PESQUISA 

Artigo

Havia uma frase célebre em tempos nos campos de futebol. Sempre que havia um pontapé de canto, havia sempre alguém mais antigo que dizia que um canto era “meio golo”. Na verdade, nunca terá sido bem assim. E mais: depende de quem ataca e de quem defende. Porque há equipas especialistas neste tipo de lances. A identificação dos 84 golos nascidos de pontapés de canto na última Liga permite apontar para o Marítimo, as melhores equipa da Liga tanto a atacar como a defender nos pontapés de canto. Com o Sporting em segundo lugar. Primeira constatação: os 84 golos saídos de pontapés de canto correspondem a 11,5 por cento do total de 728 golos marcados na Liga. Se todas as equipas fossem igualmente eficazes a atacar e defender pontapés de canto, o mais normal seria que todas andassem mais ou menos dentro destas percentagens. E não andam. Mas já lá vamos. Primeiro identifiquemos os maiores totais absolutos. As equipas que mais golos marcaram de canto na Liga foram o Marítimo, com 11, e o Sporting, com nove, seguindo-se o V. Setúbal, que marcou sete. Só uma equipa não fez qualquer golo de canto na competição: o Desp. Chaves. O que é curioso é que as equipas que menos golos sofreram do quarto-de-círculo foram as mesmas: Sporting e Marítimo, com apenas dois golos sofridos de canto, partilhando o V. Setúbal o terceiro lugar com outras quatro equipas que encaixaram mais um golo (FC Porto, Boavista, Benfica e Belenenses). Ora se estes são os melhores, então quem são os piores? O que é sintomático é que também aqui há repetentes. Defensivamente, ninguém esteve pior nos cantos do que o Arouca (nove golos), o Nacional (oito) e o Moreirense (sete). E se olharmos para a vertente ofensiva, todos estão no fundo da tabela: acima do já mencionado caso do Chaves, os piores foram o Nacional (dois golos) e depois Arouca, Moreirense, Feirense, Tondela e Rio Ave (todos com três). Claro que a aplicação destes valores aos totais de golos de cada equipa nos permite depois ver qual o peso relativo dos cantos na produção de cada uma – e aí as tabelas variam. Enquanto os onze golos obtidos pelo Marítimo lhe valeram um terço (32,3%) do total de tentos marcados pela equipa insular na Liga (34), os nove do Sporting já só representaram 13,2% dos 68 obtidos pelos leões. Um peso relativo inferior a V. Setúbal (23,3%), Belenenses (18,5%), P. Ferreira (15,6%) ou Estoril (13,8%). Já em relação à performance defensiva, o Sporting foi a equipa com menor peso relativo dos cantos nos golos sofridos: os dois que sofreu significaram 5,5% dos 36 golos sofridos, enquanto que os dois encaixados pelo Marítimo valeram 6,2% dos 32 cedidos pelos verde-rubros. Esta, no entanto, não é a forma mais interessante de avaliar as coisas. Bem mais significativo é vermos a percentagem de eficácia de cada equipa nos cantos que teve, de facto, na Liga. Ora a Liga portuguesa teve 3186 pontapés de canto, isto é, pouco mais de dez por jogo. Se estes 3186 pontapés de canto deram 84 golos, isso quer dizer que só 2,6% dos cantos geram um golo. Ou que, ao contrário do que diz o aforismo, um canto não é meio golo – é, sim, 40 avos de golo. A equipa que teve mais pontapés de canto a favor foi o FC Porto (235), seguido do Sporting (233) e, pasme-se, do Nacional (220). O Benfica, por exemplo, ficou pelos 210, ainda assim muito mais do que o Estoril, que só beneficiou de 127. Por outro lado, ninguém defendeu tantos cantos como o Nacional (225). Quem mais se aproximou foram Boavista (217) e Feirense (215) e quem menos vezes foi submetido a esta jogada foi o Sporting, que só teve 110 cantos contra (o FC Porto teve 118 e o Benfica 146). Mais interessante é verificar, então, a percentagem de eficácia. Afinal, quem é precisa de menos cantos para chegar ao golo? E quem é que resiste a mais sem o sofrer? A resposta às duas perguntas é a mesma: o Marítimo. A equipa do Funchal fez onze golos em 147 cantos, isto é, marca um golo a cada 13,3 cantos (percentagem excelente, tendo em conta que a média geral é de um golo a cada 40). Quem mais se aproxima são V. Setúbal (sete golos em 173 cantos) e Sp. Braga (seis golos em 150 cantos), que marcam um golo a cada 25 pontapés de canto. Dos grandes, o melhor é o Sporting (9/233) com um golo a cada 25,8 cantos, seguido do Benfica (6/210) com um golo a cada 35 cantos e do FC Porto (4/235) com um golo a cada 58,5 cantos. Ninguém aparece pior do que o Chaves, naturalmente, pois os transmontanos não marcaram qualquer golo nos 186 cantos de que beneficiaram. Defensivamente, é também o Maritimo a equipa proporcionalmente mais difícil de bater em pontapés de canto. Os insulares encaixaram dois golos em 173 cantos, isto é, um a cada 86,5. É um valor melhor que o do Sporting, que sofreu os mesmos dois golos, mas em 110 cantos. Ou seja, um golo a cada 55 pontapés do quarto-de-círculo. Melhor do que os leões ainda aparecem o Boavista (um golo a cada 72 cantos), o Belenenses (um a cada 58) e o V. Setúbal (um a cada 56). O Benfica (três golos em 146 cantos) sofre um golo a cada 48,6 pontapés de canto e o FC Porto (três em 118) tem uma má notícia a cada 39,3 cantos. A pior equipa da Liga, neste aspeto, foi o Arouca: em 207 cantos contra sofreu nove golos. Um a cada 23. Ora aí está uma das razões para a descida de divisão.
2017-05-24
LER MAIS

Último Passe

O empate do FC Porto frente ao Marítimo – o quinto nas sete últimas jornadas – veio hipotecar seriamente as hipóteses dos dragões se sagrarem campeões nacionais, mas não teve a ver com o regresso da equipa ao 4x3x3, com um súbito ataque de medo por parte de Nuno Espírito Santo, que terá levado à passagem de André Silva para o banco ou com a titularidade de apenas um extremo claro, permitindo a entrada de um quarto médio a partir da outra ala. O treinador portista defendeu nos Barreiros a proposta que vem defendendo desde o início da época, uma proposta à italiana antiga, que privilegia os equilíbrios, um jogo mais direto e vertical, que raramente envolve muitos homens no ataque, e isso não tem a ver com o sistema ou com os titulares de hoje ou da semana passada. Tem a ver, isso sim, com a ideia de jogo, que não é uma ideia condizente com o futebol ofensivamente avassalador que os adeptos gostariam de ver nesta altura da época ou que o plantel pede. A verdade é que, empatando na Madeira, o FC Porto vê fugir mais uma oportunidade de colocar pressão em cima do Benfica. E fá-lo logo na semana em que os encarnados têm uma deslocação tão difícil a Vila do Conde, para jogar com o excelente Rio Ave de Luís Castro, equipa que além de jogar bem está a lutar pela vaga europeia que resta com o Marítimo e por isso mesmo precisa dos pontos. Se até aqui o Benfica tinha direito a errar uma vez – podia empatar um dos três jogos que lhe faltavam –, agora viu aumentar essa margem de erro, pois pode até perder um jogo com a certeza de que será na mesma tetracampeão. Os sucessivos soluços resultadistas do FC Porto têm uma dimensão mental e outra estritamente estratégica. Mentalmente, sente-se que esta não é uma equipa forte, apesar das constantes alusões do seu treinador ao “jogar à FC Porto”, na tentativa de recuperar uma identidade de campeão que durante anos foi a maior arma dos dragões. Pode ser por ser jovem, por ter deixado que as justificações com os erros dos árbitros lhe diminuíssem o grau de responsabilidade, mas a verdade é que este plantel do FC Porto tem desperdiçado várias ocasiões soberanas para colocar o pé em cima da garganta do Benfica. A de hoje foi apenas a enésima… Futebolisticamente é que não há grandes diferenças. Virem agora dizer que o FC Porto tinha de ter entrado nos Barreiros e encostado o Marítimo atrás, com uma demonstração de futebol de ataque avassalador é ligar mais à história do clube do que ao processo de construção da equipa. O FC Porto de Nuno Espírito Santo nunca foi essa equipa. É uma equipa que não aposta nos envolvimentos atacantes, preferindo um jogo mais direto que por um lado dá menos trabalho a construir e por outro não desposiciona tanto os jogadores, precavendo desde logo a transição defensiva que aí vem. Dir-me-ão que o FC Porto é ainda o melhor ataque da Liga e isso é verdade, mas não significa que seja uma equipa de grandes envolvimentos ofensivos. Este FC Porto é uma equipa que ataca a pensar como vai defender a seguir. Sempre o foi, desde o início da Liga, como se perceberá pelas diferenças entre o onze de hoje e o que começou o campeonato, em Vila do Conde – Nuno trocou o castigado Maxi pelo jovem Fonseca, o lesionado Danilo por Ruben Neves, Corona pelo entretanto revigorado Brahimi e André Silva por Soares, num onze com um desenho absolutamente semelhante. Essa é a ideia de Nuno e não pode pedir-se-lhe que faça a equipa de acordo com ideias que não são as dele nem defender-se que com uma ideia destas não se ganham Ligas. Claro que podem ganhar-se campeonatos com um futebol mais cínico e apostado em equilíbrios. Mas para o fazer é preciso ter o “killing instinct” que geralmente está associado a equipas mais experientes e não a grupos tão jovens como o deste FC Porto. É por isso que Nuno Espírito Santo chega ao fim do desafio em que pode ter deixado as esperanças de ser campeão e diz que a sua equipa não soube matar o jogo. Claro que não soube. As equipas tão jovens como este FC Porto – cinco sub21 e só dois homens acima dos 27 anos nos 14 que jogaram – não podem ter a capacidade de gestão de uma partida que lhes permita jogar assim. Não têm o realismo dos veteranos, mas podem ter a salutar loucura da juventude. Olhem para o Ajax de Peter Bosz, por exemplo, e vejam que futebol ele joga.
2017-05-06
LER MAIS

Último Passe

O empate do Sporting nos Barreiros, frente ao Marítimo, e a vitória do FC Porto frente ao Rio Ave, em casa, veio confirmar à entrada da segunda volta que se há uma equipa em condições de fazer frente ao Benfica na luta pelo título é a de Nuno Espírito Santo. Não só pela cada vez maior distância pontual dos leões para o topo – podem ficar amanhã a dez pontos do primeiro lugar – mas sobretudo pela forma anímica em que se encontram os dois conjuntos: confiante o FC Porto, mesmo num desafio em que teve de suportar um volume de jogo acima do normal do Rio Ave; desconfiado o Sporting, que voltou a comprometer com erros idiotas uma partida da qual devia ter tirado mais. O FC Porto não fez um bom jogo. Chegou ao intervalo em desvantagem face ao Rio Ave em vários parâmetros estatísticos – posse de bola, ataques… –, apanhou pela frente um adversário sempre forte nos corredores laterais e viu-se mesmo a perder no início do segundo tempo, no seguimento de um penalti infantil de Layun. Mas a equipa de Nuno Espírito Santo foi competitiva. Percebendo que estava a perder o jogo pela falta de controlo a meio-campo aproveitou a lesão de Corona para equilibrar com André André, marcou três golos em bolas paradas laterais e acabou por ganhar com um quarto golo segundos depois de o Rio Ave ter estado à beira do empate. Não é sorte. É confiança. Exatamente a confiança que falta aos jogadores do Sporting neste momento mais conturbado da sua época. O jogo do Sporting foi um pouco o reverso da medalha daquele que fez o FC Porto: sofreu dois golos de bola parada, com responsabilidades evidentes de Rui Patrício em ambos e da zona central da marcação no segundo, e apesar de ter tido mais volume de jogo do que o opositor ainda viu o Marítimo desperdiçar algumas boas ocasiões para marcar mais. Tudo isso a somar às já habituais noites falhadas de alguns jogadores – nos últimos cinco jogos, Jesus fez oito substituições até ao intervalo e só três delas se deveram a lesões – acabou por custar ao Sporting mais dois pontos e o agravar da crise. A de resultados e a de confiança. Se o sucesso na corrida ao título dependia de ganhar todos os jogos da segunda volta, ele já ficou comprometido: se o Benfica vencer amanhã o Tondela, a distância para o líder crescerá para dez pontos e, mais grave, o FC Porto já está a seis e o Sp. Braga pode alargar a distância para quatro. Qualquer ponto perdido nesta altura já não põe em risco apenas a candidatura ao título.
2017-01-21
LER MAIS

Último Passe

A questão do total de títulos nacionais de futebol tem sido vista à luz da rivalidade entre os maiores clubes ou da estratégia de comunicação de Bruno de Carvalho, que a trouxe para a agenda mediática com o intuito de comprar mais uma guerra que sirva de forma de afirmação ao Sporting, mas vale muito mais do que tudo isso. Porque em causa não estão só o total de títulos de campeão nacional dos leões e, por inerência, do Benfica e do FC Porto. Em causa estão também os títulos de clubes como o Olhanense, o Marítimo, o Belenenses ou o já extinto Carcavelinhos (um dos clubes que deu lugar ao Atlético), que merecem tanto respeito como os três grandes, suportados em milhões de adeptos. Em causa está se a decisão do campeão nacional é retrospetiva ou prospetiva, feita a olhar para trás ou para a frente. Porque uma coisa é certa: não pode haver anos com dois campeões. A FPF decidiu que contam como títulos de campeão nacional os três campeonatos da I Liga, realizados entre 1934/35 e 1937/38, por serem provas por jornadas, em modelo de todos contra todos, e terem sido jogados antes da instituição do campeonato nacional da I Divisão, em 1938/39. Decidiu ainda a FPF não contar como suscetíveis de atribuição do título de campeão nacional os 17 Campeonatos de Portugal, jogados entre 1921/22 e 1937/38, por os considerar antepassados da Taça de Portugal, também ela jogada por eliminatórias a partir de 1938/39. Dessa forma, aos títulos de vencedor do campeonato nacional de futebol – Benfica por 32 vezes, FC Porto por 26, Sporting por 18, Belenenses e Boavista com um cada – somam-se mais três do Benfica e um do FC Porto, fruto das vitórias que conquistaram no tal campeonato da I Liga. Pretenderia o presidente do Sporting que, em vez desses títulos da I Liga, fossem contabilizados os vencedores do Campeonato de Portugal: quatro troféus do FC Porto e do Sporting, que assim aumentariam o pecúlio para 29 e 22 títulos, respetivamente; três do Benfica, que subiria na mesma para 35, substituindo as três Ligas por igual número de campeonatos de Portugal; três do Belenenses, que passaria a considerar-se quatro vezes campeão nacional; mais um do Olhanense, um do Marítimo e um do Carcavelinhos, que engrossariam o lote de campeões. A tese da FPF é que o antepassado do atual campeonato nacional é o campeonato da Liga, também ele jogado por jornadas. Faz sentido. Mas também pode não fazer. Ora, façamos um pouco de história. O futebol português andou uns anos atrás do resto da Europa, a ponto de só em 1922 se ter extravasado o nível regional no que a competições respeitava. Nesse final de época de 1921/22 jogou-se pela primeira vez o Campeonato de Portugal, que em ano de estreia se resumiu a uma espécie de finalíssima entre os campeões de Lisboa (o Sporting) e do Porto (o FC Porto). Ganharam os nortenhos, que tal como todos os seus sucessores na prova adquiriram o direito a apresentar-se como “campeões de Portugal”. Veja-se o caso do Benfica de 1930, de que se mostra na imagem acima o cartaz relativo ao almoço de homenagem aos jogadores. O Campeonato de Portugal foi evoluindo. Na segunda edição, além de Sporting e FC Porto, outra vez campeões dos seus distritos, já participaram os campeões de Coimbra, da Madeira, do Minho e do Algarve. E a prova foi-se alargando a mais regiões, até passar, a dada altura, a permitir a entrada de mais do que um representante por cada distrito. Iam-se assim sucedendo os campeões de Portugal. E tudo continuou igual até que, em Março de 1934, a seleção nacional foi arrasada pela Espanha em Chamartin. Foram 9-0, a eliminação do Mundial e a abertura de um processo de reformulação dos quadros competitivos do futebol nacional. Uma das coisas que os espanhóis tinham e os portugueses não era competição nacional regular – o Campeonato de Portugal só se jogava de Maio a Julho – sob a forma de uma prova por jornadas, em que todos os clubes se defrontavam a duas voltas. Os portugueses resolveram imitar esse modelo e criaram, ainda que de modo experimental, o campeonato da Liga – cujo nome derivou do modelo inglês. A prova foi introduzida a título experimental, por se temer que o aumento da receita não chegasse para cobrir o aumento da despesa com deslocações mais longas e frequentes. Foi um sucesso. Ora é aqui que se introduz a rotura. Para a FPF, agora, os 13 campeões de Portugal até aí coroados deixaram de o ser. E os vencedores das quatro Ligas experimentais que antecederam a criação do campeonato nacional de futebol, em 1938/39, passaram a poder ostentar o título de campeão nacional. O primeiro campeonato da Liga, em 1934/35, foi ganho pelo FC Porto, mas nesse mesmo ano o Benfica venceu o Campeonato de Portugal, batendo o Sporting na final, por 2-1. Na página 143 do segundo volume da História do Sport Lisboa e Benfica (1904/1954), obra excecional editada aquando do cinquentenário do clube por Mário Fernando de Oliveira e Carlos Rebelo da Silva e prefaciada por Ribeiro dos Reis, reproduz-se a ementa do jantar oficial de homenagem “Ao team de Foot-Ball Campeão de Portugal” do Sport Lisboa e Benfica. Teve lugar nas Portas do Sol, em Santarém, a 21 de Julho de 1935. Claro que se a prova se chamava Campeonato de Portugal, a equipa que a ganhava se considerava campeã de Portugal. Nem outra coisa faria sentido, apesar de já existir o campeonato da Liga, que nesse ano coroou o FC Porto. Só em 1938 o panorama competitivo voltou a mudar. Ao campeonato da Liga sucedeu o campeonato nacional de futebol; ao campeonato de Portugal seguiu-se a Taça de Portugal. As competições mantiveram os moldes de disputa, pelo que é natural que, vendo as coisas de trás para a frente, a FPF considere agora campeões nacionais os clubes vencedores da Liga e não os que ganharam o Campeonato de Portugal. Porque a questão é que, durante quatro anos, houve clubes cuja legitimidade para se considerarem campeões nacionais se funda no futuro (e na evolução que a competição veio a ter) e outros cuja legitimidade se funda no passado (e no facto de até 1934 o campeonato de Portugal ter sido a única prova nacional). Como não podia haver dois campeões nacionais no mesmo ano, era preciso tomar uma decisão. A FPF decidiu assim e a decisão tomou letra de lei. O mais justo, porém, seria separar as quatro provas e os respetivos palmarés. Porque a alternativa é dizer aos jogadores e aos clubes que ganharam o campeonato de Portugal entre 1922 e 1938 que afinal não foram campeões de Portugal. E isso vai muito para lá das provocações de Bruno de Carvalho ou das respostas dos adeptos benfiquistas.
2016-12-23
LER MAIS

Último Passe

Pinto da Costa já fez a sua parte ao vir dizer que a dupla de centrais formada por Felipe e Marcano é das melhores que alguma vez viu na sua longa permanência à frente do FC Porto – e nisso terá tido o seu quê de exagero. Mas, não sendo entusiasmante no plano ofensivo, esta equipa de Nuno Espírito Santo raramente se desequilibra e fundou na segurança defensiva de 746 minutos de jogo consecutivos sem sofrer golos o regresso a sério à luta pelo título. Nisso e no regresso de Brahimi, o proscrito que passou a servir que nem uma luva nas ideias atacantes do treinador. Djoussé pôs termo à longa imbatibilidade portista, que já durava desde o golo de Lisandro López no clássico com o Benfica, no Dragão, e fê-lo precisamente num lance em que bateu os dois centrais portistas, um após o outro. Não são piores jogadores por isso, mas há que reconhecer que grande parte da segurança defensiva desta equipa tem a ver com a opção por Danilo – em vez de Ruben Neves, por exemplo, que é um jogador ofensivamente muito mais entusiasmante mas menos imponente nos duelos – ou com o facto de os laterais – sobretudo Layun e Teles – terem como motivação fundamental a manutenção da posição, procurando muito o desequilíbrio desde trás em detrimento de uma maior projeção no meio-campo adversário. Se é verdade que as equipas se constroem desde trás, então Nuno Espírito Santo está a fazer bem. As vitórias, porém, só começaram a surgir quando o treinador contrabalançou tanta contenção com mais criatividade na frente, através das entradas de Corona e Brahimi no onze. O primeiro nunca esteve verdadeiramente fora, mas acabou por ganhar a posição a jogadores mais contidos, como Herrera ou André André. O segundo estava com pé e meio fora da equipa, com guia de marcha anunciado para Janeiro, antes de contribuir com três golos nos três últimos jogos. Contra o Marítimo, foi ele que desbloqueou o marcador com um golo de autor, como foi ele que depois colocou André Silva na cara do guarda-redes para o 2-0. Janeiro, se é preocupação, será sobretudo por causa da perda de Brahimi, que nessa altura seguirá para a seleção para jogar a Taça de África das Nações e dará outra vez o lugar a Otávio.
2016-12-15
LER MAIS

