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O Borussia Dortmund-FC Porto de hoje será uma nova experiência para Iker Casillas. O guarda-redes espanhol que o FC Porto foi buscar ao Real Madrid no início da época é um dos futebolistas com mais experiência internacional nas provas europeias, mas nunca jogou outra competição que não seja a Liga dos Campeões. Aos 34 anos, Casillas está pronto para a estreia, precisamente num estádio que para ele tem sido maldito: nunca lá ganhou e sofreu ali as únicas duas derrotas nas últimas deslocações do Real Madrid à Alemanha. Com 163 jogos somados em partidas da UEFA, Iker Casillas é mesmo o líder da lista de jogadores com mais jogos disputados na Liga dos Campeões, excluídas as pré-eliminatórias: entre Real Madrid e FC Porto soma, ao todo, 156, mais cinco que Xavi e mais 21 que Giggs, o terceiro da tabela. Se contarmos todas as partidas das provas europeias, nesse caso o guardião espanhol tem à sua frente Paolo Maldini (174 jogos) e Xavi (173), preparando-se para deixar para trás Seedorf, que com ele divide a terceira posição, ambos com 163 jogos. E no entanto, Casillas nunca jogou na Taça UEFA ou na Liga Europa. O que não é novo para ele são jogos na Alemanha. Este será já o 16º desafio do guarda-redes espanhol em visita a um clube alemão, sempre ao serviço do Real Madrid. Já ganhou (quatro vezes), já empatou (duas) e já perdeu (nove), com a particularidade de só em duas ocasiões ter conseguido manter a baliza inviolada. Bom augúrio pode ser o facto de terem sido as duas últimas: 2-0 ao Schalke há precisamente um ano (18 de Fevereiro de 2015) e 4-0 ao Bayern em Abril de 2014. Mau presságio pode ser o facto de Casillas só ter perdido duas das últimas cinco visitas à Alemanha (ganhando as outras três, mas ambas terem sido em Dortmund: 2-1 em Outubro de 2012 e 2-0 em Abril de 2014. Aliás, o melhor que Casillas trouxe de Dortmund foi um empate a uma bola, em Fevereiro de 2003. Já lá vão quase 13 anos.   O Borussia Dortmund não perdeu nenhum jogo desde a interrupção de Inverno do futebol alemão, somando quatro vitórias e um empate (0-0 com o Hertha). Em casa tem sido uma equipa letal. Se excluirmos a derrota com o PAOK, que já não contava em nada para o apuramento, ganhou todos os jogos menos um, o empate a dois golos frente ao Darmstadt, em Setembro. O jogo com o PAOK foi também o único em que não marcou golos esta época no Westfalenstadion. Soma ao todo 56 golos marcados em 16 jogos em casa, a uma estrondosa média de 3,5 por jogo.   O FC Porto ganhou as últimas três deslocações: 3-1 ao Estoril, 3-0 ao Gil Vicente e 2-1 ao Benfica. Aboubakar marcou em duas delas (Estoril e Benfica), tendo ficado em branco em Barcelos, mas numa partida em que só entrou em campo a 15 minutos do fim.   Maxi Pereira e Danilo estarão fora do jogo de Dortmund, por suspensão, e isso não é boa notícia para José Peseiro. Esta época, o FC Porto só ganhou tês dos oito jogos que fez sem Maxi, todos na Taça de Portugal e contra equipas de escalões secundários (2-0 ao Varzim, 2-0 ao Angrense e 1-0 ao Feirense). Nos outros cinco, empatou a zero com o Sp. Braga (Liga) e perdeu com o Arouca (1-2, Liga), Feirense (0-2, Taça da Liga), Famalicão (0-1, Taça da Liga) e Marítimo (1-3, Taça da Liga). Por sua vez, Danilo só faltou nas três derrotas da Taça da Liga e na vitória frente ao Angrense.   Tanto FC Porto como Borussia Dortmund vêm de duas derrotas nas duas últimas partidas europeias, ambos sem marcar um único golo. O FC Porto viu-se impedido de seguir para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões por ter sido batido nas duas últimas jornadas da fase de grupos por Dynamo Kiev (2-0, no Dragão) e Chelsea (2-0, em Londres). Já o Borussia Dortmund perdeu nas duas últimas rondas da Liga Europa contra o FK Krasnodar (1-0, fora) e o PAOK Salónica (1-0, em casa), mas seguiu para os 16 avos de final porque já somava dez pontos nas primeiras quatro jornadas.   É a segunda vez que José Peseiro leva uma equipa à Alemanha. Já lhe aconteceu em Setembro de 2008, quando se deslocou a Wolfsburg com o Rapid Bucareste e perdeu por 1-0 (golo de Grafite), na primeira eliminatória da Liga Europa. Na segunda mão as duas equipas empataram a uma bola, o que levou ao afastamento do Rapid.   Borussia Dortmund e FC Porto vão defrontar-se pela primeira vez na história das competições europeias. Até aqui, porém, os alemães ganharam sempre que defrontaram equipas portuguesas no seu estádio: 5-0 ao Benfica em 1963/64, 3-1 ao Boavista em 1999/00 e 2-1 ao mesmo Boavista em 2001/02. Por sua vez, o FC Porto ganhou três das 14 visitas à Alemanha: 5-0 ao Werder Bremen em 1993/94, 1-0 ao Hertha Berlim em 1999/00 e 3-1 ao Hamburger em 2006/07.
2016-02-17
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Aboubakar, que voltou aos golos na Liga na vitória do FC Porto frente ao Estoril (3-1) marcou sempre nas três vezes que defrontou o Arouca, mas só por uma vez foi decisivo: aconteceu precisamente no magro 1-0 com que os dragões se impuseram no Dragão, na época passada. Nas outras duas ocasiões, o golo do camaronês fechou sempre a conta da equipa azul e branca. Quando se prepara para vestir pela 50ª vez a camisola do FC Porto, o camaronês é a maior aposta de Peseiro para o golo na perseguição aos dois primeiros na tabela. Foi frente ao Arouca, aliás, que Aboubakar marcou o primeiro golo no campeonato português. Aconteceu a 25 de Outubro de 2014, quando o camaronês entrou a 15 minutos do fim de um jogo no Municipal de Arouca, já com o resultado em 4-0 para a equipa então liderada por Lopetegui e ainda fixou o resultado final em 5-0. Este só não foi o primeiro golo de Aboubakar de azul e branco porque antes o camaronês já tinha marcado na goleada ao BATE Borisov (6-0), na Liga dos Campeões. Depois, a 15 de Março de 2015, o jogo foi muito mais complicado. O guardião Fabiano foi expulso logo aos 12 minutos e o FC Porto sofreu para ganhar por 1-0 no Dragão, valendo na ocasião o golo de Aboubakar. Por fim, a 12 de Setembro do ano passado, o camaronês fechou a contagem portista na vitória em Arouca por 3-1, depois de um bis de Corona ter colocado o jogo confortável para os dragões. O Arouca aparece no calendário da equipa agora orientada por José Peseiro numa altura em que Aboubakar parece estar de volta a um bom momento: depois de ser expulso na derrota em Guimarães (1-0) e substituído na magra vitória sobre o Marítimo, na estreia do treinador ribatejano, o camaronês fez o primeiro golo do FC Porto no sucesso por 3-1 frente ao Estoril, elevando a sua contagem particular para 14 golos nesta temporada. Está a dois golos do seu recorde numa só época, que são os 16 golos apontados no Lorient em 2013/14. Numa noite feliz, poderia igualar essa marca e assinalar assim a 50ª partida com a camisola do FC Porto – jogou até aqui 49 vezes, 33 delas na Liga portuguesa, dez na Liga dos Campeões, três na Taça de Portugal e outras tantas na Taça da Liga. Soma, ao todo, 22 golos.   - Hector Herrera pode fazer frente ao Arouca o 100º jogo com a camisola do FC Porto. Dos 99 em que já atuou, 66 foram a contar para a Liga, somando o mexicano ainda mais 18 na Liga dos Campeões, sete na Taça de Portugal, cinco na Liga Europa e três na Taça da Liga. Ao todo, marcou 15 golos.   - José Peseiro, o novo treinador do FC Porto, nunca defrontou Lito Vidigal. Nos anos em que Lito treinou na I Divisão, Peseiro andava pelo estrangeiro. E se quando Peseiro orientou o Sporting ainda Lito crescia nos escalões secundários, quando o ribatejano voltou a Portugal para dirigir o Sp. Braga andava o angolano no estrangeiro. Além disso, Peseiro também nunca viu uma equipa sua jogar contra o Arouca.   - Por sua vez, Lito perdeu sempre que defrontou o FC Porto. Em 2009/10, quando dirigia a U. Leiria, perdeu por 3-2 no Dragão (Janeiro de 2010) e por 4-1 em casa (Maio de 2010). Depois, foi batido por 1-0 no Dragão na estreia à frente do Belenenses, em Março de 2014, regressando lá com os azuis para nova derrota, desta vez por 3-0, em Janeiro de 2015. Na única ocasião em que defrontou o FC Porto aos comandos do Arouca, em Setembro do ano passado, perdeu em casa por 3-1.   -O FC Porto vai com 20 jogos seguidos sem perder em casa na Liga, tendo cedido apenas dois empates desde a derrota contra o Benfica (0-2), em Dezembro de 2014. Uma série ainda assim muito longe dos 81 desafios consecutivos sem ser derrotado para o campeonato no Dragão entre um 2-3 com o Leixões, a 25 de Outubro de 2008, e um 0-1 com o Estoril, a 23 de Fevereiro de 2014.   - O Arouca, em contrapartida, segue com sete jogos sem ganhar, todos desde que bateu o Estoril em casa, por 1-0, a 6 de Janeiro. A equipa de Vidigal já igualou a mais longa série de jogos sem ganhar desde que subiu à I Liga, em 2013. O pior até aqui eram precisamente sete jogos seguidos sem ganhar, entre uma vitória frente ao Belenenses (2-0), a 12 de Janeiro de 2014, e outra ante o Olhanense (2-0), a 16 de Março do mesmo ano.   - Maxi Pereira vai voltar a faltar a uma partia do FC Porto na Liga por castigo: na única vez que tal sucedeu os dragões empataram em casa com o Sp. Braga (0-0). Além disso, o lateral uruguaio não esteve nos três jogos da Taça da Liga (três derrotas, com Marítimo, Famalicão e Feirense), pelo que, sem ele, o FC Porto ainda só ganhou na Taça de Portugal, frente a Varzim, Angrense e Feirense.   - Tal como Maxi, também Marcano estará ausente do jogo, por força do quinto cartão amarelo visto contra o Estoril. A solução pela ausência deve passar pelo regresso de Maicon, o que pode levar a novo encontro de irmãos com Maurides, avançado do Arouca que marcou ao FC Porto no jogo da primeira volta.   - Jailson, lateral do Arouca, estreou-se na Liga portuguesa a jogar contra o FC Porto. Foi lançado por Henrique Calisto, numa derrota do Paços de Ferreira por 3-0 no Dragão, a 9 de Fevereiro de 2014. Faz dois anos na próxima terça-feira.   - O FC Porto ganhou todos os jogos que fez contra o Arouca e só um dos cinco foi pela margem mínima: o do Dragão, na última Liga, vencido por 1-0, com golo de Aboubakar, depois de a equipa portista ter ficado reduzida a dez elementos logo aos 12 minutos, por expulsão do guarda-redes Fabiano. 
2016-02-06
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Ao vencer o Estoril por 3-1 na Amoreira, o FC Porto voltou a ganhar na zona de Lisboa, algo que já não conseguia desde Outubro de 2012, quando ganhou precisamente naquele mesmo estádio e àquele mesmo adversário, por 2-1. Desde então, foram 14 jogos seguidos sem ganhar na zona de Lisboa, a contar para a Liga, a Taça de Portugal e a Taça da Liga. A saber: 2-2 com o Estoril, 2-2 com o Benfica e 0-0 com o Sporting ainda em 2012/13; 2-2 com o Estoril, 1-1 com o Belenenses, 0-0 com o Sporting, 0-2 com o Benfica, 0-1 com o Sporting e 1-3 com o Benfica em 2013/14; 1-1 com o Sporting, 2-2 com o Estoril, 0-0 com o Benfica e 1-1 com o Belenenses em 2014/15; e ainda o 0-2 com o Sporting desta época.   - Esta foi a segunda vitória do FC Porto de virada esta época, depois de já ter ganho assim em casa ao Paços de Ferreira – na ocasião de 0-1 para 2-1. Fora de casa, os dragões não viravam um jogo desde a abertura do campeonato de 2013/14, quando ganharam em Setúbal por 3-1 depois de a equipa da casa se ter adiantado.   - Em contrapartida, esta foi a segunda jornada consecutiva em que o Estoril fez golos nos primeiros cinco minutos. Há uma semana, em Moreira de Cónegos, marcara ao minuto 1 e ao minuto 3, por Anderson Luís e Diogo Amado; desta vez fê-lo também ao terceiro minuto, por Diego Carlos. Nos últimos três jogos, o Estoril marcou sempre primeiro, mas só ganhou um (3-1 ao Moreirense), tendo perdido os outros dois (1-2 com o Benfica e 1-3 com o FC Porto).   - Layun continua imparável nas assistências. Fez mais duas, para os golos de Aboubakar e Danilo, passando agora a somar 13 em 20 jornadas da Liga. É cada vez mais o maior assistente da competição.   - Aboubakar marcou golos ao Estoril pela terceira partida consecutiva. Já tinha aberto o marcador nos 2-0 do Dragão, na primeira volta, enquanto que na época passada fizera o segundo nos 5-0 com que os canarinhos baquearam no Porto. O camaronês só ficou em branco contra o Estoril no empate a duas bolas na Amoreira, em Novembro de 2014, mas aí entrou apenas a 27 minutos do final.   - Diego Carlos, que passou a época passada no FC Porto B, marcou aos dragões o segundo golo da sua carreira em Portugal. O primeiro, também em casa, contra o Rio Ave, tinha valido um empate a dois golos.   - O médio portista Danilo, que já estivera entre os marcadores frente a U. Madeira, Académica e Boavista, fez o quarto golo da época, que já é a mais goleadora de toda a sua carreira. O seu máximo eram os três golos que fez pelo Marítimo em 2014/15.   - Maxi Pereira viu o nono cartão amarelo, incorrendo na segunda suspensão da época por acumulação de cartões. Na época passada precisou de 28 jornadas para chegar aos nove amarelos, em vez das atuais 20. O mais perto que Maxi esteve do atual registo foi em 2010/11 e em 2011/12, épocas nas quais precisou de 22 jornadas para ver tantos amarelos.   - José Peseiro voltou a ganhar no Estoril, numa fase difícil para a sua equipa. Em 2004/05, quando comandava o Sporting, ganhou lá por 4-1 à sexta jornada, depois de duas derrotas e dois empates. Na altura, tal como agora acontece com o FC Porto em relação ao Sporting, os leões colocaram-se a cinco pontos dos líderes, que eram Benfica e Marítimo. Dez jornadas depois, o Sporting de Peseiro estava isolado em primeiro lugar.
