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O FC Porto prepara-se para receber o Tondela, que fez esta época a estreia na I Divisão. E se é certo que os dragões têm tido dificuldades nos jogos em casa com as equipas mais fracas do campeonato, também é verdade que nos últimos 25 anos só perderam duas vezes pontos contra equipas que se estreavam na I Liga: o Felgueiras de 1995/96 e o Trofense de 2008/09. E tanto uma como a outra acabaram por descer de divisão, como parece ser o cada vez mais seguro destino desta equipa do Tondela. Desde 1991, estrearam-se na I Divisão dez equipas, a última das quais foi o Tondela, em Agosto do ano passado. Nos 19 jogos feitos nessa época de estreia contra os novos primodivisionários, o FC Porto ganhou 17, incluindo a vitória por 1-0 em Tondela, em Novembro, empatando apenas dois: 2-2 no terreno do Felgueiras, em 1995/96, e 0-0 em casa com o Trofense, em 2008/09. O Felgueiras foi antepenúltimo nesse campeonato, acabando por descer, ao passo que o Trofense foi mesmo último, regressando também ao segundo escalão. Os outros dois jogos dos dragões contra estas equipas saldaram-se por vitórias: 6-2 ao Felgueiras nas Antas e 4-1 na deslocação ao relvado do Trofense. Como em dupla vitória se resolveram os confrontos com os outros estreantes: 2-0 e 3-0 ao Paços de Ferreira em 1991/92; 5-0 e 1-0 ao Campomaiorense em 1995/96; 3-1 e 5-1 ao Alverca em 1998/99; 1-0 e 2-0 ao Santa Clara em 1999/00; 2-1 e 1-0 ao Moreirense em 2002/03; 1-0 e 3-2 à Naval em 2005/06; e 4-1 e 3-1 ao Arouca em 2013/14. O Tondela, de resto, já fez um ponto contra um dos grandes esta época, empatando a duas bolas com o Sporting em Alvalade, na abertura da segunda volta do campeonato. Repetiu, nesse aspeto, a estreia do Arouca, que em 2013/14 também só fez um ponto nos seis jogos contra os grandes, um empate a dois golos com o Benfica (de Jesus, também), na Luz. O último estreante a ganhar a um grande na época de estreia foi o Trofense, que em 2008/09, aliás, roubou pontos aos três grandes e mesmo assim foi o último da tabela: ganhou em casa ao Benfica (2-0), empatou no mesmo local com o Sporting (0-0) e foi empatar a zero com o FC Porto ao Dragão.   O FC Porto sofreu dois golos em cada um dos últimos três jogos em, casa para a Liga: perdeu por 2-1 com o Arouca e ganhou in-extremis ao Moreirense (3-2) e ao U. Madeira (3-2). Desde que José Peseiro chegou ao Dragão, os azuis e brancos sofreram golos em quatro dos seis jogos feitos em casa, sendo as exceções as receções ao Marítimo (1-0) e ao Gil Vicente (2-0, este para a Taça de Portugal).   Peseiro, aliás, nunca conseguiu que o FC Porto ganhasse mais de dois jogos seguidos: ao terceiro, tem vindo sempre borrasca. Logo depois das vitórias frente ao Estoril (3-1) e Gil Vicente (3-0), veio a derrota com o Arouca (1-2). Após as vitórias contra o Belenenses (2-1) e outra vez Gil Vicente (2-0), surgiu a derrota em Braga (3-1). Ora neste momento o FC Porto vem de duas vitórias seguidas, contra o U. Madeira (3-2) e o V. Setúbal (1-0).   O Tondela, em contrapartida, só ganhou duas das 15 partidas feitas sob o comando de Petit, que em Dezembro se tornou o terceiro treinador do clube esta época, depois de Vítor Paneira e Rui Bento. Ambas as vitórias de Petit aconteceram em jogos fora: 3-2 ao Rio Ave e 2-1 ao Moreirense. Além desses dois jogos, a equipa de Petit empatou com o Sporting em Alvalade e sacou ainda dois pontos de dois empates em casa, com V. Guimarães e Belenenses.   