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Último Passe

O Sporting vendeu cara a eliminação, deixou até uma boa imagem na BayArena, mas acabou por ceder nova derrota frente ao Leverkusen (3-1) e cair da Liga Europa. Jesus voltou a poupar jogadores nucleares, mas não foi por isso que os leões se deixaram bater: ao contrário do que aconteceu na semana passada, a equipa leonina surgiu personalizada, beneficiou de um maior relaxamento do adversário e teve situações de golo suficientes para seguir na competição. Não as concretizou, o que deixa a equipa numa situação de pressão total. É que, perdidas todas as competições a eliminar, só resta mesmo o campeonato, com onze jornadas de tudo ou nada para definir a primeira época de aposta total em Jesus. Bellarabi, que já tinha marcado o golo alemão em Alvalade, foi o homem da noite, fazendo os dois primeiros golos alemães, ainda por cima ambos em alturas em que os leões estavam melhor no campo. Pelo meio, Carlos Mané perdeu duas situações na cara do guarda-redes, que podiam ter relançado a eliminatória, ambas por excesso de altruísmo ou falta de confiança na finalização: procurou sempre um companheiro em vez de tentar o remate que se impunha. Pela velocidade que é capaz de meter nos últimos metros – é tão rápido como Gelson, mas mais objetivo – Mané causa desequilíbrios de forma constante, mas parece ter regressado da ausência prolongada no onze menos eficaz na finalização. Em Leverkusen, podia ter sido o parceiro ideal para João Mário, que fez uns excelentes 65 minutos como segundo ponta-de-lança, até ao segundo golo alemão, incluindo o golo que deu esperança na qualificação. E o jogo até tinha começado mal para os leões. O Leverkusen entrou forte, a querer marcar para colocar desde logo um ponto final na questão, pelo menos do ponto de vista emocional. Não o fez e o Sporting cresceu. Os leões assentaram o jogo, com João Mário a explorar sempre bem as costas dos dois laterais alemães e o correspondente movimento interior de Mané ou Bruno César a criar problemas na organização defensiva do Leverkusen. Foi quando o jogo estava assim que Bellarabi fez o 1-0, à meia-hora, a explorar uma deficiente transição defensiva dos leões. Mané perdeu o empate pouco depois, mas foi no lance seguinte um dos causadores do desequilíbrio que levou ao empate, feito por João Mário aos 38’. Com o empate, a vantagem anímica passou para a equipa portuguesa, que voltou a perder um golo cantado aos 57’, outra vez por Mané. O Leverkusen já não se expunha muito e Jesus começou a lançar as suas armas. Só que um minuto depois da entrada de Ruiz, surgiu o segundo golo de Bellarabi (aos 65’), um grande remate de fora da área, a entrar onde tinha de o fazer e a aninhar-se nas redes laterais. Jesus ainda chamou Slimani e Gelson, para tentar um segundo golo que reanimasse a questão, o argelino ainda viu Leno tirar-lhe a hipótese de empatar, com uma boa saída dos postes (aos 72’), mas o Sporting acabou aí. Çalhanoglu fez o 3-1 (aos 87’) e Jefferson ainda sacou uma bola de golo em cima da linha, evitando que o resultado assumisse outras proporções e permitindo à equipa, pelo menos, manter a face numa altura em que isso é muito importante. É que, segunda-feira, em Guimarães, joga o primeiro dos onze jogos com que vai acabar a época. E quando só lhe resta mesmo o campeonato, tem em cima a pressão de dar razão ao treinador nas poupanças que lhe custaram a carreira na Europa.
