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Último Passe

O que espanta na forma fácil como o Benfica voltou a vencer o Vitória em Guimarães no Minho e se qualificou para a Final Four da Taça da Liga não é tanto o facto de Rui Vitória ter trocado oito jogadores na equipa inicial, porque também Pedro Martins apresentou uma equipa alternativa na repetição do jogo de sábado. O que espanta mais é a forma diferente como o Benfica jogou: apresentou como denominador comum a velocidade nos momentos ofensivos, mas trocou desta vez a dupla Jonas-Mitroglou por outra, muito mais móvel, com Rafa e Gonçalo Guedes. O que vale, ali, é a ideia. Claro que o sistema continuou a ser o 4x4x2. Mas os jogadores que o serviam hoje eram muito diferentes. Carrillo não é Salvio, Zivkovic até se aproxima do jogo de Cervi, mas sobretudo nem Rafa nem Gonçalo Guedes são jogadores de presença constante na área como é Mitroglou. E se Guedes ainda tem um histórico recente a ocupar as zonas prediletas de Jonas – mesmo que de forma radicalmente diferente, com mais dinâmica, mas muito menos intuição e capacidade de antecipação dos acontecimentos – foi Rafa quem surgiu no apoio. E até aí o Benfica mudou, pois foi quase sempre o segundo avançado a procurar a profundidade, tendo Guedes recolhido para, por exemplo, marcar os dois golos. Tudo diferente, a dificultar o processo defensivo do Vitória, pela imprevisibilidade, mas também a tornar mais difícil de prever a capacidade de resposta dos jogadores. Na Final Four da Taça da Liga, onde já não há FC Porto nem Sporting, com um sorteio favorável na Taça de Portugal e seis pontos de avanço na Liga, este Benfica continua a perseguir um póquer histórico – começou a época a ganhar a Supertaça. E isso tanto pode ser um aspeto de que Rui Vitória venha a servir-se para motivar os jogadores como um fator descompressor, que permita ao plantel meter um maior foco na competição internacional. Mesmo com todos os perigos que isso encerra, uma equipa com esta capacidade de se transfigurar pode ter a tentação de ir por aí. Essa é a grande decisão a tomar nos tempos mais próximos.
2017-01-10
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Último Passe

Cresci na década de 70, quando o Benfica ganhava três campeonatos em cada quatro. A chave dessa hegemonia era sobretudo uma: o controlo do único mercado que estava à mercê, que era o nacional. Por esses tempos, o Benfica tentava contratar todos os jogadores promissores que aparecessem, conseguindo fazê-lo com a maioria, tendo por isso equipas de reservas que se bateriam com qualquer outro emblema do campeonato. Mas por muito que alguns saudosistas vejam na contratação de Rafa a reedição dessa época, há diferenças evidentes entre o presente e esse passado – e não passam apenas pela globalização e por esta ter tornado impossível gizar uma estratégia tão hegemónica com base num mercado limitado. Por outro lado, não acredito que o Benfica tenha aceite pagar 15 milhões de euros (mais Rui Fonte) por Rafa só para chatear Pinto da Costa ou impedir que o FC Porto se reforce com um jogador que o seu treinador queria. Porque nem a fartura financeira na Luz é assim tão grande – que o diga a dimensão do passivo, por mais controlado que esteja – nem os seus dirigentes são loucos ao ponto de gastarem tanto dinheiro por jogadores de que o seu treinador não precise. Rafa é um excelente atacante, com argumentos extraordinários na mudança de velocidade e na tomada de decisão. É jogador de seleção, que pode atuar como extremo ou como segundo avançado, posição na qual o Benfica não tem assim tantas alternativas a Jonas. Portanto, começam logo por se enganar os que se centram na abundância de extremos atualmente existente no plantel do Benfica para defender a irrelevância da contratação do bracarense. Há mais formas de ser útil. Além de que, mesmo para esse lugar, a entrada de Rafa deve ser lida numa base global, onde entram também a contratação – e provável revenda – de Carrillo e a vontade de transferir Salvio. No entanto, a contratação de Rafa extravasa em muito a dimensão puramente futebolística. Aqui, pelo menos tão relevante é a componente do negócio, a estratégia gizada por Luís Filipe Vieira e Jorge Mendes, neste caso com o acordo de António Salvador, presidente do Sp. Braga, cujo objetivo último passa pela valorização do jogador e pela sua entrada num carrossel onde já estão jogadores como Bernardo Silva ou André Gomes, que rendem a cada mudança de clube. Mesmo que seja em circuito mais ou menos fechado, a máquina rende e é preciso continuar a alimentá-la.
2016-08-19
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Último Passe

Portugal melhorou do primeiro para o segundo jogo do Europeu, mas voltou a não conseguir ganhar. Desta vez, nem com 23 finalizações e um penalti, nem com duas bolas nos postes da baliza de Almer, nem com uma mudança de sistema que lhe permitiu fazer os médios jogar com mais frequência dentro do bloco adversário os portugueses conseguiram fazer um único golo à Áustria, saindo do Parque dos Príncipes com um 0-0 que é ao mesmo tempo frustrante e pressionante. Frustrante porque a equipa fez mais por ganhar e em condições normais teria ganho, pressionante porque o resultado deve obriga-la a vencer o último jogo, frente à Hungria, na quarta-feira, para seguir para os oitavos-de-final. No fundo faltou à seleção aquilo que Cristiano Ronaldo pode dar-lhe: golos. O capitão teve tudo para os fazer, mas nem de penalti lá chegou: a 11 minutos do fim, ganhou uma grande penalidade, na sequência de um raid de Raphael Guerreiro na esquerda, mas apesar de ter enganado o guarda-redes, fez a bola esbarrar no poste. O segundo penalti consecutivo falhado por Cristiano Ronaldo na seleção – já tinha permitido a defesa do guarda-redes contra a Bulgária, em Março – pode nem levar o selecionador a mudar a hierarquia dos marcadores, mas terá seguramente levado o capitão de equipa a aproximar-se dos restantes “humanos” e procurar tirar mais de si mesmo daqui para a frente. Além de que enfatizou a falta que os golos dele fazem a uma equipa que já na primeira parte tinha acertado no poste, num cabeceamento de Nani, após cruzamento de André Gomes. E essas nem foram as únicas ocasiões flagrantes desperdiçadas por Portugal, o que justifica a forma efusiva como os adeptos austríacos festejaram o empate no final: ficaram a cantar nas bancadas, apesar de a equipa de Koller continuar em último lugar no Grupo F e sem depender apenas de si própria para se apurar. Ao empate não é alheia também a forma como Fernando Santos geriu a equipa no banco. De início, o técnico corrigiu bem os erros táticos cometidos ante a Islândia mas mexeu mal durante o jogo. A entrada de William para o comando do meio-campo trouxe a Portugal a capacidade de afastar a bola das zonas de pressão, graças à sua maior agilidade no passe longo e à capacidade que tem para ganhar terreno com bola, ao passo que passagem para o 4x3x3 também ajudou João Moutinho e André Gomes a entrarem com bola entre as linhas defensivas adversárias: Moutinho foi mesmo designado pela UEFA, com exagero, é verdade, como o melhor em campo (ainda que tenha estado abaixo do rendimento de William e dos dois laterais). A questão é que, com Portugal a encostar a Áustria às cordas, Fernando Santos demorou a mexer. E quando mexeu permitiu que se instalasse a confusão na equipa. Nunca foi claro o que o treinador quis obter, por exemplo, com a entrada de João Mário: impunha-se que ele (ou Renato Sanches) entrasse até antes do minuto 71, mas para jogar em vez de um dos médios-interiores, de forma a dar mais criatividade naquela zona, mas ao fazê-lo entrar para o lugar de Quaresma na direita e mandá-lo explorar o jogo interior, Santos perdeu o flanco. André Gomes acabou por sair, mas apenas a sete minutos do fim, quando o desespero levou o selecionador à entrada de Éder para jogar ao lado de Cristiano no centro do ataque. E Rafa, o último a ser chamado, acabou por ser quem mais trouxe ao jogo – percebeu-se no final que devia ter ocupado a vaga de um Nani que já estava esgotado muito antes do minuto 89, que foi quando ele entrou no relvado. Ainda assim, em condições normais, Portugal devia ter ganho o jogo. Apesar da largueza que os dois centrais portugueses foram dando a Harnik, o ponta-de-lança solitário dos austríacos, para este poder combinar com os médios, a Áustria só chegou três vezes à baliza de Rui Patrício. Logo aos 3’, de cabeça, Harnik soltou-se atrás da defesa portuguesa para cabecear um cruzamento de Sabitzer, mas fê-lo ao lado. O ponta-de-lança voltou a ameaçar aos 41’, na sequência de um livre lateral que Alaba bateu direto à baliza, mas nessa ocasião Vieirinha evitou que ele fizesse a finalização e cortou junto ao poste. E a abrir a segunda parte Rui Patrício fez a sua única defesa, detendo um remate de longe de Illsanker. Até final, com Alaba (que jogou atrás do ponta-de-lança, a ser completamente dominado por William e a ser substituído) os austríacos limitaram-se a conter as ofensivas de Portugal, que só ficou a dever a si próprio a vitória. E aqui Nani e Ronaldo terão de dividir responsabilidades, pois foram perdendo golos à vez. Aos 12’, Nani ganhou um ressalto e isolou-se face a Almer, mas não conseguiu evitar a mancha do guarda-redes. Dez minutos depois, foi Ronaldo quem teve a bola à frente para marcar, após trabalho de Raphael Guerreiro, mas chutou de pé direito ao lado. Nani acertou no poste aos 29’, de cabeça, após cruzamento de André Gomes e aos 38’ foi outra vez Ronaldo quem cabeceou para o guarda-redes, no seguimento de um canto de Quaresma. Na segunda parte, Nani foi-se apagando e teve de ser Ronaldo a assumir as responsabilidades: chutou de longe para grande defesa de Almer aos 55’, cabeceou para o guarda-redes após o canto de Quaresma aos 56’, bateu um livre em boa posição por cima da barra aos 65’ e acertou no poste com o penalti que ganhou aos 79’. Tanto fogo, sem um único tiro certeiro acaba por deixar a equipa numa posição desconfortável e sem o direito a errar de novo no jogo com a Hungria. Santos parece ter acertado no regresso ao 4x3x3, seja com Nani ou Ronaldo ao meio, mas o pouco que se viu neste jogo parece impor a entrada de Rafa na equipa para o último jogo, onde João Mário e Renato Sanches também podem ter um papel a desempenhar – nem que seja saindo do banco – mas para jogar ao meio. 
