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Último Passe

Quando se perde, é normal que surjam as queixas. Quando se perde muitas vezes, como tem acontecido ao Nacional neste início de época, é ainda mais normal que as queixas se acumulem como ficheiros em lista de espera em cima de uma secretária. Manuel Machado, que viu a sua equipa perder mais vezes que as esperadas nas primeiras sete jornadas da Liga, passou a semana a queixar-se. Mas, ainda que as queixas tenham o seu quê de circunstancial e, pelo menos num caso, de desculpa de mau pagador, o veterano treinador não deixa de ter alguma razão. Já se sabe que o futebol português se move de acordo com os estados de alma dos três grandes, mas nunca é demais lembrar que sem os outros não haveria Liga. E portanto é importante saber o que têm para dizer. Ora Machado começou por se queixar de um calendário que o forçou a receber o Benfica à terceira jornada e o FC Porto à sétima e que em breve o levará a medir forças com o Sporting. Qual é o problema? Nenhum, como é óbvio. A Liga joga-se em sistema de todos contra todos e este não é sequer um daqueles casos evidentes – que já se viu em épocas anteriores – de um “rolo compressor”, em que uma equipa jogava, por exemplo, com dois dos três grandes de seguida. Acha que nunca aconteceu? Pois engana-se. Em 1992/93, por exemplo, quase todas as equipas do campeonato defrontaram, de seguida, Sporting, Benfica, Boavista e FC Porto. A questão é que isso só deixou de ser possível porque o grande que jogava primeiro se queixou, pois os rivais acabavam por beneficiar, por exemplo, de castigos provocados por expulsões nesses jogos. E aí, mesmo não tendo razão nenhuma na queixa que fez, Machado mete uma “lança em África” ao completá-la com a alusão a tantos condicionalismos que se fazem nos sorteios, sempre em benefício dos mesmos. Por que razão não hão-de os grandes jogar entre si a abrir os campeonatos? Há alguma razão que o justifique e que os mais pequenos não possam depois apresentar em sua defesa para fugirem a este tipo de confrontos de perfil mais elevado nas primeiras jornadas? Claro que não há, a não ser a proteção dos mais fortes. Mais interessante, porém, é a temática em torno da segunda queixa de Machado. Então o FC Porto pôde jogar com dois jogadores emprestados pelo Atlético Madrid – Diogo Jota e Oliver Torres – e o Nacional não pôde fazer o mesmo com o jogador que tem emprestado pelo FC Porto? Dita assim, a coisa parece ser para rir. Vítor Garcia não pôde jogar por estar emprestado: ele não pôde jogar por estar emprestado pelo clube que o Nacional ia defrontar. Aliás, no mesmo jogo, o Nacional alinhou com César, que está emprestado pelo Benfica, e Tobias Figueiredo, emprestado pelo Sporting. No entanto, mesmo não tendo outra vez razão, Machado voltou a pôr o dedo numa ferida que está mal cicatrizada. Sei que a Liga portuguesa proibiu os clubes de utilizarem os emprestados nos jogos contra o clube-mãe para evitar suspeições. Sei até que não é a única Liga mundial que o faz. Assim sendo, a utilização dos jogadores não fica dependente da boa vontade de quem empresta – e já se sabe que uns autorizavam e outros não – ou até da capacidade para influenciar decisões que cada clube grande vai tendo junto da sua “clientela”. E no entanto, esta é uma solução que nunca me convenceu. Porque afasta bons jogadores dos relvados, porque desvirtua a concorrência e porque se baseia na ideia de que os clubes não podem ser todos iguais, mesmo que participem todos no mesmo campeonato. Ora isso não é bom. Será esta solução melhor que a anterior, na qual a utilização dos emprestados era deixada ao critério de cada um? Admito que sim, como admito o contrário. Depende das boas ou más intenções de cada um. Mas sei que a solução ideal passava, isso sim, pela limitação do total de jogadores que cada clube pode ter sob contrato e, depois, do total de jogadores que poderia emprestar. Uma equipa mais forte do ponto de vista financeiro – e já se sabe a influência que o dinheiro da Champions tem em campeonatos de países periféricos como o nosso – pode contratar sem limites e depois espalhar jogadores por vários clubes concorrentes, assegurando desde logo que está a defrontar equipas que nesses dias se apresentam inferiorizadas jornada após jornada. Ora se cada clube visse limitado o total de jogadores que podia contratar e emprestar isso viria automaticamente reduzir os efeitos deste atropelo às regras da concorrência. Se são bons, os jogadores que os grandes contratam e emprestam não iam deixar de ter emprego – teriam, isso sim, outros empregadores. Empregadores pelos quais poderiam lutar em todas as rondas da Liga. Ganhariam menos dinheiro? Talvez. Mas a essa questão – a da distribuição da receita, que continua a ser o maior entrave a um futebol português verdadeiramente competitivo – voltarei um dia.
2016-10-03
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Último Passe

Um hat-trick de Diogo Jota ainda na primeira parte transformou a viagem do FC Porto à Choupana num passeio, reduziu a oposição do Nacional a zero e alertou Nuno Espírito Santo para a existência de valores seguros no plantel para os quais talvez nem os mais fervorosos adeptos portistas estivessem alerta. A vitória por 4-0, para a qual contribuiu mais um golo de André Silva, na segunda parte, permitiu aos dragões colarem-se a Sporting e Benfica (que ainda tem de jogar a sua partida desta jornada) no primeiro lugar. E, apesar de a interrupção da Liga não chegar na melhor altura para uma equipa subitamente remoralizada, permitirá um recomeço quase do zero quando o campeonato regressar: este FC Porto jovem, esta equipa dos "jotinhas", apresentou o melhor compromisso dois dragões desde o início da temporada. Para o desequilíbrio final no marcador contribuiu um Nacional fraco, é verdade, mas também um FC Porto outra vez forte. O regresso de Herrera, melhor em posse do que André André, e sobretudo a titularidade de Jota, explicam alguma coisa. Um jogador rápido e objetivo como Jota, que fez 14 golos ainda como júnior, na época de estreia na Liga, não pode ser visto só como elemento de contra-ataque – é uma arma incontornável na construção do processo ofensivo portista, tendo feito mais numa noite do que todos os outros parceiros de André Silva no 4x4x2 no resto da temporada. Fez o 1-0 após tabela com Herrera, logo aos 11’. Perdeu o segundo golo em lance individual ao qual se opôs o guardião Rui Silva, mas apenas para o fazer pouco depois, após passe de André Silva. E antes do intervalo ainda fez o terceiro, de cabeça, após cruzamento vindo da direita. A perder por 3-0, ninguém regressa a um jogo contra um grande a não ser que este facilite. Na segunda parte, o FC Porto não o fez e na verdade não se viu sequer ameaça de regresso do Nacional à luta pelos pontos. Foi o FC Porto quem marcou mais um, aliás, ainda antes dos 60’: André Silva finalizou, após assistência de Otávio, num lance nascido da criatividade de Oliver. Com Herrera, Otávio e Oliver à frente de Danilo, o meio-campo do FC Porto ganha uma capacidade de construção ofensiva a que depois dois bebés com golo nas botas como são Jota e André Silva podem dar a devida sequência. Chegará tanta juventude para os desafios a que se propõe o FC Porto? Não é fácil responder afirmativamente e sem reservas. Mas que ainda não se tinha visto melhor compromisso esta época aos dragões, isso é uma evidência.
