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Ao aguentar 15 minutos sem sofrer golos em Alvalade, Rafael Bracalli, guarda-redes do Arouca, passou a ser o dono da mais longa série de minutos sem sofrer golos no presente campeonato, superando precisamente Rui Patrício, guarda-redes do Sporting. Bracalli, que não sofria um golo na Liga desde que foi batido por Aboubakar, do FC Porto, a 7 de Fevereiro, aguentou 541 minutos sem ir buscar a bola ao fundo das redes, tendo durante esse período defendido duas grandes penalidades. Patrício tinha estado 538 minutos sem sofrer golos, entre um marcado por Josué (V. Guimarães) e outro de Rafael Martins (Moreirense).   Rui Patrício continua, no entanto, a ser o líder da defesa menos batida do campeonato, com 17 golos sofridos em 27 jornadas. É a melhor performance defensiva do Sporting num campeonato desde 2006/07, quando a equipa chegou à 27ª ronda com 14 golos sofridos, tendo acabado a prova com a melhor defesa, com 15 golos sofridos em 30 jornadas. O guarda-redes do Sporting era então o internacional Ricardo.   A principal nota do jogo de Alvalade foi, contudo, a performance ofensiva do Sporting, com bis de Teo Gutièrrez e João Mário. O colombiano, que não marcava desde 10 de Dezembro (nos 3-1 ao Besiktas) e que na Liga estava em jejum desde o penalti ao Estoril, a 31 de Outubro, fez o primeiro bis com a camisola leonina e o primeiro desde 16 de Fevereiro de 2015, quando marcou dois golos nos 4-1 do River Plate ao Sarmiento de Junin, na Liga argentina.   Já no caso de João Mário, este foi mesmo o primeiro bis na carreira sénior do jovem médio, que não fazia um golo desde a derrota por 3-1 em Leverkusen, na eliminação leonina da Liga Europa (1-3), a 25 de Fevereiro. Os quatro golos de João Mário em 2015/16 tinham sido todos em deslocações, pelo que o médio não marcava em Alvalade há um ano: o último que fizera ali tinha sido a 22 de Março de 2015, nos 4-1 ao V. Guimarães.   Quem regressou aos golos foi Bryan Ruiz, que tinha falhado ocasiões relativamente fáceis contra o V. Guimarães, o Benfica e o Estoril. Ruiz, pelo contrário, tem escolhido sempre Alvalade para fazer os seus golos. Não marcava desde os 2-0 ao Boavista, a 22 de Fevereiro, sendo que este foi o seu quarto golo consecutivo em Alvalade depois de ter feito um em Braga, na eliminação do Sporting da Taça de Portugal (3-4).   Em branco ficou Slimani – daí, provavelmente, a insatisfação que revelou no momento em que foi substituído por Barcos. O argelino não marca em casa desde 15 de Janeiro, quando fez um golo no empate (2-2) contra o Tondela, tendo desde essa data feito três bis, mas todos em deslocações, nos campos de Paços de Ferreira, Nacional e Estoril.   Gegé, autor do golo do Arouca, fez o primeiro golo na I Divisão. O cabo-verdiano não festejava um golo em nome próprio desde 18 de Novembro de 2012, quando contribuiu para atenuar uma derrota caseira do Marítimo B com a Naval (2-3), na II Liga.   O Arouca voltou a perder um jogo, oito desafios depois de ter sido batido em casa por este mesmo Sporting, por 1-0, em jogo da Taça da Liga. A série de sete partidas sem perder assim estabelecida igualou a melhor que a equipa de Lito Vidigal tinha conseguido nesta época, entre as derrotas com o FC Porto (1-3, a 12 de Setembro de 2015) e com o Sporting (0-1, a 8 de Novembro de 2015). São as duas maiores séries de invencibilidade do Arouca desde que subiu à I Divisão, em 2013.   O Sporting chega assim à 27ª jornada com 65 pontos, mais oito do que tinha na mesma ronda da época passada. Este continua a ser o melhor registo do Sporting à 27ª jornada desde que a vitória vale três pontos. E para encontrar um melhor, mesmo aplicando as atuais regras de pontuação às Ligas anteriores, é preciso recuar a 1979/80, campeonato em que os leões somavam por esta altura 21 vitórias, quatro empates e duas derrotas – que seriam 67 pontos pelas regras atuais.
2016-03-20
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Último Passe

Uma exibição quase perfeita do Sporting valeu à equipa de Jorge Jesus uma goleada (5-1) sobre um Arouca que chegava a Alvalade com o lastro do quinto lugar e de quase nove noras seguidas sem sofrer golos. O resultado permitiu que os leões reassumissem, à condição, a liderança da Liga, à espera do jogo que o Benfica fará amanhã no Bessa, mas esse primeiro lugar provisório nem terá sido tão festejado como o regresso aos golos de Bryan Ruiz e Téo Gutièrrez ou a grande noite de João Mário. Ao contrário do habitual, o Sporting de hoje teve uma boa relação com o golo – e por aí se explica em parte o resultado amplo que conseguiu. Se o que é normal é os leões precisarem de várias ocasiões para desbloquearem um resultado, desta vez os níveis de eficácia do seu ataque estiveram em alta. Ruiz ainda teve na cabeça o 1-0 antes do primeiro golo ser efetivamente marcado, mas nem pelo facto de ter desviado para fora um cruzamento perfeito do improvisado lateral esquerdo Bruno César a abertura do marcador demorou: ao quarto-de-hora, após um canto ganho ao primeiro poste por Coates, Téo Gutièrrez apareceu a desviar ao segundo, na cara do guarda-redes. O Arouca, que até já beneficiara de um canto e dois livres laterais perto da área de Rui Patrício, mostrava na mesma os dentes. Mas isso servia-lhe de pouco: Walter González perdeu um mano a mano com Rui Patrício, após lance veloz na esquerda, aos 17’, e na resposta os leões ampliaram para 2-0, por João Mário, após assistência de Téo. O Sporting tem sentido na pele como é ingrato um resultado de 2-0 e a equipa de Lito Vidigal sabia disso. Só que os leões continuavam pressionantes sem bola e acertados nas triangulações no último terço, criando mais situações de golo. João Mário bisou aos 32’, a culminar uma grande jogada de Adrien Silva e, antes do intervalo, Téo imitou o colega, voltando a surgir ao segundo poste após um canto, desta vez para emendar na cara do guarda-redes uma primeira bola ganha por William Carvalho. Se com 4-0 ao intervalo já não havia dúvidas, o quinto golo, marcado por Ruiz com um remate ao ângulo, após passe de Slimani, aos 60’, só terá servido mesmo para que o costa-riquenho afastasse de vez a má sina que vinha experimentando nos últimos jogos, nos quais falhou golos fáceis. Foi a deixa perfeita para que Jesus o tirasse de campo e lhe desse duas coisas: repouso e moral, vindo das bancadas como uma ovação que mostrou que os adeptos estão com ele. Antes, já Adrien e Slimani, que estão a um cartão amarelo da suspensão, tinham dado os seus lugares a Aquilani e Barcos, este ainda uma incógnita, quase dois meses depois de ter chegado. O Arouca ainda reduziu, por Gegé, após um canto, dando ao resultado uma expressão diferente, mas cedo terá entendido que deste jogo não ia levar nada. A guerra de Lito Vidigal é outra. E a do Sporting começa amanhã, no Bessa, onde os leões têm de esperar que o Boavista tire pontos ao Benfica.
