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Último Passe

Dois golos de rajada a abrir a segunda parte deram ao Benfica um sucesso justo (2-1) sobre o Vitória de Guimarães na final da Taça da Portugal, permitindo à equipa liderada por Rui Vitória festejar a dobradinha numa época que só a Taça da Liga impediu de ser perfeita. Com aqueles dois golos, de Jiménez e Salvio, o Benfica pôs para trás das costas uma primeira parte mal conseguida, na qual foi controlado por uma equipa minhota que tinha sido capaz de tirar aos tetracampeões nacionais o espaço de que eles precisavam para meter velocidade no jogo. A ganhar, já se sabe, o Benfica estava como queria e nem a reação mais feita de alma do que de organização ou de capacidade técnica permitiu ao Vitória ir além de um golo, marcado por Zungu, que mais não foi do que um prémio de consolação. O jogo da final foi marcado por dois fatores. Primeiro, a chuva, que caiu copiosamente durante quase todo o tempo. Depois, a goleada (5-0) que o Benfica tinha imposto a este mesmo Vitória há quinze dias, na Luz. Percebendo que nessa altura a sua equipa tinha falhado no espaço que dera entre linhas no corredor central ao Benfica, Pedro Martins juntou linhas, baixou o bloco, e roubou ao Benfica esse espaço de que este precisava para as tabelas ou as acelerações súbitas com que dinamita os adversários nos últimos metros. Assim sendo, o Benfica foi tendo mais bola, mas esta era uma posse quase sempre estéril: só Grimaldo encontrava espaço e tempo para ser perigoso, beneficiando de um menor empenho defensivo (físico?) de Hernâni para o acompanhar. Nessa altura, era o Vitória quem tinha o jogo como queria – controlava sem bola e de quando em vez conseguia meter um ataque rápido no relvado, quase sempre graças a acelerações de Bruno Gaspar na direita. Este impasse não foi sequer quebrado com as lesões que as duas equipas tiveram na primeira parte. O Benfica perdeu Fejsa muito cedo, na sequência de um choque com Marega, e trocou-o por Samaris, sem que isso se notasse. O Vitória ficou sem Hurtado perto do intervalo, após dupla falta de Grimaldo e Cervi, substituindo-o por Cellis. E aí, sim, poderia até dizer-se que se notaram algumas diferenças, porque Cellis foi jogar para o lado de Rafael Miranda, motivando o adiantamento de Zungu para segundo avançado, e no reatamento o Benfica fez dois golos com ação de Jonas, o homem que jogava naquela zona. Primeiro, uma finta de corpo sobre Rafael Miranda e um remate de longe, que Miguel Silva largou e Jiménez aproveitou para inaugurar o marcador. Pouco depois, quase sem tempo para que os vimaranenses se recompusessem, Jonas abriu na direita em Nelson Semedo, que cruzou magistralmente para uma entrada de Salvio, a cabecear entre Pedro Henrique e Rafael Miranda. A ganhar por 2-0, o Benfica ficou como queria – a poder controlar o jogo com bola. E foi isso que foi sempre fazendo. Pedro Martins chamou Teixeira para ponta-de-lança e tentou partir a equipa num 3x4x3 com Rafael Miranda entre os dois centrais e o adiantamento dos dois alas – Bruno Gaspar e Raphinha, que recuou para o lugar do sacrificado Konan – mas o Vitória nunca foi capaz de tomar conta do jogo nem voltou a mostrar sequer indícios da organização que evidenciara enquanto o que lhe tocava fazer era sobretudo defender. O Vitória ainda reduziu, por Zungu, num canto, mas ainda assim foi o Benfica quem teve as melhores ocasiões para fechar o jogo. Os encarnados não aproveitaram nenhuma e o 2-1 final acaba por premiar a alma guerreira do Vitória com uma derrota pela margem mínima face a um Benfica que foi a melhor equipa em campo.
2017-05-28
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Em semana de Congresso dos Jornalistas, o documento “The European Football Landscape”, lançado pela UEFA, veio ajudar um pouco à reflexão em torno do jornalismo que se faz. Sei por experiência própria que os jornalistas de hoje não são piores do que os de há 30 anos. Pelo contrário: são melhores. Têm é problemas diferentes para ultrapassar, o maior dos quais é o mundo que os rodeia e que conspira para lhes roubar um bem precioso, que é o tempo. A forma como foi tratado o documento da UEFA vem provar isso mesmo. Sem tempo, o que se faz? Primeiro, não se lê, treslê-se. Olha-se para aquilo e rapidamente se descobre que o Benfica é a segunda equipa mais endividada da Europa. Já há título, porque é esse tipo de comportamento extremo que os leitores procuram. E depois, seguindo outro aspeto particular da sociedade de hoje, onde todos se sentem informados e com opiniões definitivas sobre tudo, que lê divide-se em dois grupos: o dos que acham que é uma vergonha e o dos que sabem que é uma cabala. Não é uma coisa nem a outra. É assim mesmo. Não é uma cabala porque o Benfica tem de facto uma dívida monstruosa, bem maior que as de FC Porto e Sporting. Não é uma vergonha porque o clube também tem uma receita muito superior aos rivais e faz dessa dívida e da sua gestão quotidiana uma forma de vida nos limites que lhe permite andar de mãos dadas com o sucesso. É essa forma de vida que ajuda a entender, por exemplo, a parceria com Jorge Mendes e o ocaso a que tem estado a ser vetado Raul Jiménez, que Luís Filipe Vieira já vem dizendo há muito tempo – há mais de um ano, creio… – que vai ser a maior venda da história do clube. Como se já tivesse visto o guião escrito em algum lado. Transpondo a história para a nossa vida real de todos os dias, imaginemos que temos um vizinho que é futebolista num clube de meio da tabela, mas que de repente atinge os píncaros do sucesso e assina um novo contrato por um dos grandes, a ganhar 100 mil euros por mês. O rapaz ganhava uns dois mil no contrato anterior e estava a pagar uma casa ao banco que lhe tinha custado 250 mil euros. Uma casa sobre a qual penderia a normal hipoteca. De repente, com o aumento da receita garantido, abalançou-se a comprar uma vivenda de luxo numa zona mais rica da cidade e pediu um empréstimo de quatro milhões de euros. Tecnicamente, ficará com uma das maiores dívidas da rua, talvez mesmo a maior. Mas na prática tem condições de a pagar e ninguém tem nada a ver com isso. A gestão do Benfica tem vindo a ser feita assim há anos, mesmo que Luís Filipe Vieira ande há anos também a dizer que quer passar a apostar na formação, porque quer manter a receita e reduzir a despesa. A narrativa que passa para o exterior é muito a de que isso não foi feito mais cedo porque Jorge Jesus não permitia e que com Rui Vitória, de facto, aumentou muito a aposta nos rapazes do Seixal. Se a segunda parte desta história bate certo com a realidade, já em relação à primeira tenho muitas dúvidas, porque para a relação com Mendes poder funcionar na perfeição as movimentações têm de ser para lá e para cá. A própria posição do agente no mercado internacional poderia ficar comprometida se só fizesse negócios mega-inflacionados num sentido. Porque a questão aqui não é a de o dinheiro ser verdadeiro ou em notas de Monopólio, como muitos se atrevem a dizer. Não me passa pela cabeça que o dinheiro não seja real. Mas que todo o esquema se monta na capacidade para vender bens muito acima – nem é só acima, é muito acima – do seu real valor de mercado, isso parece evidente. Ora centremo-nos em Jiménez, que não ocupou a sua posição no banco de suplentes ontem com o Boavista porque Luís Filipe Vieira está a tentar vendê-lo para o futebol chinês. As notícias que circulam dão conta de propostas de 50 milhões de euros, mas que o presidente encarnado só aceita libertar o jogador pelos 60 milhões de que fala há meses. 60 milhões de euros. Por um suplente. A concretizar-se – e não tenho muitas dúvidas de que acontecerá, se não já em Janeiro, no mercado de Verão – é caso para se dar uma nova perspetiva à expressão “negócio da China”. Só que basta andar um pouco para trás para perceber que o circuito é bi-direcional. Jiménez saiu do México para o Atlético de Madrid por 11 milhões de euros. Foi suplente em Espanha e saiu para o Benfica por um total de 22 milhões, pagos em duas partes. Continuou a ser suplente em Portugal e está prestes a sair para a China por 50 ou 60 milhões de euros. Isto sim, e não a dimensão da dívida do Benfica, merece esclarecimentos por parte de quem sabe e o tempo dos jornalistas.
2017-01-15
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É impossível não ligar Mitroglou à vitória sobre o Rio Ave com que o Benfica fechou a sua participação na Liga em 2016, assegurando o título oficioso de campeão de inverno. E não foi só por ter sido ele a desbloquear o marcador, obtendo o primeiro golo do jogo. É que o regresso do ponta-de-lança grego ao onze permitiu a Rui Vitória mudar o jogo atacante da sua equipa, dando-lhe mais presença na área e profundidade no corredor central, por oposição ao futebol mais móvel de Jiménez. Indiferente à discussão acerca de quem será o melhor ponta-de-lança da Liga e mesmo sem ter tantos como o Sporting, por exemplo, o Benfica tem uma certeza: na Luz mora o lote mais complementar de todos os candidatos. Mesmo que depois o melhor marcador da equipa seja o médio Pizzi. É que se Mitroglou anda sempre na perseguição do golo, raramente saindo do corredor central ou se envolvendo em movimentações antes dos últimos 20 ou 30 metros do campo, preferindo ir mais vezes em busca da profundidade, Jiménez, o avançado a quem ele tirou a vaga nos titulares, cai com frequência nas laterais, dessa forma ajudando a desposicionar as defesas adversárias e abrindo caminho à entrada dos médios em situações de finalização. Depois, há Guedes, um corredor por excelência, rápido com bola nos pés e pouco certeiro na definição dos lances – ainda hoje se lhe viram raides sem a decisão correta no final – mas incansável na pressão quando a equipa perde a bola e lhe compete entrar em fase defensiva. E recomeça a haver Jonas, jogador tão diferente dos outros três, por ter até mais golo que Mitroglou, mesmo jogando uns metros atrás, por ser tecnicamente refinado e quase presciente naquilo que falta a Guedes, que é a capacidade para adivinhar o que vai suceder em cada lance. Podendo ainda fazer jogar ali Rafa – um misto de Jonas com Guedes, porque decide quase sempre bem, mas nem sempre define a contento – ou Cervi, Rui Vitória está mais bem servido de atacantes que Nuno Espírito Santo ou Jorge Jesus. No FC Porto, há Jota, um velocista com golo nas botas, há André Silva, um trabalhador que dá tudo – às vezes até demais – e acaba por sair muito da zona de finalização no processo, e há Depoitre, um gigante de área que aparenta ser muito limitado com os pés. Nuno Espírito Santo seguramente poderia usar a capacidade de explosão de Aboubakar, se tivesse havido a capacidade para lhe explicar que a aposta principal era o miúdo da formação e ele se predispusesse a ser útil, ainda assim. E no Sporting, onde mora o maior lote de avançados da Liga, também não se encontrou ainda a complementaridade. Há Bas Dost, outro gigante, que é melhor jogador e finalizador que o dragão belga, mas pouco dado a buscar a profundidade em construção, como fazia Slimani, preferindo baixar para jogar entre linhas, no espaço de Jonas, por exemplo. E aí faltam-lhe argumentos para desequilibrar. E há Bryan Ruiz, tecnicamente muito bom mas lento a executar, mau finalizador e nada propenso às mudanças de velocidade, ou Campbell, que continuo a achar que pela explosão e boa finalização é o melhor par para o holandês no meio. Não tem havido Markovic, ainda não se viu o que pode valer Alan Ruiz, nunca foi dada constância a André e creio que dificilmente se verá Castaignos. Com mais opções, Jesus ainda não definiu claramente o que espera de cada uma delas. E por aí também se explica a diferença pontual que a equipa já tem para o Benfica.
2016-12-21
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O regresso de Jonas aos relvados foi a boa notícia da noite para os benfiquistas que viram a sua equipa vencer à justa o Estoril, por 1-0. O brasileiro entrou na ponta final do jogo, já com o resultado feito, mas em meia dúzia de intervenções mostrou que muda tudo à sua volta, pela inteligência que lhe permite adivinhar o epílogo de cada lance, pela capacidade técnica e a tomada de decisão que o leva a defini-lo melhor que os colegas. E no entanto, como o segundo golo não entrou, também foi com ele em campo que o Benfica mais perto esteve de consentir o empate. Porque com Jonas – e com Mitroglou em vez de Jiménez – muda também a capacidade do Benfica para controlar os jogos e gerir vantagens curtas. E aqui Rui Vitória corre o risco de ser apanhado entre dois fogos, entre os corredores e os definidores. Já vi atribuírem a quebra do Benfica no final do jogo da Amoreira ao cansaço. É possível que sim, porque a primeira metade da época está a ser muito exigente para um plantel que tem sido fustigado por lesões permanentes. Os que permanecem de pé têm sido sugados até ao tutano e devem precisar desta pausa natalícia que aí vem como de ar para respirar. A questão é que esta não é uma tendência nova. É uma realidade constante nos momentos em que o Benfica decide segurar o resultado e muda as zonas de pressão. Nos momentos em que Rui Vitória opta por juntar mais gente atrás, com as entradas de Samaris, Danilo ou Celis e o sacrifício de um dos homens da frente, o Benfica passa a permitir mais facilidades na construção adversária e não consegue depois ser tão eficaz nas manobras para estancar a chegada à área de Ederson. E isso já não tem a ver com cansaço, mas sim com a definição estratégica acerca do local onde a equipa deve colocar o seu foco a cada momento dos jogos. Claro que nem Gonçalo Guedes e Jiménez, dois corredores por excelência, dois homens que trabalham mais sem bola do que com ela, conseguem durar 90 minutos ao mesmo ritmo. Aliás, a primeira parte do jogo mostrou isso mesmo: o Estoril quase nem saiu da sua área antes da meia-hora, porque nessa altura a pressão do Benfica era eficaz e compacta, mas dividiu o jogo nos últimos 15’ antes do intervalo, porque aí, já mais fatigados, os jogadores das linhas da frente do Benfica já não conseguiam pressionar de forma tão compacta. A questão é que, depois, Jiménez sai muito da área e Gonçalo continua a ser sofrível na definição dos lances. Os dois funcionam muito bem em vários parâmetros mas não dão à equipa a mesma facilidade goleadora de Jonas e Mitroglou. Com o brasileiro e o grego, na época passada, o Benfica não defendia tão bem desde a sua primeira linha, mas também não precisava disso, porque muitas vezes quando o opositor começava a pensar em chegar-se à frente já o fazia com o desânimo de dois ou três golos na sua baliza. Esta será a grande dúvida de Rui Vitória na ideia de equipa para depois do Ano Novo. O que está a provar-se que causa dificuldades é começar a construir resultados com os corredores e meter os definidores quando é altura de os defender.
