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“Estávamos a jogar bom futebol e só precisávamos de controlar o jogo, mantendo a posse. Mas nessa altura o Nani decidiu tentar uma finta, perdeu a bola e eles conquistaram um penalti” Alex Ferguson, após uma derrota por 5-4 frente ao Chelsea, em Outubro de 2012   “Amrabat recebeu a bola e o nosso defesa-esquerdo estava a 25 metros dele em vez de estar a cinco. Mesmo a 25 metros devia ter ido pressionar, mas não… Isto é tático mas também é uma atitude mental, algo que não se aperfeiçoa num par de semanas”. José Mourinho, após uma derrota por 3-1 frente ao Watford, em Setembro de 2016    “Na primeira parte, o FC Porto foi melhor, porque o Palhinha não levou o guião certo para se enquadrar no jogo e isso foi fatal em termos táticos” Jorge Jesus, após uma derrota por 2-1 frente o FC Porto, Fevereiro de 2017   Há várias coisas que me incomodam no episódio Jesus-Palhinha e a maior de todas não é o facto de o treinador ter apontado responsabilidades a um jogador em vez de se refugiar no que é politicamente correto, que é não dizer nada de concreto. Não gostei, é verdade, porque também acho que criticar os (hierarquicamente) mais fracos é um mau traço de caráter, mas faço parte dos que acham o discurso “chapa quatro” dos treinadores no final dos jogos um aborrecimento pavoroso e dos que têm saudades, por exemplo, das conferências de imprensa de Bobby Robson. Como aquela em que, após uma derrota do FC Porto frente ao Benfica na Luz, exclamou algo como “Benfica 2, Fernando Couto 0”, irritado por o então jovem defesa central se ter feito expulsar. O que mais me incomodou no episódio Jesus-Palhinha foram outras coisas. Foi não se ter tido a oportunidade de perguntar, logo ali, ao treinador: o que quer dizer com isso do “guião certo”? E foram, depois, as tentativas de politizar aquilo que o treinador disse, de tornar aquela frase a charneira de duas narrativas completamente opostas. De um lado os que nela se suportam para defender que Jesus é “uma besta” que nunca assume responsabilidades e não tem um pingo de sensibilidade para trabalhar com jovens. Do outro os que defendem que aquela frase é a exata medida da assunção de responsabilidades por parte do treinador, que afinal era o argumentista e quem devia ter dado o guião certo ao ator que falhou taticamente na primeira parte do jogo. Na verdade, só uma pessoa sabe quem tem razão e essa é o próprio Jesus. E em vez de estarmos todos a adivinhar – ou, pior, a utilizar a frase para suportar ideias que são nossas – o que ele quis dizer, mais valia discutir o que verdadeiramente interessa: devem os treinadores criticar os jogadores em público? Em resposta, eu diria que depende do que querem alcançar com as críticas. Manda o bom-senso que as críticas sejam feitas no balneário, mas é legítimo que se diga que hoje em dia os jogadores estão cada vez mais sensíveis e que a exponenciação do “star system” através, por exemplo, do endeusamento potenciado pelas redes sociais, não tem ajudado. A verdade é que há milhares de casos na história. Fernando Couto ficou destruído pelo comentário público de Robson? Não, porque era forte e sabia que tinha feito asneira. Alguém duvida que o Super-FC Porto de José Mourinho, que a equipa que veio a ganhar a Taça UEFA e a Liga dos Campeões, começou a nascer nas críticas ferozes que o treinador lançou em conferência de imprensa após uma derrota por 3-0 frente ao Belenenses no Restelo? Foi o que aconteceu, ainda que muitos dos que estiveram nessa noite não tenham tido a força suficiente para passar por cima do que se passou e por isso mesmo não tenham chegado ao sucesso que acabou por premiar aquela equipa. Ferguson, por exemplo, foi sempre extremamente duro com Giggs ou, mais tarde, com Ronaldo, que eram os meninos dos olhos dele. E foi também por isso – e por terem sabido dar a volta – que eles chegaram onde chegaram. Claro que há casos de jogadores que não foram capazes de lá chegar. Quando Paulo Bento, também após um jogo no Dragão, pendurou