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O Sporting chega ao Estoril pressionado, entrando pela primeira vez numa ronda a ter de olhar para cima na tabela desde a 15ª jornada, após a derrota na Choupana com o U. Madeira. A equipa de Jorge Jesus enfrenta, além disso, a necessidade de interromper a pior série de resultados da época, pois somou pela primeira vez três jogos seguidos sem ganhar: 1-3 em Leverkusen, na despedida da Liga Europa, 0-0 em Guimarães e 0-1 com o Benfica em Alvalade. Desde Fevereiro e Março do ano passado que os leões não passavam três jogos seguidos sem ganhar, mas para se encontrarem os quatro a que a série ascenderá caso o Sporting não ganhe no Estoril é preciso recuar à época negra de 2012/13. Nesse ano, que culminou com a não qualificação para as competições europeias, o Sporting chegou a estar oito jogos seguidos sem ganhar (entre um 2-1 ao Gil Vicente em Setembro de 2012 e um 1-0 ao Sp. Braga em Novembro). A última sequência de mais de três jogos seguidos sem vitória, no entanto, data de Dezembro de 2012/Janeiro de 2013 e ficou marcada a meio pela saída de Frankie Vercauteren e a entrada de Jesualdo Ferreira para o comando técnico. Após ganharem por 2-1 ao Videoton, no adeus à Europa, a 7 de Dezembro de 2012, ainda com o belga aos comandos, os leões perderam em casa com o Benfica (1-3), empataram nos terrenos do Nacional (1-1) e do Marítimo (2-2, este para a Taça da Liga), foram batidos fora pelo Rio Ave (3-0, também para a Taça da Liga) e em casa pelo Paços de Ferreira (1-0, no jogo que ditou o afastamento de Vercauteren). A série negra foi interrompida ao sexto jogo, numa vitória caseira frente ao mesmo Paços de Ferreira (1-0, para a Taça da Liga), já com Jesualdo Ferreira à frente da equipa. Desde então, foram ainda assim várias as séries de três jogos seguidos sem ganhar da equipa do Sporting, mas todas elas interrompidas à quarta partida. Aconteceu com Jesualdo por duas vezes, ainda nessa época, uma com Leonardo Jardim em 2013/14, e três com Marco Silva em 2014/15. A última destas séries terminou há precisamente um ano, com uma vitória por 3-2, em casa, frente ao Penafiel, a 9 de Março de 2015, depois do empate frente ao Wolfsburg (0-0, na despedida da Liga Europa), da derrota frente ao FC Porto (0-3) e de novo empate, ante o Nacional (2-2, nas meias-finais da Taça de Portugal).   Além dos jogos sem ganhar, o Sporting de Jesus somou também a primeira série de duas partidas seguidas sem marcar golos. O zero no ataque foi comum ao empate em Guimarães (0-0) e à derrota caseira com o Benfica (0-1). Há um ano que os leões não ficavam dois jogos seguidos em branco: desde o 0-0 com o Wolfsburg (26 de Fevereiro de 2015) e do 0-3 com o FC Porto (1 de Março de 2015). Para se encontrarem três jogos seguidos sem marcar já é preciso recuar a Dezembro de 2013/Janeiro de 2014, quando os leões juntaram três empates a zero sucessivos. Com a curiosidade de o terceiro ter sido no palco do jogo de hoje: após os 0-0 com o Nacional e o FC Porto, a equipa de Leonardo Jardim empatou a zero no Estoril, para a Taça da Liga.   Depois de uma fase menos boa, som seis derrotas em dez jogos, o Estoril parece estar a acertar agulhas, pois ganhou três das últimas quatro partidas: 2-1 ao Tondela e 3-0 ao V. Setúbal em casa e 3-1 ao Rio Ave em Vila do Conde. Desde a derrota em Braga, a 8 de Fevereiro, os estorilistas marcaram pelo menos um golo em todos os jogos-   O avançado estorilista Leo Bonatini interrompeu nas últimas duas jornadas um jejum de golos que já durava desde que, a 16 de Janeiro, fez um golo ao Benfica na Amoreira. Depois do hat-trick ao V. Setúbal, na 24ª jornada, marcou também na vitória frente ao Rio Ave, na 25ª. Se marcar ao Sporting completa três jornadas seguidas sempre a marcar, igualando o seu melhor registo desta época, que foram golos em jornadas seguidas a Sp. Braga, Tondela e U. Madeira, na primeira volta.   