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Último Passe

Nem a expulsão de Renato Sanches, ainda antes do fim da primeira parte e com o resultado em branco, travou a marcha triunfal do Benfica, que ganhou por 2-0 ao Marítimo nos Barreiros e vai entrar na última jornada como favorito para fazer a festa do tricampeonato: bastar-lhe-á vencer o Nacional na Luz. Mitroglou e Talisca marcaram os golos da vitória na Madeira, mas Jonas (primeiro) e Jiménez (já perto do final) ainda acertaram por duas vezes nos ferros da baliza de Salin. Tudo num jogo em que o Marítimo foi sempre muito tímido do ponto de vista ofensivo e incapaz de parar as tabelas adversárias no espaço interior quando lhe tocava defender e em que o Benfica terá feito a melhor exibição das últimas semanas. O melhor Marítimo, na verdade, viu-se de início. Nelo Vingada optou por um 4x4x2 em que os dois atacantes – Djoussé e Edgar Costa – procuravam sobretudo os corredores laterais, dando depois ordem aos jogadores de meio-campo para preencherem o espaço interior, mas isso só bloqueou o ataque do Benfica enquanto os homens da casa tiveram gás para correr mais que os visitantes. Mesmo sem Gaitán, que por lesão cedeu a vaga a Carcela, o Benfica soltava Renato nos corredores laterais, levando-o muitas vezes a surgir embalado frente aos laterais insulares, e isso chegava para causar a dúvida dos médios interiores: iam à procura dele ou ficavam a tapar o espaço predileto de Jonas? Fosse como fosse, a partir dos 25’ o Benfica desfez o equilíbrio que se verificara até então e teve, de imediato, várias situações para marcar. Jonas acertou no poste aos 29’, Carcela viu um defesa da casa tirar-lhe o golo sobre a linha aos 30’ e, dois minutos depois, foi a vez de Salin tirar o golo a Jonas, com uma defesa magistral, a ir buscar um cabeceamento que o brasileiro dirigira para o chão. E aí apareceu a expulsão de Renato, imprudente a fazer uma falta quando já tinha um amarelo. Com 0-0 e a jogar com menos um durante mais de meio jogo, o Benfica poderia ter um problema. Mas a equipa uniu-se e respondeu bem, mantendo-se sempre alta no terreno, recusando a tentação de baixar as linhas que poderia ter dado iniciativa ao Marítimo. E teve ainda três situações de perigo até ao intervalo: um remate de Carcela sobre a barra e duas finalizações desviadas de Mitroglou. Mesmo com um a mais, o Marítimo não conseguia tapar o espaço entre a linha defensiva e a de meio-campo nem chegar à frente com perigo: atacava quase sempre com poucos e por isso mesmo ficava à mercê do primeiro erro. Que inevitavelmente apareceu logo aos 48’. Alex Soares fez mal um corte e dessa forma isolou Mitroglou, que em boa posição deu de esquerda na bola, sem hipóteses para Salin. Só depois de uma longa interrupção para ser prestada assistência a Maurício é que Nelo Vingada chamou Dyego Souza, o ponta-de-lança de que a equipa precisava para regressar ao 4x3x3, mas a verdade é que nem assim o Marítimo deu a sensação de poder discutir o jogo. Antes de sair, totalmente esgotado, por estar a cumprir a missão dele e a de Renato Sanches, Jonas ainda viu Salin fazer mais uma excelente defesa a um remate seu que podia ter dado o 2-0 (aos 69’). E foi já com Samaris em vez de Jonas que Talisca (que entrara para o lugar de Carcela) arrumou a questão dos três pontos, marcando um livre semelhante ao que já batera Neuer, no empate frente ao Bayern, na Luz. Faltavam sete minutos (mais os dez de compensação, que ainda chegaram para que Jiménez, que substituiu Mitroglou, chutasse uma bola à barra), mas já nada tiraria esta vitória a um Benfica que soube unir-se no momento em que se viu reduzido a dez e terá, até, aproveitado a proximidade para mais um título para fazer a melhor exibição das últimas semanas.