2016-06-18
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Último Passe

Um golo e uma assistência de Jonas, na segunda parte, depois de o artilheiro ter entrado apenas ao intervalo, permitiram ao Benfica dar a volta e vencer o Sp. Braga por 2-1, assegurando a presença em mais uma final da Taça da Liga, numa noite em que Rui Vitória deu descanso a vários titulares, já a pensar na partida de campeonato que aí vem, contra o Marítimo. Os bracarenses, que tinham passado uma primeira parte mais ou menos tranquila, não resistiram à associação de Jonas a Raul Jiménez, e só nos últimos dez minutos mostraram outra vez interesse em chegar à baliza de Ederson, ficando então um par de vezes à beira do empate. Ante a evidência que tem sido o menor rendimento de alguns jogadores, que vêm acusando excesso de utilização, Rui Vitória abordou esta meia-final com alguns elementos menos utilizados. Jardel e Gaitán estavam lesionados e André Almeida castigado, mas as ausências de Eliseu, Pizzi, Fejsa, Jonas e Mitroglou resultaram de opções do treinador, que assim chamou ao relvado muita gente menos rodada para fazer companhia a Lindelof, Renato Sanches e Ederson, os únicos titulares utilizados de início, mas também a Jiménez, Talsica, Carcela e Samaris, que ainda assim têm vindo a ser opções mais ou menos regulares. Com Rafa ao seu melhor nível, o Sp. Braga adiantou-se no marcador e expôs as dificuldades sentidas neste momento por homens como Luisão ou Sílvio, ambos mal na fotografia do golo. Mas o problema do Benfica não estava só ali. O problema é que faltava sempre a capacidade para criar desequilíbrios, numa noite em que nem Renato ajudou neste particular: jogou muito para trás e nem sempre bem. Uma das ligações frequentes no processo ofensivo do Benfica é a que Renato consegue estabelecer com Jonas. Desta vez, porém, Rui Vitória nem a testou, provavelmente porque a sua programação passava também por não exaurir o jovem médio, que saiu ao intervalo para dar lugar ao goleador brasileiro. E com Jonas perto de Jiménez o Benfica transfigurou-se. O mexicano nem estava a jogar mal, como não estava Carcela, mas a utilização de Talisca como segundo avançado não chegava para dar à equipa a presença suficiente no último terço. Jonas empatou, aproveitando o espaço que ele tão bem sabe encontrar no corredor central, depois de uma abertura de Carcela. E depois fez o passe para Jiménez marcar o 2-1, no seguimento de uma falha caricata do guarda-redes Mateus, que falhou um alívio com os pés e deixou o avançado com a baliza escancarada para uma finalização fácil. Só nessa altura o Sp. Braga voltou a acordar para o jogo. Paulo Fonseca já tinha trocado o mais cerebral Wilson Eduardo pelo potente Stojiljkovic e, com a entrada de Aaron em vez de Mauro foi capaz de pegar no jogo nos últimos dez minutos. Rui Vitória sentiu o perigo e reforçou o meio-campo com Fejsa, mas nem assim foi poupado a dois sustos. Valeu-lhe que tanto Aaron como Stojiljkovic dispararam ao lado, carimbando assim a passagem do Benfica à final da Taça de Liga. A última de três finais que faltam ao Benfica esta época, enquanto que o Sp. Braga pode agora centrar todas as atenções na Taça de Portugal, que jogará frente ao FC Porto no Jamor.
2016-05-02
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O FC Porto regressa ao Dragão, depois da derrota em Dortmund, frente ao Borussia, para a Liga Europa (0-2), tendo agora como adversário o Moreirense, que nunca ali pontuou. E se noutros tempos o facto de vir de uma derrota poderia levar a que se pensasse que este era um jogo em que os dragões necessariamente reagiriam, a realidade desta época tem sido diferente, pois já por duas vezes a equipa azul-e-branca encandeou duas derrotas seguidas. Diferente é a história nos jogos em casa: o FC Porto perdeu ali com o Arouca, na última vez que subiu ao relvado do Dragão: desde Outubro de 2008 que o FC Porto não perde dois jogos seguidos em casa. A última vez que tal aconteceu, era Jesualdo Ferreira o treinador portista, os dragões foram batidos por 1-0 frente ao Dynamo Kiev, na Liga dos Campeões, e perderam depois o jogo seguinte em casa, por 3-2, frente ao Leixões, na Liga portuguesa. Ao terceiro jogo venceram o V. Guimarães por 2-0. Desde então, o FC Porto perdeu mais 14 jogos no Dragão, mas a norma tem sido a resposta com uma vitória na partida seguinte: após essas 14 derrotas, registaram-se 12 vitórias e apenas um empate (já esta época, a motivar a saída de Lopetegui), faltando perceber o que acontece agora contra o Moreirense no seguimento do desaire face ao Arouca. E atenção que nem todos os jogos de rescaldo foram contra adversários fáceis: destaque para um 3-1 ao Sporting, em 2013/14, após uma derrota em casa com o Zenit (0-1), ou para o 2-1 ao Athletic Bilbau no seguimento da saída da Taça de Portugal, frente ao Sporting (1-3), em 2014/15. Esta época, porém, já se registou a primeira reação sem vitória a uma derrota caseira: depois de perder com o Marítimo, por 3-1, na Taça da Liga, o FC Porto empatou no Dragão com o Rio Ave (1-1), motivando a chicotada psicológica. Numa época que também já ficou marcada por duas raras sequências de duas derrotas (Marítimo e Sporting em Dezembro/Janeiro e depois V. Guimarães e Famalicão em Janeiro), falta perceber como vai agora a equipa reagir aos resultados negativos na partida frente ao Moreirense.   O FC Porto vem também de um jogo em que não marcou golos: o 0-2 em Dortmund foi o oitavo zero atacante dos dragões esta época, depois de ter ficado em branco contra Sp. Braga (0-0), Dynamo Kiev (0-2), Chelsea (0-2), Sporting (0-2), V. Guimarães (0-1), Famalicão (0-1) e Feirense (0-2). E atenção que a equipa também já encadeou dois zeros seguidos, quando perdeu de enfiada com V. Guimarães e Famalicão.   As únicas vitórias que o Moreirense obteve em 2016 foram fora de casa. Os cónegos fizeram dez jogos desde o Ano Novo, ganhando três, todos longe do seu estádio: 3-0 ao Boavista a 2 de Janeiro, 2-1 ao Arouca no dia 17 e 1-0 ao U. Madeira a 7 de Fevereiro. A equipa de Miguel Leal perdeu a outra deslocação, por 5-1, frente ao Marítimo, nos Barreiros.   Aboubakar marcou golos nas últimas três jornadas de campeonato. Fez o primeiro do FC Porto na vitória frente ao Estoril (3-1, de virada), marcou o golo portista na derrota em casa frente ao Arouca (1-2) e foi dele o tento da vitória nos 2-1 (outra vez de virada) frente ao Benfica, na Luz. Foi a segunda vez que o camaronês marcou em três jogos de campeonato seguidos – a anterior ainda tinha sido em França, no Lorient, em Novembro/Dezembro de 2013. Na altura bisou frente ao Evian e depois marcou nas vitórias frente a Nice e Montpellier.   Marega, o avançado que o FC Porto foi buscar ao Marítimo na última janela de mercado, obteve o seu único bis desta época na baliza do Moreirense. Foi a 10 de Janeiro que Marega marcou dois golos a Stefanovic, na vitória do Marítimo sobre os cónegos, por 5-1.   Rafael Martins marcou nas duas últimas jornadas da Liga: fez o golo da vitória (1-0) ante o U. Madeira, na Ribeira Brava, e depois bisou na derrota caseira frente ao Belenenses (2-3). Já tinha sido ele a marcar na derrota com o Estoril (1-3, na 19ª jornada), o que eleva para três jogos a sua série de partidas a fazer golos. É que na 20ª jornada o brasileiro não foi escalado para defrontar o Benfica, tal como agora está fora do jogo com o FC Porto.   Rafael Martins, além disso, estaria em condições de obter um feito raro, caso marcasse um golo ao FC Porto no Dragão. É que já fez um dos golos na derrota do Moreirense na Luz (3-2) e o tendo de honra nos 3-1 com que os Cónegos perderam em Alvalade. Se marcasse ao FC Porto podia repetir a proeza que já conseguiu em 2013/14, época em que marcou aos três grandes com a camisola do V. Setúbal:  fez um golo na derrota por 3-1 com o FC Porto no Bonfim, outro no empate a duas bolas com o Sporting no mesmo local e outro ainda no empate a uma bola com o Benfica na Luz.   Aliás, Rafael Martins raramente deixa de marcar nos jogos grandes: como em 2014/15 esteve no Levante, em Espanha, vai já com quatro jogos seguidos sempre a marcar aos grandes: esta época fez um ao Benfica (2-3) e um ao Sporting (1-3) e em 2013/14 tinha feito um ao Benfica (1-1) e um ao Sporting (2-2), nas últimas quatro vezes que defrontou um grande. A última vez que ficou em branco num jogo destes foi precisamente no Dragão, a 19 de Janeiro de 2014, quando o V. Setúbal perdeu por 3-0 com o FC Porto e ele jogou toda a segunda parte.   Face à ausência de Martins, resta ao Moreirense esperar a contribuição de outro jogador com tendência para marcar aos grandes: Iuri Medeiros, que já fez oito golos esta época, sendo dois ao Benfica e um ao FC Porto. Como está no Moreirense emprestado pelo Sporting – e não joga contra os leões – isso quer dizer que marcou em todos os jogos com os grandes à exceção da visita à Luz, em Agosto. Aliás, todos os golos de Iuri aos grandes – já na época passada marcara ao Benfica, pelo Arouca – foram em casa.     Evaldo, do Moreirense, foi campeão nacional ao serviço do FC Porto, alinhando na penúltima jornada da Liga de 2003/04, numa partida em que José Mourinho poupou os titulares habituais para a final da Liga dos Campeões.   Ramon Cardozo, avançado do Moreirense, estreou-se na Liga portuguesa frente ao FC Porto. Foi a 18 de Agosto de 2014 que José Mota o lançou numa derrota do V. Setúbal, em casa, frente aos dragões. Do outro lado, o lateral Jose Angel também se estreou contra o Moreirense, jogando os 90 minutos pelo FC Porto de Lopetegui na vitória por 3-0 no Dragão, a 31 de Agosto de 2014.   José Peseiro ganhou os últimos quatro jogos feitos contra o Moreirense, por Sporting (4-1 e 3-1 em 2004/05) e Sp. Braga (1-0 e 3-2 em 2012/13). Mas os cónegos eram uma das suas bestas negras quando dirigia o Nacional, pois nessa altura nunca lhe conseguiu ganhar. Nem em 2001/02, o ano em que ambas as equipas subiram à I Liga (0-0 na Choupana e 5-1 para o Moreirense no Minho, na penúltima ronda, a adiar a promoção dos alvi-negros para o último dia), nem em 2002/03, já entre os grandes (2-0 para o Moreirense no Minho e 1-1 na Choupana).   Por sua vez, Miguel Leal, treinador do Moreirense, perdeu todos os jogos que fez contra o FC Porto no Dragão: 4-0 pelo Penafiel na Taça da Liga de 2013/14 e 3-0 pelo Moreirense na Liga passada. Ao todo, em quatro jogos contra o FC Porto, perdeu três e empatou um (o 2-2 da primeira volta da atual Liga). Esta será a primeira vez que Miguel Leal defronta José Peseiro.   O Moreirense já tirou dois pontos esta época ao FC Porto, através do empate a duas bolas em Moreira de Cónegos, na primeira volta. Foi uma das três vezes (em 12 encontros) que os verde-brancos evitaram a derrota com os portistas, a quem nunca ganharam em toda a sua história. E, tanto nas Antas como no Dragão, perderam sempre, ainda que só uma vez por mais de um golo (3-0 em Agosto de 2014).                   
