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Último Passe

O Benfica ganhou, como se previa, ao Nacional, por 4-1, na Luz, tornando infrutífera a vitória do Sporting em Braga, por 4-0, e conquistando o seu primeiro tricampeonato desde 1977. Foi um sprint final alucinante, no qual nenhum dos dois primeiros classificados cedeu, acabando o Benfica por impor os seus argumentos e terminar a Liga com uns impressionantes 88 pontos, que tornam irrelevante qualquer discussão à volta da justiça deste título. O Benfica é um campeão justo, porque fez mais pontos. Não jogou o futebol mais bonito, mas foi sempre a equipa mais eficaz, a que teve mais qualidade dentro da área – e isso paga-se com troféus como o que os encarnados acabam de conquistar. No último dia, só por três minutos o Sporting se colocou na frente da tabela provisória. Marcou primeiro, aos 20’, por Téo Gutièrrez, num daqueles lances-tipo do Sporting: bola de João Mário para a esquerda, onde Ruiz alargou a organização defensiva bracarense e devolveu para o meio, para a finalização de primeira do colombiano. O Sporting já tinha estado perto do golo por um par de vezes e desde cedo se percebeu que tinha tudo para ganhar em Braga. Só que os leões precisavam de mais. Precisavam que o Benfica não ganhasse em casa ao Nacional. E três minutos depois do golo de Gutièrrez, Gaitán abriu a festa da Luz, num lance que também é típico do futebol benfiquista: bola em busca da profundidade no corredor central, corte a impedir a finalização de Pizzi, mas para os pés do argentino, que estava solto e marcou num remate cruzado. Daí até final, na classificação, só deu Benfica. Slimani marcou o 2-0 para o Sporting em Braga, após cruzamento de Bruno César, num momento em que a equipa de Paulo Fonseca já tinha ficado reduzida a dez homens, por expulsão de Arghus, que derrubou William quando este se isolava. Só que Jonas também só esperou quatro minutos para dar o segundo ao Benfica, em mais um passe longo, desta vez de Gaitán, a pedir a velocidade de Jonas, que ganhou o duelo com o guarda-redes Gottardi. Ao intervalo dos dois jogos, toda a gente percebia que muito dificilmente o título escaparia ao Benfica. O Nacional ainda veio para a segunda parte a pensar num golo, que poderia reabrir a discussão, mas quem o marcou foi o Benfica, outra vez por Gaitán: recuperação de bola no último terço, cruzamento de Jonas, remate de Mitroglou à barra e recarga do argentino, de cabeça, para a baliza deserta. Começou aí a cantar-se nas bancadas, onde já ninguém estaria preocupado com o resultado do Sporting. Que entretanto chegou também ao terceiro, por Ruiz. E depois ao quarto, também pelo costa-riquenho. Mas, mais golo, menos golo, já nada disso importava. Pizzi ainda fez o 4-0 para o Benfica, já depois de Rui Vitória ter chamado ao relvado Paulo Lopes, o terceiro guarda-redes, que pôde fazer uns minutos e juntar o seu nome ao dos campeões – só mesmo Taarabt subiu ao palanque sem ter jogado. Já era Paulo Lopes quem estava na baliza quando Agra marcou o golo de honra do Nacional, tirando ao Benfica o título de melhor defesa da Liga: os encarnados acabaram com 22 golos sofridos contra 21 do Sporting. Sobrava o título que mais interessava: o de campeão. 
2016-05-15
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Último Passe

Foi um Sporting muito forte, aquele que goleou o V. Setúbal por 5-0, em jogo da penúltima jornada da Liga, regressando à liderança pelo menos até ao momento em que o Benfica visitar o Marítimo e forçando desde já o suspense acerca do campeão até à última ronda. O clima de festa com que os jogadores se despediram dos adeptos, no final do jogo, deixa perceber que todos acreditam ainda que o bicampeão possa escorregar no seu duplo compromisso madeirense e só foi atenuado com a desilusão que foi perder o capitão, Adrien Silva, para a última batalha, devido ao 12º cartão amarelo na Liga. Mas ficou evidente que os leões continuam a sonhar com a possibilidade de interromperem o jejum de 14 anos sem títulos nacionais já na primeira época de Jorge Jesus. Sem João Mário, que Jesus preferiu não arriscar, face a uma questão muscular, e com Gelson a jogar pela direita num onze que tinha Bruno César como lateral-esquerdo, o Sporting deparou-se com um V. Setúbal que repetiu a organização com três defesas-centrais que já tinha utilizado contra o Benfica na Luz. E se é certo que nessa noite perdeu apenas por um golo e conseguiu durante boa parte do jogo anular o jogo interior dos encarnados, também viveu 20 minutos de terror, até ver o adversário chegar ao 2-1 que acabou por ser o score final. Desta vez, a diferença é que o terror durou mais tempo, porque este Sporting chega ao fim da Liga com mais gás e não parou de cavalgar a onda. Gelson – com Ruiz e Ruben Semedo os melhores em campo – só abriu o marcador aos 25’, picando a bola sobre Ricardo depois de ser isolado por um excelente passe do costa-riquenho, mas antes disso já o guardião setubalense tinha tirado dois golos cantados a Bruno César e Slimani e Ruca evitara sobre a linha de golo um cabeceamento de Coates que parecia destinado às redes no seguimento de um canto. O Sporting estava pujante e colocou o jogo em segurança ainda antes do intervalo, num ataque rápido em que William descobriu Gutièrrez para um remate que entrou junto ao poste mais próximo. E se dúvidas houvesse, o bis de Gelson, aos 55’, após passe de Adrien, veio acabar com elas. Só depois (tarde…) Quim Machado mexeu, chamando ao jogo André Horta – muito assobiado o futuro reforço do Benfica – e Miguel Lourenço. Com 3-0 e vendo que não havia perigo de reação do adversário, Jesus precaveu-se em relação a Braga, retirando de campo Slimani – também à beira da suspensão, tal como Adrien, que já tinha visto o cartão amarelo proibido na primeira parte – e acabando por ver a ponta final da partida coroada com mais dois golos de Ruiz, ambos em bolas paradas. Notável a execução, em vólei, do remate que deu o 4-0; mais fruto da inspiração do momento e de alguma ratice o livre direto que passou debaixo da barreira para fixar o resultado nos tais 5-0 que fazem crescer a pressão sobre o Benfica. É agora a vez da equipa de Rui Vitória responder, neste sprint alucinante em que já leva dez vitórias seguidas. Provavelmente vai precisar de mais duas para ser tricampeão e evitar a concretização do sonho leonino. Desde 1993 que nenhuma equipa perde a Liga nas últimas jornadas sem ser no confronto direto com o que haveria de ser campeão. Sucedeu nessa altura ao Benfica, que perdeu em Aveiro com o Beira Mar (1-0), deixando-se ultrapassar pelo FC Porto à 31ª de 34 jornadas. Depois disso, só houve mais duas ultrapassagens consumadas na reta final: o Benfica de Trapattoni superou o Sporting de Peseiro ganhando-lhe o dérbi na penúltima partida de 2004/05 e o FC Porto de Vítor Pereira passou o Benfica de Jesus batendo-o no Dragão, igualmente na penúltima partida de 2012/13. Aquilo em que os sportinguistas acreditam agora é que seja o Marítimo ou o Nacional a fazer encalhar o Benfica. E acreditam mesmo, a julgar pela forma efusiva como celebraram os seus na partida frente ao V. Setúbal.