Último Passe

Dentro de todo o equilíbrio com que indiscutivelmente analisou a derrota do Benfica no Funchal, frente ao Marítimo, Rui Vitória disse não aceitar que alguém viesse considerar que os donos da casa tinham tido o domínio do jogo. “Não posso deixar que se diga que o Marítimo foi a melhor equipa”, sentenciou. São duas coisas diferentes, porém. Claro que o Marítimo não teve o domínio de jogo – nem o queria, de resto. Mas nunca devemos estar à espera que quem quer seja na nossa Liga precise ou procure esse domínio de jogo quando quer ganhar a um dos grandes do futebol português. Foi o caso hoje, num jogo cuja chave foi a troca da confiança pelo sentimento de fatalidade iminente que a sucessão de finais provocou nos encarnados. Usando a expressão também hoje elaborada por Nuno Espírito Santo, na antevisão do FC Porto-Sp. Braga, o Marítimo teve uma ideia para o jogo e defendeu-a como podia. A ideia não era atraente, não leva gente aos estádios, no final aproximou-se perigosamente do anti-jogo – como se aproximam todos os jogos em que os pequenos estão quase a bater o pé aos grandes, ainda que os adeptos achem que isso só acontece aos clubes deles – mas deu indiscutivelmente mais resultado do que a abordagem ingénua e passiva desta mesma equipa ao jogo na Luz, há dias, onde encaixou 6-0 do Benfica. Dir-me-ão que o ideal está no meio. Que bom era que os pequenos conseguissem sacar pontos aos grandes limitando-se a perder a passividade mas mantendo a positividade. E eu até concordo. Mas para tal precisaríamos de ter uma Liga mais equilibrada em todos os aspetos, a começar pelos meios disponíveis a todos. O Marítimo ganhou ao Benfica por várias razões, sendo que a estratégia de perda de tempo no final foi apenas uma delas. Antes disso houve uma entrada estrategicamente muito bem conseguida, reduzindo os espaços que os tricampeões nacionais costumam utilizar e criando até mais ocasiões de golo do que eles durante a primeira parte. Depois houve também o aproveitamento da pressão a que vem sendo repetidamente submetido um Benfica que salta de final em final a cada semana, seja na Liga ou na Europa. Se por um lado jogos houve já recentemente em que a equipa de Rui Vitória podia ter feito um resultado pior, tendo acabado por ganhá-los no detalhe, graças à confiança que se monta em cima da sucessão de bons resultados – aquilo a que genericamente se chama “estrelinha de campeão” mas que é muito mais do que isso – acaba por ser normal também que, confrontada com uma semana na qual não podia falhar, ela vacile e se deixe diminuir pelo mesmo sentimento de fatalidade iminente que afetou o Sporting de Jesus na Primavera passada. A diferença, aqui, vê-se no dia seguinte. Muito do que é feito este Benfica se verá já na terça-feira e no próximo fim-de-semana, contra Napoli e Sporting. Aumenta a pressão, aquece a Liga.    
2016-12-02
LER MAIS

Último Passe

A forma como o Benfica destroçou o Marítimo serviu a toda a gente menos aos adeptos da equipa madeirense, que têm ali muito com que se preocupar. Serviu aos benfiquistas para mostrarem que a sua equipa está fortíssima: afinal de contas, os 6-0 são sempre um resultado imponente, mais a mais se contra uma equipa do mesmo escalão. E serviu aos portistas e aos sportinguistas para fazerem valer a tese segundo a qual frente ao Benfica a generalidade das equipas de menor dimensão comete erros infantis: os três primeiros golos encarnados nasceram de bolas que os insulares chegaram a ter controladas, dentro ou pelo menos nas imediações da sua área. O que uns e outros ainda não perceberam, no debate permanente e sempre hiperbolizado ao extremo, é que estão a dizer exatamente a mesma coisa. Dizem os benfiquistas que o Benfica está muito forte e têm razão. A forma como o onze de Rui Vitória parece adormecer os adversários no início do processo ofensivo, com um ritmo propositadamente mais baixo antes de meter as mudanças de velocidade à entrada dos últimos 30 metros, parte as defesas, que estão sempre obcecadas com a diminuição do espaço entre linhas, explorando-lhes as deficiências no controlo da profundidade e da velocidade. Seja por dentro ou por fora, seja no corredor central ou nas alas, o Benfica mete muitas vezes gente com bola atrás da última linha dos adversários e isso resolve-lhe os jogos. Depois, dizem os adeptos rivais que toda a gente parece facilitar a tarefa ao Benfica e, olhando pelo menos para o jogo desta noite, também tiveram razão. Aqui, as razões são duas. Por um lado, a pressão que a equipa de Rui Vitória mete na saída de bola dos opositores convida ao erro. Por outro, a falta de capacidade que estes mostram para tirar a bola das zonas de pressão leva ao reiniciar do processo e a mais uma vaga de ataque do Benfica. No fundo, a explicação para este Benfica avassalador com os pequenos e mais débil nos jogos com equipas do seu nível escreve-se com uma palavra: investimento. A qualidade do Benfica no processo ofensivo depende de duas coisas: das mudanças de velocidade e da posse de bola. A posse de bola depende de outras duas coisas: da capacidade para a recuperar rapidamente e da qualidade que o adversário (não) tem na sua circulação, de forma a conseguir mantê-la. Quando o adversário consegue, como o FC Porto, ter a bola e iludir esta primeira pressão – e a generalidade das equipas mais fortes têm gente capaz de sair a jogar – transporta o jogo para zonas e momentos nos quais o Benfica investe menos e é capazes de expor as debilidades que esta equipa tem. Por isso, nem o Benfica está uma equipa perfeita e imbatível, nem os adversários perdem os jogos de propósito. E em nome da sanidade do debate, seria excelente que uns o outros compreendessem isso.
2016-11-19
LER MAIS

Último Passe

O que Jorge Jesus disse acerca das possíveis saídas de João Mário e Slimani, no final da vitória do Sporting sobre o Marítimo (2-0), está dentro da razão e vem muito no sentido do que tem vindo a dizer Bruno de Carvalho ultimamente sobre mercado: os jogadores têm contrato, o clube é que decide se os transfere ou não e nada do que eles possam ansiar tem importância decisiva nos casos. Ou, como disse Jesus de Slimani, “isso, se ele quer sair ou ficar, é igual ao litro”. O que não quer dizer que o facto de eles saírem ou ficarem seja igual para o clube. Porque não é. E da resolução destes casos depende o desfecho da batalha da qualidade que este Sporting vai travar. O que se viu frente ao Marítimo foi uma equipa forte na criação, na sequência do que já fazia na época passada. Com bola, este Sporting continua muito bem. Sem ela, continuou a deixar-se tolher por um par de momentos de desconcentração que já se tinham visto na pré-época e que podiam ter posto em causa o desfecho do jogo: nas duas vezes que chegou à baliza leonina, ainda na primeira parte, o Marítimo devia ter marcado, valendo aos leões uma grande defesa de Rui Patrício frente a Baba e, no segundo lance, as finalizações desastradas de Ghazaryan e Alex Soares. Jesus corrigiu os problemas defensivos ao intervalo, com um puxão de orelhas a Gelson, que passou a estar mais perto de João Pereira, e a troca de Jefferson por Bruno César, lançando os leões para um segundo tempo amplamente dominador. Nada disto quer dizer que a vitória do Sporting tenha sido sequer difícil. Não foi. Porque a equipa da casa teve situações de golo mais do que suficientes para construir um score mais amplo – o que seguramente faria se Slimani estivesse em campo. Alan Ruiz jogou como ponta-de-lança e nem jogou mal: vê-se que tem escola, que tem visão, que apesar de estar longe do seu melhor em termos físicos tem qualidade no último passe. Mas golos é que nem vê-los. João Mário jogou como segundo avançado, assistiu Coates para o 1-0 e provou que não está com a cabeça em Itália – ainda que a sua saída, aos 89 minutos, para ser ovacionado, tenha cheirado a despedida – com uma exibição mexida e presente, nunca se escondendo e aparecendo em três ou quatro situações que teriam dado golo se a finalização deficiente não fosse o que o separa de valer já os 60 milhões da cláusula de rescisão. Bryan Ruiz até marcou um golo, o segundo, mas também se sabe que para ele os adornos estão sempre primeiro e que as conclusões simples dos lances não lhe dão grande satisfação. A questão é que o Sporting não pode abdicar de mais do que um dos seus jogadores mais requisitados se quer ganhar a tal batalha da qualidade – e se esse jogador não for Slimani, tanto melhor, porque é o mais difícil de substituir. Para já, João Mário parece estar na pole position. O próprio Bruno de Carvalho já deixou entender que há limites para a intransigência negocial: o clube deve acautelar os seus interesses, não cedendo a propostas que o penalizam desportivamente sem o beneficiarem no imediato do ponto de vista financeiro, como o empréstimo, mas acabará por vender. E aqui, quanto mais depressa o fizer, mais depressa poderá Jesus começar a construir a equipa com que pretende atacar a Liga.
2016-08-14
LER MAIS

Último Passe

A final da Taça de Liga foi um espelho perfeito da época do Benfica, com uma demonstração de eficácia máxima nas duas áreas a ditar o destino do troféu. Quando a equipa de Rui Vitória foi pela primeira vez à baliza de Haghighi, iam decorridos 11 minutos de jogo, fez o 1-0, por Jonas. Antes, já os madeirenses tinham perdido dois lances de golo cantado, quando Ederson deteve remates de Edgar Costa, primeiro, e Fransérgio, um minuto depois, ambos em situação extraordinária. Logo a seguir, porém, Pizzi descobriu Mitroglou que, já sem guarda-redes sequer pela frente, fez um 2-0 que, mesmo com apenas 18 minutos de jogo decorridos levou a que já ninguém admitisse outro desfecho que não fosse a taça nas mãos de Luisão. O 6-2 final não deixa sequer margem para que alguém venha agora discutir se é uma questão de sorte ou de qualidade. Houve sorte no primeiro golo do Benfica? Claro que sim: Mitroglou falhou o remate, Patrick tentou o corte e acabou por desviar a bola do seu guarda-redes e por colocá-la à frente de Jonas, que só teve de a empurrar para a baliza deserta. Mas antes, houve qualidade na forma como Ederson impediu os golos de Edgar Costa e Fransérgio? É também evidente que sim. É tão óbvio que o guarda-redes reagiu de forma soberba ao remate acrobático de Edgar Costa, desviando-o, ou que se manteve impecavelmente composto antes da finalização de Fransérgio, parando um autêntico penalti em movimento, como o é que ambos os lances nasceram da falta de rotina de Luisão e das dificuldades que André Almeida teve para se coordenar com o capitão, mais lento e pesado que Lindelof. A primeira parte foi um pesadelo para o lado direito da defesa do Benfica por causa disso mesmo. Depois, é claro que houve qualidade e trabalho na forma como o Benfica chegou ao 2-0: lançamento lateral de André Almeida para Jonas, que no segundo exato desmarcou Pizzi junto à linha de fundo, não restando a este outra coisa que não fosse chamar o guarda-redes e entregar a Mitroglou, que fez o golo. Mesmo contra um Marítimo que, ao contrário do que aconteceu no recente jogo contra 10 no campeonato, conseguia chegar à frente, poucos duvidavam de que o jogo estava resolvido. O 3-0, por Mitroglou, no seguimento de uma combinação entre Grimaldo – bom jogo, a atacar – e Gaitán veio acabar com as dúvidas que ainda restassem. E nem o facto de João Diogo ter reduzido ainda antes do descanso, após passe de Fransérgio, levou quem quer que fosse a colocar a vitória benfiquista em causa. É que na segunda parte o jogo continuou a decorrer como até ali, com o Marítimo a perdoar e o Benfica a castigar. Dyego Souza acertou na barra no único lance em que Ederson falhou, perdendo a posição numa saída dos postes, e logo a seguir Éber Bessa também perdeu por pouco o golo que podia reabrir a final. Quem não perdoou foi o Benfica que, já com Talsica em vez de Mitroglou, viu o brasileiro lançar Jonas e este dar um passe açucarado para uma finalização de pura classe de Gaitán. O argentino, que entrara em campo a chorar e saiu logo a seguir, acenando aos adeptos em jeito de despedida, recebeu o prémio de Homem do Jogo e confirmou no final que está “muito perto” de sair do Benfica. Faltavam 13 minutos para o fim quando Gaitán marcou, mas até final o jogo ainda teve mais três golos. Fransérgio reduziu para 4-2, de penalti, a punir derrube de Samaris a Alex Soares, mas antes que o Marítimo tivesse ideias, o Benfica marcou mais dois, já em período de compensação: primeiro por Jardel, a ganhar nos ares um livre lateral de Pizzi, e depois por Jiménez, de penalti, a punir falta do guarda-redes Haghighi sobre ele próprio. O jogo acabou logo a seguir, com ato de contrição de Nelo Vingada para o que considera ter sido uma má época do Marítimo e Rui Vitória a conquistar o segundo troféu na noite que pode ter sido de despedida para muita gente na equipa: Renato Sanches de certeza, Gaitán muito provavelmente, Jonas e Talisca talvez, Luisão quem sabe.
2016-05-20
LER MAIS

Último Passe

Nem a expulsão de Renato Sanches, ainda antes do fim da primeira parte e com o resultado em branco, travou a marcha triunfal do Benfica, que ganhou por 2-0 ao Marítimo nos Barreiros e vai entrar na última jornada como favorito para fazer a festa do tricampeonato: bastar-lhe-á vencer o Nacional na Luz. Mitroglou e Talisca marcaram os golos da vitória na Madeira, mas Jonas (primeiro) e Jiménez (já perto do final) ainda acertaram por duas vezes nos ferros da baliza de Salin. Tudo num jogo em que o Marítimo foi sempre muito tímido do ponto de vista ofensivo e incapaz de parar as tabelas adversárias no espaço interior quando lhe tocava defender e em que o Benfica terá feito a melhor exibição das últimas semanas. O melhor Marítimo, na verdade, viu-se de início. Nelo Vingada optou por um 4x4x2 em que os dois atacantes – Djoussé e Edgar Costa – procuravam sobretudo os corredores laterais, dando depois ordem aos jogadores de meio-campo para preencherem o espaço interior, mas isso só bloqueou o ataque do Benfica enquanto os homens da casa tiveram gás para correr mais que os visitantes. Mesmo sem Gaitán, que por lesão cedeu a vaga a Carcela, o Benfica soltava Renato nos corredores laterais, levando-o muitas vezes a surgir embalado frente aos laterais insulares, e isso chegava para causar a dúvida dos médios interiores: iam à procura dele ou ficavam a tapar o espaço predileto de Jonas? Fosse como fosse, a partir dos 25’ o Benfica desfez o equilíbrio que se verificara até então e teve, de imediato, várias situações para marcar. Jonas acertou no poste aos 29’, Carcela viu um defesa da casa tirar-lhe o golo sobre a linha aos 30’ e, dois minutos depois, foi a vez de Salin tirar o golo a Jonas, com uma defesa magistral, a ir buscar um cabeceamento que o brasileiro dirigira para o chão. E aí apareceu a expulsão de Renato, imprudente a fazer uma falta quando já tinha um amarelo. Com 0-0 e a jogar com menos um durante mais de meio jogo, o Benfica poderia ter um problema. Mas a equipa uniu-se e respondeu bem, mantendo-se sempre alta no terreno, recusando a tentação de baixar as linhas que poderia ter dado iniciativa ao Marítimo. E teve ainda três situações de perigo até ao intervalo: um remate de Carcela sobre a barra e duas finalizações desviadas de Mitroglou. Mesmo com um a mais, o Marítimo não conseguia tapar o espaço entre a linha defensiva e a de meio-campo nem chegar à frente com perigo: atacava quase sempre com poucos e por isso mesmo ficava à mercê do primeiro erro. Que inevitavelmente apareceu logo aos 48’. Alex Soares fez mal um corte e dessa forma isolou Mitroglou, que em boa posição deu de esquerda na bola, sem hipóteses para Salin. Só depois de uma longa interrupção para ser prestada assistência a Maurício é que Nelo Vingada chamou Dyego Souza, o ponta-de-lança de que a equipa precisava para regressar ao 4x3x3, mas a verdade é que nem assim o Marítimo deu a sensação de poder discutir o jogo. Antes de sair, totalmente esgotado, por estar a cumprir a missão dele e a de Renato Sanches, Jonas ainda viu Salin fazer mais uma excelente defesa a um remate seu que podia ter dado o 2-0 (aos 69’). E foi já com Samaris em vez de Jonas que Talisca (que entrara para o lugar de Carcela) arrumou a questão dos três pontos, marcando um livre semelhante ao que já batera Neuer, no empate frente ao Bayern, na Luz. Faltavam sete minutos (mais os dez de compensação, que ainda chegaram para que Jiménez, que substituiu Mitroglou, chutasse uma bola à barra), mas já nada tiraria esta vitória a um Benfica que soube unir-se no momento em que se viu reduzido a dez e terá, até, aproveitado a proximidade para mais um título para fazer a melhor exibição das últimas semanas.
2016-05-08
LER MAIS

Último Passe

O Sporting manteve a distância relativamente ao Benfica no topo da Liga em dois pontos, ao vencer em casa o Marítimo por 3-1, numa partida que fica marcada pela continuação do bom momento de Teo Gutièrrez e pelo regresso de Slimani aos golos em Alvalade mas também pela confirmação da influência de Adrien Silva na equipa e pelo lançamento de algumas dúvidas acerca da possibilidade de Bruno César continuar a ser lateral-esquerdo. Sem o capitão, o meio-campo leonino perdeu qualidade e agressividade nos momentos defensivos e colocou-se várias vezes à mercê de perigosos ataques maritimistas. Aí, por mais de uma vez, valeram intervenções de qualidade de Rui Patrício, a fazer a diferença entre os dois ataques. Não pode sequer dizer-se que a vitória se justifique com um excelente índice de aproveitamento das ocasiões de golo criadas, pois tal como habitualmente os avançados leoninos pareceram apostados em tirar expressões de desespero da face de Jorge Jesus, como a que o treinador fez logo aos 15’, quando Ruiz perdeu um golo feito, cabeceando ao lado após um cruzamento de Gutièrrez. Não foi caso isolado, porém, e felizmente para os leões foi até um problema comum ao Marítimo, que chegou ao intervalo com o dobro dos remates (seis contra três) da equipa da casa. A forma como o Sporting chegou à vantagem, aliás, foi duplamente afortunada. Edgar Costa já tinha perdido uma ocasião soberana aos 17’, quando surgiu nas costas de Bruno César, mas desviou a bola sobre a barra, mas o momento definidor do primeiro tempo tem a ver com as botas de João Diogo: aos 41’, o lateral maritimista fez uma bela jogada na direita, superou os passivos Ruiz e Bruno César e chegou a uma boa posição para marcar, mas permitiu a defesa de Rui Patrício; um minuto depois, desviou com a ponta da bota um remate de fora da área feito por Teo Gutiérrez, levando a bola a fazer um arco e fugir da tentativa de defesa de Salin, aninhando-se nas redes. Gutièrrez, que até tinha sido o melhor do Sporting na primeira parte, colocava a equipa da casa numa situação de vantagem que, verdadeiramente, ela só mereceu no segundo tempo. Mais alerta, o Sporting entrou bem no segundo tempo, fazendo uma boa meia-hora, na qual chegou aos 3-0 sem grandes dificuldades. Logo aos 53’, William Carvalho fez o segundo, com um remate muito colocado após iniciativa de João Mário. E aos 76’, pouco depois de Aquilani ter estado perto do terceiro, num lance que também teve direito a carambola mas que desta vez Salin conseguiu defender, foi a vez de Slimani pôr fim ao jejum de golos em casa que já datava desde a partida com o Tondela, há três meses, aparecendo na ponta final de mais um remate de João Mário que a defesa maritimista desviou. Com o jogo resolvido, os lisboetas relaxaram e talvez até o tenham feito em demasia, porque o Marítimo pôde assim crescer. Ghazaryan fez o merecido golo de honra insular, aos 81’, e os últimos minutos foram particularmente abertos, com ocasiões de golo de parte a parte, perdidas pelo maritimista Djoussé e pelo sportinguista Matheus (esta escandalosa, após um lance em que os leões apareceram em três para um, num contra-ataque). Nenhum dos dois marcou, pelo que o jogo ficou nuns 3-1 que se aceitam sem problemas, ainda que a margem mínima talvez fosse mais acertada para uma partida que mostrou que o Marítimo vale mais que o 12º lugar que ocupa na tabela e que, defensivamente, o Sporting não vive muito bem com as ausências de Adrien.
2016-04-10
LER MAIS

