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Último Passe

O empate entre FC Porto e Benfica, que deixa tudo na mesma entre as duas equipas no topo da tabela, resulta da excelente exibição do FC Porto durante cerca de 70 minutos, sempre a mandar no campo, mas também da reação benfiquista na ponta final de uma partida em que esteve encostado às cordas mas conseguiu ir ao fundo da alma buscar aquilo de que precisava para pontuar, já nos descontos. Sim, é verdade que até essa ponta final o meio-campo escalado por Rui Vitória nunca se impôs e o FC Porto podia até ter feito mais de um golo, mas também é certo que a reação benfiquista foi auxiliada pelas trocas feitas por Nuno Espírito Santo, a puxar a equipa para trás. Chegar aqui e decidir o que é mérito próprio ou demérito do adversário é conversa para ter na bancada dos sócios, que de qualquer modo andarão mais entretidos nas próximas horas a debater os méritos de decidir o resultado de um clássico no período de compensação. Essa impossibilidade chega até aos lances dos dois golos. No do FC Porto, há mérito na diagonal de Corona, a descobrir Diogo Jota, como na forma como este saiu de Nelson Semedo e chutou forte e colocado, mas também há culpas de Ederson, que permitiu que a bola entrasse entre ele e o poste mais próximo, o poste do guarda-redes. No do Benfica, viu-se um excelente cruzamento de André Horta e a habitual contundência de Lisandro nas bolas paradas ofensivas, mas também um erro de julgamento de Herrera, a ceder um canto despropositado, e a falta de resposta coletiva dos portistas, que não colocaram ninguém para impedir o canto curto e por terem voltado as costas à jogada deram todo o tempo e espaço do mundo a Horta para cruzar. O jogo foi muito interessante também no plano tático e estratégico. Nuno Espírito Santo fez o onze inicial que se impunha, mantendo Maxi Pereira e fazendo entrar Corona, para ganhar largura e repentismo no campo. Com uma excelente noite de Oliver – a melhor desde que regressou ao FC Porto – a equipa recuperava muitas vezes a bola ainda no meio-campo adversário, remetendo o Benfica a uma primeira parte com pouco ataque. Rui Vitória também fez o que se lhe aconselhava, não inventando e trocando os lesionados Fejsa e Grimaldo por Samaris e Eliseu, mas a equipa não respondeu. Fê-lo apenas quando, já em desvantagem, o treinador mexeu e devolveu Pizzi a uma das alas, mas com a incumbência de auxiliar Samaris e Horta, que a partir daí ficaram no meio, na batalha contra Danilo, Oliver e Otávio, que também procurava vir para dentro com frequência. Vitória ainda reforçou o ataque com Jiménez, ao mesmo tempo que Espírito Santo ia puxando a equipa para trás: Ruben Neves por Corona, Layun por Oliver e Herrera por Jota. Em consequência das trocas – e do resultado, também, como é evidente, pois era ao Benfica que competia fazer pela vida – o jogo foi-se aproximando da baliza de Casillas e o Benfica acabou por chegar ao empate. Ficou tudo igual na classificação, num jogo que mostrou três coisas. Que o FC Porto, afinal, tem intensidade para se bater com o Benfica e lutar pelo título. Que o Benfica continua a sentir enormes dificuldades para assumir o jogo quando enfrenta adversários do mesmo calibre. Mas que mesmo assim consegue resultados úteis e mantém-se na frente da tabela e por isso mesmo é ainda o principal favorito na Liga.