2016-05-08
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Último Passe

Vinte minutos de bom futebol, com aproveitamento total das situações de golo criadas nessa altura, valeram ao Sporting uma vitória tranquila sobre o U. Madeira em Alvalade, por 2-0, a certeza matemática da qualificação para a Liga dos Campeões da próxima época e a continuação na luta pelo título, metendo pressão sobre o Benfica, que amanhã visita o Rio Ave. Teo Gutièrrez voltou a marcar e a mostrar-se importante na manobra global da equipa, para a qual também contribuíram em grande parte os três médios, ante um adversário que só deu um ar da sua graça num remate de Danilo Dias, superiormente defendido por Rui Patrício. Jorge Jesus disse mesmo no fim do jogo que “em oito meses”, já pagou o seu “contrato de três anos”, mas por muito que o treinador se esforce por realçar o crescimento da equipa, que superou a três jornadas do fim o total de pontos feito na época passada, o objetivo principal está por alcançar e não depende apenas daquilo que o Sporting possa fazer. O treinador leonino tem razão quando diz que o Sporting está a fazer um “campeonato espetacular”, mas já foi demasiado parcimonioso ao afirmar que o Benfica – “o rival”, nas palavras dele – também está a fazer “um bom campeonato”. Ambos estão a ser bem mais do que bons e a verdade é que, ganhe quem ganhar, acabará por tê-lo merecido. Como o Sporting mereceu a vitória contra o U. Madeira, de resto. Os leões entraram sem Ruiz, fazendo alinhar Bruno César na esquerda, mas mostraram na mesma as movimentações trabalhadas em momentos ofensivos, conseguindo criar situações de golo desde o arranque da partida. Téo Gutièrrez marcou logo aos 7’, na sequência de um canto na direita em que os leões fizeram girar a bola até à esquerda, de onde saiu um cruzamento de Zeegelaar para o cabeceamento do colombiano. Mesmo sem cinco habituais titulares, todos em risco de exclusão e por isso poupados para a batalha com a Académica, que terá lugar já na próxima jornada, o União da Madeira podia ter empatado, por Danilo Dias, também na sequência de um canto, mas o remate esbarrou numa excelente intervenção de Rui Patrício. E, ainda antes dos 20’, João Mário acorreu a mais um cruzamento de Zeegelaar para fazer o 2-0 num vólei que permitiu que o jogo entrasse numa fase pachorrenta. Até final, o União só criou perigo em duas situações, ambas na segunda parte e sempre fruto de erros leoninos. Primeiro quando Ruben Semedo cortou mal um cruzamento e quase o endereçava para a própria baliza, e depois, já perto do final, quando Rui Patrício largou uma bola vinda de um canto. Pelo meio, o Sporting limitava-se a gerir o jogo em posse, raramente metendo a velocidade que lhe permitiria o 3-0 e a tranquilidade total. Téo ainda perdeu esse terceiro golo na primeira parte, após belo trabalho de Coates na direita, e voltou a estar perto dele no segundo tempo, mas se na primeira vez acertou mal na bola, na segunda viu Gudiño impedir o golo com uma boa mancha. Slimani, que saiu mais cedo para evitar riscos de um amarelo que o afastasse do decisivo jogo do Dragão, também teve duas chances, disparando em ambos os casos para fora. E Adrien ainda acertou com estrondo no poste. O golo, porém, não fazia grande falta. Não tanta como poderá vir a fazer um do Rio Ave ao Benfica na partida de amanhã.
2016-04-23
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Último Passe

O Sporting venceu o Moreirense, fora de casa, por 1-0, graças a um golo do inevitável Slimani, em jogada inventada por Téo Gutièrrez, que voltou a confirmar o bom momento que atravessa. A partida esteve longe de ser brilhante: os leões controlaram-na no limite do risco, mas acabaram por ganhar bem, face à total inoperância ofensiva da equipa da casa. Além de lhe chegarem para manter a pressão sobre o Benfica e para o regresso provisório ao topo da classificação – pelo menos até que os encarnados recebam o V. Setúbal, na segunda-feira – os três pontos permitem à equipa de Jorge Jesus ficar a apenas uma vitória da certeza matemática do apuramento para a próxima edição da Liga dos Campeões. Sem a sua principal arma ofensiva, que é Iuri Medeiros, jogador emprestado pelo Sporting e por isso excluído da partida, o Moreirense optou por abordar o jogo com um bloco muito baixo, apostando no reagrupamento defensivo junto da sua área e na criação de lances de perigo em contra-ataque ou em bolas paradas. Isso deixou o Sporting como dono e senhor do meio-campo, sem ter sequer que meter velocidade no jogo. Quando chegava aos últimos 30 metros e procurava fazê-lo, era tanta a densidade de pernas ali colocadas que tal se tornava difícil. Com isto perdeu o espetáculo, que nunca foi bom. O Moreirense ainda teve a primeira situação de perigo, logo aos 5’, num canto que André Micael cabeceou ao lado, aparecendo só ao primeiro poste. Os cónegos deixavam desde logo nota da única forma que tinha de ameaçar Rui Patrício: em toda a primeira parte só causaram frisson em mais dois livres, um de Fábio Espinho, ao lado (aos 26’) e outro de Nildo, para defesa apertada do guardião leonino (aos 36’). O Sporting vivia muito da capacidade dos seus médios tirarem a bola da zona de pressão, onde havia mais opositores. E de vez em quando ainda conseguia criar lances bonitos. João Mário beneficiou de uma bela abertura de Adrien, aos 15’, para se isolar sobre a direita, mas finalizou mal. Um minuto depois, foi a vez de Téo inventar a solução: à entrada da área, com uma densa barreira pela frente, picou a bola sobre a linha defensiva, isolando Schelotto na direita, de forma a que este pudesse cruzar e Slimani aparecesse a finalizar à boca da baliza. A ganhar, o Sporting pareceu diminuir a intensidade do seu jogo. A equipa parecia até algo anestesiada pela incapacidade adversária, mas ainda assim foi sempre a mais perigosa em campo. Téo Gutièrrez (39’) e João Mário (42’) estiveram mesmo perto do 2-0, mas o intervalo chegou com um só golo a separar as duas equipas. Na segunda parte, o jogo mudou pouco. Téo Gutièrrez voltou a ser o primeiro a estar perto do golo, num cabeceamento após assistência de Slimani, aos 61’. E poucos minutos depois começaram as substituições. Jesus trocou Zeegelaar, que já tinha amarelo, por Bruno César, que voltou a ser lateral-esquerdo e, mais tarde, substituiu Ruiz por Gelson, que também esteve perto do golo, aos 78’. Do outro lado, Miguel Leal não mexia muito, talvez por sentir que não tinha no banco quem fosse capaz de virar o jogo. A primeira substituição foi para refrescar (Ernest por Boateng), a segunda apareceu apenas a cinco minutos do fim (Nildo por Fati). A verdade é que a equipa da casa não conseguia chegar-se à frente: em toda a segunda parte, só dois remates de ressaca de Schons, aos 70’ e aos 71’, causaram alguma perturbação à defesa leonina. Daí que, mesmo sem ter feito um bom jogo, o Sporting tenha acabado por ser a única equipa que mostrou argumentos para procurar a vitória que acabou por sorrir-lhe.
