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Último Passe

A final da Taça de Liga foi um espelho perfeito da época do Benfica, com uma demonstração de eficácia máxima nas duas áreas a ditar o destino do troféu. Quando a equipa de Rui Vitória foi pela primeira vez à baliza de Haghighi, iam decorridos 11 minutos de jogo, fez o 1-0, por Jonas. Antes, já os madeirenses tinham perdido dois lances de golo cantado, quando Ederson deteve remates de Edgar Costa, primeiro, e Fransérgio, um minuto depois, ambos em situação extraordinária. Logo a seguir, porém, Pizzi descobriu Mitroglou que, já sem guarda-redes sequer pela frente, fez um 2-0 que, mesmo com apenas 18 minutos de jogo decorridos levou a que já ninguém admitisse outro desfecho que não fosse a taça nas mãos de Luisão. O 6-2 final não deixa sequer margem para que alguém venha agora discutir se é uma questão de sorte ou de qualidade. Houve sorte no primeiro golo do Benfica? Claro que sim: Mitroglou falhou o remate, Patrick tentou o corte e acabou por desviar a bola do seu guarda-redes e por colocá-la à frente de Jonas, que só teve de a empurrar para a baliza deserta. Mas antes, houve qualidade na forma como Ederson impediu os golos de Edgar Costa e Fransérgio? É também evidente que sim. É tão óbvio que o guarda-redes reagiu de forma soberba ao remate acrobático de Edgar Costa, desviando-o, ou que se manteve impecavelmente composto antes da finalização de Fransérgio, parando um autêntico penalti em movimento, como o é que ambos os lances nasceram da falta de rotina de Luisão e das dificuldades que André Almeida teve para se coordenar com o capitão, mais lento e pesado que Lindelof. A primeira parte foi um pesadelo para o lado direito da defesa do Benfica por causa disso mesmo. Depois, é claro que houve qualidade e trabalho na forma como o Benfica chegou ao 2-0: lançamento lateral de André Almeida para Jonas, que no segundo exato desmarcou Pizzi junto à linha de fundo, não restando a este outra coisa que não fosse chamar o guarda-redes e entregar a Mitroglou, que fez o golo. Mesmo contra um Marítimo que, ao contrário do que aconteceu no recente jogo contra 10 no campeonato, conseguia chegar à frente, poucos duvidavam de que o jogo estava resolvido. O 3-0, por Mitroglou, no seguimento de uma combinação entre Grimaldo – bom jogo, a atacar – e Gaitán veio acabar com as dúvidas que ainda restassem. E nem o facto de João Diogo ter reduzido ainda antes do descanso, após passe de Fransérgio, levou quem quer que fosse a colocar a vitória benfiquista em causa. É que na segunda parte o jogo continuou a decorrer como até ali, com o Marítimo a perdoar e o Benfica a castigar. Dyego Souza acertou na barra no único lance em que Ederson falhou, perdendo a posição numa saída dos postes, e logo a seguir Éber Bessa também perdeu por pouco o golo que podia reabrir a final. Quem não perdoou foi o Benfica que, já com Talsica em vez de Mitroglou, viu o brasileiro lançar Jonas e este dar um passe açucarado para uma finalização de pura classe de Gaitán. O argentino, que entrara em campo a chorar e saiu logo a seguir, acenando aos adeptos em jeito de despedida, recebeu o prémio de Homem do Jogo e confirmou no final que está “muito perto” de sair do Benfica. Faltavam 13 minutos para o fim quando Gaitán marcou, mas até final o jogo ainda teve mais três golos. Fransérgio reduziu para 4-2, de penalti, a punir derrube de Samaris a Alex Soares, mas antes que o Marítimo tivesse ideias, o Benfica marcou mais dois, já em período de compensação: primeiro por Jardel, a ganhar nos ares um livre lateral de Pizzi, e depois por Jiménez, de penalti, a punir falta do guarda-redes Haghighi sobre ele próprio. O jogo acabou logo a seguir, com ato de contrição de Nelo Vingada para o que considera ter sido uma má época do Marítimo e Rui Vitória a conquistar o segundo troféu na noite que pode ter sido de despedida para muita gente na equipa: Renato Sanches de certeza, Gaitán muito provavelmente, Jonas e Talisca talvez, Luisão quem sabe.
2016-05-20
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Último Passe

O Benfica ganhou, como se previa, ao Nacional, por 4-1, na Luz, tornando infrutífera a vitória do Sporting em Braga, por 4-0, e conquistando o seu primeiro tricampeonato desde 1977. Foi um sprint final alucinante, no qual nenhum dos dois primeiros classificados cedeu, acabando o Benfica por impor os seus argumentos e terminar a Liga com uns impressionantes 88 pontos, que tornam irrelevante qualquer discussão à volta da justiça deste título. O Benfica é um campeão justo, porque fez mais pontos. Não jogou o futebol mais bonito, mas foi sempre a equipa mais eficaz, a que teve mais qualidade dentro da área – e isso paga-se com troféus como o que os encarnados acabam de conquistar. No último dia, só por três minutos o Sporting se colocou na frente da tabela provisória. Marcou primeiro, aos 20’, por Téo Gutièrrez, num daqueles lances-tipo do Sporting: bola de João Mário para a esquerda, onde Ruiz alargou a organização defensiva bracarense e devolveu para o meio, para a finalização de primeira do colombiano. O Sporting já tinha estado perto do golo por um par de vezes e desde cedo se percebeu que tinha tudo para ganhar em Braga. Só que os leões precisavam de mais. Precisavam que o Benfica não ganhasse em casa ao Nacional. E três minutos depois do golo de Gutièrrez, Gaitán abriu a festa da Luz, num lance que também é típico do futebol benfiquista: bola em busca da profundidade no corredor central, corte a impedir a finalização de Pizzi, mas para os pés do argentino, que estava solto e marcou num remate cruzado. Daí até final, na classificação, só deu Benfica. Slimani marcou o 2-0 para o Sporting em Braga, após cruzamento de Bruno César, num momento em que a equipa de Paulo Fonseca já tinha ficado reduzida a dez homens, por expulsão de Arghus, que derrubou William quando este se isolava. Só que Jonas também só esperou quatro minutos para dar o segundo ao Benfica, em mais um passe longo, desta vez de Gaitán, a pedir a velocidade de Jonas, que ganhou o duelo com o guarda-redes Gottardi. Ao intervalo dos dois jogos, toda a gente percebia que muito dificilmente o título escaparia ao Benfica. O Nacional ainda veio para a segunda parte a pensar num golo, que poderia reabrir a discussão, mas quem o marcou foi o Benfica, outra vez por Gaitán: recuperação de bola no último terço, cruzamento de Jonas, remate de Mitroglou à barra e recarga do argentino, de cabeça, para a baliza deserta. Começou aí a cantar-se nas bancadas, onde já ninguém estaria preocupado com o resultado do Sporting. Que entretanto chegou também ao terceiro, por Ruiz. E depois ao quarto, também pelo costa-riquenho. Mas, mais golo, menos golo, já nada disso importava. Pizzi ainda fez o 4-0 para o Benfica, já depois de Rui Vitória ter chamado ao relvado Paulo Lopes, o terceiro guarda-redes, que pôde fazer uns minutos e juntar o seu nome ao dos campeões – só mesmo Taarabt subiu ao palanque sem ter jogado. Já era Paulo Lopes quem estava na baliza quando Agra marcou o golo de honra do Nacional, tirando ao Benfica o título de melhor defesa da Liga: os encarnados acabaram com 22 golos sofridos contra 21 do Sporting. Sobrava o título que mais interessava: o de campeão. 
2016-05-15
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Nico Gaitán deve fazer em Vila do Conde o 250º jogo com a camisola do Benfica. A partida frente ao Rio Ave é de extrema importância, porque os encarnados precisam de ganhar para recuperar a liderança da Liga, presentemente ocupada pelo Sporting, que já jogou nesta 31ª jornada, ganhando em casa ao U. Madeira por 2-0. E para isso é natural que precisem do melhor Gaitán, do jogador que fez as duas assistências para golo na vitória frente ao V Setúbal, por 2-1, na ronda anterior da competição. Neste momento, Gaitán já é o quarto jogador estrangeiro com mais partidas pelo Benfica. Os 249 jogos que totaliza são apenas superados pelos 473 de Luisão, pelos 333 de Maxi Pereira e plos 293 de Óscar Cardozo. O esquerdino argentino vai na sexta época ao serviço dos encarnados, tendo-se estreado a 7 de Agosto de 2010, quando substituiu Fábio Coentrão nos últimos 13 minutos de uma derrota com o FC Porto (0-2), na Supertaça. Desde então fez 249 jogos divididos por seis provas. Jogou sobretudo na Liga portuguesa, onde soma 149 jogos, com 23 golos – a deslocação a Vila do Conde assinala assim também um número redondo da história de Gaitán no nosso campeonato. Os 100 desafios restantes divide-os entre Liga dos Campeões (41 jogos, com seis golos), Liga Europa (22 jogos e três golos), Taça de Portugal (20 jogos e três golos), Taça da Liga (14 jogos e três golos) e Supertaça (três jogos sem golos). Soma portanto 249 jogos, com 38 golos apontados e muito mais assistências: o argentino é o segundo melhor assistente da presente Liga, com 13 passes para golo, a apenas dois do líder desta tabela, que é o mexicano Layún, do FC Porto. Em Vila do Conde, Gaitán quererá evitar o amargo de boca que teve quando fez o 200º jogo pelo Benfica: na altura, em Dezembro de 2014, perdeu em Braga, por 2-1, em partida da Taça de Portugal. Serve-lhe na perfeição, em contrapartida, o “score” da partida 150: foi em Dezembro de 2013 e o Benfica ganhou por 3-1 ao Rio Ave em Vila do Conde. Gaitán também ganhou no jogo 100 (2-0 ao Moreirense em Moreira de Cónegos, em Novembro de 2012) e, mesmo tendo empatado na 50ª partida pelo Benfica (1-1 no terreno do Trabzonspor, em Agosto de 2011), festejou a qualificação para o “play-off” da Liga dos Campeões.   Pedro Martins, treinador do Rio Ave, já ganhou três vezes em 15 jogos contra o Benfica, duas ao serviço do Marítimo e outra pelo Rio Ave. Conseguiu todas as vitórias em casa e todas por 2-1. A primeira foi em Dezembro de 2011, nos Barreiros, para a Taça de Portugal: Saviola adiantou o Benfica, Roberto Souza e Sami acabaram por marcar os golos que deram o apuramento ao Marítimo. Na segunda, em Agosto de 2013, Rodrigo ainda cancelou os efeitos de um golo inaugural de Derley, mas Sami voltou a fazer o golo da vitória do Marítimo. E a terceira foi em Março do ano passado, já pelo Rio Ave: Salvio marcou primeiro para os encarnados, mas depois Ukra e Del Valle deram a volta ao marcador.   Nos últimos cinco jogos de equipas de Pedro Martins contra o Benfica prevaleceu o fator casa, sendo que entre eles está intercalada a Supertaça de 2014/15, jogada em campo neutro, na qual encarnados e vila-condenses empataram a zero, acabando o Benfica por conquistar o troféu nas grandes penalidades. A última vez que não ganhou a equipa da casa foi a 29 de Abril de 2013, quando o Benfica foi ao Funchal ganhar por 2-1 ao Marítimo de Pedro Martins.   Essa última derrota de uma equipa de Pedro Martins em casa com o Benfica foi também a três jornadas do fim de um campeonato que o Benfica liderava e desencadeou festejos à chegada da equipa encarnada ao aeroporto, pois aquela era vista como a deslocação mais difícil antes da ida ao Dragão. Só que dois dos quatro pontos de avanço que o Benfica tinha nessa altura sobre o FC Porto se esfumaram na jornada seguinte, um empate em casa com o Estoril, acabando a equipa de Jesus por ser passada na liderança pelos portistas com a derrota no Dragão (1-2).   O confronto entre Pedro Martins e Rui Vitória está absolutamente equilibrado, com quatro vitórias para cada lado e quatro empates nos 12 jogos entre ambos. Nesses 12 jogos, só por uma vez se deu uma vitória da equipa visitante: foi em Janeiro de 2012, quando o Marítimo de Pedro Martins foi a Guimarães bater o Vitória, que na altura era liderado pelo atual treinador do Benfica, por 2-0. O mais perto que Rui Vitória esteve de ganhar em casa de Pedro Martins foi quando levou o seu V. Guimarães a empatar a uma bola nos Barreiros, em jogo da Taça de Portugal, em Dezembro de 2012, impondo-se depois no desempate pelas grandes penalidades.   O Rio Ave não sofre golos há 395 minutos, tendo acumulado quatro zeros consecutivos depois da derrota por 1-0 na Choupana contra o Nacional, a 13 de Março. Mais de um mês passou desde esse golo de Ricardo Gomes na baliza de Rui Vieira, que tinha entrado para o lugar de Tarantini após a expulsão de Cássio. Vieira manteve o sero na vitória sobre o Marítimo (1-0), tendo depois voltado o brasileiro para os sucessos sobre o Moreirense (1-0) e V. Guimarães (2-0) e o empate em Arouca (0-0).   Benfica marca sempre há 17 jornadas, todas desde o empate a zero frente ao U. Madeira, na Choupana. Desses 17 jogos, ganhou 16, perdendo o outro, um 1-2 em casa com o FC Porto. Desde essa altura, contando outras competições, só uma vez o ataque da equipa de Rui Vitória ficou em branco: foi na deslocação a Munique, para enfrentar o Bayern (0-1).   As últimas duas vitórias do Benfica em deslocação, porém, foram muito complicadas e arrancadas a ferros perto do final das partidas. Na 27ª jornada os encarnados ganharam ao Boavista por 1-0, com golo de Jonas aos 90+4’, e na 29ª impuseram-se à Académica por 2-1 com a decisão a chegar ao minuto 85 por intermédio de Jiménez.   O Rio Ave já retirou pontos esta época a Sporting (empate a zero em Alvalade) e FC Porto (1-1 no Dragão). Se pontuar frente ao Benfica repete um pleno que já não consegue desde 2004/05, um campeonato que acabou em oitavo lugar e no qual conseguiu empatar no Dragão com o FC Porto (1-1) e em casa com o Sporting (0-0, ganhando ainda ao Benfica em casa (1-0) e empatando na Luz (3-3).   O Rio Ave ganhou na última visita do Benfica ao Estádio dos Arcos, a 21 de Março do ano passado. Ao todo, porém, o Rio Ave ganhou apenas quatro de 51 jogos com o Benfica, mas foram todos em casa e todos na Liga. A última vitória do Benfica em Vila do Conde aconteceu em Dezembro de 2013, por 3-1, quando um bis de Lima e um golo de Rodrigo chegaram para anular um tento de Ukra, na altura a restabelecer a igualdade.   Foram também esses o resultado e a marcha do marcador na última vez que as duas equipas se encontraram, em Dezembro, no Estádio da Luz: Jonas marcou primeiro para os encarnados, Bressan empatou e, depois, mais um golo de Jonas e um terceiro de Jiménez deram o 3-1 final ao Benfica.
