PESQUISA 

Artigo

Só cinco das 18 equipas que compõem a atual I Liga têm hoje os mesmos treinadores que tinham no início da competição e curiosamente quatro delas estão nos quatro primeiros lugares – Benfica, FC Porto, Sporting e V. Guimarães, além do V. Setúbal. Claro que aqui é sempre complicado distinguir o que é causa e o que é efeito, saber se estão bem por não terem mudado de treinador ou se simplesmente não sentiram necessidade de mudar de treinador porque estavam bem. Mas a única coisa que nos diz esta realidade é que a firmeza de convicções, desde que sejam convicções fundadas e certas, traz sempre resultados, porque permite que se tirem frutos do trabalho integrado. Não nos diz que a coragem para mudar não seja um atributo valorizável. Uma vez, em miúdo, consegui impingir a um amigo a ideia de passarmos um bocado a ver uma cassete VHS de produção artesanal com todos os golos dos Mundiais de 1982 e 1986. Além de não gostar particularmente de futebol, esse meu amigo – que veio a dar jornalista, mas da área política – também não sabia grande coisa do assunto. E mantinha uma teoria indefensável segundo a qual os guarda-redes nunca deviam sair dos postes, porque dessa forma a baliza ficava desguarnecida e o golo tornava-se mais provável. E indiferente ao facto de aquela ser uma cassete que só tinha golos, dizia-me com um misto de ingenuidade e autoridade: “Estás a ver? Sempre que o guarda-redes sai é golo!” Seria agora demasiado fácil e simplista vir aqui dizer que todas as equipas que mudaram de treinador a meio da época devem ter-se arrependido, porque se os quatro primeiros não mudaram e estão lá em cima é por terem beneficiado do trabalho continuado de Rui Vitória, Nuno Espírito Santo, Jorge Jesus e Pedro Martins. E não é assim só porque José Couceiro também está aos comandos do seu Vitória desde o início da época e só ontem à tarde teve a certeza matemática da manutenção no escalão principal. É assim porque há muito mais fatores em apreciação. O primeiro e mais evidente é a qualidade do trabalho do treinador no campo e no banco. Se é competente a trabalhar e potenciar os jogadores, se depois consegue tirar deles o que eles têm e até esticar-lhes os limites, se consegue conjugá-los da melhor maneira enquanto equipa. Esse fator, por si só, justifica as maiores subidas de rendimento após chicotada psicológica que se viram esta época. Falo do Marítimo (20 por cento dos pontos ganhos com Paulo César Gusmão face a 58 por cento com Daniel Ramos) e do Feirense (26 por cento dos pontos ganhos com José Mota e 52 por cento com Nuno Manta), por exemplo, mas talvez venhamos a poder alargar esta apreciação ao Estoril, que no entanto ainda não tem tempo suficiente com Pedro Emanuel para se perceber se este é capaz de consolidar a melhoria: passou de 27 por cento entre Fabiano Soares e Pedro Carmona para 61 por cento com o atual treinador (números, como todos os outros, antes da jornada deste fim-de-semana). Augusto Inácio, por exemplo, teve um efeito extraordinário à chegada ao Moreirense, levando mesmo a equipa à conquista da Taça da Liga, mas nunca conseguiu consolidar estas melhorias no médio prazo e em termos de classificação do campeonato, na qual acabou por deixar a equipa onde a tinha encontrado antes de ceder a vaga no banco a Petit. Acontece que nem tudo tem a ver com a qualidade imediata do treinador. De que outra forma se explicaria que homens que têm sucesso numa circunstância não o consigam noutra? Ou que haja treinadores a obter resultados com determinado tipo de jogadores e não com outros, com certos estímulos e não com outros? Petit, que conseguiu o milagre da manutenção no Boavista há dois anos e uma recuperação a todos os títulos notável no Tondela, no ano passado, de repente deixou de servir para o clube beirão? Mas depois já serve para o Moreirense, de onde tinha sido dispensado Pepa, o treinador em quem apostou o mesmo Tondela, na tentativa de voltar a escapar à descida? E por que razão Jorge Simão, que fizera um trabalho notável no Chaves, como antes o fizera no Belenenses e no Paços de Ferreira, de repente chegou a Braga e falhou? Claro que há aqui o efeito da novidade. Por alguma razão se diz “chicotada psicológica” – por ter o efeito surpresa de uma chicotada, de um acordar, e por mexer com a mente de uma equipa. Mas o que os dirigentes têm de entender é que nenhum treinador é pau para toda a obra, que as hipóteses de sucesso crescem sempre que um clube pensa o seu futebol de uma forma integrada, na qual as ideias de uns coincidem com as ideias dos outros e as práticas têm a ver com as ideias de ambos. Quando isso acontece, tudo fica mais simples. Texto publicado originalmente no Diário de Notícias, de 30.04.2017
2017-04-30
LER MAIS

Último Passe

O mesmo défice de criatividade que já lhe custara dois pontos na partida da Liga dos Campeões frente ao Copenhaga, no Dragão, voltou a impedir o FC Porto de vencer na deslocação a Tondela. Num jogo onde beneficiou de iniciativa atacante quase permanente e de amplo domínio territorial, atenuado apenas na segunda parte, quando o jogo partiu e o Tondela conseguiu meter no relvado alguns contra-ataques, a equipa de Nuno Espírito Santo não foi além de um 0-0 que a penaliza. Não foi um problema de esquema tático – voltou o 4x4x2 –, de eficácia ou de falta de homens ofensivos no onze. O que faltou mesmo foi a capacidade para criar desequilíbrios em ataque organizado. Perante um Tondela bem organizado defensivamente e sempre aguerrido, Nuno Espírito Santo voltou ao 4x4x2, juntando Depoitre a André Silva e entregando as faixas laterais ao regressado Brahimi e a Otávio. Os dois alas procuraram sempre o corredor central, para aí promoverem os tais desequilíbrios – algo que Otávio conseguiu sempre melhor do que Brahimi – e para deixarem as laterais aos ofensivos Layun e Alex Telles. Só que, apesar das tentativas de Ruben Neves desempenhar o papel de médio centro de uma forma mais atacante do que o habitual Danilo, os primeiros 45 minutos foram quase um deserto em termos de situações de perigo. De parte a parte: o FC Porto só entrou com perigo na área uma vez, num passe longo de Felipe a, que nem André Silva, primeiro, nem Depoitre, no aproveitamento do ressalto, deram o melhor seguimento. O Tondela, metido num 4x2x3x1 que tinha em Crislan um avançado capaz de segurar a bola e de esperar pela equipa, dando assim tempo aos homens mais recuados para respirar, ia ganhando confiança. E depois de Gonçalves ter procurado, sem sucesso, um dos ângulos superiores da baliza da Casillas, a segunda parte começou com uma equipa da casa mais afoita do ponto de vista atacante. Espírito Santo quis mudar o ataque, primeiro trocando Brahimi por Oliver – e desviando André André para a direita – e depois substituindo o desastrado Depoitre por Adrián López, mas a primeira situação de golo flagrante da partida foi a equipa da casa a perdê-la, quando Murillo se isolou na cara de Casillas e viu o remate esbarrar na mancha do guarda-redes espanhol. Aí, já com Corona em campo, o FC Porto acordou para dez minutos finais melhores, que certamente tiveram a ver também com a quebra física da equipa de Petit, que também perdera Kaká, o seu cérebro defensivo, por lesão. André Silva e Adrián López ainda chegaram com bola à cara de Cláudio Ramos, mas nas duas situações o guarda-redes do Tondela levou a melhor, segurando um 0-0 que manda uma mensagem para o balneário do Dragão. Para ganhar é preciso mais do que um sistema tático ou a acumulação de jogadores de ataque: eles têm de combinar no campo. E isso é que não se tem visto.
2016-09-18
LER MAIS