2016-04-17
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Último Passe

O Sporting manteve a distância relativamente ao Benfica no topo da Liga em dois pontos, ao vencer em casa o Marítimo por 3-1, numa partida que fica marcada pela continuação do bom momento de Teo Gutièrrez e pelo regresso de Slimani aos golos em Alvalade mas também pela confirmação da influência de Adrien Silva na equipa e pelo lançamento de algumas dúvidas acerca da possibilidade de Bruno César continuar a ser lateral-esquerdo. Sem o capitão, o meio-campo leonino perdeu qualidade e agressividade nos momentos defensivos e colocou-se várias vezes à mercê de perigosos ataques maritimistas. Aí, por mais de uma vez, valeram intervenções de qualidade de Rui Patrício, a fazer a diferença entre os dois ataques. Não pode sequer dizer-se que a vitória se justifique com um excelente índice de aproveitamento das ocasiões de golo criadas, pois tal como habitualmente os avançados leoninos pareceram apostados em tirar expressões de desespero da face de Jorge Jesus, como a que o treinador fez logo aos 15’, quando Ruiz perdeu um golo feito, cabeceando ao lado após um cruzamento de Gutièrrez. Não foi caso isolado, porém, e felizmente para os leões foi até um problema comum ao Marítimo, que chegou ao intervalo com o dobro dos remates (seis contra três) da equipa da casa. A forma como o Sporting chegou à vantagem, aliás, foi duplamente afortunada. Edgar Costa já tinha perdido uma ocasião soberana aos 17’, quando surgiu nas costas de Bruno César, mas desviou a bola sobre a barra, mas o momento definidor do primeiro tempo tem a ver com as botas de João Diogo: aos 41’, o lateral maritimista fez uma bela jogada na direita, superou os passivos Ruiz e Bruno César e chegou a uma boa posição para marcar, mas permitiu a defesa de Rui Patrício; um minuto depois, desviou com a ponta da bota um remate de fora da área feito por Teo Gutiérrez, levando a bola a fazer um arco e fugir da tentativa de defesa de Salin, aninhando-se nas redes. Gutièrrez, que até tinha sido o melhor do Sporting na primeira parte, colocava a equipa da casa numa situação de vantagem que, verdadeiramente, ela só mereceu no segundo tempo. Mais alerta, o Sporting entrou bem no segundo tempo, fazendo uma boa meia-hora, na qual chegou aos 3-0 sem grandes dificuldades. Logo aos 53’, William Carvalho fez o segundo, com um remate muito colocado após iniciativa de João Mário. E aos 76’, pouco depois de Aquilani ter estado perto do terceiro, num lance que também teve direito a carambola mas que desta vez Salin conseguiu defender, foi a vez de Slimani pôr fim ao jejum de golos em casa que já datava desde a partida com o Tondela, há três meses, aparecendo na ponta final de mais um remate de João Mário que a defesa maritimista desviou. Com o jogo resolvido, os lisboetas relaxaram e talvez até o tenham feito em demasia, porque o Marítimo pôde assim crescer. Ghazaryan fez o merecido golo de honra insular, aos 81’, e os últimos minutos foram particularmente abertos, com ocasiões de golo de parte a parte, perdidas pelo maritimista Djoussé e pelo sportinguista Matheus (esta escandalosa, após um lance em que os leões apareceram em três para um, num contra-ataque). Nenhum dos dois marcou, pelo que o jogo ficou nuns 3-1 que se aceitam sem problemas, ainda que a margem mínima talvez fosse mais acertada para uma partida que mostrou que o Marítimo vale mais que o 12º lugar que ocupa na tabela e que, defensivamente, o Sporting não vive muito bem com as ausências de Adrien.
2016-04-10
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Último Passe

O Sporting não desiste do campeonato e respondeu à goleada do Benfica ao Sp. Braga com outra goleada ao Belenenses no Restelo, com um resultado quase idêntico (5-2). Livres de todas as outras obrigações e compromissos, os leões voltaram a fazer uma grande exibição, impondo desde o início o seu habitual futebol feito de triangulações e apagando com naturalidade a luz que dava esperança ao Belenenses. Slimani bisou durante a primeira parte, Téo Gutiérrez imitou-o na segunda, tendo Adrien, Bakic e Tiago Silva feito os restantes golos de um segundo tempo em que Julio Velásquez desequilibrou a equipa azul com substituições atacantes que não tiveram o efeito desejado. Mas não foi por aí que o jogo se resolveu. Jorge Jesus voltou a apostar em Bruno César como defesa-esquerdo, mostrando que a solução não lhe serve apenas para os jogos em casa, enquanto que o Belenenses entrava com a equipa esperada, em 4x2x3x1, com Carlos Martins a comandar as operações. A chave da partida foi a forma como, logo desde o início, os jogadores do Sporting iam à procura da bola ainda bem dentro do meio-campo adversário, cortando linhas de passe e conseguindo muitas recuperações altas, das quais partiam para situações de golo, umas atrás das outras. Quando Slimani abriu o marcador, aos 23’, após passe de Adrien, já Jorge Jesus praguejava no banco com tanta falha na finalização: Téo Gutiérrez, por duas vezes, e William Carvalho, noutra, a mais escandalosa de todas, porque caiu com a baliza à mercê, depois de passar o guarda-redes, perderam esse golo de abertura. Não os imitou o argelino, como também não falhou depois, quando Jesus deu para dentro do campo ordens expressas para que fosse ele a bater o penalti cometido por Tiago Almeida sobre Bryan Ruiz; à passagem da meia-hora de jogo. Com 2-0 ao intervalo, Julio Velásquez tentou repetir o que fizera contra o FC Porto. Trocou Tiago Almeida e Tiago Caeiro por Tiago Silva e Juanto, mandou Sturgeon tapar o flanco direito e incentivou a equipa a ir para cima da baliza de Rui Patrício. O problema é que, ao contrário do que sucedeu nesse jogo, desta vez a equipa teve de encarar mais ou menos o mesmo desfecho que tinha enfrentado na sequência da estratégia ofensiva adotada na receção ao Benfica: mais golos nas redes de Ventura. Adrien fez, com um belo remate, o 0-3. Minutos depois, Ruiz voltou a perder um golo cantado por excesso de confiança (que originou um corte oportuno de Gonçalo Brandão).O costa-riquenho deu depois, noutro lance, esse mesmo quarto golo a Téo, que desta vez não falhou. Com o jogo resolvido, o Belenenses ainda reduziu, num livre lateral em que Bakic foi mais forte que Slimani. Téo fez o 5-1, após jogada do recém-entrado Carlos Mané, tendo Tiago Silva fixado o 5-2 final num remate de fora da área. Mais golo, menos golo, a vitória do Sporting não sofre contestação e mantém os leões na corrida ao título. A equipa de Jesus manteve os dois pontos de atraso para o Benfica, que desta forma continua proibido de falhar.
