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Só cinco das 18 equipas que compõem a atual I Liga têm hoje os mesmos treinadores que tinham no início da competição e curiosamente quatro delas estão nos quatro primeiros lugares – Benfica, FC Porto, Sporting e V. Guimarães, além do V. Setúbal. Claro que aqui é sempre complicado distinguir o que é causa e o que é efeito, saber se estão bem por não terem mudado de treinador ou se simplesmente não sentiram necessidade de mudar de treinador porque estavam bem. Mas a única coisa que nos diz esta realidade é que a firmeza de convicções, desde que sejam convicções fundadas e certas, traz sempre resultados, porque permite que se tirem frutos do trabalho integrado. Não nos diz que a coragem para mudar não seja um atributo valorizável. Uma vez, em miúdo, consegui impingir a um amigo a ideia de passarmos um bocado a ver uma cassete VHS de produção artesanal com todos os golos dos Mundiais de 1982 e 1986. Além de não gostar particularmente de futebol, esse meu amigo – que veio a dar jornalista, mas da área política – também não sabia grande coisa do assunto. E mantinha uma teoria indefensável segundo a qual os guarda-redes nunca deviam sair dos postes, porque dessa forma a baliza ficava desguarnecida e o golo tornava-se mais provável. E indiferente ao facto de aquela ser uma cassete que só tinha golos, dizia-me com um misto de ingenuidade e autoridade: “Estás a ver? Sempre que o guarda-redes sai é golo!” Seria agora demasiado fácil e simplista vir aqui dizer que todas as equipas que mudaram de treinador a meio da época devem ter-se arrependido, porque se os quatro primeiros não mudaram e estão lá em cima é por terem beneficiado do trabalho continuado de Rui Vitória, Nuno Espírito Santo, Jorge Jesus e Pedro Martins. E não é assim só porque José Couceiro também está aos comandos do seu Vitória desde o início da época e só ontem à tarde teve a certeza matemática da manutenção no escalão principal. É assim porque há muito mais fatores em apreciação. O primeiro e mais evidente é a qualidade do trabalho do treinador no campo e no banco. Se é competente a trabalhar e potenciar os jogadores, se depois consegue tirar deles o que eles têm e até esticar-lhes os limites, se consegue conjugá-los da melhor maneira enquanto equipa. Esse fator, por si só, justifica as maiores subidas de rendimento após chicotada psicológica que se viram esta época. Falo do Marítimo (20 por cento dos pontos ganhos com Paulo César Gusmão face a 58 por cento com Daniel Ramos) e do Feirense (26 por cento dos pontos ganhos com José Mota e 52 por cento com Nuno Manta), por exemplo, mas talvez venhamos a poder alargar esta apreciação ao Estoril, que no entanto ainda não tem tempo suficiente com Pedro Emanuel para se perceber se este é capaz de consolidar a melhoria: passou de 27 por cento entre Fabiano Soares e Pedro Carmona para 61 por cento com o atual treinador (números, como todos os outros, antes da jornada deste fim-de-semana). Augusto Inácio, por exemplo, teve um efeito extraordinário à chegada ao Moreirense, levando mesmo a equipa à conquista da Taça da Liga, mas nunca conseguiu consolidar estas melhorias no médio prazo e em termos de classificação do campeonato, na qual acabou por deixar a equipa onde a tinha encontrado antes de ceder a vaga no banco a Petit. Acontece que nem tudo tem a ver com a qualidade imediata do treinador. De que outra forma se explicaria que homens que têm sucesso numa circunstância não o consigam noutra? Ou que haja treinadores a obter resultados com determinado tipo de jogadores e não com outros, com certos estímulos e não com outros? Petit, que conseguiu o milagre da manutenção no Boavista há dois anos e uma recuperação a todos os títulos notável no Tondela, no ano passado, de repente deixou de servir para o clube beirão? Mas depois já serve para o Moreirense, de onde tinha sido dispensado Pepa, o treinador em quem apostou o mesmo Tondela, na tentativa de voltar a escapar à descida? E por que razão Jorge Simão, que fizera um trabalho notável no Chaves, como antes o fizera no Belenenses e no Paços de Ferreira, de repente chegou a Braga e falhou? Claro que há aqui o efeito da novidade. Por alguma razão se diz “chicotada psicológica” – por ter o efeito surpresa de uma chicotada, de um acordar, e por mexer com a mente de uma equipa. Mas o que os dirigentes têm de entender é que nenhum treinador é pau para toda a obra, que as hipóteses de sucesso crescem sempre que um clube pensa o seu futebol de uma forma integrada, na qual as ideias de uns coincidem com as ideias dos outros e as práticas têm a ver com as ideias de ambos. Quando isso acontece, tudo fica mais simples. Texto publicado originalmente no Diário de Notícias, de 30.04.2017
2017-04-30
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Último Passe

Benfica e FC Porto ganharam os seus jogos da 31ª jornada e mantiveram as distâncias no corpo-a-corpo que vêm disputando pelo título de campeão nacional. Boa notícia para os tricampeões, que superaram mais uma das “finais” de que fala Rui Vitória, mas também para os aspirantes, que saíram sem um arranhão de uma das deslocações que se anteviam mais complicadas e até o fizeram com reforço de moral, uma vez que ganharam mais facilmente em Chaves do que o Benfica o fez na receção ao Estoril. Nas três últimas jornadas, vai colocar-se como nunca a questão do “estofo de campeão”, que entre outras coisas é a capacidade que uma equipa tem para ganhar jogos empatados. E aí, o Benfica tem sido mais forte. Hoje, nenhum dos dois jogou com particular brilhantismo. O Benfica agradece os três pontos a Jonas, que tirou a equipa do buraco em que esta se colocara com um início de segunda parte catastrófico, no qual o Estoril fez um golo mas podia bem ter feito mais dois ou três. No fim, dirão os adeptos, isso não interessa nada, ou pelo menos não interessa tanto como os três pontos somados com a vitória por 2-1. Já o FC Porto voltou a fazer um jogo de menos a mais: arranque cinzento, sem grande fulgor mesmo na melhor fase, mas vitória segura a partir do momento em que fez o primeiro golo do 2-0 a um Chaves que nunca chegou sequer perto da baliza de Casillas. Até final da época, os encarnados sabem que continuam a poder empatar um jogo – têm, portanto, direito ao erro. Já os dragões desbarataram esse direito com os tais empates nos jogos em que não estiveram tão bem, em que deixaram que o medo da liderança os atrofiasse e lhes retirasse a capacidade de conquista, como foi o caso dos recentes desafios em casa com V. Setúbal e Feirense. Esta questão volta a assumir particular importância esta semana, porque os dois candidatos ao título enfrentam as deslocações previsivelmente mais difíceis até final da temporada. Os adversários são o Marítimo (para o FC Porto) e o Rio Ave (para o Benfica), duas equipas cuja competência se demonstra pelo facto de estarem a lutar pelo sexto lugar e cuja necessidade de vencer fica bem à mostra quando se junta à discussão que esse sexto lugar dará acesso à pré-eliminatória da Liga Europa. Mais do que a luta pela vaga europeia que falta atribuir, contudo, interessará destacar que o FC Porto joga primeiro e que em vez de jogar para manter a distância relativamente ao Benfica, como hoje em Chaves, joga para assumir a liderança do campeonato, ainda que à condição. No Funchal, no sábado, se verá qual é o estofo da equipa portista. E se ela responder bem, no dia seguinte, em Vila do Conde, será altura de novo teste à estrutura de campeão deste Benfica. Temos campeonato!
2017-04-29
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Último Passe

O regresso de Jonas aos relvados foi a boa notícia da noite para os benfiquistas que viram a sua equipa vencer à justa o Estoril, por 1-0. O brasileiro entrou na ponta final do jogo, já com o resultado feito, mas em meia dúzia de intervenções mostrou que muda tudo à sua volta, pela inteligência que lhe permite adivinhar o epílogo de cada lance, pela capacidade técnica e a tomada de decisão que o leva a defini-lo melhor que os colegas. E no entanto, como o segundo golo não entrou, também foi com ele em campo que o Benfica mais perto esteve de consentir o empate. Porque com Jonas – e com Mitroglou em vez de Jiménez – muda também a capacidade do Benfica para controlar os jogos e gerir vantagens curtas. E aqui Rui Vitória corre o risco de ser apanhado entre dois fogos, entre os corredores e os definidores. Já vi atribuírem a quebra do Benfica no final do jogo da Amoreira ao cansaço. É possível que sim, porque a primeira metade da época está a ser muito exigente para um plantel que tem sido fustigado por lesões permanentes. Os que permanecem de pé têm sido sugados até ao tutano e devem precisar desta pausa natalícia que aí vem como de ar para respirar. A questão é que esta não é uma tendência nova. É uma realidade constante nos momentos em que o Benfica decide segurar o resultado e muda as zonas de pressão. Nos momentos em que Rui Vitória opta por juntar mais gente atrás, com as entradas de Samaris, Danilo ou Celis e o sacrifício de um dos homens da frente, o Benfica passa a permitir mais facilidades na construção adversária e não consegue depois ser tão eficaz nas manobras para estancar a chegada à área de Ederson. E isso já não tem a ver com cansaço, mas sim com a definição estratégica acerca do local onde a equipa deve colocar o seu foco a cada momento dos jogos. Claro que nem Gonçalo Guedes e Jiménez, dois corredores por excelência, dois homens que trabalham mais sem bola do que com ela, conseguem durar 90 minutos ao mesmo ritmo. Aliás, a primeira parte do jogo mostrou isso mesmo: o Estoril quase nem saiu da sua área antes da meia-hora, porque nessa altura a pressão do Benfica era eficaz e compacta, mas dividiu o jogo nos últimos 15’ antes do intervalo, porque aí, já mais fatigados, os jogadores das linhas da frente do Benfica já não conseguiam pressionar de forma tão compacta. A questão é que, depois, Jiménez sai muito da área e Gonçalo continua a ser sofrível na definição dos lances. Os dois funcionam muito bem em vários parâmetros mas não dão à equipa a mesma facilidade goleadora de Jonas e Mitroglou. Com o brasileiro e o grego, na época passada, o Benfica não defendia tão bem desde a sua primeira linha, mas também não precisava disso, porque muitas vezes quando o opositor começava a pensar em chegar-se à frente já o fazia com o desânimo de dois ou três golos na sua baliza. Esta será a grande dúvida de Rui Vitória na ideia de equipa para depois do Ano Novo. O que está a provar-se que causa dificuldades é começar a construir resultados com os corredores e meter os definidores quando é altura de os defender.
2016-12-17
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Último Passe

Mais uma noite fulgurante de Gelson Martins, desta vez bem acompanhado pela certeza na finalização de um Bas Dost que começa a ser solução, valeu ao Sporting uma vitória tranquila sobre o Estoril, à qual só uma meia-hora de descompressão final deu números ainda assim equilibrados: o 4-2 definitivo, com três golos nos últimos cinco minutos (dois deles para os visitantes), reflete tanto o amplo domínio que os leões exerceram sobre o adversário até ao momento em que Jorge Jesus deu descanso a alguns titulares como a total desconcentração da equipa na ponta final da partida. Gelson mereceu bem as palavras que Jesus lhe endereçou na flash-interview: está numa forma impressionante, não só pela velocidade que imprime ao jogo, mas também pela capacidade que revela no um para um e às vezes até no um para dois. Com ele colado à direita, o treinador do Sporting sabe que tem uma fonte permanente de desequilíbrio, bastando-lhe depois somar um finalizador e juntar a tudo uma equipa concentrada e taticamente bem colocada no terreno. Foi por isso que, tirando uma investida logo aos 4’, na qual criou alguma sensação de perigo na esquerda do seu ataque, o Estoril só voltou a aproximar-se da área leonina quando já perdia por 3-0. E mais podiam ter sido se Bryan Ruiz não estivesse num daqueles dias de perder golos cantados. É verdade que o Sporting marcou bastante cedo, num lance que pode tornar-se típico no futebol dos leões: desequilíbrio de Gelson na direita, cruzamento para a área, onde Bas Dost se antecipou a Lucas Farias e marcou de cabeça. Apesar de ainda faltar mais de meia-hora para o intervalo e de o jogo se desenrolar todo o meio-campo do Estoril – muito bem os dois centrais leoninos, a jogarem em antecipação e a não deixarem que os adversários construíssem os seus contra-ataques – o resultado não sofreu alterações antes do descanso. Bryan Ruiz pode explicar porquê: teve uma bola a saltitar à entrada da pequena área mas chutou-a para a bancada, perdendo o 2-0. Com André em vez de Alan Ruiz, que desperdiçou mais 45 minutos no onze titular para causar boa impressão, o Sporting entrou forte na segunda parte, chegando aos 3-0 por volta da hora de jogo. Marcou primeiro Coates, de cabeça, após canto de Bryan Ruiz, tendo depois Bas Dost bisado, na conclusão de um contra-ataque à Slimani: recuperação de Gelson, tabela entre André e William, que colocou a bola na profundidade, onde o holandês a foi buscar e bateu Moreira. Fabiano Soares preparava-se para tentar discutir o jogo quando levou com este golpe duplo, mas as entradas de Gustavo e, sobretudo, de Bruno Gomes – que substituiu o ponta-de-lança Paulo Henrique – ainda haviam de dar os seus resultados. Antes disso, porém, foi o Sporting quem perdeu por duas vezes a possibilidade do 4-0: primeiro André, aos 74’, após jogada entre Gelson e Markovic; depois William, aos 78’, após tabela com Gelson; e por fim Bryan Ruiz, aos 81’, a ver Moreira tirar-lhe o golo com o pé. Jesus, nessa altura, já substituíra jogadores fundamentais. Bas Dost e Adrien já viram do banco a forma como os dois suplentes do Estoril combinaram para reduzir a desvantagem: cruzou Gustavo, para uma bela finalização de Bruno Gomes, que por fim conseguiu chegar a uma bola antes de Ruben Semedo. Faltavam cinco minutos para o fim e o golo de André, a passe de Bryan Ruiz, acabava com quaisquer veleidades que os canarinhos ainda tivessem de vir a discutir o resultado, mas não com a possibilidade de lhe dar um cariz mais equilibrado: Bruno Gomes ainda bisou, após um canto em que toda a equipa do Sporting já estava a pensar no Legia de Varsóvia. Com quatro dias de avanço.  
2016-09-24
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Último Passe

André Silva mantém a média e torna impossível que não se perceba que é nele que tem de começar o renascimento do FC Porto. Foi mais uma vez com um golo do jovem ponta-de-lança – o terceiro em outros tantos jogos oficiais – que os dragões ganharam ao Estoril, numa partida que se jogou nos 40 metros mais próximos da baliza canarinha mas na qual tiveram de esperar até aos últimos cinco minutos para se colocarem em vantagem. Mas o jogo com o Estoril tem outro protagonista: Layún fez o cruzamento fantástico para o golo da vitória, uma espécie de grito de revolta vindo do melhor assistente da última Liga, de repente colocado na situação de reservista. Nuno Espírito Santo não mostrou, com a escolha do onze, que esteja tão obcecado com o jogo de terça-feira em Roma como a importância da continuidade na Liga dos Campeões talvez justificasse. Só mudou quatro nomes em relação à partida anterior, um deles por obrigação: Layún apareceu na lateral esquerda em vez do castigado Alex Telles. As outras trocas, de Adrian Lopez por Varela, de Danilo por Ruben Neves e André André por Corona, derivando Otávio para o meio-campo, foram depois sendo emendadas à medida que a partida se aproximava do fim com o resultado em branco: Adrian entrou ao intervalo, André André a meio da segunda parte. Mas nem assim o FC Porto mudou de cara. Foi até ao fim uma equipa mais dominadora do que o habitual mas com alguma dificuldade em transformar domínio evidente em golos. É verdade que teve algum infortúnio – duas bolas à barra, num remate de Otávio e num quase autogolo de Denkler, e uma noite grande de Moreira, guarda-redes estorilista – mas também não deixa de ser claro que este Estoril jogou de menos e que tanto na terça-feira, em Roma, como na generalidade dos jogos deste campeonato, vai enfrentar maiores dificuldades, a exigirem outras soluções. Faltam melhores cruzamentos para aproveitar o ponta-de-lança que é André Silva – e daí a importância de Layún, seja a lateral ou a médio – como falta maior intensidade e velocidade face a equipas remetidas aos metros mais defensivos do retângulo de jogo. Faltou perceber se falta capacidade atrás, que o Estoril não chegou lá: esse teste vai ser feito em Roma. E num desafio do qual dependerá em boa parte a capacidade de resolver todos esses problemas. É que sem Liga dos Campeões será certamente mais difícil ir ao mercado buscar argumentos.
2016-08-21
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Islam Slimani voltou a resolver um jogo do Sporting, marcando os dois golos dos leões na vitória (2-1) frente ao Estoril, na Amoreira. Com os dois golos de sábado, o argelino aumentou a sua conta de leão ao peito para 49, ultrapassando Acosta e Oceano, que concluíram as passagens por Alvalade com 48, e igualando Paulinho Cascavel, ainda que em menos sete jogos (de 101 para 108). À frente de Slimani, que é agora o 34º maior goleador da história do Sporting, estão agora Sá Pinto e Hugo, ambos com 50 golos marcados.   Slimani interrompeu, além disso, o seu maior jejum de golos desta época. Estava em branco há cinco jogos, pois após o bis frente ao Nacional, na Choupana, a 13 de Fevereiro, não marcou nos dois jogos com o Leverkusen (nos quais foi suplente utilizado), nem nas partidas com Boavista, V. Guimarães e Benfica. O argelino não passava cinco jogos seguidos sem marcar desde Dezembro de 2014, quando ficou em branco face a Boavista, Chelsea, Moreirense, Vizela e Nacional, interrompendo a série negra a 3 de Janeiro de 2015, com um golo ao… Estoril.   Os últimos seis golos de Slimani aconteceram fora de Alvalade e sempre aos pares. Depois de ter marcado no empate a duas bolas com o Tondela, no seu estádio, a 15 de Janeiro, o avançado do Sporting só festejou longe de casa, bisando contra o Paços de Ferreira, o Nacional e agora o Estoril.   Outro jogador com a pontaria afinada foi Leo Bonatini, que marcou o golo do Estoril, dando início ao período de reação da equipa da casa, a 11 minutos do final. O avançado brasileiro, que esta época já tinha marcado ao Benfica, mas que ficou em branco nas duas partidas contra o FC Porto, fez golo pela terceira jornada consecutiva, pois vinha de um hat-trick ao V. Setúbal e de um golo ao Rio Ave. Foi a primeira vez que Bonatini marcou em três jornadas seguidas do campeonato.   Rui Patrício, guarda-redes do Sporting, fez o 254º jogo na baliza dos leões a contar para a Liga, superando Azevedo, que atuou em 253 partidas de campeonato. O único guarda-redes com mais jogos na baliza leonina na principal prova nacional passa agora a ser Vítor Damas, que esteve em 332. Patrício precisará pelo menos de mais três épocas para o alcançar.   Bruno César, que até começou a época no Estoril e defrontou o Sporting no jogo da primeira volta com a camisola canarinha, somou a 50ª presença em jogos de campeonato, a oitava pelo Sporting. A estas oito, nas quais fez três golos, o brasileiro junta dez pelo Estoril (com um golo) e 32 no Benfica (com dez golos).   Bryan Ruiz, que fez o cruzamento para o segundo golo de Slimani, assinou a sétima assistência na Liga, não sendo, ainda assim, o melhor entre os leões neste capítulo. É que João Mário tem oito passes decisivos.   Ganhando ao Estoril, o Sporting chegou aos 62 pontos, ainda acima dos 56 que tinha à 26ª jornada da época passada ou dos 60 que somava na mesma fase da Liga de há dois anos. Esta ainda é a maior pontuação do Sporting em 26 jornadas desde que a vitória vale três pontos, superando os 61 feitos pela equipa de Fernando Santos em 2003/04. Para se encontrar melhor entre os leões há que recuar à formação que foi campeã nacional em 1979/80 e que chegou à 26ª jornada com 21 vitórias, três empates e duas derrotas, que pelas atuais regras de pontuação corresponderiam a 65 pontos.   Apesar do golo sofrido, os leões continuam a ter a melhor defesa do campeonato, com 16 golos sofridos. Esta é a melhor performance defensiva de uma equipa do Sporting desde 2006/07, quando os comandados de Paulo Bento chegaram à 26ª jornada com apenas 13 golos sofridos.