Último Passe

O FC Porto voltou a complicar a vida a si próprio, perdendo em casa com o último classificado da Liga, o Tondela, por 1-0, e vendo desaparecerem as últimas esperanças de chegar ao título, com o aumento da desvantagem para o Benfica para nove pontos. O jogo era um desastre à espera de acontecer, face aos antecedentes das duas equipas: um Tondela que só mostra os dentes fora de casa e um FC Porto que vinha sofrendo susto atrás de susto quando defrontava as equipas mais fracas do campeonato no Dragão. O resultado foi ditado por um grande golo de Luís Alberto, aos 59’, mas nem com mais de meia-hora para reverter a situação a equipa de Peseiro foi capaz de chegar sequer ao empate. Valeu-se aí o Tondela de duas grandes intervenções do seu guarda-redes, Cláudio Ramos. O início da partida, na verdade, não fazia prever nada do que acabou por suceder. A avalanche de ataque do FC Porto chegava a ser asfixiante para uma defesa do Tondela que, muitas vezes, nem sabia como conseguia tirar a bola da sua área. Ia sobrevivendo, apenas. Danilo e Aboubakar, este por duas vezes, estiveram à beira de abrir o marcador nuns primeiros 20/25 minutos de grande ritmo e com bons lances de envolvimento da equipa portista, mas o abaixamento da intensidade de jogo que se seguiu, sem um golo portista para servir de farol, permitiu a entrada do Tondela no jogo. E a equipa de Petit começou desde logo a ensaiar alguns contra-ataques, como que a mostrar que pode já estar meio condenada à despromoção mas sabe o que fazer quando lhe dão espaço: já tinha empatado a dois golos em Alvalade, por exemplo. Quem esperasse um FC Porto outra vez desenfreado na sequência do intervalo terá ficado desiludido com a entrada tímida dos dragões na segunda parte. Foi mesmo o Tondela quem mais se mostrou na frente, até ao momento em que marcou mesmo: Luís Alberto aproveitou o espaço que lhe deram à entrada da área para escolher o canto em que colocou a bola, fora do alcance de Casillas. Tal como o Moreirense e o Arouca, também o Tondela se adiantava no Dragão. Definia desde logo o que seria a última meia-hora de jogo: muita gente na área de Cláudio Ramos. E o guarda-redes do Tondela teve ainda tempo de se ligar ao resultado do jogo, com duas manchas gigantes, face a Corona e depois face a Aboubakar, impedindo-os de chegar ao empate. A segunda derrota do FC Porto em casa, a deixar os dragões a nove pontos do líder, arrumou de vez com as esperanças que ainda pudessem ter de chegar ao título. Em contrapartida, a terceira vitória fora de casa do Tondela pode nem ajudar assim tanto a equipa de Petit, que ainda está a oito pontos da linha de água. 
2016-04-04
LER MAIS

Stats

O FC Porto prepara-se para receber o Tondela, que fez esta época a estreia na I Divisão. E se é certo que os dragões têm tido dificuldades nos jogos em casa com as equipas mais fracas do campeonato, também é verdade que nos últimos 25 anos só perderam duas vezes pontos contra equipas que se estreavam na I Liga: o Felgueiras de 1995/96 e o Trofense de 2008/09. E tanto uma como a outra acabaram por descer de divisão, como parece ser o cada vez mais seguro destino desta equipa do Tondela. Desde 1991, estrearam-se na I Divisão dez equipas, a última das quais foi o Tondela, em Agosto do ano passado. Nos 19 jogos feitos nessa época de estreia contra os novos primodivisionários, o FC Porto ganhou 17, incluindo a vitória por 1-0 em Tondela, em Novembro, empatando apenas dois: 2-2 no terreno do Felgueiras, em 1995/96, e 0-0 em casa com o Trofense, em 2008/09. O Felgueiras foi antepenúltimo nesse campeonato, acabando por descer, ao passo que o Trofense foi mesmo último, regressando também ao segundo escalão. Os outros dois jogos dos dragões contra estas equipas saldaram-se por vitórias: 6-2 ao Felgueiras nas Antas e 4-1 na deslocação ao relvado do Trofense. Como em dupla vitória se resolveram os confrontos com os outros estreantes: 2-0 e 3-0 ao Paços de Ferreira em 1991/92; 5-0 e 1-0 ao Campomaiorense em 1995/96; 3-1 e 5-1 ao Alverca em 1998/99; 1-0 e 2-0 ao Santa Clara em 1999/00; 2-1 e 1-0 ao Moreirense em 2002/03; 1-0 e 3-2 à Naval em 2005/06; e 4-1 e 3-1 ao Arouca em 2013/14. O Tondela, de resto, já fez um ponto contra um dos grandes esta época, empatando a duas bolas com o Sporting em Alvalade, na abertura da segunda volta do campeonato. Repetiu, nesse aspeto, a estreia do Arouca, que em 2013/14 também só fez um ponto nos seis jogos contra os grandes, um empate a dois golos com o Benfica (de Jesus, também), na Luz. O último estreante a ganhar a um grande na época de estreia foi o Trofense, que em 2008/09, aliás, roubou pontos aos três grandes e mesmo assim foi o último da tabela: ganhou em casa ao Benfica (2-0), empatou no mesmo local com o Sporting (0-0) e foi empatar a zero com o FC Porto ao Dragão.   O FC Porto sofreu dois golos em cada um dos últimos três jogos em, casa para a Liga: perdeu por 2-1 com o Arouca e ganhou in-extremis ao Moreirense (3-2) e ao U. Madeira (3-2). Desde que José Peseiro chegou ao Dragão, os azuis e brancos sofreram golos em quatro dos seis jogos feitos em casa, sendo as exceções as receções ao Marítimo (1-0) e ao Gil Vicente (2-0, este para a Taça de Portugal).   Peseiro, aliás, nunca conseguiu que o FC Porto ganhasse mais de dois jogos seguidos: ao terceiro, tem vindo sempre borrasca. Logo depois das vitórias frente ao Estoril (3-1) e Gil Vicente (3-0), veio a derrota com o Arouca (1-2). Após as vitórias contra o Belenenses (2-1) e outra vez Gil Vicente (2-0), surgiu a derrota em Braga (3-1). Ora neste momento o FC Porto vem de duas vitórias seguidas, contra o U. Madeira (3-2) e o V. Setúbal (1-0).   O Tondela, em contrapartida, só ganhou duas das 15 partidas feitas sob o comando de Petit, que em Dezembro se tornou o terceiro treinador do clube esta época, depois de Vítor Paneira e Rui Bento. Ambas as vitórias de Petit aconteceram em jogos fora: 3-2 ao Rio Ave e 2-1 ao Moreirense. Além desses dois jogos, a equipa de Petit empatou com o Sporting em Alvalade e sacou ainda dois pontos de dois empates em casa, com V. Guimarães e Belenenses.   Nathan Júnior fez golos nas últimas três deslocações do Tondela: marcou de penalti o golo de honra na derrota frente ao Estoril (1-2), repetiu a proeza, outra vez dos onze metros, na vitória em Moreira de Cónegos, e fez o golo do Tondela na derrota com o Benfica na Luz. Se marcar ao FC Porto, torna-se no primeiro jogador do presente campeonato a fazer golos aos três grandes, com a agravante de o fazer sempre nos jogos fora de casa. Até aqui, o máximo que vários jogadores conseguiram foi marcar a dois dos três: Leo Bonatini (Estoril) e Rafael Martins (Moreirense) não marcaram ao FC Porto; Bruno Moreira (P. Ferreira) e Rafa (Sp. Braga) não marcaram ao Benfica; e Iuri Medeiros (Moreirense) não fez golos ao Sporting.   Tondela e FC Porto só se defrontaram uma vez em toda a história: foi a 28 de Novembro de 2015, em Tondela, e os dragões ganharam por 1-0, graças a um golo de Brahimi. Nesse jogo, a equipa da casa falhou um penalti perto do fim: Chamorro permitiu a defesa de Casillas.   Aliás, o Tondela é uma das equipas com mais penaltis a favor na Liga: tem nove, sendo apenas superado por Paços de Ferreira e Sporting, que contam dez. Os beirões, no entanto, converteram apenas cinco, falhando os outros quatro. E tiveram, no ano de estreia na I Divisão, um penalti a favor contra o Sporting e outro contra o FC Porto.   José Peseiro e Petit vão defrontar-se pela primeira vez como treinadores. Antes de assumir o atual clube, o atual técnico do FC Porto treinou pela última vez em Portugal no Sp. Braga, em 2012/13, ano em que Petit começava a carreira de técnico no Boavista, na II Divisão B. Ainda assim, na única vez que levou uma equipa ao Dragão, Petit saiu de lá com um empate: 0-0 com o Boavista, a 21 de Setembro de 2014.
2016-04-03
LER MAIS

