PESQUISA 

Artigo

Bressan, do Chaves, e Iuri Medeiros, do Boavista, foram os jogadores que mais golos fizeram na conversão de livres diretos nesta Liga: três cada um. Mas as suas equipas não foram, ainda assim, as que melhor aproveitaram estas bolas. Quem mais golos marcou em livres diretos foram o Paços de Ferreira e o Tondela, com a particularidade de os beirões terem obtido os seus quatro golos de livre através de quatro marcadores diferentes. No polo oposto está o Marítimo, que encaixou quatro golos de livre direto nesta Liga. Primeiro, os especialistas. O pé esquerdo de Iuri Medeiros foi três vezes certeiro, e duas delas no mesmo jogo – frente ao Marítimo obteve dois golos de livre, o primeiro na convergência da meia-lua com a linha de área, sobre a direita do ataque, e o segundo perto do bico da área, do mesmo lado. Antes disso, Iuri já tinha marcado de livre ao Benfica, igualmente sobre a direita, mas um pouco mais atrás. Por sua vez, o pé direito de Bressan nem precisou de tantos jogos para marcar os seus três golos de livre direto. O bielorrusso de origem brasileira jogou apenas 15 vezes pelo Chaves – contra as 27 em que Iuri representou o Boavista – e os seus golos parecem o outro lado do espelho dos do boavisteiro: marcou a Feirense, V. Guimarães e Estoril sempre do lado esquerdo, entre o bico da área e a convergência entre a meia-lua e a linha de grande área. Curioso é que nem com este “avanço” o Boavista e o Chaves tenham conseguido ser as equipas mais goleadoras neste particular. Ambas se ficaram pelos três golos de livre, menos um do que os obtidos por Paços de Ferreira (dois de Welthon, um de Andrezinho e um de Pedrinho) e Tondela (Candé, Lystsov, Pité e Pedro Nuno marcaram os golos, este último da vitória em Arouca que acabou por revelar-se decisiva para a permanência). Cinco equipas não fizeram um único golo de livre direto na Liga – foram elas V. Setúbal, Belenenses, Moreirense, Arouca e Nacional. O Belenenses até marcou dois, mas ambos na Taça da Liga. Do outro lado, o bom, foram também cinco as equipas que nunca foram batidas de livre direto na Liga: FC Porto, Rio Ave, Paços de Ferreira, Belenenses e Tondela. Os mais castigados neste particular acabaram por ser Marítimo (quatro golos sofridos), Sporting, Arouca, Feirense e Boavista (todos com três). O guardião brasileiro Charles, que jogou apenas por pouco mais de meia época na baliza dos insulares, tem aqui muito com que se entreter durante as férias, pois este é um ponto em que precisa mesmo de melhorar.
2017-05-23
LER MAIS

Artigo

Gelson Martins foi o maior assistente da Liga portuguesa em 2016/17, assinando dez passes para golo. O jovem extremo do Sporting sucedeu assim ao lateral portista Layún, que na edição anterior tinha protagonizado 15 assistências, ficando o decréscimo no total associado ao facto de Gelson não ter feito nenhum passe decisivo na sequência de bolas paradas, uma das especialidades do mexicano. Os maiores rivais de Gelson na lista desta época foram o lateral portista Alex Telles – sucessor de Layún no onze do FC Porto – e o extremo Iuri Medeiros, que esteve emprestado pelo Sporting ao Boavista. Ambos terminaram a Liga com oito assistências no currículo. A produção de Gelson Martins, no entanto, esteve longe de ser regular. Das suas dez assistências para golo, oito apareceram na primeira volta e sete nas primeiras doze rondas – enquanto o Sporting esteve vivo na luta pelo título. Desde a derrota na Luz, à 13ª jornada, o jovem extremo fez apenas mais três passes para golo: assistiu Bas Dost no empate em Chaves com que se encerrou a primeira volta, em meados de Janeiro; deu um golo a Alan Ruiz em Arouca, nos inícios de Abril; e outro a Matheus Pereira na receção ao Chaves, no último domingo. Se foi o Sporting que se ressentiu da quebra de Gelson ou este a sentir a quebra da equipa, isso já é mais difícil de definir. Certo é que Gelson vinha sendo de uma regularidade extraordinária, pois dava golos em quase todos os jogos (as suas dez assistências apareceram em dez jogos diferentes) e a vários companheiros: Bas Dost, com quatro golos após passes de Gelson, foi o único repetente, sendo os outros beneficiados Bryan Ruiz, Adrien Silva, Campbell, William Carvalho, Alan Ruiz e Matheus Pereira. A lista dos maiores criadores de golos da Liga segue, como já foi escrito, com Alex Telles e Iuri Medeiros, ambos com oito assistências. Com sete aparece o primeiro assistente do Benfica, campeão nacional: o médio Pizzi somou sete assistências, ainda assim mais uma do que na época anterior, na qual o principal criador do Benfica tinha sido Gaitán, entretanto transferido para o Atlético de Madrid. E Pizzi não está sozinho: também com sete passes de golo aparecem o avançado vimaranense Marega (emprestado pelo FC Porto) e o lateral maritimista Patrick. O top 10 dos assistentes completa-se com André Silva (FC Porto), Nelson Semedo (Benfica), Otávio (FC Porto), Pedro Santos (Sp. Braga), Raphinha (V. Guimarães), Salvio (Benfica) e Wilson Eduardo (Sp. Braga). Todos somaram seis assistências.
2017-05-23
LER MAIS

