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Último Passe

Éric Cantona disse em entrevista recente que gosta de José Mourinho, adora o Manchester United, mas acha que o treinador português e o clube do Norte de Inglaterra não foram feitos um para o outro. As razões que o francês apresentou eram sobretudo estéticas e estão relacionadas com a imagem de Mourinho como treinador hiper-defensivo. Não creio que daí venha mal ao Mundo, porém. Aliás, o que me faz confusão é como é que, a viver a ressaca do abandono de Alex Ferguson, o maior clube inglês nunca aproveitou a disponibilidade do treinador mais impactante nos últimos dez anos de Premier League. Até hoje, pensei que tinha sido o próprio Ferguson a boicotar a entrada de Mourinho em Old Trafford. O escocês sempre se referiu com simpatia a Mourinho, o treinador que lhe levava garrafas de Barca Velha quando os dois se defrontavam, mas apesar de ter abandonado o banco do United em 2013, o mesmo ano em que o português foi demitido do Real Madrid, e de este se ter deixado querer, o desfecho esperado nunca se deu. Porquê? Porque Ferguson não queria alguém que vê o futebol de forma tão diferente no seu lugar? Alguém cuja personalidade, de tão forte, pudesse trazer alguma sombra sobre um passado recente de tantas conquistas? Ou simplesmente porque Ferguson, que sabe como estas coisas são, já adivinhava que os primeiros a sentar-se no banco de Old Trafford eram nomes para queimar, tendo por isso subscrito as opções David Moyes e Louis van Gaal antes de se chegar a Mourinho? A chegada de Mourinho ao Manchester United, três anos depois da saída de Ferguson – mas sem que este tenha perdido influência – parece confirmar a última tese. Falta agora perceber se o técnico português consegue devolver o clube aos títulos – porque no limite vai ser isso a fazer a diferença entre o sucesso e o falhanço. Não será o estilo do futebol, se joga com mais avançados ou se mete menos jogadores formados em casa. Aliás, Mourinho nem sempre foi um treinador defensivo: passou a sê-lo quando chegou ao Chelsea e se confrontava com o super-United de Ferguson, porque essa era a única forma de ter sucesso na Premier League. Continuou a sê-lo no Inter, porque a equipa era fraca. E no Real Madrid porque aquele estilo direto era o que mais convinha a uma equipa que tinha Ronaldo e porque tinha de marcar a diferença para o Barcelona de Guardiola. É verdade que em Old Trafford vai ter outra vez pela frente o treinador catalão, a sua nemesis futebolística, e que isso pode levar à manutenção do ideário futebolístico recente. Mas se o United ganhar, nada disso será importante. Mourinho sabe isso. E Ferguson também.
2016-05-26
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Pinto da Costa disse, a meio da semana, que já estava a preparar a próxima época do FC Porto com José Peseiro, mas que não podia garantir a continuidade do treinador. Mesmo assim, ao revelar que a derrota em casa com o Tondela tinha sido a que mais vergonha lhe provocara em toda a sua história no clube estava a tornar a vida do técnico ainda vez mais difícil do que a soma de maus resultados que a equipa vem somando. No fundo, aquilo que o presidente do clube estava a afirmar era que ia mudar não só de treinador, numa espécie de chicotada psicológica “avant-la-lettre”, como também de paradigma: na próxima época, quem vier para o lugar de Peseiro terá pouco a dizer acerca da composição do plantel. Ao contrário do que se passou com Julen Lopetegui e o processo de espanholização do Dragão. Ou com José Mourinho, na última vez que o clube se viu metido num problema com esta dimensão. As mais de três décadas de experiência de Pinto da Costa à frente do FC Porto podem até permitir que ele cometa erros, mas nunca um deste calibre – o que me leva a suspeitar que tudo não passou de uma ação premeditada por parte de um presidente que quer mudar de responsável pela equipa. Pinto da Costa sabe bem que ao dizer o que disse, ao tornar pública a sua vergonha, está a condenar o responsável máximo por essa vergonha, não só aos olhos do público como fundamentalmente aos dos jogadores. E isso viu-se no jogo seguinte, a derrota de ontem em Paços de Ferreira. O FC Porto teve sempre mais bola, jogou sempre mais no meio-campo adversário, rematou e atacou muito mais do que a equipa da casa, mas acabou por perder mais uma vez, tornando até o segundo lugar uma possibilidade meramente matemática, face aos dez pontos de que a equipa já dista do Sporting. E se desta vez o presidente até pode não ter sentido a mesma vergonha que aquando da derrota em casa com o último classificado, a equipa revelou os mesmos sintomas de descrença e falta de espírito ganhador que já tinha mostrado contra o Tondela. Porque ao longo dos últimos meses o processo transformou-a num coletivo