2016-03-15
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Último Passe

O Sporting respondeu da melhor maneira à derrota no dérbi e venceu no Estoril, por 2-1, com uma exibição que começou por ser de controlo total, corporizada em dois golos de Slimani ainda na primeira parte, mas que acabou em sofrimento, depois de Leo Bonatini ter recolocado os estorilistas no jogo, marcando e lançando o descontrolo na equipa verde-branca ante o futebol mais direto dos donos da casa. Depois de várias oportunidades perdidas para matar o jogo, os leões viram Rui Patrício segurar os três pontos num cabeceamento de Michael, mesmo em cima do apito final da partida e regressaram à liderança da Liga, ainda que à condição, pois o Benfica só joga na segunda-feira. Os leões voltaram ao 4x4x2 com dois avançados de área, juntando Teo Gutièrrez a Slimani no meio e voltando a desviar Ruiz para um dos corredores laterais, e isso, somado a uma primeira parte hiperativa de Schelotto na direita, permitiu-lhes voltar a ganhar a profundidade e a presença na frente que raramente mostram quando o costa-riquenho parte do corredor central, não deixando de ter controlo da partida e ocupação permanente do meio, fruto das constantes diagonais para dentro de Ruiz e João Mário. O Estoril, por sua vez, colocava o alto Mendy à frente de Bonatini, de forma a encontrar espaço para o que é indiscutivelmente o melhor jogador da equipa, num futebol mais direto. A aposta de Fabiano Soares, porém, não surtiu efeito, porque com melhor ocupação dos espaços ao meio, a equipa de Jesus voltou a encontrar o seu futebol triangulado e a esconder a bola ao adversário. O Estoril teve até o primeiro remate da partida, pelo lateral Anderson Luís, logo no primeiro minuto, mas a partir daí foi impotente para impedir o Sporting de se instalar no seu meio-campo. E após dois ou três lances de envolvimento pela direita, os leões marcaram mesmo, aos 5’, num belo trabalho de Slimani, a mudar de um pé para o outro antes de rematar ao ângulo da baliza de Kieszek. O segundo golo não surgiu aos 26’, quando Slimani serviu Ruiz de calcanhar mas este chutou ao lado, em boa posição, e acabou por aparecer mesmo no final do primeiro tempo, quando os dois protagonistas inverteram os papéis: Ruiz cruzou largo da esquerda e Slimani ganhou no ar de forma a fazer o 0-2. O jogo parecia resolvido, mas ainda havia 45 minutos pela frente. E com a nuance de o Sporting ter diminuído a intensidade e a concentração no regresso dos balneários, colocando-se à mercê dos donos da casa. Rui Patrício negou o golo a Mendy logo aos 50’, quando este lhe apareceu na cara, mas o Estoril nem aproveitou esse lance para crescer por aí além e foi o Sporting quem, mesmo com menos bola, continuou a ter as melhores ocasiões para marcar. Slimani e João Mário falharam o terceiro e, quando Leo Bonatini aproveitou a má colocação de Schelotto num canto para, em posição regular, fazer o 1-2, a 11 minutos do fim, o Estoril acordou e o Sporting tremeu. Os canarinhos passaram a abusar do futebol direto e a jogar no meio-campo leonino e podiam até ter empatado, no tal lance de Michael, aos 90+3’. Só que Patrício voltou a defender e a assegurar a justa vitória dos leões.
2016-03-12
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Stats

O Sporting chega ao Estoril pressionado, entrando pela primeira vez numa ronda a ter de olhar para cima na tabela desde a 15ª jornada, após a derrota na Choupana com o U. Madeira. A equipa de Jorge Jesus enfrenta, além disso, a necessidade de interromper a pior série de resultados da época, pois somou pela primeira vez três jogos seguidos sem ganhar: 1-3 em Leverkusen, na despedida da Liga Europa, 0-0 em Guimarães e 0-1 com o Benfica em Alvalade. Desde Fevereiro e Março do ano passado que os leões não passavam três jogos seguidos sem ganhar, mas para se encontrarem os quatro a que a série ascenderá caso o Sporting não ganhe no Estoril é preciso recuar à época negra de 2012/13. Nesse ano, que culminou com a não qualificação para as competições europeias, o Sporting chegou a estar oito jogos seguidos sem ganhar (entre um 2-1 ao Gil Vicente em Setembro de 2012 e um 1-0 ao Sp. Braga em Novembro). A última sequência de mais de três jogos seguidos sem vitória, no entanto, data de Dezembro de 2012/Janeiro de 2013 e ficou marcada a meio pela saída de Frankie Vercauteren e a entrada de Jesualdo Ferreira para o comando técnico. Após ganharem por 2-1 ao Videoton, no adeus à Europa, a 7 de Dezembro de 2012, ainda com o belga aos comandos, os leões perderam em casa com o Benfica (1-3), empataram nos terrenos do Nacional (1-1) e do Marítimo (2-2, este para a Taça da Liga), foram batidos fora pelo Rio Ave (3-0, também para a Taça da Liga) e em casa pelo Paços de Ferreira (1-0, no jogo que ditou o afastamento de Vercauteren). A série negra foi interrompida ao sexto jogo, numa vitória caseira frente ao mesmo Paços de Ferreira (1-0, para a Taça da Liga), já com Jesualdo Ferreira à frente da equipa. Desde então, foram ainda assim várias as séries de três jogos seguidos sem ganhar da equipa do Sporting, mas todas elas interrompidas à quarta partida. Aconteceu com Jesualdo por duas vezes, ainda nessa época, uma com Leonardo Jardim em 2013/14, e três com Marco Silva em 2014/15. A última destas séries terminou há precisamente um ano, com uma vitória por 3-2, em casa, frente ao Penafiel, a 9 de Março de 2015, depois do empate frente ao Wolfsburg (0-0, na despedida da Liga Europa), da derrota frente ao FC Porto (0-3) e de novo empate, ante o Nacional (2-2, nas meias-finais da Taça de Portugal).   Além dos jogos sem ganhar, o Sporting de Jesus somou também a primeira série de duas partidas seguidas sem marcar golos. O zero no ataque foi comum ao empate em Guimarães (0-0) e à derrota caseira com o Benfica (0-1). Há um ano que os leões não ficavam dois jogos seguidos em branco: desde o 0-0 com o Wolfsburg (26 de Fevereiro de 2015) e do 0-3 com o FC Porto (1 de Março de 2015). Para se encontrarem três jogos seguidos sem marcar já é preciso recuar a Dezembro de 2013/Janeiro de 2014, quando os leões juntaram três empates a zero sucessivos. Com a curiosidade de o terceiro ter sido no palco do jogo de hoje: após os 0-0 com o Nacional e o FC Porto, a equipa de Leonardo Jardim empatou a zero no Estoril, para a Taça da Liga.   Depois de uma fase menos boa, som seis derrotas em dez jogos, o Estoril parece estar a acertar agulhas, pois ganhou três das últimas quatro partidas: 2-1 ao Tondela e 3-0 ao V. Setúbal em casa e 3-1 ao Rio Ave em Vila do Conde. Desde a derrota em Braga, a 8 de Fevereiro, os estorilistas marcaram pelo menos um golo em todos os jogos-   O avançado estorilista Leo Bonatini interrompeu nas últimas duas jornadas um jejum de golos que já durava desde que, a 16 de Janeiro, fez um golo ao Benfica na Amoreira. Depois do hat-trick ao V. Setúbal, na 24ª jornada, marcou também na vitória frente ao Rio Ave, na 25ª. Se marcar ao Sporting completa três jornadas seguidas sempre a marcar, igualando o seu melhor registo desta época, que foram golos em jornadas seguidas a Sp. Braga, Tondela e U. Madeira, na primeira volta.   Por sua vez, o avançado sportinguista Slimani não marca golos há cinco jogos, na que já é a sua pior sequência da época. Após o bis ao Nacional, a 13 de Fevereiro, ficou em branco nos dois jogos contra o Leverkusen (que jogou como suplente utilizado), bem como nas partidas com Boavista, V. Guimarães e Benfica. A última série de cinco jogos seguidos sem marcar de Slimani aconteceu em Dezembro de 2014 (Boavista, Chelsea, Moreirense, Vizela e Nacional) e foi interrompida precisamente contra o Estoril, a 3 de Janeiro de 2015, numa vitória leonina por 3-0, em Alvalade.   Depois de uma primeira volta sem marcar aos grandes (0-4 na Luz, 0-2 no Dragão e 0-1 em Alvalade), o Estoril marcou primeiro nos jogos com o Benfica e o FC Porto no seu estádio, mas perdeu ambas as partidas. Contra o Benfica Bonatini fez o 1-0 aos 12’, mas Mitroglou e Pizzi viraram para 1-2. Frente ao FC Porto, Diego Carlos abriu o ativo logo aos 3’, mas Aboubakar, Danilo e André André viraram para o 1-3 final.   O Estoril vem assim numa sequência de cinco jogos seguidos sem pontuar frente aos grandes na Liga. Igualou a sequência de 2004/05: após um empate a duas bolas com o FC Porto no Dragão logo à terceira jornada, perdeu as outras cinco partidas com os três grandes, numa época que culminou com a despromoção. A série foi interrompida com um empate frente ao Sporting (2-2), em Alvalade, em Setembro de 2012, o ano do regresso da equipa da Linha à I Divisão.   Para se encontrarem mais de cinco jogos seguidos do Estoril sem pontuar frente aos grandes é preciso recuar ao início da década de 80, quando após um empate com o FC Porto na Amoreira (0-0 em Novembro de 1979), a equipa canarinha perdeu de enfiada contra o Sporting (0-1 em Janeiro de 1980), Benfica (0-2, em Março de 1980), FC Porto (0-3, em Abril de 1980), Benfica (0-3, em Setembro de 1981, após a despromoção e o regresso), FC Porto (0-1, em Dezembro de 1981) e Sporting (3-2, em Dezembro de 1981). Essa série foi interrompida com um empate a zero frente ao Benfica, em casa, a 7 de Março de 1982.   Este é apenas o segundo confronto entre Jorge Jesus e Fabiano Soares. O primeiro foi no jogo da primeira volta, com sucesso do Sporting de Jesus, em Alvalade, por 1-0. Mas se Fabiano pode alegar que o Sporting foi o único grande ao qual conseguiu tirar pontos como treinador (empate a um golo na Amoreira, em Maio do ano passado) e que Jesus até já começou a perder um campeonato contra o Estoril (empate a uma bola, na Luz, em Maio de 2013, deixando o Benfica à mercê do FC Porto), o treinador do Sporting também pode apresentar um currículo invejável em visitas ao Estoril, onde ganhou sempre como treinador do Benfica.   O sportinguista Bruno César começou a época no Estoril, tendo alinhado durante os 90 minutos na derrota dos canarinhos em Alvalade, a 31 de Outubro de 2015.   O Sporting não ganhou nenhuma das quatro últimas partidas no Estoril. A última vitória leonina ali foi a 16 de Outubro de 2010, em jogo da Taça de Portugal (2-1, de virada, com golos de Liedson e Postiga, depois de Alex Afonso ter aberto o ativo para os donos da casa). Dos 28 jogadores que subiram ao relvado nessa tarde, restam nas duas equipas os laterais direitos Anderson Luís (Estoril) e João Pereira (Sporting). Jefferson, que atualmente joga no Sporting, alinhou então pelos canarinhos.   Depois desse jogo, o Sporting perdeu duas vezes (2-1 para a Taça da Liga em Janeiro de 2011 e 3-1 para a Liga em Fevereiro de 2013) e empatou outras duas (0-0 em Janeiro de 2014 e 1-1 em Maio de 2015, sempre para a Liga) no António Coimbra da Mota. Aliás, três das cinco vitórias que o Estoril obteve contra o Sporting em toda a sua história aconteceram nos últimos seis anos. Até então, os canarinhos só tinham ganho duas vezes aos leões: em Fevereiro de 1976 para o campeonato nacional e em Outubro de 1945 no regional de Lisboa.
2016-03-12
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Ao vencer o Estoril por 3-1 na Amoreira, o FC Porto voltou a ganhar na zona de Lisboa, algo que já não conseguia desde Outubro de 2012, quando ganhou precisamente naquele mesmo estádio e àquele mesmo adversário, por 2-1. Desde então, foram 14 jogos seguidos sem ganhar na zona de Lisboa, a contar para a Liga, a Taça de Portugal e a Taça da Liga. A saber: 2-2 com o Estoril, 2-2 com o Benfica e 0-0 com o Sporting ainda em 2012/13; 2-2 com o Estoril, 1-1 com o Belenenses, 0-0 com o Sporting, 0-2 com o Benfica, 0-1 com o Sporting e 1-3 com o Benfica em 2013/14; 1-1 com o Sporting, 2-2 com o Estoril, 0-0 com o Benfica e 1-1 com o Belenenses em 2014/15; e ainda o 0-2 com o Sporting desta época.   - Esta foi a segunda vitória do FC Porto de virada esta época, depois de já ter ganho assim em casa ao Paços de Ferreira – na ocasião de 0-1 para 2-1. Fora de casa, os dragões não viravam um jogo desde a abertura do campeonato de 2013/14, quando ganharam em Setúbal por 3-1 depois de a equipa da casa se ter adiantado.   - Em contrapartida, esta foi a segunda jornada consecutiva em que o Estoril fez golos nos primeiros cinco minutos. Há uma semana, em Moreira de Cónegos, marcara ao minuto 1 e ao minuto 3, por Anderson Luís e Diogo Amado; desta vez fê-lo também ao terceiro minuto, por Diego Carlos. Nos últimos três jogos, o Estoril marcou sempre primeiro, mas só ganhou um (3-1 ao Moreirense), tendo perdido os outros dois (1-2 com o Benfica e 1-3 com o FC Porto).   - Layun continua imparável nas assistências. Fez mais duas, para os golos de Aboubakar e Danilo, passando agora a somar 13 em 20 jornadas da Liga. É cada vez mais o maior assistente da competição.   - Aboubakar marcou golos ao Estoril pela terceira partida consecutiva. Já tinha aberto o marcador nos 2-0 do Dragão, na primeira volta, enquanto que na época passada fizera o segundo nos 5-0 com que os canarinhos baquearam no Porto. O camaronês só ficou em branco contra o Estoril no empate a duas bolas na Amoreira, em Novembro de 2014, mas aí entrou apenas a 27 minutos do final.   - Diego Carlos, que passou a época passada no FC Porto B, marcou aos dragões o segundo golo da sua carreira em Portugal. O primeiro, também em casa, contra o Rio Ave, tinha valido um empate a dois golos.   - O médio portista Danilo, que já estivera entre os marcadores frente a U. Madeira, Académica e Boavista, fez o quarto golo da época, que já é a mais goleadora de toda a sua carreira. O seu máximo eram os três golos que fez pelo Marítimo em 2014/15.   - Maxi Pereira viu o nono cartão amarelo, incorrendo na segunda suspensão da época por acumulação de cartões. Na época passada precisou de 28 jornadas para chegar aos nove amarelos, em vez das atuais 20. O mais perto que Maxi esteve do atual registo foi em 2010/11 e em 2011/12, épocas nas quais precisou de 22 jornadas para ver tantos amarelos.   - José Peseiro voltou a ganhar no Estoril, numa fase difícil para a sua equipa. Em 2004/05, quando comandava o Sporting, ganhou lá por 4-1 à sexta jornada, depois de duas derrotas e dois empates. Na altura, tal como agora acontece com o FC Porto em relação ao Sporting, os leões colocaram-se a cinco pontos dos líderes, que eram Benfica e Marítimo. Dez jornadas depois, o Sporting de Peseiro estava isolado em primeiro lugar.
2016-01-31
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Último Passe

O FC Porto ganhou pela primeira vez nos últimos anos no Estoril (3-1) e já começou a mostrar algumas boas ideias, fruto da mudança recente no comando técnico. Ainda assim, a incerteza que durou no resultado até ao terceiro golo portista, marcado a 10 minutos do final, e a forma como até aí os canarinhos foram sendo capazes de meter a cabeça de fora na procura do empate mostraram que Peseiro tem ainda várias questões para resolver até colocar a equipa a jogar à sua imagem. No Estoril, viram-se um excelente Layun e momentos bons de Aboubakar, a contrastar com a forma incrível como falhou o 3-1 que podia ter resolvido o jogo mais cedo, mas uma equipa ainda sofrível em momentos de transição defensiva e a mostrar dificuldades para ativar os extremos e para os fazer compreender a nova movimentação de André André. O Estoril começou como contra o Benfica, marcando um golo cedo, desta vez por Diego Carlos, após um canto. Ao contrário do que aconteceu no jogo com os encarnados, porém, a equipa de Fabiano Soares não ficou remetida ao seu meio-campo depois de se ver em vantagem. A diferença é que, apesar da supremacia natural, que conseguia por ter melhores jogadores e porque precisava de correr atrás do resultado, o FC Porto não era capaz de responder tão bem à perda de bola e deixava os donos da casa sair com alguma frequência, sobretudo fruto do critério dos médios estorilistas no passe e da velocidade de Gerso na esquerda. O FC Porto repetia o 4x2x3x1 do jogo com o Marítimo, encostando Herrera a Danilo na primeira fase de organização e pedindo a André André que procurasse os corredores laterais, convidando os extremos a virem para dentro, para darem alguma iniciativa aos defesas laterais. E se o médio foi sempre respondendo bem, Corona e Brahimi nunca o fizeram, passando ao lado do desafio durante grande parte do tempo. Acabou por ser Layun a resolver da forma habitual: com assistências. Começou por explorar um desequilíbrio no corredor direito do Estoril para arrancar por ali a fora e oferecer o empate a Aboubakar. Depois, de canto, encontrou a cabeça de Danilo na zona do primeiro poste, deixando o FC Porto em vantagem ainda antes do intervalo. Faltava um terceiro golo para que a equipa pudesse acalmar, mas o que se via era o contrário: alguma passividade no momento da perda de bola, a dar ao Estoril a possibilidade de lançar contra-ataques que o perigoso Bonatini aguardava, ameaçando com o empate. Nunca aconteceu e, depois de Aboubakar falhar o tal golo de baliza aberta, foi André André quem mateou o jogo a nove minutos do fim. Peseiro levou os três pontos para o Dragão, afinal aquilo de que precisa para ir ganhando tempo para dar as suas afinações à máquina. NO Estoril, ganhou mais uma semana.