2016-10-02
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Último Passe

Uma entrada contundente, com dois golos em nove minutos, permitiu ao FC Porto de José Peseiro afastar o espectro das duas derrotas consecutivas que subiu ao relvado com os seus jogadores para a partida com o Nacional e deu ao treinador a hipótese de ganhar pela primeira vez ao seu antigo clube. Os 4-0 com que se concluiu a partida, maior vitória do FC Porto desde a chegada de Peseiro, chegaram para que os dragões mantivessem as hipóteses matemáticas de alcançar os dois rivais de Lisboa na classificação mas, muito mais importante do que isso, lançaram mais três jogadores para o foco mediático nesta espécie de pré-época em que se transformaram as semanas que antecedem a final da Taça de Portugal: André Silva, Ruben Neves e Varela juntam-se a Sérgio Oliveira como “descobertas” de fim de temporada. O golaço de Varela, logo aos 2’, na primeira vez que o FC Porto visou as redes de Rui Silva, e o tento que se lhe seguiu, de Herrera, aos 9’, transformaram uma partida que se presumia pudesse ser competitiva num mero exercício de avaliação. A perder por 2-0 desde tão cedo, o Nacional deixou cair grande parte das esperanças de levar pontos do Dragão, pelo que o que havia a ver era sobretudo como se comportavam as novas apostas de Peseiro. E não se portaram nada mal, lançando entre os dragões a esperança de se verem mais representados na escolha final de Fernando Santos para jogar o Europeu, na qual só mesmo Danilo já estava seguro. O treinador recuou o médio para defesa-central, em vez de Chidozie, e dessa forma permitiu, de bónus, o regresso de Ruben Neves à titularidade no comando das operações a meio-campo, a tempo de voltar a ter algumas – poucas, é verdade… – esperanças de ser chamado. Na frente, com Aboubakar sentado no banco, apostou no jovem André Silva, que voltou a não marcar (esteve perto, aos 18’ e aos 67’) mas se mexeu sempre bem e deu o seu contributo para o excelente arranque da equipa. Com 2-0 ao intervalo – e Sérgio Oliveira também esteve perto do terceiro ainda na primeira parte – o Nacional procurou reagir no início do segundo tempo, com Luís Aurélio em vez de Aly Ghazal. Ainda assim foi o FC Porto quem marcou, por Danilo, de cabeça, após cruzamento de Corona. Se dúvidas havia – até então, um golo do Nacional ainda podia reabrir o jogo – elas acabaram nesse momento. E houve ainda tempo para que Aboubakar, que entrou a 15 minuto do fim, reforçasse o seu estatuto de maior goleador da equipa, rompendo a resistência que vinha sendo feita pelo guarda-redes Rui Silva e fechando o marcador num golo de chapéu. Os três pontos não estavam em discussão há muito, mas o jogo valeu mesmo para que vários jogadores dissessem que se o que o clube atravessa neste momento é uma pré-época, então devem contar com eles quando começar a competição.
2016-04-17
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É sempre com um misto de alegria e gratidão que os dirigentes e adeptos do Nacional encaram José Peseiro, o treinador do FC Porto, que levou o clube insular da II Divisão B à I Divisão. O sentimento, porém, não tem sido recíproco. É que o técnico de Coruche perdeu todos os jogos que fez contra o seu antigo clube desde que, em 2003, o trocou por um lugar como adjunto de Carlos Queiroz no Real Madrid. E alguns custaram-lhe bem caro. Peseiro regressou de Madrid em 2004 para se ocupar do Sporting, o primeiro clube grande que treinou. Nessa época, em que chegou à final da Taça UEFA e fez figura de favorito na luta pelo título até à penúltima jornada (derrota com o Benfica por 1-0), Peseiro perdeu as duas partidas contra o Nacional: 3-2 na Choupana a 16 de Janeiro de 2005 e 4-2 em Alvalade, a 22 de Maio do mesmo ano. Esta última derrota foi difícil de digerir, porque o Sporting vinha de uma semana complicada: perdera o campeonato num fim-de-semana, na Luz (derrota por 1-0 com o Benfica), e a Taça UEFA na quarta-feira (1-3 com o CSKA Moscovo), em Alvalade; de regresso a casa, os leões foram batidos pelo Nacional, na última jornada, e falharam o segundo lugar e o acesso direto à Liga dos Campeões, condicionando desde logo o trabalho de Peseiro na nova época. Em 2005/06, Peseiro ainda dirigiu o Sporting até meados de Outubro. Nesse período, porém, ainda teve tempo para perder uma terceira vez com o Nacional: 2-1 na Choupana, a 19 de Setembro de 2005, no primeiro confronto com Manuel Machado desde uma vitória num Sporting-V. Guimarães da época anterior, em que a vitória leonina (1-0) deixara os leões no topo da tabela, a duas rondas do fim. Depois de sair do Sporting, Peseiro fez um