2016-01-31
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A receção ao FC Porto é um duríssimo teste à imbatibilidade caseira do Nacional, que já vai em 17 jogos e é a mais longa de sempre em épocas nas quais o clube madeirense joga a I Liga. Se evitarem a derrota contra os dragões, os alvi-negros completarão um ano seguido sem perder na Choupana, pois a última vez que dali saíram derrotados foi a 21 de Dezembro do ano passado, contra o Sporting, em jogo da Liga. E o próximo jogo do Nacional em casa será apenas a 2 de Janeiro, contra o Arouca, no regresso da Liga. Nesse 21 de Dezembro, um golo do extremo sportinguista Carlos Mané chegou para derrotar pela última vez o Nacional no seu estádio. Desde então, a equipa de Manuel Machado jogou mais 17 vezes em casa, para todas as competições, ganhando onze e empatando seis. Por ali passaram sem perder o Moreirense (1-1, na Taça da Liga), o Sporting (2-2, na Taça de Portugal), o FC Porto (1-1, na Liga), o V. Guimarães (2-2, na Liga), o V. Setúbal (1-1, na Liga) e o Boavista (0-0, na Liga). Os outros onze jogos saldaram-se por vitórias do Nacional: 2-1 ao Boavista, 2-1 ao Belenenses, 1-0 ao Estoril, 3-0 ao V. Setúbal, 3-2 ao Gil Vicente, 2-0 ao Penafiel, 3-0 ao P. Ferreira (todos na Liga da época passada), 1-0 ao U. Madeira, 2-0 à Académica (na Liga desta época), 5-0 ao Cova da Piedade (Taça de Portugal) e 3-1 ao Marítimo (Liga).   - Julen Lopetegui cedeu em Londres, frente ao Chelsea, a sétima derrota (2-0) como treinador do FC Porto. Até aqui, nunca perdeu dois jogos seguidos: o pior que lhe aconteceu a seguir a uma derrota foi empatar a zero com o Benfica, na Luz, depois de ter sido esmagado pelo Bayern em Munique (1-6), na eliminação da Liga dos Campeões da época passada. De resto, respondeu sempre com vitórias: 2-1 ao Athletic Bilbau depois do 1-3 com o Sporting (Outubro de 2014); 4-0 ao V. Setúbal após o 0-2 com o Benfica (Dezembro de 2014); 4-1 à Académica na sequência do 0-1 com o Marítimo (Janeiro de 2015); 5-0 ao Estoril após o 1-2 com o Marítimo (Abril de 2015) e, já esta época, 1-0 ao Tondela depois do 0-2 com o Dynamo Kiev (Novembro de 2015).   - Regresso do FC Porto à Madeira, onde há semana e meia interrompeu uma série de sete jogos sem vitórias, batendo o U. Madeira por 4-0 precisamente no estádio onde vai agora jogar: a Choupana. O adversário desta vez é o Nacional, a quem os dragões não ganham fora de casa desde Maio de 2013, quando ali venceram por 3-1, graças a golos de James Rodríguez, Mangala e Lucho González nos primeiros 22 minutos. Candeias fez o tento dos madeirenses. Depois disso, há a registar uma derrota por 2-1 (2013/14) e um empate a uma bola (2014/15).   - Julen Lopetegui nunca perdeu com Manuel Machado nem com o Nacional. Os dois confrontos entre ambos resumem-se a uma vitória portista no Dragão em Novembro do ano passado (2-0) e a um empate (1-1) na Choupana em Março.   - Sendo um dos treinadores mais experientes da Liga, Manuel Machado tem um longo histórico de confrontos com o FC Porto: vai fazer o 30º. Dos 29 anteriores, foram quatro com o Moreirense (um empate e três derrotas), oito com o V. Guimarães (uma vitória, dois empates e cinco derrotas), dois com a Académica (ambos perdidos), um com o Sp. Braga (mais uma derrota) e 14 com o Nacional (duas vitórias, dois empates e dez derrotas). Ao todo, ganhou quatro vezes, empatou cinco e perdeu 20, entre elas as duas vezes em que esteve mais próximo de levar um troféu para casa: FC Porto 6, V. Guimarães 2 (final da Taça de Portugal de 2010/11) e FC Porto 2, V. Guimarães 1 (Supertaça de 2011/12).   - O FC Porto vem com quatro vitórias seguidas na Liga, na sequência do empate em casa com o Sp. Braga (0-0): 2-0 ao V. Setúbal, 1-0 ao Tondela, 4-0 ao U. Madeira e 2-1 ao P. Ferreira. Esta é já a melhor sequência da época e a melhor desde Fevereiro e Março, quando ganhou sete jogos seguidos na prova até ver a série de vitórias interrompida com um empate (1-1) precisamente frente ao Nacional no Funchal.   - O defesa central Rui Correia marcou em três dos últimos quatro jogos do Nacional na Choupana: 1-1 com o V. Setúbal, 5-0 ao Cova da Piedade e 3-1 ao Marítimo. Só ficou em branco frente ao Boavista e os alvinegros não saíram do 0-0.   - O lateral esquerdo Sequeira estreou-se na Liga a jogar contra o FC Porto, num empate a uma bola na Choupana, a 23 de Novembro de 2013. Manuel Machado lançou-o como titular e Sequeira esteve em campo pelos 90 minutos, vendo um cartão amarelo.   - Brahimi marcou golos nas últimas duas deslocações do FC Porto na Liga: garantiu o 1-0 ao Tondela em Aveiro e fez o segundo dos quatro golos sem resposta com que os dragões se impuseram ao U. Madeira no mesmo estádio onde vão jogar agora com o Nacional.   - Maicon regressa ao estádio onde se projetou para uma carreira no futebol português. Chegou a Portugal em 2008, emprestado pelo Cruzeiro ao Nacional, onde passou apenas uma época, antes de se transferir para o FC Porto. Quem o lançou na Liga portuguesa foi Manuel Machado, que agora vai ser o treinador rival.   - Marcano pode fazer o 50º jogo com a camisola do FC Porto. Dos 49 que já realizou, 31 foram na Liga, 11 na Liga dos Campeões, cinco na Taça da Liga e dois na Taça de Portugal. Só marcou um golo, nos 4-0 ao Belenenses, em Outubro.   - Maxi Pereira estreou-se na Liga portuguesa na Choupana, lançado por José Antonio Camacho num Nacional-Benficva, a 2 de Setembro de 2007. Os encarnados ganharam por 3-0 e Maxi jogou os 90 minutos como médio defensivo.   - Também o árbitro regressa ao estádio onde se estreou na Liga. Foi a 25 de Agosto de 2002 que um então muito jovem Jorge Sousa fez o primeiro jogo na Liga, um Nacional-Gil Vicente que os madeirenses perderam por 0-1. Desde então apitou por mais 19 vezes o Nacional nesta competição e por outras 19 vezes o FC Porto. Com ele, o Nacional ganhou nove vezes e perdeu oito, enquanto que o FC Porto ganhou onze e perdeu quatro (três delas até 2006/07).
