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Último Passe

Dois golos de grande recorte técnico e uma série de oportunidades bem construídas pelas duas equipas mereciam mais do que o “charuto” com que Brahimi deu ao FC Porto a vitória frente à Académica em Coimbra (2-1), mantendo, nem que seja por umas horas, as hipóteses matemáticas de a equipa chegar ao título ou ao segundo lugar, que também dá qualificação direta para a Liga dos Campeões. Se o jogo mostrou alguma coisa, porém, foi um FC Porto descontraído, pouco pendente do resultado, que conseguiu mais uma vez de virada – a quarta do FC Porto de Peseiro – e uma Académica muito mais pressionada, porque entra nas últimas três jornadas em posição de despromoção. O jogo valeu pelos golos. Primeiro o de Pedro Nuno, a dar vantagem à Académica com um livre pleno de potência e colocação, ainda que fiquem dúvidas acerca da possibilidade de Helton fazer um pouco mais no lance. A jogar para ganhar rodagem para a final da Taça de Portugal, o guardião brasileiro viu a bola entrar pelo seu lado, ainda que possa ter como atenuante a visibilidade nula que tinha do momento do remate. Fez depois o empate Ruben Neves, num remate colocadíssimo, de fora da área, a encobrir Pedro Trigueira com um chapéu milimétrico depois de a defesa da casa ter rechaçado para a zona frontal um lançamento lateral de Maxi Pereira. Depois de dois golos tão belos, o jogo acabou por se decidir a meio da segunda parte com um tento fortuito de Brahimi, que procurava meter a bola no interior da área, onde André Silva fazia uma diagonal de encontro a ela, quando a bola desviou em Hugo Seco e foi aninhar-se nas redes, sem que o ponta-de-lança portista ou o guarda-redes da Académica lhe tocasse. A vantagem portista aceitava-se, porque a equipa de Peseiro foi sempre a que procurou o golo com mais insistência, ainda que nem sempre o tenha feito com grande qualidade ofensiva. Quase sempre em contra-ataque, a Académica também teve lances em que podia ter marcado, nomeadamente uma tentativa de chapéu de Nii Plange a Helton, já perto do minuto 90, que passou o guarda-redes e bateu na barra da baliza, resvalando para fora. O FC Porto assegurava aí a vitória, que lhe valeu tanto pelos três pontos como por algumas boas indicações deixadas por Danilo a defesa-central ou por Ruben Neves, um pouco menos perro que contra o Nacional, na semana passada. A pensar na final da Taça de Portugal, o regresso de André André também deve ser assinalado, faltando a Peseiro que André Silva marque finalmente um golo e que, com a abertura da conta pessoal, o jovem português justifique a persistência do treinador para lá do esforço e do trabalho na movimentação que indiscutivelmente vem mostrando.
2016-04-23
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Uma derrota com a Académica, quando dirigia o Sporting, motivou a única chicotada psicológica de que o atual treinador do FC Porto foi alvo em Portugal. Aconteceu a 16 de Outubro de 2005, fruto de um golo solitário de Marcel, em Alvalade, e Peseiro acabou por deixar o clube, levando atrás dele o presidente leonino, António Dias da Cunha. Desde então, porém, exorcizou o “fantasma”, com duas vitórias nos dois jogos que fez contra os estudantes, enquanto liderou a equipa do Sp. Braga, em 2012/13. Ao todo, Peseiro ganhou quase metade dos jogos que fez contra a Académica: cinco em onze. O que é curioso é que numa dessas vitórias – os 3-2, de 11 de Outubro de 2002 – tinha no onze Filipe Gouveia, que hoje é treinador da Académica. Gouveia tinha sido campeão no meio-campo do Boavista em 2001, passara meia época emprestado ao Paços de Ferreira e no Verão de 2002 assinou pelo Nacional, que Peseiro acabara de promover à I Liga. Nesse desafio, na Choupana, o adversário entrou para a segunda parte em vantagem, mas a reviravolta começou no pé esquerdo de Gouveia, que bateu um livre lateral para conclusão do espanhol Alvaréz. Mais à frente, Alvárez fez mais um golo e o Nacional ganhou por 3-2. Peseiro já tinha ganho o primeiro jogo contra a Académica, ainda na II Liga, em Janeiro de 2001. Nessa primeira época no segundo escalão ganhou em casa por 2-1 e perdeu em Coimbra por 3-0. Na segunda temporada, que acabou com a subida de Nacional e Académica, verificaram-se dois empates: 0-0 em Coimbra