2016-02-20
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O Benfica vem com uma série de nove vitórias consecutivas desde o empate a zero com o U. Madeira na Choupana, a 15 de Dezembro. A equipa de Rui Vitória vai tentar, em Moreira de Cónegos, frente ao Moreirense, o décimo sucesso de enfiada, mas mesmo que o consiga ainda ficará longe da melhor sequência de jogos em seis anos com Jorge Jesus, que foram 18 vitórias seguidas, entre Dezembro de 2010 e Março de 2011. Após o empate com o U. Madeira, que deixou o Benfica a sete pontos do Sporting, já então líder da classificação, o Benfica encetou a recuperação que lhe permitiu reduzir a desvantagem e colocar-se no segundo lugar, tendo ainda conseguido qualificar-se para as meias-finais da Taça da Liga. Para tal, teve de vencer nove jogos consecutivos, a melhor série de uma equipa portuguesa esta época, pois o Sporting não passou das sete vitórias consecutivas e o FC Porto das quatro. Os encarnados começaram esta série batendo o Rio Ave por 3-1, prosseguiram-na ganhando ao Nacional por 1-0 e ao V. Guimarães pelo mesmo score, continuaram com um 6-0 ao Marítimo, um 4-1 ao Nacional e um 2-1 ao Estoril, voltaram a vencer por 1-0 quando defrontaram o Oriental, tendo ainda batido o Arouca por 3-1 e este mesmo Moreirense por 6-1. As nove vitórias seguidas já superam qualquer série do Benfica de 2014/15 e ficam a apenas um sucesso do melhor que a equipa fez em 2013/14, quando ganhou dez jogos seguidos entre um empate frente ao Gil Vicente (1-1, em início de Fevereiro de 2014) e outro empate contra o Tottenham (2-2, em finais de Março). Mas se em 2011/12 o Benfica conseguira onze vitórias consecutivas (entre as derrotas com o Marítimo, em Dezembro de 2011, e com o Zenit, em Fevereiro de 2012), a melhor série dos últimos anos é bem mais longa. Foram as 18 vitórias seguidas que a equipa obteve entre uma derrota contra o Schalke na Luz, a 7 de Dezembro de 2010, e outra contra o Sp. Braga, na Pedreira, a 6 de Março de 2011. Para lá chegar, a este Benfica ainda lhe faltam mais oito vitórias sem vacilar. Uma série que, a concretizar-se, passaria pelas receções ao FC Porto e ao Zenit, pela meia-final da Taça da Liga, contra o Sp. Braga, e se concluiria em Alvalade, contra o Sporting, já em Março.   - Miguel Leal, treinador do Moreirense, perdeu os sete jogos que fez contra o Benfica. Aos dois desta época (3-2 na Luz para a Liga e 6-1 em Moreira de Cónegos para a Taça da Liga) juntam-se ainda os dois da Liga anterior (3-1 na Luz e em Moreira de Cónegos), mais três em competições a eliminar: 4-1 e 2-0 com o Moreirense para a Taça de Portugal e a Taça da Liga da época passada e ainda um 0-1 com o Penafiel para a Taça de Portugal de há dois anos.   - O mexicano Raul Jiménez marcou golos nos dois jogos entre Moreirense e Benfica esta época: fez, a 15’ do fim, o golo do empate a uma bola na Luz, em Agosto, no jogo que os encarnados acabaram por ganhar por 3-2 e, ainda na primeira parte, marcou o quarto da goleada por 6-1 em Moreira de Cónegos, para a Taça da Liga, na terça-feira passada.   - Iuri Medeiros, o autor do golo do Moreirense ao Benfica, na terça-feira passada, no jogo da Taça da Liga, já tinha esta época marcado ao FC Porto, no empate a duas bolas que os dragões cederam em Moreira de Cónegos. E o golo de terça-feira não foi o primeiro do açoriano ao Benfica, uma vez que já tinha batido Júlio César da época passada, ainda ao serviço do Arouca, numa derrota por 3-1 em casa.   - Por sua vez, Talisca marcou nos últimos dois jogos do Benfica fora de casa: fez um hat-trick ao Moreirense (nos 6-1 de terça-feira) e marcou o tento solitário da vitória no Carlos Salema, frente ao Oriental, ambos para a Taça da Liga.   - Mitroglou fez golos nas últimas três jornadas de campeonato, não ficando em branco em jogos da Liga desde a goleada que o Benfica infligiu ao Marítimo (6-0, a 6 de Janeiro). Desde aí, marcou o quarto nos 4-1 ao Nacional na Choupana, o primeiro na reviravolta frente ao Estoril (2-1) e o segundo nos 3-1 ao Arouca, na Luz.   - Rafael Martins, por sua vez, marcou nas últimas três partidas que o Moreirense fez em casa para o campeonato: bisou nos 2-0 ao Nacional e fez um golo em cada uma das derrotas contra o V. Guimarães (3-4) e o Estoril (1-3). Curioso que o brasileiro também marcou o golo com que o Moreirense abriu o score na derrota por 3-2 contra o Benfica na Luz.   - O Moreirense perdeu os últimos dois jogos que fez em casa, pois antes dos 6-1 com que foi batido pelo Benfica na Taça da Liga tinha perdido por 3-1 com o Estoril, em partida de campeonato. Aliás, desde o Natal que os cónegos não ganham um jogo no seu estádio. Após os 2-0 ao Nacional, a 20 de Dezembro, perderam por 4-3 com o V. Guimarães e empataram a zero com o mesmo Nacional, mas em partida da Taça da Liga.   -O médio Vítor Gomes, do Moreirense, estreou-se na Liga contra o Benfica, lançado por João Eusébio numa derrota do Rio Ave frente aos encarnados em Vila do Conde, a 19 de Março de 2006.   - O Benfica venceu os últimos oito confrontos com o Moreirense, todos desde o empate a uma bola em Dezembro de 2012, para a Taça da Liga, no Minho. Em seis das últimas sete vitórias dos encarnados, porém, o Moreirense também marcou golos, tendo ficado apenas em branco nos 2-0 para a Taça da Liga, em Janeiro do ano passado. Contudo, em 17 jogos entre as duas equipas, o Moreirense nunca ganhou ao Benfica, tendo obtido apenas três empates, dois deles na Luz.   - Curioso é que nas últimas quatro vezes que estas duas equipas se defrontaram na Liga, o Benfica marcou sempre três golos e ganhou os quatro jogos (três vezes por 3-1 e uma por 3-2), mas foi sempre o Moreirense a marcar primeiro. Fê-lo Vinicius na Luz no encerramento do campeonato de 2012/13 (respondeu o Benfica por Cardozo e com um bis de Lima), repetiu-o João Pedro nas duas partidas da época passada (Eliseu, Maxi e Lima responderam pelos encarnados na Luz; Luisão, Eliseu e Jonas fizeram-no em Moreira de Cónegos), e por fim fê-lo Rafael Martins nos 3-2 da Luz em Agosto (tendo Jiménez, Samaris e Jonas marcado pelo Benfica e Cardozo pelos minhotos).
2016-01-31
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Último Passe

Um golo de Montero, a seis minutos do final da partida, deu ao Sporting uma vitória por 3-2 sobre a Académica e três pontos muito importantes na luta pelo título, porque permitem pelo menos manter os adversários à distância e evitam que caia sobre a equipa a pressão acrescida que esta teria de suportar se fosse alcançada. Claro que na sequência do jogo se falará muito mais sobre a arbitragem de Cosme Machado do que sobre as dificuldades que o líder do campeonato vem revelando jornada a jornada, mas estas também devem ser dignas de análise em Alvalade. Porque se, como disse no final da partida Adrien Silva, “há fatores que a equipa não consegue controlar”, mais vale centrar-se naqueles que controla. Para Jesus, o que tem de importar é manter o foco no jogo. Frente à Académica, tal como acontecera nas receções ao Sp. Braga e ao Tondela, o Sporting viu-se em desvantagem no marcador durante a primeira parte, dando avanço ao adversário, tanto no marcador como na confiança com que este passou a enfrentar o jogo. Tal como há uma semana fizera o Paços de Ferreira, a Académica marcou numa bola parada ofensiva em que a equipa leonina desligou. Os gestos de Jesus no banco após o golo de Rafa Soares são sintomáticos do que pensou do lance. Certo é que, a perder, o Sporting teve de redobrar a energia com que se lançou sobre a baliza de Pedro Trigueira, tendo acabado por virar o resultado ainda antes do intervalo. Valeram um golo de bandeira de Adrien Silva e uma excelente jogada de Mané – mais uma opção para Jesus, a julgar pelo que mostrou até ser substituído – a oferecer uma concretização fácil a Ruiz. Temendo a repetição do que se passara frente ao Tondela, em que também chegou ao 2-1 depois de estar a perder, Jesus terá mandado forçar o andamento e substituiu William por Gelson à procura de um terceiro golo que matasse o jogo. Só que o Sporting já não estava com a velocidade nem com a certeza de passe da primeira parte, permitia que a Académica também chegasse perto da baliza de Patrício e acabou por ceder o empate, em mais uma bola parada onde nem o erro do árbitro anula a descoordenação entre o guarda-redes e o estreante Ruben Semedo no ataque à bola. Acabou por ser Montero a garantir o 3-2, a seis minutos do final, num lance em que os leões fizeram valer a superioridade numérica na área adversária, mas nem os três pontos devem desviar Jesus do que mais lhe importa neste momento. E, lamento desiludir os mais radicais, não é de arbitragem que falo.
