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Último Passe

É muito complicado dizer se o interesse do Paris St. Germain é uma boa ou má notícia para o Sporting. Porque depende de muita coisa. Depende, primeiro, do grau de veracidade da informação oficial do clube, segundo a qual Jesus e o presidente Bruno de Carvalho estarão na mesma página, a trabalhar para o futuro do clube. Se isso é verdade, então a saída de Jesus será sempre uma má notícia; se for mentira, é uma porta de saída para a crise, porque não é possível duas pessoas que não se entendem construírem seja o que for com sucesso. Mas mesmo que a eventual transferência de Jesus para Paris seja a tal saída providencial, não se iludam, porque outra crise se seguirá, à qual vai ser preciso dar uma resposta rápida e, acima de tudo, certeira: é preciso encontrar um treinador. Primeiro ponto. É bom para o Sporting que Jesus saia agora? Disso não tenho dúvidas: não é bom. Jesus trabalha como poucos na Europa, conhece o futebol nacional como menos ainda e era uma mais-valia para o projeto do futebol do Sporting. Não ganhou ainda o campeonato, no primeiro ano por infortúnio e uma unha negra, no segundo por erros evidentes – dele e de quem o enquadra – que poderia sempre corrigir, mas a certeza que tenho é que quem quer que entre no caso de ele sair terá de começar tudo do zero. E isso só será positivo em dois casos. Ou no caso de se achar que entre Jesus e o presidente já não há base de entendimento para construir seja o que for, o que tem sido amplamente desmentido pela comunicação oficial do Sporting. Ou no caso de se achar que Bruno de Carvalho é absolutamente infalível, o que até encontra base de suporte nas escolhas que fez de treinadores mas está muito longe de ser verdadeiro nas operações de mercado que subscreveu, antes mesmo de Jesus ter chamado a si essa pasta tão delicada. E não há-de ser preciso falar de Shikabala, Slavchev ou no Mini-Messi para recordar isso mesmo. Mas assumamos que a questão aqui é mesmo de números e que os valores que o PSG estará a propor seriam suficientes para dar a volta à cabeça não só do treinador, mas também do clube. E se no caso de Jesus isso até se compreende, no caso do clube significará também assumir que a ideia de investir num treinador valores que poderiam servir para reforçar a equipa com bons jogadores terá sido uma ideia errada. Para Bruno de Carvalho aceitar agora de bom grado aquilo que tanto trabalhou para contrariar há dois anos – se bem se lembram, a estratégia de Luís Filipe Vieira e Jorge Mendes passava por colocar Jesus no Dubai, de passagem para o PSG, onde alargaria a rede de influência do circuito Gestifute/Benfica – é porque mudou radicalmente de ideias em relação à estratégia que quer seguir. Ou que pelo menos reconhece ser impotente para a manter, porque nada significa que a eventual passagem de Jesus para o Paris St. Germain não venha a reforçar essa mesma zona de influência de que fazem parte os tetracampeões nacionais e as suas operações de mercado. Pode até dar-se o caso de o Sporting não ter poder de evitar o que aí vem. De o treinador ter no contrato clausulado que lhe permita ir à sua vida, pagando pela sua libertação. E nesse caso, nem que quisesse manter o treinador e acreditasse que o sucesso do Sporting passava por ele Bruno de Carvalho poderia fazer o que quer que fosse. Livrar-se-ia do ato de contrição, mas não da decisão seguinte. Que treinador contratar? Digo aqui o que já disse acerca da opção de Pinto da Costa para substituir Nuno Espírito Santo. O Sporting precisa de um treinador de futebol ofensivo e espetacular, o que desde logo afasta algumas das opções que têm vindo a ser publicitadas, mas com conhecimento profundo da realidade do futebol português. Nestas condições há Paulo Fonseca – que esteve no radar leonino para entrar se Jesus tivesse saído há um ano –, Paulo Sousa ou eventualmente Vítor Pereira. O primeiro tornou-se entretanto muito caro, o segundo pode ter de o disputar ao FC Porto e o terceiro é portista profundo. Não será uma escolha fácil.
2017-05-27
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A história da final da Taça de Portugal escreveu-se com o nome de dois heróis e não com os de quatro réus, como chegou a prometer. Antes assim, que as finais servem para que se cantem canções de glória. Mas nem é seguro que os heróis possam tirar grande proveito da tarde como o não é que os réus tenham o futuro imediato assegurado. O defeso ainda vai ter muitas histórias para contar acerca de todos eles. Primeiro os heróis, com Marafona à cabeça. O guarda-redes do Sp. Braga foi a grande diferença entre o pesadelo de há um ano e a festa de ontem, ao defender dois penaltis que impediram que os minhotos voltassem a morrer na praia. Tal como há um ano, beneficiaram de uma vantagem de dois golos sem terem feito muito por isso. Tal como há um ano, viram o adversário chegar ao 2-2 no último minuto de jogo, lançando-os num prolongamento que, até pelo que tinham vivido antes, cheirava a tragédia por todos os lados. Mas ao contrário do que sucedeu há um ano levaram a taça para casa, muito à conta do guarda-redes que começou a época no Paços de Ferreira. O mais improvável herói da tarde defendeu dois penaltis e esteve quase a deter um terceiro, mas ainda vai ter de se esforçar para manter a preponderância num plantel em constante mutação. Outro herói foi André Silva. O avançado portista veio mostrar a todo o país aquilo que alguns já sabiam: que está mais do que pronto para ser o ponta-de-lança da seleção nacional. Marcou dois golos, o primeiro pleno de oportunismo, o segundo numa execução técnica perfeita, resgatando o FC Porto de uma derrota que parecia inevitável, mas nem precisava de os ter marcado, tão boa é a generalidade das suas intervenções no jogo. Sempre bem a decidir, se busca a profundidade, o movimento de rotura, se passa ou remata ou se baixa em apoio, André Silva tinha na falta de golos o argumento dos que diziam que ainda não fizera o suficiente para “merecer” ir à seleção. Acontece que à seleção não se vai porque se merece – vai-se quando se pode ser útil. E André Silva vai poder ser útil. Não já em 2016, mas seguramente depois dos Jogos Olímpicos, quando assumir o lugar que é dele no futuro do FC Porto e da seleção nacional. O que nos leva ao primeiro réu: José Peseiro. O treinador do FC Porto confirmou as teses dos que o acusam de ser “pé frio”, como se isso existisse no futebol ou na vida. Ao perder a final da Taça de Portugal, Peseiro perdeu também a melhor oportunidade que tinha para agarrar um lugar à frente do plantel para 2016/17. Mas se por um lado não deve ser por um jogo que se julga a competência de um líder, por outro também é evidente que o FC Porto não cresceu o que os seus responsáveis esperariam após a troca de Lopetegui pelo ribatejano. Primeiro porque continuou a promover o “lopeteguismo” sem Lopetegui, na forma de jogar; depois porque a equipa passou a perder muito mais derrotas do que anteriormente. Peseiro não foi capaz de empurrar a equipa para as conquistas que gostaria de ter alcançado, por falta de tempo para trabalhar, de convicção na liderança ou por ter sido vítima de um plantel desequilibrado. Ainda resolveu a lacuna do ponta-de-lança – que Aboubakar nunca foi e André Silva começa a ser – mas não foi capaz de construir uma defesa capaz com tanta falta de qualidade. E ainda que isso em parte o absolva, deverá também chegar para o impedir de continuar. Porque um homem é ele mesmo e as suas circunstâncias e, aos olhos do público, pelo menos, Peseiro é um perdedor. Mesmo que os réus principais no jogo de ontem tenham sido outros. Helton e Chidozie pelo desentendimento no lance do primeiro golo, no qual o defesa se encolheu e o guarda-redes saiu sem resolver; outra vez Helton e Marcano na jogada do segundo, no qual o guarda-redes deu a bola ao central com este de costas para o jogo e prestes a ser pressionado e o defesa não teve a perceção disso mesmo, deixando-se antecipar. Uma coisa é certa: o FC Porto de 2016/17 não deve ter Peseiro ao leme, mas também dificilmente terá Helton, Chidozie ou até Marcano em posições de destaque. Porque o renascimento de um FC Porto ganhador ao fim de três anos de jejum total dependerá muito da construção de uma defesa capaz. In Diário de Notícias, 23.05.2016
2016-05-23
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Último Passe

Dois penaltis defendidos por Marafona permitiram ao Sp. Braga ganhar a segunda Taça de Portugal da sua história, 50 anos exatos depois da anterior. O guarda-redes apareceu quando em Braga já não se pensava noutra coisa a não ser na final do ano passado, perdida contra o Sporting depois de uma vantagem de dois golos que os leões anularam com o empate em cima do minuto 90. Desta vez foi André Silva, o jovem goleador portista, quem reanimou o FC Porto e, com um bis, levou a equipa de José Peseiro a um empate (2-2) que teve pelo menos um mérito: passou para segundo plano a forma como os bracarenses se colocaram em vantagem, com dois erros crassos da defesa portista e de Helton. André Silva e Marafona foram, assim, os dois grandes vencedores de uma tarde que bem podia ter ficado marcada pelo papel dos anti-heróis Helton, Chidozie e Marcano. Foram os protagonistas que asseguraram que os nomes aos quais ficará ligada esta final da Taça de Portugal o são pelas razões certas, por proezas e não por erros. Porque a história até ao 2-0 foi, sobretudo, uma história de erros. Primeiro, erraram Helton e Chidozie, quando ficaram um à espera do outro após um passe para as costas da defesa do FC Porto, permitindo que Rui Fonte, a aposta surpresa de Paulo Fonseca, se intrometesse e marcasse numa baliza deserta. A primeira parte ainda mostrou um Sp. Braga a sair bem do primeiro momento de pressão portista e a encontrar espaço nas costas dos laterais, quinda por cima queimando bem linhas em posse. Ante um FC Porto inoperante na frente, o 1-0 ao intervalo até se compreendia. Para a segunda parte, que Peseiro abordou sem Chidozie, com Ruben Neves a meio-campo e Danilo como defesa-central, apareceu um FC Porto diferente. Melhor, mais acordado, a procurar o empate que Herrera quase conseguiu ao minuto 57, quando fez um remate de ressaca passar a milímetros do poste da baliza de