2016-01-30
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Stats

O FC Porto desloca-se ao Estoril na sequência de três derrotas consecutivas como visitante e com a obrigatoriedade de vencer, para manter a pressão sobre Benfica e Sporting, que ocupam os dois primeiros lugares da tabela classificativa da Liga. Se em 2013/14 estiveram seis saídas seguidas sem ganhar, é preciso recuar muito mais, até 2005, para se encontrar uma equipa do FC Porto que tenha perdido três jogos consecutivos como visitante. Agora é preciso evitar o quarto, que os dragões não conhecem desde 1985. Depois das vitórias frente ao Boavista para a Liga (5-0) e para a Taça de Portugal (1-0), ainda com Rui Barros aos comandos, o FC Porto perdeu as três deslocações que se seguiram: 1-0 com o Vitória em Guimarães, o mesmo resultado com o Famalicão e 2-0 com o Feirense, este último desafio já com José Peseiro no banco a liderar a equipa. Começam por ser preocupantes as dificuldades que os dragões têm encontrado para fazer golos fora do seu estádio, pois são já três jogos seguidos a zero. Mas mais negro se torna o panorama quando se percebe que é preciso recuar mais de dez anos para se encontrar uma série tão negra. Em Março e Abril de 2005, a época horrível que se seguiu à saída de José Mourinho, o FC Porto perdeu consecutivamente em Milão com o Inter (3-1), em Alvalade com o Sporting (2-0) e no Bessa com o Boavista (1-0), reagindo ao quarto jogo, no qual foi ganhar ao Beira Mar em Aveiro por 1-0, com golo de Quaresma ao minuto 89. Para se encontrar uma série de quatro deslocações seguidas com derrota é preciso ir muito mais atrás, a Novembro e Dezembro de 1985, quando a equipa dirigida por Artur Jorge perdeu consecutivamente com Benfica (1-0), Portimonense (1-0), V. Guimarães (2-1) e Sp. Covilhã (2-0). Desde então, a equipa portista já teve várias situações de duas derrotas seguidas fora de casa, mas conseguiu sempre pontuar à terceira partida. Foi o caso de 2013/14, em que esta situação se repetiu por três vezes. Às derrotas frente a Académica (1-0) e Atlético Madrid (2-0) seguiu-se uma vitória ante o Rio Ave (3-1). Depois, na sequência dos insucessos com o Benfica (2-0) e Marítimo (1-0) apareceu uma vitória no terreno do Gil Vicente (2-1). Por fim, quando o FC Porto perdeu frente ao Nacional (2-1) e ao Sevilha (4-1), foi o Sp. Braga a pagar as favas (3-1). De 2013/14 vem também a última série de três deslocações seguidas sem que o FC Porto tenha conseguido marcar golos – mas também aí a equipa reagiu ao quarto jogo: após um empate a zero com o Sporting em Alvalade e as derrotas nos terrenos de Benfica (2-0) e Marítimo (1-0), ganhou a tal partida ao Gil Vicente, graças a um bis de Varela (2-1).   - Desde Dezembro, o Estoril tem sempre alternado resultados nos jogos em casa: ora ganha, ora cede pontos. Após o empate com o Nacional (1-1, a 6 de Dezembro), venceu o Penafiel (1-0, a 16). Depois perdeu com o V. Guimarães (1-0, a 19) e ganhou ao Belenenses (2-0, a 10 de Janeiro). Por fim, perdeu com o Benfica (2-1, a 16) e recebe agora o FC Porto.   - À exceção do jogo com o V. Guimarães, Leo Bonatini fez golos em todos os desafios do Estoril em casa desde o empate com o Rio Ave, a 24 de Outubro. Marcou à Académica (1-1), Nacional (1-1), Penafiel (1-0), Belenenses (2-0) e Benfica (1-2).   - Será a primeira vez que Fabiano Soares e José Peseiro se defrontam como treinadores. O técnico do Estoril perdeu até aqui sempre que defrontou o FC Porto, equipa que foi a primeira a derrotá-lo na qualidade de treinador principal e à qual nunca fez um golo: perdeu por 5-0 na época passada e por 2-0 esta temporada, sempre no Dragão.   - Peseiro, por sua vez, perdeu na última vez que levou uma equipa ao Estoril (2-1, com o Sp. Braga, em 2013), mas arrancou ali para uma série de bons resultados na sua passagem pelo Sporting. Após um início difícil e quatro jogos seguidos sem ganhar, os leões venceram no Estoril por 4-1, em Outubro de 2004, encetando uma recuperação que os levaria ao topo da Liga.   - Matheus estreou-se pelo Estoril a jogar contra o FC Porto, a 6 de Abril do ano passado. Fabiano Soares fê-lo entrar para o lugar de Filipe Gonçalves a 15 minutos do fim de um jogo que os canarinhos já perdiam por 4-0 e que acabou com 5-0 para os dragões.   - O lateral Mano pode fazer o jogo 100 pelo Estoril, depois de se ter estreado a 13 de Setembro de 2012, com uma vitória por 1-0 na Taça da Liga, frente ao U. Madeira. Dos 99 em que já atuou, 73 foram na Liga portuguesa, 10 na Liga Europa, oito na Taça de Portugal e outros oito na Taça da Liga. Ainda não fez um único golo com a camisola amarela.   - O FC Porto ganhou os últimos dois jogos ao Estoril, ambos sem sofrer golos, mas já não vence na Amoreira desde Outubro de 2012, tendo entretanto empatado ali por três vezes, todas com o mesmo resultado: 2-2. A última vitória dos dragões no Estoril foi para a Liga e teve Vítor Pereira como treinador, tendo acontecido de virada, graças a golos de Varela e Jackson Martínez, depois de Steven Vitória ter adiantado os canarinhos.   - Nos três últimos jogos jogados entre o Estoril e o FC Porto no António Coimbra da Mota, todos eles terminados com um empate a dois golos, os estorilistas tiveram sempre um penalti a favor. Converteram-nos Steven Vitória (Taça da Liga, em Dezembro de 2012), Evandro (Liga, em Setembro de 2013) e Tozé (Liga, em Novembro de 2014). Em dois destes três jogos, o FC Porto só chegou ao empate em período de descontos, com golos de João Moutinho e Oliver Torres.   - A última vitória do Estoril sobre o FC Porto foi no Dragão, em Fevereiro de 2014, e também resultou de um penalti, na altura convertido por Evandro no 1-0 final. Em casa, o Estoril não ganha ao FC Porto desde Janeiro de 1979, altura em que a equipa canarinha era a “besta negra” do FC Porto de Pedroto, que esteve sem ganhar ali de 1975 a 1988. Nessa tarde, marcaram Vitinha, Marinho e Fonseca, todos nos últimos 10 minutos, para um 3-0 que eliminou os dragões da Taça de Portugal.
2016-01-29
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Ainda faço parte de uma geração que passou boa parte da infância e da adolescência a correr atrás de uma bola, a ler sobre bola, a ver bola, a discutir bola. As mães e as avós, que não nos compreendiam, nem a nós nem aos nossos pais, diziam que éramos “doentes da bola”. Ouvi essa expressão com alguma frequência. Hoje, os doentes da bola deram lugar a outro tipo de doentes. São os doentes da arbitragem, aqueles que não correm atrás de uma bola, não leem sobre bola, não veem bola nem discutem bola. Só discutem penaltis e off-sides, mãos na bola e bolas na mão, intensidades e intenções. O problema é que ou estão a ficar em maioria ou são uma minoria demasiado ruidosa. É sintomático que no fim-de-semana em que o Tondela, último classificado da Liga portuguesa, surpreendeu o Sporting, que é primeiro, com um empate a dois golos no seu próprio estádio não se esteja a debater a audácia de Petit, que jogou com as linhas subidas e soltou dois velocistas em diagonais para a área do leão, ou que depois, no final, fez substituições ofensivas para ir buscar o empate. Argumentarão que não se discute o jogo dos pequenos. OK, discuta-se então a forma como Jesus montou a equipa na segunda parte, com dez, para virar um jogo que estava complicado, chamando outra vez Gelson e prescindindo de William em quebra. Ou como depois deixou que a equipa baixasse o ritmo antes de ter o resultado seguro e não fez atempadamente as trocas que se impunham para o congelar. Não. O que se discute é um penalti de Rui Patrício sobre Nathan Júnior. Para uns é, porque o guarda-redes toca na perna do jogador adversário. Para outros não é, porque também toca na bola, porque antes do choque, o avançado do Tondela deu um chuto na relva e depois festejou o apito do árbitro. É sintomático também que não se discuta a pressão que o Benfica foi capaz de fazer ao Estoril, não o deixando sair do seu meio-campo, ou o jogo nada ambicioso dos estorilistas, que amontoaram homens à saída da sua própria grande área, quase se limitando a dar a bola ao adversário e a convidá-lo a encadear ofensiva sobre ofensiva. Não. O que se discute é se Mitroglou estava fora de jogo no lance do 1-1 e se uma bola que tabelou nas costas de Pizzi entrou ou não na baliza de Kieszek. E não se discute a forma como os jogadores que o V. Guimarães tem na frente foram capazes de manter em respeito o FC Porto, o erro de Casillas no lance que deu a vitória aos minhotos ou a incapacidade do FC Porto para fazer um golo num jogo em que jogou mais pelo meio e menos pelas pontas relativamente à herança de Lopetegui. Não. Discute-se se é admissível que haja notícias nos jornais acerca do interesse do FC Porto no treinador do V. Guimarães e assinalam-se nexos de causalidade do tipo: se Conceição for mesmo para o FC Porto, é porque vendeu o resultado. Como se um dirigente no seu perfeito juízo pudesse contratar um treinador que vende resultados, sabendo que um dia, na Champions ou onde for, também o FC Porto encontrará adversários mais poderosos que ele. O problema são os malucos da arbitragem. Os fanáticos da ilegalidade. Posso dar a minha opinião sobre os lances polémicos – é penalti de Rui Patrício sobre Nathan, porque o guarda-redes do Sporting toca antes no adversário e só depois na bola; há fora-de-jogo de Mitroglou no golo que deu o empate ao Benfica e a bola impelida inadvertidamente por Pizzi entrou na baliza de Kieszek. Nos três lances, contudo, admito que me digam o contrário. O que não admito, porque não é saudável, é que queiram dizer-me o contrário com letra de lei, porque são três lances tão difíceis de analisar, tão no limite, que todas as opiniões são válidas. E porque, continuo convencido disso, no final as contas entre o deve e o haver não vão influenciar assim tanto a tabela classificativa. Tendem mesmo a equilibrar-se entre os três, como acho que estão realmente equilibradas neste momento. E é aí que entram em campo os malucos da arbitragem. Uns fazem-no por carolice, porque são facilmente influenciáveis, outros por dever profissional, porque são pagos para isso. Porque se convencionou que a melhor maneira de um clube ser beneficiado – ou de não ser prejudicado – é convencer a opinião pública que quem está a ser beneficiado é o adversário direto. E aí vale tudo, valem todas as formas de influenciar os observadores. Valem conferências de imprensa, posts no Facebook, tweets no Twitter, longos monólogos em programas de comentadores engajados ou soundbytes em newsletters diárias. Mas, ao contrário do que acontece no campeonato da bola, não me interessa rigorosamente nada saber quem vai à frente neste campeonato, no campeonato da estrutura, da comunicação. Porque posso ser doente mas sou um doente da bola. In Diário de Notícias
2016-01-18
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- Ao ganhar ao Estoril por 2-1, depois de ter estado a perder (1-0 ao intervalo), o Benfica conseguiu a terceira reviravolta da época. A primeira tinha acontecido contra o Moreirense, no Estádio da Luz, em Agosto, num jogo que os encarnados estiveram a perder por 1-0 e ganharam por 3-2. E a segunda em Madrid, na Liga dos Campeões, em Setembro, quando viraram de 0-1 para 2-1 contra o Atlético. O Benfica não conseguia virar um jogo da Liga portuguesa fora de casa desde Março do ano passado, quando ganhou por 3-1 em Arouca depois de estar a perder por 1-0.   - O Benfica obteve ainda a sexta vitória consecutiva, depois do empate a zero contra o U. Madeira, a 15 de Dezembro. Iguala assim a série de seis vitória conseguidas entre Fevereiro e Março de 2015. Para se encontrar uma série maior é preciso ir às sete que a equipa somou entre Dezembro de 2014 e Janeiro de 2015.   - Ganhando o jogo de abertura da segunda volta, quando na época passada o tinham perdido (1-0 em Paços de Ferreira), os encarnados diminuíram a distância pontual que os separa da equipa que foi campeã em 2014/15. Essa equipa tinha 46 pontos à 18ª jornada, enquanto que a atual soma 43.   - Em contrapartida, os 47 golos que o Benfica fez nas primeiras 18 jornadas, e que lhe permitem continuar a ser o ataque mais realizador da competição, correspondem ao ano de melhor produção atacante da equipa encarnada desde 2009/10. Nessa época, a primeira de Jesus, o Benfica tinha feito mais um golo: 48 em 18 jornadas.   - Ao perder, o Estoril confirmou que este está a ser o seu pior meio-campeonato desde que voltou à Liga. Continua com 20 pontos em 18 jogos, menos cinco do que tinha há um ano, com José Couceiro aos comandos. Com Marco Silva, os canarinhos somavam 30 pontos em 2013/14 e 22 em 2012/13. Para encontrar pior que os atuais 20 pontos é preciso recuar a 2004/05, o ano em que a equipa estorilista desceu pela última vez, e em que chegou à 18ª jornada com 18 pontos.   - Pizzi fez o golo da vitória do Benfica no Estoril (2-1). Foi o terceiro neste mês de Janeiro e o quarto que fez esta época, igualando já a produção goleadora das últimas duas temporadas, no Espanyol (quatro golos em 2013/14) e no Benfica (outros quatro em 2014/15). Melhor só os oito golos no Deportivo em 2012/13 e os onze no Paços de Ferreira, em 2010/11. Nesta época tinha como treinador Rui Vitória.   - Jonas falhou mais uma vez a trilogia de golos em jogos consecutivos. Ficou em branco pela primeira vez na vida contra o Estoril, a quem até aqui marcara sempre, mas assistiu Pizzi para o golo da vitória e é agora não só o melhor marcador da Liga (com 18 golos) mas também o melhor assistente do Benfica, com sete passes decisivos, tantos como Gaitán.   - Mitroglou voltou a marcar saído do banco. Já tinha estado entre os goleadores na vitória frente ao Nacional (4-1) na jornada anterior e repetiu a gracinha agora, estabelecendo o empate contra o Estoril, no jogo que os encarnados acabaram por ganhar. Foi a terceira vez que o grego marcou golos em jogos consecutivos, pois já o tinha feito contra Belenenses (6-0) e Astana (2-0) em Setembro e contra Atl. Madrid (1-2) e V. Setúbal (4-2) em Dezembro.   - Leo Bonatini, que já leva 13 golos esta época, 10 dos quais na Liga, já igualou o total de golos dos dois melhores marcadores do Estoril numa época inteira desde que a equipa da Linha voltou à I Liga. Tal como Bonatini, Steven Vitória (em 2012/13) e Evandro (em 2013/14) acabaram a época com 13 golos (ainda que ambos com 11 na Liga). Mas os dois tiveram a época inteira para lá chegar.   - Os golos de Bonatini têm uma particularidade adicional, rara num ponta-de-lança. É que vêm sempre sós. Se por um lado isso pode ser mau, porque não se lhe vê um bis ou um hat-trick, por outro é excelente, porque quase nunca saiu de um jogo em branco. Esta época, marcou em 13 dos 21 jogos em que participou. E das oito vezes em que ficou em branco, o Estoril perdeu sete. O jogo com o Benfica foi apenas o segundo em que, tendo ele marcado, o Estoril saiu derrotado – o outro foi o 3-2 frente ao Oriental, na Taça da Liga.   - Pawel Kieszek, que tinha feito o jogo 100 na Liga contra o Benfica, na Luz, na primeira volta (derrota por 4-0) e que também se estreara na prova contra os encarnados, pelo Sp. Braga, em Fevereiro de 2008 (empate a uma bola), voltou a ver o Benfica assinalar-lhe um momento especial: desta vez fez o 50º jogo na baliza do Estoril.   - Diogo Amado fez o 100º jogo na Liga portuguesa nesta derrota contra o Benfica. Dos 100, 15 foram com a camisola da U. Leiria – entre eles a estreia, lançado por Pedro Caixinha num empate a zero contra o Beira Mar, em Agosto de 2010 – e os restantes 85 pelo Estoril.
2016-01-17
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Último Passe

Na primeira jornada do campeonato, este Estoril tinha perdido por 4-0 com este Benfica mas tinha sido capaz de discutir o jogo na Luz. Esta noite, na Amoreira, os canarinhos perderam só por 2-1, até estavam a ganhar ao intervalo, mas não mostraram sequer por um instante a capacidade para ficar com os três pontos em casa. O que se viu foi um Benfica não muito inspirado onde costuma ser mais forte – os últimos 20 ou 30 metros – mas absolutamente dominador no resto do campo, ganhando duelos sobre duelos e conseguindo assim instalar-se em permanência no meio-campo estorilista. Os dois golos que chegaram no segundo tempo acabaram por ser o corolário lógico do que se via em campo e dão mais alento à equipa de Rui Vitória, que mantém a fase de crescimento e já só vê a liderança a dois pontos. O jogo começou praticamente com o golo do Estoril, obra do inevitável Bonatini, que aproveitou a abordagem negligente de Lisandro – e de Eliseu antes dele – para atacar um cruzamento feito na direita por Anderson Luís e bater Júlio César com uma finalização cheia de classe. O problema para Fabiano Soares é que se tinha visto pouco Estoril até aí, viu-se ainda menos daí para a frente. Se a ideia era juntar duas linhas de quatro atrás, com Diogo Amado entre elas de forma a roubar o espaço habitualmente ocupado por Jonas, ela falhou redondamente, porque o Benfica conseguia quase sempre recuperar a bola instantes depois de a perder, partindo desde logo para nova vaga de ataque às redes de Kieszek. Jonas, Jiménez, Pizzi, Carcela, Sanches ou Fejsa, os próprios laterais quando em posicionamento avançado, qualquer jogador do Benfica ganhava mais bolas divididas do que as que perdia, e isso resultava num massacre ofensivo que, contudo, não tinha reflexo na criação de reais oportunidades de golo. Este Benfica costuma ser uma equipa de golo fácil, que nem precisa de grande volume de jogo para marcar. No Estoril foi ao contrário – muito volume mas poucas situações de golo iminente. Rui Vitória percebeu que precisava de um homem de área e chamou Mitroglou, avançado menos dado a trabalhar sem bola que Jiménez, mas mais posicional e propenso a aproveitar as muitas bolas que iam cruzando a área do Estoril. E, ainda que contando com a sorte do ressalto e da desorientação defensiva dos jogadores canarinhos que estiveram no lance – onde estavam em superioridade de quatro para dois – o grego fez o golo do empate. Pizzi, cada vez mais importante no crescimento deste Benfica, fez o 2-1 e só aí o Estoril saiu para discutir o resultado. Já o fez tarde. Os três pontos assentaram bem aos encarnados, que conseguiram a terceira reviravolta da época e podem ficar agora à espera de ver o que fará o FC Porto em Guimarães para ver se terão companhia na perseguição ao Sporting.
