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Último Passe

Dizer que o Benfica médio de Nápoles não foi tão mau como os quatro golos sofridos em menos de uma hora parecem fazer crer é como dizer que o Benfica médio da época passada não foi tão bom como os 88 pontos que somou na tabela final da Liga parecem dar a entender. E é tão profundo na análise como seria afirmar que Rui Vitória errou na escolha do onze só porque os dois jogadores que hoje sacrificou à vontade de dar à equipa mais algum controlo – Salvio e Gonçalo Guedes – acabaram por entrar e fazer os golos com que a equipa transformou um resultado catastrófico numa derrota apenas preocupante. Os 4-2 de Nápoles revelaram fundamentalmente duas coisas. Primeiro, uma propensão para o erro, sobretudo nas bolas paradas defensivas, que o Benfica já mostrara em jogos anteriores – a maior parte dos golos sofridos pelos encarnados esta época nasceu de bolas paradas. E depois um adversário mais matreiro e com maior taxa de acerto do que a maioria das equipas que o Benfica já tinha defrontado até aqui e que por isso mesmo foi capaz de transformar um superior volume de jogo em golos. Porque se Rui Vitória começou o jogo com André Almeida ao lado de Fejsa, de forma a que ambos pudessem ser auxiliados por André Horta, que partia de uma posição mais avançada – a de Jonas, que vem sendo ocupada por Gonçalo Guedes – foi por reconhecer que o Benfica tem tido problemas para controlar o ritmo dos jogos a meio-campo. É verdade que também não controlou este e que, genericamente mais atrás no campo, acabou por ver os erros cometidos transformados em golos. Hamsik fez o 1-0 logo aos 20’, de cabeça, num canto em que Fejsa se mostrou pouco agressivo no ataque à bola no primeiro poste. Ao intervalo, esperar-se-ia que Rui Vitória despertasse Carrillo, em sub-rendimento na esquerda do ataque, e que a equipa se juntasse para lutar pelo empate, mas o que se viu foram mais três golos do Napoli. Em sete minutos, Mertens fez o 2-0 num livre muito bem batido, Milik aumentou para 3-0 de penalti e Mertens chegou aos 4-0, num lance do qual Júlio César dai mal-visto, por ter falhado a interceção de um cruzamento que era dele. Com a discussão do resultado arrumada, Rui Vitória ainda fez entrar Salvio e Gonçalo Guedes, atenuando o resultado de 0-4 para 2-4 com dois golos dos dois suplentes, a dar sinal de uma atitude mais agressiva do Benfica, mas também da natural diminuição de intensidade de um Napoli que chegou aos seis pontos e encara a jornada dupla com o Besiktas na perspetiva de carimbar o apuramento. Para o Benfica, pelo contrário, os dois jogos com o Dynamo Kiev serão uma espécie de última praia, na qual um mínimo de quatro pontos se exige para entrar na fase decisiva em condições de discutir a passagem à fase seguinte.
2016-09-28
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Último Passe

Quando Jorge Nuno Pinto da Costa e Jorge Jesus estão de acordo acerca de um tema no qual quem fica a rir-se é o Benfica, é caso para se dizer que não estão a fazer favor nenhum e que o que dizem é justo. Acerca do interesse do Benfica em Carrillo, tanto o presidente do FC Porto – que o denunciou – como o treinador do Sporting – que o comentou – disseram o mesmo: Carrillo é profissional e vai para onde se sentir melhor. Mas nestas coisas do futebol-negócio há cada vez menos ingenuidades e convém todos sabermos acerca do que falamos. E do que falamos aqui é também do processo que o Benfica moveu a Jesus. Se perder Carrillo a custo zero, é evidente que o Sporting sai prejudicado pela estratégia que escolheu na abordagem ao tema. Bruno de Carvalho já fez excelentes operações em casos como este, nos quais fez da inflexibilidade negocial uma força, mas haveria de chegar o dia em que encontrava alguém igualmente inflexível do outro lado e sairia a perder. Já perdeu o contributo que o jogador podia ter dado durante a época desportiva – ainda que a sua ausência tenha sido gradualmente mitigada à medida que a equipa encontrou outras soluções – e prepara-se agora para partilhar com o investidor que ajudou a trazer Carrillo para Alvalade a perda do valor do passe. Às duas perdas, pode somar ainda uma terceira: a de ver Carrillo jogar com a camisola de um rival e, ainda, a de eventualmente vê-lo depois ser transferido por bom dinheiro. Mas é evidente que Carrillo tem todo o direito de assinar pelo Benfica. Assim como Jesus teve todo o direito de assinar pelo Sporting. A esse respeito, podemos criar todos os cenários que quisermos, mas ainda que Jesus não tenha sido convenientemente fotografado na mesma rua e no mesmo dia de Bruno de Carvalho, numa data em que já poderia assinar por um novo clube, como aconteceu com Carrillo e Luís Filipe Vieira, fará tanto sentido vir agora o Sporting processar Carrillo pela vontade que este tenha de jogar aqui ou ali como fez o Benfica processar Jesus por se ter mudado da Luz para Alvalade no verão passado. Nenhum sentido, portanto.
