PESQUISA 

Último Passe

O empate entre FC Porto e Benfica, que deixa tudo na mesma entre as duas equipas no topo da tabela, resulta da excelente exibição do FC Porto durante cerca de 70 minutos, sempre a mandar no campo, mas também da reação benfiquista na ponta final de uma partida em que esteve encostado às cordas mas conseguiu ir ao fundo da alma buscar aquilo de que precisava para pontuar, já nos descontos. Sim, é verdade que até essa ponta final o meio-campo escalado por Rui Vitória nunca se impôs e o FC Porto podia até ter feito mais de um golo, mas também é certo que a reação benfiquista foi auxiliada pelas trocas feitas por Nuno Espírito Santo, a puxar a equipa para trás. Chegar aqui e decidir o que é mérito próprio ou demérito do adversário é conversa para ter na bancada dos sócios, que de qualquer modo andarão mais entretidos nas próximas horas a debater os méritos de decidir o resultado de um clássico no período de compensação. Essa impossibilidade chega até aos lances dos dois golos. No do FC Porto, há mérito na diagonal de Corona, a descobrir Diogo Jota, como na forma como este saiu de Nelson Semedo e chutou forte e colocado, mas também há culpas de Ederson, que permitiu que a bola entrasse entre ele e o poste mais próximo, o poste do guarda-redes. No do Benfica, viu-se um excelente cruzamento de André Horta e a habitual contundência de Lisandro nas bolas paradas ofensivas, mas também um erro de julgamento de Herrera, a ceder um canto despropositado, e a falta de resposta coletiva dos portistas, que não colocaram ninguém para impedir o canto curto e por terem voltado as costas à jogada deram todo o tempo e espaço do mundo a Horta para cruzar. O jogo foi muito interessante também no plano tático e estratégico. Nuno Espírito Santo fez o onze inicial que se impunha, mantendo Maxi Pereira e fazendo entrar Corona, para ganhar largura e repentismo no campo. Com uma excelente noite de Oliver – a melhor desde que regressou ao FC Porto – a equipa recuperava muitas vezes a bola ainda no meio-campo adversário, remetendo o Benfica a uma primeira parte com pouco ataque. Rui Vitória também fez o que se lhe aconselhava, não inventando e trocando os lesionados Fejsa e Grimaldo por Samaris e Eliseu, mas a equipa não respondeu. Fê-lo apenas quando, já em desvantagem, o treinador mexeu e devolveu Pizzi a uma das alas, mas com a incumbência de auxiliar Samaris e Horta, que a partir daí ficaram no meio, na batalha contra Danilo, Oliver e Otávio, que também procurava vir para dentro com frequência. Vitória ainda reforçou o ataque com Jiménez, ao mesmo tempo que Espírito Santo ia puxando a equipa para trás: Ruben Neves por Corona, Layun por Oliver e Herrera por Jota. Em consequência das trocas – e do resultado, também, como é evidente, pois era ao Benfica que competia fazer pela vida – o jogo foi-se aproximando da baliza de Casillas e o Benfica acabou por chegar ao empate. Ficou tudo igual na classificação, num jogo que mostrou três coisas. Que o FC Porto, afinal, tem intensidade para se bater com o Benfica e lutar pelo título. Que o Benfica continua a sentir enormes dificuldades para assumir o jogo quando enfrenta adversários do mesmo calibre. Mas que mesmo assim consegue resultados úteis e mantém-se na frente da tabela e por isso mesmo é ainda o principal favorito na Liga.
2016-11-06
LER MAIS

Último Passe

A profundidade do plantel do Benfica ficou à vista na qualidade da exibição que a equipa fez na primeira parte da vitória em Arouca (2-1), período onde um melhor aproveitamento das várias ocasiões de golo desperdiçadas teria chegado para construir um resultado confortável. Aí, suspirou-se por Jonas. O facto de ter entrado com um onze experimental, face à ausência das que têm sido as suas três primeiras escolhas para a frente de ataque, ajuda melhor a explicar a incerteza no resultado até final e até a perda momentânea do controlo do jogo no segundo tempo. A justiça da vitória é validada pela noção de que mesmo nessa altura foi o tricampeão nacional quem mais perto esteve do golo. Sem Jonas, Jiménez e Mitroglou, Rui Vitória teve de inventar um ataque. E a contratação de Rafa já começou a dar frutos. Que o avançado chegado de Braga não é perito na finalização até os adeptos benfiquistas o sabiam pelo menos desde a Supertaça. Que ele é capaz de desequilibrar qualquer defesa também se sabe: foi por isso, aliás, que o Benfica pagou mais de 16 milhões de euros por ele. Combinar a mobilidade de Gonçalo Guedes com a velocidade e a noção de espaço de Rafa e a inteligência de Pizzi foi o que bastou para o Benfica entrar várias vezes na organização defensiva de um Arouca que não conseguia pegar na bola para responder. O golo feito por Nelson Semedo pode até ter sido fruto da sorte num ressalto, após um corte mal efetuado, mas tanto antes como depois, o Benfica teve várias oportunidades para construir logo ali um resultado folgado. O segundo golo do Benfica, a provar a importância que Lisandro pode vir a ter nas bolas paradas ofensivas - já tinha marcado em Tondela e repetiu a graça agora, após canto de Grimaldo - parecia ter acabado de vez com o jogo. O Arouca tinha voltado melhor para a segunda parte, mas tornava-se difícil reagir ao golpe que é sofrer o 2-0 ante um adversário mais forte. Com a entrada de Walter Gonzalez, colocado à esquerda do ataque, Lito Vidigal ganhou mais agressividade e qualidade na frente e reabriu mesmo a questão do resultado, graças a um belo cabeceamento do argentino, nas costas de Nelson Semedo.  A lesão de Rafa, logo a seguir, tornou o jogo complicado para o Benfica. No lugar do ex-bracarense, Carrillo não deu a mesma constância ao Benfica: a movimentação do peruano era mais previsível e mais facilmente anulável. Só que mesmo aí sobrou ao Benfica o que faltou ao Arouca: banco. Quando precisou de refrescar, Lito recorreu ao cabo-verdiano Kuca, que não lhe trouxe nada de novo. Do outro lado, Rui Vitória chamou o grego Samaris para fechar a porta de entrada na área, o que permitiu ao Benfica voltar a mandar no jogo e estancou desde logo as hipóteses de o Arouca sonhar sequer com o empate.  O 1-2 final, num jogo que o Benfica até perdeu no ano do tri, veio mostrar que pode haver vida para lá de Jonas numa equipa que encaixou bem Rafa. Mas não será uma vida parecida com a anterior: o Benfica de Rafa pode até produzir mais, mas não será nunca a equipa de golo-fácil que é o Benfica de Jonas. Rui Vitória tem agora pela frente um desafio que passa por pôr os dois a render no mesmo onze. Se o conseguir, sem deixar cair aquilo que lhe dão Mitroglou ou Jiménez, sobe um importante patamar.
2016-09-09
LER MAIS