2016-04-04
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Artigo

Ao aguentar 15 minutos sem sofrer golos em Alvalade, Rafael Bracalli, guarda-redes do Arouca, passou a ser o dono da mais longa série de minutos sem sofrer golos no presente campeonato, superando precisamente Rui Patrício, guarda-redes do Sporting. Bracalli, que não sofria um golo na Liga desde que foi batido por Aboubakar, do FC Porto, a 7 de Fevereiro, aguentou 541 minutos sem ir buscar a bola ao fundo das redes, tendo durante esse período defendido duas grandes penalidades. Patrício tinha estado 538 minutos sem sofrer golos, entre um marcado por Josué (V. Guimarães) e outro de Rafael Martins (Moreirense).   Rui Patrício continua, no entanto, a ser o líder da defesa menos batida do campeonato, com 17 golos sofridos em 27 jornadas. É a melhor performance defensiva do Sporting num campeonato desde 2006/07, quando a equipa chegou à 27ª ronda com 14 golos sofridos, tendo acabado a prova com a melhor defesa, com 15 golos sofridos em 30 jornadas. O guarda-redes do Sporting era então o internacional Ricardo.   A principal nota do jogo de Alvalade foi, contudo, a performance ofensiva do Sporting, com bis de Teo Gutièrrez e João Mário. O colombiano, que não marcava desde 10 de Dezembro (nos 3-1 ao Besiktas) e que na Liga estava em jejum desde o penalti ao Estoril, a 31 de Outubro, fez o primeiro bis com a camisola leonina e o primeiro desde 16 de Fevereiro de 2015, quando marcou dois golos nos 4-1 do River Plate ao Sarmiento de Junin, na Liga argentina.   Já no caso de João Mário, este foi mesmo o primeiro bis na carreira sénior do jovem médio, que não fazia um golo desde a derrota por 3-1 em Leverkusen, na eliminação leonina da Liga Europa (1-3), a 25 de Fevereiro. Os quatro golos de João Mário em 2015/16 tinham sido todos em deslocações, pelo que o médio não marcava em Alvalade há um ano: o último que fizera ali tinha sido a 22 de Março de 2015, nos 4-1 ao V. Guimarães.   Quem regressou aos golos foi Bryan Ruiz, que tinha falhado ocasiões relativamente fáceis contra o V. Guimarães, o Benfica e o Estoril. Ruiz, pelo contrário, tem escolhido sempre Alvalade para fazer os seus golos. Não marcava desde os 2-0 ao Boavista, a 22 de Fevereiro, sendo que este foi o seu quarto golo consecutivo em Alvalade depois de ter feito um em Braga, na eliminação do Sporting da Taça de Portugal (3-4).   Em branco ficou Slimani – daí, provavelmente, a insatisfação que revelou no momento em que foi substituído por Barcos. O argelino não marca em casa desde 15 de Janeiro, quando fez um golo no empate (2-2) contra o Tondela, tendo desde essa data feito três bis, mas todos em deslocações, nos campos de Paços de Ferreira, Nacional e Estoril.   Gegé, autor do golo do Arouca, fez o primeiro golo na I Divisão. O cabo-verdiano não festejava um golo em nome próprio desde 18 de Novembro de 2012, quando contribuiu para atenuar uma derrota caseira do Marítimo B com a Naval (2-3), na II Liga.   O Arouca voltou a perder um jogo, oito desafios depois de ter sido batido em casa por este mesmo Sporting, por 1-0, em jogo da Taça da Liga. A série de sete partidas sem perder assim estabelecida igualou a melhor que a equipa de Lito Vidigal tinha conseguido nesta época, entre as derrotas com o FC Porto (1-3, a 12 de Setembro de 2015) e com o Sporting (0-1, a 8 de Novembro de 2015). São as duas maiores séries de invencibilidade do Arouca desde que subiu à I Divisão, em 2013.   O Sporting chega assim à 27ª jornada com 65 pontos, mais oito do que tinha na mesma ronda da época passada. Este continua a ser o melhor registo do Sporting à 27ª jornada desde que a vitória vale três pontos. E para encontrar um melhor, mesmo aplicando as atuais regras de pontuação às Ligas anteriores, é preciso recuar a 1979/80, campeonato em que os leões somavam por esta altura 21 vitórias, quatro empates e duas derrotas – que seriam 67 pontos pelas regras atuais.
2016-03-20
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Último Passe

Uma exibição quase perfeita do Sporting valeu à equipa de Jorge Jesus uma goleada (5-1) sobre um Arouca que chegava a Alvalade com o lastro do quinto lugar e de quase nove noras seguidas sem sofrer golos. O resultado permitiu que os leões reassumissem, à condição, a liderança da Liga, à espera do jogo que o Benfica fará amanhã no Bessa, mas esse primeiro lugar provisório nem terá sido tão festejado como o regresso aos golos de Bryan Ruiz e Téo Gutièrrez ou a grande noite de João Mário. Ao contrário do habitual, o Sporting de hoje teve uma boa relação com o golo – e por aí se explica em parte o resultado amplo que conseguiu. Se o que é normal é os leões precisarem de várias ocasiões para desbloquearem um resultado, desta vez os níveis de eficácia do seu ataque estiveram em alta. Ruiz ainda teve na cabeça o 1-0 antes do primeiro golo ser efetivamente marcado, mas nem pelo facto de ter desviado para fora um cruzamento perfeito do improvisado lateral esquerdo Bruno César a abertura do marcador demorou: ao quarto-de-hora, após um canto ganho ao primeiro poste por Coates, Téo Gutièrrez apareceu a desviar ao segundo, na cara do guarda-redes. O Arouca, que até já beneficiara de um canto e dois livres laterais perto da área de Rui Patrício, mostrava na mesma os dentes. Mas isso servia-lhe de pouco: Walter González perdeu um mano a mano com Rui Patrício, após lance veloz na esquerda, aos 17’, e na resposta os leões ampliaram para 2-0, por João Mário, após assistência de Téo. O Sporting tem sentido na pele como é ingrato um resultado de 2-0 e a equipa de Lito Vidigal sabia disso. Só que os leões continuavam pressionantes sem bola e acertados nas triangulações no último terço, criando mais situações de golo. João Mário bisou aos 32’, a culminar uma grande jogada de Adrien Silva e, antes do intervalo, Téo imitou o colega, voltando a surgir ao segundo poste após um canto, desta vez para emendar na cara do guarda-redes uma primeira bola ganha por William Carvalho. Se com 4-0 ao intervalo já não havia dúvidas, o quinto golo, marcado por Ruiz com um remate ao ângulo, após passe de Slimani, aos 60’, só terá servido mesmo para que o costa-riquenho afastasse de vez a má sina que vinha experimentando nos últimos jogos, nos quais falhou golos fáceis. Foi a deixa perfeita para que Jesus o tirasse de campo e lhe desse duas coisas: repouso e moral, vindo das bancadas como uma ovação que mostrou que os adeptos estão com ele. Antes, já Adrien e Slimani, que estão a um cartão amarelo da suspensão, tinham dado os seus lugares a Aquilani e Barcos, este ainda uma incógnita, quase dois meses depois de ter chegado. O Arouca ainda reduziu, por Gegé, após um canto, dando ao resultado uma expressão diferente, mas cedo terá entendido que deste jogo não ia levar nada. A guerra de Lito Vidigal é outra. E a do Sporting começa amanhã, no Bessa, onde os leões têm de esperar que o Boavista tire pontos ao Benfica.
