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Entre as muitas maneiras de se fazer uma equipa, há uma que me agrada mais. É aquela que pega no melhor jogador do grupo, aquele que mais pode fazer pelo resultado do coletivo, e se faz todos os possíveis para lhe dar as melhores condições para exprimir o seu talento. Foi isso que Fernando Santos fez na seleção com Cristiano Ronaldo. Não é isso que Rui Vitória está a fazer neste momento no Benfica com Jonas. Mas tudo tem uma explicação e estes dois casos ate partilham um ponto de partida: o privilégio dado ao melhor jogador da equipa estava a tornar-se prejudicial ao equilíbrio do todo. Vejamos o caso da seleção no ponto em que Santos lhe pegou. Ronaldo não esteve no arranque da qualificação do Europeu de 2016, aquela derrota comprometedora com a Albânia, em Aveiro, ainda com Paulo Bento, mas tinha estado no Mundial de 2014. Aí, surgira onde mais gostava, mas não onde fazia melhor à equipa: a partir da esquerda para o meio, com liberdade para se mover por onde quisesse. É verdade que, ofensivamente, o sistema funcionara na perfeição no play-off contra a Suécia (3-2 para Portugal em Estocolmo e uma Bola de Ouro ganha nessa noite, com um hat-trick, para o CR7), mas Portugal já não tinha sido uma maravilha do ponto de vista dos equilíbrios defensivos, como se percebe pelos dois golos sofridos. No Mundial, o brilho ofensivo nunca apareceu, porque Ronaldo padecia de uma lesão mal debelada, e a sua colocação à esquerda, num 4x3x3 assimétrico que obrigava João Moutinho a compensar por aquele lado sempre que o capitão fugia para o corredor central, foi sempre um problema defensivo. No Benfica, a questão Jonas é, neste aspeto, semelhante. Jonas é um avançado muito móvel, que aposta muito nas desmarcações de apoio para o espaço entrelinhas, em aproximação aos médios, ou nos movimentos de rotura para os corredores laterais, abrindo caminho às diagonais dos alas para o meio. Não é o típico avançado que serve de referência, que fixa os centrais adversários. Isso e a noção de que o futebol de Jonas beneficia muito com a presença de uma referência central à sua frente – e com isso beneficia também, naturalmente, a equipa – levou a que todos os treinadores que o tiveram no Benfica – primeiro Jorge Jesus e depois Rui Vitória – optassem por o utilizar como segundo avançado, num 4x4x2 que necessariamente sacrifica o núcleo central do meio-campo. Trata-se de um sistema que prevê a utilização de apenas dois médios-centro, um para servir de âncora e outro que tem de trabalhar a dobrar para evitar os momentos de dois-para-três. E foi a inexistência desta segunda figura, esgotada a opção Pizzi – como se esgotaram antes dele Witsel ou Enzo Pérez, porque o papel é de facto esgotante – que levou Rui Vitória a optar recentemente por um meio-campo mais preenchido e por um 4x3x3, que no entanto o deixa com um problema a resolver: o que faz com Jonas? Na seleção, Fernando Santos resolveu a questão de forma muito simples: com um 4x4x2 assimétrico, em que usa Ronaldo como segundo avançado, abre um extremo na direita e chama ao onze, para a esquerda, um médio-ala com capacidades para jogar por dentro. É certo que beneficiando das capacidades táticas de uma série de jogadores de exceção e de algum tempo de habituação, a seleção resolveu a questão a contento de todos: de Ronaldo, que assim pode jogar livre na frente, mas também da equipa, que fica com todos os corredores preenchidos e sem desequilíbrios flagrantes, aproveitando ainda o que o Bola de Ouro tem para lhe dar. No Benfica, pelo que se tem visto, Rui Vitória ainda não chegou à solução. Para já, estancou os desequilíbrios a meio-campo – que muitas vezes era uma auto-estrada para os adversários que passavam a primeira zona de pressão – trocando o 4x4x2 por um 4x3x3 clássico. Este, no entanto, apresenta dois problemas imediatos: inadequação da equipa às novas rotinas coletivas, tão viciada estava nos posicionamentos anteriores; e prejuízo evidente para o futebol de Jonas, que se ressente da falta da referência frontal.  Porque, das duas uma. Ou o brasileiro deixa de ter o espaço que tinha para se mover por onde quer e se assume como referência da equipa na frente – e isso é mau para ele e, por inerência, para a equipa. Ou a equipa se re-habitua a um novo padrão de movimentações, a uma espécie de “futebol total” em que toda a gente se mexe por todo o lado, mas onde a coordenação se torna mais difícil e, por isso, mais dependente do treino. Em Moscovo, o resultado foi sofrível. Com tempo de habituação se verá se esta chega a ser solução ou se, pelo contrário, a coisa só vai lá com o regresso do primeiro avançado e a recomposição do meio-campo com um ala capaz de fechar bem. Uma espécie de João Mário ou André Gomes da seleção. Ou, num contexto benfiquista, uma espécie de Ramires, que Jesus usava para poder acumular no mesmo onze Cardozo, Saviola, Aimar e Di María.  
2017-11-26
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Rui Vitória lançou o alvoroço nas hostes benfiquistas ao dizer, em entrevista à BTV, que está a ponderar fazer “mudanças táticas e na forma de jogar” da equipa tetracampeã nacional. Duas coisas a este respeito. Primeiro, que mudanças táticas não implicam um novo sistema, como já vi escrito. Depois, que a afirmação me parece muito mais para consumo externo do que para debate ou plano de ação no Seixal. A questão não é tanto a de ser tolice mudar algo que, para já, funciona: as grandes organizações são as que mudam antes de entrar na curva descendente. A questão é sobretudo a de não se verem alternativas melhores do que o recurso à qualidade de Jonas. E de se perceber se vai ou não haver Jonas. Muito daquilo que for o Benfica de 2017/18 vai depender da capacidade de Rui Vitória para voltar a potenciar Jonas, o avançado que foi fulcral há dois anos, mas a quem problemas físicos roubaram grande parte da época passada. E Jonas, tal como Ronaldo, por exemplo, rende mais como avançado em 4x4x2, com uma referência frontal presente, que lhe permita escolher por onde circular, do que num sistema mais próximo do 4x3x3, que o obrigasse a ser ponta-de-lança solitário. Rui Vitória, ele próprio um treinador que sempre gostou do 4x2x3x1, tentou aplicar este sistema à chegada à Luz: a primeira partida oficial que fez no Benfica, uma Supertaça perdida contra o Sporting, foi abordada neste sistema, com Talisca atrás e Jonas como ponta-de-lança solitário. Não resultou. E com Jonas será sempre má ideia regressar a essa variante. Porque, tal como Ronaldo, mais uma vez, Jonas é um excelente finalizador, mas não deve pedir-se-lhe que seja a referência avançada da equipa, não se deve amarrá-lo aos centrais adversários. Ele ajuda mais a equipa se aparecer atrás do homem que faz isso. É verdade que, na sequência daquela frase, Rui Vitória deixou essas eventuais mudanças como dependentes de várias coisas. “Está dependente de eventuais saídas de jogadores-chave”, disse. “Uma coisa é ter um lateral que entra na área, outra é ter um que só faz jogo por fora. Uma coisa é ter o Jonas, outra é atuar sem ele”, prosseguiu. E aí está, mais uma vez, Jonas no centro da decisão. Parece mais ou menos evidente que as saídas de jogadores-chave, no Benfica, já não irão muito além das que se verificaram. Sem Ederson, Vitória perde qualidade entre os postes e uma alternativa viável na saída de bola mais direta. Sem Lindelof, também perde qualidade no centro da defesa, que pode tentar resgatar entre as até aqui segundas opções, como Jardel ou Lisandro. Isto, presumindo que Luisão consegue fazer mais um ano no top. A verificarem-se mais saídas, como as dos laterais – e Vitória referiu-se a isso na entrevista – a questão passará sempre por ser capaz de encontrar alternativas no mercado. Tarefa em que os cofres entretanto reforçados podem ajudar. E muito. Porque a maior arma do Benfica para ser considerado favorito na nova época é a continuidade. Há novos argumentos na frente – Seferovic permite uma maior exploração da profundidade ofensiva do que Mitroglou e até Jiménez, sem perder capacidade defensiva – mas há sobretudo a noção de que os que já existiam continuam a ser válidos. E se Jonas já recusou o exílio na China em Janeiro, como também não é admissível que possa vir aí uma equipa de topo de um dos campeonatos mais representativos da Europa atrás dele neste momento, não haverá razão nenhuma para que pense agora que ele possa sair. A não ser que a dúvida de Rui Vitória esteja, de facto, na capacidade de Jonas para voltar a ser o Jonas de 2015/16. No fundo, essa é a grande dúvida em torno de um Benfica que, pela primeira vez desde a chegada de Rui Vitória, entra na Liga com o estatuto de maior favorito popular.
2017-07-07
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Último Passe

O facto de ter conquistado os últimos quatro campeonatos nacionais e de ter terminado a época com uma dinâmica de vitória superior até à da época passada deixa, à partida, o Benfica na “pole position” para a Liga que aí vem. Como, apesar de práticas recentes poderem indiciá-lo, Luís Filipe Vieira já veio dizer que não tenciona mudar de treinador nem de paradigma, ao Benfica resta sobretudo não estragar o que tem feito até aqui, acertando o mais possível nas inevitáveis substituições de jogadores a que o mercado vai obrigá-lo. Mesmo que, como pode acontecer este ano, se veja forçado a substituir muita gente num mesmo setor tão fundamental como é o defensivo. Parece afastada a ideia segundo a qual Vieira e Jorge Mendes poderiam sentir-se tentados a fazer com Rui Vitória o que já quiseram fazem com Jorge Jesus há dois anos: trocá-lo em alta e aproveitar esse facto para o colocar num clube de topo na Europa, de forma a alargarem a sua zona de influência no mercado e potenciarem futuras transferências milionárias. Se Vitória fica, resta verificar se o paradigma de aposta nos jovens do Seixal se mantém também e se essa é a melhor política para um defeso em que se prevê que o Benfica possa perder boa parte da sua estrutura defensiva mais recuada. Porque a maior ameaça à hegemonia que o Benfica tem estabelecido no futebol português é a junção do fator sucesso-mercado à veterania de peças fundamentais, como Luisão e Jonas, que entrarão nesta nova época com 36 e 33 anos no BI, respetivamente. É verdade que o Benfica já suportou esta época uma quebra enorme de rendimento de Jonas, que passou boa parte do tempo de fora, por doença. É verdade também que na época anterior foi quando Luisão se magoou e Vitória fez dupla de centrais com Jardel e Lindelof que a equipa arrancou para o título, aguentando de forma estoica o sprint final do Sporting. A questão é que nunca faltaram os dois ao mesmo tempo, como a crescente veterania de ambos poderá levar a que aconteça, mais cedo ou mais tarde. Além de que, quando eles faltaram, à vez, havia em campo uma estrutura na qual a equipa podia montar-se. Uma estrutura que teve Júlio César e depois Ederson, que tinha Fejsa e Pizzi para permitir as eclosões de Lindelof, Nelson Semedo, Renato Sanches ou até Gonçalo Guedes. E falta perceber se há lá mais como estes – sobretudo se há tantos para um mesmo setor, no caso o defensivo. É mais ou menos consensual que o nível do campeonato de 2016/17 foi um pouco inferior ao de 2015/16, mas também é verdade que o segundo Benfica campeão de Rui Vitória já se baseou mais em ideias do treinador do que o primeiro, excessivamente dependente da inspiração das suas individualidades (Jonas e Gaitán acima de todos) e do efeito Sanches, que deu à equipa uma explosão determinante. Na época que agora termina, o Benfica melhorou muito do ponto de vista defensivo – e a colocação do mais equilibrado e perspicaz Pizzi no lugar que Renato tantas vezes deixava vago, ao meio, foi tão importante para isso como a liderança firme de Luisão, cuja experiência foi um atributo de excelência na coordenação dos comportamentos defensivos. O problema, para Rui Vitória, é que daqui por uns meses Luisão corre riscos sérios de olhar para o lado e não ver as caras a que se habituou. Ederson já foi, Lindelof e Nelson Semedo parecem estar a caminho e até Grimaldo teria mercado, caso agora o Benfica decidisse prescindir dele. Num setor onde a coordenação coletiva é tão importante, até para definir a altura onde se coloca a linha ou o momento de subida, fazer assim tantas mudanças já seria um problema, mesmo que o Benfica estivesse na disposição de gastar muito, de forma a que para o lugar dos que saem entrassem outros do mesmo valor, ou que haja por lá Jardel, já habituado a jogar ao lado do capitão. E é aqui que entra a questão do paradigma: a aposta nos miúdos, que foi desde sempre a maior justificação para a troca de Jesus por Vitória. Porque uma coisa é inserir, com meses de diferença, Lindelof, Renato Sanches e Ederson no onze-base e outra, completamente diferente, é começar a nova época com um novo guarda-redes, um novo defesa-direito e um novo defesa-central, todos vindos do futebol de formação. Assim ficará mais difícil.
2017-06-04
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Se a Liga portuguesa perdeu golos, a responsabilidade não é seguramente de Bas Dost, um cidadão holandês mais alto que a média que o Sporting foi buscar ao Wolfsburg para substituir Slimani, quando este saiu para o Leicester. Bas Dost estreou-se apenas à quarta jornada, já o mês de Setembro ia quase a meio, com um golo ao Moreirense, mas conseguiu na mesma acabar a prova como melhor marcador. Apontou 34 golos, a uma média de um por jornada (sem descontar as três em que ainda por cá não andava, porque disso ninguém teve culpa), sendo o primeiro a chegar a estes valores desde que, em 2001/02, Jardel apontou 42 e levou para casa a Bota de Ouro europeia. Dost teve de contentar-se com a prata. Nos 15 anos que mediaram entre as duas proezas, só um homem tinha passado a barreira dos 30 golos: foi Jonas, que acabara a época passada com 32. Bas Dost, que além dos 34 golos no campeonato, só fez mais um na Taça de Portugal e outro na Liga dos Campeões – há, ainda, mais um na Taça da Alemanha, antes de assinar pelo Sporting – fez uma segunda volta muito melhor do que a primeira. O bis ao Chaves no encerramento da primeira volta levou-o a chegar ao ponto de viragem com 13 golos, aos quais somou 21 na segunda volta. Sinal de adaptação crescente ao novo campeonato e à nova equipa foi o facto de os seus três hat-tricks (Boavista, Sp. Braga e Chaves) e o póquer (ao Tondela) terem todos eles surgido neste segundo turno. Somou-lhes bis a Nacional, Paços de Ferreira (ambos também na segunda volta), Chaves, Feirense, Arouca e Estoril (estes na primeira vez que os defrontou). Bas Dost fez golos a 15 dos 17 adversários que teve na Liga – só o FC Porto e o V. Guimarães não o viram meter a bola no fundo das redes. É sabido que só mais perto do final da Liga começou a marcar penaltis, mas ainda converteu sete, o que veio contribuir para retirar algum peso à sua principal arma, que é o jogo aéreo: dos 34 golos que fez na Liga, 12 foram de cabeça, 21 de pé direito e apenas um de pé esquerdo (o segundo nos 2-1 em casa ao Feirense). Quase todos nasceram dentro da área: a exceção aqui, é um golo nos 4-2 ao Estoril, marcado cara-a-cara com o guarda-redes, após passe em profundidade de William Carvalho. O holandês marcou mais golos na segunda parte (20) do que na primeira (14), tendo como período predileto o segundo quarto de hora deste segundo período (nove golos entre os 61’ e os 75’), mas tanto marca golos a abrir (o mais madrugador foi logo aos 5’, no Sporting-Feirense) como a fechar (comprova-o o golo da vitória frente ao Belenenses, no Restelo, aos 90+3’). Curioso é que Gelson, o principal assistente do Sporting, não tenha disparado nos passes decisivos para Bas Dost. A prova de que a ligação entre os dois ainda pode ser melhorada é que o jovem extremo português fez tantas assistências para Bas Dost como o costa-riquenho Campbell (quatro), sendo os dois seguidos por Alan Ruiz, Schelotto, Bruno César e Matheus Pereira (todos com dois passes para golo) como principais municiadores do goleador holandês.
2017-05-22
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Último Passe

O Benfica confirmou o esperado tetracampeonato com uma goleada (5-0) ao V. Guimarães, numa partida exemplar em que espelhou as maiores virtudes desta época – acima de todas, o comportamento ativo e pressionante nos momentos defensivos e a inspiração das suas maiores figuras na fase da criação. A forma como Fejsa e Jiménez combinaram para ganhar uma bola a Rafael Miranda na saída de jogo do Vitória, conduzindo ao primeiro golo, marcado por Cervi, foi tão importante no quarto título da série como a solução encontrada por Jonas para marcar o seu primeiro, o 4-0, com um chapéu notável a Douglas. As duas coisas juntas fizeram o título do Benfica. Este Benfica foi, ainda assim, ligeiramente inferior ao da época passada. Não em termos de processo coletivo, que nesse particular já em 2015/16 se baseava muito na capacidade das suas individualidades – Jonas acima de todos – e esta época até melhorou do ponto de vista defensivo. Mas baixou porque algumas dessas individualidades desapareceram: Jonas passou metade da época lesionado, Renato Sanches e Gaitán saíram antes de começar o campeonato, roubando à equipa a capacidade que o primeiro tinha para esticar o jogo e o cérebro aliado à técnica que o segundo representava em momentos de criação. Mas se a perda de Jonas, sobretudo na primeira metade da época, foi bem colmatada pela passagem de Gonçalo Guedes para o corredor central – mudando o futebol da equipa, pela maior capacidade de morder os calcanhares aos adversários em transição defensiva – a troca de Renato por um Pizzi a assumir mais responsabilidades também levou a um Benfica mais certeiro do ponto de vista tático, com menos buracos por preencher. E se Pizzi não dava à equipa os esticões que Renato proporcionava, essa vertigem acabava na mesma por ser recuperada pela solução que Rui Vitória encontrava para a esquerda, fosse Cervi, Zivkovic ou Rafa, todos eles velozes e capazes de promover roturas. Este Benfica fez mais jogos fracos do que em 2015/16, é verdade, e por isso mesmo acabará a Liga com menos pontos. Mas se há um ano era uma equipa incapaz de ganhar os jogos grandes – ganhou apenas um de seis nessa primeira época de Rui Vitória – a transformação no sentido de uma maior proatividade defensiva permitiu-lhe passar a ser implacável neste particular. Em 2016/17, o Benfica não perdeu um único jogo com os seus maiores rivais nacionais, chegando à última jornada da Liga com apenas duas derrotas, frente ao Marítimo e ao V. Setúbal. Isso não o impediu de manter o primeiro lugar na tabela desde a quinta jornada, em meados de Setembro. E desde aí muita coisa aconteceu. Grimaldo parou cinco meses; Fejsa esteve de fora durante quase dois; Jonas andou dentro e fora, ao ritmo dos seus problemas físicos; André Horta desapareceu das escolhas para acolher Felipe Augusto; Jiménez ídem, devido à saída fracassada para a China em Janeiro; e Gonçalo Guedes saiu mesmo para o PSG. Mesmo assim, é verdade que por vezes graças a tropeções de um FC Porto que nunca foi capaz de assumir a candidatura a sério, chegou ao título a uma jornada do fim. E se assim foi, é porque o mereceu.
2017-05-13
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Benfica e FC Porto ganharam os seus jogos da 31ª jornada e mantiveram as distâncias no corpo-a-corpo que vêm disputando pelo título de campeão nacional. Boa notícia para os tricampeões, que superaram mais uma das “finais” de que fala Rui Vitória, mas também para os aspirantes, que saíram sem um arranhão de uma das deslocações que se anteviam mais complicadas e até o fizeram com reforço de moral, uma vez que ganharam mais facilmente em Chaves do que o Benfica o fez na receção ao Estoril. Nas três últimas jornadas, vai colocar-se como nunca a questão do “estofo de campeão”, que entre outras coisas é a capacidade que uma equipa tem para ganhar jogos empatados. E aí, o Benfica tem sido mais forte. Hoje, nenhum dos dois jogou com particular brilhantismo. O Benfica agradece os três pontos a Jonas, que tirou a equipa do buraco em que esta se colocara com um início de segunda parte catastrófico, no qual o Estoril fez um golo mas podia bem ter feito mais dois ou três. No fim, dirão os adeptos, isso não interessa nada, ou pelo menos não interessa tanto como os três pontos somados com a vitória por 2-1. Já o FC Porto voltou a fazer um jogo de menos a mais: arranque cinzento, sem grande fulgor mesmo na melhor fase, mas vitória segura a partir do momento em que fez o primeiro golo do 2-0 a um Chaves que nunca chegou sequer perto da baliza de Casillas. Até final da época, os encarnados sabem que continuam a poder empatar um jogo – têm, portanto, direito ao erro. Já os dragões desbarataram esse direito com os tais empates nos jogos em que não estiveram tão bem, em que deixaram que o medo da liderança os atrofiasse e lhes retirasse a capacidade de conquista, como foi o caso dos recentes desafios em casa com V. Setúbal e Feirense. Esta questão volta a assumir particular importância esta semana, porque os dois candidatos ao título enfrentam as deslocações previsivelmente mais difíceis até final da temporada. Os adversários são o Marítimo (para o FC Porto) e o Rio Ave (para o Benfica), duas equipas cuja competência se demonstra pelo facto de estarem a lutar pelo sexto lugar e cuja necessidade de vencer fica bem à mostra quando se junta à discussão que esse sexto lugar dará acesso à pré-eliminatória da Liga Europa. Mais do que a luta pela vaga europeia que falta atribuir, contudo, interessará destacar que o FC Porto joga primeiro e que em vez de jogar para manter a distância relativamente ao Benfica, como hoje em Chaves, joga para assumir a liderança do campeonato, ainda que à condição. No Funchal, no sábado, se verá qual é o estofo da equipa portista. E se ela responder bem, no dia seguinte, em Vila do Conde, será altura de novo teste à estrutura de campeão deste Benfica. Temos campeonato!
2017-04-29
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Quando o Benfica sofreu três golos do Boavista e outros três do Moreirense, toda a gente falou de Fejsa e da falta que o sérvio fazia nos equilíbrios defensivos da equipa de Rui Vitória. Hoje, Felsa estava de volta e o Benfica perdeu com o V. Setúbal no Bonfim. O problema não foram tanto os desequilíbrios defensivos – o Vitória não chegou muitas vezes com perigo perto da baliza de Ederson – mas sim a falta de capacidade para criar desequilíbrios ofensivos. Foi por isso que os tricampeões nacionais registaram o primeiro zero no ataque desde a derrota com o Bayern em Munique (em Abril). Ou, se limitarmos a amostra à Liga portuguesa, desde o empate a zero com o U. Madeira no Funchal, em Dezembro de 2015. Tal como tinha feito o Moreirense, o V. Setúbal fechou bem o corredor central. Aos dois centrais habituais – Venâncio e Fábio Cardoso – juntou Vasco Fernandes na missão de lateral direito, pedindo depois a Mikel e Bonilha, os dois médios-centro, que fizessem um jogo sobretudo rigoroso em termos posicionais. Bloqueado pelo meio, o Benfica só teve saída pela direita, onde Nelson Semedo e Zivkovic ainda iam criando algumas dificuldades, em contraste com o jogo menos conseguido de André Almeida e Cervi do outro lado. Vitória ainda tentou trocar os laterais, mas foi na segunda parte, com Rafa no lugar do argentino, que o Benfica ganhou flanco direito. E nem aí foi capaz de tirar de Jonas a influência que o brasileiro tinha na época anterior. Com o 10 sempre emparedado, o Benfica dependia da capacidade de Mitroglou chegar a um cruzamento, de um remate de longe ou de Luisão transformar um dos muitos cantos de que beneficiou num golo. Não aconteceu. Depois, pode até falar-se da ausência de Rui Vitória, ausente do banco por castigo, mas a verdade é que mesmo com ele este Benfica não vira jogos. Como se viu em desvantagem a meio da primeira parte, no seguimento de uma boa combinação de Edinho e Arnold na direita, que o congolês cruzou para o cabeceamento vitorioso de Zé Manuel, o Benfica deixou que dele se apoderasse o sentimento de fatalidade que lhe custou um dissabor em todos os jogos nos quais deixou que o adversário se adiantasse. Todas as equipas que lhe marcaram primeiro tiraram algo dos jogos: já tinha acontecido com este mesmo V. Setúbal na Luz (1-1), mas repetiu-se duas vezes com o Napoli (4-2 em Itália e 2-1 em Lisboa), com o FC Porto (1-1), o Marítimo (2-1) e o Boavista (3-3). Esta não é uma equipa programada para virar resultados, mas sim para marcar cedo e gerir a vantagem com um apetite atacante que quase sempre lhe permite ampliá-la. É, apesar de tudo, e sobretudo com Fejsa, uma equipa mais forte nos momentos defensivos do que nos ofensivos. E por isso mesmo encara agora o duplo compromisso caseiro com Nacional e Arouca sabendo que em vez de poder fechar o campeonato em caso de derrota portista no clássico de sábado, terá sempre de continuar a pedalar até ao fim se quer garantir o tetra.
2017-01-30
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Augusto Inácio tinha dito no lançamento da meia-final da Taça da Liga que se o Moreirense chegasse à final toda a gente ia dizer com espanto: “Ahhhh, o Moreirense ganhou ao Benfica!” No entanto, quando a equipa minhota venceu de facto os tricampeões nacionais, a maioria dos observadores vai dizer outra coisa: “Ahhh, o Benfica perdeu com o Moreirense!” É o normal num futebol tão tricéfalo como o português, mas a verdade é que a surpresa do Algarve tem dois lados. Um fala da perda de qualidade defensiva de um Benfica que entrou em quebra quando perdeu Fejsa e que passou a sofrer muito mais na primeira zona de pressão quando recuperou Jonas. O outro de uma segunda parte épica de um Moreirense seguro por Fernando Alexandre, com Geraldes, Podence, Dramé e Boateng a darem um recital de contra-ataque. A história faz-se dos vencedores. Depois de uma primeira parte sem chama, Augusto Inácio foi à procura da felicidade com duas substituições que ajudam a explicar o desfecho do jogo. O velocíssimo Podence e o sempre inteligente Geraldes já lá estavam, mas faltava a âncora que veio a ser Fernando Alexandre e uma outra seta na frente que foi Dramé. O Moreirense fez três golos, mas podia ter feito mais, fruto da velocidade nos últimos metros, da capacidade de lançar os seus velocistas em passes de rutura desde a zona de meio-campo, mas também da forma de sair a jogar desde trás, iludindo um Benfica muito menos eficaz na reação à perda do que tem sido habitual: uma coisa é ter ali Jiménez, Cervi ou Gonçalo Guedes, que correm sempre atrás da bola e travam a organização adversária desde cedo, e outra, bem diferente, é entrar com Jonas, Rafa e Carrillo, muito mais passivos do ponto de vista defensivo. Não é só por aí que se explicam os três golos encaixados pelo Benfica, porém. Sobretudo porque se sucedem a dois feitos pelo Leixões e outros três pelo Boavista. Fejsa lesionou-se em Guimarães, no dia 7 deste mês, e nos cinco jogos que se seguiram a equipa de Rui Vitória sofreu oito golos. Tantos como nos onze jogos anteriores, sendo que nessa série mais antiga – que incluiu sete partidas seguidas em branco – os adversários foram do calibre de Napoli, Sporting ou Besiktas. A falta do sérvio fez-se sentir na forma como a equipa não tem sido capaz de travar trocas de bola aos adversários, tanto no espaço interior como nos corredores laterais, onde a ação de limpa-pára-brisas de Fejsa costuma ser igualmente importante. É verdade que mesmo assim o Benfica ainda podia ter chegado ao empate – acertou duas vezes nos postes da baliza de Makharidze – mas ninguém estranhará que se diga neste momento que do regresso pronto de Fejsa dependerá a capacidade de impedir que este mau momento defensivo se alargue ao campeonato.
2017-01-26
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É impossível não ligar Mitroglou à vitória sobre o Rio Ave com que o Benfica fechou a sua participação na Liga em 2016, assegurando o título oficioso de campeão de inverno. E não foi só por ter sido ele a desbloquear o marcador, obtendo o primeiro golo do jogo. É que o regresso do ponta-de-lança grego ao onze permitiu a Rui Vitória mudar o jogo atacante da sua equipa, dando-lhe mais presença na área e profundidade no corredor central, por oposição ao futebol mais móvel de Jiménez. Indiferente à discussão acerca de quem será o melhor ponta-de-lança da Liga e mesmo sem ter tantos como o Sporting, por exemplo, o Benfica tem uma certeza: na Luz mora o lote mais complementar de todos os candidatos. Mesmo que depois o melhor marcador da equipa seja o médio Pizzi. É que se Mitroglou anda sempre na perseguição do golo, raramente saindo do corredor central ou se envolvendo em movimentações antes dos últimos 20 ou 30 metros do campo, preferindo ir mais vezes em busca da profundidade, Jiménez, o avançado a quem ele tirou a vaga nos titulares, cai com frequência nas laterais, dessa forma ajudando a desposicionar as defesas adversárias e abrindo caminho à entrada dos médios em situações de finalização. Depois, há Guedes, um corredor por excelência, rápido com bola nos pés e pouco certeiro na definição dos lances – ainda hoje se lhe viram raides sem a decisão correta no final – mas incansável na pressão quando a equipa perde a bola e lhe compete entrar em fase defensiva. E recomeça a haver Jonas, jogador tão diferente dos outros três, por ter até mais golo que Mitroglou, mesmo jogando uns metros atrás, por ser tecnicamente refinado e quase presciente naquilo que falta a Guedes, que é a capacidade para adivinhar o que vai suceder em cada lance. Podendo ainda fazer jogar ali Rafa – um misto de Jonas com Guedes, porque decide quase sempre bem, mas nem sempre define a contento – ou Cervi, Rui Vitória está mais bem servido de atacantes que Nuno Espírito Santo ou Jorge Jesus. No FC Porto, há Jota, um velocista com golo nas botas, há André Silva, um trabalhador que dá tudo – às vezes até demais – e acaba por sair muito da zona de finalização no processo, e há Depoitre, um gigante de área que aparenta ser muito limitado com os pés. Nuno Espírito Santo seguramente poderia usar a capacidade de explosão de Aboubakar, se tivesse havido a capacidade para lhe explicar que a aposta principal era o miúdo da formação e ele se predispusesse a ser útil, ainda assim. E no Sporting, onde mora o maior lote de avançados da Liga, também não se encontrou ainda a complementaridade. Há Bas Dost, outro gigante, que é melhor jogador e finalizador que o dragão belga, mas pouco dado a buscar a profundidade em construção, como fazia Slimani, preferindo baixar para jogar entre linhas, no espaço de Jonas, por exemplo. E aí faltam-lhe argumentos para desequilibrar. E há Bryan Ruiz, tecnicamente muito bom mas lento a executar, mau finalizador e nada propenso às mudanças de velocidade, ou Campbell, que continuo a achar que pela explosão e boa finalização é o melhor par para o holandês no meio. Não tem havido Markovic, ainda não se viu o que pode valer Alan Ruiz, nunca foi dada constância a André e creio que dificilmente se verá Castaignos. Com mais opções, Jesus ainda não definiu claramente o que espera de cada uma delas. E por aí também se explica a diferença pontual que a equipa já tem para o Benfica.
2016-12-21
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O regresso de Jonas aos relvados foi a boa notícia da noite para os benfiquistas que viram a sua equipa vencer à justa o Estoril, por 1-0. O brasileiro entrou na ponta final do jogo, já com o resultado feito, mas em meia dúzia de intervenções mostrou que muda tudo à sua volta, pela inteligência que lhe permite adivinhar o epílogo de cada lance, pela capacidade técnica e a tomada de decisão que o leva a defini-lo melhor que os colegas. E no entanto, como o segundo golo não entrou, também foi com ele em campo que o Benfica mais perto esteve de consentir o empate. Porque com Jonas – e com Mitroglou em vez de Jiménez – muda também a capacidade do Benfica para controlar os jogos e gerir vantagens curtas. E aqui Rui Vitória corre o risco de ser apanhado entre dois fogos, entre os corredores e os definidores. Já vi atribuírem a quebra do Benfica no final do jogo da Amoreira ao cansaço. É possível que sim, porque a primeira metade da época está a ser muito exigente para um plantel que tem sido fustigado por lesões permanentes. Os que permanecem de pé têm sido sugados até ao tutano e devem precisar desta pausa natalícia que aí vem como de ar para respirar. A questão é que esta não é uma tendência nova. É uma realidade constante nos momentos em que o Benfica decide segurar o resultado e muda as zonas de pressão. Nos momentos em que Rui Vitória opta por juntar mais gente atrás, com as entradas de Samaris, Danilo ou Celis e o sacrifício de um dos homens da frente, o Benfica passa a permitir mais facilidades na construção adversária e não consegue depois ser tão eficaz nas manobras para estancar a chegada à área de Ederson. E isso já não tem a ver com cansaço, mas sim com a definição estratégica acerca do local onde a equipa deve colocar o seu foco a cada momento dos jogos. Claro que nem Gonçalo Guedes e Jiménez, dois corredores por excelência, dois homens que trabalham mais sem bola do que com ela, conseguem durar 90 minutos ao mesmo ritmo. Aliás, a primeira parte do jogo mostrou isso mesmo: o Estoril quase nem saiu da sua área antes da meia-hora, porque nessa altura a pressão do Benfica era eficaz e compacta, mas dividiu o jogo nos últimos 15’ antes do intervalo, porque aí, já mais fatigados, os jogadores das linhas da frente do Benfica já não conseguiam pressionar de forma tão compacta. A questão é que, depois, Jiménez sai muito da área e Gonçalo continua a ser sofrível na definição dos lances. Os dois funcionam muito bem em vários parâmetros mas não dão à equipa a mesma facilidade goleadora de Jonas e Mitroglou. Com o brasileiro e o grego, na época passada, o Benfica não defendia tão bem desde a sua primeira linha, mas também não precisava disso, porque muitas vezes quando o opositor começava a pensar em chegar-se à frente já o fazia com o desânimo de dois ou três golos na sua baliza. Esta será a grande dúvida de Rui Vitória na ideia de equipa para depois do Ano Novo. O que está a provar-se que causa dificuldades é começar a construir resultados com os corredores e meter os definidores quando é altura de os defender.
2016-12-17
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Último Passe

A profundidade do plantel do Benfica ficou à vista na qualidade da exibição que a equipa fez na primeira parte da vitória em Arouca (2-1), período onde um melhor aproveitamento das várias ocasiões de golo desperdiçadas teria chegado para construir um resultado confortável. Aí, suspirou-se por Jonas. O facto de ter entrado com um onze experimental, face à ausência das que têm sido as suas três primeiras escolhas para a frente de ataque, ajuda melhor a explicar a incerteza no resultado até final e até a perda momentânea do controlo do jogo no segundo tempo. A justiça da vitória é validada pela noção de que mesmo nessa altura foi o tricampeão nacional quem mais perto esteve do golo. Sem Jonas, Jiménez e Mitroglou, Rui Vitória teve de inventar um ataque. E a contratação de Rafa já começou a dar frutos. Que o avançado chegado de Braga não é perito na finalização até os adeptos benfiquistas o sabiam pelo menos desde a Supertaça. Que ele é capaz de desequilibrar qualquer defesa também se sabe: foi por isso, aliás, que o Benfica pagou mais de 16 milhões de euros por ele. Combinar a mobilidade de Gonçalo Guedes com a velocidade e a noção de espaço de Rafa e a inteligência de Pizzi foi o que bastou para o Benfica entrar várias vezes na organização defensiva de um Arouca que não conseguia pegar na bola para responder. O golo feito por Nelson Semedo pode até ter sido fruto da sorte num ressalto, após um corte mal efetuado, mas tanto antes como depois, o Benfica teve várias oportunidades para construir logo ali um resultado folgado. O segundo golo do Benfica, a provar a importância que Lisandro pode vir a ter nas bolas paradas ofensivas - já tinha marcado em Tondela e repetiu a graça agora, após canto de Grimaldo - parecia ter acabado de vez com o jogo. O Arouca tinha voltado melhor para a segunda parte, mas tornava-se difícil reagir ao golpe que é sofrer o 2-0 ante um adversário mais forte. Com a entrada de Walter Gonzalez, colocado à esquerda do ataque, Lito Vidigal ganhou mais agressividade e qualidade na frente e reabriu mesmo a questão do resultado, graças a um belo cabeceamento do argentino, nas costas de Nelson Semedo.  A lesão de Rafa, logo a seguir, tornou o jogo complicado para o Benfica. No lugar do ex-bracarense, Carrillo não deu a mesma constância ao Benfica: a movimentação do peruano era mais previsível e mais facilmente anulável. Só que mesmo aí sobrou ao Benfica o que faltou ao Arouca: banco. Quando precisou de refrescar, Lito recorreu ao cabo-verdiano Kuca, que não lhe trouxe nada de novo. Do outro lado, Rui Vitória chamou o grego Samaris para fechar a porta de entrada na área, o que permitiu ao Benfica voltar a mandar no jogo e estancou desde logo as hipóteses de o Arouca sonhar sequer com o empate.  O 1-2 final, num jogo que o Benfica até perdeu no ano do tri, veio mostrar que pode haver vida para lá de Jonas numa equipa que encaixou bem Rafa. Mas não será uma vida parecida com a anterior: o Benfica de Rafa pode até produzir mais, mas não será nunca a equipa de golo-fácil que é o Benfica de Jonas. Rui Vitória tem agora pela frente um desafio que passa por pôr os dois a render no mesmo onze. Se o conseguir, sem deixar cair aquilo que lhe dão Mitroglou ou Jiménez, sobe um importante patamar.
2016-09-09
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O empate do Benfica, em casa, frente ao V. Setúbal (1-1) já foi comparado, por exemplo, por Raul Jiménez, com a derrota que a equipa encarnada sofreu frente ao Arouca, em Aveiro, à segunda jornada da época passada (0-1). “É seguir em frente!”, sentenciou com clarividência o atacante mexicano. Mas as razões por trás da perda de pontos de hoje são mais profundas do que o normal titubear de muitas equipas no mês de Agosto, quando os processos ainda não estão assimilados. Ao Benfica faltou aquilo que teve em abundância na época passada: boas decisões na frente e ainda melhores finalizações. Em suma, faltou Jonas. Jonas estava na bancada, de óculos postos, a ver as dificuldades que a equipa ia sentindo para criar lances de golo. Porque mesmo tendo mais volume de jogo, os encarnados nunca conseguiram reduzir a produção ofensiva do adversário: Amaral foi uma seta apontada à baliza de Júlio César em toda a primeira parte, período no qual os sadinos chegaram a beneficiar de um lance de dois para dois em ataque rápido e o perderam por falta de qualidade na definição. Claro que o Benfica também teve as suas ocasiões, mas nada que se compare, por exemplo, ao tal jogo com o Arouca ou à avalanche que conseguira na receção anterior a este mesmo V. Setúbal, na última primavera, quando ganhou por 2-1, de virada, na Luz. E foi por ter tido as ocasiões para ainda assim ganhar o jogo – quase todas no forcing final, depois de se ver a perder – que se notou a menor qualidade na finalização. O puzzle Jonas é o mais difícil de resolver por Rui Vitória. Se há um ano o treinador terá tido dúvidas mas ainda assim cedeu quando percebeu que o brasileiro era muito melhor como segundo ponta-de-lança do que como avançado de referência no 4x2x3x1, este ano é Mitroglou quem sente a falta das movimentações sempre inteligentes para a ala, o espaço entre-linhas ou as costas da defesa e das decisões sempre coletivamente válidas do companheiro de ataque. O grego voltou a fazer um jogo anónimo, dele só se retirando um cabeceamento, ainda na primeira parte, para excelente defesa de Bruno Varela. É pouco, como já tinha sido pouco em Tondela. Horta começou bem mas foi-se apagando face à qualidade dos dois médios-centro sadinos (Pacheco e Mikel) e acabou por ser Salvio, por um dia capitão, o melhor do Benfica. Com o jogo no impasse, foi o Vitória quem marcou, de bola parada, por Venâncio. E aí o Benfica entrou em modo pressionante, com dois avançados declarados – Mitroglou e Jiménez – e dois extremos – Guedes e Carrillo – ainda com Salvio e Grimaldo a darem largura no ataque desde a posição de laterais. Era muita gente na frente, o que somado ao menor esclarecimento dos cada vez mais desgastados jogadores do Vitória à medida que o jogo se aproximava do fim, podia ter dado em virada do Benfica. Jiménez ainda empatou, de penalti, e Lindelof acertou na barra, na recarga a um livre de Grimaldo que Varela foi buscar junto ao poste. O Benfica deixou dois pontos no relvado onde lhe faltou, acima de tudo, a qualidade de Jonas e onde voltou a provar-se que foi a qualidade que tem na frente a fazer a diferença no campeonato anterior.
2016-08-21
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A final da Taça de Liga foi um espelho perfeito da época do Benfica, com uma demonstração de eficácia máxima nas duas áreas a ditar o destino do troféu. Quando a equipa de Rui Vitória foi pela primeira vez à baliza de Haghighi, iam decorridos 11 minutos de jogo, fez o 1-0, por Jonas. Antes, já os madeirenses tinham perdido dois lances de golo cantado, quando Ederson deteve remates de Edgar Costa, primeiro, e Fransérgio, um minuto depois, ambos em situação extraordinária. Logo a seguir, porém, Pizzi descobriu Mitroglou que, já sem guarda-redes sequer pela frente, fez um 2-0 que, mesmo com apenas 18 minutos de jogo decorridos levou a que já ninguém admitisse outro desfecho que não fosse a taça nas mãos de Luisão. O 6-2 final não deixa sequer margem para que alguém venha agora discutir se é uma questão de sorte ou de qualidade. Houve sorte no primeiro golo do Benfica? Claro que sim: Mitroglou falhou o remate, Patrick tentou o corte e acabou por desviar a bola do seu guarda-redes e por colocá-la à frente de Jonas, que só teve de a empurrar para a baliza deserta. Mas antes, houve qualidade na forma como Ederson impediu os golos de Edgar Costa e Fransérgio? É também evidente que sim. É tão óbvio que o guarda-redes reagiu de forma soberba ao remate acrobático de Edgar Costa, desviando-o, ou que se manteve impecavelmente composto antes da finalização de Fransérgio, parando um autêntico penalti em movimento, como o é que ambos os lances nasceram da falta de rotina de Luisão e das dificuldades que André Almeida teve para se coordenar com o capitão, mais lento e pesado que Lindelof. A primeira parte foi um pesadelo para o lado direito da defesa do Benfica por causa disso mesmo. Depois, é claro que houve qualidade e trabalho na forma como o Benfica chegou ao 2-0: lançamento lateral de André Almeida para Jonas, que no segundo exato desmarcou Pizzi junto à linha de fundo, não restando a este outra coisa que não fosse chamar o guarda-redes e entregar a Mitroglou, que fez o golo. Mesmo contra um Marítimo que, ao contrário do que aconteceu no recente jogo contra 10 no campeonato, conseguia chegar à frente, poucos duvidavam de que o jogo estava resolvido. O 3-0, por Mitroglou, no seguimento de uma combinação entre Grimaldo – bom jogo, a atacar – e Gaitán veio acabar com as dúvidas que ainda restassem. E nem o facto de João Diogo ter reduzido ainda antes do descanso, após passe de Fransérgio, levou quem quer que fosse a colocar a vitória benfiquista em causa. É que na segunda parte o jogo continuou a decorrer como até ali, com o Marítimo a perdoar e o Benfica a castigar. Dyego Souza acertou na barra no único lance em que Ederson falhou, perdendo a posição numa saída dos postes, e logo a seguir Éber Bessa também perdeu por pouco o golo que podia reabrir a final. Quem não perdoou foi o Benfica que, já com Talsica em vez de Mitroglou, viu o brasileiro lançar Jonas e este dar um passe açucarado para uma finalização de pura classe de Gaitán. O argentino, que entrara em campo a chorar e saiu logo a seguir, acenando aos adeptos em jeito de despedida, recebeu o prémio de Homem do Jogo e confirmou no final que está “muito perto” de sair do Benfica. Faltavam 13 minutos para o fim quando Gaitán marcou, mas até final o jogo ainda teve mais três golos. Fransérgio reduziu para 4-2, de penalti, a punir derrube de Samaris a Alex Soares, mas antes que o Marítimo tivesse ideias, o Benfica marcou mais dois, já em período de compensação: primeiro por Jardel, a ganhar nos ares um livre lateral de Pizzi, e depois por Jiménez, de penalti, a punir falta do guarda-redes Haghighi sobre ele próprio. O jogo acabou logo a seguir, com ato de contrição de Nelo Vingada para o que considera ter sido uma má época do Marítimo e Rui Vitória a conquistar o segundo troféu na noite que pode ter sido de despedida para muita gente na equipa: Renato Sanches de certeza, Gaitán muito provavelmente, Jonas e Talisca talvez, Luisão quem sabe.
2016-05-20
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Acabou o campeonato e o Benfica foi campeão. Justo? Sem dúvida nenhuma. Quem faz 88 pontos em 34 jogos, quem ganha 29 das 34 jornadas, quem perde pontos contra apenas quatro das 17 equipas que tem como adversárias no campeonato, é um campeão justo em qualquer parte do Mundo. E no entanto, do lado do Sporting, o derrotado, mantem-se o discurso: “não ganhou a melhor equipa”, disseram jogadores e treinador. É verdade que, com os seus 86 pontos, com apenas duas derrotas em toda a Liga, com cinco vitórias em seis clássicos, o Sporting também teria sido um campeão justo. Os leões foram a equipa que mostrou o futebol mais bonito, mais enleante, mais coletivamente trabalhado. Mas as hipóteses de sucesso da candidatura sportinguista ao título do ano que vem dependem de os seus responsáveis perceberem por que é que o Benfica foi campeão este ano. Porque há razões para isso que vão muito para lá da sorte e do azar. O Benfica foi campeão, primeiro, porque mesmo sem ter sido a equipa com o futebol mais vistoso, foi a equipa mais eficaz, a equipa com mais qualidade dentro da área, que é onde se ganham os troféus. O Benfica teve o melhor ataque e o maior número de vitórias. Sorte? Não. Qualidade nas áreas. Os processos para chegar à frente não foram sempre os melhores, não se lhe vê um futebol tão desenhado em laboratório como aquele que Jesus colocou o Sporting a jogar em tempo recorde, aceita-se mesmo que há ali menos trabalho saído do treino, mas vê-se uma organização defensiva impecável, com dois defesas-centrais rapidíssimos, que permitem encurtar o bloco e jogar com toda a equipa subida – com Luisão, provavelmente, isso não seria possível – e uma forma despachada de chegar à frente, onde o Benfica teve três pontas-de-lança de enormíssima qualidade. Jonas, Mitroglou e Jiménez desataram muitos nós a Rui Vitória, naqueles jogos mais complicados, onde fazia falta um golo caído do céu aos trambolhões. E Jesus viu o Sporting baquear naquele momento da época em que Gutiérrez estava de baixa, Montero tinha sido despachado para a China, Barcos não respondia - se é que alguma vez responderá – e só lhe sobrava Slimani, que também tinha direito a uns dias maus. Lembram-se dos golos cantados que Bryan Ruiz falhou em Guimarães e no dérbi de Alvalade? Jesus também, por muito que prefira esquecê-los. O Benfica foi campeão, depois, porque teve nas provocações do exterior um fator que lhe permitiu fazer das fraquezas forças. As provocações vindas de Alvalade, que resultaram no início da época – Jesus levou Vitória a mudar o que tinha andado a testar antes do jogo da Supertaça, ao reclamar para si mesmo todo o ideário futebolístico do rival, e começou aí a ganhar o troféu – foram perdendo eficácia à medida que a época avançava. E a cada vez que o treinador leonino falava em cérebros, em Ferraris ou em tocas, fazia com que o adversário se unisse mais ainda. Só assim se explica, também, que uma equipa que perde cinco dos seis clássicos que joga numa temporada, uma equipa que a dada altura da época parecia em falência mental e física, tenha conseguido ir sempre buscar mais alento e ganhar cada jogo. Essa injeção de adrenalina, era sempre Jesus que a dava. Como voltou a dar ontem, ao dizer que “uns criam e outros copiam”, rematando a conferência de imprensa com um “é por isso que eu ganho” que pode ter transportado alguns adeptos para um episódio da Twilight Zone. Do outro lado, Rui Vitória optou por se apagar em prol do mérito dos jogadores e afirmou que, mais do que no título, os seus falecidos pais podiam estar orgulhosos da contenção verbal que foi sempre mantendo. O Benfica foi campeão, por fim, porque geriu melhor os aspetos laterais do jogo. Não estou a falar de arbitragem. Estou a falar de casos como o processo a Carrillo – que Jesus perdeu logo no início do campeonato – ou dos confrontos que os encarnados entregaram sempre a assalariados sem real importância, como os seus comentadores engajados ou o departamento de comunicação, e os leões não foram capazes de passar para baixo do presidente. A ponto de até quando Octávio Machado aparecia – e a função dele era essa mesmo – parecer pouco, porque o precedente de ser Bruno de Carvalho a falar tirava importância a todos os outros. Luís Filipe Vieira quase pôde aparecer apenas no fim do campeonato a passar a taça para as mãos do capitão de equipa, enquanto que a Bruno de Carvalho, que passou a época a fazer comunicados a um ritmo quase diário, não restou senão sair pela esquerda baixa, aparentemente até do Facebook. Vieira também já teve os seus tempos de “loose cannon”, mas aprendeu e vai com quatro títulos nos últimos sete anos. Carvalho tem nos meses que se seguem a oportunidade de cortar caminho: basta-lhe ter a noção de que este Sporting cresceu tanto num ano que vai ser preciso fazer muita coisa errada para não acabar por ser também campeão num futuro próximo. In Diário de Notícias, 16.05.2016
2016-05-16
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Último Passe