tirocínio pelo estrangeiro, só voltando a Portugal em 2012, para comandar o Sp. Braga. Defrontou por mais duas vezes o Nacional, perdendo ambas: 3-2 na Choupana, a 12 de Janeiro de 2013, e 3-1 em Braga, a 11 de Maio de 2013. Quer isto dizer que os últimos três confrontos entre José Peseiro e Manuel Machado – o outro treinador a marcar lugar na história recente do Nacional – foram favoráveis ao professor minhoto. Essa é, aliás, uma tendência que Peseiro só conseguiu contrariar no Sporting, quando Machado estava no V. Guimarães. Em 2004/05, o tal ano completo no Sporting, Peseiro ganhou duas vezes a Machado, por 4-2 no Minho e por 1-0 em Alvalade, de certa forma exorcizando o fantasma que lhe restava do ano da subida do Nacional à I Divisão: nessa altura, perdendo por 5-1 com o Moreirense de Manuel Machado na penúltima jornada, o Nacional de Peseiro teve de esperar pelo último dia para poder carimbar o passaporte.   Manuel Machado é um dos treinadores mais experientes da Liga e vai para o 31º confronto com o FC Porto. Dos 30 anteriores, quatro foram com o Moreirense (um empate e três derrotas), oito com o V. Guimarães (uma vitória, dois empates e cinco derrotas), dois com a Académica (ambos perdidos), um com o Sp. Braga (mais uma derrota) e 15 com o Nacional (duas vitórias, dois empates e onze derrotas). Ao todo, ganhou quatro vezes, empatou cinco e perdeu 21, entre elas as duas em que esteve mais próximo de levar um troféu para casa, sempre aos comandos do V. Guimarães: perdeu por 6-2 na final da Taça de Portugal de 2010/11 e por 2-1 na Supertaça de 2011/12.   O FC Porto perdeu os últimos dois jogos: 0-1 em casa com o Tondela e no terreno do Paços de Ferreira. Esta é já a terceira vez que os dragões perdem dois jogos seguidos esta época, uma com cada treinador que passou pelo banco. Julen Lopetegui perdeu contra o Marítimo (1-3 em casa, na Taça da Liga, em Dezembro) e o Sporting (0-2, em Alvalade, em Janeiro), sendo demitido após o terceiro jogo, o empate em casa com o Rio Ave (1-1). Rui Barros foi batido fora de casa por V. Guimarães (0-1, em Janeiro) e Famalicão (0-1, também em Janeiro, para a Taça da Liga). José Peseiro, que pegou na equipa após as duas derrotas de Barros e ganhou ao Marítimo, por 1-0, tem de novo a responsabilidade de interromper a série.   Os dragões já perderam cinco vezes em casa esta época: 1-3 com o Marítimo para a Taça da Liga, 1-2 com o Arouca e 0-1 com o Tondela para a Liga, 0-2 com o Dynamo Kiev para a Champions e 0-1 com o Borussia Dortmund para a Liga Europa. Esta já é a época com mais derrotas em casa desde 2001/02, quando foram batidos no velho Estádio das Antas por Belenenses, Sparta de Praga, Sp. Braga, Beira Mar e Real Madrid. Para se encontrar pior é preciso ir a 1971/72, quando ali ganharam o Benfica, o Nantes, o Atlético, a Académica, o V. Guimarães e o V. Setúbal.   Depois de uma fase negra – doze jogos sem ganhar em Dezembro e Janeiro – o Nacional parece ter entrado nos eixos, tendo obtido cinco vitórias nas últimas seis partidas. A única exceção foi a derrota por 2-0 com o Marítimo, no dérbi do Funchal, a 2 de Abril, porque de resto a equipa de Manuel Machado ganhou ao Paços de Ferreira (3-0), ao Boavista (1-0), ao Rio Ave (1-0), ao V. Guimarães (3-2) e ao Estoril (4-1).   Brahimi, que não joga por estar suspenso, marcou nas duas últimas vitórias do FC Porto sobre o Nacional. Fez o segundo golo nos 2-0 de Novembro de 2014, no Dragão, repetindo a graça nos 2-1 de Dezembro de 2015, na Choupana. Em Março de 2015 o argelino ficou em branco e o Nacional não foi além de um empate a uma bola no terreno do adversário.   Sequeira, o lateral esquerdo do Nacional, pode fazer no Dragão o 50º jogo com a camisola do clube, pelo qual se estreou oficialmente neste mesmo estádio, alinhando a tempo inteiro no empate a uma bola de 23 de Novembro de 2013. Esse foi também o seu jogo de estreia na Liga.   O Nacional já ganhou quatro vezes no terreno do FC Porto, três delas a contar para o campeonato: 2-1 (de virada) em Outubro de 1990, 4-0 em Março de 2005 e 3-0 em Maio de 2008. A quarta vitória, que foi a mais recente, aconteceu em Janeiro de 2011, a contar para a Taça da Liga (2-1). Desde esse jogo, o FC Porto soma quatro vitórias e um empate nas receções aos alvinegros do Funchal.   Nos últimos 13 anos, sempre que fez golos no Dragão o Nacional conseguiu evitar a derrota. Desde Novembro de 2002 que não lhe acontece marcar ali e perder. Nessa altura, Adriano e Rossato marcaram, o Nacional – que era comandado por José Peseiro – chegou a estar em vantagem sobre o FC Porto de José Mourinho mas saiu derrotado por 5-2.    