Último Passe

Rui Vitória sentiu a necessidade de dizer que não anda “à procura de clones” dos jogadores que perdeu neste início de época, que cada um é aquilo que é e tem as suas próprias caraterísticas. Fê-lo após a vitória do Benfica em Tondela, por 2-0, ainda por cima minutos depois de um golaço de André Horta provar que o miúdo tem mesmo muita categoria e que não tem nada que ser o segundo Renato Sanches. Porque na verdade não tem. As equipas são organismos vivos, que crescem de acordo com o que têm. Levam é tempo a crescer, como se percebe pelo total de situações de golo que o Benfica tem permitido aos adversários que vai encontrando. Uma coisa é certa: o Benfica está hoje muito melhor do que há um ano. Há um ano, com uma pré-época calamitosa, Vitória refreou os ímpetos de mudança, deixando a equipa numa espécie de terra de ninguém tática da qual só a emergência de Renato Sanches, somada à inegável categoria dos seus avançados, a resgatou. Agora, sem um duelo com Jesus a abrir a época, respaldado pelo sucesso que foi a última campanha – foi ele o campeão –, Vitória está a levar a equipa para terrenos que lhe agradam mais. O perfume do futebol de André Horta tem muito mais a ver com o jogar de Vitória que a pujança física de Sanches. Não se trata de dizer se é melhor ou pior: é apenas diferente. E a equipa reage a isso. Em Tondela, sem Jonas, Vitória entrou mais próximo do 4x2x3x1, com Gonçalo Guedes atrás de Mitroglou. O jogo mal conseguido dos dois levou-o a aproximar-se ainda mais à medida que o jogo avançava: primeiro trocou Guedes com Pizzi, alimentando a equipa com a capacidade que o médio transmontano tem para fazer (bem) todos os lugares no meio-campo e ataque. Foi dele, aliás, o livre que Lisandro López aproveitou para inaugurar o marcador, minutos depois de ter entrado para o lugar do lesionado Luisão. Mas ainda que seja mais ou menos claro que a defesa benfiquista tem mais capacidade para controlar a profundidade e as bolas nas costas com o argentino do que com o brasileiro, a verdade é que apesar da troca o Tondela continuou a ameaçar chegar ao empate, perdendo várias situações de golo. Com o resultado em risco, Rui VItória reagiu à investida final do Tondela jogando a partir dos 65 minutos com Samaris ao lado de Fejsa, Pizzi à esquerda e Horta a “10”. Foi assim, neste 4x2x3x1 mais claro, que o miúdo fez o segundo golo, num lance em que serpenteou por entre a defesa adversária antes de marcar e no qual muitos viram sombras de Rui Costa. Mas o melhor mesmo é limitarem-se a pensar nisso, sem o dizer muito alto. Porque se há algo de que Horta não precisa é de se livrar da pressão de ser clone de Renato Sanches para o compararem a um ainda maior ídolo de todos os benfiquistas.
2016-08-14
LER MAIS