2016-04-24
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Os dois golos que fez ao Tondela, na vitória do Benfica por 4-1, serviram a Jonas para chegar aos 28 na Liga e aos 30 em 37 jogos de todas as competições de 2015/16. Jonas ficou assim a apenas um golo do total que fez em toda a época passada (31 em 35 jogos). O brasileiro tornou-se o primeiro jogador a marcar pelo menos 30 golos em duas épocas consecutivas no Benfica desde que Nené o fez entre 1981 e 1983, com 35 golos em 43 jogos em 1981/82 e 31 golos em 46 jogos em 1982/83. Jonas está a cinco golos da marca de Nené nesse biénio, mas também tem menos 17 jogos.   O total de golos que Jonas conta na atual edição da Liga (28) é ainda o maior numa só edição da competição desde que Jardel somou 42 na prova de 2001/02, ao serviço do Sporting. Se olharmos apenas para jogadores do Benfica, ninguém marcava tanto desde que o sueco Magnusson encerrou o campeonato de 1989/90 com 33 golos (em 32 jogos).   Outro avançado em grande destaque no Benfica é o grego Mitroglou, que voltou a marcar um golo. Nas últimas dez jornadas da Liga, Mitroglou marcou em nove, só ficando em branco contra o U. Madeira. A compensar fez três golos ao Belenenses. Ao todo, os 19 golos que já fez esta época (16 na Liga, dois na Champions e um na Taça de Portugal) igualam as suas melhores épocas de sempre: fez 19 golos em 2011/12 no Atromitos e outros tantos em 2014/15 no Olympiakos.   Gaitán, que assistiu Jardel e Jonas para os dois primeiros golos do Benfica, colocou-se como melhor assistente benfiquista no campeonato e segundo melhor da competição, apenas atrás do portista Layun. Ao todo, o argentino soma onze passes de golo, mais dois que Jonas e o belenense Carlos Martins, mas menos quatro que o mexicano do FC Porto.   Jardel, autor do primeiro golo do Benfica no jogo, fez apenas o segundo golo da época, pois até aqui só tinha marcado ao Vianense, arrancando a ferros uma vitória por 2-1 na Taça de Portugal. No campeonato não marcava desde 11 de Abril do ano passado, quando também abriu uma goleada dos encarnados na Luz: 5-1 à Académica.   Nathan Júnior, que marcou o golo de honra do Tondela mesmo em cima do apito final, veio assegurar que a equipa beirã mantém o registo de marcar sempre fora de casa desde que é liderada por Petit. São já sete deslocações seguidas a fazer pelo menos um golo. O problema é que o Tondela também sofre geralmente mais do que um.   Com o golo ao Benfica, Nathan chegou aos dez golos na Liga, oito dos quais nas nove partidas que leva a segunda volta do campeonato. É o valor mais elevado de um jogador de uma equipa recém-promovida desde que Ghilas marcou 13 golos pelo Moreirense em 2012/13, nem assim impedindo a equipa de Moreira de Cónegos de descer de divisão. Com a vitória, o Benfica voltou a assumir a liderança, que perdera momentaneamente no sábado, por via do sucesso do Sporting no Estoril. Os encarnados chegaram aos 64 pontos, apenas um a menos do que tinham na época anterior à passagem desta mesma 26ª jornada. Para se encontrar um Benfica com menos pontos após 26 jogos é preciso recuar a 2011/12, quando a equipa então liderada por Jorge Jesus chegou a esta ronda com apenas 59 pontos, acabando a época com 69, a seis pontos do FC Porto, que foi campeão.   Muito forte está o Benfica no plano atacante, pois os 70 golos que já marcou nas primeiras 26 jornadas só encontram paralelo recente na época de 2012/13, em que também chegou à 26ª ronda com o mesmo total de golos marcados. Na época passada somava 63 e há dois anos seguia com 52. Em 2012/13, porém, o Benfica nem foi campeão.   Muito fraca é a performance do Tondela, que segue com apenas 13 pontos após 26 jornadas. É a pior pontuação de uma equipa na Liga portuguesa a este ponto da competição desde 2007/08, quando a U. Leiria chegou à 26ª ronda com apenas 12 pontos – e acabou o campeonato com 13, em último lugar, a 12 pontos do penúltimo, que foi o Paços de Ferreira. Em toda a história da Liga portuguesa desde que a vitória vale três pontos, só mais três equipas chegaram aqui com tão poucos pontos: o Penafiel de 2005/06, que também tinha 12, o Estrela da Amadora de 2003/04, que tinha 13, e o Gil Vicente de 1996/97, que somava 12. Todos desceram de divisão em último lugar.  
2016-03-15
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Último Passe

O Benfica ganhou com facilidade ao Tondela, por 4-1, e manteve a liderança isolada na Liga, graças a uma demonstração de superioridade natural quando se trata de um jogo em que primeiro recebe o último classificado. A noite foi absolutamente normal para a equipa de Rui Vitória. O bicampeão nacional nem precisou de meter o pé no acelerador – marcou duas vezes de bola parada e cedo chegou a uma tranquilizadora vantagem de dois golos – e teve direito a mais um bis de Jonas, que assim manteve a distância em relação a Slimani no topo da tabela dos goleadores e voltou a gritar bem alto que têm de contar com ele para a disputa da Bota de Ouro. No fim, aproveitou para gerir quem precisa de descansar, quem tem de ganhar ritmo e até quem, como Mitroglou, precisava de limpar o cadastro com um amarelo. Gaitán e Fejsa, por exemplo, saíram a meio da segunda parte, altura em que Rui Vitória chamou outros jogadores, como Salvio ou Gonçalo Guedes, que precisam de ganhar ritmo para poderem contar na apertada ponta final de época que se apresenta à equipa e em que, entre Liga, Taça da Liga e Champions, todos farão falta. Aliás, já o onze inicial apresentava algumas novidades, como a inclusão de Talisca no lugar do castigado Renato Sanches a meio-campo ou de Nelson Semedo em vez de André Almeida na direita da defesa. Antes que qualquer dos dois mostrasse o que quer que fosse, porém, o Benfica chegou ao golo. Marcou-o Jardel, absolutamente à vontade na sequência de um canto, logo aos 11’, a mostrar que o problema do Tondela nunca foi a capacidade para criar futebol. Ao contrário do que lhe aconteceu quando trouxe o Boavista à Luz, Petit montou desta vez uma equipa positiva, sempre capaz de chegar perto da baliza de Ederson com gente em números interessantes, mas muito mais incompetente no aspeto defensivo. Não foi esse o caso do segundo golo do Benfica, uma magistral jogada coletiva, com contribuição dupla de Gaitán, que ofereceu o remate final a Jonas e tornou o jogo numa tarefa impossível para os beirões, com apenas 24 minutos de jogo. O Benfica passou então a gerir. E só aos 69’ matou de vez a partida, com mais um golo de bola parada: lançamento lateral de Eliseu, desvio ao primeiro poste entre Jardel e um defensor do Tondela, e cabeça de Jonas, sem ninguém por perto mas a ter de meter ele força no remate, tão mortiça vinha a bola. Mitroglou ainda fez o 4-0, num lance em que parecia ir de moto pelo meio dos dois centrais do Tondela – ganhou-lhes uns cinco metros em 20 – e que aproveitou para tirar a camisola nos festejos, colocando-se assim fora da deslocação ao Bessa, na próxima jornada, onde o Benfica também não terá Jardel. No final, o Tondela ainda fez um golo, pelo inevitável Nathan Júnior, a premiar o espírito positivo com que a equipa entrou no jogo. Para que o Tondela se salve, porém, vai ser preciso defender melhor.
2016-03-14
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Último Passe

A primeira vitória de uma equipa portuguesa contra o Zenit no Petrovskyi, obtida nos últimos minutos de jogo pelo Benfica (2-1), foi a melhor resposta à tentação resultadista em que, a dada altura, ambas as equipas caíram. Tinha-o feito o Benfica no início da segunda parte, ao baixar as linhas e reduzir a intensidade depois de 45 minutos em que foi sempre capaz de dividir o jogo com os russos, e também o fez o Zenit depois do golo de Hulk, apostando num ritmo mais pausado e na espera por um prolongamento que acabou por não chegar, fruto do empate de Gaitán e, depois, do golo da vitória, marcado no último segundo do jogo por Talisca. O resultado da décima vitória seguida dos encarnados fora de casa foi o justo apuramento para os quartos-de-final da Liga dos Campeões. Afinal, só durante 25 dos 180 minutos da eliminatória os russos justificaram os milhões de que é composto o seu plantel. Rui Vitória fez o onze que se impunha, mexendo só no que tinha mesmo de mexer, por força das ausências de Júlio César, André Almeida e Jardel. Baixou Samaris para central, chamou Fejsa e Nelson Semedo a um onze onde se mantinha Ederson. E o início do jogo foi bom para a equipa portuguesa, que durante toda a primeira parte foi capaz de dividir a iniciativa com os russos. Jonas tinha bola no meio-campo adversário, o meio-campo conseguia manobrar à vontade e a equipa até reagia sempre bem à perda de bola, com uma pressão intensa que impedia as transições ofensivas rápidas ao Zenit. Conseguia o Benfica levar o Zenit para onde queria, impedindo os russos de entrar em contra-ataque e forçando-os a um ataque organizado onde, até por imposições táticas – Witsel e Maurício, por exemplo, nunca saíam da sua área de ação – a equipa de Villas-Boas não é tão forte. Daí que o primeiro tempo se tenha concluído com uma igualdade nos remates e até nas ocasiões de golo. A segunda parte, porém, trouxe um Zenit muito mais ofensivo. E, seja por ter deixado de conseguir sair ou porque abdicou de o fazer, o Benfica pareceu preocupar-se demasiado cedo com a proteção da sua baliza. É certo que na primeira parte tinha tido alguns problemas com o controlo da largura defensiva, permitindo por vezes que os laterais do Zenit aparecessem em boa posição, mas o que saiu desta maior contenção encarnada foram os tais 25 minutos de superioridade clara dos russos, a culminar no golo que Zhirkov ofereceu a Hulk. Faltavam 21 minutos para o jogo acabar e, quando qualquer equipa de sangue quente partiria para cima do adversário, para ganhar vantagem, o que o Zenit fez foi congelar o jogo, à espera de um erro do Benfica ou do prolongamento. E, apesar da reação do Benfica, que voltou a dividir o jogo com os russos, era para aí que o jogo se dirigia quando, num momento de espontaneidade, a cinco minutos do final, Raul Jiménez arrancou um remate de fora da área, Lodygin desviou-o para a barra e Gaitán foi mais rápido que Lombaerts a acorrer à recarga. O golo de Gaitán matou o Zenit, que não conseguiu sequer voltar a organizar-se no período de jogo que faltava. E disso se aproveitou o Benfica, que no último dos cinco minutos de desconto dados pelo árbitro, ainda fez o 2-1, através de Talisca. A vitória no jogo, a décima seguida do Benfica em jogos fora de casa, igualando o recorde da equipa de Jimmy Hagan em 1972/73, talvez tenha sido um presente demasiado generoso – o que as equipas fizeram no campo apontava mais para um empate. Mas a honra de figurar entre as oito equipas que em Abril vão discutir os quartos-de-final da Liga dos Campeões, essa, o Benfica mereceu-a inteiramente.