2016-01-16
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Sempre que defrontou o Estoril, Jonas, o jogador mais em forma no Benfica, bisou. Aconteceu nos 6-0 de Fevereiro e nos 4-0 de Agosto, sempre na Luz. Aliás, nos últimos três confrontos entre Benfica e Estoril houve sempre um benfiquista a bisar: antes de Jonas tal já acontecera a Talisca, autor de dois golos nos 3-2 com que os encarnados ganharam na Amoreira, em Setembro de 2014. Se Jonas é o maior candidato a manter a tradição, é verdade também que há outra, recente, a jogar contra ele: esta época, depois de dois jogos com golos, tem aparecido sempre um zero na sua conta pessoal. Jonas segue, neste momento, para mais uma tentativa de alinhar os tais três jogos seguidos a fazer golos. Em Agosto e Setembro, marcou ao Moreirense (3-2) e bisou ao Belenenses (6-0), mas depois ficou em branco nos 2-0 ao Astana. Depois, em Outubro e Novembro, marcou a Tondela (4-0) e Galatasaray (2-1), ficando a zero na receção ao Boavista (2-0) que completaria a trilogia. Vai agora para a terceira tentativa da época de alinhar três jogos seguidos com golos, depois de ter bisado nos 6-0 ao Marítimo e feito o segundo hat-trick da sua carreira benfiquista nos 4-1 ao Nacional, naquele que indiscutivelmente é o seu melhor momento da época. A última vez que Jonas marcou em três jogos seguidos foi ainda na época anterior. Foi em Abril que o brasileiro alinhou mesmo três bis consecutivos nos jogos com o Nacional (3-1), Académica (5-1) e Belenenses (2-0). Travou, aí, ao quarto jogo, o empate a zero com o FC Porto que, no entanto, servia perfeitamente os propósitos dos encarnados na corrida para o título.   - O Benfica segue na melhor série de resultados da época, pois ganhou os últimos cinco jogos: 3-1 ao Rio Ave, 1-0 ao Nacional, 1-0 ao V. Guimarães, 6-0 ao Marítimo e 4-1 ao Nacional.  Procura a sexta vitória consecutiva depois do empate a zero com o U. Madeira, série que não consegue desde Fevereiro e Março, quando bateu sucessivamente V. Setúbal (duas vezes por 3-0), Moreirense (3-1), Estoril (6-0), Arouca (3-1) e Sp. Braga (2-0). Encalhou a 21 de Março na visita ao Rio Ave, que perdeu por 2-1.   - O Estoril vem de ser afastado da Taça de Portugal, devido à derrota por 3-0 frente ao Rio Ave em Vila do Conde, mas interrompeu na última jornada uma série horrível de resultados na Liga, ao bater em casa o Belenenses por 2-0. Antes disso tinham sido dez jornadas seguidas sem ganhar, a pior série dos canarinhos desde 1993/94, quando não conheceram a vitória durante 13 jornadas seguidas e acabaram por descer de divisão.   - Leo Bonatini fez golos em seis dos últimos sete resultados úteis do Estoril, só tendo mesmo falhado na partida com o Caldas, mas porque não a jogou. De resto, marcou nos empates (1-1) com a Académica, o Nacional, o Boavista e o Marítimo e nas vitórias sobre o Penafiel (1-0) e o Belenenses (2-0). Com exceção da vitória por 1-0 sobre o Caldas, na Taça de Portugal, o Estoril não evita a derrota sem golos de Bonatini desde o empate com o Rio Ave (2-2), a 24 de Outubro.   - Kieszek pode fazer a 50ª partida na baliza do Estoril. A estreia foi em Eindhoven, contra o PSV (na derrota por 1-0, na Liga Europa, em Setembro de 2014) e até hoje o polaco alinhou em 41 jogos da Liga portuguesa, quatro da Taça de Portugal, três da Liga Europa e um da Taça da Liga.   - O Benfica ganhou todos os jogos que fez com o Estoril desde o fatídico empate a uma bola, na Luz, em Maio de 2013, que abriu caminho à perda da Liga, com a derrota no Dragão frente ao FC Porto na jornada seguinte. Esse jogo acabou empatado a uma bola (Jefferson para o Estoril e Maxi Pereira para o Benfica), mas desde então o Benfica venceu os canarinhos por cinco vezes, as duas últimas por margem ampla: 6-0 e 4-0, em casa.   - Fabiano Soares tem um registo muito negativo tanto no confronto com o Benfica como com Rui Vitória. Com o Benfica, em dois jogos, o seu Estoril soma duas derrotas e um score global de 0-10 (0-6 na época passada e 0-4 já nesta temporada, sempre na Luz). Contra Vitória, além dos 0-4 da jornada inaugural deste campeonato, há uma primeira derrota, em Maio, frente ao V. Guimarães, no Minho, por 2-0.   - Na Amoreira, o Benfica também ganhou as últimas cinco partidas, não deixando ali pontos desde Maio de 1993. Também esse empate (a zero) foi fatal para as aspirações encarnadas ao título, pois permitiu que o FC Porto aumentasse a distância para dois pontos, a uma jornada do final. Desde então, os encarnados ganharam sempre, duas vezes por mais de um golo de diferença: 3-0 em Fevereiro de 1994 e 3-1 em Janeiro de 2013.   - Na verdade, há quase 40 anos que o Estoril não ganha ao Benfica. A última vitória aconteceu em Junho de 1977, numa competição chamada Taça FPF que só se jogou nessa época de forma a encher o calendário após o final o campeonato. Os estorilistas impuseram-se nesse jogo por 3-2. No campeonato, não ganham desde Novembro de 1950, quando bateram os encarnados no Campo Grande pelo mesmo resultado: 3-2.   - O Benfica nunca perdeu na Liga com Vasco Santos a apitar. O pior que lhe aconteceu foi empatar três vezes em 13 partidas, a última das quais no terreno do Olhanense, no final da época de 2010/11. Já o Estoril só perdeu uma vez com o juiz do Porto e foi precisamente contra o Benfica: 3-2 na Amoreira, em 2014/15. Além disso, este foi o árbitro da vitória recente do Estoril no Dragão, frente ao FC Porto.
2016-01-15
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As três equipas que ainda não tinham tido penaltis a seu favor na Liga tiveram todas um nesta jornada: o U. Madeira converteu o seu na baliza da Académica, o Nacional fez o mesmo contra o Arouca, mas o Rio Ave falhou o seu primeiro penalti do campeonato, contra o Tondela. A partir de agora, já todas as equipas tiveram pelo menos um penalti a favor, sendo que ainda há duas sem qualquer grande penalidade contra: V. Guimarães e Benfica.   - Ainda acerca de penaltis, Bruno Moreira fez, de grande penalidade, o primeiro golo do Paços de Ferreira no empate a duas bolas frente ao Belenenses. Foi o sétimo penalti desta Liga a favor dos pacenses, que desta forma igualaram o Sporting na condição de equipa com mais remates dos onze metros a seu favor na competição. Aliás, o Paços de Ferreira vai com três jornadas seguidas a ter pelo menos um penalti a seu favor.   - Ao vencer o U. Madeira por 3-1, a Académica obteve a segunda vitória consecutiva em casa, pois já tinha ganho ao Belenenses por 4-3 na 13ª jornada. A última vez que a Académica tinha ganho duas vezes seguidas em casa tinha sido em Janeiro de 2014, quando bateu consecutivamente o P. Ferreira (4-2) e o Gil Vicente (1-0). João Real e Ivanildo, que fizeram golos na sequência presente, também já os tinham feito na de 2014.   - Fernando Alexandre, em contrapartida, marcou nos dois últimos jogos da Académica em Coimbra: fez o quarto nos 4-3 ao Belenenses e o segundo nos 3-1 ao U. Madeira.   - O central Paulo Monteiro fez o primeiro golo na Liga, na transformação de um penalti (o tal que foi o primeiro da equipa de Norton de Matos no campeonato). Mas já foi o seu quarto golo desta época, pois tinha obtido um hat-trick no jogo da Taça de Portugal contra o Sertanense, que o U. Madeira venceu por 5-1. Todos os seus golos foram de penalti.   - O Moreirense ganhou pela primeira vez na história no terreno do Boavista e fê-lo logo por 3-0. Foi a terceira vitória consecutiva dos cónegos em todas as competições, depois de terem ganho ao Nacional (2-0, para a Liga) e ao Oriental (4-2, para a Taça da Liga), algo que a equipa não conseguia desde Agosto de 2013, quando ainda estava na II Liga e venceu sucessivamente Ac. Viseu, Sp. Covilhã e Chaves.   - Rafael Martins, do Moreirense, vai com quatro jogos seguidos sempre a marcar golos: fez o golo ao Sporting na derrota por 3-1 em Alvalade, depois bisou nos 2-0 ao Nacional e nos 4-2 ao Oriental e agora fez o segundo nos 3-0 ao Boavista. Melhorou a sua melhor sequência desta época, que era de três jogos sempre a marcar (Tondela, Aves e V. Setúbal) e igualou a melhor desde que está em Portugal, quando festejou sucessivamente contra Nacional, Académica, Benfica e Olhanense, em Abril e Maio de 2014. Esta sequência, porém, tem uma particularidade: é que pelo meio o brasileiro não jogou frente ao Sp. Braga.   - Os 3-0 encaixados contra o Moreirense representam a derrota mais alargada do Boavista em casa desde uns 4-1 que sofreram do Vizela, em Março de 2014, no Campeonato Nacional de Seniores. Na I Liga, o Boavista não perdia em casa por três ou mais golos desde Outubro de 2006, quando o Nacional ali venceu por 4-0.   - Ao empatar com o Arouca, em casa (2-2), o Nacional somou o sexto jogo seguido sem vitória, contando todas as competições. A equipa de Manuel Machado iguala assim a série negra de Março e Abril do ano passado, quando somou três empates e três derrotas contra Sporting (duas vezes), Benfica, FC Porto, Académica e Rio Ave. Desta vez, após a vitória contra o Marítimo (3-1, em finais de Novembro), também tem três empates e três derrotas, ante FC Porto, Benfica, Estoril, Aves, Moreirense e Arouca.   - O empate na Choupana confirma que o Arouca gosta mesmo de dividir os pontos: foi o oitavo em 15 jornadas para a equipa orientada por Lito Vidigal. Na últimas cinco jornadas, porém, os jogos dos arouquenses têm descoberto os golos, pois em todas elas se verificou que ambas as equipas marcaram.   - Zequinha, que fez o primeiro golo do Arouca na Choupana, ainda não tinha marcado esta época. O seu último golo na Liga já tinha sido na Madeira, a 6 de Abril de 2015, e também tinha valido um empate, mas ao V. Setúbal (que representava nessa altura) num jogo frente ao Marítimo.   - O empate frente ao Estoril valeu mais uma expulsão ao Marítimo. Desta vez foi Ruben Ferreira, a ver o segundo amarelo já em período de compensações. Foi a 12ª expulsão dos verde-rubros em 15 jornadas da Liga, o que transforma este parcial no total de expulsões mais elevado da história do Marítimo na I Liga. E ainda falta mais de meio campeonato.   - Leo Bonatini fez o golo que valeu ao Estoril o empate nos Barreiros contra o Marítimo. O avançado brasileiro marcou os últimos quatro golos dos canarinhos, todos os que a equipa fez desde o início de Dezembro. O último além dele a marcar um golo pelo Estoril foi Dieguinho, na vitória por 1-0 frente ao Caldas, na Taça de Portugal, a 22 de Novembro. Na Liga, então, ninguém a não ser Bonatini faz um golo pelo Estoril desde que Afonso Taira obteve o tento do empate (2-2) frente ao Rio Ave, a 24 de Outubro.   - O empate significou para o Estoril a continuação da série negra de jogos sem vitórias na Liga. São já nove, desde a vitória sobre o U. Madeira (2-1) em casa, a 27 de Setembro. O Estoril igualou assim a pior série da época passada, que foi de precisamente nove jogos da Liga sem ganhar entre um 1-0 ao Arouca (a 25 de Janeiro) e um 1-0 ao Paços de Ferreira (a 13 de Abril). Pelo caminho, José Couceiro saiu e cedeu o lugar a Fabiano Soares, o atual treinador.   - O golo de Suk ao Sp. Braga significa que esta já é a época mais produtiva do coreano do V. Setúbal. Ao todo, contabilizando todas as competições, Suk soma já onze concretizações (nove na Liga e duas na Taça de Portugal), batendo os seus próprios registos de 2014/15 quando, entre Nacional e V. Setúbal, acabou a temporada com dez (seis na Liga, três na Taça de Portugal e um na Taça da Liga).   - O bracarense Marcelo Goiano, que garantiu o empate do Sp. Braga em Setúbal, fez o seu primeiro golo na Liga. Já tinha marcado pelo Sp. Braga, mas sempre na Taça de Portugal: ao Alcains na época passada e ao Sporting esta época. Antes disso, pelo Feirense, também tinha um golo pelo Feirense, mas ao Fafe, também na Taça de Portugal.   - Carlos Martins voltou a ser expulso, no empate do Belenenses em Paços de Ferreira, o que já não lhe acontecia desde 8 de Fevereiro do ano passado, quando o Belenenses perdeu em Guimarães, por 1-0. Foi a terceira expulsão do médio desde que regressou de Espanha, para jogar no Benfica, e em nenhum desses jogos a sua equipa ganhou.   - Ukra falhou o primeiro penalti do Rio Ave nesta Liga e o primeiro de que os vila-condenses beneficiam desde 21 de Março. Nessa altura, o mesmo Ukra fez golo ao Benfica, contribuindo para uma vitória por 2-1 dos verde-e-brancos.        
2016-01-04
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Marcaram-se 40 golos nos nove jogos da 13ª jornada da Liga, o melhor parcial desde Maio de 2002. A última jornada em que se fizeram mais golos do que nesta foi a 34ª e última da Liga que o Sporting ganhou, na qual se celebraram 43 tentos. Desde aí jogaram-se 423 jornadas, nenhuma com tantos golos como a atual.   - Os 116 jogos já efetuados na atual Liga produziram 288 golos, a uma média de 2,48 golos por jogo. A média é, ainda assim, ligeiramente inferior à da época passada, que acabou com 2,49 golos por partida realizada, mas bastante superior à de 2013/14, onde se fizeram apenas 2,37 tentos por jogo.   - Leo Bonatini fez, de penalti, ao Boavista, o 250º golo da atual Liga. O golo 200 tinha pertencido a Piojo, do Tondela; o 150º a Adrien Silva, do Sporting; o 100º a Heldon, do Rio Ave; e o 50º a Aboubakar, do FC Porto.   - O boavisteiro Inkoom juntou-se ao lote dos jogadores que já foram expulsos por duas vezes na atual Liga, uma vez que juntou o vermelho mostrado por Tiago Antunes na receção ao Estoril a outro exibido por Manuel Mota, no jogo em casa com o Paços de Ferreira. O recorde ainda pertence a Edgar Costa, do Marítimo, que foi expulso três vezes.   - O nigeriano Uche estreou-se a marcar pelo Boavista, quase um ano depois do seu último golo, que tinha sido obtido com a camisola do Lierse, frente ao Beveren, na Liga belga, a 24 de Janeiro.   - Bonatini marcou o sétimo golo na atual Liga e o primeiro de penalti, na primeira vez que o Estoril beneficiou de uma grande penalidade na prova (já tinha tido uma na Taça de Portugal e outra na Taça da Liga). Quer isso dizer que já só há três equipas sem um único penalti a favor no campeonato: U. Madeira, Rio Ave e Nacional. Por outro lado, V. Guimarães, Sp. Braga e Benfica são os únicos sem penaltis contra.   - O empate significou o oitavo jogo seguido do Boavista sem ganhar na Liga, desde a vitória em Coimbra, frente à Académica, por 2-0. É a mais longa série sem vitórias dos boavisteiros na Liga desde o início da época de 2007/08, quando só ganharam à 11ª jornada: 3-2 ao V. Guimarães, a 26 de Novembro de 2007   - Jogo de pesadelo para o cabo-verdiano Gegé em Vila do Conde, na derrota do Arouca frente ao Rio Ave (1-3). Abriu o marcador para o adversário num autogolo logo ao primeiro minuto e foi expulso por acumulação de amarelos à meia-hora. Gegé não via um vermelho desde Abril do ano passado, quando saiu mais cedo, também com duplo amarelo, de uma derrota do Marítimo frente ao Nacional.   - Ao sexto jogo oficial entre ambos – cinco para a Liga e um para a Taça de Portugal – esta foi a primeira vez que o Rio Ave conseguiu ganhar ao Arouca. Até aqui somava um empate e quatro derrotas, uma delas no prolongamento, que lhe ditou a eliminação da Taça de Portugal de 2012/13.   - Ao ganhar por 6-0 ao U. Madeira, o Paços de Ferreira igualou o Benfica (que tinha ganho pelo mesmo resultado ao Belenenses) como detentor da maior goleada deste campeonato. Como já tinham ganho por 7-1 à Naval, em jogo da Taça de Portugal, esta foi já a segunda vitória dos pacenses por seis golos de diferença esta época, mas a primeira na Liga desde que bateram o Salgueiros por 6-0 na Mata Real a 10 de Março de 2002. O U. Madeira não perdia por uma diferença tão grande desde 3 de Maio de 1992, quando foi goleado na Luz pelo Benfica pelos mesmos 6-0.   - Ao bisar nos 6-0 ao U. Madeira, Bruno Moreira, do Paços de Ferreira, marcou pela terceira jornada consecutiva, depois de já ter estado entre os goleadores pacenses na vitória frente ao Estoril (2-0) e na derrota contra o FC Porto (1-2). Na época passada até tinha marcado em quatro rondas consecutivas, entre a sexta e a nona, a Belenenses, Marítimo, Boavista e V. Setúbal.   - O guarda-redes Salin continuou a saga de expulsões do Marítimo, ao ver o vermelho na vitória dos madeirenses frente ao V. Guimarães. São já onze as expulsões maritimistas na Liga, o que é notável porque só se jogaram 13 jornadas. Na época passada, em toda a Liga, o Marítimo colecionou oito vermelhos. Não havia tantas expulsões num campeonato para a equipa verde-rubra desde 2010/11, mas nessa época foram precisas 30 jornadas para lá chegar.   - O Marítimo sofreu mais um golo de penalti e é também a equipa com mais grandes penalidades contra na Liga: cinco, tantas como a Académica. Sporting, Estoril, Boavista, Rio Ave e Nacional seguem-se com três.   - Mesmo assim, o Marítimo voltou a ganhar em Guimarães, onde já não se impunha para a Liga desde Maio de 2010. Nessa altura venceu por 2-1 e também teve o guarda-redes expulso: então foi o brasileiro Peçanha.   - Prossegue também a péssima campanha do estreante Tondela, que já vai no terceiro treinador mas não dá a volta à crise. Perdeu em casa com o Sp. Braga e manteve os cinco pontos em 13 jogos. Só houve duas equipas igualmente más ao fim de 13 rondas neste século e ambas acabaram a Liga em último lugar: a Naval de 2010/11 e a U. Leiria em 2007/08. Ninguém se salva da descida com tão poucos pontos à 13ª jornada desde o Rio Ave em 1996/97: tinha dois pontos à 13ª jornada e acabou a época em 15º lugar, dois pontos acima da linha de água.   - A vitória em Tondela (1-0) foi também o sétimo jogo do Sp. Braga com a baliza a zeros na últimas oito jornadas. Desde que ganhou ao Marítimo por 5-1, a 21 de Setembro, a equipa de Paulo Fonseca só sofreu golos num jogo da Liga: a derrota em casa com o Benfica, por 2-0.   - Prossegue, ao contrário, a catástrofe defensiva do Belenenses. A derrota (4-3) em Coimbra quer dizer que os azuis continuam como equipa mais batida da Liga, com 30 golos encaixados em 13 jornadas. Não havia uma defesa tão goelada em 13 semanas desde o Paços de Ferreira de 2011/12, que chegou à 13ª jornada com os mesmos 30 golos sofridos. É o pior registo dos azuis em 65 anos: em 1950/51 sofreram 35 golos nas primeiras 13 jornadas da Liga, mas acertaram e só deixaram entrar mais 13 nas 13 jornadas seguintes.