2016-11-06
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Último Passe

Depois de ganhar ao Arouca por 3-0, Nuno Espírito Santo desenhou o boneco que servia de logótipo às míticas camisas Triple Marfel e colocou na base os três pilares que estão na base do que é jogar “à FC Porto”: “compromisso, cooperação e comunicação”. São ideias importantes? Claro. Mas isso lê-se em qualquer livro de auto-ajuda ou em todos os manuais para a liderança nas empresas. A verdadeira razão pela qual o FC Porto passou a ganhar mais vezes – e já agora, na inversa, pela qual o Sporting começou a ganhar com menos regularidade – é tática. Finalmente, a equipa passou a jogar com homens que servem o modelo que o treinador escolheu. O “C” fundamental, aqui, é compatibilidade. À chegada ao Dragão, Nuno Espírito Santo trazia duas novidades. A recuperação da cultura de clube, que se viu na forma como apelou aos sentimentos mais profundos dos adeptos, e a ruptura com o modelo de jogo que presidira aos dois anos de Lopetegui e Peseiro. A primeira era estratégica e extravasava muito o futebol jogado; a segunda era tática e com ela o treinador tencionava acabar com o jogo de posse avassaladora e com o predomínio obsessivo do ataque organizado entre todos os momentos do jogo, para os trocar por um futebol de mais risco e capaz de integrar também o contra-ataque e o ataque rápido. A questão é que, até à titularidade de Diogo Jota – ou à entrada de Corona num bom momento – a equipa padeceu sempre de alguma falta de velocidade. E não me refiro apenas à rapidez do pique, mas sobretudo à sua aplicação na tomada de decisão e no ataque às bolas divididas, à velocidade em espaços curtos, que quase sempre permite fazer a diferença. Da mesma forma, nas últimas semanas todos os jogadores do Sporting parecem mais lentos. Razões? Há quem fale de atitude, da “ressaca” das competições europeias, da lesão de Adrien… Aceito todas essas explicações, mas a fundamental, para mim, é uma súbita inadequação da equipa ao futebol desenhado pelo treinador. O Sporting de Jesus
2016-10-22
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Último Passe

Um hat-trick de Diogo Jota ainda na primeira parte transformou a viagem do FC Porto à Choupana num passeio, reduziu a oposição do Nacional a zero e alertou Nuno Espírito Santo para a existência de valores seguros no plantel para os quais talvez nem os mais fervorosos adeptos portistas estivessem alerta. A vitória por 4-0, para a qual contribuiu mais um golo de André Silva, na segunda parte, permitiu aos dragões colarem-se a Sporting e Benfica (que ainda tem de jogar a sua partida desta jornada) no primeiro lugar. E, apesar de a interrupção da Liga não chegar na melhor altura para uma equipa subitamente remoralizada, permitirá um recomeço quase do zero quando o campeonato regressar: este FC Porto jovem, esta equipa dos "jotinhas", apresentou o melhor compromisso dois dragões desde o início da temporada. Para o desequilíbrio final no marcador contribuiu um Nacional fraco, é verdade, mas também um FC Porto outra vez forte. O regresso de Herrera, melhor em posse do que André André, e sobretudo a titularidade de Jota, explicam alguma coisa. Um jogador rápido e objetivo como Jota, que fez 14 golos ainda como júnior, na época de estreia na Liga, não pode ser visto só como elemento de contra-ataque – é uma arma incontornável na construção do processo ofensivo portista, tendo feito mais numa noite do que todos os outros parceiros de André Silva no 4x4x2 no resto da temporada. Fez o 1-0 após tabela com Herrera, logo aos 11’. Perdeu o segundo golo em lance individual ao qual se opôs o guardião Rui Silva, mas apenas para o fazer pouco depois, após passe de André Silva. E antes do intervalo ainda fez o terceiro, de cabeça, após cruzamento vindo da direita. A perder por 3-0, ninguém regressa a um jogo contra um grande a não ser que este facilite. Na segunda parte, o FC Porto não o fez e na verdade não se viu sequer ameaça de regresso do Nacional à luta pelos pontos. Foi o FC Porto quem marcou mais um, aliás, ainda antes dos 60’: André Silva finalizou, após assistência de Otávio, num lance nascido da criatividade de Oliver. Com Herrera, Otávio e Oliver à frente de Danilo, o meio-campo do FC Porto ganha uma capacidade de construção ofensiva a que depois dois bebés com golo nas botas como são Jota e André Silva podem dar a devida sequência. Chegará tanta juventude para os desafios a que se propõe o FC Porto? Não é fácil responder afirmativamente e sem reservas. Mas que ainda não se tinha visto melhor compromisso esta época aos dragões, isso é uma evidência.