2016-03-19
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Último Passe

O despertador tocado por Slimani, a acordar o Sporting de 67 minutos de letargia na partida frente ao Besiktas, veio outra vez provar que o problema que quase custava o apuramento aos leões na Liga Europa não foi nunca a rotatividade promovida por Jorge Jesus, que enfrentou a maioria dos compromissos com segundas escolhas, mas sim a noção de que os jogos europeus não eram para dar tudo. Em dez minutos de futebol intenso, os leões viraram de um 0-1 que até era lisonjeiro para um 3-1 que acabaram por justificar, evitando o que seria um ato falhado do seu treinador na noite em que finalmente decidiu meter as fichas todas. Pela primeira vez nesta competição, naquele que era o jogo do “tudo-ou-nada”, onde ou ganhava ou saltava fora, Jesus entrou com o onze de gala, mas a cabeça dos jogadores parecia balançar entre a vontade de evitar uma eliminação desprestigiante e o discurso tantas vezes ouvido, segundo o qual a Liga Europa não interessa nada. Que Jesus queria ganhar, era evidente. Caso contrário teria poupado as munições para o jogo com o Moreirense, no domingo. Mas a ideia que ficou foi a de que era nesse jogo que os seus escolhidos mais pensavam. Perdiam a generalidade dos duelos, falhavam passes em cima de passes no seu próprio meio-campo e se chegaram ao intervalo com o placard a zero bem podem agradecer a Rui Patrício e a um par de falhanços comprometedores dos atacantes do Besiktas. Na segunda parte, Jesus tentou mudar. Deve ter deixado muitas orelhas a arder com o que disse aos jogadores no balneário e chamou Gelson para o lugar de Montero, desviando João Mário para o apoio a Slimani, de forma a equilibrar as coisas com o meio-campo do Besiktas. O Sporting até melhorou, mas mais um erro no início da construção permitiu a Quaresma oferecer o 0-1 a Mario Gómez. Faltava meia-hora para jogar e o Sporting tinha de melhorar muito para virar o jogo. E se nos minutos que se seguiram ao golo não o fez, parecendo resignado, foi já com Teo Gutierrez em vez de Adrien e de regresso ao 4x4x2 que um lance inventado por Ruiz e Slimani, sempre nos limites, acordou a equipa. Cinco minutos depois, Ruiz fez o 2-1 e, volvidos mais cinco minutos, Teo aproveitou um passe de Gelson para marcar ele próprio o 3-1, acabando com qualquer ideia de recuperação do Besiktas. O Sporting segue merecidamente para os 16 avos de final da Liga Europa, porque era a melhor equipa de um grupo forte para os standards da competição – haverá na próxima fase da prova muitas equipas piores que o Besiktas, que fica pelo caminho – e evita um problema de consciência a Jesus, que correu riscos sérios de ser o homem que apostou tudo numa cor e perdeu. Livre da maldição de ter cansado os titulares e mesmo assim acabar eliminado, o treinador terá agora de esperar por domingo para saber se tem direito a “jackpot” contra o Moreirense.
2015-12-10
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O Sporting precisa de meter a sexta pela primeira vez esta época se quer seguir em frente na Liga Europa. Na receção ao Besiktas, apenas um resultado assegura o apuramento aos leões independentemente do que vier a passar-se no jogo entre Skenderbeu e Lokomotiv: a vitória. Que, se vier, será a sexta consecutiva, depois dos sucessos contra o Arouca (1-0), o Benfica (2-1), o Lokomotiv (4-2), o Belenenses (1-0) e o Marítimo (1-0). Na única vez que encarreiraram cinco vitórias seguidas esta época, os leões encalharam à sexta. Já aconteceu à equipa de Jorge Jesus ganhar cinco vezes seguidas, precisamente a seguir ao empate em Istambul frente ao Besiktas. Despacharam o V. Guimarães por 5-1, o Vilafranquense por 4-0, o Skenderbeu por novos 5-1, o Benfica por 3-0 e o Estoril por 1-0. A sexta partida da sequência foi a deslocação a Elbasan, para defrontar o Skenderbeu, e saldou-se com a humilhante derrota por 3-0 que deixou a equipa portuguesa em tão maus lençóis na Liga Europa. Já na época passada a última grande série do Sporting encalhara à sexta partida: empate a uma bola no Estoril, em Maio, depois de cinco vitórias contra Nacional (1-0 e 2-0), V. Setúbal (2-1), Boavista (2-1) e Moreirense (4-1). As almejadas seis vitórias seguidas não acontecem ao Sporting desde Janeiro, quando a equipa então liderada por Marco Silva até ganhou oito vezes seguidas: 3-2ao Vizela, 1-0 ao Nacional, 2-0 ao V. Guimarães, 3-0 ao Estoril, 4-0 ao Famalicão, 1-0 ao Sp. Braga e ao Boavista e 4-2 ao Rio Ave. A série foi interrompida no Restelo, em partida da Taça da Liga, contra o Belenenses, que os leões perderam por 3-2 e para a qual não foram escolhidos os titulares. Essa tem sido a política de Jorge Jesus na Liga Europa. Veremos se a mantém ou se ataca a sexta com toda a artilharia disponível.   - O Sporting só garante a qualificação se ganhar ao Besiktas. Se empatar, só se apura se o Lokomotiv Moscovo perder com o Skenderbeu na Albânia. Em contrapartida, o Besiktas qualifica-se sempre em caso de empate e, na eventualidade de vir a perder, só segue em frente no cenário de derrota dos russos. Um empate entre Lokomotiv e Skenderbeu deixaria russos e turcos com nove pontos e igualdade no confronto direto, a desempatarem na diferença de golos, que é favorável ao Besiktas por um golo, pelo que tudo dependeria da diferença de golos em Alvalade – derrota turca por um golo deixaria ambos com dois golos à maior – e do total de golos marcados, aspeto em que os turcos têm três de vantagem.   - O Sporting ganhou sete dos nove jogos feitos em casa este ano. As exceções foram o empate com o P. Ferreira (1-1, a 22 de Agosto) e a derrota com o Lokomotiv Moscovo (1-3, a 17 de Setembro). Os últimos seis jogos saldaram-se por vitórias. Se ganhar ao Besiktas, somará sete vitórias seguidas em casa, igualando a série estabelecida entre o final da época passada e o início da atual.   - O Besiktas ainda não perdeu fora de casa esta época, somando sete vitórias e apenas dois empates (1-1 com o Gençlerbirligi e o Lokomotiv Moscovo). A última derrota fora de casa da equipa turca foi a 24 de Maio, por 2-0, frente ao Galatasaray, o que permitiu aos grandes rivais sagrarem-se campeões turcos a uma jornada do fim, em despique com o Fenerbahçe.   - Além disso, o Besiktas não perde um jogo internacional desde a época passada. Vai com cinco jogos de invencibilidade desde o 1-3 com que foi afastado da última Liga Europa, pelo Brugge, a 19 de Março. Se não perder em Alvalade, o Besiktas acaba a fase de grupos sem derrotas pela segunda época consecutiva.   - Este será o quarto jogo entre Jorge Jesus e Senol Gunes. Até aqui, Jesus ganhou uma vez (2-0, no Benfica-Trabzonspor de Julho de 2011) e empatou duas (sempre 1-1, pelo Benfica em Trabzon e pelo Sporting contra o Besiktas em Istambul). Além disso, Jesus ganhou sempre que defrontou turcos em casa: 3-0 pelo Sp. Braga contra o Sivaspor em 2008/09, 2-0 pelo Benfica ao Trabzonspor em 2011/12 e 3-1 pelo Benfica ao Fenerbahçe em 2012/13.   - Teo Gutièrrez, que está fora do jogo com o Besiktas, passou um ano na Turquia, onde jogou pelo Trabzonspor. O último jogo que fez com a camisola do clube turco foi precisamente uma vitória por 1-0 contra o Besiktas, a 3 de Outubro de 2010. Foi expulso com duplo cartão amarelo e não voltou a alinhar pelo Trabzonspor, onde tinha como treinador o atual treinador do Besiktas, Senol Gunes.   - Ricardo Quaresma, uma das estrelas do Besiktas em quem se diz que o Sporting pode estar interessado, fez a formação nos leões, por quem foi campeão nacional em 2001/02. Passou no entanto várias épocas na Liga portuguesa em representação do FC Porto. Ao todo, entre FC Porto e Besiktas, já jogou 15 vezes contra os leões, ganhando apenas quatro (uma em Alvalade, em 2005/06). Quaresma perdeu ainda cinco vezes com o Sporting, quatro delas em Lisboa.   - O Sporting já jogou duas vezes contra turcos em Alvalade, ganhando uma e perdendo a outra. Venceu por 2-0 o Kocaelispor em 1993/94 e perdeu por 3-0 com o Gençlerbirligi em 2003/04. Sempre na sequência de empates na Turquia nas partidas da primeira mão.   - O Besiktas ganhou duas vezes em oito jogos contra equipas portuguesas, ambas fora de casa: 3-1 ao V. Guimarães em 2005/06 e 2-0 ao Sp. Braga em 2011/12. Nesses oito jogos contam-se ainda quatro derrotas, mas três delas foram na Turquia. A única equipa portuguesa a ganhar aos turcos em casa foi o FC Porto, que os bateu no Dragão por 2-0, em 2007/08. Lucho González e Quaresma marcaram os golos portistas.   - Mario Gomez, o avançado alemão que fez o primeiro golo da recente vitória do Besiktas frente ao Kayserispor, por 2-1, e que já soma 12 golos esta época, já marcou uma vez a Rui Patrício, no 1-0 com que a sua seleção se impôs a Portugal na estreia no Europeu de 2012.    
2015-12-09
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Ao ganhar ao Estoril, o Sporting assegurou o melhor arranque de época desde 1994/95, a última Liga da vitória a dois pontos. Neste momento, os leões somam 23 pontos, fruto de sete vitórias e dois empates, total só batido pelas oito vitórias e um empate que tinham à nona jornada de 1994/95, com Carlos Queiroz aos comandos (e que só deram 17 pontos, pela regra antiga de pontuação). Por outro lado, desde 1998/99 que o Sporting não chegava invicto à nona jornada: Nesse ano, a equipa de Mirko Jozic atingiu a nona jornada com seis vitórias e três empates, perdeu pela primeira vez à 14ª jornada (com o Salgueiros, em Vidal Pinheiro) e chegou ao fim da Liga em quarto lugar, com cinco derrotas. Curioso é que os dois títulos de campeão dos leões neste século tiveram arranques muito titubeantes: 15 pontos à nona jornada de 1999/00 e 14 à nona jornada de 2001/02. - Jorge Jesus também iguala os seus dois melhores arranques de sempre como treinador. Em 2011/12 e 2012/13 chegou à nona jornada com os mesmos 23 pontos de agora. Em nenhuma dessas épocas acabou como campeão nacional, deixando-se ultrapoassar pelo FC Porto perto do final.   - Ainda que beneficiando do adiamento do U. Madeira-FC Porto, o Sporting chega à nona jornada com cinco pontos de avanço sobre o segundo classificado, algo que já não lhe acontecia desde 1976, quando ali chegou com 17 pontos, contra 12 do Benfica. Contudo, o Benfica acabou por ser nessa época tricampeão, com nove pontos de avanço sobre o Sporting.   - O Sporting tornou-se a equipa com mais penaltis a favor na Liga até ao momento: cinco, dos quais quatro foram convertidos. Ao todo, foram assinalados na Liga 22 penaltis até ao momento, sendo o Sp. Braga a outra equipa em alta, pois teve quatro grandes penalidades a favor. FC Porto, Moreirense, Boavista, Arouca, Nacional, Estoril, U. Madeira e Rio Ave ainda não se estrearam nos remates dos onze metros.   - Os cinco penaltis a favor do Sporting em nove jornadas são um máximo do passado recente no clube. Até na época de 2001/02, em que os leões beneficiaram de 17 penaltis em 34 jornadas, tinham apenas quatro à nona ronda e só chegaram ao quinto na 11ª. Tal como em 2001/02, em 2007/08 e em 2013/14 o Sporting chegou à 9ª jornada com quatro penaltis a favor, mas no primeiro caso o quinto só chegou à 12ª jornada e no segundo apareceu à 11ª.   - Teo Gutierrez marcou golos pelo terceiro jogo consecutivo, pois já tinha estado na lista de goleadores ante o V. Guimarães e o Benfica (as duas últimas partidas em que tinha alinhado). Não o conseguia desde Agosto, quando, fez golos nos últimos dois jogos ao serviço do River Plate (contra o Cruzeiro na Libertadores e o Rosario Central na Liga argentina) e depois no primeiro pelo Sporting. Isto, claro, considerando que o golo da Supertaça lhe foi atribuído – se o dermos a Carrillo, a última série de três jogos de Teo a marcar já data de Agosto e Setembro de 2014. Simplesmente, aí, pelo River, fez golos em seis jogos seguidos: Gimnasia, Rosario Central, Godoy Cruz (bisou), Defensa y Justicia, San Lorenzo e Independiente.   - O Estoril de Fabiano Soares continua sem conseguir marcar um golo no campo de um dos grandes, mesmo tendo dado boa réplica em todos os jogos desta época. Perdeu 1-0 em Alvalade, depois de já ter perdido por 2-0 no Dragão e por 4-0 na Luz. Na época passada, só visitara o Dragão, onde foi derrotado por 5-0 pelo FC Porto.   - Este jogo marcou a quinta vitória seguida do Sporting, algo que já não conseguia desde Abril e Maio. Os leões ganharam agora a V. Guimarães (5-1), Vilafranquense (4-0), Skenderbeu (5-1), Benfica (3-0) e Estoril (1-0), quando na altura se tinham desembaraçado de Nacional (1-0), V. Setúbal (2-1), Boavista (2-1), Moreirense (4-1) e outra vez Nacional (2-0), antes de empatarem… no Estoril.   - Rui Patrício igualou Anderson Polga e Pedro Barbosa como oitavo jogador com mais desafios feitos com a camisola do Sporting: 342. Está a seis jogos de José Carlos, o sétimo da tabela, que seguramente ultrapassará ainda durante esta época.
