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Último Passe

O FC Porto despediu-se da Liga Europa, somando a quarta derrota internacional consecutiva, todas sem marcar golos: desta vez foi batido por 1-0 pelo Borussia Dortmund. Os alemães, que já tinham ganho por 2-0 no Westfalen Stadion, mataram cedo a eliminatória, com um autogolo de Casillas, aos 23’, fazendo com que as únicas notas a compensar a frustração portista tenham sido os factos de a expectativa de apuramento já não ser muito elevada e de esta ser já encarada como uma época de transição pós-Lopetegui. Restam ao FC Porto a presença quase certa na final da Taça de Portugal e a esperança de que Sporting e Benfica se atrapalhem mutuamente nas próximas semanas, de forma a que os dragões possam voltar a acreditar mais na hipótese de recuperarem o título de campeões nacionais que já lhes escapa desde 2013. Ante a difícil missão que era ganhar pelo menos por dois golos ao Borussia Dortmund, Peseiro só surpreendeu verdadeiramente nas escolhas de Varela e Evandro em detrimento de Brahimi e Hererra. A primeira opção explica-se com a vontade de, com Varela e Marega perto de Aboubakar, ser mais direto nos últimos metros. A segunda com uma melhor chegada do brasileiro à área. De resto, foi normal a adaptação de Layun a defesa-central, porque assim foi possível manter Danilo a meio-campo. E Danilo foi, com Evandro, um dos melhores do FC Porto no jogo. O problema é que, com o desafio equilibrado, o FC Porto cometeu o já habitual erro em transição defensiva, permitindo que o Borussia Dortmund chegasse em cinco contra três à área (ver imagem). Casillas ainda parou o primeiro remate, de Reus, mas já não pôde fazer nada na recarga de Aubameyang: acabou por ser ele, aliás, a introduzi-la na baliza, quando ela vinha da barra, tornando a missão portista ainda mais impossível. Eram precisos quatro golos para seguir em frente. Depois de absorver o impacto, o FC Porto ainda foi à procura de golos. Evandro, numa boa iniciativa, falhou por pouco o alvo, aos 41’. Varela, de cabeça, obrigou Bürki a grande defesa, dois minutos depois. Aboubakar, de calcanhar, contou mais uma vez com a oposição de qualidade do guardião suíço, mas aí, aos 55’, acabou verdadeiramente a esperança portista. Suk, que substituiu o ponta-de-lança camaronês logo depois desse lance, ainda tentou mostrar serviço, mas o Borussia, que até já tinha retirado de campo Gundogan e Hümmels, passou a controlar a partida sem problemas. Até final, tirando um remate de Brahimi à barra e outro de Mkitharyan ao poste, pouco mais se viu, confirmando a superioridade global da equipa alemã. A eliminatória, na verdade, foi perdida na primeira mão, que o FC Porto encarou com os desequilíbrios só possíveis num plantel onde falta mais gente atrás para qualquer eventualidade.
2016-02-25
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Artigo

A vitória do FC Porto frente ao Moreirense foi a terceira reviravolta dos dragões em oito jogos desde a chegada de José Peseiro: antes de virar este jogo de 0-2 para 3-2, o FC Porto já tinha ganho depois de começar a perder frente ao Estoril (fora, de 0-1 para 3-1) e ao Benfica (fora, de 0-1 para 2-1). Em ano e meio com Julen Lopetegui, só por uma vez a equipa azul e branca virou um resultado. Foi esta época, contra o Paços de Ferreira, no Dragão: esteve a perder por 1-0 e ganhou por 2-1.   