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O Sporting recebe a Académica, em jogo da 20ª jornada da Liga, precisando de ganhar para pelo menos manter a distância sobre Benfica e FC Porto na tabela classificativa. Além disso, a equipa leonina tentará somar o 22º jogo consecutivo a marcar golos em Alvalade, onde não fica em branco desde o empate a zero com o Wolfsburg, em Fevereiro do ano passado. Se marcarem pelo menos um golo, os leões superam a série obtida em 2007/08, época na qual estiveram precisamente 21 jogos seguidos a marcar em casa, entre uma derrota com o Manchester United (0-1, em Setembro de 2007) e outra com o Glasgow Rangers (0-2, em Abril de 2008). Caso consiga esse golo à Académica, a atual equipa leonina consegue a maior série de jogos seguidos a marcar no novo estádio de Alvalade, pois para se encontrar uma mais longa é preciso recuar até ao tempo em que a equipa jogava no antigo José Alvalade, mais concretamente até ao período entre Janeiro de 1999 e Maio de 2000. Após um empate a zero com o V. Setúbal, a 15 de Janeiro de 1999, a equipa na altura liderada por Mirko Jozic – mas que depois passou a ter Giuseppe Materazzi e mais tarde Augusto Inácio – marcou consecutivamente em casa durante 26 jogos, até voltar a ficar em branco naquele que poderia ter sido o jogo do título: uma derrota com o Benfica, por 1-0, a 6 de Maio de 2000. Ainda que a Académica tenha a quarta pior defesa da Liga, a receção aos estudantes não tem sido fácil para os leões nos últimos anos. Nos últimos três jogos entre ambas as equipas em Alvalade, o Sporting fez apenas um golo, por João Mário, que resultou na vitória por 1-0 em Janeiro do ano passado. Antes disso, empatou duas vezes a zero com a formação de Coimbra, em Outubro de 2012 e Fevereiro de 2014.   - Foi à Académica que Jorge Jesus marcou o seu único golo com a camisola do Sporting. Aconteceu a 2 de Novembro de 1975, quando Jesus saiu do banco ao mesmo tempo que Vítor Gomes, tendo ambos substituído os extremos Marinho e Chico Faria, a seis minutos do final de um Académica-Sporting que os leões já venciam por 3-1 e acabaram por ganhar por 4-1, com o golo do então jovem médio amadorense.   - Este é um jogo especial também para Adrien, que ganhou uma Taça de Portugal pela Académica (na final contra o Sporting, em 2012) e se estreou na Liga pelos leões a defrontar a Briosa: entrou a um minuto do fim de uma vitória por 4-1 em Alvalade, a 17 de Agosto de 2007, lançado por Paulo Bento.   - Quatro jogadores do atual plantel da Académica estrearam-se na Liga frente ao Sporting, no empate a uma bola, em Coimbra, na época passada. São eles o brasileiro Iago, o ganês Ofori, o nigeriano Obiora e o jovem português Pedro Nuno.   - A Académica perdeu as suas últimas cinco deslocações, não conseguindo um resultado útil desde o empate (0-0) frente ao Trofense, para a Taça de Portugal, a 21 de Novembro. Desde então a Briosa foi batida por Benfica (3-0), Boavista (1-0), FC Porto (3-1), Sp. Braga (3-0) e V. Setúbal (2-1).  Na Liga, os estudantes só conseguiram dois empates fora de casa esta época, com o V. Guimarães e o Estoril. E não ganham fora de Coimbra desde que se impuseram no terreno do Moreirense (2-0), a 8 de Março do ano passado.   - A última vitória da Académica sobre o Sporting na Liga aconteceu em Alvalade, em Fevereiro de 2010. Na altura, os estudantes impuseram-se por 2-1, com golos de Orlando e João Ribeiro, aos quais os leões responderam por João Moutinho. Depois disso, a Briosa também venceu os leões na final da Taça de Portugal de 2012, por 1-0, graças a um golo de Marinho.
