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Último Passe

Dizer que o Benfica médio de Nápoles não foi tão mau como os quatro golos sofridos em menos de uma hora parecem fazer crer é como dizer que o Benfica médio da época passada não foi tão bom como os 88 pontos que somou na tabela final da Liga parecem dar a entender. E é tão profundo na análise como seria afirmar que Rui Vitória errou na escolha do onze só porque os dois jogadores que hoje sacrificou à vontade de dar à equipa mais algum controlo – Salvio e Gonçalo Guedes – acabaram por entrar e fazer os golos com que a equipa transformou um resultado catastrófico numa derrota apenas preocupante. Os 4-2 de Nápoles revelaram fundamentalmente duas coisas. Primeiro, uma propensão para o erro, sobretudo nas bolas paradas defensivas, que o Benfica já mostrara em jogos anteriores – a maior parte dos golos sofridos pelos encarnados esta época nasceu de bolas paradas. E depois um adversário mais matreiro e com maior taxa de acerto do que a maioria das equipas que o Benfica já tinha defrontado até aqui e que por isso mesmo foi capaz de transformar um superior volume de jogo em golos. Porque se Rui Vitória começou o jogo com André Almeida ao lado de Fejsa, de forma a que ambos pudessem ser auxiliados por André Horta, que partia de uma posição mais avançada – a de Jonas, que vem sendo ocupada por Gonçalo Guedes – foi por reconhecer que o Benfica tem tido problemas para controlar o ritmo dos jogos a meio-campo. É verdade que também não controlou este e que, genericamente mais atrás no campo, acabou por ver os erros cometidos transformados em golos. Hamsik fez o 1-0 logo aos 20’, de cabeça, num canto em que Fejsa se mostrou pouco agressivo no ataque à bola no primeiro poste. Ao intervalo, esperar-se-ia que Rui Vitória despertasse Carrillo, em sub-rendimento na esquerda do ataque, e que a equipa se juntasse para lutar pelo empate, mas o que se viu foram mais três golos do Napoli. Em sete minutos, Mertens fez o 2-0 num livre muito bem batido, Milik aumentou para 3-0 de penalti e Mertens chegou aos 4-0, num lance do qual Júlio César dai mal-visto, por ter falhado a interceção de um cruzamento que era dele. Com a discussão do resultado arrumada, Rui Vitória ainda fez entrar Salvio e Gonçalo Guedes, atenuando o resultado de 0-4 para 2-4 com dois golos dos dois suplentes, a dar sinal de uma atitude mais agressiva do Benfica, mas também da natural diminuição de intensidade de um Napoli que chegou aos seis pontos e encara a jornada dupla com o Besiktas na perspetiva de carimbar o apuramento. Para o Benfica, pelo contrário, os dois jogos com o Dynamo Kiev serão uma espécie de última praia, na qual um mínimo de quatro pontos se exige para entrar na fase decisiva em condições de discutir a passagem à fase seguinte.
2016-09-28
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Último Passe

Um regresso feliz de Mitroglou ao onze ajudou o Benfica a vencer o Sp. Braga por 3-1 e a isolar-se na frente da classificação da Liga, à quinta jornada. Um bis do grego, somado a um golo de Pizzi, transformou um desafio que se antevia – e que foi… – difícil numa vitória que até permitiu alguma descompressão no final, quando a margem de manobra cresceu e o desgaste do adversário também. Até ao momento em que o Benfica acabou com o jogo, com dois golos de rajada, à entrada para os últimos 20 minutos finais, porém, quase que se via a repetição da partida da Supertaça, com a eficácia na finalização a fazer a diferença entre as equipas de Rui Vitória e José Peseiro. O jogo começou a um ritmo alucinante, o que à partida parecia ser melhor para os donos da casa do que para os visitantes, que tinham menos dois dias de recuperação desde a sua partida europeia. O Benfica, com Mitroglou à frente de Gonçalo Guedes, a alargar o espaço disponível pela forma como busca a profundidade, era melhor com bola do que sem ela: o seu meio-campo ligava bem o jogo ofensivo mas, até pela baixa de Fejsa em momento de construção, era pouco agressivo em transição defensiva, permitindo que o jogo se disputasse muito na largura e na capacidade que ambas as equipas mostravam para encontrar o corredor contrário ao da bola. E aqui invertiam-se os papéis: o 4x2x3x1 do Sp. Braga, com Vukcevic sempre bem no passe e os dois extremos (Pedro Santos e Wilson Eduardo) inteligentes na forma de variar centro de jogo, conseguia expor vulnerabilidades no Benfica e transformar o desafio num jogo de transições que convinha menos aos donos da casa. Nessa altura, só a noite seguríssima de Júlio César evitou males maiores para o Benfica. As ocasiões de golo sucediam-se, nas duas balizas. Mitroglou chutou ao lado da entrada da área aos 2’, respondeu Hassan falhando o alvo depois de isolado frente a Júlio César, aos 4’. O guarda-redes do Benfica tirou um golo cantado a Pedro Santos aos 5’, sendo imitado por Marafona, que deteve um remate perigoso de Salvio aos 12’. Nessa altura, Marafona lesionou-se, o jogo esteve interrompido e da pausa saiu melhor o Benfica, que inaugurou o marcador aos 27’, numa arrancada de Guedes que Mitroglou transformou no 1-0, depois de ser o mais rápido a adivinhar onde ia cair o cruzamento. Até