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Se a Liga portuguesa perdeu golos, a responsabilidade não é seguramente de Bas Dost, um cidadão holandês mais alto que a média que o Sporting foi buscar ao Wolfsburg para substituir Slimani, quando este saiu para o Leicester. Bas Dost estreou-se apenas à quarta jornada, já o mês de Setembro ia quase a meio, com um golo ao Moreirense, mas conseguiu na mesma acabar a prova como melhor marcador. Apontou 34 golos, a uma média de um por jornada (sem descontar as três em que ainda por cá não andava, porque disso ninguém teve culpa), sendo o primeiro a chegar a estes valores desde que, em 2001/02, Jardel apontou 42 e levou para casa a Bota de Ouro europeia. Dost teve de contentar-se com a prata. Nos 15 anos que mediaram entre as duas proezas, só um homem tinha passado a barreira dos 30 golos: foi Jonas, que acabara a época passada com 32. Bas Dost, que além dos 34 golos no campeonato, só fez mais um na Taça de Portugal e outro na Liga dos Campeões – há, ainda, mais um na Taça da Alemanha, antes de assinar pelo Sporting – fez uma segunda volta muito melhor do que a primeira. O bis ao Chaves no encerramento da primeira volta levou-o a chegar ao ponto de viragem com 13 golos, aos quais somou 21 na segunda volta. Sinal de adaptação crescente ao novo campeonato e à nova equipa foi o facto de os seus três hat-tricks (Boavista, Sp. Braga e Chaves) e o póquer (ao Tondela) terem todos eles surgido neste segundo turno. Somou-lhes bis a Nacional, Paços de Ferreira (ambos também na segunda volta), Chaves, Feirense, Arouca e Estoril (estes na primeira vez que os defrontou). Bas Dost fez golos a 15 dos 17 adversários que teve na Liga – só o FC Porto e o V. Guimarães não o viram meter a bola no fundo das redes. É sabido que só mais perto do final da Liga começou a marcar penaltis, mas ainda converteu sete, o que veio contribuir para retirar algum peso à sua principal arma, que é o jogo aéreo: dos 34 golos que fez na Liga, 12 foram de cabeça, 21 de pé direito e apenas um de pé esquerdo (o segundo nos 2-1 em casa ao Feirense). Quase todos nasceram dentro da área: a exceção aqui, é um golo nos 4-2 ao Estoril, marcado cara-a-cara com o guarda-redes, após passe em profundidade de William Carvalho. O holandês marcou mais golos na segunda parte (20) do que na primeira (14), tendo como período predileto o segundo quarto de hora deste segundo período (nove golos entre os 61’ e os 75’), mas tanto marca golos a abrir (o mais madrugador foi logo aos 5’, no Sporting-Feirense) como a fechar (comprova-o o golo da vitória frente ao Belenenses, no Restelo, aos 90+3’). Curioso é que Gelson, o principal assistente do Sporting, não tenha disparado nos passes decisivos para Bas Dost. A prova de que a ligação entre os dois ainda pode ser melhorada é que o jovem extremo português fez tantas assistências para Bas Dost como o costa-riquenho Campbell (quatro), sendo os dois seguidos por Alan Ruiz, Schelotto, Bruno César e Matheus Pereira (todos com dois passes para golo) como principais municiadores do goleador holandês.
2017-05-22
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Último Passe

A final da Taça de Liga foi um espelho perfeito da época do Benfica, com uma demonstração de eficácia máxima nas duas áreas a ditar o destino do troféu. Quando a equipa de Rui Vitória foi pela primeira vez à baliza de Haghighi, iam decorridos 11 minutos de jogo, fez o 1-0, por Jonas. Antes, já os madeirenses tinham perdido dois lances de golo cantado, quando Ederson deteve remates de Edgar Costa, primeiro, e Fransérgio, um minuto depois, ambos em situação extraordinária. Logo a seguir, porém, Pizzi descobriu Mitroglou que, já sem guarda-redes sequer pela frente, fez um 2-0 que, mesmo com apenas 18 minutos de jogo decorridos levou a que já ninguém admitisse outro desfecho que não fosse a taça nas mãos de Luisão. O 6-2 final não deixa sequer margem para que alguém venha agora discutir se é uma questão de sorte ou de qualidade. Houve sorte no primeiro golo do Benfica? Claro que sim: Mitroglou falhou o remate, Patrick tentou o corte e acabou por desviar a bola do seu guarda-redes e por colocá-la à frente de Jonas, que só teve de a empurrar para a baliza deserta. Mas antes, houve qualidade na forma como Ederson impediu os golos de Edgar Costa e Fransérgio? É também evidente que sim. É tão óbvio que o guarda-redes reagiu de forma soberba ao remate acrobático de Edgar Costa, desviando-o, ou que se manteve impecavelmente composto antes da finalização de Fransérgio, parando um autêntico penalti em movimento, como o é que ambos os lances nasceram da falta de rotina de Luisão e das dificuldades que André Almeida teve para se coordenar com o capitão, mais lento e pesado que Lindelof. A primeira parte foi um pesadelo para o lado direito da defesa do Benfica por causa disso mesmo. Depois, é claro que houve qualidade e trabalho na forma como o Benfica chegou ao 2-0: lançamento lateral de André Almeida para Jonas, que no segundo exato desmarcou Pizzi junto à linha de fundo, não restando a este outra coisa que não fosse chamar o guarda-redes e entregar a Mitroglou, que fez o golo. Mesmo contra um Marítimo que, ao contrário do que aconteceu no recente jogo contra 10 no campeonato, conseguia chegar à frente, poucos duvidavam de que o jogo estava resolvido. O 3-0, por Mitroglou, no seguimento de uma combinação entre Grimaldo – bom jogo, a atacar – e Gaitán veio acabar com as dúvidas que ainda restassem. E nem o facto de João Diogo ter reduzido ainda antes do descanso, após passe de Fransérgio, levou quem quer que fosse a colocar a vitória benfiquista em causa. É que na segunda parte o jogo continuou a decorrer como até ali, com o Marítimo a perdoar e o Benfica a castigar. Dyego Souza acertou na barra no único lance em que Ederson falhou, perdendo a posição numa saída dos postes, e logo a seguir Éber Bessa também perdeu por pouco o golo que podia reabrir a final. Quem não perdoou foi o Benfica que, já com Talsica em vez de Mitroglou, viu o brasileiro lançar Jonas e este dar um passe açucarado para uma finalização de pura classe de Gaitán. O argentino, que entrara em campo a chorar e saiu logo a seguir, acenando aos adeptos em jeito de despedida, recebeu o prémio de Homem do Jogo e confirmou no final que está “muito perto” de sair do Benfica. Faltavam 13 minutos para o fim quando Gaitán marcou, mas até final o jogo ainda teve mais três golos. Fransérgio reduziu para 4-2, de penalti, a punir derrube de Samaris a Alex Soares, mas antes que o Marítimo tivesse ideias, o Benfica marcou mais dois, já em período de compensação: primeiro por Jardel, a ganhar nos ares um livre lateral de Pizzi, e depois por Jiménez, de penalti, a punir falta do guarda-redes Haghighi sobre ele próprio. O jogo acabou logo a seguir, com ato de contrição de Nelo Vingada para o que considera ter sido uma má época do Marítimo e Rui Vitória a conquistar o segundo troféu na noite que pode ter sido de despedida para muita gente na equipa: Renato Sanches de certeza, Gaitán muito provavelmente, Jonas e Talisca talvez, Luisão quem sabe.