2016-04-17
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Slimani voltou a bisar em mais uma vitória do Sporting, os 4-0 ao Nacional, na Choupana. Foi o terceiro bis consecutivo do argelino em deslocações dos leões, depois de já ter feito dois golos nos 6-0 ao V. Setúbal e nos 3-1 ao Paços de Ferreira. A última vez que Slimani ficou em branco num jogo fora de Alvalade também tinha sido neste mesmo estádio, quando o Sporting perdeu por 1-0 com o U. Madeira, a 20 de Dezembro do ano passado.   Com estes dois golos, Slimani já chegou aos 22 esta época, sendo 18 na Liga. Está ainda a cinco golos do benfiquista Jonas, mas já assegurou o lugar de melhor marcador sportinguista num campeonato desde que Liedson acabou a Liga com 25 golos, em 2004/05.   Os 47 golos que o Sporting marcou nas primeiras 22 jornadas da Liga também não lhe asseguram o posto de melhor ataque do campeonato, que pertence ao Benfica, mas garantem o melhor registo parcial dos leões desde 2001/02, quando a equipa de Jardel, João Pinto, Pedro Barbosa e Quaresma chegou à 22ª jornada com 50 golos marcados.   Jorge Jesus aumentou para oito a série de vitórias consecutivas sobre Manuel Machado. Ganhou-lhe todos os jogos desde um empate do Benfica com o Nacional na Choupana (2-2), em Fevereiro de 2013.   O Sporting, de resto, continua sem perder com o Nacional desde Fevereiro de 2011 (1-0, para a Liga), tendo desde essa altura defrontado os alvi-negros por 14 vezes, ganhando nove e empatando cinco. O Nacional, aliás, não marca um golo ao Sporting na Liga desde Maio de 2014, somando já 376 minutos seguidos de jogo sem golos aos leões.   Ao vencer o Nacional, o Sporting reassumiu a liderança isolada do campeonato, com 55 pontos em 22 jornadas. São mais oito pontos do que na época passada por esta altura e o melhor registo leonino à 22ª ronda desde que a vitória vale três pontos. Para encontrar um Sporting melhor nesta altura da época é preciso recuar até 1979/80, quando os leões tinham 18 vitórias e dois empates, que pelas regras atuais de pontuação valeriam 56 pontos.   O Nacional, por sua vez, somou a 11ª derrota deste campeonato, apenas duas a menos do que em toda a Liga passada. E passou a ter a certeza de perder os três jogos em casa com os grandes: 1-2 com o FC Porto, 1-4 com o Benfica e 0-4 com o Sporting. Foi a primeira vez desde 2011/12 que os nacionalistas não pontuaram na Choupana com nenhum dos grandes. Nessa época, foram batidos por 2-0 por FC Porto e Benfica e por 3-2 pelo Sporting. E ainda ali perderam por 3-1 com os leões nas meias-finais da Taça de Portugal.   O Sporting voltou a ter dois penaltis num jogo, um convertido por Adrien e outro por Slimani. Já não sucedia aos leões beneficiarem de dois remates dos onze metros desde 30 de Agosto, quando venceram fora a Académica por 3-1. Nessa tarde, porém, Adrien falhou o primeiro e Aquilani marcou o segundo.   Rui Patrício fez o 250º jogo na Liga portuguesa na mesma ilha onde efetuou o primeiro: a Madeira. A estreia foi a 19 de Novembro de 2006, numa vitória por 1-0 frente ao Marítimo, nos Barreiros. O guarda-redes já é o oitavo futebolista com mais jogos pelo Sporting no campeonato, a apenas três partidas de Azevedo.    
2016-02-14
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Último Passe

Um jogo impositivo na Choupana, contra um Nacional que confirmou fragilidades já anteriormente detetadas, permitiu ao Sporting regressar ao comando isolado da Liga. O 4-0 final expressa muito bem a diferença de rendimento entre as duas equipas. Rui Patrício fez a primeira defesa aos 89’, num livre, tão permanente foi o domínio leonino e tão boa foi a presença da dupla de centrais criada entre Coates e Ruben Semedo. Na frente, as combinações trianguladas entre defesa-lateral, médio e extremo geraram inúmeras situações de finalização, só sendo verdadeiramente estranho que a equipa de Jorge Jesus tenha demorado tanto a chegar ao segundo golo e à tranquilidade. Em altura de renovação de contratos com vários jogadores, a equipa renovou a esperança dos adeptos pela forma como respondeu à derrota do Benfica no clássico contra o FC Porto e volta a olhar de cima para baixo para os adversários. É verdade que o Sporting entrou praticamente a ganhar, com um golo a nascer de um canto logo aos 3’, fruto da movimentação veloz de Slimani no ataque à bola. Mas o Nacional, que tentava surpreender em 4x4x2, com Ricardo Gomes perto do regressado Soares, nunca entrou no jogo em condições de ripostar. O jogo sem falhas dos dois centrais leoninos, que começaram pela primeira vez um jogo lado a lado, sempre bem auxiliados por um William Carvalho mais perto do seu real valor, anulava a única arma atacante dos madeirenses, que eram os cruzamentos largos. E, assegurando que tinha mais bola, era uma questão de tempo até o Sporting ampliar a vantagem. Não o fez na primeira parte, na qual Carlos Mané até teve nos pés um lance de golo cantado, na sequência de uma tabela entre Slimani e João Mário, acabou por fazê-lo bem cedo na segunda, num penalti de Adrien. Manuel Machado tentou mudar as coisas, chamando um ataque novo ao relvado. Vieram Román, Bonilha e Rodrigo Pinho, mas continuava a ser o Sporting a mandar, mesmo depois de Jorge Jesus ter começado a gerir a equipa face ao jogo da Liga Europa que aí vem, retirando Adrien e Zeegelaar. O 3-0, marcado por João Mário, na recarga de uma bola de Slimani à barra, matou muito cedo quaisquer esperanças do Nacional ainda reabrir a discussão do resultado e o 4-0, conseguido de penalti por Slimani, confirmou a ideia de que este Sporting vive muito melhor a jogar longe de casa do que em Alvalade: foi como visitante que conseguiu as últimas três vitórias por mais de um golo.  