amorfo e perdedor. A Taça de Portugal ainda pode ajudar a atenuar o desastre que está a ser esta época, a terceira seguida sem que o FC Porto chegue ao título, algo que o clube só viveu uma vez com Pinto da Costa: entre 2000 e 2002, período no qual pelo banco dos dragões passaram Fernando Santos e Otávio Machado, antes da chegada de José Mourinho. O presidente do FC Porto teria tudo a ganhar em recordar a forma como saiu do buraco numa altura em que – e atenção que já lá vão 15 anos – começaram a aparecer as piadas acerca da sua idade e de uma alegada perda de qualidades. Foram as apostas firmes de Mourinho na contratação de jogadores como Paulo Ferreira, Nuno Valente, Maniche ou Pedro Emanuel, já para não falar no regresso de Jorge Costa, que tinha sido exilado no Charlton, a transformar uma equipa que passou três anos a perder tudo em bicampeã nacional, vencedora da Taça UEFA e da Liga dos Campeões. Nestas coisas do futebol, convém dar o poder de decisão a quem sabe. E Mourinho já sabia. O problema é que, mesmo nesta altura, em que se prepara para ver a sua legitimidade como líder do clube amplamente reforçada por mais um plebiscito, que serão as próximas eleições – um ato sem candidato de uma oposição que parece afiar as facas mas apenas para se bater entre si quando o líder máximo decidir abdicar –, Pinto da Costa esgotou a confiança total num treinador na forma como deixou que Lopetegui fizesse o desenho de um plantel ao qual desde o início se adivinhavam alguns excessos (muita e boa concorrência a meio-campo) mas também carências (um grande defesa-central e um ponta-de-lança de real qualidade). Desta forma, quando precisar de ajuda, a Pinto da Costa só lhe resta olhar para o lado, para os conselheiros que tem tido em tudo o que se são transferências nestes últimos tempos. E isso não é uma boa notícia para o FC Porto. In Diário de Notícias, 11.04.2016
2016-04-11
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Último Passe

Há três ou quatro coisas evidentes acerca dos últimos anos do Manchester United. E dos próximos, também. Uma é que a seguir a uma liderança forte vem sempre uma liderança fraca, que a seguir a um grande campeão aparecem sempre alguns treinadores que são “para queimar”. Outra é que, seja por saber bem disso – como sabe acerca de todas as verdades clássicas do futebol e do interior dos balneários – ou porque gostava de Mourinho mas era à distância e longe do clube dele, Alex Ferguson nunca quis o treinador português em Old Trafford. E a última é que, quando o fantasma de Ferguson está a deixar de assombrar Manchester, Ryan Giggs está a mover demasiado rápido as peças do seu tabuleiro. A conversa acerca da formação é disso exemplo. Para quem não acompanhou, os jornais ingleses dão José Mourinho como provável novo manager do United e Giggs, o discípulo dileto do mestre escocês, porque foi formado por ele em todas as dimensões da sua personalidade futebolística (e não só), começa a temer não poder dar o salto do lugar de adjunto de Van Gaal para o cadeirão principal. Vai daí, como sabe que não pode contestar abertamente a eventual entrada de Mourinho – que é só isso mesmo, eventual – fá-lo no plano conceptual. Podia ter olhado para o futebol, pois o das equipas de Mourinho tem sido sempre mais especulativo do que a tradição no United, mas optou por se centrar noutro aspeto: a obsessão do português pelos títulos e o seu fraco historial de aposta na juventude. É verdade que Mourinho não ficou propriamente conhecido no Chelsea por lançar muitos jovens da academia. Mas dizer, como disse Giggs, que a aposta na formação “faz parte da história do clube” e “distingue o Manchester United das outras equipas” é conversa para inglês ouvir. Ao contrário do que diz Giggs, o adepto do United não quer um miúdo da casa a brilhar em Old Trafford. Quer é ver a equipa brilhar e ganhar. E esta conclusão não nasce apenas da leitura da psicologia coletiva que define qualquer grupo de adeptos. Basta olhar para a história e, sim, para Alex Ferguson. O tal que dizia que “não é possível ganhar nada com os miúdos e que só mudou de ideias quando teve pela frente uma geração absolutamente fenomenal, da qual faziam parte o próprio Giggs, os irmãos Neville, Beckham, Sharpe, Butt e Scholes. O próximo treinador do United, seja ele Giggs ou Mourinho, não tem de apostar em jogadores da casa ou de fora, novos ou velhos, europeus ou aisáticos, louros ou morenos. Só tem de fazer uma coisa, que é aquilo que o United deixou de fazer com David Moyes e Louis van Gaal. Tem de ganhar. E se, como aconteceu com a “Classe de 92” e Ferguson, os melhores jogadores para o fazer forem miúdos, deve fazê-lo com miúdos. Se não tiver um grupo assim a crescer na academia, não pode impor os miúdos como escolhas numa equipa com tamanha urgência de vitória.
