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Último Passe

Dois golos de rajada a abrir a segunda parte deram ao Benfica um sucesso justo (2-1) sobre o Vitória de Guimarães na final da Taça da Portugal, permitindo à equipa liderada por Rui Vitória festejar a dobradinha numa época que só a Taça da Liga impediu de ser perfeita. Com aqueles dois golos, de Jiménez e Salvio, o Benfica pôs para trás das costas uma primeira parte mal conseguida, na qual foi controlado por uma equipa minhota que tinha sido capaz de tirar aos tetracampeões nacionais o espaço de que eles precisavam para meter velocidade no jogo. A ganhar, já se sabe, o Benfica estava como queria e nem a reação mais feita de alma do que de organização ou de capacidade técnica permitiu ao Vitória ir além de um golo, marcado por Zungu, que mais não foi do que um prémio de consolação. O jogo da final foi marcado por dois fatores. Primeiro, a chuva, que caiu copiosamente durante quase todo o tempo. Depois, a goleada (5-0) que o Benfica tinha imposto a este mesmo Vitória há quinze dias, na Luz. Percebendo que nessa altura a sua equipa tinha falhado no espaço que dera entre linhas no corredor central ao Benfica, Pedro Martins juntou linhas, baixou o bloco, e roubou ao Benfica esse espaço de que este precisava para as tabelas ou as acelerações súbitas com que dinamita os adversários nos últimos metros. Assim sendo, o Benfica foi tendo mais bola, mas esta era uma posse quase sempre estéril: só Grimaldo encontrava espaço e tempo para ser perigoso, beneficiando de um menor empenho defensivo (físico?) de Hernâni para o acompanhar. Nessa altura, era o Vitória quem tinha o jogo como queria – controlava sem bola e de quando em vez conseguia meter um ataque rápido no relvado, quase sempre graças a acelerações de Bruno Gaspar na direita. Este impasse não foi sequer quebrado com as lesões que as duas equipas tiveram na primeira parte. O Benfica perdeu Fejsa muito cedo, na sequência de um choque com Marega, e trocou-o por Samaris, sem que isso se notasse. O Vitória ficou sem Hurtado perto do intervalo, após dupla falta de Grimaldo e Cervi, substituindo-o por Cellis. E aí, sim, poderia até dizer-se que se notaram algumas diferenças, porque Cellis foi jogar para o lado de Rafael Miranda, motivando o adiantamento de Zungu para segundo avançado, e no reatamento o Benfica fez dois golos com ação de Jonas, o homem que jogava naquela zona. Primeiro, uma finta de corpo sobre Rafael Miranda e um remate de longe, que Miguel Silva largou e Jiménez aproveitou para inaugurar o marcador. Pouco depois, quase sem tempo para que os vimaranenses se recompusessem, Jonas abriu na direita em Nelson Semedo, que cruzou magistralmente para uma entrada de Salvio, a cabecear entre Pedro Henrique e Rafael Miranda. A ganhar por 2-0, o Benfica ficou como queria – a poder controlar o jogo com bola. E foi isso que foi sempre fazendo. Pedro Martins chamou Teixeira para ponta-de-lança e tentou partir a equipa num 3x4x3 com Rafael Miranda entre os dois centrais e o adiantamento dos dois alas – Bruno Gaspar e Raphinha, que recuou para o lugar do sacrificado Konan – mas o Vitória nunca foi capaz de tomar conta do jogo nem voltou a mostrar sequer indícios da organização que evidenciara enquanto o que lhe tocava fazer era sobretudo defender. O Vitória ainda reduziu, por Zungu, num canto, mas ainda assim foi o Benfica quem teve as melhores ocasiões para fechar o jogo. Os encarnados não aproveitaram nenhuma e o 2-1 final acaba por premiar a alma guerreira do Vitória com uma derrota pela margem mínima face a um Benfica que foi a melhor equipa em campo.
2017-05-28
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Último Passe

A incapacidade do Sporting para controlar os jogos em situações de vantagem custou à equipa de Jorge Jesus dois pontos numa partida que dominou por completo até aos 75 minutos, mas onde um quarto-de-hora de pesadelo lhe custou um empate a três bolas, frente ao Vitória, em Guimarães. A ganhar por 3-0 e tendo perdido mais três ou quatro situações claras de golo, foi a equipa do Sporting que, a 15 minutos do final, levantou o ânimo aos minhotos, cedendo um penalti escusado e falhando depois na marcação a Marega num cruzamento. Num ápice, um jogo que estava fechado, reabriu, de 0-3 para 2-3. O Vitória acreditou e já sobre o minuto 90 chegou a um empate que o muito maior volume de jogo leonino não faria prever, mas que castigou a desconcentração e a tremedeira final dos leões. Esta não foi a primeira vez que os leões cederam neste tipo de situações. Basta lembrar o jogo de Madrid (de 1-0 para 1-2 nos últimos dois minutos) ou até a partida caseira com o Estoril (dois golos sofridos nos últimos cinco minutos, transformando uma noite tranquila num jogo de emoção no final). Em Guimarães, hoje, nada o faria prever, face ao que o jogo vinha dando. Jesus apresentou um onze muito próximo da sua equipa de gala, mudando apenas os dois defesas-laterais e apresentando Markovic na frente, no apoio a um Bas Dost desta vez mais apagado e distante da equipa. O Vitória, com três homens declaradamente na frente – Soares, Marega e Hernâni – ainda ameaçou num passe longo para as costas da defesa leonina que o malinês não conseguiu captar em condições, mas depois desse lance os leões passaram a mandar no jogo. Gelson voltou a mostrar o futebol que o levou à convocatória para a seleção nacional e numa arrancada pelo corredor central inventou o primeiro golo: passou por vários adversários e chutou para uma defesa incompleta de Douglas, tendo Markovic sido o mais rápido a chegar para a recarga. O facto de ter perdido o capitão, Adrien, pouco depois, com uma lesão muscular, poderia ter afetado o rendimento leonino, mas não foi pela presença de Elias que a equipa fraquejou, pois o brasileiro até entrou bem na manobra geral. Coates ainda fez o segundo golo antes do intervalo, na sequência de um canto de Ruiz e o Sporting parecia rumar tranquilamente a mais três pontos. Até pela facilidade com que criava – e perdia – lances de golo. Isso viu-se, por exemplo, no arranque da segunda parte. Elias, em boa posição, chutou ao lado, aos 46’, tendo Douglas tirado o terceiro a Markovic um minuto depois, quando o sérvio lhe surgiu isolado pela frente em mais um belo lance de Gelson. O guarda-redes vimaranense, que já não tinha ficado isento de culpas no golo de Coates, tentava redimir-se, mas acabou por voltar ao lado errado da partida, deixando escapar para as redes um remate de Elias que queria enviar pela linha de fundo. Com 0-3, a 19 minutos do fim, o jogo parecia ter acabado. Mas não. Um penalti escusado de William sobre Hernâni, convertido por Marega aos 74’, podia ser um incidente meramente folclórico, não tivesse o mesmo Marega feito o 2-3 logo um minuto depois, surgindo entre Coates e Schelloto na sequência de um cruzamento da direita. De repente, o jogo reabria. O Vitória voltava a acreditar, puxado de forma entusiasta pelo seu público. E chegou mesmo ao empate num dos muitos livres de que beneficiou nessa ponta final: cobrança de Rafinha e cabeça de Soares, ao segundo poste, nas costas de Schelloto. O golo premiava 15 minutos finais com muito coração da equipa de Pedro Martins, mas acabava por ser bem mais o reflexo das dificuldades defensivas que este Sporting vem enfrentando: desde Madrid, em cinco jogos, o Sporting sofreu dez golos. Começa a ser uma tendência.