ao intervalo, o Sp. Braga ainda obrigou Júlio César a mais duas defesas providenciais, a remates de Pedro Santos (aos 37’) e Rosic (num canto, aos 45’), mas a equipa de Peseiro já não regressaria tão forte para o segundo tempo. Fosse por causa do desgaste da partida de quinta-feira ou devido às correções feitas ao intervalo por Rui Vitória, a verdade é que passou a pairar na Luz a ideia de que estava mais perto o 2-0 que o 1-1. Guedes, de livre, ainda obrigou Marafona a uma extraordinária defesa, num livre que ainda desviou na barreira, como que a prenunciar que um ressalto acabaria por resolver o jogo. Foi o que aconteceu aos 74’, quando um atraso de Mitroglou bateu no bracarense Douglas Coutinho e ganhou a direção da área, onde Pizzi estava sozinho e aproveitou para fazer o 2-0. A desorientação bracarense conduziu ao terceiro golo, apenas quatro minutos depois, obra de Mitroglou, de cabeça, após uma insistência de Pizzi na esquerda. E o resultado só não foi o mesmo da Supertaça porque, mesmo em cima do minuto 90, Rosic melhorou o que tinha feito a fechar a primeira parte, cabeceando para golo um canto de Wilson Eduardo. O jogo fechava, ainda assim, com a vitória do Benfica, uma vitória que, mesmo no meio de tantas lesões, deixa os tricampeões nacionais isolados na frente da tabela. Rui Vitória não valorizou este aspeto, mas certamente que não o desprezaria se alguém lho antevisse antes deste atribulado arranque de campeonato. Ainda há muitos jogos para fazer, alguns pontos para perder, mas a tendência normal com o regresso dos titulares é que este Benfica fique mais forte.
2016-09-19
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Jonas voltou a ser decisivo num jogo do Benfica, com dois golos e uma assistência. Ao todo, o avançado brasileiro já leva 13 golos e seis passes decisivos em 14 jornadas da Liga. É o melhor marcador e está a um passe dos melhores assistentes. E já marcou e assistiu em cinco vitórias do Benfica: Belenenses (6-0), Tondela (4-0), Académica (3-0), V. Setúbal (4-2) e Rio Ave (3-1).   - Este foi ainda o quinto bis de Jonas nesta edição da Liga. Já tinha marcado dois golos no mesmo jogo a Estoril (4-0), Belenenses (6-0), Paços de Ferreira (3-0) e Académica (3-0). Pela primeira vez nesses jogos, os golos de Jonas foram decisivos para a conquista dos pontos. Com 14 golos já marcados em todas as competições, esta é a época mais forte de Jonas antes do Natal desde que chegou à Europa.   - O segundo golo de Jonas no jogo, a desbloquear o empate, foi o golo nº 5500 do Benfica em toda a história da Liga. Ao todo, os encarnados já fizeram 5501 golos, contra 5056 do segundo ataque mais realizador, que é o do FC Porto.   - Jiménez fez o segundo golo pelo Benfica na Liga, pela segunda vez depois de sair do banco: isso já tinha acontecido nos 3-2 ao Moreirense. Ao todo, o mexicano leva quatro golos, dois deles como titular, na deslocação a Astana, para a Liga dos Campeões (2-2).   - Bressan marcou o quinto golo na Liga, o terceiro numa deslocação, depois de já ter estado na folha dos marcadores no empate no Restelo com o Belenenses (3-3) e na derrota em Guimarães (1-3). Foi o primeiro que fez de livre direto esta época, mas o segundo dos vila-condenses, que já tinham marcado assim na vitória por 3-0 em Paços de Ferreira, através de Edimar.   - Em contrapartida este foi o primeiro golo sofrido pelo Benfica de livre direto esta época e o primeiro que Júlio César sofre nestas condições desde que chegou à Luz. O último golo sofrido pelo Benfica de livre tinha sido a 13 de Março de 2014, marcado a Oblak por Eriksen (Tottenham). O Benfica também ganhou esse jogo por 3-1.   - O golo de Bressan foi o último do Rio Ave na Luz desde um marcado por Tarantini, a 30 de Março de 2013. Nessa altura, o golo reduzia o placar para 4-1 e o Rio Ave acabou por perder esse jogo por 6-1.   - Mesmo marcando na Luz, o Rio Ave perdeu o título de melhor ataque da Liga nos jogos fora. Soma agora 14 golos, menos um que o V. Setúbal, que fez três golos em Tondela. Ainda assim, o Rio Ave continua a manter o pleno: marcou nos 10 jogos (de todas as competições) que fez fora de casa esta época e não fica em branco numa deslocação desde os 0-4 frente ao Marítimo, na penúltima jornada da Liga anterior, a 17 de Maio.   - Samaris foi substituído ao intervalo pela terceira vez desde que está no Benfica. As anteriores tinham acontecido frente ao Rio Ave, na Luz, e contra o Arouca, fora de casa, na época passada. Também nesses jogos o Benfica inverteu resultados negativos: de 0-0 para 1-0 contra o Rio Ave e de 0-1 para 3-1 ante o Arouca. Além disso, Samaris saiu uma vez aos 35 minutos, num jogo em casa contra o Moreirense. E também aí o Benfica passou de 0-1 para 3-1.   - A razão para a substituição neste jogo com o Rio Ave terá tido muito a ver com o cartão amarelo que o jogador grego viu na primeira parte e que o afasta da deslocação a Guimarães, por ter sidoo quinto na Liga. Além desses cinco, Samaris viu ainda dois frente ao Sporting na Taça de Portugal e mais três na Liga dos Campeões.  Na época passada viu o 10º amarelo ao 22º jogo, a 26 de janeiro, frente ao Paços de Ferreira. Esta época chegou lá em 17 jogos.