Marafona. E na resposta veio o segundo erro: bola longa, a chegar a Helton, que a entregou a Marcano; desatenção do defesa espanhol, que olhou para um lado quando Josué lhe apareceu do outro, a roubar-lhe o esférico e a marcar. Com 2-0, a sorte do FC Porto dependia do tempo que levasse a reduzir – e fê-lo rapidamente, porque aí começou a grande tarde de André Silva. Primeiro a empurrar para as redes um primeiro remate de Brahimi que Marafona defendera; depois, já em período de compensação, a empatar o jogo com um remate acrobático de excelente execução, após cruzamento de Herrera. O empate fazia nascer na mente dos bracarenses o fantasma daquilo que foi a final do ano passada, perdida nos penaltis depois de o Sporting ter anulado uma desvantagem de dois golos no último minuto da partida. Paulo Fonseca há-de ter centrado a conversa com a equipa na necessidade de reação a uma segunda parte que tinha sido de ampla superioridade portista. E, mesmo não tendo voltado a ser capaz de incomodar Helton, o Sp. Braga conseguiu pelo menos impedir o FC Porto de fazer um terceiro golo e levar a decisão para as grandes penalidades. Só que aí, naquela que podia ser a oportunidade de ouro para a redenção, Helton não brilhou e quem o fez foi Marafona – o guardião bracarense deteve os penaltis de Herrera e Maxi Pereira (e ficou a poucos centímetros de parar o de Ruben Neves também), o que, somado aos 100% de acerto dos seus colegas que bateram, levou o Sp. Braga a fazer a festa e lançou ainda mais dúvidas no que vai ser a próxima época do FC Porto. Se uma eventual vitória na final da Taça de Portugal podia dar a José Peseiro a força de que necessitava para reivindicar o cumprimento do ano de contrato que lhe falta, mesmo depois de seis meses em que não foi capaz de recuperar a equipa, a confirmação de um terceiro ano sem um único troféu deixa-o numa posição frágil, à espera de uma palavra de Pinto da Costa. Do outro lado, Paulo Fonseca celebrou um lugar na história do Sp. Braga recusando-se a garantir que quer prosseguir. Neste aspeto, a final da Taça de Portugal pode ser igual à do ano passado.
2016-05-22
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Último Passe

Um golo e uma assistência de Jonas, na segunda parte, depois de o artilheiro ter entrado apenas ao intervalo, permitiram ao Benfica dar a volta e vencer o Sp. Braga por 2-1, assegurando a presença em mais uma final da Taça da Liga, numa noite em que Rui Vitória deu descanso a vários titulares, já a pensar na partida de campeonato que aí vem, contra o Marítimo. Os bracarenses, que tinham passado uma primeira parte mais ou menos tranquila, não resistiram à associação de Jonas a Raul Jiménez, e só nos últimos dez minutos mostraram outra vez interesse em chegar à baliza de Ederson, ficando então um par de vezes à beira do empate. Ante a evidência que tem sido o menor rendimento de alguns jogadores, que vêm acusando excesso de utilização, Rui Vitória abordou esta meia-final com alguns elementos menos utilizados. Jardel e Gaitán estavam lesionados e André Almeida castigado, mas as ausências de Eliseu, Pizzi, Fejsa, Jonas e Mitroglou resultaram de opções do treinador, que assim chamou ao relvado muita gente menos rodada para fazer companhia a Lindelof, Renato Sanches e Ederson, os únicos titulares utilizados de início, mas também a Jiménez, Talsica, Carcela e Samaris, que ainda assim têm vindo a ser opções mais ou menos regulares. Com Rafa ao seu melhor nível, o Sp. Braga adiantou-se no marcador e expôs as dificuldades sentidas neste momento por homens como Luisão ou Sílvio, ambos mal na fotografia do golo. Mas o problema do Benfica não estava só ali. O problema é que faltava sempre a capacidade para criar desequilíbrios, numa noite em que nem Renato ajudou neste particular: jogou muito para trás e nem sempre bem. Uma das ligações frequentes no processo ofensivo do Benfica é a que Renato consegue estabelecer com Jonas. Desta vez, porém, Rui Vitória nem a testou, provavelmente porque a sua programação passava também por não exaurir o jovem médio, que saiu ao intervalo para dar lugar ao goleador brasileiro. E com Jonas perto de Jiménez o Benfica transfigurou-se. O mexicano nem estava a jogar mal, como não estava Carcela, mas a utilização de Talisca como segundo avançado não chegava para dar à equipa a presença suficiente no último terço. Jonas empatou, aproveitando o espaço que ele tão bem sabe encontrar no corredor central, depois de uma abertura de Carcela. E depois fez o passe para Jiménez marcar o 2-1, no seguimento de uma falha caricata do guarda-redes Mateus, que falhou um alívio com os pés e deixou o avançado com a baliza escancarada para uma finalização fácil. Só nessa altura o Sp. Braga voltou a acordar para o jogo. Paulo Fonseca já tinha trocado o mais cerebral Wilson Eduardo pelo potente Stojiljkovic e, com a entrada de Aaron em vez de Mauro foi capaz de pegar no jogo nos últimos dez minutos. Rui Vitória sentiu o perigo e reforçou o meio-campo com Fejsa, mas nem assim foi poupado a dois sustos. Valeu-lhe que tanto Aaron como Stojiljkovic dispararam ao lado, carimbando assim a passagem do Benfica à final da Taça de Liga. A última de três finais que faltam ao Benfica esta época, enquanto que o Sp. Braga pode agora centrar todas as atenções na Taça de Portugal, que jogará frente ao FC Porto no Jamor.
2016-05-02
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Com os cinco golos marcados ao Sp. Braga, na vitória por 5-1, o Benfica chegou aos 100 golos nesta temporada: 76 na Liga, 13 na Liga dos Campeões, oito na Taça da Liga e três na Taça de Portugal. Os encarnados chegaram à centena de golos pela sétima temporada consecutiva, pois a última vez que ficaram aquém desta marca foi em 2008/09, quando a equipa de Quique Flores terminou a época com apenas 73 golos marcados.   O autor do 100º golo do Benfica foi o grego Samaris, naquele que é o 42º jogo oficial da temporada. Foi, nesta série de sete épocas, a segunda em que o Benfica mais depressa chegou ao centenário. A primazia continua a pertencer à época de 2009/10, na qual o brasileiro Alan Kardec fez esse mesmo 100º golo na vitória em Marselha (2-1), para a Liga Europa, a 18 de Março, ao 41º jogo oficial. Em 2012/13, o mesmo 100º golo foi marcado por Lima, a 30 de Março, ao 43º jogo, uma vitória ampla por 6-1 sobre o Rio Ave.   Mitroglou fez neste jogo o seu quarto bis da época (um deles foi mesmo um hat-trick), na qual soma já 21 golos, doze dos quais nos onze desafios que leva a segunda volta da Liga. Esta já é a melhor época de sempre do avançado grego, cujo máximo goleador numa só temporada estava até aqui nos 19 tentos obtidos em nome próprio: em 2011/12, pelo Atromitos (17 na Liga e dois na Taça da Grécia) e em 2014/15 pelo Olympiakos (16 na Liga grega, dois na Liga dos Campeões e um na Liga Europa).   Com o penalti através do qual fez o 2-0, Jonas também superou a sua melhor marca goleadora numa só época desde que chegou à Europa, em Janeiro de 2011. São já 32 golos em 39 jogos, 30 dos quais na Liga portuguesa (os outros dois foram na Champions). A melhor época europeia de Jonas tinha sido a anterior, na qual fez 31 golos em 35 jogos.   Além de o deixarem muito bem colocado na corrida à Bota de Ouro, os 30 golos que Jonas fez na Liga portuguesa permitiram-lhe chegar à meia centena na competição (20 em 2014/15 e 30 em 2015/16). O avançado brasileiro fê-lo num total de 55 jogos, sendo o quinto jogador mais rápido da história do Benfica a atingir esta marca. Melhor do que ele só Eusébio, José Águas, Julinho e José Torres, o mais rápido de todos. O “Bom Gigante”, que chegou aos 50 golos em apenas 39 jogos, precisou, ainda assim, de cinco épocas para lá chegar, pois no início de carreira jogava muito poucas vezes.   O golo de Samaris, além de ter sido o 100º da época, foi o primeiro que os encarnados fizeram de livre direto esta época e o primeiro nessas condições no campeonato desde que, em Setembro de 2014, Talisca marcou assim na vitória por 5-0 em Setúbal.   Além do primeiro golo de livre, o Benfica sofreu também o primeiro penalti da atual edição da Liga, deixando assim de haver equipas sem penaltis contra. O último penalti contra o Benfica na Liga tinha acontecido a 21 de Março de 2015, na derrota por 2-1 em Vila do Conde, contra o Rio Ave. Curiosamente, o Rio Ave é a única equipa ainda sem penaltis a favor na presente edição da Liga.   O Sp. Braga continua a somar maus resultados nas visitas a Lisboa. Foi a quarta derrota em outras tantas viagens à capital esta época: 1-0 no Estoril, 3-2 em Alvalade, 3-0 no Restelo e agora 5-1 na Luz. A somar a isso, os bracarenses registaram ainda mais três resultados negativos seguidos na ponta final da época passada: 2-0 na Luz, 4-1 em Alvalade e 2-2 (com derrota nos penaltis) na final da Taça de Portugal, contra o Sporting, no Jamor. O último bom resultado que fizeram na zona de Lisboa foi a vitória por 2-0 no Estoril, a 8 de Fevereiro de 2015.   Pedro Santos, que marcou o golo do Sp. Braga na Luz, já tinha sido autor de um dos golos dessa vitória no Estoril. Fez na altura o segundo, depois de Ruben Micael abrir o ativo.   Os 5-1 permitiram ao Benfica reforçar a condição de melhor ataque da Liga, já com 76 golos marcados. São mais 20 golos que o segundo melhor ataque, que é o do Sporting, ainda que os leões possam diminuir a desvantagem quando jogarem com o Belenenses no Restelo, na sua partida desta 28ª jornada. É o melhor ataque de uma equipa do Benfica à 28ª jornada desde 1983/84, quando o onze comandado por Eriksson chegou a esta ponto da prova com 83 golos marcados.   O Benfica chegou ainda à 28ª jornada com 70 pontos, que ainda assim, é um a menos do que tinha na mesma jornada da época passada, e menos três do que na primeira época do presente bicampeonato. Para se encontrar um líder com menos pontos à 28ª ronda é preciso recuar até 2011/12, quando o FC Porto de Vítor Pereira comandava com 69 pontos, mais seis do que o segundo, que era o Benfica.   Em contrapartida, o Sp. Braga viu o Arouca reduzir a diferença que separa o quarto do quinto lugar para seis pontos. Os bracarenses somam agora 50 pontos, menos três do que na época passada à passagem da 28ª ronda. Até marcaram mais dois golos (passaram de 45 para 47), mas sofreram mais dez (de 17 para 27).
