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Último Passe

Vinte minutos de bom futebol, com aproveitamento total das situações de golo criadas nessa altura, valeram ao Sporting uma vitória tranquila sobre o U. Madeira em Alvalade, por 2-0, a certeza matemática da qualificação para a Liga dos Campeões da próxima época e a continuação na luta pelo título, metendo pressão sobre o Benfica, que amanhã visita o Rio Ave. Teo Gutièrrez voltou a marcar e a mostrar-se importante na manobra global da equipa, para a qual também contribuíram em grande parte os três médios, ante um adversário que só deu um ar da sua graça num remate de Danilo Dias, superiormente defendido por Rui Patrício. Jorge Jesus disse mesmo no fim do jogo que “em oito meses”, já pagou o seu “contrato de três anos”, mas por muito que o treinador se esforce por realçar o crescimento da equipa, que superou a três jornadas do fim o total de pontos feito na época passada, o objetivo principal está por alcançar e não depende apenas daquilo que o Sporting possa fazer. O treinador leonino tem razão quando diz que o Sporting está a fazer um “campeonato espetacular”, mas já foi demasiado parcimonioso ao afirmar que o Benfica – “o rival”, nas palavras dele – também está a fazer “um bom campeonato”. Ambos estão a ser bem mais do que bons e a verdade é que, ganhe quem ganhar, acabará por tê-lo merecido. Como o Sporting mereceu a vitória contra o U. Madeira, de resto. Os leões entraram sem Ruiz, fazendo alinhar Bruno César na esquerda, mas mostraram na mesma as movimentações trabalhadas em momentos ofensivos, conseguindo criar situações de golo desde o arranque da partida. Téo Gutièrrez marcou logo aos 7’, na sequência de um canto na direita em que os leões fizeram girar a bola até à esquerda, de onde saiu um cruzamento de Zeegelaar para o cabeceamento do colombiano. Mesmo sem cinco habituais titulares, todos em risco de exclusão e por isso poupados para a batalha com a Académica, que terá lugar já na próxima jornada, o União da Madeira podia ter empatado, por Danilo Dias, também na sequência de um canto, mas o remate esbarrou numa excelente intervenção de Rui Patrício. E, ainda antes dos 20’, João Mário acorreu a mais um cruzamento de Zeegelaar para fazer o 2-0 num vólei que permitiu que o jogo entrasse numa fase pachorrenta. Até final, o União só criou perigo em duas situações, ambas na segunda parte e sempre fruto de erros leoninos. Primeiro quando Ruben Semedo cortou mal um cruzamento e quase o endereçava para a própria baliza, e depois, já perto do final, quando Rui Patrício largou uma bola vinda de um canto. Pelo meio, o Sporting limitava-se a gerir o jogo em posse, raramente metendo a velocidade que lhe permitiria o 3-0 e a tranquilidade total. Téo ainda perdeu esse terceiro golo na primeira parte, após belo trabalho de Coates na direita, e voltou a estar perto dele no segundo tempo, mas se na primeira vez acertou mal na bola, na segunda viu Gudiño impedir o golo com uma boa mancha. Slimani, que saiu mais cedo para evitar riscos de um amarelo que o afastasse do decisivo jogo do Dragão, também teve duas chances, disparando em ambos os casos para fora. E Adrien ainda acertou com estrondo no poste. O golo, porém, não fazia grande falta. Não tanta como poderá vir a fazer um do Rio Ave ao Benfica na partida de amanhã.
2016-04-23
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O Sporting de Jorge Jesus entra em campo para defrontar o U. Madeira de Norton de Matos com a obrigatoriedade de ganhar se quer manter a pressão sobre o Benfica, que só joga amanhã, em Vila do Conde, e sabendo que, mesmo que o FC Porto ganhe em Coimbra, garantirá a segunda posição e os milhões da Champions se vencer os insulares. Para Jesus, o desafio é enorme, tendo em conta que pela frente vai aparecer-lhe uma espécie de vírus: o União foi a primeira equipa portuguesa a ganhar-lhe desde que é treinador do Sporting e Norton de Matos um treinador com o qual, em jogos da Liga, perdeu sempre, não sendo sequer capaz de fazer um golo. Os dois treinadores são sensivelmente da mesma idade – Norton é sete meses mais velho – e defrontaram-se muitas vezes em campo. Foram colegas de equipa apenas no final das respetivas carreiras, no Estrela da Amadora comandado por Fernando Cabrita, em 1986/87, jogando a Zona Sul da II Divisão. Como treinadores, começaram a defrontar-se logo em 1991, na II Divisão, tendo o Amora de Jesus ganho as duas partidas ao Barreirense de Norton. Na I Divisão, porém, foi Norton quem levou a melhor nos dois confrontos entre ambos. A primeira vez foi num V. Setúbal-U. Leiria de Outubro de 2005, que os sadinos ganharam por 2-0, com golos de Ricardo Chaves e Fábio. E a outra foi o U. Madeira-Sporting desta época, em que o União bateu surpreendentemente os leões por 1-0, graças a um tento de Danilo Dias. O cruzamento de histórias entre os dois vai muito para lá da época que passaram juntos, ainda de calções, no Estrela da Amadora. Jesus e Norton de Matos trabalharam ambos no Benfica, em 2012/13, com o atual técnico do Sporting a ocupar-se da equipa principal e o treinador do U. Madeira a liderar a equipa B. Além disso, ambos sabem o que é trabalhar no rival de hoje. Jorge Jesus já foi treinador do U. Madeira, não tendo conseguido bons resultados na passagem pelos azuis e amarelos do Funchal: esteve apenas dois meses no cargo, em Fevereiro e Março de 1988, perdendo mais jogos do que os que ganhou. Norton de Matos nunca treinou o Sporting mas já foi lá diretor desportivo.   Na sua carreira de treinador, Norton de Matos já defrontou os leões por três vezes, todas com o mesmo resultado: 1-0. Aconteceu primeiro quando Norton dirigia o Barreirense, em Novembro de 1992, e a equipa da margem sul do Tejo foi batida em casa pelos leões de Robson por 1-0 em jogo da Taça de Portugal (marcou Cadete). Depois, já Norton estava no V. Setúbal, voltou a perder, desta vez em jogo da Liga, em Alvalade, datado de Setembro de 2005, no qual o Sporting de Peseiro se impôs graças a um golo de Deivid. Por fim, na primeira volta, o U. Madeira de Norton impôs a primeira derrota ao Sporting de Jesus no atual campeonato, graças a um golo de Danilo Dias.   O Sporting ganhou as últimas cinco partidas que efetuou, mas está ainda assim a duas vitórias da melhor série da época, que são as sete vitórias seguidas de Novembro e Dezembro, encaixadas entre as derrotas frente ao Skenderbeu e ao Sp. Braga. A série atual começou logo após a derrota caseira com o Benfica (0-1). Depois desse jogo, os leões impuseram-se ao Estoril (2-1), ao Arouca (5-1), ao Belenenses (5-2), ao Marítimo (3-1) e ao Moreirense (1-0).   Se contarmos apenas com jogos da Liga, esta também, não é a melhor série dos leões, que entre a sétima e a 13ª jornadas ganharam também sete jogos consecutivos. Essa série, que começou após o empate com o Boavista no Bessa, foi interrompida precisamente com a derrota frente ao U. Madeira na Choupana (1-0).   