2016-01-31
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Último Passe

Há pelo menos duas formas de olhar para a reviravolta que o Sporting conseguiu contra o Sp. Braga em Alvalade, acabando por vencer por 3-2 um jogo que parecia perdido ao intervalo, quando eram os minhotos a liderar por 2-0. Uma é concentrarmo-nos no caráter, na coragem e na qualidade de jogo ofensivo que os leões mostraram na segunda parte. Outra é olhar para a apatia do seu jogo defensivo durante o primeiro tempo. Sem descontar a qualidade do Sp. Braga, que está perto dos grandes e pode sempre discutir qualquer jogo com eles, consensual será apenas que este foi o terceiro grande espetáculo de futebol consecutivo em jogos entre estas duas equipas. Os três pontos que os leões somaram – e a forma como a eles chegaram, com um golo de Slimani em cima do minuto 90 – foram celebrados de forma entusiasta por um estádio cheio, que verá neles uma espécie de premonição de conquistas que estarão para vir. Mas, mesmo tendo reforçado que no primeiro tempo o Sporting teve ocasiões para fazer golos, certamente que Jorge Jesus não deixará de alertar os seus jogadores para o facto de na primeira parte se terem mostrado apáticos, lentos na reação e passivos sem bola. É certo que Slimani podia ter aberto o ativo, que Paulo Oliveira acertou com uma cabeçada no poste, mas defensivamente a equipa não se entendia com o futebol rápido dos bracarenses, sobretudo de Rafa, uma enguia a escapulir-se aos defensores leoninos. E se tinha escapado incólume a um início fraco, com o Sp. Braga por cima, o Sporting acabou por sucumbir a dois lances perto do intervalo, que valeram outros tantos golos a Wilson Eduardo e ao próprio Rafa. À entrada para a segunda parte, já se sabia que só um Sporting intenso podia sonhar com a ideia de uma reviravolta. Gelson entrou para o lugar de um William demasiado pausado e mexeu com o jogo por três ordens de razões. Primeiro, porque, forçando muitas vezes o um-para-um, desestabilizou a defesa do Sp. Braga. Depois porque, permitindo a passagem de João Mário para o corredor central, deu aos leões mais qualidade no seu jogo. E por fim porque foi num cruzamento dele que André Pinto cometeu o penalti que deu o 1-2 à equipa da casa, marcado por Adrien. Depois do golo, o Sporting acreditou, forçou ainda mais, com a entrada de Montero para o lugar de Bruno César, e esteve muitas vezes perto do empate, que acabou por obter com alguma sorte, quando Jefferson falhou um remate, Montero recuperou a bola e bateu Kritciuk. Faltava um quarto de hora para o final. E se por um lado o Sp. Braga se recompunha, com as entradas de Alan e Stojiljkovic, aproximando-se mais do 4x3x3, o Sporting acusava o esforço. A saída de João Mário, esgotado, parecia corresponder a uma desistência leonina de chegar mais longe e foi Rafa, nessa altura, quem esteve mais perto de desbloquear o jogo para os visitantes. Até que Ruiz e Slimani resolveram o jogo – o costa-riquenho com um cruzamento milimétrico, o argelino, que até já tinha falhado dois golos cantados, com um cabeceamento letal. O Sporting ganhava um jogo que parecia ter perdido e, antes de FC Porto e Benfica jogarem, garantira que chegará ao fim da primeira volta pelo menos com quatro pontos de avanço sobre o segundo. Mas para os manter – e tendo em conta que acaba o campeonato com deslocações ao Dragão e a Braga nas últimas três jornadas, convém que os mantenha – terá de ser mais vezes a equipa intensa da segunda parte e menos o coletivo apático da primeira.
2016-01-10
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Último Passe

Que a relação entre o Real Madrid e Rafa Benítez estava condenada ao fracasso, não era preciso ser muito dotado de perspicácia para o adivinhar. Ainda assim, o desfecho de hoje, com a demissão do treinador apresentado por Florentino Pérez para suceder a Carlo Ancelotti no Verão e a entrada imediata em funções de Zinedine Zidane veio demonstrar muito mais que a evidência de que Benítez não era o homem certo para o projeto. Demonstra o instinto de sobrevivência de Florentino, rápido no gatilho depois de perceber que se insistisse ainda podia levar com o ricochete. E demonstra ainda que o presidente já está tão convicto do erro cometido que cortou a cabeça ao treinador que tinha escolhido, mesmo quando o líder segue a apenas quatro pontos de distância – cinco se o Barcelona vencer o jogo em atraso com o Sp. Gijón. O problema de Benítez não é de falta de conhecimento. É de excesso. Benítez é um daqueles treinadores que sabe tanto de futebol, vive tanto para o futebol, que fica fora da realidade em que estão os comuns mortais. Não é atrasado mental – é adiantado mental. E para o caso faz o mesmo efeito. Porque treinar uma grande equipa é muito mais do que saber de futebol, é muito mais do que montar uma equipa e adequá-la a uma ideia de jogo. É liderar homens, é articular egos. E, antes de falhar no resto, Rafa Benítez falhou nisso também, ao conseguir pôr contra ele a generalidade das fações existentes no complicado balneário madridista. De Sergio Ramos a Cristiano Ronaldo. De James Rodríguez aos jovens espanhóis como Isco ou Jesé. A situação tem algum paralelo com a de José Mourinho no Chelsea, mas também muitas diferenças – porque o Chelsea estava muito longe da liderança e em Londres não havia registo público de desinteligências. Zidane chega do Real Madrid B para aglutinar boas vontades e salvar a Liga, o que não será fácil. Se o francês ganhará o direito a continuar depois do Verão ou se será substituído por mais um “galáctico” do banco vai depender também da forma como for capaz de colocar a equipa a jogar. Porque – e aí está a parte premonitória – não era difícil adivinhar que a ideia de jogo de Benítez tinha pouco ou nada a ver com as caraterísticas dos jogadores que ele tinha à disposição. É verdade que se uma equipa marca dez golos ao Rayo Vallecano e zero ao Málaga, tem uma média de cinco golos nesses dois desafios. Mas deixa pontos pelo caminho. E este Real Madrid tem sido totalmente bipolar, alternando jogos em que abre a barragem goleadora com outros em que embatuca e não sai do zero. Mudar isso é o primeiro desafio de Zidane.
2016-01-04
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As três equipas que ainda não tinham tido penaltis a seu favor na Liga tiveram todas um nesta jornada: o U. Madeira converteu o seu na baliza da Académica, o Nacional fez o mesmo contra o Arouca, mas o Rio Ave falhou o seu primeiro penalti do campeonato, contra o Tondela. A partir de agora, já todas as equipas tiveram pelo menos um penalti a favor, sendo que ainda há duas sem qualquer grande penalidade contra: V. Guimarães e Benfica.   - Ainda acerca de penaltis, Bruno Moreira fez, de grande penalidade, o primeiro golo do Paços de Ferreira no empate a duas bolas frente ao Belenenses. Foi o sétimo penalti desta Liga a favor dos pacenses, que desta forma igualaram o Sporting na condição de equipa com mais remates dos onze metros a seu favor na competição. Aliás, o Paços de Ferreira vai com três jornadas seguidas a ter pelo menos um penalti a seu favor.   - Ao vencer o U. Madeira por 3-1, a Académica obteve a segunda vitória consecutiva em casa, pois já tinha ganho ao Belenenses por 4-3 na 13ª jornada. A última vez que a Académica tinha ganho duas vezes seguidas em casa tinha sido em Janeiro de 2014, quando bateu consecutivamente o P. Ferreira (4-2) e o Gil Vicente (1-0). João Real e Ivanildo, que fizeram golos na sequência presente, também já os tinham feito na de 2014.   - Fernando Alexandre, em contrapartida, marcou nos dois últimos jogos da Académica em Coimbra: fez o quarto nos 4-3 ao Belenenses e o segundo nos 3-1 ao U. Madeira.   - O central Paulo Monteiro fez o primeiro golo na Liga, na transformação de um penalti (o tal que foi o primeiro da equipa de Norton de Matos no campeonato). Mas já foi o seu quarto golo desta época, pois tinha obtido um hat-trick no jogo da Taça de Portugal contra o Sertanense, que o U. Madeira venceu por 5-1. Todos os seus golos foram de penalti.   - O Moreirense ganhou pela primeira vez na história no terreno do Boavista e fê-lo logo por 3-0. Foi a terceira vitória consecutiva dos cónegos em todas as competições, depois de terem ganho ao Nacional (2-0, para a Liga) e ao Oriental (4-2, para a Taça da Liga), algo que a equipa não conseguia desde Agosto de 2013, quando ainda estava na II Liga e venceu sucessivamente Ac. Viseu, Sp. Covilhã e Chaves.   - Rafael Martins, do Moreirense, vai com quatro jogos seguidos sempre a marcar golos: fez o golo ao Sporting na derrota por 3-1 em Alvalade, depois bisou nos 2-0 ao Nacional e nos 4-2 ao Oriental e agora fez o segundo nos 3-0 ao Boavista. Melhorou a sua melhor sequência desta época, que era de três jogos sempre a marcar (Tondela, Aves e V. Setúbal) e igualou a melhor desde que está em Portugal, quando festejou sucessivamente contra Nacional, Académica, Benfica e Olhanense, em Abril e Maio de 2014. Esta sequência, porém, tem uma particularidade: é que pelo meio o brasileiro não jogou frente ao Sp. Braga.   - Os 3-0 encaixados contra o Moreirense representam a derrota mais alargada do Boavista em casa desde uns 4-1 que sofreram do Vizela, em Março de 2014, no Campeonato Nacional de Seniores. Na I Liga, o Boavista não perdia em casa por três ou mais golos desde Outubro de 2006, quando o Nacional ali venceu por 4-0.   - Ao empatar com o Arouca, em casa (2-2), o Nacional somou o sexto jogo seguido sem vitória, contando todas as competições. A equipa de Manuel Machado iguala assim a série negra de Março e Abril do ano passado, quando somou três empates e três derrotas contra Sporting (duas vezes), Benfica, FC Porto, Académica e Rio Ave. Desta vez, após a vitória contra o Marítimo (3-1, em finais de Novembro), também tem três empates e três derrotas, ante FC Porto, Benfica, Estoril, Aves, Moreirense e Arouca.   - O empate na Choupana confirma que o Arouca gosta mesmo de dividir os pontos: foi o oitavo em 15 jornadas para a equipa orientada por Lito Vidigal. Na últimas cinco jornadas, porém, os jogos dos arouquenses têm descoberto os golos, pois em todas elas se verificou que ambas as equipas marcaram.   - Zequinha, que fez o primeiro golo do Arouca na Choupana, ainda não tinha marcado esta época. O seu último golo na Liga já tinha sido na Madeira, a 6 de Abril de 2015, e também tinha valido um empate, mas ao V. Setúbal (que representava nessa altura) num jogo frente ao Marítimo.   - O empate frente ao Estoril valeu mais uma expulsão ao Marítimo. Desta vez foi Ruben Ferreira, a ver o segundo amarelo já em período de compensações. Foi a 12ª expulsão dos verde-rubros em 15 jornadas da Liga, o que transforma este parcial no total de expulsões mais elevado da história do Marítimo na I Liga. E ainda falta mais de meio campeonato.   - Leo Bonatini fez o golo que valeu ao Estoril o empate nos Barreiros contra o Marítimo. O avançado brasileiro marcou os últimos quatro golos dos canarinhos, todos os que a equipa fez desde o início de Dezembro. O último além dele a marcar um golo pelo Estoril foi Dieguinho, na vitória por 1-0 frente ao Caldas, na Taça de Portugal, a 22 de Novembro. Na Liga, então, ninguém a não ser Bonatini faz um golo pelo Estoril desde que Afonso Taira obteve o tento do empate (2-2) frente ao Rio Ave, a 24 de Outubro.   - O empate significou para o Estoril a continuação da série negra de jogos sem vitórias na Liga. São já nove, desde a vitória sobre o U. Madeira (2-1) em casa, a 27 de Setembro. O Estoril igualou assim a pior série da época passada, que foi de precisamente nove jogos da Liga sem ganhar entre um 1-0 ao Arouca (a 25 de Janeiro) e um 1-0 ao Paços de Ferreira (a 13 de Abril). Pelo caminho, José Couceiro saiu e cedeu o lugar a Fabiano Soares, o atual treinador.   - O golo de Suk ao Sp. Braga significa que esta já é a época mais produtiva do coreano do V. Setúbal. Ao todo, contabilizando todas as competições, Suk soma já onze concretizações (nove na Liga e duas na Taça de Portugal), batendo os seus próprios registos de 2014/15 quando, entre Nacional e V. Setúbal, acabou a temporada com dez (seis na Liga, três na Taça de Portugal e um na Taça da Liga).   - O bracarense Marcelo Goiano, que garantiu o empate do Sp. Braga em Setúbal, fez o seu primeiro golo na Liga. Já tinha marcado pelo Sp. Braga, mas sempre na Taça de Portugal: ao Alcains na época passada e ao Sporting esta época. Antes disso, pelo Feirense, também tinha um golo pelo Feirense, mas ao Fafe, também na Taça de Portugal.   - Carlos Martins voltou a ser expulso, no empate do Belenenses em Paços de Ferreira, o que já não lhe acontecia desde 8 de Fevereiro do ano passado, quando o Belenenses perdeu em Guimarães, por 1-0. Foi a terceira expulsão do médio desde que regressou de Espanha, para jogar no Benfica, e em nenhum desses jogos a sua equipa ganhou.   - Ukra falhou o primeiro penalti do Rio Ave nesta Liga e o primeiro de que os vila-condenses beneficiam desde 21 de Março. Nessa altura, o mesmo Ukra fez golo ao Benfica, contribuindo para uma vitória por 2-1 dos verde-e-brancos.        
