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Islam Slimani voltou a resolver um jogo do Sporting, marcando os dois golos dos leões na vitória (2-1) frente ao Estoril, na Amoreira. Com os dois golos de sábado, o argelino aumentou a sua conta de leão ao peito para 49, ultrapassando Acosta e Oceano, que concluíram as passagens por Alvalade com 48, e igualando Paulinho Cascavel, ainda que em menos sete jogos (de 101 para 108). À frente de Slimani, que é agora o 34º maior goleador da história do Sporting, estão agora Sá Pinto e Hugo, ambos com 50 golos marcados.   Slimani interrompeu, além disso, o seu maior jejum de golos desta época. Estava em branco há cinco jogos, pois após o bis frente ao Nacional, na Choupana, a 13 de Fevereiro, não marcou nos dois jogos com o Leverkusen (nos quais foi suplente utilizado), nem nas partidas com Boavista, V. Guimarães e Benfica. O argelino não passava cinco jogos seguidos sem marcar desde Dezembro de 2014, quando ficou em branco face a Boavista, Chelsea, Moreirense, Vizela e Nacional, interrompendo a série negra a 3 de Janeiro de 2015, com um golo ao… Estoril.   Os últimos seis golos de Slimani aconteceram fora de Alvalade e sempre aos pares. Depois de ter marcado no empate a duas bolas com o Tondela, no seu estádio, a 15 de Janeiro, o avançado do Sporting só festejou longe de casa, bisando contra o Paços de Ferreira, o Nacional e agora o Estoril.   Outro jogador com a pontaria afinada foi Leo Bonatini, que marcou o golo do Estoril, dando início ao período de reação da equipa da casa, a 11 minutos do final. O avançado brasileiro, que esta época já tinha marcado ao Benfica, mas que ficou em branco nas duas partidas contra o FC Porto, fez golo pela terceira jornada consecutiva, pois vinha de um hat-trick ao V. Setúbal e de um golo ao Rio Ave. Foi a primeira vez que Bonatini marcou em três jornadas seguidas do campeonato.   Rui Patrício, guarda-redes do Sporting, fez o 254º jogo na baliza dos leões a contar para a Liga, superando Azevedo, que atuou em 253 partidas de campeonato. O único guarda-redes com mais jogos na baliza leonina na principal prova nacional passa agora a ser Vítor Damas, que esteve em 332. Patrício precisará pelo menos de mais três épocas para o alcançar.   Bruno César, que até começou a época no Estoril e defrontou o Sporting no jogo da primeira volta com a camisola canarinha, somou a 50ª presença em jogos de campeonato, a oitava pelo Sporting. A estas oito, nas quais fez três golos, o brasileiro junta dez pelo Estoril (com um golo) e 32 no Benfica (com dez golos).   Bryan Ruiz, que fez o cruzamento para o segundo golo de Slimani, assinou a sétima assistência na Liga, não sendo, ainda assim, o melhor entre os leões neste capítulo. É que João Mário tem oito passes decisivos.   Ganhando ao Estoril, o Sporting chegou aos 62 pontos, ainda acima dos 56 que tinha à 26ª jornada da época passada ou dos 60 que somava na mesma fase da Liga de há dois anos. Esta ainda é a maior pontuação do Sporting em 26 jornadas desde que a vitória vale três pontos, superando os 61 feitos pela equipa de Fernando Santos em 2003/04. Para se encontrar melhor entre os leões há que recuar à formação que foi campeã nacional em 1979/80 e que chegou à 26ª jornada com 21 vitórias, três empates e duas derrotas, que pelas atuais regras de pontuação corresponderiam a 65 pontos.   Apesar do golo sofrido, os leões continuam a ter a melhor defesa do campeonato, com 16 golos sofridos. Esta é a melhor performance defensiva de uma equipa do Sporting desde 2006/07, quando os comandados de Paulo Bento chegaram à 26ª jornada com apenas 13 golos sofridos.
2016-03-15
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Último Passe

O Sporting respondeu da melhor maneira à derrota no dérbi e venceu no Estoril, por 2-1, com uma exibição que começou por ser de controlo total, corporizada em dois golos de Slimani ainda na primeira parte, mas que acabou em sofrimento, depois de Leo Bonatini ter recolocado os estorilistas no jogo, marcando e lançando o descontrolo na equipa verde-branca ante o futebol mais direto dos donos da casa. Depois de várias oportunidades perdidas para matar o jogo, os leões viram Rui Patrício segurar os três pontos num cabeceamento de Michael, mesmo em cima do apito final da partida e regressaram à liderança da Liga, ainda que à condição, pois o Benfica só joga na segunda-feira. Os leões voltaram ao 4x4x2 com dois avançados de área, juntando Teo Gutièrrez a Slimani no meio e voltando a desviar Ruiz para um dos corredores laterais, e isso, somado a uma primeira parte hiperativa de Schelotto na direita, permitiu-lhes voltar a ganhar a profundidade e a presença na frente que raramente mostram quando o costa-riquenho parte do corredor central, não deixando de ter controlo da partida e ocupação permanente do meio, fruto das constantes diagonais para dentro de Ruiz e João Mário. O Estoril, por sua vez, colocava o alto Mendy à frente de Bonatini, de forma a encontrar espaço para o que é indiscutivelmente o melhor jogador da equipa, num futebol mais direto. A aposta de Fabiano Soares, porém, não surtiu efeito, porque com melhor ocupação dos espaços ao meio, a equipa de Jesus voltou a encontrar o seu futebol triangulado e a esconder a bola ao adversário. O Estoril teve até o primeiro remate da partida, pelo lateral Anderson Luís, logo no primeiro minuto, mas a partir daí foi impotente para impedir o Sporting de se instalar no seu meio-campo. E após dois ou três lances de envolvimento pela direita, os leões marcaram mesmo, aos 5’, num belo trabalho de Slimani, a mudar de um pé para o outro antes de rematar ao ângulo da baliza de Kieszek. O segundo golo não surgiu aos 26’, quando Slimani serviu Ruiz de calcanhar mas este chutou ao lado, em boa posição, e acabou por aparecer mesmo no final do primeiro tempo, quando os dois protagonistas inverteram os papéis: Ruiz cruzou largo da esquerda e Slimani ganhou no ar de forma a fazer o 0-2. O jogo parecia resolvido, mas ainda havia 45 minutos pela frente. E com a nuance de o Sporting ter diminuído a intensidade e a concentração no regresso dos balneários, colocando-se à mercê dos donos da casa. Rui Patrício negou o golo a Mendy logo aos 50’, quando este lhe apareceu na cara, mas o Estoril nem aproveitou esse lance para crescer por aí além e foi o Sporting quem, mesmo com menos bola, continuou a ter as melhores ocasiões para marcar. Slimani e João Mário falharam o terceiro e, quando Leo Bonatini aproveitou a má colocação de Schelotto num canto para, em posição regular, fazer o 1-2, a 11 minutos do fim, o Estoril acordou e o Sporting tremeu. Os canarinhos passaram a abusar do futebol direto e a jogar no meio-campo leonino e podiam até ter empatado, no tal lance de Michael, aos 90+3’. Só que Patrício voltou a defender e a assegurar a justa vitória dos leões.
2016-03-12
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Stats

O Sporting chega ao Estoril pressionado, entrando pela primeira vez numa ronda a ter de olhar para cima na tabela desde a 15ª jornada, após a derrota na Choupana com o U. Madeira. A equipa de Jorge Jesus enfrenta, além disso, a necessidade de interromper a pior série de resultados da época, pois somou pela primeira vez três jogos seguidos sem ganhar: 1-3 em Leverkusen, na despedida da Liga Europa, 0-0 em Guimarães e 0-1 com o Benfica em Alvalade. Desde Fevereiro e Março do ano passado que os leões não passavam três jogos seguidos sem ganhar, mas para se encontrarem os quatro a que a série ascenderá caso o Sporting não ganhe no Estoril é preciso recuar à época negra de 2012/13. Nesse ano, que culminou com a não qualificação para as competições europeias, o Sporting chegou a estar oito jogos seguidos sem ganhar (entre um 2-1 ao Gil Vicente em Setembro de 2012 e um 1-0 ao Sp. Braga em Novembro). A última sequência de mais de três jogos seguidos sem vitória, no entanto, data de Dezembro de 2012/Janeiro de 2013 e ficou marcada a meio pela saída de Frankie Vercauteren e a entrada de Jesualdo Ferreira para o comando técnico. Após ganharem por 2-1 ao Videoton, no adeus à Europa, a 7 de Dezembro de 2012, ainda com o belga aos comandos, os leões perderam em casa com o Benfica (1-3), empataram nos terrenos do Nacional (1-1) e do Marítimo (2-2, este para a Taça da Liga), foram batidos fora pelo Rio Ave (3-0, também para a Taça da Liga) e em casa pelo Paços de Ferreira (1-0, no jogo que ditou o afastamento de Vercauteren). A série negra foi interrompida ao sexto jogo, numa vitória caseira frente ao mesmo Paços de Ferreira (1-0, para a Taça da Liga), já com Jesualdo Ferreira à frente da equipa. Desde então, foram ainda assim várias as séries de três jogos seguidos sem ganhar da equipa do Sporting, mas todas elas interrompidas à quarta partida. Aconteceu com Jesualdo por duas vezes, ainda nessa época, uma com Leonardo Jardim em 2013/14, e três com Marco Silva em 2014/15. A última destas séries terminou há precisamente um ano, com uma vitória por 3-2, em casa, frente ao Penafiel, a 9 de Março de 2015, depois do empate frente ao Wolfsburg (0-0, na despedida da Liga Europa), da derrota frente ao FC Porto (0-3) e de novo empate, ante o Nacional (2-2, nas meias-finais da Taça de Portugal).   Além dos jogos sem ganhar, o Sporting de Jesus somou também a primeira série de duas partidas seguidas sem marcar golos. O zero no ataque foi comum ao empate em Guimarães (0-0) e à derrota caseira com o Benfica (0-1). Há um ano que os leões não ficavam dois jogos seguidos em branco: desde o 0-0 com o Wolfsburg (26 de Fevereiro de 2015) e do 0-3 com o FC Porto (1 de Março de 2015). Para se encontrarem três jogos seguidos sem marcar já é preciso recuar a Dezembro de 2013/Janeiro de 2014, quando os leões juntaram três empates a zero sucessivos. Com a curiosidade de o terceiro ter sido no palco do jogo de hoje: após os 0-0 com o Nacional e o FC Porto, a equipa de Leonardo Jardim empatou a zero no Estoril, para a Taça da Liga.   