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Último Passe

A qualidade individual de Otávio e a movimentação sempre inteligente de André Silva, hoje bem complementado por Adrián López, permitiram ao FC Porto ultrapassar o obstáculo constituído por um Boavista que nunca mostrou grande futebol mas teve a capacidade para manter o resultado em aberto até aos últimos minutos. O 3-1, marcado a quatro minutos do fim, quando os axadrezados apostavam num jogo partido, com bola cá-bola lá, permitiu a justa atribuição dos três pontos à equipa de Nuno Espírito Santo, mas a demora no golo da tranquilidade e uma segunda parte muito desinspirada dos dragões não afastaram as nuvens negras do horizonte antes da visita a Leicester, em importante desafio da Liga dos Campeões marcado para terça-feira. Nuno Espírito Santo apostou num 4x4x2 com maior preenchimento do corredor central, pois nele não entraram extremos: a largura era dada pelos dois defesas-laterais e pelas saídas da área dos dois pontas-de-lança, os móveis André Silva e Adrián López, que substituiu o belga Depoitre, nulo no jogo de Tondela. Adrián procurava muito a esquerda, dessa forma compensando as constantes diagonais de Otávio para o meio, nas quais o jovem brasileiro se mostrava o melhor portista na difícil arte de queimar linhas com bola. E isso tornou-se tanto mais importante quanto o início de jogo foi complicado para a equipa da casa, uma vez que o Boavista marcou na primeira vez que chegou perto da baliza de Casillas, logo aos 5’: livre de Fábio Espinho e cabeça de Nuno Henrique para o 0-1. A ganhar desde tão cedo, não se percebeu bem se o Boavista trazia algum plano de jogo a não ser o de impedir os ataques portistas. A equipa de Sánchez juntava linhas perto da área, mostrava um Idris em momento pujante, mas raramente conseguia ligar-se aos jogadores da frente – só Bukia se mostrou, em noite anónima de Iuri Medeiros e Digas. O FC Porto, com Oliver mais atrás do que o habitual e André André a procurar também o corredor central a partir da direita, só entrava na organização defensiva adversária em bolas paradas – dois quase-golos de Danilo, ainda na primeira parte – ou nas tais arrancadas de Otávio. Foi o jovem brasileiro quem descobriu André Silva para o golo do empate, aos 19’, e foi ainda ele quem, numa mudança de velocidade, forçou uma falta de Nuno Henrique junto à linha de fundo. No penalti correspondente, André Silva bisou e colocou o FC Porto na frente do marcador, ainda antes do intervalo. Foi aquilo de que o FC Porto precisou para baixar o ritmo do jogo numa segunda parte que foi correndo mais sonolenta. Foi interessante a entrada de Diogo Jota para o lugar de Adrián, pois permitiu ao jovem português mostrar a rapidez de processos e o descaramento para finalizar que lhe permitirão voar alto, mas o jogo estava por essa altura mais dividido do que seria de supor. Com Schembri em vez de Iuri Medeiros e a subida de rendimento de Fábio Espinho, o Boavista foi ganhando chegada à frente e, mesmo sem ocasiões claras de golo, manteve o suspense no resultado até ao minuto 86, quando um cruzamento de Alex Telles acabou no fundo das redes, fruto de uma intervenção desastrada do guardião Agaev. Estava resolvido o jogo e os dragões podiam finalmente pensar na Champions. Se é que não era já por lá que tinham a cabeça antes disso.  
2016-09-23
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Ao ganhar por 1-0 ao Boavista, no Bessa, o Benfica conseguiu a 11ª vitória consecutiva em jogos fora de casa, um feito inédito na história do clube. Desde o empate (0-0) com o U. Madeira, no Funchal, os encarnados ganharam sucessivamente a V. Guimarães (1-0), Nacional (4-1), Estoril (2-1), Oriental (1-0), Moreirense (6-1 e 4-1), Belenenses (5-0), Paços de Ferreira (3-1), Sporting (1-0), Zenit (2-1) e agora Boavista (1-0). Superou assim as duas melhores séries do seu passado, fixadas em dez jogos seguidos a ganhar fora, entre Fevereiro e Novembro de 1971 e entre Outubro de 1972 e Abril de 1973.   A vitória no Bessa foi dramática, conseguida com um golo de Jonas ao terceiro minuto de descontos. Foi o segundo sucesso consecutivo fora de casa que os encarnados conseguem com um golo em tempo de compensação, depois de já terem ganho em São Petersburgo ao Zenit por 2-1, com um golo de Talisca aos 90+5’. Foi a terceira vitória da época do Benfica com um golo para lá dos 90’ (depois das duas contra o Zenit, pois também na Luz valeu um golo de Jonas aos 90+1’) e a primeira na Liga desde Agosto de 2013, quando ganhou ao Gil Vicente na Luz (2-1), com tentos de Markovic aos 90+1’ e Lima aos 90+2’.   