2015-12-12
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Casillas não sofre golos na Liga há 452 minutos de jogo, desde que foi batido por André Fontes, a 2 minutos do final da partida que o FC Porto empatou (2-2) em Moreira de Cónegos, a 25 de Setembro. Desde então, o espanhol manteve a baliza inviolada contra Belenenses (4-0), Sp. Braga (0-0), V. Setúbal (2-0), Tondela (1-0) e agora U. Madeira (4-0). É já o dono da maior série de imbatibilidade em curso na prova, mas ainda a 50 minutos do máximo da temporada, que é do bracarense Kritciuk.   - Em consequência disso, o FC Porto chega à 11ª jornada com apenas quatro golos sofridos na Liga, menos um do que na época passada. Desde 2010/11, do ano em que era liderada por André Villas-Boas, que a equipa portista não tinha tão poucos golos sofridos a esta altura da prova. Nessa época, o FC Porto foi campeão, com 16 golos sofridos em 30 jogos e sem derrotas.   - Foi a primeira vitória do FC Porto na Madeira em sete jogos. A última vez que o FC Porto ali ganhara também tinha sido na Choupana, a 4 de Maio de 2013, mas contra o Nacional, que os dragões tinham batido por 3-1. Nesse jogo, o FC Porto chegou aos 3-0 em 22 minutos; ontem precisou de 23’ para fazer os três primeiros golos.   - O FC Porto segue com cinco vitórias consecutivas em jogos fora de casa: 2-0 ao Varzim, 3-1 ao Maccabi Tel Aviv, 2-0 ao Angrense, 1-0 ao Tondela e agora 4-0 ao U. Madeira. A última vez que tinha ganho cinco deslocações seguidas foi entre Novembro do ano passado e Janeiro, quando se impôs a Bate Borisov (3-0), Académica (3-0), Rio Ave (1-0), Gil Vicente (5-1) e Penafiel (3-1).   - Esta foi a maior vitória do FC Porto em jogos fora de casa desde os 5-1 ao Gil Vicente, em Barcelos, a 3 de Janeiro. Brahimi foi o ponto comum às duas listas de goleadores: marcou o terceiro em Barcelos e o segundo na partida da Choupana.   - Em contrapartida, o U. Madeira não sofria quatro golos em casa desde uma visita do Tirsense, em Setembro de 2007, na qual foi batido por 4-2. Para se encontrar uma derrota caseira por quatro golos de diferença é prciso recuar 21 anos, a 27 de Novembro de 1994, quando o Salgueiros venceu por 4-0 nos Barreiros.   - André Moreira, o jovem guarda-redes do U. Madeira, não sofria quatro golos num só jogo desde Abril de 2014. Nessa altura jogava ainda no Ribeirão e viu a sua equipa empatar (4-4) em Joane, num jogo para a manutenção no Campeonato Nacional de Seniores.   - Foi também a terceira vitória seguida do FC Porto na Liga, depois do 1-0 ao Tondela e dos 2-0 ao V. Setúbal. Os dragões igualaram a melhor série desta época, pois já tinham batido de enfiada Estoril (2-0), Arouca (3-1) e Benfica (1-0).   - Maxi Pereira fez a sexta assistência da época (quinta na Liga), ao oferecer o segundo golo da partida a Brahimi. É o jogador com mais passes de golo do FC Porto, com a curiosidade de ter sido a primeira vez que repetiu o destinatário: antes dera um golo a Aboubakar, outro a Varela, outro a Brahimi, outro a André André e outro ainda a Layun.   - A expulsão de Osvaldo, a 15 minutos do fim, significa que o FC Porto deixa o grupo de equipas que ainda não tinham tido cartões vermelhos na atual Liga, e que agora é composto apenas por Arouca, Benfica, Moreirense e U. Madeira. O último portista expulso na Liga tinha sido o guarda-redes Fabiano, a 15 de Março, na receção ao Arouca, que os dragões ganharam por 1-0. O árbitro desse jogo tinha sido Jorge Tavares.   - Brahimi marcou golo pelo segundo jogo seguido. Já não o conseguia desde Novembro do ano passado, quando esteve na lista de goleadores por três vezes seguidas, contra Nacional, Athletic Bilbau e Estoril.   - Corona fez o quinto golo em outros tantos jogos em que foi titular do FC Porto. Nessas condições, só ficou em branco contra o Benfica, mas em contrapartida bisou no desafio frente ao Arouca. 
2015-12-03
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O FC Porto de Julen Lopetegui vem de uma derrota traumática, em casa, contra o Dynamo Kiev, a complicar bastante a tarefa de qualificação para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões e a cabeça dos jogadores estará seguramente cheia de ideias de reação. Costuma dizer-se que as grandes equipas não perdem dois jogos seguidos e a verdade é que tal não sucede aos dragões há cerca de três anos. Desde então, a reação à derrota tem sido quase sempre boa. Preocupante é o facto de a última sequência de duas derrotas dos azuis-e-brancos ter acontecido numa época em que, tal como agora, a equipa prolongou a invencibilidade até finais de Novembro. Quando perdeu a primeira, caiu logo a segunda. Há uma grande diferença entre as duas situações – o nome do segundo adversário. Em 2012, depois de perder em Braga (2-1) e ser eliminado da Taça de Portugal, interrompendo uma série de 18 jogos sem perder do arranque da época, o FC Porto apanhou pela frente com o Paris St. Germain, no Parque dos Príncipes. Voltou a perder pelo mesmo resultado (2-1, com golos de Thiago Silva e Lavezzi para os franceses e de Jackson para os portistas). Desta vez, o opositor é o bem mais frágil Tondela, o que permite pensar que a reação será certamente mais fácil do que nessa ocasião. Na verdade, bastará ao FC Porto aquilo que é a sua reação normal às derrotas. Desde esse desaire contra o Paris St. Germain, o FC Porto soma 20 derrotas (a de terça-feira foi a 21ª), tendo reagido com 16 vitórias e apenas quatro empates. Em 2012/13 perdeu mais três vezes, ganhando dois jogos e empatando um nas ressacas. Em 2013/14 somou umas invulgares 12 derrotas, mas ganhou dez e empatou dois dos jogos que se seguiram. Por fim, na época passada, perdeu cinco vezes, às quais respondeu com quatro sucessos e um único empate – ainda que tenha sido um empate altamente penalizador, a zero, na Luz, contra o Benfica, depois dos 6-1 de Munique, o que impediu os dragões de se chegarem ao Benfica na tabela da Liga.   - O FC Porto registou, contra o Dynamo Kiev, a primeira derrota da época, ao 16º jogo, ficando assim aquém dos 18 jogos sem perder registados pela equipa de Vítor Pereira em 2012/13. Os 20 jogos oficiais sem perder, desde a derrota em Munique, contra o Bayern, na época passada, são ainda assim um recorde de Lopetegui como treinador de clube.   - Rui Bento e Julen Lopetegui nunca se defrontaram, mas o atual treinador do Tondela já tem experiência de ver uma equipa sua jogar contra o FC Porto. A 10 de Dezembro de 2012, neste mesmo Estádio Municipal de Aveiro, o Beira Mar comandado por Rio Bento ainda esteve a ganhar ao FC Porto de Vítor Pereira (golo de Zhang), mas acabou por perder por 2-1 (marcaram James e Hulk).   - Este será o primeiro jogo da história entre Tondela e FC Porto e o primeiro jogo dos dragões em “campo neutro” na atual Liga. Desde 1 de Setembro de 2013 que o FC Porto não joga fora, no campeonato, contra uma equipa que recorre a um estádio emprestado. Na altura venceu o Paços de Ferreira em Felgueiras por 1-0. Volta agora a fazê-lo em Aveiro, onde o Tondela já perdeu esta época com Sporting (1-2) e Benfica (0-4).   - O Tondela é último da Liga, com apenas cinco pontos em dez jogos. A última equipa a evitar a despromoção nestas condições foi o Gil Vicente de 2004/05: tinha os mesmos cinco pontos à 10ª jornada e acabou a Liga em 13º lugar, seis pontos acima da linha de água. Mas para lá chegar começou a ganhar logo à 11ª ronda (2-1 ao V. Setúbal). Desde então, as cinco equipas que protagonizaram um arranque tão pouco produtivo desceram todas de divisão.   - O Tondela não ganha há nove jogos, desde o 1-0 frente ao Nacional, em casa, a 30 de Agosto. É a mais longa série de jogos sem vitórias desde que a equipa chegou aos campeonatos nacionais, em 2005, quando jogou a Série C da III Divisão.   - Além disso, o Tondela ainda não marcou um único golo na primeira parte dos seus jogos. Os seus cinco golos no campeonato aconteceram todos nas segundas partes, sendo os mais “madrugadores” os marcados ao Arouca e ao Nacional, ambos ao minuto 48. Acresce dizer que só um dos quatro golos sofridos pelo FC Porto apareceu antes do intervalo: foi o encaixado no empate (1-1) contra o Marítimo, nos Barreiros.   - Layun participou nos últimos três golos marcados pelo FC Porto. Fez o terceiro em Haifa, ao Maccabi Tel-Aviv, assistiu Aboubakar para o primeiro ao V. Setúbal e fez ele mesmo o segundo. Ao todo, o lateral mexicano tem dois golos marcados e quatro assistências, todas para golos de cabeça, três deles de Aboubakar.   - O jogador do FC Porto com mais passes de golo é, contudo, Maxi Pereira. São já, ao todo, cinco assistências, todas para jogadores diferentes: Aboubakar, Varela (ambos frente ao V. Guimarães), Brahimi (contra o Belenenses), André André (ante o Maccabi) e Layun (face ao V. Setúbal).   - Tello completou no jogo com o Dynamo Kiev o 50º jogo oficial com a camisola do FC Porto. Desses 50, 32 foram na Liga portuguesa, na qual marcou sete golos. Esta época, o espanhol tem dois golos, mas nenhum no campeonato.   - Manuel Mota é, de longe, o árbitro menos caseiro da Liga. Desde 10 de Janeiro que não vê em campo uma vitória da equipa da casa no campeonato, sendo que dirigiu 12 jogos desde então, com seis empates e seis vitórias dos visitantes. Ao todo, nos 53 jogos do árbitro de Braga, há 34% de vitórias dos anfitriões e 38% dos visitantes, o que o transforma no único árbitro da atual I Liga com pelo menos cinco jogos dirigidoa a ter mais sucessos de quem viaja do que de quem recebe.   - A última vitória de uma equipa da casa com Manuel Mota a apitar foi precisamente num jogo do FC Porto, que com ele se impôs no Dragão ao Belenenses por 3-0, a 10 de Janeiro último. Nos sete jogos com Mota, o FC Porto ganhou seis e empatou apenas um – a visita ao Restelo, em 2013/14 (1-1). O Tondela só o apanhou uma vez, tendo empatado em Arouca (1-1).