Depois de uma fase menos boa, som seis derrotas em dez jogos, o Estoril parece estar a acertar agulhas, pois ganhou três das últimas quatro partidas: 2-1 ao Tondela e 3-0 ao V. Setúbal em casa e 3-1 ao Rio Ave em Vila do Conde. Desde a derrota em Braga, a 8 de Fevereiro, os estorilistas marcaram pelo menos um golo em todos os jogos-   O avançado estorilista Leo Bonatini interrompeu nas últimas duas jornadas um jejum de golos que já durava desde que, a 16 de Janeiro, fez um golo ao Benfica na Amoreira. Depois do hat-trick ao V. Setúbal, na 24ª jornada, marcou também na vitória frente ao Rio Ave, na 25ª. Se marcar ao Sporting completa três jornadas seguidas sempre a marcar, igualando o seu melhor registo desta época, que foram golos em jornadas seguidas a Sp. Braga, Tondela e U. Madeira, na primeira volta.   Por sua vez, o avançado sportinguista Slimani não marca golos há cinco jogos, na que já é a sua pior sequência da época. Após o bis ao Nacional, a 13 de Fevereiro, ficou em branco nos dois jogos contra o Leverkusen (que jogou como suplente utilizado), bem como nas partidas com Boavista, V. Guimarães e Benfica. A última série de cinco jogos seguidos sem marcar de Slimani aconteceu em Dezembro de 2014 (Boavista, Chelsea, Moreirense, Vizela e Nacional) e foi interrompida precisamente contra o Estoril, a 3 de Janeiro de 2015, numa vitória leonina por 3-0, em Alvalade.   Depois de uma primeira volta sem marcar aos grandes (0-4 na Luz, 0-2 no Dragão e 0-1 em Alvalade), o Estoril marcou primeiro nos jogos com o Benfica e o FC Porto no seu estádio, mas perdeu ambas as partidas. Contra o Benfica Bonatini fez o 1-0 aos 12’, mas Mitroglou e Pizzi viraram para 1-2. Frente ao FC Porto, Diego Carlos abriu o ativo logo aos 3’, mas Aboubakar, Danilo e André André viraram para o 1-3 final.   O Estoril vem assim numa sequência de cinco jogos seguidos sem pontuar frente aos grandes na Liga. Igualou a sequência de 2004/05: após um empate a duas bolas com o FC Porto no Dragão logo à terceira jornada, perdeu as outras cinco partidas com os três grandes, numa época que culminou com a despromoção. A série foi interrompida com um empate frente ao Sporting (2-2), em Alvalade, em Setembro de 2012, o ano do regresso da equipa da Linha à I Divisão.   Para se encontrarem mais de cinco jogos seguidos do Estoril sem pontuar frente aos grandes é preciso recuar ao início da década de 80, quando após um empate com o FC Porto na Amoreira (0-0 em Novembro de 1979), a equipa canarinha perdeu de enfiada contra o Sporting (0-1 em Janeiro de 1980), Benfica (0-2, em Março de 1980), FC Porto (0-3, em Abril de 1980), Benfica (0-3, em Setembro de 1981, após a despromoção e o regresso), FC Porto (0-1, em Dezembro de 1981) e Sporting (3-2, em Dezembro de 1981). Essa série foi interrompida com um empate a zero frente ao Benfica, em casa, a 7 de Março de 1982.   Este é apenas o segundo confronto entre Jorge Jesus e Fabiano Soares. O primeiro foi no jogo da primeira volta, com sucesso do Sporting de Jesus, em Alvalade, por 1-0. Mas se Fabiano pode alegar que o Sporting foi o único grande ao qual conseguiu tirar pontos como treinador (empate a um golo na Amoreira, em Maio do ano passado) e que Jesus até já começou a perder um campeonato contra o Estoril (empate a uma bola, na Luz, em Maio de 2013, deixando o Benfica à mercê do FC Porto), o treinador do Sporting também pode apresentar um currículo invejável em visitas ao Estoril, onde ganhou sempre como treinador do Benfica.   O sportinguista Bruno César começou a época no Estoril, tendo alinhado durante os 90 minutos na derrota dos canarinhos em Alvalade, a 31 de Outubro de 2015.   O Sporting não ganhou nenhuma das quatro últimas partidas no Estoril. A última vitória leonina ali foi a 16 de Outubro de 2010, em jogo da Taça de Portugal (2-1, de virada, com golos de Liedson e Postiga, depois de Alex Afonso ter aberto o ativo para os donos da casa). Dos 28 jogadores que subiram ao relvado nessa tarde, restam nas duas equipas os laterais direitos Anderson Luís (Estoril) e João Pereira (Sporting). Jefferson, que atualmente joga no Sporting, alinhou então pelos canarinhos.   Depois desse jogo, o Sporting perdeu duas vezes (2-1 para a Taça da Liga em Janeiro de 2011 e 3-1 para a Liga em Fevereiro de 2013) e empatou outras duas (0-0 em Janeiro de 2014 e 1-1 em Maio de 2015, sempre para a Liga) no António Coimbra da Mota. Aliás, três das cinco vitórias que o Estoril obteve contra o Sporting em toda a sua história aconteceram nos últimos seis anos. Até então, os canarinhos só tinham ganho duas vezes aos leões: em Fevereiro de 1976 para o campeonato nacional e em Outubro de 1945 no regional de Lisboa.
2016-03-12
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Stats

O FC Porto desloca-se ao Estoril na sequência de três derrotas consecutivas como visitante e com a obrigatoriedade de vencer, para manter a pressão sobre Benfica e Sporting, que ocupam os dois primeiros lugares da tabela classificativa da Liga. Se em 2013/14 estiveram seis saídas seguidas sem ganhar, é preciso recuar muito mais, até 2005, para se encontrar uma equipa do FC Porto que tenha perdido três jogos consecutivos como visitante. Agora é preciso evitar o quarto, que os dragões não conhecem desde 1985. Depois das vitórias frente ao Boavista para a Liga (5-0) e para a Taça de Portugal (1-0), ainda com Rui Barros aos comandos, o FC Porto perdeu as três deslocações que se seguiram: 1-0 com o Vitória em Guimarães, o mesmo resultado com o Famalicão e 2-0 com o Feirense, este último desafio já com José Peseiro no banco a liderar a equipa. Começam por ser preocupantes as dificuldades que os dragões têm encontrado para fazer golos fora do seu estádio, pois são já três jogos seguidos a zero. Mas mais negro se torna o panorama quando se percebe que é preciso recuar mais de dez anos para se encontrar uma série tão negra. Em Março e Abril de 2005, a época horrível que se seguiu à saída de José Mourinho, o FC Porto perdeu consecutivamente em Milão com o Inter (3-1), em Alvalade com o Sporting (2-0) e no Bessa com o Boavista (1-0), reagindo ao quarto jogo, no qual foi ganhar ao Beira Mar em Aveiro por 1-0, com golo de Quaresma ao minuto 89. Para se encontrar uma série de quatro deslocações seguidas com derrota é preciso ir muito mais atrás, a Novembro e Dezembro de 1985, quando a equipa dirigida por Artur Jorge perdeu consecutivamente com Benfica (1-0), Portimonense (1-0), V. Guimarães (2-1) e Sp. Covilhã (2-0). Desde então, a equipa portista já teve várias situações de duas derrotas seguidas fora de casa, mas conseguiu sempre pontuar à terceira partida. Foi o caso de 2013/14, em que esta situação se repetiu por três vezes. Às derrotas frente a Académica (1-0) e Atlético Madrid (2-0) seguiu-se uma vitória ante o Rio Ave (3-1). Depois, na sequência dos insucessos com o Benfica (2-0) e Marítimo (1-0) apareceu uma vitória no terreno do Gil Vicente (2-1). Por fim, quando o FC Porto perdeu frente ao Nacional (2-1) e ao Sevilha (4-1), foi o Sp. Braga a pagar as favas (3-1). De 2013/14 vem também a última série de três deslocações seguidas sem que o FC Porto tenha conseguido marcar golos – mas também aí a equipa reagiu ao quarto jogo: após um empate a zero com o Sporting em Alvalade e as derrotas nos terrenos de Benfica (2-0) e Marítimo (1-0), ganhou a tal partida ao Gil Vicente, graças a um bis de Varela (2-1).   - Desde Dezembro, o Estoril tem sempre alternado resultados nos jogos em casa: ora ganha, ora cede pontos. Após o empate com o Nacional (1-1, a 6 de Dezembro), venceu o Penafiel (1-0, a 16). Depois perdeu com o V. Guimarães (1-0, a 19) e ganhou ao Belenenses (2-0, a 10 de Janeiro). Por fim, perdeu com o Benfica (2-1, a 16) e recebe agora o FC Porto.   - À exceção do jogo com o V. Guimarães, Leo Bonatini fez golos em todos os desafios do Estoril em casa desde o empate com o Rio Ave, a 24 de Outubro. Marcou à Académica (1-1), Nacional (1-1), Penafiel (1-0), Belenenses (2-0) e Benfica (1-2).   - Será a primeira vez que Fabiano Soares e José Peseiro se defrontam como treinadores. O técnico do Estoril perdeu até aqui sempre que defrontou o FC Porto, equipa que foi a primeira a derrotá-lo na qualidade de treinador principal e à qual nunca fez um golo: perdeu por 5-0 na época passada e por 2-0 esta temporada, sempre no Dragão.   - Peseiro, por sua vez, perdeu na última vez que levou uma equipa ao Estoril (2-1, com o Sp. Braga, em 2013), mas arrancou ali para uma série de bons resultados na sua passagem pelo Sporting. Após um início difícil e quatro jogos seguidos sem ganhar, os leões venceram no Estoril por 4-1, em Outubro de 2004, encetando uma recuperação que os levaria ao topo da Liga.   - Matheus estreou-se pelo Estoril a jogar contra o FC Porto, a 6 de Abril do ano passado. Fabiano Soares fê-lo entrar para o lugar de Filipe Gonçalves a 15 minutos do fim de um jogo que os canarinhos já perdiam por 4-0 e que acabou com 5-0 para os dragões.   - O lateral Mano pode fazer o jogo 100 pelo Estoril, depois de se ter estreado a 13 de Setembro de 2012, com uma vitória por 1-0 na Taça da Liga, frente ao U. Madeira. Dos 99 em que já atuou, 73 foram na Liga portuguesa, 10 na Liga Europa, oito na Taça de Portugal e outros oito na Taça da Liga. Ainda não fez um único golo com a camisola amarela.   - O FC Porto ganhou os últimos dois jogos ao Estoril, ambos sem sofrer golos, mas já não vence na Amoreira desde Outubro de 2012, tendo entretanto empatado ali por três vezes, todas com o mesmo resultado: 2-2. A última vitória dos dragões no Estoril foi para a Liga e teve Vítor Pereira como treinador, tendo acontecido de virada, graças a golos de Varela e Jackson Martínez, depois de Steven Vitória ter adiantado os canarinhos.   - Nos três últimos jogos jogados entre o Estoril e o FC Porto no António Coimbra da Mota, todos eles terminados com um empate a dois golos, os estorilistas tiveram sempre um penalti a favor. Converteram-nos Steven Vitória (Taça da Liga, em Dezembro de 2012), Evandro (Liga, em Setembro de 2013) e Tozé (Liga, em Novembro de 2014). Em dois destes três jogos, o FC Porto só chegou ao empate em período de descontos, com golos de João Moutinho e Oliver Torres.   - A última vitória do Estoril sobre o FC Porto foi no Dragão, em Fevereiro de 2014, e também resultou de um penalti, na altura convertido por Evandro no 1-0 final. Em casa, o Estoril não ganha ao FC Porto desde Janeiro de 1979, altura em que a equipa canarinha era a “besta negra” do FC Porto de Pedroto, que esteve sem ganhar ali de 1975 a 1988. Nessa tarde, marcaram Vitinha, Marinho e Fonseca, todos nos últimos 10 minutos, para um 3-0 que eliminou os dragões da Taça de Portugal.