Jonas, o autor do golo da vitória, continua na corrida à Bota de Ouro, com os mesmos golos que Gonzalo Higuaín Os 29 tentos que marcou em 27 jornadas da Liga são o melhor pecúlio de um jogado do Benfica num campeonato desde que o sueco Mats Magnusson fez 33 na Liga de 1989/90. À 27ª jornada dessa época, porém, o sueco tinha apenas 28 golos marcados. Para encontrar um jogador do Benfica com mais golos por esta altura há que ir até 1972/73, quando Eusébio tinha 34 nas primeiras 27 partidas.   Jonas igualou, além disso, o seu total de golos em toda a época passada, pois além dos 29 que marcou na Liga portuguesa soma ainda mais dois na Liga dos Campeões. Precisou de 38 jogos para fazer estes 31 golos, ao passo que na temporada passada os marcou em 35 partidas: obteve então 20 em 25 jogos na Liga portuguesa, seis em três desafios na Taça de Portugal e cinco em três partidas da Taça da Liga.   O jogo foi ainda marcado pelo regresso de Salvio a um lugar no onze do Benfica. O argentino jogou 54 minutos, o maior período que esteve em campo desde a última vez que tinha sido titular do Benfica, a 23 de Maio de 2015: nesse dia, em partida da última jornada da Liga, contra o Marítimo, saiu lesionado aos 74’.   A vitória do Benfica significou mais uma derrota caseira para o Boavista, a terceira seguida, neste caso. Antes de perderem com o Benfica, os axadrezados já tinham sido batidos por Rio Ave (2-1) e Nacional (1-0). Desde Novembro e Dezembro de 1959 que o Boavista não perdia três vezes seguidas em casa: na altura foio batido pela Académica (3-1), Sporting (5-2) e Belenenses (1-0), antes de ganhar ao Portimonense (3-1), para a Taça de Portugal.   Com a vitória, o Benfica passou a somar 67 pontos, mantendo-se isolado na frente da Liga. Tem, ainda assim, menos um ponto do que tinha à passagem da mesma jornada na época passada e menos três do que em 2013/14, ano do primeiro título dos dois que ganhou consecutivamente. Para encontrar um Benfica campeão com menos pontos à 27ª jornada é preciso recuperar a equipa de 2004/05, liderada por Giovanni Trapatoni, que por esta mesma altura seguia na liderança com apenas 54 pontos, ainda assim mais seis do que os segundos, que eram Sporting, Sp. Braga e FC Porto.
2016-03-21
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Último Passe

Jonas respondeu à convocatória para a seleção do Brasil com um golo fundamental, encontrando ao terceiro minuto de descontos a solução para o bloqueio a que o Benfica estava a ser submetido por parte do Boavista no Estádio do Bessa e assegurando a vitória por 1-0 que permite à equipa de Rui Vitória manter-se isolado no comando da Liga. O Boavista tinha sido, até então, taticamente perfeito, anulando a arma principal do ataque encarnado, que são as combinações pelo espaço interior, mas os bicampeões nacionais mudaram de cara nos últimos minutos e, num lance direto de Eliseu para a cabeça de Carcela, deixaram Jonas na cara do guarda-redes Mika. O brasileiro fez o golo e o líder manteve a vantagem. Entendendo que o Benfica se torna tanto mais perigoso quanto consegue ganhar ascendente à frente da área, seja pelo recuo de Jonas, pelas diagonais de Pizzi ou pelas arrancadas de Renato Sanches, Erwin Sánchez colocou Idris e Tahar à frente da defesa e os dois médios foram fundamentais na forma como a equipa da casa conseguiu bloquear o ataque encarnado. Privado de Mitroglou, que é fundamental na busca da profundidade – que entre outras coisas obriga a última linha do adversário a recuar e abre espaço para a entrada dos médios – e da criatividade de Gaitán, o Benfica foi sentindo dificuldades para ser perigoso. Se no primeiro tempo ainda se mostrou num pontapé de moinho de Jiménez e num remate de Pizzi, o primeiro detido por Mika e o segundo a sair ao lado, na segunda parte nem isso ia conseguindo. Era, ao invés, o Boavista quem saía com a-propósito, fruto da capacidade de Ruben Ribeiro para segurar a bola na frente e da velocidade de Zé Manuel. Rui Vitória mexeu. Colocou Carcela em vez de Salvio, que ainda não tem a capacidade para fazer esquecer a longa paragem a que foi submetido. Depois trocou Nelson Semedo por Talisca, baixando André Almeida para a direita da defesa. E por fim reforçou o ataque com a estreia de Jovic em vez de Pizzi. Mas era o Boavista que, em rápidos contra-ataques, como um que levou a um remate de Luisinho, ameaçava marcar. Até que a qualidade individual de Jonas se fez notar. Ao terceiro minuto de descontos, surgiu o tal pontapé longo de Eliseu, a cabeça de Carcela e a capacidade para Jonas se adiantar ao seu marcador direto e marcar, de pé esquerdo e de primeira. A inédita 11ª vitória consecutiva do Benfica como visitante teve a marca do seu melhor jogador. E, se chegar, o tricampeonato também a terá, porque terá passado por aqui.