2016-02-13
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O Sporting volta a sair de Alvalade, onde tem perdido mais pontos esta época. Desloca-se, porém,ao único estádio onde foi derrotado neste campeonato: a Choupana, onde perdeu com o U. Madeira por 1-0, e para defrontar uma equipa que parece estar a reencontrar a capacidade para ganhar pontos em casa. Dos onze pontos que o Sporting perdeu neste campeonato, mais de metade (seis) foram esbanjados em Alvalade: ali a equipa de Jorge Jesus empatou com Paços de Ferreira (1-1), Tondela (2-2) e Rio Ave (0-0). Fora de casa obteve as últimas duas vitórias por mais de um golo de diferença (6-0 em Setúbal e 3-1 em Paços de Ferreira), tendo cedido apenas cinco pontos: o empate a zero com o Boavista no Bessa e a derrota por 1-0 com o U. Madeira, no mesmo estádio onde vai jogar agora. Ao todo, os leões já conseguiram oito vitórias fora de casa neste campeonato, estando ainda a duas do total da época passada. O Nacional, por sua vez, esteve 17 jogos sem perder em casa entre Dezembro de 2014 (0-1 com o Sporting) e Dezembro de 2015 (1-2 com o FC Porto), mas passou depois uma fase negra da qual parece estar a recompor-se: após derrotas com os portistas, o Benfica (1-4) e o Sp. Braga (2-3), intervaladas por um empate com o Arouca (2-2), já ganhou as duas últimas partidas na Choupana: 1-0 ao Oriental e 3-1 ao Tondela.   Salvador Agra marcou nas últimas três partidas do Nacional na Choupana: fez um golo na derrota frente ao Sp. Braga (2-3), assinou a vitória contra o Oriental (1-0) e bisou nos 3-1 ao Tondela.   Por sua vez, Islam Slimani bisou nas últimas duas deslocações dos leões para o campeonato, que foram também as duas últimas em que participou: os 6-0 em Setúbal e os 3-1 em Paços de Ferreira. Como o argelino não esteve nas viagens a Portimão e Arouca, para a Taça da Liga, isso quer dizer que não fica em branco como visitante desde a ida à Choupana, para jogar com o U. Madeira, a 20 de Dezembro.   O colombiano Freddy Montero, que o Sporting vendeu para o futebol chinês na última abertura de mercado, fez os últimos três golos dos leões ao Nacional, todos em Alvalade. Em Maio de 2015 bisou na vitória leonina por 2-0 e em Setembro fez o golo solitário do 1-0 que deu três pontos à equipa de Jorge Jesus.   Jorge Jesus e Manuel Machado já tiveram desentendimentos públicos, mas os encontros entre os dois têm sido geralmente favoráveis ao treinador do Sporting. Jesus ganhou os últimos sete confrontos com Machado, cinco para a Liga e dois para a Taça da Liga, e não perde pontos com ele desde Fevereiro de 2013, quando o seu Benfica foi empatar com o Nacional à Choupana (2-2). Por sua vez, Machado não ganha a Jesus desde Setembro de 2010, quando o seu V. Guimarães se impôs no Minho ao Benfica por 2-1.   Wyllian pode fazer o 50º jogo com a camisola do Nacional. Estreou-se a 31 de Agosto de 2014, alinhando um minuto na vitória por 2-0 frente ao Arouca e, até hoje, jogou 49 vezes pelo Nacional. Dessas, 39 foram a contar para a Liga, sete na Taça de Portugal e três na Taça da Liga.   O Nacional não ganha ao Sporting desde Fevereiro de 2011. Na altura impôs-se por 1-0 (golo de Mateus) numa partida do campeonato na Choupana. Desde esse jogo, as duas equipas já se encontraram mais 13 vezes, com oito vitórias do Sporting e cinco empates.   Há 286 minutos de jogo que o Nacional não marca ao Sporting no campeonato. Na verdade, os últimos três jogos entre ambos para esta competição acabaram com um zero na baliza leonina: 1-0 na Choupana e 2-0 em Alvalade em 2014/15 e 1-0 em Alvalade já esta época. O último golo do Nacional ao Sporting na Liga foi marcado por Diego Barcellos, num empate a uma bola, em Maio de 2014, na Choupana. Depois, os madeirenses voltaram a marcar, num empate a dois, mas foi para a Taça de Portugal.   O Nacional já viu esta época adiados em um dia as partidas que ia disputar em casa com os outros dois grandes do futebol português. Tanto FC Porto como Benfica começaram a jogar num domingo e acabaram à segunda-feira.
2016-02-12
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Último Passe

Mais uma demonstração de qualidade de Jonas, hoje muito bem acompanhado por Carcela durante a primeira parte num coletivo defensivamente consolidado por Fejsa a todo o terreno, permitiu ao Benfica desembaraçar-se da complicada visita ao Nacional, que a equipa de Rui Vitória ultrapassou com um 4-1, destacando-se ainda mais como melhor ataque da primeira volta da Liga. A finalização clínica do brasileiro, com um hat-trick em três lances que resolveu a um só toque para o fundo das redes, chegou para ganhar um jogo que podia ter-se complicado num erro de Lisandro, mas que o Benfica soube tornar fácil assim que Manuel Machado optou por parti-lo e colocar mais gente na frente. A primeira dificuldade para as duas equipas foi o facto de o jogo ter começado num dia e acabado noutro, depois de ter sido interrompido ao fim de sete minutos. Nunca há garantias de a disposição no recomeço ser a mesma da véspera e o que se viu neste início de tarde foi um Benfica incisivo na frente, onde Carcela lhe dá, de facto, muita qualidade no um para um e nos cruzamentos para a área. O marroquino teve de esperar para ganhar o lugar na equipa, mas já parece estar muito à frente de Gonçalo Guedes na luta pela posição, pois além de veloz é também muito forte nas assistências exteriores, que são fundamentais no futebol sempre largo de Rui Vitória. Depois de ter estado ligado a alguns lances de perigo, foi ele que ofereceu o primeiro golo a Jonas, ainda na primeira parte, deixando dúvidas acerca do que poderá fazer Vitória quando voltar a ter Gaitán e até Salvio. Há abundância de bons extremos para a segunda volta. A perder e dando a batalha do meio-campo como perdida, devido à exibição muito constante de Fejsa, que ganhava duelos sobre duelos na raça, Manuel Machado resolveu partir o jogo. Primeiro, ainda na primeira parte, chamou Jota para o lugar de um central – Rui Correia – recuando Aly Ghazal para a linha mais recuada. Mas foi um erro de Lisandro Lopez, que demorou a afastar a bola da sua área, a permitir o golo do empate a Soares e a lançar a dúvida sobre o resultado. Para tentar tirar partido da supremacia psicológica que o empate lhe trazia, Machado juntou Gustavo a Soares na frente, mas aí foi a vez de o Benfica mostrar que tem golo fácil. Fez o 2-1 de lançamento lateral, num lance em que a conjugação de uma boa movimentação de Jimenez e da desatenção do Nacional deu hipótese para mais uma finalização de Jonas, em volei de pé esquerdo. E o 3-1 em mais um lance de igualdade numérica na área, após cruzamento de André Almeida, outra vez com Jonas a marcar. Mitroglou ainda pôs mais um no resultado final, mas numa altura em que já mais ninguém tinha a cabeça na Choupana – o Nacional já estava em Barcelos, onde depois de amanhã joga com o Gil Vicente para a Taça de Portugal, e os campeões nacionais na segunda volta, em que entram a uma distância ainda assim manobrável de quatro pontos para o primeiro.