Nathan Júnior fez golos nas últimas três deslocações do Tondela: marcou de penalti o golo de honra na derrota frente ao Estoril (1-2), repetiu a proeza, outra vez dos onze metros, na vitória em Moreira de Cónegos, e fez o golo do Tondela na derrota com o Benfica na Luz. Se marcar ao FC Porto, torna-se no primeiro jogador do presente campeonato a fazer golos aos três grandes, com a agravante de o fazer sempre nos jogos fora de casa. Até aqui, o máximo que vários jogadores conseguiram foi marcar a dois dos três: Leo Bonatini (Estoril) e Rafael Martins (Moreirense) não marcaram ao FC Porto; Bruno Moreira (P. Ferreira) e Rafa (Sp. Braga) não marcaram ao Benfica; e Iuri Medeiros (Moreirense) não fez golos ao Sporting.   Tondela e FC Porto só se defrontaram uma vez em toda a história: foi a 28 de Novembro de 2015, em Tondela, e os dragões ganharam por 1-0, graças a um golo de Brahimi. Nesse jogo, a equipa da casa falhou um penalti perto do fim: Chamorro permitiu a defesa de Casillas.   Aliás, o Tondela é uma das equipas com mais penaltis a favor na Liga: tem nove, sendo apenas superado por Paços de Ferreira e Sporting, que contam dez. Os beirões, no entanto, converteram apenas cinco, falhando os outros quatro. E tiveram, no ano de estreia na I Divisão, um penalti a favor contra o Sporting e outro contra o FC Porto.   José Peseiro e Petit vão defrontar-se pela primeira vez como treinadores. Antes de assumir o atual clube, o atual técnico do FC Porto treinou pela última vez em Portugal no Sp. Braga, em 2012/13, ano em que Petit começava a carreira de técnico no Boavista, na II Divisão B. Ainda assim, na única vez que levou uma equipa ao Dragão, Petit saiu de lá com um empate: 0-0 com o Boavista, a 21 de Setembro de 2014.
2016-04-03
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Os dois golos que fez ao Tondela, na vitória do Benfica por 4-1, serviram a Jonas para chegar aos 28 na Liga e aos 30 em 37 jogos de todas as competições de 2015/16. Jonas ficou assim a apenas um golo do total que fez em toda a época passada (31 em 35 jogos). O brasileiro tornou-se o primeiro jogador a marcar pelo menos 30 golos em duas épocas consecutivas no Benfica desde que Nené o fez entre 1981 e 1983, com 35 golos em 43 jogos em 1981/82 e 31 golos em 46 jogos em 1982/83. Jonas está a cinco golos da marca de Nené nesse biénio, mas também tem menos 17 jogos.   O total de golos que Jonas conta na atual edição da Liga (28) é ainda o maior numa só edição da competição desde que Jardel somou 42 na prova de 2001/02, ao serviço do Sporting. Se olharmos apenas para jogadores do Benfica, ninguém marcava tanto desde que o sueco Magnusson encerrou o campeonato de 1989/90 com 33 golos (em 32 jogos).   Outro avançado em grande destaque no Benfica é o grego Mitroglou, que voltou a marcar um golo. Nas últimas dez jornadas da Liga, Mitroglou marcou em nove, só ficando em branco contra o U. Madeira. A compensar fez três golos ao Belenenses. Ao todo, os 19 golos que já fez esta época (16 na Liga, dois na Champions e um na Taça de Portugal) igualam as suas melhores épocas de sempre: fez 19 golos em 2011/12 no Atromitos e outros tantos em 2014/15 no Olympiakos.   Gaitán, que assistiu Jardel e Jonas para os dois primeiros golos do Benfica, colocou-se como melhor assistente benfiquista no campeonato e segundo melhor da competição, apenas atrás do portista Layun. Ao todo, o argentino soma onze passes de golo, mais dois que Jonas e o belenense Carlos Martins, mas menos quatro que o mexicano do FC Porto.   Jardel, autor do primeiro golo do Benfica no jogo, fez apenas o segundo golo da época, pois até aqui só tinha marcado ao Vianense, arrancando a ferros uma vitória por 2-1 na Taça de Portugal. No campeonato não marcava desde 11 de Abril do ano passado, quando também abriu uma goleada dos encarnados na Luz: 5-1 à Académica.   