2016-12-17
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Toda a gente que viu o Benfica ganhar ao Moreirense enaltecerá a prestação de Pizzi, autor dos primeiros dois golos dos encarnados. Mas para se perceber como é que um homem que joga como segundo médio consegue ser um dos melhores marcadores da equipa de Rui Vitória é preciso colocar os olhos mais à frente, na mobilidade de Raul Jiménez e Gonçalo Guedes. Sobretudo do primeiro, que foi a novidade apresentada hoje pelo treinador encarnado. É que a relação de Pizzi com o golo cresce exponencialmente com o mexicano em campo. Pizzi tomou parte em 19 partidas do Benfica nesta temporada, entre Supertaça, Liga, Liga dos Campeões e Taça de Portugal. Nelas, contabiliza 1603 minutos em campo e sete golos marcados. Mas comecemos então a detalhar as coisas. Destes 1603 minutos, 1071 foram com Mitroglou na frente e apenas 284 com Jiménez (há ainda a registar 23 minutos com os dois avançados em simultâneo e 225 sem nenhum deles). Ora a questão é que com Mitroglou à sua frente Pizzi fez três golos (um a cada 357 minutos), tendo marcado os outros quatro com Jiménez (um a cada 71 minutos). Os números explicam aquilo que os olhos vêem. Isto é, que Jiménez é um ponta-de-lança muito mais móvel, que sai mais da zona de finalização, dessa forma permitindo a entrada dos médios até junto do golo. Foi o que aconteceu no lance do primeiro golo do Benfica hoje, por exemplo, uma jogada que nasce em Jiménez na esquerda e acaba com remate de Pizzi na cara do guarda-redes. Mais a mais depois da quase crucificação de Mitroglou pela ocasião falhada em Istambul, que podia ter dado ao Benfica o 4-1, seria demasiado fácil concluir desde já que os encarnados deviam jogar com o mexicano em vez do grego. Mas não. O que estes números mostram não é que seja melhor para o Benfica jogar com Jiménez. Mostram, sim, que a entrada do mexicano muda a forma de atuar de Pizzi, que lhe pede outras responsabilidades, e que o transmontano, sendo um jogador inteligente, não lhes foge como podia fazer. E mostram ainda que o Benfica tem mais de um método para chegar ao golo, o que, mesmo tendo em conta a predileção encarnada pelas conclusões em transição e ataque rápido, acaba por ser um ponto a favor do trabalho de Rui Vitória.
2016-11-27
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O superior talento de Jimenez e Salvio, na noite de regresso de Jonas à competição, valeu ao Benfica uma merecida vitória na Choupana, por 3-1, sobre uma equipa do Nacional que teve muitas vezes a cabeça fora do lugar: aconteceu a Aly Ghazal nos primeiros dois golos dos benfiquistas e na gestão da equipa feita por Manuel Machado, que levou os madeirenses a acabar com dez homens, por lesão do egípcio. Com o resultado, Rui Vitória já pode assim olhar para o Sporting-FC Porto de domingo com a certeza de que sairá sempre a ganhar, seja qual for o resultado. A expectativa na equipa benfiquista era grande, sobretudo devido ao regresso antecipado de Jonas, após a intervenção cirúrgica a que foi submetido. Com Jonas, já se sabe, o coletivo de Rui Vitória ganha poder de finalização e capacidade para ligar o jogo nos últimos 30 metros, mas a verdade é que o brasileiro não foi tão influente assim e perdeu as ocasiões que teve para marcar, o que obrigou o Benfica a recorrer a outras fontes de talento para ganhar os três pontos. Salvio confirmou as indicações que tinha dado frente ao V. Setúbal e abriu avenidas no lado direito do ataque, mas quem melhor apareceu foi mesmo Jiménez. O mexicano fez a diferença em relação às noites mais apáticas que o grego Mitroglou vinha assinando, movendo-se sempre com inteligência, como se viu nos lances do segundo e do terceiro golos do Benfica: no segundo, foi ele quem lançou Salvio para o passe de morte que deu o 1-2 a Carrillo; no terceiro, adivinhou a dificuldade de Washington, médio adaptado a central, para ser último homem, pressionou-o, ganhou-lhe a bola e marcou na cara do desamparado guarda-redes. Por essa altura já se notava a falta de cabeça do Nacional, que acabou o jogo com dez homens, fruto da lesão de Aly Ghazal e do posterior esgotar das substituições por parte de Manuel Machado, que mesmo assim manteve o egípcio em campo quando quis reforçar o ataque. Ghazal, aliás, teve uma noite infeliz. Foi ele quem fez o primeiro golo do Benfica, deixando que um livre de Pizzi, que o guardião Rui Silva devia ter afastado, lhe batesse na cabeça e seguisse para a baliza deserta. Depois, já Tobias Figueiredo tinha empatado, de cabeça, após um canto de Agra, quando surgiu o tal lance de Jimenez e Salvio, no qual Carrillo desempatou. Ao tentar desfazer o cruzamento de Salvio, Ghazal bateu violentamente com a cabeça no relvado, o que veio a impossibilitar que ficasse em campo até final. E foi quando Manuel Machado já tinha dois avançados em campo que o capitão teve de sair de maca: Washington recuou para a linha defensiva, ainda tirou um golo cantado a Jimenez, com um corte sobre a linha de baliza, mas permitiu depois, já em período de compensação, que o mexicano lhe roubasse a bola para fazer esse mesmo terceiro golo, dando mais folga ao resultado. A vitória permite ao Benfica olhar para o clássico de Alvalade com a tranquilidade de quem já fez a sua parte. E a interrupção do campeonato que aí vem, para os jogos da seleção, dará a Rui Vitória o tempo para recuperar o melhor Jonas e trabalhar a equipa com Jimenez, que depois do que fez na Choupana dificilmente perderá a vaga nos tempos mais próximos.
2016-08-27
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O empate do Benfica, em casa, frente ao V. Setúbal (1-1) já foi comparado, por exemplo, por Raul Jiménez, com a derrota que a equipa encarnada sofreu frente ao Arouca, em Aveiro, à segunda jornada da época passada (0-1). “É seguir em frente!”, sentenciou com clarividência o atacante mexicano. Mas as razões por trás da perda de pontos de hoje são mais profundas do que o normal titubear de muitas equipas no mês de Agosto, quando os processos ainda não estão assimilados. Ao Benfica faltou aquilo que teve em abundância na época passada: boas decisões na frente e ainda melhores finalizações. Em suma, faltou Jonas. Jonas estava na bancada, de óculos postos, a ver as dificuldades que a equipa ia sentindo para criar lances de golo. Porque mesmo tendo mais volume de jogo, os encarnados nunca conseguiram reduzir a produção ofensiva do adversário: Amaral foi uma seta apontada à baliza de Júlio César em toda a primeira parte, período no qual os sadinos chegaram a beneficiar de um lance de dois para dois em ataque rápido e o perderam por falta de qualidade na definição. Claro que o Benfica também teve as suas ocasiões, mas nada que se compare, por exemplo, ao tal jogo com o Arouca ou à avalanche que conseguira na receção anterior a este mesmo V. Setúbal, na última primavera, quando ganhou por 2-1, de virada, na Luz. E foi por ter tido as ocasiões para ainda assim ganhar o jogo – quase todas no forcing final, depois de se ver a perder – que se notou a menor qualidade na finalização. O puzzle Jonas é o mais difícil de resolver por Rui Vitória. Se há um ano o treinador terá tido dúvidas mas ainda assim cedeu quando percebeu que o brasileiro era muito melhor como segundo ponta-de-lança do que como avançado de referência no 4x2x3x1, este ano é Mitroglou quem sente a falta das movimentações sempre inteligentes para a ala, o espaço entre-linhas ou as costas da defesa e das decisões sempre coletivamente válidas do companheiro de ataque. O grego voltou a fazer um jogo anónimo, dele só se retirando um cabeceamento, ainda na primeira parte, para excelente defesa de Bruno Varela. É pouco, como já tinha sido pouco em Tondela. Horta começou bem mas foi-se apagando face à qualidade dos dois médios-centro sadinos (Pacheco e Mikel) e acabou por ser Salvio, por um dia capitão, o melhor do Benfica. Com o jogo no impasse, foi o Vitória quem marcou, de bola parada, por Venâncio. E aí o Benfica entrou em modo pressionante, com dois avançados declarados – Mitroglou e Jiménez – e dois extremos – Guedes e Carrillo – ainda com Salvio e Grimaldo a darem largura no ataque desde a posição de laterais. Era muita gente na frente, o que somado ao menor esclarecimento dos cada vez mais desgastados jogadores do Vitória à medida que o jogo se aproximava do fim, podia ter dado em virada do Benfica. Jiménez ainda empatou, de penalti, e Lindelof acertou na barra, na recarga a um livre de Grimaldo que Varela foi buscar junto ao poste. O Benfica deixou dois pontos no relvado onde lhe faltou, acima de tudo, a qualidade de Jonas e onde voltou a provar-se que foi a qualidade que tem na frente a fazer a diferença no campeonato anterior.
2016-08-21
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A final da Taça de Liga foi um espelho perfeito da época do Benfica, com uma demonstração de eficácia máxima nas duas áreas a ditar o destino do troféu. Quando a equipa de Rui Vitória foi pela primeira vez à baliza de Haghighi, iam decorridos 11 minutos de jogo, fez o 1-0, por Jonas. Antes, já os madeirenses tinham perdido dois lances de golo cantado, quando Ederson deteve remates de Edgar Costa, primeiro, e Fransérgio, um minuto depois, ambos em situação extraordinária. Logo a seguir, porém, Pizzi descobriu Mitroglou que, já sem guarda-redes sequer pela frente, fez um 2-0 que, mesmo com apenas 18 minutos de jogo decorridos levou a que já ninguém admitisse outro desfecho que não fosse a taça nas mãos de Luisão. O 6-2 final não deixa sequer margem para que alguém venha agora discutir se é uma questão de sorte ou de qualidade. Houve sorte no primeiro golo do Benfica? Claro que sim: Mitroglou falhou o remate, Patrick tentou o corte e acabou por desviar a bola do seu guarda-redes e por colocá-la à frente de Jonas, que só teve de a empurrar para a baliza deserta. Mas antes, houve qualidade na forma como Ederson impediu os golos de Edgar Costa e Fransérgio? É também evidente que sim. É tão óbvio que o guarda-redes reagiu de forma soberba ao remate acrobático de Edgar Costa, desviando-o, ou que se manteve impecavelmente composto antes da finalização de Fransérgio, parando um autêntico penalti em movimento, como o é que ambos os lances nasceram da falta de rotina de Luisão e das dificuldades que André Almeida teve para se coordenar com o capitão, mais lento e pesado que Lindelof. A primeira parte foi um pesadelo para o lado direito da defesa do Benfica por causa disso mesmo. Depois, é claro que houve qualidade e trabalho na forma como o Benfica chegou ao 2-0: lançamento lateral de André Almeida para Jonas, que no segundo exato desmarcou Pizzi junto à linha de fundo, não restando a este outra coisa que não fosse chamar o guarda-redes e entregar a Mitroglou, que fez o golo. Mesmo contra um Marítimo que, ao contrário do que aconteceu no recente jogo contra 10 no campeonato, conseguia chegar à frente, poucos duvidavam de que o jogo estava resolvido. O 3-0, por Mitroglou, no seguimento de uma combinação entre Grimaldo – bom jogo, a atacar – e Gaitán veio acabar com as dúvidas que ainda restassem. E nem o facto de João Diogo ter reduzido ainda antes do descanso, após passe de Fransérgio, levou quem quer que fosse a colocar a vitória benfiquista em causa. É que na segunda parte o jogo continuou a decorrer como até ali, com o Marítimo a perdoar e o Benfica a castigar. Dyego Souza acertou na barra no único lance em que Ederson falhou, perdendo a posição numa saída dos postes, e logo a seguir Éber Bessa também perdeu por pouco o golo que podia reabrir a final. Quem não perdoou foi o Benfica que, já com Talsica em vez de Mitroglou, viu o brasileiro lançar Jonas e este dar um passe açucarado para uma finalização de pura classe de Gaitán. O argentino, que entrara em campo a chorar e saiu logo a seguir, acenando aos adeptos em jeito de despedida, recebeu o prémio de Homem do Jogo e confirmou no final que está “muito perto” de sair do Benfica. Faltavam 13 minutos para o fim quando Gaitán marcou, mas até final o jogo ainda teve mais três golos. Fransérgio reduziu para 4-2, de penalti, a punir derrube de Samaris a Alex Soares, mas antes que o Marítimo tivesse ideias, o Benfica marcou mais dois, já em período de compensação: primeiro por Jardel, a ganhar nos ares um livre lateral de Pizzi, e depois por Jiménez, de penalti, a punir falta do guarda-redes Haghighi sobre ele próprio. O jogo acabou logo a seguir, com ato de contrição de Nelo Vingada para o que considera ter sido uma má época do Marítimo e Rui Vitória a conquistar o segundo troféu na noite que pode ter sido de despedida para muita gente na equipa: Renato Sanches de certeza, Gaitán muito provavelmente, Jonas e Talisca talvez, Luisão quem sabe.