2016-10-01
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Último Passe

A adoção do 4x4x2, com Depoitre à frente de André Silva, os médios-ala a saírem muito da faixa em busca do espaço interior e o recurso intensivo aos defesas laterais para darem largura ao ataque foi a surpresa reservada por Nuno Espírito Santo para o regresso do FC Porto à competição após a derrota no clássico de Alvalade. A jogar assim, mesmo não exercendo nunca um domínio asfixiante sobre o V. Guimarães, o FC Porto saiu do Dragão com uma vitória indiscutível, por 3-0, sobre uma equipa que vai bater-se pelas posições europeias. Alteração caucionada, portanto, apenas com uma reserva: terá a equipa portista plantel para mudar o seu sistema? Não parece fácil.O próprio Pedro Martins, treinador vimaranense, reconheceu no final da partida que tinha sido surpreendido pelo onde inicial do FC Porto. Com Depoitre a fazer de referência na frente, André Silva ganhou liberdade para estar mais em jogo do que no 4x3x3 sem que com isso a equipa perdesse presença na área. Além disso, o jogo mais interior de Otávio, Oliver e André André, abrindo os corredores laterais a Layun e Alex Telles, levava a que em cada situação de cruzamento ou de tabela a equipa portista tivesse sempre mais gente em potencial situação de finalização, o que terá contribuído para um rácio superior de situações de golo por volume de jogo criado. É verdade que o primeiro golo nasceu de um canto – mais um de bola parada, sinal de que a equipa está a trabalhar bem este tipo de lances – mas antes do golo de Marcano já Depoitre e André Silva tinham estado perto de inaugurar o marcador. E isto num jogo que até estava dividido em termos de estatísticas, com o 4x2x3x1 do V. Guimarães a assegurar ao seu setor mais recuado a capacidade de parar para respirar.Se o 1-0 ao intervalo ainda dava aos minhotos a possibilidade de voltarem para o segundo tempo em condições de discutir o resultado, a forma como o FC Porto chegou ao 2-0, logo a seguir ao intervalo, encerrou o jogo. É verdade que os dois golos portistas no segundo tempo nasceram de lances algo afortunados. Otávio beneficiou de um ressalto em Oliver para fazer o 2-0, enganando o guardião Doulgas. E o 3-0 saiu de um autogolo algo pateta de João Aurélio, incapaz de afastar um cruzamento de Layun para outro locar que não o fundo da baliza. De qualquer modo, em ambos os casos a chave do sucesso portista esteve na acumulação de gente na frente. A julgar pelo que se viu no relvado, este sistema tem pernas para andar, nascendo as maiores dúvidas da profundidade do plantel para preencher condignamente as duas posições no centro do ataque.É certo que além de Depoitre e André Silva ainda há Brahimi (que, mais do que poder jogar ali, tem visto muita gente nos últimos dois anos reclamar que ele deve jogar ali), Adrian López e que o próprio Diogo Jota, que era jogador de corredor lateral no Paços de Ferreira, foi chamado a jogar pelo meio quando entrou. Ainda assim, o que me parece é que este plantel foi construído a pensar no 4x3x3. E que se o 4x4x2 passar a Plano A, vai precisar de retoques em Janeiro. Resta saber se daqui até lá o nome de Aboubakar não será lembrado pelas piores razões.
2016-09-11
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Um onze mais coerente com os princípios de jogo que defende José Peseiro permitiu ao FC Porto sobreviver a uma entrada caótica em jogo, com golo madrugador de Hélder Postiga, e acabar por vencer por 3-1 o Rio Ave, no meio do temporal de Vila do Conde, com uma exibição interessante. O resultado deixa a vida muito difícil para a equipa de Pedro Martins no acesso à Liga Europa e dá pistas relativamente ao que pode esperar-se dos dragões quando a pressão voltar, isto é, na final da Taça de Portugal. Peseiro mudou sete nomes em relação à equipa que perdeu em casa com o Sporting, na última jornada. Já se sabia que ia voltar Helton à baliza e que seria normal que Layun recuperasse o lugar na lateral-esquerda, mas as outras cinco alterações não estavam “anunciadas”. Voltou Marcano ao centro da defesa e quem caiu foi Martins-Indi e não Chidozie; entraram Ruben Neves e André André para o meio-campo, passando Danilo e Herrera para o banco (o que a somar à excelente exibição de Sérgio Oliveira vem apertar a luta por um lugar ali); e Aboubakar e Corona saíram também, para dar lugar a André Silva (aposta firme, pelos vistos) e Varela. O resultado foi um FC Porto com mais condição para tocar a bola, sobretudo devido às características de Ruben Neves e André André, por oposição às de Danilo e Herrera, mais “verticais” no seu jogo, mas também ao que dá à equipa André Silva, mais forte nas desmarcações de apoio que Aboubakar, sempre mais interessado em dar-lhe profundidade. O jogo mais circular do FC Porto podia ter dado mau resultado, caso a equipa tivesse sentido a forma como entrou em jogo, praticamente a perder, fruto de um grande remate de Postiga na sequência de uma recuperação de Wakaso. Mas depois de uns 15 minutos em que o Rio Ave esteve por cima, o FC Porto instalou-se no meio-campo ofensivo, fazendo circular a bola e deixando entender que dificilmente perderia o jogo. Chegou ao empate de penalti, marcado por Layún, e à vantagem já na segunda parte, quando Sérgio Oliveira meteu uma bomba na baliza de Cássio, minutos depois de ter visto o guarda-redes negar-lhe esse golo num lance semelhante. Pedro Martins mexeu nessa altura, trocando Yazalde por Bressan e depois Kuca por Ukra. A 15 minutos do fim, reforçou a frente de ataque com a entrada de Guedes – sacrificando o médio-defensivo Pedro Moreira – mas o FC Porto já não perdeu o controlo das operações, vindo a fazer o 3-1 por Varela. O Rio Ave não aproveitou, assim, a derrota do Paços de Ferreira para se colocar em zona europeia e entra no último dia a depender do resultado dos pacenses em Setúbal. Já o FC Porto deixou ainda mais dúvidas acerca do onze que Peseiro tenciona apresentar na final da Taça de Portugal, uma vez que a Liga já só lhe serve mesmo de aquecimento.