2016-03-20
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O Benfica entra no Estádio do Bessa, para defrontar o Boavista, a defender uma sequência de dez vitórias seguidas fora de casa, contando todas as competições, e à procura de uma décima-primeira que seria absolutamente inédita na sua história centenária. Desde o empate com o U. Madeira, na Choupana, em meados de Dezembro, os encarnados ganharam todos os jogos que fizeram fora da Luz. São dez ao todo, tantos como os conseguidos em duas séries pela equipa do início da década de 70 que Jimmy Hagan levou a três vitórias seguidas em campeonatos. A primeira série de dez vitórias seguidas do Benfica fora de casa começou em Fevereiro de 1971, depois de ter sofrido uma goleada do FC Porto (4-0), nas Antas. Até final dessa temporada, o Benfica ganhou as seis deslocações que teve pela frente: 4-2 ao Tirsense, 2-1 ao Leixões, 4-0 ao Varzim, 7-1 ao Barreirense, 2-0 aos angolanos do Independente (que jogavam a Taça de Portugal) e 3-1 o Tirsense. Para chegar às dez vitórias foi preciso contabilizar as primeiras quatro deslocações da nova época: 3-1 ao FC Porto, 4-0 ao Innsbruck, 3-1 ao V. Setúbal e 3-0 ao Tirsense. A décima-primeira vitória fora não apareceu, pois a 3 de Novembro de 1971 o Benfica empatou sem golos em Sofia com o CSKA, na segunda eliminatória da Taça dos Campeões Europeus. A época seguinte trouxe uma segunda oportunidade para o Benfica chegar às 11 vitórias seguidas fora de casa. Foi o campeonato em que o Benfica ganhou as primeiras 23 jornadas, chegando a finais de Março com a certeza matemática do tricampeonato. Assim sendo, depois de ser eliminado da Taça dos Campeões pelo Derby County (0-3 em Derby, logo na primeira mão, em finais de Outubro), alinhou mais dez vitórias seguidas fora de casa: 1-0 ao V. Setúbal, 2-0 ao U. Tomar, 2-1ao V. Guimarães, 1-0 à CUF, 1-0 ao Montijo, 5-1 ao Leixões, 2-1 ao Beira Mar, 2-1 ao Sporting e ainda 2-0 e 4-2 ao Belenenses, em jornada dupla, com um jogo a contar para o campeonato e o segundo para a Taça de Portugal. Ao 11º jogo, porém, veio o empate (2-2) com o FC Porto nas Antas, fazendo com que a série se ficasse pelas dez partidas. Desde essa altura, nunca mais o Benfica conseguiu as dez vitórias consecutivas fora de casa que conta neste momento. Após o 0-0 com o U. Madeira na Choupana, bateu sucessivamente o V. Guimarães (1-0), o Nacional (4-1), o Estoril (2-1), o Oriental (1-0), o Moreirense (6-1 e 4-1, primeiro para a Taça da Liga e depois para o campeonato), o Belenenses (5-0), o Paços de Ferreira (3-1), o Sporting (1-0) e o Zenit (2-1). O 11º jogo é com o Boavista.   O Boavista tem recuperado com troca de treinador, mas Erwin Sánchez, ex-jogador boavisteiro e benfiquista, não tem sido feliz nos jogos no Bessa nem nos jogos contra os grandes. Há quatro jogos que o Boavista não ganha em casa, mais precisamente desde os 4-0 ao V. Setúbal, a 18 de Janeiro.  Depois disso, empatou a zero com Sp. Braga e Académica, perdendo por 1-2 com o Rio Ave e por 0-1 com o Nacional.   Nos jogos com os grandes, o Boavista de Sánchez leva três derrotas e zero golos marcados: 0-5 e 0-1 com o FC Porto de Rui Barros, primeiro para o campeonato e depois para a Taça de Portugal, e 0-2 com o Sporting em Alvalade.   Rui Vitória e Erwin Sánchez nunca se defrontaram, pois o boliviano só recentemente pegou numa equipa do campeonato português. Sánchez, que até veio para Portugal para jogar no Benfica, também nunca defrontou os encarnados como treinador, ainda que tenha tido na carreira de jogador muitas alegrias neste confronto. O seu penúltimo jogo com a camisola do Boavista, em Dezembro de 2002, foi no Bessa contra o Benfica e acabou com um empate a zero.   Rui Vitória, por sua vez, já ganhou, empatou e perdeu com o Boavista. Na primeira volta do atual campeonato desequilibrou o confronto a seu favor, ganhando na Luz por 2-0, mas antes disso, aos comandos do V. Guimarães, tinha uma vitória (3-0 na cidade-berço), uma derrota (1-3 no Bessa) e um empate (2-2, no Bessa, para a Taça da Liga).   Philipe Sampaio estreou-se na Liga portuguesa a jogar contra o Benfica. O central brasileiro foi lançado como titular à segunda jornada da época passada, na derrota contra os encarnados, no Bessa, em Agosto de 2014.   Há mais de oito anos que o Boavista não marca um golo ao Benfica. O último aconteceu em Novembro de 2007, obtido por Jorge Ribeiro, numa goleada encaixada pelos boavisteiros na Luz (6-1). A descida de divisão do Boavista levou a que, desde então, as duas equipas apenas se tenham defrontado mais quatro vezes, com três vitórias encarnadas e um empate, mas sempre com balizas virgens para as águias. Em Abril de 2008, no Bessa, verificou-se um 0-0; na época passada o Benfica ganhou por 1-0 no Bessa e por 3-0 na Luz e esta temporada impôs-se em casa por 2-0.   No Bessa, porém, o Benfica não costuma ter vida facilitada. Só lá ganhou dois dos últimos dez jogos (1-0 em Agosto de 2014 e 2-0 em Abril de 2006), tendo perdido três (3-0 em Setembro de 2006, e 1-0 em Dezembro de 2001 e Setembro de 2000) e empatado os cinco restantes. Nesses mesmos dez jogos, o ataque do Benfica ficou por seis vezes em branco.