2016-01-11
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A visita do Benfica à Choupana, para defrontar o Nacional, é fundamental para os encarnados manterem a pressão sobre o Sporting na Liga e não podia surgir em melhor altura para a equipa de Rui Vitória. É que o Benfica está na melhor série de resultados da época, enquanto o Nacional atravessa a pior desde há alguns anos. O Nacional vai com sete jogos seguidos sem ganhar. A última vitória (3-1 ao Marítimo) conheceu-a a 27 de Novembro, tendo desde essa altura encaixado três derrotas (2-1 em casa com o FC Porto, 2-0 na deslocação ao terreno do Moreirense e 1-0 na Luz com o Benfica) e quatro empates (1-1 com o Estoril, 2-2 com o Desp. Aves, o Arouca e o Belenenses). É a pior série do Nacional desde o período entre Novembro de 2011 e Janeiro de 2012, quando passou oito jogos sem ganhar (três derrotas e cinco empates). Para evitar igualar esse cenário de crise que coincidiu com a chegada ao clube de Pedro Caixinha, a equipa madeirense precisaria de ganhar agora ao Benfica no jogo da Liga. Ora, na Liga, a equipa de Manuel Machado não ganha há cinco jornadas, também desde a tal vitória contra o Marítimo. Igualou já a pior série da época, as cinco jornadas sem vencer entre os 2-0 em casa à Académica (quarta jornada) e o 1-0 em Guimarães (10ª). O Benfica, em contrapartida, vem da primeira série de quatro vitórias seguidas esta época: ganhou de enfiada a Rio Ave (3-1), Nacional (1-0), V. Guimarães (1-0) e Marítimo (6-0). Procura o quinto sucesso da série, algo que não consegue desde que ganhou seis jogos seguidos em Fevereiro e Março do ano passado, já perto da ponta final da caminhada que acabaria por levá-lo ao título de bicampeão nacional.   - Rui Vitória tem um cruzamento com Manuel Machado na sua história: em Agosto de 2011, Machado começou a época no V. Guimarães com quatro derrotas seguidas, sendo despedido após a eliminação no play-off da Liga Europa, contra o Atlético de Madrid. Rui Vitória foi o treinador contratado para o substituir e, após um curto interinato de Basílio Marques, estreou-se no clube a ganhar fora ao… Nacional, por 4-1.   - Essa foi a segunda e última vez que Rui Vitória ganhou na Choupana e em ambas teve de marcar quatro golos: já lá tinha ganho em 2010/11, com o Paços de Ferreira, na Taça da Liga (4-3). Depois, voltou lá três vezes com o V. Guimarães, com uma derrota (2-1 em 2012/13) e dois empates (1-1 em 2013/14 e 2-2 em 2014/15). E até com o Benfica já ali empatou esta época (0-0), ainda que contra o U. Madeira.   - Por sua vez, Manuel Machado tem tido muitas dificuldades nos confrontos com o Benfica: perdeu os últimos sete, todos com o Nacional, e não ganha desde Setembro de 2010, quando o seu V. Guimarães se impôs aos encarnados no Minho por 2-1.   - Contra Rui Vitória, o saldo do atual treinador do Nacional só ficou desequilibrado com o recente 1-0 com que o Benfica ganhou aos alvi-negros, para a Taça da Liga, na Luz. Ao todo, defrontaram-se dez vezes, com três vitórias de Machado, quatro de Vitória e três empates.   - Luís Aurélio, que está ausente por lesão, marcou golos nos últimos dois jogos do Nacional, os empates a duas bolas em casa com o Arouca e fora com o Belenenses. Foi a terceira vez que o alentejano marca em jogos seguidos na sua carreira, vendo-se privado da hipótese de repetir a graça à terceira partida. E até podia sentir-se inspirado por defrontar a equipa que o viu estrear-se na Liga: foi lançado por Miguel Leal num Benfica-Moreirense que os encarnados ganharam por 3-1, a 21 de Setembro de 2014.   - Também Gaitán, que se estreou na Liga pelo Benfica a defrontar o Nacional, lançado por Jorge Jesus a 21 de Agosto de 2010, na derrota na Choupana por 2-1, está afastado deste jogo por lesão.   - Outro jogador do Nacional que se estreou na Liga a defrontar o Benfica foi Miguel Rodrigues, que a 5 de Maio de 2012 foi lançado às feras por José Dominguez numa derrota da U. Leiria na Luz por 1-0.   - O Benfica ganhou os últimos sete jogos que fez contra o Nacional, três deles na Choupana, onde não deixa pontos desde um empate a duas bolas em Fevereiro de 2013: Diego Barcelos e Mateus marcaram para os madeirenses, Urreta e Mexer (este na própria baliza) fizeram-no para os encarnados.   - A última vez que o Nacional ganhou ao Benfica foi em Agosto de 2010, por 2-1, num jogo que fez com que os benfiquistas começassem a desconfiar de Roberto, o guarda-redes espanhol que tinha sido contratado nessa época ao Atlético de Madrid. Luís Alberto e Orlando Sá marcaram os golos da equipa da casa, Carlos Martins reduziu em cima do apito final para os então campeões nacionais.   - Desde 2010 e 2011 que nenhum jogador benfiquista marcou em mais de um jogo na Choupana. O último a consegui-lo foi Cardozo, que fez ali o golo da vitória (1-0) em Março de 2010 e depois esteve entre os goleadores dos 2-0 de Março de 2011.   - Tiago Martins, o árbitro lisboeta que vai dirigir a partida, está umbilicalmente ligado ao Nacional, pois foi na Choupana que fez o seu primeiro jogo na Liga. Aconteceu em Agosto de 2014 e os alvi-negros ganharam por 2-0 ao Arouca. De resto, Tiago Martins, que só apitou o Benfica uma vez – na vitória por 4-0 frente ao Estoril, esta época – foi também o juiz da última vitória do Nacional, os tais 3-1 ao Marítimo.
