deyverson (Belenenses). Dos três, há um ano, Jackson foi o único a marcar também na terceira ronda.   - O caso de Luisinho é especial, porque o ex-atacante do Académico de Viseu marcou nos primeiros dois jogos que fez na Liga. Antes dele, tal havia sido conseguido pelo vimaranense Bernard, autor de um golo ao Gil Vicente e dois ao Penafiel nas primeiras duas rondas da época passada. Até final da época, porém, Bernard só marcou mais duas vezes.   - Aly Ghazal não era expulso na Liga portuguesa desde a segunda jornada da época passada, mais precisamente desde 24 de Agosto de 2014, quando Carlos Xistra lhe mostrou o vermelho no Restelo, num jogo que o Nacional perdeu por 3-1 com o Belenenses. Um ano depois, voltou a ser expulso por Bruno Paixão, mas desta vez a sua equipa ganhou por 1-0 ao U. Madeira.   - O Moreirense repetiu o resultado da primeira jornada: voltou a perder por 2-0, agora com o Estoril, e de novo com a particularidade de ter sofrido os dois golos na última meia-hora de jogo. Só o Estoril sofreu tantos golos na reta final das partidas: igualmente quatro, todos no jogo com o Benfica. Ainda que os estorilistas compensem esse resultado com os dois golos que agora fizeram ao Moreirense.   - O empate em Guimarães significa que o Belenenses alarga a presente série de invencibilidade fora de casa para sete jogos. A última derrota dos azuis fora do Restelo aconteceu a 22 de Março, no Bessa, por 1-0, em jogo da Liga. Desde então ganharam em Arouca (1-0), empataram em Braga (1-1) e em Coimbra com a Académica (1-1), voltaram a vencer o Gil Vicente em Barcelos (2-0) a fechar a última Liga e, já esta temporada, empataram em Gotemburgo (0-0), venceram o Altach (1-0) e agora voltaram a empatar em Guimarães (1-1). Desde 2012/13 que o Belenenses não passava sete jogos seguidos sem perder fora de casa, mas nessa altura jogava a II Liga.   - Ao ganhar por 4-0 em Coimbra à Académica, o V. Setúbal obteve o melhor resultado fora desde 27 de Novembro de 2008, quando bateu o Torre de Moncorvo por 4-0 na quarta eliminatória da Taça de Portugal (dois golos de Bruno Gama, um de Ricardo Chaves e outro do Laionel). Para encontrar um resultado tão bom dos sadinos em deslocações mas a contar para a Liga, então é preciso recuar até 18 de Abril de 2004, data em que venceram fora o Salgueiros (4-0, com bis de Zé Pedro, mais um golo de Manuel José e outro de Meyong). Já a Académica perdeu em casa por 4-0 com o Sporting (golos de Rojo, Adrien, Montero e Carrillo) faz hoje precisamente dois anos, a 24 de Agosto de 2013, em partida que também contou para a segunda jornada da Liga.
2015-08-24
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- O Sporting não ganhava um jogo em período de compensação desde 11 de Janeiro, quando um livre de Tanaka lhe valeu uma vitória por 1-0 em Braga. Para encontrar uma vitória em tempo de compensação com um golo de penalti é preciso recuar até 8 de Fevereiro de 2006, data de um jogo em casa com o Paredes, para a Taça de Portugal, em que o 2-1 final surgiu aos 90+2’ numa grande penalidade convertida por João Moutinho.   - Adrien vai numa série de seis grandes penalidades consecutivamente convertidas. A última vez que falhou foi a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, quando permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então, marcou a Schalke, Estoril, Marítmo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - Ao fazer o golo do Tondela, Luís Alberto sucedeu a Bruno Amaro (Arouca), Pinheiro (Trofense), Bruno Fogaça (Naval), João Duarte (Moreirense) e Gamboa (Santa Clara) na honra de fazer o primeiro golo da sua equipa na Liga portuguesa. Dos seis, só Fogaça e João Duarte não o fizeram na baliza do Sporting.   - Ao bisar frente ao V. Guimarães, Aboubakar conseguiu algo que Jackson Martínez nunca foi capaz de fazer na primeira jornada das três Ligas que disputou. O colombiano, aliás, ficou mesmo em branco na abertura de 2012/13, um empate a zero frente ao Gil Vicente, e marcou apenas uma vez na estreia das duas derradeiras Ligas. Mas Jackson tem uma Liga a marcar sempre nas primeiras cinco jornadas e isso Aboubakar ainda terá de tentar.   - O FC Porto obteve a 10ª vitória consecutiva frente ao V. Guimarães no Dragão, um recorde entre as equipas que estão na edição deste ano da Liga. Desde Fevereiro de 2005 que o V. Guimarães não pontua no terreno dos azuis e brancos: na altura empatou a zero.   - Varela fez um o primeiro golo no Dragão desde 19 de Janeiro de 2014. Na altura obteve o segundo de uma vitória que também ficou pelos 3-0 e contra outro Vitória: o de Setúbal. Da equipa do FC Porto que alinhou nesse dia só restaram no jogo de sábado ele, Alex Sandro e Maicon.   - Armando Evangelista entrou na Ligada pior maneira: com uma derrota por 3-0 no Dragão. A última vez que o V. Guimarães estreara um técnico na Liga antes desta correra igualmente mal: em 2011/12, Manuel Machado saiu após a primeira jornada e a equipa ficou entregue ao seu adjunto Basílio Marques, que a 28 de Agosto de 2011 se estreou com uma derrota por 3-0, em casa, com o Beira Mar. Na jornada seguinte entrou em funções Rui Vitória.   - Mitroglu e Nelson Semedo fizeram um golo cada um, na estreia na Liga portuguesa. O último jogador a estrear-se com golo pelo Benfica tinha sido Jonas, que entrou ao intervalo para o lugar de Lima e fez o quarto numa vitória também ela por 4-0 frente ao Arouca, a 5 de Outubro de 2014. Curioso é que também nesse jogo o Benfica só abriu o ativo aos 75’.   - Jonas obteve frente ao Estoril o oitavo bis com a camisola do Benfica. O primeiro deles, aliás, foi mesmo um hat-trick, contra o Sp. Covilhã, na Taça de Portugal (vitória benfiquista por 3-2), naquele que foi o seu segundo jogo pelos encarnados. Desde esse desafio, o brasileiro bisou mais sete vezes, contra Moreirense, Estoril, Nacional, Académica, Belenenses, Marítimo e, de novo agora, Estoril.   - Os 4-0 ao Estoril são o melhor arranque de Liga do Benfica desde 1997, quando a equipa liderada por Manuel José se impôs ao Campomaiorense, na Luz, pelo mesmo resultado (golos de Calado, João Pinto e bis de Paulo Nunes). Para encontrar uma abertura com vitória por mais de quatro golos é preciso recuar a 1975 e a um 9-1 ao Leixões, com cinco golos de Nené, dois de Moinhos, um de Shéu e outro de Toni.   - O Estoril segue numa série horrível de 12-0 em visitas à Luz, depois do empate a um golo que ajudou os encarnados a perder o campeonato de 2012/13. Nas três épocas seguintes, os canarinhos perderam por 2-0, 6-0 e agora 4-0. Aliás, a equipa agora dirigida por Fabiano Soares tem sido freguesa habitual dos grandes sempre que os visita. Desde que, ainda com Marco Silva aos comandos, ganhou em Alvalade ao Sporting na despedida da Liga de 2013/14, vai com uma série de resultados amplos consecutivos: 3-0 em Alvalade, 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e agora 4-0 na Luz. Em todos esses jogos teve um penalti contra…   - Os três grandes ganharam os seus jogos na jornada de abertura na Liga. Algo que não acontecia há 21 anos, desde que, em 1994, o Sporting venceu fora o Farense (2-0, com golos de Juskowiak e Sá Pinto), o Benfica bateu o Beira Mar em Torres Novas (também 2-0, com golos de Paneira e Clóvis) e o FC Porto se impôs em casa ao Sp. Braga (ainda 2-0, com tentos de Rui Filipe e Kostadinov).   - Os 29 golos marcados nos nove jogos da primeira jornada da Liga são o arranque mais goleador desde 1996, quando em igual número de partidas se fizeram 34 tentos. A média de golos por jogo, porém, já tinha vindo a crescer nas últimas duas épocas, tendo há dois anos estado também acima dos três golos por jogo (26 em oito jogos).   - O Sp. Braga conseguiu, frente ao Nacional, a primeira virada da Liga (de 0-1 para 2-1). Curioso é que a última virada do Sp. Braga tinha acontecido no mesmo local e frente ao mesmo adversário: de 0-1 para 3-1 a 28 de Fevereiro de 2015, contra o Nacional, na 22ª jornada da última Liga.   - Gonçalo Brandão marcou ao Rio Ave o seu primeiro golo desde 18 de Outubro de 2003, data em que assinou o tento belenense na derrota em casa frente ao FC Porto, por 4-1. Desde então, além do Belenenses, representou Charlton, Siena, Parma e Cluj, mas nem por uma vez fez um golo.   - Os 3-3 no Restelo assinalaram a terceira época consecutiva do Rio Ave a marcar três golos no campo do Belenenses. Na época passada os vila-condenses tinham ganho por 3-1 e há dois anos por 3-0. Ponto comum às duas vitórias foram golos de Del Valle, o venezuelano entretanto emigrado para o Kasimpasa, da Turquia.   - Espetacular recuperação do Boavista em Setúbal: de 0-2 para 2-2 com um jogador a menos, por expulsão de Idris, aos 69'. O Boavista não recuperava um resultado num jogo que tenha acabado em inferioridade numérica na Liga desde 5 de Novembro de 2005, quando depois da expulsão de Areias, um golo de João Pinto, aos 87', valeu um empate (1-1) ante o Belenenses no Restelo. Na época passada, em casa contra o Rio Ave, também recuperou de 0-1 para 1-1 depois da expulsão de Beckeles, mas o jogo acabou dez contra dez, pois também foi expulso o vila-condense Prince.   - Nuno Coelho (Arouca) abriu em Moreira de Cónegos o caminho à vitória do Arouca, com um golo de cabeça que apenas o segundo na Liga. Sempre que ele marcou, porém, o Arouca ganhou: já tinha sido ele a garantir a vitória em casa ante o V. Setúbal, em Janeiro último (1-0).   - O dérbi da Madeira, com Breitner (U. Madeira) e Briguel (Marítimo) em campo (e não jogava a RFA de 1982…) sorriu à equipa azul e amarela. Não é novidade o Marítimo perder (já tinha saído derrotado nas últimas três visitas ao Nacional. Mas é novidade o U. Madeira ganhar: nos cinco anos que o União passara na I Liga empatara sempre em casa com o Marítimo e perdera nas deslocações aos Barreiros.   - A derrota em Paços de Ferreira significou o 10º jogo seguido sem ganhar na Liga para a Académica de José Viterbo. O treinador, que foi tão importante na recuperação, ganhando três dos primeiros quatro jogos, está ainda a cinco jogos de igualar o recorde de 15 sem vitória que custou o lugar a Paulo Sérgio, antes de ele entrar.
2015-08-17
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