2016-05-20
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Último Passe

Um golo de Jardel, a corresponder de cabeça a um livre muito bem batido por Gaitán, mesmo no início da segunda parte, permitiu ao Benfica vencer o V. Guimarães, por 1-0, e assegurar que, graças à quarta vitória seguida pela margem mínima, continuará isolado na frente da Liga, seja qual for o resultado que o Sporting fizer frente ao FC Porto no Dragão. A equipa de Rui Vitória voltou a sentir dificuldades para somar os três pontos, porque a falta de criatividade e de intensidade raramente lhe permitiu entrar na muito povoada organização defensiva dos minhotos, mas acabou por superar mais uma barreira, a antepenúltima, a caminho do tão desejado tricampeonato. E ficou a dever os três pontos a dois lances em que André Almeida, primeiro, e Ederson, depois, tiraram o empate a Hurtado. Sérgio Conceição entrou na Luz com três defesas centrais, num 5x4x1 que soltava apenas Henrique Dourado na frente, com Hurtado num lado e Cafu no outro, mas a sua principal preocupação era a de manter bem preenchido o corredor central à frente da área, de forma a não permitir liberdade de ação a Jonas. O Benfica ressentiu-se disso e, com Pizzi claramente a perder gás, confirmando uma tendência das últimas semanas, não conseguia criar desequilíbrios. Ia rematando, mas sempre sem grande perigo, a ponto de a primeira defesa do jogo ter sido feita por Ederson, aos 34’: o guardião benfiquista opôs-se a um remate seco, feito de fora da área por Henrique Dourado. Mesmo tendo mais volume de jogo e iniciativa, em toda a primeira parte só por uma vez o Benfica criou um lance de verdadeiro perigo, quando Lindelof chegou a um livre de Gaitán e o amorteceu para um remate que, mesmo em boa posição, Mitroglou dirigiu mal, para fora. Era um anúncio do que estava para vir. Logo a abrir a segunda parte, em novo livre de Gaitán, Jardel foi mais rápido que Pedro Henrique e cabeceou para golo. O jogo entrou nessa altura numa espécie de limbo, porque Sérgio Conceição – expulso na primeira parte, por protestos – não desmontou a sua organização e, por isso, o Vitória demorou a reagir. Otávio soltou-se um pouco mais nos lances de ataque, mas foi Hurtado quem perdeu as melhores situações de golo que se viram até final. Aos 67’, beneficiando de uma perda de bola de Jardel, viu André Almeida tirar-lhe o empate sobre a linha no remate e depois na recarga, já sem guarda-redes. E aos 77’, após boa abertura de Otávio, foi batido por uma saída providencial de Ederson, muito rápido a fazer a mancha. O Vitória chamou reforços para o ataque, mas quem se viu mais depois de sair do banco até foi Jiménez, que substituiu Mitroglou e também esteve à beira do golo, sobretudo quando acertou em cheio na barra da baliza de Miguel Silva (aos 84’). Avisado, Rui Vitória tentou fechar o jogo com a entrada de Samaris para o lugar do explosivo mas defensivamente menos consistente Renato Sanches. Conseguiu assim que a partida acabasse no 1-0 que agora lhe permitirá ver descansado como o Sporting se sai da difícil visita ao Dragão. O pior que pode acontecer-lhe é entrar na penúltima jornada, nos Barreiros, com dois pontos de avanço, numa partida onde ainda poderá contar com André Almeida: o lateral estaria excluído, por ter visto o quinto amarelo da Liga, mas já em período de compensação acabou por ser expulso, o que fará com que continue “à bica” na Liga e falhe antes a partida contra o Sp. Braga na meia-final da Taça da Liga.