2016-05-20
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Acabou o campeonato e o Benfica foi campeão. Justo? Sem dúvida nenhuma. Quem faz 88 pontos em 34 jogos, quem ganha 29 das 34 jornadas, quem perde pontos contra apenas quatro das 17 equipas que tem como adversárias no campeonato, é um campeão justo em qualquer parte do Mundo. E no entanto, do lado do Sporting, o derrotado, mantem-se o discurso: “não ganhou a melhor equipa”, disseram jogadores e treinador. É verdade que, com os seus 86 pontos, com apenas duas derrotas em toda a Liga, com cinco vitórias em seis clássicos, o Sporting também teria sido um campeão justo. Os leões foram a equipa que mostrou o futebol mais bonito, mais enleante, mais coletivamente trabalhado. Mas as hipóteses de sucesso da candidatura sportinguista ao título do ano que vem dependem de os seus responsáveis perceberem por que é que o Benfica foi campeão este ano. Porque há razões para isso que vão muito para lá da sorte e do azar. O Benfica foi campeão, primeiro, porque mesmo sem ter sido a equipa com o futebol mais vistoso, foi a equipa mais eficaz, a equipa com mais qualidade dentro da área, que é onde se ganham os troféus. O Benfica teve o melhor ataque e o maior número de vitórias. Sorte? Não. Qualidade nas áreas. Os processos para chegar à frente não foram sempre os melhores, não se lhe vê um futebol tão desenhado em laboratório como aquele que Jesus colocou o Sporting a jogar em tempo recorde, aceita-se mesmo que há ali menos trabalho saído do treino, mas vê-se uma organização defensiva impecável, com dois defesas-centrais rapidíssimos, que permitem encurtar o bloco e jogar com toda a equipa subida – com Luisão, provavelmente, isso não seria possível – e uma forma despachada de chegar à frente, onde o Benfica teve três pontas-de-lança de enormíssima qualidade. Jonas, Mitroglou e Jiménez desataram muitos nós a Rui Vitória, naqueles jogos mais complicados, onde fazia falta um golo caído do céu aos trambolhões. E Jesus viu o Sporting baquear naquele momento da época em que Gutiérrez estava de baixa, Montero tinha sido despachado para a China, Barcos não respondia - se é que alguma vez responderá – e só lhe sobrava Slimani, que também tinha direito a uns dias maus. Lembram-se dos golos cantados que Bryan Ruiz falhou em Guimarães e no dérbi de Alvalade? Jesus também, por muito que prefira esquecê-los. O Benfica foi campeão, depois, porque teve nas provocações do exterior um fator que lhe permitiu fazer das fraquezas forças. As provocações vindas de Alvalade, que resultaram no início da época – Jesus levou Vitória a mudar o que tinha andado a testar antes do jogo da Supertaça, ao reclamar para si mesmo todo o ideário futebolístico do rival, e começou aí a ganhar o troféu – foram perdendo eficácia à medida que a época avançava. E a cada vez que o treinador leonino falava em cérebros, em Ferraris ou em tocas, fazia com que o adversário se unisse mais ainda. Só assim se explica, também, que uma equipa que perde cinco dos seis clássicos que joga numa temporada, uma equipa que a dada altura da época parecia em falência mental e física, tenha conseguido ir sempre buscar mais alento e ganhar cada jogo. Essa injeção de adrenalina, era sempre Jesus que a dava. Como voltou a dar ontem, ao dizer que “uns criam e outros copiam”, rematando a conferência de imprensa com um “é por isso que eu ganho” que pode ter transportado alguns adeptos para um episódio da Twilight Zone. Do outro lado, Rui Vitória optou por se apagar em prol do mérito dos jogadores e afirmou que, mais do que no título, os seus falecidos pais podiam estar orgulhosos da contenção verbal que foi sempre mantendo. O Benfica foi campeão, por fim, porque geriu melhor os aspetos laterais do jogo. Não estou a falar de arbitragem. Estou a falar de casos como o processo a Carrillo – que Jesus perdeu logo no início do campeonato – ou dos confrontos que os encarnados entregaram sempre a assalariados sem real importância, como os seus comentadores engajados ou o departamento de comunicação, e os leões não foram capazes de passar para baixo do presidente. A ponto de até quando Octávio Machado aparecia – e a função dele era essa mesmo – parecer pouco, porque o precedente de ser Bruno de Carvalho a falar tirava importância a todos os outros. Luís Filipe Vieira quase pôde aparecer apenas no fim do campeonato a passar a taça para as mãos do capitão de equipa, enquanto que a Bruno de Carvalho, que passou a época a fazer comunicados a um ritmo quase diário, não restou senão sair pela esquerda baixa, aparentemente até do Facebook. Vieira também já teve os seus tempos de “loose cannon”, mas aprendeu e vai com quatro títulos nos últimos sete anos. Carvalho tem nos meses que se seguem a oportunidade de cortar caminho: basta-lhe ter a noção de que este Sporting cresceu tanto num ano que vai ser preciso fazer muita coisa errada para não acabar por ser também campeão num futuro próximo. In Diário de Notícias, 16.05.2016
2016-05-16
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Um golo e uma assistência de Jonas, na segunda parte, depois de o artilheiro ter entrado apenas ao intervalo, permitiram ao Benfica dar a volta e vencer o Sp. Braga por 2-1, assegurando a presença em mais uma final da Taça da Liga, numa noite em que Rui Vitória deu descanso a vários titulares, já a pensar na partida de campeonato que aí vem, contra o Marítimo. Os bracarenses, que tinham passado uma primeira parte mais ou menos tranquila, não resistiram à associação de Jonas a Raul Jiménez, e só nos últimos dez minutos mostraram outra vez interesse em chegar à baliza de Ederson, ficando então um par de vezes à beira do empate. Ante a evidência que tem sido o menor rendimento de alguns jogadores, que vêm acusando excesso de utilização, Rui Vitória abordou esta meia-final com alguns elementos menos utilizados. Jardel e Gaitán estavam lesionados e André Almeida castigado, mas as ausências de Eliseu, Pizzi, Fejsa, Jonas e Mitroglou resultaram de opções do treinador, que assim chamou ao relvado muita gente menos rodada para fazer companhia a Lindelof, Renato Sanches e Ederson, os únicos titulares utilizados de início, mas também a Jiménez, Talsica, Carcela e Samaris, que ainda assim têm vindo a ser opções mais ou menos regulares. Com Rafa ao seu melhor nível, o Sp. Braga adiantou-se no marcador e expôs as dificuldades sentidas neste momento por homens como Luisão ou Sílvio, ambos mal na fotografia do golo. Mas o problema do Benfica não estava só ali. O problema é que faltava sempre a capacidade para criar desequilíbrios, numa noite em que nem Renato ajudou neste particular: jogou muito para trás e nem sempre bem. Uma das ligações frequentes no processo ofensivo do Benfica é a que Renato consegue estabelecer com Jonas. Desta vez, porém, Rui Vitória nem a testou, provavelmente porque a sua programação passava também por não exaurir o jovem médio, que saiu ao intervalo para dar lugar ao goleador brasileiro. E com Jonas perto de Jiménez o Benfica transfigurou-se. O mexicano nem estava a jogar mal, como não estava Carcela, mas a utilização de Talisca como segundo avançado não chegava para dar à equipa a presença suficiente no último terço. Jonas empatou, aproveitando o espaço que ele tão bem sabe encontrar no corredor central, depois de uma abertura de Carcela. E depois fez o passe para Jiménez marcar o 2-1, no seguimento de uma falha caricata do guarda-redes Mateus, que falhou um alívio com os pés e deixou o avançado com a baliza escancarada para uma finalização fácil. Só nessa altura o Sp. Braga voltou a acordar para o jogo. Paulo Fonseca já tinha trocado o mais cerebral Wilson Eduardo pelo potente Stojiljkovic e, com a entrada de Aaron em vez de Mauro foi capaz de pegar no jogo nos últimos dez minutos. Rui Vitória sentiu o perigo e reforçou o meio-campo com Fejsa, mas nem assim foi poupado a dois sustos. Valeu-lhe que tanto Aaron como Stojiljkovic dispararam ao lado, carimbando assim a passagem do Benfica à final da Taça de Liga. A última de três finais que faltam ao Benfica esta época, enquanto que o Sp. Braga pode agora centrar todas as atenções na Taça de Portugal, que jogará frente ao FC Porto no Jamor.
2016-05-02
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Último Passe

Mais um golo decisivo de Raul Jiménez, desta vez a aproveitar um erro de André Vilas Boas, deu ao Benfica uma vitória justa sobre o Rio Ave (1-0), em Vila do Conde, e o regresso à liderança da Liga, quando faltam apenas três jornadas para o fim da prova. A resposta dos encarnados ao desafio lançado na véspera pelo Sporting não foi brilhante como noutras noites deste campeonato, mas foi competente e competitiva. O Rio Ave foi retardando o golo encarnado, mas na verdade nunca deu mostras de poder fazer um seu, enquanto que, mesmo sem jogar enormidades, antes do tento de Jiménez já o Benfica tinha perdido três ou quatro situações claras para marcar. Mais uma vez com o seu onze de gala, trocando apenas Nelson Semedo por André Almeida, Rui Vitória viu um Benfica perro ofensivamente durante toda a primeira parte, na qual o Rio Ave foi capaz de montar acampamento longe da área de Cássio e dessa forma impedir as combinações entre Jonas, Pizzi e Gaitán, que geralmente desequilibram os adversários. O bloco montado por Pedro Martins, com Pedro Moreira e Wakaso à frente da defesa, mas sem recuos excessivos, garantiu o equilíbrio no jogo e impediu o Benfica de criar situações de golo a não ser em lances de bola parada. Jardel viu Paulinho desviar perto da linha um cabeceamento que se seguiu a um canto de Gaitán, logo aos 2’, e o argentino perdeu uma boa oportunidade num remate de ressaca, após um alívio da defesa vila-condense, aos 32’, chutando ao lado de uma boa posição. Mas nada mais se viu em 45 minutos que foram marcados pela competência defensiva da equipa da casa. Na segunda parte, o Benfica passou a entrar com mais frequência na organização do Rio Ave, que por isso se viu forçado a recuar o seu bloco. E as ocasiões de golo apareceram. Gaitán perdeu um golo cantado, fazendo um “passe” a Cássio (aos 54’) após ter sido deixado em posição privilegiada por Jonas. E Jonas imitou-o um minuto depois, quando conseguiu passar entre dois adversários e encarar o guarda-redes vila-condense. Quando, aos 57’ Mitroglou desviou demais um toque subtil na sequência de um canto, fazendo a bola passar a lado, Rui Vitória decidiu mudar o ataque. Trocou Pizzi por Salvio e o próprio grego por Jiménez, enquanto que Pedro Martins optava por refrescar o ataque, com Postiga e Kayembé. E se as alterações do Rio Ave não trouxeram nada de novo ao jogo, as do Benfica resultaram no golo, aos 73’: cruzamento de André Almeida, desvio infeliz de André Vilas Boas para a sua própria barra e recarga à boca da baliza de Jiménez. A ganhar tão perto do fim, o Benfica congelou o jogo. Rui Vitória chamou Samaris para ajudar a equilibrar, sacrificando Jonas, e a equipa passou a controlar pela posse, arriscando sempre o mínimo e somando três pontos sem sobressaltos até final. Os encarnados encaixaram bem o golpe dado pelo Sporting e terão na sexta-feira a hipótese de voltar a bater a bola da pressão para o outro lado do court: se ganharem ao V. Guimarães farão com que o Sporting entre no Dragão, no sábado, com cinco pontos de atraso. A Liga começa a ser para os duros.