Artigo

Os dois golos que fez ao Tondela, na vitória do Benfica por 4-1, serviram a Jonas para chegar aos 28 na Liga e aos 30 em 37 jogos de todas as competições de 2015/16. Jonas ficou assim a apenas um golo do total que fez em toda a época passada (31 em 35 jogos). O brasileiro tornou-se o primeiro jogador a marcar pelo menos 30 golos em duas épocas consecutivas no Benfica desde que Nené o fez entre 1981 e 1983, com 35 golos em 43 jogos em 1981/82 e 31 golos em 46 jogos em 1982/83. Jonas está a cinco golos da marca de Nené nesse biénio, mas também tem menos 17 jogos.   O total de golos que Jonas conta na atual edição da Liga (28) é ainda o maior numa só edição da competição desde que Jardel somou 42 na prova de 2001/02, ao serviço do Sporting. Se olharmos apenas para jogadores do Benfica, ninguém marcava tanto desde que o sueco Magnusson encerrou o campeonato de 1989/90 com 33 golos (em 32 jogos).   Outro avançado em grande destaque no Benfica é o grego Mitroglou, que voltou a marcar um golo. Nas últimas dez jornadas da Liga, Mitroglou marcou em nove, só ficando em branco contra o U. Madeira. A compensar fez três golos ao Belenenses. Ao todo, os 19 golos que já fez esta época (16 na Liga, dois na Champions e um na Taça de Portugal) igualam as suas melhores épocas de sempre: fez 19 golos em 2011/12 no Atromitos e outros tantos em 2014/15 no Olympiakos.   Gaitán, que assistiu Jardel e Jonas para os dois primeiros golos do Benfica, colocou-se como melhor assistente benfiquista no campeonato e segundo melhor da competição, apenas atrás do portista Layun. Ao todo, o argentino soma onze passes de golo, mais dois que Jonas e o belenense Carlos Martins, mas menos quatro que o mexicano do FC Porto.   Jardel, autor do primeiro golo do Benfica no jogo, fez apenas o segundo golo da época, pois até aqui só tinha marcado ao Vianense, arrancando a ferros uma vitória por 2-1 na Taça de Portugal. No campeonato não marcava desde 11 de Abril do ano passado, quando também abriu uma goleada dos encarnados na Luz: 5-1 à Académica.   Nathan Júnior, que marcou o golo de honra do Tondela mesmo em cima do apito final, veio assegurar que a equipa beirã mantém o registo de marcar sempre fora de casa desde que é liderada por Petit. São já sete deslocações seguidas a fazer pelo menos um golo. O problema é que o Tondela também sofre geralmente mais do que um.   Com o golo ao Benfica, Nathan chegou aos dez golos na Liga, oito dos quais nas nove partidas que leva a segunda volta do campeonato. É o valor mais elevado de um jogador de uma equipa recém-promovida desde que Ghilas marcou 13 golos pelo Moreirense em 2012/13, nem assim impedindo a equipa de Moreira de Cónegos de descer de divisão. Com a vitória, o Benfica voltou a assumir a liderança, que perdera momentaneamente no sábado, por via do sucesso do Sporting no Estoril. Os encarnados chegaram aos 64 pontos, apenas um a menos do que tinham na época anterior à passagem desta mesma 26ª jornada. Para se encontrar um Benfica com menos pontos após 26 jogos é preciso recuar a 2011/12, quando a equipa então liderada por Jorge Jesus chegou a esta ronda com apenas 59 pontos, acabando a época com 69, a seis pontos do FC Porto, que foi campeão.   Muito forte está o Benfica no plano atacante, pois os 70 golos que já marcou nas primeiras 26 jornadas só encontram paralelo recente na época de 2012/13, em que também chegou à 26ª ronda com o mesmo total de golos marcados. Na época passada somava 63 e há dois anos seguia com 52. Em 2012/13, porém, o Benfica nem foi campeão.   Muito fraca é a performance do Tondela, que segue com apenas 13 pontos após 26 jornadas. É a pior pontuação de uma equipa na Liga portuguesa a este ponto da competição desde 2007/08, quando a U. Leiria chegou à 26ª ronda com apenas 12 pontos – e acabou o campeonato com 13, em último lugar, a 12 pontos do penúltimo, que foi o Paços de Ferreira. Em toda a história da Liga portuguesa desde que a vitória vale três pontos, só mais três equipas chegaram aqui com tão poucos pontos: o Penafiel de 2005/06, que também tinha 12, o Estrela da Amadora de 2003/04, que tinha 13, e o Gil Vicente de 1996/97, que somava 12. Todos desceram de divisão em último lugar.  
2016-03-15
LER MAIS

Último Passe

O Benfica ganhou com facilidade ao Tondela, por 4-1, e manteve a liderança isolada na Liga, graças a uma demonstração de superioridade natural quando se trata de um jogo em que primeiro recebe o último classificado. A noite foi absolutamente normal para a equipa de Rui Vitória. O bicampeão nacional nem precisou de meter o pé no acelerador – marcou duas vezes de bola parada e cedo chegou a uma tranquilizadora vantagem de dois golos – e teve direito a mais um bis de Jonas, que assim manteve a distância em relação a Slimani no topo da tabela dos goleadores e voltou a gritar bem alto que têm de contar com ele para a disputa da Bota de Ouro. No fim, aproveitou para gerir quem precisa de descansar, quem tem de ganhar ritmo e até quem, como Mitroglou, precisava de limpar o cadastro com um amarelo. Gaitán e Fejsa, por exemplo, saíram a meio da segunda parte, altura em que Rui Vitória chamou outros jogadores, como Salvio ou Gonçalo Guedes, que precisam de ganhar ritmo para poderem contar na apertada ponta final de época que se apresenta à equipa e em que, entre Liga, Taça da Liga e Champions, todos farão falta. Aliás, já o onze inicial apresentava algumas novidades, como a inclusão de Talisca no lugar do castigado Renato Sanches a meio-campo ou de Nelson Semedo em vez de André Almeida na direita da defesa. Antes que qualquer dos dois mostrasse o que quer que fosse, porém, o Benfica chegou ao golo. Marcou-o Jardel, absolutamente à vontade na sequência de um canto, logo aos 11’, a mostrar que o problema do Tondela nunca foi a capacidade para criar futebol. Ao contrário do que lhe aconteceu quando trouxe o Boavista à Luz, Petit montou desta vez uma equipa positiva, sempre capaz de chegar perto da baliza de Ederson com gente em números interessantes, mas muito mais incompetente no aspeto defensivo. Não foi esse o caso do segundo golo do Benfica, uma magistral jogada coletiva, com contribuição dupla de Gaitán, que ofereceu o remate final a Jonas e tornou o jogo numa tarefa impossível para os beirões, com apenas 24 minutos de jogo. O Benfica passou então a gerir. E só aos 69’ matou de vez a partida, com mais um golo de bola parada: lançamento lateral de Eliseu, desvio ao primeiro poste entre Jardel e um defensor do Tondela, e cabeça de Jonas, sem ninguém por perto mas a ter de meter ele força no remate, tão mortiça vinha a bola. Mitroglou ainda fez o 4-0, num lance em que parecia ir de moto pelo meio dos dois centrais do Tondela – ganhou-lhes uns cinco metros em 20 – e que aproveitou para tirar a camisola nos festejos, colocando-se assim fora da deslocação ao Bessa, na próxima jornada, onde o Benfica também não terá Jardel. No final, o Tondela ainda fez um golo, pelo inevitável Nathan Júnior, a premiar o espírito positivo com que a equipa entrou no jogo. Para que o Tondela se salve, porém, vai ser preciso defender melhor.
2016-03-14
LER MAIS