Stats

Adrien Silva, que viu o nono cartão amarelo na Liga na última jornada, na deslocação ao Restelo, para defrontar o Belenenses, estará ausente na receção do Sporting ao Marítimo. Jorge Jesus fica assim sem o maior contribuinte para a série de seis vitórias seguidas que os leões levam nos jogos com os insulares: o capitão de equipa marcou em quatro dessas seis partidas, tendo mesmo sido ele a garantir o sucesso com um golo solitário nas últimas duas. Em início de Dezembro, nos Barreiros, foi Adrien quem fez o golo que valeu ao Sporting a vitória por 1-0 nos Barreiros. Marcou no início da segunda parte, a aproveitar uma jogada de João Mário pela direita, seguida de passe rasteiro para um remate seco à entrada da área. Já em Março do ano passado, na partida da segunda volta da Liga anterior, os leões tinham ganho por 1-0 nos Barreiros, também com um golo de Adrien, dessa vez a punir uma grande penalidade cometida por Raul Silva sobre Jefferson. Nos 4-2 de Alvalade em Outubro de 2014, o médio limitou-se a assistir Montero para o golo com que os leões encerraram a contagem, não marcando nenhum em nome próprio. Em Março de 2014, foi também de penalti, assinalado a punir derrube de Márcio do Rozário a Carlos Mané, que Adrien começou a desenhar a vitória do Sporting nos Barreiros, por 3-1. Sem ligação aos golos nos 3-0 com que o Sporting se impôs em partida da Taça da Liga, em Janeiro de 2014, Adrien decidiu ainda a favor dos leões na vitória por 3-2, em Alvalade, em Novembro de 2013. Esta será a quarta ausência de Adrien Silva em jogos de campeonato esta época, a terceira por castigo. Não esteve na nona jornada, a vitória em casa frente ao Estoril, por 1-0, por ter visto o quinto amarelo na competição contra o Benfica, na semana anterior. Falhou depois o empate em Guimarães (0-0), na 24ª ronda, por causa de uma lesão que já o impedira, a meio da semana, de estar na derrota em Leverkusen (1-3). E voltou a faltar na vitória no Estoril (2-1), à 26ª jornada, porque estava a cumprir um jogo de castigo na sequência da expulsão na derrota frente ao Benfica, em Alvalade (0-1).   O Marítimo também não poderá contar com Dyego Souza, o goleador que foi expulso na vitória que os verde-rubros conseguiram contra o Nacional, na última jornada. Dyego Souza é o melhor marcador do Marítimo na Liga, com 11 golos, a maior parte dos quais (seis) fora de casa: marcou no terreno do U. Madeira (1-2), do Sp. Braga (1-5), do Boavista (1-0), do Arouca (1-4), do Tondela (4-3) e do Paços de Ferreira (2-2).   Os últimos oito golos de Slimani pelo Sporting foram todos fora de casa. O argelino anda há seis jogos à procura de um golo em Alvalade, algo que já lhe escapa desde 15 de Janeiro, quando fez o primeiro de um empate caseiro com o Tondela (2-2). Depois disso, não marcou à Académica (3-2), ao Rio Ave (0-0), ao Leverkusen (0-1), ao Boavista (2-0), ao Benfica (0-1) e ao Arouca (5-2). A maior série de jogos de Slimani em branco em Alvalade foi de sete jogos, iniciada precisamente depois de marcar ao Marítimo, a 2 de Novembro de 2013 (3-2). Depois disso, ficou a zeros contra Paços de Ferreira (4-0), Belenenses (3-0), Nacional (0-0), FC Porto (0-0), Marítimo (3-0), Académica (0-0) e Olhanense (1-0), interrompendo o jejum caseiro com um golo ao Sp. Braga (2-1), a 1 de Março de 2014. Em cinco destes sete jogos, porém, foi apenas suplente utilizado.   Nelo Vingada ganhou na última vez que levou uma equipa a Alvalade. Foi em 16 de Outubro de 2005 que um golo de Marcel chegou à Académica, então dirigida pelo atual treinador do Marítimo, para ganhar em Lisboa ao Sporting de José Peseiro, motivando a demissão do treinador leonino e a ascensão de Paulo Bento ao comando técnico dos leões. Depois disso, Nelo Vingada defrontou o Sporting por mais duas vezes, ambas em casa, perdendo sempre: 0-3 para o campeonato, em Fevereiro de 2006, e 0-2 para a Taça de Portugal, em Março do mesmo ano.   Na última vez que Nelo Vingada visitou uma equipa liderada por Jorge Jesus… também ganhou. Foi a 5 de Março de 2006 que a Académica se impôs em Leiria à União, que na altura era comandada pelo atual treinador do Sporting, por 2-0, com golos de Filipe Teixeira e Joeano. Depois disso, em Agosto de 2009, os dois voltaram a enfrentar-se, em Guimarães, e o Vitória de Nelo Vingada acabou batido no Minho pelo Benfica de Jesus por 1-0, graças a um golo de Ramíres no último minuto de jogo.   Jorge Jesus, porém, ganhou os últimos cinco jogos contra o Marítimo: 1-0 pelo Sporting nos Barreiros, já neste campeonato; 4-1 em casa e 4-0 fora pelo Benfica no campeonato passado; 2-1, igualmente pelo Benfica, na última final da Taça da Liga; e 2-0 em casa na época de 2013/14. O último percalço de Jesus contra os leões do Funchal foi em Agosto de 2013: perdeu por 2-1 com o Benfica nos Barreiros.   Rui Patrício e João Mário estrearam-se na Liga portuguesa a jogar contra o Marítimo. O guarda-redes fê-lo a 19 de Novembro de 2006, lançado por Paulo Bento numa vitória por 1-0 nos Barreiros, na qual até teve de defender um penalti. O médio estreou-se a 10 de Fevereiro de 2013, lançado por Jeusaldo Ferreira na derrota leonina por 1-0, em Alvalade.   O Sporting ganhou as últimas seis partidas contra o Marítimo, as duas últimas sem sofrer golos, ambas nos Barreiros. A última vez que os insulares escaparam à derrota no confronto com os leões foi em Alvalade, a 10 de Fevereiro de 2013, quando ali foram ganhar por 1-0, com um golo do coreano Suk, que agora joga no FC Porto.   Aliás, se contarmos só jogos da Liga, o Marítimo marcou sempre nas últimas quatro visitas a Alvalade. A última vez que ali ficou em branco foi em Agosto de 2010, quando um penalti de Matias Fernández deu a vitória aos leões, por 1-0. Depois disso, até ganhou duas vezes: 3-2 em Agosto de 2011, com golos de Rafael Miranda, Sami e Baba a responderem a tentos de Izmailov e Jeffrén, e o tal 1-0 de Fevereiro de 2013, com a assinatura de Suk. As últimas duas partidas ganhou-as o Sporting: 3-2 em Novembro de 2013 (Capel, Slimani e Adrien marcaram para os lisboetas, Ruben Ferreira e Heldon para os insulares) e 4-2 em Outubro de 2014 (com um bis de Maazou a revelar-se insuficiente para contrariar um autogolo de Bauer e os tentos de João Mário, Paulo Oliveira e Montero).   O Sporting sofre golos há quatro jogos consecutivos, não mantendo a baliza a zeros na Liga desde o empate em Guimarães, a 29 de Fevereiro: 0-1 com o Benfica, 2-1 ao Estoril, 5-1 ao Arouca e 5-2 ao Belenenses. Esta foi a terceira série de quatro jornadas seguidas da Liga com os leões a sofrerem golos esta época. Para se encontrarem cinco jogos consecutivos dos leões na Liga sempre a sofrer golos é preciso recuar a Março e Abril do ano passado, quando a equipa de Marco Silva defrontou o V. Guimarães (4-1), o Paços de Ferreira (1-1), o V. Setúbal (2-1), o Boavista (2-1) e o Moreirense (4-1).
2016-04-08
LER MAIS

Artigo

José Peseiro manteve a tradição de todos os treinadores contratados pelo FC Porto desde Ivic, em 1993, e ganhou o jogo de estreia. Bateu o Marítimo por 1-0, graças a um autogolo de Salin, o que trouxe à memória a estreia de Mourinho, em 2002. Tal como então, a estreia foi em Janeiro, o FC Porto ganhou por um golo ao mesmo adversário, o Marítimo, e o primeiro golo do novo consulado foi marcado na própria baliza por um adversário – então Briguel, agora Salin.   - Foi o primeiro autogolo de que o FC Porto beneficiou no campeonato desde Setembro de 2014, quando Sarr marcou na própria baliza o tento que haveria de valer aos dragões um empate (1-1) em Alvalade frente ao Sporting. Em contrapartida, foi o primeiro autogolo de um jogador do Marítimo na Liga desde que Bauer marcou na própria baliza frente ao Sporting, a 26 de Outubro de 2014, numa derrota por 4-2.   - Esta foi a primeira vitória do FC Porto sobre o Marítimo em cinco jogos, mais precisamente desde a estreia de Lopetegui, no Dragão, em 15 de Agosto de 2014: na altura, o FC Porto ganhou por 2-0. Desde então, o Marítimo tinha ganho (1-0) e empatado (1-1) nos Barreiros, para Liga, tendo ainda batido os dragões por duas vezes na Taça da Liga: 2-1 nos Barreiros em Abril de 2015 e 3-1 no Dragão em Dezembro passado.   - Este foi ainda o primeiro jogo do FC Porto sem sofrer golos no Dragão desde o início de Novembro. Após o 2-0 ao V. Setúbal, os azuis e brancos perderam ali com o Dynamo Kiev (0-2), bateram o Paços de Ferreira (2-1) e a Académica (3-1), foram batidos pelo Marítimo (1-3) e empataram com o Rio Ave (1-1).   - Foi a primeira vez que uma equipa de Peseiro marcou golos em casa a uma equipa de Nelo Vingada. Até aqui, o Nacional de Peseiro tinha empatado a zero com o Marítimo de Vingada e, mais tarde, o Sporting de Peseiro somava um empate a zero e uma derrota por 1-0 contra a Académica de Vingada.   - Nelo Vingada, o novo treinador do Marítimo, também regressou à Liga portuguesa. Entrou como tinha saído: a perder. No último jogo que tinha feito, a 5 de Outubro de 2009, o seu V. Guimarães tinha sido batido pelo Nacional, na Choupana, por 2-0.   - O zero no ataque do Marítimo significa que o FC Porto se isolaram como a melhor defesa da Liga. Os portistas sofreram até aqui onze golos, menos um que o Sporting, menos dois que o Benfica e menos três que o Sp. Braga. Têm, ainda assim, uma defesa pior do que a que tinham há um ano, quando encaixaram dez golos nas primeiras 19 jornadas, mesmo assim mais dois do que o Benfica que ganhou o bicampeonato.   - No que o FC Porto está igual é na pontuação. Soma agora 43 pontos, fruto de 13 vitórias, quatro empates e duas derrotas, exatamente os mesmos que tinha à 19ª jornada da época passada. Com duas diferenças. É que na altura os 43 pontos lhe valiam o segundo lugar e agora só chegam para o terceiro. E por outro lado agora estão a cinco pontos do líder, quando na altura estavam a seis.   - Pior está o Marítimo, que soma apenas 21 pontos e há um ano tinha 24. Estes 21 pontos, que resultam de seis vitórias, três empates e dez derrotas, são o pior pecúlio dos verde-rubros à 19ª jornada desde 2010/11, quando aqui chegaram com apenas 19 pontos. Nessa época, ainda assim, o Marítimo recuperou a tempo de acabar em nono lugar.   - Varela celebrou o 200º jogo na Liga portuguesa, curiosamente às ordens do mesmo treinador que lhe tinha dado o primeiro. Foi José Peseiro quem o lançou a 19 de Agosto de 2005, num Sporting-Belenenses que os leões ganharam por 2-1.   - Do outro lado, João Diogo fez o 100º jogo com a camisola do Marítimo com a braçadeira de capitão. O lateral jogou pela primeira vez pelos maritimistas a 19 de Janeiro de 2011, lançado por Pedro Martins numa vitória por 2-1 frente ao Desp. Aves a contar para a Taça da Liga.  
2016-01-25
LER MAIS

Último Passe

Não se ouviram violinos na estreia do FC Porto de José Peseiro. Bem pelo contrário, aliás. A equipa manteve alguns dos defeitos que se lhe vinham vendo ultimamente, como a incerteza no passe e alguma ansiedade sempre nefasta à tomada de decisão, não revelando ainda, como é evidente, o que o novo treinador pode trazer-lhe, sobretudo no processo ofensivo. Salvou-se, para os dragões, o autogolo de Salin, a valer uma vitória por 1-0 frente a um Marítimo que, seja por intervenção de Nelo Vingada ou, o que é mais provável, por ter sentido as fragilidades do adversário, cresceu face às últimas jornadas e apareceu a dividir o jogo durante boa parte dos 90 minutos. O pouco tempo que Peseiro e Vingada levam de trabalho nas novas equipas ainda não poderia, é óbvio, trazer grandes alterações. Peseiro optou por um 4x2x3x1 mais perto do 4x3x3 de Lopetegui do que do seu 4x4x2 tradicional, mas seria um engano pensar que as alterações que o treinador quererá fazer se resumem ao esquema tático ou à escolha dos titulares, que foram os mesmos de Guimarães. O problema é que enquanto não conseguir executar o modelo de jogo que exija mais dos jogadores em termos de mobilidade e troca de posições, como é apanágio das equipas de José Peseiro, é natural que a equipa se veja um pouco perdida, a meio caminho entre dois pontos. Essa dificuldade viu-se sobretudo na exibição de Herrera, que neste jogo fez par de médios com Danilo, a quem Lopetegui pedia passe seguro, muitas vezes lateral, e subida sem bola e a quem Peseiro terá pedido mais risco na saída. O resultado foram as perdas sucessivas de passes, que fizeram o FC Porto duvidar mais à medida que o jogo se aproximava do fim com vantagem mínima no marcador. E que em contrapartida davam ideias ao Marítimo. Mesmo estando privado de vários jogadores, por lesão ou suspensão, o Marítimo tentava provocar a incomodidade do FC Porto, dispondo-se em torno das suas referências ofensivas, sem medo de galgar metros na frente. Peseiro viu-se forçado a injetar confiança na equipa através das substituições e o que é certo é que ela melhorou com Suk, Ruben Neves e Varela: ao colocar mais gente na frente, o treinador fez ver aos que estavam em campo que era preciso jogar mais perto da baliza de Salin e meter um pouco de respeito no adversário, fazê-lo duvidar antes de cada “cavalgada” ao longo do campo. E o final do jogo foi bem mais tranquilo para os portistas, que salvaram os três pontos num jogo em que as equipas se separaram fundamentalmente pelo desfecho diferente de duas bolas à barra, ainda na primeira parte: a de André André bateu nas pernas do guarda-redes Salin e dirigiu-se para a rede; a de Marega bateu no chão e continuou em jogo. O 1-0 serve mais os propósitos dos FC Porto que do Marítimo, mas não restam dúvidas que as duas equipas têm condições para melhorar no que falta de campeonato.
2016-01-24
LER MAIS

Stats

O FC Porto-Marítimo terá como principal ponto de atração a estreia de José Peseiro no banco dos dragões. Muito já recordaram que foi contra o Marítimo, numa noite de Janeiro de 2002, que José Mourinho comandou pela primeira vez o FC Porto. Só que não foi o único. Também Lopetegui se estreou à frente da equipa contra os verde-rubros madeirenses que foram sempre a sua “besta negra” em Portugal e aos quais poucas vezes ganhou. Certo é que é preciso recuar muito para se ver um treinador abrir a carreira à frente do FC Porto com outro resultado que não a vitória. À atenção de Peseiro: foi Tomislav Ivic, há mais de 20 anos, em 1993. Primeiro, as boas recordações. José Mourinho dirigiu pela última vez a U. Leiria a 20 de Janeiro de 2002, num empate a uma bola frente ao Santa Clara, nos Açores, deixando a equipa com mais um ponto que o FC Porto, no quarto lugar da tabela. E no dia 26 estava à frente do onze que venceu o Marítimo por 2-1, nas Antas, com um autogolo de Briguel e um segundo de Postiga a valerem mais que um tento de Alan pelos madeirenses. Mourinho dava ali início a um percurso de dois anos e meio que valeram dois títulos de campeão nacional, uma Taça UEFA e uma Taça dos Campeões Europeus. Só que será precipitado dizer que foi o Marítimo – que agora assinala a estreia de José Peseiro – a funcionar como talismã, uma vez que também Julen Lopetegui, que não ganhou nada em ano e meio, abriu o seu percurso oficial a defrontar a equipa do Funchal. Foi a 15 de Agosto de 2014, e o FC Porto até ganhou com mais à-vontade: bateu o Marítimo no Dragão por 2-0, com golos de Ruben Neves e Jackson Martínez. A vitória na estreia é, de resto, uma constante para os treinadores contratados pelo FC Porto nos últimos anos (excluem-se deste artigo os interinos). Paulo Fonseca, que passou sem grande sucesso pelo Dragão em 2013/14, também ganhou o primeiro jogo, levando logo para casa a Supertaça, fruto dos 3-0 aplicados em Aveiro ao V. Guimarães, com golos de Licá, Jackson Martínez e Lucho González. Antes dele, também Vítor Pereira se estreara a ganhar uma Supertaça ao V. Guimarães: 2-1 em Aveiro, em Agosto de 2011, graças a um bis improvável de Rolando, ao qual respondeu o brasileiro Toscano. A Supertaça, de resto, era nessa altura uma constante para a estreia dos treinadores portistas. André Villas-Boas fez o primeiro jogo como responsável máximo em Agosto de 2010, batendo o Benfica por 2-0 em Aveiro: golos de Rolando e Falcao. E o próprio Jesualdo só não se estreou na Supertaça porque foi contratado muito tarde, já com 2006/07 em curso, para substituir Co Adriaanse, sendo Rui Barros a comandar a equipa nesse jogo de 2006, com o V. Setúbal. Jesualdo estreou-se só uma semana depois, ganhando por 2-1 à U. Leiria (marcaram Adriano e Quaresma para o FC Porto e Sougou para os leirienses). Um ano antes, o holandês Co Adriaanse tinha-se estreado a liderar o FC Porto a ganhar por 1-0 ao E. Amadora (golo de Ricardo Costa). E nem na confusa época pós-Mourinho, em 2004/05, houve estreias sem vitória. Luigi Del Neri foi contratado e despedido antes do início da época competitiva. Victor Fernández teve a estreia mais usual: a ganhar uma Supertaça ao Benfica. Um golo de Ricardo Quaresma valeu a vitória (1-0) ao FC Porto, em Coimbra. Como o espanhol não chegou ao fim da época, foi contratado José Couceiro, que em Janeiro de 2005 abriu a sua etapa no FC Porto com uma vitória por 2-1 no Estoril – golos de Bosingwa e Quaresma para os dragões e de Felahi para os canarinhos. Antes de Mourinho, em 2001, Otávio Machado estreara-se a golear o Barry Town por 8-0, na fase de qualificação da Liga dos Campeões. E Fernando Santos abriu os três anos de azul e branco com uma vitória por 1-0 frente ao Sp. Braga, na Supertaça de 1998. Aliás, o mesmo score e o mesmo troféu ganho por António Oliveira em 1996, com a diferença que o adversário de Oliveira nessa Supertaça foi o Benfica. Antes de Oliveira, em Janeiro de 1994, Bobby Robson abrira a fase no FC Poto a ganhar por 2-0 ao Salgueiros, para a Taça de Portugal. E o último a estrear-se sem ser a ganhar foi Tomislav Ivic, que chegou em Agosto de 1993 para suceder a Carlos Alberto Silva e coeçou a perder com o Benfica, na Supertaça, por 1-0. Ivic, no entanto, tinha a seu favor o facto de estar a regressar, depois de uma primeira passagem pelas Antas em que tinha sido campeão nacional e ganho a Taça Intercontinental de 1988.   - José Peseiro já abriu o último desafio desta dimensão a ganhar. Quando chegou ao Sporting, em Agosto de 2004, estreou-se a ganhar em casa ao Gil Vicente, por 3-2, graças a um bis de Liedson e a um autogolo de Marcos António, que mais tarde haveria de marcar também na baliza leonina. Fábio fez o segundo dos gilistas. Mais tarde, no Sp. Braga, começou com um empate na Luz frente ao Benfica: 2-2 em Agosto de 2012.   - O Marítimo também estreia um treinador, no caso Nelo Vingada, que regressa ao clube doze anos e meio depois de de lá ter saído, em Março de 2003, na sequência de um empate a uma bola, em casa, frente ao Santa Clara. Peseiro era nessa altura treinador do Nacional, pelo que os dois já se conhecem muito bem.   - Não deixa de ser curioso que tenha sido Nelo Vingada a “despedir” José Peseiro do Sporting. A 16 de Outubro de 2005, a Académica de Vingada venceu em Alvalade por 1-0 e o resultado foi o suficiente para que os leões decidissem separar-se do treinador, substituindo-o por Paulo Bento.   - Desde esse jogo, os dois nunca mais se defrontaram, ainda que tenham andado por caminhos muito semelhantes, pela Ásia. Antes, há uma vitória para cada lado e dois empates a zero. O primeiro confronto foi um Nacional-Marítimo, com Peseiro nos alvi-negros e Vingada nos verde-rubros, e acabou empatado a zero, em Setembro de 2002. Depois disso, em Fevereiro de 2003, o Nacional de Peseiro foi ganhar aos Barreiros por 3-2. E já com Peseiro no Sporting, Vingada manteve em mais dois jogos a inviolabilidade das suas equipas em visita a equipas de Peseiro, empatando a zero com a Académica em Alvalade, em Março de 2005, e ganhando lá por 1-0 ao Sporting em Outubro do mesmo ano.   - O FC Porto regressa a casa, depois de quatro jogos em viagem, com duas vitórias sobre o Boavista e derrotas consecutivas frente a V. Guimarães e Famalicão. A equipa portista precisa de ganhar para manter o contacto com os dois primeiros e para evitar acumular pela segunda vez esta época três jogos seguidos sem vitória – já lhe aconteceu no último suspiro de Lopetegui, que perdeu com este mesmo Marítimo (1-3) e com o Sporting (0-2) antes de empatar com o Rio Ave.   - Além disso, os dragões não ganharam nenhuma das duas últimas partidas no seu estádio: 1-3 com o Marítimo e 1-1 com o Rio Ave. Desde Dezembro de 2014 que a equipa não passava dois jogos seguidos sem ganhar em casa – na altura 1-1 com o Shakthar e 0-2 com o Benfica. Mas para se encontrarem três partidas seguidas sem vitória caseira há que recuar muito mais. Na verdade, até Fevereiro e Março de 2005, quando o FC Porto empatou com o V. Guimarães (0-0), com o Inter Milão (1-1), com o Benfica (1-1) e perdeu com o Nacional (0-4).
2016-01-24
LER MAIS