2016-03-09
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O Benfica soma golos em cima de golos e Rui Vitória começa a convencer aqueles que dele tanto duvidavam. As reações têm sido múltiplas, entre os que dizem que os verdadeiros testes vão chegar agora, os que atribuem a melhoria à capacidade individual e à criatividade de três ou quatro jogadores muito acima da média e os que dizem que há muto trabalho do treinador na forma como a equipa subiu de rendimento. Todos têm razão. Porque este Benfica não descolou enquanto Rui Vitória não largou o ideário dos últimos anos e isso levou tempo, mas nunca conseguiria fazê-lo sem a capacidade individual dos seus melhores jogadores e, sim, faltam os testes a sério. Porque se já se sabe que este Benfica é capaz de ser muito forte com os mais fracos, ainda não se percebeu se sabe ser igualmente forte com aqueles que estão ao seu nível. Aquilo que se vê neste momento do Benfica é um futebol ofensivo avassalador, muito por culpa da criatividade e da tomada de decisão de Jonas, Gaitán e Pizzi, da presença na área que é assegurada por Mitroglou, das acelerações dadas ao jogo por Carcela e da dinâmica imprimida no transporte de bola por Renato Sanches. Tudo individualidades, ainda que, com exceção de Carcela e Sanches, que eram preteridos em favor de Gonçalo Guedes e da acumulação de Samaris com Fejsa, todos lá estivessem no penoso início de época em que o Benfica perdia tanto como ganhava. Ora é aí que entra o trabalho do treinador. Porque este Benfica comporta-se agora de forma muito diferente do que fazia nesse início de época. O Benfica de agora joga muito mais curto, com linhas mais próximas e sem a obsessão pela largura que revelava há uns meses, dessa forma favorecendo as coberturas e aumentando a possibilidade de tabelas. E ainda que o comportamento de Renato Sanches, que é ofensivamente tão vistoso, deixe muito a desejar quando a equipa perde a bola – seja porque está geralmente fora do sítio em transição defensiva ou porque ainda percebe mal as necessidades da equipa em organização defensiva – torna a equipa muito menos vulnerável aos ataques lançados pelos adversários. Por que é que isto levou tanto tempo a engendrar? Difícil responder. Mas aquilo que o Benfica vem fazendo permite ter teorias. Primeira de todas: as equipas levam tempo a construir. É que o maior problema do Benfica era, simultaneamente, a sua maior vantagem: a herança de seis anos de trabalho com Jesus. Na Supertaça, contra o Sporting, Jesus jogou bem mentalmente e, com o que disse, obrigou Vitória a abdicar dos suportes dessa herança, obrigou-o a mudar quando ainda era demasiado cedo para o fazer. Mas Vitória, que teve uma pré-época catastrófica por força daquilo que o Benfica quis lucrar na digressão à América do Norte, também terá evoluído na sua forma de pensar. O que se viu no dérbi com o Sporting, na Luz, nesses 0-3 de que o Benfica saiu tão diminuído, foi uma equipa com ideias desajustadas ou pelo menos impraticáveis contra adversários do mesmo nível: largura total, muitos passes laterais a atravessar o corredor central sem cobertura defensiva, convidando o adversário à interceção e à transição. O Benfica de hoje já não é isso. Joga com linhas mais próximas e favorece a diagonal dos alas para o corredor central, onde funcionam como ponto de apoio para progressões trianguladas mais seguras. Trocou a largura e a vertigem por uma posse com cabeça. Chegará para ganhar ao FC Porto e inflar ainda mais o balão da expectativa benfiquista? Essa é a grande dúvida da semana que vai entrar. Porque, por exemplo, no jogo da Taça de Portugal em Alvalade, o novo Benfica não foi capaz de se impor a um adversário do mesmo nível, nem mesmo beneficiando de um golo a frio que podia ter encaminhado o jogo para um desfecho completamente diferente. A favor dos encarnados está o facto de também o FC Porto de Peseiro ser uma equipa em mudança de processos e por isso a precisar do tal tempo de que precisou o Benfica de Vitória. Ou o facto de o Zenit de André Villas-Boas estar a regressar das férias de Inverno e ainda sem o ritmo competitivo de que precisaria para dar uma resposta à altura. Certo é que a próxima semana e meia definirá muito do que vai ser esta época para o Benfica. In Diário de Notícias, 08.02.2016
2016-02-08
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Último Passe

A vitória do Benfica em Moreira de Cónegos, por concludentes 4-1, confirmou que os bicampeões nacionais estão bem vivos na corrida ao título. Mantêm-se a dois pontos do Sporting, que lidera, mas voltaram a revelar frente ao Moreirense uma coordenação ofensiva que neste momento mais ninguém exibe em Portugal. Foi a noção exata dos espaços e das movimentações coletivas, tão diferente daquilo que esta equipa fazia há meio campeonato, quando estava em crise de identidade, que permitiu ao Benfica dar uma expressão tão desequilibrada no marcador a um jogo em que o adversário até mostrou coisas boas. Jonas, com mais dois golos e uma assistência, voltou a ser decisivo, mas esteve sempre muito bem acompanhado por Pizzi, a tal peça móvel que dá consistência e desequilíbrio ao meio-campo, e por Gaitán, que voltou a mostrar que está de volta com mais um golo. Mitroglou fez o golo já habitual e Renato Sanches soube empurrar a equipa para a frente, mostrando categoria, por exemplo, na forma como lançou Eliseu no lance do 2-0. É que essa altura foi importante no jogo. Depois de um início impositivo do Benfica, a empurrar o Moreirense para trás até fazer o 1-0, num lance em que Pizzi abriu na direita antes de descobrir a cabeça de Jonas na área, a equipa de Miguel Leal reagiu. Bem servido pela capacidade de desequilíbrio de Iuri Medeiros, sempre ativo e perigoso, bem como pela velocidade de Boateng, o Moreirense deu a ideia de que podia discutir o jogo, mas foi apanhado em contrapé mesmo antes do intervalo pela tal combinação Renato-Eliseu, convertida de primeira por Mitroglou. Apesar do 0-2, o Moreirense continuou vivo na segunda parte. Só que quando se pensava que um golo da equipa da casa poderia reabrir o jogo, foi o Benfica quem chegou aos 4-0, com mais dois golos de rajada. Jonas marcou o terceiro, após solicitação de Pizzi, e ofereceu o quarto a Gaitán. Com o assunto arrumado, o que sobrou de jogo serviu apenas para o Moreirense fazer um golo que Iuri Medeiros mereceu, pela insistência e qualidade que colocou sempre na sua procura. O açoriano, que já tinha marcado ao Benfica a meio da semana, tem futebol para mais do que este Moreirense, mas não chegou para dar uma alegria ao Sporting, que o tem ali emprestado.
2016-01-31
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A visita do Benfica à Choupana, para defrontar o Nacional, é fundamental para os encarnados manterem a pressão sobre o Sporting na Liga e não podia surgir em melhor altura para a equipa de Rui Vitória. É que o Benfica está na melhor série de resultados da época, enquanto o Nacional atravessa a pior desde há alguns anos. O Nacional vai com sete jogos seguidos sem ganhar. A última vitória (3-1 ao Marítimo) conheceu-a a 27 de Novembro, tendo desde essa altura encaixado três derrotas (2-1 em casa com o FC Porto, 2-0 na deslocação ao terreno do Moreirense e 1-0 na Luz com o Benfica) e quatro empates (1-1 com o Estoril, 2-2 com o Desp. Aves, o Arouca e o Belenenses). É a pior série do Nacional desde o período entre Novembro de 2011 e Janeiro de 2012, quando passou oito jogos sem ganhar (três derrotas e cinco empates). Para evitar igualar esse cenário de crise que coincidiu com a chegada ao clube de Pedro Caixinha, a equipa madeirense precisaria de ganhar agora ao Benfica no jogo da Liga. Ora, na Liga, a equipa de Manuel Machado não ganha há cinco jornadas, também desde a tal vitória contra o Marítimo. Igualou já a pior série da época, as cinco jornadas sem vencer entre os 2-0 em casa à Académica (quarta jornada) e o 1-0 em Guimarães (10ª). O Benfica, em contrapartida, vem da primeira série de quatro vitórias seguidas esta época: ganhou de enfiada a Rio Ave (3-1), Nacional (1-0), V. Guimarães (1-0) e Marítimo (6-0). Procura o quinto sucesso da série, algo que não consegue desde que ganhou seis jogos seguidos em Fevereiro e Março do ano passado, já perto da ponta final da caminhada que acabaria por levá-lo ao título de bicampeão nacional.   - Rui Vitória tem um cruzamento com Manuel Machado na sua história: em Agosto de 2011, Machado começou a época no V. Guimarães com quatro derrotas seguidas, sendo despedido após a eliminação no play-off da Liga Europa, contra o Atlético de Madrid. Rui Vitória foi o treinador contratado para o substituir e, após um curto interinato de Basílio Marques, estreou-se no clube a ganhar fora ao… Nacional, por 4-1.   - Essa foi a segunda e última vez que Rui Vitória ganhou na Choupana e em ambas teve de marcar quatro golos: já lá tinha ganho em 2010/11, com o Paços de Ferreira, na Taça da Liga (4-3). Depois, voltou lá três vezes com o V. Guimarães, com uma derrota (2-1 em 2012/13) e dois empates (1-1 em 2013/14 e 2-2 em 2014/15). E até com o Benfica já ali empatou esta época (0-0), ainda que contra o U. Madeira.   - Por sua vez, Manuel Machado tem tido muitas dificuldades nos confrontos com o Benfica: perdeu os últimos sete, todos com o Nacional, e não ganha desde Setembro de 2010, quando o seu V. Guimarães se impôs aos encarnados no Minho por 2-1.   - Contra Rui Vitória, o saldo do atual treinador do Nacional só ficou desequilibrado com o recente 1-0 com que o Benfica ganhou aos alvi-negros, para a Taça da Liga, na Luz. Ao todo, defrontaram-se dez vezes, com três vitórias de Machado, quatro de Vitória e três empates.   - Luís Aurélio, que está ausente por lesão, marcou golos nos últimos dois jogos do Nacional, os empates a duas bolas em casa com o Arouca e fora com o Belenenses. Foi a terceira vez que o alentejano marca em jogos seguidos na sua carreira, vendo-se privado da hipótese de repetir a graça à terceira partida. E até podia sentir-se inspirado por defrontar a equipa que o viu estrear-se na Liga: foi lançado por Miguel Leal num Benfica-Moreirense que os encarnados ganharam por 3-1, a 21 de Setembro de 2014.   - Também Gaitán, que se estreou na Liga pelo Benfica a defrontar o Nacional, lançado por Jorge Jesus a 21 de Agosto de 2010, na derrota na Choupana por 2-1, está afastado deste jogo por lesão.   - Outro jogador do Nacional que se estreou na Liga a defrontar o Benfica foi Miguel Rodrigues, que a 5 de Maio de 2012 foi lançado às feras por José Dominguez numa derrota da U. Leiria na Luz por 1-0.   - O Benfica ganhou os últimos sete jogos que fez contra o Nacional, três deles na Choupana, onde não deixa pontos desde um empate a duas bolas em Fevereiro de 2013: Diego Barcelos e Mateus marcaram para os madeirenses, Urreta e Mexer (este na própria baliza) fizeram-no para os encarnados.   - A última vez que o Nacional ganhou ao Benfica foi em Agosto de 2010, por 2-1, num jogo que fez com que os benfiquistas começassem a desconfiar de Roberto, o guarda-redes espanhol que tinha sido contratado nessa época ao Atlético de Madrid. Luís Alberto e Orlando Sá marcaram os golos da equipa da casa, Carlos Martins reduziu em cima do apito final para os então campeões nacionais.   - Desde 2010 e 2011 que nenhum jogador benfiquista marcou em mais de um jogo na Choupana. O último a consegui-lo foi Cardozo, que fez ali o golo da vitória (1-0) em Março de 2010 e depois esteve entre os goleadores dos 2-0 de Março de 2011.   - Tiago Martins, o árbitro lisboeta que vai dirigir a partida, está umbilicalmente ligado ao Nacional, pois foi na Choupana que fez o seu primeiro jogo na Liga. Aconteceu em Agosto de 2014 e os alvi-negros ganharam por 2-0 ao Arouca. De resto, Tiago Martins, que só apitou o Benfica uma vez – na vitória por 4-0 frente ao Estoril, esta época – foi também o juiz da última vitória do Nacional, os tais 3-1 ao Marítimo.