Stats

O Benfica recebe o Tondela com os olhos na recuperação da liderança, perdida para o Sporting quando os leões ganharam o seu jogo desta 26ª jornada, no Estoril. E quando o que faz falta são golos, o normal é que se olhe para Jonas, o melhor marcador da equipa. Neste jogo, o brasileiro entra a pensar em dois hat-tricks. Um, mais evidente: se fizer três golos, iguala, em meados de Março, o total de tentos de toda a época passada. Outro, mais rebuscado: depois de ter marcado na Luz ao Zenit e ao U. Madeira, esta será a sua terceira oportunidade da época de fechar três jogos seguidos em casa sempre a marcar. Nas duas anteriores, falhou. Jonas soma até este momento 28 golos em 36 jogos efetuados. Desses 28, 26 foram marcados na Liga portuguesa, aos quais o brasileiro soma dois na Liga dos Campeões. Com mais um jogo do que em toda a época passada, Jonas está a três golos do total de então, pois em 2014/15 marcou 31 golos em 35 jogos. Já superou os totais de golos no campeonato (acabou a Liga anterior com 20), mas em contrapartida ainda não marcou na Taça da Liga nem o fez na curta carreira das águias na Taça de Portugal – e em 2014/15 obteve três golos em cada uma destas competições. Daqui se depreende que Jonas está a três golos do total obtido em toda a época anterior, podendo igualá-la se obtiver algo de raro nele: um hat-trick. Desde que chegou ao Benfica, só fez dois. O primeiro logo na primeira vez que foi titular, frente ao Sp. Covilhã, em Outubro de 2014, e o segundo na vitória de Janeiro sobre o Nacional, na Choupana. Resta dizer que, mesmo que consiga esse hat-trick contra o Tondela, Jonas ainda ficará a um golo do seu melhor campeonato de sempre, que foi o Brasileirão de 2010: ao serviço do Grêmio, fez 32 golos em 33 jogos, chamando a atenção dos olheiros do Valência. Mais fácil será o segundo hat-trick de que se fala. Jonas marcou nas duas últimas partidas do Benfica na Luz, contra o Zenit (fez o 1-0 no último minuto de jogo) e o U. Madeira (bisou, na vitória do bicampeão nacional por 2-0). Foi a terceira vez que o brasileiro marcou em dois jogos seguidos do Benfica em casa esta época, sendo que nas duas anteriores falhou à terceira partida. Tal aconteceu nos 2-0 ao Astana, em meados de Setembro, após o golo nos 3-2 ao Moreirense e o bis nos 6-0 ao Belenenses, e na derrota por 2-1 com o FC Porto, em Fevereiro, na sequência do bis nos 6-0 ao Marítimo e no golo nos 3-1 ao Arouca. Para se encontrarem três jogos seguidos do Benfica na Luz com Jonas a marcar é preciso recuar à época passada. Nessa altura, entre Dezembro e Fevereiro, o brasileiro até conseguiu cinco, quando marcou no 1-0 ao Nacional, nos 3-0 ao V. Guimarães, nos 4-0 ao Arouca, nos 3-0 ao Boavista e nos 3-0 ao V. Setúbal. Mais tarde, entre Fevereiro e Abril, ainda conseguiu quatro jogos consecutivos a marcar na Luz: bisou nos 6-0 ao Estoril, marcou no 2-0 ao Sp. Braga, bisou nos 3-1 ao Nacional e voltou a bisar nos 5-1 à Académica. O confronto entre Rui Vitória e Petit só se desequilibrou a favor do treinador do Benfica esta época, quando os encarnados ganharam na Luz ao Boavista de Petit por 2-0, em Novembro. Antes disso, os dois treinadores já se tinham defrontado por três vezes, com um empate e uma vitória para cada lado e a curiosidade de a equipa de Rui Vitória ter beneficiado de um penalti em todos os jogos. Em Outubro de 2014, o V. Guimarães de Vitória ganhou ao Boavista de Petit por 3-0, perdendo depois por 3-1 no Bessa, em Março de 2015. Pelo meio, em Janeiro, as duas equipas tinham empatado a dois golos no Porto para a Taça da Liga.   Será o segundo jogo do Benfica sem Renato Sanches desde que, na sequência da eliminação da Taça de Portugal, frente ao Sporting, o jovem assumiu a titularidade, em Astana, em meados de Novembro. Na ausência anterior, para o poupar à possibilidade de um quinto amarelo que o afastasse do dérbi de Alvalade, o Benfica ganhou por 2-0 ao U. Madeira. Desde então, Renato esteve em 22 jogos, dois dos quais como suplente utilizado, sendo que o Benfica empatou dois e perdeu outros tantos.   O Tondela obteve fora de casa sete dos oito pontos conquistados sob o comando de Petit. Fê-lo ganhando ao Moreirense (2-1) e ao Rio Ave (3-2), empatando pelo meio com o Sporting em Alvalade (2-2). A exceção foi o ponto saído do empate em casa contra o V. Guimarães (1-1).   Aliás, o Tondela vem com seis jogos seguidos sempre a marcar golos fora de casa… mas também sofreu sempre e só numa dessas ocasiões encaixou menos de dois golos. A última vez que o seu ataque ficou em branco em viagem foi a 6 de Dezembro, frente ao U. Madeira (0-2), ainda com Rui Bento aos comandos. Desde então marcou em Vila do Conde (3-2 ao Rio Ave), em Coimbra (1-2 com a Académica), em Alvalade (2-2 com o Sporting), na Choupana (1-3 com o Nacional), na Amoreira (1-2 com o Estoril) e em Moreira de Cónegos (2-1 ao Moreirense).   Curioso é que em três das quatro últimas deslocações o Tondela teve um penalti a favor. Nathan Junior marcou ao Moreirense, ao Estoril e ao Sporting, sendo a exceção a deslocação ao Nacional. A curiosidade aumenta quando se percebe que o Benfica é a única equipa da Liga que ainda não teve um penalti contra em toda a prova.   Este será apenas o segundo encontro entre Benfica e Tondela na história dos clubes. No anterior, que teve lugar em Aveiro, em finais de Outubro, os encarnados ganharam por 4-0, com golos de Jonas, Gonçalo Guedes, Carcela e Berger (este na própria baliza).   Esse foi, de resto, o último jogo de Berger pelo Tondela, o defesa-central austríaco que até tinha feito ao Benfica o primeiro golo em Portugal, numa histórica vitória da Académica na Luz, por 3-0, em Abril de 2008. Kaká, outro dos defesas-centrais do Tondela, também esteve nesse jogo com a camisola da Académica.
2016-03-14
LER MAIS

Artigo

Ao empatar com o Tondela (2-2), o Sporting não conseguiu obter a 12ª vitória consecutiva em jogos em casa, ficando a um jogo de igualar a série estabelecida em 1999/00 pela equipa que era comandada por Giuseppe Materazzi e depois Augusto Inácio e que acabou por ser campeã nacional. Ao todo, os leões obtiveram agora 11 vitórias seguidas desde a derrota contra o Lokomotiv Moscovo (1-3), a 17 de Setembro do ano passado, igualando outras duas séries de onze vitórias conseguidas em 2007/08 e em 2012.   - O facto de terem feito dois golos ao Tondela permitiu aos leões marcarem em 21 jogos seguidos em Alvalade, não ficando ali em branco desde o empate a zero com o Wolfsburg, em Fevereiro do ano passado. A equipa atual igualou assim a série obtida em 2007/08, entre uma derrota com o Manchester United (0-1, em Setembro de 2007) e outra com o Glasgow Rangers (0-2, em Abril de 2008).   - Entre os autores dos golos leoninos esteve Slimani, que marcou o primeiro, nessa altura a fazer o empate (1-1). Dessa forma, Slimani marcou nos últimos quatro jogos do Sporting, igualando a sua melhor série desde que chegou a Alvalade. O argelino fez agora golos a FC Porto, V. Setúbal, Sp. Braga e Tondela, quando em Fevereiro e Março de 2014 tinha marcado sucessivamente a Rio Ave, Sp. Braga, V. Setúbal e FC Porto.   - Os golos de Slimani e Gelson Martins foram obtidos em inferioridade numérica, devido à expulsão de Rui Patrício, sendo a segunda vez esta época que o Sporting consegue chegar ao golo nessas condições. Já lhe tinha acontecido em Arouca, quando Slimani marcou o 1-0 após a expulsão de Naldo.   - Rui Patrício foi expulso pela segunda vez esta época, depois de ter visto o vermelho, também por causa de uma grande penalidade, em Elbasan, contra o Skenderbeu. Ao todo, os leões já viram cinco cartões vermelhos, pois além de Patrício e Naldo (nesse jogo com o Arouca) também João Pereira (contra o P. Ferreira) e João Mário (frente ao CSKA) receberam ordem de expulsão.   - Petit tirou mais dois pontos ao Sporting, depois de já ter forçado os leões a um empate quando ainda comandava o Boavista: 0-0 no Bessa. A presença do treinador no banco visitante e o facto de o Sporting ter chegado à vantagem por 2-1 com menos um jogador são dois factos em comum com a última visita do árbitro Luís Ferreira a Alvalade. No campeonato passado, foi depois de Ferreira ter mostrado o vermelho a Tobias Figueiredo que o Sporting chegou ao 2-1 frente ao Boavista, mas ao contrário do que aconteceu agora, a equipa de Petit já não conseguiu empatar.   - O penalti convertido por Nathan Junior foi o primeiro que o Tondela transformou em golo esta época, depois de a equipa beirã já ter falhado quatro, contra o Estoril (Piojo), o Nacional (Nathan), o FC Porto (Chamorro) e o V. Setúbal (Guzzo).   - Foi também o quinto golo de penalti sofrido pelo Sporting esta época, depois de já ter sido assim batido por P. Ferreira (Pelé), Académica (Rabiola), Lilaj (Skenderbeu) e Rafael Martins (Moreirense).   - O Tondela marcou golos pela terceira deslocação consecutiva, depois de ter ganho por 3-2 no terreno do Rio Ave e de ter perdido por 2-1 em Coimbra com a Académica.   - Com os dois golos sofridos contra o Tondela, o Sporting deixou de ter a defesa menos batida da Liga, pelo menos até o FC Porto (10 golos sofridos) jogar em Guimarães. Os leões sofreram onze golos nas primeiras 18 jornadas (quatro deles nos últimos dois jogos) e têm, mesmo assim, a melhor defesa do clube neste total de partidas desde que lá chegaram com 10, em 1996/97.
2016-01-16
LER MAIS