2016-04-29
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Último Passe

Um Benfica de duas caras foi suficiente para ganhar por 2-1 ao V. Setúbal e retomar o lugar no topo da classificação da Liga, com dois pontos de avanço sobre o Sporting, quando já só faltam mais quatro jornadas para o termo da competição. A equipa de Rui Vitória fez 25 minutos à campeão, com velocidade, intensidade e criatividade, chegando com inteira justiça à vantagem, depois de ter visto o adversário marcar logo aos 17 segundos. Mas a segunda parte foi à mandrião, a mostrar uma equipa ao mesmo tempo fatigada e desconcentrada, que só não deixou dois pontos pelo caminho porque, no último minuto de compensação, Arnold não foi capaz de aproveitar a oferta de Pizzi e, isolado na cara de Ederson, deixou que o guardião encarnado levasse a melhor e evitasse o golo do empate. O golo do V. Setúbal, no primeiro lance da partida, condicionou a forma como decorreu toda a primeira parte. Gorupec encontrou espaço por fora na direita e cruzou para o outro lado, onde André Claro apareceu atrás de Nelson Semedo a abrir o marcador. Estavam decorridos apenas 17 segundos de jogo e este golo, que podia ter afetado animicamente os bicampeões nacionais, veio antes lançá-los numa ofensiva louca e determinada em direção à baliza de Ricardo. Foi dos melhores períodos do Benfica esta época, com oportunidades de golo umas atrás das outras, a deixar antever que a virada no marcador não tardaria. Jonas esteve perto do golo aos 3’ (evitou Ruca) e aos 6’ (impediu-o Tiago Valente). Mitroglou aproveitou um cruzamento de Gaitán para cabecear ao lado (aos 8’), mostrando à equipa que por cima podia lá chegar. Jardel, após canto de Pizzi, cabeceou para Ricardo defender com dificuldade, aos 11’, Mitroglou imitou-o aos 13’, forçando o guarda-redes a socar de improviso. E foi depois de André Claro falhar em boa posição o que até podia ter sido o 0-2, cabeceando ao lado, aos 15’, que Jonas empatou: iam decorridos 19 minutos, Eliseu cruzou e Gaitán, de cabeça, meteu a bola entre a linha defensiva e o guarda-redes, onde Jonas apareceu de rompante para marcar de primeira. Ainda os adeptos festejaram o primeiro quando Jardel fez o segundo, de cabeça, nas costas de Paulo Tavares – muito mais baixo do que ele – após um canto de Gaitán. Só que aí, com apenas 24' de jogo, o Benfica pareceu tirar o pé do acelerador. Certo que aquele ritmo era impossível de manter até final e que tanto o jogo com o Bayern, na quarta-feira, como a fadiga acumulada por alguns jogadores (Pizzi, por exemplo, está uma sombra do que já foi) ou o facto de outros (Gaitán, MItroglou...) estarem a regressar de lesões prejudicaram a capacidade encarnada. Mas a diferença foi do dia para a noite. Pizzi ainda teve a oportunidade para fazer o 3-1 que descansaria a equipa, a fechar a primeira parte, mas Venâncio cortou o chapéu que o ala fez ao guarda-redes antes de a bola cruzar a linha. E, sem esse golo, o Benfica foi como que apanhado entre dois focos. Forçava em busca da tranquilidade? Defendia a vantagem magra que possuía? Acabou por não se decidir por uma coisa nem pela outra. Em toda a segunda parte, só um cabeceamento de Mitroglou (aos 66’) e outro de Jardel (aos 75’) causaram frisson junto da baliza de Ricardo. O Vitória conseguia equilibrar a meio-campo, mas raramente entrava na área. Fê-lo aos 59', por Arnold, e aos 60', por Ruca, e mesmo assim intranquilizava o campeão, que se foi pondo a jeito para uma surpresa. E esta quase aparecia no segundo minuto de descontos: Pizzi fez mal um atraso e isolou Arnold na cara de Ederson, valendo ao Benfica a qualidade da mancha feita pelo guarda-redes, que dificilmente perderá já o lugar para Júlio César. O 2-1 não se alterou, Arnold acabou o jogo a chorar e os mais de 50 mil adeptos benfiquistas na Luz a festejar. Porque estão um jogo mais perto do objetivo, o tricampeonato, enquanto o do Vitória, que é a manutenção e chegou a parecer garantido, está em risco sério com uma segunda volta muito abaixo da primeira.
2016-04-18
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Os dois golos que fez ao Tondela, na vitória do Benfica por 4-1, serviram a Jonas para chegar aos 28 na Liga e aos 30 em 37 jogos de todas as competições de 2015/16. Jonas ficou assim a apenas um golo do total que fez em toda a época passada (31 em 35 jogos). O brasileiro tornou-se o primeiro jogador a marcar pelo menos 30 golos em duas épocas consecutivas no Benfica desde que Nené o fez entre 1981 e 1983, com 35 golos em 43 jogos em 1981/82 e 31 golos em 46 jogos em 1982/83. Jonas está a cinco golos da marca de Nené nesse biénio, mas também tem menos 17 jogos.   O total de golos que Jonas conta na atual edição da Liga (28) é ainda o maior numa só edição da competição desde que Jardel somou 42 na prova de 2001/02, ao serviço do Sporting. Se olharmos apenas para jogadores do Benfica, ninguém marcava tanto desde que o sueco Magnusson encerrou o campeonato de 1989/90 com 33 golos (em 32 jogos).   Outro avançado em grande destaque no Benfica é o grego Mitroglou, que voltou a marcar um golo. Nas últimas dez jornadas da Liga, Mitroglou marcou em nove, só ficando em branco contra o U. Madeira. A compensar fez três golos ao Belenenses. Ao todo, os 19 golos que já fez esta época (16 na Liga, dois na Champions e um na Taça de Portugal) igualam as suas melhores épocas de sempre: fez 19 golos em 2011/12 no Atromitos e outros tantos em 2014/15 no Olympiakos.   