Slimani marcou golos nos últimos três jogos do Sporting, interrompendo frente ao Marítimo um período de quase três meses sem marcar em Alvalade que já durava desde o empate com o Tondela (2-2), a 15 de Janeiro. Nas últimas três partidas, o argelino fez os dois primeiros nos 5-2 aplicados ao Belenenses, no Restelo, fechou a contagem leonina nos 3-1 em casa ao Marítimo e obteve o único golo na vitória por 1-0 frente ao Moreirense, no Minho. Há mais de um mês que não passa um jogo sem marcar: o último zero foi frente ao Arouca, em casa, a 15 de Março.   Por outro lado, há dois meses que o Sporting sofre sempre golos nos jogos em casa. A última baliza virgem de Rui Patrício em Alvalade aconteceu a 22 de Fevereiro, contra o Boavista (2-0). Depois disso, marcaram ali o Benfica (0-1), o Arouca (5-1) e o Marítimo (3-1).   O U. Madeira chega a Alvalade com uma série de onze jogos sem ganhar. A última vitória conseguiu-a em casa, frente ao Nacional, a 23 de Janeiro (3-0). Depois disso, tem três empates (1-1 com o Estoril, 0-0 com o Belenenses e 2-2 com o V. Setúbal) e perdeu os restantes oito jogos (3-1 com o V. Guimarães, 1-0 com o Moreirense, 3-0 com o Arouca, 2-0 com o Benfica, 3-2 com o FC Porto, 2-0 com o Sp. Braga, 1-0 com o Tondela e 4-3 com o Paços de Ferreira). Se não ganhar em Alvalade, o União iguala a sua pior série de sempre na Liga portuguesa, que foram as doze jornadas sem ganhar entre um 2-0 ao Gil Vicente, a 18 de Setembro de 1994, e um 3-0 ao V. Setúbal, a 15 de Janeiro de 1995.   Além do mais, o U. Madeira vem com nove derrotas seguidas no continente, desde que empatou a duas bolas em Setúbal, frente ao Vitória, a 28 de Novembro. Desde esse jogo até conseguiu uma vitória fora de casa, mas foi frente ao Marítimo, no Funchal (1-0). Em jogos que se seguiram à viagem até ao continente perdeu sucessivamente com Paços de Ferreira (6-0), Académica (3-1), Rio Ave (1-0), V. Guimarães (3-1), Arouca (3-0), Benfica (2-0), FC Porto (3-2), Sp. Braga (2-0) e Tondela (1-0).   O U. Madeira marcou já esta época três golos aos grandes, todos da autoria do mesmo jogador: Danilo Dias. O brasileiro fez o golo com que a equipa insular se impôs ao Sporting na Choupana por 1-0 e depois marcou os dois com que chegaram a ameaçar a vitória do FC Porto no Dragão, em jogo resolvido por Corona, a 3 minutos do fim (3-2).   Miguel Fidalgo poderá fazer em Alvalade o 100º jogo pelo U. Madeira, depois de se ter estreado pelo clube a 4 de Fevereiro de 2013, com uma derrota por 4-1 frente ao Benfica B, em Lisboa, em jogo em que o adversário era dirigido pelo seu atual treinador, Luís Norton de Matos. Ao todo, Miguel Fidaldo soma 99 jogos (13 na Liga, 73 na II Liga, quatro na Taça de Portugal e nove na Taça da Liga) e 25 golos (22 na II Liga, um na Taça de Portugal e dois na Taça da Liga) pelo U. Madeira. Na última vez que jogou contra o Sporting, marcou um golo mas perdeu: foi a 13 de Novembro de 2010, Fidalgo jogava na Académica e bateu Rui Patrício numa derrota por 2-1 em Coimbra.   O lateral Paulinho, do U. Madeira, estreou-se na Liga a defrontar o Sporting, lançado por Jorge Casquilha num empate (2-2) alcançado pelo Moreirense na receção aos leões, a 26 de Novembro de 2012. Desta vez estará fora, poupado por Norton de Matos a pensar em confrontos futuros.   O U. Madeira nunca marcou sequer um golo em Alvalade, tendo perdido todas as partidas que ali efetuou: 2-0 em 1989 e 1990, 3-0 em 1991, 1-0 em 1993 e 4-0 em 1995.   Neste século, as duas equipas só se defrontaram duas vezes, ambas no Funchal. Em Dezembro de 2006, para a Taça de Portugal, ganhou o Sporting por 3-1, com golos de Moutinho, Farnerud e Tello ainda na primeira parte, aos quais respondeu Belic já perto do final. Em Dezembro do ano passado, ganhou o U. Madeira por 1-0, com o tal golo de Danilo Dias.  
2016-04-23
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Último Passe

Um golo de Corona, a aproveitar nos últimos minutos a acumulação de gente na área por parte do FC Porto para tabelar com Suk antes de rematar com potência e colocação para o fundo das redes, manteve a equipa de José Peseiro viva na Liga, porque permitiu a dramática vitória por 3-2 sobre o U. Madeira. Naquela altura, já poucos dos adeptos presentes no Dragão acreditariam no sucesso que parecia inevitável quando a equipa chegou aos 2-0, a abrir a segunda parte. Mas aí revelou-se a propensão recente deste FC Porto para a reanimação de adversários moribundos, com dois erros seguidos a permitirem os golos de Danilo Dias que quase tiravam dois pontos de que a equipa azul e branca estava tão necessitada. No fim do jogo, Peseiro reforçou duas ideias recorrentes. A de que as constantes lesões e castigos tiram consistência à equipa, que se vê constantemente forçada a mudar e por isso não assimila os processos, e a de que, apesar de tudo, a equipa está viva, que a falta de consistência ainda não a matou. Contra o U. Madeira, porém, obrigou-a a trabalhos forçados, depois de uma primeira parte com bom futebol – ainda que não isenta de erros defensivos. Sem os dois centrais titulares – os dois que restam no plantel – Peseiro compôs a charneira central do setor mais recuado com Chidozie, uma vez mais requisitado à equipa B, e Layun, desviado da esquerda, para onde entrou José Angel. Depois, como além de Marcano e Indi faltavam também Danilo e André André, o treinador chamou Ruben Neves e Sérgio Oliveira, tendo este sido dos melhores num primeiro tempo com movimentos ofensivos de qualidade. Foi dele, aliás, o passe de rotura que Maxi Pereira aproveitou para oferecer o primeiro golo a Aboubakar, também ele regressado à titularidade. Acontece que aos tais movimentos ofensivos de qualidade, o FC Porto continua a somar a tal inconsistência defensiva preocupante, que se deve à constante necessidade de fazer mudanças, com disse Peseiro, mas também a uma escassez de alternativas de qualidade no plantel que, por uma questão de solidariedade institucional com a administração, o treinador não reconheceu. Miguel Cardoso falhou o empate ainda na primeira parte, num lance em que teve tudo para o fazer, e como Hererra, num belo remate em arco que foi o momento da noite, fez o 2-0 logo a abrir o segundo tempo, a questão do resultado parecia resolvida. Só que aí voltou a entrar a inconsistência defensiva deste FC Porto, em dois erros seguidos que deram dois golos a Danilo Dias, entretanto lançado por Norton de Matos no jogo. Com pouco mais de 20 minutos para o fim, o FC Porto apertou na frente, passando a jogar com dois pontas-de-lança, fruto da junção de Suk (que entrou para o lugar de Ruben Neves) a Aboubakar. Só que isso deixava espaço atrás e a ideia que ficou foi a de que os jogadores do U. Madeira ainda sonharam com a reviravolta completa num terceiro golo em contra-ataque. Acabou por ser o FC Porto a marcar, no tal lance de Corona, alcançando uma vitória tão justa como sofrida que, sendo verdade que mantém a equipa viva na Liga – a quatro pontos do Sporting e três do Benfica, que só joga na segunda-feira – não faz augurar nada de bom para os jogos que aí vêm.