Último Passe

O Sporting deixou dois pontos que podem vir a fazer-lhe muita falta na luta pelo título ao empatar em casa com o último classificado, o Tondela, na partida de abertura da segunda volta. O 2-2 final reflete uma exibição positiva da equipa de Petit, que soube jogar em todo o campo e aproveitar os desequilíbrios defensivos dos leões no corredor central, mas também o facto de o líder ter tirado o pé do acelerador assim que chegou à vantagem, numa virada em que muitos não acreditariam. O destaque vai para os velocistas que o Tondela teve na frente, sempre capazes de desestabilizar a linha defensiva leonina, mas também para Gelson Martins e Ruiz, que pelo que fizeram no início da segunda parte não mereciam a traição dos jogadores das linhas recuadas. O primeiro problema para o Sporting foi ter entrado desligado. Falhando muitos passes no início de organização, onde o Tondela metia sempre gente, recusando defender à entrada da sua área, o líder aparecia desconcentrado e lento. Quando o Tondela chegou à vantagem, num penalti convertido por Nathan, a meio da primeira parte, o Sporting não tinha feito nada para justificar aquilo a que vinha, parecendo estar apenas à espera de ver o que o jogo lhe trazia. Como se o facto de o primeiro receber o último em clima de euforia bastasse para somar três pontos. A expulsão de Rui Patrício, no lance da grande penalidade, veio retardar a reação leonina até à segunda parte. Mas aí, sim, com a entrada de Gelson por William – mais um mau jogo do 14 leonino – e certamente as palavras de Jesus no balneário, o leão pareceu o líder do campeonato. Concentrado no que interessa e finalmente a meter velocidade no jogo, muito por força do futebol de filigrana de Bryan Ruiz e da capacidade de Gelson Martins para desequilibrar no um contra um, o Sporting chegou com naturalidade à vantagem. Teve alguma sorte no golo com que Slimani fez o empate – o ressalto num adversário traiu Matt Jones – mas continuou a carregar e viu o esforço premiado com o 2-1, marcado por Gelson. Aí, a jogar com menos um, com meia hora por jogar, a tentação do Sporting foi controlar o ritmo de jogo, algo que já se sabe que esta equipa faz menos bem. Petit percebeu que podia tirar alguma coisa do jogo, fez entrar mais um avançado – Chamorro – e teve prémio no golo em que o espanhol bateu Jefferson em velocidade antes de fazer a bola passar entre as pernas de Boeck. O Sporting até tem tirado pontos dos últimos minutos dos jogos, mas uma coisa é fazê-lo quando está centrado na busca de um objetivo e outra, bem mais complicada, é voltar a ligar o motor depois de ter feito tudo para o desligar. Isso, o Sporting já não conseguiu fazer. E fica agora à mercê dos resultados que Benfica e FC Porto fizerem no Estoril e em Guimarães e pode ver a vantagem na liderança reduzida para dois pontos.
2016-01-15
LER MAIS

Stats

O Sporting recebe o Tondela com a noção de que uma vitória pode ser fundamental para a equipa pelo menos manter a vantagem sobre os rivais diretos na luta pelo título e a saber que, ganhando, supera mais um recorde recente do clube e iguala outra marca de uma equipa que acabou por ser campeã nacional – no caso a de 1999/00. É que os leões seguem com onze vitórias seguidas em jogos em casa, desde a derrota com o Lokomotiv Moscovo, a 17 de Setembro, e se conseguirem o 12º sucesso atingem uma marca que nenhuma equipa leonina obtém desde o período entre Setembro de 1999 e Fevereiro de 2000. Com vários pontos em comum com a atualidade, a começar pela presença de Jorge Jesus no início e de um certo Petit no final. A diferença é que se em 1999/00 Jesus era o treinador da equipa que foi a última a travar os leões antes da tal série de 12 jogos seguidos a ganhar em casa – treinava o Estrela da Amadora que saiu de Alvalade com um empate a um golo, a 20 de Setembro de 1999 – agora dirige os leões. Estava no banco no dia 17 de Setembro de 2015, quando o Sporting se viu pela última vez impedido de ganhar em casa, saindo derrotado da partida da primeira jornada da Liga Europa, frente ao Lokomotiv de Moscovo (1-3). E por lá continuou nas onze vitórias que se seguiram: 1-0 ao Nacional, 5-1 ao V. Guimarães, outra vez 5-1 ao Skenderbeu, 1-0 ao Estoril, 2-1 (após prolongamento) ao Benfica, 1-0 ao Belenenses, 3-1 ao Besiktas, ao Moreirense e ao Paços de Ferreira, 2-0 ao FC Porto e 3-2 ao Sp. Braga. Esta série de onze vitórias já igualou duas outras conseguidas pelos leões no passado recente. A última foi entre Fevereiro e Agosto de 2012, entalada entre uma derrota contra o Gil Vicente (0-1 para a Taça da Liga) e outra frente ao Rio Ave (0-1, já no campeonato seguinte). Antes disso, os leões tinham conseguido as mesmas onze partidas a ganhar sucessivamente no seu estádio entre Dezembro de 2007 (1-1 com a U. Leiria, no campeonato) e Março de 2008 (1-1 com o Benfica, ainda na Liga). Para se encontrarem doze jogos ganhos em casa de enfiada é preciso então recuar até 1999/00. Depois do tal empate a uma bola contra o E. Amadora de Jesus, o Sporting passou até pela troca de Giuseppe Materazzi por Augusto Inácio (à segunda partida), mas ganhou consecutivamente a Viking Stavanger (1-0), Boavista (2-0), Sp. Braga (2-0), Campomaiorense (1-0), U. Leiria (2-0), Rio Ave (2-1), Marítimo (4-2), U. Leiria (1-0), Salgueiros (2-0), Santa Clara (4-1), Farense (3-1) e Dragões Sandinenses (3-0). A série foi interrompida a 19 de Fevereiro de 2000, num empate a uma bola face ao Gil Vicente onde despontava um tal… Petit, que agora treina o Tondela.   - O Sporting segue ainda com 20 jogos seguidos a marcar golos em casa, todos desde o empate a zero com o Wolfsburg, em Fevereiro do ano passado. Se marcar ao Tondela, a equipa de Jesus vai igualar a série de 21 partidas consecutivas a fazer golos em casa obtida em 2007/08, entre uma derrota (0-1) com o Manchester United (a 19 de Setembro de 2007) e outra (0-2) com o Glasgow Rangers (a 10 de Abril de 2008).   - Murillo fez golos nas duas últimas partidas do Tondela fora de casa. Em Vila do Conde ajudou à primeira vitória do clube na condição de visitante (3-2 ao Rio Ave), enquanto que em Coimbra o seu golo não chegou para evitar a derrota face à Académica.   - Petit já roubou pontos ao Sporting esta época, ainda na condição de treinador do Boavista: os leões não foram além de um empate a zero na visita ao Bessa. Na época passada, em que também esteve no Boavista, o treinador do Tondela perdeu os três jogos frente aos leões: 3-1 e 2-1 na Liga e 1-0 na Taça da Liga, em Alvalade.   - Nunca uma equipa de Petit fez golos a uma equipa de Jesus, no entanto. Além do 0-0 no Boavista-Sporting desta época, há a registar duas derrotas dos axadrezados contra o Benfica na temporada anterior: 0-1 no Bessa e 0-3 na Luz.   - Slimani marcou golos nos últimos três jogos do Sporting, bisando contra FC Porto e V. Setúbal e fazendo o golo da vitória ao Sp. Braga. Se marcar ao Tondela iguala a melhor série que conheceu em Portugal, datada de Fevereiro e Março de 2014. Nessa altura fez golos consecutivamente a Rio Ave, Sp. Braga, V. Setúbal e FC Porto. Três dos adversários são repetentes.   - Se jogar, como é previsível, Rui Patrício iguala Manuel Marques como sexto jogador com mais partidas pelo Sporting em toda a história do clube: 355. À frente dos dois só ficarão Oceano (401), Azevedo (410), Manuel Fernandes (433), Damas (444) e Hilário (471).   - Para marcar outro encontro com a história nesta partida, o Sporting teria de golear: segue neste momento com 4995 golos marcados no campeonato, encontrando-se a cinco da marca dos 5000. À frente dos leões estão FC Porto, com 5062, e Benfica com 5512.   - Sporting e Tondela só se defrontaram uma vez e foi no jogo inaugural desta Liga. Ganharam os leões por 2-1, em Aveiro, mas o golo da vitória só surgiu em tempo de compensação, marcado por Adrien, de penalti.   - Luís Ferreira, o árbitro do jogo, só apitou uma vez o Sporting e foi num jogo contra uma equipa de Petit: o Sporting-Boavista que os leões ganharam por 2-1, na Liga anterior, chegando à vantagem em inferioridade numérica, depois da expulsão de Tobias Figueiredo logo a abrir a segunda parte. Também só apitou o Tondela uma vez, tendo os beirões perdido contra o Boavista (1-0), cujo treinador era… Petit, pois então.
2016-01-14
LER MAIS