e 2-2 no Funchal. Além da tal vitória por 3-2 na Choupana, a última época de Peseiro ao comando do Nacional, antes de sair para ser adjunto de Carlos Queiroz no Real Madrid, teve ainda um empate a zero em Coimbra. De regresso a Portugal, para liderar o Sporting, o treinador de Coruche ganhou por 3-2 em Coimbra, em Dezembro de 2004, empatando depois a zero em casa, em Abril de 2005 – faz hoje 11 anos. Peseiro só defrontou mais uma vez a equipa da Académica enquanto treinador do Sporting, na tal derrota em Alvalade que motivou a demissão, mas teve depois 100 por cento de aproveitamento enquanto técnico do Sp. Braga: 4-1 em Coimbra, em Dezembro de 2012, e 1-0 em Braga, em Abril de 2013.   Filipe Gouveia, treinador da Académica, perdeu os quatro jogos que fez com os grandes, mas nos últimos dois já esteve muito perto de evitar a derrota. Começou por ser batido por 3-0 pelo Benfica na Luz e de seguida perdeu por 3-1 com o FC Porto no Dragão. Na segunda volta, o Sporting só lhe ganhou (3-2) em Alvalade com um golo de Montero a seis minutos do fim e o Benfica só ganhou em Coimbra com um tento de Jiménez aos 85’.   As cinco vitórias obtidas pela Académica no campeonato foram todas em casa, mas os estudantes entram em campo com um registo de cinco jogos sem ganhar, desde que bateram o V. Guimarães, em Coimbra, por 2-0, a 6 de Março. Desde então sofreram golos em todos os jogos, mas também marcaram em quatro deles: 2-2 com o Moreirense, 0-3 com o Estoril, 2-3 com o Arouca, 1-2 com o Benfica e 1-1 com o Belenenses.   Em contrapartida, o FC Porto tem vindo a alternar o pior com o melhor nas deslocações desde o início de Fevereiro. Nessa altura, a equipa de Peseiro alinhou três vitórias seguidas fora de casa – 3-1 ao Estoril, 3-0 ao Gil Vicente para a Taça de Portugal e 2-1 ao Benfica –, algo que não voltou a conseguir repetir. A série “montanha russa” começou logo a seguir com a derrota em Dortmund, por 2-0. Seguiram-se a vitória no Restelo contra o Belenenses, por 2-1, e a derrota em Braga, por 3-1. Vieram depois a vitória em Setúbal por 1-0 e a derrota em Paços de Ferreira, pelo mesmo score. Pela teoria da alternância, é a vez de ganhar.   Em nove jogos fora de casa, o FC Porto de José Peseiro só manteve a baliza a zeros por duas vezes: nas vitórias por 3-0 em Barcelos, contra o Gil Vicente, para a Taça de Portugal, e por 1-0 em Setúbal, contra o Vitória, na Liga. Nos outros sete desafios, sofreu onze golos.   Marinho, da Académica, estreou-se na Liga a jogar contra o FC Porto, lançado por Ulisses Morais, a 6 de Janeiro de 2008, a 15 minutos do fim de uma derrota da Naval por 1-0 no Dragão.   Rabiola e Rui Pedro, ambos com passagem pelo FC Porto, já marcaram aos Dragões. Rui Pedro, que foi mesmo formado pelos Dragões e só fez um jogo de azul e branco – a eliminação da Taça da Liga aos pés do Fátima, em 2007 – marcou o golo na derrota da Académica no Porto, na primeira volta do atual campeonato. Já Rabiola, que foi formado no V. Guimarães e contratado pelo FC Porto ainda como adolescente, só fez seis jogos de azul e branco, em 2008 e 2009, tendo marcado aos dragões em Janeiro de 2015, numa derrota por 1-3 com a camisola do Penafiel.   Helton vai regressar à baliza do FC Porto, por troca com Casillas, já a pensar na final da Taça de Portugal. O guardião brasileiro fará o primeiro jogo na Liga esta época, uma vez que não joga na competição desde a vitória frente ao Penafiel (2-0), no Dragão, a 22 de Maio de 2015. Regressa exatamente contra o adversário que lhe assinalou a estreia, já lá vão mais de treze anos. Foi a 23 de Março de 2003 que Manuel Cajuda o lançou num empate caseiro entre a U. Leiria e a Académica.   O FC Porto ganhou os últimos cinco jogos com a Académica mas, destes, quatro foram no Dragão. Em Coimbra, os portistas têm alternado vitória e derrota com uma grande regularidade: ganharam lá por 3-0 em Outubro de 2011 (golos de Walter, James e Guarín) e perderam por 3-0 para a Taça de Portugal em Novembro do mesmo ano (marcaram Marinho, Adrien e Diogo Valente); depois voltaram a vencer por 3-0 em Março de 2013 (golos de Mangala, Danilo e Castro) e perderam por 1-0 em Novembro do mesmo ano (marcou Fernando Alexandre). Desde então, voltaram a ganhar por 3-0 em Dezembro de 2014 (bis de Jackson e golo de Herrera).  