2015-11-01
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Jorge Jesus conseguiu a operação perfeita na Luz. Ganhou ali pela primeira vez na condição de adversário, pois até aqui perdera os oito jogos lá efetuados como treinador e o melhor que conseguira tinham sido três empates como jogador. Venceu o Benfica pela segunda vez seguida, algo que os leões não conseguiam desde 2005/06, quando Peseiro ganhou em Alvalade por 2-1 e depois Paulo Bento se impôs na Luz por 3-1. E ainda imitou Carlos Queiroz, que foi o último treinador a conduzir o Sporting a duas vitórias sucessivas sobre o rival (1-0 em Alvalade em Dezembro de 1994 e 2-1 na Luz, no famoso jogo da expulsão de Caniggia, em Abril de 1995).   - A vitória do Sporting na Luz garantiu ao clube a primeira liderança isolada da Liga desde Dezembro de 2013, quando venceu o Belenenses por 3-0, mantendo dois pontos de avanço sobre FC Porto e Benfica. Essa equipa, liderada por Leonardo Jardim, encalhou depois na 14ª jornada em casa com o Nacional (0-0), permitindo que os três grandes chegassem ao Natal com os mesmos 33 pontos.   - O Sporting marcou mais golos nos últimos quatro jogos (17, resultantes dos 3-0 ao Benfica, dos 5-1 ao Skenderbeu, dos 4-0 ao Vilafranquense e dos 5-1 ao V. Guimarães) que nos 11 primeiros encontros da época (nos quais fez 15 golos).   - Esta é a sétima vez que o Benfica chega à oitava ronda com três derrotas. Nas seis anteriores acabou a Liga em segundo lugar. Aconteceu-lhe em 2010/11 (perdeu um total de sete jogos e ficou a 19 pontos do FC Porto), em 1987/88 (perdeu seis vezes e acabou a 15 pontos do FC Porto, mas ainda com a vitória a valer apenas dois pontos), em 1981/82 (acabou com seis desaires e a dois pontos do Sporting), em 1978/79 (perdeu quatro vezes e terminou a um ponto do FC Porto), em 1952/53 (também perdeu quatro vezes e acabou a quatro pontos do Sporting) e em 1946/47 (perdeu cinco vezes e terminou a seis pontos do Sporting).   - Em toda a história da Liga portuguesa só houve um campeão com três derrotas à oitava jornada. Foi o Sporting de Laszlo Bölöni, em 2001/02. Os leões perderam na segunda jornada com o Belenenses (0-3), na terceira em casa com o Alverca (0-1) e na oitava em Braga (1-2). Seguiam nessa altura em quarto lugar, a três pontos do líder, que era o FC Porto, mas não voltaram a perder na Liga, que acabaram na frente, com cinco pontos de avanço sobre o Boavista.   - Slimani fez ainda golos em três das quatro vezes que foi ao Estádio da Luz. Já tinha marcado na derrota (3-4, após prolongamento) de Novembro de 2013 e no empate (1-1) na Liga passada. Na Luz, o argelino só ficou em branco na derrota leonina por 2-0 em Fevereiro de 2014. E nunca marcou ao Benfica fora daquele relvado: nem em Alvalade nem no Algarve, onde jogou a Supertaça.   - O golo de cabeça entre os centrais do Benfica valeu a Slimani tornar-se o melhor marcador da Liga no futebol aéreo. O argelino já fez quatro golos nos ares, depois de ter marcado assim ao Rio Ave e, por duas vezes, ao V. Guimarães. Dyego Souza, do Marítimo, tem três.   - Bryan Ruiz fez ao Benfica o primeiro golo na Liga portuguesa, acentuando a tradição de marcar ao clube da Luz e sempre que visita aquele estádio. O costa-riquenho já tinha marcado aos encarnados pelo Twente, nas duas partidas da pré-eliminatória da Liga dos Campeões de 2011/12: empate (2-2) na Holanda e derrota (3-1) na Luz. Só ficou em branco na Supertaça.   - Também Téo Gutièrrez vem com um registo 100 por cento goleador ao Benfica. Uma vez que o árbitro lhe atribuiu o golo da vitória na Supertaça, marcou nas duas primeiras vezes que defrontou os encarnados. O último avançado do Sporting a fazê-lo tinha sido Jardel, que bisou num empate (2-2) na Luz em Dezembro de 2001 e voltou a marcar noutro empate (1-1) em Abril de 2002.   - À décima visita à Luz com a camisola do Sporting, Rui Patrício conseguiu pela primeira vez manter a baliza a zeros. Até aqui perdera sete jogos e empatara dois (um deles depois perdido no prolongamento), sofrendo 18 golos, a uma média de dois por jogo.   - O Benfica somou a segunda derrota consecutiva, depois de ter sido batido pelo Galatasaray por 2-1, na quarta-feira, em Istambul. A última vez que tal lhe tinha acontecido tinha sido entre épocas: perdeu a final da Taça de Portugal de 2012/13, frente ao V. Guimarães (1-2) e depois saiu derrotado do confronto com o Marítimo, no Funchal, na abertura da Liga de 2013/14 (1-2). Se procurarmos duas derrotas seguidas na mesma época é preciso recuar até Maio de 2013, quando o Benfica perdeu no Dragão com o FC Porto (1-2), entregando essa Liga, e logo a seguir foi batido pelo Chelsea na final da Liga Europa (1-2).   - Esta foi também a primeira derrota do Benfica em casa na Liga desde Março de 2012, quando ali perdeu com o FC Porto, por 3-2. Desde então, os encarnados somavam 55 jogos sem derrotas, com 47 vitórias e oito empates.   - O Benfica não perdia por três golos de diferença desde a visita ao Paris St. Germain, em Outubro de 2013, para a Liga dos Campeões. Tal como ontem, também aí estava a perder por 3-0 ao intervalo. Na Luz, ninguém ganhava por três golos desde que a Académica de Domingos ali se impôs a um Benfica comandado por Chalana, em Abril de 2008.