o jovem guarda-redes Stojkovic na cruz por ter agarrado uma bola cortada por Polga – dando origem a um livre indireto e ao golo da vitória do FC Porto sobre o Sporting – pode até tê-lo feito por ter percebido que tinha Rui Patrício em fila de espera e que o futuro da baliza leonina estava no português e não no sérvio, mas daí até se dizer que a carreira deste nunca descolou por causa do episódio vai um salto maior do que a perna. Quer isto dizer que, seja qual for a verdade no episódio Jesus-Palhinha, não é isso que vai determinar o jogador que vai ser o jovem médio nem o treinador que é o amadorense. Jesus fez asneira, sim, mas foi sobretudo no início da época, quando achou que Petrovic podia jogar na equipa do Sporting, preferindo-a a Palhinha. Mas até saltar dessa decisão para o axioma segundo o qual Jesus é um mau treinador para a formação me parece forçado, porque ninguém estaria hoje a reclamar a presença de Palhinha – ou de Podence e Geraldes – se eles não tivessem tido a oportunidade de jogar meia época no Belenenses e no Moreirense.
2017-02-12
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O mercado foi decisivo no desfecho do FC Porto-Sporting. O bis de Soares impulsionou os dragões para uma vitória que os deixa à condição na frente do campeonato e tira os leões da luta a três meses do final da época. A aposta de Nuno Espírito Santo no jogador recentemente recrutado ao V. Guimarães deu frutos, enquanto que no Sporting Jesus viu Palhinha ser insuficiente face à ausência forçada de William: o médio chegado do Belenenses fez uma boa segunda parte, mas acusou falta de rotinas com o resto da equipa e cometeu um erro de posicionamento quando se atrasou a subir para fazer o fora-de-jogo no lance do primeiro golo portista. Na verdade, ainda que de forma tímida, dos três candidatos ao título só o FC Porto foi ao mercado buscar argumentos para fortalecer a sua candidatura. Do V. Guimarães chegou Soares, que se por um lado pode ser visto como alternativa fisicamente imponente a André Silva, por outro tem a velocidade de ponta capaz de dinamitar as defesas mais rápidas: a forma como bateu Ruben Semedo no segundo golo é disso prova acabada. A chegada de Soares acaba por ser também a assunção do falhanço na contratação de Depoitre, que Nuno Espírito Santo nunca conseguiu transformar no jogador que vira no duplo confronto entre o seu Valencia e o Gent, há um ano. Com a entrada de Soares e a saída de Adrian López, emprestado ao Villarreal, o FC Porto deu uma composição diferente ao seu ataque, que agora conta com três pontas-de-lança mais clássicos para um melhor preenchimento do espaço na área adversária e com a irreverência de Rui Pedro, cuja qualidade certamente o impedirá de perder espaço nas opções do treinador. O resto do ataque continuará a depender da velocidade de Jota, do repentismo de Corona e da criatividade de Brahimi – que chegou a estar com pé e meio fora, no Outono, antes de acertar o passo com as ideias do treinador –, bem como da disposição de Nuno Espírito Santo para os colocar a jogar ao mesmo tempo em vez de ir acumulando médios e privilegiando a segurança, confiando nas bolas paradas. No Sporting, o mercado podia ser visto de duas maneiras. Ou redução de custos, com a saída de jogadores que eram excedentários no campo e no orçamento, ou recuperação da identidade do clube, feita da aposta nos jogadores da casa que tanto agrada aos adeptos mas que, valha a verdade, pouco mais deu nos últimos anos do que insignificantes vitórias de Pirro. Ainda assim, Francisco Geraldes parece um médio com capacidade de se impor no onze dos leões, sobretudo se Jorge Jesus conseguir trabalhá-lo de forma a juntar agressividade inteligente (o contrário da que lhe valeu a expulsão no Dragão, ainda pelo Moreirense) ao cérebro futebolístico que o jovem inegavelmente tem. É, no fundo, dar-lhe um pouco de Enzo Pérez para ele poder ser alternativa ou complemento a Adrien. Apesar dos soluços de ontem, Palhinha será sempre melhor alternativa a William