2016-05-07
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Mais um golo decisivo de Raul Jiménez, desta vez a aproveitar um erro de André Vilas Boas, deu ao Benfica uma vitória justa sobre o Rio Ave (1-0), em Vila do Conde, e o regresso à liderança da Liga, quando faltam apenas três jornadas para o fim da prova. A resposta dos encarnados ao desafio lançado na véspera pelo Sporting não foi brilhante como noutras noites deste campeonato, mas foi competente e competitiva. O Rio Ave foi retardando o golo encarnado, mas na verdade nunca deu mostras de poder fazer um seu, enquanto que, mesmo sem jogar enormidades, antes do tento de Jiménez já o Benfica tinha perdido três ou quatro situações claras para marcar. Mais uma vez com o seu onze de gala, trocando apenas Nelson Semedo por André Almeida, Rui Vitória viu um Benfica perro ofensivamente durante toda a primeira parte, na qual o Rio Ave foi capaz de montar acampamento longe da área de Cássio e dessa forma impedir as combinações entre Jonas, Pizzi e Gaitán, que geralmente desequilibram os adversários. O bloco montado por Pedro Martins, com Pedro Moreira e Wakaso à frente da defesa, mas sem recuos excessivos, garantiu o equilíbrio no jogo e impediu o Benfica de criar situações de golo a não ser em lances de bola parada. Jardel viu Paulinho desviar perto da linha um cabeceamento que se seguiu a um canto de Gaitán, logo aos 2’, e o argentino perdeu uma boa oportunidade num remate de ressaca, após um alívio da defesa vila-condense, aos 32’, chutando ao lado de uma boa posição. Mas nada mais se viu em 45 minutos que foram marcados pela competência defensiva da equipa da casa. Na segunda parte, o Benfica passou a entrar com mais frequência na organização do Rio Ave, que por isso se viu forçado a recuar o seu bloco. E as ocasiões de golo apareceram. Gaitán perdeu um golo cantado, fazendo um “passe” a Cássio (aos 54’) após ter sido deixado em posição privilegiada por Jonas. E Jonas imitou-o um minuto depois, quando conseguiu passar entre dois adversários e encarar o guarda-redes vila-condense. Quando, aos 57’ Mitroglou desviou demais um toque subtil na sequência de um canto, fazendo a bola passar a lado, Rui Vitória decidiu mudar o ataque. Trocou Pizzi por Salvio e o próprio grego por Jiménez, enquanto que Pedro Martins optava por refrescar o ataque, com Postiga e Kayembé. E se as alterações do Rio Ave não trouxeram nada de novo ao jogo, as do Benfica resultaram no golo, aos 73’: cruzamento de André Almeida, desvio infeliz de André Vilas Boas para a sua própria barra e recarga à boca da baliza de Jiménez. A ganhar tão perto do fim, o Benfica congelou o jogo. Rui Vitória chamou Samaris para ajudar a equilibrar, sacrificando Jonas, e a equipa passou a controlar pela posse, arriscando sempre o mínimo e somando três pontos sem sobressaltos até final. Os encarnados encaixaram bem o golpe dado pelo Sporting e terão na sexta-feira a hipótese de voltar a bater a bola da pressão para o outro lado do court: se ganharem ao V. Guimarães farão com que o Sporting entre no Dragão, no sábado, com cinco pontos de atraso. A Liga começa a ser para os duros.