2016-04-03
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Último Passe

Se o Sp. Braga era o maior obstáculo que o Benfica ia ter pela frente no trilho que os encarnados esperam os conduza o tri-campeonato, os 5-1 com que a equipa de Rui Vitória arrumou a questão e a chegada ao centésimo golo da época deixam poucas dúvidas de que o objetivo está cada vez mais próximo e de que não há muitas equipas em Portugal com capacidade para se atravessar à frente deste comboio em movimento. E, no entanto, no arranque, tudo parecia complicar-se. A vantagem deste Benfica é que mesmo quando a dinâmica coletiva não o favorece, como aconteceu no início da partida frente ao Sp. Braga, a qualidade individual dos seus jogadores permite resolver os jogos. Às vezes de forma avassaladora, como aconteceu hoje. Rui Vitória cumpriu o que tinha prometido e não poupou ninguém a pensar em Munique. Queria era ganhar. Mas o início do jogo deve tê-lo deixado a pensar nas soluções que tinha em campo, pois o Sp. Braga teve as duas primeiras ocasiões de golo: Wilson Eduardo cabeceou ao poste logo no primeiro minuto e Rafa desperdiçou um lance isolado na cara de Ederson, fazendo um chapéu ao lado, aos 11’. O Benfica tinha dificuldades em encaixar com as rápidas movimentações interiores dos alas do Sp. Braga e não conseguia pegar no jogo. Até que Mauro ofereceu o 1-0 a Mitroglou, com dois passes errados sucessivos à entrada da sua própria grande área. Com o golo, a equipa de Paulo Fonseca tremeu e desapareceu em termos ofensivos, ao mesmo tempo que o Benfica se agigantou. E, passando a mandar no jogo, contou com a tal qualidade individual dos seus homens, que não cometem erros em situações-limite. Paulo Fonseca terá ansiado pela chegada do intervalo com aquele resultado, de forma a poder voltar a juntar os cacos a tempo de discutir a segunda parte, mas Jonas fez o 2-0 de penalti, a punir mão de André Pinto, aos 37’. E dois minutos depois, em remate de longe que enfatizou o facto de ser ele o maior injustiçado das últimas convocatórias de Fernando Santos, Pizzi chegou aos 3-0. Com a questão do resultado arrumada, a segunda parte seria um mero pró-forma. O Sp. Braga já não entrou tão bem, mas ainda assim voltou a acertar no poste, por intermédio de Hassan. E se isso serviu para alguma coisa foi para voltar a acordar os atacantes encarnados, que fizeram mais dois golos de rajada. Primeiro, Jonas aproveitou as linhas subidas do adversário para se isolar na esquerda e oferecer o 4-0 a Mitroglou e, depois, foi a vez de Samaris, de livre, chegar aos 5-0. O centésimo golo da época – em todas as provas – chegou de forma inédita, pois o Benfica ainda não tinha marcado de livre direto. Até final, quando toda a gente em campo já pensava nos jogos contra o Bayern Munique e o Shakthar Donetsk, que aí vêm a meio da semana, Gaitán e Jardel ainda foram rendidos por Carcela e Nelson Semedo, ficando este ligado a mais um facto inédito: fez o primeiro penalti sofrido pelos encarnados no presente campeonato, ao derrubar Pedro Santos na área. O próprio Pedro Santos reduziu para os 5-1 finais, não beliscando minimamente o estado de euforia com que a equipa do Benfica vai viajar até Munique.
2016-04-01
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Stats

O Benfica-Sp. Braga pode servir a Jonas, que acaba de chegar da seleção do Brasil, para um feito inédito esta época com a camisola dos encarnados: marcar em quatro jogos consecutivos do Benfica na Luz. Na verdade, desde que ficou em branco na derrota contra o FC Porto (1-2), a 12 de Fevereiro, o brasileiro fez o golo da vitória contra o Zenit (1-0) e bisou nos sucessos com U. Madeira (2-0) e Tondela (4-1). E Jonas marcou sempre que foi titular contra os bracarenses, o mais próximo que está de marcar a um grande em Portugal. O brasileiro marcou na derrota por 2-1 para a Taça de Portugal, em Dezembro de 2014, e fez o primeiro golo na vitória por 2-0 para a Liga, em Março de 2015. A única vez que ficou em branco contra o Sp. Braga foi na visita à Pedreira, em Novembro do ano passado, mas aí só alinhou nos últimos 19 minutos, entrando para o lugar de Gonçalo Guedes quando o Benfica já ganhava pelo 2-0 que acabou por ser o resultado final. Se, como tudo indica, for titular no jogo de hoje e voltar a cumprir a tradição, supera a melhor série desta época em jogos na Luz, que são os atuais três jogos seguidos sempre com golos ou – é igual – os três primeiros da temporada na Luz, nos quais marcou a Estoril, Moreirense e Belenenses, ficando depois em branco contra o Astana. Na época passada, depois de ficar a zero contra o Gil Vicente, para a Taça da Liga, Jonas alinhou cinco jogo seguidos a marcar em casa, contra Nacional (um golo, a dar o 1-0), V. Guimarães (um golo nos 3-0), Arouca (um golo, nos 4-0), Boavista (um golo nos 3-0) e V. Setúbal (um golo nos 3-0), ficando depois em branco contra o mesmo V. Setúbal, mas no jogo de campeonato. Acresce ainda que, se fizer pelo menos um golo ao Sp. Braga, Jonas supera o total de golos da época passada. Segue com 31 golos em 38 partidas (29 na Liga e dois na Champions), enquanto que em 2014/15 fechou a época com os mesmos 31 golos em apenas 35 desafios (20 na Liga, seis na Taça de Portugal e cinco na Taça da Liga).   Paulo Fonseca só ganhou uma vez em oito jogos contra o Benfica. Foi em Janeiro do ano passado, que o seu Paços de Ferreira bateu os encarnados por 1-0, graças a um penalti de Sérgio Oliveira, no último minuto. De resto, entre Paços de Ferreira, FC Porto e Sp. Braga, Fonseca soma seis derrotas e apenas um empate, na Luz, na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal de 2012/13, mas depois de o Benfica já ter ganho em Paços de Ferreira, por 2-0, na primeira partida. São bem mais divididos os confrontos de Rui Vitória com o Sp. Braga: ganhou seis vezes, empatou três e perdeu cinco.   Onde Paulo Fonseca tem clara superioridade é no confronto direto com Rui Vitória, que só lhe ganhou uma vez em dez jogos: na partida da primeira volta, em Braga, que acabou favorável ao Benfica por 2-0 e deu início à recuperação dos encarnados. Antes disso, Fonseca tinha ganho quatro vezes a Rui Vitória e empatado cinco – ainda que um destes empates, um 2-2 num V. Guimarães-FC Porto, tenha sido a gota de água que levou à saída de Fonseca do Dragão.   O Benfica marcou primeiro em nove dos últimos dez confrontos com o Sp. Braga – o outro acabou empatado a zero – mas só ganhou seis vezes, permitindo mais um empate e duas vitórias aos arsenalistas. A última vez que o Sp. Braga marcou primeiro num jogo com o Benfica já foi em Novembro de 2011, para a Liga., na Pedreira, quando Lima fez, de penalti, o 1-0 para os da casa, tendo Rodrigo depois estabelecido o empate.   O Sp. Braga não consegue evitar a desilusão na zona de Lisboa desde que ganhou ao Estoril, por 2-0, para a Liga, em Fevereiro do ano passado (golos de Ruben Micael e Pedro Santos). Depois disso, perdeu por 2-0 com o Benfica na Luz, por 4-1 com o Sporting em Alvalade, no desempate por penaltis com o mesmo Sporting no Jamor, na final da Taça de Portugal e, já esta época, por 1-0 no Estoril, por 3-2 com o Sporting em Alvalade e por 3-0 com o Belenenses no Restelo.   Além disso, o Sp. Braga não faz um golo fora de casa há quatro jogos, mais precisamente desde que ganhou por 2-1 em Sion, a 18 de Fevereiro, nos 1/16 de final da Liga Europa (marcaram Stojiljkovic e Rafa). Depois disso, os bracarenses empataram a zero com Arouca e Rio Ave, perderam por 1-0 com o Fenerbahçe e por 3-0 com o Belenenses.   Josué e Stojiljkovic marcaram nos últimos dois jogos do Sp. Braga, as vitórias em casa contra o Fenerbahçe (4-1) e o U. Madeira (2-0). O médio português não estará na Luz, fruto de uma lesão muscular, mas o atacante sérvio figura nos convocados de Paulo Fonseca.   Renato Sanches reencontra o adversário que lhe marcou a ascensão a titular no Benfica na Liga. O jovem médio jogou 15 minutos frente ao Tondela, a 30 de Outubro, depois um minuto com o Boavista, a 8 de Novembro, foi titular em Astana, a 25 do mesmo mês, e estreou-se como titular na Liga na vitória por 2-0 em Braga, a 30 de Novembro. Desde então, só ficou de forma contra o U. Madeira, por prevenção, e contra o Tondela, por ter visto o quinto amarelo frente ao Sporting.   O Sp. Braga nunca ganhou na Luz para a Liga. A única vitória que obteve em casa dos encarnados, em Outubro de 1954, foi num jogo efetuado no Jamor. Nessa altura, os minhotos impuseram-se por 1-0, fruto de um golo de Imbelloni. Em toda a sua história, os bracarenses só ganharam uma vez na Luz, mas foi para a Taça de Portugal: 2-1, em Dezembro de 2014, de virada, com golos de Aderlan Santos e Pardo a responder a um tento inaugural de Jonas. Para a Liga, o melhor que lá conseguiram foram vários empates. Sete nas últimas 20 visitas, para ser mais preciso.