2015-11-27
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Ao marcar o golo inaugural da vitória do FC Porto frente ao V. Setúbal, Aboubakar igualou já o total de tentos que tinha feito em toda a época passada: oito. Fê-los em 13 jogos, quando em 2014/15 precisou de 20 partidas, ainda que muitas delas como suplente utilizado. Na temporada mais produtiva da sua carreira precisou de mais algum tempo para lá chegar. Foi em 2012/13 que, ao serviço do Lorient, terminou a época com 16 golos, marcando o oitavo a 30 de Novembro, frente ao Nice, ao 16º jogo.   - Aboubakar e Osvaldo estiveram pela terceira vez lado a lado em campo esta época, pois o italo-argentino entrou a 31 minutos do fim e o camaronês por lá ficou. Ao todo, os dois coincidiram por 48 minutos, tendo o FC Porto marcado três golos nesse período. Já tinha acontecido por 13 minutos em Moreira de Cónegos (com um golo) e por quatro minutos frente ao Chelsea no Dragão (sem efeitos no resultado).   - Apesar de ter igualado a série de 16 jogos seguidos sem sofrer golos em casa na Liga estabelecida em 1994, o FC Porto ainda está a pouco mais de um jogo de bater o recorde de Vítor Baía e Cândido, que entre Janeiro e Dezembro desse ano estiveram 1571 minutos sem ir buscar a bola ao fundo das redes das Antas. Com a ajuda de Fabiano e Helton, que se ocuparam das redes na época passada, Casillas prolongou a série atual para 1475 minutos desde que Lima ali marcou, na vitória do Benfica, por 2-0, a 14 de Dezembro do ano passado.   - O V. Setúbal voltou a sofrer golos na Liga, vendo a série de imbatibilidade que durava desde o tento de Rui Correia (Nacional) interrompida após 384 minutos. Mas Ricardo, o guarda-redes emprestado pelo FC Porto, que nesse dia estava na baliza e ontem não, mantém a folha limpa para a próxima jornada.   - Layun é o homem do momento nos dragões, pois participou nos últimos três golos da equipa. Marcou o terceiro em Haifa, ao Maccabi Tel-Aviv, assistiu Aboubakar para o primeiro ao V. Setúbal e fez ele mesmo o segundo. Ao todo, o lateral mexicano tem dois golos marcados e quatro assistências, todas para golos de cabeça, três deles de Aboubakar.   - Maxi Pereira também voltou a fazer uma assistência para golo, tal como sucedera em Israel, mantendo-se como o jogador com mais passes decisivos no FC Porto esta época. São já, ao todo, cinco assistências, todas para jogadores diferentes: Aboubakar, Varela (ambos frente ao V. Guimarães), Brahimi (contra o Belenenses), André André (ante o Maccabi) e agora Layun (Face ao V. Setúbal).   - Foi a 26ª vitória consecutiva do FC Porto frente ao V. Setúbal, em confrontos válidos para várias competições. O FC Porto ganha sempre que os dois se encontram desde um empate a zero, no Dragão, a 29 de Outubro de 2005. Foi ainda o quarto jogo entre ambos em que os sadinos não fazem sequer um golo, desde a derrota por 3-1, no Bonfim, em Agosto de 2013.   - Foi ainda o 14º jogo do FC Porto sem perder esta época. Ao todo, os dragões somam dez vitórias e quatro empates, mantendo-se na corrida para pelo menos igualar o arranque de época de Vítor Pereira em 2012/13. Nessa época, os azuis e brancos estiveram 18 jogos sem perder, até à eliminação da Taça de Portugal, frente ao Sp. Braga, a 30 de Novembro (1-2).   - Quim Machado estreou o croata Gorupec na Liga. Depois de Hassan, Costinha, Arnold, Vasco Costa, Ruben Semedo e Ruca, foi a sétima estreia absoluta de um jogador do V. Setúbal na Liga esta época.