2016-04-24
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Stats

O Benfica entra em campo para defrontar o V. Setúbal e, se quer manter a liderança da Liga, precisa de ganhar. Se o fizer, iguala a sua melhor série de jornadas seguidas com vitórias esta temporada: oito, conseguidas entre o empate frente ao U. Madeira, a 15 de Dezembro, e a derrota contra o FC Porto, a 12 de Fevereiro. E se prolongar a série vitoriosa até final da competição não só garante o tricampeonato como supera as melhores sequências dos seis anos de Jorge Jesus, que foram de onze jornadas consecutivas sempre a ganhar. De resto, desde 2004/05, o ano do título nacional com Trapattoni, que o Benfica não é campeão nacional sem uma série de pelo menos nove vitórias consecutivas . A última partida de campeonato que o Benfica não ganhou foi a correspondente à 22ª jornada, a tal derrota caseira com o FC Porto (1-2). Depois disso, venceu sempre: 3-1 em Paços de Ferreira, 2-0 ao U. Madeira, 1-0 ao Sporting em Alvalade, 4-1 ao Tondela, 1-0 ao Boavista no Bessa, 5-1 ao Sp. Braga e 2-1 à Académica em Coimbra. Ao todo, sete vitórias consecutivas, a uma da melhor série de jornadas sempre a ganhar estabelecida pela equipa de Rui Vitória. Após o empate frente ao U. Madeira na Choupana, a 15 de Dezembro, o Benfica ganhou oito jogos de campeonato consecutivos até à derrota caseira com o FC Porto: 3-1 ao Rio Ave, 1-0 em Guimarães, 6-0 ao Marítimo, 4-1 ao Nacional na Choupana, 2-1 no Estoril, 3-1 em Arouca, 4-1 no terreno do Moreirense e 5-0 ao Belenenses, no Restelo. Na situação em que está o campeonato, com os dois primeiros separados por apenas dois pontos e sem a garantia do direito ao erro, o melhor que a equipa do Benfica tem a fazer é pensar em ganhar não só ao V. Setúbal mas depois também os outros quatro jogos até final (as visitas a Rio Ave e Marítimo e as receções a V. Guimarães e Nacional). Se o fizer, supera as duas melhores marcas das equipas de Jorge Jesus, que nunca passaram das 11 vitórias seguidas: em 2010/11, o Benfica ganhou onze jogos seguidos entre uma derrota no Porto (0-5 com o FC Porto, a 7 de Novembro) e outra em Braga (1-2 com o Sp. Braga, a 6 de Março de 2011) e mesmo assim não foi campeão; em 2013/14, repetiu a proeza, ganhando onze jogos seguidos entre um empate com o Gil Vicente em Barcelos (1-1, a 1 de Fevereiro de 2014) e outro empate com o V. Setúbal em casa (1-1, a 4 de Maio), com a nuance de por alturas do segundo empate já ter assegurado matematicamente a conquista do título nacional. Aliás, para ser campeão, Jesus teve sempre de somar pelo menos nove jornadas seguidas a ganhar. Fê-lo em 2009/10 e em 2014/15, tendo em 2013/14 chegado às tais onze vitórias consecutivas.   O V. Setúbal não ganha há dez jogos, tendo apenas uma vitória em toda a segunda volta, que foi o 2-1 à Académica, em casa, a 22 de Janeiro. Depois disso, quatro empates e seis derrotas, com golos sofridos em todos os jogos. Aliás, a última baliza virgem da equipa sadina já data de 5 de Dezembro do ano passado, quando venceu o Belenenses no Restelo por 3-0. Contra o Benfica, uma semana depois, o Vitória iniciou a corrente série de 18 jogos sempre a sofrer golos.   A última vez que o Vitória esteve 18 jogos seguidos sempre a sofrer golos foi em 2010/11, altura em que após uma vitória por 1-0 frente ao Paços de Ferreira (de Rui Vitória), a 27 de Setembro de 2010, viu os adversários marcarem todos pelo menos uma vez até um empate a zero no terreno do Beira Mar, a 14 de Fevereiro de 2011. O 18º jogo dessa série foi em Setúbal, contra o Benfica, que na altura se impôs com golos de Gaitán e Jara.   O pior resultado que Rui Vitória, treinador do Benfica, tem nos três jogos que fez contra Quim Machado, técnico do V. Setúbal, é um empate a zero. Só o recebeu uma vez, em Guimarães, tendo o seu Vitória ganho ao Feirense de Machado por 1-0, com um golo do brasileiro Toscano. Antes disso, tinha-o visitado na Feira, mas ainda ao serviço do Paços de Ferreira: empatou sem golos, no jogo que marcou a despedida de Vitória da Mata Real, antes de assumir o comando da equipa de Guimarães. Já esta época, em Setúbal, o Benfica de Rui Vitória ganhou por 4-2 ao V. Setúbal de Quim Machado.   Em contrapartida, nunca Rui Vitória ganhou duas partidas seguidas ao V. Setúbal. Desde que chegou à I Divisão, para liderar o Paços de Ferreira, em 2010, o atual treinador do Benfica defrontou por 14 vezes os sadinos, com seis sucessos, um empate e sete derrotas. A única época em que ganhou por duas vezes ao V. Setúbal foi 2012/13, quando o seu V. Guimarães venceu as duas partidas da Liga (2-1 em casa e 3-2 fora), mas pelo meio registou um empate no Bonfim, para a Taça de Portugal (2-2). Aí, valeu-lhe o desempate por grandes penalidades para chegar à final, onde os vimaranenses ganharam… ao Benfica.   Quim Machado, treinador do V. Setúbal, perdeu os três jogos que fez contra o Benfica, dois dos quais ao serviço do Feirense. Contudo, a sua equipa marcou sempre golos. Na Luz, em Agosto de 2011, o seu Feirense esteve empatado até ao último quarto-de-hora (golos de Nolito e Rabiola), quando Cardozo e Bruno César marcaram para fazer o 3-1 final. Na Feira, em Janeiro de 2012, até esteve a ganhar (golo de Varela), mas viu depois o Benfica virar para 1-2, com um autogolo do mesmo Varela e um penalti de Cardozo. O jogo mais desequilibrado foi o desta época, em Setúbal, no qual o Benfica chegou cedo aos 3-0 (golos de Pizzi, Jonas e Mitroglou), tendo depois o Vitória amenizado para o 2-4 final (marcaram Vasco Costa, Suk, tendo o guardião sadino Ricardo feito um autogolo).   Raul Jiménez marcou nos últimos dois jogos do Benfica: fez o golo da vitória contra a Académica em Coimbra (2-1) e obteve o primeiro no empate com o Bayern na Luz (2-2). Foi a segunda vez esta época que o mexicano marcou golos em dois jogos consecutivos, depois de ter marcado ao Rio Ave e ao Nacional (na Taça da Liga) em Dezembro. Para lhe encontrar uma série de três jogos seguidos sempre a marcar é preciso recuar a Setembro de 2013, quando ainda representava o America.   Kostas Mitroglou, por sua vez, marcou nas duas últimas jornadas do campeonato. Pertenceu-lhe sempre o primeiro golo do Benfica nas vitórias frente ao Sp. Braga (5-1) e à Académica (2-1). O grego está ainda longe do seu melhor desta época, que foram as sete jornadas seguidas sempre a marcar, a Nacional, Estoril, Arouca, Moreirense, Belenenses, FC Porto e Paços de Ferreira.   O V. Setúbal não ganha ao Benfica desde 31 de Outubro de 2007, quando se impôs no Bonfim em partida da Taça da Liga, por 2-1, e de virada, com golos de Matheus e Edinho, depois de Freddy Adu ter aberto o ativo de penalti para os encarnados. Desde essa data, em 18 jogos, o melhor que os sadinos conseguiram forma quatro empates, dois deles na Luz: 2-2 em Dezembro de 2008 e 1-1 em Maio de 2014. De resto, 14 vitórias do Benfica, algumas delas com score bem largo, como os 8-1 de Agosto de 2009.   As duas últimas visitas do V. Setúbal à Luz acabaram com o mesmo resultado: 3-0. E foram separadas por apenas quatro dias. Talisca, Pizzi (ambos de penalti) marcaram a 11 de Fevereiro de 2015, em jogo da Taça da Liga; Jardel e Lima (este bisou) imitaram-nos a 15 de Fevereiro, em jogo a valer para o campeonato.   Talisca é o melhor marcador do atual plantel do Benfica em jogos com o V. Setúbal: fez quatro golos. Além do que marcou nos 3-0 para a Taça da Liga, em Fevereiro de 2015, assinou um hat-trick nos 5-0 com que o Benfica se impôs no Bonfim em Setembro de 2014. Em contrapartida, do atual plantel do V. Setúbal, só Vasco Costa marcou aos encarnados com a camisola listada: fê-lo na derrota por 4-2 da primeira volta, na qual o outro golo sadino foi apontado por Suk, entretanto transferido para o FC Porto.
2016-04-18
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Último Passe

O Benfica vendeu cara a eliminação da Liga dos Campeões, forçando o Bayern Munique a um empate na Luz (2-2) que se justificou plenamente, face ao que as duas equipas fizeram em campo, e chegando a lançar a dúvida sobre o destino da eliminatória, ao adiantar-se no marcador antes da meia-hora, com um cabeceamento de Jiménez. O Bayern tem outros argumentos, tanto ao nível das individualidades como no plano tático, chegou rapidamente ao empate e até à vantagem, mas Pep Guardiola chegou a irritar-se com os seus jogadores no banco pela forma como estes permitiram que os encarnados colocassem a passagem às meias-finais em dúvida. Rui Vitória já sabia que não ia ter Jonas, que estava castigado, devido ao amarelo que viu em Munique. No dia do jogo ficou a saber também que não poderia contar com Mitroglou e Gaitán, as suas duas outras principais armas ofensivas, que se ressentiram de lesões contraídas em Coimbra, no sábado. Armou a equipa em 4x2x3x1, com Jiménez na frente, apoiado por um Pizzi que não está a viver uma fase particularmente fulgurante, e com Salvio e Carcela nas alas. Provavelmente sabendo que o Benfica ia apresentar três médios, Guardiola abdicou de um dos pontas-de-lança (no caso Lewandowski), fazendo jogar Müller sozinho em cunha, com Douglas de um lado e Ribery do outro, igualando a batalha a meio-campo com a junção de Xabi Alonso a Tiago Alcântara e Vidal. E apesar de um início forte do Benfica, aos 5’ o Bayern congelou o jogo com o seu futebol de posse e variação constante de flancos. Lahm, pela forma como aparecia sempre a aproveitar as manobras de diversão de Douglas Costa, era o principal causador de perigo para Ederson, como se viu no modo como descobriu Lahm (19’) para um volei que este fez passar rente ao poste, ou como esteve na base do lance em que Tiago Alcântara solicitou o cabeceamento de Vidal, para defesa de Ederson (22’). Só que aí o Benfica marcou. A pressão do Bayern a meio-campo falhou, a equipa portuguesa fez a bola chegar a Eliseu, que tinha espaço para correr na esquerda. Rui Vitória percebeu o que aí vinha e correu a incentivar Eliseu, que galgou campo e cruzou para Jiménez, que ganhou o sprint aos dois centrais do Bayern e aproveitou a saída sem sentido de Neuer para cabecear para o 1-0. Eliminatória igualada aos 27’, portanto. O jogo convidava à contemporização, mas três minutos depois Salvio ganhou uma bola na direita e cruzou rasteiro para uma falha de Alonso no corte e um remate fraco de Jiménez, que teve tempo e espaço para fazer mais do que entregar a bola a Neuer. Ora se o Benfica não marcou foi o Bayern que o fez, logo aos 38’, num belo lance de envolvimento na direita que terminou com cruzamento de Lahm. Ederson ainda afastou, mas aí os médios do Benfica foram batidos pela sua própria sofreguidão: acorreram à área, onde o Bayern não tinha assim tanta gente, e deixaram a meia-lua à mercê de Vidal, que fez o golo de primeira. Com 1-1, a eliminatória não ficava sentenciada -o Benfica voltava a precisar de dois golos. Mas o que a equipa sentiu foi que a montanha à sua frente tinha ficado repentinamente inultrapassável, de tão íngreme, tendo perdido concentração e permitido mais espaço às trocas de bola do Bayern. O problema, de resto, não se resolveu após o intervalo, pois foi outra vez o Bayern quem entrou melhor. E aproveitando uma desconcentração global na zona defensiva do Benfica após um canto da esquerda, o Bayern fez o 2-1, aos 52’, por Müller, o único a acorrer a uma primeira bola ganha por Javi Martínez nos ares. Foi o pior período do Benfica no jogo. Ederson teve de se esforçar para impedir o 1-3 logo aos 55’, num contra-ataque, e viu depois Douglas Costa chutar ao poste, aos 60’. Rui Vitória trocou então Pizzi por Gonçalo Guedes, procurando ganhar velocidade no corredor central, e o jovem extremo foi providencial na forma como o Benfica regressou ao jogo: travado em falta por Javi Martínez, após uma arrancada da direita para o meio, deu a Talisca – que entretanto substituíra Salvio – a possibilidade de, num livre magistral, estabelecer o empate. O golo acordou o público e a equipa do Benfica, mas só faltavam 14 minutos para o final da partida. Rui Vitória, expulso do banco por protestos, viu da bancada como o Benfica, já em 4x2x4, com Jovic a juntar-se ao ataque e Carcela a fazer de defesa-esquerdo improvisado, tentou impor ao Bayern uma derrota que talvez os alemães não merecessem. Valeu a tentativa, prova de caráter de uma equipa que fez das tripas coração para estar entre as maiores da Europa e não sai envergonhada da tentativa. Com a certeza de que para o ano haverá mais.
2016-04-13
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Último Passe

O Benfica voltou a sentir dificuldades para somar os três pontos numa partida de campeonato no terreno de um dos últimos classificados, ganhando desta vez à Académica, por 2-1, graças a um golo de Jiménez, a cinco minutos do fim da partida. A vitória foi justa, porque foi o Benfica quem esteve sempre por cima no jogo, mas podia ter sido posta em causa pela entrada displicente dos jogadores encarnados, que passaram a primeira meia-hora com a cabeça no jogo da próxima quarta-feira, com o Bayern, e à espera que este, de Coimbra, se resolvesse por si mesmo. A questão não pareceu tanto de fadiga como de foco. Rui Vitória entrou em campo com dez dos onze homens que perderam em Munique na terça-feira – trocou apenas Fejsa por Samaris – mas a forma como o Benfica reagiu ao golo que sofreu à saída do primeiro quarto-de-hora parece indicar que a equipa tinha energia de reserva. A Académica, que Filipe Gouveia escalonou em 30/40 metros à saída da sua própria área, reduzindo o espaço entre linhas e apostando em três defesas-centrais, para ter sempre dois homens sobre Jonas e Mitroglou e alguém à sobra, aproveitava a lentidão do Benfica para conseguir sair com alguma regularidade e impedir o sufoco que a sua colocação em campo poderia deixar adivinhar. E chegou mesmo ao golo, após um corte disparatado de Eliseu, na sequência do qual Pedro Nuno aproveitou a reação tardia de Samaris e Renato Sanches para ganhar o espaço entre linhas e rematar colocado. A perder à saída do primeiro quarto-de-hora, o Benfica reagiu. Pareceu ligar os motores e, como é natural perante uma equipa que defendia tão atrás como a Académica, acabou por aproveitar um dos erros que os da casa cometeram até ao intervalo. João Real, o central solto de Gouveia, tirou duas oportunidades quase seguidas a Gaitán (aos 32’) e Pizzi (aos 37’), mas este redimiu-se aos 39’, com um grande cruzamento, que Mitroglou aproveitou para empatar, de cabeça, nas costas de Iago, que falhou a interceção. Até ao intervalo, Pizzi ainda falhou um golo impossível de falhar, depois de já ter tirado o guarda-redes do caminho e tudo, chutando contra Nuno Piloto, pelo que foi com alguma surpresa que a segunda parte revelou uma Académica outra veze mais certa nas marcações e um Benfica pouco imaginativo. No segundo tempo, apesar de uma superioridade esmagadora em posse de bola e ocupação de terreno, o Benfica quase só se mostrou perigoso em bolas paradas. Pedro Trigueira fez um punhado de boas defesas, primeiro num livre de Gaitán, depois num corte de Ricardo Nascimento que quase dava autogolo, e por fim em dois cabeceamentos de Jonas (após um lançamento lateral) e Jardel (na sequência de um canto). Rui Vitória foi arriscando e meteu mais gente na frente. Depois de trocar Pizzi por Carcela, chamou Talisca para o lugar de Samaris (para ganhar meia-distância) e Raul Jiménez para a vaga de Eliseu, passando a ter três homens na área. E a entrada do mexicano foi decisiva: a 5’ do fim, Jiménez usou as pernas compridas para dominar um cruzamento de André Almeida que parecia ir fugir-lhe e disparou sem hipótese para o guarda-redes da Académica. Depois do 1-0 contra o Boavista, no Bessa, fruto de um golo de Jonas já em tempo de compensação, o Benfica ultrapassava mais uma barreira bem perto do fim de uma partida, aproximando-se do tri-campeonato. Faltam mais cinco.