O Benfica ganhou, como se previa, ao Nacional, por 4-1, na Luz, tornando infrutífera a vitória do Sporting em Braga, por 4-0, e conquistando o seu primeiro tricampeonato desde 1977. Foi um sprint final alucinante, no qual nenhum dos dois primeiros classificados cedeu, acabando o Benfica por impor os seus argumentos e terminar a Liga com uns impressionantes 88 pontos, que tornam irrelevante qualquer discussão à volta da justiça deste título. O Benfica é um campeão justo, porque fez mais pontos. Não jogou o futebol mais bonito, mas foi sempre a equipa mais eficaz, a que teve mais qualidade dentro da área – e isso paga-se com troféus como o que os encarnados acabam de conquistar. No último dia, só por três minutos o Sporting se colocou na frente da tabela provisória. Marcou primeiro, aos 20’, por Téo Gutièrrez, num daqueles lances-tipo do Sporting: bola de João Mário para a esquerda, onde Ruiz alargou a organização defensiva bracarense e devolveu para o meio, para a finalização de primeira do colombiano. O Sporting já tinha estado perto do golo por um par de vezes e desde cedo se percebeu que tinha tudo para ganhar em Braga. Só que os leões precisavam de mais. Precisavam que o Benfica não ganhasse em casa ao Nacional. E três minutos depois do golo de Gutièrrez, Gaitán abriu a festa da Luz, num lance que também é típico do futebol benfiquista: bola em busca da profundidade no corredor central, corte a impedir a finalização de Pizzi, mas para os pés do argentino, que estava solto e marcou num remate cruzado. Daí até final, na classificação, só deu Benfica. Slimani marcou o 2-0 para o Sporting em Braga, após cruzamento de Bruno César, num momento em que a equipa de Paulo Fonseca já tinha ficado reduzida a dez homens, por expulsão de Arghus, que derrubou William quando este se isolava. Só que Jonas também só esperou quatro minutos para dar o segundo ao Benfica, em mais um passe longo, desta vez de Gaitán, a pedir a velocidade de Jonas, que ganhou o duelo com o guarda-redes Gottardi. Ao intervalo dos dois jogos, toda a gente percebia que muito dificilmente o título escaparia ao Benfica. O Nacional ainda veio para a segunda parte a pensar num golo, que poderia reabrir a discussão, mas quem o marcou foi o Benfica, outra vez por Gaitán: recuperação de bola no último terço, cruzamento de Jonas, remate de Mitroglou à barra e recarga do argentino, de cabeça, para a baliza deserta. Começou aí a cantar-se nas bancadas, onde já ninguém estaria preocupado com o resultado do Sporting. Que entretanto chegou também ao terceiro, por Ruiz. E depois ao quarto, também pelo costa-riquenho. Mas, mais golo, menos golo, já nada disso importava. Pizzi ainda fez o 4-0 para o Benfica, já depois de Rui Vitória ter chamado ao relvado Paulo Lopes, o terceiro guarda-redes, que pôde fazer uns minutos e juntar o seu nome ao dos campeões – só mesmo Taarabt subiu ao palanque sem ter jogado. Já era Paulo Lopes quem estava na baliza quando Agra marcou o golo de honra do Nacional, tirando ao Benfica o título de melhor defesa da Liga: os encarnados acabaram com 22 golos sofridos contra 21 do Sporting. Sobrava o título que mais interessava: o de campeão. 
2016-05-15
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Último Passe

Um golo e uma assistência de Jonas, na segunda parte, depois de o artilheiro ter entrado apenas ao intervalo, permitiram ao Benfica dar a volta e vencer o Sp. Braga por 2-1, assegurando a presença em mais uma final da Taça da Liga, numa noite em que Rui Vitória deu descanso a vários titulares, já a pensar na partida de campeonato que aí vem, contra o Marítimo. Os bracarenses, que tinham passado uma primeira parte mais ou menos tranquila, não resistiram à associação de Jonas a Raul Jiménez, e só nos últimos dez minutos mostraram outra vez interesse em chegar à baliza de Ederson, ficando então um par de vezes à beira do empate. Ante a evidência que tem sido o menor rendimento de alguns jogadores, que vêm acusando excesso de utilização, Rui Vitória abordou esta meia-final com alguns elementos menos utilizados. Jardel e Gaitán estavam lesionados e André Almeida castigado, mas as ausências de Eliseu, Pizzi, Fejsa, Jonas e Mitroglou resultaram de opções do treinador, que assim chamou ao relvado muita gente menos rodada para fazer companhia a Lindelof, Renato Sanches e Ederson, os únicos titulares utilizados de início, mas também a Jiménez, Talsica, Carcela e Samaris, que ainda assim têm vindo a ser opções mais ou menos regulares. Com Rafa ao seu melhor nível, o Sp. Braga adiantou-se no marcador e expôs as dificuldades sentidas neste momento por homens como Luisão ou Sílvio, ambos mal na fotografia do golo. Mas o problema do Benfica não estava só ali. O problema é que faltava sempre a capacidade para criar desequilíbrios, numa noite em que nem Renato ajudou neste particular: jogou muito para trás e nem sempre bem. Uma das ligações frequentes no processo ofensivo do Benfica é a que Renato consegue estabelecer com Jonas. Desta vez, porém, Rui Vitória nem a testou, provavelmente porque a sua programação passava também por não exaurir o jovem médio, que saiu ao intervalo para dar lugar ao goleador brasileiro. E com Jonas perto de Jiménez o Benfica transfigurou-se. O mexicano nem estava a jogar mal, como não estava Carcela, mas a utilização de Talisca como segundo avançado não chegava para dar à equipa a presença suficiente no último terço. Jonas empatou, aproveitando o espaço que ele tão bem sabe encontrar no corredor central, depois de uma abertura de Carcela. E depois fez o passe para Jiménez marcar o 2-1, no seguimento de uma falha caricata do guarda-redes Mateus, que falhou um alívio com os pés e deixou o avançado com a baliza escancarada para uma finalização fácil. Só nessa altura o Sp. Braga voltou a acordar para o jogo. Paulo Fonseca já tinha trocado o mais cerebral Wilson Eduardo pelo potente Stojiljkovic e, com a entrada de Aaron em vez de Mauro foi capaz de pegar no jogo nos últimos dez minutos. Rui Vitória sentiu o perigo e reforçou o meio-campo com Fejsa, mas nem assim foi poupado a dois sustos. Valeu-lhe que tanto Aaron como Stojiljkovic dispararam ao lado, carimbando assim a passagem do Benfica à final da Taça de Liga. A última de três finais que faltam ao Benfica esta época, enquanto que o Sp. Braga pode agora centrar todas as atenções na Taça de Portugal, que jogará frente ao FC Porto no Jamor.
2016-05-02
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Rui Vitória já assumiu que deverá, em princípio, poupar alguns jogadores na meia-final da Taça da Liga, que o Benfica jogará hoje na Luz contra o Sp. Braga. Olhando para a forma desgastada como os encarnados têm vindo a cumprir, sempre sem falhas, ainda assim, cada passo da caminhada que o treinador espera venha a conduzir ao tricampeonato, parece sensato que o faça. E, suceda o que suceder, tanto hoje como no próximo fim-de-semana, a história deste campeonato escrever-se-á sempre através do recurso às diferentes estratégias de poupança dos treinadores das duas melhores equipas. Teremos um campeão certificado pelo aforro. Olha-se para Benfica e Sporting e percebe-se que estão equilibrados no total de jogos feitos: hoje, ao receber o Sp. Braga, o Benfica empata com o Sporting em total de jogos feitos (49), podendo vir a superar os leões se assegurar a passagem à final da Taça da Liga. Contudo, isso não quer dizer que o Sporting esteja neste momento mais desgastado, quer porque os seus jogos internacionais – na Liga Europa – tiveram um grau de dificuldade inferior aos do adversário, quer porque Jesus optou por uma gestão diferente do seu plantel, tirando exigência em determinada altura, o que pode ter ajudado a equipa ao nível da fadiga central. Se olharmos para os números, verificamos que ambos os grupos têm seis jogadores com pelo menos 40 jogos efetuados: Jonas (44), Pizzi (44), Eliseu (43), Mitroglou (42), Jardel (41) e Jiménez (41) no Benfica; Rui Patrício (44), João Mário (44), Slimani (44), Ruiz (44), Adrien Silva (40) e Gelson (40) no Sporting. É verdade que entre os sportinguistas há um guarda-redes – e bastaria Júlio César não se ter lesionado para estar também no lote – e que, se em ambos há um jovem tantas vezes saído do banco – Gelson e Jiménez –, a pressão colocada em cima do extremo leonino tem sido sempre muito menor que a feita sobre o ponta-de-lança mexicano, tantas vezes entrado com a necessidade de desbloquear o marcador. Nestas coisas, como se sabe, não há uma verdade científica. Cada grupo, cada organismo reage de uma maneira muito própria a diferentes estímulos, mas parece evidente que as estratégias de Rui Vitória e Jorge Jesus foram radicalmente diferentes. Vitória tem trazido sempre os melhores a cada jogo, porque na Champions a isso era obrigado, e se fez alguma rotação na equipa isso deveu-se tanto às lesões (Júlio César, Luisão, Lisandro, Nelson Semedo…) como à eclosão de Renato Sanches, que tirou espaço a Samaris na equipa principal. Chega assim aos últimos três (ou quatro) jogos da época com os jogadores fundamentais em condições muito difíceis – não é estranho que Jonas, Pizzi e Mitroglou tenham caído tanto de produção nas últimas semanas –, mas na frente da classificação. Do outro lado, com o discurso centrado na Liga, com o menosprezo constante da Liga Europa, Jorge Jesus chega aos últimos dois jogos da época com a equipa em melhores condições. E também não é estranho que os quatro homens mais utilizados da época tenham sido os melhores na vitória de sábado no Dragão. Sobretudo Slimani, João Mário e Rui Patrício chegam a Maio a voar, depois de um período de quebra em Fevereiro-Março, que foi quando o Sporting perdeu a liderança, com apenas duas vitórias em sete jogos, de 8 de Fevereiro a 5 de Março. Acontece que quem ganha o campeonato não é quem faz melhor resultado na última jornada, não é quem chega às férias em melhores condições. É quem soma mais pontos nas 34 rondas da competição. E neste particular o Benfica tem vantagem, pois parte para as últimas duas jornadas com mais dois pontos. Se o campeonato durasse mais umas quatro ou cinco semanas, o Sporting pareceria a equipa em melhores condições para o ganhar, mas com a meta tão perto começa a parecer cada vez mais improvável que o Benfica escorregue antes de a ultrapassar. Claro que o debate acerca da melhor estratégia nunca chegará a conclusões mais definitivas do que o destinado a decidir qual é a melhor equipa das duas. Ninguém garante como estaria o Benfica se Vitória tem tirado exigência na Liga dos Campeões ou como estaria o Sporting se Jesus tivesse ido a jogo sempre com os melhores na Liga Europa. Por isso mesmo, daqui a duas semanas, as conclusões estarão sempre ligadas aos resultados. Se o Benfica mantiver a passada por mais duas jornadas e for campeão, teve razão Rui Vitória; se os encarnados passarem das vitórias difíceis e tangenciais a um empate ou derrota e o Sporting continuar a ganhar os seus jogos e for campeão, teve razão Jesus. Certo é apenas que ambos estão a fazer um fantástico trabalho. In Diário de Notícias, 02.05.2106
2016-05-02
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Último Passe

Um Benfica de duas caras foi suficiente para ganhar por 2-1 ao V. Setúbal e retomar o lugar no topo da classificação da Liga, com dois pontos de avanço sobre o Sporting, quando já só faltam mais quatro jornadas para o termo da competição. A equipa de Rui Vitória fez 25 minutos à campeão, com velocidade, intensidade e criatividade, chegando com inteira justiça à vantagem, depois de ter visto o adversário marcar logo aos 17 segundos. Mas a segunda parte foi à mandrião, a mostrar uma equipa ao mesmo tempo fatigada e desconcentrada, que só não deixou dois pontos pelo caminho porque, no último minuto de compensação, Arnold não foi capaz de aproveitar a oferta de Pizzi e, isolado na cara de Ederson, deixou que o guardião encarnado levasse a melhor e evitasse o golo do empate. O golo do V. Setúbal, no primeiro lance da partida, condicionou a forma como decorreu toda a primeira parte. Gorupec encontrou espaço por fora na direita e cruzou para o outro lado, onde André Claro apareceu atrás de Nelson Semedo a abrir o marcador. Estavam decorridos apenas 17 segundos de jogo e este golo, que podia ter afetado animicamente os bicampeões nacionais, veio antes lançá-los numa ofensiva louca e determinada em direção à baliza de Ricardo. Foi dos melhores períodos do Benfica esta época, com oportunidades de golo umas atrás das outras, a deixar antever que a virada no marcador não tardaria. Jonas esteve perto do golo aos 3’ (evitou Ruca) e aos 6’ (impediu-o Tiago Valente). Mitroglou aproveitou um cruzamento de Gaitán para cabecear ao lado (aos 8’), mostrando à equipa que por cima podia lá chegar. Jardel, após canto de Pizzi, cabeceou para Ricardo defender com dificuldade, aos 11’, Mitroglou imitou-o aos 13’, forçando o guarda-redes a socar de improviso. E foi depois de André Claro falhar em boa posição o que até podia ter sido o 0-2, cabeceando ao lado, aos 15’, que Jonas empatou: iam decorridos 19 minutos, Eliseu cruzou e Gaitán, de cabeça, meteu a bola entre a linha defensiva e o guarda-redes, onde Jonas apareceu de rompante para marcar de primeira. Ainda os adeptos festejaram o primeiro quando Jardel fez o segundo, de cabeça, nas costas de Paulo Tavares – muito mais baixo do que ele – após um canto de Gaitán. Só que aí, com apenas 24' de jogo, o Benfica pareceu tirar o pé do acelerador. Certo que aquele ritmo era impossível de manter até final e que tanto o jogo com o Bayern, na quarta-feira, como a fadiga acumulada por alguns jogadores (Pizzi, por exemplo, está uma sombra do que já foi) ou o facto de outros (Gaitán, MItroglou...) estarem a regressar de lesões prejudicaram a capacidade encarnada. Mas a diferença foi do dia para a noite. Pizzi ainda teve a oportunidade para fazer o 3-1 que descansaria a equipa, a fechar a primeira parte, mas Venâncio cortou o chapéu que o ala fez ao guarda-redes antes de a bola cruzar a linha. E, sem esse golo, o Benfica foi como que apanhado entre dois focos. Forçava em busca da tranquilidade? Defendia a vantagem magra que possuía? Acabou por não se decidir por uma coisa nem pela outra. Em toda a segunda parte, só um cabeceamento de Mitroglou (aos 66’) e outro de Jardel (aos 75’) causaram frisson junto da baliza de Ricardo. O Vitória conseguia equilibrar a meio-campo, mas raramente entrava na área. Fê-lo aos 59', por Arnold, e aos 60', por Ruca, e mesmo assim intranquilizava o campeão, que se foi pondo a jeito para uma surpresa. E esta quase aparecia no segundo minuto de descontos: Pizzi fez mal um atraso e isolou Arnold na cara de Ederson, valendo ao Benfica a qualidade da mancha feita pelo guarda-redes, que dificilmente perderá já o lugar para Júlio César. O 2-1 não se alterou, Arnold acabou o jogo a chorar e os mais de 50 mil adeptos benfiquistas na Luz a festejar. Porque estão um jogo mais perto do objetivo, o tricampeonato, enquanto o do Vitória, que é a manutenção e chegou a parecer garantido, está em risco sério com uma segunda volta muito abaixo da primeira.
2016-04-18
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O 1-0, na primeira mão de uma eliminatória europeia, é o resultado mais ambíguo que pode haver, pois mantém as duas equipas à mesma distância do apuramento. É o resultado que, por excelência, leva à menção do 50/50. Basta ver que nas oito vezes em que perdeu a primeira mão de uma eliminatória por 1-0 no terreno do adversário, o Benfica se apurou em quatro. E nas cinco em que saiu do seu estádio com esta vantagem, o Bayern seguiu em frente por três vezes. Sempre números muito próximos do 50/50. A última vez que o Benfica entrou na Luz a precisar de recuperar de uma desvantagem de 1-0 nas competições europeias saiu-se bem. Foi em 2013, na meia-final da Liga Europa, e os encarnados tinham perdido por 1-0 com o Fenerbahçe em Istambul. Igualaram a eliminatória bem cedo, com um golo de Gaitán, os turcos fizeram o golo fora que costuma ser fatal, por Huyt, ainda na primeira parte, mas depois o Benfica chegou aos 3-1, graças a um bis de Cardozo. Antes desta proeza, porém, o Benfica já não revertia um 1-0 no terreno do adversário desde 1980, tendo sido eliminado quatro vezes consecutivas. Em 1997/98, depois de perder por 1-0 no terreno do Bastia, não foi além de um empate a zero na Luz; em 1990/91, contra a Roma, perdeu ambas as partidas pelo mesmo score (sempre 1-0, primeiro em Itália e depois em Lisboa); em 1985/86 ainda ganhou a segunda mão, ao Dukla Praga, mas por 2-1, o que permitiu o apuramento dos checoslovacos; e em 1982/83 perdeu assim a final da Taça UEFA: derrota por 1-0 com o Anderlecht em Bruxelas, empate a uma bola (golo português de Shéu) na Luz. Tirando o sucesso contra o Fenerbahçe, todas as situações em que o Benfica reverteu o 1-0 no terreno do adversário aconteceram em tempos antigos. Sucedeu pela primeira vez em Março de 1972, quando um hat-trick de Nené e um bis de Jordão resultaram num 5-1 ao Feyenoord, que se tinha imposto aos encarnados por 1-0 na primeira mão, em Roterdão. Depois disso, em Setembro do mesmo ano, Eusébio (duas vezes), Jordão e Simões marcaram num 4-1 aos suecos do Malmö, que tinham ganho a primeira mão por 1-0. E não aprenderam: em Outubro de 1980, o mesmo Malmö ganhou ao Benfica por 1-0 na Suécia, perdendo depois a segunda mão na Luz por 2-0, com um bis de Nené. Menos frequente é, na sua história, o Bayern sair da primeira mão de uma eliminatória com um 1-0 a seu favor. Mesmo assim, já sucedeu em cinco ocasiões, uma delas contra opositor português. Foi em Setembro de 2007 que um golo do italiano Toni permitiu aos bávaros ganhar a primeira mão de uma eliminatória europeia ao Belenenses, que assim entrou na segunda mão, no Restelo, com esperanças de apuramento. Só que nessa altura Toni e Altintop marcaram em nova vitória do Bayern, desta vez por mais amplos 2-0. Depois disso, o Bayern já fez valer o 1-0 caseiro da primeira mão mais uma vez: em Abril de 2010, na meia-final da Champions, começou por ganhar por 1-0 ao Lyon em casa (golo de Robben), para depois ir vencer a França por 3-0 (hat-trick de Olic). A primeira vez que o Bayern se viu metido numa situação destas também se saiu bem (1-0 e 1-1 com o Glasgow Rangers, em 1970/71). Mas depois disso foi mesmo eliminado por duas vezes. Em Março de 1977 valeu-se de um golo de Künkel para ganhar por 1-0 ao Dynamo Kiev, nos quartos-de-final da Taça dos Campeões (jogo apitado por António Garrido), mas depois perdeu por 2-0 na então URSS, com dois golos nos últimos dez minutos (Burjak e Slobodyan). Por fim, em Novembro e Dezembro de 1983, contra o Tottenham, também se deu mal: ganhou por 1-0 no Estádio Olímpico, graças a um golo tardio de Michael Rümmenigge, mas depois foi batido por 2-0 em Londres, com Archibald e Falco a qualificarem a equipa de Keith Burkinshaw para os quartos-de-final da Taça UEFA.   O Benfica ganhou os últimos quatro jogos em casa, todos desde a derrota contra o FC Porto (1-2), a 12 de Fevereiro. A equipa encarnada já foi batida três vezes na Luz esta época, por Sporting (3-0 a 25 de Outubro), Atlético Madrid (2-1, a 8 de Novembro) e pelos dragões. O jogo com os leões foi o único em que não marcou golos em casa esta época.   Jonas, que não vai jogar contra o Bayern, por estar suspenso, marcou nos últimos quatro jogos do Benfica em casa: fez o golo da vitória contra o Zenit (1-0), bisou nos 2-0 ao U. Madeira, voltou a bisar nos 4-1 ao Tondela, e fez de penalti um dos golos nos 5-1 ao Sp. Braga. Além de Jonas, o jogador com mais jogos seguidos a marcar na Luz é Mitroglou, que deixou o nome ligado às duas últimas vitórias, com um golo ao U. Madeira e dois ao Sp. Braga.   Jonas só falhou três dos 44 jogos que o Benfica já fez esta época, nenhum deles das provas mais importantes (Liga portuguesa ou Champions). Esteve de fora, por opção, na vitória por 2-1 frente ao Vianense, em meados de Outubro, para a Taça de Portugal, e voltou depois a ser poupado nos sucessos por 1-0 contra o Oriental e por 6-1 contra o Moreirense, ambos em Janeiro, para a Taça da Liga.   O Benfica ganhou três dos quatro jogos europeus feitos no seu estádio esta época: 2-0 ao Astana, 2-1 ao Galatasaray e 1-0 ao Zenit. Em contrapartida, o Bayern só perdeu um dos quatro desafios europeus que fez fora de casa esta época: 2-0 com o Arsenal. Dos outros, empatou um (2-2 com a Juventus) e ganhou dois (2-0 ao Dynamo Zagreb e 3-0 ao Olympiakos).   O Bayern entra na Luz com uma série de seis vitórias seguidas, correspondentes a todos os jogos desde o empate a zero no terreno do Borussia Dortmund, a 5 de Março, para a Bundesliga. É a melhor série de vitórias da equipa de Pep Guardiola desde o início de época, quando arrancou com 12 sucessos consecutivos, travados na derrota por 2-0 em Londres, frente ao Arsenal, a 20 de Outubro.   O Benfica procura atingir a primeira meia-final da Liga dos Campeões desde 1990, época em que ultrapassou o Dnipro para defrontar o Ol. Marseille, antes da final contra o Milan. Por sua vez, o Bayern vai tentar atingir a quinta meia-final consecutiva nesta competição. Se o fizerem, os bávaros não atingirão um recorde, mas entram no lote restrito de clubes que já o conseguiram, que para já está limitado a Barcelona e Real Madrid.   O Benfica nunca ganhou um jogo ao Bayern Munique, tendo obtido apenas dois empates em sete partidas, ambos na Luz: 0-0 em Março de 1976 e em Outubro de 1981. Empatou, curiosamente, em dois dos três jogos em que não fez golos – o terceiro foi a recente derrota por 1-0, em Munique. Na Luz, o Benfica só marcou um golo ao Bayern: foi em Dezembro de 1995, numa derrota por 3-1 que se seguiu a um desaire por 4-1 em Munique.   Nos jogos em casa contra equipas alemãs, o Benfica só perdeu duas vezes em 20, tendo ganho dez. Na Luz, só ganharam o Bayern, nesses 3-1 de 1995, e o Schalke, por 2-1, em 2010. Ali já foram batidos o Leverkusen (2-1, em 2013), o Stuttgart (2-1, em 2011), o Hertha (4-0, em 2010), o Nurnberg (1-0, em 2008, e 6-0, em 1962), o Kaiserslautern (2-1, em 1998), o Carl Zeiss (1-0, em 1981), o Fortuna Dusseldorf (1-0, em 1981), o Vorwaerts Berlin (2-0, em 1970) e o Borussia Dortmund (2-1, em 1963).   Por sua vez, o Bayern só perdeu uma vez em 12 visitas a Portugal: foi no ano passado, no jogo dos quartos-de-final da Liga dos Campeões contra o FC Porto, por 3-1. Soma de resto seis empates (dois com o Benfica, um com o FC Porto, um com o Boavista, um com o V. Setúbal e um com o Sp. Braga) e cinco vitórias (uma com o Benfica, duas com o Sporting, uma com o Belenenses e uma com o FC Porto).
2016-04-12
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O Benfica visita a Académica, em partida fundamental para as suas aspirações à conquista do tri-campeonato que será a primeira disputada pela equipa de Rui Vitória numa semana que terá dois jogos europeus a abrir e a fechar. Os encarnados perderam na terça-feira com o Bayern, em Munique, por 1-0, e voltam a defrontar o colosso bávaro na Luz na próxima quarta-feira. Os quatro dias entre cada jogo chegam para a recuperação, como parece indicar a resposta que a equipa do Benfica deu em 2013/14, na última vez que se viu metida nestas coisas. Ainda que haja fatores a diferenciar as experiências, como o resultado da primeira mão europeia ou a vontade do treinador proceder ou não a alguma rotação de jogadores. Durante essa época, na qual venceu os três troféus nacionais, falhando a vitória na Liga Europa na final contra o Sevilha (derrota nos penaltis depois do 0-0 em 120 minutos), o Benfica fez quatro jogos entalados entre partidas europeias, ganhando três e empatando outro – mas um que podia empatar. Em Fevereiro, quatro dias depois de ganhar em Salónica ao PAOK por 1-0 e três dias antes de bater os gregos em casa por 3-0, o Benfica bateu o V. Guimarães na Luz por 1-0, em partida da Liga. Mais tarde, em Março, quatro dias depois da vitória em Londres contra o Tottenham (3-1) e três dias antes do empate com os ingleses na Luz (2-2), a equipa de Jesus ganhou fora ao Nacional, por 4-2. Em Abril, quatro dias depois de ganhar em Alkmaar por 1-0 e três dias antes de bater os holandeses na Luz, por 2-0, o Benfica ganhou em casa ao Rio Ave por 4-0. Por fim, em Maio, três dias depois de vencer a Juventus na Luz (2-1) e quatro dias antes de ir empatar a Turim (0-0), a equipa encarnada empatou a zero com o FC Porto no Dragão, apurando-se para a final da Taça da Liga. Há um fator a diferenciar estas quatro situações, que é o facto de o Benfica ter entrado no jogo nacional motivado pela vitória na primeira mão daquelas partidas europeias, enquanto que desta vez entra a perder. E depois há outro, mais discutível, que tem a ver com a rotação de jogadores. Entre a vitória em Salónica e o sucesso em Guimarães, Jesus mudou cinco jogadores no onze. Depois, entre Londres e a Choupana mudou quatro. Mais à frente, entre Alkmaar e a receção ao Rio Ave mudou seis. E, por fim, entre o jogo em casa com a Juventus e a visita ao Dragão já fez sete trocas no onze inicial. Rui Vitória tem sido apologista de manter a equipa na máxima força em todas as partidas e, até ver, não se tem dado mal. Resta perceber o que fará em Coimbra.   Jonas marcou nas últimas duas vezes que o Benfica defrontou a Académica: fez o segundo golo, logo aos 11 minutos, nos 5-1 na Luz, a 11 de Abril do ano passado, e marcou mais dois, ambos de penalti, dos 3-0 de 4 de Dezembro último. Falta-lhe marcar em Coimbra.   Por sua vez, Renato Sanches reencontra o adversário ao qual fez o seu primeiro golo pela equipa principal do Benfica. Foi um golão, num remate de fora da área, a valer o 3-0 no jogo da primeira volta, na Luz.   Rui Vitória e Filipe Gouveia só se defrontaram uma vez como treinadores. Foi na partida da primeira volta, ganha pelo Benfica de Vitória à Académica de Gouveia, por 3-0. A chapa três, aliás, tem sido uma contante nos jogos de Filipe Gouveia contra os grandes: perdeu por 3-0 com o Benfica na Luz, em Dezembro; por 3-1 com o FC Porto no Dragão, no mesmo mês; e por 3-2 com o Sporting em Alvalade, em Janeiro.   Além disso, Rui Vitória não perde com a Académica desde Maio de 2012: 1-2, em Guimarães. Desde então alinhou seis vitórias e um empate contra os “estudantes”, as três últimas confortáveis: 4-2 em Coimbra e 4-0 em Guimarães, com o Vitória, na época passada, e ainda 3-0 na Luz, já com o Benfica, esta época.   A Académica perdeu dois dos três últimos jogos em casa, no que foram as duas primeiras derrotas no seu estádio desde que é liderada por Filipe Gouveia. Ali ganharam o Rio Ave (2-0 a 20 de Fevereiro) e o Estoril (3-0 a 20 de Março). Em onze jogos que fez em casa com este treinador, a equipa de Coimbra só manteve a própria baliza a zeros por duas vezes. Foi contra o Marítimo, na estreia (1-0 a 3 de Outubro) e contra o V. Guimarães (2-0 a 6 de Março).   O Benfica vem de uma derrota contra o Bayern, por 1-0, em Munique, resultado que ultimamente tem sido pouco habitual na equipa. Foi a segunda derrota da equipa de Rui Vitória em 2016, depois da encaixada frente ao FC Porto, na Luz, em Fevereiro (1-2), mas a nona na temporada, que teve um início particularmente difícil. A reação encarnada às derrotas tem sido, no entanto, boa. As últimas duas tiveram como resposta uma vitória no jogo seguinte: 4-2 ao Vitória em Setúbal depois do 1-2 em casa com o Atlético Madrid, em Dezembro, e 1-0 na Luz ao Zenit depois do 1-2 com o FC Porto, em Fevereiro. A última vez que o Benfica não ganhou o jogo a seguir a uma derrota foi em Novembro, quando foi empatar (2-2) em Astana depois de ter sido eliminado da Taça de Portugal pelo Sporting (2-1 em Alvalade).   O jogo com o Bayern interrompeu ainda uma série de 20 jogos seguidos do Benfica sempre a fazer golos. A última vez que os encarnados tinham ficado em branco tinha sido a 15 de Dezembro, quando empataram na Choupana com o U. Madeira (0-0). Desde Abril e Maio de 2014 que o Benfica não passa dois jogos seguidos sem marcar. Nessa altura, porém, os benfiquistas não se queixaram dos resultados, pois a equipa empatou a zero com o FC Porto no Dragão, garantindo nos penaltis a passagem à final da Taça da Liga, e voltou a empatar a zero com a Juventus em Turim, apurando-se para a final da Liga Europa.   O Benfica ganhou os últimos oito jogos frente à Académica, que nessas oito partidas fez apenas um golo: marcou-o Rafael Lopes na derrota por 5-1, na Luz, a 11 de Abril do ano passado. A última vez que a Académica roubou pontos ao Benfica foi a 23 de Setembro de 2012, quando obteve um empate a duas bolas em Coimbra, com dois golos de penalti, marcados por Cissé e Wilson Eduardo. Pelo Benfica marcaram Cardozo (também de penalti) e Lima.   As últimas três vitórias da Académica sobre o Benfica foram todas na Luz: 3-0 a 11 de Abril de 2008 (golos de Miguel Pedro, Berger e Luís Aguiar); 1-0 a 11 de Abril de 2009 (marcou Tiero) e 2-1 a 15 de Agosto de 2010 (Miguel Fidalgo e Laionel marcaram pela Académica, tendo Jara feito o tento do Benfica). Em Coimbra os estudantes não ganham desde 9 de Dezembro de 1973, quando golos de Vítor Campos e Gervásio valeram à equipa de Fernando Vaz um 2-0 sobre o onze comandado por Fernando Cabrita depois do abandono de Jimmy Hagan.   Há 29 anos que o Benfica não é campeão perdendo pontos com a Académica. A última vez que tal sucedeu foi em 1986/87, quando empatou a zero em Coimbra a cinco jornadas do fim (0-0), vendo o FC Porto reduzir a desvantagem para o topo para quatro pontos. No final, o Benfica acabou a Liga com dois pontos de avanço dos portistas. Desde essa altura, sempre que perdeu pontos com a Académica, o Benfica ficou aquém do objetivo: empatou 1-1 em casa e foi segundo em 1987/88, 1997/98 e 2002/03; empatou 0-0 em Coimbra e foi terceiro em 2005/06; perdeu por 3-0 na Luz e foi quarto em 2007/08; perdeu por 1-0 na Luz e foi terceiro em 2008/09; perdeu por 2-1 na Luz e foi segundo em 2010/11; e por fim voltou a ser segundo em 2011/12 e 2012/13 na sequência dos empates em Coimbra.
2016-04-08
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Último Passe