2016-01-04
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O FC Porto ainda não perdeu esta época na Liga e procura o 30º jogo seguido sem derrotas na prova, desde que foi batido pelo Marítimo, por 1-0, em Janeiro. Uma série que equivaleria a um campeonato inteiro com 16 equipas e que é a mais longa invencibilidade na prova dos dragões desde os 53 jogos seguidos sem perder na Liga conseguidos por Vítor Pereira, André Villas-Boas e Paulo Fonseca entre Janeiro de 2012 e Novembro de 2013 e interrompida precisamente com uma derrota frente à Académica, em Coimbra, por 1-0. Além disso, o FC Porto fez, na semana passada, um ano sem perder em casa para a Liga. A última derrota no Dragão para esta competição foi a 14 de Dezembro de 2014, frente ao Benfica, por 2-0, tendo os dragões jogado ali para esta prova mais 17 vezes. Muito aquém dos 81 jogos que a equipa azul e branca esteve sem perder em casa para o campeonato entre uma derrota com o Leixões em Outubro de 2008 e outra com o Estoril em Fevereiro de 2014. O problema para os academistas é que a sua equipa não marca golos fora há três jogos: empatou a zero com o Trofense na Taça de Portugal, ganhando nas grandes penalidades, sendo depois batida pelo Benfica (3-0, para a Liga) e pelo Boavista (1-0, para a Taça). O último golo da equipa fora de Coimbra foi obtido por Rabiola, no empate (1-1) no Estoril, a 6 de Novembro.   - Julen Lopetegui ganhou os três jogos que fez contra a Académica, todos na época passada: 3-0 em Coimbra e 1-0 no Dragão para a Liga a juntar a um 4-1 em casa para a Taça da Liga. Este último jogo serviu a Gonçalo Paciência, atual jogador da Académica – impedido de jogar por estar emprestado pelos dragões – para marcar o seu único golo com a camisola azul-e-branca.   - Filipe Gouveia, treinador da Académica, só defrontou um grande do futebol nacional como treinador, tendo perdido com o Benfica na Luz, por 3-0. O último que enfrentou enquanto jogador, ao serviço do Gil Vicente, foi precisamente o FC Porto, no Dragão, em Abril de 2006. E também perdeu por 3-0.   - Layun esteve entre os marcadores de golos dos últimos dois jogos do FC Porto em casa para a Liga. Fez, de penalti, o 2-1 decisivo ao Paços de Ferreira e já tinha sido ele a fechar o placar nos 2-0 ao V. Setúbal.   - A Académica teve dois penaltis contra em cada um dos jogos que já fez contra os outros dois grandes. Perdeu com o Sporting em casa por 3-1, num jogo em que Adrien falhou um penalti e Aquilani converteu outro, e foi batido por 3-0 pelo Benfica na Luz, com dois penaltis de Jonas pelo meio.   - Helton, o guarda-redes portista que jogou na Taça de Portugal frente ao Feirense e que deverá estar no banco contra a Académica, estreou-se na Liga portuguesa precisamente frente aos estudantes, a 23 de Março de 2003 (há mais de doze anos!), quando Manuel Cajuda o lançou num empate caseiro da U. Leiria.   - A Académica tem no plantel três jogadores que ganharam campeonato nacional e Taça de Portugal pelo FC Porto. O lateral Emídio Rafael ganhou a dobradinha em 2010/11, o extremo Ivanildo tinha conseguido a mesma dupla de troféus em 2005/06 e o avançado Rabiola fê-lo em 2008/09.   - O FC Porto ganhou os últimos quatro jogos em casa à Académica, que não pontua no Dragão desde Março de 2012, quando esteve mesmo à beira de ganhar: adiantou-se por Edinho e só cedeu o empate nos descontos, graças a um penalti convertido por Hulk. Para encontrar uma vitória da Académica no Porto é preciso recuar a 1971 e ao velhinho Estádio das Antas: na altura a equipa liderada por Juca impôs-se por 3-2 ao FC Porto de António Teixeira.   - O FC Porto nunca perdeu na Liga com Bruno Esteves a apitar, tendo cedido apenas dois empates em oito jogos (Feirense e Rio Ave, ambos fora de casa). A Académica ganhou duas vezes em dez jogos com ele, mas já o teve esta época na receção ao Sporting, que perdeu por 3-1. Nesse jogo, Esteves fez jus à reputação de disciplinador e expulsou Fernando Alexandre. Em cinco jogos da atual Liga, o árbitro de Setúbal já mostrou quatro vermelhos e assinalou quatro grandes penalidades.
2015-12-19
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O Sporting ganhou ao Moreirense por 3-1, sentenciando a sétima vitória seguida desde a derrota com o Skenderbeu, na Albânia (3-0). É a melhor série da época e a melhor desde as oito vitórias consecutivas que a equipa de Marco Silva entre um empate com o Moreirense (14 de Dezembro de 2014) e uma derrota com o Belenenses para a Taça da Liga (21 de Janeiro).   - Com a vitória, os leões chegam à 13ª jornada com 35 pontos, fruto de 11 vitórias e dois empates. Este ainda é o seu melhor arranque no campeonato desde 1990, quando atingiram esta fase da prova com 12 vitórias e um empate. Na altura, com as normas de pontuação antiga, os resultados valeram 25 pontos, que seriam 37 com a vitória a três pontos.   - Rui Patrício e Stefanovic entraram em campo como os dois guarda-redes há mais tempo sem sofrer golos na Liga, mas ambos viram as séries interrompidas. O guardião leonino passou 538 minutos sem ir buscar uma bola ao fundo das redes, entre o golo de Josué (V. Guimarães, a 4 de Outubro) e o penalti de Rafael Martins. Bateu assim a melhor marca da atual Liga, que estava na posse do bracarense Kritciuk, com 505 minutos de imbatibilidade.   - Stefanovic, por seu turno, já não sofria golos desde que foi batido por Obiorah (Académica, a 1 de Novembro). Acumulou 374 minutos seguidos sem sofrer golos até ao tento de Gelson Martins, ainda na primeira parte do jogo de Alvalade.   - Gelson Martins fez nessa altura o seu primeiro golo no campeonato. Já tinha marcado por duas vezes, mas sempre noutras competições: nos 4-0 ao Vilafranquense, na Taça de Portugal, e nos 4-2 ao Lokomotiv Moscovo, na Liga Europa.   - Aquilani fez o primeiro golo de bola corrida pelo Sporting, pois os dois que tinha marcado até aqui tinham saído de grandes penalidades convertidas face à Académica e ao Skenderbeu. O italiano não fazia um golo de bola corrida desde 2 de Outubro de 2014, quando abriu o marcador numa vitória da Fiorentina sobre o Dynamo Minsk (3-0), na Liga Europa.   - Jorge Jesus mandou Slimani marcar um penalti, com Adrien em campo. Foi a segunda vez esta época que, estando em campo, Adrien foi preterido na marcação de uma grande penalidade: a anterior foi em Coimbra, contra a Académica, porque o médio já tinha falhado um pontapé dos onze metros nesse jogo. Na altura foi Aquilani o designado para bater.   - O Sporting aumentou para sete o total de penaltis de que beneficiou em 13 jornadas, mantendo-se como equipa que beneficiou de mais grandes penalidades e em linha nesse particular com a época de 2001/02, quando foi campeão pela última vez. Na altura, chegou ao fim das 34 jornadas com 17 penaltis a favor e também tinha sete à passagem da 13ª jornada.   - Em contrapartida, o Sporting já viu os árbitros apitarem-lhe três penaltis contra. Só o Marítimo, com cinco, e a Académica, com quatro, foram tão penalizados como os leões.   - Rafael Martins, que marcou esse penalti, fez um golo ao Sporting em Alvalade depois de já ter feito outro ao Benfica na Luz. Não jogou contra o FC Porto em casa, mas ainda terá a oportunidade de completar o ramalhete na visita ao Dragão, na segunda volta. Em 2013/14, na sua época de estreia em Portugal, pelo V. Setúbal, marcou aos três grandes.   - Slimani falhou um penalti, ainda que marcando o golo na recarga, o que lhe permitiu marcar pelo segundo jogo consecutivo pela terceira vez esta época. Foi ainda a primeira vez que marcou em dois jogos seguidos em Alvalade depois de o ter feito a Boavista e Sp. Braga em Abril e Maio.
2015-12-14
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Último Passe

Jorge Jesus inverteu a sua lógica de poupanças, usou a equipa titular contra o Besiktas, onde o Sporting assegurou a continuidade na Liga Europa, e poupou alguns titulares no desafio com o Moreirense, ganhando-o na mesma, por 3-1, e mantendo a liderança na Liga, mesmo que o FC Porto acabe mesmo por ganhar o seu jogo com o Nacional na Choupana. E se na quinta-feira esteve à beira do falhanço que podia pôr os dois objetivos em causa – perdia a meia-hora do fim um jogo que tinha de ganhar, desgastando a equipa titular – hoje pôde gerir com toda a tranquilidade uma partida que se pôs fácil ainda durante a primeira parte. Tranquilidade a mais, até, numa ponta final que quase complicava os objetivos do treinador. Jesus tinha três objetivos para estes dois jogos: ganhá-los e nivelar o esforço do plantel, poupando os tradicionalmente mais sacrificados e dando rodagem a quem dela precisava, já a pensar na Taça de Portugal, quarta-feira, em Braga. Ora, tirando Rui Patrício, Naldo, Ruiz e Slimani, nenhum leão cumpriu mais de jogo e meio nas duas partidas. O guarda-redes não está assim tão sujeito a esforço físico, Naldo até pode ficar de fora em Braga, Slimani é fisicamente muito forte e, de Ruiz, Jorge Jesus espera sempre superação total, pelo que não será difícil de perceber que as coisas lhe correram exatamente como ele queria, sem desvios ao planeado. Contra o Moreirense, o Sporting entrou tal como o vem fazendo ultimamente: sem chama ofensiva, a beneficiar os equilíbrios. Tinha superioridade territorial mas sofria par criar situações de golo, até que marcou dois na ponta final do primeiro tempo: primeiro Gelson, de livre indireto trabalhado no laboratório; depois Aquilani, num raro lance em que os dois médios-centro apareceram envolvidos até ao fim num movimento ofensivo, pois a assistência para golo foi de Adrien Silva. Com o 3-0, marcado antes da hora de jogo por Slimani, na recarga a um penalti que o treinador quis que fosse ele a bater mas que ele começou por falhar, o Sporting tinha o jogo resolvido, e Jesus passou para o modo gestão. Trocou os dois médios e, ao fazê-lo, perdeu o controlo da partida para um Moreirense que sabe jogar a bola e que, para já, fez golos a Benfica (2-3), FC Porto (2-2) e Sporting (1-3). Desta vez a reação final não lhe valeu pontos, mas chegou para interromper a série de jogos dos leões com a baliza a zeros na Liga: o Moreirense marcou por Rafael Martins, de penalti, mas ainda obrigou Rui Patrício a duas grandes defesas nos últimos dez minutos, mostrando que há limites para a gestão. Não a que é feita pelo treinador, mas a que fazem os homens que estão em campo.