2016-01-29
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- Ao ganhar ao Estoril por 2-1, depois de ter estado a perder (1-0 ao intervalo), o Benfica conseguiu a terceira reviravolta da época. A primeira tinha acontecido contra o Moreirense, no Estádio da Luz, em Agosto, num jogo que os encarnados estiveram a perder por 1-0 e ganharam por 3-2. E a segunda em Madrid, na Liga dos Campeões, em Setembro, quando viraram de 0-1 para 2-1 contra o Atlético. O Benfica não conseguia virar um jogo da Liga portuguesa fora de casa desde Março do ano passado, quando ganhou por 3-1 em Arouca depois de estar a perder por 1-0.   - O Benfica obteve ainda a sexta vitória consecutiva, depois do empate a zero contra o U. Madeira, a 15 de Dezembro. Iguala assim a série de seis vitória conseguidas entre Fevereiro e Março de 2015. Para se encontrar uma série maior é preciso ir às sete que a equipa somou entre Dezembro de 2014 e Janeiro de 2015.   - Ganhando o jogo de abertura da segunda volta, quando na época passada o tinham perdido (1-0 em Paços de Ferreira), os encarnados diminuíram a distância pontual que os separa da equipa que foi campeã em 2014/15. Essa equipa tinha 46 pontos à 18ª jornada, enquanto que a atual soma 43.   - Em contrapartida, os 47 golos que o Benfica fez nas primeiras 18 jornadas, e que lhe permitem continuar a ser o ataque mais realizador da competição, correspondem ao ano de melhor produção atacante da equipa encarnada desde 2009/10. Nessa época, a primeira de Jesus, o Benfica tinha feito mais um golo: 48 em 18 jornadas.   - Ao perder, o Estoril confirmou que este está a ser o seu pior meio-campeonato desde que voltou à Liga. Continua com 20 pontos em 18 jogos, menos cinco do que tinha há um ano, com José Couceiro aos comandos. Com Marco Silva, os canarinhos somavam 30 pontos em 2013/14 e 22 em 2012/13. Para encontrar pior que os atuais 20 pontos é preciso recuar a 2004/05, o ano em que a equipa estorilista desceu pela última vez, e em que chegou à 18ª jornada com 18 pontos.   - Pizzi fez o golo da vitória do Benfica no Estoril (2-1). Foi o terceiro neste mês de Janeiro e o quarto que fez esta época, igualando já a produção goleadora das últimas duas temporadas, no Espanyol (quatro golos em 2013/14) e no Benfica (outros quatro em 2014/15). Melhor só os oito golos no Deportivo em 2012/13 e os onze no Paços de Ferreira, em 2010/11. Nesta época tinha como treinador Rui Vitória.   - Jonas falhou mais uma vez a trilogia de golos em jogos consecutivos. Ficou em branco pela primeira vez na vida contra o Estoril, a quem até aqui marcara sempre, mas assistiu Pizzi para o golo da vitória e é agora não só o melhor marcador da Liga (com 18 golos) mas também o melhor assistente do Benfica, com sete passes decisivos, tantos como Gaitán.   - Mitroglou voltou a marcar saído do banco. Já tinha estado entre os goleadores na vitória frente ao Nacional (4-1) na jornada anterior e repetiu a gracinha agora, estabelecendo o empate contra o Estoril, no jogo que os encarnados acabaram por ganhar. Foi a terceira vez que o grego marcou golos em jogos consecutivos, pois já o tinha feito contra Belenenses (6-0) e Astana (2-0) em Setembro e contra Atl. Madrid (1-2) e V. Setúbal (4-2) em Dezembro.   - Leo Bonatini, que já leva 13 golos esta época, 10 dos quais na Liga, já igualou o total de golos dos dois melhores marcadores do Estoril numa época inteira desde que a equipa da Linha voltou à I Liga. Tal como Bonatini, Steven Vitória (em 2012/13) e Evandro (em 2013/14) acabaram a época com 13 golos (ainda que ambos com 11 na Liga). Mas os dois tiveram a época inteira para lá chegar.   - Os golos de Bonatini têm uma particularidade adicional, rara num ponta-de-lança. É que vêm sempre sós. Se por um lado isso pode ser mau, porque não se lhe vê um bis ou um hat-trick, por outro é excelente, porque quase nunca saiu de um jogo em branco. Esta época, marcou em 13 dos 21 jogos em que participou. E das oito vezes em que ficou em branco, o Estoril perdeu sete. O jogo com o Benfica foi apenas o segundo em que, tendo ele marcado, o Estoril saiu derrotado – o outro foi o 3-2 frente ao Oriental, na Taça da Liga.   - Pawel Kieszek, que tinha feito o jogo 100 na Liga contra o Benfica, na Luz, na primeira volta (derrota por 4-0) e que também se estreara na prova contra os encarnados, pelo Sp. Braga, em Fevereiro de 2008 (empate a uma bola), voltou a ver o Benfica assinalar-lhe um momento especial: desta vez fez o 50º jogo na baliza do Estoril.   - Diogo Amado fez o 100º jogo na Liga portuguesa nesta derrota contra o Benfica. Dos 100, 15 foram com a camisola da U. Leiria – entre eles a estreia, lançado por Pedro Caixinha num empate a zero contra o Beira Mar, em Agosto de 2010 – e os restantes 85 pelo Estoril.
2016-01-17
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Último Passe

Na primeira jornada do campeonato, este Estoril tinha perdido por 4-0 com este Benfica mas tinha sido capaz de discutir o jogo na Luz. Esta noite, na Amoreira, os canarinhos perderam só por 2-1, até estavam a ganhar ao intervalo, mas não mostraram sequer por um instante a capacidade para ficar com os três pontos em casa. O que se viu foi um Benfica não muito inspirado onde costuma ser mais forte – os últimos 20 ou 30 metros – mas absolutamente dominador no resto do campo, ganhando duelos sobre duelos e conseguindo assim instalar-se em permanência no meio-campo estorilista. Os dois golos que chegaram no segundo tempo acabaram por ser o corolário lógico do que se via em campo e dão mais alento à equipa de Rui Vitória, que mantém a fase de crescimento e já só vê a liderança a dois pontos. O jogo começou praticamente com o golo do Estoril, obra do inevitável Bonatini, que aproveitou a abordagem negligente de Lisandro – e de Eliseu antes dele – para atacar um cruzamento feito na direita por Anderson Luís e bater Júlio César com uma finalização cheia de classe. O problema para Fabiano Soares é que se tinha visto pouco Estoril até aí, viu-se ainda menos daí para a frente. Se a ideia era juntar duas linhas de quatro atrás, com Diogo Amado entre elas de forma a roubar o espaço habitualmente ocupado por Jonas, ela falhou redondamente, porque o Benfica conseguia quase sempre recuperar a bola instantes depois de a perder, partindo desde logo para nova vaga de ataque às redes de Kieszek. Jonas, Jiménez, Pizzi, Carcela, Sanches ou Fejsa, os próprios laterais quando em posicionamento avançado, qualquer jogador do Benfica ganhava mais bolas divididas do que as que perdia, e isso resultava num massacre ofensivo que, contudo, não tinha reflexo na criação de reais oportunidades de golo. Este Benfica costuma ser uma equipa de golo fácil, que nem precisa de grande volume de jogo para marcar. No Estoril foi ao contrário – muito volume mas poucas situações de golo iminente. Rui Vitória percebeu que precisava de um homem de área e chamou Mitroglou, avançado menos dado a trabalhar sem bola que Jiménez, mas mais posicional e propenso a aproveitar as muitas bolas que iam cruzando a área do Estoril. E, ainda que contando com a sorte do ressalto e da desorientação defensiva dos jogadores canarinhos que estiveram no lance – onde estavam em superioridade de quatro para dois – o grego fez o golo do empate. Pizzi, cada vez mais importante no crescimento deste Benfica, fez o 2-1 e só aí o Estoril saiu para discutir o resultado. Já o fez tarde. Os três pontos assentaram bem aos encarnados, que conseguiram a terceira reviravolta da época e podem ficar agora à espera de ver o que fará o FC Porto em Guimarães para ver se terão companhia na perseguição ao Sporting.