2016-03-29
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Nunca fui louco pelo tiki-taka, sobretudo na versão apresentada pela seleção espanhola, que a do Barcelona tinha esse upgrade fenomenal que era Messi e as suas acelerações, sempre com a bola colada aos pés. Mas uma coisa é uma preferência estética, uma opção de entretenimento – e fui sempre mais adepto de um futebol esticado do que adornado – e outra é uma avaliação acerca da eficácia que ele permite. Nesse aspeto, não tenho dúvidas: Guardiola está no top dos treinadores mundiais e mostra que não quer de lá sair pela facilidade com que se coloca em causa a cada momento. O segredo, o catalão voltou a explicá-lo hoje em Munique: “Preciso de novas críticas e de novos inimigos. São eles que nos fazem melhorar”. Isso faz toda a diferença, sobretudo para aqueles treinadores que procuram sempre silenciar os inimigos. Desde que vejo futebol, houve quatro grandes revoluções, nascidas do contributo de quatro visionários. A “zona pressing”, que terá nascido em Liedholm, mas cujo expoente máximo foi o Milan de Sacchi; o jogo de posse a dois toques com largura permanente para que evoluiu o Barcelona de Johan Cruijff, partindo do futebol total da “Laranja Mecânica” que ele comandava em campo; o jogo mais direto e muito feito do aprimorar das transições (ofensivas e defensivas) que caracterizava as equipas de José Mourinho após a chegada ao Chelsea; e o tiki-taka do Barcelona, desenvolvido por Guardiola a partir do modelo de Cruijff mas adaptado aos novos tempos. Com o tempo, depois de ter perdido a Liga dos Campeões para o Inter de Mourinho, em 2010, Guardiola subiu ao topo da hierarquia e, para lá permanecer, foi sempre à procura de novos desafios. Sem ele, o Barcelona mudou: Luis Enrique fez um bocado a ponte entre o futebol trabalhado da equipa de Guardiola e o jogo de transições de Mourinho, com três avançados capazes de esticar a equipa e um meio-campo de vistas mais largas. Mas Guardiola também evoluiu no Bayern, tirou gente de trás para meter na frente, manteve os princípios básicos de jogo triangulado e continuou a ganhar. Mais: continuou a ganhar com facilidade. É por isso que segue para Inglaterra. Porque se há coisa que distingue Guardiola é a sua inteligência superior, a inquietação que o impede de se sentir cómodo onde quer que seja. Há-de chegar o dia em que Guardiola não ganhará, mas uma coisa é certa: não será por acomodamento.
2016-01-26
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Último Passe

Uma das coisas que mais vezes se dizem acerca do futebol é que a melhor coisa que ele tem são os jogadores. Mas quando duas partes numa discórdia estão tão radicalmente distantes como estavam José Mourinho e o seu grupo de jogadores no Chelsea, não há que escolher lados. O futebol não é o universo de George Lucas, não há lado bom e lado negro da força: há gente que tem de se entender em nome de um bem comum e, se não se entende, há ainda a noção da impossibilidade prática de despedir um plantel inteiro quando se pode resolver tudo com a cabeça de um só homem num espeto de pau. Ainda assim, a coisa mais certa dita por Michael Emenalo, diretor técnico do Chelsea, ao justificar o despedimento de Mourinho, foi que “o clube está num sarilho”. Mourinho há-de ser culpado de alguma coisa. Seja por ter deliberadamente quebrado uma qualquer solidariedade de grupo ao despedir a fisioterapeuta Eva Carneiro ou por ter feito confiança nos jogadores que ganharam a Premier League e a Taça da Liga no Verão mas estão um ano mais velhos. Mas isso não explica tudo: a resposta desta espécie de democracia corintiana que se estabeleceu no balneário para mostrar desagrado face ao treinador foi tudo menos inocente. Se há coisa que Mourinho faz bem é treinar – pode discordar-se da estratégia de liderança ou de comunicação, dos “mind games” ou da falta de respeito pelos adversários, mas nunca vi ninguém dizer que Mourinho trabalhava mal no campo de treinos. E basta ver esta equipa do Chelsea a jogar para perceber que os jogadores defendem como solteiros e atacam como casados, que jogam como amadores que se juntam ao domingo de manhã. Roman Abramovich terá concluído aquilo que muitos desconfiavam. A equipa não joga mais porque os jogadores não querem este treinador. E resolveu a questão como podia… para já. Mas quando Emenalo fala no “sarilho” em que o Chelsea está não se refere só à posição na classificação. Tudo o que vai passar-se a seguir é um grande sarilho. Porque, tal como o cônsul romano Quinto Cépio se recusou a recompensar os assassinos de Viriato, também Abramovich tem ar de quem não paga a traidores.
2015-12-17
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Último Passe

Julen Lopetegui sempre demonstrou tanto respeito pela história do FC Porto como falta de interesse pelo que dizem da sua equipa os jornalistas em Portugal. Em Stamford Bridge, no entanto, não lhe fez falta seguir as ideias dos comentadores acerca da sua rotatividade excessiva, mas sim uma demonstração de conhecimento acerca de pormenores relativos ao passado do clube. Emulou bem o FC Porto dos anos 70, ao qual, no dizer de Pedroto, “faltavam 30 metros”, mas não aprendeu bem a lição acerca do futebol de Mourinho, que quando se coloca em vantagem baixa as linhas e dificilmente se deixa surpreender por quem quer que seja. A surpresa tática desenhada pelo treinador espanhol foi posta em causa logo aos 12’, quando o autogolo de Marcano a transformou numa má ideia, e conduziu os dragões à eliminação que há duas jornadas parecia impensável. O treinador basco abdicou do ponta-de-lança, deixando Aboubakar no banco e pedindo a Brahimi e Corona que ocupassem a frente de ataque. Abriu Layun na esquerda, povoo o meio-campo com Imbula, Danilo e Herrera e pediu a Martins-Indi que auxiliasse os centrais a partir do lado esquerdo. O resultado foram dez minutos personalizados, mas sem profundidade nem contundência no corredor central. Era o tal futebol ao qual faltavam os últimos 30 metros, por uma razão muito simples: a equipa concentra os jogadores nos outros 75. O Chelsea não precisava de ganhar mas tentava ainda assim chegar à frente e, a cada recuperação de bola, o FC Porto conseguia ligar passes e deixar uma ideia de domínio que até podia ter resultado nalguma coisa de útil se os dragões se adiantassem no marcador. Só que quem marcou foi o Chelsea, no tal autogolo de carambola de Marcano. E foi aí que faltou a segunda lição de portismo a Lopetegui: a que respeita ao futebol de Mourinho em vantagem. A ganhar, o Chelsea baixou as linhas, cedeu o pouco de iniciativa que ainda tinha e impossibilitou os tais lances de contra-ataque que vinham alimentando a esperança portista. Daí para a frente, o que se viu fui um Chelsea perigoso quando saía rápido e um FC Porto com mais bola mas com Brahimi a jogar sozinho contra o Mundo. O segundo golo era uma questão de tempo e apareceu num lance onde se viu outro problema da equipa portuguesa: a indefinição tática. Indi veio fechar ao meio, Layun não terá percebido se tinha de ser ala ou defesa esquerdo e Willian fugiu no espaço entre os dois para fazer o 2-0. Até final, Lopetegui ainda mudou muita coisa, mas já se percebia que as únicas notícias boas que poderiam aparecer teriam de vir de Kiev. Não apareceram, pois o Dynamo ganhou ao Maccabi e ao FC Porto resta o caminho da Liga Europa. Com mais convicção e menos surpresas pode ser um caminho interessante.