A reviravolta contra o Moreirense teve ainda outra particularidade: foi a primeira que o FC Porto conseguiu na Liga depois de estar a perder por dois golos de diferença desde 1976. Agora, partiu de um 0-2 para acabar por ganhar por 3-2, da mesma forma que em Maio de 1976, na jornada de encerramento do campeonato – que o Benfica ganhou – virou o jogo frente aos encarnados na Luz. Toni e Vítor Batista tinham colocado o Benfica a ganhar por 2-0 à meia-hora, mas na segunda parte os suplentes Ademir e Júlio (este bisou) fizeram o 3-2 final.   A razão primeira para o FC Porto estar a virar resultados é que sofre golos cedo nos jogos. Nos oito jogos com Peseiro aos comandos, o FC Porto só não sofreu golos por duas vezes – Marítimo, em casa, na Liga, e Gil Vicente, fora, na Taça de Portugal. Nos seis em que sofreu golos, esteve sempre em desvantagem. Ganhou três (Estoril, Benfica e Moreirense) e perdeu os outros três (Feirense, Arouca e Borussia Dortmund).   Ao fazer dois golos no Dragão, o Moreirense alargou para onze o total de jogos em que faz golos fora de casa. Todos desde a derrota por 2-0 frente ao Belenenses, no Restelo, a 21 de Setembro. É a maior série do clube de Moreira de Cónegos se contarmos apenas as épocas em que esteve na I Divisão. E supera os dez jogos que conseguira entre Março e Setembro de 1997, entre a II Divisão de Honra e a Taça de Portugal dessas duas épocas.   Iuri Medeiros, autor do primeiro golo do Moreirense ao FC Porto, já tinha marcado aos dragões na primeira volta (2-2) e ao Benfica nos dois jogos contra os encarnados em casa (1-6 na Taça da Liga e 1-4 na Liga). Como não joga contra o Sporting, por ser emprestado pelos leões, vai com quatro jogos seguidos a marcar aos grandes, desde que ficou em branco na derrota por 3-2 frente ao Benfica na Luz, em Agosto.   Fábio Espinho, autor do segundo golo do Moreirense, marcou pela primeira vez na Liga portuguesa desde Maio de 2013, antes de trocar os cónegos pelo Ludogorets. Na altura marcou ao Sp. Braga, mas o Moreirense também acabou por perder esse jogo por 3-2.   Layun voltou a fazer um golo e uma assistência num jogo do FC Porto, repetindo o que conseguira frente ao V. Setúbal, partida na qual assistiu Aboubakar para o primeiro e marcou ele próprio o segundo tento de uma vitória por 2-0. Com o cruzamento para o golo de Suk, o mexicano ganhou ainda mais vantagem sobre os benfiquistas Gaitán e Jonas na lista dos melhores assistentes da Liga: tem agora 15 passes para golo, contra nove dos rivais.   Suk marcou o segundo golo com a camisola do FC Porto, mas o primeiro na Liga, uma vez que se estreara a marcar na Taça de Portugal, contra o Gil Vicente. Nos quatro jogos em que foi titular, só não marcou ao Feirense e ao Famalicão, na Taça da Liga, nas primeiras vezes que começou de início pelos dragões, que nessas noites apresentaram equipas alternativas.   Evandro, que fez o golo da vitória do FC Porto, ainda não tinha marcado esta época. O último golo fizera-o na Taça da Liga, a 2 de Abril do ano passado, na noite em que o FC Porto foi eliminado pelo Marítimo (1-2, nos Barreiros). Na Liga não marcava há mais de um ano, desde 10 de Janeiro de 2015, quando saiu do banco a 20 minutos do fim e estabeleceu o 3-0 final ao Belenenses já em período de descontos.   Os 52 pontos que o FC Porto passou a somar após 23 jornadas são o pior pecúlio acumulado pelos portistas nesta ronda do campeonato desde 2013/14, quando aqui chegaram com apenas 46. Mas nesse ano não foram campeões. Para encontrar um FC Porto campeão com tão poucos pontos à 23ª jornada há que recuar até 2008/09, quando a equipa de Jesualdo Ferreira somava apenas 51… mas mesmo assim liderava, com quatro pontos de avanço do Sporting.