2016-01-16
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Sempre que defrontou o Estoril, Jonas, o jogador mais em forma no Benfica, bisou. Aconteceu nos 6-0 de Fevereiro e nos 4-0 de Agosto, sempre na Luz. Aliás, nos últimos três confrontos entre Benfica e Estoril houve sempre um benfiquista a bisar: antes de Jonas tal já acontecera a Talisca, autor de dois golos nos 3-2 com que os encarnados ganharam na Amoreira, em Setembro de 2014. Se Jonas é o maior candidato a manter a tradição, é verdade também que há outra, recente, a jogar contra ele: esta época, depois de dois jogos com golos, tem aparecido sempre um zero na sua conta pessoal. Jonas segue, neste momento, para mais uma tentativa de alinhar os tais três jogos seguidos a fazer golos. Em Agosto e Setembro, marcou ao Moreirense (3-2) e bisou ao Belenenses (6-0), mas depois ficou em branco nos 2-0 ao Astana. Depois, em Outubro e Novembro, marcou a Tondela (4-0) e Galatasaray (2-1), ficando a zero na receção ao Boavista (2-0) que completaria a trilogia. Vai agora para a terceira tentativa da época de alinhar três jogos seguidos com golos, depois de ter bisado nos 6-0 ao Marítimo e feito o segundo hat-trick da sua carreira benfiquista nos 4-1 ao Nacional, naquele que indiscutivelmente é o seu melhor momento da época. A última vez que Jonas marcou em três jogos seguidos foi ainda na época anterior. Foi em Abril que o brasileiro alinhou mesmo três bis consecutivos nos jogos com o Nacional (3-1), Académica (5-1) e Belenenses (2-0). Travou, aí, ao quarto jogo, o empate a zero com o FC Porto que, no entanto, servia perfeitamente os propósitos dos encarnados na corrida para o título.   - O Benfica segue na melhor série de resultados da época, pois ganhou os últimos cinco jogos: 3-1 ao Rio Ave, 1-0 ao Nacional, 1-0 ao V. Guimarães, 6-0 ao Marítimo e 4-1 ao Nacional.  Procura a sexta vitória consecutiva depois do empate a zero com o U. Madeira, série que não consegue desde Fevereiro e Março, quando bateu sucessivamente V. Setúbal (duas vezes por 3-0), Moreirense (3-1), Estoril (6-0), Arouca (3-1) e Sp. Braga (2-0). Encalhou a 21 de Março na visita ao Rio Ave, que perdeu por 2-1.   - O Estoril vem de ser afastado da Taça de Portugal, devido à derrota por 3-0 frente ao Rio Ave em Vila do Conde, mas interrompeu na última jornada uma série horrível de resultados na Liga, ao bater em casa o Belenenses por 2-0. Antes disso tinham sido dez jornadas seguidas sem ganhar, a pior série dos canarinhos desde 1993/94, quando não conheceram a vitória durante 13 jornadas seguidas e acabaram por descer de divisão.   - Leo Bonatini fez golos em seis dos últimos sete resultados úteis do Estoril, só tendo mesmo falhado na partida com o Caldas, mas porque não a jogou. De resto, marcou nos empates (1-1) com a Académica, o Nacional, o Boavista e o Marítimo e nas vitórias sobre o Penafiel (1-0) e o Belenenses (2-0). Com exceção da vitória por 1-0 sobre o Caldas, na Taça de Portugal, o Estoril não evita a derrota sem golos de Bonatini desde o empate com o Rio Ave (2-2), a 24 de Outubro.   - Kieszek pode fazer a 50ª partida na baliza do Estoril. A estreia foi em Eindhoven, contra o PSV (na derrota por 1-0, na Liga Europa, em Setembro de 2014) e até hoje o polaco alinhou em 41 jogos da Liga portuguesa, quatro da Taça de Portugal, três da Liga Europa e um da Taça da Liga.   - O Benfica ganhou todos os jogos que fez com o Estoril desde o fatídico empate a uma bola, na Luz, em Maio de 2013, que abriu caminho à perda da Liga, com a derrota no Dragão frente ao FC Porto na jornada seguinte. Esse jogo acabou empatado a uma bola (Jefferson para o Estoril e Maxi Pereira para o Benfica), mas desde então o Benfica venceu os canarinhos por cinco vezes, as duas últimas por margem ampla: 6-0 e 4-0, em casa.   - Fabiano Soares tem um registo muito negativo tanto no confronto com o Benfica como com Rui Vitória. Com o Benfica, em dois jogos, o seu Estoril soma duas derrotas e um score global de 0-10 (0-6 na época passada e 0-4 já nesta temporada, sempre na Luz). Contra Vitória, além dos 0-4 da jornada inaugural deste campeonato, há uma primeira derrota, em Maio, frente ao V. Guimarães, no Minho, por 2-0.   - Na Amoreira, o Benfica também ganhou as últimas cinco partidas, não deixando ali pontos desde Maio de 1993. Também esse empate (a zero) foi fatal para as aspirações encarnadas ao título, pois permitiu que o FC Porto aumentasse a distância para dois pontos, a uma jornada do final. Desde então, os encarnados ganharam sempre, duas vezes por mais de um golo de diferença: 3-0 em Fevereiro de 1994 e 3-1 em Janeiro de 2013.   - Na verdade, há quase 40 anos que o Estoril não ganha ao Benfica. A última vitória aconteceu em Junho de 1977, numa competição chamada Taça FPF que só se jogou nessa época de forma a encher o calendário após o final o campeonato. Os estorilistas impuseram-se nesse jogo por 3-2. No campeonato, não ganham desde Novembro de 1950, quando bateram os encarnados no Campo Grande pelo mesmo resultado: 3-2.   - O Benfica nunca perdeu na Liga com Vasco Santos a apitar. O pior que lhe aconteceu foi empatar três vezes em 13 partidas, a última das quais no terreno do Olhanense, no final da época de 2010/11. Já o Estoril só perdeu uma vez com o juiz do Porto e foi precisamente contra o Benfica: 3-2 na Amoreira, em 2014/15. Além disso, este foi o árbitro da vitória recente do Estoril no Dragão, frente ao FC Porto.
2016-01-15
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As três equipas que ainda não tinham tido penaltis a seu favor na Liga tiveram todas um nesta jornada: o U. Madeira converteu o seu na baliza da Académica, o Nacional fez o mesmo contra o Arouca, mas o Rio Ave falhou o seu primeiro penalti do campeonato, contra o Tondela. A partir de agora, já todas as equipas tiveram pelo menos um penalti a favor, sendo que ainda há duas sem qualquer grande penalidade contra: V. Guimarães e Benfica.   - Ainda acerca de penaltis, Bruno Moreira fez, de grande penalidade, o primeiro golo do Paços de Ferreira no empate a duas bolas frente ao Belenenses. Foi o sétimo penalti desta Liga a favor dos pacenses, que desta forma igualaram o Sporting na condição de equipa com mais remates dos onze metros a seu favor na competição. Aliás, o Paços de Ferreira vai com três jornadas seguidas a ter pelo menos um penalti a seu favor.   - Ao vencer o U. Madeira por 3-1, a Académica obteve a segunda vitória consecutiva em casa, pois já tinha ganho ao Belenenses por 4-3 na 13ª jornada. A última vez que a Académica tinha ganho duas vezes seguidas em casa tinha sido em Janeiro de 2014, quando bateu consecutivamente o P. Ferreira (4-2) e o Gil Vicente (1-0). João Real e Ivanildo, que fizeram golos na sequência presente, também já os tinham feito na de 2014.   - Fernando Alexandre, em contrapartida, marcou nos dois últimos jogos da Académica em Coimbra: fez o quarto nos 4-3 ao Belenenses e o segundo nos 3-1 ao U. Madeira.   - O central Paulo Monteiro fez o primeiro golo na Liga, na transformação de um penalti (o tal que foi o primeiro da equipa de Norton de Matos no campeonato). Mas já foi o seu quarto golo desta época, pois tinha obtido um hat-trick no jogo da Taça de Portugal contra o Sertanense, que o U. Madeira venceu por 5-1. Todos os seus golos foram de penalti.   - O Moreirense ganhou pela primeira vez na história no terreno do Boavista e fê-lo logo por 3-0. Foi a terceira vitória consecutiva dos cónegos em todas as competições, depois de terem ganho ao Nacional (2-0, para a Liga) e ao Oriental (4-2, para a Taça da Liga), algo que a equipa não conseguia desde Agosto de 2013, quando ainda estava na II Liga e venceu sucessivamente Ac. Viseu, Sp. Covilhã e Chaves.   - Rafael Martins, do Moreirense, vai com quatro jogos seguidos sempre a marcar golos: fez o golo ao Sporting na derrota por 3-1 em Alvalade, depois bisou nos 2-0 ao Nacional e nos 4-2 ao Oriental e agora fez o segundo nos 3-0 ao Boavista. Melhorou a sua melhor sequência desta época, que era de três jogos sempre a marcar (Tondela, Aves e V. Setúbal) e igualou a melhor desde que está em Portugal, quando festejou sucessivamente contra Nacional, Académica, Benfica e Olhanense, em Abril e Maio de 2014. Esta sequência, porém, tem uma particularidade: é que pelo meio o brasileiro não jogou frente ao Sp. Braga.   - Os 3-0 encaixados contra o Moreirense representam a derrota mais alargada do Boavista em casa desde uns 4-1 que sofreram do Vizela, em Março de 2014, no Campeonato Nacional de Seniores. Na I Liga, o Boavista não perdia em casa por três ou mais golos desde Outubro de 2006, quando o Nacional ali venceu por 4-0.   - Ao empatar com o Arouca, em casa (2-2), o Nacional somou o sexto jogo seguido sem vitória, contando todas as competições. A equipa de Manuel Machado iguala assim a série negra de Março e Abril do ano passado, quando somou três empates e três derrotas contra Sporting (duas vezes), Benfica, FC Porto, Académica e Rio Ave. Desta vez, após a vitória contra o Marítimo (3-1, em finais de Novembro), também tem três empates e três derrotas, ante FC Porto, Benfica, Estoril, Aves, Moreirense e Arouca.   - O empate na Choupana confirma que o Arouca gosta mesmo de dividir os pontos: foi o oitavo em 15 jornadas para a equipa orientada por Lito Vidigal. Na últimas cinco jornadas, porém, os jogos dos arouquenses têm descoberto os golos, pois em todas elas se verificou que ambas as equipas marcaram.   - Zequinha, que fez o primeiro golo do Arouca na Choupana, ainda não tinha marcado esta época. O seu último golo na Liga já tinha sido na Madeira, a 6 de Abril de 2015, e também tinha valido um empate, mas ao V. Setúbal (que representava nessa altura) num jogo frente ao Marítimo.   - O empate frente ao Estoril valeu mais uma expulsão ao Marítimo. Desta vez foi Ruben Ferreira, a ver o segundo amarelo já em período de compensações. Foi a 12ª expulsão dos verde-rubros em 15 jornadas da Liga, o que transforma este parcial no total de expulsões mais elevado da história do Marítimo na I Liga. E ainda falta mais de meio campeonato.   - Leo Bonatini fez o golo que valeu ao Estoril o empate nos Barreiros contra o Marítimo. O avançado brasileiro marcou os últimos quatro golos dos canarinhos, todos os que a equipa fez desde o início de Dezembro. O último além dele a marcar um golo pelo Estoril foi Dieguinho, na vitória por 1-0 frente ao Caldas, na Taça de Portugal, a 22 de Novembro. Na Liga, então, ninguém a não ser Bonatini faz um golo pelo Estoril desde que Afonso Taira obteve o tento do empate (2-2) frente ao Rio Ave, a 24 de Outubro.   - O empate significou para o Estoril a continuação da série negra de jogos sem vitórias na Liga. São já nove, desde a vitória sobre o U. Madeira (2-1) em casa, a 27 de Setembro. O Estoril igualou assim a pior série da época passada, que foi de precisamente nove jogos da Liga sem ganhar entre um 1-0 ao Arouca (a 25 de Janeiro) e um 1-0 ao Paços de Ferreira (a 13 de Abril). Pelo caminho, José Couceiro saiu e cedeu o lugar a Fabiano Soares, o atual treinador.   - O golo de Suk ao Sp. Braga significa que esta já é a época mais produtiva do coreano do V. Setúbal. Ao todo, contabilizando todas as competições, Suk soma já onze concretizações (nove na Liga e duas na Taça de Portugal), batendo os seus próprios registos de 2014/15 quando, entre Nacional e V. Setúbal, acabou a temporada com dez (seis na Liga, três na Taça de Portugal e um na Taça da Liga).   - O bracarense Marcelo Goiano, que garantiu o empate do Sp. Braga em Setúbal, fez o seu primeiro golo na Liga. Já tinha marcado pelo Sp. Braga, mas sempre na Taça de Portugal: ao Alcains na época passada e ao Sporting esta época. Antes disso, pelo Feirense, também tinha um golo pelo Feirense, mas ao Fafe, também na Taça de Portugal.   - Carlos Martins voltou a ser expulso, no empate do Belenenses em Paços de Ferreira, o que já não lhe acontecia desde 8 de Fevereiro do ano passado, quando o Belenenses perdeu em Guimarães, por 1-0. Foi a terceira expulsão do médio desde que regressou de Espanha, para jogar no Benfica, e em nenhum desses jogos a sua equipa ganhou.   - Ukra falhou o primeiro penalti do Rio Ave nesta Liga e o primeiro de que os vila-condenses beneficiam desde 21 de Março. Nessa altura, o mesmo Ukra fez golo ao Benfica, contribuindo para uma vitória por 2-1 dos verde-e-brancos.        