2016-04-09
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Último Passe

As ausências de André Almeida e Jardel, por castigo, somadas às de Júlio César, Lisandro López e Luisão, estes por lesão, colocam a Rui Vitória um problema de difícil resolução. O Benfica enfrenta o jogo do qual depende a continuidade na Liga dos Campeões, no qual será fundamental manter a solidez atrás, sem o guarda-redes titular, sem as três primeiras escolhas para o centro da defesa e sem ter ainda resolvido por inteiro a questão que se lhe coloca acerca da composição do meio-campo nos jogos de maior grau de exigência. Ainda assim, num jogo em que o primeiro golo pode ser a chave, Vitória deve mexer o mínimo possível, de forma a aproveitar o embalo emocional que o sucesso no dérbi de sábado lhe trouxe. Vai ter de inventar, mas não mais do que o necessário, com a consciência de que este Zenit pode exigir ao Benfica algo que a equipa ainda não mostrou de forma consolidada: que é capaz de ser sólida em desafios de exigência elevada. A vitória em Alvalade, no sábado, como a conquistada em Madrid, no Outono, são as exceções que confirmam a regra: este continua a ser um Benfica mais talhado para jogar contra equipas fracas. Ao todo, em quatro jogos com o Sporting, dois com o FC Porto, dois com o Atlético Madrid, dois com o Galatasaray, um com o Sp. Braga e um com o Zenit, o Benfica, o Benfica só ganhou cinco de doze jogos de grau de dificuldade mais elevado. Pode até chegar para alcançar os objetivos – em São Petersburgo, por exemplo, basta uma derrota pela margem mínima, desde que com golos marcados –, mas deve servir de ponto de partida para uma reflexão interna acerca dos equilíbrios da equipa, que precisa de juntar outro avançado a Jonas para rentabilizar aquele que é o seu melhor jogador e não encontrou ainda uma forma satisfatória de preencher a zona central do meio-campo quando Renato Sanches se torna naquilo a que o treinador chamou “talento selvagem” e perde as referências no jogo sem bola. Problemático é que estas questões se agravem pela ausência de jogadores que são tão importantes nos momentos defensivos, como Jardel ou André Almeida. Lindelof tem respondido muito bem, sobretudo se tivermos em conta que era a quarta opção para o centro da defesa no início da época, mas o que se lhe pedirá no Petrovskyi é que comande o setor, provavelmente com Fejsa a seu lado e sem a ajuda de André Almeida, um lateral cujo principal atributo é a solidez defensiva. A dúvida coloca-se depois, na constituição do meio-campo e do ataque. Salvio à direita com Pizzi no apoio a Mitroglou (ou Jiménez, mais talhado para jogar longe da equipa) ou Jonas com Mitroglou e Pizzi a vir da direita para dentro, no apoio a Samaris e Renato? Rui Vitória saberá melhor que ninguém em que ponto está a recuperação de Salvio e se ele já é capaz de responder num jogo deste grau de exigência, ainda que todos saibamos que nestas coisas o risco maior está na experimentação e não na continuidade. Repetir os seis da frente de Alvalade pode ser uma forma de aproveitar não apenas as rotinas que a equipa vem construindo como a confiança que adquiriu no campo do maior rival. Mas, até pela escassez de golos nos mais recentes jogos do Zenit (0-1, 1-0 e 0-0), a chave da eliminatória estará sempre no primeiro golo. Se o marca o Benfica, pode repetir-se a história do dérbi; se o marca o Zenit o jogo deverá pedir um upgrade àquilo que este Benfica tem mostrado.
2016-03-09
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Último Passe

A transferência de Gianelli Imbula do FC Porto para o Stoke City, por 24 milhões de euros – mais 15 por cento de uma futura mais-valia – foi a grande novidade do último dia de mercado no futebol português. O negócio pode ser apresentado como uma espécie de milagre da multiplicação dos pães e já foi mencionado por muito boa gente como a prova acabada de que as faculdades de Pinto da Costa não só estão intactas como têm vindo a ser aprimoradas. Não duvido disso. Mas se o caso Imbula prova alguma coisa é algo bem diferente e tem a ver com a gestão que os fundos de investimento fazem dos seus ativos. Uma gestão paralela à dos clubes. Não é fácil explicar de forma razoável como é que um jogador que nunca lutou por títulos e que já não era um adolescente – tinha cinco épocas a jogar com regularidade nos seniores em França – chegou ao FC Porto a valer 20 milhões de euros. Mas mais difícil ainda se torna encontrar uma boa justificação para que, após seis meses num ambiente diferente, nos quais não conseguiu impor-se como titular indiscutível de uma equipa que neste momento é de classe média europeia, o seu passe valorize 20 por cento. A única explicação plausível chama-se Doyen. A Doyen, cujos representantes andaram em reuniões com o FC Porto à altura da aquisição e que pode ter participado na operação, precisa de proteger os seus investimentos, o que faz inflacionando os valores dos jogadores que tem em carteira. Sai a ganhar o FC Porto? Depende. Neste caso, é evidente que sai a ganhar o FC Porto. Como saem a ganhar nas vendas todos os clubes que são capazes de manter boas relações com os fundos de investimento. De repente, vejo apenas um problema, que é a necessidade de manter boas relações com os fundos de investimento, pois sem essas boas relações a venda já não será tão facilitada. É que essas boas relações passam também por comprar, num patamar abaixo, quem esses fundos querem que se compre, ao preço que eles querem fazer. Foi assim que Imbula chegou ao FC Porto por 20 milhões. Ou, numa operação muito parecida mas com outros protagonistas, que Raul Jiménez também se valorizou brutalmente: foi adquirido pelo Atlético de Madrid ao América por 10 milhões de euros, passou um ano no banco e viu depois o Benfica comprar 50 por cento do seu passe por 9 milhões. Se Jiménez justificar esse investimento, o problema fica resolvido; se não justificar, vai ser precisa a boa vontade de quem patrocinou a compra para ele seguir para outras paragens sem perdas. Como aconteceu com o guarda-redes Roberto, outro grande conhecedor da rota Manzanares-Luz. É por tudo isto ser tão difuso que não aceito a tese de que os fundos de investimento fazem falta ao futebol português. E são os valores praticados nestas operações que me levam a concluir que não é verdade que os clubes portugueses precisem destes fundos para chegar ao verdadeiro talento. Porque se é claro que, em parceria com os fundos, vendem caro, geralmente são obrigados a comprar igualmente caro, porque a influência dos fundos inflaciona o mercado. E no fim quem sai a ganhar são sempre os mesmos. Com um problema acrescido: é que ninguém sabe bem quem eles são nem onde têm o dinheiro. 
2016-02-02
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O Benfica vem com uma série de nove vitórias consecutivas desde o empate a zero com o U. Madeira na Choupana, a 15 de Dezembro. A equipa de Rui Vitória vai tentar, em Moreira de Cónegos, frente ao Moreirense, o décimo sucesso de enfiada, mas mesmo que o consiga ainda ficará longe da melhor sequência de jogos em seis anos com Jorge Jesus, que foram 18 vitórias seguidas, entre Dezembro de 2010 e Março de 2011. Após o empate com o U. Madeira, que deixou o Benfica a sete pontos do Sporting, já então líder da classificação, o Benfica encetou a recuperação que lhe permitiu reduzir a desvantagem e colocar-se no segundo lugar, tendo ainda conseguido qualificar-se para as meias-finais da Taça da Liga. Para tal, teve de vencer nove jogos consecutivos, a melhor série de uma equipa portuguesa esta época, pois o Sporting não passou das sete vitórias consecutivas e o FC Porto das quatro. Os encarnados começaram esta série batendo o Rio Ave por 3-1, prosseguiram-na ganhando ao Nacional por 1-0 e ao V. Guimarães pelo mesmo score, continuaram com um 6-0 ao Marítimo, um 4-1 ao Nacional e um 2-1 ao Estoril, voltaram a vencer por 1-0 quando defrontaram o Oriental, tendo ainda batido o Arouca por 3-1 e este mesmo Moreirense por 6-1. As nove vitórias seguidas já superam qualquer série do Benfica de 2014/15 e ficam a apenas um sucesso do melhor que a equipa fez em 2013/14, quando ganhou dez jogos seguidos entre um empate frente ao Gil Vicente (1-1, em início de Fevereiro de 2014) e outro empate contra o Tottenham (2-2, em finais de Março). Mas se em 2011/12 o Benfica conseguira onze vitórias consecutivas (entre as derrotas com o Marítimo, em Dezembro de 2011, e com o Zenit, em Fevereiro de 2012), a melhor série dos últimos anos é bem mais longa. Foram as 18 vitórias seguidas que a equipa obteve entre uma derrota contra o Schalke na Luz, a 7 de Dezembro de 2010, e outra contra o Sp. Braga, na Pedreira, a 6 de Março de 2011. Para lá chegar, a este Benfica ainda lhe faltam mais oito vitórias sem vacilar. Uma série que, a concretizar-se, passaria pelas receções ao FC Porto e ao Zenit, pela meia-final da Taça da Liga, contra o Sp. Braga, e se concluiria em Alvalade, contra o Sporting, já em Março.   - Miguel Leal, treinador do Moreirense, perdeu os sete jogos que fez contra o Benfica. Aos dois desta época (3-2 na Luz para a Liga e 6-1 em Moreira de Cónegos para a Taça da Liga) juntam-se ainda os dois da Liga anterior (3-1 na Luz e em Moreira de Cónegos), mais três em competições a eliminar: 4-1 e 2-0 com o Moreirense para a Taça de Portugal e a Taça da Liga da época passada e ainda um 0-1 com o Penafiel para a Taça de Portugal de há dois anos.   - O mexicano Raul Jiménez marcou golos nos dois jogos entre Moreirense e Benfica esta época: fez, a 15’ do fim, o golo do empate a uma bola na Luz, em Agosto, no jogo que os encarnados acabaram por ganhar por 3-2 e, ainda na primeira parte, marcou o quarto da goleada por 6-1 em Moreira de Cónegos, para a Taça da Liga, na terça-feira passada.   - Iuri Medeiros, o autor do golo do Moreirense ao Benfica, na terça-feira passada, no jogo da Taça da Liga, já tinha esta época marcado ao FC Porto, no empate a duas bolas que os dragões cederam em Moreira de Cónegos. E o golo de terça-feira não foi o primeiro do açoriano ao Benfica, uma vez que já tinha batido Júlio César da época passada, ainda ao serviço do Arouca, numa derrota por 3-1 em casa.   - Por sua vez, Talisca marcou nos últimos dois jogos do Benfica fora de casa: fez um hat-trick ao Moreirense (nos 6-1 de terça-feira) e marcou o tento solitário da vitória no Carlos Salema, frente ao Oriental, ambos para a Taça da Liga.   - Mitroglou fez golos nas últimas três jornadas de campeonato, não ficando em branco em jogos da Liga desde a goleada que o Benfica infligiu ao Marítimo (6-0, a 6 de Janeiro). Desde aí, marcou o quarto nos 4-1 ao Nacional na Choupana, o primeiro na reviravolta frente ao Estoril (2-1) e o segundo nos 3-1 ao Arouca, na Luz.   - Rafael Martins, por sua vez, marcou nas últimas três partidas que o Moreirense fez em casa para o campeonato: bisou nos 2-0 ao Nacional e fez um golo em cada uma das derrotas contra o V. Guimarães (3-4) e o Estoril (1-3). Curioso que o brasileiro também marcou o golo com que o Moreirense abriu o score na derrota por 3-2 contra o Benfica na Luz.   - O Moreirense perdeu os últimos dois jogos que fez em casa, pois antes dos 6-1 com que foi batido pelo Benfica na Taça da Liga tinha perdido por 3-1 com o Estoril, em partida de campeonato. Aliás, desde o Natal que os cónegos não ganham um jogo no seu estádio. Após os 2-0 ao Nacional, a 20 de Dezembro, perderam por 4-3 com o V. Guimarães e empataram a zero com o mesmo Nacional, mas em partida da Taça da Liga.   -O médio Vítor Gomes, do Moreirense, estreou-se na Liga contra o Benfica, lançado por João Eusébio numa derrota do Rio Ave frente aos encarnados em Vila do Conde, a 19 de Março de 2006.   - O Benfica venceu os últimos oito confrontos com o Moreirense, todos desde o empate a uma bola em Dezembro de 2012, para a Taça da Liga, no Minho. Em seis das últimas sete vitórias dos encarnados, porém, o Moreirense também marcou golos, tendo ficado apenas em branco nos 2-0 para a Taça da Liga, em Janeiro do ano passado. Contudo, em 17 jogos entre as duas equipas, o Moreirense nunca ganhou ao Benfica, tendo obtido apenas três empates, dois deles na Luz.   - Curioso é que nas últimas quatro vezes que estas duas equipas se defrontaram na Liga, o Benfica marcou sempre três golos e ganhou os quatro jogos (três vezes por 3-1 e uma por 3-2), mas foi sempre o Moreirense a marcar primeiro. Fê-lo Vinicius na Luz no encerramento do campeonato de 2012/13 (respondeu o Benfica por Cardozo e com um bis de Lima), repetiu-o João Pedro nas duas partidas da época passada (Eliseu, Maxi e Lima responderam pelos encarnados na Luz; Luisão, Eliseu e Jonas fizeram-no em Moreira de Cónegos), e por fim fê-lo Rafael Martins nos 3-2 da Luz em Agosto (tendo Jiménez, Samaris e Jonas marcado pelo Benfica e Cardozo pelos minhotos).