2016-03-13
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O FC Porto enfrenta mais um jogo sem Marcano, o mais estável dos seus defesas-centrais, e isso, somado à ausência de Martins-Indi, deverá obrigar José Peseiro a proceder à adaptação de Layun ao centro, onde jogará ao lado do jovem Chidozie. A ausência de Marcano, que está lesionado, não tem sido boa notícia para os dragões, que sem ele em jogos  de grau de exigência médio ou alto sofrem sempre pelo menos um golo. Caso para dizer que em sete testes sem o espanhol, a defesa do FC Porto chumbou sempre. Entre campeonato, Liga dos Campeões e Liga Europa – os jogos de maior exigência – os dragões sofreram golos nos sete jogos que fizeram sem o defesa central espanhol, ainda que tenham conseguido ganhar três: 2-1 ao Paços de Ferreira, 3-1 à Académica e 2-1 ao Benfica. Além disso, também terão saído satisfeitos com o empate (2-2) frente ao Dynamo, em Kiev, o mesmo já não podendo dizer-se das derrotas encaixadas contra o Sporting (0-2), Arouca (1-2) e Borussia Dortmund (0-2). Além destes sete jogos, Marcano falhou mais cinco, mas contra equipas de segundo escalão, a contar para a Taça da Liga ou a Taça de Portugal. Na Taça da Liga, não esteve nas derrotas frente ao Famalicão (0-1) e Feirense (0-2), tendo a equipa mostrado outro rendimento nas ausências do espanhol em partidas da Taça de Portugal. Aí, mesmo sem ele (e sempre com Helton na baliza), os dragões ganharam ao Varzim (2-0), ao Feirense (1-0) e ao Gil Vicente (2-0).   A deslocação ao Dragão corresponderá ao 200º jogo do U. Madeira na I Divisão, prova em que a equipa se estreou a 19 de Agosto de 1989, com uma derrota por 1-0 frente ao Feirense em Santa Maria da Feira. Até aqui, os insulares ganharam 47 jogos, empataram 61 e perderam 91 dos 199 jogos que fizeram neste escalão, marcando 166 golos e sofrendo 282.   José Peseiro, treinador do FC Porto, tem uma longa história de sucesso na Madeira, onde foi treinador do Nacional. Depois de deixar o Funchal, em 2003, nunca defrontou o U. Madeira, mas tem tido uma baixa taxa de sucesso contra equipas da ilha. Entre Sporting (seis jogos), Sp. Braga (quatro jogos) e FC Porto (um jogo), soma cinco derrotas contra o Nacional (perdeu sempre) e quatro vitórias e duas derrotas contra o Marítimo, a equipa que lhe assinalou a estreia pelos dragões.   Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira, já defrontou o FC Porto por duas vezes e nunca viu as suas equipas marcar um único golo aos dragões. Na única visita ao Dragão, porém, obteve um empate a zero: foi a 29 de Outubro de 2005 que o V. Setúbal comandado por Norton impôs um 0-0 ao FC Porto de Co Adriaanse. Depois disso, já com o U. Madeira, perdeu por 4-0 na Choupana contra o FC Porto de Julen Lopetegui.   O último confronto entre José Peseiro e Luís Norton de Matos foi a 25 de Setembro de 2005 e acabou com uma vitória do Sporting de Peseiro sobre o V. Setúbal de Norton, por 1-0, graças a um golo de Deivid, mas com assobios da bancada de Alvalade quando, a 10 minutos do fim, o então treinador leonino substituiu Liedson por Beto para segurar a vantagem contra um Vitória reduzido a dez, por expulsão do guarda-redes Moretto. Antes, os dois já se tinham defrontado no banco na II Liga de 2001/02: o Nacional de Peseiro ganhou na Choupana ao Sp. Espinho de Norton por 3-1.   O FC Porto de José Peseiro continua sem empatar: soma sete vitórias e cinco derrotas em 12 jogos. Após cada derrota, porém, reagiu sempre com uma vitória. Ganhou ao Estoril depois de perder com o Feirense, ganhou ao Benfica depois de perder com o Arouca e ganhou ao Moreirense e ao Belenenses na sequência das duas derrotas com o Borussia Dortmund. Como vem de uma derrota contra o Sp. Braga, a sequência lógica seria a vitória contra o U. Madeira.   Em casa, no entanto, a equipa de José Peseiro tem sido absolutamente bipolar, nunca tendo ganho dois jogos seguidos. O gráfico de altos e baixos fez-se numa sequência alternada de vitórias e derrotas: ganhou ao Marítimo, perdeu com o Arouca, ganhou ao Moreirense, perdeu com o Borussia Dortmund e ganhou ao Gil Vicente. A sequência lógica seria, portanto, uma derrota contra o U. Madeira.   O U. Madeira, por sua vez, chega ao Dragão com seis jogos seguidos sem ganhar, nos quais obteve dois empates (em casa com Estoril e Belenenses) e quatro derrotas (em casa com o Moreirense e nas deslocações aos terrenos do V. Guimarães, Arouca e Benfica). Foi a segunda sequência de seis jogos sem ganhar do U. Madeira esta época, depois das três derrotas e três empates em Agosto e Setembro, série interrompida com uma vitória por 5-1 face ao Sertanense, a 18 de Outubro, para a Taça de Portugal. O adversário de hoje será um pouco mais difícil.   Marega e José Sá, atuais jogadores do FC Porto, estavam em campo na última vitória do U. Madeira, mas com a camisola do Marítimo. Foi a 16 de Janeiro, que o União ganhou à equipa verde-rubra por 1-0, nos Barreiros, graças a um golo de Cadiz.   Danilo Dias marcou os últimos dois golos do U. Madeira e os únicos que a equipa insular fez nas últimas seis partidas: o primeiro não impediu a derrota em Guimarães (3-1 a 29 de Janeiro), ao passo que o segundo valeu um empate em casa frente ao Estoril (1-1, a 19 de Fevereiro). Danilo até já marcou por mais de uma vez ao Sporting, mas na sua carreira nunca fez um golo ao FC Porto.   Entre os jogadores do União, quem já sabe o que é marcar ao FC Porto é Miguel Fidalgo, avançado lançado por Peseiro no Nacional, em Novembro de 2000, na II Liga. O atacante madeirense já fez três golos aos dragões quando representava o Nacional. Nesses jogos, ganhou dois (4-0 no Dragão, em Março de 2005, e 2-1 na Choupana em Janeiro de 2009), tendo perdido o outro (4-2, também em Janeiro de 2009).   O U. Madeira nunca ganhou ao FC Porto e o máximo que conseguiu em 13 jogos contra os dragões foram dois empates, ambos no Funchal: 2-2 em Abril de 1992 e 0-0 em Fevereiro de 1995. Quando visitou o FC Porto (uma vez no Dragão e seis nas Antas) perdeu sempre, sofreu pelo menos três golos nas últimas cinco visitas e só por duas vezes marcou, no 4-1 de 1994 e no 3-1 de 2015.