2016-01-09
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A receção ao FC Porto é um duríssimo teste à imbatibilidade caseira do Nacional, que já vai em 17 jogos e é a mais longa de sempre em épocas nas quais o clube madeirense joga a I Liga. Se evitarem a derrota contra os dragões, os alvi-negros completarão um ano seguido sem perder na Choupana, pois a última vez que dali saíram derrotados foi a 21 de Dezembro do ano passado, contra o Sporting, em jogo da Liga. E o próximo jogo do Nacional em casa será apenas a 2 de Janeiro, contra o Arouca, no regresso da Liga. Nesse 21 de Dezembro, um golo do extremo sportinguista Carlos Mané chegou para derrotar pela última vez o Nacional no seu estádio. Desde então, a equipa de Manuel Machado jogou mais 17 vezes em casa, para todas as competições, ganhando onze e empatando seis. Por ali passaram sem perder o Moreirense (1-1, na Taça da Liga), o Sporting (2-2, na Taça de Portugal), o FC Porto (1-1, na Liga), o V. Guimarães (2-2, na Liga), o V. Setúbal (1-1, na Liga) e o Boavista (0-0, na Liga). Os outros onze jogos saldaram-se por vitórias do Nacional: 2-1 ao Boavista, 2-1 ao Belenenses, 1-0 ao Estoril, 3-0 ao V. Setúbal, 3-2 ao Gil Vicente, 2-0 ao Penafiel, 3-0 ao P. Ferreira (todos na Liga da época passada), 1-0 ao U. Madeira, 2-0 à Académica (na Liga desta época), 5-0 ao Cova da Piedade (Taça de Portugal) e 3-1 ao Marítimo (Liga).   - Julen Lopetegui cedeu em Londres, frente ao Chelsea, a sétima derrota (2-0) como treinador do FC Porto. Até aqui, nunca perdeu dois jogos seguidos: o pior que lhe aconteceu a seguir a uma derrota foi empatar a zero com o Benfica, na Luz, depois de ter sido esmagado pelo Bayern em Munique (1-6), na eliminação da Liga dos Campeões da época passada. De resto, respondeu sempre com vitórias: 2-1 ao Athletic Bilbau depois do 1-3 com o Sporting (Outubro de 2014); 4-0 ao V. Setúbal após o 0-2 com o Benfica (Dezembro de 2014); 4-1 à Académica na sequência do 0-1 com o Marítimo (Janeiro de 2015); 5-0 ao Estoril após o 1-2 com o Marítimo (Abril de 2015) e, já esta época, 1-0 ao Tondela depois do 0-2 com o Dynamo Kiev (Novembro de 2015).   - Regresso do FC Porto à Madeira, onde há semana e meia interrompeu uma série de sete jogos sem vitórias, batendo o U. Madeira por 4-0 precisamente no estádio onde vai agora jogar: a Choupana. O adversário desta vez é o Nacional, a quem os dragões não ganham fora de casa desde Maio de 2013, quando ali venceram por 3-1, graças a golos de James Rodríguez, Mangala e Lucho González nos primeiros 22 minutos. Candeias fez o tento dos madeirenses. Depois disso, há a registar uma derrota por 2-1 (2013/14) e um empate a uma bola (2014/15).   - Julen Lopetegui nunca perdeu com Manuel Machado nem com o Nacional. Os dois confrontos entre ambos resumem-se a uma vitória portista no Dragão em Novembro do ano passado (2-0) e a um empate (1-1) na Choupana em Março.   - Sendo um dos treinadores mais experientes da Liga, Manuel Machado tem um longo histórico de confrontos com o FC Porto: vai fazer o 30º. Dos 29 anteriores, foram quatro com o Moreirense (um empate e três derrotas), oito com o V. Guimarães (uma vitória, dois empates e cinco derrotas), dois com a Académica (ambos perdidos), um com o Sp. Braga (mais uma derrota) e 14 com o Nacional (duas vitórias, dois empates e dez derrotas). Ao todo, ganhou quatro vezes, empatou cinco e perdeu 20, entre elas as duas vezes em que esteve mais próximo de levar um troféu para casa: FC Porto 6, V. Guimarães 2 (final da Taça de Portugal de 2010/11) e FC Porto 2, V. Guimarães 1 (Supertaça de 2011/12).   - O FC Porto vem com quatro vitórias seguidas na Liga, na sequência do empate em casa com o Sp. Braga (0-0): 2-0 ao V. Setúbal, 1-0 ao Tondela, 4-0 ao U. Madeira e 2-1 ao P. Ferreira. Esta é já a melhor sequência da época e a melhor desde Fevereiro e Março, quando ganhou sete jogos seguidos na prova até ver a série de vitórias interrompida com um empate (1-1) precisamente frente ao Nacional no Funchal.   - O defesa central Rui Correia marcou em três dos últimos quatro jogos do Nacional na Choupana: 1-1 com o V. Setúbal, 5-0 ao Cova da Piedade e 3-1 ao Marítimo. Só ficou em branco frente ao Boavista e os alvinegros não saíram do 0-0.   - O lateral esquerdo Sequeira estreou-se na Liga a jogar contra o FC Porto, num empate a uma bola na Choupana, a 23 de Novembro de 2013. Manuel Machado lançou-o como titular e Sequeira esteve em campo pelos 90 minutos, vendo um cartão amarelo.   - Brahimi marcou golos nas últimas duas deslocações do FC Porto na Liga: garantiu o 1-0 ao Tondela em Aveiro e fez o segundo dos quatro golos sem resposta com que os dragões se impuseram ao U. Madeira no mesmo estádio onde vão jogar agora com o Nacional.   - Maicon regressa ao estádio onde se projetou para uma carreira no futebol português. Chegou a Portugal em 2008, emprestado pelo Cruzeiro ao Nacional, onde passou apenas uma época, antes de se transferir para o FC Porto. Quem o lançou na Liga portuguesa foi Manuel Machado, que agora vai ser o treinador rival.   - Marcano pode fazer o 50º jogo com a camisola do FC Porto. Dos 49 que já realizou, 31 foram na Liga, 11 na Liga dos Campeões, cinco na Taça da Liga e dois na Taça de Portugal. Só marcou um golo, nos 4-0 ao Belenenses, em Outubro.   - Maxi Pereira estreou-se na Liga portuguesa na Choupana, lançado por José Antonio Camacho num Nacional-Benficva, a 2 de Setembro de 2007. Os encarnados ganharam por 3-0 e Maxi jogou os 90 minutos como médio defensivo.   - Também o árbitro regressa ao estádio onde se estreou na Liga. Foi a 25 de Agosto de 2002 que um então muito jovem Jorge Sousa fez o primeiro jogo na Liga, um Nacional-Gil Vicente que os madeirenses perderam por 0-1. Desde então apitou por mais 19 vezes o Nacional nesta competição e por outras 19 vezes o FC Porto. Com ele, o Nacional ganhou nove vezes e perdeu oito, enquanto que o FC Porto ganhou onze e perdeu quatro (três delas até 2006/07).