Nathan Júnior, que marcou o golo de honra do Tondela mesmo em cima do apito final, veio assegurar que a equipa beirã mantém o registo de marcar sempre fora de casa desde que é liderada por Petit. São já sete deslocações seguidas a fazer pelo menos um golo. O problema é que o Tondela também sofre geralmente mais do que um.   Com o golo ao Benfica, Nathan chegou aos dez golos na Liga, oito dos quais nas nove partidas que leva a segunda volta do campeonato. É o valor mais elevado de um jogador de uma equipa recém-promovida desde que Ghilas marcou 13 golos pelo Moreirense em 2012/13, nem assim impedindo a equipa de Moreira de Cónegos de descer de divisão. Com a vitória, o Benfica voltou a assumir a liderança, que perdera momentaneamente no sábado, por via do sucesso do Sporting no Estoril. Os encarnados chegaram aos 64 pontos, apenas um a menos do que tinham na época anterior à passagem desta mesma 26ª jornada. Para se encontrar um Benfica com menos pontos após 26 jogos é preciso recuar a 2011/12, quando a equipa então liderada por Jorge Jesus chegou a esta ronda com apenas 59 pontos, acabando a época com 69, a seis pontos do FC Porto, que foi campeão.   Muito forte está o Benfica no plano atacante, pois os 70 golos que já marcou nas primeiras 26 jornadas só encontram paralelo recente na época de 2012/13, em que também chegou à 26ª ronda com o mesmo total de golos marcados. Na época passada somava 63 e há dois anos seguia com 52. Em 2012/13, porém, o Benfica nem foi campeão.   Muito fraca é a performance do Tondela, que segue com apenas 13 pontos após 26 jornadas. É a pior pontuação de uma equipa na Liga portuguesa a este ponto da competição desde 2007/08, quando a U. Leiria chegou à 26ª ronda com apenas 12 pontos – e acabou o campeonato com 13, em último lugar, a 12 pontos do penúltimo, que foi o Paços de Ferreira. Em toda a história da Liga portuguesa desde que a vitória vale três pontos, só mais três equipas chegaram aqui com tão poucos pontos: o Penafiel de 2005/06, que também tinha 12, o Estrela da Amadora de 2003/04, que tinha 13, e o Gil Vicente de 1996/97, que somava 12. Todos desceram de divisão em último lugar.  
2016-03-15
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Último Passe

O Benfica ganhou com facilidade ao Tondela, por 4-1, e manteve a liderança isolada na Liga, graças a uma demonstração de superioridade natural quando se trata de um jogo em que primeiro recebe o último classificado. A noite foi absolutamente normal para a equipa de Rui Vitória. O bicampeão nacional nem precisou de meter o pé no acelerador – marcou duas vezes de bola parada e cedo chegou a uma tranquilizadora vantagem de dois golos – e teve direito a mais um bis de Jonas, que assim manteve a distância em relação a Slimani no topo da tabela dos goleadores e voltou a gritar bem alto que têm de contar com ele para a disputa da Bota de Ouro. No fim, aproveitou para gerir quem precisa de descansar, quem tem de ganhar ritmo e até quem, como Mitroglou, precisava de limpar o cadastro com um amarelo. Gaitán e Fejsa, por exemplo, saíram a meio da segunda parte, altura em que Rui Vitória chamou outros jogadores, como Salvio ou Gonçalo Guedes, que precisam de ganhar ritmo para poderem contar na apertada ponta final de época que se apresenta à equipa e em que, entre Liga, Taça da Liga e Champions, todos farão falta. Aliás, já o onze inicial apresentava algumas novidades, como a inclusão de Talisca no lugar do castigado Renato Sanches a meio-campo ou de Nelson Semedo em vez de André Almeida na direita da defesa. Antes que qualquer dos dois mostrasse o que quer que fosse, porém, o