2016-05-08
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Último Passe

O Sporting manteve a distância relativamente ao Benfica no topo da Liga em dois pontos, ao vencer em casa o Marítimo por 3-1, numa partida que fica marcada pela continuação do bom momento de Teo Gutièrrez e pelo regresso de Slimani aos golos em Alvalade mas também pela confirmação da influência de Adrien Silva na equipa e pelo lançamento de algumas dúvidas acerca da possibilidade de Bruno César continuar a ser lateral-esquerdo. Sem o capitão, o meio-campo leonino perdeu qualidade e agressividade nos momentos defensivos e colocou-se várias vezes à mercê de perigosos ataques maritimistas. Aí, por mais de uma vez, valeram intervenções de qualidade de Rui Patrício, a fazer a diferença entre os dois ataques. Não pode sequer dizer-se que a vitória se justifique com um excelente índice de aproveitamento das ocasiões de golo criadas, pois tal como habitualmente os avançados leoninos pareceram apostados em tirar expressões de desespero da face de Jorge Jesus, como a que o treinador fez logo aos 15’, quando Ruiz perdeu um golo feito, cabeceando ao lado após um cruzamento de Gutièrrez. Não foi caso isolado, porém, e felizmente para os leões foi até um problema comum ao Marítimo, que chegou ao intervalo com o dobro dos remates (seis contra três) da equipa da casa. A forma como o Sporting chegou à vantagem, aliás, foi duplamente afortunada. Edgar Costa já tinha perdido uma ocasião soberana aos 17’, quando surgiu nas costas de Bruno César, mas desviou a bola sobre a barra, mas o momento definidor do primeiro tempo tem a ver com as botas de João Diogo: aos 41’, o lateral maritimista fez uma bela jogada na direita, superou os passivos Ruiz e Bruno César e chegou a uma boa posição para marcar, mas permitiu a defesa de Rui Patrício; um minuto depois, desviou com a ponta da bota um remate de fora da área feito por Teo Gutiérrez, levando a bola a fazer um arco e fugir da tentativa de defesa de Salin, aninhando-se nas redes. Gutièrrez, que até tinha sido o melhor do Sporting na primeira parte, colocava a equipa da casa numa situação de vantagem que, verdadeiramente, ela só mereceu no segundo tempo. Mais alerta, o Sporting entrou bem no segundo tempo, fazendo uma boa meia-hora, na qual chegou aos 3-0 sem grandes dificuldades. Logo aos 53’, William Carvalho fez o segundo, com um remate muito colocado após iniciativa de João Mário. E aos 76’, pouco depois de Aquilani ter estado perto do terceiro, num lance que também teve direito a carambola mas que desta vez Salin conseguiu defender, foi a vez de Slimani pôr fim ao jejum de golos em casa que já datava desde a partida com o Tondela, há três meses, aparecendo na ponta final de mais um remate de João Mário que a defesa maritimista desviou. Com o jogo resolvido, os lisboetas relaxaram e talvez até o tenham feito em demasia, porque o Marítimo pôde assim crescer. Ghazaryan fez o merecido golo de honra insular, aos 81’, e os últimos minutos foram particularmente abertos, com ocasiões de golo de parte a parte, perdidas pelo maritimista Djoussé e pelo sportinguista Matheus (esta escandalosa, após um lance em que os leões apareceram em três para um, num contra-ataque). Nenhum dos dois marcou, pelo que o jogo ficou nuns 3-1 que se aceitam sem problemas, ainda que a margem mínima talvez fosse mais acertada para uma partida que mostrou que o Marítimo vale mais que o 12º lugar que ocupa na tabela e que, defensivamente, o Sporting não vive muito bem com as ausências de Adrien.