2015-12-09
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O FC Porto entra em Stamford Bridge com uma certeza: a não ser que o Dynamo Kiev não ganhe em casa ao Maccabi (que até agora perdeu todos os jogos), só se qualifica para os oitavos de final da Liga dos Campeões se ganhar ao Chelsea. E isso significaria o afastamento dos londrinos da prova. Complicado, se olharmos aos precedentes históricos. É que em 16 visitas a Inglaterra, tudo o que os dragões conseguiram foram dois empates. E num deles a equipa era liderada por José Mourinho – que agora treina o Chelsea – e acabou por sagrar-se campeã da Europa. Os empates aconteceram ambos no mesmo cenário: Old Trafford, em Manchester. Em 2003/04, um golo de Costinha, já perto do fim da partida, valeu um empate a uma bola contra o United, que tinha perdido no Dragão por 2-1 e assim ficou pelo caminho nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões que o FC Porto acabou por vencer. O outro empate foi em 2008/09, mas a dois golos: marcaram pelos portistas Cristian Rodriguez a abrir e Mariano González a um minuto do fim. O resultado deixava a equipa de Jesualdo Ferreira numa boa posição para seguir para os quartos-de-final da Liga dos Campeões, mas um golo de Cristiano Ronaldo valeu ao United uma vitória no Dragão (1-0) na segunda mão e a caminhada até à final, que acabou por perder com o Barcelona. De resto, as outras 11 visitas do FC Porto a Inglaterra saldaram-se todas por derrotas, algumas delas com números concludentes. Três delas, aliás, aconteceram em Stamford Bridge: 3-1 em Setembro de 2004, 2-1 em Março de 2007 e 1-0 em Setembro de 2009. Além desses jogos, o FC Porto perdeu ainda com o Newcastle (1-0 em 1969/70), o Wolverhampton (3-1 em 1974/75), o Manchester United (5-2 em 1977/78 e 4-0 em 1996/97), o Tottenham (3-1 em 1991/92), o Liverpool (2-0 em 2000/01 e 4-1 em 2007/08), o Arsenal (2-0 em 2006/07, 4-0 em 2008/09 e 5-0 em 2009/10) e o Manchester City (4-0 em 2011/12).   - O Chelsea entra em campo sabendo que a vitória lhe garante sempre o primeiro lugar do grupo e que o empate lhe vale a qualificação, mas em segundo lugar: se o Dynamo ganhar ao Maccabi, ficaria atrás dos ucranianos; caso o Maccabi consiga pontuar em Kiev, o Chelsea continuaria a ser segundo, mas nesse caso atrás do FC Porto. A derrota só chega ao Chelsea para ser segundo no caso de o Dynamo não ganhar ao Maccabi.   - Nunca uma equipa portuguesa conseguiu ganhar ao Chelsea em Stamford Bridge. Além do FC Porto, também já ali perderam o Benfica (2-1 em 2011/12) e o Sporting (3-1 em 2014/15). O FC Poirto foi, porém, a única equipa nacional que já ganhou aos “blues”, ainda que sempre no Dragão: 2-1 na fase de grupos de 2004/05 (fez na segunda feira onze anos) e outra vez 2-1 na presente época.   - O Chelsea já perdeu quatro vezes em casa nesta época negra: 2-1 com o Crystal Palace, 3-1 com o Southampton, 3-1 com o Liverpool e 1-0 com o Bournemouth. Todas as derrotas aconteceram em jogos da Premier League. Em partidas internacionais o Chelsea não perde em casa desde Abril de 2014, quando o Atlético Madrid ali venceu por 3-1 nas meias-finais da Liga dos Campeões.   - Além disso, o Chelsea não faz golos há dois jogos seguidos: 0-0 com o Tottenham e 0-1 com o Bournemouth. Não lhe acontecia semelhante coisa desde Novembro de 2012, quando até esteve três jogos seguidos sem marcar golos: uma derrota por 3-0 em Turim com a Juventus seguida de dois empates a zero com Manchester City e Fulham. Na altura o Chelsea esteve seis jogos sem ganhar e Roberto Di Matteo foi demitido, cedendo o lugar a Rafa Benítez.   - O FC Porto vem com três vitórias seguidas: 1-0 ao Tondela, 4-0 ao U. Madeira e 2-1 ao P. Ferreira. Procura a quarta da sequência, o que já conseguiu esta época quando bateu sucessivamente Chelsea (2-1), Belenenses (4-0), Varzim (2-0) e Maccabi Tel Aviv (2-0).   - Além disso, os dragões ganharam o último jogo fora de casa na Liga dos Campeões (3-1 ao Maccabi). Não ganham duas deslocações europeias consecutivas desde Novembro do ano passado, quando se impuseram a Athletic Bilbau (2-0) e Bate Borisov (3-0).   - Bruno Martins Indi poide fazer o 50º jogo com a camisola do FC Porto. Tem até aqui 49, 30 deles na Liga portuguesa. Os restantes dividem-se entre a Liga dos Campeões (16), a Taça da Liga (dois) e a Taça de Portugal (um). Marcou dois golos, a Gil Vicente e Sp. Braga.