2016-04-23
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Último Passe

O Benfica voltou a sentir dificuldades para somar os três pontos numa partida de campeonato no terreno de um dos últimos classificados, ganhando desta vez à Académica, por 2-1, graças a um golo de Jiménez, a cinco minutos do fim da partida. A vitória foi justa, porque foi o Benfica quem esteve sempre por cima no jogo, mas podia ter sido posta em causa pela entrada displicente dos jogadores encarnados, que passaram a primeira meia-hora com a cabeça no jogo da próxima quarta-feira, com o Bayern, e à espera que este, de Coimbra, se resolvesse por si mesmo. A questão não pareceu tanto de fadiga como de foco. Rui Vitória entrou em campo com dez dos onze homens que perderam em Munique na terça-feira – trocou apenas Fejsa por Samaris – mas a forma como o Benfica reagiu ao golo que sofreu à saída do primeiro quarto-de-hora parece indicar que a equipa tinha energia de reserva. A Académica, que Filipe Gouveia escalonou em 30/40 metros à saída da sua própria área, reduzindo o espaço entre linhas e apostando em três defesas-centrais, para ter sempre dois homens sobre Jonas e Mitroglou e alguém à sobra, aproveitava a lentidão do Benfica para conseguir sair com alguma regularidade e impedir o sufoco que a sua colocação em campo poderia deixar adivinhar. E chegou mesmo ao golo, após um corte disparatado de Eliseu, na sequência do qual Pedro Nuno aproveitou a reação tardia de Samaris e Renato Sanches para ganhar o espaço entre linhas e rematar colocado. A perder à saída do primeiro quarto-de-hora, o Benfica reagiu. Pareceu ligar os motores e, como é natural perante uma equipa que defendia tão atrás como a Académica, acabou por aproveitar um dos erros que os da casa cometeram até ao intervalo. João Real, o central solto de Gouveia, tirou duas oportunidades quase seguidas a Gaitán (aos 32’) e Pizzi (aos 37’), mas este redimiu-se aos 39’, com um grande cruzamento, que Mitroglou aproveitou para empatar, de cabeça, nas costas de Iago, que falhou a interceção. Até ao intervalo, Pizzi ainda falhou um golo impossível de falhar, depois de já ter tirado o guarda-redes do caminho e tudo, chutando contra Nuno Piloto, pelo que foi com alguma surpresa que a segunda parte revelou uma Académica outra veze mais certa nas marcações e um Benfica pouco imaginativo. No segundo tempo, apesar de uma superioridade esmagadora em posse de bola e ocupação de terreno, o Benfica quase só se mostrou perigoso em bolas paradas. Pedro Trigueira fez um punhado de boas defesas, primeiro num livre de Gaitán, depois num corte de Ricardo Nascimento que quase dava autogolo, e por fim em dois cabeceamentos de Jonas (após um lançamento lateral) e Jardel (na sequência de um canto). Rui Vitória foi arriscando e meteu mais gente na frente. Depois de trocar Pizzi por Carcela, chamou Talisca para o lugar de Samaris (para ganhar meia-distância) e Raul Jiménez para a vaga de Eliseu, passando a ter três homens na área. E a entrada do mexicano foi decisiva: a 5’ do fim, Jiménez usou as pernas compridas para dominar um cruzamento de André Almeida que parecia ir fugir-lhe e disparou sem hipótese para o guarda-redes da Académica. Depois do 1-0 contra o Boavista, no Bessa, fruto de um golo de Jonas já em tempo de compensação, o Benfica ultrapassava mais uma barreira bem perto do fim de uma partida, aproximando-se do tri-campeonato. Faltam mais cinco.