O Benfica sobreviveu ao teste de Munique e fê-lo com personalidade e um futebol adulto que Pep Guardiola até se deu ao luxo de anunciar mas que talvez não esperasse ver tão bem interpretado em campo. É certo que a equipa portuguesa perdeu, que não fez o golo fora que tanto jeito lhe daria – e até teve oportunidades claras para o fazer –, mas conseguiu mesmo assim levar a discussão da eliminatória com o Bayern para o seu estádio, graças a uma derrota pela margem mínima (1-0). O golo de Vidal, logo aos 2’ de jogo, fez temer um descalabro, mas a pouco e pouco Rui Vitória foi juntando as peças e com isso anulando uma das máquinas atacantes mais poderosas desta Liga dos Campeões. Os encarnados tiveram um início difícil, pois Ribery e Douglas Costa, sempre muito abertos nas duas alas, causavam problemas constantes à organização defensiva benfiquista, viciada nas derivações de Pizzi e Gaitán para o espaço interior. Sempre que o Bayern virava o flanco, André Almeida e Eliseu eram apanhados em situação de inferioridade, porque aos extremos o Bayern juntava laterais sempre prontos a ajudar no ataque e médios sem medo de entrar na área. O golo nasce desse “excesso de gente” do Bayern na frente: Ribery veio para dentro, descobriu Lewandowski, que descaiu na esquerda para solicitar o cruzamento de Bernat, entretanto deixado sozinho. E quando o espanhol cruzou, havia na mesma quatro homens do Bayern em zona de finalização. Marcou Vidal, em antecipação a Eliseu. Era o pior começo possível, porque a equipa tremeu. Naturalmente. E nessa altura foi Ederson quem a segurou no jogo, com um punhado de boas intervenções a impedir um 2-0 do qual já seria muito difícil recuperar. Destacou-se o jovem guardião brasileiro em oposição a Lewandowski (16’) e a Müller (20’), mas a partir de dada altura o Benfica corrigiu. Pizzi deixou de se preocupar tanto com o corredor central, obrigando a que Renato Sanches fosse mais posicional – e com isso também menos vistoso, porque o seu futebol atacante ganha com a explosão aquilo que perde se tiver de jogar de pé para pé – e o Benfica começou a ganhar as segundas bolas que vinham de Mitroglou, partindo delas para chegar também à área de Neuer. E a verdade é que, mesmo tendo o Bayern sempre mais bola, o jogo não voltou a estar tão desequilibrado como naqueles primeiros 15 ou 20 minutos. Müller, aos 33’, e Vidal, aos 36’, ainda podiam ter ampliado o marcador, mas ao primeiro opôs-se Ederson, enquanto que o cabeceamento do segundo saiu sobre a barra. E a primeira grande ocasião da segunda parte até pertenceu ao Benfica, quando Jonas se virou bem sobre Alaba e, face a face com Neuer, não conseguiu desviar a bola do guarda-redes alemão. O brasileiro, que viu um cartão amarelo e não poderá estar na segunda mão, teve ainda mais uma situação dourada para empatar, aos 64’, quando um cruzamento de André Almeida o encontrou solto na área, mas o remate acertou em cheio em Javi Martínez, que Guardiola chamara ao campo para substituir Kimmisch, de modo a ganhar presença na área. O maior desafio que o Benfica tinha pela frente nessa altura era segurar os últimos minutos do Bayern, aqueles em que a Juventus, por exemplo, baqueou. Porque contrariar uma equipa que tem tanta bola cansa e a dada altura o mais natural é recolher para perto da área. Guardiola ainda tentou animar o ataque da sua equipa, com Coman e Götze, mas o Bayern nunca chegou ao segundo golo. Ribery, aos 81’, viu Ederson negar-lhe esse intento, após um raide da esquerda para a área. E Lewandowski, aos 89’, preferiu dar a bola a Lahm em vez de tentar bater o guardião brasileiro, que lhe fez a mancha para evitar o que parecia um golo certo: valeu ao Benfica que o passe saiu muito largo e o capitão do Bayern não o captou. O resultado ficava assim numa margem mínima que, não sendo excelente, permite ao Benfica opções sérias para a segunda mão.
2016-04-05
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A tarefa que espera o Benfica nos quartos-de-final da Liga dos Campeões é gigantesca. Pela frente, a equipa de Rui Vitória tem uma das mais poderosas formações da Europa, um Bayern Munique que procura atingir a quinta meia-final consecutiva nesta competição. Se o fizerem, os bávaros não atingirão um recorde, mas entram no lote restrito de clubes que já o conseguiram, que para já está limitado a Barcelona e Real Madrid. O Bayern esteve nas últimas quatro meias-finais da Liga dos Campeões. Em 2010/11, a última época em que lá não chegou, caiu nos oitavos-de-final, eliminado pelo Inter Milão, mas depois foi sempre a aviar: em 2011/12 eliminou o Ol. Marseille nos quartos-de-final, perdendo depois a final nos penaltis para o Chelses; em 2012/13 chegou à meia-final afastando a Juventus, vindo depois a ganhar na final ao Borussia Dortmund; em 2013/14 afastou nesta fase o Manchester United, mas caiu na meia-final face ao Real Madrid; por fim, na época passada, eliminou o FC Porto nos quartos-de-final, caindo depois na eliminatória seguinte ante o Barcelona. Ora o Barcelona é precisamente a equipa com maior número de meias-finais consecutivas na Liga dos Campões – esteve em seis, nunca falhando esta fase entre 2007/08 e 2012/13, sendo na época seguinte afastado nos quartos-de-final pelo Atlético Madrid. As quatro meias-finais consecutivas do Bayern Munique não são exclusivo europeu na atualidade, nem sequer a melhor série em curso. O Real Madrid lutará pela sexta presença seguida nos últimos quatro clubes a disputar o troféu, depois do falhanço de 2009/10, época em que foi eliminado pelo Lyon, nos oitavos-de-final. A verdade é que, com o alargamento da Liga dos Campeões a mais de um clube por país, ficou mais fácil aos mais fortes das grandes potências chegarem tão longe. Antes do novo formato da Liga dos Campeões, o recorde pertencia ao Inter Milão, que chegou à meia-final por quatro anos seguidos, de 1963/64 a 1966/67. Também a Juventus tem quatro meias-finais consecutivas, mas já com o formato “Champions”, de 1995/96 a 1998/99. Ao Benfica resta sempre o peso da história e de ser o clube português com mais meias-finais consecutivas: três, de 1960/61 a 1962/63, com duas taças para recordar.   Ponto a favor do Benfica é a sua corrente série de resultados: ganhou 19 dos últimos 20 jogos, sendo a única exceção a derrota na Luz contra o FC Porto (2-1), a 12 de Fevereiro. E nesses 20 jogos fez sempre golos: a última vez que o seu ataque ficou em branco foi a 15 de Dezembro do ano passado, no empate a zero contra o U. Madeira.   Consequência dessa série extraordinária, o Benfica está a atravessar a melhor sequência de jogos fora de casa em toda a sua história. Quando entrar no relvado do Allianz Arena fá-lo-á com o peso de onze vitórias consecutivas fora do seu estádio: 1-0 ao V. Guimarães, 4-1 ao Nacional, 2-1 ao Estoril, 1-0 ao Oriental, 6-1 e 4-1 ao Moreirense, 5-0 ao Belenenses, 3-1 ao Paços de Ferreira, 1-0 ao Sporting, 2-1 ao Zenit e 1-0 ao Boavista.   Jonas marcou nas últimas três partidas do Benfica. Bisou nos 4-1 em casa ao Tondela, fez o golo solitário no sucesso no Bessa ante o Boavista (1-0) e voltou a marcar nos 5-1 ao Sp. Braga, na Luz. Naquela que já é a sua melhor época europeia de sempre (já leva 32 golos), o brasileiro fez dois tentos na Liga dos Campeões, ainda assim aquém dos cinco que marcou nesta mesma competição pelo Valencia em 2012/13. Nessa temporada, marcou a todos os adversários europeus do Valencia (Lille, Bate Borisov e Paris Saint Germain) à exceção do Bayern Munique, que defrontou duas vezes, na fase de grupos.   Ribery fez no sábado o golo da vitória do Bayern sobre o Eintracht Frankfurt (1-0). Foi o primeiro golo do francês em 2016: não marcava desde 5 de Dezembro, quando regressou de lesão e ajudou à vitória sobre o Borussia M’Gladbach, por 3-1.   Quem anda de pé quente é o polaco Lewandowski, que ficou em branco contra o Eintracht mas já leva 36 golos esta época, oito dos quais na Liga dos Campeões, competição na qual marcou em todos os jogos do Bayern em casa: assinou um hat-trick nos 5-0 ao Dynamo Zagreb, marcou uma vez nos 5-1 ao Arsenal, outra nos 4-0 ao Olympiakos e ainda mais uma nos 4-2 (após prolongamento) à Juventus.   Esse jogo com a Juventus foi o primeiro em casa na Liga dos Campeões que o Bayern não ganhou em 90 minutos desde 29 de Abril de 2014, quando foi batido em casa pelo Real Madrid, por contundentes 4-0. Depois desse descalabro, a equipa bávara alinhou dez vitórias seguidas no Allianz Arena: 1-0 ao Manchester City, 2-0 à Roma, 3-0 ao CSKA Moscovo, 7-0 ao Shakthar Donetsk, 6-1 ao FC Porto, 3-2 ao Barcelona, 5-0 ao Dynamo Zagreb, 5-1 ao Arsenal, 4-0 ao Olympiakos e 4-2 (o tal, ganho no prolongamento) à Juventus.   O Benfica nunca ganhou um jogo ao Bayern Munique, tendo obtido apenas dois empates em seis partidas, ambos na Luz: 0-0 em Março de 1976 e em Outubro de 1981. Empatou, curiosamente, nos dois únicos jogos em que não fez golos, porque sempre que jogaram no velho Estádio Olímpico de Munique os encarnados acabaram por marcar uma vez. Ali perderam por 5-1 em Março de 1976 (o golo de Nené não chegou para os bis de Dürnberger e Müller, aos quais se somou mais um de Karl Heinz Rummenigge), por 4-1 em Novembro de 1981 (mais uma vez Nené a amenizar um hat-trick de Dieter Höness e um golo de Breitner) e outra vez por 4-1 em Novembro de 1995 (golo de Dimas face ao histórico póquer de Klinsmann).   Ainda assim, mesmo só tendo ganho duas vezes em 20 visitas à Alemanha, o Benfica pode gabar-se de o ter feito recentemente: bateu o Stuttgart por 2-0 em Fevereiro de 2011 e o Leverkusen por 1-0 em Fevereiro de 2013. O paraguaio Cardozo foi o ponto em comum às duas vitórias em solo alemão, pois marcou em ambos os jogos.   Já houve duas equipas portuguesas a conseguirem um resultado positivo em Munique contra o Bayern: o FC Porto empatou, ainda no velho Estádio Olímpico, a um golo, em Março de 1991 (golo de Domingos, a responder a um primeiro, de Bender) e o Sporting levou um 0-0 já do Allianz Arena, em Outubro de 2006. Curiosamente, dragões e leões foram também as equipas submetidas às maiores goleadas do Bayern a equipas portuguesas, nas últimas duas vezes que se deslocaram a Munique: o Sporting encaixou 7-1 em Março de 2009 e o FC Porto 6-1 em Abril do ano passado.   O Bayern, de resto, só perdeu duas vezes contra uma equipa portuguesa e essa foi o FC Porto, que se impôs aos bávaros por 2-1 na final da Taça dos Campeões de 1987 (golos de Madjer e Juary, após um primeiro tento de Kögl) e depois por 3-1 nos quartos-de-final da Champions do ano passado (bis de Quaresma e golo de Jackson contra um de Thiago Alcântara). Em 24 jogos contra portugueses, o Bayern cedeu ainda oito empates, a FC Porto (dois), Benfica (dois), V. Setúbal, Boavista, Sp. Braga e Sporting.
2016-04-05
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Com os cinco golos marcados ao Sp. Braga, na vitória por 5-1, o Benfica chegou aos 100 golos nesta temporada: 76 na Liga, 13 na Liga dos Campeões, oito na Taça da Liga e três na Taça de Portugal. Os encarnados chegaram à centena de golos pela sétima temporada consecutiva, pois a última vez que ficaram aquém desta marca foi em 2008/09, quando a equipa de Quique Flores terminou a época com apenas 73 golos marcados.   O autor do 100º golo do Benfica foi o grego Samaris, naquele que é o 42º jogo oficial da temporada. Foi, nesta série de sete épocas, a segunda em que o Benfica mais depressa chegou ao centenário. A primazia continua a pertencer à época de 2009/10, na qual o brasileiro Alan Kardec fez esse mesmo 100º golo na vitória em Marselha (2-1), para a Liga Europa, a 18 de Março, ao 41º jogo oficial. Em 2012/13, o mesmo 100º golo foi marcado por Lima, a 30 de Março, ao 43º jogo, uma vitória ampla por 6-1 sobre o Rio Ave.   Mitroglou fez neste jogo o seu quarto bis da época (um deles foi mesmo um hat-trick), na qual soma já 21 golos, doze dos quais nos onze desafios que leva a segunda volta da Liga. Esta já é a melhor época de sempre do avançado grego, cujo máximo goleador numa só temporada estava até aqui nos 19 tentos obtidos em nome próprio: em 2011/12, pelo Atromitos (17 na Liga e dois na Taça da Grécia) e em 2014/15 pelo Olympiakos (16 na Liga grega, dois na Liga dos Campeões e um na Liga Europa).   Com o penalti através do qual fez o 2-0, Jonas também superou a sua melhor marca goleadora numa só época desde que chegou à Europa, em Janeiro de 2011. São já 32 golos em 39 jogos, 30 dos quais na Liga portuguesa (os outros dois foram na Champions). A melhor época europeia de Jonas tinha sido a anterior, na qual fez 31 golos em 35 jogos.   Além de o deixarem muito bem colocado na corrida à Bota de Ouro, os 30 golos que Jonas fez na Liga portuguesa permitiram-lhe chegar à meia centena na competição (20 em 2014/15 e 30 em 2015/16). O avançado brasileiro fê-lo num total de 55 jogos, sendo o quinto jogador mais rápido da história do Benfica a atingir esta marca. Melhor do que ele só Eusébio, José Águas, Julinho e José Torres, o mais rápido de todos. O “Bom Gigante”, que chegou aos 50 golos em apenas 39 jogos, precisou, ainda assim, de cinco épocas para lá chegar, pois no início de carreira jogava muito poucas vezes.   O golo de Samaris, além de ter sido o 100º da época, foi o primeiro que os encarnados fizeram de livre direto esta época e o primeiro nessas condições no campeonato desde que, em Setembro de 2014, Talisca marcou assim na vitória por 5-0 em Setúbal.   Além do primeiro golo de livre, o Benfica sofreu também o primeiro penalti da atual edição da Liga, deixando assim de haver equipas sem penaltis contra. O último penalti contra o Benfica na Liga tinha acontecido a 21 de Março de 2015, na derrota por 2-1 em Vila do Conde, contra o Rio Ave. Curiosamente, o Rio Ave é a única equipa ainda sem penaltis a favor na presente edição da Liga.   O Sp. Braga continua a somar maus resultados nas visitas a Lisboa. Foi a quarta derrota em outras tantas viagens à capital esta época: 1-0 no Estoril, 3-2 em Alvalade, 3-0 no Restelo e agora 5-1 na Luz. A somar a isso, os bracarenses registaram ainda mais três resultados negativos seguidos na ponta final da época passada: 2-0 na Luz, 4-1 em Alvalade e 2-2 (com derrota nos penaltis) na final da Taça de Portugal, contra o Sporting, no Jamor. O último bom resultado que fizeram na zona de Lisboa foi a vitória por 2-0 no Estoril, a 8 de Fevereiro de 2015.   Pedro Santos, que marcou o golo do Sp. Braga na Luz, já tinha sido autor de um dos golos dessa vitória no Estoril. Fez na altura o segundo, depois de Ruben Micael abrir o ativo.   Os 5-1 permitiram ao Benfica reforçar a condição de melhor ataque da Liga, já com 76 golos marcados. São mais 20 golos que o segundo melhor ataque, que é o do Sporting, ainda que os leões possam diminuir a desvantagem quando jogarem com o Belenenses no Restelo, na sua partida desta 28ª jornada. É o melhor ataque de uma equipa do Benfica à 28ª jornada desde 1983/84, quando o onze comandado por Eriksson chegou a esta ponto da prova com 83 golos marcados.   O Benfica chegou ainda à 28ª jornada com 70 pontos, que ainda assim, é um a menos do que tinha na mesma jornada da época passada, e menos três do que na primeira época do presente bicampeonato. Para se encontrar um líder com menos pontos à 28ª ronda é preciso recuar até 2011/12, quando o FC Porto de Vítor Pereira comandava com 69 pontos, mais seis do que o segundo, que era o Benfica.   Em contrapartida, o Sp. Braga viu o Arouca reduzir a diferença que separa o quarto do quinto lugar para seis pontos. Os bracarenses somam agora 50 pontos, menos três do que na época passada à passagem da 28ª ronda. Até marcaram mais dois golos (passaram de 45 para 47), mas sofreram mais dez (de 17 para 27).
2016-04-03
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Último Passe

Se o Sp. Braga era o maior obstáculo que o Benfica ia ter pela frente no trilho que os encarnados esperam os conduza o tri-campeonato, os 5-1 com que a equipa de Rui Vitória arrumou a questão e a chegada ao centésimo golo da época deixam poucas dúvidas de que o objetivo está cada vez mais próximo e de que não há muitas equipas em Portugal com capacidade para se atravessar à frente deste comboio em movimento. E, no entanto, no arranque, tudo parecia complicar-se. A vantagem deste Benfica é que mesmo quando a dinâmica coletiva não o favorece, como aconteceu no início da partida frente ao Sp. Braga, a qualidade individual dos seus jogadores permite resolver os jogos. Às vezes de forma avassaladora, como aconteceu hoje. Rui Vitória cumpriu o que tinha prometido e não poupou ninguém a pensar em Munique. Queria era ganhar. Mas o início do jogo deve tê-lo deixado a pensar nas soluções que tinha em campo, pois o Sp. Braga teve as duas primeiras ocasiões de golo: Wilson Eduardo cabeceou ao poste logo no primeiro minuto e Rafa desperdiçou um lance isolado na cara de Ederson, fazendo um chapéu ao lado, aos 11’. O Benfica tinha dificuldades em encaixar com as rápidas movimentações interiores dos alas do Sp. Braga e não conseguia pegar no jogo. Até que Mauro ofereceu o 1-0 a Mitroglou, com dois passes errados sucessivos à entrada da sua própria grande área. Com o golo, a equipa de Paulo Fonseca tremeu e desapareceu em termos ofensivos, ao mesmo tempo que o Benfica se agigantou. E, passando a mandar no jogo, contou com a tal qualidade individual dos seus homens, que não cometem erros em situações-limite. Paulo Fonseca terá ansiado pela chegada do intervalo com aquele resultado, de forma a poder voltar a juntar os cacos a tempo de discutir a segunda parte, mas Jonas fez o 2-0 de penalti, a punir mão de André Pinto, aos 37’. E dois minutos depois, em remate de longe que enfatizou o facto de ser ele o maior injustiçado das últimas convocatórias de Fernando Santos, Pizzi chegou aos 3-0. Com a questão do resultado arrumada, a segunda parte seria um mero pró-forma. O Sp. Braga já não entrou tão bem, mas ainda assim voltou a acertar no poste, por intermédio de Hassan. E se isso serviu para alguma coisa foi para voltar a acordar os atacantes encarnados, que fizeram mais dois golos de rajada. Primeiro, Jonas aproveitou as linhas subidas do adversário para se isolar na esquerda e oferecer o 4-0 a Mitroglou e, depois, foi a vez de Samaris, de livre, chegar aos 5-0. O centésimo golo da época – em todas as provas – chegou de forma inédita, pois o Benfica ainda não tinha marcado de livre direto. Até final, quando toda a gente em campo já pensava nos jogos contra o Bayern Munique e o Shakthar Donetsk, que aí vêm a meio da semana, Gaitán e Jardel ainda foram rendidos por Carcela e Nelson Semedo, ficando este ligado a mais um facto inédito: fez o primeiro penalti sofrido pelos encarnados no presente campeonato, ao derrubar Pedro Santos na área. O próprio Pedro Santos reduziu para os 5-1 finais, não beliscando minimamente o estado de euforia com que a equipa do Benfica vai viajar até Munique.
2016-04-01
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Stats

O Benfica-Sp. Braga pode servir a Jonas, que acaba de chegar da seleção do Brasil, para um feito inédito esta época com a camisola dos encarnados: marcar em quatro jogos consecutivos do Benfica na Luz. Na verdade, desde que ficou em branco na derrota contra o FC Porto (1-2), a 12 de Fevereiro, o brasileiro fez o golo da vitória contra o Zenit (1-0) e bisou nos sucessos com U. Madeira (2-0) e Tondela (4-1). E Jonas marcou sempre que foi titular contra os bracarenses, o mais próximo que está de marcar a um grande em Portugal. O brasileiro marcou na derrota por 2-1 para a Taça de Portugal, em Dezembro de 2014, e fez o primeiro golo na vitória por 2-0 para a Liga, em Março de 2015. A única vez que ficou em branco contra o Sp. Braga foi na visita à Pedreira, em Novembro do ano passado, mas aí só alinhou nos últimos 19 minutos, entrando para o lugar de Gonçalo Guedes quando o Benfica já ganhava pelo 2-0 que acabou por ser o resultado final. Se, como tudo indica, for titular no jogo de hoje e voltar a cumprir a tradição, supera a melhor série desta época em jogos na Luz, que são os atuais três jogos seguidos sempre com golos ou – é igual – os três primeiros da temporada na Luz, nos quais marcou a Estoril, Moreirense e Belenenses, ficando depois em branco contra o Astana. Na época passada, depois de ficar a zero contra o Gil Vicente, para a Taça da Liga, Jonas alinhou cinco jogo seguidos a marcar em casa, contra Nacional (um golo, a dar o 1-0), V. Guimarães (um golo nos 3-0), Arouca (um golo, nos 4-0), Boavista (um golo nos 3-0) e V. Setúbal (um golo nos 3-0), ficando depois em branco contra o mesmo V. Setúbal, mas no jogo de campeonato. Acresce ainda que, se fizer pelo menos um golo ao Sp. Braga, Jonas supera o total de golos da época passada. Segue com 31 golos em 38 partidas (29 na Liga e dois na Champions), enquanto que em 2014/15 fechou a época com os mesmos 31 golos em apenas 35 desafios (20 na Liga, seis na Taça de Portugal e cinco na Taça da Liga).   Paulo Fonseca só ganhou uma vez em oito jogos contra o Benfica. Foi em Janeiro do ano passado, que o seu Paços de Ferreira bateu os encarnados por 1-0, graças a um penalti de Sérgio Oliveira, no último minuto. De resto, entre Paços de Ferreira, FC Porto e Sp. Braga, Fonseca soma seis derrotas e apenas um empate, na Luz, na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal de 2012/13, mas depois de o Benfica já ter ganho em Paços de Ferreira, por 2-0, na primeira partida. São bem mais divididos os confrontos de Rui Vitória com o Sp. Braga: ganhou seis vezes, empatou três e perdeu cinco.   Onde Paulo Fonseca tem clara superioridade é no confronto direto com Rui Vitória, que só lhe ganhou uma vez em dez jogos: na partida da primeira volta, em Braga, que acabou favorável ao Benfica por 2-0 e deu início à recuperação dos encarnados. Antes disso, Fonseca tinha ganho quatro vezes a Rui Vitória e empatado cinco – ainda que um destes empates, um 2-2 num V. Guimarães-FC Porto, tenha sido a gota de água que levou à saída de Fonseca do Dragão.   O Benfica marcou primeiro em nove dos últimos dez confrontos com o Sp. Braga – o outro acabou empatado a zero – mas só ganhou seis vezes, permitindo mais um empate e duas vitórias aos arsenalistas. A última vez que o Sp. Braga marcou primeiro num jogo com o Benfica já foi em Novembro de 2011, para a Liga., na Pedreira, quando Lima fez, de penalti, o 1-0 para os da casa, tendo Rodrigo depois estabelecido o empate.   O Sp. Braga não consegue evitar a desilusão na zona de Lisboa desde que ganhou ao Estoril, por 2-0, para a Liga, em Fevereiro do ano passado (golos de Ruben Micael e Pedro Santos). Depois disso, perdeu por 2-0 com o Benfica na Luz, por 4-1 com o Sporting em Alvalade, no desempate por penaltis com o mesmo Sporting no Jamor, na final da Taça de Portugal e, já esta época, por 1-0 no Estoril, por 3-2 com o Sporting em Alvalade e por 3-0 com o Belenenses no Restelo.   Além disso, o Sp. Braga não faz um golo fora de casa há quatro jogos, mais precisamente desde que ganhou por 2-1 em Sion, a 18 de Fevereiro, nos 1/16 de final da Liga Europa (marcaram Stojiljkovic e Rafa). Depois disso, os bracarenses empataram a zero com Arouca e Rio Ave, perderam por 1-0 com o Fenerbahçe e por 3-0 com o Belenenses.   Josué e Stojiljkovic marcaram nos últimos dois jogos do Sp. Braga, as vitórias em casa contra o Fenerbahçe (4-1) e o U. Madeira (2-0). O médio português não estará na Luz, fruto de uma lesão muscular, mas o atacante sérvio figura nos convocados de Paulo Fonseca.   Renato Sanches reencontra o adversário que lhe marcou a ascensão a titular no Benfica na Liga. O jovem médio jogou 15 minutos frente ao Tondela, a 30 de Outubro, depois um minuto com o Boavista, a 8 de Novembro, foi titular em Astana, a 25 do mesmo mês, e estreou-se como titular na Liga na vitória por 2-0 em Braga, a 30 de Novembro. Desde então, só ficou de forma contra o U. Madeira, por prevenção, e contra o Tondela, por ter visto o quinto amarelo frente ao Sporting.   O Sp. Braga nunca ganhou na Luz para a Liga. A única vitória que obteve em casa dos encarnados, em Outubro de 1954, foi num jogo efetuado no Jamor. Nessa altura, os minhotos impuseram-se por 1-0, fruto de um golo de Imbelloni. Em toda a sua história, os bracarenses só ganharam uma vez na Luz, mas foi para a Taça de Portugal: 2-1, em Dezembro de 2014, de virada, com golos de Aderlan Santos e Pardo a responder a um tento inaugural de Jonas. Para a Liga, o melhor que lá conseguiram foram vários empates. Sete nas últimas 20 visitas, para ser mais preciso.
2016-04-01
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A discussão está lançada e tem feito as delícias de quem vê futebol com óculos coloridos, daqueles que aumentam umas coisas e diminuem outras. Jonas é o maior, o pistoleiro que eleva o nível do futebol do Benfica. Não, Jonas não serve para grande coisa, porque só marca aos pequenos. Jonas está na corrida à Bota de Ouro e até foi chamado à seleção do Brasil. Não, Jonas beneficia da debilidade de quase todas as equipas do campeonato português e Dunga só se lembrou dele porque Roberto Firmino se lesionou. O mais estranho é que é tudo verdade. Jonas não é um dos melhores pontas-de-lança do Mundo, porque se fosse não teria baixado da Liga espanhola para a portuguesa, mas é provavelmente uma das maiores pechinchas na história das contratações decisivas de um clube português. E se o Benfica for esta época tricampeão nacional é em grande parte a ele que o deve. Jonas é um típico centro-avante brasileiro. O que quer isso dizer? Que prefere a conversa ao monólogo, que joga como quem dança o samba, um passo aqui, um toque acolá, sempre com ginga. Mas também que não podem contar com ele para o trabalho árduo, que está viciado na presença de um parceiro que fixe os centrais adversários, que lhe alargue o espaço entre linhas para ele poder aparecer a decidir. Uma das melhores formas de definir o futebol de Jonas é dizer que à frente dele os adversários parecem demasiado rápidos, demasiado sôfregos, porque ele é capaz de definir o timing de cada jogada de forma a que, mesmo abrandando, quem está no momento certo é ele. Os outros passam, mas ele fica com a bola e com a iniciativa. E se ele fica com a bola, isso é quase sempre uma boa notícia para o Benfica, porque ele define como poucos, servindo-se de uma capacidade técnica invulgar, tanto no passe como na finalização, e também daquilo que transforma um grande jogador num grandíssimo jogador: a tomada de decisão. É certamente por não entrar em correrias – e por ter quem o faça por ele – que Jonas pensa quase sempre a solução certa para a equipa. Sem bola, decide se deve procurar o corredor lateral ou baixar em desmarcações de apoio. Com ela, se deve esperar, driblar, chutar, passar e para onde passar. Se ele tiver tempo para pensar, o Benfica sai geralmente a ganhar. Mas então por que razão não saiu Jonas do Valência para o Real Madrid, chegando antes dispensado ao Benfica? É que nos jogos de maior nível de exigência raramente há o tempo para pensar de que Jonas precisa. Raramente o espaço sobra para ele impor a sua ginga. É por isso também que Jonas não fez um único golo em quatro jogos contra o Sporting e está igualmente em branco em três desafios contra o FC Porto. Ou que Jorge Jesus, que sempre o prezou tanto como a Gaitán quando se falava em argumentos capazes de levar o Benfica a ganhar campeonatos, nem sequer o colocou em campo na vitória por 2-0 no Dragão, na época passada. O jogo de ontem, contra o Boavista, serve de exemplo para esta dificuldade. Contra uma equipa que foi competente do ponto de vista tático e sem contar com o imprescindível apoio de Mitroglou, Jonas sofreu horrores. E aqui, se falo de Mitroglou, é mesmo de Mitroglou, não é de outro avançado qualquer. Porque o grego procura quase sempre a profundidade, o espaço nas costas da defesa adversária, quando Raul Jiménez busca a mobilidade, as desmarcações nos corredores laterais. Consequência disso? Ora pensemos. O Boavista defendeu-se com duas linhas bem próximas uma da outra e colocou ao meio da segunda linha dois médios muito fortes na marcação, como são Idris e Tahar. Os movimentos laterais de Jiménez, compensados pelos laterais, não faziam dançar assim tanto a organização axadrezada e raramente redundavam na criação de espaço vital para Jonas. Mas os movimentos mais profundos de Mitroglou costumam obrigar a primeira linha defensiva adversária a compensar essa mesma profundidade, colocando a segunda linha perante uma dificuldade: ou baixava também ou mantinha a posição. Fizessem os médios do Boavista o que fizessem, a consequência seria sempre a mesma e redundaria em espaço para Jonas combinar com quem lhe aparecesse por perto à entrada da área. Depois, quando tudo o resto falha, aparece outra caraterística de Jonas: a capacidade técnica. Num jogo em que raramente teve bola ou espaço para jogar, depois de uma noite em que se eclipsou, foi ele que, ao terceiro minuto de descontos, teve a frieza e a capacidade técnica para finalizar, de pé esquerdo, um passe de cabeça de Carcela. Não só a bola não vinha fácil, como a própria criação da situação de finalização dependeu, em primeira instância, da mente futebolística de Jonas, que adivinhou onde a bola ia cair e avançou para lá antes de Philipe Sampaio. Fez o golo, manteve o Benfica isolado na frente e lançou a euforia nas hostes benfiquistas. Jonas é o maior? Jonas não marca aos grandes? Tudo verdade. Mas mesmo assim está a ser o jogador mais decisivo deste campeonato. In Diário de Notícias, 21.03.2016
2016-03-21
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Ao ganhar por 1-0 ao Boavista, no Bessa, o Benfica conseguiu a 11ª vitória consecutiva em jogos fora de casa, um feito inédito na história do clube. Desde o empate (0-0) com o U. Madeira, no Funchal, os encarnados ganharam sucessivamente a V. Guimarães (1-0), Nacional (4-1), Estoril (2-1), Oriental (1-0), Moreirense (6-1 e 4-1), Belenenses (5-0), Paços de Ferreira (3-1), Sporting (1-0), Zenit (2-1) e agora Boavista (1-0). Superou assim as duas melhores séries do seu passado, fixadas em dez jogos seguidos a ganhar fora, entre Fevereiro e Novembro de 1971 e entre Outubro de 1972 e Abril de 1973.   A vitória no Bessa foi dramática, conseguida com um golo de Jonas ao terceiro minuto de descontos. Foi o segundo sucesso consecutivo fora de casa que os encarnados conseguem com um golo em tempo de compensação, depois de já terem ganho em São Petersburgo ao Zenit por 2-1, com um golo de Talisca aos 90+5’. Foi a terceira vitória da época do Benfica com um golo para lá dos 90’ (depois das duas contra o Zenit, pois também na Luz valeu um golo de Jonas aos 90+1’) e a primeira na Liga desde Agosto de 2013, quando ganhou ao Gil Vicente na Luz (2-1), com tentos de Markovic aos 90+1’ e Lima aos 90+2’.   Jonas, o autor do golo da vitória, continua na corrida à Bota de Ouro, com os mesmos golos que Gonzalo Higuaín Os 29 tentos que marcou em 27 jornadas da Liga são o melhor pecúlio de um jogado do Benfica num campeonato desde que o sueco Mats Magnusson fez 33 na Liga de 1989/90. À 27ª jornada dessa época, porém, o sueco tinha apenas 28 golos marcados. Para encontrar um jogador do Benfica com mais golos por esta altura há que ir até 1972/73, quando Eusébio tinha 34 nas primeiras 27 partidas.   Jonas igualou, além disso, o seu total de golos em toda a época passada, pois além dos 29 que marcou na Liga portuguesa soma ainda mais dois na Liga dos Campeões. Precisou de 38 jogos para fazer estes 31 golos, ao passo que na temporada passada os marcou em 35 partidas: obteve então 20 em 25 jogos na Liga portuguesa, seis em três desafios na Taça de Portugal e cinco em três partidas da Taça da Liga.   O jogo foi ainda marcado pelo regresso de Salvio a um lugar no onze do Benfica. O argentino jogou 54 minutos, o maior período que esteve em campo desde a última vez que tinha sido titular do Benfica, a 23 de Maio de 2015: nesse dia, em partida da última jornada da Liga, contra o Marítimo, saiu lesionado aos 74’.   A vitória do Benfica significou mais uma derrota caseira para o Boavista, a terceira seguida, neste caso. Antes de perderem com o Benfica, os axadrezados já tinham sido batidos por Rio Ave (2-1) e Nacional (1-0). Desde Novembro e Dezembro de 1959 que o Boavista não perdia três vezes seguidas em casa: na altura foio batido pela Académica (3-1), Sporting (5-2) e Belenenses (1-0), antes de ganhar ao Portimonense (3-1), para a Taça de Portugal.   Com a vitória, o Benfica passou a somar 67 pontos, mantendo-se isolado na frente da Liga. Tem, ainda assim, menos um ponto do que tinha à passagem da mesma jornada na época passada e menos três do que em 2013/14, ano do primeiro título dos dois que ganhou consecutivamente. Para encontrar um Benfica campeão com menos pontos à 27ª jornada é preciso recuperar a equipa de 2004/05, liderada por Giovanni Trapatoni, que por esta mesma altura seguia na liderança com apenas 54 pontos, ainda assim mais seis do que os segundos, que eram Sporting, Sp. Braga e FC Porto.
2016-03-21
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Último Passe

Jonas respondeu à convocatória para a seleção do Brasil com um golo fundamental, encontrando ao terceiro minuto de descontos a solução para o bloqueio a que o Benfica estava a ser submetido por parte do Boavista no Estádio do Bessa e assegurando a vitória por 1-0 que permite à equipa de Rui Vitória manter-se isolado no comando da Liga. O Boavista tinha sido, até então, taticamente perfeito, anulando a arma principal do ataque encarnado, que são as combinações pelo espaço interior, mas os bicampeões nacionais mudaram de cara nos últimos minutos e, num lance direto de Eliseu para a cabeça de Carcela, deixaram Jonas na cara do guarda-redes Mika. O brasileiro fez o golo e o líder manteve a vantagem. Entendendo que o Benfica se torna tanto mais perigoso quanto consegue ganhar ascendente à frente da área, seja pelo recuo de Jonas, pelas diagonais de Pizzi ou pelas arrancadas de Renato Sanches, Erwin Sánchez colocou Idris e Tahar à frente da defesa e os dois médios foram fundamentais na forma como a equipa da casa conseguiu bloquear o ataque encarnado. Privado de Mitroglou, que é fundamental na busca da profundidade – que entre outras coisas obriga a última linha do adversário a recuar e abre espaço para a entrada dos médios – e da criatividade de Gaitán, o Benfica foi sentindo dificuldades para ser perigoso. Se no primeiro tempo ainda se mostrou num pontapé de moinho de Jiménez e num remate de Pizzi, o primeiro detido por Mika e o segundo a sair ao lado, na segunda parte nem isso ia conseguindo. Era, ao invés, o Boavista quem saía com a-propósito, fruto da capacidade de Ruben Ribeiro para segurar a bola na frente e da velocidade de Zé Manuel. Rui Vitória mexeu. Colocou Carcela em vez de Salvio, que ainda não tem a capacidade para fazer esquecer a longa paragem a que foi submetido. Depois trocou Nelson Semedo por Talisca, baixando André Almeida para a direita da defesa. E por fim reforçou o ataque com a estreia de Jovic em vez de Pizzi. Mas era o Boavista que, em rápidos contra-ataques, como um que levou a um remate de Luisinho, ameaçava marcar. Até que a qualidade individual de Jonas se fez notar. Ao terceiro minuto de descontos, surgiu o tal pontapé longo de Eliseu, a cabeça de Carcela e a capacidade para Jonas se adiantar ao seu marcador direto e marcar, de pé esquerdo e de primeira. A inédita 11ª vitória consecutiva do Benfica como visitante teve a marca do seu melhor jogador. E, se chegar, o tricampeonato também a terá, porque terá passado por aqui.
2016-03-20
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Os dois golos que fez ao Tondela, na vitória do Benfica por 4-1, serviram a Jonas para chegar aos 28 na Liga e aos 30 em 37 jogos de todas as competições de 2015/16. Jonas ficou assim a apenas um golo do total que fez em toda a época passada (31 em 35 jogos). O brasileiro tornou-se o primeiro jogador a marcar pelo menos 30 golos em duas épocas consecutivas no Benfica desde que Nené o fez entre 1981 e 1983, com 35 golos em 43 jogos em 1981/82 e 31 golos em 46 jogos em 1982/83. Jonas está a cinco golos da marca de Nené nesse biénio, mas também tem menos 17 jogos.   O total de golos que Jonas conta na atual edição da Liga (28) é ainda o maior numa só edição da competição desde que Jardel somou 42 na prova de 2001/02, ao serviço do Sporting. Se olharmos apenas para jogadores do Benfica, ninguém marcava tanto desde que o sueco Magnusson encerrou o campeonato de 1989/90 com 33 golos (em 32 jogos).   Outro avançado em grande destaque no Benfica é o grego Mitroglou, que voltou a marcar um golo. Nas últimas dez jornadas da Liga, Mitroglou marcou em nove, só ficando em branco contra o U. Madeira. A compensar fez três golos ao Belenenses. Ao todo, os 19 golos que já fez esta época (16 na Liga, dois na Champions e um na Taça de Portugal) igualam as suas melhores épocas de sempre: fez 19 golos em 2011/12 no Atromitos e outros tantos em 2014/15 no Olympiakos.   Gaitán, que assistiu Jardel e Jonas para os dois primeiros golos do Benfica, colocou-se como melhor assistente benfiquista no campeonato e segundo melhor da competição, apenas atrás do portista Layun. Ao todo, o argentino soma onze passes de golo, mais dois que Jonas e o belenense Carlos Martins, mas menos quatro que o mexicano do FC Porto.   Jardel, autor do primeiro golo do Benfica no jogo, fez apenas o segundo golo da época, pois até aqui só tinha marcado ao Vianense, arrancando a ferros uma vitória por 2-1 na Taça de Portugal. No campeonato não marcava desde 11 de Abril do ano passado, quando também abriu uma goleada dos encarnados na Luz: 5-1 à Académica.   Nathan Júnior, que marcou o golo de honra do Tondela mesmo em cima do apito final, veio assegurar que a equipa beirã mantém o registo de marcar sempre fora de casa desde que é liderada por Petit. São já sete deslocações seguidas a fazer pelo menos um golo. O problema é que o Tondela também sofre geralmente mais do que um.   Com o golo ao Benfica, Nathan chegou aos dez golos na Liga, oito dos quais nas nove partidas que leva a segunda volta do campeonato. É o valor mais elevado de um jogador de uma equipa recém-promovida desde que Ghilas marcou 13 golos pelo Moreirense em 2012/13, nem assim impedindo a equipa de Moreira de Cónegos de descer de divisão. Com a vitória, o Benfica voltou a assumir a liderança, que perdera momentaneamente no sábado, por via do sucesso do Sporting no Estoril. Os encarnados chegaram aos 64 pontos, apenas um a menos do que tinham na época anterior à passagem desta mesma 26ª jornada. Para se encontrar um Benfica com menos pontos após 26 jogos é preciso recuar a 2011/12, quando a equipa então liderada por Jorge Jesus chegou a esta ronda com apenas 59 pontos, acabando a época com 69, a seis pontos do FC Porto, que foi campeão.   Muito forte está o Benfica no plano atacante, pois os 70 golos que já marcou nas primeiras 26 jornadas só encontram paralelo recente na época de 2012/13, em que também chegou à 26ª ronda com o mesmo total de golos marcados. Na época passada somava 63 e há dois anos seguia com 52. Em 2012/13, porém, o Benfica nem foi campeão.   Muito fraca é a performance do Tondela, que segue com apenas 13 pontos após 26 jornadas. É a pior pontuação de uma equipa na Liga portuguesa a este ponto da competição desde 2007/08, quando a U. Leiria chegou à 26ª ronda com apenas 12 pontos – e acabou o campeonato com 13, em último lugar, a 12 pontos do penúltimo, que foi o Paços de Ferreira. Em toda a história da Liga portuguesa desde que a vitória vale três pontos, só mais três equipas chegaram aqui com tão poucos pontos: o Penafiel de 2005/06, que também tinha 12, o Estrela da Amadora de 2003/04, que tinha 13, e o Gil Vicente de 1996/97, que somava 12. Todos desceram de divisão em último lugar.  
2016-03-15
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Último Passe

O Benfica ganhou com facilidade ao Tondela, por 4-1, e manteve a liderança isolada na Liga, graças a uma demonstração de superioridade natural quando se trata de um jogo em que primeiro recebe o último classificado. A noite foi absolutamente normal para a equipa de Rui Vitória. O bicampeão nacional nem precisou de meter o pé no acelerador – marcou duas vezes de bola parada e cedo chegou a uma tranquilizadora vantagem de dois golos – e teve direito a mais um bis de Jonas, que assim manteve a distância em relação a Slimani no topo da tabela dos goleadores e voltou a gritar bem alto que têm de contar com ele para a disputa da Bota de Ouro. No fim, aproveitou para gerir quem precisa de descansar, quem tem de ganhar ritmo e até quem, como Mitroglou, precisava de limpar o cadastro com um amarelo. Gaitán e Fejsa, por exemplo, saíram a meio da segunda parte, altura em que Rui Vitória chamou outros jogadores, como Salvio ou Gonçalo Guedes, que precisam de ganhar ritmo para poderem contar na apertada ponta final de época que se apresenta à equipa e em que, entre Liga, Taça da Liga e Champions, todos farão falta. Aliás, já o onze inicial apresentava algumas novidades, como a inclusão de Talisca no lugar do castigado Renato Sanches a meio-campo ou de Nelson Semedo em vez de André Almeida na direita da defesa. Antes que qualquer dos dois mostrasse o que quer que fosse, porém, o Benfica chegou ao golo. Marcou-o Jardel, absolutamente à vontade na sequência de um canto, logo aos 11’, a mostrar que o problema do Tondela nunca foi a capacidade para criar futebol. Ao contrário do que lhe aconteceu quando trouxe o Boavista à Luz, Petit montou desta vez uma equipa positiva, sempre capaz de chegar perto da baliza de Ederson com gente em números interessantes, mas muito mais incompetente no aspeto defensivo. Não foi esse o caso do segundo golo do Benfica, uma magistral jogada coletiva, com contribuição dupla de Gaitán, que ofereceu o remate final a Jonas e tornou o jogo numa tarefa impossível para os beirões, com apenas 24 minutos de jogo. O Benfica passou então a gerir. E só aos 69’ matou de vez a partida, com mais um golo de bola parada: lançamento lateral de Eliseu, desvio ao primeiro poste entre Jardel e um defensor do Tondela, e cabeça de Jonas, sem ninguém por perto mas a ter de meter ele força no remate, tão mortiça vinha a bola. Mitroglou ainda fez o 4-0, num lance em que parecia ir de moto pelo meio dos dois centrais do Tondela – ganhou-lhes uns cinco metros em 20 – e que aproveitou para tirar a camisola nos festejos, colocando-se assim fora da deslocação ao Bessa, na próxima jornada, onde o Benfica também não terá Jardel. No final, o Tondela ainda fez um golo, pelo inevitável Nathan Júnior, a premiar o espírito positivo com que a equipa entrou no jogo. Para que o Tondela se salve, porém, vai ser preciso defender melhor.
2016-03-14
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Stats