2016-10-02
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Kostas Mitroglou marcou, na vitória do Benfica sobre o Paços de Ferreira (3-1), pela sétima jornada consecutiva da Liga. Já tinha feito golos nas partidas frente ao Nacional (4-1), Estoril (2-1), Arouca (3-1), Moreirense (4-1), Belenenses (5-0) e FC Porto (1-2), pelo que o golo inaugural da partida em Paços de Ferreira significou que melhorou o máximo (que já lhe pertencia) na Liga de 2015/16, igualando um registo que ninguém obtinha desde Jackson Martínez. O colombiano do FC Porto tinha feito oito golos em sete jogos seguidos, entre a 2ª e a 8ª jornadas da Liga de 2012/13.   O Benfica obteve a oitava vitória seguida fora de casa, pois ganhou todas as deslocações (em todas as provas) desde o empate a zero na Choupana, contra o U. Madeira, a 15 de Dezembro. Pelo caminho ficaram V. Guimarães (1-0), Nacional (4-1), Estoril (2-1), Oriental (1-0), Moreirense (6-1 e 4-1) e Belenenses (5-0). Os encarnados não conseguiam uma série de deslocações tão boa desde 2010/11, quando ganharam nove deslocações consecutivas após a derrota frente ao Hapoel Tel-Aviv (3-0): 3-1 ao Beira Mar, 3-0 à U. Leiria, 1-0 à Académica, 2-0 ao Rio Ave, 4-0 ao Aves, 2-0 ao FC Porto, 2-0 ao V. Setúbal, 2-0 ao Sporting e 2-0 ao Stuttgart. Essa série foi interrompida a 6 de Março de 2011, com uma derrota em Braga, por 2-1.   O Paços de Ferreira, por sua vez, vem com oito jogos seguidos sem ganhar, quatro deles em casa. A última vitória da equipa de Jorge Simão aconteceu a 11 de Janeiro, frente ao V. Setúbal, por 2-1. Desde aí, empatou fora com Académica e Arouca (ambos 1-1), perdeu em casa com o Sporting (1-3) e o Portimonense (2-3), empatou fora com o Arouca (2-2), perdeu em casa com o Boavista (1-0), empatou no terreno do Rio Ave (1-1) e foi agora batido pelo Benfica (1-3). É a pior sequência de resultados do Paços desde os nove jogos seguidos sem ganhar, entre o 1-0 ao Belenenses (a 24 de Novembro de 2013) e o 2-1 ao Sp. Covilhã (a 15 de Janeiro de 2014).   Jonas fez o 50º jogo na Liga portuguesa e assinalou-o com um golo (o seu 44º na prova) de penalti. Foi o sexto penalti de que o Benfica beneficiou na presente Liga, o que deixa os encarnados apenas atrás dos dez de Paços de Ferreira e Sporting. Em contrapartida, os leões já tiveram quatro contra, os pacenses sofreram neste jogo o segundo e os encarnados ainda não foram punidos com nenhum.   O golão de Diogo Jota foi o nono que o jovem pacense fez esta época (sétimo na Liga), mas apenas o terceiro nos jogos em casa. Antes, Jota só tinha marcado no Capital do Móvel a Estoril e U. Madeira, em dois jogos que o Paços de Ferreira tinha ganho. Aliás, dos 13 golos que Jota já marcou como sénior, este foi o primeiro que não impediu a derrota do Paços. Até aqui, sempre que ele marcou, o Paços de Ferreira só não tinha ganho um jogo: o empate a uma bola com a Académica.   LIndelof fez o seu primeiro golo pelo Benfica – já tinha marcado na equipa B – e na Liga. O último golo do sueco tinha sido a 10 de Abril de 2015, num empate a duas bolas entre o Benfica B e o Chaves.   O Benfica continua a ter o ataque mais realizador da Liga, agora com 63 golos em 23 jornadas. É a maior produtividade atacante de uma equipa do Benfica no campeonato desde 1983/84, quando a formação liderada por Sven-Goran Eriksson chegou à 23ª jornada com mais nove golos: 72. Nessa época, o Benfica foi campeão, com 86 golos em 30 jornadas.   Com a vitória, o Benfica passa a somar 55 pontos, o pior pecúlio dos encarnados em 23 jornadas desde 2010/11, o ano de ressaca do primeiro título nacional com Jesus. Nessa época, em que o campeão foi o FC Porto de Villas-Boas, o Benfica somava 52 pontos à 23ª jornada. Desde aí, tinha estes mesmos 55 em 2011/12 (FC Porto foi bicampeão), 61 em 2012/13 (FC Porto foi tricampeão), 58 em 2013/14 (campeonato para o Benfica) e 59 na época passada (a do bicampeonato).   Eliseu fez o seu 100º jogo na Liga, o 48º com a camisola do Benfica – sendo que os outros 52 foram ao serviço do Belenenses, equipa pela qual se estreou, lançado por Manuel José, a 1 de Junho de 2003. Viu o quinto cartão amarelo da presente Liga, o que teve como consequência que estará suspenso na partida que aí vem, frente ao U. Madeira, mas limpa o cadastro e poderá estar no jogo com o Sporting.