2016-01-31
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O Benfica ganhou os últimos sete jogos, todos desde o empate frente ao U. Madeira, na Choupana, a 15 de Dezembro. Já igualou a melhor série da época passada, podendo superá-la se vencer o Arouca, em casa, em partida da 19ª jornada da Liga, após a qual pode mesmo assumir, ainda que à condição, a liderança. É que o Sporting, que está dois pontos acima, só joga em Paços de Ferreira umas horas depois. Após o empate frente ao U. Madeira, a equipa de Rui Vitória começou por ganhar em casa ao Rio Ave (3-1, para a Liga) e ao Nacional (1-0, na Taça da Liga), para depois se impor no terreno do V. Guimarães (1-0, na Liga). De regresso à Luz, goleou o Marítimo (6-0, Liga), vencendo depois três saídas consecutivas: 4-1 ao Nacional e 2-1 ao Estoril (ambos na Liga) e 1-0 ao Oriental (para a Taça da Liga). Esta série de sete vitórias já iguala a melhora da época passada, obtida também por esta altura, entre 21 de Dezembro e e 21 de Janeiro. Na altura, após a eliminação da Taça de Portugal, em Braga (1-2), o Benfica ganhou sete jogos da Liga e da Taça da Liga sem sofrer um único golo. Impôs-se ao Gil Vicente (1-0), ao Nacional (1-0), ao Penafiel (3-0), ao V. Guimarães (3-0), ao Arouca (4-0), ao Marítimo (4-0) e ao Moreirense (2-0), só sendo travado a 26 de Janeiro, em Paços de Ferreira: perdeu por 1-0, com um golo de penalti no último minuto. Se ganhar ao Arouca, concretizando a oitava vitória consecutiva, o Benfica supera essa marca de 2014/15. Para se encontrar oito vitórias seguidas dos encarnados, contudo, não é preciso recuar muito mais. Basta ir até Março e Abril de 2014, quando, após a perder com o FC Porto na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, frente ao FC Porto, a equipa venceu consecutivamente o Sp. Braga (1-0), o Alkmaar (1-0 e 2-0), o Rio Ave (4-0), o Arouca (2-0), o FC Porto (3-1), o Olhanense (2-0) e a Juventus (2-1). Nessa altura foi travado ao nono jogo, um empate a zero com o FC Porto no Dragão que, ainda assim, nos penaltis, deu acesso à final da Taça da Liga.   - Em casa, o Benfica venceu os últimos três jogos, incluídos na série acima identificada. Só duas equipas evitaram a derrota na Luz esta época: o Sporting, que ali ganhou por 3-0 na Liga, e o Atlético Madrid, que venceu por 2-1 na Champions.   - O Arouca, em contrapartida, não ganha fora de casa na Liga desde a primeira jornada, a 16 de Agosto, quando venceu no terreno do Moreirense por 2-0. Desde então, fora do seu estádio, só ganhou na Taça de Portugal, no terreno do Leixões (2-1, após prolongamento) e do Amarante (2-1).   - Raul Jiménez marcou nos últimos três jogos do Benfica na Luz, não ficando em branco em nenhum jogo ali realizado desde a tal derrota com o Atlético Madrid, a 8 de Dezembro. Depois disso, fechou a contagem nos 3-1 ao Rio Ave, marcou o golo solitário na vitória sobre o Nacional e o terceiro nos 6-0 ao Marítimo.   - A vitória do Arouca sobre o Benfica, na primeira volta, coincidiu com o primeiro – e único – golo marcado por uma equipa dirigida por Lito Vidigal ao Benfica. Antes desse golo de Roberto, Vidigal só tinha defrontado os encarnados por duas vezes, saindo de ambas vergado ao peso de um 3-0. Foi em Fevereiro de 2010, pela U. Leiria, e em Dezembro de 2014, já no Belenenses. O primeiro confronto, que podia ter sido em Novembro de 2008, Lito evitou-o, demitindo-se do E. Amadora dias antes de uma receção ao Benfica, por ter salários em atraso.   - Com quem Lito Vidigal tem vantagem é com Rui Vitória, tendo-a conquistado precisamente no dia em que defrontou o adversário com este ao serviço de um grande. Os dois já se enfrentaram cinco vezes, com três vitórias de Lito (dois Belenenses-V. Guimarães e um Arouca-Benfica) e duas de Rui Vitória (sempre com o V. Guimarães e contra o Belenenses).   - Jonas, o artilheiro da Liga, estreou-se na competição contra o Arouca, na época passada. A 5 de Outubro de 2014, entrou ao intervalo de um Benfica-Arouca, substituindo Lima, e ainda fez o último golo de uma vitória ampla dos encarnados, por 4-0. Repetiu a história em Janeiro de 2015, nos 4-0 da Taça da Liga (substituiu Rui Fonte e fez o último golo) e ajudou a consumar a reviravolta do Benfica em Arouca, em Março, fazendo o empate a um golo num jogo que o Benfica acabou por ganhar por 3-1. Só no jogo da primeira volta do atual campeonato ficou em branco.   - Lisandro López estreou-se na Liga portuguesa no mesmo dia de Jonas, na tal vitória por 4-0 frente ao Arouca, a 5 de Outubro de 2014. O argentino, porém, foi lançado por Jorge Jesus como titular.   - David Simão, do Arouca, tem dupla razão para considerar este jogo especial. Primeiro porque fez a formação no Benfica. Depois, porque chegou a ser jogador-talismã de Rui Vitória. Foi Vitória que o acolheu, no Fátima, no primeiro ano de sénior (2009/10), e quem depois o levou para a Liga principal, quando lá chegou, estreando-o no Paços de Ferreira, numa vitória frente ao Sporting, em Agosto de 2010.   - O Arouca foi uma das equipas que já ganhou ao Benfica na atual Liga – as outras foram o FC Porto e o Sporting. Os comandados de Lito Vidigal impuseram-se por 1-0, em Aveiro, a 23 de Agosto, fruto de um golo de Roberto. Antes disso, em seis jogos contra o Benfica, a equipa nortenha só tinha conseguido um empate: 2-2 na Luz, para a Liga, em Dezembro de 2013. Da equipa que pontuou na Luz restam em Arouca os médios Nuno Coelho, David Simão e Pintassilgo e o avançado Roberto. No mesmo jogo atuaram pelo Benfica Luisão, Fejsa e Gaitán.
2016-01-22
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O Benfica-Marítimo será a quarta tentativa desta época para o Benfica suplantar a barreira das três vitórias consecutivas. Até este momento, os encarnados já conseguiram por três vezes ganhar três jogos seguidos, mas espalharam-se sempre no quarto, frente a FC Porto, Galatasaray e Sporting. A tendência, aliás, já vem da ponta final da época passada, uma vez que o Benfica não vence quatro jogos seguidos desde Março. A última série vitoriosa superior a três jogos registada pelo Benfica data de Fevereiro e Março, quando a equipa então liderada por Jorge Jesus até se impôs seis vezes seguidas, a V. Setúbal (3-0 para a Taça da Liga e mais 3-0 para o campeonato), Moreirense (3-1), Estoril (6-0), Arouca (3-1) e Sp. Braga (2-0). Essa série foi interrompida com a derrota em Vila do Conde, frente ao Rio Ave (1-2), a 21 de Março de 2015. E logo na época anterior o Benfica se revelou incapaz de ultrapassar a barreira do quarto jogo, quando ganhou a Nacional (3-1), Académica (5-1) e Belenenses (2-0), para depois empatar a zero com o FC Porto, no jogo que começou a definir com mais certeza a conquista do bicampeonato. Já esta época, por mais três vezes o Benfica ganhou três partidas consecutivas, mas esbarrou sempre num adversário mais competente ao quarto. Em Agosto e Setembro, ganhou a Moreirense (3-2), Belenenses (6-0) e Astana (2-0), mas perdeu a seguir com o FC Porto no Dragão (1-0). Depois disso, em Setembro e Outubro, voltou a vencer consecutivamente o Paços de Ferreira (3-0), o Atlético Madrid (2-1) e o Vianense (2-1), mas viu a série interrompida em Istambul, onde foi batido pelo Galatasaray (2-1). Por fim, em Outubro e Novembro bateu o Tondela (4-0), o Galatasaray (2-1) e o Boavista (2-0), caindo de seguida frente ao Sporting, na Taça de Portugal (1-2). A quarta tentativa da época (quinta seguida, se contarmos a ponta final de 2014/15) de somar quatro vitórias seguidas começou a ser construída com os sucessos contra o Rio Ave (3-1), o Nacional (1-0) e o V. Guimarães (1-0). O adversário que se segue é o Marítimo.   - Raul Jiménez fez golos nos últimos dois jogos do Benfica na Luz, sempre perto do final das partidas. Marcou o terceiro nos 3-1 ao Rio Ave, a 7’ do fim, e decidiu a partida frente ao Nacional (1-0), já em cima do minuto 90. Em ambos os casos o avançado mexicano saiu do banco para marcar.   - O Marítimo marcou golos nos últimos quatro jogos: vitória por 4-3 em Guimarães, derrota por 4-1 em Arouca, vitória por 3-1 frente ao FC Porto no Dragão e empate a uma bola em casa com o Estoril. Não fica em branco desde a receção ao Sporting (0-1), a 5 de Dezembro. Em contrapartida, a equipa de Ivo Vieira tem sido incapaz de manter a baliza inviolada: há nove jogos seguidos que sofre sempre golos, não segurando o zero desde a vitória no Bessa (1-0), a 1 de Novembro.   - Marega, avançado que fez o golo do Marítimo na derrota na Luz, em Maio, vem com dois jogos seguidos a marcar: fez o terceiro nos 3-1 com que os insulares ganharam ao FC Porto no Dragão e adiantou a equipa no empate em casa com o Estoril (1-1). A melhor série de jogos consecutivos a marcar do maliano ficou em cinco partidas, na ponta final da época passada, tendo sido interrompida precisamente contra o Benfica, mas na final da Taça da Liga: marcou ao Estoril (1-1), ao Arouca (1-1), ao Sp. Braga (3-1), ao Rio Ave (bis nuns 4-0) e ao Benfica (1-4), falhando depois o encontro com as redes no 1-2 contra o mesmo Benfica, na final da Taça da Liga.   - Ruben Ferreira vai estar fora do jogo com o Benfica, porque foi expulso na partida do Marítimo frente ao Estoril. Foi a 12ª expulsão dos verde-rubros em 15 jornadas da Liga, um total que é o mais elevado do campeonato e já bateu o recorde de expulsões do Marítimo numa época inteira de I Divisão.   - Rui Vitória nunca perdeu em casa com o Marítimo em jogos da Liga – a única derrota foi em 2011/12, na Taça da Liga – e só cedeu um empate, mas nunca viu as suas equipas marcarem mais de um golo a este adversário: 1-0 com o Paços de Ferreira em 2010/11; 1-0, 1-1, 1-0 e 1-0 com o V. Guimarães de 2011/12 em diante.   - Ivo Vieira, por sua vez, perdeu os três jogos que fez na carreira contra o Benfica: 2-0 ainda aos comandos do Nacional, em 2011/12, e na época passada 4-1 e 2-1 nas partidas da Liga e da Taça da Liga. No confronto direto com Rui Vitória soma uma vitória (Nacional 1, P. Ferreira 0, em 2010/11) e uma derrota (Nacional 1, V. Guimarães 4, na estreia de Vitória à frente dos minhotos, em 2011/12).   - O benfiquista André Almeida estreou-se na Liga a defrontar o Marítimo. Foi a 29 de Novembro de 2008 que Jaime Pacheco o lançou no Belenenses, para jogar os últimos 9 minutos de uma derrota frente aos verde-rubros, por 2-0. Além do lateral, também Ederson, guarda-redes suplente dos encarnados, se estreou na Liga frente ao Marítimo, lançado por Nuno Espírito Santo no Rio Ave numa derrota (0-1) em casa, a 18 de Agosto de 2012.   - José Sá, que tem sido guarda-redes suplente do Marítimo e fez parte da formação no Benfica, também se estreou na Liga frente ao adversário de agora. Foi lançado por Pedro Martins, a 18 de Agosto de 2013, precisamente na última vez que os maritimistas venceram os encarnados, por 2-1. Além dele, também o médio Alex Soares se estreou nesse dia.   - O Benfica segue com quatro vitórias seguidas em confrontos com o Marítimo, incluindo a final da Taça da Liga da época passada, em Maio, que venceu por 2-1, com golos de Jonas e Ola John, a responder a um tento de João Diogo. A última vez em que o Marítimo evitou a derrota foi na abertura da Liga de 2013/14, quando ganhou por 2-1 nos Barreiros. O Benfica, porém, veio a ser campeão nesse ano.   - Além disso, o bicampeão nacional ganhou as últimas sete receções ao Marítimo na Luz. Todas elas desde o empate a uma bola na abertura do campeonato de 2009/10, quando só evitou a derrota a quatro minutos do fim, com um golo de Weldon, depois de Alonso ter adiantado os madeirenses. Também nesse ano, contudo, o Benfica acabou por ser campeão.   - Jonas marcou golos nas duas últimas vezes em que defrontou os leões do Funchal: além da final da Taça da Liga, na qual abriu o ativo, bisou na Luz, nos 4-1 com que os encarnados despacharam o Marítimo no encerramento da última Liga, uma semana antes.   - O Marítimo só venceu uma vez na Luz. Foi em Setembro de 1987, por 1-0, graças a um golo do brasileiro Paulo Ricardo, que ajudou a avolumar a crise em torno de Ebbe Skovdahl, o treinador dinamarquês que o Benfica demitiu dois meses depois.   - Fábio Veríssimo apita pela segunda vez o Benfica na Liga, depois de já ter estado na vitória dos encarnados frente ao Tondela, em Aveiro, por 4-0. Nunca dirigiu uma partida do Marítimo no campeonato.    