2016-01-04
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Marcaram-se 40 golos nos nove jogos da 13ª jornada da Liga, o melhor parcial desde Maio de 2002. A última jornada em que se fizeram mais golos do que nesta foi a 34ª e última da Liga que o Sporting ganhou, na qual se celebraram 43 tentos. Desde aí jogaram-se 423 jornadas, nenhuma com tantos golos como a atual.   - Os 116 jogos já efetuados na atual Liga produziram 288 golos, a uma média de 2,48 golos por jogo. A média é, ainda assim, ligeiramente inferior à da época passada, que acabou com 2,49 golos por partida realizada, mas bastante superior à de 2013/14, onde se fizeram apenas 2,37 tentos por jogo.   - Leo Bonatini fez, de penalti, ao Boavista, o 250º golo da atual Liga. O golo 200 tinha pertencido a Piojo, do Tondela; o 150º a Adrien Silva, do Sporting; o 100º a Heldon, do Rio Ave; e o 50º a Aboubakar, do FC Porto.   - O boavisteiro Inkoom juntou-se ao lote dos jogadores que já foram expulsos por duas vezes na atual Liga, uma vez que juntou o vermelho mostrado por Tiago Antunes na receção ao Estoril a outro exibido por Manuel Mota, no jogo em casa com o Paços de Ferreira. O recorde ainda pertence a Edgar Costa, do Marítimo, que foi expulso três vezes.   - O nigeriano Uche estreou-se a marcar pelo Boavista, quase um ano depois do seu último golo, que tinha sido obtido com a camisola do Lierse, frente ao Beveren, na Liga belga, a 24 de Janeiro.   - Bonatini marcou o sétimo golo na atual Liga e o primeiro de penalti, na primeira vez que o Estoril beneficiou de uma grande penalidade na prova (já tinha tido uma na Taça de Portugal e outra na Taça da Liga). Quer isso dizer que já só há três equipas sem um único penalti a favor no campeonato: U. Madeira, Rio Ave e Nacional. Por outro lado, V. Guimarães, Sp. Braga e Benfica são os únicos sem penaltis contra.   - O empate significou o oitavo jogo seguido do Boavista sem ganhar na Liga, desde a vitória em Coimbra, frente à Académica, por 2-0. É a mais longa série sem vitórias dos boavisteiros na Liga desde o início da época de 2007/08, quando só ganharam à 11ª jornada: 3-2 ao V. Guimarães, a 26 de Novembro de 2007   - Jogo de pesadelo para o cabo-verdiano Gegé em Vila do Conde, na derrota do Arouca frente ao Rio Ave (1-3). Abriu o marcador para o adversário num autogolo logo ao primeiro minuto e foi expulso por acumulação de amarelos à meia-hora. Gegé não via um vermelho desde Abril do ano passado, quando saiu mais cedo, também com duplo amarelo, de uma derrota do Marítimo frente ao Nacional.   - Ao sexto jogo oficial entre ambos – cinco para a Liga e um para a Taça de Portugal – esta foi a primeira vez que o Rio Ave conseguiu ganhar ao Arouca. Até aqui somava um empate e quatro derrotas, uma delas no prolongamento, que lhe ditou a eliminação da Taça de Portugal de 2012/13.   - Ao ganhar por 6-0 ao U. Madeira, o Paços de Ferreira igualou o Benfica (que tinha ganho pelo mesmo resultado ao Belenenses) como detentor da maior goleada deste campeonato. Como já tinham ganho por 7-1 à Naval, em jogo da Taça de Portugal, esta foi já a segunda vitória dos pacenses por seis golos de diferença esta época, mas a primeira na Liga desde que bateram o Salgueiros por 6-0 na Mata Real a 10 de Março de 2002. O U. Madeira não perdia por uma diferença tão grande desde 3 de Maio de 1992, quando foi goleado na Luz pelo Benfica pelos mesmos 6-0.   - Ao bisar nos 6-0 ao U. Madeira, Bruno Moreira, do Paços de Ferreira, marcou pela terceira jornada consecutiva, depois de já ter estado entre os goleadores pacenses na vitória frente ao Estoril (2-0) e na derrota contra o FC Porto (1-2). Na época passada até tinha marcado em quatro rondas consecutivas, entre a sexta e a nona, a Belenenses, Marítimo, Boavista e V. Setúbal.   - O guarda-redes Salin continuou a saga de expulsões do Marítimo, ao ver o vermelho na vitória dos madeirenses frente ao V. Guimarães. São já onze as expulsões maritimistas na Liga, o que é notável porque só se jogaram 13 jornadas. Na época passada, em toda a Liga, o Marítimo colecionou oito vermelhos. Não havia tantas expulsões num campeonato para a equipa verde-rubra desde 2010/11, mas nessa época foram precisas 30 jornadas para lá chegar.   - O Marítimo sofreu mais um golo de penalti e é também a equipa com mais grandes penalidades contra na Liga: cinco, tantas como a Académica. Sporting, Estoril, Boavista, Rio Ave e Nacional seguem-se com três.   - Mesmo assim, o Marítimo voltou a ganhar em Guimarães, onde já não se impunha para a Liga desde Maio de 2010. Nessa altura venceu por 2-1 e também teve o guarda-redes expulso: então foi o brasileiro Peçanha.   - Prossegue também a péssima campanha do estreante Tondela, que já vai no terceiro treinador mas não dá a volta à crise. Perdeu em casa com o Sp. Braga e manteve os cinco pontos em 13 jogos. Só houve duas equipas igualmente más ao fim de 13 rondas neste século e ambas acabaram a Liga em último lugar: a Naval de 2010/11 e a U. Leiria em 2007/08. Ninguém se salva da descida com tão poucos pontos à 13ª jornada desde o Rio Ave em 1996/97: tinha dois pontos à 13ª jornada e acabou a época em 15º lugar, dois pontos acima da linha de água.   - A vitória em Tondela (1-0) foi também o sétimo jogo do Sp. Braga com a baliza a zeros na últimas oito jornadas. Desde que ganhou ao Marítimo por 5-1, a 21 de Setembro, a equipa de Paulo Fonseca só sofreu golos num jogo da Liga: a derrota em casa com o Benfica, por 2-0.   - Prossegue, ao contrário, a catástrofe defensiva do Belenenses. A derrota (4-3) em Coimbra quer dizer que os azuis continuam como equipa mais batida da Liga, com 30 golos encaixados em 13 jornadas. Não havia uma defesa tão goelada em 13 semanas desde o Paços de Ferreira de 2011/12, que chegou à 13ª jornada com os mesmos 30 golos sofridos. É o pior registo dos azuis em 65 anos: em 1950/51 sofreram 35 golos nas primeiras 13 jornadas da Liga, mas acertaram e só deixaram entrar mais 13 nas 13 jornadas seguintes.
2015-12-15
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O coreano Suk, autor de dois golos nos 3-0 com que o V. Setúbal ganhou ao Belenenses no Restelo, já superou a sua melhor temporada na Liga. Totaliza sete tentos marcados, um acima dos seis que registou entre Nacional e V. Setúbal em 2014/15. Desses sete, seis foram obtidos fora de casa – a exceção foi o golo ao Rio Ave na terceira jornada – o que faz dele o melhor goleador da Liga em viagem.   - Além dos sete golos, Suk soma ainda quatro assistências, o que faz dele um dos jogadores ofensivamente mais valiosos da Liga, com participação direta em onze golos. Acima dele aparece apenas Jonas (Benfica), que soma quatro assistências a dez golos marcados, para um total de 14 tentos.   - Depois de uma ameaça de retoma em Alvalade, contra o Sporting, continua o descalabro defensivo do Belenenses. Não tanto pelos quatro jogos seguidos a sofrer golos na Liga, depois do 1-0 ao U. Madeira, ou pelo facto de ter apenas duas balizas virgens em 12 jornadas, mas pelos 26 golos que já levou em 12 jornadas, que são o pior registo da Liga desde 2011, quando o Paços de Ferreira aqui chegou com 27 golos encaixados. Não se via um Belenenses tão permeável a esta altura da Liga desde 1950 – há 65 anos, portanto – quando a equipa azul chegou à 12ª jornada com 33 golos sofridos.   - O Arouca voltou às vitórias, dez jogos depois. Tinha ganho ao Benfica, na segunda jornada, por 1-0, e voltou agora a vencer, batendo o Boavista por 3-2. Fê-lo graças a um penalti marcado por Nuno Coelho, que foi o primeiro de que o Arouca beneficiou desde 1 de Março, quando um penalti de David Simão lhe permitiu empatar em Coimbra com a Académica.   - O Boavista também beneficiou nesse jogo do seu primeiro penalti da época. Converteu-o Tengarrinha, cujo único golo com a camisola do Boavista já tinha sido de grande penaltidade, num empate com o Rio Ave, a 9 de Fevereiro. Estoril, Moreirense, Rio Ave, U. Madeira e Nacional são agora as únicas equipas que ainda não beneficiaram de penaltis na atual Liga.   - O Nacional esteve a três minutos de conseguir ganhar no Estoril, mas mesmo assim regressou à Madeira com um empate (1-1) e a alegria de ter pela primeira vez pontuado na Amoreira. Até aqui somava quatro derrotas em outras tantas visitas.   - Salvador Agra marcou o golo do Nacional ao Estoril, o quarto da época para o pequeno extremo dos madeirenses. Igualou assim o melhor pecúlio de uma temporada, que tinham sido os quatro golos marcados em três ocasiões: em 2011/12 no Olhanense, em 2013/14 na Académica e em 2014/15 no Sp. Braga.   - Continua a relação de amor entre Leo Bonatini e Estádio António Coimbra da Mota. Nos seis jogos que ali fez esta época, marcou cinco golos, só ficando em branco frente ao Rio Ave, porque foi expulso logo aos 16 minutos. Desses cinco golos, só um não valeu pontos de forma direta ao Estoril.   - Ao ganhar ao Tondela, por 2-0, o U. Madeira deixou de ser a equipa há mais tempo sem vitórias na Liga: já não vencia desde a primeira jornada, quando se impôs ao Marítimo, por 2-1. A infelicidade pertence agora ao Tondela, que não vence desde a terceira ronda, quando bateu o Nacional por 1-0, e somou apenas dois pontos desde então.   - Fruto disso, o Tondela afunda-se ainda mais na classificação: já está a quatro pontos da linha de água. Os cinco pontos que soma à 12ª jornada não permitem a salvação a ninguém desde 1996. Há 19 anos, o Rio Ave chegou à 12ª jornada com dois pontos e acabou a Liga um lugar acima das posições de descida, em 15º. Desde então, Gil Vicente (quatro pontos em 1996/97), E. Amadora (quatro pontos em 2000/01), U. Leiria (cinco pontos em 2007/08), Naval (cinco pontos em, 2010/11) e outra vez Gil Vicente (cinco pontos, em 2014/15) desceram todos como consequência de um mau arranque.   - O empate com o Sp. Braga (0-0) foi o quarto jogo consecutivo do Moreirense sem derrota, após a derrota em casa com o V. Setúbal (0-2), a 25 de Outubro. Contando só jogos da Liga, é a melhor série do Moreirense desde Setembro a Novembro do ano passado, quando empatou com Penafiel e Académica e venceu Gil Vicente e Marítimo. Desta vez, empatou com Académica e Sp. Braga e venceu Paços de Ferreira e Rio Ave.   - Foi o segundo jogo consecutivo do Sp. Braga sem fazer golos na Liga: 0-2 com o Benfica e agora 0-0 com o Moreirense. Já lhe tinha acontecido à sétima e oitava jornadas, quando empatou a zero com o Arouca e o FC Porto.   - Os dois golos que marcou ao Rio Ave permitiram ao brasileiro Henrique Dourado o seu primeiro bis desde que chegou a Portugal para jogar no V. Guimarães. O avançado não fazia mais de um golo num jogo desde um hat-trick ao Chapecoense, com a camisola do Palmeiras, em jogo do Brasileirão, a 2 de Outubro de 2014.