2016-03-20
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A vitória do Sporting, em Alvalade, frente ao Boavista, por 2-0, pôs termo a uma sequência de dois jogos seguidos dos leões sem marcar golos em casa (0-0 com o Rio Ave e 0-1 com o Leverkusen) e interrompeu aos 365’ a série de minutos sem sofrer golos na Liga do guardião boavisteiro Mika. O último a bater Mika tinha sido Nathan Júnior, do Tondela, de penalti, aos 32 minutos do jogo de 25 de Janeiro. Desde então até ao golo obtido por Ewerton, num canto, aos 37 minutos do jogo contra o Sporting, o Boavista tinha mantido a baliza fechada face a Sp. Braga (0-0), P. Ferreira (1-0) e Académica (0-0).   Rui Patrício substituiu agora Mika como o guarda-redes há mais tempo sem sofrer golos na Liga: são já 302 minutos de inviolabilidade desde um lance que também envolveu Ewerton, que tocou na bola na tentativa de cortar o remate: o segundo golo da Académica em Alvalade, aos 58 minutos de um jogo que os leões acabaram por ganhar por 3-2, no dia 30 de Janeiro. Desde então, o Sporting não sofreu mais golos na Liga, empatando a zero com o Rio Ave e ganhando a Nacional (4-0) e Boavista (2-0).   Ewerton marcou o primeiro golo da época e o terceiro com a camisola do Sporting. Não marcava desde 10 de Maio, quando fez o tento do empate leonino frente ao Estoril (1-1), também com um cabeceamento na sequência de uma bola parada, na ocasião um livre lateral. Aliás, todos os golos (foram três) de Ewerton pelo Sporting foram de cabeça e nasceram em bolas paradas, como é normal num defesa-central: o primeiro, em Abril, a dar uma vitória sobre o Nacional (1-0), na Taça de Portugal, também saiu de um livre lateral, batido por Jefferson.   Ruiz, por sua vez, fez o oitavo golo da época e terceiro na Liga portuguesa. Dos oito, este foi o primeiro de livre direto. Aliás, o Sporting ainda não tinha marcado de livre direto esta época: a única situação em que esteve próximo disso foi no jogo com o V. Guimarães, em que Adrien marcou de livre, mas após um pequeno toque de Jefferson.   Além de marcar o segundo golo, Ruiz assistiu Ewerton no lance do primeiro. Foi a terceira vez esta época que o costa-riquenho conseguiu marcar e assistir no mesmo jogo: tal já lhe tinha sucedido contra o Besiktas (marcou e assistiu Slimani nos 3-1 de Alvalade) e contra o Sp. Braga (também marcou e assistiu o argelino nos 3-4 da Pedreira).   Jorge Jesus obteve a 250ª vitória como treinador na Liga portuguesa. Fê-lo em 475 jogos, dos quais ganhou 250, empatou 112 e perdeu 113. A primeira destas 250 vitórias já tem mais de 20 anos: conseguiu-a a 27 de Agosto de 1995, num Marítimo-Felgueiras que os nortenhos venceram por 2-0.   Ao manter a baliza a zeros, o Sporting destacou-se ainda mais como melhor defesa do campeonato. Tem agora 14 golos sofridos em 23 jornadas contra o 17 de Benfica e FC Porto. Os leões não têm uma defesa tão sólida como tinham as duas menos batidas por esta altura da época passada – Benfica e FC Porto tinham sofrido apenas 10 golos nas primeiras 23 partidas de 2014/15 – mas têm a melhor marca do clube desde 2008/09, quando a equipa de Paulo Bento aqui chegou com os mesmos 14 golos encaixados.   Os 58 pontos que o Sporting soma à 23 ª jornada estão na linha daquilo que Jorge Jesus vinha conseguindo fazer no Benfica nas últimas épocas: tinha 59 na época passada e 58 há dois anos, na época que deu início ao bicampeonato. São, ainda assim, a melhor marca do Sporting desde que a vitória vale três pontos. E mesmo aplicando as atuais regras de pontuação a Ligas mais antigas, só em 1969/70 a equipa estava tão bem: tinha as mesmas 18 vitórias, quatro empates e uma derrota, com a diferença de que já era virtual campeã, pois a Liga tinha apenas 26 jornadas, e os segundos, V. Setúbal e Benfica, estavam bem longe.