2016-01-09
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O tropeção do Sporting na Choupana, frente ao União da Madeira, seguido da vitória do FC Porto sobre a Académica, no Dragão, trouxe uma inesperada mudança de líder ao campeonato. A equipa de Julen Lopetegui sucedeu à de Jorge Jesus no primeiro lugar, se calhar nem bem consciente da importância que tem passar a consoada no primeiro lugar: doze dos 16 campeões deste século receberam os embrulhos do Pai Natal na frente da Liga. Que a troca tenha acontecido semana e meia depois da espera dos adeptos portistas ao treinador basco, no aeroporto, no regresso de Londres, após a eliminação da Champions, é um detalhe que serve para acentuar que este pode vir a ser um campeonato de jogadores e não de treinadores. A questão foi muito debatida neste início de época, quando Jorge Nuno Pinto da Costa investiu no reforço de um plantel que já era o mais forte da Liga e Bruno de Carvalho apostou as fichas todas no treinador que ganhara os dois últimos campeonatos. De um lado, acreditava-se que era preciso juntar qualidade a um grupo que continuava a ser liderado por um treinador ao qual nem os adeptos portistas comprariam um carro usado. Do outro, achava-se que um grupo reforçado mas ainda assim limitado poderia transcender-se se fosse liderado por um ganhador acima de qualquer suspeita. Ouviram-se e leram-se inúmeras comparações entre os milhões que custaram jogadores de um lado e os que ganhava o treinador do outro. E é claro que só o final do campeonato trará a resposta definitiva, mas a ascensão do FC Porto à liderança na semana do Natal pode prenunciar que a aposta correta acaba por ser a do presidente portista. É que só por três vezes neste século uma equipa conseguiu ser campeã sem estar pelo menos ex-aequo no topo da Liga por esta altura: aconteceu ao Sporting em 1999/00, ao Boavista em 2000/01, ao Benfica em 2004/05 e ao FC Porto em 2008/09. Em três destes casos (em todos os que acabou por perder, portanto), o campeão de Natal foi o FC Porto, pelo que os dragões sabem bem o que é deitar ao lixo um campeonato nestas circunstâncias. E é por já estarem avisados que têm de olhar para o clássico de dia 2 de Janeiro, com o Sporting, em Alvalade, com a necessidade absoluta de não permitirem nova ultrapassagem: em 2000/01, por exemplo, o FC Porto cedeu o primeiro lugar ao Boavista com uma derrota no confronto direto logo no início de Janeiro e nunca mais o recuperou. Isso pode até querer dizer que o empate em Alvalade acabará por ser um bom resultado para o FC Porto, porque manteria a liderança, mas convém os portistas não esquecerem que também o é para o Benfica, que ontem ganhou ao Rio Ave e se colocou a cinco pontos do topo da tabela. Se os rivais empatarem no clássico e o Benfica vencer em Guimarães, essa distância baixará para três pontos apenas. Uma vitória… Claro que este é um cenário de sonho para os benfiquistas, também ele surgido na semana em que a contestação a Rui Vitória subiu tanto de tom que a “estrutura” sentiu a necessidade de divulgar que o presidente Luís Filipe Vieira tinha ido ao balneário puxar as orelhas ao grupo. Mas é um cenário que acaba por premiar a política híbrida, de navegação à vista, assumida por Vieira. O Benfica quis outro treinador para foçar a aposta nos jovens formados no Seixal – e na verdade alguns deles até estão a jogar – mas acabou por ter de abrir os cordões à bolsa quando a passagem de Jesus para Alvalade veio mudar a conjuntura. Vitória não tem sido capaz de fazer do Benfica um coletivo tão ganhador como o do bicampeonato, mas continua a ter jogadores capazes de resolver, como Gaitán numa altura da época e Jonas agora. Na verdade, também no Benfica se torce para que este seja um campeonato de jogadores. Se será ou não, os meses que faltam é que darão a resposta. Mas do dia 2 de Janeiro já será possível ter umas pistas a este respeito. In Diário de Notícias
2015-12-21
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O Benfica ganhou nas últimas quatro visitas à Madeira, não perdendo ali desde que caiu aos pés do Marítimo na abertura da Liga de 2013/14. Rui Vitória, por sua vez, não tem sido feliz na sequência das viagens à Pérola do Atlântico, onde não ganhou nenhum dos derradeiros oito jogos. A sua última vitória – e única na Madeira ao serviço do V. Guimarães – aconteceu há quatro anos, quando bateu o Nacional por 4-1 em partida da Liga, precisamente no Estádio da Madeira (Choupana), onde vai agora disputar-se o U. Madeira-Benfica. Ainda assim, a conquista mais importante na carreira do atual treinador encarnado passou pelo Funchal: empatou ali com o Marítimo nos oitavos-de-final da Taça de Portugal de 2012/13, qualificou-se no desempate por grandes penalidades e acabou por vencer a prova, na final, contra… o Benfica. Ora é precisamente o Benfica que tem transformado as viagens à Madeira numa limpeza. Depois da derrota frente ao Marítimo, a 18 de Agosto de 2013, na primeira jornada da Liga de 2013/14 (2-1, com golos de Derley e Sami para os verde-rubros e de Rodrigo para as águias), os encarnados ganharam sempre no Funchal. Ainda nessa época, impuseram-se por duas vezes ao Nacional (1-0 para a Taça da Liga e 4-2 para o campeonato). Na temporada passada, sempre a contar para o campeonato, venceram o Nacional por 2-1 e o Marítimo por 4-0, com um nome comum a ambas as fichas de goleadores: o do agora lesionado Salvio. Já Rui Vitória tem tido mais problemas com os voos até ao Funchal. Ao comando do V. Guimarães só lá ganhou uma vez, ainda que possa apresentar como bom auspício o facto de ter sido logo a primeira (como é agora a primeira que ali leva o Benfica) e na primeira vez que orientou a equipa minhota. Manuel Machado saiu após a derrota em casa com o FC Porto (0-1), na primeira jornada da Liga de 2011/12, Basílio Marques orientou a equipa nos 0-3 com o Beira Mar e nem chegou a aquecer o lugar, de modo que Rui Vitória saltou do banco do Paços de Ferreira para o do mais ambicioso V. Guimarães. No jogo de estreia, à terceira jornada, já ganhava por 2-0 ao intervalo, acabando por se impor por 4-1 (marcaram N’Diaye, Toscano e Edgar, este por duas vezes). A mesma chapa quatro com o Benfica de Vitória resolveu dois dos três sucessos fora de casa que leva neste momento. Aquela foi, porém, a única vitória do atual treinador benfiquista no Funchal. Depois disso, na mesma temporada, ainda perdeu (2-1) com o Marítimo. Nos restantes seis jogos que lá fez para a Liga, empatou duas vezes com o Nacional na Choupana (1-1 em 2013/14 e 2-2 na época passada) e perdeu nas outras quatro ocasiões (2-1 com o Nacional em 2012/13 e todos os jogos nos Barreiros com o Marítimo: 1-0 em 2012/13, 2-1 em 2013/14 e 4-0 em 2014/15). A Madeira está, ainda assim, ligada à conquista da Taça de Portugal, que obteve pelo V. Guimarães em 2012/13. A 2 de Dezembro de 2012, empatou nos Barreiros com o Marítimo a uma bola (Ricardo igualou após um primeiro golo de Fidelis), acabando por se qualificar no desempate por grandes penalidades, numa noite mágica de Douglas, que defendeu dois pontapés dos onze metros. Chegou à final, onde venceu o Benfica, mas ainda há-de lembrar-se que nunca como nesse dia esteve tão perto de soçobrar: aquele foi o único dos sete jogos da caminhada que o V. Guimarães não venceu.   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira que se diz poder sair ainda antes do jogo com o Benfica, na sequência da derrota por 6-0 em Paços de Ferreira, fez uma época no Benfica B (na qual lançou Lindelof, jogador do atual plantel encarnado), mas nunca defrontou o Benfica como treinador na Liga. Aliás, a confirmar-se a rescisão, esta pode ser a segunda vez que sai mesmo à beira de o fazer: em 2005, conduziu o V. Setúbal até à 15ª jornada, quando se demitiu, alegando salários em atraso, deixando a equipa num excelente terceiro lugar. Na 16ª jornada, o V. Setúbal defrontou o Benfica, perdendo por 1-0.   - Gaitán, que ficará de fora da deslocação à Madeira, fez o primeiro jogo pelo Benfica na Liga na Choupana, o estádio do Nacional que servirá de casa emprestada à U. Madeira para receber o Benfica. Não tem boas memórias dessa noite, porém. Foi a 21 de Agosto de 2010, o argentino saiu aos 65’, com o Benfica a perder por 2-0 com o Nacional. Ainda viu Carlos Martins reduzir para 2-1, mas a derrota acabou por marcar-lhe a estreia.   - O Benfica ganhou as últimas três saídas na Liga: Tondela em Aveiro, Sp. Braga e V. Setúbal. Não conseguia três vitórias fora de casa seguidas na Liga desde o período entre Novembro do ano passado e Janeiro deste ano, quando ganhou cinco jogos consecutivos como visitante.   - Sempre que marcou golos nos jogos em casa esta época, o U. Madeira ganhou. Foi assim com o Marítimo (2-1) e com o Tondela (2-0). Nos outros quatro jogos o seu ataque ficou em branco.   - O União da Madeira perdeu todos os dez jogos que fez com o Benfica na Liga e só marcou quatro golos, todos eles na Luz. Em casa, ficou sempre em branco. A exceção a esta regra válida para a Liga foi uma partida da Taça de Portugal, em Dezembro de 1993, que acabou empatada a uma bola, no Estádio dos Barreiros. No prolongamento, porém, o Benfica impôs-se por 5-1.   - Aliás, o U. Madeira vem de uma derrota por 6-0, contra o Paços de Ferreira, algo que já não lhe acontecia desde Maio de 1992, quando foi batido por igual margem pelo… Benfica: Rui Águas e Paulo Sousa marcaram primeiro, antes de Isaías e Magnusson bisarem e fixarem o resultado final   - Cosme Machado, que será o árbitro do U. Madeira-Benfica, tem um registo curioso: nos cinco jogos que fez esta época na Liga, nenhuma equipa marcou golos a jogar em casa e só uma (o Moreirense, na receção ao Sp. Braga) evitou a derrota. O juiz minhoto já esteve numa derrota dos encarnados na Liga: o 1-2 com a Académica, na Luz, no arranque de 2010/11. Fora de casa, no entanto, o Benfica ganhou sempre com ele e nunca sofreu sequer um golo. Para o U. Madeira será a estreia na Liga com o árbitro minhoto.