2016-01-05
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Jonas voltou a ser decisivo num jogo do Benfica, com dois golos e uma assistência. Ao todo, o avançado brasileiro já leva 13 golos e seis passes decisivos em 14 jornadas da Liga. É o melhor marcador e está a um passe dos melhores assistentes. E já marcou e assistiu em cinco vitórias do Benfica: Belenenses (6-0), Tondela (4-0), Académica (3-0), V. Setúbal (4-2) e Rio Ave (3-1).   - Este foi ainda o quinto bis de Jonas nesta edição da Liga. Já tinha marcado dois golos no mesmo jogo a Estoril (4-0), Belenenses (6-0), Paços de Ferreira (3-0) e Académica (3-0). Pela primeira vez nesses jogos, os golos de Jonas foram decisivos para a conquista dos pontos. Com 14 golos já marcados em todas as competições, esta é a época mais forte de Jonas antes do Natal desde que chegou à Europa.   - O segundo golo de Jonas no jogo, a desbloquear o empate, foi o golo nº 5500 do Benfica em toda a história da Liga. Ao todo, os encarnados já fizeram 5501 golos, contra 5056 do segundo ataque mais realizador, que é o do FC Porto.   - Jiménez fez o segundo golo pelo Benfica na Liga, pela segunda vez depois de sair do banco: isso já tinha acontecido nos 3-2 ao Moreirense. Ao todo, o mexicano leva quatro golos, dois deles como titular, na deslocação a Astana, para a Liga dos Campeões (2-2).   - Bressan marcou o quinto golo na Liga, o terceiro numa deslocação, depois de já ter estado na folha dos marcadores no empate no Restelo com o Belenenses (3-3) e na derrota em Guimarães (1-3). Foi o primeiro que fez de livre direto esta época, mas o segundo dos vila-condenses, que já tinham marcado assim na vitória por 3-0 em Paços de Ferreira, através de Edimar.   - Em contrapartida este foi o primeiro golo sofrido pelo Benfica de livre direto esta época e o primeiro que Júlio César sofre nestas condições desde que chegou à Luz. O último golo sofrido pelo Benfica de livre tinha sido a 13 de Março de 2014, marcado a Oblak por Eriksen (Tottenham). O Benfica também ganhou esse jogo por 3-1.   - O golo de Bressan foi o último do Rio Ave na Luz desde um marcado por Tarantini, a 30 de Março de 2013. Nessa altura, o golo reduzia o placar para 4-1 e o Rio Ave acabou por perder esse jogo por 6-1.   - Mesmo marcando na Luz, o Rio Ave perdeu o título de melhor ataque da Liga nos jogos fora. Soma agora 14 golos, menos um que o V. Setúbal, que fez três golos em Tondela. Ainda assim, o Rio Ave continua a manter o pleno: marcou nos 10 jogos (de todas as competições) que fez fora de casa esta época e não fica em branco numa deslocação desde os 0-4 frente ao Marítimo, na penúltima jornada da Liga anterior, a 17 de Maio.   - Samaris foi substituído ao intervalo pela terceira vez desde que está no Benfica. As anteriores tinham acontecido frente ao Rio Ave, na Luz, e contra o Arouca, fora de casa, na época passada. Também nesses jogos o Benfica inverteu resultados negativos: de 0-0 para 1-0 contra o Rio Ave e de 0-1 para 3-1 ante o Arouca. Além disso, Samaris saiu uma vez aos 35 minutos, num jogo em casa contra o Moreirense. E também aí o Benfica passou de 0-1 para 3-1.   - A razão para a substituição neste jogo com o Rio Ave terá tido muito a ver com o cartão amarelo que o jogador grego viu na primeira parte e que o afasta da deslocação a Guimarães, por ter sidoo quinto na Liga. Além desses cinco, Samaris viu ainda dois frente ao Sporting na Taça de Portugal e mais três na Liga dos Campeões.  Na época passada viu o 10º amarelo ao 22º jogo, a 26 de janeiro, frente ao Paços de Ferreira. Esta época chegou lá em 17 jogos.
2015-12-21
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Último Passe

O futebol imprevisível de Carcela e a inteligência de Jonas foram imprescindíveis para o Benfica conseguir dar a volta a uma equipa do Rio Ave que, mesmo optando sempre por um futebol positivo, soube fechar bem os espaços à frente da sua área, onde os encarnados mais procuram criar desequilíbrios. O jogo caminhava aceleradamente para um impasse no qual o Benfica tinha sempre mais bola e amplo domínio territorial mas não conseguia criar situações de golo quando Carcela desatou o nó, com um cruzamento de pé esquerdo na direita que Jonas transformou no 2-1, a 10 minutos do final. O jogo valeu sobretudo pela primeira parte. Golo madrugador do Benfica, obtido por Jonas, a dar o mote para o que costumam ser tardes facilitadas da equipa de Rui Vitória, sempre que se coloca cedo em vantagem; empate igualmente rápido do Rio Ave, num livre magistral de Bressan, a entrar no único local onde Júlio César não podia chegar. A coisa ficou por aí nos golos: o que se via era um Benfica forte na pressão defensiva mas com muitas dificuldades para criar situações de golo, porque a transição atacante não lhe estava a sair bem, mesmo tendo em conta que o Rio Ave jogava no campo todo, esticando o seu futebol com frequência até à área encarnada. A lesão de Heldon, à beira do intervalo, forçou Pedro Martins a trocá-lo por Kayembé, na teoria mais explosivo mas na prática muito menos incisivo e, seja por isso, por um maior recato estratégico dos vila-condenses ou por causa da entrada de Fejsa, mais certo defensivamente que Samaris, a verdade é que o Rio Ave apareceu na segunda parte muito menos atacante. Os segundos 45 minutos foram assim passados quase por inteiro no meio-campo do Rio Ave. Contudo, o Benfica sofria para criar situações de golo. Tentava muito de longe mas raramente conseguia libertar os seus finalizadores na área. A chave do jogo quem a tinha era Carcela, o extremo de futebol imprevisível que já começa a justificar a chamada ao onze titular e que, depois de render Gonçalo Guedes, permitiu a Jonas desbloquear o resultado com um cruzamento de morte. Dois minutos depois, o goleador brasileiro confirmou o estatuto de jogador mais influente do Benfica e juntou aos seus dois golos mais uma assistência, para Jiménez acabar com a discussão e fixar o 3-1 final. Rui Vitória terá respirado de alívio com mais três pontos conseguidos sem Gaitán, mas leva para a pausa de Natal a noção de que no regresso não será só o argentino a forçar a entrada no onze: Carcela está com ele.
2015-12-20
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Último Passe

O empate (2-2) na longínqua Astana não foi um resultado fantástico para o Benfica, mas acabará certamente por cumprir os propósitos da deslocação, pois a não ser que o Galatasaray ganhe mais logo ao Atlético, em Madrid, os encarnados já aterrarão em Lisboa qualificados para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Depois, sendo verdade que a responsabilidade de ganhar era sobretudo do campeão português – que em condições nomais deveria sempre superiorizar-se ao campeão cazaque – a forma como o jogo correu e o facto de nem Atlético nem Galatasaray terem ali ganho fazem com que o resultado seja um mal menor, do qual até é possível retirar aspetos positivos, como o despertar de Jiménez ou a revelação de Renato. Os dois golos do Astana, a punir um início errático do Benfica – no qual se viram os mesmos defeitos de posicionamento e de construção que a equipa tem revelado muitas vezes quando quer assumir o comando dos jogos – fizeram pensar em catástrofe, porque ainda havia muito tempo para jogar, mas a equipa de Rui Vitória foi capaz de juntar as peças e de recuperar para um empate que não envergonha e que por isso mesmo a deixa em condições de acreditar que será capaz de ganhar em Braga, já na segunda-feira. Se depois o faz ou não já dependerá muito da erradicação dos tais defeitos, porque o Sp. Braga será seguramente mais capaz de capitalizar em cima desses problemas do Benfica do que foi um Astana que rebentou cedo demais para um jogo que tem 90 minutos. De Astana, ficam assim algumas boas notícias. Fica o despertar de Raul Jiménez. Dois golos são sempre dois golos e num jogo da Liga dos Campeões são seguramente um fator de motivação extra para os tempos mais próximos, quando se fala de um ponta-de-lança que tem sido o preferido de Rui Vitória sempre que joga com dois na frente mas que tão arredado das balizas tinha andado até aqui. E fica a exibição de Renato Sanches, a subir um patamar no seu plano de afirmação: já se tinha percebido que é capaz de queimar linhas e carregar a equipa às costas na II Liga portuguesa ou na UEFA Youth League, fê-lo agora num jogo da Liga dos Campeões. Foi contra o Astana, é verdade, pelo que faltará perceber se consegue subir ainda mais um patamar e reexibir credenciais contra o Sp. Braga, equipa mais intensa e taticamente competente, já na segunda-feira. Vontade não faltará a Rui Vitória de o experimentar.
2015-11-25
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Apesar de viverem momentos de forma radicalmente opostos, Jackson Martínez e Jonas, na teoria os goleadores mais temíveis de Atlético Madrid e Benfica, sabem bem o que é defrontar o adversário que terão pela frente na segunda jornada da Liga dos Campeões, pois ambos têm experiência na Liga da equipa que agora vão defrontar. Jonas marcou dois golos em oito jogos pelo Valência contra o Atlético de Madrid, enquanto Jackson fez três em nove partidas pelo FC Porto contra o Benfica. Jackson enfrenta uma seca goleadora que já dura desde 30 de Agosto, quando marcou o terceiro dos três golos com que o Atlético se impôs fora ao Sevilha (3-0). Desde então foram 216 minutos de jogo sem qualquer golo, repartidos por seis jogos: os 5’ finais desse em Sevilha, mais partidas com o Barcelona, o Galatasaray, o Eibar, o Getafe e o Villarreal. A partida no El Madrigal, aliás, é simbólica do que tem sido este arranque de época de Jackson em Madrid: saiu ao intervalo, para dar lugar a Fernando Torres. Até aqui, Jackson, que raramente perdia um minuto no FC Porto, ainda não fez um jogo completo – em sete desafios, foi quatro vezes substituído e saltou do banco para o relvado no decurso das partidas nas outras três ocasiões. Contra o Benfica, Jackson fez nove jogos, sempre completos, marcando três golos, o último dos quais a 10 de Maio de 2014, na vitória portista por 2-1, no Dragão, com que se encerrou esse campeonato. Depois disso, ficou em branco nas partidas da Liga passada: 0-2 no Dragão e 0-0 na Luz. Antes, já tinha marcado no primeiro clássico (empate a dois golos na Luz, em 2012/13) e numa vitória por 1-0 no Dragão, a contar para uma meia-final da Taça de Portugal de 2013/14, que os encarnados depois acabaram por reverter com um 3-1 na Luz. Ao todo, três golos em nove jogos, nos quais soma três vitórias, três empates e outras tantas derrotas, com a curiosa particularidade de nunca ter repetido o mesmo desfecho em partidas consecutivas. Já Jonas enfrentou o Atlético de Madrid por oito ocasiões com a camisola do Valência, marcando dois golos, o último dos quais a valer um empate (1-1) no Vicente Calderón, na Liga, a 31 de Março de 2013. Antes já tinha marcado numa derrota no mesmo palco (4-2) a contar para a meia-final da Liga Europa de 2011/12 e depois ficou em branco nas duas partidas da última época em Espanha: duas derrotas, por 3-0 em Madrid e 1-0 em Valência. Aliás, é curioso que, tendo Jonas perdido quatro, ganho dois e empatado dois dos oito jogos com o Atlético, esses resultados tenham vindo das duas vezes numa série repetida: vitória-empate-derrota-derrota. A cumprir-se a repetição, é hora de vitória. Essa curiosidade não é tanto uma razão de esperança para os benfiquistas como o momento atual do ponta-de-lança brasileiro, que leva sete golos em oito jogos esta época. Com um senão: foram todos marcados no Estádio da Luz.   - O Benfica ganhou as suas duas Taças dos Campeões Europeus contra equipas espanholas (Barcelona, 3-2, em 1961 e Real Madrid, 5-3, em 1962), mas viu recentemente os espanhóis transformarem-se na sua besta negra. Os encarnados não ganham a uma equipa espanhola há precisamente 33 anos. A última vitória ocorreu a 29 de Setembro de 1982, quando bateram o Betis em Sevilha por 2-1, na segunda mão da primeira eliminatória da Taça UEFA. E não é que tenham deixado de defrontar espanhóis. Desde essa altura fizeram 15 jogos, com sete empates e oito derrotas: Barcelona (0-0 e 1-2 em 1991/92), Celta Vigo (0-7 e 1-1 em 1999/00), Villarreal (1-1 e 0-1 em 2005/06), outra vez Barcelona (0-0 e 0-2 em 2005/06), Espanyol (2-3 e 0-0 em 2006/07), Getafe (1-2 e 0-1 em 2007/08), ainda mais uma vez Barcelona (0-2 e 0-0 em 2012/13) e Sevilha (0-0 em 2013/14).   - Em contrapartida, o Atlético Madrid tem sido feliz no confronto com portugueses. Em 18 jogos, os colchoneros ganharam nove (cinco dos últimos seis), empataram cinco e só perderam quatro, o último dos quais em Coimbra, frente à Académica, em Novembro de 2012 (2-0, na fase de grupos da Liga Europa). Em Madrid, a última equipa portuguesa a pontuar foi o Sporting (0-0, em 2009/10) e a última a vencer foi o FC Porto (3-0, na mesma época).   - O Benfica ainda não marcou um único golo fora da Luz esta época, tendo perdido todas as deslocações pelo mesmo resultado: 1-0. Foi assim na Supertaça, com o Sporting, no Algarve, mas também nas partidas com o Arouca (em Aveiro) e o FC Porto (no Dragão). O último golo marcado pelo Benfica fora da Luz foi obtido por Ola John, a 29 de Maio, em Coimbra, na final da Taça da Liga, ganha por 2-1 ao Marítimo.   - Nas provas europeias, o Benfica não ganha fora de Portugal desde 3 de Abril de 2014, quando bateu o AZ em Alkmaar por 1-0, graças a um golo de Salvio, nos quartos-de-final da Liga Europa. Depois disso, empatou a zero com a Juventus em Turim, voltou a empatar a zero com o Sevilha (no mesmo estádio), perdeu em Leverkusen por 3-1 (outro golo de Salvio), empatou a zero no Mónaco e perdeu por 1-0 em S. Petersburgo com o Zenit.   - Já o Atlético não sofre um golo em casa nas provas europeias desde 11 de Março de 2014, quando ali ganhou ao Milan por 4-1 (marcou Kaká pelos italianos). Depois desse dia, ganhou por 1-0 ao Barcelona, empatou a zero com o Chelsea, venceu Juventus (1-0), Malmö (5-0), Olympiakos (4-0) e Leverkusen (1-0) e empatou sem golos com o Real Madrid. - Fernando Torres, avançado do Atlético, marcou ao Benfica na final da Liga Europa de 2013, ajudando o Chelsea a vencer por 2-1. Mas ficou em branco nos dois encontros da equipa londrina frente aos benfiquistas nos quartos-de-final da Champions de 2012.   - Há vários jogadores com ligação aos dois clubes neste desafio. Os benfiquistas Jiménez, Salvio, Pizzi e Sílvio já representaram o Atlético de Madrid, ao passo que os colchoneros Oblak, Siqueira e Tiago já vestiram a camisola do Benfica.    