2015-11-09
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Maxi Pereira viu nos 4-0 ao Belenenses o quinto amarelo em sete jogos do FC Porto na Liga, ficando desde já suspenso para a oitava jornada, na qual os dragões recebem o Sp. Braga. Iguala o pior registo de sempre com a camisola do Benfica: em 2013/14 também tinha visto cinco amarelos nas primeiras sete rondas, com a nuance de dois deles terem sido no mesmo jogo, a deslocação ao Estoril, o que lhe valeu a expulsão e a suspensão à oitava jornada. A época em que Maxi viu mais rapidamente cinco amarelos em jogos diferentes da Liga foi em 2010/11, na qual atingiu a marca à 10ª jornada.   - Pablo Osvaldo fez o primeiro golo com a camisola do FC Porto ao sétimo jogo, ainda que em cinco deles tenha jogado menos de 20 minutos. A demora foi a segunda mais longa da sua carreira. Só no Bologna tinha levado mais desafios a estrear-se a marcar: 14, pois não fez qualquer golo na meia época que lá passou, em 2008/09, só marcando a primeira vez já em 2009/10. Foi o primeiro golo de Osvaldo desde 29 de Março, quando marcou pelo Boca Juniors nos 3-0 ao Estudiantes-   - O jogo com o Belenenses assinalou também o primeiro golo de Ivan Marcano com a camisola azul e branca. Fê-lo à 40ª partida oficial. Marcano não fazia um golo desde Fevereiro de 2014, quando contribuiu com um na vitória por 4-2 do Olympiakos sobre o Platanias, no campeonato grego.   - Brahimi foi o primeiro jogador do FC Porto a marcar um golo e assistir para outro em jogos desta época. O último a fazê-lo tinha sido Aboubakar, no desafio que encerrou a temporada passada: nos 2-0 ao Penafiel, fez o primeiro golo e assistiu Danilo para o segundo.   - A vitória do FC Porto sobre o Belenenses foi a 19ª consecutiva do FC Porto no seu estádio, onde ganha sempre desde que ali perdeu com o Benfica, por 2-0, a 14 de Dezembro do ano passado. Esta equipa iguala assim o melhor registo da de José Mourinho, que também ganhou 19 jogos seguidos em casa entre uma derrota com o Real Madrid (1-3 a 1 de Outubro de 2003) e um empate com o Deportivo da Corunha (0-0, a 21 de Abril de 2004).   - Além disso, o zero na baliza de Casillas significa que já lá vão 1295 minutos de jogo desde que o FC Porto sofreu o último golo em casa em partidas da Liga. O último entrou precisamente na derrota com o Benfica, a 14 de Dezembro de 2014, e foi marcado por Lima. O registo de Helton, Fabiano e Casillas fica ainda assim aquém do estabelecido por Vítor Baía e Cândido entre um golo de Hermé (nos 4-1 ao U. Madeira, a 5 de Janeiro de 1994) e outro de Figo (no 1-1 com o Sporting, a 11 de Dezembro do mesmo ano): foram nessa altura 1581 minutos seguidos sem sofrer golos em casa.   - Continuam os problemas defensivos do Belenenses, que tem a defesa mais batida da Liga, com 17 golos encaixados em sete jogos. Este é o pior registo defensivo parcial do Belenenses à 7ª jornada desde 1974, quando chegou à sétima jornada com os mesmos 17 golos sofridos, mas com duas vitórias (1-0 ao Atlético e 6-4 ao Olhanense), dois empates (2-2 com o FC Porto e 3-3 com o V. Setúbal) e três derrotas (0-2 com o V. Guimarães, 1-2 com a Académica e 0-4 com o Benfica) face a uma vitória, quatro empates e duas derrotas da presente época. Essa equipa de 1974/75, dirigida por Peres Bandeira, chegou ao final da época em sexto lugar, com a sétima melhor defesa da prova (37 golos em 30 jogos).   - Aboubakar completou o quarto jogo consecutivo sem marcar golos, depois do bis em Kiev, no empate (2-2) frente ao Dynamo. É a sua mais longa “seca” desde que representa o FC Porto e a mais longa desde Fevereiro e Março de 2014 quando, ainda no Lorient, esteve seis jogos sem marcar, entre um golo ao Monaco, a 1 de Fevereiro, e outro ao Stade Reims, a 29 de Março.
2015-10-05
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Não há exemplo como o de Maxi Pereira para provar que o futebol consegue extrair o que há de mais irracional em cada cidadão que é exemplar em muitas outras áreas da sociedade. Julen Lopetegui deu o mote, ao considerar que os cartões amarelos vistos pelo lateral uruguaio esta época são “uma média exagerada para o que ele fez” e, nesse particular, até foi um exemplo raro de equilíbrio num panorama em que quase toda a gente devia ter vergonha do que disse ou escreveu. Porque têm abundado as asneiras. Por estes dias, o espectro mediático tem-se enchido de respeitáveis cidadãos que achavam que Maxi Pereira era um jogador viril, mas que agora é um exemplo de violência. E são quase tantos aqueles que consideravam que o lateral uruguaio era um sarrafeiro e agora é um caso raro de entrega leal ao jogo. Pois bem, arranjem uns e outros as estatísticas forjadas que quiserem, mas Maxi Pereira é o mesmo, apesar de ter trocado o Benfica pelo FC Porto. É um exemplo paradigmático de entrega, profissionalismo e competitividade, sim senhores, sempre foi um futebolista que joga e sempre jogou nos limites – e por vezes para além deles – da virilidade. E por isso, coleciona cartões amarelos. É verdade que Maxi Pereira está esta época com uma média ligeiramente superior à habitual no que toca a advertências dos árbitros. Em cinco jornadas da Liga, viu quatro. A questão é que os quatro amarelos de Maxi Pereira não estão assim tão fora da média como muitos querem fazer crer. Na época passada, ainda no Benfica, Maxi fez 32 jogos na Liga e viu 11 amarelos (ainda que só dois nas primeiras 5 jornadas, naquele que foi o seu arranque mais disciplinado). Há dois anos, em 25 desafios na Liga (passou alguns no banco, poupado devido à caminhada benfiquista até à final da Liga Europa), viu sete amarelos, dos quais três nas primeiras cinco jornadas. Andemos mais um ano para trás: em 2012/13, fez 28 jogos na Liga e viu oito amarelos (três nas primeiras cinco partidas). E em 2011/12 viu 11 amarelos em 25 jogos na Liga (dois nas primeiras cinco jornadas, nas quais jogou apenas quatro vezes). Haverá então razão para tanto alarido? Parece evidente que não. Aliás, se olharmos para as avaliações feitas ao minuto por quatro ex-árbitros internacionais no site casos.pt verificamos que três dos quatro amarelos de Maxi Pereira são absolutamente incontestáveis (avaliações reconhecidas como corretas pela unanimidade dos ex-árbitros consultados). Mais: num dos jogos, Maxi podia mesmo ter visto um segundo amarelo (contra o Benfica). E só um dos amarelos (o de Arouca) divide as opiniões dos antigos juízes: Paulo Paraty achou-o exagerado, Pinto Correia considera que foi bem mostrado. Estamos, então, a discutir um cartão amarelo? Não haverá nada de mais importante?
2015-09-24
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Histórias invertidas entre André André e o pai, o antigo médio António André. O pai marcou logo no primeiro jogo oficial com a camisola do FC Porto (fez o quinto tento de uma goleada de 5-0 sobre o Farense, em Outubro de 1984), enquanto ele precisou de seis jogos para marcar o primeiro golo. No entanto, André André marcou ao primeiro clássico, enquanto António André só marcou ao… sexto (abriu o ativo numa vitória por 2-1 sobre o Sporting, em Novembro de 1985).   - André André não marcava um golo de bola corrida desde 4 de Janeiro, quando até fez um hat-trick nos 4-0 ao Nacional. Mesmo nesse dia, porém, o primeiro foi de penalti e o segundo num canto. Desde então tinha marcado mais quatro vezes, todas de penalti.   - O FC Porto continua sem sofrer golos para a Liga no Dragão. Já lá vão 13 jogos inteiros desde o último, que foi obtido por Lima, a 14 de Dezembro do ano passado. Ao todo, 1205 minutos  que só encontram paralelo na história recente portista com uma série de 1384 minutos que foi estabelecida por Zé Beto e por um ainda adolescente Vítor Baía entre Outubro de 1988 e Maio de 1989.   - O Benfica, por sua vez, não marca um golo fora da Luz desde a época passada. Os encarnados fizeram todos os seus (15) golos desta época em casa, tendo ficado em branco nas duas saídas (0-1 com o Arouca em Aveiro e 0-1 com o FC Porto no Dragão). A última vez que sucedeu perderem as duas primeiras deslocações foi em 2010 (sempre 1-2, com Nacional e V. Guimarães), mas para encontrar zero golos marcados na primeiras duas partidas fora há que recuar até 2003 (0-0 no Bessa e 0-2 com o FC Porto no Dragão).   - O FC Porto leva onze jogos sem derrota, tendo a último sido os 6-1 em Munique, frente ao Bayern, que lhe custou a saída da Liga dos Campeões. Está igualado o melhor registo de Julen Lopetegui, que na época passada passou exatamente onze jogos sem perder entre as duas derrotas frente ao Marítimo: 1-0 para a Liga a 25 de Janeiro e 2-1 para a Taça da Liga a 2 de Abril.   - Maxi Pereira é um de quatro jogadores que já viram quatro amarelos nas primeiras cinco jornadas da Liga (os outros são Pelé, David Simão e Bouba Saré). O mais cedo que o uruguaio tinha chegado ao quarto amarelo na Liga foi em 2010/11, mas na altura precisou de oito jornadas.   - Os seis remates feitos pelo Benfica no Dragão são o mínimo desta época numa equipa que andava com uma média de 22,7 por jogo. O Benfica não rematava tão pouco num jogo desde 18 de Abril, mas nessa altura os seis remates chegaram-lhe para ganhar por 2-0 ao Belenenses no Restelo.