2015-12-21
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Ao ganhar por 4-2 ao Vitória em Setúbal, o Benfica conseguiu a quinta vitória seguida na Liga desde a derrota com o Sporting (0-3, a 25 de Outubro). Iguala assim uma série que já datava de Fevereiro e Março. Para encontrar melhor é preciso ir ao período entre Outubro de 2014 e Janeiro deste ano, quando os encarnados venceram nove jogos consecutivos entre as derrotas em Braga (2-1, a 26 de Outubro) e Paços de Ferreira (1-0, a 26 de Janeiro).   - Foi ainda a terceira vitória seguida dos encarnados em deslocações no campeonato, depois dos 4-0 ao Tondela e dos 2-0 em Braga. O Benfica já não ganhava três saídas consecutivas desde Dezembro do ano passado e Janeiro deste ano, quando na verdade ganhou cinco: Nacional, Académica, FC Porto, Penafiel e Marítimo.   - O jogo marcou também a primeira derrota do V. Setúbal esta época no Bonfim. Foram, ao todo, sete jogos sem perder ali, desde o 0-2 com o FC Porto, a 3 de Maio, estabelecendo a melhor série de invencibilidade caseira desde os dez jogos entre Dezembro de 2013 e Setembro de 2014, datas de duas derrotas com o Benfica.   - Ao fazer quatro golos, o Benfica confirmou o estatuto de ataque mais realizador da Liga, com 31 golos em 12 jogos. É o melhor parcial do campeonato desde os 32 golos que o mesmo Benfica marcou nos primeiros 12 jogos de 2012/13.   - Jonas também voltou a marcar, aumentando o sue pecúlio para onze golos. É o melhor marcador do Benfica à 11ª jornada desde o paraguaio Cardozo, que nessa mesma época de 2012/13 chegou à 12ª jornada com 13 golos marcados.   - Pizzi fez o primeiro golo fora de casa com a camisola do Benfica, pois todos os que tinha obtido até aqui tinham sido na Luz. A última vez que tinha marcado como visitante foi no Santiago Bernabéu, em Maio de 2014, quando fez o tento do Espanyol numa derrota por 3-1 contra o Real Madrid.   - Mitroglou fez golo pelo segundo jogo consecutivo, depois de já ter estado na folha de marcadores frente ao Atlético Madrid. É a segunda vez que marca em dois jogos seguidos esta época, depois de já ter festejado frente a Belenenses (bisou nos 6-0) e Astana.   - O Benfica beneficiou ainda do terceiro autogolo da época: Ricardo, depois de Berger (Tondela) e Kritciuk (Sp. Braga). Os encarnados não tinham tantos autogolos desde 2012/13, quando tiveram a felicidade de ver Rojo (Sporting), Insúa (Sporting), Mexer (Nacional), Luís Martins (Gil Vicente) e Igor Rossi (Marítimo) fazer golos na própria baliza.   - O V. Setúbal chega à 13ª jornada com 23 golos marcados, o melhor parcial da equipa sadina a este ponto do campeonato desde 1976. Nessa altura, tinha chegado à 13ª jornada com 28 golos e em terceiro lugar do campeonato. Acabou a época na sexta posição, com o quarto melhor ataque da Liga, apenas atrás de FC Porto, Benfica e Sporting.   - Suk, autor do segundo golo do V. Setúbal, fez o oitavo na presente edição da Liga e, tal como Mitroglou, também marcou pelo segundo jogo seguido, depois de ter estado entre os goleadores frente ao Belenenses. No caso do coreano, porém, há já a registar uma série de três jogos seguidos a marcar: a Académica (bisou), Rio Ave e Marítimo.   - Vasco Costa, extremo vindo do Fafe, marecou ao Benfica o seu primeiro golo na Liga portuguesa. O seu último golo ainda tinha sido no Campeonato Nacional de Seniores, ao Lusitano Vildemoinhos, em Maio.   - O golo de Vasco Costa interromopeu a mais longa série de minutos sem sofrer golos de Júlio César na presente Liga. Ao todo, entre o tento de Bryan Ruiz, no dérbi da Luz, a 25 de Outubro, e o golo de Vasco Costa, no Bonfim, mediaram 473 minutos de inviolabilidade na Liga, a melhor série da época para o guardião benfiquista e a mais longa desde os 491 minutos que passaram entre o golo de Rafael Lopes (a 11 de Abril)  e o de Marega (a 23 de Maio).