2016-04-10
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Stats

Adrien Silva, que viu o nono cartão amarelo na Liga na última jornada, na deslocação ao Restelo, para defrontar o Belenenses, estará ausente na receção do Sporting ao Marítimo. Jorge Jesus fica assim sem o maior contribuinte para a série de seis vitórias seguidas que os leões levam nos jogos com os insulares: o capitão de equipa marcou em quatro dessas seis partidas, tendo mesmo sido ele a garantir o sucesso com um golo solitário nas últimas duas. Em início de Dezembro, nos Barreiros, foi Adrien quem fez o golo que valeu ao Sporting a vitória por 1-0 nos Barreiros. Marcou no início da segunda parte, a aproveitar uma jogada de João Mário pela direita, seguida de passe rasteiro para um remate seco à entrada da área. Já em Março do ano passado, na partida da segunda volta da Liga anterior, os leões tinham ganho por 1-0 nos Barreiros, também com um golo de Adrien, dessa vez a punir uma grande penalidade cometida por Raul Silva sobre Jefferson. Nos 4-2 de Alvalade em Outubro de 2014, o médio limitou-se a assistir Montero para o golo com que os leões encerraram a contagem, não marcando nenhum em nome próprio. Em Março de 2014, foi também de penalti, assinalado a punir derrube de Márcio do Rozário a Carlos Mané, que Adrien começou a desenhar a vitória do Sporting nos Barreiros, por 3-1. Sem ligação aos golos nos 3-0 com que o Sporting se impôs em partida da Taça da Liga, em Janeiro de 2014, Adrien decidiu ainda a favor dos leões na vitória por 3-2, em Alvalade, em Novembro de 2013. Esta será a quarta ausência de Adrien Silva em jogos de campeonato esta época, a terceira por castigo. Não esteve na nona jornada, a vitória em casa frente ao Estoril, por 1-0, por ter visto o quinto amarelo na competição contra o Benfica, na semana anterior. Falhou depois o empate em Guimarães (0-0), na 24ª ronda, por causa de uma lesão que já o impedira, a meio da semana, de estar na derrota em Leverkusen (1-3). E voltou a faltar na vitória no Estoril (2-1), à 26ª jornada, porque estava a cumprir um jogo de castigo na sequência da expulsão na derrota frente ao Benfica, em Alvalade (0-1).   O Marítimo também não poderá contar com Dyego Souza, o goleador que foi expulso na vitória que os verde-rubros conseguiram contra o Nacional, na última jornada. Dyego Souza é o melhor marcador do Marítimo na Liga, com 11 golos, a maior parte dos quais (seis) fora de casa: marcou no terreno do U. Madeira (1-2), do Sp. Braga (1-5), do Boavista (1-0), do Arouca (1-4), do Tondela (4-3) e do Paços de Ferreira (2-2).   Os últimos oito golos de Slimani pelo Sporting foram todos fora de casa. O argelino anda há seis jogos à procura de um golo em Alvalade, algo que já lhe escapa desde 15 de Janeiro, quando fez o primeiro de um empate caseiro com o Tondela (2-2). Depois disso, não marcou à Académica (3-2), ao Rio Ave (0-0), ao Leverkusen (0-1), ao Boavista (2-0), ao Benfica (0-1) e ao Arouca (5-2). A maior série de jogos de Slimani em branco em Alvalade foi de sete jogos, iniciada precisamente depois de marcar ao Marítimo, a 2 de Novembro de 2013 (3-2). Depois disso, ficou a zeros contra Paços de Ferreira (4-0), Belenenses (3-0), Nacional (0-0), FC Porto (0-0), Marítimo (3-0), Académica (0-0) e Olhanense (1-0), interrompendo o jejum caseiro com um golo ao Sp. Braga (2-1), a 1 de Março de 2014. Em cinco destes sete jogos, porém, foi apenas suplente utilizado.   