O Benfica recebe o Tondela com os olhos na recuperação da liderança, perdida para o Sporting quando os leões ganharam o seu jogo desta 26ª jornada, no Estoril. E quando o que faz falta são golos, o normal é que se olhe para Jonas, o melhor marcador da equipa. Neste jogo, o brasileiro entra a pensar em dois hat-tricks. Um, mais evidente: se fizer três golos, iguala, em meados de Março, o total de tentos de toda a época passada. Outro, mais rebuscado: depois de ter marcado na Luz ao Zenit e ao U. Madeira, esta será a sua terceira oportunidade da época de fechar três jogos seguidos em casa sempre a marcar. Nas duas anteriores, falhou. Jonas soma até este momento 28 golos em 36 jogos efetuados. Desses 28, 26 foram marcados na Liga portuguesa, aos quais o brasileiro soma dois na Liga dos Campeões. Com mais um jogo do que em toda a época passada, Jonas está a três golos do total de então, pois em 2014/15 marcou 31 golos em 35 jogos. Já superou os totais de golos no campeonato (acabou a Liga anterior com 20), mas em contrapartida ainda não marcou na Taça da Liga nem o fez na curta carreira das águias na Taça de Portugal – e em 2014/15 obteve três golos em cada uma destas competições. Daqui se depreende que Jonas está a três golos do total obtido em toda a época anterior, podendo igualá-la se obtiver algo de raro nele: um hat-trick. Desde que chegou ao Benfica, só fez dois. O primeiro logo na primeira vez que foi titular, frente ao Sp. Covilhã, em Outubro de 2014, e o segundo na vitória de Janeiro sobre o Nacional, na Choupana. Resta dizer que, mesmo que consiga esse hat-trick contra o Tondela, Jonas ainda ficará a um golo do seu melhor campeonato de sempre, que foi o Brasileirão de 2010: ao serviço do Grêmio, fez 32 golos em 33 jogos, chamando a atenção dos olheiros do Valência. Mais fácil será o segundo hat-trick de que se fala. Jonas marcou nas duas últimas partidas do Benfica na Luz, contra o Zenit (fez o 1-0 no último minuto de jogo) e o U. Madeira (bisou, na vitória do bicampeão nacional por 2-0). Foi a terceira vez que o brasileiro marcou em dois jogos seguidos do Benfica em casa esta época, sendo que nas duas anteriores falhou à terceira partida. Tal aconteceu nos 2-0 ao Astana, em meados de Setembro, após o golo nos 3-2 ao Moreirense e o bis nos 6-0 ao Belenenses, e na derrota por 2-1 com o FC Porto, em Fevereiro, na sequência do bis nos 6-0 ao Marítimo e no golo nos 3-1 ao Arouca. Para se encontrarem três jogos seguidos do Benfica na Luz com Jonas a marcar é preciso recuar à época passada. Nessa altura, entre Dezembro e Fevereiro, o brasileiro até conseguiu cinco, quando marcou no 1-0 ao Nacional, nos 3-0 ao V. Guimarães, nos 4-0 ao Arouca, nos 3-0 ao Boavista e nos 3-0 ao V. Setúbal. Mais tarde, entre Fevereiro e Abril, ainda conseguiu quatro jogos consecutivos a marcar na Luz: bisou nos 6-0 ao Estoril, marcou no 2-0 ao Sp. Braga, bisou nos 3-1 ao Nacional e voltou a bisar nos 5-1 à Académica. O confronto entre Rui Vitória e Petit só se desequilibrou a favor do treinador do Benfica esta época, quando os encarnados ganharam na Luz ao Boavista de Petit por 2-0, em Novembro. Antes disso, os dois treinadores já se tinham defrontado por três vezes, com um empate e uma vitória para cada lado e a curiosidade de a equipa de Rui Vitória ter beneficiado de um penalti em todos os jogos. Em Outubro de 2014, o V. Guimarães de Vitória ganhou ao Boavista de Petit por 3-0, perdendo depois por 3-1 no Bessa, em Março de 2015. Pelo meio, em Janeiro, as duas equipas tinham empatado a dois golos no Porto para a Taça da Liga.   Será o segundo jogo do Benfica sem Renato Sanches desde que, na sequência da eliminação da Taça de Portugal, frente ao Sporting, o jovem assumiu a titularidade, em Astana, em meados de Novembro. Na ausência anterior, para o poupar à possibilidade de um quinto amarelo que o afastasse do dérbi de Alvalade, o Benfica ganhou por 2-0 ao U. Madeira. Desde então, Renato esteve em 22 jogos, dois dos quais como suplente utilizado, sendo que o Benfica empatou dois e perdeu outros tantos.   O Tondela obteve fora de casa sete dos oito pontos conquistados sob o comando de Petit. Fê-lo ganhando ao Moreirense (2-1) e ao Rio Ave (3-2), empatando pelo meio com o Sporting em Alvalade (2-2). A exceção foi o ponto saído do empate em casa contra o V. Guimarães (1-1).   Aliás, o Tondela vem com seis jogos seguidos sempre a marcar golos fora de casa… mas também sofreu sempre e só numa dessas ocasiões encaixou menos de dois golos. A última vez que o seu ataque ficou em branco em viagem foi a 6 de Dezembro, frente ao U. Madeira (0-2), ainda com Rui Bento aos comandos. Desde então marcou em Vila do Conde (3-2 ao Rio Ave), em Coimbra (1-2 com a Académica), em Alvalade (2-2 com o Sporting), na Choupana (1-3 com o Nacional), na Amoreira (1-2 com o Estoril) e em Moreira de Cónegos (2-1 ao Moreirense).   Curioso é que em três das quatro últimas deslocações o Tondela teve um penalti a favor. Nathan Junior marcou ao Moreirense, ao Estoril e ao Sporting, sendo a exceção a deslocação ao Nacional. A curiosidade aumenta quando se percebe que o Benfica é a única equipa da Liga que ainda não teve um penalti contra em toda a prova.   Este será apenas o segundo encontro entre Benfica e Tondela na história dos clubes. No anterior, que teve lugar em Aveiro, em finais de Outubro, os encarnados ganharam por 4-0, com golos de Jonas, Gonçalo Guedes, Carcela e Berger (este na própria baliza).   Esse foi, de resto, o último jogo de Berger pelo Tondela, o defesa-central austríaco que até tinha feito ao Benfica o primeiro golo em Portugal, numa histórica vitória da Académica na Luz, por 3-0, em Abril de 2008. Kaká, outro dos defesas-centrais do Tondela, também esteve nesse jogo com a camisola da Académica.
2016-03-14
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Último Passe

As ausências de André Almeida e Jardel, por castigo, somadas às de Júlio César, Lisandro López e Luisão, estes por lesão, colocam a Rui Vitória um problema de difícil resolução. O Benfica enfrenta o jogo do qual depende a continuidade na Liga dos Campeões, no qual será fundamental manter a solidez atrás, sem o guarda-redes titular, sem as três primeiras escolhas para o centro da defesa e sem ter ainda resolvido por inteiro a questão que se lhe coloca acerca da composição do meio-campo nos jogos de maior grau de exigência. Ainda assim, num jogo em que o primeiro golo pode ser a chave, Vitória deve mexer o mínimo possível, de forma a aproveitar o embalo emocional que o sucesso no dérbi de sábado lhe trouxe. Vai ter de inventar, mas não mais do que o necessário, com a consciência de que este Zenit pode exigir ao Benfica algo que a equipa ainda não mostrou de forma consolidada: que é capaz de ser sólida em desafios de exigência elevada. A vitória em Alvalade, no sábado, como a conquistada em Madrid, no Outono, são as exceções que confirmam a regra: este continua a ser um Benfica mais talhado para jogar contra equipas fracas. Ao todo, em quatro jogos com o Sporting, dois com o FC Porto, dois com o Atlético Madrid, dois com o Galatasaray, um com o Sp. Braga e um com o Zenit, o Benfica, o Benfica só ganhou cinco de doze jogos de grau de dificuldade mais elevado. Pode até chegar para alcançar os objetivos – em São Petersburgo, por exemplo, basta uma derrota pela margem mínima, desde que com golos marcados –, mas deve servir de ponto de partida para uma reflexão interna acerca dos equilíbrios da equipa, que precisa de juntar outro avançado a Jonas para rentabilizar aquele que é o seu melhor jogador e não encontrou ainda uma forma satisfatória de preencher a zona central do meio-campo quando Renato Sanches se torna naquilo a que o treinador chamou “talento selvagem” e perde as referências no jogo sem bola. Problemático é que estas questões se agravem pela ausência de jogadores que são tão importantes nos momentos defensivos, como Jardel ou André Almeida. Lindelof tem respondido muito bem, sobretudo se tivermos em conta que era a quarta opção para o centro da defesa no início da época, mas o que se lhe pedirá no Petrovskyi é que comande o setor, provavelmente com Fejsa a seu lado e sem a ajuda de André Almeida, um lateral cujo principal atributo é a solidez defensiva. A dúvida coloca-se depois, na constituição do meio-campo e do ataque. Salvio à direita com Pizzi no apoio a Mitroglou (ou Jiménez, mais talhado para jogar longe da equipa) ou Jonas com Mitroglou e Pizzi a vir da direita para dentro, no apoio a Samaris e Renato? Rui Vitória saberá melhor que ninguém em que ponto está a recuperação de Salvio e se ele já é capaz de responder num jogo deste grau de exigência, ainda que todos saibamos que nestas coisas o risco maior está na experimentação e não na continuidade. Repetir os seis da frente de Alvalade pode ser uma forma de aproveitar não apenas as rotinas que a equipa vem construindo como a confiança que adquiriu no campo do maior rival. Mas, até pela escassez de golos nos mais recentes jogos do Zenit (0-1, 1-0 e 0-0), a chave da eliminatória estará sempre no primeiro golo. Se o marca o Benfica, pode repetir-se a história do dérbi; se o marca o Zenit o jogo deverá pedir um upgrade àquilo que este Benfica tem mostrado.
2016-03-09
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Jonas obteve, na vitória do Benfica frente ao U. Madeira (2-0) o 10º bis da época, depois de já ter marcado por duas vezes nos jogos com Estoril (4-0), Belenenses (6-0), Paços de Ferreira (3-0), Académica (3-0), Rio Ave (3-1), Marítimo (6-0), Moreirense (4-1) e Belenenses (5-0). Para se chegar aos dez jogos é preciso juntar um hat-trick, ao Nacional (4-1).   Com os dois golos ao U. Madeira, o brasileiro voltou a colocar-se no primeiro lugar da corrida à Bota de Ouro de 2016. Soma 26 golos no campeonato, prova onde marcou a todas as equipas menos cinco: Sporting, FC Porto, Sp. Braga, V. Guimarães e Boavista. Destas cinco, conseguiu na época passada marcar a Sp. Braga, V. Guimarães e Boavista, o que significa que em Portugal só Sporting e FC Porto não sabem ainda o que é sofrer um golo de Jonas.   Jonas soma estes 26 golos em 24 jornadas, produção muito melhor que a da época passada, na qual, é verdade, só começou a jogar à 7ª ronda. À 24ª jornada, Jonas tinha no ano passado apenas nove golos, tendo depois feito mais onze nas dez partidas que restaram até final da época. Há 14 anos que nenhum jogador tinha tantos golos marcados à 24ª jornada da Liga portuguesa. O último foi Jardel, que em 2001/02 chegou a este ponto com 28 golos marcados.   Além disso, Jonas igualou o melhor marcador do Benfica num campeonato deste século, que foi Oscar Cardozo, autor de 26 golos nas 30 rondas de 2009/10. Basta-lhe fazer mais um para se isolar nesta tabela e continuar a perseguir Mats Magnusson, que acabou as 34 jornadas de 1989/90 com 33 golos.   Contabilizando todas as provas, Jonas marcou golos pela terceira partida consecutiva, depois de já ter feito o golo da vitória sobre o Zenit (1-0) e de ter marcado um na vitória em Paços de Ferreira (3-1). Foi a primeira vez que o brasileiro marcou em três jogos consecutivos nesta época, sendo que na anterior tem duas séries de quatro jogos seguidos a marcar.   Quem ficou em branco foi o grego Mitroglou, que assim parou a sua série de jornadas de Liga sempre a marcar nas sete. Tinha marcado ao Nacional (4-1), ao Estoril (2-1), ao Arouca (3-1), ao Moreirense (4-1), ao Belenenses (5-0), ao FC Porto (2-1) e ao Paços de Ferreira (3-1), antes de voltar aos zeros frente ao U. Madeira. Igualou um registo que ninguém conseguia obter desde Jackson Martínez, que marcou sempre entre a segunda e a oitava jornada de 2012/13.   Vinte jogos depois, Renato Sanches falhou um jogo do Benfica. Rui Vitória poupou o médio, que tem quatro amarelos na Liga e por isso corria o risco de ficar suspenso para o jogo com o Sporting, na 25ª jornada. Renato vinha com 20 jogos seguidos sempre a jogar, 18 como titular e dois como suplente utilizado (ambos na Taça da Liga), sendo que não ficava a ver os companheiros jogar precisamente desde a última visita a Alvalade, a derrota (1-2, após prolongamento) para a Taça de Portugal.   O U. Madeira somou a terceira derrota consecutiva fora de casa, depois de perder em Guimarães (1-3 com o Vitória) e em Arouca (0-3). Nas últimas sete deslocações, perdeu seis: todas menos o jogo com o Marítimo, que ganhou por 1-0, mas para o qual não teve de sair da Madeira.   Ganhando ao U. Madeira, o Benfica chega à 24ª jornada com 58 pontos, menos quatro do que na época passada com igual número de partidas jogadas. Apesar de estar apenas a um ponto da liderança, é o Benfica com menos pontos desde 2011/12, quando chegou à 24ª ronda com 56 pontos, a dois do líder, que era o Sp. Braga – e acabou a Liga em segundo lugar, com 69, a seis do FC Porto. Não se vê um campeão com tão poucos pontos desde essa mesma época, pois o FC Porto, que acabou na frente, com 75 pontos, tinha apenas 57 à 24ª jornada.   Os dois golos que os encrnados marcaram ao U. Madeira chegam para que a equipa de Rui Vitória se mantenha como melhor ataque da competição, com 65 golos marcados, mas 16 do que o segundo melhor ataque, que é o do Sporting (tem 49). Mas já deixou de ser preciso ir tão atrás para se encontrar um Benfica tão concretizador como este: esta equipa tem mais cinco golos do que na época passada (somava 60 à 24ª jornada), mas menos um do que em 2012/13 (estava nos 66 após 24 jogos).
2016-03-01
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Último Passe

O Sporting vai entrar no dérbi de sábado, contra o Benfica, em primeiro lugar da Liga, como realçava William Carvalho aos adeptos no final do empate com o Vitória em Guimarães (0-0), mas viu a vantagem sobre o principal rival reduzida para apenas um ponto, pois minutos antes os encarnados venceram com naturalidade o U. Madeira por 2-0 na Luz. Aquece o dérbi, fruto de mais uma clara demonstração de que o Benfica é uma equipa de golo fácil – marcou no primeiro remate que fez e tornou desde logo o jogo mais simples – e de uma noite perfeita de Miguel Silva, o guarda-redes do Vitória, que tirou dois golos cantados a Ruiz e outro a Slimani. Tudo a contribuir para que no dérbi de sábado o empate não sirva a ninguém. Com o dérbi no pensamento, Rui Vitória pôde optar por deixar de fora André Almeida e Renato Sanches, dois dos três jogadores que estavam à beira da suspensão, arriscando apenas Jardel. Em Guimarães, Jorge Jesus fez ao contrário: entrou com os jogadores que estavam tapados, perdeu mesmo Ruben Semedo, que viu o quinto amarelo na Liga, mas antes do final do jogo acabou por retirar de campo Slimani, claramente a meter menos de si próprio em cada bola dividida por receio de um incidente que o retirasse do dérbi. Jesus não o fez para o poupar, no entanto. Fê-lo para tentar ganhar o jogo, mesmo que por essa altura o Vitória já estivesse com um homem a menos, por expulsão de Josué. Entrou Barcos, com antes tinham entrado Téo Guitièrrez e Aquilani, todos com a mesma ideia. Quanto aos jogos, o Benfica acabou por navegar com tranquilidade até um 2-0 nascido de mais dois golos de Jonas, um em cada parte. Podia ter marcado mais, mas parece que nunca teve de se esforçar verdadeiramente por isso, tanta foi a superioridade que demonstrou num desafio sem grande história. Em Guimarães, Rui Patrício até foi o primeiro guarda-redes a ter de se empenhar, para deter um remate cruzado de Licá. Mas daí até final foi sempre o Sporting a ter as melhores ocasiões para marcar, vendo Miguel Silva assinar um punhado de manchas de grande qualidade, a impedir Slimani e Ruiz – este por pelo menos duas vezes – de fazer o golo que permitiria aos leões manter o avanço na entrada para o dérbi. Certo é que, com os resultados de hoje, o dérbi de sábado passou a ter ainda outro interessado: o FC Porto. Já a quatro pontos da liderança, os dragões podem beneficiar do que vier a suceder em Alvalade para reentrarem de forma direta na luta pelo título, até por ainda receberem o Sporting em casa, na antepenúltima jornada da competição. E, mesmo que desvalorize o facto de ter agora um só ponto de avanço, lembrando que quem está atrás é que tem de se preocupar, Jesus sabe que, ao contrário do que fez no jogo do título da época passada, tem de entrar no dérbi para ganhar, tão complicado se lhe apresenta o calendário na ponta final.
2016-02-29
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Kostas Mitroglou marcou, na vitória do Benfica sobre o Paços de Ferreira (3-1), pela sétima jornada consecutiva da Liga. Já tinha feito golos nas partidas frente ao Nacional (4-1), Estoril (2-1), Arouca (3-1), Moreirense (4-1), Belenenses (5-0) e FC Porto (1-2), pelo que o golo inaugural da partida em Paços de Ferreira significou que melhorou o máximo (que já lhe pertencia) na Liga de 2015/16, igualando um registo que ninguém obtinha desde Jackson Martínez. O colombiano do FC Porto tinha feito oito golos em sete jogos seguidos, entre a 2ª e a 8ª jornadas da Liga de 2012/13.   O Benfica obteve a oitava vitória seguida fora de casa, pois ganhou todas as deslocações (em todas as provas) desde o empate a zero na Choupana, contra o U. Madeira, a 15 de Dezembro. Pelo caminho ficaram V. Guimarães (1-0), Nacional (4-1), Estoril (2-1), Oriental (1-0), Moreirense (6-1 e 4-1) e Belenenses (5-0). Os encarnados não conseguiam uma série de deslocações tão boa desde 2010/11, quando ganharam nove deslocações consecutivas após a derrota frente ao Hapoel Tel-Aviv (3-0): 3-1 ao Beira Mar, 3-0 à U. Leiria, 1-0 à Académica, 2-0 ao Rio Ave, 4-0 ao Aves, 2-0 ao FC Porto, 2-0 ao V. Setúbal, 2-0 ao Sporting e 2-0 ao Stuttgart. Essa série foi interrompida a 6 de Março de 2011, com uma derrota em Braga, por 2-1.   O Paços de Ferreira, por sua vez, vem com oito jogos seguidos sem ganhar, quatro deles em casa. A última vitória da equipa de Jorge Simão aconteceu a 11 de Janeiro, frente ao V. Setúbal, por 2-1. Desde aí, empatou fora com Académica e Arouca (ambos 1-1), perdeu em casa com o Sporting (1-3) e o Portimonense (2-3), empatou fora com o Arouca (2-2), perdeu em casa com o Boavista (1-0), empatou no terreno do Rio Ave (1-1) e foi agora batido pelo Benfica (1-3). É a pior sequência de resultados do Paços desde os nove jogos seguidos sem ganhar, entre o 1-0 ao Belenenses (a 24 de Novembro de 2013) e o 2-1 ao Sp. Covilhã (a 15 de Janeiro de 2014).   Jonas fez o 50º jogo na Liga portuguesa e assinalou-o com um golo (o seu 44º na prova) de penalti. Foi o sexto penalti de que o Benfica beneficiou na presente Liga, o que deixa os encarnados apenas atrás dos dez de Paços de Ferreira e Sporting. Em contrapartida, os leões já tiveram quatro contra, os pacenses sofreram neste jogo o segundo e os encarnados ainda não foram punidos com nenhum.   O golão de Diogo Jota foi o nono que o jovem pacense fez esta época (sétimo na Liga), mas apenas o terceiro nos jogos em casa. Antes, Jota só tinha marcado no Capital do Móvel a Estoril e U. Madeira, em dois jogos que o Paços de Ferreira tinha ganho. Aliás, dos 13 golos que Jota já marcou como sénior, este foi o primeiro que não impediu a derrota do Paços. Até aqui, sempre que ele marcou, o Paços de Ferreira só não tinha ganho um jogo: o empate a uma bola com a Académica.   LIndelof fez o seu primeiro golo pelo Benfica – já tinha marcado na equipa B – e na Liga. O último golo do sueco tinha sido a 10 de Abril de 2015, num empate a duas bolas entre o Benfica B e o Chaves.   O Benfica continua a ter o ataque mais realizador da Liga, agora com 63 golos em 23 jornadas. É a maior produtividade atacante de uma equipa do Benfica no campeonato desde 1983/84, quando a formação liderada por Sven-Goran Eriksson chegou à 23ª jornada com mais nove golos: 72. Nessa época, o Benfica foi campeão, com 86 golos em 30 jornadas.   Com a vitória, o Benfica passa a somar 55 pontos, o pior pecúlio dos encarnados em 23 jornadas desde 2010/11, o ano de ressaca do primeiro título nacional com Jesus. Nessa época, em que o campeão foi o FC Porto de Villas-Boas, o Benfica somava 52 pontos à 23ª jornada. Desde aí, tinha estes mesmos 55 em 2011/12 (FC Porto foi bicampeão), 61 em 2012/13 (FC Porto foi tricampeão), 58 em 2013/14 (campeonato para o Benfica) e 59 na época passada (a do bicampeonato).   Eliseu fez o seu 100º jogo na Liga, o 48º com a camisola do Benfica – sendo que os outros 52 foram ao serviço do Belenenses, equipa pela qual se estreou, lançado por Manuel José, a 1 de Junho de 2003. Viu o quinto cartão amarelo da presente Liga, o que teve como consequência que estará suspenso na partida que aí vem, frente ao U. Madeira, mas limpa o cadastro e poderá estar no jogo com o Sporting.
2016-02-21
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Último Passe

Um Benfica menos intenso do que o habitual, possivelmente por força do desgaste do jogo de terça-feira, contra o Zenit, bastou ainda assim para ganhar em Paços de Ferreira por 3-1, resultado que lhe permite voltar a colar-se ao Sporting no topo da tabela da Liga e sentar-se no cadeirão a ver os rivais jogar. Os pacenses, que encararam o jogo com os bicampeões nacionais com dez ausentes, até se saíram melhor do que seria de esperar, sobretudo do ponto de vista ofensivo: dividiram o jogo até ao terceiro golo encarnado, abrindo brechas frequentes na organização defensiva de Rui Vitória. Sem Gaitán, Vitória chamou Carcela ao jogo, e o marroquino voltou a ser útil, fazendo logo aos 13’ a assistência para o golo com que Mitroglou confirmou a sétima jornada seguida a marcar. O facto de o golo ter aparecido na primeira vez que o Benfica entrou na área do Paços, somado às difíceis circunstâncias em que os donos da casa encararam a partida, com tanta gente impedida de alinhar, pareciam fazer adivinhar um passeio benfiquista na capital do móvel, mas foi aí que a equipa de Jorge Simão mostrou qualidade. É verdade que para isso pode ter contribuído alguma macieza do Benfica no jogo, mas Andrezinho, Edson e Diogo Jota conseguiam encontrar-se uns aos outros com muita frequência no meio-campo encarnado, assinando combinações ofensivas que demonstravam que o resultado não estava ainda feito. Um lance genial de Jota, a driblar Eliseu e Lindelof antes de cobrir Júlio César com um remate de fora da área, fez o empate, dez minutos depois, e deu um sinal concreto daquilo que já se adivinhava. Sucede que a qualidade do jogo ofensivo pacense não tinha correspondência no rigor da sua zona defensiva. Lindelof esteve à beira do 1-2, num canto em que ninguém o estorvou, mesmo antes do intervalo. E, antes de as equipas irem para o descanso, Jonas fez mesmo o golo, na conversão de uma grande penalidade que deixou o treinador da equipa da casa tão enervado a ponto de tirar o casaco. Ao Paços, aí, sobrou a ideia de que tinha de subir outra vez uma ladeira que já tinha subido para recuperar no placar. E o Benfica entrou mais forte após o intervalo: Pizzi deu mais ao jogo, ajudando Renato e Samaris na batalha pela zona central. O transmontano acabou mesmo por estar na origem do 1-3, que matou o jogo: bateu um livre lateral e viu Jardel ganhar no ar entre Marco Baixinho e Bruno Araújo, acorrendo Lindelof a finalizar a sobra. A ladeira, que já era íngreme com 1-2, tornou-se intransponível ao 1-3. É verdade que um golo podia acordar o Paços de Ferreira no jogo, mas mesmo gerindo o plantel – entraram Salvio e Nelson Semedo, ambos à procura de ritmo – Rui Vitória viu o Benfica controlar até final. Consumada nova igualdade pontual com o Sporting, que só joga na segunda-feira e tem depois a Europa a atrapalhar a meio da semana, pode sentar-se calmamente a ver se os adversários escorregam.
2016-02-20
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Último Passe

Um golo de Jonas, a beneficiar do espaço que Jardel lhe ganhou após uma bola parada de Gaitán, no último minuto de jogo, valeu ao Benfica uma vitória suada e difícil mas justa sobre o Zenit e a possibilidade de viajar até São Petersburgo com um 1-0 que pode ser curto, sobretudo em função do esperado crescimento competitivo dos russos nas três semanas que aí vêm, mas que é bem melhor do que parece, por ter sido conseguido sem sofrer golos em casa. Rui Vitória acabou assim por ver recompensada a estratégia de menor vertigem ofensiva que adotou, destinada sobretudo a controlar o contra-ataque de um Zenit sempre demasiado focado na criação de duas barreiras defensivas à frente da sua área e sem capacidade fisica para esticar o jogo até perto da baliza de Júlio César. Vitória acabou por optar pelo 4x4x2 do costume, repetindo mesmo o onze que tinha apresentado contra o FC Porto, mas via-se que a equipa arriscava muito menos do que o habitual, quer nos passes de rotura, quer nas trocas posicionais. A circulação voltou a ser feita com privilégio da segurança, quase sempre por fora e sem procura das penetrações pelo corredor central que têm notabilizado Renato Sanches. E sempre que Pizzi ou Gaitán vinham para dentro, havia a preocupação de Jonas em cair na faixa, de forma a não deixar a equipa descompensada em eventuais momentos de perda de bola. Depois, se André Almeida ainda aparecia com alguma frequência na frente, pela direita, do outro lado Eliseu surgia muito comedido, sempre de olho em Hulk, mesmo quando era o Benfica quem tinha a bola. Tudo somado à organização defensiva impecável dos russos, redundou num jogo muito fechado, sem grandes momentos de perigo. A exceção em toda a primeira parte foi um lance na direita em que Pizzi chutou para as mãos de Lodygin, e um tiro de fora da área de Jonas, que bateu em Lombaerts e podia ter traído o guarda-redes mas saiu ao lado. O Zenit, que no início do jogo dera uma ideia acerca daquilo a que vinha com uma aceleração quase letal de Danny, só voltou a dar um ar de sua graça no início da segunda parte, quando Witsel obrigou Júlio César a uma defesa apertada. Mas, à medida que o jogo avançava, os russos iam perdendo capacidade de chegar à frente e dessa forma ganhar tempo para a sua defesa respirar. Sentindo o adversário a vacilar e o jogo de sentido único, Rui Vitória mexeu. Primeiro Jiménez por Mitroglou, para ganhar mobilidade na frente. Depois, Pizzi por Carcela, de forma a ganhar largura e de meter mais bolas na área. Mas as ocasiões de golo iam na mesma escasseando e as que apareciam eram desperdiçadas. Gaitán podia ter marcado aos 69’, a passe de Jonas, mas chutou contra Lodygin. Jardel também esteve perto do 1-0 aos 72’, depois de solicitado por Lindelof, mas atirou para fora. E já o jogo se arrastava para o final com um 0-0 teimoso quando Jonas finalmente deu expressão ao marcador e uma maior esperança ao Benfica de seguir para os quartos-de-final da Liga dos Campeões. Daqui por três semanas, em São Petersburgo, mesmo sem Jardel e André Almeida – que estão suspensos por via do amarelo que viram na Luz – o Benfica sabe que defende uma vantagem curta, mas que se fizer um golo tem a tarefa muito facilitada. Deve ser essa a sua prioridade. 
2016-02-16
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Último Passe

A possibilidade recentemente levantada de o Benfica vir a jogar frente ao Zenit com Gaitán atrás de um só ponta-de-lança é uma das respostas possíveis ao dilema que afeta Rui Vitória e que em larga medida já afetava Jorge Jesus antes dele. Um dilema que prova que uma equipa é muito mais aquilo que se são os seus jogadores do que o que querem os seus treinadores. Aliás, no caso deste Benfica, falar em problema pode ser um exagero um pelo menos uma visão parcelar de uma mesma realidade. Depende do lado da moeda que virmos. O que me leva a concluir que, mais do que mudar, o Benfica tem de evoluir. E evoluir nunca pode passar pela anulação do seu melhor jogador, que é Jonas. Querem ver a coisa pelo lado mau? A jogar só com dois médios, mais ainda quando um deles é Renato Sanches, que sai muito da posição e a quem falta ainda, como é natural, experiência e capacidade tática no jogo sem bola, o Benfica destapa-se muito. Mas, se quer aproveitar Jonas, o Benfica tem de jogar com dois avançados e, obrigatoriamente, com dois médios, porque já se viu que, essencialmente por falta de efetividade de uma segunda zona de pressão, a possibilidade de fazer um dos alas (quase sempre Pizzi) derivar para o meio, em apoio aos médios-centro, pode resultar em falta de controlo da largura e em espaço a mais para os extremos do adversário entrarem em movimentos diagonais potencialmente letais. Pronto, agora vejamos a coisa pelo lado bom. Renato Sanches é uma máquina atacante e tem um pulmão inesgotável: com ele a carregar a equipa para a frente, o Benfica aumenta exponencialmente as possibilidades de desequilibrar no último terço. E Jonas, provavelmente o melhor jogador do último campeonato, pela capacidade técnica e de leitura de jogo, que o leva a tomar constantemente a melhor decisão tendo em conta aquilo de que a equipa necessita, não tem de ser visto como um problema, podendo, antes, ser uma solução. Grande parte da explicação para o facto de este Benfica ser muito forte com os fracos e mais fraco com os fortes tem a ver com o DNA da equipa. O papel do treinador é o de mascarar os defeitos e exaltar as virtudes. Tanto Jonas como Renato têm virtudes e defeitos. A necessidade de jogar com dois avançados serve para mascarar o defeito de Jonas, que não é capaz de render o mesmo sem referências frontais, sem tabeladores próximos. A eventualidade de jogar com três médios servirá para disfarçar o defeito de Renato, para manter o corredor central sempre bem preenchido nos momentos em que ele dispara para desequilibrar. A solução seria fácil se a equipa pudesse jogar com 12. Não pode, pelo que a mim me parece que o remédio não está na mudança e sim na evolução de Renato, que ainda é um miúdo e tem tempo para se transformar num número oito de classe mundial. Se mudar agora em vez de esperar pela evolução, Rui Vitória estará possivelmente a aumentar as hipóteses que tem de ganhar o jogo – e tempo para si próprio – mas estará a impor limites ao crescimento do jovem mais promissor alguma vez saído das escolas do Seixal. Ninguém disse que era uma decisão fácil…
2016-02-16
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O Benfica soma golos em cima de golos e Rui Vitória começa a convencer aqueles que dele tanto duvidavam. As reações têm sido múltiplas, entre os que dizem que os verdadeiros testes vão chegar agora, os que atribuem a melhoria à capacidade individual e à criatividade de três ou quatro jogadores muito acima da média e os que dizem que há muto trabalho do treinador na forma como a equipa subiu de rendimento. Todos têm razão. Porque este Benfica não descolou enquanto Rui Vitória não largou o ideário dos últimos anos e isso levou tempo, mas nunca conseguiria fazê-lo sem a capacidade individual dos seus melhores jogadores e, sim, faltam os testes a sério. Porque se já se sabe que este Benfica é capaz de ser muito forte com os mais fracos, ainda não se percebeu se sabe ser igualmente forte com aqueles que estão ao seu nível. Aquilo que se vê neste momento do Benfica é um futebol ofensivo avassalador, muito por culpa da criatividade e da tomada de decisão de Jonas, Gaitán e Pizzi, da presença na área que é assegurada por Mitroglou, das acelerações dadas ao jogo por Carcela e da dinâmica imprimida no transporte de bola por Renato Sanches. Tudo individualidades, ainda que, com exceção de Carcela e Sanches, que eram preteridos em favor de Gonçalo Guedes e da acumulação de Samaris com Fejsa, todos lá estivessem no penoso início de época em que o Benfica perdia tanto como ganhava. Ora é aí que entra o trabalho do treinador. Porque este Benfica comporta-se agora de forma muito diferente do que fazia nesse início de época. O Benfica de agora joga muito mais curto, com linhas mais próximas e sem a obsessão pela largura que revelava há uns meses, dessa forma favorecendo as coberturas e aumentando a possibilidade de tabelas. E ainda que o comportamento de Renato Sanches, que é ofensivamente tão vistoso, deixe muito a desejar quando a equipa perde a bola – seja porque está geralmente fora do sítio em transição defensiva ou porque ainda percebe mal as necessidades da equipa em organização defensiva – torna a equipa muito menos vulnerável aos ataques lançados pelos adversários. Por que é que isto levou tanto tempo a engendrar? Difícil responder. Mas aquilo que o Benfica vem fazendo permite ter teorias. Primeira de todas: as equipas levam tempo a construir. É que o maior problema do Benfica era, simultaneamente, a sua maior vantagem: a herança de seis anos de trabalho com Jesus. Na Supertaça, contra o Sporting, Jesus jogou bem mentalmente e, com o que disse, obrigou Vitória a abdicar dos suportes dessa herança, obrigou-o a mudar quando ainda era demasiado cedo para o fazer. Mas Vitória, que teve uma pré-época catastrófica por força daquilo que o Benfica quis lucrar na digressão à América do Norte, também terá evoluído na sua forma de pensar. O que se viu no dérbi com o Sporting, na Luz, nesses 0-3 de que o Benfica saiu tão diminuído, foi uma equipa com ideias desajustadas ou pelo menos impraticáveis contra adversários do mesmo nível: largura total, muitos passes laterais a atravessar o corredor central sem cobertura defensiva, convidando o adversário à interceção e à transição. O Benfica de hoje já não é isso. Joga com linhas mais próximas e favorece a diagonal dos alas para o corredor central, onde funcionam como ponto de apoio para progressões trianguladas mais seguras. Trocou a largura e a vertigem por uma posse com cabeça. Chegará para ganhar ao FC Porto e inflar ainda mais o balão da expectativa benfiquista? Essa é a grande dúvida da semana que vai entrar. Porque, por exemplo, no jogo da Taça de Portugal em Alvalade, o novo Benfica não foi capaz de se impor a um adversário do mesmo nível, nem mesmo beneficiando de um golo a frio que podia ter encaminhado o jogo para um desfecho completamente diferente. A favor dos encarnados está o facto de também o FC Porto de Peseiro ser uma equipa em mudança de processos e por isso a precisar do tal tempo de que precisou o Benfica de Vitória. Ou o facto de o Zenit de André Villas-Boas estar a regressar das férias de Inverno e ainda sem o ritmo competitivo de que precisaria para dar uma resposta à altura. Certo é que a próxima semana e meia definirá muito do que vai ser esta época para o Benfica. In Diário de Notícias, 08.02.2016
2016-02-08
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Último Passe

Não há muitas formas de iludir a questão: o Benfica está uma equipa fortíssima no ataque e não é por ter beneficiado de alguns erros defensivos do adversário que se explica que tenha sido capaz de golear o Belenenses pela segunda vez neste campeonato. Depois dos 6-0 da primeira volta, na Luz, hoje foram 5-0, a garantir a liderança isolada por mais tempo do que quando ganhou ao Estoril, há três jornadas, mas viu o Sporting reassenhorear-se do topo da tabela antes de ir dormir. Desta vez, a equipa de Rui Vitória pode saborear o primeiro lugar pelo menos até segunda-feira, quando os leões receberem o Rio Ave. E o mais importante, a uma semana do decisivo clássico com o FC Porto, é a qualidade ofensiva que a equipa está a demonstrar. Um hat-trick de Mitroglou e um bis de Jonas, os suspeitos do costume – os dois juntos têm 34 golos em 21 jornadas – poderiam levar a que se pense numa equipa que abusa da qualidade das suas individualidades, mas essa explicação, como a da evidente fragilidade defensiva deste Belenenses, são chão que já deu uvas. A verdade é que este Benfica está a meter combinações ofensivas vistosas no campo com uma rapidez de troca de bola e de posições que atrapalha qualquer defesa. Pizzi e Gaitán estão também numa forma extraordinária, Renato Sanches – que nem fez um grande jogo no Restelo – empurra o meio-campo para a frente e nem a ausência de Fejsa e Lisandro López veio abalar a segurança defensiva da equipa. Pelo menos contra um Belenenses demasiado macio e positivo para ser levado a sério num jogo em que Lindelof nem chegou a ser verdadeiramente testado. O Benfica poderia ter-se adiantado no marcador logo nos primeiros minutos, pois perdeu no arranque várias situações de golo cantado, mas à medida que o relógio avançava e o Belenenses se sentia mais confortável, poderia até pensar-se num jogo equilibrado. Mas um frango de Ventura, que não segurou um cabeceamento de Mitroglou, inclinou a balança a favor dos encarnados ainda antes do intervalo. E mais dois golos logo a abrir a segunda parte, por Jonas e outra vez pelo grego – que marcou pela quinta jornada consecutiva, igualando Slimani – acabaram de vez com a discussão em torno do resultado. Até final, a única dúvida era a de se saber por quantos golos iria o Benfica ganhar. Foram cinco, a confirmar a 11ª vitória seguida dos encarnados e a manter bem alta a média de golos das últimas partidas – 15 em três jogos –, lançando desde já o desafio ao FC Porto, que de hoje a uma semana visita a Luz. Aí, sim, o Benfica precisará de confirmar o estatuto de melhor ataque: um ataque que fez 59 golos em 21 jogos, mas que marcou apenas um em quatro partidas contra os dois rivais na corrida ao título.
2016-02-05
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Stats

Rui Vitória só perdeu duas vezes em oito jogos com o Belenenses, que enfrentou ao serviço de V. Guimarães (sete vezes) e Benfica (uma), e só uma delas aconteceu no Restelo, onde decorrerá o jogo da 21ª jornada. Uma vitória num palco onde tem sido genericamente feliz pode significar que o treinador do Benfica irá dormir na liderança isolada da Liga, ainda que à condição, pois o Sporting, o atual líder, que segue dois pontos à frente, só fará o seu jogo na segunda-feira. É uma experiência que Rui Vitória não conhece desde 19 de Setembro de 2014, quando o seu V. Guimarães abriu a quinta ronda do campeonato com um empate frente ao Paços de Ferreira e ficou no topo da tabela por um dia e meio, até ser de lá destronado pelo Benfica, que ganhou ao Moreirense (3-1) e se isolou na frente. Na verdade, desde que chegou à Luz, Vitória já terminou uma jornada em primeiro lugar, mas apenas por diferença de golos, pois conseguiu contra o Estoril o resultado mais amplo da primeira jornada. Pode agora repetir a sensação frente a um Belenenses que não só está ligado a uma das maiores vitórias do treinador ribatejano na I Divisão (os 6-0 da primeira volta, já aos comandos do Benfica), como foi o último obstáculo que ele derrubou antes de chegar com o V. Guimarães à final da Taça de Portugal: em 2012/13, ganhou no Restelo por 2-0 e no D. Afonso Henriques por 1-0, qualificando-se para o jogo do Jamor, onde venceu o Benfica, por 2-1. Além desses três resultados, o treinador encarnado tem ainda mais dois contra o Belenenses, ambos na época passada: 2-0 em Guimarães para a Taça da Liga e 3-0 no Restelo para o campeonato. Soma ainda um empate (0-0 em Guimarães, em Dezembro de 2013) e duas derrotas (3-1 no Restelo em Abril de 2014 e 1-0 em Guimarães, faz um ano na próxima segunda-feira). Além disso, o Restelo está na história de Vitória por ter sido lá que obteve um dos sucessos mais mediáticos da sua carreira. Em 2007, depois de ter levado o Fátima a eliminar o FC Porto nos penaltis na primeira ronda da Taça da Liga, esteve à beira de afastar também o Sporting, ganhando por 2-1 no Restelo – casa emprestada dos leões nessa noite de 20 de Outubro – antes de perder por 3-2 em Fátima.     - O Belenenses não perde há cinco jogos. Desde que foi batido pelo Estoril, a 10 de Janeiro, na Amoreira, em jogo da última jornada da primeira volta, soma duas vitórias e um empate na Liga (2-1 ao Rio Ave e ao Marítimo e 3-3 com o V. Guimarães), mais uma vitória e um empate na Taça da Liga (4-0 ao Leixões e 1-1 com o Rio Ave). Esta não é, mesmo assim, a mais longa série de imbatibilidade dos azuis, que no início da época estiveram sete jogos sem perder até serem goleados pelo… Benfica.   - Em contrapartida, o Benfica vem com dez vitórias seguidas, desde o empate a zero com o U. Madeira, a 15 de Dezembro. Já superou o melhor registo da época passada e igualou o recorde de 2013/14. Se ganhar ao Belenenses repete uma série de onze jogos seguidos a ganhar que já não experimenta desde 2011/12 e será preciso recuar a 2010/11 para encontrar uma sequência melhor. Essa já levará mais tempo a igualar, pois é de 18 jogos.   - Desde que substituiu Ricardo Sá Pinto, o treinador espanhol Júlio Velásquez, só perdeu dois dos dez jogos que fez, ambos fora de casa (2-1 com o Sp. Braga e 2-0 com o Estoril). No Restelo, o Belenenses não perde desde 5 de Dezembro, quando foi ali batido pelo V. Setúbal por 3-0, ainda com Sá Pinto aos comandos.   - Além disso, o Belenenses fez pelo menos um golo nos últimos cinco jogos, precisamente desde o 0-2 com o Estoril. Já igualou a melhor série desta época, que aconteceu imediatamente antes desse jogo, quando após ser batido pela Fiorentina (1-0), marcou à Académica (3-4), Boavista (1-0), Sp. Braga (1-2), P. Ferreira (2-2) e Nacional (2-2).   - O Belenenses-Benfica colocará frente a frente a pior defesa da Liga, que é a do Belenenses, com 41 golos sofridos, mais dois do que a do Marítimo, e o ataque mais concretizador, que é o do Benfica, com 54 golos marcados, mãos nove que o do Sporting.   - Mitroglou marcou golos nas últimas quatro jornadas da Liga, frente a Nacional, Estoril, Arouca e Moreirense. Se marcar ao Belenenses iguala o recorde da atual Liga, pertença do sportinguista Slimani, que fez golos em cinco rondas consecutivas da competição.   - Jonas, que bisou na recente vitória frente ao Moreirense (4-1), vem também de dois bis nos últimos dois jogos que fez contra o Belenenses: foi o autor dos dois golos nos 2-0 com que o Benfica ganhou no Restelo em Abril do ano passado e fez o segundo e o terceiro nos 6-0 da primeira volta da atual Liga.   - Lindelof, o sueco que deverá fazer dupla de centrais no Benfica com Jardel, face às ausências de Luisão e Lisandro Lopez, vai somar apenas o oitavo jogo pela equipa principal do Benfica, sendo que ganhou seis dos outros sete: 1-0 ao Cinfães na Taça de Portugal de 2013/14; 3-2 ao Sp. Covilhã na época passada, também na Taça de Portugal; 1-0 ao Nacional e ao Oriental na presente Taça da Liga, 6-1 ao Moreirense na mesma competição e 4-1 ao mesmo Moreirense, na Liga, no domingo. A sua única derrota foi na Liga portuguesa, contra o FC Porto (1-2), a 10 de Maio de 2014.   - O último golo que o Belenenses fez ao Benfica tem mais de dois anos. Foi a 28 de Setembro de 2013, obtido por Diakité, no empate a uma bola na Luz. Desde então, os azuis levam 419 minutos sem marcar no dérbi, nos quais o score é de 12-0 favorável ao Benfica. No Restelo não marcam ao Benfica desde 15 de Dezembro de 2007, num jogo que lhes valeu a última vitória sobre os encarnados.   - Na verdade, há onze jogos que o Belenenses não ganha ao Benfica. A última vitória azul neste dérbi sucedeu nessa noite de 15 de Dezembro de 2007, no Restelo, por 1-0, com golo de Weldon, que depois viria a representar os encarnados. O treinador do Belenenses era… Jorge Jesus. Não resta no Restelo nenhum jogador da equipa que jogou nessa noite. Na do Benfica já só lá está Luisão.   - Luisão tem o Belenenses na sua história em Portugal, pois foi contra os azuis do Restelo que fez o primeiro dos 473 jogos oficiais que já leva de águia ao peito. Foi há mais de 12 anos, a 14 de Setembro de 2003, no Jamor (porque a nova Luz estava a ser construída e a antiga já não estava praticável), o jogo acabou empatado a três golos e Luisão marcou um dos golos encarnados. - Miguel Rosa, médio de ataque que esteve durante anos ligado ao Benfica, pode fazer contra o seu clube de formação o 150º jogo com a camisola do Belenenses, clube que representa desde 2010/11, com uma passagem de regresso pela Luz em 2012/13. Nos 149 jogos até aqui fez 40 golos.   - O lateral belenense João Amorim deve a Rui Vitória os primeiros passos na Liga. Estreou-se a 28 de Abril de 2012, jogando a tempo inteiro numa derrota do V. Guimarães em Barcelos, com o Gil Vicente, por 3-1.   - Os benfiquistas têm várias razões para gostar de Tiago Caeiro. Primeiro porque o ponta-de-lança do Belenenses fez na época passada o golo do empate com o FC Porto, que garantiu ao Benfica o bicampeonato a uma jornada do final. Além disso, nunca fez um golo ao Benfica.  
2016-02-04
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A vitória por 4-1 do Benfica frente ao Moreirense distanciou ainda mais a equipa da Luz como melhor ataque do campeonato. São agora 54 golos marcados em 20 jogos, o melhor parcial nas primeiras 20 jornadas da Liga portuguesa em mais de 30 anos. A última equipa a marcar mais do que este Benfica nas primeiras 20 partidas da Liga portuguesa foi o FC Porto, que em 1984/85 chegou à 20ª jornada com 55 golos marcados. Nas dez últimas jornadas fez mais 23, acabando com 78 e sagrando-se campeão nacional.   - O último Benfica tão goleador também tirou boas recordações da época em que tirou tanto do ataque. Aconteceu um ano antes, em 1983/84, quando a equipa liderada por Eriksson chegou à 20ª ronda com 56 golos marcados. Fez mais 30 nas derradeiras 10 partidas, acabando com 86 (quase três por jogo, de média) e também campeã nacional.   - O maior contribuinte benfiquista para tanto golo é Jonas, que chegou à 20ª jornada com 21 golos no ativo. Nenhum jogador tinha mais golos do que jogos à 20ª jornada na Liga portuguesa desde Jackson Martínez, que em 2012/13 lá chegou com 22 golos marcados, mas até ao fim da Liga só marcou mais quatro. No Benfica, o último a fazê-lo foi o sueco Magnusson, que em 1989/90 fez 22 golos nas primeiras 20 jornadas. Acabou a Liga com 33.   - Jonas já superou o total de golos que fez em toda a Liga passada. Em 2014/15 chegou ao fim da prova com 20 golos marcados em 27 partidas, enquanto que na atual atuou nos 20 jogos que o Benfica já realizou e soma 21 golos. Ainda assim, Jonas soma apenas mais um golo nesta época – feito na Liga dos Campeões – o que leva a que esteja ainda abaixo do total da temporada anterior, que terminou com 31 golos, contando com seis na Taça de Portugal e cinco na Taça da Liga.   - Além do destaque do seu ataque, o Benfica conseguiu em Moreira de Cónegos a décima vitória seguida, contando todas as competições. A última vez que os encarnados não ganharam foi na visita ao U. Madeira, que terminaram com um empate a zero. As dez vitórias seguidas superam o melhor registo da época passada e igualam o recorde de 2013/14. O próximo objetivo são as onze vitórias consecutivas, que o Benfica festejou em 2011/12. E se as conseguir parte ao assalto da série de 18 sucessos de enfiada obtido em 2010/11.   - Muito graças a estas dez vitórias consecutivas, o Benfica segue com 49 pontos na Liga, tendo já reduzido substancialmente a desvantagem que apresentava em relação ao registo parcial da época passada. Há um ano, o Benfica somou 50 pontos nas primeiras 20 jornadas. Mas o registo deste ano já é igual ao de 2013/14, a primeira época do bicampeonato.   - O Moreirense perdeu pela terceira vez consecutiva em casa, depois das derrotas frente a Estoril (1-3, na Liga) e também Benfica (1-6, na Taça da Liga). Além disso, os cónegos vêm com cinco jogos seguidos sem conseguir a vitória como visitados: todos desde o sucesso contra o Nacional (2-0), a 20 de Dezembro. Estão, ainda assim, a um jogo da pior série caseira da época passada, na qual estiveram seis jogos sem ganhar em casa, entre 18 de Janeiro e 11 de Abril.   - Mitroglou marcou o segundo golo do Benfica em Moreira de Cónegos, conseguindo assim a quarta jornada seguida da Liga sempre a marcar, depois de já ter estado nos goleadores dos jogos com o Nacional, o Estoril e o Arouca. Fica por enquanto a um jogo do recorde desta Liga, que pertence a Slimani, goleador em cinco jornadas consecutivas.   - O golo do Moreirense foi marcado por Iuri Medeiros, que já tinha feito o tento solitário da outra derrota da equipa de Moreira de Cónegos frente ao Benfica, na Taça da Liga, a meio da semana. Aliás, esta época Iuri Medeiros também tinha marcado no empate a duas bolas que o Moreirense conseguiu contra o FC Porto, o que faz com que leve três jogos seguidos a marcar aos grandes – não jogou contra o Sporting, que é o detentor do seu passe.   - O jogo assinalou o regresso à Liga portuguesa de Fábio Espinho, médio que em 2013 trocou o Moreirense pelo Ludogorets, da Bulgária, e que entretanto assinou pelo Málaga. O último jogo de Espinho na Liga portuguesa tinha sido no Estádio da Luz, também contra o Benfica e também marcado pela derrota da equipa minhota, na altura por 3-1.
2016-02-01
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Último Passe