2015-12-14
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Júlio César completa frente ao Atlético de Madrid 50 jogos nas redes do Benfica, desde a estreia, a 21 de Setembro de 2014, na receção ao Moreirense, que os encarnados ganharam por 3-1. Dos 49 jogos feitos até aqui, ganhou 35 e manteve a baliza a zeros por 25 vezes. Além disso, jogou 34 vezes na Liga portuguesa, oito na Liga dos Campeões, quatro na Taça de Portugal, duas na Taça da Liga e uma na Supertaça.   - Benfica e Atlético de Madrid jogam pelo primeiro lugar do Grupo C da Liga dos Campeões, sabendo ambos que já asseguraram a presença nos oitavos-de-final da competição. O Benfica basta-lhe um empate para ser primeiro e dessa forma evitar jogar com os vencedores dos outros grupos na ronda seguinte, enquanto que o Atlético precisa de vencer para assumir a liderança.   - O Benfica não perde um jogo europeu em casa desde 16 de Dezembro de 2014, quando ali foi batido pelo Zenit (1-0). Essa foi, aliás, a única derrota europeia dos encarnados na Luz nos últimos 19 jogos, que deram ainda 15 vitórias e três empates.   - Griezmann marcou cinco golos nos últimos cinco jogos que fez pelo Atlético de Madrid (dois ao Galatasaray, um ao Granada, ao Espanyol e ao Sp. Gijón), série na qual só ficou em branco frente ao Betis.   - O Atlético de Madrid só sofreu dois golos na atual Liga dos Campeões, os marcados por Gaitán e Gonçalo Guedes em Madrid. Fora de casa, não sofre golos em competições europeias desde Abril, quando Chicharito Hernández fez o 1-0 que chegou ao Real Madrid para o eliminar, nos quartos-de-final da última Champions.   - O Benfica procura a quarta série de três vitórias seguidas esta época. Vem neste momento com duas (Sp. Braga e Académica) depois de ter empatado em Astana. Antes, já conseguiu ganhar de forma consecutiva a Moreirense, Belenenses e Astana, a Paços de Ferreira, Atlético de Madrid e Vianense e a Tondela, Galatasaray e Boavista, encalhando sempre ao quarto jogo.   - Por sua vez, o Atlético de Madrid segue com doze jogos seguidos sem derrota, pois a última vez que perdeu foi com o Benfica, a 30 de Setembro. Desde então, ganhou nove jogos (seis dos quais consecutivos, antes do desafio da Luz e empatou três, com Real Madrid em casa e Deportivo e Astana, fora.   - O Atlético procura, assim, a sétima vitória seguida, algo que já não consegue desde Novembro e Dezembro de 2013 e Janeiro de 2014, quando ganhou consecutivamente a Elche (2-0), Sant Andreu (4-0 e 2-1), FC Porto (2-0), Valência (3-0), Levante (3-2) e Málaga (1-0). Encalhou a 7 de Janeiro de 2014 num jogo da Taça do Rei contra o Valência, que acabou empatado a um golo por causa de um golo de Hélder Postiga nos descontos.   - O Benfica ganhou as suas duas Taças dos Campeões Europeus contra equipas espanholas: Barcelona (3-2 em 1961) e Real Madrid (5-3 em 1962). E desde 1982, quando ganhou ao Betis por 2-1, que não vencia espanhóis. Voltou a fazê-lo na visita ao Atlético de Madrid, a 30 de Setembro deste ano, quando se impôs por 2-1 no Vicente Calderón.   - O Atlético também viu esse jogo de Setembro interromper uma série de jogos felizes contra portugueses. Em 19 jogos contra portugueses, os colchoneros só ganharam nove, mas tinham vencido cinco dos últimos seis antes de receberem o Benfica nesta Liga dos Campeões.   - Fernando Torres, avançado do Atlético de Madrid, marcou ao Benfica na final da Liga Europa de 2013, ajudando o Chelsea a vencer por 2-1. Antes, porém, tinha ficado em branco nas duas partidas dos londrinos frente aos atuais campeões portugueses, em 2012. Como em branco voltou a ficar no jogo de Madrid, em Setembro, ainda que tenha entrado apenas a 13 minutos do final. - Também Jackson Martínez fez três golos ao Benfica, com a camisola do FC Porto, mas para tal precisou de nove jogos. Pelo Atlético defrontou os encarnados uma só vez, tendo ficado em branco. É uma história parecida com a de Jonas, que enquanto esteve no Valencia marcou dois golos ao Atlético, em oito jogos. E quando jogou pelo Benfica, também ficou em branco.   - Há vários jogadores com ligação aos dois clubes neste desafio. Os benfiquistas Jiménez, Salvio, Pizzi e Sílvio já representaram o Atlético de Madrid, ao passo que os colchoneros Oblak, Siqueira e Tiago já vestiram a camisola dos encarnados.