Nelo Vingada ganhou na última vez que levou uma equipa a Alvalade. Foi em 16 de Outubro de 2005 que um golo de Marcel chegou à Académica, então dirigida pelo atual treinador do Marítimo, para ganhar em Lisboa ao Sporting de José Peseiro, motivando a demissão do treinador leonino e a ascensão de Paulo Bento ao comando técnico dos leões. Depois disso, Nelo Vingada defrontou o Sporting por mais duas vezes, ambas em casa, perdendo sempre: 0-3 para o campeonato, em Fevereiro de 2006, e 0-2 para a Taça de Portugal, em Março do mesmo ano.   Na última vez que Nelo Vingada visitou uma equipa liderada por Jorge Jesus… também ganhou. Foi a 5 de Março de 2006 que a Académica se impôs em Leiria à União, que na altura era comandada pelo atual treinador do Sporting, por 2-0, com golos de Filipe Teixeira e Joeano. Depois disso, em Agosto de 2009, os dois voltaram a enfrentar-se, em Guimarães, e o Vitória de Nelo Vingada acabou batido no Minho pelo Benfica de Jesus por 1-0, graças a um golo de Ramíres no último minuto de jogo.   Jorge Jesus, porém, ganhou os últimos cinco jogos contra o Marítimo: 1-0 pelo Sporting nos Barreiros, já neste campeonato; 4-1 em casa e 4-0 fora pelo Benfica no campeonato passado; 2-1, igualmente pelo Benfica, na última final da Taça da Liga; e 2-0 em casa na época de 2013/14. O último percalço de Jesus contra os leões do Funchal foi em Agosto de 2013: perdeu por 2-1 com o Benfica nos Barreiros.   Rui Patrício e João Mário estrearam-se na Liga portuguesa a jogar contra o Marítimo. O guarda-redes fê-lo a 19 de Novembro de 2006, lançado por Paulo Bento numa vitória por 1-0 nos Barreiros, na qual até teve de defender um penalti. O médio estreou-se a 10 de Fevereiro de 2013, lançado por Jeusaldo Ferreira na derrota leonina por 1-0, em Alvalade.   O Sporting ganhou as últimas seis partidas contra o Marítimo, as duas últimas sem sofrer golos, ambas nos Barreiros. A última vez que os insulares escaparam à derrota no confronto com os leões foi em Alvalade, a 10 de Fevereiro de 2013, quando ali foram ganhar por 1-0, com um golo do coreano Suk, que agora joga no FC Porto.   Aliás, se contarmos só jogos da Liga, o Marítimo marcou sempre nas últimas quatro visitas a Alvalade. A última vez que ali ficou em branco foi em Agosto de 2010, quando um penalti de Matias Fernández deu a vitória aos leões, por 1-0. Depois disso, até ganhou duas vezes: 3-2 em Agosto de 2011, com golos de Rafael Miranda, Sami e Baba a responderem a tentos de Izmailov e Jeffrén, e o tal 1-0 de Fevereiro de 2013, com a assinatura de Suk. As últimas duas partidas ganhou-as o Sporting: 3-2 em Novembro de 2013 (Capel, Slimani e Adrien marcaram para os lisboetas, Ruben Ferreira e Heldon para os insulares) e 4-2 em Outubro de 2014 (com um bis de Maazou a revelar-se insuficiente para contrariar um autogolo de Bauer e os tentos de João Mário, Paulo Oliveira e Montero).   O Sporting sofre golos há quatro jogos consecutivos, não mantendo a baliza a zeros na Liga desde o empate em Guimarães, a 29 de Fevereiro: 0-1 com o Benfica, 2-1 ao Estoril, 5-1 ao Arouca e 5-2 ao Belenenses. Esta foi a terceira série de quatro jornadas seguidas da Liga com os leões a sofrerem golos esta época. Para se encontrarem cinco jogos consecutivos dos leões na Liga sempre a sofrer golos é preciso recuar a Março e Abril do ano passado, quando a equipa de Marco Silva defrontou o V. Guimarães (4-1), o Paços de Ferreira (1-1), o V. Setúbal (2-1), o Boavista (2-1) e o Moreirense (4-1).