2016-04-01
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Benfica e Sp. Braga não foram bafejados pela sorte nos sorteios dos quartos-de-final da Liga dos Campeões e da Liga Europa. Aos bicampeões nacionais saiu o Bayern, um dos tubarões que havia no sorteio – e havia quatro –, a tornar muito complicado pensar mais à frente nesta competição, enquanto que a equipa minhota terá de defrontar o Shakthar Donetsk, poderosa equipa do Leste europeu, que já se sabe vai ganhando ritmo competitivo à medida que a Primavera substitui o inverno. Não sendo proibido pensar em apuramentos, o que mais interessa agora é ver até que ponto a UEFA justifica um descentrar de ideias na Liga. Ora isso não será um problema para o Sp. Braga, que está a onde pontos do terceiro lugar, tem o quinto a seis pontos ainda assim geríveis e pode dar-se ao luxo de pensar sobretudo nas provas a eliminar que tem pela frente: meia-final da Taça da Liga com o Benfica, final da Taça de Portugal com o FC Porto e quartos-de-final da Liga Europa, com o Shakthar. Ainda assim, e mesmo tendo em conta que tem um plantel muito equilibrado, com 16/17 jogadores do mesmo nível, Paulo Fonseca deve lembrar-se que já teve o quinto lugar mais longe e que não lhe convirá tirar por inteiro a cabeça da Liga portuguesa. O Shakthar, ainda por cima, sendo um adversário forte, não é um opositor que pareça inultrapassável. Os ucranianos acabam de afastar o Anderlecht, com duas vitórias, depois de mesmo em férias ativas terem eliminado o Schalke, sem sofrer golos; estão a apenas três pontos do Dynamo Kiev no topo da sua própria Liga e além disso já vão chegar a Abril mais rodados que neste momento, mas não têm um histórico recente nada famoso contra equipas portuguesas. Muito mais complicada é a tarefa à frente do Benfica. É verdade que, sem alguns dos seus titulares, este Bayern Munique parece uma equipa manejável. A Juventus esteve a um minuto de eliminar os alemães, que durante uma hora pareceram irreconhecíveis, na lentidão com que saíam a jogar, por exemplo. Mas o peso competitivo de um plantel que, recorde-se, ainda há um ano goleou o FC Porto em Munique é incomensurável – e isso viu-se na forma como fez o 2-2 no último minuto e partiu dali para ganhar por 4-2 no prolongamento. Só um super-Benfica poderá pensar em equilibrar a eliminatória com o Bayern – e o FC Porto, apesar de tudo, ainda ganhou a primeira mão, há um ano, antes de soçobrar em Munique – e não é líquido que Rui Vitória esteja em condições para meter tudo na Liga dos Campeões, deixando momentaneamente para segundo plano a Liga portuguesa. É claro que qualquer treinador dirá que aborda um jogo de cada vez, mas alguém duvida que a estratégia e o comportamento do FC Porto no jogo do título da época passada (0-0 com o Benfica na Luz) foi condicionado pelo 6-1 que os dragões tinham apanhado em Munique uns dias antes? Porque uma eliminatória com o Bayern pode pesar de inúmeras formas e a física nem é a mais importante.
2016-03-18
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Último Passe

Há duas razões para se considerar que o Sp. Braga é a única das três equipas portuguesas a fazer figura de favorito nos 16 avos de final da Liga Europa. Por um lado, defronta um adversário mais fraco que os que tocaram a FC Porto e Sporting, que terão pela frente duas equipas de Champions. Por outro, com a classificação praticamente definida na Liga portuguesa, pode centrar esforços em ir o mais longe possível na competição europeia, ao contrário de leões e dragões, que enfrentam uma batalha esgotante com o Benfica na corrida ao título de campeão. Jorge Jesus deixou bem claro que ia optar pela rotatividade na receção ao Leverkusen, como quase sempre tem feito esta época nos jogos europeus, pois a prioridade do treinador era e continua a ser o campeonato. Não está provado que os jogadores do Sporting não possam render o mesmo se tiverem de jogar duas vezes por semana em vez de uma. Os três jogos europeus em que Jesus usou maioritariamente os titulares – a pré-eliminatória da Champions com o CSKA em Agosto e o desafio decisivo na fase de grupos da Liga Europa, com o Besiktas, em Dezembro – geraram consequências diversas: empate com o Paços de Ferreira entre os jogos com os russos, vitória sobre a Académica no rescaldo da saída da Champions e sucessos contra o Marítimo e o Moreirense antes e depois da partida com o Besiktas. Contudo, é Jesus quem assume a rotatividade, seja porque acredita que a equipa poderia ressentir-se ou porque sente que, ao fazê-lo, consegue de uma cajadada encontrar justificações antecipadas para um eventual insucesso europeu e evitar que esse eventual insucesso cause danos emocionais no plantel. Nos jogos com o Leverkusen, terceiro classificado da Bundesliga, não precisaria, pois o poderio do adversário fala por si. Como fala também a qualidade do Borussia Dortmund, que é segundo do campeonato alemão e vai defrontar o FC Porto. Peseiro não estará a pensar em rodar a equipa, mas a verdade é que corre o risco de enfrentar o jogo com o melhor ataque da Bundesliga com uma defesa muito diferente da que os responsáveis da equipa idealizaram. Sem Maxi Pereira e Danilo, castigados; sem Maicon, que já foi embora; sem Chidozie, a alternativa inventada para o jogo com o Benfica na Luz; e ainda com Marcano em dúvida, por lesão, Peseiro só não terá de inventar muito para formar o quarteto defensivo porque provavelmente não terá sequer jogadores para escolher: além dos citados, há Layun, Verdasca, Martins-Indi e Jose Angel. E precisará certamente de uma noite inspirada no ataque para entrar na segunda mão em condições favoráveis. Daí que, frente ao Sion, sexto da Liga suíça, dez pontos à frente do quinto e a sete do terceiro na Liga portuguesa, o Sp. Braga seja quem está em melhores condições para encarar os 16 avos de final da Liga Europa com otimismo. Até porque, das três equipas portuguesas envolvidas, a minhota é a que tem o plantel mais homogéneo, sem grandes diferenças entre titulares e suplentes. E isso pode dar jeito.