2015-12-07
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- Renato Sanches fez o terceiro golo do Benfica na vitória sobre a Académica (3-0), tornando-se o primeiro jogador de 18 anos a marcar pelos encarnados desde que Manuel Fernandes o fez, em Março de 2004. Na altura, o médio que hoje representa o Lokomotiv Moscovo ajudou o Benfica a vencer fora o Gil Vicente, por 2-1, com 18 anos, um mês e dois dias.  Renato Sanches tem 18 anos, três meses e meio.   - Os dois primeiros golos do Benfica foram marcados por Jonas, de penalti. Não é uma situação assim tão invulgar. A última vez que os encarnados fizeram dois golos de grande penalidade num mesmo jogo foi a 11 de Fevereiro, na receção ao V. Setúbal, para a Taça da Liga, na qual o placar foi aberto com dois penaltis na ponta final da primeira parte. Nessa altura converteram-nos Talisca e Pizzi, tendo Jonas fechado o marcador final (3-0), já no segundo tempo.   - O último jogador do Benfica a marcar dois golos de penalti num jogo foi Cardozo, em 7 de Abril de 2014. O paraguaio bisou na segunda parte, num jogo de campeonato contra o Rio Ave, na Luz, que acabou com 4-0 para os da casa, depois de Rodrigo e Gaitán terem colocado o Benfica a ganhar por 2-0 ainda no primeiro tempo.   - Este foi o terceiro jogo do presente campeonato com mais de um penalti. Até aqui, Bruno Esteves tinha assinalado três no Académica-Sporting e Carlos Xistra marcara dois no Sp. Braga-Marítimo. No jogo de Coimbra, dois dos penaltis assinalados foram a favor dos leões, mas Adrien falhou um. NO de Braga, ambos favoreceram a equipa da casa, mas Rui Fonte falhou um deles. Foi, portanto, a primeira vez que uma equipa fez dois golos de penalti no mesmo jogo na presente Liga.   - Jonas passou a marca dos dez golos na época: tem neste momento onze. É a primeira vez desde que chegou à Europa, em 2011, que chega a este volume goleador antes do Natal.   - Júlio César manteve as redes do Benfica invioladas pela quarta partida seguida da Liga. Desde o golo de Bryan Ruiz, o último marcado pelo Sporting nos 3-0 com que os leões ganharam na Luz, a 25 de Outubro, o Benfica está há 369 minutos sem sofrer golos na Liga. É a melhor sequência desde Abril e Maio, quando os encarnados alinharam 482 minutos a zeros, entre um golo de Rafael Lopes, da Académica, e outro de Marega, do Marítimo.   - O Benfica igualou assim a performance defensiva das primeiras onze jornadas da época passada, com sete golos sofridos. E soma mais dois golos marcados: tem 27-7 contra os 25-7 de 2014/15.   - A Académica voltou a perder, oito jogos depois da última derrota. Ficou assim aquém dos dez jogos seguidos sem perder que alinhou entre Fevereiro e Abril, e que foram interrompidos precisamente no Estádio da Luz, contra o Benfica (1-5).   - Eliseu fez o 50º jogo com a camisola do Benfica. Destes 50, 36 foram na Liga portuguesa, oito na Liga dos Campeões, três na Taça da Liga, dois na Taça de Portugal e um na Supertaça. Marcou quatro golos, todos na época passada.
2015-12-05
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Depois de um começo de época complicado, com sete derrotas seguidas nas primeiras sete partidas oficiais, a Académica já alinhou mais sete jogos consecutivos sem perder. A equipa agora comandada por Filipe Gouveia vai com a maior série de invencibilidade desde o período entre Fevereiro e Abril. Na altura, entre Liga e Taça da Liga, a Académica alinhou dez jogos seguidos sem derrotas, vendo a série ser interrompida precisamente no Estádio da Luz, contra o Benfica, numa goleada de 5-1. É curioso que o árbitro desse jogo tenha sido o mesmo que vai apitar o de agora: o minhoto Luís Ferreira. A Académica, porém, também não tem ganho com regularidade. Na verdade, empatou os últimos cinco jogos que fez: 1-1 em Guimarães, em casa com o Moreirense e no Estoril, 0-0 no terreno do Trofense, para a Taça de Portugal, e 1-1 em casa com o Arouca. Somando as vitórias com a Sanjoanense (5-1, para a Taça) e o Marítimo (1-0, na Liga), chegamos aos tais sete jogos seguidos de invencibilidade. A tal invencibilidade que vai ser posta à prova por um Benfica que parece num bom momento, pois ganhou os últimos três jogos que fez para a Liga portuguesa, ainda por cima sem sofrer golos: 4-0 ao Tondela, 2-0 ao Boavista e 2-0 ao Sp. Braga. A última sequência de três vitórias seguidas dos encarnados na competição foi em Abril e também incluiu esses tais 5-1 à Académica, emparedados entre um 3-1 ao Nacional e um 2-0 ao Belenenses. A equipa de Rui Vitória vai agora à procura do quarto sucesso, algo que o Benfica não obtém desde Fevereiro e Março.   - Eliseu pode fazer o 50º jogo com a camisola do Benfica. Conta neste momento 49 (35 na Liga, 8 na Liga dos Campeões, 3 na Taça da Liga, 2 na Taça de Portugal e um na Supertaça) jogos e 4 golos, todos marcados na época passada.   - O guarda-redes Lee e o defesa Oualembo fizeram a estreia na Liga portuguesa a jogar contra o Benfica, há um ano. Foram ambos lançados como titulares pela primeira vez por Paulo Sérgio no jogo Académica-Benfica, em Coimbra, que os encarnados venceram por 2-0, a 30 de Novembro do ano passado.   - Desde o golo de Ruiz, nos 3-0 com que o Sporting ganhou na Luz, a 25 de Outubro, Júlio César esteve 279 minutos sem sofrer golos na Liga. É a melhor sequência da época e a melhor desde Abril e Maio, quando os encarnados alinharam 482 minutos a zeros, entre o golo de Rafael Lopes, da Académica, e o de Marega, do Marítimo.   - Rui Vitória e Filipe Gouveia nunca se defrontaram como treinadores, dada a curta experiência do técnico da Académica ao mais alto nível. Além disso, Gouveia também nunca defrontou o Benfica como treinador. Por sua vez, Rui Vitória não perde com a Académica desde Maio de 2012 (1-2, em Guimarães), tendo alinhado desde então cinco vitórias e um empate. Nos últimos dois jogos, aplicou mesmo chapa 4: 4-2 em Coimbra e 4-0 em Guimarães na época passada.   - O Benfica ganhou as cinco últimas receções à Académica, mas em três delas sofreu golos: 5-1 na época passada, 3-2 na Taça da Liga de 2012/13 e 4-1 na Liga de 2011/12. Lima fez golos em quatro desses jogos, todos aqueles nos quais participou.   - A última vez que a Académica levou pontos da Luz para casa foi em Agosto de 2010, na ressaca do primeiro título do Benfica de Jesus. Ganhou por 2-1, com golos de Miguel Fidalgo e Laionel, a responder a um tento de Jara pelos encarnados. Não resta em Coimbra nenhum dos 18 convocados de Jorge Costa para essa partida, o mesmo sucedendo na Luz com os homens que Jorge Jesus levou para o campo.   - Académica e Benfica cometeram exatamente o mesmo número de faltas na Liga: 163. A diferença é que os encarnados as fizeram em menos um jogo, pois têm em atraso o desafio com o U. Madeira.   - O Benfica ganhou os dois jogos que fez na Liga com o árbitro Luís Ferreira: 3-1 ao Moreirense e 5-1 à Académica, ambos na época passada. Por seu turno, a Académica ainda não conseguiu ganhar com ele aos comandos. Mas empatou quatro dos seis jogos nessas condições, só perdendo na Luz e, já esta época, na Choupana com o Nacional.