Por sua vez, o avançado sportinguista Slimani não marca golos há cinco jogos, na que já é a sua pior sequência da época. Após o bis ao Nacional, a 13 de Fevereiro, ficou em branco nos dois jogos contra o Leverkusen (que jogou como suplente utilizado), bem como nas partidas com Boavista, V. Guimarães e Benfica. A última série de cinco jogos seguidos sem marcar de Slimani aconteceu em Dezembro de 2014 (Boavista, Chelsea, Moreirense, Vizela e Nacional) e foi interrompida precisamente contra o Estoril, a 3 de Janeiro de 2015, numa vitória leonina por 3-0, em Alvalade.   Depois de uma primeira volta sem marcar aos grandes (0-4 na Luz, 0-2 no Dragão e 0-1 em Alvalade), o Estoril marcou primeiro nos jogos com o Benfica e o FC Porto no seu estádio, mas perdeu ambas as partidas. Contra o Benfica Bonatini fez o 1-0 aos 12’, mas Mitroglou e Pizzi viraram para 1-2. Frente ao FC Porto, Diego Carlos abriu o ativo logo aos 3’, mas Aboubakar, Danilo e André André viraram para o 1-3 final.   O Estoril vem assim numa sequência de cinco jogos seguidos sem pontuar frente aos grandes na Liga. Igualou a sequência de 2004/05: após um empate a duas bolas com o FC Porto no Dragão logo à terceira jornada, perdeu as outras cinco partidas com os três grandes, numa época que culminou com a despromoção. A série foi interrompida com um empate frente ao Sporting (2-2), em Alvalade, em Setembro de 2012, o ano do regresso da equipa da Linha à I Divisão.   Para se encontrarem mais de cinco jogos seguidos do Estoril sem pontuar frente aos grandes é preciso recuar ao início da década de 80, quando após um empate com o FC Porto na Amoreira (0-0 em Novembro de 1979), a equipa canarinha perdeu de enfiada contra o Sporting (0-1 em Janeiro de 1980), Benfica (0-2, em Março de 1980), FC Porto (0-3, em Abril de 1980), Benfica (0-3, em Setembro de 1981, após a despromoção e o regresso), FC Porto (0-1, em Dezembro de 1981) e Sporting (3-2, em Dezembro de 1981). Essa série foi interrompida com um empate a zero frente ao Benfica, em casa, a 7 de Março de 1982.   Este é apenas o segundo confronto entre Jorge Jesus e Fabiano Soares. O primeiro foi no jogo da primeira volta, com sucesso do Sporting de Jesus, em Alvalade, por 1-0. Mas se Fabiano pode alegar que o Sporting foi o único grande ao qual conseguiu tirar pontos como treinador (empate a um golo na Amoreira, em Maio do ano passado) e que Jesus até já começou a perder um campeonato contra o Estoril (empate a uma bola, na Luz, em Maio de 2013, deixando o Benfica à mercê do FC Porto), o treinador do Sporting também pode apresentar um currículo invejável em visitas ao Estoril, onde ganhou sempre como treinador do Benfica.   O sportinguista Bruno César começou a época no Estoril, tendo alinhado durante os 90 minutos na derrota dos canarinhos em Alvalade, a 31 de Outubro de 2015.   O Sporting não ganhou nenhuma das quatro últimas partidas no Estoril. A última vitória leonina ali foi a 16 de Outubro de 2010, em jogo da Taça de Portugal (2-1, de virada, com golos de Liedson e Postiga, depois de Alex Afonso ter aberto o ativo para os donos da casa). Dos 28 jogadores que subiram ao relvado nessa tarde, restam nas duas equipas os laterais direitos Anderson Luís (Estoril) e João Pereira (Sporting). Jefferson, que atualmente joga no Sporting, alinhou então pelos canarinhos.   Depois desse jogo, o Sporting perdeu duas vezes (2-1 para a Taça da Liga em Janeiro de 2011 e 3-1 para a Liga em Fevereiro de 2013) e empatou outras duas (0-0 em Janeiro de 2014 e 1-1 em Maio de 2015, sempre para a Liga) no António Coimbra da Mota. Aliás, três das cinco vitórias que o Estoril obteve contra o Sporting em toda a sua história aconteceram nos últimos seis anos. Até então, os canarinhos só tinham ganho duas vezes aos leões: em Fevereiro de 1976 para o campeonato nacional e em Outubro de 1945 no regional de Lisboa.