2016-02-23
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Último Passe

O Sporting não precisou de ser brilhante para ganhar ao Boavista, por 2-0, voltando assim a isolar-se no topo da tabela da Liga, num jogo em que Jorge Jesus acabou por poupar mais titulares do que tinha feito contra o Leverkusen, deixando a ideia de que na quinta-feira poderá ir com a equipa mais completa possível à Alemanha, para ficar na Liga Europa. Os leões voltaram a começar mal um jogo em casa, entrando devagar e sem grande ligação, mas serviram-se daquele que o seu treinador batizou como o quinto momento de um jogo de futebol (as bolas paradas) para ganhar sem contestação. Ewerton, após um canto, e Ruiz, num livre com ressalto na barreira, deixaram o jogo resolvido antes do intervalo. Jorge Jesus começou o jogo sem várias das que têm sido as suas primeiras escolhas: entre castigos, lesões e poupanças, faltaram João Pereira, Jefferson, Coates, William e Mané ou Bruno César. A equipa, no entanto, voltou a mostrar a cara do costume nos últimos jogos em casa. Lento, pouco agressivo e dinâmico, o Sporting permitiu que o Boavista ganhasse confiança e se instalasse no meio-campo ofensivo nos primeiros 15 minutos. Só a partir dessa altura, quando Schelotto começou a acelerar e descobriu a forma de combinar com Gelson, na direita, os leões começaram a empurrar o adversário para trás. Ruiz foi dos que respondeu bem à subida de nível do flanco oposto e, na esquerda, ofereceu a Teo Gutièrrez a primeira grande ocasião de golo do jogo. O colombiano falhou escandalosamente – mesmo assim, quando saiu, já na segunda parte, o público aplaudiu-o, respondendo positivamente ao que o treinador tinha pedido. Se mesmo assim não conseguia jogar rápido, se continuavam a faltar-lhe as desmarcações profundas de Slimani, que estão na base do seu futebol atacante, o Sporting só podia fazer uma coisa: parar a bola. E foi de bola parada – que Jesus define como o quinto momento do jogo, além das organizações e transições defensivas e ofensivas – que a equipa ganhou o desafio. Aos 37’, Ewerton, que já tinha ameaçado em dois livres laterais, movimentou-se bem na área, aproveitou a desconcentração de Idris e concluiu de cabeça ao primeiro poste um canto batido por Ruiz. E, antes do intervalo, o costa-riquenho fez ele mesmo o 2-0, num livre frontal em que contou com um desvio na barreira para trair o guardião Mika. Percebia-se que, com dois golos de desvantagem, muito dificilmente o Boavista inverteria as coisas na segunda parte. Um golo podia reabrir o jogo, mas o poste, primeiro, e Rui Patrício, depois, tiraram esse golo a Anderson Carvalho. Em consequência disso, o Sporting conseguiu gerir a partida sem problemas até final. Slimani ainda viu, por duas vezes, Mika tirar-lhe o 3-0 – na segunda Mané fez a recarga, a dois metros da baliza, ao poste – mas o jogo chegou ao fim sem mais novidades. Os leões asseguram que irão a Guimarães, antes de receber o Benfica, três pontos à frente dos rivais. Antes, porém, há a viagem a Leverkusen, onde Jesus poderá fazer regressar alguns dos titulares que desta vez repousaram. Mesmo que o tenha desdenhado com o que disse no final deste jogo. Mas isso é Jesus a ser Jesus.
2016-02-22
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O Sporting não faz golos em Alvalade há 186 minutos de jogo. O último, marcado por Montero, a 30 de Janeiro, garantiu a vitória (3-2) sobre a Académica, a seis minutos do fim da partida. Desde então, os leões empataram a zero com o Rio Ave, para a Liga, e perderam por 1-0 com o Leverkusen (na Liga Europa). É a primeira série de dois jogos seguidos do Sporting sem marcar em casa desde Dezembro de 2013, sendo que para encontrar uma série de mais de dois zeros seguidos em Alvalade é preciso recuar a Abril e Maio de 1991. A resposta à interrupção da série de 22 jogos seguidos a marcar em casa – que durava desde o 0-0 com o Wolfsburg, a 26 de Fevereiro de 2015 – não foi a melhor, pois o Sporting alinhou um segundo jogo seguido sem golos. A última vez que tal sucedera era Leonardo Jardim quem comandava os leões, que a 21 de Dezembro de 2013 empataram a zero com o Nacional em Alvalade e oito dias depois repetiram o resultado frente ao FC Porto, em desafio da Taça da Liga. Ao terceiro jogo, a 14 de Janeiro de 2014, viram os golos: 3-0 ao Marítimo, na Taça da Liga, com tentos de Carlos Mané, Vítor e Rojo. As séries de dois jogos seguidos sem marcar em casa não são assim tão raras na história recente do Sporting: neste século, esta é já a sétima. Mas ao terceiro jogo vieram sempre os golos. Antes dos jogos atuais e dos já descritos no parágrafo anterior, o Sporting tinha acumulado zeros seguidos em Fevereiro e Março de 2013 (0-1 com o Marítimo e 0-0 com o FC Porto, ganhando depois ao V. Setúbal por 2-1), em Abril de 2006 (0-0 com FC Porto e Naval, ganhando depois ao Sp. Braga por 1-0), em Dezembro de 2004 (0-1 com o Sochaux e 0-0 com o Sp. Braga, batendo depois o Pampilhosa por 4-1), em Novembro de 2000 (0-0 com Leverkusen e Boavista, ganhando depois ao Belenenses por 2-1) e em Outubro de 2000 (0-3 com o Spartak Moscovo e 0-1 com o FC Porto, seguindo-se uma vitória por 4-0 com a U. Leiria). Recuando mais, é ainda possível identificar mais duas séries de dois jogos a