Stats

O Sporting entra em campo, frente ao Moreirense, com o intuito de vencer e recuperar, ainda que à condição – pois o Benfica só joga na segunda-feira – a liderança da Liga, mas há outro encontro com a história à mercê dos leões. Basta à equipa de Jorge Jesus repetir os quatro golos marcados na época passada naquele campo para chegar ao centenário de tentos marcados esta época. Os leões somam neste momento 96, entre todas as competições, sendo 64 na Liga, 15 na Liga Europa, nove na Taça de Portugal, quatro na Taça da Liga, três no play-off da Champions e um na Supertaça. Se chegarem aos 100, fazem-no pela segunda época seguida, pois já em 2014/15 terminaram a competição com 105. Para que se veja a importância da proeza, há que dizer que a última vez que o Sporting marcou pelo menos 100 golos em duas épocas seguidas foi entre 1961 e 1963. Há mais de 50 anos, portanto. Em 1961/62 os leões acabaram a época com 101 golos marcados – tendo chegado ao centésimo por Monteiro, na 40ª partida oficial, uma derrota por 4-3 com o Belenenses, na Taça de Portugal – e em 1962/63 fizeram 125 – tendo atingido o 100º por Figueiredo, ao 36º jogo, uma vitória por 2-1 frente ao V. Setúbal. Desde então, contam-se pelos dedos de uma mão as vezes em que os leões fizeram pelo menos 100 golos numa época desportiva. Marcaram 119 em 1973/74, tendo chegado aos 100 ao 36º jogo, por Marinho, que fez o tento solitário na derrota (1-2) com o Magdburg, nas meias-finais da Taça das Taças. Depois disso, os 100 golos só apareceram em 2001/02, tendo o golo 100 chegado por intermédio de Jardel, ao 44º jogo, um empate caseiro com o Benfica (1-1). Em 2004/05, a equipa de Peseiro também superou a marca do centenário, mas o centésimo golo apareceu numa tarde de infelicidade: marcou-o Rogério ao 51º jogo da temporada, a derrota na final da Taça UEFA frente ao CSKA Moscovo. Por fim, na época passada, o golo 100 apareceu também ao 51º jogo, marcado por Tobias Figueiredo na vitória por 4-1 sobre o Sp. Braga. Esta época, os leões podem superar a marca em temos de rapidez a chegar aos 100 golos, pois o jogo em Moreira de Cónegos será apenas o 47º de uma temporada que, suceda o que suceder, terminarão com 51 jogos oficiais realizados. Para Jorge Jesus é que nada disto é novidade, pois já vem com seis épocas seguidas a ver as suas equipas a marcar pelo menos 100 golos. Todas desde que chegou ao Benfica, em 2009, e onde interrompeu uma série de 15 anos sem que os encarnados chegassem à centena de golos. Ainda assim, Jesus já não pode bater a sua própria melhor marca em termos de rapidez – estabelecida em 2009/10, quando o seu Benfica chegou ao 100º golo em 41 jogos – sendo quase impossível atingir também o seu máximo de uma só época, que foi também em 2009/10, quando o Benfica acabou os seus 51 jogos oficiais com 124 golos. Faltam-lhe 28.   Jorge Jesus e Miguel Leal defrontaram-se seis vezes e Jesus ganhou sempre. A estreia foi em Fevereiro de 2014, quando o Benfica de Jesus foi ganhar fora ao Penafiel de Leal, em jogo da Taça de Portugal, mas com muita dificuldade: marcou Sulejmani, a apenas seis minutos do fim. Houve mais quatro confrontos entre o Benfica de Jesus e o Moreirense de Leal, todos em 2014/15: duas vezes 3-1 para a Liga, 2-0 para a Taça da Liga e 4-1 para a Taça de Portugal. Pelo Sporting, Jesus repetiu o resultado nos dois confrontos para a Liga: 3-1 em Alvalade.   Jorge Jesus já treinou o Moreirense, em 2004/05, tendo sido ali que conheceu a última descida de divisão. Chegou à equipa a sete jornadas do fim, em substituição de Vítor Oliveira, que a deixara em 17º lugar, a um ponto da linha de água. Perdeu os dois primeiros jogos – um deles contra o Sporting, por 3-1 – e somou depois três empates e duas vitórias, acabando a Liga em 16º lugar, mas a quatro pontos da salvação.   André Fontes e Danielson, do Moreirense, fizeram a estreia na Liga a jogar contra o Sporting. O médio foi lançado por Rogério Gonçalves na derrota (0-2) da Académica em casa, a 30 de Agosto de 2009. Melhor sorte teve o defesa central brasileiro: Carlos Brito lançou-o como titular na contundente vitória do Rio Ave, por 4-0, a 24 de Abril de 2004.   O Moreirense ainda não ganhou um único jogo em casa em 2016. As quatro vitórias que tem este ano surgiram todas como visitante: 3-0 ao Boavista, 2-1 ao Arouca, 1-0 ao U. Madeira e 1-0 ao V. Setúbal. A última vitória no Joaquim Almeida de Freitas experimentou-a a 20 de Dezembro, quando recebeu e bateu o Nacional por 2-0, graças a um bis de Rafael Martins. Depois disso, o melhor que conseguiu foram dois empates (0-0 com o mesmo Nacional, para a Taça da Liga, e 2-2 com a Académica), tendo perdido os restantes sete jogos.   O Sporting sofre golos há cinco jogos seguidos, não mantendo a baliza a zeros desde o empate (0-0) em Guimarães, a 29 de Fevereiro. Depois disso, perdeu por 1-0 com o Benfica, ganhou 2-1 ao Estoril, 5-1 ao Arouca, 5-2 ao Belenenses e 3-1 ao Marítimo. Está ainda a duas partidas da pior série defensiva da época, que lhe aconteceu logo no início da época, após a vitória sobre o Benfica (1-0) na Supertaça. Nessa altura foram sete jogos seguidos sempre a sofrer golos: 2-1 ao Tondela, 2-1 ao CSKA Moscovo, 1-1 com o Paços de Ferreira, 1-3 na segunda mão com o CSKA, 3-1 à Académica, 2-1 ao Rio Ave e 1-3 com o Lokomotiv Moscovo. Essa série foi interrompida a 21 de Setembro, com o 1-0 ao Nacional em Alvalade.   De fora das escolhas de Miguel Leal no Moreirense estará Iuri Medeiros, o extremo emprestado pelo Sporting que esteve na origem de todos os golos apontados pela equipa nos últimos cinco jogos. Desde que Rafael Martins marcou ao Tondela, a 28 de Fevereiro, numa recarga, sempre que a equipa chegou ao golo houve esse denominador comum: Iuri assistiu Nildo Petrolina para o golo da vitória em Setúbal (1-0), deu a Boateng o primeiro golo e sofreu o penalti no seguimento do qual Rafael Martins fez o segundo ndo empate com a Académica (2-2), pertencendo-lhe ainda a assistência para o golo de Evaldo no recente empate em Braga (1-1).   Simani bisou nas últimas duas saídas do Sporting. Marcou os dois golos nos 2-1 ao Estoril, no António Coimbra da Mota, e dois dos cinco com que o Sporting ganhou ao Belenenses (5-2) no Restelo. Antes do 0-0 em Guimarães, a última saída na qual Slimani não fez mossa, o avançado argelino já tinha bisado em três jogos fora seguidos na Liga: 6-0 em Setúbal, 3-1 em Paços de Ferreira e 4-0 ao Nacional na Choupana.   O Moreirense ganhou duas vezes em 14 jogos contra o Sporting: por 1-0, com golo de Manoel – que depois viria a representar os leões – em Setembro de 2003, e por 3-2, após prolongamento, na Taça de Portugal, em Outubro de 2012. Nas duas últimas épocas em que estiveram na Liga, os cónegos conseguirem sempre pelo menos um ponto contra os lisboetas: empataram a dois golos em casa em Novembro de 2012 e a uma bola em Alvalade em Dezembro de 2014.   Este confronto tem sido o paraíso para quem gosta de golos. Nas últimas nove vezes que estiveram frente a frente, as duas equipas marcaram sempre golos. O último zero que se verificou entre ambos foi em Fevereiro de 2004, quando o Sporting se impôs ao Moreirense por 1-0 em Alvalade, graças a um golo de Rochemback.   O Moreirense-Sporting já se jogou com Jorge Jesus no banco da equipa minhota. Faz na segunda-feira onze anos – a 18 de Abril de 2005 – que os cónegos receberam os leões num sprint final na Liga para tentarem evitar a despromoção, mas perderam por 3-1. Douala, Sá Pinto e Liedson fizeram os golos dos lisboetas, à data orientados por José Peseiro, tendo o brasileiro Fernando feito o golo da equipa da casa.
2016-04-16
LER MAIS

Artigo

A vitória do FC Porto frente ao Moreirense foi a terceira reviravolta dos dragões em oito jogos desde a chegada de José Peseiro: antes de virar este jogo de 0-2 para 3-2, o FC Porto já tinha ganho depois de começar a perder frente ao Estoril (fora, de 0-1 para 3-1) e ao Benfica (fora, de 0-1 para 2-1). Em ano e meio com Julen Lopetegui, só por uma vez a equipa azul e branca virou um resultado. Foi esta época, contra o Paços de Ferreira, no Dragão: esteve a perder por 1-0 e ganhou por 2-1.   A reviravolta contra o Moreirense teve ainda outra particularidade: foi a primeira que o FC Porto conseguiu na Liga depois de estar a perder por dois golos de diferença desde 1976. Agora, partiu de um 0-2 para acabar por ganhar por 3-2, da mesma forma que em Maio de 1976, na jornada de encerramento do campeonato – que o Benfica ganhou – virou o jogo frente aos encarnados na Luz. Toni e Vítor Batista tinham colocado o Benfica a ganhar por 2-0 à meia-hora, mas na segunda parte os suplentes Ademir e Júlio (este bisou) fizeram o 3-2 final.   A razão primeira para o FC Porto estar a virar resultados é que sofre golos cedo nos jogos. Nos oito jogos com Peseiro aos comandos, o FC Porto só não sofreu golos por duas vezes – Marítimo, em casa, na Liga, e Gil Vicente, fora, na Taça de Portugal. Nos seis em que sofreu golos, esteve sempre em desvantagem. Ganhou três (Estoril, Benfica e Moreirense) e perdeu os outros três (Feirense, Arouca e Borussia Dortmund).   Ao fazer dois golos no Dragão, o Moreirense alargou para onze o total de jogos em que faz golos fora de casa. Todos desde a derrota por 2-0 frente ao Belenenses, no Restelo, a 21 de Setembro. É a maior série do clube de Moreira de Cónegos se contarmos apenas as épocas em que esteve na I Divisão. E supera os dez jogos que conseguira entre Março e Setembro de 1997, entre a II Divisão de Honra e a Taça de Portugal dessas duas épocas.   Iuri Medeiros, autor do primeiro golo do Moreirense ao FC Porto, já tinha marcado aos dragões na primeira volta (2-2) e ao Benfica nos dois jogos contra os encarnados em casa (1-6 na Taça da Liga e 1-4 na Liga). Como não joga contra o Sporting, por ser emprestado pelos leões, vai com quatro jogos seguidos a marcar aos grandes, desde que ficou em branco na derrota por 3-2 frente ao Benfica na Luz, em Agosto.   Fábio Espinho, autor do segundo golo do Moreirense, marcou pela primeira vez na Liga portuguesa desde Maio de 2013, antes de trocar os cónegos pelo Ludogorets. Na altura marcou ao Sp. Braga, mas o Moreirense também acabou por perder esse jogo por 3-2.   Layun voltou a fazer um golo e uma assistência num jogo do FC Porto, repetindo o que conseguira frente ao V. Setúbal, partida na qual assistiu Aboubakar para o primeiro e marcou ele próprio o segundo tento de uma vitória por 2-0. Com o cruzamento para o golo de Suk, o mexicano ganhou ainda mais vantagem sobre os benfiquistas Gaitán e Jonas na lista dos melhores assistentes da Liga: tem agora 15 passes para golo, contra nove dos rivais.   Suk marcou o segundo golo com a camisola do FC Porto, mas o primeiro na Liga, uma vez que se estreara a marcar na Taça de Portugal, contra o Gil Vicente. Nos quatro jogos em que foi titular, só não marcou ao Feirense e ao Famalicão, na Taça da Liga, nas primeiras vezes que começou de início pelos dragões, que nessas noites apresentaram equipas alternativas.   Evandro, que fez o golo da vitória do FC Porto, ainda não tinha marcado esta época. O último golo fizera-o na Taça da Liga, a 2 de Abril do ano passado, na noite em que o FC Porto foi eliminado pelo Marítimo (1-2, nos Barreiros). Na Liga não marcava há mais de um ano, desde 10 de Janeiro de 2015, quando saiu do banco a 20 minutos do fim e estabeleceu o 3-0 final ao Belenenses já em período de descontos.   Os 52 pontos que o FC Porto passou a somar após 23 jornadas são o pior pecúlio acumulado pelos portistas nesta ronda do campeonato desde 2013/14, quando aqui chegaram com apenas 46. Mas nesse ano não foram campeões. Para encontrar um FC Porto campeão com tão poucos pontos à 23ª jornada há que recuar até 2008/09, quando a equipa de Jesualdo Ferreira somava apenas 51… mas mesmo assim liderava, com quatro pontos de avanço do Sporting.
2016-02-23
LER MAIS