2016-03-12
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A tarefa que espera o Sporting é indubitavelmente muito complicada. Depois de terem perdido em Alvalade por 1-0 com o Leverkusen, os leões precisam de virar a eliminatória europeia no campo do adversário. A normalidade é isso não acontecer. Mas dentro da exceção o Sporting já o fez. Só o fez uma vez, mas foi precisamente na última das dez ocasiões em que se viu metido numa embrulhada destas: em 2010, ganhou em Copenhaga ao Brondby por 3-0, depois de ter sido batido em casa pela mesma equipa por 2-0. O Leverkusen, claro, é muito melhor equipa do que aquele Brondby, eliminado por um Sporting comandado por Paulo Sérgio e no qual jogaram Rui Patrício e João Pereira (este apenas no primeiro jogo, o da derrota em Alvalade). Os golos da reviravolta foram obtidos por Evaldo, mesmo a acabar a primeira parte, e depois por Nuno André Coelho e Yannick, este em cima do minuto 90, a impedir o prolongamento. É que na outra vez em que o Sporting esteve perto de consumar a reviravolta na eliminatória foi o prolongamento a impedi-lo. Aconteceu em 2002/03 a uma equipa do Sporting que acabara de ser campeã nacional. Na nova época, Bölöni debateu-se com a crise Jardel e viu fugir a Liga dos Campeões logo na pré-eliminatória, contra o Inter Milão. Restou-lhe tentar aceder à Taça UEFA, mas o 1-3 caseiro contra o Partizan deixava poucas esperanças. Ainda assim, os leões foram a Belgrado ganhar pelo mesmo resultado (3-1, com golos de Toñito, Kutuzov e Contreras), só que depois baquearam no prolongamento, no qual os sérvios estabeleceram o 3-3 final e sentenciaram a eliminação leonina. Nas dez ocasiões em que, antes do recente desaire com o Leverkusen, o Sporting perdeu uma primeira mão de uma eliminatória europeia em casa, o mais normal, de resto, é que perca também o segundo jogo. Assim aconteceu em 1958/59 contra o Standard Liège (2-3 em Alvalade e 0-3 na Bélgica), em 1978/79 com o Banik Ostrava (0-1, tanto em Lisboa como na Checoslováquia), em 1998/99 face ao Bologna (0-2 em casa e 1-2 em Itália) e, mais recentemente, em 2005/06 perante a Udinese (0-1 e 2-3) e em 2008/09 contra o Bayern Munique (0-5 e 1-7). Além da vitória e prémio de apuramento contra o Brondby em 2010/11 e do empate contra o Partizan, há a assinalar mais dois empates: Cardiff em 1964/65 (0-0 em Gales depois do 1-2 de Alvalade) e Real Sociedad em 1988/89 (0-0 em San Sebastian depois do 1-2 de Lisboa).   O Leverkusen perdeu os últimos dois jogos em casa: 1-3 com o Werder Bremen nos quartos-de-final da Taça da Alemanha e 0-1 com o Borussia Dortmund na Bundesliga. Em jogos internacionais, no entanto, a equipa de Roger Schmidt defende uma invencibilidade caseira que já data de Novembro de 2014. O último a ganhar ali foi o Mónaco de Leonardo Jardim (ex-treinador do Sporting), que venceu na BayArena por 1-0 na fase de grupos da Liga dos Campeões da época passada. Depois disso, já por lá passaram sem ganhar Atlético Madrid (1-0), Lazio (3-0), Bate Borisov (4-1), Roma (4-4) e Barcelona (1-1).   O Sporting, por sua vez, ganhou os últimos três jogos fora: 3-1 ao Paços de Ferreira na Liga, 1-0 ao Arouca na Taça da Liga e 4-0 ao Nacional na Liga. Tem ainda pelo seu lado o facto de ter interrompido em Novembro, na última saída europeia, em Moscovo (4-2 ao Lokomotiv) uma série de 17 jogos europeus seguidos sem vitórias fora de Portugal.   O Sporting nunca ganhou ao Leverkusen, em cinco partidas entre os dois clubes. O máximo que os portugueses conseguiram foi um empate a zero em Alvalade, em Novembro de 2000, na fase de grupos da Liga dos Campeões. Antes disso, tinham perdido por 3-2 na Alemanha. E na Champions de 1997/98 perderam ambos os jogos: 2-0 em Alvalade e 4-1 em Leverkusen. Por fim, há uma semana, foram batidos (0-1) em Alvalade, na primeira mão desta eliminatória.   