2016-03-19
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Stats

Islam Slimani, o melhor marcador do Sporting, procura no jogo com o Arouca o 50º golo com a camisola leonina em ambiente que não tem sido o mais favorável para ele, pois não marca em Alvalade há dois meses. O último golo que o avançado argelino ali fez foi a 15 de Janeiro, ao Tondela. Depois disso ficou a zeros contra Académica, Rio Ave, Leverkusen, Boavista e Benfica, tendo feito seis golos fora de casa, em três bis a Paços de Ferreira, Nacional e Estoril. O bis ao Estoril serviu a Slimani para chegar aos 49 golos pelo Sporting, ultrapassando Beto Acosta e Oceano, que somaram 48 nas suas carreiras de verde-e-branco. O “matador” argentino fez os seus 48 golos em 99 jogos, enquanto que o médio português precisou de muito mais partidas (401) para lá chegar. Slimani, por sua vez, obteve 49 golos em 101 jogos, alcançando outro dos goleadores da história recente do Sporting: Paulinho Cascavel, que precisou de 108 desafios para ficar à beira do cinquentenário. O aregelino é, por agora, o 34º maior goleador na história do Sporting, estando a apenas um golo do 32º lugar, que é ocupado ex-aequo por Hugo, um médio que fez 50 golos em 211 jogos nas décadas de 50 e 60, e Sá Pinto, que se ficou por esse mesmo cinquentenário de golos nas 228 partidas que fez nas suas duas passagens pelo Sporting. Para chegar ao Top 30 ainda vai ter de pedalar alguma coisa, pois os senhores que se seguem nesta tabela liderada pelos 529 golos de Peyroteo são Pedro Barbosa (31º, com 53 golos) e Armando Ferreira (30º, com 54) Além de lhe faltar um golo para chegar aos 50, também falta um golo a Slimani para que, nesta temporada, some tantos marcados como nas duas épocas anteriores somadas. Slimani fez dez golos em 2013/14 e 15 em 2014/15, ao passo que na que já é, de qualquer modo, a sua melhor época em Alvalade, o argelino segue com 24 golos: 20 na Liga, dois na Taça de Portugal, um na Liga dos Campeões e um na Liga Europa. Destes 24 golos, contudo, só onze foram obtidos em Alvalade, o que transforma o argelino num caso raro de goleador especializado em viagens, talvez porque se dê melhor com o espaço que os adversários lhe cedem nas costas da defesa quando sobem linhas. Esta é, de resto, uma tendência recente, pois na primeira época dividiu irmãmente os golos (cinco em casa e cinco fora), enquanto que na segunda preferiu claramente Alvalade (nove em casa, um em campo neutro, na final da Taça de Portugal, e cinco fora).   O problema para Slimani é que o Arouca e o seu guarda-redes Bracalli são a equipa e o guarda-redes há mais tempo sem sofrer golos na Liga portuguesa. O último golo encaixado pelo Arouca aconteceu a 7 de Fevereiro, há mais de um mês, portanto, e foi marcado por Aboubakar, no Dragão, não chegando porém para evitar a vitória da equipa de Lito Vidigal por 2-1. Desde esse golo, Bracalli já está há 526 minutos sem sofrer golos, correspondentes ao resto desse jogo e a cinco partidas em branco, contra U. Madeira, Belenenses, Sp. Braga, Tondela e V. Setúbal. Pelo caminho defendeu dois penaltis, do bracarense Alan e de Nathan Júnior (Tondela).   Em consequência disso, o Arouca não perde há sete jogos, precisamente desde a derrota contra o Sporting, em casa, para a Taça da Liga (0-1, a 26 de Janeiro). No campeonato, a última derrota que conta aconteceu em Lisboa, contra o Benfica (1-3), três dias antes. Nos sete jogos que se seguiram, ganhou cinco (entre os quais todas as deslocações, aos terrenos de FC Porto, Belenenses e Tondela) e empatou apenas duas vezes (em casa com Paços de Ferreira e Sp. Braga).   Mateus marcou nas duas últimas partidas do Arouca, resolvendo-as com dois golos solitários. Foi dele o golo que valeu a vitória por 1-0 em Tondela e depois foi também ele quem sentenciou o 1-0 com que a equipa de Vidigal se impôs em casa (1-0) ao V. Setúbal.   Lito Vidigal perdeu sempre com Jorge Jesus e as suas equipas nunca marcaram sequer um golo em cinco jogos, tendo sofrido 13. O primeiro confronto entre os dois ocorreu em Outubro de 2008, numa goleada por 5-0 do Sp. Braga de Jesus sobre o E. Amadora de Vidigal. Depois disso, encontraram-se mais quatro vezes. Jesus ganhou duas vezes por 3-0, num Benfica-U. Leiria e num Benfica-Belenenses, e outras duas por 1-0, ambas num Arouca-Sporting.   Em contrapartida, só com as duas derrotas desta época (uma na Liga e outra na Taça da Liga) Lito Vidigal passou a ter um registo negativo nos confrontos com o Sporting. Soma agora duas vitórias, três empates e quatro derrotas. As vitórias conseguiu-as pela U. Leiria (1-0 em Alvalade, em 2009/10) e pelo Belenenses (3-2 para a Taça da Liga contra um Sporting sem titulares, na época passada).   Jesus, por sua vez, ganhou seis dos sete jogos que fez contra o Arouca. A exceção foi o empate a duas bolas, na Luz, em Dezembro de 2013, quando defrontou pela primeira vez esta equipa.   Regresso do Sporting a Alvalade, depois da derrota com o Benfica no dérbi e de um histórico recente que não tem sido feliz. Depois das vitórias sobre FC Porto (2-0) e Sp. Braga (3-2), no arranque deste ano de 2016, os leões ganharam apenas dois dos seis jogos que fizeram no seu estádio (3-2 à Académica e 2-0 ao Boavista), empatando outros dois (2-2 com o Tondela e 0-0 com o Rio Ave) e perdendo os outros dois (0-1 com Leverkusen e Benfica).   Desde Março de 2013, porém, que o Sporting responde sempre com vitória às derrotas em casa. A última vez que tal não sucedeu foi quando, após perder com o Marítimo (0-1, a 10 de Fevereiro de 2013), empatou sem golos com o FC Porto (a 2 de Março). Desde aí, a história fez-se de respostas com vitória: 1-0 ao Arouca em Agosto de 2014, na primeira partida caseira da época, depois da derrota com o Estoril (0-1), a fechar 2013/14; 4-2 ao Marítimo em Outubro de 2014 depois do 0-1 com o Chelsea; 1-0 ao Nacional em Setembro de 2015 depois do 1-3 com o Lokomotiv; e 2-0 ao Boavista no mês passado, depois do 0-1 com o Leverkusen.   O Sporting ganhou os seis jogos que fez contra o Arouca, três deles por 1-0 – e estes sempre com golos nos últimos dez minutos – e os outros três de virada, tendo permitido que o adversário se adiantasse no marcador por duas vezes em Arouca e uma em Alvalade. As duas vitórias desta época, ambas por 1-0 e em Arouca, foram obtidas graças a golos de Slimani e Zeegelaar, ambos em recarga a remates de Montero, que já não está em Alvalade.   Este era um jogo para Montero, aliás. O colombiano fez o primeiro jogo oficial com a camisola dos leões frente ao Arouca marcando logo quatro golos, em Agosto de 2013, e esteve ligado às três últimas vitórias leoninas neste confronto, marcando numa e originando os lances dos golos nas duas outras. Do lado do Arouca era Bruno Amaro o jogador-fétiche, pois marcou os dois primeiros golos do Arouca ao Sporting.
2016-03-18
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O FC Porto perdeu no Dragão com o Arouca, por 2-1. Foi a primeira derrota dos azuis e brancos em casa para a Liga desde 14 de Dezembro de 2014, quando ali ganhou o Benfica (2-0). Desde então, porém, já ali tinham ganho o Dynamo Kiev (2-0 para a Liga dos Campeões, a 24 de Novembro de 2015) e o Marítimo (3-1 para a Taça da Liga, a 29 de Dezembro de 2015).   O Arouca tornou-se, com esta vitória, na segunda equipa nacional a ganhar a dois dos grandes de Portugal esta época, uma vez que já tinha batido o Benfica, em Aveiro (1-0). A outra equipa que o fez foi uma das grandes: o Sporting, que ganhou por três vezes ao Benfica e uma ao FC Porto.   A equipa de Lito Vidigal é a equipa nacional que marca golos há mais jornadas seguidas da Liga. São já onze rondas, desde a última vez que o Arouca ficou em branco. Aconteceu a 8 de Novembro de 2015, na derrota em casa contra o Sporting (1-0).   Walter González foi o segundo jogador a bisar frente ao FC Porto esta época, tendo o anterior sido Slimani, na vitória do Sporting frente ao FC Porto (2-0), em Alvalade. González foi, porém, o primeiro adversário a bisar no Dragão desde que Lima o conseguiu, na tal vitória do Benfica por 2-0, em Dezembro de 2014.   O primeiro golo de González foi o mais rápido desta edição da Liga, pois foi obtido com apenas 10 segundos de jogo. Para o FC Porto é uma sensação repetida, pois nos últimos quatro jogos para a Liga só por uma vez não sofreu golos nos primeiros cinco minutos – contra o Marítimo, no jogo que venceu por 1-0. De resto, frente ao V. Guimarães, Casillas foi batido por Bouba Saré aos 4 minutos e no jogo com o Estoril, Diego Carlos marcou aos 3’.   Aboubakar, que marcou o seu 50º jogo com a camisola do FC Porto com mais um golo, continua a manter o registo 100 por cento goleador frente ao Arouca. Em quatro vezes que defrontou esta equipa, marcou sempre. Desta vez, porém, não ganhou – e isso foi uma estreia.   Além disso, Aboubakar marcou golos pela segunda jornada consecutiva da Liga, pois já estivera entre os goleadores na vitória por 3-1 frente ao Estoril, na Amoreira. Repetiu o que já havia conseguido na primeira volta, quando marcou consecutivamente aos mesmos Estoril e Arouca. Até aqui, o camaronês nunca marcou em três jornadas seguidas.   O golo de Aboubakar resultou de mais uma assistência de Layun, a 13ª do mexicano nas primeiras 21 jornadas da competição. Layun é o maior assistente da Liga, com mais quatro passes decisivos que os benfiquistas Gaitán e Jonas.   Ao ganhar ao FC Porto, o Arouca passou a somar 28 pontos, tantos quantos fez nas 34 jornadas da Liga anterior, e 28 golos marcados, mais dois do que em toda a Liga de 2014/15 e os mesmos que no ano de estreia entre os grandes – 2013/14. Faltam três pontos para igualar o total dessa primeira época.   André André fez o 100º jogo na Liga portuguesa, o 19º com a camisola do FC Porto – uma vez que os primeiros 81 foram todos em representação do V. Guimarães. Ao todo soma 19 golos, três deles pelo FC Porto.   Herrera também celebrou um centenário, mas de jogos com a camisola do FC Porto, nem todos na Liga. Dos 100, 67 foram para a Liga portuguesa, 18 na Liga dos Campeões, sete na Taça de Portugal, cinco na Liga Europa e três na Taça da Liga. Nesses 100 jogos não chegou nenhum troféu.