2016-03-12
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A derrota na Choupana contra o União da Madeira implicou a perda da liderança para o Sporting dias antes do Natal. Os leões já não lideram a Liga isolados no Natal desde 2001: nessa altura foram campeões. Há dois anos lideravam de forma partilhada com FC Porto e Benfica uma Liga que acabaram em segundo lugar.   - Tal como em 1990/91, a última vez que tinham prolongado a invencibilidade até tão longe, os leões sofreram a primeira derrota à 14ª jornada. Nessa altura foram derrotados pelo FC Porto nas Antas por 2-0. E também nessa altura cederam a liderança aos dragões. O registo desta época, porém, ainda é ligeiramente pior que o da equipa liderada por Marinho Peres: em 1990, o Sporting tinha 12 vitórias, um empate e uma derrota e agora tem onze vitórias, dois empates e uma derrota.   - Foi primeira derrota do Sporting na Liga desde Março, quando a equipa de Marco Silva perdeu com o FC Porto, e a segunda seguida se considerarmos todas as competições, depois da sofrida em Braga, após prolongamento, na Taça de Portugal. Os leões não perdiam dois jogos seguidos desde Fevereiro de 2013, quando foram sucessivamente batidos por Rio Ave (2-1) e Marítimo (1-0).   - Foi também a primeira série de duas derrotas consecutivas de Jorge Jesus enquanto treinador desde que, em Maio de 2013, perdeu o título nacional contra o FC Porto, no Dragão (1-2) e a Liga Europa ante o Chelsea, em Amesterdão (1-2).   - Foi a segunda vez que o Sporting ficou em branco num jogo esta época. Já tinha acontecido na visita ao Boavista, a 26 de Setembro, num jogo que acabou empatado a zero.   - Danilo Dias marcou o segundo golo da sua carreira ao Sporting. O anterior foi ao serviço do Marítimo, em Fevereiro de 2012, também a meio da segunda parte, e contribuiu para uma vitória por 2-0.   - Com a vitória sobre o Sporting a suceder ao empate contra o Benfica, o União da Madeira passou a ser a equipa com mais pontos ganhos aos grandes neste campeonato: quatro, contra três do Arouca. Foi ainda a primeira vez que o União ganhou um jogo a um dos grandes do futebol nacional.   - Slimani interrompeu uma série de três jogos seguidos a marcar golos com o zero na Madeira. E continua sem marcar golos em visita à ilha, já tendo lá jogado por sete vezes.   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira, ganhou pela primeira vez ao Sporting, mas mantém o registo 100 por cento vitorioso nos confrontos com Jorge Jesus: em dois jogos, soma duas vitórias e nunca sofreu sequer um golo.   - Depois da tempestade que foram os seis golos sofridos em Paços de Ferreira, André Moreira manteve a baliza inviolada pela segunda partida seguida, o que tem mais valor por ter sido nos jogos com Benfica e Sporting. O jovem guarda-redes do União já está há 203 minutos sem sofrer golos, atrás apenas do bracaranese Kritciuk nas séries em curso. Ainda está longe dos 361 minutos que já conseguiu esta época, porém.
2015-12-21
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Islam Slimani fez um golo nos últimos três jogos do Sporting: esteve nos goleadores dos 3-1 ao Besiktas e ao Moreirense e do 3-4 com o Sp. Braga, após prolongamento. Procurará frente ao U. Madeira um quarto jogo seguido a marcar, algo que só conseguiu uma vez pelo clube de Alvalade: em Fevereiro e Março de 2014, quando marcou consecutivamente a Rio Ave (2-1), Sp. Braga (2-1), V. Setúbal (2-2) e FC Porto (1-0). Ficou em branco ao quinto jogo, precisamente no Funchal, mas contra o Marítimo, o que não impediu o Sporting de ganhar por 3-1. Não deixa de ser curioso que o último jogo do Sporting sem um golo de Slimani tenha sido também no Funchal: a vitória por 1-0 contra o Marítimo, nos Barreiros, no início deste mês. É verdade que o atacante argelino nem jogou nessa noite, pois estava suspenso, fruto de ter visto o quinto cartão amarelo na Liga na receção ao Belenenses. Mas a verdade é que Slimani nunca fez um golo na Madeira, já tendo lá jogado por seis vezes. A primeira foi precisamente essa vitória por 3-1 sobre o Marítimo, em Março de 2014, na qual interrompeu a série de quatro jogos a marcar, mas depois disso voltou lá para defrontar o Nacional por três ocasiões (uma vitória por 1-0 e dois empates, por 2-2 e 1-1) e o Marítimo por mais uma (sucesso por 1-0), nunca marcando golos. Marque ou não na visita ao U. Madeira, esta está a ser a melhor época de Slimani no Sporting: já chegou aos 12 golos em 22 jogos – de todas as competições – o que o deixa a apenas três do total da época passada, na qual fez 15 tentos em 33 jogos, e já supera os números de 2013/14, em que marcou por dez vezes em 30 partidas. De qualquer modo, nunca tinha feito tantos golos até à pausa de Natal e Ano Novo: na época passada tinha chegado aos oito golos e há dois anos aos quatro. É verdade que há aqui uma tendência de progressão geométrica, mas para lhe dar continuidade, a Slimani não bastaria romper frente ao União a malapata da U. Madeira: teria de acabar o jogo com um póquer que lhe permitisse chegar ao Natal com 16 golos no ativo. Difícil.   - O Sporting vem da quarta derrota da época, em Braga, por 4-3 (após prolongamento), na Taça de Portugal. Até aqui, ganhou sempre o jogo que se seguiu a uma derrota: 3-1 à Académica após o 1-3 com o CSKA Moscovo; 1-0 ao Nacional após o 1-3 com o Lokomotiv Moscovo; e 1-0 ao Arouca após o 0-3 com o Skenderbeu. A última vez que os leões não ganharam um jogo após uma derrota, porém, foi no mesmo estádio onde vão agora jogar: empataram a duas bolas com o Nacional na Choupana depois de terem sido derrotados por 3-0 pelo FC Porto, no Dragão, em Março.   - Se ganhar ao U. Madeira, o Sporting garante que chega ao Natal na liderança isolada da Liga. Tal não acontece desde 2001, quando os leões de Laszlo Bölöni ganharam a 22 de Dezembro em Alvalade ao V. Setúbal de um certo Jorge Jesus, por 1-0, atingindo a 16ª jornada na liderança, com um ponto a mais que o Boavista. No final da época, foram campeões. Em 2013/14, o Sporting de Leonardo Jardim encalhou na última barreira: empatou em casa com o Nacional (0-0), na partida da 14ª jornada, a 21 de Dezembro, permitindo que FC Porto e Benfica o alcançassem e que todos celebrassem o Natal com uma liderança conjunta.   - O U. Madeira ficou em branco em cinco dos sete jogos que fez esta época em casa na Liga, já tendo empatado ali a zero com Benfica, Arouca e V. Guimarães. Nos dois em que marcou golos, ganhou: 2-1 ao Marítimo e 2-0 ao Tondela.   