A vitória do Benfica em Moreira de Cónegos, por concludentes 4-1, confirmou que os bicampeões nacionais estão bem vivos na corrida ao título. Mantêm-se a dois pontos do Sporting, que lidera, mas voltaram a revelar frente ao Moreirense uma coordenação ofensiva que neste momento mais ninguém exibe em Portugal. Foi a noção exata dos espaços e das movimentações coletivas, tão diferente daquilo que esta equipa fazia há meio campeonato, quando estava em crise de identidade, que permitiu ao Benfica dar uma expressão tão desequilibrada no marcador a um jogo em que o adversário até mostrou coisas boas. Jonas, com mais dois golos e uma assistência, voltou a ser decisivo, mas esteve sempre muito bem acompanhado por Pizzi, a tal peça móvel que dá consistência e desequilíbrio ao meio-campo, e por Gaitán, que voltou a mostrar que está de volta com mais um golo. Mitroglou fez o golo já habitual e Renato Sanches soube empurrar a equipa para a frente, mostrando categoria, por exemplo, na forma como lançou Eliseu no lance do 2-0. É que essa altura foi importante no jogo. Depois de um início impositivo do Benfica, a empurrar o Moreirense para trás até fazer o 1-0, num lance em que Pizzi abriu na direita antes de descobrir a cabeça de Jonas na área, a equipa de Miguel Leal reagiu. Bem servido pela capacidade de desequilíbrio de Iuri Medeiros, sempre ativo e perigoso, bem como pela velocidade de Boateng, o Moreirense deu a ideia de que podia discutir o jogo, mas foi apanhado em contrapé mesmo antes do intervalo pela tal combinação Renato-Eliseu, convertida de primeira por Mitroglou. Apesar do 0-2, o Moreirense continuou vivo na segunda parte. Só que quando se pensava que um golo da equipa da casa poderia reabrir o jogo, foi o Benfica quem chegou aos 4-0, com mais dois golos de rajada. Jonas marcou o terceiro, após solicitação de Pizzi, e ofereceu o quarto a Gaitán. Com o assunto arrumado, o que sobrou de jogo serviu apenas para o Moreirense fazer um golo que Iuri Medeiros mereceu, pela insistência e qualidade que colocou sempre na sua procura. O açoriano, que já tinha marcado ao Benfica a meio da semana, tem futebol para mais do que este Moreirense, mas não chegou para dar uma alegria ao Sporting, que o tem ali emprestado.
2016-01-31
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Os três golos marcados ao Arouca, na vitória por 3-1 com que superou a 19ª jornada da Liga, valeram ao Benfica a manutenção do melhor ataque da competição, agora com 50 golos marcados. Há 26 anos que o Benfica não tinha um ataque tão produtivo nesta fase da prova: em 1989/90, o Benfica de Eriksson chegou à 19ª jornada com os mesmos 50 golos marcados e também em segundo lugar na Liga, a dois pontos do FC Porto de Artur Jorge. No fim da Liga, o Benfica teve o melhor ataque, com 76 golos, mas o FC Porto foi campeão.   - A última vez que uma equipa chegou à 19ª jornada com tantos golos marcados foi em 1995/96. O FC Porto liderava a tabela à 19ª jornada, com 11 pontos de avanço sobre o segundo, que era o Sporting, e um impressionante score de 50 golos marcados e três sofridos. Esse FC Porto ganhou o campeonato com os mesmos 11 pontos de avanço sobre o segundo, que foi o Benfica, e 84 golos marcados.   - Pizzi marcou pela segunda jornada seguida na Liga, depois de já ter estado entre os goleadores na vitória por 2-1 frente ao Estoril, há uma semana. Pelo meio, jogou a segunda parte do desafio com o Oriental, no Carlos Salema, para a Taça da Liga, ficando em branco na vitória (1-0) dos encarnados.   - Mitroglou, por sua vez, marcou pela terceira jornada consecutiva, depois de já ter estado entre os goleadores nas vitórias frente a Nacional (4-1) e Estoril (2-1). Pelo meio, também ficou em branco na Taça da Liga. O grego não marcava em três rondas seguidas de campeonato desde Janeiro e Fevereiro do ano passado, quando ajudou o Olympiakos a ganhar ao OFI (3-0), ao Veria (2-0) e ao Atromitos (2-1), na Liga grega.   - Jonas voltou a marcar ao Arouca, equipa frente à qual se estreou e à qual só não marcou na derrota (0-1) da primeira volta da atual Liga. Além disso, fez a assistência para o golo de Pizzi, tornando-se o maior assistente do Benfica na Liga, com oito passes de golo, e o segundo melhor da prova, atrás apenas do mexicano Layun, do FC Porto, que tem nove.   - Onde Jonas não perdoa é no Estádio da Luz, no campeonato. Desde que bisou frente à Académica, a 4 de Dezembro, marcou ali em todos os jogos da Liga. Foram dois golos nos 3-1 ao Rio Ave, outros dois nos 6-0 ao Marítimo e agora um nos 3-1 ao Arouca. Pelo meio, ficou a zeros na receção ao Nacional, para a Taça da Liga.   - O Benfica obteve a oitava vitória consecutiva desde o empate frente ao U. Madeira na Choupana, a 15 de Dezembro, igualando o que fizera entre Março e Abril de 2014, quando também venceu oito jogos de enfiada, sendo travado ao nono, um empate a zero no Dragão contra o FC Porto que, nos penaltis, valeu o acesso à final da Taça da Liga.   - Dessas oito vitórias, seis foram para a Liga. Esta série, contudo, ainda fica aquém da melhor que a equipa conseguiu na época passada, rumo ao bicampeonato. Entre Outubro de 2014 e Janeiro de 2015, que é como quem diz entre as derrotas contra o Sp. Braga (1-2) e o Paços de Ferreira (0-1), os encarnados venceram nove jornadas consecutivas.   - O que o Benfica deixou de conseguir fazer foi fechar a sua baliza. A equipa encarnada sofreu golos nas últimas três jornadas de campeonato: antes dos 3-1 ao Arouca, os 2-1 ao Estoril e os 4-1 ao Nacional. Os encarnados não sofriam golos em três jornadas seguidas desde Março e Abril, quando depois de perderem por 2-1 com o Rio Ave, ganharam por 3-1 ao Nacional e por 5-1 à Académica.   - O golo do Arouca, marcado por Velásquez, permitiu que a equipa de Lito Vidigal mantenha a série de jogos sempre a marcar golos que já traz há nove jornadas da Liga, desde que perdeu por 1-0 com o Sporting. Porém, o Arouca ganhou apenas três dessas nove partidas. E entretanto ficou a zeros contra o Chaves (0-0, com apuramento por penaltis) e o Sp. Braga (0-2), na Taça de Portugal.
2016-01-25
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Último Passe

A forma impositiva como o Benfica entrou no jogo com o Arouca, fazendo dois golos nos primeiros minutos e deixando desde logo muito bem encaminhada a questão da atribuição dos três pontos, não deixa dúvidas acerca de duas coisas. A primeira, dada a confiança revelada pelos jogadores a cada lance, é que a equipa de Rui Vitória voltou a acreditar que pode chegar ao tricampeonato. A segunda, face à forma como se desembaraçou de uma equipa que ofensivamente mostra futebol de qualidade, é que tem argumentos para entrar nessa luta. Os 3-1 finais deixaram os encarnados na liderança, ainda que à condição, até que o Sporting jogue em Paços de Ferreira. E mesmo tendo sido construídos com base em muito do que a equipa tinha mostrado frente a este mesmo Arouca, na derrota por 1-0 de há cinco meses – com muito Pizzi, a mover bem a bola e a achar sempre os melhores caminhos para deixar a equipa em condições de finalizar – mostra agora bem mais argumentos. Porque agora há Carcela e Renato Sanches, dois jogadores que trouxeram à equipa aquilo que na altura ainda lhe faltava: explosão a meio-campo e capacidade de desequilíbrio junto à linha. E porque já há crença generalizada dos jogadores no processo, algo que no início da época foi bastante afetado pela derrota na Supertaça, por ter sido contra o Sporting e por ter sido contra Jesus. Foi um pouco por isso que depois de não ter feito sequer um golo em mais de 30 remates no jogo de Aveiro, o tal da derrota contra este mesmo Arouca, o Benfica marcou desta vez logo à primeira tentativa de alvejar as redes de Bracali. Não foi só isso, é verdade. Porque tanto o golo de Pizzi, no segundo minuto de jogo, como o calcanhar pleno de confiança de Mitroglou com que o Benfica fez o 2-0, pouco depois, beneficiaram da atitude passiva da defesa amarela: no golo inaugural, Nuno Coelho ficou a ver a chegada de Pizzi para o remate; no 2-0, marcado de canto, não há ninguém do Arouca nas imediações da zona em que Jonas e Mitroglou se encontravam, quase tendo um que pedir licença ao outro para marcar. Até final, o Benfica ainda fez mais um golo, num lance de rasgo de Gaitán, a deixar outra vez os dois pontas-de-lança em situação de marcar – desta vez, porém, Jonas impôs o estatuto de goleador-mor e fez ele o golo à frente do grego. E o regresso do argentino foi a outra boa notícia da noite, dando ainda mais argumentos ao Benfica para prolongar a atual fase boa, não beliscada pelo golo com que, já nos descontos, Velásquez deu alguma expressão à qualidade ofensiva mostrada pelo Arouca.
2016-01-23
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Stats

O Benfica ganhou os últimos sete jogos, todos desde o empate frente ao U. Madeira, na Choupana, a 15 de Dezembro. Já igualou a melhor série da época passada, podendo superá-la se vencer o Arouca, em casa, em partida da 19ª jornada da Liga, após a qual pode mesmo assumir, ainda que à condição, a liderança. É que o Sporting, que está dois pontos acima, só joga em Paços de Ferreira umas horas depois. Após o empate frente ao U. Madeira, a equipa de Rui Vitória começou por ganhar em casa ao Rio Ave (3-1, para a Liga) e ao Nacional (1-0, na Taça da Liga), para depois se impor no terreno do V. Guimarães (1-0, na Liga). De regresso à Luz, goleou o Marítimo (6-0, Liga), vencendo depois três saídas consecutivas: 4-1 ao Nacional e 2-1 ao Estoril (ambos na Liga) e 1-0 ao Oriental (para a Taça da Liga). Esta série de sete vitórias já iguala a melhora da época passada, obtida também por esta altura, entre 21 de Dezembro e e 21 de Janeiro. Na altura, após a eliminação da Taça de Portugal, em Braga (1-2), o Benfica ganhou sete jogos da Liga e da Taça da Liga sem sofrer um único golo. Impôs-se ao Gil Vicente (1-0), ao Nacional (1-0), ao Penafiel (3-0), ao V. Guimarães (3-0), ao Arouca (4-0), ao Marítimo (4-0) e ao Moreirense (2-0), só sendo travado a 26 de Janeiro, em Paços de Ferreira: perdeu por 1-0, com um golo de penalti no último minuto. Se ganhar ao Arouca, concretizando a oitava vitória consecutiva, o Benfica supera essa marca de 2014/15. Para se encontrar oito vitórias seguidas dos encarnados, contudo, não é preciso recuar muito mais. Basta ir até Março e Abril de 2014, quando, após a perder com o FC Porto na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, frente ao FC Porto, a equipa venceu consecutivamente o Sp. Braga (1-0), o Alkmaar (1-0 e 2-0), o Rio Ave (4-0), o Arouca (2-0), o FC Porto (3-1), o Olhanense (2-0) e a Juventus (2-1). Nessa altura foi travado ao nono jogo, um empate a zero com o FC Porto no Dragão que, ainda assim, nos penaltis, deu acesso à final da Taça da Liga.   - Em casa, o Benfica venceu os últimos três jogos, incluídos na série acima identificada. Só duas equipas evitaram a derrota na Luz esta época: o Sporting, que ali ganhou por 3-0 na Liga, e o Atlético Madrid, que venceu por 2-1 na Champions.   - O Arouca, em contrapartida, não ganha fora de casa na Liga desde a primeira jornada, a 16 de Agosto, quando venceu no terreno do Moreirense por 2-0. Desde então, fora do seu estádio, só ganhou na Taça de Portugal, no terreno do Leixões (2-1, após prolongamento) e do Amarante (2-1).   - Raul Jiménez marcou nos últimos três jogos do Benfica na Luz, não ficando em branco em nenhum jogo ali realizado desde a tal derrota com o Atlético Madrid, a 8 de Dezembro. Depois disso, fechou a contagem nos 3-1 ao Rio Ave, marcou o golo solitário na vitória sobre o Nacional e o terceiro nos 6-0 ao Marítimo.   - A vitória do Arouca sobre o Benfica, na primeira volta, coincidiu com o primeiro – e único – golo marcado por uma equipa dirigida por Lito Vidigal ao Benfica. Antes desse golo de Roberto, Vidigal só tinha defrontado os encarnados por duas vezes, saindo de ambas vergado ao peso de um 3-0. Foi em Fevereiro de 2010, pela U. Leiria, e em Dezembro de 2014, já no Belenenses. O primeiro confronto, que podia ter sido em Novembro de 2008, Lito evitou-o, demitindo-se do E. Amadora dias antes de uma receção ao Benfica, por ter salários em atraso.   - Com quem Lito Vidigal tem vantagem é com Rui Vitória, tendo-a conquistado precisamente no dia em que defrontou o adversário com este ao serviço de um grande. Os dois já se enfrentaram cinco vezes, com três vitórias de Lito (dois Belenenses-V. Guimarães e um Arouca-Benfica) e duas de Rui Vitória (sempre com o V. Guimarães e contra o Belenenses).   - Jonas, o artilheiro da Liga, estreou-se na competição contra o Arouca, na época passada. A 5 de Outubro de 2014, entrou ao intervalo de um Benfica-Arouca, substituindo Lima, e ainda fez o último golo de uma vitória ampla dos encarnados, por 4-0. Repetiu a história em Janeiro de 2015, nos 4-0 da Taça da Liga (substituiu Rui Fonte e fez o último golo) e ajudou a consumar a reviravolta do Benfica em Arouca, em Março, fazendo o empate a um golo num jogo que o Benfica acabou por ganhar por 3-1. Só no jogo da primeira volta do atual campeonato ficou em branco.   - Lisandro López estreou-se na Liga portuguesa no mesmo dia de Jonas, na tal vitória por 4-0 frente ao Arouca, a 5 de Outubro de 2014. O argentino, porém, foi lançado por Jorge Jesus como titular.   - David Simão, do Arouca, tem dupla razão para considerar este jogo especial. Primeiro porque fez a formação no Benfica. Depois, porque chegou a ser jogador-talismã de Rui Vitória. Foi Vitória que o acolheu, no Fátima, no primeiro ano de sénior (2009/10), e quem depois o levou para a Liga principal, quando lá chegou, estreando-o no Paços de Ferreira, numa vitória frente ao Sporting, em Agosto de 2010.   - O Arouca foi uma das equipas que já ganhou ao Benfica na atual Liga – as outras foram o FC Porto e o Sporting. Os comandados de Lito Vidigal impuseram-se por 1-0, em Aveiro, a 23 de Agosto, fruto de um golo de Roberto. Antes disso, em seis jogos contra o Benfica, a equipa nortenha só tinha conseguido um empate: 2-2 na Luz, para a Liga, em Dezembro de 2013. Da equipa que pontuou na Luz restam em Arouca os médios Nuno Coelho, David Simão e Pintassilgo e o avançado Roberto. No mesmo jogo atuaram pelo Benfica Luisão, Fejsa e Gaitán.
2016-01-22
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- Ao ganhar ao Estoril por 2-1, depois de ter estado a perder (1-0 ao intervalo), o Benfica conseguiu a terceira reviravolta da época. A primeira tinha acontecido contra o Moreirense, no Estádio da Luz, em Agosto, num jogo que os encarnados estiveram a perder por 1-0 e ganharam por 3-2. E a segunda em Madrid, na Liga dos Campeões, em Setembro, quando viraram de 0-1 para 2-1 contra o Atlético. O Benfica não conseguia virar um jogo da Liga portuguesa fora de casa desde Março do ano passado, quando ganhou por 3-1 em Arouca depois de estar a perder por 1-0.   - O Benfica obteve ainda a sexta vitória consecutiva, depois do empate a zero contra o U. Madeira, a 15 de Dezembro. Iguala assim a série de seis vitória conseguidas entre Fevereiro e Março de 2015. Para se encontrar uma série maior é preciso ir às sete que a equipa somou entre Dezembro de 2014 e Janeiro de 2015.   - Ganhando o jogo de abertura da segunda volta, quando na época passada o tinham perdido (1-0 em Paços de Ferreira), os encarnados diminuíram a distância pontual que os separa da equipa que foi campeã em 2014/15. Essa equipa tinha 46 pontos à 18ª jornada, enquanto que a atual soma 43.   - Em contrapartida, os 47 golos que o Benfica fez nas primeiras 18 jornadas, e que lhe permitem continuar a ser o ataque mais realizador da competição, correspondem ao ano de melhor produção atacante da equipa encarnada desde 2009/10. Nessa época, a primeira de Jesus, o Benfica tinha feito mais um golo: 48 em 18 jornadas.   - Ao perder, o Estoril confirmou que este está a ser o seu pior meio-campeonato desde que voltou à Liga. Continua com 20 pontos em 18 jogos, menos cinco do que tinha há um ano, com José Couceiro aos comandos. Com Marco Silva, os canarinhos somavam 30 pontos em 2013/14 e 22 em 2012/13. Para encontrar pior que os atuais 20 pontos é preciso recuar a 2004/05, o ano em que a equipa estorilista desceu pela última vez, e em que chegou à 18ª jornada com 18 pontos.   - Pizzi fez o golo da vitória do Benfica no Estoril (2-1). Foi o terceiro neste mês de Janeiro e o quarto que fez esta época, igualando já a produção goleadora das últimas duas temporadas, no Espanyol (quatro golos em 2013/14) e no Benfica (outros quatro em 2014/15). Melhor só os oito golos no Deportivo em 2012/13 e os onze no Paços de Ferreira, em 2010/11. Nesta época tinha como treinador Rui Vitória.   - Jonas falhou mais uma vez a trilogia de golos em jogos consecutivos. Ficou em branco pela primeira vez na vida contra o Estoril, a quem até aqui marcara sempre, mas assistiu Pizzi para o golo da vitória e é agora não só o melhor marcador da Liga (com 18 golos) mas também o melhor assistente do Benfica, com sete passes decisivos, tantos como Gaitán.   - Mitroglou voltou a marcar saído do banco. Já tinha estado entre os goleadores na vitória frente ao Nacional (4-1) na jornada anterior e repetiu a gracinha agora, estabelecendo o empate contra o Estoril, no jogo que os encarnados acabaram por ganhar. Foi a terceira vez que o grego marcou golos em jogos consecutivos, pois já o tinha feito contra Belenenses (6-0) e Astana (2-0) em Setembro e contra Atl. Madrid (1-2) e V. Setúbal (4-2) em Dezembro.   - Leo Bonatini, que já leva 13 golos esta época, 10 dos quais na Liga, já igualou o total de golos dos dois melhores marcadores do Estoril numa época inteira desde que a equipa da Linha voltou à I Liga. Tal como Bonatini, Steven Vitória (em 2012/13) e Evandro (em 2013/14) acabaram a época com 13 golos (ainda que ambos com 11 na Liga). Mas os dois tiveram a época inteira para lá chegar.   - Os golos de Bonatini têm uma particularidade adicional, rara num ponta-de-lança. É que vêm sempre sós. Se por um lado isso pode ser mau, porque não se lhe vê um bis ou um hat-trick, por outro é excelente, porque quase nunca saiu de um jogo em branco. Esta época, marcou em 13 dos 21 jogos em que participou. E das oito vezes em que ficou em branco, o Estoril perdeu sete. O jogo com o Benfica foi apenas o segundo em que, tendo ele marcado, o Estoril saiu derrotado – o outro foi o 3-2 frente ao Oriental, na Taça da Liga.   - Pawel Kieszek, que tinha feito o jogo 100 na Liga contra o Benfica, na Luz, na primeira volta (derrota por 4-0) e que também se estreara na prova contra os encarnados, pelo Sp. Braga, em Fevereiro de 2008 (empate a uma bola), voltou a ver o Benfica assinalar-lhe um momento especial: desta vez fez o 50º jogo na baliza do Estoril.   - Diogo Amado fez o 100º jogo na Liga portuguesa nesta derrota contra o Benfica. Dos 100, 15 foram com a camisola da U. Leiria – entre eles a estreia, lançado por Pedro Caixinha num empate a zero contra o Beira Mar, em Agosto de 2010 – e os restantes 85 pelo Estoril.
2016-01-17
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Sempre que defrontou o Estoril, Jonas, o jogador mais em forma no Benfica, bisou. Aconteceu nos 6-0 de Fevereiro e nos 4-0 de Agosto, sempre na Luz. Aliás, nos últimos três confrontos entre Benfica e Estoril houve sempre um benfiquista a bisar: antes de Jonas tal já acontecera a Talisca, autor de dois golos nos 3-2 com que os encarnados ganharam na Amoreira, em Setembro de 2014. Se Jonas é o maior candidato a manter a tradição, é verdade também que há outra, recente, a jogar contra ele: esta época, depois de dois jogos com golos, tem aparecido sempre um zero na sua conta pessoal. Jonas segue, neste momento, para mais uma tentativa de alinhar os tais três jogos seguidos a fazer golos. Em Agosto e Setembro, marcou ao Moreirense (3-2) e bisou ao Belenenses (6-0), mas depois ficou em branco nos 2-0 ao Astana. Depois, em Outubro e Novembro, marcou a Tondela (4-0) e Galatasaray (2-1), ficando a zero na receção ao Boavista (2-0) que completaria a trilogia. Vai agora para a terceira tentativa da época de alinhar três jogos seguidos com golos, depois de ter bisado nos 6-0 ao Marítimo e feito o segundo hat-trick da sua carreira benfiquista nos 4-1 ao Nacional, naquele que indiscutivelmente é o seu melhor momento da época. A última vez que Jonas marcou em três jogos seguidos foi ainda na época anterior. Foi em Abril que o brasileiro alinhou mesmo três bis consecutivos nos jogos com o Nacional (3-1), Académica (5-1) e Belenenses (2-0). Travou, aí, ao quarto jogo, o empate a zero com o FC Porto que, no entanto, servia perfeitamente os propósitos dos encarnados na corrida para o título.   - O Benfica segue na melhor série de resultados da época, pois ganhou os últimos cinco jogos: 3-1 ao Rio Ave, 1-0 ao Nacional, 1-0 ao V. Guimarães, 6-0 ao Marítimo e 4-1 ao Nacional.  Procura a sexta vitória consecutiva depois do empate a zero com o U. Madeira, série que não consegue desde Fevereiro e Março, quando bateu sucessivamente V. Setúbal (duas vezes por 3-0), Moreirense (3-1), Estoril (6-0), Arouca (3-1) e Sp. Braga (2-0). Encalhou a 21 de Março na visita ao Rio Ave, que perdeu por 2-1.   - O Estoril vem de ser afastado da Taça de Portugal, devido à derrota por 3-0 frente ao Rio Ave em Vila do Conde, mas interrompeu na última jornada uma série horrível de resultados na Liga, ao bater em casa o Belenenses por 2-0. Antes disso tinham sido dez jornadas seguidas sem ganhar, a pior série dos canarinhos desde 1993/94, quando não conheceram a vitória durante 13 jornadas seguidas e acabaram por descer de divisão.   - Leo Bonatini fez golos em seis dos últimos sete resultados úteis do Estoril, só tendo mesmo falhado na partida com o Caldas, mas porque não a jogou. De resto, marcou nos empates (1-1) com a Académica, o Nacional, o Boavista e o Marítimo e nas vitórias sobre o Penafiel (1-0) e o Belenenses (2-0). Com exceção da vitória por 1-0 sobre o Caldas, na Taça de Portugal, o Estoril não evita a derrota sem golos de Bonatini desde o empate com o Rio Ave (2-2), a 24 de Outubro.   - Kieszek pode fazer a 50ª partida na baliza do Estoril. A estreia foi em Eindhoven, contra o PSV (na derrota por 1-0, na Liga Europa, em Setembro de 2014) e até hoje o polaco alinhou em 41 jogos da Liga portuguesa, quatro da Taça de Portugal, três da Liga Europa e um da Taça da Liga.   - O Benfica ganhou todos os jogos que fez com o Estoril desde o fatídico empate a uma bola, na Luz, em Maio de 2013, que abriu caminho à perda da Liga, com a derrota no Dragão frente ao FC Porto na jornada seguinte. Esse jogo acabou empatado a uma bola (Jefferson para o Estoril e Maxi Pereira para o Benfica), mas desde então o Benfica venceu os canarinhos por cinco vezes, as duas últimas por margem ampla: 6-0 e 4-0, em casa.   - Fabiano Soares tem um registo muito negativo tanto no confronto com o Benfica como com Rui Vitória. Com o Benfica, em dois jogos, o seu Estoril soma duas derrotas e um score global de 0-10 (0-6 na época passada e 0-4 já nesta temporada, sempre na Luz). Contra Vitória, além dos 0-4 da jornada inaugural deste campeonato, há uma primeira derrota, em Maio, frente ao V. Guimarães, no Minho, por 2-0.   - Na Amoreira, o Benfica também ganhou as últimas cinco partidas, não deixando ali pontos desde Maio de 1993. Também esse empate (a zero) foi fatal para as aspirações encarnadas ao título, pois permitiu que o FC Porto aumentasse a distância para dois pontos, a uma jornada do final. Desde então, os encarnados ganharam sempre, duas vezes por mais de um golo de diferença: 3-0 em Fevereiro de 1994 e 3-1 em Janeiro de 2013.   - Na verdade, há quase 40 anos que o Estoril não ganha ao Benfica. A última vitória aconteceu em Junho de 1977, numa competição chamada Taça FPF que só se jogou nessa época de forma a encher o calendário após o final o campeonato. Os estorilistas impuseram-se nesse jogo por 3-2. No campeonato, não ganham desde Novembro de 1950, quando bateram os encarnados no Campo Grande pelo mesmo resultado: 3-2.   - O Benfica nunca perdeu na Liga com Vasco Santos a apitar. O pior que lhe aconteceu foi empatar três vezes em 13 partidas, a última das quais no terreno do Olhanense, no final da época de 2010/11. Já o Estoril só perdeu uma vez com o juiz do Porto e foi precisamente contra o Benfica: 3-2 na Amoreira, em 2014/15. Além disso, este foi o árbitro da vitória recente do Estoril no Dragão, frente ao FC Porto.
2016-01-15
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Jonas conseguiu o segundo hat-trick com a camisola do Benfica na vitória por 4-1 frente ao Nacional, depois de ter feito um logo ao segundo jogo pelo clube, a 18 de Outubro de 2014, na visita ao Sp. Covilhã (vitória por 3-2), para a Taça de Portugal. Em compensação, já bisou por doze vezes, seis delas esta época.   - O hat-trick na Choupana foi o primeiro de um benfiquista no campeonato desde que Talisca marcou três golos na vitória em Setúbal, por 5-0, a 12 de Setembro de 2014. É curioso que os últimos três hat-tricks de jogadores do Benfica tenham sido marcados a jogar fora de casa. O último a sair da Luz com três golos na conta pessoal foi Cardozo, no dérbi da Taça de Portugal contra o Sporting (4-3), a 9 de Novembro de 2013. Na Liga, foi Lima, nos 6-1 ao Rio Ave, a 30 de Março de 2013.   - Jonas já superou, em pouco mais de um ano de Benfica, o total de hat-tricks que tinha obtido em três anos e meio de Valencia: só tinha um, nos 3-0 ao Osasuna, a 1 de Dezembro de 2013.   - Ao todo, Jonas fez 38 golos em 44 jogos pelo Benfica na Liga. É o melhor registo nas primeiras 44 partidas de campeonato pelo Benfica desde que José Torres fez 58 golos no mesmo total de jogos, entre 1959/60 e 1963/64. Eusébio, por exemplo, “só” fez 36 golos nos primeiros 44 jogos pelo Benfica no campeonato, entre 1960/61 e 1963/64.   - O Benfica ganhou a quinta partida seguida, depois do empate com a U. Madeira, também na Choupana, a 15 de Dezembro. Continua a perseguir a melhor série de jogos seguidos a ganhar desde Fevereiro e Março do ano passado, quando venceu seis vezes consecutivas.   - A vitória permitiu aos encarnados acabarem a primeira volta com 40 pontos, menos seis do que no final da primeira volta da época passada e tantos como ao fim de 17 jornadas em 2013/14, a primeira época do bicampeonato.   - Os quatro golos marcados significam que o Benfica continua a ter o melhor ataque da Liga, com 45 tentos festejados em 17 partidas. É o total mais elevado da equipa da Luz desde 2009/10, a primeira época de Jesus, quando chegou à 17ª jornada com 47 golos na coluna dos ativos.   - Foi ainda a oitava vitória seguida do Benfica em jogos com o Nacional, quatro delas na Choupana. A última vez que os alvi-negros atrapalharam o Benfica foi em Fevereiro de 2013, quando empataram a duas bolas no seu estádio.   - Para o Nacional, o tempo é de crise: vai com oito jogos seguidos sem ganhar desde a vitória por 3-1 frente ao Marítimo, a 27 de Novembro. Desde então, em todas as competições, empatou quatro jogos e perdeu outros quatro. Igualou a série de oito jogos sem vitória que já não conhecia desde o período entre Novembro de 2011 e Janeiro de 2012, ainda que nessa altura tenha empatado cinco vezes e perdido três.   - Soares, o autor do golo do Nacional, não marcava na Liga desde 7 de Novembro, quando decidiu em nome próprio a visita a Guimarães, saldada com vitória dos madeirenses por 1-0.
2016-01-12
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Último Passe