2015-12-14
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Há muito que o Benfica sabia que não ia poder contar com Gaitán na viagem a Astana, porque o argentino foi expulso perto do final da receção ao Galatasaray. Novidade mais recente é a ausência forçada de Luisão, que se lesionou no dérbi da Taça de Portugal contra o Sporting. Será sem a sua maior estrela e sem o seu capitão e principal referência que os encarnados tentarão ganhar ao bicampeão cazaque para desde logo assegurarem a qualificação para os oitavos-de-final da Liga os Campeões sem dependerem do resultado do Atlético Madrid-Galatasaray, que se joga mais à noite. O precedente histórico é animador. Desde que Gaitán chegou ao Benfica, em 2010, só houve dois jogos europeus em que o Benfica não o utilizou a ele nem a Luisão. E não perdeu nenhum: venceu em casa o Spartak Moscovo por 2-0 na Champions de 2012/13 e, também na Luz, empatou sem golos com o Leverkusen, na edição do ano passado. Aliás, as ausências europeias de Gaitán – que marcou golos nas primeiras três jornadas da atual Liga dos Campeões – nem têm sido assim tão importantes, pois o Benfica nunca perdeu sem ele: em nove jogos, soma seis vitórias (4-3 ao Lyon, 2-0 ao Spartak Moscovo, 2-0 ao Anderlecht, 1-0 ao PAOK Salónica, 2-0 ao Alkmaar e 2-1 à Juventus) e três empates (0-0 com o Leverkusen e em Barcelona e 2-2 com o Tottenham). Mais complicada é a história no que toca às ausências de Luisão. No mesmo período, o capitão também faltou a nove partidas, das quais o Benfica só ganhou três: os 2-0 ao Spartak Moscovo já anteriormente mencionados, 3-2 ao Bordéus e 1-0 ao Otelul. Soma, de resto, dois empates (0-0 com o Leverkusen e com o Celtic, em Glasgow) e quatro derrotas (2-1 com o Chelsea, 2-0 em Barcelona, 2-1 com o Spartak Moscovo e 1-0 com o Fenerbahçe).   - Só a vitória permitirá ao Benfica assegurar a qualificação antes do Atlético de Madrid-Galatasaray, que se jogará à noite. Ganhando, o Benfica soma 12 pontos, garante pelo menos o segundo lugar do grupo e só perder o primeiro se o Atlético ganhar os dois jogos que lhe restam (Galatasaray em casa e Benfica fora). Empatando, os encarnados chegam aos 10 pontos e até podem qualificar-se enquanto viajam de regresso a Portugal, desde que à noite o Galatasaray não ganhe em Madrid – caso em que os turcos chegariam, no máximo, aos oito pontos. Nesse caso, aliás, até a derrota em Astana pode garantir a qualificação.   - O Astana, por seu turno, luta ainda pela entrada na Liga Europa. Se ganhar ao Benfica e beneficiar da derrota do Galatasaray em Madrid fica à frente dos turcos e ganha o direito a ir a Istambul decidir o terceiro lugar. Nesse caso, bastar-lhe-ia um empate.   - O Benfica procura o quinto jogo consecutivo a marcar pelo menos um golo, coisa que já não consegue desde Abril, quando encerrou na Luz, frente ao FC Porto (0-0), uma série de 22 jogos seguidos sempre com golos. Esta época, os encarnados encalharam ao quarto jogo de uma sequência no Dragão com o FC Porto (0-1) e ao quinto de outra na Luz contra o Sporting (0-3). Seguem neste momento com quatro jogos sempre a marcar: 4-0 ao Tondela, 2-1 ao Galatasaray, 2-0 ao Boavista e 1-2 com o Sporting.   - O Astana perdeu no sábado a final da Taça do Cazaquistão. Apesar de se ter colocado em vantagem, por Twumasi, viu o Kairat Almaty virar para 1-2 e perdeu assim a oportunidade de vencer a dobradinha, uma vez que a 8 de Novembro se sagrou bi-campeão nacional, ao vencer o Aqtobe por 1-0, graças a um golo de Kabananga, a 3’ do fim.   - O Astana é a primeira equipa do Cazaquistão a jogar a Liga dos Campeões. Chegou aqui depois de eliminar os campeões da Eslovénia (Maribor), da Finlândia (HJK Helsínquia) e de Chipre (Apoel Nicosia), ganhando sempre os jogos em casa. Na fase de grupos ainda não ganhou mas também não perdeu em casa: Galatasaray (2-2) e Atlético de Madrid (0-0) saíram de Astana com empates. A última equipa estrangeira a ganhar no Astana Arena foi o Villarreal, que ali venceu por 3-0 a 21 de Agosto de 2014.   - Stanimir Stoilov, treinador do Astana, jogou durante duas épocas no Campomaiorense, defrontando por duas vezes o Benfica. A 9 de Dezembro de 1995 perdeu por 2-0 na Luz (golos de Edgar e Marcelo, já na segunda parte) e a 14 de Abril de 1996 empatou a zero em Campo Maior. O Campomaiorense desceu de divisão, mas Stoilov ainda ficou por mais um ano.  
2015-11-24
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Ao descobrir Gonçalo Guedes para o primeiro golo do Benfica frente ao Boavista, Gaitán consolidou a sua posição como melhor assistente da temporada. Foi o oitavo passe de golo que o argentino fez esta época, o terceiro dos quais para o extremo direito. Aliás, três dos quatro golos de Guedes pelo Benfica esta época surgiram de passes de Gaitán: a exceção foi o tento em Aveiro ao Tondela, que saiu de uma abertura de Jonas.   - E vão 453 minutos do Boavista sem fazer golos na Liga: contam os últimos três minutos da vitória sobre a Académica, em Coimbra, após o golo de Anderson Carvalho, bem como os cinco zeros somados frente a Sporting, Rio Ave, Nacional, Marítimo e, agora, Benfica. É a mais longa série na história dos boavisteiros sem fazer golos na prova.   - Samaris viu o quinto cartão amarelo em outros tantos jogos consecutivos, depois de já ter sido advertido contra o Atl. Madrid, Galatasaray, Sporting e Tondela. O máximo que tinha eram três jogos seguidos a ver amarelos, em Janeiro de 2013, quando ainda representava o Panionios.   - Sílvio fez o sexto jogo consecutivo a tempo inteiro (Vianense, Galatasaray, Sporting, Tondela, outra vez Galatasaray e agora Boavista), deixando a ideia de que está a voltar ao seu melhor e que as lesões ficaram para trás. O lateral não fazia seis jogos seguidos a tempo inteiro desde Abril de 2013, quando ainda jogava no Deportivo da Corunha, por empréstimo do Atlético Madrid.   - Carcela voltou a marcar, depois de ter estado na folha de goleadores frente ao Vianense e ao Tondela. Apesar de começar frequentemente como suplente, já fez tantos golos em seis jogos esta época (três) como em cada uma das últimas duas épocas: marcou três em 23 partidas pelo Standard Liège em 2014/15 e outros tantos em 33 jogos pelo Anzhi e pelo Standard em 2013/14.   - Tanto Carcela como Gonçalo Guedes marcaram pela segunda jornada consecutiva da Liga, algo que esta época só Jonas tinha feito no Benfica. É uma estreia para o jovem português, ao passo que o marroquino não experimentava esta sensação desde Abril de 2011, quando inscreveu o nome na lista de marcadores do Standard de Liège frente ao Gent e ao Lokeren.   - Mesmo com um jogo a menos que o Sporting (e tantos como o FC Porto), o Benfica alargou a vantagem sobre os dois rivais na tabela do melhor ataque da Liga. Tem agora 22 golos marcados, contra 19 dos leões e 18 dos dragões.   - O boavisteiro Idris foi expulso pela segunda vez nesta Liga, juntando-se aos maritimistas Tiago Rodrigues e Edgar Costa e ao setubalense Fábio Pacheco como únicos jogadores a merecerem essa distinção repetida da parte dos árbitros. Foi ainda a quarta expulsão dos axadrezados na Liga, sendo que a equipa de Petit só perdeu dois dos jogos que acabou com dez homens.   - O jogo serviu para a estreia na Liga do jovem congolês Bukia, que entrou a 13 minutos do final para o lugar de Anderson Carvalho. Depois de Gideão, Inkoom, Tiago Mesquita, Luisinho e Douglas Abner, é a sexta estreia promovida por Petit na atual edição da Liga.
2015-11-09
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O Benfica recebe o Galatasaray naquele que é o jogo decisivo para definir o seu futuro na Liga dos Campeões. Os encarnados seguem com seis pontos e, olhando para as últimas edições da prova, isso chegou para apurar 34 das 37 equipas que chegaram a esta fase com tamanho pecúlio. Todos os anos há uma equipa que sai a matar e acaba a morrer. Na época passada foi o Olympiakos, que somou apenas três pontos na segunda volta, perdendo o quarto jogo, e por isso mesmo terminou o seu grupo em terceiro lugar. As outras dez equipas que somaram pelo menos seis pontos nos primeiros três jogos da última Liga dos Campeões acabaram por se apurar. Foi o caso de Atlético Madrid (tinha seis, acabou com 13), Real Madrid (de nove para 18), Leverkusen (de seis para dez), Borussia Dortmund (de nove para 13), Arsenal (de seis para 13), Bayern (de nove para 15), Barcelona (de seis para 15), Paris St. Germain (de sete para 13), Chelsea (de sete para 14) e FC Porto (de sete para 14). Ponto comum a todas: não perderam o quarto jogo. Aliás, das dez, só duas não o ganharam: o Arsenal, que empatou em Londres com o Arnderlecht (3-3) e o Chelsea que foi empatar fora com o Maribor (1-1). Não é comum uma equipa ser eliminada na fase de grupos com seis pontos somados ao fim dos primeiros três jogos, mas a verdade é que isso tem acontecido a uma todos os anos. Andando mais para trás, encontram-se outros casos. Em 2013/14, calhou a fava ao Napoli, única das 13 equipas que chegaram à quarta jornada com seis pontos a ficar pelo caminho. Aconteceu, contudo, num grupo atípico, pois o Ol. Marselha perdeu todos os seus jogos e Borussia Dortmund, Arsenal e Napoli acabaram os três com 12 pontos. Alguém tinha de cair… E em 2012/13, das 13 equipas que fizeram pelo menos seis pontos nos primeiros três jogos, a infelicidade tocou ao Bate Borisov, que perdeu as três partidas daí até final e acabou relegado para a Liga Europa.   - Gaitán marcou três golos nas primeiras três partidas europeias da época do Benfica, picando sempre o ponto. O último a consegui-lo tinha sido Nolito, que em Julho e Agosto de 2011 marcara sucessivamente nos dois jogos com o Trabzonpor (2-0 em casa e 1-1 fora) e na visita ao Twente (2-2). O último jogador a marcar nos primeiros quatro jogos europeus do Benfica numa época foi José Torres, na Taça dos Campeões de 1964: fez um póquer ao Aris, no Luxemburgo (5-1), e mais um golo na vitória da segunda mão (outra vez 5-1), e depois, na segunda eliminatória, marcou o golo benfiquista no empate frente ao La Chaux de Fonds (1-1 na Suíça) e fechou a contagem nos 5-0 em casa frente a esta mesma equipa.   - Samaris não pode jogar, por ter visto dois cartões amarelos nas primeiras três jornadas. Será o décimo jogo do Benfica sem o grego desde que ele chegou, o terceiro nesta época, onde já faltou às vitórias sobre Estoril (4-0) e Vianense (2-1). Desses nove jogos, o Benfica ganhou seis, empatou dois (0-0 com o V. Guimarães, na festa do título anterior, e com o Leverkusen, na despedida europeia da época passada) e perdeu um (1-2 com o Sp. Braga em casa, para a Taça de Portugal).   - Benfica e Galatasaray já se defrontaram duas vezes, ambas com vitórias dos turcos. A estreia foi na fase de grupos da Liga Europa de 2008/09, quando os jogos eram só a uma mão, e o Galatasaray se impôs na Luz por 2-0, com golos de Emre Azik e Umit Karan. Dos jogadores que atuaram nesse 6 de Novembro de 2008, restam nos dois planteis Luisão (Benfica) e Hakan Balta e Sabri Sarioglu (Galatasaray). Mais recentemente, o Galatasaray venceu o Benfica por 2-1 em Istambul, na terceira jornada da presente Liga dos Campeões.   - O Galatasaray foi mesmo a única equipa turca a ganhar na Luz. Os outros quatro visitantes deixaram Lisboa vergados ao peso de derrotas e eliminações. O Fenerbahçe perdeu por 7-0 na Taça dos Campeões de 1975/76 e por 3-1 na meia-final da Liga Europa de 2012/13. O Altay foi batido por 4-0 na eliminatória preliminar da Taça das Taças de 1980/81 e o Trabzonspor por 2-0 na ronda preliminar da Liga dos Campeões de 2011/12.   - Além disso, o Galatasaray também ganhou na sua outra visita a Portugal: à já citada vitória sobre o Benfica, na Luz, junta-se outra, em Braga, por 2-1, com golos de Burak Yilmaz e Aydin Yilman, depois de Mossoró ter adiantado os bracarenses.   - O Benfica já marcou 18 golos na Luz esta época, em seis jogos que ali realizou, mas vem da primeira partida em branco (0-3 com o Sporting) desde Abril, quando ali empatou com o FC Porto (0-0), e da primeira derrota desde Dezembro do ano passado, quando foi eliminado da Taça de Portugal pelo Sp. Braga (1-2).   - O Galatasaray vem de oito jogos seguidos sem derrotas, desde que recebeu e foi batido pelo Atlético de Madrid, na abertura desta edição da Liga dos Campeões (0-2, a 15 de Setembro). Não conseguia uma série de invencibilidade tão grande desde Março, quando encalhou ao nono jogo, frente ao Fenerbahçe (0-1, na Liga turca).   - Os turcos vão também com nove deslocações europeias consecutivas sem vencer. A última vitória foi a 12 de Março de 2013, em Gelsenkirchen, frente ao Schalke, por 3-2, graças a um golo de Umut Bulut no último minuto do jogo. Nesse jogo também marcaram Altintop e Burak Yilmaz.   - Carole, defesa esquerdo do Galatasaray, já representou o Benfica, em 2010/11. Foi o terceiro jogador a jogar nos turcos depois de ter vestido a camisola encarnada, tendo os outros sido o lateral Abel Xavier e o médio ou defesa central Fernando Meira. O caminho inverso foi feito apenas pelo galês Dean Saunders, que jogou no Benfica em 1998/99 depois de ter estado no Galatasaray em 1995/96.  