2016-04-09
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O Benfica visita a Académica, em partida fundamental para as suas aspirações à conquista do tri-campeonato que será a primeira disputada pela equipa de Rui Vitória numa semana que terá dois jogos europeus a abrir e a fechar. Os encarnados perderam na terça-feira com o Bayern, em Munique, por 1-0, e voltam a defrontar o colosso bávaro na Luz na próxima quarta-feira. Os quatro dias entre cada jogo chegam para a recuperação, como parece indicar a resposta que a equipa do Benfica deu em 2013/14, na última vez que se viu metida nestas coisas. Ainda que haja fatores a diferenciar as experiências, como o resultado da primeira mão europeia ou a vontade do treinador proceder ou não a alguma rotação de jogadores. Durante essa época, na qual venceu os três troféus nacionais, falhando a vitória na Liga Europa na final contra o Sevilha (derrota nos penaltis depois do 0-0 em 120 minutos), o Benfica fez quatro jogos entalados entre partidas europeias, ganhando três e empatando outro – mas um que podia empatar. Em Fevereiro, quatro dias depois de ganhar em Salónica ao PAOK por 1-0 e três dias antes de bater os gregos em casa por 3-0, o Benfica bateu o V. Guimarães na Luz por 1-0, em partida da Liga. Mais tarde, em Março, quatro dias depois da vitória em Londres contra o Tottenham (3-1) e três dias antes do empate com os ingleses na Luz (2-2), a equipa de Jesus ganhou fora ao Nacional, por 4-2. Em Abril, quatro dias depois de ganhar em Alkmaar por 1-0 e três dias antes de bater os holandeses na Luz, por 2-0, o Benfica ganhou em casa ao Rio Ave por 4-0. Por fim, em Maio, três dias depois de vencer a Juventus na Luz (2-1) e quatro dias antes de ir empatar a Turim (0-0), a equipa encarnada empatou a zero com o FC Porto no Dragão, apurando-se para a final da Taça da Liga. Há um fator a diferenciar estas quatro situações, que é o facto de o Benfica ter entrado no jogo nacional motivado pela vitória na primeira mão daquelas partidas europeias, enquanto que desta vez entra a perder. E depois há outro, mais discutível, que tem a ver com a rotação de jogadores. Entre a vitória em Salónica e o sucesso em Guimarães, Jesus mudou cinco jogadores no onze. Depois, entre Londres e a Choupana mudou quatro. Mais à frente, entre Alkmaar e a receção ao Rio Ave mudou seis. E, por fim, entre o jogo em casa com a Juventus e a visita ao Dragão já fez sete trocas no onze inicial. Rui Vitória tem sido apologista de manter a equipa na máxima força em todas as partidas e, até ver, não se tem dado mal. Resta perceber o que fará em Coimbra.   Jonas marcou nas últimas duas vezes que o Benfica defrontou a Académica: fez o segundo golo, logo aos 11 minutos, nos 5-1 na Luz, a 11 de Abril do ano passado, e marcou mais dois, ambos de penalti, dos 3-0 de 4 de Dezembro último. Falta-lhe marcar em Coimbra.   Por sua vez, Renato Sanches reencontra o adversário ao qual fez o seu primeiro golo pela equipa principal do Benfica. Foi um golão, num remate de fora da área, a valer o 3-0 no jogo da primeira volta, na Luz.   Rui Vitória e Filipe Gouveia só se defrontaram uma vez como treinadores. Foi na partida da primeira volta, ganha pelo Benfica de Vitória à Académica de Gouveia, por 3-0. A chapa três, aliás, tem sido uma contante nos jogos de Filipe Gouveia contra os grandes: perdeu por 3-0 com o Benfica na Luz, em Dezembro; por 3-1 com o FC Porto no Dragão, no mesmo mês; e por 3-2 com o Sporting em Alvalade, em Janeiro.   Além disso, Rui Vitória não perde com a Académica desde Maio de 2012: 1-2, em Guimarães. Desde então alinhou seis vitórias e um empate contra os “estudantes”, as três últimas confortáveis: 4-2 em Coimbra e 4-0 em Guimarães, com o Vitória, na época passada, e ainda 3-0 na Luz, já com o Benfica, esta época.   