Último Passe

O FC Porto teve de sofrer para ganhar ao Moreirense e manter-se vivo na luta pelo título. Valeu-lhe a terceira reviravolta em cinco vitórias que tem a era-Peseiro, desta vez com direito a trabalho dobrado, pois a equipa portista chegou a estar a perder por 2-0 e acabou por vencer por 3-2. Quer isto dizer que o FC Porto precisou de forçar muito o ataque, de meter mais e mais gente na frente e de se sujeitar ao perigo dos contra-ataques do Moreirense, só chegando à vantagem quando os cónegos deixaram de ter pulmão ou organização para surgir perto de Casillas e foram baixando, baixando, até encostarem à baliza de Stefanovic. Os dragões salvaram os três pontos, mas devem rever o jogo para compreenderem que, sobretudo defensivamente, continuam a fazer muita coisa mal. Peseiro introduziu sete jogadores novos face à equipa de Dortmund, o que nem deve ter sido muito difícil, dada a possibilidade de fazer regressar alguns titulares – Maxi, Marcano, Danilo – e o recente impedimento de outros, como Martins-Indi. As restantes alterações explicam-se com razões de pura estratégia, como as que explicam as ausências de André André ou Corona no jogo da Alemanha ou a alternância no ataque, onde apareceu Suk em vez de Aboubakar. A verdade é que, mesmo com tanta gente fresca, a equipa portista não teve uma entrada forte, permitindo sempre o tempo e o espaço ao Moreirense para se tornar ameaçador. Boateng quase marcou, Iuri fê-lo mesmo e Fábio Espinho dobrou a marca antes da meia-hora, sempre em lances onde o FC Porto mostrou as dificuldades no controlo da profundidade defensiva que já tinha exibido na Luz, contra o Benfica, por exemplo, ou a imensidão de espaço que se cria entre central e lateral em alguns momentos do seu processo defensivo. A reação do FC Porto foi, primeiro, emocional. A equipa foi metendo mais e mais gente na área, tentando jogar depressa – mas nem sempre bem. Suk ainda cabeceou uma vez à barra – e o jogo de cabeça do coreano pareceu ser uma arma a que o FC Porto terá de recorrer mais vezes – antes de Layun reduzir, de penalti, já muito perto do intervalo. O facto de ter ido para o balneário apenas a um golo de distância pode ter sido fundamental no discurso de Peseiro aos seus jogadores, mas na verdade não foi uma forma de atemorizar o Moreirense. O treinador do FC Porto trocou Corona por Evandro, de forma a ganhar ascendente por dentro, mas as duas primeiras ocasiões de golo da segunda parte ainda pertenceram aos visitantes, quando Nildo e Iuri Medeiros obrigaram Casillas a duas boas defesas. E apesar do reforço do ataque portista – entrou Marega para o lugar de Chidozie – não se via como o FC Porto poderia dar a volta ao texto. A equipa de Peseiro ia chegando mais vezes, o Moreirense deixava de conseguir sair, mas faltavam ocasiões claras de golo em cima das quais os dragões pudessem montar o espírito da reviravolta. O que sucede é que quando os jogos se colocam assim, quando se jogam tão dentro de uma área, o normal é quem defende cometer erros, fruto da elevada exigência física e emocional do jogo. Foi o que sucedeu quando um erro de marcação num canto deu a Suk a oportunidade para, de cabeça, empatar o jogo. Quatro minutos depois, Herrera viu o esforço de ir buscar uma bola na linha de fundo recompensado com o terceiro golo, marcado por Evandro. O Moreirense já não tinha maneira de voltar dali.
2016-02-21
LER MAIS

Stats

O FC Porto regressa ao Dragão, depois da derrota em Dortmund, frente ao Borussia, para a Liga Europa (0-2), tendo agora como adversário o Moreirense, que nunca ali pontuou. E se noutros tempos o facto de vir de uma derrota poderia levar a que se pensasse que este era um jogo em que os dragões necessariamente reagiriam, a realidade desta época tem sido diferente, pois já por duas vezes a equipa azul-e-branca encandeou duas derrotas seguidas. Diferente é a história nos jogos em casa: o FC Porto perdeu ali com o Arouca, na última vez que subiu ao relvado do Dragão: desde Outubro de 2008 que o FC Porto não perde dois jogos seguidos em casa. A última vez que tal aconteceu, era Jesualdo Ferreira o treinador portista, os dragões foram batidos por 1-0 frente ao Dynamo Kiev, na Liga dos Campeões, e perderam depois o jogo seguinte em casa, por 3-2, frente ao Leixões, na Liga portuguesa. Ao terceiro jogo venceram o V. Guimarães por 2-0. Desde então, o FC Porto perdeu mais 14 jogos no Dragão, mas a norma tem sido a resposta com uma vitória na partida seguinte: após essas 14 derrotas, registaram-se 12 vitórias e apenas um empate (já esta época, a motivar a saída de Lopetegui), faltando perceber o que acontece agora contra o Moreirense no seguimento do desaire face ao Arouca. E atenção que nem todos os jogos de rescaldo foram contra adversários fáceis: destaque para um 3-1 ao Sporting, em 2013/14, após uma derrota em casa com o Zenit (0-1), ou para o 2-1 ao Athletic Bilbau no seguimento da saída da Taça de Portugal, frente ao Sporting (1-3), em 2014/15. Esta época, porém, já se registou a primeira reação sem vitória a uma derrota caseira: depois de perder com o Marítimo, por 3-1, na Taça da Liga, o FC Porto empatou no Dragão com o Rio Ave (1-1), motivando a chicotada psicológica. Numa época que também já ficou marcada por duas raras sequências de duas derrotas (Marítimo e Sporting em Dezembro/Janeiro e depois V. Guimarães e Famalicão em Janeiro), falta perceber como vai agora a equipa reagir aos resultados negativos na partida frente ao Moreirense.   O FC Porto vem também de um jogo em que não marcou golos: o 0-2 em Dortmund foi o oitavo zero atacante dos dragões esta época, depois de ter ficado em branco contra Sp. Braga (0-0), Dynamo Kiev (0-2), Chelsea (0-2), Sporting (0-2), V. Guimarães (0-1), Famalicão (0-1) e Feirense (0-2). E atenção que a equipa também já encadeou dois zeros seguidos, quando perdeu de enfiada com V. Guimarães e Famalicão.   As únicas vitórias que o Moreirense obteve em 2016 foram fora de casa. Os cónegos fizeram dez jogos desde o Ano Novo, ganhando três, todos longe do seu estádio: 3-0 ao Boavista a 2 de Janeiro, 2-1 ao Arouca no dia 17 e 1-0 ao U. Madeira a 7 de Fevereiro. A equipa de Miguel Leal perdeu a outra deslocação, por 5-1, frente ao Marítimo, nos Barreiros.   Aboubakar marcou golos nas últimas três jornadas de campeonato. Fez o primeiro do FC Porto na vitória frente ao Estoril (3-1, de virada), marcou o golo portista na derrota em casa frente ao Arouca (1-2) e foi dele o tento da vitória nos 2-1 (outra vez de virada) frente ao Benfica, na Luz. Foi a segunda vez que o camaronês marcou em três jogos de campeonato seguidos – a anterior ainda tinha sido em França, no Lorient, em Novembro/Dezembro de 2013. Na altura bisou frente ao Evian e depois marcou nas vitórias frente a Nice e Montpellier.   Marega, o avançado que o FC Porto foi buscar ao Marítimo na última janela de mercado, obteve o seu único bis desta época na baliza do Moreirense. Foi a 10 de Janeiro que Marega marcou dois golos a Stefanovic, na vitória do Marítimo sobre os cónegos, por 5-1.   Rafael Martins marcou nas duas últimas jornadas da Liga: fez o golo da vitória (1-0) ante o U. Madeira, na Ribeira Brava, e depois bisou na derrota caseira frente ao Belenenses (2-3). Já tinha sido ele a marcar na derrota com o Estoril (1-3, na 19ª jornada), o que eleva para três jogos a sua série de partidas a fazer golos. É que na 20ª jornada o brasileiro não foi escalado para defrontar o Benfica, tal como agora está fora do jogo com o FC Porto.   Rafael Martins, além disso, estaria em condições de obter um feito raro, caso marcasse um golo ao FC Porto no Dragão. É que já fez um dos golos na derrota do Moreirense na Luz (3-2) e o tendo de honra nos 3-1 com que os Cónegos perderam em Alvalade. Se marcasse ao FC Porto podia repetir a proeza que já conseguiu em 2013/14, época em que marcou aos três grandes com a camisola do V. Setúbal:  fez um golo na derrota por 3-1 com o FC Porto no Bonfim, outro no empate a duas bolas com o Sporting no mesmo local e outro ainda no empate a uma bola com o Benfica na Luz.   Aliás, Rafael Martins raramente deixa de marcar nos jogos grandes: como em 2014/15 esteve no Levante, em Espanha, vai já com quatro jogos seguidos sempre a marcar aos grandes: esta época fez um ao Benfica (2-3) e um ao Sporting (1-3) e em 2013/14 tinha feito um ao Benfica (1-1) e um ao Sporting (2-2), nas últimas quatro vezes que defrontou um grande. A última vez que ficou em branco num jogo destes foi precisamente no Dragão, a 19 de Janeiro de 2014, quando o V. Setúbal perdeu por 3-0 com o FC Porto e ele jogou toda a segunda parte.   Face à ausência de Martins, resta ao Moreirense esperar a contribuição de outro jogador com tendência para marcar aos grandes: Iuri Medeiros, que já fez oito golos esta época, sendo dois ao Benfica e um ao FC Porto. Como está no Moreirense emprestado pelo Sporting – e não joga contra os leões – isso quer dizer que marcou em todos os jogos com os grandes à exceção da visita à Luz, em Agosto. Aliás, todos os golos de Iuri aos grandes – já na época passada marcara ao Benfica, pelo Arouca – foram em casa.     Evaldo, do Moreirense, foi campeão nacional ao serviço do FC Porto, alinhando na penúltima jornada da Liga de 2003/04, numa partida em que José Mourinho poupou os titulares habituais para a final da Liga dos Campeões.   Ramon Cardozo, avançado do Moreirense, estreou-se na Liga portuguesa frente ao FC Porto. Foi a 18 de Agosto de 2014 que José Mota o lançou numa derrota do V. Setúbal, em casa, frente aos dragões. Do outro lado, o lateral Jose Angel também se estreou contra o Moreirense, jogando os 90 minutos pelo FC Porto de Lopetegui na vitória por 3-0 no Dragão, a 31 de Agosto de 2014.   José Peseiro ganhou os últimos quatro jogos feitos contra o Moreirense, por Sporting (4-1 e 3-1 em 2004/05) e Sp. Braga (1-0 e 3-2 em 2012/13). Mas os cónegos eram uma das suas bestas negras quando dirigia o Nacional, pois nessa altura nunca lhe conseguiu ganhar. Nem em 2001/02, o ano em que ambas as equipas subiram à I Liga (0-0 na Choupana e 5-1 para o Moreirense no Minho, na penúltima ronda, a adiar a promoção dos alvi-negros para o último dia), nem em 2002/03, já entre os grandes (2-0 para o Moreirense no Minho e 1-1 na Choupana).   Por sua vez, Miguel Leal, treinador do Moreirense, perdeu todos os jogos que fez contra o FC Porto no Dragão: 4-0 pelo Penafiel na Taça da Liga de 2013/14 e 3-0 pelo Moreirense na Liga passada. Ao todo, em quatro jogos contra o FC Porto, perdeu três e empatou um (o 2-2 da primeira volta da atual Liga). Esta será a primeira vez que Miguel Leal defronta José Peseiro.   O Moreirense já tirou dois pontos esta época ao FC Porto, através do empate a duas bolas em Moreira de Cónegos, na primeira volta. Foi uma das três vezes (em 12 encontros) que os verde-brancos evitaram a derrota com os portistas, a quem nunca ganharam em toda a sua história. E, tanto nas Antas como no Dragão, perderam sempre, ainda que só uma vez por mais de um golo (3-0 em Agosto de 2014).                   
2016-02-20
LER MAIS