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira, já foi diretor desportivo do Sporting. Na sua carreira de treinador já defrontou os leões por duas vezes, ambas com o mesmo resultado: uma derrota por 1-0. Aconteceu quando Norton dirigia o Barreirense, em Novembro de 1992, e a equipa da margem sul do Tejo foi batida em casa pelos leões de Robson por 1-0 em jogo da Taça de Portugal (marcou Cadete). E depois, já Norton estava no V. Setúbal, em jogo da Liga em Alvalade, datado de Setembro de 2005, o Sporting de Peseiro impôs-se pelo mesmo resultado, graças a um golo de Deivid.   - Jorge Jesus também já foi treinador do U. Madeira, não tendo conseguido bons resultados na passagem pelos azuis e amarelos do Funchal. Esteve apenas dois meses no cargo, em Fevereiro e Março de 1988, perdendo mais jogos do que os que ganhou.   - Os dois treinadores são sensivelmente da mesma idade – Norton é sete meses mais velho – e defrontaram-se muitas vezes em campo. Foram colegas de equipa apenas no final das respetivas carreiras, no Estrela da Amadora comandado por Fernando Cabrita, em 1986/87, jogando a Zona Sul da II Divisão. Como treinadores, começaram a defrontar-se logo em 1991, na II Divisão, tendo o Amora de Jesus ganho as duas partidas ao Barreirense de Norton. Na I Divisão, porém, foi Norton quem levou a melhor no único confronto, um V. Setúbal-U. Leiria de Outubro de 2005 que os sadinos ganharam por 2-0.   - Joãozinho e Chaby, do U. Madeira, já representaram o Sporting. O lateral, que esteve em Alvalade na segunda metade da época de 2012/13, poderá defrontar o antigo clube, ao contrário do médio, que está impedido de o fazer por se encontrar emprestado.   - O lateral Paulinho, do U. Madeira, estreou-se na Liga a defrontar o Sporting, lançado por Jorge Casquilha num empate (2-2) alcançado pelo Moreirense na receção aos leões, a 26 de Novembro de 2012.   - O U. Madeira nunca ganhou ao Sporting, mas empatou três dos seis jogos em que recebeu os leões lisboetas, o último dos quais em Novembro de 1994, por 1-1, numa tarde em que acabou reduzido a nove homens, por expulsões de Márcio Luís e Milton Mendes. Aliás, nessa tarde, já fez o golo do empate a jogar com dez.   - Aliás, já o penúltimo empate entre U. Madeira e Sporting, em Março de 1994, tinha acabado com expulsões, só que nessa tarde divididas entre as duas equipas: Isidoro Rodrigues expulsou primeiro os leões Cadete e Peixe e mais tarde os unionistas Marco Aurélio e Jokanovic. O jogo acabou empatado a zero.   - Neste século, as duas equipas só se defrontaram uma vez, para a Taça de Portugal, em Dezembro de 2006. Ganhou o Sporting no Funchal por 3-1, com golos de Moutinho, Farnerud e Tello ainda na primeira parte, aos quais respondeu Belic já perto do final. Nessa equipa do U. Madeira jogava o futuro internacional Ruben Micael.   - O Sporting não tem um registo fantástico com o portuense Vasco Santos a apitar na Liga, uma vez que venceu apenas cinco de nove jogos, já tendo perdido duas vezes. Ambas as derrotas são já antigas, porém (U. Leiria e Marítimo, em 2009/10). E ainda que uma delas tenha acontecido no Funchal, onde se joga esta partida, há a registar que Vasco Santos é o árbitro da Liga há mais tempo sem ver uma equipa da casa ganhar: nos seus últimos 11 jogos houve cinco empates e seis vitórias dos visitantes.
2015-12-19
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Último Passe

Uma primeira parte desperdiçada, à espera que as coisas se resolvessem, e uma segunda jogada com mais velocidade, mas a bater contra a muralha defensiva que o U. Madeira raramente tirava do sítio, levaram o Benfica a deixar dois pontos na Choupana, na sequência de um frustrante 0-0 que, já com o calendário acertado, deixa os encarnados a sete e cinco pontos de Sporting e FC Porto, os dois primeiros da tabela. A jogar contra o autocarro com que Luís Norton de Matos respondeu às críticas dos seus dirigentes, a equipa de Rui Vitória sentiu dificuldades para encontrar o caminho do golo, comprovando mais uma vez que se sente mais à vontade a explorar rápidas transições ofensivas do que quando é obrigada a abusar do ataque posicional. Por alguma razão o Benfica, que tem o melhor ataque da Liga, ficou hoje em branco pela quarta vez em 13 jogos – contra apenas uma de FC Porto e Sporting. E é por isso também que os encarnados nunca se limitam só ao primeiro golo. Quando entra um e os adversários se veem forçados a abrir, o Benfica faz sempre mais: marcou uma vez seis golos, três vezes quatro, três vezes três e duas vezes dois. E muito do que se passou no Funchal tem também a ver com os equilíbrios que a equipa do Benfica encontrou e que a ajudaram a ganhar jogos complicados, como o de Setúbal ou o de Braga. Contra um União estacionado à frente da sua área num 4x5x1 que exigia muito dos alas para que o ponta-de-lança, Cadiz, não ficasse ainda mais abandonado na frente e que metia três médios a fechar o espaço interior à frente da área, que os atacantes benfiquistas procuram para as suas tabelas, faltou ao Benfica explorar mais o conceito em torno do qual Rui Vitória construiu a sua primeira ideia para a equipa: largura. Não há dois jogos iguais. E as constantes derivações de Pizzi para o meio, que foram o segredo das vitórias mais recentes, porque deixavam a equipa mais forte no espaço interior tanto quando atacava como sobretudo quando reagia à perda da bola, foram na Choupana um handicap, acima de tudo porque faltaram laterais capazes de explorar todo o corredor e porque o interesse do U. Madeira no ataque era tão pouco que a transição defensiva se tornou o menos importante para o Benfica. Pizzi fez um bom jogo – esteve aliás em quase todas as ocasiões de golo do Benfica – mas podia tê-lo feito também a partir do corredor central, em vez de Fejsa, por exemplo, com dois extremos a obrigarem o União a dispersar por toda a largura do campo. Foi essa a única mexida que Rui Vitória podia ter feito e não fez, pois de resto viu sempre bem. Trocou um Gonçalo Guedes em quebra por Carcela, que funciona geralmente como abre-latas e tem golo e chamou ao jogo Jiménez, mais forte na resposta a cruzamentos largos, por troca com Jonas, que acusou em demasia a falta de espaço e de Gaitán. Mesmo assim, o Benfica não foi avassalador, como exigia o estatuto de melhor ataque da Liga. E, é preciso dizê-lo, o União responder bem defensivamente aos tiros nos pés que os seus dirigentes deram após o 0-6 de Paços de Ferreira. Domingo se verá se foram fogachos.