A Académica perdeu dois dos três últimos jogos em casa, no que foram as duas primeiras derrotas no seu estádio desde que é liderada por Filipe Gouveia. Ali ganharam o Rio Ave (2-0 a 20 de Fevereiro) e o Estoril (3-0 a 20 de Março). Em onze jogos que fez em casa com este treinador, a equipa de Coimbra só manteve a própria baliza a zeros por duas vezes. Foi contra o Marítimo, na estreia (1-0 a 3 de Outubro) e contra o V. Guimarães (2-0 a 6 de Março).   O Benfica vem de uma derrota contra o Bayern, por 1-0, em Munique, resultado que ultimamente tem sido pouco habitual na equipa. Foi a segunda derrota da equipa de Rui Vitória em 2016, depois da encaixada frente ao FC Porto, na Luz, em Fevereiro (1-2), mas a nona na temporada, que teve um início particularmente difícil. A reação encarnada às derrotas tem sido, no entanto, boa. As últimas duas tiveram como resposta uma vitória no jogo seguinte: 4-2 ao Vitória em Setúbal depois do 1-2 em casa com o Atlético Madrid, em Dezembro, e 1-0 na Luz ao Zenit depois do 1-2 com o FC Porto, em Fevereiro. A última vez que o Benfica não ganhou o jogo a seguir a uma derrota foi em Novembro, quando foi empatar (2-2) em Astana depois de ter sido eliminado da Taça de Portugal pelo Sporting (2-1 em Alvalade).   O jogo com o Bayern interrompeu ainda uma série de 20 jogos seguidos do Benfica sempre a fazer golos. A última vez que os encarnados tinham ficado em branco tinha sido a 15 de Dezembro, quando empataram na Choupana com o U. Madeira (0-0). Desde Abril e Maio de 2014 que o Benfica não passa dois jogos seguidos sem marcar. Nessa altura, porém, os benfiquistas não se queixaram dos resultados, pois a equipa empatou a zero com o FC Porto no Dragão, garantindo nos penaltis a passagem à final da Taça da Liga, e voltou a empatar a zero com a Juventus em Turim, apurando-se para a final da Liga Europa.   O Benfica ganhou os últimos oito jogos frente à Académica, que nessas oito partidas fez apenas um golo: marcou-o Rafael Lopes na derrota por 5-1, na Luz, a 11 de Abril do ano passado. A última vez que a Académica roubou pontos ao Benfica foi a 23 de Setembro de 2012, quando obteve um empate a duas bolas em Coimbra, com dois golos de penalti, marcados por Cissé e Wilson Eduardo. Pelo Benfica marcaram Cardozo (também de penalti) e Lima.   As últimas três vitórias da Académica sobre o Benfica foram todas na Luz: 3-0 a 11 de Abril de 2008 (golos de Miguel Pedro, Berger e Luís Aguiar); 1-0 a 11 de Abril de 2009 (marcou Tiero) e 2-1 a 15 de Agosto de 2010 (Miguel Fidalgo e Laionel marcaram pela Académica, tendo Jara feito o tento do Benfica). Em Coimbra os estudantes não ganham desde 9 de Dezembro de 1973, quando golos de Vítor Campos e Gervásio valeram à equipa de Fernando Vaz um 2-0 sobre o onze comandado por Fernando Cabrita depois do abandono de Jimmy Hagan.   Há 29 anos que o Benfica não é campeão perdendo pontos com a Académica. A última vez que tal sucedeu foi em 1986/87, quando empatou a zero em Coimbra a cinco jornadas do fim (0-0), vendo o FC Porto reduzir a desvantagem para o topo para quatro pontos. No final, o Benfica acabou a Liga com dois pontos de avanço dos portistas. Desde essa altura, sempre que perdeu pontos com a Académica, o Benfica ficou aquém do objetivo: empatou 1-1 em casa e foi segundo em 1987/88, 1997/98 e 2002/03; empatou 0-0 em Coimbra e foi terceiro em 2005/06; perdeu por 3-0 na Luz e foi quarto em 2007/08; perdeu por 1-0 na Luz e foi terceiro em 2008/09; perdeu por 2-1 na Luz e foi segundo em 2010/11; e por fim voltou a ser segundo em 2011/12 e 2012/13 na sequência dos empates em Coimbra.