2016-04-08
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Artigo

José Peseiro manteve a tradição de todos os treinadores contratados pelo FC Porto desde Ivic, em 1993, e ganhou o jogo de estreia. Bateu o Marítimo por 1-0, graças a um autogolo de Salin, o que trouxe à memória a estreia de Mourinho, em 2002. Tal como então, a estreia foi em Janeiro, o FC Porto ganhou por um golo ao mesmo adversário, o Marítimo, e o primeiro golo do novo consulado foi marcado na própria baliza por um adversário – então Briguel, agora Salin.   - Foi o primeiro autogolo de que o FC Porto beneficiou no campeonato desde Setembro de 2014, quando Sarr marcou na própria baliza o tento que haveria de valer aos dragões um empate (1-1) em Alvalade frente ao Sporting. Em contrapartida, foi o primeiro autogolo de um jogador do Marítimo na Liga desde que Bauer marcou na própria baliza frente ao Sporting, a 26 de Outubro de 2014, numa derrota por 4-2.   - Esta foi a primeira vitória do FC Porto sobre o Marítimo em cinco jogos, mais precisamente desde a estreia de Lopetegui, no Dragão, em 15 de Agosto de 2014: na altura, o FC Porto ganhou por 2-0. Desde então, o Marítimo tinha ganho (1-0) e empatado (1-1) nos Barreiros, para Liga, tendo ainda batido os dragões por duas vezes na Taça da Liga: 2-1 nos Barreiros em Abril de 2015 e 3-1 no Dragão em Dezembro passado.   - Este foi ainda o primeiro jogo do FC Porto sem sofrer golos no Dragão desde o início de Novembro. Após o 2-0 ao V. Setúbal, os azuis e brancos perderam ali com o Dynamo Kiev (0-2), bateram o Paços de Ferreira (2-1) e a Académica (3-1), foram batidos pelo Marítimo (1-3) e empataram com o Rio Ave (1-1).   - Foi a primeira vez que uma equipa de Peseiro marcou golos em casa a uma equipa de Nelo Vingada. Até aqui, o Nacional de Peseiro tinha empatado a zero com o Marítimo de Vingada e, mais tarde, o Sporting de Peseiro somava um empate a zero e uma derrota por 1-0 contra a Académica de Vingada.   - Nelo Vingada, o novo treinador do Marítimo, também regressou à Liga portuguesa. Entrou como tinha saído: a perder. No último jogo que tinha feito, a 5 de Outubro de 2009, o seu V. Guimarães tinha sido batido pelo Nacional, na Choupana, por 2-0.   - O zero no ataque do Marítimo significa que o FC Porto se isolaram como a melhor defesa da Liga. Os portistas sofreram até aqui onze golos, menos um que o Sporting, menos dois que o Benfica e menos três que o Sp. Braga. Têm, ainda assim, uma defesa pior do que a que tinham há um ano, quando encaixaram dez golos nas primeiras 19 jornadas, mesmo assim mais dois do que o Benfica que ganhou o bicampeonato.   - No que o FC Porto está igual é na pontuação. Soma agora 43 pontos, fruto de 13 vitórias, quatro empates e duas derrotas, exatamente os mesmos que tinha à 19ª jornada da época passada. Com duas diferenças. É que na altura os 43 pontos lhe valiam o segundo lugar e agora só chegam para o terceiro. E por outro lado agora estão a cinco pontos do líder, quando na altura estavam a seis.   - Pior está o Marítimo, que soma apenas 21 pontos e há um ano tinha 24. Estes 21 pontos, que resultam de seis vitórias, três empates e dez derrotas, são o pior pecúlio dos verde-rubros à 19ª jornada desde 2010/11, quando aqui chegaram com apenas 19 pontos. Nessa época, ainda assim, o Marítimo recuperou a tempo de acabar em nono lugar.   - Varela celebrou o 200º jogo na Liga portuguesa, curiosamente às ordens do mesmo treinador que lhe tinha dado o primeiro. Foi José Peseiro quem o lançou a 19 de Agosto de 2005, num Sporting-Belenenses que os leões ganharam por 2-1.   - Do outro lado, João Diogo fez o 100º jogo com a camisola do Marítimo com a braçadeira de capitão. O lateral jogou pela primeira vez pelos maritimistas a 19 de Janeiro de 2011, lançado por Pedro Martins numa vitória por 2-1 frente ao Desp. Aves a contar para a Taça da Liga.  