Último Passe

A noite atípica, com os três grandes a jogar ao mesmo tempo durante uma meia-hora, veio fazer mais do que chamar a atenção para uma peculiaridade de calendário raramente vista na Liga em Portugal. Um Marítimo demasiado macio e um V. Setúbal demasiado aberto não fizeram sequer cócegas a Benfica e Sporting, que os despacharam com goleadas de 6-0 construídas desde muito cedo, pelo que a história da noite só podia chegar do Dragão, onde o FC Porto não foi capaz de vencer um Rio Ave taticamente muito adulto, desde logo confirmando os leões como campeões de Inverno: os quatro pontos que levam de avanço sobre a agora dupla de perseguidores deixam-nos ao abrigo de qualquer contratempo na última jornada da primeira volta, no domingo, em casa contra o Sp. Braga. Não vi – ninguém pode ter visto – os três jogos. Fui vendo um pouco de cada, até dois deles estarem resolvidos, permitindo centrar atenções no Dragão. Na Luz, depois de um início algo dividido, o Benfica aproveitou a macieza de um Marítimo que até é campeão das expulsões mas cometeu apenas três faltas durante a primeira parte para construir desde cedo um resultado folgado. Até ao momento em que virei antena, destaque para Pizzi, pelo oportunismo de chegada à área, e Carcela, por ser o desequilibrador que em alguns jogos faltou à equipa de Rui Vitória. Em Setúbal, o Vitória foi, pelo menos, igual a si próprio: futebol positivo, aberto, por isso mesmo sujeito a sofrer golos. Em suma, um convite à maior dinâmica atacante do Sporting, que arrancou uma grande exibição, fazendo brilhar Bruno César com dois golos na estreia e permitindo a Slimani somar mais dois à sua conta pessoal. Complicada foi a vida do FC Porto. O empate ao intervalo, fruto de um golo afortunado para o Rio Ave, até era lisonjeiro para os visitantes, mas o que a equipa remendada de Pedro Martins conseguiu fazer na segunda parte, tanto do ponto de vista defensivo como nas saídas para o contra-ataque, mostra trabalho de muita qualidade. E, como é evidente, enfatiza as dificuldades de Julen Lopetegui no comando do FC Porto. O treinador basco terá ido ao limite da sua visão do que é o risco, acabando o jogo com três defesas e com Aboubakar e André Silva em simultâneo no ataque (ainda que para tal tenha sacrificado Corona e Layun, que são armas ofensivas de peso), mas é preciso dizer que o problema não esteve nas substituições. Os lenços brancos nas bancadas deveram-se ao resultado e ao facto de a equipa ter somado aos pecados habituais – acima de todos a falta de presença no corredor central – muita ansiedade, que se revelou em vários passes transviados logo no início da construção. Para os dragões, o importante agora é tranquilizar: e aí esteve bem o treinador, ao dizer no final que se sente com força para continuar à frente da equipa mas que a decisão cabe ao presidente. O problema é que, numa Liga com jogos ao domingo e à quarta-feira, não há tempo para terapias muito demoradas. Os dragões precisam de responder já no domingo, no Bessa.
2016-01-06
LER MAIS

Stats

O Benfica-Marítimo será a quarta tentativa desta época para o Benfica suplantar a barreira das três vitórias consecutivas. Até este momento, os encarnados já conseguiram por três vezes ganhar três jogos seguidos, mas espalharam-se sempre no quarto, frente a FC Porto, Galatasaray e Sporting. A tendência, aliás, já vem da ponta final da época passada, uma vez que o Benfica não vence quatro jogos seguidos desde Março. A última série vitoriosa superior a três jogos registada pelo Benfica data de Fevereiro e Março, quando a equipa então liderada por Jorge Jesus até se impôs seis vezes seguidas, a V. Setúbal (3-0 para a Taça da Liga e mais 3-0 para o campeonato), Moreirense (3-1), Estoril (6-0), Arouca (3-1) e Sp. Braga (2-0). Essa série foi interrompida com a derrota em Vila do Conde, frente ao Rio Ave (1-2), a 21 de Março de 2015. E logo na época anterior o Benfica se revelou incapaz de ultrapassar a barreira do quarto jogo, quando ganhou a Nacional (3-1), Académica (5-1) e Belenenses (2-0), para depois empatar a zero com o FC Porto, no jogo que começou a definir com mais certeza a conquista do bicampeonato. Já esta época, por mais três vezes o Benfica ganhou três partidas consecutivas, mas esbarrou sempre num adversário mais competente ao quarto. Em Agosto e Setembro, ganhou a Moreirense (3-2), Belenenses (6-0) e Astana (2-0), mas perdeu a seguir com o FC Porto no Dragão (1-0). Depois disso, em Setembro e Outubro, voltou a vencer consecutivamente o Paços de Ferreira (3-0), o Atlético Madrid (2-1) e o Vianense (2-1), mas viu a série interrompida em Istambul, onde foi batido pelo Galatasaray (2-1). Por fim, em Outubro e Novembro bateu o Tondela (4-0), o Galatasaray (2-1) e o Boavista (2-0), caindo de seguida frente ao Sporting, na Taça de Portugal (1-2). A quarta tentativa da época (quinta seguida, se contarmos a ponta final de 2014/15) de somar quatro vitórias seguidas começou a ser construída com os sucessos contra o Rio Ave (3-1), o Nacional (1-0) e o V. Guimarães (1-0). O adversário que se segue é o Marítimo.   - Raul Jiménez fez golos nos últimos dois jogos do Benfica na Luz, sempre perto do final das partidas. Marcou o terceiro nos 3-1 ao Rio Ave, a 7’ do fim, e decidiu a partida frente ao Nacional (1-0), já em cima do minuto 90. Em ambos os casos o avançado mexicano saiu do banco para marcar.   - O Marítimo marcou golos nos últimos quatro jogos: vitória por 4-3 em Guimarães, derrota por 4-1 em Arouca, vitória por 3-1 frente ao FC Porto no Dragão e empate a uma bola em casa com o Estoril. Não fica em branco desde a receção ao Sporting (0-1), a 5 de Dezembro. Em contrapartida, a equipa de Ivo Vieira tem sido incapaz de manter a baliza inviolada: há nove jogos seguidos que sofre sempre golos, não segurando o zero desde a vitória no Bessa (1-0), a 1 de Novembro.   - Marega, avançado que fez o golo do Marítimo na derrota na Luz, em Maio, vem com dois jogos seguidos a marcar: fez o terceiro nos 3-1 com que os insulares ganharam ao FC Porto no Dragão e adiantou a equipa no empate em casa com o Estoril (1-1). A melhor série de jogos consecutivos a marcar do maliano ficou em cinco partidas, na ponta final da época passada, tendo sido interrompida precisamente contra o Benfica, mas na final da Taça da Liga: marcou ao Estoril (1-1), ao Arouca (1-1), ao Sp. Braga (3-1), ao Rio Ave (bis nuns 4-0) e ao Benfica (1-4), falhando depois o encontro com as redes no 1-2 contra o mesmo Benfica, na final da Taça da Liga.   - Ruben Ferreira vai estar fora do jogo com o Benfica, porque foi expulso na partida do Marítimo frente ao Estoril. Foi a 12ª expulsão dos verde-rubros em 15 jornadas da Liga, um total que é o mais elevado do campeonato e já bateu o recorde de expulsões do Marítimo numa época inteira de I Divisão.   - Rui Vitória nunca perdeu em casa com o Marítimo em jogos da Liga – a única derrota foi em 2011/12, na Taça da Liga – e só cedeu um empate, mas nunca viu as suas equipas marcarem mais de um golo a este adversário: 1-0 com o Paços de Ferreira em 2010/11; 1-0, 1-1, 1-0 e 1-0 com o V. Guimarães de 2011/12 em diante.   - Ivo Vieira, por sua vez, perdeu os três jogos que fez na carreira contra o Benfica: 2-0 ainda aos comandos do Nacional, em 2011/12, e na época passada 4-1 e 2-1 nas partidas da Liga e da Taça da Liga. No confronto direto com Rui Vitória soma uma vitória (Nacional 1, P. Ferreira 0, em 2010/11) e uma derrota (Nacional 1, V. Guimarães 4, na estreia de Vitória à frente dos minhotos, em 2011/12).   - O benfiquista André Almeida estreou-se na Liga a defrontar o Marítimo. Foi a 29 de Novembro de 2008 que Jaime Pacheco o lançou no Belenenses, para jogar os últimos 9 minutos de uma derrota frente aos verde-rubros, por 2-0. Além do lateral, também Ederson, guarda-redes suplente dos encarnados, se estreou na Liga frente ao Marítimo, lançado por Nuno Espírito Santo no Rio Ave numa derrota (0-1) em casa, a 18 de Agosto de 2012.   - José Sá, que tem sido guarda-redes suplente do Marítimo e fez parte da formação no Benfica, também se estreou na Liga frente ao adversário de agora. Foi lançado por Pedro Martins, a 18 de Agosto de 2013, precisamente na última vez que os maritimistas venceram os encarnados, por 2-1. Além dele, também o médio Alex Soares se estreou nesse dia.   - O Benfica segue com quatro vitórias seguidas em confrontos com o Marítimo, incluindo a final da Taça da Liga da época passada, em Maio, que venceu por 2-1, com golos de Jonas e Ola John, a responder a um tento de João Diogo. A última vez em que o Marítimo evitou a derrota foi na abertura da Liga de 2013/14, quando ganhou por 2-1 nos Barreiros. O Benfica, porém, veio a ser campeão nesse ano.   - Além disso, o bicampeão nacional ganhou as últimas sete receções ao Marítimo na Luz. Todas elas desde o empate a uma bola na abertura do campeonato de 2009/10, quando só evitou a derrota a quatro minutos do fim, com um golo de Weldon, depois de Alonso ter adiantado os madeirenses. Também nesse ano, contudo, o Benfica acabou por ser campeão.   - Jonas marcou golos nas duas últimas vezes em que defrontou os leões do Funchal: além da final da Taça da Liga, na qual abriu o ativo, bisou na Luz, nos 4-1 com que os encarnados despacharam o Marítimo no encerramento da última Liga, uma semana antes.   - O Marítimo só venceu uma vez na Luz. Foi em Setembro de 1987, por 1-0, graças a um golo do brasileiro Paulo Ricardo, que ajudou a avolumar a crise em torno de Ebbe Skovdahl, o treinador dinamarquês que o Benfica demitiu dois meses depois.   - Fábio Veríssimo apita pela segunda vez o Benfica na Liga, depois de já ter estado na vitória dos encarnados frente ao Tondela, em Aveiro, por 4-0. Nunca dirigiu uma partida do Marítimo no campeonato.    
2016-01-05
LER MAIS

Artigo

As três equipas que ainda não tinham tido penaltis a seu favor na Liga tiveram todas um nesta jornada: o U. Madeira converteu o seu na baliza da Académica, o Nacional fez o mesmo contra o Arouca, mas o Rio Ave falhou o seu primeiro penalti do campeonato, contra o Tondela. A partir de agora, já todas as equipas tiveram pelo menos um penalti a favor, sendo que ainda há duas sem qualquer grande penalidade contra: V. Guimarães e Benfica.   - Ainda acerca de penaltis, Bruno Moreira fez, de grande penalidade, o primeiro golo do Paços de Ferreira no empate a duas bolas frente ao Belenenses. Foi o sétimo penalti desta Liga a favor dos pacenses, que desta forma igualaram o Sporting na condição de equipa com mais remates dos onze metros a seu favor na competição. Aliás, o Paços de Ferreira vai com três jornadas seguidas a ter pelo menos um penalti a seu favor.   - Ao vencer o U. Madeira por 3-1, a Académica obteve a segunda vitória consecutiva em casa, pois já tinha ganho ao Belenenses por 4-3 na 13ª jornada. A última vez que a Académica tinha ganho duas vezes seguidas em casa tinha sido em Janeiro de 2014, quando bateu consecutivamente o P. Ferreira (4-2) e o Gil Vicente (1-0). João Real e Ivanildo, que fizeram golos na sequência presente, também já os tinham feito na de 2014.   - Fernando Alexandre, em contrapartida, marcou nos dois últimos jogos da Académica em Coimbra: fez o quarto nos 4-3 ao Belenenses e o segundo nos 3-1 ao U. Madeira.   - O central Paulo Monteiro fez o primeiro golo na Liga, na transformação de um penalti (o tal que foi o primeiro da equipa de Norton de Matos no campeonato). Mas já foi o seu quarto golo desta época, pois tinha obtido um hat-trick no jogo da Taça de Portugal contra o Sertanense, que o U. Madeira venceu por 5-1. Todos os seus golos foram de penalti.   - O Moreirense ganhou pela primeira vez na história no terreno do Boavista e fê-lo logo por 3-0. Foi a terceira vitória consecutiva dos cónegos em todas as competições, depois de terem ganho ao Nacional (2-0, para a Liga) e ao Oriental (4-2, para a Taça da Liga), algo que a equipa não conseguia desde Agosto de 2013, quando ainda estava na II Liga e venceu sucessivamente Ac. Viseu, Sp. Covilhã e Chaves.   - Rafael Martins, do Moreirense, vai com quatro jogos seguidos sempre a marcar golos: fez o golo ao Sporting na derrota por 3-1 em Alvalade, depois bisou nos 2-0 ao Nacional e nos 4-2 ao Oriental e agora fez o segundo nos 3-0 ao Boavista. Melhorou a sua melhor sequência desta época, que era de três jogos sempre a marcar (Tondela, Aves e V. Setúbal) e igualou a melhor desde que está em Portugal, quando festejou sucessivamente contra Nacional, Académica, Benfica e Olhanense, em Abril e Maio de 2014. Esta sequência, porém, tem uma particularidade: é que pelo meio o brasileiro não jogou frente ao Sp. Braga.   - Os 3-0 encaixados contra o Moreirense representam a derrota mais alargada do Boavista em casa desde uns 4-1 que sofreram do Vizela, em Março de 2014, no Campeonato Nacional de Seniores. Na I Liga, o Boavista não perdia em casa por três ou mais golos desde Outubro de 2006, quando o Nacional ali venceu por 4-0.   - Ao empatar com o Arouca, em casa (2-2), o Nacional somou o sexto jogo seguido sem vitória, contando todas as competições. A equipa de Manuel Machado iguala assim a série negra de Março e Abril do ano passado, quando somou três empates e três derrotas contra Sporting (duas vezes), Benfica, FC Porto, Académica e Rio Ave. Desta vez, após a vitória contra o Marítimo (3-1, em finais de Novembro), também tem três empates e três derrotas, ante FC Porto, Benfica, Estoril, Aves, Moreirense e Arouca.   - O empate na Choupana confirma que o Arouca gosta mesmo de dividir os pontos: foi o oitavo em 15 jornadas para a equipa orientada por Lito Vidigal. Na últimas cinco jornadas, porém, os jogos dos arouquenses têm descoberto os golos, pois em todas elas se verificou que ambas as equipas marcaram.   - Zequinha, que fez o primeiro golo do Arouca na Choupana, ainda não tinha marcado esta época. O seu último golo na Liga já tinha sido na Madeira, a 6 de Abril de 2015, e também tinha valido um empate, mas ao V. Setúbal (que representava nessa altura) num jogo frente ao Marítimo.   - O empate frente ao Estoril valeu mais uma expulsão ao Marítimo. Desta vez foi Ruben Ferreira, a ver o segundo amarelo já em período de compensações. Foi a 12ª expulsão dos verde-rubros em 15 jornadas da Liga, o que transforma este parcial no total de expulsões mais elevado da história do Marítimo na I Liga. E ainda falta mais de meio campeonato.   - Leo Bonatini fez o golo que valeu ao Estoril o empate nos Barreiros contra o Marítimo. O avançado brasileiro marcou os últimos quatro golos dos canarinhos, todos os que a equipa fez desde o início de Dezembro. O último além dele a marcar um golo pelo Estoril foi Dieguinho, na vitória por 1-0 frente ao Caldas, na Taça de Portugal, a 22 de Novembro. Na Liga, então, ninguém a não ser Bonatini faz um golo pelo Estoril desde que Afonso Taira obteve o tento do empate (2-2) frente ao Rio Ave, a 24 de Outubro.   - O empate significou para o Estoril a continuação da série negra de jogos sem vitórias na Liga. São já nove, desde a vitória sobre o U. Madeira (2-1) em casa, a 27 de Setembro. O Estoril igualou assim a pior série da época passada, que foi de precisamente nove jogos da Liga sem ganhar entre um 1-0 ao Arouca (a 25 de Janeiro) e um 1-0 ao Paços de Ferreira (a 13 de Abril). Pelo caminho, José Couceiro saiu e cedeu o lugar a Fabiano Soares, o atual treinador.   - O golo de Suk ao Sp. Braga significa que esta já é a época mais produtiva do coreano do V. Setúbal. Ao todo, contabilizando todas as competições, Suk soma já onze concretizações (nove na Liga e duas na Taça de Portugal), batendo os seus próprios registos de 2014/15 quando, entre Nacional e V. Setúbal, acabou a temporada com dez (seis na Liga, três na Taça de Portugal e um na Taça da Liga).   - O bracarense Marcelo Goiano, que garantiu o empate do Sp. Braga em Setúbal, fez o seu primeiro golo na Liga. Já tinha marcado pelo Sp. Braga, mas sempre na Taça de Portugal: ao Alcains na época passada e ao Sporting esta época. Antes disso, pelo Feirense, também tinha um golo pelo Feirense, mas ao Fafe, também na Taça de Portugal.   - Carlos Martins voltou a ser expulso, no empate do Belenenses em Paços de Ferreira, o que já não lhe acontecia desde 8 de Fevereiro do ano passado, quando o Belenenses perdeu em Guimarães, por 1-0. Foi a terceira expulsão do médio desde que regressou de Espanha, para jogar no Benfica, e em nenhum desses jogos a sua equipa ganhou.   - Ukra falhou o primeiro penalti do Rio Ave nesta Liga e o primeiro de que os vila-condenses beneficiam desde 21 de Março. Nessa altura, o mesmo Ukra fez golo ao Benfica, contribuindo para uma vitória por 2-1 dos verde-e-brancos.        
2016-01-04
LER MAIS