Benfica chegou ao golo. Marcou-o Jardel, absolutamente à vontade na sequência de um canto, logo aos 11’, a mostrar que o problema do Tondela nunca foi a capacidade para criar futebol. Ao contrário do que lhe aconteceu quando trouxe o Boavista à Luz, Petit montou desta vez uma equipa positiva, sempre capaz de chegar perto da baliza de Ederson com gente em números interessantes, mas muito mais incompetente no aspeto defensivo. Não foi esse o caso do segundo golo do Benfica, uma magistral jogada coletiva, com contribuição dupla de Gaitán, que ofereceu o remate final a Jonas e tornou o jogo numa tarefa impossível para os beirões, com apenas 24 minutos de jogo. O Benfica passou então a gerir. E só aos 69’ matou de vez a partida, com mais um golo de bola parada: lançamento lateral de Eliseu, desvio ao primeiro poste entre Jardel e um defensor do Tondela, e cabeça de Jonas, sem ninguém por perto mas a ter de meter ele força no remate, tão mortiça vinha a bola. Mitroglou ainda fez o 4-0, num lance em que parecia ir de moto pelo meio dos dois centrais do Tondela – ganhou-lhes uns cinco metros em 20 – e que aproveitou para tirar a camisola nos festejos, colocando-se assim fora da deslocação ao Bessa, na próxima jornada, onde o Benfica também não terá Jardel. No final, o Tondela ainda fez um golo, pelo inevitável Nathan Júnior, a premiar o espírito positivo com que a equipa entrou no jogo. Para que o Tondela se salve, porém, vai ser preciso defender melhor.
2016-03-14
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O Benfica recebe o Tondela com os olhos na recuperação da liderança, perdida para o Sporting quando os leões ganharam o seu jogo desta 26ª jornada, no Estoril. E quando o que faz falta são golos, o normal é que se olhe para Jonas, o melhor marcador da equipa. Neste jogo, o brasileiro entra a pensar em dois hat-tricks. Um, mais evidente: se fizer três golos, iguala, em meados de Março, o total de tentos de toda a época passada. Outro, mais rebuscado: depois de ter marcado na Luz ao Zenit e ao U. Madeira, esta será a sua terceira oportunidade da época de fechar três jogos seguidos em casa sempre a marcar. Nas duas anteriores, falhou. Jonas soma até este momento 28 golos em 36 jogos efetuados. Desses 28, 26 foram marcados na Liga portuguesa, aos quais o brasileiro soma dois na Liga dos Campeões. Com mais um jogo do que em toda a época passada, Jonas está a três golos do total de então, pois em 2014/15 marcou 31 golos em 35 jogos. Já superou os totais de golos no campeonato (acabou a Liga anterior com 20), mas em contrapartida ainda não marcou na Taça da Liga nem o fez na curta carreira das águias na Taça de Portugal – e em 2014/15 obteve três golos em cada uma destas competições. Daqui se depreende que Jonas está a três golos do total obtido em toda a época anterior, podendo igualá-la se obtiver algo de raro nele: um hat-trick. Desde que chegou ao Benfica, só fez dois. O primeiro logo na primeira vez que foi titular, frente ao Sp. Covilhã, em Outubro de 2014, e o segundo na vitória de Janeiro sobre o Nacional, na Choupana. Resta dizer que, mesmo que consiga esse hat-trick contra o Tondela, Jonas ainda ficará a um golo do seu melhor campeonato de sempre, que foi o Brasileirão de 2010: ao serviço do Grêmio, fez 32 golos em 33 jogos, chamando a atenção dos olheiros do Valência. Mais fácil será o segundo hat-trick de que se fala. Jonas marcou nas duas últimas partidas do Benfica na Luz, contra o Zenit (fez o 1-0 no último minuto de jogo) e o U. Madeira (bisou, na vitória do bicampeão nacional por 2-0). Foi a terceira vez que o brasileiro marcou em dois jogos seguidos do Benfica em casa esta