Artigo

Não há grandes equipas sem grandes defesas-centrais. Ou pelo menos é o que passamos a vida a ouvir dizer. Que o talento desequilibra mas nenhuma equipa ganha se não estiver construída em torno de um pilar que lhe dê estabilidade. É pensarmos nas grandes equipas da história, na enorme importância que tinham os jogadores encarregues de impedir o adversário de finalizar em boas condições. Todos têm duas coisas em comum: são super-valorizados pelos jornalistas que cobrem os acontecimentos e pelos treinadores que os comandam; e são depois esquecidos na atribuição dos prémios para os melhores jogadores do ano e apagados pela espuma dos anos que passam, que só eterniza o talento puro. Será que não são assim tão importantes? Olhemos para o campeonato português e para os seus três candidatos ao título. Ao Sporting, diz-se desde o início, falta um defesa-central que seja ao mesmo tempo experiente, forte fisicamente e competente. O Benfica tinha Luisão, mas perdeu-o há meses e tem vivido tão bem sem ele que já deve haver quem se atreva a duvidar que a equipa beneficie assim tanto com o seu regresso. E ao FC Porto, também se comenta desde o Verão, tem faltado sempre um central à altura da qualidade do resto do plantel – com a agravante de à falta de qualidade se ter somado agora alguma falta de quantidade, fruto dos problemas com Maicon. Neste fim-de-semana, um fim-de-semana decisivo  na Liga, o Sporting estreou uma dupla de centrais nova – Coates e Ruben Semedo –, o Benfica fez confiança em Lindelof, que ainda nem tinha uma dezena de jogos na Liga e, sendo ribatejano, José Peseiro deu a alternativa a Chidozie. E, adivinhem: todos se saíram muito bem. Se calhar quem tem mais razão são mesmo os adeptos que, com o passar do tempo e o desfilar das fintas dos atacantes, se esquecem de quem era o defesa central naquele jogo fundamental que deu o título nacional de mil novecentos e qualquer coisa. Coates, é bom que se diga, tem quase tudo para poder ser decisivo na ponta final da época do Sporting. É imponente, tem quase dois metros, o que pode valer-lhe uma importância acrescida nas bolas paradas. É experiente, fruto dos anos que passou na Premier League e tem ainda mais uma qualidade importante, que partilha com Lindelof, Ruben Semedo ou Chidozie: os adversários ainda não tiveram tempo para aprender as suas debilidades, de forma a poderem explorá-las a cada jogo. O novo tem aqui sempre uma atração irreprimível, que tem a ver com isso mesmo. É fácil dizer agora que Luisão já não tem a velocidade de outros tempos e que com Lisandro López e Jardel o Benfica pode jogar com as linhas mais próximas e subidas, com a chamada “equipa mais curta”. E isso não tem a ver só com a idade de Luisão ou com o facto de a sua mobilidade, mudança de velocidade ou de trajetória já não ser a de outros tempos. Tem a ver também – ou sobretudo – com o facto de já todos sabermos disso. Qual é o ponto fraco de Lindelof? Ou de Chidozie? Ou até de Coates, que apesar de ser mais consagrado (o homem é internacional uruguaio, caramba), também há-de tê-lo, ou então teria vingado na Premier League? A questão é que, para já, ninguém sabe identificá-los com clareza. Estou seguro, no entanto, que os defesas-centrais vão desempenhar um papel primordial na luta pelo título. E todos os treinadores terão dilemas a enfrentar. No Sporting, acredito que Jesus já se tenha decidido pela titularidade do gigante uruguaio, precisamente por ser novo – e mais difícil de ler – e por poder vir a ser importante nos livres laterais e nos cantos. Mas quem, para jogar ao lado dele? Paulo Oliveira é o melhor de todos, mas teria de desviar-se para a meia-esquerda. Naldo não compromete, está habituado àquele quadrante, mas não tem o futuro e a qualidade de Oliveira. E até Ruben Semedo parece mais perto de ser opção que Ewerton. No Benfica, Rui Vitória encontrou a estabilidade em torno da dupla Jardel-Lisandro, dois centrais rápidos e por isso mesmo muito importantes da definição estratégica do onze, no posicionamento do bloco. Mas poderá Luisão exercer a liderança de que o plantel necessita de fora quando, daqui por um mês, mês e meio, estiver apto a regressar? Por fim, no FC Porto, Peseiro tem em Martins-Indi o potencialmente melhor mas ao mesmo tempo mais inconstante dos seus centrais, e em Marcano o mais apagado mas ao mesmo tempo mais fiável. Com Maicon fora do baralho, haverá espaço para Chidozie se mostrar mais vezes e até vir a ser importante. Pelo menos até lhe aprenderem as debilidades. In Diário de Notícias, 15.02.2016    
2016-02-15
LER MAIS