Artigo

A vitória por 4-1 do Benfica frente ao Moreirense distanciou ainda mais a equipa da Luz como melhor ataque do campeonato. São agora 54 golos marcados em 20 jogos, o melhor parcial nas primeiras 20 jornadas da Liga portuguesa em mais de 30 anos. A última equipa a marcar mais do que este Benfica nas primeiras 20 partidas da Liga portuguesa foi o FC Porto, que em 1984/85 chegou à 20ª jornada com 55 golos marcados. Nas dez últimas jornadas fez mais 23, acabando com 78 e sagrando-se campeão nacional.   - O último Benfica tão goleador também tirou boas recordações da época em que tirou tanto do ataque. Aconteceu um ano antes, em 1983/84, quando a equipa liderada por Eriksson chegou à 20ª ronda com 56 golos marcados. Fez mais 30 nas derradeiras 10 partidas, acabando com 86 (quase três por jogo, de média) e também campeã nacional.   - O maior contribuinte benfiquista para tanto golo é Jonas, que chegou à 20ª jornada com 21 golos no ativo. Nenhum jogador tinha mais golos do que jogos à 20ª jornada na Liga portuguesa desde Jackson Martínez, que em 2012/13 lá chegou com 22 golos marcados, mas até ao fim da Liga só marcou mais quatro. No Benfica, o último a fazê-lo foi o sueco Magnusson, que em 1989/90 fez 22 golos nas primeiras 20 jornadas. Acabou a Liga com 33.   - Jonas já superou o total de golos que fez em toda a Liga passada. Em 2014/15 chegou ao fim da prova com 20 golos marcados em 27 partidas, enquanto que na atual atuou nos 20 jogos que o Benfica já realizou e soma 21 golos. Ainda assim, Jonas soma apenas mais um golo nesta época – feito na Liga dos Campeões – o que leva a que esteja ainda abaixo do total da temporada anterior, que terminou com 31 golos, contando com seis na Taça de Portugal e cinco na Taça da Liga.   - Além do destaque do seu ataque, o Benfica conseguiu em Moreira de Cónegos a décima vitória seguida, contando todas as competições. A última vez que os encarnados não ganharam foi na visita ao U. Madeira, que terminaram com um empate a zero. As dez vitórias seguidas superam o melhor registo da época passada e igualam o recorde de 2013/14. O próximo objetivo são as onze vitórias consecutivas, que o Benfica festejou em 2011/12. E se as conseguir parte ao assalto da série de 18 sucessos de enfiada obtido em 2010/11.   - Muito graças a estas dez vitórias consecutivas, o Benfica segue com 49 pontos na Liga, tendo já reduzido substancialmente a desvantagem que apresentava em relação ao registo parcial da época passada. Há um ano, o Benfica somou 50 pontos nas primeiras 20 jornadas. Mas o registo deste ano já é igual ao de 2013/14, a primeira época do bicampeonato.   - O Moreirense perdeu pela terceira vez consecutiva em casa, depois das derrotas frente a Estoril (1-3, na Liga) e também Benfica (1-6, na Taça da Liga). Além disso, os cónegos vêm com cinco jogos seguidos sem conseguir a vitória como visitados: todos desde o sucesso contra o Nacional (2-0), a 20 de Dezembro. Estão, ainda assim, a um jogo da pior série caseira da época passada, na qual estiveram seis jogos sem ganhar em casa, entre 18 de Janeiro e 11 de Abril.   - Mitroglou marcou o segundo golo do Benfica em Moreira de Cónegos, conseguindo assim a quarta jornada seguida da Liga sempre a marcar, depois de já ter estado nos goleadores dos jogos com o Nacional, o Estoril e o Arouca. Fica por enquanto a um jogo do recorde desta Liga, que pertence a Slimani, goleador em cinco jornadas consecutivas.   - O golo do Moreirense foi marcado por Iuri Medeiros, que já tinha feito o tento solitário da outra derrota da equipa de Moreira de Cónegos frente ao Benfica, na Taça da Liga, a meio da semana. Aliás, esta época Iuri Medeiros também tinha marcado no empate a duas bolas que o Moreirense conseguiu contra o FC Porto, o que faz com que leve três jogos seguidos a marcar aos grandes – não jogou contra o Sporting, que é o detentor do seu passe.   - O jogo assinalou o regresso à Liga portuguesa de Fábio Espinho, médio que em 2013 trocou o Moreirense pelo Ludogorets, da Bulgária, e que entretanto assinou pelo Málaga. O último jogo de Espinho na Liga portuguesa tinha sido no Estádio da Luz, também contra o Benfica e também marcado pela derrota da equipa minhota, na altura por 3-1.
2016-02-01
LER MAIS

Último Passe

A vitória do Benfica em Moreira de Cónegos, por concludentes 4-1, confirmou que os bicampeões nacionais estão bem vivos na corrida ao título. Mantêm-se a dois pontos do Sporting, que lidera, mas voltaram a revelar frente ao Moreirense uma coordenação ofensiva que neste momento mais ninguém exibe em Portugal. Foi a noção exata dos espaços e das movimentações coletivas, tão diferente daquilo que esta equipa fazia há meio campeonato, quando estava em crise de identidade, que permitiu ao Benfica dar uma expressão tão desequilibrada no marcador a um jogo em que o adversário até mostrou coisas boas. Jonas, com mais dois golos e uma assistência, voltou a ser decisivo, mas esteve sempre muito bem acompanhado por Pizzi, a tal peça móvel que dá consistência e desequilíbrio ao meio-campo, e por Gaitán, que voltou a mostrar que está de volta com mais um golo. Mitroglou fez o golo já habitual e Renato Sanches soube empurrar a equipa para a frente, mostrando categoria, por exemplo, na forma como lançou Eliseu no lance do 2-0. É que essa altura foi importante no jogo. Depois de um início impositivo do Benfica, a empurrar o Moreirense para trás até fazer o 1-0, num lance em que Pizzi abriu na direita antes de descobrir a cabeça de Jonas na área, a equipa de Miguel Leal reagiu. Bem servido pela capacidade de desequilíbrio de Iuri Medeiros, sempre ativo e perigoso, bem como pela velocidade de Boateng, o Moreirense deu a ideia de que podia discutir o jogo, mas foi apanhado em contrapé mesmo antes do intervalo pela tal combinação Renato-Eliseu, convertida de primeira por Mitroglou. Apesar do 0-2, o Moreirense continuou vivo na segunda parte. Só que quando se pensava que um golo da equipa da casa poderia reabrir o jogo, foi o Benfica quem chegou aos 4-0, com mais dois golos de rajada. Jonas marcou o terceiro, após solicitação de Pizzi, e ofereceu o quarto a Gaitán. Com o assunto arrumado, o que sobrou de jogo serviu apenas para o Moreirense fazer um golo que Iuri Medeiros mereceu, pela insistência e qualidade que colocou sempre na sua procura. O açoriano, que já tinha marcado ao Benfica a meio da semana, tem futebol para mais do que este Moreirense, mas não chegou para dar uma alegria ao Sporting, que o tem ali emprestado.
2016-01-31
LER MAIS