época, sendo que nas duas anteriores falhou à terceira partida. Tal aconteceu nos 2-0 ao Astana, em meados de Setembro, após o golo nos 3-2 ao Moreirense e o bis nos 6-0 ao Belenenses, e na derrota por 2-1 com o FC Porto, em Fevereiro, na sequência do bis nos 6-0 ao Marítimo e no golo nos 3-1 ao Arouca. Para se encontrarem três jogos seguidos do Benfica na Luz com Jonas a marcar é preciso recuar à época passada. Nessa altura, entre Dezembro e Fevereiro, o brasileiro até conseguiu cinco, quando marcou no 1-0 ao Nacional, nos 3-0 ao V. Guimarães, nos 4-0 ao Arouca, nos 3-0 ao Boavista e nos 3-0 ao V. Setúbal. Mais tarde, entre Fevereiro e Abril, ainda conseguiu quatro jogos consecutivos a marcar na Luz: bisou nos 6-0 ao Estoril, marcou no 2-0 ao Sp. Braga, bisou nos 3-1 ao Nacional e voltou a bisar nos 5-1 à Académica. O confronto entre Rui Vitória e Petit só se desequilibrou a favor do treinador do Benfica esta época, quando os encarnados ganharam na Luz ao Boavista de Petit por 2-0, em Novembro. Antes disso, os dois treinadores já se tinham defrontado por três vezes, com um empate e uma vitória para cada lado e a curiosidade de a equipa de Rui Vitória ter beneficiado de um penalti em todos os jogos. Em Outubro de 2014, o V. Guimarães de Vitória ganhou ao Boavista de Petit por 3-0, perdendo depois por 3-1 no Bessa, em Março de 2015. Pelo meio, em Janeiro, as duas equipas tinham empatado a dois golos no Porto para a Taça da Liga.   Será o segundo jogo do Benfica sem Renato Sanches desde que, na sequência da eliminação da Taça de Portugal, frente ao Sporting, o jovem assumiu a titularidade, em Astana, em meados de Novembro. Na ausência anterior, para o poupar à possibilidade de um quinto amarelo que o afastasse do dérbi de Alvalade, o Benfica ganhou por 2-0 ao U. Madeira. Desde então, Renato esteve em 22 jogos, dois dos quais como suplente utilizado, sendo que o Benfica empatou dois e perdeu outros tantos.   O Tondela obteve fora de casa sete dos oito pontos conquistados sob o comando de Petit. Fê-lo ganhando ao Moreirense (2-1) e ao Rio Ave (3-2), empatando pelo meio com o Sporting em Alvalade (2-2). A exceção foi o ponto saído do empate em casa contra o V. Guimarães (1-1).   Aliás, o Tondela vem com seis jogos seguidos sempre a marcar golos fora de casa… mas também sofreu sempre e só numa dessas ocasiões encaixou menos de dois golos. A última vez que o seu ataque ficou em branco em viagem foi a 6 de Dezembro, frente ao U. Madeira (0-2), ainda com Rui Bento aos comandos. Desde então marcou em Vila do Conde (3-2 ao Rio Ave), em Coimbra (1-2 com a Académica), em Alvalade (2-2 com o Sporting), na Choupana (1-3 com o Nacional), na Amoreira (1-2 com o Estoril) e em Moreira de Cónegos (2-1 ao Moreirense).   Curioso é que em três das quatro últimas deslocações o Tondela teve um penalti a favor. Nathan Junior marcou ao Moreirense, ao Estoril e ao Sporting, sendo a exceção a deslocação ao Nacional. A curiosidade aumenta quando se percebe que o Benfica é a única equipa da Liga que ainda não teve um penalti contra em toda a prova.   Este será apenas o segundo encontro entre Benfica e Tondela na história dos clubes. No anterior, que teve lugar em Aveiro, em finais de Outubro, os encarnados ganharam por 4-0, com golos de Jonas, Gonçalo Guedes, Carcela e Berger (este na própria baliza).   Esse foi, de resto, o último jogo de Berger pelo Tondela, o defesa-central austríaco que até tinha feito ao Benfica o primeiro golo em Portugal, numa histórica vitória da Académica na Luz, por 3-0, em Abril de 2008. Kaká, outro dos defesas-centrais do Tondela, também esteve nesse jogo com a camisola da Académica.