2016-04-08
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Ao vencer a Académica por 3-2, o Sporting passou a somar 51 pontos em 20 jogos, ainda a melhor marca da história do clube desde que a vitória vale três pontos. E mesmo que aplicássemos as atuais regras de pontuação às Ligas anteriores à alteração seria necessário recuar até 1948/49 para encontrar uma caminhada tão forte dos leões. Nessa época, que lhe valeu o tricampeonato, o Sporting dos Cinco Violinos chegou à 20ª jornada com 17 vitórias, um empate e duas derrotas, que com as regras atuais dariam 52 pontos.   - 52 pontos são também o máximo de uma equipa de Jorge Jesus nas primeiras 20 jornadas de uma Liga. O atual treinador leonino atingiu-os em 2012/13, no Benfica, quando chegou à 20ª ronda com 16 vitórias e quatro empates. Tinha por esta altura os mesmos pontos do FC Porto, que acabou por ser campeão.   - Este Sporting ganhou 16 dos seus primeiros 20 jogos na Liga, algo que a equipa leonina já não conseguia desde 1979/80, quando bateu em casa o Boavista à 20ª ronda e se manteve a par do FC Porto no topo da tabela, com 16 vitórias, dois empates e duas derrotas. A equipa liderada por Fernando Mendes acabou por ser campeã nacional nessa época.   - Esta foi ainda a quarta reviravolta do Sporting no marcador. Ganhou por 3-2 à Académica depois de ter estado a perder por 1-0, mas já tinha conseguido o mesmo, sempre em Alvalade, contra o Benfica (de 0-1 para 2-1), o Besiktas (de 0-1 para 3-1) e o Sp. Braga (de 0-2 para 3-2).   - Além disso, foi o terceiro jogo consecutivo em Alvalade no qual o Sporting deu avanço. De facto, os últimos três visitantes ao estádio leonino marcaram todos primeiro, mas nenhum venceu: o Sp. Braga perdeu por 3-2, o Tondela empatou a duas bolas e a Académica perdeu também por 3-2.   - O Sporting sofreu, assim, nos últimos três jogos da Liga em casa o dobro dos golos que tinha sofrido no seu estádio para esta competição. Das primeiras sete equipas que ali se deslocaram em jogos da Liga, só Paços de Ferreira (1-1), V. Guimarães (5-1) e Moreirense (3-1) tinham marcado um golo. Agora, Sp. Braga, Tondela e Académica dobraram a dose.   - O Sporting conseguiu o 13º jogo seguido sem peder em casa, desde a derrota por 3-1 com o Lokomoiv de Moscovo. Se contarmos só jogos da Liga, são ao todo 27 partidas sem derrotas em casa, desde que o Estoril ali ganhou, no encerramento da época de 2013/14. O registo atual supera o melhor deste estádio, que foram as 26 partidas seguidas sem derrota no período entre um 0-2 com o Benfica em Dezembro de 2006 e um 1-2 com o FC Porto em Outubro de 2008.   - Outro recorde deste novo estádio batido no jogo com a Académica foi o do total de jogos seguidos do Sporting a marcar em casa. São já 22 os jogos (de todas as competições) consecutivos com golo dos leões, todos desde o empate a zero com o Wolfsburg, em Fevereiro do ano passado. A equipoa continua agora atrás dos 26 jogos sempre a marcar conseguidos em 1999 e 2000 pelos leões de Jozic, Materazzi e Inácio.   - Adrien voltou a marcar à equipa na qual esteve emprestado, obtendo o sétimo golo da época, o segundo de bola corrida, depois de já ter marcado assim ao Benfica. Dos outros cinco, quatro foram de penalti e um quinto, ao V. Guimarães, num livre batido a dois toques.   - Montero voltou a decidir um jogo do Sporting, marcando o 3-2 a seis minutos do fim. Foi o segundo desafio leonino que o colombiano decidiu perto do fim esta época, depois de já ter sido ele o autor do golo que derrotou o Nacional, em Alvalade, aos 86’ (1-0). Além disso, Montero também tomou parte ativa na reviravolta contra o Sp. Braga, mas aí fez o segundo golo de outra vitória por 3-2.   - Slimani voltou a ficar em branco num jogo de campeonato, mais de um mês depois de isso lhe ter acontecido pela última vez. Após o 0-1 frente ao U. Madeira, a 20 de Dezembro, o argelino marcara em cinco jornadas consecutivas, a FC Poto (bis), V. Setúbal (bis), Sp. Braga, Tondela e Paços de Ferreira (outro bis).   - A Académica fez pela primeira vez dois golos fora de casa na Liga desta época – tinha só quatro nas nove primeiras deslocações – mas continua sem ganhar em viagem. A última vitória longe de Coimbra na Liga obteve-a em Moreira de Cónegos, a 8 de Março do ano passado (2-0), seguindo agora com 15 saídas seguidas sem ganhar, a pior série desde as 16 que registou após regressar à I Liga, em 2002. Que se somadas às 14 com que se despediu do escalão em 1999 dão uma conta bem mais redonda.   - O lateral Rafa Soares marcou o primeiro golo na Liga portuguesa, pouco depois de chegar por empréstimo do FC Porto – fazia apenas a segunda partida. Rafa já tinha marcado cinco golos esta época, mas no FC Porto B. E também aí tem mostrado tendência para os jogos com os grandes, pois os seus últimos golos tinham sido nas vitórias sobre as equipas B do Sporting (4-0) e do Benfica (3-0). - Filipe Gouveia completou a ronda de visitas aos três grandes enquanto treinador da Académica e fê-lo sempre a melhor, mesmo tendo sofrido sempre três golos: perdeu por 3-0 com o Benfica na Luz, por 3-1 com o FC Porto no Dragão e agora por 3-2 com o Sporting em Alvalade.