2015-12-15
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O coreano Suk, autor de dois golos nos 3-0 com que o V. Setúbal ganhou ao Belenenses no Restelo, já superou a sua melhor temporada na Liga. Totaliza sete tentos marcados, um acima dos seis que registou entre Nacional e V. Setúbal em 2014/15. Desses sete, seis foram obtidos fora de casa – a exceção foi o golo ao Rio Ave na terceira jornada – o que faz dele o melhor goleador da Liga em viagem.   - Além dos sete golos, Suk soma ainda quatro assistências, o que faz dele um dos jogadores ofensivamente mais valiosos da Liga, com participação direta em onze golos. Acima dele aparece apenas Jonas (Benfica), que soma quatro assistências a dez golos marcados, para um total de 14 tentos.   - Depois de uma ameaça de retoma em Alvalade, contra o Sporting, continua o descalabro defensivo do Belenenses. Não tanto pelos quatro jogos seguidos a sofrer golos na Liga, depois do 1-0 ao U. Madeira, ou pelo facto de ter apenas duas balizas virgens em 12 jornadas, mas pelos 26 golos que já levou em 12 jornadas, que são o pior registo da Liga desde 2011, quando o Paços de Ferreira aqui chegou com 27 golos encaixados. Não se via um Belenenses tão permeável a esta altura da Liga desde 1950 – há 65 anos, portanto – quando a equipa azul chegou à 12ª jornada com 33 golos sofridos.   - O Arouca voltou às vitórias, dez jogos depois. Tinha ganho ao Benfica, na segunda jornada, por 1-0, e voltou agora a vencer, batendo o Boavista por 3-2. Fê-lo graças a um penalti marcado por Nuno Coelho, que foi o primeiro de que o Arouca beneficiou desde 1 de Março, quando um penalti de David Simão lhe permitiu empatar em Coimbra com a Académica.   - O Boavista também beneficiou nesse jogo do seu primeiro penalti da época. Converteu-o Tengarrinha, cujo único golo com a camisola do Boavista já tinha sido de grande penaltidade, num empate com o Rio Ave, a 9 de Fevereiro. Estoril, Moreirense, Rio Ave, U. Madeira e Nacional são agora as únicas equipas que ainda não beneficiaram de penaltis na atual Liga.   - O Nacional esteve a três minutos de conseguir ganhar no Estoril, mas mesmo assim regressou à Madeira com um empate (1-1) e a alegria de ter pela primeira vez pontuado na Amoreira. Até aqui somava quatro derrotas em outras tantas visitas.   - Salvador Agra marcou o golo do Nacional ao Estoril, o quarto da época para o pequeno extremo dos madeirenses. Igualou assim o melhor pecúlio de uma temporada, que tinham sido os quatro golos marcados em três ocasiões: em 2011/12 no Olhanense, em 2013/14 na Académica e em 2014/15 no Sp. Braga.   - Continua a relação de amor entre Leo Bonatini e Estádio António Coimbra da Mota. Nos seis jogos que ali fez esta época, marcou cinco golos, só ficando em branco frente ao Rio Ave, porque foi expulso logo aos 16 minutos. Desses cinco golos, só um não valeu pontos de forma direta ao Estoril.   - Ao ganhar ao Tondela, por 2-0, o U. Madeira deixou de ser a equipa há mais tempo sem vitórias na Liga: já não vencia desde a primeira jornada, quando se impôs ao Marítimo, por 2-1. A infelicidade pertence agora ao Tondela, que não vence desde a terceira ronda, quando bateu o Nacional por 1-0, e somou apenas dois pontos desde então.   - Fruto disso, o Tondela afunda-se ainda mais na classificação: já está a quatro pontos da linha de água. Os cinco pontos que soma à 12ª jornada não permitem a salvação a ninguém desde 1996. Há 19 anos, o Rio Ave chegou à 12ª jornada com dois pontos e acabou a Liga um lugar acima das posições de descida, em 15º. Desde então, Gil Vicente (quatro pontos em 1996/97), E. Amadora (quatro pontos em 2000/01), U. Leiria (cinco pontos em 2007/08), Naval (cinco pontos em, 2010/11) e outra vez Gil Vicente (cinco pontos, em 2014/15) desceram todos como consequência de um mau arranque.   - O empate com o Sp. Braga (0-0) foi o quarto jogo consecutivo do Moreirense sem derrota, após a derrota em casa com o V. Setúbal (0-2), a 25 de Outubro. Contando só jogos da Liga, é a melhor série do Moreirense desde Setembro a Novembro do ano passado, quando empatou com Penafiel e Académica e venceu Gil Vicente e Marítimo. Desta vez, empatou com Académica e Sp. Braga e venceu Paços de Ferreira e Rio Ave.   - Foi o segundo jogo consecutivo do Sp. Braga sem fazer golos na Liga: 0-2 com o Benfica e agora 0-0 com o Moreirense. Já lhe tinha acontecido à sétima e oitava jornadas, quando empatou a zero com o Arouca e o FC Porto.   - Os dois golos que marcou ao Rio Ave permitiram ao brasileiro Henrique Dourado o seu primeiro bis desde que chegou a Portugal para jogar no V. Guimarães. O avançado não fazia mais de um golo num jogo desde um hat-trick ao Chapecoense, com a camisola do Palmeiras, em jogo do Brasileirão, a 2 de Outubro de 2014.
2015-12-08
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- Ao vencer o Marítimo por 3-1, o Nacional completou o oitavo dérbi do Funchal consecutivo sem derrota: quatro vitórias e três empates contra o Marítimo e uma vitória frente ao U. Madeira. A última derrota dos alvi-negros contra uma equipa da Madeira faz três anos na próxima semana: foi a 9 de Dezembro de 2012, nos Barreiros, contra o Marítimo (2-0, golos de Fidelis e Sami).   - Esse jogo foi também o último que o Marítimo ganhou contra outra equipa da Madeira. Desde então, três empates e quatro derrotas contra o Nacional e ainda uma derrota com o U. Madeira. Na Choupana, então, o Marítimo já não ganha desde Novembro de 2007 – há oito anos. A última vez que ali venceu foi por 2-0, com golos de Makukula e Wênio.   - O Nacional alargou para 17 jogos a série de imbatibilidade caseira que já é a mais longa da sua história em épocas nas quais joga a I Liga. A última vez que a equipa de Manuel Machado perdeu em casa foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto, voltaram a passar por lá os leões e o FC Porto, mas ambos empataram. Dos 17 jogos da corrente série, o Nacional ganhou onze e empatou seis.   - O dérbi da Madeira ficou marcado por mais duas expulsões do Marítimo. Desta vez foram Raul Silva e Edgar Costa, a elevar para dez o total de vermelhos a jogadores do Marítimo, em onze jornadas. O central viu o segundo vermelho na Liga, enquanto que o extremo já vai no terceiro. Na época passada, dois jogadores viram três vermelhos na Liga, mas o boavisteiro Philipe Sampaio só lá chegou à 29ª jornada e o penafidelense Tony à 15ª.   - Wyllian, autor do terceiro golo do Nacional, não fazia um golo há um ano. O último tinha sido a 8 de Dezembro de 2014 e também tinha sido marcado ao Marítimo, na altura contribuindo para uma vitória por 3-0.   - Arnold Issoko, autor dos dois golos do V. Setúbal frente ao U. Madeira, marca sempre aos pares. Já tinha bisado no Bonfim, contra o V. Guimarães, em Setembro, mas também nessa altura os sadinos tinham empatado o jogo a duas bolas. Este é, aliás, o quarto empate a dois golos do V. Setúbal na atual Liga, todos em casa – antes tinha acontecido contra Boavista, Rio Ave e V. Guimarães.   - Danilo Dias, autor de um dos golos do U. Madeira no empate em Setúbal, voltou a marcar na Liga portuguesa mais de dois anos depois do último tento – ainda que tenha passado parte desse tempo no Azerbaijão. É curioso que o último golo já tinha sido ao V. Setúbal, no Bonfim. Foi a 15 de Setembro de 2013 e ajudou o Marítimo a vencer ali por 4-2.   - A segunda vitória de Sérgio Conceição aos comandos do V. Guimarães surgiu como a primeira: em cima do minuto 90. Antes, tinha sido um golo de Ricardo Valente a dar o 1-0 em Paços de Ferreira; agora foi Cafu quem garantiu o 2-1 sobre o Boavista, no Bessa. Os dois jogos deram duas vitórias seguidas fora de casa, algo que o V. Guimarães já não conseguia desde Outubro e Novembro do ano passado, quando ganhou consecutivamente em Setúbal e Arouca.   - O V. Guimarães voltou a ganhar no Bessa 17 anos depois do último sucesso para a Liga, que tinha sido em Março de 1998, por 1-0 (marcou Riva). Desde então, porém, tinha ali ganho por 2-0 para a Taça de Portugal, em Novembro de 2008, com golos de Gregory e Fajardo.   - Petit deixou de ser o treinador do Boavista, tornando-se o quarto técnico a deixar o cargo na atual Liga. Antes dele, Armando Evangelista deu o lugar a Sérgio Conceição no V. Guimarães; José Viterbo foi substituído por Filipe Gouveia na Académica e Vítor Paneira abriu vaga para Rui Bento no Tondela.   - Ao décimo jogo, Gonçalo Paciência marcou o primeiro golo na Liga, ajudando a Académica a empatar em casa com o Arouca (1-1). O pai, Domingos, marcou na estreia, a 13 de Abril de 1988, numa vitória do FC Porto sobre O Elvas (4-0).   - O empate em Coimbra significa que o Arouca alonga para nove a série de jogos sem ganhar na Liga: todos, desde as vitórias nas duas primeiras jornadas, contra Moreirense e Benfica. Já igualou a pior série da história do clube na divisão principal, estabelecida em precisamente nove jogos sem ganhar, entre o sucesso contra o Nacional (1-0 na Choupana, a 15 de Setembro de 2013) e outro no terreno do Gil Vicente (3-0, a 22 de Dezembro).   - Iuri Medeiros garantiu a vitória do Moreirense em Vila do Conde, contra o Rio Ave (1-0). Vai com dois jogos seguidos a marcar, pois já tinha sido ele a abrir o ativo contra o Paços de Ferreira (2-0), na jornada anterior. Medeiros não fazia golos em jogos seguidos desde Abril e Maio do ano passado, quando, ainda no Sporting B, até marcou em três, a Marítimo B, FC Porto B e Benfica B.   - Depois de um início de época difícil, o Moreirense já vai com duas vitórias seguidas. A última vez que ganhara duas vezes seguidas na Liga tinha sido em Outubro e Novembro do ano passado, quando se impôs a Gil Vicente (2-0) e Marítimo (2-1).   - A derrota com o Moreirense significou o primeiro jogo do Rio Ave sem marcar golos esta época. Os vila-condenses tinham marcado sempre nas dez jornadas anteriores, bem como nos dois desafios da Taça de Portugal, e eram a única equipa da Liga a poder gabar-se de nunca ter ficado em branco.   - Mais um golo do jovem Diogo Jota, que começa a ser talismã do Paços de Ferreira. O miúdo (18 anos) já tem nove golos pela equipa sénior dos pacenses, que quando ele marcou ganharam sempre: 4-0 ao Atl. Reguengos, 9-0 ao Riachense e 3-2 à Académica (aqui bisou) na época passada; 1-0 ao Boavista, 7-1 à Naval (outro bis), 2-0 ao Marítimo e agora 2-0 ao Estoril.
2015-11-30
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Piojo, do Tondela, marcou ao Belenenses o 200º golo da Liga. Os Golo 200 surgiu ao 97º jogo, 19 jogos mais tarde que na época passada, em que 78 jogos bastaram para se marcarem 200 golos. A Liga atual, com 201 golos em 10 jornadas (88 jogos apenas, fruto do adiamento dos jogos do U. Madeira com Benfica e FC Porto), segue com uma média de 2,28 golos por jogo, o que representa uma baixa em relação à edição anterior, que tinha 229 golos nas mesmas 10 rondas, a uma média de 2,54 golos por jogo.   - Leo Bonatini (Estoril) superou no jogo com a Académica o total de golos que tinha na Liga anterior. Em 2014/15 fez quatro golos em 11 jogos, enquanto na temporada atual já leva cinco em apenas nove partidas. A Académica foi o único adversário ao qual repetiu a gracinha de fazer um golo.   - O Estoril de Fabiano Soares empatou pela segunda vez consecutiva em casa, onde já não perde precisamente desde a visita da Académica na época passada, a 22 de Fevereiro. São onze jogos de invencibilidade caseira na Liga, igualando o melhor registo de Fernando Santos, estabelecido entre Abril de 1992 e Janeiro de 1993. Marco Silva, por exemplo, nunca passou das dez partidas seguidas sem perder em casa. O recorde do clube na I Liga são 14 jogos seguidos sem derrota na Amoreira, fixado entre Maio de 1980 e Abril de 1982 (com uma interrupção devida à passagem pela II Divisão) por equipas comandadas por José Torres, Jimmy Hagan e Celestino Ruas.   - Ao vencer em Guimarães por 1-0, o Nacional pontuou pela primeira vez fora de casa esta época. O último ponto como visitante tinha sido em 18 de Maio, no encerramento da última Liga, quando foi ganhar ao Boavista por 1-0 no Bessa.   - O Marítimo ganhou em casa ao Rio Ave por 3-2 e pôs termo a uma série de cinco jogos seguidos com jogadores expulsos. Desde 13 de Setembro, quando ganharam em casa ao V. Setúbal por 5-2, que os verde-rubros não chegavam ao fim de um jogo da Liga com onze homens em campo.   - Dyego Souza (Marítimo) abriu o ativo no jogo com o Rio Ave com mais um golo de cabeça: o seu quinto nessas condições na Liga, o que o deixa como rei dos ares na competição, com mais uma finalização bem sucedida no futebol aéreo que Slimani.   - Zeegelaar (Rio Ave) marcou pelo terceiro jogo consecutivo pela primeira vez na sua carreira. Fez um golo ao Marítimo, depois de já ter marcado ao Nacional e ao Estoril. O holandês juntou-se assim aos setubalenses André Claro e Suk, ao estorilista Leo Bonatini e ao sportinguista Teo Gutièrrez como únicos jogadores a marcarem em três jornadas seguidas. Todos os outros pararam à quarta.   - O Moreirense ganhou por 2-0 ao Paços de Ferreira, obtendo à décima jornada a sua primeira vitória no campeonato. Não prolongou a agonia por tanto tempo como o Gil Vicente de 2014/15, que só ganhou à 16ª jornada.   - O argentino Battaglia esteve entre os goleadores desse jogo, recordando um momento feliz, pois já tinha sido ao Paços de Ferreira que marcara o seu primeiro golo na Liga portuguesa. Foi a 7 de Dezembro do ano passado e, tal como agora, o Moreirense ganhou por 2-0.   - Tiago Silva (Belenenses) marcou ao Tondela precisamente um ano depois do seu último golo na Liga portuguesa. Não marcava desde 9 de Novembro de 2014, na vitória dos azuis por 1-0 no terreno do Moreirense.   - Os 2-1 com que bateu o Tondela significaram a terceira vitória seguida do Belenenses em casa, algo que o clube já não conseguia desde Março, Abril e Maio de 2007, quando ganhou cinco jogos em sequência. Treinava essa equipa Jorge Jesus.   - O Tondela chega à 10ª jornada em último lugar, com apenas cinco pontos. As duas equipas que estavam assim tão mal (pior, na verdade) na época passada, acabaram por descer: o Penafiel tinha quatro pontos e o Gil Vicente três. A última equipa a salvar-se nestas condições foi o Gil Vicente de 2004/05: tinha cinco pontos à décima jornada e acabou a Liga em 13º, seis pontos acima da linha de água. Depois disso, todas as equipas que arrancaram tão mal como este Tondela desceram – além dos dois exemplos da época passada, aconteceu ainda ao Aves em 2006/07, à U. Leiria em 2007/08 e à Naval em 2010/11.   - Kritciuk, guarda-redes do Sp. Braga, continua a sua série de imbatibilidade. O russo, que só tem feito os jogos da Liga, já não sofre golos desde 21 de Setembro, quando foi batido na vitória por 5-1do Sp. Braga sobre o Marítimo. São já 502 minutos sem ir buscar a bola ao fundo das redes, incluindo as visitas a Guimarães e ao Dragão. Tem a mais longa série de imbatibilidade em curso na atual Liga e a maior de um só guarda-redes na história do Sp. Braga desde que Eduardo esteve 586 minutos sem sofrer golos entre Dezembro de 2009 e Fevereiro de 2010.
2015-11-10
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Ao ganhar ao Estoril, o Sporting assegurou o melhor arranque de época desde 1994/95, a última Liga da vitória a dois pontos. Neste momento, os leões somam 23 pontos, fruto de sete vitórias e dois empates, total só batido pelas oito vitórias e um empate que tinham à nona jornada de 1994/95, com Carlos Queiroz aos comandos (e que só deram 17 pontos, pela regra antiga de pontuação). Por outro lado, desde 1998/99 que o Sporting não chegava invicto à nona jornada: Nesse ano, a equipa de Mirko Jozic atingiu a nona jornada com seis vitórias e três empates, perdeu pela primeira vez à 14ª jornada (com o Salgueiros, em Vidal Pinheiro) e chegou ao fim da Liga em quarto lugar, com cinco derrotas. Curioso é que os dois títulos de campeão dos leões neste século tiveram arranques muito titubeantes: 15 pontos à nona jornada de 1999/00 e 14 à nona jornada de 2001/02. - Jorge Jesus também iguala os seus dois melhores arranques de sempre como treinador. Em 2011/12 e 2012/13 chegou à nona jornada com os mesmos 23 pontos de agora. Em nenhuma dessas épocas acabou como campeão nacional, deixando-se ultrapoassar pelo FC Porto perto do final.   - Ainda que beneficiando do adiamento do U. Madeira-FC Porto, o Sporting chega à nona jornada com cinco pontos de avanço sobre o segundo classificado, algo que já não lhe acontecia desde 1976, quando ali chegou com 17 pontos, contra 12 do Benfica. Contudo, o Benfica acabou por ser nessa época tricampeão, com nove pontos de avanço sobre o Sporting.   - O Sporting tornou-se a equipa com mais penaltis a favor na Liga até ao momento: cinco, dos quais quatro foram convertidos. Ao todo, foram assinalados na Liga 22 penaltis até ao momento, sendo o Sp. Braga a outra equipa em alta, pois teve quatro grandes penalidades a favor. FC Porto, Moreirense, Boavista, Arouca, Nacional, Estoril, U. Madeira e Rio Ave ainda não se estrearam nos remates dos onze metros.   - Os cinco penaltis a favor do Sporting em nove jornadas são um máximo do passado recente no clube. Até na época de 2001/02, em que os leões beneficiaram de 17 penaltis em 34 jornadas, tinham apenas quatro à nona ronda e só chegaram ao quinto na 11ª. Tal como em 2001/02, em 2007/08 e em 2013/14 o Sporting chegou à 9ª jornada com quatro penaltis a favor, mas no primeiro caso o quinto só chegou à 12ª jornada e no segundo apareceu à 11ª.   - Teo Gutierrez marcou golos pelo terceiro jogo consecutivo, pois já tinha estado na lista de goleadores ante o V. Guimarães e o Benfica (as duas últimas partidas em que tinha alinhado). Não o conseguia desde Agosto, quando, fez golos nos últimos dois jogos ao serviço do River Plate (contra o Cruzeiro na Libertadores e o Rosario Central na Liga argentina) e depois no primeiro pelo Sporting. Isto, claro, considerando que o golo da Supertaça lhe foi atribuído – se o dermos a Carrillo, a última série de três jogos de Teo a marcar já data de Agosto e Setembro de 2014. Simplesmente, aí, pelo River, fez golos em seis jogos seguidos: Gimnasia, Rosario Central, Godoy Cruz (bisou), Defensa y Justicia, San Lorenzo e Independiente.   - O Estoril de Fabiano Soares continua sem conseguir marcar um golo no campo de um dos grandes, mesmo tendo dado boa réplica em todos os jogos desta época. Perdeu 1-0 em Alvalade, depois de já ter perdido por 2-0 no Dragão e por 4-0 na Luz. Na época passada, só visitara o Dragão, onde foi derrotado por 5-0 pelo FC Porto.   - Este jogo marcou a quinta vitória seguida do Sporting, algo que já não conseguia desde Abril e Maio. Os leões ganharam agora a V. Guimarães (5-1), Vilafranquense (4-0), Skenderbeu (5-1), Benfica (3-0) e Estoril (1-0), quando na altura se tinham desembaraçado de Nacional (1-0), V. Setúbal (2-1), Boavista (2-1), Moreirense (4-1) e outra vez Nacional (2-0), antes de empatarem… no Estoril.   - Rui Patrício igualou Anderson Polga e Pedro Barbosa como oitavo jogador com mais desafios feitos com a camisola do Sporting: 342. Está a seis jogos de José Carlos, o sétimo da tabela, que seguramente ultrapassará ainda durante esta época.