2016-02-09
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Último Passe

A derrota do FC Porto em casa com o Arouca, por 2-1, numa noite mágica de González, que fez os dois golos dos visitantes, tem muitas explicações e algumas até são coletivas e estarão relacionadas com a falta de qualidade da equipa portista nas combinações ofensivas ou a com a boa organização defensiva dos visitantes. Mas a justificação principal para os três pontos desperdiçados pelos dragões esteve nos erros individuais, de que é maior exemplo a forma como Maicon falhou no momento que deu o segundo tento ao atacante paraguaio. As perdas de bola do último homem eram um clássico com Lopetegui e resistiram à mudança no comando técnico, deixando a equipa de José Peseiro cada vez mais dependente de uma vitória contra o Benfica, na Luz, na próxima sexta-feira. É que os seis pontos de atraso para os encarnados e os cinco – que hoje podem passar a oito – para o Sporting exigem medidas drásticas. O FC Porto que se viu contra o Arouca, em 4x2x3x1, já exibe comportamentos muito diferentes dos que mostrava com o treinador basco, procurando sobretudo as combinações ofensivas no espaço interior, em busca de um último passe capaz de isolar um dos muitos jogadores que coloca sempre em zonas de finalização. Mas a ideia que fica é a de que Peseiro quis mudar as coisas sem mudar o onze e dessa forma terá sempre grandes dificuldades para fazer valer o novo ideário. André André, por exemplo, que tem sido um dos melhores da equipa até este momento, funciona melhor com espaço à frente do que como 10, onde precisa de tomar decisões e de puxar por argumentos que não são os seus. É um excelente oito, a chegar de trás sem bola, um bom ala, a vir das laterais para dentro numa equipa que queira dar mais iniciativa ao adversário, mas como dez de uma equipa que passa grande parte do jogo a circundar a área à espera de um momento de penetração deixou a desejar. Não foi o único a falhar, como é evidente. Mas as próprias substituições de Peseiro pareciam revelar duas coisas: respeito pelo Arouca e receio de ver a equipa falhar atrás. Porque o Arouca já tinha mostrado na Luz, por exemplo, que tinha qualidade na frente, que pressionava bem a saída do adversário. Fez assim o segundo golo, quando meteu dois homens em cima de Maicon, que não teve a capacidade de perceber que ali não tinha de limpar o lance e precisava era de dar um chutão para fora. E porque na verdade o treinador nunca mudou muita coisa: trocou André por Varela, percebendo que aquela não era a missão para ele, mas não o recuando para onde ele podia ser mais útil; trocou Maicon por Ruben Neves, baixando Danilo, mas porque não tinha alternativas para o centro da defesa e o brasileiro lesionou-se; e trocou Brahimi por Marega quando quis colocar mais potência na frente. Soube a pouco mas, mais uma vez, o problema não esteve aí, pois além de falhar atrás, a equipa ainda falhou lances de golo cantado em número suficiente para conseguir outro resultado.
2016-02-07
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Stats

Aboubakar, que voltou aos golos na Liga na vitória do FC Porto frente ao Estoril (3-1) marcou sempre nas três vezes que defrontou o Arouca, mas só por uma vez foi decisivo: aconteceu precisamente no magro 1-0 com que os dragões se impuseram no Dragão, na época passada. Nas outras duas ocasiões, o golo do camaronês fechou sempre a conta da equipa azul e branca. Quando se prepara para vestir pela 50ª vez a camisola do FC Porto, o camaronês é a maior aposta de Peseiro para o golo na perseguição aos dois primeiros na tabela. Foi frente ao Arouca, aliás, que Aboubakar marcou o primeiro golo no campeonato português. Aconteceu a 25 de Outubro de 2014, quando o camaronês entrou a 15 minutos do fim de um jogo no Municipal de Arouca, já com o resultado em 4-0 para a equipa então liderada por Lopetegui e ainda fixou o resultado final em 5-0. Este só não foi o primeiro golo de Aboubakar de azul e branco porque antes o camaronês já tinha marcado na goleada ao BATE Borisov (6-0), na Liga dos Campeões. Depois, a 15 de Março de 2015, o jogo foi muito mais complicado. O guardião Fabiano foi expulso logo aos 12 minutos e o FC Porto sofreu para ganhar por 1-0 no Dragão, valendo na ocasião o golo de Aboubakar. Por fim, a 12 de Setembro do ano passado, o camaronês fechou a contagem portista na vitória em Arouca por 3-1, depois de um bis de Corona ter colocado o jogo confortável para os dragões. O Arouca aparece no calendário da equipa agora orientada por José Peseiro numa altura em que Aboubakar parece estar de volta a um bom momento: depois de ser expulso na derrota em Guimarães (1-0) e substituído na magra vitória sobre o Marítimo, na estreia do treinador ribatejano, o camaronês fez o primeiro golo do FC Porto no sucesso por 3-1 frente ao Estoril, elevando a sua contagem particular para 14 golos nesta temporada. Está a dois golos do seu recorde numa só época, que são os 16 golos apontados no Lorient em 2013/14. Numa noite feliz, poderia igualar essa marca e assinalar assim a 50ª partida com a camisola do FC Porto – jogou até aqui 49 vezes, 33 delas na Liga portuguesa, dez na Liga dos Campeões, três na Taça de Portugal e outras tantas na Taça da Liga. Soma, ao todo, 22 golos.   - Hector Herrera pode fazer frente ao Arouca o 100º jogo com a camisola do FC Porto. Dos 99 em que já atuou, 66 foram a contar para a Liga, somando o mexicano ainda mais 18 na Liga dos Campeões, sete na Taça de Portugal, cinco na Liga Europa e três na Taça da Liga. Ao todo, marcou 15 golos.   - José Peseiro, o novo treinador do FC Porto, nunca defrontou Lito Vidigal. Nos anos em que Lito treinou na I Divisão, Peseiro andava pelo estrangeiro. E se quando Peseiro orientou o Sporting ainda Lito crescia nos escalões secundários, quando o ribatejano voltou a Portugal para dirigir o Sp. Braga andava o angolano no estrangeiro. Além disso, Peseiro também nunca viu uma equipa sua jogar contra o Arouca.   - Por sua vez, Lito perdeu sempre que defrontou o FC Porto. Em 2009/10, quando dirigia a U. Leiria, perdeu por 3-2 no Dragão (Janeiro de 2010) e por 4-1 em casa (Maio de 2010). Depois, foi batido por 1-0 no Dragão na estreia à frente do Belenenses, em Março de 2014, regressando lá com os azuis para nova derrota, desta vez por 3-0, em Janeiro de 2015. Na única ocasião em que defrontou o FC Porto aos comandos do Arouca, em Setembro do ano passado, perdeu em casa por 3-1.   -O FC Porto vai com 20 jogos seguidos sem perder em casa na Liga, tendo cedido apenas dois empates desde a derrota contra o Benfica (0-2), em Dezembro de 2014. Uma série ainda assim muito longe dos 81 desafios consecutivos sem ser derrotado para o campeonato no Dragão entre um 2-3 com o Leixões, a 25 de Outubro de 2008, e um 0-1 com o Estoril, a 23 de Fevereiro de 2014.   - O Arouca, em contrapartida, segue com sete jogos sem ganhar, todos desde que bateu o Estoril em casa, por 1-0, a 6 de Janeiro. A equipa de Vidigal já igualou a mais longa série de jogos sem ganhar desde que subiu à I Liga, em 2013. O pior até aqui eram precisamente sete jogos seguidos sem ganhar, entre uma vitória frente ao Belenenses (2-0), a 12 de Janeiro de 2014, e outra ante o Olhanense (2-0), a 16 de Março do mesmo ano.   - Maxi Pereira vai voltar a faltar a uma partia do FC Porto na Liga por castigo: na única vez que tal sucedeu os dragões empataram em casa com o Sp. Braga (0-0). Além disso, o lateral uruguaio não esteve nos três jogos da Taça da Liga (três derrotas, com Marítimo, Famalicão e Feirense), pelo que, sem ele, o FC Porto ainda só ganhou na Taça de Portugal, frente a Varzim, Angrense e Feirense.   - Tal como Maxi, também Marcano estará ausente do jogo, por força do quinto cartão amarelo visto contra o Estoril. A solução pela ausência deve passar pelo regresso de Maicon, o que pode levar a novo encontro de irmãos com Maurides, avançado do Arouca que marcou ao FC Porto no jogo da primeira volta.   - Jailson, lateral do Arouca, estreou-se na Liga portuguesa a jogar contra o FC Porto. Foi lançado por Henrique Calisto, numa derrota do Paços de Ferreira por 3-0 no Dragão, a 9 de Fevereiro de 2014. Faz dois anos na próxima terça-feira.   - O FC Porto ganhou todos os jogos que fez contra o Arouca e só um dos cinco foi pela margem mínima: o do Dragão, na última Liga, vencido por 1-0, com golo de Aboubakar, depois de a equipa portista ter ficado reduzida a dez elementos logo aos 12 minutos, por expulsão do guarda-redes Fabiano. 