zero antes de se encontrar a última em que a improdutividade atacante se prolongou para lá disso. Em Janeiro de 1996, os leões perderam por 2-0 com o FC Porto e por 1-0 com o Sp. Braga antes de baterem por 4-1 o Campomaiorense. E em Agosto de 1995, empataram a zero com FC Porto e Boavista antes de se imporem ao Maccabi por 4-0. Se recuarmos a 1991, porém, o caso muda de figura. O Sporting de Marinho Peres, que até começara essa época em grande, ficou tão abalado com o empate a zero nas meias-finais da Taça UEFA, frente ao Inter, a 10 de Abril de 1991, que esteve depois quatro jogos seguidos sem marcar no velho Estádio José Alvalade: 0-1 com o FC Porto a 20 de Abril, 0-1 com o Farense a 28 de Abril e 0-0 com o Marítimo, a 12 de Maio. O enguiço só foi quebrado na última jornada do campeonato, com um 2-0 ao Gil Vicente, cortesia de golos de Careca e Fernando Gomes.   O Sporting vem de uma derrota em casa: o 0-1 com o Leverkusen assinala a segunda vez que os leões perderam esta época em Alvalade, tendo a outra sido o 1-3 com o Lokomotiv de Moscovo, igualmente para a Liga Europa. Na primeira vez, os leões reagiram com uma vitória de 1-0 sobre o Nacional.   Outra questão tem a ver pura e simplesmente com a reação da equipa leonina à derrota. O desaire frente ao Leverkusen foi o sétimo desta época, sendo que em cinco dos seis anteriores a equipa ganhou o jogo seguinte: respondeu ao 1-3 com o CSKA Moscovo ganhando por 3-1 à Académica; venceu o Nacional por 1-0 depois de ter perdido com o Lokomotiv (1-3), ganhou em Arouca (1-0) após a derrota com o Skenderbeu (0-3), bateu duas vezes o Paços de Ferreira (sempre 3-1) após os desaires com o U. Madeira (1-0) e o Portimonense (2-0). A exceção foi a derrota na Choupana, frente ao U. Madeira (1-0) na sequência da eliminação da Taça de Portugal, frente ao Sp. Braga (4-3).   O Boavista, no entanto, não perde há cinco jogos, desde que somou a quinta derrota seguida, na partida da Taça de Portugal, frente ao FC Porto (0-1), no Bessa. Desde então, sempre na Liga, ganhou ao V. Setúbal (4-0) e ao Tondela (2-1), empatou a zero com o Sp. Braga, venceu em Paços de Ferreira (1-0) e voltou a empatar com a Académica (0-0).   Mika, o guarda-redes do Boavista, que fará em Alvalade o 50º jogo na baliza do Boavista, não sofre golos há 328 minutos. O último a batê-lo foi Nathan Júnior, do Tondela, de grande penalidade, no dia 25 de Janeiro.   Será o primeiro confronto entre Jorge Jesus e Erwin Sanchéz enquanto treinadores e a primeira vez que Sanchéz leva uma equipa a defrontar o Sporting. Jesus já enfrentou o Boavista por três vezes desde o regresso dos axadrezados à I Divisão, nunca tendo sequer sofrido um golo: 3-0 em casa e 1-0 ora com o Benfica na época passada; 0-0 no Bessa com o Sporting esta época.   Se o Sporting vencer o jogo, será a 250ª vitória de Jorge Jesus como treinador na Liga portuguesa. Em 475 jogos. Até ao momento, o treinador do Sporting, que se estreou a comandar uma equipa na Liga a 20 de Agosto de 1995, com um empate a duas bolas entre o seu Felgueiras e o Chaves, soma 474 jogos na prova, com 249 vitórias, 112 empates e 113 derrotas. A primeira vitória obteve-a a 27 de Agosto de 1995, nos Barreiros, frente ao Marítimo, por 2-0.   O lateral sportinguista João Pereira estreou-se na Liga portuguesa frente ao Boavista, lançado por Jose Antonio Camacho nos últimos 29 minutos de um empate a zero no Bessa, entre axadrezados e Benfica, a 17 de Agosto de 2003.   O Boavista, que já tirou dois pontos ao Sporting esta época, empatando a zero no Bessa no jogo da primeira volta, já não ganha aos leões desde 5 de Janeiro de 2008, quando se impôs no Bessa por 2-0, com golos de Marcelão e Jorge Ribeiro. Dos 28 jogadores que estiveram em campo nessa noite, só Rui Patrício está em condições de jogar agora, ainda que no Sporting tenha estado no banco Adrien Silva.   Em Alvalade, o Sporting vem com sete vitórias seguidas, algumas por margem confortável, sendo que nas duas últimas foram conquistadas com os leões em inferioridade numérica: a 14 de Janeiro, na Taça da Liga, Rosell foi expulso por Luís Ferreira aos 60’, antes de Tanaka fazer o golo da vitória leonina (1-0, aos 75’); e a 19 de Abril, na Liga, Tobias Figueiredo foi expulso mesmo antes do intervalo, tendo Slimani marcado o 2-1 definitivo aos 66’.   A última vez que o Boavista pontuou em Alvalade foi a 16 de Março de 2003, quando a equipa de Jaime Pacheco empatou a uma bola, curiosamente também conseguindo o golo do empate em inferioridade numérica: Paulo Turra foi expulso aos 4’, o Sporting marcou, por Jardel, no penalti que se seguiu à falta que originou a expulsão, e Jocivalter fez o empate aos 21’. Na equipa do Sporting alinhou, na última meia-hora, um certo Cristiano Ronaldo.   A última vitória do Boavista em Alvalade foi conseguida apenas no prolongamento de um jogo da Taça de Portugal, a 14 de Abril de 1993 – marcou o ex-leão Marlon Brandão. Desde então, houve 14 vitórias do Sporting e cinco empates. Para se encontrar uma vitória boavisteira em 90 minutos e na Liga é preciso ir mais longe, a 4 de Janeiro de 1976: também ficou 0-1, tendo o golo pertencido ao brasileiro Salvador. Na equipa do Sporting foi titular Augusto Inácio, tendo entrado a 5 minutos do fim um certo Jorge Jesus.    