2015-12-15
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O Benfica ganhou nas últimas quatro visitas à Madeira, não perdendo ali desde que caiu aos pés do Marítimo na abertura da Liga de 2013/14. Rui Vitória, por sua vez, não tem sido feliz na sequência das viagens à Pérola do Atlântico, onde não ganhou nenhum dos derradeiros oito jogos. A sua última vitória – e única na Madeira ao serviço do V. Guimarães – aconteceu há quatro anos, quando bateu o Nacional por 4-1 em partida da Liga, precisamente no Estádio da Madeira (Choupana), onde vai agora disputar-se o U. Madeira-Benfica. Ainda assim, a conquista mais importante na carreira do atual treinador encarnado passou pelo Funchal: empatou ali com o Marítimo nos oitavos-de-final da Taça de Portugal de 2012/13, qualificou-se no desempate por grandes penalidades e acabou por vencer a prova, na final, contra… o Benfica. Ora é precisamente o Benfica que tem transformado as viagens à Madeira numa limpeza. Depois da derrota frente ao Marítimo, a 18 de Agosto de 2013, na primeira jornada da Liga de 2013/14 (2-1, com golos de Derley e Sami para os verde-rubros e de Rodrigo para as águias), os encarnados ganharam sempre no Funchal. Ainda nessa época, impuseram-se por duas vezes ao Nacional (1-0 para a Taça da Liga e 4-2 para o campeonato). Na temporada passada, sempre a contar para o campeonato, venceram o Nacional por 2-1 e o Marítimo por 4-0, com um nome comum a ambas as fichas de goleadores: o do agora lesionado Salvio. Já Rui Vitória tem tido mais problemas com os voos até ao Funchal. Ao comando do V. Guimarães só lá ganhou uma vez, ainda que possa apresentar como bom auspício o facto de ter sido logo a primeira (como é agora a primeira que ali leva o Benfica) e na primeira vez que orientou a equipa minhota. Manuel Machado saiu após a derrota em casa com o FC Porto (0-1), na primeira jornada da Liga de 2011/12, Basílio Marques orientou a equipa nos 0-3 com o Beira Mar e nem chegou a aquecer o lugar, de modo que Rui Vitória saltou do banco do Paços de Ferreira para o do mais ambicioso V. Guimarães. No jogo de estreia, à terceira jornada, já ganhava por 2-0 ao intervalo, acabando por se impor por 4-1 (marcaram N’Diaye, Toscano e Edgar, este por duas vezes). A mesma chapa quatro com o Benfica de Vitória resolveu dois dos três sucessos fora de casa que leva neste momento. Aquela foi, porém, a única vitória do atual treinador benfiquista no Funchal. Depois disso, na mesma temporada, ainda perdeu (2-1) com o Marítimo. Nos restantes seis jogos que lá fez para a Liga, empatou duas vezes com o Nacional na Choupana (1-1 em 2013/14 e 2-2 na época passada) e perdeu nas outras quatro ocasiões (2-1 com o Nacional em 2012/13 e todos os jogos nos Barreiros com o Marítimo: 1-0 em 2012/13, 2-1 em 2013/14 e 4-0 em 2014/15). A Madeira está, ainda assim, ligada à conquista da Taça de Portugal, que obteve pelo V. Guimarães em 2012/13. A 2 de Dezembro de 2012, empatou nos Barreiros com o Marítimo a uma bola (Ricardo igualou após um primeiro golo de Fidelis), acabando por se qualificar no desempate por grandes penalidades, numa noite mágica de Douglas, que defendeu dois pontapés dos onze metros. Chegou à final, onde venceu o Benfica, mas ainda há-de lembrar-se que nunca como nesse dia esteve tão perto de soçobrar: aquele foi o único dos sete jogos da caminhada que o V. Guimarães não venceu.   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira que se diz poder sair ainda antes do jogo com o Benfica, na sequência da derrota por 6-0 em Paços de Ferreira, fez uma época no Benfica B (na qual lançou Lindelof, jogador do atual plantel encarnado), mas nunca defrontou o Benfica como treinador na Liga. Aliás, a confirmar-se a rescisão, esta pode ser a segunda vez que sai mesmo à beira de o fazer: em 2005, conduziu o V. Setúbal até à 15ª jornada, quando se demitiu, alegando salários em atraso, deixando a equipa num excelente terceiro lugar. Na 16ª jornada, o V. Setúbal defrontou o Benfica, perdendo por 1-0.   - Gaitán, que ficará de fora da deslocação à Madeira, fez o primeiro jogo pelo Benfica na Liga na Choupana, o estádio do Nacional que servirá de casa emprestada à U. Madeira para receber o Benfica. Não tem boas memórias dessa noite, porém. Foi a 21 de Agosto de 2010, o argentino saiu aos 65’, com o Benfica a perder por 2-0 com o Nacional. Ainda viu Carlos Martins reduzir para 2-1, mas a derrota acabou por marcar-lhe a estreia.   - O Benfica ganhou as últimas três saídas na Liga: Tondela em Aveiro, Sp. Braga e V. Setúbal. Não conseguia três vitórias fora de casa seguidas na Liga desde o período entre Novembro do ano passado e Janeiro deste ano, quando ganhou cinco jogos consecutivos como visitante.   - Sempre que marcou golos nos jogos em casa esta época, o U. Madeira ganhou. Foi assim com o Marítimo (2-1) e com o Tondela (2-0). Nos outros quatro jogos o seu ataque ficou em branco.   - O União da Madeira perdeu todos os dez jogos que fez com o Benfica na Liga e só marcou quatro golos, todos eles na Luz. Em casa, ficou sempre em branco. A exceção a esta regra válida para a Liga foi uma partida da Taça de Portugal, em Dezembro de 1993, que acabou empatada a uma bola, no Estádio dos Barreiros. No prolongamento, porém, o Benfica impôs-se por 5-1.   - Aliás, o U. Madeira vem de uma derrota por 6-0, contra o Paços de Ferreira, algo que já não lhe acontecia desde Maio de 1992, quando foi batido por igual margem pelo… Benfica: Rui Águas e Paulo Sousa marcaram primeiro, antes de Isaías e Magnusson bisarem e fixarem o resultado final   - Cosme Machado, que será o árbitro do U. Madeira-Benfica, tem um registo curioso: nos cinco jogos que fez esta época na Liga, nenhuma equipa marcou golos a jogar em casa e só uma (o Moreirense, na receção ao Sp. Braga) evitou a derrota. O juiz minhoto já esteve numa derrota dos encarnados na Liga: o 1-2 com a Académica, na Luz, no arranque de 2010/11. Fora de casa, no entanto, o Benfica ganhou sempre com ele e nunca sofreu sequer um golo. Para o U. Madeira será a estreia na Liga com o árbitro minhoto.
2015-12-14
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O FC Porto desloca-se pela segunda vez à Choupana para defrontar o União da Madeira (a primeira foi adiada devido a más condições climatéricas) na tentativa de contrariar aquilo a que já pode chamar-se a “maldição da Madeira”. Já lá vão seis jogos no Funchal sem uma vitória azul e branca: três derrotas e um empate com o Marítimo, a que acrescem uma derrota e um empate com o Nacional. A última vitória portista na Madeira aconteceu precisamente na Choupana, a 4 de Maio de 2013, há pouco mais de dois anos e meio. O adversário era o dono da casa, o Nacional, e os portistas, ainda comandados por Vítor Pereira, chegaram aos 3-0 em 22 minutos, fruto de golos de James, Mangala e Lucho González (este de grande penalidade). O Nacional ainda reduziu, num penalti de Candeias, mas o resultado ficou pelos 3-1 que, somados ao empate do Benfica em casa ante o Estoril, dois dias depois, permitiu que o golo de Kelvin no clássico da semana seguinte redundasse na ultrapassagem na tabela e na revalidação do título pelos azuis e brancos. Dos 14 portistas que jogaram nesse dia na Choupana, só restam no plantel Helton e Varela, que nem deverão ser titulares frente ao U. Madeira. Depois dessa vitória, nunca mais o FC Porto ganhou na Madeira. Em 2013/14 perdeu os dois jogos ali feitos: 1-0 com o Marítimo e 2-1 com o Nacional. Na época passada, já com Lopetegui aos comandos, foi lá três vezes, mas o melhor que conseguiu foi um empate na Choupana, face ao Nacional (1-1, horas depois de o Benfica ter perdido com o Rio Ave em Vila do Conde, a revelar hesitação no ataque ao título nacional). Com o Marítimo, perdeu as duas vezes: 1-0 para a Liga e 2-1 na meia-final da Taça da Liga, o que transforma a Madeira na ilha maldita na luta do treinador basco pelos títulos. A completar o rol, esta época o FC Porto já foi à Madeira, para jogar com o Marítimo, mas veio de lá com um empate (1-1).   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira, só defrontou o FC Porto uma vez no banco, num jogo que já fez dez anos e um mês. Foi a 29 de Outubro de 2005 que o V. Setúbal de Norton foi ao Dragão empatar a zero com o FC Porto de Co Adriaanse, em jogo que abriu a nona jornada da Liga.   - O FC Porto ganhou as últimas quatro deslocações: 1-0 ao Tondela, 2-0 ao Angrense, 3-1 ao Maccabi Tel Aviv e 2-0 ao Varzim. A última vez que voltou a casa sem uma vitória foi quando empatou a duas bolas com o Moreirense, na sexta jornada da Liga.   -O U. Madeira só venceu uma vez na atual Liga, logo na primeira jornada, quando recebeu o Marítimo (2-1). Desde então só conseguiu vencer o Sertanense, na Taça de Portugal (5-1), mas vem de um empate (2-2) em Setúbal, no qual fez apenas menos um golo do que em todas as outras jornadas da Liga somadas (tinha três).   -O veterano Miguel Fidalgo sabe bem o que é marcar golos ao FC Porto, pois já o fez por três vezes, com a camisola do Nacional. Nos jogos em que marcou, ganhou dois (4-0 no Dragão em Março de 2005 e 2-1 na Choupana em Janeiro de 2009), tendo perdido o outro (4-2, também em Janeiro de 2009).   - O U. Madeira nunca ganhou ao FC Porto e o máximo que conseguiu foram dois empates, nas três últimas visitas dos dragões ao arquipélago para o defrontar: um 0-0 em Fevereiro de 1995 e um 2-2 em Abril de 1992. Neste, o União esteve mesmo a ganhar por 2-0, fruto de golos de Jairo e Horácio, mas o FC Porto chegou ao empate através de Rui Filipe e Vlk.   - O último confronto entre as duas equipas aconteceu em Janeiro, para a Taça da Liga, no Dragão. O FC Porto ganhou por 3-1, com golos de Quintero, Quaresma e Evandro, tendo Élio Martins marcado pelos insulares.   - Bruno Paixão não dirige um jogo do FC Porto na Liga desde Janeiro de 2012, quando os dragões foram perder a Barcelos (3-1), com ele a apitar. Nesse jogo, Paixão assinalou um penalti contra os azuis e brancos, por mão de Otamendi na área. Ao todo, o FC Porto perdeu três e empatou quatro dos 18 jogos na Liga com Bruno Paixão, apresentando a mais baixa percentagem de vitórias dos três grandes: 61%, contra 71% do Benfica e 76% do Sporting.