2016-03-14
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Ao empatar com o Tondela (2-2), o Sporting não conseguiu obter a 12ª vitória consecutiva em jogos em casa, ficando a um jogo de igualar a série estabelecida em 1999/00 pela equipa que era comandada por Giuseppe Materazzi e depois Augusto Inácio e que acabou por ser campeã nacional. Ao todo, os leões obtiveram agora 11 vitórias seguidas desde a derrota contra o Lokomotiv Moscovo (1-3), a 17 de Setembro do ano passado, igualando outras duas séries de onze vitórias conseguidas em 2007/08 e em 2012.   - O facto de terem feito dois golos ao Tondela permitiu aos leões marcarem em 21 jogos seguidos em Alvalade, não ficando ali em branco desde o empate a zero com o Wolfsburg, em Fevereiro do ano passado. A equipa atual igualou assim a série obtida em 2007/08, entre uma derrota com o Manchester United (0-1, em Setembro de 2007) e outra com o Glasgow Rangers (0-2, em Abril de 2008).   - Entre os autores dos golos leoninos esteve Slimani, que marcou o primeiro, nessa altura a fazer o empate (1-1). Dessa forma, Slimani marcou nos últimos quatro jogos do Sporting, igualando a sua melhor série desde que chegou a Alvalade. O argelino fez agora golos a FC Porto, V. Setúbal, Sp. Braga e Tondela, quando em Fevereiro e Março de 2014 tinha marcado sucessivamente a Rio Ave, Sp. Braga, V. Setúbal e FC Porto.   - Os golos de Slimani e Gelson Martins foram obtidos em inferioridade numérica, devido à expulsão de Rui Patrício, sendo a segunda vez esta época que o Sporting consegue chegar ao golo nessas condições. Já lhe tinha acontecido em Arouca, quando Slimani marcou o 1-0 após a expulsão de Naldo.   - Rui Patrício foi expulso pela segunda vez esta época, depois de ter visto o vermelho, também por causa de uma grande penalidade, em Elbasan, contra o Skenderbeu. Ao todo, os leões já viram cinco cartões vermelhos, pois além de Patrício e Naldo (nesse jogo com o Arouca) também João Pereira (contra o P. Ferreira) e João Mário (frente ao CSKA) receberam ordem de expulsão.   - Petit tirou mais dois pontos ao Sporting, depois de já ter forçado os leões a um empate quando ainda comandava o Boavista: 0-0 no Bessa. A presença do treinador no banco visitante e o facto de o Sporting ter chegado à vantagem por 2-1 com menos um jogador são dois factos em comum com a última visita do árbitro Luís Ferreira a Alvalade. No campeonato passado, foi depois de Ferreira ter mostrado o vermelho a Tobias Figueiredo que o Sporting chegou ao 2-1 frente ao Boavista, mas ao contrário do que aconteceu agora, a equipa de Petit já não conseguiu empatar.   - O penalti convertido por Nathan Junior foi o primeiro que o Tondela transformou em golo esta época, depois de a equipa beirã já ter falhado quatro, contra o Estoril (Piojo), o Nacional (Nathan), o FC Porto (Chamorro) e o V. Setúbal (Guzzo).   - Foi também o quinto golo de penalti sofrido pelo Sporting esta época, depois de já ter sido assim batido por P. Ferreira (Pelé), Académica (Rabiola), Lilaj (Skenderbeu) e Rafael Martins (Moreirense).   - O Tondela marcou golos pela terceira deslocação consecutiva, depois de ter ganho por 3-2 no terreno do Rio Ave e de ter perdido por 2-1 em Coimbra com a Académica.   - Com os dois golos sofridos contra o Tondela, o Sporting deixou de ter a defesa menos batida da Liga, pelo menos até o FC Porto (10 golos sofridos) jogar em Guimarães. Os leões sofreram onze golos nas primeiras 18 jornadas (quatro deles nos últimos dois jogos) e têm, mesmo assim, a melhor defesa do clube neste total de partidas desde que lá chegaram com 10, em 1996/97.