2015-11-01
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Último Passe

A vitória do Sporting frente ao Estoril foi difícil, fruto da boa leitura que os canarinhos fizeram da forma de jogar do líder da Liga e, ainda que, face ao 1-0 final, Jorge Jesus tenha optado por destacar que os leões estão “defensivamente muito fortes”, fruto também da diminuição da capacidade da primeira zona de pressão leonina face à ausência de Adrien. O Sporting guardou os três pontos, é verdade, mas deixou que os seus laterais ficassem mais expostos do que é habitual e não fosse a exibição de Rui Patrício podia ter permitido que o jogo se complicasse bastante durante a primeira parte. Face à suspensão de Adrien, Jesus devolveu João Mário ao corredor central, fazendo entrar Gelson para a direita, mas com ordens para também ele aparecer muito por dentro, como faz qualquer ala no sistema leonino. O Estoril respondeu com uma elevada concentração de unidades defensivas no espaço interior, cortando linhas de passe e, procurando depois transições velozes com a preocupação de meter a bola rapidamente nos extremos. Face à diminuição da intensidade da primeira zona de pressão leonina – João Mário não morde os calcanhares dos adversários como Adrien… - a bola chegava rapidamente aos corredores laterais, deixando os laterais da casa muitas vezes em situações de um para um. Foi aí que, fruto do arranque supersónico de Gerso no jogo, apareceu Rui Patrício, com duas intervenções na primeira parte a mostrar o que tem de ser um guarda-redes de um grande: pouco trabalho, mas trabalho de grande qualidade. No seu posicionamento defensivo, o Estoril abandonava as faixas laterais e daí resultaram inúmeros cruzamentos de qualidade dos laterais do Sporting, que em condições normais deveriam ter dado pelo menos um golo a Slimani ou Bryan Ruiz. Mas não deram. E o 0-0 ao intervalo veio mostrar que, para se manter na frente, o Sporting vai ter de superar muitos jogos complicados, contra equipas que se esforçam para lhe compreender os movimentos e para lhos contrariar. É verdade que a segunda parte leonina foi melhor, sabe-se lá se fruto de uma menor frescura que o Estoril já revelara nos segundos tempos na Luz ou no Dragão ou de correções feitas por Jesus ao intervalo, e que o golo acabou mesmo por chegar, num penalti de Teo Gutièrrez, permitindo a continuação da caminhada vitoriosa e metendo outra vez a pressão em cima de FC Porto e Benfica. Mas o jogo do Estoril, presenciado em êxtase por mais de 40 mil adeptos, pode ter arrefecido um pouco o otimismo de quem o viu com atenção, pois voltou a provar que o Sporting tem vulnerabilidades. Mesmo que o zero nas redes de Patrício possa contrariá-las.
2015-11-01
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Stats

O Sporting entra na nona jornada, em que vai receber o Estoril, na liderança isolada da Liga, algo tão raro que só lhe aconteceu em duas semanas na última década. Foi no ano em que Leonardo Jardim conduziu os leões ao segundo lugar final na Liga, que estes passaram duas jornadas isolados na frente da tabela. Resistiram ao primeiro obstáculo, mas baquearam logo no segundo. Ambos em Alvalade, onde voltam agora a colocar a liderança à prova. Nessa época, que arrancaram em primeiro lugar – ainda que com outras equipas a seu lado – fruto dos 5-1 com que despacharam o Arouca logo na primeira jornada, os leões chegaram à liderança isolada à 12ª jornada, quando venceram fora o Gil Vicente (bis de Montero), a 8 de Dezembro, tendo beneficiado do empate do Benfica em casa com o Arouca (2-2), dois dias antes. O Sporting ficou então com dois pontos a mais que FC Porto e Benfica e tinha pela frente dois jogos em casa, que acentuaram o otimismo pré-natalício. A 13ª jornada ainda foi de festa, pois o Sporting ganhou logo no sábado ao Belenenses por 3-0, com um penalti de Adrien, seguido de golos de André Martins e Wilson Eduardo. Benfica e FC Porto, porém, não esmoreceram, e ganharam também, no domingo (15 de Dezembro): as águias sofreram para levar de vencida o Olhanense, por 3-2, no Estádio do Algarve, ao passo que os dragões se impuseram ao Rio Ave, em Vila do Conde, por 3-1. Na 14ª jornada, o Sporting cedeu, empatando a zero em casa com o Nacional, com um golo anulado a Slimani a provocar muita polémica. FC Porto e Benfica já tinham ganho na véspera a Olhanense (4-0) e V. Setúbal (2-0), pelo que a liderança voltou a ser tripartida. Desde essa altura, nunca mais o Sporting esteve na liderança isolada da Liga. Teve uma boa ocasião recentemente, quando o FC Porto empatou fora com o Moreirense, mas também não foi capaz de ganhar ao Boavista (0-0 no Bessa) e de se isolar. Andando para trás, a liderança isolada do Sporting é também um acontecimento raro: é preciso recuar até Janeiro de 2005 para encontrar outra ocorrência. Nessa altura, o Sporting de José Peseiro passou o Natal a um ponto do FC Porto, a par do Benfica e com um ponto de avanço do Boavista. Depois, à 16ª jornada, começou por ganhar em casa ao Benfica, por 2-1 (bis de Liedson contra um golo de Nuno Gomes), beneficiando do empate caseiro do FC Porto com o Rio Ave (1-1) para se isolar. A queda, porém, foi súbita, logo na jornada seguinte: a 16 de Janeiro, na ronda que fechava a primeira volta, o Sporting foi perder por 3-2 à Choupana com o Nacional (e estava a perder por 3-0 aos 21’ de jogo, mas Liedson e Custódio ainda atenuaram a desvantagem), permitindo que FC Porto (que empatou fora com a Académica) e Benfica (que venceu o Boavista por 4-0) voltassem a estabelecer a liderança tripartida.   - Se jogar contra o Estoril, como é previsível, Rui Patrício iguala Pedro Barbosa e Anderson Polga como oitavo jogador com mais partidas feitas em toda a história do Sporting. Passarão a ser 342 os jogos nas redes dos leões. Esta época ainda poderá alcançar José Carlos (348) e Manuel Marques (355). Mas o “top 5” está dependente de mais um ou dois anos de permanência: Oceano é o quinto de uma tabela liderada por Hilário (471 jogos), com 401 jogos feitos pelos leões.   - O Sporting não vai contar com Adrien Silva, que tem vindo a ser peça fulcral do meio-campo, mas que viu frente ao Benfica o quinto cartão amarelo na Liga, ficando por isso suspenso. No último ano, os leões fizeram doze jogos sem Adrien, dos quais ganharam nove, empataram dois (em Paços de Ferreira para a Liga e em casa com o V. Setúbal, para a Taça da Liga) e perderam apenas um (no Restelo, com o Belenenses, para a Taça da Liga). Um destes empates e a derrota foram obtidos com a equipa secundária que o Sporting apresentou na edição da Taça da Liga do ano passado.   - Leo Bonatini, que é o melhor marcador do Estoril esta época, com seis golos divididos pelas diversas competições, também não vai poder alinhar, pois foi expulso no empate caseiro com o Rio Ave (2-2). Desde que ele se estreou na equipa, na vitória no Bessa, frente ao Boavista, por 2-1, a 18 de Janeiro, o Estoril não ganhou uma única vez sem ele: perdeu na Covilhã para a Taça da Liga (3-2) e depois, na Liga, empatou com Gil Vicente (1-1), Belenenses (2-2) e Moreirense (1-1). Marcou sempre golos, no entanto.   - O Sporting foi o único dos grandes ao qual Fabiano Soares conseguiu roubar pontos, desde que chegou ao comando técnico do Estoril, em Janeiro deste ano. Fê-lo num empate a uma bola, em casa, a 10 de Maio, com golos de Sebá (para o Estoril) e Ewerton (para o Sporting). De resto, o atual treinador estorilista já perdeu duas vezes com o FC Porto no Dragão (5-0 na época passada e 2-0 esta época) e uma com o Benfica na Luz (4-0, esta época).   - Jorge Jesus já começou a perder um campeonato num jogo com o Estoril, que empatou em casa a uma bola, em Maio de 2013: marcou Maxi Pereira, a anular um primeiro golo estorilista, de Jefferson (atual jogador do Sporting). Desde então, porém, Jesus ganhou sempre ao Estoril: 2-1 e 2-0 em 2013/14; 3-2 e 6-0 em 2014/15.   - O lateral estorilista Mano foi lançado no futebol profissional por Jorge Jesus, hoje treinador do Sporting, quando ambos estavam no Belenenses. A estreia deu-se numa vitória dos azuis em Setúbal (1-0), a 4 de Fevereiro de 2007.   - O Estoril só ganhou uma vez em 23 visitas a Alvalade para a Liga, mas foi a última equipa a ganhar ali ao Sporting em jogos de campeonato. Aconteceu em Maio de 2014, na última jornada do campeonato em que Leonardo Jardim levou os leões ao segundo lugar, graças a um penalti convertido por Evandro. Da 14 estorilistas que ganharam em Alvalade, restam apenas Mano, Diogo Amado, Yohann Tavares e Luis Phellype.   - Os 20 jogos que o Sporting leva sem perder em casa para o campeonato são a melhor série desde os tempos de Paulo Bento, quando os leões estiveram 26 partidas seguidas sem perder em casa na Liga, entre um 0-2 com o Benfica, a 1 de Dezembro de 2006 e um 1-2 com o FC Porto a 5 de Outubro de 2008.   - Jorge Ferreira, o árbitro deste jogo, foi quem dirigiu essa vitória do Estoril em Alvalade, tendo apontado dois penaltis, um para cada equipa. Evandro converteu o do Estoril, Adrien falhou o do Sporting. Essa foi a única vez que esteve numa derrota do Sporting, que ganhou cinco e empatou um dos sete jogos feitos com ele. O Estoril, em contrapartida, nunca perdeu com este árbitro: tem quatro vitórias e um empate (em Setúbal).
2015-10-30
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A oitava jornada da Liga teve oito expulsões, recorde da competição esta época e marca mais vermelha desde a 24ª ronda da época passada, quando foram expulsos nove jogadores. Neste fim-de-semana tiveram ordem de expulsão Jota (Nacional), Renato Santos (Boavista), Tiago Rodrigues (Marítimo), Leo Bonatini (Estoril), Capela (Rio Ave), Moreno e Alex (ambos do V. Guimarães) e Dolly Menga (Tondela). Na 24ª jornada de 2014/15, jogada entre 6 e 9 de Março deste ano, tinham ido mais cedo para o duche Miguel Lourenço (V. Setúbal), Ebinho (Marítimo), Hugo Basto (Arouca), Nii Plange, Bernard e Sami (todos do V. Guimarães), Tobias (Sporting), Dani e Pedro Ribeiro (os dois do Penafiel).   - O empate do Nacional em casa com o Boavista (0-0) permitiu aos madeirenses alargar a mais longa série de jogos sem perder em casa em épocas nas quais estão na I Liga para 15 jogos. A última derrota do Nacional no seu estádio foi a 21 de Dezembro, com o Sporting, para a Liga (0-1) e entretanto já lá voltaram a passar os leões e o FC Porto, tendo ambos saído dali com empates.   - O Boavista voltou a ter um jogador expulso na Madeira. Desta vez foi Renato Santos, que viu o vermelho no empate a zero no terreno do Nacional. Na época passada Afonso Figueiredo tinha sido expulso no desaire (1-2) na Choupana, enquanto os 0-4 encaixados nos Barreiros contra o Marítimo tinham ficado pontuados pelos vermelhos a Beckeles, Philippe Sampaio e Mika.   - Tiago Rodrigues viu o segundo vermelho desta temporada, na derrota do Marítimo em casa ante o Paços de Ferreira, igualando o setubalense Fábio Pacheco como jogador mais vezes expulso na atual edição da Liga. Estranho no caso do médio do Marítimo, que já foi expulso tantas vezes neste início de época como no total dos jogos feitos em quatro temporadas de senior.   - O Paços de Ferreira conseguiu nos Barreiros a terceira vitória seguida depois da derrota na Luz com o Benfica, a 26 de Setembro. Ganhou em casa ao Nacional (3-1) e fora à Naval (7-1) e ao Marítimo (2-0). Está a um jogo de igualar a melhor série de vitórias consecutivas da época passada, fixada precisamente nesta altura: de 29 de Setembro a 25 de Outubro ganhou sucessivamente a Belenenses (2-0), Marítimo (3-2), Atlético Reguengos (4-0) e Boavista (2-1).   - Guedes, que fez o segundo golo do Rio Ave no empate (2-2) no Estoril, marcou pelo terceiro jogo consecutivo, depois de ter bisado na vitória frente ao V. Guimarães (3-2, na Taça da Liga) e de ter marcado também no sucesso contra o União (3-0, Taça de Portugal). Já igualou a melhor série da sua carreira, estabelecida em Fevereiro e Março deste ano, quando ao serviço do Penafiel fez golos sucessivamente a Marítimo, V. Setúbal e Moreirense.   - Tomané, do V. Guimarães, fez o primeiro golo na Liga portuguesa esta época, na qual já tinha marcado mas aos austríacos do Altach, na pré-eliminatória da Liga Europa. Marcou à Académica, o seu adversário predileto, uma vez que já tinha sido aos estudantes que tinha feito os dois golos anteriores na competição: um na vitória por 4-2 em Coimbra a 23 de Maio e outro no sucesso por 4-0 em Guimarães, a 17 de Janeiro.            - O Arouca não conseguiu ganhar ao Tondela (empatou a uma bola, em casa), mas alargou a corrente série de invencibilidade para seis jogos, depois da derrota frente ao FC Porto, a 12 de Setembro (1-3). Todos eles deram empate: U. Madeira (0-0), Belenenses (2-2), Sp. Braga (0-0), Varzim (0-0, na Taça da Liga, com vitória nos penaltis), Leixões (1-1, na Taça de Portugal, com sucesso no prolongamento) e agora Tondela (1-1). Para encontrar seis jogos seguidos do Arouca sem derrotas é preciso ir até Outubro e Novembro de 2012, na época em que subiu ao escalão principal. Nessa altura, entre Taça de Portugal e II Liga, foram sete jogos seguidos sem derrotas.   - André Claro voltou a marcar na vitória do V. Setúbal ante o Moreirense (2-0), fazendo o sexto golo da época. Esta já é a segunda melhor temporada de toda a sua carreira, igualando a de 2012/13, quando fez seis golos com a camisola do Arouca, na II Liga. Para encontrar melhor é preciso recuar até 2011/12, quando representou o Famalicão e marcou 11 vezes na II Divisão B. Mas mesmo aí só chegou ao sexto golo em Fevereiro.   - O golo de Tiago Caeiro, no último minuto do jogo com o U. Madeira, garantiu a quarta vitória seguida do Belenenses, depois dos sucessos contra Atlético (2-0, na Taça da Liga), Olhanense (1-0, na Taça de Portugal) e Basileia (2-1, na Liga Europa). Desde Outubro e Novembro do ano passado que os azuis não ganhavam tantas vezes seguidas. Na altura foram cinco vitórias, com Estoril (2-1), Ac. Viseu (2-0), Boavista (3-1), Moreirense (1-0) e Trofense (5-0).
2015-10-27
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- Dirceu, do Marítimo, foi o quinto jogador da equipa verde-rubra a ver um cartão vermelho na Liga, depois de Tiago Rodrigues (contra o Belenenses), João Diogo e Raul Silva (frente ao Sp. Braga) e Diallo (ante o Tondela). O Marítimo destaca-se, assim, do V. Setúbal como a equipa com mais expulsões na Liga (os sadinos têm três), somando já 152 minutos em inferioridade numérica na prova.   - Rui Pedro fez, de penalti, o golo que valeu a primeira vitória da Académica na Liga, à sétima jornada (1-0 ao Marítimo). Já na época passada o primeiro golo do médio gaiense tinha sido obtido frente aos insulares, mas na ocasião, à segunda jornada, a Académica perdeu por 2-1.   - Ao ganhar ao Marítimo, a Académica igualou o seu pior registo de sempre, pois já em 1943/44 obtivera a primeira vitória à sétima jornada, na ocasião frente ao V. Guimarães, por 3-2, depois de seis derrotas seguidas. Nessa época acabou a Liga em nono lugar (entre dez participantes), escapando à justa à despromoção.   - O V. Setúbal bateu o Estoril em casa por 1-0 e elevou a série de jogos sem derrota no Bonfim para cinco, desde a derrota frente ao FC Porto (0-2), a 3 de Maio. Já superou o melhor registo da época passada mas está ainda muito aquém do que estabeleceu entre Dezembro de 2013 e Setembro de 2014: na altura foram 15 jogos, entalados entre duas derrotas frente ao Benfica (0-2 e 0-5).   - Bruno Moreira, do Paços de Ferreira, fez golos nas duas balizas na vitória (3-1) frente ao Nacional: marcou dois pela sua equipa e um na própria baliza. É a segunda vez esta época que um jogador fez pelo menos um golo e um autogolo no mesmo jogo: já tinha sucedido a Gonçalo Brandão, do Belenenses, no empate (3-3) contra o Rio Ave, na jornada inaugural.   - Um dos golos do Paços de Ferreira nasceu de uma grande penalidade, a terceira assinalada contra o Nacional em sete jornadas da Liga. O Nacional igualou assim o Rio Ave como equipas que mais penaltis cometeram neste início de campeonato, com a vantagem para os insulares de terem visto um dos adversários falhar: Rabiola, da Académica, chutou ao poste.   - O Moreirense voltou a empatar, desta vez em Tondela (1-1), mas já é a única equipa da Liga que ainda não venceu, após sete jornadas. Nunca tal lhe tinha acontecido, em cinco épocas na I Liga.   - Romário Baldé, avançado emprestado pelo Benfica ao Tondela, fez ao Moreirense o primeiro golo como sénior: na época passada ficara em branco nos nove jogos que fez pelo Benfica B, da mesma forma que não tinha marcado nas primeiras duas partidas dos beirões.   - Segundo golo em partidas consecutivas para Bressan, do Rio Ave. Depois de ter feito o tento com que os vila-condenses bateram a Académica, por 1-0, repetiu agora a proeza no 1-0 ao Boavista. Bressan não marcava em jogos seguidos desde o final de 2011, quando era uma das figuras do Bate Borisov e fez golos em seis jornadas seguidas da Liga bielorussa.   - O Boavista só perdeu três jogos no campeonato e dois deles foram nos derradeiros instantes. Se agora viu Bressan marcar o golo da vitória do Rio Ave aos 90+4’, já tinha sido batido em casa pelo Paços de Ferreira, com um tento de Diogo Jota aos 89’.   - Ao empatar a zero com o Arouca na Pedreira, o Sp. Braga ficou pela terceira vez em branco esta época (0-1 no Estoril e com o Rio Ave em Vila do Conde), mas foi a primeira vez que tal lhe aconteceu nos jogos em casa, onde tinha feito onze golos em três partidas. Foram sete jogos sempre a marcar desde o empate (0-0) com a Académica, em Março. Foi igualada mas não ultrapassada a melhor série da época passada.