2015-12-01
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O FC Porto desloca-se à Choupana para defrontar o União da Madeira na tentativa de contrariar aquilo a que já pode chamar-se a “maldição da Madeira”. Já lá vão seis jogos no Funchal sem uma vitória azul e branca: três derrotas e um empate com o Marítimo, a que acrescem uma derrota e um empate com o Nacional. A última vitória portista na Madeira aconteceu precisamente na Choupana, a 4 de Maio de 2013, há quase dois anos e meio. O adversário era o dono da casa, o Nacional, e os portistas, ainda comandados por Vítor Pereira, chegaram aos 3-0 em 22 minutos, fruto de golos de James, Mangala e Lucho González (este de grande penalidade). O Nacional ainda reduziu, num penalti de Candeias, mas o resultado ficou pelos 3-1 que, somados ao empate do Benfica em casa ante o Estoril, dois dias depois, permitiu que o golo de Kelvin no clássico da semana seguinte redundasse na ultrapassagem na tabela e na revalidação do título pelos azuis e brancos. Dos 14 portistas que jogaram nesse dia na Choupana, só restam no plantel Helton e Varela, que nem deverão ser titulares frente ao U. Madeira. Depois dessa vitória, nunca mais o FC Porto ganhou na Madeira. Em 2013/14 perdeu os dois jogos ali feitos: 1-0 com o Marítimo e 2-1 com o Nacional. Na época passada, já com Lopetegui aos comandos, foi lá três vezes, mas o melhor que conseguiu foi um empate na Choupana, face ao Nacional (1-1, horas depois de o Benfica ter perdido com o Rio Ave em Vila do Conde, a revelar hesitação no ataque ao título nacional). Com o Marítimo, perdeu as duas vezes: 1-0 para a Liga e 2-1 na meia-final da Taça da Liga, o que transforma a Madeira na ilha maldita na luta do treinador basco pelos títulos. A completar o rol, esta época o FC Porto já foi à Madeira, para jogar com o Marítimo, mas veio de lá com um empate (1-1).   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira, só defrontou o FC Porto uma vez no banco, num jogo que fez dez anos na quinta-feira. Foi a 29 de Outubro de 2005 que o V. Setúbal de Norton foi ao Dragão empatar a zero com o FC Porto de Co Adriaanse, em jogo que abriu a nona jornada da Liga.   - O FC Porto não sofre golos há 405 minutos, desde o livre de Willian (Chelsea), no Dragão, à beira do intervalo do jogo da Liga dos Campeões. Depois disso, ganhou por 4-0 ao Belenenses, por 2-0 ao Varzim e ao Maccabi Tel-Aviv e empatou a zero com o Sp. Braga. É a melhor série de imbatibilidade desde os 591 minutos sem sofrer golos registados em Fevereiro e Março, entre o golo de Derlis González em Basileia e o de Wagner (Nacional) na Choupana.   - Os Dragões vão ainda tentar esticar para 13 o número de jogos sem derrota no arranque da época. Os doze que já conseguiram (oito vitórias e quatro empates) superam os 11 da época passada (derrota com o Sporting, por 3-1, na Taça de Portugal, ao 12º jogo) e os oito de 2103/14 (derrota com o Atl. Madrid, por 2-1, na Champions). Em 2012/13, a equipa de Vítor Pereira esteve 18 jogos sem perder até à derrota com o Sp. Braga, na Taça de Portugal (2-1), a 30 de Novembro.   - Em contrapartida, o U. Madeira segue com duas derrotas seguidas na Liga: 1-0 no Restelo com o Belenenses e 2-1 no Estoril. Na época passada perdeu três jogos seguidos de campeonato (Leixões, Feirense e Sp. Covilhã) entre Dezembro e Janeiro.   - O empate a zero com o Sp. Braga foi o primeiro jogo da época em que o FC Porto não fez golos. Pela lógica, vai fazer pelo menos um na Madeira, pois desde Novembro de 2011 que a equipa portista não fica duas vezes seguidas em branco. A última vez aconteceu quando ao empate frente ao Olhanense se seguiu a derrota por 3-0 com a Académica, que custou a eliminação da Taça de Portugal.   -O veterano Miguel Fidalgo sabe bem o que é marcar golos ao FC Porto, pois já o fez por três vezes, com a camisola do Nacional. Nos jogos em que marcou, ganhou dois (4-0 no Dragão em Março de 2005 e 2-1 na Choupana em Janeiro de 2009), tendo perdido o outro (4-2, também em Janeiro de 2009).   - O U. Madeira nunca ganhou ao FC Porto e o máximo que conseguiu foram dois empates, nas três últimas visitas dos dragões ao arquipélago para o defrontar: um 0-0 em Fevereiro de 1995 e um 2-2 em Abril de 1992. Neste, o União esteve mesmo a ganhar por 2-0, fruto de golos de Jairo e Horácio, mas o FC Porto chegou ao empate através de Rui Filipe e Vlk.   - O último confronto entre as duas equipas aconteceu em Janeiro, para a Taça da Liga, no Dragão. O FC Porto ganhou por 3-1, com golos de Quintero, Quaresma e Evandro, tendo Élio Martins marcado pelos insulares.   - Bruno Paixão não dirige um jogo do FC Porto na Liga desde Janeiro de 2012, quando os dragões foram perder a Barcelos (3-1), com ele a apitar. Nesse jogo, Paixão assinalou um penalti contra os azuis e brancos, por mão de Otamendi na área. Ao todo, o FC Porto perdeu três e empatou quatro dos 18 jogos na Liga com Bruno Paixão, apresentando a mais baixa percentagem de vitórias dos três grandes: 61%, contra 71% do Benfica e 76% do Sporting.