2016-01-29
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Carlos Manaca era um bom defesa-central, daquele tempo do futebol “rock and roll”, em que os jogadores eram todos bons. Ou pelo menos era isso que ouvíamos contar na rádio. Mas Manaca era mesmo bom. Notabilizou-se com a camisola do Sporting, que deixou aos 28 anos, para jogar nos Estados Unidos, mas nada fez tanto pela eternização do seu nome como um autogolo, já depois de ter regressado a Portugal. Os autogolos são o dia-a-dia dos defesas-centrais, mas o autogolo de Manaca foi especial, porque valeu a vitória do Sporting em Guimarães e porque essa vitória valeu aos leões o título nacional de 1980, ganho ao sprint ao FC Porto. Quase 40 anos depois, a história de Manaca regressou, mas agora Manaca chama-se Tonel. O problema de Tonel, o defesa-central que também se notabilizou com a camisola do Sporting, saiu para a Croácia e depois regressou a Portugal, é que o penalti que ele fez no último minuto do jogo com os leões foi filmado por mais de uma dezena de câmaras de televisão. Mais. Além disso, Tonel fez um penalti que valeu uma vitória ao Sporting – não um título, pelo menos por enquanto – numa altura em que há redes sociais. Tonel, o Manaca turbinado pelo Twitter e pelo Facebook, tem, tal como tinha Manaca, toda uma carreira atrás dele, mas nem isso impediu milhares de adeptos de garantirem que ele tinha feito o serviço encomendado em benefício do ex-clube, que sem o penalti que ele cometeu não teria ganho ao Belenenses. O assunto foi “trending topic” durante uma semana, até que os mesmos adeptos que tinham crucificado Tonel perceberam envergonhados que há por aí mais Manacas. Veio a jornada seguinte e o Benfica ganhou à Académica por 3-0. Não jogou enormidades, mas foi a única equipa em condições de chegar à vitória, a única que a procurou. Ainda assim, colocou-se em vantagem com dois penaltis perfeitamente desnecessários, cometidos por Trigueira e Ofori, e convertidos por Jonas, que aproveitou para passar a barreira dos dez golos antes do Natal pela primeira vez desde que está na Europa. Pressionado pelo Benfica, o FC Porto viu-se a perder contra o Paços de Ferreira, chegou ao empate ainda antes do intervalo, mas só virou o jogo de penalti, na sequência de um lance em que Marco Baixinho, defesa-central do Paços, começou por atrasar mal a bola para o seu guarda-redes, para depois ir rasteirar Herrera dentro da área, impedindo que ele tirasse vantagem do erro original. Manacas? Claro que sim. Mas só no sentido em que os erros podem perfeitamente acontecer a quem vive a profissão no fio da navalha. Quase parecia uma onda solidária, uma espécie de “Je suis Tonel” – ou “Je suis Manaca”… – dos jogadores que defrontaram os grandes. Mas é pena que os que se entretêm a identificar Manacas – ou Toneis -  não sejam capazes de perceber que se Benfica, FC Porto e Sporting ganharam os seus jogos desta jornada não foi por causa dos erros dos adversários. No Benfica-Académica houve o detalhe tático de um meio-campo que começa a carburar melhor devido à dupla missão de Pizzi, que parte de uma das alas mas compõe bem o meio, mas também ao vigor e à potência do júnior Renato Sanches, autor de um jogo muito interessante e de um golaço num remate a 30 metros que terá valido o bilhete a quem foi ao estádio. No FC Porto-Paços de Ferreira houve um excelente golo de Corona, pela ligação entre os dois extremos – ele e Brahimi – e pela classe do mexicano na definição face ao guarda-redes. E houve uma espécie de renascimento de Herrera, a manter os níveis de intensidade e competitividade da equipa. E no Marítimo-Sporting houve um líder operário, a saber sofrer antes e depois da bela jogada coletiva que deu o golo a Adrien, bem como um Rui Patrício de seleção, autor de duas defesas gigantes a preservar a vantagem. Disso, porém, só se lembram os adeptos dos clubes que ganharam. E diz muito sobre o nosso futebol que até esses prefiram lembrar os erros que levaram aos golos dos rivais. Porque quando vemos futebol estamos sempre em busca de um Manaca. Mesmo que Manaca tenha feito muito mais do que aquele autogolo. In Diário de Notícias, 07.12.2015
2015-12-07