2016-04-24
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Nico Gaitán deve fazer em Vila do Conde o 250º jogo com a camisola do Benfica. A partida frente ao Rio Ave é de extrema importância, porque os encarnados precisam de ganhar para recuperar a liderança da Liga, presentemente ocupada pelo Sporting, que já jogou nesta 31ª jornada, ganhando em casa ao U. Madeira por 2-0. E para isso é natural que precisem do melhor Gaitán, do jogador que fez as duas assistências para golo na vitória frente ao V Setúbal, por 2-1, na ronda anterior da competição. Neste momento, Gaitán já é o quarto jogador estrangeiro com mais partidas pelo Benfica. Os 249 jogos que totaliza são apenas superados pelos 473 de Luisão, pelos 333 de Maxi Pereira e plos 293 de Óscar Cardozo. O esquerdino argentino vai na sexta época ao serviço dos encarnados, tendo-se estreado a 7 de Agosto de 2010, quando substituiu Fábio Coentrão nos últimos 13 minutos de uma derrota com o FC Porto (0-2), na Supertaça. Desde então fez 249 jogos divididos por seis provas. Jogou sobretudo na Liga portuguesa, onde soma 149 jogos, com 23 golos – a deslocação a Vila do Conde assinala assim também um número redondo da história de Gaitán no nosso campeonato. Os 100 desafios restantes divide-os entre Liga dos Campeões (41 jogos, com seis golos), Liga Europa (22 jogos e três golos), Taça de Portugal (20 jogos e três golos), Taça da Liga (14 jogos e três golos) e Supertaça (três jogos sem golos). Soma portanto 249 jogos, com 38 golos apontados e muito mais assistências: o argentino é o segundo melhor assistente da presente Liga, com 13 passes para golo, a apenas dois do líder desta tabela, que é o mexicano Layún, do FC Porto. Em Vila do Conde, Gaitán quererá evitar o amargo de boca que teve quando fez o 200º jogo pelo Benfica: na altura, em Dezembro de 2014, perdeu em Braga, por 2-1, em partida da Taça de Portugal. Serve-lhe na perfeição, em contrapartida, o “score” da partida 150: foi em Dezembro de 2013 e o Benfica ganhou por 3-1 ao Rio Ave em Vila do Conde. Gaitán também ganhou no jogo 100 (2-0 ao Moreirense em Moreira de Cónegos, em Novembro de 2012) e, mesmo tendo empatado na 50ª partida pelo Benfica (1-1 no terreno do Trabzonspor, em Agosto de 2011), festejou a qualificação para o “play-off” da Liga dos Campeões.   Pedro Martins, treinador do Rio Ave, já ganhou três vezes em 15 jogos contra o Benfica, duas ao serviço do Marítimo e outra pelo Rio Ave. Conseguiu todas as vitórias em casa e todas por 2-1. A primeira foi em Dezembro de 2011, nos Barreiros, para a Taça de Portugal: Saviola adiantou o Benfica, Roberto Souza e Sami acabaram por marcar os golos que deram o apuramento ao Marítimo. Na segunda, em Agosto de 2013, Rodrigo ainda cancelou os efeitos de um golo inaugural de Derley, mas Sami voltou a fazer o golo da vitória do Marítimo. E a terceira foi em Março do ano passado, já pelo Rio Ave: Salvio marcou primeiro para os encarnados, mas depois Ukra e Del Valle deram a volta ao marcador.   Nos últimos cinco jogos de equipas de Pedro Martins contra o Benfica prevaleceu o fator casa, sendo que entre eles está intercalada a Supertaça de 2014/15, jogada em campo neutro, na qual encarnados e vila-condenses empataram a zero, acabando o Benfica por conquistar o troféu nas grandes penalidades. A última vez que não ganhou a equipa da casa foi a 29 de Abril de 2013, quando o Benfica foi ao Funchal ganhar por 2-1 ao Marítimo de Pedro Martins.   Essa última derrota de uma equipa de Pedro Martins em casa com o Benfica foi também a três jornadas do fim de um campeonato que o Benfica liderava e desencadeou festejos à chegada da equipa encarnada ao aeroporto, pois aquela era vista como a deslocação mais difícil antes da ida ao Dragão. Só que dois dos quatro pontos de avanço que o Benfica tinha nessa altura sobre o FC Porto se esfumaram na jornada seguinte, um empate em casa com o Estoril, acabando a equipa de Jesus por ser passada na liderança pelos portistas com a derrota no Dragão (1-2).   O confronto entre Pedro Martins e Rui Vitória está absolutamente equilibrado, com quatro vitórias para cada lado e quatro empates nos 12 jogos entre ambos. Nesses 12 jogos, só por uma vez se deu uma vitória da equipa visitante: foi em Janeiro de 2012, quando o Marítimo de Pedro Martins foi a Guimarães bater o Vitória, que na altura era liderado pelo atual treinador do Benfica, por 2-0. O mais perto que Rui Vitória esteve de ganhar em casa de Pedro Martins foi quando levou o seu V. Guimarães a empatar a uma bola nos Barreiros, em jogo da Taça de Portugal, em Dezembro de 2012, impondo-se depois no desempate pelas grandes penalidades.   O Rio Ave não sofre golos há 395 minutos, tendo acumulado quatro zeros consecutivos depois da derrota por 1-0 na Choupana contra o Nacional, a 13 de Março. Mais de um mês passou desde esse golo de Ricardo Gomes na baliza de Rui Vieira, que tinha entrado para o lugar de Tarantini após a expulsão de Cássio. Vieira manteve o sero na vitória sobre o Marítimo (1-0), tendo depois voltado o brasileiro para os sucessos sobre o Moreirense (1-0) e V. Guimarães (2-0) e o empate em Arouca (0-0).   Benfica marca sempre há 17 jornadas, todas desde o empate a zero frente ao U. Madeira, na Choupana. Desses 17 jogos, ganhou 16, perdendo o outro, um 1-2 em casa com o FC Porto. Desde essa altura, contando outras competições, só uma vez o ataque da equipa de Rui Vitória ficou em branco: foi na deslocação a Munique, para enfrentar o Bayern (0-1).   As últimas duas vitórias do Benfica em deslocação, porém, foram muito complicadas e arrancadas a ferros perto do final das partidas. Na 27ª jornada os encarnados ganharam ao Boavista por 1-0, com golo de Jonas aos 90+4’, e na 29ª impuseram-se à Académica por 2-1 com a decisão a chegar ao minuto 85 por intermédio de Jiménez.   O Rio Ave já retirou pontos esta época a Sporting (empate a zero em Alvalade) e FC Porto (1-1 no Dragão). Se pontuar frente ao Benfica repete um pleno que já não consegue desde 2004/05, um campeonato que acabou em oitavo lugar e no qual conseguiu empatar no Dragão com o FC Porto (1-1) e em casa com o Sporting (0-0, ganhando ainda ao Benfica em casa (1-0) e empatando na Luz (3-3).   O Rio Ave ganhou na última visita do Benfica ao Estádio dos Arcos, a 21 de Março do ano passado. Ao todo, porém, o Rio Ave ganhou apenas quatro de 51 jogos com o Benfica, mas foram todos em casa e todos na Liga. A última vitória do Benfica em Vila do Conde aconteceu em Dezembro de 2013, por 3-1, quando um bis de Lima e um golo de Rodrigo chegaram para anular um tento de Ukra, na altura a restabelecer a igualdade.   Foram também esses o resultado e a marcha do marcador na última vez que as duas equipas se encontraram, em Dezembro, no Estádio da Luz: Jonas marcou primeiro para os encarnados, Bressan empatou e, depois, mais um golo de Jonas e um terceiro de Jiménez deram o 3-1 final ao Benfica.