Gaitán, que assistiu Jardel e Jonas para os dois primeiros golos do Benfica, colocou-se como melhor assistente benfiquista no campeonato e segundo melhor da competição, apenas atrás do portista Layun. Ao todo, o argentino soma onze passes de golo, mais dois que Jonas e o belenense Carlos Martins, mas menos quatro que o mexicano do FC Porto.   Jardel, autor do primeiro golo do Benfica no jogo, fez apenas o segundo golo da época, pois até aqui só tinha marcado ao Vianense, arrancando a ferros uma vitória por 2-1 na Taça de Portugal. No campeonato não marcava desde 11 de Abril do ano passado, quando também abriu uma goleada dos encarnados na Luz: 5-1 à Académica.   Nathan Júnior, que marcou o golo de honra do Tondela mesmo em cima do apito final, veio assegurar que a equipa beirã mantém o registo de marcar sempre fora de casa desde que é liderada por Petit. São já sete deslocações seguidas a fazer pelo menos um golo. O problema é que o Tondela também sofre geralmente mais do que um.   Com o golo ao Benfica, Nathan chegou aos dez golos na Liga, oito dos quais nas nove partidas que leva a segunda volta do campeonato. É o valor mais elevado de um jogador de uma equipa recém-promovida desde que Ghilas marcou 13 golos pelo Moreirense em 2012/13, nem assim impedindo a equipa de Moreira de Cónegos de descer de divisão. Com a vitória, o Benfica voltou a assumir a liderança, que perdera momentaneamente no sábado, por via do sucesso do Sporting no Estoril. Os encarnados chegaram aos 64 pontos, apenas um a menos do que tinham na época anterior à passagem desta mesma 26ª jornada. Para se encontrar um Benfica com menos pontos após 26 jogos é preciso recuar a 2011/12, quando a equipa então liderada por Jorge Jesus chegou a esta ronda com apenas 59 pontos, acabando a época com 69, a seis pontos do FC Porto, que foi campeão.   Muito forte está o Benfica no plano atacante, pois os 70 golos que já marcou nas primeiras 26 jornadas só encontram paralelo recente na época de 2012/13, em que também chegou à 26ª ronda com o mesmo total de golos marcados. Na época passada somava 63 e há dois anos seguia com 52. Em 2012/13, porém, o Benfica nem foi campeão.   Muito fraca é a performance do Tondela, que segue com apenas 13 pontos após 26 jornadas. É a pior pontuação de uma equipa na Liga portuguesa a este ponto da competição desde 2007/08, quando a U. Leiria chegou à 26ª ronda com apenas 12 pontos – e acabou o campeonato com 13, em último lugar, a 12 pontos do penúltimo, que foi o Paços de Ferreira. Em toda a história da Liga portuguesa desde que a vitória vale três pontos, só mais três equipas chegaram aqui com tão poucos pontos: o Penafiel de 2005/06, que também tinha 12, o Estrela da Amadora de 2003/04, que tinha 13, e o Gil Vicente de 1996/97, que somava 12. Todos desceram de divisão em último lugar.  
2016-03-15
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Último Passe

O Benfica ganhou com facilidade ao Tondela, por 4-1, e manteve a liderança isolada na Liga, graças a uma demonstração de superioridade natural quando se trata de um jogo em que primeiro recebe o último classificado. A noite foi absolutamente normal para a equipa de Rui Vitória. O bicampeão nacional nem precisou de meter o pé no acelerador – marcou duas vezes de bola parada e cedo chegou a uma tranquilizadora vantagem de dois golos – e teve direito a mais um bis de Jonas, que assim manteve a distância em relação a Slimani no topo da tabela dos goleadores e voltou a gritar bem alto que têm de contar com ele para a disputa da Bota de Ouro. No fim, aproveitou para gerir quem precisa de descansar, quem tem de ganhar ritmo e até quem, como Mitroglou, precisava de limpar o cadastro com um amarelo. Gaitán e Fejsa, por exemplo, saíram a meio da segunda parte, altura em que Rui Vitória chamou outros jogadores, como Salvio ou Gonçalo Guedes, que precisam de ganhar ritmo para poderem contar na apertada ponta final de época que se apresenta à equipa e em que, entre Liga, Taça da Liga e Champions, todos farão falta. Aliás, já o onze inicial apresentava algumas novidades, como a inclusão de Talisca no lugar do castigado Renato Sanches a meio-campo ou de Nelson Semedo em vez de André Almeida na direita da defesa. Antes que qualquer dos dois mostrasse o que quer que fosse, porém, o Benfica chegou ao golo. Marcou-o Jardel, absolutamente à vontade na sequência de um canto, logo aos 11’, a mostrar que o problema do Tondela nunca foi a capacidade para criar futebol. Ao contrário do que lhe aconteceu quando trouxe o Boavista à Luz, Petit montou desta vez uma equipa positiva, sempre capaz de chegar perto da baliza de Ederson com gente em números interessantes, mas muito mais incompetente no aspeto defensivo. Não foi esse o caso do segundo golo do Benfica, uma magistral jogada coletiva, com contribuição dupla de Gaitán, que ofereceu o remate final a Jonas e tornou o jogo numa tarefa impossível para os beirões, com apenas 24 minutos de jogo. O Benfica passou então a gerir. E só aos 69’ matou de vez a partida, com mais um golo de bola parada: lançamento lateral de Eliseu, desvio ao primeiro poste entre Jardel e um defensor do Tondela, e cabeça de Jonas, sem ninguém por perto mas a ter de meter ele força no remate, tão mortiça vinha a bola. Mitroglou ainda fez o 4-0, num lance em que parecia ir de moto pelo meio dos dois centrais do Tondela – ganhou-lhes uns cinco metros em 20 – e que aproveitou para tirar a camisola nos festejos, colocando-se assim fora da deslocação ao Bessa, na próxima jornada, onde o Benfica também não terá Jardel. No final, o Tondela ainda fez um golo, pelo inevitável Nathan Júnior, a premiar o espírito positivo com que a equipa entrou no jogo. Para que o Tondela se salve, porém, vai ser preciso defender melhor.