2015-10-05
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- Ao empatar com o V. Setúbal na Choupana, o Nacional estabeleceu a mais longa série de jogos seguidos sem perder em casa: 14. A última vez que os alvi-negros perderam ali foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto voltaram a passar por lá os leões, bem como o FC Porto, mas ambos empataram. A melhor série do Nacional em épocas nas quais esteve na I Liga estava em 13 jogos, entre uma derrota com o Marítimo (0-1), a 14 de Dezembro de 2003 e outra com o Sevilha (1-2), a 30 de Setembro de 2004. Nesses 13 jogos, porém, o Nacional ganhou 11 (empatou apenas com o Sporting e o FC Porto), enquanto nos atuais 14 já vai com cinco empates (Moreirense, Sporting, FC Porto, V. Guimarães e V. Setúbal).   - Ao mesmo tempo, o facto de ter empatado com o V. Setúbal impediu o Nacional de passar, mais uma vez, a barreira das três vitórias seguidas em casa. Depois de bater P. Ferreira (3-0, ainda na época passada), U. Madeira (1-0) e Académica (2-0), esta foi a nona vez que a equipa madeirense falhou desde a última ocasião em que conseguiu as tais quatro vitórias consecutivas no seu estádio, que foi entre Abril e Setembro de 2004, quando ali ganhou a Beira Mar (3-0), Ro Ave (4-0), outra vez Beira Mar (2-1, já na nova época) e Académica (2-1). - Arranque extraordinário do coreano Suk, autor do golo que deu o empate ao V. Setúbal frente ao Nacional na Choupana (1-1). Marcou em quatro dos seis jogos da sua equipa, somando até ao momento cinco golos e três assistências. Curioso ainda o facto de ter marcado ao Nacional depois de o ter feito ao Marítimo: foram as outras duas equipas que representou em Portugal.   - O golo de Marega, que valeu a vitória do Marítimo sobre o Tondela (1-0), foi o terceiro a chegar depois do minuto 90 nesta Liga. Desses, dois foram obtidos pelo Marítimo (já tinha sucedido com Dyego Souza contra o V. Setúbal) e outros tantos foram sofridos pelo Tondela (que já tinha perdido com o Sporting com um golo de Adrien Silva nos descontos).   - Marega fez o nono golo em Portugal (oitavo na Liga), mas apenas o segundo como suplente utilizado. A única vez que tinha marcado depois de saltar do banco foi em Fevereiro, quando ajudou o Marítimo a vencer em Penafiel por 4-3.   - Diallo, que em Portugal já representara Arouca e Académica, foi expulso pela primeira vez no nosso país no Marítimo-Tondela. Com a sua expulsão, o Marítimo torna-se a equipa que mais vermelhos viu na Liga: quatro em seis jornadas.   - O empate com o Arouca foi a segunda vez que o Belenenses desperdiçou uma vantagem de dois golos na atual Liga. Já lhe tinha sucedido quando deixou que o Rio Ave recuperasse de 3-1 para 3-3 no Restelo. Nas duas vezes, o adversário marcou os dois golos nos derradeiros 15’ de jogo.   - Luís Leal voltou a marcar em Arouca, mantendo o registo 100% goleador nos jogos do Belenenses na Liga que começa como titular. Já tinha sido titular e marcado em casa com o Moreirense.   - Os dois golos do Arouca no jogo foram obtidos de fora da área: livre de Nuno Valente a desviar na barreira e remate de muito longa distância de Hugo Basto. Foram os dois primeiros golos de fora da área do Arouca esta época. O Belenenses já tinha sofrido um, marcado pelo benfiquista Talisca.   - Os 13 golos sofridos pelo Belenenses à sexta jornada são o pior arranque defensivo dos azuis desde Outubro de 1987, quando chegaram a esta ronda com 14 bolas nas redes (na altura com o contributo dos 7-1 encaixados nas Antas frente ao FC Porto). Essa equipa acabou a Liga em terceiro lugar, com a sexta melhor defesa da Liga (38 golos em 38 jogos).   - A série de imbatibilidade do guarda-redes André Moreira, do U. Madeira, foi interrompida na derrota do clube insular no Estoril, por 2-1. Ficou nos 361 minutos, entre o golo do nacionalista Soares, na segunda jornada, e o primeiro do Estoril no domingo, marcado por Leo Bonatini. É a maior série da atual Liga, mas não a mais longa do U. Madeira no campeonato. Essa continua a pertencer a Zivanovic, que a estabeleceu em 413 minutos entre 6 de Março e 23 de Abril de 1994.   - Leo Bonatini voltou a marcar pelo Estoril, fazendo-o pelo quarto jogo consecutivo (incluída aqui a derrota frente ao Oriental na Taça da Liga). Já fez mais golos neste início de época (cinco) que em toda a temporada passada (quatro).   - A vitória por 2-1 frente ao U. Madeira, quarta em seis jogos, significa que os canarinhos estão a assinar o melhor arranque de época desde 1947/48, quando ganharam quatro jogos e empataram um dos primeiros seis. O Estoril acabou essa época em quarto lugar, vendo-se ultrapassado pelo Belenenses apenas na última jornada, na qual empatou com o FC Porto na Constituição.   - Sérgio Conceição estreou-se no banco do V. Guimarães com uma derrota frente ao Sp. Braga (0-1). Foram exatamente o mesmo resultado e o mesmo adversário que já lhe tinha assinalado a estreia na Académica: 0-1 em Braga. No Olhanense também começara a perder: 2-1 nos Barreiros com o Marítimo. O único clube português onde se estreara a ganhar foi mesmo o Sp. Braga, onde abriu conta com um conclusivo 3-0 ao Boavista.   - Rafa marcou pelo terceiro jogo consecutivo no Sp. Braga, a mostrar que lhe fez bem o banco nos jogos com Boavista e Estoril. Antes de marcar ao V. Guimarães já tinha sido ele a obter o golo da vitória frente ao Slovan Liberec, tendo contribuído com um golo na goleada (5-1) ao Marítimo. O máximo de jogos consecutivos em que Rafa tinha feito golos era de dois, o que conseguira por duas vezes: Estoril e Arouca em 2013/14 e V. Guimarães e Penafiel em 2014/15. Nas duas vezes, o terceiro jogo, no qual ficou em branco, tinha sido contra o V. Guimarães.   - Ao perder em Vila do Conde, com o Rio Ave, a Académica superou o arranque de 1977, no qual perdeu os cinco primeiros jogos, tendo contudo ganho o sexto. Para encontrar um início de campeonato tão mau da Briosa há que recuar até 1943/44. Nesse campeonato, a equipa dirigida por Severiano Correia perdeu os primeiros seis jogos, mas cinco foram fora de casa: FC Porto (3-2), Olhanense (5-1), Salgueiros (3-1), Atlético (2-1) e Benfica (2-1). Pelo meio, caiu também aos pés do Sporting em Coimbra (3-4). Ganhou pela primeira vez à sétima jornada, em casa, ao V. Guimarães (3-2). Acabou a época em nono lugar, assegurando a manutenção à custa do Salgueiros.
2015-09-29
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- Maicon marcou, de livre direto, ao Estoril, o 11º golo pelo FC Porto e o primeiro que não foi obtido de cabeça. Os dez anteriores tinham sido todos na sequência de livres laterais ou cantos de Belluschi, João Moutinho, Hulk, James Rodríguez e Carlos Eduardo. A exceção a esta regra foi um golo de livre direto na única ocasião em que o central brasileiro representou a equipa B portista: a 3 de Fevereiro de 2013 surpreendeu João Pinho e marcou, quase de meio-campo, um livre à Oliveirense que ajudou a uma vitória por 3-1.   - Aboubakar marcou nos últimos três jogos do FC Porto em casa. Bisou ao Penafiel nos 2-0 com que os dragões encerraram a última Liga, repetiu a graça nos 3-0 aplicados ao V. Guimarães na abertura da atual e agora abriu o marcador nos 2-0 ao Estoril.   - Ao manter a baliza inviolada contra o Estoril, Iker Casillas voltou a contribuir com mais 90 minutos para o alargamento da série de imbatibilidade dos dragões nos jogos da Liga disputados em casa. São já 1125 minutos que Fabiano, Helton e agora Casillas levam sem sofrer golos em casa para a Liga, desde o segundo tento de Lima, na vitória do Benfica por 2-0, no Dragão, em Dezembro. O próximo jogo dos portistas em casa será precisamente contra o Benfica e, nele, bastarão três minutos para superar a série de 1127 estabelecida por Vítor Baía em 1995/96.   -O FC Porto fez apenas oito remates à baliza do Estoril durante os 90 minutos. O valor é um mínimo desde o empate no Restelo, como o Belenenses, que valeu o título ao Benfica na penúltima jornada da temporada passada, mas para encontrar um total tão baixo num jogo em casa é preciso recuar a 6 de Abril de 2014, quando os dragões bateram a Académica em casa por 3-1 rematando as mesmas oito vezes.   - O Estoril vai com cinco jogos seguidos sem sequer marcar golos no terreno dos grandes. Os 2-0 de sábado frente ao FC Porto somam-se aos 4-0 que encaixou na Luz face ao Benfica na abertura desta Liga e a mais três jogos negativos em 2014/15: 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e 4-0 em Alvalade. Tudo a seguir à melhor época da história do clube neste particular, por em 2013/14 ganhou fora a FC Porto e Sporting pelo mesmo resultado: 1-0.   - O Benfica virou frente ao Moreirense, de 0-1 para o 3-2 final. Foi a primeira reviravolta no marcador dos encarnados desde 8 de Março, quando venceram fora o Arouca por 3-1, depois de ter estado a perder por 1-0. Ponto em comum aos dois jogos é Iuri Medeiros, que em Março marcou o golo do Arouca e no sábado foi titular do Moreirense.   - Samaris marcou o primeiro golo com a camisola do Benfica. A última vez que tinha festejado em nome individual foi a 9 de Março de 2013, quando fez o golo do Olympiakos numa derrota (1-2) em Salónica com o PAOK.   - Jonas fez golos nos últimos quatro jogos do Benfica na Luz. Marcou o tento da vitória frente ao Moreirense, mas antes já tinha feito dois nos 4-0 ao Estoril, outros dois nos 4-1 ao Marítimo na festa do último título nacional e um nos 4-0 ao Penafiel. Não fica em branco na Luz desde 26 de Abril, quando o Benfica empatou a zero com o FC Porto.   - Raul Jiménez precisou de apenas dois jogos para marcar um golo no Benfica. No Atlético de Madrid, só marcou ao sétimo: contribuiu para os 4-0 com que os colchoneros ganharam ao Sevilha, a 27 de Setembro. O problema, porém, é que não marcou mais nenhum no que restou da época passada.   - Este Benfica-Moreirense foi fiel à história recente das duas equipas. Já são quatro jogos seguidos para a Liga com o mesmo resumo: o Moreirense marca primeiro e o Benfica acaba por ganhar. Os três jogos anteriores (a última jornada de 2013/14 e as duas partidas de 2014/15) tinham acabado com 3-1 favorável aos encarnados. Desta vez ficou 3-2.   - A última equipa a marcar duas vezes na Luz tinha sido o Sp. Braga, que ali ganhou por 2-1 nos oitavos de final da Taça de Portugal da época passada. Se contarmos só jogos da Liga, a última equipa a consegui-lo foi o Arouca, que ali empatou (2-2), a 6 de Dezembro de 2013.   - Rafael Martins já tinha marcado ao Benfica na última vez que tinha defrontado os encarnados, em Maio de 2014. Se no sábado abriu o placar, nessa altura fez de grande penalidade o golo que valeu o empate (1-1) ao V. Setúbal.   - A vitória do Sporting em Coimbra por 3-1 significa que tanto o clube como Jorge Jesus mantêm a série positiva nas visitas à Académica. Os leões não perdem em Coimbra desde 8 de Maio de 1977, enquanto que Jesus nunca ali perdeu como treinador.   - Aquilani fez de grande penalidade o primeiro golo com a camisola do Sporting. Não marcava desde de 2 de Outubro de 2014, quando abriu o placar numa vitória da Fiorentina em Minsk (3-0), a contar para a Liga Europa.   - Adrien falhou a primeira grande penalidade desde que, a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então e até acertar agora no poste da baliza de Lee, marcou a Schalke, Estoril, Marítimo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - O Sporting viu ser-lhe assinalada uma grande penalidade contra pelo segundo jogo consecutivo na Liga. Não lhe acontecia semelhante coisa desde Outubro e Novembro de 2013, quando perdeu (1-3) no Dragão com o FC Porto e ganhou (3-2) em casa ao Marítimo, sempre com golos sofridos de penalti. Ponto em comum é o árbitro Bruno Esteves, que tinha estado nesse Sporting-Marítimo.   - Bruno Esteves nunca tinha assinalado três grandes penalidades no mesmo jogo da Liga, mas já tinha marcado duas. Foi a 4 de Novembro de 2011, num empate caseiro do Sporting com a Naval, em que começou por apontar para a marca dos onze metros quando Evaldo derrubou Marinho, permitindo aos figueirenses empatar a uma bola, mas depois marcou uma mão de Camora na área, que Postiga converteu no 2-2 momentâneo.   - O último jogo com três penaltis na Liga também tinha sido em Coimbra. Foi o Académica-Gil Vicente, a 25 de Abril último, e os gilistas ganharam por 2-1, com golos de penalti de Ruben Ribeiro e Cadu, a responder a outro penalti de Rui Pedro. O árbitro era Soares Dias. Na época passada houve mais dois jogos com três penaltis: o Estoril-Penafiel (apitado por Tiago Martins) e o Paços de Ferreira-V. Setúbal (Luís Ferreira).   - Fernando Alexandre, expulso pelos dois penaltis cometidos, não via um vermelho desde 11 de Setembro de 2011, quando João Ferreira o expulsou imediatamente antes do intervalo de uma derrota do Olhanense, em casa, contra o Feirense (1-2).   - Além de FC Porto e Sporting, há mais cinco equipas que ainda não perderam nesta Liga: Rio Ave, V. Setúbal, Arouca, Paços de Ferreira e Belenenses. Para os vila-condenses não há grande novidade, uma vez que também não tinham perdido nas três primeiras rondas da época passada e, à 3ª jornada, até lideravam a classificação, mas para o Arouca a sensação é de novidade absoluta, pois nunca por tal tinha passado. O Paços de Ferreira tinha conhecido este arranque em 2012 (e acabou a Liga em terceiro lugar), mas os históricos V. Setúbal e Belenenses já mal se lembram de tal coisa. A última vez que tal sucedeu aos sadinos foi em 2007 (três empates a abrir deram um sexto lugar no final), enquanto que os belenenses têm de recuar até 2004 e a uma Liga que acabaram em nono lugar.   - André Claro, do V. Setúbal, foi o único jogador a marcar golos nas três primeiras jornadas da Liga. O último a conseguir fazê-lo tinha sido Jackson Martínez, que na época passada fez golos a abrir a Marítimo, Paços de Ferreira e Moreirense (dois). Mas para encontrar um português que o tenha feito é preciso recuar a 202, quando o benfiquista Simão marcou consecutivamente a Beira Mar, Moreirense e U. Leiria.   - Ao estabelecer o empate do Rio Ave em Setúbal (2-2), o veterano André Vilas Boas marcou o primeiro golo em 124 jogos na Liga. Misturando todas as competições, só tinha um golo na Taça de Portugal, um na II Liga e outro na II Divisão B. O último tinha sido a 20 de Outubro de 2013, na vitória (3-0) dos vila-condenses fora sobre o Esperança de Lagos.   - O Tondela ganhou pela primeira vez na Liga ao terceiro jogo neste escalão, batendo o Nacional por 1-0. Repetiu a performance do último estreante, o Arouca, que também se impôs pela primeira vez à terceira jornada em 2013, batendo na altura o Rio Ave pelo mesmo score. Pior correu a vida ao Trofense, o estreante anterior: perdeu os primeiros cinco jogos, empatou o sexto e só ganhou à sétima tentativa, batendo fora o V. Setúbal por 2-0.   - Bruno Moreira, que fez o golo do Paços de Ferreira no empate frente ao Arouca, não marcava desde que defrontou… o Arouca. Tinha feito dois dos três golos com que os pacenses venceram fora este mesmo adversário (3-1), a 26 de Abril.   - Rafael Bracalli, guarda-redes do Arouca, liderava a única defensa ainda sem golos sofridos na Liga, mas ainda assim falhou por 13 minutos o seu melhor início de época. Ainda que este tenha sido estabelecido quando era suplente do FC Porto e só atuava em partidas da Taça de Portugal e da Taça da Liga. Os 183 minutos em que manteve a baliza do Arouca inviolada até ao golo de Bruno Moreira só são ultrapassados no seu registo pessoal pelos 196 que durou essa mesma imbatibilidade na baliza do FC Porto em jogos com Pero Pinheiro, Académica e… Paços de Ferreira.   - Alan marcou, na vitória (4-0) sobre o Boavista, o seu 50º golo pelo Sp. Braga. Foram 30 na Liga, dez nas provas da UEFA, sete na Taça da Liga e três na Taça de Portugal. O primeiro acontecera a 23 de Outubro de 2008, na vitória por 3-0 sobre o Portsmouth.   - O U. Madeira-V. Guimarães foi o primeiro jogo sem golos na atual Liga. Aconteceu à 27ª partida, no encerramento da terceira jornada. Na época passada tinha sucedido à 18ª, num Moreirense-Sp. Braga que também fechava a segunda ronda (e também a uma segunda-feira à noite). Há dois anos, em contrapartida, o primeiro 0-0 só aparecera ao 42º jogo, um Académica-Arouca da sexta jornada. Para que se faça uma comparação, a Liga espanhola teve quatro 0-0 na primeira jornada e mais dois na segunda, enquanto que na Premier League inglesa o primeiro nulo surgiu na segunda ronda e na Bundesliga alemã tal só aconteceu à terceira. Em Itália, as primeiras duas semanas de competição ainda não proporcionaram nenhum 0-0  
2015-09-01
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Último Passe

Julen Lopetegui dizia há dias que não é por se ter muitos avançados em campo que se ataca melhor. É claro que tem razão. O fundamental é ter uma disposição em campo coerente com a ideia de jogo que se defende. E é esta reflexão que me merecem as vitórias caseiras do FC Porto (2-0 ao Estoril) e Benfica (3-2 ao Moreirense).Por alguma razão o Benfica fez todos os sete golos da época nos últimos 20 minutos dos seus jogos, quando já tem toda a artilharia na grande área adversária. É que se não passam a atacar melhor, com Mitroglou, Jonas e Jiménez os encarnados têm pelo menos mais hipóteses de transformar em golo o recurso ofensivo que mais têm apresentado: circulação de bola (mesmo que seja lenta e previsível) e cruzamento para a área ou remate de meia distância na sequência de uma segunda bola dele originada.O Benfica virou o jogo e não foi por ter passado a atacar ou a jogar mais quando Vitória meteu mais atacantes em campo. O bicampeão voltou a fazer um jogo fraco, com dificuldades na construção ou nas mudanças de velocidade. Atacou muito, mas não é por ter chegado ao intervalo com 71 por cento de posse de bola que pode dar-se por satisfeito com a produção nesse período. Vitória reconheceu-o no final. E é bom que aproveite esta interrupção de duas semanas na Liga para consolidar ideias, de forma a ser capaz de mostrar mais futebol contra o Belenenses.Vitória tem repetido que sabe qual é o caminho e não é por lhe fazer por vezes algumas inversões de marcha que precisa de o abandonar. Já o FC Porto suscitou outro tipo de dúvidas. A equipa de Lopetegui ganhou com mais facilidade ao Estoril, por 2-0, até com um golo cedo (logo aos 6', por Aboubakar), na tarde em que o basco cedeu aos que vêm pedindo Brahimi a 10. O argelino entrou em campo em simultâneo com Tello e Varela, mas ao mesmo tempo Lopetegui usou um lateral esquerdo que sabia conter-se mais que o habitual (Indi tem rotinas de central e não a desenvoltura de Alex Sandro) e aprisionou os outros médios: Danilo e Imbula jogaram a par, muito longe da área (e, claro, de Brahimi).O resultado destas ideias de sentido contrário foi uma atuação bipolar. Por um lado, Brahimi mostrou que pode ser um excelente segundo avançado: o modo como abre a linha de defesa do Estoril para o primeiro golo é um exemplo disso. Por outro, a equipa ficou com linhas muito afastadas e deixou os médios à mercê do trio de meio-campo do Estoril. E nem todas as trocas que o treinador foi fazendo (Varela por André antes do intervalo; Imbula por Herrera logo a começar a segunda parte) mudaram um panorama a que só o livre exemplar de Maicon para o 2-0 veio pôr cobro. Se o que quer é trocar (ou até alternar) o seu 4x3x3 dos três dínamos a meio por um 4x2x3x1 de inspiração espanhola, Lopetegui também precisa de deixar ideias bem claras na cabeça dos seus jogadores. Tal como Vitória, tem é de ser o primeiro a mostrar que crê nelas, para que os jogadores também nele acreditem.