Último Passe

Foi muito fácil a vitória do FC Porto no Bessa, por 5-0, sobre um Boavista que terá de mudar muito se quer evitar uma queda na II Liga que só o arreganho nos limites impediu durante a época passada. Lopetegui foi embora há tão pouco tempo que os comportamentos da equipa portista são ainda os que o treinador basco definiu, sendo por isso um abuso atribuir à mudança de comando técnico quaisquer méritos pela vitória. É verdade que Rui Barros não inventou e que a saída do treinador anterior soltou animicamente a equipa, a ponto de a superioridade azul-e-branca no relvado do Bessa ter sido sempre evidente, só sofrendo alguma contestação no início da segunda parte. Mas até isso o FC Porto resolveu à antiga: com um golo de autor marcado por Corona, o maior talento individual da equipa. Mesmo mantendo o onze que tinha empatado com o Rio Ave, na quarta-feira, Rui Barros promoveu, ainda assim, algumas alterações, sobretudo quando teve de chamar os suplentes a entrar no jogo. Só que mesmo estas acabaram por ser apenas simbólicas, porque se Imbula voltou à competição na Liga, onde não atuava desde a vitória na Choupana, há um mês, também só entrou em campo com o jogo resolvido, nos últimos dez minutos. De resto, a equipa também não teve um início arrasador: fez refletir uma superioridade natural na primeira parte num golo de Herrera que até teve algo de fortuito, na forma como a finalização bateu Gideão, e teve depois de aguentar a reação de um Boavista que parece apostar nos argumentos errados para os jogadores que tem. O futebol de Petit, muito feito de arreganho, marcação e agressividade, era o que mais convinha a um plantel muito limitado; o estilo de jogo de Sanchez, mais dado a ideias no plano atacante, expõe demasiado uma equipa sem andamento para isso. Os seis pontos que a equipa já dista da linha de água fazem antever grandes dificuldades. O Boavista ainda chegou a ameaçar enquanto o jogo esteve no 1-0, mas um truque genial de Corona, a passar entre Afonso Figueiredo e Inkoom antes de, com grande velocidade de execução, marcar o 2-0, acabou com a conversa. Com meia-hora para se jogar, já se via que os três pontos estavam atribuídos. Um bis de Aboubakar e um golo de calcanhar de Danilo, em cima do apito final, puseram o rótulo de goleada numa vitória que terá servido para o FC Porto entrar nos eixos. À viragem para a segunda volta, os dragões distam quatro pontos do primeiro lugar. Nada de irrecuperável, quando a equipa assume que está a sair da crise e quando Rui Barros simplifica: basta saber em que clube se está a jogar.
2016-01-10
LER MAIS

Artigo

- Ao vencer o Marítimo por 3-1, o Nacional completou o oitavo dérbi do Funchal consecutivo sem derrota: quatro vitórias e três empates contra o Marítimo e uma vitória frente ao U. Madeira. A última derrota dos alvi-negros contra uma equipa da Madeira faz três anos na próxima semana: foi a 9 de Dezembro de 2012, nos Barreiros, contra o Marítimo (2-0, golos de Fidelis e Sami).   - Esse jogo foi também o último que o Marítimo ganhou contra outra equipa da Madeira. Desde então, três empates e quatro derrotas contra o Nacional e ainda uma derrota com o U. Madeira. Na Choupana, então, o Marítimo já não ganha desde Novembro de 2007 – há oito anos. A última vez que ali venceu foi por 2-0, com golos de Makukula e Wênio.   - O Nacional alargou para 17 jogos a série de imbatibilidade caseira que já é a mais longa da sua história em épocas nas quais joga a I Liga. A última vez que a equipa de Manuel Machado perdeu em casa foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto, voltaram a passar por lá os leões e o FC Porto, mas ambos empataram. Dos 17 jogos da corrente série, o Nacional ganhou onze e empatou seis.   - O dérbi da Madeira ficou marcado por mais duas expulsões do Marítimo. Desta vez foram Raul Silva e Edgar Costa, a elevar para dez o total de vermelhos a jogadores do Marítimo, em onze jornadas. O central viu o segundo vermelho na Liga, enquanto que o extremo já vai no terceiro. Na época passada, dois jogadores viram três vermelhos na Liga, mas o boavisteiro Philipe Sampaio só lá chegou à 29ª jornada e o penafidelense Tony à 15ª.   - Wyllian, autor do terceiro golo do Nacional, não fazia um golo há um ano. O último tinha sido a 8 de Dezembro de 2014 e também tinha sido marcado ao Marítimo, na altura contribuindo para uma vitória por 3-0.   - Arnold Issoko, autor dos dois golos do V. Setúbal frente ao U. Madeira, marca sempre aos pares. Já tinha bisado no Bonfim, contra o V. Guimarães, em Setembro, mas também nessa altura os sadinos tinham empatado o jogo a duas bolas. Este é, aliás, o quarto empate a dois golos do V. Setúbal na atual Liga, todos em casa – antes tinha acontecido contra Boavista, Rio Ave e V. Guimarães.   - Danilo Dias, autor de um dos golos do U. Madeira no empate em Setúbal, voltou a marcar na Liga portuguesa mais de dois anos depois do último tento – ainda que tenha passado parte desse tempo no Azerbaijão. É curioso que o último golo já tinha sido ao V. Setúbal, no Bonfim. Foi a 15 de Setembro de 2013 e ajudou o Marítimo a vencer ali por 4-2.   - A segunda vitória de Sérgio Conceição aos comandos do V. Guimarães surgiu como a primeira: em cima do minuto 90. Antes, tinha sido um golo de Ricardo Valente a dar o 1-0 em Paços de Ferreira; agora foi Cafu quem garantiu o 2-1 sobre o Boavista, no Bessa. Os dois jogos deram duas vitórias seguidas fora de casa, algo que o V. Guimarães já não conseguia desde Outubro e Novembro do ano passado, quando ganhou consecutivamente em Setúbal e Arouca.   - O V. Guimarães voltou a ganhar no Bessa 17 anos depois do último sucesso para a Liga, que tinha sido em Março de 1998, por 1-0 (marcou Riva). Desde então, porém, tinha ali ganho por 2-0 para a Taça de Portugal, em Novembro de 2008, com golos de Gregory e Fajardo.   - Petit deixou de ser o treinador do Boavista, tornando-se o quarto técnico a deixar o cargo na atual Liga. Antes dele, Armando Evangelista deu o lugar a Sérgio Conceição no V. Guimarães; José Viterbo foi substituído por Filipe Gouveia na Académica e Vítor Paneira abriu vaga para Rui Bento no Tondela.   - Ao décimo jogo, Gonçalo Paciência marcou o primeiro golo na Liga, ajudando a Académica a empatar em casa com o Arouca (1-1). O pai, Domingos, marcou na estreia, a 13 de Abril de 1988, numa vitória do FC Porto sobre O Elvas (4-0).   - O empate em Coimbra significa que o Arouca alonga para nove a série de jogos sem ganhar na Liga: todos, desde as vitórias nas duas primeiras jornadas, contra Moreirense e Benfica. Já igualou a pior série da história do clube na divisão principal, estabelecida em precisamente nove jogos sem ganhar, entre o sucesso contra o Nacional (1-0 na Choupana, a 15 de Setembro de 2013) e outro no terreno do Gil Vicente (3-0, a 22 de Dezembro).   - Iuri Medeiros garantiu a vitória do Moreirense em Vila do Conde, contra o Rio Ave (1-0). Vai com dois jogos seguidos a marcar, pois já tinha sido ele a abrir o ativo contra o Paços de Ferreira (2-0), na jornada anterior. Medeiros não fazia golos em jogos seguidos desde Abril e Maio do ano passado, quando, ainda no Sporting B, até marcou em três, a Marítimo B, FC Porto B e Benfica B.   - Depois de um início de época difícil, o Moreirense já vai com duas vitórias seguidas. A última vez que ganhara duas vezes seguidas na Liga tinha sido em Outubro e Novembro do ano passado, quando se impôs a Gil Vicente (2-0) e Marítimo (2-1).   - A derrota com o Moreirense significou o primeiro jogo do Rio Ave sem marcar golos esta época. Os vila-condenses tinham marcado sempre nas dez jornadas anteriores, bem como nos dois desafios da Taça de Portugal, e eram a única equipa da Liga a poder gabar-se de nunca ter ficado em branco.   - Mais um golo do jovem Diogo Jota, que começa a ser talismã do Paços de Ferreira. O miúdo (18 anos) já tem nove golos pela equipa sénior dos pacenses, que quando ele marcou ganharam sempre: 4-0 ao Atl. Reguengos, 9-0 ao Riachense e 3-2 à Académica (aqui bisou) na época passada; 1-0 ao Boavista, 7-1 à Naval (outro bis), 2-0 ao Marítimo e agora 2-0 ao Estoril.
2015-11-30
LER MAIS