2016-04-24
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O Sporting voltou a ceder pontos em Alvalade, empatando a zero com o Rio Ave, e deixou-se dessa forma apanhar pelo Benfica no topo da classificação da Liga. Foi, ao mesmo, tempo, um jogo igual mas também diferente daqueles que os leões vinham fazendo em casa. Igual porque a equipa leonina não consegue descolar e meter no campo as combinações ofensivas que em dada altura da época lhe permitiam desbaratar as defesas adversárias. Mas diferente porque desta vez Jesus não arriscou tanto – as duas primeiras trocas foram de jogadores por outros para a mesma posição – e, mesmo tendo errado um par de vezes atrás, a equipa leonina teve em Rui Patrício a garantia do zero nas suas redes. Os dois guarda-redes, aliás, foram os melhores em campo. É verdade que ao Sporting faltam alguns dos argumentos desequilibradores que em tantas alturas da época foram tão importantes. Faltou a fluidez pela esquerda que Jefferson costuma dar, faltou o critério de distribuição que William Carvalho assegurava quando estava bem, faltou o Slimani que é capaz de desbloquear jogos, faltou até Montero, estranhamente transferido quando a equipa ficou com um Gutierrez que tarda em mostrar serviço de forma convincente e para o lugar dele entrou Barcos, que está muito fora de ritmo competitivo e não se vê quando pode vir a ser útil. A primeira parte foi, por isso, jogada com intensidade mas sem grandes desequilíbrios, porque o Rio Ave ia sempre buscar a saída de bola leonina e matava um dos momentos do jogo em a equipa de Jesus é mais forte – a transição ofensiva. Rui Patrício, face a Kayembé, e Cássio, contra Adrien, Coates ou João Mário, asseguraram o zero ao intervalo, mas nem isso esmorecia o público que acorreu em massa a Alvalade. Afinal, o Sporting nem tem saído para o intervalo a ganhar assim com tanta frequência. Na segunda parte, talvez fatigada pelo facto de ter jogado para a Taça de Portugal na quinta-feira, o Rio Ave baixou linhas e remeteu-se à defesa do 0-0, o que acabou por conseguir fazer, mais uma vez fruto de dois fatores: um grande Cássio e, nessa fase, alguma falta de criatividade dos leões na frente. Depois de trocar Paulo Oliveira por Ruben Semedo, Jesus chamou Barcos para o lugar de Gutièrrez e só a 15’ do fim meteu mais gente na frente, chamando Gelson para a vaga de William. Não resultou, mesmo tendo o Sporting mudado processos e passado a cruzar muito de fora para as duas torres que tinha na frente. O momento presente é, por isso, de grande importância para o Sporting, que já viu anulada por completo a larga vantagem que chegou a ter sobre o Benfica e vê o rival a galgar barreira atrás de barreira com uma voracidade incrível. Os leões têm a vantagem de receber o rival em casa, mas a desvantagem de precisarem de inverter uma quebra evidente de resultados para chegarem ao dérbi em condições de o jogar com os olhos no título. 
2016-02-08
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Jorge Jesus ganhou onze dos quinze confrontos com Pedro Martins, atual treinador do Rio Ave. Dos 15 jogos entre ambos, Jesus esteve quase sempre no Benfica – a exceção foi o Rio Ave-Sporting da primeira volta – enquanto Martins andou entre o Marítimo e os vila-condenses. Curioso é que nas duas vezes que perdeu na Liga com Martins, Jesus acabou por ser campeão: 2-1 no Marítimo-Benfica na abertura de 2013/14 e 2-1 no Rio Ave-Benfica da época passada. Pedro Martins, por sua vez, vai em seis derrotas consecutivas em jogos contra o Sporting: 1-2 em Vila do Conde já esta época; 2-4 em Alvalade e 0-1 nos Arcos na anterior; 1-3 nos Barreiros e 2-3 com o Marítimo em Alvalade para a Liga de 2013/14, época em que também perdeu por 3-0 em Lisboa para a Taça da Liga. Até então, Martins até tinha saldo positivo contra os leões de Lisboa, com duas derrotas, dois empates e três vitórias, a última das quais a 10 de Fevereiro de 2013 – faz na quarta-feira três anos – por 1-0, graças a um golo do agora portista Suk.   - O Sporting deu avanço nos últimos três jogos em Alvalade. Começou a perder (até aos 0-2) contra o Sp. Braga – e acabou por vencer por 3-2. Repetiu contra o Tondela e virou de 0-1 para 2-1 antes de sofrer o 2-2 já perto do final. E voltou a ver o adversário adiantar-se no desafio contra a Académica, em que esteve a perder por 1-0 e acabou por vencer por 3-2.   - Além disso, o Sporting marcou golos nos últimos 22 jogos em casa, contando todas as competições. O último zero leonino em Alvalade aconteceu a 26 de Fevereiro do ano passado, contra os alemães do Wolfsburg. Para celebrarem um ano sempre a fazer golos no seu estádio, os leões terão de marcar agora ao Rio Ave e ainda a outra equipa alemã, o Leverkusen, e ao Boavista, que já forçou a equipa de Jesus a um zero no Bessa.   - O Rio Ave perdeu os últimos dois jogos que fez fora de casa, ambos com o Sp. Braga: 5-1 para a Liga e 1-0 na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal. Mas o antepenúltimo foi o empate a uma bola no Dragão com o FC Porto, que levou à demissão de Lopetegui.   - Zeegelaar, jogador do Sporting que, face à lesão de Jefferson, deve alinhar na lateral-esquerda, começou a época no Rio Ave, tendo alinhado na equipa que saiu derrotada frente ao Sporting no jogo da primeira volta.   - Tobias Figueiredo fez o seu jogo de estreia na Liga portuguesa contra o Rio Ave. Foi a 18 de Janeiro de 2015 que Marco Silva o lançou como titular na vitória dos leões por 4-2 contra os vila-condenses em Alvalade.   - O Sporting ganhou as últimas quatro partidas contra o Rio Ave e não perde desde Fevereiro de 2013, quando foi batido – de virada – em Vila do Conde por 2-1: marcaram Joãozinho (na própria baliza) e Ukra depois de Jeffrén ter adiantado os leões. Ainda assim, os vila-condenses têm um histórico recente neutro nas últimas deslocações ao reduto do leão: nos últimos três jogos ali realizados, perdeu um, ganhou outro e empatou o outro.