2015-08-29
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O FC Porto tem sido intratável nos jogos em casa a contar para a Liga. O último jogador a fazer-lhe ali um golo na principal competição nacional foi Lima, na vitória por 2-0 que o Benfica ali obteve, a 14 de Dezembro do ano passado. Desde então, a equipa sofreu golos na Taça da Liga e na Liga dos Campeões, mas em jogos do campeonato nacional já suplantou os mil minutos consecutivos sem ir buscar a bola ao fundo das redes. São, ao todo, 1025 minutos desde o tal golo de Lima. Lima fez na altura o 2-0 aos 55’. Depois disso, para a Liga, passaram pelo Dragão vários adversários, mas todos com o mesmo desfecho: vitória portista e zero na baliza azul-e-branca. A série teve início com um 4-0 ao V. Setúbal, continuou com um 3-0 ao Belenenses, um 5-0 ao Paços de Ferreira, um 1-0 ao V. Guimarães, um 3-0 ao Sporting, um 1-0 ao Arouca, um 5-0 ao Estoril, um 1-0 à Académica, um 2-0 ao Gil Vicente, outro 2-0 ao Penafiel e, já esta época, um 3-0 ao V. Guimarães. Pelo meio só ali marcaram golos M’Bala (Académica, na Taça da Liga, 4-1), Élio Martins (U. Madeira, Taça da Liga, 3-1) e Thiago Alcântara (Bayern, Liga dos Campeões, 3-1). Se no jogo de sábado o zero nas redes de Casillas subsistir até ao minuto 36, fica batido o recorde mais recente, que é de Helton, em 2007/08, quando a equipa azul e branca esteve 1060 minutos consecutivos sem sofrer golos em casa. Nessa altura a imbatibilidade durou entre o golo com que o belenense Zé Pedro fez a igualdade a uma bola no Dragão (a 2 de Novembro de 2007) e o primeiro dos três com que o Nacional ali ganhou, na penúltima jornada da competição (3 de Maio de 2008), obra de Fábio Coentrão. O objetivo seguinte serão então os 1127 minutos fixados em 1995/96 por Vítor Baía (com breve auxílio de Silvino, que o substituiu num dos jogos) entre os 2-1 ao Sporting (Ouattara, a 20 de Agosto de 1995) e os 6-2 ao Felgueiras (Lewis, a 11 de Fevereiro de 1996). Mas a esses números a equipa de Lopetegui não poderá chegar já nesta jornada.   - O Estoril vem numa sequência muito negativa em deslocações aos terrenos dos grandes para a Liga. Os 4-0 que encaixou já esta época na Luz sucedem-se a três derrotas igualmente pesadas na última Liga: 6-0 no terreno do Benfica, 5-0 frente ao FC Porto e 3-0 com o Sporting A última vez que o Estoril conseguiu fazer algo de positivo na visita a um grande foi em 2013/14, quando ganhou em Alvalade e no Dragão. O treinador ainda era Marco Silva.   - O portista Evandro, que tem estado fora do onze de Lopetegui e que chegou ao Dragão vindo do Estoril, estreou-se na Liga portuguesa a jogar no terreno de um grande (empate a dois golos com o Sporting em Alvalade, em Setembro de 2012) e marcou o golo da última vitória estorilista no Porto: 1-0 no Dragão em Fevereiro de 2014.   - O estorilista Matheus, filho do internacional brasileiro Bebeto, estreou-se na Liga portuguesa no Dragão, vergado a uma pesada derrota por 5-0, em Abril. Viu um cartão amarelo, a exemplo do que lhe aconteceu na outra ocasião em que visitou um grande (os 0-4 com o Benfica na Luz).   - O Estoril tem um campeão nacional no seu plantel. Trata-se do guarda-redes Kieszek, que fez um jogo pelo FC Porto rumo ao título de 2010/11 (10’ na vitória por 4-0 em Setúbal). O extremo Sebá, recentemente transferido para o Olympiakos, estava nas mesmas condições, tendo alinhado em quatro desafios na caminhada para o título de 2012/13.   - FC Porto e Estoril são das equipas mais faltosas da Liga. Os estorilistas cometeram, em média, 20 faltas por cada um dos dois primeiros jogos, ao passo que os portistas ficam um pouco abaixo, com 19,5. Acima dos dois só aparecem Sp. Braga (20,5) e Tondela (21,5).   - O FC Porto é, juntamente com U. Madeira (que só teve um jogo com ele) e Tondela (que nunca o apanhou em campo), a única equipa que ainda não perdeu com Duarte Gomes na Liga. Em 23 jogos dirigidos pelo árbitro de Lisboa, os dragões ganharam 17 e empataram seis. O Estoril também apresenta saldo positivo, com três vitórias e apenas duas derrotas em oito jogos, não tendo perdido nenhuma das cinco derradeiras partidas com este árbitro.
2015-08-27
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Artigo

- O Sporting não ganhava um jogo em período de compensação desde 11 de Janeiro, quando um livre de Tanaka lhe valeu uma vitória por 1-0 em Braga. Para encontrar uma vitória em tempo de compensação com um golo de penalti é preciso recuar até 8 de Fevereiro de 2006, data de um jogo em casa com o Paredes, para a Taça de Portugal, em que o 2-1 final surgiu aos 90+2’ numa grande penalidade convertida por João Moutinho.   - Adrien vai numa série de seis grandes penalidades consecutivamente convertidas. A última vez que falhou foi a 11 de Maio de 2014, na jornada de despedida da Liga, quando permitiu a defesa a Vagner (Estoril). Desde então, marcou a Schalke, Estoril, Marítmo, V. Guimarães, Sp. Braga e Tondela.   - Ao fazer o golo do Tondela, Luís Alberto sucedeu a Bruno Amaro (Arouca), Pinheiro (Trofense), Bruno Fogaça (Naval), João Duarte (Moreirense) e Gamboa (Santa Clara) na honra de fazer o primeiro golo da sua equipa na Liga portuguesa. Dos seis, só Fogaça e João Duarte não o fizeram na baliza do Sporting.   - Ao bisar frente ao V. Guimarães, Aboubakar conseguiu algo que Jackson Martínez nunca foi capaz de fazer na primeira jornada das três Ligas que disputou. O colombiano, aliás, ficou mesmo em branco na abertura de 2012/13, um empate a zero frente ao Gil Vicente, e marcou apenas uma vez na estreia das duas derradeiras Ligas. Mas Jackson tem uma Liga a marcar sempre nas primeiras cinco jornadas e isso Aboubakar ainda terá de tentar.   - O FC Porto obteve a 10ª vitória consecutiva frente ao V. Guimarães no Dragão, um recorde entre as equipas que estão na edição deste ano da Liga. Desde Fevereiro de 2005 que o V. Guimarães não pontua no terreno dos azuis e brancos: na altura empatou a zero.   - Varela fez um o primeiro golo no Dragão desde 19 de Janeiro de 2014. Na altura obteve o segundo de uma vitória que também ficou pelos 3-0 e contra outro Vitória: o de Setúbal. Da equipa do FC Porto que alinhou nesse dia só restaram no jogo de sábado ele, Alex Sandro e Maicon.   - Armando Evangelista entrou na Ligada pior maneira: com uma derrota por 3-0 no Dragão. A última vez que o V. Guimarães estreara um técnico na Liga antes desta correra igualmente mal: em 2011/12, Manuel Machado saiu após a primeira jornada e a equipa ficou entregue ao seu adjunto Basílio Marques, que a 28 de Agosto de 2011 se estreou com uma derrota por 3-0, em casa, com o Beira Mar. Na jornada seguinte entrou em funções Rui Vitória.   - Mitroglu e Nelson Semedo fizeram um golo cada um, na estreia na Liga portuguesa. O último jogador a estrear-se com golo pelo Benfica tinha sido Jonas, que entrou ao intervalo para o lugar de Lima e fez o quarto numa vitória também ela por 4-0 frente ao Arouca, a 5 de Outubro de 2014. Curioso é que também nesse jogo o Benfica só abriu o ativo aos 75’.   - Jonas obteve frente ao Estoril o oitavo bis com a camisola do Benfica. O primeiro deles, aliás, foi mesmo um hat-trick, contra o Sp. Covilhã, na Taça de Portugal (vitória benfiquista por 3-2), naquele que foi o seu segundo jogo pelos encarnados. Desde esse desafio, o brasileiro bisou mais sete vezes, contra Moreirense, Estoril, Nacional, Académica, Belenenses, Marítimo e, de novo agora, Estoril.   - Os 4-0 ao Estoril são o melhor arranque de Liga do Benfica desde 1997, quando a equipa liderada por Manuel José se impôs ao Campomaiorense, na Luz, pelo mesmo resultado (golos de Calado, João Pinto e bis de Paulo Nunes). Para encontrar uma abertura com vitória por mais de quatro golos é preciso recuar a 1975 e a um 9-1 ao Leixões, com cinco golos de Nené, dois de Moinhos, um de Shéu e outro de Toni.   - O Estoril segue numa série horrível de 12-0 em visitas à Luz, depois do empate a um golo que ajudou os encarnados a perder o campeonato de 2012/13. Nas três épocas seguintes, os canarinhos perderam por 2-0, 6-0 e agora 4-0. Aliás, a equipa agora dirigida por Fabiano Soares tem sido freguesa habitual dos grandes sempre que os visita. Desde que, ainda com Marco Silva aos comandos, ganhou em Alvalade ao Sporting na despedida da Liga de 2013/14, vai com uma série de resultados amplos consecutivos: 3-0 em Alvalade, 6-0 na Luz, 5-0 no Dragão e agora 4-0 na Luz. Em todos esses jogos teve um penalti contra…   - Os três grandes ganharam os seus jogos na jornada de abertura na Liga. Algo que não acontecia há 21 anos, desde que, em 1994, o Sporting venceu fora o Farense (2-0, com golos de Juskowiak e Sá Pinto), o Benfica bateu o Beira Mar em Torres Novas (também 2-0, com golos de Paneira e Clóvis) e o FC Porto se impôs em casa ao Sp. Braga (ainda 2-0, com tentos de Rui Filipe e Kostadinov).   - Os 29 golos marcados nos nove jogos da primeira jornada da Liga são o arranque mais goleador desde 1996, quando em igual número de partidas se fizeram 34 tentos. A média de golos por jogo, porém, já tinha vindo a crescer nas últimas duas épocas, tendo há dois anos estado também acima dos três golos por jogo (26 em oito jogos).   - O Sp. Braga conseguiu, frente ao Nacional, a primeira virada da Liga (de 0-1 para 2-1). Curioso é que a última virada do Sp. Braga tinha acontecido no mesmo local e frente ao mesmo adversário: de 0-1 para 3-1 a 28 de Fevereiro de 2015, contra o Nacional, na 22ª jornada da última Liga.   - Gonçalo Brandão marcou ao Rio Ave o seu primeiro golo desde 18 de Outubro de 2003, data em que assinou o tento belenense na derrota em casa frente ao FC Porto, por 4-1. Desde então, além do Belenenses, representou Charlton, Siena, Parma e Cluj, mas nem por uma vez fez um golo.   - Os 3-3 no Restelo assinalaram a terceira época consecutiva do Rio Ave a marcar três golos no campo do Belenenses. Na época passada os vila-condenses tinham ganho por 3-1 e há dois anos por 3-0. Ponto comum às duas vitórias foram golos de Del Valle, o venezuelano entretanto emigrado para o Kasimpasa, da Turquia.   - Espetacular recuperação do Boavista em Setúbal: de 0-2 para 2-2 com um jogador a menos, por expulsão de Idris, aos 69'. O Boavista não recuperava um resultado num jogo que tenha acabado em inferioridade numérica na Liga desde 5 de Novembro de 2005, quando depois da expulsão de Areias, um golo de João Pinto, aos 87', valeu um empate (1-1) ante o Belenenses no Restelo. Na época passada, em casa contra o Rio Ave, também recuperou de 0-1 para 1-1 depois da expulsão de Beckeles, mas o jogo acabou dez contra dez, pois também foi expulso o vila-condense Prince.   - Nuno Coelho (Arouca) abriu em Moreira de Cónegos o caminho à vitória do Arouca, com um golo de cabeça que apenas o segundo na Liga. Sempre que ele marcou, porém, o Arouca ganhou: já tinha sido ele a garantir a vitória em casa ante o V. Setúbal, em Janeiro último (1-0).   - O dérbi da Madeira, com Breitner (U. Madeira) e Briguel (Marítimo) em campo (e não jogava a RFA de 1982…) sorriu à equipa azul e amarela. Não é novidade o Marítimo perder (já tinha saído derrotado nas últimas três visitas ao Nacional. Mas é novidade o U. Madeira ganhar: nos cinco anos que o União passara na I Liga empatara sempre em casa com o Marítimo e perdera nas deslocações aos Barreiros.   - A derrota em Paços de Ferreira significou o 10º jogo seguido sem ganhar na Liga para a Académica de José Viterbo. O treinador, que foi tão importante na recuperação, ganhando três dos primeiros quatro jogos, está ainda a cinco jogos de igualar o recorde de 15 sem vitória que custou o lugar a Paulo Sérgio, antes de ele entrar.
2015-08-17
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Último Passe

A primeira vitória do Benfica esta época não foi tão fácil como poderia esperar-se, uma vez que até ao golo de Mitroglu, a 17 minutos do fim, os encarnados tinham mais volume de jogo mas as melhores ocasiões de golo pertenciam ao Estoril e tinham sido salvas por Júlio César. Este resultado pode permitir a Rui Vitória uma semana mais tranquila antes da visita ao Arouca, mas não deve iludir ninguém: à excepção do guarda-redes, de Mitroglu e Jonas, que fizeram os golos que lhes pedidos aos pontas de lança, e sobretudo de Gaitán, autor de um grande jogo, o bicampeão ainda mostrou muitas carências.O Benfica aproveitou da melhor forma a jogada de maior risco de Fabiano Soares, treinador do Estoril, que a 20 minutos do fim substituiu dois jogadores mas mexeu de uma assentada em quatro lugares. Ainda o Estoril não se tinha reorganizado completamente e já Gaitán colocava a bola milimetricamente na cabeça de Mitroglu para o golo que desbloqueou o resultado e libertou a equipa de Rui Vitória para uma reta final arrasadora, com mais três tentos e a liderança da Liga, um golo à frente do FC Porto. Podia o treinador do Estoril evitar a mudança? Não creio. Anderson já não podia mais e tinha um amarelo, Bruno César era a jogada que Fabiano tinha guardada para tentar ganhar. A verdade é que lhe saiu tudo ao contrário e passou do sonho ao pesadelo do 0-4 num quarto de hora.Até então, contudo, tinha-se visto um Estoril personalizado e um Benfica com dificuldades para meter velocidade e desequilíbrios ofensivos no jogo, bem como para cobrir as laterais em transição defensiva: Gerso e Seba ganharam vezes sem conta as costas de Nelson Semedo e Eliseu e daí nasceram os lances de maior perigo no jogo. Gaitán e Jonas eram excepções numa equipa em crise de identidade, uma equipa que parecia ter esquecido que ganhou as últimas duas Ligas, tantos passes perdia na fase de construção. Os dias que aí vêm mostrarão se, sob a liderança de Gaitán, o Benfica resolveu a ameaça de crise da melhor forma possível. Com golos e vitórias.
2015-08-16
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O guarda-redes polaco Pawel Kieszek deve somar, no domingo, o 100º desafio na Liga portuguesa. E fá-lo-á a defender as redes do Estoril nas mesmas balizas que lhe assinalaram a estreia, em Fevereiro de 2008. Nessa noite, lançado por Manuel Machado para um lugar que até ali pertencia a Paulo Santos, o polaco aguentou o empate, sofrendo apenas um golo, de Luisão, após livre de Rui Costa. Foi um arranque memorável, num palco onde o guarda-redes do Estoril também já conheceu um dos maiores desgostos da sua vida desportiva: perdeu na época passada por 6-0 e deixou escapar momentaneamente a titularidade.Apesar de um bom final de época em 2008, Kieszek passou a primeira metade da época seguinte (2008/09) na sombra de Eduardo. Acabou, por isso, por sair no mercado de Janeiro para o V. Setúbal, onde voltou a defrontar o Benfica, mas em casa: perdeu por 4-0, graças a dois golos de Nuno Gomes e outros dois de Cardozo. Voltou a Braga em 2009/10, mas apenas para voltar a ser suplente de Eduardo. André Vilas Boas chamou-o ao FC Porto em 2010/11, o que lhe permitiu ganhar a Liga e a Taça de Portugal, mas a jogar outra vez muito pouco, face à concorrência de Helton e Beto. O caminho foi por isso o estrangeiro: passou um ano no Roda, da Holanda, antes de voltar a Portugal, para representar o V. Setúbal.Em 2012/13 assumiu-se como titular do Vitória em finais de Agosto, depois de Caleb, a primeira aposta de José Mota, ter encaixado cinco golos do… Benfica (0-5 no Bonfim). Jogou a segunda volta, na Luz, mas perdeu por 3-0 (golos de Enzo Pérez, Lima e Rodrigo). José Mota continuava a não apostar firmemente nele na época seguinte, mas quando o treinador deu lugar a José Couceiro as coisas mudaram: Kieszek assumiu as redes vitorianas, perdeu no Bonfim por 2-0 (Rodrigo e Lima) mas contribuiu para o empate a uma bola na Luz, na penúltima jornada (golos de André Gomes e Rafael Martins). José Couceiro levou-o depois para o Estoril, onde o polaco dividiu as redes com Vagner. Foi ele, no entanto, que esteve nos dois jogos com o Benfica: 2-3 em casa (Diogo Amado e Kléber marcaram pelo Estoril, tendo Lima e Talisca, este por duas vezes, feito os golos do Benfica) e 0-6 na Luz (dois golos de Jonas, a que acresceram mais quatro de Luisão, Salvio, Lima e Pizzi). A goleada custou o lugar a Couceiro e o novo treinador – Fabiano Soares, que ficou para esta época – resolveu trocar de guarda-redes como terapia para o insucesso. Voltou Vagner, mas quatro semanas depois os 0-5 encaixados no Dragão devolveram tudo à fórmula inicial. Kieszek está assim na calha para o centésimo jogo na Liga (sofreu 134 golos nos primeiros 99) no palco que mais lhe diz em Portugal. - Esperarão os benfiquistas que com a saída de Jorge Jesus a equipa tenha afastado de vez a malapata que lhe vinha atormentando os inícios de campeonato, até porque Rui Vitória tem um histórico de bons arranques. Em seis épocas com Jesus, o Benfica só ganhou uma vez na primeira jornada (2-0 ao Paços de Ferreira, há um ano), tendo somado mais três empates (Braga e Marítimo em casa e Gil Vicente fora) e duas derrotas (Marítimo fora e Académica em casa). Já Rui Vitória perdeu apenas um dos cinco arranques de Liga que conta no seu histórico: no Paços de Ferreira, foi batido em Setúbal em 2011/12. De resto, três vitórias (contra o Sporting, Gil Vicente e Olhanense) e um empate (mais uma vez face ao Sporting). - No dia do jogo completam-se cinco anos exatos sobre a estreia do defesa central benfiquista Jardel na Liga portuguesa. Foi com a camisola do Olhanense, que tinha ido contratá-lo ao… Estoril, e saldou-se por um empate a zero, em casa, contra o V. Guimarães. - O Benfica conseguiu frente ao Estoril a maior goleada da última Liga: 6-0, como já se viu atrás. Mas em 2012/13 começou a perder a vantagem de que dispunha na Liga empatando em casa com este mesmo Estoril, empatando a um golo (marcou Maxi Pereira, a cancelar um golo de Jefferson).
2015-08-14
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