2015-12-03
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Último Passe

O terceiro Sporting-Benfica da época foi o mais equilibrado de todos e por isso mesmo só se resolveu no prolongamento. Foi o mais equilibrado dos três porque o Benfica adequou as ideias do treinador ao sistema tático apresentado e porque o Sporting se mostrou menos fresco do que nos outros dois, com alguns jogadores a acusarem problemas físicos. Ganharam os leões, com justiça, graças a um golo do providencial Slimani, mas o jogo deixou mais dúvidas do que certezas de parte a parte. Jorge Jesus terá ficado com a ideia de que, afinal, o seu plantel não tem a profundidade necessária para tantas batalhas, ao passo que Rui Vitória tem razões para hesitar acerca da ideia de jogo que quer para a equipa. No jogo propriamente dito, começou melhor o Sporting, mais veloz e decisivo nos duelos. Podia ter-se colocado na frente numa cabeçada de Slimani ao poste, mas rapidamente ficou vulnerável às alterações promovidas pelo Benfica. Seja porque Jonas estava lesionado, porque terá percebido que não tem capacidade suficiente para aguentar um meio-campo a dois neste tipo de jogos ou porque as duas derrotas anteriores o levaram a mais cautela no posicionamento, o Benfica assumiu o 4x2x3x1 e a preferência pelo ataque rápido em detrimento do ataque organizado. Com isso garantiu que se expunha menos a perdas de bola do que no 0-3 da Luz e, tendo marcado logo na primeira vez que foi à baliza do Sporting, por Mitroglou, passou a ter o jogo de feição: defendia com duas linhas de quatro e provocava grandes dificuldades ao Sporting para entrar na sua organização defensiva. Os leões empataram numa altura fundamental – mesmo antes do intervalo, por Adrien, num lance que começou numa insistência de Slimani – e Jesus mudou a equipa para a segunda parte: fez sair Montero, mudou João Mário para o corredor central chamou Gelson ao jogo. Com João Mário a juntar-se a Adrien e William ao centro, o Sporting passou a mandar no jogo. Teve 25 minutos de fulgor, mas não marcou, e quando Rui Vitória trocou Pizzi por André Almeida, avançando Talisca e derivando Gaitán para a esquerda, o equilíbrio voltou ao relvado. Mesmo assim, só o Sporting criava situações de golo: Slimani obrigou Júlio César à defesa da noite mesmo sobre o final da partida e, quando a equipa leonina já parecia fisicamente de rastos, fez mesmo o 2-1, numa recarga a um remate de Adrien. A vitória deixa o Sporting num momento único de superioridade sobre o maior rival, mas a forma sofrida como foi alcançada, com Ewerton e Jefferson a saírem por lesão, com jogadores muito fatigados a terem de aguentar os 120 minutos, como foi o caso de Ruiz, por exemplo, mostra que a euforia não é aconselhável e que o plantel precisa mesmo de reforços se Jesus quer encarar várias competições ao mesmo tempo. A poupança na Liga Europa talvez não tenha sido tão má ideia, afinal. A derrota provoca no Benfica um sentimento de frustração, pois não é normal o bi-campeão perder três vezes com o mesmo adversário, ainda por cima treinado pelo seu ex-comandante. E lança a dúvida acerca da identidade deste Benfica. Qual é o verdadeiro Benfica? O que joga em 4x4x2, procura a largura nos extremos bem abertos e um futebol de posse? Ou o que prefere o 4x2x3x1, que na falta de um grande médio suporta esses extremos num duplo-pivot e concentra mais gente atrás? É que uma das razões para as três vitórias do Sporting está aqui à vista: enquanto os leões jogaram sempre com a mesma ideia e já a sabem de cor, as águias mudaram tudo em cada jogo.