2015-12-08
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Piojo, do Tondela, marcou ao Belenenses o 200º golo da Liga. Os Golo 200 surgiu ao 97º jogo, 19 jogos mais tarde que na época passada, em que 78 jogos bastaram para se marcarem 200 golos. A Liga atual, com 201 golos em 10 jornadas (88 jogos apenas, fruto do adiamento dos jogos do U. Madeira com Benfica e FC Porto), segue com uma média de 2,28 golos por jogo, o que representa uma baixa em relação à edição anterior, que tinha 229 golos nas mesmas 10 rondas, a uma média de 2,54 golos por jogo.   - Leo Bonatini (Estoril) superou no jogo com a Académica o total de golos que tinha na Liga anterior. Em 2014/15 fez quatro golos em 11 jogos, enquanto na temporada atual já leva cinco em apenas nove partidas. A Académica foi o único adversário ao qual repetiu a gracinha de fazer um golo.   - O Estoril de Fabiano Soares empatou pela segunda vez consecutiva em casa, onde já não perde precisamente desde a visita da Académica na época passada, a 22 de Fevereiro. São onze jogos de invencibilidade caseira na Liga, igualando o melhor registo de Fernando Santos, estabelecido entre Abril de 1992 e Janeiro de 1993. Marco Silva, por exemplo, nunca passou das dez partidas seguidas sem perder em casa. O recorde do clube na I Liga são 14 jogos seguidos sem derrota na Amoreira, fixado entre Maio de 1980 e Abril de 1982 (com uma interrupção devida à passagem pela II Divisão) por equipas comandadas por José Torres, Jimmy Hagan e Celestino Ruas.   - Ao vencer em Guimarães por 1-0, o Nacional pontuou pela primeira vez fora de casa esta época. O último ponto como visitante tinha sido em 18 de Maio, no encerramento da última Liga, quando foi ganhar ao Boavista por 1-0 no Bessa.   - O Marítimo ganhou em casa ao Rio Ave por 3-2 e pôs termo a uma série de cinco jogos seguidos com jogadores expulsos. Desde 13 de Setembro, quando ganharam em casa ao V. Setúbal por 5-2, que os verde-rubros não chegavam ao fim de um jogo da Liga com onze homens em campo.   - Dyego Souza (Marítimo) abriu o ativo no jogo com o Rio Ave com mais um golo de cabeça: o seu quinto nessas condições na Liga, o que o deixa como rei dos ares na competição, com mais uma finalização bem sucedida no futebol aéreo que Slimani.   - Zeegelaar (Rio Ave) marcou pelo terceiro jogo consecutivo pela primeira vez na sua carreira. Fez um golo ao Marítimo, depois de já ter marcado ao Nacional e ao Estoril. O holandês juntou-se assim aos setubalenses André Claro e Suk, ao estorilista Leo Bonatini e ao sportinguista Teo Gutièrrez como únicos jogadores a marcarem em três jornadas seguidas. Todos os outros pararam à quarta.   - O Moreirense ganhou por 2-0 ao Paços de Ferreira, obtendo à décima jornada a sua primeira vitória no campeonato. Não prolongou a agonia por tanto tempo como o Gil Vicente de 2014/15, que só ganhou à 16ª jornada.   - O argentino Battaglia esteve entre os goleadores desse jogo, recordando um momento feliz, pois já tinha sido ao Paços de Ferreira que marcara o seu primeiro golo na Liga portuguesa. Foi a 7 de Dezembro do ano passado e, tal como agora, o Moreirense ganhou por 2-0.   - Tiago Silva (Belenenses) marcou ao Tondela precisamente um ano depois do seu último golo na Liga portuguesa. Não marcava desde 9 de Novembro de 2014, na vitória dos azuis por 1-0 no terreno do Moreirense.   - Os 2-1 com que bateu o Tondela significaram a terceira vitória seguida do Belenenses em casa, algo que o clube já não conseguia desde Março, Abril e Maio de 2007, quando ganhou cinco jogos em sequência. Treinava essa equipa Jorge Jesus.   - O Tondela chega à 10ª jornada em último lugar, com apenas cinco pontos. As duas equipas que estavam assim tão mal (pior, na verdade) na época passada, acabaram por descer: o Penafiel tinha quatro pontos e o Gil Vicente três. A última equipa a salvar-se nestas condições foi o Gil Vicente de 2004/05: tinha cinco pontos à décima jornada e acabou a Liga em 13º, seis pontos acima da linha de água. Depois disso, todas as equipas que arrancaram tão mal como este Tondela desceram – além dos dois exemplos da época passada, aconteceu ainda ao Aves em 2006/07, à U. Leiria em 2007/08 e à Naval em 2010/11.   - Kritciuk, guarda-redes do Sp. Braga, continua a sua série de imbatibilidade. O russo, que só tem feito os jogos da Liga, já não sofre golos desde 21 de Setembro, quando foi batido na vitória por 5-1do Sp. Braga sobre o Marítimo. São já 502 minutos sem ir buscar a bola ao fundo das redes, incluindo as visitas a Guimarães e ao Dragão. Tem a mais longa série de imbatibilidade em curso na atual Liga e a maior de um só guarda-redes na história do Sp. Braga desde que Eduardo esteve 586 minutos sem sofrer golos entre Dezembro de 2009 e Fevereiro de 2010.
2015-11-10
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O Sporting entra na nona jornada, em que vai receber o Estoril, na liderança isolada da Liga, algo tão raro que só lhe aconteceu em duas semanas na última década. Foi no ano em que Leonardo Jardim conduziu os leões ao segundo lugar final na Liga, que estes passaram duas jornadas isolados na frente da tabela. Resistiram ao primeiro obstáculo, mas baquearam logo no segundo. Ambos em Alvalade, onde voltam agora a colocar a liderança à prova. Nessa época, que arrancaram em primeiro lugar – ainda que com outras equipas a seu lado – fruto dos 5-1 com que despacharam o Arouca logo na primeira jornada, os leões chegaram à liderança isolada à 12ª jornada, quando venceram fora o Gil Vicente (bis de Montero), a 8 de Dezembro, tendo beneficiado do empate do Benfica em casa com o Arouca (2-2), dois dias antes. O Sporting ficou então com dois pontos a mais que FC Porto e Benfica e tinha pela frente dois jogos em casa, que acentuaram o otimismo pré-natalício. A 13ª jornada ainda foi de festa, pois o Sporting ganhou logo no sábado ao Belenenses por 3-0, com um penalti de Adrien, seguido de golos de André Martins e Wilson Eduardo. Benfica e FC Porto, porém, não esmoreceram, e ganharam também, no domingo (15 de Dezembro): as águias sofreram para levar de vencida o Olhanense, por 3-2, no Estádio do Algarve, ao passo que os dragões se impuseram ao Rio Ave, em Vila do Conde, por 3-1. Na 14ª jornada, o Sporting cedeu, empatando a zero em casa com o Nacional, com um golo anulado a Slimani a provocar muita polémica. FC Porto e Benfica já tinham ganho na véspera a Olhanense (4-0) e V. Setúbal (2-0), pelo que a liderança voltou a ser tripartida. Desde essa altura, nunca mais o Sporting esteve na liderança isolada da Liga. Teve uma boa ocasião recentemente, quando o FC Porto empatou fora com o Moreirense, mas também não foi capaz de ganhar ao Boavista (0-0 no Bessa) e de se isolar. Andando para trás, a liderança isolada do Sporting é também um acontecimento raro: é preciso recuar até Janeiro de 2005 para encontrar outra ocorrência. Nessa altura, o Sporting de José Peseiro passou o Natal a um ponto do FC Porto, a par do Benfica e com um ponto de avanço do Boavista. Depois, à 16ª jornada, começou por ganhar em casa ao Benfica, por 2-1 (bis de Liedson contra um golo de Nuno Gomes), beneficiando do empate caseiro do FC Porto com o Rio Ave (1-1) para se isolar. A queda, porém, foi súbita, logo na jornada seguinte: a 16 de Janeiro, na ronda que fechava a primeira volta, o Sporting foi perder por 3-2 à Choupana com o Nacional (e estava a perder por 3-0 aos 21’ de jogo, mas Liedson e Custódio ainda atenuaram a desvantagem), permitindo que FC Porto (que empatou fora com a Académica) e Benfica (que venceu o Boavista por 4-0) voltassem a estabelecer a liderança tripartida.   - Se jogar contra o Estoril, como é previsível, Rui Patrício iguala Pedro Barbosa e Anderson Polga como oitavo jogador com mais partidas feitas em toda a história do Sporting. Passarão a ser 342 os jogos nas redes dos leões. Esta época ainda poderá alcançar José Carlos (348) e Manuel Marques (355). Mas o “top 5” está dependente de mais um ou dois anos de permanência: Oceano é o quinto de uma tabela liderada por Hilário (471 jogos), com 401 jogos feitos pelos leões.   - O Sporting não vai contar com Adrien Silva, que tem vindo a ser peça fulcral do meio-campo, mas que viu frente ao Benfica o quinto cartão amarelo na Liga, ficando por isso suspenso. No último ano, os leões fizeram doze jogos sem Adrien, dos quais ganharam nove, empataram dois (em Paços de Ferreira para a Liga e em casa com o V. Setúbal, para a Taça da Liga) e perderam apenas um (no Restelo, com o Belenenses, para a Taça da Liga). Um destes empates e a derrota foram obtidos com a equipa secundária que o Sporting apresentou na edição da Taça da Liga do ano passado.   - Leo Bonatini, que é o melhor marcador do Estoril esta época, com seis golos divididos pelas diversas competições, também não vai poder alinhar, pois foi expulso no empate caseiro com o Rio Ave (2-2). Desde que ele se estreou na equipa, na vitória no Bessa, frente ao Boavista, por 2-1, a 18 de Janeiro, o Estoril não ganhou uma única vez sem ele: perdeu na Covilhã para a Taça da Liga (3-2) e depois, na Liga, empatou com Gil Vicente (1-1), Belenenses (2-2) e Moreirense (1-1). Marcou sempre golos, no entanto.   - O Sporting foi o único dos grandes ao qual Fabiano Soares conseguiu roubar pontos, desde que chegou ao comando técnico do Estoril, em Janeiro deste ano. Fê-lo num empate a uma bola, em casa, a 10 de Maio, com golos de Sebá (para o Estoril) e Ewerton (para o Sporting). De resto, o atual treinador estorilista já perdeu duas vezes com o FC Porto no Dragão (5-0 na época passada e 2-0 esta época) e uma com o Benfica na Luz (4-0, esta época).   - Jorge Jesus já começou a perder um campeonato num jogo com o Estoril, que empatou em casa a uma bola, em Maio de 2013: marcou Maxi Pereira, a anular um primeiro golo estorilista, de Jefferson (atual jogador do Sporting). Desde então, porém, Jesus ganhou sempre ao Estoril: 2-1 e 2-0 em 2013/14; 3-2 e 6-0 em 2014/15.   - O lateral estorilista Mano foi lançado no futebol profissional por Jorge Jesus, hoje treinador do Sporting, quando ambos estavam no Belenenses. A estreia deu-se numa vitória dos azuis em Setúbal (1-0), a 4 de Fevereiro de 2007.   - O Estoril só ganhou uma vez em 23 visitas a Alvalade para a Liga, mas foi a última equipa a ganhar ali ao Sporting em jogos de campeonato. Aconteceu em Maio de 2014, na última jornada do campeonato em que Leonardo Jardim levou os leões ao segundo lugar, graças a um penalti convertido por Evandro. Da 14 estorilistas que ganharam em Alvalade, restam apenas Mano, Diogo Amado, Yohann Tavares e Luis Phellype.   - Os 20 jogos que o Sporting leva sem perder em casa para o campeonato são a melhor série desde os tempos de Paulo Bento, quando os leões estiveram 26 partidas seguidas sem perder em casa na Liga, entre um 0-2 com o Benfica, a 1 de Dezembro de 2006 e um 1-2 com o FC Porto a 5 de Outubro de 2008.   - Jorge Ferreira, o árbitro deste jogo, foi quem dirigiu essa vitória do Estoril em Alvalade, tendo apontado dois penaltis, um para cada equipa. Evandro converteu o do Estoril, Adrien falhou o do Sporting. Essa foi a única vez que esteve numa derrota do Sporting, que ganhou cinco e empatou um dos sete jogos feitos com ele. O Estoril, em contrapartida, nunca perdeu com este árbitro: tem quatro vitórias e um empate (em Setúbal).