2015-11-02
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Talisca voltou a ser titular e o Benfica voltou a ganhar, o que continua a inverter a tendência da época passada. Esta época, na Liga, o brasileiro só foi titular em Aveiro frente ao Tondela e em casa face ao Belenenses: duas vitórias e 10-0 em golos. Na época passada, o Benfica não ganhou nenhum dos três jogos da segunda volta em que o baiano começou de início: 0-0 em casa com o FC Porto, 1-2 fora com o Rio Ave e 0-1 fora com o Paços de Ferreira.   - Gaitán fez, no primeiro golo do Benfica ante o Tondela, a sexta assistência em 20 golos do Benfica na Liga, o que lhe reforça a posição de melhor assistente do campeonato. O curioso é que as cinco anteriores beneficiaram cinco jogadores diferentes: Mitroglou, Nelson Semedo, Jiménez, Jonas e Gonçalo Guedes. Jonas foi o primeiro repetente.   - Berger marcou o segundo autogolo do Tondela nesta Liga e o seu primeiro em Portugal. O anterior autogolo do Tondela tinha sido da lavra de Bruno Nascimento e valera a derrota por 1-0 frente ao V. Guimarães. O Tondela é assim a equipa que mais autogolos fez na Liga, ao passo que o Benfica não beneficiava de um desde a nona jornada de 2013/14, quando Marcelo Goiano (Académica), fez o segundo golo de um 3-0 com que os encarnados ganharam à Académica. Faz amanhã, dia 1 de Novembro, dois anos.   - Jonas marcou o primeiro golo do Benfica fora do Estádio da Luz na Liga desde 2 de Maio, quando os encarnados ganharam por 5-0 em Barcelos ao Gil Vicente. Desde aí o Benfica tinha ficado em branco em Guimarães (0-0), em Aveiro contra o Arouca e no Dragão (ambos 0-1).   - Jonas interrompeu ainda uma série de três jogos sem golos, frente a Atlético Madrid, Galatasaray e Sporting, depois de ter bisado em casa frente ao Paços de Ferreira. O máximo que Jonas tinha ficado sem marcar tinham sido dois jogos seguidos, em duas ocasiões: Sp. Braga e Rio Ave em Outubro do ano passado e Académica e Belenenses em Novembro e Dezembro.   - André Almeida fez o 100º jogo com a camisola do Benfica, entrando aos 64 minutos para o lugar do estreante Clésio. Dos 100, 51 foram na Liga. No mesmo jogo, Rui Vitória estreou mais dois jogadores: o moçambicano Clésio e o júnior Renato Sanches.   - Este foi o quarto jogo de Rui Bento no Tondela, depois de ter substituído Vítor Paneira. O novo treinador continua à espera da primeira vitória, o que é inédito em todos os técnicos que comandaram a equipa beirã desde a subida à II Divisão B, em 2009.   - Além disso, o Tondela não ganha há oito jogos, desde a vitória por 1-0 frente ao Nacional, a 30 de Agosto. É também a mais longa série de jogos sem vitória do clube desde que subiu à II Divisão B. A anterior datava de Fevereiro e Março de 2013 e tinha incluído cinco derrotas seguidas entre vitórias sobre o Benfica B e o V. Guimarães B.
2015-10-31
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O Benfica desloca-se a Aveiro para defrontar o Tondela com o intuito de interromper uma série de derrotas consecutivas sem precedentes desde Agosto de 2010. Os encarnados já perderam dois jogos consecutivos, com o Galatasaray e o Sporting, e desde esse arranque catastrófico da temporada a seguir ao primeiro título de Jorge Jesus que não deixam a série de derrotas chegar ao terceiro episódio. O último jogo sem derrota do Benfica foi a deslocação a Barcelos, para defrontar o Vianense, na Taça de Portugal. Ganhou por 2-1 e assegurou a passagem à quarta ronda da prova, na qual vai agora visitar o Sporting. Depois desse jogo com o Vianense, a equipa de Rui Vitória foi batida em Istambul pelo Galatasaray (2-1), em desafio da Liga dos Campeões, e em casa pelo Sporting (0-3), em jogo da Liga portuguesa. A deslocação a Aveiro para defrontar o Tondela é a ocasião para evitar uma série tão negra como a que experimentou em Agosto de 2010, quando perdeu consecutivamente com o FC Porto (0-2, na Supertaça), a Académica (1-2, na Liga) e o Nacional (1-2, também na Liga). Essa série foi interrompida a 28 de Agosto, frente ao V. Setúbal, na Luz, em jogo que até teve tudo para correr mal: aos 22’, o guarda-redes Júlio César (não o atual, mas o anterior, com o mesmo nome) fez penalti e foi expulso, levando ao regresso de Roberto às redes. O espanhol defendeu o penalti e o Benfica acabou por ganhar por 3-0. Desde essa altura, uma sequência de duas derrotas nem tem sido assim tão rara no Benfica: esta é já a quinta vez que acontece. Mas foi sempre interrompida à terceira partida. Em Fevereiro de 2012, os encarnados perderam com o Zenit (2-3, Liga dos Campeões) e o V. Guimarães (0-1, na Liga portuguesa), mas empataram de seguida com a Académica (0-0, Liga). Em Abril do mesmo ano, foram batidos pelo Chelsea (1-2, Champions) e pelo Sporting (0-1, Liga), mas venceram depois o Gil Vicente (2-1, Taça da Liga). Em Maio de 2013, no histórico final de época em que perdeu tudo, o Benfica foi derrotado pelo FC Porto (1-2, Liga) e pelo Chelsea (1-2, Liga Europa), mas ganhou a seguir ao Moreirense (3-1, Liga). Essa época não terminou sem nova desilusão, com o V. Guimarães (1-2, Taça de Portugal), que somada a uma outra a abrir a temporada de 2013/14, perante o Marítimo (1-2, Liga) constituiu nova série de duas derrotas consecutivas, interrompida face ao Gil Vicente, na segunda jornada. E mais uma vez em circunstâncias anormais: à entrada para os descontos, o Benfica perdia por 1-0, mas com dois golos depois do minuto 90 ainda conseguiu ganhar por 2-1.   - Há sete jogos consecutivos que o Benfica sofre sempre golos fora da Luz. A última vez que conseguiu manter a baliza virgem foi a 17 de Maio, onde o empate sem golos na visita ao V. Guimarães de Rui Vitória lhe garantiu a renovação do título nacional. Desde então, sofreu golos frente a Marítimo (2-1, na final da Taça da Liga), Sporting (0-1, Supertaça), Arouca (0-1, Liga), FC Porto (0-1, Liga), Atl. Madrid (2-1, Champions), Vianense (2-1, Taça de Portugal) e Galatasaray (1-2, Champions).   - Nico Gaitán marcou golos nas últimas duas deslocações em que tomou parte, em Madrid e Istambul. É o melhor marcador do Benfica em jogos fora da Luz esta época.   - André Almeida pode fazer o 100º jogo com a camisola do Benfica. A estreia fê-la a 18 de Janeiro de 2012, como titular, numa vitória por 2-0 frente ao Santa Clara, a contar para a Taça da Liga. Com ele nesse dia jogaram Gaitán e Jardel, que também deverão fazer parte do onze que vai defrontar o Tondela.   - O Tondela vai jogar sem Romário Baldé, o avançado emprestado pelo Benfica, que marcou dois (ao Arouca e ao Moreirense) e assistiu para um (ao Gil Vicente) dos três golos que a equipa fez desde o início de Setembro.   - É a segunda vez que o Tondela joga em Aveiro esta época. Na primeira, perdeu por 2-1 com o Sporting, mas vendeu cara a derrota, que só surgiu de penalti e já em período de compensação.   - Rui Bento, o treinador que substituiu Vítor Paneira à frente do Tondela, ainda não ganhou um jogo desde que chegou: empatou com o Nacional (0-0, perdendo nos penaltis, na Taça da Liga), perdeu com o Gil Vicente (1-2, Taça de Portugal) e empatou com o Arouca (1-1, Liga). Já tem lugar na história recente do clube como o treinador que precisou de mais jogos para obter uma vitória. Vítor Paneira, o seu antecessor, tinha ganho pela primeira vez ao terceiro jogo (Nacional, 1-0). Na época passada, tanto Quim Machado (3-1 ao União da Madeira) como Carlos Pinto (1-0 ao Leixões) ganharam na estreia. Em 2013/14, Álvaro Magalhães também só precisou de três jogos para somar uma vitória (3-0 ao Portimonense).   - O primeiro golo em Portugal de Markus Berger, defesa central austríaco do Tondela, foi marcado ao Benfica, na Luz, numa vitória histórica da Académica, por 3-0, a 11 de Abril de 2008. Kaká, outro central do Tondela, também marcou presença nesse jogo.   - Luís Alberto, o médio do Tondela que marcou ao Sporting, também já fez golos ao Benfica, com a camisola do Nacional. Marcou frente aos encarnados numa vitória (2-1), a 21 de Agosto de 2010, e depois na segunda volta, mas aí a sua equipa perdeu por 4-2.   - Fábio Veríssimo vai estrear-se a apitar quer o Benfica quer o Tondela na Liga. Em onze jogos que dirigiu na prova, já esteve num do FC Porto (3-0 ao V. Guimarães) e num do Sporting (1-0 ao Nacional). Do atual elenco de juízes de primeira categoria com pelo menos dez jogos na competição, é o segundo com mais baixa percentagem de vitórias do visitante: apenas 9%, relativas a um sucesso do V. Guimarães de Rui Vitória no Restelo, contra 0% de Tiago Martins em 12 desafios.