2016-01-25
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Último Passe

Não se ouviram violinos na estreia do FC Porto de José Peseiro. Bem pelo contrário, aliás. A equipa manteve alguns dos defeitos que se lhe vinham vendo ultimamente, como a incerteza no passe e alguma ansiedade sempre nefasta à tomada de decisão, não revelando ainda, como é evidente, o que o novo treinador pode trazer-lhe, sobretudo no processo ofensivo. Salvou-se, para os dragões, o autogolo de Salin, a valer uma vitória por 1-0 frente a um Marítimo que, seja por intervenção de Nelo Vingada ou, o que é mais provável, por ter sentido as fragilidades do adversário, cresceu face às últimas jornadas e apareceu a dividir o jogo durante boa parte dos 90 minutos. O pouco tempo que Peseiro e Vingada levam de trabalho nas novas equipas ainda não poderia, é óbvio, trazer grandes alterações. Peseiro optou por um 4x2x3x1 mais perto do 4x3x3 de Lopetegui do que do seu 4x4x2 tradicional, mas seria um engano pensar que as alterações que o treinador quererá fazer se resumem ao esquema tático ou à escolha dos titulares, que foram os mesmos de Guimarães. O problema é que enquanto não conseguir executar o modelo de jogo que exija mais dos jogadores em termos de mobilidade e troca de posições, como é apanágio das equipas de José Peseiro, é natural que a equipa se veja um pouco perdida, a meio caminho entre dois pontos. Essa dificuldade viu-se sobretudo na exibição de Herrera, que neste jogo fez par de médios com Danilo, a quem Lopetegui pedia passe seguro, muitas vezes lateral, e subida sem bola e a quem Peseiro terá pedido mais risco na saída. O resultado foram as perdas sucessivas de passes, que fizeram o FC Porto duvidar mais à medida que o jogo se aproximava do fim com vantagem mínima no marcador. E que em contrapartida davam ideias ao Marítimo. Mesmo estando privado de vários jogadores, por lesão ou suspensão, o Marítimo tentava provocar a incomodidade do FC Porto, dispondo-se em torno das suas referências ofensivas, sem medo de galgar metros na frente. Peseiro viu-se forçado a injetar confiança na equipa através das substituições e o que é certo é que ela melhorou com Suk, Ruben Neves e Varela: ao colocar mais gente na frente, o treinador fez ver aos que estavam em campo que era preciso jogar mais perto da baliza de Salin e meter um pouco de respeito no adversário, fazê-lo duvidar antes de cada “cavalgada” ao longo do campo. E o final do jogo foi bem mais tranquilo para os portistas, que salvaram os três pontos num jogo em que as equipas se separaram fundamentalmente pelo desfecho diferente de duas bolas à barra, ainda na primeira parte: a de André André bateu nas pernas do guarda-redes Salin e dirigiu-se para a rede; a de Marega bateu no chão e continuou em jogo. O 1-0 serve mais os propósitos dos FC Porto que do Marítimo, mas não restam dúvidas que as duas equipas têm condições para melhorar no que falta de campeonato.