Stats

O Benfica ganhou os últimos sete jogos, todos desde o empate frente ao U. Madeira, na Choupana, a 15 de Dezembro. Já igualou a melhor série da época passada, podendo superá-la se vencer o Arouca, em casa, em partida da 19ª jornada da Liga, após a qual pode mesmo assumir, ainda que à condição, a liderança. É que o Sporting, que está dois pontos acima, só joga em Paços de Ferreira umas horas depois. Após o empate frente ao U. Madeira, a equipa de Rui Vitória começou por ganhar em casa ao Rio Ave (3-1, para a Liga) e ao Nacional (1-0, na Taça da Liga), para depois se impor no terreno do V. Guimarães (1-0, na Liga). De regresso à Luz, goleou o Marítimo (6-0, Liga), vencendo depois três saídas consecutivas: 4-1 ao Nacional e 2-1 ao Estoril (ambos na Liga) e 1-0 ao Oriental (para a Taça da Liga). Esta série de sete vitórias já iguala a melhora da época passada, obtida também por esta altura, entre 21 de Dezembro e e 21 de Janeiro. Na altura, após a eliminação da Taça de Portugal, em Braga (1-2), o Benfica ganhou sete jogos da Liga e da Taça da Liga sem sofrer um único golo. Impôs-se ao Gil Vicente (1-0), ao Nacional (1-0), ao Penafiel (3-0), ao V. Guimarães (3-0), ao Arouca (4-0), ao Marítimo (4-0) e ao Moreirense (2-0), só sendo travado a 26 de Janeiro, em Paços de Ferreira: perdeu por 1-0, com um golo de penalti no último minuto. Se ganhar ao Arouca, concretizando a oitava vitória consecutiva, o Benfica supera essa marca de 2014/15. Para se encontrar oito vitórias seguidas dos encarnados, contudo, não é preciso recuar muito mais. Basta ir até Março e Abril de 2014, quando, após a perder com o FC Porto na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, frente ao FC Porto, a equipa venceu consecutivamente o Sp. Braga (1-0), o Alkmaar (1-0 e 2-0), o Rio Ave (4-0), o Arouca (2-0), o FC Porto (3-1), o Olhanense (2-0) e a Juventus (2-1). Nessa altura foi travado ao nono jogo, um empate a zero com o FC Porto no Dragão que, ainda assim, nos penaltis, deu acesso à final da Taça da Liga.   - Em casa, o Benfica venceu os últimos três jogos, incluídos na série acima identificada. Só duas equipas evitaram a derrota na Luz esta época: o Sporting, que ali ganhou por 3-0 na Liga, e o Atlético Madrid, que venceu por 2-1 na Champions.   - O Arouca, em contrapartida, não ganha fora de casa na Liga desde a primeira jornada, a 16 de Agosto, quando venceu no terreno do Moreirense por 2-0. Desde então, fora do seu estádio, só ganhou na Taça de Portugal, no terreno do Leixões (2-1, após prolongamento) e do Amarante (2-1).   - Raul Jiménez marcou nos últimos três jogos do Benfica na Luz, não ficando em branco em nenhum jogo ali realizado desde a tal derrota com o Atlético Madrid, a 8 de Dezembro. Depois disso, fechou a contagem nos 3-1 ao Rio Ave, marcou o golo solitário na vitória sobre o Nacional e o terceiro nos 6-0 ao Marítimo.   - A vitória do Arouca sobre o Benfica, na primeira volta, coincidiu com o primeiro – e único – golo marcado por uma equipa dirigida por Lito Vidigal ao Benfica. Antes desse golo de Roberto, Vidigal só tinha defrontado os encarnados por duas vezes, saindo de ambas vergado ao peso de um 3-0. Foi em Fevereiro de 2010, pela U. Leiria, e em Dezembro de 2014, já no Belenenses. O primeiro confronto, que podia ter sido em Novembro de 2008, Lito evitou-o, demitindo-se do E. Amadora dias antes de uma receção ao Benfica, por ter salários em atraso.   - Com quem Lito Vidigal tem vantagem é com Rui Vitória, tendo-a conquistado precisamente no dia em que defrontou o adversário com este ao serviço de um grande. Os dois já se enfrentaram cinco vezes, com três vitórias de Lito (dois Belenenses-V. Guimarães e um Arouca-Benfica) e duas de Rui Vitória (sempre com o V. Guimarães e contra o Belenenses).   - Jonas, o artilheiro da Liga, estreou-se na competição contra o Arouca, na época passada. A 5 de Outubro de 2014, entrou ao intervalo de um Benfica-Arouca, substituindo Lima, e ainda fez o último golo de uma vitória ampla dos encarnados, por 4-0. Repetiu a história em Janeiro de 2015, nos 4-0 da Taça da Liga (substituiu Rui Fonte e fez o último golo) e ajudou a consumar a reviravolta do Benfica em Arouca, em Março, fazendo o empate a um golo num jogo que o Benfica acabou por ganhar por 3-1. Só no jogo da primeira volta do atual campeonato ficou em branco.   - Lisandro López estreou-se na Liga portuguesa no mesmo dia de Jonas, na tal vitória por 4-0 frente ao Arouca, a 5 de Outubro de 2014. O argentino, porém, foi lançado por Jorge Jesus como titular.   - David Simão, do Arouca, tem dupla razão para considerar este jogo especial. Primeiro porque fez a formação no Benfica. Depois, porque chegou a ser jogador-talismã de Rui Vitória. Foi Vitória que o acolheu, no Fátima, no primeiro ano de sénior (2009/10), e quem depois o levou para a Liga principal, quando lá chegou, estreando-o no Paços de Ferreira, numa vitória frente ao Sporting, em Agosto de 2010.   - O Arouca foi uma das equipas que já ganhou ao Benfica na atual Liga – as outras foram o FC Porto e o Sporting. Os comandados de Lito Vidigal impuseram-se por 1-0, em Aveiro, a 23 de Agosto, fruto de um golo de Roberto. Antes disso, em seis jogos contra o Benfica, a equipa nortenha só tinha conseguido um empate: 2-2 na Luz, para a Liga, em Dezembro de 2013. Da equipa que pontuou na Luz restam em Arouca os médios Nuno Coelho, David Simão e Pintassilgo e o avançado Roberto. No mesmo jogo atuaram pelo Benfica Luisão, Fejsa e Gaitán.
2016-01-22
LER MAIS

Artigo

A vitória do Benfica em Braga, por 2-0, começou a ser construída com um autogolo do guarda-redes Kritciuk: Pizzi rematou, Baiano cortou quase em cima da linha, mas fê-lo contra as costas do seu guarda-redes, levando a bola a entrar. Foi o segundo autogolo a favorecer o Benfica em três jornadas da Liga, depois do marcado por Berger (Tondela), em finais de Outubro, e o primeiro marcado por um jogador do Sp. Braga em 78 jornadas: o último tinha sido de Douglão, no Estoril, numa derrota bracarense por 2-1, a 26 de Abril de 2013.   - O Benfica venceu o terceiro jogo seguido na Liga – e sempre sem sofrer golos. O 2-0 de Braga foi antecedido pelo 4-0 de Tondela e pelo 2-0 em casa frente ao Boavista. Desde Abril que os encarnados não ganhavam em três jornadas seguidas (na altura venceram o Nacional e a Académica em casa e o Belenenses fora). Mas para se encontrar três vitórias consecutivas sem sofrer golos é preciso recuar ao período entre Novembro do ano passado e Janeiro. Aliás, na altura não foram três mas sim sete: 2-0 à Académica, 3-0 ao Belenenses, 2-0 ao FC Porto, 1-0 ao Gil Vicente, 3-0 ao Penafiel, 3-0 ao V. Guimarães e 4-0 ao Marítimo.   - O Sp. Braga ainda não tinha perdido na Pedreira esta época: tinha sete vitórias e um único empate, o 0-0 com o Arouca. Se esta época perdeu pela primeira vez ao nono jogo, na anterior tinha perdido ao décimo, o 0-1 contra o Sporting, decidido num livre de Tanaka já nos descontos.   - Rui Vitória ganhou pela primeira vez na carreira a Paulo Fonseca. Fê-lo ao décimo jogo, após cinco empates e quatro derrotas, todas ao serviço do V. Guimarães, enquanto Fonseca estava no Aves, no Paços de Ferreira e no FC Porto.   - O treinador do Benfica conseguiu a terceira vitória da sua carreira em Braga. E se as primeiras, ambas no Paços de Ferreira, tinham sido graças a um golo de Pizzi e a um autogolo de um jogador bracarense (na ocasião Sílvio), esta teve o “dois-em-um”: um autogolo de Kritciuk após um remate de Pizzi.   - Kritciuk viu interrompida a sua série de imbatibilidade logo aos 3 minutos, com o tal autogolo. Somou ao todo 505 minutos sem sofrer golos e ficou a 81 do recorde estabelecido em Braga por Eduardo em 2009/10.   - Cinco dos 36 golos marcados pelo Benfica esta época em todas as competições surgiram nos primeiros dez minutos de jogo. Antes do autogolo de Kritciuk tinham-no feito Mitroglou (aos 5’, nos 6-0 ao Belenenses), Gaitán (aos 2’, no 1-2 com o Galatasaray), Jonas (aos 4’, nos 4-0 ao Tondela) e de novo Mitroglou (aos 6’, no 1-2 com o Sporting). Ainda assim, o Benfica leva mais golos nas segundas partes (21) do que nas primeiras (15).   - O Sp. Braga, em contrapartida, só tinha sofrido um golo nas primeiras meias-horas dos seus jogos. Marcara-o Soares, aos 2’ do que acabou por ser a vitória bracarense por 2-1, logo na jornada inaugural da Liga. Ainda assim, os minhotos costumam fraquejar logo após a meia-hora e sofrem muito mais golos nas primeiras partes (7) do que nas segundas (3).   - Autor do golo da tranquilidade, Lisandro Lopez marcou pela primeira vez com a camisola do Benfica. O seu último golo tinha sido a 14 de Março de 2014, num empate (3-3) do Getafe com o Granada.
2015-12-01
LER MAIS