2016-01-16
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Último Passe

O Sporting deixou dois pontos que podem vir a fazer-lhe muita falta na luta pelo título ao empatar em casa com o último classificado, o Tondela, na partida de abertura da segunda volta. O 2-2 final reflete uma exibição positiva da equipa de Petit, que soube jogar em todo o campo e aproveitar os desequilíbrios defensivos dos leões no corredor central, mas também o facto de o líder ter tirado o pé do acelerador assim que chegou à vantagem, numa virada em que muitos não acreditariam. O destaque vai para os velocistas que o Tondela teve na frente, sempre capazes de desestabilizar a linha defensiva leonina, mas também para Gelson Martins e Ruiz, que pelo que fizeram no início da segunda parte não mereciam a traição dos jogadores das linhas recuadas. O primeiro problema para o Sporting foi ter entrado desligado. Falhando muitos passes no início de organização, onde o Tondela metia sempre gente, recusando defender à entrada da sua área, o líder aparecia desconcentrado e lento. Quando o Tondela chegou à vantagem, num penalti convertido por Nathan, a meio da primeira parte, o Sporting não tinha feito nada para justificar aquilo a que vinha, parecendo estar apenas à espera de ver o que o jogo lhe trazia. Como se o facto de o primeiro receber o último em clima de euforia bastasse para somar três pontos. A expulsão de Rui Patrício, no lance da grande penalidade, veio retardar a reação leonina até à segunda parte. Mas aí, sim, com a entrada de Gelson por William – mais um mau jogo do 14 leonino – e certamente as palavras de Jesus no balneário, o leão pareceu o líder do campeonato. Concentrado no que interessa e finalmente a meter velocidade no jogo, muito por força do futebol de filigrana de Bryan Ruiz e da capacidade de Gelson Martins para desequilibrar no um contra um, o Sporting chegou com naturalidade à vantagem. Teve alguma sorte no golo com que Slimani fez o empate – o ressalto num adversário traiu Matt Jones – mas continuou a carregar e viu o esforço premiado com o 2-1, marcado por Gelson. Aí, a jogar com menos um, com meia hora por jogar, a tentação do Sporting foi controlar o ritmo de jogo, algo que já se sabe que esta equipa faz menos bem. Petit percebeu que podia tirar alguma coisa do jogo, fez entrar mais um avançado – Chamorro – e teve prémio no golo em que o espanhol bateu Jefferson em velocidade antes de fazer a bola passar entre as pernas de Boeck. O Sporting até tem tirado pontos dos últimos minutos dos jogos, mas uma coisa é fazê-lo quando está centrado na busca de um objetivo e outra, bem mais complicada, é voltar a ligar o motor depois de ter feito tudo para o desligar. Isso, o Sporting já não conseguiu fazer. E fica agora à mercê dos resultados que Benfica e FC Porto fizerem no Estoril e em Guimarães e pode ver a vantagem na liderança reduzida para dois pontos.
2016-01-15
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Stats

O Sporting marcou golos em todos os oito jogos desta época e não fica em branco numa partida oficial desde 1 de Março, quando foi batido pelo FC Porto no Dragão por 3-0, a contar para a Liga. São, ao todo, 22 jogos seguidos sempre a marcar. Está igualada a melhor série da época passada, que consistiu exatamente em 22 jogos, entre o 0-3 em Guimarães, a 1 de Novembro, e o 0-2 em Wolfsburgo, a 19 de Fevereiro. Se marcar ao Nacional, equipa que esteve no início da corrente série, com um empate a dois golos na Choupana, para a Taça de Portugal, a 5 de Março, aumenta a caminhada para 23 jogos a marcar, algo que já não consegue há 45 anos. Ainda Jorge Jesus jogava nas camadas jovens. A última vez que o Sporting esteve tantos jogos seguidos a fazer golos foi entre Dezembro de 1969 e Novembro de 1970. Pelo meio, a equipa então comandada