Stats

O Benfica vem com uma série de nove vitórias consecutivas desde o empate a zero com o U. Madeira na Choupana, a 15 de Dezembro. A equipa de Rui Vitória vai tentar, em Moreira de Cónegos, frente ao Moreirense, o décimo sucesso de enfiada, mas mesmo que o consiga ainda ficará longe da melhor sequência de jogos em seis anos com Jorge Jesus, que foram 18 vitórias seguidas, entre Dezembro de 2010 e Março de 2011. Após o empate com o U. Madeira, que deixou o Benfica a sete pontos do Sporting, já então líder da classificação, o Benfica encetou a recuperação que lhe permitiu reduzir a desvantagem e colocar-se no segundo lugar, tendo ainda conseguido qualificar-se para as meias-finais da Taça da Liga. Para tal, teve de vencer nove jogos consecutivos, a melhor série de uma equipa portuguesa esta época, pois o Sporting não passou das sete vitórias consecutivas e o FC Porto das quatro. Os encarnados começaram esta série batendo o Rio Ave por 3-1, prosseguiram-na ganhando ao Nacional por 1-0 e ao V. Guimarães pelo mesmo score, continuaram com um 6-0 ao Marítimo, um 4-1 ao Nacional e um 2-1 ao Estoril, voltaram a vencer por 1-0 quando defrontaram o Oriental, tendo ainda batido o Arouca por 3-1 e este mesmo Moreirense por 6-1. As nove vitórias seguidas já superam qualquer série do Benfica de 2014/15 e ficam a apenas um sucesso do melhor que a equipa fez em 2013/14, quando ganhou dez jogos seguidos entre um empate frente ao Gil Vicente (1-1, em início de Fevereiro de 2014) e outro empate contra o Tottenham (2-2, em finais de Março). Mas se em 2011/12 o Benfica conseguira onze vitórias consecutivas (entre as derrotas com o Marítimo, em Dezembro de 2011, e com o Zenit, em Fevereiro de 2012), a melhor série dos últimos anos é bem mais longa. Foram as 18 vitórias seguidas que a equipa obteve entre uma derrota contra o Schalke na Luz, a 7 de Dezembro de 2010, e outra contra o Sp. Braga, na Pedreira, a 6 de Março de 2011. Para lá chegar, a este Benfica ainda lhe faltam mais oito vitórias sem vacilar. Uma série que, a concretizar-se, passaria pelas receções ao FC Porto e ao Zenit, pela meia-final da Taça da Liga, contra o Sp. Braga, e se concluiria em Alvalade, contra o Sporting, já em Março.   - Miguel Leal, treinador do Moreirense, perdeu os sete jogos que fez contra o Benfica. Aos dois desta época (3-2 na Luz para a Liga e 6-1 em Moreira de Cónegos para a Taça da Liga) juntam-se ainda os dois da Liga anterior (3-1 na Luz e em Moreira de Cónegos), mais três em competições a eliminar: 4-1 e 2-0 com o Moreirense para a Taça de Portugal e a Taça da Liga da época passada e ainda um 0-1 com o Penafiel para a Taça de Portugal de há dois anos.   - O mexicano Raul Jiménez marcou golos nos dois jogos entre Moreirense e Benfica esta época: fez, a 15’ do fim, o golo do empate a uma bola na Luz, em Agosto, no jogo que os encarnados acabaram por ganhar por 3-2 e, ainda na primeira parte, marcou o quarto da goleada por 6-1 em Moreira de Cónegos, para a Taça da Liga, na terça-feira passada.   - Iuri Medeiros, o autor do golo do Moreirense ao Benfica, na terça-feira passada, no jogo da Taça da Liga, já tinha esta época marcado ao FC Porto, no empate a duas bolas que os dragões cederam em Moreira de Cónegos. E o golo de terça-feira não foi o primeiro do açoriano ao Benfica, uma vez que já tinha batido Júlio César da época passada, ainda ao serviço do Arouca, numa derrota por 3-1 em casa.   - Por sua vez, Talisca marcou nos últimos dois jogos do Benfica fora de casa: fez um hat-trick ao Moreirense (nos 6-1 de terça-feira) e marcou o tento solitário da vitória no Carlos Salema, frente ao Oriental, ambos para a Taça da Liga.   - Mitroglou fez golos nas últimas três jornadas de campeonato, não ficando em branco em jogos da Liga desde a goleada que o Benfica infligiu ao Marítimo (6-0, a 6 de Janeiro). Desde aí, marcou o quarto nos 4-1 ao Nacional na Choupana, o primeiro na reviravolta frente ao Estoril (2-1) e o segundo nos 3-1 ao Arouca, na Luz.   - Rafael Martins, por sua vez, marcou nas últimas três partidas que o Moreirense fez em casa para o campeonato: bisou nos 2-0 ao Nacional e fez um golo em cada uma das derrotas contra o V. Guimarães (3-4) e o Estoril (1-3). Curioso que o brasileiro também marcou o golo com que o Moreirense abriu o score na derrota por 3-2 contra o Benfica na Luz.   - O Moreirense perdeu os últimos dois jogos que fez em casa, pois antes dos 6-1 com que foi batido pelo Benfica na Taça da Liga tinha perdido por 3-1 com o Estoril, em partida de campeonato. Aliás, desde o Natal que os cónegos não ganham um jogo no seu estádio. Após os 2-0 ao Nacional, a 20 de Dezembro, perderam por 4-3 com o V. Guimarães e empataram a zero com o mesmo Nacional, mas em partida da Taça da Liga.   -O médio Vítor Gomes, do Moreirense, estreou-se na Liga contra o Benfica, lançado por João Eusébio numa derrota do Rio Ave frente aos encarnados em Vila do Conde, a 19 de Março de 2006.   - O Benfica venceu os últimos oito confrontos com o Moreirense, todos desde o empate a uma bola em Dezembro de 2012, para a Taça da Liga, no Minho. Em seis das últimas sete vitórias dos encarnados, porém, o Moreirense também marcou golos, tendo ficado apenas em branco nos 2-0 para a Taça da Liga, em Janeiro do ano passado. Contudo, em 17 jogos entre as duas equipas, o Moreirense nunca ganhou ao Benfica, tendo obtido apenas três empates, dois deles na Luz.   - Curioso é que nas últimas quatro vezes que estas duas equipas se defrontaram na Liga, o Benfica marcou sempre três golos e ganhou os quatro jogos (três vezes por 3-1 e uma por 3-2), mas foi sempre o Moreirense a marcar primeiro. Fê-lo Vinicius na Luz no encerramento do campeonato de 2012/13 (respondeu o Benfica por Cardozo e com um bis de Lima), repetiu-o João Pedro nas duas partidas da época passada (Eliseu, Maxi e Lima responderam pelos encarnados na Luz; Luisão, Eliseu e Jonas fizeram-no em Moreira de Cónegos), e por fim fê-lo Rafael Martins nos 3-2 da Luz em Agosto (tendo Jiménez, Samaris e Jonas marcado pelo Benfica e Cardozo pelos minhotos).
2016-01-31
LER MAIS