2016-02-06
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Os três golos marcados ao Arouca, na vitória por 3-1 com que superou a 19ª jornada da Liga, valeram ao Benfica a manutenção do melhor ataque da competição, agora com 50 golos marcados. Há 26 anos que o Benfica não tinha um ataque tão produtivo nesta fase da prova: em 1989/90, o Benfica de Eriksson chegou à 19ª jornada com os mesmos 50 golos marcados e também em segundo lugar na Liga, a dois pontos do FC Porto de Artur Jorge. No fim da Liga, o Benfica teve o melhor ataque, com 76 golos, mas o FC Porto foi campeão.   - A última vez que uma equipa chegou à 19ª jornada com tantos golos marcados foi em 1995/96. O FC Porto liderava a tabela à 19ª jornada, com 11 pontos de avanço sobre o segundo, que era o Sporting, e um impressionante score de 50 golos marcados e três sofridos. Esse FC Porto ganhou o campeonato com os mesmos 11 pontos de avanço sobre o segundo, que foi o Benfica, e 84 golos marcados.   - Pizzi marcou pela segunda jornada seguida na Liga, depois de já ter estado entre os goleadores na vitória por 2-1 frente ao Estoril, há uma semana. Pelo meio, jogou a segunda parte do desafio com o Oriental, no Carlos Salema, para a Taça da Liga, ficando em branco na vitória (1-0) dos encarnados.   - Mitroglou, por sua vez, marcou pela terceira jornada consecutiva, depois de já ter estado entre os goleadores nas vitórias frente a Nacional (4-1) e Estoril (2-1). Pelo meio, também ficou em branco na Taça da Liga. O grego não marcava em três rondas seguidas de campeonato desde Janeiro e Fevereiro do ano passado, quando ajudou o Olympiakos a ganhar ao OFI (3-0), ao Veria (2-0) e ao Atromitos (2-1), na Liga grega.   - Jonas voltou a marcar ao Arouca, equipa frente à qual se estreou e à qual só não marcou na derrota (0-1) da primeira volta da atual Liga. Além disso, fez a assistência para o golo de Pizzi, tornando-se o maior assistente do Benfica na Liga, com oito passes de golo, e o segundo melhor da prova, atrás apenas do mexicano Layun, do FC Porto, que tem nove.   - Onde Jonas não perdoa é no Estádio da Luz, no campeonato. Desde que bisou frente à Académica, a 4 de Dezembro, marcou ali em todos os jogos da Liga. Foram dois golos nos 3-1 ao Rio Ave, outros dois nos 6-0 ao Marítimo e agora um nos 3-1 ao Arouca. Pelo meio, ficou a zeros na receção ao Nacional, para a Taça da Liga.   - O Benfica obteve a oitava vitória consecutiva desde o empate frente ao U. Madeira na Choupana, a 15 de Dezembro, igualando o que fizera entre Março e Abril de 2014, quando também venceu oito jogos de enfiada, sendo travado ao nono, um empate a zero no Dragão contra o FC Porto que, nos penaltis, valeu o acesso à final da Taça da Liga.   - Dessas oito vitórias, seis foram para a Liga. Esta série, contudo, ainda fica aquém da melhor que a equipa conseguiu na época passada, rumo ao bicampeonato. Entre Outubro de 2014 e Janeiro de 2015, que é como quem diz entre as derrotas contra o Sp. Braga (1-2) e o Paços de Ferreira (0-1), os encarnados venceram nove jornadas consecutivas.   - O que o Benfica deixou de conseguir fazer foi fechar a sua baliza. A equipa encarnada sofreu golos nas últimas três jornadas de campeonato: antes dos 3-1 ao Arouca, os 2-1 ao Estoril e os 4-1 ao Nacional. Os encarnados não sofriam golos em três jornadas seguidas desde Março e Abril, quando depois de perderem por 2-1 com o Rio Ave, ganharam por 3-1 ao Nacional e por 5-1 à Académica.   - O golo do Arouca, marcado por Velásquez, permitiu que a equipa de Lito Vidigal mantenha a série de jogos sempre a marcar golos que já traz há nove jornadas da Liga, desde que perdeu por 1-0 com o Sporting. Porém, o Arouca ganhou apenas três dessas nove partidas. E entretanto ficou a zeros contra o Chaves (0-0, com apuramento por penaltis) e o Sp. Braga (0-2), na Taça de Portugal.
2016-01-25
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Último Passe

A forma impositiva como o Benfica entrou no jogo com o Arouca, fazendo dois golos nos primeiros minutos e deixando desde logo muito bem encaminhada a questão da atribuição dos três pontos, não deixa dúvidas acerca de duas coisas. A primeira, dada a confiança revelada pelos jogadores a cada lance, é que a equipa de Rui Vitória voltou a acreditar que pode chegar ao tricampeonato. A segunda, face à forma como se desembaraçou de uma equipa que ofensivamente mostra futebol de qualidade, é que tem argumentos para entrar nessa luta. Os 3-1 finais deixaram os encarnados na liderança, ainda que à condição, até que o Sporting jogue em Paços de Ferreira. E mesmo tendo sido construídos com base em muito do que a equipa tinha mostrado frente a este mesmo Arouca, na derrota por 1-0 de há cinco meses – com muito Pizzi, a mover bem a bola e a achar sempre os melhores caminhos para deixar a equipa em condições de finalizar – mostra agora bem mais argumentos. Porque agora há Carcela e Renato Sanches, dois jogadores que trouxeram à equipa aquilo que na altura ainda lhe faltava: explosão a meio-campo e capacidade de desequilíbrio junto à linha. E porque já há crença generalizada dos jogadores no processo, algo que no início da época foi bastante afetado pela derrota na Supertaça, por ter sido contra o Sporting e por ter sido contra Jesus. Foi um pouco por isso que depois de não ter feito sequer um golo em mais de 30 remates no jogo de Aveiro, o tal da derrota contra este mesmo Arouca, o Benfica marcou desta vez logo à primeira tentativa de alvejar as redes de Bracali. Não foi só isso, é verdade. Porque tanto o golo de Pizzi, no segundo minuto de jogo, como o calcanhar pleno de confiança de Mitroglou com que o Benfica fez o 2-0, pouco depois, beneficiaram da atitude passiva da defesa amarela: no golo inaugural, Nuno Coelho ficou a ver a chegada de Pizzi para o remate; no 2-0, marcado de canto, não há ninguém do Arouca nas imediações da zona em que Jonas e Mitroglou se encontravam, quase tendo um que pedir licença ao outro para marcar. Até final, o Benfica ainda fez mais um golo, num lance de rasgo de Gaitán, a deixar outra vez os dois pontas-de-lança em situação de marcar – desta vez, porém, Jonas impôs o estatuto de goleador-mor e fez ele o golo à frente do grego. E o regresso do argentino foi a outra boa notícia da noite, dando ainda mais argumentos ao Benfica para prolongar a atual fase boa, não beliscada pelo golo com que, já nos descontos, Velásquez deu alguma expressão à qualidade ofensiva mostrada pelo Arouca.