2016-02-17
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A reviravolta do Sporting frente ao Sp. Braga, de 0-2 para 3-2, foi a primeira que os leões consumaram depois de estarem a perder por dois golos ao intervalo na Liga desde 10 de Abril de 1998, quando em visita ao Campomaiorense saíram para o descanso a perder por 3-1 e acabaram por se impor por 5-3. Demetrius fez os três golos dos alentejanos na primeira parte, tendo os leões respondido com um hat-trick de Paulo Alves e golos de Oceano e Edmilson.   - Caso se procure por uma reviravolta leonina depois de estar a perder por 2-0 ao intervalo, já é preciso recuar a 24 de Fevereiro de 1963. Nessa altura, a equipa liderada por Juca perdia em casa com o V. Guimarães por 2-0 (marcaram Armando e Lua) e acabou por vencer por 4-2, graças a golos de Augusto, Lúcio e a um bis de Osvaldo Silva. A vitória, porém, não foi tão dramática, pois os leões chegaram à vantagem aos 63’. - Contando jogos de outras competições, os leões operaram uma reviravolta épica contra o Benfica, na Taça de Portugal, em Abril de 2008, quando recuperaram de um 0-2 em casa contra o Benfica (golos de Rui Costa e Nuno Gomes) para um 5-3 final - marcaram Yannick (dois), Liedson, Derlei e Vukcevic, tendo Cristian Rodriguez feito o terceiro dos encarnados.   - Esta foi ainda a quinta vitória que o Sporting arrancou nos últimos cinco minutos na presente edição da Liga. Duas delas aconteceram nos descontos: 2-1 ao Tondela em Aveiro com um golo de Adrien aos 90+8’ e 1-0 em casa ao Belenenses com o tento de William Carvalho aos 90+3’. Slimani, que desta vez marcou o golo da vitória ao minuto 90 já o tinha feito no 1-0 com que o Sporting bateu o Arouca. E Montero decidiu a partida em casa com o Nacional, fazendo o golo aos 86’.   - Muito graças a essas vitórias arrancadas a ferros, o Sporting foi campeão de Inverno, título não oficial que se atribui à equipa que lidera a Liga após o fim da primeira volta. Os leões não estavam na frente à viragem da prova desde 2004/05, quando chegaram à 17ª jornada com os mesmos 31 pontos de FC Porto e Benfica. Nesse ano acabaram a Liga em terceiro. Mas na última vez que viraram para a segunda volta isolados foram campeões: foi em 2001/02, que a equipa de Bölöni entrou na segunda volta com três pontos de avanço sobre o Boavista e já não cedeu o primeiro lugar.   - Já Jorge Jesus conquistou os últimos cinco títulos de campeão de Inverno, quatro deles pelo Benfica, mas em dois dos quatro que já chegaram ao fim ainda perdeu a Liga: em 2011/12 perdeu uma vantagem de dois pontos para o FC Porto e em 2012/13 chegou a meio caminho com os mesmos pontos dos dragões, acabando a prova em segundo lugar. Em 2013/14 fez alargou uma vantagem sobre o Sporting que a meio era de dois pontos e na época passada fez valer os seis pontos de avanço que levava sobre os dragões à 17ª jornada.   - Os 44 pontos que o Sporting somou na primeira volta são o melhor pecúlio dos leões desde que a vitória vale três pontos. Aplicando as atuais regras de pontuação, desde 1969/70 que a equipa de Alvalade não amealhava tanto nas primeiras 17 jornadas. Nesse campeonato, tal como agora, ganhou 14 e empatou dois dos 17 primeiros jogos. E seguiu em frente até ser campeão, interrompendo um ciclo de vitórias do Benfica.   - Slimani marcou golos pelo terceiro jogo consecutivo na Liga, depois de dois bis ao FC Porto e ao V. Setúbal. É a segunda vez que tal lhe sucede. Aliás, a sua melhor série é de quatro jornadas seguidas a marcar, frente a Rio Ave, Sp. Braga, V. Setúbal e FC Porto, em Fevereiro e Março de 2014. É no mínimo curioso que os adversários sejam agora os mesmos.   - Wilson Eduardo voltou a marcar ao Sporting. Já o tinha feito no jogo da Taça de Portugal, esta época, com a camisola do Sp. Braga, e antes fizera-o pela Académica e pelo Olhanense. Ao todo, são quatro golos em oito jogos do avançado formado em Alvalade contra a equipa que o viu crescer.   - Foi a 11ª vitória seguida do Sporting em Alvalade, desde a derrota com o Lokomotiv Moscovo (1-3), a 17 de Setembro. Os leões igualaram a série de onze jogos seguidos a ganhar em casa que tinham registado entre Fevereiro e Maio de 2012, mas podem superá-la na receção ao Tondela, já na sexta-feira.   - Foi, ainda, a 20ª partida seguida do Sporting a marcar golos em casa, desde o 0-0 com o Wolfsburg, em Fevereiro do ano passado. Esta é já a série mais longa de jogos dos leões a marcar em casa desde 2007/08, quando marcaram sempre em 21 jogos consecutivos.   - Foi ainda a primeira vitória do Sporting sobre uma equipa liderada por Paulo Fonseca na Liga. Até aqui, o treinador do Sp. Braga já tinha ganho ao Sporting com o P. Ferreira (duas vezes por 1-0 em 2012/13) e uma com o FC Porto (3-1), em 2013/14, empatando as duas partidas no regresso aos castores (sempre 1-1), em 2014/15. A única vez que o Sporting tinha vencido Paulo Fonseca tinha sido na Taça da Liga de 2012/13: 1-0 em Alvalade ao Paços de Ferreira.
2016-01-11
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Último Passe

Há pelo menos duas formas de olhar para a reviravolta que o Sporting conseguiu contra o Sp. Braga em Alvalade, acabando por vencer por 3-2 um jogo que parecia perdido ao intervalo, quando eram os minhotos a liderar por 2-0. Uma é concentrarmo-nos no caráter, na coragem e na qualidade de jogo ofensivo que os leões mostraram na segunda parte. Outra é olhar para a apatia do seu jogo defensivo durante o primeiro tempo. Sem descontar a qualidade do Sp. Braga, que está perto dos grandes e pode sempre discutir qualquer jogo com eles, consensual será apenas que este foi o terceiro grande espetáculo de futebol consecutivo em jogos entre estas duas equipas. Os três pontos que os leões somaram – e a forma como a eles chegaram, com um golo de Slimani em cima do minuto 90 – foram celebrados de forma entusiasta por um estádio cheio, que verá neles uma espécie de premonição de conquistas que estarão para vir. Mas, mesmo tendo reforçado que no primeiro tempo o Sporting teve ocasiões para fazer golos, certamente que Jorge Jesus não deixará de alertar os seus jogadores para o facto de na primeira parte se terem mostrado apáticos, lentos na reação e passivos sem bola. É certo que Slimani podia ter aberto o ativo, que Paulo Oliveira acertou com uma cabeçada no poste, mas defensivamente a equipa não se entendia com o futebol rápido dos bracarenses, sobretudo de Rafa, uma enguia a escapulir-se aos defensores leoninos. E se tinha escapado incólume a um início fraco, com o Sp. Braga por cima, o Sporting acabou por sucumbir a dois lances perto do intervalo, que valeram outros tantos golos a Wilson Eduardo e ao próprio Rafa. À entrada para a segunda parte, já se sabia que só um Sporting intenso podia sonhar com a ideia de uma reviravolta. Gelson entrou para o lugar de um William demasiado pausado e mexeu com o jogo por três ordens de razões. Primeiro, porque, forçando muitas vezes o um-para-um, desestabilizou a defesa do Sp. Braga. Depois porque, permitindo a passagem de João Mário para o corredor central, deu aos leões mais qualidade no seu jogo. E por fim porque foi num cruzamento dele que André Pinto cometeu o penalti que deu o 1-2 à equipa da casa, marcado por Adrien. Depois do golo, o Sporting acreditou, forçou ainda mais, com a entrada de Montero para o lugar de Bruno César, e esteve muitas vezes perto do empate, que acabou por obter com alguma sorte, quando Jefferson falhou um remate, Montero recuperou a bola e bateu Kritciuk. Faltava um quarto de hora para o final. E se por um lado o Sp. Braga se recompunha, com as entradas de Alan e Stojiljkovic, aproximando-se mais do 4x3x3, o Sporting acusava o esforço. A saída de João Mário, esgotado, parecia corresponder a uma desistência leonina de chegar mais longe e foi Rafa, nessa altura, quem esteve mais perto de desbloquear o jogo para os visitantes. Até que Ruiz e Slimani resolveram o jogo – o costa-riquenho com um cruzamento milimétrico, o argelino, que até já tinha falhado dois golos cantados, com um cabeceamento letal. O Sporting ganhava um jogo que parecia ter perdido e, antes de FC Porto e Benfica jogarem, garantira que chegará ao fim da primeira volta pelo menos com quatro pontos de avanço sobre o segundo. Mas para os manter – e tendo em conta que acaba o campeonato com deslocações ao Dragão e a Braga nas últimas três jornadas, convém que os mantenha – terá de ser mais vezes a equipa intensa da segunda parte e menos o coletivo apático da primeira.