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JESUS REVIVE JOGO NO QUAL MARCOU O ÚNICO GOLO À SPORTING   Jorge Jesus não marcou muitos golos na sua carreira de futebolista e, entre os que marcou, só um aconteceu ao serviço do Sporting. Foi numa visita à Académica, a mesma que a equipa leonina vai reviver nesta terceira jornada. Nesse jogo, a 2 de Novembro de 1975, Jesus saiu do banco com Vitor Gomes, quando Juca quis render os dois extremos, Marinho e Chico Faria, a seis minutos do final. O resultado estava em 3-1 favorável aos leões e o jovem médio fez ele próprio o 4-1 final, marcando na baliza de Hélder. Aquele era apenas o quarto jogo que Jesus fazia pelos leões depois de chegar do empréstimo ao Olhanense. Até final da época entrou em apenas mais oito, nenhum deles como titular. O seu caminho como futebolista estava traçado e seria longe de Alvalade: antes de começar a treinar o Amora, em 1989/90, seguiram-se, na sua carreira, Belenenses, Riopele, Juventude de Évora, U. Leiria, V. Setúbal, Farense, E. Amadora, Atlético, Benfica de Castelo Branco e Almancilense. A Académica, porém, voltou a cruzar-se no seu caminho, pois também lhe fez golos com as camisolas do Riopele e do V. Setúbal. Para tornar este jogo ainda mais especial para o atual treinador leonino, resta dizer que Coimbra foi também o palco da despedida do seu pai, Virgolino de Jesus, que se lesionou no último jogo do campeonato, a 8 de Abril de 1945. No Campo de Santa Cruz, o Sporting ganhou o jogo por 2-1, graças a um bis de Jesus Correia, mas o interior direito magoou-se numa perna e não voltou a vestir a camisola verde e branca. Jorge Jesus só nasceria nove anos depois.   - Além disso, as equipas de Jorge Jesus nunca perderam em Coimbra em jogos a contar para a Liga. Em toda a sua carreira de treinador, o amadorense visitou 13 vezes a Académica, ganhando seis e empatando sete. Empatou ali (2-2) com o E. Amadora em 1998/99 e com o V. Guimarães (1-1) em 2003/04. Depois disso, conseguiu lá uma vitória por 4-0, que não chegou para manter o Moreirense na I Liga, em 2004/05, e outra por 3-1, já na U. Leiria, em 2005/06. Pelo Belenenses empatou ali nas duas temporadas (1-1 em 2006/07 e 0-0 em 2007/08), repetindo o empate a uma bola ao serviço do Sp. Braga (1-1 em 2008/09). Por fim, nas seis épocas de Benfica, ganhou quatro jogos (3-2 em 2009/10, 1-0 em 2010/11, 3-0 em 2013/14 e 2-0 em 2014/15) e empatou os outros dois (0-0 em 2011/12 e 2-2 em 2012/13).   - O Sporting sofreu golos nos seus últimos quatro jogos oficiais (Tondela, CSKA, Paços de Ferreira e de novo Tondela), algo que já não lhe sucedia desde Fevereiro. Nessa altura a série foi mesmo de cinco: 1-1 em casa com o V. Setúbal, 3-1 em Arouca, 1-1 em casa com o Benfica, 1-1 com o Belenenses no Restelo e 0-2 em Wolfsburg. E foi interrompida a 22 de Fevereiro na vitória caseira sobre o Gil Vicente (2-0).   - A Académica perdeu os últimos quatro jogos, dois deles ainda referentes à época passada (0-4 em casa com o V. Setúbal, 0-1 em Paços de Ferreira, 2-4 em casa com o V. Guimarães e 2-3 em Paços de Ferreira), e não ganhou nenhum dos derradeiros onze. A última vitória da formação orientada por José Viterbo foi a 15 de Março, um 2-1 caseiro contra o Nacional, graças a golos de Lucas Mineiro e Marcos Paulo, contra os quais de nada serviu um penalti de Marco Matias. Na época passada, a equipa então dirigida por Paulo Sérgio esteve 13 jogos sem ganhar, entre o 1-0 em Arouca a 28 de Setembro e o 1-0 em casa ao Rio Ave (Taça da Liga) a 21 de Janeiro.   - Limitando a pesquisa a jogos a contar para a Liga (porque os onze jogos sem ganhar da corrente série são todos da Liga), a equipa de Paulo Sérgio esteve 15 partidas sem ganhar, desde o tal jogo com o Arouca até à estreia de Viterbo, com uma vitória no Estoril por 2-1, a 22 de Fevereiro.   - Carrillo marcou nas duas últimas visitas a Coimbra, os 4-0 de 2013/14 e o empate a um golo da época passada.   - Este é um jogo especial também para Adrien, que ganhou uma Taça de Portugal pela Académica (na final contra o Sporting) e se estreou na Liga pelos leões a defrontar a Académica: entrou a 1 minuto do fim de uma vitória por 4-1 em Alvalade, a 17 de Agosto de 2007, lançado por Paulo Bento.   - Quatro jogadores do atual plantel da Académica estrearam-se na Liga frente ao Sporting, no empate a uma bola, em Coimbra, na época passada. São eles o brasileiro Iago, o ganês Ofori, o nigeriano Obiora e o jovem português Pedro Nuno.   - A Académica não ganha ao Sporting em Coimbra desde 8 de Maio de 1977, quando um autogolo de Da Costa permitiu à equipa então orientada por Juca levar a melhor, por 2-1, sobre os leões de Jimmy Hagan (Joaquim Rocha e Freire tinham feito os golos na primeira parte). Desde esse dia, os estudantes ganharam três vezes aos leões. Duas em Alvalade (1-0 em 2005/06, com golo de Marcel, e 2-1 em 2009/10, com os tentos de Orlando e João Ribeiro a superiorizarem-se ao marcado por João Moutinho) e uma, mais notória, na final da Taça de Portugal de 2012, por 1-0, com golo de Marinho.   - O árbitro Bruno Esteves nunca viu uma derrota do Sporting, que no entanto empatou três dos sete jogos feitos com ele a apitar. Um dos quais um Sporting-Académica que acabou sem golos, a 29 de Outubro de 2010. A última visita deste árbitro a Alvalade foi o polémico Sporting-Penafiel da época passada, que os leões venceram por 3-2 e que acabou com três expulsões: o leão Tobias aos 11’ e os penafidelenses Dani e Pedro Ribeiro, aos 83’ e 89’.
2015-08-29
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