Artigo

- Ao vencer o Marítimo por 3-1, o Nacional completou o oitavo dérbi do Funchal consecutivo sem derrota: quatro vitórias e três empates contra o Marítimo e uma vitória frente ao U. Madeira. A última derrota dos alvi-negros contra uma equipa da Madeira faz três anos na próxima semana: foi a 9 de Dezembro de 2012, nos Barreiros, contra o Marítimo (2-0, golos de Fidelis e Sami).   - Esse jogo foi também o último que o Marítimo ganhou contra outra equipa da Madeira. Desde então, três empates e quatro derrotas contra o Nacional e ainda uma derrota com o U. Madeira. Na Choupana, então, o Marítimo já não ganha desde Novembro de 2007 – há oito anos. A última vez que ali venceu foi por 2-0, com golos de Makukula e Wênio.   - O Nacional alargou para 17 jogos a série de imbatibilidade caseira que já é a mais longa da sua história em épocas nas quais joga a I Liga. A última vez que a equipa de Manuel Machado perdeu em casa foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto, voltaram a passar por lá os leões e o FC Porto, mas ambos empataram. Dos 17 jogos da corrente série, o Nacional ganhou onze e empatou seis.   - O dérbi da Madeira ficou marcado por mais duas expulsões do Marítimo. Desta vez foram Raul Silva e Edgar Costa, a elevar para dez o total de vermelhos a jogadores do Marítimo, em onze jornadas. O central viu o segundo vermelho na Liga, enquanto que o extremo já vai no terceiro. Na época passada, dois jogadores viram três vermelhos na Liga, mas o boavisteiro Philipe Sampaio só lá chegou à 29ª jornada e o penafidelense Tony à 15ª.   - Wyllian, autor do terceiro golo do Nacional, não fazia um golo há um ano. O último tinha sido a 8 de Dezembro de 2014 e também tinha sido marcado ao Marítimo, na altura contribuindo para uma vitória por 3-0.   - Arnold Issoko, autor dos dois golos do V. Setúbal frente ao U. Madeira, marca sempre aos pares. Já tinha bisado no Bonfim, contra o V. Guimarães, em Setembro, mas também nessa altura os sadinos tinham empatado o jogo a duas bolas. Este é, aliás, o quarto empate a dois golos do V. Setúbal na atual Liga, todos em casa – antes tinha acontecido contra Boavista, Rio Ave e V. Guimarães.   - Danilo Dias, autor de um dos golos do U. Madeira no empate em Setúbal, voltou a marcar na Liga portuguesa mais de dois anos depois do último tento – ainda que tenha passado parte desse tempo no Azerbaijão. É curioso que o último golo já tinha sido ao V. Setúbal, no Bonfim. Foi a 15 de Setembro de 2013 e ajudou o Marítimo a vencer ali por 4-2.   - A segunda vitória de Sérgio Conceição aos comandos do V. Guimarães surgiu como a primeira: em cima do minuto 90. Antes, tinha sido um golo de Ricardo Valente a dar o 1-0 em Paços de Ferreira; agora foi Cafu quem garantiu o 2-1 sobre o Boavista, no Bessa. Os dois jogos deram duas vitórias seguidas fora de casa, algo que o V. Guimarães já não conseguia desde Outubro e Novembro do ano passado, quando ganhou consecutivamente em Setúbal e Arouca.   - O V. Guimarães voltou a ganhar no Bessa 17 anos depois do último sucesso para a Liga, que tinha sido em Março de 1998, por 1-0 (marcou Riva). Desde então, porém, tinha ali ganho por 2-0 para a Taça de Portugal, em Novembro de 2008, com golos de Gregory e Fajardo.   - Petit deixou de ser o treinador do Boavista, tornando-se o quarto técnico a deixar o cargo na atual Liga. Antes dele, Armando Evangelista deu o lugar a Sérgio Conceição no V. Guimarães; José Viterbo foi substituído por Filipe Gouveia na Académica e Vítor Paneira abriu vaga para Rui Bento no Tondela.   - Ao décimo jogo, Gonçalo Paciência marcou o primeiro golo na Liga, ajudando a Académica a empatar em casa com o Arouca (1-1). O pai, Domingos, marcou na estreia, a 13 de Abril de 1988, numa vitória do FC Porto sobre O Elvas (4-0).   - O empate em Coimbra significa que o Arouca alonga para nove a série de jogos sem ganhar na Liga: todos, desde as vitórias nas duas primeiras jornadas, contra Moreirense e Benfica. Já igualou a pior série da história do clube na divisão principal, estabelecida em precisamente nove jogos sem ganhar, entre o sucesso contra o Nacional (1-0 na Choupana, a 15 de Setembro de 2013) e outro no terreno do Gil Vicente (3-0, a 22 de Dezembro).   - Iuri Medeiros garantiu a vitória do Moreirense em Vila do Conde, contra o Rio Ave (1-0). Vai com dois jogos seguidos a marcar, pois já tinha sido ele a abrir o ativo contra o Paços de Ferreira (2-0), na jornada anterior. Medeiros não fazia golos em jogos seguidos desde Abril e Maio do ano passado, quando, ainda no Sporting B, até marcou em três, a Marítimo B, FC Porto B e Benfica B.   - Depois de um início de época difícil, o Moreirense já vai com duas vitórias seguidas. A última vez que ganhara duas vezes seguidas na Liga tinha sido em Outubro e Novembro do ano passado, quando se impôs a Gil Vicente (2-0) e Marítimo (2-1).   - A derrota com o Moreirense significou o primeiro jogo do Rio Ave sem marcar golos esta época. Os vila-condenses tinham marcado sempre nas dez jornadas anteriores, bem como nos dois desafios da Taça de Portugal, e eram a única equipa da Liga a poder gabar-se de nunca ter ficado em branco.   - Mais um golo do jovem Diogo Jota, que começa a ser talismã do Paços de Ferreira. O miúdo (18 anos) já tem nove golos pela equipa sénior dos pacenses, que quando ele marcou ganharam sempre: 4-0 ao Atl. Reguengos, 9-0 ao Riachense e 3-2 à Académica (aqui bisou) na época passada; 1-0 ao Boavista, 7-1 à Naval (outro bis), 2-0 ao Marítimo e agora 2-0 ao Estoril.
2015-11-30
LER MAIS

Artigo

O FC Porto fez apenas sete faltas no empate (2-2) frente ao Moreirense, mostra de alguma falta de agressividade que não vinha sendo habitual numa equipa que até era das mais faltosas da Liga: somava 94 (18,8 por jogo), total que só era suplantado por Marítimo (100), Estoril (96) e P. Ferreira (95). Para efeitos de comparação deve dizer-se que o mínimo desta época tinham sido as 16 faltas cometidas nos jogos com Marítimo, Estoril e Benfica. Para encontrar um jogo tão bem comportado dos jogadores portistas é preciso recuar até Março, quando a equipa azul e branca venceu em casa o Arouca, por 1-0, fazendo as mesmas sete faltas. Esse não foi, de resto, o único desafio abaixo das dez faltas na última Liga para uma equipa que antes da chegada de Lopetegui e do seu modelo de posse raramente se ficava por um algarismo na contagem das infrações: nos 5-0 ao Estoril, os jogadores portistas tinham feito nove faltas.   - Segundo golo de livre de Maicon esta época, foi também o segundo que marcou na equipa principal do FC Porto (tinha, também, um ao serviço do FC Porto B).  Todos os outros golos de Maicon tinham sido obtidos de cabeça.   - O FC Porto sofreu golos nos últimos cinco jogos fora de casa: antes dos dois marcados pelo Moreirense, tinha sofrido outros tantos em Kiev com o Dynamo (2-2), um em Arouca (3-1), outro no Funchal com o Marítimo (1-1) e, ainda na época passada, outro no Restelo com o Belenenses (1-1). Não acontecia nada de semelhante aos dragões desde o final da época de 2013/14, ainda que nessa altura tenham sido doze jogos consecutivos a sofrer golos em viagem, desde a derrota na Luz por 2-0, com o Benfica, até à última saída da época, perdida no Algarve com o Olhanense (2-1).   - Julen Lopetegui conseguiu pela primeira vez ultrapassar o traumático 12º jogo sem perder. Nas duas anteriores ocasiões em que, como treinador do FC Porto, alinhara 1 jogos seguidos sem derrota, caíra ao 12º. Primeiro contra o Sporting, no Dragão, para a Taça de Portugal (1-3); depois com o Marítimo, na Madeira, para a Taça da Liga (1-2). Desta vez não ganhou, mas também não perdeu.   - Quarto golo na Liga de Iuri Medeiros, o jovem emprestado pelo Sporting ao Moreirense. Antes de marcar ao FC Porto, já tinha feito o mesmo ao Benfica, quando estava cedido ao Arouca, ainda que nessa tarde a sua equipa tenha perdido (1-3).   - Terceiro golo em outras tantas partidas de Corona com a camisola do FC Poro na Liga. Na Liga holandesa, ao serviço do Twente, precisou de 16 jogos para chegar aos três golos.   - Ao entrar para o lugar do lesionado Brahimi, Varela atingiu os 200 jogos pelo FC Porto (em todas as competições). NO atual plantel, só Helton o supera, com 322.   - Os 70% por cento de posse de bola que o FC Porto teve no jogo com o Moreirense são o segundo total mais elevado da atual Liga, apenas atrás dos 71% que o Benfica conseguiu, em casa, contra o mesmo Moreirense.
2015-09-26
LER MAIS

Último Passe

Quando, no rescaldo do Marítimo-FC Porto, Julen Lopetegui explicou as razões que, face ao empate que se eternizava no placar dos Barreiros, o levaram a trocar Aboubakar por Osvaldo, estaria tão convicto do que disse como esteve no momento em que, para desfazer o impasse no jogo de Moreira de Cónegos, há pouco, optou por juntar os dois pontas-de-lança em campo e abdicar de um defesa-central. “Não se joga melhor por ter mais avançados”, disse na altura Lopetegui. Pois não. Mas há jogos que só se resolvem com gente na área. O de Moreira de Cónegos podia ter sido um deles. Contra um Moreirense que estacionou o autocarro à frente da área de Stefanovic, que baixou tanto o bloco que quase convidava os portistas a entrarem pela baliza com a bola controlada, impunha-se ter gente na área. Muita gente na área. O treinador espanhol percebeu-o e somou Aboubakar a Osvaldo, pedindo ainda a Corona que aparecesse também no espaço interior. Foi num lance em que o italo-argentino insistiu e o mexicano recuperou um ressalto que o FC Porto chegou à vantagem, a 12 minutos do final. Claramente, o jogo devia ter ficado ganho para os dragões naquele momento, deixando para trás o livre de Maicon e o golo de Iuri Medeiros, que davam o empate momentâneo. Só que o Moreirense ainda chegou a novo empate, por André Fontes, a dois minutos do final. A tentação mais normal pode ser a de culpar a falta de gente atrás, mas a verdade é que o FC Porto tinha gente na área em números mais do que suficientes para evitar o golo. Não estava Marcano, mas estava Danilo, porque depois do 2-1 Lopetegui mandou recompor o quarteto defensivo com o médio centro ao lado de Maicon. E mesmo assim, antes, já Luís Carlos obrigara Casillas a boa defesa para evitar o que também podia ter sido o empate. A questão é que, porventura iludida pelo facto de o adversário se demitir da opção de jogar (os 30% de posse de bola do Moreirense frente ao FC Porto só encontram paralelo na atual Liga dos 29% que o mesmo Moreirense teve na Luz, onde também esteve a minutos de empatar com o Benfica), o FC Porto fez um jogo lento no ataque e pouco agressivo quando perdia a bola: fez apenas sete faltas, quando o seu mínimo na Liga eram 16. E como disse Lopetegui no final, a Liga vai ser longa e vai ser preciso pedalar muito. Mas isso não basta dizê-lo. Tem é de convencer os seus jogadores.
2015-09-25
LER MAIS