2015-09-21
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O FC Porto-Benfica de domingo servirá para uma de duas coisas. Ou o FC Porto confirma que montou no Dragão uma barreira inexpugnável, que ninguém é capaz de ultrapassar para marcar golos, ou o Benfica espanta de vez os fantasmas que o têm impedido de fazer golos longe do Estádio da Luz. A apimentar a história, o facto de terem sido os encarnados, por Lima, os últimos a marcar golos no Dragão em jogos da Liga. A 14 de Dezembro do ano passado. Desde o bis de Lima que valeu ao Benfica a vitória por 2-0 no Dragão frente ao FC Porto e um avanço mental na luta pelo título que mais ninguém foi capaz de ali marcar em jogos de campeonato. E entretanto por lá passaram V. Setúbal (4-0), Belenenses (3-0), P. Ferreira (5-0), V. Guimarães (1-0), Sporting (3-0), Arouca (1-0), Estoril (5-0), Académica (1-0), Gil Vicente (2-0), Penafiel (2-0) e, já esta época, V. Guimarães (3-0) e Estoril (2-0). Ao todo, são já doze balizas virgens seguidas nos jogos da Liga, em casa. 1115 minutos (pouco mais de 18 horas e meia) sem sofrer golos, o que deixa a equipa atual à beira de poder igualar o registo de 1995/96, quando Vítor Baía (com breve auxílio de Silvino, que o substituiu num dos jogos) esteve 1127 minutos sem sofrer golos em casa para a Liga, entre um 2-1 ao Sporting (golo de Ouattara, a 20 de Agosto de 1995) e um 6-2 ao Felgueiras (marcou Lewis, a 11 de Fevereiro de 1996). Se mantiver o zero frente ao Benfica, no domingo, até aos 12’ de jogo, o FC Porto atual iguala esse registo. Mas um zero no final do encontro com os encarnados faria com que a série de Fabiano, Helton e Casillas passasse para os 1205 minutos. E para encontrar uma série tão longa é preciso recuar até 1988 e 1989, quando Zé Beto e o ainda adolescente Vítor Baía (que o substituiu no final da época) mantiveram a baliza das Antas inviolada durante 1384 minutos em jogos da Liga, entre um golo do maritimista Jorge Silva, em Outubro de 1988 e outro do setubalense Aparício, em Maio de 1989. O facto de ter sido o Benfica o último a marcar no Dragão para a Liga vem, por um lado, apimentar a história, até porque os encarnados têm sentido esta época dificuldades para fazer golos fora de casa: os 15 que somam foram todos obtidos na Luz. É verdade que, fruto de só ter jogado uma vez fora esta época (e mesmo essa no campo neutro de Aveiro, contra o Arouca), a série do Benfica não é assim tão impressionante em termos de Liga. Só ficou a zero com o Arouca (0-1) e na última deslocação da época passada, a Guimarães (0-0), na tarde em que assegurou a conquista do título. Antes disso tinha ganho por 5-0 ao Gil Vicente, em Barcelos. Mas que o teste do Dragão será exigente em termos de se avaliar a capacidade deste Benfica viajar, lá isso será.   - É o primeiro clássico português para Casillas, que em Espanha estava bem habituado a eles. Só na época passada, ao serviço do Real Madrid, disputou oito, seis deles com o Atlético Madrid, ganhando apenas dois: 1-1 e 0-1 na Supertaça; 0-0 e 1-0 na Liga dos Campeões; 1-2 e 0-4 na Liga. Os outros dois foram para a Liga com o Barcelona: ganhou por 3-1 em casa, perdeu por 1-2 no Camp Nou.   - Rui Vitória nunca ganhou ao FC Porto. Ainda assim, foi à conta de uma proeza contra o FC Porto que se tornou conhecido: a 26 de Setembro de 2007 o seu Fátima eliminou os dragões da Taça da Liga, com um empate a zero que foi depois transformado em sucesso no desempate por grandes penalidades. Ao todo, em doze jogos contra os dragões, perdeu oito e empatou quatro. Com destaque para um 3-3 no Dragão, em Maio de 2011, aos comandos do Paços de Ferreira, com hat-trick de… Pizzi.   - Em contrapartida, o atual treinador do Benfica foi o primeiro a causar dissabores a Lopetegui na sua carreira portuguesa. O espanhol tinha ganho os primeiros cinco jogos no FC Porto (2-0 ao Marítimo, 1-0 e 2-0 ao Lille, 1-0 ao Paços de Ferreira e 3-0 ao Moreirense) quando foi empatar a uma bola a Guimarães, a 14 de Setembro do ano passado.   - O Benfica ganhou por três vezes no Estádio do Dragão, inaugurado em Novembro de 2003, e todas pelo mesmo resultado: 2-0. Em Outubro de 2005 valeu-lhe um bis de Nuno Gomes; em Fevereiro de 2011, para a Taça de Portugal, marcaram Coentrão e Javi Garcia, e em Dezembro passado bisou Lima. No mesmo período o FC Porto soma sete vitórias e registaram-se ainda quatro empates – um único sem golos.   - Dos jogadores do atual plantel do FC Porto, só três marcaram pelos azuis e brancos ao Benfica. Foram eles Varela (duas vezes), Maicon (no golo do título, a fazer um 3-2 na Luz, em Março de 2012) e… Maxi Pereira. Apesar de ser a primeira vez que defronta o Benfica, fez um autogolo na baliza de Artur, em Maio de 2013, estabelecendo o momentâneo empate naquele que ficou conhecido como o jogo de Kelvin.   - Do atual plantel do Benfica, já sabem o que é marcar aos dragões de águia ao peito Gaitán (dois golos, ambos em jogos que acabaram empatados a duas bolas), Salvio (que está lesionado e não pode ser opção para Rui Vitória) e Luisão (numa derrota por 3-1 no Dragão antes do título de 2010).   - O médio André André, ultimamente em foco por ter ganho a titularidade no meio-campo do FC Porto, foi lançado na I Liga por Rui Vitória, treinador dos encarnados. Depois de ter sido junior do FC Porto e de ter passado sem sucesso pela equipa B do Deportivo da Corunha, chegou em 2012 do Varzim (II Divisão B) ao V. Guimarães e Vitória não hesitou em dar-lhe 90 minutos logo na primeira jornada da Liga, um empate a zero em casa com o Sporting.   - Defrontam-se a equipa mais faltosa da Liga, que é o FC Porto (a par do Marítimo), com 78 faltas cometidas, e a que menos infrações comete, que é o Benfica, que fez apenas 50 faltas. A diferença disciplinar tem também a ver com isso: o Benfica viu apenas cinco cartões amarelos nas primeiras quatro jornadas (10 faltas por cartão), enquanto que o FC Porto já viu 13 (seis faltas por cartão).   - Defrontam-se ainda o ataque mais realizador da Liga, que é o do Benfica, com 13 golos, e uma das defesas menos batidas, a do FC Porto, que encaixou apenas dois e lidera esta tabela a par do Paços de Ferreira e do U. Madeira. Os portistas apresentam, no entanto, melhores índices de aproveitamento tanto defensivo como ofensivo. Marcaram nove golos em 51 remates (um golo a cada 5,7 remates), enquanto o Benfica precisou de 91 tentativas para fazer 13 golos (entra uma a cada sete). Aliás, o Benfica também sofre um golo a cada sete remates que os adversários lhe fazem (três golos encaixados em 21 remates permitidos), ao passo que o FC Porto já permitiu 32 remates e sofreu apenas dois golos (um a cada 16 tiros).   - Tanto Benfica como FC Porto perderam apenas uma vez com Soares Dias a apitar. Aos dragões aconteceu apenas em Janeiro de 2014, na deslocação à Luz, onde perderam por 2-0 com o Benfica e viram Danilo expulso. De resto, são onze vitórias e um empate, no Estoril, na época passada, a duas bolas (com um penalti contra). As águias, por seu turno, ganharam doze, empataram quatro e só perderam com Soares Dias em Abril de 2012, num 0-1 com o Sporting em Alvalade (um penalti contra e Luisão expulso). Além disso, não sofrem golos em jogos dirigidos por este árbitro desde Agosto de 2012, quando empataram em casa com o Sp. Braga, na abertura da época (2-2). Depois disso defrontaram FC Porto, Sp. Braga e V. Guimarães. 