Último Passe

Um remate colocadíssimo de Gonçalo Guedes, após passe atrasado de Gaitán, perto do final da primeira parte, e uma recarga vitoriosa de Carcela, mesmo nos últimos minutos da partida, permitiram ao Benfica manter a pressão sobre Sp. Braga, FC Porto e Sporting, através de uma vitória por 2-0 sobre um Boavista que foi sempre revelando uma atração exagerada pela baliza errada. Aliás, o próprio golo inaugural do Benfica, a dar expressão a um jogo de sentido único, nasceu dessa mesma atração, pois os médios axadrezados baixaram tanto e juntaram a sua linha à de defesas no momento em que o argentino se aproximou da linha de fundo, que abriram espaço para o remate vitorioso do jovem recém-convocado por Fernando Santos para os particulares da seleção nacional. Não foi um jogo brilhante do Benfica, ainda que tenha sido uma vitória justa. Além do golo de Guedes, as três melhores ocasiões de golo apareceram na segunda parte, igualmente na baliza de Mika, ainda que todas tenham esbarrado no ferro. Um raro lance em que Jonas teve espaço para se virar e rematar à entrada da área acertou no poste esquerdo, um livre de Talisca da zona frontal raspou na barreira e foi embater no mesmo poste e uma cabeçada de Jardel a canto de Gaitán acertou na barra, mas permitiu a recarga com que Carcela sentenciou a partida. O resto do jogo foi muito repetitivo: Benfica com bola mas sem capacidade para tirar do caminho a organização defensiva de um Boavista que mudou um pouco ao intervalo mas nem por isso passou a chegar mais vezes perto da baliza de Júlio César. Se na primeira parte não quis sequer saber de como superar a linha de meio-campo, depois de se ver a perder, Petit ainda foi mexendo no ataque, chamando os mais velozes Renato Santos e Zé Manuel, mas se a incerteza se foi mantendo no marcador até final foi apenas porque a diferença mínima a isso convidava. O primeiro remate do Boavista à baliza, de meia distância, só apareceu nos últimos dez minutos e até aí pouco mais se viu do que algumas tentativas de saída em contra-ataque, quase todas elas frustradas, a mostrar as razões pelas quais este Boavista não faz um golo na Liga há cinco jogos. Na Luz, a única esperança do Boavista era mesmo a de manter a baliza de Mika a zeros – e daí, talvez, a tal obsessão pela própria baliza que acabou por trair a equipa.
2015-11-08
LER MAIS

Stats

Jonas, o melhor marcador da Liga, está a viver o melhor arranque de época desde que chegou à Europa, há cinco anos. Se marcar ao Boavista, atingirá os dez golos na temporada em inícios de Novembro, quando até aqui nunca lá chegara antes da passagem de ano. E olhando para o seu histórico recente é bem possível que marque: fez golos nos últimos dois jogos do Benfica, só não marcou em dois dos sete jogos feitos na Luz esta época, e esteve na lista dos goleadores na receção ao Boavista na última Liga. Até agora, Jonas soma nove golos, com três bis, a Estoril, Belenenses e Paços de Ferreira, todos na Luz. A esses seis soma mais dois golos a Moreirense e Galatasaray, também em casa, e um único em viagem, marcado ao Tondela em Aveiro. Se marcar ao Boavista, atinge a dezena de golos a 8 de Novembro, quando nunca lá tinha chegado antes do período festivo de Natal e Ano Novo. Na época passada, que acabou com 31 golos (mas na qual começou a jogar apenas em Outubro), atingiu o décimo golo em Penafiel (3-0) a 4 de Janeiro. Há dois anos, na que foi a mais fraca das suas épocas em Valência (dez golos apenas, no total), só marcou o décimo a 19 de Abril (1-1 em Pamplona com o Osasuna). Esteve melhor em 2012/13: acabou com 19 golos e fez o décimo a 23 de Fevereiro, num empate a duas bolas no terreno do Saragoça. E melhor ainda em 2011/12, que foi a sua temporada mais produtiva em Espanha (a segunda, como agora): terminou com os mesmos 19 golos mas chegou ao décimo a 12 de Fevereiro, nuns 4-0 em casa ao Sp. Gijón. A época de estreia foi a mais tímida, com a adaptação à Europa e o facto de ter chegado apenas em finais de Janeiro, vindo do Grêmio, a contribuírem para a ter acabado apenas com três golos no ativo. Jonas marcou, além disso, nos últimos dois jogos do Benfica, abrindo sempre o marcador. Fê-lo em Aveiro, na vitória por 4-0 sobre o Tondela, e depois na Luz, contra o Galatasaray, em jogo que acabou com 2-1 a favor dos encarnados. Vai à procura do terceiro jogo seguido a marcar, algo que não consegue desde Abril, quando bisou em três partidas consecutivas: Nacional (3-1), Académica (5-1) e Belenenses (2-0).   - Petit, atual treinador do Boavista, foi jogador do Benfica. Aliás, estava na última equipa do Benfica a perder com o Boavista, em Setembro de 2006 – e até foi expulso no último minuto desse jogo, pelo árbitro João Ferreira. Foi na segunda jornada da Liga de 2006/07, no Bessa, naquele que foi o primeiro jogo de Fernando Santos ao comando dos encarnados da prova. Os axadrezados ganharam por 3-0, com um bis de Linz e um terceiro golo de Kazmierczak.   - Luisão, capitão do Benfica, chegou a jogar na seleção do Brasil com Rivaldo, pai do jovem Rivaldinho, suplente do Boavista. Foi em 2003, ano de chegada de Luisão ao escrete e de saída de Rivaldo. A última vez que jogaram junto, aliás, foi no velho Estádio das Antas, numa derrota do Brasil contra Portugal (2-1), a 29 de Março de 2003.   - O Boavista não ganha em 90 minutos há seis jogos, desde que se impôs em Coimbra à Académica por 2-0, a 20 de Setembro. Desde então, na Liga, empatou com o Sporting e o Nacional e perdeu com Rio Ave e Marítimo, enquanto que nas Taças também obteve dois empates: 1-1com o Feirense (e derrota nos penaltis) na Taça da Liga e com o Loures (e vitória por 2-1 no prolongamento) na Taça de Portugal. Se não ganhar ao Benfica aumenta a série para sete jogos, a pior desde Fevereiro e Março, quando esteve precisamente sete jogos sem uma vitória.   - Essa vitória contra a Académica foi também a data do último golo marcado pelo Boavista na Liga: fê-lo Anderson Carvalho, aos 86 minutos. Desde então, os axadrezados seguem com 364 minutos sem fazer golos na competição, a mais longa série em curso na prova. Na época passada, o máximo que o Boavista esteve sem marcar golos foram 326 minutos, logo no arranque do campeonato.   - Philipe Sampaio estreou-se na Liga portuguesa a jogar contra o Benfica. O central brasileiro foi lançado como titular à segunda jornada na derrota frente aos encarnados, no Bessa, em Agosto do ano passado.   - O confronto entre Rui Vitória e Petit está absolutamente equilibrado. Os dois treinadores já se defrontaram três vezes, com uma vitória para cada lado e um empate, com a curiosidade de Rui Vitória ter beneficiado de um penalti em todos os jogos. Em Outubro do ano passado, o V. Guimarães de Rui Vitória ganhou ao Boavista de Petit por 3-0 na cidade berço (dois golos de Alvez e o tal penalti de André André), mas depois perdeu por 3-1 no Bessa em Março (Cech, Uchebo e Zé Manuel viraram depois de um penalti de Alex ter dado vantagem aos minhotos). Pelo meio, em Janeiro, as duas equipas empataram a dois golos, no Bessa, para a Taça da Liga: Pouga e Owusu marcaram pelo Boavista, Caiado e Ricardo Gomes (este de penalti) fizeram-no pelo V. Guimarães.   - A última vitória do Boavista na Luz já data de Março de 1999, mas foi por 3-0 (bis de Ayew e um terceiro de Luís Manuel). Desde então, o máximo que os axadrezados conseguiram foram quatro empates, o último dos quais a zero, em Fevereiro de 2007. Na época passada, a primeira depois do regresso do Boavista à I Liga, o Benfica ganhou os dois jogos sem sofrer golos: 1-0 no Bessa (marcou Eliseu) e 3-0 na Luz (golos de Lima, Maxi Pereira e Jonas).   - O Benfica ganhou todos os jogos que fez com Bruno Esteves a apitar na Liga, mas o Boavista também. A diferença é que os encarnados já o tiveram por oito vezes, enquanto os axadrezados só coincidiram com ele no relvado numa ocasião: o 1-0 à Académica no Bessa, na época passada. O Benfica soma oito vitórias e 20-4 em golos com este árbitro, tendo-o visto expulsar dois jogadores ao adversário nas duas últimas vezes que o apanhou: Haas num Sp. Braga-Benfica (1-2) de 2012/13 e Addy num V. Guimarães-Benfica (0-1) de 2013/14.
2015-11-07
LER MAIS