2016-02-08
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O FC Porto enfrenta a receção ao Rio Ave após duas derrotas consecutivas: 1-3 frente ao Marítimo, em casa, na Taça da Liga, e 0-2 com o Sporting, em Alvalade, para o campeonato. É uma situação invulgar, a pedir reação, e por isso mesmo têm clamado os adeptos azuis-e-brancos. É que os dragões não perdiam dois jogos seguidos desde Novembro e Dezembro de 2012, quando foram sucessivamente batidos por Sp. Braga (1-2, para a Taça de Portugal) e Paris St. Germain (1-2, para a Champions). Para se encontrarem três derrotas seguidas do FC Porto é preciso recuar até Outubro e Novembro de 2008, quando a equipa que era comandada por Jesualdo Ferreira foi sucessivamente batida por Dynamo Kiev (0-1), Leixões (2-3) e Naval (0-1). O que é curioso é que, mesmo assim, essa equipa do FC Porto acabou por se sagrar campeã nacional, com quatro pontos de avanço sobre o segundo, que foi o Sporting. À altura da terceira derrota, os dragões seguiam em sétimo, a cinco pontos do líder, que era o Leixões. Apesar de não ser uma situação tão grave, a equipa portista não conseguiu inverter a situação na última vez que passou três jogos seguidos sem ganhar. Tal sucedeu-lhe pela última vez numa sequência de três empates em Setembro de 2014: 0-0 com o Boavista, 1-1 com o Sporting e 2-2 com o Shakthar Donetsk. O FC Porto saiu do segundo destes empates em segundo lugar na Liga, a quatro pontos do líder, que era o Benfica, e acabou a prova nesse mesmo segundo lugar, a três pontos de distância. Um dos aspetos que mais mudou nos últimos resultados do FC Porto foi a incapacidade para manter o zero nas suas balizas. Iker Casillas segue com quatro jornadas seguidas a sofrer golos na Liga, redundando nas vitórias por 2-1 frente a P. Ferreira e Nacional, nos 3-1 à Académica e na derrota por 2-0 com o Sporting em Alvalade. Para se perceber como a situação é invulgar, basta reparar que o FC Porto só tinha sofrido golos em três das onze primeiras jornadas ou que encaixou mais golos (cinco) nos últimos quatro jogos que nos onze primeiros (em que sofreu apenas quatro). Para se encontrar uma sequência de pelo menos quatro jogos seguidos do FC Porto a sofrer golos na Liga é preciso recuar até Outubro e Novembro de 2013, quando a equipa dirigida por Paulo Fonseca foi incapaz de manter o zero nas suas redes por cinco jogos consecutivos: 3-1 ao Arouca e ao Sporting, 1-1 com Belenenses e Nacional e 0-1 frente à Académica   - O Rio Ave, que só tinha perdido uma vez esta época até ao início de Novembro (1-2 contra o Sporting, em Setembro), já soma mais cinco derrotas desde essa altura: 3-2 com o Marítimo, 1-0 com o Moreirense, 3-1 com o V. Guimarães, 3-1 com o Benfica e 3-2 com o Tondela. É curioso que os vila-condenses tenham feito golos em cinco das seis derrotas da época. Aliás, o Rio Ave só ficou em branco uma vez em 20 jogos oficiais esta temporada, a derrota por 1-0 em Moreira de Cónegos.   - Este jogo será, por isso, o confronto entre um dos melhores ataques da Liga nos jogos fora e a melhor defesa na partidas em casa. O Rio Ave já fez 14 golos em deslocação, menos um que o V. Setúbal, que tem o melhor ataque da prova fora de casa. Mas o FC Porto só sofreu dois golos no Dragão, menos um que o Sporting, a segunda melhor defesa nas partidas em casa.   - Pedro Martins, o treinador do Rio Ave, perdeu os três jogos que fez contra Julen Lopetegui, todos na época passada. O FC Porto do basco impôs-se por 5-0 no Dragão e 3-1 em Vila do Conde nas partidas da Liga e ainda foi ganhar aos Arcos por 1-0 na Taça da Liga.   - Aliás, só por uma vez Pedro Martins viu uma equipa sua marcar um golo no Dragão, em jogos da Liga. E foi logo na primeira vez que lá foi, faz na terça-feira cinco anos: o FC Porto ganhou por 4-1 ao Marítimo do técnico feirense. Depois disso, Martins perdeu sempre no Dragão: 2-0 em 2011/12, 5-0 em 2012/13, 3-0 em 2013/14 (as três vezes com o Marítimo) e outra vez 5-0 em 2014/15 (já com o Rio Ave). A somar a estes jogos há mais uma visita, outra derrota, esta por 3-2, no jogo da Taça da Liga que ficou célebre pelo atraso com que se jogou.   - Martins já ganhou uma vez ao FC Porto em 12 jogos: foi em 2013/14 que o seu Marítimo bateu os dragões por 1-0, mas nos Barreiros.   - Danilo Pereira, médio internacional do FC Porto, foi lançado na Liga por Pedro Martins, quando este dirigia o Marítimo. Aconteceu a 18 de Agosto de 2013, numa vitória dos insulares sobre o Benfica, por 2-1.   - Pedro Moreira pode completar o 50º jogo com a camisola do Rio Ave, depois de ter chegado a Vila do Conde emprestado pelo FC Porto, na época passada. Dos 49 que já fez, 32 foram na Liga portuguesa, sete na Liga Europa, seis na Taça de Portugal, três na Taça da Liga e um na Supertaça.   - Cássio, guarda-redes do Rio Ave, estreou-se na Liga a jogar contra o FC Porto, lançado por Paulo Sérgio a 26 de Setembro de 2008, numa derrota do Paços de Ferreira no Dragão, por 2-0. Também Roderick se estreou na Liga a perder no Dragão, encaixando cinco golos sem resposta com a camisola do Benfica, a 7 de Novembro de 2010 – lançou-o Jorge Jesus. Por fim, Guedes, avançado dos vila-condenses, também chegou à Liga pela porta do Dragão, lançado por Luís Castro numa derrota do Penafiel por 3-1, a 17 de Dezembro de 2005.   - André Vilas Boas, uma das referências do Rio Ave, foi campeão pelo FC Porto, em 2003/04. José Mourinho deu-lhe um minuto nesse campeonato, depois de o mandar de volta para a equipa B e de o devolver ao Rio Ave.   - O FC Porto ganhou os derradeiros sete jogos que fez contra o Rio Ave (e 16 dos últimos 17). Nas últimas 20 vezes que os dois clubes se defrontaram, o máximo que os vila-condenses conseguiram foram três empates: 2-2 em Setembro de 2012, 0-0 em Setembro de 2008 e em Janeiro de 2006. De resto, o Rio Ave só pontuou uma vez no Dragão, num empate a uma bola que faz 11 anos na próxima terça-feira. Ao todo, soma ali três empates e uma vitória, mas as ocasiões anteriores em que voltou do Porto com pontos tinham sido na sequência de jogos nas Antas.   - As últimas três visitas do Rio Ave ao Dragão foram resolvidas de forma clara: 4-0 em 2012/13, 3-0 em 2013/14 e 5-0 em 2014/15. O último golo do Rio Ave neste estádio foi obtido por Braga, numa derrota por 2-1, em Fevereiro de 2013. Jackson tem sido o goleador mais frequente do FC Porto neste confronto, tendo obtido quatro golos nos últimos quatro jogos. Dos que ainda estão no FC Poto, só Tello e Varela marcaram na receção ao Rio Ave, ainda que Maicon e Aboubakar o tenham feito em Vila do Conde.   - Será o 11º jogo em que Rui Costa apita o FC Porto na Liga, sendo que os Dragões nunca perderam com ele. O pior que lhes aconteceu foi ceder dois empates, frente ao P. Ferreira em 2009/10 e ao Belenenses em 2014/15. Com ele, o Rio Ave perdeu sete vezes (em 15 jogos), duas delas na Luz, contra o Benfica.