2015-10-29
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Último Passe

A jornada de hoje da Liga dos Campeões prova que é mais fácil a um treinador tirar o golo a um super-craque como Cristiano Ronaldo do que a outro transformar alguns jogadores pouco mais que banais em estrelas de dimensão galática. A derrota do Benfica em Istambul, por 2-1, com o Galatasaray, não adquire dimensão de drama, porque os três pontos conquistados em Madrid na ronda anterior permitem aos encarnados manter uma posição privilegiada, mas a equipa de Rui Vitória ficou a dever a si própria uma excelente oportunidade para deixar as contas do grupo praticamente encerradas. Tê-la-á de novo daqui a 15 dias, na Luz, nessa altura já sem a mesma margem de erro.A ideia que fica desta equipa do Benfica é a de que há ali material de primeira, mas que os pontos fracos estão à espreita atrás de todas as portas. Em Istambul, depois de um início de sonho, mais uma vez fruto da ligação entre Jonas e Gaitán, as duas maiores estrelas da equipa, os homens que a fazem subir de nível, a equipa do Benfica acumulou erros numa primeira parte em que deixou que o Galatasaray virasse o marcador  e, mesmo melhorando no segundo tempo, foi só graças à boa exibição de Júlio César (a sua terceira estrela) que evitou que o resultado assumisse contornos que podiam deixar sequelas para o derbi de domingo. Rui Vitória teve razão quando destacou que os detalhes ganham e perdem jogos a este nível: e se lhe tinham ganho o desafio de Madrid, perderam-lhe o de Istambul.O treinador do Benfica tem matéria prima para ir em busca do sonho de construir uma boa equipa. Tem de manter o rumo, a aposta no crescimento da juventude que tem ao dispor (e os 11-1 dos sub-20 na UEFA Youth League deixam-lhe as melhores perspectivas) mas iludem-se os que pensam que já tem essa equipa feita. As grandes equipas levam tempo a construir. Muito mais do que aquele que é preciso para as demolir. Mas isso é conversa para outro dia.
2015-10-21
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O Benfica ganhou nas últimas quatro visitas à Madeira, não perdendo ali desde que caiu aos pés do Marítimo na abertura da Liga de 2013/14. Rui Vitória, por sua vez, não tem sido feliz na sequência das viagens à Pérola do Atlântico, onde não ganhou nenhum dos derradeiros oito jogos. A sua última vitória – e única na Madeira ao serviço do V. Guimarães – aconteceu há quatro anos, quando bateu o Nacional por 4-1 em partida da Liga, precisamente no Estádio da Madeira (Choupana), onde vai agora disputar-se o U. Madeira-Benfica. Ainda assim, a conquista mais importante na carreira do atual treinador encarnado passou pelo Funchal: empatou ali com o Marítimo nos oitavos-de-final da Taça de Portugal de 2012/13, qualificou-se no desempate por grandes penalidades e acabou por vencer a prova, na final, contra… o Benfica. Ora é precisamente o Benfica que tem transformado as viagens à Madeira numa limpeza. Depois da derrota frente ao Marítimo, a 18 de Agosto de 2013, na primeira jornada da Liga de 2013/14 (2-1, com golos de Derley e Sami para os verde-rubros e de Rodrigo para as águias), os encarnados ganharam sempre no Funchal. Ainda nessa época, impuseram-se por duas vezes ao Nacional (1-0 para a Taça da Liga e 4-2 para o campeonato). Na temporada passada, sempre a contar para o campeonato, venceram o Nacional por 2-1 e o Marítimo por 4-0, com um nome comum a ambas as fichas de goleadores: o do agora lesionado Salvio. Já Rui Vitória tem tido mais problemas com os voos até ao Funchal. Ao comando do V. Guimarães só lá ganhou uma vez, ainda que possa apresentar como bom auspício o facto de ter sido logo a primeira (como é agora a primeira que ali leva o Benfica) e na primeira vez que orientou a equipa minhota. Manuel Machado saiu após a derrota em casa com o FC Porto (0-1), na primeira jornada da Liga de 2011/12, Basílio Marques orientou a equipa nos 0-3 com o Beira Mar e nem chegou a aquecer o lugar, de modo que Rui Vitória saltou do banco do Paços de Ferreira para o do mais ambicioso V. Guimarães. No jogo de estreia, à terceira jornada, já ganhava por 2-0 ao intervalo, acabando por se impor por 4-1 (marcaram N’Diaye, Toscano e Edgar, este por duas vezes). Aquela foi, porém, a única vitória do atual treinador benfiquista no Funchal. Depois disso, na mesma temporada, ainda perdeu (2-1) com o Marítimo. Nos restantes seis jogos que lá fez para a Liga, empatou duas vezes com o Nacional na Choupana (1-1 em 2013/14 e 2-2 na época passada) e perdeu nas outras quatro ocasiões (2-1 com o Nacional em 2012/13 e todos os jogos nos Barreiros com o Marítimo: 1-0 em 2012/13, 2-1 em 2013/14 e 4-0 em 2014/15). A Madeira está, ainda assim, ligada à conquista da Taça de Portugal, que obteve pelo V. Guimarães em 2012/13. A 2 de Dezembro de 2012, empatou nos Barreiros com o Marítimo a uma bola (Ricardo igualou após um primeiro golo de Fidelis), acabando por se qualificar no desempate por grandes penalidades, numa noite mágica de Douglas, que defendeu dois pontapés dos onze metros. Chegou à final, onde venceu o Benfica, mas ainda há-de lembrar-se que nunca como nesse dia esteve tão perto de soçobrar: aquele foi o único dos sete jogos da caminhada que o V. Guimarães não venceu.   - O Benfica tem o melhor marcador da Liga (Jonas, com sete golos), mas também o melhor assistente, que é Gaitán, com cinco passes decisivos (mais um na Liga dos Campeões). A equipa de Rui Vitória é ainda a que mais remata na prova: soma 114 remates, a uma média de 19 por jogo.   - Em contrapartida, o U. Madeira tem uma das melhores defesas do campeonato (só quatro golos sofridos, a par de Benfica, FC Porto, Sp. Braga e Sporting), sendo ainda aquela que aguenta mais remates sem sofrer um golo. Os quatro golos sofridos pela equipa de Luís Norton de Matos nasceram de 83 remates, a uma média de um golo a cada 20,8 tentativas. A segunda melhor média da Liga é a do Arouca (um golo por cada 16,3 remates).   - Gaitán fez o primeiro jogo pelo Benfica na Liga na Choupana, o estádio do Nacional que servirá de casa emprestada à U. Madeira para receber o Benfica. Não tem boas memórias dessa noite, porém. Foi a 21 de Agosto de 2010, o argentino saiu aos 65’, com o Benfica a perder por 2-0 com o Nacional. Ainda viu Carlos Martins reduzir para 2-1, mas a derrota acabou por marcar-lhe a estreia.   - Luís Norton de Matos, treinador do U. Madeira, fez uma época no Benfica B (na qual lançou Lindelof, jogador do atual plantel encarnado), mas nunca defrontou o Benfica na carreira de treinador. O mais perto que esteve de o fazer foi em 2005, época que iniciou com o V. Setúbal. Conduziu os sadinos até à 15ª jornada, quando se demitiu, alegando salários em atraso, deixando a equipa num excelente terceiro lugar. Na 16ª jornada, o V. Setúbal defrontou o Benfica, perdendo por 1-0.   - Se jogar, como tudo indica que pode acontecer, Luisão ultrapassa o malogrado guarda-redes Bento como sexto jogador com mais jogos na história do Benfica. Luisão e Bento têm ambos 465 jogos de águia ao peito, sendo que à frente de ambos só se encontram Sheu (487), Humberto Coelho (498), Coluna (525), Veloso (538) e Nené (575).   - Jonas e Lisandro López completam na segunda-feira, um dia depois do jogo, um ano sobre a estreia pelo Benfica na Liga. Ambos abriram a conta a 5 de Outubro de 2014 nos 4-0 com que o Benfica ganhou ao Arouca.   - André Moreira, jovem guarda-redes do U. Madeira, é dono da mais longa série de minutos sem sofrer golos na atual Liga. Foram 361 minutos entre o golo de Soares (Nacional), na segunda jornada, e o marcado por Leo Bonatini (Estoril) no último domingo.   - O União da Madeira perdeu todos os dez jogos que fez com o Benfica na Liga e só marcou quatro golos, todos eles na Luz. Em casa, ficou sempre em branco. A exceção a esta regra válida para a Liga foi uma partida da Taça de Portugal, em Dezembro de 1993, que acabou empatada a uma bola, no Estádio dos Barreiros. No prolongamento, porém, o Benfica impôs-se por 5-1.   - O Benfica continua sem marcar um golo em provas nacionais fora do Estádio da Luz desde 29 de Maio de 2015, quando ganhou por 2-1 na final da Taça da Liga, em Coimbra, a uma equipa madeirense: o Marítimo. Para o campeonato, o último golo fora aconteceu a 2 de Maio, em Barcelos, nos 5-0 ao Gil Vicente. Depois disso, o Benfica já empatou (0-0) com o V. Guimarães e perdeu (sempre 1-0) com Arouca e FC Porto   - Cosme Machado, que será o árbitro do U. Madeira-Benfica, expulsou um jogador nos últimos três jogos que dirigiu na Liga, dois deles esta época. O setubalense Fábio Pacheco (na visita à Académica) e o estorilista Diego Carlos (em Tondela) foram tomar duche mais cedo, ambos por acumulação de cartões amarelos.
2015-10-02
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Último Passe

A vitória do Benfica em Madrid (2-1), contra o Atlético, vale mais do que os três pontos, a noção de que, com cinco pontos de vantagem sobre o Galatasaray, dificilmente deixará de seguir em frente na prova ou a verba paga pela UEFA por cada sucesso na Liga dos Campeões. E vale mais do que a quebra das duas malapatas que afetavam a equipa portuguesa ante este desafio: se ainda não marcara golos fora esta época, fez logo dois; se não ganhava em Espanha há 33 anos, ganhou logo no Vicente Calderón, onde nenhuma equipa estrangeira tinha ganho desde que ali chegou Diego Simeone. A vitória em Madrid vale sobretudo pela crença que toda a equipa mostrou ter no processo de construção e pela confirmação de meia dúzia de verdades acerca do que este Benfica vale em competição. Primeiro, e acima de tudo, confirma que este Benfica já está a defender muito bem. O jogo não permitiu avaliar-lhe os méritos no ataque organizado e posicional, mas esse tem sido o momento do jogo que mais tem valido aos encarnados na Liga portuguesa. No Calderón, com exceção dos momentos de desorientação que se seguiram ao golo espanhol, viu-se um Benfica muito forte do ponto de vista defensivo e igualmente competente no ataque rápido e no contra-ataque. E se isso só é possível numa equipa que acredita naquilo que está a fazer – e o atribulado início de época podia ter dado aos jogadores para duvidarem – fará a partir daqui com que creia ainda mais naquilo a que Rui Vitória chama “o processo”. Depois, há as confirmações individuais. A vitória do Benfica mostrou que, em condições físicas normais, Júlio César ainda pode ser um dos melhores guarda-redes da Europa. Deixou à vista que Luisão e Jardel formam uma dupla coriácea e difícil de bater por quem quase se limita a um jogo de cruzamentos largos para a área. Evidenciou que Gonçalo Guedes tem tudo para ser uma certeza no curto prazo – fez mais um golo, no aproveitamento exemplar de um contra-ataque conduzido pelo flanco oposto e, juntamente com Nelson Semedo, nem tremeu na cobertura do corredor direito. E acima de tudo, num jogo em que nem houve assim tanto Jonas, voltou a revelar um Gaitán cuja permanência em Portugal parece um verdadeiro milagre. Autor do primeiro golo e da jogada que conduziu ao segundo, o argentino está um patamar acima da generalidade dos companheiros e adversários. E, com ele à frente, os colegas têm mais uma razão par acreditar que podem também chegar lá.