2016-02-23
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Último Passe

O FC Porto teve de sofrer para ganhar ao Moreirense e manter-se vivo na luta pelo título. Valeu-lhe a terceira reviravolta em cinco vitórias que tem a era-Peseiro, desta vez com direito a trabalho dobrado, pois a equipa portista chegou a estar a perder por 2-0 e acabou por vencer por 3-2. Quer isto dizer que o FC Porto precisou de forçar muito o ataque, de meter mais e mais gente na frente e de se sujeitar ao perigo dos contra-ataques do Moreirense, só chegando à vantagem quando os cónegos deixaram de ter pulmão ou organização para surgir perto de Casillas e foram baixando, baixando, até encostarem à baliza de Stefanovic. Os dragões salvaram os três pontos, mas devem rever o jogo para compreenderem que, sobretudo defensivamente, continuam a fazer muita coisa mal. Peseiro introduziu sete jogadores novos face à equipa de Dortmund, o que nem deve ter sido muito difícil, dada a possibilidade de fazer regressar alguns titulares – Maxi, Marcano, Danilo – e o recente impedimento de outros, como Martins-Indi. As restantes alterações explicam-se com razões de pura estratégia, como as que explicam as ausências de André André ou Corona no jogo da Alemanha ou a alternância no ataque, onde apareceu Suk em vez de Aboubakar. A verdade é que, mesmo com tanta gente fresca, a equipa portista não teve uma entrada forte, permitindo sempre o tempo e o espaço ao Moreirense para se tornar ameaçador. Boateng quase marcou, Iuri fê-lo mesmo e Fábio Espinho dobrou a marca antes da meia-hora, sempre em lances onde o FC Porto mostrou as dificuldades no controlo da profundidade defensiva que já tinha exibido na Luz, contra o Benfica, por exemplo, ou a imensidão de espaço que se cria entre central e lateral em alguns momentos do seu processo defensivo. A reação do FC Porto foi, primeiro, emocional. A equipa foi metendo mais e mais gente na área, tentando jogar depressa – mas nem sempre bem. Suk ainda cabeceou uma vez à barra – e o jogo de cabeça do coreano pareceu ser uma arma a que o FC Porto terá de recorrer mais vezes – antes de Layun reduzir, de penalti, já muito perto do intervalo. O facto de ter ido para o balneário apenas a um golo de distância pode ter sido fundamental no discurso de Peseiro aos seus jogadores, mas na verdade não foi uma forma de atemorizar o Moreirense. O treinador do FC Porto trocou Corona por Evandro, de forma a ganhar ascendente por dentro, mas as duas primeiras ocasiões de golo da segunda parte ainda pertenceram aos visitantes, quando Nildo e Iuri Medeiros obrigaram Casillas a duas boas defesas. E apesar do reforço do ataque portista – entrou Marega para o lugar de Chidozie – não se via como o FC Porto poderia dar a volta ao texto. A equipa de Peseiro ia chegando mais vezes, o Moreirense deixava de conseguir sair, mas faltavam ocasiões claras de golo em cima das quais os dragões pudessem montar o espírito da reviravolta. O que sucede é que quando os jogos se colocam assim, quando se jogam tão dentro de uma área, o normal é quem defende cometer erros, fruto da elevada exigência física e emocional do jogo. Foi o que sucedeu quando um erro de marcação num canto deu a Suk a oportunidade para, de cabeça, empatar o jogo. Quatro minutos depois, Herrera viu o esforço de ir buscar uma bola na linha de fundo recompensado com o terceiro golo, marcado por Evandro. O Moreirense já não tinha maneira de voltar dali.
2016-02-21
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Stats

O Estádio José Alvalade está transformado numa espécie de local maldito para o FC Porto, que ali não ganha desde Outubro de 2008. A visita ao Sporting é aquela em que os dragões deixaram mais pontos nos últimos dez campeonatos: 19, ao todo, contra 17 na Luz e 15 nos Barreiros (já contando os dois que lá ficaram na temporada atual). Desde esse sucesso de 2008, o FC Porto já ganhou em todos os estádios do campeonato pelo menos uma vez. Foi Jesualdo Ferreira o último treinador dos dragões a ganhar em Alvalade, nessa quinta jornada da Liga de 2008/09. O FC Porto adiantou-se, por Lisandro López, João Moutinho empatou para os leões, na altura liderados por Paulo Bento, de penalti, e um livre de Bruno Alves permitiu a vitória azul-e-branca, por 2-1. Dos 28 jogadores que nesse dia estiveram em campo só resta nos dois clubes o guardião leonino Rui Patrício, que por esses tempos ainda estava a começar a impor-se na baliza do Sporting. Desde essa vitória, o melhor que o FC Porto conseguiu