2016-01-29
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O primeiro zero atacante do Sporting esta época apareceu ao décimo jogo e, por mais que o tema seja tabu na estrutura leonina, fica associado à ausência de Carrillo, até por se notarem as dificuldades que a equipa de Jesus tem tido para fazer golos desde o afastamento do jogador, que se recusa a renovar contrato. Com Carrillo em campo, o Sporting fez 11 golos em 608 minutos, a uma média de um golo a cada 55 minutos. Sem ele, em 292 minutos, os leões fizeram apenas três golos em 292 minutos, a uma média de um golo por cada 97 minutos.   - Ao empatar a zero no Bessa, com o Boavista, o Sporting falhou mais uma vez na tentativa de obter uma quinta vitória consecutiva fora de casa em partidas da Liga. A última vez que as conseguiu foi em 2011. Desde então, já falhou quatro vezes ao quinto jogo: Benfica (0-1, em 2011/12), FC Porto (1-3, em 2013/14), Belenenses (1-1, em 2014/15) e agora Boavista (0-0).   - Além disso, os leões interromperam uma série de 23 jogos consecutivos sempre a marcar pelo menos um golo. A última vez que tinham ficado em branco tinha sido também no Porto, mas no Dragão, na derrota frente ao FC Porto por 3-0, a 1 de Março. A equipa de Jorge Jesus ficou assim aquém da série de 1969/70, quando marcou consecutivamente em 36 partidas.   - O Boavista pontuou pela primeira vez frente a um grande em casa desde que regressou à Liga. Na época passada tinha perdido os três jogos: 0-1 com o Benfica, 1-3 com o Sporting e 0-2 com o FC Porto. Já tinha conseguido empatar a zero com os azuis e brancos, mas no Dragão.   - Paulo Vinicius cumpriu frente ao Sporting o 100º jogo na Liga portuguesa. Dos 100, apenas seis foram com a camisola do Boavista. Soma, além disso, dois no Leixões, 53 na U. Leiria e 39 no Sp. Braga, de onde saiu para regressar ao Brasil.   - William Carvalho voltou a competir com a camisola do Sporting, quase quatro meses depois da última partida, que foi a final da Taça de Portugal, a 31 de Maio. Tal como nessa tarde, no Jamor, contra o Sp. Braga, o jogo acabou empatado.   - Jogo disciplinarmente imaculado do Boavista. A equipa axadrezada não viu um único amarelo, o que lhe sucede pela primeira vez desde Abril, quando perdeu em casa com o Marítimo por 2-0. O árbitro era o mesmo de ontem: Soares Dias.
2015-09-27
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Último Passe

A vitória clara do Benfica sobre o Paços de Ferreira (3-0) e o empate do Sporting com o Boavista (0-0) permitiram que os três primeiros ficassem mais juntos no topo da tabela e que a Liga reencontrasse os seus equilíbrios naturais. O Benfica não jogou uma maravilha, mas teve a fazer a diferença aquilo que ao Sporting vem faltando: talento. Contudo, houve mais do que isso.A forma mais evidente de separar o que fez o Benfica do que fez o Sporting é o recurso ao primeiro golo de Jonas, uma obra de arte inventada quase a solo pelo goleador brasileiro. Até aí, o Paços tinha mostrado qualidade na saída de bola e na organização defensiva e ameaçava complicar muito a tarde aos encarnados. Depois disso, até dividiu o jogo, ameaçou chegar ao empate, mas acabou vitimado por mais um lance onde o talento fez a diferença: Gaitán foi para cima de João Góis, ultrapassou-o e deu o golo a Gonçalo Guedes.Outra forma, mais rebuscada, de perceber a diferença é comparar o contributo dado no Benfica por Gonçalo Guedes com o que ofereceu a nova coqueluche dos leões, o jovem Gelson. Gonçalo é um jogador direto, reitilíneo, que fez um golo e assistiu Jonas para mais dois. Gelson mostra criatividade e técnica de drible mas uma compreensão muito menor do que exige o jogo de equipa. Até admito que Jesus tenha razão quando diz que Gelson é o jovem mais talentoso que alguma vez lhe passou pelas mãos, mas a verdade é que ele vai passando pelos jogos sem lhes deixar a sua marca, ao contrário do que faz Gonçalo, a quem o mesmo Jesus na época passada deu tão pouco tempo no onze.De onde se chega à terceira forma de separar o que fez o Benfica daquilo que fez o Sporting. É que Gonçalo não jogava no Benfica de Jesus porque havia Salvio e Gelson joga no Sporting porque deixou de haver Carrillo. E sem Carrillo, os leões têm sentido grandes dificuldades para mudar a velocidade do seu jogo ofensivo e para penetrar em defesas tão cerradas como a que o Boavista apresentou. Com duas linhas muito juntas, os axadrezados roubaram o espaço à entradxa da área que serve de destino habitual às diagonais dos alas leoninos e até às desmarcações de apoio do segundo avançdo. E sem essas duas armas, o ataque do Sporting passa a depender em excesso da entrega de Slimani. Que no Bessa, claramente, não chegou.
2015-09-27
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Último Passe

Toda a gente viu nas declarações de Jorge Jesus, a dizer que está “100 por cento ao lado do presidente” nas decisões que este toma na defesa dos interesses do Sporting, uma manifestação de sintonia total entre ele e Bruno de Carvalho. É verdade. Mas aquelas declarações, na verdade, nem seriam necessárias porque, conforme disse entretanto o ex-candidato à presidência dos leões José Dias Ferreira “quem manda é o presidente, não é o treinador”. E como diz o ditado, “manda quem pode, obedece quem deve”. As declarações de Jorge Jesus acerca do caso Carrillo têm, assim, outro alcance. Por outras palavras, o que Jesus disse foi: não fui eu que afastei Carrillo. Fosse o treinador outro e já aqui se encontrariam motivos mais do que suficientes para se especular acerca de uma alegada falta de solidariedade do treinador para com os interesses do clube, de um “sacudir água do capote” próprio de quem não quer assumir esses mesmos interesses superiores. A verdade é que uma coisa é ser solidário e outra é ser responsável. No caso Carrillo, ao ser solidário, Jesus está a dizer que não é responsável. E que a responsabilidade tem de ser assumida por outros – os que mandam. E a verdade, também, é que estando eu convencido de que o Sporting não ganha nada com o afastamento de Carrillo, tenho a certeza absoluta de que com o que não ganha mesmo é com o eternizar deste caso no espectro mediático. De onde ele só vai sair quando tudo for claro. É por isso que, depois de Jorge Jesus ter sido claro ao dizer que é solidário – e por inerência não é responsável – alguém devia clarificar a situação. Porque as perguntas não vão desaparecer. E porque enquanto não houver respostas o “ponto final” que o treinador quis colocar na polémica vai sempre soar a reticências. 