2016-01-23
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Stats

O Benfica ganhou os últimos sete jogos, todos desde o empate frente ao U. Madeira, na Choupana, a 15 de Dezembro. Já igualou a melhor série da época passada, podendo superá-la se vencer o Arouca, em casa, em partida da 19ª jornada da Liga, após a qual pode mesmo assumir, ainda que à condição, a liderança. É que o Sporting, que está dois pontos acima, só joga em Paços de Ferreira umas horas depois. Após o empate frente ao U. Madeira, a equipa de Rui Vitória começou por ganhar em casa ao Rio Ave (3-1, para a Liga) e ao Nacional (1-0, na Taça da Liga), para depois se impor no terreno do V. Guimarães (1-0, na Liga). De regresso à Luz, goleou o Marítimo (6-0, Liga), vencendo depois três saídas consecutivas: 4-1 ao Nacional e 2-1 ao Estoril (ambos na Liga) e 1-0 ao Oriental (para a Taça da Liga). Esta série de sete vitórias já iguala a melhora da época passada, obtida também por esta altura, entre 21 de Dezembro e e 21 de Janeiro. Na altura, após a eliminação da Taça de Portugal, em Braga (1-2), o Benfica ganhou sete jogos da Liga e da Taça da Liga sem sofrer um único golo. Impôs-se ao Gil Vicente (1-0), ao Nacional (1-0), ao Penafiel (3-0), ao V. Guimarães (3-0), ao Arouca (4-0), ao Marítimo (4-0) e ao Moreirense (2-0), só sendo travado a 26 de Janeiro, em Paços de Ferreira: perdeu por 1-0, com um golo de penalti no último minuto. Se ganhar ao Arouca, concretizando a oitava vitória consecutiva, o Benfica supera essa marca de 2014/15. Para se encontrar oito vitórias seguidas dos encarnados, contudo, não é preciso recuar muito mais. Basta ir até Março e Abril de 2014, quando, após a perder com o FC Porto na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, frente ao FC Porto, a equipa venceu consecutivamente o Sp. Braga (1-0), o Alkmaar (1-0 e 2-0), o Rio Ave (4-0), o Arouca (2-0), o FC Porto (3-1), o Olhanense (2-0) e a Juventus (2-1). Nessa altura foi travado ao nono jogo, um empate a zero com o FC Porto no Dragão que, ainda assim, nos penaltis, deu acesso à final da Taça da Liga.   - Em casa, o Benfica venceu os últimos três jogos, incluídos na série acima identificada. Só duas equipas evitaram a derrota na Luz esta época: o Sporting, que ali ganhou por 3-0 na Liga, e o Atlético Madrid, que venceu por 2-1 na Champions.   - O Arouca, em contrapartida, não ganha fora de casa na Liga desde a primeira jornada, a 16 de Agosto, quando venceu no terreno do Moreirense por 2-0. Desde então, fora do seu estádio, só ganhou na Taça de Portugal, no terreno do Leixões (2-1, após prolongamento) e do Amarante (2-1).   - Raul Jiménez marcou nos últimos três jogos do Benfica na Luz, não ficando em branco em nenhum jogo ali realizado desde a tal derrota com o Atlético Madrid, a 8 de Dezembro. Depois disso, fechou a contagem nos 3-1 ao Rio Ave, marcou o golo solitário na vitória sobre o Nacional e o terceiro nos 6-0 ao Marítimo.   - A vitória do Arouca sobre o Benfica, na primeira volta, coincidiu com o primeiro – e único – golo marcado por uma equipa dirigida por Lito Vidigal ao Benfica. Antes desse golo de Roberto, Vidigal só tinha defrontado os encarnados por duas vezes, saindo de ambas vergado ao peso de um 3-0. Foi em Fevereiro de 2010, pela U. Leiria, e em Dezembro de 2014, já no Belenenses. O primeiro confronto, que podia ter sido em Novembro de 2008, Lito evitou-o, demitindo-se do E. Amadora dias antes de uma receção ao Benfica, por ter salários em atraso.   - Com quem Lito Vidigal tem vantagem é com Rui Vitória, tendo-a conquistado precisamente no dia em que defrontou o adversário com este ao serviço de um grande. Os dois já se enfrentaram cinco vezes, com três vitórias de Lito (dois Belenenses-V. Guimarães e um Arouca-Benfica) e duas de Rui Vitória (sempre com o V. Guimarães e contra o Belenenses).   - Jonas, o artilheiro da Liga, estreou-se na competição contra o Arouca, na época passada. A 5 de Outubro de 2014, entrou ao intervalo de um Benfica-Arouca, substituindo Lima, e ainda fez o último golo de uma vitória ampla dos encarnados, por 4-0. Repetiu a história em Janeiro de 2015, nos 4-0 da Taça da Liga (substituiu Rui Fonte e fez o último golo) e ajudou a consumar a reviravolta do Benfica em Arouca, em Março, fazendo o empate a um golo num jogo que o Benfica acabou por ganhar por 3-1. Só no jogo da primeira volta do atual campeonato ficou em branco.   - Lisandro López estreou-se na Liga portuguesa no mesmo dia de Jonas, na tal vitória por 4-0 frente ao Arouca, a 5 de Outubro de 2014. O argentino, porém, foi lançado por Jorge Jesus como titular.   - David Simão, do Arouca, tem dupla razão para considerar este jogo especial. Primeiro porque fez a formação no Benfica. Depois, porque chegou a ser jogador-talismã de Rui Vitória. Foi Vitória que o acolheu, no Fátima, no primeiro ano de sénior (2009/10), e quem depois o levou para a Liga principal, quando lá chegou, estreando-o no Paços de Ferreira, numa vitória frente ao Sporting, em Agosto de 2010.   - O Arouca foi uma das equipas que já ganhou ao Benfica na atual Liga – as outras foram o FC Porto e o Sporting. Os comandados de Lito Vidigal impuseram-se por 1-0, em Aveiro, a 23 de Agosto, fruto de um golo de Roberto. Antes disso, em seis jogos contra o Benfica, a equipa nortenha só tinha conseguido um empate: 2-2 na Luz, para a Liga, em Dezembro de 2013. Da equipa que pontuou na Luz restam em Arouca os médios Nuno Coelho, David Simão e Pintassilgo e o avançado Roberto. No mesmo jogo atuaram pelo Benfica Luisão, Fejsa e Gaitán.
2016-01-22
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Último Passe

Não me espanta nada o enquadramento do processo disciplinar a Naldo após o defesa central do Sporting ter empurrado Lito Vidigal no jogo em Arouca. E nem é preciso descodificar as razoes para isso em artigos e alíneas dos regulamentos: bastam a memória e uma noção mínima do comportamento que se exige a quem anda nos estádios. As tais que no domingo à noite falharam a muito mais gente.Ver um atleta de alta competição dar um empurrão daqueles num treinador que, mesmo tendo sido futebolista e, tendo a constituição robusta de sempre, não tem a obrigação de estar em forma e suportar este tipo de cargas sem cair, é um claro e grave atropelo às regras da educação e da boa convivência num relvado. Uma coisa são as quezílias entre jogadores e outra é vê-los esbarrar com contundência em gente mais velha. E aqui, o histórico dos castigos a Vandinho ou a Luisão, por exemplo, vinha tornar impossível que Naldo escapasse com uma punição leve, como chegou a ser ventilado nos jornais de hoje. As atenuantes - como o facto de ter reagido a uma ação anterior - deverão servir para que o central do Sporting escape com a pena mínima, mas os dois meses certamente ninguém lhos tirará. O problema é que Naldo não foi o único vilão em campo. A ação de Lito Vidigal foi igualmente muito grave: num misto de irritação com uma decisão do árbitro e de falta de fair-play, tentou impedir o jogador do Sporting de marcar uma falta, entrando pelo campo a dentro e chegando a confrontá-lo fisicamente. Uma ação de que, mais calmo, Lito Vidigal não se orgulhará e que obviamente não pode ser enquadrada nos 40 euros de multa que foram aplicados ao técnico do Arouca. Por fim, mesmo ficando fora do âmbito da Comissão Disciplinar, os festejos provocatórios de Octávio Machado em direção aos adeptos da casa e as palavras desbragadas do presidente do Arouca no final do jogo não deviam passar sem uma chamada de atenção de uma qualquer Comissão de Ética. É que o diretor do Sporting arriscou-se a provocar uma onda incontrolável de protestos dos adeptos da casa, certamente mais preocupados com o seu próprio clube do que Carlos Pinho, que pareceu bem mais consternado com os dois pontos ganhos pelo Sporting do que com o ponto perdido pelo Arouca. É que em vez de se centrar na luta do Arouca pela manutenção, o que se lhe ouviu foram queixas acerca da forma como o Sporting poderá ganhar a Liga. E para isso já há muita gente encartada.
