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Duas equipas com propensão goleadora, V. Setúbal e Sporting têm montado os ataques muito em cima dos seus avançados-estrela, o coreano Suk e o argelino Slimani, respetivamente o terceiro e o segundo melhor marcadores da Liga, com nove e dez golos. Ambos estão a viver um excelente momento e mostram apetência por marcar ao adversário de agora, não sendo por isso estranho que se comente – até por semelhanças físicas – que os leões tenham pensado em Suk como alternativa a Slimani. Suk, que chegou a Portugal, vindo do futebol holandês, em Janeiro de 2013, fez o seu primeiro golo lusitano, ainda ao serviço do Marítimo, na baliza de Rui Patrício, na altura valendo uma vitória dos insulares em Alvalade, por 1-0. Era o terceiro jogo do asiático com a camisola verde-rubra e logo ali ele deixava um cartão de visita que raramente deixou de honrar. Depois de uma passagem pela Arábia Saudita, regressou a Portugal para vestir a camisola do Nacional – o único clube com o qual não conseguiu marcar ao Sporting, ficando em branco na derrota por 1-0 na Choupana, em Dezembro de 2014. Só voltou a defrontar os leões na Liga em Abril de 2015, já em representação do V. Setúbal, voltando a marcar, para atenuar a derrota da sua equipa por 2-1 no Bonfim. Além disso, Suk fez golos nas três últimas partidas do Vitória no Bonfim, onde não fica em branco desde os 2-2 com o U. Madeira, em Novembro. Desde então, fez um golo nos 2-4 com o Benfica, outro no empate a uma bola frente ao Rio Ave (Taça de Portugal) e outro ainda no 1-1 com o Sp. Braga, no sábado passado. Mas o bom momento é comum ao argelino Slimani, que vem de um bis inspirador nos 2-0 ao FC Porto, estando a apenas um golo do seu recorde para uma época inteira, que são os 15 golos de 2014/15. Ora Slimani tem três golos em outros tantos jogos contra o V. Setúbal, sendo que marcou sempre que foi titular: só ficou em branco nos 2-1 do Bonfim, em Abril, mas aí só entrou em campo a 20’ do fim. Antes, já tinha marcado nos 2-2 de Março de 2014 e bisado nos 3-0 de Novembro do mesmo ano.   - O V. Setúbal só perdeu uma vez no Bonfim esta época. Foram os 4-2 contra o Benfica, em Dezembro. Em contrapartida, também só ganhou uma vez: 1-0 ao Estoril, em Outubro. Soma, além desses dois jogos atípicos, sete empates, seis deles com golos.   - O Sporting segue com duas derrotas consecutivas fora de casa, não ganhando como visitante desde a deslocação ao Funchal, para defrontar o Marítimo, a 5 de Dezembro (1-0). Desde então, foi batido pelo Sp. Braga (4-3, após prolongamento, na Taça de Portugal) e pelo U. Madeira (1-0).   - Quim Machado, treinador do V. Setúbal, perdeu os dois jogos que fez contra o Sporting e nas duas vezes que defrontou Jorge Jesus, mas com nuances diferentes. Frente aos leões o seu Feirense não fez sequer um golo (0-2 em Aveiro e 0-1 em Alvalade). Já nos jogos com o Benfica de Jesus vendeu sempre muito mais cara a derrota: 1-3 na Luz, aguentando o empate até ao último quarto-de-hora, e 1-2 na Feira, de virada.   - Regresso de Jorge Jesus a Setúbal, onde foi jogador (de 1980 a 1983) e treinador (de 2000 a 2002). Desde que saiu do banco do Vitória, após uma derrota com o Varzim, em Janeiro de 2002, Jesus voltou com equipas suas a Setúbal por dez vezes, ganhando sete, empatando duas e perdendo apenas uma, com a U. Leiria (2-0), em Outubro de 2005. A última vez que não ganhou em Setúbal foi em Fevereiro de 2010, quando ali empatou (1-1) com o Benfica.   - Nuno Pinto, lateral do V. Setúbal, estreou-se na Liga portuguesa com a camisola do Boavista num empate a uma bola frente ao Sporting, a 28 de Janeiro de 2007. Foi lançado por Jaime Pacheco. O mesmo sucedeu com o avançado André Claro, a quem Pedro Emanuel deu os primeiros minutos na Liga numa partida com os leões, perdida em Alvalade pelo Arouca (5-1), a 18 de Agosto de 2013.   - Nos leões, Carlos Mané também se estreou na Liga a defrontar o adversdário desta jornada. Foi lançado por Leonardo Jardim nos últimos 7 minutos de uma vitória dos leões frente ao V. Setúbal, por 4-0, a 5 de Outubro de 2013.   - O Sporting não perde com o V. Setúbal desde Novembro de 2012, quando saiu do Bonfim vergado a uma derrota por 2-1, com golos de Meyong e Pedro Santos contra um de Jeffrén. Dos 14 homens que José Mota fez alinhar nessa noite pelo Vitória, subsistem no clube Paulo Tavares e Miguel Lourenço, que até foi expulso. Do Sporting só sobra Rui Patrício.   - O Sporting interrompeu na época passada uma série de três jogos sem ganhar em Setúbal, impondo-se por 2-1 (Carlos Mané e Tanaka marcaram para os leões, Suk fê-lo para os sadinos), mas já não sai do Bonfim sem sofrer golos desde Dezembro de 2010, quando ali venceu por 3-0 (bis de Yannick a somar a um golo de Abel). Foi a última vez que os leões se deslocaram a Setúbal com um treinador que lá tinha jogado: Paulo Sérgio, como agora Jorge Jesus.   - O V. Setúbal empatou todos os jogos que fez com Jorge Ferreira a apitar na Liga, dos quais apenas um foi no Bonfim: o V. Setúbal-Estoril de 2013/14 (1-1). Com este árbitro, o Sporting ganhou seis jogos em oito na Liga, tendo perdido os seus únicos pontos em Alvalade, num 0-1 com o Estoril (2013/14) e um 1-1 contra o Moreirense (2014/15).
2016-01-05
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O Sporting entra na nona jornada, em que vai receber o Estoril, na liderança isolada da Liga, algo tão raro que só lhe aconteceu em duas semanas na última década. Foi no ano em que Leonardo Jardim conduziu os leões ao segundo lugar final na Liga, que estes passaram duas jornadas isolados na frente da tabela. Resistiram ao primeiro obstáculo, mas baquearam logo no segundo. Ambos em Alvalade, onde voltam agora a colocar a liderança à prova. Nessa época, que arrancaram em primeiro lugar – ainda que com outras equipas a seu lado – fruto dos 5-1 com que despacharam o Arouca logo na primeira jornada, os leões chegaram à liderança isolada à 12ª jornada, quando venceram fora o Gil Vicente (bis de Montero), a 8 de Dezembro, tendo beneficiado do empate do Benfica em casa com o Arouca (2-2), dois dias antes. O Sporting ficou então com dois pontos a mais que FC Porto e Benfica e tinha pela frente dois jogos em casa, que acentuaram o otimismo pré-natalício. A 13ª jornada ainda foi de festa, pois o Sporting ganhou logo no sábado ao Belenenses por 3-0, com um penalti de Adrien, seguido de golos de André Martins e Wilson Eduardo. Benfica e FC Porto, porém, não esmoreceram, e ganharam também, no domingo (15 de Dezembro): as águias sofreram para levar de vencida o Olhanense, por 3-2, no Estádio do Algarve, ao passo que os dragões se impuseram ao Rio Ave, em Vila do Conde, por 3-1. Na 14ª jornada, o Sporting cedeu, empatando a zero em casa com o Nacional, com um golo anulado a Slimani a provocar muita polémica. FC Porto e Benfica já tinham ganho na véspera a Olhanense (4-0) e V. Setúbal (2-0), pelo que a liderança voltou a ser tripartida. Desde essa altura, nunca mais o Sporting esteve na liderança isolada da Liga. Teve uma boa ocasião recentemente, quando o FC Porto empatou fora com o Moreirense, mas também não foi capaz de ganhar ao Boavista (0-0 no Bessa) e de se isolar. Andando para trás, a liderança isolada do Sporting é também um acontecimento raro: é preciso recuar até Janeiro de 2005 para encontrar outra ocorrência. Nessa altura, o Sporting de José Peseiro passou o Natal a um ponto do FC Porto, a par do Benfica e com um ponto de avanço do Boavista. Depois, à 16ª jornada, começou por ganhar em casa ao Benfica, por 2-1 (bis de Liedson contra um golo de Nuno Gomes), beneficiando do empate caseiro do FC Porto com o Rio Ave (1-1) para se isolar. A queda, porém, foi súbita, logo na jornada seguinte: a 16 de Janeiro, na ronda que fechava a primeira volta, o Sporting foi perder por 3-2 à Choupana com o Nacional (e estava a perder por 3-0 aos 21’ de jogo, mas Liedson e Custódio ainda atenuaram a desvantagem), permitindo que FC Porto (que empatou fora com a Académica) e Benfica (que venceu o Boavista por 4-0) voltassem a estabelecer a liderança tripartida.   - Se jogar contra o Estoril, como é previsível, Rui Patrício iguala Pedro Barbosa e Anderson Polga como oitavo jogador com mais partidas feitas em toda a história do Sporting. Passarão a ser 342 os jogos nas redes dos leões. Esta época ainda poderá alcançar José Carlos (348) e Manuel Marques (355). Mas o “top 5” está dependente de mais um ou dois anos de permanência: Oceano é o quinto de uma tabela liderada por Hilário (471 jogos), com 401 jogos feitos pelos leões.   - O Sporting não vai contar com Adrien Silva, que tem vindo a ser peça fulcral do meio-campo, mas que viu frente ao Benfica o quinto cartão amarelo na Liga, ficando por isso suspenso. No último ano, os leões fizeram doze jogos sem Adrien, dos quais ganharam nove, empataram dois (em Paços de Ferreira para a Liga e em casa com o V. Setúbal, para a Taça da Liga) e perderam apenas um (no Restelo, com o Belenenses, para a Taça da Liga). Um destes empates e a derrota foram obtidos com a equipa secundária que o Sporting apresentou na edição da Taça da Liga do ano passado.   - Leo Bonatini, que é o melhor marcador do Estoril esta época, com seis golos divididos pelas diversas competições, também não vai poder alinhar, pois foi expulso no empate caseiro com o Rio Ave (2-2). Desde que ele se estreou na equipa, na vitória no Bessa, frente ao Boavista, por 2-1, a 18 de Janeiro, o Estoril não ganhou uma única vez sem ele: perdeu na Covilhã para a Taça da Liga (3-2) e depois, na Liga, empatou com Gil Vicente (1-1), Belenenses (2-2) e Moreirense (1-1). Marcou sempre golos, no entanto.   - O Sporting foi o único dos grandes ao qual Fabiano Soares conseguiu roubar pontos, desde que chegou ao comando técnico do Estoril, em Janeiro deste ano. Fê-lo num empate a uma bola, em casa, a 10 de Maio, com golos de Sebá (para o Estoril) e Ewerton (para o Sporting). De resto, o atual treinador estorilista já perdeu duas vezes com o FC Porto no Dragão (5-0 na época passada e 2-0 esta época) e uma com o Benfica na Luz (4-0, esta época).   - Jorge Jesus já começou a perder um campeonato num jogo com o Estoril, que empatou em casa a uma bola, em Maio de 2013: marcou Maxi Pereira, a anular um primeiro golo estorilista, de Jefferson (atual jogador do Sporting). Desde então, porém, Jesus ganhou sempre ao Estoril: 2-1 e 2-0 em 2013/14; 3-2 e 6-0 em 2014/15.   - O lateral estorilista Mano foi lançado no futebol profissional por Jorge Jesus, hoje treinador do Sporting, quando ambos estavam no Belenenses. A estreia deu-se numa vitória dos azuis em Setúbal (1-0), a 4 de Fevereiro de 2007.   - O Estoril só ganhou uma vez em 23 visitas a Alvalade para a Liga, mas foi a última equipa a ganhar ali ao Sporting em jogos de campeonato. Aconteceu em Maio de 2014, na última jornada do campeonato em que Leonardo Jardim levou os leões ao segundo lugar, graças a um penalti convertido por Evandro. Da 14 estorilistas que ganharam em Alvalade, restam apenas Mano, Diogo Amado, Yohann Tavares e Luis Phellype.   - Os 20 jogos que o Sporting leva sem perder em casa para o campeonato são a melhor série desde os tempos de Paulo Bento, quando os leões estiveram 26 partidas seguidas sem perder em casa na Liga, entre um 0-2 com o Benfica, a 1 de Dezembro de 2006 e um 1-2 com o FC Porto a 5 de Outubro de 2008.   - Jorge Ferreira, o árbitro deste jogo, foi quem dirigiu essa vitória do Estoril em Alvalade, tendo apontado dois penaltis, um para cada equipa. Evandro converteu o do Estoril, Adrien falhou o do Sporting. Essa foi a única vez que esteve numa derrota do Sporting, que ganhou cinco e empatou um dos sete jogos feitos com ele. O Estoril, em contrapartida, nunca perdeu com este árbitro: tem quatro vitórias e um empate (em Setúbal).