2016-02-25
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A tarefa que espera o Sporting é indubitavelmente muito complicada. Depois de terem perdido em Alvalade por 1-0 com o Leverkusen, os leões precisam de virar a eliminatória europeia no campo do adversário. A normalidade é isso não acontecer. Mas dentro da exceção o Sporting já o fez. Só o fez uma vez, mas foi precisamente na última das dez ocasiões em que se viu metido numa embrulhada destas: em 2010, ganhou em Copenhaga ao Brondby por 3-0, depois de ter sido batido em casa pela mesma equipa por 2-0. O Leverkusen, claro, é muito melhor equipa do que aquele Brondby, eliminado por um Sporting comandado por Paulo Sérgio e no qual jogaram Rui Patrício e João Pereira (este apenas no primeiro jogo, o da derrota em Alvalade). Os golos da reviravolta foram obtidos por Evaldo, mesmo a acabar a primeira parte, e depois por Nuno André Coelho e Yannick, este em cima do minuto 90, a impedir o prolongamento. É que na outra vez em que o Sporting esteve perto de consumar a reviravolta na eliminatória foi o prolongamento a impedi-lo. Aconteceu em 2002/03 a uma equipa do Sporting que acabara de ser campeã nacional. Na nova época, Bölöni debateu-se com a crise Jardel e viu fugir a Liga dos Campeões logo na pré-eliminatória, contra o Inter Milão. Restou-lhe tentar aceder à Taça UEFA, mas o 1-3 caseiro contra o Partizan deixava poucas esperanças. Ainda assim, os leões foram a Belgrado ganhar pelo mesmo resultado (3-1, com golos de Toñito, Kutuzov e Contreras), só que depois baquearam no prolongamento, no qual os sérvios estabeleceram o 3-3 final e sentenciaram a eliminação leonina. Nas dez ocasiões em que, antes do recente desaire com o Leverkusen, o Sporting perdeu uma primeira mão de uma eliminatória europeia em casa, o mais normal, de resto, é que perca também o segundo jogo. Assim aconteceu em 1958/59 contra o Standard Liège (2-3 em Alvalade e 0-3 na Bélgica), em 1978/79 com o Banik Ostrava (0-1, tanto em Lisboa como na Checoslováquia), em 1998/99 face ao Bologna (0-2 em casa e 1-2 em Itália) e, mais recentemente, em 2005/06 perante a Udinese (0-1 e 2-3) e em 2008/09 contra o Bayern Munique (0-5 e 1-7). Além da vitória e prémio de apuramento contra o Brondby em 2010/11 e do empate contra o Partizan, há a assinalar mais dois empates: Cardiff em 1964/65 (0-0 em Gales depois do 1-2 de Alvalade) e Real Sociedad em 1988/89 (0-0 em San Sebastian depois do 1-2 de Lisboa).   O Leverkusen perdeu os últimos dois jogos em casa: 1-3 com o Werder Bremen nos quartos-de-final da Taça da Alemanha e 0-1 com o Borussia Dortmund na Bundesliga. Em jogos internacionais, no entanto, a equipa de Roger Schmidt defende uma invencibilidade caseira que já data de Novembro de 2014. O último a ganhar ali foi o Mónaco de Leonardo Jardim (ex-treinador do Sporting), que venceu na BayArena por 1-0 na fase de grupos da Liga dos Campeões da época passada. Depois disso, já por lá passaram sem ganhar Atlético Madrid (1-0), Lazio (3-0), Bate Borisov (4-1), Roma (4-4) e Barcelona (1-1).   O Sporting, por sua vez, ganhou os últimos três jogos fora: 3-1 ao Paços de Ferreira na Liga, 1-0 ao Arouca na Taça da Liga e 4-0 ao Nacional na Liga. Tem ainda pelo seu lado o facto de ter interrompido em Novembro, na última saída europeia, em Moscovo (4-2 ao Lokomotiv) uma série de 17 jogos europeus seguidos sem vitórias fora de Portugal.   O Sporting nunca ganhou ao Leverkusen, em cinco partidas entre os dois clubes. O máximo que os portugueses conseguiram foi um empate a zero em Alvalade, em Novembro de 2000, na fase de grupos da Liga dos Campeões. Antes disso, tinham perdido por 3-2 na Alemanha. E na Champions de 1997/98 perderam ambos os jogos: 2-0 em Alvalade e 4-1 em Leverkusen. Por fim, há uma semana, foram batidos (0-1) em Alvalade, na primeira mão desta eliminatória.   De resto, os leões têm um saldo amplamente negativo em jogos contra equipas alemãs, tendo ganho apenas dois de 23 jogos: 1-0 ao Hertha de Berlim em Outubro de 2009 e 4-2 ao Schalke em Novembro de 2014, sempre em Lisboa. Até aqui, nunca o Sporting ganhou um jogo na Alemanha. A última vez que lá perdeu foi contra o Wolfsburg, em Fevereiro de 2015: os donos da casa impuseram-se por 2-0 e defenderam essa vantagem na segunda mão dos 16 avos de final da Liga Europa em Lisboa.   O Leverkusen, por sua vez, tem saldo positivo contra adversários portugueses, pois venceu seis de 15 partidas, perdendo cinco e empatando as outras quatro. Curiosamente, quatro dessas seis vitórias foram contra o Sporting, sendo as outras frente à U. Leiria (3-1, em Setembro de 2007) e ao Benfica de Jorge Jesus (3-1 em Outubro de 2014).   Na última vez que o Leverkusen esteve nos 16 avos de final da Liga Europa, perdeu o jogo em casa, contra o Benfica, que era treinado por Jorge Jesus. Foi a 14 de Fevereiro de 2013 e o Benfica ganhou por 1-0, com golo de Cardozo. Os encarnados voltaram depois a impor-se na segunda mão, na Luz, por 2-1.   Rui Patrício fará o 73º jogo pelo Sporting nas competições europeias, tornando-se o jogador com mais partidas da UEFA na história do clube lisboeta. Não é, ainda assim, o mais experiente, pois se contarmos os jogos feitos por outras equipas, João Pereira já soma 83 jogos europeus.   O lateral sportinguista João Pereira, aliás, faz 32 anos no dia do jogo. Já jogou na Alemanha, na parte final da época passada, pelo Hannover, mas nunca defrontou o Leverkusen enquanto por lá esteve.  