2016-02-22
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Foi muito fácil a vitória do FC Porto no Bessa, por 5-0, sobre um Boavista que terá de mudar muito se quer evitar uma queda na II Liga que só o arreganho nos limites impediu durante a época passada. Lopetegui foi embora há tão pouco tempo que os comportamentos da equipa portista são ainda os que o treinador basco definiu, sendo por isso um abuso atribuir à mudança de comando técnico quaisquer méritos pela vitória. É verdade que Rui Barros não inventou e que a saída do treinador anterior soltou animicamente a equipa, a ponto de a superioridade azul-e-branca no relvado do Bessa ter sido sempre evidente, só sofrendo alguma contestação no início da segunda parte. Mas até isso o FC Porto resolveu à antiga: com um golo de autor marcado por Corona, o maior talento individual da equipa. Mesmo mantendo o onze que tinha empatado com o Rio Ave, na quarta-feira, Rui Barros promoveu, ainda assim, algumas alterações, sobretudo quando teve de chamar os suplentes a entrar no jogo. Só que mesmo estas acabaram por ser apenas simbólicas, porque se Imbula voltou à competição na Liga, onde não atuava desde a vitória na Choupana, há um mês, também só entrou em campo com o jogo resolvido, nos últimos dez minutos. De resto, a equipa também não teve um início arrasador: fez refletir uma superioridade natural na primeira parte num golo de Herrera que até teve algo de fortuito, na forma como a finalização bateu Gideão, e teve depois de aguentar a reação de um Boavista que parece apostar nos argumentos errados para os jogadores que tem. O futebol de Petit, muito feito de arreganho, marcação e agressividade, era o que mais convinha a um plantel muito limitado; o estilo de jogo de Sanchez, mais dado a ideias no plano atacante, expõe demasiado uma equipa sem andamento para isso. Os seis pontos que a equipa já dista da linha de água fazem antever grandes dificuldades. O Boavista ainda chegou a ameaçar enquanto o jogo esteve no 1-0, mas um truque genial de Corona, a passar entre Afonso Figueiredo e Inkoom antes de, com grande velocidade de execução, marcar o 2-0, acabou com a conversa. Com meia-hora para se jogar, já se via que os três pontos estavam atribuídos. Um bis de Aboubakar e um golo de calcanhar de Danilo, em cima do apito final, puseram o rótulo de goleada numa vitória que terá servido para o FC Porto entrar nos eixos. À viragem para a segunda volta, os dragões distam quatro pontos do primeiro lugar. Nada de irrecuperável, quando a equipa assume que está a sair da crise e quando Rui Barros simplifica: basta saber em que clube se está a jogar.
2016-01-10
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Stats

O FC Porto desloca-se ao Bessa, para defrontar o Boavista, num dérbi da cidade do Porto ainda mais apimentado pela recente chicotada psicológica que afastou Julen Lopetegui do comando dos Dragões. A equipa azul e branca vai ser dirigida por Rui Barros, que carrega aos ombros uma tradição bem pesada: desde que Pinto da Costa é presidente do FC Porto – e já o é há mais de 30 anos, todas as chicotadas psicológicas tiveram como resultado imediato uma vitória. A última vez que o FC Porto mudou de treinador a meio da época e não venceu o jogo imediatamente a seguir foi em 1975. Há 40 anos, portanto. Não foram muitas as mudanças de treinador do FC Porto a meio do percurso, é bom que se diga. Desde essa, de 1975, só aconteceram mais oito, com a particularidade de duas serem antes de a época entrar no seu registo competitivo. Em 2004/05, ainda na pré-época, o italiano Luigi Del Neri deu o lugar ao espanhol Victor Fernández, que mesmo assim ganhou o jogo de estreia, um 1-0 na Supertaça ao Benfica. E em 2006/07 foi a vez de o recém-coroado campeão nacional Co Adriaanse ser substituído, em pleno estágio de preparação, por Rui Barros, que no entanto também se estreou a ganhar uma Supertaça: 3-0 ao V. Setúbal, antes de chegar Jesualdo Ferreira. Chicotadas operadas a meio da época por Pinto da Costa foram, por isso, raras. Esta é apenas a sexta. A primeira vez que o atual presidente portista mudou de treinador a meio do caminho foi em Outubro de 1988, quando Quinito caiu após um empate em Fafe (0-0). Sucedeu-lhe, como técnico interino, Alfredo Murça, que ganhou os três jogos até ao regresso de Artur Jorge, o primeiro dos quais por 2-0, ao Vilafranquense, na Taça de Portugal. A Taça de Portugal serviu também de estreia ao treinador que Pinto da Costa contratou para substituir Tomislav Ivic, em Janeiro de 1994: foi o inglês Bobby Robson, que abriu a sua caminhada com uma vitória por 2-0 frente ao Salgueiros, em Vidal Pinheiro. Depois dessa troca, Pinto da Costa voltou a perder a fé num treinador com Otávio Machado, em