2016-03-14
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Último Passe

As ausências de André Almeida e Jardel, por castigo, somadas às de Júlio César, Lisandro López e Luisão, estes por lesão, colocam a Rui Vitória um problema de difícil resolução. O Benfica enfrenta o jogo do qual depende a continuidade na Liga dos Campeões, no qual será fundamental manter a solidez atrás, sem o guarda-redes titular, sem as três primeiras escolhas para o centro da defesa e sem ter ainda resolvido por inteiro a questão que se lhe coloca acerca da composição do meio-campo nos jogos de maior grau de exigência. Ainda assim, num jogo em que o primeiro golo pode ser a chave, Vitória deve mexer o mínimo possível, de forma a aproveitar o embalo emocional que o sucesso no dérbi de sábado lhe trouxe. Vai ter de inventar, mas não mais do que o necessário, com a consciência de que este Zenit pode exigir ao Benfica algo que a equipa ainda não mostrou de forma consolidada: que é capaz de ser sólida em desafios de exigência elevada. A vitória em Alvalade, no sábado, como a conquistada em Madrid, no Outono, são as exceções que confirmam a regra: este continua a ser um Benfica mais talhado para jogar contra equipas fracas. Ao todo, em quatro jogos com o Sporting, dois com o FC Porto, dois com o Atlético Madrid, dois com o Galatasaray, um com o Sp. Braga e um com o Zenit, o Benfica, o Benfica só ganhou cinco de doze jogos de grau de dificuldade mais elevado. Pode até chegar para alcançar os objetivos – em São Petersburgo, por exemplo, basta uma derrota pela margem mínima, desde que com golos marcados –, mas deve servir de ponto de partida para uma reflexão interna acerca dos equilíbrios da equipa, que precisa de juntar outro avançado a Jonas para rentabilizar aquele que é o seu melhor jogador e não encontrou ainda uma forma satisfatória de preencher a zona central do meio-campo quando Renato Sanches se torna naquilo a que o treinador chamou “talento selvagem” e perde as referências no jogo sem bola. Problemático é que estas questões se agravem pela ausência de jogadores que são tão importantes nos momentos defensivos, como Jardel ou André Almeida. Lindelof tem respondido muito bem, sobretudo se tivermos em conta que era a quarta opção para o centro da defesa no início da época, mas o que se lhe pedirá no Petrovskyi é que comande o setor, provavelmente com Fejsa a seu lado e sem a ajuda de André Almeida, um lateral cujo principal atributo é a solidez defensiva. A dúvida coloca-se depois, na constituição do meio-campo e do ataque. Salvio à direita com Pizzi no apoio a Mitroglou (ou Jiménez, mais talhado para jogar longe da equipa) ou Jonas com Mitroglou e Pizzi a vir da direita para dentro, no apoio a Samaris e Renato? Rui Vitória saberá melhor que ninguém em que ponto está a recuperação de Salvio e se ele já é capaz de responder num jogo deste grau de exigência, ainda que todos saibamos que nestas coisas o risco maior está na experimentação e não na continuidade. Repetir os seis da frente de Alvalade pode ser uma forma de aproveitar não apenas as rotinas que a equipa vem construindo como a confiança que adquiriu no campo do maior rival. Mas, até pela escassez de golos nos mais recentes jogos do Zenit (0-1, 1-0 e 0-0), a chave da eliminatória estará sempre no primeiro golo. Se o marca o Benfica, pode repetir-se a história do dérbi; se o marca o Zenit o jogo deverá pedir um upgrade àquilo que este Benfica tem mostrado.
2016-03-09
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Não há grandes equipas sem grandes defesas-centrais. Ou pelo menos é o que passamos a vida a ouvir dizer. Que o talento desequilibra mas nenhuma equipa ganha se não estiver construída em torno de um pilar que lhe dê estabilidade. É pensarmos nas grandes equipas da história, na enorme importância que tinham os jogadores encarregues de impedir o adversário de finalizar em boas condições. Todos têm duas coisas em comum: são super-valorizados pelos jornalistas que cobrem os acontecimentos e pelos treinadores que os comandam; e são depois esquecidos na atribuição dos prémios para os melhores jogadores do ano e apagados pela espuma dos anos que passam, que só eterniza o talento puro. Será que não são assim tão importantes? Olhemos para o campeonato português e para os seus três candidatos ao título. Ao Sporting, diz-se desde o início, falta um defesa-central que seja ao mesmo tempo experiente, forte fisicamente e competente. O Benfica tinha Luisão, mas perdeu-o há meses e tem vivido tão bem sem ele que já deve haver quem se atreva a duvidar que a equipa beneficie assim tanto com o seu regresso. E ao FC Porto, também se comenta desde o Verão, tem faltado sempre um central à altura da qualidade do resto do plantel – com a agravante de à falta de qualidade se ter somado agora alguma falta de quantidade, fruto dos problemas com Maicon. Neste fim-de-semana, um fim-de-semana decisivo  na Liga, o Sporting estreou uma dupla de centrais nova – Coates e Ruben Semedo –, o Benfica fez confiança em Lindelof, que ainda nem tinha uma dezena de jogos na Liga e, sendo ribatejano, José Peseiro deu a alternativa a Chidozie. E, adivinhem: todos se saíram muito bem. Se calhar quem tem mais razão são mesmo os adeptos que, com o passar do tempo e o desfilar das fintas dos atacantes, se esquecem de quem era o defesa central naquele jogo fundamental que deu o título nacional de mil novecentos e qualquer coisa. Coates, é bom que se diga, tem quase tudo para poder ser decisivo na ponta final da época do Sporting. É imponente, tem quase dois metros, o que pode valer-lhe uma importância acrescida nas bolas paradas. É