2015-12-13
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O FC Porto entra em Stamford Bridge com uma certeza: a não ser que o Dynamo Kiev não ganhe em casa ao Maccabi (que até agora perdeu todos os jogos), só se qualifica para os oitavos de final da Liga dos Campeões se ganhar ao Chelsea. E isso significaria o afastamento dos londrinos da prova. Complicado, se olharmos aos precedentes históricos. É que em 16 visitas a Inglaterra, tudo o que os dragões conseguiram foram dois empates. E num deles a equipa era liderada por José Mourinho – que agora treina o Chelsea – e acabou por sagrar-se campeã da Europa. Os empates aconteceram ambos no mesmo cenário: Old Trafford, em Manchester. Em 2003/04, um golo de Costinha, já perto do fim da partida, valeu um empate a uma bola contra o United, que tinha perdido no Dragão por 2-1 e assim ficou pelo caminho nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões que o FC Porto acabou por vencer. O outro empate foi em 2008/09, mas a dois golos: marcaram pelos portistas Cristian Rodriguez a abrir e Mariano González a um minuto do fim. O resultado deixava a equipa de Jesualdo Ferreira numa boa posição para seguir para os quartos-de-final da Liga dos Campeões, mas um golo de Cristiano Ronaldo valeu ao United uma vitória no Dragão (1-0) na segunda mão e a caminhada até à final, que acabou por perder com o Barcelona. De resto, as outras 11 visitas do FC Porto a Inglaterra saldaram-se todas por derrotas, algumas delas com números concludentes. Três delas, aliás, aconteceram em Stamford Bridge: 3-1 em Setembro de 2004, 2-1 em Março de 2007 e 1-0 em Setembro de 2009. Além desses jogos, o FC Porto perdeu ainda com o Newcastle (1-0 em 1969/70), o Wolverhampton (3-1 em 1974/75), o Manchester United (5-2 em 1977/78 e 4-0 em 1996/97), o Tottenham (3-1 em 1991/92), o Liverpool (2-0 em 2000/01 e 4-1 em 2007/08), o Arsenal (2-0 em 2006/07, 4-0 em 2008/09 e 5-0 em 2009/10) e o Manchester City (4-0 em 2011/12).   - O Chelsea entra em campo sabendo que a vitória lhe garante sempre o primeiro lugar do grupo e que o empate lhe vale a qualificação, mas em segundo lugar: se o Dynamo ganhar ao Maccabi, ficaria atrás dos ucranianos; caso o Maccabi consiga pontuar em Kiev, o Chelsea continuaria a ser segundo, mas nesse caso atrás do FC Porto. A derrota só chega ao Chelsea para ser segundo no caso de o Dynamo não ganhar ao Maccabi.   - Nunca uma equipa portuguesa conseguiu ganhar ao Chelsea em Stamford Bridge. Além do FC Porto, também já ali perderam o Benfica (2-1 em 2011/12) e o Sporting (3-1 em 2014/15). O FC Poirto foi, porém, a única equipa nacional que já ganhou aos “blues”, ainda que sempre no Dragão: 2-1 na fase de grupos de 2004/05 (fez na segunda feira onze anos) e outra vez 2-1 na presente época.   - O Chelsea já perdeu quatro vezes em casa nesta época negra: 2-1 com o Crystal Palace, 3-1 com o Southampton, 3-1 com o Liverpool e 1-0 com o Bournemouth. Todas as derrotas aconteceram em jogos da Premier League. Em partidas internacionais o Chelsea não perde em casa desde Abril de 2014, quando o Atlético Madrid ali venceu por 3-1 nas meias-finais da Liga dos Campeões.   - Além disso, o Chelsea não faz golos há dois jogos seguidos: 0-0 com o Tottenham e 0-1 com o Bournemouth. Não lhe acontecia semelhante coisa desde Novembro de 2012, quando até esteve três jogos seguidos sem marcar golos: uma derrota por 3-0 em Turim com a Juventus seguida de dois empates a zero com Manchester City e Fulham. Na altura o Chelsea esteve seis jogos sem ganhar e Roberto Di Matteo foi demitido, cedendo o lugar a Rafa Benítez.   - O FC Porto vem com três vitórias seguidas: 1-0 ao Tondela, 4-0 ao U. Madeira e 2-1 ao P. Ferreira. Procura a quarta da sequência, o que já conseguiu esta época quando bateu sucessivamente Chelsea (2-1), Belenenses (4-0), Varzim (2-0) e Maccabi Tel Aviv (2-0).   - Além disso, os dragões ganharam o último jogo fora de casa na Liga dos Campeões (3-1 ao Maccabi). Não ganham duas deslocações europeias consecutivas desde Novembro do ano passado, quando se impuseram a Athletic Bilbau (2-0) e Bate Borisov (3-0).   - Bruno Martins Indi poide fazer o 50º jogo com a camisola do FC Porto. Tem até aqui 49, 30 deles na Liga portuguesa. Os restantes dividem-se entre a Liga dos Campeões (16), a Taça da Liga (dois) e a Taça de Portugal (um). Marcou dois golos, a Gil Vicente e Sp. Braga.
2015-12-08
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Último Passe

Podemos achar o que quisermos sobre o facto de haver um documentário acerca de Cristiano Ronaldo destinado ao ecrã grande do cinema, mas uma coisa não pode ser ignorada: a indiferença com que toda a gente no Real Madrid encarou a cerimónia de lançamento da obra. Se lá esteve Ancelotti, se lá esteve Ferguson, se lá esteve até José Mourinho, o técnico com quem o CR7 não mantém relações propriamente efusivas, não se vê na falta de Rafa Benítez, de Florentino Pérez ou de algum representante seu mais do que uma declaração. Uma declaração acerca do futuro, à qual me custa a entender que Jorge Mendes, pelo poder que tem, seja alheio.O clima anda tenso, como era inevitável que viesse a acontecer a partir do dia em que a aposta do Real Madrid foi em Rafa Benítez, um treinador com tanta vontade de deixar marcas no clube que precisava de pôr tudo em causa. Incluindo a forma de funcionar com e para Ronaldo. Seja por razões táticas, seja devido à falta que lhe faz Benzema - aproximando Ronaldo dos problemas que enfrenta no ataque móvel e sem referências da seleção nacional - seja por ter deixado de sentir o afeto entretanto partilhado com outros, a verdade é que Ronaldo não está a gosto e tanto ele como os que o rodeiam fazem questão de que isso se saiba sem terem de o dizer. Porque não podem dizê-lo, como é evidente.Foi a entrevista à Kicker, a admitir que há-de sair de Madrid um dia; foi o segredo a Laurent Blanc, no jogo contra o PSG, a abrir caminho a especulações; foi agora a discussão com Sérgio Ramos, no final da derrota em Sevilha, a primeira da época. Tudo achas para uma mesma fogueira, a fogueira que vinha sendo alimentada por meia dúzia de exibições tristes, para as quais as táticas de Benítez contribuem com frequência. E exatamente a mesma fogueira que foi mais inflamada ainda por Florentino Pérez, quando confrontou o jogador à frente das câmaras de TV após as declarações à Kicker ou não se fez sequer representar a si ou ao clube no lançamento do documentário sobre a vida do seu jogador bandeira, do seu Bola e Bota de Ouro.  Ora se Florentino não é idiota - e eu acho que não é - e sabe bem o que vai dizer-se neste tipo de circunstâncias, não creio que esteja a ser surpreendido pelo que está a passar-se. Como todos os bons gestores, tê-lo-á mesmo antecipado. Tê-lo-á feito ele, como certamente podem tê-lo Ronaldo ou Jorge Mendes, que esteve bem à vista de todos na cerimónia de Londres, como o esteve também José Mourinho, treinador estrela da Gestifute cuja presença foi o sublinhado a grosso da ausência do Real Madrid. Novidades? Lá para o fim da época veremos.