Stats

A passagem de Paulo Sérgio pelo Sporting pode não ter deixado muito boas memórias nem registos, mas numa coisa o treinador lisboeta deixou a sua marca: foi o último a ganhar cinco jogos fora seguidos ao serviço dos leões na Liga. Desde esse Outono-Inverno de 2010/11 que os leões esbarram sempre na quinta deslocação. E a série atual já é a quarta em que conseguem alinhar quatro vitórias seguidas em deslocação. O último jogo fora de casa na Liga que o Sporting não ganhou foi na reta final da época passada, no Estoril, onde a partida terminou com um empate a um golo. Desde então, ainda sob o comando de Marco Silva, a equipa verde-e-branca venceu o Rio Ave por 1-0 e, já esta época, com Jorge Jesus no banco, impôs-se a Tondela (2-1), Académica (3-1) e outra vez Rio Ave (2-1). A deslocação ao Bessa, para defrontar o Boavista, é a ocasião de finalmente meter a quinta vitória na série. A questão é que essa quinta vitória tem falhado sucessivamente. Falhou na época passada, quando a equipa de Marco Silva ganhou ao Boavista (3-1), ao Nacional (1-0), ao Sp. Braga (1-0) e ao Arouca (3-1), para depois empatar com o Belenenses no Restelo (1-1). Já tinha falhado na transmissão de testemunho entre Jesualdo Ferreira e Leonardo Jardim, quando os leões, ainda sob o comando do primeiro, ganharam ao Beira Mar (4-1), e depois, com o madeirense à frente, se impuseram a Académica (4-0), Olhanense (2-0) e Sp. Braga (2-1), mas baquearam com o FC Porto no Dragão (1-3). E antes disso falhara também Domingos Paciência, que vencera fora o Paços de Ferreira (3-2), o Rio Ave (3-2), o V. Guimarães (1-0) e o Feirense (2-0), caindo ao quinto jogo frente ao Benfica (0-1). A última série de cinco jogos seguidos do Sporting a ganhar fora na Liga pertenceu, assim, à equipa comandada por Paulo Sérgio. Venceu a U. Leiria (2-1), a Académica (2-1), o Portimonense (3-1), o V. Setúbal (3-0) e o Marítimo (3-0). Essa série foi interrompida a 12 de Fevereiro de 2011, em Olhão, contra o Olhanense (empate a 2-2 depois de ter estado a ganhar por 2-0), mas o maior problema para os leões foi que esse também foi o primeiro jogo de uma série de mais cinco sem ganhar em viagem: 0-1 no Nacional, 0-0 com o Rio Ave, 1-1 em Guimarães e 2-3 no Dragão com o FC Porto. Quando a equipa voltou a ganhar (1-0 em Braga, na última jornada), o treinador já era José Couceiro.   - O Boavista, único clube que Petit treinou, nunca pontuou e nunca fez sequer um golo a uma equipa comandada por Jorge Jesus com ele aos comandos. Os únicos confrontos datam da época passada e contam a história de um 3-0 favorável ao Benfica na Luz e de um 1-0 arrancado a ferros no ainda sintético do Bessa, em finais de Agosto do ano passado.   - Jorge Jesus não perde no Bessa desde Novembro de 2005, quando ainda comandava a U. Leiria e foi ali batido por 2-0 (golos de João Pinto e William). Desde então, empatou (0-0) e ganhou (4-2) com o Belenenses, nunca lá levou o Sp. Braga (o Boavista entretanto descera), e ganhou (1-0) com o Benfica na época passada. Antes, tinha empatado (1-1), com o Moreirense, no que foi o primeiro ponto da sua tentativa frustrada de salvar os cónegos da despromoção, em 2004/05; perdera (1-0) com o V. Guimarães, em 2003/04. Com o E. Amadora perdeu (2-1 em 1998/99) e ganhou (2-1, em 1999/00) e com o Felgueiras teve o pior resultado de todos: 0-4, em 1995/96.   - O Sporting ganhou os três jogos ao Boavista desde que os axadrezados regressaram à I Liga, mas nenhum jogador apareceu repetido na lista dos goleadores. Adrien e Slimani marcaram nos 2-1 em Alvalade, em Abril; Tanaka deu a vitória por 1-0 em Lisboa para a Taça da Liga em Janeiro e, em Dezembro passado, Carrillo, Mané e João Mário tinham feito os tentos do 3-1 no Bessa. Os dois golos boavisteiros pertenceram a Zé Manuel e Jonathan Silva (este na própria baliza).   -O Sporting segue numa série de 23 jogos (todas as competições) seguidos a marcar golos, a melhor da história do clube desde 1969/70, quando conseguiu 36 partidas sempre a marcar.   - Os leões não perdem no Bessa desde Abril de 2004 (2-1, em jogo da Liga), mas este foi um dos estádios em que sentiu mais dificuldades durante largo período da sua história, pois esteve 30 anos sem lá ganhar, entre os 5-2 de Dezembro de 1959 e os 3-0 de 15 de Setembro de 1990.   - Os últimos dois golos marcados pelo Sporting (ao Lokomotiv e ao Nacional) tiveram os mesmos intervenientes: Calos Mané assistiu e Montero marcou. - Slimani, autor do golo da vitória leonina no último confronto entre Sporting e Boavista (os 2-1 em Alvalade), marcou nas duas últimas deslocações dos leões: Académica e Rio Ave. Já tinha conseguido por três vezes marcar golos em duas saídas consecutivas, mas ficou sempre em branco à terceira.   - Três dos cinco golos obtidos pelo Boavista esta época nasceram de bolas paradas: um livre direto de Luisinho, um canto com finalização do mesmo Luisinho e um livre lateral com cabeceamento de Anderson Carvalho. O Sporting já sofreu dois golos de livre lateral (Tondela e CSKA Moscovo) e em contrapartida só marcou três de bola parada, mas todos de penalti.   - O lateral sportinguista João Pereira estreou-se na Liga no Bessa, a 17 de Agosto de 2003, lançado por Jose Antonio Camacho na parte final de um empate a zero entre o Boavista e o Benfica.   - O Boavista só ganhou uma vez com Soares Dias a apitar na Liga. Foi em Fevereiro de 2006, no Bessa, contra o Rio Ave (2-1). Nos três jogos seguintes, os axadrezados sofreram três derrotas e não fizeram sequer um golo. Quanto ao Sporting, já perdeu cinco vezes (em 24 jogos) com este árbitro, com o qual não ganha longe de Alvalade desde a deslocação a Coimbra, na abertura da Liga de 2013/14. Desde então, perdeu duas vezes no Dragão (3-1 e 3-0) e empatou em Coimbra com a Académica (1-1).
2015-09-25
LER MAIS