2015-10-30
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- Ao empatar com o V. Setúbal na Choupana, o Nacional estabeleceu a mais longa série de jogos seguidos sem perder em casa: 14. A última vez que os alvi-negros perderam ali foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto voltaram a passar por lá os leões, bem como o FC Porto, mas ambos empataram. A melhor série do Nacional em épocas nas quais esteve na I Liga estava em 13 jogos, entre uma derrota com o Marítimo (0-1), a 14 de Dezembro de 2003 e outra com o Sevilha (1-2), a 30 de Setembro de 2004. Nesses 13 jogos, porém, o Nacional ganhou 11 (empatou apenas com o Sporting e o FC Porto), enquanto nos atuais 14 já vai com cinco empates (Moreirense, Sporting, FC Porto, V. Guimarães e V. Setúbal).   - Ao mesmo tempo, o facto de ter empatado com o V. Setúbal impediu o Nacional de passar, mais uma vez, a barreira das três vitórias seguidas em casa. Depois de bater P. Ferreira (3-0, ainda na época passada), U. Madeira (1-0) e Académica (2-0), esta foi a nona vez que a equipa madeirense falhou desde a última ocasião em que conseguiu as tais quatro vitórias consecutivas no seu estádio, que foi entre Abril e Setembro de 2004, quando ali ganhou a Beira Mar (3-0), Ro Ave (4-0), outra vez Beira Mar (2-1, já na nova época) e Académica (2-1). - Arranque extraordinário do coreano Suk, autor do golo que deu o empate ao V. Setúbal frente ao Nacional na Choupana (1-1). Marcou em quatro dos seis jogos da sua equipa, somando até ao momento cinco golos e três assistências. Curioso ainda o facto de ter marcado ao Nacional depois de o ter feito ao Marítimo: foram as outras duas equipas que representou em Portugal.   - O golo de Marega, que valeu a vitória do Marítimo sobre o Tondela (1-0), foi o terceiro a chegar depois do minuto 90 nesta Liga. Desses, dois foram obtidos pelo Marítimo (já tinha sucedido com Dyego Souza contra o V. Setúbal) e outros tantos foram sofridos pelo Tondela (que já tinha perdido com o Sporting com um golo de Adrien Silva nos descontos).   - Marega fez o nono golo em Portugal (oitavo na Liga), mas apenas o segundo como suplente utilizado. A única vez que tinha marcado depois de saltar do banco foi em Fevereiro, quando ajudou o Marítimo a vencer em Penafiel por 4-3.   - Diallo, que em Portugal já representara Arouca e Académica, foi expulso pela primeira vez no nosso país no Marítimo-Tondela. Com a sua expulsão, o Marítimo torna-se a equipa que mais vermelhos viu na Liga: quatro em seis jornadas.   - O empate com o Arouca foi a segunda vez que o Belenenses desperdiçou uma vantagem de dois golos na atual Liga. Já lhe tinha sucedido quando deixou que o Rio Ave recuperasse de 3-1 para 3-3 no Restelo. Nas duas vezes, o adversário marcou os dois golos nos derradeiros 15’ de jogo.   - Luís Leal voltou a marcar em Arouca, mantendo o registo 100% goleador nos jogos do Belenenses na Liga que começa como titular. Já tinha sido titular e marcado em casa com o Moreirense.   - Os dois golos do Arouca no jogo foram obtidos de fora da área: livre de Nuno Valente a desviar na barreira e remate de muito longa distância de Hugo Basto. Foram os dois primeiros golos de fora da área do Arouca esta época. O Belenenses já tinha sofrido um, marcado pelo benfiquista Talisca.   - Os 13 golos sofridos pelo Belenenses à sexta jornada são o pior arranque defensivo dos azuis desde Outubro de 1987, quando chegaram a esta ronda com 14 bolas nas redes (na altura com o contributo dos 7-1 encaixados nas Antas frente ao FC Porto). Essa equipa acabou a Liga em terceiro lugar, com a sexta melhor defesa da Liga (38 golos em 38 jogos).   - A série de imbatibilidade do guarda-redes André Moreira, do U. Madeira, foi interrompida na derrota do clube insular no Estoril, por 2-1. Ficou nos 361 minutos, entre o golo do nacionalista Soares, na segunda jornada, e o primeiro do Estoril no domingo, marcado por Leo Bonatini. É a maior série da atual Liga, mas não a mais longa do U. Madeira no campeonato. Essa continua a pertencer a Zivanovic, que a estabeleceu em 413 minutos entre 6 de Março e 23 de Abril de 1994.   - Leo Bonatini voltou a marcar pelo Estoril, fazendo-o pelo quarto jogo consecutivo (incluída aqui a derrota frente ao Oriental na Taça da Liga). Já fez mais golos neste início de época (cinco) que em toda a temporada passada (quatro).   - A vitória por 2-1 frente ao U. Madeira, quarta em seis jogos, significa que os canarinhos estão a assinar o melhor arranque de época desde 1947/48, quando ganharam quatro jogos e empataram um dos primeiros seis. O Estoril acabou essa época em quarto lugar, vendo-se ultrapassado pelo Belenenses apenas na última jornada, na qual empatou com o FC Porto na Constituição.   - Sérgio Conceição estreou-se no banco do V. Guimarães com uma derrota frente ao Sp. Braga (0-1). Foram exatamente o mesmo resultado e o mesmo adversário que já lhe tinha assinalado a estreia na Académica: 0-1 em Braga. No Olhanense também começara a perder: 2-1 nos Barreiros com o Marítimo. O único clube português onde se estreara a ganhar foi mesmo o Sp. Braga, onde abriu conta com um conclusivo 3-0 ao Boavista.   - Rafa marcou pelo terceiro jogo consecutivo no Sp. Braga, a mostrar que lhe fez bem o banco nos jogos com Boavista e Estoril. Antes de marcar ao V. Guimarães já tinha sido ele a obter o golo da vitória frente ao Slovan Liberec, tendo contribuído com um golo na goleada (5-1) ao Marítimo. O máximo de jogos consecutivos em que Rafa tinha feito golos era de dois, o que conseguira por duas vezes: Estoril e Arouca em 2013/14 e V. Guimarães e Penafiel em 2014/15. Nas duas vezes, o terceiro jogo, no qual ficou em branco, tinha sido contra o V. Guimarães.   - Ao perder em Vila do Conde, com o Rio Ave, a Académica superou o arranque de 1977, no qual perdeu os cinco primeiros jogos, tendo contudo ganho o sexto. Para encontrar um início de campeonato tão mau da Briosa há que recuar até 1943/44. Nesse campeonato, a equipa dirigida por Severiano Correia perdeu os primeiros seis jogos, mas cinco foram fora de casa: FC Porto (3-2), Olhanense (5-1), Salgueiros (3-1), Atlético (2-1) e Benfica (2-1). Pelo meio, caiu também aos pés do Sporting em Coimbra (3-4). Ganhou pela primeira vez à sétima jornada, em casa, ao V. Guimarães (3-2). Acabou a época em nono lugar, assegurando a manutenção à custa do Salgueiros.