Último Passe

O Benfica manteve a cabeça à tona de água e adiou as notícias acerca da sua morte para a Liga, ao vencer com clareza em Braga, por 2-0, fruto de dois golos nos primeiros onze minutos de jogo. Durante o que restou da partida, os bracarenses tiveram sempre mais bola, mas nunca foram capazes de transformar essa posse em superioridade futebolística, mostrando que este Benfica se sente muito mais confortável em vantagem, quando pode vestir o fato preferido do seu treinador, o 4x2x3x1. Sem Jonas, o que apresenta um puzzle muito interessante para Rui Vitória resolver nas próximas semanas. Rui Vitória voltou a abdicar de Jonas, a exemplo do que tinha feito em Alvalade, na Taça, contra o Sporting, e a lançar Gaitán para a zona central, no apoio a Mitroglou, com Pizzi e Gonçalo Guedes nas alas e Renato Sanches a encher o meio-campo de vigor ao lado de Fejsa. Tal como nesse jogo, no seguimento de um lance de perigo do adversário, uma combinação entre Mitroglou e Pizzi – desta vez ao contrário e com alguma sorte no ressalto no corpo do guarda-redes Kritciuk  – deu o primeiro golo ao Benfica, ainda muito cedo. A diferença é que, desta vez, antes que o adversário pudesse reagir, os encarnados chegaram ao segundo, por Lisandro López, na sequência de uma bola parada, condicionando desde logo o resto da partida. Organizado no seu 4x4x2 habitual, o Sp. Braga não só se via em inferioridade numérica a meio-campo – Mauro e Luiz Carlos contra Fejsa, Sanches e Gaitán – como gaguejava bastante na sua primeira fase de organização atacante, fruto da pressão de Sanches fazia sobre a saída de bola. O jogo não teve, por isso, muita história. Mais bola para o Sp. Braga, superioridade territorial também para a equipa da casa, mas um Benfica sempre capaz de criar situações de desequilíbrio quando saía em ataque rápido ou beneficiava do facto de ter mais espaço para atacar, fruto do número reduzido de unidades que metia na frente e, por arrastamento, do número igualmente reduzido de adversários que arrastava para tarefas defensivas. É verdade que nunca poderemos especular acerca do que seria o jogo se o Benfica não se tivesse visto tão cedo em vantagem – nem isso interessa verdadeiramente, a não ser para se perceber qual é a melhor fórmula para este Benfica. Porque a equipa de Rui Vitória tem sido sempre capaz de se impor em casa no 4x4x2 com Jonas e Jiménez, mas está a dar melhores respostas nos jogos mais exigentes quando se apresenta em 4x2x3x1 com Mitroglou. O puzzle que Rui Vitória terá de resolver tem a ver com a fórmula ideal para jogos de grau de dificuldade intermédio, como as deslocações a equipas de meio da tabela. É aí que o Benfica terá de continuar a mostrar que se mantém vivo na Liga.
2015-11-30
LER MAIS

Último Passe

Janeiro já está perto, a Liga parou para dar lugar a dois particulares sem importância da seleção nacional e o mais normal é as atenções centrarem-se no mercado, no que os candidatos vão fazer para assegurar as melhores armas na fase decisiva do ataque ao título. Identificação de fragilidades, correção de erros de casting… O tempo de agir é agora. O Sporting lidera a Liga, está mal na Europa – o que, sendo uma vergonha, pode até facilitar-lhe a segunda metade da época – e para já aponta claramente aos corredores laterais. Zeegelaar é uma aposta segura para dar luta a Jefferson e permitir rodagem a Jonathan, para que a falta de competição não o faça perder o comboio no ambiente das seleções argentinas. E Bruno César já chegou do Estoril, regressando ao mais alto nível que deixara quando trocou o Benfica pelo Al Ahly saudita mais devido à confiança que nele tem Jorge Jesus do que em função do futebol que mostrou até aqui nos canarinhos. Jesus acreditará que pode fazer de Bruno César aquilo que ele já foi e que ele se transformará na melhor opção para substituir Carrillo, o que por si só vem mostrar que também o treinador acha que precisa de gente com os quilómetros de experiência nas pernas que faltam a Gelson e Matheus. E que Carlos Mané, que já vai na terceira época de plantel principal, não lhe enche as medidas. No FC Porto, cujo plantel parece rico em todas as vertentes, com pelo menos duas soluções de quase idêntica valia para cada posição, fala-se agora num avançado. Não será seguramente para substituir Aboubakar, que o camaronês tem sido das melhores surpresas nos dragões. E como a fé de Lopetegui no 4x3x3 é inabalável, quem está em causa é Osvaldo. Mesmo com pouco tempo de jogo, o italo-argentino perde assim espaço, o que significará que não foi preciso muito para convencer os responsáveis de que ele foi um erro de casting que convém emendar. Por fim, no Benfica, a ideia parece ser a de deixar sair Lisandro Lopez, para que o argentino não desvalorize com a inatividade a que está a ser condenado na sombra de Luisão e Jardel. O vimaranense Josué, jogador de confiança de Rui Vitória, está apontado à vaga de terceiro central e, ainda que muito esteja em jogo na capacidade que o treinador terá para fazer vingar a sua opção junto da tão badalada estrutura, todos sabemos que o futuro do Benfica não se joga aqui: do que o Benfica precisa mesmo é de um super-médio que lhe permita aguentar o 4x4x2 que serve a Jonas.
2015-11-15
LER MAIS