2016-01-10
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Stats

O Sporting entra na última jornada da primeira volta com a certeza de que virará a metade do campeonato em primeiro lugar, mas o nível de conforto dependerá do resultado que fizer contra o Sp. Braga, equipa comandada pela nemesis dos leões: Paulo Fonseca. O atual técnico bracarense é dos poucos treinadores da Liga portuguesa que tem um saldo favorável no confronto com o Sporting, tendo-o construído em clubes de menor dimensão. Ao todo, o atual técnico do Sp. Braga já defrontou os leões por oito vezes, tendo ganho quatro (ainda que uma após prolongamento) empatado três e perdido apenas uma: na Taça da Liga de 2012/13, por 1-0, em Alvalade, com o Paços de Ferreira. Na Liga, o saldo é amplamente favorável a Fonseca: duas vitórias por 1-0 com o Paços de Ferreira em 2012/13, uma vitória por 3-1 com o FC Porto no Dragão em 2013/14 e dois empates a uma bola outra vez com o Paços de Ferreira em 2014/15. Além destes jogos, há ainda a registar um empate a zero, com o FC Porto, em Alvalade, para a Taça da Liga e a recente vitória por 4-3 (ainda que após prolongamento), já com o Sp. Braga, para a Taça de Portugal. Já no confronto com Jorge Jesus, de quem até foi jogador no E. Amadora, em 2002/03, na II Divisão de Honra, Fonseca tem saldo negativo, ainda que com a particularidade de ter ganho as duas últimas partidas: 4-3 na recente eliminatória da Taça de Portugal e 1-0 com o Paços de Ferreira na Liga passada. Ao todo, porém, Jesus ainda tem vantagem, com cinco vitórias (uma delas contra o FC Porto, por 2-0, na Liga de 2013/14), um empate e estas duas derrotas mais recentes.   - Jorge Jesus defrontou o Sp. Braga por 18 vezes desde que abandonou a Pedreira. Ganhou metade (nove), já tendo sofrido seis derrotas, com a particularidade de três delas terem sido nos últimos quatro jogos. Na época passada, ainda no Benfica, Jesus perdeu com o Sp. Braga por 2-1 no Minho para Liga e pelo mesmo resultado na Luz para a Taça de Portugal, tendo ganho a partida em casa para a Liga por 2-0. Esta época, já no Sporting, foi eliminado da Taça de Portugal em Braga por 4-3.   - O Sporting procura a 11ª vitória consecutiva nos jogos em casa, depois de ter pedido com o Lokomotiv Moscovo (1-3), a 17 de Setembro. Desde então, os leões ganharam sucessivamente a Nacional (1-0), V. Guimarães (5-1), Skenderbeu (5-1), Estoril (1-0), Benfica (2-1, após prolongamento), Belenenses (1-0), Besiktas (3-1), Moreirense (3-1), P. Ferreira (3-1) e FC Porto (2-0). A última série de 11 vitórias seguidas dos leões no seu estádio a aconteceu entre Fevereiro e Maio de 2012, coincidindo com o final da época, e foi interrompida logo no arranque da Liga seguinte, com uma derrota por 1-0 frente ao Rio Ave.   - Além disso, os leões marcaram golos em casa nos últimos 19 jogos, não ficando em branco desde o empate a zero com o Wolfsburg, em Fevereiro do ano passado. É a mais longa série de jogos sempre a marcar da equipa leonina em casa desde os 21 desafios consecutivos a marcar que obteve entre Setembro de 2007 (0-1 com o Manchester United) e Abril de 2008 (0-2 com o Glasgow Rangers).   - Suceda o que suceder neste jogo, o Sporting já garantiu que chegará ao final da primeira volta da Liga isolado no primeiro lugar. Os leões não eram campeões de Inverno desde 2001/02, quando viraram com três pontos de avanço sobre o Boavista, e acabaram por ser campeões. Nessa Liga, porém, o Sporting chegou à 17ª jornada com 36 pontos, pecúlio menor do que os 41 que já têm neste momento. Além disso, com a recente vitória em Setúbal, por 6-0, os leões asseguraram também um arranque melhor do que em 1990/91, o arranque mais fulgurante da história recente do clube: nessa altura, apesar de terem ganho as primeiras onze partidas, os leões já chegaram à 17ª jornada com três derrotas e um empate, o que com as atuais regras de pontuação valeria apenas 40 pontos.   - Mesmo que ganhe ao Sp. Braga, o Sporting fará, no máximo, 44 pontos nas primeiras 17 jornadas. São menos dois do que os que tinha o Benfica de Jorge Jesus na época passada, quando se sagrou campeão de Inverno com 15 vitórias, um empate e uma derrota.   - O Sp. Braga procura o nono jogo seguido sem derrota, o que lhe permitiria igualar a melhor série desta época. A equipa de Paulo Fonseca esteve sem perder exatamente nove jogos entre os desaires no Estoril (1-0, a 12 de Setembro) e em Marselha (1-0, a 5 de Novembro). A última derrota do Sp. Braga aconteceu no Minho, frente ao Benfica: 2-0, a 30 de Novembro.   - Slimani marcou golos nas três últimas vezes que defrontou o Sp. Braga. A série começou na última jornada da Liga passada, quando fez o 4-1 final de Alvalade já em período de descontos. Depois disso, na final da Taça de Portugal, marcou a sete minutos do fim, na altura reduzindo para 1-2 um jogo que acabou empatado e em que os leões ganharam nos penalties. Por fim, no recente jogo da Taça de Portugal, voltou a marcar, desta vez empatando provisoriamente o jogo a duas bolas, aos 57’, antes de o Sp. Braga se impor no prolongamento.   - Jorge Jesus já treinou o Sp. Braga e é a confirmação de uma curiosidade: todos os treinadores que conseguem ganhar ao Sporting aos comandos do Sp. Braga acabam por treinar os leões. Jesus ganhou ao Sporting em Alvalade, em Fevereiro de 2009 (3-2) e está agora em Alvalade. Depois dele, ganharam ao Sporting Domingos Paciência (em Agosto de 2009 e Janeiro de 2010) e Leonardo Jardim (em Janeiro de 2012), tendo ambos acabado por dirigir a equipa lisboeta. Antes, já o tinha feito Jesualdo Ferreira (em Janeiro de 2006), que também passou depois por Alvalade. José Peseiro (que já tinha comandado os leões), Jorge Paixão e Sérgio Conceição nunca ganharam com o Sp. Braga ao Sporting, de modo que a única exceção dos últimos tempos é António Caldas, que venceu em Novembro de 2007 e depois emigrou para Angola. Além de Paulo Fonseca, claro…   - Os últimos dois jogos entre Sporting e Sp. Braga acabaram empatados no final dos 90 minutos, tendo o Sporting vencido a final da Taça de Portugal, em Maio, nas grandes penalidades, e o Sp. Braga ganho a eliminatória da mesma competição, no mês passado, durante o prolongamento. Antes disso, os leões tinham sete vitórias consecutivas sobre os arsenalistas.   - A última vez que o Sp. Braga evitou a derrota num jogo com o Sporting para a Liga foi em Janeiro de 2012, faz quatro anos na próxima sexta-feira. Na ocasião, dirigidos por Leonardo Jardim, os arsenalistas venceram no Minho por 2-1, com golos de Hélder Barbosa e Lima, aos quais respondeu Carrillo pela equipa de Domingos Paciência. Dessa equipa do Sp. Braga só resta no clube o veterano Alan. Dela fazia parte o central Ewerton, que agora joga no Sporting, onde se mantêm Rui Patrício, João Pereira, André Martins e Carrillo.    - O Sporting venceu os últimos sete jogos contra o Sp. Braga em Alvalade, mas o Sp. Braga fez golos em cinco deles. A última vez que os minhotos fugiram à derrota no terreno do adversário foi em Agosto de 2009, quando ali venceram por 2-1, com golos de Alan e Meyong, tendo Yannick marcado para os leões.   - Estreia de Jorge Sousa a apitar o Sporting esta época, sendo que os leões vão com seis vitórias seguidas na Liga com este árbitro, uma delas frente ao Braga (3-2 no Minho, em 2012/13), e não deixam pontos com ele em campo desde a derrota por 2-0 no Dragão, frente ao FC Porto, nessa mesma época. É a quinta vez que Sousa dirige um jogo entre Sporting e Sp. Braga na Liga: nos quatro anteriores, verificaram-se duas vitórias para cada lado, três delas por 3-2.
2016-01-09
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Último Passe

A vitória épica do Sp. Braga sobre o Sporting, a afastar o Sporting da Taça de Portugal com um 4-3 no qual teve de recuperar de duas situações de desvantagem no marcador, veio provar que a equipa de Paulo Fonseca pode mesmo ombrear com os grandes em termos de futebol ofensivo e ao mesmo tempo deixar dúvidas acerca da capacidade dos leões para o patamar elevado em que Jorge Jesus tenta colocá-los desde já. Objetivamente, a primeira derrota da época do Sporting no futebol nacional nasceu na incapacidade da equipa líder do campeonato controlar os ritmos de um jogo em que esteve por duas vezes a ganhar, a última das quais até aos 83’. É esse o teste de maioridade que falta a este Sporting ultrapassar. O jogo teve muito a ver com a final de Maio passado, no Jamor, com a diferença de que desta vez os papéis se inverteram: foi o Sp. Braga quem teve de correr atrás para anular uma desvantagem. Quando não há grande desequilíbrio de forças é sempre mais fácil ter a bola, jogar para o golo, do que controlar o jogo sem ela, gerindo o resultado. Foi isso que mostrou o Sporting na final da Taça da época passada, quando recuperou de 0-2 para 2-2 com menos um jogador, acabando por ganhar nos penaltis, e que voltou a mostrar agora o Sp. Braga, ao derrotar o detentor do troféu por 4-3, depois de estar a perder por 0-1 e por 2-3. Para controlar jogos em que não se tem muita bola é preciso uma maturidade que este Sporting ainda não tem – e que o Sp. Braga da final da época passada também não tinha, como não tem nenhuma equipa portuguesa do momento, aliás. E isso, no que toca aos leões, nem é estranho: basta que se repare que em campo tinham dois meninos ainda inexperientes (Matheus e Gelson) ou que Jesus se sentiu impelido a trocar um dos defesas centrais no início do prolongamento, mas que mesmo assim o quarto golo bracarense nasceu de um golpe de cabeça de Rui Fonte na zona dos centrais. Assim sendo, não é de estranhar que, com duas equipas de elevada qualidade ofensiva e sem capacidade de controlo, o jogo tenha descambado no festival de golos em que descambou. Ruiz aproveitou um lançamento lateral para dar vantagem ao Sporting, premiando a estratégia mais conservadora de Jesus, que entrou mais perto do 4x3x3 que do 4x4x2, com João Mário à direita e o triângulo formado por William, Adrien e Aquilani ao meio. Ainda assim, foi no corredor central que o Sp. Braga construiu o empate, de Rafa para Wilson Eduardo. Alan fez o 2-1, mas, assim que teve de correr atrás do resultado em vez de o gerir, o Sporting reagiu bem: Slimani empatou de súbito e William marcou o 3-2. O empate saiu de um belo remate de fora da área de Macelo Goiano, a sete minutos do final do tempo regulamentar e, já no prolongamento, Rui Fonte sentenciou a eliminatória a favor dos minhotos. Ao Sporting resta, em termos internos, o campeonato – que a Taça da Liga será fraca consolação. Falta ver se os intensíssimos 120 minutos de Braga terão reflexo na produção da equipa já no domingo, frente ao U. Madeira, num compromisso em que, mais que gerir, terá mesmo de fazer as despesas da partida.