2015-11-22
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Último Passe

A jornada de hoje da Liga dos Campeões prova que é mais fácil a um treinador tirar o golo a um super-craque como Cristiano Ronaldo do que a outro transformar alguns jogadores pouco mais que banais em estrelas de dimensão galática. A derrota do Benfica em Istambul, por 2-1, com o Galatasaray, não adquire dimensão de drama, porque os três pontos conquistados em Madrid na ronda anterior permitem aos encarnados manter uma posição privilegiada, mas a equipa de Rui Vitória ficou a dever a si própria uma excelente oportunidade para deixar as contas do grupo praticamente encerradas. Tê-la-á de novo daqui a 15 dias, na Luz, nessa altura já sem a mesma margem de erro.A ideia que fica desta equipa do Benfica é a de que há ali material de primeira, mas que os pontos fracos estão à espreita atrás de todas as portas. Em Istambul, depois de um início de sonho, mais uma vez fruto da ligação entre Jonas e Gaitán, as duas maiores estrelas da equipa, os homens que a fazem subir de nível, a equipa do Benfica acumulou erros numa primeira parte em que deixou que o Galatasaray virasse o marcador  e, mesmo melhorando no segundo tempo, foi só graças à boa exibição de Júlio César (a sua terceira estrela) que evitou que o resultado assumisse contornos que podiam deixar sequelas para o derbi de domingo. Rui Vitória teve razão quando destacou que os detalhes ganham e perdem jogos a este nível: e se lhe tinham ganho o desafio de Madrid, perderam-lhe o de Istambul.O treinador do Benfica tem matéria prima para ir em busca do sonho de construir uma boa equipa. Tem de manter o rumo, a aposta no crescimento da juventude que tem ao dispor (e os 11-1 dos sub-20 na UEFA Youth League deixam-lhe as melhores perspectivas) mas iludem-se os que pensam que já tem essa equipa feita. As grandes equipas levam tempo a construir. Muito mais do que aquele que é preciso para as demolir. Mas isso é conversa para outro dia.
2015-10-21
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Último Passe

A vitória do Benfica em Madrid (2-1), contra o Atlético, vale mais do que os três pontos, a noção de que, com cinco pontos de vantagem sobre o Galatasaray, dificilmente deixará de seguir em frente na prova ou a verba paga pela UEFA por cada sucesso na Liga dos Campeões. E vale mais do que a quebra das duas malapatas que afetavam a equipa portuguesa ante este desafio: se ainda não marcara golos fora esta época, fez logo dois; se não ganhava em Espanha há 33 anos, ganhou logo no Vicente Calderón, onde nenhuma equipa estrangeira tinha ganho desde que ali chegou Diego Simeone. A vitória em Madrid vale sobretudo pela crença que toda a equipa mostrou ter no processo de construção e pela confirmação de meia dúzia de verdades acerca do que este Benfica vale em competição. Primeiro, e acima de tudo, confirma que este Benfica já está a defender muito bem. O jogo não permitiu avaliar-lhe os méritos no ataque organizado e posicional, mas esse tem sido o momento do jogo que mais tem valido aos encarnados na Liga portuguesa. No Calderón, com exceção dos momentos de desorientação que se seguiram ao golo espanhol, viu-se um Benfica muito forte do ponto de vista defensivo e igualmente competente no ataque rápido e no contra-ataque. E se isso só é possível numa equipa que acredita naquilo que está a fazer – e o atribulado início de época podia ter dado aos jogadores para duvidarem – fará a partir daqui com que creia ainda mais naquilo a que Rui Vitória chama “o processo”. Depois, há as confirmações individuais. A vitória do Benfica mostrou que, em condições físicas normais, Júlio César ainda pode ser um dos melhores guarda-redes da Europa. Deixou à vista que Luisão e Jardel formam uma dupla coriácea e difícil de bater por quem quase se limita a um jogo de cruzamentos largos para a área. Evidenciou que Gonçalo Guedes tem tudo para ser uma certeza no curto prazo – fez mais um golo, no aproveitamento exemplar de um contra-ataque conduzido pelo flanco oposto e, juntamente com Nelson Semedo, nem tremeu na cobertura do corredor direito. E acima de tudo, num jogo em que nem houve assim tanto Jonas, voltou a revelar um Gaitán cuja permanência em Portugal parece um verdadeiro milagre. Autor do primeiro golo e da jogada que conduziu ao segundo, o argentino está um patamar acima da generalidade dos companheiros e adversários. E, com ele à frente, os colegas têm mais uma razão par acreditar que podem também chegar lá.