do que o inexplicável Petrovic. E Podence, mesmo parecendo jogador mais feito para equipas de contra-ataque, é uma pilha de energia e velocidade constantes. Tudo somado à renovação de Gelson e à compra do passe de Coates chegaria para ter os sportinguistas satisfeitos não fosse a derrota no Dragão, mas a verdade é que ficou a ideia de que o clube não conseguiu colocar todos os erros de casting do mercado de Verão. Saíram Markovic (Hull), Elias (Atlético Mineiro) e Petrovic (Rio Ave), bem como Spalvis, que foi para o Rosenborg acabar a última fase (a ativa) de recuperação da grave lesão que teve na pré-época. Mas ainda ficaram em Alvalade (para já) jogadores como André ou Castaignos, este uma espécie de Depoitre, com a mesma aversão ao golo. Por fim, durante todo o mercado sentado confortavelmente no cadeirão de uma liderança entretanto ameaçada, o Benfica estabeleceu a realização de mais-valias financeiras como grande prioridade desta janela de transferências. Com o auxílio de Jorge Mendes, os tricampeões conseguiram mais duas enormes operações, fazendo 45 milhões de euros com Gonçalo Guedes (Paris St. Germain) e Hélder Costa (que poucos em Portugal sabem quem é mas valeu 15 milhões da opção de compra pelo Wolverhampton, do segundo escalão inglês). A chegada de Hermes (ex-Grêmio) destina-se a compor mais as laterais da defesa, face à lesão de longa duração de Grimaldo, restando perceber onde se enquadram Pedro Pereira e Filipe Augusto. O lateral contará para Rui Vitória ou terá sido apenas uma forma de resolver o imbróglio Djuricic, que seguiu a título definitivo em caminho inverso para a Sampdoria? E será o médio capaz de se impor onde Danilo falhou ou a sua contratação não passa de mais um efeito secundário da parceria com a Gestifute? As semanas que aí vêm o dirão, sendo que para já o Benfica é, dos três, o único a poder lamentar, no plano estritamente futebolístico, o desfecho de Janeiro: o futebol-ventoinha de Gonçalo Guedes, sempre a mexer, sempre a correr, sempre a pressionar, já terá feito a sua falta nas derrotas com o Moreirense e o V. Setúbal. 
2017-02-05
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Último Passe

Foram o FC Porto e Nuno Espírito Santo que ganharam ou foram o Sporting e Jorge Jesus que perderam? Como sempre, na sequência de um clássico, onde as duas formas de olhar para o jogo assumem igual protagonismo, esta é a pergunta que muitos fazem. A resposta é simples: ambas as afirmações são verdadeiras. Nuno Espírito Santo começou a ganhar o jogo quando apostou em Soares e numa frente de ataque alargada, mas só o ganhou mesmo graças ao compromisso defensivo revelado por jogadores como Corona e Brahimi. E Jorge Jesus começou a perdê-lo, não tanto na aposta-surpresa em Matheus Pereira, mas mais na falta de William Carvalho e na insistência em Bryan Ruiz pelo corredor central, como segundo avançado, quando ainda não ganhou um jogo verdadeiramente competitivo com o costa-riquenho a jogar naquela posição. Soares foi o homem do jogo, pelos dois golos que marcou, mas sobretudo pela volta que permitiu dar ao futebol do FC Porto. Com Soares, o FC Porto pôde mudar para um 4x4x2, porque passou a ter um avançado de referência, com escola a jogar de costas para a baliza, a cobrir a bola, mas que ao mesmo tempo tem finalização e explosão. Talvez fosse isso que o treinador tinha em mente quando contratou Depoitre, mas a verdade é que esses trunfos chegaram com seis meses de atraso. Com Soares na frente, André Silva passou a ser menos massacrado – ainda que ao mesmo tempo tenha perdido protagonismo – e a equipa pôde juntar dois pontas-de-lança a dois extremos puros, como Corona e Brahimi, não perdendo em termos defensivos. Pelo contrário… A diferença para a equipa que atacou no Estoril, há uma semana, com André Silva, Jota, Herrera e André André foi abissal em termos de resultados práticos, mas também de modelo de jogo: o FC Porto de hoje apostou num jogo mais direto, na busca mais rápida da profundidade, juntando linhas atrás e vivendo