2015-09-18
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A Madeira tem sido a ilha maldita para o FC Porto e não é apenas desde que Julen Lopetegui tomou conta da equipa. É verdade que os dragões perderam dois e empataram um dos três jogos feitos no Funchal na época passada e que com esses resultados se explica parte dos desaires na Liga e na Taça da Liga da época passada, mas já no ano anterior a formação liderada por Paulo Fonseca, primeiro, e Luís Castro, depois, ali tinha perdido duas vezes. Para encontrar uma vitória do FC Porto na Madeira é preciso recuar até Maio de 2013, quando, ainda liderada por Vítor Pereira, a equipa azul e branca se impôs ao Nacional na Choupana por 3-1, a caminho do título de campeã da Liga. Nos Barreiros, então, os dragões já não ganham desde Abril de 2012.Na época passada, a Madeira está intimamente ligada ao insucesso portista. A derrota nos Barreiros em Janeiro de 2015, a abrir a segunda volta (1-0, golo de Bruno Gallo), quase deixou o Benfica com o título assegurado, tal seria a vantagem se os encarnados tivessem sido capazes de ganhar em Paços de Ferreira, no encerramento da jornada. Perderam e o FC Porto começou ali a encetar uma recuperação que, após a derrota do Benfica contra o Rio Ave em Vila do Conde, em Março, o deixaria à distância de uma vitória dos campeões, desde que ganhasse ao Nacional na Choupana. Sucede que o FC Porto não foi além de um empate nesse jogo (1-1, com Wagner a responder ao golo de Tello). Com pouca esperança na Liga, o FC Porto voltou à Madeira para jogar a meia-final da Taça da Liga, contra o Marítimo. E nova derrota (1-2, com Bruno Gallo e Marega a responderem a um golo inaugural de Evandro) significou que a época acabaria sem troféus no Dragão.O último treinador portista a ganhar na Madeira foi, assim, Vítor Pereira, a caminho do título nacional em 2013. Em 2013/14, as duas deslocações à “ilha maldita” saldaram-se ambas por derrotas: 1-0 nos Barreiros em Fevereiro com o Marítimo (marcou Derley) e 2-1 na Choupana com o Nacional (os golos de Candeias e Rondón pesaram mais que o obtido por Jackson). São, por isso, cinco, os jogos que o FC Porto leva na Madeira sem ganhar. Desse sucesso sobre o Nacional, na Choupana, em Maio de 2013 (3-1, com os golos de James, Lucho e Mangala a aparecerem todos até aos 22’, antes de Candeias reduzir), só resta um jogador no FC Porto: Varela. Da última vitória nos Barreiros (2-0, em Abril de 2012, com dois penaltis de Hulk) sobram Varela e Maicon. - O primeiro jogo de Maxi Pereira em Portugal foi na Madeira, em Setembro de 2007. Foi lançado de início por Camacho numa vitória do Benfica sobre o Nacional por 3-0, mas alinhou a meio-campo, que era a posição que mais fazia antes de chegar. - Bruno Martins Indi, Tello, Brahimi e Ruben Neves estrearam-se na Liga contra o Marítimo, na jornada inaugural do campeonato passado. O centrocampista, que foi a surpresa de Lopetegui nessa partida, fez mesmo o primeiro golo de uma vitória por 2-0. - Esse jogo também serviu de estreia ao maritimista Dyego Sousa, que porém não foi o único a arrancar no futebol português contra o FC Porto. O guardião Salin e o defesa central Raul Silva também deram os primeiros passos na Liga defrontando o FC Porto: o francês fê-lo em Agosto de 2010, nas redes da Naval, que perdeu em casa com os Dragões por 1-0, enquanto que o brasileiro teve a estreia em Janeiro passado, com a camisola do Marítimo, na vitória por 1-0 que chegou a fazer perigar ao ser expulso a 20’ do fim. - Ivo Vieira, treinador do Marítimo já conheceu alegria e tristeza a defrontar o FC Porto. Em Outubro de 2011, quando dirigia o Nacional, perdeu no Dragão por 5-0 e, embora ainda tenha dirigido a equipa no compromisso seguinte (vitória sobre o Beira Mar, em casa, por 2-1) já sabia que iria ser substituído por Pedro Caixinha no dia seguinte. A “vingança” teve-a na época passada quando, depois de substituir Leonel Pontes aos comandos do Marítimo, ganho ao FC Porto nos Barreiros (2-1) e acedeu à final da Taça da Liga. - O FC Porto tem um registo 100% vitorioso nos jogos dirigidos por Hugo Miguel na Liga. Nas 12 vezes que foram apitados por este árbitro de Lisboa, os dragões somam outras tantas vitórias e um score de 36-5 em golos. Uma dessas vitórias aconteceu precisamente nos Barreiros, contra o Marítimo (2-0, em Maio de 2011, na jornada de consagração da equipa dirigida por André Villas-Boas), que por sua vez só venceu duas de 13 partidas com este árbitro.
2015-08-20
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Último Passe

te. Danilo e Alex Sandro encontram duplos à altura em Maxi Pereira e Cissokho. Sem dúvidas à direita, com algumas reservas na esquerda, pelo menos até se perceber se o francês ainda é capaz de render o que o levou a sair do Dragão há anos. No meio-campo, Casemiro e Oliver voltaram a Madrid, resgatados pelos clubes que os tinham cedido, mas está por provar que as coisas funcionem pior com Imbula e Danilo Pereira. Falta ali criatividade, sim, mas o acréscimo de rotações no motor até pode compensar. Faltará adaptar a equipa às diferenças implicadas por uma troca de pontas-de-lança da qual ela não sai beneficiada: de Osvaldo se verá ainda o que é capaz de fazer; Aboubakar entra tanto no esforço do coletivo como o fazia Jackson, mas é mais jogador de espaços grandes do que de área. E isso não é assim tão bom para quem se vê forçado (por estratégia e pir conjuntura) a passar grande parte do tempo em ataque posicional.À partida, como a tudo isto se junta uma melhoria evidente da baliza - Casillas dá ali uma dimensão que não está à mercê de Helton ou Fabiano - a operação tem tudo para ser um sucesso retumbante. Mas - e nestas coisas há quase sempre um mas - nem tudo são flores. Boa parte do que o FC Porto recebeu agora tinha-o investido antes: há mais-valias, sim, só que estão muito longe dos 100 milhões agora agitados pela propaganda, com a agravante de, com a exceção de Imbula e eventualmente Danilo Pereira, os jogadores agora entrados não serem transaccionáveis. E se isso não prefigura mais do que uma simples alteração na política desportiva, o mesmo não pode dizer-se acerca do crescimento da massa salarial. Casillas é de outro campeonato, Maxi está à porta para lá entrar e isso, mesmo que conte pouco em cofres repletos, no balneário conta bastante. E só há uma maneira de levar o barco avante. Com vitórias que mantenham toda a gente satisfeita: os que ganham muito e os que não ganham assim tanto.
2015-08-19
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