2016-02-21
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Último Passe

Um Benfica menos intenso do que o habitual, possivelmente por força do desgaste do jogo de terça-feira, contra o Zenit, bastou ainda assim para ganhar em Paços de Ferreira por 3-1, resultado que lhe permite voltar a colar-se ao Sporting no topo da tabela da Liga e sentar-se no cadeirão a ver os rivais jogar. Os pacenses, que encararam o jogo com os bicampeões nacionais com dez ausentes, até se saíram melhor do que seria de esperar, sobretudo do ponto de vista ofensivo: dividiram o jogo até ao terceiro golo encarnado, abrindo brechas frequentes na organização defensiva de Rui Vitória. Sem Gaitán, Vitória chamou Carcela ao jogo, e o marroquino voltou a ser útil, fazendo logo aos 13’ a assistência para o golo com que Mitroglou confirmou a sétima jornada seguida a marcar. O facto de o golo ter aparecido na primeira vez que o Benfica entrou na área do Paços, somado às difíceis circunstâncias em que os donos da casa encararam a partida, com tanta gente impedida de alinhar, pareciam fazer adivinhar um passeio benfiquista na capital do móvel, mas foi aí que a equipa de Jorge Simão mostrou qualidade. É verdade que para isso pode ter contribuído alguma macieza do Benfica no jogo, mas Andrezinho, Edson e Diogo Jota conseguiam encontrar-se uns aos outros com muita frequência no meio-campo encarnado, assinando combinações ofensivas que demonstravam que o resultado não estava ainda feito. Um lance genial de Jota, a driblar Eliseu e Lindelof antes de cobrir Júlio César com um remate de fora da área, fez o empate, dez minutos depois, e deu um sinal concreto daquilo que já se adivinhava. Sucede que a qualidade do jogo ofensivo pacense não tinha correspondência no rigor da sua zona defensiva. Lindelof esteve à beira do 1-2, num canto em que ninguém o estorvou, mesmo antes do intervalo. E, antes de as equipas irem para o descanso, Jonas fez mesmo o golo, na conversão de uma grande penalidade que deixou o treinador da equipa da casa tão enervado a ponto de tirar o casaco. Ao Paços, aí, sobrou a ideia de que tinha de subir outra vez uma ladeira que já tinha subido para recuperar no placar. E o Benfica entrou mais forte após o intervalo: Pizzi deu mais ao jogo, ajudando Renato e Samaris na batalha pela zona central. O transmontano acabou mesmo por estar na origem do 1-3, que matou o jogo: bateu um livre lateral e viu Jardel ganhar no ar entre Marco Baixinho e Bruno Araújo, acorrendo Lindelof a finalizar a sobra. A ladeira, que já era íngreme com 1-2, tornou-se intransponível ao 1-3. É verdade que um golo podia acordar o Paços de Ferreira no jogo, mas mesmo gerindo o plantel – entraram Salvio e Nelson Semedo, ambos à procura de ritmo – Rui Vitória viu o Benfica controlar até final. Consumada nova igualdade pontual com o Sporting, que só joga na segunda-feira e tem depois a Europa a atrapalhar a meio da semana, pode sentar-se calmamente a ver se os adversários escorregam.
2016-02-20
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- Ao vencer o Marítimo por 3-1, o Nacional completou o oitavo dérbi do Funchal consecutivo sem derrota: quatro vitórias e três empates contra o Marítimo e uma vitória frente ao U. Madeira. A última derrota dos alvi-negros contra uma equipa da Madeira faz três anos na próxima semana: foi a 9 de Dezembro de 2012, nos Barreiros, contra o Marítimo (2-0, golos de Fidelis e Sami).   - Esse jogo foi também o último que o Marítimo ganhou contra outra equipa da Madeira. Desde então, três empates e quatro derrotas contra o Nacional e ainda uma derrota com o U. Madeira. Na Choupana, então, o Marítimo já não ganha desde Novembro de 2007 – há oito anos. A última vez que ali venceu foi por 2-0, com golos de Makukula e Wênio.   - O Nacional alargou para 17 jogos a série de imbatibilidade caseira que já é a mais longa da sua história em épocas nas quais joga a I Liga. A última vez que a equipa de Manuel Machado perdeu em casa foi a 21 de Dezembro do ano passado, com o Sporting (0-1), para a Liga. Entretanto, voltaram a passar por lá os leões e o FC Porto, mas ambos empataram. Dos 17 jogos da corrente série, o Nacional ganhou onze e empatou seis.   - O dérbi da Madeira ficou marcado por mais duas expulsões do Marítimo. Desta vez foram Raul Silva e Edgar Costa, a elevar para dez o total de vermelhos a jogadores do Marítimo, em onze jornadas. O central viu o segundo vermelho na Liga, enquanto que o extremo já vai no terceiro. Na época passada, dois jogadores viram três vermelhos na Liga, mas o boavisteiro Philipe Sampaio só lá chegou à 29ª jornada e o penafidelense Tony à 15ª.   - Wyllian, autor do terceiro golo do Nacional, não fazia um golo há um ano. O último tinha sido a 8 de Dezembro de 2014 e também tinha sido marcado ao Marítimo, na altura contribuindo para uma vitória por 3-0.   - Arnold Issoko, autor dos dois golos do V. Setúbal frente ao U. Madeira, marca sempre aos pares. Já tinha bisado no Bonfim, contra o V. Guimarães, em Setembro, mas também nessa altura os sadinos tinham empatado o jogo a duas bolas. Este é, aliás, o quarto empate a dois golos do V. Setúbal na atual Liga, todos em casa – antes tinha acontecido contra Boavista, Rio Ave e V. Guimarães.   - Danilo Dias, autor de um dos golos do U. Madeira no empate em Setúbal, voltou a marcar na Liga portuguesa mais de dois anos depois do último tento – ainda que tenha passado parte desse tempo no Azerbaijão. É curioso que o último golo já tinha sido ao V. Setúbal, no Bonfim. Foi a 15 de Setembro de 2013 e ajudou o Marítimo a vencer ali por 4-2.   - A segunda vitória de Sérgio Conceição aos comandos do V. Guimarães surgiu como a primeira: em cima do minuto 90. Antes, tinha sido um golo de Ricardo Valente a dar o 1-0 em Paços de Ferreira; agora foi Cafu quem garantiu o 2-1 sobre o Boavista, no Bessa. Os dois jogos deram duas vitórias seguidas fora de casa, algo que o V. Guimarães já não conseguia desde Outubro e Novembro do ano passado, quando ganhou consecutivamente em Setúbal e Arouca.   - O V. Guimarães voltou a ganhar no Bessa 17 anos depois do último sucesso para a Liga, que tinha sido em Março de 1998, por 1-0 (marcou Riva). Desde então, porém, tinha ali ganho por 2-0 para a Taça de Portugal, em Novembro de 2008, com golos de Gregory e Fajardo.   - Petit deixou de ser o treinador do Boavista, tornando-se o quarto técnico a deixar o cargo na atual Liga. Antes dele, Armando Evangelista deu o lugar a Sérgio Conceição no V. Guimarães; José Viterbo foi substituído por Filipe Gouveia na Académica e Vítor Paneira abriu vaga para Rui Bento no Tondela.   - Ao décimo jogo, Gonçalo Paciência marcou o primeiro golo na Liga, ajudando a Académica a empatar em casa com o Arouca (1-1). O pai, Domingos, marcou na estreia, a 13 de Abril de 1988, numa vitória do FC Porto sobre O Elvas (4-0).   - O empate em Coimbra significa que o Arouca alonga para nove a série de jogos sem ganhar na Liga: todos, desde as vitórias nas duas primeiras jornadas, contra Moreirense e Benfica. Já igualou a pior série da história do clube na divisão principal, estabelecida em precisamente nove jogos sem ganhar, entre o sucesso contra o Nacional (1-0 na Choupana, a 15 de Setembro de 2013) e outro no terreno do Gil Vicente (3-0, a 22 de Dezembro).   - Iuri Medeiros garantiu a vitória do Moreirense em Vila do Conde, contra o Rio Ave (1-0). Vai com dois jogos seguidos a marcar, pois já tinha sido ele a abrir o ativo contra o Paços de Ferreira (2-0), na jornada anterior. Medeiros não fazia golos em jogos seguidos desde Abril e Maio do ano passado, quando, ainda no Sporting B, até marcou em três, a Marítimo B, FC Porto B e Benfica B.   - Depois de um início de época difícil, o Moreirense já vai com duas vitórias seguidas. A última vez que ganhara duas vezes seguidas na Liga tinha sido em Outubro e Novembro do ano passado, quando se impôs a Gil Vicente (2-0) e Marítimo (2-1).   - A derrota com o Moreirense significou o primeiro jogo do Rio Ave sem marcar golos esta época. Os vila-condenses tinham marcado sempre nas dez jornadas anteriores, bem como nos dois desafios da Taça de Portugal, e eram a única equipa da Liga a poder gabar-se de nunca ter ficado em branco.   - Mais um golo do jovem Diogo Jota, que começa a ser talismã do Paços de Ferreira. O miúdo (18 anos) já tem nove golos pela equipa sénior dos pacenses, que quando ele marcou ganharam sempre: 4-0 ao Atl. Reguengos, 9-0 ao Riachense e 3-2 à Académica (aqui bisou) na época passada; 1-0 ao Boavista, 7-1 à Naval (outro bis), 2-0 ao Marítimo e agora 2-0 ao Estoril.
2015-11-30
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