2015-12-08
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Último Passe

Podemos achar o que quisermos sobre o facto de haver um documentário acerca de Cristiano Ronaldo destinado ao ecrã grande do cinema, mas uma coisa não pode ser ignorada: a indiferença com que toda a gente no Real Madrid encarou a cerimónia de lançamento da obra. Se lá esteve Ancelotti, se lá esteve Ferguson, se lá esteve até José Mourinho, o técnico com quem o CR7 não mantém relações propriamente efusivas, não se vê na falta de Rafa Benítez, de Florentino Pérez ou de algum representante seu mais do que uma declaração. Uma declaração acerca do futuro, à qual me custa a entender que Jorge Mendes, pelo poder que tem, seja alheio.O clima anda tenso, como era inevitável que viesse a acontecer a partir do dia em que a aposta do Real Madrid foi em Rafa Benítez, um treinador com tanta vontade de deixar marcas no clube que precisava de pôr tudo em causa. Incluindo a forma de funcionar com e para Ronaldo. Seja por razões táticas, seja devido à falta que lhe faz Benzema - aproximando Ronaldo dos problemas que enfrenta no ataque móvel e sem referências da seleção nacional - seja por ter deixado de sentir o afeto entretanto partilhado com outros, a verdade é que Ronaldo não está a gosto e tanto ele como os que o rodeiam fazem questão de que isso se saiba sem terem de o dizer. Porque não podem dizê-lo, como é evidente.Foi a entrevista à Kicker, a admitir que há-de sair de Madrid um dia; foi o segredo a Laurent Blanc, no jogo contra o PSG, a abrir caminho a especulações; foi agora a discussão com Sérgio Ramos, no final da derrota em Sevilha, a primeira da época. Tudo achas para uma mesma fogueira, a fogueira que vinha sendo alimentada por meia dúzia de exibições tristes, para as quais as táticas de Benítez contribuem com frequência. E exatamente a mesma fogueira que foi mais inflamada ainda por Florentino Pérez, quando confrontou o jogador à frente das câmaras de TV após as declarações à Kicker ou não se fez sequer representar a si ou ao clube no lançamento do documentário sobre a vida do seu jogador bandeira, do seu Bola e Bota de Ouro.  Ora se Florentino não é idiota - e eu acho que não é - e sabe bem o que vai dizer-se neste tipo de circunstâncias, não creio que esteja a ser surpreendido pelo que está a passar-se. Como todos os bons gestores, tê-lo-á mesmo antecipado. Tê-lo-á feito ele, como certamente podem tê-lo Ronaldo ou Jorge Mendes, que esteve bem à vista de todos na cerimónia de Londres, como o esteve também José Mourinho, treinador estrela da Gestifute cuja presença foi o sublinhado a grosso da ausência do Real Madrid. Novidades? Lá para o fim da época veremos.
2015-11-09
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Último Passe

É de dois portugueses que se fala em Inglaterra. De José Mourinho, como é habitual, mas também de Carlos Carvalhal. O primeiro continua sem conseguir acertar o passo ao Chelsea, que foi eliminado da Taça da Liga pelo Stoke, mesmo depois de ter forçado o empate nos descontos e de ter jogado o prolongamento com um homem a mais, e faz com que meia Inglaterra do futebol se questione acerca do que lhe permite manter o lugar. O segundo continua a galvanizar os adeptos do Sheffield Wednesday e afastou o Arsenal com um 3-0 contundente, que leva a que mais uma vez se pergunte por que razão anda ele perdido no segundo escalão inglês e nunca chega a aquecer o lugar nos clubes por onde passa. Mourinho está a viver um ano atípico, provavelmente o pior de toda a sua brilhante carreira. O Chelsea perdeu a Supertaça, segue em 15º lugar na Premier League e terá de pedalar para ser primeiro no seu grupo da Liga dos Campeões, pois saiu derrotado do Dragão e não fez melhor do que o FC Porto na visita a Kiev. Mourinho está seguro, pois assinou um novo contrato de quatro épocas no início da presente temporada, mas basta ver o Chelsea jogar para se perceber que aquilo não é uma equipa “à Mourinho”. Falta rigor defensivo, falta espírito competitivo, falta até qualidade nas posições mais recuadas, o que vem denunciar também algum défice de planificação no recrutamento. Pensaria Mourinho que com este grupo de jogadores poderia ir longe? Não creio. E na resposta a essa pergunta está a génese de uma outra: quererá ele ficar os quatro anos em Stamford Bridge? Diferente é a situação de Carlos Carvalhal. Não tenho dúvidas quando digo que Carvalhal é um dos treinadores mais bem preparados que conheço. Sabe do jogo, do treino, exprime-se com clareza, explica futebol como poucos. O Sheffield Wednesday é o 16º clube em que trabalha nas 18 épocas que leva como técnico de futebol, tendo pelo caminho conduzido o Leixões à final da Taça de Portugal, ganho a Taça da Liga com o V. Setúbal e experimentado o futebol grego, turco ou dos Emiratos Árabes. E no entanto, quando o nível de exigência sobe, tem falhado. Foi assim no Sporting, por exemplo. Em Alvalade, a ideia que ficou foi a de um homem demasiado brando para um balneário habituado à disciplina férrea de Paulo Bento, ao qual sucedeu. Em Sheffield, num país onde o código de ética profissional dos jogadores é bem diferente do português, a preparação de Carvalhal pode ser suficiente para lhe garantir o sucesso sem ter de se preocupar com esquemas de controlo de balneário. Para já, as coisas estão a correr-lhe bem. Ainda que no caso de Carvalhal, o verdadeiro desafio seja sempre o início da segunda época.