Artigo

Marcaram-se 40 golos nos nove jogos da 13ª jornada da Liga, o melhor parcial desde Maio de 2002. A última jornada em que se fizeram mais golos do que nesta foi a 34ª e última da Liga que o Sporting ganhou, na qual se celebraram 43 tentos. Desde aí jogaram-se 423 jornadas, nenhuma com tantos golos como a atual.   - Os 116 jogos já efetuados na atual Liga produziram 288 golos, a uma média de 2,48 golos por jogo. A média é, ainda assim, ligeiramente inferior à da época passada, que acabou com 2,49 golos por partida realizada, mas bastante superior à de 2013/14, onde se fizeram apenas 2,37 tentos por jogo.   - Leo Bonatini fez, de penalti, ao Boavista, o 250º golo da atual Liga. O golo 200 tinha pertencido a Piojo, do Tondela; o 150º a Adrien Silva, do Sporting; o 100º a Heldon, do Rio Ave; e o 50º a Aboubakar, do FC Porto.   - O boavisteiro Inkoom juntou-se ao lote dos jogadores que já foram expulsos por duas vezes na atual Liga, uma vez que juntou o vermelho mostrado por Tiago Antunes na receção ao Estoril a outro exibido por Manuel Mota, no jogo em casa com o Paços de Ferreira. O recorde ainda pertence a Edgar Costa, do Marítimo, que foi expulso três vezes.   - O nigeriano Uche estreou-se a marcar pelo Boavista, quase um ano depois do seu último golo, que tinha sido obtido com a camisola do Lierse, frente ao Beveren, na Liga belga, a 24 de Janeiro.   - Bonatini marcou o sétimo golo na atual Liga e o primeiro de penalti, na primeira vez que o Estoril beneficiou de uma grande penalidade na prova (já tinha tido uma na Taça de Portugal e outra na Taça da Liga). Quer isso dizer que já só há três equipas sem um único penalti a favor no campeonato: U. Madeira, Rio Ave e Nacional. Por outro lado, V. Guimarães, Sp. Braga e Benfica são os únicos sem penaltis contra.   - O empate significou o oitavo jogo seguido do Boavista sem ganhar na Liga, desde a vitória em Coimbra, frente à Académica, por 2-0. É a mais longa série sem vitórias dos boavisteiros na Liga desde o início da época de 2007/08, quando só ganharam à 11ª jornada: 3-2 ao V. Guimarães, a 26 de Novembro de 2007   - Jogo de pesadelo para o cabo-verdiano Gegé em Vila do Conde, na derrota do Arouca frente ao Rio Ave (1-3). Abriu o marcador para o adversário num autogolo logo ao primeiro minuto e foi expulso por acumulação de amarelos à meia-hora. Gegé não via um vermelho desde Abril do ano passado, quando saiu mais cedo, também com duplo amarelo, de uma derrota do Marítimo frente ao Nacional.   - Ao sexto jogo oficial entre ambos – cinco para a Liga e um para a Taça de Portugal – esta foi a primeira vez que o Rio Ave conseguiu ganhar ao Arouca. Até aqui somava um empate e quatro derrotas, uma delas no prolongamento, que lhe ditou a eliminação da Taça de Portugal de 2012/13.   - Ao ganhar por 6-0 ao U. Madeira, o Paços de Ferreira igualou o Benfica (que tinha ganho pelo mesmo resultado ao Belenenses) como detentor da maior goleada deste campeonato. Como já tinham ganho por 7-1 à Naval, em jogo da Taça de Portugal, esta foi já a segunda vitória dos pacenses por seis golos de diferença esta época, mas a primeira na Liga desde que bateram o Salgueiros por 6-0 na Mata Real a 10 de Março de 2002. O U. Madeira não perdia por uma diferença tão grande desde 3 de Maio de 1992, quando foi goleado na Luz pelo Benfica pelos mesmos 6-0.   - Ao bisar nos 6-0 ao U. Madeira, Bruno Moreira, do Paços de Ferreira, marcou pela terceira jornada consecutiva, depois de já ter estado entre os goleadores pacenses na vitória frente ao Estoril (2-0) e na derrota contra o FC Porto (1-2). Na época passada até tinha marcado em quatro rondas consecutivas, entre a sexta e a nona, a Belenenses, Marítimo, Boavista e V. Setúbal.   - O guarda-redes Salin continuou a saga de expulsões do Marítimo, ao ver o vermelho na vitória dos madeirenses frente ao V. Guimarães. São já onze as expulsões maritimistas na Liga, o que é notável porque só se jogaram 13 jornadas. Na época passada, em toda a Liga, o Marítimo colecionou oito vermelhos. Não havia tantas expulsões num campeonato para a equipa verde-rubra desde 2010/11, mas nessa época foram precisas 30 jornadas para lá chegar.   - O Marítimo sofreu mais um golo de penalti e é também a equipa com mais grandes penalidades contra na Liga: cinco, tantas como a Académica. Sporting, Estoril, Boavista, Rio Ave e Nacional seguem-se com três.   - Mesmo assim, o Marítimo voltou a ganhar em Guimarães, onde já não se impunha para a Liga desde Maio de 2010. Nessa altura venceu por 2-1 e também teve o guarda-redes expulso: então foi o brasileiro Peçanha.   - Prossegue também a péssima campanha do estreante Tondela, que já vai no terceiro treinador mas não dá a volta à crise. Perdeu em casa com o Sp. Braga e manteve os cinco pontos em 13 jogos. Só houve duas equipas igualmente más ao fim de 13 rondas neste século e ambas acabaram a Liga em último lugar: a Naval de 2010/11 e a U. Leiria em 2007/08. Ninguém se salva da descida com tão poucos pontos à 13ª jornada desde o Rio Ave em 1996/97: tinha dois pontos à 13ª jornada e acabou a época em 15º lugar, dois pontos acima da linha de água.   - A vitória em Tondela (1-0) foi também o sétimo jogo do Sp. Braga com a baliza a zeros na últimas oito jornadas. Desde que ganhou ao Marítimo por 5-1, a 21 de Setembro, a equipa de Paulo Fonseca só sofreu golos num jogo da Liga: a derrota em casa com o Benfica, por 2-0.   - Prossegue, ao contrário, a catástrofe defensiva do Belenenses. A derrota (4-3) em Coimbra quer dizer que os azuis continuam como equipa mais batida da Liga, com 30 golos encaixados em 13 jornadas. Não havia uma defesa tão goelada em 13 semanas desde o Paços de Ferreira de 2011/12, que chegou à 13ª jornada com os mesmos 30 golos sofridos. É o pior registo dos azuis em 65 anos: em 1950/51 sofreram 35 golos nas primeiras 13 jornadas da Liga, mas acertaram e só deixaram entrar mais 13 nas 13 jornadas seguintes.
2015-12-15
LER MAIS

Artigo

Rui Patrício, com duas defesas extraordinárias, esteve em destaque na vitória do Sporting frente ao Marítimo, por 1-0. O guardião leonino sofreu apenas cinco golos nas primeiras 12 jornadas da Liga, o melhor registo defensivo dos leões desde 1970/71, quando a defesa liderada por Damas chegou à 12ª ronda com apenas dois golos sofridos. Nessa época, o Sporting defendia o título nacional conquistado meses antes, liderava à 12ª ronda, mas mesmo mantendo a melhor defesa (14 golos encaixados nas 26 jornadas que tinha a prova) acabou o campeonato em segundo lugar, a três pontos do Benfica.   - Além disso, o guardião leonino encarrilou o quinto jogo seguido sem sofrer golos na atual Liga, depois dos 5-1 ao V. Guimarães: Benfica (3-0), Estoril (1-0), Arouca (1-0), Belenenses (1-0) e agora Marítimo (1-0). São já 458 minutos seguidos sem sofrer golos na Liga, desde o tento de Josué nos 5-1 ao V. Guimarães, a sua melhor série desde os 600 minutos de inviolabilidade que alinhou entre Novembro de 2013 e Janeiro de 2014. Patrício é o guarda-redes há mais tempo sem sofrer golos no campeonato, mas ainda a 44 minutos do recorde da época, os 502 minutos do bracarense Kritciuk.   - Os 32 pontos que os leões somam ao fim de 12 jornadas são o melhor registo pontual da equipa verde e branca desde 1990/91, quando o grupo comandado por Marinho Peres chegou à 12ª ronda com onze vitórias e um empate: 23 pontos pelo sistema antigo que seriam 34 no atual regime de pontuação. Esse Sporting, no entanto, acabou a Liga em terceiro lugar. Ninguém somava tantos pontos nas primeiras 12 jornadas desde 2012/13, quando FC Porto e Benfica chegaram a este ponto do campeonato com as mesmas 10 vitórias e dois empates.   - Sete das dez vitórias do Sporting na Liga (entre elas as últimas quatro) aconteceram por apenas um golo de diferença. Em toda a época passada, o Sporting só ganhou nove jogos da Liga pela margem mínima. E só uma nas primeiras doze jornadas.   - Além disso, o Sporting registou a sexta vitória consecutiva na Liga, algo que já não conseguia desde o período entre Dezembro do ano passado e Fevereiro. Se agora se impôs a V. Guimarães (5-1), Benfica (3-0), Estoril (1-0), Arouca (1-0), Belenenses (1-0) e Marítimo (1-0), na altura levou a melhor sobre Nacional (1-0), Estoril (3-0), Sp. Braga (1-0), Rio Ave (4-2), Académica (1-0) e Arouca (3-1), encalhando ao sétimo jogo, a receção ao Benfica (1-1).   - Adrien Silva voltou a ser decisivo na vitória do Sporting nos Barreiros. Já na época passada os leões tinham ganho por 1-0 no Funchal, graças a um penalti do médio. Em 2013/14 também tinha sido ele a abrir o ativo, de penalti, mas o resultado acabara em 3-1 para os lisboetas.   - O Marítimo perdeu o terceiro jogo consecutivo, depois das derrotas frente ao Amarante (1-0) e ao Nacional (3-1). Os insulares não perdiam três jogos consecutivos desde o final da época passada e do início da atual, quando foram duas vezes batidos pelo Benfica (4-1 na última ronda da Liga e 2-1 na final da Taça da Liga) e uma terceira pelo U. Madeira (2-1, na abertura do atual campeonato).
2015-12-06
LER MAIS

Último Passe

FC Porto e Sporting responderam bem à vitória do Benfica na abertura da 12ª jornada da Liga, ganharam também e deixaram tudo na mesma no topo da classificação. Não foram vitórias fáceis, mas chegaram com declaração de voto: o FC Porto superou pela primeira vez com Lopetegui o trauma de entrar a perder e virou o jogo contra o Paços de Ferreira, aproveitando da melhor forma a ingenuidade de um penalti nascido do nada, enquanto que o Sporting repetiu mais uma vez a margem mínima que vem sendo a sua imagem de marca, desta vez com direito a sofrimento contra um Marítimo que, com jogadores motivados para salvarem a cabeça do treinador, Ivo Vieira, exigiu o melhor que Rui Patrício tinha para dar. Duas super-defesas do guarda-redes da seleção nacional, uma ainda com o marcador em branco e outra depois de Adrien ter adiantado os líderes, enfatizaram o sucesso de um Sporting de fato-macaco vestido. Em condições difíceis, da relva à humidade do Funchal, que ajudaram o Marítimo a suplantar a equipa de Jorge Jesus na intensidade com que abordava cada duelo, sobretudo durante a primeira parte, os leões tiveram de aguentar um arranque exigente, foram equilibrando a equipa e chegaram à vantagem na mais bonita jogada de todo o desafio, uma triangulação perfeita com rasgo de imaginação de João Mário antes da assistência para o capitão de equipa. Depois, mesmo já não tendo começado com muita gente na frente – a lesão de Gutièrrez e o castigo a Slimani aproximaram mais o Sporting do 4x3x3 que do 4x4x2 preferido do seu treinador – Jesus foi puxando a equipa para trás, entendendo que seria essa a melhor forma de preservar a vantagem. Trocou Gelson por Aquilani e no final, para conter o maior assédio do Marítimo, ainda chamou Naldo ao campo, por troca com João Mário. É feio? Talvez. Mas deu três pontos num campo onde o FC Porto tinha deixado dois. Antes, o FC Porto tinha sofrido também para se colocar em vantagem contra um Paços de Ferreira personalizado e com gente que sabe bem o que está a fazer em campo. O golo de Bruno Moreira, fruto de um erro de posicionamento do bloco defensivo portista na sequência de um canto, apresentava um desafio de monta, pois até aqui nunca o FC Porto de Lopetegui conseguira virar um jogo. Mas os dragões foram empurrando o adversário para trás, criaram várias situações de golo – em noite negativa de Aboubakar, que, traído por um mau primeiro toque, confirmou as dificuldades para ser decisivo em espaços curtos –, empataram ainda antes do intervalo, numa bela movimentação de Corona em direção ao espaço interior, e acabaram por chegar à vantagem no seu primeiro penalti da época. O FC Porto jogou o suficiente para ganhar de outra forma, mas acabou por beneficiar de um mau atraso de Baixinho para o guarda-redes Marafona, de uma insistência pressionante de Herrera – bom jogo do médio mexicano – e de uma rasteira imprudente do mesmo Baixinho para se colocar em vantagem num penalti de Layun.
2015-12-06
LER MAIS

Stats

O castigo a Slimani, por ter visto o quinto cartão amarelo, impedirá que o Marítimo-Sporting coloque frente a frente os dois mais fortes cabeceadores da Liga do ponto de vista ofensivo. É que o Rei dos Ares na atual edição do campeonato tem sido o brasileiro Dyego Souza, do Marítimo. Souza tem cinco golos de cabeça, contra quatro do argelino do Sporting, estando os dois bem à frente dos mais próximos perseguidores, que são Guedes (Rio Ave), Mitroglou (Benfica), Jonas (Benfica), Aboubakar (FC Porto) e Soares (Nacional), todos com dois golos obtidos em resultado do futebol aéreo antes do início da 12ª jornada. Dyego Souza marcou seis dos 23 golos que o Marítimo obteve em todas as competições nesta época e só um deles (nos 1-5 com que os verde-rubros se inclinaram em Braga) não foi marcado de cabeça. Os cinco golos de cabeça na Liga asseguram-lhe, para já, a menção honrosa de Rei dos Ares e o que é curioso é que desses cinco golos de cabeça, três nasceram de cruzamentos de Marega: foram os golos ao U. Madeira, ao Boavista e ao Rio Ave. Os outros dois golos de cabeça, ambos obtidos contra o V. Setúbal, nasceram de cruzamentos de Edgar Costa e de Xavier. Já Slimani fez em nome próprio nove dos 41 golos que o Sporting obteve em todas as provas desta temporada, mas só sete foram na Liga. Destes, marcou com o pé esquerdo a Académica e Arouca e com o pé direito ao V. Guimarães, o que o deixa com quatro golos de cabeça no campeonato nacional: dois ao V. Guimarães, um ao Benfica e um ao Rio Ave. E tal como no caso de Dyego Souza é possível identificar o principal assistente, pois três desses golos nasceram de cruzamentos de Jefferson. A exceção foi o primeiro aos minhotos, que teve origem numa bola cruzada por João Mário. Curioso é que nem Marítimo nem Sporting têm sido muito propensos a sofrer golos de cabeça. Se a média da Liga é de 23,5% (marcaram-se 53 golos de cabeça em 225), as duas equipas estão abaixo dessa média. O Marítimo sofreu esta época, em todas as competições, um total de 23 golos, dos quais apenas três foram de cabeça (13%). O Sporting, por seu turno, encaixou 20, dos quais três (15%) foram de cabeça.   - Rui Patrício não sofre golos na Liga desde 4 de Outubro, data da vitória do Sporting sobre o V. Guimarães, por 5-1. O golo vimaranense foi marcado por Josué, aos 82 minutos, o que significa que o guardião leonino leva já 368 minutos de jogo sem ir buscar a bola ao fundo das redes. É a melhor série de inviolabilidade de Rui Patrício na Liga desde os 600 minutos exatos que alinhou entre Novembro de 2013 e Janeiro de 2014.   - Além disso, o guarda-redes do Sporting tem a oportunidade de reviver a jornada de lançamento na Liga. Estreou-se na baliza leonina, lançado por Paulo Bento, a 19 de Novembro de 2006, numa vitória por 1-0 frente ao Marítimo, na qual defendeu um penalti batido por Kanu.   - Também João Mário se estreou na Liga portuguesa pelo Sporting contra o Marítimo, mas com um resultado completamente diferente. Foi a 10 de Fevereiro de 2013 que Jesualdo Ferreira lançou o jovem médio nos últimos 17 minutos de uma partida em Alvalade que os leões perdiam por 1-0 e cujo resultado já não se alterou.   - O Marítimo é a equipa com mais jogadores expulsos neste campeonato: dez em onze jornadas. E é também, de longe, a que mais faltas comete: soma 217, a uma média de 19,7 por jogo (o Sporting fica-se pelas 15,1 faltas por desafio). Ainda assim, os jogadores do Marítimo não são os que têm a relação falta/cartão mais penalizadora da Liga: veem um cartão a cada 4,9 faltas, quando os da Académica, por exemplo, o veem a cada 4,4 faltas.   - O Sporting vem com quatro vitórias seguidas (Arouca, Benfica, Lokomotiv e Belenenses), ainda que uma delas (na Taça, com o Benfica) tenha surgido apenas no prolongamento. O melhor registo da época leonina são as cinco vitórias consecutivas de Outubro, contra V. Guimarães, Vilafranquense, Skenderbeu, Benfica e Estoril, interrompido com o surpreendente 3-0 que os leões trouxeram da Albânia.   - O Marítimo, em contrapartida, perdeu os últimos dois jogos, com o Amarante (1-0) e o Nacional (3-1). Os madeirenses não perdem três vezes seguidas desde o final da época passada e início da atual: acabaram 2014/15 a perder duas vezes com o Benfica (4-1 na Liga e 2-1 na final da Taça da Liga) e começaram 2015/16 a perder com o U. Madeira (2-1, na abertura da Liga).   - Ivo Vieira, treinador do Marítimo, só defrontou o Sporting uma vez. Foi em Março, nos Barreiros, e o seu Marítimo perdeu por 1-0, graças a um penalti de Adrien Silva. Esta será, porém, a quarta vez que vai ter pela frente Jorge Jesus. As três primeiras, perdeu-as: 0-2 com o Benfica, quando ainda comandava o Nacional, em 2012/13, e na ponta final da época passada 1-4 e 1-2 contra o mesmo Benfica, na última jornada da Liga e na final da Taça da Liga.   - O Sporting ganhou os últimos cinco jogos com o Marítimo e em quatro deles marcou sempre pelo menos três golos – a exceção foi o magro 1-0 nos Barreiros, em Março. A última vez que os leões madeirenses conseguiram sair sem perder do confronto com os de Lisboa foi em Fevereiro de 2013, quando até foram ganhar a Alvalade por 1-0, graças a um golo de Suk. Dessa equipa do Marítimo ainda restam no clube Salin, Briguel, João Diogo e Ruben Ferreira, enquanto que no Sporting se mantêm Rui Patrício, Adrien Silva, João Mário (que se estreava na Liga) e Carrillo.   - Além disso, a equipa lisboeta não perde na Madeira desde Fevereiro de 2012, quando foi batida pelo Marítimo nos Barreiros por 2-0, com golo de Benachour e Danilo Dias. Desde então, em nove jogos com Marítimo e Nacional, os leões ganharam quatro e empataram cinco.   - O Sporting nunca perdeu na Liga com Rui Costa a apitar – e já fez 15 jogos. Os leões ganharam mesmo as últimas quatro partidas com este árbitro do Porto, uma delas nos Barreiros frente ao Marítimo (o 1-0 da época passada), mas somam seis empates com ele, o último dos quais na Madeira, contra o Nacional (1-1, em 2013/14). Por sua vez, o Marítimo empata muito com Rui Costa: oito dos 16 jogos em que o teve a apitar acabaram igualados.
2015-12-04
LER MAIS

Stats

O FC Porto desloca-se pela segunda vez à Choupana para defrontar o União da Madeira (a primeira foi adiada devido a más condições climatéricas) na tentativa de contrariar aquilo a que já pode chamar-se a “maldição da Madeira”. Já lá vão seis jogos no Funchal sem uma vitória azul e branca: três derrotas e um empate com o Marítimo, a que acrescem uma derrota e um empate com o Nacional. A última vitória portista na Madeira aconteceu precisamente na Choupana, a 4 de Maio de 2013, há pouco mais de dois anos e meio. O adversário era o dono da casa, o Nacional, e os portistas, ainda comandados por Vítor Pereira, chegaram aos 3-0 em 22 minutos, fruto de golos de James, Mangala e Lucho González (este de grande penalidade). O Nacional ainda reduziu, num penalti de Candeias, mas o resultado ficou pelos 3-1 que, somados ao empate do Benfica em casa ante o Estoril, dois dias depois, permitiu que o golo de Kelvin no clássico da semana seguinte redundasse na ultrapassagem na tabela e na revalidação do título pelos azuis e brancos. Dos 14 portistas que jogaram nesse dia na Choupana, só restam no plantel Helton e Varela, que nem deverão ser titulares frente ao U. Madeira. Depois dessa vitória, nunca mais o FC Porto ganhou na Madeira. Em 2013/14 perdeu os dois jogos ali feitos: 1-0 com o Marítimo e 2-1 com o Nacional. Na época passada, já com Lopetegui aos comandos, foi lá três vezes, mas o melhor que conseguiu foi um empate na Choupana, face ao Nacional (1-1, horas depois de o Benfica ter perdido com o Rio Ave em Vila do Conde, a revelar hesitação no ataque ao título nacional). Com o Marítimo, perdeu as duas vezes: 1-0 para a Liga e 2-1 na meia-final da Taça da Liga, o que transforma a Madeira na ilha maldita na luta do treinador basco pelos títulos. A completar o rol, esta época o FC Porto já foi à Madeira, para jogar com o Marítimo, mas veio de lá com um empate (1-1).   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira, só defrontou o FC Porto uma vez no banco, num jogo que já fez dez anos e um mês. Foi a 29 de Outubro de 2005 que o V. Setúbal de Norton foi ao Dragão empatar a zero com o FC Porto de Co Adriaanse, em jogo que abriu a nona jornada da Liga.   - O FC Porto ganhou as últimas quatro deslocações: 1-0 ao Tondela, 2-0 ao Angrense, 3-1 ao Maccabi Tel Aviv e 2-0 ao Varzim. A última vez que voltou a casa sem uma vitória foi quando empatou a duas bolas com o Moreirense, na sexta jornada da Liga.   -O U. Madeira só venceu uma vez na atual Liga, logo na primeira jornada, quando recebeu o Marítimo (2-1). Desde então só conseguiu vencer o Sertanense, na Taça de Portugal (5-1), mas vem de um empate (2-2) em Setúbal, no qual fez apenas menos um golo do que em todas as outras jornadas da Liga somadas (tinha três).   -O veterano Miguel Fidalgo sabe bem o que é marcar golos ao FC Porto, pois já o fez por três vezes, com a camisola do Nacional. Nos jogos em que marcou, ganhou dois (4-0 no Dragão em Março de 2005 e 2-1 na Choupana em Janeiro de 2009), tendo perdido o outro (4-2, também em Janeiro de 2009).   - O U. Madeira nunca ganhou ao FC Porto e o máximo que conseguiu foram dois empates, nas três últimas visitas dos dragões ao arquipélago para o defrontar: um 0-0 em Fevereiro de 1995 e um 2-2 em Abril de 1992. Neste, o União esteve mesmo a ganhar por 2-0, fruto de golos de Jairo e Horácio, mas o FC Porto chegou ao empate através de Rui Filipe e Vlk.   - O último confronto entre as duas equipas aconteceu em Janeiro, para a Taça da Liga, no Dragão. O FC Porto ganhou por 3-1, com golos de Quintero, Quaresma e Evandro, tendo Élio Martins marcado pelos insulares.   - Bruno Paixão não dirige um jogo do FC Porto na Liga desde Janeiro de 2012, quando os dragões foram perder a Barcelos (3-1), com ele a apitar. Nesse jogo, Paixão assinalou um penalti contra os azuis e brancos, por mão de Otamendi na área. Ao todo, o FC Porto perdeu três e empatou quatro dos 18 jogos na Liga com Bruno Paixão, apresentando a mais baixa percentagem de vitórias dos três grandes: 61%, contra 71% do Benfica e 76% do Sporting.
2015-12-01
LER MAIS