2016-02-24
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Último Passe

Um Sporting muito abaixo do exigível comprometeu seriamente a continuidade na Liga Europa, ao perder em casa com o Leverkusen, por 1-0, numa noite em que Jesus até foi parco nas poupanças, mas na qual a equipa se mostrou demasiado descontraída e sempre incapaz de meter em campo combinações ofensivas e de criar situações de perigo. Como resultado, os leões foram submetidos durante quase todo o jogo à superioridade dos alemães. O 0-1 foi mesmo um resultado lisonjeiro para a equipa portuguesa, que viu os alemães desperdiçarem as melhores ocasiões para ampliar a marca, incluindo um remate de Bellarabi ao poste a quatro minutos do fim, e podia bem ter ido para casa com a eliminatória resolvida e sem o dilema acrescido acerca do que fazer na segunda mão: poupar ou arriscar para tentar virar. Desta vez, nem a poupança de titulares ou a prioridade à Liga portuguesa serve de justificação para o que se viu em campo. Jesus entrou em campo com a melhor equipa possível, exceção feita às poupanças de Adrien e Slimani, que foram substituídos por Aquilani e Teo Gutièrrez e entraram apenas a meia-hora do fim. Ainda assim, desde cedo se percebeu que o Leverkusen mandava no campo, fruto da superioridade no corredor central, não só em números, pois Mané estava sempre mais perto de Gutièrrez do que dos dois médios, mas também em vigor físico, uma vez que Kramer e Brandt impunham a sua força a William e Aquilani e empurravam a equipa para a frente. O jogo corria pouco fluído, muito à base de ressaltos, e ainda nem tinha tido muitas situações de golo (só um cabeceamento de Toprak por cima e um remate de Jefferson defendido por Leno) quando Bellarabi aproveitou um cruzamento de Jedvaj e a desatenção de Coates e João Pereira para surgir ao segundo poste a emendar para o 0-1. Jesus não mexeu, nem sequer ao intervalo, obedecendo impassível ao plano de jogo previamente desenhado. O desafio pedia um flanqueador como Gelson, pedia a intensidade de Adrien e a profundidade de Slimani, mas se o primeiro não chegou a entrar, os outros dois subiram ao relvado apenas aos 60’, fazendo com que o melhor que se viu dos leões tenham sido as iniciativas individuais de Ruiz e Mané. Quando Adrien e Slimani entraram, já Mehmedi tinha obrigado Rui Patrício a empenhar-se para evitar o 0-2. E antes de as substituições se refletirem no jogo, Ruben Semedo fez-se expulsar com segundo amarelo, acabando de matar as esperanças na reviravolta. Até final, com William Carvalho a defesa-central ao lado de Ewerton, que pouco antes substituíra Coates, o Sporting não chegou sequer a mostrar os dentes. A melhor ocasião de golo ainda pertenceu aos alemães, num remate de Bellarabi ao poste, mas o 0-1 já não se alterou. O que deixa os responsáveis leoninos ante um dilema: o que fazer na segunda mão? É que se as perspetivas de seguir em frente são agora menores, há ainda a somar a tudo isso a certeza de que o jogo de campeonato que se segue à viagem a Leverkusen (visita a Guimarães) pede muito mais poupança do que o próximo (receção ao Boavista).ruiz
2016-02-18
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William Carvalho pode fazer contra o Leverkusen o 100º jogo com a camisola do Sporting. Dias depois de ter renovado contrato com os leões, quando parece estar a recuperar de uma notória baixa de forma, o médio parte para uma ponta final de época em que tem de pedalar para assegurar um lugar na convocatória de Fernando Santos para a fase final do Europeu – e nada como jogos internacionais para convencer o selecionador. Dos 99 jogos de William pelo Sporting desde que se estreou, a 3 de Abril de 2011, entrando a um minuto do fim para o lugar de Matías Fernández num jogo em Guimarães – e nessa noite ainda viu o Vitória estabelecer o empate a uma bola, com um golo de João Paulo – só dez foram para as competições europeias. Com ele a jogar na Europa, o Sporting ganhou quatro vezes, empatou três e perdeu outras três, a última das quais em Londres, contra o Chelsea (3-1), em Dezembro de 2014. Desde então, William esteve no empate caseiro com o Wolfsburg (0-0), no empate com o Besiktas em Istambul (1-1) e nas vitórias caseiras contra o Skenderbeu (5-1) e o Besiktas (3-1). A maior porção dos 99 jogos de William pelo Sporting aconteceu, naturalmente, na Liga portuguesa- São 76 jogos, nos quais o médio marcou seis dos seus sete golos. O sétimo apareceu na edição deste ano da Taça de Portugal, no jogo em que os leões foram eliminados pelo Sp. Braga (3-4). Na Taça de Portugal, para cuja conquista contribuiu na época passada, William fez nove partidas (e esse golo), somando ainda quatro desafios na Taça da Liga.   