Janeiro de 2002. Após uma derrota por 2-0 no Bessa, frente ao Boavista, foi buscar José Mourinho a Leiria e viu o novo treinador arrancar a ganhar por 2-1 ao Marítimo nas Antas. Seguiu-se a demissão de Victor Fernández, que já tinha substituído Del Neri mas não aguentou sequer uma época inteira: foi demitido depois de perder em casa com o Sp. Braga, por 3-1, dando o lugar a José Couceiro, que se estreou a ganhar no Estoril, por 2-1. Por fim, antes da demissão de Lopetegui, o presidente portista já tinha substituído Paulo Fonseca por Luís Castro, após um empate (2-2) em Guimarães, em Março de 2014 – e o novo treinador também se estreou a ganhar, na ocasião por 4-1, na receção ao Arouca. Mesmo antes de Pinto da Costa, as chicotadas costumavam ter resultados imediatos no FC Porto. Em Janeiro de 1976, Monteiro da Costa tinha substituído Branislav Stankovic após uma derrota (1-0) com o Belenenses no Restelo e arrancou com uma goleada em casa ao Farense: 6-1. O mesmo Monteiro da Costa, porém, tinha visto a estreia correr-lhe pior na época anterior: em Fevereiro de 1975 já tinha sido chamado para o lugar do brasileiro Aimoré Moreira, que vinha de uma derrota por 2-0 em Guimarães, e estreou-se a empatar em casa com o V. Setúbal (1-1). Foi a 2 de Março de 1975 e no V. Setúbal dirigido por José Torres jogavam Duda e Otávio, que ainda viriam a ser jogadores do FC Porto.   - Rui Barros e Erwin Sanchez são os dois treinadores com menos experiência de comando de equipas na atual Liga. O boliviano tem quatro jogos na prova, com um empate e três derrotas – e só um golo marcado – enquanto o português faz a sua estreia como responsável máximo de uma equipa na competição.   - Na última vez que Sanchez defrontou o FC Porto, ainda como jogador, ganhou por 2-0, com golos de Petit – o treinador que veio agora substituir – e Martelinho. Foi a 20 de Janeiro de 2002 e a derrota levou os dragões a afastarem Otávio Machado e a contratarem José Mourinho para o comando técnico.   - Rui Barros também não defronta o Boavista desde os tempos de jogador. Aconteceu pela última vez a 21 de Agosto de 1999, no Bessa, com um empate a uma bola a ficar eternizado no marcador. Jardel marcou para o FC Porto logo a abrir; Ahinful empatou para o Boavista quase em cima do apito final.   - Há um mês que o Boavista não faz um golo na Liga. O último foi obtido por Uche, a 11 de Dezembro, e valeu um empate em casa com o Estoril. Os axadrezados vão ainda com onze jogos seguidos sem ganhar na Liga, desde os 2-0 com que se impuseram em Coimbra à Académica, a 26 de Setembro. Igualaram já a pior série desde século, que são os onze jogos seguidos sem vitória na prova que registaram entre um 1-0 ao Gil Vicente, a 24 de Fevereiro de 2006, e um 3-0 ao Benfica, a 9 de Setembro do mesmo ano.   - O FC Porto também vem com três jogos seguidos sem ganhar, algo que não lhe acontecia desde Setembro de 2014. Se agora perderam com Marítimo (3-1) e Sporting (2-0), empatando de seguida com o Rio Ave (1-1), em 2014 tinham empatado três partidas consecutivas: 0-0 com o Boavista, 1-1 com o Sporting e 2-2 com o Shakthar Donetsk.   - Zé Manuel, avançado do Boavista, estreou-se na Liga a jogar contra o FC Porto, lançado por Jorge Jesus a 24 de Maio de 2009 nos últimos dois minutos de um empate do Sp. Braga no Dragão (1-1).   - Do outro lado, Marcano, defesa-central do FC Porto, também se estreou na Liga portuguesa a jogar contra o Boavista: esteve nos 90 minutos do empate a zero no Dragão, a 21 de Setembro de 2014, lançado por Julen Lopetegui.   - O Boavista não marca um golo ao FC Porto desde 28 de Abril de 2007, data da última vitória axadrezada no dérbi da Invicta. Nessa altura, os comandados de Jaime Pacheco impuseram-se por 2-1 a uma equipa liderada por Jesualdo Ferreira, com golos de Ricardo Silva e Zé Manuel, aos quais respondeu Lucho González, de penalti. Dos 28 jogadores que entraram em campo nessa noite, só resta Helton no plantel dos dragões.   - Ainda assim, os axadrezados empataram a zero dois dos últimos quatro jogos entre ambos: no Bessa em Março de 2008 e no Dragão em Setembro de 2014.   -O Boavista-FC Porto no Bessa é um jogo que tradicionalmente tem poucos golos. Neste século, em nove desafios, só se fizeram 13, sendo que só por uma vez as duas equipas marcaram: foi mesmo nesse 2-1 favorável ao Boavista, em 2007.   - Fábio Veríssimo já apitou por duas vezes o Boavista esta época, com duas derrotas da equipa axadrezada: 4-0 em Braga e 1-2 em casa com o V. Guimarães. Mas já os viu ganhar 1-0 ao Penafiel na época passada. Este será o segundo jogo que dirige do FC Porto, tendo os dragões ganho o anterior, por 3-0 ao V. Guimarães, no Dragão.
2016-01-09
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