2015-12-12
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O Sporting marcou golos em todos os oito jogos desta época e não fica em branco numa partida oficial desde 1 de Março, quando foi batido pelo FC Porto no Dragão por 3-0, a contar para a Liga. São, ao todo, 22 jogos seguidos sempre a marcar. Está igualada a melhor série da época passada, que consistiu exatamente em 22 jogos, entre o 0-3 em Guimarães, a 1 de Novembro, e o 0-2 em Wolfsburgo, a 19 de Fevereiro. Se marcar ao Nacional, equipa que esteve no início da corrente série, com um empate a dois golos na Choupana, para a Taça de Portugal, a 5 de Março, aumenta a caminhada para 23 jogos a marcar, algo que já não consegue há 45 anos. Ainda Jorge Jesus jogava nas camadas jovens. A última vez que o Sporting esteve tantos jogos seguidos a fazer golos foi entre Dezembro de 1969 e Novembro de 1970. Pelo meio, a equipa então comandada por Fernando Vaz ganhou o título nacional de 1969/70, mas perdeu a final da Taça de Portugal, com o Benfica, por 3-1. Esse Sporting ficou em branco na deslocação ao Bessa, onde empatou a zero com o Boavista, a 21 de Dezembro de 1969. E só voltou a acabar um jogo sem golos a 22 de Novembro de 1970, quando empatou sem golos em Guimarães com o Vitória. Entre o zero imposto pelo guardião boavisteiro Luz e aquele que soube segurar o guarda-redes vimaranense Rodrigues mediaram 36 jogos sempre com golos. Desses, o Sporting empatou quatro (1-1 com o Varzim, duas vezes 1-1 com o Benfica e 2-2 com o Belenenses), perdeu três (1-3 com o Benfica na final da Taça de Portugal de 1970 e duas vezes por 2-1 com o Carl Zeis Jena na segunda ronda da Taça dos Campeões Europeus), ganhando os restantes 29. Nesses 36 jogos, o Sporting marcou um total de 90 golos, com duas particularidades. Houve apenas onze marcadores e nenhum deles se destacou dos restantes: Nelson celebrou 20, Marinho assinou 17, Peres 15 e Lourenço 14. Na atual série de 22 jogos, os leões empataram cinco (2-2 com o Nacional, duas vezes 1-1 com o P. Ferreira, 1-1 com o Estoril e 2-2 com o Sp. Braga) e perderam dois (1-3 com o CSKA Moscovo e com o Lokomotiv Moscovo), ganhando os restantes 15. Ao todo marcaram 43 golos, com a particularidade de eles serem divididos por mais jogadores: foram 13 marcadores, destacando-se Slimani, com nove, Arien, com sete, e Montero, com seis.   - Em contrapartida, o Sporting já vai com sete jogos seguidos sempre a sofrer golos. A última vez que Rui Patrício conseguiu uma baliza virgem foi na Supertaça, contra o Benfica, a 9 de Agosto (vitória por 1-0). Na Liga, então, já não chega ao fim de um jogo sem ir buscar pelo menos uma bola ao fundo das redes desde 2 de Maio, quando recebeu em Alvalade… o Nacional (vitória leonina por 2-0). Depois disso o Sporting ainda ganhou ao Rio Ave em Vila do Conde, no fecho do último campeonato, mas foi Boeck quem esteve na baliza.   - O Nacional só ganhou uma vez em Alvalade para a Liga, em Maio de 2005, por 4-2, ajudando a tonar essa época como de pesadelo para o Sporting, que já perdera Liga Europa e Liga portuguesa numa semana. Além disso, os alvi-negros não marcam um golo no terreno do Sporting desde finais de Abril de 2013, quando Candeias estabeleceu o momentâneo empate a um golo, antes de Rojo dar a vitória por 2-1 aos leões nos últimos minutos da partida.   - Jorge Jesus e Manual Machado já tiveram desentendimentos públicos, mas os encontros entre os dois têm sido geralmente favorável ao atual treinador do Sportimg. Jesus ganhou os últimos seis confrontos com Machado, quatro para a Liga e dois para a Taça da Liga, e não perde pontos com ele desde Fevereiro de 2013, quando o seu Benfica foi empatar com o Nacional à Choupana, a dois golos. Machado não ganha a Jesus desde Setembro de 2010, quando o seu V. Guimarães se impôs no Minho ao Benfica por 2-1.   - Jonathan Silva celebra no dia do jogo um ano sobre a sua estreia na Liga portuguesa, pois foi lançado como titular nos 4-0 com que o Sporting ganhou fora ao Gil Vicente a 21 de Setembro de 2015. André Martins, por outro lado, pode reencontrar o adversário que enfrentou na estreia: abriu a sua conta na Liga portuguesa lançado por Domingos Paciência com uma vitória por 1-0 frente ao Nacional, em Alvalade, em Dezembro de 2011.   - Fábio Veríssimo apita apenas o 11º jogo na Liga e o segundo de um clube grande (já esteve, esta época, na vitória por 3-0 do FC Porto sobre o V. Guimarães). Entre os árbitros com pelo menos dez jogos na competição, é o segundo que apresenta maior percentagem de vitórias da equipa da casa: 60 por cento, apenas atrás dos 64% de Tiago Martins e à frente dos 53% de Soares Dias, que é terceiro.
2015-09-19
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