Stats

O Benfica ganhou nas últimas quatro visitas à Madeira, não perdendo ali desde que caiu aos pés do Marítimo na abertura da Liga de 2013/14. Rui Vitória, por sua vez, não tem sido feliz na sequência das viagens à Pérola do Atlântico, onde não ganhou nenhum dos derradeiros oito jogos. A sua última vitória – e única na Madeira ao serviço do V. Guimarães – aconteceu há quatro anos, quando bateu o Nacional por 4-1 em partida da Liga, precisamente no Estádio da Madeira (Choupana), onde vai agora disputar-se o U. Madeira-Benfica. Ainda assim, a conquista mais importante na carreira do atual treinador encarnado passou pelo Funchal: empatou ali com o Marítimo nos oitavos-de-final da Taça de Portugal de 2012/13, qualificou-se no desempate por grandes penalidades e acabou por vencer a prova, na final, contra… o Benfica. Ora é precisamente o Benfica que tem transformado as viagens à Madeira numa limpeza. Depois da derrota frente ao Marítimo, a 18 de Agosto de 2013, na primeira jornada da Liga de 2013/14 (2-1, com golos de Derley e Sami para os verde-rubros e de Rodrigo para as águias), os encarnados ganharam sempre no Funchal. Ainda nessa época, impuseram-se por duas vezes ao Nacional (1-0 para a Taça da Liga e 4-2 para o campeonato). Na temporada passada, sempre a contar para o campeonato, venceram o Nacional por 2-1 e o Marítimo por 4-0, com um nome comum a ambas as fichas de goleadores: o do agora lesionado Salvio. Já Rui Vitória tem tido mais problemas com os voos até ao Funchal. Ao comando do V. Guimarães só lá ganhou uma vez, ainda que possa apresentar como bom auspício o facto de ter sido logo a primeira (como é agora a primeira que ali leva o Benfica) e na primeira vez que orientou a equipa minhota. Manuel Machado saiu após a derrota em casa com o FC Porto (0-1), na primeira jornada da Liga de 2011/12, Basílio Marques orientou a equipa nos 0-3 com o Beira Mar e nem chegou a aquecer o lugar, de modo que Rui Vitória saltou do banco do Paços de Ferreira para o do mais ambicioso V. Guimarães. No jogo de estreia, à terceira jornada, já ganhava por 2-0 ao intervalo, acabando por se impor por 4-1 (marcaram N’Diaye, Toscano e Edgar, este por duas vezes). Aquela foi, porém, a única vitória do atual treinador benfiquista no Funchal. Depois disso, na mesma temporada, ainda perdeu (2-1) com o Marítimo. Nos restantes seis jogos que lá fez para a Liga, empatou duas vezes com o Nacional na Choupana (1-1 em 2013/14 e 2-2 na época passada) e perdeu nas outras quatro ocasiões (2-1 com o Nacional em 2012/13 e todos os jogos nos Barreiros com o Marítimo: 1-0 em 2012/13, 2-1 em 2013/14 e 4-0 em 2014/15). A Madeira está, ainda assim, ligada à conquista da Taça de Portugal, que obteve pelo V. Guimarães em 2012/13. A 2 de Dezembro de 2012, empatou nos Barreiros com o Marítimo a uma bola (Ricardo igualou após um primeiro golo de Fidelis), acabando por se qualificar no desempate por grandes penalidades, numa noite mágica de Douglas, que defendeu dois pontapés dos onze metros. Chegou à final, onde venceu o Benfica, mas ainda há-de lembrar-se que nunca como nesse dia esteve tão perto de soçobrar: aquele foi o único dos sete jogos da caminhada que o V. Guimarães não venceu.   - O Benfica tem o melhor marcador da Liga (Jonas, com sete golos), mas também o melhor assistente, que é Gaitán, com cinco passes decisivos (mais um na Liga dos Campeões). A equipa de Rui Vitória é ainda a que mais remata na prova: soma 114 remates, a uma média de 19 por jogo.   - Em contrapartida, o U. Madeira tem uma das melhores defesas do campeonato (só quatro golos sofridos, a par de Benfica, FC Porto, Sp. Braga e Sporting), sendo ainda aquela que aguenta mais remates sem sofrer um golo. Os quatro golos sofridos pela equipa de Luís Norton de Matos nasceram de 83 remates, a uma média de um golo a cada 20,8 tentativas. A segunda melhor média da Liga é a do Arouca (um golo por cada 16,3 remates).   - Gaitán fez o primeiro jogo pelo Benfica na Liga na Choupana, o estádio do Nacional que servirá de casa emprestada à U. Madeira para receber o Benfica. Não tem boas memórias dessa noite, porém. Foi a 21 de Agosto de 2010, o argentino saiu aos 65’, com o Benfica a perder por 2-0 com o Nacional. Ainda viu Carlos Martins reduzir para 2-1, mas a derrota acabou por marcar-lhe a estreia.   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira, fez uma época no Benfica B (na qual lançou Lindelof, jogador do atual plantel encarnado), mas nunca defrontou o Benfica na carreira de treinador. O mais perto que esteve de o fazer foi em 2005, época que iniciou com o V. Setúbal. Conduziu os sadinos até à 15ª jornada, quando se demitiu, alegando salários em atraso, deixando a equipa num excelente terceiro lugar. Na 16ª jornada, o V. Setúbal defrontou o Benfica, perdendo por 1-0.   - Se jogar, como tudo indica que pode acontecer, Luisão ultrapassa o malogrado guarda-redes Bento como sexto jogador com mais jogos na história do Benfica. Luisão e Bento têm ambos 465 jogos de águia ao peito, sendo que à frente de ambos só se encontram Sheu (487), Humberto Coelho (498), Coluna (525), Veloso (538) e Nené (575).   - Jonas e Lisandro López completam na segunda-feira, um dia depois do jogo, um ano sobre a estreia pelo Benfica na Liga. Ambos abriram a conta a 5 de Outubro de 2014 nos 4-0 com que o Benfica ganhou ao Arouca.   - André Moreira, jovem guarda-redes do U. Madeira, é dono da mais longa série de minutos sem sofrer golos na atual Liga. Foram 361 minutos entre o golo de Soares (Nacional), na segunda jornada, e o marcado por Leo Bonatini (Estoril) no último domingo.   - O União da Madeira perdeu todos os dez jogos que fez com o Benfica na Liga e só marcou quatro golos, todos eles na Luz. Em casa, ficou sempre em branco. A exceção a esta regra válida para a Liga foi uma partida da Taça de Portugal, em Dezembro de 1993, que acabou empatada a uma bola, no Estádio dos Barreiros. No prolongamento, porém, o Benfica impôs-se por 5-1.   - O Benfica continua sem marcar um golo em provas nacionais fora do Estádio da Luz desde 29 de Maio de 2015, quando ganhou por 2-1 na final da Taça da Liga, em Coimbra, a uma equipa madeirense: o Marítimo. Para o campeonato, o último golo fora aconteceu a 2 de Maio, em Barcelos, nos 5-0 ao Gil Vicente. Depois disso, o Benfica já empatou (0-0) com o V. Guimarães e perdeu (sempre 1-0) com Arouca e FC Porto   - Cosme Machado, que será o árbitro do U. Madeira-Benfica, expulsou um jogador nos últimos três jogos que dirigiu na Liga, dois deles esta época. O setubalense Fábio Pacheco (na visita à Académica) e o estorilista Diego Carlos (em Tondela) foram tomar duche mais cedo, ambos por acumulação de cartões amarelos.
2015-10-02
LER MAIS