Artigo

- Maicon marcou, de livre direto, ao Estoril, o 11º golo pelo FC Porto e o primeiro que não foi obtido de cabeça. Os dez anteriores tinham sido todos na sequência de livres laterais ou cantos de Belluschi, João Moutinho, Hulk, James Rodríguez e Carlos Eduardo. A exceção a esta regra foi um golo de livre direto na única ocasião em que o central brasileiro representou a equipa B portista: a 3 de Fevereiro de 2013 surpreendeu João Pinho e marcou, quase de meio-campo, um livre à Oliveirense que ajudou a uma vitória por 3-1.   - Aboubakar marcou nos últimos três jogos do FC Porto em casa. Bisou ao Penafiel nos 2-0 com que os dragões encerraram a última Liga, repetiu a graça nos 3-0 aplicados ao V. Guimarães na abertura da atual e agora abriu o marcador nos 2-0 ao Estoril.   - Ao manter a baliza inviolada contra o Estoril, Iker Casillas voltou a contribuir com mais 90 minutos para o alargamento da série de imbatibilidade dos dragões nos jogos da Liga disputados em casa. São já 1125 minutos que Fabiano, Helton e agora Casillas levam sem sofrer golos em casa para a Liga, desde o segundo tento de Lima, na vitória do Benfica por 2-0, no Dragão, em Dezembro. O próximo jogo dos portistas em casa será precisamente contra o Benfica e, nele, bastarão três minutos para superar a série de 1127 estabelecida por Vítor Baía em 1995/96.   -O FC Porto fez apenas oito remates à baliza do Estoril durante os 90 minutos. O valor é um mínimo desde o empate no Restelo, como o Belenenses, que valeu o título ao Benfica na penúltima jornada da temporada passada, mas para encontrar um total tão baixo num jogo em casa é preciso recuar a 6 de Abril de 2014, quando os dragões bateram a Académica em casa por 3-1 rematando as mesmas oito vezes.   - O Estoril vai com cinco jogos seguidos sem sequer marcar golos no terreno dos grandes. Os 2-0 de sábado frente ao FC Porto somam-se aos 4-0 que encaixou na Luz face ao Benfica na abertura desta Liga e a mais três jogos negativos em 2014/15: 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e 4-0 em Alvalade. Tudo a seguir à melhor época da história do clube neste particular, por em 2013/14 ganhou fora a FC Porto e Sporting pelo mesmo resultado: 1-0.   - O Benfica virou frente ao Moreirense, de 0-1 para o 3-2 final. Foi a primeira reviravolta no marcador dos encarnados desde 8 de Março, quando venceram fora o Arouca por 3-1, depois de ter estado a perder por 1-0. Ponto em comum aos dois jogos é Iuri Medeiros, que em Março marcou o golo do Arouca e no sábado foi titular do Moreirense.   - Samaris marcou o primeiro golo com a camisola do Benfica. A última vez que tinha festejado em nome individual foi a 9 de Março de 2013, quando fez o golo do Olympiakos numa derrota (1-2) em Salónica com o PAOK.   - Jonas fez golos nos últimos quatro jogos do Benfica na Luz. Marcou o tento da vitória frente ao Moreirense, mas antes já tinha feito dois nos 4-0 ao Estoril, outros dois nos 4-1 ao Marítimo na festa do último título nacional e um nos 4-0 ao Penafiel. Não fica em branco na Luz desde 26 de Abril, quando o Benfica empatou a zero com o FC Porto.   - Raul Jiménez precisou de apenas dois jogos para marcar um golo no Benfica. No Atlético de Madrid, só marcou ao sétimo: contribuiu para os 4-0 com que os colchoneros ganharam ao Sevilha, a 27 de Setembro. O problema, porém, é que não marcou mais nenhum no que restou da época passada.   - Este Benfica-Moreirense foi fiel à história recente das duas equipas. Já são quatro jogos seguidos para a Liga com o mesmo resumo: o Moreirense marca primeiro e o Benfica acaba por ganhar. Os três jogos anteriores (a última jornada de 2013/14 e as duas partidas de 2014/15) tinham acabado com 3-1 favorável aos encarnados. Desta vez ficou 3-2.   - A última equipa a marcar duas vezes na Luz tinha sido o Sp. Braga, que ali ganhou por 2-1 nos oitavos de final da Taça de Portugal da época passada. Se contarmos só jogos da Liga, a última equipa a consegui-lo foi o Arouca, que ali empatou (2-2), a 6 de Dezembro de 2013.   - Rafael Martins já tinha marcado ao Benfica na última vez que tinha defrontado os encarnados, em Maio de 2014. Se no sábado abriu o placar, nessa altura fez de grande penalidade o golo que valeu o empate (1-1) ao V. Setúbal.   - A vitória do Sporting em Coimbra por 3-1 significa que tanto o clube como Jorge Jesus mantêm a série positiva nas visitas à Académica. Os leões não perdem em Coimbra desde 8 de Maio de 1977, enquanto que Jesus nunca ali perdeu como treinador.   - Aquilani fez de grande penalidade o primeiro golo com a camisola do Sporting. Não marcava desde de 2 de Outubro de 2014, quando abriu o placar numa vitória da Fiorentina em Minsk (3-0), a contar para a Liga Europa.   - Adrien falhou a primeira grande penalidade desde que, a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então e até acertar agora no poste da baliza de Lee, marcou a Schalke, Estoril, Marítimo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - O Sporting viu ser-lhe assinalada uma grande penalidade contra pelo segundo jogo consecutivo na Liga. Não lhe acontecia semelhante coisa desde Outubro e Novembro de 2013, quando perdeu (1-3) no Dragão com o FC Porto e ganhou (3-2) em casa ao Marítimo, sempre com golos sofridos de penalti. Ponto em comum é o árbitro Bruno Esteves, que tinha estado nesse Sporting-Marítimo.   - Bruno Esteves nunca tinha assinalado três grandes penalidades no mesmo jogo da Liga, mas já tinha marcado duas. Foi a 4 de Novembro de 2011, num empate caseiro do Sporting com a Naval, em que começou por apontar para a marca dos onze metros quando Evaldo derrubou Marinho, permitindo aos figueirenses empatar a uma bola, mas depois marcou uma mão de Camora na área, que Postiga converteu no 2-2 momentâneo.   - O último jogo com três penaltis na Liga também tinha sido em Coimbra. Foi o Académica-Gil Vicente, a 25 de Abril último, e os gilistas ganharam por 2-1, com golos de penalti de Ruben Ribeiro e Cadu, a responder a outro penalti de Rui Pedro. O árbitro era Soares Dias. Na época passada houve mais dois jogos com três penaltis: o Estoril-Penafiel (apitado por Tiago Martins) e o Paços de Ferreira-V. Setúbal (Luís Ferreira).   - Fernando Alexandre, expulso pelos dois penaltis cometidos, não via um vermelho desde 11 de Setembro de 2011, quando João Ferreira o expulsou imediatamente antes do intervalo de uma derrota do Olhanense, em casa, contra o Feirense (1-2).   - Além de FC Porto e Sporting, há mais cinco equipas que ainda não perderam nesta Liga: Rio Ave, V. Setúbal, Arouca, Paços de Ferreira e Belenenses. Para os vila-condenses não há grande novidade, uma vez que também não tinham perdido nas três primeiras rondas da época passada e, à 3ª jornada, até lideravam a classificação, mas para o Arouca a sensação é de novidade absoluta, pois nunca por tal tinha passado. O Paços de Ferreira tinha conhecido este arranque em 2012 (e acabou a Liga em terceiro lugar), mas os históricos V. Setúbal e Belenenses já mal se lembram de tal coisa. A última vez que tal sucedeu aos sadinos foi em 2007 (três empates a abrir deram um sexto lugar no final), enquanto que os belenenses têm de recuar até 2004 e a uma Liga que acabaram em nono lugar.   - André Claro, do V. Setúbal, foi o único jogador a marcar golos nas três primeiras jornadas da Liga. O último a conseguir fazê-lo tinha sido Jackson Martínez, que na época passada fez golos a abrir a Marítimo, Paços de Ferreira e Moreirense (dois). Mas para encontrar um português que o tenha feito é preciso recuar a 202, quando o benfiquista Simão marcou consecutivamente a Beira Mar, Moreirense e U. Leiria.   - Ao estabelecer o empate do Rio Ave em Setúbal (2-2), o veterano André Vilas Boas marcou o primeiro golo em 124 jogos na Liga. Misturando todas as competições, só tinha um golo na Taça de Portugal, um na II Liga e outro na II Divisão B. O último tinha sido a 20 de Outubro de 2013, na vitória (3-0) dos vila-condenses fora sobre o Esperança de Lagos.   - O Tondela ganhou pela primeira vez na Liga ao terceiro jogo neste escalão, batendo o Nacional por 1-0. Repetiu a performance do último estreante, o Arouca, que também se impôs pela primeira vez à terceira jornada em 2013, batendo na altura o Rio Ave pelo mesmo score. Pior correu a vida ao Trofense, o estreante anterior: perdeu os primeiros cinco jogos, empatou o sexto e só ganhou à sétima tentativa, batendo fora o V. Setúbal por 2-0.   - Bruno Moreira, que fez o golo do Paços de Ferreira no empate frente ao Arouca, não marcava desde que defrontou… o Arouca. Tinha feito dois dos três golos com que os pacenses venceram fora este mesmo adversário (3-1), a 26 de Abril.   - Rafael Bracalli, guarda-redes do Arouca, liderava a única defensa ainda sem golos sofridos na Liga, mas ainda assim falhou por 13 minutos o seu melhor início de época. Ainda que este tenha sido estabelecido quando era suplente do FC Porto e só atuava em partidas da Taça de Portugal e da Taça da Liga. Os 183 minutos em que manteve a baliza do Arouca inviolada até ao golo de Bruno Moreira só são ultrapassados no seu registo pessoal pelos 196 que durou essa mesma imbatibilidade na baliza do FC Porto em jogos com Pero Pinheiro, Académica e… Paços de Ferreira.   - Alan marcou, na vitória (4-0) sobre o Boavista, o seu 50º golo pelo Sp. Braga. Foram 30 na Liga, dez nas provas da UEFA, sete na Taça da Liga e três na Taça de Portugal. O primeiro acontecera a 23 de Outubro de 2008, na vitória por 3-0 sobre o Portsmouth.   - O U. Madeira-V. Guimarães foi o primeiro jogo sem golos na atual Liga. Aconteceu à 27ª partida, no encerramento da terceira jornada. Na época passada tinha sucedido à 18ª, num Moreirense-Sp. Braga que também fechava a segunda ronda (e também a uma segunda-feira à noite). Há dois anos, em contrapartida, o primeiro 0-0 só aparecera ao 42º jogo, um Académica-Arouca da sexta jornada. Para que se faça uma comparação, a Liga espanhola teve quatro 0-0 na primeira jornada e mais dois na segunda, enquanto que na Premier League inglesa o primeiro nulo surgiu na segunda ronda e na Bundesliga alemã tal só aconteceu à terceira. Em Itália, as primeiras duas semanas de competição ainda não proporcionaram nenhum 0-0  
2015-09-01
LER MAIS