muito do comportamento defensivo rigoroso dos dois alas, que estiveram sempre bem nos momentos de transição, reduzindo o espaço ao Sporting para atacar. Claro que muito disto teve a ver com o golo madrugador de Soares, obtido logo aos 6’, que permitiu ao FC Porto gerir a vantagem e ao Sporting obter superioridade estatística, porque lhe coube desde cedo a necessidade de recuperar no marcador. E aqui é onde entram os defeitos leoninos. Seria fácil vir agora criticar a aposta surpresa em Matheus Pereira – um minuto jogado na Liga antes de ser titular no Dragão – mas a verdade é que sem ter sido brilhante, não foi por ele que o Sporting começou a claudicar. O início da queda teve a ver com a falta de rotinas de Palhinha com a equipa, mas o essencial passou pela noite má de Zeegelaar e por mais uma manifestação de incapacidade de Bryan Ruiz para jogar como segundo avançado, pelo meio, em jogos onde o patamar de exigência e de competitividade aumentam. Em suma, Jesus não perdeu por ter inventado, como amanha vamos ler um pouco por todo o lado. Perdeu por insistir em soluções que já lhe tinham custado pontos em várias outras situações. É muito por aqui que se explica o jogo. Adiantou-se o FC Porto logo aos 6’, por Soares, num lance onde a criatividade de Corona se juntou ao comportamento insuficiente de Zeegelaar, que o deixou cruzar, e onde depois a eficácia do avançado recrutado ao V. Guimarães veio combinar com a falta de rotina de Palhinha com Coates e Ruben Semedo: os dois centrais definiram bem o momento da subida, um segundo antes do cruzamento, para deixar Soares em fora-de-jogo, mas Palhinha, que estava na área para restabelecer a superioridade numérica, tardou a reagir e deu condição legal ao atacante brasileiro. A ganhar, o FC Porto assumiu o bloco baixo e a busca rápida da profundidade, sobretudo em ataque rápido e contra-ataque. E, mesmo tendo superioridade numérica no corredor central – Palhinha, Adrien e Bryan Ruiz contra Danilo e Oliver – o Sporting não só não tinha saída pelo meio, procurando sempre os corredores laterais, como perdia quase todas as divididas por ali, fruto da inadequação de Bryan Ruiz à posição. O talento está lá, não se discute, mas para jogar a este nível naquela posição é preciso pensar e executar a uma velocidade que o costa-riquenho não tem. Ruiz começou ali contra o FC Porto em Alvalade e Jesus trocou-o por Bruno César quando se viu a perder, ainda na primeira parte; voltou a começar ali contra o Benfica na Luz e Jesus voltou a trocá-lo, desta vez por Alan Ruiz, aos 60’, mais uma vez a perder, mas desta vez por 2-0; por fim, o treinador repetiu a aposta no Dragão, voltando a mudá-lo de posição ao intervalo, outra vez a perder por dois golos. O segundo nascera de um contra-ataque que teve contributo de Danilo, num excelente passe de rotura, e de Soares, que bateu em velocidade a defesa do Sporting, superou Rui Patrício e fez o 2-0. Na segunda parte, com Adrien e Gelson a manterem a bitola elevada, Esgaio na esquerda em vez de Zeegelaar, Palhinha a subir de rendimento – sendo mais médio e menos terceiro central – e sobretudo com Alan Ruiz no apoio direto a Bas Dost, assegurando que o Sporting tinha alguém capaz de jogar dentro do bloco portista, os leões melhoraram. Adrien acertou na trave e Alan Ruiz reduziu, após combinar com Bas Dost. Aqui, foi a vez de o FC Porto repetir o erro que já cometera contra o Benfica, baixando o ritmo, deixando de sair com a certeza dos primeiros 45 minutos, fruto da falta de gente na frente: André Silva deu o lugar a André André, Brahimi foi trocado por Jota e Corona por João Carlos. Podence deu alma ao flanco esquerdo leonino e nos últimos dez minutos pairou sobre o Dragão a hipótese de repetição do golpe de teatro que já sucedera frente ao Benfica. A diferença é que desta vez Casillas fez duas excelentes defesas a cabeceamentos de Coates, impedindo o empate. E em resultado disso não só o FC Porto viu legitimada a sua candidatura ao título, como o Sporting saltou fora da carruagem.