levar de Alvalade foram empates, ainda que um deles, um mês depois, lhe tenha permitido seguir em frente na Taça de Portugal, no desempate por grandes penalidades, depois de os 120 minutos de jogo não terem desempatado as duas equipas. Na Liga, o Sporting ganhou por 3-0 em 2009/10 (marcaram Yannick, Izmailov e Veloso), verificou-se um empate a uma bola em 2010/11 (golos de Valdés para os leões e Falcao para os dragões) e mais dois, ambos sem golos, em 2011/12 e 2012/13. Em 2013/14 ganhou o Sporting por 1-0 (golo de Slimani) e na época passada as duas equipas voltaram a empatar a um golo (Jonathan Silva adiantou os lisboetas, tendo os portistas empatado através de um autogolo de Sarr). Alvalade é assim o estádio da Liga onde o FC Porto não ganha há mais tempo. São já sete anos (e quase três meses), o máximo período de invencibilidade leonina em casa contra os portistas na Liga desde as décadas de 60 e 70. Nessa altura, os leões estiveram sem perder com o FC Porto em casa para o campeonato entre Março de 1963 (0-1, com golo de Serafim) e Dezembro de 1972 (0-3, com golo de Abel e bis de Flávio).   - O Sporting ganhou os últimos três jogos em casa pelo mesmo resultado: 3-1 ao Besiktas para a Liga Europa, ao Moreirense para a Liga portuguesa e ao Paços de Ferreira para a Taça da Liga. Além disso, os leões seguem com nove vitórias seguidas nos jogos em casa desde que perderam com o Lokomotiv, também por 3-1, na Liga Europa, a 17 de Setembro. No jogo com o FC Porto procuram a décima vitória caseira sucessiva, algo que não conseguem desde o final da época de 2011/12, quando a equipa de Ricardo Sá Pinto venceu consecutivamente os últimos onze jogos caseiros da temporada.   - O FC Porto, por sua vez, vem de uma derrota em casa frente ao Marítimo na Taça da Liga, por 3-1, sendo absolutamente regular nos últimos nove jogos disputados: ganha três e perde o quarto. Venceu Maccabi, V. Setúbal e Angrense antes da derrota com o Dynamo Kiev; bateu Tondela, U. Madeira e P. Ferreira antes de ceder ante o Chelsea; derrotou Nacional, Feirense e Académica antes de ser derrotado pelo Marítimo. Seguindo a série, agora é vez de ganhar.                - Julen Lopetegui nunca ganhou um jogo a Jorge Jesus e nunca viu sequer uma equipa sua marcar um golo a uma liderada pelo atual treinador leonino. Os dois só se defrontaram duas vezes, com o Benfica de Jesus a ganhar no Dragão por 2-0 e a empatar na Luz (0-0). Por sua vez, nos jogos com o Sporting tem uma vitória, um empate e uma derrota: ganhou por 3-0 na Liga, no jogo em casa, perdeu por 3-1 na Taça de Portuigal, também no seu estádio, e empatou a uma bola em Alvalade para o campeonato.   - Nos 19 jogos que fez pelo Benfica contra o FC Porto, Jorge Jesus tem saldo negativo: ganhou sete vezes e perdeu oito, empatando os quatro restantes. Antes de chegar ao Benfica, nunca tinha sequer ganho ao FC Porto, tendo no entanto conseguido empatar com Sp. Braga, Belenenses, Moreirense e Felgueiras.   - Aquilani e Gelson Martins marcaram ambos nas duas últimas partidas do Sporting em casa, contra o Paços de Ferreira e o Moreirense.   - André André estreou-se na Liga a jogar contra o Sporting, lançado por Rui Vitória num empate do V. Guimarães frente aos leões, em casa, a 19 de Agosto de 2012. O mesmo sucedeu a Evandro, que teve o primeiro odor a Liga portuguesa com a camisola do Estoril em Alvalade, noutro empate, a 29 de Setembro de 2012, lançado por Marco Silva.   - O equilíbrio tem sido a nota dominante nos últimos confrontos entre Sporting e FC Porto, pois desde 2012 que nenhum dos dois ganha dois jogos seguidos. Nesse ano, os dragões impuseram-se duas vezes consecutivas por 2-0 no Dragão: na 29ª jornada da Liga de 2011/12 e na sexta ronda da prova de 2012/13. Nas últimas duas épocas, houve sempre três jogos entre ambos, com divisão equitativa dos três resultados possíveis: duas vitórias para cada lado e dois empates.   - Hugo Miguel, o árbitro do clássico, ainda não viu uma vitória das equipas da casa nos seis jogos que apitou esta época. Dois desses jogos envolveram o FC Porto: o empate (1-1) com o Marítimo nos Barreiros e a vitória (2-1) contra o Rio Ave em Vila do Conde. O juiz lisboeta já não dirige um jogo do Sporting na Liga desde a vitória em Braga (1-0) na época passada. Com ele, o Sporting já perdeu duas vezes (no Estoril em 2012/13 e em Guimarães em 2014/15) em dez jogos, ao passo que o FC Porto segue invicto, com 13 vitórias e apenas um empate (o desta época, nos Barreiros) em 14 jogos.