2015-09-22
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Último Passe

Um golo de Montero, após jogada de Carlos Mané, pôs termo à resistência heroica de um Nacional a jogar com dez homens desde a meia-hora e deu ao Sporting a primeira vitória em casa nesta Liga e a possibilidade de se colar ao FC Porto na liderança da tabela, quatro pontos à frente do Benfica. Foi, simultaneamente, a primeira vitória dos leões desde a eclosão do caso-Carrillo, o extremo peruano que vinha sendo a maior arma ofensiva da equipa e que ontem viu a partida num camarote por não ter aceite renovar contrato. E do jogo veio uma chamada de atenção para Jorge Jesus: Montero e Mané pedem mais minutos em campo. Mais ainda se Carrillo não voltar. O primeiro zero na baliza de Rui Patrício nesta Liga teve a ver com o facto de a equipa de Manuel Machado se ter visto privada de um homem ainda na primeira parte, por expulsão de Sequeira, o que lhe reduziu o potencial de ataque, mas também com a diminuição da vertigem atacante do Sporting no jogo. Continuam os movimentos dos alas em sentido contrário à linha do fora-de-jogo, na busca do espaço nas costas das defesas adversárias, vê-se ainda a enorme projeção ofensiva dos dois laterais, mas o Sporting que enfrentou o Nacional parecia ter acusado o 1-3 contra o Lokomotiv e por isso mesmo temer desequilibrar-se. Tudo somado ao facto de o Nacional ter encostado as duas linhas defensivas mais do que o normal – reduzindo assim o espaço entre elas – resultou num futebol ofensivo muitas vezes inconsequente dos leões, que giravam a bola, cruzavam, mas não conseguiam ocasiões claras de golo. E é aqui que entram Montero e Mané. Gelson é a grande coqueluche dos adeptos leoninos, mas o seu futebol mais feito de drible, procura de linha de fundo e cruzamento não me parece neste momento mais indicado para a equipa que o jogo de Mané, mais prático e com mais golo nas botas. Teo Gutièrrez foi uma das aquisições mais sonantes desta época, mas continua a parecer um pouco perdido em campo em vez de ocupar os espaços que o jogo vai pedindo, como faz Montero. Por alguma razão, os dois golos que o Sporting fez nos últimos dois jogos nasceram de penetrações de Mané, a que se seguiram finalizações irrepreensíveis de Montero. Ontem, foi graças a eles que o Sporting ganhou e evitou um problema maior para o presidente, que teria maior dificuldade em convencer os sportinguistas não brunistas de que a decisão de afastar Carrillo da equipa não se destina apenas a salvar a própria face no infeliz epílogo de um caso que há muito devia estar resolvido. E foi graças a eles também que Jesus pôde manter a tranquilidade no final da partida, quando teve de justificar a decisão de manter Carrillo de fora.
2015-09-21
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Último Passe

Quando Jorge Jesus decidiu lançar no jogo contra o Lokomotiv de Moscovo os jovens Tobias, Gelson e Carlos Mané, sabia que estaria a conseguir uma de duas coisas. Ou corria bem e tinha a aposta nos miúdos como cortina de fumo para justificar a exclusão de Carrillo – afinal, não seria o único titular a ficar de fora, como o próprio treinador vinco no final – ou corria mal, toda a gente percebia que os miúdos ainda não estão prontos e a ausência do peruano voltava à ribalta. Confirmou-se a segunda hipótese. A derrota por 3-1 frente aos russos não permitiu sequer ver o Sporting que até já desenha bons movimentos ofensivos, quando o faz com velocidade (que ontem só se viu no início da segunda parte), mas escancarou as portas para que toda a gente visse uma equipa que continua a defender muito mal: onze golos sofridos em oito jogos não deixam dúvidas. Carlos Mané até esteve no lance do golo de Montero, mas de Gelson pouco ou nada se viu a ponto de justificar 90 minutos em campo e Tobias terá feito a pior exibição de um defesa-central de que há memória nos tempos mais próximos em Alvalade: foi mais lento que Samedov a reagir ao ressalto que deu o primeiro golo; escapou à expulsão pouco depois, ainda na primeira parte, por entrada de sola sobre N’Dinga; não atacou a bola que permitiu ao mesmo Samedov fazer o segundo golo (em dois para cinco na área) e deixou Niasse virar-se, ainda fora da área, antes de o senegalês arrancar para o 3-1 final. Jesus era acusado na Luz de não dar oportunidade aos miúdos, ao mesmo tempo que Marco Silva era criticado em Alvalade pela inconstância nos resultados de uma equipa em que eles eram opções principais. Afinal, mudam-se os treinadores, mas não as realidades. A primeira derrota em casa em toda a sua história na fase de grupos da Liga Europa, além disso, deixa o Sporting em posição delicada para lutar pela qualificação numa prova em que o técnico afirmara de véspera ser candidato a uma presença na final. Perder em casa com outro dos candidatos ao apuramento significa que estes pontos terão de ser recuperados em algum lado. A primeira oportunidade será já a saída até Istambul, o inferno onde joga o Besiktas. E para sair de lá com um bom resultado vai ser preciso resolver o problema defensivo que tem afetado esta equipa desde o início da época. Este Sporting até tem sabido defender na frente, sobretudo nos jogos que lhe correm melhor. É uma questão de acerto posicional ou de agressividade dos homens que jogam mais atrás: sempre que o adversário passa aquela primeira zona de pressão, o Sporting treme. E a tremer assim, Jesus pode ter os objetivos que só ele sabe na cabeça, mas nem o campeonato estará ao seu alcance.