Artigo

- Ao vencer o Marítimo por 3-1, o Nacional completou o oitavo dérbi do Funchal consecutivo sem derrota: quatro vitórias e três empates contra o Marítimo e uma vitória frente ao U. Madeira. A última derrota dos alvi-negros contra uma equipa da Madeira faz três anos na próxima semana: foi a 9 de Dezembro de 2012, nos Barreiros, contra o Marítimo (2-0, golos de Fidelis e Sami).   - Esse jogo foi também o último que o Marítimo ganhou contra outra equipa da Madeira. Desde então, três empates e quatro derrotas contra o Nacional e ainda uma derrota com o U. Madeira. Na Choupana, então, o Marítimo já não ganha desde Novembro de 2007 – há oito anos. A última vez que ali venceu foi por 2-0, com golos de Makukula e Wênio.   - O Nacional alargou para 17 jogos a série de imbatibilidade caseira que já é a mais longa da sua história em épocas nas quais joga a I Liga. A última vez que a equipa de Manuel Machado perdeu em casa foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto, voltaram a passar por lá os leões e o FC Porto, mas ambos empataram. Dos 17 jogos da corrente série, o Nacional ganhou onze e empatou seis.   - O dérbi da Madeira ficou marcado por mais duas expulsões do Marítimo. Desta vez foram Raul Silva e Edgar Costa, a elevar para dez o total de vermelhos a jogadores do Marítimo, em onze jornadas. O central viu o segundo vermelho na Liga, enquanto que o extremo já vai no terceiro. Na época passada, dois jogadores viram três vermelhos na Liga, mas o boavisteiro Philipe Sampaio só lá chegou à 29ª jornada e o penafidelense Tony à 15ª.   - Wyllian, autor do terceiro golo do Nacional, não fazia um golo há um ano. O último tinha sido a 8 de Dezembro de 2014 e também tinha sido marcado ao Marítimo, na altura contribuindo para uma vitória por 3-0.   - Arnold Issoko, autor dos dois golos do V. Setúbal frente ao U. Madeira, marca sempre aos pares. Já tinha bisado no Bonfim, contra o V. Guimarães, em Setembro, mas também nessa altura os sadinos tinham empatado o jogo a duas bolas. Este é, aliás, o quarto empate a dois golos do V. Setúbal na atual Liga, todos em casa – antes tinha acontecido contra Boavista, Rio Ave e V. Guimarães.   - Danilo Dias, autor de um dos golos do U. Madeira no empate em Setúbal, voltou a marcar na Liga portuguesa mais de dois anos depois do último tento – ainda que tenha passado parte desse tempo no Azerbaijão. É curioso que o último golo já tinha sido ao V. Setúbal, no Bonfim. Foi a 15 de Setembro de 2013 e ajudou o Marítimo a vencer ali por 4-2.   - A segunda vitória de Sérgio Conceição aos comandos do V. Guimarães surgiu como a primeira: em cima do minuto 90. Antes, tinha sido um golo de Ricardo Valente a dar o 1-0 em Paços de Ferreira; agora foi Cafu quem garantiu o 2-1 sobre o Boavista, no Bessa. Os dois jogos deram duas vitórias seguidas fora de casa, algo que o V. Guimarães já não conseguia desde Outubro e Novembro do ano passado, quando ganhou consecutivamente em Setúbal e Arouca.   - O V. Guimarães voltou a ganhar no Bessa 17 anos depois do último sucesso para a Liga, que tinha sido em Março de 1998, por 1-0 (marcou Riva). Desde então, porém, tinha ali ganho por 2-0 para a Taça de Portugal, em Novembro de 2008, com golos de Gregory e Fajardo.   - Petit deixou de ser o treinador do Boavista, tornando-se o quarto técnico a deixar o cargo na atual Liga. Antes dele, Armando Evangelista deu o lugar a Sérgio Conceição no V. Guimarães; José Viterbo foi substituído por Filipe Gouveia na Académica e Vítor Paneira abriu vaga para Rui Bento no Tondela.   - Ao décimo jogo, Gonçalo Paciência marcou o primeiro golo na Liga, ajudando a Académica a empatar em casa com o Arouca (1-1). O pai, Domingos, marcou na estreia, a 13 de Abril de 1988, numa vitória do FC Porto sobre O Elvas (4-0).   - O empate em Coimbra significa que o Arouca alonga para nove a série de jogos sem ganhar na Liga: todos, desde as vitórias nas duas primeiras jornadas, contra Moreirense e Benfica. Já igualou a pior série da história do clube na divisão principal, estabelecida em precisamente nove jogos sem ganhar, entre o sucesso contra o Nacional (1-0 na Choupana, a 15 de Setembro de 2013) e outro no terreno do Gil Vicente (3-0, a 22 de Dezembro).   - Iuri Medeiros garantiu a vitória do Moreirense em Vila do Conde, contra o Rio Ave (1-0). Vai com dois jogos seguidos a marcar, pois já tinha sido ele a abrir o ativo contra o Paços de Ferreira (2-0), na jornada anterior. Medeiros não fazia golos em jogos seguidos desde Abril e Maio do ano passado, quando, ainda no Sporting B, até marcou em três, a Marítimo B, FC Porto B e Benfica B.   - Depois de um início de época difícil, o Moreirense já vai com duas vitórias seguidas. A última vez que ganhara duas vezes seguidas na Liga tinha sido em Outubro e Novembro do ano passado, quando se impôs a Gil Vicente (2-0) e Marítimo (2-1).   - A derrota com o Moreirense significou o primeiro jogo do Rio Ave sem marcar golos esta época. Os vila-condenses tinham marcado sempre nas dez jornadas anteriores, bem como nos dois desafios da Taça de Portugal, e eram a única equipa da Liga a poder gabar-se de nunca ter ficado em branco.   - Mais um golo do jovem Diogo Jota, que começa a ser talismã do Paços de Ferreira. O miúdo (18 anos) já tem nove golos pela equipa sénior dos pacenses, que quando ele marcou ganharam sempre: 4-0 ao Atl. Reguengos, 9-0 ao Riachense e 3-2 à Académica (aqui bisou) na época passada; 1-0 ao Boavista, 7-1 à Naval (outro bis), 2-0 ao Marítimo e agora 2-0 ao Estoril.
2015-11-30
LER MAIS

Artigo

Piojo, do Tondela, marcou ao Belenenses o 200º golo da Liga. Os Golo 200 surgiu ao 97º jogo, 19 jogos mais tarde que na época passada, em que 78 jogos bastaram para se marcarem 200 golos. A Liga atual, com 201 golos em 10 jornadas (88 jogos apenas, fruto do adiamento dos jogos do U. Madeira com Benfica e FC Porto), segue com uma média de 2,28 golos por jogo, o que representa uma baixa em relação à edição anterior, que tinha 229 golos nas mesmas 10 rondas, a uma média de 2,54 golos por jogo.   - Leo Bonatini (Estoril) superou no jogo com a Académica o total de golos que tinha na Liga anterior. Em 2014/15 fez quatro golos em 11 jogos, enquanto na temporada atual já leva cinco em apenas nove partidas. A Académica foi o único adversário ao qual repetiu a gracinha de fazer um golo.   - O Estoril de Fabiano Soares empatou pela segunda vez consecutiva em casa, onde já não perde precisamente desde a visita da Académica na época passada, a 22 de Fevereiro. São onze jogos de invencibilidade caseira na Liga, igualando o melhor registo de Fernando Santos, estabelecido entre Abril de 1992 e Janeiro de 1993. Marco Silva, por exemplo, nunca passou das dez partidas seguidas sem perder em casa. O recorde do clube na I Liga são 14 jogos seguidos sem derrota na Amoreira, fixado entre Maio de 1980 e Abril de 1982 (com uma interrupção devida à passagem pela II Divisão) por equipas comandadas por José Torres, Jimmy Hagan e Celestino Ruas.   - Ao vencer em Guimarães por 1-0, o Nacional pontuou pela primeira vez fora de casa esta época. O último ponto como visitante tinha sido em 18 de Maio, no encerramento da última Liga, quando foi ganhar ao Boavista por 1-0 no Bessa.   - O Marítimo ganhou em casa ao Rio Ave por 3-2 e pôs termo a uma série de cinco jogos seguidos com jogadores expulsos. Desde 13 de Setembro, quando ganharam em casa ao V. Setúbal por 5-2, que os verde-rubros não chegavam ao fim de um jogo da Liga com onze homens em campo.   - Dyego Souza (Marítimo) abriu o ativo no jogo com o Rio Ave com mais um golo de cabeça: o seu quinto nessas condições na Liga, o que o deixa como rei dos ares na competição, com mais uma finalização bem sucedida no futebol aéreo que Slimani.   - Zeegelaar (Rio Ave) marcou pelo terceiro jogo consecutivo pela primeira vez na sua carreira. Fez um golo ao Marítimo, depois de já ter marcado ao Nacional e ao Estoril. O holandês juntou-se assim aos setubalenses André Claro e Suk, ao estorilista Leo Bonatini e ao sportinguista Teo Gutièrrez como únicos jogadores a marcarem em três jornadas seguidas. Todos os outros pararam à quarta.   - O Moreirense ganhou por 2-0 ao Paços de Ferreira, obtendo à décima jornada a sua primeira vitória no campeonato. Não prolongou a agonia por tanto tempo como o Gil Vicente de 2014/15, que só ganhou à 16ª jornada.   - O argentino Battaglia esteve entre os goleadores desse jogo, recordando um momento feliz, pois já tinha sido ao Paços de Ferreira que marcara o seu primeiro golo na Liga portuguesa. Foi a 7 de Dezembro do ano passado e, tal como agora, o Moreirense ganhou por 2-0.   - Tiago Silva (Belenenses) marcou ao Tondela precisamente um ano depois do seu último golo na Liga portuguesa. Não marcava desde 9 de Novembro de 2014, na vitória dos azuis por 1-0 no terreno do Moreirense.   - Os 2-1 com que bateu o Tondela significaram a terceira vitória seguida do Belenenses em casa, algo que o clube já não conseguia desde Março, Abril e Maio de 2007, quando ganhou cinco jogos em sequência. Treinava essa equipa Jorge Jesus.   - O Tondela chega à 10ª jornada em último lugar, com apenas cinco pontos. As duas equipas que estavam assim tão mal (pior, na verdade) na época passada, acabaram por descer: o Penafiel tinha quatro pontos e o Gil Vicente três. A última equipa a salvar-se nestas condições foi o Gil Vicente de 2004/05: tinha cinco pontos à décima jornada e acabou a Liga em 13º, seis pontos acima da linha de água. Depois disso, todas as equipas que arrancaram tão mal como este Tondela desceram – além dos dois exemplos da época passada, aconteceu ainda ao Aves em 2006/07, à U. Leiria em 2007/08 e à Naval em 2010/11.   - Kritciuk, guarda-redes do Sp. Braga, continua a sua série de imbatibilidade. O russo, que só tem feito os jogos da Liga, já não sofre golos desde 21 de Setembro, quando foi batido na vitória por 5-1do Sp. Braga sobre o Marítimo. São já 502 minutos sem ir buscar a bola ao fundo das redes, incluindo as visitas a Guimarães e ao Dragão. Tem a mais longa série de imbatibilidade em curso na atual Liga e a maior de um só guarda-redes na história do Sp. Braga desde que Eduardo esteve 586 minutos sem sofrer golos entre Dezembro de 2009 e Fevereiro de 2010.
2015-11-10
LER MAIS

Artigo

Kritciuk, guarda-redes do Sp. Braga, alargou frente ao Belenenses para 412 os minutos que leva sem sofrer golos na Liga. O último a marcar-lhe foi o maritimista Dyego Souza, a 21 de Setembro e, desde então, deixou em branco os ataques de V. Guimarães, Arouca, FC Porto e Belenenses. É a mais longa série de imbatibilidade em curso na atual Liga e a maior de um só guarda-redes na história do Sp. Braga desde que Eduardo esteve 586 minutos sem sofrer golos entre 5 de Dezembro de 2009 (autogolo de Moisés frente ao Leixões) e 8 de Fevereiro de 2010 (golo de Yontcha, do Belenenses).   - Luís Leal foi expulso pela primeira vez na Liga portuguesa, deixando o Belenenses com dez homens e à mercê do Sp. Braga, num jogo que confirma a tendência dos jogadores dos azuis para se fazerem expulsar no Minho: os dois últimos vermelhos para o Belenenses tinham sido em Guimarães (Carlos Martins, a 8 de Fevereiro) e Braga (Deyverson, a 7 de Janeiro).   - O Moreirense não foi além do empate em Coimbra, com a Académica, e continua sem vencer após nove jornadas de Liga. Nada de dramas, porém! Das sete equipas que chegaram à nona jornada sem vencer neste século, quase metade (três) escaparam à despromoção desportiva. Sucedeu com o Boavista em 2007/08 (acabou em nono, mas desceu administrativamente, fruto do processo Apito Final), com o Beira Mar (oitavo em 2000/01) e o Gil Vicente (14º, também em 2000/01).   - O V. Setúbal ficou pela primeira vez em branco na Liga frente ao Arouca, empatando a zero no Bonfim, o que faz com que a partir deste momento a única equipa a ter marcado golos em todas as jornadas seja o Rio Ave.   - Ganhando por 1-0 ao Nacional, o Rio Ave assegurou também que, além de ser a única equipa da Liga que marcou em todos os jogos, é a que mais vezes manteve a baliza a zeros: foram cinco desafios sem sofrer golos, tantos como Sp. Braga, Arouca e FC Porto.   - Zeegelaar fez o golo da vitória do Rio Ave frente ao Nacional e, pela primeira vez na sua carreira, marcou em dois jogos consecutivos, pois já tinha marcado no empate (2-2) frente ao Estoril, na oitava jornada. O Nacional já estava na história deste ala holandês, pois tinha sido aos alvi-negros do Funchal que marcara o único golo da sua carreira até ao início desta época.   - O Nacional perdeu os cinco jogos que fez fora da Choupana para a Liga esta época. É o pior arranque da equipa madeirense como visitante desde 2004/05, quando saiu derrotado das primeiras sete deslocações, ganhando apenas à oitava: 1-0 em Penafiel, com golo de Gouveia, atual treinador da Académica.   - Edgar Costa foi expulso no Bessa, frente ao Boavista, o que eleva para cinco o número de jogos consecutivos em que o Marítimo não consegue acabar com onze homens em campo. Antes tinham sido expulsos Tiago Rodrigues (com o Paços de Ferreira), Dirceu (Académica), Diallo (Tondela), Raul Silva e João Diogo (Sp. Braga). O Marítimo é ainda a equipa com mais homens expulsos na Liga: são sete vermelhos, pois a estes seis há que somar outro a Tiago Rodrigues, contra o Belenenses.   - Ricardo Valente fez o golo da vitória do V. Guimarães em Paços de Ferreira, marcando pelo segundo jogo consecutivo, pois estava ausente das escolhas de Sérgio Conceição desde a derrota (2-3) em Vila do Conde, na Taça da Liga, onde também marcara. A última vez que Valente tinha marcado em dois jogos seguidos foi em Maio, quando bisou nos 2-0 ao Estoril e depois fez um golo no empate (2-2) do V. Guimarães face ao Nacional.
2015-11-03
LER MAIS

Artigo

A oitava jornada da Liga teve oito expulsões, recorde da competição esta época e marca mais vermelha desde a 24ª ronda da época passada, quando foram expulsos nove jogadores. Neste fim-de-semana tiveram ordem de expulsão Jota (Nacional), Renato Santos (Boavista), Tiago Rodrigues (Marítimo), Leo Bonatini (Estoril), Capela (Rio Ave), Moreno e Alex (ambos do V. Guimarães) e Dolly Menga (Tondela). Na 24ª jornada de 2014/15, jogada entre 6 e 9 de Março deste ano, tinham ido mais cedo para o duche Miguel Lourenço (V. Setúbal), Ebinho (Marítimo), Hugo Basto (Arouca), Nii Plange, Bernard e Sami (todos do V. Guimarães), Tobias (Sporting), Dani e Pedro Ribeiro (os dois do Penafiel).   - O empate do Nacional em casa com o Boavista (0-0) permitiu aos madeirenses alargar a mais longa série de jogos sem perder em casa em épocas nas quais estão na I Liga para 15 jogos. A última derrota do Nacional no seu estádio foi a 21 de Dezembro, com o Sporting, para a Liga (0-1) e entretanto já lá voltaram a passar os leões e o FC Porto, tendo ambos saído dali com empates.   - O Boavista voltou a ter um jogador expulso na Madeira. Desta vez foi Renato Santos, que viu o vermelho no empate a zero no terreno do Nacional. Na época passada Afonso Figueiredo tinha sido expulso no desaire (1-2) na Choupana, enquanto os 0-4 encaixados nos Barreiros contra o Marítimo tinham ficado pontuados pelos vermelhos a Beckeles, Philippe Sampaio e Mika.   - Tiago Rodrigues viu o segundo vermelho desta temporada, na derrota do Marítimo em casa ante o Paços de Ferreira, igualando o setubalense Fábio Pacheco como jogador mais vezes expulso na atual edição da Liga. Estranho no caso do médio do Marítimo, que já foi expulso tantas vezes neste início de época como no total dos jogos feitos em quatro temporadas de senior.   - O Paços de Ferreira conseguiu nos Barreiros a terceira vitória seguida depois da derrota na Luz com o Benfica, a 26 de Setembro. Ganhou em casa ao Nacional (3-1) e fora à Naval (7-1) e ao Marítimo (2-0). Está a um jogo de igualar a melhor série de vitórias consecutivas da época passada, fixada precisamente nesta altura: de 29 de Setembro a 25 de Outubro ganhou sucessivamente a Belenenses (2-0), Marítimo (3-2), Atlético Reguengos (4-0) e Boavista (2-1).   - Guedes, que fez o segundo golo do Rio Ave no empate (2-2) no Estoril, marcou pelo terceiro jogo consecutivo, depois de ter bisado na vitória frente ao V. Guimarães (3-2, na Taça da Liga) e de ter marcado também no sucesso contra o União (3-0, Taça de Portugal). Já igualou a melhor série da sua carreira, estabelecida em Fevereiro e Março deste ano, quando ao serviço do Penafiel fez golos sucessivamente a Marítimo, V. Setúbal e Moreirense.   - Tomané, do V. Guimarães, fez o primeiro golo na Liga portuguesa esta época, na qual já tinha marcado mas aos austríacos do Altach, na pré-eliminatória da Liga Europa. Marcou à Académica, o seu adversário predileto, uma vez que já tinha sido aos estudantes que tinha feito os dois golos anteriores na competição: um na vitória por 4-2 em Coimbra a 23 de Maio e outro no sucesso por 4-0 em Guimarães, a 17 de Janeiro.            - O Arouca não conseguiu ganhar ao Tondela (empatou a uma bola, em casa), mas alargou a corrente série de invencibilidade para seis jogos, depois da derrota frente ao FC Porto, a 12 de Setembro (1-3). Todos eles deram empate: U. Madeira (0-0), Belenenses (2-2), Sp. Braga (0-0), Varzim (0-0, na Taça da Liga, com vitória nos penaltis), Leixões (1-1, na Taça de Portugal, com sucesso no prolongamento) e agora Tondela (1-1). Para encontrar seis jogos seguidos do Arouca sem derrotas é preciso ir até Outubro e Novembro de 2012, na época em que subiu ao escalão principal. Nessa altura, entre Taça de Portugal e II Liga, foram sete jogos seguidos sem derrotas.   - André Claro voltou a marcar na vitória do V. Setúbal ante o Moreirense (2-0), fazendo o sexto golo da época. Esta já é a segunda melhor temporada de toda a sua carreira, igualando a de 2012/13, quando fez seis golos com a camisola do Arouca, na II Liga. Para encontrar melhor é preciso recuar até 2011/12, quando representou o Famalicão e marcou 11 vezes na II Divisão B. Mas mesmo aí só chegou ao sexto golo em Fevereiro.   - O golo de Tiago Caeiro, no último minuto do jogo com o U. Madeira, garantiu a quarta vitória seguida do Belenenses, depois dos sucessos contra Atlético (2-0, na Taça da Liga), Olhanense (1-0, na Taça de Portugal) e Basileia (2-1, na Liga Europa). Desde Outubro e Novembro do ano passado que os azuis não ganhavam tantas vezes seguidas. Na altura foram cinco vitórias, com Estoril (2-1), Ac. Viseu (2-0), Boavista (3-1), Moreirense (1-0) e Trofense (5-0).
2015-10-27
LER MAIS