2015-10-30
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Ricardo Sá Pinto, atual treinador do Belenenses, tem muito boas recordações do FC Porto. Começou a carreira nos iniciados do clube azul-e-branco, antes de se mudar e de se revelar no Salgueiros, e foi nas Antas que marcou o primeiro golo da sua carreira profissional, batendo Vítor Baía, já o guarda-redes da seleção. Depois disso, como jogador, esteve 12 anos sem perder nas Antas e no Dragão. Só como treinador foi infeliz na visita ao FC Porto: perdeu o único jogo que lá fez e acabou com oito jogadores. A promoção dos juniores aos seniores do Salgueiros aconteceu no final da época de 1991/92, mas a estreia na Liga Sá Pinto só a fez a 22 de Agosto de 1992, numa derrota em Faro, contra o Farense, por 2-0. Ao quinto jogo na Liga, fez o primeiro golo. Palco? O Estádio das Antas, a 20 de Setembro de 1992: Sá Pinto desfeiteou Vítor Baía, a estabelecer o momentâneo empate a um golo, mas o FC Porto acabou por vencer esse jogo por 4-1. Foi a primeira derrota naquele estádio, sendo que a segunda surgiu no e meio depois: 1-0 na última vez que lá jogou pelo Salgueiros, antes de se mudar para o Sporting. Ora no Sporting, Sá Pinto nunca perdeu nas Antas nem no Dragão. Foi batido em finais, em jogos em campo neutro, chegou a perder em Alvalade ou a ver a sua equipa perder com ele lesionado. Mas com ele em campo, o saldo é excelente: uma vitória (2-1 para a Liga, em Março de 1997) e quatro empates, todos a um golo, entre Dezembro de 1994 e a última vez que lá jogou, em Março de 2006. Este jogo, da meia-final da Taça de Portugal, foi, aliás, o mais parecido com uma derrota para Sá Pinto no Dragão, pois os portistas acabaram por se impor nas grandes penalidades. Já sem ele em campo, pois saiu no início do prolongamento, para dar lugar a Tello. Como treinador, Sá Pinto só defrontou o FC Porto uma vez. Foi a 5 de Maio de 2012, na liderança do Sporting, e perdeu por 2-0 no Dragão, com bis de Hulk nos últimos dez minutos de um jogo que os leões acabaram com oito homens, devido às expulsões de Onyewu e Polga e a uma lesão de Pereirinha quando o técnico já tinha esgotado as substituições. O segundo confronto esteve para acontecer, mas foi evitado pela demissão do treinador após a derrota na Hungria contra o Videoton, por 3-0. Três dias depois já foi Oceano Cruz quem conduziu a equipa ao Dragão. Para nova derrota por 2-0.   - O FC Porto ganhou os derradeiros 18 jogos em casa. A última equipa a não perder no Dragão foi o Benfica, que ali venceu por 2-0 a 14 de Dezembro de 2014 e desde então já por lá voltou a passar, o mesmo tendo sucedido com Bayern, Chelsea ou Sporting, só para citar os mais fortes adversários. Se ganharem ao Belenenses, os dragões elevam a série de vitórias consecutivas no seu estádio, algo que não conseguiam desde 2003/04, quando estiveram exatamente 19 jogos seguidos a ganhar em casa, entre uma derrota com o Real Madrid (1-3, a 1 de Outubro de 2003) e um empate com o Deportivo da Corunha (0-0, a 21 de Abril de 2004).   - Essa derrota com o Benfica foi também a última vez que o FC Porto sofreu golos no Dragão em partidas da Liga portuguesa – desde então, o zero nas redes azuis e brancas tem sido a regra. Já lá vão 13 jogos inteiros desde o último golo ali marcado por um adversário no campeonato: Lima. São ao todo 1205 minutos, em nome de Fabiano, Helton e Casillas, mas ainda assim aquém dos 1384 minutos consecutivos de imbatibilidade conseguidos por Zé Beto e Vítor Baía entre Outubro de 1988 e Maio de 1989.   - Os 13 golos sofridos pelo Belenenses à sexta jornada são o pior arranque defensivo dos azuis na Liga desde Outubro de 1987, quando chegaram a esta ronda com 14 bolas nas redes (e com elevado contributo dos 7-1 que encaixaram nas Antas, frente ao FC Porto). As coisas nessa época recompuseram-se e a equipa acabou a Liga em terceiro lugar, com a sexta melhor defesa (38 golos em 38 jogos).   - Lopetegui não terá as melhores recordações do Belenenses, pois foi frente aos azuis, no Restelo, que perdeu as esperanças matemáticas de ser campeão nacional da época passada. O empate a uma bola ali obtido significou que o Benfica se sagrou campeão à 33ª jornada, com outro empate, em Guimarães.   - O Belenenses nunca ganhou no Dragão e a última vez que o fez nas Antas foi em Outubro de 2001, vai fazer 14 anos. Filgueira e Zé Afonso marcaram então para os do Restelo, tendo Pena reduzido para os azuis e brancos. Desde essa vitória conseguiu três empates no terreno do FC Porto. Dirigiram essas equipas João Carlos Pereira, Jorge Jesus e Marinho Peres – dois deles passaram pelo banco do Sporting, como Ricardo Sá Pinto.   - As maiores vitórias do Belenenses no terreno do FC Porto foram por quatro golos: 6-2 em 1944/45 e 4-0 em 1974/75. Nesta última vitória estiveram dois jogadores que viriam a ser bicampeões pelo FC Porto em 1978 e 1979: Freitas e González.   - Varela estreou-se na Liga portuguesa contra o Belenenses, lançado por José Peseiro para o lugar de Deivid a 11 minutos do final de uma vitória do Sporting sobre os azuis, em Alvalade, a 19 de Agosto de 2005.   - Ventura, o guarda-redes do Belenenses, foi bicampeão nacional pelo FC Porto em 2007/08 e 2008/09, jogando apenas uma partida em cada edição da Liga.   - André Sousa, médio do Belenenses que fez o primeiro golo no empate em Arouca, na semana passada, estreou-se na Liga no Dragão, lançado por Ulisses Morais numa derrota por 4-0 frente ao FC Porto., a 22 de Setembro de 2012.   - O jogo marca o regresso ao Dragão do árbitro Jorge Ferreira, que ali expulsou Maicon no empate (0-0) do FC Porto com o Boavista, em Setembro de 2014. O FC Porto ganhou os outros dois jogos que fez com este árbitro na Liga (5-2 ao Rio Ave e 3-0 ao Marítimo), ao passo que o Belenenses ainda está para conseguir vencer com ele: soma um empate e uma derrota, esta em casa com o Benfica.    
2015-10-03
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Rui Vitória tem enfrentado um início de época muito complicado, com duas derrotas nos três primeiros jogos e, mais ainda, sem ter conseguido fazer golos nesses dois desafios que perdeu (1-0 com o Sporting no Algarve e com o Arouca em Aveiro). O último treinador encarnado a quem tinha acontecido isto foi Giovanni Trapattoni, em 2004: começou por vencer o Anderlecht na Luz por 1-0, na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, mas depois perdeu a Supertaça para o FC Porto (0-1) e saiu vergado de Bruxelas por um 3-0 que significou o adeus prematuro à Liga dos Campeões. No final da época, porém, foi campeão nacional. Como o foram os outros dois treinadores a quem aconteceu arranque semelhante na Luz: John Mortimore e Lipo Herzcka. Ora aí está um desafio da história ao treinador ribatejano. Para imitar os antecessores, terá de melhorar muito a equipa. A reação da equipa de Trapattoni apareceu logo à quarta partida, ganha fora de casa ao Beira Mar por 3-2, mas com algum sobressalto final, pois chegou a estar a vencer por 3-0. A verdade é que, no final da época, o Benfica acabou por ser campeão, mesmo com 12 derrotas em 51 jogos oficiais e terminando 11 desses 51 desafios sem fazer golos (Anderlecht, Stuttgart, U. Leiria, Sp. Braga, CSKA Moscovo, Rio Ave e Penafiel fora de casa; FC Porto em campo neutro e ainda Sp. Braga, FC Porto e Beira Mar na Luz). Nada mau para quem revelava tanta dificuldade para encontrar as redes adversárias. Na verdade, não é tão incomum assim o Benfica arrancar de forma lenta: na época anterior a essa (2003/04), a equipa de José António Camacho também venceu apenas um dos três primeiros jogos (V. Guimarães em casa, tendo empatado fora com o Boavista e perdido em Roma com a Lazio), mas pelo menos fez golos em dois deles. Para encontrar arranques ofensivamente tão tímidos como o deste ano e o da época de Trapattoni (dois zeros nos primeiros três jogos) é preciso recuar a 1976, ano em que os encarnados eram treinados por John Mortimore. A