2015-09-30
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O FC Porto-Benfica de domingo servirá para uma de duas coisas. Ou o FC Porto confirma que montou no Dragão uma barreira inexpugnável, que ninguém é capaz de ultrapassar para marcar golos, ou o Benfica espanta de vez os fantasmas que o têm impedido de fazer golos longe do Estádio da Luz. A apimentar a história, o facto de terem sido os encarnados, por Lima, os últimos a marcar golos no Dragão em jogos da Liga. A 14 de Dezembro do ano passado. Desde o bis de Lima que valeu ao Benfica a vitória por 2-0 no Dragão frente ao FC Porto e um avanço mental na luta pelo título que mais ninguém foi capaz de ali marcar em jogos de campeonato. E entretanto por lá passaram V. Setúbal (4-0), Belenenses (3-0), P. Ferreira (5-0), V. Guimarães (1-0), Sporting (3-0), Arouca (1-0), Estoril (5-0), Académica (1-0), Gil Vicente (2-0), Penafiel (2-0) e, já esta época, V. Guimarães (3-0) e Estoril (2-0). Ao todo, são já doze balizas virgens seguidas nos jogos da Liga, em casa. 1115 minutos (pouco mais de 18 horas e meia) sem sofrer golos, o que deixa a equipa atual à beira de poder igualar o registo de 1995/96, quando Vítor Baía (com breve auxílio de Silvino, que o substituiu num dos jogos) esteve 1127 minutos sem sofrer golos em casa para a Liga, entre um 2-1 ao Sporting (golo de Ouattara, a 20 de Agosto de 1995) e um 6-2 ao Felgueiras (marcou Lewis, a 11 de Fevereiro de 1996). Se mantiver o zero frente ao Benfica, no domingo, até aos 12’ de jogo, o FC Porto atual iguala esse registo. Mas um zero no final do encontro com os encarnados faria com que a série de Fabiano, Helton e Casillas passasse para os 1205 minutos. E para encontrar uma série tão longa é preciso recuar até 1988 e 1989, quando Zé Beto e o ainda adolescente Vítor Baía (que o substituiu no final da época) mantiveram a baliza das Antas inviolada durante 1384 minutos em jogos da Liga, entre um golo do maritimista Jorge Silva, em Outubro de 1988 e outro do setubalense Aparício, em Maio de 1989. O facto de ter sido o Benfica o último a marcar no Dragão para a Liga vem, por um lado, apimentar a história, até porque os encarnados têm sentido esta época dificuldades para fazer golos fora de casa: os 15 que somam foram todos obtidos na Luz. É verdade que, fruto de só ter jogado uma vez fora esta época (e mesmo essa no campo neutro de Aveiro, contra o Arouca), a série do Benfica não é assim tão impressionante em termos de Liga. Só ficou a zero com o Arouca (0-1) e na última deslocação da época passada, a Guimarães (0-0), na tarde em que assegurou a conquista do título. Antes disso tinha ganho por 5-0 ao Gil Vicente, em Barcelos. Mas que o teste do Dragão será exigente em termos de se avaliar a capacidade deste Benfica viajar, lá isso será.   - É o primeiro clássico português para Casillas, que em Espanha estava bem habituado a eles. Só na época passada, ao serviço do Real Madrid, disputou oito, seis deles com o Atlético Madrid, ganhando apenas dois: 1-1 e 0-1 na Supertaça; 0-0 e 1-0 na Liga dos Campeões; 1-2 e 0-4 na Liga. Os outros dois foram para a Liga com o Barcelona: ganhou por 3-1 em casa, perdeu por 1-2 no Camp Nou.   - Rui Vitória nunca ganhou ao FC Porto. Ainda assim, foi à conta de uma proeza contra o FC Porto que se tornou conhecido: a 26 de Setembro de 2007 o seu Fátima eliminou os dragões da Taça da Liga, com um empate a zero que foi depois transformado em sucesso no desempate por grandes penalidades. Ao todo, em doze jogos contra os dragões, perdeu oito e empatou quatro. Com destaque para um 3-3 no Dragão, em Maio de 2011, aos comandos do Paços de Ferreira, com hat-trick de… Pizzi.   - Em contrapartida, o atual treinador do Benfica foi o primeiro a causar dissabores a Lopetegui na sua carreira portuguesa. O espanhol tinha ganho os primeiros cinco jogos no FC Porto (2-0 ao Marítimo, 1-0 e 2-0 ao Lille, 1-0 ao Paços de Ferreira e 3-0 ao Moreirense) quando foi empatar a uma bola a Guimarães, a 14 de Setembro do ano passado.   - O Benfica ganhou por três vezes no Estádio do Dragão, inaugurado em Novembro de 2003, e todas pelo mesmo resultado: 2-0. Em Outubro de 2005 valeu-lhe um bis de Nuno Gomes; em Fevereiro de 2011, para a Taça de Portugal, marcaram Coentrão e Javi Garcia, e em Dezembro passado bisou Lima. No mesmo período o FC Porto soma sete vitórias e registaram-se ainda quatro empates – um único sem golos.   - Dos jogadores do atual plantel do FC Porto, só três marcaram pelos azuis e brancos ao Benfica. Foram eles Varela (duas vezes), Maicon (no golo do título, a fazer um 3-2 na Luz, em Março de 2012) e… Maxi Pereira. Apesar de ser a primeira vez que defronta o Benfica, fez um autogolo na baliza de Artur, em Maio de 2013, estabelecendo o momentâneo empate naquele que ficou conhecido como o jogo de Kelvin.   - Do atual plantel do Benfica, já sabem o que é marcar aos dragões de águia ao peito Gaitán (dois golos, ambos em jogos que acabaram empatados a duas bolas), Salvio (que está lesionado e não pode ser opção para Rui Vitória) e Luisão (numa derrota por 3-1 no Dragão antes do título de 2010).   - O médio André André, ultimamente em foco por ter ganho a titularidade no meio-campo do FC Porto, foi lançado na I Liga por Rui Vitória, treinador dos encarnados. Depois de ter sido junior do FC Porto e de ter passado sem sucesso pela equipa B do Deportivo da Corunha, chegou em 2012 do Varzim (II Divisão B) ao V. Guimarães e Vitória não hesitou em dar-lhe 90 minutos logo na primeira jornada da Liga, um empate a zero em casa com o Sporting.   - Defrontam-se a equipa mais faltosa da Liga, que é o FC Porto (a par do Marítimo), com 78 faltas cometidas, e a que menos infrações comete, que é o Benfica, que fez apenas 50 faltas. A diferença disciplinar tem também a ver com isso: o Benfica viu apenas cinco cartões amarelos nas primeiras quatro jornadas (10 faltas por cartão), enquanto que o FC Porto já viu 13 (seis faltas por cartão).   - Defrontam-se ainda o ataque mais realizador da Liga, que é o do Benfica, com 13 golos, e uma das defesas menos batidas, a do FC Porto, que encaixou apenas dois e lidera esta tabela a par do Paços de Ferreira e do U. Madeira. Os portistas apresentam, no entanto, melhores índices de aproveitamento tanto defensivo como ofensivo. Marcaram nove golos em 51 remates (um golo a cada 5,7 remates), enquanto o Benfica precisou de 91 tentativas para fazer 13 golos (entra uma a cada sete). Aliás, o Benfica também sofre um golo a cada sete remates que os adversários lhe fazem (três golos encaixados em 21 remates permitidos), ao passo que o FC Porto já permitiu 32 remates e sofreu apenas dois golos (um a cada 16 tiros).   - Tanto Benfica como FC Porto perderam apenas uma vez com Soares Dias a apitar. Aos dragões aconteceu apenas em Janeiro de 2014, na deslocação à Luz, onde perderam por 2-0 com o Benfica e viram Danilo expulso. De resto, são onze vitórias e um empate, no Estoril, na época passada, a duas bolas (com um penalti contra). As águias, por seu turno, ganharam doze, empataram quatro e só perderam com Soares Dias em Abril de 2012, num 0-1 com o Sporting em Alvalade (um penalti contra e Luisão expulso). Além disso, não sofrem golos em jogos dirigidos por este árbitro desde Agosto de 2012, quando empataram em casa com o Sp. Braga, na abertura da época (2-2). Depois disso defrontaram FC Porto, Sp. Braga e V. Guimarães. 
2015-09-18
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Último Passe

Onze minutos chegaram para reduzir a escombros o que tinha sido meio jogo de apatia e indiferença. Quando os seus jogadores finalmente se consciencializaram que para atacar é preciso moverem-se, saírem das posições, de forma a abrir a organização de quem defende, Gaitán abriu o livro e o Benfica resolveu o problema que lhe estava a ser colocado pelo Astana. Onze minutos depois, Mitroglou fechou o resultado. A vitória por 2-0 com que os encarnados resolveram a primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões foi justa, mas dela resultam tanto sinais de satisfação como de preocupação. De satisfação porque há ali gente muito forte do ponto de vista individual, gente capaz de desequilibrar; de preocupação porque não fico com a certeza que o estatismo da primeira parte não seja mais programático ou estratégico do que fruto de um dia mau. O Benfica começou o jogo num 4x1x3x2 clássico e com saída de bola quase sempre feita pelas laterais. Tinha dois extremos (Gonçalo Guedes e Gaitán) cuja obsessão pela largura ficou bem à vista no momento do pontapé de saída, com cada um encostado à sua linha lateral. Tinha dois pontas-de-lança (Mitroglou e Jonas) muito metidos no corredor central e raramente procurando movimentos em direção aos médios ou aos extremos. E tinha dois médios-centro (Samaris e Talisca) que ou tinham bola e uma cortina de jogadores adversários à frente (e Talisca é inútil nesse tipo de futebol) ou viam o jogo de lado, sem conseguirem cobrir toda a extensão de campo que ia de um ala ao outro para deles se aproximarem. O 4x1x3x2 da primeira parte não só parecia demasiado rígido, como desprezava o fundamental deste esquema táctico – a profundidade dada ao jogo atacante pelos laterais. Como estavam sempre na saída de bola e a dirigiam ao extremo do seu lado, mas a este não eram dadas opções de passe pelos médios centro ou pelos avançados, os laterais não podiam dobrar os extremos em busca de profundidade ou fazer movimentos interiores, com receio que o momento de transição defensiva os apanhasse fora do lugar. Resultado: primeira parte lenta do Benfica (não é possível correr depressa se não se tem para onde) e confortável para o Astana, que nesse período foi mesmo capaz de dividir o jogo. A segunda parte foi diferente. Mitroglou procurou mais os corredores laterais e numa dessas movimentações criou condições para a aceleração de Gaitán que deu o 1-0: notável a forma como, com bola, o argentino conseguiu ser mais rápido que os três adversários que estavam na sua zona. Jonas fez mais desmarcações de apoio para o espaço entre as linhas defensiva e de meio-campo do Astana e numa delas lançou Eliseu no bico da área, para que este pudesse oferecer o 2-0 a Mitroglou. Aquilo que a segunda parte mostrou aos jogadores do Benfica é que é preciso correr, mas com noção exata de que se corre para criar um desequilíbrio. Se assim for – como foi depois do intervalo – as coisas podem correr muito melhor. Se a ideia for pura e simplesmente correr em frente, então mais vale estarem quietinhos.
2015-09-15
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Último Passe

Alex Sandro voltou aos treinos do FC Porto no mesmo dia em que o diário espanhol As o dá como fazendo parte dos planos do Real Madrid para se bater com o compatriota Marcelo pela lateral esquerda. Aliás, o As não fala só de Alex Sandro: diz que o Real Madrid também quer Nico Gaitán e até se dá ao luxo de escrever que o argentino seria uma boa alternativa a Bale e James Rodriguez. Que bom deve ser trabalhar como diretor desportivo do Real Madrid e gastar assim 35 milhões de euros para uma posição na qual já se investiu quase 150 milhões nos últimos dois anos... A contratação de Aly Cissokho, aliada à permanência de José Angel e à súbita fadiga muscular de Alex Sandro já fazia entender que a saída do lateral esquerdo brasileiro do FC Porto podia ser só uma questão de tempo e de números. E se o Real Madrid já foi ao Porto buscar Danilo, bem podia alargar o âmbito da operação, que os dragões já estavam precavidos. Já a eventual perda de Nico Gaitán não foi ainda devidamente acautelada por um Benfica que já no ano passado deixou o mercado chegar perto do fim para definir o plantel. Ou isso ou é a noção de que com Alex Sandro e Marcelo o Real deixará mesmo de contar com Coentrão, muito ofensivo para as ideias que Benítez tem para um defesa lateral. Já se sabe que a história de amor entre Coentrão e o Benfica terá um dia o regresso como epílogo, mas o melhor para todos era que tal não fosse para substituir Gaitán. É que apesar de este carrossel favorecer mais o Benfica que o FC Porto, Coentrão nunca foi muito brilhante como extremo de um grande. E a eventual perda de Gaitán, como a de Di Maria antes dele, exigirá alguém que o faça esquecer.
2015-08-12
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