Artigo

- Dirceu, do Marítimo, foi o quinto jogador da equipa verde-rubra a ver um cartão vermelho na Liga, depois de Tiago Rodrigues (contra o Belenenses), João Diogo e Raul Silva (frente ao Sp. Braga) e Diallo (ante o Tondela). O Marítimo destaca-se, assim, do V. Setúbal como a equipa com mais expulsões na Liga (os sadinos têm três), somando já 152 minutos em inferioridade numérica na prova.   - Rui Pedro fez, de penalti, o golo que valeu a primeira vitória da Académica na Liga, à sétima jornada (1-0 ao Marítimo). Já na época passada o primeiro golo do médio gaiense tinha sido obtido frente aos insulares, mas na ocasião, à segunda jornada, a Académica perdeu por 2-1.   - Ao ganhar ao Marítimo, a Académica igualou o seu pior registo de sempre, pois já em 1943/44 obtivera a primeira vitória à sétima jornada, na ocasião frente ao V. Guimarães, por 3-2, depois de seis derrotas seguidas. Nessa época acabou a Liga em nono lugar (entre dez participantes), escapando à justa à despromoção.   - O V. Setúbal bateu o Estoril em casa por 1-0 e elevou a série de jogos sem derrota no Bonfim para cinco, desde a derrota frente ao FC Porto (0-2), a 3 de Maio. Já superou o melhor registo da época passada mas está ainda muito aquém do que estabeleceu entre Dezembro de 2013 e Setembro de 2014: na altura foram 15 jogos, entalados entre duas derrotas frente ao Benfica (0-2 e 0-5).   - Bruno Moreira, do Paços de Ferreira, fez golos nas duas balizas na vitória (3-1) frente ao Nacional: marcou dois pela sua equipa e um na própria baliza. É a segunda vez esta época que um jogador fez pelo menos um golo e um autogolo no mesmo jogo: já tinha sucedido a Gonçalo Brandão, do Belenenses, no empate (3-3) contra o Rio Ave, na jornada inaugural.   - Um dos golos do Paços de Ferreira nasceu de uma grande penalidade, a terceira assinalada contra o Nacional em sete jornadas da Liga. O Nacional igualou assim o Rio Ave como equipas que mais penaltis cometeram neste início de campeonato, com a vantagem para os insulares de terem visto um dos adversários falhar: Rabiola, da Académica, chutou ao poste.   - O Moreirense voltou a empatar, desta vez em Tondela (1-1), mas já é a única equipa da Liga que ainda não venceu, após sete jornadas. Nunca tal lhe tinha acontecido, em cinco épocas na I Liga.   - Romário Baldé, avançado emprestado pelo Benfica ao Tondela, fez ao Moreirense o primeiro golo como sénior: na época passada ficara em branco nos nove jogos que fez pelo Benfica B, da mesma forma que não tinha marcado nas primeiras duas partidas dos beirões.   - Segundo golo em partidas consecutivas para Bressan, do Rio Ave. Depois de ter feito o tento com que os vila-condenses bateram a Académica, por 1-0, repetiu agora a proeza no 1-0 ao Boavista. Bressan não marcava em jogos seguidos desde o final de 2011, quando era uma das figuras do Bate Borisov e fez golos em seis jornadas seguidas da Liga bielorussa.   - O Boavista só perdeu três jogos no campeonato e dois deles foram nos derradeiros instantes. Se agora viu Bressan marcar o golo da vitória do Rio Ave aos 90+4’, já tinha sido batido em casa pelo Paços de Ferreira, com um tento de Diogo Jota aos 89’.   - Ao empatar a zero com o Arouca na Pedreira, o Sp. Braga ficou pela terceira vez em branco esta época (0-1 no Estoril e com o Rio Ave em Vila do Conde), mas foi a primeira vez que tal lhe aconteceu nos jogos em casa, onde tinha feito onze golos em três partidas. Foram sete jogos sempre a marcar desde o empate (0-0) com a Académica, em Março. Foi igualada mas não ultrapassada a melhor série da época passada.
2015-10-05
LER MAIS

Artigo

- Ao empatar com o V. Setúbal na Choupana, o Nacional estabeleceu a mais longa série de jogos seguidos sem perder em casa: 14. A última vez que os alvi-negros perderam ali foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto voltaram a passar por lá os leões, bem como o FC Porto, mas ambos empataram. A melhor série do Nacional em épocas nas quais esteve na I Liga estava em 13 jogos, entre uma derrota com o Marítimo (0-1), a 14 de Dezembro de 2003 e outra com o Sevilha (1-2), a 30 de Setembro de 2004. Nesses 13 jogos, porém, o Nacional ganhou 11 (empatou apenas com o Sporting e o FC Porto), enquanto nos atuais 14 já vai com cinco empates (Moreirense, Sporting, FC Porto, V. Guimarães e V. Setúbal).   - Ao mesmo tempo, o facto de ter empatado com o V. Setúbal impediu o Nacional de passar, mais uma vez, a barreira das três vitórias seguidas em casa. Depois de bater P. Ferreira (3-0, ainda na época passada), U. Madeira (1-0) e Académica (2-0), esta foi a nona vez que a equipa madeirense falhou desde a última ocasião em que conseguiu as tais quatro vitórias consecutivas no seu estádio, que foi entre Abril e Setembro de 2004, quando ali ganhou a Beira Mar (3-0), Ro Ave (4-0), outra vez Beira Mar (2-1, já na nova época) e Académica (2-1). - Arranque extraordinário do coreano Suk, autor do golo que deu o empate ao V. Setúbal frente ao Nacional na Choupana (1-1). Marcou em quatro dos seis jogos da sua equipa, somando até ao momento cinco golos e três assistências. Curioso ainda o facto de ter marcado ao Nacional depois de o ter feito ao Marítimo: foram as outras duas equipas que representou em Portugal.   - O golo de Marega, que valeu a vitória do Marítimo sobre o Tondela (1-0), foi o terceiro a chegar depois do minuto 90 nesta Liga. Desses, dois foram obtidos pelo Marítimo (já tinha sucedido com Dyego Souza contra o V. Setúbal) e outros tantos foram sofridos pelo Tondela (que já tinha perdido com o Sporting com um golo de Adrien Silva nos descontos).   - Marega fez o nono golo em Portugal (oitavo na Liga), mas apenas o segundo como suplente utilizado. A única vez que tinha marcado depois de saltar do banco foi em Fevereiro, quando ajudou o Marítimo a vencer em Penafiel por 4-3.   - Diallo, que em Portugal já representara Arouca e Académica, foi expulso pela primeira vez no nosso país no Marítimo-Tondela. Com a sua expulsão, o Marítimo torna-se a equipa que mais vermelhos viu na Liga: quatro em seis jornadas.   - O empate com o Arouca foi a segunda vez que o Belenenses desperdiçou uma vantagem de dois golos na atual Liga. Já lhe tinha sucedido quando deixou que o Rio Ave recuperasse de 3-1 para 3-3 no Restelo. Nas duas vezes, o adversário marcou os dois golos nos derradeiros 15’ de jogo.   - Luís Leal voltou a marcar em Arouca, mantendo o registo 100% goleador nos jogos do Belenenses na Liga que começa como titular. Já tinha sido titular e marcado em casa com o Moreirense.   - Os dois golos do Arouca no jogo foram obtidos de fora da área: livre de Nuno Valente a desviar na barreira e remate de muito longa distância de Hugo Basto. Foram os dois primeiros golos de fora da área do Arouca esta época. O Belenenses já tinha sofrido um, marcado pelo benfiquista Talisca.   - Os 13 golos sofridos pelo Belenenses à sexta jornada são o pior arranque defensivo dos azuis desde Outubro de 1987, quando chegaram a esta ronda com 14 bolas nas redes (na altura com o contributo dos 7-1 encaixados nas Antas frente ao FC Porto). Essa equipa acabou a Liga em terceiro lugar, com a sexta melhor defesa da Liga (38 golos em 38 jogos).   - A série de imbatibilidade do guarda-redes André Moreira, do U. Madeira, foi interrompida na derrota do clube insular no Estoril, por 2-1. Ficou nos 361 minutos, entre o golo do nacionalista Soares, na segunda jornada, e o primeiro do Estoril no domingo, marcado por Leo Bonatini. É a maior série da atual Liga, mas não a mais longa do U. Madeira no campeonato. Essa continua a pertencer a Zivanovic, que a estabeleceu em 413 minutos entre 6 de Março e 23 de Abril de 1994.   - Leo Bonatini voltou a marcar pelo Estoril, fazendo-o pelo quarto jogo consecutivo (incluída aqui a derrota frente ao Oriental na Taça da Liga). Já fez mais golos neste início de época (cinco) que em toda a temporada passada (quatro).   - A vitória por 2-1 frente ao U. Madeira, quarta em seis jogos, significa que os canarinhos estão a assinar o melhor arranque de época desde 1947/48, quando ganharam quatro jogos e empataram um dos primeiros seis. O Estoril acabou essa época em quarto lugar, vendo-se ultrapassado pelo Belenenses apenas na última jornada, na qual empatou com o FC Porto na Constituição.   - Sérgio Conceição estreou-se no banco do V. Guimarães com uma derrota frente ao Sp. Braga (0-1). Foram exatamente o mesmo resultado e o mesmo adversário que já lhe tinha assinalado a estreia na Académica: 0-1 em Braga. No Olhanense também começara a perder: 2-1 nos Barreiros com o Marítimo. O único clube português onde se estreara a ganhar foi mesmo o Sp. Braga, onde abriu conta com um conclusivo 3-0 ao Boavista.   - Rafa marcou pelo terceiro jogo consecutivo no Sp. Braga, a mostrar que lhe fez bem o banco nos jogos com Boavista e Estoril. Antes de marcar ao V. Guimarães já tinha sido ele a obter o golo da vitória frente ao Slovan Liberec, tendo contribuído com um golo na goleada (5-1) ao Marítimo. O máximo de jogos consecutivos em que Rafa tinha feito golos era de dois, o que conseguira por duas vezes: Estoril e Arouca em 2013/14 e V. Guimarães e Penafiel em 2014/15. Nas duas vezes, o terceiro jogo, no qual ficou em branco, tinha sido contra o V. Guimarães.   - Ao perder em Vila do Conde, com o Rio Ave, a Académica superou o arranque de 1977, no qual perdeu os cinco primeiros jogos, tendo contudo ganho o sexto. Para encontrar um início de campeonato tão mau da Briosa há que recuar até 1943/44. Nesse campeonato, a equipa dirigida por Severiano Correia perdeu os primeiros seis jogos, mas cinco foram fora de casa: FC Porto (3-2), Olhanense (5-1), Salgueiros (3-1), Atlético (2-1) e Benfica (2-1). Pelo meio, caiu também aos pés do Sporting em Coimbra (3-4). Ganhou pela primeira vez à sétima jornada, em casa, ao V. Guimarães (3-2). Acabou a época em nono lugar, assegurando a manutenção à custa do Salgueiros.
2015-09-29
LER MAIS

Artigo

O guarda-redes André Moreira manteve a baliza a zeros pela terceira vez consecutiva na Liga, na receção do U. Madeira ao Arouca, que terminou empatada a zero. São já 321 minutos consecutivos de imbatibilidade, desde o golo de Soares, na derrota do União frente ao Nacional, na segunda jornada. O jovem guardião do União estabelece assim o melhor registo da atual Liga e o mais longo de toda a sua ainda curta carreira (tem apenas 19 anos). Esta não é, ainda assim, a melhor série do U. Madeira na I Liga. Essa foi estabelecida por Goran Zivanovic entre 6 de Março e 23 de Abril de 1994. Foram nessa altura 413 minutos sem sofrer golos, a começar no segundo de Ricardo Lopes, numa derrota no terreno do E. Amadora (2-0), passando por três empates a zero (Sporting e Farense em casa e Gil Vicente fora) e numa vitória por 2-0 frente ao V. Guimarães e terminando num golo de Tavares, a abrir uma derrota por 3-0 frente ao Boavista no Bessa.   - Fábio Pacheco, do V. Setúbal, foi o primeiro jogador a ser expulso por duas vezes na atual Liga: antes de ver o vermelho aos 2 minutos da receção ao V. Guimarães, já tinha visto outro aos 78’, na visita à Académica. Os sadinos não perderam nenhum dos jogos, pois se agora empataram a dois golos, em Coimbra ganharam por 4-0.   - O congolês Arnold (V. Setúbal) obteve na baliza do V. Guimarães o segundo bis da sua carreira. O anterior tinha sido a 22 de Outubro do ano passado, quando ajudou o Chaves a ganhar ao Santa Clara por 2-1, na II Liga.   - Armando Evangelista deixou o comando técnico do V. Guimarães após o empate em Setúbal. Foi a primeira chicotada psicológica no clube minhoto desde a saída de Manuel Machado, após a primeira jornada da Liga de 2011/12. Na altura, Basílio Marques assegurou a transição até à entrada de Rui Vitória.   - Ao mesmo tempo que Armando Evangelista, saiu José Viterbo da Académica. A equipa de Coimbra repete a “medicação” da época passada, quando afastou Paulo Sérgio, mas fá-lo mais cedo, pois o treinador anterior resistiu até à 21ª jornada. Viterbo caiu após sete derrotas consecutivas na Liga (cinco nesta ápoca, duas na anterior) e 14 jornadas seguidas sem ganhar, desde os 2-1 ao Nacional, a 15 de Março. Paulo Sérgio tinha resistido 15 jornadas sem o sabor da vitória.   - As cinco derrotas com que a Académica arrancou na Liga são o pior registo da equipa de Coimbra desde 1977. Na altura, perdeu consecutivamente com Riopele (fora, 0-2), Sporting (casa, 1-5), Belenenses (fora, 0-2), V. Guimarães (casa, 1-3) e Varzim (fora, 1-0). O treinador, que era Juca, manteve-se e a Académica ganhou à sexta jornada ao Boavista, por 3-2. No final da época acabou em oitavo lugar.   - A última equipa a somar zero pontos à quinta jornada foi o Trofense, em 2008. O treinador, que era Toni, só resistiu às três primeiras derrotas, entrou Tulipa, o Trofense ainda chegou ao 12º lugar mas depois acabou a época em último e desceu de divisão.   - Ao marcar dois golos na vitória do Rio Ave frente ao Paços de Ferreira (3-0), Heldon obteve o primeiro bis desde Dezembro de 2013, quando foi fundamental no empate a dois golos do Marítimo em casa frente ao Nacional. Aliás, nesse dia repetiu a dose da semana anterior, quando marcara os dois golos da vitória maritimista em Arouca. À atenção da Académica, o próximo adversário dos vila-condenses.   - O primeiro golo de Heldon foi ainda o centésimo da Liga. Ao 39º jogo. Na época passada tinha sido o benfiquista Lima a obter o 100º golo da prova, nos 3-1 do Benfica ao Moreirense, mas ao 42º jogo. Há dois anos marcara-o Evandro, do Estoril, no empate a dois que os canarinhos obtiveram em casa frente ao FC Porto, também ao 39º desafio.   - Edimar marcou, de livre, o terceiro da vitória do Rio Ave. Não fazia um golo na Liga desde Dezembro de 2013, quando inscreveu o nome na lista de marcadores na derrota do Rio Ave frente ao FC Porto (1-3). De livre, já não marcava desde 23 de Setembro de 2012, quando bateu Beto noutra derrota do Rio Ave (4-1) em Braga.   - O Paços de Ferreira perdeu pela primeira vez em casa desde Janeiro, quando ali passara o Nacional (3-2). E não perdia na Mata Real com tanta clareza desde Abril de 2014, quando o mesmo Nacional lá ganhara por 5-0.   - Leo Bonatini fez em Tondela o primeiro golo fora de casa desde que chegou a Portugal e ao Estoril. Os seis que tinha marcado desde o início da época passada tinham acontecido todos no António Coimbra da Mota.   - Luís Leal abriu o marcador na vitória do Belenenses sobre o Moreirense (2-0), fazendo o seu primeiro golo na Liga portuguesa desde Novembro de 2013, quando bisou na vitória do Estoril sobre o Rio Ave, em Vila do Conde, pelo mesmo resultado. Desde essa data, porém, só foi titular mais uma vez, num Estoril-V. Guimarães que antecedeu a sua transferência para a Arábia Saudita.   - O Moreirense não ganhou um único jogo nas primeiras cinco jornadas, seguindo com apenas um ponto. É algo de inédito nas cinco épocas dos cónegos na Liga. O pior que tinham até aqui era uma vitória e quatro derrotas, no ano de estreia (2002/03). Nas últimas três temporadas apresentavam o mesmo registo: uma vitória, dois empates e duas derrotas.   - Ao entrar, a 10 minutos do final, para o lugar de Stojlikovic, na goleada bracarense sobre o Marítimo (5-1), Wilson Eduardo estreou-se com a camisola do Sp. Braga na Liga e ainda fez o 100º jogo na competição. Soma 27 partidas no Beira Mar, 27 no Olhanense, 25 na Académica, 20 no Sporting e agora 1 no Sp. Braga.   - O lateral Lionn, do Rio Ave, foi o outro “centenário” da jornada. É, contudo, mais constante nas camisolas do que Wilson Eduardo. Dos 100 jogos, 81 foram com o verde-e-branco do Rio Ave vestido, completando o lote com 8 jogos no Olhanense e 11 no V. Guimarães.   - Depois do golo ao Slovan Liberec, Rafa marcou também ao Marítimo. Não lhe acontecia marcar em dois jogos consecutivos desde que ajudou o Sp. Braga a vencer fora o V. Guimarães (2-1 para a Taça de Portugal) e o Penafiel (6-1 para a Liga) em Novembro do ano passado.   - O Marítimo não levava cinco golos num jogo desde Novembro de 2012, quando foi batido pelo FC Porto no Dragão por 5-0. Ruben Ferreira foi o único do onze que jogou nesse dia a repetir a experiência ontem.
2015-09-22
LER MAIS