2015-10-28
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O FC Porto procurará obter contra o Maccabi Tel Aviv, de Israel, a 20ª vitória consecutiva em casa, superando a melhora marca das equipas de José Mourinho, que segue em 19 sucessos de enfiada. Se o conseguir, continuará a caminho de igualar o recorde da equipa de Artur Jorge, que venceu 24 desafios seguidos, entre Novembro de 1984 e Dezembro de 1985. A última vez que os portistas não ganharam no Dragão foi quando receberam o Benfica, em jogo da última Liga portuguesa. Dois golos de Lima, a 14 de Dezembro de 2014, valeram um 2-0 aos encarnados e atrasaram os portistas na tabela, mas estes aproveitaram o momento para iniciar uma longa série de vitórias no Dragão. Em todas as competições, por ali passaram e foram batidos, entretanto, o V. Setúbal (4-0), o Belenenses (3-0), o U. Madeira (3-1), a Académica (4-1), o Paços de Ferreira (5-0), o V. Guimarães (1-0), o Sporting (3-0), o Basel (4-0), o Arouca (1-0), o Estoril (5-0), o Bayern (3-1), a Académica (1-0), o Gil Vicente (2-0), o Penafiel (2-0) e, já na presente época, o V. Guimarães (3-0), o Estoril (2-0), o Benfica (1-0), o Chelsea (2-1) e o Belenenses (4-0). Ao todo, 19 jogos sempre com vitória em casa. A série atual já iguala a melhor das equipas de José Mourinho, também ela estabelecida em 19 jogos entre uma derrota com o Real Madrid (1-3, a 1 de Outubro de 2003) e um empate com o Deportivo da Corunha (0-0, a 21 de Abril de 2004). Durante essa série, os portistas fizeram boa parte da caminhada que os levou à vitória na Liga dos Campeões de 2004. Se ganharem ao Maccabi, os jogadores de Julen Lopetegui deixam para trás a marca de Mourinho e centram-se numa outra, estabelecida pela equipa de Artur Jorge, mas bem antes da caminhada que a levou à vitória na Taça dos Campeões Europeus de 1987. Entre um empate a zero com o Sporting, a 25 de Novembro de 1984 e outro nulo sem golos com o Benfica, a 4 de Dezembro de 1985, o FC Porto esteve 24 jogos seguidos sempre a ganhar nas Antas. Essa série só teve dois jogos europeus (Ajax e Barcelona, derrotados por 2-0 e 3-1), mas por lá passaram o Sporting e o Benfica, este derrotado por três vezes. - O FC Porto está também numa série muito positiva (onze jogos sem derrota) de resultados em casa para as competições europeias. O Chelsea foi recentemente batido no Dragão, tal como o tinham sido o Bayern e o Basileia, na reta final da época passada. A última equipa estrangeira a empatar ali foi o Shakthar Donetsk (1-1, a 10 de Dezembro do ano passado), sendo que ninguém ali ganha desde que o Zenit o fez, por 1-0, a 22 de Outubro de 2013. Faz dois anos na quinta-feira.   - Os dragões nunca defrontaram uma equipa de Israel nas provas da UEFA, mas o Maccabi já teve pela frente um adversário português. Ganhou por 1-0 ao Boavista na primeira mão da primeira eliminatória da Taça UEFA de 2002/03, num jogo que foi disputado em Sofia, na Bulgária, mas depois perderam por 4-1 no Bessa, graças a golos de Strul (própria baliza), Jocivalter (dois) e Serginho Baiano, aos quais respondeu Torjman.   - Sendo verdade que só uma equipa israelita eliminou uma portuguesa em confronto direto, também é certo que as últimas visitas de israelitas a Portugal têm acabado mal para os lusos. O Hapoel Ramat Gan empatou a zero no Estoril em 2013, o Hapoel Tel Aviv empatou com a Académica (1-1) em Coimbra em 2012 e perdeu na Luz com o Benfica (2-0) em 2010, o Bnei Yehuda ganhou (1-0) ao Paços de Ferreira e o Maccabi Netanya empatou a zero com a U. Leiria em 2007. Antes disso, sim, só vitórias portuguesas: além dos 4-1 do Boavista ao Maccabi Tel Aviv (2002), há um 6-0 do Benfica ao Beitar Jerusalem em 1998, um 3-0 do Sporting ao mesmo Beitar em 1997 e um 4-0 do Sporting ao Maccabi Haifa em 1995.   - Eran Zahavi marcou nos últimos dois jogos do Maccabi. Fez o terceiro e o quinto golos dos 5-0 com que os campeões de Israel ganharam ao Hapoel Acre e marcou de penalti o golo da vitória (2-1) no terreno do Maccabi Petah Tivka, antes da expulsão do guarda-redes Lifshitz ter forçado Bem Haim a acabar o jogo na baliza. Zahavi já tinha marcado dois golos na vitória do Hapoel Tel Aviv sobre o Benfica (3-0) na Liga dos Campeões de 2010/11.   - Vincent Aboubakar, o melhor marcador do FC Porto nesta edição da Champions (fez dois golos no empate em Kiev) segue com quatro jogos consecutivos sem marcar (Benfica, Moreirense, Chelsea e Belenenses). Já é a sua mais longa seca com a camisola portista, sendo que no Lorient esteve seis jogos seguidos sem marcar, entre o início de Fevereiro e o final de Março de 2014.