2016-01-05
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O Benfica-Rio Ave é um daqueles jogos que cheira a golos. Porque, além de ter o melhor ataque da Liga, com 31 tentos obtidos, o Benfica é a equipa que mais golos fez no seu estádio: 21. E do outro lado está o Rio Ave, que tem o melhor ataque da Liga na condição de visitante, com 13 golos, tantos como o FC Porto. Para o Benfica, fazer golos neste jogo é primordial, fundamentalmente porque precisará de pelo menos um para ganhar e somar três pontos, mas também para evitar um quinto zero ofensivo nesta Liga. É que a equipa de Rui Vitória já ficou em branco contra Arouca (0-1), FC Porto (0-1), Sporting (0-3) e U. Madeira (0-0). Marcar ao Rio Ave servirá para evitar um quinto jogo sem golos no mesmo campeonato, algo que os encarnados não conhecem desde 2008/09, antes da chegada de Jorge Jesus à Luz. Como a equipa vem precisamente de um nulo contra o U. Madeira na Choupana torna-se igualmente importante marcar para evitar um segundo jogo seguido a zeros, o que não lhe acontece desde Fevereiro de 2012, quando perdeu com o V. Guimarães no Minho (0-1) e empatou com a Académica em Coimbra (0-0). Do outro lado, o Rio Ave também confiará mais na capacidade para fazer golos do que para os evitar. É que o Benfica marcou golos ao Rio Ave nos últimos 14 jogos entre ambos na Luz, não ficando em branco desde um empate a zero em Maio de 1997, eram Manuel José e Carlos Brito os treinadores das duas equipas. Além disso, o Rio Ave possui o melhor ataque da Liga em jogos fora de casa, com 13 golos marcados, tantos como o FC Porto e mais um que Sporting e V. Setúbal. Os vila-condenses marcaram em todos os jogos que fizeram na condição de visitantes, tendo-o feito por três vezes em Paços de Ferreira (3-0) e no Restelo contra o Belenenses (3-3). A última deslocação em que o Rio Ave ficou em branco já data de Maio: um 4-0 encaixado na visita ao Marítimo.   - Pedro Martins já ganhou três vezes ao Benfica, uma delas na Taça de Portugal, ainda ao serviço do Marítimo, mas nunca conseguiu sequer arrancar um ponto no Estádio da Luz, onde soma por derrotas os sete jogos efetuados e não marca um golo há pouco mais de três anos: desde que Rodrigo António abriu o marcador num desaire por 4-1, a 15 de Dezembro de 2012.   - Além disso, só por uma vez uma equipa de Pedro Martins ganhou a uma equipa de Rui Vitória na condição de visitante. Foi em Janeiro de 2012, em partida da Taça da Liga, que o Marítimo venceu em Guimarães por 2-0, com golos de Tchô e Danilo Dias.   -Os benfiquistas Ederson e Sílvio já jogaram no Rio Ave. O lateral até se estreou na Liga pelos vila-condenses, num jogo contra o Benfica: foi lançado por João Eusébio no empate (1-1) no Estádio dos Arcos, a 24 de Agosto de 2009. Do lado do Rio Ave também está um ex-benfiquista: Roderick foi formado nos encarnados e por lá esteve até 2013.   - Talisca, auto do golo da vitória do Benfica sobre o Rio Ave na Luz, na época passada (1-0), fez o primeiro jogo oficial pelos encarnados contra o adversário de Vila do Conde, no empate a zero que o Benfica transformou em vitória no desempate por grandes penalidades, ganhando a Supertaça de 2014/15.   - Do outro lado, o avançado Yazalde também se estreou com a camisola do Rio Ave – e na Liga, após chegar a meio da época do Varzim – contra o Benfica. Foi a 3 de Janeiro de 2009 que Carlos Brito lh deu o primeiro jogo, uma derrota com os encarnados na Luz, por 1-0.   - O Rio Ave também não pontua na Luz desde Novembro de 2005, quando ali foi empatar a dois golos, estando mesmo a ganhar até cinco minutos do final, quando Petit fez o tento da igualdade para os encarnados. De resto, nunca os vila-condenses ali ganharam ao Benfica, ainda que já o tenham feito por quatro vezes no seu estádio: em 1981, 1997, 2005 e 2015. Em três desses campeonatos, o Benfica acabou por sagrar-se campeão.   - Os dois jogos do Benfica na Liga apitados por Manuel Oliveira, ambos na época passada, acabaram com o mesmo resultado: vitória dos encarnados por 3-0, frente a Belenenses e V. Setúbal. Por sua vez, o Rio Ave nunca ganhou em este árbitro, que não apanha desde uma derrota em casa com o Gil Vicente (0-1); em 2013/14. A registar que quatro dos cinco jogos apitados por este árbitro no presente campeonato acabaram empatados.