2015-12-16
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A vitória do Benfica em Braga, por 2-0, começou a ser construída com um autogolo do guarda-redes Kritciuk: Pizzi rematou, Baiano cortou quase em cima da linha, mas fê-lo contra as costas do seu guarda-redes, levando a bola a entrar. Foi o segundo autogolo a favorecer o Benfica em três jornadas da Liga, depois do marcado por Berger (Tondela), em finais de Outubro, e o primeiro marcado por um jogador do Sp. Braga em 78 jornadas: o último tinha sido de Douglão, no Estoril, numa derrota bracarense por 2-1, a 26 de Abril de 2013.   - O Benfica venceu o terceiro jogo seguido na Liga – e sempre sem sofrer golos. O 2-0 de Braga foi antecedido pelo 4-0 de Tondela e pelo 2-0 em casa frente ao Boavista. Desde Abril que os encarnados não ganhavam em três jornadas seguidas (na altura venceram o Nacional e a Académica em casa e o Belenenses fora). Mas para se encontrar três vitórias consecutivas sem sofrer golos é preciso recuar ao período entre Novembro do ano passado e Janeiro. Aliás, na altura não foram três mas sim sete: 2-0 à Académica, 3-0 ao Belenenses, 2-0 ao FC Porto, 1-0 ao Gil Vicente, 3-0 ao Penafiel, 3-0 ao V. Guimarães e 4-0 ao Marítimo.   - O Sp. Braga ainda não tinha perdido na Pedreira esta época: tinha sete vitórias e um único empate, o 0-0 com o Arouca. Se esta época perdeu pela primeira vez ao nono jogo, na anterior tinha perdido ao décimo, o 0-1 contra o Sporting, decidido num livre de Tanaka já nos descontos.   - Rui Vitória ganhou pela primeira vez na carreira a Paulo Fonseca. Fê-lo ao décimo jogo, após cinco empates e quatro derrotas, todas ao serviço do V. Guimarães, enquanto Fonseca estava no Aves, no Paços de Ferreira e no FC Porto.   - O treinador do Benfica conseguiu a terceira vitória da sua carreira em Braga. E se as primeiras, ambas no Paços de Ferreira, tinham sido graças a um golo de Pizzi e a um autogolo de um jogador bracarense (na ocasião Sílvio), esta teve o “dois-em-um”: um autogolo de Kritciuk após um remate de Pizzi.   - Kritciuk viu interrompida a sua série de imbatibilidade logo aos 3 minutos, com o tal autogolo. Somou ao todo 505 minutos sem sofrer golos e ficou a 81 do recorde estabelecido em Braga por Eduardo em 2009/10.   - Cinco dos 36 golos marcados pelo Benfica esta época em todas as competições surgiram nos primeiros dez minutos de jogo. Antes do autogolo de Kritciuk tinham-no feito Mitroglou (aos 5’, nos 6-0 ao Belenenses), Gaitán (aos 2’, no 1-2 com o Galatasaray), Jonas (aos 4’, nos 4-0 ao Tondela) e de novo Mitroglou (aos 6’, no 1-2 com o Sporting). Ainda assim, o Benfica leva mais golos nas segundas partes (21) do que nas primeiras (15).   - O Sp. Braga, em contrapartida, só tinha sofrido um golo nas primeiras meias-horas dos seus jogos. Marcara-o Soares, aos 2’ do que acabou por ser a vitória bracarense por 2-1, logo na jornada inaugural da Liga. Ainda assim, os minhotos costumam fraquejar logo após a meia-hora e sofrem muito mais golos nas primeiras partes (7) do que nas segundas (3).   - Autor do golo da tranquilidade, Lisandro Lopez marcou pela primeira vez com a camisola do Benfica. O seu último golo tinha sido a 14 de Março de 2014, num empate (3-3) do Getafe com o Granada.
2015-12-01
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Rui Vitória e Paulo Fonseca vão defrontar-se pela décima vez e o atual treinador do Benfica ainda não conseguiu ganhar uma única – ainda que um empate entre ambos tenha sido a gota de água que levou à sua saída do FC Porto. Ao todo, em nove jogos, registam-se cinco empates e quatro vitórias do atual técnico do Sp. Braga. E mesmo um desses empates acabou por ser favorável a Paulo Fonseca, que logo no primeiro confronto entre ambos levou o Desp. Aves, da II Liga, a eliminar o V. Guimarães da Taça de Portugal, com 3-2 nos penaltis depois de um empate a zero no final do prolongamento. Foi a 20 de Novembro de 2011 que os dois treinadores se defrontaram pela primeira vez. O Desp. Aves de Paulo Fonseca segurou o V. Guimarães no 0-0 durante 120 minutos e, depois, nos penaltis, Rui Faria deteve os pontapés de João Paulo, Barrientos e Nuno Assis, deixando o resultado em 3-2 para os avenses. Os dois só voltaram a encontrar-se em 2012/13, quando Paulo Fonseca chegou à I Liga, para ocupar a vaga deixada quase um ano antes por Rui Vitória em Paços de Ferreira. Nessa época, o Paços de Fonseca foi empatar a Guimarães (2-2) e venceu no Capital do Móvel (2-1). A excelente época feita no Paços de Ferreira valeu a Paulo Fonseca a chegada ao FC Porto, pelo qual defrontou o V. Guimarães de Rui Vitória em quatro ocasiões, na época de 2013/14. Logo a abrir, na Supertaça, os portistas impuseram-se por 3-0. Ganharam depois no Dragão, para a Liga, por 1-0, e foram vencer a Guimarães, na Taça de Portugal, por 2-0. Por fim, outra vez no Minho, o FC Porto ainda esteve a ganhar por 2-0, mas acabou por permitir o empate a dois golos. Foi a gota de água para Paulo Fonseca, que na sequência do jogo abandonou o comando técnico do FC Porto, que passou a ser orientado por Luís Castro. Paulo Fonseca deu então um passo atrás e regressou ao Paços de Ferreira, com o qual voltou a defrontar Rui Vitória por duas vezes, na época passada: empate a dois na Capital do Móvel e a uma bola em Guimarães.   - Em contrapartida, Paulo Fonseca só ganhou uma vez ao Benfica. Foi em Janeiro deste ano, que o Paços de Ferreira bateu os encarnados em casa, por 1-0, com um golo de penalti nos descontos. Antes disso somava cinco derrotas e apenas um empate, na Luz, na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal de 2012/13, depois de o Benfica já ter ganho em Paços de Ferreira por 2-0 no primeiro jogo.   - São mais divididos os desfechos de Rui Vitória contra o Sp. Braga: ganhou cinco vezes, empatou três e perdeu outras cinco. Em Braga, contudo, Vitória nunca ganhou pelo V. Guimarães: o melhor que conseguiu foi o empate a zero de Dezembro do ano passado. Venceu ali por duas vezes. Ambas em 2011, quando treinava o Paços de Ferreira: 3-2 para a Taça da Liga com um golo do atual benfiquista Pizzi e 2-1 para o campeonato graças a um autogolo do também agora benfiquista Sílvio.   - O Benfica marcou primeiro em oito dos últimos nove jogos com o Sp. Braga - o outro acabou empatado a zero – mas só ganhou cinco vezes, permitindo dois empates e duas vitórias aos minhotos.   - Jonas fez golos nos últimos dois jogos frente ao Sp. Braga. Aliás, marcou sempre que foi titular contra os bracarenses, pois na única vez que ficou em branco só entrou em campo a meia-hora do final, para o lugar de Samaris.   - Carcela e Gonçalo Guedes marcaram nas duas últimas jornadas da Liga, as vitórias do Benfica frente ao Tondela (4-0) e ao Boavista (2-0). Ambos procuram o terceiro jogo seguido a marcar.   - Kritciuk, guarda-redes que o Sp. Braga tem utilizado na Liga, não sofre golos desde 21 de Setembro, data dos 5-1 que os minhotos aplicaram ao Marítimo. Já leva 502 minutos de jogo sem ir buscar a bola ao fundo das redes, incluindo as visitas a Guimarães e ao Dragão. Tem a mais longa série de imbatibilidade em curso na atual Liga e a maior de um só guarda-redes na história do Sp. Braga desde que Eduardo esteve 586 minutos sem sofrer golos entre Dezembro de 2009 e Fevereiro de 2010.   - Luiz Carlos, médio do Sp. Braga, foi lançado na Liga por Rui Vitória, quando este treinava o Paços de Ferreira. Foi a 14 de Agosto de 2011 e o brasileiro entrou no último quarto-de-hora de um V. Setúbal-P. Ferreira que os pacenses perderam por 2-1.   - Sp. Braga e Benfica têm números muito semelhantes na Liga com Hugo Miguel a apitar. Os bracarenses ganharam 10 de 14 jogos (71%), tendo perdido dois (Nacional em 2012/13 e Sporting em 2014/15). Os benfiquistas, por seu lado, ganharam oito de 11 jogos (73%), perdendo apenas uma vez (E. Amadora, em 2008/09).   - Além disso, Hugo Miguel vai fazer o 100º jogo na Liga. A maioria (43%) acabou com vitória da equipa da casa, mas este juiz ainda não apitou um único jogo na presente Liga que desse “1” no Totobola. A última vez que isso lhe aconteceu foi no Moreirense-V. Guimarães da época passada (2-1), no qual saiu derrotada a equipa de Rui Vitória.