experiente, fruto dos anos que passou na Premier League e tem ainda mais uma qualidade importante, que partilha com Lindelof, Ruben Semedo ou Chidozie: os adversários ainda não tiveram tempo para aprender as suas debilidades, de forma a poderem explorá-las a cada jogo. O novo tem aqui sempre uma atração irreprimível, que tem a ver com isso mesmo. É fácil dizer agora que Luisão já não tem a velocidade de outros tempos e que com Lisandro López e Jardel o Benfica pode jogar com as linhas mais próximas e subidas, com a chamada “equipa mais curta”. E isso não tem a ver só com a idade de Luisão ou com o facto de a sua mobilidade, mudança de velocidade ou de trajetória já não ser a de outros tempos. Tem a ver também – ou sobretudo – com o facto de já todos sabermos disso. Qual é o ponto fraco de Lindelof? Ou de Chidozie? Ou até de Coates, que apesar de ser mais consagrado (o homem é internacional uruguaio, caramba), também há-de tê-lo, ou então teria vingado na Premier League? A questão é que, para já, ninguém sabe identificá-los com clareza. Estou seguro, no entanto, que os defesas-centrais vão desempenhar um papel primordial na luta pelo título. E todos os treinadores terão dilemas a enfrentar. No Sporting, acredito que Jesus já se tenha decidido pela titularidade do gigante uruguaio, precisamente por ser novo – e mais difícil de ler – e por poder vir a ser importante nos livres laterais e nos cantos. Mas quem, para jogar ao lado dele? Paulo Oliveira é o melhor de todos, mas teria de desviar-se para a meia-esquerda. Naldo não compromete, está habituado àquele quadrante, mas não tem o futuro e a qualidade de Oliveira. E até Ruben Semedo parece mais perto de ser opção que Ewerton. No Benfica, Rui Vitória encontrou a estabilidade em torno da dupla Jardel-Lisandro, dois centrais rápidos e por isso mesmo muito importantes da definição estratégica do onze, no posicionamento do bloco. Mas poderá Luisão exercer a liderança de que o plantel necessita de fora quando, daqui por um mês, mês e meio, estiver apto a regressar? Por fim, no FC Porto, Peseiro tem em Martins-Indi o potencialmente melhor mas ao mesmo tempo mais inconstante dos seus centrais, e em Marcano o mais apagado mas ao mesmo tempo mais fiável. Com Maicon fora do baralho, haverá espaço para Chidozie se mostrar mais vezes e até vir a ser importante. Pelo menos até lhe aprenderem as debilidades. In Diário de Notícias, 15.02.2016    
2016-02-15
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Rui Vitória vai defrontar a equipa que mais projeção lhe deu no futebol nacional, o V. Guimarães, podendo por isso aproveitar o conhecimento adquirido nas quatro épocas que lá passou. No caso do atual treinador benfiquista, porém, isso não tem sido uma grande vantagem, pois apesar de uma carreira sempre a subir de nível, não tem um histórico particularmente feliz contra ex-equipas suas: em Guimarães ganhou apenas três dos oito jogos contra o Paços de Ferreira, dois dos quais fora de casa. Há duas ilações a tirar deste histórico. A primeira é que nos oito jogos de Vitória contra a equipa que tinha orientado antes da atual, o ataque foi a tónica dominante: não houve um único zero de nenhuma das equipas, pois ambas marcaram sempre. E a segunda é que Rui Vitória se sente melhor como visitante a um estádio onde já foi feliz do que como anfitrião das suas ex-equipas: tem uma vitória, dois empates e uma derrota nos jogos com o Paços em Guimarães e duas vitórias, um empate e uma derrota nas visitas ao Estádio Capital do Móvel. O melhor resultado, aliás, obteve-o em Paços de Ferreira com o V. Guimarães. Foi uma vitória por 5-1 logo em Novembro de 2011, com hat-trick de Edgar. Boas perspetivas, uma vez que o jogo de sábado se disputará no campo do adversário. A primeira época de Rui Vitória em Guimarães – que, recorde-se, o treinador ainda começou em Paços de Ferreira, tendo por isso amplo conhecimento do adversário – foi a melhor no confronto com a ex-equipa, tendo o atual técnico do Benfica obtido duas vitórias, por 3-1 e 5-1. Em 2012/13 perdeu em Paços de Ferreira por 2-1 e empatou em Guimarães a dois golos. Em 2013/14 ganhou em Paços (3-1), mas perdeu em casa (1-2). E na época passada ambos os jogos redundaram em empates: 1-1 em Guimarães e 2-2 em Paços de Ferreira. Mais um bom prenúncio na viagem do Benfica a Guimarães, pois esta é a primeira temporada do treinador no seu novo clube e a primeira vez que defronta a anterior equipa. Quererão os adeptos benfiquistas acreditar ainda que a tendência para deixar pontos no confronto com as ex-equipas terá ficado definitivamente para trás das costas agora que Rui Vitória deu o salto para um grande. É que, além do mais, esta época o treinador ribatejano já recebeu o Paços de Ferreira, a equipa que orientou antes de se ocupar do V. Guimarães, e levou o seu Benfica a vencer por 3-0 em casa, naquele que foi o primeiro jogo de Vitória na Liga contra uma ex-equipa no qual não sofreu golos.   - Sérgio Conceição, atual treinador do V. Guimarães, foi um dos dois treinadores capazes de ganhar por duas vezes ao Benfica na época passada – o outro foi André Villas-Boas. Enquanto treinador do Sp. Braga, Conceição bateu a equipa de Jorge Jesus em casa para a Liga (2-1) e na Luz para a Taça de Portugal (2-1), curiosamente em dois jogos nos quais começou sempre a perder e virou o placar. Foram as duas únicas vitórias que conseguiu sobre o Benfica em oito jogos, nos quais soma cinco derrotas e um empate (0-0), com o Olhanense, em Março de 2012, na primeira vez que defrontou o Benfica como treinador.   - Além disso, Conceição também só ganhou uma vez a Rui Vitória e foi na época passada: 2-1 para a Taça de Portugal, com o Sp. Braga, em Guimarães. De resto, sempre com o opositor no banco que agora é seu, o atual técnico vimaranense soma três empates e três derrotas (sempre um com cada clube que dirigiu: Sp. Braga, Académica e Olhanense.   - Desde Setembro que o V. Guimarães perde em casa jogo sim-jogo não: ganhou ao Tondela e depois perdeu com o Sp. Braga; empatou com a Académica e depois perdeu com o Nacional; venceu o Rio Ave e depois perdeu com o Marítimo. A sequência não favorece a ideia de uma segunda derrota seguida em casa, algo que os vimaranenses já não conhecem desde Abril de 2014, quando foram consecutivamente batidos por Estoril (1-3) e Arouca (2-3).   - O central benfiquista Jardel vai defrontar o adversário contra o qual se estreou na Liga portuguesa. Foi a 16 de Agosto de 2010 que Daúto Faquirá o lançou num Olhanense-V. Guimarães que acabou empatado a zero.   - Muitos jogadores do plantel vimaranense foram lançados na Liga por Rui Vitória, atual treinador do Benfica. Foi o caso de Douglas, Pedro Correia, Josué, João Afonso, Bruno Gaspar, Luís Rocha, Breno, Cafu, Bouba Saré, Bruno Alves, Otávio, Alex, Ricardo Gomes, Ricardo Valente e Areias. Chegavam para fazer uma equipa, com suplentes e tudo.   - A estreia do atacante Ricardo Valente foi mesmo contra o Benfica, a 10 de Janeiro de 2015, quando substituiu Ricardo Gomes a meia hora do final de uma partida que os minhotos perderam, na Luz, por 3-0.   - Cafu poderá fazer o 50º jogo pelo V. Guimarães. Dos 49 que já realizou, 42 foram na Liga portuguesa, aos quais soma três na Taça da Liga, dois na Liga Europa outros dois na Taça de Portugal.   - Assis, que tem sido o guarda-redes suplente do V. Guimarães, estreou-se na Liga a jogar contra o Benfica, ocupando o lugar de Bruno Vale, quando este foi expulso, a 11’ do fim, num Benfica-Belenenses de Fevereiro de 2010 que os encarnados venceram por 1-0.   - O V. Guimarães não fez um único golo nos últimos quatro jogos em que defrontou o Benfica, perdendo três (duas vezes 1-0 e uma por 3-0) e empatando outra a zero, na tarde em que os encarnados celebraram o bicampeonato, em Maio passado. O último golo vimaranense ao Benfica foi no Jamor, em Maio de 2013, marcado por Ricardo Pereira e valeu a conquista da Taça de Portugal à equipa então orientada por Rui Vitória, pois permitiu um sucesso por 2-1.   - O último golo sofrido pelo Benfica em Guimarães já data de Fevereiro de 2012, quando o Vitória local se impôs por 1-0, graças a um tento do brasileiro Toscano. Dos 14 que Jorge Jesus levou a jogo nessa noite restam no Benfica apenas Luisão e Gaitán, enquanto no Vitória já não está nenhum dos heróis da vitória.   - V. Guimarães e Benfica perderam os jogos que fizeram esta época na Liga com Carlos Xistra. Os vimaranenses em casa com o Nacional (0-1) e os benfiquistas também no seu estádio, face ao Sporting (0-3). De resto, este árbitro que apitou dois penaltis a favor da equipa da casa nos seus dois últimos desafios na Liga (FC Porto-P. Ferreira e Académica-Belenenses), já dirigiu o Benfica por 19 vezes no campeonato (11 vitórias, quatro empates e quatro derrotas) e por 18 ocasiões o V. Guimarães (seis vitórias, cinco empates e sete derrotas). Dois dos 196 jogos que fez na Liga foram V. Guimarães-Benfica: em 2008/09 ganharam os encarnados por 2-1 e em 2011/12 venceram os minhotos por 1-0.
2016-01-01
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Último Passe

O país futebolístico ia ficando em transe com a réplica que o Vianense deu ao Benfica, na estreia encarnada na Taça de Portugal. É verdade que os encarnados deixaram vários titulares de fora e que os pequenos podem agigantar-se em jogos desta natureza, mas não é habitual, de facto, um bicampeão nacional precisar de um golo ao minuto 90 para se desembaraçar de uma equipa que joga dois escalões abaixo e que, ainda por cima, mudou o jogo para um campo neutro, abdicando da vantagem do fator-casa. Ainda assim, tudo o que aconteceu no 2-1 de Barcelos está nos livros. A exibição do Benfica não foi a mais conseguida, como reconheceu Rui Vitória no final, ao dizer que a sua equipa foi “dando oxigénio” ao Vianense. Mas raramente os grandes entram a todo o gás na Taça de Portugal. Normal, portanto. Mesmo assim, o Benfica desperdiçou várias ocasiões de golo antes de Carcela lhe dar vantagem, num remate repentista a pedir mais observações no futuro. Mais uma vez, tudo normal. Aí, entraram em campo a sobranceria nos grandes que passam por este tipo de situações, também ela normal, e o facto de a equipa minhota estar de facto bem organizada por Andrés Madrid, o argentino que andou no futebol de primeira em Portugal ao serviço do Sp. Braga. O Benfica não acabou com o jogo, o Vianense chegou ao empate, num golaço do meio da rua de Coulibaly, a pouco mais de dez minutos do final, e podia mesmo ter-se colocado em vantagem, pois Madior ainda obrigou Júlio César a uma grande defesa. Isso sim, seria anormal. O último golpe de normalidade aconteceu ao minuto 90, quando um golpe de cabeça de Jardel deu expressão àquilo que os grandes tantas vezes conseguem – vitórias in-extremis face a adversários menos cotados, aproveitando aquilo que é a sua maior expressão competitiva. Aquela fase do jogo é a que muitas vezes separa os grandes dos pequenos. Foi o que aconteceu, servindo para que um resultado anormal possa ser explicado com tantas coisas absolutamente normais. O Vianense sai orgulhoso, o Benfica um pouco preocupado por ter tido de sofrer, mas segue na Taça e em breve já ninguém na Luz se lembrará do que aconteceu. Vêm aí a Champions e o dérbi com o Sporting.