2015-10-30
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O Benfica ganhou nas últimas quatro visitas à Madeira, não perdendo ali desde que caiu aos pés do Marítimo na abertura da Liga de 2013/14. Rui Vitória, por sua vez, não tem sido feliz na sequência das viagens à Pérola do Atlântico, onde não ganhou nenhum dos derradeiros oito jogos. A sua última vitória – e única na Madeira ao serviço do V. Guimarães – aconteceu há quatro anos, quando bateu o Nacional por 4-1 em partida da Liga, precisamente no Estádio da Madeira (Choupana), onde vai agora disputar-se o U. Madeira-Benfica. Ainda assim, a conquista mais importante na carreira do atual treinador encarnado passou pelo Funchal: empatou ali com o Marítimo nos oitavos-de-final da Taça de Portugal de 2012/13, qualificou-se no desempate por grandes penalidades e acabou por vencer a prova, na final, contra… o Benfica. Ora é precisamente o Benfica que tem transformado as viagens à Madeira numa limpeza. Depois da derrota frente ao Marítimo, a 18 de Agosto de 2013, na primeira jornada da Liga de 2013/14 (2-1, com golos de Derley e Sami para os verde-rubros e de Rodrigo para as águias), os encarnados ganharam sempre no Funchal. Ainda nessa época, impuseram-se por duas vezes ao Nacional (1-0 para a Taça da Liga e 4-2 para o campeonato). Na temporada passada, sempre a contar para o campeonato, venceram o Nacional por 2-1 e o Marítimo por 4-0, com um nome comum a ambas as fichas de goleadores: o do agora lesionado Salvio. Já Rui Vitória tem tido mais problemas com os voos até ao Funchal. Ao comando do V. Guimarães só lá ganhou uma vez, ainda que possa apresentar como bom auspício o facto de ter sido logo a primeira (como é agora a primeira que ali leva o Benfica) e na primeira vez que orientou a equipa minhota. Manuel Machado saiu após a derrota em casa com o FC Porto (0-1), na primeira jornada da Liga de 2011/12, Basílio Marques orientou a equipa nos 0-3 com o Beira Mar e nem chegou a aquecer o lugar, de modo que Rui Vitória saltou do banco do Paços de Ferreira para o do mais ambicioso V. Guimarães. No jogo de estreia, à terceira jornada, já ganhava por 2-0 ao intervalo, acabando por se impor por 4-1 (marcaram N’Diaye, Toscano e Edgar, este por duas vezes). Aquela foi, porém, a única vitória do atual treinador benfiquista no Funchal. Depois disso, na mesma temporada, ainda perdeu (2-1) com o Marítimo. Nos restantes seis jogos que lá fez para a Liga, empatou duas vezes com o Nacional na Choupana (1-1 em 2013/14 e 2-2 na época passada) e perdeu nas outras quatro ocasiões (2-1 com o Nacional em 2012/13 e todos os jogos nos Barreiros com o Marítimo: 1-0 em 2012/13, 2-1 em 2013/14 e 4-0 em 2014/15). A Madeira está, ainda assim, ligada à conquista da Taça de Portugal, que obteve pelo V. Guimarães em 2012/13. A 2 de Dezembro de 2012, empatou nos Barreiros com o Marítimo a uma bola (Ricardo igualou após um primeiro golo de Fidelis), acabando por se qualificar no desempate por grandes penalidades, numa noite mágica de Douglas, que defendeu dois pontapés dos onze metros. Chegou à final, onde venceu o Benfica, mas ainda há-de lembrar-se que nunca como nesse dia esteve tão perto de soçobrar: aquele foi o único dos sete jogos da caminhada que o V. Guimarães não venceu.   - O Benfica tem o melhor marcador da Liga (Jonas, com sete golos), mas também o melhor assistente, que é Gaitán, com cinco passes decisivos (mais um na Liga dos Campeões). A equipa de Rui Vitória é ainda a que mais remata na prova: soma 114 remates, a uma média de 19 por jogo.   - Em contrapartida, o U. Madeira tem uma das melhores defesas do campeonato (só quatro golos sofridos, a par de Benfica, FC Porto, Sp. Braga e Sporting), sendo ainda aquela que aguenta mais remates sem sofrer um golo. Os quatro golos sofridos pela equipa de Luís Norton de Matos nasceram de 83 remates, a uma média de um golo a cada 20,8 tentativas. A segunda melhor média da Liga é a do Arouca (um golo por cada 16,3 remates).   - Gaitán fez o primeiro jogo pelo Benfica na Liga na Choupana, o estádio do Nacional que servirá de casa emprestada à U. Madeira para receber o Benfica. Não tem boas memórias dessa noite, porém. Foi a 21 de Agosto de 2010, o argentino saiu aos 65’, com o Benfica a perder por 2-0 com o Nacional. Ainda viu Carlos Martins reduzir para 2-1, mas a derrota acabou por marcar-lhe a estreia.   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira, fez uma época no Benfica B (na qual lançou Lindelof, jogador do atual plantel encarnado), mas nunca defrontou o Benfica na carreira de treinador. O mais perto que esteve de o fazer foi em 2005, época que iniciou com o V. Setúbal. Conduziu os sadinos até à 15ª jornada, quando se demitiu, alegando salários em atraso, deixando a equipa num excelente terceiro lugar. Na 16ª jornada, o V. Setúbal defrontou o Benfica, perdendo por 1-0.   - Se jogar, como tudo indica que pode acontecer, Luisão ultrapassa o malogrado guarda-redes Bento como sexto jogador com mais jogos na história do Benfica. Luisão e Bento têm ambos 465 jogos de águia ao peito, sendo que à frente de ambos só se encontram Sheu (487), Humberto Coelho (498), Coluna (525), Veloso (538) e Nené (575).   - Jonas e Lisandro López completam na segunda-feira, um dia depois do jogo, um ano sobre a estreia pelo Benfica na Liga. Ambos abriram a conta a 5 de Outubro de 2014 nos 4-0 com que o Benfica ganhou ao Arouca.   - André Moreira, jovem guarda-redes do U. Madeira, é dono da mais longa série de minutos sem sofrer golos na atual Liga. Foram 361 minutos entre o golo de Soares (Nacional), na segunda jornada, e o marcado por Leo Bonatini (Estoril) no último domingo.   - O União da Madeira perdeu todos os dez jogos que fez com o Benfica na Liga e só marcou quatro golos, todos eles na Luz. Em casa, ficou sempre em branco. A exceção a esta regra válida para a Liga foi uma partida da Taça de Portugal, em Dezembro de 1993, que acabou empatada a uma bola, no Estádio dos Barreiros. No prolongamento, porém, o Benfica impôs-se por 5-1.   - O Benfica continua sem marcar um golo em provas nacionais fora do Estádio da Luz desde 29 de Maio de 2015, quando ganhou por 2-1 na final da Taça da Liga, em Coimbra, a uma equipa madeirense: o Marítimo. Para o campeonato, o último golo fora aconteceu a 2 de Maio, em Barcelos, nos 5-0 ao Gil Vicente. Depois disso, o Benfica já empatou (0-0) com o V. Guimarães e perdeu (sempre 1-0) com Arouca e FC Porto   - Cosme Machado, que será o árbitro do U. Madeira-Benfica, expulsou um jogador nos últimos três jogos que dirigiu na Liga, dois deles esta época. O setubalense Fábio Pacheco (na visita à Académica) e o estorilista Diego Carlos (em Tondela) foram tomar duche mais cedo, ambos por acumulação de cartões amarelos.
2015-10-02
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