2015-09-29
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Artigo

- Maicon marcou, de livre direto, ao Estoril, o 11º golo pelo FC Porto e o primeiro que não foi obtido de cabeça. Os dez anteriores tinham sido todos na sequência de livres laterais ou cantos de Belluschi, João Moutinho, Hulk, James Rodríguez e Carlos Eduardo. A exceção a esta regra foi um golo de livre direto na única ocasião em que o central brasileiro representou a equipa B portista: a 3 de Fevereiro de 2013 surpreendeu João Pinho e marcou, quase de meio-campo, um livre à Oliveirense que ajudou a uma vitória por 3-1.   - Aboubakar marcou nos últimos três jogos do FC Porto em casa. Bisou ao Penafiel nos 2-0 com que os dragões encerraram a última Liga, repetiu a graça nos 3-0 aplicados ao V. Guimarães na abertura da atual e agora abriu o marcador nos 2-0 ao Estoril.   - Ao manter a baliza inviolada contra o Estoril, Iker Casillas voltou a contribuir com mais 90 minutos para o alargamento da série de imbatibilidade dos dragões nos jogos da Liga disputados em casa. São já 1125 minutos que Fabiano, Helton e agora Casillas levam sem sofrer golos em casa para a Liga, desde o segundo tento de Lima, na vitória do Benfica por 2-0, no Dragão, em Dezembro. O próximo jogo dos portistas em casa será precisamente contra o Benfica e, nele, bastarão três minutos para superar a série de 1127 estabelecida por Vítor Baía em 1995/96.   -O FC Porto fez apenas oito remates à baliza do Estoril durante os 90 minutos. O valor é um mínimo desde o empate no Restelo, como o Belenenses, que valeu o título ao Benfica na penúltima jornada da temporada passada, mas para encontrar um total tão baixo num jogo em casa é preciso recuar a 6 de Abril de 2014, quando os dragões bateram a Académica em casa por 3-1 rematando as mesmas oito vezes.   - O Estoril vai com cinco jogos seguidos sem sequer marcar golos no terreno dos grandes. Os 2-0 de sábado frente ao FC Porto somam-se aos 4-0 que encaixou na Luz face ao Benfica na abertura desta Liga e a mais três jogos negativos em 2014/15: 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e 4-0 em Alvalade. Tudo a seguir à melhor época da história do clube neste particular, por em 2013/14 ganhou fora a FC Porto e Sporting pelo mesmo resultado: 1-0.   - O Benfica virou frente ao Moreirense, de 0-1 para o 3-2 final. Foi a primeira reviravolta no marcador dos encarnados desde 8 de Março, quando venceram fora o Arouca por 3-1, depois de ter estado a perder por 1-0. Ponto em comum aos dois jogos é Iuri Medeiros, que em Março marcou o golo do Arouca e no sábado foi titular do Moreirense.   - Samaris marcou o primeiro golo com a camisola do Benfica. A última vez que tinha festejado em nome individual foi a 9 de Março de 2013, quando fez o golo do Olympiakos numa derrota (1-2) em Salónica com o PAOK.   - Jonas fez golos nos últimos quatro jogos do Benfica na Luz. Marcou o tento da vitória frente ao Moreirense, mas antes já tinha feito dois nos 4-0 ao Estoril, outros dois nos 4-1 ao Marítimo na festa do último título nacional e um nos 4-0 ao Penafiel. Não fica em branco na Luz desde 26 de Abril, quando o Benfica empatou a zero com o FC Porto.   - Raul Jiménez precisou de apenas dois jogos para marcar um golo no Benfica. No Atlético de Madrid, só marcou ao sétimo: contribuiu para os 4-0 com que os colchoneros ganharam ao Sevilha, a 27 de Setembro. O problema, porém, é que não marcou mais nenhum no que restou da época passada.   - Este Benfica-Moreirense foi fiel à história recente das duas equipas. Já são quatro jogos seguidos para a Liga com o mesmo resumo: o Moreirense marca primeiro e o Benfica acaba por ganhar. Os três jogos anteriores (a última jornada de 2013/14 e as duas partidas de 2014/15) tinham acabado com 3-1 favorável aos encarnados. Desta vez ficou 3-2.   - A última equipa a marcar duas vezes na Luz tinha sido o Sp. Braga, que ali ganhou por 2-1 nos oitavos de final da Taça de Portugal da época passada. Se contarmos só jogos da Liga, a última equipa a consegui-lo foi o Arouca, que ali empatou (2-2), a 6 de Dezembro de 2013.   - Rafael Martins já tinha marcado ao Benfica na última vez que tinha defrontado os encarnados, em Maio de 2014. Se no sábado abriu o placar, nessa altura fez de grande penalidade o golo que valeu o empate (1-1) ao V. Setúbal.   - A vitória do Sporting em Coimbra por 3-1 significa que tanto o clube como Jorge Jesus mantêm a série positiva nas visitas à Académica. Os leões não perdem em Coimbra desde 8 de Maio de 1977, enquanto que Jesus nunca ali perdeu como treinador.   - Aquilani fez de grande penalidade o primeiro golo com a camisola do Sporting. Não marcava desde de 2 de Outubro de 2014, quando abriu o placar numa vitória da Fiorentina em Minsk (3-0), a contar para a Liga Europa.   - Adrien falhou a primeira grande penalidade desde que, a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então e até acertar agora no poste da baliza de Lee, marcou a Schalke, Estoril, Marítimo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - O Sporting viu ser-lhe assinalada uma grande penalidade contra pelo segundo jogo consecutivo na Liga. Não lhe acontecia semelhante coisa desde Outubro e Novembro de 2013, quando perdeu (1-3) no Dragão com o FC Porto e ganhou (3-2) em casa ao Marítimo, sempre com golos sofridos de penalti. Ponto em comum é o árbitro Bruno Esteves, que tinha estado nesse Sporting-Marítimo.   - Bruno Esteves nunca tinha assinalado três grandes penalidades no mesmo jogo da Liga, mas já tinha marcado duas. Foi a 4 de Novembro de 2011, num empate caseiro do Sporting com a Naval, em que começou por apontar para a marca dos onze metros quando Evaldo derrubou Marinho, permitindo aos figueirenses empatar a uma bola, mas depois marcou uma mão de Camora na área, que Postiga converteu no 2-2 momentâneo.   - O último jogo com três penaltis na Liga também tinha sido em Coimbra. Foi o Académica-Gil Vicente, a 25 de Abril último, e os gilistas ganharam por 2-1, com golos de penalti de Ruben Ribeiro e Cadu, a responder a outro penalti de Rui Pedro. O árbitro era Soares Dias. Na época passada houve mais dois jogos com três penaltis: o Estoril-Penafiel (apitado por Tiago Martins) e o Paços de Ferreira-V. Setúbal (Luís Ferreira).   - Fernando Alexandre, expulso pelos dois penaltis cometidos, não via um vermelho desde 11 de Setembro de 2011, quando João Ferreira o expulsou imediatamente antes do intervalo de uma derrota do Olhanense, em casa, contra o Feirense (1-2).   - Além de FC Porto e Sporting, há mais cinco equipas que ainda não perderam nesta Liga: Rio Ave, V. Setúbal, Arouca, Paços de Ferreira e Belenenses. Para os vila-condenses não há grande novidade, uma vez que também não tinham perdido nas três primeiras rondas da época passada e, à 3ª jornada, até lideravam a classificação, mas para o Arouca a sensação é de novidade absoluta, pois nunca por tal tinha passado. O Paços de Ferreira tinha conhecido este arranque em 2012 (e acabou a Liga em terceiro lugar), mas os históricos V. Setúbal e Belenenses já mal se lembram de tal coisa. A última vez que tal sucedeu aos sadinos foi em 2007 (três empates a abrir deram um sexto lugar no final), enquanto que os belenenses têm de recuar até 2004 e a uma Liga que acabaram em nono lugar.   - André Claro, do V. Setúbal, foi o único jogador a marcar golos nas três primeiras jornadas da Liga. O último a conseguir fazê-lo tinha sido Jackson Martínez, que na época passada fez golos a abrir a Marítimo, Paços de Ferreira e Moreirense (dois). Mas para encontrar um português que o tenha feito é preciso recuar a 202, quando o benfiquista Simão marcou consecutivamente a Beira Mar, Moreirense e U. Leiria.   - Ao estabelecer o empate do Rio Ave em Setúbal (2-2), o veterano André Vilas Boas marcou o primeiro golo em 124 jogos na Liga. Misturando todas as competições, só tinha um golo na Taça de Portugal, um na II Liga e outro na II Divisão B. O último tinha sido a 20 de Outubro de 2013, na vitória (3-0) dos vila-condenses fora sobre o Esperança de Lagos.   - O Tondela ganhou pela primeira vez na Liga ao terceiro jogo neste escalão, batendo o Nacional por 1-0. Repetiu a performance do último estreante, o Arouca, que também se impôs pela primeira vez à terceira jornada em 2013, batendo na altura o Rio Ave pelo mesmo score. Pior correu a vida ao Trofense, o estreante anterior: perdeu os primeiros cinco jogos, empatou o sexto e só ganhou à sétima tentativa, batendo fora o V. Setúbal por 2-0.   - Bruno Moreira, que fez o golo do Paços de Ferreira no empate frente ao Arouca, não marcava desde que defrontou… o Arouca. Tinha feito dois dos três golos com que os pacenses venceram fora este mesmo adversário (3-1), a 26 de Abril.   - Rafael Bracalli, guarda-redes do Arouca, liderava a única defensa ainda sem golos sofridos na Liga, mas ainda assim falhou por 13 minutos o seu melhor início de época. Ainda que este tenha sido estabelecido quando era suplente do FC Porto e só atuava em partidas da Taça de Portugal e da Taça da Liga. Os 183 minutos em que manteve a baliza do Arouca inviolada até ao golo de Bruno Moreira só são ultrapassados no seu registo pessoal pelos 196 que durou essa mesma imbatibilidade na baliza do FC Porto em jogos com Pero Pinheiro, Académica e… Paços de Ferreira.   - Alan marcou, na vitória (4-0) sobre o Boavista, o seu 50º golo pelo Sp. Braga. Foram 30 na Liga, dez nas provas da UEFA, sete na Taça da Liga e três na Taça de Portugal. O primeiro acontecera a 23 de Outubro de 2008, na vitória por 3-0 sobre o Portsmouth.   - O U. Madeira-V. Guimarães foi o primeiro jogo sem golos na atual Liga. Aconteceu à 27ª partida, no encerramento da terceira jornada. Na época passada tinha sucedido à 18ª, num Moreirense-Sp. Braga que também fechava a segunda ronda (e também a uma segunda-feira à noite). Há dois anos, em contrapartida, o primeiro 0-0 só aparecera ao 42º jogo, um Académica-Arouca da sexta jornada. Para que se faça uma comparação, a Liga espanhola teve quatro 0-0 na primeira jornada e mais dois na segunda, enquanto que na Premier League inglesa o primeiro nulo surgiu na segunda ronda e na Bundesliga alemã tal só aconteceu à terceira. Em Itália, as primeiras duas semanas de competição ainda não proporcionaram nenhum 0-0  
2015-09-01
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Último Passe

Raul Jimenez é um excelente jogador. Não foi muito feliz no ano de estreia no futebol europeu, no Atlético Madrid, porque a transição do futebol mexicano para a Europa não é fácil e nem toda a gente a consegue fazer como Jackson Martínez: Jimenez fez apenas um golo na Liga espanhola. De qualquer modo, deixar a prova espanhola, mais exigente, e entrar na portuguesa, onde Jackson se impôs, pode muito bem ser o passo atrás de que ele precisa para depois dar dois em frente. O que me inquieta na transferência do atacante mexicano para o Benfica não são as suas hipóteses de sucesso, que é evidente que as tem. Com ele e Mitroglu associados a Jonas e ao promissor Jonathan, o Benfica fica com quatro pontas de lança de grande qualidade. O que me inquieta é ver tamanha diferença no valor da transferência anunciado pelos jornais, entre os três e os nove milhões de euros pela metade do passe que não fica nas mãos de Jorge Mendes. É evidente que as fontes de informação não são as mesmas e que parte delas está enganada. Ou a enganar, que é o mais provável. A verdade é que Jimenez custou há um ano 10,5 milhões de euros ao Atlético Madrid (pela totalidade do passe) e não vejo como é que um golo em 28 jogos na Liga espanhola pode tê-lo valorizado para o dobro. Mas a verdade também é que esta não seria a primeira vez que o super-agente português conseguia aplicar uma lente de aumento aos valores praticados em transferências de jogadores envolvendo clubes nacionais. E estes já tantas vezes disso beneficiaram: Bebé é o caso mais flagrante, mas também João Cancelo, Ivan Cavaleiro e até Bernardo Silva ou André Gomes (embora estes tenham já justificado o que por eles pagaram) pareceram hiper-inflacionados. A questão é que com Jimenez a lupa está virada ao contrário.
2015-08-11
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