Stats

Rui Vitória tem enfrentado um início de época muito complicado, com duas derrotas nos três primeiros jogos e, mais ainda, sem ter conseguido fazer golos nesses dois desafios que perdeu (1-0 com o Sporting no Algarve e com o Arouca em Aveiro). O último treinador encarnado a quem tinha acontecido isto foi Giovanni Trapattoni, em 2004: começou por vencer o Anderlecht na Luz por 1-0, na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, mas depois perdeu a Supertaça para o FC Porto (0-1) e saiu vergado de Bruxelas por um 3-0 que significou o adeus prematuro à Liga dos Campeões. No final da época, porém, foi campeão nacional. Como o foram os outros dois treinadores a quem aconteceu arranque semelhante na Luz: John Mortimore e Lipo Herzcka. Ora aí está um desafio da história ao treinador ribatejano. Para imitar os antecessores, terá de melhorar muito a equipa. A reação da equipa de Trapattoni apareceu logo à quarta partida, ganha fora de casa ao Beira Mar por 3-2, mas com algum sobressalto final, pois chegou a estar a vencer por 3-0. A verdade é que, no final da época, o Benfica acabou por ser campeão, mesmo com 12 derrotas em 51 jogos oficiais e terminando 11 desses 51 desafios sem fazer golos (Anderlecht, Stuttgart, U. Leiria, Sp. Braga, CSKA Moscovo, Rio Ave e Penafiel fora de casa; FC Porto em campo neutro e ainda Sp. Braga, FC Porto e Beira Mar na Luz). Nada mau para quem revelava tanta dificuldade para encontrar as redes adversárias. Na verdade, não é tão incomum assim o Benfica arrancar de forma lenta: na época anterior a essa (2003/04), a equipa de José António Camacho também venceu apenas um dos três primeiros jogos (V. Guimarães em casa, tendo empatado fora com o Boavista e perdido em Roma com a Lazio), mas pelo menos fez golos em dois deles. Para encontrar arranques ofensivamente tão tímidos como o deste ano e o da época de Trapattoni (dois zeros nos primeiros três jogos) é preciso recuar a 1976, ano em que os encarnados eram treinados por John Mortimore. A época oficial começou a 4 de Setembro com uma derrota por 3-0 face ao Sporting, em Alvalade, prosseguiu a 11 do mesmo mês com um empate caseiro frente ao Sp. Braga (2-2) e a 15 com uma derrota em Dresden (0-2), frente ao Dynamo local, em jogo da ronda inaugural da Liga dos Campeões. Nesse ano, o Benfica voltou a marcar ao quarto jogo (1-1 fora de casa com o Estoril, a 19/9), mas só ganhou pela primeira vez ao quinto (1-0 à Académica, que na altura estava travestida como Académico, na Luz). No final da época, porém, foi campeão nacional, com apenas quatro derrotas em 36 jogos (duas vezes com o Sporting em Alvalade, uma com o V. Setúbal no Bonfim e a tal em Dresden). Antes desse ano, o Benfica só tinha ficado em branco em dois dos primeiros três jogos da época por mais uma vez. E foi, imagine-se, em 1936/37. Nessa altura, a época começava com o campeonato de Lisboa, disputado de Outubro até ao Natal, e os encarnados começaram por empatar a zero com o Casa Pia no Restelo, e por perder nas Amoreiras com o Sporting por claros 5-0. Ao terceiro jogo marcaram os primeiros golos, ganhando ao Belenenses por 3-1. Esse Benfica, dirigido pelo húngaro Lipo Herzcka, ficou em segundo lugar no campeonato regional, mas acabou por ganhar o campeonato da Liga, goleando por 6-0 o FC Porto na última jornada.   - O Benfica é, de longe, a equipa mais rematadora da Liga, com uma média de 25 tentativas por jogo. O Moreirense, em contrapartida, é das que menos procura as redes adversárias: só o fz por 13 vezes, a uma média de 6,5 por jogo que só supera a do Tondela (que rematou em 11 ocasiões).   - O Moreirense nunca ganhou na Luz, mas já ali empatou duas vezes para a Liga, sempre a um golo. Foi em Fevereiro de 2003 (Simão “cancelou” o golo inaugural, de Agostinho) e em Fevereiro de 2004 (Demétrius empatou depois de Fernando Aguiar ter colocado os encarnados em vantagem).   - Das últimas três vezes que se defrontaram para a Liga, Benfica e Moreirense registaram sempre o mesmo resultado (3-1), com a particularidade de os nortenhos terem marcado sempre primeiro. Fê-lo Vinicius na Luz no encerramento do campeonato de 2012/13 (respondeu o Benfica por Cardozo e com um bis de Lima), repetiu-o João Pedro nas duas partidas da época passada (Eliseu, Maxi e Lima responderam pelos encarnados na Luz; Luisão, Eliseu e Jonas fizeram-no em Moreira de Cónegos).   - Todos os quatro golos marcados pelo Benfica na atual Liga surgiram nos últimos 17 minutos de jogo. Além disso, todos os quatro golos sofridos pelo Moreirense na Liga apareceram nos derradeiros 23 minutos de jogo. Condimentos para uma ponta final de jogo entusiasmante.   - Júlio César estreou-se na Liga portuguesa frente ao Moreirense, lançado por Jesus na vitória por 3-1 na Luz, a 21 de Setembro do ano passado. João Pedro, que trocou o Moreirense pelo Apollon Limassol, de Chipre, foi o primeiro a marcar-lhe um golo. O único que já o fez no atual plantel dos cónegos foi Iuri Medeiros, mas ao serviço do Arouca.   - O médio Vítor Gomes, do Moreirense, estreou-se na Liga portuguesa contra o Benfica. Foi lançado por João Eusébio numa derrota do Rio Ave em casa contra os encarnados por 1-0, a 19 de Março de 2006. O mesmo sucedeu com o avançado Luís Carlos, este ano regressado da Polónia, que se estreou num Gil Vicente-Benfica (2-2), a 12 de Agosto de 2011, lançado por Paulo Alves.   - O Benfica ganhou todos os jogos que fez na Liga com o árbitro Jorge Ferreira, o último dos quais em Moreira de Cónegos, na ponta final da época passada: 3-1, com cartão vermelho a André Simões a meia hora do final, numa altura em que o Benfica acabara de restabelecer a igualdade a uma bola. Em contrapartida, o Moreirense nunca ganhou na Liga com ele a apitar: em três jogos, o melhor que conseguiu foi um empate a uma bola em Alvalade, contra o Sporting, com expulsão de Cardozo já nos descontos, pouco depois de os leões terem feito o seu golo.
2015-08-28
LER MAIS