2015-09-29
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O guarda-redes André Moreira manteve a baliza a zeros pela terceira vez consecutiva na Liga, na receção do U. Madeira ao Arouca, que terminou empatada a zero. São já 321 minutos consecutivos de imbatibilidade, desde o golo de Soares, na derrota do União frente ao Nacional, na segunda jornada. O jovem guardião do União estabelece assim o melhor registo da atual Liga e o mais longo de toda a sua ainda curta carreira (tem apenas 19 anos). Esta não é, ainda assim, a melhor série do U. Madeira na I Liga. Essa foi estabelecida por Goran Zivanovic entre 6 de Março e 23 de Abril de 1994. Foram nessa altura 413 minutos sem sofrer golos, a começar no segundo de Ricardo Lopes, numa derrota no terreno do E. Amadora (2-0), passando por três empates a zero (Sporting e Farense em casa e Gil Vicente fora) e numa vitória por 2-0 frente ao V. Guimarães e terminando num golo de Tavares, a abrir uma derrota por 3-0 frente ao Boavista no Bessa.   - Fábio Pacheco, do V. Setúbal, foi o primeiro jogador a ser expulso por duas vezes na atual Liga: antes de ver o vermelho aos 2 minutos da receção ao V. Guimarães, já tinha visto outro aos 78’, na visita à Académica. Os sadinos não perderam nenhum dos jogos, pois se agora empataram a dois golos, em Coimbra ganharam por 4-0.   - O congolês Arnold (V. Setúbal) obteve na baliza do V. Guimarães o segundo bis da sua carreira. O anterior tinha sido a 22 de Outubro do ano passado, quando ajudou o Chaves a ganhar ao Santa Clara por 2-1, na II Liga.   - Armando Evangelista deixou o comando técnico do V. Guimarães após o empate em Setúbal. Foi a primeira chicotada psicológica no clube minhoto desde a saída de Manuel Machado, após a primeira jornada da Liga de 2011/12. Na altura, Basílio Marques assegurou a transição até à entrada de Rui Vitória.   - Ao mesmo tempo que Armando Evangelista, saiu José Viterbo da Académica. A equipa de Coimbra repete a “medicação” da época passada, quando afastou Paulo Sérgio, mas fá-lo mais cedo, pois o treinador anterior resistiu até à 21ª jornada. Viterbo caiu após sete derrotas consecutivas na Liga (cinco nesta ápoca, duas na anterior) e 14 jornadas seguidas sem ganhar, desde os 2-1 ao Nacional, a 15 de Março. Paulo Sérgio tinha resistido 15 jornadas sem o sabor da vitória.   - As cinco derrotas com que a Académica arrancou na Liga são o pior registo da equipa de Coimbra desde 1977. Na altura, perdeu consecutivamente com Riopele (fora, 0-2), Sporting (casa, 1-5), Belenenses (fora, 0-2), V. Guimarães (casa, 1-3) e Varzim (fora, 1-0). O treinador, que era Juca, manteve-se e a Académica ganhou à sexta jornada ao Boavista, por 3-2. No final da época acabou em oitavo lugar.   - A última equipa a somar zero pontos à quinta jornada foi o Trofense, em 2008. O treinador, que era Toni, só resistiu às três primeiras derrotas, entrou Tulipa, o Trofense ainda chegou ao 12º lugar mas depois acabou a época em último e desceu de divisão.   - Ao marcar dois golos na vitória do Rio Ave frente ao Paços de Ferreira (3-0), Heldon obteve o primeiro bis desde Dezembro de 2013, quando foi fundamental no empate a dois golos do Marítimo em casa frente ao Nacional. Aliás, nesse dia repetiu a dose da semana anterior, quando marcara os dois golos da vitória maritimista em Arouca. À atenção da Académica, o próximo adversário dos vila-condenses.   - O primeiro golo de Heldon foi ainda o centésimo da Liga. Ao 39º jogo. Na época passada tinha sido o benfiquista Lima a obter o 100º golo da prova, nos 3-1 do Benfica ao Moreirense, mas ao 42º jogo. Há dois anos marcara-o Evandro, do Estoril, no empate a dois que os canarinhos obtiveram em casa frente ao FC Porto, também ao 39º desafio.   - Edimar marcou, de livre, o terceiro da vitória do Rio Ave. Não fazia um golo na Liga desde Dezembro de 2013, quando inscreveu o nome na lista de marcadores na derrota do Rio Ave frente ao FC Porto (1-3). De livre, já não marcava desde 23 de Setembro de 2012, quando bateu Beto noutra derrota do Rio Ave (4-1) em Braga.   - O Paços de Ferreira perdeu pela primeira vez em casa desde Janeiro, quando ali passara o Nacional (3-2). E não perdia na Mata Real com tanta clareza desde Abril de 2014, quando o mesmo Nacional lá ganhara por 5-0.   - Leo Bonatini fez em Tondela o primeiro golo fora de casa desde que chegou a Portugal e ao Estoril. Os seis que tinha marcado desde o início da época passada tinham acontecido todos no António Coimbra da Mota.   - Luís Leal abriu o marcador na vitória do Belenenses sobre o Moreirense (2-0), fazendo o seu primeiro golo na Liga portuguesa desde Novembro de 2013, quando bisou na vitória do Estoril sobre o Rio Ave, em Vila do Conde, pelo mesmo resultado. Desde essa data, porém, só foi titular mais uma vez, num Estoril-V. Guimarães que antecedeu a sua transferência para a Arábia Saudita.   - O Moreirense não ganhou um único jogo nas primeiras cinco jornadas, seguindo com apenas um ponto. É algo de inédito nas cinco épocas dos cónegos na Liga. O pior que tinham até aqui era uma vitória e quatro derrotas, no ano de estreia (2002/03). Nas últimas três temporadas apresentavam o mesmo registo: uma vitória, dois empates e duas derrotas.   - Ao entrar, a 10 minutos do final, para o lugar de Stojlikovic, na goleada bracarense sobre o Marítimo (5-1), Wilson Eduardo estreou-se com a camisola do Sp. Braga na Liga e ainda fez o 100º jogo na competição. Soma 27 partidas no Beira Mar, 27 no Olhanense, 25 na Académica, 20 no Sporting e agora 1 no Sp. Braga.   - O lateral Lionn, do Rio Ave, foi o outro “centenário” da jornada. É, contudo, mais constante nas camisolas do que Wilson Eduardo. Dos 100 jogos, 81 foram com o verde-e-branco do Rio Ave vestido, completando o lote com 8 jogos no Olhanense e 11 no V. Guimarães.   - Depois do golo ao Slovan Liberec, Rafa marcou também ao Marítimo. Não lhe acontecia marcar em dois jogos consecutivos desde que ajudou o Sp. Braga a vencer fora o V. Guimarães (2-1 para a Taça de Portugal) e o Penafiel (6-1 para a Liga) em Novembro do ano passado.   - O Marítimo não levava cinco golos num jogo desde Novembro de 2012, quando foi batido pelo FC Porto no Dragão por 5-0. Ruben Ferreira foi o único do onze que jogou nesse dia a repetir a experiência ontem.
2015-09-22
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- Leo Bonatini fez ao Sp. Braga o sexto golo com a camisola do Estoril. Todos em casa. Esta época já tinha marcado ao Moreirense, na anterior fez golos ao Arouca, à Académica, ao Penafiel e ao Boavista.   - As expulsões de Mauro e Boly, no Estoril, fizeram do Sp. Braga a primeira equipa a ver dois vermelhos num jogo na atual Liga. A última vez que tal sucedera aos bracarenses foi a 24 de Abril, no empate em casa frente ao Belenenses, com vermelhos a Pedro Santos e Pedro Tiba.   - Mauro foi expulso pela segunda vez na equipa principal do Sp. Braga e o curioso é que as duas aconteceram nos últimos três jogos que fez como titular: este e a final da Taça de Portugal, frente ao Sporting. Pelo meio escapou a qualquer punição disciplinar na receção ao Boavista.   - Artur Soares Dias não expulsava dois jogadores na mesma partida da Liga desde 12 de Abril de 2014, quando mostrou duplo amarelo a Malonga e vermelho direto a Deyverson, num Belenenses-V. Guimarães que acabou com 3-1 favorável aos azuis.   - O V. Setúbal marcou sempre pelo menos dois golos nos quatro jogos da Liga, mas só ganhou um, empatando dois e perdendo o último, por 5-2 frente ao Marítimo. Os nove golos sofridos nas primeiras quatro jornadas não são, ainda assim, um registo tão mau como o apresentado há dois anos, em que Kieszek e Adilson Jr. já tinham ido buscar a bola ao fundo das redes por dez vezes nos primeiros quatro jogos.   - Ao fazer dois golos nos 5-2 do Marítimo ao V. Setúbal, o arménio Ghazaryan obteve o primeiro bis da sua carreira desde um hat-trick nos 7-0 com que o Mettalurg Donetsk goleou o Celik, do Montenegro, na segunda pré-eliminatória da Liga Europa de 2012/13, a 19 de Julho de 2012.   - No mesmo jogo também bisou o brasileiro Dyego Souza, cujo último bis tinha sido ao serviço do Portimonense, na II Liga, a 16 de Março de 2014. Fê-lo numa vitória sobre o Marítimo B (2-1). Repetidos desse jogo em campo no domingo só mesmo Dyego Souza e Fransérgio, que subiu à equipa principal verde-rubra.   - O segundo 0-0 seguido na Liga para o U. Madeira, desta vez contra o Moreirense, vale ao jovem guarda-redes André Moreira a maior série de imbatibilidade da atual Liga. São já 231 minutos sem sofrer golos, desde que foi batido por Soares, do Nacional, na segunda jornada. Supera os 184 estabelecidos por Bracalli até ao golo de Bruno Moreira (P. Ferreira), na terceira.   - Danielson, do Moreirense, cumpriu o 200º jogo na Liga, dos quais só 38 foram ao serviço do atual clube (tem 26 no Gil Vicente, 55 no Nacional, 40 no Paços de Ferreira e 41 no Rio Ave). É, ainda, o jogador de campo que há mais tempo joga consecutivamente, sem falhar um minuto na Liga. Fá-lo desde que foi substituído por Simy, aos 68 minutos de uma derrota do Gil Vicente em Arouca (1-0).   - O Nacional venceu a Académica por 2-0 e ainda não sofreu golos na Choupana esta época. O último a marcar ali foi Bernard, então no V. Guimarães, num empate a dois golos a 11 de Maio.   - A derrota significa que a Académica, que ainda soma zero pontos, vai registando o pior início de temporada desde 1977. Na altura – em que os tempos revolucionários levaram à mudança temporária de nome, para Académico – os conimbricenses perderam com Riopele (fora, 0-2), Sporting (casa, 1-5), Belenenses (fora, 0-2) e V. Guimarães (casa, 1-3). Só pontuaram à sexta jornada, batendo o Boavista em casa por 3-2. Mantendo sempre Juca como treinador, acabaram o campeonato em oitavo lugar.   - João Real somou o 100º jogo na Liga, 69 dos quais pela Académica. Tem ainda mais 31 pela Naval, onde chegou depois de vários anos nas divisões secundárias, a representar o Sp. Covilhã.   - Embora a questão não seja alvo de unanimidade, Edu Machado, do Tondela, fez o segundo autogolo da Liga, depois de outro da autoria de Gonçalo Brandão, do Belenenses. O V. Guimarães, que beneficiou do golo na própria baliza de Edu Machado para obter a primeira vitória da época, não tinha um autogolo a favor na Liga desde que Maurício (Sporting) também fez um na derrota leonina no D. Afonso Henriques por 3-0, a 1 de Novembro do ano passado.   - O Paços de Ferreira ganhou fora ao Boavista graças a um golo de Diogo Jota, o primeiro que ele faz esta época e o quinto desde que foi promovido aos seniores do clube da capital do móvel. Sempre que ele marca, o Paços ganha. Já tinha sido assim na época passada, nos 4-0 ao Reguengos, nos 9-0 ao Riachense (ambos para a Taça de Portugal) e nos 3-2 à Académica (jogo no qual bisou).
2015-09-14
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