2015-11-09
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- Ao empatar com o V. Setúbal na Choupana, o Nacional estabeleceu a mais longa série de jogos seguidos sem perder em casa: 14. A última vez que os alvi-negros perderam ali foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto voltaram a passar por lá os leões, bem como o FC Porto, mas ambos empataram. A melhor série do Nacional em épocas nas quais esteve na I Liga estava em 13 jogos, entre uma derrota com o Marítimo (0-1), a 14 de Dezembro de 2003 e outra com o Sevilha (1-2), a 30 de Setembro de 2004. Nesses 13 jogos, porém, o Nacional ganhou 11 (empatou apenas com o Sporting e o FC Porto), enquanto nos atuais 14 já vai com cinco empates (Moreirense, Sporting, FC Porto, V. Guimarães e V. Setúbal).   - Ao mesmo tempo, o facto de ter empatado com o V. Setúbal impediu o Nacional de passar, mais uma vez, a barreira das três vitórias seguidas em casa. Depois de bater P. Ferreira (3-0, ainda na época passada), U. Madeira (1-0) e Académica (2-0), esta foi a nona vez que a equipa madeirense falhou desde a última ocasião em que conseguiu as tais quatro vitórias consecutivas no seu estádio, que foi entre Abril e Setembro de 2004, quando ali ganhou a Beira Mar (3-0), Ro Ave (4-0), outra vez Beira Mar (2-1, já na nova época) e Académica (2-1). - Arranque extraordinário do coreano Suk, autor do golo que deu o empate ao V. Setúbal frente ao Nacional na Choupana (1-1). Marcou em quatro dos seis jogos da sua equipa, somando até ao momento cinco golos e três assistências. Curioso ainda o facto de ter marcado ao Nacional depois de o ter feito ao Marítimo: foram as outras duas equipas que representou em Portugal.   - O golo de Marega, que valeu a vitória do Marítimo sobre o Tondela (1-0), foi o terceiro a chegar depois do minuto 90 nesta Liga. Desses, dois foram obtidos pelo Marítimo (já tinha sucedido com Dyego Souza contra o V. Setúbal) e outros tantos foram sofridos pelo Tondela (que já tinha perdido com o Sporting com um golo de Adrien Silva nos descontos).   - Marega fez o nono golo em Portugal (oitavo na Liga), mas apenas o segundo como suplente utilizado. A única vez que tinha marcado depois de saltar do banco foi em Fevereiro, quando ajudou o Marítimo a vencer em Penafiel por 4-3.   - Diallo, que em Portugal já representara Arouca e Académica, foi expulso pela primeira vez no nosso país no Marítimo-Tondela. Com a sua expulsão, o Marítimo torna-se a equipa que mais vermelhos viu na Liga: quatro em seis jornadas.   - O empate com o Arouca foi a segunda vez que o Belenenses desperdiçou uma vantagem de dois golos na atual Liga. Já lhe tinha sucedido quando deixou que o Rio Ave recuperasse de 3-1 para 3-3 no Restelo. Nas duas vezes, o adversário marcou os dois golos nos derradeiros 15’ de jogo.   - Luís Leal voltou a marcar em Arouca, mantendo o registo 100% goleador nos jogos do Belenenses na Liga que começa como titular. Já tinha sido titular e marcado em casa com o Moreirense.   - Os dois golos do Arouca no jogo foram obtidos de fora da área: livre de Nuno Valente a desviar na barreira e remate de muito longa distância de Hugo Basto. Foram os dois primeiros golos de fora da área do Arouca esta época. O Belenenses já tinha sofrido um, marcado pelo benfiquista Talisca.   - Os 13 golos sofridos pelo Belenenses à sexta jornada são o pior arranque defensivo dos azuis desde Outubro de 1987, quando chegaram a esta ronda com 14 bolas nas redes (na altura com o contributo dos 7-1 encaixados nas Antas frente ao FC Porto). Essa equipa acabou a Liga em terceiro lugar, com a sexta melhor defesa da Liga (38 golos em 38 jogos).   - A série de imbatibilidade do guarda-redes André Moreira, do U. Madeira, foi interrompida na derrota do clube insular no Estoril, por 2-1. Ficou nos 361 minutos, entre o golo do nacionalista Soares, na segunda jornada, e o primeiro do Estoril no domingo, marcado por Leo Bonatini. É a maior série da atual Liga, mas não a mais longa do U. Madeira no campeonato. Essa continua a pertencer a Zivanovic, que a estabeleceu em 413 minutos entre 6 de Março e 23 de Abril de 1994.   - Leo Bonatini voltou a marcar pelo Estoril, fazendo-o pelo quarto jogo consecutivo (incluída aqui a derrota frente ao Oriental na Taça da Liga). Já fez mais golos neste início de época (cinco) que em toda a temporada passada (quatro).   - A vitória por 2-1 frente ao U. Madeira, quarta em seis jogos, significa que os canarinhos estão a assinar o melhor arranque de época desde 1947/48, quando ganharam quatro jogos e empataram um dos primeiros seis. O Estoril acabou essa época em quarto lugar, vendo-se ultrapassado pelo Belenenses apenas na última jornada, na qual empatou com o FC Porto na Constituição.   - Sérgio Conceição estreou-se no banco do V. Guimarães com uma derrota frente ao Sp. Braga (0-1). Foram exatamente o mesmo resultado e o mesmo adversário que já lhe tinha assinalado a estreia na Académica: 0-1 em Braga. No Olhanense também começara a perder: 2-1 nos Barreiros com o Marítimo. O único clube português onde se estreara a ganhar foi mesmo o Sp. Braga, onde abriu conta com um conclusivo 3-0 ao Boavista.   - Rafa marcou pelo terceiro jogo consecutivo no Sp. Braga, a mostrar que lhe fez bem o banco nos jogos com Boavista e Estoril. Antes de marcar ao V. Guimarães já tinha sido ele a obter o golo da vitória frente ao Slovan Liberec, tendo contribuído com um golo na goleada (5-1) ao Marítimo. O máximo de jogos consecutivos em que Rafa tinha feito golos era de dois, o que conseguira por duas vezes: Estoril e Arouca em 2013/14 e V. Guimarães e Penafiel em 2014/15. Nas duas vezes, o terceiro jogo, no qual ficou em branco, tinha sido contra o V. Guimarães.   - Ao perder em Vila do Conde, com o Rio Ave, a Académica superou o arranque de 1977, no qual perdeu os cinco primeiros jogos, tendo contudo ganho o sexto. Para encontrar um início de campeonato tão mau da Briosa há que recuar até 1943/44. Nesse campeonato, a equipa dirigida por Severiano Correia perdeu os primeiros seis jogos, mas cinco foram fora de casa: FC Porto (3-2), Olhanense (5-1), Salgueiros (3-1), Atlético (2-1) e Benfica (2-1). Pelo meio, caiu também aos pés do Sporting em Coimbra (3-4). Ganhou pela primeira vez à sétima jornada, em casa, ao V. Guimarães (3-2). Acabou a época em nono lugar, assegurando a manutenção à custa do Salgueiros.
2015-09-29
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O guarda-redes André Moreira manteve a baliza a zeros pela terceira vez consecutiva na Liga, na receção do U. Madeira ao Arouca, que terminou empatada a zero. São já 321 minutos consecutivos de imbatibilidade, desde o golo de Soares, na derrota do União frente ao Nacional, na segunda jornada. O jovem guardião do União estabelece assim o melhor registo da atual Liga e o mais longo de toda a sua ainda curta carreira (tem apenas 19 anos). Esta não é, ainda assim, a melhor série do U. Madeira na I Liga. Essa foi estabelecida por Goran Zivanovic entre 6 de Março e 23 de Abril de 1994. Foram nessa altura 413 minutos sem sofrer golos, a começar no segundo de Ricardo Lopes, numa derrota no terreno do E. Amadora (2-0), passando por três empates a zero (Sporting e Farense em casa e Gil Vicente fora) e numa vitória por 2-0 frente ao V. Guimarães e terminando num golo de Tavares, a abrir uma derrota por 3-0 frente ao Boavista no Bessa.   - Fábio Pacheco, do V. Setúbal, foi o primeiro jogador a ser expulso por duas vezes na atual Liga: antes de ver o vermelho aos 2 minutos da receção ao V. Guimarães, já tinha visto outro aos 78’, na visita à Académica. Os sadinos não perderam nenhum dos jogos, pois se agora empataram a dois golos, em Coimbra ganharam por 4-0.   - O congolês Arnold (V. Setúbal) obteve na baliza do V. Guimarães o segundo bis da sua carreira. O anterior tinha sido a 22 de Outubro do ano passado, quando ajudou o Chaves a ganhar ao Santa Clara por 2-1, na II Liga.   - Armando Evangelista deixou o comando técnico do V. Guimarães após o empate em Setúbal. Foi a primeira chicotada psicológica no clube minhoto desde a saída de Manuel Machado, após a primeira jornada da Liga de 2011/12. Na altura, Basílio Marques assegurou a transição até à entrada de Rui Vitória.   - Ao mesmo tempo que Armando Evangelista, saiu José Viterbo da Académica. A equipa de Coimbra repete a “medicação” da época passada, quando afastou Paulo Sérgio, mas fá-lo mais cedo, pois o treinador anterior resistiu até à 21ª jornada. Viterbo caiu após sete derrotas consecutivas na Liga (cinco nesta ápoca, duas na anterior) e 14 jornadas seguidas sem ganhar, desde os 2-1 ao Nacional, a 15 de Março. Paulo Sérgio tinha resistido 15 jornadas sem o sabor da vitória.   - As cinco derrotas com que a Académica arrancou na Liga são o pior registo da equipa de Coimbra desde 1977. Na altura, perdeu consecutivamente com Riopele (fora, 0-2), Sporting (casa, 1-5), Belenenses (fora, 0-2), V. Guimarães (casa, 1-3) e Varzim (fora, 1-0). O treinador, que era Juca, manteve-se e a Académica ganhou à sexta jornada ao Boavista, por 3-2. No final da época acabou em oitavo lugar.   - A última equipa a somar zero pontos à quinta jornada foi o Trofense, em 2008. O treinador, que era Toni, só resistiu às três primeiras derrotas, entrou Tulipa, o Trofense ainda chegou ao 12º lugar mas depois acabou a época em último e desceu de divisão.   - Ao marcar dois golos na vitória do Rio Ave frente ao Paços de Ferreira (3-0), Heldon obteve o primeiro bis desde Dezembro de 2013, quando foi fundamental no empate a dois golos do Marítimo em casa frente ao Nacional. Aliás, nesse dia repetiu a dose da semana anterior, quando marcara os dois golos da vitória maritimista em Arouca. À atenção da Académica, o próximo adversário dos vila-condenses.   - O primeiro golo de Heldon foi ainda o centésimo da Liga. Ao 39º jogo. Na época passada tinha sido o benfiquista Lima a obter o 100º golo da prova, nos 3-1 do Benfica ao Moreirense, mas ao 42º jogo. Há dois anos marcara-o Evandro, do Estoril, no empate a dois que os canarinhos obtiveram em casa frente ao FC Porto, também ao 39º desafio.   - Edimar marcou, de livre, o terceiro da vitória do Rio Ave. Não fazia um golo na Liga desde Dezembro de 2013, quando inscreveu o nome na lista de marcadores na derrota do Rio Ave frente ao FC Porto (1-3). De livre, já não marcava desde 23 de Setembro de 2012, quando bateu Beto noutra derrota do Rio Ave (4-1) em Braga.   - O Paços de Ferreira perdeu pela primeira vez em casa desde Janeiro, quando ali passara o Nacional (3-2). E não perdia na Mata Real com tanta clareza desde Abril de 2014, quando o mesmo Nacional lá ganhara por 5-0.   - Leo Bonatini fez em Tondela o primeiro golo fora de casa desde que chegou a Portugal e ao Estoril. Os seis que tinha marcado desde o início da época passada tinham acontecido todos no António Coimbra da Mota.   - Luís Leal abriu o marcador na vitória do Belenenses sobre o Moreirense (2-0), fazendo o seu primeiro golo na Liga portuguesa desde Novembro de 2013, quando bisou na vitória do Estoril sobre o Rio Ave, em Vila do Conde, pelo mesmo resultado. Desde essa data, porém, só foi titular mais uma vez, num Estoril-V. Guimarães que antecedeu a sua transferência para a Arábia Saudita.   - O Moreirense não ganhou um único jogo nas primeiras cinco jornadas, seguindo com apenas um ponto. É algo de inédito nas cinco épocas dos cónegos na Liga. O pior que tinham até aqui era uma vitória e quatro derrotas, no ano de estreia (2002/03). Nas últimas três temporadas apresentavam o mesmo registo: uma vitória, dois empates e duas derrotas.   - Ao entrar, a 10 minutos do final, para o lugar de Stojlikovic, na goleada bracarense sobre o Marítimo (5-1), Wilson Eduardo estreou-se com a camisola do Sp. Braga na Liga e ainda fez o 100º jogo na competição. Soma 27 partidas no Beira Mar, 27 no Olhanense, 25 na Académica, 20 no Sporting e agora 1 no Sp. Braga.   - O lateral Lionn, do Rio Ave, foi o outro “centenário” da jornada. É, contudo, mais constante nas camisolas do que Wilson Eduardo. Dos 100 jogos, 81 foram com o verde-e-branco do Rio Ave vestido, completando o lote com 8 jogos no Olhanense e 11 no V. Guimarães.   - Depois do golo ao Slovan Liberec, Rafa marcou também ao Marítimo. Não lhe acontecia marcar em dois jogos consecutivos desde que ajudou o Sp. Braga a vencer fora o V. Guimarães (2-1 para a Taça de Portugal) e o Penafiel (6-1 para a Liga) em Novembro do ano passado.   - O Marítimo não levava cinco golos num jogo desde Novembro de 2012, quando foi batido pelo FC Porto no Dragão por 5-0. Ruben Ferreira foi o único do onze que jogou nesse dia a repetir a experiência ontem.
