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Não há grandes equipas sem grandes defesas-centrais. Ou pelo menos é o que passamos a vida a ouvir dizer. Que o talento desequilibra mas nenhuma equipa ganha se não estiver construída em torno de um pilar que lhe dê estabilidade. É pensarmos nas grandes equipas da história, na enorme importância que tinham os jogadores encarregues de impedir o adversário de finalizar em boas condições. Todos têm duas coisas em comum: são super-valorizados pelos jornalistas que cobrem os acontecimentos e pelos treinadores que os comandam; e são depois esquecidos na atribuição dos prémios para os melhores jogadores do ano e apagados pela espuma dos anos que passam, que só eterniza o talento puro. Será que não são assim tão importantes? Olhemos para o campeonato português e para os seus três candidatos ao título. Ao Sporting, diz-se desde o início, falta um defesa-central que seja ao mesmo tempo experiente, forte fisicamente e competente. O Benfica tinha Luisão, mas perdeu-o há meses e tem vivido tão bem sem ele que já deve haver quem se atreva a duvidar que a equipa beneficie assim tanto com o seu regresso. E ao FC Porto, também se comenta desde o Verão, tem faltado sempre um central à altura da qualidade do resto do plantel – com a agravante de à falta de qualidade se ter somado agora alguma falta de quantidade, fruto dos problemas com Maicon. Neste fim-de-semana, um fim-de-semana decisivo  na Liga, o Sporting estreou uma dupla de centrais nova – Coates e Ruben Semedo –, o Benfica fez confiança em Lindelof, que ainda nem tinha uma dezena de jogos na Liga e, sendo ribatejano, José Peseiro deu a alternativa a Chidozie. E, adivinhem: todos se saíram muito bem. Se calhar quem tem mais razão são mesmo os adeptos que, com o passar do tempo e o desfilar das fintas dos atacantes, se esquecem de quem era o defesa central naquele jogo fundamental que deu o título nacional de mil novecentos e qualquer coisa. Coates, é bom que se diga, tem quase tudo para poder ser decisivo na ponta final da época do Sporting. É imponente, tem quase dois metros, o que pode valer-lhe uma importância acrescida nas bolas paradas. É experiente, fruto dos anos que passou na Premier League e tem ainda mais uma qualidade importante, que partilha com Lindelof, Ruben Semedo ou Chidozie: os adversários ainda não tiveram tempo para aprender as suas debilidades, de forma a poderem explorá-las a cada jogo. O novo tem aqui sempre uma atração irreprimível, que tem a ver com isso mesmo. É fácil dizer agora que Luisão já não tem a velocidade de outros tempos e que com Lisandro López e Jardel o Benfica pode jogar com as linhas mais próximas e subidas, com a chamada “equipa mais curta”. E isso não tem a ver só com a idade de Luisão ou com o facto de a sua mobilidade, mudança de velocidade ou de trajetória já não ser a de outros tempos. Tem a ver também – ou sobretudo – com o facto de já todos sabermos disso. Qual é o ponto fraco de Lindelof? Ou de Chidozie? Ou até de Coates, que apesar de ser mais consagrado (o homem é internacional uruguaio, caramba), também há-de tê-lo, ou então teria vingado na Premier League? A questão é que, para já, ninguém sabe identificá-los com clareza. Estou seguro, no entanto, que os defesas-centrais vão desempenhar um papel primordial na luta pelo título. E todos os treinadores terão dilemas a enfrentar. No Sporting, acredito que Jesus já se tenha decidido pela titularidade do gigante uruguaio, precisamente por ser novo – e mais difícil de ler – e por poder vir a ser importante nos livres laterais e nos cantos. Mas quem, para jogar ao lado dele? Paulo Oliveira é o melhor de todos, mas teria de desviar-se para a meia-esquerda. Naldo não compromete, está habituado àquele quadrante, mas não tem o futuro e a qualidade de Oliveira. E até Ruben Semedo parece mais perto de ser opção que Ewerton. No Benfica, Rui Vitória encontrou a estabilidade em torno da dupla Jardel-Lisandro, dois centrais rápidos e por isso mesmo muito importantes da definição estratégica do onze, no posicionamento do bloco. Mas poderá Luisão exercer a liderança de que o plantel necessita de fora quando, daqui por um mês, mês e meio, estiver apto a regressar? Por fim, no FC Porto, Peseiro tem em Martins-Indi o potencialmente melhor mas ao mesmo tempo mais inconstante dos seus centrais, e em Marcano o mais apagado mas ao mesmo tempo mais fiável. Com Maicon fora do baralho, haverá espaço para Chidozie se mostrar mais vezes e até vir a ser importante. Pelo menos até lhe aprenderem as debilidades. In Diário de Notícias, 15.02.2016    