De resto, os leões têm um saldo amplamente negativo em jogos contra equipas alemãs, tendo ganho apenas dois de 23 jogos: 1-0 ao Hertha de Berlim em Outubro de 2009 e 4-2 ao Schalke em Novembro de 2014, sempre em Lisboa. Até aqui, nunca o Sporting ganhou um jogo na Alemanha. A última vez que lá perdeu foi contra o Wolfsburg, em Fevereiro de 2015: os donos da casa impuseram-se por 2-0 e defenderam essa vantagem na segunda mão dos 16 avos de final da Liga Europa em Lisboa.   O Leverkusen, por sua vez, tem saldo positivo contra adversários portugueses, pois venceu seis de 15 partidas, perdendo cinco e empatando as outras quatro. Curiosamente, quatro dessas seis vitórias foram contra o Sporting, sendo as outras frente à U. Leiria (3-1, em Setembro de 2007) e ao Benfica de Jorge Jesus (3-1 em Outubro de 2014).   Na última vez que o Leverkusen esteve nos 16 avos de final da Liga Europa, perdeu o jogo em casa, contra o Benfica, que era treinado por Jorge Jesus. Foi a 14 de Fevereiro de 2013 e o Benfica ganhou por 1-0, com golo de Cardozo. Os encarnados voltaram depois a impor-se na segunda mão, na Luz, por 2-1.   Rui Patrício fará o 73º jogo pelo Sporting nas competições europeias, tornando-se o jogador com mais partidas da UEFA na história do clube lisboeta. Não é, ainda assim, o mais experiente, pois se contarmos os jogos feitos por outras equipas, João Pereira já soma 83 jogos europeus.   O lateral sportinguista João Pereira, aliás, faz 32 anos no dia do jogo. Já jogou na Alemanha, na parte final da época passada, pelo Hannover, mas nunca defrontou o Leverkusen enquanto por lá esteve.  
2016-02-24
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O Sporting não faz golos em Alvalade há 186 minutos de jogo. O último, marcado por Montero, a 30 de Janeiro, garantiu a vitória (3-2) sobre a Académica, a seis minutos do fim da partida. Desde então, os leões empataram a zero com o Rio Ave, para a Liga, e perderam por 1-0 com o Leverkusen (na Liga Europa). É a primeira série de dois jogos seguidos do Sporting sem marcar em casa desde Dezembro de 2013, sendo que para encontrar uma série de mais de dois zeros seguidos em Alvalade é preciso recuar a Abril e Maio de 1991. A resposta à interrupção da série de 22 jogos seguidos a marcar em casa – que durava desde o 0-0 com o Wolfsburg, a 26 de Fevereiro de 2015 – não foi a melhor, pois o Sporting alinhou um segundo jogo seguido sem golos. A última vez que tal sucedera era Leonardo Jardim quem comandava os leões, que a 21 de Dezembro de 2013 empataram a zero com o Nacional em Alvalade e oito dias depois repetiram o resultado frente ao FC Porto, em desafio da Taça da Liga. Ao terceiro jogo, a 14 de Janeiro de 2014, viram os golos: 3-0 ao Marítimo, na Taça da Liga, com tentos de Carlos Mané, Vítor e Rojo. As séries de dois jogos seguidos sem marcar em casa não são assim tão raras na história recente do Sporting: neste século, esta é já a sétima. Mas ao terceiro jogo vieram sempre os golos. Antes dos jogos atuais e dos já descritos no parágrafo anterior, o Sporting tinha acumulado zeros seguidos em Fevereiro e Março de 2013 (0-1 com o Marítimo e 0-0 com o FC Porto, ganhando depois ao V. Setúbal por 2-1), em Abril de 2006 (0-0 com FC Porto e Naval, ganhando depois ao Sp. Braga por 1-0), em Dezembro de 2004 (0-1 com o Sochaux e 0-0 com o Sp. Braga, batendo depois o Pampilhosa por 4-1), em Novembro de 2000 (0-0 com Leverkusen e