2015-10-16
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Último Passe

A vitória do Benfica em Madrid (2-1), contra o Atlético, vale mais do que os três pontos, a noção de que, com cinco pontos de vantagem sobre o Galatasaray, dificilmente deixará de seguir em frente na prova ou a verba paga pela UEFA por cada sucesso na Liga dos Campeões. E vale mais do que a quebra das duas malapatas que afetavam a equipa portuguesa ante este desafio: se ainda não marcara golos fora esta época, fez logo dois; se não ganhava em Espanha há 33 anos, ganhou logo no Vicente Calderón, onde nenhuma equipa estrangeira tinha ganho desde que ali chegou Diego Simeone. A vitória em Madrid vale sobretudo pela crença que toda a equipa mostrou ter no processo de construção e pela confirmação de meia dúzia de verdades acerca do que este Benfica vale em competição. Primeiro, e acima de tudo, confirma que este Benfica já está a defender muito bem. O jogo não permitiu avaliar-lhe os méritos no ataque organizado e posicional, mas esse tem sido o momento do jogo que mais tem valido aos encarnados na Liga portuguesa. No Calderón, com exceção dos momentos de desorientação que se seguiram ao golo espanhol, viu-se um Benfica muito forte do ponto de vista defensivo e igualmente competente no ataque rápido e no contra-ataque. E se isso só é possível numa equipa que acredita naquilo que está a fazer – e o atribulado início de época podia ter dado aos jogadores para duvidarem – fará a partir daqui com que creia ainda mais naquilo a que Rui Vitória chama “o processo”. Depois, há as confirmações individuais. A vitória do Benfica mostrou que, em condições físicas normais, Júlio César ainda pode ser um dos melhores guarda-redes da Europa. Deixou à vista que Luisão e Jardel formam uma dupla coriácea e difícil de bater por quem quase se limita a um jogo de cruzamentos largos para a área. Evidenciou que Gonçalo Guedes tem tudo para ser uma certeza no curto prazo – fez mais um golo, no aproveitamento exemplar de um contra-ataque conduzido pelo flanco oposto e, juntamente com Nelson Semedo, nem tremeu na cobertura do corredor direito. E acima de tudo, num jogo em que nem houve assim tanto Jonas, voltou a revelar um Gaitán cuja permanência em Portugal parece um verdadeiro milagre. Autor do primeiro golo e da jogada que conduziu ao segundo, o argentino está um patamar acima da generalidade dos companheiros e adversários. E, com ele à frente, os colegas têm mais uma razão par acreditar que podem também chegar lá.
2015-09-30
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Stats

O guarda-redes polaco Pawel Kieszek deve somar, no domingo, o 100º desafio na Liga portuguesa. E fá-lo-á a defender as redes do Estoril nas mesmas balizas que lhe assinalaram a estreia, em Fevereiro de 2008. Nessa noite, lançado por Manuel Machado para um lugar que até ali pertencia a Paulo Santos, o polaco aguentou o empate, sofrendo apenas um golo, de Luisão, após livre de Rui Costa. Foi um arranque memorável, num palco onde o guarda-redes do Estoril também já conheceu um dos maiores desgostos da sua vida desportiva: perdeu na época passada por 6-0 e deixou escapar momentaneamente a titularidade.Apesar de um bom final de época em 2008, Kieszek passou a primeira metade da época seguinte (2008/09) na sombra de Eduardo. Acabou, por isso, por sair no mercado de Janeiro para o V. Setúbal, onde voltou a defrontar o Benfica, mas em casa: perdeu por 4-0, graças a dois golos de Nuno Gomes e outros dois de Cardozo. Voltou a Braga em 2009/10, mas apenas para voltar a ser suplente de Eduardo. André Vilas Boas chamou-o ao FC Porto em 2010/11, o que lhe permitiu ganhar a Liga e a Taça de Portugal, mas a jogar outra vez muito pouco, face à concorrência de Helton e Beto. O caminho foi por isso o estrangeiro: passou um ano no Roda, da Holanda, antes de voltar a Portugal, para representar o V. Setúbal.Em 2012/13 assumiu-se como titular do Vitória em finais de Agosto, depois de Caleb, a primeira aposta de José Mota, ter encaixado cinco golos do… Benfica (0-5 no Bonfim). Jogou a segunda volta, na Luz, mas perdeu por 3-0 (golos de Enzo Pérez, Lima e Rodrigo). José Mota continuava a não apostar firmemente nele na época seguinte, mas quando o treinador deu lugar a José Couceiro as coisas mudaram: Kieszek assumiu as redes vitorianas, perdeu no Bonfim por 2-0 (Rodrigo e Lima) mas contribuiu para o empate a uma bola na Luz, na penúltima jornada (golos de André Gomes e Rafael Martins). José Couceiro levou-o depois para o Estoril, onde o polaco dividiu as redes com Vagner. Foi ele, no entanto, que esteve nos dois jogos com o Benfica: 2-3 em casa (Diogo Amado e Kléber marcaram pelo Estoril, tendo Lima e Talisca, este por duas vezes, feito os golos do Benfica) e 0-6 na Luz (dois golos de Jonas, a que acresceram mais quatro de Luisão, Salvio, Lima e Pizzi). A goleada custou o lugar a Couceiro e o novo treinador – Fabiano Soares, que ficou para esta época – resolveu trocar de guarda-redes como terapia para o insucesso. Voltou Vagner, mas quatro semanas depois os 0-5 encaixados no Dragão devolveram tudo à fórmula inicial. Kieszek está assim na calha para o centésimo jogo na Liga (sofreu 134 golos nos primeiros 99) no palco que mais lhe diz em Portugal. - Esperarão os benfiquistas que com a saída de Jorge Jesus a equipa tenha afastado de vez a malapata que lhe vinha atormentando os inícios de campeonato, até porque Rui Vitória tem um histórico de bons arranques. Em seis épocas com Jesus, o Benfica só ganhou uma vez na primeira jornada (2-0 ao Paços de Ferreira, há um ano), tendo somado mais três empates (Braga e Marítimo em casa e Gil Vicente fora) e duas derrotas (Marítimo fora e Académica em casa). Já Rui Vitória perdeu apenas um dos cinco arranques de Liga que conta no seu histórico: no Paços de Ferreira, foi batido em Setúbal em 2011/12. De resto, três vitórias (contra o Sporting, Gil Vicente e Olhanense) e um empate (mais uma vez face ao Sporting). - No dia do jogo completam-se cinco anos exatos sobre a estreia do defesa central benfiquista Jardel na Liga portuguesa. Foi com a camisola do Olhanense, que tinha ido contratá-lo ao… Estoril, e saldou-se por um empate a zero, em casa, contra o V. Guimarães. - O Benfica conseguiu frente ao Estoril a maior goleada da última Liga: 6-0, como já se viu atrás. Mas em 2012/13 começou a perder a vantagem de que dispunha na Liga empatando em casa com este mesmo Estoril, empatando a um golo (marcou Maxi Pereira, a cancelar um golo de Jefferson).
2015-08-14
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