2015-11-10
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Artigo

O Sporting venceu em Arouca, por 1-0, chegando à décima jornada com 26 pontos, no que é o seu melhor arranque de Liga desde que a vitória vale três pontos – o melhor eram os 23 de 2013/14, 2011/12, 2006/07 e 1995/96. Transpondo a pontuação da equipa de Carlos Queiroz em 1994/95 para o sistema atual, chegaríamos então aos mesmos 26 pontos de agora. Esse foi, de resto, o último ano em que o Sporting chegou à 10ª jornada na liderança, tendo acabado em segundo lugar, atrás do FC Porto.   - Jorge Jesus, por sua vez, igualou o arranque de época que fez no Benfica, em 2012/13, quando também somava 26 pontos à décima jornada. Nesse campeonato acabou por ser ultrapassado pelo FC Porto, perto do final, mas a verdade é que não liderava sozinho à décima ronda: tinha os mesmos pontos que os dragões.   - Além disso, o Sporting mantém-se sem perder jogos na Liga ao fim de dez jornadas, algo que já não conseguia desde 1998/99. A equipa de Mirko Jozic chegou à décima jornada dessa Liga com 22 pontos, fruto de seis vitórias e quatro empates, e em segundo lugar, a dois pontos do Boavista. A primeira derrota chegou à 14ª ronda e o Sporting acabou o campeonato em quarto lugar, com cinco jogos perdidos.   - Foi a terceira vitória do Sporting na Liga com golos nos últimos cinco minutos. Aconteceu logo na primeira jornada, graças a um penalti de Adrien frente ao Tondela, em Aveiro (2-1); na quinta, quando Montero marcou aos 86’ o golo que valeu os três pontos contra o Nacional, em Alvalade (1-0); e agora em Arouca, graças a um tento de Slimani ao minuto 90 (outra vez 1-0).   - Slimani fez o oitavo golo da época, chegando lá em menos tempo mas mais jogos do que na temporada anterior. Em 2014/15 só chegou aos oito golos a 29 de Novembro, na vitória caseira frente ao V. Setúbal (3-0), mas fê-lo em 14 jogos. Desta vez precisou de 16, viajando a uma média rigorosa de um golo a cada dois desafios.   - Lito Vidigal, treinador do Arouca, foi expulso pela segunda vez esta época. Já lhe tinha sucedido no empate em casa frente ao Belenenses, em Setembro, na altura por ordens do árbitro Luís Ferreira.   - Jorge Jesus voltou a obter uma vitória na sequência de um jogo perdido. São já dez vitórias seguidas na ressaca de uma derrota de uma equipa sua. A última vez que não respondeu com uma vitória a uma derrota foi no final da época de 2013/14, quando, ainda no Benfica, perdeu com o FC Porto na Liga e a seguir empatou na final da Liga Europa com o Sevilha.   - Naldo foi o segundo jogador do Sporting expulso na Liga esta época, depois de o mesmo ter acontecido a João Pereira, a 11 minutos do fim, no empate caseiro (1-1) com o Paços de Ferreira, a 29 de Agosto. O vermelho visto pelo brasileiro a três minutos do final do jogo de Arouca foi o seu primeiro desde Novembro de 2011, quando foi expulso a cinco minutos do fim de um empate do Cruzeiro com o Avaí, em Florianópolis.   - As expulsões do Sporting têm vindo aos pares, esta época. No jogo imediatamente após o vermelho a João Pereira, veio outro para a João Mário, contra o CSKA, em Moscovo. E agora o vermelho a Naldo sucedeu no jogo que se seguiu à expulsão de Rui Patrício na Albânia, frente ao Skenderbeu.   - Os últimos golos do Sporting em inferioridade numérica tinham valido um troféu. Aconteceram a 31 de Maio, no Estádio Nacional, e permitiram levar a final da Taça de Portugal de 0-2 para 2-2 e para o desempate por penaltis que acabou por sorrir aos verde-brancos. Nesse dia, após a expulsão de Cédric, marcaram Slimani e Montero, os dois intervenientes no lance do golo de ontem.   - Rui Patrício voltou a manter a baliza a zeros na Liga, o que já lhe acontece pelo terceiro jogo seguido (3-0 ao Benfica, 1-0 ao Estoril e 1-0 ao Arouca) e lhe permite aumentar para 278 o total de minutos sem sofrer golos na prova. O Sporting não estava três jogos seguidos sem sofrer golos na Liga desde Dezembro/Janeiro, quando defrontou Nacional (1-0), Estoril (3-0) e Sp. Braga (1-0). Na altura, Rui Patrício esteve 364 minutos sem sofrer golos, entre um obtido por Cardozo (Moreirense, a 14/12) e outro de Del Valle (Rio Ave , a 18/1).   - O Arouca perdeu, após cinco empates seguidos na Liga, contra U. Madeira, Belenenses, Sp. Braga, Tondela e V. Setúbal. Depois de ter vencido nas primeiras duas jornadas, já não ganha há oito jogos na Liga, o que fica a um jogo da pior série da equipa na prova, estabelecida em nove jogos, entre Setembro e Dezembro de 2013.  
2015-11-09
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Último Passe

Um golo caído do céu – literalmente, pois surgiu num passe aéreo para a área, numa altura em que picardias várias tinham posto o futebol em suspenso – permitiu ao Sporting vencer por 1-0 em Arouca, com apenas dez homens em campo e manter a vantagem na tabela sobre Benfica e FC Porto, que tinham ganho antes os seus jogos da 10ª jornada. Os líderes da Liga não fizeram uma boa exibição, porque lhes faltou perceber que o futebol de solicitação constante dos avançados nas laterais exige um ritmo mais elevado e uma chegada mais rápida dos médios à zona de definição. Foram lentos e previsíveis face a um Arouca que não se destapava nem para contra-atacar e acabaram por chegar ao golo quando o aproximar do final do jogo e a expulsão de Naldo os levou a abdicar do plano original: Ruiz picou a bola para a área e apanhou lá ambos os pontas-de-lança, Montero controlou e rematou contra um defesa e Slimani fez o golo na recarga. O Sporting foi mandando sempre no jogo, mas o ritmo baixo que lhe impôs fazia crer que a equipa estava fatigada de um jogo europeu que, na realidade, não fez na passada quinta-feira: dos titulares, só Rui Patrício, Adrien, João Mário e Paulo Oliveira estiveram em campo na Albânia. O plano de jogo era o habitual, com as diagonais dos extremos para o meio e a saída dos pontas-de-lança para os corredores laterais, mas a lentidão na chegada à área, fruto provavelmente do excelente preenchimento do corredor central por parte da equipa do Arouca, impedia o Sporting de ser perigoso. E a verdade é que mesmo com mais bola, mais ataques, mais remates, o Sporting só ameaçava a baliza de Bracalli em lances de bola parada: na primeira parte, só mesmo no final, num livre de Jefferson para a cabeça de Paulo Oliveira os leões estiveram à beira de se colocar em vantagem. O Arouca chegou do intervalo ainda mais centrado na defesa da sua baliza, quase abdicando de contra-atacar. E o jogo entrou num impasse perfeito, que fazia crer na eternização do 0-0. Até ao momento em que se virou a mesa, a três minutos do fim: Lito Vidigal, treinador do Arouca, entrou em campo, só ele saberá se para protestar uma falta que acharia que era ao contrário ou para impedir o Sporting de marcar o respetivo livre com rapidez; Naldo empurrou-o pelas costas, fazendo-o ir ao chão. Ambos foram expulsos e gerou-se um clima instável, um clima em que a emoção se sobrepôs à razão, aproveitado por Slimani para fazer o golo de uma vitória celebrada pelos jogadores e responsáveis leoninos como se tivesse valido um troféu. Vale, pelo menos, a liderança até Dezembro.