Artigo

- Carrillo tomou parte ativa em cinco dos seis golos marcados pelo Sporting esta época. Marcou ao Benfica (ainda que a FPF tenha depois atribuído o golo a Teo Gutièrrez) na Supertaça e agora ao Paços de Ferreira, assistiu Slimani no segundo golo ao CSKA e esteve na origem dos lances dos primeiros golos ao Tondela e à equipa russa, lançando Ruiz nas costas da defesa adversária para o cruzamento que deu golo a João Mário e Téo Gutièrrez. A única exceção foi o golo de Adrien em Tondela, nascido de um penalti sobre Gelson.   - O Sporting sofreu um golo de penalti em casa, mas isso já nem é novidade: os leões viram os árbitros apitar-lhes penaltis contra nos últimos três jogos feitos em Alvalade. Antes deste, de Pelé, que valeu o empate ao Paços de Ferreira, tinha acontecido o mesmo contra o CSKA (falta de Jefferson e defesa de Rui Patrício) e contra o Sp. Braga (infração de Tobias Figueiredo e conversão de Pardo a dar vantagem aos minhotos).   - Em contrapartida, o Paços de Ferreira já não tinha um penalti a favor na Liga desde 13 de Março, data em que ganhou em casa ao Boavista por 1-0, graças à conversão de Manuel José. Curioso é que o último árbitro a marcar um penalti a favor dos pacenses tinha sido o mesmo Manuel Oliveira, que também expulsara o prevaricador: na ocasião o boavisteiro Tengarrinha.   - O Sporting rematou pouco no jogo com o Paços de Ferreira (apenas nove remates, dos quais só três enquadrados na baliza). Não o fazia com tão pouca frequência desde 19 de Abril, quando bateu o Boavista em Alvalade por 2-1 fazendo apenas seis tentativas de chegar ao golo.   - O Paços de Ferreira empatou com o Sporting nas últimas três vezes que defrontou os leões e sempre pelo mesmo resultado: 1-1. A última vitória dos leões foi no Capital do Móvel, a 5 de Abril de 2014, por 3-1, com golos de William, Rojo e Adrien a valerem mais que o tento pacense, de Bebé.   - Rui Patrício sofreu golos nos últimos três jogos na baliza do Sporting (Tondela, CSKA e Paços de Ferreira), repetindo a série com que acabou a época passada (Estoril e duas vezes Sp. Braga, uma vez que não defrontou o Rio Ave, na última jornada da Liga). Para se encontrar uma série pior é preciso recuar a Fevereiro, quando foi batido consecutivamente por Arouca (3-1), Benfica (1-1), Belenenses (1-1) e Wolfsburg (0-2).   - O FC Porto fez na Madeira apenas oito remates, mínimo da equipa azul e branca na Liga desde o empate (1-1, também) no Restelo, a 17 de Maio, que deu o título nacional ao Benfica. Nesse jogo, tinha-o feito apenas seis vezes. Mas para encontrar um jogo em que os dragões tenham rematado menos do que o adversário (o Marítimo tentou o golo em nove ocasiões) é preciso recuar ao empate a zero na Luz, contra o Benfica, a 26 de Abril: nessa tarde, visou as redes de Júlio César por seis vezes contra sete dos encarnados.   - Edgar Costa não fazia um golo de cabeça desde Setembro do ano passado, quando também aproveitou um cruzamento da esquerda (na altura de Ruben Ferreira) para surgir nas costas do lateral esquerdo do V. Guimarães (Traoré). Em contrapartida, três dos seus últimos seis golos surgiram nos primeiros 10’ de jogo: antes de marcar agora ao FC Porto aos 5’,no último ano já tinha marcado ao V. Guimarães aos 6’ e ao Gondomar aos 7’.   - Edgar Costa foi ainda o primeiro a marcar um golo a Casillas na Liga portuguesa, mas não o primeiro português a marcar um golo ao guardião espanhol. O último tinha sido Tiago, a 13 de Setembro do ano passado, numa vitória do Atlético Madrid no Santiago Bernabéu (2-1). E desde então Casillas foi ainda batido por vários conhecidos da Liga portuguesa, como Otamendi, Ghilas ou Nolito.   - O empate nos Barreiros significa que o FC Porto já vai em seis jogos seguidos sem ganhar na Madeira. A última vitória aconteceu na Choupana, por 3-1, ante o Nacional, em Maio de 2013. Desde então e até ao empate de sábado, os dragões tinham perdido por três vezes nos Barreiros com o Marítimo (duas por 1-0 e uma por 2-1) e empataram uma (1-1) e perderam outra (2-1) com o Nacional na Choupana.   - Este foi ainda o primeiro jogo da Liga que o FC Porto não ganhou com o árbitro Hugo Miguel. Até sábado, o juiz lisboeta tinha estado em 12 partidas dos dragões, todas com vitória azul e branca.   - Ao bater o Benfica por 1-0, o Arouca subiu pela primeira vez à liderança da Liga em toda a sua história. Faz até melhor do que o Rio Ave, que liderou da segunda à quarta jornada da época passada, mas graças a uma melhor diferença de golos, uma vez que teve sempre pelo menos mais dois clubes a par.   - O último “não grande” a liderar a Liga isolado foi o Sp. Braga de Domingos Paciência, a 30 de Novembro de 2009: ganhou em casa à U. Leiria por 2-0 e beneficiou do empate a zero do Benfica em Alvalade para ficar com dois pontos de avanço dos encarnados à 11ª jornada.   - O Benfica não marca um golo fora do Estádio da Luz há 190 minutos: fê-lo Ola John, em Coimbra, ao Marítimo, a assegurar a vitória na Taça da Liga, aos 80’ (2-1). Desde então, a equipa encarnada ficou em branco na Supertaça (0-1 com o Sporting) e agora com o Arouca (outra vez 0-1). Se contabilizarmos só os jogos fora na Liga, então o Benfica não marca fora desde 2 de Maio, quando derrotou o Gil Vicente por 5-0. Depois disso empatou a zero em Guimarães (e celebrou o bicampeonato) e perdeu agora com o Arouca.   - A derrota com o Arouca em Aveiro foi a primeira vez dos encarnados contra um adversário que jogava em casa emprestada desde que foram batidos pelo V. Setúbal nas Antas, também à segunda jornada, mas de 1997/98. A 31 de Agosto de 1997, um golo de Kassumov valeu os três pontos aos sadinos e deixou Manuel José em maus lençóis: foi despedido 15 dias depois. A última vez que o Benfica não ganhou nesta circunstância foi em Agosto de 2007, quando empatou no Bessa com o Leixões. Fernando Santos teve menos sorte e foi imediatamente despedido.   - Roberto, autor do golo do Arouca, foi júnior do FC Porto e só agora marcou pela primeira vez a um grande. Em contrapartida, Jonas, avançado do Benfica, ficou pela primeira vez em branco contra o Arouca.   - O Benfica rematou 30 vezes à baliza do Arouca, um recorde da Liga. O anterior máximo tinha sido estabelecido por FC Porto (contra o V. Guimarães) e pelo próprio Benfica (ante o Estoril), com 19 tentativas cada um.   - Rafael Bracalli lidera a única defesa ainda inviolada da Liga, com 180 minutos sem sofrer golos. O melhor arranque do guarda-redes brasileiro tinha acontecido em 2010/11 quando, ainda no Nacional, esteve 179 minutos embatido, até ver Carlos Martins (na altura no Benfica) fazer-lhe um golo nos 2-1 com que os madeirenses bateram o Benfica na Choupana.   - Há 36 jornadas da Liga que não se assistia à incapacidade dos três grandes para ganhar na mesma semana. Sporting e FC Porto empataram com Paços de Ferreira e Marítimo e o Benfica perdeu com o Arouca. A última vez que nenhum dos três ganhara tinha sido a 3 e 4 de Maio de 2014, na 29ª jornada da Liga: o Sporting empatou fora com o Nacional, o Benfica empatou em casa com o V. Setúbal (ambos a um golo) e o FC Porto foi derrotado fora de casa pelo Olhanense (1-2).   - O Rio Ave não ganhava em casa ao Braga para a Liga desde Outubro de 2010, quando golos de Zé Gomes e João Tomás lhe valeram um sucesso por 2-0. Entre esse jogo e o de sexta-feira, ganho graças a um golo de Hassan (1-0), só houve dois repetentes em campo: o vila-condense Tarantini e o árbitro, João Capela.   - O brasileiro Soares, que fez o golo da vitória do Nacional frente ao U. Madeira, e os portugueses Luisinho, que fez o tento da vitória do Boavista contra o Tondela, e André Claro, autor de um dos golos da ampla vitória setubalense em Coimbra foram os únicos a marcar nas primeiras duas jornadas da Liga. Imitam o que tinha sido conseguido na época passada por Jackson Martínez (FC Porto), Bernard (V. Guimarães) e Deyverson (Belenenses). Dos três, há um ano, Jackson foi o único a marcar também na terceira ronda.   - O caso de Luisinho é especial, porque o ex-atacante do Académico de Viseu marcou nos primeiros dois jogos que fez na Liga. Antes dele, tal havia sido conseguido pelo vimaranense Bernard, autor de um golo ao Gil Vicente e dois ao Penafiel nas primeiras duas rondas da época passada. Até final da época, porém, Bernard só marcou mais duas vezes.   - Aly Ghazal não era expulso na Liga portuguesa desde a segunda jornada da época passada, mais precisamente desde 24 de Agosto de 2014, quando Carlos Xistra lhe mostrou o vermelho no Restelo, num jogo que o Nacional perdeu por 3-1 com o Belenenses. Um ano depois, voltou a ser expulso por Bruno Paixão, mas desta vez a sua equipa ganhou por 1-0 ao U. Madeira.   - O Moreirense repetiu o resultado da primeira jornada: voltou a perder por 2-0, agora com o Estoril, e de novo com a particularidade de ter sofrido os dois golos na última meia-hora de jogo. Só o Estoril sofreu tantos golos na reta final das partidas: igualmente quatro, todos no jogo com o Benfica. Ainda que os estorilistas compensem esse resultado com os dois golos que agora fizeram ao Moreirense.   - O empate em Guimarães significa que o Belenenses alarga a presente série de invencibilidade fora de casa para sete jogos. A última derrota dos azuis fora do Restelo aconteceu a 22 de Março, no Bessa, por 1-0, em jogo da Liga. Desde então ganharam em Arouca (1-0), empataram em Braga (1-1) e em Coimbra com a Académica (1-1), voltaram a vencer o Gil Vicente em Barcelos (2-0) a fechar a última Liga e, já esta temporada, empataram em Gotemburgo (0-0), venceram o Altach (1-0) e agora voltaram a empatar em Guimarães (1-1). Desde 2012/13 que o Belenenses não passava sete jogos seguidos sem perder fora de casa, mas nessa altura jogava a II Liga.   - Ao ganhar por 4-0 em Coimbra à Académica, o V. Setúbal obteve o melhor resultado fora desde 27 de Novembro de 2008, quando bateu o Torre de Moncorvo por 4-0 na quarta eliminatória da Taça de Portugal (dois golos de Bruno Gama, um de Ricardo Chaves e outro do Laionel). Para encontrar um resultado tão bom dos sadinos em deslocações mas a contar para a Liga, então é preciso recuar até 18 de Abril de 2004, data em que venceram fora o Salgueiros (4-0, com bis de Zé Pedro, mais um golo de Manuel José e outro de Meyong). Já a Académica perdeu em casa por 4-0 com o Sporting (golos de Rojo, Adrien, Montero e Carrillo) faz hoje precisamente dois anos, a 24 de Agosto de 2013, em partida que também contou para a segunda jornada da Liga.
2015-08-24
LER MAIS

Stats

A Madeira tem sido a ilha maldita para o FC Porto e não é apenas desde que Julen Lopetegui tomou conta da equipa. É verdade que os dragões perderam dois e empataram um dos três jogos feitos no Funchal na época passada e que com esses resultados se explica parte dos desaires na Liga e na Taça da Liga da época passada, mas já no ano anterior a formação liderada por Paulo Fonseca, primeiro, e Luís Castro, depois, ali tinha perdido duas vezes. Para encontrar uma vitória do FC Porto na Madeira é preciso recuar até Maio de 2013, quando, ainda liderada por Vítor Pereira, a equipa azul e branca se impôs ao Nacional na Choupana por 3-1, a caminho do título de campeã da Liga. Nos Barreiros, então, os dragões já não ganham desde Abril de 2012.Na época passada, a Madeira está intimamente ligada ao insucesso portista. A derrota nos Barreiros em Janeiro de 2015, a abrir a segunda volta (1-0, golo de Bruno Gallo), quase deixou o Benfica com o título assegurado, tal seria a vantagem se os encarnados tivessem sido capazes de ganhar em Paços de Ferreira, no encerramento da jornada. Perderam e o FC Porto começou ali a encetar uma recuperação que, após a derrota do Benfica contra o Rio Ave em Vila do Conde, em Março, o deixaria à distância de uma vitória dos campeões, desde que ganhasse ao Nacional na Choupana. Sucede que o FC Porto não foi além de um empate nesse jogo (1-1, com Wagner a responder ao golo de Tello). Com pouca esperança na Liga, o FC Porto voltou à Madeira para jogar a meia-final da Taça da Liga, contra o Marítimo. E nova derrota (1-2, com Bruno Gallo e Marega a responderem a um golo inaugural de Evandro) significou que a época acabaria sem troféus no Dragão.O último treinador portista a ganhar na Madeira foi, assim, Vítor Pereira, a caminho do título nacional em 2013. Em 2013/14, as duas deslocações à “ilha maldita” saldaram-se ambas por derrotas: 1-0 nos Barreiros em Fevereiro com o Marítimo (marcou Derley) e 2-1 na Choupana com o Nacional (os golos de Candeias e Rondón pesaram mais que o obtido por Jackson). São, por isso, cinco, os jogos que o FC Porto leva na Madeira sem ganhar. Desse sucesso sobre o Nacional, na Choupana, em Maio de 2013 (3-1, com os golos de James, Lucho e Mangala a aparecerem todos até aos 22’, antes de Candeias reduzir), só resta um jogador no FC Porto: Varela. Da última vitória nos Barreiros (2-0, em Abril de 2012, com dois penaltis de Hulk) sobram Varela e Maicon. - O primeiro jogo de Maxi Pereira em Portugal foi na Madeira, em Setembro de 2007. Foi lançado de início por Camacho numa vitória do Benfica sobre o Nacional por 3-0, mas alinhou a meio-campo, que era a posição que mais fazia antes de chegar. - Bruno Martins Indi, Tello, Brahimi e Ruben Neves estrearam-se na Liga contra o Marítimo, na jornada inaugural do campeonato passado. O centrocampista, que foi a surpresa de Lopetegui nessa partida, fez mesmo o primeiro golo de uma vitória por 2-0. - Esse jogo também serviu de estreia ao maritimista Dyego Sousa, que porém não foi o único a arrancar no futebol português contra o FC Porto. O guardião Salin e o defesa central Raul Silva também deram os primeiros passos na Liga defrontando o FC Porto: o francês fê-lo em Agosto de 2010, nas redes da Naval, que perdeu em casa com os Dragões por 1-0, enquanto que o brasileiro teve a estreia em Janeiro passado, com a camisola do Marítimo, na vitória por 1-0 que chegou a fazer perigar ao ser expulso a 20’ do fim. - Ivo Vieira, treinador do Marítimo já conheceu alegria e tristeza a defrontar o FC Porto. Em Outubro de 2011, quando dirigia o Nacional, perdeu no Dragão por 5-0 e, embora ainda tenha dirigido a equipa no compromisso seguinte (vitória sobre o Beira Mar, em casa, por 2-1) já sabia que iria ser substituído por Pedro Caixinha no dia seguinte. A “vingança” teve-a na época passada quando, depois de substituir Leonel Pontes aos comandos do Marítimo, ganho ao FC Porto nos Barreiros (2-1) e acedeu à final da Taça da Liga. - O FC Porto tem um registo 100% vitorioso nos jogos dirigidos por Hugo Miguel na Liga. Nas 12 vezes que foram apitados por este árbitro de Lisboa, os dragões somam outras tantas vitórias e um score de 36-5 em golos. Uma dessas vitórias aconteceu precisamente nos Barreiros, contra o Marítimo (2-0, em Maio de 2011, na jornada de consagração da equipa dirigida por André Villas-Boas), que por sua vez só venceu duas de 13 partidas com este árbitro.
2015-08-20
LER MAIS

Artigo

- O Sporting não ganhava um jogo em período de compensação desde 11 de Janeiro, quando um livre de Tanaka lhe valeu uma vitória por 1-0 em Braga. Para encontrar uma vitória em tempo de compensação com um golo de penalti é preciso recuar até 8 de Fevereiro de 2006, data de um jogo em casa com o Paredes, para a Taça de Portugal, em que o 2-1 final surgiu aos 90+2’ numa grande penalidade convertida por João Moutinho.   - Adrien vai numa série de seis grandes penalidades consecutivamente convertidas. A última vez que falhou foi a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, quando permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então, marcou a Schalke, Estoril, Marítmo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - Ao fazer o golo do Tondela, Luís Alberto sucedeu a Bruno Amaro (Arouca), Pinheiro (Trofense), Bruno Fogaça (Naval), João Duarte (Moreirense) e Gamboa (Santa Clara) na honra de fazer o primeiro golo da sua equipa na Liga portuguesa. Dos seis, só Fogaça e João Duarte não o fizeram na baliza do Sporting.   - Ao bisar frente ao V. Guimarães, Aboubakar conseguiu algo que Jackson Martínez nunca foi capaz de fazer na primeira jornada das três Ligas que disputou. O colombiano, aliás, ficou mesmo em branco na abertura de 2012/13, um empate a zero frente ao Gil Vicente, e marcou apenas uma vez na estreia das duas derradeiras Ligas. Mas Jackson tem uma Liga a marcar sempre nas primeiras cinco jornadas e isso Aboubakar ainda terá de tentar.   - O FC Porto obteve a 10ª vitória consecutiva frente ao V. Guimarães no Dragão, um recorde entre as equipas que estão na edição deste ano da Liga. Desde Fevereiro de 2005 que o V. Guimarães não pontua no terreno dos azuis e brancos: na altura empatou a zero.   - Varela fez um o primeiro golo no Dragão desde 19 de Janeiro de 2014. Na altura obteve o segundo de uma vitória que também ficou pelos 3-0 e contra outro Vitória: o de Setúbal. Da equipa do FC Porto que alinhou nesse dia só restaram no jogo de sábado ele, Alex Sandro e Maicon.   - Armando Evangelista entrou na Ligada pior maneira: com uma derrota por 3-0 no Dragão. A última vez que o V. Guimarães estreara um técnico na Liga antes desta correra igualmente mal: em 2011/12, Manuel Machado saiu após a primeira jornada e a equipa ficou entregue ao seu adjunto Basílio Marques, que a 28 de Agosto de 2011 se estreou com uma derrota por 3-0, em casa, com o Beira Mar. Na jornada seguinte entrou em funções Rui Vitória.   - Mitroglu e Nelson Semedo fizeram um golo cada um, na estreia na Liga portuguesa. O último jogador a estrear-se com golo pelo Benfica tinha sido Jonas, que entrou ao intervalo para o lugar de Lima e fez o quarto numa vitória também ela por 4-0 frente ao Arouca, a 5 de Outubro de 2014. Curioso é que também nesse jogo o Benfica só abriu o ativo aos 75’.   - Jonas obteve frente ao Estoril o oitavo bis com a camisola do Benfica. O primeiro deles, aliás, foi mesmo um hat-trick, contra o Sp. Covilhã, na Taça de Portugal (vitória benfiquista por 3-2), naquele que foi o seu segundo jogo pelos encarnados. Desde esse desafio, o brasileiro bisou mais sete vezes, contra Moreirense, Estoril, Nacional, Académica, Belenenses, Marítimo e, de novo agora, Estoril.   - Os 4-0 ao Estoril são o melhor arranque de Liga do Benfica desde 1997, quando a equipa liderada por Manuel José se impôs ao Campomaiorense, na Luz, pelo mesmo resultado (golos de Calado, João Pinto e bis de Paulo Nunes). Para encontrar uma abertura com vitória por mais de quatro golos é preciso recuar a 1975 e a um 9-1 ao Leixões, com cinco golos de Nené, dois de Moinhos, um de Shéu e outro de Toni.   - O Estoril segue numa série horrível de 12-0 em visitas à Luz, depois do empate a um golo que ajudou os encarnados a perder o campeonato de 2012/13. Nas três épocas seguintes, os canarinhos perderam por 2-0, 6-0 e agora 4-0. Aliás, a equipa agora dirigida por Fabiano Soares tem sido freguesa habitual dos grandes sempre que os visita. Desde que, ainda com Marco Silva aos comandos, ganhou em Alvalade ao Sporting na despedida da Liga de 2013/14, vai com uma série de resultados amplos consecutivos: 3-0 em Alvalade, 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e agora 4-0 na Luz. Em todos esses jogos teve um penalti contra…   - Os três grandes ganharam os seus jogos na jornada de abertura na Liga. Algo que não acontecia há 21 anos, desde que, em 1994, o Sporting venceu fora o Farense (2-0, com golos de Juskowiak e Sá Pinto), o Benfica bateu o Beira Mar em Torres Novas (também 2-0, com golos de Paneira e Clóvis) e o FC Porto se impôs em casa ao Sp. Braga (ainda 2-0, com tentos de Rui Filipe e Kostadinov).   - Os 29 golos marcados nos nove jogos da primeira jornada da Liga são o arranque mais goleador desde 1996, quando em igual número de partidas se fizeram 34 tentos. A média de golos por jogo, porém, já tinha vindo a crescer nas últimas duas épocas, tendo há dois anos estado também acima dos três golos por jogo (26 em oito jogos).   - O Sp. Braga conseguiu, frente ao Nacional, a primeira virada da Liga (de 0-1 para 2-1). Curioso é que a última virada do Sp. Braga tinha acontecido no mesmo local e frente ao mesmo adversário: de 0-1 para 3-1 a 28 de Fevereiro de 2015, contra o Nacional, na 22ª jornada da última Liga.   - Gonçalo Brandão marcou ao Rio Ave o seu primeiro golo desde 18 de Outubro de 2003, data em que assinou o tento belenense na derrota em casa frente ao FC Porto, por 4-1. Desde então, além do Belenenses, representou Charlton, Siena, Parma e Cluj, mas nem por uma vez fez um golo.   - Os 3-3 no Restelo assinalaram a terceira época consecutiva do Rio Ave a marcar três golos no campo do Belenenses. Na época passada os vila-condenses tinham ganho por 3-1 e há dois anos por 3-0. Ponto comum às duas vitórias foram golos de Del Valle, o venezuelano entretanto emigrado para o Kasimpasa, da Turquia.   - Espetacular recuperação do Boavista em Setúbal: de 0-2 para 2-2 com um jogador a menos, por expulsão de Idris, aos 69'. O Boavista não recuperava um resultado num jogo que tenha acabado em inferioridade numérica na Liga desde 5 de Novembro de 2005, quando depois da expulsão de Areias, um golo de João Pinto, aos 87', valeu um empate (1-1) ante o Belenenses no Restelo. Na época passada, em casa contra o Rio Ave, também recuperou de 0-1 para 1-1 depois da expulsão de Beckeles, mas o jogo acabou dez contra dez, pois também foi expulso o vila-condense Prince.   - Nuno Coelho (Arouca) abriu em Moreira de Cónegos o caminho à vitória do Arouca, com um golo de cabeça que apenas o segundo na Liga. Sempre que ele marcou, porém, o Arouca ganhou: já tinha sido ele a garantir a vitória em casa ante o V. Setúbal, em Janeiro último (1-0).   - O dérbi da Madeira, com Breitner (U. Madeira) e Briguel (Marítimo) em campo (e não jogava a RFA de 1982…) sorriu à equipa azul e amarela. Não é novidade o Marítimo perder (já tinha saído derrotado nas últimas três visitas ao Nacional. Mas é novidade o U. Madeira ganhar: nos cinco anos que o União passara na I Liga empatara sempre em casa com o Marítimo e perdera nas deslocações aos Barreiros.   - A derrota em Paços de Ferreira significou o 10º jogo seguido sem ganhar na Liga para a Académica de José Viterbo. O treinador, que foi tão importante na recuperação, ganhando três dos primeiros quatro jogos, está ainda a cinco jogos de igualar o recorde de 15 sem vitória que custou o lugar a Paulo Sérgio, antes de ele entrar.
2015-08-17
LER MAIS