2015-09-30
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Stats

Rui Vitória tem enfrentado um início de época muito complicado, com duas derrotas nos três primeiros jogos e, mais ainda, sem ter conseguido fazer golos nesses dois desafios que perdeu (1-0 com o Sporting no Algarve e com o Arouca em Aveiro). O último treinador encarnado a quem tinha acontecido isto foi Giovanni Trapattoni, em 2004: começou por vencer o Anderlecht na Luz por 1-0, na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, mas depois perdeu a Supertaça para o FC Porto (0-1) e saiu vergado de Bruxelas por um 3-0 que significou o adeus prematuro à Liga dos Campeões. No final da época, porém, foi campeão nacional. Como o foram os outros dois treinadores a quem aconteceu arranque semelhante na Luz: John Mortimore e Lipo Herzcka. Ora aí está um desafio da história ao treinador ribatejano. Para imitar os antecessores, terá de melhorar muito a equipa. A reação da equipa de Trapattoni apareceu logo à quarta partida, ganha fora de casa ao Beira Mar por 3-2, mas com algum sobressalto final, pois chegou a estar a vencer por 3-0. A verdade é que, no final da época, o Benfica acabou por ser campeão, mesmo com 12 derrotas em 51 jogos oficiais e terminando 11 desses 51 desafios sem fazer golos (Anderlecht, Stuttgart, U. Leiria, Sp. Braga, CSKA Moscovo, Rio Ave e Penafiel fora de casa; FC Porto em campo neutro e ainda Sp. Braga, FC Porto e Beira Mar na Luz). Nada mau para quem revelava tanta dificuldade para encontrar as redes adversárias. Na verdade, não é tão incomum assim o Benfica arrancar de forma lenta: na época anterior a essa (2003/04), a equipa de José António Camacho também venceu apenas um dos três primeiros jogos (V. Guimarães em casa, tendo empatado fora com o Boavista e perdido em Roma com a Lazio), mas pelo menos fez golos em dois deles. Para encontrar arranques ofensivamente tão tímidos como o deste ano e o da época de Trapattoni (dois zeros nos primeiros três jogos) é preciso recuar a 1976, ano em que os encarnados eram treinados por John Mortimore. A época oficial começou a 4 de Setembro com uma derrota por 3-0 face ao Sporting, em Alvalade, prosseguiu a 11 do mesmo mês com um empate caseiro frente ao Sp. Braga (2-2) e a 15 com uma derrota em Dresden (0-2), frente ao Dynamo local, em jogo da ronda inaugural da Liga dos Campeões. Nesse ano, o Benfica voltou a marcar ao quarto jogo (1-1 fora de casa com o Estoril, a 19/9), mas só ganhou pela primeira vez ao quinto (1-0 à Académica, que na altura estava travestida como Académico, na Luz). No final da época, porém, foi campeão nacional, com apenas quatro derrotas em 36 jogos (duas vezes com o Sporting em Alvalade, uma com o V. Setúbal no Bonfim e a tal em Dresden). Antes desse ano, o Benfica só tinha ficado em branco em dois dos primeiros três jogos da época por mais uma vez. E foi, imagine-se, em 1936/37. Nessa altura, a época começava com o campeonato de Lisboa, disputado de Outubro até ao Natal, e os encarnados começaram por empatar a zero com o Casa Pia no Restelo, e por perder nas Amoreiras com o Sporting por claros 5-0. Ao terceiro jogo marcaram os primeiros golos, ganhando ao Belenenses por 3-1. Esse Benfica, dirigido pelo húngaro Lipo Herzcka, ficou em segundo lugar no campeonato regional, mas acabou por ganhar o campeonato da Liga, goleando por 6-0 o FC Porto na última jornada.   - O Benfica é, de longe, a equipa mais rematadora da Liga, com uma média de 25 tentativas por jogo. O Moreirense, em contrapartida, é das que menos procura as redes adversárias: só o fz por 13 vezes, a uma média de 6,5 por jogo que só supera a do Tondela (que rematou em 11 ocasiões).   - O Moreirense nunca ganhou na Luz, mas já ali empatou duas vezes para a Liga, sempre a um golo. Foi em Fevereiro de 2003 (Simão “cancelou” o golo inaugural, de Agostinho) e em Fevereiro de 2004 (Demétrius empatou depois de Fernando Aguiar ter colocado os encarnados em vantagem).   - Das últimas três vezes que se defrontaram para a Liga, Benfica e Moreirense registaram sempre o mesmo resultado (3-1), com a particularidade de os nortenhos terem marcado sempre primeiro. Fê-lo Vinicius na Luz no encerramento do campeonato de 2012/13 (respondeu o Benfica por Cardozo e com um bis de Lima), repetiu-o João Pedro nas duas partidas da época passada (Eliseu, Maxi e Lima responderam pelos encarnados na Luz; Luisão, Eliseu e Jonas fizeram-no em Moreira de Cónegos).   - Todos os quatro golos marcados pelo Benfica na atual Liga surgiram nos últimos 17 minutos de jogo. Além disso, todos os quatro golos sofridos pelo Moreirense na Liga apareceram nos derradeiros 23 minutos de jogo. Condimentos para uma ponta final de jogo entusiasmante.   - Júlio César estreou-se na Liga portuguesa frente ao Moreirense, lançado por Jesus na vitória por 3-1 na Luz, a 21 de Setembro do ano passado. João Pedro, que trocou o Moreirense pelo Apollon Limassol, de Chipre, foi o primeiro a marcar-lhe um golo. O único que já o fez no atual plantel dos cónegos foi Iuri Medeiros, mas ao serviço do Arouca.   - O médio Vítor Gomes, do Moreirense, estreou-se na Liga portuguesa contra o Benfica. Foi lançado por João Eusébio numa derrota do Rio Ave em casa contra os encarnados por 1-0, a 19 de Março de 2006. O mesmo sucedeu com o avançado Luís Carlos, este ano regressado da Polónia, que se estreou num Gil Vicente-Benfica (2-2), a 12 de Agosto de 2011, lançado por Paulo Alves.   - O Benfica ganhou todos os jogos que fez na Liga com o árbitro Jorge Ferreira, o último dos quais em Moreira de Cónegos, na ponta final da época passada: 3-1, com cartão vermelho a André Simões a meia hora do final, numa altura em que o Benfica acabara de restabelecer a igualdade a uma bola. Em contrapartida, o Moreirense nunca ganhou na Liga com ele a apitar: em três jogos, o melhor que conseguiu foi um empate a uma bola em Alvalade, contra o Sporting, com expulsão de Cardozo já nos descontos, pouco depois de os leões terem feito o seu golo.
2015-08-28
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