Boavista, ganhando depois ao Belenenses por 2-1) e em Outubro de 2000 (0-3 com o Spartak Moscovo e 0-1 com o FC Porto, seguindo-se uma vitória por 4-0 com a U. Leiria). Recuando mais, é ainda possível identificar mais duas séries de dois jogos a zero antes de se encontrar a última em que a improdutividade atacante se prolongou para lá disso. Em Janeiro de 1996, os leões perderam por 2-0 com o FC Porto e por 1-0 com o Sp. Braga antes de baterem por 4-1 o Campomaiorense. E em Agosto de 1995, empataram a zero com FC Porto e Boavista antes de se imporem ao Maccabi por 4-0. Se recuarmos a 1991, porém, o caso muda de figura. O Sporting de Marinho Peres, que até começara essa época em grande, ficou tão abalado com o empate a zero nas meias-finais da Taça UEFA, frente ao Inter, a 10 de Abril de 1991, que esteve depois quatro jogos seguidos sem marcar no velho Estádio José Alvalade: 0-1 com o FC Porto a 20 de Abril, 0-1 com o Farense a 28 de Abril e 0-0 com o Marítimo, a 12 de Maio. O enguiço só foi quebrado na última jornada do campeonato, com um 2-0 ao Gil Vicente, cortesia de golos de Careca e Fernando Gomes.   O Sporting vem de uma derrota em casa: o 0-1 com o Leverkusen assinala a segunda vez que os leões perderam esta época em Alvalade, tendo a outra sido o 1-3 com o Lokomotiv de Moscovo, igualmente para a Liga Europa. Na primeira vez, os leões reagiram com uma vitória de 1-0 sobre o Nacional.   Outra questão tem a ver pura e simplesmente com a reação da equipa leonina à derrota. O desaire frente ao Leverkusen foi o sétimo desta época, sendo que em cinco dos seis anteriores a equipa ganhou o jogo seguinte: respondeu ao 1-3 com o CSKA Moscovo ganhando por 3-1 à Académica; venceu o Nacional por 1-0 depois de ter perdido com o Lokomotiv (1-3), ganhou em Arouca (1-0) após a derrota com o Skenderbeu (0-3), bateu duas vezes o Paços de Ferreira (sempre 3-1) após os desaires com o U. Madeira (1-0) e o Portimonense (2-0). A exceção foi a derrota na Choupana, frente ao U. Madeira (1-0) na sequência da eliminação da Taça de Portugal, frente ao Sp. Braga (4-3).   O Boavista, no entanto, não perde há cinco jogos, desde que somou a quinta derrota seguida, na partida da Taça de Portugal, frente ao FC Porto (0-1), no Bessa. Desde então, sempre na Liga, ganhou ao V. Setúbal (4-0) e ao Tondela (2-1), empatou a zero com o Sp. Braga, venceu em Paços de Ferreira (1-0) e voltou a empatar com a Académica (0-0).   Mika, o guarda-redes do Boavista, que fará em Alvalade o 50º jogo na baliza do Boavista, não sofre golos há 328 minutos. O último a batê-lo foi Nathan Júnior, do Tondela, de grande penalidade, no dia 25 de Janeiro.   Será o primeiro confronto entre Jorge Jesus e Erwin Sanchéz enquanto treinadores e a primeira vez que Sanchéz leva uma equipa a defrontar o Sporting. Jesus já enfrentou o Boavista por três vezes desde o regresso dos axadrezados à I Divisão, nunca tendo sequer sofrido um golo: 3-0 em casa e 1-0 ora com o Benfica na época passada; 0-0 no Bessa com o Sporting esta época.   Se o Sporting vencer o jogo, será a 250ª vitória de Jorge Jesus como treinador na Liga portuguesa. Em 475 jogos. Até ao momento, o treinador do Sporting, que se estreou a comandar uma equipa na Liga a 20 de Agosto de 1995, com um empate a duas bolas entre o seu Felgueiras e o Chaves, soma 474 jogos na prova, com 249 vitórias, 112 empates e 113 derrotas. A primeira vitória obteve-a a 27 de Agosto de 1995, nos Barreiros, frente ao Marítimo, por 2-0.   O lateral sportinguista João Pereira estreou-se na Liga portuguesa frente ao Boavista, lançado por Jose Antonio Camacho nos últimos 29 minutos de um empate a zero no Bessa, entre axadrezados e Benfica, a 17 de Agosto de 2003.   