2016-01-31
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O FC Porto ainda não perdeu esta época na Liga e procura o 30º jogo seguido sem derrotas na prova, desde que foi batido pelo Marítimo, por 1-0, em Janeiro. Uma série que equivaleria a um campeonato inteiro com 16 equipas e que é a mais longa invencibilidade na prova dos dragões desde os 53 jogos seguidos sem perder na Liga conseguidos por Vítor Pereira, André Villas-Boas e Paulo Fonseca entre Janeiro de 2012 e Novembro de 2013 e interrompida precisamente com uma derrota frente à Académica, em Coimbra, por 1-0. Além disso, o FC Porto fez, na semana passada, um ano sem perder em casa para a Liga. A última derrota no Dragão para esta competição foi a 14 de Dezembro de 2014, frente ao Benfica, por 2-0, tendo os dragões jogado ali para esta prova mais 17 vezes. Muito aquém dos 81 jogos que a equipa azul e branca esteve sem perder em casa para o campeonato entre uma derrota com o Leixões em Outubro de 2008 e outra com o Estoril em Fevereiro de 2014. O problema para os academistas é que a sua equipa não marca golos fora há três jogos: empatou a zero com o Trofense na Taça de Portugal, ganhando nas grandes penalidades, sendo depois batida pelo Benfica (3-0, para a Liga) e pelo Boavista (1-0, para a Taça). O último golo da equipa fora de Coimbra foi obtido por Rabiola, no empate (1-1) no Estoril, a 6 de Novembro.   - Julen Lopetegui ganhou os três jogos que fez contra a Académica, todos na época passada: 3-0 em Coimbra e 1-0 no Dragão para a Liga a juntar a um 4-1 em casa para a Taça da Liga. Este último jogo serviu a Gonçalo Paciência, atual jogador da Académica – impedido de jogar por estar emprestado pelos dragões – para marcar o seu único golo com a camisola azul-e-branca.   - Filipe Gouveia, treinador da Académica, só defrontou um grande do futebol nacional como treinador, tendo perdido com o Benfica na Luz, por 3-0. O último que enfrentou enquanto jogador, ao serviço do Gil Vicente, foi precisamente o FC Porto, no Dragão, em Abril de 2006. E também perdeu por 3-0.   - Layun esteve entre os marcadores de golos dos últimos dois jogos do FC Porto em casa para a Liga. Fez, de penalti, o 2-1 decisivo ao Paços de Ferreira e já tinha sido ele a fechar o placar nos 2-0 ao V. Setúbal.   - A Académica teve dois penaltis contra em cada um dos jogos que já fez contra os outros dois grandes. Perdeu com o Sporting em casa por 3-1, num jogo em que Adrien falhou um penalti e Aquilani converteu outro, e foi batido por 3-0 pelo Benfica na Luz, com dois penaltis de Jonas pelo meio.   - Helton, o guarda-redes portista que jogou na Taça de Portugal frente ao Feirense e que deverá estar no banco contra a Académica, estreou-se na Liga portuguesa precisamente frente aos estudantes, a 23 de Março de 2003 (há mais de doze anos!), quando Manuel Cajuda o lançou num empate caseiro da U. Leiria.   - A Académica tem no plantel três jogadores que ganharam campeonato nacional e Taça de Portugal pelo FC Porto. O lateral Emídio Rafael ganhou a dobradinha em 2010/11, o extremo Ivanildo tinha conseguido a mesma dupla de troféus em 2005/06 e o avançado Rabiola fê-lo em 2008/09.   - O FC Porto ganhou os últimos quatro jogos em casa à Académica, que não pontua no Dragão desde Março de 2012, quando esteve mesmo à beira de ganhar: adiantou-se por Edinho e só cedeu o empate nos descontos, graças a um penalti convertido por Hulk. Para encontrar uma vitória da Académica no Porto é preciso recuar a 1971 e ao velhinho Estádio das Antas: na altura a equipa liderada por Juca impôs-se por 3-2 ao FC Porto de António Teixeira.   - O FC Porto nunca perdeu na Liga com Bruno Esteves a apitar, tendo cedido apenas dois empates em oito jogos (Feirense e Rio Ave, ambos fora de casa). A Académica ganhou duas vezes em dez jogos com ele, mas já o teve esta época na receção ao Sporting, que perdeu por 3-1. Nesse jogo, Esteves fez jus à reputação de disciplinador e expulsou Fernando Alexandre. Em cinco jogos da atual Liga, o árbitro de Setúbal já mostrou quatro vermelhos e assinalou quatro grandes penalidades.