2015-10-26
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A deslocação a Istambul, para defrontar o Besiktas, é mais uma oportunidade para o Sporting ultrapassar a corrente série de maus resultados fora de casa nas competições europeias. Há 15 jogos consecutivos que os leões não vencem um jogo europeu fora de Alvalade – a última vitória ocorreu há mais de quatro anos, a 15 de Setembro de 2011, no Letzigrund de Zurique, frente ao FC Zurich, por 2-0 (golos de Insua e van Wolfswinkel). Desde esse dia, a equipa leonina conseguiu apenas quatro empates, perdendo os restantes 11 jogos. Mesmo nessa época de 2011/12, o Sporting conseguiu chegar à meia-final da Liga Europa não voltando a ganhar fora. Perdeu as outras duas deslocações na fase de grupos (0-1 com o Vaslui e 0-2 com a Lazio), somando depois um empate em Varsóvia com o Legia (2-2), uma derrota com o City em Manchester (2-3), novo empate com o Mettalist (1-1) e a derrota fatal com o Athletic Bilbau (1-3). Em 2012/13 só o play-off permitiu ao Sporting regressar a Portugal com um resultado que não a derrota: empatou a uma bola com o Horsens, na Dinamarca. Depois disso, uma fase de grupos catastrófica, com três derrotas: 0-3 com o Videoton, 1-2 com o Genk e 0-3 com o Basel. Como o desastre europeu de 2012/13 teve reflexos na campanha interna, os leões não se qualificaram para as provas internacionais de 2013/14. Regressaram em 2014/15 na Liga dos Campeões e nunca terá estado tão próximo de uma vitória como em Maribor: esteve em vantagem até ao último lance da partida, onde uma gaffe combinada de Maurício e Sarr permitiu a Luka Zahovic fixar o resultado final num empate a uma bola. Seguiram-se as derrotas com o Schalke (3-4), o Chlesea (1-3) e o Wolfsburg (0-2, esta já na Liga Europa). Esta época, por fim, o 15º jogo da série foi a derrota por 3-1 com o CSKA em Moscovo. Agora, face à derrota caseira com o Lokomotiv, que pôs termo a uma já longa série de invencibilidade caseira em jogos da Liga Europa, impõe-se uma vitória no estádio do Besiktas, terminando também a série de jogos sem ganhar fora do país. Outro resultado deixará o Sporting ante contas muito complicadas.   - Teo Gutiérrez, o colombiano que o Sporting contratou esta época ao River Plate, passou durante um ano pela Turquia, onde jogou no Trabzonspor. O último jogo que fez com a camisola do clube turco foi precisamente uma vitória por 1-0 contra o Besiktas, a 3 de Outubro de 2010 (faz no sábado cinco anos). Foi expulso com duplo cartão amarelo já perto do final e não voltou a atuar pelo Trabzonspor, onde tinha como treinador o atual técnico do Besiktas, Senol Gunes. Na única vez que defrontou o Besiktas em Istambul, perdeu por 1-0.   - Paulo Oliveira, que está lesionado e por isso não fez a vigem para Istambul, fixou-se como titular do Sporting há exatamente um ano: foi a 30 de Setembro de 2014 que, a meio da segunda parte, entrou a substituir Maurício na derrota em casa contra o Chelsea, sendo titular pela primeira vez na viagem a Penafiel (vitória por 4-0), cinco dias depois. Excetuando os jogos da Taça da Liga, em que o Sporting fez alinhar uma equipa de reservas, falhou apenas três jogos neste ano: a vitória por 5-0 frente ao Sp. Espinho, na Taça de Portugal, o empate em Paços de Ferreira (1-1)  e o sucesso (1-0) em Vila do Conde ante o Rio Ave, ambos na Liga.   - Ricardo Quaresma, uma das estrelas do Besiktas, fez a formação no Sporting, mas passou várias épocas na Liga portuguesa em representação do FC Porto. Jogou 14 vezes contra os leões, das quais ganhou apenas quatro, todas a contar para a Liga: 3-0 em casa em 2004/05, 1-0 em Alvalade em 2005/06, 1-0 no Dragão em 2007/08 e outra vez 3-0 em casa na época passada. Quaresma perdeu ainda cinco partidas com o Sporting, mas só uma foi a jogar em casa. Foi o 0-1 de 2006/07, com golo de livre de outro homem que jogou no Sporting e no Besiktas: o chileno Rodrigo Tello.   - O Besiktas nunca ganhou a um clube português no seu estádio, o reconhecidamente infernal Inonu. Aliás, perdeu todos os jogos que ali fez com oposição lusa: 0-1 com o FC Porto em 2007/08, 1-3 com o FC Porto em 2010/11 e 0-1 com o Sp. Braga em 2011/12. As duas vitórias que tem contra portugueses foram ambas no Minho: 3-1 ao V. Guimarães em 2005/06 e 2-0 ao Sp. Braga em 2011/12. Além disso, empatou (1-1 em 2010/11) e perdeu (2-0 em 2007/08) com o FC Porto no Dragão.   - O Sporting também nunca perdeu na Turquia. Aliás, empatou os dois jogos que ali fez: 0-0 com o Kocaelispor em 1993/94 e 1-1 com o Gençlerbirligi em 2003/04. Na primeira vez os leões passaram a eliminatória graças a uma vitória por 2-0 em Alvalade, mas na segunda sucumbiram a um inesperado 0-3 no jogo da segunda mão.   - Mário Gomez, avançado alemão que fez dois golos na vitória do Besiktas frente ao Fenerbahçe (3-2), no último fim-de-semana, já marcou a Rui Patrício no jogo de abertura da sua seleção no Europeu de 2012: 1-0 da Alemanha a Portugal.   - O Besiktas perdeu o último jogo internacional que fez em casa: 1-3 com os belgas do Brugges nos oitavos de final da Liga Europa, em Março. Mas antes disso vinha com sete jogos consecutivos sem perder, desde um 0-3 com o Atlético de Madrid, a 15 de Março de 2012. Nesse período, passaram por Istambul sem ganhar o Arsenal (0-0), o Tottenham e o Liverpool (ambos batidos por 1-0).
2015-09-30
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Último Passe

O pai de Teófilo Gutierrez disse ontem à Rádio Renascença que não tem dúvidas de que o golo que valeu a Supertaça ao Sporting é da autoria do filho. O árbitro do jogo, Jorge Sousa, até pode ter tido as suas dúvidas, mas acabou por dar o golo a Teo no relatório que faz letra de lei para a FPF. Por isso é oficial: o golo é de Teo, que dessa forma se vê compensado pela anulação incorreta do golo que tinha feito antes. Discordo. E não é por ser contra a lei da compensação.Os legalistas podem tirar o cavalinho da chuva que nas leis do jogo não há nada a respeito desta matéria. Aliás, nem sequer num campeonato, onde está em causa o título de melhor marcador, a Liga tem por hábito dar cunho oficial a estas decisões, pois não reconhece o troféu, que remete para os jornais. Ora neste caso os jornais desportivos foram unânimes a atribuir o golo a Carrillo, aplicando a diretiva que faz mais sentido: a emitida pela FIFA há uns anos a respeito de autogolos. Dizia a FIFA que no caso de um lance em que a bola é chutada por um atacante e entra na baliza depois de tocar num defensor o fator decisivo era o de perceber se sem a intervenção desse defensor a bola iria na mesma na direção da baliza. Se sim, dá-se o golo ao atacante; se não, trata-se de um autogolo do defensor.Neste caso, em que a intervenção é de outro atacante, há que tentar perceber se a sua participação no lance é intencional ou não. Não sendo - e creio que Teo não procura desviar a bola de Júlio César - há que perceber se o remate ia pelo menos na direção da baliza. E ia. Não vejo assim nenhuma razão para que o golo seja de Teo e não de Carrilllo. Quanto mais não seja por achar que se o golo é o ponto alto do futebol nunca deve ser marcado sem querer.
2015-08-10
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