O Boavista, que já tirou dois pontos ao Sporting esta época, empatando a zero no Bessa no jogo da primeira volta, já não ganha aos leões desde 5 de Janeiro de 2008, quando se impôs no Bessa por 2-0, com golos de Marcelão e Jorge Ribeiro. Dos 28 jogadores que estiveram em campo nessa noite, só Rui Patrício está em condições de jogar agora, ainda que no Sporting tenha estado no banco Adrien Silva.   Em Alvalade, o Sporting vem com sete vitórias seguidas, algumas por margem confortável, sendo que nas duas últimas foram conquistadas com os leões em inferioridade numérica: a 14 de Janeiro, na Taça da Liga, Rosell foi expulso por Luís Ferreira aos 60’, antes de Tanaka fazer o golo da vitória leonina (1-0, aos 75’); e a 19 de Abril, na Liga, Tobias Figueiredo foi expulso mesmo antes do intervalo, tendo Slimani marcado o 2-1 definitivo aos 66’.   A última vez que o Boavista pontuou em Alvalade foi a 16 de Março de 2003, quando a equipa de Jaime Pacheco empatou a uma bola, curiosamente também conseguindo o golo do empate em inferioridade numérica: Paulo Turra foi expulso aos 4’, o Sporting marcou, por Jardel, no penalti que se seguiu à falta que originou a expulsão, e Jocivalter fez o empate aos 21’. Na equipa do Sporting alinhou, na última meia-hora, um certo Cristiano Ronaldo.   A última vitória do Boavista em Alvalade foi conseguida apenas no prolongamento de um jogo da Taça de Portugal, a 14 de Abril de 1993 – marcou o ex-leão Marlon Brandão. Desde então, houve 14 vitórias do Sporting e cinco empates. Para se encontrar uma vitória boavisteira em 90 minutos e na Liga é preciso ir mais longe, a 4 de Janeiro de 1976: também ficou 0-1, tendo o golo pertencido ao brasileiro Salvador. Na equipa do Sporting foi titular Augusto Inácio, tendo entrado a 5 minutos do fim um certo Jorge Jesus.    
2016-02-22
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Último Passe

Um Sporting muito abaixo do exigível comprometeu seriamente a continuidade na Liga Europa, ao perder em casa com o Leverkusen, por 1-0, numa noite em que Jesus até foi parco nas poupanças, mas na qual a equipa se mostrou demasiado descontraída e sempre incapaz de meter em campo combinações ofensivas e de criar situações de perigo. Como resultado, os leões foram submetidos durante quase todo o jogo à superioridade dos alemães. O 0-1 foi mesmo um resultado lisonjeiro para a equipa portuguesa, que viu os alemães desperdiçarem as melhores ocasiões para ampliar a marca, incluindo um remate de Bellarabi ao poste a quatro minutos do fim, e podia bem ter ido para casa com a eliminatória resolvida e sem o dilema acrescido acerca do que fazer na segunda mão: poupar ou arriscar para tentar virar. Desta vez, nem a poupança de titulares ou a prioridade à Liga portuguesa serve de justificação para o que se viu em campo. Jesus entrou em campo com a melhor equipa possível, exceção feita às poupanças de Adrien e Slimani, que foram substituídos por Aquilani e Teo Gutièrrez e entraram apenas a meia-hora do fim. Ainda assim, desde cedo se percebeu que o Leverkusen mandava no campo, fruto da superioridade no corredor central, não só em números, pois Mané estava sempre mais perto de Gutièrrez do que dos dois médios, mas também em vigor físico, uma vez que Kramer e Brandt impunham a sua força a William e Aquilani e empurravam a equipa para a frente. O jogo corria pouco fluído, muito à base de ressaltos, e ainda nem tinha tido muitas situações de golo (só um cabeceamento de Toprak por cima e um remate de Jefferson defendido por Leno) quando Bellarabi aproveitou um cruzamento