Stats

Jonas, um dos melhores marcadores da Liga após a primeira jornada, com dois golos ao Estoril, vai procurar amealhar mais tendo pela frente um dos seus adversários prediletos, o Arouca, uma das equipas nacionais contra a qual nunca ficou em branco, já a tendo enfrentado por três vezes. O Arouca, aliás, será sempre especial para o goleador brasileiro que o Benfica foi buscar ao Valência já a época passada tinha começado, pois foi contra a formação que na altura era comandada por Pedro Emanuel que se estreou na Liga: foi a 5 de Outubro de 2014, Jonas entrou ao intervalo para o lugar de Lima, com 0-0 no marcador, e fez o último tento de uma vitória ampla dos encarnados (4-0), correspondendo a um cruzamento de Ola John.Desde esse dia, Jonas defrontou o Arouca por mais duas vezes. Repetiu a história em Janeiro, nos 4-0 da Taça da Liga (entrou ao intervalo para o lugar de Rui Fonte e fez o quarto golo da partida) e, com mais dificuldades, ajudou a consumar a reviravolta do Benfica em Arouca em Março, obtendo o primeiro golo de uma vitória por 3-1, depois de Iuri Medeiros ter adiantado a equipa da casa. Jonas marcou sempre ao Arouca, portanto, mas a equipa do distrito de Aveiro nem é caso único no historial luso do atacante brasileiro, que entre as formações que já defrontou mais de uma vez também nunca perdoou a Nacional e Moreirense (ambos com três jogos), bem como a Penafiel e Estoril (estes com dois).O Arouca não é, mesmo assim, a equipa portuguesa a quem Jonas fez mais golos, uma vez que Moreirense, Nacional e Estoril foram castigados com quatro. É, de qualquer modo, o próximo adversário, e o Benfica bem precisa que ele volte a mostrar a costumeira eficácia frente às redes. - Tal como Jonas, também Lisandro Lopez entrou no futebol português a enfrentar o Arouca. Ambos se estrearam na Liga a 5 de Outubro de 2014 na vitória do Benfica sobre o adversário deste domingo por 4-0. Pizzi fez nesse dia o primeiro desafio com a camisola do Benfica, mas já tinha experiência anterior na Liga portuguesa. - Rui Vitória vai fazer o 157º jogo ao comando de uma equipa na Liga e tem boas hipóteses de celebrar um golo ou, em contrapartida, de o sofrer, pela 200ª vez. O seu score atual é de 62 vitórias, 36 empates e 58 derrotas, com um empate técnico entre golos marcados e sofridos: 198. - Em contrapartida, Lito Vidigal não conseguiu que equipas lideradas por ele fizessem sequer um golo ao Benfica. Só apanhou os encarnados pela frente duas vezes e de ambas saiu vergado ao peso de um 0-3: aconteceu em Fevereiro de 2010 aos comandos da U. Leiria e em Dezembro de 2014, já no Belenenses. O primeiro confronto, que podia ter sido em Novembro de 2008, Lito evitou-o, demitindo-se do E. Amadora dias antes de uma receção ao Benfica, por ter salários em atraso. A equipa passou para as mãos de Lázaro Oliveira, que perdeu na Reboleira por 1-0. - Apesar de ter estado por vezes à frente de equipas na mesma divisão de Rui Vitória muito antes disso, Lito Vidigal só enfrentou o atual treinador do Benfica pela primeira vez em Abril de 2014, quando o seu Belenenses se impôs em casa ao V. Guimarães do ribatejano por 3-1. Desde então, houve mais três desafios entre os dois, sendo que ambos somam duas vitórias frente ao adversário deste domingo. O Belenenses de Lito ganhou ainda em Guimarães por 1-0 para a Liga em Fevereiro, mas o V. Guimarães de Rui Vitória tinha-se imposto em casa por 2-0 para a Taça da Liga quatro dias antes e tinha ganho no Restelo por 3-0 para a Liga em finais de Agosto de 2014. - O médio David Simão, do Arouca, tem dupla razão para considerar este jogo diferente. Primeiro, porque fez a formação no Benfica. Depois, porque chegou a ser jogador-talismã de Rui Vitória, atual técnico dos encarnados. Foi Vitória quem o acolheu no Fátima, no primeiro ano de sénior (2009/10), e quem depois o levou para a Liga principal quando lá chegou, estreando-o no Paços de Ferreira (2010/11), numa vitória frente ao Sporting (14 de Agosto de 2010). - É preciso recuar oito anos, até 18 de Agosto de 2007, para ver o Benfica perder pontos num jogo fora de casa que não tenha sido disputado no estádio do adversário. Foi no Bessa, terreno do Boavista, que os encarnados não foram além de um empate a uma bola com o Leixões, que nessa noite utilizava por empréstimo o relvado axadrezado. O empate foi fatal para Fernando Santos, atual seleccionador nacional, despedido da Luz dias depois. - Desde essa data, o Benfica já ganhou ao Monsanto em Torres Novas (Taça de Portugal, 6-0, em Outubro de 2009), ao Portimonense no Estádio do Algarve (Liga, 1-0, em Outubro de 2010), à U. Leiria na Marinha Grande (Liga, 4-0, em Janeiro de 2012), ao Olhanense no Estádio do Algarve (Liga, 3-2, em Dezembro de 2013) e a este mesmo Arouca em Aveiro (Liga, 2-0, em Abril de 2014). - Este será o terceiro jogo “em casa” que o Arouca faz fora do seu estádio na Liga, mudando-se para Aveiro. Nos dois anteriores, ambos na ponta final de 2013/14, a equipa ainda comandada por Pedro Emanuel perdeu com o Benfica por 2-0 e ganhou ao Gil Vicente por 1-0. - O único resultado útil que o Arouca conseguiu contra um grande foi ante o Benfica, mas na Luz, onde empatou a dois golos em Dezembro de 2013. Em casa perdeu os seis jogos feitos contra Benfica, FC Porto e Sporting, com a particularidade de ter estado em vantagem em três deles (duas vezes com o Sporting e uma com o Benfica) mas ter acabado por sucumbir. - Nuno Almeida, o árbitro deste Arouca-Benfica, esteve na festa do título encarnado na última época (4-1 ao Marítimo) e, com ele, o pior que aconteceu ao Benfica foi empatar em casa (3-3) com o Rio Ave, em Novembro de 2004, na primeira vez que ele apitou os encarnados. Desde essa altura, o Benfica ganhou os seis jogos que fez com ele na Liga. O árbitro algarvio só apitou o Arouca na Liga por duas vezes, ambas com o mesmo resultado: derrotas por 1-0 em Alvalade frente ao Sporting (há sensivelmente um ano) e em casa com o Belenenses (em Abril). Em ambos os jogos o árbitro assinalou um penalti contra o Arouca: Nani falhou o dos leões, Pelé converteu o dos azuis.
2015-08-21
LER MAIS