2015-12-19
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Depois de um começo de época complicado, com sete derrotas seguidas nas primeiras sete partidas oficiais, a Académica já alinhou mais sete jogos consecutivos sem perder. A equipa agora comandada por Filipe Gouveia vai com a maior série de invencibilidade desde o período entre Fevereiro e Abril. Na altura, entre Liga e Taça da Liga, a Académica alinhou dez jogos seguidos sem derrotas, vendo a série ser interrompida precisamente no Estádio da Luz, contra o Benfica, numa goleada de 5-1. É curioso que o árbitro desse jogo tenha sido o mesmo que vai apitar o de agora: o minhoto Luís Ferreira. A Académica, porém, também não tem ganho com regularidade. Na verdade, empatou os últimos cinco jogos que fez: 1-1 em Guimarães, em casa com o Moreirense e no Estoril, 0-0 no terreno do Trofense, para a Taça de Portugal, e 1-1 em casa com o Arouca. Somando as vitórias com a Sanjoanense (5-1, para a Taça) e o Marítimo (1-0, na Liga), chegamos aos tais sete jogos seguidos de invencibilidade. A tal invencibilidade que vai ser posta à prova por um Benfica que parece num bom momento, pois ganhou os últimos três jogos que fez para a Liga portuguesa, ainda por cima sem sofrer golos: 4-0 ao Tondela, 2-0 ao Boavista e 2-0 ao Sp. Braga. A última sequência de três vitórias seguidas dos encarnados na competição foi em Abril e também incluiu esses tais 5-1 à Académica, emparedados entre um 3-1 ao Nacional e um 2-0 ao Belenenses. A equipa de Rui Vitória vai agora à procura do quarto sucesso, algo que o Benfica não obtém desde Fevereiro e Março.   - Eliseu pode fazer o 50º jogo com a camisola do Benfica. Conta neste momento 49 (35 na Liga, 8 na Liga dos Campeões, 3 na Taça da Liga, 2 na Taça de Portugal e um na Supertaça) jogos e 4 golos, todos marcados na época passada.   - O guarda-redes Lee e o defesa Oualembo fizeram a estreia na Liga portuguesa a jogar contra o Benfica, há um ano. Foram ambos lançados como titulares pela primeira vez por Paulo Sérgio no jogo Académica-Benfica, em Coimbra, que os encarnados venceram por 2-0, a 30 de Novembro do ano passado.   - Desde o golo de Ruiz, nos 3-0 com que o Sporting ganhou na Luz, a 25 de Outubro, Júlio César esteve 279 minutos sem sofrer golos na Liga. É a melhor sequência da época e a melhor desde Abril e Maio, quando os encarnados alinharam 482 minutos a zeros, entre o golo de Rafael Lopes, da Académica, e o de Marega, do Marítimo.   - Rui Vitória e Filipe Gouveia nunca se defrontaram como treinadores, dada a curta experiência do técnico da Académica ao mais alto nível. Além disso, Gouveia também nunca defrontou o Benfica como treinador. Por sua vez, Rui Vitória não perde com a Académica desde Maio de 2012 (1-2, em Guimarães), tendo alinhado desde então cinco vitórias e um empate. Nos últimos dois jogos, aplicou mesmo chapa 4: 4-2 em Coimbra e 4-0 em Guimarães na época passada.   - O Benfica ganhou as cinco últimas receções à Académica, mas em três delas sofreu golos: 5-1 na época passada, 3-2 na Taça da Liga de 2012/13 e 4-1 na Liga de 2011/12. Lima fez golos em quatro desses jogos, todos aqueles nos quais participou.   - A última vez que a Académica levou pontos da Luz para casa foi em Agosto de 2010, na ressaca do primeiro título do Benfica de Jesus. Ganhou por 2-1, com golos de Miguel Fidalgo e Laionel, a responder a um tento de Jara pelos encarnados. Não resta em Coimbra nenhum dos 18 convocados de Jorge Costa para essa partida, o mesmo sucedendo na Luz com os homens que Jorge Jesus levou para o campo.   - Académica e Benfica cometeram exatamente o mesmo número de faltas na Liga: 163. A diferença é que os encarnados as fizeram em menos um jogo, pois têm em atraso o desafio com o U. Madeira.   - O Benfica ganhou os dois jogos que fez na Liga com o árbitro Luís Ferreira: 3-1 ao Moreirense e 5-1 à Académica, ambos na época passada. Por seu turno, a Académica ainda não conseguiu ganhar com ele aos comandos. Mas empatou quatro dos seis jogos nessas condições, só perdendo na Luz e, já esta época, na Choupana com o Nacional.
2015-12-03
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