2015-10-19
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O FC Porto-Chelsea será um teste à forma caseira da equipa de Julen Lopetegui. Os dragões ganharam os últimos 17 jogos oficiais em casa, série iniciada a 19 de Dezembro do ano passado, com uma vitória por 4-0 frente ao V. Setúbal. A última equipa a não perder no Dragão foi o Benfica, que ali ganhou por 2-0, para a Liga portuguesa, a 14 de Dezembro de 2014. E para se encontrar uma série mais longa de vitórias portistas em casa é preciso recuar até 2004, quando a equipa azul e branca era liderada por um certo José Mourinho. Depois dessa derrota com o Benfica, os dragões ganharam sucessivamente no Dragão a V. Setúbal (4-0, Liga), Belenenses (3-0, Liga), U. Madeira (3-1, para a Taça da Liga), Académica (4-1, Taça da Liga), Paços de Ferreira (5-0, Liga), V. Guimarães (1-0, Liga), Sporting (3-0, Liga), Basel (4-0, Champions), Arouca (1-0, Liga), Estoril (5-0, Liga), Bayern Munique (3-1, Champions), Académica (1-0, Liga), Gil Vicente (2-0, Liga), Penafiel (2-0, Liga), V. Guimarães (3-0, Liga), Estoril (2-0, Liga) e Benfica (1-0, Liga). São, ao todo, 17 vitórias consecutivas, algo que o FC Porto não conseguia desde 2003/04. Nessa altura, a equipa comandada por José Mourinho conseguiu estender a série de vitórias caseiras a 19 jogos, entre a derrota com o Real Madrid (1-3 para a Liga dos Campeões, a 1 de Outubro de 2003) e o empate com o Deportivo da Corunha (0-0 nas meias-finais da mesma prova, a 21 de Abril de 2004. Pelo caminho ficaram os seguintes adversários: Académica (4-1, Liga), Nacional (1-0, Liga), Ol. Marseille (1-0, Champions), Boavista (1-0, Taça de Portugal), Partizan (2-1, Champions), Gil Vicente (4-1, Liga), Beira Mar (3-0, Liga), Maia (3-0, Taça), Rio Ave (1-0, Liga), Vilafranquense (4-0, Taça), E. Amadora (2-0, Liga), U. Leiria (2-1, Liga), V. Guimarães (3-0, Liga), Manchester United (2-1, Champions), Belenenses (4-1, Liga), Boavista (1-0, Liga), Lyon (2-0, Champions), Moreirense (1-0, Liga) e Marítimo (1-0, Liga).   - A questão é que José Mourinho também raramente perdeu jogos no estádio do FC Porto. Soma ali, ao todo, apenas seis derrotas em 65 jogos, 63 dos quais foram ao serviço dos dragões. Mas já lá não ganha um jogo desde 9 de Maio de 2004, quando celebrou a conquista do título nacional com um 3-1 ao Paços de Ferreira (hat-trick de Benny McCarthy). Três das derrotas de Mourinho no terreno portista aconteceram em 2001/02: foi batido por 2-1 pelo FC Porto na primeira vez que lá foi, ainda aos comandos da U. Leiria, e perdeu depois com o Beira Mar (2-3) e com o Real Madrid (1-2), já à frente dos azuis e brancos. Depois disso, foi derrotado pelo Panathinaikos (0-1) a caminho da vitória na Taça UEFA de 2002/03, pelo Real Madrid (1-3, com Casillas na baliza) no percurso até à vitória portista na Liga dos Campeões de 2003/04 e pelo FC Porto na fase de grupos da Liga dos Campeões de 2004/05 (2-1), quando já estava no Chelsea.   - A história dos regressos de Mourinho a Portugal inclui apenas mais dois jogos de competição, sempre pelo Chelsea. Um empate com o FC Porto no Dragão nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões de 2006/07 (1-1) e uma vitória em Alvalade, frente ao Sporting, na fase de grupos da da época passada (1-0).   - De resto, todos os regressos de equipas de Mourinho a Portugal foram para jogar particulares de pré-época com o Benfica na Luz: ganhou por 1-0 com o Chelsea em 2005/06, empatou a zero com o Inter (vencendo no desempate por penaltis) em 2008/09 e perdeu por 5-2 com o Real Madrid em 2012/13.   - O Chelsea tem um registo muito favorável no confronto com equipas portuguesas, tendo ganho nove, empatado um e perdido apenas um dos onze jogos que fez e somando neste momento oito vitórias consecutivas. Os londrinos ganharam na época passada os dois jogos ao Sporting (1-0 em Alvalade e 3-1 em Stamford Bridge). Antes disso, tinham vencido o Benfica na final da Liga Europa de 2012/13 (2-1, em Amesterdão) e tinham-se imposto por duas vezes ao mesmo Benfica nos quartos-de-final da Champions de 2011/12 (1-0 na Luz e 2-1 em Londres). Em 2009/10 ganharam também os dois jogos contra o FC Porto (ambos por 1-0) e, em 2006/07, iniciaram a atual série de oito vitórias seguidas com um 2-1 frente aos dragões em Londres. O último jogo não ganho pelo Chelsea foi o empate no Dragão a 21 de Fevereiro de 2007 (1-1, com golos de Raul Meireles e Shevchenko) e dele resistem nas duas equipas Helton, Obi Mikel e John Terry.   - O Chelsea segue ainda com uma série de nove jogos europeus seguidos sem perder. Além dos 4-0 com que despachou o Maccabi Tel-Aviv na primeira ronda da Liga dos Campeões atual, passou sem derrotas pela prova do ano passado (quatro vitórias e quatro empates), da qual foi eliminada pelo Paris St. Germain pela regra dos golos fora. A última derrota europeia do Chelsea aconteceu em Madrid, a 30 de Abril de 2014: 3-1 contra o Atlético, a significarem eliminação nas meias-finais da Champions cuja final se jogou em Lisboa.   - Ao mesmo tempo, o FC Porto segue com 10 jogos europeus seguidos sem perder em casa. Na época passada, ganhou cinco e empatou apenas um (1-1 com o Shakthar Donetsk) e na temporada anterior tinha empatado com o Austria Viena e com o Eintracht Frankfurt antes de ganhar a Napoli e Sevilha. A última derrota sucedeu a 22 de Outubro de 2013, contra o Zenit (1-0, golo de Kerzhakov).   - Em contrapartida, o FC Porto não se dá historicamente bem com clubes ingleses, aos quais ganhou apenas seis de oito jogos. A última vitória portista aconteceu a 17 de Fevereiro de 2010 (2-1 ao Arsenal), mas a esse jogo seguiram-se três derrotas: 5-0 com o Arsenal em Londres; 1-2 e 0-4 com o Manchester City nos 16 avos de final da Liga Europa de 2011/12.   - Iker Casillas deve tornar-se o jogador com mais jogos efetuados na história da Liga dos Campeões. Soma neste momento 151, tantos como o ex-barcelonista Xavi, que alcançou no empate em Kiev, pelo que pode isolar-se na tabela.   - O FC Porto vai com seis jogos consecutivos sem sofrer golos no Dragão. Três já esta época (1-0 ao Benfica, 2-0 ao Estoril e 3-0 ao V. Guimarães) e outros tantos na época passada (2-0 ao Penafiel e ao Gil Vicente e 1-0 à Académica). O último jogador a marcar ali um golo ao FC Porto foi Thiago Alcântara, na derrota (3-1) do Bayern ali, a 15 de Abril. Desde então passaram-se 602 minutos de futebol sem golos na baliza portista.
2015-09-28
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Último Passe

O facto de José Mourinho ter atirado a medalha de vencido na Supertaça inglesa para a bancada foi apenas uma excentricidade, que nem sequer é inédita na carreira do treinador português do Chelsea. Mourinho não o fez com mau perder, foi até simpático no gesto para com o jovem adepto do Arsenal e embora pareça evidente que estava a esnobar a competição pelo facto de a ter perdido, o ato acaba por ser tão sintomático como a explicação que Cech deu aos seus agora colegas de equipa acerca do lado para onde tinham de virar o troféu na foto oficial, para ele brilhar com a luz do sol. É que uns estão habituados a ganhar e outros não. Mourinho e Cech têm esse hábito; os rapazes do Arsenal nem por isso.Jorge Jesus também é um homem de hábitos – ou não tivesse ele quase sido traído por um lapsus linguae que o ia levando a elogiar a massa associativa do Benfica no final da vitória do Sporting no Troféu Cinco Violinos. E o hábito dele nos últimos anos tem sido liderar a equipa do Benfica, que na mesma conferência de imprensa disse já jogar de olhos fechados, fruto de seis anos de trabalho. Houve quem visse nessa frase de Jesus uma tentativa de passar a ideia de que ele ganharia sempre, porque na Supertaça portuguesa ou vence o Benfica que Jesus trabalhou durante seis anos ou o Sporting que ele trabalha agora. Mas até Jesus sabe bem que não é assim. No domingo, no Algarve, ele só ganha se conseguir derrotar a máquina que ajudou a montar, mas que entretanto já tem coisas de Rui Vitória, o seu sucessor. E, por muita coisa que tenha ganho nos últimos anos, se não o conseguir nem vale a pena pensar em deitar fora a medalha. Ia cheirar a déjà vu.
2015-08-02
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