2015-11-08
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Stats

O Sporting vem de uma derrota pesada nas competições europeias, por 3-0, em Elbasan, frente aos albaneses do Skenderbeu. Esta é uma daquelas alturas em que toda a gente – jogadores, treinadores, dirigentes, adeptos… - querem que o próximo jogo chegue depressa, para apagar a má impressão deixada em campo. E se o Sporting este ano tem respondido bem às derrotas, essa não era a norma no passado recente. Já Jorge Jesus tem um registo diametralmente oposto: respondeu com vitórias às últimas nove derrotas. A parte mais recente deste percurso é comum, pois Jesus está no Sporting. Esta época, o Sporting perdeu em Moscovo com o CSKA (3-1, ficando fora da Champions) e a seguir foi a Coimbra bater a Académica pelo mesmo resultado. Depois disso, veio o desaire caseiro com o Lokomotiv (1-3), seguido de nova vitória, desta vez frente ao Nacional (por 1-0). Os 3-0 que os leões encaixaram do Skenderbeu foram a terceira derrota da época, pelo que fica a dúvida acerca da forma como a ela responderão. Na época passada, responderam com vitória a cinco das sete derrotas que cederam, sendo as exceções o empate na Choupana com o Nacional (2-2), na meia-final da Taça de Portugal, depois da derrota no Dragão com o FC Porto (0-3), em Março, e o empate em casa com o Moreirense (1-1) após o desaire ante o Chelsea, em Londres (1-3), em Dezembro. Ao mesmo tempo, Jorge Jesus dava cartas no Benfica. Em toda a época passada perdeu sete vezes, mas a todas elas respondeu com vitórias no jogo seguinte. Perdeu em casa com o Zenit (2-0) e a seguir bateu o Moreirense (3-1). Perdeu fora com o Leverkusen (3-1), mas respondeu com uma vitória por 4-0 sobre o Arouca. Saiu derrotado de Braga (2-1), mas reencontrou-se a tempo de ganhar em casa ao Rio Ave (1-0). Perdeu com o Zenit na Rússia (1-0), mas foi depois vencer a Académica em Coimbra (2-0). Foi eliminado da Taça de Portugal pelo Sp. Braga (1-2) e ganhou de seguida ao Gil Vicente (1-0). Depois do Natal, já sem competições europeias, só teve mais duas derrotas: 1-0 em Paços de Ferreira, a que se seguiu um 3-0 ao Boavista, e 2-1 em Vila do Conde com o Rio Ave, a que se seguiu um 3-1 ao Nacional. Ao todo, são nove respostas positivas das equipas de Jesus às nove últimas derrotas, o que leva a que para se encontrar uma má sequência seja preciso recuar ao fim da época de 2013/14, quando o Benfica de Jesus perdeu com o FC Porto na Liga (2-1) antes do empate a zero (seguido de derrota nos penaltis) na final da Liga Europa, frente ao Sevilha.   - Lito Vidigal perdeu sempre com Jorge Jesus e as suas equipas não marcaram sequer um golo em três jogos, tendo sofrido onze. O primeiro confronto entre os dois ocorreu em Outubro de 2008, numa goleada por 5-0 do Sp. Braga de Jesus sobre o E. Amadora de Vidigal. Depois disso só se encontraram mais duas vezes, ambas ganhas por Jesus por 3-0: um Benfica-U. Leiria em Dezembro de 2010 e um Benfica-Belenenses em Dezembro de 2014.   - Em contrapartida, o atual treinador do Arouca consegue ter um registo neutro nos confrontos com o Sporting: duas vitórias, três empates e duas derrotas. Na época passada, no Belenenses, não perdeu nenhuma vez, tendo empatado as partidas da Liga (1-1 em Alvalade e no Restelo) e ganho por 3-2 em casa na Taça da Liga (ainda que com um “Sporting B”). A última derrota foi, assim, em Abril de 2014: 0-1 no Restelo, no jogo em que o Sporting de Jardim assegurou matematicamente o segundo lugar e o apuramento direto para a Champions. Antes disso, mais três jogos, sempre pela U. Leiria, em 2009/10: vitória por 1-0 em Alvalade, empate a uma bola em Leiria e derrota em casa por 2-1 para a Taça da Liga.   - Jesus tem quatro vitórias e um empate frente ao Arouca, sempre ao serviço do Benfica. Ganhou por 2-0 e por 3-1 em Arouca, impondo-se duas vezes por 4-0 na Luz (uma delas para a Taça da Liga). O único revés foi o empate a dois golos na Luz, em Dezembro de 2013, quando defrontou pela primeira vez esta formação.   - Montero e Tanaka fizeram as estreias na Liga portuguesa contra o Arouca. O colombiano, lançado como titular por Leonardo Jardim a 18 de Agosto de 2013, contribuiu com um “hat-trick” para os 5-1 com que o Sporting ganhou. E o japonês teve os primeiros 14 minuto na prova, dados por Marco Silva, a 23 de Agosto de 2014, estando na génese do golo de Carlos Mané, já em período de descontos.   - David Simão, por sua vez, estreou-se na Liga a jogar frente ao Sporting. E com uma vitória. Foi lançado como titular por Rui Vitória, a 14 de Agosto de 2010, num Paços de Ferreira-Sporting que os castores venceram por 1-0. Roberto também se estreou contra o Sporting, mas com derrota: Pedro Emanuel deu-lhe a titularidade nos tais 5-1 de Agosto de 2013.   - O Arouca vem com sete empates consecutivos, um deles transformado em vitória no prolongamento (2-1 em Matosinhos, contra o Leixões, na Taça de Portugal. De resto, depois da derrota com o FC Porto (1-3, a 12 de Setembro), a equipa de Lito Vidigal empatou com U. Madeira (0-0), Belenenses (2-2), Sp. Braga (0-0), Varzim (0-0, com derrota nos penaltis, na Taça da Liga), Leixões (1-1, com vitória por 2-1 no prolongamento, na Taça de Portugal), Tondela (1-1) e V. Setúbal (0-0).   - O Sporting ganhou os quatro jogos que fez com o Arouca, mas só num não esteve a perder – e foi naquele que enfrentou mais dificuldades. Aconteceu em Agosto de 2014, quando só um golo de Carlos Mané, aos 90+3’, separou as duas equipas para o 1-0 final. De resto, a história tem sido semelhante: o Arouca marca primeiro e o Sporting vira o placar, sempre com um defesa-central entre os marcadores: Maurício nos 5-1 de Agosto de 2013, Rojo nos 2-1 de Janeiro de 2014 e Tobias nos 3-1 de Fevereiro deste ano.   - Cosme Machado faz o 99º jogo na Liga portuguesa e o 14º a envolver o Sporting. Com ele, os leões só perderam uma vez (2-0 com o Marítimo, nos Barreiros, em 2011/12), mas empataram quatro, enquanto que o Arouca nunca ganhou (um empate e duas derrotas). Foi o árbitro de uma das vitórias do Sporting em Arouca (2-1, em Janeiro de 2014, com vermelhos a Tinoco e Rojo) e esteve no empate entre os leões e o Belenenses de Lito Vidigal, em Alvalade, na época passada (1-1).
2015-11-07
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A deslocação a Arouca pode ser encarada como especial por Vincent Aboubakar, que marcou sempre que defrontou o adversário de sábado. Mesmo que tenha servido apenas para fixar o resultado nos 5-0 finais e por isso tenha sido pouco mais que irrelevante, foi em Arouca que o camaronês fez o seu primeiro golo no campeonato. Depois, no jogo da segunda volta, foi ele que garantiu os três pontos aos azuis e brancos, marcando o único tento da curta vitória por 1-0 no Dragão. Aboubakar estreou-se com a camisola do FC Porto a 14 de Setembro do ano passado, jogando o último minuto de um empate a uma bola, contra o Vitória, em Guimarães. Três dias depois, na goleada europeia ao Bate Borisov, estreou-se a marcar ao segundo jogo, que foi também o que lhe aconteceu na Liga. À segunda partida, em Arouca, a 25 de Outubro, entrou a 15 minutos do final para o lugar de Jackson Martínez, com o resultado já em 4-0, mas ainda teve tempo para, de pé esquerdo, corresponder a um passe de Quaresma e, fazendo passar a bola por entre as pernas de Goicoechea, fixar o 5-0 final. O registo 100 por cento goleador contra o Arouca manteve-o com mais um golo na segunda volta. Titular no centro do ataque, por lesão de Jackson, já fizera um golo ao Basel, a meio da semana, para a Liga dos Campeões, e voltou a marcar no jogo de campeonato. Foi aos 32’, de cabeça, após cruzamento de (mais uma vez) Quaresma, e valeu uma vitória muito difícil, pois o FC Porto jogava com dez homens desde o minuto 12, por expulsão do guarda-redes Fabiano Freitas. O Arouca foi o único clube a quem Aboubakar fez mais de um golo na primeira época em Portugal, só sendo igualado nesse aspeto agora pelo V. Guimarães, em função do bis que o avançado camaronês assinou na primeira jornada. É, ainda assim, a única equipa à qual, tendo-a defrontado mais de uma vez, Aboubakar marcou sempre.   - O FC Porto ganhou todos os jogos oficiais que fez com o Arouca em toda a sua história. Também foram apenas quatro, sendo que neles o Arouca só fez dois golos (Rui Sampaio e Pintassilgo) e os dragões somam 13. Destes, o único jogador ainda presente no plantel portista é mesmo Aboubakar, que marcou dois. Jackson fez cinco, Quintero e Carlos Eduardo dois cada, Quaresma e Casemiro completam o lote de goleadores.   - Por arrastamento, Julen Lopetegui ganhou sempre que defrontou o Arouca: 5-0 fora e 1-0 em casa, na época passada. Além disso, ganhou no único confronto com Lito Vidigal (3-0, no FC Porto-Belenenses da época passada). Lito, por sua vez, perdeu sempre que defrontou o FC Porto: além desses 3-0, perdeu também por 1-0 no Dragão na sua estreia à frente do Belenenses, em Março de 2014. Em 2009/10, aos comandos da U. Leiria, já tinha perdido por 3-2 no Dragão (Janeiro de 2010) e por 4-1 em casa (Maio de 2010).   - Este Arouca-FC Porto apresenta um atrativo extra: é o primeiro confronto de irmãos na família Roque. Maicon, defesa central do FC Porto, pode apanhar pela frente com o “mano caçula” Maurides, avançado do Arouca que tem sempre entrado no decorrer dos jogos da Liga. O outro irmão, Muller, representa o Gondomar, mas quando Muller e Maurides chegaram a seniores no Brasil já Maicon estava em Portugal.   - O FC Porto empatou os últimos dois jogos que fez fora de casa na Liga. Ao 1-1 verificado já esta época nos Barreiros, com o Marítimo, há a somar o mesmo resultado no Restelo, com o Belenenses, na 33ª jornada da época passada. A última vitória portista como visitante, foi a 3 de Maio, em Setúbal, contra o Vitória, com golos de Brahimi e Jackson. O Arouca, em contrapartida, perdeu o último jogo que fez no seu estádio (1-2 com o Moreirense, a 23 de Maio). Desde então, ganhou o jogo em casa ao Benfica mas disputou-o em Aveiro.   - Jailson, defesa-direito do Arouca, estreou-se na Liga portuguesa a defrontar o FC Porto. Foi lançado por Henrique Calisto a 9 de Fevereiro de 2014, numa derrota do Paços de Ferreira por 3-0 no Dragão.   - O FC Porto perdeu os três últimos jogos que fez na Liga com João Capela a apitar. Sempre fora de casa: 1-0 com a Académica, 2-1 com o Nacional (ambos em 2013/14) e 1-0 com o Marítimo (em 2014/15). A última vitória portista com este árbitro aconteceu em Setúbal, frente ao Vitória local, por 3-1, em 2013/14.