2017-02-04
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Último Passe

O FC Porto-Sporting vai definir que campeonato teremos a partir de Fevereiro. As equipas chegam ao clássico em posições inversas relativamente ao igualmente decisivo desafio da época passada, mas com muito mais jornadas por disputar, o que somado à derrota recente do Benfica em Setúbal permite acalentar esperanças a ambas de ainda terem alguma coisa a dizer na luta pelo título. A esperança é, aliás, a palavra-chave para os que hoje forem ao Dragão. Os portistas vão na esperança de saírem de lá líderes à condição – o Benfica só joga no domingo. E se há um mês estavam a seis pontos de diferença do líder, já não estão na situação de olhar para cima e não ver ninguém desde o jogo de abertura desta Liga, quando foram os primeiros a somar três pontos, com a vitória em Vila do Conde sobre o Rio Ave. Os sportinguistas, por sua vez, vão na esperança de pelo menos manter a distância para o topo – são sete pontos neste momento, os tais que o FC Porto tinha de desvantagem há um mês – e reduzir a que os separa do segundo lugar, para voltarem a entrar na discussão. Ambos os treinadores têm a noção de que o futebol é o momento. E a questão é que o momento não tem sido muito favorável a nenhum dos dois. O FC Porto até vem de três vitórias seguidas depois do empate em Paços de Ferreira que parecia condenar a equipa a uma segunda metade de época sem ambição, mas não tem sido convincente no plano exibicional. No Estoril, por exemplo, a equipa só ganhou asas quando o treinador adicionou homens de ataque a um onze inexplicavelmente tímido de início. Uma das dúvidas acerca de que FC Porto vamos ter prende-se com as opções para acompanhar André Silva. Só Diogo Jota, com Herrera, Oliver e André André é curto, como se viu na Amoreira. É verdade que o treinador vinha escaldado pelos dois golos consentidos em casa ante o Rio Ave e pode ter sido impelido a escolher uma equipa mais conservadora, mas entre Corona e Brahimi, pelo menos um tem de estar de início. Ou até os dois, com Jota de fora. Jesus já dissipou a maior dúvida no onze leonino, que tinha a ver com o homem escolhido para substituir o castigado William Carvalho. Joga Palhinha, igualmente forte fisicamente mas menos desequilibrador no passe e naturalmente menos à vontade com a importância de um jogo como este. Logo aí se deve esperar um Sporting menos virado para o ataque, mas a opção fundamental prende-se com a escolha do homem que vai acompanhar Bas Dost na frente. Em 2015/16, Jesus ganhou com “chapa três” na Luz e no Dragão com dois avançados puros – Slimani e Gutiérrez – mas este é um Sporting diferente, logo à partida por não ter a capacidade de luta do argelino, que era ao mesmo tempo primeiro atacante e primeiro defesa. Os dois clássicos desta época tiveram de início Bruno César e Bryan Ruiz a alternar entre a esquerda e o centro e deverá ser assim também no Dragão, onde lá mais para a frente Jesus pode recorrer a Geraldes e Podence, os dois moreirenses que tão moralizados ali chegam.
2017-02-03
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