2016-01-24
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Stats

O FC Porto-Marítimo terá como principal ponto de atração a estreia de José Peseiro no banco dos dragões. Muito já recordaram que foi contra o Marítimo, numa noite de Janeiro de 2002, que José Mourinho comandou pela primeira vez o FC Porto. Só que não foi o único. Também Lopetegui se estreou à frente da equipa contra os verde-rubros madeirenses que foram sempre a sua “besta negra” em Portugal e aos quais poucas vezes ganhou. Certo é que é preciso recuar muito para se ver um treinador abrir a carreira à frente do FC Porto com outro resultado que não a vitória. À atenção de Peseiro: foi Tomislav Ivic, há mais de 20 anos, em 1993. Primeiro, as boas recordações. José Mourinho dirigiu pela última vez a U. Leiria a 20 de Janeiro de 2002, num empate a uma bola frente ao Santa Clara, nos Açores, deixando a equipa com mais um ponto que o FC Porto, no quarto lugar da tabela. E no dia 26 estava à frente do onze que venceu o Marítimo por 2-1, nas Antas, com um autogolo de Briguel e um segundo de Postiga a valerem mais que um tento de Alan pelos madeirenses. Mourinho dava ali início a um percurso de dois anos e meio que valeram dois títulos de campeão nacional, uma Taça UEFA e uma Taça dos Campeões Europeus. Só que será precipitado dizer que foi o Marítimo – que agora assinala a estreia de José Peseiro – a funcionar como talismã, uma vez que também Julen Lopetegui, que não ganhou nada em ano e meio, abriu o seu percurso oficial a defrontar a equipa do Funchal. Foi a 15 de Agosto de 2014, e o FC Porto até ganhou com mais à-vontade: bateu o Marítimo no Dragão por 2-0, com golos de Ruben Neves e Jackson Martínez. A vitória na estreia é, de resto, uma constante para os treinadores contratados pelo FC Porto nos últimos anos (excluem-se deste artigo os interinos). Paulo Fonseca, que passou sem grande sucesso pelo Dragão em 2013/14, também ganhou o primeiro jogo, levando logo para casa a Supertaça, fruto dos 3-0 aplicados em Aveiro ao V. Guimarães, com golos de Licá, Jackson Martínez e Lucho González. Antes dele, também Vítor Pereira se estreara a ganhar uma Supertaça ao V. Guimarães: 2-1 em Aveiro, em Agosto de 2011, graças a um bis improvável de Rolando, ao qual respondeu o brasileiro Toscano. A Supertaça, de resto, era nessa altura uma constante para a estreia dos treinadores portistas. André Villas-Boas fez o primeiro jogo como responsável máximo em Agosto de 2010, batendo o Benfica por 2-0 em Aveiro: golos de Rolando e Falcao. E o próprio Jesualdo só não se estreou na Supertaça porque foi contratado muito tarde, já com 2006/07 em curso, para substituir Co Adriaanse, sendo Rui Barros a comandar a equipa nesse jogo de 2006, com o V. Setúbal. Jesualdo estreou-se só uma semana depois, ganhando por 2-1 à U. Leiria (marcaram Adriano e Quaresma para o FC Porto e Sougou para os leirienses). Um ano antes, o holandês Co Adriaanse tinha-se estreado a liderar o FC Porto a ganhar por 1-0 ao E. Amadora (golo de Ricardo Costa). E nem na confusa época pós-Mourinho, em 2004/05, houve estreias sem vitória. Luigi Del Neri foi contratado e despedido antes do início da época competitiva. Victor Fernández teve a estreia mais usual: a ganhar uma Supertaça ao Benfica. Um golo de Ricardo Quaresma valeu a vitória (1-0) ao FC Porto, em Coimbra. Como o espanhol não chegou ao fim da época, foi contratado José Couceiro, que em Janeiro de 2005 abriu a sua etapa no FC Porto com uma vitória por 2-1 no Estoril – golos de Bosingwa e Quaresma para os dragões e de Felahi para os canarinhos. Antes de Mourinho, em 2001, Otávio Machado