O Sporting defende uma série de 14 jogos seguidos (em todas as competições) sem perder em casa, desde que foi batido em Alvalade pelo Lokomotiv Moscovo (3-1), em Setembro, na abertura da fase de grupos desta mesma Liga Europa. Conseguiu depois onze vitórias seguidas mas tem vindo a afrouxar e já empatou duas das últimas três partidas: 2-2 com o Tondela e 0-0 com o Rio Ave. Além disso, sofreu golos em seis dos últimos oito jogos em casa, pois desde o início de Dezembro só o FC Porto e o Rio Ave ali ficaram em branco.   Também o Leverkusen tem tendência para marcar golos fora de casa, pois não fica em branco desde um 0-0 em visita ao Hamburger, em meados de Outubro. Daí para cá, ganhou cinco vezes, ganhou duas e perdeu três, mas com um aspeto em comum: marcou sempre golos.   Bryan Ruiz marcou nas duas últimas partidas europeias do Sporting, fazendo sempre o segundo golo da equipa portuguesa, na altura a consumar a reviravolta no marcador. Marcou o 2-1 em Moscovo, ao Lokomotiv, depois de Maicon ter adiantado os russos e Montero ter empatado e depois voltou a marcar o 2-1 em casa ao Besiktas depois de Mario Gomez ter feito o 0-1 e Slimani ter empatado.   O Sporting ganhou as últimas duas partidas caseiras nas competições europeias: 5-1 ao Skenderbeu e 3-1 ao Besiktas. Antes, foi batido (3-1) pelo Lokomotiv Moscovo. Já o Leverkusen vem com seis jogos europeus fora de casa consecutivos sem ganhar, desde que foi vencer o Zenit em São Petersburgo (2-1) em Novembro de 2014. Depois disso, empatou com o Benfica (0-0), perdeu com o Atlético Madrid (1-0), com a Lazio (1-0), com o Barcelona (2-1), com a Roma (3-2) e empatou com o Bate Borisov (1-1).   Se contarmos todos os jogos europeus, o Leverkusen chega a Lisboa com cinco partidas seguidas sem vitória, desde que ganhou em casa ao Bate Borisov (4-1), a 16 de Setembro: 1-2 em Barcelona, 4-4 com a Roma em casa, 2-3 em Roma, 1-1 no terreno do Bate Borisov e 1-1 com o Barcelona na Bay Arena. O Sporting, por sua vez, ganhou duas partidas após a escandalosa derrota (0-3) com o Skenderbeu em Elbasan: 4-2 ao Lokomotiv em Moscovo e 3-1 ao Besiktas em Alvalade.   Apesar de a última visita do Leverkusen a Lisboa – e para enfrentar uma equipa de Jorge Jesus, na ocasião o Benfica – ter acabado num empate a zero, a tendência das duas equipas nos jogos europeus é a de participarem em jogos com muitos golos. Ambas as equipas marcaram esta época nos três jogos do Sporting em Alvalade na Liga Europa (1-3, 5-1 e 3-1), bem como nos três jogos do Leverkusen fora da Alemanha na Champions (2-1, 3-2 e 1-1).   O Sporting nunca ganhou ao Leverkusen, em quatro partidas entre aos dois clubes. O máximo que os portugueses conseguiram foi um empate a zero em Alvalade, em Novembro de 2000, na fase de grupos da Liga dos Campeões. Antes disso, tinha perdido por 3-2 na Alemanha. E na Champions de 1997/98 perdeu ambos os jogos: 2-0 em Alvalade e 4-1 em Leverkusen.   De resto, os leões têm um saldo amplamente negativo em jogos contra equipas alemãs, tendo ganho apenas dois de 22 jogos: 1-0 ao Hertha de Berlim em Outubro de 2009 e 4-2 ao Schalke em Novembro de 2014. A última equipa alemã a ganhar ao Sporting em Alvalade foi o Bayern, em Fevereiro de 2009, mas fê-lo com estrondo: 5-0.   O Leverkusen tem saldo neutro contra adversários portugueses, pois venceu cinco de 14 partidas, perdendo outras cinco. Curiosamente, três dessas cinco vitórias foram contra o Sporting, sendo as outras frente à U. Leiria (3-1, em Setembro de 2007) e ao Benfica de Jorge Jesus (3-1 em Outubro de 2014).
2016-02-18
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