2016-02-15
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Último Passe

Helton foi o herói do FC Porto, a força que assegurou a entrada dos dragões nas meias-finais da Taça de Portugal, ao defender uma grande penalidade que compensou dois momentos de desequilíbrio emocional de Imbula e Martins-Indi, evitando o problema que traria um a necessidade de jogar um prolongamento em inferioridade numérica contra um Boavista em crescendo. Valeu ao FC Porto um golo de autor de Brahimi para ganhar por 1-0 no Bessa e tirar bilhete para o confronto com o Gil Vicente, a única barreira que separa a equipa da viagem ao Jamor. Mas a forma como um confronto que há dias tinha sido tão fácil se transformou numa batalha equilibrada deve ser suficiente para preocupar os responsáveis portistas. Rui Barros trocou três unidades em relação à equipa que jogou no domingo no mesmo relvado: Casillas por Helton, André André por Evandro e Corona por Varela. E o FC Porto caiu de produção de uma forma que não pode ter apenas a ver com a saída daqueles três titulares. Para compreender o que se passou, pode ser necessário recorrer a fatores tão diversos como o crescimento competitivo do Boavista, o péssimo estado do relvado ou, o que é mais grave, algum descontrolo emocional associado a muita ansiedade de uma equipa que precisa de perceber com o que conta no futuro. A forma como Imbula se fez expulsar ou como Martins-Indi fez um penalti escusado no último minuto de compensação é disso reflexo. E se aquilo que Rui Barros disse após a goleada de domingo fazia todo o sentido – o “bastou os jogadores terem a noção do clube onde jogam” funcionou como forma de simplificar as coisas – o que o mesmo Rui Barros afirmou depois do jogo de hoje já sabe a pouco. Não está em causa a “disponibilidade” de Barros para “servir o FC Porto” sempre que o clube dele vier a necessitar. Disso, aliás, nunca ninguém duvidou. Está em causa a importância de os jogadores saberem o que vai acontecer-lhes daqui para a frente. Se, depois de Guimarães, fica Barros ou se vem outro treinador. Se, como diz Carlos Bucero, empresário de Lopetegui, “o FC Porto está a tentar desviar as atenções do facto de ainda não ter treinador” com a incerteza acerca da rescisão do basco. O que se viu no Bessa hoje foi ansiedade. E se este Boavista não teve capacidade para disso se aproveitar, o V. Guimarães de Sérgio Conceição, ainda por cima a jogar no seu castelo, é equipa para o fazer.
2016-01-13
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O FC Porto entra em Stamford Bridge com uma certeza: a não ser que o Dynamo Kiev não ganhe em casa ao Maccabi (que até agora perdeu todos os jogos), só se qualifica para os oitavos de final da Liga dos Campeões se ganhar ao Chelsea. E isso significaria o afastamento dos londrinos da prova. Complicado, se olharmos aos precedentes históricos. É que em 16 visitas a Inglaterra, tudo o que os dragões conseguiram foram dois empates. E num deles a equipa era liderada por José Mourinho – que agora treina o Chelsea – e acabou por sagrar-se campeã da Europa. Os empates aconteceram ambos no mesmo cenário: Old Trafford, em Manchester. Em 2003/04, um golo de Costinha, já perto do fim da partida, valeu um empate a uma bola contra o United, que tinha perdido no Dragão por 2-1 e assim ficou pelo caminho nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões que o FC Porto acabou por vencer. O outro empate foi em 2008/09, mas a dois golos: marcaram pelos portistas Cristian Rodriguez a abrir e Mariano González a um minuto do fim. O resultado deixava a equipa de Jesualdo Ferreira numa boa posição para seguir para os quartos-de-final da Liga dos Campeões, mas um golo de Cristiano Ronaldo valeu ao United uma vitória no Dragão (1-0) na segunda mão e a caminhada até à final, que acabou por perder com o Barcelona. De resto, as outras 11 visitas do FC Porto a Inglaterra saldaram-se todas por derrotas, algumas delas com números concludentes. Três delas, aliás, aconteceram em Stamford Bridge: 3-1 em Setembro de 2004, 2-1 em Março de 2007 e 1-0 em Setembro de 2009. Além desses jogos, o FC Porto perdeu ainda com o Newcastle (1-0 em 1969/70), o Wolverhampton (3-1 em 1974/75), o Manchester United (5-2 em 1977/78 e 4-0 em 1996/97), o Tottenham (3-1 em 1991/92), o Liverpool (2-0 em 2000/01 e 4-1 em 2007/08), o Arsenal (2-0 em 2006/07, 4-0 em 2008/09 e 5-0 em 2009/10) e o Manchester City (4-0 em 2011/12).   - O Chelsea entra em campo sabendo que a vitória lhe garante sempre o primeiro lugar do grupo e que o empate lhe vale a qualificação, mas em segundo lugar: se o Dynamo ganhar ao Maccabi, ficaria atrás dos ucranianos; caso o Maccabi consiga pontuar em Kiev, o Chelsea continuaria a ser segundo, mas nesse caso atrás do FC Porto. A derrota só chega ao Chelsea para ser segundo no caso de o Dynamo não ganhar ao Maccabi.   - Nunca uma equipa portuguesa conseguiu ganhar ao Chelsea em Stamford Bridge. Além do FC Porto, também já ali perderam o Benfica (2-1 em 2011/12) e o Sporting (3-1 em 2014/15). O FC Poirto foi, porém, a única equipa nacional que já ganhou aos “blues”, ainda que sempre no Dragão: 2-1 na fase de grupos de 2004/05 (fez na segunda feira onze anos) e outra vez 2-1 na presente época.   - O Chelsea já perdeu quatro vezes em casa nesta época negra: 2-1 com o Crystal Palace, 3-1 com o Southampton, 3-1 com o Liverpool e 1-0 com o Bournemouth. Todas as derrotas aconteceram em jogos da Premier League. Em partidas internacionais o Chelsea não perde em casa desde Abril de 2014, quando o Atlético Madrid ali venceu por 3-1 nas meias-finais da Liga dos Campeões.   - Além disso, o Chelsea não faz golos há dois jogos seguidos: 0-0 com o Tottenham e 0-1 com o Bournemouth. Não lhe acontecia semelhante coisa desde Novembro de 2012, quando até esteve três jogos seguidos sem marcar golos: uma derrota por 3-0 em Turim com a Juventus seguida de dois empates a zero com Manchester City e Fulham. Na altura o Chelsea esteve seis jogos sem ganhar e Roberto Di Matteo foi demitido, cedendo o lugar a Rafa Benítez.   - O FC Porto vem com três vitórias seguidas: 1-0 ao Tondela, 4-0 ao U. Madeira e 2-1 ao P. Ferreira. Procura a quarta da sequência, o que já conseguiu esta época quando bateu sucessivamente Chelsea (2-1), Belenenses (4-0), Varzim (2-0) e Maccabi Tel Aviv (2-0).   - Além disso, os dragões ganharam o último jogo fora de casa na Liga dos Campeões (3-1 ao Maccabi). Não ganham duas deslocações europeias consecutivas desde Novembro do ano passado, quando se impuseram a Athletic Bilbau (2-0) e Bate Borisov (3-0).   - Bruno Martins Indi poide fazer o 50º jogo com a camisola do FC Porto. Tem até aqui 49, 30 deles na Liga portuguesa. Os restantes dividem-se entre a Liga dos Campeões (16), a Taça da Liga (dois) e a Taça de Portugal (um). Marcou dois golos, a Gil Vicente e Sp. Braga.
2015-12-08
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Último Passe

em os interesses globais à frente da estratégia clubística ou da vaidade. O pior é que não têm abundado.Evangelista colocou o dedo na ferida ao falar do licenciamento. Mas também o teria feito se falasse de outra questão: é que elas estão todas ligadas. A verdade é que o licenciamento para jogar na Liga tem de facto sido uma farsa. É uma farsa porque se fecham os olhos quando devia ter-se uma cultura de exigência. E não é só porque se permite que clubes paguem compromissos com o estado à custa de antecipação de receitas televisivas - algo tão próximo do tráfico de influências que assusta quem está de fora - ou porque se ignoram casos flagrantes de incumprimento simplesmente para não provocar ondas. É uma farsa porque os próprios critérios de licenciamento já são em si pouco exigentes, pois colocam a quantidade à frente da qualidade e continuam a permitir, por exemplo, que haja equipas sem adeptos a participar na prova de elite.A reforma é precisa, mas não creio que possa ser o Gil Vicente a liderá-la, conforme sugeriu Evangelista. Não só por falta de peso institucional mas acima de tudo porque os gilistas também só se queixaram quando lhes tocou a fava do bolo-rei e desceram de divisão. A reforma poderá fazê-la o sindicato, historicamente uma força progressista na realidade do futebol nacional, mas para isso precisará da Liga e que Pedro Proença seja capaz de dar um passo em frente relativamente aos interesses que o elegeram. O global sempre à frente do particular: tudo se resume a isso...