Mais uma demonstração de qualidade de Jonas, hoje muito bem acompanhado por Carcela durante a primeira parte num coletivo defensivamente consolidado por Fejsa a todo o terreno, permitiu ao Benfica desembaraçar-se da complicada visita ao Nacional, que a equipa de Rui Vitória ultrapassou com um 4-1, destacando-se ainda mais como melhor ataque da primeira volta da Liga. A finalização clínica do brasileiro, com um hat-trick em três lances que resolveu a um só toque para o fundo das redes, chegou para ganhar um jogo que podia ter-se complicado num erro de Lisandro, mas que o Benfica soube tornar fácil assim que Manuel Machado optou por parti-lo e colocar mais gente na frente. A primeira dificuldade para as duas equipas foi o facto de o jogo ter começado num dia e acabado noutro, depois de ter sido interrompido ao fim de sete minutos. Nunca há garantias de a disposição no recomeço ser a mesma da véspera e o que se viu neste início de tarde foi um Benfica incisivo na frente, onde Carcela lhe dá, de facto, muita qualidade no um para um e nos cruzamentos para a área. O marroquino teve de esperar para ganhar o lugar na equipa, mas já parece estar muito à frente de Gonçalo Guedes na luta pela posição, pois além de veloz é também muito forte nas assistências exteriores, que são fundamentais no futebol sempre largo de Rui Vitória. Depois de ter estado ligado a alguns lances de perigo, foi ele que ofereceu o primeiro golo a Jonas, ainda na primeira parte, deixando dúvidas acerca do que poderá fazer Vitória quando voltar a ter Gaitán e até Salvio. Há abundância de bons extremos para a segunda volta. A perder e dando a batalha do meio-campo como perdida, devido à exibição muito constante de Fejsa, que ganhava duelos sobre duelos na raça, Manuel Machado resolveu partir o jogo. Primeiro, ainda na primeira parte, chamou Jota para o lugar de um central – Rui Correia – recuando Aly Ghazal para a linha mais recuada. Mas foi um erro de Lisandro Lopez, que demorou a afastar a bola da sua área, a permitir o golo do empate a Soares e a lançar a dúvida sobre o resultado. Para tentar tirar partido da supremacia psicológica que o empate lhe trazia, Machado juntou Gustavo a Soares na frente, mas aí foi a vez de o Benfica mostrar que tem golo fácil. Fez o 2-1 de lançamento lateral, num lance em que a conjugação de uma boa movimentação de Jimenez e da desatenção do Nacional deu hipótese para mais uma finalização de Jonas, em volei de pé esquerdo. E o 3-1 em mais um lance de igualdade numérica na área, após cruzamento de André Almeida, outra vez com Jonas a marcar. Mitroglou ainda pôs mais um no resultado final, mas numa altura em que já mais ninguém tinha a cabeça na Choupana – o Nacional já estava em Barcelos, onde depois de amanhã joga com o Gil Vicente para a Taça de Portugal, e os campeões nacionais na segunda volta, em que entram a uma distância ainda assim manobrável de quatro pontos para o primeiro.
2016-01-11
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O Benfica-Marítimo será a quarta tentativa desta época para o Benfica suplantar a barreira das três vitórias consecutivas. Até este momento, os encarnados já conseguiram por três vezes ganhar três jogos seguidos, mas espalharam-se sempre no quarto, frente a FC Porto, Galatasaray e Sporting. A tendência, aliás, já vem da ponta final da época passada, uma vez que o Benfica não vence quatro jogos seguidos desde Março. A última série vitoriosa superior a três jogos registada pelo Benfica data de Fevereiro e Março, quando a equipa então liderada por Jorge Jesus até se impôs seis vezes seguidas, a V. Setúbal (3-0 para a Taça da Liga e mais 3-0 para o campeonato), Moreirense (3-1), Estoril (6-0), Arouca (3-1) e Sp. Braga (2-0). Essa série foi interrompida com a derrota em Vila do Conde, frente ao Rio Ave (1-2), a 21 de Março de 2015. E logo na época anterior o Benfica se revelou incapaz de ultrapassar a barreira do quarto jogo, quando ganhou a Nacional (3-1), Académica (5-1) e Belenenses (2-0), para depois empatar a zero com o FC Porto, no jogo que começou a definir com mais certeza a conquista do bicampeonato. Já esta época, por mais três vezes o Benfica ganhou três partidas consecutivas, mas esbarrou sempre num adversário mais competente ao quarto. Em Agosto e Setembro, ganhou a Moreirense (3-2), Belenenses (6-0) e Astana (2-0), mas perdeu a seguir com o FC Porto no Dragão (1-0). Depois disso, em Setembro e Outubro, voltou a vencer consecutivamente o Paços de Ferreira (3-0), o Atlético Madrid (2-1) e o Vianense (2-1), mas viu a série interrompida em Istambul, onde foi batido pelo Galatasaray (2-1). Por fim, em Outubro e Novembro bateu o Tondela (4-0), o Galatasaray (2-1) e o Boavista (2-0), caindo de seguida frente ao Sporting, na Taça de Portugal (1-2). A quarta tentativa da época (quinta seguida, se contarmos a ponta final de 2014/15) de somar quatro vitórias seguidas começou a ser construída com os sucessos contra o Rio Ave (3-1), o Nacional (1-0) e o V. Guimarães (1-0). O adversário que se segue é o Marítimo.   - Raul Jiménez fez golos nos últimos dois jogos do Benfica na Luz, sempre perto do final das partidas. Marcou o terceiro nos 3-1 ao Rio Ave, a 7’ do fim, e decidiu a partida frente ao Nacional (1-0), já em cima do minuto 90. Em ambos os casos o avançado mexicano saiu do banco para marcar.   - O Marítimo marcou golos nos últimos quatro jogos: vitória por 4-3 em Guimarães, derrota por 4-1 em Arouca, vitória por 3-1 frente ao FC Porto no Dragão e empate a uma bola em casa com o Estoril. Não fica em branco desde a receção ao Sporting (0-1), a 5 de Dezembro. Em contrapartida, a equipa de Ivo Vieira tem sido incapaz de manter a baliza inviolada: há nove jogos seguidos que sofre sempre golos, não segurando o zero desde a vitória no Bessa (1-0), a 1 de Novembro.   - Marega, avançado que fez o golo do Marítimo na derrota na Luz, em Maio, vem com dois jogos seguidos a marcar: fez o terceiro nos 3-1 com que os insulares ganharam ao FC Porto no Dragão e adiantou a equipa no empate em casa com o Estoril (1-1). A melhor série de jogos consecutivos a marcar do maliano ficou em cinco partidas, na ponta final da época passada, tendo sido interrompida precisamente contra o Benfica, mas na final da Taça da Liga: marcou ao Estoril (1-1), ao Arouca (1-1), ao Sp. Braga (3-1), ao Rio Ave (bis nuns 4-0) e ao Benfica (1-4), falhando depois o encontro com as redes no 1-2 contra o mesmo Benfica, na final da Taça da Liga.   - Ruben Ferreira vai estar fora do jogo com o Benfica, porque foi expulso na partida do Marítimo frente ao Estoril. Foi a 12ª expulsão dos verde-rubros em 15 jornadas da Liga, um total que é o mais elevado do campeonato e já bateu o recorde de expulsões do Marítimo numa época inteira de I Divisão.   - Rui Vitória nunca perdeu em casa com o Marítimo em jogos da Liga – a única derrota foi em 2011/12, na Taça da Liga – e só cedeu um empate, mas nunca viu as suas equipas marcarem mais de um golo a este adversário: 1-0 com o Paços de Ferreira em 2010/11; 1-0, 1-1, 1-0 e 1-0 com o V. Guimarães de 2011/12 em diante.   - Ivo Vieira, por sua vez, perdeu os três jogos que fez na carreira contra o Benfica: 2-0 ainda aos comandos do Nacional, em 2011/12, e na época passada 4-1 e 2-1 nas partidas da Liga e da Taça da Liga. No confronto direto com Rui Vitória soma uma vitória (Nacional 1, P. Ferreira 0, em 2010/11) e uma derrota (Nacional 1, V. Guimarães 4, na estreia de Vitória à frente dos minhotos, em 2011/12).   - O benfiquista André Almeida estreou-se na Liga a defrontar o Marítimo. Foi a 29 de Novembro de 2008 que Jaime Pacheco o lançou no Belenenses, para jogar os últimos 9 minutos de uma derrota frente aos verde-rubros, por 2-0. Além do lateral, também Ederson, guarda-redes suplente dos encarnados, se estreou na Liga frente ao Marítimo, lançado por Nuno Espírito Santo no Rio Ave numa derrota (0-1) em casa, a 18 de Agosto de 2012.   - José Sá, que tem sido guarda-redes suplente do Marítimo e fez parte da formação no Benfica, também se estreou na Liga frente ao adversário de agora. Foi lançado por Pedro Martins, a 18 de Agosto de 2013, precisamente na última vez que os maritimistas venceram os encarnados, por 2-1. Além dele, também o médio Alex Soares se estreou nesse dia.   - O Benfica segue com quatro vitórias seguidas em confrontos com o Marítimo, incluindo a final da Taça da Liga da época passada, em Maio, que venceu por 2-1, com golos de Jonas e Ola John, a responder a um tento de João Diogo. A última vez em que o Marítimo evitou a derrota foi na abertura da Liga de 2013/14, quando ganhou por 2-1 nos Barreiros. O Benfica, porém, veio a ser campeão nesse ano.   - Além disso, o bicampeão nacional ganhou as últimas sete receções ao Marítimo na Luz. Todas elas desde o empate a uma bola na abertura do campeonato de 2009/10, quando só evitou a derrota a quatro minutos do fim, com um golo de Weldon, depois de Alonso ter adiantado os madeirenses. Também nesse ano, contudo, o Benfica acabou por ser campeão.   - Jonas marcou golos nas duas últimas vezes em que defrontou os leões do Funchal: além da final da Taça da Liga, na qual abriu o ativo, bisou na Luz, nos 4-1 com que os encarnados despacharam o Marítimo no encerramento da última Liga, uma semana antes.   - O Marítimo só venceu uma vez na Luz. Foi em Setembro de 1987, por 1-0, graças a um golo do brasileiro Paulo Ricardo, que ajudou a avolumar a crise em torno de Ebbe Skovdahl, o treinador dinamarquês que o Benfica demitiu dois meses depois.   - Fábio Veríssimo apita pela segunda vez o Benfica na Liga, depois de já ter estado na vitória dos encarnados frente ao Tondela, em Aveiro, por 4-0. Nunca dirigiu uma partida do Marítimo no campeonato.    
2016-01-05
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Renato Sanches fez o segundo golo da época e o primeiro decisivo, garantindo a vitória do Benfica frente ao V. Guimarães por 1-0. Os encarnados não ganhavam um jogo na Liga graças a um golo de um jogador ainda júnior desde 7 de Março de 2004, quando bateram fora o Gil Vicente por 2-1 graças a um golo de Manuel Fernandes, a 12’ do fim. - Esta época, o Benfica já tinha ganho um jogo graças a um golo de um miúdo de 18 anos, mas fê-lo na Liga dos Campeões, em Setembro: foi o 2-1 em Madrid, frente ao Atlético, graças a um golo de Gonçalo Guedes.   - O golo de Renato foi ainda o primeiro do Benfica na Liga sem participação direta de Jonas desde a vitória em Setúbal, por 4-2, a 12 de Dezembro. Nesse jogo, o brasileiro não participou no quarto golo encarnado, marcado na própria baliza por Ricardo depois de um remate de Mitroglou ao poste.   - A vitória em Guimarães foi a terceira seguida do Benfica, depois dos sucessos contra o Rio Ave e o Nacional (este na Taça da Liga). Os encarnados igualaram assim as três melhores séries da época, todas compostas por três vitórias consecutivas. Nas três primeiras, caíram ao quarto jogo, contra o FC Porto (0-1), o Galatasaray (1-2) e o Sporting (1-2).   - Foi, além disso, o oitavo jogo seguido do Benfica sem perder na Liga, numa série que começou após a derrota contra o Sporting, na Luz, a 25 de Outubro. Desses oito jogos, os encarnados saíram sete vezes vencedores, empatando apenas frente ao U. Madeira, na Choupana. E só por duas vezes sofreram golos: nos 4-2 em Setúbal e nos 3-1 em casa ao Rio Ave.   - Quinto jogo consecutivo do V. Guimarães sem marcar um golo sequer ao Benfica. O último golo dos vimaranenses na baliza dos encarnados aconteceu no Jamor, em Maio de 2013, e foi marcado por Ricardo Pereira, garantindo a conquista da Taça de Portugal à equipa então comandada por Rui Vitória. Desde então, o Vitória soma quatro derrotas e apenas um empate a zero, em casa, na penúltima ronda da Liga anterior.   - O jogo marcou a segunda derrota consecutiva do V. Guimarães em casa, depois de ter perdido por 4-3 com o Marítimo. Desde Abril de 2014, quando perderam de enfiada com Estoril (1-3) e Arouca (2-3) que os vimaranenses não perdiam duas vezes seguidas no seu terreno.   - Segunda vitória em outros tantos jogos de Rui Vitória contra as suas ex-equipas nesta Liga. Depois dos 3-0 em casa ao Paços de Ferreira ganhou agora por 1-0 fora ao V. Guimarães.   - Cafu fez o 50º jogo com a camisola do V. Guimarães, depois da estreia, em Agosto de 2014, numa vitória por 3-1 frente ao Gil Vicente. O treinador que o lançou, Rui Vitória, estava agora no banco oposto.   - O Benfica continua a ter o melhor ataque da Liga, com 35 golos marcados em 15 jogos, o seu melhor parcial em 15 jogos desde 2012/13, quando chegou à 15ª jornada com 39 golos obtidos. A pontuação é que não é famosa: soma 34 pontos, menos seis que na época passada à mesma altura. Desde 2010/11 que o Benfica não tinha tão poucos pontos à 15ª jornada – nesse ano somava 33.
2016-01-03
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O tropeção do Sporting na Choupana, frente ao União da Madeira, seguido da vitória do FC Porto sobre a Académica, no Dragão, trouxe uma inesperada mudança de líder ao campeonato. A equipa de Julen Lopetegui sucedeu à de Jorge Jesus no primeiro lugar, se calhar nem bem consciente da importância que tem passar a consoada no primeiro lugar: doze dos 16 campeões deste século receberam os embrulhos do Pai Natal na frente da Liga. Que a troca tenha acontecido semana e meia depois da espera dos adeptos portistas ao treinador basco, no aeroporto, no regresso de Londres, após a eliminação da Champions, é um detalhe que serve para acentuar que este pode vir a ser um campeonato de jogadores e não de treinadores. A questão foi muito debatida neste início de época, quando Jorge Nuno Pinto da Costa investiu no reforço de um plantel que já era o mais forte da Liga e Bruno de Carvalho apostou as fichas todas no treinador que ganhara os dois últimos campeonatos. De um lado, acreditava-se que era preciso juntar qualidade a um grupo que continuava a ser liderado por um treinador ao qual nem os adeptos portistas comprariam um carro usado. Do outro, achava-se que um grupo reforçado mas ainda assim limitado poderia transcender-se se fosse liderado por um ganhador acima de qualquer suspeita. Ouviram-se e leram-se inúmeras comparações entre os milhões que custaram jogadores de um lado e os que ganhava o treinador do outro. E é claro que só o final do campeonato trará a resposta definitiva, mas a ascensão do FC Porto à liderança na semana do Natal pode prenunciar que a aposta correta acaba por ser a do presidente portista. É que só por três vezes neste século uma equipa conseguiu ser campeã sem estar pelo menos ex-aequo no topo da Liga por esta altura: aconteceu ao Sporting em 1999/00, ao Boavista em 2000/01, ao Benfica em 2004/05 e ao FC Porto em 2008/09. Em três destes casos (em todos os que acabou por perder, portanto), o campeão de Natal foi o FC Porto, pelo que os dragões sabem bem o que é deitar ao lixo um campeonato nestas circunstâncias. E é por já estarem avisados que têm de olhar para o clássico de dia 2 de Janeiro, com o Sporting, em Alvalade, com a necessidade absoluta de não permitirem nova ultrapassagem: em 2000/01, por exemplo, o FC Porto cedeu o primeiro lugar ao Boavista com uma derrota no confronto direto logo no início de Janeiro e nunca mais o recuperou. Isso pode até querer dizer que o empate em Alvalade acabará por ser um bom resultado para o FC Porto, porque manteria a liderança, mas convém os portistas não esquecerem que também o é para o Benfica, que ontem ganhou ao Rio Ave e se colocou a cinco pontos do topo da tabela. Se os rivais empatarem no clássico e o Benfica vencer em Guimarães, essa distância baixará para três pontos apenas. Uma vitória… Claro que este é um cenário de sonho para os benfiquistas, também ele surgido na semana em que a contestação a Rui Vitória subiu tanto de tom que a “estrutura” sentiu a necessidade de divulgar que o presidente Luís Filipe Vieira tinha ido ao balneário puxar as orelhas ao grupo. Mas é um cenário que acaba por premiar a política híbrida, de navegação à vista, assumida por Vieira. O Benfica quis outro treinador para foçar a aposta nos jovens formados no Seixal – e na verdade alguns deles até estão a jogar – mas acabou por ter de abrir os cordões à bolsa quando a passagem de Jesus para Alvalade veio mudar a conjuntura. Vitória não tem sido capaz de fazer do Benfica um coletivo tão ganhador como o do bicampeonato, mas continua a ter jogadores capazes de resolver, como Gaitán numa altura da época e Jonas agora. Na verdade, também no Benfica se torce para que este seja um campeonato de jogadores. Se será ou não, os meses que faltam é que darão a resposta. Mas do dia 2 de Janeiro já será possível ter umas pistas a este respeito. In Diário de Notícias
2015-12-21
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Jonas voltou a ser decisivo num jogo do Benfica, com dois golos e uma assistência. Ao todo, o avançado brasileiro já leva 13 golos e seis passes decisivos em 14 jornadas da Liga. É o melhor marcador e está a um passe dos melhores assistentes. E já marcou e assistiu em cinco vitórias do Benfica: Belenenses (6-0), Tondela (4-0), Académica (3-0), V. Setúbal (4-2) e Rio Ave (3-1).   - Este foi ainda o quinto bis de Jonas nesta edição da Liga. Já tinha marcado dois golos no mesmo jogo a Estoril (4-0), Belenenses (6-0), Paços de Ferreira (3-0) e Académica (3-0). Pela primeira vez nesses jogos, os golos de Jonas foram decisivos para a conquista dos pontos. Com 14 golos já marcados em todas as competições, esta é a época mais forte de Jonas antes do Natal desde que chegou à Europa.   - O segundo golo de Jonas no jogo, a desbloquear o empate, foi o golo nº 5500 do Benfica em toda a história da Liga. Ao todo, os encarnados já fizeram 5501 golos, contra 5056 do segundo ataque mais realizador, que é o do FC Porto.   - Jiménez fez o segundo golo pelo Benfica na Liga, pela segunda vez depois de sair do banco: isso já tinha acontecido nos 3-2 ao Moreirense. Ao todo, o mexicano leva quatro golos, dois deles como titular, na deslocação a Astana, para a Liga dos Campeões (2-2).   - Bressan marcou o quinto golo na Liga, o terceiro numa deslocação, depois de já ter estado na folha dos marcadores no empate no Restelo com o Belenenses (3-3) e na derrota em Guimarães (1-3). Foi o primeiro que fez de livre direto esta época, mas o segundo dos vila-condenses, que já tinham marcado assim na vitória por 3-0 em Paços de Ferreira, através de Edimar.   - Em contrapartida este foi o primeiro golo sofrido pelo Benfica de livre direto esta época e o primeiro que Júlio César sofre nestas condições desde que chegou à Luz. O último golo sofrido pelo Benfica de livre tinha sido a 13 de Março de 2014, marcado a Oblak por Eriksen (Tottenham). O Benfica também ganhou esse jogo por 3-1.   - O golo de Bressan foi o último do Rio Ave na Luz desde um marcado por Tarantini, a 30 de Março de 2013. Nessa altura, o golo reduzia o placar para 4-1 e o Rio Ave acabou por perder esse jogo por 6-1.   - Mesmo marcando na Luz, o Rio Ave perdeu o título de melhor ataque da Liga nos jogos fora. Soma agora 14 golos, menos um que o V. Setúbal, que fez três golos em Tondela. Ainda assim, o Rio Ave continua a manter o pleno: marcou nos 10 jogos (de todas as competições) que fez fora de casa esta época e não fica em branco numa deslocação desde os 0-4 frente ao Marítimo, na penúltima jornada da Liga anterior, a 17 de Maio.   - Samaris foi substituído ao intervalo pela terceira vez desde que está no Benfica. As anteriores tinham acontecido frente ao Rio Ave, na Luz, e contra o Arouca, fora de casa, na época passada. Também nesses jogos o Benfica inverteu resultados negativos: de 0-0 para 1-0 contra o Rio Ave e de 0-1 para 3-1 ante o Arouca. Além disso, Samaris saiu uma vez aos 35 minutos, num jogo em casa contra o Moreirense. E também aí o Benfica passou de 0-1 para 3-1.   - A razão para a substituição neste jogo com o Rio Ave terá tido muito a ver com o cartão amarelo que o jogador grego viu na primeira parte e que o afasta da deslocação a Guimarães, por ter sidoo quinto na Liga. Além desses cinco, Samaris viu ainda dois frente ao Sporting na Taça de Portugal e mais três na Liga dos Campeões.  Na época passada viu o 10º amarelo ao 22º jogo, a 26 de janeiro, frente ao Paços de Ferreira. Esta época chegou lá em 17 jogos.
2015-12-21
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Último Passe

O futebol imprevisível de Carcela e a inteligência de Jonas foram imprescindíveis para o Benfica conseguir dar a volta a uma equipa do Rio Ave que, mesmo optando sempre por um futebol positivo, soube fechar bem os espaços à frente da sua área, onde os encarnados mais procuram criar desequilíbrios. O jogo caminhava aceleradamente para um impasse no qual o Benfica tinha sempre mais bola e amplo domínio territorial mas não conseguia criar situações de golo quando Carcela desatou o nó, com um cruzamento de pé esquerdo na direita que Jonas transformou no 2-1, a 10 minutos do final. O jogo valeu sobretudo pela primeira parte. Golo madrugador do Benfica, obtido por Jonas, a dar o mote para o que costumam ser tardes facilitadas da equipa de Rui Vitória, sempre que se coloca cedo em vantagem; empate igualmente rápido do Rio Ave, num livre magistral de Bressan, a entrar no único local onde Júlio César não podia chegar. A coisa ficou por aí nos golos: o que se via era um Benfica forte na pressão defensiva mas com muitas dificuldades para criar situações de golo, porque a transição atacante não lhe estava a sair bem, mesmo tendo em conta que o Rio Ave jogava no campo todo, esticando o seu futebol com frequência até à área encarnada. A lesão de Heldon, à beira do intervalo, forçou Pedro Martins a trocá-lo por Kayembé, na teoria mais explosivo mas na prática muito menos incisivo e, seja por isso, por um maior recato estratégico dos vila-condenses ou por causa da entrada de Fejsa, mais certo defensivamente que Samaris, a verdade é que o Rio Ave apareceu na segunda parte muito menos atacante. Os segundos 45 minutos foram assim passados quase por inteiro no meio-campo do Rio Ave. Contudo, o Benfica sofria para criar situações de golo. Tentava muito de longe mas raramente conseguia libertar os seus finalizadores na área. A chave do jogo quem a tinha era Carcela, o extremo de futebol imprevisível que já começa a justificar a chamada ao onze titular e que, depois de render Gonçalo Guedes, permitiu a Jonas desbloquear o resultado com um cruzamento de morte. Dois minutos depois, o goleador brasileiro confirmou o estatuto de jogador mais influente do Benfica e juntou aos seus dois golos mais uma assistência, para Jiménez acabar com a discussão e fixar o 3-1 final. Rui Vitória terá respirado de alívio com mais três pontos conseguidos sem Gaitán, mas leva para a pausa de Natal a noção de que no regresso não será só o argentino a forçar a entrada no onze: Carcela está com ele.
2015-12-20
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Ao ganhar por 4-2 ao Vitória em Setúbal, o Benfica conseguiu a quinta vitória seguida na Liga desde a derrota com o Sporting (0-3, a 25 de Outubro). Iguala assim uma série que já datava de Fevereiro e Março. Para encontrar melhor é preciso ir ao período entre Outubro de 2014 e Janeiro deste ano, quando os encarnados venceram nove jogos consecutivos entre as derrotas em Braga (2-1, a 26 de Outubro) e Paços de Ferreira (1-0, a 26 de Janeiro).   - Foi ainda a terceira vitória seguida dos encarnados em deslocações no campeonato, depois dos 4-0 ao Tondela e dos 2-0 em Braga. O Benfica já não ganhava três saídas consecutivas desde Dezembro do ano passado e Janeiro deste ano, quando na verdade ganhou cinco: Nacional, Académica, FC Porto, Penafiel e Marítimo.   - O jogo marcou também a primeira derrota do V. Setúbal esta época no Bonfim. Foram, ao todo, sete jogos sem perder ali, desde o 0-2 com o FC Porto, a 3 de Maio, estabelecendo a melhor série de invencibilidade caseira desde os dez jogos entre Dezembro de 2013 e Setembro de 2014, datas de duas derrotas com o Benfica.   - Ao fazer quatro golos, o Benfica confirmou o estatuto de ataque mais realizador da Liga, com 31 golos em 12 jogos. É o melhor parcial do campeonato desde os 32 golos que o mesmo Benfica marcou nos primeiros 12 jogos de 2012/13.   - Jonas também voltou a marcar, aumentando o sue pecúlio para onze golos. É o melhor marcador do Benfica à 11ª jornada desde o paraguaio Cardozo, que nessa mesma época de 2012/13 chegou à 12ª jornada com 13 golos marcados.   - Pizzi fez o primeiro golo fora de casa com a camisola do Benfica, pois todos os que tinha obtido até aqui tinham sido na Luz. A última vez que tinha marcado como visitante foi no Santiago Bernabéu, em Maio de 2014, quando fez o tento do Espanyol numa derrota por 3-1 contra o Real Madrid.   - Mitroglou fez golo pelo segundo jogo consecutivo, depois de já ter estado na folha de marcadores frente ao Atlético Madrid. É a segunda vez que marca em dois jogos seguidos esta época, depois de já ter festejado frente a Belenenses (bisou nos 6-0) e Astana.   - O Benfica beneficiou ainda do terceiro autogolo da época: Ricardo, depois de Berger (Tondela) e Kritciuk (Sp. Braga). Os encarnados não tinham tantos autogolos desde 2012/13, quando tiveram a felicidade de ver Rojo (Sporting), Insúa (Sporting), Mexer (Nacional), Luís Martins (Gil Vicente) e Igor Rossi (Marítimo) fazer golos na própria baliza.   - O V. Setúbal chega à 13ª jornada com 23 golos marcados, o melhor parcial da equipa sadina a este ponto do campeonato desde 1976. Nessa altura, tinha chegado à 13ª jornada com 28 golos e em terceiro lugar do campeonato. Acabou a época na sexta posição, com o quarto melhor ataque da Liga, apenas atrás de FC Porto, Benfica e Sporting.   - Suk, autor do segundo golo do V. Setúbal, fez o oitavo na presente edição da Liga e, tal como Mitroglou, também marcou pelo segundo jogo seguido, depois de ter estado entre os goleadores frente ao Belenenses. No caso do coreano, porém, há já a registar uma série de três jogos seguidos a marcar: a Académica (bisou), Rio Ave e Marítimo.   - Vasco Costa, extremo vindo do Fafe, marecou ao Benfica o seu primeiro golo na Liga portuguesa. O seu último golo ainda tinha sido no Campeonato Nacional de Seniores, ao Lusitano Vildemoinhos, em Maio.   - O golo de Vasco Costa interromopeu a mais longa série de minutos sem sofrer golos de Júlio César na presente Liga. Ao todo, entre o tento de Bryan Ruiz, no dérbi da Luz, a 25 de Outubro, e o golo de Vasco Costa, no Bonfim, mediaram 473 minutos de inviolabilidade na Liga, a melhor série da época para o guardião benfiquista e a mais longa desde os 491 minutos que passaram entre o golo de Rafael Lopes (a 11 de Abril)  e o de Marega (a 23 de Maio).
2015-12-14
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Último Passe

A vitória do Benfica em Setúbal (4-2) e a forma fácil como a equipa de Rui Vitória a construiu veio mostrar que o treinador encontrou finalmente o equilíbrio e que ele não depende do sistema tático, da presença de Samaris ou Fejsa ou até de Renato Sanches. Depende sobretudo das dinâmicas que a equipa consegue ou não construir dentro desse sistema e essas têm um nome escrito à frente de todos os outros: o de Pizzi, o multi-funções que muda o jogo do coletivo. Em Setúbal, no regresso ao 4x4x2 que permite tirar o melhor de Jonas, com Gonçalo Guedes de um lado e Pizzi do outro, o Benfica beneficiou do facto de o V. Setúbal jogar num 4x4x2 tão aberto como era o de Rui Vitória há umas semanas – com Arnold de um lado e Ruca do outro e com André Claro próximo de Suk na frente – para marcar sempre superioridade nos duelos a meio-campo. Porque Pizzi se aproxima da dupla de médios tanto no início da construção – quando Samaris baixa para fazer a saída de bola com os centrais, desenhando um triângulo e impedindo a proliferação de passes horizontais das alas para o meio – como no momento de transição defensiva, compondo o corredor central e melhorando a reação à perda. O futebol é um jogo que se joga em 105 por 70 metros, mas decide-se em vários pequenos jogos que se desenham pelo campo. E a dinâmica de Pizzi permite ao Benfica marcar superioridade numérica em muitos desses mini-duelos. No jogo de Setúbal, além disso, o trasmontano ainda esteve ligado ao primeiro golo, que marcou após excelente trabalho individual, pouco antes do intervalo. Mas aí entrou a segunda parte da equação: os erros defensivos do V. Setúbal. Ricardo errou no primeiro golo do Benfica; os centrais e William foram demasiado passivos no segundo, feito por Jonas, e ultrapassados no terceiro, com que Mitroglou pôs ponto final na discussão; e o quarto foi um festival de descoordenação defensiva de todo o setor recuado, terminando em autogolo do guarda-redes sadino. O V. Setúbal fez um jogo positivo, de ataque, como tinha feito no Dragão, contra o FC Porto, e o caminho certo é esse. Quim Machado sujeitou a equipa aos erros, mas a mesma filosofia que adotou aqui e que lhe valeu os golos de Vasco Costa e Suk, a manter as distâncias nos dois golos de diferença, servir-lhe-á para ganhar muitos jogos contra adversários do mesmo campeonato. É por isso que o V. Setúbal até sofre muitos golos mas tem tudo para fazer uma época tranquila.
2015-12-13
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Stats

O Benfica vem da sétima derrota da época, em casa com o Atlético Madrid, por 2-1, na Liga dos Campeões. Já igualou em quatro meses o total de desaires de toda a época anterior e a esperança na revalidação do título passa por evitar avolumar esta conta. Até aqui, os encarnados responderam a quatro das seis derrotas anteriores com uma vitória no jogo imediatamente a seguir. As exceções foram o empate em Astana depois da derrota com o Sporting na Taça de Portugal e a derrota com os leões no campeonato logo a seguir ao desaire com o Galatasaray em Istambul. Em comum entre os dois casos está o facto de terem sido os únicos em que, depois de perder, o Benfica não teve pelo menos cinco dias para digerir a desilusão e preparar o jogo seguinte. Como agora. A primeira derrota da temporada apareceu logo no jogo de estreia, contra o Sporting, na Supertaça (0-1), a 9 de Agosto. A equipa de Rui Vitória voltou a jogar sete dias depois, na estreia na Liga, e ganhou ao Estoril por 4-0. Voltou depois a perder com o Arouca, em Aveiro, por 1-0, na segunda jornada da Liga, a 23 de Agosto. Contudo, sem ter jogos a meio da semana que a apoquentassem, a equipa recompôs-se e, seis dias depois, ganhou ao Moreirense na Luz por 3-2. Só à quinta jornada da Liga o Benfica voltou a perder: foi o 0-1 com o FC Porto no Dragão, a 20 de Setembro. Mais uma vez, o calendário permitiu-lhe seis dias de recuperação e preparação do jogo seguinte e o Benfica respondeu bem: 3-0 ao Paços de Ferreira, seis dias volvidos. A quarta e a quinta derrotas foram seguidas e assinalam também a primeira vez que o Benfica não teve pelo menos cinco dias para digerir um mau resultado. A 21 de Outubro perdeu por 2-1 com o Galatasaray em Istambul e quatro dias depois não foi capaz de superar o Sporting em casa, saindo vergado ao peso de um concludente 0-3. Rui Vitória teve então cinco dias para preparar os seus jogadores para nova deslocação a Aveiro, onde o Benfica ganhou facilmente ao Tondela por 4-0. A sexta derrota, contra o Sporting, na Taça de Portugal, a 21 de Novembro, veio de certa forma atenuar esta tese, pois com apenas quatro dias de recuperação – e uma longa viagem pelo meio – o Benfica já não perdeu o jogo a seguir. Mas também não o ganhou: empatou a dois golos com o Astana no Cazaquistão. A sétima derrota, frente ao Atlético de Madrid, a 8 de Dezembro, servirá de tira-teimas. O Benfica vai apresentar-se em Setúbal, quatro dias depois, com a responsabilidade de ganhar.   - O V. Setúbal-Benfica pode colocar frente a frente os dois jogadores que se têm revelado ofensivamente mais valiosos da Liga. Jonas, que soma dez golos e quatro assistências, contra Suk, que tem sete golos e as mesmas quatro assistências.   - O V. Setúbal ainda não perdeu no Bonfim esta época, mas também só ganhou um jogo em seis: 1-0 ao Estoril, a 2 de Outubro. Os outros cinco acabaram empatados, quatro deles a duas bolas (Boavista, Rio Ave, V. Guimarães e U. Madeira). O Arouca, que ali empatou a zero, foi a única equipa que segurou o ataque sadino e lhe impôs um nulo goleador.   - Quim Machado, treinador do V. Setúbal, perdeu os dois jogos que fez contra o Benfica, quando comandava o Feirense, mas em ambos marcou golos e vendeu sempre muito cara a derrota: na Luz, em Agosto de 2011, esteve empatado até ao último quarto-de-hora (golos de Nolito e Rabiola), quando Cardozo e Bruno César fizeram o 3-1 final. E na Feira, em Janeiro de 2012, até esteve a ganhar (golo de Varela), mas viu depois o Benfica virar para 1-2, fruto de um autogolo do mesmo Varela e de um penalti de Cardozo.   - Em contrapartida, nunca uma equipa de Quim Machado marcou um golo a uma equipa de Rui Vitória. Os confrontos entre ambos datam de 2011/12, sempre com Machado no Feirense. Primeiro, um Feirense-Paços de Ferreira que acabou empatado a zero e marcou precisamente a despedida de Rui Vitória da Mata Real, para assumir o desafio de liderar o V. Guimarães. E depois um V. Guimarães-Feirense que os vimaranenses ganharam por 1-0, com golo do brasileiro Toscano. Na visita do V. Guimarães à Feira já Quim Machado tinha sido substituído por Henrique Nunes.   - O Benfica ganhou as últimas cinco visitas a Setúbal, todas pelo menos por dois golos de diferença. A última vez que ali deixou pontos foi em Fevereiro de 2010, num jogo que acabou empatado a uma bola, fruto de dois autogolos: Ricardo Silva marcou pelo Benfica e David Luiz pelo V. Setúbal. De então para cá, cinco vitórias encarnadas: 2-0 em 2010/11 (Gaitán e Jara); 3-1 em 2011/12 (bis de Bruno César e golo de Cardozo contra um de Rafael Lopes); 5-0 em 2012/13 (bis de Rodrigo, acrescido de golos de Salvio, Enzo Pérez e Nolito); 2-0 em 2013/14 (Rodrigo e Lima) e outro 5-0 em 2014/15 (Salvio e Ola John complementados por um hat-trick de Talisca).   - O V. Setúbal não ganha ao Benfica há 17 jogos. A última vitória dos sadinos foi em Outubro de 2007, para a Taça da Liga: 2-1, de virada, com golos de Matheus e Edinho depois de Adu ter aberto o ativo para os encarnados. No campeonato, então, o Vitória já não vence desde um 1-0 em Maio de 1999, com golo de Toñito.   - Os últimos troféus conquistados pelo V. Setúbal envolveram vitórias sobre o Benfica. Foi assim na Taça da Liga de 2007/08, na qual a equipa sadina teve de afastar o Benfica e na Taça de Portugal de 2004/05, onde venceu os encarnados na final. Em ambos os casos o sucesso do V. Setúbal sucedeu-se a reviravoltas no marcador: no Jamor, Manuel José e Meyong cancelaram um golo de penalti de Simão logo a abrir.   - Também o único troféu nacional ganho por Rui Vitória envolveu uma passagem pelo Bonfim. Foi a Taça de Portugal de 2012/13, ganha na final ao Benfica com o V. Guimarães: logo na quarta eliminatória, os vimaranenses empataram a duas bolas com o V. Setúbal no Bonfim, tendo-se qualificado graças a uma vitória por 5-3 no desempate por grandes penalidades. Esse foi, de resto, o único jogo de Rui Vitória contra o V. Setúbal que acabou empatado. Dos outros onze, ganhou cinco e perdeu seis.   - Miguel Lourenço, defesa central do V. Setúbal, estreou-se na Liga a jogar contra o Benfica, lançado por José Mota ao intervalo de um jogo que se apresentava complicado, a 26 de Agosto de 2012: o Vitória jogava com dez e já perdia por 3-0. Os 5-0 finais mostram que não pôde ajudar muito.   - Samaris e Cristante também se estrearam na Liga portuguesa com um 5-0 ao V. Setúbal, a 12 de Setembro de 2014. Samaris jogou os 90 minutos, enquanto que Cristante entrou a 17 minutos do final para o lugar de Enzo Pérez. O jogo já estava resolvido, com 4-0, mas Ola John ainda marcou o quinto.   - André Hora celebra no dia do jogo um ano sobre a sua estreia a jogar na Liga e na equipa principal do V. Setúbal. Foi lançado por Domingos Paciência ao intervalo de um jogo com o Boavista que estava empatado a zero, mas o Vitória acabou por perder (0-1).   - O Benfica ganhou todos os jogos que fez na Liga com o árbitro Manuel Mota, quatro deles fora de casa: 1-0 ao Beira Mar e 2-1 ao Marítimo em 2012/13; 2-1 ao Estoril e 4-2 ao Nacional em 2013/14. Só no último destes jogos é que o Benfica não teve um penalti a favor. Em contrapartida, o V. Setúbal ganhou três dos nove jogos com este árbitro, o último dos quais uma receção à Académica, em Setembro de 2013.
2015-12-11
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Último Passe

A sétima derrota da época para o Benfica, em casa com o Atlético Madrid, por 2-1, custou o primeiro lugar do Grupo C da Liga dos Campeões, a desfeita de poder vir a enfrentar um “tubarão” nos oitavos-de-final, mas o forcing final dos encarnados, a encostar os espanhóis atrás, terá servido para adocicar sensações e evitar que o desaire deixasse sequelas a nível psicológico. As últimas imagens são as que perduram e as últimas imagens do jogo da Luz são as de um Benfica a forçar e a impedir o Atlético de sair sequer do seu meio-campo. Mas o jogo não foi sempre assim. E por isso, entre algumas certezas e aspetos animadores, também terá avolumado muitas dúvidas na cabeça de Rui Vitória. Uma das dúvidas que já é quase certeza é acerca da incapacidade de Jonas para jogar como ponta-de-lança de referência. Vitória voltou a usar o 4x2x3x1 dos jogos mais exigentes, mas desta vez, como não havia risco de eliminação, terá decidido dar ao brasileiro o lugar mais avançado no esquema, na esperança de que resultasse e de que assim conseguisse resolver o dilema principal deste Benfica. Que é: o que fazer com Jonas em jogos onde precisa de três médios? Só que Jonas não apareceu. Dispersou-se pelo campo, mas nunca ligou com Gaitán nem foi o homem de referência de que o Benfica precisava, fazendo com que, mesmo tendo mais bola durante toda a primeira parte, os encarnados nunca criassem verdadeiro perigo para a baliza de Oblak. E essa dúvida – avolumada pelo facto de, na primeira vez que tocou na bola, depois de entrar, aos 45’, Mitroglou ter criado um lance de golo iminente – terá contribuído para uma outra: qual é o melhor esquema para o Benfica? O 4x2x3x1 que tão bem funcionara em Braga, por exemplo, porque se montou em cima de uma vantagem madrugadora, falhou desta vez, pois o Benfica só foi perigoso no final, quando juntou dois avançados. Aqui entra em equação a questão do meio-campo. Os adeptos saíram animados com a prestação de Renato Sanches, importante na forma como liderou a equipa – sim, liderou, é verdade – no assalto final à baliza de Oblak. Mas nessa altura juntaram-se duas coisas: cansaço e desorientação de um adversário que até ao golo de Mitroglou mandara no campo, fruto do seu posicionamento mais inteligente e bem aprendido. Se há coisa que Renato Sanches tem é pulmão. Se há coisa que ainda lhe falta é alguma clarividência, para impedir que lhe ganhem as costas, como sucedeu, por exemplo no primeiro golo do Atlético, marcado por Níguez. Isso trabalha-se: o miúdo tem 18 anos… Mas não permite a Rui Vitória pensar na construção de um meio-campo só com Fejsa e Renato para os jogos da Liga dos Campeões, por mais apoio que Pizzi dê à dupla nas constantes movimentações da ala para o meio. E esse apoio também foi uma das coisas boas do jogo. Sem grande explicação ficam as razões pelas quais o Benfica só começou a jogar depois do golo de Mitroglou. Até aí, aos 75’, mandaram no campo a pressão defensiva do Atlético, sempre a cortar linhas de passe de forma eficaz, e as saídas trianguladas que os espanhóis conseguiam orquestrar. Os dois golos, de Níguez e Vietto, eram justos na altura em que apareceram. Mas depois do golo de Mitroglou, o Benfica ainda podia ter chegado ao empate, tão transfigurado ficou o jogo: Jiménez, por exemplo, teve o 2-2 na cabeça. É por isso que, tendo sido pior do que o Atlético, o Benfica não sai por baixo no jogo e pode encarar os próximos desafios de cabeça erguida. A começar já em Setúbal.
2015-12-08
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Stats

Júlio César completa frente ao Atlético de Madrid 50 jogos nas redes do Benfica, desde a estreia, a 21 de Setembro de 2014, na receção ao Moreirense, que os encarnados ganharam por 3-1. Dos 49 jogos feitos até aqui, ganhou 35 e manteve a baliza a zeros por 25 vezes. Além disso, jogou 34 vezes na Liga portuguesa, oito na Liga dos Campeões, quatro na Taça de Portugal, duas na Taça da Liga e uma na Supertaça.   - Benfica e Atlético de Madrid jogam pelo primeiro lugar do Grupo C da Liga dos Campeões, sabendo ambos que já asseguraram a presença nos oitavos-de-final da competição. O Benfica basta-lhe um empate para ser primeiro e dessa forma evitar jogar com os vencedores dos outros grupos na ronda seguinte, enquanto que o Atlético precisa de vencer para assumir a liderança.   - O Benfica não perde um jogo europeu em casa desde 16 de Dezembro de 2014, quando ali foi batido pelo Zenit (1-0). Essa foi, aliás, a única derrota europeia dos encarnados na Luz nos últimos 19 jogos, que deram ainda 15 vitórias e três empates.   - Griezmann marcou cinco golos nos últimos cinco jogos que fez pelo Atlético de Madrid (dois ao Galatasaray, um ao Granada, ao Espanyol e ao Sp. Gijón), série na qual só ficou em branco frente ao Betis.   - O Atlético de Madrid só sofreu dois golos na atual Liga dos Campeões, os marcados por Gaitán e Gonçalo Guedes em Madrid. Fora de casa, não sofre golos em competições europeias desde Abril, quando Chicharito Hernández fez o 1-0 que chegou ao Real Madrid para o eliminar, nos quartos-de-final da última Champions.   - O Benfica procura a quarta série de três vitórias seguidas esta época. Vem neste momento com duas (Sp. Braga e Académica) depois de ter empatado em Astana. Antes, já conseguiu ganhar de forma consecutiva a Moreirense, Belenenses e Astana, a Paços de Ferreira, Atlético de Madrid e Vianense e a Tondela, Galatasaray e Boavista, encalhando sempre ao quarto jogo.   - Por sua vez, o Atlético de Madrid segue com doze jogos seguidos sem derrota, pois a última vez que perdeu foi com o Benfica, a 30 de Setembro. Desde então, ganhou nove jogos (seis dos quais consecutivos, antes do desafio da Luz e empatou três, com Real Madrid em casa e Deportivo e Astana, fora.   - O Atlético procura, assim, a sétima vitória seguida, algo que já não consegue desde Novembro e Dezembro de 2013 e Janeiro de 2014, quando ganhou consecutivamente a Elche (2-0), Sant Andreu (4-0 e 2-1), FC Porto (2-0), Valência (3-0), Levante (3-2) e Málaga (1-0). Encalhou a 7 de Janeiro de 2014 num jogo da Taça do Rei contra o Valência, que acabou empatado a um golo por causa de um golo de Hélder Postiga nos descontos.   - O Benfica ganhou as suas duas Taças dos Campeões Europeus contra equipas espanholas: Barcelona (3-2 em 1961) e Real Madrid (5-3 em 1962). E desde 1982, quando ganhou ao Betis por 2-1, que não vencia espanhóis. Voltou a fazê-lo na visita ao Atlético de Madrid, a 30 de Setembro deste ano, quando se impôs por 2-1 no Vicente Calderón.   - O Atlético também viu esse jogo de Setembro interromper uma série de jogos felizes contra portugueses. Em 19 jogos contra portugueses, os colchoneros só ganharam nove, mas tinham vencido cinco dos últimos seis antes de receberem o Benfica nesta Liga dos Campeões.   - Fernando Torres, avançado do Atlético de Madrid, marcou ao Benfica na final da Liga Europa de 2013, ajudando o Chelsea a vencer por 2-1. Antes, porém, tinha ficado em branco nas duas partidas dos londrinos frente aos atuais campeões portugueses, em 2012. Como em branco voltou a ficar no jogo de Madrid, em Setembro, ainda que tenha entrado apenas a 13 minutos do final. - Também Jackson Martínez fez três golos ao Benfica, com a camisola do FC Porto, mas para tal precisou de nove jogos. Pelo Atlético defrontou os encarnados uma só vez, tendo ficado em branco. É uma história parecida com a de Jonas, que enquanto esteve no Valencia marcou dois golos ao Atlético, em oito jogos. E quando jogou pelo Benfica, também ficou em branco.   - Há vários jogadores com ligação aos dois clubes neste desafio. Os benfiquistas Jiménez, Salvio, Pizzi e Sílvio já representaram o Atlético de Madrid, ao passo que os colchoneros Oblak, Siqueira e Tiago já vestiram a camisola dos encarnados.
2015-12-07
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Artigo

- Renato Sanches fez o terceiro golo do Benfica na vitória sobre a Académica (3-0), tornando-se o primeiro jogador de 18 anos a marcar pelos encarnados desde que Manuel Fernandes o fez, em Março de 2004. Na altura, o médio que hoje representa o Lokomotiv Moscovo ajudou o Benfica a vencer fora o Gil Vicente, por 2-1, com 18 anos, um mês e dois dias.  Renato Sanches tem 18 anos, três meses e meio.   - Os dois primeiros golos do Benfica foram marcados por Jonas, de penalti. Não é uma situação assim tão invulgar. A última vez que os encarnados fizeram dois golos de grande penalidade num mesmo jogo foi a 11 de Fevereiro, na receção ao V. Setúbal, para a Taça da Liga, na qual o placar foi aberto com dois penaltis na ponta final da primeira parte. Nessa altura converteram-nos Talisca e Pizzi, tendo Jonas fechado o marcador final (3-0), já no segundo tempo.   - O último jogador do Benfica a marcar dois golos de penalti num jogo foi Cardozo, em 7 de Abril de 2014. O paraguaio bisou na segunda parte, num jogo de campeonato contra o Rio Ave, na Luz, que acabou com 4-0 para os da casa, depois de Rodrigo e Gaitán terem colocado o Benfica a ganhar por 2-0 ainda no primeiro tempo.   - Este foi o terceiro jogo do presente campeonato com mais de um penalti. Até aqui, Bruno Esteves tinha assinalado três no Académica-Sporting e Carlos Xistra marcara dois no Sp. Braga-Marítimo. No jogo de Coimbra, dois dos penaltis assinalados foram a favor dos leões, mas Adrien falhou um. NO de Braga, ambos favoreceram a equipa da casa, mas Rui Fonte falhou um deles. Foi, portanto, a primeira vez que uma equipa fez dois golos de penalti no mesmo jogo na presente Liga.   - Jonas passou a marca dos dez golos na época: tem neste momento onze. É a primeira vez desde que chegou à Europa, em 2011, que chega a este volume goleador antes do Natal.   - Júlio César manteve as redes do Benfica invioladas pela quarta partida seguida da Liga. Desde o golo de Bryan Ruiz, o último marcado pelo Sporting nos 3-0 com que os leões ganharam na Luz, a 25 de Outubro, o Benfica está há 369 minutos sem sofrer golos na Liga. É a melhor sequência desde Abril e Maio, quando os encarnados alinharam 482 minutos a zeros, entre um golo de Rafael Lopes, da Académica, e outro de Marega, do Marítimo.   - O Benfica igualou assim a performance defensiva das primeiras onze jornadas da época passada, com sete golos sofridos. E soma mais dois golos marcados: tem 27-7 contra os 25-7 de 2014/15.   - A Académica voltou a perder, oito jogos depois da última derrota. Ficou assim aquém dos dez jogos seguidos sem perder que alinhou entre Fevereiro e Abril, e que foram interrompidos precisamente no Estádio da Luz, contra o Benfica (1-5).   - Eliseu fez o 50º jogo com a camisola do Benfica. Destes 50, 36 foram na Liga portuguesa, oito na Liga dos Campeões, três na Taça da Liga, dois na Taça de Portugal e um na Supertaça. Marcou quatro golos, todos na época passada.
2015-12-05
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Último Passe