de Jedvaj e a desatenção de Coates e João Pereira para surgir ao segundo poste a emendar para o 0-1. Jesus não mexeu, nem sequer ao intervalo, obedecendo impassível ao plano de jogo previamente desenhado. O desafio pedia um flanqueador como Gelson, pedia a intensidade de Adrien e a profundidade de Slimani, mas se o primeiro não chegou a entrar, os outros dois subiram ao relvado apenas aos 60’, fazendo com que o melhor que se viu dos leões tenham sido as iniciativas individuais de Ruiz e Mané. Quando Adrien e Slimani entraram, já Mehmedi tinha obrigado Rui Patrício a empenhar-se para evitar o 0-2. E antes de as substituições se refletirem no jogo, Ruben Semedo fez-se expulsar com segundo amarelo, acabando de matar as esperanças na reviravolta. Até final, com William Carvalho a defesa-central ao lado de Ewerton, que pouco antes substituíra Coates, o Sporting não chegou sequer a mostrar os dentes. A melhor ocasião de golo ainda pertenceu aos alemães, num remate de Bellarabi ao poste, mas o 0-1 já não se alterou. O que deixa os responsáveis leoninos ante um dilema: o que fazer na segunda mão? É que se as perspetivas de seguir em frente são agora menores, há ainda a somar a tudo isso a certeza de que o jogo de campeonato que se segue à viagem a Leverkusen (visita a Guimarães) pede muito mais poupança do que o próximo (receção ao Boavista).ruiz
2016-02-18
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A passagem de Paulo Sérgio pelo Sporting pode não ter deixado muito boas memórias nem registos, mas numa coisa o treinador lisboeta deixou a sua marca: foi o último a ganhar cinco jogos fora seguidos ao serviço dos leões na Liga. Desde esse Outono-Inverno de 2010/11 que os leões esbarram sempre na quinta deslocação. E a série atual já é a quarta em que conseguem alinhar quatro vitórias seguidas em deslocação. O último jogo fora de casa na Liga que o Sporting não ganhou foi na reta final da época passada, no Estoril, onde a partida terminou com um empate a um golo. Desde então, ainda sob o comando de Marco Silva, a equipa verde-e-branca venceu o Rio Ave por 1-0 e, já esta época, com Jorge Jesus no banco, impôs-se a Tondela (2-1), Académica (3-1) e outra vez Rio Ave (2-1). A deslocação ao Bessa, para defrontar o Boavista, é a ocasião de finalmente meter a quinta vitória na série. A questão é que essa quinta vitória tem falhado sucessivamente. Falhou na época passada, quando a equipa de Marco Silva ganhou ao Boavista (3-1), ao Nacional (1-0), ao Sp. Braga (1-0) e ao Arouca (3-1), para depois empatar com o Belenenses no Restelo (1-1). Já tinha falhado na transmissão de testemunho entre Jesualdo Ferreira e Leonardo Jardim, quando os leões, ainda sob o comando do primeiro, ganharam ao Beira Mar (4-1), e depois, com o madeirense à frente, se impuseram a Académica (4-0), Olhanense (2-0) e Sp. Braga (2-1), mas baquearam com o FC Porto no Dragão (1-3). E antes disso falhara também Domingos Paciência, que vencera fora o Paços de Ferreira (3-2), o Rio Ave (3-2), o V. Guimarães (1-0) e o Feirense (2-0), caindo ao quinto jogo frente ao Benfica (0-1). A última série de cinco jogos seguidos do Sporting a ganhar fora na Liga pertenceu, assim, à equipa comandada por Paulo Sérgio. Venceu a U. Leiria (2-1), a Académica (2-1), o Portimonense (3-1), o V. Setúbal (3-0) e o Marítimo (3-0). Essa série foi interrompida a 12 de Fevereiro de 2011, em Olhão, contra o Olhanense (empate a 2-2 depois de ter estado a ganhar por 2-0), mas o maior problema para os leões foi que esse também foi o primeiro jogo de uma série de mais cinco sem ganhar em viagem: 0-1 no Nacional, 0-0 com o Rio Ave, 1-1 em Guimarães e 2-3 no Dragão com o FC Porto. Quando a equipa voltou a ganhar (1-0 em Braga, na última jornada), o treinador já era José Couceiro.   - O Boavista, único clube que Petit treinou, nunca pontuou e nunca fez sequer um golo a uma equipa comandada por Jorge Jesus com ele aos comandos. Os únicos confrontos datam da época passada e contam a história de um 3-0 favorável ao Benfica na Luz e de um 1-0 arrancado a ferros no ainda sintético do Bessa, em finais de Agosto do ano passado.   - Jorge Jesus não perde no Bessa desde Novembro de 2005, quando ainda comandava a U. Leiria e foi ali batido por 2-0 (golos de João Pinto e William). Desde então, empatou (0-0) e ganhou (4-2) com o Belenenses, nunca lá levou o Sp. Braga (o Boavista entretanto descera), e ganhou (1-0) com o Benfica na época passada. Antes, tinha empatado (1-1), com o Moreirense, no que foi o primeiro ponto da sua tentativa frustrada de salvar os cónegos da despromoção, em 2004/05; perdera (1-0) com o V. Guimarães, em 2003/04. Com o E. Amadora perdeu (2-1 em 1998/99) e ganhou (2-1, em 1999/00) e com o Felgueiras teve o pior resultado de todos: 0-4, em 1995/96.   - O Sporting ganhou os três jogos ao Boavista desde que os axadrezados regressaram à I Liga, mas nenhum jogador apareceu repetido na lista dos goleadores. Adrien e Slimani marcaram nos 2-1 em Alvalade, em Abril; Tanaka deu a vitória por 1-0 em Lisboa para a Taça da Liga em Janeiro e, em Dezembro passado, Carrillo, Mané e João Mário tinham feito os tentos do 3-1 no Bessa. Os dois golos boavisteiros pertenceram a Zé Manuel e Jonathan Silva (este na própria baliza).   -O Sporting segue numa série de 23 jogos (todas as competições) seguidos a marcar golos, a melhor da história do clube desde 1969/70, quando conseguiu 36 partidas sempre a marcar.   - Os leões não perdem no Bessa desde Abril de 2004 (2-1, em jogo da Liga), mas este foi um dos estádios em que sentiu mais dificuldades durante largo período da sua história, pois esteve 30 anos sem lá ganhar, entre os 5-2 de Dezembro de 1959 e os 3-0 de 15 de Setembro de 1990.   - Os últimos dois golos marcados pelo Sporting (ao Lokomotiv e ao Nacional) tiveram os mesmos intervenientes: Calos Mané assistiu e Montero marcou. - Slimani, autor do golo da vitória leonina no último confronto entre Sporting e Boavista (os 2-1 em Alvalade), marcou nas duas últimas deslocações dos leões: Académica e Rio Ave. Já tinha conseguido por três vezes marcar golos em duas saídas consecutivas, mas ficou sempre em branco à terceira.   - Três dos cinco golos obtidos pelo Boavista esta época nasceram de bolas paradas: um livre direto de Luisinho, um canto com finalização do mesmo Luisinho e um livre lateral com cabeceamento de Anderson Carvalho. O Sporting já sofreu dois golos de livre lateral (Tondela e CSKA Moscovo) e em contrapartida só marcou três de bola parada, mas todos de penalti.   - O lateral sportinguista João Pereira estreou-se na Liga no Bessa, a 17 de Agosto de 2003, lançado por Jose Antonio Camacho na parte final de um empate a zero entre o Boavista e o Benfica.   - O Boavista só ganhou uma vez com Soares Dias a apitar na Liga. Foi em Fevereiro de 2006, no Bessa, contra o Rio Ave (2-1). Nos três jogos seguintes, os axadrezados sofreram três derrotas e não fizeram sequer um golo. Quanto ao Sporting, já perdeu cinco vezes (em 24 jogos) com este árbitro, com o qual não ganha longe de Alvalade desde a deslocação a Coimbra, na abertura da Liga de 2013/14. Desde então, perdeu duas vezes no Dragão (3-1 e 3-0) e empatou em Coimbra com a Académica (1-1).
2015-09-25
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