2015-09-11
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Jonas, um dos melhores marcadores da Liga após a primeira jornada, com dois golos ao Estoril, vai procurar amealhar mais tendo pela frente um dos seus adversários prediletos, o Arouca, uma das equipas nacionais contra a qual nunca ficou em branco, já a tendo enfrentado por três vezes. O Arouca, aliás, será sempre especial para o goleador brasileiro que o Benfica foi buscar ao Valência já a época passada tinha começado, pois foi contra a formação que na altura era comandada por Pedro Emanuel que se estreou na Liga: foi a 5 de Outubro de 2014, Jonas entrou ao intervalo para o lugar de Lima, com 0-0 no marcador, e fez o último tento de uma vitória ampla dos encarnados (4-0), correspondendo a um cruzamento de Ola John.Desde esse dia, Jonas defrontou o Arouca por mais duas vezes. Repetiu a história em Janeiro, nos 4-0 da Taça da Liga (entrou ao intervalo para o lugar de Rui Fonte e fez o quarto golo da partida) e, com mais dificuldades, ajudou a consumar a reviravolta do Benfica em Arouca em Março, obtendo o primeiro golo de uma vitória por 3-1, depois de Iuri Medeiros ter adiantado a equipa da casa. Jonas marcou sempre ao Arouca, portanto, mas a equipa do distrito de Aveiro nem é caso único no historial luso do atacante brasileiro, que entre as formações que já defrontou mais de uma vez também nunca perdoou a Nacional e Moreirense (ambos com três jogos), bem como a Penafiel e Estoril (estes com dois).O Arouca não é, mesmo assim, a equipa portuguesa a quem Jonas fez mais golos, uma vez que Moreirense, Nacional e Estoril foram castigados com quatro. É, de qualquer modo, o próximo adversário, e o Benfica bem precisa que ele volte a mostrar a costumeira eficácia frente às redes. - Tal como Jonas, também Lisandro Lopez entrou no futebol português a enfrentar o Arouca. Ambos se estrearam na Liga a 5 de Outubro de 2014 na vitória do Benfica sobre o adversário deste domingo por 4-0. Pizzi fez nesse dia o primeiro desafio com a camisola do Benfica, mas já tinha experiência anterior na Liga portuguesa. - Rui Vitória vai fazer o 157º jogo ao comando de uma equipa na Liga e tem boas hipóteses de celebrar um golo ou, em contrapartida, de o sofrer, pela 200ª vez. O seu score atual é de 62 vitórias, 36 empates e 58 derrotas, com um empate técnico entre golos marcados e sofridos: 198. - Em contrapartida, Lito Vidigal não conseguiu que equipas lideradas por ele fizessem sequer um golo ao Benfica. Só apanhou os encarnados pela frente duas vezes e de ambas saiu vergado ao peso de um 0-3: aconteceu em Fevereiro de 2010 aos comandos da U. Leiria e em Dezembro de 2014, já no Belenenses. O primeiro confronto, que podia ter sido em Novembro de 2008, Lito evitou-o, demitindo-se do E. Amadora dias antes de uma receção ao Benfica, por ter salários em atraso. A equipa passou para as mãos de Lázaro Oliveira, que perdeu na Reboleira por 1-0. - Apesar de ter estado por vezes à frente de equipas na mesma divisão de Rui Vitória muito antes disso, Lito Vidigal só enfrentou o atual treinador do Benfica pela primeira vez em Abril de 2014, quando o seu Belenenses se impôs em casa ao V. Guimarães do ribatejano por 3-1. Desde então, houve mais três desafios entre os dois, sendo que ambos somam duas vitórias frente ao adversário deste domingo. O Belenenses de Lito ganhou ainda em Guimarães por 1-0 para a Liga em Fevereiro, mas o V. Guimarães de Rui Vitória tinha-se imposto em casa por 2-0 para a Taça da Liga quatro dias antes e tinha ganho no Restelo por 3-0 para a Liga em finais de Agosto de 2014. - O médio David Simão, do Arouca, tem dupla razão para considerar este jogo diferente. Primeiro, porque fez a formação no Benfica. Depois, porque chegou a ser jogador-talismã de Rui Vitória, atual técnico dos encarnados. Foi Vitória quem o acolheu no Fátima, no primeiro ano de sénior (2009/10), e quem depois o levou para a Liga principal quando lá chegou, estreando-o no Paços de Ferreira (2010/11), numa vitória frente ao Sporting (14 de Agosto de 2010). - É preciso recuar oito anos, até 18 de Agosto de 2007, para ver o Benfica perder pontos num jogo fora de casa que não tenha sido disputado no estádio do adversário. Foi no Bessa, terreno do Boavista, que os encarnados não foram além de um empate a uma bola com o Leixões, que nessa noite utilizava por empréstimo o relvado axadrezado. O empate foi fatal para Fernando Santos, atual seleccionador nacional, despedido da Luz dias depois. - Desde essa data, o Benfica já ganhou ao Monsanto em Torres Novas (Taça de Portugal, 6-0, em Outubro de 2009), ao Portimonense no Estádio do Algarve (Liga, 1-0, em Outubro de 2010), à U. Leiria na Marinha Grande (Liga, 4-0, em Janeiro de 2012), ao Olhanense no Estádio do Algarve (Liga, 3-2, em Dezembro de 2013) e a este mesmo Arouca em Aveiro (Liga, 2-0, em Abril de 2014). - Este será o terceiro jogo “em casa” que o Arouca faz fora do seu estádio na Liga, mudando-se para Aveiro. Nos dois anteriores, ambos na ponta final de 2013/14, a equipa ainda comandada por Pedro Emanuel perdeu com o Benfica por 2-0 e ganhou ao Gil Vicente por 1-0. - O único resultado útil que o Arouca conseguiu contra um grande foi ante o Benfica, mas na Luz, onde empatou a dois golos em Dezembro de 2013. Em casa perdeu os seis jogos feitos contra Benfica, FC Porto e Sporting, com a particularidade de ter estado em vantagem em três deles (duas vezes com o Sporting e uma com o Benfica) mas ter acabado por sucumbir. - Nuno Almeida, o árbitro deste Arouca-Benfica, esteve na festa do título encarnado na última época (4-1 ao Marítimo) e, com ele, o pior que aconteceu ao Benfica foi empatar em casa (3-3) com o Rio Ave, em Novembro de 2004, na primeira vez que ele apitou os encarnados. Desde essa altura, o Benfica ganhou os seis jogos que fez com ele na Liga. O árbitro algarvio só apitou o Arouca na Liga por duas vezes, ambas com o mesmo resultado: derrotas por 1-0 em Alvalade frente ao Sporting (há sensivelmente um ano) e em casa com o Belenenses (em Abril). Em ambos os jogos o árbitro assinalou um penalti contra o Arouca: Nani falhou o dos leões, Pelé converteu o dos azuis.
2015-08-21
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