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Último Passe

O FC Porto confirmou em Paços de Ferreira que não só está fora da luta pelo título como que nem o facto de ainda poder receber o Sporting no Dragão, na 28ª jornada, lhe permitirá discutir sequer o segundo lugar e a entrada direta na Liga dos Campeões. A equipa de José Peseiro não respondeu bem às palavras de Pinto da Costa, a meio da semana, encarando a partida contra o Paços de Ferreira com uma descrença que nem a ampla superioridade estatística em ataques, remates, cantos ou posse de bola disfarçou. A derrota por 1-0 terá sido punição extrema, face à nula ambição atacante da equipa da casa, e não deverá engrossar o lote de “vergonhas” do presidente, mas foi o grito dado do relvado para que se mude de paradigma. Peseiro respondeu à entrevista do presidente trocando Aboubakar e Brahimi por Suk e Varela, mas mantendo a confiança em Sérgio Oliveira, cuja presença constante no onze foi a maior alteração que promoveu desde a sua chegada. O médio, que passou a última temporada no Paços de Ferreira, até foi dos mais ativos na procura do golo, com remates à entrada da área, como aquele com o qual deu a última vitória aos dragões, em Setúbal, antes da interrupção do campeonato para os jogos das seleções. Porém, acabou por ser também ele a ficar ligado ao lance do golo do Paços de Ferreira. Ele e Layun. O lateral mexicano aliviou mal uma bola para os pés de Edson Farías, que lançou o lateral Bruno Santos, tendo este sido mais rápido e agressivo no ataque à bola que Sérgio Oliveira antes de colocar a bola no coração da área, para a conclusão de Diego Jota. Antes de bater Casillas, o remate ainda tabelou em Danilo, por aquela altura a fazer de segundo central por força da troca de Chidozie por André Silva. Faltavam dez minutos para o final do jogo e aquela era apenas a terceira vez que o Paços entrava na área portista. Até aquele momento, porém, mesmo tendo um domínio amplo do jogo (acabou com 18-5 em remates e com 14-1 em cantos), o FC Porto também não vinha fazendo uma exibição de encher o olho. Podia ter marcado? Podia. Na primeira parte teve dois bons lances: um cruzamento de Sérgio Oliveira, que cruzou a pequena área sem que ninguém lhe tocasse, aos 26’, e um slalom de Corona, concluído com um remate atabalhoado já no centro da área, um minuto depois. Na segunda parte, que os dragões atacaram com Brahimi em vez de Corona, as situações de perigo foram surgindo quase sempre em remates de meia-distância ou bolas paradas. Sérgio Oliveira, que chutara um pouco ao lado, aos 50’, obrigou Defendi a uma boa defesa, aos 71’. Entre os dois lances, tanto Chidozie (de cabeça, após um canto) como Maxi Pereira (numa tentativa de chapéu) falharam por pouco o alvo. Depois do golo pacense, Defendi ainda teve de brilhar por mais duas vezes, a impedir o empate, que quase saiu da bota de André Silva, aos 85’, ou da cabeça de Suk, ao quinto minuto de compensação. O resultado, porém, já não mudaria, levando o treinador do Paços de Ferreira, Jorge Simão, a subir à bancada, de forma a festejar a vitória de forma eufórica com os adeptos e a aplaudir com eles a ação dos jogadores. Do outro lado, mesmo não sendo o mais culpado da situação, José Peseiro ficou ainda com menos espaço para reivindicar um lugar no FC Porto de 2016/17.