2015-09-17
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Andre Carrillo, que tem sido uma das figuras do Sporting neste início de temporada, não foi convocado para o jogo que os leões têm hoje à noite com o Lokomotiv de Moscovo. Não há – nem tem de haver – uma justificação oficial para a ausência do peruano, mas parece mais ou menos evidente que ela está ligada à recusa deste em renovar o contrato que o liga ao Sporting até final da presente época, ficando assim livre para assinar por quem quiser a partir de Janeiro e para se mudar em Agosto, sem que os leões recebam nada. Há quem defenda que é assim mesmo que tem de se fazer – se o jogador não renova, encosta-se. Ainda por cima porque em fila de espera está Carlos Mané, que juntamente com João Mário me parece o jovem mais promissor a morar por esta altura em Alvalade. Respeito essa opinião. Mas quando se trata de a justificar, não me chegam respostas como: era assim que o clube A ou B fazia. A mim, que me escapa uma justificação racional para um clube continuar a pagar (e bem!) a um jogador durante onze meses para o ter a treinar sozinho e não o rentabilizar do ponto de vista desportivo, esta parece-me uma medida indefensável. Primeiro, porque não me parece que o Sporting ganhe alguma coisa com isso – e se ganhar, convencendo o jogador a renovar através desta medida, estamos a falar de chantagem, que é algo que me custa a aceitar no plano dos princípios. Depois, porque, em qualquer atividade, um bom profissional é aquele que cumpre escrupulosamente os seus deveres para com a entidade empregadora e não aquele que aceita renovar contratos só porque esta quer fazê-lo. A ser verdade que Carrillo não aceita renovar contrato por nada deste Mundo, haverá razões para duvidar também que aceite ser transferido na janela de mercado de Janeiro, a última em que o Sporting pode ganhar algum dinheiro com ele. Mas ainda assim, se havia alguma chance de o fazer, o melhor caminho era tê-lo à mostra, a jogar. A jogar bem, como tem feito até aqui. Pô-lo de parte agora só teria uma justificação aceitável: a firme convicção de que, daqui para a frente, ao serviço de outros interesses, Carrillo desataria a marcar golos na própria baliza em vez de os construir ou finalizar nas redes adversárias. E isso seria caso inédito na história do futebol Mundial.
2015-09-17
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Jorge Jesus ganhou dez dos 14 confrontos com Pedro Martins, o atual treinador do Rio Ave. O histórico faz-se com Jesus sempre no Benfica e com Martins quatro épocas no Marítimo e uma já em Vila do Conde. No entanto, Pedro Martins impôs-se nas duas últimas receções ao atual técnico leonino: 2-1 pelo Marítimo na abertura da Liga de 2013/14 e 2-1 pelo Rio Ave em Março último. Não deixa de ser curioso que sempre que perdeu na Liga com Pedro Martins, Jorge Jesus tenha acabado por ser campeão. É caso para dizer que Jesus nem se importa de perder com ele, porque a recompensa acaba por chegar. Mais grave foi, do ponto de vista de Jorge Jesus, a outra derrota que tem com este colega de profissão. Aconteceu em Dezembro de 2011, quando o Marítimo de Pedro Martins afastou o Benfica de Jorge Jesus da Taça de Portugal: 2-1 nos Barreiros, com golos de Roberto Souza e Sami a responder a um tento de Saviola, ainda na primeira parte. Um resultado feito de virada, como foram, aliás, duas das três vitórias de Pedro Martins sobre Jorge Jesus. Essa vitória, no entanto, acabou por não valer de muito ao Marítimo de Martins, que caiu na eliminatória seguinte, batido por 3-0 pelo… Sporting, em Alvalade. Azar tem tido Pedro Martins nos últimos jogos com o Sporting: vai em cinco derrotas consecutivas: 2-4 em Alvalade e 0-1 em Vila do Conde, com o Rio Ave, na época passada; 1-3 nos Barreiros e 2-3 com o Marítimo em Alvalade para a Liga de 2013/14, temporada na qual também perdeu por 3-0 em Lisboa para a Taça da Liga. Foram dois anos em contraciclo para um treinador que, antes disso, até tinha saldo positivo com os leões de Lisboa: duas derrotas, dois empates e três vitórias, a última das quais a 10 de Fevereiro de 2013, por 1-0, graças a um golo do agora setubalense Suk.   - O Sporting ganhou os últimos dois jogos em Vila do Conde. Por 1-0 na época passada, com golo de Nani, e 2-1 há dois anos, com Carlos Mané e Slimani a virarem o resultado, depois de um autogolo de Maurício. A última derrota leonina no estádio do Rio Ave foi a 2 de Fevereiro de 2013, e também de virada: Jeffrén marcou primeiro para os leões, mas um autogolo de Joãozinho e um segundo de Ukra valeram o 2-1 final aos vila-condenses.   - Em contrapartida, Jorge Jesus perdeu (e também de virada) na última vez que foi a Vila do Conde. Foi a 21 de Março, o Benfica de Jesus adiantou-se por Salvio, os vila-condenses empataram por Ukra e marcaram o golo da vitória já nos descontos por Del Valle. Antes, tinha lá ganho (3-1) a 1 de Dezembro de 2013.   - O Sporting ganhou as três últimas deslocações que fez para a Liga: 1-0 em Vila do Conde ao Rio Ave na época passada, a somar aos 2-1 ao Tondela e aos 3-1 à Académica, já esta época. Se voltar a vencer no domingo, iguala a melhor série de Marco Silva, que foi de quatro vitórias fora consecutivas (3-1 ao Boavista, 1-0 ao Nacional, 1-0 ao Sp. Braga e 3-1 ao Arouca). Para se encontrar melhor do que isso é preciso recuar a 2010/11, quando os leões venceram consecutivamente a U. Leiria (2-1), a Académica (2-1), o Portimonense (3-1), o V. Setúbal (3-0) e o Marítimo (3-0).   - Mais recente é a memória de um Sporting a ganhar as primeiras três saídas da temporada. Aconteceu em 2013: 4-0 à Académica, 2-0 ao Olhanense e 2-1 em Braga. À quarta perderam, por 3-1, com o FC Porto, no Dragão.   - O Sporting marcou golos nos últimos 14 jogos que fez na Liga, não ficando em branco desde 1 de Março, quando perdeu por 3-0 com o FC Porto, no Dragão. Para encontrar uma série maior é preciso recuar ao período entre a derrota (1-0) em Paços de Ferreira, a 5 de Maio de 2013, e o empate em casa (0-0) com o Nacional, a 21 de Dezembro de 2013. Foram, nessa sequência, 15 os jogos sempre com golos leoninos. - Todos os golos sofridos pelo Rio Ave esta época nasceram de bolas paradas: um livre indireto (Gonçalo Brandão, do Belenenses), dois cantos (Ruben Pinto, do Belenenses, e Suk, do V. Setúbal) e dois penaltis (Carlos Martins, do Belenenses, e André Claro, do V. Setúbal). O Sporting (que também já sofreu dois golos de penalti) só marcou duas vezes de bola parada (os penaltis de Adrien ao Tondela e de Aquilani à Académica).   - Tobias Figueiredo, defesa central do Sporting, estreou-se na Liga contra o Rio Ave, a 18 de Janeiro, lançado por Marco Silva numa vitória leonina por 4-2, em Alvalade. O mesmo sucedeu com Ewerton, que ainda não está em condições de ser utilizado por Jorge Jesus: entrou na Liga portuguesa lançado por Leonardo Jardim, a 13 de Agosto de 2011, num empate sem golos entre Rio Ave e Sp. Braga. E ainda com Carrillo, cujo primeiro jogo pelo Sporting na Liga foi em Vila do Conde, a 19 de Setembro de 2011: Domingos Paciência deu-lhe os primeiros 54 minutos de um sucesso leonino por 3-2.   - O árbitro desse jogo de estreia de Carrillo era o mesmo do jogo deste domingo: Hugo Miguel, que nessa noite estabeleceu o seu recorde pessoal de cartões num desafio da I Liga. Foram onze amarelos e uma expulsão por acumulação para o haitiano Sony, pouco depois de o Sporting ter feito o 3-2 final.
2015-09-12
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JESUS REVIVE JOGO NO QUAL MARCOU O ÚNICO GOLO À SPORTING   Jorge Jesus não marcou muitos golos na sua carreira de futebolista e, entre os que marcou, só um aconteceu ao serviço do Sporting. Foi numa visita à Académica, a mesma que a equipa leonina vai reviver nesta terceira jornada. Nesse jogo, a 2 de Novembro de 1975, Jesus saiu do banco com Vitor Gomes, quando Juca quis render os dois extremos, Marinho e Chico Faria, a seis minutos do final. O resultado estava em 3-1 favorável aos leões e o jovem médio fez ele próprio o 4-1 final, marcando na baliza de Hélder. Aquele era apenas o quarto jogo que Jesus fazia pelos leões depois de chegar do empréstimo ao Olhanense. Até final da época entrou em apenas mais oito, nenhum deles como titular. O seu caminho como futebolista estava traçado e seria longe de Alvalade: antes de começar a treinar o Amora, em 1989/90, seguiram-se, na sua carreira, Belenenses, Riopele, Juventude de Évora, U. Leiria, V. Setúbal, Farense, E. Amadora, Atlético, Benfica de Castelo Branco e Almancilense. A Académica, porém, voltou a cruzar-se no seu caminho, pois também lhe fez golos com as camisolas do Riopele e do V. Setúbal. Para tornar este jogo ainda mais especial para o atual treinador leonino, resta dizer que Coimbra foi também o palco da despedida do seu pai, Virgolino de Jesus, que se lesionou no último jogo do campeonato, a 8 de Abril de 1945. No Campo de Santa Cruz, o Sporting ganhou o jogo por 2-1, graças a um bis de Jesus Correia, mas o interior direito magoou-se numa perna e não voltou a vestir a camisola verde e branca. Jorge Jesus só nasceria nove anos depois.   - Além disso, as equipas de Jorge Jesus nunca perderam em Coimbra em jogos a contar para a Liga. Em toda a sua carreira de treinador, o amadorense visitou 13 vezes a Académica, ganhando seis e empatando sete. Empatou ali (2-2) com o E. Amadora em 1998/99 e com o V. Guimarães (1-1) em 2003/04. Depois disso, conseguiu lá uma vitória por 4-0, que não chegou para manter o Moreirense na I Liga, em 2004/05, e outra por 3-1, já na U. Leiria, em 2005/06. Pelo Belenenses empatou ali nas duas temporadas (1-1 em 2006/07 e 0-0 em 2007/08), repetindo o empate a uma bola ao serviço do Sp. Braga (1-1 em 2008/09). Por fim, nas seis épocas de Benfica, ganhou quatro jogos (3-2 em 2009/10, 1-0 em 2010/11, 3-0 em 2013/14 e 2-0 em 2014/15) e empatou os outros dois (0-0 em 2011/12 e 2-2 em 2012/13).   - O Sporting sofreu golos nos seus últimos quatro jogos oficiais (Tondela, CSKA, Paços de Ferreira e de novo Tondela), algo que já não lhe sucedia desde Fevereiro. Nessa altura a série foi mesmo de cinco: 1-1 em casa com o V. Setúbal, 3-1 em Arouca, 1-1 em casa com o Benfica, 1-1 com o Belenenses no Restelo e 0-2 em Wolfsburg. E foi interrompida a 22 de Fevereiro na vitória caseira sobre o Gil Vicente (2-0).   - A Académica perdeu os últimos quatro jogos, dois deles ainda referentes à época passada (0-4 em casa com o V. Setúbal, 0-1 em Paços de Ferreira, 2-4 em casa com o V. Guimarães e 2-3 em Paços de Ferreira), e não ganhou nenhum dos derradeiros onze. A última vitória da formação orientada por José Viterbo foi a 15 de Março, um 2-1 caseiro contra o Nacional, graças a golos de Lucas Mineiro e Marcos Paulo, contra os quais de nada serviu um penalti de Marco Matias. Na época passada, a equipa então dirigida por Paulo Sérgio esteve 13 jogos sem ganhar, entre o 1-0 em Arouca a 28 de Setembro e o 1-0 em casa ao Rio Ave (Taça da Liga) a 21 de Janeiro.   - Limitando a pesquisa a jogos a contar para a Liga (porque os onze jogos sem ganhar da corrente série são todos da Liga), a equipa de Paulo Sérgio esteve 15 partidas sem ganhar, desde o tal jogo com o Arouca até à estreia de Viterbo, com uma vitória no Estoril por 2-1, a 22 de Fevereiro.   - Carrillo marcou nas duas últimas visitas a Coimbra, os 4-0 de 2013/14 e o empate a um golo da época passada.   - Este é um jogo especial também para Adrien, que ganhou uma Taça de Portugal pela Académica (na final contra o Sporting) e se estreou na Liga pelos leões a defrontar a Académica: entrou a 1 minuto do fim de uma vitória por 4-1 em Alvalade, a 17 de Agosto de 2007, lançado por Paulo Bento.   - Quatro jogadores do atual plantel da Académica estrearam-se na Liga frente ao Sporting, no empate a uma bola, em Coimbra, na época passada. São eles o brasileiro Iago, o ganês Ofori, o nigeriano Obiora e o jovem português Pedro Nuno.   - A Académica não ganha ao Sporting em Coimbra desde 8 de Maio de 1977, quando um autogolo de Da Costa permitiu à equipa então orientada por Juca levar a melhor, por 2-1, sobre os leões de Jimmy Hagan (Joaquim Rocha e Freire tinham feito os golos na primeira parte). Desde esse dia, os estudantes ganharam três vezes aos leões. Duas em Alvalade (1-0 em 2005/06, com golo de Marcel, e 2-1 em 2009/10, com os tentos de Orlando e João Ribeiro a superiorizarem-se ao marcado por João Moutinho) e uma, mais notória, na final da Taça de Portugal de 2012, por 1-0, com golo de Marinho.   - O árbitro Bruno Esteves nunca viu uma derrota do Sporting, que no entanto empatou três dos sete jogos feitos com ele a apitar. Um dos quais um Sporting-Académica que acabou sem golos, a 29 de Outubro de 2010. A última visita deste árbitro a Alvalade foi o polémico Sporting-Penafiel da época passada, que os leões venceram por 3-2 e que acabou com três expulsões: o leão Tobias aos 11’ e os penafidelenses Dani e Pedro Ribeiro, aos 83’ e 89’.
2015-08-29
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- Carrillo tomou parte ativa em cinco dos seis golos marcados pelo Sporting esta época. Marcou ao Benfica (ainda que a FPF tenha depois atribuído o golo a Teo Gutièrrez) na Supertaça e agora ao Paços de Ferreira, assistiu Slimani no segundo golo ao CSKA e esteve na origem dos lances dos primeiros golos ao Tondela e à equipa russa, lançando Ruiz nas costas da defesa adversária para o cruzamento que deu golo a João Mário e Téo Gutièrrez. A única exceção foi o golo de Adrien em Tondela, nascido de um penalti sobre Gelson.   - O Sporting sofreu um golo de penalti em casa, mas isso já nem é novidade: os leões viram os árbitros apitar-lhes penaltis contra nos últimos três jogos feitos em Alvalade. Antes deste, de Pelé, que valeu o empate ao Paços de Ferreira, tinha acontecido o mesmo contra o CSKA (falta de Jefferson e defesa de Rui Patrício) e contra o Sp. Braga (infração de Tobias Figueiredo e conversão de Pardo a dar vantagem aos minhotos).   - Em contrapartida, o Paços de Ferreira já não tinha um penalti a favor na Liga desde 13 de Março, data em que ganhou em casa ao Boavista por 1-0, graças à conversão de Manuel José. Curioso é que o último árbitro a marcar um penalti a favor dos pacenses tinha sido o mesmo Manuel Oliveira, que também expulsara o prevaricador: na ocasião o boavisteiro Tengarrinha.   - O Sporting rematou pouco no jogo com o Paços de Ferreira (apenas nove remates, dos quais só três enquadrados na baliza). Não o fazia com tão pouca frequência desde 19 de Abril, quando bateu o Boavista em Alvalade por 2-1 fazendo apenas seis tentativas de chegar ao golo.   - O Paços de Ferreira empatou com o Sporting nas últimas três vezes que defrontou os leões e sempre pelo mesmo resultado: 1-1. A última vitória dos leões foi no Capital do Móvel, a 5 de Abril de 2014, por 3-1, com golos de William, Rojo e Adrien a valerem mais que o tento pacense, de Bebé.   - Rui Patrício sofreu golos nos últimos três jogos na baliza do Sporting (Tondela, CSKA e Paços de Ferreira), repetindo a série com que acabou a época passada (Estoril e duas vezes Sp. Braga, uma vez que não defrontou o Rio Ave, na última jornada da Liga). Para se encontrar uma série pior é preciso recuar a Fevereiro, quando foi batido consecutivamente por Arouca (3-1), Benfica (1-1), Belenenses (1-1) e Wolfsburg (0-2).   - O FC Porto fez na Madeira apenas oito remates, mínimo da equipa azul e branca na Liga desde o empate (1-1, também) no Restelo, a 17 de Maio, que deu o título nacional ao Benfica. Nesse jogo, tinha-o feito apenas seis vezes. Mas para encontrar um jogo em que os dragões tenham rematado menos do que o adversário (o Marítimo tentou o golo em nove ocasiões) é preciso recuar ao empate a zero na Luz, contra o Benfica, a 26 de Abril: nessa tarde, visou as redes de Júlio César por seis vezes contra sete dos encarnados.   - Edgar Costa não fazia um golo de cabeça desde Setembro do ano passado, quando também aproveitou um cruzamento da esquerda (na altura de Ruben Ferreira) para surgir nas costas do lateral esquerdo do V. Guimarães (Traoré). Em contrapartida, três dos seus últimos seis golos surgiram nos primeiros 10’ de jogo: antes de marcar agora ao FC Porto aos 5’,no último ano já tinha marcado ao V. Guimarães aos 6’ e ao Gondomar aos 7’.   - Edgar Costa foi ainda o primeiro a marcar um golo a Casillas na Liga portuguesa, mas não o primeiro português a marcar um golo ao guardião espanhol. O último tinha sido Tiago, a 13 de Setembro do ano passado, numa vitória do Atlético Madrid no Santiago Bernabéu (2-1). E desde então Casillas foi ainda batido por vários conhecidos da Liga portuguesa, como Otamendi, Ghilas ou Nolito.   - O empate nos Barreiros significa que o FC Porto já vai em seis jogos seguidos sem ganhar na Madeira. A última vitória aconteceu na Choupana, por 3-1, ante o Nacional, em Maio de 2013. Desde então e até ao empate de sábado, os dragões tinham perdido por três vezes nos Barreiros com o Marítimo (duas por 1-0 e uma por 2-1) e empataram uma (1-1) e perderam outra (2-1) com o Nacional na Choupana.   - Este foi ainda o primeiro jogo da Liga que o FC Porto não ganhou com o árbitro Hugo Miguel. Até sábado, o juiz lisboeta tinha estado em 12 partidas dos dragões, todas com vitória azul e branca.   - Ao bater o Benfica por 1-0, o Arouca subiu pela primeira vez à liderança da Liga em toda a sua história. Faz até melhor do que o Rio Ave, que liderou da segunda à quarta jornada da época passada, mas graças a uma melhor diferença de golos, uma vez que teve sempre pelo menos mais dois clubes a par.   - O último “não grande” a liderar a Liga isolado foi o Sp. Braga de Domingos Paciência, a 30 de Novembro de 2009: ganhou em casa à U. Leiria por 2-0 e beneficiou do empate a zero do Benfica em Alvalade para ficar com dois pontos de avanço dos encarnados à 11ª jornada.   - O Benfica não marca um golo fora do Estádio da Luz há 190 minutos: fê-lo Ola John, em Coimbra, ao Marítimo, a assegurar a vitória na Taça da Liga, aos 80’ (2-1). Desde então, a equipa encarnada ficou em branco na Supertaça (0-1 com o Sporting) e agora com o Arouca (outra vez 0-1). Se contabilizarmos só os jogos fora na Liga, então o Benfica não marca fora desde 2 de Maio, quando derrotou o Gil Vicente por 5-0. Depois disso empatou a zero em Guimarães (e celebrou o bicampeonato) e perdeu agora com o Arouca.   - A derrota com o Arouca em Aveiro foi a primeira vez dos encarnados contra um adversário que jogava em casa emprestada desde que foram batidos pelo V. Setúbal nas Antas, também à segunda jornada, mas de 1997/98. A 31 de Agosto de 1997, um golo de Kassumov valeu os três pontos aos sadinos e deixou Manuel José em maus lençóis: foi despedido 15 dias depois. A última vez que o Benfica não ganhou nesta circunstância foi em Agosto de 2007, quando empatou no Bessa com o Leixões. Fernando Santos teve menos sorte e foi imediatamente despedido.   - Roberto, autor do golo do Arouca, foi júnior do FC Porto e só agora marcou pela primeira vez a um grande. Em contrapartida, Jonas, avançado do Benfica, ficou pela primeira vez em branco contra o Arouca.   - O Benfica rematou 30 vezes à baliza do Arouca, um recorde da Liga. O anterior máximo tinha sido estabelecido por FC Porto (contra o V. Guimarães) e pelo próprio Benfica (ante o Estoril), com 19 tentativas cada um.   - Rafael Bracalli lidera a única defesa ainda inviolada da Liga, com 180 minutos sem sofrer golos. O melhor arranque do guarda-redes brasileiro tinha acontecido em 2010/11 quando, ainda no Nacional, esteve 179 minutos embatido, até ver Carlos Martins (na altura no Benfica) fazer-lhe um golo nos 2-1 com que os madeirenses bateram o Benfica na Choupana.   - Há 36 jornadas da Liga que não se assistia à incapacidade dos três grandes para ganhar na mesma semana. Sporting e FC Porto empataram com Paços de Ferreira e Marítimo e o Benfica perdeu com o Arouca. A última vez que nenhum dos três ganhara tinha sido a 3 e 4 de Maio de 2014, na 29ª jornada da Liga: o Sporting empatou fora com o Nacional, o Benfica empatou em casa com o V. Setúbal (ambos a um golo) e o FC Porto foi derrotado fora de casa pelo Olhanense (1-2).   - O Rio Ave não ganhava em casa ao Braga para a Liga desde Outubro de 2010, quando golos de Zé Gomes e João Tomás lhe valeram um sucesso por 2-0. Entre esse jogo e o de sexta-feira, ganho graças a um golo de Hassan (1-0), só houve dois repetentes em campo: o vila-condense Tarantini e o árbitro, João Capela.   - O brasileiro Soares, que fez o golo da vitória do Nacional frente ao U. Madeira, e os portugueses Luisinho, que fez o tento da vitória do Boavista contra o Tondela, e André Claro, autor de um dos golos da ampla vitória setubalense em Coimbra foram os únicos a marcar nas primeiras duas jornadas da Liga. Imitam o que tinha sido conseguido na época passada por Jackson Martínez (FC Porto), Bernard (V. Guimarães) e Deyverson (Belenenses). Dos três, há um ano, Jackson foi o único a marcar também na terceira ronda.   - O caso de Luisinho é especial, porque o ex-atacante do Académico de Viseu marcou nos primeiros dois jogos que fez na Liga. Antes dele, tal havia sido conseguido pelo vimaranense Bernard, autor de um golo ao Gil Vicente e dois ao Penafiel nas primeiras duas rondas da época passada. Até final da época, porém, Bernard só marcou mais duas vezes.   - Aly Ghazal não era expulso na Liga portuguesa desde a segunda jornada da época passada, mais precisamente desde 24 de Agosto de 2014, quando Carlos Xistra lhe mostrou o vermelho no Restelo, num jogo que o Nacional perdeu por 3-1 com o Belenenses. Um ano depois, voltou a ser expulso por Bruno Paixão, mas desta vez a sua equipa ganhou por 1-0 ao U. Madeira.   - O Moreirense repetiu o resultado da primeira jornada: voltou a perder por 2-0, agora com o Estoril, e de novo com a particularidade de ter sofrido os dois golos na última meia-hora de jogo. Só o Estoril sofreu tantos golos na reta final das partidas: igualmente quatro, todos no jogo com o Benfica. Ainda que os estorilistas compensem esse resultado com os dois golos que agora fizeram ao Moreirense.   - O empate em Guimarães significa que o Belenenses alarga a presente série de invencibilidade fora de casa para sete jogos. A última derrota dos azuis fora do Restelo aconteceu a 22 de Março, no Bessa, por 1-0, em jogo da Liga. Desde então ganharam em Arouca (1-0), empataram em Braga (1-1) e em Coimbra com a Académica (1-1), voltaram a vencer o Gil Vicente em Barcelos (2-0) a fechar a última Liga e, já esta temporada, empataram em Gotemburgo (0-0), venceram o Altach (1-0) e agora voltaram a empatar em Guimarães (1-1). Desde 2012/13 que o Belenenses não passava sete jogos seguidos sem perder fora de casa, mas nessa altura jogava a II Liga.   - Ao ganhar por 4-0 em Coimbra à Académica, o V. Setúbal obteve o melhor resultado fora desde 27 de Novembro de 2008, quando bateu o Torre de Moncorvo por 4-0 na quarta eliminatória da Taça de Portugal (dois golos de Bruno Gama, um de Ricardo Chaves e outro do Laionel). Para encontrar um resultado tão bom dos sadinos em deslocações mas a contar para a Liga, então é preciso recuar até 18 de Abril de 2004, data em que venceram fora o Salgueiros (4-0, com bis de Zé Pedro, mais um golo de Manuel José e outro de Meyong). Já a Académica perdeu em casa por 4-0 com o Sporting (golos de Rojo, Adrien, Montero e Carrillo) faz hoje precisamente dois anos, a 24 de Agosto de 2013, em partida que também contou para a segunda jornada da Liga.
2015-08-24
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Último Passe

Os 2-1 com que o Sporting bateu o CSKA na primeira mão do playoff da Liga dos Campeões estão muito longe de ser um resultado perfeito, mas se a equipa verde e branca preferiu adotar uma abordagem conservadora e segura para os minutos que se seguiram ao golo de Slimani em vez de tentar capitalizar sobre a euforia na busca de um terceiro golo é porque o seu treinador acredita que pode marcar pelo menos uma vez em Moscovo. A eliminatória continua tão difícil como já se sabia que iria ser, mas o acesso aos milhões continua na base dos 50% para cada lado. Jorge Jesus disse no fim que este foi o melhor jogo que a equipa no que leva da época. Não me pareceu. É verdade que o Sporting fez coisas boas, sobretudo nos 25 minutos iniciais, mas a forma como baixou a intensidade defensiva após chegar ao 1-0 foi comprometedora. Falta a esta equipa a capacidade para mexer como quer nos ritmos do jogo, para baixar a velocidade do ataque e manter a intensidade defensiva, porque assim que esta baixa também surgem os espaços a meio-campo e os adversários passam a poder lançar gente nas costas de uma defesa subida ou, em rápidas variações de flanco, conseguem deixar os extremos do flanco oposto em lances de um para um com o lateral que os acompanha. O puzzle só se resolveu quando o próprio CSKA perdeu rapidez de execução. E aí, com o jogo bem mais fechado, viu-se a tal qualidade de ataque posicional de que falava Jesus. Percebeu-se que Aquilani pode ser uma grande ajuda, pela visão de jogo que empresta à equipa, ou que Mané e Gelson são acrescentos de inventividade a um sector (a linha de apoio ao ponta de lança) que o treinador pode travestir de diversas formas. Foi a derivação de Carrillo da direita para o meio que se revelou decisiva, num lance em que o peruano lançou Slimani para o golo.
2015-08-18
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Último Passe

O pai de Teófilo Gutierrez disse ontem à Rádio Renascença que não tem dúvidas de que o golo que valeu a Supertaça ao Sporting é da autoria do filho. O árbitro do jogo, Jorge Sousa, até pode ter tido as suas dúvidas, mas acabou por dar o golo a Teo no relatório que faz letra de lei para a FPF. Por isso é oficial: o golo é de Teo, que dessa forma se vê compensado pela anulação incorreta do golo que tinha feito antes. Discordo. E não é por ser contra a lei da compensação.Os legalistas podem tirar o cavalinho da chuva que nas leis do jogo não há nada a respeito desta matéria. Aliás, nem sequer num campeonato, onde está em causa o título de melhor marcador, a Liga tem por hábito dar cunho oficial a estas decisões, pois não reconhece o troféu, que remete para os jornais. Ora neste caso os jornais desportivos foram unânimes a atribuir o golo a Carrillo, aplicando a diretiva que faz mais sentido: a emitida pela FIFA há uns anos a respeito de autogolos. Dizia a FIFA que no caso de um lance em que a bola é chutada por um atacante e entra na baliza depois de tocar num defensor o fator decisivo era o de perceber se sem a intervenção desse defensor a bola iria na mesma na direção da baliza. Se sim, dá-se o golo ao atacante; se não, trata-se de um autogolo do defensor.Neste caso, em que a intervenção é de outro atacante, há que tentar perceber se a sua participação no lance é intencional ou não. Não sendo - e creio que Teo não procura desviar a bola de Júlio César - há que perceber se o remate ia pelo menos na direção da baliza. E ia. Não vejo assim nenhuma razão para que o golo seja de Teo e não de Carrilllo. Quanto mais não seja por achar que se o golo é o ponto alto do futebol nunca deve ser marcado sem querer.
2015-08-10
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