2015-12-19
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Jorge Jesus ganhou dez dos 14 confrontos com Pedro Martins, o atual treinador do Rio Ave. O histórico faz-se com Jesus sempre no Benfica e com Martins quatro épocas no Marítimo e uma já em Vila do Conde. No entanto, Pedro Martins impôs-se nas duas últimas receções ao atual técnico leonino: 2-1 pelo Marítimo na abertura da Liga de 2013/14 e 2-1 pelo Rio Ave em Março último. Não deixa de ser curioso que sempre que perdeu na Liga com Pedro Martins, Jorge Jesus tenha acabado por ser campeão. É caso para dizer que Jesus nem se importa de perder com ele, porque a recompensa acaba por chegar. Mais grave foi, do ponto de vista de Jorge Jesus, a outra derrota que tem com este colega de profissão. Aconteceu em Dezembro de 2011, quando o Marítimo de Pedro Martins afastou o Benfica de Jorge Jesus da Taça de Portugal: 2-1 nos Barreiros, com golos de Roberto Souza e Sami a responder a um tento de Saviola, ainda na primeira parte. Um resultado feito de virada, como foram, aliás, duas das três vitórias de Pedro Martins sobre Jorge Jesus. Essa vitória, no entanto, acabou por não valer de muito ao Marítimo de Martins, que caiu na eliminatória seguinte, batido por 3-0 pelo… Sporting, em Alvalade. Azar tem tido Pedro Martins nos últimos jogos com o Sporting: vai em cinco derrotas consecutivas: 2-4 em Alvalade e 0-1 em Vila do Conde, com o Rio Ave, na época passada; 1-3 nos Barreiros e 2-3 com o Marítimo em Alvalade para a Liga de 2013/14, temporada na qual também perdeu por 3-0 em Lisboa para a Taça da Liga. Foram dois anos em contraciclo para um treinador que, antes disso, até tinha saldo positivo com os leões de Lisboa: duas derrotas, dois empates e três vitórias, a última das quais a 10 de Fevereiro de 2013, por 1-0, graças a um golo do agora setubalense Suk.   - O Sporting ganhou os últimos dois jogos em Vila do Conde. Por 1-0 na época passada, com golo de Nani, e 2-1 há dois anos, com Carlos Mané e Slimani a virarem o resultado, depois de um autogolo de Maurício. A última derrota leonina no estádio do Rio Ave foi a 2 de Fevereiro de 2013, e também de virada: Jeffrén marcou primeiro para os leões, mas um autogolo de Joãozinho e um segundo de Ukra valeram o 2-1 final aos vila-condenses.   - Em contrapartida, Jorge Jesus perdeu (e também de virada) na última vez que foi a Vila do Conde. Foi a 21 de Março, o Benfica de Jesus adiantou-se por Salvio, os vila-condenses empataram por Ukra e marcaram o golo da vitória já nos descontos por Del Valle. Antes, tinha lá ganho (3-1) a 1 de Dezembro de 2013.   - O Sporting ganhou as três últimas deslocações que fez para a Liga: 1-0 em Vila do Conde ao Rio Ave na época passada, a somar aos 2-1 ao Tondela e aos 3-1 à Académica, já esta época. Se voltar a vencer no domingo, iguala a melhor série de Marco Silva, que foi de quatro vitórias fora consecutivas (3-1 ao Boavista, 1-0 ao Nacional, 1-0 ao Sp. Braga e 3-1 ao Arouca). Para se encontrar melhor do que isso é preciso recuar a 2010/11, quando os leões venceram consecutivamente a U. Leiria (2-1), a Académica (2-1), o Portimonense (3-1), o V. Setúbal (3-0) e o Marítimo (3-0).   - Mais recente é a memória de um Sporting a ganhar as primeiras três saídas da temporada. Aconteceu em 2013: 4-0 à Académica, 2-0 ao Olhanense e 2-1 em Braga. À quarta perderam, por 3-1, com o FC Porto, no Dragão.   - O Sporting marcou golos nos últimos 14 jogos que fez na Liga, não ficando em branco desde 1 de Março, quando perdeu por 3-0 com o FC Porto, no Dragão. Para encontrar uma série maior é preciso recuar ao período entre a derrota (1-0) em Paços de Ferreira, a 5 de Maio de 2013, e o empate em casa (0-0) com o Nacional, a 21 de Dezembro de 2013. Foram, nessa sequência, 15 os jogos sempre com golos leoninos. - Todos os golos sofridos pelo Rio Ave esta época nasceram de bolas paradas: um livre indireto (Gonçalo Brandão, do Belenenses), dois cantos (Ruben Pinto, do Belenenses, e Suk, do V. Setúbal) e dois penaltis (Carlos Martins, do Belenenses, e André Claro, do V. Setúbal). O Sporting (que também já sofreu dois golos de penalti) só marcou duas vezes de bola parada (os penaltis de Adrien ao Tondela e de Aquilani à Académica).   - Tobias Figueiredo, defesa central do Sporting, estreou-se na Liga contra o Rio Ave, a 18 de Janeiro, lançado por Marco Silva numa vitória leonina por 4-2, em Alvalade. O mesmo sucedeu com Ewerton, que ainda não está em condições de ser utilizado por Jorge Jesus: entrou na Liga portuguesa lançado por Leonardo Jardim, a 13 de Agosto de 2011, num empate sem golos entre Rio Ave e Sp. Braga. E ainda com Carrillo, cujo primeiro jogo pelo Sporting na Liga foi em Vila do Conde, a 19 de Setembro de 2011: Domingos Paciência deu-lhe os primeiros 54 minutos de um sucesso leonino por 3-2.   - O árbitro desse jogo de estreia de Carrillo era o mesmo do jogo deste domingo: Hugo Miguel, que nessa noite estabeleceu o seu recorde pessoal de cartões num desafio da I Liga. Foram onze amarelos e uma expulsão por acumulação para o haitiano Sony, pouco depois de o Sporting ter feito o 3-2 final.
2015-09-12
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