O ar de incredulidade na cara de Rui Costa depois do golaço de Renato Sanches pode até ter tido alguma coisa de encenado, de feito para as câmaras, mas acaba por pontuar aquilo que valeu verdadeiramente a pena na vitória do Benfica sobre a Académica. O miúdo tem pulmão, tem potência, tem velocidade, tem lata, até lhe falta um pouco de estatura – que já não vai ganhar – e de cultura tática – que essa, ganhá-la-á de certeza – mas mesmo assim já merece o estatuto de revelação benfiquista da época, à frente, por exemplo, de Nelson Semedo. O 3-0 final, que o Benfica começou a construir com dois penaltis de Jonas, numa exibição que não deslumbrou, valeu pelos três pontos, que pressionam FC Porto e Sporting, e pela constatação de que Renato começa a resolver os problemas que os encarnados vinham mostrando a meio-campo. Rui Vitória voltou a recorrer a Jonas, sempre com outro avançado a servir de referência – desta vez foi Mitroglou – mas recompôs o meio-campo de duas formas. Primeiro, abdicou de Gonçalo Guedes e manteve Pizzi, derivando Gaitán para a outra ala, o que dá à equipa outro tipo de soluções que não estão ao alcance do jovem extremo: o transmontano decide melhor, por exemplo, entre os momentos de abrir e de vir para dentro, ajudando ao preenchimento do corredor central. Depois, deu a posição de médio-ofensivo a Renato Sanches, que sem bola sai muito mais vezes para pressionar e com ela imprime ao jogo da equipa um ritmo mais intenso em relação àquilo que o Benfica fazia com qualquer outra dupla de médios anteriormente experimentada por Rui Vitória. Não é um jogador perfeito, precisa ainda de crescer, mas mesmo assim chega para mudar por completo o futebol do Benfica e para permitir que o 4x4x2 funcione sem problemas de maior. É verdade, ainda assim, que o Benfica viu o jogo resolver-se sem ter feito muito para isso. Os dois primeiros golos apareceram em momentos em que, mesmo tendo mais bola e domínio territorial, os encarnados esbarravam sempre na organização defensiva da Académica. Isso diz algo acerca da falta de inspiração atacante do bicampeão nacional, mas diz sobretudo do crescimento desta equipa da Académica. Exceção feita à ingenuidade no momento dos dois penaltis e à falta de soluções atacantes que mostrou em todo o jogo, esta Académica provou que não era por acaso que entrou na Luz depois de sete jogos seguidos sem perder. Se melhorar ofensivamente, a manutenção não deve ser grande problema.
2015-12-04
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Rui Vitória e Paulo Fonseca vão defrontar-se pela décima vez e o atual treinador do Benfica ainda não conseguiu ganhar uma única – ainda que um empate entre ambos tenha sido a gota de água que levou à sua saída do FC Porto. Ao todo, em nove jogos, registam-se cinco empates e quatro vitórias do atual técnico do Sp. Braga. E mesmo um desses empates acabou por ser favorável a Paulo Fonseca, que logo no primeiro confronto entre ambos levou o Desp. Aves, da II Liga, a eliminar o V. Guimarães da Taça de Portugal, com 3-2 nos penaltis depois de um empate a zero no final do prolongamento. Foi a 20 de Novembro de 2011 que os dois treinadores se defrontaram pela primeira vez. O Desp. Aves de Paulo Fonseca segurou o V. Guimarães no 0-0 durante 120 minutos e, depois, nos penaltis, Rui Faria deteve os pontapés de João Paulo, Barrientos e Nuno Assis, deixando o resultado em 3-2 para os avenses. Os dois só voltaram a encontrar-se em 2012/13, quando Paulo Fonseca chegou à I Liga, para ocupar a vaga deixada quase um ano antes por Rui Vitória em Paços de Ferreira. Nessa época, o Paços de Fonseca foi empatar a Guimarães (2-2) e venceu no Capital do Móvel (2-1). A excelente época feita no Paços de Ferreira valeu a Paulo Fonseca a chegada ao FC Porto, pelo qual defrontou o V. Guimarães de Rui Vitória em quatro ocasiões, na época de 2013/14. Logo a abrir, na Supertaça, os portistas impuseram-se por 3-0. Ganharam depois no Dragão, para a Liga, por 1-0, e foram vencer a Guimarães, na Taça de Portugal, por 2-0. Por fim, outra vez no Minho, o FC Porto ainda esteve a ganhar por 2-0, mas acabou por permitir o empate a dois golos. Foi a gota de água para Paulo Fonseca, que na sequência do jogo abandonou o comando técnico do FC Porto, que passou a ser orientado por Luís Castro. Paulo Fonseca deu então um passo atrás e regressou ao Paços de Ferreira, com o qual voltou a defrontar Rui Vitória por duas vezes, na época passada: empate a dois na Capital do Móvel e a uma bola em Guimarães.   - Em contrapartida, Paulo Fonseca só ganhou uma vez ao Benfica. Foi em Janeiro deste ano, que o Paços de Ferreira bateu os encarnados em casa, por 1-0, com um golo de penalti nos descontos. Antes disso somava cinco derrotas e apenas um empate, na Luz, na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal de 2012/13, depois de o Benfica já ter ganho em Paços de Ferreira por 2-0 no primeiro jogo.   - São mais divididos os desfechos de Rui Vitória contra o Sp. Braga: ganhou cinco vezes, empatou três e perdeu outras cinco. Em Braga, contudo, Vitória nunca ganhou pelo V. Guimarães: o melhor que conseguiu foi o empate a zero de Dezembro do ano passado. Venceu ali por duas vezes. Ambas em 2011, quando treinava o Paços de Ferreira: 3-2 para a Taça da Liga com um golo do atual benfiquista Pizzi e 2-1 para o campeonato graças a um autogolo do também agora benfiquista Sílvio.   - O Benfica marcou primeiro em oito dos últimos nove jogos com o Sp. Braga - o outro acabou empatado a zero – mas só ganhou cinco vezes, permitindo dois empates e duas vitórias aos minhotos.   - Jonas fez golos nos últimos dois jogos frente ao Sp. Braga. Aliás, marcou sempre que foi titular contra os bracarenses, pois na única vez que ficou em branco só entrou em campo a meia-hora do final, para o lugar de Samaris.   - Carcela e Gonçalo Guedes marcaram nas duas últimas jornadas da Liga, as vitórias do Benfica frente ao Tondela (4-0) e ao Boavista (2-0). Ambos procuram o terceiro jogo seguido a marcar.   - Kritciuk, guarda-redes que o Sp. Braga tem utilizado na Liga, não sofre golos desde 21 de Setembro, data dos 5-1 que os minhotos aplicaram ao Marítimo. Já leva 502 minutos de jogo sem ir buscar a bola ao fundo das redes, incluindo as visitas a Guimarães e ao Dragão. Tem a mais longa série de imbatibilidade em curso na atual Liga e a maior de um só guarda-redes na história do Sp. Braga desde que Eduardo esteve 586 minutos sem sofrer golos entre Dezembro de 2009 e Fevereiro de 2010.   - Luiz Carlos, médio do Sp. Braga, foi lançado na Liga por Rui Vitória, quando este treinava o Paços de Ferreira. Foi a 14 de Agosto de 2011 e o brasileiro entrou no último quarto-de-hora de um V. Setúbal-P. Ferreira que os pacenses perderam por 2-1.   - Sp. Braga e Benfica têm números muito semelhantes na Liga com Hugo Miguel a apitar. Os bracarenses ganharam 10 de 14 jogos (71%), tendo perdido dois (Nacional em 2012/13 e Sporting em 2014/15). Os benfiquistas, por seu lado, ganharam oito de 11 jogos (73%), perdendo apenas uma vez (E. Amadora, em 2008/09).   - Além disso, Hugo Miguel vai fazer o 100º jogo na Liga. A maioria (43%) acabou com vitória da equipa da casa, mas este juiz ainda não apitou um único jogo na presente Liga que desse “1” no Totobola. A última vez que isso lhe aconteceu foi no Moreirense-V. Guimarães da época passada (2-1), no qual saiu derrotada a equipa de Rui Vitória.
2015-11-29
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Um Sporting-Benfica a contar para a Taça de Portugal costuma ser sinónimo de espetáculo e de muitos golos. Os últimos três jogos entre ambos para esta prova produziram 21 golos, a uma média de sete por encontro. E é preciso recuar a 1986 para encontrar um zero parcial no marcador, quando o Benfica se impôs ao Sporting na Luz por 5-0, nos quartos-de-final. Desde então, quatro vitórias do Benfica (uma nos penaltis e outra no prolongamento) e duas do Sporting, mas sempre com ambas as equipas a marcar. Épicos têm sido os últimos confrontos na Taça de Portugal. Em Janeiro de 2005, na Luz, foi o Benfica quem levou a melhor, mas só nos penaltis, depois de um empate a três golos (bis de Geovani e um golo de Simão para as águias, a responderem aos tentos de Hugo Viana, Liedson e Paítopara os leões). Em Abril de 2008, em Alvalade, ganhou o Sporting por 5-3 (bis de Yannick, com golos adicionais de Liedson, Derlei e Vukcevic, a anularem o que chegou a ser uma vantagem de 2-0 dos encarnados, que marcaram por Rui Costa, Nuno Gomes e Rodríguez). Por fim, em Novembro de 2013, voltou a ser o Benfica a superiorizar-se, mas só no prolongamento, por 4-3 (decidiu um golo de Luisão, depois de um hat-trick de Cardozo ter sido anulado por Capel, Maurício e Slimani). O Benfica não ganha em Alvalade para a Taça de Portugal desde 1963. Na verdade, só ganhou por duas vezes no terreno do Sporting nesta competição, mas em ambas, como as eliminatórias eram a duas mãos, acabou afastado: em 1963, ao 1-0 de Alvalade responderam os leões com um 2-0 na Luz; e em 1945, depois de ganhar por 2-1 no Lumiar, perdeu por 3-2 no Campo Grande e outra vez por 1-0 no jogo de desempate.   - O Sporting segue com duas vitórias consecutivas no confronto direto com o Benfica (o 1-0 na Supertaça, no Algarve, e os 3-0 na Luz, para a Liga), algo que já não conseguia desde 2005/06, quando ganhou por 2-1 em Alvalade e por 3-1 na Luz, de ambas as vezes para a Liga. Por sua vez, o Benfica precisou de prolongamento numa das duas vitórias seguidas que obteve em 2013/14: 4-3 (após prolongamento) para a Taça de Portugal e 2-0 para a Liga, sempre na Luz. Se procurarmos duas vitórias seguidas em 90 minutos, também foi o Benfica que as obteve, em 2012/13: 3-1 em Alvalade e 2-0 na Luz, sempre para a Liga.   - Mais difícil é encontrar três vitórias seguidas da mesma equipa no dérbi. O último a consegui-lo foi também o Benfica, que aliás ganhou seis desafios consecutivos, entre Fevereiro de 2010 e Novembro de 2011 (dia 21, fará quatro anos no dia do jogo). Os encarnados começaram essa série com um 4-1 em Alvalade para a Taça da Liga, prosseguiram com duas vitórias por 2-0 na Luz para o campeonato, chegaram à quarta também para o campeonato, mas em Alvalade, e ainda ganharam mais duas vezes: 2-1 na Luz para a Taça da Liga e 1-0 em Alvalade para o campeonato. O Sporting não ganha três vezes seguidas ao Benfica desde 1994 e 1995: nessa altura, ganhou os dois jogos do campeonato de 1994/95 (2-0 e 2-1) e venceu a primeira, em Alvalade, de 1995/96 (2-0, em Outubro de 1995).   - Este será o 16º jogo entre Rui Vitória e Jorge Jesus. O atual treinador do Sporting soma, no confronto direto, 12 vitórias, um empate e duas derrotas, sendo que duas dessas vitórias lhe permitiram ganhar títulos: a Taça da Liga de 2011 (final entre Benfica e Paços de Ferreira) e a Supertaça de 2015 (já no Sporting, contra o Benfica). Um dos sucessos de Rui Vitória, obtido pelo V. Guimarães, contra o Benfica, também lhe permitiu levar para casa a Taça de Portugal de 2013.   - Jorge Jesus tem sido um papa-dérbis. Em 18 jogos (incluindo o da Taça de Honra da AF Lisboa de 2014/15) só perdeu dois e empatou quatro, ganhando os outros 12 (um deles após prolongamento).   - Rui Vitória ganhou na primeira vez que defrontou o Sporting. Foi a 20 de Outubro de 2007 e o treinador ribatejano dirigia o Fátima, que semanas antes fizera sensação ao afastar o FC Porto da edição inaugural da Taça da Liga. Contra os leões, o Fátima ganhou por 2-1 no Restelo, casa emprestada dos verde-brancos, e levou para a segunda mão uma vantagem que não foi capaz de segurar, pois perdeu em casa por 3-2.   - Por sua vez, Jesus foi goleado na primeira vez que levou uma equipa a defrontar o Benfica. Era treinador do Amora que, a 3 de Fevereiro de 1993, foi batido pelos encarnados na Luz por 5-0. E só ao sétimo jogo conseguiu não perder com os encarnados, quando o seu E. Amadora se impôs na Reboleira por 3-0 ao Benfica, a 27 de Fevereiro de 2000.   - Com nove golos em 14 jogos, Jonas está a viver o melhor arranque de época desde que chegou à Europa, há cinco anos. Se marcar ao Sporting, atingirá os dez golos em finais de Novembro, quando nunca lá tinha chegado antes da passagem de ano. A época passada, já no Benfica, foi aquela em que atingiu mais cedo a dezena, fazendo-o a 4 de Janeiro, na vitória por 3-0 frente ao Penafiel.   - Treze dos últimos 14 golos do Benfica ao Sporting nasceram na América do Sul. Desde 2012, Cardozo marcou seis, Gaitán fez dois, Luisão um, Jardel outro, Pérez mais um, Lima outro e Salvio o restante. A exceção é Markovic, que marcou em Alvalade no empate (1-1) para a Liga, em Agosto de 2013.   - O último golo português num dérbi de Lisboa foi marcado por André Martins, no jogo da Taça de Honra da AF Lisboa, em Agosto de 2014 que os leões ganharam por 1-0. Em competições nacionais, fê-lo Hélder Postiga, em 2 de Março de 2011, na derrota do Sporting na Luz (1-2), na meia-final da Taça da Liga. Pelo Benfica, o último português a marcar foi Nuno Gomes, a 16 de Abril de 2008, nos tais 5-3 do Sporting para a Taça de Portugal.   - Dos atuais jogadores leoninos, Slimani é quem mais golos fez ao Benfica: três, sempre na Luz. Um na recente vitória (3-0) para a Liga, outro no empate (1-1) na Liga anterior e o primeiro na eliminação leonina da Taça de Portugal (3-4), em Novembro de 2013. Slimani apresenta-se, além disso, num momento extraordinário, pois fez cinco golos nos últimos três jogos: quatro em dois desafios da seleção argelina frente à Tanzânia e outro na visita do Sporting a Arouca.   -O Sporting é o atual detentor da Taça de Portugal, depois de ter vencido o Sp. Braga, no desempate por penaltis, na final de Maio passado. Os leões não perdem nesta prova há oito jogos, precisamente desde a última vez que pelo caminho lhes apareceu o Benfica, em Novembro de 2013. Mesmo esse jogo foi perdido no prolongamento: nos 90 minutos, a última derrota do Sporting foi a final de 2012 (0-1 com a Académica).
2015-11-20
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Jonas, o melhor marcador da Liga, está a viver o melhor arranque de época desde que chegou à Europa, há cinco anos. Se marcar ao Boavista, atingirá os dez golos na temporada em inícios de Novembro, quando até aqui nunca lá chegara antes da passagem de ano. E olhando para o seu histórico recente é bem possível que marque: fez golos nos últimos dois jogos do Benfica, só não marcou em dois dos sete jogos feitos na Luz esta época, e esteve na lista dos goleadores na receção ao Boavista na última Liga. Até agora, Jonas soma nove golos, com três bis, a Estoril, Belenenses e Paços de Ferreira, todos na Luz. A esses seis soma mais dois golos a Moreirense e Galatasaray, também em casa, e um único em viagem, marcado ao Tondela em Aveiro. Se marcar ao Boavista, atinge a dezena de golos a 8 de Novembro, quando nunca lá tinha chegado antes do período festivo de Natal e Ano Novo. Na época passada, que acabou com 31 golos (mas na qual começou a jogar apenas em Outubro), atingiu o décimo golo em Penafiel (3-0) a 4 de Janeiro. Há dois anos, na que foi a mais fraca das suas épocas em Valência (dez golos apenas, no total), só marcou o décimo a 19 de Abril (1-1 em Pamplona com o Osasuna). Esteve melhor em 2012/13: acabou com 19 golos e fez o décimo a 23 de Fevereiro, num empate a duas bolas no terreno do Saragoça. E melhor ainda em 2011/12, que foi a sua temporada mais produtiva em Espanha (a segunda, como agora): terminou com os mesmos 19 golos mas chegou ao décimo a 12 de Fevereiro, nuns 4-0 em casa ao Sp. Gijón. A época de estreia foi a mais tímida, com a adaptação à Europa e o facto de ter chegado apenas em finais de Janeiro, vindo do Grêmio, a contribuírem para a ter acabado apenas com três golos no ativo. Jonas marcou, além disso, nos últimos dois jogos do Benfica, abrindo sempre o marcador. Fê-lo em Aveiro, na vitória por 4-0 sobre o Tondela, e depois na Luz, contra o Galatasaray, em jogo que acabou com 2-1 a favor dos encarnados. Vai à procura do terceiro jogo seguido a marcar, algo que não consegue desde Abril, quando bisou em três partidas consecutivas: Nacional (3-1), Académica (5-1) e Belenenses (2-0).   - Petit, atual treinador do Boavista, foi jogador do Benfica. Aliás, estava na última equipa do Benfica a perder com o Boavista, em Setembro de 2006 – e até foi expulso no último minuto desse jogo, pelo árbitro João Ferreira. Foi na segunda jornada da Liga de 2006/07, no Bessa, naquele que foi o primeiro jogo de Fernando Santos ao comando dos encarnados da prova. Os axadrezados ganharam por 3-0, com um bis de Linz e um terceiro golo de Kazmierczak.   - Luisão, capitão do Benfica, chegou a jogar na seleção do Brasil com Rivaldo, pai do jovem Rivaldinho, suplente do Boavista. Foi em 2003, ano de chegada de Luisão ao escrete e de saída de Rivaldo. A última vez que jogaram junto, aliás, foi no velho Estádio das Antas, numa derrota do Brasil contra Portugal (2-1), a 29 de Março de 2003.   - O Boavista não ganha em 90 minutos há seis jogos, desde que se impôs em Coimbra à Académica por 2-0, a 20 de Setembro. Desde então, na Liga, empatou com o Sporting e o Nacional e perdeu com Rio Ave e Marítimo, enquanto que nas Taças também obteve dois empates: 1-1com o Feirense (e derrota nos penaltis) na Taça da Liga e com o Loures (e vitória por 2-1 no prolongamento) na Taça de Portugal. Se não ganhar ao Benfica aumenta a série para sete jogos, a pior desde Fevereiro e Março, quando esteve precisamente sete jogos sem uma vitória.   - Essa vitória contra a Académica foi também a data do último golo marcado pelo Boavista na Liga: fê-lo Anderson Carvalho, aos 86 minutos. Desde então, os axadrezados seguem com 364 minutos sem fazer golos na competição, a mais longa série em curso na prova. Na época passada, o máximo que o Boavista esteve sem marcar golos foram 326 minutos, logo no arranque do campeonato.   - Philipe Sampaio estreou-se na Liga portuguesa a jogar contra o Benfica. O central brasileiro foi lançado como titular à segunda jornada na derrota frente aos encarnados, no Bessa, em Agosto do ano passado.   - O confronto entre Rui Vitória e Petit está absolutamente equilibrado. Os dois treinadores já se defrontaram três vezes, com uma vitória para cada lado e um empate, com a curiosidade de Rui Vitória ter beneficiado de um penalti em todos os jogos. Em Outubro do ano passado, o V. Guimarães de Rui Vitória ganhou ao Boavista de Petit por 3-0 na cidade berço (dois golos de Alvez e o tal penalti de André André), mas depois perdeu por 3-1 no Bessa em Março (Cech, Uchebo e Zé Manuel viraram depois de um penalti de Alex ter dado vantagem aos minhotos). Pelo meio, em Janeiro, as duas equipas empataram a dois golos, no Bessa, para a Taça da Liga: Pouga e Owusu marcaram pelo Boavista, Caiado e Ricardo Gomes (este de penalti) fizeram-no pelo V. Guimarães.   - A última vitória do Boavista na Luz já data de Março de 1999, mas foi por 3-0 (bis de Ayew e um terceiro de Luís Manuel). Desde então, o máximo que os axadrezados conseguiram foram quatro empates, o último dos quais a zero, em Fevereiro de 2007. Na época passada, a primeira depois do regresso do Boavista à I Liga, o Benfica ganhou os dois jogos sem sofrer golos: 1-0 no Bessa (marcou Eliseu) e 3-0 na Luz (golos de Lima, Maxi Pereira e Jonas).   - O Benfica ganhou todos os jogos que fez com Bruno Esteves a apitar na Liga, mas o Boavista também. A diferença é que os encarnados já o tiveram por oito vezes, enquanto os axadrezados só coincidiram com ele no relvado numa ocasião: o 1-0 à Académica no Bessa, na época passada. O Benfica soma oito vitórias e 20-4 em golos com este árbitro, tendo-o visto expulsar dois jogadores ao adversário nas duas últimas vezes que o apanhou: Haas num Sp. Braga-Benfica (1-2) de 2012/13 e Addy num V. Guimarães-Benfica (0-1) de 2013/14.
2015-11-07
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Talisca voltou a ser titular e o Benfica voltou a ganhar, o que continua a inverter a tendência da época passada. Esta época, na Liga, o brasileiro só foi titular em Aveiro frente ao Tondela e em casa face ao Belenenses: duas vitórias e 10-0 em golos. Na época passada, o Benfica não ganhou nenhum dos três jogos da segunda volta em que o baiano começou de início: 0-0 em casa com o FC Porto, 1-2 fora com o Rio Ave e 0-1 fora com o Paços de Ferreira.   - Gaitán fez, no primeiro golo do Benfica ante o Tondela, a sexta assistência em 20 golos do Benfica na Liga, o que lhe reforça a posição de melhor assistente do campeonato. O curioso é que as cinco anteriores beneficiaram cinco jogadores diferentes: Mitroglou, Nelson Semedo, Jiménez, Jonas e Gonçalo Guedes. Jonas foi o primeiro repetente.   - Berger marcou o segundo autogolo do Tondela nesta Liga e o seu primeiro em Portugal. O anterior autogolo do Tondela tinha sido da lavra de Bruno Nascimento e valera a derrota por 1-0 frente ao V. Guimarães. O Tondela é assim a equipa que mais autogolos fez na Liga, ao passo que o Benfica não beneficiava de um desde a nona jornada de 2013/14, quando Marcelo Goiano (Académica), fez o segundo golo de um 3-0 com que os encarnados ganharam à Académica. Faz amanhã, dia 1 de Novembro, dois anos.   - Jonas marcou o primeiro golo do Benfica fora do Estádio da Luz na Liga desde 2 de Maio, quando os encarnados ganharam por 5-0 em Barcelos ao Gil Vicente. Desde aí o Benfica tinha ficado em branco em Guimarães (0-0), em Aveiro contra o Arouca e no Dragão (ambos 0-1).   - Jonas interrompeu ainda uma série de três jogos sem golos, frente a Atlético Madrid, Galatasaray e Sporting, depois de ter bisado em casa frente ao Paços de Ferreira. O máximo que Jonas tinha ficado sem marcar tinham sido dois jogos seguidos, em duas ocasiões: Sp. Braga e Rio Ave em Outubro do ano passado e Académica e Belenenses em Novembro e Dezembro.   - André Almeida fez o 100º jogo com a camisola do Benfica, entrando aos 64 minutos para o lugar do estreante Clésio. Dos 100, 51 foram na Liga. No mesmo jogo, Rui Vitória estreou mais dois jogadores: o moçambicano Clésio e o júnior Renato Sanches.   - Este foi o quarto jogo de Rui Bento no Tondela, depois de ter substituído Vítor Paneira. O novo treinador continua à espera da primeira vitória, o que é inédito em todos os técnicos que comandaram a equipa beirã desde a subida à II Divisão B, em 2009.   - Além disso, o Tondela não ganha há oito jogos, desde a vitória por 1-0 frente ao Nacional, a 30 de Agosto. É também a mais longa série de jogos sem vitória do clube desde que subiu à II Divisão B. A anterior datava de Fevereiro e Março de 2013 e tinha incluído cinco derrotas seguidas entre vitórias sobre o Benfica B e o V. Guimarães B.
2015-10-31
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Último Passe

A jornada de hoje da Liga dos Campeões prova que é mais fácil a um treinador tirar o golo a um super-craque como Cristiano Ronaldo do que a outro transformar alguns jogadores pouco mais que banais em estrelas de dimensão galática. A derrota do Benfica em Istambul, por 2-1, com o Galatasaray, não adquire dimensão de drama, porque os três pontos conquistados em Madrid na ronda anterior permitem aos encarnados manter uma posição privilegiada, mas a equipa de Rui Vitória ficou a dever a si própria uma excelente oportunidade para deixar as contas do grupo praticamente encerradas. Tê-la-á de novo daqui a 15 dias, na Luz, nessa altura já sem a mesma margem de erro.A ideia que fica desta equipa do Benfica é a de que há ali material de primeira, mas que os pontos fracos estão à espreita atrás de todas as portas. Em Istambul, depois de um início de sonho, mais uma vez fruto da ligação entre Jonas e Gaitán, as duas maiores estrelas da equipa, os homens que a fazem subir de nível, a equipa do Benfica acumulou erros numa primeira parte em que deixou que o Galatasaray virasse o marcador  e, mesmo melhorando no segundo tempo, foi só graças à boa exibição de Júlio César (a sua terceira estrela) que evitou que o resultado assumisse contornos que podiam deixar sequelas para o derbi de domingo. Rui Vitória teve razão quando destacou que os detalhes ganham e perdem jogos a este nível: e se lhe tinham ganho o desafio de Madrid, perderam-lhe o de Istambul.O treinador do Benfica tem matéria prima para ir em busca do sonho de construir uma boa equipa. Tem de manter o rumo, a aposta no crescimento da juventude que tem ao dispor (e os 11-1 dos sub-20 na UEFA Youth League deixam-lhe as melhores perspectivas) mas iludem-se os que pensam que já tem essa equipa feita. As grandes equipas levam tempo a construir. Muito mais do que aquele que é preciso para as demolir. Mas isso é conversa para outro dia.
2015-10-21
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O Benfica ganhou nas últimas quatro visitas à Madeira, não perdendo ali desde que caiu aos pés do Marítimo na abertura da Liga de 2013/14. Rui Vitória, por sua vez, não tem sido feliz na sequência das viagens à Pérola do Atlântico, onde não ganhou nenhum dos derradeiros oito jogos. A sua última vitória – e única na Madeira ao serviço do V. Guimarães – aconteceu há quatro anos, quando bateu o Nacional por 4-1 em partida da Liga, precisamente no Estádio da Madeira (Choupana), onde vai agora disputar-se o U. Madeira-Benfica. Ainda assim, a conquista mais importante na carreira do atual treinador encarnado passou pelo Funchal: empatou ali com o Marítimo nos oitavos-de-final da Taça de Portugal de 2012/13, qualificou-se no desempate por grandes penalidades e acabou por vencer a prova, na final, contra… o Benfica. Ora é precisamente o Benfica que tem transformado as viagens à Madeira numa limpeza. Depois da derrota frente ao Marítimo, a 18 de Agosto de 2013, na primeira jornada da Liga de 2013/14 (2-1, com golos de Derley e Sami para os verde-rubros e de Rodrigo para as águias), os encarnados ganharam sempre no Funchal. Ainda nessa época, impuseram-se por duas vezes ao Nacional (1-0 para a Taça da Liga e 4-2 para o campeonato). Na temporada passada, sempre a contar para o campeonato, venceram o Nacional por 2-1 e o Marítimo por 4-0, com um nome comum a ambas as fichas de goleadores: o do agora lesionado Salvio. Já Rui Vitória tem tido mais problemas com os voos até ao Funchal. Ao comando do V. Guimarães só lá ganhou uma vez, ainda que possa apresentar como bom auspício o facto de ter sido logo a primeira (como é agora a primeira que ali leva o Benfica) e na primeira vez que orientou a equipa minhota. Manuel Machado saiu após a derrota em casa com o FC Porto (0-1), na primeira jornada da Liga de 2011/12, Basílio Marques orientou a equipa nos 0-3 com o Beira Mar e nem chegou a aquecer o lugar, de modo que Rui Vitória saltou do banco do Paços de Ferreira para o do mais ambicioso V. Guimarães. No jogo de estreia, à terceira jornada, já ganhava por 2-0 ao intervalo, acabando por se impor por 4-1 (marcaram N’Diaye, Toscano e Edgar, este por duas vezes). Aquela foi, porém, a única vitória do atual treinador benfiquista no Funchal. Depois disso, na mesma temporada, ainda perdeu (2-1) com o Marítimo. Nos restantes seis jogos que lá fez para a Liga, empatou duas vezes com o Nacional na Choupana (1-1 em 2013/14 e 2-2 na época passada) e perdeu nas outras quatro ocasiões (2-1 com o Nacional em 2012/13 e todos os jogos nos Barreiros com o Marítimo: 1-0 em 2012/13, 2-1 em 2013/14 e 4-0 em 2014/15). A Madeira está, ainda assim, ligada à conquista da Taça de Portugal, que obteve pelo V. Guimarães em 2012/13. A 2 de Dezembro de 2012, empatou nos Barreiros com o Marítimo a uma bola (Ricardo igualou após um primeiro golo de Fidelis), acabando por se qualificar no desempate por grandes penalidades, numa noite mágica de Douglas, que defendeu dois pontapés dos onze metros. Chegou à final, onde venceu o Benfica, mas ainda há-de lembrar-se que nunca como nesse dia esteve tão perto de soçobrar: aquele foi o único dos sete jogos da caminhada que o V. Guimarães não venceu.   - O Benfica tem o melhor marcador da Liga (Jonas, com sete golos), mas também o melhor assistente, que é Gaitán, com cinco passes decisivos (mais um na Liga dos Campeões). A equipa de Rui Vitória é ainda a que mais remata na prova: soma 114 remates, a uma média de 19 por jogo.   - Em contrapartida, o U. Madeira tem uma das melhores defesas do campeonato (só quatro golos sofridos, a par de Benfica, FC Porto, Sp. Braga e Sporting), sendo ainda aquela que aguenta mais remates sem sofrer um golo. Os quatro golos sofridos pela equipa de Luís Norton de Matos nasceram de 83 remates, a uma média de um golo a cada 20,8 tentativas. A segunda melhor média da Liga é a do Arouca (um golo por cada 16,3 remates).   - Gaitán fez o primeiro jogo pelo Benfica na Liga na Choupana, o estádio do Nacional que servirá de casa emprestada à U. Madeira para receber o Benfica. Não tem boas memórias dessa noite, porém. Foi a 21 de Agosto de 2010, o argentino saiu aos 65’, com o Benfica a perder por 2-0 com o Nacional. Ainda viu Carlos Martins reduzir para 2-1, mas a derrota acabou por marcar-lhe a estreia.   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira, fez uma época no Benfica B (na qual lançou Lindelof, jogador do atual plantel encarnado), mas nunca defrontou o Benfica na carreira de treinador. O mais perto que esteve de o fazer foi em 2005, época que iniciou com o V. Setúbal. Conduziu os sadinos até à 15ª jornada, quando se demitiu, alegando salários em atraso, deixando a equipa num excelente terceiro lugar. Na 16ª jornada, o V. Setúbal defrontou o Benfica, perdendo por 1-0.   - Se jogar, como tudo indica que pode acontecer, Luisão ultrapassa o malogrado guarda-redes Bento como sexto jogador com mais jogos na história do Benfica. Luisão e Bento têm ambos 465 jogos de águia ao peito, sendo que à frente de ambos só se encontram Sheu (487), Humberto Coelho (498), Coluna (525), Veloso (538) e Nené (575).   - Jonas e Lisandro López completam na segunda-feira, um dia depois do jogo, um ano sobre a estreia pelo Benfica na Liga. Ambos abriram a conta a 5 de Outubro de 2014 nos 4-0 com que o Benfica ganhou ao Arouca.   - André Moreira, jovem guarda-redes do U. Madeira, é dono da mais longa série de minutos sem sofrer golos na atual Liga. Foram 361 minutos entre o golo de Soares (Nacional), na segunda jornada, e o marcado por Leo Bonatini (Estoril) no último domingo.   - O União da Madeira perdeu todos os dez jogos que fez com o Benfica na Liga e só marcou quatro golos, todos eles na Luz. Em casa, ficou sempre em branco. A exceção a esta regra válida para a Liga foi uma partida da Taça de Portugal, em Dezembro de 1993, que acabou empatada a uma bola, no Estádio dos Barreiros. No prolongamento, porém, o Benfica impôs-se por 5-1.   - O Benfica continua sem marcar um golo em provas nacionais fora do Estádio da Luz desde 29 de Maio de 2015, quando ganhou por 2-1 na final da Taça da Liga, em Coimbra, a uma equipa madeirense: o Marítimo. Para o campeonato, o último golo fora aconteceu a 2 de Maio, em Barcelos, nos 5-0 ao Gil Vicente. Depois disso, o Benfica já empatou (0-0) com o V. Guimarães e perdeu (sempre 1-0) com Arouca e FC Porto   - Cosme Machado, que será o árbitro do U. Madeira-Benfica, expulsou um jogador nos últimos três jogos que dirigiu na Liga, dois deles esta época. O setubalense Fábio Pacheco (na visita à Académica) e o estorilista Diego Carlos (em Tondela) foram tomar duche mais cedo, ambos por acumulação de cartões amarelos.
2015-10-02
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Apesar de viverem momentos de forma radicalmente opostos, Jackson Martínez e Jonas, na teoria os goleadores mais temíveis de Atlético Madrid e Benfica, sabem bem o que é defrontar o adversário que terão pela frente na segunda jornada da Liga dos Campeões, pois ambos têm experiência na Liga da equipa que agora vão defrontar. Jonas marcou dois golos em oito jogos pelo Valência contra o Atlético de Madrid, enquanto Jackson fez três em nove partidas pelo FC Porto contra o Benfica. Jackson enfrenta uma seca goleadora que já dura desde 30 de Agosto, quando marcou o terceiro dos três golos com que o Atlético se impôs fora ao Sevilha (3-0). Desde então foram 216 minutos de jogo sem qualquer golo, repartidos por seis jogos: os 5’ finais desse em Sevilha, mais partidas com o Barcelona, o Galatasaray, o Eibar, o Getafe e o Villarreal. A partida no El Madrigal, aliás, é simbólica do que tem sido este arranque de época de Jackson em Madrid: saiu ao intervalo, para dar lugar a Fernando Torres. Até aqui, Jackson, que raramente perdia um minuto no FC Porto, ainda não fez um jogo completo – em sete desafios, foi quatro vezes substituído e saltou do banco para o relvado no decurso das partidas nas outras três ocasiões. Contra o Benfica, Jackson fez nove jogos, sempre completos, marcando três golos, o último dos quais a 10 de Maio de 2014, na vitória portista por 2-1, no Dragão, com que se encerrou esse campeonato. Depois disso, ficou em branco nas partidas da Liga passada: 0-2 no Dragão e 0-0 na Luz. Antes, já tinha marcado no primeiro clássico (empate a dois golos na Luz, em 2012/13) e numa vitória por 1-0 no Dragão, a contar para uma meia-final da Taça de Portugal de 2013/14, que os encarnados depois acabaram por reverter com um 3-1 na Luz. Ao todo, três golos em nove jogos, nos quais soma três vitórias, três empates e outras tantas derrotas, com a curiosa particularidade de nunca ter repetido o mesmo desfecho em partidas consecutivas. Já Jonas enfrentou o Atlético de Madrid por oito ocasiões com a camisola do Valência, marcando dois golos, o último dos quais a valer um empate (1-1) no Vicente Calderón, na Liga, a 31 de Março de 2013. Antes já tinha marcado numa derrota no mesmo palco (4-2) a contar para a meia-final da Liga Europa de 2011/12 e depois ficou em branco nas duas partidas da última época em Espanha: duas derrotas, por 3-0 em Madrid e 1-0 em Valência. Aliás, é curioso que, tendo Jonas perdido quatro, ganho dois e empatado dois dos oito jogos com o Atlético, esses resultados tenham vindo das duas vezes numa série repetida: vitória-empate-derrota-derrota. A cumprir-se a repetição, é hora de vitória. Essa curiosidade não é tanto uma razão de esperança para os benfiquistas como o momento atual do ponta-de-lança brasileiro, que leva sete golos em oito jogos esta época. Com um senão: foram todos marcados no Estádio da Luz.   - O Benfica ganhou as suas duas Taças dos Campeões Europeus contra equipas espanholas (Barcelona, 3-2, em 1961 e Real Madrid, 5-3, em 1962), mas viu recentemente os espanhóis transformarem-se na sua besta negra. Os encarnados não ganham a uma equipa espanhola há precisamente 33 anos. A última vitória ocorreu a 29 de Setembro de 1982, quando bateram o Betis em Sevilha por 2-1, na segunda mão da primeira eliminatória da Taça UEFA. E não é que tenham deixado de defrontar espanhóis. Desde essa altura fizeram 15 jogos, com sete empates e oito derrotas: Barcelona (0-0 e 1-2 em 1991/92), Celta Vigo (0-7 e 1-1 em 1999/00), Villarreal (1-1 e 0-1 em 2005/06), outra vez Barcelona (0-0 e 0-2 em 2005/06), Espanyol (2-3 e 0-0 em 2006/07), Getafe (1-2 e 0-1 em 2007/08), ainda mais uma vez Barcelona (0-2 e 0-0 em 2012/13) e Sevilha (0-0 em 2013/14).   - Em contrapartida, o Atlético Madrid tem sido feliz no confronto com portugueses. Em 18 jogos, os colchoneros ganharam nove (cinco dos últimos seis), empataram cinco e só perderam quatro, o último dos quais em Coimbra, frente à Académica, em Novembro de 2012 (2-0, na fase de grupos da Liga Europa). Em Madrid, a última equipa portuguesa a pontuar foi o Sporting (0-0, em 2009/10) e a última a vencer foi o FC Porto (3-0, na mesma época).   - O Benfica ainda não marcou um único golo fora da Luz esta época, tendo perdido todas as deslocações pelo mesmo resultado: 1-0. Foi assim na Supertaça, com o Sporting, no Algarve, mas também nas partidas com o Arouca (em Aveiro) e o FC Porto (no Dragão). O último golo marcado pelo Benfica fora da Luz foi obtido por Ola John, a 29 de Maio, em Coimbra, na final da Taça da Liga, ganha por 2-1 ao Marítimo.   - Nas provas europeias, o Benfica não ganha fora de Portugal desde 3 de Abril de 2014, quando bateu o AZ em Alkmaar por 1-0, graças a um golo de Salvio, nos quartos-de-final da Liga Europa. Depois disso, empatou a zero com a Juventus em Turim, voltou a empatar a zero com o Sevilha (no mesmo estádio), perdeu em Leverkusen por 3-1 (outro golo de Salvio), empatou a zero no Mónaco e perdeu por 1-0 em S. Petersburgo com o Zenit.   - Já o Atlético não sofre um golo em casa nas provas europeias desde 11 de Março de 2014, quando ali ganhou ao Milan por 4-1 (marcou Kaká pelos italianos). Depois desse dia, ganhou por 1-0 ao Barcelona, empatou a zero com o Chelsea, venceu Juventus (1-0), Malmö (5-0), Olympiakos (4-0) e Leverkusen (1-0) e empatou sem golos com o Real Madrid. - Fernando Torres, avançado do Atlético, marcou ao Benfica na final da Liga Europa de 2013, ajudando o Chelsea a vencer por 2-1. Mas ficou em branco nos dois encontros da equipa londrina frente aos benfiquistas nos quartos-de-final da Champions de 2012.   - Há vários jogadores com ligação aos dois clubes neste desafio. Os benfiquistas Jiménez, Salvio, Pizzi e Sílvio já representaram o Atlético de Madrid, ao passo que os colchoneros Oblak, Siqueira e Tiago já vestiram a camisola do Benfica.    
2015-09-29
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Gonçalo Guedes fez o primeiro golo com a camisola do Benfica, ao 16º jogo oficial, a vitória por 3-0 frente ao Paços de Ferreira. Tornou-se assim o mais jovem marcador da história dos encarnados desde que o norte-americano Freddy Adu marcou o golo do empate (1-1) na Amadora, num jogo frente ao Estrela que contava para a Taça da Liga, oito anos exatos antes do golo do jovem de Benavente. Gonçalo Guedes fez o golo ao Paços de Ferreira a 26 de Setembro de 2015, a dois dias de completar 18 anos e dez meses; Adu tinha-se estreado a marcar pelo Benfica também a 26 de Setembro, mas de 2007, com 18 anos e três meses de idade. Mesmo se contarmos apenas jogos da Liga, Gonçalo Guedes não bate a idade de Adu à data do primeiro golo: fê-lo a 28 de Outubro de 2007, numa vitória por 2-1 sobre o Marítimo, com 18 anos e quatro meses.   - Ao assistir Gonçalo Guedes para o 2-0, o argentino Gaitán mantém-se como melhor assistente da Liga, com cinco passes para golo (antes tinha feito os passes para golos de Mitroglou e Nelson Semedo ao Estoril e Jiménez e Jonas ao Moreirense). O segundo melhor assistente da Liga é Gonçalo Guedes, com quatro passes para golo: Jonas e Talisca ao Belenenses, mais dois para Jonas ao Paços de Ferreira.   - A vitória sobre o Paços de Ferreira permitiu a Rui Vitória chegar pela primeira vez ao fim de um jogo contra uma ex-equipa na Liga sem sofrer golos. Até aqui tinha encaixado doze em oito jogos, nunca mantendo a baliza a zeros.   - Jonas segue com sete golos em seis jornadas da Liga, com uma média superior a um golo por jogo. O último jogador a consegui-lo à sexta jornada tinha sido Montero (Sporting, em 2013/14). No Benfica ninguém tinha uma marca assim desde Cardozo, em 2009/10.   - Jonas vai ainda com seis jogos consecutivos a marcar em casa, na Liga. Ficou em branco contra o FC Porto (0-0), em finais de Abril, mas depois marcou ao Penafiel (um golo nos 4-0), ao Marítimo (dois nos 4-1) e, já esta época, ao Estoril (dois nos 4-0), ao Moreirense (um nos 3-2), ao Belenenses (dois nos 6-0) e agora ao Paços de Ferreira (dois nos 3-0).   - Luisão completou o 465º jogo pelo Benfica, igualando Manuel Bento como o sexto homem com mais partidas pelos encarnados em toda a prova. À frente dele só estão agora Nené (575 jogos), Veloso (538), Coluna (525), Humberto Coelho (498) e Shéu (487).   - O guarda-redes Marafona vai com 40 jogos completos consecutivos no campeonato. Entre a Liga anterior, que fez no Moreirense, e a atual, no Paços de Ferreira, são 3600 minutos sem falhar um, o que faz dele o jogador há mais tempo consecutivo em atividade na prova.   - O Paços de Ferreira sofreu a segunda chapa 3 consecutiva na Liga, depois de ter perdido em casa com o Rio Ave por 3-0. Algo que não acontecia aos pacenses desde Dezembro de 2013, quando depois de perderem em Alvalade com o Sporting por 4-0 foram batidos em casa pelo Estoril por 3-0.
2015-09-27
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Último Passe