estreara-se a golear o Barry Town por 8-0, na fase de qualificação da Liga dos Campeões. E Fernando Santos abriu os três anos de azul e branco com uma vitória por 1-0 frente ao Sp. Braga, na Supertaça de 1998. Aliás, o mesmo score e o mesmo troféu ganho por António Oliveira em 1996, com a diferença que o adversário de Oliveira nessa Supertaça foi o Benfica. Antes de Oliveira, em Janeiro de 1994, Bobby Robson abrira a fase no FC Poto a ganhar por 2-0 ao Salgueiros, para a Taça de Portugal. E o último a estrear-se sem ser a ganhar foi Tomislav Ivic, que chegou em Agosto de 1993 para suceder a Carlos Alberto Silva e coeçou a perder com o Benfica, na Supertaça, por 1-0. Ivic, no entanto, tinha a seu favor o facto de estar a regressar, depois de uma primeira passagem pelas Antas em que tinha sido campeão nacional e ganho a Taça Intercontinental de 1988.   - José Peseiro já abriu o último desafio desta dimensão a ganhar. Quando chegou ao Sporting, em Agosto de 2004, estreou-se a ganhar em casa ao Gil Vicente, por 3-2, graças a um bis de Liedson e a um autogolo de Marcos António, que mais tarde haveria de marcar também na baliza leonina. Fábio fez o segundo dos gilistas. Mais tarde, no Sp. Braga, começou com um empate na Luz frente ao Benfica: 2-2 em Agosto de 2012.   - O Marítimo também estreia um treinador, no caso Nelo Vingada, que regressa ao clube doze anos e meio depois de de lá ter saído, em Março de 2003, na sequência de um empate a uma bola, em casa, frente ao Santa Clara. Peseiro era nessa altura treinador do Nacional, pelo que os dois já se conhecem muito bem.   - Não deixa de ser curioso que tenha sido Nelo Vingada a “despedir” José Peseiro do Sporting. A 16 de Outubro de 2005, a Académica de Vingada venceu em Alvalade por 1-0 e o resultado foi o suficiente para que os leões decidissem separar-se do treinador, substituindo-o por Paulo Bento.   - Desde esse jogo, os dois nunca mais se defrontaram, ainda que tenham andado por caminhos muito semelhantes, pela Ásia. Antes, há uma vitória para cada lado e dois empates a zero. O primeiro confronto foi um Nacional-Marítimo, com Peseiro nos alvi-negros e Vingada nos verde-rubros, e acabou empatado a zero, em Setembro de 2002. Depois disso, em Fevereiro de 2003, o Nacional de Peseiro foi ganhar aos Barreiros por 3-2. E já com Peseiro no Sporting, Vingada manteve em mais dois jogos a inviolabilidade das suas equipas em visita a equipas de Peseiro, empatando a zero com a Académica em Alvalade, em Março de 2005, e ganhando lá por 1-0 ao Sporting em Outubro do mesmo ano.   - O FC Porto regressa a casa, depois de quatro jogos em viagem, com duas vitórias sobre o Boavista e derrotas consecutivas frente a V. Guimarães e Famalicão. A equipa portista precisa de ganhar para manter o contacto com os dois primeiros e para evitar acumular pela segunda vez esta época três jogos seguidos sem vitória – já lhe aconteceu no último suspiro de Lopetegui, que perdeu com este mesmo Marítimo (1-3) e com o Sporting (0-2) antes de empatar com o Rio Ave.   - Além disso, os dragões não ganharam nenhuma das duas últimas partidas no seu estádio: 1-3 com o Marítimo e 1-1 com o Rio Ave. Desde Dezembro de 2014 que a equipa não passava dois jogos seguidos sem ganhar em casa – na altura 1-1 com o Shakthar e 0-2 com o Benfica. Mas para se encontrarem três partidas seguidas sem vitória caseira há que recuar muito mais. Na verdade, até Fevereiro e Março de 2005, quando o FC Porto empatou com o V. Guimarães (0-0), com o Inter Milão (1-1), com o Benfica (1-1) e perdeu com o Nacional (0-4).
2016-01-24
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