2015-08-21
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A Madeira tem sido a ilha maldita para o FC Porto e não é apenas desde que Julen Lopetegui tomou conta da equipa. É verdade que os dragões perderam dois e empataram um dos três jogos feitos no Funchal na época passada e que com esses resultados se explica parte dos desaires na Liga e na Taça da Liga da época passada, mas já no ano anterior a formação liderada por Paulo Fonseca, primeiro, e Luís Castro, depois, ali tinha perdido duas vezes. Para encontrar uma vitória do FC Porto na Madeira é preciso recuar até Maio de 2013, quando, ainda liderada por Vítor Pereira, a equipa azul e branca se impôs ao Nacional na Choupana por 3-1, a caminho do título de campeã da Liga. Nos Barreiros, então, os dragões já não ganham desde Abril de 2012.Na época passada, a Madeira está intimamente ligada ao insucesso portista. A derrota nos Barreiros em Janeiro de 2015, a abrir a segunda volta (1-0, golo de Bruno Gallo), quase deixou o Benfica com o título assegurado, tal seria a vantagem se os encarnados tivessem sido capazes de ganhar em Paços de Ferreira, no encerramento da jornada. Perderam e o FC Porto começou ali a encetar uma recuperação que, após a derrota do Benfica contra o Rio Ave em Vila do Conde, em Março, o deixaria à distância de uma vitória dos campeões, desde que ganhasse ao Nacional na Choupana. Sucede que o FC Porto não foi além de um empate nesse jogo (1-1, com Wagner a responder ao golo de Tello). Com pouca esperança na Liga, o FC Porto voltou à Madeira para jogar a meia-final da Taça da Liga, contra o Marítimo. E nova derrota (1-2, com Bruno Gallo e Marega a responderem a um golo inaugural de Evandro) significou que a época acabaria sem troféus no Dragão.O último treinador portista a ganhar na Madeira foi, assim, Vítor Pereira, a caminho do título nacional em 2013. Em 2013/14, as duas deslocações à “ilha maldita” saldaram-se ambas por derrotas: 1-0 nos Barreiros em Fevereiro com o Marítimo (marcou Derley) e 2-1 na Choupana com o Nacional (os golos de Candeias e Rondón pesaram mais que o obtido por Jackson). São, por isso, cinco, os jogos que o FC Porto leva na Madeira sem ganhar. Desse sucesso sobre o Nacional, na Choupana, em Maio de 2013 (3-1, com os golos de James, Lucho e Mangala a aparecerem todos até aos 22’, antes de Candeias reduzir), só resta um jogador no FC Porto: Varela. Da última vitória nos Barreiros (2-0, em Abril de 2012, com dois penaltis de Hulk) sobram Varela e Maicon. - O primeiro jogo de Maxi Pereira em Portugal foi na Madeira, em Setembro de 2007. Foi lançado de início por Camacho numa vitória do Benfica sobre o Nacional por 3-0, mas alinhou a meio-campo, que era a posição que mais fazia antes de chegar. - Bruno Martins Indi, Tello, Brahimi e Ruben Neves estrearam-se na Liga contra o Marítimo, na jornada inaugural do campeonato passado. O centrocampista, que foi a surpresa de Lopetegui nessa partida, fez mesmo o primeiro golo de uma vitória por 2-0. - Esse jogo também serviu de estreia ao maritimista Dyego Sousa, que porém não foi o único a arrancar no futebol português contra o FC Porto. O guardião Salin e o defesa central Raul Silva também deram os primeiros passos na Liga defrontando o FC Porto: o francês fê-lo em Agosto de 2010, nas redes da Naval, que perdeu em casa com os Dragões por 1-0, enquanto que o brasileiro teve a estreia em Janeiro passado, com a camisola do Marítimo, na vitória por 1-0 que chegou a fazer perigar ao ser expulso a 20’ do fim. - Ivo Vieira, treinador do Marítimo já conheceu alegria e tristeza a defrontar o FC Porto. Em Outubro de 2011, quando dirigia o Nacional, perdeu no Dragão por 5-0 e, embora ainda tenha dirigido a equipa no compromisso seguinte (vitória sobre o Beira Mar, em casa, por 2-1) já sabia que iria ser substituído por Pedro Caixinha no dia seguinte. A “vingança” teve-a na época passada quando, depois de substituir Leonel Pontes aos comandos do Marítimo, ganho ao FC Porto nos Barreiros (2-1) e acedeu à final da Taça da Liga. - O FC Porto tem um registo 100% vitorioso nos jogos dirigidos por Hugo Miguel na Liga. Nas 12 vezes que foram apitados por este árbitro de Lisboa, os dragões somam outras tantas vitórias e um score de 36-5 em golos. Uma dessas vitórias aconteceu precisamente nos Barreiros, contra o Marítimo (2-0, em Maio de 2011, na jornada de consagração da equipa dirigida por André Villas-Boas), que por sua vez só venceu duas de 13 partidas com este árbitro.
2015-08-20
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