A vitória clara do Benfica sobre o Paços de Ferreira (3-0) e o empate do Sporting com o Boavista (0-0) permitiram que os três primeiros ficassem mais juntos no topo da tabela e que a Liga reencontrasse os seus equilíbrios naturais. O Benfica não jogou uma maravilha, mas teve a fazer a diferença aquilo que ao Sporting vem faltando: talento. Contudo, houve mais do que isso.A forma mais evidente de separar o que fez o Benfica do que fez o Sporting é o recurso ao primeiro golo de Jonas, uma obra de arte inventada quase a solo pelo goleador brasileiro. Até aí, o Paços tinha mostrado qualidade na saída de bola e na organização defensiva e ameaçava complicar muito a tarde aos encarnados. Depois disso, até dividiu o jogo, ameaçou chegar ao empate, mas acabou vitimado por mais um lance onde o talento fez a diferença: Gaitán foi para cima de João Góis, ultrapassou-o e deu o golo a Gonçalo Guedes.Outra forma, mais rebuscada, de perceber a diferença é comparar o contributo dado no Benfica por Gonçalo Guedes com o que ofereceu a nova coqueluche dos leões, o jovem Gelson. Gonçalo é um jogador direto, reitilíneo, que fez um golo e assistiu Jonas para mais dois. Gelson mostra criatividade e técnica de drible mas uma compreensão muito menor do que exige o jogo de equipa. Até admito que Jesus tenha razão quando diz que Gelson é o jovem mais talentoso que alguma vez lhe passou pelas mãos, mas a verdade é que ele vai passando pelos jogos sem lhes deixar a sua marca, ao contrário do que faz Gonçalo, a quem o mesmo Jesus na época passada deu tão pouco tempo no onze.De onde se chega à terceira forma de separar o que fez o Benfica daquilo que fez o Sporting. É que Gonçalo não jogava no Benfica de Jesus porque havia Salvio e Gelson joga no Sporting porque deixou de haver Carrillo. E sem Carrillo, os leões têm sentido grandes dificuldades para mudar a velocidade do seu jogo ofensivo e para penetrar em defesas tão cerradas como a que o Boavista apresentou. Com duas linhas muito juntas, os axadrezados roubaram o espaço à entradxa da área que serve de destino habitual às diagonais dos alas leoninos e até às desmarcações de apoio do segundo avançdo. E sem essas duas armas, o ataque do Sporting passa a depender em excesso da entrega de Slimani. Que no Bessa, claramente, não chegou.
2015-09-27
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Rui Vitória vai defrontar a equipa pela qual se estreou na Liga portuguesa, há cinco anos, mas na qual passou apenas uma época, saindo no início da segunda para se ocupar do V. Guimarães. Ora o histórico do treinador do Benfica nem tem sido particularmente feliz frente a ex-equipas: ganhou apenas três dos oito jogos contra o Paços de Ferreira, dois dos quais fora de casa. Em Guimarães a única vitória foi em Abril de 2012. Há duas ilações a tirar deste histórico. A primeira é que nos oito jogos de Vitória contra uma ex-equipa sua, o ataque foi a tónica dominante: não houve um único zero de nenhuma das equipas, pois ambas marcaram sempre. E a segunda é que Rui Vitória se sente melhor como visitante a um estádio onde já foi feliz do que como anfitrião das suas ex-equipas: tem uma vitória, dois empates e uma derrota nos jogos com o Paços em Guimarães e duas vitórias, um empate e uma derrota nas visitas ao Estádio Capital do Móvel. O melhor resultado, aliás, obteve-o em Paços de Ferreira. Foi uma vitória por 5-1 logo em Novembro de 2011, com hat-trick de Edgar, que era o ponta-de-lança desse V. Guimarães. Essa primeira época – que, recorde-se, Vitória ainda começou em Paços de Ferreira, tendo por isso amplo conhecimento do adversário – foi a melhor no confronto com a ex-equipa, tendo o atual técnico do Benfica obtido duas vitórias, por 3-e e 5-1. Em 2012/13 perdeu em Paços de Ferreira por 2-1 e empatou em Guimarães a dois golos. Em 2013/14 ganhou em Paços (3-1), mas perdeu em casa (1-2). E na época passada ambos os jogos redundaram em empates: 1-1 em Guimarães e 2-2 em Paços de Ferreira.   - Na sua ainda curta carreira como treinador de top, Jorge Simão já defrontou os três grandes e só perdeu com o Benfica. Ainda dirigia o Belenenses quando foi batido em casa (0-2) pelos encarnados, na ponta final da época passada. Foi ainda no Restelo que impôs um empate (1-1) ao FC Porto, dando o bi-campeonato ao Benfica. E já esta época trouxe o Paços de Ferreira a empatar em Alvalade com o Sporting (1-1).   - Aliás, Simão tem quatro derrotas 14 jogos na Liga e só uma delas foi fora de casa, o que faz dele um especialista em viagens. Perdeu no Bessa no seu jogo de estreia (1-0 com o Boavista, a 22 de Março) ao serviço do Belenenses, e depois só voltou a perder em casa, com Benfica, Rio Ave (ambos ainda no Belenenses) e agora outra vez Rio Ave (já no Paços de Ferreira). Fora de casa, vai com uma série de seis jogos sem perder, com três vitórias e três empates.   - O Benfica ganhou os quatro jogos que fez esta época na Luz e marca sempre golos nos jogos em casa há seis jogos consecutivos, desde o empate a zero com o FC Porto, em finais de Abril. Nesses seis jogos, Jonas fez golos em todos menos no último, os 2-0 ao Astana: nos outros cinco marcou por oito vezes, com três bis.   - Luisão é o único jogador disponível para Rui Vitória que já marcou golos ao Paços de Ferreira na Luz. Todos os outros ou já saíram (Maxi, Enzo Pérez, Garay, Cardozo, Saviola, Nolito, Aimar…) ou estão lesionados (Salvio). Do outro lado, Cícero, que ainda começou a época no Paços mas entretanto saiu para o Samsunspor, da Turquia, era o único a já ter festejado um golo nas balizas da Luz com a camisola amarela dos castores.   - Fejsa jogou pela primeira vez com a camisola do Benfica contra o Paços de Ferreira. Foi a 14 de Setembro de 2013 que Jorge Jesus o lançou, ainda na primeira parte, no lugar de Ruben Amorim. O Benfica já ganhava por 2-0 e acabou por vencer esse jogo por 3-1.   - Talisca já tinha jogado pelo Benfica na Supertaça, contra o Rio Ave, mas estreou-se na Liga frente ao Paços de Ferreira, em partida da primeira jornada da época passada, a 17 de Agosto. Foi titular na vitória por 2-0, tendo saído aos 74 minutos, já com o jogo resolvido. Esse foi também o jogo de estreia na Liga portuguesa para Rafael Defendi, atual guarda-redes suplente dos pacenses.   - O Paços de Ferreira só ganhou uma vez na Luz, mas já foi há 14 anos e meio. Dois golos de Rafael e um de Leonardo permitiram uma vitória por 3-2 da equipa de José Mota sobre a dirigida por Toni, em Março de 2001. O Benfica venceu todos os jogos na Luz para a Liga desde o regresso do Paços à divisão mais importante, em 2005, cedendo apenas um empate de todo irrelevante na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, em Abril de 2013, depois de ter ganho a primeira partida na Mata Real.   - O Paços de Ferreira, de qualquer modo, vem com três visitas consecutivas a Lisboa sem perder. Já esta época, empatou com o Sporting em Alvalade e, na anterior, depois de perder na Luz com o Benfica por 2-0, foi empatar a Alvalade com o Sporting (1-1) e ganhou no Restelo ao Belenenses (1-0).   - O último confronto entre Paços de Ferreira e Benfica, porém, acabou com vitória dos pacenses. Foi na Mata Real, em Janeiro, e um penalti cometido por Eliseu permitiu a Sérgio Oliveira fazer, já em tempo de compensação, o golo da vitória da equipa da casa (1-0).   - O Benfica continua a ser a equipa mais rematadora da Liga, com 97 remates (19,4 por jogo), mas o Paços de Ferreira é uma das que melhor se defende e menos remates permite: 45, apenas nove por jogo, no que só é suplantado por Sp. Braga (5,6), Benfica (6,6), Sporting (7,2) e FC Porto (7,6).   - O Paços de Ferreira nunca ganhou com Rui Costa a apitar. Soma duas derrotas e três empates, ainda que um deles tenha sido feliz, pois aconteceu frente ao FC Porto no Dragão. Quanto ao Benfica, ganhou 14 dos 17 jogos com este árbitro, sendo mesmo a equipa da Liga com maior percentagem de vitórias com ele a dirigir jogos: 82 por cento, contra 80% do FC Porto. A última vitória dos encarnados com Rui Costa foi no Restelo, na época passada, contra o Belenenses de… Jorge Simão.
2015-09-25
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Último Passe

Onze minutos chegaram para reduzir a escombros o que tinha sido meio jogo de apatia e indiferença. Quando os seus jogadores finalmente se consciencializaram que para atacar é preciso moverem-se, saírem das posições, de forma a abrir a organização de quem defende, Gaitán abriu o livro e o Benfica resolveu o problema que lhe estava a ser colocado pelo Astana. Onze minutos depois, Mitroglou fechou o resultado. A vitória por 2-0 com que os encarnados resolveram a primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões foi justa, mas dela resultam tanto sinais de satisfação como de preocupação. De satisfação porque há ali gente muito forte do ponto de vista individual, gente capaz de desequilibrar; de preocupação porque não fico com a certeza que o estatismo da primeira parte não seja mais programático ou estratégico do que fruto de um dia mau. O Benfica começou o jogo num 4x1x3x2 clássico e com saída de bola quase sempre feita pelas laterais. Tinha dois extremos (Gonçalo Guedes e Gaitán) cuja obsessão pela largura ficou bem à vista no momento do pontapé de saída, com cada um encostado à sua linha lateral. Tinha dois pontas-de-lança (Mitroglou e Jonas) muito metidos no corredor central e raramente procurando movimentos em direção aos médios ou aos extremos. E tinha dois médios-centro (Samaris e Talisca) que ou tinham bola e uma cortina de jogadores adversários à frente (e Talisca é inútil nesse tipo de futebol) ou viam o jogo de lado, sem conseguirem cobrir toda a extensão de campo que ia de um ala ao outro para deles se aproximarem. O 4x1x3x2 da primeira parte não só parecia demasiado rígido, como desprezava o fundamental deste esquema táctico – a profundidade dada ao jogo atacante pelos laterais. Como estavam sempre na saída de bola e a dirigiam ao extremo do seu lado, mas a este não eram dadas opções de passe pelos médios centro ou pelos avançados, os laterais não podiam dobrar os extremos em busca de profundidade ou fazer movimentos interiores, com receio que o momento de transição defensiva os apanhasse fora do lugar. Resultado: primeira parte lenta do Benfica (não é possível correr depressa se não se tem para onde) e confortável para o Astana, que nesse período foi mesmo capaz de dividir o jogo. A segunda parte foi diferente. Mitroglou procurou mais os corredores laterais e numa dessas movimentações criou condições para a aceleração de Gaitán que deu o 1-0: notável a forma como, com bola, o argentino conseguiu ser mais rápido que os três adversários que estavam na sua zona. Jonas fez mais desmarcações de apoio para o espaço entre as linhas defensiva e de meio-campo do Astana e numa delas lançou Eliseu no bico da área, para que este pudesse oferecer o 2-0 a Mitroglou. Aquilo que a segunda parte mostrou aos jogadores do Benfica é que é preciso correr, mas com noção exata de que se corre para criar um desequilíbrio. Se assim for – como foi depois do intervalo – as coisas podem correr muito melhor. Se a ideia for pura e simplesmente correr em frente, então mais vale estarem quietinhos.
2015-09-15
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Muitos benfiquistas ligam o desastre que foi a presença encarnada na Liga dos Campeões da época passada à impossibilidade de utilizar Jonas, que chegou depois de fecharem as inscrições para a fase de grupos. E, além de se ter dado bem na Liga dos Campeões quando representava o Valencia, Jonas vai com cinco jogos seguidos na Luz sempre a marcar golos. É nele que se se centram as esperanças encarnadas quando a equipa receber o Astana para a abertura da temporada europeia. A forma caseira de Jonas tem sido determinante para um Benfica implacável nos jogos na Luz. Desde o empate com o FC Porto (0-0) a 26 de Abril, os encarnados marcaram sempre pelo menos três golos como visitados: 4-0 ao Penafiel, 4-1 ao Marítimo, 4-0 ao Estoril, 3-2 ao Moreirense e agora 6-0 ao Belenenses. Jonas marcou em todos esses jogos: um ao Penafiel, dois ao Marítimo, outros dois ao Estoril, um ao Moreirense e mais dois ao Belenenses. Ficam os benfiquistas à espera que ele meta a sexta no desafio com o Astana. Até porque este conta para uma competição onde o brasileiro tem sido feliz. Ao todo, Jonas tem oito golos em 14 jogos para a Liga dos Campeões, tendo mesmo marcado na despedida, a 6 de Março de 2013, no empate (1-1) frente ao Paris St. Germain, que deixou os espanhóis fora de competição, nos oitavos-de-final. Além desse golo, Jonas fez ainda três ao Lille, um ao Bate Borisov (sempre em 12/13), dois ao Leverkusen e um ao Genk (estes em 11/12). Em 2014/15 não jogou competições europeias, fruto do quarto lugar do Benfica na fase de grupos da Liga dos Campeões, e em 2013/14 andou pela Liga Europa com o Valência, mas sem o mesmo rendimento: ao todo, em duas épocas a jogar a segunda competição da UEFA, marcou apenas duas vezes em 16 jogos.   - Jonas não é, ainda assim, o jogador do Benfica com mais golos na Liga dos Campeões. Aos oito do brasileiro responde o grego Kostas Mitroglou com 13, todos ao serviço do Olympiakos. Aliás, também Mitroglou marcou no último jogo que fez para esta competição: a vitória por 4-2 sobre o Malmö, em Dezembro do ano passado, que permitiu à equipa grega seguir para a Liga Europa. E se Jonas não fez mais do que bisar, numa circunstância, Mitroglou pode gabar-se de ter feito um hat-trick na Champions: foi a 2 de Outubro de 2013 que obteve todos os golos na vitória do Olympiakos por 3-0 frente ao Anderlecht em Bruxelas, desde logo deixando o Benfica (que fazia parte desse grupo) em maus lençóis.   - O Astana é a primeira equipa do Cazaquistão a jogar a Liga dos Campeões. Chegou aqui depois de eliminar os campeões da Eslovénia (Maribor), da Finlândia (HJK Helsínquia) e de Chipre (Apoel Nicosia). A equipa cazaque nunca ganhou fora, mas empatou dois dos três jogos que fez como visitante: 0-0 em Helsínquia e 1-1 em Nicosia.   - Stanimir Stoilov, treinador do Astana, jogou durante duas épocas no Campomaiorense, defrontando por duas vezes o Benfica. A 9 de Dezembro de 1995 perdeu por 2-0 na Luz (golos de Edgar e Marcelo, já na segunda parte) e a 14 de Abril de 1996 empatou a zero em Campo Maior. O Campomaiorense desceu de divisão, mas Stoilov ainda ficou por mais um ano.   - Twumasi (que está suspenso), Cañas e Dzholchiyev, com dois golos cada, são os melhores marcadores do Astana nos seis jogos que a equipa fez até chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões.   - O Astana não perde desde 14 de Julho, quando foi batido pelo Maribor, por 1-0. No último quarto-de-hora desse jogo atuou Luka Zahovic, que passou pelas camadas jovens do Benfica. Desde aí, os cazaques somam sete vitórias e dois empates, nas duas deslocações europeias que entretanto fizeram.
2015-09-14
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- Ao vencer o Belenenses por 6-0, o Benfica conseguiu a maior goleada desde a vitória pelo mesmo resultado sobre o Estoril, a 28 de Fevereiro. Tal como nesse jogo, Jonas bisou.   - O bis contra o Belenenses foi o segundo da época para Jonas e o nono desde que chegou a Portugal (sendo que num dos casos somou mesmo mais um golo, fazendo um hat-trick). O atacante brasileiro marcou por três vezes ao Sp. Covilhã e depois bisou contra Moreirense, Estoril (duas vezes), Nacional, Académica, Belenenses (duas vezes) e Marítimo. Em três anos e meio de Valencia só fizera cinco bis e um hat-trick.   - Este foi também o primeiro bis de Mitroglou com a camisola do Benfica. Fê-lo ao quinto jogo pelos encarnados. A última vez que bisara foi a 3 de Maio, na vitória ampla do Olympiakos sobre o Kalloni (5-0), para o campeonato grego.   - A derrota na Luz foi a primeira do Belenenses esta época, ao oitavo jogo (contabilizando todas as competições). Contando apenas com os anos em que os azuis estavam na I Liga, a equipa do Restelo não prolongava a invencibilidade durante tantos jogos desde 1979, quando perdeu pela primeira vez ao oitavo jogo, também contra o Benfica.   - Esta foi a maior derrota do Belenenses desde que caiu em Braga, para a Taça de Portugal, por 7-1, a 7 de Janeiro. A resposta de Lito Vidigal foi mudar seis jogadores entre esse jogo e o seguinte: Matt Jones, João Meira, Tiago Silva, Carlos Martins, Sturgeon e Deyverson (este por ter sido expulso) não alinharam frente ao FC Porto, no Dragão. Mas o Belenenses voltou a perder, por 3-0.   - Os 6-0 encaixados na Luz foram a maior derrota de Ricardo Sá Pinto enquanto treinador. Sucederam, curiosamente, contra o mesmo treinador a quem tinha ganho na sua maior goleada: os 5-0 do Sporting ao V. Guimarães de Rui Vitória, a 11 de Março de 2012, nesse aspeto empatados com outros 5-0 ao Horsens, no arranque da época seguinte.   - O Belenenses não marca um golo ao Benfica há 419 minutos de jogo. O último foi a 28 de Setembro de 2013, obtido por Diakité, no empate a uma bola na Luz. Desde então, os azuis levam 329 minutos sem marcar no dérbi, correspondentes a duas derrotas na Luz (3-0 e 6-0) e outras duas no Restelo (0-1 e 0-2).   - O Benfica fez mais golos esta época no jogo em que menos rematou. Visou as redes de Ventura por apenas 19 vezes, tantas quantas tinha chutado à baliza do Estoril, na primeira jornada. Os jogos em que foi mais rematador (22 remates contra o Moreirense e 31 contra o Arouca) renderam menos golos.
2015-09-12
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- Maicon marcou, de livre direto, ao Estoril, o 11º golo pelo FC Porto e o primeiro que não foi obtido de cabeça. Os dez anteriores tinham sido todos na sequência de livres laterais ou cantos de Belluschi, João Moutinho, Hulk, James Rodríguez e Carlos Eduardo. A exceção a esta regra foi um golo de livre direto na única ocasião em que o central brasileiro representou a equipa B portista: a 3 de Fevereiro de 2013 surpreendeu João Pinho e marcou, quase de meio-campo, um livre à Oliveirense que ajudou a uma vitória por 3-1.   - Aboubakar marcou nos últimos três jogos do FC Porto em casa. Bisou ao Penafiel nos 2-0 com que os dragões encerraram a última Liga, repetiu a graça nos 3-0 aplicados ao V. Guimarães na abertura da atual e agora abriu o marcador nos 2-0 ao Estoril.   - Ao manter a baliza inviolada contra o Estoril, Iker Casillas voltou a contribuir com mais 90 minutos para o alargamento da série de imbatibilidade dos dragões nos jogos da Liga disputados em casa. São já 1125 minutos que Fabiano, Helton e agora Casillas levam sem sofrer golos em casa para a Liga, desde o segundo tento de Lima, na vitória do Benfica por 2-0, no Dragão, em Dezembro. O próximo jogo dos portistas em casa será precisamente contra o Benfica e, nele, bastarão três minutos para superar a série de 1127 estabelecida por Vítor Baía em 1995/96.   -O FC Porto fez apenas oito remates à baliza do Estoril durante os 90 minutos. O valor é um mínimo desde o empate no Restelo, como o Belenenses, que valeu o título ao Benfica na penúltima jornada da temporada passada, mas para encontrar um total tão baixo num jogo em casa é preciso recuar a 6 de Abril de 2014, quando os dragões bateram a Académica em casa por 3-1 rematando as mesmas oito vezes.   - O Estoril vai com cinco jogos seguidos sem sequer marcar golos no terreno dos grandes. Os 2-0 de sábado frente ao FC Porto somam-se aos 4-0 que encaixou na Luz face ao Benfica na abertura desta Liga e a mais três jogos negativos em 2014/15: 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e 4-0 em Alvalade. Tudo a seguir à melhor época da história do clube neste particular, por em 2013/14 ganhou fora a FC Porto e Sporting pelo mesmo resultado: 1-0.   - O Benfica virou frente ao Moreirense, de 0-1 para o 3-2 final. Foi a primeira reviravolta no marcador dos encarnados desde 8 de Março, quando venceram fora o Arouca por 3-1, depois de ter estado a perder por 1-0. Ponto em comum aos dois jogos é Iuri Medeiros, que em Março marcou o golo do Arouca e no sábado foi titular do Moreirense.   - Samaris marcou o primeiro golo com a camisola do Benfica. A última vez que tinha festejado em nome individual foi a 9 de Março de 2013, quando fez o golo do Olympiakos numa derrota (1-2) em Salónica com o PAOK.   - Jonas fez golos nos últimos quatro jogos do Benfica na Luz. Marcou o tento da vitória frente ao Moreirense, mas antes já tinha feito dois nos 4-0 ao Estoril, outros dois nos 4-1 ao Marítimo na festa do último título nacional e um nos 4-0 ao Penafiel. Não fica em branco na Luz desde 26 de Abril, quando o Benfica empatou a zero com o FC Porto.   - Raul Jiménez precisou de apenas dois jogos para marcar um golo no Benfica. No Atlético de Madrid, só marcou ao sétimo: contribuiu para os 4-0 com que os colchoneros ganharam ao Sevilha, a 27 de Setembro. O problema, porém, é que não marcou mais nenhum no que restou da época passada.   - Este Benfica-Moreirense foi fiel à história recente das duas equipas. Já são quatro jogos seguidos para a Liga com o mesmo resumo: o Moreirense marca primeiro e o Benfica acaba por ganhar. Os três jogos anteriores (a última jornada de 2013/14 e as duas partidas de 2014/15) tinham acabado com 3-1 favorável aos encarnados. Desta vez ficou 3-2.   - A última equipa a marcar duas vezes na Luz tinha sido o Sp. Braga, que ali ganhou por 2-1 nos oitavos de final da Taça de Portugal da época passada. Se contarmos só jogos da Liga, a última equipa a consegui-lo foi o Arouca, que ali empatou (2-2), a 6 de Dezembro de 2013.   - Rafael Martins já tinha marcado ao Benfica na última vez que tinha defrontado os encarnados, em Maio de 2014. Se no sábado abriu o placar, nessa altura fez de grande penalidade o golo que valeu o empate (1-1) ao V. Setúbal.   - A vitória do Sporting em Coimbra por 3-1 significa que tanto o clube como Jorge Jesus mantêm a série positiva nas visitas à Académica. Os leões não perdem em Coimbra desde 8 de Maio de 1977, enquanto que Jesus nunca ali perdeu como treinador.   - Aquilani fez de grande penalidade o primeiro golo com a camisola do Sporting. Não marcava desde de 2 de Outubro de 2014, quando abriu o placar numa vitória da Fiorentina em Minsk (3-0), a contar para a Liga Europa.   - Adrien falhou a primeira grande penalidade desde que, a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então e até acertar agora no poste da baliza de Lee, marcou a Schalke, Estoril, Marítimo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - O Sporting viu ser-lhe assinalada uma grande penalidade contra pelo segundo jogo consecutivo na Liga. Não lhe acontecia semelhante coisa desde Outubro e Novembro de 2013, quando perdeu (1-3) no Dragão com o FC Porto e ganhou (3-2) em casa ao Marítimo, sempre com golos sofridos de penalti. Ponto em comum é o árbitro Bruno Esteves, que tinha estado nesse Sporting-Marítimo.   - Bruno Esteves nunca tinha assinalado três grandes penalidades no mesmo jogo da Liga, mas já tinha marcado duas. Foi a 4 de Novembro de 2011, num empate caseiro do Sporting com a Naval, em que começou por apontar para a marca dos onze metros quando Evaldo derrubou Marinho, permitindo aos figueirenses empatar a uma bola, mas depois marcou uma mão de Camora na área, que Postiga converteu no 2-2 momentâneo.   - O último jogo com três penaltis na Liga também tinha sido em Coimbra. Foi o Académica-Gil Vicente, a 25 de Abril último, e os gilistas ganharam por 2-1, com golos de penalti de Ruben Ribeiro e Cadu, a responder a outro penalti de Rui Pedro. O árbitro era Soares Dias. Na época passada houve mais dois jogos com três penaltis: o Estoril-Penafiel (apitado por Tiago Martins) e o Paços de Ferreira-V. Setúbal (Luís Ferreira).   - Fernando Alexandre, expulso pelos dois penaltis cometidos, não via um vermelho desde 11 de Setembro de 2011, quando João Ferreira o expulsou imediatamente antes do intervalo de uma derrota do Olhanense, em casa, contra o Feirense (1-2).   - Além de FC Porto e Sporting, há mais cinco equipas que ainda não perderam nesta Liga: Rio Ave, V. Setúbal, Arouca, Paços de Ferreira e Belenenses. Para os vila-condenses não há grande novidade, uma vez que também não tinham perdido nas três primeiras rondas da época passada e, à 3ª jornada, até lideravam a classificação, mas para o Arouca a sensação é de novidade absoluta, pois nunca por tal tinha passado. O Paços de Ferreira tinha conhecido este arranque em 2012 (e acabou a Liga em terceiro lugar), mas os históricos V. Setúbal e Belenenses já mal se lembram de tal coisa. A última vez que tal sucedeu aos sadinos foi em 2007 (três empates a abrir deram um sexto lugar no final), enquanto que os belenenses têm de recuar até 2004 e a uma Liga que acabaram em nono lugar.   - André Claro, do V. Setúbal, foi o único jogador a marcar golos nas três primeiras jornadas da Liga. O último a conseguir fazê-lo tinha sido Jackson Martínez, que na época passada fez golos a abrir a Marítimo, Paços de Ferreira e Moreirense (dois). Mas para encontrar um português que o tenha feito é preciso recuar a 202, quando o benfiquista Simão marcou consecutivamente a Beira Mar, Moreirense e U. Leiria.   - Ao estabelecer o empate do Rio Ave em Setúbal (2-2), o veterano André Vilas Boas marcou o primeiro golo em 124 jogos na Liga. Misturando todas as competições, só tinha um golo na Taça de Portugal, um na II Liga e outro na II Divisão B. O último tinha sido a 20 de Outubro de 2013, na vitória (3-0) dos vila-condenses fora sobre o Esperança de Lagos.   - O Tondela ganhou pela primeira vez na Liga ao terceiro jogo neste escalão, batendo o Nacional por 1-0. Repetiu a performance do último estreante, o Arouca, que também se impôs pela primeira vez à terceira jornada em 2013, batendo na altura o Rio Ave pelo mesmo score. Pior correu a vida ao Trofense, o estreante anterior: perdeu os primeiros cinco jogos, empatou o sexto e só ganhou à sétima tentativa, batendo fora o V. Setúbal por 2-0.   - Bruno Moreira, que fez o golo do Paços de Ferreira no empate frente ao Arouca, não marcava desde que defrontou… o Arouca. Tinha feito dois dos três golos com que os pacenses venceram fora este mesmo adversário (3-1), a 26 de Abril.   - Rafael Bracalli, guarda-redes do Arouca, liderava a única defensa ainda sem golos sofridos na Liga, mas ainda assim falhou por 13 minutos o seu melhor início de época. Ainda que este tenha sido estabelecido quando era suplente do FC Porto e só atuava em partidas da Taça de Portugal e da Taça da Liga. Os 183 minutos em que manteve a baliza do Arouca inviolada até ao golo de Bruno Moreira só são ultrapassados no seu registo pessoal pelos 196 que durou essa mesma imbatibilidade na baliza do FC Porto em jogos com Pero Pinheiro, Académica e… Paços de Ferreira.   - Alan marcou, na vitória (4-0) sobre o Boavista, o seu 50º golo pelo Sp. Braga. Foram 30 na Liga, dez nas provas da UEFA, sete na Taça da Liga e três na Taça de Portugal. O primeiro acontecera a 23 de Outubro de 2008, na vitória por 3-0 sobre o Portsmouth.   - O U. Madeira-V. Guimarães foi o primeiro jogo sem golos na atual Liga. Aconteceu à 27ª partida, no encerramento da terceira jornada. Na época passada tinha sucedido à 18ª, num Moreirense-Sp. Braga que também fechava a segunda ronda (e também a uma segunda-feira à noite). Há dois anos, em contrapartida, o primeiro 0-0 só aparecera ao 42º jogo, um Académica-Arouca da sexta jornada. Para que se faça uma comparação, a Liga espanhola teve quatro 0-0 na primeira jornada e mais dois na segunda, enquanto que na Premier League inglesa o primeiro nulo surgiu na segunda ronda e na Bundesliga alemã tal só aconteceu à terceira. Em Itália, as primeiras duas semanas de competição ainda não proporcionaram nenhum 0-0  
2015-09-01
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Jonas, um dos melhores marcadores da Liga após a primeira jornada, com dois golos ao Estoril, vai procurar amealhar mais tendo pela frente um dos seus adversários prediletos, o Arouca, uma das equipas nacionais contra a qual nunca ficou em branco, já a tendo enfrentado por três vezes. O Arouca, aliás, será sempre especial para o goleador brasileiro que o Benfica foi buscar ao Valência já a época passada tinha começado, pois foi contra a formação que na altura era comandada por Pedro Emanuel que se estreou na Liga: foi a 5 de Outubro de 2014, Jonas entrou ao intervalo para o lugar de Lima, com 0-0 no marcador, e fez o último tento de uma vitória ampla dos encarnados (4-0), correspondendo a um cruzamento de Ola John.Desde esse dia, Jonas defrontou o Arouca por mais duas vezes. Repetiu a história em Janeiro, nos 4-0 da Taça da Liga (entrou ao intervalo para o lugar de Rui Fonte e fez o quarto golo da partida) e, com mais dificuldades, ajudou a consumar a reviravolta do Benfica em Arouca em Março, obtendo o primeiro golo de uma vitória por 3-1, depois de Iuri Medeiros ter adiantado a equipa da casa. Jonas marcou sempre ao Arouca, portanto, mas a equipa do distrito de Aveiro nem é caso único no historial luso do atacante brasileiro, que entre as formações que já defrontou mais de uma vez também nunca perdoou a Nacional e Moreirense (ambos com três jogos), bem como a Penafiel e Estoril (estes com dois).O Arouca não é, mesmo assim, a equipa portuguesa a quem Jonas fez mais golos, uma vez que Moreirense, Nacional e Estoril foram castigados com quatro. É, de qualquer modo, o próximo adversário, e o Benfica bem precisa que ele volte a mostrar a costumeira eficácia frente às redes. - Tal como Jonas, também Lisandro Lopez entrou no futebol português a enfrentar o Arouca. Ambos se estrearam na Liga a 5 de Outubro de 2014 na vitória do Benfica sobre o adversário deste domingo por 4-0. Pizzi fez nesse dia o primeiro desafio com a camisola do Benfica, mas já tinha experiência anterior na Liga portuguesa. - Rui Vitória vai fazer o 157º jogo ao comando de uma equipa na Liga e tem boas hipóteses de celebrar um golo ou, em contrapartida, de o sofrer, pela 200ª vez. O seu score atual é de 62 vitórias, 36 empates e 58 derrotas, com um empate técnico entre golos marcados e sofridos: 198. - Em contrapartida, Lito Vidigal não conseguiu que equipas lideradas por ele fizessem sequer um golo ao Benfica. Só apanhou os encarnados pela frente duas vezes e de ambas saiu vergado ao peso de um 0-3: aconteceu em Fevereiro de 2010 aos comandos da U. Leiria e em Dezembro de 2014, já no Belenenses. O primeiro confronto, que podia ter sido em Novembro de 2008, Lito evitou-o, demitindo-se do E. Amadora dias antes de uma receção ao Benfica, por ter salários em atraso. A equipa passou para as mãos de Lázaro Oliveira, que perdeu na Reboleira por 1-0. - Apesar de ter estado por vezes à frente de equipas na mesma divisão de Rui Vitória muito antes disso, Lito Vidigal só enfrentou o atual treinador do Benfica pela primeira vez em Abril de 2014, quando o seu Belenenses se impôs em casa ao V. Guimarães do ribatejano por 3-1. Desde então, houve mais três desafios entre os dois, sendo que ambos somam duas vitórias frente ao adversário deste domingo. O Belenenses de Lito ganhou ainda em Guimarães por 1-0 para a Liga em Fevereiro, mas o V. Guimarães de Rui Vitória tinha-se imposto em casa por 2-0 para a Taça da Liga quatro dias antes e tinha ganho no Restelo por 3-0 para a Liga em finais de Agosto de 2014. - O médio David Simão, do Arouca, tem dupla razão para considerar este jogo diferente. Primeiro, porque fez a formação no Benfica. Depois, porque chegou a ser jogador-talismã de Rui Vitória, atual técnico dos encarnados. Foi Vitória quem o acolheu no Fátima, no primeiro ano de sénior (2009/10), e quem depois o levou para a Liga principal quando lá chegou, estreando-o no Paços de Ferreira (2010/11), numa vitória frente ao Sporting (14 de Agosto de 2010). - É preciso recuar oito anos, até 18 de Agosto de 2007, para ver o Benfica perder pontos num jogo fora de casa que não tenha sido disputado no estádio do adversário. Foi no Bessa, terreno do Boavista, que os encarnados não foram além de um empate a uma bola com o Leixões, que nessa noite utilizava por empréstimo o relvado axadrezado. O empate foi fatal para Fernando Santos, atual seleccionador nacional, despedido da Luz dias depois. - Desde essa data, o Benfica já ganhou ao Monsanto em Torres Novas (Taça de Portugal, 6-0, em Outubro de 2009), ao Portimonense no Estádio do Algarve (Liga, 1-0, em Outubro de 2010), à U. Leiria na Marinha Grande (Liga, 4-0, em Janeiro de 2012), ao Olhanense no Estádio do Algarve (Liga, 3-2, em Dezembro de 2013) e a este mesmo Arouca em Aveiro (Liga, 2-0, em Abril de 2014). - Este será o terceiro jogo “em casa” que o Arouca faz fora do seu estádio na Liga, mudando-se para Aveiro. Nos dois anteriores, ambos na ponta final de 2013/14, a equipa ainda comandada por Pedro Emanuel perdeu com o Benfica por 2-0 e ganhou ao Gil Vicente por 1-0. - O único resultado útil que o Arouca conseguiu contra um grande foi ante o Benfica, mas na Luz, onde empatou a dois golos em Dezembro de 2013. Em casa perdeu os seis jogos feitos contra Benfica, FC Porto e Sporting, com a particularidade de ter estado em vantagem em três deles (duas vezes com o Sporting e uma com o Benfica) mas ter acabado por sucumbir. - Nuno Almeida, o árbitro deste Arouca-Benfica, esteve na festa do título encarnado na última época (4-1 ao Marítimo) e, com ele, o pior que aconteceu ao Benfica foi empatar em casa (3-3) com o Rio Ave, em Novembro de 2004, na primeira vez que ele apitou os encarnados. Desde essa altura, o Benfica ganhou os seis jogos que fez com ele na Liga. O árbitro algarvio só apitou o Arouca na Liga por duas vezes, ambas com o mesmo resultado: derrotas por 1-0 em Alvalade frente ao Sporting (há sensivelmente um ano) e em casa com o Belenenses (em Abril). Em ambos os jogos o árbitro assinalou um penalti contra o Arouca: Nani falhou o dos leões, Pelé converteu o dos azuis.
2015-08-21
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- O Sporting não ganhava um jogo em período de compensação desde 11 de Janeiro, quando um livre de Tanaka lhe valeu uma vitória por 1-0 em Braga. Para encontrar uma vitória em tempo de compensação com um golo de penalti é preciso recuar até 8 de Fevereiro de 2006, data de um jogo em casa com o Paredes, para a Taça de Portugal, em que o 2-1 final surgiu aos 90+2’ numa grande penalidade convertida por João Moutinho.   - Adrien vai numa série de seis grandes penalidades consecutivamente convertidas. A última vez que falhou foi a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, quando permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então, marcou a Schalke, Estoril, Marítmo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - Ao fazer o golo do Tondela, Luís Alberto sucedeu a Bruno Amaro (Arouca), Pinheiro (Trofense), Bruno Fogaça (Naval), João Duarte (Moreirense) e Gamboa (Santa Clara) na honra de fazer o primeiro golo da sua equipa na Liga portuguesa. Dos seis, só Fogaça e João Duarte não o fizeram na baliza do Sporting.   - Ao bisar frente ao V. Guimarães, Aboubakar conseguiu algo que Jackson Martínez nunca foi capaz de fazer na primeira jornada das três Ligas que disputou. O colombiano, aliás, ficou mesmo em branco na abertura de 2012/13, um empate a zero frente ao Gil Vicente, e marcou apenas uma vez na estreia das duas derradeiras Ligas. Mas Jackson tem uma Liga a marcar sempre nas primeiras cinco jornadas e isso Aboubakar ainda terá de tentar.   - O FC Porto obteve a 10ª vitória consecutiva frente ao V. Guimarães no Dragão, um recorde entre as equipas que estão na edição deste ano da Liga. Desde Fevereiro de 2005 que o V. Guimarães não pontua no terreno dos azuis e brancos: na altura empatou a zero.   - Varela fez um o primeiro golo no Dragão desde 19 de Janeiro de 2014. Na altura obteve o segundo de uma vitória que também ficou pelos 3-0 e contra outro Vitória: o de Setúbal. Da equipa do FC Porto que alinhou nesse dia só restaram no jogo de sábado ele, Alex Sandro e Maicon.   - Armando Evangelista entrou na Ligada pior maneira: com uma derrota por 3-0 no Dragão. A última vez que o V. Guimarães estreara um técnico na Liga antes desta correra igualmente mal: em 2011/12, Manuel Machado saiu após a primeira jornada e a equipa ficou entregue ao seu adjunto Basílio Marques, que a 28 de Agosto de 2011 se estreou com uma derrota por 3-0, em casa, com o Beira Mar. Na jornada seguinte entrou em funções Rui Vitória.   - Mitroglu e Nelson Semedo fizeram um golo cada um, na estreia na Liga portuguesa. O último jogador a estrear-se com golo pelo Benfica tinha sido Jonas, que entrou ao intervalo para o lugar de Lima e fez o quarto numa vitória também ela por 4-0 frente ao Arouca, a 5 de Outubro de 2014. Curioso é que também nesse jogo o Benfica só abriu o ativo aos 75’.   - Jonas obteve frente ao Estoril o oitavo bis com a camisola do Benfica. O primeiro deles, aliás, foi mesmo um hat-trick, contra o Sp. Covilhã, na Taça de Portugal (vitória benfiquista por 3-2), naquele que foi o seu segundo jogo pelos encarnados. Desde esse desafio, o brasileiro bisou mais sete vezes, contra Moreirense, Estoril, Nacional, Académica, Belenenses, Marítimo e, de novo agora, Estoril.   - Os 4-0 ao Estoril são o melhor arranque de Liga do Benfica desde 1997, quando a equipa liderada por Manuel José se impôs ao Campomaiorense, na Luz, pelo mesmo resultado (golos de Calado, João Pinto e bis de Paulo Nunes). Para encontrar uma abertura com vitória por mais de quatro golos é preciso recuar a 1975 e a um 9-1 ao Leixões, com cinco golos de Nené, dois de Moinhos, um de Shéu e outro de Toni.   - O Estoril segue numa série horrível de 12-0 em visitas à Luz, depois do empate a um golo que ajudou os encarnados a perder o campeonato de 2012/13. Nas três épocas seguintes, os canarinhos perderam por 2-0, 6-0 e agora 4-0. Aliás, a equipa agora dirigida por Fabiano Soares tem sido freguesa habitual dos grandes sempre que os visita. Desde que, ainda com Marco Silva aos comandos, ganhou em Alvalade ao Sporting na despedida da Liga de 2013/14, vai com uma série de resultados amplos consecutivos: 3-0 em Alvalade, 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e agora 4-0 na Luz. Em todos esses jogos teve um penalti contra…   - Os três grandes ganharam os seus jogos na jornada de abertura na Liga. Algo que não acontecia há 21 anos, desde que, em 1994, o Sporting venceu fora o Farense (2-0, com golos de Juskowiak e Sá Pinto), o Benfica bateu o Beira Mar em Torres Novas (também 2-0, com golos de Paneira e Clóvis) e o FC Porto se impôs em casa ao Sp. Braga (ainda 2-0, com tentos de Rui Filipe e Kostadinov).   - Os 29 golos marcados nos nove jogos da primeira jornada da Liga são o arranque mais goleador desde 1996, quando em igual número de partidas se fizeram 34 tentos. A média de golos por jogo, porém, já tinha vindo a crescer nas últimas duas épocas, tendo há dois anos estado também acima dos três golos por jogo (26 em oito jogos).   - O Sp. Braga conseguiu, frente ao Nacional, a primeira virada da Liga (de 0-1 para 2-1). Curioso é que a última virada do Sp. Braga tinha acontecido no mesmo local e frente ao mesmo adversário: de 0-1 para 3-1 a 28 de Fevereiro de 2015, contra o Nacional, na 22ª jornada da última Liga.   - Gonçalo Brandão marcou ao Rio Ave o seu primeiro golo desde 18 de Outubro de 2003, data em que assinou o tento belenense na derrota em casa frente ao FC Porto, por 4-1. Desde então, além do Belenenses, representou Charlton, Siena, Parma e Cluj, mas nem por uma vez fez um golo.   - Os 3-3 no Restelo assinalaram a terceira época consecutiva do Rio Ave a marcar três golos no campo do Belenenses. Na época passada os vila-condenses tinham ganho por 3-1 e há dois anos por 3-0. Ponto comum às duas vitórias foram golos de Del Valle, o venezuelano entretanto emigrado para o Kasimpasa, da Turquia.   - Espetacular recuperação do Boavista em Setúbal: de 0-2 para 2-2 com um jogador a menos, por expulsão de Idris, aos 69'. O Boavista não recuperava um resultado num jogo que tenha acabado em inferioridade numérica na Liga desde 5 de Novembro de 2005, quando depois da expulsão de Areias, um golo de João Pinto, aos 87', valeu um empate (1-1) ante o Belenenses no Restelo. Na época passada, em casa contra o Rio Ave, também recuperou de 0-1 para 1-1 depois da expulsão de Beckeles, mas o jogo acabou dez contra dez, pois também foi expulso o vila-condense Prince.   - Nuno Coelho (Arouca) abriu em Moreira de Cónegos o caminho à vitória do Arouca, com um golo de cabeça que apenas o segundo na Liga. Sempre que ele marcou, porém, o Arouca ganhou: já tinha sido ele a garantir a vitória em casa ante o V. Setúbal, em Janeiro último (1-0).   - O dérbi da Madeira, com Breitner (U. Madeira) e Briguel (Marítimo) em campo (e não jogava a RFA de 1982…) sorriu à equipa azul e amarela. Não é novidade o Marítimo perder (já tinha saído derrotado nas últimas três visitas ao Nacional. Mas é novidade o U. Madeira ganhar: nos cinco anos que o União passara na I Liga empatara sempre em casa com o Marítimo e perdera nas deslocações aos Barreiros.   - A derrota em Paços de Ferreira significou o 10º jogo seguido sem ganhar na Liga para a Académica de José Viterbo. O treinador, que foi tão importante na recuperação, ganhando três dos primeiros quatro jogos, está ainda a cinco jogos de igualar o recorde de 15 sem vitória que custou o lugar a Paulo Sérgio, antes de ele entrar.
2015-08-17
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