época oficial começou a 4 de Setembro com uma derrota por 3-0 face ao Sporting, em Alvalade, prosseguiu a 11 do mesmo mês com um empate caseiro frente ao Sp. Braga (2-2) e a 15 com uma derrota em Dresden (0-2), frente ao Dynamo local, em jogo da ronda inaugural da Liga dos Campeões. Nesse ano, o Benfica voltou a marcar ao quarto jogo (1-1 fora de casa com o Estoril, a 19/9), mas só ganhou pela primeira vez ao quinto (1-0 à Académica, que na altura estava travestida como Académico, na Luz). No final da época, porém, foi campeão nacional, com apenas quatro derrotas em 36 jogos (duas vezes com o Sporting em Alvalade, uma com o V. Setúbal no Bonfim e a tal em Dresden). Antes desse ano, o Benfica só tinha ficado em branco em dois dos primeiros três jogos da época por mais uma vez. E foi, imagine-se, em 1936/37. Nessa altura, a época começava com o campeonato de Lisboa, disputado de Outubro até ao Natal, e os encarnados começaram por empatar a zero com o Casa Pia no Restelo, e por perder nas Amoreiras com o Sporting por claros 5-0. Ao terceiro jogo marcaram os primeiros golos, ganhando ao Belenenses por 3-1. Esse Benfica, dirigido pelo húngaro Lipo Herzcka, ficou em segundo lugar no campeonato regional, mas acabou por ganhar o campeonato da Liga, goleando por 6-0 o FC Porto na última jornada.   - O Benfica é, de longe, a equipa mais rematadora da Liga, com uma média de 25 tentativas por jogo. O Moreirense, em contrapartida, é das que menos procura as redes adversárias: só o fz por 13 vezes, a uma média de 6,5 por jogo que só supera a do Tondela (que rematou em 11 ocasiões).   - O Moreirense nunca ganhou na Luz, mas já ali empatou duas vezes para a Liga, sempre a um golo. Foi em Fevereiro de 2003 (Simão “cancelou” o golo inaugural, de Agostinho) e em Fevereiro de 2004 (Demétrius empatou depois de Fernando Aguiar ter colocado os encarnados em vantagem).   - Das últimas três vezes que se defrontaram para a Liga, Benfica e Moreirense registaram sempre o mesmo resultado (3-1), com a particularidade de os nortenhos terem marcado sempre primeiro. Fê-lo Vinicius na Luz no encerramento do campeonato de 2012/13 (respondeu o Benfica por Cardozo e com um bis de Lima), repetiu-o João Pedro nas duas partidas da época passada (Eliseu, Maxi e Lima responderam pelos encarnados na Luz; Luisão, Eliseu e Jonas fizeram-no em Moreira de Cónegos).   - Todos os quatro golos marcados pelo Benfica na atual Liga surgiram nos últimos 17 minutos de jogo. Além disso, todos os quatro golos sofridos pelo Moreirense na Liga apareceram nos derradeiros 23 minutos de jogo. Condimentos para uma ponta final de jogo entusiasmante.   - Júlio César estreou-se na Liga portuguesa frente ao Moreirense, lançado por Jesus na vitória por 3-1 na Luz, a 21 de Setembro do ano passado. João Pedro, que trocou o Moreirense pelo Apollon Limassol, de Chipre, foi o primeiro a marcar-lhe um golo. O único que já o fez no atual plantel dos cónegos foi Iuri Medeiros, mas ao serviço do Arouca.   - O médio Vítor Gomes, do Moreirense, estreou-se na Liga portuguesa contra o Benfica. Foi lançado por João Eusébio numa derrota do Rio Ave em casa contra os encarnados por 1-0, a 19 de Março de 2006. O mesmo sucedeu com o avançado Luís Carlos, este ano regressado da Polónia, que se estreou num Gil Vicente-Benfica (2-2), a 12 de Agosto de 2011, lançado por Paulo Alves.   - O Benfica ganhou todos os jogos que fez na Liga com o árbitro Jorge Ferreira, o último dos quais em Moreira de Cónegos, na ponta final da época passada: 3-1, com cartão vermelho a André Simões a meia hora do final, numa altura em que o Benfica acabara de restabelecer a igualdade a uma bola. Em contrapartida, o Moreirense nunca ganhou na Liga com ele a apitar: em três jogos, o melhor que conseguiu foi um empate a uma bola em Alvalade, contra o Sporting, com expulsão de Cardozo já nos descontos, pouco depois de os leões terem feito o seu golo.
2015-08-28
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