por Fernando Vaz ganhou o título nacional de 1969/70, mas perdeu a final da Taça de Portugal, com o Benfica, por 3-1. Esse Sporting ficou em branco na deslocação ao Bessa, onde empatou a zero com o Boavista, a 21 de Dezembro de 1969. E só voltou a acabar um jogo sem golos a 22 de Novembro de 1970, quando empatou sem golos em Guimarães com o Vitória. Entre o zero imposto pelo guardião boavisteiro Luz e aquele que soube segurar o guarda-redes vimaranense Rodrigues mediaram 36 jogos sempre com golos. Desses, o Sporting empatou quatro (1-1 com o Varzim, duas vezes 1-1 com o Benfica e 2-2 com o Belenenses), perdeu três (1-3 com o Benfica na final da Taça de Portugal de 1970 e duas vezes por 2-1 com o Carl Zeis Jena na segunda ronda da Taça dos Campeões Europeus), ganhando os restantes 29. Nesses 36 jogos, o Sporting marcou um total de 90 golos, com duas particularidades. Houve apenas onze marcadores e nenhum deles se destacou dos restantes: Nelson celebrou 20, Marinho assinou 17, Peres 15 e Lourenço 14. Na atual série de 22 jogos, os leões empataram cinco (2-2 com o Nacional, duas vezes 1-1 com o P. Ferreira, 1-1 com o Estoril e 2-2 com o Sp. Braga) e perderam dois (1-3 com o CSKA Moscovo e com o Lokomotiv Moscovo), ganhando os restantes 15. Ao todo marcaram 43 golos, com a particularidade de eles serem divididos por mais jogadores: foram 13 marcadores, destacando-se Slimani, com nove, Arien, com sete, e Montero, com seis.   - Em contrapartida, o Sporting já vai com sete jogos seguidos sempre a sofrer golos. A última vez que Rui Patrício conseguiu uma baliza virgem foi na Supertaça, contra o Benfica, a 9 de Agosto (vitória por 1-0). Na Liga, então, já não chega ao fim de um jogo sem ir buscar pelo menos uma bola ao fundo das redes desde 2 de Maio, quando recebeu em Alvalade… o Nacional (vitória leonina por 2-0). Depois disso o Sporting ainda ganhou ao Rio Ave em Vila do Conde, no fecho do último campeonato, mas foi Boeck quem esteve na baliza.   - O Nacional só ganhou uma vez em Alvalade para a Liga, em Maio de 2005, por 4-2, ajudando a tonar essa época como de pesadelo para o Sporting, que já perdera Liga Europa e Liga portuguesa numa semana. Além disso, os alvi-negros não marcam um golo no terreno do Sporting desde finais de Abril de 2013, quando Candeias estabeleceu o momentâneo empate a um golo, antes de Rojo dar a vitória por 2-1 aos leões nos últimos minutos da partida.   - Jorge Jesus e Manual Machado já tiveram desentendimentos públicos, mas os encontros entre os dois têm sido geralmente favorável ao atual treinador do Sportimg. Jesus ganhou os últimos seis confrontos com Machado, quatro para a Liga e dois para a Taça da Liga, e não perde pontos com ele desde Fevereiro de 2013, quando o seu Benfica foi empatar com o Nacional à Choupana, a dois golos. Machado não ganha a Jesus desde Setembro de 2010, quando o seu V. Guimarães se impôs no Minho ao Benfica por 2-1.   - Jonathan Silva celebra no dia do jogo um ano sobre a sua estreia na Liga portuguesa, pois foi lançado como titular nos 4-0 com que o Sporting ganhou fora ao Gil Vicente a 21 de Setembro de 2015. André Martins, por outro lado, pode reencontrar o adversário que enfrentou na estreia: abriu a sua conta na Liga portuguesa lançado por Domingos Paciência com uma vitória por 1-0 frente ao Nacional, em Alvalade, em Dezembro de 2011.   - Fábio Veríssimo apita apenas o 11º jogo na Liga e o segundo de um clube grande (já esteve, esta época, na vitória por 3-0 do FC Porto sobre o V. Guimarães). Entre os árbitros com pelo menos dez jogos na competição, é o segundo que apresenta maior percentagem de vitórias da equipa da casa: 60 por cento, apenas atrás dos 64% de Tiago Martins e à frente dos 53% de Soares Dias, que é terceiro.
2015-09-19
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