2015-09-22
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- Maicon marcou, de livre direto, ao Estoril, o 11º golo pelo FC Porto e o primeiro que não foi obtido de cabeça. Os dez anteriores tinham sido todos na sequência de livres laterais ou cantos de Belluschi, João Moutinho, Hulk, James Rodríguez e Carlos Eduardo. A exceção a esta regra foi um golo de livre direto na única ocasião em que o central brasileiro representou a equipa B portista: a 3 de Fevereiro de 2013 surpreendeu João Pinho e marcou, quase de meio-campo, um livre à Oliveirense que ajudou a uma vitória por 3-1.   - Aboubakar marcou nos últimos três jogos do FC Porto em casa. Bisou ao Penafiel nos 2-0 com que os dragões encerraram a última Liga, repetiu a graça nos 3-0 aplicados ao V. Guimarães na abertura da atual e agora abriu o marcador nos 2-0 ao Estoril.   - Ao manter a baliza inviolada contra o Estoril, Iker Casillas voltou a contribuir com mais 90 minutos para o alargamento da série de imbatibilidade dos dragões nos jogos da Liga disputados em casa. São já 1125 minutos que Fabiano, Helton e agora Casillas levam sem sofrer golos em casa para a Liga, desde o segundo tento de Lima, na vitória do Benfica por 2-0, no Dragão, em Dezembro. O próximo jogo dos portistas em casa será precisamente contra o Benfica e, nele, bastarão três minutos para superar a série de 1127 estabelecida por Vítor Baía em 1995/96.   -O FC Porto fez apenas oito remates à baliza do Estoril durante os 90 minutos. O valor é um mínimo desde o empate no Restelo, como o Belenenses, que valeu o título ao Benfica na penúltima jornada da temporada passada, mas para encontrar um total tão baixo num jogo em casa é preciso recuar a 6 de Abril de 2014, quando os dragões bateram a Académica em casa por 3-1 rematando as mesmas oito vezes.   - O Estoril vai com cinco jogos seguidos sem sequer marcar golos no terreno dos grandes. Os 2-0 de sábado frente ao FC Porto somam-se aos 4-0 que encaixou na Luz face ao Benfica na abertura desta Liga e a mais três jogos negativos em 2014/15: 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e 4-0 em Alvalade. Tudo a seguir à melhor época da história do clube neste particular, por em 2013/14 ganhou fora a FC Porto e Sporting pelo mesmo resultado: 1-0.   - O Benfica virou frente ao Moreirense, de 0-1 para o 3-2 final. Foi a primeira reviravolta no marcador dos encarnados desde 8 de Março, quando venceram fora o Arouca por 3-1, depois de ter estado a perder por 1-0. Ponto em comum aos dois jogos é Iuri Medeiros, que em Março marcou o golo do Arouca e no sábado foi titular do Moreirense.   - Samaris marcou o primeiro golo com a camisola do Benfica. A última vez que tinha festejado em nome individual foi a 9 de Março de 2013, quando fez o golo do Olympiakos numa derrota (1-2) em Salónica com o PAOK.   - Jonas fez golos nos últimos quatro jogos do Benfica na Luz. Marcou o tento da vitória frente ao Moreirense, mas antes já tinha feito dois nos 4-0 ao Estoril, outros dois nos 4-1 ao Marítimo na festa do último título nacional e um nos 4-0 ao Penafiel. Não fica em branco na Luz desde 26 de Abril, quando o Benfica empatou a zero com o FC Porto.   - Raul Jiménez precisou de apenas dois jogos para marcar um golo no Benfica. No Atlético de Madrid, só marcou ao sétimo: contribuiu para os 4-0 com que os colchoneros ganharam ao Sevilha, a 27 de Setembro. O problema, porém, é que não marcou mais nenhum no que restou da época passada.   - Este Benfica-Moreirense foi fiel à história recente das duas equipas. Já são quatro jogos seguidos para a Liga com o mesmo resumo: o Moreirense marca primeiro e o Benfica acaba por ganhar. Os três jogos anteriores (a última jornada de 2013/14 e as duas partidas de 2014/15) tinham acabado com 3-1 favorável aos encarnados. Desta vez ficou 3-2.   - A última equipa a marcar duas vezes na Luz tinha sido o Sp. Braga, que ali ganhou por 2-1 nos oitavos de final da Taça de Portugal da época passada. Se contarmos só jogos da Liga, a última equipa a consegui-lo foi o Arouca, que ali empatou (2-2), a 6 de Dezembro de 2013.   - Rafael Martins já tinha marcado ao Benfica na última vez que tinha defrontado os encarnados, em Maio de 2014. Se no sábado abriu o placar, nessa altura fez de grande penalidade o golo que valeu o empate (1-1) ao V. Setúbal.   - A vitória do Sporting em Coimbra por 3-1 significa que tanto o clube como Jorge Jesus mantêm a série positiva nas visitas à Académica. Os leões não perdem em Coimbra desde 8 de Maio de 1977, enquanto que Jesus nunca ali perdeu como treinador.   - Aquilani fez de grande penalidade o primeiro golo com a camisola do Sporting. Não marcava desde de 2 de Outubro de 2014, quando abriu o placar numa vitória da Fiorentina em Minsk (3-0), a contar para a Liga Europa.   - Adrien falhou a primeira grande penalidade desde que, a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então e até acertar agora no poste da baliza de Lee, marcou a Schalke, Estoril, Marítimo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - O Sporting viu ser-lhe assinalada uma grande penalidade contra pelo segundo jogo consecutivo na Liga. Não lhe acontecia semelhante coisa desde Outubro e Novembro de 2013, quando perdeu (1-3) no Dragão com o FC Porto e ganhou (3-2) em casa ao Marítimo, sempre com golos sofridos de penalti. Ponto em comum é o árbitro Bruno Esteves, que tinha estado nesse Sporting-Marítimo.   - Bruno Esteves nunca tinha assinalado três grandes penalidades no mesmo jogo da Liga, mas já tinha marcado duas. Foi a 4 de Novembro de 2011, num empate caseiro do Sporting com a Naval, em que começou por apontar para a marca dos onze metros quando Evaldo derrubou Marinho, permitindo aos figueirenses empatar a uma bola, mas depois marcou uma mão de Camora na área, que Postiga converteu no 2-2 momentâneo.   - O último jogo com três penaltis na Liga também tinha sido em Coimbra. Foi o Académica-Gil Vicente, a 25 de Abril último, e os gilistas ganharam por 2-1, com golos de penalti de Ruben Ribeiro e Cadu, a responder a outro penalti de Rui Pedro. O árbitro era Soares Dias. Na época passada houve mais dois jogos com três penaltis: o Estoril-Penafiel (apitado por Tiago Martins) e o Paços de Ferreira-V. Setúbal (Luís Ferreira).   - Fernando Alexandre, expulso pelos dois penaltis cometidos, não via um vermelho desde 11 de Setembro de 2011, quando João Ferreira o expulsou imediatamente antes do intervalo de uma derrota do Olhanense, em casa, contra o Feirense (1-2).   - Além de FC Porto e Sporting, há mais cinco equipas que ainda não perderam nesta Liga: Rio Ave, V. Setúbal, Arouca, Paços de Ferreira e Belenenses. Para os vila-condenses não há grande novidade, uma vez que também não tinham perdido nas três primeiras rondas da época passada e, à 3ª jornada, até lideravam a classificação, mas para o Arouca a sensação é de novidade absoluta, pois nunca por tal tinha passado. O Paços de Ferreira tinha conhecido este arranque em 2012 (e acabou a Liga em terceiro lugar), mas os históricos V. Setúbal e Belenenses já mal se lembram de tal coisa. A última vez que tal sucedeu aos sadinos foi em 2007 (três empates a abrir deram um sexto lugar no final), enquanto que os belenenses têm de recuar até 2004 e a uma Liga que acabaram em nono lugar.   - André Claro, do V. Setúbal, foi o único jogador a marcar golos nas três primeiras jornadas da Liga. O último a conseguir fazê-lo tinha sido Jackson Martínez, que na época passada fez golos a abrir a Marítimo, Paços de Ferreira e Moreirense (dois). Mas para encontrar um português que o tenha feito é preciso recuar a 202, quando o benfiquista Simão marcou consecutivamente a Beira Mar, Moreirense e U. Leiria.   - Ao estabelecer o empate do Rio Ave em Setúbal (2-2), o veterano André Vilas Boas marcou o primeiro golo em 124 jogos na Liga. Misturando todas as competições, só tinha um golo na Taça de Portugal, um na II Liga e outro na II Divisão B. O último tinha sido a 20 de Outubro de 2013, na vitória (3-0) dos vila-condenses fora sobre o Esperança de Lagos.   - O Tondela ganhou pela primeira vez na Liga ao terceiro jogo neste escalão, batendo o Nacional por 1-0. Repetiu a performance do último estreante, o Arouca, que também se impôs pela primeira vez à terceira jornada em 2013, batendo na altura o Rio Ave pelo mesmo score. Pior correu a vida ao Trofense, o estreante anterior: perdeu os primeiros cinco jogos, empatou o sexto e só ganhou à sétima tentativa, batendo fora o V. Setúbal por 2-0.   - Bruno Moreira, que fez o golo do Paços de Ferreira no empate frente ao Arouca, não marcava desde que defrontou… o Arouca. Tinha feito dois dos três golos com que os pacenses venceram fora este mesmo adversário (3-1), a 26 de Abril.   - Rafael Bracalli, guarda-redes do Arouca, liderava a única defensa ainda sem golos sofridos na Liga, mas ainda assim falhou por 13 minutos o seu melhor início de época. Ainda que este tenha sido estabelecido quando era suplente do FC Porto e só atuava em partidas da Taça de Portugal e da Taça da Liga. Os 183 minutos em que manteve a baliza do Arouca inviolada até ao golo de Bruno Moreira só são ultrapassados no seu registo pessoal pelos 196 que durou essa mesma imbatibilidade na baliza do FC Porto em jogos com Pero Pinheiro, Académica e… Paços de Ferreira.   - Alan marcou, na vitória (4-0) sobre o Boavista, o seu 50º golo pelo Sp. Braga. Foram 30 na Liga, dez nas provas da UEFA, sete na Taça da Liga e três na Taça de Portugal. O primeiro acontecera a 23 de Outubro de 2008, na vitória por 3-0 sobre o Portsmouth.   - O U. Madeira-V. Guimarães foi o primeiro jogo sem golos na atual Liga. Aconteceu à 27ª partida, no encerramento da terceira jornada. Na época passada tinha sucedido à 18ª, num Moreirense-Sp. Braga que também fechava a segunda ronda (e também a uma segunda-feira à noite). Há dois anos, em contrapartida, o primeiro 0-0 só aparecera ao 42º jogo, um Académica-Arouca da sexta jornada. Para que se faça uma comparação, a Liga espanhola teve quatro 0-0 na primeira jornada e mais dois na segunda, enquanto que na Premier League inglesa o primeiro nulo surgiu na segunda ronda e na Bundesliga alemã tal só aconteceu à terceira. Em Itália, as primeiras duas semanas de competição ainda não proporcionaram nenhum 0-0  
2015-09-01
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