2016-04-10
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Artigo

- Leo Bonatini fez ao Sp. Braga o sexto golo com a camisola do Estoril. Todos em casa. Esta época já tinha marcado ao Moreirense, na anterior fez golos ao Arouca, à Académica, ao Penafiel e ao Boavista.   - As expulsões de Mauro e Boly, no Estoril, fizeram do Sp. Braga a primeira equipa a ver dois vermelhos num jogo na atual Liga. A última vez que tal sucedera aos bracarenses foi a 24 de Abril, no empate em casa frente ao Belenenses, com vermelhos a Pedro Santos e Pedro Tiba.   - Mauro foi expulso pela segunda vez na equipa principal do Sp. Braga e o curioso é que as duas aconteceram nos últimos três jogos que fez como titular: este e a final da Taça de Portugal, frente ao Sporting. Pelo meio escapou a qualquer punição disciplinar na receção ao Boavista.   - Artur Soares Dias não expulsava dois jogadores na mesma partida da Liga desde 12 de Abril de 2014, quando mostrou duplo amarelo a Malonga e vermelho direto a Deyverson, num Belenenses-V. Guimarães que acabou com 3-1 favorável aos azuis.   - O V. Setúbal marcou sempre pelo menos dois golos nos quatro jogos da Liga, mas só ganhou um, empatando dois e perdendo o último, por 5-2 frente ao Marítimo. Os nove golos sofridos nas primeiras quatro jornadas não são, ainda assim, um registo tão mau como o apresentado há dois anos, em que Kieszek e Adilson Jr. já tinham ido buscar a bola ao fundo das redes por dez vezes nos primeiros quatro jogos.   - Ao fazer dois golos nos 5-2 do Marítimo ao V. Setúbal, o arménio Ghazaryan obteve o primeiro bis da sua carreira desde um hat-trick nos 7-0 com que o Mettalurg Donetsk goleou o Celik, do Montenegro, na segunda pré-eliminatória da Liga Europa de 2012/13, a 19 de Julho de 2012.   - No mesmo jogo também bisou o brasileiro Dyego Souza, cujo último bis tinha sido ao serviço do Portimonense, na II Liga, a 16 de Março de 2014. Fê-lo numa vitória sobre o Marítimo B (2-1). Repetidos desse jogo em campo no domingo só mesmo Dyego Souza e Fransérgio, que subiu à equipa principal verde-rubra.   - O segundo 0-0 seguido na Liga para o U. Madeira, desta vez contra o Moreirense, vale ao jovem guarda-redes André Moreira a maior série de imbatibilidade da atual Liga. São já 231 minutos sem sofrer golos, desde que foi batido por Soares, do Nacional, na segunda jornada. Supera os 184 estabelecidos por Bracalli até ao golo de Bruno Moreira (P. Ferreira), na terceira.   - Danielson, do Moreirense, cumpriu o 200º jogo na Liga, dos quais só 38 foram ao serviço do atual clube (tem 26 no Gil Vicente, 55 no Nacional, 40 no Paços de Ferreira e 41 no Rio Ave). É, ainda, o jogador de campo que há mais tempo joga consecutivamente, sem falhar um minuto na Liga. Fá-lo desde que foi substituído por Simy, aos 68 minutos de uma derrota do Gil Vicente em Arouca (1-0).   - O Nacional venceu a Académica por 2-0 e ainda não sofreu golos na Choupana esta época. O último a marcar ali foi Bernard, então no V. Guimarães, num empate a dois golos a 11 de Maio.   - A derrota significa que a Académica, que ainda soma zero pontos, vai registando o pior início de temporada desde 1977. Na altura – em que os tempos revolucionários levaram à mudança temporária de nome, para Académico – os conimbricenses perderam com Riopele (fora, 0-2), Sporting (casa, 1-5), Belenenses (fora, 0-2) e V. Guimarães (casa, 1-3). Só pontuaram à sexta jornada, batendo o Boavista em casa por 3-2. Mantendo sempre Juca como treinador, acabaram o campeonato em oitavo lugar.   - João Real somou o 100º jogo na Liga, 69 dos quais pela Académica. Tem ainda mais 31 pela Naval, onde chegou depois de vários anos nas divisões secundárias, a representar o Sp. Covilhã.   - Embora a questão não seja alvo de unanimidade, Edu Machado, do Tondela, fez o segundo autogolo da Liga, depois de outro da autoria de Gonçalo Brandão, do Belenenses. O V. Guimarães, que beneficiou do golo na própria baliza de Edu Machado para obter a primeira vitória da época, não tinha um autogolo a favor na Liga desde que Maurício (Sporting) também fez um na derrota leonina no D. Afonso Henriques por 3-0, a 1 de Novembro do ano passado.   - O Paços de Ferreira ganhou fora ao Boavista graças a um golo de Diogo Jota, o primeiro que ele faz esta época e o quinto desde que foi promovido aos seniores do clube da capital do móvel. Sempre que ele marca, o Paços ganha. Já tinha sido assim na época passada, nos 4-0 ao Reguengos, nos 9-0 ao Riachense (ambos para a Taça de Portugal) e nos 3-2 à Académica (jogo no qual bisou).
2015-09-14
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