2016-01-01
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Stats

O FC Porto tem sido intratável nos jogos em casa a contar para a Liga. O último jogador a fazer-lhe ali um golo na principal competição nacional foi Lima, na vitória por 2-0 que o Benfica ali obteve, a 14 de Dezembro do ano passado. Desde então, a equipa sofreu golos na Taça da Liga e na Liga dos Campeões, mas em jogos do campeonato nacional já suplantou os mil minutos consecutivos sem ir buscar a bola ao fundo das redes. São, ao todo, 1025 minutos desde o tal golo de Lima. Lima fez na altura o 2-0 aos 55’. Depois disso, para a Liga, passaram pelo Dragão vários adversários, mas todos com o mesmo desfecho: vitória portista e zero na baliza azul-e-branca. A série teve início com um 4-0 ao V. Setúbal, continuou com um 3-0 ao Belenenses, um 5-0 ao Paços de Ferreira, um 1-0 ao V. Guimarães, um 3-0 ao Sporting, um 1-0 ao Arouca, um 5-0 ao Estoril, um 1-0 à Académica, um 2-0 ao Gil Vicente, outro 2-0 ao Penafiel e, já esta época, um 3-0 ao V. Guimarães. Pelo meio só ali marcaram golos M’Bala (Académica, na Taça da Liga, 4-1), Élio Martins (U. Madeira, Taça da Liga, 3-1) e Thiago Alcântara (Bayern, Liga dos Campeões, 3-1). Se no jogo de sábado o zero nas redes de Casillas subsistir até ao minuto 36, fica batido o recorde mais recente, que é de Helton, em 2007/08, quando a equipa azul e branca esteve 1060 minutos consecutivos sem sofrer golos em casa. Nessa altura a imbatibilidade durou entre o golo com que o belenense Zé Pedro fez a igualdade a uma bola no Dragão (a 2 de Novembro de 2007) e o primeiro dos três com que o Nacional ali ganhou, na penúltima jornada da competição (3 de Maio de 2008), obra de Fábio Coentrão. O objetivo seguinte serão então os 1127 minutos fixados em 1995/96 por Vítor Baía (com breve auxílio de Silvino, que o substituiu num dos jogos) entre os 2-1 ao Sporting (Ouattara, a 20 de Agosto de 1995) e os 6-2 ao Felgueiras (Lewis, a 11 de Fevereiro de 1996). Mas a esses números a equipa de Lopetegui não poderá chegar já nesta jornada.   - O Estoril vem numa sequência muito negativa em deslocações aos terrenos dos grandes para a Liga. Os 4-0 que encaixou já esta época na Luz sucedem-se a três derrotas igualmente pesadas na última Liga: 6-0 no terreno do Benfica, 5-0 frente ao FC Porto e 3-0 com o Sporting A última vez que o Estoril conseguiu fazer algo de positivo na visita a um grande foi em 2013/14, quando ganhou em Alvalade e no Dragão. O treinador ainda era Marco Silva.   - O portista Evandro, que tem estado fora do onze de Lopetegui e que chegou ao Dragão vindo do Estoril, estreou-se na Liga portuguesa a jogar no terreno de um grande (empate a dois golos com o Sporting em Alvalade, em Setembro de 2012) e marcou o golo da última vitória estorilista no Porto: 1-0 no Dragão em Fevereiro de 2014.   - O estorilista Matheus, filho do internacional brasileiro Bebeto, estreou-se na Liga portuguesa no Dragão, vergado a uma pesada derrota por 5-0, em Abril. Viu um cartão amarelo, a exemplo do que lhe aconteceu na outra ocasião em que visitou um grande (os 0-4 com o Benfica na Luz).   - O Estoril tem um campeão nacional no seu plantel. Trata-se do guarda-redes Kieszek, que fez um jogo pelo FC Porto rumo ao título de 2010/11 (10’ na vitória por 4-0 em Setúbal). O extremo Sebá, recentemente transferido para o Olympiakos, estava nas mesmas condições, tendo alinhado em quatro desafios na caminhada para o título de 2012/13.   - FC Porto e Estoril são das equipas mais faltosas da Liga. Os estorilistas cometeram, em média, 20 faltas por cada um dos dois primeiros jogos, ao passo que os portistas ficam um pouco abaixo, com 19,5. Acima dos dois só aparecem Sp. Braga (20,5) e Tondela (21,5).   - O FC Porto é, juntamente com U. Madeira (que só teve um jogo com ele) e Tondela (que nunca o apanhou em campo), a única equipa que ainda não perdeu com Duarte Gomes na Liga. Em 23 jogos dirigidos pelo árbitro de Lisboa, os dragões ganharam 17 e empataram seis. O Estoril também apresenta saldo positivo, com três vitórias e apenas duas derrotas em oito jogos, não tendo perdido nenhuma das cinco derradeiras partidas com este árbitro.
2015-08-27
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