2015-11-29
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- O FC Porto voltou a não sofrer golos em casa em jogos da Liga. Já lá vão 1385 minutos de jogo desde a última vez que algum adversário ali marcou um golo em desafios de campeonato. O último foi Lima (Benfica), a 14 de Dezembro do ano passado. Casillas, Fabiano e Helton estão ainda a perseguir a série de 1581 minutos seguidos sem sofrer golos em casa obtida por Vítor Baía e Cândido entre um golo de Hermê (nos 4-1 ao União da Madeira, a 5 de Janeiro de 1994) e outro de Figo (no empate a uma bola com o Sporting, a 11 de Dezembro do mesmo ano).   - O FC Porto ficou-se pelas 20 vitórias caseiras consecutivas, vendo a série estancar a quatro do recorde de Artur Jorge, estabelecido entre Novembro de 1984 e Dezembro de 1985. Desde a derrota (0-2) com o Benfica, a 14 de Dezembro do ano passado, os dragões tinham ganho todos os jogos feitos no seu estádio.   - O Sp. Braga vai com oito jogos seguidos sem perder, desde que foi batido pelo Estoril (1-0), a 12 de Setembro. Está, ainda assim, a dois jogos de igualar a melhor série da época passada, que foi de dez partidas, entre duas derrotas por 2-1, frente ao FC Porto (a 5 de Outubro) e ao União da Madeira (a 28 de Dezembro).   - Perdida a série de vitórias consecutivas, o FC Porto consegue, ainda assim, o arranque de época com maior série de invencibilidade desde 2012/13, quando perdeu a primeira vez à 19ª partida, uma deslocação a Braga, para a Taça de Portugal (com eliminação após derrota por 2-1), a 30 de Novembro. Desta vez, o FC Porto já evitou a derrota nas primeiras 12 partidas. E na verdade não perde há 17 jogos, desde o 6-1 de Munique, a 21 de Abril. Esta é também a maior série de jogos sem perder de Lopetegui e a maior desde os 25 jogos seguidos sem derrota experimentados entre o 2-3 frente ao Benfica, para a Taça da Liga, a 20 de Março de 2012, e o tal 2-1 em Braga, a 20 de Novembro do mesmo ano.   - Paulo Fonseca conseguiu pela primeira vez não perder um jogo com o FC Porto. Até aqui, ao serviço de Paços de Ferreira (quatro vezes) e Pinhalnovense (uma), somava cinco derrotas em cinco tentativas, com zero golos marcados e 12 sofridos. Voltou a não marcar golos, mas fez um ponto.   - Kritciuk não sofre um golo desde 21 de Setembro, somando já 322 minutos de imbatibilidade. O último a marcar-lhe foi o brasileiro Dyego Souza (Marítimo), na vitória bracarense por 5-1. É neste momento o guarda-redes há mais tempo sem sofrer golos na Liga.
2015-10-26
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O Sp. Braga é a ameaça que se segue aos dois recordes que o FC Porto está a tentar estabelecer. A equipa de Julen Lopetegui segue com 1295 minutos sem sofrer golos no Dragão em partidas da Liga, mas os bracarenses marcaram ali em seis dos últimos sete campeonatos. Além disso, os dragões ganharam os últimos 20 jogos em casa e o Sp. Braga vem com uma série de sete jogos sem derrota. O último jogador a fazer um golo ao FC Porto no Dragão em jogos da Liga foi Lima, na altura ainda benfiquista, na vitória por 2-0 que os encarnados ali obtiveram, a 14 de Dezembro de 2014. Desde então, todos os adversários que subiram ao relvado do Dragão de lá saíram sem festejar sequer um golo. São, por isso, já 1295 minutos consecutivos de Helton, Fabiano e Casillas sem sofrer golos no Dragão para a Liga portuguesa, a 286 minutos (pouco mais de três jogos) da marca estabelecida por Vítor Baía e Cândido entre um golo de Hermé (nos 4-1 ao U. Madeira, a 5 de Janeiro de 1994) e outro de Figo (no 1-1 com o Sporting, a 11 de Dezembro do mesmo ano). Foram na altura 1581 minutos seguidos sem sofrer golos em casa em jogos do campeonato nacional. Isso quer dizer que para lá chegar a defesa comandada por Casillas tem de manter o zero frente a Sp. Braga, V. Setúbal, P. Ferreira e parte do jogo com a Académica, a 20 de Dezembro. A questão é que o Sp. Braga criou uma tradição recente de fazer golos no Dragão, onde nas últimas sete temporadas só por uma vez ficou em branco (2-0 em 2013/14). Zé Luís marcou na época passada (2-1 para o FC Porto); Alan em 2012/13 (3-1 no placar final); Lima (esse mesmo!) bisou em 2011/12 (3-2 para os dragões) e já tinha marcado, juntamente com Luís Aguiar, em 2010/11 (ainda 3-2 para os dragões); Alan também marcara em 2009/10 (5-1 para o FC Porto) e Edimar fizera o tento bracarense no empate (1-1) de 2008/09. Reparará o leitor que, marcando quase sempre no Dragão, o Sp. Braga também tem por hábito perder os jogos que ali faz. Ora isso pode ajudar ao outro objetivo portista que, combinando todas as competições, segue com 20 vitórias seguidas em casa, também desde a tal derrota com o Benfica (0-2), a 14 de Dezembro de 2014. Lopetegui já ultrapassou a melhor série de José Mourinho (que eram 19 vitórias) e segue agora em busca do recorde do clube, que são 24 sucessos de enfiada, conseguidos pela equipa de Artur Jorge entre Novembro de 1984 e Dezembro de 1985. O problema é que para continuar nesta perseguição, o FC Porto precisa de anular um objetivo do Sp. Braga, que vem com uma série de sete jogos sem derrota, desde que perdeu no Estoril (1-0), a 12 de Setembro, e quererá manter-se na perseguição às dez partidas seguidas sem perder conseguidas por Sérgio Conceição na época passada, entre duas derrotas por 2-1, com o FC Porto no Dragão (5 de Outubro) e com a U. Madeira na Ribeira Brava, para a Taça da Liga (28 de Dezembro).   - Regresso de Paulo Fonseca ao Dragão, onde na época passada foi goleado por 5-0, na liderança do Paços de Ferreira. Aliás, sempre que defrontou o FC Porto como treinador, o atual técnico bracarense perdeu e nunca fez um golo. Pelo Paços de Ferreira, saiu derrotado por 5-0 no Dragão e por 1-0 na Capital do Móvel na época passada, como tinha saído com dois desaires por 2-0 nos desafios com os portistas em 2012/13, antes de ir parar ao FC Porto. Na estreia no Dragão, pelo Pinhalnovense, tinha perdido pelo mesmo 2-0, em Janeiro de 2011.   - O FC Porto venceu os últimos seis jogos em casa com o Sp. Braga. A última vez que o Sp. Braga pontuou no Dragão foi a 24 de Maio de 2009, num empate a uma bola: Farías adiantou os da casa, Edimar estabeleceu o empate final. Nesse dia, pelo FC Porto de Jesualdo Ferreira jogaram Helton e Cissokho, que ainda fazem parte do atual plantel, enquanto na equipa do Sp. Braga de Jorge Jesus estava Alan.   - O último treinador portista a não ganhar ao Sp. Braga no Dragão foi também o último a ir ali vencer com a equipa minhota. Trata-se de Jesualdo Ferreira, que a 30 de Janeiro de 2005 levou o Sp. Braga a impor-se por 3-1 aos dragões de Victor Fernández. João Tomás, com dois golos, foi a figura do jogo. Marcaram ainda Diego, pelo FC Porto, e Wender, pelos bracarenses.   - O último troféu nacional ganho pelo Sp. Braga foi obtido numa final frente ao FC Porto. Foi a Taça da Liga de 2012/13, vencida (1-0) em Coimbra a 13 de Abril de 2013, com um golo de Alan. O FC Porto também tem várias histórias felizes em jogos com o Sp. Braga. Há a vitória na final da Liga Europa de 2010/11 (1-0), com um golo de Falcao, em Dublin, a 18 de Maio de 2011. E há ainda a interrupção do jejum de 19 anos de campeonatos, a 9 de Junho de 1978, graças a uma vitória por 4-0 nas Antas frente aos bracarenses (dois golos de Gomes, um de Oliveira e outro de Octávio), garantindo o título em igualdade pontual com o Benfica.   - Soares Dias esteve na última derrota do Sp. Braga, no Estoril, tendo na ocasião expulsado dois jogadores arsenalistas: Mauro e Boly. Aliás, o Sp. Braga perdeu os últimos quatro jogos que fez com ele como visitante na Liga (Nacional, Sporting, Benfica e Estoril). O FC Porto, em contrapartida, ganhou sempre com este árbitro em casa, tendo em todo o seu historial com ele apenas um empate (no Estoril) e uma derrota (na Luz) contra 12 vitórias.
2015-10-25
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