Artigo

1. Vitória justa do Sporting. O jogo foi dividido nalguns momentos, mas os leões foram mais fortes nas entradas da primeira e da segunda parte, criando aí as situações de perigo que justificaram a vantagem.2. A maior limitação do Benfica nem foi futebolística mas de atitude perante o jogo. A única altura em que o Benfica quis mandar no jogo foi quando se viu a perder e aí já era tarde. 3. Grande jogo de João Mário, o melhor em campo. Seguro na posse e no passe, com capacidade para queimar linhas com a bola nos pés foi a cola que os leões nem sempre tiveram para unir 11 jogadores que estavam em campo a 200 à hora.4. O golo de Carrillo até pode ser visto como algo fortuito, porque a bola raspou em Teo Gutierrez, mas nasce de um movimento bem feito da direita para o meio do ala leonino e da "ausência" de Talisca, a aposta mais falhada de Rui Vitória no jogo.5. Além de João Mário, os melhores do Sporting foram os atacantes, tanto pela forma como criaram desequilíbrios como sobretudo pela disponibilidade física que mostraram para pressionar a saída de bola do Benfica. Slimani nesse aspeto foi um monstro. Ruiz foi, ele sim, o cérebro.6. Rui Vitória apresentou um onze longe da estrutura que Jesus utilizava e com ideias muito diferentes: menos largura, menos profundidade, menos velocidade, mais ênfase na posse que a equipa não conseguiu controlar, porém. Mas quando quis ir atrás do resultado, o Benfica regressou ao 4x4x2 de Jesus, com Mitroglu a fazer de Lima, Fejsa a fazer de Samaris e John a fazer de Salvio.7. Lisandro fez um bom jogo, a mostrar que podia ter sido alternativa mais cedo. A seguir ao argentino, os melhores do Benfica foram Pizzi (foi um erro deixá-lo de fora) e Ola John, que carrilou sempre mais jogo que Gaitán.8. Nelson Semedo fez coisas boas e coisas menos boas. Deu profundidade à equipa no corredor direito, mas nalguns momentos acusou ansiedade e falta de experiência. Mas está ali jogador.9. Depois desta vitória, o Sporting vê caucionadas as mudanças que fez, mas tem desafios bem mais complicados pela frente no futuro próximo. O Benfica vê aumentar as dúvidas, mas resta-lhe crescer e acreditar no processo.10. Jorge Sousa teve dois erros graves no jogo. Anulou mal um golo a Teo Gutierrez na primeira parte e deixou passar em claro um penalti sobre Gaitán na segunda. Ninguém tem verdadeira legitimidade para se queixar, portanto.
2015-08-09
LER MAIS